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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DE LIMA CORRE VACA DAS CORDAS

Tradicional Vaca das Cordas em Ponte de Lima realiza-se amanhã, Quarta-feira, 14 de junho / 18 horas

Ponte de Lima vive esta quarta-feira a tradicional Corrida da “Vaca das Cordas”.

A tradição secular que atrai à Vila de Ponte de Lima milhares de forasteiros, acontece como habitualmente ao final da tarde desta quarta-feira, na véspera do feriado do Corpo de Deus.

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 As atenções concentram-se no Centro Histórico, e na Rua do Arrabalde, onde começa a corrida da "Vaca das Cordas", seguindo em direção à Matriz cumprindo a tradição de dar três voltas à igreja. É um dia de festa, que mostra a alma e a tradição do povo.

Ponte de Lima acolhe milhares de forasteiros que desfrutam a noite a deliciar-se com a saborosa gastronomia e a assistir a este momento cheio de simbolismo e tradição.

A tradição cumpre-se, ainda, durante a noite com a confeção dos tapetes de flores nas ruas do Centro Histórico de Ponte de Lima. Amanhã, quinta-feira, a partir das 16h30 horas, realiza-se a Procissão do Corpo de Deus.

VACA DAS CORDAS CORRE EM PONTE DE LIMA NO PRÓXIMO DIA 14 DE JUNHO

A tradicional corrida da Vaca das Cordas em Ponte de Lima tem este ano lugar no próximo dia 14 de Junho, esperando-se uma extraordinária afluência de público a superar mesmo a registada em anos anteriores.

Vaca das Cordas

Existe desde tempos remotos na vila de Ponte de Lima o peculiar costume de, anualmente na véspera do dia de Corpo de Deus, correr uma vaca preta presa e conduzida pelos ministros da função que assim procedem com o auxílio de três longas cordas. Esse divertimento cuja verdadeira origem se desconhece mas que ainda se mantém e parece ganhar ainda mais popularidade, atraindo à terra numerosos forasteiros, era outrora executada por dois moleiros que a isso eram obrigados sob pena de prisão, conforme determinavam as posturas municipais. Muitos desses moleiros eram oriundos da Freguesia de Rebordões-Santa Maria, localidade que possuía numerosos moinhos e que, com a sua decadência, os moleiros da terra emigraram para o Brasil, fixando-se muitos em Goiás.

Ao começo da tarde, uma vaca preta é presa ao gradeamento da igreja Matriz, aí permanecendo exposta à mercê do povo que outrora, num hábito que com o decorrer do tempo se foi perdendo, por entre aguilhoadas e gritaria procurava embravecer o animal a fim de que ele pudesse proporcionar melhor espectáculo. Invariavelmente, às dezoito horas, lá aparecem os executantes da corrida que, após enlaçarem as cordas nos chifres da vaca, desprendem-na das grades e dão com ela três voltas em pesado trote em redor da igreja após o que a conduzem para a Praça de Camões e finalmente para o extenso areal junto ao rio Lima. E, por entre enorme correria e apupos do povo, alguns recebem a investida do animal aguilhoado e embravecido ou são enredados nas cordas, enquanto as janelas apinham-se de gente entusiasmada com o espectáculo a que assiste.

Quando soam as trindades, o espectáculo termina e dá lugar aos preparativos dos festejos que vão ocorrer no dia seguinte. As gentes limianas decoram as ruas com um tapete florido feito de pétalas e serrinha por onde a procissão do Corpo de Deus irá passar.

Com atrás se disse, desconhecem-se as verdadeiras origens deste costume antiquíssimo. Contudo, uma tela de Goya que se encontra exposta no Museu do Prado, em Madrid, leva-nos a acreditar que o mesmo era mantido noutras regiões da Península Ibérica. De igual modo, a tradicional corrida à corda que se realiza nos Açores sugere-nos ter este costume sido levado para aquelas ilhas pelos colonos que as povoaram a partir do continente.

Em meados do século dezanove, o cronista pontelimense Miguel dos Reys Lemos arriscou uma opinião baseada na mitologia, a qual publicou nos "Anais Municipais de Ponte de Lima" e que pelo seu interesse a seguir reproduzimos:

"Segundo a mitologia, Io, filha do Rei Inaco e de Ismene - por Formosa e meiga - veio a ser requestada por Júpiter. Juno, irmã e mulher deste apaixonado pai dos deuses, que lia no coração e pensamentos do sublime adúltero e velava de contínuo sobre tudo quanto ele meditava e fazia, resolvera perseguir e desfazer-se da comborça que lhe trazia a cabeça numa dobadoura.

Ele, para salvar da vigilância uxória a sua apaixonada, metamorfoseou-a em vaca: - mas Juno, sabendo-o, mandou do céu à terra um moscardo ou tavão, incumbido de aferroar incessantemente a infeliz Io, feita vaca e de forçá-la a não ter quietação e vaguear por toda a parte.

Io, assim perseguida e em tão desesperada situação, atravessou o Mediterrâneo e penetrou no Egito: aí, restituída por Júpiter à forma natural e primitiva, houve deste um filho, que se chamou Epafo e, seguidamente, o privilégio da imortalidade e Osiris por marido, que veio ter adoração sob o nome de Ápis.

Os egípcios levantaram altares a Io com o nome de Isis e sacrificavam-lhe um pato por intermédio de seus sacerdotes e sacerdotizas: e parece natural que, não desprezando o facto da metamorfose, exibissem nas solenidades da sua predilecta divindade, como seu símbolo, uma vaca aguilhoada e errante, corrida enfim.

Afigura-se-nos que sim e, portanto, que a corrida da vaca, a vaca das cordas, especialmente quanto à primeira parte, as três voltas à roda da Igreja Matriz, seria uma relíquia dos usos da religião egípcia, como o boi bento, na procissão de Corpus-Christi, é representativo do deus Osiris ou Ápis, da mesma religião. E esta foi introduzida com todos os seus símbolos na península hispânica pelos fenícios, aceite pelos romanos que a dominaram, seguida pelos suevos e tolerada pelos cristãos em alguns usos, para não irem de encontro, em absoluto, às enraizadas crenças e costumes populares.

É que essa Ísis, a vaca de Júpiter, a deusa da fecundidade, teve culto especial precisamente na região calaico-bracarense, na área de Entro Douro e Minho; no Convento Bracaraugustano, ou Relação Jurídica dos Bracaraugustanos (povos particulares de Braga), de que era uma pequeníssima dependência administrativo-judicial o distrito dos límicos, prova-o o cipo encravado na face externa dos fundos da vetusta e venerada Sé Arquiepiscopal, - cipo que a seguir transcrevemos inteirado, conforme a interpretação que em parte, nos ensinou e em parte nos aceitou o eruditíssimo professor do Liceu, Dr. Pereira Caldas:

ISID · AVG · SACRVM LVCRETIAFIDASACERD · PERP · P ROM · ET · AVG

CONVENTVVSBRACARAVG · D ·

INTERPRETAÇÃO

ISIDI AUGUSTAE SACRUM; LUCRETIA FIDA SACERDOS PERPETUA POPULI ROMANI ET AUGUSTI, CONVENTUUS BRACARAUGUSTANORUM DICAT

TRADUÇÃO

"SENDO LUCRÉCIA FIDA SACERDOTISA PERPÉTUA DO POVO ROMANO E DE AUGUSTO, O CONVENTO DOS BRACARAUGUSTIANOS DEDICA A ISIS AUGUSTA (OU: À DEUSA ISIS) ESTE MONUMENTO SAGRADO"

Acredita-se porém que, no local onde se ergue a igreja matriz de Ponte de Lima existiu outrora um templo pagão onde se prestava culto a uma divindade sob a forma de uma vaca representada num retábulo, o qual era trazido para o exterior e efectuava as referidas voltas ao templo. Em todo o caso e atendendo à elevada importância deste animal na economia doméstica de uma região tão propícia à sua criação em virtude dos seus pastos verdejantes, é perfeitamente natural que a vaca tenha aqui sido venerada como símbolo de fertilidade e de abundância e, desse modo, prestando-lhe o devido culto. Não é completamente injustificada a frequente representação deste animal nomeadamente no artesanato da região minhota, ao qual a barrista barcelense lhe deu cores e vivacidade que o ajudaram a tornar-se famoso em todo o mundo.

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TOIRADA EM PONTE DE LIMA TEVE LOTAÇÃO ESGOTADA

A toirada que decorreu ontem em Ponte de Lima teve lotação esgotada. Instalada nos terrenos da Expolima, a praça de toiros ali montada para o espetáculo tauromáquico organizado no âmbito das Feiras Novas, recebeu uma tradicional corrida de toiros à portuguesa.

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Lidaram os toiros da Ganadaria Cary, os cavaleiros tauromáquicos Rui Salvador, Sonia Matias e Miguel Moura, os grupos de forcados de Évora e Portalegre capitaneados respetivamente pelos cabos António Alfacinha e Francisco Peralta. A corrida foi abrilhantada pela Banda de Música de Ponte de Lima.

Para além do público limiano, a toirada contou ainda com a participação de numeroso público oriundo de outros concelhos minhotos, mormente de Viana do Castelo, que desse modo aproveitou a oportunidade proporcionada pelas festas do concelho de Ponte de Lima para assistir a um espetáculo tauromáquico que já deixou de realizar-se em quase toda a região.

Fotos: Olhar Taurino / http://olhartaurino.blogspot.pt/

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FESTAS DE VIANA DO CASTELO NÃO VÃO TER TOURADA ESTE ANO MAS ORGANIZADORES PROMETEM O SEU REGRESSO NO PRÓXIMO ANO

Tal como o BLOGUE DO MINHO previu no passado dia 1 de agosto, <http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/vai-realizar-se-este-ano-a-toirada-em-6096896>, este ano não vai haver tourada em Viana do Castelo por ocasião das festas em honra de Nossa Senhora d’Agonia. Contudo, os organizadores prometem que para o ano as corridas de touros estarão de volta. Entretanto, os aficionados têm como alternativa na região a tourada que se vai realizar em Ponte de Lima, por ocasião das Feiras Novas que decorrem de 9 a 12 de setembro. Transcreve-se o comunicado do Movimento Cívico “Vianenses pela Liberdade”.

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Após assembleia geral o Movimento Cívico "Vianenses pela Liberdade" tem a comunicar que não conseguiu, este ano de 2016, inserir a tradicional corrida das festas de Nossa Senhora da Agonia no programa da mesma.

Isto deve-se ao facto de na tarde de 21 de Agosto se realizar o tradicional cortejo histórico etnográfico que tem inicio às 16 horas e que se prolonga até bem perto da noite, altura em que tradicionalmente e há várias décadas se vem realizando a corrida de touros.

Como o Movimento não vê reunidas as condições para um bom enquadramento da corrida na semana das festas decidiu por unanimidade a não realização da mesma, contudo as corridas de touros estarão de regresso a Viana no próximo ano.

IRÁ REALIZAR-SE ESTE ANO A TOIRADA EM VIANA DO CASTELO POR OCASIÃO DAS FESTAS DE NOSSA SENHORA DA AGONIA?

A escassas semanas dos festejos em honra de Nossa Senhora d’Agonia, ainda não se anuncia a realização do espetáculo da corrida de toiros em Viana do Castelo promovida pela associação “Vianenses pela Liberdade”, o que poderá prenunciar a sua não realização este ano por iniciativa da própria entidade organizadora.

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Recorde-se que, no ano passado, o espetáculo foi indeferido pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga com o fundamento de que o local pretendido para a sua realização se tratava de um terreno de natureza agrícola não podendo sofrer compactação.

Resta aos aficionados da tauromaquia no Alto Minho deslocarem-se a Ponte de Lima, uma vez que o programa das Feiras Novas a ter lugar entre 9 e 12 de Setembro, inclui a realização de uma toirada.

PARTIDO “OS VERDES” PROPÕE NO PARLAMENTO FIM DO FINANCIAMENTO PÚBLICO À TAUROMAQUIA

Os Verdes defendem o fim do financiamento público às touradas – Projeto de Lei será discutido amanhã no Parlamento

Discute-se amanhã, 20 de julho, na Assembleia da República o Projeto de Lei de Os Verdes que impede o financiamento público aos espetáculos tauromáquicos.

Os animais sencientes são detentores de um conjunto de direitos específicos e merecedores dos respetivos mecanismos normativos de proteção. À luz dos princípios consagrados na Declaração Universal dos Direitos dos Animais, dos quais salientamos - Nenhum animal será submetido a maus tratos nem a atos cruéis” (art.º 3º); “a) Nenhum animal deve ser explorado para entretenimento do homem. b) As exibições de animais e os espetáculos que se sirvam de animais, são incompatíveis com a dignidade do animal” (art.º 10º); - as touradas, coerentemente, não subsistiriam.

Para o PEV, a sociedade deverá caminhar no sentido do abandono de práticas que não são compatíveis com o estatuto de proteção que cada vez mais por todo o mundo se reconhece, justamente, aos animais. E as corridas de touros, mesmo que sob o prisma de um dito «espetáculo cultural», não podem deixar de ser reconhecidas como comportando uma dose nítida de violência, agressão, sofrimento e ferimentos sangrentos infligidos a animais.

Os Verdes entendem que não têm que ser todos os portugueses a pagar, com dinheiros públicos, as touradas através dos apoios ou subsídios que são atribuídos a empresas e particulares no âmbito da atividade tauromáquica. Não é justo que assim continue a acontecer. Esta atividade, a subsistir, deve autofinanciar-se e não depender de financiamento público e, por isso, o PEV entregou no Parlamento o presente Projeto de Lei que visa travar o financiamento público às touradas. Esta iniciativa legislativa será discutida amanhã, 20 de julho, no Parlamento.

PAN PROPÕE REDUÇÃO DE IVA NAS RAÇÕES PARA ANIMAIS

  • Atualmente a taxa de IVA aplicável aos produtos alimentares para animais de companhia é a máxima – 23%
  • Poupança significativa no orçamento das pessoas que detêm animais de companhia e de todas as associações vai serdiscutida e votada a 20 de Julho
  • Muitos consumidores portugueses compram rações em Espanha, onde a taxa de IVA aplicável a estes produtos é de 10%
  • Utilização de dinheiros públicos para financiamento direto ou indireto de atividades tauromáquicas discutida e votada a 20 de Julho

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza apresenta hoje um projeto de lei que pede a redução da taxa de IVA na alimentação dos animais de companhia para a taxa intermédia. Atualmente a taxa de IVA aplicável aos produtos alimentares para animais de companhia, ou seja rações, biscoitos, e outros, é de 23%, sendo que, a taxa da alimentação dos animais de produção é de 6%. Esta é uma importante medida de âmbito social, sendo conhecidas as dificuldades com que muitas associações zoófilas, grupos informais de defesa dos animais e muitos agregados familiares se debatem para poderem alimentar os animais de companhia que têm a seu cargo.

A alteração representaria uma poupança significativa no orçamento das pessoas que detêm animais de companhia, bem como de todas as associações que, diariamente, lutam com extremas dificuldades financeiras para realizarem uma missão cujo mérito todos devemos reconhecer e acarinhar e que tantas vezes se substituem ao papel do Estado.

Em Espanha, a taxa de IVA aplicável a estes produtos é de 10%. Esta diferença de 13% influencia o preço de venda ao público das rações e, naturalmente, tem impacto ao nível da economia do nosso país, porquanto retira competitividade ao comércio nacional.

Discussão do fim dos Subsídios públicos à Tauromaquia

No próximo dia 20 de Julho, última sessão plenária desta sessão legislativa, o parlamento discute e vota umtema já trazido ao parlamento, pelo PAN, durante a discussão do orçamento de estado, a proibição da utilização de dinheiros públicos para financiamento direto ou indireto de atividades tauromáquicas.

MAIORIA PARLAMENTAR CHUMBA NO PARLAMENTO PROJETO DE LEI DO PAN QUE VISA AFASTAR OS MENORES DE IDADE DOS ESPETÁCULOS TAUROMÁQUICOS

De acordo com o PAN, foram ignorados os compromissos de Portugal assumidos perante o Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU

Interesses do negócio tauromáquico sobrepõem-se à defesa dos Direitos Humanos e aos Direitos das Crianças em particular.

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O projeto-lei n.º 181/XIII/1ª do PAN que visa afastar os menores de idade dos espetáculos tauromáquicos foi hoje chumbado com os votos contra do PCP, do CDS, do PS e do PSD, com a abstenção de 11 deputados do PS e um do CDS e com votos a favor do PAN, do BE, do PEV e de 11 deputados do PS.

Para os partidos e deputados que votaram contra a aprovação desta iniciativa legislativa, os interesses do negócio tauromáquico sobrepõem-se à defesa dos Direitos Humanos e aos Direitos das Crianças em particular.

Por todas as bancadas que tiveram liberdade de voto, já existem contudo deputados que querem efetivamente intervir, melhorar e aumentar os esforços para alterar as tradições violentas e fomentar o desenvolvimento civilizacional e educacional da nossa sociedade.

Nos dias 22 e 23 de janeiro de 2014, o Estado português assumiu o compromisso no Alto Comissariado para os Direitos Humanos em Genebra, durante a Sessão de avaliação do Comité dos Direitos da Criança, de proteger as crianças e jovens da "violência da tauromaquia".

No dia 5 de fevereiro de 2014, o Comité dos Direitos da Criança, órgão máximo a nível internacional encarregado de garantir o cumprimento da Convenção sobre os Direitos da Criança, instou o Estado Português a “adotar as medidas legislativas e administrativas necessárias com o objetivo de proteger todas as crianças que participam em treinos e atuações de tauromaquia, assim como na qualidade de espectadores” bem como a adoção de "medidas de sensibilização sobre a violência física e mental, associada à tauromaquia e o seu impacto nas crianças".

O Estado português encontra-se em claro incumprimento, sendo incompreensível a posição dos partidos que chumbaram esta iniciativa legislativa, ao ignorar quer as recomendações das Nações Unidas quer os compromissos de Portugal assumidos perante esta Organização, numa demonstração de total inflexibilidade. No caso específico dos maiores grupos parlamentares portugueses, PSD e PS, partidos políticos que se definem como moderados, foi com espanto que assistimos à reprovação de uma lei que pretende acompanhar a evolução ética e civilizacional que a sociedade está a atravessar e a exigir. A este posicionamento juntaram-se o CDS-PP e o PCP.

Não se justifica que na segunda década do Séc. XXI em Portugal possam existir posições partidárias que defendam o endoutrinamento da violência, que permite que as crianças e jovens sejam expostos a situações que podem colocar em risco a sua vida e a sua saúde, física e emocional, contrariando o código do trabalho.

Ocidentais, ou não Ocidentais, todas as culturas integram tradições construtivas e destrutivas. A antiguidade de uma tradição não pode continuar a servir para a justificar. Os valores estéticos e culturais desta atividade, aos quais se associam os festejos comunitários, a elegância, a cor e a tradição podem e devem manter-se, sendo que, se retirarmos a violência perpetrada contra os animais, retiramos o aspeto destrutivo desta tradição e por conseguinte o impacto negativo que a atividade tem nas crianças e jovens.

VACA DAS CORDAS É O MAIS FAMOSO CARTAZ TAUROMÁQUICO DO ALTO MINHO

Este costume antiquíssimo não apresenta qualquer situação de maus-tratos em relação ao animal

Os limianos cumpriram a tradição. Hoje à tarde, à hora indicada, o animal saiu dos curros dos Paços do Conde d’Aurora e, conduzido a três cordas, percorreu as ruas da vila até à Igreja Matriz de Ponte de Lima onde foi preso ao gradeamento. Uma vez “benzido” com vinho verde tinto, foi de novo conduzido pelas ruelas estreitas da vila limiana, desta feita com apenas duas cordas. E, após a passagem pela Praça de Camões, seguiu rumo ao extenso areal do rio Lima para diversão dos mais afoitos. Por sua vez, os curiosos apinhavam-se nas varandas e na ponte medieval, demonstrando o interesse por uma das mais afamadas tradições do Minho, por sinal o mais célebre cartaz tauromáquico do Alto Minho.

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É de origem bem remota a tradição da Vaca das Cordas tal como ela é realizada em Ponte de Lima, devendo mesmo constituir uma das tradições mais primitivas do povo português.

Todos os anos, na véspera do Corpo de Deus, os limianos mantêm o peculiar costume de correr pela vila uma vaca preta, presa e conduzida pelos ministros da função que assim procedem com o auxílio de três longas cordas. Ao começo da tarde, o animal é preso ao gradeamento da igreja Matriz, aí permanecendo exposta à mercê do povo que outrora, num hábito que com o decorrer do tempo se foi perdendo, por entre aguilhoadas e gritaria procurava embravecer o animal a fim de que ele pudesse proporcionar melhor espetáculo. Invariavelmente, às dezoito horas, lá aparecem os executantes da corrida que, após enlaçarem as cordas nos chifres da vaca, desprendem-na das grades e dão com ela três voltas em pesado trote em redor da igreja após o que a conduzem para a Praça de Camões e finalmente para o extenso areal junto ao rio Lima. E, por entre enorme correria e apupos do povo, alguns recebem a investida do animal aguilhoado e embravecido ou são enredados nas cordas, enquanto as janelas apinham-se de gente entusiasmada com o espetáculo a que assiste.

A respeito das suas origens, em meados do século dezanove, o historiador ponte-limense Miguel dos Reys Lemos arriscou a seguinte opinião que publicou nos “Anais Municipais de Ponte de Lima” :

"Segundo a mitologia, Io, filha do Rei Inaco e de Ismene - por Formosa e meiga - veio a ser requestada por Júpiter. Juno, irmã e mulher deste apaixonado pai dos deuses, que lia no coração e pensamentos do sublime adúltero e velava de contínuo sobre tudo quanto ele meditava e fazia, resolvera perseguir e desfazer-se da comborça que lhe trazia a cabeça numa dobadoura.

Ele, para salvar da vigilância uxória a sua apaixonada, metamorfoseou-a em vaca: - mas Juno, sabendo-o, mandou do céu à terra um moscardo ou tavão, incumbido de aferroar incessantemente a infeliz Io, feita vaca e de forçá-la a não ter quietação e vaguear por toda a parte.

Io, assim perseguida e em tão desesperada situação, atravessou o Mediterrâneo e penetrou no Egito: aí, restituída por Júpiter à forma natural e primitiva, houve deste um filho, que se chamou Epafo e, seguidamente, o privilégio da imortalidade e Osiris por marido, que veio ter adoração sob o nome de Ápis.

Os egípcios levantaram altares a Io com o nome de Isis e sacrificavam-lhe um pato por intermédio de seus sacerdotes e sacerdotizas: e parece natural que, não desprezando o facto da metamorfose, exibissem nas solenidades da sua predilecta divindade, como seu símbolo, uma vaca aguilhoada e errante, corrida enfim.

Afigura-se-nos que sim e, portanto, que a corrida da vaca, a vaca das cordas, especialmente quanto à primeira parte, as três voltas à roda da Igreja Matriz, seria uma relíquia dos usos da religião egípcia, como o boi bento, na procissão de Corpus-Christi, é representativo do deus Osiris ou Ápis, da mesma religião. E esta foi introduzida com todos os seus símbolos na península hispânica pelos fenícios, aceite pelos romanos que a dominaram, seguida pelos suevos e tolerada pelos cristãos em alguns usos, para não irem de encontro, em absoluto, às enraizadas crenças e costumes populares.

É que essa Ísis, a vaca de Júpiter, a deusa da fecundidade, teve culto especial precisamente na região calaico-bracarense, na área de Entro Douro e Minho; no Convento Bracaraugustano, ou Relação Jurídica dos Bracaraugustanos (povos particulares de Braga), de que era uma pequeníssima dependência administrativo-judicial o distrito dos límicos, prova-o o cipo encravado na face externa dos fundos da vetusta e venerada Sé Arquiepiscopal, - cipo que a seguirtranscrevemos inteirado, conforme a interpretação que em parte, nos ensinou e em parte nos aceitou o eruditíssimo professor do Liceu, Dr. Pereira Caldas:

ISID · AVG · SACRVM LVCRETIAFIDASACERD · PERP · P ROM · ET · AVG

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Interpretação:

ISIDI AUGUSTAE SACRUM; LUCRETIA FIDA SACERDOS PERPETUA POPULI ROMANI ET AUGUSTI, CONVENTUUS BRACARAUGUSTANORUM DICAT

Tradução:

"SENDO LUCRÉCIA FIDA SACERDOTISA PERPÉTUA DO POVO ROMANO E DE AUGUSTO, O CONVENTO DOS BRACARAUGUSTIANOS DEDICA A ISIS AUGUSTA (OU: À DEUSA ISIS) ESTE MONUMENTO SAGRADO"

Pela importância que a vaca possui para as comunidades rurais do Minho em geral pela sua participação nos trabalhos da lavoura e na alimentação doméstica, tirando partido da paisagem verdejante da região, é bem provável que a mesma tivesse outrora sido venerada como uma deusa da fecundidade e, em torno desse culto, tivessem surgido os mais variados rituais posteriormente cristianizados como o Corpus Christi e as Festas do Divino Espírito Santo, anunciado a chegada das primeiras colheitas e, por consequência, uma época de prosperidade e abundância que aconselha a repartir.

A “Vaca das Cordas” reúne, todas as condições para que, caso a Câmara Municipal de Ponte de Lima elabore o respetivo pedido de inventariação junto do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), venha a ser registada no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. De salientar que, nos termos da legislação portuguesa, o registo de uma manifestação cultural no Inventário Nacional constitui condição indispensável para a sua candidatura a Património Cultural Imaterial da Humanidade. A sua candidatura deveria constituir um objetivo a congregar todos os esforços dos limianos pela valorização do seu património cultural e da sua própria identidade!

Fotos: José Costa Lima

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PAN VOLTA A ATACAR DIREITOS E LIBERDADES DOS PORTUGUESES

- A acusação é da PROTOIRO – Federação Portuguesa de Tauromaquia, feita através do comunicado que junto reproduzimos na íntegra.

A PROTOIRO é uma associação na qual estão representados todos os intervenientes da Festa de Toiros em Portugal e cujo objectivo é promover, divulgar, dignificar e defender esse património imaterial das artes e da cultura portuguesa que é a tauromaquia, procurando, também, apoiar o mundo rural e a economia ligados à Festa Brava.

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O PAN, partido dos animais, apresentou esta semana três projectos contra a tauromaquia pretendendo proibir a transmissão de corridas de toiros pela RTP, a proibição da participação de jovens entre os 16 e os 18 anos de idade em touradas, e a utilização de apoios públicos nesses espetáculos, sendo seguido pelo BE. Estes projectos fazem parte da rotina demagógica de alguns partidos perante a qual esta Federação está tranquila, ainda que atenta e proactiva.

A Federação Portuguesa de Tauromaquia denuncia uma vez mais a ânsia proibicionista e o ataque contra direitos e liberdade dos cidadãos, perpetrados pelo PAN. É inadmissível que no século XXI, após décadas de democracia, alguns partidos tentem proibir e atacar a diferença, a cultura e a liberdade dos portugueses.

É inadmissível que numa sociedade livre e democrática ainda existam partidos fanáticos e radicais, como o PAN, que baseiam a sua actuação na promoção de proibições, do preconceito, da intolerância e do ódio ao diferente.

O acesso à cultura é um direito constitucionalmente protegido sendo o estado obrigado a promover o livre acesso dos cidadãos portugueses à mesma.

Um dos projectos de lei do PAN pretende proibir a RTP de transmitir corridas de toiros. Ora, sendo a tauromaquia uma parte integrante da cultura e identidade de Portugal, a transmissão de corridas de toiros no canal público, correspondem ao dever de serviço público da RTP.

A cultura portuguesa tem de ter sempre espaço num serviço público de televisão. Muitos são os portugueses que pela distância, mesmo no estrangeiro, ou dificuldades financeiras não podem aceder à cultura taurina. Além do mais, as audiências reforçam a presença de tauromaquia no canal público.

Em 2015 as 7 corridas transmitidas obtiveram uma média acumulada de 3 milhões de telespectadores, com as corridas a obterem picos de 700 mil telespectadores. Como corolário, as transmissões de corridas foram líderes das audiências nacionais em diversos segmentos horários. Ou seja, estamos a falar de cultura de massas com grande adesão por parte dos portugueses, não cabendo ao PAN a definição da programação do serviço público da RTP.

Quanto ao projecto para impedir o trabalho de jovens entre os 16 e os 18 anos, na tauromaquia, trata-se de mais um projecto absurdo e ilegal. Em Portugal a lei do trabalho permite que qualquer cidadão possa trabalhar a partir dos 16 anos.

O acesso às profissões tauromáquicas foi regulamentado no ano de 2015, com legislação completamente actualizada e aprovada no parlamento. Com esta proposta o Pan revela uma vez mais um ataque aos direitos laborais dos portugueses, propondo uma ilegalidade gritante.

Sobre o projecto relativo a apoios à tauromaquia trata-se uma vez mais de uma fraude. A tauromaquia é uma área cultural tutelada pelo Ministério da Cultura, sendo que é a única área cultural que não tem um programa de apoio à criação, não recebendo qualquer apoio deste ministério, mas deveria.

A tauromaquia é um dos poucos sectores culturais que se pode orgulhar de viver da própria bilheteira, algo impossível para a grande maioria dos demais sectores.

A tentativa de inventar apoios para a tauromaquia do Ministério da Agricultura não faz qualquer sentido. Apesar disso, o Ministério da Agricultura e o IFAP, organismo responsável pela atribuição de apoios agrícolas, já desmentiram publicamente esta mentira do PAN, por diversas vezes.

O PAN pretende criar a falsa ideia de que o Estado gasta e perde recursos na tauromaquia, o que é manifestamente falso. Os únicos apoios existentes são apoios reduzidos e insignificantes de alguns municípios nas suas políticas culturais e de promoção do associativismo.

Na verdade a tauromaquia estimula a economia desses municípios e regiões ao movimentar muitos milhares de pessoas, sendo uma financiadora do erário público através de muitos milhões de euros de impostos directos e indirectos, gerando riqueza para a economia nacional.

A Protoiro continuará a realizar o seu trabalho junto das entidades competentes até que estes projectos feridos de legalidade e legitimidade sejam chumbados.

PAN AVANÇA COM PROPOSTAS QUE PEDEM RESTRIÇÕES NOS ESPETÁCULOS TAUROMÁQUICOS

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  • Proibição da utilização de menores de idade em espetáculos tauromáquicos
  • Fim da transmissão de espetáculos tauromáquicos na RTP
  • A transmissão de touradas pela RTP1 foi o principal assunto que motivou queixas dos telespectadores ao provedor
  • Proibição da utilização de dinheiros públicos para financiamento direto ou indireto de atividades tauromáquicas

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza avança esta semana com três iniciativas legislativas que pretendem aumentar os esforços para alterar as tradições violentas e as práticas que prejudiquem o bem-estar das crianças e o desenvolvimento civilizacional e educacional da nossa sociedade. A primeira iniciativa pede a proibição da utilização de menores de idade em espetáculos tauromáquicos. A Lei n.º 31/2015, de 23 de Abril, regula o exercício de atividades de artista tauromáquico e auxiliar por crianças menores de 16 e de 18 anos mediante autorização da Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco. Comissão essa que, a par de outras entidades, reconheceu que a atividade tauromáquica “pode colocar em perigo crianças e jovens” (in Circular n.º 4/2009). A Amnistia Internacional emitiu parecer no mesmo sentido. (…)

A segunda iniciativa legislativa pede a proibição da transmissão de espetáculos tauromáquicos na estação televisiva pública. Uma vez que presta serviço público e sendo uma referência enquanto plataforma de comunicação, a RTP deve ter especial atenção aos programas e conteúdos que transmite, pois alcança um número muito elevado de telespectadores. O PAN defende que o serviço público de TV deve evitar conteúdos violentos, sem qualquer valor intelectual ou que incite à discriminação ou outras formas de violência. (…)

Mais recentemente, o provedor do telespectador foi ouvido pela Comissão Parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto sobre o seu relatório de atividades em 2015, onde deu a conhecer que a transmissão de touradas pelo principal canal de serviço público, a RTP1, foi o principal assunto que motivou queixas dos telespectadores ao provedor durante o ano de 2015. Das 14.935 mensagens que recebeu durante o ano de 2015 – mais do dobro das 7111 do ano anterior – 8280 foram sobre touradas, ou seja, 55% do total de queixas anual. (…)

Por último, o PAN volta a abordar a proibição da utilização de dinheiros públicos para financiamento direto ou indireto de atividades tauromáquicas, tema já trazido ao parlamento durante a discussão do orçamento de estado. Estima-se que haja uma despesa pública de cerca de dezasseis milhões de euros com a tauromaquia em Portugal. Dinheiro esse que é proveniente dos impostos de todos os cidadãos e que podia e devia ser investido em áreas que efetivamente contribuam para o desenvolvimento da nossa sociedade como é o caso da educação, saúde ou verdadeira cultura.

Consulte os projetos de Lei aqui:

https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=40267

https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=40268

https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=40266

PROIBIÇÃO DA TAUROMAQUIA EM PORTUGAL FOI PELA PRIMEIRA VEZ PROPOSTA NO PARLAMENTO EM 1869

Passa já quase século e meio desde que, pela primeira vez, a questão da tauromaquia foi debatida no parlamento em Portugal. Na sessão de 9 de Julho de 1869, coube ao deputado Alves Matheus a iniciativa da apresentação do primeiro projecto de lei visando a proibição das corridas de toiros em todo o território nacional. Pelo interesse histórico que representa, transcrevemos do Diário Da Câmara dos Senhores Deputados da Nação Portugueza, nº 51, referente à referida sessão parlamentar, a intervenção do deputado Alves Matheus.

O Sr. Alves Matheus: - Mando para a mesa o presente projecto de lei, que desassete Srs. Deputados me fizeram a honra de assignar e que eu já quis apresentar nas tres ultimas sessões, o que não fiz por não me haver chegado a palavra.

Peço licença á camara para o ler.

E o seguinte:

Projecto de lei

Senhores. - Não se avalia a civilisação de um povo sómente pela natureza das suas instituições políticas, pelo maior ou menor adiantamento da sua industria, pelo numero e perfeição de seus melhoramentos; patenteia-se e aquilata-se ella tambem e principalmente pela qualidade da sua índole, pelo estado dos seus costumes, e ate pela preferencia que elle dá a certos espectáculos e divertimentos. O povo portuguez estremado entre todos os povos do mundo pela elevação do seu caracter e lenidade de seus instinctos, mantém ainda a barbara e condemnada usança das corridas de touros que, sobre não abonar o seu nome, desconvem altamente a quem como elle prezou sempre tanto os honrados fóros de nação christã e civilisada.

Lutar com animaes bravos, maltrata-los e feri-los com traças ardilosas ou com destemida temeridade, mas por gosto e sem necessidade, é cousa repugnante e deplorável e que a moral não auctorisa, e que muito dóc a corações generosos. Semilhantes espectaculos não amenizam os instinctos, nem alevantam o nivel moral de um povo, bem ao revez d'isto só servem para obdurar os ânimos, tolhendo os progressos da sua moralidade e empanando com uma nodoa os brilhos da actual civilização.

Movido de taes e tão poderosas considerações, tenho a honra de apresentar vos o seguinte projecto de lei:

Artigo 1.º São prohibidas as corridas de touros no continente do reino e nas ilhas adjacentes.

Art. 2.º Fica revogada toda a legislação em contrario. Sala das segues, em 5 de julho de 1869. = Joaquim Alves Matheus = José de Aguilar = Antonio Pereira da Silva = Augusto da Cunha Eça e Costa = João Carlos de Assis Pereira de Mello = Fernando Augusto de Andrade Pimentel e Mello = Henrique Barros Gomes = António Joaquim da Veiga Barreira José Dionysio de Mello e Faro = Barão da Ribeira de Pena = Henrique de Macedo Pereira Continha = Jose Augusto Correia de Barros = Francisco Pinto Beata = Luiz Vicente d'Affonseca Henrique Cabral de Noronha e Menezes = Filippe José Vieira = José Luiz Vieira de Sá Júnior = Joaquim Nogueira Soares Vieira.

Permittam-me v. exa. e a camará, que eu exponha summariamente os motivos que me determinaram a trazer aqui este projecto de lei. Na antemanhã do dia 4 d'este mez acordou sobressaltada a parte da capital, denominada baixa, com uns rumores estrepitosos, e com uma grita decompassada, que, estrondeando aos ouvidos da população, lhe cortou o somno e causou anciedades. Foi origem d'isto uma manada de touros bravos, que vindo escoltada do numeroso, festivo e tumultuario préstito do estylo, se tresmalhou, correndo á toa pelas ruas da cidade no meio de grande contusão e de clamoroso alarido. Signalaram o facto duas desgraças lastimáveis-a morte de uma pobre mulher e a de um guarda civil. Houve alem d'isto muitos ferimentos e contusões, muitos sobresaltos e sustos. Esteve em risco a vida de muitos transeuntes. Deploro deveras taes suecessos, Sr. presidente; se a Europa soubesse que uma manada de touros andou á solta pelas ruas de Lisboa, escornando enfuriadamente as esquinas e matando gente, havia de frechar-nos talvez com um sarcasmo cruel, mas não inteiramente descabido; havia de dizer que nós, em vez de lutarmos com o monstro do deficit, para lhe quebrarmos as presas, e o descabeçarmos com destimidez e esforço, andavamos lutando com a ferocidade de animaes indomitos, para nos divertirmos (apoiados). Observo, Sr. presidente, que não obstante a vigilância e as precauções da auctoridade, e as providencias mais ou menos acertadas, que ella toma para evitar discommodos e desgraças, como as que ha pouco succederam, ellas se repetem com frequência (apoiados).

Entendo que o melhor meio de atalhar-se o mal de taes effeitos, é supprimir-se o mal da causa, e acabarem de uma vez para sempre as corridas de touros (apoiados), que bem longe de abonarem o nosso nome, o abatem e deslustram no conceito dos estrangeiros (apoiados).

Um dos jornaes mais lidos d'esta capital apresentou ha dias o alvitre de construir-se uma praça fóra da linha da circumvalação de Lisboa; a mim parece-me, Sr. presidente, que nós resolvemos a questão de maneira mais peremptória, mais decisiva e mais digna, prohibindo dentro e fóra do povoado praças em que se dêem semilhantes espectáculos (apoiados).

Tive sempre por taes divertimentos repugnância profunda e invencivel.

Não me caío mais da memória um facto succedido em Coimbra, quando eu frequentava a universidade.

Arrastado por alguns camaradas de estudo, tive a infelicidade de assistir a uma tourada. Mui de proposito disse infelicidade, porque vim de lá maguado por ver um homem, que sobre a desdita de quebrar uma perna, ficou com a cabeça amolgada. Protestei arrependimento e assentei mui determinadamente não voltar. Fica a gente com uma cousa de mais e com outra cousa de menos; a cousa de mais é a tristeza no coração, a cousa de menos é dinheiro fóra do bolso, porque em taes lances tem-se como ponto obrigatório para as pessoas de brio darem esmola ao infeliz, que foi victima do boléo, para me servir da technologia tauromachica.

Reputo as touradas um legado bárbaro de uma civilisação pagã (apoiados), que, sem embargo do haver attingido os mais levantados grãos de esplendor, viveu lardeada sempre de perversões e cruezas, hoje repulsivas ao nosso senso moral e á nossa rasão allumiada pelas doutrinas a um tempo austeras e suaves da civilização christã.

Esse antigo povo romano, que tanto Re desvanecia do ser o mais policiado do mundo pela sabedoria das suas leis, pela superioridade dos seus costumes e pelas elegância da sua litteratura, levantou, como v. exa. e a camará sabem, esse grande monumento chamado Coliseo, aonde se festejava uma grande barbaridade (apoiados); tinha espetaculos de gladiadores, em que o jorrar do sangue, o lacerar das carnes, e o arquejar dos moribundos eram para o patriciado mais illustre um objecto e um motivo de recreação, e em que as matronas da primeira jerarchia e da mais alta educação cobriam com uma tempestade de frenéticos applausos a féra que despedaçava o homem, e atiravam um chuveiro de vaias insultuosa ao homem que triumphava da fera.

Ao lado do circo ensanguentado estava o torpe prostíbulo (O Sr. Falcão da Fonseca: - Apoiado); o gladíador saltava dos braços do vicio para as garras do tigre; os dois mysterios mais graves da humanidade, - a vida e a morteeram, como diz um grande escriptor, solemnemente enxovalhadas perante as turbas envilecidas, que, havendo perdido a memória da liberdade e ajoelhando submissas aos pés dos Néros e dos Caligulas, se mostravam satisfeitas e felizes, porque tinham pão e jogos (apoiados). O circo e o ergastulo consubstanciavam em dualidade horrível todas em iniquidades, todas as miserias, e todas as abjecções das antigas sociedades.

O Ave Cesar morituri te salutant era o transumpto fidelissimo dos costumes depravados do povo rei (apoiados); era a legenda tristíssima, que negrejava estampada na face de uma civilisação, que, para ser incomparavel, só lhe faltou o ser bem morigerada. (Apoiados. - Vozes: - Muito bem) São as touradas um vestigio e uma reminiscência d'essas barbaras usanças e d'esses maus costumes (apoiados). Esse vestígio, não obstante a sua fórma mais humana e menos cruenta, não ha rasão nenhuma que o justifique (O Sr, Affonseca: - Apoiado), pois encontra todos os principios e todos os sentimentos proprios de um povo christão e civilisado. Não vemos hoje gladiadores, que lutem com leões e sacrifiquem a vida em holocausto ao gosto derrancado, e aos prazeres immoraes de um povo; uras vemos bandarilheiros e moços de forcado, que farpeiam e pegam a um boi (riso) com esforço e com galhardia, mas ás vezes com perigo e até com perda de vida, e isto para divertirem um publico ávido de sensações fortes. Um touro mugindo embravecido, espumante, desesperado, cortado de farpas, escorrendo sangue, e vingando se, não raro, com ferocidade da audácia e da habilidade do homem, que ferozmente o persegue, será para muitos um espectáculo attrahente e aprasivel; mas para mim, Sr. presidente, não é espectaculo nem moral (muitos apoiados), nem sympathico, nem louvável, nem digno de uma nação civilisada (apoiados).

Taes divertimentos, se semilhante nome póde dar-se-lhes, não são azados a amaciar as indoles, mas a endurece-las, tornando-as asperas e fragueiras (muitos apoiados); não são accommodados a melhorar os instinctos, mas a perverte-los, tornando-os rudes e truculentos; não são proprios a aperfeiçoar os costumes, mas a empeiora-los, tornando os ou duros ou mal regrados (apoiados). Mui apropositado vem o conceituoso dito de um abalisado e elegantíssimo escriptor nosso, que adereçou a lingua com as vernaculidades mais puras, e as mais formosas louçanias. É este escriptor fr. Luiz de Sousa, que disse que = as touradas só serviam para levantar corpos ao céu, e lançar almas no inferno. Eu, Sr. presidente, sinto purpurearem-se-me as faces de vergonha, quando entre as inexactidões, as injustiças e as calumnias de que estão inçados os livros estrangeiros, que fallam das nossas cousas, leio a verdade incontratavel e triste de que nós e os hespanhoes somos os povos das touradas! É preciso que alimpemos o nosso nome dos baldões d'este sarcasmo; é preciso que nos resgatemos das vergonha" d'este labéo; é preciso que aniquilemos esta herança da barbárie (muitos apoiados); é preciso que apaguemos esta nódoa da nossa civilização; é preciso, em fim, que cortemos este cancro de nossos costumes (apoiados). Se eu quizesse encarar a questão pelo lado económico, não haviam de fallecer-me argumentos. Os creadores engodados pela ganância da venda do gado por bom preço, lançam no a pastar por charnecas e gandaras extensas, que se não cultivam, e que aproveitadas podiam tornar se productivas. Entendo que a agricultura lucraria muito se acabasse o mau costume de se criarem bois para corridas (apoiados). Em confirmação d'isto me acaba de referir um facto o nosso illustre collega e meu prezado amigo o Sr. Valladas. E esse facto que, â medida que de extensiva a agricultura se torna intensiva, a criação de bois bravos diminue e vão desapparecendo.

Já por espaço de nove mezes não houve touradas n'este paiz. Um decreto dictatorial assignado pelo illustre Passos Manuel, e que tem a data de 19 de setembro de 1836, prohibiu as corridas de touros no continente do reino. De me a camará licença para ler lhe esse decreto, cujo contexto é brevíssimo. Diz assim:

"Considerando que as corridas de touros são um divertimento barbaro e improprio de nações civilizadas, e bem assim que similhantes espectáculos servem unicamente para habituar os homens ao crime e á ferocidade; e desejando eu remover todas as causas que podem impedir ou retardar o aperfeiçoamento moral da nação portuguesa: hei por bem decretar que d'ora em diante fiquem prohibidas em todo o reino as corridas de touros.

"O secretario d'estado dos negócios do reino assim o tenha entendido e faça executar. Palacio das Necessidades, em 19 de setembro de 1836. = RAINHA = Manuel da Silva Passos."

Foi este decreto revogado pela carta de lei de 30 de junho de 1837, assignada pelo Sr. António Dias de Oliveira. Lamento tal revogação que, a meu juízo, significou um retrocesso, um mal, e uma transacção ou condescendência com hábitos e interesses injustificáveis (apoiados). O decreto de 19 de setembro de 1836 é assás comprobativo d'aquelles estremados e nobilíssimos espíritos de Passos Manuel, d'aquella bua índole maviosa e amoravel, d'aquella sua alma generosa e aberta sempre ás grandes inspirações (apoiados), d'aquelle seu amor sincero e afervorado ao progresso e á boa nomeada d'este paiz.

Desculpe-me acamara se um pouco mais me alargo, fazendo aqui protestação publica de meu affecto e da minha veneração ao varão eminente, que por tantos annos foi lustre e ornamento d'esta casa, que foi um symbolo de honra e patriotismo n'esta terra, e cujo nome similhante ao cume das pyramides do Egypto, visto de longe e dourado pelos raios do sol no poente, ha de altear-se e resplandecer sempre como uma das glorias maiores, mais explendidas e mais puras da nossa historia (apoiados).

Façamos nós, por uma lei votada em côrtes, a boa acção (apoiados), que o grande dictador de 1836 não pôde tornar duradoura e permanente.

Tem o paiz nos seus theatros as harmonias da musica, que deleitam, as commoções do drama, que moralisam, e as graças da comedia, que divertem e provocam a galhofa inoffensiva; por honra do seu nome, do seu caracter e da sua civilisação, deve acabar com as corridas de touros, que tamanho desabono lhe refundem, e que menoscabam a reputação de um povo, que tanto se preza da excellencia dos seus instinctos e da amenidade dos seus costumes (apoiados). Fomos nós o primeiro povo do mundo, que em homenagem ao direito de Deus e á dignidade do homem, eliminou dos seus códigos a pena de morte; fomos nós, que em um dos mais afortunados e bellos dias da nossa vida politica social consagrámos o maximo respeito á inviolabilidade da vida humana; fomos nós, que com esse acto erguemos um marco glorioso no itinerário da civilisação; merecemos por isso que um dos genios mais fecundos e mais brilhantes d´este seculo, que um grande escriptor, que está inundando de luz os horisontes do mundo litterario, nos apertasse a mão, e nos desse cordeaes embora", chamando-nos o povo mais livre e mais feliz. Pois nós, Sr. presidente, que despedaçámos os postes da forca, que arrancamos a corda das mãos do algoz, que velámos o despedimos do meio do nós essa figura sinistra, que enche a humanidade de horror e o céu de piedade; nós, que supprimimos essa irracional, anti-christã, deshumana e monstruosa entidade do homem, que por officio matava homens, havemos da continuar a consentir, que o touro possa ser o carrasco de nossos similhantes? (Muitos apoiados,) Nós, que declarámos na lei não termos direito de tirar a vida a ninguém em nome do interesse da sociedade, havemos de tolerar que animaes bravos venham para as ruas e praças matar gente? em nome e por causa de um divertimento? (Apoiados.) Nós, que sem condolencia não podemos ver um desastre de que alguém é victíma, havemos de permittir espectaculos ferteis em sangue e desastres? (Apoiados.) Não póde ser, não deve ser, Sr. presidente. Acabem os barbaros e hediondos espectáculos das touradas (apoiados); acabem em nome da elevação e brandura de caracter, que e proverbial n'este povo, mas que em taes espectaculos recebe um desmentido; acabem em nome da boa fama e da dignidade d'este paiz; acabem em nome dos progressos da civilisação; acabem, visto ser tão desauctorisada a minha voz, em nome da memoria honrada, luzida e benemerita do Passos Manuel, que esta camará póde coroar mais uma vez convertendo em lei um dos seus pensamentos mais insto", mais humanitarios e mau civilisadores (apoiados).

Vozes: - Muito bem.

(O orador foi cumprimentado por muitos dos seus collegas.)

FINANCIAMENTO PÚBLICO DA TAUROMAQUIA E A SINUOSA ARTE DA OCULTAÇÃO

O artigo de opinião que a seguir se publica aborda o problema do alegado financiamento público da tauromaquia, é da autoria do Engº André Silva, deputado do PAN à Assembleia da república que correspondeu amavelmente ao pedido feito pelo BLOGUE DO MINHO, o que agradecemos. Contamos, entretanto, poder dar a conhecer a versão das entidades defensoras da tauromaquia a este respeito.

Para os que ainda têm dúvidas sobre se o financiamento público é, ou não, directo à indústria tauromáquica, ou para os que ainda acreditam que este financiamento serve apenas para a criação de raças autóctones, proponho-me uma breve reflexão sobre os benefícios atribuídos.

Do ponto de vista de Iniciativas legislativas no parlamento começámos precisamente, no Orçamento de Estado, com a proposta de alteração dos benefícios em sede de IVA aos espetáculos tauromáquicos, seja pela alteração da lei que isenta os toureiros do pagamento de IVA seja pelo fim da atribuição da taxa intermédia de IVA, 13%, para todos os bilhetes e entradas em espetáculos tauromáquicos. Propostas não aprovadas pela grande maioria parlamentar.

Os exemplos mais recentes que apresento de seguida demonstram que, mesmo em situações financeiras difíceis, algumas autarquias não olham a meios para tentar manter viva esta atividade, investindo milhões de euros do erário público na sua promoção.

A Câmara Municipal de Estremoz é uma das autarquias sujeitas a resgate financeiro por parte do Estado (ao abrigo do Programa de Apoio à Economia Local - PAEL) por dívidas que remontam a 3.011.925 €. A autarquia aprovou uma proposta para a contratação de um empréstimo a longo prazo no âmbito do PAEL até um máximo de 90% do valor da dívida. Simultaneamente, a Câmara de Estremoz está a investir cerca de 2.500.000 € na reabertura da velha praça de touros que se encontrava encerrada há vários anos e que é propriedade privada. Foi cedida por 25 anos à autarquia. A obra é financiada em 80% por fundos comunitários (QREN – InAlentejo) e os restantes 20% pelos cofres da Câmara Municipal.

A Câmara Municipal de Monforte também recorreu ao apoio do Estado no âmbito do PAEL por se encontrar em “situação financeira grave”. O Município solicitou um financiamento de cerca de 680.000 euros correspondentes a 67% da totalidade das dívidas. No entanto isso não impediu o presidente da Câmara de anunciar a 14 de fevereiro de 2013 o Investimento de 165.000 euros na construção de um Centro Interpretativo Tauromáquico no concelho, obra comparticipada em 60% pelo PRODER.

As duas autarquias declararam recentemente a tauromaquia como “Património Cultural e Imaterial de Interesse Municipal”, à semelhança de outros municípios. Esta classificação constitui uma forma da indústria tauromáquica ver aumentados os apoios públicos, numa altura em que o país pretende iniciar a recuperação de uma grave crise financeira.

Foi o que aconteceu no Sabugal, um dos primeiros municípios a aprovar a classificação da tauromaquia e da capeia (tourada com forcão) e a utilizá-la como justificação para atribuir, em novembro de 2012, um total de 110.000,00 euros à promoção de atividades tauromáquicas no concelho.

Não pretendendo fazer uma apresentação exaustiva das contas das autarquias, proponho passar à descrição de algumas das formas sinuosas de que se reveste habitualmente o financiamento público da tauromaquia. Há várias empresas que, de norte a sul do país, recebem verbas avultadas na categoria genérica de “publicidade”, para financiamento de exposições de núcleos tauromáquicos, pagamento de stands em feiras equestres para promoção da tauromaquia. Outra prática comum é a compra de bilhetes para espetáculos tauromáquicos por parte das autarquias.

Fica claro o papel das autarquias como aparelho ideológico ao serviço da tauromaquia. A pertença a estes grupos de cariz ideológico como a União dos Municípios com Actividade Taurina, a UNICIVITAS, a ASIMTAP não se limita ao pagamento de quotas e inscrições, mas obriga à participação activa em iniciativas promotoras da actividade tauromáquica, como sejam organização rotativa de colóquios, representação oficial em todas as iniciativas onde quer que se realizem, deslocações, estadias, oferta de jantares e almoços, cofinanciamento de publicações e publicidade, etc.

Termino propondo a seguinte reflexão: Em Portugal, em 2011, a violência doméstica, com quase vinte e nove mil ocorrências participadas, constituiu-se, tal como no ano anterior, como a tipologia criminal mais reportada aos órgãos de polícia criminal, entre os crimes contra as pessoas, (e como a terceira mais registada em termos globais - Gabinete do Secretário-Geral do Sistema de Segurança Interna [GSGSSI], 2012; e DGPJ, 2012). Das 43 autarquias que integram a secção dos Municípios com actividade tauromáquica, apenas 5 têm um gabinete de apoio à vítima. Vila Franca de Xira não é um deles, embora só em 2013 o Ministério Público do Tribunal da Comarca tenha aberto mais de duas centenas de inquéritos de queixas de violência doméstica. As vítimas de Vila Franca têm de deslocar-se a Santarém ou Lisboa para receberem apoio. No entanto a autarquia paga 6.400€ por ano para um museu privado do ex-toureiro Mário Coelho

Esta é apenas uma das muitas reflexões que podemos fazer sobre a aplicação do dinheiro público. Para nós o caminho, é continuar a trabalhar com todos os coletivos para ver esta meta alcançada sabendo à priori que não é uma questão de “se” mas “quando” estes eventos terminarão.

Nota: Texto escrito pré acordo ortográfico

Fontes:

- C. M. de Estremoz, Ata nº 19/2012 da Reunião extraordinária de 27 de setembro de 2012.

- “Presidente do Município apelou à solidariedade dos funcionários para atenuar efeitos da austeridade”, 16 de outubro de 2012:

http://www2.cmmonforte.pt/noticias/noticiasdet.asp?news=468

- Câmara Municipal do Sabugal, Ata nº 28/2012, Reunião ordinária de 21 de novembro de 2012.

André Silva – Porta-voz e Deputado do PAN (Pessoas – Animais – Natureza)

VIANA DO CASTELO: PRAÇA DE TOUROS TRANSFORMADA EM PAVILHÃO DESPORTIVO ATÉ AO FINAL DE 2017

Os trabalhos de reconversão da antiga praça de touros de Viana do Castelo em pavilhão desportivo deverão estar concluídos até ao final de 2017, de acordo com o presidente do município, José Maria Costa.

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Segundo o responsável, os trabalhos da responsabilidade do Instituto da Construção da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto – e referentes à resistência da estrutura – estão concluídos e em breve estará encontrada solução para o projecto de arquitectura. A intervenção está integrada no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), candidatado ao programa comunitário do Portugal 2020.

“A nossa intenção é ter a reconversão da praça concluída até final de 2017, para que o novo espaço possa ser cedido, em regime de comodato, à Escola Desportiva de Viana (EDV)”, afirmou o autarca, citado pelo Construir. José Maria Costa avançou ainda que, após a reconversão, a antiga praça de touros será rebaptizada com o nome “Praça Viana”.

O projecto previsto para a antiga arena, com uma área de 3.800 metros quadrados e cerca de 65 metros de diâmetro, pretende dar resposta à “falta de condições físicas com que se debate a EDV”, clube que completa em maio 40 anos de existência e tem cerca de 1.300 atletas.

A praça foi construída em 1948 e teve uma intensa actividade inicial mas, nos últimos anos, ficou reduzida a apenas um espectáculo anual, por altura da Romaria da Senhora d’Agonia, o que aconteceu pela última vez em Agosto de 2008. Está encerrada desde 2009, quando Viana do Castelo se declarou cidade anti-touradas.

Fonte: http://greensavers.sapo.pt/

PARTIDO PAN QUESTIONA TAUROMAQUIA

PAN lança o segundo ciclo de conferências sobre "Políticas Públicas de Bem-Estar Animal”. Primeira Sessão a 5 de Março: “O impacto da tauromaquia nas crianças e jovens”

Nos próximo dia 5 de Março o PAN – Pessoas – Animais – Natureza lança o segundo ciclo de conferências "Políticas Públicas de Bem-Estar Animal".

Uma iniciativa, lançada em Março do ano passado, que reúne vozes com interesse nesta causa. Estas conferências, de participação gratuita e acessível a todos, convidam à participação de representantes de organismos públicos, investigadores, professores universitários, representantes de outras forças políticas, representantes de poder central e local, oradores estrangeiros, entre outras personalidades relevantes nestas áreas.

No próximo Sábado, 5 de Março, pelas 15h00, a sede do PAN (Av. Almirante Reis 81)

O Deputado André Silva vai abrir a primeira conferência deste ciclo subordinada ao tema: “O impacto da tauromaquia nas crianças e jovens”. Neste encontro participam representantes da Comissão Nacional de Protecção das Crianças e Jovens em Risco (Armando Leandro), da Universidade de Lisboa (Fernando Araújo), da Sociedade Portuguesa para a Educação Humanitária (Mariana Crespo), da Plataforma Basta (Sérgio Caetano) e da Fundação Franz Weber (Anna Mulà).

Este novo ciclo pretende dar continuidade ao trabalho de proximidade com os cidadãos já iniciado pelo PAN, promover o debate das questões relacionadas com os direitos dos animais, dar conhecimento das políticas comunitárias, locais ou nacionais, consciencializar a população e estimular os participantes a reflectir sobre o papel de todos nós na protecção dos animais.

PARTIDO PAN AGUARDA RESPOSATA DO GOVERNO ACERCA DO REGULAMENTO DO ESPETÁCULO TAUROMÁQUICO E UTILIZAÇÃO DE AMIANTO EM EDIFÍCIOS PÚBLICOS

O PAN – Pessoas – Animais – Natureza aguarda respostas do governo a duas questões colocadas pelo Deputado André Silva, no exercício do seu direito de questionar entidades públicas para que, desta cooperação, melhor decorra o exercício das suas funções.

Em primeiro lugar e, considerando que não existem dados que permitam aferir se o regulamento do Espetáculo Tauromáquico (Decreto-Lei n.º 89/2014) está, ou não, a ser cumprido, o PAN questionou a Inspeção Geral das Atividades Culturais (IGAC) sobre o número de contraordenações registadas, arquivadas e com decisão de aplicação de coima desde a entrada em vigor deste regulamento.

Com esta questão o PAN considera oportuno apurar do cumprimento do presente Regulamento pelos promotores dos espetáculos tauromáquicos e demais entidades, desde a sua entrada em vigor, nomeadamente por via da contabilização do número de contraordenações registadas até à data, para efeitos de averiguar da consciencialização das referidas entidades para o cumprimento da legislação aplicável. 

A segunda questão foi colocada pelo PAN ao Ministério do Ambiente e prende-se com o levantamento de edifícios, instalações e equipamentos públicos com Amianto e com a aplicação do previsto na Lei n.º 2/2011, de 9 de Fevereiro.

O PAN pretende apurar se existe algum interlocutor que reúna toda a informação disponível sobre os edifícios e equipamentos com amianto e que coordene de alguma forma o trabalho que tem sido desenvolvido e qual o calendário para diligências futuras, com vista ao levantamento definitivo do amianto de todas as unidades que o contenham.

PROTOIRO APRESENTA A TEMPORADA TAURINA DE 2015 EM NÚMEROS

A temporada tauromáquica de 2015 saldou-se por um balanço bastante positivo. Caracterizou-se por um aumento global de 1.8% de espectadores nas praças de touros do nosso país (462.000), tal como pelo aumento do número médio de espectadores nas corridas de toiros (2415).

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Realizaram-se 233 espectáculos, menos 17 que em 2014 (250). As corridas de toiros (161) aumentaram o seu peso representando 69% dos espectáculos tauromáquicos, mais 3% que em 2014. As exportações de touros (335) aumentaram 62% face a 2014 contribuindo positivamente para o saldo da balança comercial portuguesa.

As transmissões televisivas (7) continuaram a revelar um excelente desempenho com um acumulado de cerca de 3 milhões de telespectadores e picos de 700 mil espectadores por transmissão, num exemplo cabal de serviço público, chegando a liderar as audiências em vários momentos.

Realizaram-se espectáculos em todo o país com excepção dos distritos de Braga, Vila Real e região autónoma da Madeira. O distrito de Lisboa liderou em número de espectáculos (33), sendo Albufeira a cidade com mais espectáculos (23). A região dos Açores lidera a média de ocupação das praças em corridas de toiros (75%). A região Centro-Norte continua a liderar no continente (71%).

Na elaboração deste resumo estatístico foram usados como fontes os dados da Associação Nacional de Toureiros (ANDT) e a Associação Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide (APCTL), sendo cruzados entre si. Obtemos assim resultados rigorosos e que espelham a totalidade da actividade do setor cultural taurino, pois os dados compilados pela Inspeção Geral das Actividades Cultural (IGAC) não retratam toda a realidade taurina portuguesa.

Outras fontes: Pordata, ICA (Instituto do Cinema e Audiovisual) e GFK/CAEM (Audiências).

Foram contabilizados todos os espetáculos públicos em que foram lidadas pelo menos uma rês brava de lide. Análise Detalhada Analisando a assistência de público às praças, no ano de 2015, registou-se um aumento de espectadores para os 462.000, um aumento de 1.8% face a 2014. Registou-se também um aumento do nº médio de espectadores por espetáculo, em particular nas corridas de touros, passando dos 2240 espectadores por espectáculo em 2014, para os 2415 espectadores por espectáculo em 2015, um aumento médio de aproximadamente 175 espectadores por corrida.

Em Portugal continental e ilhas realizaram-se 233 espetáculos, menos 17 que em 2014. Destes, e analisando por tipologia de espetáculo, destacam-se as Corridas de Touros, com 69% do total dos espetáculos realizados, com um aumento de 3% face a 2014. Comparando o número médio de espectadores por espectáculo noutro sectores culturais, como o teatro, cinema ou ópera, o número médio de espectadores por corridas de toiros, vemos que que aqueles ficam a uma grande distância dos números das corridas de toiros, com uma média de 2415 espectadores por corrida.

O teatro tem um número médio de 146 espectadores por sessão (dados Pordata 2014), enquanto o cinema tem um número médio de 20 espectadores por sessão (dados 2014 Instituto do Cinema e Audiovisual) e a Ópera tem um número médio de 336 espectadores por sessão (dados Pordata 2014).

Em 2015 foram transmitidas 7 corridas de toiros pela RTP1, tendo estas transmissões registado um acumulado médio de cerca de 3 milhões de telespectadores, com picos de 700 mil espectadores por transmissão, mostrando a grande adesão dos portugueses a este tipo de espectáculo.

A tauromaquia tem uma expressão nacional com espectáculos de norte a sul do país, passando pelos Açores. Realizam-se espectáculos taurinos em todos os distritos com excepção de Vila Real, Braga e a Região Autónoma da Madeira. O distrito com mais espectáculos em 2015 foi Lisboa com 33 espectáculos.

A cidade com mais espectáculos realizados em 2015 foi Albufeira, com 23 espectáculos, seguida de Lisboa com 13 espectáculos e Angra do Heroísmo com 8 espectáculos.

Em relação à percentagem média de ocupação das praças em Corridas de Toiros, os Açores registam a maior média de ocupação no país com uma média de 75%. A região Centro-Norte lidera este indicador em Portugal continental com com 71%, seguido da região do Alentejo com 67%. Em termos de crescimento deste indicador, destacam-se a região do Alentejo com uma subida de 11%, seguindo-se o Centro-Norte com 5%.

Por distrito Viseu e Guarda lideraram com uma taxa de 100% e os Açores com 75%. O escalafon (ranking) de actuações de Cavaleiros Tauromáquicos foi liderado por Luís Rouxinol e Marcos Bastinhas, com 44 actuações e Joaquim Bastinhas, com 33 actuações. Paco Velasquez liderou o escalafón dos Matadores de Toiros com 6 actuações seguido por Manuel Dias Gomes e Pedrito de Portugal com 3 actuações.

Os Forcados Amadores de Cascais lideraram a sua categoria com 25 actuações, seguidos pelos Amadores do Ribatejo, com 23 actuações, e os Amadores de Santarém com 21. Josué Salvado, com 54 actuações, Diogo Costa, com 52, e Ricardo Raimundo, com 52, ocuparam os primeiros postos do escalafon dos Bandarilheiros.

Quanto aos Novilheiros Diogo Peseiro liderou com 6 actuações, seguido de João Augusto Moura e Joaquim Ribeiro “Cuqui” com uma actuação. João Martins liderou o top dos Novilheiros Praticantes com 11 actuações, “Parreirita Cigano” e Luís Rouxinol Jr., o top de Cavaleiros Praticantes, com 17 actuações. João Oliveira liderou na categoria de Bandarilheiros Praticantes com 29 actuações. Quanto às Empresas, o ranking foi liderado pela Touros das Sesmarias com 24 espectáculos organizados, seguida da Aplaudir com 21 e a S.R.U Campo Pequeno com 13.

As Ganadarias que mais lidaram em Portugal foram a ganadaria Passanha, que lidou 66 toiros, seguida da ganadaria Pinto Barreiros, com 49, e Falé Filipe, com 44. Contabilizando também as corridas lidadas fora de Portugal, o ranking ganadeiro é liderado pela ganadaria Passanha, com 89 toiros lidados, seguida da ganadaria Murteira Grave e de Pinto Barreiros com 49 reses lidadas.

Os Directores de Corrida com mais corridas dirigidas foram Agostinho Borges, com 41 espectáculos dirigidos, Marco Gomes, com 28 espectáculos e Lourenço Luzio com 24. A tauromaquia contribui de forma muito positiva para o saldo da balança comercial (exportações – importações), já que em 2015 as exportações de touros de lide (335) superaram significativamente as importações (25). Em 2014 o valor das exportações foi de 207 touros.

Esta variação anual das exportações, representa um aumento de 62%, pelo que este valor compara com os melhores resultados de outros sectores de atividade em Portugal no ano de 2015. Em 2015 ocorreram 10 mudanças de categoria profissional onde se destaca o novo cavaleiro profissional António D’Almeida e os bandarilheiros profissionais João Diogo Duarte e Pedro Vicente.

PROTOIRO REAGE ÀS DECLARAÇÕES DO PRIMEIRO-MINISTRO SOBRE TAUROMAQUIA

António Costa ataca a cultura tauromáquica e os direitos e liberdades fundamentais dos Portugueses.

O Sr. Primeiro-Ministro, António Costa, proferiu esta quarta-feira, no parlamento português, declarações gravíssimas e inadmissíveis, atentatórias da cultura portuguesa e dos direitos e liberdade dos cidadãos portugueses. Defendeu o  Sr. Primeiro Ministro a possibilidade de proibições à actividade tauromáquica nos municípios portugueses, por pressão do Partidos dos Animais, partido que representa apenas 0,6% dos eleitores portugueses.

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Tais declarações constituem um enorme atentado à cultura, identidade, direitos  e liberdades fundamentais dos cidadãos, sendo absolutamente inadmissíveis, vindas de um primeiro ministro que se quer credível e respeitado. Estas declarações levantaram indignação em vários setores da sociedade portuguesa e, levaram mesmo, à desfiliação de membros do partido socialista. 

Esta posição revela, antes de mais, um total desconhecimento da legalidade e da importância da tauromaquia no nosso país e para os portugueses. É o próprio estado que define no Decreto-Lei 89/2014 de 11 Junho, que “a Tauromaquia é nas suas diversas manifestações, parte integrante do património da cultura popular portuguesa” sendo esta área tutelada pelo Ministério da Cultura.  Ora, o acesso à cultura é um direito fundamental e constitucionalmente protegido, sendo ilegal e inconstitucional qualquer tentativa de impedimento de acesso dos cidadãos à cultura. A serem implementadas as medidas proferidas, tal constituiria uma grave violação dos direitos, liberdades e garantias constitucionais dos portugueses. 

Em democracia o respeito pelas diferenças e liberdades culturais, não se faz com proibições nem limitações ilegais de direitos, mas sim, deixando aos cidadãos a responsabilidade de fazerem as suas escolhas em total liberdade. Isso sim é o respeito pela legalidade e pela democracia, num país de direito e evoluído, no século XXI. Quer o Sr. Primeiro Ministro, António Costa, ser responsável pelo atentado a direitos e liberdades fundamentais dos portugueses? É esta a sua proposta de governação?

Estas declarações revelam um absoluto desconhecimento da importância económica da tauromaquia portuguesa, que movimenta milhões de pessoas anualmente no nosso país, entre corridas e tauromaquias populares, o que se traduz em muitos milhões de euros de impacto directo e indirecto na economia portuguesa, quer no interior, quer nas regiões urbanas, com forte impacto na criação a manutenção de emprego. Quer o Sr. Primeiro Ministro, António Costa, ser responsável pela criação de desemprego e pobreza? Quer o Sr. Primeiro Ministro ser responsável por ataques ilegais à liberdade do exercício do trabalho e de empresa? Quer o Sr. Primeiro Ministro, António Costa, ainda, ser responsável pela destruição da coesão territorial do nosso país? É esta a sua proposta de governação?

Estas declarações revelam absoluto desconhecimento da importância do impacto ecológico da criação do toiro bravo, em liberdade, na biodiversidade da lezíria e do montado. Animal que usufrui de uma criação com os máximos níveis de bem-estar animal, muito acima dos padrões europeus, e é um património genético nacional, único no mundo. Quer o Sr. Primeiro Ministro, António Costa, ser responsável pela extinção do touro bravo? Quer o Sr. Primeiro Ministro ser responsável pela destruição de ecossistemas e biodiversidade que florescem em redor do toiro bravo? Quer o Sr. Primeiro Ministro, António Costa, ser responsável pela destruição de séculos de património genético nacional? É esta a sua proposta de governação?

Além do mais, segundo estudo da Eurosondagem, sabemos que a 86,1% dos portugueses não defende qualquer proibição relativa às touradas; que 32,7% dos portugueses são aficionados, sendo que só 11% são antitaurinos, além de que 65,3% acha que seria muito grave o desaparecimento da tradição taurina para a identidade nacional. 

Perante a opinião dos portugueses, e as gravíssimas consequências das declarações proferidas, temos a certeza que o Sr. Primeiro Ministro, António Costa, e, o Partido Socialista, terão a clarividência de não atacar os milhões de aficionados portugueses, onde se encontraram muitos eleitores efectivos e potenciais do Partido Socialista, nem seguir num caminho de ilegalidades de onde só poderão sair derrotados. Temos a certeza que a legalidade, o respeito e o bom-senso irão prevalecer. 

ProToiro

Federação Portuguesa de Tauromaquia

www.touradas.pt 

REFERENDO LOCAL PODE DECIDIR FUTURO DA TOURADA EM VIANA DO CASTELO

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu hoje que devem ser os municípios a decidir, autonomamente, pelo fim das touradas ou de outros espetáculos que envolvam animais, discordando da fixação de uma regra nacional para este assunto.

"Creio que é uma boa regra confiar aos municípios o que devem ser as decisões relativas a esses espetáculos, como outros envolvendo animais", afirmou o primeiro-ministro, durante a discussão do programa do XXI Governo Constitucional.

António Costa respondia ao deputado do partido Pessoas, Animais, Natureza (PAN), André Silva, que questionou se o Governo "estaria disponível para dar liberdade de decisão a cada município" para a proibição das touradas.

Lembrando que para o Governo o reforço da descentralização de competências "é uma pedra angular da reforma do Estado", o primeiro-ministro negou "estipular uma regra nacional" defendendo a "realidade especifica" de cada município, como a valia cultural e económica em cada um deles.

"Só assim respondemos ao que devemos salvaguardar: por um lado a preservação e o reforço do bem-estar animal e, por outro lado, conter e respeitar as tradições nos espaços onde têm uma densidade que justifica que, democraticamente, esses municípios entendam que as devem prosseguir", defendeu António Costa.

O chefe de Governo disse que essa descentralização "abre a porta a que os cidadãos, por via de referendo local, se possam pronunciar sobre essa matéria".

Respondendo ainda ao deputado André Silva, que propôs a introdução de produtos biológicos nas ementas dos refeitórios da administração pública, António Costa destacou o papel dos municípios na promoção da saúde, através das ementas das refeições escolares.

"É importante que essas práticas se generalizem, de forma a podermos melhorar os nossos hábitos alimentares, e que isso faça sobretudo desde a infância, porque condiciona efetivamente a evolução da saúde de cada um", defendeu.

O deputado do PAN questionou ainda o Governo sobre a duração prevista da avaliação do Plano Nacional de Barragens, inscrita no programa do Executivo, exigindo a suspensão do programa durante essa avaliação.

O Programa do XXI Governo Constitucional, liderado pelo socialista António Costa, incluiu medidas acordadas com o PCP, Bloco de Esquerda (BE), partido ecologista 'Os Verdes' e, mais recentemente, com o PAN.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.com/

PROTOIRO LANÇA PORTAL PEDAGÓGICO SOBRE TAUROMAQUIA EM PORTUGAL

Foi ontem lançado o primeiro portal pedagógico e promocional dedicado às TOURADAS (www.touradas.pt), que foi desenvolvido pela ProToiro, Federação Portuguesa de Tauromaquia. O trabalho fotográfico é da autoria do fotógrafo Francisco Romeiras.

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Trata-se de um portal único no seu género, e destina-se ao grande público, com o grande objectivo fornecer informação credível e rigorosa sobre todo o universo cultural da Tauromaquia Portuguesa. De uma forma simples e despretensiosa, qualquer pessoa, independente de ser aficionado, curioso ou de não gostar de corridas de touros, poderá encontrar informação esclarecedora sobre os principais temas desta arte. 

O site gira em torno de oito grandes eixos temáticos que são o Toiro, a Tourada, a História da Tauromaquia, os Intervenientes, as Touradas na Cultura, as Touradas em Números, as Razões para ser Aficionado e as principais Mentiras sobre as Touradas. Cada um destes temas é aprofundando de uma forma muito simples, através de perguntas e respostas. 

Além disto, estão também disponíveis Galerias de imagens e vídeos que ilustram vários destes temas. O site contará ainda com uma Agenda das corridas em Portugal, passando a ser um local de consulta fácil da agenda taurina portuguesa, durante a temporada. Na área de Notícias irão ser publicados os principais factos relativos à defesa e promoção da Festa, além da comunicação institucional da ProToiro. O site possui ainda uma loja onde os aficionados poderão adquirir alguns livros de tauromaquia, aos quais se irão somar outros artigos brevemente. 

Este é somente o ponto de partida do site, uma vez que este irá ser constantemente actualizado e aumentado, pelo que vários aspectos da cultura taurina que ainda não estão contemplados, virão a estar presentes, brevemente. 

Com este lançamento a ProToiro espera dar um forte contributo para a promoção da cultura taurina e para o esclarecimento da opinião pública sobre a temática das corridas de toiros, que é um dos traços marcantes da identidade de Portugal, e que muitas vezes são atacadas com base na ignorância. Agora já não ha razão para que assim seja. 

Protoiro

Federação Portuguesa de Tauromaquia

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PARTIDO PAN CONGRATULA-SE PELO FIM DO FINANCIAMENTO Á TAUROMAQUIA

Aprovada legislação que impede a utilização de fundos europeus para o financiamento da tauromaquia. O fim dos subsídios às práticas tauromáquicas é um dos eixos prioritários do programa eleitoral do PAN

O Parlamento Europeu aprovou ontem uma emenda aos fundos da Política Agrária Comum que cessa a alocação de verbas europeias para o financiamento de actividades tauromáquicas que impliquem “actividades letais para os animais” dentro da arena.

De acordo com dados do Partido Verde Europeu a União Europeia gasta, por ano cerca de 129 milhões de euros em subsídios para os criadores de touros de lide e para o mundo da tauromaquia, através dos financiamentos da Política Agrícola Comum (PAC). Por este motivo o texto apresentado por este partido especifica que não é permitido usar os créditos da PAC, nem outros.

Esta decisão votada em Estrasburgo obteve 438 votos a favor, 55 abstenções e 199 votos contra e adverte que um financiamento deste tipo “constitui uma violação do Convénio Europeu de protecção dos animais em explorações de gado (Directiva 98/58/EC) ”.

Em setembro deste ano o PAN – Pessoas-Animais-Natureza - viu aprovada na Assembleia Municipal de Lisboa uma moção que solicita à Assembleia da República a clarificação, por via legislativa e de forma incontestável, das atribuições municipais à proibição de actos de violência contra animais, incluindo touradas.

A abolição das touradas é um dos eixos prioritários do programa eleitoral do PAN para as Legislativas 2015. O partido tem-se mostrado firme contra os actos violentos a que são sujeitos estes animais, violência que continua a ser financiada com dinheiros públicos e legitimada por várias vias tendo em conta o entretenimento.

“Acompanhando a evolução civilizacional e ética que acredito que Portugal exige, iremos sempre mostrar o nosso total repúdio em relação à existência das touradas e eventos semelhantes. Os portugueses têm o direito cultural de se divertirem, mas não à custa de sofrimento e morte de animais. Não havendo legislação que proíba as touradas, urge um trabalho cada vez maior de sensibilização da sociedade, trabalho que o PAN tem tomado como prioritário”, comenta o deputado e porta-voz do PAN André Silva.

“Até porque trinta e sete anos depois da Declaração Universal dos Direitos dos Animais da UNESCO, queremos que Portugal pare de pertencer à lista dos poucos países europeus que promovem o sofrimento animal nas touradas”, reforça André Silva.

PAN QUER TRANSFERIR PARA OS MUNICÍPIOS COMPETÊNCIAS PARA PROIBIR AS TOURADAS E CIRCOS COM ANIMAIS

Assembleia Municipal de Lisboa aprova moção proposta pelo PAN que capacita municípios à proibição de violência contra animais

Moção pede a atribuição competências municipais em relação à proibição de atos de violência contra animais, incluindo touradas e representa momento histórico na luta pelos direitos dos animais em Portugal.

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza viu hoje aprovada na Assembleia Municipal de Lisboa uma moção que solicita à Assembleia da República a clarificação, por via legislativa e de forma incontestável, das atribuições municipais à proibição de atos de violência contra animais, incluindo touradas.

Esta iniciativa veio reforçar uma moção já apresentada pelo PAN pela proibição das touradas em Junho do ano passado e que foi reprovada por apenas três votos de diferença. A votação desta tarde contou com votos contra do CDS, a abstenção do PCP; 10 abstenções pelo PS com os restantes deputados deste partido a votarem a favor. Todos os outros deputados da AML votaram favoravelmente.

"Este é mais um momento histórico na luta pelos direitos dos animais em Portugal, uma vez que, caso a Assembleia da República cumpra o pedido, os municípios terão autonomia para sancionar atos de violência contra animais, o que se deverá refletir em novas políticas de bem-estar em prol dos animais, de companhia, assim como proibição de circos com animais e de espetáculos tauromáquicos", refere André Silva, porta-voz do PAN.

A moção aprovada será agora enviada para a Assembleia da República, que deverá clarificar esta posição, uma vez que, a competência dos municípios em áreas como a educação, a cultura, tempos livres, ambiente e promoção do desenvolvimento integral, evidentemente, o direito de promover o bem-estar animal, de sancionar actos de violência contra animais e de sujeitar a autorização diversas atividades que envolvem animais (conforme aliás resulta expressamente da Lei n.º 92/95, de 12 de Setembro), promovendo, também por essa via, o desenvolvimento social, cultural e ético do respetivo município.

PONTE DE LIMA: QUEM ANDA Á CHUVA, MOLHA-SE!

O cavaleiro tauromáquico Joaquim Bastinhas publica hoje no seu blogue pessoal em http://joaquimbastinhas.blogspot.pt/ um conjunto de fotografias da corrida de touros que ontem decorreu em Ponte de Lima, acompanhado de um artigo assinado pelo seu filho, o cavaleiro Marcos Tenório. Com a devida vénia, reproduzimos algumas das fotos e o respetivo artigo.

Marcos Tenório: uma casta de sucesso ontem em Ponte de Lima

Ontem houve corrida de toiros em Ponte de Lima a qual contou com forte adesão do público, que mesmo debaixo de forte aguaceiro, não arredou pé e "obrigou" a que o espetáculo fosse por diante. Esta corrida de toiros integrados nas "Festas Novas" da vila das nove torres, contou com a participação dos cavaleiros Luís Rouxinol, Marco José e Marcos Tenório Bastinhas. Lidaram-se toiros de Pinto Barreiros, tendo pegado os Grupos Forcados Amadores do Aposento da Moita e Amadores de Coimbra. Duas boas atuações do cavaleiro de Elvas, muito aplaudidas e que agradaram em pleno, às gentes de Ponte de Lima. As imagens das atuações de Marcos Tenório.

Marcos Tenório: “com todos vós, meus amigos…”

Deixem-me que partilhe convosco alguns dos sentimentos que me invadem nos últimos dias…

Não têm sido tempos fáceis, as provações sucedem-se, o meu acidente no ano passado, o do meu pai agora, no entanto a fibra de que somos feitos permite-nos ter força para ultrapassar estes momentos menos bons. E estou certo que a recuperação do meu pai, mesmo que demorada, será total

Agora, muito se tem falado e relacionado emoção com triunfo, ora a emoção está intrinsecamente ligada à minha profissão, os triunfos são fruto de muito esforço e trabalho e não se deve, a meu ver, associa-los a acontecimentos imprevisíveis carregados de dor, mas que nunca, em tempo algum, me impediram de fazer sempre o melhor cada vez que entro em praça. Respeito demasiado as pessoas que compram o seu bilhete e se predispõem a estar ali a apreciar, a apoiar e a enaltecer o meu trabalho. Ultimamente, tenho sido agraciado com grandes triunfos, e deixem-me ser o primeiro a ficar satisfeito por isso, mas que não se associam a esta ou aquela razão. É verdade que até final da época, e sempre que a minha agenda o permita, irei substituir o meu pai, o que farei com o maior orgulho e sentido de missão, sou seu filho, ele foi e é meu mestre, a essência está lá, mas temos formas de tourear diferentes! Elevarei o nome Bastinhas sempre que possa, porque a minha lide tem, naturalmente, o cunho do que me corre nas veias, por parte do meu pai e avô, mas nunca esquecendo que sou Tenório e imprimindo a minha arte pessoal.

A dor, sinto-a cá dentro, mas em praça apenas verão o querer triunfar, o de me suplantar a cada lide, a cada touro...

E dizer-vos que as operações correram bem, que as lesões, apesar de graves, em breve serão só uma má recordação, obrigado por cada mensagem, cada telefonema e gesto que têm tido. Por vezes, não me é possível responder a todos, mas essa força é parte fundamental no ânimo da nossa família! Obrigado!

Obrigado pelo apoio e um bem-haja por nos quererem sempre tão bem, e sim, o meu pai é o maior!!!

Marcos Tenório

O FIM DA “TAUROPATIA”

O BLOGUE DO MINHO agradece a colaboração do Partido PAN (Pessoas-Animais-Natureza), traduzido na oferta do artigo de opinião da Drª Bebiana Cunha, psicóloga na Câmara Municipal de Matosinhos e candidata por aquele partido às próximas eleições legislativas.

Perante actuações de violência gratuita é uma obrigação cívica manifestarmo-nos, seja quando se apedrejam mulheres adúlteras, se abandonam ou recusam pessoas à sua sorte no mar mediterrâneo, se constatam modelos de escravatura e/ou quando se usa violência sobre outros seres, sob a capa de uma terminologia de espectáculo, arte ou cultura. Assim, utilizam-se conceitos como espectáculo ou arte para designar o aprisionar de um touro e/ou outros animais numa arena, onde o condenam à tortura e ao sofrimento. Em boa verdade, independentemente de ser considerado arte ou espectáculo, uma injustiça é sempre uma injustiça, independentemente dos adornos estéticos que lhe sejam dados. De uma vez por todas há que colocar um juízo moral sobre aquilo que se considera tradição e construir uma sociedade mais justa, onde a forma como tratamos os animais, nos possa orgulhar do elevado grau ético da nossa sociedade. Nenhuma tradição pode encobrir a maldade e a crueldade.

Muitas vezes procura-se desvirtuar os motivos do protesto, colocando o enfoque em quem protesta, em vez de ser colocado nos actos de tortura: dispostos a sacrificar a vida, a destruir a integridade física e psicológica de seres sencientes/conscientes, sem o menor arrependimento moral, compaixão ou empatia. Como sabemos, os estudos psicológicos e sociológicos têm indicado efeitos bastante nefastos da tauromaquia, concluindo que a pedagogia da violência é altamente prejudicial ao desenvolvimento humano. Não obstante, a educação tem sido descurada.

Numa perspetiva histórica encontramos momentos de culto, respeito, eventualmente admiração ou medo por estes animais, tendo-se transitado para momentos de crueldade e subjugação, onde o ser humano faz o pior de si: perde a sua humanidade.

É de esperar que a mudança gradual de mentalidades causada pelo Movimento (Inter)nacional de defesa dos animais proporcione uma mudança neste espaço de agressão psicossocial chamado tourada, uma vez que se trata de algo completamente inútil para os nossos interesses vitais, causa sofrimento gratuito a seres sencientes/conscientes, e é de uma violência cénica brutal. É dever do governo de um país dar este salto civilizacional contribuindo para a evolução da sociedade, protegendo e educando os seus filhos para o respeito, a dignidade, a compaixão e a empatia.

Bebiana Cunha

Cabeça-de-lista pelo PAN, no distrito do Porto, nas Legislativas de 2015, a 04 de Outubro, dia internacional do animal.

TOURADA EM VIANA DO CASTELO VAI REALIZAR-SE NOUTRO LOCAL EM DATA A ANUNCIAR

O Movimento Vianenses pela Liberdade espera vir a organizar em breve noutro local a anunciada corrida de touros em Viana do Castelo. Para o efeito, já tem garantido um terreno alternativo mas aguarda a melhoria das condições meteorológicas.

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga não impedia a realização da Tourada em Viana do Castelo mas o local da sua realização não poderia ser o terreno escolhido este ano pela organização, uma vez que colocava em causa vários regimes de ordenamento do território, conforme invocado pelo município vianense.

A Sociedade de Advogados Camacho, Nunes e Associados, sociedade de advogados mandatária da Associação – Movimento Vianense pela Liberdade, tendo representado a mesma na acção de Intimação para a defesa de direitos e liberdades, que correu termos junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, com o fim de ser autorizada pelo Município de Viana do Castelo uma corrida de touros no próximo dia 23 de Agosto, em Viana do Castelo, acaba de emitir um comunicado com o objectivo de “informar que aquela acção foi merecedora de despacho de indeferimento, com o único fundamento do local a ser realizado o evento tratar-se de um terreno de natureza agrícola não podendo sofrer compactação”.

Tendo sido recepcionada no dia 21 de Agosto, “pelo promotor de corridas, licença de representação emitida pela IGAC (Inspecção Geral das Actividades Culturais), licenciando e aprovando a realização daquele espectáculo, encontra-se a Associação a diligenciar por escolher um local para que o evento se realize na data agendada e devidamente autorizada por aquela entidade”. “Esta sociedade continuará a representar aquela Associação, com o fim de fazer valer o direito aos Vianenses de assistirem a corridas de touros no seu município, como é de merecida justiça, e já no decorrer da próxima semana intentará as necessárias e respectivas acções judiciais, nomeadamente contra a deliberação aprovada pelo município* em *27 de Fevereiro de 2009*, onde declara “Viana do Castelo anti-touradas e decidiu não autorizar a realização de qualquer espectáculo tauromáquico.”, acrescenta o comunicado.

Fonte: Rádio Geice

PONTE DE LIMA REALIZA TOURADA NAS FEIRAS NOVAS

O programa das Feiras Novas de Ponte de Lima inclui a realização de uma tourada no domingo, dia 13 de setembro, pelas 18 horas, por ocasião da 3ª Feira Franca, a ter lugar no recinto da Expolima.

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Nela vão participar os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Luís Rouxinol e Marco José. Os forcados são do Aposento da Moita: Cabo: José Pedro Pires Costa Coimbra, Cabo: Rui Martins.

Vão ser lidados 6 Toiros da Ganadaria de Herdeiros Paulino da Cunha e Silva.

A corrida será abrilhantada pela Banda de Música de Ponte de Lima.

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A imagem mostra o toureio a cavalo durante uma corrida integrada no programa das Feiras Novas de Ponte de Lima.

Foto: Arménio Belo / LUSA

TRIBUNAL DE BRAGA NÃO AUTORIZA TOURADA EM VIANA DO CASTELO

Tribunal não autoriza montagem de arena para tourada de domingo em Viana

O Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) não autorizou a montagem de uma arena amovível em Viana do Castelo para a realização de uma tourada, no domingo, por considerar haver "violação" de vários regimes de ordenamento do território.

Em comunicado enviado à Agência Lusa, a Câmara Municipal de Viana do Castelo adiantou que a decisão do TAFB foi comunicado esta tarde e deu razão aos argumentos invocados pelo município aquando do indeferimento para o licenciamento da estrutura.

De acordo com a autarquia da capital do Alto Minho, a ação para proteção de direitos, liberdades e garantias movida, na segunda-feira passada, pelo movimento "Vianenses pela Liberdade", foi considerada pelo juiz do TAFB "totalmente improcedente".

Fonte: LUSA

SEMANA TAURINA EM VIANA DO CASTELO INCLUI LARGADA DE TOUROS

A Semana Taurina que decorre em Viana do Castelo vai incluir a realização de uma “largada popular” na praça de touros.

A largada decorre no próximo sábado, dia 22 de agosto, pelas 11h30, e tem entrada livre a todos os curiosos que queiram experimentar a adrenalina de uma das vertentes mais populares da tauromaquia.

A entidade organizadora, o Movimento Cívico “Vianenses pela Liberdade” faz saber que não se responsabiliza por qualquer incidente durante a largada.

PONTE DE LIMA TAMBÉM VAI REALIZAR CORRIDA DE TOUROS

O programa das Feiras Novas de Ponte de Lima inclui a realização de uma tourada no domingo, dia 13 de setembro, pelas 18 horas, por ocasião da 3ª Feira Franca, a ter lugar no recinto da Expolima.

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Nela vão participar os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Luís Rouxinol e Marco José. Os forcados são do Aposento da Moita: Cabo: José Pedro Pires Costa Coimbra, Cabo: Rui Martins.

Vão ser lidados 6 Toiros da Ganadaria de Herdeiros Paulino da Cunha e Silva.

A corrida será abrilhantada pela Banda de Música de Ponte de Lima.

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A imagem mostra o toureio a cavalo durante uma corrida integrada no programa das Feiras Novas de Ponte de Lima.

Foto: Arménio Belo / LUSA

TOURADA EM VIANA REALIZA-SE NA AREOSA

A Sociedade de Advogados Camacho Nunes e associados apresentou uma providencia cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga na sequência da recusa por parte da Câmara Municipal de Viana do Castelo em autorizar a instalação de uma praça de touros desmontável com vista á realização da corrida de touros prevista para o próximo dia 23 de agosto.

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Entretanto, conforme vínhamos noticiando, os organizadores da ação de protesto ontem realizada em Viana do Castelo, anunciaram já através das redes sociais na internet, a organização de nova manifestação para o próprio dia da realização da tourada, na Areosa, junto à praia Norte, a partir das 16h30. A avaliar pela fraca adesão ontem verificada, também esta manifestação deverá passar despercebida à generalidade dos vianenses.

PROTESTO CONTRA TOURADA EM VIANA DO CASTELO PASSA DESPERCEBIDO AOS VIANENSES

Cerca de três dezenas de manifestantes desfilaram hoje pacificamente pelas ruas de Viana do Castelo, manifestando-se contra a corrida de touros prevista para o próximo dia 23 de agosto.

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Conforme anunciámos, a ação culminou com uma encenação teatral que teve lugar na Praça da República, perante o olhar distante e indiferente dos poucos vianenses que se encontravam nas proximidades, procurando sensibilizar as pessoas para “a dor infligida aos animais durante uma tourada”.

Segundo Ana Macedo referiu ao jornalista da Agência LUSA, organizadora da iniciativa, “este teatro pretende alertar as pessoas para o sofrimento a que são sujeitos os touros. As pessoas têm que se colocar no lugar do animal para sentir o que sentem, no momento”.

Este grupo prepara entretanto nova ação de protesto a ter lugar no próprio dia da realização da corrida de touros em Viana do Castelo, receando-se que a mesma venha a degenerar em atos de violência como sucedeu em anos anteriores.

A partir do próximo dia 17 e até ao dia 23 de agosto, realiza-se em Viana do Castelo a 1ª Semana Taurina, evento que inclui as mais variadas manifestações culturais relacionadas com a arte tauromáquica, desde exposições e feira do livro até à realização de espetáculos tauromáquicos, culminando com a anunciada corrida de touros a ter lugar no último dia do programa.

Fotos: LUSA

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MUNICÍPIO VIANENSE ESTABELECE CONDIÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DO PROTESTO CONTRA A TOURADA

Viana do Castelo vai amanhã servir de palco a uma ação de protesto contra a anunciada realização de uma corrida de touros no próximo dia 23 de agosto. Trata-se de uma caminhada pelas ruas da cidade, culminando na Praça da República com uma bizarra encenação de protesto das lides tauromáquicas.

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A iniciativa foi comunicada à Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo o responsável pela Divisão de Equipamentos, Telecomunicações e Energias comunicado aos organizadores ter sido autorizada a utilização das vias de jurisdição municipal desde que “Seja dada especial atenção à circulação de veículos de emergência”, “não seja efetuada a pintura de quaisquer marcas ou símbolos nos pavimentos, bem como nos painéis e sinais verticais”, “a caminhada se desenvolva sobre os passeios não havendo ocupação da faixa de rodagem, com exceção das zonas de atravessamento” e “os eventuais cortes e/ou desvios pontuais de trânsito deverão ser devidamente sinalizados de acordo com a legislação em vigor e acompanhados pela PSP que deverá ser requisitada para o efeito”.

Entretanto, os organizadores planeiam realizar nova ação de protesto no dia da realização da tourada, não tendo esta sido ainda comunicada à autarquia.

Refira-se que a Semana Taurina em Viana do Castelo vai decorrer de 17 a 23 de agosto, contemplando a realização de diversas iniciativas que incluem exposições, provas gastronómicas, feira do livro e, naturalmente, vários espetáculos tauromáquicos.

VIANA DO CASTELO VAI TER SEMANA TAURINA

"Ex.mos Senhores/as

Encarrega-me o Movimento Cívico "Vianenses pela Liberdade" de vos fazer chegar o Programa da I Semana Taurina de Viana do Castelo, onde se inclui a Corrida de Toiros em Honra de Nossa Senhora D´Agonia, a realizar no dia 23 de Agosto pelas 17:30 horas, e para o qual peço a V. melhor atenção e divulgação.

Pretendeu-se, ao organizar uma Semana Taurina, diversificar a oferta cultural durante a Romaria da Senhora d´Agonia mas, também, proporcionar aos aficionados do norte do País a possibilidade de confraternizar e debater ideias, como acontecerá durante a "Charla Taurina" programada para dia 21 de Agosto.

Haverá, ainda, Exposições de Fotografia e de Cartazes Taurinos Antigos de Viana do Castelo, e um Colóquio com a marca de qualidade do Professor Marco Gomes. De referir o Dia da Criança (20 de Agosto - feriado em Viana do Castelo) com um espectáculo Cómico Taurino e de Recortadores, totalmente vocacionado para os mais novos, e o certame Toiro Bravo - Um Sabor a Descobrir onde todos poderão saborear, de 17 a 23 de Agosto, pratos confeccionados à base de carne de toiro bravo nos restaurantes aderentes.

Quanto à Corrida de Toiros, o cartel fala por si só, mas devem destacar-se as homenagens ao Mestre Paulo Caetano pelos 35 anos de Alternativa, e ao Grupo de Forcados Amadores de Santarém pelos seus 100 anos de existência e que serão, até melhor informação, as únicas homenagens rendidas a norte de Portugal.

Numa altura em que os ataques à nossa Festa se vão intensificando e radicalizando de forma vergonhosa, é desnecessário referir a importância que Viana do Castelo deverá ter para todos os aficionados.

Por isso, agradecendo em meu nome e em nome dos Vianenses pela Liberdade a atenção dispensada, permaneço ao V. dispor para qualquer informação, e espero vê-los em Viana.

Atenciosamente, José do Carmo Reis"

ORGANIZADORES DA “CAMINHADA” CONTRA A TOURADA EM VIANA DO CASTELO PREPARAM PROTESTO PARA O DIA DO ESPETÁCULO

Os organizadores da “caminhada” de protesto, no próximo dia 15 de agosto, contra a anunciada realização da corrida de touros em Viana do Castelo, estão também a preparar uma ação da mesma natureza para o próprio dia da realização da tourada, a ter lugar no dia 23 de agosto. Ao contrário da iniciativa prevista para o próximo sábado, receia-se que a que terá lugar no dia da tourada possa vir a decorrer de forma menos ordeira, à semelhança do que se verificou em anos anteriores.

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A “caminhada” pelas ruas de Viana do Castelo que terá lugar no próximo sábado visa protestar pacificamente contra a anunciada realização da corrida de touros naquela cidade, culminando com uma curiosa encenação teatral das lides tauromáquicas na Praça da República, em moldes semelhantes à que a foto documenta.

Segundo os seus organizadores, a iniciativa “tem como objetivo o esclarecimento de todos quantos possam estar em dúvida sobre o sofrimento que este tipo de negócio implica. Ao passearmos em grupo, todos com o mesmo tipo de t-shirt, distinguimo-nos das restantes pessoas chamando a atenção para algo que está errado e não deveria manchar a beleza das Festas da Cidade.”

À semelhança de anos anteriores, o BLOGUE DO MINHO já tentou entrar em contacto com os organizadores do protesto mas não obteve até ao momento qualquer resposta.

Entretanto, o Movimento “Vianenses pela Liberdade” mantém a realização do espetáculo para o próximo dia 23 de agosto, apesar da Câmara Municipal de Viana do Castelo ter indeferido o pedido de licenciamento que apresentaram com vista à instalação de uma praça de touros amovível na Areosa.

Foto: Público

MUNICÍPIO DE VIANA INDEFERE PEDIDO DE INSTALAÇÃO DE PRAÇA DE TOUROS NA AREOSA

Câmara de Viana volta a indeferir o pedido de instalação na Areosa de arena para tourada

A Câmara de Viana do Castelo indeferiu o pedido de instalação de uma arena amovível, na Areosa, para uma tourada naquela cidade, que em 2009 aboliu este tipo de espetáculo, alegando "incumprimento" de vários regimes de ordenamento do território.

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A autarquia alegou "o incumprimento dos regimes da Reserva Ecológica Nacional (REN), da Reserva Agrícola Nacional (RAN), do Plano Diretor Municipal (PDM), da Rede Natura 2000, e do Plano Ordenamento Costeiro (POC), entre Caminha e Espinho".

No indeferimento, a Câmara da capital do Alto Minho, liderada pelo socialista José Maria Costa, adiantou que o terreno em causa, "está em perímetro de emparcelamento da Areosa, Carreço e Afife".

"Na consciência de que é a melhor solução de forma a salvaguardar o interesse público, proteger o coberto vegetal e solo arável do terreno que, com a ocupação pretendida, ficaria irremediavelmente afetado", lê-se no documento.

O porta-voz do movimento "Vianenses pela Liberdade", que entregou, no passado dia 06, naquela autarquia, um pedido de licenciamento para uma tourada dia 23 de agosto afirmou "não ter tido ainda conhecimento oficial da decisão.

José Carlos Durães afirmou que "receber o indeferimento da Câmara vai recorrer à justiça".

"Como tem acontecido nos anos anteriores vamos interpor uma providência cautelar junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga", disse, lamentando que "o presidente da Câmara ainda não se tenha convencido de que não tem razão".

O grupo de aficionados foi criado em 2009, depois de a câmara local ter aprovado, por proposta da maioria socialista, uma declaração afirmando Viana como "antitouradas", prevendo não autorizar qualquer evento deste género em terrenos públicos ou privados, desde que tal dependesse de decisão do município.

O pedido de licenciamento apresentado por aquele grupo de aficionados prevê a instalação de uma praça de toiros amovível, num terreno privado situado na veiga da Areosa, nas proximidades do local onde, em 2012, decorreu a primeira tourada, na primeira cidade "antitouradas" do país.

O cartel da corrida, anunciada para dia 23, às 17:30, integra os cavaleiros Rui Salvador, Marco José, Ana Batista, António Brito Pais, João Moura Caetano, e Joaquim Brito Pais, com a participação dos forcados de Santarém.

Serão lidados seis touros, três da ganadaria de Paulo Caetano e os restantes de Brito Pais.

A organização vai ainda realizar, no dia 22, véspera da corrida, uma venda de livros, junto à praça amovível que servirá de palco à corrida de touros. No dia da tourada, entre as 11:00 e as 12:00 os cavaleiros irão participar numa sessão de fotografia e autógrafos.

Entre 17 e 23 de agosto, o grupo de aficionados prevê realizar de uma exposição, ainda sem local definido, de cartéis de corridas de touros realizadas na cidade, sendo que o mais antigo data de 1935.

A acontecer será a quarta tourada a decorrer em Viana, e a segunda a ser organizada pelo movimento local. Em 2012 e 2013 as touradas foram promovidas pela Prótoiro, federação de associações taurinas.

Nas redes sociais, um grupo local antitouradas está a mobilizar a população para uma caminhada a realizar na cidade, no sábado, 15 de agosto, entre as 13:00 e as 15:00.

Fonte: http://radioaltominho.pt/

PONTE DE LIMA REALIZA TOURADA NAS FEIRAS NOVAS

O programa das Feiras Novas de Ponte de Lima inclui a realização de uma tourada no domingo, dia 13 de setembro, pelas 18 horas, por ocasião da 3ª Feira Franca, a ter lugar no recinto da Expolima.

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Nela vão participar os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Luís Rouxinol e Marco José. Os forcados são do Aposento da Moita: Cabo: José Pedro Pires Costa Coimbra, Cabo: Rui Martins.

Vão ser lidados 6 Toiros da Ganadaria de Herdeiros Paulino da Cunha e Silva.

A corrida será abrilhantada pela Banda de Música de Ponte de Lima.

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A imagem mostra o toureio a cavalo durante uma corrida integrada no programa das Feiras Novas de Ponte de Lima.

Foto: Arménio Belo / LUSA

VAI HAVER “TOURADA” EM VIANA DO CASTELO

Viana do Castelo vai no próximo dia 15 de agosto servir de palco a uma ação de protesto contra a anunciada realização da corrida de touros naquela cidade, culminando com uma curiosa demonstração das lides tauromáquicas na Praça da República, em moldes semelhantes à que a foto documenta.

A avaliar pelas poses sugestivas dos manifestantes, a ação de protesto deverá atrair imenso público e produzir bastante impacto, numa altura em que Viana do Castelo fervilha com a aproximação dos festejos da Senhora d’Agonia.

A iniciativa está a ser convocada nas redes sociais e trata-se de uma “caminhada” que irá percorrer as ruas da cidade, a qual, segundo os organizadores, “tem como objetivo o esclarecimento de todos quantos possam estar em dúvida sobre o sofrimento que este tipo de negócio implica. Ao passearmos em grupo, todos com o mesmo tipo de t-shirt, distinguimo-nos das restantes pessoas chamando a atenção para algo que está errado e não deveria manchar a beleza das Festas da Cidade.”

A corrida de touros está prevista para o dia 23 de agosto, tendo o Movimento “Vianenses pela Liberdade” já solicitado à Câmara Municipal de Viana do Castelo o licenciamento necessário com vista à instalação de uma praça de touros amovível na Areosa.

MOVIMENTO “VIANENSES PELA LIBERDADE” PEDE LICENCIAMENTO PARA REALIZAR TOURADA NA AREOSA

O movimento “Vianenses pela Liberdade” quer voltar a realizar uma tourada em Viana do Castelo durante a Romaria d’Agonia e entregou, esta quinta-feira, na Câmara Municipal, um pedido de licenciamento para a instalação de uma arena amovível em Areosa, freguesia vianense.

José Carlos Durães, porta-voz do grupo promotor da tourada, explicou que este pedido de licenciamento é para que seja instalada uma praça de touros amovível num terreno privado situado na veiga da Areosa, próximo do local onde, em 2012, aconteceu a primeira tourada desde que Viana se tinha assumido como cidade anti-touradas, três anos antes.

Como cartel da corrida de touros, marcada para as 17:30 do domingo das festas, foram anunciados os cavaleiros Rui Salvador, Marco José, Ana Batista, António Brito Pais, João Moura Caetano e Joaquim Brito Pais. A organização afirma que serão lidados seis touros, três da ganadaria de Paulo Caetano e os restantes de Brito Pais.

Além da tourada, é intenção do movimento “Vianenses pela Liberdade” realizar diversas outras ações em torno da tauromaquia, como uma exposição, ainda sem local definido, de cartéis de corridas de touros realizadas na cidade. Os aficionados querem também promover, no dia 22 de agosto, uma venda de livros, junto à praça amovível.

José Maria Costa, autarca vianense, não quis comentar este assunto. No entanto, em julho, quando o movimento pró-tourada anunciou a intenção de fazer regressar as touradas à capital do Alto Minho, o autarca garantira que iria “cumprir a lei” sobre este assunto. “Nós cumpriremos a lei, como sempre o fizemos em todos os atos que vamos praticar, que são atos que estão devidamente enquadrados, quer por regulamentos quer por legislação nacional”, assumiu.

Entretanto, nas redes sociais, um grupo local anti-touradas está a planear realizar uma caminhada no dia 15 de agosto, sábado, entre as 13:00 e as 15:00, pela defesa dos animais.

Fonte: http://radiogeice.com/

VIANA DO CASTELO RECEBE PROTESTO CONTRA A TOURADA

À semelhança do verificado em anos anteriores, Viana do Castelo vai no dia 15 de agosto receber uma manifestação de protesto contra a corrida de touros anunciada para o próximo dia 23 de agosto.

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A iniciativa está a ser convocada nas redes sociais e trata-se de uma “caminhada” que irá percorrer as ruas da cidade, a qual, segundo os organizadores, “tem como objetivo o esclarecimento de todos quantos possam estar em dúvida sobre o sofrimento que este tipo de negócio implica. Ao passearmos em grupo, todos com o mesmo tipo de t-shirt, distinguimo-nos das restantes pessoas chamando a atenção para algo que está errado e não deveria manchar a beleza das Festas da Cidade.”

Os vianenses esperam que todas as manifestações decorram de forma ordeira e pacífica, no respeito pela legalidade e diferença de opiniões.

RUI SALVADOR TOUREIA EM VIANA DO CASTELO

Tourada em Viana do Castelo realiza-se no dia 23 de agosto

O Movimento Cívico Vianenses Pela Liberdade anunciou já a realização da tourada em Viana do Castelo para o próximo dia 23 de agosto, tendo como uma das figuras do cartel o cavaleiro tauromáquico Rui Salvador.

Trata-se de um dos mais consagrados cavaleiros tauromáquicos portugueses, tendo recebido a alternativa em 1984, na Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa, tendo sido seu padrinho o cavaleiro José Mestre Baptista e como testemunha João Moura. Porém, iniciou-se nas lides tauromáquicas em 1976, em Vila Nova da Barquinha.

Por ocasião da comemoração dos seus 30 anos de alternativa, lidou seis touros da ganadaria Murteira Grave, na Praça de Touros José Salvador, em Tomar.

Apreciador da corrida à portuguesa, Rui Salvador já toureou em França, Macau e Estados Unidos da América, sem contudo nunca tourear touros de morte.

O BLOGUE DO MINHO dará em breve mais notícias acerca da anunciada corrida de touros em Viana do Castelo.

RESTAURANTES EM VIANA DO CASTELO VÃO SERVIR CARNE DE TOURO BRAVO POR ALTURA DA TOURADA

Quatro restaurantes vianenses vão confecionar e servir ao público carne de touro bravo

O Movimento Cívico “Vianenses pela Liberdade” vai este ano levar a efeito em Viana do Castelo uma exposição de fotografia taurina, por ocasião das festas de Nossa Senhora d’Agonia, devendo ser inaugurada no dia 17 de agosto, em hora e local a anunciar brevemente.

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A iniciativa insere-se num programa mais vasto designado por I Semana de Cultura Tauromáquica de Viana do Castelo e deverá naturalmente incluir a tourada que nos últimos anos cuja realização tem nos últimos anos contado com a oposição da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Quatro restaurantes vão confecionar e servir ao público carne de touro bravo e encontra-se também prevista uma sessão de fados, entre outras iniciativas que a organização espera anunciar brevemente.

O Movimento Cívico “Vianenses pela Liberdade” aposta tornar este ano Viana do Castelo “a cidade mais taurina de Portugal”.

“VIANENSES PELA LIBERDADE” PREPARAM EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA TAURINA POR OCASIÃO DAS FESTAS DE NOSSA SENHORA D’AGONIA

O Movimento Cívico “Vianenses pela Liberdade” vai este ano levar a efeito em Viana do Castelo uma exposição de fotografia taurina, por ocasião das festas de Nossa Senhora d’Agonia, devendo ser inaugurada no dia 17 de agosto, em hora e local a anunciar brevemente.

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A iniciativa insere-se num programa mais vasto designado por I Semana de Cultura Tauromáquica de Viana do Castelo e deverá naturalmente incluir a tourada que nos últimos anos cuja realização tem nos últimos anos contado com a oposição da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

O Movimento Cívico “Vianenses pela Liberdade” aposta tornar este ano Viana do Castelo “a cidade mais taurina de Portugal”.

PONTE DE LIMA MANTÉM A TRADIÇÃO DA CORRIDA DA VACA DAS CORDAS

Não existem registos de crueldade ou maus-tratos em relação ao animal

Milhares de pessoas afluíram á vila limiana para assistirem e participarem na tradicional corrida da vaca das cordas. Cumprindo o ritual, a vaca – que na realidade era um portentoso boi! – foi amarrada ao gradeamento da Igreja Matriz de Ponte de Lima. Chega a hora da lide e após ser “benzida” com vinho verde, foi levada pelas estreitas ruas da vila medieval até ao Largo de Camões e o areal junto ao rio Lima onde, conduzida por cordas, investiu nos mais afoitos e também nalguns distraídos, sem mais gravidade para além de uns valentes sustos e algumas mazelas.

 

As origens desta tradição perdem-se nos tempos. Porém, segundo artigo publicado em meados do século XIX pelo cronista Miguel Roque dos Reys Lemos, no “Anais Municipais de Ponte de Lima”, um rito associado ao culto a Ísis venerado num templo pagão outrora existente no local onde atualmente se encontra a Igreja Matriz poderá ter estado na origem de tal costume.

O certo é que os limianos insistem em manter a tradição que, aliás, ano após ano tem vindo a adquirir cada vez mais notoriedade e a atrair um número crescente de forasteiros a Ponte de Lima. E, quem assiste ao espetáculo, constata que se trata de uma brincadeira sem envolvimento de qualquer forma de crueldade ou maus-tratos em relação ao animal.

Fotos: José Carlos Vieira / https://www.facebook.com/jose.c.vieira.9?fref=photo

LIMIANOS CORREM HOJE A VACA DAS CORDAS

Vaca das Cordas em Ponte de Lima. Sexta-feira, 5 de junho / 18 horas

Ponte de Lima vive esta sexta-feira, 5 de junho, a tradicional corrida da “Vaca das Cordas”.

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É uma tradição secular que atrai à Vila mais Antiga de Portugal milhares de forasteiros. Ao final da tarde, as atenções concentram-se no Centro Histórico, e na Rua do Arrabalde, em frente ao portão da Casa de Nossa Senhora de Aurora, onde começa a corrida da "Vaca das Cordas", seguindo em direção à Matriz cumprindo a tradição de dar três voltas à igreja. É um dia de festa, que mostra a alma e a tradição do povo.

Durante este fim-de-semana, a Vila de Ponte de Lima revive ainda a tradição dos tapetes de flores, a realizar na noite de sábado para domingo. 

A Vila acolhe milhares de forasteiros, que desfrutam a noite a deliciar-se com a saborosa gastronomia e a assistir a este momento cheio de simbolismo e tradição, a realização de tapetes floridos, nas ruas dos Centro Histórico, percurso da Procissão do Corpo de Deus, a realizar, no domingo, a partir das 17 horas.

MOVIMENTO ANTI-TOURADAS MANIFESTA-SE EM PONTE DE LIMA CONTRA A VACA DAS CORDAS

Sob a designação “Digo Não à Vaca das Cordas, o grupo “Ponte de Lima sem tortura animal” criado na rede social Facebook, convocou para hoje em Ponte de Lima uma ação de protesto contra a realização da Vaca das Cordas.

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De acordo com os organizadores, vão “tentar reunir mais bons do que bestas! Adiram e digam NÃO a esta miséria que emporcalha o nome de Ponte de Lima! Não é uma Manifestação.... é apenas um EVENTO aqui mesmo! Sentadinhos na cadeira.... Só DIZER NÂO!”

LIMIANOS CORREM VACA DAS CORDAS

Tradição cumpre-se no próximo dia 5 de junho

Desde tempos remotos que os limianos possuem o peculiar costume de, anualmente na véspera do dia de Corpo de Deus, correr uma vaca preta presa e conduzida pelos ministros da função que assim procedem com o auxílio de três longas cordas. Esse divertimento cuja verdadeira origem se desconhece mas que ainda se mantém e parece ganhar ainda mais popularidade, atraindo à terra numerosos forasteiros, era outrora executada por dois moleiros que a isso eram obrigados sob pena de prisão, conforme determinavam as posturas municipais. Muitos desses moleiros eram oriundos da Freguesia de Rebordões-Santa Maria, localidade que possuía numerosos moinhos e que, com a sua decadência, os moleiros da terra emigraram para o Brasil, fixando-se muitos em Goiás.

Vaca das Cordas

Ao começo da tarde, uma vaca preta é presa ao gradeamento da igreja Matriz, aí permanecendo exposta à mercê do povo que outrora, num hábito que com o decorrer do tempo se foi perdendo, por entre aguilhoadas e gritaria procurava embravecer o animal a fim de que ele pudesse proporcionar melhor espetáculo. Invariavelmente, às dezoito horas, lá aparecem os executantes da corrida que, após enlaçarem as cordas nos chifres da vaca, desprendem-na das grades e dão com ela três voltas em pesado trote em redor da igreja após o que a conduzem para a Praça de Camões e finalmente para o extenso areal junto ao rio Lima. E, por entre enorme correria e apupos do povo, alguns recebem a investida do animal aguilhoado e embravecido ou são enredados nas cordas, enquanto as janelas apinham-se de gente entusiasmada com o espetáculo a que assiste.

Quando soam as trindades, o espetáculo termina e dá lugar aos preparativos dos festejos que vão ocorrer no dia seguinte. As gentes limianas decoram as ruas com um tapete florido feito de pétalas e serrinha por onde a procissão do Corpo de Deus irá passar.

Com atrás se disse, desconhecem-se as verdadeiras origens deste costume antiquíssimo. Contudo, uma tela de Goya que se encontra exposta no Museu do Prado, em Madrid, leva-nos a acreditar que o mesmo era mantido noutras regiões da Península Ibérica. De igual modo, a tradicional corrida à corda que se realiza nos Açores sugere-nos ter este costume sido levado para aquelas ilhas pelos colonos que as povoaram a partir do continente.

Em meados do século dezanove, o cronista pontelimense Miguel dos Reys Lemos arriscou uma opinião baseada na mitologia, a qual publicou nos "Anais Municipais de Ponte de Lima" e que pelo seu interesse a seguir reproduzimos:

"Segundo a mitologia, Io, filha do Rei Inaco e de Ismene - por Formosa e meiga - veio a ser requestada por Júpiter. Juno, irmã e mulher deste apaixonado pai dos deuses, que lia no coração e pensamentos do sublime adúltero e velava de contínuo sobre tudo quanto ele meditava e fazia, resolvera perseguir e desfazer-se da comborça que lhe trazia a cabeça numa dobadoura.

Ele, para salvar da vigilância uxória a sua apaixonada, metamorfoseou-a em vaca: - mas Juno, sabendo-o, mandou do céu à terra um moscardo ou tavão, incumbido de aferroar incessantemente a infeliz Io, feita vaca e de forçá-la a não ter quietação e vaguear por toda a parte.

Io, assim perseguida e em tão desesperada situação, atravessou o Mediterrâneo e penetrou no Egito: aí, restituída por Júpiter à forma natural e primitiva, houve deste um filho, que se chamou Epafo e, seguidamente, o privilégio da imortalidade e Osiris por marido, que veio ter adoração sob o nome de Ápis.

Os egípcios levantaram altares a Io com o nome de Isis e sacrificavam-lhe um pato por intermédio de seus sacerdotes e sacerdotizas: e parece natural que, não desprezando o facto da metamorfose, exibissem nas solenidades da sua predilecta divindade, como seu símbolo, uma vaca aguilhoada e errante, corrida enfim.

Afigura-se-nos que sim e, portanto, que a corrida da vaca, a vaca das cordas, especialmente quanto à primeira parte, as três voltas à roda da Igreja Matriz, seria uma relíquia dos usos da religião egípcia, como o boi bento, na procissão de Corpus-Christi, é representativo do deus Osiris ou Ápis, da mesma religião. E esta foi introduzida com todos os seus símbolos na península hispânica pelos fenícios, aceite pelos romanos que a dominaram, seguida pelos suevos e tolerada pelos cristãos em alguns usos, para não irem de encontro, em absoluto, às enraizadas crenças e costumes populares.

É que essa Ísis, a vaca de Júpiter, a deusa da fecundidade, teve culto especial precisamente na região calaico-bracarense, na área de Entro Douro e Minho; no Convento Bracaraugustano, ou Relação Jurídica dos Bracaraugustanos (povos particulares de Braga), de que era uma pequeníssima dependência administrativo-judicial o distrito dos límicos, prova-o o cipo encravado na face externa dos fundos da vetusta e venerada Sé Arquiepiscopal, - cipo que a seguirtranscrevemos inteirado, conforme a interpretação que em parte, nos ensinou e em parte nos aceitou o eruditíssimo professor do Liceu, Dr. Pereira Caldas:

ISID · AVG · SACRVM LVCRETIAFIDASACERD · PERP · P ROM · ET · AVG

CONVENTVVSBRACARAVG · D ·

INTERPRETAÇÃO

ISIDI AUGUSTAE SACRUM; LUCRETIA FIDA SACERDOS PERPETUA POPULI ROMANI ET AUGUSTI, CONVENTUUS BRACARAUGUSTANORUM DICAT

TRADUÇÃO

"SENDO LUCRÉCIA FIDA SACERDOTISA PERPÉTUA DO POVO ROMANO E DE AUGUSTO, O CONVENTO DOS BRACARAUGUSTIANOS DEDICA A ISIS AUGUSTA (OU: À DEUSA ISIS) ESTE MONUMENTO SAGRADO"

Acredita-se porém que, no local onde se ergue a igreja matriz de Ponte de Lima existiu outrora um templo pagão onde se prestava culto a uma divindade sob a forma de uma vaca representada num retábulo, o qual era trazido para o exterior e efetuava as referidas voltas ao templo. Em todo o caso e atendendo à elevada importância deste animal na economia doméstica de uma região tão propícia à sua criação em virtude dos seus pastos verdejantes, é perfeitamente natural que a vaca tenha aqui sido venerada como símbolo de fertilidade e de abundância e, desse modo, sido prestando-lhe o devido culto. Não é completamente injustificada a frequente representação deste animal nomeadamente no artesanato da região minhota, ao qual a barrista barcelense lhe deu cores e vivacidade que o ajudaram a tornar-se famoso em todo o mundo.

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