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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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JÚLIO POMAR INAUGURA EXPOSIÇÃO NA GALERIA MUNICIPAL DE ARTE EM BARCELOS

Câmara Municipal proporciona “grande momento para a cultura em Barcelos”

Júlio Pomar, um dos grandes nomes da arte portuguesa, esteve presente na inauguração da exposição “A Razão das Coisas”, que se realizou no sábado, 27 de abril, na Galeria Municipal de Arte de Barcelos. O pintor e escultor, acompanhado pela vereadora do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Barcelos, Armandina Saleiro, visitou a exposição composta por 26 “assemblages” da sua autoria, fotografadas por Gérard Castello-Lopes e por José M. Rodrigues.

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“Este é um grande momento para a cultura em Barcelos”, disse a vereadora Armandina Saleiro. “Podermos contar com a presença de Júlio Pomar na inauguração desta exposição é, para todos nós, uma grande honra”, disse ainda, sublinhando a parceria com a Fundação de Serralves que permitiu a concretização deste importante evento cultural para a cidade e para o concelho.

Júlio Pomar falou sobre algumas vertentes do seu trabalho artístico ao muito público que marcou presença na inauguração, mas coube a Samuel Silva, da Fundação de Serralves, a tarefa de explicitar e interpretar as obras expostas, o contexto da sua criação e as relações entre as peças de Pomar e as fotografias daqueles dois autores.

A exposição comporta duas áreas: uma com peças maioritariamente de bronze, datadas de 2003 e 2004 e fotografadas por Gérard Castello-Lopes; outra, com peças feitas de materiais diversos, quase todas datadas de 1997 e fotografadas por José M. Rodrigues. Em ambos os casos, frisou Samuel Silva, são notórias as “afinidades entre três pessoas” que resultam nesta exposição.

Contudo, as fotografias não se reduzem à mera reprodução ou registo das peças de Júlio Pomar. Criam-se relações entre a fotografia e os objetos tridimensionais escultóricos de Pomar, capazes de suscitar a imaginação dos espetadores.

Sobre estas fotografias disse Júlio Pomar: “(…) A convocação que fiz ao olhar dos fotógrafos sobre as minhas esculturas era a de que imaginassem ouvir a voz de cada peça a dizer-lhes: Faz de mim o que quiseres!”

Gérard Castello-Lopes diz que “as ‘assemblages’ de Júlio Pomar… não são obras programadas, mas sim realizadas ou adoptadas quase que involuntariamente com a ajuda do tempo, que da obra se alheia e simultaneamente a vai fazendo através da descoberta (ou proposição) de um encontro de afinidades ou complementaridades.”

E José M. Rodrigues refere: “Comecei por reparar que as peças do Júlio pareciam ter sido feitas como fotografias, pela ‘assemblage’, pela união dos elementos. A minha maneira de trabalhar tem a ver com o acumular de sensações, ou com conjuntos de fotografias que vou fazendo e, como disse Saramago, ‘nisto, encontro aquilo’. Tem muito a ver com o ponto de partida do Júlio com as suas peças, e é por aí que eu próprio vou traçando caminhos”.

Com a apresentação na Galeria Municipal de Arte de Barcelos, termina a itinerânica desta exposição, que estará patente todos os dias, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 18h00, até 21 julho.