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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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RUSGA DE SÃO VICENTE DE BRAGA EXPÕE EM BARCELOS SOBRE O TRAJO E A FORMA DE TRAJAR DO POVO

A Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho e a Câmara Municipal de Barcelos, inauguram amanhã, sexta-feira, dia 21, pelas 21h:30, no Salão Nobre dos Paços do concelho, sito no Largo do Município, a exposição "O Trajo e o Trajar Popular no Baixo Minho - finais do século XIX, primeiras décadas do século XX".

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Esta exposição, integra-se no âmbito do programa cultural paralelo da "Feira de Artesanato", promovida pelo município barcelense.

A reposição desta exposição no 'Salão Nobre' dos Paços do concelho, passados que são 10 anos, após a realização da 1ª edição, surge após, a realização da - também ela bem sucedida -, exposição dos "Lenços de Amor, versos à Mãe", levada a efeito no Posto de Turismo daquela cidade, no passado mês de maio.

O regresso deste projeto expositivo a Barcelos, é a consumação de um desejo, em resposta ao interesse manifestado pelos responsáveis do movimento associativo folclórico barcelense. Refira-se a propósito, que esta mostra, conta com uma significativa colaboração, ao nível de cedência de peças, do pujante movimento cultural etnográfico do concelho de Barcelos.

Esta exposição, que agora volta a um dos seus primeiros locais, da sua já longa itinerância, viajou já pelos principais concelhos que compõe a região geo-etnográfica Baixo-minhota, nomeadamente; Braga, Guimarães, Vila Verde, Barcelos, Amares, V. N. de Famalicão, Povoa de Lanhoso, entre outros. Paralelamente, parcelas temáticas da mesma, foram requisitadas por museus, escolas, juntas de freguesia, centros comerciais e outros espaços afins, quer a nível local, nacional e internacional.

Passados estes anos, entendemos que, os propósitos que nos levaram a empreender este projeto expositivo, permanecem válidos​. Do catálogo da exposição então publicado, transcrevemos uma pequena parcela de um dos textos: “Sendo o Trajo há muito considerado “património material”, um outro objectivo desta exposição é o de o elevar à categoria de “património imaterial” – à luz de um conceito mais abrangente e hodierno de “património”… por forma a responsabilizar a promoção deste património que é de todos.”.

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BARCELOS EXPÕE SOBRE O TRAJE E A FORMA DE TRAJAR

Convite - Exposição O Traje e o Trajar.jpg

A Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho e a Câmara Municipal de Barcelos, inauguram amanhã, sexta-feira, dia 21, pelas 21h:30, no Salão Nobre dos Paços do concelho, sito no Largo do Município, a exposição "O Trajo e o Trajar Popular no Baixo Minho - finais do século XIX, primeiras décadas do século XX".

Esta exposição, integra-se no âmbito do programa cultural paralelo da "Feira de Artesanato", promovida pelo município barcelense.

A reposição desta exposição no 'Salão Nobre' dos Paços do concelho, passados que são 10 anos, após a realização da 1ª edição, surge após, a realização da - também ela bem sucedida -, exposição dos "Lenços de Amor, versos à Mãe", levada a efeito no Posto de Turismo daquela cidade, no passado mês de maio.

O regresso deste projeto expositivo a Barcelos, é a consumação de um desejo, em resposta ao interesse manifestado pelos responsáveis do movimento associativo folclórico barcelense. Refira-se a propósito, que esta mostra, conta com uma significativa colaboração, ao nível de cedência de peças, do pujante movimento cultural etnográfico do concelho de Barcelos.

Esta exposição, que agora volta a um dos seus primeiros locais, da sua já longa itinerância, viajou já pelos principais concelhos que compõe a região geo-etnográfica Baixo-minhota, nomeadamente; Braga, Guimarães, Vila Verde, Barcelos, Amares, V. N. de Famalicão, Povoa de Lanhoso, entre outros. Paralelamente, parcelas temáticas da mesma, foram requisitadas por museus, escolas, juntas de freguesia, centros comerciais e outros espaços afins, quer a nível local, nacional e internacional.

Passados estes anos, entendemos que, os propósitos que nos levaram a empreender este projeto expositivo, permanecem válidos​. Do catálogo da exposição então publicado, transcrevemos uma pequena parcela de um dos textos: “Sendo o Trajo há muito considerado “património material”, um outro objectivo desta exposição é o de o elevar à categoria de “património imaterial” – à luz de um conceito mais abrangente e hodierno de “património”… por forma a responsabilizar a promoção deste património que é de todos.”.

HISTORIADORA ANA PAULA ASSUNÇÃO “DESATA NÓS” SOBRE USOS E COSTUMES DOS SALOIOS

Palestra promovida pelo Grupo de Folclore Verde Minho marca arranque oficial do FolkLoures’17

“Usos e costumes dos saloios – uma conversa com muitos nós! Foi o tema da palestra hoje proferida em Loures, a quar marcou o início oficial da edição deste ano do Folkloures.

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A iniciativa teve lugar no magnífico auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte onde normalmente decorrem as reuniões da Assembleia Municipal e contou com a presença do Dr. Francisco Sousa, técnico do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Loures e de Joaquim Pinto, em representação do Presidente da Federação do Folclore Português.

Perante uma assistência interessada e participativa, a palestrante foi “desatando nós” ao longo da sua dissertação, desfazendo conceitos há muito tempo estabelecidos no meio folclórico e entre os investigadores, muitos deles surgidos por ocasião da Exposição do Mundo Português realizada em 1940 e que, graças à intervenção de António Ferro e de sua esposa, a poetisa Fernanda de Castro, vieram a conferir especial saliência e visibilidade ao folclore nacional. Na realidade, uma época que acabaria por marcar de forma indelével a forma como actualmente ainda hoje encaramos o folclore.

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Procurando contrariar a ideia estabelecida segundo a qual os saloios descendem exclusivamente dos moiros que então habitavam nos arredores de Lisboa, a historiadora defende que essa definição étnica se estende a muitos outros povos de diferentes origens que aqui se estabeleceram. E, muitos outros nós desatou a Drª Ana Paula Assunção ao longo da palestra que proferiu e para a qual foram convidados todos os grupos folclóricos de todos os concelhos da região saloia mas que, estranhamente, parecem revelar desinteresse pelos temas que tratam a sua própria cultura tradicional com a qualidade e interesse como a lição que foi hoje oferecida a todos os presentes.

No átrio do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte foi também montada uma exposição temporária de concertinas, algumas das quais velhos harmónios que remontam aos começos do século XX.

Também o Museu Municipal de Loures, no âmbito do FolkLoures’17, mantém durante toda a semana entradas gratuitas para quem quiser visitar a exposição permanente de carroças e outras alfaias da região saloia.

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O FolkLoures’17 culmina com a realização, no próximo dia 1 de Julho, de um grandioso espectáculo – o Encontro de Culturas – a ter lugar no Parque da Cidade, com o seguinte programa:

- 16 horas. Feira de artesanato. Abertura de tasquinhas

- 20 horas. Espetáculo de folclore e recriações da cultura tradicional

- 24 horas. Sessão de encerramento com fogo-de-artifício

GRUPOS PARTICIPANTES

Grupo de Zés Pereiras Os Baionenses – Baião – Douro Litoral

Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil

Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo

Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho

Grupo Folclórico “O Cancioneiro de Ovar” – Beira Litoral

Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura

Associatia Miorita Portugalia – Moldávia

Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia

Grupo de Danças e Cantares da Madeira – Madeira

Fotos: Artur Lucena / Revista LOURESmagazineODIVELAS

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MINHOTOS FORAM HOJE A LOURES OUVIR JOÃO ALPUIM BOTELHO FALAR ACERCA DO TRAJE À LAVRADEIRA DO ALTO MINHO

Iniciativa do Grupo de Folclore Verde Minho saldou-se por um grande êxito

“O Uso do Traje à Lavradeira: os Afectos e as Regras” foi o tema da palestra que o Dr. João Alpuim Botelho proferiu hoje em Loures no auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, magnífico espaço normalmente reservado às reuniões da Assembleia Municipal daquela autarquia.

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Entre os convidados presentes, destacamos o Dr. Alfredo Santos, responsável pelo Gabinete da Cultura da Câmara Municipal de Loures, a Engª. Maria Manuela Carriço na qualidade de Vice-Presidente da Assembleia Geral da Federação do Folclore Português e a Professora Dr.ª Ana Paula de Sousa Assunção que no próximo dia 24 de Junho vai proferir uma palestra subordinada ao tema “Usos e costumes da Região Saloia”, inserida no FolkLoures’17.

Perante uma plateia interessada e participativa onde pontificavam muitas pessoas ligadas ao folclore e ao regionalismo minhoto sediado na região de Lisboa mas também de Loures e outras regiões do país, o Dr. João Alpuim Botelho proferiu uma interessante e profíqua dissertação acerca dos trajes de lavradeira do Alto Minho, vulgarmente designados por “traje à vianesa”.

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As diferenças existentes entre trajes de trabalho pesados e ligeiros na lavoura e ainda traje de festa, as influências recebidas ao longo dos tempos e, nomeadamente, sob os diferentes regimes, a importância das relações de afecto e de identidade que nem sempre observam as regras e a controversa problemática da recente certificação do traje sob a égide do Ministério da Economia foram alguns dos aspectos abordados ao longo da palestra apoiada por uma apresentação de powerpoint.

Esta iniciativa constituiu um excelente momento de reflexão que merecia ser devidamente aproveitado por todos quantos se encontram ligados ao folclore a bem do seu próprio desempenho.

O Dr. João Alpuim Botelho foi director do Museu do Traje de Viana do Castelo e um dos autores da obra “Uma Imagem da Nação – Traje à Vianesa”, editado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, sendo actualmente responsável pelo Museu Bordalo Pinheiro, da Câmara Municipal de Lisboa.

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João Alpuim Botelho nasceu em 1967, em Viana do Castelo. Licenciado em História (FLL, 1989), possui o Mestrado em Museologia, tendo defendido uma tese sobre “Panorama Museológico do Alto Minho” (U.N.L., 2007).

Desde 1991, trabalha na Câmara Municipal de Viana do Castelo e, desde 1999, foi responsável pelo Museu do Traje, criado em 1997, com a gestão e direção da instalação e processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus concluído em 2004.

No âmbito da sua atividade no Museu do Traje realizou cerca de 20 exposições de temática etnográfica, ligada à investigação e pesquisa da vida rural tradicional e da identidade alto minhota.

Publicou, entre catálogos e artigos, cerca de 50 trabalhos sobre a mesma temática. Destes trabalhos relevo a edição de Uma Imagem da Nação, O Traje à Vianesa, com Benjamim Pereira e António Medeiros (ed CMVC, 2009)

Ainda no âmbito dos Museus desenvolvi um conjunto de Núcleos Museológicos situados nas freguesias do Concelho de Viana do Castelo, que dispõe de cinco em funcionamento (Moinhos de Vento de Montedor, em Carreço; Moinhos de Água, em S.L. Montaria; do Pão, em Outeiro; do Sargaço, em Castelo de Neiva; das actividades Agro-Marítimas, em Carreço) estando esta rede em permanente alargamento.

Desde Julho de 2009 sou Chefe de Divisão de Museus da Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo a meu cargo dois Museus que integram a Rede Portuguesa de Museus: o Museu de Arte e Arqueologia e o Museu do Traje

Iniciou a sua vida profissional no Centro Nacional de Cultura com Helena Vaz da Silva, no Dep de Divulgação Patrimonial em 1990/91. Entre 1995 e 2002 deu aulas no Curso de Turismo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPVC de História de Artes e Ofícios Tradicionais, Animação Cultural e Património e Museologia.

Entre 2002 e 2005, foi Diretor Executivo da Culturporto – associação de produção cultural privada, financiada pela Câmara Municipal do Porto, responsável pela gestão do Teatro Rivoli e pela Animação da Cidade. Durante este período, e para além da atividade normal do teatro Rivoli, organiza o projeto Bairros - projeto de criação artística com crianças de bairros desfavorecidos, a Festa na Baixa, conjunto de atividades de animação e divulgação do património da Baixa do Porto, o Capicua 2002, Ciclo de programação comissariado por Eduardo Prado Coelho, o Pontapé de Saída, ciclo de programação de encontro entre as artes e o futebol, no âmbito do Euro 2004, Colóquio Encenação do Passado, com Marc Augé, Vítor Oliveira Jorge, Jorge Freitas Branco, Nuno Carinhas, Abertura da Livraria do Rivoli, primeira livraria do Porto dedicada às Artes de Palco, Fundação da Sem Rede, Rede de Programação de Novo Circo, para a divulgação da disciplina de novo circo, integrada por 13 espaços culturais.

Integrou o Grupo de Trabalho para a Animação da Cidade durante o Euro 2004, criado pela Câmara Municipal do Porto para a coordenação da animação da cidade durante o Campeonato Europeu de Futebol e também a Comissão Executiva da exposição Homenagem a Fernando Galhano: 1904 -1994, na Biblioteca Almeida Garrett, em Novembro de 2004.

Realizou a Exposição Sala do Oriente de José Rodrigues Proposta para uma viagem, no Convento de S. Paio, Vila Nova de Cerveira, em Dezembro de 2006.

Em 2015, publicou a obra “Azulejos da Igreja da Misericórdia de Viana do Castelo. Representação das obras da Misericórdia”, através do qual deu-nos a conhecer o magnífico património azulejar da autoria de Policarpo de Oliveira Bernardes, um dos maiores azulejistas do século XVII, obra esta editada pela Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo.

Fotos: Manuel Santos

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JOÃO ALPUIM BOTELHO PROFERE AMANHÃ EM LOURES PALESTRA SOBRE O TRAJE À LAVRADEIRA DO ALTO MINHO

A iniciativa é do Grupo de Folclore Verde Minho e realiza-se amanhã no em Loures

“O Uso do Traje à Lavradeira: os Afectos e as Regras” é o tema da palestra que o Dr. João Alpuim Botelho vai proferir no próximo dia 7 de Maio, a partir das 15 horas, em Loures, a convite do Grupo Folclórico Verde Minho. A iniciativa é aberta ao público em geral e deverá ter lugar no auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, junto ao Parque da Cidade, a contar com a presença de representantes do município de Loures, entidades ligadas ao folclore e ao regionalismo minhoto, conhecidos museólogos, etnólogos e outros estudiosos do nosso folclore.

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A iniciativa é aguardada com grande expectativa, tratando-se o palestrante além do mais, anterior director do Museu do Traje de Viana do Castelo e um dos autores da obra “Uma Imagem da Nação – Traje à Vianesa”, editado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, sendo actualmente responsável pelo Museu Bordalo Pinheiro, da Câmara Municipal de Lisboa.

João Alpuim Botelho nasceu em 1967, em Viana do Castelo. Licenciado em História (FLL, 1989), possui o Mestrado em Museologia, tendo defendido uma tese sobre “Panorama Museológico do Alto Minho” (U.N.L., 2007).

Desde 1991, trabalha na Câmara Municipal de Viana do Castelo e, desde 1999, foi responsável pelo Museu do Traje, criado em 1997, com a gestão e direção da instalação e processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus concluído em 2004.

No âmbito da sua atividade no Museu do Traje realizou cerca de 20 exposições de temática etnográfica, ligada à investigação e pesquisa da vida rural tradicional e da identidade alto minhota.

Publicou, entre catálogos e artigos, cerca de 50 trabalhos sobre a mesma temática. Destes trabalhos relevo a edição de Uma Imagem da Nação, O Traje à Vianesa, com Benjamim Pereira e António Medeiros (ed CMVC, 2009)

Ainda no âmbito dos Museus desenvolvi um conjunto de Núcleos Museológicos situados nas freguesias do Concelho de Viana do Castelo, que dispõe de cinco em funcionamento (Moinhos de Vento de Montedor, em Carreço; Moinhos de Água, em S.L. Montaria; do Pão, em Outeiro; do Sargaço, em Castelo de Neiva; das actividades Agro-Marítimas, em Carreço) estando esta rede em permanente alargamento.

Desde Julho de 2009 sou Chefe de Divisão de Museus da Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo a meu cargo dois Museus que integram a Rede Portuguesa de Museus: o Museu de Arte e Arqueologia e o Museu do Traje

Iniciou a sua vida profissional no Centro Nacional de Cultura com Helena Vaz da Silva, no Dep de Divulgação Patrimonial em 1990/91. Entre 1995 e 2002 deu aulas no Curso de Turismo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPVC de História de Artes e Ofícios Tradicionais, Animação Cultural e Património e Museologia.

Entre 2002 e 2005, foi Diretor Executivo da Culturporto – associação de produção cultural privada, financiada pela Câmara Municipal do Porto, responsável pela gestão do Teatro Rivoli e pela Animação da Cidade. Durante este período, e para além da atividade normal do teatro Rivoli, organiza o projeto Bairros - projeto de criação artística com crianças de bairros desfavorecidos, a Festa na Baixa, conjunto de atividades de animação e divulgação do património da Baixa do Porto, o Capicua 2002, Ciclo de programação comissariado por Eduardo Prado Coelho, o Pontapé de Saída, ciclo de programação de encontro entre as artes e o futebol, no âmbito do Euro 2004, Colóquio Encenação do Passado, com Marc Augé, Vítor Oliveira Jorge, Jorge Freitas Branco, Nuno Carinhas, Abertura da Livraria do Rivoli, primeira livraria do Porto dedicada às Artes de Palco, Fundação da Sem Rede, Rede de Programação de Novo Circo, para a divulgação da disciplina de novo circo, integrada por 13 espaços culturais.

Integrou o Grupo de Trabalho para a Animação da Cidade durante o Euro 2004, criado pela Câmara Municipal do Porto para a coordenação da animação da cidade durante o Campeonato Europeu de Futebol e também a Comissão Executiva da exposição Homenagem a Fernando Galhano: 1904 -1994, na Biblioteca Almeida Garrett, em Novembro de 2004.

Realizou a Exposição Sala do Oriente de José Rodrigues Proposta para uma viagem, no Convento de S. Paio, Vila Nova de Cerveira, em Dezembro de 2006.

JOÃO ALPUIM BOTELHO PROFERE EM LOURES PALESTRA SOBRE O TRAJE À LAVRADEIRA DO ALTO MINHO

A iniciativa é do Grupo de Folclore Verde Minho e realiza-se no próximo dia 7 de Maio

“O Uso do Traje à Lavradeira: os Afectos e as Regras” é o tema da palestra que o Dr. João Alpuim Botelho vai proferir no próximo dia 7 de Maio, a partir das 15 horas, em Loures, a convite do Grupo Folclórico Verde Minho. A iniciativa é aberta ao público em geral e deverá ter lugar no auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, junto ao Parque da Cidade, a contar com a presença de representantes do município de Loures, entidades ligadas ao folclore e ao regionalismo minhoto, conhecidos museólogos, etnólogos e outros estudiosos do nosso folclore.

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A iniciativa é aguardada com grande expectativa, tratando-se o palestrante além do mais, anterior director do Museu do Traje de Viana do Castelo e um dos autores da obra “Uma Imagem da Nação – Traje à Vianesa”, editado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, sendo actualmente responsável pelo Museu Bordalo Pinheiro, da Câmara Municipal de Lisboa.

João Alpuim Botelho nasceu em 1967, em Viana do Castelo. Licenciado em História (FLL, 1989), possui o Mestrado em Museologia, tendo defendido uma tese sobre “Panorama Museológico do Alto Minho” (U.N.L., 2007).

Desde 1991, trabalha na Câmara Municipal de Viana do Castelo e, desde 1999, foi responsável pelo Museu do Traje, criado em 1997, com a gestão e direção da instalação e processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus concluído em 2004.

No âmbito da sua atividade no Museu do Traje realizou cerca de 20 exposições de temática etnográfica, ligada à investigação e pesquisa da vida rural tradicional e da identidade alto minhota.

Publicou, entre catálogos e artigos, cerca de 50 trabalhos sobre a mesma temática. Destes trabalhos relevo a edição de Uma Imagem da Nação, O Traje à Vianesa, com Benjamim Pereira e António Medeiros (ed CMVC, 2009)

Ainda no âmbito dos Museus desenvolvi um conjunto de Núcleos Museológicos situados nas freguesias do Concelho de Viana do Castelo, que dispõe de cinco em funcionamento (Moinhos de Vento de Montedor, em Carreço; Moinhos de Água, em S.L. Montaria; do Pão, em Outeiro; do Sargaço, em Castelo de Neiva; das actividades Agro-Marítimas, em Carreço) estando esta rede em permanente alargamento.

Desde Julho de 2009 sou Chefe de Divisão de Museus da Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo a meu cargo dois Museus que integram a Rede Portuguesa de Museus: o Museu de Arte e Arqueologia e o Museu do Traje

Iniciou a sua vida profissional no Centro Nacional de Cultura com Helena Vaz da Silva, no Dep de Divulgação Patrimonial em 1990/91. Entre 1995 e 2002 deu aulas no Curso de Turismo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPVC de História de Artes e Ofícios Tradicionais, Animação Cultural e Património e Museologia.

Entre 2002 e 2005, foi Diretor Executivo da Culturporto – associação de produção cultural privada, financiada pela Câmara Municipal do Porto, responsável pela gestão do Teatro Rivoli e pela Animação da Cidade. Durante este período, e para além da atividade normal do teatro Rivoli, organiza o projeto Bairros - projeto de criação artística com crianças de bairros desfavorecidos, a Festa na Baixa, conjunto de atividades de animação e divulgação do património da Baixa do Porto, o Capicua 2002, Ciclo de programação comissariado por Eduardo Prado Coelho, o Pontapé de Saída, ciclo de programação de encontro entre as artes e o futebol, no âmbito do Euro 2004, Colóquio Encenação do Passado, com Marc Augé, Vítor Oliveira Jorge, Jorge Freitas Branco, Nuno Carinhas, Abertura da Livraria do Rivoli, primeira livraria do Porto dedicada às Artes de Palco, Fundação da Sem Rede, Rede de Programação de Novo Circo, para a divulgação da disciplina de novo circo, integrada por 13 espaços culturais.

Integrou o Grupo de Trabalho para a Animação da Cidade durante o Euro 2004, criado pela Câmara Municipal do Porto para a coordenação da animação da cidade durante o Campeonato Europeu de Futebol e também a Comissão Executiva da exposição Homenagem a Fernando Galhano: 1904 -1994, na Biblioteca Almeida Garrett, em Novembro de 2004.

Realizou a Exposição Sala do Oriente de José Rodrigues Proposta para uma viagem, no Convento de S. Paio, Vila Nova de Cerveira, em Dezembro de 2006.

JOÃO ALPUIM BOTELHO PROFERE EM LOURES PALESTRA SOBRE O TRAJE À LAVRADEIRA DO ALTO MINHO

A iniciativa é do Grupo de Folclore Verde Minho e está a gerar grande expectativa entre os grupos folclóricos minhotos na região de Lisboa

“O Uso do Traje à Lavradeira: os Afectos e as Regras” é o tema da palestra que o Dr. João Alpuim Botelho vai proferir no próximo dia 7 de Maio, a partir das 15 horas, em Loures, a convite do Grupo Folclórico Verde Minho. A iniciativa é aberta ao público em geral e deverá ter lugar no auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, junto ao Parque da Cidade, a contar com a presença de representantes do município de Loures, entidades ligadas ao folclore e ao regionalismo minhoto, conhecidos museólogos, etnólogos e outros estudiosos do nosso folclore.

A iniciativa é aguardada com grande expectativa, tratando-se o palestrante além do mais, anterior director do Museu do Traje de Viana do Castelo e um dos autores da obra “Uma Imagem da Nação – Traje à Vianesa”, editado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, sendo actualmente responsável pelo Museu Bordalo Pinheiro, da Câmara Municipal de Lisboa.

João Alpuim Botelho nasceu em 1967, em Viana do Castelo. Licenciado em História (FLL, 1989), possui o Mestrado em Museologia, tendo defendido uma tese sobre “Panorama Museológico do Alto Minho” (U.N.L., 2007).

Desde 1991, trabalha na Câmara Municipal de Viana do Castelo e, desde 1999, foi responsável pelo Museu do Traje, criado em 1997, com a gestão e direção da instalação e processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus concluído em 2004.

No âmbito da sua atividade no Museu do Traje realizou cerca de 20 exposições de temática etnográfica, ligada à investigação e pesquisa da vida rural tradicional e da identidade alto minhota.

Publicou, entre catálogos e artigos, cerca de 50 trabalhos sobre a mesma temática. Destes trabalhos relevo a edição de Uma Imagem da Nação, O Traje à Vianesa, com Benjamim Pereira e António Medeiros (ed CMVC, 2009)

Ainda no âmbito dos Museus desenvolvi um conjunto de Núcleos Museológicos situados nas freguesias do Concelho de Viana do Castelo, que dispõe de cinco em funcionamento (Moinhos de Vento de Montedor, em Carreço; Moinhos de Água, em S.L. Montaria; do Pão, em Outeiro; do Sargaço, em Castelo de Neiva; das actividades Agro-Marítimas, em Carreço) estando esta rede em permanente alargamento.

Desde Julho de 2009 sou Chefe de Divisão de Museus da Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo a meu cargo dois Museus que integram a Rede Portuguesa de Museus: o Museu de Arte e Arqueologia e o Museu do Traje

Iniciou a sua vida profissional no Centro Nacional de Cultura com Helena Vaz da Silva, no Dep de Divulgação Patrimonial em 1990/91. Entre 1995 e 2002 deu aulas no Curso de Turismo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPVC de História de Artes e Ofícios Tradicionais, Animação Cultural e Património e Museologia.

Entre 2002 e 2005, foi Diretor Executivo da Culturporto – associação de produção cultural privada, financiada pela Câmara Municipal do Porto, responsável pela gestão do Teatro Rivoli e pela Animação da Cidade. Durante este período, e para além da atividade normal do teatro Rivoli, organiza o projeto Bairros - projeto de criação artística com crianças de bairros desfavorecidos, a Festa na Baixa, conjunto de atividades de animação e divulgação do património da Baixa do Porto, o Capicua 2002, Ciclo de programação comissariado por Eduardo Prado Coelho, o Pontapé de Saída, ciclo de programação de encontro entre as artes e o futebol, no âmbito do Euro 2004, Colóquio Encenação do Passado, com Marc Augé, Vítor Oliveira Jorge, Jorge Freitas Branco, Nuno Carinhas, Abertura da Livraria do Rivoli, primeira livraria do Porto dedicada às Artes de Palco, Fundação da Sem Rede, Rede de Programação de Novo Circo, para a divulgação da disciplina de novo circo, integrada por 13 espaços culturais.

Integrou o Grupo de Trabalho para a Animação da Cidade durante o Euro 2004, criado pela Câmara Municipal do Porto para a coordenação da animação da cidade durante o Campeonato Europeu de Futebol e também a Comissão Executiva da exposição Homenagem a Fernando Galhano: 1904 -1994, na Biblioteca Almeida Garrett, em Novembro de 2004.

Realizou a Exposição Sala do Oriente de José Rodrigues Proposta para uma viagem, no Convento de S. Paio, Vila Nova de Cerveira, em Dezembro de 2006.

BÉLGICA: MANNEKEN-PIS FESTEJA O 25 DE ABRIL COM TRAJE MINHOTO

Manneken-Pis veste-se de minhoto para comemorar o 25 de abril

Pelo décimo ano consecutivo, o símbolo da cidade de Bruxelas vestiu-se para homenagear Portugal.

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O Manneken-Pis, o famoso menino a fazer chichi que é um dos símbolos da Bélgica, está vestido de minhoto este domingo. Situada junto a uma das principais praças de Bruxelas, a estátua de bronze de 61 centímetros tem mais de 900 fatos diferentes e hoje foi a vez de vestir o fato em honra de Portugal, para comemorar antecipadamente o 25 de abril.

É o décimo ano consecutivo que a atração turística e ícone da capital belga se veste com o fato da confraria dos vinhos do Porto, que inclui uma camisa branca com o tradicional bordado minhoto e uma bandeira nacional. Todos os anos por esta altura a estátua é vestida com esta roupa para coincidir com o 25 de abril e como forma de comemoração.

Este domingo, para assinalar o momento, houve ainda uma atuação do rancho folclórico da Associação de Emaús e uma prova de vinhos. O Manneken Pis, nome que significa literalmente “o miúdo que faz chichi”, situa-se junto à célebre praça Grand’Place e a sua origem exata não é conhecida, pelo que várias lendas giram em torno da pequena estátua.

Fonte: http://www.jornaleconomico.sapo.pt/

JOÃO ALPUIM BOTELHO PROFERE EM LOURES PALESTRA SOBRE O TRAJE À LAVRADEIRA DO ALTO MINHO

A iniciativa é do Grupo de Folclore Verde Minho

“O Uso do Traje à Lavradeira: os Afectos e as Regras” é o tema da palestra que o Dr. João Alpuim Botelho vai proferir no próximo dia 7 de Maio, a partir das 15 horas, em Loures, a convite do Grupo Folclórico Verde Minho. A iniciativa é aberta ao público em geral e deverá ter lugar no auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, junto ao Parque da Cidade, a contar com a presença de representantes do município de Loures, entidades ligadas ao folclore e ao regionalismo minhoto, conhecidos museólogos, etnólogos e outros estudiosos do nosso folclore.

A iniciativa é aguardada com grande expectativa, tratando-se o palestrante além do mais, anterior director do Museu do Traje de Viana do Castelo e um dos autores da obra “Uma Imagem da Nação – Traje à Vianesa”, editado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, sendo actualmente responsável pelo Museu Bordalo Pinheiro, da Câmara Municipal de Lisboa.

João Alpuim Botelho nasceu em 1967, em Viana do Castelo. Licenciado em História (FLL, 1989), possui o Mestrado em Museologia, tendo defendido uma tese sobre “Panorama Museológico do Alto Minho” (U.N.L., 2007).

Desde 1991, trabalha na Câmara Municipal de Viana do Castelo e, desde 1999, foi responsável pelo Museu do Traje, criado em 1997, com a gestão e direção da instalação e processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus concluído em 2004.

No âmbito da sua atividade no Museu do Traje realizou cerca de 20 exposições de temática etnográfica, ligada à investigação e pesquisa da vida rural tradicional e da identidade alto minhota.

Publicou, entre catálogos e artigos, cerca de 50 trabalhos sobre a mesma temática. Destes trabalhos relevo a edição de Uma Imagem da Nação, O Traje à Vianesa, com Benjamim Pereira e António Medeiros (ed CMVC, 2009)

Ainda no âmbito dos Museus desenvolvi um conjunto de Núcleos Museológicos situados nas freguesias do Concelho de Viana do Castelo, que dispõe de cinco em funcionamento (Moinhos de Vento de Montedor, em Carreço; Moinhos de Água, em S.L. Montaria; do Pão, em Outeiro; do Sargaço, em Castelo de Neiva; das actividades Agro-Marítimas, em Carreço) estando esta rede em permanente alargamento.

Desde Julho de 2009 sou Chefe de Divisão de Museus da Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo a meu cargo dois Museus que integram a Rede Portuguesa de Museus: o Museu de Arte e Arqueologia e o Museu do Traje

Iniciou a sua vida profissional no Centro Nacional de Cultura com Helena Vaz da Silva, no Dep de Divulgação Patrimonial em 1990/91. Entre 1995 e 2002 deu aulas no Curso de Turismo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPVC de História de Artes e Ofícios Tradicionais, Animação Cultural e Património e Museologia.

Entre 2002 e 2005, foi Diretor Executivo da Culturporto – associação de produção cultural privada, financiada pela Câmara Municipal do Porto, responsável pela gestão do Teatro Rivoli e pela Animação da Cidade. Durante este período, e para além da atividade normal do teatro Rivoli, organiza o projeto Bairros - projeto de criação artística com crianças de bairros desfavorecidos, a Festa na Baixa, conjunto de atividades de animação e divulgação do património da Baixa do Porto, o Capicua 2002, Ciclo de programação comissariado por Eduardo Prado Coelho, o Pontapé de Saída, ciclo de programação de encontro entre as artes e o futebol, no âmbito do Euro 2004, Colóquio Encenação do Passado, com Marc Augé, Vítor Oliveira Jorge, Jorge Freitas Branco, Nuno Carinhas, Abertura da Livraria do Rivoli, primeira livraria do Porto dedicada às Artes de Palco, Fundação da Sem Rede, Rede de Programação de Novo Circo, para a divulgação da disciplina de novo circo, integrada por 13 espaços culturais.

Integrou o Grupo de Trabalho para a Animação da Cidade durante o Euro 2004, criado pela Câmara Municipal do Porto para a coordenação da animação da cidade durante o Campeonato Europeu de Futebol e também a Comissão Executiva da exposição Homenagem a Fernando Galhano: 1904 -1994, na Biblioteca Almeida Garrett, em Novembro de 2004.

Realizou a Exposição Sala do Oriente de José Rodrigues Proposta para uma viagem, no Convento de S. Paio, Vila Nova de Cerveira, em Dezembro de 2006.

BRASÕES MUNICIPAIS FORAM CRIADOS NA DÉCADA DE TRINTA DO SÉCULO PASSADO E NÃO DEVEM SER INCLUÍDOS NO TRAJE TRADICIONAL

A inclusão dos brasões dos concelhos nos trajes tradicionais constitui uma adulteração da autênticidade dos mesmos uma vez que a sua criação remonta à década de trinta do século XX ou seja, a um época posterior àquelas que os próprios trajes representam. Não obstante, muitos grupos folclóricos têm vindo a apresentá-los nos aventais dos trajes de lavradeira e até nos de mordomia.

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Não é a primeira vez que aqui nos referimos a esta adulteração e, lamentavelmente, continuamos a assistir a esta má representação em grupos folclóricos que pretendem representar uma região com grandes pergaminhos a nível da cultura tradicional, como sucede neste caso com o Grupo de Danças e Cantares de Ponte de Lima.

Fazemos votos para que entendam a crítica como construtiva!

Fotos: José Costa Lima

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CERTIFICAÇÃO DO TRAJE À VIANESA: COMO E PARA QUÊ?

O Dr. João Alpuim Botelho dedicou à questão da certificação do Traje à Vianesa a sua última crónica, da série “Política Cultural em Viana do Castelo”, publicada no passado dia 29 de Novembro no jornal vianense “A Aurora do Lima”. Como é do conhecimento geral, o Dr. João Alpuim Botelho é uma autoridade neste domínio. Foi Director do Museu do Traje de Viana do Castelo e, conjuntamente com Benjamim Pereira e António Medeiros, um dos autores da obra “Traje à Vianesa – Uma Imagem da Nação”. Pela importância que o tema assume para a preservação e divulgação do património cultural e artístico das gentes minhotas e do folclore em geral, o BLOGUE DO MINHO transcreve com a devida vénia o referido artigo de opinião.

Política Cultural em Viana do Castelo (4 - continuação)

  1. A Certificação do Traje à Vianesa

No mesmo caminho de afastamento da comunidade que vimos em relação às Festas, outra questão que tem levantado muitas preocupações é a sua excessiva institucionalização, que facilmente deriva num autoritarismo inconsequente. Já foi criada uma exigência de inscrição para o Cortejo da Mordomia (nomeadamente para os próprios Grupos Folclóricos, tratando-os como se não tivessem o saber ou a chieira para apresentar as suas Mordomas bem trajadas) e surge agora uma outra notícia: o processo de Certificação do Traje, de que tomámos conhecimento através das notícias do encerramento do respectivo período de Consulta “Pública”. 

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Uma vez mais o rol de equívocos é grande, desde logo a começar pela necessidade e utilidade desta certificação. Alguém sentiu necessidade dela e a pediu, ou foi apenas mais um desejo de protagonismo?

Conhecendo as pessoas que fizeram o trabalho acredito na sua qualidade, o que ponho em causa é a sua forma. Seria excelente se se tratasse de mais um estudo sobre o nosso traje, ao lado do “Traje à Vianesa”, de Cláudio Basto, de 1930, ou do “Traje à Vianesa Uma Imagem da Nação”, de Benjamim Pereira e António Medeiros em que também colaborei, de 2009 (que esgotou em poucos meses e continua à espera de reedição) ou do próprio “Catálogo do Museu do Traje”, de 2010, ou de tantos outros estudos mais parcelares que têm sido feitos.

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Mas o que agora se pretende é regulamentar o que pode ser considerado Traje à Vianesa. As questões que se levantam são muito complexas e exigiriam – acreditando que esta certificação tenha alguma utilidade – uma enorme participação de todos. É certo que houve reuniões, por convite, com os grupos (apenas duas para um tema que levanta tantas questões), mas faltaram as sessões públicas e verdadeiramente abertas onde pudessem participar as pessoas que continuam a fazer os trajes e principalmente as que participam nas Festas, desfilando e dançando com os seus trajes, ao lado doos que têm estudado e publicado trabalhos sobre o traje.

Pior do que isto é a má consciência que se nota do facto de ter sido amplamente divulgado o encerramento do período de Consulta “Pública” mas nunca ter sido anunciada a abertura dessa mesma consulta. Tentei informar-me, procurei no site da Câmara e não consegui ver o documento final, o tal que deveria ter sido “público”. E, se não se conhece o documento, nunca poderia ser feita uma “declaração de oposição devidamente fundamentada” a que alude o Aviso 10542/16 no Diário da República de 24.08.2016?

Porque o traje não é uma farda, este processo de certificação parece inútil e corre mesmo o risco de ser contrário aos princípios que a legislação estabelece para o Património Cultural Imaterial, quando determina a necessidade de “Participação, através do estímulo e garantia do envolvimento das comunidades, dos grupos e dos indivíduos no processo de salvaguarda e gestão do património cultural imaterial, designadamente do património que criam, mantêm e transmitem” (Dec.-Lei 139/09, art. 2º, c).

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O autoritarismo deste processo denuncia um desvario solitário que não compreende os ritmos próprios da evolução, com as suas discussões e tensões. O processo é contrário ao espírito da lei e potencialmente nocivo ao voluntarismo e empenho pessoal que deu às Festas a sua grandeza, correndo o risco de ser perigoso, por poder provocar o afastamento das pessoas que todos os anos se oferecem para participar.

E chamo a atenção aos Grupos Folclóricos e a todos os que participam anualmente nos cortejos: este documento cria normas sobre o que é ou não é Traje à Vianesa e é provável que nas Festas de 2017 haja a imposição de novas regras baseadas neste documento. É por isso fundamental esclarecer exactamente o que pretende fazer com ele.

João Alpuim Botelho

(Museólogo e ex funcionário da CM Viana do Castelo)

abjoao@gmail.com

~Fotos: João Alpuim Botelho

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INSTITUTO DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL CERTIFICA TRAJE À VIANESA

Foi já publicado em Diário da República n.º 248/2016, Série II de 28 de Dezembro de 2016, o extracto de Despacho nº. 15606/2016, do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e Economia - Instituto do Emprego e da Formação Profissional, I. P., que procede ao registo da produção tradicional “Traje à Vianesa - Viana do Castelo”, o qual se apresenta conforme abaixo se transcreve.

Despacho (extrato) n.º 15606/2016

Ao abrigo dos artigos 10.º e 11.º do Decreto-Lei n.º 121/2015, de 30 de junho, a Câmara Municipal de Viana do Castelo apresentou junto do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP, I. P.) o pedido de registo da produção tradicional "Traje à Vianesa - Viana do Castelo" no Registo Nacional de Produções Artesanais Tradicionais Certificadas.

Considerando que o referido pedido de registo mereceu o parecer positivo da Comissão Consultiva para a Certificação de Produções Artesanais Tradicionais, nos termos da competência que lhe foi atribuída pelo n.º 1 do artigo 8.º do mesmo diploma;

Considerando que, tendo sido tornado público este pedido de registo através do Aviso n.º 10542/2016, publicado no Diário da República, 2.ª série - n.º 162, de 24 de agosto de 2016, não foi apresentada qualquer declaração de oposição no prazo fixado para o efeito;

O presidente do conselho diretivo do IEFP, I. P., ao abrigo das competências que, em razão da matéria, lhe foram conferidas pelo n.º 1 do artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 121/2015, de 30 de junho, determina o seguinte:

1 - É aprovada a inclusão da produção tradicional "Traje à Vianesa - Viana do Castelo" no Registo Nacional de Produções Artesanais Tradicionais Certificadas, sendo titular do registo, enquanto entidade promotora, a Câmara Municipal de Viana do Castelo;

2 - A síntese do caderno de especificações que suporta o referido registo, incluindo a delimitação geográfica da área de produção, consta do anexo ao presente despacho;

3 - A entidade promotora deverá, em cumprimento do disposto no n.º 2 do artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 121/2015, de 30 de junho, proceder ao registo da denominação da produção, sob a forma de indicação geográfica, junto do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI, I.P.);

4 - O processo de certificação da produção artesanal tradicional "Traje à Vianesa - Viana do Castelo", uma vez registada como indicação geográfica, deverá observar as disposições fixadas no Decreto-Lei n.º 121/2015, de 30 de junho, designadamente nos artigos 14.º a 17.º e 19.º

2016-12-16. - A Diretora do Departamento de Assessoria da Qualidade, Jurídica e de Auditoria, Paula Susana Aparício Gonçalves Matos Ferreira.

ANEXO

I - Produção Tradicional objeto de registo: Traje à Vianesa - Viana do Castelo

II - Entidade Promotora titular do registo: Câmara Municipal de Viana do Castelo

III - Apresentação sumária: A produção tradicional em apreço, o "Traje à Vianesa - Viana do Castelo", é reconhecidamente um "Ex-Líbris" do saber-fazer artesanal português, quer pela sua imagem fortíssima e diferenciadora, quer pelo conjunto de mesteres tradicionais envolvidos na sua confeção, desde a tecelagem, a costura, o bordado, a renda, até ao fabrico e decoração das chinelas.

IV - Enquadramento histórico e delimitação geográfica da área de produção

Estamos perante um traje que se foi definindo e enriquecendo ao longo do século XIX, quando, após as profundas perturbações devidas às Invasões Francesas (1808-1810) e à Guerra Civil (1828-1834), se sucederam décadas de maior estabilidade e mesmo de um relativo progresso económico. Um traje que no início as camponesas das freguesias vizinhas de Viana do Castelo usavam (não só, mas também) para ir à cidade e que veio, mais tarde, a ser apropriado pela própria cidade como um dos seus ícones mais importantes e que motivou muitas ações em ordem à sua defesa e preservação.

Com efeito, o Traje à Vianesa tornou-se um dos ícones minhotos mais divulgados e foi utilizado em todos os tipos de suportes gráficos. Revistas, postais, calendários, publicidade a diversíssimos produtos, utilizavam largamente a imagem da lavradeira com o seu traje de festa. Em 1890, o pequeno príncipe de 5 meses que viria a ser o rei D. Manuel II é fotografado ao colo da sua ama que vestia o Traje à Vianesa. Mais tarde, senhoras de elevada posição social usamno em circunstâncias especiais e fazem-se fotografar com ele, como acontece em 1913, quando a mulher do rei deposto, D. Manuel II, se deixa fotografar trajada.

Todavia, se no final do século XIX e na primeira década do século XX se difunde por todo o país o uso do Traje de Festa das lavradeiras vianenses, localmente, aquelas que ao longo do século XIX o definiram e usaram como indumentária, começam a abandonar o seu uso e a deixar-se seduzir por vestes mais citadinas e urbanas. A própria "moda" de trajar este fato, fora do seu contexto de origem, levou a formas de o vestir abastardadas que começaram a preocupar alguns vianenses. É assim que em 1919 surge um primeiro Certame Regional de Danças e Descantes, organizado por Abel Viana e Rodrigo V. Costa, que tem como objetivo promover o Traje à Vianesa e reconduzir o seu uso à sua forma tradicional, inaugurando uma campanha de defesa deste traje que havia de prolongar-se pelos anos seguintes.

Segundo Abel Viana, foi a partir de 1926, quando uma Parada Regional integrou o programa das festas da Senhora da Agonia, que se vulgarizou a presença de grupos trajados em atos e representações oficiais, algo que já se verificava, desde 1917, mas só por ocasião das Festas da Senhora da Agonia.

Sendo que o Traje à Vianesa se tornou, ao longo dos tempos, um símbolo de Portugal (uma "imagem da nação"), é natural que o âmbito da sua produção tenha extravasado os limites do concelho que lhe dá o nome, sendo produzido em todo o litoral norte do país e usado como "traje nacional" nas situações mais variadas (desde festividades locais, passando pelas comemorações carnavalescas, até à sua utilização em eventos portugueses no estrangeiro).

Neste contexto, relativamente à delimitação da área geográfica de produção do Traje à Vianesa - Viana do Castelo, constata-se que a esmagadora maioria das artesãs produtoras das peças que compõem este traje (tecelagem, bordado, confeção) se localizam no território correspondente às NUT III do Alto Minho, do Cávado e do Ave, pelo que se definem como limites da respetiva localidade, região ou território de ocorrência da produção, os limites daquele território composto pelos seguintes concelhos:

NUT III Alto Minho: Viana do Castelo, Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Vila Nova de Cerveira;

NUT III Cávado: Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras do Bouro, Vila Verde;

NUT III Ave: Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão, Vizela.

V - Caracterização do produto "Traje à Vianesa - Viana do Castelo"

O Traje à Vianesa é um produto múltiplo, composto por um conjunto de peças, todas manufaturadas artesanalmente na região do Minho (à exceção dos lenços), cujo resultado final se deve à combinação polié-drica entre elas e ao modo como os adornos em ouro o enfeitam e sublinham.

Segundo Cláudio Basto, o padrão geral do Traje à Vianesa, tal como era percecionado em 1930, é constituído por:

"Saia curta (aí pelo tornozelo), às listas verticais, de roda farta, pregueada miudamente na cinta, com barra larga a que chamam "forro", avental franzido também na parte superior, camisa branca, de mangas compridas, apanhadas nos ombros; colete que não desce da cintura; lenço traçado no peito e apertado atrás na altura da cinta; lenço trespassado sobre a nuca e atado no alto da cabeça; algibeira, que na forma lembra o coração e fica visível entre a saia e o avental; meias brancas, feitas à mão; chinelas."

A produção caseira das peças que compõem o traje foi permitindo a sua adaptação ao tipo de uso pretendido, e a sua evolução foi permeável às influências das modas e dos gostos. Assim, o traje à vianesa nunca foi imutável nem nasceu de acordo com um modelo único que a ele sempre se mantivesse fiel; pelo contrário, ele foi adquirindo sentidos que ultrapassaram e se sobrepuseram ao aspeto utilitário do uso quotidiano, transformando-se, adquirindo e reforçando um valor simbólico e cerimonial relevante.

Desta forma, quando se fala de Traje à Vianesa - Viana do Castelo, fala-se do que mais vulgarmente ainda se chama Traje à Lavradeira ou de Festa, nas variantes assumidas pelas diferentes freguesias de Viana do Castelo.

Nestas freguesias, os respetivos grupos folclóricos e etnográficos, que foram surgindo a partir dos anos 20 do século XX, podem ser considerados os grandes responsáveis pela maior definição e apropriação das "diferenças" que agora se verificam e que, anteriormente, não seriam tão vincadas ou disputadas.

Os grupos folclóricos das freguesias de Afife (1920-1926), de Areosa (final de anos 20) e de Santa Marta de Portuzelo (1940) terão sido os principais protagonistas no definir das características diferenciadoras do Traje à Vianesa, muito por influência dos seus responsáveis.

Assim, e ainda que seguindo, de um modo geral, o padrão geral do traje à vianesa descrito por Cláudio Basto, destacam-se, contemporaneamente, as tipologias principais de Afife, Areosa, Santa Marta de Portuzelo e de Geraz do Lima, tipologias estas que, pela proximidade, influenciaram outras freguesias vizinhas.

Quanto às diferentes peças que compõem este traje, fixam-se as seguintes características:

O lenço

Os lenços são de lã fina com ramagens, têm sempre franjas compridas (entre 10 e 12 cm), também elas de lã e feitas manualmente, e são usados na cabeça e, traçados, sobre o peito. O mais importante, no que diz respeito ao uso do lenço no Traje à Vianesa - Viana do Castelo, diz respeito à adequação cromática que deve ter relativamente às restantes peças do traje: de fundo vermelho para os trajes vermelhos (ainda que, por vezes, também se encontrem lenços amarelos no traje vermelho), de fundo azul forte para os trajes azuis, de fundo verde para o traje de Geraz do Lima, laranja e amarelo no caso de Afife e de fundo preto, roxo ou azul-escuro para o traje azul-escuro.

A camisa

A camisa do Traje à Vianesa - Viana do Castelo:

Tem a altura de uma vulgar blusa, mas admite outros comprimentos;

Pode ser feita em linho ou meio linho (50 % linho/50 % algodão), mas sempre na cor branca;

As suas mangas são compridas e apertam com um punho;

As suas mangas são largas e, pelo menos nas ombreiras, ostentam "pregas de imprensa" (as "pregas de imprensa" podem ter padrões variados e os alinhavos que as definem podem ser na mesma cor do restante bordado ou a branco);

É decorada com bordado (nos ombros, nas ombreiras, nos punhos, à volta do decote ou do colarinho, caso este exista);

O seu bordado é sempre monocromático (predomina o uso do azul forte, mas também se admitem como cores o branco, o azul claro e o verde, este último no caso de Geraz do Lima);

O fio de bordar corresponde ao fio de algodão, mercerizado, n.º 8;

As tipologias do desenho têm que estar de acordo com as cores (florais e vegetalistas para os casos do azul forte e verde, desenho miúdo de organização geométrica na utilização do branco e do azul claro);

Os seus punhos são sempre bordados e quase sempre rematados com bordado ou com pequenas rendas;

O seu colarinho, sempre chegado ao pescoço, é bordado, mas pode nem existir, substituído por um decote redondo rematado com caseado alto;

A abertura da camisa é dianteira e também bordada (pode ter ou não uma carcela enfeitada com uma renda delicada).

O colete

O colete do Traje à Vianesa - Viana do Castelo:

É curto, pela cintura ou um pouco acima;

É de fazenda de lã colorida (vermelha, azul ou verde, consoante o fato a que se destina);

Tem, na base, uma barra ("rigor") de veludo, preta ou de uma cor escura, a qual se eleva na zona central das costas, e que é contornada no seu limite superior por um apontamento bordado e no limite inferior, na linha de cintura, apresenta um debruado simples;

É profusamente bordado nas costas, sobretudo no "rigor", com motivos florais, podendo ainda integrar o escudo real nas versões popularizadas no século XIX;

Os seus bordados são feitos com linha de algodão perlé, lã, seda natural ou missangas, podendo também conter lantejoulas e vidrilhos;

O bordado do "rigor" é, em regra, muito colorido e apresenta diversos motivos, enquanto que o da parte superior é, na maioria das vezes, branco e menos variado, em que um motivo se repete;

Tem decote amplo e aperta com fita de nastro ou cordão de seda que cruza entre ilhós metálicos, dispostos em duas fieiras, uma de cada lado, como um espartilho.

A saia

A saia do Traje à Vianesa - Viana do Castelo:

É de lã, natural ou mistura (desde que a lã seja sempre predominante), e tecida artesanalmente;

É sempre listada, sendo que a cor de fundo (predominante) pode ser vermelha, azul forte, azul-escuro, preto ou verde, consoante a tipologia do traje a que se destina;

As riscas podem ser de cores variadas (amarelo, rosa, branco, verde, roxo, entre outras) e decoradas com "puxados";

Tem cós, que deve ter entre 10 e 12 cm de altura e que pode ou não ser cosido, com "pregas de enfiada";

Ostenta, muitas vezes, bordados no cós;

Tem sempre uma faixa no fundo a que se chama "forro" e que é preta na maioria dos casos, vermelha (no caso do traje da Areosa) ou azul-escura ou preta (no caso do traje de Afife), que se apresenta lisa ou bordada e que é recortada em "bicos" na parte que liga à tecelagem;

A altura do "forro" não deve ultrapassar o terço da altura total da saia;

Tem uma abertura para facilitar o vestir;

É debruada a fita de nastro;

Aperta com fita de nastro e colchete;

A altura da saia deve chegar um pouco abaixo do meio da perna.

O avental

O avental do Traje à Vianesa - Viana do Castelo:

É de lã natural ou mistura (desde que a lã seja predominante), tecido em tear manual;

É constituído por duas partes:

O cós pregueado, que deverá ter entre 10 a 12 cm de altura e que muitas vezes ostenta bordados;

O corpo do avental, onde, por sua vez, se distinguem duas partes: uma superior, logo a seguir ao cós, listada e outra com maior expressão, na parte inferior, muito colorida e decorada com padrões geométricos ou florais. A dividir estas duas partes pode encontrar-se um "tomado", uma fita encanudada ou enfavada, uma tira de tecelagem sobreposta (também ela recortada e decorada) ou um galão. Também pode não haver nada a marcar as duas partes e a distinção provir do próprio trabalho de tecelagem. Em todo o corpo do avental utilizam-se os "puxados" e "moscas" a sublinhar as decorações tecidas.

É debruado a fita de nastro em cima, fita que serve para atar o avental; é rematado por bainha ou debruado com fita de nastro.

A algibeira

A algibeira do Traje à Vianesa - Viana do Castelo:

É de flanela vermelha, azul, verde ou preta;

Tem forma dita de "coração";

A sua "boca" é sempre de veludo preto;

Pode ter um bolso interior, o "segredo";

É profusamente bordada, sobretudo e na maioria dos exemplares, com missangas, vidrilhos e lantejoulas mas pode aparecer algum bordado a fio de algodão mercerizado n.º 8, a lã ou fio de seda natural;

Pode ter bordadas datas ou palavras (como Amor e Viana) letras ou algarismos;

É rematada com bordado de missanga ou a fitilho ou fita de nastro armada;

É debruada, na parte superior, com fita de nastro que constitui o atilho para atar à cintura;

A algibeira usada em Afife difere deste cânone;

No traje verde de Geraz do Lima pode não se usar algibeira.

As meias

As meias são sempre brancas, em renda manual de fio de algodão, que pode ser lisa (no caso de Afife) mas, quase sempre é trabalhada, havendo pelo menos trinta e cinco pontos de renda que se usam na sua confeção.

A altura das meias deve ser, no mínimo, até ao joelho.

As chinelas

As chinelas são de manufatura artesanal, com a sola em madeira e a gáspea em calfe natural ou sintético. Estas últimas, sempre envernizadas, podem apresentar-se bordadas. As chinelas são forradas a branco. Também podem ser em camurça.

Podem apresentar-se lisas, com lacinho ou fivela, ou bordadas simplesmente a branco ou em várias cores vivas.

VI - Condições de inovação do produto e no modo de produção

No capítulo da inovação, importa reter que estamos perante uma produção tradicional muito particular, porquanto o processo de certificação do Traje à Vianesa - Viana do Castelo visa, essencialmente, estabilizar o conceito e evitar descaracterizações e deturpações que o afastem da sua tipologia tradicional, que o tornou conhecido e um dos símbolos de Portugal.

Neste contexto, e estabilizadas que estão no caderno de especificações as tipologias possíveis de identificação como Traje à Vianesa - Viana do Castelo, não serão admissíveis quaisquer alterações na composição da indumentária, configurem elas aspetos inovadores ou meras combinações diferentes das que ali são indicadas.

Não obstante, e embora não se trate propriamente de inovações, considera-se pertinente adotar as seguintes sugestões de melhoria que poderão contribuir para uma ainda maior qualificação desta importante produção artesanal:

Diversificar os motivos dos lenços de cabeça e do peito (dentro do género), seja por melhorias ao nível dos padrões e processos de estampagem seja pela procura de outros fornecedores;

Qualificar o bordado presente nas camisas, seja ao nível do desenho seja quanto à posição que ocupa nas mangas da camisa não permitindo que o bordado da ombreira desça abaixo do cotovelo;

Qualificar o bordado realizado nos coletes e nos "forros" das saias, fornecendo desenhos às bordadeiras e reintroduzindo motivos que estão a deixar de ser feitos;

Reintroduzir nos aventais padrões antigos de tecelagem, nomeadamente de características mais geométricas, padrões esses que têm vindo a ser substituídos pelos florais (sobretudo o padrão das rosas);

Atentar na largura dos cós das saias e aventais, que deve sempre ter entre 10 e 12 cm; valorizar a parte tecida da saia, estabilizando a largura do seu "forro", para que nunca ultrapasse um terço do comprimento total da saia (permitindo o predomínio da tecelagem);

Fomentar a diversidade dos padrões tecidos (nas saias) e bordados (nas camisas, coletes,

"forros" das saias, algibeiras), reintroduzindo motivos que caíram em desuso;

Fomentar a reintrodução do fio de lã e de seda nos bordados dos coletes, "forros" das saias e algibeiras.

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Fotos: José Carlos R. Vieira

RUSGA DE JOANE INSPIRA MODA CONTEMPORÂNEA DE LUXO

No seguimento das comemorações do 25º aniversário do Grupo Etnográfico Rusga de Joane, este grupo aceitou o desafio lançado pelo Município de Famalicão e o Famalicão Made In, para integrar a atividade "Rua do Futuro Sustentável" (Plano Estratégico “Famalicão Visão'25”, do Programa 2020), mais precisamente no projeto "Montras em parceria".

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Daí resultou uma combinação entre o tradicional e a moda contemporânea de luxo, com pode ser verificado nas fotos em anexo. Abaixo deixamos um texto sobre a parceria:

"Sobranceiro a um tempo de modernidade permanece indelével a marca de um património cultural que nos é caro e inestimável. A moda é um dos palcos onde os apontamentos etnográficos se tornam intemporais.

Com a parceria da Rusga de Joane - Grupo Etnográfico a montra da loja Mara Cruz, na Praça 9 de Abril, permite-nos esse cruzamento de gostos, tendências e sobretudo a valorização patrimonial"

Texto: Fátima Almeida

Styling: Ricardo CarneiroProjeto: "Montras em parceria", na atividade: Rua do Futuro Sustentável. Uma iniciativa do Famalicão Made IN, Município de Famalicão.

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RUSGA DE SÃO VICENTE DE BRAGA EXPÕE TRAJES DO BAIXO MINHO

A exposição itinerante "O Trajo e o Trajar Popular no Baixo Minho - finais do século XIX, primeiras décadas do século XX", patente ao público na 'Sala do Recibo' do Mosteiro de São Martinho de Tibães, Braga, encerra já no próximo domingo, dia 4 de setembro.

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Em jeito de 'remate prévio, para o sábado, dia 3, a Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho e o Mosteiro de Tibães, tem agendado duas iniciativas. Às 15:00h, uma visita guiada à exposição para todos os interessados, tendo por principais destinatários, os dirigentes e diretores técnicos do movimento folclórico. Às 17:00h, no 'Claustro do refeitório', um espetáculo sob a designação "Olha a roda que a saia tem - música e dança no mosteiro". Ambas as iniciativas são de entrada livre.

A reposição desta exposição no Mosteiro de Tibães passados 11 anos, insere-se no âmbito do 4º tema do programa comemorativo do 50º aniversário da Rusga sob a designação;

"Há 50 anos a Rusgar - um legado herdado, a transmitir e a rentabilizar".

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AMADEU COSTA FOI O GRANDE DIVULGADOR DAS MAIS GENUÍNAS TRADIÇÕES DAS GENTES DE VIANA DO CASTELO

Vianenses pretendem que seja prestada a homenagem que lhe é devida

Amadeu Costa é uma figura incontornável da cultura tradicional de Viana do Castelo, pelo estudo e divulgação que dela realizou ao longo de toda a sua vida. A ele se deve, entre outros aspetos, o incansável estudo dedicado a Viana do Castelo e aos usos e costumes locais, mormente o traje tradicional, além da organização das Festas de Nossa Senhora d'Agonia.

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Em devido tempo, a Câmara Municipal de Viana do Castelo publicou as suas obras completas. Na coleção dedicada ao folclore conta-se “Festas e tradições populares (2001), “Traje, artesanato e tradição” (2012), “Tradições da Ribeira” (1998). Por seu turno, a coleção “História e Memórias de Viana” inclui “Figuras e personalidades”, “Sítios, monumentos e obras de arte”, “Teatro” e “Tradições várias”

A Amadeu Costa deve Viana do Castelo, em grande medida, a criação de um museu dedicado ao traje regional – o Museu do Traje – o qual veio a instalar-se em 1996, no edifício do Banco de Portugal.

Foi ele que organizou a exposição Traje Regional, a primeira que aqui se realizou e, no ano seguinte, organizou também a exposição que marcou a inauguração do Museu: Ambientes Regionais e Trajes, razão pela qual foi atribuído o seu nome a uma das suas salas do Museu do Traje. Um museu, aliás, que deveria merecer maior atenção por parte de muitos responsáveis de grupos folclóricos representativos da nossa região com vista a uma representação mais rigorosa dos nossos trajes tradicionais.

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Há 5 anos, os seus descendentes doaram ao Museu do Traje de Viana do Castelo uma valiosa coleção de trajes que pertenciam a Amadeu Costa, a qual inclui algibeiras, aventais, saias, coletes, casacas, camisas, lenços, calçado, meias, toalhas e trajes de homem e mulher.

Garantem muitos vianenses que, no seu tempo, por ocasião das Festas de Nossa Senhora d’Agonia, Amadeu Costa não autorizava a entrada no cortejo de meninas com unhas pintadas ou de gel, com maquilhagem ou outros assessórios que desvirtuam a autenticidade da representação das nossas tradições, condição que nos tempos que correm parece não estar completamente garantida.

O semanário vianense “Falcão do Minho” apresenta o ilustre etnógrafo nos seguintes termos: “Amadeu Costa, de seu nome completo Amadeu Alberto Lima da Costa, nasceu no Bairro da Ribeira, mais propriamente na Rua do Loureiro (no troço hoje denominado Rua Monsenhor Daniel Machado), a 23 de Outubro de 1920, filho de Manuel José Costa, piloto-mor da Barra do Porto de Viana do Castelo.

O seu espírito aberto, a sua inata simpatia, a sua admirável comunicabilidade, a bonomia, tolerância e humildade de que sempre deu provas, fizeram dele uma pessoa muito considerada e respeitada.

Amadeu Costa dedicou-se à investigação e a interpretar, nos mais íntimos pormenores, os usos e costumes e as tradições tanto da cidade (principalmente da Ribeira) como de todo o concelho.

Todo esse imenso saber que adquiriu, aliado à sua fina sensibilidade para as artes e bom gosto de decorador, revelaram Amadeu Costa em diversificados eventos e dotaram-no de um aureado estatuto de artista no campo da decoração, etnografia, caligrafia, etc. Em reforço de tudo isto, deve dizer-se que, além da família, ou juntamente com ela, a Princesa do Lima era a sua grande paixão. Na realidade, foram inúmeras as actividades desenvolvidas e promovidas por Amadeu Costa em prol da manutenção dos costumes, das tradições e da cultura regional.”

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CERVEIRA EXPÕE E VENDE TRAJES TRADICIONAIS DO MINHO

Identidade e tradição do “Traje Regional do Minho” na LIT

Associando-se ao conceito da II BIA – Artes e Ofícios Tradicionais, a decorrer de 10 a 14 de agosto, a Loja Interativa de Turismo de Vila Nova de Cerveira tem patente uma mostra/venda de trajes regionais que fazem parte de uma coleção particular. Fato de Noiva de Cerveira é um dos destaques desta exposição aberta ao público até ao final do mês de agosto.

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São mais de 15 trajes de noiva e de noivo, de dó, à lavradeira, de trabalho e à meia-senhora, para além de peças individuais como algibeiras, lenços, coletes e casacos regionais. Um vasto conjunto de trabalhos produzidos pela sensibilidade e mãos de Maria Cândida, uma vianense com fortes ligações familiares a Vila Nova de Cerveira.

Até ao final deste mês de agosto, integrada na BIA – Artes e Ofícios Tradicionais e aproveitando o facto de ser uma época com muito turismo e regresso de emigrantes às suas raízes, a Galeria da LIT veste-se de tradição e muita cor, dando a conhecer as roupas usadas pelas mulheres alto-minhotas em épocas festivas, quer de carácter religioso quer social, que vão desde o casamento, ao trabalho e ao funeral.

Através de diversas expressões culturais, o objetivo desta iniciativa é enfatizar e valorizar a riqueza de costumes e tradições da nossa região ao nível etnográfico, realçando os laços identitários e culturais nos trajes de antigamente, colocando-os para visita das gerações mais vindouras e outros interessados.

A mostra/venda “Traje Regional do Minho” encontra-se aberta ao público até ao final do mês de agosto, no período de funcionamento da Loja Interativa de Turismo de Vila Nova de Cerveira.

RUSGA DE SÃO VICENTE DE BRAGA EXPÕE TRAJE POPULAR

Após 11 anos em itinerância, exposição do trajo popular do Baixo Minho regressa ao local de origem

No passado fim-de-semana, após 11 anos em itinerância, a exposição “O trajo e o trajar popular no Baixo Minho – finais do seculo XIX, primeiras décadas do século XX”, regressou ao seu ponto de partida, podendo ser de novo visitada até meados de setembro, na sala de exposições temporárias do Mosteiro de São Martinho de Tibães, Braga.

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Para além de percorrer vários concelhos que compõe a região geo-etnográfica baixo-minhota, nomeadamente, V. N. de Famalicão, Amares, Povoa de Lanhoso, Guimarães, Vila Verde, Barcelos, entre outros, parcelas da exposição, foram requisitadas por estabelecimentos de ensino, grandes superfícies comerciais (shoppings), juntas de freguesia entre outras instituições públicas.

A inauguração que foi precedida de um breve momento artístico, por parte do ‘Grupo de Mulheres’ da Rusga, ao interpretar dois espécimes religiosos do culto ao São Bentinho da Cerca daquele mosteiro, contou com a presença de vários investigadores e académicos interessados pela temática expositiva, representantes do movimento associativo folclórico, para além dos muitos amigos da ‘família rusgueira’.

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O presidente da Rusga de São Vicente, José Pinto, enquanto mentor da mostra, conduziu a visita com base nos pressupostos que fundamentam os diferentes núcleos temáticos. Um primeiro núcleo, composto por diferentes peças soltas do vestuário feminino e masculino, desde saiotes, saias debaixo e de fora, camisas, coletes, jaquetas e lenços de mulher bem como, camisas, coletes e jaquetas de homem. De seguida, passou ao núcleo das peças combinadas, desde indumentária de cotio (uso diário), até aos fatos mais ricos de cerimónia delas e deles.

Por fim, como que a dividir os núcleos expositivos anteriores, na linha de vitrinas a meio da sala, José Pinto, socorreu-se de uma história de vida imaginária, de uma qualquer mulher baixo-minhota, para apresentar o último conjunto de peças expostas. Quando a rapariga se fazia moça casadoira, aprendia a bordar, a partir dos antigos ‘marcadores’, confecionava os coirinhos do seu primeiro filho, depois as diferentes peças de vestuário, começando pelas algibeiras, passando pelas meias, feita em fio de lã e algodão, terminando com uma variedade de coletes e camisas do seu marido.

Esta mostra que conta com o apoio da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), é mais uma iniciativa no âmbito do programa comemorativo do 50º aniversário da Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho, indo já no seu 4º tema sob a designação, “Há 50 anos a Rusgar – um legado a transmitir e a rentabilizar”.

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RUSGA DE SÃO VICENTE DE BRAGA MOSTRA TRAJE TRADICIONAL DO BAIXO MINHO

A Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho e o Mosteiro de São Martinho de Tibães (DRCN), inauguram no próximo sábado,dia 9, pelas 17:00h, a exposição "O Trajo e o Trajar Popular no Baixo Minho - finais do século XIX, primeiras décadas do século XX".

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O ato inaugural desta exposição, integra-se nas comemorações do dia de São Bento, fundador da Ordem Beneditina.

A reposição desta exposição no Mosteiro de Tibães passados 11 anos, insere-se no âmbito do 4º tema do programa comemorativo do 50º aniversário da Rusga sob a designação; "Há 50 anos a Rusgar - um legado herdado, a transmitir e a rentabilizar".

De referir a propósito, que as comemorações dos 50 anos de vida ininterrupta da Rusga, iniciaram-se com a realização da 1ª edição das "Conferências Rusgueiras - Arco Cultural" cujo tema foi, " A Religiosidade Popular" e, terminarão este ano, com a realização da 2ª edição das mesmas, tendo por tema, "Festas e Romarias".

Esta exposição que agora volta ao seu ponto de partida, desde 2005 até à presente data, tem andado em itinerância por diversos concelhos que compõe a região geo-etnográfica Baixo-minhota, nomeadamente, Guimarães, Vila Verde, Barcelos, Amares, V. N. de Famalicão, Povoa de Lanhoso entre outros. Paralelamente, parcelas temáticas da mesma, foram requisitadas por museus, escolas, juntas de freguesia, centros comerciais e outros espaços afins.

Passados estes anos, entendemos que, os propósitos que nos levaram a empreender este projeto expositivo, permanecem válidos​. Do catálogo da exposição então publicado, transcrevemos uma pequena parcela de um dos textos: “Sendo o Trajo há muito considerado “património material”, um outro objectivo desta exposição é o de o elevar à categoria de “património imaterial” – à luz de um conceito mais abrangente e hodierno de “património”… por forma a responsabilizar a promoção deste património que é de todos.”.

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RUSGA DE SÃO VICENTE DE BRAGA APRESENTA O TRAJE POPULAR NO BAIXO MINHO EM FINAIS DO SÉCULO XIX

A Rusga de São Vicente de Braga leva a efeito a inauguração da exposição "O Trajo e o Trajar Popular no Baixo Minho - finais do século XIX, primeiras décadas do século XX", a ter lugar na Sala do Recibo do Mosteiro de São Martinho de Tibães,Braga, no próximo dia 9 de julho, sábado, às 17:00h.

O ato inaugural desta exposição, integra-se nas comemorações do dia de São Bento, fundador da Ordem Beneditina e conta com a presença do diretor da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), Dr. António Ponte.

A exposição “O Trajo e o Trajar no Baixo Minho”, uma iniciativa da Rusga de São Vicente de Braga - GEBM e do Mosteiro de Tibães, foi inaugurada no Mosteiro de Tibães no ano de 2005 e após alguma itinerância, volta a Tibães onde estará patente durante este Verão. Do catálogo então publicado, transcrevemos uma pequena parcela de um dos textos: “Sendo o Trajo há muito considerado “património material”, um outro objectivo desta exposição é o de o elevar à categoria de “património imaterial” – à luz de um conceito mais abrangente e hodierno de “património”… por forma a responsabilizar a promoção deste património que é de todos.”.

VIVA DEOS - PÁTRIA - REI D. MIGUEL I

 Esta foto pertence ao Blogue do Minho e regista um momento da actuação do Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho, ontem dia 13 de Março, no Ringue António Livramento, na Freguesia de Benfica em Lisboa.

A camisa é uma cópia de um original da colecção de D. Maria Emília de Vasconcelos, que emprestou ao Rancho e autorizou a fazer uma reprodução, de acordo com informação do director do Rancho, sr. Joaquim Pinto. Nela pode ler-se “Viva Deos * Rei D. Miguel I”. O Brasão de Armas representa a Pátria para concluir a triologia: Deus, Pátria, Rei!

Como seria de esperar, a foto tem vindo a ser bastante partilhada nos meios monárquicos, nomeadamente através das redes sociais.

COMO ERA OUTRORA USADO O LENÇO TABAQUEIRO?

Desde que o Homem sentiu a necessidade de se cobrir e agasalhar, começou a partir de folhagem e peles de animais por criar as peças de vestuário de que necessitava. Caso pretendêssemos recuar a esse tempo na reconstituição dos usos e costumes dos nossos ancestrais, esse seria certamente o primeiro traje que nos caberia reproduzir. Porém, à medida que as sociedades humanas evoluíram, foram surgindo novos hábitos e o vestuário deixou de constituir apenas uma necessidade básica para se tornar um meio de afirmação pessoal no contexto da sociedade como de comunicação.

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O traje acompanhou a evolução da sociedade através dos tempos e a moda tornou-se uma indústria altamente rentável. Se o advento da era industrial trouxe consigo a produção em escala e o pronto-a-vestir que teve como consequência a uniformização do modo de vestir em detrimento dos costumes locais, a chamada alta-costura procura actualmente satisfazer a necessidade de uma classe endinheirada que exige a produção de uma moda individualizada. Os criadores de moda, não raras as vezes inspirados em motivos étnicos, dão voltas à cabeça para conceber uma nova peça de vestuário, por vezes tão arrojada quanto o grau de loucura de quem a encomenda. Contudo, se o cliente se atrever a usar o vestuário de maneira inapropriada ou descontextualizada, corre o sério risco de ser-lhe diagnosticado um comportamento esquizofrénico.

Ninguém imagina certamente um agricultor, de fato e gravata, lavrando a terra ou um professor vestindo pijama na sala de aulas. Vem isto a propósito do uso que é dado ao chamado lenço tabaqueiro o qual, não raras as vezes, apresenta-se enrolado ao pescoço dos componentes masculinos de alguns grupos folclóricos. Outros, porém, em meu entender de forma mais apropriada, optam por exibi-lo à cinta ou no bolso, como sucede com o Grupo Folclórico de Danças e Cantares de Mafamude, de Vila Nova de Gaia.

lenço tabaqueiro surgiu entre nós, como um acessório, no início do século XVII, em consequência directa do consumo do tabaco, hábito trazido pelos espanhóis do continente americano. O tabaco era consumido pelos povos indígenas que acreditavam nos seus poderes medicinais, razão pela qual o consumiam em ocasiões cerimoniais. Uma vez introduzido na Europa, o tabaco era mascado ou aspirado sob a forma de rapé, tornando-se um hábito social que perdurou até aos finais do século XIX, altura em que se começou a generalizar o consumo do tabaco sob a forma de cigarros.

O consumo do rapé consistia em levar o tabaco em pó às narinas a fim de ser fortemente aspirado, gesto que invariavelmente provocava o espirro ou o pingo no nariz, sendo então considerado um óptimo estimulante nasal. Esta reacção requeria naturalmente o uso de um pano, geralmente de algodão, para efeitos de higiene pessoal, o qual era então colocado à cinta ou pendurado no bolso. Com o tempo, o rapé entrou em desuso e o lenço, por razões de decoro, passou a ser dobrado e guardado no bolso. Este nada tem a ver com o costume entretanto surgido do uso de um lenço de seda ao pescoço, o qual se apresenta em substituição da secular gravata, nem tão pouco o lenço de cabeça outrora utilizado pelas mulheres.

Ao que tudo indica, foi em Alcobaça que em 1774 se instalou em Portugal a primeira fábrica de “lenços, cambraias e fazendas brancas”, ao tempo do reinado de D. José I, razão pela qual esse género de lenço também é conhecido por “O Alcobaça”. Ao longo da sua existência, produziu uma grande variedade de padrões, sendo que geralmente apresentavam fundo vermelho, azul ou amarelo, com barras de diversas cores.

Compreensivelmente, tratando-se de um objecto de higiene pessoal, a ninguém lembraria enrolar ao pescoço o referido lenço que servia precisamente para assoar o nariz do efeito provocado pelo cheiro do rapé. Apesar disso, alguém teve imaginação para o fazer, dobrando-o ao meio e atando-o ao pescoço, gesto este que se multiplicou por numerosos grupos folclóricos que o assimilaram como se de algo genuíno se tratasse ou seja, ele fosse realmente usado ao pescoço do homem no século passado. Quero dizer que os responsáveis não se deram ao trabalho de investigar, limitando-se a copiar aquilo que simplesmente os impressionou e pareceu bem.

Do ponto de vista etnográfico, não pode o traje com referência a uma determinada época e região em concreto ser apresentado de uma determinada forma ou ser-lhe acrescentado algo porque assim nos agrada, devendo limitarmo-nos a identificar como as pessoas realmente se vestiam, independentemente da eventual beleza e exuberância do vestuário que era usado. Como tal, a forma como o lenço tabaqueiro é apresentado por alguns grupos folclóricos deve ser repensada!

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

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A imagem apresenta caixas de rapé.

Foto: Arquivo Municipal de Lisboa

BRASÃO DE PONTE DE LIMA NÃO FAZ PARTE DO TRAJE TRADICIONAL

O brasão da vila de Ponte de Lima tem vindo a aparecer como elemento decorativo no avental do traje domingueiro de lavradeira, exibido por alguns grupos folclóricos do concelho de Ponte de Lima, como se constituísse um elemento decorativo do traje tradicional da região.

É o caso que a foto documenta, captada pela objetiva do fotógrafo José Tiago Faria, por ocasião de uma recente atuação em Lisboa do Grupo Cultural e Recreativo Danças e Cantares de Ponte de Lima.

Sucede que os símbolos heráldicos da vila de Ponte de Lima foram aprovados em 1938, através da Portaria n.º 9:023/38 de 25 de Junho. Além de se tratar de um anacronismo, jamais participou na composição decorativa do traje, mormente do avental. Nem jamais as bordadeiras da nossa região cuja mestria foi tão bem exaltada pelo escritor Ramalho Ortigão pelos seus dotes artísticos na combinação de cores, fariam uma composição tão aberrante do ponto de vista estético.

Por conseguinte, a sua inclusão não respeita a autenticidade do traje e em nada dignifica o folclore e o concelho de Ponte de Lima que o referido grupo procura realçar desta forma.

COSTUMES DO MINHO

A imagem mostra duas minhotas com trajes caraterísticos. Calcula-se que a foto tenha sido produzida entre 1870 a 1880. Foi adquirida pela Secretaria de Estado da Cultura há cerca de 25 anos e pertence ao Centro Português de Fotografia.

MUSEU MUNICIPAL DE OURÉM EXPÕE FOTOGRAFIAS DE CARLOS RELVAS SOBRE TRAJES TRADICIONAIS

Exposição inclui fotografias de trajes do Minho

“Traje encenado” é o tema da exposição temporária que o Museu Municipal de Ourém – Casa do Administrador inaugurou hoje, mostrando fotografias produzidas em ambiente de estúdio retratando diversos trajes tradicionais portugueses, mormente da região do Minho.

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A Chefe da Divisão de Ação Cultural do Município de Ourém, Drª Ana Saraiva, fez a apresentação da exposição e seus objetivos, realçando a riqueza patrimonial do concelho de Ourém dada a sua localização privilegiada na confluência de diferentes regiões geo-etnográficas, anunciando ainda a realização próxima de novas iniciativas a envolver os agrupamentos folclóricos do concelho.

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Além das fotografias, encenados e fotografados em estúdio por Carlos Relvas entre finais do século XIX e inícios do século XX a exposição inclui representações nacionais de trajes que comunicam com indumentárias de trajes de Ourém, recriados por oito grupos de ranchos folclóricos do concelho, exibidos nas suas atuações.

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A exposição conta com a participação da Casa-Estúdio Carlos Relvas, na Golegã, e de todos os ranchos folclóricos ativos em Ourém, concretamente o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Fátima, Rancho Folclórico Lírios do Nabão – Freixianda, Rancho Folclórico Rosas de Portugal – Freixianda, Rancho Folclórico Lírios do Campo – Nossa Senhora da Piedade, Rancho Folclórico Os Moleiros da Ribeira – Olival, Grupo de Danças e Cantares Lagoense – Nossa Senhora das Misericórdias, Rancho Folclórico Os Camponeses – Ribeira do Fárrio e o Rancho Folclórico Verde Pinho – Rio de Couros.

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A exposição poderá ser visitada de terça a domingo das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00, na Casa do Administrador - Museu Municipal de Ourém.

Nascido na Golegã em 1838, Carlos Relvas foi além de agricultor, desportista e toureiro um notável fotógrafo que se distinguiu em Portugal e no estrangeiro, possuindo muitos dos seus trabalhos publicados em revistas da época como “O Occidente”, “Branco e Negro” e “Boletim Fotográfico”. Era pai do político José Relvas a quem coube a proclamação do regime republicano, na varanda dos Paços do Concelho, em Lisboa, em 5 de outubro de 1910.

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O QUE É O TRAJE DE LAVRADEIRA NO MINHO?

É mundialmente conhecido o traje domingueiro de lavradeira vulgarmente conhecido por “traje à vianesa”. Por estes dias, vemo-lo a desfilar por todas as romarias da nossa região, na Senhora d’Agonia e nas Feiras Novas, no São João d’Arga e nos festejos da Senhora da Bonança. Mas, afinal, de que se trata realmente o traje de lavradeira?

De uma forma genérica, o traje à lavradeira era a roupa que a mulher do campo usava nas suas lides diárias como em dias de festa e de romaria, diferenciando-se naturalmente a que empregava no trabalho da que guardava para ocasiões especiais. E distinguia-se ainda segundo a sua idade, estado civil ou estatuto social. A não ser que se estivesse perante um caso de perturbação do foro psíquico, ninguém esperaria ver uma respeitável matriarca com um traje garrido, dos jeitos que usavam as moças da Areosa

Mas, no Minho, a mulher não exercia exclusivamente um ofício qualquer que ele fosse. Era ela quem trabalhava no campo e cuidava da família e das lides da casa, que semeava o linho, espadelava, fiava e tecia. E, sempre que as obrigações domésticas o permitiam, era ainda ela quem bordava ou rendilhava. Ela era simultaneamente lavradeira e tecedeira, bordadeira e rendilheira, esposa e mãe. Por conseguinte, a designação de lavradeira apenas nos proporciona uma ideia pálida da grandeza da mulher minhota – e uma classificação algo incompleta do traje que usava!

Mas o traje antigo da mulher rural do Minho não era uniforme, variando ainda consoante a região – ou sub-região se assim o entenderem! – de acordo com as necessidades climatéricas, os rituais e as mentalidades, o caráter e a habilidade das talentosas artistas que o confecionam. Alegres e vistosos na Ribeira Lima, desde Viana do Castelo até Ponte de Lima, com mais estopa na Serra d’Arga, mudam completamente de cor a partir de São Martinho da Gandra para quem segue o percurso do rio Lima até ao Soajo. E, que dizer do traje de lavradeira de Ponte da Barca, de Barcelos ou de capotilha na região de Braga? Todos estes e muitos outros, com as formas mais diversas, mais não são do que variantes do traje de lavradeira minhota ou, melhor dizendo, diferentes trajes que a mulher rural outrora usava no Minho.

Naturalmente, a vivacidade das cores e a beleza artística do traje usado nas zonas rurais à volta de Viana do Castelo despertaram a curiosidade da burguesia citadina e veio mais tarde a tornar-se no cartaz turístico de uma região. Mas, perdoem-me os folcloristas, Viana do Castelo não é apenas terra de lavradeiras – aqui também existem pescadores e peixeiras e, tempos houve que também existiam marinhas de sal e cuidava-se da seca do bacalhau. E, não obstante, não vemos os costumes dos marnotos representados pelos grupos de folclore!

Sucede que a primeira função do vestuário é agasalhar a pessoa que o utiliza. Não obstante e sem descurar essa finalidade, o Homem procura dotá-lo de beleza e através dele transmitir as suas ideias e sensações. Com efeito, a arte apenas serve para nos alegrar a vida!

As transformações impostas pelo tempo, nomeadamente o aparecimento de novas modas burguesas e ainda a sua utilização por parte de regimes autoritários como o Estado Novo, fizeram do folclore uma das vertentes da promoção turística levaram à adulteração do traje, à semelhança do que se verificou com o artesanato, as danças e de uma maneira geral tudo quanto se relaciona com a nossa cultura tradicional. Apareceram as saias curtas e as unhas postiças, os botões de plástico em série sobre coletes recortados e chapéus á toureiro, a maquilhagem e os acessórios da moda atual. É o “folclore” do tipo bilhete-postal para vender ao turista. De resto, passou a constituir uma das atrações das chamadas “casas de fado”, depois do antigo regime retirar das vielas mal frequentadas este género musical e atribuir aos faias carteira profissional…

A partir da década de quarenta do século passado, sob a orientação dos folcloristas afetos ao regime e o patrocínio das Casas do Povo, da Mocidade Portuguesa, da Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (FNAT) e do Secretariado Nacional da informação (SNI), foram constituídos muitos grupos folclóricos que passaram a servir de modelo para os que entretanto foram aparecendo até ao presente. Sem qualquer preocupação de natureza cultural nem rigor técnico, copia-se o figurino, quando não se procede à compra do “fardamento” por atacado numa qualquer loja da especialidade… é o folclore que temos!

Fazem-nos atualmente crer certos folcloristas que apenas o chamado traje à vianesa deve ser considerado como traje de lavradeira, na suposição de que não existiam outrora no Minho mais lavradeiras nem as mulheres faziam outra coisa senão vestir o traje domingueiro, não iam ao tear nem bordavam… eram apenas lavradeiras de ir á festa!

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

Fotos: José Carlos Vieira / https://www.facebook.com/jose.c.vieira.9?fref=ts

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OURENSE INAUGURA MUSEU DO TRAJE GALEGO

Novo Museo do Traxe Tradicional Galego (Ourense)

Na estación de ferrocarril de Santa Cruz de Arrabaldo (Ourense) tivo lugar o pasado 1 de xullo a inauguración do Museo do Traxe Tradicional Galego.

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Esta iniciativa, promovida polo Inorde e a Xunta de Galicia, ten como obxectivo poñer en valor a nosa etnografía a través da historia do traxe, e forma parte do proxecto de rehabilitación desta estación, compartindo espazo expositivo con Centro de Interpretación do Liño e o Museo Estanislao Reverter. O Museo do Traxe presenta unha exposición de traxes folclóricos, teares e dos instrumentos empregados na confección do liño.

O museo estará aberto ao público en tempada alta e fora destas datas serán posibles as visitas concertadas. O acceso aos centros tamén se incluirá no novo produto turístico: Trenes Turísticos Galicia 2014, un proxecto colaborativo de Renfe, a Xunta de Galicia e o Inorde que ofrece rutas de un día en trens tematizados para coñecer mediante ruta puntos de interese cultural galego como é a Ruta dos Faros, a Ruta dos Pazos e Xardíns Históricos e as cinco rutas por todas as Denominacións de Orixe do Viño de Galicia. Tamén se organizarán na estación actividades extraescolares dos centros educativos.
Este proxecto de habilitación da estación de ferrocarril de Santa Cruz de Arrabaldo foi posible grazas ao acordo asinado entre a Consellería de Cultura e o Inorde, que permitiu tamén a habilitación da estación de ferrocarril de Baños de Molgas para a realización de actividades culturais.

Fonte: http://www.blogoteca.com/malmequer/index.php

NAZARÉ ORGANIZA COLÓQUIO SOBRE “MEMÓRIAS, TURISMO E TRAJES TRADICIONAIS”

Dr. João Alpuim Botelho, antigo diretor do Museu do Traje de Viana do Castelo, será um dos oradores

Memórias, Turismo e Trajes tradicionais

31 maio | 15 horas

Local: Auditório da Biblioteca Municipal da Nazaré

Oradores:

Paulo Ferreira da Costa | Direção Geral do Património Cultural

João Alpuim Botelho | Museu Bordalo Pinheiro – Câmara Municipal de Lisboa

Madalena Braz Teixeira | Investigadora sobre traje tradicional

José Maria Trindade | Instituto Politécnico de Leiria

Cristina Luz | Câmara Municipal da Nazaré – Turismo

Presença de costureiras do traje tradicional da Nazaré.

Organização: Museu Dr. Joaquim Manso – Nazaré

Colaboração: Câmara Municipal da Nazaré, CEPAE – Centro de Património da Estremadura

Encontro dedicado ao traje tradicional em Portugal, promovendo a reflexão sobre o seu papel identitário e de construção memorial, bem como os seus usos turísticos, o que se articula com as vivências comunitárias e as preocupações subjacentes ao inventário do património cultural imaterial.

Este colóquio insere-se na exposição “Como se veste a Nazaré? A tradição hoje”, organizada pelo Museu Dr. Joaquim Manso / Museu da Nazaré e patente ao público entre 18 de maio e 15 de junho, no Centro Cultural da Nazaré.

ABEL SALAZAR RETRATOU O TRAJE TRADICIONAL DE BARCELOS E ESPOSENDE

Pintura de Abel Salazar representando um traje da região de Barcelos, Esposende e Póvoa de Varziam.

Legenda no verso: Carimbo António Silva. Reporter Fotográfico, Porto.´

Data: Julho de 1909

Opaco/Transparente: Opaco

Negativo/Positivo: Positivo

PB/Cor: Preto e Branco

Dimensões da Imagem: 6,2 x 8,7 cm

Fundo: DSZ - Documentos Abel Salazar

Fonte: Fundação Mário Soares

TRAJE DE VIANA DO CASTELO ABRE CIMEIRA IBERO-AMERICANA NO PANAMÁ

Portugal vai abrir a XXIII Cimeira Ibero-Americana com o tradicional Traje de Viana do Castelo, durante uma exibição na cerimónia de inauguração do evento que decorre já na próxima sexta-feira (ontem), no Panamá.

O conhecido 'Traje à Vianesa', com as suas cores e ostentação tão característicos consoante idade, freguesia e posição das mulheres de Viana do Castelo, foi eleito para vestir a coreografia de abertura do evento que reúne chefes de Estado e do Governo da Península Ibérica e do continente americano entre os dias 18 e 19 de Outubro.

A ideia é dar a conhecer uma "clara demonstração da imagem de Portugal através do Traje de Viana, que se encontra em processo de certificação", conta a autarquia, em declarações à Lusa. No local, será também disponibilizado material promocional alusivo ao traje típico, que conta já com cerca de 150 anos de história.

"A presença do traje da Cimeira, a decorrer na cidade do Panamá, é um excelente meio de promoção de Portugal num país em grande crescimento e que é um verdadeiro entreposto portuário e aeroportuário da região", apontou a autarquia.

A Câmara Municipal tem em curso um processo com vista à certificação e preservação da identidade do "Traje à Vianesa", considerado como "o mais representativo da cultura popular portuguesa".

Tanto o Presidente da República, Cavaco Silva, e o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, vão participar nesta XXIII Cimeira Ibero-Americana.

Fonte: http://boasnoticias.sapo.pt/

Foto: http://olharvianadocastelo.blogspot.pt/

EM 1947, SARGACEIROS DA APÚLIA DESFILARAM EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DA TOMADA DA CIDADE AOS MOUROS

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A foto documenta a participação dos sargaceiros da Apúlia nas Comemorações do VIII Centenário da Tomada de Lisboa aos Mouros que se realizou em 1947. Na publicação, a marca de água prejudica a definição da imagem devido ao contraste.

O suporte constitui uma prova em papel de revelação baritado ou sem barita.

Foto: Arquivo Municipal de Lisboa

O TRAJE DOS RANCHOS FOLCLÓRICOS NA ERA DO PRONTO-A-VESTIR

Até finais do século XIX, era ainda usual entre nós, no meio rural, ser a maior parte do vestuário produzida artesalmente no ambiente doméstico. O agricultor produzia o linho ou comprava na feira o pano. E, não faltavam em muitas aldeias os teares e as pessoas mais hábeis para os manusear, processar o linho ao longo de todo o ciclo que vai até ao produto acabado e bordar. Em “As Farpas”, o escritor Ramalho Ortigão elogiou como ningém a sensibilidade artística da bordadeira de Viana do Castelo.

A industrialização no nosso país faz-se sentir a partir de meados do século XIX que corresponde ao período chamado do “fontismo”, fazendo surgir alguns pólos industriais nalgumas regiões do país, correspondendo em certa medida às principais cidades que vieram a tornar-se capitais de distrito. Em Braga, por exemplo, estabeleceu-se então a industria chapeleira, daí irradiando para toda a região sob a sua influência, através do comércio, o célebre chapéu braguês que, com uma certa imaginação e fantasia, muitos ranchos folclóricos do Alto Minho foram alterando-lhe as formas. Esquecidos, no baú da memória, ficaram os velhos barretes de confeção caseira, naturalmente mais tosco e, por essa razão, indevidamente excluído da apresentação pública, por muitos grupos apenas reservada aos trajes mais vistosos, geralmente domingueiros.

O desenvolvimento tecnológico industrial e a produção em série deu origem ao comércio de “pronto-a-vestir”, formatando hábitos e ideias e submetendo a criatividade do indivíduo ao “criador da moda” contratado pela indústria têxtil. Paralelamente, o receio do desaparecimento de antigos costumes e modos de viver levaram ao aparecimento dos grupos folclóricos que se destinaram a preservar de uma forma algo museológica tais tradições, preservando dessa forma a memória da identidade e fazendo reviver as velhas usanças. Mas, também estes não ficaram imunes às influências do seu tempo, refletindo em cada época as respetivas mentalidades e hábitos de vida.

Com o advento do turismo associado ao folclore, tão intensamente explorado e nem sempre da malhor maneira durante o período do Estado Novo, surgiu um novo segmento de mercado constituído pelo comércio de artesanato e “fatos regionais”, com implantação sobretudo nos principais centros turísticos e de influência do folclore como sucede com Viana do Castelo. Trata-se de uma atividade que vão vive exclusivamente do turista que pretende um “souvenir” mas dos próprios grupos folclóricos que aí fazem as suas compras. Com a chegada do verão e, com ele, as férias dos nossos emigrantes, aumentam as encomendas de “fatos regionais” para vestir de uma assentada todos os componentes de um grupo a formar algures, no seio de uma qualquer associação portuguesa. Trata-se de uma prática que, no entanto, não é exclusiva dos nossos compratiotas que vivem no estrangeiro, porquanto é extensível a muitos grupos folclóricos sediados nas próprias regiões de origem que dizem representar.

Convém lembrar que, as lojas de artigos regionais que comercializam “fatos” para ranchos folclóricos fazem-no sobretudo com interesse comercial e sem qualquer preocupação ou responsabilidade de natureza etnográfica, vendendo aquilo que “os ranchos da região usam” e não propriamente aquilo que deveriam usar… ao contrário do que sucede com as farmácias, estes estabelecimentos comerciais não dispõem de um “diretor-técnico” especializado na matéria!

Entretanto, o desenvolvimento das novas tecnologias tem vindo a criar novas possibilidades de mercado com a alteração dos hábitos de consumo também no domínio do vestuário. E, se até há relativamente pouco tempo era frequente vermos todas as pessoas vestidas de igual forma segundo os padrões impostos pela moda, eis que surgem as tendências individuais da moda dando emprego aos novos designers, termo que actualmente se emprega para designar aquelas que outrora eram tratadas por “modistas” ou costureiras. Estes criam um novo design para uso exclusivo do cliente numa ocasião especial e de acordo com as suas próprias caraterísticas e personalidade. Daí, também as “novas tendências da moda” surgem nos grupos folclóricos onde determinados componentes introduzem novas cores e estilos ao traje, conferindo-lhe foros de autenticidade que, com o decorrer do tempo, conquistarão espaço nos figurinos e manequins das lojas de “fatos regionais” com a garantia de que são os fatos que “os ranchos da região usam”. E, assim, perpetuam um erro que acabará com o tempo por adquirir “certificação” de autenticidade.

Carlos Gomes in http://www.folclore-online.com/

CÂMARA MUNICIPAL DE VIANA DO CASTELO VAI CERTIFICAR TRAJE À VIANESA

A Câmara Municipal de Viana do Castelo aprovou, em reunião de executivo, uma proposta para o “estudo do traje à vianesa e elaboração do caderno de Especificações para a certificação/qualificação”. O objetivo é certificar e preservar a identidade do traje à vianesa, pelo qual Viana do Castelo é conhecida.

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Viana do Castelo, conhecida como a capital do folclore, é possuidora de um traje reconhecido como o mais representativo da cultura popular portuguesa. Por isso, a autarquia decidiu avançar com a certificação do “traje à vianesa” a fim de o preservar e de o divulgar de forma mais sistemática, pelo que o estudo e caderno de especificações foram entregues à associação “Portugal à Mão - Centro Estudos e Promoção das Artes e Ofícios Portugueses.

Com o estudo, será feita a recolha, triagem e análise de toda a informação relevante para o estudo do Traje à Vianesa nas suas múltiplas modalidades (Afife, Carreço, Areosa, Santa Marta de Portuzelo e Perre, segundo a definição de Cláudio Basto, do início do séc. XX), ou outra que, no decorrer do estudo, se ache mais oportuna e adequada à realidade em questão; será efetuada a caraterização de cada uma das modalidades consideradas e definição de “trajes-tipo”, com descrição exaustiva de cada peça que integra a referida indumentária e respetivo registo fotográfico; e efetuado o estudo das possibilidades de registo e certificação.

O caderno de especificações é o instrumento onde se irão definir as caraterísticas do “Traje à Vianesa” e listar, fundamentando, todos os parâmetros que pesem para a sua certificação, nomeadamente o nome que identifique o produto e que neste caso terá derivações; as referências histórico-geográficos que contextualizem a ocorrência e a continuidade da produção; e a caracterização do produto: características físicas (forma, dimensões, padrões, cores e desenhos predominantes); matérias-primas utilizadas; modos de produção (técnicas, saberes, ferramentas e equipamentos).

Fonte: http://www.cm-viana-castelo.pt/

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TRAJE À VIANESA: SANTA MARTA DE PORTUZELO

Se, dos trajes “à lavradeira”, o de Afife é o mais simples – o “vermelho” de Santa Marta-de-Portuzelo é o mais complexo na riqueza de ornatos e de côres.

Olhando-se êste vestuário santamartense, o que logo sobressai é o avental, comprido e largo, de campo vermelho variegadamente bordado.

Na parte superior – como é de regra nos aventais “à lavradeira” – tem listas ao alto, com mais ou menos bordados – e, para baixo das listas, o rectângulo com a bordadura que dá carácter a esta peça de vestuário. A bordadura possui, certamente, algo do gosto pessoal das tecedeiras, na forma e disposição dos desenhos, mas há sempre nela o que é do gosto geral: a intensidade das côres e a complexidade dos ornatos.

Equivale isto a dizer que é multiforme a ornamentação dêstes aventais, mas os que as raparigas mais querem, os mais luxuosos, são os floridos.

A estes aventais, enfeitam-nos, pelo comum, grandes fôlhas e flôres, estilizadas por diversa maneira, de colorido alegre e vário: róseo, amarelo, verde, branco… - e, quási sempre, uma caprichosa “silva” negra surge aqui, ali, pela barra do avental, entre as fôlhas e flôres enormes.

O bordado faz parte do próprio tecido, mas em relevo, obtido por meio de puxamento dos fios, que, assim, formam pequenas ansas que denominam “moscas” e comparáveis no aspecto às obtidas com o moderno ponto de fada.

Para os ornatos tomarem mais vista, usam tecer-lhes uma orla de côr diferente – no que as lavradeiras-tecedeiras revelam, por mais uma forma, o seu natural sentimento artístico.

Cláudio Basto em “Traje à Vianesa”. Edições Apolonio. Gaia. 1930

PRINCESAS DE PORTUGAL EM TRAJE DE LAVRADEIRA

Publicou a revista Ilustração Portugueza, na capa da sua edição de 10 de junho de 1907, uma fotografia apresentando as princesas D. Maria Benedicta e D. Izabel Maria, ainda crianças, filhas de D. Miguel (II) de Bragança e netas do Rei D. Miguel, trajadas de lavradeira, revelando deste modo o apreço que a Família Real nutre pelas nossas mais genuínas tradições populares.

EM 1905, LAVRADEIRAS DO ALTO MINHO DESFILAM NO CARNAVAL EM LISBOA

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A fotografia, de autor desconhecido, data de 1905 e mostra o carro de honra alegórico da cidade do Porto, da autoria do escultor Teixeira Lopes, que participou no corso carnavalesco realizado naquele ano em Lisboa. Junto dele, um grupo de moças trajadas de lavradeira do Alto Minho. Começava então uma época em que os trajes tradicionais de várias regiões do país e em particular do Minho, eram utilizados como trajes carnavalescos numa operação de aburguesamento dos festejos do Entrudo.

Foto: Arquivo Municipal de Lisboa

FILHAS DE BERNARDINO MACHADO TRAJADAS DE LAVRADEIRA MINHOTA

No rescaldo dos festejos do Entrudo de 1914, publicou a revista Ilustração Portugueza, na sua edição de 9 de março daquele ano, uma interessante fotografia que se reproduz acompanhada com a respetiva legenda.

As srªs D. Maria Francisco Machado, D. Jeronima Rosa Machado, D. Joaquina Mariana Machado, D. Elvira Severina Machado e as meninas Joana Maria Machado e Sofia Alexandrina Machado, filhas do sr. dr. Bernardino Machado, vestidas á moda do Minho – (Cliché Vasques)

TRAJE À VIANESA: AFIFE

Dos trajes “à lavradeira” característicos do concelho de Viana-do-Castelo, começarei por especificar o mais simples – o de Afife, aldeia a doze quilómetros para Noroeste da cidade, à beira-mar.

(…) A saia, que é tecida com lã, sendo de algodão a urdidura, não tem “basta”. As côres – estou-me referindo à saia da “moda” – dispõem-se às listas verticais, pela seguinte forma: largos listões vermelhos, que têm um fio preto longitudinal ao meio, alternam com listões pretos muito menos largos e que têm, a correr também pelo meio, uma estreita lista branca. No cós – “emenda”, na linguagem do povo – a saia é franzida em pregas muito juntas, nelas surdindo, às riscas agora, as côres referidas. O “fôrro” – recorde-se que o “fôrro” é a barra que guarnece em baixo e exteriormente a saia – o “fôrro” é azul-marinho. Períodos há em que, por moda, é preto. É, na verdade, uma saia de belíssimo efeito, onde se afirma um raro bom-gôsto aldeão!

O colete tem uma “cinta” ou “barra”, alta, preta, e é de côr vermelha para cima – enfeitado sobriamente a lãs de côres, missanga, vidrilhos, lentejoulas, consoante a vontade e critério de cada qual.

Também é predominantemente vermelho o avental com listas pretas, sem “emenda” – muitíssimo simples.

Os aventais sem sempre têm, em Afife, esta simplicidade – que é a mais própria do traje local. Assim, por exemplo, às vezes as listas verticais, aí pelo meio do avental, são cortadas por outras transversais, que vão de ordinário até baixo, estas listas atravessadas ficam, no entanto, indistintas, mascaradas por “topes” de lãs, de modo que a parte inferior do avental oferece a aparência de um curioso tapête – aparência vária, ao gosto da tecedeira, mas sempre de composição lindamente singela e harmónica.

As algibeiras não têm o luxo ornamental das do traje “à vianesa” nas ladeias interiores do concelho. Uns bordados simples, as lãs coloridas; uma fita de côr, encanudada, na orla – e pronto! Em regra, é isto apenas.

No geral, o lenço-da-cabeça é “cor-de-canário”, e op lenço-do-peito é cor-de-laranja, tanto um como o outro com franjas da respetiva côr, e com a barra de ramagens floridas. Nestas ramagens, domina o encarnado e, secundariamente, o verde.

Contra o usual nos mais vestuários do concelho – em Afife, as meias são lisas, sem abertos; as chinelas nunca têm bordados; e a camisa também não ostenta bordados nos punhos e nos ombros. As raparigas arregaçam as mangas um quási nada e com negligência graciosa. Em tudo a simplicidade.

Falta dizer que, entre as variações impostas pela “moda” de quando em quando, figura a adaptação, ao decote da camisa, de uma leve gola arrendada.

Cláudio Basto em “Traje à Vianesa”. Edições Apolonio. Gaia. 1930

CORRIDA DE S. SILVESTRE, NA AMADORA, VESTE-SE À MODA DO MINHO

Os trajes de lavradeira da nossa região marcaram presença naquela que é considerada uma das mais importantes provas do calendário do atletismo nacional e internacional: a Corrida de S. Silvestre, na cidade da Amadora.

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O evento é organizado anualmente pelo Desportivo Operário do Rangel, conta com o apoio da Câmara Municipal da Amadora e é reconhecido internacionalmente pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF), a Federação Portuguesa de Atletismo e Associação de Atletismo de Lisboa.

Este ano teve lugar a 38ª edição, tendo-se sagrado vencedores Manuel Damião e Sara Moreira, ambos do Maratona. Manuel Damião, isolou-se ao sétimo quilómetro da corrida, tendo terminado o trajeto de 10 quilómetros em 29,29 minutos, deixando a concorrência a 28 segundos. Por seu turno, Sara Moreira terminou com 32,42 minutos.

Fotos: http://www.abola.pt/

O MINHO NA AMADORA EM 1914

Desde os seus primórdios, a atual cidade da Amadora, nos arredores de Lisboa, constituiu um dos sítios de eleição das gentes do Minho para ali se fixarem. De resto, o poeta Delfim Guimarães cujas raízes se encontram em Ponte de Lima, ficou intimamente ligado ao progresso daquela localidade, nos começos do século XX, tendo nomeadamente sido um dos fundadores da Liga de Melhoramentos da Amadora.

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A revista “Ilustração Portugueza”, na sua edição de 19 de outubro de 1914, dá-nos conta de uma iniciativa então promovida pelo industrial Santos Matos – proprietário da famosa fábrica de espartilhos e compadre do poeta Delfim Guimarães – a favor dos feridos de guerra em combate por ocasião do conflito mundial que grassava a Europa. A referida publicação descreve a iniciativa nos seguintes termos:

“Foi imponente a festa realisada no dia 5 no salão dos Recreios Desportivos da Amadora a favor dos feridos de guerra. Os seus promotores, os srs. Santos Matos e Rodrigues Corrêa viram coroados do melhor êxito os seus exforços, que foram compensados pelos muitos aplausos ouvidos durante a execução do programa da festa.

Todas as ovações feitas foram merecidas porque é áqueles dois beneméritos que se deve o engrandecimento d’aquela localidade”.

A nota aparece ilustrada com uma interessante fotografia apresentando um grupo de senhoras envergando o traje de lavradeira, com a seguinte legenda: Grupo de senhoras da Amadora que entraram na festa dos “Recreios Desportivos” d’aquela localidade para os feridos de guerra, tendo-se cantado várias canções populare sob a direcção do maestro David de Souza.

A ALGIBEIRA NO TRAJE DA LAVRADEIRA MINHOTA

A ALGIBEIRA

Um bello assumpto de compendio de estudo para… ministro da fazenda. A algibeira symbolisa, até certo ponto, a economia ou a ordem económica. E como a questão financeira é essencial, como se impõe á nossa observação, não é assim supérfluo que indiquemos a algibeira minhota como documento imprescindível no muzeu d’uma aula de economia politica. 

Antes de ser um elemento de composição ethnographica, no sentio decorativo, a algibeira que ahi está foi e é (na maioria dos seus modelos) uma bolsa de uso popular. N’ella – cinco réis por cinco réis, economicamente – orçam-se sempre grandes reservas de capital. E isso ao mesmo costume com que em tempos idos as caixas de castanho do bragal provinciano tiveram escaminho ou “falso”; e se fabricaram os mealheiros de barro, em Prado, para os garotos reservarem as esmolas das suas cascatas ao S. João e ao S. Pedro; e, ainda, como os lavradores do norte (desconfiados) mettem á saca de linho as moedas de compra e venda da feira.

Algibeiras simples – sem lantejoulas e sem bordados – houve-as sempre em todas as províncias d’este paíz, da Hespanha e da Itália, entre os povos ruraes. Entre velhos (ou melhor, entre velhas) o uso é grande, com grande principio e enraizamento tradicionalista. Velhas há, mesmo, que as usam diariamente, isto é, sempre, mesmo que o seu destino, aos dias santificados, não seja o do mercado, para comprar. E mais que o povo de qualquer outra província usa-as o povo, a mulher minhota – creatura a quem furtar-lhe e desenraizá-la d’um costume é menos fácil que vê-la tentar uma “Maria da Fonte”. 

Todos os filhos do mundo, ainda mesmo os filhos das hervas, teem um tronco natural; como todos os povos teem a sua tradição; e como todas as aguas – ainda as mais obscuras e perdidas – tiveram sua mãe d’água, em sitio de rocha amorável, que já lhes fica distante. Estas algibeiras também possuem família – ou melhor, genealogia artística.

É pena, realmente, que poucos reconheçam n’este bibelot regionalista essa outra algibeira das mulheres romanas já do tempo de Lucilio, e que o implacável satyrico com tanta ousadia ridicularisou. Lá viveram, as algibeiras femininas, á maneira do tempo. Creio mesmo, que já então eram importadas, como objecto de luxo. E com seus foros de commodismo e civilisação, d’ali correram mundo, correndo edades, transitando sempre (mais ou menos algibeiras) através de seculos nos torcicolos engenhosos da moda. O seu fim utilitário e quasi o seu desenho mantiveram-se mais ou menos puros. Até que – da sua usual exibição exterior – pelos fins do seculo XVII – passaram quasi em absoluto do costume fidalgo, e vieram recolher-se, d’um modo typico, entre as saias brancas e o saiote d’essa curiosa e constante mulher pobre das províncias do sul da Europa.

Como costume regionalista, poucos se conhecem tão delicados – quando a algibeira, a rigor, é facturada como objecto de adorno. O talho quasi em coração, debruado de fita de lã verde ou amarela, as applicações de vidrilhos e lantejoulas e o desenho incorrecto, mas característico, das flores e folhagens – tudo isso (que é pouco como perfeição, mas muito como perspicácia) marca no adorno da algibeira minhota uma certa graça rude, bravia e maravilhosa de effeitos chromographicos. A algibeira do “costume” de Vianna do Castelo, que lhe cabe dentro em peso e medida? Quasi nada! Um lenço rendado e de bordados cor de rosa; um espelho redondo de estanho, para rever o concerto dos cabellos e das rendas do collarete; um franquinho de agua de cheiro, ordinário e ingenuo, vaidoso e de poucas gottas; ou, ainda, o maço dos ganchos, uma medalha de santuário, um rosario da Senhora do Carmo e um ramalhete de mangerico. D’isso tudo alguma coisa apenas. Que a algibeira – seja dito em abono da verdade – é só para ser vista tal qual ella é – quer dizer: para ser, sobre uma anca forte, um bibelot de gosto!

Outras há, como disse, que são algibeiras de dinheiro.

A.G.

Fonte: “Ilustração Portugueza” de 16 de maio de 1910 

MUSEU DO TRAJE DE VIANA DO CASTELO INAUGURA EXPOSIÇÕES SOBRE TRAJES REGIONAIS E BORDADOS TRADICIONAIS

O Museu do Traje de Viana do Castelo inaugura, no próximo sábado, dia 28 de Abril, duas exposições que assinalam duas importantes doações ao Museu do Traje e homenageiam duas vianenses. São elas Manuela Ramos com a exposição “O Amor às Festas - Trajes Regionais e Vestidos de Festa” e Maria Cândida Tinoco de Abreu de Lima que expõe “Bordados, Riscos de Bordados e Leques”.

VIANA DO CASTELO: TERTÚLIA AMADEU COSTA APRESENTA LIVRO “TRAJE, ARTESANATO E TRADIÇÃO”

CONVITE

A Tertúlia Amadeu Costa vai proceder no próximo dia 20 de abril ao lançamento do livro “Traje, Artesanato e Tradição”, volume II das Obras Completas de Amadeu Costa, a qual terá lugar no Museu do Traje.

Na ocasião será feita uma tertúlia à volta de uma coleção de fotografias das Exposições de Artesanato que se realizaram no âmbito das Festas de Nossa Senhora d’Agonia de 1965 a 1968, organizadas por Amadeu costa.

Esta sessão é realizada no âmbito do encerramento da exposição “Amadeu Costa – Traje e Chieira”, que ainda poderá ser visitada até domingo, dia 22 de Abril.