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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

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HISTORIADORA ANA PAULA ASSUNÇÃO “DESATA NÓS” SOBRE USOS E COSTUMES DOS SALOIOS

Palestra promovida pelo Grupo de Folclore Verde Minho marca arranque oficial do FolkLoures’17

“Usos e costumes dos saloios – uma conversa com muitos nós! Foi o tema da palestra hoje proferida em Loures, a quar marcou o início oficial da edição deste ano do Folkloures.

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A iniciativa teve lugar no magnífico auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte onde normalmente decorrem as reuniões da Assembleia Municipal e contou com a presença do Dr. Francisco Sousa, técnico do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Loures e de Joaquim Pinto, em representação do Presidente da Federação do Folclore Português.

Perante uma assistência interessada e participativa, a palestrante foi “desatando nós” ao longo da sua dissertação, desfazendo conceitos há muito tempo estabelecidos no meio folclórico e entre os investigadores, muitos deles surgidos por ocasião da Exposição do Mundo Português realizada em 1940 e que, graças à intervenção de António Ferro e de sua esposa, a poetisa Fernanda de Castro, vieram a conferir especial saliência e visibilidade ao folclore nacional. Na realidade, uma época que acabaria por marcar de forma indelével a forma como actualmente ainda hoje encaramos o folclore.

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Procurando contrariar a ideia estabelecida segundo a qual os saloios descendem exclusivamente dos moiros que então habitavam nos arredores de Lisboa, a historiadora defende que essa definição étnica se estende a muitos outros povos de diferentes origens que aqui se estabeleceram. E, muitos outros nós desatou a Drª Ana Paula Assunção ao longo da palestra que proferiu e para a qual foram convidados todos os grupos folclóricos de todos os concelhos da região saloia mas que, estranhamente, parecem revelar desinteresse pelos temas que tratam a sua própria cultura tradicional com a qualidade e interesse como a lição que foi hoje oferecida a todos os presentes.

No átrio do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte foi também montada uma exposição temporária de concertinas, algumas das quais velhos harmónios que remontam aos começos do século XX.

Também o Museu Municipal de Loures, no âmbito do FolkLoures’17, mantém durante toda a semana entradas gratuitas para quem quiser visitar a exposição permanente de carroças e outras alfaias da região saloia.

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O FolkLoures’17 culmina com a realização, no próximo dia 1 de Julho, de um grandioso espectáculo – o Encontro de Culturas – a ter lugar no Parque da Cidade, com o seguinte programa:

- 16 horas. Feira de artesanato. Abertura de tasquinhas

- 20 horas. Espetáculo de folclore e recriações da cultura tradicional

- 24 horas. Sessão de encerramento com fogo-de-artifício

GRUPOS PARTICIPANTES

Grupo de Zés Pereiras Os Baionenses – Baião – Douro Litoral

Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil

Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo

Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho

Grupo Folclórico “O Cancioneiro de Ovar” – Beira Litoral

Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura

Associatia Miorita Portugalia – Moldávia

Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia

Grupo de Danças e Cantares da Madeira – Madeira

Fotos: Artur Lucena / Revista LOURESmagazineODIVELAS

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EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA ‘SOLENIDADE DO CORPO DE DEUS EM CAMINHA’ INAUGURA AMANHÃ

Tapetes de flores poderão ser admirados em fotografia até ao dia 9 de julho

Os belíssimos tapetes de flores que, durante as Festas do Corpo de Deus, cobriram ruas de Caminha e Vilarelho vão poder ser admirados em fotografias.A Câmara Municipal de Caminha vai inaugurar amanhã, nas Arcadas do edifício Paços do Concelho, a exposição fotográfica ‘Solenidade do Corpo de Deus em Caminha’, de seis fotógrafos amadores e profissionais do concelho. A mostra vai estar patente nas várias ruas de Caminha e Vilarelho até ao dia 9 de julho. A inauguração está agendada para as 19H30.

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O Município voltou a lançar o desafio ao fotógrafo António Garrido, que comissariou a exposição de fotografias. Foram realizados convites a vários fotógrafos profissionais e amadores do concelho, para registarem em fotografia a execução dos tapetes nas diversas ruas, assim como os tapetes já finalizados.

Neste contexto, a ‘Solenidade do Corpo de Deus em Caminha’, uma das atrações do concelho, foi registada através das lentes das câmaras fotográficas de António Garrido, Luis Valadares, Jorge Simão Meira, Jorge Castro, João Castro e António Andrade e pode ser admirada até ao dia 9 de julho. A mostra é composta por seis painéis colocados nas Arcadas do edifício Paços do Concelho, e por 9 trípticos expostos estrategicamente nas ruas de São João, Direita, Corredoura, 16 de Setembro, Conselheiro Miguel Dantas, Largo Fetal Carneiro e Praça Conselheiro Silva Torres em Caminha e Rua da Igreja Velha, em Vilarelho.

A inauguração conta com a presença dos fotógrafos referidos anteriormente e dos representantes das comissões de rua que elaboraram os tapetes.

Recorda-se que a Festa do Corpo de Deus é um autêntico cartão-de-visita da vila. Todos os anos, milhares de pessoas visitam Caminha e Vilarelho para admirarem as verdadeiras obras de arte elaboradas pelos caminhenses. Durante várias semanas que as diferentes comissões de rua trabalham afincadamente nos preparativos dos tapetes. De facto, na noite que antecede a festividade, passam a noite acordados a ornamentarem as ruas, com criatividade e empenho, motivos do quotidiano ou da sua fé, para que de manhã as ruas estejam prontas para serem contempladas. Este ano, o Município de A Guardatambém deixou as suas marcas em Caminha ao elaborar um dos tapetes.

RUSGA DE S. VICENTE DE BRAGA VAI A GUIMARÃES ANIMAR A FESTA DO "LINHAL DA CORREDOURA" EM S. TORCATO

Hoje à tarde (16h:00), a Rusga de São Vicente de Braga - GEBM convida-o a ir até à Corredoura S. Torcato, concelho de Guimarães, para participar e animar na Festa do "LINHAL da Corredoura/2017".

As modas rusgueiras, tocadas e cantadas, animarão a 'arrancada', 'ripagem', 'enterro' e demais fases do ciclo do linho. Esta será porventura - a par do seu Festival Folclórico -, uma das iniciativas mais emblemáticas, do Grupo Folclórico da Corredoura, S. Torcato, Guimarães.

Esperamos corresponder às espetativas em nós depositadas.

Data: 17/06/2017

Hora: 16h:00

Local: Parque de Lazer da Corredoura, S. Torcato, Guimarães

Programa:

16h:00 - Início do LINHAL - Arrancada do linho;

17h:00 - Ripagem e enterro do linho;

18h:00 - Demonstração das demais fases do ciclo do linho;

19h:00 - Serão à moda antiga.

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CAMINHA RECEBE MILHARES DE VISITANTES PARA CONTEMPLAR TAPETES DE FLORES NO DIA DE CORPO DE DEUS

Tapetes de Flores continuam a ser uma atração

Milhares de pessoas visitaram ontem Caminha e Vilarelho para admirarem os tapetes floridos realizados pelos caminhenses.

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Há várias semanas que as diferentes comissões de rua trabalhavam afincadamente nos preparativos dos tapetes. Na noite que antecedeu a festividade, passaram a noite acordados a ornamentarem as ruas, com criatividade e empenho, motivos do quotidiano ou da sua fé, para que de manhã as ruas estejam prontas para serem contempladas. Este ano, o Município de A Guarda deixou também as suas marcas em Caminha ao elaborar um dos tapetes.

O dia terminou com o Oficio Solene de Vésperas na Igreja Matriz de caminha, seguido da Procissão Eucarística.

A Festa do Corpo de Deus é uma iniciativa do Arciprestado de Caminha, que contou com o apoio da Câmara Municipal.

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MONÇÃO CELEBRA EUCARÍSTIA E REALIZA PROCISSÃO SOLENE DO CORPO DE DEUS E TRADICIONAL COMBATE ENTRE S. JORGE E A COCA

O Corpo de Deus/Festa da Coca, festividades do concelho de Monção, iniciam-se hoje com Noite de Fados, conhecendo o ponto alto amanhã, 15 de junho, com a Eucaristia e Procissão Solene do Corpo de Deus (17h00), pelas ruas do centro histórico, e o tradicional combate entre S. Jorge e a Coca (18h30), no anfiteatro do Souto.

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O dia começa cedo com alvorada, 8h00, entrada de grupos de bombos, 9h30, e arruada da Coca pelas ruas da vila, 10h00. Um momento muito participado em que os pais trazem os filhos para conhecer e tirar uma fotografia com o dragão que, contas feitas, revela-se acolhedor e simpático. Pelas 11h00, no Cine Teatro João Verde, decorre a Cerimónia de Entrega de Títulos Honoríficos e Condecorações.  

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À tarde, após entrada da Fanfarra Deu-la-Deu Martins de S. Tiago de Pias, marcada para as 16h30, celebra-se a Eucaristia e a Procissão Solene do Corpo de Deus, pelas 17h00, onde participam todas as cruzes e pendões das paróquias do Arciprestado de Monção, sendo um momento revelador de devoção e fé da população local. Quem acompanha o percurso e quem presencia dos passeios ou varandas.

Após o percurso pelas ruas da vila, a procissão recolhe à Igreja Matriz e as pessoas deslocam-se em massa para o anfiteatro do Souto, onde terá lugar, pelas 18h30, o torneio entre as forças do bem e do mal. O povo dispõe-se em redondel enquanto o cavaleiro S. Jorge, representando o bem, e a horrenda figura de um dragão conhecido por Coca, representando o mal, tomam posições no terreno.

As cores berrantes e o tamanho do bicho provocam no cavalo certos temores que impedem ou dificultam a aproximação suficiente para S. Jorge desferir os golpes castigadores do mal. No interior, vai uma pessoa que movimenta a cabeça da Coca, contribuindo, ainda mais, para dificultar a tarefa do Padroeiro do Reino.

Entretanto, o público toma partido: pela Coca que este ano está a ser bem empurrada ou pelo S. Jorge que, fruto da experiência, consegue domar o cavalo perante os avanços do monstro. Com o decorrer dos minutos, o “combate” provoca a boa disposição na assistência que premeia com palmas as boas provas de um e de outro num claro sinal de independência.

O torneio demora o tempo que leve ao cansaço dos participantes ativos ou vença a habilidade de S. Jorge concretizado na certeza dos golpes desferidos na "pobre" Coca que todos os anos, por uma ou outra razão, tem de ser restaurada pois lhe faltará a língua ou as orelhas.

Jorge vence se cortar uma orelha e introduzir a lança, por três vezes, nas goelas da Coca. Reza a história que, em caso de vitória do cavaleiro, haverá um bom ano agrícola com muito e bom Alvarinho nas adegas e nas mesas. Se a vitória sorrir à Coca, aproximam-se tempos adversos e muito dificeis.

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PONTE DE LIMA CORRE VACA DAS CORDAS

Tradicional Vaca das Cordas em Ponte de Lima realiza-se amanhã, Quarta-feira, 14 de junho / 18 horas

Ponte de Lima vive esta quarta-feira a tradicional Corrida da “Vaca das Cordas”.

A tradição secular que atrai à Vila de Ponte de Lima milhares de forasteiros, acontece como habitualmente ao final da tarde desta quarta-feira, na véspera do feriado do Corpo de Deus.

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 As atenções concentram-se no Centro Histórico, e na Rua do Arrabalde, onde começa a corrida da "Vaca das Cordas", seguindo em direção à Matriz cumprindo a tradição de dar três voltas à igreja. É um dia de festa, que mostra a alma e a tradição do povo.

Ponte de Lima acolhe milhares de forasteiros que desfrutam a noite a deliciar-se com a saborosa gastronomia e a assistir a este momento cheio de simbolismo e tradição.

A tradição cumpre-se, ainda, durante a noite com a confeção dos tapetes de flores nas ruas do Centro Histórico de Ponte de Lima. Amanhã, quinta-feira, a partir das 16h30 horas, realiza-se a Procissão do Corpo de Deus.

CORPO DE DEUS/FESTA DA COCA ANIMA MONÇÃO NO FERIADO E FIM DE SEMANA

Festas concelhias, que arrancam esta quarta-feira com Noite de Fados e terminam no domingo com o Cortejo Etnográfico das Freguesias, englobam um conjunto diversificado de iniciativas para diferentes públicos. O ponto forte acontece na tarde de quinta-feira com Eucaristia e Procissão Solene do Corpo de Deus, seguida do tradicional combate entre S. Jorge e a Coca. 

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O Corpo de Deus/Festa da Coca decorre entre 14 e 18 de junho. O programa, como habitual, reserva um conjunto variado de iniciativas recreativas e solenes com acentuada componente religiosa. O objetivo, como sempre, é trazer gente ao concelho, proporcionando a dinamização dos setores ligados à restauração e hotelaria.

A apresentação à imprensa teve lugar esta manhã no Museu do Alvarinho. Além do presidente da Câmara Municipal de Monção, Augusto de Oliveira Domingues, esteve presente o vereador das atividades socioculturais, Paulo Esteves, o Arcipreste Salvador Fernandes, e o responsável pela iniciativa musical, Coca` in Festa.

Todos realçaram a importância das festas como suporte da identidade local e animação económica do concelho, bem como a relevância em englobarem iniciativas complementares que enriquecem, ainda mais, o programa religioso e festivo das Festas Concelhias. O custo global situa-se em 67 mil euros. Os benefícios económicos para o comércio, hotelaria e restauração são maiores.

Medalha de ouro para loja de fotografia com 100 anos

O programa “abre” na quarta-feira à noite, dia 14, pelas 21h30, com Noite de Fados, no Largo de Camões, conhecendo, no dia seguinte, quinta-feira, feriado nacional e municipal, dois dos momentos mais marcantes destas festividades: Eucaristia e Procissão Solene do Corpo de Deus e tradicional “combate” entre S. Jorge e a Coca.

O dia começa com entrada dos grupos de bombos de Pias e de Mazedo (9h30), arruada da Coca (10h00) e entrega de condecorações e títulos honoríficos a cidadãos e instituições de mérito, cerimónia que decorrerá no Cine Teatro João Verde (11h00).

Este ano, a proposta da comissão de parecer para cidadão de mérito/medalha de prata recaiu em Amílcar Vasques Dias, compositor e pianista. Com o título de serviços distintos/medalha de ouro serão distinguidos José Miguel Dantas Rodrigues, músico da Banda Musical de Monção, e Agostinho Rodrigues Roquinho, músico da Banda Musical da Casa do Povo de Tangil, ambos com 50 anos de atividade nas referidas filarmónicas.

Como instituições de mérito serão reconhecidas quatro empresas/associações: Foto Ideal, Lda (medalha de ouro), com 100 anos de atividade, e o Centro Social, Cultural e Recreativo das Freguesias de Messegães, Valadares e Sá, o Coca Hipermercados, Lda, e a Rádio Ecos da Raia (medalha de cobre), as três com 25 anos de atividade.

Desfile e concerto de bandas filarmónicas

A Fanfarra Deu-la-Deu de Monção “entra” pelas 16h30, seguindo-se a Eucaristia e Procissão Solene do Corpo de Deus (17h00), o espetáculo S. Jorge e a Coca (18h30) e o tradicional combate entre S. Jorge e a Coca, no anfiteatro do Souto (19h00). Que o cavaleiro do reino esteja à altura e ganhe o “combate” para termos bom vinho Alvarinho nas adegas e nas mesas.

O terceiro dia de festa, sexta-feira, está dedicado aos alunos do pré-escolar com o ateliê “A Coca vai à escola”, entre as 9h00 e as 16h00, nos estabelecimentos de ensino. À noite, pelas 22h00, o programa compreende atuação do Grupo Paralelos, na Praça Deu-la-Deu Martins.

No sábado, o dia começa pelas 11h00 com a entrega de prémios do Concurso de Escrita “Era uma vez ….O Poeta João Verde”, na Biblioteca Municipal de Monção. Pelas 17h00, tem lugar o desfile pelo centro histórico das bandas participantes no IV Festival Internacional de Bandas Filarmónicas que decorre pelas 21h30, na Praça Deu-la-Deu Martins.

Com organização da Banda Musical da Casa do Povo de Tangil, participam quatro filarmónicas: a Banda Lira de Ribadavia, de Ourense, a Banda de Música de Coimbrões, de Vila Nova de Gaia, a Banda Musical de Lousada, e a Banda Musical da Casa do Povo de Tangil.

Ao longo do dia, decorre a III edição do Coca`in Festa, no Largo do Loreto, com concertos de grupos emergentes na cena musical nacional. Ao início da tarde, atuações de Monção Brass e Mr. Gallini. Ao final da tarde e noite, sobem ao palco Palmiers, The Miami Flu, Conjunto Corona e Blacksea não Maya. Pelas 23h30, tem lugar um espetáculo de fogo-de-artifício (piromusical).

O último dia das festividades, que todos os anos encaminha milhares de pessoas à Terra de Deu-la-Deu, Alvarinho e Termas, está inteiramente dedicado ao cortejo etnográfico das freguesias, Com início às 16h00, percorre as ruas do centro histórico num verdadeiro repositório dos usos e costumes da população monçanense.

TAPETES FLORIDOS MARCAM A SOLENIDADE DO CORPO DE DEUS EM CAMINHA

Quinta-feira, Caminha e Vilarelho “acordam” engalanadas de tapetes floridos realizados pelos caminhenses

No concelho de Caminha, as tradições ainda se mantêm. Quinta-feira, Dia do Corpo de Deus, Caminha e Vilarelho vão “acordar” engalanadas de tapetes floridos realizados pelos caminhenses. Este ano, o Município de A Guarda vai também participar na elaboração dos tapetes.

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Para além da religiosidade que lhe está associada, a Festa do Corpo de Deus é um autêntico cartão-de-visita da vila. Todos os anos, milhares de pessoas visitam Caminha e Vilarelho para admirarem as verdadeiras obras de arte elaboradas pelos caminhenses. Há várias semanas que as diferentes comissões de rua trabalham afincadamente nos preparativos dos tapetes. De facto, na noite que antecede a festividade, passam a noite acordados a ornamentarem as ruas, com criatividade e empenho, motivos do quotidiano ou da sua fé, para que de manhã as ruas estejam prontas para serem contempladas. Este ano, o Município de A Guarda vai deixar as suas marcas em Caminha ao elaborar um dos tapetes.

Também os serviços municipais estão a dar o seu contributo para que os tapetes de flores continuem a ser uma referência. Há várias semanas que os funcionários preparam os moldes para os desenhos, cortam os verdes e tingem as fitas que os caminhenses irão utilizar para engalanarem as ruas.

Os tapetes floridos podem ser admirados a partir das primeiras horas da manhã. O dia termina com o Oficio Solene de Vésperas na Igreja Matriz de caminha, seguido da Procissão Eucarística e que conta com a participação de todas as paróquias do Arciprestado.

A Festa do Corpo de Deus é uma iniciativa do Arciprestado de Caminha, que conta com o apoio da Câmara Municipal.

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PORQUE EXIBEM AS MINHOTAS O OURO DE FORMA TÃO EXUBERANTE?

É frequente algumas pessoas de diferentes regiões do país, ligadas ao meio folclórico, questionarem-se acerca da exuberante exibição do ouro em terras minhotas, lembrando as dificuldades com que o povo outrora vivia.

A atracção das nossas gentes por esse metal tão bonito quanto precioso remete-se aos confins da nossa História, ao tempo em que as nossas mulheres se adornavam com torques e braceletes que inspiram a moderna ourivesaria minhota. Os próprios romanos chegaram a explorar as abundantes jazidas existentes na nossa região. Contudo, a importância do ouro na tradição minhota possui uma exlicação bem mais recente!

No meio rural, aliás à semelhança do meio urbano, existiam várias classes sociais de camponeses (na cidade, de burgueses!) ou seja, havia desde os mais abastados até àqueles quem praticamente nem propriedade para cultivar possuíam, sendo por isso forçados a trabalhar ao jornal por conta de outrem.

Na região de Entre-o-Douro e Minho, muitos camponeses foram obrigados a emigrar para o Brasil para escapar à miséria que então assolava os campos. Não raras as vezes escapavam clandestinamente escondidos nos porões dos navios que partiam de Viana do Castelo ou outros portos.

Porém, muitos deles regressaram ricos, construíram os seus solares e casas apalaçadas, as chamadas as casas dos brasileiros, sobretudo ao longo do litoral minhoto. Eram os “brasileiros de torna-viagem”.

Do seu bolso ajudaram a construir escolas, beneficiaram igrejas e de um modo geral contribuíram para o progresso das suas terras de origem. Mas também não esqueceram as suas afilhadas, oferecendo-lhes geralmente um rico dote em oiro para que também elas viessem a conseguir um bom casamento... é isso que em grande medida explica uma exibição mais exuberante do ouro nesta região em contraste com outras regiões do país!

Em relação à exuberância, tal constitui um traço do carácter minhoto que define bem a sua personalidade. Longe da monotonia de outras terras, o minhoto vive desde que nasceu rodeado de uma paisagem alegre e deslumbrante onde a grandeza das montanhas contrasta com a doçura verdejante das suas veigas. Por isso, ele é jovial e alegre. E, todos os momentos da vida, incluindo os mais difíceis, enfrenta-os com um sorriso nos lábios. O trabalho, a religião e a própria gastronomia são vividos em festa! A sua enorme paixão pelo fogo-de-artifício e a forma como decora os arcos de romaria são disso um exemplo… como poderia ser de outro modo o seu gosto pela ourivesaria?

Foi também esta procura pelos objectos de adorno em ouro que permitiu o desenvolvimento da ourivesaria sobretudo em Gondomar e Póvoa de Lanhoso, fazendo desta arte um dos ex-líbris de Portugal mundialmente reconhecido.

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Foto: José Carlos R. Vieira

ARCUENSE DANIEL SOUSA FOI A VEDETA A CANTAR AO DESAFIO NA FEIRA RURAL DE OEIRAS À MODA ANTIGA

Lavadeiras da Ribeira da Lage recriam tradição da região

Termina hoje a primeira edição da recriação da feira rural e mercado à moda antiga que durante três dias consecutivos animou o centro histórico na vila de Oeiras.

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A tarde deste domingo ficou marcada pela animada actuação dos cantadores ao desafio e tocadores ao desafio e ainda uma recriação do costume local que dá o nome ao Grupo de Folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage ou seja, a lavagem manual da roupa nas outrora límpidas águas da ribeira que atravessa a localidade da Lage.

Como outrora sucedia quando procediam à entrega da roupa depois de lavada às senhoras da aristocracia e da burguesia local, a lavadeiras da Lage chegaram de charrete puxada a dois cavalos, com as suas enormes trouxas, ali recriando um quadro etnográfico que divertiu os presentes para além de recordar um costume de Oeiras.

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Mas os cantares ao desafio dominaram a tarde e, como era de esperar, o exímio tocador de concertina e cantador arcuense Daniel Sousa foi a estrela da festa, mostrando como se toca e canta a sério à boa maneira do Alto Minho.

Por sua vez, o Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega trouxe para o centro histórico de Oeiras as danças de terreiro do Minho, com as suas chulas, “espanhol” e canas-verdes.

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Esta edição da feira rural e mercado à moda antiga em Oeiras foi uma organização conjunta do Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega, do Rancho Folclórico "Flores da Beira" e do Grupo de Folclore "As Lavadeiras" da Ribeira da Lage e contou com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras.

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MONÇÃO CELEBRA CORPO DE DEUS E REALIZA FESTA DA COCA 2017

O povo recolhe-se nos momentos religiosos e anima-se nas iniciativas mais descontraídas. Este ano, entre 14 e 18 de junho, as festas concelhias prometem encher o centro histórico e revitalizar a atividade comercial. O momento alto será a procissão solene e o "combate" entre S. Jorge e a Coca, na quinta-feira, dia 15. Que o cavaleiro do reino esteja à altura e ganhe o “combate” para termos bom vinho Alvarinho nas adegas e nas mesas.

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O Corpo de Deus/Festa da Coca decorre entre 14 e 18 de junho. O programa, como habitual, reserva um conjunto variado de iniciativas recreativas e solenes com acentuada componente religiosa. O objetivo, como sempre, é trazer gente ao concelho, proporcionando a dinamização dos setores ligados à restauração e hotelaria.

O programa “abre” na quarta-feira à noite, dia 14, pelas 21h30, com Noite de Fados, no Largo de Camões, conhecendo, no dia seguinte, quinta-feira, feriado nacional e municipal, dois dos momentos mais marcantes destas festividades: Eucaristia e Procissão Solene do Corpo de Deus e tradicional “combate” entre S. Jorge e a Coca.

O dia começa com entrada dos grupos de bombos de Pias e de Mazedo (9h30), arruada da Coca (10h00) e entrega de condecorações e títulos honoríficos a cidadãos e instituições de mérito, cerimónia que decorrerá no Cine Teatro João Verde (11h00).

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Medalha de ouro para loja de fotografia com 100 anos

Este ano, a proposta da comissão de parecer para cidadão de mérito/medalha de prata recaiu em Amílcar Vasques Dias, compositor e pianista. Com o título de serviços distintos/medalha de ouro serão distinguidos José Miguel Dantas Rodrigues, músico da Banda Musical de Monção, e Agostinho Rodrigues Roquinho, músico da Banda Musical da Casa do Povo de Tangil, ambos com 50 anos de atividade nas referidas filarmónicas.

Como instituições de mérito serão reconhecidas quatro empresas/associações: Foto Ideal, Lda (medalha de ouro), com 100 anos de atividade, e o Centro Social, Cultural e Recreativo das Freguesias de Messegães, Valadares e Sá, o Coca Hipermercados, Lda, e a Rádio Ecos da Raia (medalha de cobre), as três com 25 anos de atividade.

A Fanfarra Deu-la-Deu de Monção “entra” pelas 16h30, seguindo-se a Eucaristia e Procissão Solene do Corpo de Deus (17h00), o espetáculo S. Jorge e a Coca (18h30) e o tradicional combate entre S. Jorge e a Coca, no anfiteatro do Souto (19h00). Que o cavaleiro do reino esteja à altura e ganhe o “combate” para termos bom vinho Alvarinho nas adegas e nas mesas.

O terceiro dia de festa, sexta-feira, está dedicado aos alunos do pré-escolar com o ateliê “A Coca vai à escola”, entre as 9h00 e as 16h00, nos estabelecimentos de ensino. À noite, pelas 22h00, o programa compreende atuação do Grupo Paralelos, na Praça Deu-la-Deu Martins.

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Desfile e concerto de bandas filarmónicas

No sábado, o dia começa pelas 11h00 com a entrega de prémios do Concurso de Escrita “Era uma vez ….O Poeta João Verde”, na Biblioteca Municipal de Monção. Pelas 17h00, tem lugar o desfile pelo centro histórico das bandas participantes no IV Festival Internacional de Bandas Filarmónicas que decorre pelas 21h30, na Praça Deu-la-Deu Martins.

Com organização da Banda Musical da Casa do Povo de Tangil, participam quatro filarmónicas: a Banda Lira de Ribadavia, de Ourense, a Banda de Música de Coimbrões, de Vila Nova de Gaia, a Banda Musical de Lousada, e a Banda Musical da Casa do Povo de Tangil.

Ao longo do dia, decorre a III edição do Coca`in Festa, no Largo do Loreto, com concertos de grupos emergentes na cena musical nacional. Ao início da tarde, atuações de Monção Brass e Mr. Gallini. Ao final da tarde e noite, sobem ao palco Palmiers, The Miami Flu, Conjunto Corona e Blacksea não Maya. Pelas 23h30, tem lugar um espetáculo de fogo-de-artifício (piromusical).

O último dia das festividades, que todos os anos encaminha milhares de pessoas à Terra de Deu-la-Deu, Alvarinho e Termas, está inteiramente dedicado ao cortejo etnográfico das freguesias, Com início às 16h00, percorre as ruas do centro histórico num verdadeiro repositório dos usos e costumes da população monçanense.

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MINHOTOS ANIMAM EM OEIRAS FEIRA RURAL À MODA ANTIGA

Está a decorrer no centro histórico de Oeiras a recriação de uma feira rural e mercado à moda antiga onde não faltam os valhos ofícios como o alfaiate, o farrapeiro, o santeiro, a doceira, o fumeiro e queijeiro, o construtor de castanholas, a tecedeira, a bordadeira e o fotógrafo "a la minuta".

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Trata-se de uma organização conjunta do Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega, do Rancho Folclórico "Flores da Beira" e do Grupo de Folclore "As Lavadeiras" da Ribeira da Lage que conta com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras.

E porque, naquele concelho dos arredores de Lisboa, convivem actualmente minhotos, beirões, transmontanos, ribatejanos com os anfitriões saloios que um dia ali os acolheram, aliás bem representados nos vários ranchos folclóricos que organizaram o evento, a Feira Antiga mostra de tudo um pouco das mais diversas regiões do país.

Doçaria e especialidades grastronómicas do Minho e da Beira Alta, o baile saloio e a recriação de uma desfolhada tradicional à moda do Minho, bandas de música, rusgas minhotas e cantares ao desafio, de tudo um pouco se pode provar e apreciar nesta animada feira na vila de Oeiras. E não faltaram sequer os garotos jogando com a trapeira...

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FOLKLOURES’17: HISTORIADORA ANA PAULA ASSUNÇÃO PROFERE PALESTRA SOBRE “USOS E COSTUMES DA REGIÃO SALOIA”

A Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, no dia 24 de Junho, pelas 15h30. A iniciativa insere-se no programa do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas que se prolonga até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar um grandioso festival de cultura tradicional no Parque da Cidade, em Loures.

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O Palácio doa Marqueses da Praia e Monforte encontra-se instalado junto ao Parque da Cidade e trata-se do local onde reúne a Assembleia Municipal de Loures, dispondo das melhores condições para a realização de palestras e conferências.

A Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção é historiadora e museóloga, Mestre em História Regional e Local pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É autora de programas museológicos, reformulações de programas e criação de serviços inovadores. Conceção científica do Centro UNESCO A casa da terra. Comissária de exposições de vária índole com museografia de inclusão e género.

Tem como áreas científicas preferenciais a História Local, Saúde, Património industrial (com destaque para Fábrica de Loiça de Sacavém, Oliveira Rocha/Oliveira do Bairro), Património Cultural Imaterial, Património Religioso /obra de arte total – Cripto -história. Exerceu voluntariado na Igreja Matriz de Bucelas com descobertas de cariz científico sobre entalhador, Francisco Lopes. (Artigo no prelo). Musealização da Igreja e interpretação dos espaços em visitas.

Pelo seu trabalho, tem recebido várias distinções de Mérito Cultural e Prémios no campo da Museologia a nível nacional e internacional.

Nesse mesmo dia e local, terá ainda lugar outra iniciativa cultural integrada no programa da edição deste ano do FolkLoures, a qual contamos divulgar muito brevemente. Trata-se, pois, de um programa cultural rico e diversificado que, sob o impulso e capacidade organizativa do Rancho Folclórico Verde Minho, catapulta o concelho de Loures para a ribalta da cultura tradicional portuguesa.

FOLKLOURES’17: EXPOSIÇÕES, PALESTRAS, TRADIÇÕES E FOLCLORE NUM GRANDIOSO FESTIVAL DURANTE UMA SEMANA EM LOURES

Moldávia e Brasil são as representações internacionais da edição de 2017

A edição deste ano do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, vai ter o seu início no dia 24 de Junho com a realização de uma exposição e de uma palestra, prolongando-se durante toda a semana até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar o espectáculo de culturas tradicionais.

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Trata-se de uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Este evento privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

O programa do FolkLoures’17 é o seguinte:

FOLKLOURES'17 - Encontro de Culturas

PROGRAMA

Dia 24 de Junho

- 16 horas. Inauguração da Exposição Temporária "Concertinas no Folclore". Museu Municipal de Loures.

A exposição está patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira)

Entrada gratuita

- 16h30 horas. Palestra sobre "Usos e Costumes tradicionais da Região Saloia", pela Dr.ª Ana Paula de Sousa Assunção, a ter lugar no Auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte.

Dia 1 de Julho

- 16 horas. Feira de artesanato. Abertura de tasquinhas

- 20 horas. Espetáculo de folclore e recriações da cultura tradicional

- 24 horas. Sessão de encerramento com fogo-de-artifício

GRUPOS PARTICIPANTES

Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil

Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo

Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho

Grupo Folclórico “O Cancioneiro de Ovar” – Beira Litoral

Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura

Associatia Miorita Portugalia – Moldávia

Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia

Grupo de Danças e Cantares da Madeira – Madeira

MARCHAS INFANTIS ABREM ANTONIANAS DE FAMALICÃO

Desfile sai à rua esta sexta-feira, 9 de junho, a partir das 14h30, com a participação de mais de 2000 crianças

É aos mais pequenos que cabe a honra de abrir as Festas Antoninas 2017, em Vila Nova de Famalicão. As marchas infantis saem à rua nesta sexta-feira, 9 de junho, a partir das 14h30, desde a Avenida 25 de Abril, percorrendo as ruas Adriano Pinto Basto, Santo António, Praça 9 de Abril, Barão da Trovisqueira e culminando no Parque 1.º de Maio, onde estará instalada a Tribuna Central, com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha.

Com os arquinhos empoleirados e as ancas a baloiçar, as crianças desfilam pela cidade, espalhando fantasia e alegria, atraindo muitos milhares de pessoas ao centro da cidade.

Ao todo, são cerca de 2.200 crianças provenientes de 30 instituições educativas do concelho que vão bailar sob o tema de “Santo António e o Património Local”.

O dia é preparado com alguns meses de antecedência com afinco e dedicação pelos professores, encarregados de educação e crianças do concelho, que tratam dos trajes e ensaiam as coreografias.

Para além dos prémios de participação atribuídos a todas as instituições educativas participantes, serão também premiados o “Melhor Guarda-Roupa e Arcos” e a “Melhor Marcha”.

As Festas Antoninas chegam em força com um programa repleto de atividades. Depois da magia dos pequeninos é a vez do primeiro grande concerto das festas, com o fadista Camané. O concerto acontece a partir das 22h00, no Parque da Devesa com entrada livre.

Consulte todo o programa em http://www.vilanovadefamalicao.org/_festas_antoninas_17

Marchas Infantis

9 JUNHO | 14H30

Tema

“Santo António e o Património Local”

Percurso

Rua Adriano Pinto Basto, Rua de Santo António, Praça 9 de Abril, Rua Barão da Trovisqueira e Parque 1.º de Maio.

Instituições participantes

Jardim Infância ACB; Associação Gerações; Centro Escolar de Antas; Centro Escolar Louro/Mouquim; Jardim Infância de Cabeçudos; Jardim Infância da Lage; Ata-Associação de Trabalhos da Aco; Jardim Infância de Telhado; Talvaizinho; Creche de Nª Sª da Guia; Creche de Nª Sª da Lapa; Centro Social Dº Nuno Simões; Associação Moradores Lameiras; Creche e Jardim de Infância Dª Elzira Cupertino Miranda; Mais Plural; Centro Social Paroquial Vale S. Cosme; Jardim Infância Luís de Camões; Infantário Júlio Brandão; Escola Básica Lagoa-Associação de Pais e Enc. Educação; Jardim Infância Lagoa-Ass. Pais e Enc. Educação; Jardim Infância Centro Social Landim; Engenho; Instituto S. José; Casa do Pessoal do Hospital; E.B. 1º Ciclo/Jardim Infância das Lameiras; E.B.1º Ciclo Cruz; EB. 1º Ciclo Seide S. Miguel.

FOLKLOURES É A GRANDE FESTA DA CULTURA TRADICIONAL PORTUGUESA E DAS COMUNIDADES IMIGRANTES

O Folclore contribui para o conhecimento mútuo, paz e amizade entre os povos

A edição deste ano do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, vai ter o seu início no dia 24 de Junho com a realização de uma exposição e de uma palestra, prolongando-se durante toda a semana até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar o espectáculo de culturas tradicionais.

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Trata-se de uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Este evento privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

O programa do FolkLoures’17 é o seguinte:

FOLKLOURES'17 - Encontro de Culturas

PROGRAMA

Dia 24 de Junho

- 16 horas. Inauguração da Exposição Temporária "Concertinas no Folclore". Museu Municipal de Loures.

A exposição está patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira)

Entrada gratuita

- 16h30 horas. Palestra sobre "Usos e Costumes tradicionais da Região Saloia", pela Dr.ª Ana Paula de Sousa Assunção, a ter lugar no Auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte.

Dia 1 de Julho

- 16 horas. Feira de artesanato. Abertura de tasquinhas

- 20 horas. Espetáculo de folclore e recriações da cultura tradicional

- 24 horas. Sessão de encerramento com fogo-de-artifício

GRUPOS PARTICIPANTES

Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil

Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo

Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho

Grupo Folclórico “O Cancioneiro de Ovar” – Beira Litoral

Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura

Associatia Miorita Portugalia – Moldávia

Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia

Grupo de Danças e Cantares da Madeira – Madeira

MONÇÃO: LONGOS VALES “LEVANTA O PAU”

Esta tradição, uma das mais castiças e peculiares do concelho, junta muitos curiosos no lugar do Mosteiro, assinalando o arranque das festividades em honra de S. João Baptista. Realiza-se este domingo, 4 de junho, a partir das 15h00.

Levantar o pau - Cortejo etnográfico

A freguesia de Longos Vales, situada sensivelmente a seis quilómetros da sede do concelho, revive este domingo, 4 de junho, a partir das 15h00, no lugar do Mosteiro, espaço central da localidade, uma das tradições mais castiças do concelho: o levantamento do pau.

Esta iniciativa secular, muito acarinhada e participada pela população local, assinala o arranque das festividades em honra de S. João Baptista, no último fim de semana de junho, constando do levantamento de um pau de eucalipto com uma altura variável entre 30 e 40 metros.

Para tal, os elementos da comissão, entre quatro e seis pessoas, retiram o pau de uma carrinha de caixa aberta e, com a ajuda de quatro cordas entrelaçadas e muitos populares, procedem à sua colocação vertical num trabalho de equipa, onde é necessário habilidade, força e estratégia coletiva.

A rivalidade entre comissões, que representam os lugares da freguesia, é bastante grande, havendo sempre a curiosidade em saber-se qual o comprimento do pau e como correu o respetivo “enterramento”. Não há registo de “desastres” mas sustos não faltaram ao longo destes anos.

Esta circunstância encaminha muitas pessoas para o lugar do Mosteiro que aproveitam o nome desta tradição para lançar algumas “farpas” e animar algumas conversas mais ousadas. No fundo, conta o convívio e a animação numa tarde marcada pela diferença e originalidade.

Como Longos Vales é um concelho com forte emigração, em Agosto realiza-se um arraial minhoto, recuperando, de alguma forma, a essência da festa que decorre este domingo. A última tarefa da comissão está marcada para 31 de dezembro, dia em que o pau é deitado abaixo e cortado, entrando ao serviço, no dia seguinte, uma nova comissão.

HOJE É DIA DA ESPIGA NAS TERRAS DO SUL!

Hoje é Quinta-feira da Ascensão. Assim se denomina este dia em virtude de no calendário litúrgico se comemorar a ascensão de Jesus Cristo ao Céu, encerrando um ciclo de quarenta dias que se seguem à Páscoa. Mas, este dia tem a particularidade de se celebrar também o "dia da espiga" ou "quinta-feira da espiga". Manhã cedo, rapazes e raparigas vão para o campo apanhar a espiga e flores campestres. Formam um ramo com espigas de trigo, rosmaninho, malmequeres e folhagem de oliveira que pode incluir centeio, cevada, aveia, margaridas, pampilhos e papoilas. Depois, o ramo é guardado ao longo de um ano, pendurado algures dentro de casa.

dia da espiga

Crê-se que este costume, com mais incidência nas regiões a sul de Portugal, tenha as suas raízes num antigo ritual cristão que consistia na bênção dos primeiros frutos, mas as suas características fazem-nos adivinhar origens bem mais remotas, muito provavelmente em antigas tradições pagãs naturalmente associadas às festas consagradas à deusa Flora que ocorriam por esta altura e a que a tradição dos maios e das maias também não é alheia.

É crença do povo que a espiga apanhada na quinta-feira da Ascensão proporciona felicidade e abundância no lar. Aliás, a espiga de trigo propriamente dita representa a abundância de pão, o ramo de oliveira simboliza a paz, as flores amarelas e brancas respetivamente o ouro e a prata que significam a fartura e a prosperidade.

Noutros tempos, era costume na cidade, as moças que estavam de criadas de servir, ainda arreigadas a antigas usanças das suas terras de origem, pedirem às patroas para que lhes concedessem licença nesse dia para irem apanhar a espiga... Não raras as vezes, um bom pretexto para irem ao encontro do namorico, pois quase sempre apenas tinham permissão de folga ao domingo. Aliás, devido em grande medida à liberdade que a festa proporcionava aos jovens nesse dia, a apanha da espiga adquiriu bem depressa um sentido mais malicioso sempre que as pessoas a ela se referem.

Atualmente, algumas ruas de Lisboa enchem-se de vendedeiras de ramos de espigas, as quais são cada vez mais solicitadas inclusivamente por pessoas cujas raízes culturais já nada tem a ver com tais costumes mais próprios do meio rural. Provavelmente, atraídas pela beleza com que se apresentam os ramos. Em todo o caso, procurando cumprir um ritual que ajuda a preservar uma tradição!

MONÇÃO FESTEJA CORPO DE DEUS E REALIZA FESTA DA COCA 2017

O povo recolhe-se nos momentos religiosos e anima-se nas iniciativas mais descontraídas. Este ano, entre 14 e 18 de junho, as festas concelhias prometem encher o centro histórico e revitalizar a atividade comercial. O momento alto será a procissão solene e o "combate" entre S. Jorge e a Coca, na quinta-feira, dia 15. Que o cavaleiro do reino esteja à altura e ganhe o “combate” para termos bom vinho Alvarinho nas adegas e nas mesas.

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O Corpo de Deus/Festa da Coca decorre entre 14 e 18 de junho. O programa, como habitual, reserva um conjunto variado de iniciativas recreativas e solenes com acentuada componente religiosa. O objetivo, como sempre, é trazer gente ao concelho, proporcionando a dinamização dos setores ligados à restauração e hotelaria.

O programa “abre” na quarta-feira à noite, dia 14, pelas 21h30, com Noite de Fados, no Largo de Camões, conhecendo, no dia seguinte, quinta-feira, feriado nacional e municipal, dois dos momentos mais marcantes destas festividades: Eucaristia e Procissão Solene do Corpo de Deus e tradicional “combate” entre S. Jorge e a Coca.

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O dia começa com entrada dos grupos de bombos de Pias e de Mazedo (9h30), arruada da Coca (10h00) e entrega de condecorações e títulos honoríficos a cidadãos e instituições de mérito, cerimónia que decorrerá no Cine Teatro João Verde (11h00).

Este ano, a proposta da comissão de parecer para cidadão de mérito/medalha de prata recaiu emAmílcar Vasques Dias, compositor e pianista. Com o título de serviços distintos/medalha de ouro serão distinguidos José Miguel Dantas Rodrigues, músico da Banda Musical de Monção, e Agostinho Rodrigues Roquinho, músico da Banda Musical da Casa do Povo de Tangil, ambos com 50 anos de atividade nas referidas filarmónicas.

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Como instituições de mérito serão reconhecidas quatro empresas/associações: Foto Ideal, Lda (medalha de ouro), com 100 anos de atividade, e o Centro Social, Cultural e Recreativo das Freguesias de Messegães, Valadares e Sá, o Coca Hipermercados, Lda, e a Rádio Ecos da Raia (medalha de cobre), as três com 25 anos de atividade. 

A Fanfarra Deu-la-Deu de Monção “entra” pelas 16h30, seguindo-se a Eucaristia e Procissão Solene do Corpo de Deus (17h00), o espetáculo S. Jorge e a Coca (18h30) e o tradicional combate entre S. Jorge e a Coca, no anfiteatro do Souto (19h00).Que o cavaleiro do reino esteja à altura e ganhe o “combate” para termos bom vinho Alvarinho nas adegas e nas mesas.

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O terceiro dia de festa, sexta-feira, está dedicado aos alunos do pré-escolar com o ateliê “A Coca vai à escola”, entre as 9h00 e as 16h00, nos estabelecimentos de ensino. À noite, pelas 22h00, o programa compreende atuação do Grupo Paralelos, na Praça Deu-la-Deu Martins.

No sábado, o dia começa pelas 11h00 com a entrega de prémios do Concurso de Escrita “Era uma vez ….o poeta João Verde”, na Biblioteca Municipal de Monção.Pelas 15h00, tem lugar o desfile pelo centro histórico das bandas participantes no Festival Internacional de Bandas Filarmónicas que decorre pelas 21h30, na Praça Deu-la-Deu Martins.

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Este ano, a organização pertence à Banda Musical da Casa do Povo de Tangil. Pelas 18h30, realiza-se a III edição da Coca in Festa com concertos de grupos emergentes na cena musical. O dia termina, pelas 23h30, com espetáculo de fogo-de-artifício.

O último dia das festividades, que todos os anos encaminha milhares de pessoas à Terra de Deu-la-Deu, Alvarinho e Termas, está inteiramente dedicado ao cortejo etnográfico das freguesias, Com início às 16h00, percorre as ruas do centro histórico num verdadeiro repositório dos usos e costumes da população monçanense.

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SÃO JOÃO DE BRAGA JUNTA CABEÇUDOS E GIGANTONES

Evento apadrinhado por Ricardo Rio: Encontro de Gigantones e Cabeçudos é ´marca distintiva´ do São João de Braga

Dia 17 de Junho, Braga irá receber a 28ª Edição do Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos, um evento inserido no programa das Festas de São João. À semelhança do ano transacto serão realizados dois cortejos, um na parte da tarde, que integra grupos/associações escolares e grupos de percussão – tem início às 14h30 -, e o da noite, o mais aguardado do dia e o maior, para grupos de Gigantones e Cabeçudos – tem início às 21h30.

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Ao fim deste cortejo nocturno irá decorrer na praça da República, junto ao Coreto (local onde o cortejo termina), um Baile dos Gigantes. De acordo com a organização, da responsabilidade da associação cultural e artística ´Ida e Volta´, na edição deste ano são esperados mais de 80 gigantones e de 100 cabeçudos, sendo que para além de grupos espanhóis o Encontro irá receber, pela primeira vez, um grupo de Inglaterra. A iniciativa é apadrinhada por Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga.

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Na apresentação da iniciativa, que decorreu hoje, dia 17 de Maio, na sede da Associação ´Ida e Volta, o Autarca sublinhou a capacidade de atracção do evento, uma ´marca distintiva´ do São João de Braga. “É particularmente evidente que ninguém fica indiferente a esta realização e é igualmente visível o especial carinho e atenção que os desfiles, associados à componente da percussão, despertam nas pessoas que assistem”, afirmou, elogiando o ´trabalho e a dedicação´ da ´Ida e Volta´ neste evento: “A Cidade está sempre de braços abertos para valorizar a cultura popular”.

Já Rui Ferreira, presidente da Associação de Festas de São João de Braga, realçou o facto de este ser um evento ´muito acarinhado´ pela associação. “Este é já um dos principais momentos das festas. Os Bracarenses devem estar orgulhosos do trabalho desenvolvido pela ´Ida e Volta´”, referiu.

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FOLKLOURES’17: HISTORIADORA ANA PAULA ASSUNÇÃO PROFERE PALESTRA SOBRE “USOS E COSTUMES DA REGIÃO SALOIA”

FolkLoures’17 está em marcha!

A Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção profere uma palestra subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Museu do Museu Municipal de Loures, no dia 24 de Junho, pelas 16h30. A iniciativa insere-se no programa do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas que se prolonga até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar um grandioso festival de cultura tradicional no Parque da Cidade, em Loures.

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O Museu Municipal de Loures encontra-se instalado na Quinta do Conventinho, sita na Estrada Nacional, 8, em Santo António dos Cavaleiros, a escassos 4 quilómetros de Loures.

A Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção é historiadora e museóloga, Mestre em História Regional e Local pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É autora de programas museológicos, reformulações de programas e criação de serviços inovadores. Conceção científica do Centro UNESCO A casa da terra. Comissária de exposições de vária índole com museografia de inclusão e género.

Tem como áreas científicas preferenciais a História Local, Saúde, Património industrial (com destaque para Fábrica de Loiça de Sacavém, Oliveira Rocha/Oliveira do Bairro), Património Cultural Imaterial, Património Religioso /obra de arte total – Cripto -história. Exerceu voluntariado na Igreja Matriz de Bucelas com descobertas de cariz científico sobre entalhador, Francisco Lopes. (Artigo no prelo). Musealização da Igreja e interpretação dos espaços em visitas.

Pelo seu trabalho, tem recebido várias distinções de Mérito Cultural e Prémios no campo da Museologia a nível nacional e internacional.

Nesse mesmo dia e local, terá ainda lugar outra iniciativa cultural integrada no programa da edição deste ano do FolkLoures, a qual contamos divulgar muito brevemente. Trata-se, pois, de um programa cultural rico e diversificado que, sob o impulso e capacidade organizativa do Rancho Folclórico Verde Minho, catapulta o concelho de Loures para a ribalta da cultura tradicional portuguesa.

GALO DE BARCELOS DESFILA NO FESTIVAL DA MÁSCARA IBÉRICA

Não há evento digno desse nome onde o Galo de Barcelos não apareça, quanto mais não seja para anunciar a aurora do dia. Foi o caso do Festival Internacional da Máscara Ibérica onde, estampado numa bota de vinho de um dos mascarados transmontanos, lá foi o nosso Galo de Barcelos no grandioso desfile que hoje se realizou na Praça do Império, em Lisboa.

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VIANA DO CASTELO LEVA “AUTO DE FLORIPES” AO FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA DA IBÉRICA

Milhares de figurantes desfilaram hoje na Praça do Império máscaras e brincadeiras características do carnaval pagão de outras eras, recuando a tempos remotos anteriores mesmo à própria introdução do Cristianismo. Tratam-se de costumes ancestrais preservados pela tradição e que marcam a identidade do nosso povo.

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Viana do Castelo levou à festa o “Auto de Floripes” que constitui uma das tradições teatrais que remontam a uma época pré-vicentina, pese embora seja Gil Vicente comsiderado o fundador do teatro protuguês.

Além do “Auto de Floripes”, o Minho fez-se também representar pela sua gastronomia tradicional num dos stands instalados junto à fonte luminosa e ainda com a participação do Dr. João Alpuim Botelho numa das conferências ali realizadas.

A cada ano é cada vez maior a afluência de público e, ao contrário do que se verificou no ano anterior, S. Pedro decidiu colaborar com uma tarde soalheira convidativa para uma tarde bem gozada na zona histórica e monumental de Belém.

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MÁSCARAS TRADICIONAIS DESFILAM EM LISBOA

Dentro de poucas horas, tem início na Praça do Império, em Lisboa, o desfile da Máscara Ibérica. O ruído, alegria e o colorido do entrudo pagão vão misturar-se com a beleza dos magníficos jardins da Praça do Império, tendo o Mosteiro dos Jerónimos e o rio Tejo como magníficos cenários.

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A tradição pagã dos rituais da máscara, raramente vistos fora dos seus contextos de origem, tem por objetivo a divulgação de um dos elementos mais característicos do folclore dos povos, concretamente as máscaras tradicionais, ajudando a compreender todo o ritual que lhe está associado, desde as suas origens pagãs às festividades do Entrudo tradicional. O costume da máscara é comum a todos os povos e a todas as regiões, embora em muitos casos tenha caído no esquecimento. A título de exemplo, no Minho perdura ainda a tradição dos cabeçudos e gigantones, fazendo-se acompanhar pelas arruadas dos zés-pereiras, dando alegria e colorido às romarias.

A utilização tradicional das máscaras está associada à religiosidade primitiva que encarava o ciclo da vida e dos vegetais num perpétuo renascimento. O rito celebra o mito e assegura a interrupção do ciclo da natureza e da vida. Assim, como á morte sucede a vida, também ao Inverno e à morte dos vegetais sucede invariavelmente o seu renascimento. Ao Inverno estão associados um conjunto de rituais que se iniciam com o culto dos mortos em Novembro, na crença de que estes podem interferir favoravelmente no ciclo da natureza, culminando com a Serração da Velha a anunciar o regresso da Primavera. Pelo meio fica o Entrudo celebrado com as suas máscaras e os seus instrumentos ruidosos como as sarroncas e os zaquelitraques com vista a expulsar os demónios do Inverno.

Toda a representação se destina a exorcizar os maus espíritos do Inverno e incidem no universo rural, desde a representação de figuras demoníacas aos animais que fazem parte do quotidiano do lavrador. As máscaras são construídas a partir dos materiais disponíveis no espaço rural e concebidas com base no imaginário popular.

Os chocalhos prendidos à cinta do careto, símbolo da virilidade e da posse demoníaca, destinam-se a chocalhar as raparigas que se perdem pelos caminhos da aldeia. Os mascarados estão autorizados a invadir as casas e tomar para si alvíssaras, em regra uma peça do fumeiro.

Trata-se de costumes que seguramente eram comuns a todas as regiões do nosso país mas cuja memória e tradição se foi perdendo. Cabe às personalidades e entidades culturais que se dedicam ao estudo e investigação na área da etnografia a revelação de tais tradições já esquecidas.

Fotos: Manuel Santos

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BARCELOS: CABEÇUDOS, GIGANTONES E DIABOS ANDAM À SOLTA NO MUSEU DE OLARIA

De 16 a 20 de maio, o Museu de Olaria comemora o Dia Internacional dos Museus e Noite Europeia dos Museus

De 16 e 20 de maio, o Museu de Olaria vai assinalar o Dia Internacional dos Museus e Noite Europeia dos Museus com um programa diversificado destinado ao público escolar e ao público em geral. Subordinada ao tema Cabeçudos, gigantones e diabos à solta no Museu!, esta iniciativa tem por objetivo aproximar a comunidade do Museu, valorizar o património olárico nacional e captar novos públicos.

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No dia 18 de maio, Dia Internacional dos Museus, o Museu oferece um programa especial onde será contada uma história do Diabo (10h00), seguida de uma atividade prática (14h00-17h00), tendo por base a mítica figura do Diabo.

Já no dia 20 de maio, o Museu de Olaria associa-se também à comemoração da Noite Europeia dos Museus, com a sua abertura à comunidade, oferecendo música de diversos tipos. Desde do jazz ao rock experimental, vai contar com a atuação de Campo, às 21h30, e Osso Vaidoso, às 22h30, concertos com entrada gratuita e limitada. Durante a tarde, às 15h00, realiza-se a tertúlia “À conversa com… “ onde participam vários intervenientes como Alexandre Alves Costa, arquiteto, professor universitário e colecionador; Angélica Lima Cruz, investigadora e professora universitária; Paula Tavares, designer e diretora da Escola Superior de Design (IPCA); José Carlos Soares, diretor da Galeria Cruzes Canhoto, galeria única que reúne no mesmo espaço obras de arte bruta, primitiva e popular; e ainda Graça Ramos, diretora da Associação Portugal à Mão, Centro de Estudos e Promoção das Artes e Ofícios Portugueses. Este debate versará sobre a visão do figurado através diversas perspetivas. No final, às 17h00, há espaço para a atuação de Jorge Coelho.

PONTE DA BARCA FESTEJA TRADIÇÕES

Festa das Tradições: Ponte da Barca celebra tradição locais de 05 a 07 de maio

Quim Barreiros e Roconorte vão animar o certame que inclui também um Concurso Pecuário, Tasquinhas e Ranchos Folclóricos

A Festa das Tradições está de regresso a Ponte da Barca no fim-de-semana de 05 a 07 de maio. O certame, que vai já na sua décima primeira edição, é promovido pela Câmara Municipal em colaboração com Associações, Artesãos e Ranchos Folclóricos locais e pretende, à semelhança das edições anteriores, promover os usos e costumes minhotos e estimular a sua preservação. A abertura está agendada para as 17h de sexta-feira.

O programa da edição 2017 da Festa das Tradições conta com um conjunto de iniciativas que muito caracterizam o concelho de Ponte da Barca como o artesanato, as danças e cantares regionais e a gastronomia onde não vão faltar os tradicionais petiscos, tais como o caldo verde, o caldo de farinha, o bacalhau frito, o chouriço assado, a massa à lavrador ou o arroz de feijão, regados pelo distinto vinho verde da região, para além da realização do Concurso Pecuário de gado barrosão (15h de sábado) que tem no município de Ponte da Barca o maior número de exemplares. A animação está garantida com a atuação do grupo Roconorte, na Sexta-feira, a partir das 22h, no sábado, também a partir das 22h, com Quim Barreiros, e no domingo, depois de se reviver da tradição dos Romeirinhos à Santinha da Barca, com a atuação dos Ranchos Folclóricos Lavradeiras de Oleiros, Vila Nova de Muia, Agrupamento de Escolas, Lindoso e Crasto.

FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA IBÉRICA REALIZA-SE EM BELÉM

XII FESTIVAL INTERNACIONAL DA MÁSCARA IBÉRICA | 4 a 7 DE MAIO DE 2017 |

De 4 a 7 de maio os foliões andam à solta no Jardim da Praça do Império!

A EGEAC, a Progestur e a Câmara Municipal de Lisboa procedem à apresentação do XII Festival Internacional da Máscara Ibérica, no dia 4 de maio, pelas 12h00, no Jardim da Praça do Império, em Belém, no espaço EGEAC/Progestur.

Pela primeira vez, o Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI) realizar-se-á em Belém trazendo uma mostra de produtos ibéricos, gastronomia, teatros, exposições, desfile e muita animação.

Conheça toda a programação em mascara-iberica.egeac.pt ou em fimi.pt.

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CAMINHA FESTEJA AS MAIAS

Centro histórico ornamentado com coroas de giestas e flores
São vários os edifícios públicos do centro histórico de Vila Nova de Cerveira que ostentam, a partir de hoje, diversas e criativas coroas de giestas e flores, recuperando uma antiga tradição local ligada à primavera e à crença pagã. Município convida a descobrir o Roteiro d’ ‘As Maias’.

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Na véspera do 1º de maio, a comunidade cerveirense mantém-se fiel aos usos e costumes dos antepassados, exibindo arranjos florais, uns mais simples outros mais sumptuosos, mas onde a giesta amarela, as flores campestres e os verdes não podem faltar. Trabalhos em flores naturais, mas também em crochet podem ser apreciados em vários edifícios do centro histórico cerveirense.

Fruto de um grande envolvimento dos colaboradores municipais, estabelecimentos de ensino, IPSS’s, juntas de freguesia e comerciantes, sob coordenação da autarquia, Vila Nova de Cerveira dá as boas-vindas ao mês de maio com um ambiente floral e alegre.
Valorizar as tradições, fomentar a recriação e costumes de hábitos populares e estimular a participação e criatividade artística e cultural são os objetivos subjacentes a esta iniciativa, amplamente alcançados pela adesão da comunidade, a quem a autarquia cerveirense deixa um agradecimento público.

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CASA DO MINHO EM LISBOA RECEBE O COMPASSO EM DOMINGO DE PASCOELA

Realizou-se anteontem em Lisboa o tradicional compasso pascal tendo a cruz sido dada a beijar aos minhotos que afluíram à Casa do Minho.

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Em domingo de Pascoela, a zona de Telheiras despertou de uma forma diferente da habitual. Os mordomos, com as suas opas vermelhas, levavam consigo a cruz florida, a sineta e a caldeirinha, logo seguidos de uma pequena multidão que, na sua fé, não dispensaram também o acompanhamento dos bombos e das concertinas, à boa maneira minhota.

Já na sede daquela instituição regionalista, a cruz foi dada a beijar aos presentes, tendo as celebrações pascais sido presididas pelo Padre João Caniço, Pároco do Lumiar onde a Casa do Minho se encontra sediada.

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BRAGA REALIZA CORTEJO DE GUIÕES DOS PASSOS

"Vº Cortejo de Guiões dos Passos do concelho de Braga"

"Este imponente cortejo, realizado pela primeira vez em 2013, sai da igreja de S. Vicente, percorrendo as ruas de S. Vicente, ..., recolhendo à Sé Catedral, onde ficarão expostos...", (recém falecido, Cónego Jorge Coutinho, Presidente da Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga).

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Amanhã, dia 24 de abril, pelas 18:30h, na Sé Catedral de Braga, a exemplo dos anos anteriores, proceder-se-á à entrega dos 'Diplomas de Participação' às Confrarias, Irmandades e Comissões de Passos, Agrupamentos de Escuteiros, Entidades/Instituições e, outras Associações da 'comunidade Vicentina', que participaram na 5ª edição do Cortejo de Guiões dos Passos do Concelho de Braga". 

Consolidado que está este cortejo processional - através de uma resposta cada vez mais representativa, significativa e qualitativa, por parte das comunidades paroquiais aderentes -, foi nosso propósito que a edição deste ano (V Cortejo), ficasse marcada por uma viragem na sua 'marca'. Assim, tentamos recuperar e/ou repor a designação, muito enraizada na religiosidade popular bracarense, a sentida e mui respeita - "SEMANA MAIOR", a cair vertiginosamente em desuso.

A cerimónia de entrega dos 'Diplomas de Participação', contará com a presença do Deão da Sé Catedral de Braga, Cónego José Paulo Abreu, e de representantes dos Corpos Gerentes da Irmandade do Mártir São Vicente de Braga, enquanto instituição organizadora. O objectivo desta cerimónia é, agradecer uma vez mais, a participação e empenho de todos os que participaram e colaboraram na organização do 'Cortejo de Guiões de Passos do concelho de Braga', levado a efeito no passado dia 8, do mês em curso.

Relembra-se que os Guiões poderão ser vistos até amanhã, dia 24, no Claustro da Sé Catedral de Braga, onde se encontram expostos.

Convirá recordar que, no âmbito do programa cultural/religioso paralelo desta 'Semana Maior', foram levadas a efeito uma 'Reflexão Quaresmal', que teve por convidado o padre Jesuíta, Manuel Morujão, da Companhia de Jesuítas, sediada na freguesia, para refletir de forma partilhada sobre o tema: "FÁTIMA: 100 anos de Graças - confirmadas pela vinda do Papa Francisco", que contou com a sentida animação, do CAB - Centro Académico de Braga, e a "Puxada do Guião" - uma tradição/ritual, que se perde no tempo -, da responsabilidade dos pegadores da procissão dos Passos da freguesia de Cabreiros, do nosso concelho.

Este ano, pela primeira vez, tivemos uma significativa adesão, ao repto lançado aos atletas dos Ginásios sediados no nosso concelho. 

Para o ano, prometem aderir com um maior número de atletas. Esta sensibilização junto dos ginásios tinha um duplo objetivo; por um lado, dar a conhecer uma tradição herdada que visa testar as capacidades de força física e destreza, no manejo dos Guiões/bandeiras, e, por outro, recrutar possíveis novos pegadores, por forma a podermos garantir que a tradição não se perca.

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VACA DAS CORDAS CORRE EM PONTE DE LIMA NO PRÓXIMO DIA 14 DE JUNHO

A tradicional corrida da Vaca das Cordas em Ponte de Lima tem este ano lugar no próximo dia 14 de Junho, esperando-se uma extraordinária afluência de público a superar mesmo a registada em anos anteriores.

Vaca das Cordas

Existe desde tempos remotos na vila de Ponte de Lima o peculiar costume de, anualmente na véspera do dia de Corpo de Deus, correr uma vaca preta presa e conduzida pelos ministros da função que assim procedem com o auxílio de três longas cordas. Esse divertimento cuja verdadeira origem se desconhece mas que ainda se mantém e parece ganhar ainda mais popularidade, atraindo à terra numerosos forasteiros, era outrora executada por dois moleiros que a isso eram obrigados sob pena de prisão, conforme determinavam as posturas municipais. Muitos desses moleiros eram oriundos da Freguesia de Rebordões-Santa Maria, localidade que possuía numerosos moinhos e que, com a sua decadência, os moleiros da terra emigraram para o Brasil, fixando-se muitos em Goiás.

Ao começo da tarde, uma vaca preta é presa ao gradeamento da igreja Matriz, aí permanecendo exposta à mercê do povo que outrora, num hábito que com o decorrer do tempo se foi perdendo, por entre aguilhoadas e gritaria procurava embravecer o animal a fim de que ele pudesse proporcionar melhor espectáculo. Invariavelmente, às dezoito horas, lá aparecem os executantes da corrida que, após enlaçarem as cordas nos chifres da vaca, desprendem-na das grades e dão com ela três voltas em pesado trote em redor da igreja após o que a conduzem para a Praça de Camões e finalmente para o extenso areal junto ao rio Lima. E, por entre enorme correria e apupos do povo, alguns recebem a investida do animal aguilhoado e embravecido ou são enredados nas cordas, enquanto as janelas apinham-se de gente entusiasmada com o espectáculo a que assiste.

Quando soam as trindades, o espectáculo termina e dá lugar aos preparativos dos festejos que vão ocorrer no dia seguinte. As gentes limianas decoram as ruas com um tapete florido feito de pétalas e serrinha por onde a procissão do Corpo de Deus irá passar.

Com atrás se disse, desconhecem-se as verdadeiras origens deste costume antiquíssimo. Contudo, uma tela de Goya que se encontra exposta no Museu do Prado, em Madrid, leva-nos a acreditar que o mesmo era mantido noutras regiões da Península Ibérica. De igual modo, a tradicional corrida à corda que se realiza nos Açores sugere-nos ter este costume sido levado para aquelas ilhas pelos colonos que as povoaram a partir do continente.

Em meados do século dezanove, o cronista pontelimense Miguel dos Reys Lemos arriscou uma opinião baseada na mitologia, a qual publicou nos "Anais Municipais de Ponte de Lima" e que pelo seu interesse a seguir reproduzimos:

"Segundo a mitologia, Io, filha do Rei Inaco e de Ismene - por Formosa e meiga - veio a ser requestada por Júpiter. Juno, irmã e mulher deste apaixonado pai dos deuses, que lia no coração e pensamentos do sublime adúltero e velava de contínuo sobre tudo quanto ele meditava e fazia, resolvera perseguir e desfazer-se da comborça que lhe trazia a cabeça numa dobadoura.

Ele, para salvar da vigilância uxória a sua apaixonada, metamorfoseou-a em vaca: - mas Juno, sabendo-o, mandou do céu à terra um moscardo ou tavão, incumbido de aferroar incessantemente a infeliz Io, feita vaca e de forçá-la a não ter quietação e vaguear por toda a parte.

Io, assim perseguida e em tão desesperada situação, atravessou o Mediterrâneo e penetrou no Egito: aí, restituída por Júpiter à forma natural e primitiva, houve deste um filho, que se chamou Epafo e, seguidamente, o privilégio da imortalidade e Osiris por marido, que veio ter adoração sob o nome de Ápis.

Os egípcios levantaram altares a Io com o nome de Isis e sacrificavam-lhe um pato por intermédio de seus sacerdotes e sacerdotizas: e parece natural que, não desprezando o facto da metamorfose, exibissem nas solenidades da sua predilecta divindade, como seu símbolo, uma vaca aguilhoada e errante, corrida enfim.

Afigura-se-nos que sim e, portanto, que a corrida da vaca, a vaca das cordas, especialmente quanto à primeira parte, as três voltas à roda da Igreja Matriz, seria uma relíquia dos usos da religião egípcia, como o boi bento, na procissão de Corpus-Christi, é representativo do deus Osiris ou Ápis, da mesma religião. E esta foi introduzida com todos os seus símbolos na península hispânica pelos fenícios, aceite pelos romanos que a dominaram, seguida pelos suevos e tolerada pelos cristãos em alguns usos, para não irem de encontro, em absoluto, às enraizadas crenças e costumes populares.

É que essa Ísis, a vaca de Júpiter, a deusa da fecundidade, teve culto especial precisamente na região calaico-bracarense, na área de Entro Douro e Minho; no Convento Bracaraugustano, ou Relação Jurídica dos Bracaraugustanos (povos particulares de Braga), de que era uma pequeníssima dependência administrativo-judicial o distrito dos límicos, prova-o o cipo encravado na face externa dos fundos da vetusta e venerada Sé Arquiepiscopal, - cipo que a seguir transcrevemos inteirado, conforme a interpretação que em parte, nos ensinou e em parte nos aceitou o eruditíssimo professor do Liceu, Dr. Pereira Caldas:

ISID · AVG · SACRVM LVCRETIAFIDASACERD · PERP · P ROM · ET · AVG

CONVENTVVSBRACARAVG · D ·

INTERPRETAÇÃO

ISIDI AUGUSTAE SACRUM; LUCRETIA FIDA SACERDOS PERPETUA POPULI ROMANI ET AUGUSTI, CONVENTUUS BRACARAUGUSTANORUM DICAT

TRADUÇÃO

"SENDO LUCRÉCIA FIDA SACERDOTISA PERPÉTUA DO POVO ROMANO E DE AUGUSTO, O CONVENTO DOS BRACARAUGUSTIANOS DEDICA A ISIS AUGUSTA (OU: À DEUSA ISIS) ESTE MONUMENTO SAGRADO"

Acredita-se porém que, no local onde se ergue a igreja matriz de Ponte de Lima existiu outrora um templo pagão onde se prestava culto a uma divindade sob a forma de uma vaca representada num retábulo, o qual era trazido para o exterior e efectuava as referidas voltas ao templo. Em todo o caso e atendendo à elevada importância deste animal na economia doméstica de uma região tão propícia à sua criação em virtude dos seus pastos verdejantes, é perfeitamente natural que a vaca tenha aqui sido venerada como símbolo de fertilidade e de abundância e, desse modo, prestando-lhe o devido culto. Não é completamente injustificada a frequente representação deste animal nomeadamente no artesanato da região minhota, ao qual a barrista barcelense lhe deu cores e vivacidade que o ajudaram a tornar-se famoso em todo o mundo.

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MILHARES DE VILAVERDENSES COMEM OVOS COZIDOS NA PONTE DA VILA DE PRADO

Vila de Prado: Milhares cumpriram a tradição pascal do Ovo na Ponte

A chama da tradição continua bem viva na Vila de Prado, como provou o banho de multidão que, ao serão de ontem (16 de abril), se deslocou à centenária ponte filipina para cumprir o ritual pascal do Ovo na Ponte. Uma iniciativa espontânea, de cariz popular, que atrai visitantes de todo o distrito e voltou este ano a receber uma bela moldura humana, formada por milhares de pessoas em ambiente de alegria e confraternização. A ocasião foi abrilhantada por diferentes momentos musicais, em que os cantares e as danças populares a ajudaram a animar a festa e fizeram as delícias dos presentes.

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Reza a lenda que este hábito antigo tem como objetivo afastar as dores de cabeça. “Aquele que, à meia-noite do dia de Páscoa, sobre ela comer um ovo cozido, passará todo o ano sem ser acometido de dores de cabeça”, reza a lenda. Diz a voz do povo que as cascas do ovo devem ser lançadas sobre o leito do Rio Cávado para que se cumpra a profecia popular. Com ou sem superstição, a verdade é que os ovos cozidos já tomaram conta do tabuleiro da Ponte de Prado, tradicionalmente acompanhados com champanhe. Um palco de excelência para o encontro de velhos amigos e longas conversas pela noite dentro.

Recorde-se as declarações recentes do presidente da autarquia pradense, Paulo Gomes, que não descura a importância da tradição e sublinha que estas atividades espelham a idiossincrasia a identidade das gentes de prado e se assumem, em simultâneo, como mais uma oportunidade soberana para fortalecer os laços entre a comunidade. O crescimento do evento e da fama que lhe está associada também vem transformando esta tradição num veículo de divulgação e promoção da freguesia e do concelho de Vila Verde, um elemento diferenciador que valoriza o território e o distingue pela positiva em relação aos demais.

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BRAGA MANTÉM A TRADIÇÃO DA MAIS GRANDIOSA SEMANA SANTA DE PORTUGAL

CONCERTOS E ESPETÁCULOS

13 abril — quinta-feira Santa

Animação de rua por um grupo de farricocos da Santa Casa da Misericórdia, com matracas.

Iniciativa da Santa Casa da Misericórdia de Braga

Na sua origem pagã, eram um grupo de mascarados que percorria as ruas, anunciando a passagem dos condenados e relatando os seus crimes. Já «cristianizados», em tempos antigos, conforme a mentalidade de então, percorriam as ruas chamando os pecadores públicos à sua reintegração na Igreja, depois de arrependidos e perdoados. Era a forma do tempo, de entender a misericórdia para com os pecadores, aos quais tinha sido aplicada a indulgência (ou «endoença»). Atualmente, atribuise- lhe um significado substitutivo e residual, de chamamento dos Irmãos da Misericórdia para a procissão da noite. O uso das ruidosas «matracas» para este efeito foi instituído em anos remotos para substituir o toque dos sinos, que nos dias maiores da Semana Santa ficavam silenciosos.

14 abril — sexta-feira Santa

18h30, adro da Igreja de Santa Cruz

Encenação “As dores nos passos dos nossos dias”

Pelo grupo Greculeme.

Organização da Irmandade de Santa Cruz

 

22 abril — Sábado de pascoela

21h30, Igreja de S. Victor

Concerto Pascal

"A festa Barroca", Dixit Dominios, HWV 232 de G. F. Haendel.

Coro e Orquestra Sinfonietta de Braga

Organização da C. O. da Procissão de Nossa Senhora da Burrinha (Paróquia e Junta de Freguesia de S. Victor).

VISITAS GUIADAS

8 a 15 abril

Local de encontro: Posto de Turismo, Av. Central

10h30

Visita guiada às sete igrejas que representam as sete estações de Roma

17h00

Visita guiada ao centro histórico, dedicada à história da cidade e da Semana Santa

Iniciativas do Free Walking Tour Braga, promovidas pela ACESAS - Grupo de Intervenção Cultural.

 

9 a 13 abril

Local de encontro: Largo da Sra-a-Branca

Visitas guiadas às Igrejas de S. Victor e Senhora-a-Branca, e à Capela de N.ª Sr.ª Guadalupe

Organização da Junta de Freguesia de S. Victor e Profitecla

Apoio: Paróquia de S. Victor, Irmandade da Senhora-a-Branca, Irmandade de N.ª Sr.ª Guadalupe

Continuam as

EXPOSIÇÕES

3 março a 16 abril

Museu Pio XII

“Uma Mãe junto à Cruz”

Organização do Museu Pio XII

 

4 março a 16 abril

Museu da Imagem

Exposição de fotografia “Lausperene”

Organização da Câmara Municipal de Braga

 

16 março a 17 abril

Casa dos Crivos

“As Catorze Obras da Misericórdia”

Organização da Câmara Municipal de Braga e da Santa Casa da Misericórdia de Braga

Patrocínio: Hospital de Braga

 

17 março a 16 abril

Tesouro-Museu da Sé de Braga (entrada pela rua D. Diogo de Sousa)

“Mater Dolorosa”

Organização do Tesouro-Museu da Sé de Braga

 

20 março a 16 abril

Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho

“Os Terceiros na Quaresma Bracarense”

Uma iniciativa de: Venerável Ordem Terceira de S. Francisco de Braga, Conselho Cultural da Universidade do Minho e Câmara Municipal de Braga

 

31 março a 13 abril

Irmandade de Santa Cruz (Largo de Santa Cruz)

“Paixão e Glória – Num Tesouro-Museu de Amor”

Organização da Irmandade de Santa Cruz

 

31 março a 20 abril

Espaço Galeria da Junta de Freguesia de S. Victor

“Cristo… por amor a nós”, Artigos religiosos

Uma iniciativa da Comissão Organizadora da Procissão da Burrinha

 

3 a 17 abril

Braga Parque

Exposição de fotografia “Lausperene”

Organização do Braga Parque

 

3 a 18 abril

Fonte do Ídolo

Exposição de fotografia “A Semana Santa de Braga”

Fotos premiadas da 8ª edição do Concurso de Fotografia (2016)

Organização da Comissão da Semana Santa

CELEBRAÇÕES RELIGIOSAS

13 de abril — Quinta-feira Santa

10h00, Sé Catedral

Missa Crismal e Bênção dos Santos Óleos

Comemorando a instituição do sacerdócio, o Arcebispo Primaz faz-se acompanhar de todo o clero da Arquidiocese e com este, como presbitério participante do seu pleno sacerdócio, concelebra a Eucaristia. Durante a celebração, consagra os Santos Óleos, que serão levados pelos presbíteros para as suas paróquias a fim de servirem para ungir os batizandos e os doentes.

 

16h00, Sé Catedral

Lava-Pés e Missa da Ceia do Senhor

A anteceder a Missa da Ceia do Senhor, o Arcebispo que preside lava os pés a doze pessoas que representam os doze Apóstolos. Assim se comemora o que fez Jesus e se atualiza a sua eloquente lição: «Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, levou até ao extremo este seu amor. […] Levantou-se da mesa, depôs as vestes e tomando uma toalha pô-la à cinta. Depois de lhes lavar os pés […], disse-lhes: ‘Compreendestes o que vos fiz? Vós chamais-me Mestre e Senhor e dizeis bem porque Eu o sou. Ora, se Eu, sendo Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também’» (Jo 13, 1-15).

Terminado este rito, segue-se a Missa da Ceia do Senhor. É uma celebração dominada pelo sentimento do amor de Cristo que, na véspera da sua Paixão, enquanto comia a Ceia com os discípulos, instituiu o Sacrifício-Sacramento da Eucaristia, como memorial da sua Morte e Ressurreição a celebrar, tornando-o sempre atual, no decurso dos tempos: «Durante a ceia, tomou o pão dizendo: — ‘Tomai e comei. Isto é o meu corpo, entregue por vós.’ Do mesmo modo, tomou o cálice e, dando graças, deu-o aos discípulos dizendo: — ‘Tomai e bebei todos. Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos para remissão dos pecados. Fazei isto em memória de Mim’» (Lc 22, 19-20).

No momento próprio, o Presidente da celebração faz a homilia apropriada, com especial incidência na lição do lava-pés e no «mandamento novo» deixado por Jesus como testamento espiritual para os seus discípulos (Sermão do Mandato). «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. […] É nisso que todos reconhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros como Eu vos amei a vós» (Jo 13, 34-35).

Terminada a missa, a assembleia canta a hora de Vésperas, enquanto que o Cristo vivo presente na Hóstia consagrada é conduzido em procissão pelas naves da Catedral para um lugar de adoração (a representar o Horto das Oliveiras), onde permanecerá até ser dali retirado, também processionalmente, no dia seguinte, para o sepulcro. Os fiéis são convidados a velarem com Ele, na hora da sua Paixão. Em sinal de luto, o altar é desnudado.

 

Durante a tarde, os fiéis são convidados a visitarem as sete igrejas, que representam as Sete Estações de Roma (Sé Primaz, Misericórdia, Santa Cruz, Terceiros, Salvador, Penha e Conceição / Mons. Airosa).

 

14 abril — Sexta-feira Santa

10h00, na Sé Catedral

Ofício de Laudes, com alocução do Presidente aludindo às Sete Palavras de Jesus na Cruz.

Terminadas as Laudes, os Capitulares presentes acolhem os penitentes que desejarem receber o Sacramento da Reconciliação (confissão).

 

15h00, em doze locais da Cidade

Lançamento de morteiros, assinalando o momento da morte de Jesus.

Convidam a um minuto de silêncio em Sua memória.

 

15h00, na Sé Catedral

Celebração da Morte do Senhor

À mesma hora em que Cristo expirou, os cristãos celebram o mistério da sua Morte redentora.

Inclui a Procissão Teofórica do Enterro, costume trazido de Jerusalém pelo Convento de Vilar de Frades, no séc. XV ou XVI, daí passou a muitas catedrais. Abolido no séc. XVII, manteve-se na Catedral bracarense. Nesta impressionante procissão, o Santíssimo Sacramento, encerrado num esquife coberto de um manto preto, é levado pelas naves da Catedral — daí o nome de procissão teofórica (que transporta Deus) — e deposto em lugar próprio para a veneração dos fiéis. Os acompanhantes cobrem o rosto em sinal de luto. Dois meninos ou duas senhoras, alternando com responsórios do coro, cantam em latim e em tom de comovido lamento: «Heu! Heu! Domine! Heu! Heu! Salvator noster!» (Ai! Ai! Meu Senhor! Ai! Ai! Salvador nosso!).

 

15 de abril — Sábado santo

10h00, Sé Catedral

Ofício de Laudes, com alocução do Presidente

Terminadas as Laudes os Capitulares presentes acolhem os penitentes que desejarem receber o Sacramento da Reconciliação (confissão).

 

Durante o dia, visita ao Santo Sepulcro (na capela de Nª Sra. do Sameiro, Sé Catedral) onde permanece a Sagrada Eucaristia.

 

21h00, Sé Catedral

Vigília Pascal e Procissão da Ressurreição

Para a Vigília Pascal convergem todas as celebrações da Semana Santa e mesmo de todo o Ano Litúrgico. Lembrando a grande noite de vigília do povo hebreu no Egipto, aguardando a hora da libertação (Ex 12), nela celebram os cristãos a sua própria redenção pelo mistério da Ressurreição de Cristo. Por ela se realiza a grande Páscoa ou Passagem da morte para a vida ou do estado de perdição para o estado de salvação. É a vitória final de Deus, em Cristo, sobre o pecado, o mal e a própria morte. No plano espiritual, os cristãos apropriam-se da graça desta passagem pelo Batismo. Por isso, a liturgia batismal tem aqui um lugar de destaque.

A Vigília Pascal — chamada por Santo Agostinho «a mãe de todas as Vigílias» — é uma soleníssima celebração, muito rica de simbolismo global e de símbolos particulares: as trevas, a luz, a água, o círio pascal, a cor alegre dos paramentos, a explosão de som e luz.

Integra quatro partes e conclui com a Procissão da Ressurreição.

 

16 abril  — Domingo de Páscoa

11h30, Sé Catedral

Missa Solene do Domingo de Páscoa

Todo o Domingo é um dia pascal, porque simboliza e evoca, no ritmo cristão das semanas, o primeiro dia do mundo novo inaugurado com a Ressurreição de Cristo. O Domingo de Páscoa é, nesse sentido, o paradigma de todos os domingos. Por isso proclama a Liturgia: — «Este é o dia que o Senhor fez! Exultemos e cantemos de alegria!» Por isso também, nele, a Igreja celebra com especial solenidade a Eucaristia, memorial que recorda aquele mistério.

 

Visita Pascal

É um costume muito enraizado no norte de Portugal, este de, no Domingo de Páscoa, um grupo de pessoas («Compasso»), sempre que possível presidido por um sacerdote, com trajes festivos e partindo da respetiva igreja paroquial, se dirigir com a Cruz enfeitada aos lares cristãos a anunciar a Ressurreição de Cristo e a abençoar as suas casas. Soam campainhas em sinal de júbilo, fazem-se tapetes de flores pelas ruas e caminhos, estrelejam foguetes no ar. Entrando em cada casa, estabelece-se um pequeno diálogo celebrativo. Dá-se depois a Cruz a beijar a todos os presentes.

No âmbito da Cidade de Braga, reveste especial significado a Visita Pascal aos Paços do Concelho.

 

PROCISSÕES

 

22h00, sai da igreja da Misericórdia

Procissão do Senhor «Ecce Homo»

Organizada pela Irmandade da Misericórdia de Braga

Organizada desde tempos antigos pela Irmandade da Misericórdia, esta procissão evoca o julgamento de Jesus, ao mesmo tempo que celebra a misericórdia por Ele ensinada. Abre o cortejo o exótico grupo dos farricocos com grosseiras vestes de penitência, descalços e encapuçados, de cordas à cinta, como outrora os penitentes públicos, uns empunhando matracas e outros alçando fogaréus (taças com pinhas a arder). Daí chamar-se também «Procissão dos Fogaréus». Integrados na procissão, os fogaréus evocam os guardas que, munidos de archotes, foram, de noite, prender Jesus. A imagem do Senhor «Ecce Homo» (ou «Senhor da cana verde») representa o Cristo que se declarara rei e que o governador romano pôs a ridículo pondo-lhe na mão um simulacro de ceptro (uma cana verde). Foi assim que Pilatos o apresentou à multidão, dizendo: — «Eis aí o Homem!».

Além de muitas figuras alegóricas da Ceia e do julgamento de Jesus, desde 2004 incorporam-se na procissão alegorias das catorze obras de misericórdia, bem como figuras históricas ligadas à fundação e à história das Misericórdias, especialmente à de Braga. Desde há alguns anos incorporam-se também várias Irmandades da Misericórdia de diversos pontos do País.

ITINERÁRIO

A procissão percorre o seguinte itinerário: igreja da Misericórdia > Rua D. Diogo de Sousa > Arco da Porta Nova > Av. S. Miguel-o-Anjo > Rua D. Paio Mendes > Rua D. Gonçalo Pereira > Largo de S. Paulo > Largo de Paulo Orósio > Rua do Alcaide > Campo de Santiago > Rua do Anjo > Rua de S. Marcos > Largo Barão de S. Martinho > Rua do Souto > Largo do Paço > igreja da Misericórdia

Novidade: A Comissão destina um local reservado para pessoas com mobilidade reduzida, no Largo Paulo Orósio (em frente aos Bombeiros Voluntários).

 

22h00, sai da Sé Catedral

Procissão do Enterro do Senhor

Organizada pelo Cabido da Catedral, Comissão da Semana Santa, Irmandade da Misericórdia e Irmandade de Santa Cruz

Esta imponente procissão — de todas a mais solene e comovente — leva pelas ruas da Cidade o esquife do Senhor morto. É precedido por um andor com a cruz despida e seguido pelo da Senhora das Dores. Acompanham-no aquelas e outras irmandades, cavaleiros das Ordens Soberana de Malta e do Santo Sepulcro de Jerusalém, Capitulares da Sé, corporações diversas e autoridades. Em sinal de luto, os Capitulares e os membros das Confrarias vão de cabeça coberta. Para mostrar a sua dor, as figuras alegóricas ostentam um véu de luto. As matracas dos farricocos vão silenciosas. As bandeiras e estandartes, com tarja de luto, arrastam-se pelo chão.

ITINERÁRIO

A procissão percorre o seguinte itinerário: Sé > Rua D. Gonçalo Pereira > Largo de S. Paulo > Largo de Paulo Orósio > Rua do Alcaide > Campo de Santiago > Rua do Anjo > Rua de S. Marcos > Largo Barão de S. Martinho > Rua do Souto > Largo do Paço > Rua D. Diogo de Sousa > Arco da Porta Nova > Av. S. Miguel-o-Anjo > Rua D. Paio Mendes > Sé.

Novidade: A Comissão destina um local reservado para pessoas com mobilidade reduzida, no Largo Paulo Orósio (em frente aos Bombeiros Voluntários).

VILAVERDENSES COMEM OVOS COZIDOS NA PONTE DO PRADO SOBRE O RIO CÁVADO

Vila de Prado espera mar de gente para cumprir a tradição Pascal do Ovo na Ponte

A Vila de Prado prepara-se para cumprir uma das mais acarinhadas tradições desta bela freguesia plantada na margem direita do Cávado. Em noite de Páscoa, pelas 24h00, a Ponte de Prado volta a ser palco de uma tradição antiga que resiste ao desgaste do tempo e continua bem viva nos dias de hoje, atraindo inúmeros pradenses e visitantes. “Aquele que, à meia-noite do dia de Páscoa, sobre ela comer um ovo cozido, passará todo o ano sem ser acometido de dores de cabeça”, reza a lenda. Diz a voz do povo que as cascas do ovo devem ser lançadas sobre o leito do Rio Cávado para que se cumpra a profecia popular.

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Com ou sem superstição, a verdade é que os ovos cozidos já tomaram conta do tabuleiro da centenária ponte filipina, tradicionalmente acompanhados com champanhe. Um palco de excelência para o encontro de velhos amigos e longas conversas pela noite dentro. Uma ocasião de amizade, confraternização e muita alegria, que são os verdadeiros pilares da tradição.

O presidente da autarquia pradense, Paulo Gomes, não descura a importância da tradição e sublinha que estas atividades espelham a idiossincrasia a identidade das gentes de prado e se assumem, em simultâneo, como mais uma oportunidade soberana para fortalecer os laços entre a comunidade. O crescimento do evento e da fama que lhe está associada também vem transformando esta tradição num veículo de divulgação e promoção da freguesia e do concelho de Vila Verde, um elemento diferenciador que valoriza o território e o distingue pela positiva em relação aos demais.

O MAIOR FESTIVAL DE CULTURA IBÉRICA ACONTECE ESTE ANO EM BELÉM

De 4 a 7 de maio os foliões andam à solta no Jardim da Praça do Império

Pela primeira vez o Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI) realiza-se em Belém, cruzando a riqueza do património histórico e cultural envolvente da zona ocidental da cidade com as tradições ancestrais da Península Ibérica.

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Durante quatro dias, de 4 a 7 de maio, o Jardim da Praça do Império oferece, assim, uma programação variada, que junta Portugal e Espanha, entre máscaras e caretos, artesanato e produtos regionais, concertos, exposições e muita animação de rua. Este ano, assinalando Lisboa como Capital Ibero-americana de Cultura, o Brasil, a Colômbia e o Perú são os países convidados do Grande Desfile da Máscara Ibérica, que se realiza no sábado (dia 6), a partir das 16h30, e contará com um total de 36 grupos participantes, nesta que é a edição mais concorrida de sempre.

Os Caretos de Salsas e os Caretos de Grijó (de Bragança), as Madamas de Torre de Dona Chama (de Mirandela) e o Brutamontes do Auto de Floripes (de Viana do Castelo) sãos os estreantes portugueses que se juntam, neste desfile, a grupos destas e de outras localidades, como Coimbra, Miranda do Douro, Mogadouro, Macedo de Cavaleiros, Mira, Ílhavo e Vinhais.

De Espanha são esperados, pela primeira vez, Los Gigantes y Cabezudos de Aranda de Duero, de Burgos, e da Catalunha, Los Gigantes de Sant Jordi del Tricentenário.

Outra das novidades deste ano é a presença da associação Urban Sketchers Portugal que irá realizar uma ‘open call’, convidando todos e todas para o registo artístico, através do desenho, das diversas iniciativas realizadas ao longo dos quatro dias de festival.

Este XII FIMI conta ainda com a presença de uma das bandas de gaitas mais reconhecidas em todo o mundo, a Real Banda de Gaitas de Oviedo que irá presentear o público com música tradicional das Astúrias, em atuações no CCB (dia 5) e o no Jardim da Praça do Império (dia 6).

Os ritmos folk de raiz tradicional europeia, com elementos de fusão entre o ska, reggae e rock, serão uma constante durante o fim de semana, no Palco Ibérico, com os concertos da Orquestra de Foles e dos grupos Galandun Galundaina, Los Niños de Los Ojos Rojos e Sons do Douro.

Paralelamente a esta XII edição do Festival Internacional da Máscara Ibérica, no Museu Nacional de Arqueologia, na Casa da América Latina e na Casa Pia de Lisboa, têm lugar exposições, debates e atuações de grupos de desfile A PROGESTUR - Associação para o Desenvolvimento do Turismo Cultural e a EGEAC, a empresa municipal de animação cultural de Lisboa, convidam a conhecer melhor a tradição pagã dos rituais da máscara, raramente vistos fora dos seus contextos de origem.

A cultura ibérica – património e tradição – a desfilar por Lisboa. De 4 a 7 de maio, a partir das 11h, com entrada livre!

VIA SACRA LEVA CENTENAS DE FIÉIS A CELORICO DE BASTO

A Via Sacra ao vivo, em Celorico de Basto, teve lugar no Parque Urbano do Freixieiro, no dia 9 de abril, em pleno Domingo de Ramos, e contou com a presença de muitos fiéis a participar e assistir a este momento religioso.

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“Bem-haja o arciprestado e a Câmara Amiga pela dedicação e empenho na organização desta via Sacra, e bem hajam todos os figurantes que expressam o amor que têm em participar em iniciativas tão importantes como esta. É já uma tradição realizar a via Sacra em Celorico de Basto, um momento de fé que nos comove, que nos faz pensar, que nos faz refletir na vida” disse o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva no final das cerimónias. O autarca aproveitou o momento para desejar uma Santa Páscoa a todos os presentes depois deste tempo de preparação e de reflexão.

A ação foi dirigida pelo arcipreste de Celorico de Basto, Padre Albano Costa estando também presentes outros párocos do arciprestado que quiseram participar nestas cerimónias “tão bonitas”. Os serviços de ação social e Saúde da Câmara Municipal de Celorico de Basto trataram de todos os pormenores para que a Via Sacra decorresse em conformidade. “A Via Sacra é uma iniciativa muito específica que exige muito pormenor. Os nossos técnicos articularam para que o percurso retrata-se minimamente o percurso feito por Jesus desde a condenação até ao monte calvário” disse Helena Martinho, coordenadora dos Serviços. “É também importante referir que a maioria dos figurantes que participaram na encenação são idosos que integram o programa Celorico a Mexer que vêm esta ação com muita fé e muita devoção tendo em conta as personagens bíblicas que interpretam” referiu.

De facto, em Celorico de Basto a Via Sacra ao vivo conta sobretudo, na interpretação das personagens, com os idosos e os animadores que integram o programa Celorico a Mexer. O percurso escolhido tem-se mantido igual aos anos transatos, pela beleza e pelas características próprias, o Parque Urbano do Freixieiro.

A Via Sacra integra a Quaresma, Período do ano litúrgico que antecede a Páscoa Cristã, e que representa o tempo da penitência, de oração e de conversão.

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RUSGA DE JOANE VENDE TREMOÇOS E ROSQUINHAS

Tradição Joanense da Quinta-feira Santa: Venda de rosquinhas e tremoços

Valorizando características da identidade cultural da Vila de Joane (V.N.Famalicão) Grupo Etnográfico Rusga de Joane, leverá a efeito a tradicional venda de Rosquinhas e Tremoços, na Quinta Feira Santa, 13-ABR. Este que é um costume particularmente joanense, vivenciado somente neste dia (Quinta Feira Santa).

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Este mercado tradicional acontecerá entre as 8h e as 18h, no Largo 3 de Julho (antigo Campo da Feira), na Vila de Joane. 

5ª FEIRA SANTA - VENDA DE ROSQUINHAS E TREMOÇOS:

Breve nota: Tratando-se de uma tradição exclusiva da Vila de Joane, que remonta às primeiras décadas do século XX, na 5ª Feira Santa as mini rosquinhas (conforme fotografia do cartaz) e os tremoços eram presença obrigatória nas casas dos Joanenses. Ao longo destes anos, várias foram as pessoas que montavam as suas bancas neste dia, no Largo 3 de Julho (antigo Campo da Feira), ultimamente esse hábito ficou limitado a algumas padarias da Vila que mantiveram esse costume, diluindo-se a característica comunitária e de mercado tradicional. Dessa forma e pelo 2º ano consecutivo, a Rusga de Joane, decide apostar e reforçar na dinamização desta tradição tão joanense, colocando uma banca de venda de Rosquinhas e Tremoços na 5ª feira Santa (13-ABR), numa tentativa de preserver a tradição, levá-la às gerações mais novas e reafirmá-la junto das gerações mais velhas, que tão bem conhecem este costume exclusivo da Vila de Joane.

BRAGA DESFILA GUIÕES DOS PASSOS

Arranque da 'Semana Maior' em Braga, com o "V Cortejo de Guiões de Passos"

"Este imponente cortejo, realizado pela primeira vez em 2013, sai da igreja de S. Vicente, percorrendo as ruas de S. Vicente, ..., recolhendo à Sé Catedral, onde ficarão expostos...", (recém falecido, Cónego Jorge Coutinho, Presidente da Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga)

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Hoje, sábado, pelas 16:00h, A Irmandade do Mártir São Vicente de Braga, respetiva Paróquia e demais comunidade Vicentina, abrem a 'Semana Maior' em Braga, com a realização da 5ª edição do "Cortejo de Guiões de Passos do arciprestado de Braga (concelho).

Com saída da Igreja Paroquial de São Vicente, o "Cortejo de Guiões" percorre as principais artérias da cidade, a saber: rua de São Vicente; largo dos Penedos; rua dos Chãos; largo São Francisco; rua dos Capelistas; rua Justino Cruz; rua dio Souto; rua Dom Diogo de Sousa; rua do Cabido e rua Dom Paio Mendes, tendo o seu términus, na Sé Catedral.

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Convirá recordar que, No âmbito do programa cultural/religioso paralelo desta 'Semana Maior', foram já levadas a efeito nas passadas quarta e quinta-feira respetivamente, uma 'Reflexão Quaresmal', que teve por convidado o padre Jesuíta, Manuel Morujão, da Companhia de Jesuítas, sediada na freguesia, para refletir de forma partilhada sobre o tema: "FÁTIMA: 100 anos de Graças - confirmadas pela vinda do Papa Francisco", que contou com a sentida animação, do CAB - Centro Académico de Braga, e, na noite do dia seguinte, a "Puxada do Guião" - uma tradição/ritual, que se perde no tempo -, da responsabilidade dos pegadores da procissão dos Passos da freguesia de Cabreiros, do nosso concelho.

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CELORICO DE BASTO APRESENTA VIA-SACRA AO VIVO

Um dos momentos religiosos mais marcantes da vida de Cristo, desde a condenação à morte na cruz e ressurreição, será encenado, este fim-de-semana, dia 9 de abril, pelas 15h00, no Parque Urbano do Freixieiro, em Celorico de Basto, contando com a interpretação de dezenas de figurantes na sua maioria idosos que integram o programa Celorico a Mexer.

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A iniciativa decorre de uma parceria entre o Município de Celorico de Basto e o Arciprestado de Celorico de Basto e procura retratar “um dos acontecimentos bíblicos mais simbólicos e mais representativos para os cristãos” disse o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva. “Este é um momento de muita devoção e emoção que nos leva a sentir as dores de Cristo ao longo do seu percurso até ao Monte Calvário. Um percurso incrivelmente encenado pelos nossos idosos que vivenciam cada estação com fé e veneração” concluiu.

Em Celorico de Basto, a Via Sacra ao vivo conta sobretudo, na interpretação das personagens, com os idosos e os animadores que integram o programa Celorico a Mexer.

“Esta iniciativa é um dos momentos mais marcantes para os nossos idosos e para os nossos técnicos. De facto, é uma grande responsabilidade representar as maiores personalidades da religião católica em momentos de profunda dor e devoção, uma tarefa que recriam com todo o empenho e dedicação e que aprimoram diariamente para que a encenação seja perfeita. É verdadeiramente uma ação única pela carga emocional que acarreta” disse Helena Martinho, Coordenadora dos Serviços de Ação Social e Saúde do Município de Celorico de Basto.

 A Via Sacra integra a Quaresma, Período do ano litúrgico que antecede a Páscoa Cristã, e que representa o tempo da penitência, de oração e de conversão.

A Via Sacra ao Vivo será dirigida pelo arcipreste de Celorico de Basto, padre Albano Costa, em comunhão com os restantes padres do arciprestado de Celorico de Basto. Como habitualmente, são esperadas centenas de pessoas a assistir a este momento bíblico.

MONÇÃO: PIAS ASSINALA DOMINGO DE RAMOS COM REALIZAÇÃO DE PROCISSÃO COM MAIS DE 300 ANOS

A Função do Senhor dos Passos, procissão que se realiza na freguesia de Pias, em Monção, há mais de 300 anos, decorre na tarde do dia 9 de abril, domingo de ramos. Todos os anos, centenas de figurados e milhares de pessoas participam nesta cerimónia religiosa única no concelho.

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A procissão, com início às 15h30, é precedida, na madrugada desse dia, pelo “andar dos passos”. Marcada para as 5h30, consiste numa caminhada penitencial pelas capelinhas, onde se reza uma oração apropriada e se cantam os Martírios até à Senhora do Encontro. A partir daqui, começa-se o cântico à Senhora das Dores.

Pelas 9h30, grandes e pequenos reúnem-se na Capela da Senhora do Encontro para benzer os ramos de palma e oliveira, De seguida, todos se encaminham para a Igreja Paroquial, onde terá lugar a missa. Neste dia, a igreja está ornamentada de escuro em sinal de luto.

Por volta das 15h30, com centenas de figurados prontos, iniciam-se as cerimónias na Igreja Paroquial. Após uma demorada pregação, o figurado começa o “desfile” pela igreja, enquanto o pregador explica o significado de cada uma das figuras na vida de Jesus Cristo.

De seguida, cantam-se os “Misereres” e sai a procissão que irá percorrer as capelinhas da Paixão de Cristo até à Lapa (Calvário). Além do figurado, integra a cruz do penitente, o andor e as bandeiras do Senhor dos Passos, senates e misericórdia (tôla), o pálio, as personalidades representativas da freguesia e do concelho, o grupo coral e a banda de música.

Um dos pontos mais emocionantes da procissão ocorre na Senhora do Encontro com dois momentos de acentuada carga religiosa: o beijo de Nossa Senhora a Jesus Cristo e o cântico de Verónica. A partir daqui, também segue em procissão o andor de Nossa Senhora do Encontro.

Quando a procissão chega à Lapa (Calvário) há um sermão final e ouve-se, de novo, o cântico da Verónica. Depois de um pequeno descanso, regressa-se. Em sinal de luto, as bandeiras já não vêm hasteadas e as pessoas cantam, invocando misericórdia ao senhor. Chegados à Igreja Paroquial, as crianças despem os vestidos, as velas das promessas apagam-se e o sino deixa de tocar. É o fim da procissão. 

BRAGA DÁ A CONHECER CERIMONIAIS DA SEMANA SANTA

‘À Descoberta de Braga’ dá a conhecer a Semana Santa

No âmbito do programa ‘À Descoberta de Braga’, o Município de Braga realiza no próximo dia 8 de Abril, às 10h00, uma visita guiada que pretende dar a conhecer a história dos principais cerimoniais públicos da Semana Santa de Braga.

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Com início marcado para a igreja do Pópulo (ponto de encontro), o percurso conta com algumas etapas nos templos vinculados às Irmandades de Santa Cruz e da Misericórdia.

A visita conta ainda com passagens pelos Congregados, onde se desenvolveu a devoção às Dores de Nossa Senhora, e pela igreja de S. Victor, local onde nasceu a procissão da Senhora das Angústias. Serão igualmente recordados alguns factos e personagens relevantes naquele que é um dos mais celebrados momentos dos Bracarenses.

As inscrições são limitadas, devendo ser efectuadas através do e-mail cultura@cm-braga.pt

BRAGA DIVULGA PROGRAMA DA SEMANA SANTA

CONCERTOS E ESPETÁCULOS

7 abril — sexta-feira

21h30, Igreja do Hospital de São Marcos

Coro e Orquestra da Santa Casa da Misericórdia de Braga

Organização da Santa Casa da Misericórdia de Braga

10 abril — segunda-feira Santa

21h30, Igreja de Santa Cruz

Coro e Orquestra da Universidade do Minho

The armed man. A mass for peace, de Karl Jenkins

Organização da Irmandade de Santa Cruz

11 abril — terça-feira Santa

21h30, Sé Catedral

Coro da Sé do Porto e Filarmonia das Beiras

Stabat Mater Dolorosa, de Shubert

Requiem, de Mozart

Maestro: Tiago Ferreira

Organização da Comissão da Semana Santa

12 abril — quarta-feira Santa, durante a tarde

Animação de rua por um grupo de farricocos de alunos do Agrupamento de Escolas Sá de Miranda, com matracas e instrumentos de percussão tradicionais. Percorrerá as principais ruas do centro histórico de Braga.

Continuam as

EXPOSIÇÕES

3 março a 16 abril

Museu Pio XII

“Uma Mãe junto à Cruz”

Organização do Museu Pio XII

4 março a 16 abril

Museu da Imagem

Exposição de fotografia “Lausperene”

Organização da Câmara Municipal de Braga

16 março a 17 abril

Casa dos Crivos

“As Catorze Obras da Misericórdia”

Organização da Câmara Municipal de Braga e da Santa Casa da Misericórdia de Braga

Patrocínio: Hospital de Braga

17 março a 16 abril

Tesouro-Museu da Sé de Braga (entrada pela rua D. Diogo de Sousa)

“Mater Dolorosa”

Organização do Tesouro-Museu da Sé de Braga

20 março a 16 abril

Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho

“Os Terceiros na Quaresma Bracarense”

Uma iniciativa de: Venerável Ordem Terceira de S. Francisco de Braga, Conselho Cultural da Universidade do Minho e Câmara Municipal de Braga

31 março a 13 abril

Irmandade de Santa Cruz (Largo de Santa Cruz)

“Paixão e Glória – Num Tesouro-Museu de Amor”

Organização da Irmandade de Santa Cruz

31 março a 20 abril

Espaço Galeria da Junta de Freguesia de S. Victor

“Cristo… por amor a nós”, Artigos religiosos

Uma iniciativa da Comissão Organizadora da Procissão da Burrinha

3 a 17 abril

Braga Parque

Exposição de fotografia “Lausperene”

Organização do Braga Parque

3 a 18 abril

Fonte do Ídolo

Exposição de fotografia “A Semana Santa de Braga”

Fotos premiadas da 8ª edição do Concurso de Fotografia (2016)

Organização da Comissão da Semana Santa

CELEBRAÇÕES RELIGIOSAS

7 abril, sexta-feira

19h00, Basílica dos Congregados

Festa de Nossa Senhora das Dores

8 abril, sábado

21h30

Procissão em que se faz a trasladação da imagem do Senhor dos Passos, da Igreja de Santa Cruz para a Igreja do Seminário, percorrendo a Rua do Anjo, Largo de Santiago (onde serão cantados o Miserere e outros motetes), e Largo de S. Paulo.

22h00

Recolhida a procissão, segue-se a Via Sacra, com o povo cantando os «Martírios» e percorrendo, pela sua ordem, as seguintes «estações» ou «calvários», em que estão representados oito dos «passos» de Cristo no seu caminho para o Calvário.

9 abril, domingo de Ramos

11h00, Igreja do Seminário (Largo de S. Paulo)

Bênção e Procissão dos Ramos

Nesta igreja, o Arcebispo procede à solene bênção dos ramos. Em seguida, desfila a Procissão dos Ramos em direção à Catedral, percorrendo a Rua D. Gonçalo Pereira. Qual o seu significado? Cinco dias antes da morte, Jesus, manso e humilde, montado num jumentinho, desceu do Monte das Oliveiras em direção a Jerusalém. O povo saiu-lhe ao encontro, atapetando o caminho com os seus mantos e com ramos de árvores. As crianças e todo o povo aplaudiam-no com entusiasmo: «Hossana ao Filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hossana nas alturas!».

11h30, Sé Catedral

Missa do Domingo de Ramos

As leituras desta Missa, sobretudo a narração da Paixão segundo S. Mateus, colocam diante da assembleia o quadro dos acontecimentos dolorosos de Jesus que irão ser comemorados ao longo da Semana Santa. Convidados a seguir os seus passos, os cristãos sabem que «se sofremos com Ele, também com Ele seremos glorificados» (Rm 8, 17).

17h00, saída da igreja do Seminário

Procissão dos Passos

Organizada pela Irmandade de Santa Cruz.

A solene Procissão dos Passos oferece aos espetadores, em quadros alegóricos e encenação dramática, o mesmo que, na Missa de Ramos foi lido no evangelho da Paixão e recorda-nos que Jesus «sofreu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigamos os seus passos» (1 Pd 2, 21). Nela desfilam as figuras que intervieram no julgamento, condenação e morte de Jesus: soldados, algozes e inimigos; mas também Cireneus amigos, Madalenas arrependidas e piedosas mulheres. O próprio Jesus, o «Senhor dos Passos», levando a cruz às costas, atravessa as ruas da Cidade, como outrora percorreu as de Jerusalém.

Sermão do Encontro, junto à igreja de Santa Cruz

No decurso deste, os ouvintes assistem ao comovente encontro de Jesus com sua Mãe Dolorosa, a «Senhora das Dores».

Integram-se na frente da procissão os guiões das Irmandades dos Passos do Arciprestado de Braga.

ITINERÁRIO

Segue o itinerário dos «Passos» ou «Calvários»: igreja do Seminário > Largo de Paulo Orósio > Rua do Alcaide, Campo de Santiago > Rua do Anjo > Largo Carlos Amarante (contornando-o) > Largo de S. João do Souto > Ruas D. Afonso Henriques > D. Gonçalo Pereira > D. Paio Mendes > Av. S. Miguel-o-Anjo > Arco da Porta Nova > Rua D. Diogo de Sousa > Largo do Paço > Rua do Souto > Largo do Barão de S. Martinho > Rua de S. Marcos > igreja de Santa Cruz

21h00, Basílica dos Congregados

Leitura e comentário das 7 últimas palavras de Jesus

Quarteto de cordas interpreta excerto da oratória de Haydn.

Com tradução em Língua Gestual Portuguesa.

PROCISSÃO

12 abril — Quarta-feira Santa

21h30, sai da igreja de S. Victor

Cortejo bíblico «Vós sereis o meu povo»

(Procissão de Nossa Senhora da «burrinha»)

Organizada pela Paróquia e pela Junta de Freguesia de S. Victor

Organizado, desde 1998, pela Paróquia e pela Junta de Freguesia de S. Victor, este eloquente cortejo apresenta a pré-história do Mistério Pascal de Jesus que a Igreja celebra nos dias seguintes. Desde o chamamento de Abraão, passando pela era dos Patriarcas, pela escravidão no Egipto e gesta libertadora de Moisés (prefiguração de Cristo), até à infância de Jesus, incluindo a sua fuga para aquele país com José e Maria com o Menino montada numa burrinha, desfilam, em sucessão cronológica e em verdadeira catequese viva, profetas, reis, figuras eminentes, símbolos e quadros bíblicos do Antigo Testamento. No essencial, assim é figurada a Aliança de Deus com o seu povo — «Vós sereis o meu povo» — e prefigurada a Nova Aliança que será selada com o sangue de Cristo.

ITINERÁRIO

Segue o itinerário dos «Passos» ou «Calvários»: igreja de S. Victor > Largo da Senhora-a-Branca > Avenida Central (lado norte) > Largo de S. Francisco > Rua dos Capelistas > Jardim de Santa Bárbara > Rua do Souto > Largo do Barão de S. Martinho > Avenida Central (lado sul) > Largo da Senhora-a-Branca > igreja de S. Victor

Mais informação e sempre atualizada no sítio oficial www.semanasantabraga.com.

PONTE DA BARCA RECRIA "A MUI DOLOROSA PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO"

Cerca de uma centena de pessoas contracenam nos cinco palcos onde se desenrola a ação

A Mui Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo vai ser recriada no próximo dia 13 de abril, Quinta-feira Santa, pelas 21h30, junto ao Mosteiro da Freguesia de Bravães, onde durante cerca de duas horas, decorre a representação do último dia de Jesus na Terra. O texto será entrosado do Auto da Paixão, da edição de 1820, o Poema de Guerra Junqueiro 'A Caridade e a Justiça'. Para além de ser teatro de cariz religioso, destaca-se o espectáculo de luz e som e o riquíssimo guarda-roupa.

Entre atores e figurantes, subirão ao palco cerca de uma centena de pessoas, que vivendo já, pelo coração, a paixão da Paixão, tornarão mágica a noite que Bravães oferecerá a todos os visitantes e espectadores.

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TERRAS DE BOURO EXPÕE FOTOGRAFIAS SOBRE A SEMANA SANTA DE BRAGA

Exposição sobre Solenidades da Semana Santa de Braga

O Município de Terras de Bouro e a Junta de Freguesia de S. Vítor de Braga irão promover uma exposição de fotografias da autoria do fotojornalista do “Correio do Minho”, Flávio Freitas, cujo mote é “Luzes e Cores – Procissão da Burrinha” e onde são retratadas as várias atividades que decorrem durante a Semana Santa na cidade de Braga.

A referida mostra, que será inaugurada a 7 de abril, pelas 11 horas, irá estar patente no edifício da Câmara Municipal de Terras de Bouro e no Museu da Geira, do Núcleo Museológico de Campo do Gerês, entre os dias 7 e 30 de abril, no horário normal de funcionamento dos serviços.

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CASA DE ARCOS DE VALDEVEZ EM LISBOA CELEBRA A PASCOELA

Quebrando uma tradição de longos anos, este ano não haverá a visita Pascal no Domingo, na Sede Social da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez.

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A comunidade arcuense radicada na região de Lisboa celebrará a Pascoela, no dia 23 de Abril, nas suas instalações em Marvila.

A cerimónia ocorrerá às 15 horas, mantendo a tradição das nossas aldeias onde será dada a cruz a beijar e não vão faltar os doces e o vinho fino após a saída da Cruz. E, como não podia deixar de acontecer, as concertinas vão alegrar a Festa de Cristo Ressuscitado.

Foto: Notícias dos Arcos

BOIS DA PÁSCOA DESFILAM EM ARCOS DE VALDEVEZ

Milhares de pessoas no desfile dos Bois da Páscoa em Arcos de Valdevez. Tradição Pascal conta já com mais de 7 décadas.

O passado domingo foi de festa em Arcos de Valdevez com o tradicional desfile dos Bois da Páscoa, o qual deu o arranque às comemorações da época Pascal no concelho.

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Milhares de pessoas juntaram-se ao longo da Avenida Recontro de Valdevez para assistir a este cortejo, composto por 34 bois das raças minhota e barrosã, alguns também cachenos e ainda 20 vacas cachenas cangadas à moda antiga, num desfile que contou também com a participação de figurantes vestidos à época, com os trajes regionais.

Os animais que este ano desfilaram estiveram em exposição, no parque da Ponte Nova, sendo que depois foram engalanados a preceito para participarem no desfile, que também foi acompanhado por vários ranchos folclóricos do concelho, trajados a rigor, recriando um ambiente de festa.

De referir, que manda a tradição que os animais que desfilam, comprados pelos talhos do concelho, sejam abatidos antes da Páscoa para que a sua carne seja consumida durante os festejos da época Pascal.

O presidente da Câmara Municipal, João Esteves adiantou que este desfile é de grande importância na promoção do concelho. Ele repesca uma tradição antiga e cria dinâmica económica em volta da restauração, hotelaria e comércio.

Por outro lado, através deste evento “mostramos aquilo que temos no mundo rural, o qual está vivo e dinâmico, onde a agricultura tem um papel relevante nos rendimentos de muitas famílias, e mostramos às gerações mais novas que a agricultura é um setor onde poderão encontrar oportunidades”, referiu.

Com mais de sete décadas, esta tradição pascal nasceu por iniciativa dos proprietários de talhos estabelecidos na sede do concelho, para darem a conhecer os bovinos que seriam abatidos por altura da Páscoa.

A iniciativa foi organizada pela Câmara de Arcos de Valdevez, em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, a Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, a ARDAL e vários talhos e produtores do concelho.

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BOIS DA PÁSCOA DESFILAM EM ARCOS DE VALDEVEZ

Arcos de Valdevez. Desfile dos Bois da Páscoa – 2 de Abril às 15h00

O desfile dos Bois da Páscoa sai à rua no próximo dia 2 de Abril. Neste cortejo, 20 vacas cachenas cangadas à moda antiga irão juntar-se a 34 bois das raças minhota e barrosã e alguns também cachenos, num desfile que atravessará a principal artéria da Vila numa tradição pascal com mais de sete décadas.

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O desfile conta ainda com a participação de figurantes, vestidos à moda antiga, com os trajes regionais.

Com mais de sete décadas, a tradição nasceu por iniciativa dos proprietários de talhos estabelecidos na sede do concelho, para darem a conhecer os bovinos que seriam abatidos por altura da Páscoa.

Os animais que este ano vão desfilar vão estar em exposição, a partir das 10h30, no parque da Ponte Nova, sendo que depois são engalanados a preceito para participar no desfile dos bois da Páscoa que começa às 15h00 e que será acompanhado por vários ranchos folclóricos do concelho, trajados a rigor, recriando um ambiente de festa.

Todos os anos milhares de pessoas distribuem-se pela avenida principal da vila para assistir ao desfile, e, manda a tradição que os animais que desfilam, comprados pelos talhos do concelho, sejam abatidos antes da Páscoa para que a sua carne seja consumida durante os festejos da época Pascal.

A animação também faz parte do programa e irá ser garantida com a atuação de rusgas, a tradicional roda da concertina e no fim, há boi de raça cachena, assado no espeto, para todos quantos se queiram deliciar com esta carne.

Esta é mais uma forma de divulgar o património cultural e de dinamizar a economia local, desde os produtores, ao comércio, à restauração e hotelaria.

A iniciativa é organizada pela Câmara de Arcos de Valdevez, em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, a Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, a ARDAL e vários talhos e produtores do concelho.

Estamos perto! A uma hora do Porto e Vigo e meia hora de Braga.

Venha a Arcos de Valdevez conhecer as nossas tradições, a nossa gastronomia e apreciar as belas paisagens de um concelho situado em pleno Parque Nacional da Peneda Gerês, Reserva Mundial da Biosfera, declarada pela UNESCO.

BOIS DA PÁSCOA DESFILAM EM ARCOS DE VALDEVEZ

O Município de Arcos de Valdevez vai realizar em parceria com a Associação Comercial e Industrial de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, Ardal e Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca, o “Desfile de Bois da Páscoa” - Edição 2017, a decorrer no próximo dia 02 de Abril, Domingo, entre o Parque de Estacionamento da Ponte Nova e o Campo do Trasladário.

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BOIS DA PÁSCOA DESFILAM EM ARCOS DE VALDEVEZ

Desfile dos bois da Páscoa sai à rua a 2 de Abril

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, em parceria com a ARDAL, a Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca e a ACIAB, irá realizar no dia 2 de abril, domingo, pelas 15h00, o Desfile dos Bois da Páscoa.

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Este evento trata-se de uma tradição secular com o intuito de dar a conhecer e promover os usos e costumes enraizados no concelho de Arcos de Valdevez há longos anos.

Durante a tarde, dezenas de exemplares bovinos desfilarão, enfeitados, pela avenida principal de Arcos de Valdevez onde serão apresentados os melhores exemplares da raça, propriedade dos talhos aderentes.

O Desfile dos Bois da Páscoa é uma velha tradição à qual o Município de Arcos de Valdevez e os parceiros dão continuidade. Esta iniciativa vem no seguimento da política adotada para dinamizar o movimento associativo do concelho, assim como o tecido empresarial e a economia local, recuperando antigos costumes.

A concentração inicia-se pelas 10h30, onde será possível apreciar estes belos exemplares bovinos, e o desfile realizar-se-á, pelas principais artérias da vila de Arcos de Valdevez, às 15h00.

Com esta iniciativa, pretende-se atrair visitantes a Arcos de Valdevez, dando-lhes a conhecer um vasto e característico património cultural e permitir também a dinamização do tecido empresarial local ao nível do alojamento, restauração e comércio.

BOMBOS "OS MARIAS" A RUFAR HÁ DOIS ANOS EM PÓVOA DE LANHOSO!

"Os Marias", grupo de bombos, completaram o segundo aniversário

O grupo de bombos “Os Marias” encontra-se a celebrar dois anos de existência. Foi no ano de 2014 que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, através do Pelouro da Cultura, decidiu apostar na percussão tradicional portuguesa, de modo a continuar a promover as nossas tradições.

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"O Município orgulha-se por o grupo de percussão Os Marias completar o segundo aniversário. Passo a passo, o grupo foi evoluindo até ao estado atual, sendo um conjunto heterogéneo. O percurso, até este momento, foi árduo, mas o resultado é extremamente positivo", salienta o Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues.

Apesar do pouco tempo de existência, o grupo arrecadou no ano passado o prémio de “Melhor Grupo” no 1º Encontro de Bombos 460 Vimieiro e foi ainda considerado o “Grupo mais grupo” pela coesão e espírito de equipa demonstrados. Este ano, o grupo irá organizar o 1º Encontro de Percussão “Maria da Fonte”, no âmbito das comemorações do 25 de Abril.

Depois de terem participado no Cortejo Histórico e Etnográfico de S. Joseé, preparam a próxima atuação, já no dia 18 de março, na Arruada de Bombos, que começa pelas 21h00, na Praça Eng. Armando Rodrigues, na Vila Povoense, no âmbito das Festas de S. José.

Em novembro de 2014, o Theatro Club da Póvoa de Lanhoso, em parceria com a Sond’Art, iniciou um percurso de formação nesta área. Começar algo novo nem sempre é fácil e o início fez-se com apenas cinco elementos. Mas logo o grupo começou a compor-se e fez a sua estreia pública no carnaval de 2015 e atuou, por exemplo, nas comemorações do Dia do Concelho, a 25 de setembro de 2015. Hoje, passados pouco mais de dois anos da sua constituição, conta com 25 elementos, dos 9 aos 70 anos, sempre prontos para levar ritmo, cor e alegria por onde passam.

Os ensaios são todas as quartas-feiras, entre as 19h00 e as 21h00, nas instalações da EB 2,3 Prof. Gonçalo Sampaio, na Vila da Póvoa de Lanhoso. A Coordenadora é a diretora artística do Theatro Club, Maíra Ribeiro.

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BRASILEIROS LEVAM CAPOEIRA AO FOLKLOURES’17

A Associação Tira-me da Rua (ATR) vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Constituído por brasileiros radicados em Portugal, a Associação Tira-me da Rua (ATR) é quiçá o mais representativo grupo musical a preservar e divulgar uma das mais apreciadas manifestações da cultura tradicional do povo brasileiro – a capoeira!

A capoeira constitui um misto de dança, arte marcial, desporto, música e cultura popular. As suas origens são remotas, calculando-se que tal tradição tenha origem em rituais iniciáticos dos povos do sul de Angola. Em resultado da colonização portuguesa, a capoeira terá a partir do século XVII sido levada para o Brasil onde foi desenvolvida por descendentes de escravos africanos.

Ao som rítmico dos berimbaus, a Associação Tira-me da Rua (ATR) vai mostrar como se canta, dança e luta a capoeira, oferecendo m espectáculo que certamente vai agradar ao público que vai afluir ao FolkLoures’17, incluindo a numerosa comunidade brasileira radicada na região de Lisboa.

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Além da Associação Tira-me da Rua (ATR), a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do grupo de folclore da Associatia Miorita Portugalia em representação da comunidade moldava radicada no nosso país, Grupo de Danças e Cantares da Madeira, Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo, do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral e ainda com representações da Estremadura que divulgaremos oportunamente, para além do anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

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MINHOTOS EM OEIRAS REALIZAM ENCONTRO DE TRADIÇÕES

A localidade da Ribeira da Lage, no concelho de Oeiras, foi hoje palco do I Encontro de Tradições, numa iniciativa organizada pelo Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage – Oeiras e que contou com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras e da Junta de Freguesia de Porto Salvo.

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A iniciativa teve lugar no Centro Cultural da Ribeira da Lage e atraiu largas centenas de pessoas que, durante toda a tarde, puderam assistir à reconstituição de diversos quadros etnográficos como a debulha do milho e a realização de uma procissão religiosa. Com os bombos abrindo caminho ao andor de Nossa Senhora da Conceição.

O eventou contou com a participação do Rancho Folclório de São João Batista de Cavez – Cabeceiras de Basto, o Rancho Folclórico Alegria do Minho – Assorpim, da Amadora, o Rancho Folclórico de Vila Facaia – Leiria e o Rancho Folclórico Cultural Danças e Cantares da Região do Forninho – Palmela, além naturalmente do anfitrião Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage – Oeiras que, de dia para dia, tem vindo a surpreender com as sucessivas melhorias na sua forma de se apresentar e no arrojo das iniciativas que organiza.

O numeroso público que afluiu à Ribeira da Lage viveu hoje uma jornada de cultura popular tradicional num ambiente fraterno, rodeado da simpatia e alegria que muito bem caracteriza as gentes do Minho.

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BRACARENSES LÊEM "TESTAMENTO DO LIBÓRIO"

Mais de 4 centenas de foliões, garantiram o ritual carnavalesco da noite de 'Segunda-feira Gorda'.

Mesmo não contando com a ajuda de S. Pedro, debaixo de uma chuva 'molha tolos', neste caso, 'molha foliões', à hora prevista, o 'Desfile/Corrida do Entrudo - Olha o Home, lá bai o Home...', saía da Av. Artur Soares (Palhotas), junto à sede da Rusga. Como em edições anteriores, contamos com a participação de algumas associações parceiras repetentes, nomeadamente: Agrup. XIX, do C.N.E. (Escutismo Católico) de S. Vicente, o Patronato Nª Sª da Luz, também da freguesia, alunos e pais das escolas sedeadas no território vicentino e não só, a associação 'Bravos da Boa Luz', os ateletas do "Braga a Correr", a Ronda Típica da Meadela, Viana do Castelo,  entre outras. Como novidade/estreia, a edição deste ano contou com a participação do Grupo de Percussão da ARCUM os "Bomboémia".

Correspondendo ao repto lançado, todos os foliões compareceram devidamente mascarados, fazendo-se acompanhar de objetos ruidosos, como: gaitas bombos caixas, apitos, buzinas, chucalhos, etc, etc,.

Após a leitura do Testamento e consequente 'Queima do Entrudo', o ritual das carnes verdes voltou a repetir-se.

“Cada terra tem seu uso, cada roca tem seu fuso”

Após a leitura do Testamento, em plena Av. Central da nossa Augusta cidade, agora, dos arcebispos também, procedeu-se a queima do Entrudo - “O Home”, no adro da igreja de São Vicente. Seguiu-se, o 'ritual das carnes verdes', inerente a esta tradição carnavalesca. Assim, todos os foliões participantes na Corrida/Desfile do Entrudo - tal como mandava a tradição -, foram recompensados, com a degustação das carnes de porco, nomeadamente a orelheira e enchidos, acompanhadas com broa de milho caseira e o vinho verde da região.

Numa 'avaliação a quente', o que podemos inferir é que, a tradição tem garantias de continuidade, já que os mais jovens, sejam eles da Rusga, ou de outras associações e/ou instituições, e, ainda, o envolvimento dos pais, que fazem questão de trazer os seus filhos mais novos, para manter viva a tradição.

Nesta perspetiva, a Rusga enquanto associação promotora da iniciativa, está convicta de que, os fins últimos da retoma desta tradição carnavalesca estão garantidos. Assim, os objetivos iniciais desta reposição, como: Salvaguardar, preservar e promover o(s) legado(s) cultural(ais) herdado(s) - património material e imaterial inerentes -, ao nível das tradições e /ou manifestações etnológicas e etnográficas locais, estão consolidados e afirmados.

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Testamento do Libório 2017

Olha o Home, Olha o Home,

Com a geringonça toda a gente come!?

CARLOS – Boa noite meus senhores, más notícias lhes vou dar: - Morreu o Libório Caturra e, o seu testamento vou divulgar.

JOÃO – Morreu o Libório Caturra, filho por engano da Balbina Pinga e do Zeca Bêbado. Sendo natural da Rua das Palhotas, deixa saudades a todos os palhoteiros e irmãos vicentinos.

CARLOS - Pobre do Libório, morreu seco e tísico e poucos são os haveres para distribuir por tanto guloso. Mas generoso como era, a todos vai deixar qualquer coisinha.

JOÃO – Morreu o Libório! Finou-se… Está a fazer tijolo! Bateu a bota, esticou o pernil! E, que Deus o tenha muitos anos sem nós.

Olha o Home, Olha o Home,

Com a geringonça toda a gente come!?

CARLOS – Foi um ano difícil para o nosso LIBÓRIO. A geringonça custou a arrancar. Agora que embalou, será que é para ficar?

JOÃO – A olear a geringonça, o Marcelo vai ajudando, e assim o nosso Portugal lá vai avançando…!

CARLOS – Cá pelo burgo bracarense, pouca cousa aconteceu. Na gaveta ficou, tudo aquilo que se prometeu… Foi um ai, que se lhe deu…

JOÃO – Vitor de Sousa e a TUB, é caso mal parado, toda esta confusão por causa do autocarro.

CARLOS – As vias pedonais, continuam muito bem frequentadas. Por … automóveis.

JOÃO – Lá p’rós lados do Picoto, virado a Guimarães, a coisa ficou linda de morrer, com o ginásio para cães.

CARLOS – Na Polícia Municipal, reina a anarquia. A insubordinação é tal, que ainda está sem chefia.

JOÃO – A presidência municipal anda em estado de graça; como ‘Deus’ votou nela, foi a Roma agradecer na Praça.

CARLOS – E cá por Braga ninguém se espanta; O presidente foi a Roma convidar o Papa, para vir à noite Branca.

JOÃO – Ilustre Presidente, Dr. Ricardo Rio; de Braga ao Vaticano…!, - Será que vai ficar PIO?

CARLOS – Sem pio ficou o povo, ao receber o lembrete: - 75 mil Euros, só pra arranjar 1 gabinete?

JOÃO – E no Ambiente de Braga a polémica está instalada; árvore que pareça podre, é p’ra ser arrancada!

CARLOS – As medalhas de mérito, deram muito que falar: - Qual terá sido o critério, para a da Rusga de S. Vicente faltar?

JOÃO – 50 anos de idade, não são fáceis de atingir. Essa tal medalhinha, era mesmo de atribuir!

Olha o Home, Olha o Home,

Com a geringonça toda a gente come!?

CARLOS – O Sporting Clube de Braga; despediu o Peseiro, mas continua afastado, muito longe do primeiro.

JOÃO – Bem depressa o Salvador, foi buscar o Simão. Será que vai ter força p’ra empurrar o camião?

CARLOS – Os ‘TUC TUC’ chegaram a Braga; em onda de euforia; e transportam toda a gente, da Estação ao Bairro da Alegria.

JOÃO – No tempo do ‘Baixinho’, eram só centros comerciais; Agora com o Rio, é só superfícies continentais, se o caso não fosse tão grave, dava para rir (Eh, eh, ehhhhh).

CARLOS – Mudam-se os tempos e os protagonistas, mas, continuam as mesmas vontades.

JOÃO – Mas Siga a Rusga, Siga a Rusga, que a vida não é só S. João. O Libório morreu, por alguma razão!.

CARLOS – Meus caros concidadãos e concidadonas, continuo a deixar-vos um país nas lonas.

JOÃO – O Libório perdeu o seu pé-de-meia quando foi aquilo do BES. Depois foi o BANIF, agora é a Caixa e, ninguém vai para a prisão. Em vez disso, mais uma vez paga o cidadão.

CARLOS – E lá p’rós Estados Unidos, foi-se o presidente bacana. Está lá agora uma cenoura, que é mais uma banana.

JOÃO – Com Guterres nas Nações Unidas; aquilo é que vai ser bonito. O Putin e o Trump aos beijinhos, e, o povo da europa aflito.

Olha o Home, Olha o Home,

Com a geringonça toda a gente come!?

JOÃO – Mas passemos à leitura do testamento do finado, para que este possa descansar em paz até ao próximo ano.

CARLOS – Ao nosso 1º Ministro Costa, de ascendência indiana, deixo-lhe umas notas soltas, para melhor tocar na RANA.

JOÃO – À organização das Festas de S. João; deixo a minha máquina de calcular. Para apurar com precisão, quanta gente vem foliar.

CARLOS – Ao presidente da Associação de Festas de S. João, deixo-lhe a minha Porca Bisara, para juntar ao Porco Preto, e haver mais criação.

JOÃO – Aos demais elementos festeiros, das Festas da Cidade, deixo-lhes um saco de sarapilheira, para meter o pouco saber, a falta de humildade e as muitas trapaceiras.    

CARLOS – Aos ESSES que por aí continuam a actuar; deixo um mapa da Coreia do Norte, para irem multar os mísseis que por lá andam a passear.

JOÃO – Ao Dr. Domingos Alves, da junta de freguesia; deixo as minhas estantes, para colocar mais livros e poesia.

CARLOS – Ao Juiz da Irmandade; que S. Vicente quer abrigar, deixo a minha reforma, p’ró telhado da igreja consertar.

JOÃO – Ao José Ribeiro Pinto, Home de muitos ofícios; deixo as minhas ceroilas, para aliviar os sacrifícios.

Olha o Home, Olha o Home,

Com a geringonça toda a gente come!?

CARLOS – À juventude rusgueira; deixo o meu agradecimento. É uma malta à maneira. Não deixa a cultura popular cair no esquecimento.

JOÃO – Vou deixar às 3 Sãozinhas; as minhas 4 galinhas. Para que possam fazer, as suas gostosas papinhas.

CARLOS – À junta de freguesia de S. Vicente, vou deixar neste entrudo; Um pedido no Bom Jesus, para emprestar o canudo. Para ver melhor o ‘subcílio’, que dá à Rusga.

JOÃO – Para a malta da tocata, que anima em todos os eventos; Deixo o meu gravador, para não se enganar nos melhores momentos.

CARLOS - Ao Celestino Reis, o nosso mais recente tocador de cavaquinho. Deixo-lhe três malgas de verde, p’ra cantar mais fininho.

JOÃO – Para que não falte a imaginação; ao Adão caricaturista. Deixo o meu garrafão, pois ele é um grande artista.

CARLOS – Ao João Macedo; que diz que não sabe dançar. Deixo as minhas chanatas, p’ra começar a treinar.

JOÃO – Ao Carlitos e ao Carlão; deixo-lhe as peles dos meus foles. P’ra fazer um ‘big’ timbalão.

CARLOS – Para a nova Vice-Presidente; deixo-lhe um projetor multimédia último grito. Mais três chávenas de chã e, umas rações de cabrito.

JOÃO – Ao Romeu e sua Julieta Andreia; deixo-lhes uma caixinha cheia de surpresas. Mas cuidado, não façam caras feias!...

CARLOS – Às irmãs de S. Vicente; que estão sempre a rezar. Deixo as minhas velinhas, para voltar a mercar.

JOÃO – Ao Chanceler João Paulo, Pároco da nossa freguesia, para melhor ler a pregação; Deixo-lhe o meu ‘AIPODE’, último grito, para colocar no ambão.

CARLOS – Aos jornais e rádios cá do burgo, volto a reforçar o meu pedido; Continuem a contar mesmo tudo, o que por cá tem acontecido.

JOÃO – Aos políticos em geral - aos de cá e aos de fora -, a todos quero dizer: - Com o Libório Caturra, antes quebrar que torcer.

CARLOS – Ao Cavaco Silva que já se reformou; deixo pastilhas para as azias. Provocadas pelo livro, “Quinta-feira e outros dias” – (Queixinhas…!)

Olha o Home, Olha o Home,

Com a geringonça toda a gente come!?

JOÃO – Ao meu S.C. de Braga, clube do meu coração; Deixo o meu profundo desejo, um dia ser campeão.

CARLOS – E ao presidente do Braga, que só pensa no cifrão; Deixo as minhas sapatilhas, para treinar com o Simão.

JOÃO – Ao Zé Manel Carneiro, que agora virou ‘MECU’; Muito versado no trajar, deixo um lenço franjeiro, para a Isolina usar.

CARLOS – Aos novos elementos dos Corpos Gerentes da Rusga; na governança há 2 dias. Deixo o meu gato Tareco e, os ‘Caniches’ das Tias.

JOÃO – A minha medalhinha, dou à Rusga com vontade. Não é igual à da câmara, mas é dada com verdade.

JOÃO – Ao João de Vila Verde, tocador polivalente; Deixo o meu Lá-Mi-Ré, para afinar toda a gente.

CARLOS – Às manas de Bouro Santa Maria; cantadeiras a valer. Vou-lhes deixar dois cães polícias, para as mansões delas proteger.

 JOÃO – À Idalina cantadeira, mulher de porte substancial. Oferece-lhe uma capa e sombrinha, assim ficará magistral.

CARLOS – À nossa Sameirinha, e demais meninas que tratam do nosso trajar. Deixo-lhes um anti-traça aromático, para os bichinhos matar.

 JOÃO – Ao Departamento de Comunicação e Imagem, da Rusga de São Vicente. Deixo uma câmara panorâmica, para captar toda a gente.

CARLOS – Às meninas do Facebook, da Rusga de S. Vicente. Deixo as minhas memórias, para divulgar por toda a gente.

JOÃO – Para o casalinho Ventoso, que anda sempre no arejo. Deixo uma mãozinha de cera, para coçar o queijo.

CARLOS – Para o Mário Carcamano, que anda sempre nicado. Deixo umas luvas de pano, para quando ficar entalado.

JOÃO – Para o grupo da Corredoura, antes que me ponham a arder. Deixo a minha vassoura, p’ro terreiro de S. Torcato varrer.

CARLOS – P’ra Ronda da Meadela, amigos da tradição. Deixo a minha tigela e, eles trazem o garrafão.

JOÃO – Para que os bombos da boémia, continuem a rufar. Deixo as minhas cuecas, para quando forem sambar (Ah,ah,ahhh).

Olha o Home, Olha o Home,

Com a geringonça toda a gente come!?

CARLOS – Às meninas do samba, deixo as penas das galinhas. Para que possam fazer, umas belas touquinhas.

 JOÃO – E ao pessoal do Samba, que veio participar. Deixo o meu agradecimento, e p’ró ano é para continuar.

CARLOS – Para eles não ficarem tristes, aos meninos da bateria, vou deixar as minhas peles em agua fria. Depois de bem esticadas, irão tocar com mais energia. (Eh, eh, ehhhhhh).

JOÃO – Aos atletas do “Braga a Correr”, não pensem que me esqueci de vocês. Como diz o nosso povo: “Os últimos serão os primeiros, e, os primeiros os últimos”.

 CARLOS – Para vós caras e caros amigos das correrias, deixo-vos cremes massajadores para todos os gostos. Leite de cabra, mel silvestre e Banha dunto. Se de outras massagens precisarem, não liguem ao ‘Libório Caturra’, consultem outro massagista defunto.

JOÃO – Aos Bravos da Boa Luz, e, esta é para terminar. Deixo as minhas lanternas, p’ró Santo António enfeitar.

CARLOS – E a todos os presentes, sem exceção, lembro-vos que não vos deixo dívidas. Mas antes, a minha carteira vazia. Já que morro tísico, que nem um cão.

JOÃO – Este testamento foi revisto e aprovado pelo tribunal Constitucional. É carnaval e ninguém leva a mal!

 CARLOS – Há 12 anos que arde o Home e, nunca ninguém passou fome. Vamos p’ra S. Vicente e queimámos o Home à vossa frente.

JOÃO – Agora que está lido o Testamento do Libório, vamos até ao adro de S. Vicente, ligamos o Cromatório, bebemos uma pinga e, comemos chouriço quente.

FIM

São Vicente de Braga, 27 de Fevereiro de 2017

O Testador: LIBÓRIO CATURRA

Os testamenteiros:

- Dona Rosita Fina Penugem e,

- Sr. Laranjo Casca Grossa

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RUSGA DE S. VICENTE DE BRAGA LÊ "TESTAMENTO DO LIBÓRIO"

Registada e identificada que está a origem do problema informático, causadora da gravíssima 'entropia no canal' - à qual somos alheios -, mercê quiçá, da quantidade e qualidade de informação 'altamente sigilosa', naquele vertida.

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'Libório Caturra', fechou a  7 chaves a redação final do seu testamento

Libório, o testamentário - personagem incontornável destes rituais carnavalescos -, guardou a  7 chaves, a última redação do testamento. Os seus parcos teres e haveres, foram doados por elementos do Grupo, distintas personalidades, nacionais e internacionais, políticos da nossa urbe, instituições, associações e afins…

Leia atentamente o 'Testamento' em anexo, para saber se lhe tocou qualquer coisinha. Como diz o nosso povo: 'Mais vale pouco que nada'.

Ritual das carnes verdes voltou a repetir-se. após a queima do Entrudo

“Cada terra tem seu uso, cada roca tem seu fuso”
Após a leitura do Testamento, em plena Av. Central desta Augusta cidade, agora, dos arcebispos também, procedeu-se a queima do Entrudo - “O Home”, no adro da igreja de São Vicente. Seguiu-se, o 'ritual das carnes verdes', inerente a esta tradição carnavalesca. Assim, todos os foliões participantes na Corrida/Desfile do Entrudo - tal como mandava a tradição -, foram recompensados, com a degustação das carnes de porco, nomeadamente a orelheira e enchidos, acompanhadas com broa de milho caseira e o vinho verde da região.

OBJETIVOS finais da retoma da iniciativa: - Salvaguardar, preservar e promover o(s) legado(s) cultural(ais) herdado(s) - património material e imaterial inerentes -, ao nível das tradições e /ou manifestações etnológicas e etnográficas locais.

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Testamento do Libório 2017

Olha o Home, Olha o Home, Com a geringonça toda a gente come!? CARLOS – Boa noite meus senhores, más notícias lhes vou dar: - Morreu o Libório Caturra e, o seu testamento vou divulgar.

JOÃO – Morreu o Libório Caturra, filho por engano da Balbina Pinga e do Zeca Bêbado. Sendo natural da Rua das Palhotas, deixa saudades a todos os palhoteiros e irmãos vicentinos.

CARLOS - Pobre do Libório, morreu seco e tísico e poucos são os haveres para distribuir por tanto guloso. Mas generoso como era, a todos vai deixar qualquer coisinha.

JOÃO – Morreu o Libório! Finou-se… Está a fazer tijolo! Bateu a bota, esticou o pernil! E, que Deus o tenha muitos anos sem nós.

Olha o Home, Olha o Home, Com a geringonça toda a gente come!? CARLOS – Foi um ano difícil para o nosso LIBÓRIO. A geringonça custou a arrancar. Agora que embalou, será que é para ficar?

JOÃO – A olear a geringonça, o Marcelo vai ajudando, e assim o nosso Portugal lá vai avançando…! CARLOS – Cá pelo burgo bracarense, pouca cousa aconteceu. Na gaveta ficou, tudo aquilo que se prometeu… Foi um ai, que se lhe deu…

JOÃO – Vitor de Sousa e a TUB, é caso mal parado, toda esta confusão por causa do autocarro.

CARLOS – As vias pedonais, continuam muito bem frequentadas. Por … automóveis.

JOÃO – Lá p’rós lados do Picoto, virado a Guimarães, a coisa ficou linda de morrer, com o ginásio para cães.

CARLOS – Na Polícia Municipal, reina a anarquia. A insubordinação é tal, que ainda está sem chefia.

JOÃO – A presidência municipal anda em estado de graça; como ‘Deus’ votou nela, foi a Roma agradecer na Praça.

CARLOS – E cá por Braga ninguém se espanta; O presidente foi a Roma convidar o Papa, para vir à noite Branca.

JOÃO – Ilustre Presidente, Dr. Ricardo Rio; de Braga ao Vaticano…!, - Será que vai ficar PIO?

CARLOS – Sem pio ficou o povo, ao receber o lembrete: - 75 mil Euros, só pra arranjar 1 gabinete? 

JOÃO – E no Ambiente de Braga a polémica está instalada; árvore que pareça podre, é p’ra ser arrancada!

CARLOS – As medalhas de mérito, deram muito que falar: - Qual terá sido o critério, para a da Rusga de S. Vicente faltar?

JOÃO – 50 anos de idade, não são fáceis de atingir. Essa tal medalhinha, era mesmo de atribuir!

Olha o Home, Olha o Home, Com a geringonça toda a gente come!? CARLOS – O Sporting Clube de Braga; despediu o Peseiro, mas continua afastado, muito longe do primeiro. 

JOÃO – Bem depressa o Salvador, foi buscar o Simão. Será que vai ter força p’ra empurrar o camião?

CARLOS – Os ‘TUC TUC’ chegaram a Braga; em onda de euforia; e transportam toda a gente, da Estação ao Bairro da Alegria.

JOÃO – No tempo do ‘Baixinho’, eram só centros comerciais; Agora com o Rio, é só superfícies continentais, se o caso não fosse tão grave, dava para rir (Eh, eh, ehhhhh).

CARLOS – Mudam-se os tempos e os protagonistas, mas, continuam as mesmas vontades.

JOÃO – Mas Siga a Rusga, Siga a Rusga, que a vida não é só S. João. O Libório morreu, por alguma razão!.

CARLOS – Meus caros concidadãos e concidadonas, continuo a deixar-vos um país nas lonas.

JOÃO – O Libório perdeu o seu pé-de-meia quando foi aquilo do BES. Depois foi o BANIF, agora é a Caixa e, ninguém vai para a prisão. Em vez disso, mais uma vez paga o cidadão. 

CARLOS – E lá p’rós Estados Unidos, foi-se o presidente bacana. Está lá agora uma cenoura, que é mais uma banana.

JOÃO – Com Guterres nas Nações Unidas; aquilo é que vai ser bonito. O Putin e o Trump aos beijinhos, e, o povo da europa aflito.

Olha o Home, Olha o Home, Com a geringonça toda a gente come!? JOÃO – Mas passemos à leitura do testamento do finado, para que este possa descansar em paz até ao próximo ano.

CARLOS – Ao nosso 1º Ministro Costa, de ascendência indiana, deixo-lhe umas notas soltas, para melhor tocar na RANA.

JOÃO – À organização das Festas de S. João; deixo a minha máquina de calcular. Para apurar com precisão, quanta gente vem foliar.

CARLOS – Ao presidente da Associação de Festas de S. João, deixo-lhe a minha Porca Bisara, para juntar ao Porco Preto, e haver mais criação.

JOÃO – Aos demais elementos festeiros, das Festas da Cidade, deixo-lhes um saco de sarapilheira, para meter o pouco saber, a falta de humildade e as muitas trapaceiras.    

CARLOS – Aos ESSES que por aí continuam a actuar; deixo um mapa da Coreia do Norte, para irem multar os mísseis que por lá andam a passear.

JOÃO – Ao Dr. Domingos Alves, da junta de freguesia; deixo as minhas estantes, para colocar mais livros e poesia.

CARLOS – Ao Juiz da Irmandade; que S. Vicente quer abrigar, deixo a minha reforma, p’ró telhado da igreja consertar.

JOÃO – Ao José Ribeiro Pinto, Home de muitos ofícios; deixo as minhas ceroilas, para aliviar os sacrifícios.

Olha o Home, Olha o Home, Com a geringonça toda a gente come!? CARLOS – À juventude rusgueira; deixo o meu agradecimento. É uma malta à maneira. Não deixa a cultura popular cair no esquecimento.

JOÃO – Vou deixar às 3 Sãozinhas; as minhas 4 galinhas. Para que possam fazer, as suas gostosas papinhas.

CARLOS – À junta de freguesia de S. Vicente, vou deixar neste entrudo; Um pedido no Bom Jesus, para emprestar o canudo. Para ver melhor o ‘subcílio’, que dá à Rusga. JOÃO – Para a malta da tocata, que anima em todos os eventos; Deixo o meu gravador, para não se enganar nos melhores momentos.

CARLOS - Ao Celestino Reis, o nosso mais recente tocador de cavaquinho. Deixo-lhe três malgas de verde, p’ra cantar mais fininho.

JOÃO – Para que não falte a imaginação; ao Adão caricaturista. Deixo o meu garrafão, pois ele é um grande artista.

CARLOS – Ao João Macedo; que diz que não sabe dançar. Deixo as minhas chanatas, p’ra começar a treinar.

JOÃO – Ao Carlitos e ao Carlão; deixo-lhe as peles dos meus foles. P’ra fazer um ‘big’ timbalão.

CARLOS – Para a nova Vice-Presidente; deixo-lhe um projetor multimédia último grito. Mais três chávenas de chã e, umas rações de cabrito.

JOÃO – Ao Romeu e sua Julieta Andreia; deixo-lhes uma caixinha cheia de surpresas. Mas cuidado, não façam caras feias!...

CARLOS – Às irmãs de S. Vicente; que estão sempre a rezar. Deixo as minhas velinhas, para voltar a mercar.

JOÃO – Ao Chanceler João Paulo, Pároco da nossa freguesia, para melhor ler a pregação; Deixo-lhe o meu ‘AIPODE’, último grito, para colocar no ambão.

CARLOS – Aos jornais e rádios cá do burgo, volto a reforçar o meu pedido; Continuem a contar mesmo tudo, o que por cá tem acontecido.

JOÃO – Aos políticos em geral - aos de cá e aos de fora -, a todos quero dizer: - Com o Libório Caturra, antes quebrar que torcer.

CARLOS – Ao Cavaco Silva que já se reformou; deixo pastilhas para as azias. Provocadas pelo livro, “Quinta-feira e outros dias” – (Queixinhas…!)

Olha o Home, Olha o Home, Com a geringonça toda a gente come!?

JOÃO – Ao meu S.C. de Braga, clube do meu coração; Deixo o meu profundo desejo, um dia ser campeão.

CARLOS – E ao presidente do Braga, que só pensa no cifrão; Deixo as minhas sapatilhas, para treinar com o Simão.

JOÃO – Ao Zé Manel Carneiro, que agora virou ‘MECU’; Muito versado no trajar, deixo um lenço franjeiro, para a Isolina usar.

CARLOS – Aos novos elementos dos Corpos Gerentes da Rusga; na governança há 2 dias. Deixo o meu gato Tareco e, os ‘Caniches’ das Tias.

JOÃO – A minha medalhinha, dou à Rusga com vontade. Não é igual à da câmara, mas é dada com verdade.

JOÃO – Ao João de Vila Verde, tocador polivalente; Deixo o meu Lá-Mi-Ré, para afinar toda a gente.

CARLOS – Às manas de Bouro Santa Maria; cantadeiras a valer. Vou-lhes deixar dois cães polícias, para as mansões delas proteger.

 JOÃO – À Idalina cantadeira, mulher de porte substancial. Oferece-lhe uma capa e sombrinha, assim ficará magistral.

CARLOS – À nossa Sameirinha, e demais meninas que tratam do nosso trajar. Deixo-lhes um anti-traça aromático, para os bichinhos matar.

 JOÃO – Ao Departamento de Comunicação e Imagem, da Rusga de São Vicente. Deixo uma câmara panorâmica, para captar toda a gente.

CARLOS – Às meninas do Facebook, da Rusga de S. Vicente. Deixo as minhas memórias, para divulgar por toda a gente.

JOÃO – Para o casalinho Ventoso, que anda sempre no arejo. Deixo uma mãozinha de cera, para coçar o queijo.

CARLOS – Para o Mário Carcamano, que anda sempre nicado. Deixo umas luvas de pano, para quando ficar entalado.

JOÃO – Para o grupo da Corredoura, antes que me ponham a arder. Deixo a minha vassoura, p’ro terreiro de S. Torcato varrer.

CARLOS – P’ra Ronda da Meadela, amigos da tradição. Deixo a minha tigela e, eles trazem o garrafão.

JOÃO – Para que os bombos da boémia, continuem a rufar. Deixo as minhas cuecas, para quando forem sambar (Ah,ah,ahhh).

Olha o Home, Olha o Home, Com a geringonça toda a gente come!?

CARLOS – Às meninas do samba, deixo as penas das galinhas. Para que possam fazer, umas belas touquinhas.

 JOÃO – E ao pessoal do Samba, que veio participar. Deixo o meu agradecimento, e p’ró ano é para continuar.

CARLOS – Para eles não ficarem tristes, aos meninos da bateria, vou deixar as minhas peles em agua fria. Depois de bem esticadas, irão tocar com mais energia. (Eh, eh, ehhhhhh).

JOÃO – Aos atletas do “Braga a Correr”, não pensem que me esqueci de vocês. Como diz o nosso povo: “Os últimos serão os primeiros, e, os primeiros os últimos”.

 CARLOS – Para vós caras e caros amigos das correrias, deixovos cremes massajadores para todos os gostos. Leite de cabra, mel silvestre e Banha dunto. Se de outras massagens precisarem, não liguem ao ‘Libório Caturra’, consultem outro massagista defunto. 

JOÃO – Aos Bravos da Boa Luz, e, esta é para terminar. Deixo as minhas lanternas, p’ró Santo António enfeitar.

CARLOS – E a todos os presentes, sem exceção, lembro-vos que não vos deixo dívidas. Mas antes, a minha carteira vazia. Já que morro tísico, que nem um cão.

JOÃO – Este testamento foi revisto e aprovado pelo tribunal Constitucional. É carnaval e ninguém leva a mal! 

 CARLOS – Há 12 anos que arde o Home e, nunca ninguém passou fome. Vamos p’ra S. Vicente e queimámos o Home à vossa frente.

JOÃO – Agora que está lido o Testamento do Libório, vamos até ao adro de S. Vicente, ligamos o Cromatório, bebemos uma pinga e, comemos chouriço quente. 

 FIM

 São Vicente de Braga, 27 de Fevereiro de 2017 O Testador: LIBÓRIO CATURRA

Os testamenteiros:  - Dona Rosita Fina Penugem e, - Sr. Laranjo Casca Grossa

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VIZELA DIVULGA SERRAÇÃO DA VELHA

Concurso, oficina e exposição divulgam tradição da ‘Serra-a-velha’

A Câmara Municipal de Vizela e a Fundação Jorge Antunes, em parceria com a Universidade Sénior de Rotary Club de Vizela, os Escuteiros de São João, a Coração Azul, o escritor Hélder Magalhães e a ACIV, vão promover uma série de atividades subordinadas à temática da ‘Serra-a-velha’.

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A tradição de Serrar a velha em Vizela assume uma grande importância e é um ritual recordado por avós e pais e praticado por filhos e netos.

Durante o mês de março serão promovidas diversas atividades pensadas para perpetuar e fazer crescer esta tradição.

PROGRAMA:

4 março

Oficina de construção de velhas na Biblioteca Municipal FJA. Implica inscrição prévia.

21 fev a 17 mar.

Concurso de Velhas Gigantes (ver regulamento próprio)

20 mar a 13 abr.

Exposição das Velhas Gigantes na Praça da República

22 março

20h30 - Entrega de velhas para concurso infantil

21h00 - Divulgação dos vencedores do concurso de Velhas Gigantes e do Concurso de Velhas infantis.

21h15 - Dramatização da Queima da Velha com a turma de teatro da Universidade Sénior de Rotary Clube Vizela e Coração Azul a partir de texto de Hélder Magalhães. Música com a turma de Cavaquinhos da Universidade Sénior de Rotary Clube Vizela.

21h30 - Grande Queima da Velha com uma Velha de 3 metros construída pelos Escuteiros de São João.

Organização: Câmara Municipal de Vizela / Fundação Jorge Antunes.

Parceiros: Universidade Sénior de Rotary Club de Vizela, Escuteiros de São João, Coração Azul, Hélder Magalhães, ACIV.

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PONTE DA BARCA FESTEJA ENTERRO DO PAI VELHO

Câmara de Ponte da Barca disponibiliza transporte para o Entrudo Tradicional de Lindoso - Enterro do Pai Velho

No âmbito da realização do Entrudo tradicional de Lindoso - Enterro do Pai Velho, a Câmara Municipal de Ponte da Barca disponibiliza transporte gratuito para os interessados em assistir às festividades do Pai Velho no domingo, dia 26, nos seguintes horários: partida às 9h00 e regresso às 13h00; ou partida às 14h00 e regresso às 18h00, com ponto de encontro na paragem de autocarros junto à fonte de São João. As inscrições podem ser feitas para o email portalindoso@cmpb.ptindicando o nome e contacto, ou presencialmente na Loja Interativa de Turismo, até sexta feira, dia 24, às 12h30.

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Recorde-se que o Entrudo Tradicional de Lindoso – o Pai Velho arranca no dia 26 de Fevereiro, 'Domingo Gordo', e prolonga-se até ao dia 28 de Fevereiro, Terça – Feira de Carnaval. A iniciativa, levada a cabo em estreita parceria com a Junta de Freguesia de Lindoso e a Associação 'Os Amigos de Lindoso', realiza-se neste magnifico cenário das terras altas, onde tem lugar o engalanado cortejo que transporta o Pai Velho pelos lugares para que o povo se junte à festa e celebre os dias de Carnaval. Em frente dos espigueiros e da eira comunitária, e tendo como pano de fundo o Castelo Medieval, o busto de madeira do Pai Velho é transportado, sempre nas manhãs de domingo e terça-feira. Atrás, seguem as rusgas de concertinas, bombos, ferrinhos e castanholas, não faltando as máscaras dos foliões, disfarçados com trajes tradicionais. À meia-noite de terça-feira é feito o enterro do Pai Velho e lido o testamento. Uma Feira de Produtos Locais, Concertinas, Bailes Populares até ao Enterro do Pai Velho e Leitura do Testamento, que encerram esta festividade, fazem do Carnaval do Lindoso – Ponte da Barca, uma das últimas celebrações mais tradicionais do Entrudo no nosso país.

LINDOSO FESTEJA O PAI VELHO

Ponte da Barca promove animado fim-de-semana Carnavalesco

Desfile de Carnaval das Escolas, Festa da Pequenada, Domingo Gastronómico do Cozido à Portuguesa, Baile e Concurso de Carnaval e o Entrudo Tradicional do Lindoso – O Pai Velho são as iniciativas que vão decorrer.

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A Câmara Municipal de Ponte da Barca promove a partir da próxima sexta feira24 de fevereiro, um conjunto de atividade que prometem animar o fim de semana de carnaval. Já na sexta feira, a partir das 14h30, tem lugar pelas ruas da vila, o Cortejo de Carnaval pelos alunos das Escolas de Ponte da Barca. É também nesse dia que se procede à abertura da Festa da Pequenada (15h) que vai estar instalada na Praça da República até domingo, dia 26. Com entrada gratuita, esta iniciativa vai contar com inúmeras atividades comoinsufláveis, pinturas faciais, mascotes, entre outras atividades, além de várias gulodices como pipocas, crepes, gomas, que vão fazer as delícias dos mais pequenos. Estas iniciativas inauguram um intenso programa cultural no concelho que inclui ainda o Domingo Gastronómico do Cozido à Portuguesa (26 de Fevereiro), o Baile de Carnaval e Concurso de Máscaras (27 de Fevereiro) e o Entrudo Tradicional do Lindoso – O Pai Velho (26 a 28 de Fevereiro).

Na verdade, existem motivos de sobra para visitar Ponte da Barca no fim de semana carnavalesco como sublinha o presidente da autarquia, António Vassalo Abreu: 'O conjunto de iniciativas que animarão o município nos próximos dias é o reflexo da vitalidade que por estes tempos reina no concelho. Uma política cultural que pretende não só oferecer aos barquenses atividades diversas de lazer, recreação e divertimento, mas procura paralelamente criar razões de interesse para atrair mais visitantes a Ponte da Barca'.

A confeção do tradicional Cozido à Portuguesa, incluído na iniciativa Domingos Gastronómicos, constituirá decerto um desses mobiles, onde iguaria como os enchidos, as carnes e legumes da região, aliados ao saber – fazer tradicional da 'mão barquense' que o prepara lhe confere o seu tão especial sabor irão, de certeza, deliciar os amantes da boa gastronomia.

A iguaria pode ser degustada em qualquer um dos 14 restaurantes que aderiram à rota do bom gosto (Adega Do Artur, Barca Velha, Churrasqueira Barquense, In Tapas Veritas, Jaime Gomes, Lindo Verde, O Churrasco, O Emigrante, O Kibom, O Moinho, Retiro, S. Martinho (Crasto), Santana e Tempus Hotel & Spa), casas de bem comer que vão oferecer, de resto, durante seis fins de semana (entre os meses de Fevereiro e Novembro), os melhores aromas e sabores do Alto Minho.

Na segunda-feira, 27 de Fevereiro, a partir das 21h30, no centro da Vila de Ponte da Barca (Praça da República) tem lugar um Baile de Carnaval animado pela Orquestra Ympério Show, seguido do Concurso de Máscaras.

Entrudo Tradicional de Lindoso – o Pai Velho, esse, arranca no dia 26 de Fevereiro, 'Domingo Gordo', e prolonga-se até ao dia 28 de FevereiroTerça – Feira de Carnaval. A iniciativa, levada a cabo em estreita parceria com a Junta de Freguesia de Lindoso e a Associação 'Os Amigos de Lindoso', realiza-se neste magnifico cenário das terras altas, onde tem lugar o engalanado cortejo que transporta o Pai Velho pelos lugares para que o povo se junte à festa e celebre os dias de Carnaval. Em frente dos espigueiros e da eira comunitária, e tendo como pano de fundo o Castelo Medieval, o busto de madeira do Pai Velho é transportado, sempre nas manhãs de domingo e terça-feira. Atrás, seguem as rusgas de concertinas, bombos, ferrinhos e castanholas, não faltando as máscaras dos foliões, disfarçados com trajes tradicionais. À meia-noite de terça-feira é feito o enterro do Pai Velho e lido o testamento. Uma Feira de Produtos Locais, Concertinas, Bailes Populares até ao Enterro do Pai Velho e Leitura do Testamento, que encerram esta festividade, fazem do Carnaval do Lindoso – Ponte da Barca, uma das últimas celebrações mais tradicionais do Entrudo no nosso país.

A Câmara Municipal disponibiliza transporte gratuito para os interessados em assistir às festividades do Pai Velho no domingo, nos seguintes horários: partida às 9h00 e regresso às 13h00; ou partida às 14h00 e regresso às 18h00, com ponto de encontro na paragem de autocarros junto à fonte de São João. As inscrições podem ser feitas para o email portalindoso@cmpb.pt indicando o nome e contacto, ou presencialmente na Loja Interativa de Turismo, até sexta feira, dia 24, às 12h30.

CARPEADA VAI MOSTRAR COSTUMES DAS GENTES DE CASTRO LABOREIRO

Dia 22 de fevereiro, na casa da Cultura de Melgaço, pelas 14h30

No próximo dia 22 de fevereiro, os utentes do Centro de Dia de Castro Laboreiro, em Melgaço, vão recriar uma CARPEADA - transformação da lã depois de tosquiada e lavada até à obtenção do fio. Uma representação de usos e costumes das gentes de Castro Laboreiro que acontece na Casa da Cultura, pelas 14h30.

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‘Antigamente, quando ainda o comunitarismo era uma prática constante, os vizinhos juntavam-se em casa uns dos outros para fazerem o processo de transformação da lã que, depois de lavada e seca, era preparada até obter o fio.’, conta Elisabete Lima, organizadora da ação, confessando que ‘durante a CARPEADA havia momentos de pausa onde as pessoas dançavam e no final tinham um pequeno lanche: pão com chocolate e uma maçã’.

Antes da recriação do momento, pelas 14h45, os utentes irão visualizar um documentário sobre Castro Laboreiro na década de 70. E para cumprir a tradição, a meio da CARPEADA haverá baile entre os participantes, seguindo-se depois um lanche, ‘como antigamente’, diz Elisabete Lima.

No âmbito desta tradição, a Casa da Cultura tem também patente a exposição temporária ‘O Ciclo da Lã’, até ao dia 1 de março. A mostra representa as fases do processo e transformação da lã: ‘A lã desde sempre que está associada às zonas de montanha e aos pastores, e em Melgaço não é exceção’, afirma Elisabete Lima. (Horários: das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 – de segunda a sexta-feira, e aos sábados das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00.)

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RANCHO DE CABECEIRAS DE BASTO DANÇA EM OEIRAS

O Rancho Folclórico de São João Batista de Cavez, de Cabeceiras de Basto, desloca-se no próximo dia 5 de Março ao concelho de Oeiras, nos arredores de Lisboa, a fim de participar no I Encontro de Tradições que vai ter lugar no Centro Cultural da Ribeira da Lage.

Trata-se de um espectáculo de cariz etnográfico no qual cada grupo efectua representação tradicional da sua região, lembrando os usos e costumes das suas gentes, como por exemplo os romeiros, ou os trabalhos no campo, ou as carpideiras logo seguida da actuação do grupo em termos de representação de danças e cantares.

Além do Rancho de Cabeceiras de Basto, participarão ainda neste evento o Rancho Folclórico de Vila Facaia – Leiria, Rancho Folclórico Cultural Danças e Cantares da Região do Forninho – Palmela, Rancho Folclórico Alegria do Minho Assorpim – Amadora e, naturalmente, o anfitrião Rancho Folclórico “Os Minhotos” da Ribeira da Lage – Oeiras.

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CELORICENSES CANTAM AS JANEIRAS

Celorico a Mexer encerra cantares das Janeiras em Celorico de Basto

Cerca de 80 idosos do programa Celorico a Mexer estiveram ontem, 31 de janeiro, nos Paços do Concelho de Celorico de Basto a cantar as janeiras ao executivo.

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“E foi com esta alegria, com esta boa disposição, com esta música tão bem cantada que encerramos o mês das janeiras” disse o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva, na receção ao grupo que entoou “Somos Estrelas”. “No último fim-de-semana tivemos 25 grupos no encontro “Vamos cantar as janeiras” e estou certo de que se vocês participassem iriam abrilhantar ainda mais aquela tarde de domingo. Muito obrigada a todos por terem vindo visitar a autarquia, gostei muito de os ouvir” destacou.

As cerca de 80 pessoas presentes nos Paços do Concelho para cantar as Janeiras integram vários grupos do Celorico a Mexer nomeadamente Cerdeira/Vacaria, Nespereira/Basto S. Clemente, Codessoso, Veade, Borba da Montanha e Carvalho. Por iniciativa própria ensaiaram nos locais de animação, com os professores de educação musical e os animadores, a música das Janeiras “Somos estrelas tão lindas a brilhar”.

Para além do presidente da Câmara Municipal a receber os idosos, esteve também o vereador da Cultura, Fernando Peixoto, o chefe de Gabinete da Presidência, Paulo Mota, e o presidente de Junta de Freguesia de Borba da Montanha, Eurico Magalhães.

Recordar que os grupos do Celorico a Mexer cantaram as janeiras nas instituições de cada freguesia por forma a vivenciar as tradições e dar mais vida às freguesias durante o mês de janeiro. Terminada esta ação, o Celorico a Mexer vai preparar-se para as tertúlias de amor, atividade usualmente muito acarinhada pelos idosos e que celebra o S. Valentim.

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RUSGA DE S. VICENTE DE BRAGA LEVA AS JANEIRAS AO CENTRO COMERCIAL "NOVA ARCADA"

Fim das Janeiras - "A tradição vai e vem ao Shopping

Se “Rusgas - é gente que bai, faz e bem das festas…”, é hoje hoje, dia 31, pelas 21h:30, que terminámos a tradição de cantar os Reis e Janeiras 2017. Desta vez no Shopping 'NOVA ARCADA’, da cidade dos arcebispos. As vozes e respetiva tocata da Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho, voltarão aquele espaço comercial - com as sonoridades dos Reis/Janeiras minhotas -, percorrendo os diferentes espaços, divulgando e promovendo as tradições herdadas, alusivas ao términus do 'ciclo natalício', o Cantar da Janeiras.

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As janeiras já se cantam,

Aos ricos e aos fidalgos.

E também aos pobrezinhos,

Que dão tigelas de caldo.

 

Abram as vossas janelas,

Que a Rusga vai a passar.

Trazei as vossas ofertas,

Pois temos muito que andar.

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A iniciativa, "A tradição bai e bem ao shopping", tem por principal propósito, levar as mais diversas manifestações da nossa cultura popular de tradição, às grandes superfícies comerciais, por forma a poder chegar a outros novos públicos. Foi assim que já levamos a efeito, nas ditas superfícies comerciais, exposições temáticas itinerantes, como, a do 'Trajo e o Trajar Popular no Baixo Minho' e 'Presépio - o sentido do Natal', e os espetáculos, 'O Casamento Minho', 'Olha a roda que a saia tem', entre outros.

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CELORICENSES CANTAM AS JANEIRAS

Celorico de Basto recebeu o XVII Encontro “Vamos Cantar as Janeiras”: “Tarde de domingo dedicada às tradições”

25 grupos subiram ao palco, em Celorico de Basto, para cantar as “mais belas” músicas das janeiras e assim manter as tradições bem vincadas. Tudo aconteceu no último domingo do mês, ontem, 29 de janeiro, no pavilhão gimnodesportivo da EB 2,3/S de Celorico de Basto.

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“É fundamental manter as tradições bem enraizadas porque são parte da nossa identidade. São estes usos e costumes que nos realçam enquanto comunidade por isso, tudo faremos para continuar a criar meios de incentivo à participação da população nestas iniciativas” disse o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva. “Vamos já na XVII edição de um evento que atrai cada vez mais participantes, este ano contamos com 25 grupos a mostrar o melhor das janeiras, o que demonstra o dinamismo das associações locais, que participam com brio e empenho. Ao mesmo tempo, atraímos centenas de pessoas que gostam, que valorizam e que aplaudem ações criadas em prol das tradições” realçou.

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Os 25 grupos participantes tiveram que se cingir às normas impostas no regulamento para participar no encontro “Vamos Cantar as Janeiras”. Normas que tornam o encontro mais rico e mais interessante do ponto de vista musical e visual.

A participar esteve, por ordem de atuação, o Grupo de Catequese de Agilde, o Amar e Partilhar 21, a Universidade Sénior, a Associação Cultural e Recreativa de Caçarilhe e Amigos, o Rancho Recreativo e Cultural de Sta. Maria de Canedo, a ACRSD – Molares com Vida, a Associação Cultural e Recreativa de Ourilhe, o Grupo Coral de S. Pedro Britelo, o Centro Cultural Folclórico de Gandarela, a União de Freguesias de Carvalho, o Grupo Coral do Divino Salvador de Fervença, o Grupo Cultural Recreativo Núcleo Infantil de Gandarela de Basto, os Suspensórios, o rancho Folclórico do rego, o Grupo de Teatro Celoricense – GTC, a Associação de Pais e Encarregados de Educação de Celorico de Basto e Arnoia, o Grupo Coral do Rego, o Grupo de Amigos da Santa Casa da Misericórdia, ADIC – Associação Dinamizadora dos Interesses do Corgo, o Grupo das Cordas, a Junta de Freguesia de Agilde, o Grupo de Cantares da Escola Profissional Fermil e Celorico de Basto, a CRCD amigos do Castelo, o Clube Desportivo Celoricense e o Futebol Clube da Gandarela.

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Pelo palco passaram variadíssimas músicas de janeiras com letras como “janeiras”, “Vós que estais à janela”, “Cantamos boas festas com alegria”, “Em Belém nasceu”, “Reisadas 2017”, “Janeiras lindas Janeiras”, “Um pastor vindo de longe” e muitas outras que prenderam o público até ao fim do espetáculo.

No final, todos os grupos participantes receberam o diploma e o prémio de participação das mãos do Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, do Vereador da Cultura, Fernando Peixoto, e do Chefe de Gabinete da Presidência, Paulo Mota.

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MINHOTOS CANTAM AS JANEIRAS EM ANDORRA SOB O FRIO E A NEVE DOS PIRINÉUS

“As Janeiras despedem-se desafiando o frio e a neve de Andorra

Este domingo, dia 29, os elementos do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ despediram, na paróquia de Escaldes-Engordany, a 12ª edição das Janeiras. Desde o sábado, dia 14, até ao dia 29, cerca de trinta cantadores do Grupo, trajados para a ocasião, percorreram as paróquias de Andorra la Vella, Escaldes-Engordany, Encamp, Ordino e La Massana para levar a tradição portuguesa de cantar de porta em porta e desejar votos de bom ano 2017 em diferentes estabelecimentos comerciais, casas particulares, lares de idosos e nas Igrejas do Principado, Santa Eulália em Encamp, Sant Cornelí e Sant Cebrià em Ordino, Sant Esteve em Andorra la Vella e Sant Pere Mártir em Escaldes-Engordany.

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Durante três fim-de-semanas duas dezenas de espaços no Principado puderam desfrutar dos cânticos das Janeiras e no domingo, dia 22, foi a vez da visita à Catedral de Santa Maria d’Urgell, em Catalunha, onde os cantadores participaram na missa dominical, na presença do Arcebispo e Copríncipe de Andorra, Joan-Enric Vives.

O frio e a neve foram o melhor pretexto para os elementos do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ trajar a roupa de linho e de lã  e percorrer as belas estampas nevadas de Andorra recreando um ambiente festivo e de alegria principalmente junto dos idosos dos Lares: El Cedre, Clara Rabassa e Sar Quavitae Salita.

Este ano a entidade cultural prepara-se para celebrar o 21º aniversario e já está a programar o calendário cultural que se iniciará no dia 30 de Abril com a apresentação do 6º Festival de Folclore Ibérico – Principado de Andorra.”

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CELORICENSES CANTAM AS JANEIRAS

Encontro “Vamos Cantar as Janeiras” é este fim-de-semana em Celorico de Basto

Está tudo preparado para receber o tradicional encontro de janeiras em Celorico de Basto. Uma iniciativa que já conta com 17 grupos inscritos e que acontece no dia 29 de janeiro, domingo, pelas 15h00, no Gimnodesportivo da EB 2,3/S de Celorico de Basto.

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“Temos plena noção que estas tradições, ao longo dos anos, se vão perdendo no tempo, o que nos preocupa, por isso atuamos por forma a desenvolver iniciativas apelativas que incitem à participação e que mantenham bem vivos estes costumes que fazem parte da nossa identidade” disse o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva. O autarca realçou ainda que este encontro “demonstra o dinamismo das associações locais que se organizam para participar com brio e empenho deliciando o público com as interpretações apresentadas”.

Estes cantares das janeiras vão na XVII edição tendo sido concurso, até há dois anos a esta parte, que classificava os grupos tendo em conta vários parâmetros de avaliação. Agora, os Cantares das Janeiras são um encontro que procura sobretudo, preservar as tradições das janeiras e promover o convívio entre as várias associações locais.

Neste momento, a organização do evento, Câmara Municipal de Celorico de Basto, conta com 17 grupos inscritos que irão interpretar letras com títulos como “Estrelas que cantam”, “o pastor vindo de longe”, “Ó anjos anunciai”, “Vimos Cantar as Janeiras”, “Janeiras pelas crianças” e muitas outras letras, na sua maioria originais.

Os grupos participantes deverão respeitar as normas impostas no regulamento e, no final do espetáculo, serão agraciados com um diploma de participação e um prémio monetário, igual para todos.

FAFENSES CANTAM OS REIS

Grupo Coral de Armil vence XXXII Encontro de Cantadores de Reis de Fafe

Decorreu, na tarde de ontem, mais uma edição do Encontro de Cantadores de Reis de Fafe.

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O Grupo Coral de Armil sagrou-se o vencedor desta 32ª edição, perante centenas de pessoas que assistiram à final no Pavilhão Multiusos de Fafe.

O segundo lugar foi arrecadado pelos Amiguinhos de Jesus e em terceiro lugar ficou o Grupo Recreativo de Ardegão.

Antes da final, os 34 grupos participantes atuaram em diversos locais emblemáticos da cidade, tendo ainda feito pequenas paragens em vários cafés.

Eleitos para a final foram 12 grupos que, durante mais de duas horas, cumpriram a tradição do Cantar de Reis.

“O Encontro de Cantadores de Reis vai já na sua 32ª edição, o que revela o sucesso desta iniciativa que é sobretudo uma forma de preservar a tradição e o património cultural e imaterial de Fafe.

Quero deixar uma palavra de agradecimento e saudar os 34 grupos participantes por, mais uma vez, cumprirem a tradição e proporcionarem estes momentos a todos os presentes.”, revelou o Presidente da Câmara Municipal de Fafe, Raul Cunha.

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CABECEIRENSES CANTAM AS JANEIRAS

Grupo Coral de S. Martinho vence Concurso de Cantares das Janeiras de Cabeceiras de Basto

O Grupo Coral de S. Martinho do Arco de Baúlhe venceu ontem, dia 22 de janeiro, o XXI Concurso de Cantares das Janeiras de Cabeceiras de Basto, um evento que contou com a participação de 17 grupos, 6 dos quais que estiveram a concurso e os restantes 11 que marcaram presença no encontro, proporcionando, assim, ao público presente um verdadeiro encontro intergeracional e cultural.

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Em segundo lugar classificaram-se os Cantadores do Grupo Desportivo de Cavez e, em terceiro lugar, o Grupo Folclórico de S. Nicolau, num evento organizado pela Câmara Municipal que teve como palco o Pavilhão Desportivo de Refojos.

A iniciativa organizada pela Câmara Municipal teve uma vez mais como objetivo reviver a tradição e estimular a defesa do património cultural imaterial como são os Cantares das Janeiras, promovendo a sua recolha e recriação, revelando-se desta forma, também, a vivacidade e vigor do movimento associativo local.

Trajados a rigor, de boinas e lenços na cabeça e candeias nas mãos, perto de meio milhar de cantadores e tocadores exibiram em palco os mais variados instrumentos, interpretando os mais genuínos cantares das Janeiras.

Além dos três primeiros classificados que receberam os montantes de 300 euros (1º classificado), 250 euros (2º classificado) e 200 euros (3º classificado), a todos os grupos participantes foram entregues prémios de presença no valor de 50 euros, verba destinada ao associativismo local que desta forma incentiva a participação neste como noutros eventos.

Na oportunidade, o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, acompanhado pelo presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, pelo vereador Prof. Mário Leite, bem como pelos presidentes das Juntas de Freguesia, felicitou todos os grupos participantes que protagonizaram um belo espetáculo ao público presente.

Francisco Alves agradeceu ao júri - constituído por Prof. João Soares, Dr. Gil Santos e Dr. Vítor Ferreira Silva - a quem coube a tarefa de selecionar os vencedores desta 21ª edição do Concurso de Janeiras de Cabeceiras de Basto.

Agradeceu também a todos os que direta ou indiretamente contribuíram com o seu trabalho e a sua presença num espetáculo que uma vez mais afirmou as tradições e a cultura das gentes desta terra de Basto.

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VIANENSES CANTAM AS JANEIRAS

Os bilhetes para as JANEIRAS, a realizar no próximo dia 28 de janeiro, no Centro Cultural de Viana do Castelo já se encontram disponíveis.

  • Entrada Gratuita- Disponibilidade de lugares sujeita à lotação.
  • Levantamento e / ou reserva de bilhetes: Teatro Municipal Sá de Miranda, nos horários habituais da bilheteira (segunda a sexta-feira, das 9h00 às 19h00; em dias de espetáculo: das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 22h00); sábado e domingos em dias de espetáculos, (2 horas antes).
  • Classificação etáriaM6 anos

No dia do espetáculo, se a lotação não estiver esgotada, poderão levantar bilhetes na bilheteira do Centro Cultural entre as 18h00 e as 21h30.

  • Aceitam-se reservas de bilhetes, unicamente, por  email: tmsm@cm-viana-castelo.pt, com um prazo de levantamento de 24 horas, caso contrário a reserva ficará sem efeito.
  • Não há lugares marcados.

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TERRABOURENSES CANTAM OS REIS NA CÂMARA MUNICIPAL

Cumprindo a tradição, os alunos do Agrupamento de Escolas de Terras de Bouro e Jardins de Infância deslocaram-se aos Paços do Concelho, nos dias 6 e 20 de janeiro, para apresentarem várias composições alusivas à comemoração dos Reis Magos e às Janeiras.

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O Presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Dr. Joaquim Cracel, agradeceu os votos de bom ano, simpaticamente formulados por todos e retribuiu esse desejo, não deixando de enaltecer o espírito e a dedicação de todos aqueles que ano após ano se dedicam a este importante reavivar e à celebração desta tradição.

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CABECEIRAS DE BASTO: SAMÃO HONRA S. SEBASTIÃO E CELEBRA TRADIÇÃO DA FESTA DAS PAPAS

A aldeia do Samão celebrou hoje, dia 20 de janeiro, a tradicional e peculiar Festa das Papas em honra de S. Sebastião, ‘padroeiro da fome, da peste e da guerra’. Todos os anos, neste dia 20 de janeiro, realiza-se a ‘Festa das Papas’ de forma alternada, ora no lugar do Samão, em anos ímpares, ora no lugar de Gondiães, em anos pares.

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O presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, acompanhado pelo vereador Mário Leite, pelo presidente da Junta de Freguesia de Gondiães e Vilar de Cunhas, Manuel Ramos, e outros autarcas, associou-se esta manhã à romaria em honra de S. Sebastião.

A jornada começou de manhã cedo com a celebração de uma missa em honra de S. Sebastião, seguindo-se no largo do Samão, também hoje inaugurado, a bênção dos alimentos e o cortejo até ao campo na sede do GAS – Grupo Associativo do Samão, onde foi posta a ‘mesa’ em toalhas de linho em pleno campo. Ao longo de dezenas de metros foram colocados os alimentos para serem distribuídos pelos romeiros. A distribuição das papas, do pão e do vinho é tradicionalmente feita com uma vara de madeira, que vai marcando o espaço nesta ‘mesa’ improvisada ao longo da qual se vão distribuindo os alimentos e os romeiros.

Terminada a refeição, algumas pessoas levam consigo os pedaços de broa que lhes coube para guardarem durante alguns dias porque acreditam na afamada ‘mezinha’ que existe no pão que foi benzido. Até há quem acredite que a broa nunca ganhará bolor e que serve de remédio para as doenças que afetam as pessoas e os animais.

Reza a lenda local que, na Idade Média, os povos que habitavam aquelas serras foram assolados por uma grande peste que atingiu humanos e animais. Para se verem livres da doença, os habitantes daquelas aldeias sertanejas recorreram a S. Sebastião de quem eram devotos e que os terá libertado de tal ‘maldição’.

Então, como forma de gratidão, as pessoas prometeram que daí em diante fariam uma festa e ofereceriam o que de melhor o povo tinha, ou seja, o pão, o vinho e a carne, a todos quantos ali se deslocassem para honrar o santo. Desde então, todos os anos, a promessa renova-se e a festa repete-se, honrando assim um compromisso antigo assumido pelos seus antepassados.

A festa tem lugar no dia 20 de janeiro, mas os preparativos começam uma semana antes. O pão é confecionado e cozido pelas mulheres da aldeia e armazenado na ‘casa do Santo’ para que no dia de S. Sebastião seja benzido, assim como as tradicionais papas e o vinho para serem oferecidos a todos os que se desloquem à aldeia para honrar o padroeiro.

Trata-se por isso, de uma tradicional e peculiar romaria minhota que todos os anos atrai centenas de forasteiros que sobem a serra para participar na ‘Festa das Papas’.

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CRIANÇAS DE CABECEIRAS DE BASTO CANTAM AS JANEIRAS

Novecentas crianças cantaram os Reis no Pavilhão Desportivo de Refojos

Cerca de 900 crianças do Agrupamento de Escolas de Cabeceiras de Basto protagonizaram esta tarde, dia 20 de janeiro, um magnífico espetáculo musical, onde cantaram os reis aos professores, educadores, pais e avós que se associaram à iniciativa promovida pelo Município de Cabeceiras de Basto, neste que foi o XVIII Encontro de Cantares de Reis das Escolas.

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À semelhança dos anos anteriores, de vozes afinadas, trajadas à moda antiga, de cestas na mão e cabaças às costas, as crianças cantaram e encantaram o numeroso público que se juntou no Pavilhão Desportivo de Refojos.

A iniciativa teve como objetivo reviver a tradição e estimular a defesa do património cultural, promovendo a recolha e recriação dos cantares dos reis por parte das escolas e dos seus alunos. Pretendeu-se também preservar a memória coletiva do passado, enriquecer o presente e solidificar o futuro.

Cabeceiras de Basto viveu, assim, momentos de grande alegria e animação com as atuações de 14 grupos constituídos pelas crianças do pré-escolar e pelos alunos da Escola Básica do Arco de Baúlhe, da Escola Básica Padre Dr. Joaquim dos Santos, da Escola Básica Profª. Filomena Mesquita, da Escola Básica de Cavez, da Escola Básica de Pedraça e da Escola Básica da Faia.

Os petizes interpretaram os mais genuínos cantares dos reis, levando o público a recordar memórias de outrora ao som das violas, tambores, ferrinhos e cavaquinhos. O público vibrou com o brilhante espetáculo, aplaudindo as atuações com grande entusiasmo.

De destacar o grande envolvimento das crianças, pais, professores, educadores e funcionários neste evento de grande sucesso.

O XVIII Encontro de Cantares de Reis das Escolas contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, dos vereadores, do presidente da Junta de Freguesia de Refojos de Basto, Outeiro e Painzela, dos membros da direção do Agrupamento de Escolas de Cabeceiras de Basto, familiares dos pequenos reis das escolas e público em geral.

De salientar que todos os grupos participantes receberam um prémio de presença no valor de 60 euros para a aquisição de material didático-pedagógico.

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