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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MUNICÍPIO DE VILA NOVA DE FAMALICÃO VOLTA A SER DISTINGUIDO COM A BANDEIRA VERDE ECOXXI

Galardão ambiental recebido pelo quinto ano consecutivo

O Município de Vila Nova de Famalicão recebeu, pelo quinto ano consecutivo, o galardão Bandeira Verde ECOXXI. A cerimónia de entrega do galardão decorreu no passado dia 22 de setembro, na Fábrica Santo Thyrso, em Santo Tirso, tendo a receção da bandeira ficado a cargo do vereador do ambiente, Pedro Sena.

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No conjunto dos 21 indicadores de sustentabilidade utilizados na medição do desempenho de cada município candidato, no que respeita à educação ambiental e educação para a sustentabilidade, Famalicão alcançou um índice superior a 70%, o que resultou numa melhoria em relação aos 67% obtidos em 2020.

O município famalicense superou a sua classificação em indicadores como «Cidadania, Governança e Participação», «Água Segura e Qualidade dos Serviços de Águas Prestados aos Utilizadores» e «Mobilidade Sustentável», em relação ao ano transato.

Refira-se que o programa ECOXXI é coordenado pela Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), e visa reconhecer o trabalho desenvolvido pelos municípios no que respeita à educação ambiental e educação para a sustentabilidade, assente nos princípios da «Agenda 21 Local», criada pela Agência Portuguesa do Ambiente.

ARQUITECTO CAMINHENSE MIGUEL VENTURA TERRA INSPIRA EM LISBOA ENGENHEIRO CARLOS MOEDAS

O arquitecto caminense Miguel Ventura Terra foi em 1908 eleito para a Câmara Municipal de Lisboa integrando a primeira vereação republicana até 1913. Coube-lhe delinear o plano de melhoramentos da zona ribeirinha da capital, propondo então que a linha ferroviária de Cascais terminasse em Santos e não no Cais do Sodré, possibilitando que esta zona pudesse ser transformada em zona de lazer, projecto que nunca se veio a concretizar.

Pior ainda, o espaço do velho aterro que deu origem à avenida 24 de Julho foi incompreensivelmente ocupado pelos carris de eléctricos a circular junto à linha férrea, implicando vários cruzamentos de trânsito e os riscos da travessia pedonal de uma estrada com circulação automóvel bastante intensa.

Com o decorrer do tempo, a ideia original do arquitecto Ventura Terra foi desenvolvida ao ponto de ser sugerida a supressão da linha férrea entre Algés e o Cais do Sodré compensada com o prolongamento da rede de metropolitano e o rebaixamento da rodovia na zona monumental de Belém cujo acesso ao rio Tejo se faz por um obscuro, imundo e inseguro túnel.

O engenheiro Carlos Moedas que acaba de ser eleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa propõe “esbater as barreiras que impedem os lisboetas de aproveitar” o rio Tejo, acabando com a linha de comboio de superfície entre Algés e o Cais do Sodré.

Esperemos que o Arquitecto minhoto Migueo Ventura Terra continue a ser a sua fonte de inspiração nos projectos que tenciona implementar na capital do país.

FAMALICÃO COMEMORA DIA DO CONCELHO COM ATRIBUIÇÃO DOS SELOS VISÃO'25

Sessão realiza-se amanhã, terça-feira, 28 de setembro, pelas 18h00, no Largo da Igreja de Arnoso Santa Maria

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, realiza a sessão solene comemorativa do 186.º aniversário do Dia do Concelho, em cerimónia que vai ter lugar amanhã, terça-feira, 28 de setembro, pelas 18h00, no Largo da Igreja de Arnoso Santa Maria. A cerimónia será transmitida online, através do Facebook do Município de Famalicão, em  www.facebook.com/municipiodevnfamalicao e do portal em www.famalicao.pt.

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A sessão ficará marcada pela entrega dos selos “Famalicão Visão’25”, uma espécie de marca que identifica iniciativas, ações e projetos que expressam e estimulam os valores da comunidade e identidade famalicense, em harmonia com o Plano Estratégico.

Ao todo serão distinguidos 16 projetos, distribuídos por quatro categorias: Famalicão Made IN (5 projetos), B-Smart Famalicão (5 projetos), Famalicão Força V (3 projetos) e Famalicão Comunitário (3 projetos).

A categoria Famalicão Made IN abrange os projetos empreendedores que potenciam a incorporação tecnológica e a aplicação de soluções de futuro, desenvolvendo uma economia baseada no conhecimento e na inovação e que aumentam a competitividade e internacionalização. A categoria B -Smart Famalicão irá reconhecer os projetos que promovam uma economia mais eficiente na utilização dos recursos. A categoria Força V – Famalicão Voluntário inclui os projetos que reforçam o capital social presente nas práticas de intervenção e animação comunitária e impulsionam novos ambientes de participação e envolvimento ativo. Por fim, na categoria Famalicão Comunitário serão reconhecidos os projetos que promovam a corresponsabilização dos cidadãos e que se distingam enquanto projetos coletivos, de cooperação e colaboração entre atores públicos e privados e potenciadores dos valores do futuro.

Recorde-se que a atribuição dos Selos Famalicão Visão’25 acontece pelo sexto ano consecutivo, tendo sido já reconhecidos cerca de uma centena de projetos.

PELES - INTERNACIONAL DRUM REGRESSA COM CONCERTO NO CENTRO DE ESTUDOS CAMILIANOS EM FAMALICÃO

Atlantic Percussion Group, constituído por José Afonso Sousa e Tomás Rosa, protagonizam o concerto do próximo dia 1 de outubro, no Centro de Estudos Camilianos, em Seide São Miguel, no âmbito da 6ª edição do PELES – International Drum Fest, um festival organizado pela CAISA - Cooperativa de Artes, Intervenção Social e Animação e pela TOCA - Academia de Artes Performativas, com o apoio do Município de Vila Nova de Famalicão e de Guimarães.

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O PELES decorre nos dias 1, 3 e 5 de setembro em formato misto – presencial e online -, nas freguesias de Seide S. Miguel, Vila Nova de Famalicão, e Vermil, Guimarães, com concertos e residências artísticas focadas no cruzamento de linguagens musicais percutivas.

Para além do concerto dos Atlantic Percussion Group, também está previsto, no território famalicense,  a realização de uma residência artística de criação e uma oficina de percussão, no dia 30 de setembro, no Jardim de Infância de Seide São Miguel, sob a orientação de José Afonso Sousa e Tomás Rosa.

Para mais  informações, consulte a página: www.caisa.pt ou www.facebook.com/Peles-International-Drum-Fest

FAMALICÃO: DESCABONIZAÇÃO EM DESTAQUE NA SEGUNDA AÇÃO DE CAPACITAÇÃO DA INICIATIVA JustGreen

A descarbonização está em destaque em mais uma ação de capacitação no âmbito da iniciativa JustGreen. «Introdução ao Conceito da Descarbonização» é tema da palestra que terá lugar no  próximo dia 28 de setembro, entre as 10h50 às 11h30, via plataforma online ZOOM, e será realizada por Ryszard Marszowski, especialista em descarbonização e membro do Instituto de Investigação de Mineração (Central Mining Institute) de Katowice, Polónia.

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Esta é a segunda ação de capacitação realizada no âmbito do JustGreen, uma iniciativa que promove o intercâmbio de conhecimento entre instituições privadas e públicas, ligadas à economia social, com o foco na transição verde e digital, e a partilha de conhecimento e de boas práticas entre as organizações sociais locais e as das cidades parceiras. A primeira palestra pública decorreu no passado mês de junho, subordinada ao tema «Economia Circular», igualmente, em formato online.

Refira-se que o Município de Famalicão é coordenador do projeto europeu «JustGreen» no âmbito da candidatura ao programa europeu para a Competitividade das Pequenas e Médias Empresas, COSME - Missões de Economia Social 2020, até janeiro de 2022. A autarquia famalicense está a liderar e a coordenar os trabalhos de um consórcio que reúne parceiros de mais quatro países, entre eles, Polónia (Município de Swietochlowice), Itália (Município de Mozzo), Hungria (Município de Terézváros) e Bélgica (ENSIE - Rede Europeia de Empresas Sociais de Inserção).

Para mais informações e acesso ao link da palestra, consulte a página www.famalicao.pt/palestra-introducao-ao-conceito-da-descarbonizacao

CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO E BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS AVANÇAM COM GRUPO DE TRABALHO PARA CONSTRUÇÃO DE NOVO QUARTEL

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo e o Presidente da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários assinaram um protocolo de colaboração para a constituição de um Grupo de Trabalho para Construção do Novo Quartel Bombeiros Voluntários.

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De acordo com o protocolo, o documento foi assinado “face às atuais e reconhecidas insuficiências das atuais instalações e espaço adjacente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo para garantir as atividades, funcionamento e missão dos Bombeiros Voluntários de Viana do Castelo”.

 O Município de Viana do Castelo e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários indicarão no prazo de quinze dias, após assinatura deste protocolo de colaboração, um representante para o Grupo de Trabalho. O grupo terá como incumbência o estudo e identificação da melhor localização do terreno para a instalação de um novo quartel.

Caberá ao grupo também a identificação e proposta do modelo de financiamento da aquisição/ cedência terreno e modelo de financiamento da construção do novo Quartel dos Bombeiros Voluntários, tendo em conta Orçamento Municipal, o Plano de Recuperação e Resiliência e o novo período de programação comunitário Portugal 2030.

Por fim, o Grupo de Trabalho apresentará um relatório até ao final de dezembro de 2021 ao executivo municipal e à direção da AHBVC com as propostas de localização, modelo de financiamento e programa de trabalhos a implementar.

Fundada a 15 de maio de 1881, a corporação de voluntários surgiu depois de, em 23 abril do mesmo ano, um grande incêndio ter deflagrado num armazém de enxofre que continha 1.016 sacas daquele produto e uma porção de urze seca, que servia para a estivagem de navios. 

Conforme a história dos Bombeiros Voluntários descreve, ao grande incêndio de abril de 1981 “compareceu a Companhia de Bombeiros Municipais com os respectivos aparelhos, quase todo o Regimento de Infantaria 3, muitos guardas da fiscalização externa, e outras pessoas que, sob as ordens imediatas das autoridades, também presentes, principiaram a combater o incêndio, que ameaçava tomar enormes proporções”, mas “os vapores do enxofre a arder espalharam-se de maneira tal que sem o risco de asfixia fulminante ninguém se podia aproximar”.

Assim, “no dia 29 daquele mês, vários cavalheiros da cidade, a fim de combinarem nos meios a adotar para a organização de um corpo de bombeiros voluntários, reuniram-se na casa da Associação Comercial”. Depois, no dia 15 de maio, pelas 11 horas, realizou-se nas instalações do Liceu uma reunião, que foi presidida pelo Governador Civil, Boaventura José Vieira. “Foi apresentado o projeto de estatutos, que foi aprovado, e logo ali foi aberta inscrição de sócios das diversas categorias em que se dividia a Associação”.

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VIANA DO CASTELO: PRESIDENTE DA CÂMARA RECEBEU INSÍGNIA DE OURO DA ASSOCIAÇÃO AMIGAS E AMIGOS DO CAMINHO PORTUGUÊS DE SANTIAGO

O Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo recebeu, na passada sexta-feira, a insígnia de ouro da associação Amigas y Amigos del Camino Portugués de Santiago (AACPS). A sessão contou com a presença do Presidente da Fundação do Caminho Português a Santiago, do Presidente da Câmara Municipal de Pontevedra, representante da Junta da Galiza, representante do exército, autoridade policial e da Proteção Civil, presidente do Liceu da Corunha, representantes institucionais e alcaides de Ponteseur.

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A atribuição desta insígnia de ouro foi afirmada como uma forma de agradecimento ao Presidente da Câmara e Município de Viana do Castelo pelo trabalho efetuado no acompanhamento e promoção do Caminho Portugues da Costa e também pela cooperação com a Fundação Amigos do Caminho Portugues de Santiago, com sede em Pontevedra.

O autarca local, na sua intervenção, referenciou a extraordinária cooperação entre o Município de Viana do Castelo e Ponte de Lima na promoção do Caminho, destacando o trabalho dos autarcas ao longo dos seus mandatos na cooperação transfronteiriça e na promoção dos caminhos.

José Maria Costa agradeceu a distinção em nome do Município de Viana do Castelo, referindo o importante papel da promoção dos caminhos efetuada ao longo dos anos pelo Dr. Francisco Sampaio, com quem aprendeu muito, e destacou ainda a importância deste itinerário cultural e religioso a nível mundial que constitui um contributo para a construção da paz e da tolerância entre os Homens.

O autarca vianense agradeceu ainda todo o trabalho e amizade Presidente da Fundação do Caminho Português a Santiago, Celestino Lores, um grande amigo de Portugal e dos Caminhos.

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EQUIPA DO CRAV EM CONSTRUÇÃO

As equipas do C.R. Arcos de Valdevez (CRAV) e do CDUP B disputaram um jogo particular no relvado da Coutada. A supremacia da equipa da casa foi evidente com uma vitória clara por 36-5.

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No segundo jogo de preparação da equipa arcuense, sobressaiu a extrema juventude de ambos os 15 em campo. Do lado dos portuenses, a grande maioria dos jogadores estava abaixo dos 20 anos, enquanto que os da casa apresentaram uma equipa menos nova, mas com uma percentagem assinalável de jogadores entre os 19 e os 21 anos.

No tocante ao que se passou em campo, foi notório o domínio do CRAV. Ambas as equipas procuraram um jogo fluido de circulação rápida da bola, mas os minhotos impunham-se nos confrontos individuais graças a uma presença física mais impactante. Tendo um domínio assinalável em termos de posse de bola, a equipa do CDUP viu-se obrigada defender durante grande parte do primeiro tempo, sofrendo três ensaios sem resposta, que cifraram o resultado ao intervalo em 15-0 favorável aos arcuenses.

Na segunda parte, a tendência do jogo manteve-se. Os portuenses, visivelmente mais desgastados com os sucessivos confrontos físicos face a um adversário mais forte, permitiram que a equipa da casa abrisse mais espaços, procurando a partir daí circulações de bola. Desta forma, o CRAV conseguiu mais três ensaios, desta vez convertidos, ao que o CDUP respondeu com um, assinalando os já referidos 36-5 favoráveis aos arcuenses.

Do jogo em si, a equipa do CRAV deu alguns sinais interessantes. Com uma equipa bastante diferente da apresentada no anterior fim de semana, mais jovem e de pendor mais ofensivo, os arcuenses conseguiram mostrar alguns processos de jogo, com algumas jogadas em continuidade de belo efeito. Contudo, os responsáveis consideram haver ainda muito por fazer, quer no capítulo ofensivo como defensivo, mostrando alguma satisfação pelos progressos evidenciados e pela reação dos jogadores ao início de época.

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VIANA DO CASTELO: FREGUESIA DE AREOSA VAI TER NOVA ESCOLA EB1 E JARDIM-DE-INFÂNCIA

A Câmara Municipal de Viana do Castelo já garantiu a aquisição do terreno que vai permitir a construção da nova escola EB1 e jardim-de-infância de Areosa. A nova estrutura, a localizar num terreno em frente da escola atual, irá agregar o primeiro ciclo do ensino básico e o jardim-de-infância, reaproveitando o atual edifício para salas de aulas do primeiro ciclo.

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Assim, a nova escola deverá ser composta por dois edifícios com acesso diferenciado para os dois níveis, sendo que o pré-escolar ficará instalado no rés-do-chão e o primeiro ciclo no espaço do antigo edifício.

O projeto para a nova escola conta com uma biblioteca, sala de professores, salas de aulas, refeitório e cantina, ludotecas, recreios cobertos e campos de jogos, novos arruamentos e estacionamento e redireccionamento de trânsito.

Recorde-se que, para o presente ano letivo, o Município garantiu um investimento de 3 milhões de euros na reabilitação de 19 equipamentos educativos e na atribuição de apoios sociais e implementação de transportes escolares.

 As intervenções na requalificação de equipamentos desportivos, que ascenderam a 1 milhão de euros, abrangeram jardins-de-infância, EB1 e EB 2,3 do concelho, tendo permitido a reabilitação e melhoria de logradouros, a ampliação e requalificação de coberturas, a requalificação de campos de jogos e espaços desportivos, bem como a promoção de requalificação de pinturas, caixilharias e melhorias de espaços educativos e arranjo de envolventes, nomeadamente no Jardim de Infância nº 1 da Abelheira.

Foram já adjudicadas as obras, a iniciar em breve, para requalificação e beneficiação de cozinhas e refeitórios na Escola EB 2,3 da Abelheira e EB, 2,3/S de Lanheses.

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BRAGA REALIZA GALA DO TURISMO

«3ª Gala do Turismo de Braga»: evento realiza-se às 18h00 com transmissão online

A 3ª Gala do Turismo de Braga realiza-se hoje e terá transmissão online, a partir desta página. O evento terá início às 18h00 e decorrerá no Espaço Vita, com objectivo de reconhecer, distinguir e divulgar os projectos e iniciativas que tenham contribuído, activamente, para a consolidação da estratégia turística de Braga.

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No evento, promovido pela Câmara Municipal de Braga (CMB) e pela Associação Empresarial de Braga (AEB), serão atribuídos prémios às várias categorias que compõem o sector do turismo, nomeadamente: Alojamento (Hotelaria/Alojamento Local), Restauração (Gastronomia tradicional/Novos Conceitos), Actividade de Apoio Turístico, Lojas com História, Património Cultural e Turístico, Intervenção urbanística, Empreendedorismo e Inovação, Promoção e Desenvolvimento do Sector, Carreira e Personalidade do Ano.

Serão, ainda, distinguidos, com um diploma de mérito, os melhores alunos finalistas dos cursos de turismo do ensino profissional, ensino secundário e ensino superior que sejam leccionados no concelho de Braga.

O processo de selecção dos nomeados para as categorias “Alojamento”, “Restauração”, “Actividade de Apoio Turístico”, “Lojas com História”, “Património Cultural e Turístico”, “Intervenção Urbanística” e “Empreendedorismo e Inovação” é realizado por uma Comissão de Selecção constituída pelas entidades com assento no Conselho Consultivo de Desenvolvimento do Turismo de Braga.

A eleição dos vencedores em cada uma destas categorias, bem como das três categorias especiais (“Promoção e desenvolvimento do sector”, “Carreira” e “Personalidade do ano”), é da responsabilidade do Júri da Gala, que é constituído por um representante de cada uma das seguintes entidades: CMB, AEB e Turismo Porto e Norte.

O acesso à Gala é reservado aos portadores de bilhetes, que podem ser obtidos junto dos serviços do Posto de Turismo da CMB. A Gala contará com a actuação musical de Daniel Cristo e irá decorrer a partir das 18h00.

Conheça os nomeados em: https://bit.ly/2XO2ZTC

GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO ANIMA DESPEDIDA DO CÍRIO DE NOSSA SENHORA DO CABO ESPICHEL

No próximo dia 16 de Outubro, o Grupo Folclórico Verde Minho, sediado em Loures, vai actuar na despedida de Nossa Senhora do Cabo Espichel que se realizará em Santo Antão do Tojal às 16 horas.

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A Romaria ao Cabo Espichel constitui uma das maiores tradições a juntar os círios da região de Lisboa e da margem sul naquele magnífico promontório situado perto de Sesimbra cuja vista deslumbrante alcança a própria Serra de Sintra.
Costume antiquíssimo que também tinha lugar durante o mês de Agosto e que quase desapareceu, em grande medida em consequência de fanatismos políticos que tiveram o seu tempo, consistia na organização dos círios à Senhora do Cabo que se encontra num templo situado no Cabo Espichel, à Senhora da Nazaré e à Senhora da Atalaia, sempre muito concorridos de gente nomeadamente das localidades ao redor de Lisboa. O círio à Senhora do Cabo que se realizava desde 1430 era organizado por uma confraria que chegou a reunir trinta paróquias, incumbindo a cada uma delas organizar anualmente o respectivo círio. Há alguns anos atrás, coube tal incumbência à paróquia de Rio de Mouro que a realizou após cinquenta anos em relação à última que levou a efeito em virtude do círio não ter sido organizado após o 25 de Abril de 1974. Aliás, devido ao clima anti-religioso vivido durante a vigência da Primeira República que levou inclusive a uma tentativa de destruição verificada na igreja de Carnaxide onde a imagem se guardava, também este círio não se realizou desde 1911 até 1926, ano em que foi instaurada a ditadura militar.
Levando consigo a imagem da Senhora do cabo e o respectivo pendão, o povo de Lisboa e de numerosas paróquias dos actuais concelhos de Oeiras, Sintra, Amadora, Cascais e Loures lá ia em cortejo processional de barco, atravessando o rio Tejo até à outra banda.
Desembarcavam em Porto Brandão e de lá seguiam até ao santuário do Cabo Espichel onde se lhes ajuntava muita gente da margem sul.
A tradição dos círios começou aparentemente entre nós como simples peregrinações organizadas por grupos de romeiros que de uma determinada localidade se deslocavam a um santuário, transportando consigo um círio que depunham no altar do santo da sua devoção. Um costume aliás que se origina dos cultos praticados às divindades locais durante a era pré-cristã e que certamente se encontra na génese das actuais romarias e festas que o nosso povo realiza aos santos padroeiros das suas localidades e ainda àqueles que habitam em pequenas ermidas às quais o povo sempre acorre em alegre peregrinação. É ainda relativo a tais tradições que se conserva o hábito de acender velas nos altares dos santos, embora as mesmas sejam em geral apenas acesas no local ou durante as cerimónias religiosas, costume este que também se encontra ameaçado como as novas técnicas de "velas electrónicas" cada vez mais empregue nos templos.
É aos etruscos geralmente atribuída a invenção das velas ou círios, devendo-se tal facto estar associado aos seus cultos funerários e outros rituais religiosos que marcaram a sua civilização. Também na Roma antiga eram muito utilizados em cerimónias pagãs. Os gregos usavam para o efeito pequenas candeias de azeite, costume aliás ainda praticado entre nós.
Contudo, os círios já eram conhecidos desde os povos da antiguidade que utilizavam para o efeito tochas formadas por paus de madeira resinosa para se alumiarem e prestarem os seus cultos. A designação de círios para identificar as romarias que se realizavam à Senhora da Nazaré, à Senhora da Atalaia e à Senhora do Cabo Espichel apenas se justifica por transportarem consigo o respectivo círio que, tal como os povos da antiguidade, íam depositar aos pés da santa como sinal de devoção. Os círios constituem uma das tradições que melhor caracterizam a identidade religiosa e cultural do povo português, razão pela qual se deveria desenvolver um esforço com vista à recuperação da sua grandeza de outros tempos.

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Foto: ANTT. Em 1937, o círio de Nossa Senhora do Cabo à saída de Belas

BARCELOS REPETIU ELEIÇÕES MUNICIPAIS EM 1914

O Ministério do Interior - Direcção Geral de Administração Política e Civil, através do Decreto nº. 353, publicado em Diário do Govêrno n.º 35/1914, Série I de 1914-03-07, fixou o dia 29 de Março para a repetição, nas assembleias de Lama, Gueral e Vila Sêca, das eleições da Câmara Municipal de Barcelos e dos procuradores à Junta Geral do distrito de Braga.

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GOVERNO MARCOU ELEIÇÕES PARA AS JUNTAS DE FREGUESIA NO DISTRITO DE BRAGA EM 1919

O Ministério do Interior - Direcção Geral de Administração Política e Civil, através do Decreto nº. 6298, publicado em Diário do Govêrno n.º 262/1919, Série I de 1919-12-24, designou o dia 8 de Fevereiro de 1920 para realizarão das eleições de várias Juntas de Freguesia do distrito de Braga que não se realizaram no dia fixado ou foram anuladas.

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A (IN)VISIBILIDADE DOS EMIGRANTES TRANSMONTANOS NAS FOTOGRAFIAS DE EDUARDO PEREZ SANCHEZ

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  • Crónida de Daniel Bastos

No decurso do mês de setembro, o fotógrafo autodidata Eduardo Perez Sanchez, nascido em Barcelona, mas há mais de meio século a viver na cidade invicta, apresentou na Cooperativa Árvore, no Porto, o seu primeiro livro, intitulado Trás-os-Montes, Uma Visão a Preto e Branco sobre as Gentes e o seu Viver na Década de 1980.

A obra, resultado de incursões fotográficas que Eduardo Perez Sanchez realizou na década de 1980 em aldeias de Trás-os-Montes, no Nordeste de Portugal continental, como Agordela, Calvo, Sá, Santa Valha e Vilarandelo, destaca-se não só pelo sentido estético, mas também, pelos detalhes descritivos que traduzem a realidade socio-histórica de uma das regiões mais periféricas e deprimidas do país.

Uma realidade de profundo ambiente rural, ainda muito marcante no limiar dos anos 80, um período de consolidação da democracia portuguesa, onde se praticava ainda uma agricultura de subsistência e as estruturas de habitação rural em pedra possuíam diminutas condições de habitabilidade e de conforto, designadamente falta de luz elétrica, água canalizada e saneamento básico.

Nesses “lugares de memória” transmontanos, captados há cerca de 40 anos pelo fotógrafo luso-catalão, que veem agora a luz dia, abundam essencialmente rostos, expressões, sentimentos e experiências da vida quotidiana de carências e dureza, por que passaram as povoações rurais do interior do país.

A presença constante de mulheres, crianças e idosos nas fotografias realizadas pelo fotógrafo septuagenário autodidata,  na região transmontana na década de 1980, recorda o fenómeno maciço da emigração portuguesa da segunda metade do séc. XX para os países industrializados da Europa Ocidental, especialmente para França, que esvaziou as aldeias do interior nortenho de homens na força na idade.

Um fenómeno marcante na sociedade portuguesa, sobretudo nos anos 60 e 70 durante a ditadura salazarista, quando mais de um milhão de portugueses partiram a “salto” motivados pela procura de melhores condições de vida ou em fuga à Guerra Colonial, e que foi particularmente incisivo em Trás-os-Montes, uma região fronteiriça onde o fardo da ruralidade e a estreiteza de horizontes impeliu uma forte vaga migratória.

A (in)visibilidade dos emigrantes trasmontanos nas fotografias de Eduardo Perez Sanchez, acentua a importância destes na história e identidade da região. A comparação do tempo transcorrido nas imagens a preto e branco do fotógrafo luso-catalão, com a realidade do presente, permite, quarenta anos depois apreender que o fenómeno migratório, malgrado a ligação ao processo de desertificação do interior, possibilitou a canalização de remessas para o sustento das famílias dos emigrantes que permaneceram nas terras de origem, e incrementou o desenvolvimento destes lugares desfavorecidos, ao nível da construção de casas, da aquisição de propriedades ou de estabelecimentos comerciais.