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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MINHOTOS VÃO ÀS VINDIMAS À QUINTA DE SANTA CRISTINA EM CELORICO DE BASTO

Quinta de Santa Cristina convida a participar na vindima na região demarcada dos Vinhos Verdes

A vindima é um acontecimento cultural que reúne tradições e saberes, sendo o culminar de um ano árduo de trabalho e um momento de celebração da vinha e do vinho. A Quinta de Santa Cristina, em Celorico de Basto, na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, convida a descobrir os segredos desta época tão importante, pelo que terá disponível uma experiência de vindimas de 5 a 16 de setembro. Os visitantes poderão participar na vindima e desfrutar de um piquenique de gastronomia regional, numa experiência com início às 10h30.

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Com o objetivo de reforçar as energias, o programa começa com um “Welcome Coffee”, onde será possível degustar o espumante branco Quinta de Santa Cristina, acompanhado por doces regionais.

Após a entrega do kit de vindima que inclui uma t-shirt, chapéu de palha e uma garrafa de água, será dada uma pequena explicação sobre o processo de vindima. Parte-se depois para um passeio pelas vinhas, observando as diferentes castas e, munidos de tesouras, os visitantes serão convidados a participar ativamente na vindima.

Após a apanha da uva, os participantes terão a possibilidade de conhecer a adega e todo o processo de vinificação, através de uma visita guiada que os levará desde a zona de prensas e fermentação até à área de engarrafamento. No dia em que estiver a decorrer a vindima das castas tintas, os visitantes poderão ainda usufruir da experiência de pisar a pé as uvas no tradicional lagar de granito.

Pela hora de almoço, será servido um piquenique regional, junto à vinha, sendo possível degustar algumas iguarias típicas da região, como bolinhos de bacalhau, salada de bacalhau, salada de tomate, alheira grelhada, panados e rissóis, broa de milho, enchidos e queijos, compotas e tostas, acompanhadas por vinhos Quinta de Santa Cristina.

No final, previsto pelas 14h30, será entregue um diploma de participação a todos os visitantes.

O programa está disponível para um mínimo de 2 pessoas e um máximo de 16 pessoas, aconselhando-se o uso de roupa e calçado confortável.

O preço por adulto é de 45 euros e o preço para crianças (4-16 anos) é 22,50 euros. A marcação é obrigatória, está sujeita à disponibilidade e deve ser feita com uma antecedência mínima de 24 horas para o e-mailenoturismo@garantiadasquintas.com ou telemóvel +351 912 527 396.

Contacto para informações e reservas (obrigatórias):

E-mail: enoturismo@garantiadasquintas.com | Tlf: +351 912 527 396

Sobre a Quinta de Santa Cristina:

A Quinta de Santa Cristina, com cerca de 40 hectares, tem uma história secular, pertencendo à família há várias gerações. Situada em Veade, Celorico de Basto, faz parte da Região Demarcada dos Vinhos Verdes, sub-região de Basto, uma das maiores e mais antigas regiões demarcadas do mundo. O enoturismo na Quinta de Santa Cristina foi recentemente galardoada com o prémio “Best OF Wine Tourism 2017” na categoria “Experiências Inovadoras de Enoturismo”, pela associação Great Wine Capitals.

Na adega, construída de raiz em 2014 e com uma capacidade instalada de 1 milhão de litros, são atualmente produzidos cerca de 500 mil litros entre vinhos e espumantes brancos, tintos e rosés, que contam já com vários prémios e distinções em concursos nacionais e internacionais. São produzidas 17 referências que são comercializadas em Portugal e países como Brasil, Alemanha ou Luxemburgo, entre outros.

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DELÃES ERGUE MONUMENTO DE HOMEHAGEM AOS HERÓIS DA TERRA NA GUERRA COLONIAL

Várias dezenas de delaenses participaram, neste domingo, na inauguração do monumento de homenagem aos ex-combatentes das antigas colónias do Ultramar, oriundos de Delães.

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 A sessão contou também com a presença do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, que elogiou a iniciativa da Junta de Freguesia. “É uma forma de trazer à memória aqueles que serviram Portugal nas ex-colónias, muitos deles sacrificando a sua própria vida. São exemplos maiores de uma dedicação à comunidade e é muito importante que estas homenagens existam porque a Câmara Municipal associa-se a elas e revesse nelas”, referiu. E acrescentou: “São homenagens justas que, por um lado, evidenciam aqueles homens que são um exemplo de dedicação à pátria e, por outro lado dão a conhecer às novas gerações a nossa história e o nosso passado coletivo”.

Para o presidente da Junta de Freguesia de Delães, Manuel Silva, “este monumento erguido numa das principais ruas da freguesia tem como objetivo recordar, honrar e imortalizar três combatentes, oriundos de Delães que tombaram em combate. Já há algum tempo que queríamos fazer esta homenagem, eternizando o nome destes três delaenses”, sublinhou.

O monumento foi construído na rua Albino Marques e tem inscritos os nomes de António Mário Silva, José Luís Almeida e Manuel Mendes Marques.

Paulo Cunha associou-se à sessão de homenagem

Delães ergue monumento de homenagem aos heróis da terra na guerra colonial

Várias dezenas de delaenses participaram, neste domingo, na inauguração do monumento de homenagem aos ex-combatentes das antigas colónias do Ultramar, oriundos de Delães.

A sessão contou também com a presença do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, que elogiou a iniciativa da Junta de Freguesia. “É uma forma de trazer à memória aqueles que serviram Portugal nas ex-colónias, muitos deles sacrificando a sua própria vida. São exemplos maiores de uma dedicação à comunidade e é muito importante que estas homenagens existam porque a Câmara Municipal associa-se a elas e revesse nelas”, referiu. E acrescentou: “São homenagens justas que, por um lado, evidenciam aqueles homens que são um exemplo de dedicação à pátria e, por outro lado dão a conhecer às novas gerações a nossa história e o nosso passado coletivo”.

Para o presidente da Junta de Freguesia de Delães, Manuel Silva, “este monumento erguido numa das principais ruas da freguesia tem como objetivo recordar, honrar e imortalizar três combatentes, oriundos de Delães que tombaram em combate. Já há algum tempo que queríamos fazer esta homenagem, eternizando o nome destes três delaenses”, sublinhou.

O monumento foi construído na rua Albino Marques e tem inscritos os nomes de António Mário Silva, José Luís Almeida e Manuel Mendes Marques.

VILA VERDE REALIZA MALHADA À MODA ANTIGA

Turistas alemães e belgas em Aboim da Nóbrega para assistir a uma malhada de centeio à moda antiga!

A recriação da tradicional malhada do centeio é uma das atividades mais emblemáticas da programação Na Rota das Colheitas, cuja fama já extravasou as fronteiras do país. Ontem, 06 de agosto, a Eira de David Martinga, em Aboim da Nóbrega, recebeu dois grupos de turistas internacionais (alemães e belgas), que se juntaram a vilaverdenses e visitantes portugueses para embarcar numa autêntica viagem no tempo à descoberta das raízes da tradição minhota.

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O centeio espalhado cuidadosamente pela eira de pedra. Os malhos de madeira e as vassouras de giesta. O vinho verde entre malhadas para refrescar o corpo e fortalecer a alma. Dois grupos de homem a brandir o malho a compasso, numa sequência de estrondos violentos que rasgam o ar e ecoam pelas redondezas, enquanto quebram o centeio dourado pelo sol. Uma prova de vitalidade e destreza que leva a um despique saudável entre as duas ‘equipas’. Tudo como manda a boa tradição minhota.

Às mulheres cabe a tarefa de organizar o centeio entre malhadas e recolher as sementes que se libertam, porque o pulsar do mundo rural não abranda e é preciso preparar as próximas sementeiras para voltar a colher da terra o sustento. Um misto de sons e cheiros que nos transportam para outra era. Não poderiam faltar também as cantigas e danças populares para animar a festa. Ainda antes de arregaçar as mangas e começar o rabalho, houve tempo para uma atuação do Rancho Típico das Lavradeiras de Aboim da Nóbrega. No final, termina tudo com uma merenda farta que é generosamente partilhada com todos os presentes.

Antigamente a malhada durava o dia inteiro

Lembranças de um tempo ido em que o centeio abundava e a agricultura era o principal meio de subsistência das populações locais. “Antigamente, malhavam 24 homens de cada vez, 12 de cada lado, e mesmo assim a malhada durava um dia inteiro. Também se cantava muito, era muito bonito”, recordou Maria Costa. Por sua vez, Nélson Dias lembrou algumas práticas peculiares. “Havia algumas eiras em pedra, mas a maioria era em terra. Durante algum tempo antes da malhada, começava-se a recolher a bosta do gado, que era derretida em água e depois ficava a secar. Assim que estivesse seca também ficava dura e era pousada na eira para que o centeio não ficasse pousado diretamente na terra”, afirmou, acrescentando que, no final, sacudia-se a palha para retirar o colmo, utilizado no enchimento de colchões e almofadas e para chamuscar os pelos do porco após a matança da seba.

Reavivar memórias e ensinar as novas gerações

Presente no local, a vereadora da Cultura do Município de Vila Verde deixou rasgados elogios à organização, a Junta da União de Freguesias de Aboim da Nóbrega e Gondomar, bem como às associações e voluntários locais, pelo trabalho de preservação de uma prática que esteve em vias de extinção. “O evento cumpre um duplo propósito. Por um lado, reavivar memórias e recriar uma tradição antiga, colocar em destaque os sabores e saberes tradicionais. Por outro, a vertente pedagógica, ensinado às gerações mais novas os saberes tradicionais e a riqueza da cultura popular”, afirmou júlia Fernandes, sem esconder a satisfação pela presença de dois grupos de turistas internacionais (alemães e belgas) e da bloguer brasileira Naira Back, que “vão ajudar a continuar a divulgar e promover esta festa”.

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