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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FESTA DAS COLHEITAS DE VILA VERDE É A FESTA MAIOR DO MUNDO RURAL

Festa das Colheitas de Vila Verde fervilhou de vida com imensas atividades no Dia da Agropecuária e do Cavaquinho

A agropecuária, a música popular e a gastronomia regional deram o mote para mais um dia (12 de outubro) em que a Festa das Colheitas de Vila Verde fervilhou de vida. As espécies autóctones da região e do país estiveram em destaque no concurso pecuário e de raças avícolas e os produtos do campo cultivados pelos agricultores locais na Feira Tradicional. A gastronomia regional marcou serão. A Festa do Caurdo estava a rebentar pelas costuras e, em simultâneo, o 14º Festival Gastronómico recebia também um mar de gente. Houve ainda muita animação durante todo o dia com vários espetáculos de música ao vivo no recinto e o Encontro Nacional de Tocadores Cavaquinho, na Praça de Santo António.

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A manhã colocou em evidência as raças autóctones regionais e nacionais no Concurso Pecuário Regional e Concelhio e no Concurso de Raças Avícolas Nacionais, organizados pela Caviver e Amiba, respetivamente. Entre largas dezenas de participantes, os melhores produtores foram distinguidos com prémios monetários e com uma lembrança simbólica, uma peça de cerâmica decorada com os motivos dos Lenços de Namorados. No final, os produtores de gado bovino realizaram o tradicional desfile pecuário, com os animais a seguirem entre o Largo da Feiras dos Porcos e a Praça das Comunidades Geminadas.  

Entretanto, os cada vez mais apreciados e galardoados vinhos verdes estiveram em ‘competição’. O concurso organizado pela Loja Interativa de Turismo de Vila Verde, com o apoio a Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, distinguiu e premiou a qualidade dos produtores locais, já que se destinou à sub-região do Cávado.

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Mais de 500 tocadores

Do início da manhã ao final da tarde, a Praça de Santo António cantou e dançou ao som da música tradicional. No total, chegaram a Vila Verde 34 grupos e mais de 500 artistas vindos de diferentes pontos do país para o Encontro Nacional de Tocadores de Cavaquinhos. A organização ficou a cargo do Município de Vila Verde e da Fundação INATEL, com a colaboração do Grupo de Cavaquinhos de Soutelo e Estrelas Milenares Associação. Alegria e muita diversão numa iniciativa que contou ainda com a Exposição e Oficina de Instrumentos de Cordas.  

Diretamente do campo para o prato, os produtos da agricultura local foram comercializados durante a tarde na XVI Feira Tradicional – Reviver o Passado. Além das colheitas frescas e viçosas, os trajes tradicionais, cestos em vime e balanças de época, entre outros, ajudaram a reforçar o simbolismo de uma iniciativa revivalista e carismática organizada Associação de Folclore de Vila Verde. Ali perto, a festa estava instalada com a divertida música popular do grupo Amigos da Paródia. A alegria contagiante do concerto extravasou do palco e o público não resistiu a um pezinho de dança.

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Gastronomia e animação musical

Em simultâneo, a Tenda de Conferências recebia o concurso da Broa. Pouco depois, tempo para entregar os respetivos prémios aos vencedores dos concursos da broa, mel, geleia, marmelada, artesanato e vinho. Pelas 17h, as vozes afinadas dos jovens alunos da Academia de Música de Vila Verde ecoaram pelo recinto da Festa das Colheitas em mais um espetáculo magistral. A música continuou de seguida com uma oportunidade soberana para divulgar as potencialidades dos jovens artistas locais na Mostra de Talentos. A festa continuou ao início da noite com a música tradicional portuguesa do grupo Tukanos, que desfilou pelo palco um vasto e diversificado rol de temas.

A gastronomia voltou a ser um dos grandes atrativos do evento e atrair um mar de gente ao recinto. A corrida às tradicionais e deliciosas sopas da Festa do Caurdo foi intensa. No total, havia mais de vinte especialidades à escolha, confecionadas de forma tradicional por diferentes grupos folclóricos do concelho de Vila Verde. O público não se fez rogado e compareceu em massa para degustar os tradicionais sabores locais. Em simultâneo, os restaurantes e tasquinhas do recinto não tinham mãos a medir, numa prova via de que a gastronomia local continua a mover multidões.

A festa encerrou com o Festival Folclórico Concelhio. Milhares de pessoas vibraram com a alegria das danças e cantares da música popular do Minho e aplaudiram entusiasticamente os nove grupos folclóricos que subiram ao Palco das Colheitas.

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GALO DE OURO ATRIBUÍDO A 11 RESTAURANTES NO 14º CONCURSO GALO ASSADO

Galo de Ouro supera as demais categorias

Já são conhecidos os vencedores do 14º Concurso do Galo Assado que está a decorrer, ao longo deste fim de semana, em 13 restaurantes do concelho.

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Este ano, onze unidades de restauração foram galardoadas com o Galo de Ouro, fruto da avaliação de um júri técnico composto pelos conceituados chefes Hernâni Ermida e Feliciano Silva. Por sua vez, nas categorias seguintes apenas uma unidade ficou na categoria de Galo de Prata e Bronze.

Face ao aparecimento de composições com forte componente de inovação e qualidade apresentada foram ainda distinguidos com composições cénicas, o restaurante Bagoeira com o Prémio da Melhor Figuração alusiva à Lenda do Galo, face à composição apresentada; o Restaurante Pérola com o Prémio Inovação, o Restaurante Manhoso com a menção Honrosa de inovação, o restaurante Galliano com a menção Honrosa pela criatividade e excelência de metodologia de confeção e, o Restaurante Pedra Furada com o Prémio Especial do Júri, pela excelência da peça e qualidade da confeção.

Em termos gerais, os jurados, exaltaram a qualidade da totalidade das composições, que acabam por ser distinguidas em pormenores em sede de concurso, mas que apresentam uma base comum, elencada nos produtos de excelência da região e que rememoram a tradição do Galo.

O Galo Assado tem vindo a afirmar-se como um prato de excelência no território e o facto de estar associado a um contexto histórico e simbólico ímpar, Lenda do Galo de Barcelos e a peregrinação a Santiago de Compostela, tem potenciado a sua cada vez maior implementação e aposta por parte das unidades de restauração que têm afirmado o “galo assado à moda de Barcelos” como uma das iguarias chave do território barcelense.

O Concurso Galo Assado tem como objetivo principal dinamizar o setor da restauração em época baixa e constitui um argumento estratégico de afirmação de Barcelos no produto “Gastronomia” na região do Porto e Norte. Esta é também uma forma de capitalizar a imagem do galo de Barcelos para o setor da restauração e gastronomia.

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Prémios:

GALO de OURO

Restaurante Vera Cruz

Restaurante Pérola

Restaurante Muralha

Restaurante Bagoeira

Restaurante Manhoso

Restaurante Chuva

Restaurante Taberna do Armindo

Restaurante Solar Real

Restaurante Galliano

Restaurante Casa dos Arcos

Restaurante Pedra Furada

GALO DE PRATA

Restaurante Babette

GALO DE BRONZE

Restaurante Três Marias

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GASTRONOMIA E VINHO ATRAÍRAM MILHARES DE PESSOAS À FESTA DAS COLHEITAS DE VILA VERDE

Festa das Colheitas de Vila Verde. Os saberes e sabores do mundo rural atraíram multidões no Dia da Gastronomia e do Vinho

Os saberes e sabores do mundo rural atraíram, ontem (11 de outubro), uma enchente à Festa das Colheitas de Vila Verde. Um mar de gente que se deliciou com os genuínos sabores da cozinha regional nas tasquinhas, restaurantes e expositores (doces, queijo, vinho, fumeiro…). A recriação fiel de uma tradicional pisada de uvas reforçou o simbolismo do Dia da Gastronomia e do Vinho, num serão que se revelou um hino à tradição minhota. O folclore, o encontro de cantares ao desafio e as rusgas populares garantiram a animação musical.

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Pouco passava das 21h quando começou mais uma viagem à (re)descoberta da genuína tradição do Minho. Um carro de madeira puxado por uma junta de bois trouxe o fruto da vinha para recriação da tradicional pisada das uvas. Depois, foram transportadas em cestos para uma dorna de madeira e pisadas repetidamente para extrair o néctar. Tudo à moda de antigamente. A iniciativa organizada pela Associação de Folclore do Concelho de Vila Verde decorreu em ambiente de festa e com muita animação musical do Rancho Folclórico de Prado S. Miguel. No final, uma merenda para fortalecer o corpo e recuperar energias para as atuações musicais que se seguiram.

Os sempre divertidos cantares ao desafio espalharam boa disposição pela bela moldura humana que se instalou em frente ao palco das colheitas. Das piadas mais bem-dispostas aos trocadilhos mais atrevidos, passando por algumas picardias saudáveis, os cantadores (Anjinho, Diana Monteiro, Pedro Malheiro, Liliana Oliveira, Aguiar de Barcelos, Naty, Manuel Silva, Adília de Arouca, Zé de Braga e Catarina Pires) arrancaram gargalhadas e chuvas de aplausos à plateia. Os tocadores Mickael Akordeon, Nandinho e Né fizeram vibrar a multidão com uma musicalidade alegre e contagiante.

O período do dia foi preenchido com atividades diversificadas. A manhã ficou entregue à criatividade do concurso de artesanato e aos doces sabores dos concursos do mel, geleia e marmelada, com organização da Aliança Artesanal e Loja Interativa de turismo de Vila Verde, respetivamente. Entretanto, a Escola Secundária de Vila Verde (ESVV) dinamizava ateliers de saúde no interior da tenda de conferências e de dança no exterior. Pela hora de almoço, a EPATV ensinou o público a preparar verdadeiros pitéus durante um showcooking que incluiu vários produtos locais.

A cozinha continuou na agenda ao início da tarde, desta vez voltada para a doçaria. A plateia pôde aprender a confecionar uma compota caseira e saborosa no workshop organizado pela Escola Secundária de Vila Verde. Depois, tempo para desgastar calorias de forma divertida. Dos mais jovens aos mais vividos, os ritmos quentes e alegres da Mega Aula das Colheitas – Intergeracional puseram toda a gente a dançar. Saúde, desporto e muita diversão numa iniciativa organizada pela Rede Social do Município de Vila Verde. Ao final da tarde, os Bombeiros Voluntários de Vila Verde realizaram um simulacro de acidente no recinto, seguido da cerimónia de bênção da nova viatura ao serviço dos soldados da paz.

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MARATONA BTT DE PAREDES DE COURA DECIDE CAMPEÕES DO MINHO

5ª Maratona BTT de Paredes de Coura decide campeões do Minho. dom | 13 out | a partir das 10h00

Paredes de Coura recebe este domingo, 13 de outubro, a partir das 10h00, a 5ª Maratona BTT, última etapa do Campeonato do Minho BTT XCM e que vai ditar os campeões do Minho.

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Aberta às categorias de competição, paraciclismo e promoção, a 5ª Maratona BTT de Paredes de Coura é promovida pelo Município de Paredes de Coura e pela Associação de Ciclismo do Minho, percorrendo os caminhos rurais, florestais e trilhos de freguesias do concelho, tendo como pontos de partida e de chegada o Largo 5 de Outubro em pleno centro da vila.

Elogiada pelo seu traçado e rara beleza da paisagem envolvente, a 5ª Maratona BTT de Paredes de Coura conjuga a excelência e as características do percurso com o alto nível competitivo e organizativo, transformando esta jornada do Campeonato do Minho de BTT num surpreendente dia de ciclismo.

Pretendendo assumir-se como um evento de referência que contribua para a promoção da prática desportiva e corresponda ao crescente interesse por atividades de BTT, a Maratona BTT de Paredes de Coura visa igualmente fins de lazer e turístico/culturais.

Nas categorias de competição (Elites Masculinos; Master 30; 35; 40 e 45), após a primeira passagem pela linha de meta os atletas terão ainda de efetuar o percurso suplementar da Maratona-Elites, com a quilometragem total de 77,6 kms. As atletas pertencentes às categorias Elites Femininas, Master 30 e 40 Femininas e os atletas masculinos pertencentes às categorias Master 50, 55 e 60 e os Paraciclistas, seguindo o mesmo esquema de prova, percorrem o percurso suplementar da Maratona Feminina, a qual perfaz a quilometragem total de 65,5 kms.

Para além das diversas categorias em competição, a prova destina-se igualmente a praticantes na vertente de promoção, os quais percorrerão exclusivamente o percurso da Meia-Maratona Lazer, com uma distância aproximada de 40,43 kms.

A inscrição tem o custo de 5 euros, sendo assegurado o seguro desportivo, abastecimentos ao longo do percurso, lavagem de bicicletas e banhos que funcionarão nas piscinas municipais. As inscrições revertem para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Paredes de Coura.

MINHOTOS NO LUXEMBURGO ESTÃO EM FESTA – O CANCIONEIRO DO ALTO MINHO COMEMORA 6 ANOS A DIVULGAR O NOSSO FOLCLORE!

O grupo “O Cancioneiro do Alto Minho” comemora no próximo dia 29 de Fevereiro o seu 6º aniversário que se assinala a 14 de Janeiro. Trata-se de um dos mais representativos grupos folclóricos da nossa região, afirmando-se pela forma digna como se apresenta.

72056275_2132419617062057_4718115836303245312_n.jpg Em plena Europa central, situado entre a França, a Bélgica e a Alemanha, o Grão-Ducado do Luxemburgo é um pequeno país com pouco mais de meio milhão de pessoas, de entre os quais conta com 17% de emigrantes portugueses e seus descendentes.

Fundado em 14 de janeiro de 2014 por Berto Silva, Steven Gaspar e Cindy Rocha, “O Cancioneiro do Alto Minho” tem-se destacado na defesa e divulgação das nossas raízes minhotas, contribuindo de forma notável também para a preservação da identidade das nossas gentes ali radicadas e assumindo-se como elo de união da comunidade portuguesa.

Com apenas 3 anos de existência, obteve por parte da Federação do Folclore Português o reconhecimento que lhe permitiu ser aceite como membro aderente, esperando que o caminho traçado o conduza a seu tempo a ser admitido como sócio efectivo.

Os trajes são do espólio do grupo e os lenços são todos antigos, portanto originais e não reproduções.

Realizam regularmente os seus ensaios em Bettembourg, no Café “As Minhotas” e tem como dirigentes os seguintes nossos conterrâneos:

Direção:

- Berto Silva: Presidente

- Christine Silva: Vice-Presidente

- Steven Gaspar: Tesoureiro

- Leonor Mota: Secretaria

- Sandra Mota: Secretaria

- Ensaiador e responsável pelos trajes: Berto Silva

Em 2018, O Cancioneiro do Alto Minho desloca-se à Alemanha para representar Portugal no Europäischer Folklorefestival em Bitburg.