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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FOLCLORISTAS DEBATEM EM OEIRAS "O TRAJO DE ANTANHO"

A troca de experiências e conhecimentos é atualmente fundamental para prosseguir o trabalho de melhoria progressiva dos grupos folclóricos.

Com este objetivo decorrerá, no próximo dia 25 de Novembro, o Colóquio “Memórias do Povo”, subordinado ao tema "Trajes de Antanho", organizado pelo Grupo Cultural de Vila Fria, na sua sede sita na Rua Carlos Paião, nº 23, em Vila Fria (Oeiras), no qual gostaríamos de contar com a vossa presença.

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Para tal, propomos o preenchimento da ficha de inscrição em: https://goo.gl/forms/BONxSpgfxRHwWFhd2

PROGRAMA

15:00h – Sessão de Abertura

15:30h – Iº Painel

Mediador: Joaquim Pinto (Presidente da Associação do Distrito de Lisboa para a Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa)

Xaile - Memória dos afetos - Carlos Alves Cardoso

(Rancho Folclórico Os Rancheiros de Vila Fria)

O Campino no Concelho da Golegã - Carlos Santana

(Rancho Folclórico da Golegã)

Do trajar e do vestir do Alto Minho Interior - José Artur Brito

(Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega)

16:30h – Intervalo

16:45h – 2º Painel

Gentes do Mar - Ricardo Gomes

(Rancho Folclórico de Geraldes)

O Traje, a Recolha, os Erros - Virgílio Reis

(Grupo de Folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage)

17:30h – Debate

18:00h – Sessão de Encerramento

CANDIDATO DO BLOCO DE ESQUERDA ACUSA RESPONSÁVEL DO PELOURO DA CULTURA DA AUTARQUIA VIANENSE DE UTILIZAÇÃO INDEVIDA DOS TRAJES DO MUSEU DO TRAJE

AREJAR IDEIAS, POLÍTICAS E RESPONSÁVEIS

No recente debate entre candidatos à Câmara Municipal de Viana do Castelo, emitido pela RTP3, o candidato do Bloco de Esquerda Luís Louro denunciou o facto de um familiar direto da responsável do pelouro da cultura ter vestido e usado trajes que fazem parte do espólio do Museu do Traje e, com eles, ter integrado o cortejo etnográfico das Festas da Senhora da Agonia.

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Este episódio, que aconteceu na maior romaria do Alto Minho, é um exemplo que evidencia uma forma de governar que se tornou comum, particularmente no pelouro da cultura. O candidato do Partido Socialista justificou a situação argumentando que os fatos precisavam de “arejar”. Esta resposta foi, nas palavras de Luís Louro, “absurda, neste contexto, e também ela reveladora de uma despreocupação irresponsável.”

O candidato do BE argumenta ainda que “os trajes de Viana do Castelo são um espólio importante da cultura local e a criação do Museu do Traje teve precisamente em vista a guarda e a garantia da preservação deste património cultural, através da recolha de inúmeros trajes, muitos deles com mais de cem anos. Peças insubstituíveis, que documentam historicamente o nosso folclore. São peças de vestuário que devem ser tratadas como verdadeiras obras de arte e tesouros da nossa cultura, que têm de ser preservadas a todo o custo.”

Para os bloquistas esta situação mostra a inconsciência da responsável da cultura em ter permitido a utilização daqueles trajes e cria problemas de conservação óbvios, colocando essas peças sob riscos acrescidos, absolutamente injustificáveis do ponto de vista do interesse público da sua preservação. Luís Louro acrescenta que “é chocante a ligeireza com que o candidato do Partido Socialista respondeu à denúncia do facto, com a desculpa de que os fatos precisam de arejar.

Luís Louro concorda que os fatos precisem de arejar, mas considera que “como qualquer peça de valor cultural, é necessário que esse “arejamento” seja feito por técnicos especializados, em ambiente controlado, e não numa romaria e, ainda por cima, por familiar da responsável última pelo Museu do Traje, numa decisão de quem acha que pode dispor do que é de todos como se tudo fosse seu.”

E importa lembrar que o Regulamento do Museu do Traje, não deixa dúvidas nesse aspeto, já que não permite que as peças que integram o seu espólio sejam emprestadas a particulares, sejam eles quem forem. A inconsciência da responsável da cultura e a ligeireza da resposta no debate mais não são do que o reflexo da forma como a cultura é encarada em Viana do Castelo.

É tempo de a população de Viana do Castelo arejar a vida política desta cidade e deste concelho, sacudindo o pó a estes comportamentos.

Cultura, uma preocupação real para Viana do Castelo

É tempo de termos uma verdadeira política de cultura, que nos permita dar consistência à candidatura à Capital Europeia da Cultura, e não uma política de entretenimento e de satisfação de clientelas.

Propomos, para isso:

1.- Um conselho de cultura independente que permita consensualizar objectivos para uma política cultural para o concelho, que faça uma avaliação permanente das iniciativas culturais, que promova o seu acesso e a livre iniciativa de bens culturais.

2.- Um programador cultural que permita projectar Viana do Castelo no contexto cultural regional e nacional, estabelecendo estratégias de diferenciação e que, simultaneamente, traga iniciativas capazes de fazer germinar projectos locais.

3.- Uma agenda cultural que seja um verdadeiro instrumento de promoção da cultura fazendo também uso das novas plataformas digitais para que a falta de informação não seja também um impedimento à fruição dos bens culturais.

4.- Estabelecimento de uma política transparente no acesso aos bens culturais, nomeadamente na venda de bilhetes para espetáculos, que faça uso também das plataformas digitais e não permita que os “lugares para convidados” sejam transformados num instrumento de perpetuação de uma cultura clientelar.

5.- Disseminação dos projectos culturais pelo território, promovendo a itinerância, a mobilidade dos públicos e o apoio às iniciativas locais.

6.- Um orçamento participativo para a cultura com um montante disponível não inferior a € 100 000,00

É TEMPO DE VOTAR BLOCO DE ESQUERDA. TAMBÉM NAS AUTARQUIAS O BLOCO FARÁ A DIFERENÇA.

Bloco de Esquerda / Viana do Castelo

MINHO PARTICIPA EM ABRANTES NO DESFILE NACIONAL DO TRAJE POPULAR PORTUGUÊS

Iniciativa da Federação do Folclore Português saldou-se por um grandioso sucesso

Mais de um milhar de componentes de ranchos folclóricos de todo o país desfilaram em Abrantes, na Praça Barão da Batalha, exibindo trajes tradicionais das mais variadas regiões, numa iniciativa conjunta da Federação do Folclore Português e da Câmara Municipal de Abrantes.

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A exibição dos trajes foi feita através da representação de quadros etnográficos descrevendo vários aspectos da vida do povo, desde a primeira infância ao enterro e respectivo luto, incluindo os trajes de trabalho, a montanha, tecelagem, o rio e o mar, a feira, o casamento, ver-a-Deus, trajes domingueiros e de festa e romaria.

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Dr. Daniel Café, Presidente da Federação do Folclore Português, esteve em directo para a Rádio do Folclore Português

 

Pretende a organização “evidenciar pedagogicamente a matriz identitária do povo português através da sua riquíssima e diversificada forma de trajar na viragem do século XIX para o século XX.” Ainda, de acordo com a Federação do Folclore Português, esta representação expôs “os jeitos e os preceitos do trajar popular desde o trabalho da montanha ao trabalho do campo, no rio ou no mar, desde o domingo à feira, à romaria e ao casamento ou, ainda, outros momentos marcantes da vida quotidiana das nossas gentes.”

Quem sabe se, para o próximo ano, uma das cidades ou vilas do Minho não servirá de palco a uma tão grandiosa iniciativa como o Desfile Nacional do Traje Popular Português organizado pela Federação do Folclore Português em conjunto com uma autarquia local da nossa região.

Fotos: Manuel Santos

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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS REALIZA EM ABRANTES DESFILE DO TRAJE POPULAR

XXII Desfile do Traje Popular Português

A Federação do Folclore Português irá levar a efeito um dos seus maiores eventos, o Desfile do Traje Popular Português, em Abrantes, no próximo dia 16 de setembro, pelas 22h00.

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Este evento, que reúne as cores, as texturas e a arte do trajar tradicional de todo o país, contará com mais de 500 participantes que representarão várias temáticas do trajar do povo de antanho.

Este ano contará com algumas novidades já que, através da mobilização dos Conselhos Técnicos Regionais, está a Federação do Folclore Português a organizar alguns quadros etnográficos incluindo temáticas que vão desde a infância ao namoro e casamento passando pelo luto, focando igualmente diversas atividades tradicionais de outros tempos e o modo como o traje se adaptava às suas funções. Este ano estão já confirmadas presenças das regiões autónomas e das comunidades portuguesas, facto que não acontecia há algum tempo testemunhando que o trabalho feito ao longo do início deste mandato está já a colher frutos.

Perspetiva-se, então, um momento de grande elevação para a cultura popular de matriz tradicional portuguesa.

Os Grupos deverão inscrever-se junto da secretaria da FFP em formulário já enviado até 6 de setembro. Após esta data irão as estruturas da FFP estudar o enquadramento dos trajes em cada temática para que no dia 16 de setembro o traje seja visto e reconhecido por todos quanto apreciam esta temática.

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS REALIZA EM ABRANTES DESFILE DO TRAJE POPULAR

XXII Desfile do Traje Popular Português

A Federação do Folclore Português irá levar a efeito um dos seus maiores eventos, o Desfile do Traje Popular Português, em Abrantes, no próximo dia 16 de setembro, pelas 22h00.

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Este evento, que reúne as cores, as texturas e a arte do trajar tradicional de todo o país, contará com mais de 500 participantes que representarão várias temáticas do trajar do povo de antanho.

Este ano contará com algumas novidades já que, através da mobilização dos Conselhos Técnicos Regionais, está a Federação do Folclore Português a organizar alguns quadros etnográficos incluindo temáticas que vão desde a infância ao namoro e casamento passando pelo luto, focando igualmente diversas atividades tradicionais de outros tempos e o modo como o traje se adaptava às suas funções. Este ano estão já confirmadas presenças das regiões autónomas e das comunidades portuguesas, facto que não acontecia há algum tempo testemunhando que o trabalho feito ao longo do início deste mandato está já a colher frutos.

Perspetiva-se, então, um momento de grande elevação para a cultura popular de matriz tradicional portuguesa.

Os Grupos deverão inscrever-se junto da secretaria da FFP em formulário já enviado até 6 de setembro. Após esta data irão as estruturas da FFP estudar o enquadramento dos trajes em cada temática para que no dia 16 de setembro o traje seja visto e reconhecido por todos quanto apreciam esta temática.

CHAPÉUS HÁ MUITOS… MAS POUCOS SABEM USÁ-LOS!

É cada vez mais frequente depararmos com o mau uso do chapéu em lugares públicos, sobretudo por parte dos homens. E, a sua utilização incorrecta denota desconhecimento das regras da etiqueta, quando não mesmo uma atitude desrespeitosa e falta de educação. Até mesmo em representações folclóricas, estas regras não são por vezes tidas em consideração.

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Sucede cada vez com mais frequência depararmo-nos com pessoas que não descobrem a cabeça à entrada numa igreja, casa particular ou num restaurante, mantendo-o inclusive à mesa durante a refeição.

Mantendo o velho costume, todo o cavalheiro que se preze deve descobrir a cabeça sempre que entre num daqueles locais e, ainda ao ar livre, perante a passagem de uma procissão religiosa, o toque do hino nacional, o desfile de bandeiras e estandartes nacionais ou outra cerimónia em relação à qual seja devida uma atitude particularmente respeitosa. Uma vez retirado da cabeça, o chapéu deve ser segurado na mão, havendo o cuidado de não manter o interior à mostra mas apenas o lado exterior.

Mandavam ainda as regras da etiqueta quanto ao uso do chapéu que o mesmo deve ser ligeiramente levantado ao cumprimentar ou saudar uma senhora e até retirado da cabeça se parar para com ela conversar. Este gesto também se aplica no cumprimento a outro cavalheiro, devendo o cumprimento verbal ser sincronizado com o gesto.

Na sua representação de valhas usanças, convirá que também os grupos folclóricos mantenham a observância de tais costumes durante as suas actuações, em palco e fora dele. É que, chapéus há muitos!