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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CRIANÇAS DE ARCOS DE VALDEVEZ ABRAÇAM RIO VEZ

2500 alunos de Arcos de Valdevez abraçaram o Rio Vez. Dia da criança foi vivido intensamente com sensibilização para as questões ambientais e muita brincadeira

O Município de Arcos de Valdevez, em colaboração com o Agrupamento de Escolas de Valdez, Escola Profissional do Alto Lima (EPRALIMA) e Jardins de Infância da rede particular (Santa casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez, Associação Social e Recreativa Juventude de Vila Fonche; Centro Paroquial e Social de Guilhadeses e Centro Paroquial de Arcos de Valdevez), promoveram no Dia Mundial da Criança, 1 de junho, o evento “ABRAÇO AO RIO VEZ”.

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O evento decorreu na zona envolvente à Praia Fluvial da Valeta, contando com a participação de cerca de 2500 alunos que, num ato simbólico e em grande euforia abraçaram este nosso “ex-libris”.

Mediante uma moldura humana memorável, o Presidente da Câmara Municipal, João Manuel Esteves realçou a importância da iniciativa no que toca à promoção do excelente património natural, enaltecendo o papel que o Rio Vez tem na vida dos arcuenses.

O autarca fez ainda questão de se referir às riquezas ambientais que o concelho possui, como o Parque Nacional da Peneda Gerês, Reserva Mundial da Biosfera, os rios e florestas, apelando aos mais jovens para que sejam participantes mais ativos na valorização dos recursos naturais de Arcos de Valdevez.

No final, os alunos deslocaram-se para o Campo Desportivo Municipal, onde almoçaram e desenvolveram atividades lúdicas (jogos, dança, etc) num ambiente de convívio, lazer e muita alegria.

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JOVENS ARCUENSES ABRAÇAM RIO VEZ NO DIA 1 DE JUNHO

O Município de Arcos de Valdevez, em colaboração com o Agrupamento de Escolas de Valdez, Escola Profissional do Alto Lima (EPRALIMA) e Jardins de Infância da rede particular (Santa casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez, Associação Social e Recreativa Juventude de Vila Fonche; Centro Paroquial e Social de Guilhadeses e Centro Paroquial de Arcos de Valdevez), vai promover o evento “ABRAÇO AO RIO VEZ”.

RioVez

O objetivo da iniciativa é sensibilizar as nossas crianças e jovens para as questões ambientais, valorização das nossas riquezas ambientais, como o Parque Nacional da Peneda Gerês, os rios e florestas, tornando-os participantes mais ativos na proteção dos recursos naturais do concelho.

O evento irá decorrer no próximo dia 1 de junho, na zona envolvente à Praia Fluvial da Valeta, contando com a participação de cerca de 2700 alunos que, num ato simbólico irão abraçar este nosso “ex-libris”.

Tem hora marcada para as 8,30h com a saída dos alunos dos Centros Escolares de Távora e Sabadim pelas respetivas ECOVIAS, em direção ao local do “Abraço ao Rio Vez”. Por volta das 10h, está prevista a chegada das crianças dos diversos jardins-de-infância, que irão juntar-se na praia fluvial da Valeta e aí desenvolver algumas atividades. Os alunos das restantes escolas, começam a juntar-se por volta da 11h, sendo que o momento do Abraço, irá decorrer por volta das 12h.

No final, os alunos deslocar-se-ão para o Campo Desportivo Municipal, onde irão almoçar e desenvolver atividades lúdicas (jogos, dança, etc) numa atitude de convívio e lazer.

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INVESTIGADORES DA UTAD ESTUDAM ALTERNATIVAS A BARRAGENS PARA CONTROLO DAS CHEIAS

As soluções passam por infraestruturas verdes com menor impacte ambiental e igualmente eficazes.

Um grupo de investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) desenvolveu um modelo de redução de cheias com base em bacias de retenção com o objetivo de minimizar o impacto das cheias. O trabalho foi elaborado para a bacia hidrográfica do rio Vez, principal afluente do rio Lima, um dos mais problemáticos do País pela recorrência deste tipo de eventos.

Efeito das cheias na bacia do rio Lima/Vez

O local escolhido para este estudo faz parte das 22 regiões sujeitas a inundações do continente português, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Aqui equacionaram-se vários locais para implantação de bacias de retenção, onde foram tidas em conta a proximidade aos locais de jusante, a densidade populacional e atividades humanas com implicações de poluição difusa ou pontual.

“Os resultados mostraram que são necessários mecanismos de menor impacte para diminuir escoamentos superficiais, alicerçados em infraestruturas verdes, focadas para o aumento de retenção de água pelos aquíferos, solo e ecossistemas aquáticos, em vez de obras de grande porte como barragens”, explica Luís Filipe Fernandes, investigador do CITAB - Centro Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas da UTAD.

Estes sistemas melhoram em simultâneo o “estado ecológico das massas de água, reduzem a vulnerabilidade a cheias e secas, restauram o caráter funcional e maximizam o serviço de ecossistemas”, acrescenta o investigador.

Para chegar a este modelo foram aplicadas equações de engenharia acompanhadas de análise multicritério e tratamento espacial de dados através de Sistemas de Informação Geográfica. Através desta metodologia foi aplicado um modelo de redução de cheias com base em bacias de retenção, tendo em conta três módulos (hidrológico, geomorfológico e ambiental) que entram em linha de conta com o volume de armazenamento e localização apropriada bem como com aspetos como ações do homem, qualidade da água, entre outros.

As cheias urbanas são um problema mundial que afeta também Portugal. Já em 2016 ocorreram, de norte ao sul do país, vários eventos com elevados prejuízos materiais, causados por picos de cheias que, no caso do rio Vez, podem chegar aos 550 m3/s com fluxos associados a uma topografia escarpada e a alta pluviosidade.

Por estas razões os investigadores deste estudo indicam como solução um “extenso programa de reflorestamento para aumentar a evapotranspiração, reduzindo, consequentemente, o escoamento”, uma abordagem que passa pela descentralização do sistema de retenção em várias bacias mais pequenas “facilmente integradas na paisagem natural, com baixo impacto ambiental”.

Este estudo foi recentemente publicado no prestigiado Journal of Hydrology e apresentado no 13º Congresso da Água. O método está neste momento a ser aplicado em outros locais considerados críticos pela APA.

JOVENS ARCUENSES LIMPAM MARGENS DO RIO VEZ

Turma do Agrupamento de Escolas promove limpeza das margens do Rio Vez

No passado sábado, a turma H, do 11.º ano, do curso Técnico de Turismo Ambiental e Rural do Agrupamento de Escolas de Valdevez juntou-se para proceder à limpeza das margens do Rio Vez, desde a Ponte do Toural até ao Campo da Feira, numa iniciativa inserida no projeto “ Vez-Val-do- Património Natural”, aprovado em concurso ao Prémio Ilídio Pinho.

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Esta ação foi dinamizada por um grupo de alunos do Agrupamento de Escolas de Valdevez e Serviço Municipal de Proteção Civil - Gabinete Técnico Florestal do município de Arcos de Valdevez, contando ainda com a participação do Vereador da Proteção Civil, bem como elementos dos Bombeiros, canoagem e Nature 4.

De sorriso nos rostos e boa disposição, os alunos assumiram com responsabilidade a tarefa de limpar e preservar as margens do Rio de forma a torna-lo ainda mais agradável.

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ARCOS DE VALDEVEZ PROMOVE O REPOVOAMENTO PISCÍCOLA DO RIO VEZ

A Câmara Municipal lançou recentemente ao Rio Vez doze mil alevins de truta de rio (Salmo trutta) com o objetivo de fazer o repovoamento piscícola do rio, considerando que devido à elevada procura por partes dos pescadores é necessário o aumento da população piscícola.

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Aliado a esse fator, pretendeu-se também com esta ação recuperar as populações piscícolas que se encontram diminuídas devido à existência de algumas barreiras físicas que condicionam a boa circulação das espécies migradoras salmonídeas.

O repovoamento foi realizado pelo ICNF na zona livre do Rio Vez com a seguinte finalidade de assegurar a conservação, visando a manutenção das espécies piscícolas autóctones.

Esta ação simboliza uma das muitas ações que o município pretende promover ao nível do ordenamento da pesca nas águas interiores.

De salientar que já foram remetidas para o ICNF as concessões de pesca desportiva na Albufeira de Touvedo e no Rio Vez.

A QUALIDADE ECOLÓGICA DA PRAIA FLUVIAL DO PONTILHÃO DA VALETA (ARCOS DE VALDEVEZ)

Pedro Gomes

Susana Pereira

Soraia Castro

A poluição da água por poluentes de origem fecal pode conduzir a problemas de saúde pública, nomeadamente pela presença de microrganismos infecciosos. Esses microrganismos podem ter origem diversa, nomeadamente a partir de esgotos urbanos e domésticos ou de origem animal. Águas não tratadas provenientes de aglomerados urbanos ou de habitações isoladas são as fontes mais comuns, com carácter mais ou menos crónico. Descarga de chorumes ou de fossas cépticas são também uma fonte usual, embora com carácter agudo (intensidade elevada mas constituindo episódios pontuais que rapidamente desaparecem, desde que a fonte também seja pontual).

Para que possam ser utilizadas para fins balneares, a água de um rio não pode constituir um risco para a saúde dos seus utentes. Por isso mesmo, são sujeitas a um controlo apertado de um conjunto de parâmetros padronizadas, nos quais se incluem um conjunto de indicadores sobre a presença de microrganismos de origem fecal potencialmente patogénicos. Na impossibilidade de avaliar todos os microrganismos patogénicos presentes numa água, recorre-se a um conjunto de indicadores que se assume estarem correlacionados com esses patogénicos. Nesses indicadores, está incluída a avaliação dos níveis de estreptococos fecais, enterococos intestinais, Escherichia coli e salmonelas. Embora estejam naturalmente presentes nos rios e ribeiras, a sua densidade por unidade de volume não pode ultrapassar determinados valores, legalmente estabelecidos. O grupo dos enterococos intestinais inclui não só bactérias de origem humana mas também de origem animal. Apesar de analisados conjuntamente (numa análise, apenas é referido o número total de enterococos num dado volume de água), o valor obtido tem que ser analisado com alguma cautela, nomeadamente em ambientes agrícolas, em que é comum o uso de chorumes de origem animal para estrumar terrenos. Com efeito, dentro dos enterococos intestinais, aqueles que acarretam risco para a saúde pública são os de origem humana, sendo mínimo o risco associado aos de origem animal.

No que diz respeito às bactérias entero hemorrágicas (como a E. coli), a situação é particularmente preocupante, pois a sua ocorrência em grande número está associada a locais de águas rasas e de circulação reduzida, regra geral com temperaturas mais elevadas, e, por isso mesmo com maior apetência por parte dos banhistas. A fraca circulação da água e as temperaturas elevadas favorecem a multiplicação local desses microrganismos, principalmente quando o teor em matéria orgânica é elevado (consequência também da falta de circulação). Nessas situações, qualquer contaminação pontual alóctone contendo microrganismos fecais/intestinais pode ter consequências locais significativas.

A avaliação da qualidade da água de um rio para fins balneares é feita com base num conjunto de critérios estabelecidos por lei, com limites máximos admissíveis para cada parâmetro analisado. Aparentemente o processo é simples, limitando-se a entidade gestora da bacia a utilizar os valores obtidos para classificar as águas de um sector do rio. Se todos os procedimentos desde a colheita até às análises tiverem sido corretos, a tarefa é efetivamente simples. No entanto, não dispensa o avaliador de alguns cuidados na interpretação dos resultados obtidos. O historial das análises efectuadas num local é um factor que tem que ser obrigatoriamente tido em consideração; a existência de análises complementares efectuadas por outras entidades idóneas é outro.

Constitui boa prática na interpretação de séries de dados estranhar qualquer situação que se afaste da sequência normal, nomeadamente quando há acesso a dados históricos. No caso da Praia do Pontilhão da Valeta, a ARHN (atualmente integrada na APA), realizou análises regulares à qualidade bacteriológica da água do rio Vez desde 2008, durante o período balnear (Figura 1).

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Figura 1: Resumo das análises bacteriológicas realizadas pela ARHN entre 2008 e 2011 (EC: Escherichia coli; EF: Enterococus fecais). Segundo a legislação, os valores máximos admissíveis para águas balneares são de 1800 para EC e 660 para EF.

Observando os resultados da Figura 1, constata-se que entre 2008 e 2012, com exceção de casos muito pontuais, os parâmetros bacteriológicos permanecem bem abaixo dos valores máximos admissíveis, com exceção pontuais em 2008, 2009 e 2011. Nas análises de 2013 divulgadas até à data, as condições bacteriológicas mantêm-se bem abaixo dos níveis máximos admissíveis para águas balneares, podendo assumir-se que o rio Vez não oferece qualquer risco para a saúde pública.

Os parâmetros bacteriológicos refletem situações agudas, correspondentes a alterações pontuais das condições ambientais da zona envolvente ao rio ou do próprio rio. Como tal, a sua resposta é muito rápida, o que se reflete numa densidade pontualmente elevada dos organismos indicadores (neste caso, E. coli e Enterococos). Desaparecendo a fonte de perturbação, a capacidade de autodepuração do rio é suficiente para fazer desaparecer os sinais da existência dessa perturbação. Essa rapidez na resposta é vantajosa na detecção rápida de situações anómalas mas a sua capacidade de detecção está fortemente dependente da coincidência temporal das colheitas com os episódios agudos de perturbação. Em águas correntes, umas descargas pontuais ou intermitentes correm o risco de não ser detectadas por esses métodos, que não são válidos, por si, na avaliação do estado ecológico de um curso de água.

Na Diretiva Quadro da Água, para além de parâmetros físico-químicos e bacteriológicos, preconiza-se a utilização das comunidades de macroinvertebrados aquáticos para a avaliação acima referida. Com efeito, esses invertebrados (maioritariamente larvas de insectos) são a base das cadeias tróficas dos rios e, além disso, apresentam ciclos de vida relativamente longos na água e têm uma mobilidade relativamente reduzida. Ou seja, pode associar-se um determinado elenco faunístico a um conjunto apertado de condições ambientais; mudando essas condições, muda também o elenco faunístico. Essa associação está na base dos índices de qualidade da água em que, em função das comunidades de invertebrados encontradas, é atribuído um valor numérico aos locais onde as recolhas foram efectuadas. Partindo-se do pressuposto de que conjuntos de organismos específicos estão associados a locais onde as condições ambientais, ao longo de todo o seu período de vida e não apenas num dado instante, se mantêm dentro de limites compatíveis com estes, é possível com um conjunto de recolhas avaliar as condições ecológicas de um troço de rio num espaço temporal passado alargado. Ou seja, as comunidades de macroinvertebrados refletem as condições passadas, antes da recolha da amostra, enquanto que os restantes tipos de análises apenas dizem respeito às condições momentâneas existentes na altura das colheitas.

Dos vários índices utilizáveis, o BMWP’ (Alba Tercedor e Sánchez-Ortega, 1988) é correntemente utilizado na Península Ibérica para quantificar a qualidade ecológica de rios e ribeiras. A ordenação dos taxa recolhidos (ao nível das famílias) é feita com base numa tabela que os ordena ao longo de um gradiente de menor a maior tolerância à contaminação. A cada família corresponde uma pontuação (1 a 10), o que permite comparar a situação relativa entre locais de amostragem. O índice final é obtido pela soma das pontuações de cada família recolhida que é depois associado a uma determinada classe de qualidade. (Tabela 1).

Tabela 1: Classes de qualidade e significado dos valores do índice BMWP’ (Alba Tercedor 1996)

Classe

Qualidade

Valor

Significado

I

Boa

> 150
101-120

Águas muito limpas
Águas não contaminadas ou não alteradas de forma sensível

II

Aceitável

61-100

Evidência de alguns efeitos de contaminação

III

Duvidosa

36-60

Águas contaminadas

IV

Crítica

16-35

Águas muito contaminadas

V

Muito crítica

< 15

Águas fortemente contaminadas

Para avaliar a qualidade ecológica do rio Vez, no dia 27 de Junho de 2013 uma equipa do CBMA/SPVS, Universidade do Minho realizou um conjunto de 3 amostras de macroinvertebrados bentónicos, segundo a metodologia preconizada por Alba Tercedor (1996). Os locais amostrados estão representados no excerto da Carta Militar 1:2500 reproduzido na Figura 2 e permitem controlar a situação a montante da praia (Local 1, situação de referência), o início da praia fluvial (Local 2) e as condições do rio Vez após passagem através da vila de grande parte do miolo urbanos de Arcos de Valdevez.

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Figura 2: Localização das recolhas de macroinvertebrados bentónicos efectuadas em 27 de junho de 2013, com vista à determinação da qualidade ecológico do rio Vez

Os resultados obtidos figuram nas Tabelas 2 a 4 e a interpretação dos valores obtidos é feita na Tabela 5.

Tabela 2: Famílias de macroinvertebrados bentónicos recolhidos segundo a metodologia preconizada por Alba Tercedor (1996) para o Local 1 e respectiva pontuação.

Local 1

   

Família

Nº individuos

Pontuação

Brachycentridae

6

10

Leptoceridae

16

10

Beraeidae

1

10

Perlidae

11

10

Leptophlebiidae

13

10

Siphlonuridae

1

10

Heptageniidae

9

10

Aphelocheiridae

20

10

Capniidae

6

10

Blephariceridae

1

10

Glossosomatidae

2

8

Calopterygidae

1

8

Polycentropodidae

15

7

Rhyacophilidae

28

7

Ephemerellidae

54

7

Simuliidae

68

5

Hydropsychidae

85

5

Baetidae

73

4

Anthomyidae

1

4

Ceratopogonidae

3

4

Caenidae

1

4

Nepidae

1

3

Gerridae

Presente

3

Mesoveliidae

1

3

Hydrophilidae

2

3

Chironomidae

44

2

Pontuação total:

177

Tabela 3: Famílias de macroinvertebrados bentónicos recolhidos segundo a metodologia preconizada por Alba Tercedor (1996) para o Local 2 e respectiva pontuação.

Local 2

   

Família

Nº indivíduos

Pontuação

Brachycentridae

11

10

Lepidostomatidae

2

10

Leptoceridae

63

10

Beraeidae

3

10

Leptophlebiidae

15

10

Aphelocheiridae

4

10

Heptageniidae

8

10

Capniidae

10

10

Glossosomatidae

4

8

Ephemerellidae

57

7

Rhyacophilidae

22

7

Polycentropodidae

6

7

Coenagrionidae

1

6

Hydropsychidae

40

5

Simuliidae

42

5

Baetidae

30

4

Ceratopogonidae

1

4

Dytiscidae

1

3

 Hirudidae

5

3

Hydrophilidae

2

3

Chironomidae

37

2

 

Pontuação total:

144

Tabela 4: Famílias de macroinvertebrados bentónicos recolhidos segundo a metodologia preconizada por Alba Tercedor (1996) para o Local 3 e respectiva pontuação.

Local 3

   

Família

Nº individuos

Pontuação

Perlidae

1

10

Leptoceridae

41

10

Brachycentridae

17

10

Aphelocheiridae

2

10

Siphlonuridae

1

10

Leptophlebiidae

2

10

Capniidae

1

10

Heptageniidae

5

10

Calopterygidae

3

8

Rhyacophilidae

7

7

Polycentropodidae

1

7

Ephemerellidae

34

7

Coenagrionidae

1

6

Ancylidae

2

6

Simuliidae

55

5

Hydropsychidae

13

5

Tabanidae

1

4

Baetidae

37

4

Hygrobiidae

3

3

 Hirudidae

1

3

Hydrophilidae

1

3

Chironomidae

15

2

Pontuação total:

150

Tabela 5: Classificação dos locais amostrados em função da pontuação obtida e de acordo com os critérios definidos por Alba Tercedor (1996)

Local

Classe

Qualidade

Valor

Significado

1

I

Boa

177

Águas muito limpas

2

I

Boa

144

Águas muito limpas

3

I

Boa

150

Águas muito limpas

Ou seja, a estrutura ecológica do rio Vez, no troço estudado, está em muito bom estado de conservação. Os resultados obtidos podem ser extensíveis no passado a um período mais alargado (final da Primavera, no mínimo) e são compatíveis com as amostras microbiológicas efectuadas durante 2012 e as que já se encontram disponíveis no portal da Agência Portuguesa do Ambiente.

ÁGUAS DO RIO VEZ SÃO DE EXCELENTE QUALIDADE

- Garante a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez encomendou um estudo a Investigadores da Universidade do Minho para avaliar a qualidade da água do rio, com recurso a bioindicadores.

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Brevemente, será feita uma campanha de amostragem de macroinvertebrados na área da Praia fluvial do Pontilhão Valeta, que são um reconhecido bioindicador, e que, a par dos resultados das análises bacteriológicas, servirá para demonstrar que a água do rio vez é de excelente qualidade e quanto absurdo é a classificação atribuída pela APA.

Enquanto isso, as trutas que abundam no rio, o pato-real que resolveu nidificar nas margens do vez e a lontra, que de vez em quando por ali passa, encarregam-se de demonstrar que a água do rio Vez é efectivamente de excelente qualidade.

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MUNICÍPIO DE ARCOS DE VALDEVEZ CONTESTA CLASSIFICAÇÃO DA QUERCUS SOBRE A QUALIDADE DAS ÁGUAS DA PRAIA DA VALETA

Esclarecimento – Qualidade da Água da Praia da Valeta

Foi com surpresa e indignação que a Câmara Municipal de Arcos de Valdevez viu noticiado pela imprensa que a praia do “pontilhão da valeta”, neste Concelho, obteve a classificação de “má” e, por isso, era desaconselhada para a prática balnear.

Sentimo-nos, assim, no dever de informar o público em geral que a água naquela praia é de boa qualidade como, aliás, sempre foi.

Esta classificação baseia-se em resultados de três amostras realizadas em Agosto de 2011 que, pela metodologia utilizada, influenciam a classificação durante vários anos.

Só que, conforme o histórico demonstra, o resultado daquelas três amostras está em total desacordo com os resultados obtidos desde de 2008 a 2012 se excluirmos esse curto período em que estas três amostras foram recolhidas.

Só este facto deveria levar a APA a verificar a origem estes resultados para evitar que algum erro de amostragem pudesse ter consequências ao longo de vários anos.

Não só o fez como ignorou que nesse mesmo período as análises da ARS- Norte, bem como as que foram levadas a cabo pela Autarquia, tivessem resultados completamente diferentes e na linha do que o histórico naquela praia sempre apresentou.

Por este motivo repudiamos a forma como este assunto foi tratado pela APA, que consideramos lesiva dos interesses deste Município e da verdade dos factos

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, por todo o trabalho que tem feito em prol da preservação da qualidade ambiental do seu território em geral, e do rio Vez em particular, está em condições de assegurar que a qualidade da água da praia do “pontilhão da valeta” é de boa qualidade e que, com total transparência, fará publicitar os resultados que ao longo desta época balnear forem obtidos no processo de monitorização daquela praia, dando assim total confiança aos seus utilizadores.

A verificação dos resultados dessa monitorização encarregar-se-á de demonstrar a incoerência desses resultados relativamente à classificação que a APA entendeu por bem manter, ou seja “praia com água de má qualidade”

Essa incoerência apenas irá contribuir para o descrédito da Autoridade Responsável por esta situação, estando o Município de Arcos de Valdevez ciente que tudo fez, e vai continuar a fazer, para assegurar a qualidade daquela excelente área de lazer.

Reiteramos a nossa indignação por verificarmos que existindo análises efectuadas no mesmo período, quer pela Autoridade de Saúde quer pelo Município de Arcos de Valdevez, com resultados opostos, a APA não assume o erro de amostragem por si realizado, prejudicando a imagem do Município e pondo em causa uma praia de excelência num rio de águas límpidas.

Câmara Municipal de Arcos de Valdevez

DEPUTADO MANUEL DOMINGUES BASTO LEVA À ASSEMBLEIA NACIONAL, EM 1953, OS PROBLEMAS RELACIONADOS COM O RIO LIMA

Em 1953, o deputado Manuel Domingues Basto levou à Assembleia Nacional os problemas relativos ao rio Lima, nomeadamente os relacionados com o seu assoreamento e a regularização dos caudais. A referida intervenção registou-se na sessão que ocorreu a 23 de Março daquele ano, no âmbito da V Legislatura, sob a presidência de Albino dos Reis Júnior.

Manuel Domingues Basto era natural de Monção e foi fundador da Acção Católica de Braga. Sacerdote católico, foi eleito deputado para a V e VI Legislatura da Assembleia Nacional, não tendo chegado a exercer o mandato nesta última em virtude de ter entretanto falecido. Foi vereador da Câmara Municipal de Monção e Presidente da Comissão Municipal de Assistência de Fafe. Em virtude dos seus ideais monárquicos e na sequência do fracasso da Monarquia do Norte, exilou-se em Espanha.

Pelo seu interesse sobretudo do ponto de vista histórico, transcreve-se um extracto da sua extensa intervenção na Assembleia Nacional, na parte respeitante às questões relacionadas com o rio Lima.

“Sr. Presidente: quando o turista, português ou estrangeiro, se dirige ao Alto Minho, para aceder ao convite do autor do Minho Pitoresco e poder confrontar as belezas das margens do rio Minho com as do rio Lima - que se disputam à porfia vantagens e primazias, pleito difícil que o referido autor se não decide a resolver, comparando-o ao eterno e insolúvel problema dos olhos azuis e dos olhos negros -, e, entrando em Viana do Castelo, sobe a esse incomparável miradouro que é o monte de Santa Luzia, sentirá todo o assombro da maravilha da paisagem, viva, garrida e variegada.

Se, porém, além de admirar a paisagem, o interessa a vida da gente que habita esse rincão português de incomparável beleza, notará bem depressa que o rio - que em linguagem poética beija os pés da cidade, sua dama, e abraça os campos -, assoreado no seu leito, invade os terrenos marginais e rouba às gentes de Viana e de Ponte de Lima o pão, ou seja as culturas de algumas centenas de hectares de terreno.

É a nota triste e desoladora no meio de tanta garridice e policromia de tons da paisagem e do traje das raparigas.

Muitas vezes tenho contemplado entristecido este pormenor da paisagem e da vida da gente das margens do rio Lima e perguntado a mim próprio se não há quem veja aquilo e se para o caso se não encontrará remédio.

Tendo exposto a alguém o meu sentir em conversa de minhoto que mais ama a sua pátria através da região em que nasceu, vim a saber que já há estudos feitos sobre o aproveitamento total do rio Lima, de que resultará, com outras vantagens, não só o desaparecimento do espectáculo desolador que entristece o turista, mas ainda o melhoramento da barra de Viana do Castelo, a rega e o enxugo do muitas terras marginais e o aproveitamento hidroeléctrico do rio.

De facto, vêm de longe os estudos sobre o assunto, que é hoje de mais importância e de mais urgência na solução, dado que na sua parte inferior se agravam cada vez mais o estado do leito do rio e o lamentável desperdício das terras marginais invadidas pelas águas.

É o rio Lima, na opinião dos técnicos, um dos poucos rios portugueses cujo aproveitamento total se impõe, e esse aproveitamento reveste-se na actualidade da maior necessidade e urgência, por se tratar de uma região de grande densidade de população, em que as indústrias são escassas ou quase não existem, sendo por isso mais necessário intensificar a produção agrícola e aproveitar todos os recursos da terra.

Pelos elementos que me vieram à mão, verifica-se que as duas mais importantes obras para o aproveitamento completo do rio Lima estão já realizadas, e são o porto de Viana do Castelo, na sua foz, e o aproveitamento hidroeléctrico do Lindoso, na fronteira.

Reconhecem os técnicos a que a bacia hidrográfica do rio Lima tem excepcionais condições de aproveitamento e que nela se registam as maiores precipitações anuais médias e, paralelamente, os maiores coeficientes de escoamento de todo o País».

Vê-se dos bem elaborados anuários dos serviços hidráulicos que há possibilidade de um plano geral de aproveitamento a fio de água no rio, a jusante de Lindoso, e de albufeiras de elevada regularização específica nas ribeiras da Peneda e de Castro Laboreiro.

Os resultados desse plano seriam a produção de grande quantidade de energia, a defesa contra cheias, o enxugo do vale inferior do rio a jusante de Ponte de Lima, a rega e valorização com ela de 5 000 ha de terras férteis, o melhoramento da navegação - de grande vantagem económica para a região - e a recuperação integral de algumas centenas de hectares de terrenos de cultura inutilizados.

E se as duas obras maiores deste plano já estão realizadas, há também já muitos estudos feitos para se chegar ao aproveitamento total do rio.

Nos anos de 1939, 1940 e 1941 realizaram-se, por meio de brigadas de estudos dos serviços hidráulicos, levantamentos topográficos e hidrográficos e medições de caudais no rio Lima e seus afluentes.

Maiores foram os estudos e trabalhos dos anos de 1942 e 1943.

Em 1942 fizeram-se os reconhecimentos gerais necessários para a elaboração do plano geral de aproveitamento, o reconhecimento detalhado do rio Lima sob o ponto de vista hidráulico e agronómico e em relação às necessidades de enxugo e rega e ainda o reconhecimento das bacias dos seus afluentes-rio Vez e ribeiro de Castro Laboreiro.

Em 1943 iniciou-se o estudo do plano geral da regularização e aproveitamento das águas de toda a bacia hidrográfica.

O ano de 1944 foi o do início do estudo do aproveitamento hidroeléctrico, estudando-se já os vales do rio Lima e dos ribeiros da Peneda e de Castro Laboreiro.

Dos estudos e trabalhos no ano de 1945 diz o Anuário dos Serviços Hidráulicos:

Prosseguiu a recolha de elementos topográficos, hidrológicos e agronómicos para a elaboração do plano geral de sistematização da bacia deste rio. Ficou concluída a parte referente à correcção torrencial e ao aproveitamento da energia das águas do rio e dos seus afluentes Castro Laboreiro, Peneda e Vez.

O esquema do aproveitamento hidroeléctrico prevê uma possível produção de 450x106 kWh no ano muito seco de 1944-1945, com influência benéfica na utilização de água para a rega e na manutenção de caudais para a navegação e contribuindo ainda para a diminuição dos transportes sólidos.

Nos anos de 1946,1947,1948 e seguintes continuou se com a elaboração do plano geral de regularização e aproveitamento das águas, tendo-se ainda feito o reconhecimento agro-económico dos terrenos a beneficiar e o reconhecimento geológico dos possíveis locais de barragens.

O Sr. Elísio Pimenta: - Não esqueça V. Ex.ª que o problema do rio Lima, nos aspectos que acaba de encarar, não é o único na região do Minho.

Existe um problema paralelo no rio Minho, a poente de Valença, em S. Pedro da Torre.

O Orador:- Tem V. Ex.ª razão. Tanto na veiga de Ganfei como em S. Pedro da Torre, freguesias do concelho de Valença, há problemas idênticos.

Sr. Presidente: parece que os trabalhos sobre o aproveitamento integral do rio Lima pararam ou, pelo menos, não há indicação do que se fez depois de 1950. Diz-se que foi a necessidade de deslocar os técnicos para estudos urgentes no rio Douro o que motivou esta paralisação de trabalhos e estudos.

Permita-me, ao terminar as minhas considerações no debate das contas públicas, lembrar ao Governo a necessidade de se prosseguir nesses trabalhos interrompidos, visto que depende deles o aproveitamento de grandes fontes de receita, bem necessárias à gente do Alto Minho e às prementes necessidades de melhor nível económico, para sustento da sua densa população.

Junte-se à beleza da paisagem e dos trajos regionais a beleza desta possível e urgente realização. As despesas a que obriga são fartamente compensadas pelas receitas que dela hão-de provir para a economia nacional e para melhoria de vida da gente alegre de Viana e da Ribeira Lima.

Que por esta obra tão necessária possam o estrangeiro ou o português que visitam a cidade de Viana ou ali vão pelas festas da Agonia, ao ouvir os cantares das raparigas e ao apreciar as danças regionais, dizer com toda a verdade: «Sente-se que esta gente é mais feliz e canta com mais vivacidade e alegria porque vive no Portugal renovado de Salazar».

Tenho dito.”