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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FESTA DO VINHO JUNTA MINHOTOS EM LOURES

Iniciativa do Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho

Os minhotos que residem na região de Lisboa vão no próximo dia 9 de Setembro participar nas vindimas e, após o almoço, na pisa das uvas à moda antiga, ao som da concertina e ao ritmo do bombo. Trata-se de uma organização conjunta do Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho e da Quinta das Carrafouchas, situada no concelho de Loures.

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Esta é uma iniciativa inédita no âmbito do regionalismo e da divulgação do folclore na região de Lisboa e está já a despertar enorme curiosidade e interesse sobretudo por parte dos minhotos que ali vivem, mas também das gentes saloias daquela região.

Os participantes vão poder experimentar a sensação única da prensagem da uva com os pés, tal como outrora se fazia em todos os lagares da nossa região. A pisa das uvas constitui uma tradição milenar que se perde nos tempos com vista ao seu esmagamento a fim de dar início ao processo de fermentação.

Com os pés se esmaga as uvas e quebra a casca sem, no entanto, quebrar as sementes, método que sendo mais demorado do que o recurso à prensa, proporciona um maior contacto com a casca e, consequentemente, a possibilidade de extrair mais cor, aromas e sabores, conferindo aos vinhos assim produzidos uma qualidade superior.

A Quinta das Carrafouchas onde vai ter lugar a Festa do Vinho situada em A-das-Lebres, Freguesia de Santo Antão do Tojal. O solar é um dos exemplares do período Barroco existentes no Concelho de Loures. Foi em 8 de Abril de 1872 comprada ao Marquês de Valada por Joaquim Franco Cannas, permanecendo na família até aos dias de hoje.

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PONTE DA BARCA ELEGE RAINHA DAS VINDIMAS

03 de junho | 21h30 | Casa da Cultura. Vencedora integrará a final do Concurso Rainha das Vindimas de Portugal

É já no próximo sábado, 03 de junho, pelas 21h30, que a Casa da Cultura servirá de palco a mais uma edição da Rainha das Vindimas. A eleita irá representar o concelho na final do concurso 'Rainha das Vindimas de Portugal', da Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV).

A participação do município nesta gala insere-se na estratégia de afirmação do concelho como território produtor de vinho, paralelamente à intenção de contribuir para a preservação e promoção da tradição e cultura rural entre os mais jovens.

As candidatadas desfilarão em roupa prática, vestido de noite e traje alusivo à vinha e ao vinho, sendo o vestuário da responsabilidade das candidatas, num espetáculo cheio de glamour que alia a beleza à valorização das tradições vitivinícolas.

PRODUÇÃO DA ADEGA COOPERATIVA DE GUIMARÃES CONTA COM COLHEITA DE 593 TONELADAS DE UVAS

Época das vindimas em 2016 enche mais de 800 pipas do vinho “Praça S. Tiago”

Colheita das videiras deste ano assegurou 400 mil litros de vinho, em Guimarães. Tempo chuvoso na primavera limitou quantidades produzidas, mas um verão quente e seco ajudou a uma produção de elevada qualidade. 

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A época das vindimas na Adega Cooperativa de Guimarães terminou com uma colheita de 593 toneladas de uvas que permitem, em 2016, uma produção de 400 mil litros de vinho, equivalentes a 800 pipas. «Temos um ano com muita qualidade», afirma o Presidente da instituição, José Sequeira Braga, depois de uma visita realizada pelo Presidente da Câmara Municipal, Domingos Bragança, durante a qual propôs a associação de imagens da cidade nos produtos vinícolas para reforçar a divulgação internacional de Guimarães. 

As boas condições climatéricas que se fizeram sentir em setembro e outubro permitiram concluir em quinze dias uma vindima com um universo de 250 hectares, distribuídos por 120 produtores ativos. «A primavera foi chuvosa e esse facto gerou algumas quebras na produção, contudo, o verão foi seco e permitiu uma excelente colheita! Ter um ano com grande qualidade permite satisfazer os nossos mercados e até reforçar o número de clientes», considera Sequeira Braga, indicando o Japão, França, Estónia, Polónia, Alemanha, Holanda, EUA e Brasil, além do circuito comercial português, como principais destinos do vinho com a marca “Praça S. Tiago”, a partir das castas loureiro, trajadura, pedemã, azal branco e tinto, vinhão, borraçal e espadeiro.

Domingos Bragança realçou a importância da Adega Cooperativa de Guimarães promover nacional e internacionalmente o vinho verde, «apreciado em todo o mundo», por privilegiar «a qualidade rigorosa e valorizar os excecionais recursos naturais» da região. «O mercado exige muito profissionalismo e o produtor agrícola vimaranense, com modernas técnicas agronómicas, cuida como ninguém do seu espaço para melhor servir quem nos procura», considerou.

Fundada em 1962 por 82 viticultores, a Adega Cooperativa de Guimarães estabeleceu-se em 1963 em Fermentões, com o objetivo de receber, vinificar e comercializar as uvas dos seus cooperadores. Devido às vantagens que a associação de produtores em cooperativas apresentava, a Adega Cooperativa rapidamente floresceu, agregando atualmente mais de 400 cooperadores do concelho de Guimarães, ocupando umas modernas instalações situadas na freguesia de Prazins Santo Tirs

PONTE DA BARCA REALIZA FESTA DAS VINDIMAS

Ponte da Barca celebra tradição vitivinícola de 30 de setembro a 02 de outubro

Entre os dias 30 de setembro (com abertura oficial agendada para as 18h00) e 02 de outubro, Ponte da Barca acolhe mais uma edição da Festa das Vindimas. Organizada pela Câmara Municipal de Ponte da Barca, com o apoio Adega Cooperativa e Associações concelhias, o certame está fortemente ligado à tradição vitivinícola do concelho atestado pelo programa que continua a integrar momentos de grande simbolismo como o desfile 'A vinda do campo', a Pisada das uvas, a Tirada do Vinho e a recriação de outros momentos chave das vindimas.

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A música e dança tradicional com destaque para a atuação de artistas como Augusto Canário e Amigos (dia 30, às 22h), o espetáculo do Grupo Curtisom (dia 01, às 21h30), e a atuação de diversos Ranchos Folclóricos (dia 02, às 16h00)um Concurso de Marmelada Caseira ou o saborear das iguarias que serão servidas na Feira das Tasquinhas e Artesanato, instalada no Centro de Exposição e Venda de Produtos Regionais, são outros dos motivos de interesse para uma visita a Ponte da Barca durante este fim de semana.

QUINTA DE SANTA CRISTINA EM CELORICO DE BASTO MANTÉM TRADIÇÃO DAS VINDIMAS

Quinta de Santa Cristina convida a viver a tradição das vindimas na região demarcada dos Vinhos Verdes

A vindima é um acontecimento cultural que reúne tradições e saberes, sendo o culminar de um ano árduo de trabalho e um momento de celebração do vinho. A Quinta de Santa Cristina, em Celorico de Basto, na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, convida a descobrir os segredos desta época tão importante, pelo que terá disponível uma experiência de vindimas de 19 de setembro a 15 de outubro. Os visitantes poderão experienciar um dia na vindima, desde a apanha da uva, até à pisa a pé no tradicional lagar de pedra (em dias especiais), não esquecendo a gastronomia regional.

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A experiência inicia-se com um café de boas vindas onde o visitante é desde logo convidado a degustar o espumante branco Quinta de Santa Cristina, acompanhado por biscoitos tradicionais.

Após a entrega do kit de vindimas que inclui uma t-shirt, chapéu, garrafa de água e tesoura de poda, será dada uma pequena explicação sobre o processo de vindima. De seguida, os visitantes são convidados a dar um passeio pelas vinhas, observando as diferentes castas e a participar ativamente na vindima.

Pela hora de almoço, será servido um piquenique regional, junto à vinha, sendo possível degustar algumas iguarias típicas da região, como bolinhos de bacalhau, salada de bacalhau, alheira grelhada, panados e rissóis, broa de milho, enchidos e queijos, compotas e tostas, acompanhadas dos vinhos Quinta de Santa Cristina Escolha, branco e rosé.

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Na parte da tarde, os visitantes terão a possibilidade de conhecer a adega e todo o processo de vinificação. Haverá ainda tempo para jogos tradicionais, para crianças e adultos, como o jogo da malha ou da corda. No dia em que estiver a decorrer a vindima das castas tintas, os visitantes poderão ainda usufruir da experiência de pisar a pé as uvas no tradicional lagar de granito.

A tarde termina ao som de música tradicional, com uma degustação de vinhos Quinta de Santa Cristina (Alvarinho e Loureiro-Alvarinho) acompanhada de queijo de ovelha. Para as crianças haverá uma prova de sumos.

No final, será entregue um diploma de participação a todos os visitantes.

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O programa está disponível para um mínimo de 2 pessoas e um máximo de 16 pessoas. O preço por pessoa depende do número de participantes: até 3 pessoas – 85 euros; de 4 a 16 pessoas – 65 euros e as crianças dos 5 aos 14 anos – 15 euros.

A marcação é obrigatória, deve ser feita com uma antecedência mínima de 2 dias e está sujeita à disponibilidade. Aconselha-se o uso de roupa e calçado confortável, incluindo calções no caso de participar na lagarada.

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PONTE DA BARCA ELEGE “RAINHA DAS VINDIMAS”

04 de junho | 21h30 | Casa da Cultura

Vencedora integrará a final do Concurso Rainha das Vindimas de Portugal

É já no próximo sábado, 04 de junho, pelas 21h30, que a Casa da Cultura servirá de palco a mais uma edição da Rainha das Vindimas.

A eleita irá representar o concelho na final do concurso 'Rainha das Vindimas de Portugal', da Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV). A participação do município nesta gala insere-se na estratégia de afirmação do concelho como território produtor de vinho, paralelamente à intenção de contribuir para a preservação e promoção da tradição e cultura rural entre os mais jovens.

As candidatadas desfilarão em roupa prática, vestido de noite e traje alusivo à vinha e ao vinho, sendo o vestuário da responsabilidade das candidatas, num espetáculo cheio de glamour que alia a beleza à valorização das tradições vitivinícolas.

VINDIMAR ATÉ AO LAVAR DOS CESTOS

Chegou o setembro e com ele as primeiras águas de Outono. O ano agrícola propriamente dito chegou ao fim. É tempo de vindimas e também de desfolhadas na região de Entre-o-Douro-e-Minho que aqui o milho é de regadio e por esse motivo se realizam mais tarde em relação às terras em que a sua cultura é de sequeiro. Alegram-se os caminhos das aldeias com a chieira dos carros de bois, inundam-se os campos de gente que vai à vindima, estalejam os últimos foguetes nas Feiras Novas, em Ponte de Lima. 

O luar de Setembro reúne rapazes e raparigas nas eiras para desfolhar as maçarocas do milho do folhaço que a envolve. O milho-rei concede que se distribuam abraços, ocasião bem aproveitada pelos namorados. Canta-se ao desafio e afinam-se as gargantas com uma bela malga de verdasco. Por vezes aparece um encamisado que, a coberto de uma manta que lhe esconde a verdadeira identidade, solta pilhérias que intrigam os presentes.

Terminadas as vindimas e transportadas as uvas para o lagar, é chegada a altura de as esmagar e prensar que o tempo da pisa já lá vai. E, concluídas as colheitas, realizam-se as adiafas. Canta-se ao patrão que nos oferece suculento rancho bem ao gosto dos trabalhadores. O tocador puxa uns acordes na concertina e a mocidade dança o vira e a tirana, a chula e o malhão. Em Lamego ainda se festeja em honra de Nossa Senhora dos Remédios e nas Feiras Novas o folguedo é até às tantas, com cantadores ao desafio e o vinho a jorrar nas malgas e a refrescar as gargantas. No segundo domingo de Setembro, os pescadores de Vila Praia de Âncora saiem em procissão para honrar a Senhora da Bonança e suplicar-lhe a construção do porto de pesca que os governantes não se cansam de lhes prometer.

Era ainda em Setembro que outrora os romanos homenageavam Júpiter no Capitólio e lhe imploravam um inverno pouco rigoroso e fértil, pois constitui a estação que representa a morte dos vegetais e da natureza, a fase que une a vida à morte num ciclo de perpétuo renascimento e cujo começo bem pode ser assinalado com o equinócio do Outono. Em breve se celebrarão os rituais que se relacionam com o culto dos mortos e com o solstício do inverno, o cantar dos reis e o Entrudo e, por fim, a páscoa e a “serração da velha”. Os lobos uivam nas serranias enquanto as bruxas se reúnem sob as velhas pontes ou saiem aos caminhos para amedrontar os notívagos que passam.

Mas, enquanto não chega o "pai velho", é altura de abrir as covas nos pomares para plantar novas árvores e ceifar o arroz, estrumar as terras e semear o linho, o centeio e a cevada. É ainda tempo de aproveitar bem as festas e romarias que ainda decorrem no mês de Setembro que, convém lembrar, até ao lavar dos cestos é vindima !

Carlos Gomes in http://www.folclore-online.com/

As Vindimas na Pintura de Malhoa

A pintura “As Vindimas” constitui uma obra do pintor José Malhoa que se insere num conjunto de duas telas encomendadas nos finais do século XIX por um abastado emigrante oriundo da região de Aveiro, o Comendador Seabra, destinadas a ornamentar o cimo de uma escadaria do seu faustoso palacete, situado no Bairro Flamengo, na área sul do Rio de Janeiro. Este prédio viria a ser demolido nos anos oitenta do século XX para dar lugar a modernas construções, mais ao gosto das novas metrópoles. A outra tela que integra o conjunto titula-se “A Caminho da Romaria”, possuindo ambas a particularidade de retratarem os modos de vida característicos dos finais de oitocentos na região de Entre-o-Douro-e-Minho.

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Possuindo cerca de seis metros de altura, ambas as telas se apresentam recortadas em diagonal na parte inferior uma vez que se destinaram a ser expostas no cimo de uma escadaria a ladear a entrada de um salão nobre. Quando o palacete foi demolido, o seu recheio foi a leilão e, apesar de ter contado com a presença de um representante do Estado português, aquelas telas viriam a ser adquiridas juntamente com correspondência trocada pelo pintor José Malhoa, por um conceituado antiquário de Lisboa, o Sr. Jaime Afra, que as transportou para Portugal e durante vários anos as manteve expostas no seu estabelecimento situado nas proximidades da Praça do Príncipe Real.

Com o seu falecimento, ficámos a desconhecer o paradeiro destas duas obras-primas do mestre José Malhoa. Aliás, apesar da sua importância, as mesmas não se encontram no Museu José Malhoa, em Caldas da Rainha, nem em Figueiró dos Vinhos onde o artista viveu, nem as mesmas são referidas nas publicações acerca da obra do pintor. Recentemente, viemos a saber através da srª D. Isabel Afra, viúvia do antiquário Jaime Afra, que os referidos quadros foram vendidos para a colecção do antigo Banco BCP, actual Millenium, acreditando-se que ainda lá se encontrem.

O quadro “As Vindimas” constitui uma pintura a óleo sobre tela, produzida nos finais do século XIX e que, à semelhança de outras obras de arte que produziu, procurou retratar motivos populares, repletos de vida e cor, envolta numa atmosfera luminosa e plena de sensualidade. Esta obra retrata-nos a alegria esfusiante e singela do povo simples que se desloca em ambiente festivo para a festa no cumprimento de uma promessa, na devoção de algum santo milagreiro, levando consigo as suas alfaias, envergando os seus trajes característicos, exibindo o colorido garrido e a robustez das gentes simples do povo.

Influenciado por Silva Porto, o pintor José Malhoa é considerado o pioneiro do naturalismo em Portugal, tendo integrado o chamado “Grupo do Leão” e vindo a aproximar-se do impressionismo. Tal como na pintura de Silva Porto, também o paisagismo na obra de José Malhoa incide particularmente nos costumes mais pitorescos, valorizando desse modo a natureza como única realidade existente e, em consequência, rejeitando qualquer ideia de sobrenatural. No quadro “As Vindimas”, o pintor descreve o que viu, sem qualquer preconceito de ordem moral ou estética nem idealizações como o faziam os românticos, retratando apenas a natureza e as pessoas tal como elas se lhe apresentam. Aqui, a natureza adquire um carácter absoluto e permanente, por oposição ao idealismo, retratando cenas da vida rural, combinando uma luminosidade intensa e dramática com a técnica impressionista de representação da luz solar. Com efeito, a obra pictórica de José Malhoa insere-se nas correntes estéticas predominantes nos finais do século XIX, mormente o naturalismo, o realismo e o impressionismo.

Os finais do século XIX foram marcados por um verdadeiro fervilhar de novas ideias e correntes estéticas a reflectir as grandes mudanças sociais da época, a industrialização das sociedades modernas, a maior rapidez dos meios de transporte e melhoria das formas de comunicação a facilitar nomeadamente a circulação da cultura e do pensamento e, finalmente, a prenunciar grandes convulsões sociais. De toda a Europa, e principalmente de Paris, chegavam de comboio novas ideias políticas e filosóficas, a moda e novas correntes estéticas, à semelhança das mercadorias que eram importadas para consumo de uma burguesia que sobretudo no meio lisboeta se revelava cada vez mais exigente. Não obstante, são os motivos populares e genuínos que mais cativam José Malhoa na sua obra, incluindo os retratos produzidos em ambiente urbano.

Naturalmente, a pintura “As Vindimas” de José Malhoa, bem assim como grande parte da sua obra, sofreu as influências da pintura de Silva Porto mas, ao invés deste, utiliza recorrentemente uma paleta de cores vivas, audaciosas, plenas de sensualidade e beleza, através das quais inunda a luz solar. Aqui retrata a alegria do povo nos seus afazeres da lavoura, mostrando raparigas robustas e enérgicas, de peitos fartos e rostos saudáveis. Toda esta abundância de luz e cor mais não parece do que uma forma de celebrar a natureza e com ela o próprio sol, numa manifestação de fé quase panteísta com a qual o próprio naturalismo se chega a confundir na crença de que a razão humana pode atingir o entendimento do divino.

Malhoa-Romaria