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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PIONEIROS DA UCHA REPRESENTAM COM SUCESSO PEÇA DE TEATRO NO CENTRO CÍVICO DE PALMEIRA EM BRAGA

Palmeira contagiada com gargalhadas e já de olho n'As Férias no Algarve.

*Espetáculo de teatro juntou quase 120 pessoas;

*Grupo amador da Ucha apresentou comédia com 9 personagens;

Já passa das 22h15. Do palco houve-se gritos: "Oh Ramiro!! Ramirooo!!"

É Vitória, uma jovem de Barcelos que vive das aparências e está danada com a possibilidade de não ter o vestido novo pronto para as férias. Ramiro é um dos empregados, está vestido com uma t-shirt cor-de-rosa, justa, e umas calças 'slim'. Mal ouve a chamada, do outro lado do cenário, corre para se preparar para entrar em palco.

Entra, diz meia dúzia de deixas e saí fazendo sobressair os seus tiques. Deixou a plateia com uma gargalhada geral.

Mal bate a porta do cenário, corre até ao camarim para trocar de roupa e diz: "o público está muito atento. Está bem composta a sala".

Filipe Gomes, o ator que interpreta Ramiro, dá também vida a outra personagem, Guilherme. É com ajuda dos colegas que muda totalmente o registo. Tira os sapatos, meias, calças e camisa. A cabeleira loira também sai. Agora está de calções, meia branca até à canela, camisa e papillon. São poucos os segundos que tem para voltar para o palco. "Esta adrenalina torna tudo mais engraçado", explica Filipe.

E quando lá chega, ao palco, é a vez de ser um jovem, gago, interessado na filha do Sr. Coelho.

É a casa com a cor azul.

O cenário está dividido entre duas casas, duas famílias. Os"Coelhos" e os "Cunhas".

Passa-se tudo em Barcelos, mas a trama desenvolve-se toda em torno da suposta ida de férias, de todos, para o Algarve.

São Os Pioneiros da Ucha que estão em palco a convite da Nova Comédia Bracarense. "As férias no Algarve" é a peça que o grupo amador da Ucha, Barcelos, tem em cena e levou quase 120 pessoas ao Centro Cívico de Palmeira, este sábado à noite.

"Quando o público reage faz-nos estar mais à vontade em palco. Sentimos-nos mais próximos", conta Andreia Martins, a atriz que é governanta da família Coelho.

Entretanto passou quase meia hora e nos bastidores ainda há muita correria.

"Onde está o meu leque?!", pergunta Cláudia Faria,  que vai dar vida à D. Augusta.

"Estou bem assim?!", sussurra Manuel Fernandes antes de entrar em palco. Neste meio, Vitória, personagem interpretada por Cristiana Fernandes, já entrou e saiu do palco e também mudou de roupa três vezes.

Falando de Paulo, o outro criado dos " Cunhas", e de Fulgêncio, o amigo de ambas as famílias, está o elenco completo.

Ao todo, 9 personagens fizeram soltar gargalhadas durante mais de uma hora e meia de comédia.

COMÉDIAS DO MINHO EM MELGAÇO COM ESPETÁCULO DE TEATRO DE SOMBRAS

De 19 a 24 de fevereiro, na Casa da Cultura | Entrada Livre

A partir do dia 19 de fevereiro, as Comédias do Minho estarão em Melgaço com ‘No Risco da Sombra em 365 Dias’, um espetáculo de teatro de sombras criado pela A TARUMBA – Teatro de Marionetas e cocriado e implementado pela Rede de Colaboradores Locais. A iniciativa destina-se a alunos do ensino pré-escolar mas também haverá uma sessão para o público em geral.

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‘No Risco da Sombra em 365 Dias’ é um espetáculo que viaja entre movimentos e constelações para falar sobre as diferentes estações. ‘Explorar a ideia de passagem, de transformação, de corpo, de imagem e de paisagem… e remeter o espectador para um universo de múltiplas possibilidades, surreais e intemporais, onde os lugares habitam a construção poética das sombras e das imagens.’ é o propósito do espetáculo do trabalho de criação coletiva com os colaboradores locais dos cinco Municípios do Vale do Minho.

‘Do imaginário coletivo foram criadas as silhuetas, os sons, as imagens que riscam a passagem dos corpos na construção de uma linguagem que tem por base a composição da imagem e a sequência de planos no ecrã. Concebemos uma narrativa a partir de uma escrita cinematográfica, a justaposição dos planos, a sequência dos travellings, do zoom, do plano geral e do plano médio, da cor e do preto e branco, ou seja, a partir do movimento e intersecção dos corpos no espaço da sombra, esse espaço de criação, imagem e reflexo dos desejos de cada um.’, conta a organização.

As sessões para o público escolar acontecem entre os dias 19 e 21 de fevereiro, às 10h00 e às 14h00, na Casa da Cultura. Para o público em geral, de entrada livre, será no dia 24 de fevereiro, pelas 15h00, também na Casa da Cultura.

Sinopse

«Tic tac, Tic tac... Plinc, plonc... Pumf, pomf… Vu-uu-uu… Tic tac, Tic tac…

E recomeça outra vez! O quê? As diferentes estações do ano! Mas começamos por onde?

A Primavera chegou, o veado saltou. Os pássaros voltam e todos cantam.

No Verão o Sol dá paixão, e aquece o coração. O pirilampo ganha luz e tudo reluz! É tempo de festa!

No Outono o Sol tem sono e o cervo é dono, as folhas ganham cores e despem as árvores.

Sol de Inverno, tarde sai e cedo vai, nem no Inverno sem capa, nem no Verão sem cabeça. Chama o esquilo, para que o veado não adormeça!... Tic tac, Tic tac... e começa outra vez!

O ciclo da vida. As estações são sinónimas de transformação e de passagem, em cada início assistimos a um lugar encantado e descobrimos com um novo olhar o mundo que nos rodeia.»

CRIAÇÃO Luís Vieira e Rute Ribeiro – A TARUMBA e a atriz Sílvia Barbosa

COCRIAÇÃO Rede de Colaboradores Locais

 

A saber que a Comédias do Minho é um projeto cultural que começou em 2003, com a colaboração dos municípios de Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova da Cerveira, destinado a criar uma companhia de teatro profissional.

A sua missão é dotar o vale do Minho de um projeto cultural próprio, adaptado à sua realidade socioeconómica e, portanto, com um enfoque especial no envolvimento das populações, a partir da construção de propostas de efetivo valor participativo e simbólico, para as comunidades a que se dirigem.

SEIVA TRUPE APRESENTA “O SENHOR IBRAHIM E AS FLORES DO ALCORÃO” EM PONTE DE LIMA

9 de Fevereiro – 21h30 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

A Companhia de Teatro Seiva Trupe volta ao Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, sábado, 3 de Fevereiro, às 21h30, desta vez com o espectáculo O Senhor Ibrahim e as Flores do Alcorão, de Eric-Emmanuel Schmitt, com versão cénica e direcção de Júlio Cardoso e interpretação de Fernando Soares e Miguel Batista.

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Numa linguagem simples mas profundamente filosófica e humanista, desaguando numa emocionante história condimentada com humor, Eric-Emmanuel Schmitt, filósofo e dramaturgo, um dos mais prolíficos e premiados escritores do nosso tempo, narra um caso de um jovem judeu e de um velho merceeiro árabe. O jovem vive só e com um pai frio e distante.

O Senhor Ibrahim, o merceeiro árabe, é acolhedor e simpático. Juntos vivem uma série de aventuras e edificam uma amizade que ultrapassa todas as fronteiras. Uma obra de sabedorias, de tolerância, bondade e fraternidade, numa vulcanicidade actualíssima.

“Existem alguns textos que levamos connosco tão naturalmente que nem percebemos o quanto eles são importantes. Escrevê-los é como respirar (…) Escrito do coração e pelo coração. (…) Quem são Momo e o Senhor Ibrahim?

Duas pessoas que passam despercebidas pelo mundo. Momo é filho único, sem mãe e um pai que mal merece ser reconhecido como tal, demasiado mergulhado numa depressão para conseguir cuidar do seu próprio filho, ensinando-o o gosto pela vida e pelos seus princípios. Em relação ao Senhor Ibrahim, a única coisa que lhe é solicitada é a possibilidade de conferir a ambos uma boa oportunidade. O homem e o menino mudam as suas vidas enquanto se conhecem. O encontro deles é um enriquecimento maravilhoso.” (Eric-Emmanuel Schmitt)

Ficha Artística e Técnica:

Autor | Eric-Emmanuel Schmitt

Cenografia | José Carlos Barros

Desenho de Luz | Júlio Filipe

Assistente de Indumentária | Letícia Santos

Assistente de Encenação e Direcção de Cena | Rita Reis

Versão Cénica e Direcção| Júlio Cardoso

Interpretação | Fernando Soares e Miguel Batista

Edição de Som | Filipe Gonçalves

Operação de Luz e Som | Filipe Cardu

Execução do Cenário | Hernâni Costa Miranda

Montagens Cénicas | Filipe Cardu, Luís Ternús e Matu

Painel Publicitário | Nuno Sousa Pereira

Fotografia | António Alves

maiores de 12 anos

Bilhetes à venda (3,00€) e mais informações no Teatro Diogo Bernardes, pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt.

PÓVOA DE LANHOSO VIRA CAPITAL DO TEATRO

XIV Concurso Nacional de Teatro continua na Póvoa de Lanhoso

No fim-de-semana de 2 e 3 de fevereiro, cerca de duas centenas de pessoas assistiram aos espetáculos do Concurso Nacional de Teatro (CONTE), que continua a decorrer na Póvoa de Lanhoso. São nove os espetáculos em competição.

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Na sexta-feira, dia 2 de fevereiro, “A Salvação de Lutero”, drama histórico, subiu ao palco do Theatro Club através do Contacto - Grupo de Teatro Água Corrente de Ovar. Já no sábado, 3 de fevereiro, a comédia “Daqui fala o morto” esteve em cena pelo Getas - Centro Cultural do Sardoal.

A cumprir a sua XIV edição, o Concurso Nacional de Teatro é organizado pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e pela Federação Portuguesa de Teatro com o apoio da Fundação INATEL.

No próximo fim-de-semana, há mais duas peças a concurso: “O Silêncio das Horas” (drama) pelo Grupo de Teatro Renascer (Esmoriz), a 9 de fevereiro; e “Brincadeiras” (comédia) pelo Grupo d’Artes e Comédia do Grupo Desportivo e Cultural do Banco de Portugal (Lisboa) a 10 de fevereiro.

As diversas prestações serão avaliadas em 12 categorias: Prémio Prestígio Personalidade Fundação INATEL; Melhor Sonoplastia; Melhor Encenação; Melhor Interpretação Secundária Masculina; Melhor Interpretação Principal Masculina; Melhor Interpretação Secundária Feminina; Melhor Interpretação Principal Feminina; Melhor Guarda-roupa; Melhor Cenografia; Melhor Desenho de Luz/Prémio Orlando Worm; Júri Popular/Prémio Maria da Fonte; Melhor Produção/Prémio Ruy de Carvalho. O CONTE termina no dia 3 de março, com a Gala de Encerramento e entrega de prémios.

As reservas para os espetáculos podem ser feitas para teatro.club@mun-planhoso.pt.

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LABORINHO LÚCIO VAI A PAREDES DE COURA FALAR DE TEATRO E JUSTIÇA

‘Teatro e Justiça’ com Álvaro Laborinho Lúcio

3 fev | Paredes de Coura

‘Teatro e Justiça’ é o tema sobre o qual este ano se debruça o projeto Universidade Invisível, das Comédias do Minho. O módulo é desenvolvido ao longo de todo este sábado, 3 de fevereiro, em Paredes de Coura, em conversas com Álvaro Laborinho Lúcio, mas também teatro, cinema e livros.

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A iniciativa que conta com o apoio do Município de Paredes de Coura contempla a conversa ‘Teatro e Justiça’ com Álvaro Laborinho Lúcio, bem como o espetáculo ‘Poemas de pé para a mão’ (Joana Providência e ACE Teatro do Bolhão), ‘Filme + Conversas de Porta Aberta’ -- a partir de uma escolha do jurista e ex-Ministro da Justiça -- e a peça de teatro ‘O senhor Ibrahim e as flores do Corão” (Miguel Seabra e Teatro Meridional). Paralelamente também decorre uma feira do livro temática em parceria com a Livraria Centésima Página.

10h00 – 12h30 Encontro / Conversa TEATRO E JUSTIÇA

«Julgar uma pessoa não passa apenas por apreciar um acto, mas também por penetrar num encadeamento de eventos inextrincáveis e imputar um deles a uma história em particular…Julgar é um distanciamento permanente, um trabalho iniciado pelo símbolo e concluído pelo discurso. Uma vez terminados os debates o juiz não fica completamente livre desse trabalho de distanciamento. O rito não é apenas uma bola de ferro presa à perna do juiz, é também um meio de este último se emancipar de si mesmo. É disso testemunha a ritualização da deliberação, ou até a própria decisão».

Transformássemo-nos nós, à maneira de Pirandello, em personagens à procura de um autor, e poucos chegaríamos a identificar em Antoine Garapon a autoria de texto que antecede, de tal maneira ele nos convida a remetê-lo para o pensamento de Bertolt Brecht e para a consideração do seu tão decantado Verfremdungseffekt, ou efeito de distanciação ou estranhamento.

E, todavia, é do primeiro que se trata.

Ele também «Gents de Justice», como diria Daumier, falando, porém, como se de Teatro fosse, e interpelando-nos, ainda ele, a pesquisar em busca do segredo que ata o Teatro e a Justiça num laço que o tempo e a História jamais lograram desatar.

Tempo, esse, para o qual nos proporemos aqui olhar de longe.

COM Álvaro Laborinho Lúcio

Magistrado de carreira, é Juiz Jubilado do Supremo Tribunal de Justiça. De 1980 a 1996, exerceu, sucessivamente, as funções de Diretor do Centro de Estudos Judiciários, Secretário de Estado da Administração Judiciária, Ministro da Justiça e Deputado à Assembleia da República. Entre 2003 e 2006, ocupou o cargo de Ministro da República para a Região Autónoma dos Açores. Com intensa atividade cívica é membro dirigente, entre outras, de associações como a APAV e a CRESCER-SER, de que é sócio fundador. Com artigos publicados e inúmeras palestras proferidas, é autor de livros como A Justiça e os Justos (1999), Palácio da Justiça (2007), Educação, Arte e Cidadania» (2008), O Julgamento – Uma Narrativa Crítica da Justiça (2012), Levante-se o Véu, este em coautoria (2011), e ainda os romances O Chamador (2014) e O Homem Que Escrevia Azulejos (2016).

10h00 – 22h30 FEIRA DO LIVRO TEMÁTICA

Numa parceria com a livraria Centésima Página, acontece uma feira do livro que dará especial atenção ao tema de cada encontro.

A literatura infantil está presente em todas as sessões.

15h00 Espetáculo POEMAS DE PÉ PARA A MÃO + CONVERSA

DIREÇÃO ARTÍSTICA Joana Providência / ACE TEATRO DO BOLHÃO

PÚBLICO-ALVO | a partir dos 6 anos

[…] Há paredes de palavras

a que chamamos textos.

Cada palavra de cada parede

toca uma outra palavra

e é por ela tocada.[…]

É mesmo assim que tudo vai acontecer: vamos viajar de palavra em palavra para descobrir a história da menina que não queria dormir nunca e da palavra que queria casar, dos cinco dedos que são filhos da mão, e da palavra que dava uma imensa alegria a um certo rapaz. Vamos saltar de poema em poema, voar entre mini histórias que nos vão desconcertar, e tudo porque as palavras nunca nos deixam de surpreender.

16h30 – Filme + Conversas de Porta Aberta

De portas abertas a todos os que queiram juntar-se, assistimos a um filme e conversamos sobre o que vimos e sobre o que pensamos sobre o tema. As únicas condições de acesso são: o gosto por ver filmes e a vontade de conversar…

21h00 Teatro O SENHOR IBRAHIM E AS FLORES DO CORÃO + CONVERSA

VERSÃO CÉNICA E ENCENAÇÃO Miguel Seabra / TEATRO MERIDIONAL

Em Paris, nos anos 60, Momo, um rapazinho judeu de onze anos, torna-se amigo do velho merceeiro árabe da rua Bleue. Mas as aparências iludem: o Senhor Ibrahim, o merceeiro, não é árabe, a rua Bleue não é azul e o rapazinho talvez não seja judeu.

Eric-Emmanuel Schmitt é um dos dramaturgos de língua francesa mais lidos e representados no Mundo. Os seus livros foram traduzidos para 43 línguas e as suas peças são representadas regularmente em mais de 50 países. Continua a escrever imparavelmente – muitas vezes ao ritmo de uma peça ou mais por ano. Em 2000 recebeu o Grande Prémio de Teatro da Academia Francesa, pelo conjunto da sua obra teatral, e em 2004 o Grande Prémio do Público, em Leipzig.

ENTRADA LIVRE

O QUE É A UNIVERSIDADE INVISÍVEL?

Aqui aprende-se através de aproximações diversas e valoriza-se o encontro individual com a arte e com o conhecimento. Também aqui nem sempre somos capazes de aferir no imediato o que aprendemos ou a importância do que aprendemos. As sementes germinam na invisibilidade.

Tomamos a imagem da colmeia. Move-nos a necessidade de reforçar o alcance do processo de polinização que, tão ou mais importante que a produção de mel (produção esta visível e quantificável), é difícil ou até impossível de medir sendo, no entanto, determinante para o equilíbrio e sobrevivência da natureza, da sobrevivência humana.

Acreditamos, pois, que a experiência da arte, e das múltiplas formas de conhecimento, age ao nível mais íntimo de cada um e, tal como no processo de polinização, em tempos e de modos imprevisíveis, mas imprescindíveis à construção, consolidação e manutenção dos valores humanos. Tal como a polinização não impede as catástrofes naturais, também a arte e o conhecimento não impedem a barbárie humana, mas sem a polinização e sem a arte e o conhecimento o mundo seria certamente um lugar pior.

Orienta-nos ainda a afirmação do escultor Rui Chafes: “Não sei o que a arte pode mas sei o que deve. A arte deve manter as perguntas acesas.”

Muito desejamos que este seja um lugar de perguntas acesas.

SOAJO LEVA O FIADEIRO AO TEATRO NACIONAL D. MARIA II

Mulheres de Soajo recriam fiadeiro no Teatro Nacional D. Maria II

O Salão Nobre do Teatro Nacional D. Maria II acolhe, no próximo dia 17 de março (16.00), uma recriação do fiadeiro/fiadouro pelas mulheres de Soajo. Trata-se de uma iniciativa que emparceira o projeto “A música portuguesa a gostar dela própria”, do conhecido documentarista e realizador, Tiago Pereira, também curador do espetáculo.

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Na página oficial do Teatro Nacional D. Maria II, é assim feita a descrição desta tradição soajeira. “Os fiadeiros, à semelhança de outros trabalhos como as debulhadas das espigas, eram feitos nas casas, à noite. Serviam para juntar as mulheres, amigas e familiares à volta do trabalho da lã, entre conversas e confidências femininas. Quando se aproximava a hora de terminar, os homens apareciam e ficavam à porta da casa onde se realizava o fiadeiro. Acompanhados por uma concertina, cantavam para as mulheres, a pedir para entrar. E só depois de obterem resposta delas é que entravam. Depois disso, dançavam e cantavam. O tom dos cantares do fiadeiro é mais baixo. Enquanto se fiava, muitas carpeavam a lã e outras faziam meias [com quatro agulhas] ou outras peças”, lê-se na sinopse.

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É justo referir que, para não deixar cair no esquecimento e fazer perdurar saberes ancestrais, algumas associações de Soajo têm organizado, em anos recentes, saraus com o objetivo de recriar o fiadeiro tal como este se fazia há décadas, reunindo dezenas de fiadeiras, entretidas no trabalho de esguedelhar, carpear e fiar a lã, ao som dos cantares tradicionais e das concertinas.

Depois de carpeada (a lã), uma das mãos segura a lã desfiada e a outra movimenta-a para determinar a respetiva espessura. Neste meticuloso "ofício", as mãos desempenham, quer no processo de fiação manual (o mais usual) quer no de fiação com roca e fuso (mais “tecnológico”), um papel crucial de início ao fim.

O resto é executado pelo saber “mecanizado” das traquejadas fiadeiras, como se verá no dia 17 de março, no prestigiado Teatro Nacional D. Maria II, onde dezena e meia de soajeiros (entre fiadeiras e tocador(es) de concertina) vai difundir o nome da Terra por este grande palco de cultura nacional.

Texto e fotos: http://soajoemnoticia.blogs.sapo.pt/

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PROMOTOR

Teatro Nacional D. Maria II E.P.E.

BREVE INTRODUÇÃO

Os fiadeiros, à semelhança de outros trabalhos como as debulhadas das espigas, eram feitos nas casas, à noite. Servia para juntar as mulheres, amigas, familiares à volta do trabalho da lã, entre conversas e confidências femininas. Quando se aproximava a hora de terminar, os homens apareciam e ficavam à porta da casa onde se realizava o Fiadeiro. Acompanhados por uma concertina, cantavam para as mulheres, a pedir para entrar. E só depois de obterem resposta delas é que entravam. Depois disso, dançavam e cantavam. O tom dos cantares do fiadeiro é mais baixo. Enquanto se fiava, muitos carpiavam a lã e outras faziam meias ou outras peças.

FICHA ARTÍSTICA

pelas Mulheres do Soajo

em parceria com A Música portuguesa a gostar dela própria

curadoria Tiago Pereira

PREÇOS

  • Salão Nobre - 2€

Fonte: https://www.bol.pt/

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PONTE DE LIMA APRESENTA “MONÓLOGOS DE UMA VIDA” PELO TEATRO DO MONTEMURO

3 de Fevereiro – 21h30 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

O Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, no próximo sábado, 3 de Fevereiro, às 21h30, volta a receber a companhia Teatro do Montemuro, desta vez para apresentar Monólogos de Uma Vida, de Peter Cann, com encenação de Eduardo Correia e interpretação de Abel Duarte, Carlos Adolfo e Filipe Moreira.

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A história de um homem que precisa de tomar uma decisão. É a terceira oportunidade que tem de mudar a sua vida, encontrar o amor e realizar-se. Reflecte sobre a sua vida até esse momento. O espectáculo tem três partes:

Sísifo

Um rapaz de cabeça quente, vinte anos de idade, sente-se frustrado com as limitações da sua vida numa pequena aldeia. Um acontecimento numa feira faz ferver as suas frustrações que viram violência e o ressentimento congela-se no seu estômago como neve.

Ícaro

O rapaz conhece uma jovem de Lisboa e apaixona-se por ela. É uma oportunidade para sair da aldeia, viver em Lisboa e criar uma nova vida. Graças a uma combinação de infeliz coincidência e o seu feitio precipitado ele acaba por deixar Lisboa e o amor da sua vida e regressa à aldeia.

Perséfone

De volta para a vida na aldeia, torna-se um agricultor de sucesso, vê a mudança chegar à sua região e através das novas tecnologias ganha acesso a um mundo maior. A sua antiga amada contacta-o através do Facebook. Encontram-se e o amor reacende, mas quando visita Lisboa apercebe-se de quanto gosta da sua vida na aldeia e da ligação que sente à comunidade. Volta para a aldeia e confronta-se coma a decisão que precisa de tomar.

Trata -se de um triângulo amoroso entre um homem, o amor da sua vida e a sua terra natal. É contada por três performers: um actor, um bailarino e um músico.

Texto: Peter Cann | Encenação: Eduardo Correia | Movimento: Julieta Rodrigues (Radar 360º) | Cenografia e Figurinos: Maria João Castelo | Direcção Musical: Carlos Adolfo | Interpretação: Abel Duarte, Carlos Adolfo e Filipe Moreira| Desenho de Luz: Paulo Duarte | Construção de Cenários: Carlos Cal e Maria da Conceição Almeida | Direcção de Cena: Abel Duarte | Maiores de 12 anos

Bilhetes à venda (3,00€) e mais informações no Teatro Diogo Bernardes, pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt

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TEATRO E MÚSICA ANIMAM BARCELOS

Fevereiro com cinema e música portuguesa no Teatro Gil Vicente

A programação do Teatro Gil Vicente, durante o mês de fevereiro, traz a palco cinema, música, teatro e sessões de dança.

O cinema regressa, como sempre, pelas mãos da Zoom – Cineclube de Barcelos, que apresenta quatro noites de cinema: no dia 1, “Noite na Terra” de Jim Jarmusch; no dia 8, “Nu” de Mike Leigh; no dia 15, “Good Time” de Irmãos Safdie e,  no dia 22, “120 Batimentos por Minuto” de Robin Campillo. As entradas custam 3,5 euros, exceto para os sócios (gratuito), e as projeções começam às 21h30. Além disso, no dia 18, a Zoom apresenta para os mais pequenos “Cinema em Família” – Filminhos à Solta, um espetáculo gratuito com início às 16h00.

A música marca presença no Teatro  Gil Vicente, no dia 3, às 21h30, com “Casa Clandestina” de Hélder Costa, Daniel Pereira e Mário Gonçalves e,  no dia 9, às 21h30, o espetáculo “Fado Violado”, projeto musical português que interliga o fado com o flamenco.

O mês de fevereiro traz ainda ao espaço vicentino nos dias 5, 14,19 e 28, às 21h30, as habituais sessões de dança da Folk Sessions Barcelos, uma iniciativa do Grupo de Danças e Cantares de Barcelos em parceria com a Coreto - Associação para a Promoção de Artes e Culturas, iniciativa de inscrição obrigatória.

Integrado no Plano Nacional de Cinema (AEAF), uma iniciativa do Agrupamento de  Escolas Alcaides de Faria, o Teatro Gil Vicente recebe os filmes“Vladimir” de Nuno Bouça e Ana Bouca e “O Garoto de Charlot” de Charles Chaplin”, no dia 16; “Atrás das Nuvens” de Jorge Queiroga” e “Estória do Gato e da Lua” de Pedro Serrazina”, no dia 19; “Ladrões de Bicicletas” de Vittorio de Sica e “ Estória do Pedro e da Lua” de Pedro Serrazina, no dia 21, e “A Suspeita” de José Miguel Ribeiro e “Gesto” de António Borges Correia, no dia 26.

O teatro passa pelo cenário do Gil Vicente, no dia 24, às 21h30, com a peça “A Nobre Cauda” do Grupo de Teatro do VEZ.

Os bilhetes para assistir aos espetáculos no Teatro podem ser adquiridos no local, ou através de reserva por e-mail (tgv@cm-barcelos.pt) ou telefone (253 809 694).

Fevereiro2018-TGV

BRAGA REALIZA TEATRO ROMANO

Abertas candidaturas ao Mercado Romano. Iniciativa integrada na XV Braga Romana – Reviver Bracara Augusta

O Município de Braga informa que estão abertas as candidaturas para o Mercado Romano, a realizar no âmbito da 15.ª edição da ‘Braga Romana – Reviver Bracara Augusta’ que terá lugar de 23 a 27 de Maio.

Mercado Romano

As candidaturas decorrem até ao dia 9 de Março e obedecem a requisitos/critérios inerentes a esta recriação histórica. Podem candidatar-se artesãos, mercadores e místicos, havendo também lugar a propostas para as iguarias da Área Alimentar.

Os mercados eram uma das expressões mais marcantes da vida das cidades do Império Romano. Os mercadores chegavam a Bracara Augusta de todos os pontos do Império para apresentar e vender os mais variados produtos. Na capital da Galécia, o mercado era, também, um ponto de encontro de culturas e de saberes, e ocasião para a diversão e o lazer.

Todas as informações e formulários estão disponíveis no site da ‘Braga Romana’, em http://bragaromana.cm-braga.pt/.

PÓVOA DE LANHOSO REALIZA CONCURSO NACIONAL DE TEATRO

Concurso Nacional de Teatro já arrancou na Póvoa de Lanhoso

O Concurso Nacional de Teatro (CONTE) da Póvoa de Lanhoso arrancou no passado sábado. “Maria, Senhora de Mim” foi a primeira produção a apresentar-se no palco do Theatro Club.

Maria, Senhora de Mim

O Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso assistiu à peça. “Temos grandes expectativas em relação a esta edição do Concurso de Teatro. Este evento é uma referência que consolida a Póvoa de Lanhoso como terra de teatro”, afirmou Avelino Silva.

O CONTE é organizado pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e pela Federação Portuguesa de Teatro com o apoio da Fundação INATEL.

“Maria, Senhora de Mim” de António Tavares com encenação de Ricardo Kalash foi a primeira peça a Concurso. Este espetáculo foi apresentado pela Pateo das Galinhas - Grupo Experimental de Teatro da Figueira da Foz.

No próximo fim-de-semana, as peças a concurso são “A Salvação de Lutero” (2 de fevereiro) pelo Contacto - Grupo de Teatro Água Corrente de Ovar e “Daqui Fala o Morto” (3 de fevereiro) pelo Getas - Centro Cultural do Sardoal.

A entrega de prémios realiza-se no próximo dia 3 de março, durante a Gala de Encerramento do CONTE, que terá apresentação de Sónia Sousa.

Os prémios em disputa são: Prémio Prestígio Personalidade Fundação INATEL, Melhor Sonoplastia, Melhor Encenação, Melhor Interpretação Secundária Masculina, Melhor Interpretação Principal Masculina, Melhor Interpretação Secundária Feminina, Melhor Interpretação Principal Feminina, Melhor Guarda-roupa, Melhor Cenografia, Melhor Desenho de Luz/Prémio Orlando Worm, Júri Popular/Prémio Maria da Fonte e Melhor Produção/Prémio Ruy de Carvalho.

Presidente da CMPL assistiu ao arranque do CONTE

CABECEIRAS DE BASTO MANTÉM CENTRO DE TEATRO EM ACTIVIDADE

Centro de Teatro continua a afirmar e a promover a cultura Cabeceirense. Dois vereadores do IPC votaram contra

O Executivo Municipal de Cabeceiras de Basto aprovou, por maioria, na sua reunião do passado dia 26 de janeiro, o protocolo de colaboração a celebrar com a Associação ‘No Encalço de Ideias’, responsável pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, através da atribuição de apoio logístico e de um apoio financeiro no valor de 75 mil euros para a execução de um plano de desenvolvimento cultural a realizar no Município de Cabeceiras de Basto, durante o ano de 2018. Está, assim, garantida a continuidade deste magnífico projeto que continua a afirmar e a promover a cultura Cabeceirense.

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De salientar que a celebração do protocolo mereceu quatro votos favoráveis do PS, uma abstenção e dois votos contra dos vereadores do IPC. Os dois vereadores do IPC que votaram contra apresentaram uma declaração de voto, elencando os motivos dessa votação, tais como a existência de “tantas necessidades básicas”, a “fraca estrutura económica e social”, a “dívida à banca”, os “impostos municipais que continuam a contrair o nosso tecido empresarial” e os “tímidos apoios às atividades pecuárias”, razões com as quais a Câmara Municipal não pode concordar.

Com efeito, as apostas do Município têm sido, ao longo dos anos, transversais a todos os setores de atividade, e a cultura não é exceção.

A autarquia Cabeceirense continua também a apostar fortíssimo na construção e melhoria das infraestruturas básicas, como a água, o saneamento e as vias de comunicação, aliás, como é do conhecimento dos vereadores do IPC e da população em geral.

O Município tem vindo, igualmente, a disponibilizar apoios diversos, não só às famílias e instituições sociais, como também aos investidores, o que tem permitido fortalecer e não enfraquecer a estrutura económica e social concelhia, ao contrário do que afirmam naquela declaração de voto os vereadores do IPC. Estamos a falar, por exemplo, dos vários apoios aos investidores no que se refere à aquisição de lotes em zonas industriais; apoio na deslocalização de atividades; apoio ao exercício da atividade industrial; apoio ao início ou reinício de atividade industrial; apoio ao início ou reinício de atividade agrícola, pecuária ou florestal; apoio a obras de construção, reconstrução e outras infraestruturas; apoio ao fomento da produção pecuária. No que respeita, por exemplo e especificamente, aos apoios às atividades pecuárias, trata-se de incentivos que são um complemento a outros apoios que estes empresários recebem da administração central.

Já no que diz respeito à dívida, de referir que a mesma está perfeitamente controlada, tendo sido reduzida muito significativamente nos últimos anos, objetivo que se mantém.

Também não se pode dizer que os impostos municipais sejam razão de contração do tecido empresarial, como afirmam naquele documento os mesmos vereadores do IPC, pois a Câmara Municipal tem vindo a reduzir as taxas e impostos, evidenciando desta forma a preocupação e vontade de promover e dinamizar a economia local. A verdade é que têm surgido novas empresas e o desemprego tem vindo a baixar. A solidariedade e a responsabilidade social dos empresários, que destacamos e saudamos, justificam que as empresas contribuam também com os seus impostos para o desenvolvimento de Cabeceiras de Basto.

Os vereadores do IPC que votaram contra dizem, ainda, que o protocolo não é “escrutinado”, pondo em causa a “gestão pública” do mesmo. Também aqui a Câmara Municipal não pode concordar, uma vez que o conjunto de iniciativas e ações que a associação vai organizar e dinamizar são em número e dimensão que justificam plenamente o valor pago, programa que é devidamente acompanhado pelos serviços municipais.

Centro de Teatro: um projeto inclusivo, intergeracional, envolvente e comunitário

O CTCMCB – Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto tem promovido a cultura ao seu melhor nível. O CTCMCB envolve mais de duas centenas de pessoas – crianças, jovens e menos jovens – que participam em diferentes ações, seja na produção de espetáculos, seja nas diversas oficinas que dinamiza. A frequência nas várias oficinas dinamizadas pelo CTCMCB tem despertado inclusivamente nos jovens o gosto pelas artes e alguns deles enveredaram já por esse caminho no seu percurso universitário.

Numa perspetiva da arte ao encontro da comunidade, tem sido desenvolvido um excelente trabalho no campo cultural e artístico concelhio, a que o CTCMCB pretende dar continuidade, indo desta forma, ao encontro das pessoas, integrando-se com a vida, com o quotidiano e com as instituições culturais, através da promoção de um conjunto de ações capazes de contribuir para o enriquecimento cultural da comunidade ao confrontá-la com novas manifestações artísticas e sensibilizá-la para a articulação das artes com o seu quotidiano.

Um dos aspetos que tem caracterizado o trabalho do Centro de Teatro é a capacidade de aprofundar estudos e universalizar a cultura rural na procura de novas linguagens e técnicas de comunicação, bem como na aproximação de agentes culturais e sociais, com enfoque especial nas gentes da terra. O CTCMCB trabalha, assim, as memórias, as tradições e o património material e imaterial. Não só faz a recolha dos aspetos que envolvem o nosso património imaterial, como o tratam e divulgam.

O Centro de Teatro surgiu em 2012 com o objetivo de reafirmar no concelho a forte aposta que a Câmara Municipal tem vindo a desenvolver na cultura, criando em conjunto um elevado nível de programação cultural e artística.

O Centro de Teatro é, assim, um projeto inclusivo, intergeracional, envolvente e comunitário que pretende ser impulsionador de um processo de transformação cultural na sociedade, ancorado ao Município de Cabeceiras de Basto. De destacar igualmente a colaboração deste Centro de Teatro com as freguesias, o movimento associativo e outras instituições, e também com o Agrupamento de Escolas, designadamente promovendo a integração de algumas crianças e jovens.

As extraordinárias e inspiradoras produções do Centro de Teatro continuam a marcar o vasto programa cultural do Município Cabeceirense e o numeroso público que assiste aos espetáculos promovidos pelo CTCMCB é bem demonstrativo do interesse dos Cabeceirenses por este projeto que tem vindo a ser amplamente acarinhado pelas pessoas.

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PÓVOA DE LANHOSO ACOLHE CONCURSO NACIONAL DE TEATRO

Theatro Club a postos para receber a XIV edição do Concurso Nacional de Teatro (27 de janeiro a 3 de março)

De 27 de janeiro a 3 de março, o Theatro Club da Póvoa de Lanhoso acolhe a XIV edição do Concurso Nacional de Teatro (CONTE), organizado pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e pela Federação Portuguesa de Teatro (FPTA) com apoio da Fundação INATEL.

Theatro Club da Povoa de Lanhoso

A apresentação decorreu no passado dia 19 de janeiro de 2018, no Theatro Club, tendo contado com as presenças do Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Avelino Silva, da Presidente da Direção da Federação Portuguesa de Teatro, Tânia Falcão, do representante da Fundação INATEL, Rui Sérgio, e da diretora artística do Theatro Club, Maíra Ribeiro.

Terra que aposta na cultura e com tradição no teatro, a Póvoa de Lanhoso acolhe a XIV edição deste certame de dimensão nacional. O CONTE é já uma referência no panorama cultural e as expectativas para mais esta edição são elevadas.

Nove companhias de todo o país subirão a palco com outras tantas produções. O certame conta com 12 prémios, sendo de destacar o Prémio Ruy de Carvalho, para a melhor produção. O ator é o patrono do CONTE e já esteve presente em diversas edições do Concurso.

Os espetáculos são sempre no Theatro Club, pelas 21h45. O CONTE termina no dia 3 de março, com a gala de encerramento e entrega de prémios.

Programa:

  • 27 de janeiro - Maria Senhora de Mim
  • Pateo das Galinhas - Grupo Experimental de Teatro da Figueira da Foz
  • 2 de fevereiro - A Salvação de Lutero
  • Contacto - Grupo de Teatro Água Corrente de Ovar
  • 3 de fevereiro - Daqui Fala o Morto
  • Getas Centro Cultural do Sardoal
  • 9 de fevereiro - O Silêncio das Horas
  • Grupo de Teatro Renascer (Esmoriz)
  • 10 de fevereiro - Brincadeiras
  • Grupo d’Artes e Comédia do Grupo Desportivo e Cultural do Banco de Portugal (Lisboa)
  • 16 de fevereiro - O Mais Longo Verão
  • Grupo Cultural e Recreativo Nun’Álvares - Teatro Vitrine (Fafe)
  • 17 de fevereiro - Restos
  • CCDTML - Centro Cultural e Desportivo dos Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa
  • 23 de fevereiro - António - Um Nome, Dois Mundos
  • Ass. Soc. Cultural dos Funcionários da CMPL
  • 24 de fevereiro - O Quebra Nozes
  • Gatem - Grupo de Animação e Teatro Espelho Mágico (Setúbal)
  • 3 de março - Gala de Encerramento

Prémios:

o    Prémio Prestígio Personalidade Fundação INATEL 

o    Melhor Sonoplastia

o    Melhor Encenação

o    Melhor Interpretação Secundária Masculina

o    Melhor Interpretação Principal Masculina

o    Melhor Interpretação Secundária Feminina

o    Melhor Interpretação Principal Feminina

o    Melhor Guarda-roupa

o    Melhor Cenografia

o    Melhor Desenho de Luz/Prémio Orlando Worm

o    Júri Popular/Prémio Maria da Fonte

Melhor Produção/Prémio Ruy de Carvalho

"DOCE GOTINHA" LEVA VIANENSES AO TEATRO

Informamos que os bilhetes para a  DOCE GOTINHA - uma grande viagem, a realizar no Teatro Municipal Sá de Miranda, no próximo dia 26 de  janeiro de 2018 – Já se encontram disponíveis.

LOCAL DE VENDA:

Teatro Municipal Sá de Miranda:

Segunda a sexta-feira: das 9h00 às 19h00

CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA: M/3 anos

PREÇO: 5 €

CRIANÇAS DOS 3 AOS 10 ANOS  - ENTRADA GRATUITA

Disponibilidade de lugares sujeita à lotação da sala

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TEATRO INFANTOJUVENIL SOBE AO PALCO EM ESPOSENDE

Grupo de teatro infantojuvenil Boca de Cena apresenta “(des)ARTE”

O grupo de teatro infantojuvenil Boca de Cena vai apresentar, nos próximos dias 27 e 28 de janeiro, no Auditório Municipal de Esposende, o espetáculo “(des)ARTE”. Ambas as sessões terão entrada livre, sendo que no dia 27 a apresentação decorre às 21h30 e, no dia 28, às 16h30.

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O espetáculo é o prólogo de “Pessoas”, produção dedicada à genialidade da mente de Fernando Pessoa, cuja apresentação está prevista para o mês de abril, e assinala o término do mais recente curso de formação em teatro infantil e juvenil desenvolvido no âmbito do CREARTE, programa promovido pelo Município de Esposende, com o intuito de incentivar o crescimento da arte teatral no concelho. Assim, juntamente com os atores do Grupo Boca de Cena, contracenarão os alunos que frequentaram a ação de formação nos últimos seis meses, sob a orientação de Hugo Direito Dias.

Em jeito de performance satírica e interpretativa, “(des)ARTE” faz o ator mergulhar numa reflexão sobre o que é a Arte, onde se encontra e o que dela se sorve. O público é convidado a comentar o ator, a cena e a encenação, imprimindo na performance aquilo que Fernando Pessoa melhor fazia: Pensar, sentindo "pena de pensar/ porque quem pensa não sente".

O grupo Boca de Cena formou-se em 2016, na sequência de um curso de iniciação ao teatro ministrado no âmbito do CREARTE, tendo-se estreado, com assinalável êxito, com a representação da Paixão “Passio” na Semana Santa 2017. Também na área da formação/ação, o CREARTE tem vindo a dar visibilidade aos grupos de teatro amador do concelho, designadamente Forjães em Cena, GATA (Grupo Amador Teatro de Fão), GATERC (Grupo Amador Teatro de Esposende – Rio Cávado), JUM (Juventude Unida de Marinhas) e GARFO (Grupo de Artes Recreativas de Fonte Boa).

PONTE DE LIMA APRESENTA “AINDA O ÚLTIMO JUDEU E OS OUTROS”, DE ABEL NEVES| COMPANHIA DE TEATRO DE BRAGA

19 de Janeiro – 21h30 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

O Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, continua a afirmar-se como a sala do Alto Minho mais diferenciadora na pluralidade de espectáculos, destacando-se, de entre várias áreas artísticas, o teatro, no conjunto de uma programação diferenciada e que abrange distintos públicos, permitindo a mobilidade contínua de espectadores, quer do concelho quer de outras localidades que, por vezes, se encontram a uma distância significativa de Ponte de Lima.

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No contexto dessa programação que pretende ir de encontro às diversas espectativas, na próxima sexta-feira, dia 19 de Janeiro, às 21h30, apresenta o espectáculo “Ainda o Último Judeu e os Outros”, de Abel Neves pela Companhia de Teatro de Braga.

“Daniel decide convocar a sua mãe, Judite, e o seu pai, João Victor, para um encontro num lugar nos arrabaldes da cidade, fora do conforto da casa. Núria, a sua namorada, segue-o. Obcecado desde sempre com a história trágica dos judeus – a sua avó, mãe de Judite e a viver na Holanda, sofreu, em criança, a perda dos pais, ambos judeus, numa situação que a marcou definitivamente, tendo eles sido depois assassinados no campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau – Daniel não descansa enquanto não confronta Judite com uma época que ela não aceita lembrar e, sobretudo, não quer assumir por via do sangue materno. João Victor tenta amenizar a disputa sem, no entanto, o conseguir. O lugar do encontro – um armazém sujo e abandonado por onde passam caçadores e ao qual chamam “Bosque Motel” – é visitado de passagem por Nelse e Arlete, um bem-humorado casal, precisamente, de caçadores, que serão testemunhas da intensa e brutal situação, acabando involuntariamente por contribuir para um desfecho inesperado.”

Ficha Artística e Técnica:

autor Abel Neves

direcção Abel Neves

assistente de direcção António Jorge

elenco Alexandre Sá, Carlos Feio, Eduarda Filipa, Rogério Boane, Sílvia Brito e Solange Sá

cenografia Acácio Carvalho

adereços António Jorge, Fernando Gomes, Manuela Bronze

figurinos Manuela Bronze

desenho de som Pedro Pinto

desenho de luz Nilton Teixeira

design gráfico Carlos Sampaio

fotografia Paulo Nogueira

serralheiro José Carlos Rodrigues (grupo dst)

maiores de 12 anos

Bilhetes à venda (3,00€) e mais informações no Teatro Diogo Bernardes, pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt 

CERVEIRA RECEBE TEATRO DE SOMBRAS

Biblioteca Municipal recebe espetáculo de teatro de sombras dirigido a escolas e famílias

O Projeto Pedagógico das Comédias do Minho apresenta, esta semana, em Vila Nova de Cerveira, ‘No Risco da Sombra em 365 dias’, um espetáculo de teatro de sombras criado pela A TARUMBA – Teatro de Marionetas e cocriado e implementado pela Rede de Colaboradores Locais. Destinada a alunos do ensino pré-escolar e famílias, as sessões decorrem na Biblioteca Municipal.

No risco da sombra em 365 dias

De acordo com Luís Vieira e Rute Ribeiro (A TARUMBA), o mote para este trabalho de criação coletiva com os colaboradores locais dos cinco Municípios do Vale do Minho iniciou-se, a partir das estações do ano, em interligação com a ideia de passagem, de transformação, de memória, de corpo, de imagem e paisagem...

Na sinopse lê-se: “Após um trabalho intenso de formação em torno do teatro de sombras, as experiências de cada um, o seu meio e comunidade envolvente, os acontecimentos mais relevantes marcam este trabalho criativo de cariz experimental e remetem o espectador para um universo de múltiplas possibilidades, surreais e intemporais, onde os lugares habitam a construção poética das sombras e das imagens”.

De entrada livre, a sessão para o público escolar acontece nos dias 18, 18 e 22 de janeiro, às 10h00 e às 14h00, e para as famílias está agendada para o próximo sábado, 20 de janeiro, à 11h00.

FAMALICÃO RESGATA A MEMÓRIA DA DITADURA ATRAVÉS DO TEATRO

“O Fascismo (Aqui) Nunca Existiu” mostra um país mergulhado na ditadura. Peça de José Leitão vai estar em cena esta sexta e sábado na Casa das Artes de Famalicão

“Que país era Portugal entre o final da 2ª Guerra Mundial em 1945 e o dia anterior à Revolução do 25 de Abril de 1974?” A resposta está em “O Fascismo (Aqui) Nunca Existiu”, que vai estar em cena na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão esta sexta e sábado, dias 19 e 20 de janeiro.

O Fascismo Aqui Nunca Existiu

A peça, uma criação da companhia de Teatro Art’Imagem em coprodução com o Teatro Aveirense, é um exercício de memória que faz o espectador recuar aos tempos de um país mergulhado na ditadura.

Como viviam os portugueses? A emigração? A fome? As greves? O medo? A PIDE, a prisão e a censura? A oposição? As paradas e as manifestações? Os jornais, a rádio e a televisão? Amor, namoro, casamento, sexo? O que era o Estado Novo, uma ditadura, um estado repressivo e totalitário, um regime fascista?”. O testemunho da personagem José sobre como foi viver em Portugal nessa época até à manhã de 25 de Abril de 1974.   

Com encenação, dramaturgia, direção e encenação de José Leitão, “O Fascismo (Aqui) Nunca Existiu” conta com Flávio Hamilton, Inês Marques, Luís Duarte Moreira, Patrícia Garcez e Susana Paiva na interpretação.

A peça vai estar em cena no grande auditório da sala de espetáculos famalicense, com início marcado para as 21h30. Os bilhetes já se encontram à venda e têm o custo de 4 euros, reduzindo para metade para estudantes e portadores do Cartão Quadrilátero Cultural.

Mais informações no site oficial da Casa das Artes, em www.casadasartes.org.

Fim-de-semana com os vimaranenses Toulouse

A música faz também parte do programa da Casa das Artes para este fim-de-semana. No sábado o café-concerto recebe os Toulouse, que se apresentam em Vila Nova de Famalicão para apresentar o álbum de estreia - “Yuhng” - a confirmação da crescente maturidade desta jovem banda vimaranense.

Lançado no final de 2016, o disco conduz o ouvinte a “uma viagem bem orientada ao longo de oito faixas plenas de uma sinergia surpreendente e invulgar” e não passou despercebido, tendo recebido críticas muito positivas.

O concerto está marcado para as 23h30. Os bilhetes têm o custo de 3 euros, reduzindo para metade para estudantes e portadores do Cartão Quadrilátero Cultural.

Toulouse

CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO RECEBEU MAIS DE 90 MIL PESSOAS EM 2017

Espetáculo “Os Guardas do Taj” de Rajiv Joseph, com Reynaldo Gianecchini e Ricardo Tozzi foi o que mais público atraiu a Vila Nova de Famalicão

O espetáculo “Os Guardas do Taj” de Rajiv Joseph, com Reynaldo Gianecchini e Ricardo Tozzi foi o que mais público atraiu à Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão durante o ano de 2017. Ao longo dos quatro dias de novembro que esteve em palco, a peça de teatro brasileira contou com cerca de duas mil pessoas, fechando com chave de ouro o ano que terminou.

Os Guardas do Taj

Entre os vários espetáculos promovidos pela Casa das Artes, as exposições e outros eventos, como conferências, wokshops e ateliers mais de 90 mil pessoas passaram em 2017 por esta infraestrutura cultural de excelência do norte de Portugal.

“2017 foi um excelente ano para a Casa das Artes em termos de público” afirma a propósito o diretor de programação, Álvaro Santos, salientando que “foram muitos os espetáculos no grande auditório, com lotação esgotada, isto é com mais de 500 pessoas”. E destaca, por exemplo os concertos dos “The Gift” ou de “Mallu Magalhães”, a peça de teatro “Quem tem Medo de Virginia Woolf?” com Alexandra Lencastre e Diogo Infante ou ainda o bailado da Companhia Nacional “O Lago dos Cisnes” que foram verdadeiros sucessos de bilheteira.

“São números que nos deixam muito satisfeitos e que dão consistência a um projeto cultural e artístico sério, credível e duradouro, onde a sua programação é, de facto, da responsabilidade da direção artística, tornando o nosso concelho e a nossa cidade num território de referência e incontornável nas áreas da cultura e das artes em geral”, sublinha o diretor de programação.

Quem tem medo de Virginia Wolf

A este propósito, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, destaca  o trabalho da Casa das Artes como “um projeto verdadeiramente importante do ponto de vista da democratização cultural”“Há 17 anos, que a Casa das Artes trabalha na criação e formação de novos públicos reflexo de uma aposta estratégica do município na cultura enquanto fator de crescimento individual e coletivo”.

De resto, este ano houve um ligeiro acréscimo de público, em relação aos anos anteriores, sendo que,   em 2016, passaram pela Casa das Artes cerca de 88 mil pessoas.

A programação regular de cinema tem sido uma das apostas ganhas da programação. Só em 2017,  mais de 14 mil pessoas assistiram a filmes, apresentando-se como uma verdadeira alternativa ao circuito comercial.

Para além da exibição de cinema de grande público, com programação de produção recente e filmes de cartaz, a Casa das Artes exibe a programação do Cineclube de Joane, com uma periodicidade semanal, dedicado ao cinema de autor contemporâneo, à revisitação da história do cinema e à relação e interação com o cinema português. Mais recentemente, surgiu o CLOSE-UP – Observatório de Cinema de Famalicão com sessões de cinema contemporâneo e com trilhos pela história do Cinema.

No âmbito dos espetáculos (teatro, dança e música), a Casa das Artes tem desenvolvido um conjunto de parcerias de criação e coprodução e de formação artística e arte para infância, de âmbito regional e nacional e até internacional, nomeadamente com The Place, EDge - London Contemporary Dance Schooll, com a Fundação Calouste Gulbenkian, o Teatro Nacional D. Maria II, a Companhia Nacional de Bailado, APROARTE - Associação Nacional do Ensino Profissional de Música e Artes, a Academia contemporânea do Espetáculo ACE- Famalicão e Porto, e com outros teatros municipais. Em 2017, cerca de 30 mil pessoas assistiram a espetáculos de teatro, dança e música.

Por outro lado, o projeto “Casa das Artes e Envolvente”, promovido desde 2012, que tem levado vários espetáculos e oficinas a diversos espaços do concelho, como escolas, instituições e juntas de freguesia, tem-se vindo a revelar também uma aposta ganha ao nível de uma política estratégica de descentralização cultural cada vez mais abrangente.

Inaugurada a 1 de junho de 2001, a Casa das Artes já conquistou um lugar como uma estrutura cultural de referência na região Norte do país. Concebida para ser a casa de todas as artes, o espaço conjuga uma programação contemporânea e eclética, com um espaço carismático e de qualidade, atraindo um público cada vez mais numeroso.

Constituída por um Grande Auditório com capacidade para meio milhar de pessoas, um Pequeno Auditório para centena e meia de pessoas, um Café-Concerto para espetáculos intimistas e um magnífico Foyer para exposições, a Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão tem recebido grandes nomes do espetáculo, a nível nacional mas também internacional.

The Gift Altar Tour (46)

PONTE DE LIMA APRESENTA "INTIMIDADES", A PARTIR DE WOODY ALLEN| COMPANHIA DA ESQUINA

12 de Janeiro – 21h30 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

O Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, apresenta, esta sexta-feira, dia 12 de Janeiro, às 21h30 o espectáculo de teatro Intimidades, a partir de Woody Allen, pela Companhia da Esquina, com Dramaturgia e Direcção de Projecto de Joana Furtado e Jorge Gomes Ribeiro, com interpretação de André Nunes, Inês Patrício, João Cabral, Rita Fernandes e Sofia Nicholson.

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O fenómeno da infidelidade e as reflexões e neuroses da escrita de Woody Allen refletidas num brilhante espectáculo de comédia. Dois casais e uma amante que são produto da má comunicação, da insatisfação e das aspirações deste mundo cada vez mais moderno. Um tipo de relação histérica que procura um sentido de vida, uma sustentação de uma existência cada vez mais precária nas relações, na idade da infidelidade e numa ideia primária de vulgarização de relações sociais, da vida, da morte e do amor.

Afinal qual a origem do amor? E há quanto tempo anda às voltas? E onde é que está a ciência ou a psicologia quando alguém pensa nos enigmas eternos? O amor começou com uma explosão ou com a palavra de Deus? Se foi com a palavra de Deus será que foi sussurrada ou com um grito que ecoou até ao infinito do Cosmos. Só pode ter sido um grito…!!

Ficha Artística e Técnica:

Dramaturgia e Direcção de Projecto: Joana Furtado e Jorge Gomes Ribeiro

Encenação: Jorge Gomes Ribeiro

Espaço Cénico: Jorge Gomes Ribeiro

Elenco: André Nunes, Inês Patrício, João Cabral, Rita Fernandes e Sofia Nicholson

Sonoplastia: Nuno Lacerda

Guarda-roupa: Rita Fernandes

Design Gráfico: MAGAWORKS – João Afonso

Web-design e Multimédia: MAGAWORKS – Margarida Fernandes

Fotografia: Pedro Sadio e Mariana Godet

Comunicação: Rita Fernandes e Quimbé

Produção: Paula Prats e Goretti Queirós

Classificação Etária Maiores de 16 anos

Bilhetes à venda (5,00€) e mais informações no Teatro Diogo Bernardes, pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt

“FILHO DA TRETA” NO CINE TEATRO JOÃO VERDE

A peça de teatro de comédia “Filho da Treta”, interpretada por José Pedro Gomes e António Machado, sobe ao palco do Cine Teatro João Verde, no dia 19 de janeiro, sexta-feira, pelas 21h30. A entrada tem o valor de 10,00 €, podendo ser adquirida na Loja Interativa de Turismo, Casa do Curro, ou reservada até cinco dias antes do espetáculo. 

Filho da treta

Na sinopse, pode ler-se: “Antigamente, a vida era uma selva. Agora, a vida é uma selfie. Toda a treta se dispersou e cresceu nas redes sociais e os especialistas têm tido alguma dificuldade em encontrar a genuína conversa da treta. Mas quem é vivo sempre

aparece. Nada se perde, tudo se transforma.

Zezé (José Pedro Gomes) prossegue a sua luta contra o bom senso, a solidariedade, o trabalho e outros conceitos primeiro-mundistas, desta vez, na companhia de Júnior (António Machado). Numa comovente irritação entre duas gerações perdidas, discutem-se as tascas gourmet, os refugiados, os paus de selfie, e outras pragas que assolam o mundo moderno deste saudoso bairro em vias de extinção”.

Com texto de Filipe Homem Fonseca e Rui Cardoso Martins, “Filho da Treta” tem encenação de Sónia Aragão, música de Bruno Vasconcelos e Nuno Rafael, desenho de luz de Luís Duarte e figurinos de Fernanda Ramos. Interpretações de José Pedro Gomes e António Machado.