Aviso de Sismo Sentido no Continente 14-01-2026 23:21
2026-01-14 23:21:00
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera informa que no dia 14-01-2026 pelas 23:21 (hora local) foi registado nas estações da Rede Sísmica do Continente, um sismo de magnitude 2.1 (Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de 6 km a Oeste de Paços de Ferreira.
Este sismo, de acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima III (escala de Mercalli modificada) nos concelhos de Vila Nova de Famalicão (Braga), Gondomar, Maia, Paredes, Santo Tirso, Valongo e Trofa (Porto).
Se a situação o justificar serão emitidos novos comunicados.
A localização do epicentro de um sismo é um processo físico e matemático complexo que depende do conjunto de dados, dos algoritmos e dos modelos de propagação das ondas sísmicas. Agências diferentes podem produzir resultados ligeiramente diferentes. Do mesmo modo, as determinações preliminares são habitualmente corrigidas posteriormente, pela integração de mais informação. Em todos os casos acompanhe sempre as indicações dos serviços de proteção civil. Toda e qualquer utilização do conteúdo deste comunicado deverá sempre fazer referência à fonte.
Localizado no promontório de Montedor, na freguesia de Carreço, a cerca de quatro milhas a norte da foz do rio Lima e a sete da foz do rio Minho, o Farol de Montedor é uma sentinela vigilante para todos quantos navegam ao longo da costa minhota.
No cimo de uma torre quadrangular com 28 metros de altitude e a 103 metros acima do nível médio das águas do mar, o Farol de Montedor projeta atualmente dois grupos de relâmpagos brancos, num período de 9,5 segundos, com um raio de alcance de 22 milhas náuticas.
O Farol de Montedor foi um dos oitos faróis mandados construir por Júlio Zeferino Schultz Xavier, tendo entrado em funcionamento em 20 de março de 1910. Inicialmente alimentado a azeite, em 1936 passou a funcionar a petróleo e, com a sua ligação à rede pública de distribuição de energia efetuada em 1947, passou a trabalhar a eletricidade.
Sendo o mais setentrional do país, a luz do Farol de Montedor cruza com a do farol das Ilhas Cies, situado à entrada da Ria de Vigo e ainda com o Farol da barra do Rio Douro, no Porto.
Para além do seu interesse museológico, o Farol de Montedor proporciona uma vista soberba sobre toda a região envolvente, vendo-se toda a zona costeira desde a Areosa até Vila Praia de Âncora e as veigas em redor.
As gentes da região dedicam-lhe uma graciosa cantiga que faz parte do cancioneiro popular cuja letra se transcreve.
A Tuna de Veteranos de Viana do Castelo celebra este sábado dia 17 de janeiro o seu XXIII Aniversário, assinalando mais de duas décadas de música, amizade e dedicação à cultura académica e à cidade de Viana do Castelo, com uma arruada de Reis pelo centro histórico da cidade e um jantar de aniversário.
"Era uma vez uma Tuna de Veteranos composta por antigos universitários que nasceram, vivem, trabalham ou simplesmente amam esta bela cidade" assim nasceu em 2023 este projeto, apadrinhado pelo Dr. Francisco Sampaio e pela Dr.ª Flora Silva, fruto de uma ideia antiga de um grupo de tunos provenientes de várias academias nacionais como a Universidade do Minho, Universidade Fernando Pessoa, Universidade Católica Portuguesa, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Universidade Lusíada, Universidade de Coimbra e claro do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.
Ao concluírem os seus percursos académicos e iniciarem a vida ativa, estes antigos estudantes decidiram continuar unidos através daquilo que tinham em comum: a música e o espírito académico.
A Tuna de Veteranos de Viana do Castelo apresentou-se publicamente pela primeira vez a 20 de fevereiro de 2004, em Valença do Minho, numa atuação integrada no concerto comemorativo do XVIII Aniversário do Coral Polifónico de São Teotónio, que acolheu calorosamente os Veteranos neste momento inaugural.
Desde então, muitos têm sido os palcos nacionais e internacionais por onde a Tuna passou, levando consigo a alegria, a tradição e o brilho característicos do Alto Minho.
Ao longo deste percurso, vários momentos ficaram gravados na memória coletiva do grupo, com especial destaque para o Hermanamiento com a Tuna Antigua de Navarra, uma das mais prestigiadas tunas de veteranos do mundo, realizado em abril de 2005, bem como para a organização dos Certames de Cuarentunas em Viana do Castelo, nos anos de 2008 e 2012.
Cuarentuna fundadora da Federação Internacional de Cuarentunas é atualmente composta por cerca de quatro dezenas de tunos, mantendo-se ativa e com as portas abertas a todos aqueles que desejem reviver o espírito académico, através da música, do convívio e da amizade.
As comemorações do XXIII Aniversário serão mais uma oportunidade para celebrar o passado, o presente e o futuro desta Tuna, reforçando o seu papel na dinamização cultural da cidade e na preservação das tradições académicas.
Técnicos e utilizadores do CACI, da Associação de Solidariedade Social de Basto, estiveram a cantar as Janeiras na autarquia Celoricense
“A boa nova” foi a música trazida pelos membros do CACI para desejar um bom ano ao Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima, que acolheu este grupo com alegria e gratidão.
Com as vozes afinadas e sorrisos no rosto, o grupo cantou as Janeiras com o objetivo de celebrar a tradição, desejar um bom ano e renovar os laços com a comunidade. O autarca assume que esta tradição é das mais belas “pela união, inclusão e respeito pelas nossas raízes. Ano após ano recebo nestes Paços do concelho estes meus amigos do CACI e fico muito grato e orgulhoso por sentir e vivenciar a sua alegria, a alegria que transmitem a toda a comunidade. Bem-haja por continuarem a preservar as nossas tradições e a contribuir por manter viva a nossa identidade cultural”.
Os elementos do CACI têm cantado as Janeiras em várias instituições públicas e privadas e vão, segundo a diretora técnica do CACI, Natália Lage, encantar no XXIV Encontro “Vamos cantar as Janeiras, promovido pelo Município no dia 25 de janeiro. Cantar as Janeiras pela comunidade é segundo Natália Lage “ uma forma de inclusão, participação ativa e preservação das nossas tradições e ao mesmo tempo, mais uma iniciativa que nos permite continuar a angariar fundos para continuarmos a construir um dos projetos mais brilhantes e especiais do nosso CACI, “o jardim 5 sentidos”.
A par do Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, este grupo foi recebido pelo vereador da Ação Social do Município, José Sousa.
Feira do Fumeiro de Ponte da Barca regressa em fevereiro. Rosinha e Siga a Farra vão animar a edição deste ano
A edição de 2026 da Feira do Fumeiro de Ponte da Barca realiza-se nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro, prometendo um fim de semana repleto de sabores, tradição e animação. Devido à grande procura por parte dos expositores, o certame muda este ano para a Praça Fernão de Magalhães, um espaço que oferece melhores condições para acolher vendedores e visitantes.
Ao longo dos três dias, o público poderá encontrar o melhor do fumeiro tradicional, com destaque para chouriços, alheiras, presuntos e outras especialidades regionais, bem como uma vasta mostra de artesanato, vinhos e produtos variados, provenientes de produtores de Ponte da Barca e de outras localidades.
Um dos grandes destaques desta edição é o cartaz de animação, que inclui a atuação da cantora Rosinha, muito conhecida pelo seu estilo irreverente, letras marotas e cantigas populares, o grupo Siga a Farra e a participação dos Ranchos Folclóricos, que trarão ao recinto a autenticidade das danças e cantares tradicionais.
Para o Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Augusto Marinho, esta iniciativa assume um papel fundamental na valorização do território: “A Feira do Fumeiro é um momento de celebração da nossa identidade, uma oportunidade para fortalecer os laços comunitários e promover os nossos produtos e produtores”.
Com a proximidade do Carnaval, a Feira do Fumeiro apresenta-se também como uma excelente oportunidade para adquirir produtos especiais para a época festiva e celebrar de forma autêntica e saborosa.
Manuel Gomes da Costa: um percurso breve na chefia do Estado, mas cheio de histórias surpreendentes.
No dia 14 de janeiro de 1863, nascia, em Lisboa, Manuel de Oliveira Gomes da Costa. Aos 11 anos, ingressou no Colégio Militar, iniciando uma longa e fulgurante carreira militar que o levaria a comandar a 1.ª Divisão do Corpo Expedicionário Português na Primeira Guerra Mundial, destacando-se pela liderança e coragem.
Antes de protagonizar o golpe de 28 de maio de 1926, quando entrou a cavalo, em Lisboa, à frente das tropas que o levariam ao poder, já havia sido preso duas vezes por criticar o governo da Primeira República. A 29 de junho, tornou-se formalmente Chefe do Estado, mas por apenas 22 dias, antes de ser afastado por um contragolpe encabeçado por Óscar Carmona. Ainda assim, recebeu, no exílio a que foi forçado, o título de marechal.
Menos conhecido é o seu lado artístico: dedicou-se à pintura e o Museu da Presidência da República guarda algumas das suas aguarelas.
Os últimos anos foram discretos e marcados pela desilusão: regressou a Lisboa com poucas posses e longe do protagonismo que tivera, deixando uma vida intensa, cheia de contrastes e momentos decisivos para a história.
Fonte: Museu da Presidência da República | Foto: Hemeroteca Digital
Bairro do Amor-CouraMe5.0 - lançamento público das plataformas digitais
qui_15 jan_18h00|Elevadora
Tornar os comerciantes de Paredes de Coura mais capazes e visíveis digitalmente, fazendo-os competir com grandes marcas também presentes online é o propósito do Bairro do Amor-CouraMe5.0 com a criação de todas as suas plataformas digitais, como Website, App e Marketplace, que esta quinta-feira, 15 de janeiro, são apresentadas pelas 18h00, na Elevadora - Centro de Capacitação Empresarial de Paredes de Coura.
“O lançamento do Marketplace abre a porta dos pequenos comércios locais à digitalização, cumprindo um objetivo do Município”, explica Tiago Cunha, presidente da Câmara, acrescentando que “estar em Paredes de Coura tem de ser, cada vez mais, poder estar no centro do Mundo”.
O autarca sustenta ainda que “além de abrir novas oportunidades de negócio, Paredes de Coura também se afirma com o que tem de mais autêntico”. Neste lançamento público com a presença de comerciantes e parceiros do projeto, dar-se-á a conhecer as funcionalidades do website, app e marketplace, ferramentas que poderão projetar o comércio courense e seus produtos para qualquer outro ponto do mundo.
O website e app surgem como o principal rosto, onde os utilizadores poderão perceber o que é o Bairro do Amor, conhecer os pontos de interesse do mesmo, os eventos e as notícias mais importantes da região. É também através destas duas plataformas que os utilizadores poderão aceder ao marketplace, o principal eixo do projeto. No Marketplace, para além de poderem consultar informações úteis, como contactos, horários e localização do comércio e serviços do Bairro, os utilizadores poderão ainda agendar marcações e comprar produtos, no comércio e serviços que tenham aderido a esta funcionalidade.
Formação nas áreas da comunicação, marketing, vendas, informática e línguas
A entrega dos produtos será feita em loja, via CTT ou recorrendo aos cacifos digitais – outra das singularidades -- colocados na Rua Heróis do Ultramar, na vila de Paredes de Coura. Para os utilizadores que adiram à plataforma e comprem ou façam marcações através dela, o Bairro do Amor tem um sistema de prémios, como merchandising ou bilhetes para o cinema, por exemplo.
O Bairro do Amor, inicialmente localizado na vila de Paredes de Coura, foi depois aumentado geograficamente, englobando agora empresas de todo o concelho. A adesão por parte das empresas courenses foi muito positiva, registando-se de momento mais de 200 aderentes, sendo três dezenas delas resultantes da ampliação geográfica do Bairro.
O Markeplace conta com cerca de 160 estabelecimentos inscritos, sendo este um número que aumenta todos os dias, tendo como objetivo final a totalidade dos aderentes ao projeto. Para além destas plataformas digitais, o Bairro do Amor proporcionou já um extenso plano de formação aos comerciantes, nas áreas da comunicação, marketing, vendas, informática e línguas. O mobiliário urbano é também outro aspeto importante, com as papeleiras inteligentes, o sensor ambiental e os cacifos digitais já nas ruas, bem como os mupis interativos, a montra digital e os bancos inteligentes a serem preparados para a colocação nas próximas semanas.
Sem ter ceias assim o que há-de ser de nós? Sofre meu paladar! Chora meu coração!”
Afonso Lopes Vieira
Lampreia é uma das mais requintadas iguarias da cozinha tradicional minhota
A lampreia é um ciclóstomo com aspecto de enguia, sem maxilas, apresentando a boca em forma de ventosa circular com o diâmetro do corpo que actua como bomba de sucção. Não é peixe - é ciclóstomo - não é pescada mas capturada!
A lampreia marinha reproduz-se nos rios onde vão desovar, gerando cada fêmea milhares de pequenos ovos que são depositados no fundo dos rios. A lampreia encontra-se sobretudo em águas temperadas, sendo no nosso país os rios Minho, Lima e Cávado os habitats onde estas espécies mais se desenvolvem e são capturados os exemplares mais apreciados da nossa gastronomia tradicional. De resto, é comercializada a preços bastante elevados e servida como uma iguaria requintada à mesa dos melhores restaurantes.
Trata-se de uma especialidade sazonal, servida desde os finais de Janeiro até meados de Abril, o que também contribui para o seu encarecimento, sendo geralmente confeccionada como Arroz de Lampreia ao jeito de cabidela e ainda à Bordalesa ou seja, guisada com acompanhamento de arroz, podendo ainda ser assada no espeto ou cozinhada em molho de escabeche, portanto temperada em vinagre como era uso dos romanos e cujo costume se tornou muito popular sobretudo no Algarve.
Desenho da autoria de Júlio Gil, célebre ilustrador, cartonista, pintor, escritor, caricaturista e arquitecto nascido em Lisboa em 1924 e falecido em 2004.
Reza a História que, ao tempo do Condado Portucalense, D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, concedeu em 1125 ao Arcebispado de Tui o privilégio de tomar como suas as lampreias que apresassem no rio Minho, a montante da Torre da Lapela, a fim de abastecer os mosteiros e conventos por ocasião dos jejuns quaresmais. Mais recentemente, foi nas estantes da Biblioteca de Nápoles encontrado uma obra-prima da culinária portuguesa, remontando ao século XVI, com o título “Livro de Cozinha da Infanta D. Maria”. Com efeito, são inúmeras as referências históricas a tão afamada especialidade da nossa cozinha tradicional.
Dentro de pouco tempo, a lampreia subirá os rios Minho, Lima e Cávado para desovar, depositando sob as rochas ou em pequenos ninhos escavados no leito milhares de minúsculos ovos que garantirão a sobrevivência da espécie. E morrem. Após a desova, as larvas permanecem no rio até que, por meio de metamorfose se tornam adultas. Nessa altura, migram para o mar onde permanecem até atingirem a sua maturação sexual.
A lampreia é um ciclóstomo muito procurado por conceituados gastrónomos e outros apreciadores da nossa culinária. Ela faz os requintes das melhores mesas das mais afamadas unidades hoteleiras, atraindo numeroso público a localidades do nosso país que mantêm a tradição da sua confecção esmerada e o requinte de bem servir. No Minho, a lampreia dos rios Cávado, Lima e Minho constituem o ex-líbris da gastronomia local a promover o desenvolvimento económico daquela região. Não admira, pois, o relevo que lhe é conferido pelas entidades que superintendem a promoção turística e os próprios estabelecimentos de restauração.
A preservação da lampreia nos nossos rios depende também da importância que lhe atribuímos, nomeadamente como parte integrante da nossa alimentação. Ao contrário do que à primeira vista se possa imaginar, não é a pesca mas a poluição das águas e outros atentados ao ambiente que fazem perigar a sua sobrevivência.
Em virtude do período sazonal da desova, o seu consumo verifica-se geralmente entre Fevereiro e os finais de Abril. A partir daí, a lampreia apenas surge figurada na doçaria da Páscoa sob a forma de “lampreia de ovos”, e evocar as delícias de um prato que apenas pode voltar a ser apreciado no ano seguinte. Não admira, pois, que chegue inicialmente a atingir preços exorbitantes que, no entanto, não constituem razão que baste para desmotivar os melhores apreciadores de tão delicioso pitéu.
Refastelando-se na sua casa senhorial de Paredes de Coura, Aquilino Ribeiro, na sua obra “A Casa Grande de Romarigães” afirmava: “Não há como o arroz de lampreia, se lhe adicionarem uma colher de manteiga de pato”. Por seu turno, o poeta e gastrónomo António Manuel Couto Viana, no seu livro “Por horas de comidas e bebidas – crónicas gastronómicas”, dedica um capítulo inteiro à “lampreia divina”, como Afonso Lopes Vieira a designou. Escreveu Couto Viana o seguinte:
“Já a correnteza das águas que jorram da vizinha Espanha se enfeitam com o aparato das estacas e redes, para prenderem, nas suas malhas, noite adiante, o fugidio ciclóstomo, a tentar disfarçar-se aos rés dos seixos do leito; o chupa-pedras tão apreciada por mim, quando de cabidela, afogado no arroz malandrinho, embebido no seu sangue espesso e escuro.
Também a fisga certeira, atirada, firme, dos altos, se os olhos penetrantes do pescador distinguem bem o vulto ondeante, faz içar a lampreia até às mãos ávidas, e lança-a, depois, para a vastidão de um saco que se quer a abarrotar.
(…)
Soberbo petisco! Com que gula a mastigavam os frades medievos torturados pelos jejuns quaresmais!
Com que gula a mastigo eu, em mesa que ma apresente opípara no arroz do tacho, em grossos toros aromáticos, ou à bordalesa, ou de escabeche, que nestas três artes se mantém ela tentadora e sápida”.
Com o talento dos mais consagrados artistas, cozinheiro após pelar a lampreia coloca-a num alguidar deitando sobre ela água a ferver. De seguida, abre-a da cabeça até ao fundo dos buracos e, junto à cauda, desfere-lhe um golpe para lhe retirar a tripa inteira. O sangue é guardado no mesmo recipiente onde a lampreia fica a marinar mergulhada em vinho tinto a que se juntam um ramo de salsa, uma folha de louro, um dente de alho, pimenta, colorau, sal e margarina. No dia seguinte, é feito um refogado onde é colocada a lampreia que fica a cozer durante cerca de quinze minutos, cuidando para que não se desfaça. Após o guisado, retira-se a lampreia. Ao caldo junta-se água no triplo do arroz que vai ao tacho e deixa-se ferver durante mais quinze minutos. Finalmente, serve-se numa travessa funda, cobrindo o arroz com a lampreia, golpeada em troços.
Apetece exclamar, como o fez o poeta Afonso Lopes Vieira: - Ó lampreia divina!
LAMPREIA À BORDALESA
- Para 6 a 8 pessoas
1 lampreia; 2 cebolas; 2 cenouras; 2 colheres de sopa de banha; 2 colheres de sopa de azeite; 2 dentes de alho; 1 ramo de salsa; 1 folha de louro; 2 dl de vinho tinto; sal; pimenta.
Para o arroz: 600 g de arroz, 1 cebola, 3 colheres de sopa de azeite; salsa; 1 folha de louro; sal; pimenta.
Corta-se a lampreia em pedaços regulares que se colocam numa caçarola com a banha, o azeite, as cenouras e as cebolas cortadas às rodelas grossas, os dentes de alho, a salsa e o louro. Tempera-se com sal e pimenta e leva-se a estufar sobre lume forte.
Quando a lampreia estiver cozida, rega-se com o vinho tinto que, entretanto, serviu para conservar líquido o sangue que escorreu da lampreia enquanto se arranjou e cortou. Deixa-se ferver aproximadamente durante mais 5 minutos.
Preparação do arroz: começa-se por fazer um estrugido com a cebola, o azeite, a salsa e o louro. Depois, rega-se com água (três vezes o volume do arroz), tempera-se com sal e pimenta e, assim que o caldo levantar fervura, adiciona-se o arroz e um pouco do molho da lampreia estufada.
Serve-se a lampreia com o arroz ou sobre fatias de pão frito, sendo neste caso o arroz servido à parte.
Casa das Artes acolhe “Fados e Outras Canções” cuja receita reverte a favor dos Bombeiros de Arcos de Valdevez
No próximo sábado, dia 17 de janeiro, a Casa das Artes acolhe a primeira edição do “Fados e Outras Canções”, com a participação de artistas arcuenses e não só.
Um espetáculo dedicado à alma portuguesa e à tradição, onde as vozes irão viajar por músicas conhecidas, com interpretações especiais, e que não vão deixar ninguém indiferente.
O concerto tem um carácter solidário, já que a receita do espetáculo reverte, integralmente, para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez.
A Biblioteca Municipal de Valença promove, no próximo sábado, 17 de janeiro, às 10h30, mais uma sessão da iniciativa Histórias em Família, dedicada desta vez ao tema “Yogar com Histórias Baby”.
Com orientação de Manuela Fernandes esta atividade dirige-se a bebés dos 12 aos 48 meses, acompanhados por familiares e propõe uma abordagem lúdico-pedagógica que alia histórias, música e técnicas de yoga adaptadas à primeira infância.
A sessão será maioritariamente cantada, integrando histórias cantadas e exercícios de yoga associados a canções. A utilização da música como recurso pedagógico potência a estimulação linguística, o bem-estar emocional e a criação de um ambiente positivo e tranquilo.
A participação é gratuita, mas sujeita a pré-inscrição obrigatória, a realizar diretamente na Biblioteca Municipal de Valença, através do telefone 251 800 330.
A iniciativa Histórias em Família constitui uma proposta regular da Biblioteca Municipal de Valença, de carácter lúdico e pedagógico, que visa proporcionar momentos de descoberta, leitura e convívio, aproximando crianças e famílias do universo dos livros desde a primeira infância.
𝐏𝐫𝐨́𝐱𝐢𝐦𝐚𝐬 𝐬𝐞𝐬𝐬𝐨̃𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐇𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚𝐬 𝐞𝐦 𝐅𝐚𝐦𝐢́𝐥𝐢𝐚
24 de janeiro A Árvore das Recordações 10h30
7 de fevereiro Floresta Mágica dos Bebés 10h30
21 de fevereiro O Livro Vai… 10h30
28 de fevereiro Há Alguém Mais Feroz do Que Eu? 10h30