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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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QUATRO MUNICÍPIOS DO ALTO MINHO CANDIDATAM ECOPISTA DO RIO MINHO A "MELHOR VIA VERDE DA EUROPA"

Ecopista do rio Minho candidata a ‘Melhor Via Verde da Europa’

Através de um projeto conjunto dos municípios de Vila Nova de Cerveira, Valença, Monção e Caminha, a Ecopista do Rio Minho é candidata ao prémio de ‘Melhor Via Verde da Europa’, no VIII EuropeanGreenwaysAward. Vencedores são revelados a 28 de setembro, na cidade de Limerick.

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Promovido pela Associação Europeia Greenways (E.G.W.A.) e pela União Europeia, este prémio bienal tem como objetivo promover exemplos de melhores práticas e apoiar sua replicação em outras vias verdes em toda a Europa.

Em Vila Nova de Cerveira, a Ecovia ‘Caminho do Rio’ perfaz cerca de 13,5kms de pleno contacto com o rio Minho e a natureza envolvente. Os utilizadores são envolvidos numa paisagem mista entre uma área terrestre, cujo legado resulta da atividade agrícola, e uma área fluvial, onde domina a vegetação ao longo das margens, assim como elementos paisagísticos comuns em todo o estuário do rio. Nela, vive-se umcontraste da paisagem que mostra uma realidade diversa e conduz pela memória dos tempos à relação do Homem com o rio Minho.

Neste momento, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira tem projetado concretizar, a curto prazo, os últimos 900 metros, de forma a permitir que este corredor verde fique totalmente ligado de Monção ao concelho de Caminha.

As Vias Verdes do Rio Minho consistem numa rede de infraestruturas de "Ecovias" e "Ecopistas" existentes na margem esquerda do rio Minho, entre Monção e a foz do Rio Minho em Caminha. Totalizam cerca de 50 km de rotas para pedestres e ciclismo, essencialmente inseridas na Rede Natura 2000.

O VIII EuropeanGreenwaysAward decorre a 28 de setembro, na cidade irlandesa de Limerick.

AQUAMUSEU DO RIO MINHO ACOLHE REUNIÃO DE TRABALHO DO PROJETO APROVADO PELO POCTEP

Aquamuseu acolheu reunião de trabalho de projeto aprovado pelo POCTEP

Os vários parceiros envolvidos noprojeto "Migramiño-Minho, Proteção e conservação dos peixes migradores no rio Minho internacional e seus afluentes" reuniram, pela primeira vez, nas instalações do Aquamuseu do rio Minho, para definir e articular o processo de execução, após aprovação pelo Programa INTERREG V A (POCTEP).

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Liderado pela DirecciónXeral de Conservación da Natureza, Consellería de Medio Ambiente, Territorio e Infraestructuras, o projeto conta com uma dotação financeira de 2.131.550 €, cujo objectivo principal visa a melhoriada proteção e conservação do habitat fluvial da bacia do rio Minho, compreendendo o troço internacional e afluentes, assim como das espécies de peixes migradores presentes, nomeadamente lampreia, salmão, sável, savelha, truta marisca e enguia.

"Migramiño-Minho, Proteção e conservação dos peixes migradores no rio Minho internacional e seus afluentes" tem ainda como parceiros: Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Confederación Hidrográfica delMiño - Sil, Administração da Região Hidrográfica do Norte ARH Norte (APA), Estación de Hidrobiloxía «Encoro do Cón» da Universidade de Santiago de Compostela, Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR), Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira (Aquamuseu do Rio Minho).

CRIANÇAS DE CERVEIRA FAZEM FÉRIAS DE VERÃO NO AQUAMUSEU DO RIO MINHO

‘Férias de Verão’ com o Aquamuseu do rio Minho

Crianças e jovens voltam a ter a oportunidade de passar quatro dias preenchidos de atividades e animação no Aquamuseu do rio Minho. De 4 a 7 de julho, a sugestão é para aprender e brincar em torno do tema “Os Peixes Migradores”. Inscrições abertas.

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Seja na Páscoa, seja no Verão, o Aquamuseu do rio Minho promove, anualmente, um programa específico de atividades pedagógicas dirigidas para crianças e jovens, cujo denominador comum é a sensibilização ambiental, de forma a suscitar o espírito crítico e criativo dos participantes.

Neste sentido, de 4 a 7 de julho, o Aquamuseu do rio Minho dinamiza as ‘Férias de Verão’ sob o tema “Os Peixes Migradores”. Ao longo destes quatro dias, os participantes com idades entre os 7 e os 13 anos vão aprender as caraterísticas gerais, as artes e períodos de pesca e a importância para as pessoas da nossa zona raiana de cada peixe migrador que se pode encontrar e pescar no rio Minho. Lampreia, truta marisca, sável e salmão e a enguia são os peixes selecionados para esta aprendizagem.

A participação nestas atividades requer a inscrição prévia com um preço de 15€ e, para tal, deve-se contactar o Aquamuseu do Rio Minho, entre as 14h00 e as 17h00.

AQUAMUSEU PARTICIPA NA SESSÃO DA COMISSÃO PERMANENTE INTERNACIONAL DO RIO MINHO

Aquamuseu na XXXVII Sessão da Comissão Permanente Internacional do Rio Minho

A Comissão Permanente Internacional do Rio Minho reuniu, no passado dia 25 de maio, em Monção, para assinalar aXXXVII Sessão Plenária da Comissão. Aquamuseu foi um dos convidados presentes.

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Durante a XXXVII Sessão Plenária da CPIRM, o Aquamuseu do Rio Minho analisou e debateu propostas para melhorar as condições biopesqueirasdo Rio Minho, assim como pararetificar as decisões acordadas nas Comissões Mistas de Caça e Pesca.

Entre os objetivos aprovados, destacam-se a fixação dos períodos estabelecidos para a pesca profissional e desportiva durante a época de 2017/2018, a prolongação da pesca da enguia e do salmão, as medidas encaminhadas para estimular a especialização no ramo da atividade pesqueira e as modificações de modo a facilitar as formalidades burocráticas da comunidade de pescadores.

Estiveram presentes representantes de várias entidades portuguesas, nomeadamente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, da Direção-Geral de Recursos Naturais, da Segurança e Serviços Marítimos, e do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Neste evento, estiveram presentes, também, entidades espanholas, tais como, a Subdelegação do Governo de Pontevedra, a Capitania Marítima de Vigo e o Serviço de Conservação da Natureza da Junta de Galícia.

A Comissão Permanente Internacional do Rio Minho (CPIRM) é constituída por representantes de diversos setores de Administração de Portugal e Espanha que se reúnem, pelo menos, uma vez por ano.

MUNICÍPIOS DE CAMINHA E A GUARDA PROMOVEM ‘ROTA PELA ILHA DE AROUSA’ NO DIA 03 DE JUNHO

Iniciativa conjunta dos municípios de Caminha e A Guarda realizada no âmbito da candidatura do “Rio Minho a Paisagem cultural da UNESCO”

‘Rota pela Ilha de Arousa’ é o próximo percurso pedestre que os municípios de Caminha e A Guarda vão promover no âmbito das iniciativas conjuntas da candidatura do Estuário do Rio Minho a Paisagem Cultural da UNESCO. Percurso pelas Rias de Vigo terá lugar no dia 03 de junho.

Com esta iniciativa pretende-se dar a conhecer os territórios de ambas as margens do Rio Minho e promover a cooperação e o intercâmbio cultural entre os dois povos, isto é promover a riqueza histórica, cultural, paisagística, ambiental, económica, etnográfica e humana destes dois concelhos.

No dia 03 de junho, realiza-se o terceiro dos percursos: ‘Rota pela Ilha de Arousa’,numa distância de 15 Km. A saídade Caminha está prevista para as 07H00.Esta rota decorrerá pelolitoral da ilha, com passagem pela “Rota dos Cons” e pelo “Sendeiro dos Pilros”.

Até outubro, os Municípios de Caminha e A Guarda estão a promover a iniciativa “Andainas”, que consiste na promoção de váriospercursos pedestres, a realizar tanto em território português como espanhol, no âmbito das iniciativas conjuntas da candidatura do Estuário do Rio Minho a Paisagem Cultural da UNESCO. Já se realizaram os percursos ‘Caminho dos Burros (S. Xián (O Rosal) – A Guarda)’ e ‘Allariz – Augas Santas (Ourense)’. Nos próximos meses terão lugar: a ‘Romaria de S. João d’Arga’; ‘Fortalezas do Baixo Minho’ e, a ‘Rota das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro d’Arcos’.

O custo de participação será de 12 euros por pessoa, para cada um dos percursos. Os dois municípios assegurarão o apoio logístico e o transporte dos participantes até aos pontos de partida e no regresso das etapas.As inscrições são obrigatórias e  deverão ser realizadas para o mail ambiente@cm-caminha.ptou para os telefones 258 721 708 ou 914 476 461.

CAMINHA: VISITA PAPAL OBRIGA A INTERROMPER FERRY-BOAT DE 10 A 13 DE MAIO

De 10 a 13 de maio, o Ferry-boat Santa Rita de Cássia, que estabelece percursos diários entre as duas margens do rio Minho, de Caminha a A Guarda, vai interromper as travessias.

Esta decisão tem por base o articulado na Resolução do Conselho de Ministros n.º 49/2017, referente à visita de Sua Santidade o Papa Francisco a Portugal.

A Câmara Municipal solicita a melhor compreensão pelo incómodo que esta paragem possa causar.

AQUAMUSEU DO RIO MINHO REFORÇA COOPERAÇÃO PEDAGÓGICA

Aquamuseu e Laboratório da Paisagem reforçam cooperação pedagógica e científica

Unidos pela ação dinâmica na preservação ambiental, consubstanciada na promoção e divulgação, nas atividades lúdico-culturais e na investigação, o Aquamuseu do rio Minho, localizado em Vila Nova de Cerveira, e o Laboratório da Paisagem de Guimarães vão trabalhar em conjunto, de forma proporcionar uma maior proximidade e troca de experiências.

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O objetivo da celebração deste protocolo de colaboração é a cooperação cientifica e técnica, em domínios considerados de interesse mútuo, nomeadamentea participação em ações de formação que venham a ser promovidas por uma das partes e a promoção de iniciativas cientificas e/ou de educação ambiental conjuntas. Esta cooperação visa ainda fortalecer uma maior aproximação entre as instituições de investigação e os centros de interpretação ambiental.

O Aquamuseu do rio Minho e o Laboratório da Paisagem de Guimarães têm como missão a divulgação do património natural e cultural, o desenvolvimento de atividades didático-culturais em estreitacolaboração com as escolas e de atividades de investigação e desenvolvimento numa relação privilegiada com as universidades.

PESCADORES DE CERVEIRA CAPTURAM SALMÃO DE 13 QUILOS

‘Pai Minho’ continua a ser generoso com a comunidade cerveirense

Um salmão com 13kgs foi capturado das águas do rio Minho por dois pescadores de Vila Nova de Cerveira. O exemplar, com um metro de comprimento é, nos dias de hoje, um caso raro pelo peso e dimensão. Adquirido por um restaurante local – Casa Lau -, esta captura revela que o rio Minho mantém-se pródigo em recompensar as populações ribeirinhas que muito se sustentam nas dádivas do rio.

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Foi na noite desta terça para quarta-feira que as redes de dois irmãos pescadores cerveirenses - Jorge e Ricardo Alves - ficaram bem mais pesadas, quando se encontravam no Porto Pesqueiro da Furna na União de Freguesias de Campos e Vila Meã: um salmão com 13kgs e um metro de comprimento foi a novidade.

Este exemplar vem na continuidade de outros que, embora de menor dimensão, nos últimos dias têm sido retirados das águas do rio Minho na área de Vila Nova de Cerveira e que são servidos à mesa dos restaurantes locais para deleite dos apreciadores deste requintado prato. Em Cerveira oferece-se a gastronomia com sabor do rio, reveladora dos usos e costumes e, sobretudo, da forte ligação que a população ribeirinha tem com este troço internacional.

O Município cerveirense agradece a gentileza da Casa Lau em proporcionar o conhecimento desta captura, através do registo fotográfico para documentação informativa, como também para conhecimento científico aportado ao Aquamuseu.

De acordo com os registos históricos da Consejería do Medio Ambiente, nas décadas de 60 e 70 era normal capturarem-se salmões do rio Minho com cerca de 20kgs. No entanto, e apesar dos poucos indicadores relativos aos últimos anos, estima-se que estes casos são muito raros, sendo a dimensão mais comum entre os 4 e 8 kgs.

CAMINHA E A GUARDA LIGADOS A PARTIR DE HOJE POR COMBOIO TURÍSTICO

Duas viagens panorâmicas diárias, num comboio que “anda de barco” para conhecer os dois concelhos

O comboio turístico entre A Guarda e Caminha iniciou hoje viagens diárias entre os dois concelhos, disponibilizando percursos sobretudo para os turistas. Trata-se de uma iniciativa de caráter privado, que tem o apoio das duas câmaras municipais, mas sem quaisquer custos para as autarquias. A travessia do Rio Minho faz-se a bordo do ferryboat e estão previstas duas viagens diárias de ida e volta, pelo menos até meados de outubro. Uma nova oferta em matéria de turismo, acarinhada pelos presidentes de ambas as câmaras, que promete dinamizar as respetivas economias locais.

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 O intercâmbio turístico entre os dois concelhos poderá levar diariamente, a cada um dos concelhos, mais de uma centena de pessoas. O comboio tem 56 lugares, distribuídos por três vagões panorâmicos, e as viagens serão sempre acompanhadas por guias.

Cada percurso tem uma duração entre duas e três horas. Adultos e crianças a partir dos seis anos pagam 12 euros por viagem. As crianças com menos de quatro anos não pagam qualquer quantia e até aos seis anos pagam apenas metade do bilhete.

O comboio está aparcado na área do Porto de A Guarda, junto à Lota. Os bilhetes podem ser adquiridos online (http://www.salvaturismogalicia.com/) junto da empresa, a “Salvaturismo Galicia”, no comboio e nos postos de turismo de ambos os concelhos.

Hoje de manhã fez-se a apresentação do comboio turístico aos jornalistas portugueses e espanhóis, que embarcaram na primeira viagem, a partir de A Guarda e até à Vila de Caminha. Roberto Martinez, o diretor da empresa galega, explicou que existe toda a flexibilidade para atender ao que for o desejo dos turistas, inclusive em termos de percursos, embora exista um trajeto predefinido. Neste momento estão previstas duas partidas de A Guarda, às 13h00 e às 17h00 (horas de Espanha).   

António Lomba e Miguel Alves acompanharam os jornalistas nesta viagem especial e ambos sublinharam a importância desta nova oferta para a atração de turistas e para a dinamização dos respetivos concelhos na vertente económica.

Para Miguel Alves, esta iniciativa transfronteiriça, surge na sequência do trabalho intenso que tem sido desenvolvido nos últimos três anos, quer nas relações entre as duas câmaras, quer no incremento do turismo em Caminha, aliás demonstrado pelas estatísticas oficiais.   

Recorde-se que o turismo no concelho está em franca evolução. Aliás, ainda este fim de semana abriu mais uma unidade hoteleira, em Vilar de Mouros. Segundo o INE, o número de turistas no concelho de Caminha cresceu 35% em 2015, batendo todos os recordes e colocando o Município como o segundo do distrito na atração de visitantes e o sexto de toda a região do Minho.

De acordo com os números mais recentes das nossas unidades hoteleiras, o número de dormidas cresceu 12% em janeiro e fevereiro de 2017, quando comparado com os mesmos meses do ano passado e o número de reservas para o que resta para este ano é já 100% superior ao número de reservas que existiam, nesta data, há um ano, para todo 2016.

Miguel Alves saudou também a iniciativa privada, referindo que, se é preciso que haja locomotiva (as câmaras municipais) são necessários também os vagões, para levar o comboio a bom porto.

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FERRY BOAT RETOMA TRAVESSIAS DO RIO MINHO A PARTIR DA MANHÃ DE SÁBADO

Paragem deveu-se a trabalhos de manutenção e renovação do certificado de navegabilidade

A partir da manhã de sábado, dia 8 de abril, o Ferry Boat Santa Rita de Cássia retoma as travessias normais entre Caminha e A Guarda. A embarcação vai ser lançada à água hoje, durante a tarde, estando terminados os trabalhos de manutenção, necessários para a renovação do certificado de navegabilidade.

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O Santa Rita de Cássia interrompeu a navegação no passado dia 2 de março, para que pudessem ser realizadas intervenções de rotina, que implicavam a docagem da embarcação, que foi depois submetida a vistoria por técnicos da Direção-geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos. Estes procedimentos, como referimos na altura, são condições necessárias para a renovação do certificado de navegabilidade.

AQUAMUSEU DO RIO MINHO APRESENTA TRUTA MARISCA

Aquamuseu apresenta a truta marisca

Até 31 de maio está patente, à entrada do Aquamuseu do rio Minho, um conjunto de painéis temáticos dedicados à truta marisca.

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A mostra visa a divulgação de algumas caraterísticas morfológicas da espécie como a distribuição, o ciclo de vida e as ameaças.

Espécie indígena da Europa, a truta marisca, em Portugal, encontra-se nos rios do Norte e Centro, crescendo no mar e reproduzindo-se nos rios.

Esta truta tão apreciada pelos pescadores profissionais e pelos pescadores desportivos tem um sabor excecional mas, devido à poluição principalmente nas zonas de reprodução, a espécie tem vindo a desaparecer.

AQUAMUSEU DO RIO MINHO APRESENTA O SÁVEL

Mais um trimestre, mais um peixe: o Sável do rio Minho

De 4 de abril a 30 de junho, o Aquamuseu do rio Minho volta a presentear os visitantes com uma alargada exposição, de caráter informativo e fotográfico, para dar a conhecer mais uma espécie. Desta vez, o Sável é o destaque.

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Muito importante a nível económico, sabia que o Sável é um peixe migrador que deixa o mar para subir os rios na época da reprodução e que a construção de barreiras migratória tem sido uma das causas para a diminuição do número de população do mesmo?

A exposição “O sável e a sua pesca ao longo dos tempos no rio Minho” responde a estas curiosidades, como também dá a conhecer as suas caraterísticas, a distribuição, a pesca, o período de pesca, os termos que o rio ensina e testemunhos.

Há ainda as histórias e testemunhos que, em Vila Nova de Cerveira, os homens pescavam o sável e as mulheres encarregavam-se de o vender de porta em porta. A cabeça, as ovas e o rabo eram as menos apetecíveis, daí ter surgido o famoso Debulho de Sável.

CERVEIRA CONTROLA SALMÃO DO RIO MINHO

Pedido de colaboração para registo informativo de salmão no rio Minho

Com o intuito de obter informação mais detalhada sobre a população de salmões existente no rio Minho, o Aquamuseu pretende lançar um pedido a pescadores, intermediários, consumidores, restaurantes e população em geral no sentido de colaborarem no registo e comunicação da presença ou captura deste peixe.

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O objetivo é conservar um recurso que, embora presente, suscita sempre grande interesse por parte de investigadores dado o desconhecimento real da sua exploração, conseguindo um maior número de dados para futuros trabalhos.

Neste sentido, apela-se ao registo do comprimento, peso, presença ou ausência de barbatana adiposa e se possível recolher 15 escamas (ver figura). A ausência de barbatana adiposa significa que foram salmões identificados quando juvenis e que saíram do rio Minho, sendo importante conhecer o número de salmões que regressam ao rio onde nasceram.

Em prol da investigação, o Aquamuseu do rio Minho agradece, desde já, a colaboração.

AQUAMUSEU DO RIO MINHO COLABORA COM CIIMAR NO PROJETO ECOSERVICES

Até 31 de dezembro de 2018, o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) está a desenvolver o projeto INNOVMAR e, para o qual, conta com a colaboração do Aquamuseu do Rio Minho numa das linhas de investigação, o ECOSERVICES.

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O objetivo geral do ECOSERVICES passa pela avaliação da qualidade ambiental, da vulnerabilidade e dos riscos para a gestão sustentável dos recursos naturais e dos serviços dos ecossistemas da costa Noroeste. No caso específico do rio Minho, a colaboração do Aquamuseu diz respeito ao trabalho de investigação que pretende avaliar o impacto do bivalve exótico, como por exemplo a amêijoa asiática, sobre espécies residentes e com importância ecológica e económica, nomeadamente a solha.

O projeto mais abrangente, INNOVMAR, tem a duração de três anos e recebeu um financiamento de 4.2 milhões de euros.

De sublinhar que a espécie invasora em causa (o bivalve exótico Corbiculafluminea) é altamente resistente, reproduz-se duas vezes por ano e têm uma capacidade de adaptação ambiental e alimentar elevada. Por isso, quando introduzida num novo local, competem com os organismos já existentes pelo habitat e pelo alimento. Vários quilómetros do Rio Minho estão colonizados pela amêijoa asiática que se adaptou às condições e ocupou o espaço, eliminando parcialmente as outras espécies de moluscos.

JOVENS CERVEIRENSES FAZEM FÉRIAS DA PÁSCOA NO AQUAMUSEU DO RIO MINHO

Vem divertir-te nas Férias da Páscoa no Aquamuseu!

De 10 a 13 de abril, entre as 14h00 e as 17h00, o Aquamuseu do rio Minho volta a convidar crianças dos 7 aos 13 anos de idade para participar numa série de atividades lúdico-pedagógicas relacionadas com as aves e a primavera. São as Férias da Páscoa que estão a chegar ao Aquamuseu e prometem surpreender.

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No decorrer dos quatro dias, as crianças inscritas vão ter a oportunidade de desenvolver experiências relacionadas com as caraterísticas especiais das aves, o seu ciclo de vida e ameaças, formas de as ajudar a reproduzirem-se, abrigarem-se e alimentarem-se e a importância da primavera para a reprodução de uma grande parte delas.

Assim sendo, as atividades estão distribuídas entre a teoria e a prática. Num dos dias fala-se das caraterísticas gerais das aves e das ameaças que elas enfrentam, criando um livro de registo que será utilizado ao longo das atividades para registar tudo o que for relevante; noutro dia, aborda-se o ciclo de vida das aves e da primavera, tendo como vertente prática a construção de uma espécie de ninhos em forma de caixa usando embalagens; haverá ainda um dia dedicado apenas à parte prática que consiste em criar ninhos usando fios para colocar dentro das caixas ninho; e por último, serão desenvolvidos comedouros através de garrafas de plástico para alimentar os pássaros.

A pausa letiva da Páscoa pode ser bem dinâmica, conciliando diversão e aprendizagem ao nível das suas competências sociais e cognitivas. Para mais informações e inscrições deverá ser contactado o Aquamuseu do Rio Minho, através do telefone 251 708 026 ou do endereço de e-mail aquamuseu@cm-vncerveira.pt

POLICIA MARÍTIMA E PESCADORES JÁ PODEM ATRACAR EM SEGURANÇA NA FOZ DO RIO MINHO

Câmara Municipal de Caminha procedeu à intervenção no pontão da Foz do Minho

A Câmara Municipal de Caminha procedeu à limpeza da zona envolvente ao pontão de encostagem da Foz do Minho, criando condições para a policia marítima, pescadores e, até mesmo, para os próprios turistas poderem atracar em segurança.

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O pontão da Foz do Minho encontrava-se inatingível e inoperável, já que os barcos, nomeadamente os da policia marítima, pescadores e de recreio, não tinham acesso, pois estava completamente inacessível. A situação em que se encontrava este pontão era uma preocupação para o executivo. Com esta intervenção do Município, já é possível os barcos atracarem em segurança, o que até agora não acontecia.

Trata-se de uma intervenção muito importante, nomeadamente para a policia marítima que em caso de sinistro no mar não tinha condições para socorrer com prontidão e em segurança. Com esta obra essa situação já não acontecerá.

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AUTARQUIA CERVEIRENSE RETIRA ÁRVORES CAÍDAS NA MARGEM DO RIO MINHO

A zona envolvente à Ecopista do rio Minho, especificamente nos Dois Portelos, na freguesia de Gondarém, foi recentemente alvo de trabalhos de limpeza efetuados pelos serviços de jardins e limpeza da Câmara Municipal. Intervenção incidiu na remoção de árvores caídas, galhos secos e infestantes.

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Os fortes ventos sentidos em janeiro provocaram a queda de algumas árvores que se encontravam, desde então, tombadas sobre a margem do rio Minho. Respeitando as orientações da Polícia Marítima, através da Capitania do Porto de Caminha, a autarquia cerveirense, numa ação de caráter cíclico, procedeu à remoção e limpeza da margem do rio, no sítio dos Dois Portelos ao longo de cerca de 500 metros.

Os trabalhos realizados incidiram igualmente na remoção de galhos secos e de infestantes, bem como de algum lixo e entulho ali acumulado, quer por incúria quer por arrasto das correntes.

De sublinhar que este tipo de ação é executado, todos os anos, de uma forma sustentável, em pequenas extensões da margem do rio Minho que não tenham sido ainda intervencionadas.

A Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira continua a sua aposta na devolução do rio Minho aos cerveirenses, através da valorização de uma política de sustentabilidade ambiental aliada à preservação de um espaço de lazer propício a várias atividades e que desperta muita curiosidade e enorme afluência.

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FERRY-BOAT SANTA RITA DE CÁSSIA INTERROMPE TRAVESSIAS A PARTIR DE QUINTA-FEIRA

A paragem deve-se à realização de trabalhos de manutenção e renovação do certificado de navegabilidade

A partir de quinta-feira, dia 2 de março, o ferry-boat Santa Rita de Cássia, que estabelece percursos diários entre as duas margens do rio Minho, de Caminha a A Guarda, vai interromper temporariamente as travessias. A embarcação vai ser alvo de trabalhos de manutenção, necessários para a renovação do certificado de navegabilidade.

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Esta paragem temporária deve-se à necessidade de docagem da embarcação, para se realizarem os trabalhos de manutenção. Posteriormente, o ferry-boat será vistoriado por técnicos da Direção-geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos. Estes procedimentos, como referimos, são condições necessárias para a renovação do certificado de navegabilidade.

 Não há previsão certa para a retoma das travessias.

A Câmara Municipal solicita a melhor compreensão pelo incómodo que esta paragem possa causar.

AQUAMUSEU DO RIO MINHO CRIA NOVA ÁREA PARA RÉPTEIS E ANFÍBIOS

Fruto da doação de um particular, o Aquamuseu do Rio Minho vai ter mais um motivo de atração para os milhares de visitantes anuais. O novo Aquaterrário para anfíbios e répteis integra um pequeno projeto de alargamento do Aquário Público, com execução prevista para este ano.

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O objetivo em alargar o conhecimento a outras espécies já existia e a recente doação de um Aquaterrário de maiores dimensões pelo Sr. Paulo Jorge Torres contribuiu para acelerar o processo.

O Município de Vila Nova de Cerveira, através do Aquamuseu, está a criar uma área mais extensa que permita albergar tritões, rãs e sapos, mas também cágados que, entretanto, foram entregues ao cuidado do serviço daquele equipamento por pessoas que não dispunham de condições para os ter em casa.

O novo Aquaterrário vem contribuir para uma maior valorização e diversidade da oferta didático-cultural, turística e científica do Aquamuseu, bem como dar continuidade à sensibilização pública de que os animais exóticos devem ser entregues em locais próprios e não libertá-los na natureza, sob risco de constituírem uma ameaça para as espécies nativas.

O pequeno projeto de alargamento do Aquário Público, onde o Aquaterrário ficará integrado, vai avançar no presente ano para ser apresentado como mais um motivo de visita ao Aquamuseu do Rio Minho.

MONÇÃO E SALVATERRA DE MIÑO, DOIS NAMORADOS UNIDOS PELO RIO MINHO

Associações ambientalistas de Portugal e Espanha, ATEARAIA e Lazoiro, assinalam o Dia dos Namorados no dia 12 de fevereiro, domingo, com um passeio apaixonado pelos lugares românticos das duas localidades banhadas pelo Rio Minho. Os quatro quilómetros de caminhada serão preenchidos com momentos para contemplar a paisagem e paragens para interiorizar histórias do relacionamento entre as duas comunidades. Para ouvir com atenção e de mãos dadas. Como dois namorados.

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A Associação Transfronteiriça de Educação Ambiental – ATEARAIA e a AsociaciónLazoiro promovem no dia 12 de fevereiro, domingo, uma caminhada pelos lugares mais românticos de Monção e Salvaterra de Miño, localidades transfronteiriças banhadas pelo rio Minho e servidas por uma ponte internacional há mais de duas décadas.

Com a colaboração da autarquia monçanense, o percurso tem uma extensão de quatro quilómetros com dificuldade baixa/moderada, iniciando-se, pelas 14h30, junto aos painel de azulejos de João Verde, na Avenida General Humberto Delgado, conhecida como Avenida dos Néris.

Não podia ser melhor escolha, uma vez que o poeta maior das letras monçanenses deixou bem expresso, através do poema “Vendo-os assim tão pertinho”, visível naquele mural, o carinho e afeição pelo povo da outra margem e a certeza que o “casamento” seria uma realidade para os dois “namorados”.

Aqui fica o poema publicado em “Ares da Raya” no ano de 1902:“Vendo-os assim tão pertinho / A Galiza mail`o o Minho / São como dois namorados / Que o rio traz separados / Quasi desde o nascimento / Deixai-os, pois, namorar / Já que os pães para casar / Lhes não dão consentimento”.

O custo de 3,00 € para sócios e de 5,00 € para não sócios inclui seguro, bolo e chá, encontrando-se as inscrições abertas na página oficial da ATEARAIA no Facebook - www.facebook.com/atearaia. A organização aconselha os participantes a trazerem roupa adequada, água e caneca para o chá. 

Com esta iniciativa, pretende-se comemorar o Dia dos Namorados, que se assinala a 14 de fevereiro, terça-feira, e transmitir aos presentes alguns momentos históricos que evidenciamo relacionamento entre duas comunidades ribeirinhas que, nos dias que correm, não vivem uma sem a outra.

Constitui uma oportunidade excelente para conhecer um pouco melhor a envolvência histórica dos dois povos, bem como determinados episódios que marcaram a vida cultural e social de ambas as comunidades. Para ouvir com atenção e de mãos dadas. Como dois namorados.

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LAMPREIA DO RIO MINHO É UM PRATO DE EXCELENCIA

Iniciativa, promovida pela ADRIMINHO e os seis municípios da região (Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira), iniciou-se no dia 15 de janeiro, prolongando-se até 15 de abril. Monção participa com 17 restaurantes e um programa complementar que engloba visitas a locais de interesse cultural, percursos por lugares naturais e patrimoniais e atividades de desporto e lazer.

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Ao longo de três meses, entre 15 de janeiro e 15 de abril, uma centena de restaurantes do Vale do Minho (Melgaço, Monção, Valença, Paredes de Coura, Vila Nova de Cerveira e Caminha) apresentam, com tradição, requinte e inovação, a Lampreia do Rio Minho aos visitantes e apaixonados pela boa gastronomia.

Monção participa nesta iniciativa, que entra na sua oitava edição, com a presença de 17 restaurantes localizados no centro histórico e em várias freguesias do concelho, bem como com um programa complementar apelativo e atrativo para diferentes públicos

Para Augusto de Oliveira Domingues, a iniciativa “Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência” constitui um valioso cartão-de-visita da região num período de época baixa que contribui para a vinda de muita gente de Portugal e da Espanha, garantindo-se, desta forma, dinamização hoteleira e a valorização das nossas paisagens e monumentos.

Deixou um convite ao público: “A nossa lampreia tem sabor único e o saber de grandes cozinheiras que guardam segredos passados de geração em geração. Venha provar este prato tradicional, que também pode ser apreciado em tendências mais inovadoras, e deixar-se envolver pelo muito que o nosso território tem para oferecer”.

Nestes três meses, quem visitar o concelho de Monção poderá deliciar-se com arroz de lampreia ou à bordalesa mas também com opções mais contemporâneas: sushi, escabeche ou empanada. Para acompanhar, uma garrafa de Alvarinho, um dos melhores vinhos brancos do mundo com selo de garantia da Sub-Região de Monção e Melgaço.

Neste período, o município de Monção disponibiliza um programa complementar que engloba visitas a locais de interesse cultural, percursos por lugares naturais e patrimoniais e atividades de desporto e lazer. O ponto alto acontece no dia 26 de fevereiro, domingo, com a realização do XL Rali à Lampreia.

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MINHOTOS E GALEGOS VOTAM ORÇAMENTO PARTICIPATIVO TRANSFRONTEIRIÇO

Desporto, acessibilidade e lazer são os interesses comuns eleitos no OPT

Já são conhecidos os três projetos que a população de Vila Nova de Cerveira e de Tomiño quer ver concretizados em 2017, no âmbito do primeiro Orçamento Participativo Transfronteiriço (OPT). Cerca de 200 cerveirenses e tominenseselegeram o desporto, a acessibilidade e o lazer como os interesses comuns a reforçar neste novo ano.

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Terminado operíodo de votação do OPT Cerveira-Tomiño a 31 de dezembro de 2016, duas centenas de pessoas de ambos os concelhos participaram e selecionaram os três projetos preferidos, de um total de seis, cuja implementação será trabalhada e executada ao longo do ano pelos duas autarquias.

No eixo da Educação, os votantes escolheram a realização do “1º Campus Desportivo Cerveira-Tomiño” que procura incutir osvalores de tolerância, cooperação, interculturalidade e respeito entre crianças e jovens de ambas as vilas, bem como fomentar o conhecimento cultural e social mútuo, o desporto saudável e a competitividade sem violência”. As atividades previstas (torneios entre colégios, futebol, natação, piragüismo, etc.) vão desenvolver-se entre os meses de janeiro e julho do corrente ano.

Na Ação Social, o projeto mais votado foi a implementação de um “Programa transfronteiriço para a informação, apoio e visibilidade das problemáticas de acessibilidade”, que visa consciencializar para as problemáticas de exclusão motivadas por incapacidades físicas e intelectuais, e aumentar a informação e o conhecimento mútuo da problemática em ambos concelhos. Entre as ações programadas, a decorrer entre fevereiro e novembro, está a realização de um inventário de obras de eliminação de barreiras físicas, sensoriais e cognitivas, de umas jornadas de sensibilização e de umprojeto roteiro transfronteiriço acessível e ponto de informação transfronteiriço.

Por último, na área de Cultura, a proposta selecionada foi a “Festa da Amizade Tomiño-Cerveira”, que contempla distintas intervenções para a dinamização artística, cultural e desportiva dos dois concelhos e o fomento do intercâmbio artístico-cultural. Atividades musicais, rotas de remo e canoa, tertúlias, arte urbana e celebração do “Aniversário Amizade Cerveira-Tomiño”, são algumas das ações englobadas neste projeto a desenvolver entre janeiro e junho.

Integrado na Agenda Estratégica para a Cooperação Transfronteiriça Amizade Cerveira-Tomiño 2014-2020, oOrçamento Participativo Transfronteiriço é umprojeto piloto de promoção da participação pública e de cidadaniatransfronteiriçaque faz parte de uma candidatura mais abrangente econjuntados dois concelhos, à primeira convocatóriado INTERREG VA.

CERVEIRA ACOLHE SIMPÓSIO IBÉRICO SOBRE A BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MINHO

Simpósio Ibérico quer melhor articulação entre investigação científica e grupos que usufruem do rio Minho

Mais do que um espaço para a divulgação de projetos em curso ou já concluídos, a VIII edição do Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Minho assenta num conceito de compromisso futuro dos participantes, na definição de uma estratégia de maior conjugação entre científicos e os grupos que vivem o rio Minho. De grande referência no contexto ibérico, o evento está agendado para os dias 4 e 5 de novembro, em Vila Nova de Cerveira.

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Cerca de 80 participantes portugueses e espanhóis voltam a reunir-se, em Vila Nova de Cerveira, para promover um debate de dois dias em torno da bacia hidrográfica do rio Minho, com o objetivo de sensibilizar para a importância da preservação da biodiversidade associada aquele troço de água internacional.

Investigadores, professores, alunos do ensino universitário e politécnico, estudiosos, autoridades marítimas e profissionais da atividade da pesca. Desde o cidadão que tem interesse por estas questões até às instituições que trabalham em prol do conhecimento, como as Universidades do Porto, Lisboa, Vigo e Santiago de Compostela, assim como aquelas que comunicam ciência como o Aquamuseu, o CMIA Viana, e associações de educação ambiental como a ANABAM e a RAIA. Esta edição do Simpósio Ibérico reúne 25 comunicações em áreas como o Turismo, enquanto recurso potencial da região à monitorização da qualidade de organismos aquáticos, o Património Arqueológico e Geológico da região, a Educação Ambiental e a avaliação dos Recursos Biológicos do rio Minho.

A sessão de abertura acontece na sexta-feira, 04 de novembro, às 10h00, com a intervenção do Presidente da Câmara Municipal, Fernando Nogueira, seguindo-se a apresentação das várias comunicações ao longo dos dois dias. O evento culmina, no sábado à tarde, com um espaço reservado para um debate alargado na tentativa de definição de uma estratégia para conjugar a investigação científica com os interesses de grupos que usam o rio Minho, seja numa perspetiva de lazer (pesca desportiva) ou como recurso económico (pesca artesanal). De forma a envolver o maior número de interessados, serão convidados pescadores desportivos e profissionais, a título individual ou associativo.

O Simpósio Ibérico sobre a Bacia hidrográfica do Rio Minho, com uma periodicidade bienal, é organizado pelo Aquamuseu do Rio Minho (Município de Vila Nova de Cerveira), com coorganização do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) – Universidade do Porto.

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LUGAR DA BEMPOSTA, VALADARES: PESQUISA ARQUEOLÓGICA JUNTO AO RIO MINHO PÕE A DESCOBERTO VESTÍGIOS COM MAIS DE 200 MIL ANOS

Equipa de investigadores portugueses e espanhóis, coordenada pelo Prof. João Pedro Cunha Ribeiro, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, acredita estar perante uma das mais relevantes estações do paleolítico a norte do rio Douro. Utensílios descobertos (machados de mão, bifaces e lascas) serão objeto de inventariação e divulgação. Resultado dos trabalhos arqueológicos serão publicados em revistas nacionais e internacionais.

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No âmbito do projeto transfronteiriço “Os primeiros habitantes do baixo Minho. Estudo das ocupações pleistocénicas da região”, iniciaram-se, no passado dia 27 de junho, trabalhos de arqueologia no Lugar da Bemposta, em Valadares, com a presença de investigadores portugueses e espanhóis e oito estudantes do curso de arqueologia da faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Esta manhã, na presença do autarca monçanense, Augusto de Oliveira Domingues, a equipa envolvida nos trabalhos fez um primeiro balanço e apresentou diversos utensílios arqueológicos com mais de 200 mil anos descobertos no decorrer da prospeção: machados de mão, bifaces e lascas.

Estes utensílios, que constituem testemunhos interessantes e inéditos sobre a ocupação primitiva do baixo Minho, são entendidos pelos especialistas como emblemáticos e representativos da presença do homem do paleolítico inferior nesta região. Por outras palavras, testemunham a chegada do homem a estas paragens há mais de 200 mil anos.

Maravilhado com a descoberta, o coordenador do projeto, Prof. João Pedro Cunha Ribeiro, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, acredita estar perante uma das mais relevantes estações do paleolítico a norte do rio Douro que, adiantou, merece um trabalho de continuidade porque pode revelar um conjunto de dados valiosos sobre as primeiras ocupações de humanos no baixo Minho.

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Os utensílios descobertos nesta pesquisa arqueológica serão agora objeto de inventariação, apresentação aos responsáveis do património nacional e divulgação pública. Os resultados dos trabalhos arqueológicos serão publicados em revistas nacionais e internacionais.

Presente no local, o autarca monçanense, Augusto de Oliveira Domingues, agradado com a lição de pré-história, realçou a importância desta pesquisa arqueológica, afirmando-se surpreendido e orgulhoso com o resultado: “Estou impressionado com o que vejo e extremamente satisfeito por saber que a nossa comunidade existe há mais de 200 mil anos”.

Disponível para a valorização deste espólio arqueológico através da criação de itinerários intermunicipais, Augusto de Oliveira Domingues, revelou também que gostaria muito de ver as peças no futuro museu municipal. “Em tempos, apresentamos uma candidatura que não foi aprovada. Voltaremos a tentar. Porque estamos apostados em garantir a preservação da nossa história”.

Refira-se que o presente projeto, que decorrerá nos vários municípios portugueses e espanhóis do troço internacional do rio Minho, focaliza-se no estudo da presença do homem paleolítico no curso final do rio Minho, entre a confluência com o rio Trancoso, na sua margem esquerda, e a foz, 75 quilómetros a jusante.

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AQUAMUSEU DO RIO MINHO COMEMORA ONZE ANOS DE EXISTÊNCIA

O Aquamuseu assinala, entre 8 e 10 de julho, o seu XI aniversário com atividades para todas as idades. ‘Dormir com os peixes’ e o Concerto ‘Portugal no Festival Eurovisão da Canção – Coro Infantojuvenil de Vila Nova de Cerveira’ são os destaques deste ano.

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De referência ibérica, o Aquamuseu do rio Minho propõe três dias de festa,em Vila Nova de Cerveira, com um vasto e gratuito programa de atividades dedicados à comunidade e visitantes.

As comemorações começam já na sexta-feira, 8 de julho, pelas 14h00, com a atividade “Aquaciência – Sedimentos com vida”,onde os jovenssão convidados a serem biólogos por um dia através do contacto com as metodologias de investigação da Biologia e Ecologia Aquática.Direcionada a jovens dos 15 aos 18 anos, esta iniciativa implica marcação prévia.

No sábado, para além das visitas guiadas e do ateliê “Pintar a Natureza, irá decorrer a atividade “Dormir com os peixes”, que volta a proporcionar às crianças,dos 7 aos 13 anos,a experiência única de passar uma noite junto dos aquários a ouvir histórias e a contactar com as espécies. Esta atividade possui um limite de 25 participantes e está sujeita a inscrição.

Outro ponto alto deste aniversárioserá o concerto “Portugal no Festival Eurovisão da Canção” do Coro Infantojuvenil de Vila Nova de Cerveira. Durante cerca de uma hora, poderá viajar no tempo com este espetáculo que apresenta músicas desde os anos 60 até aos dias de hoje.

O último dia de comemorações, domingo, 10 de julho, para alémda animação infantil (15h30-17h00) reserva, ainda, uma visita guiada gratuitapara miúdos e graúdos(10h30), sendo que o Museu terá entrada livre durante a tarde.

De salientar que oAquamuseudo rio Minho possui uma área de exposição permanente, que se divide no Aquário Público do Rio onde os visitantes simulam uma viagem ao longo do rio Minho, desde a nascente até à foz e têm a oportunidade de conhecer cerca de 60 espécies de peixes, moluscos e crustáceos da região. Por outro lado, no Museu das Pescas mantém-se viva a memória da atividade da pesca artesanal, mostrando utensílios, maquetas de barcos, documentos e artes de pesca.

As inscrições nas atividades poderão ser feitas por telefone (251 708 026) ou via email (aquamuseu@cm-vncerveira.pt).

Programa

Sexta-feira, 8 de julho

14h00 – Aquaciência “Sedimentos com Vida”1

Sábado, 9 de julho

10h30 – Visita guiada gratuita

14h30 – Ateliê “Pinta a Natureza”

16h00 – Visita guiada gratuita

21h00 – Receção das crianças – Atividade “Dormir com os peixes”2

21h30 – Portugal no Festival Eurovisão da Canção – Coro Infantojuvenil de Vila Nova de Cerveira

(Local: Jardim do Aquamuseu / Organização: Pauta de Caprichos – Associação Musical de Vila Nova de Cerveira)

Domingo, 10 de julho

10h30 – Visita guiada gratuita

14h00 – 18h00 – Entrada gratuita

15h30 – 17h00 – Animação infantil

1Atividade direcionada para jovens dos 15 aos 18 anos. Marcação prévia no Aquamuseu do Rio Minho.

2 Atividade dirigida a crianças dos 7 aos 13 anos de idade, e é limitado a 25 crianças. Requer inscrição prévia no Aquamuseu do Rio Minho

MINHO E GALIZA VALORIZAM PARQUE TRANSFRONTEIRIÇO CASTELINHO-FORTALEZA

Parque Transfronteiriço Castelinho-Fortaleza identificado como projeto singular nas relações entre os dois países

A recente criação da Unidade de Missão para a Valorização do Interior (UMVI) foi encarada pela Amizade Cerveira-Tomiño como mais uma oportunidade para apresentar as potencialidades do futuro Parque Transfronteiriço Castelinho-Fortaleza. Integrada numa visita mais alargada ao Vale do Minho promovida pela UNIMINHO, a coordenadora da UMVI, a Professora Helena Freitas, reuniu com os dois autarcas que fizeram o ponto da situação e traçaram os desafios do projeto. No final, a responsável destacou o caráter “simbólico, singular e estruturante deste projeto”.

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Apostados em potenciar um território comum, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, e a Alcaldesa de Tomiñno, Sandra Gonzalez, estão a prosseguir com um conjunto de reuniões dos dois lados da fronteira para dar a conhecer aquele que será o primeiro Parque Transfronteiriço Norte de Portugal/Galiza ligado por uma ponte pedonal/ciclável. O objetivo é auscultar e sensibilizar as entidades competentes para a sua viabilização.

A apresentação do projeto à coordenadora da Unidade de Missão para a Valorização do Interior decorreu, esta quinta-feira, no Aquamuseu do rio Minho, seguida de uma pequena visita ao Parque de Lazer do Castelinho e à margem do rio para perceber in loco a dimensão do projeto em causa.

O autarca cerveirense, Fernando Nogueira, explicou que foram criadas todas as condições de trabalho para sustentar um projeto “muito peculiar” por várias razões, entre elas “a existência de uma estação ferroviária dentro do próprio parque que serve as duas margens, assim como a convergência de uma vasta rede de percursos pedestres”. A alcadesa de Tomiño, Sandra Gonzalez, ressalvou a histórica relação entre as duas comunidades e o seu fortalecimento social, económico e cultural nos dias de hoje, afirmando que este parque com valências complementares dos dois lados representará uma mais-valia.

A coordenadora da UMVI congratulou-se com a articulação desenvolvida entre os dois concelhos tão próximos, destacando um projeto “perfeitamente de fronteira”. “Os rios são estruturantes nesta dinâmica transfronteiriça e este espaço tem um caráter muito singular e simbólico, com impacto positivo de natureza social, ambiental e de acessibilidade/mobilidade”, afirmou a Professora Helena Freitas.

O périplo de apresentação deste projeto já percorreu, do lado português, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a Delegação Portuguesa da Comissão Interministerial de Limites e Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas, a Direção Geral dos Assuntos Europeus, a CCDR-N, a Capitania do Porto de Caminha, e a Associação Portuguesa do Ambiente, para além das entidades congéneres do lado da Galiza.

Candidatado ao Interreg V-A 2014-2020, o parque transfronteiriço Castelinho/Fortaleza resultará da complementaridade de valências do Parque de Lazer do Castelinho (Vila Nova de Cerveira) e do Espaço Fortaleza de Goián (Tomiño), com uma área atual de 6 ha mas que, a médio prazo, corresponderá a uma área total de 15 ha dada as ampliações previstas. A concretização deste projeto só será possível pela ligação das duas margens, através de uma ponte pedonal e ciclável sobre o rio Minho, fazendo a ligação entre os dois parques.

AUTARCAS DO VALE DO MINHO UNEM-SE PARA A PRESERVAÇÃO DO RIO MINHO

Autarcas do Vale do Minho transfronteiriço reuniram com Unidade de Missão para a Valorização do Interior

Considerando a cooperação transfronteiriça fundamental para o desenvolvimento territorial, e perante a existência de preocupações e desafios futuros, a UNIMINHO dinamizou, esta quinta-feira, uma jornada de trabalho com a coordenadora da recém-constituída Unidade de Missão para a Valorização do Interior, a Professora Helena Freitas. Autarcas apresentaram o projeto de “preservação e valorização do rio Minho transfronteiriço” e apelaram para a definição de políticas públicas mais incisivas na resolução dos problemas dos territórios fronteiriços.

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É já uma reivindicação antiga e que continua na ordem do dia. Os autarcas do Vale do Minho Transfronteiriço continuam a alertar as entidades dos dois países para a necessidade dos fundos comunitários destinados à cooperação transfronteiriça serem verdadeiramente gastos nos concelhos fronteiriços, de forma a potenciar e valorizar os seus recursos em prol das populações. Partindo desta premissa, a reunião entre a UNIMINHO e a Unidade de Missão para a Valorização do Interior (UMVI) serviu para dar a conhecer as inúmeras potencialidades deste território de fronteira, muitas vezes estagnadas pelas limitações sentidas por quem o vive.

“Tem sido desenvolvido um grande trabalho de cooperação ao nível da partilha de equipamentos públicos, da proteção civil e de dinâmicas culturais e sociais, mas queremos e sabemos que podemos fazer mais, no entanto são fundamentais algumas medidas facilitadoras para o futuro”, explicou o presidente da UNIMINHO e do concelho de Melgaço, Manoel Batista, acrescentando: “Não há dúvidas que este é um território especial, muito humanizado e, por isso, a estratégia deve ser encarada de forma convergente por todos. Neste sentido apresentamos a candidatura ao INTERREG V A de um grande projeto de preservação e valorização do rio Minho transfronteiriço, bem como de afirmação de uma marca turística transfronteiriça”.

Por sua vez, Uxio Benitez, da Deputacion Ponteverdra foi perentório na definição do desafio colocado: “o rio Minho está repleto de oportunidades turísticas, patrimoniais, sociais e económicas que podem desenvolver este território, constituindo uma política estratégica na fronteira do rio Minho para oferecer um atrativo conjunto”.

Por sua vez, a Professora Helena Freitas começou por confirmar a existência de uma perceção clara deste Governo para as vantagens que a cooperação transfronteiriça acarreta ao nível de um maior equilíbrio territorial. Após auscultação das intervenções dos autarcas portugueses e galegos, a coordenadora da UMVI elogiou esta dinâmica transfronteiriça existente entre estas duas margens nas mais diversas áreas de atuação. “Esta é uma realidade que pode ser um exemplo a seguir, uma bela experiência de partilha e de convergência de interesses. A experiência no rio Minho é extraordinária por haver uma dinâmica instalada, pois os rios são elementos estruturantes de comunicação dos territórios, sendo fatores de união e não de separação”, assegurou.

O período da tarde ficou reservado para uma Mesa de Trabalho designada “Os desafios da cooperação transfronteiriça na fronteira do Rio Minho”, em que juntou à mesma mesa cerca de 15 entidades parceiras dos dois lados da fronteira, com funções nas áreas da educação, saúde, mobilidade, setor empresarial, emprego e desenvolvimento territorial. Cada representante apresentou à coordenadora da UMVI várias preocupações e entraves, interesses e desafios para uma maior dinamização entre as duas margens, sobretudo ao nível de legislação e burocracia.

De sublinhar que a Unidade de Missão para a Valorização do Interior foi recentemente criada com o objetivo de elaborar um Programa Nacional de Coesão Territorial, identificando medidas importantes para os territórios definidos como de baixa densidade, designadamente os territórios fronteiriços.

FOTÓGRAFO LUÍS QUINTA EXPÕE PORTUGAL SUBAQUÁTICO NO AQUAMUSEU DO RIO MINHO

O reconhecido fotógrafo português, Luís Quinta,apresenta, entre esta terça-feira e o 12 de junho, no Aquamuseu do rio Minho, uma exposição itinerante intitulada ‘Portugal Subaquático’. A mostra exibe uma pequena parte da beleza do mundo subaquático que compõe a biodiversidade associada ao vasto património natural de Portugal.

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Tendo como missãoa promoção e divulgação do património natural da bacia hidrográfica do rio Minho, o Aquamuseu, em colaboração com CMIA de Viana do Castelo, acolhe uma exposição de âmbito nacional que aborda uma riqueza subaquático à qual dificilmente temos acesso.

A objetiva de Luís Quinta tem captado alguns animais marinhos em águas portuguesas, cuja vida está diretamente relacionada com o fundo do mar (bentónicos), ou que vivem no seio de massas de água e dependem das suas propriedades físico-químicas e alimento nelas existentes (pelágicos). A mostra versa igualmente sobre um universo de organismos vegetais que permitem a existência desta diversidade animal marinha tão significativa.

Luís Quinta é um fotógrafo português de renome com diversos trabalhos publicados e que, em Novembro de 2004, foi homenageado pelo Governo Português pelo seu trabalho na área da fotografia subaquática, sendo designado um dos "Novos Heróis do Mar". Em 2009 integrou o “DreamTeam" de fotógrafos de natureza no maior projeto de fotografia sobre o mundo natural - WildWondersofEurope.

Esta exposição ‘Portugal Subaquático’ pretende ser mais um passo no gosto e respeito por espécies mais desconhecidas, o que levará a descobrir novas formas de preservar os seus habitas naturais. Estará patente no Aquamsueu do rio Minho, em Vila Nova de Cerveira, entre esta terça-feira e o dia 12 de junho, no período de funcionamento daquele equipamento.

REGATA PRESIDENTE DA REPÚBLICA EM REMO REGRESSA SÁBADO ÀS ÁGUAS DO RIO MINHO

Época desportiva aposta em eventos capazes de atrair investimento e dinamizar a economia

Interrompida durante cerca de uma década, a Regata Presidente da República regressa no próximo sábado, dia 9 de abril, às águas do Rio Minho. Será a XVI edição, que tem o nome do atual Chefe de Estado, ou seja, o concelho prepara-se para receber a RegataPresidente da República Professor Marcelo Rebelo de Sousa.A organização é do Sporting Club Caminhense e conta com o apoio da Câmara Municipal de Caminha. Este evento abre uma grande época desportiva no concelho, que será palco de várias provas de nível internacional e mundial, em diversas modalidades, cujo calendário se vai prolongar até depois do verão.  

A XVI Regata Presidente da República Professor Marcelo Rebelo de Sousa decorrerá entre Lanhelas, onde se fará a partida das embarcações, e Caminha, onde será a chegada. Incluirá as seguintes provas: 8+ absoluto masculino; 4x absoluto feminino e 8+ veterano masculino.

O programa tem início pelas 10h00, com areceção aos clubes. Pelas 14h00 decorrerá o Briefing, no Bar do Ferry. Às15h00 far-se-á oinício do embarque, devendo as regatas começar cerca das 16h00. Uma hora depois serão entregues os prémios.

Se o remo vai marcar o mês de abril, maio será o automobilismo a estar em destaque, com o Rally de Portugal. O WRC Vodafone Rally de Portugal estará nas estradas de Caminha a 20 de maio, o que será também aconfirmação de um regresso, este mais alargado - a prova estará no concelho pelo segundo ano consecutivo, depois de cerca de três décadas de ausência.

Ainda em maio, a 28, os ritmos vão destacar-se com o II Zumbathon. Junho traz, nos dias 4 e 5, a Golden League, que coincidirá no primeiro dia com a Meia Maratona de Caminha. Dia 11 vai realizar-se o Minho SupRace e o mês não termina sem mais um grande evento na área do desporto, com o IV Triatlo Longo de Caminha, já marcado para o dia 26.

Nos dias 9 e 10 de julho surge uma novidade, o MikkellerRun, uma corrida mundial integrada no Artbeerfest. A meio do mês, no dia 16, as atenções voltam-se para as águas do rio, desta vez o Coura, que vai receber o DIRK, umadescida internacional do rio Coura em kayac. A 23 de julho haverá ainda o RowersFest.

No mês de agosto, no dia 20, acontece o regresso do remo, mas agora de mar, é o Open Remo do Mar, em Moledo.

O emblemático GrandeTrailda Serra d’Argatem lugar em setembro, no dia 25.

Em outubro, no dia 9, haverá BTT, com organização dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora.

Este recheado calendário desportivo tem, porém, um significado mais alargado, indo para lá do que são as emoções que o desporto, sobretudo ao nível que acabamos de descrever, proporciona. Segundo o vereador do Desporto, Rui Teixeira, “há uma aposta em eventos desportivos que promovam e divulguem o concelho e atraiam atividade económica ao mesmo tempo”.

QUEM OFERECE UM CÃO "CASTRO LABOREIRO" AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA?

Quando o Presidente dos Estados Unidos da América escolheu um cão de raça autóctone portuguesa, concretamente um cão de água, para companhia dos seus filhos na Casa Branca, os portugueses regozijaram-se pela sua escolha que desse modo contribuiu para dar a conhecer um animal de raça originária portuguesa.

Entretanto, ao Presidente da República Portuguesa, Professor Dr. Marcelo Rebelo de Sousa, um português com raízes minhotas, oferecem-lhe um cão de raça “pastor alemão” em lugar de um animal de raça portuguesa, entre a variedade de espécies existentes, porventura um “Sabujo” do Soajo, vulto Castro Laboreiro, entre as várias raças autóctones existentes em Portugal. Até nisto insistimos no nosso provincianismo no pior sentido do termo!

Na área montanhosa limitada pelos rios Minho e Lima e as agrestes penedias das serras do Soajo e da Peneda situa-se a região do Castro Laboreiro, no Concelho de Melgaço, atingindo alguns pontos quase mil e quinhentos metros de altitude. Aqui, o cão de Castro Laboreiro tem o seu solar, guardando os rebanhos comunitários na pastagem de transumância de curta distância que ainda ali se verifica.

Considerada uma das raças caninas mais antigas da Península Ibérica, o cão de Castro Laboreiro é dócil e sociável com os animais de outras raças, afetuoso com as crianças e dedicado ao dono, sendo um excelente cão de guarda e de companhia.

Quem será capaz de levar ao Palácio de Belém um magnífico exemplar da raça Castro Laboreiro para que os portugueses passem a orgulhar-se daquilo que realmente lhes pertence? Ou será que é necessário que o Presidente dos Estados Unidos da América escolha mais um cão de raça portuguesa para servir de exemplo aos envergonhados portugueses?

CACHORROS

ESTUDO A REALIZAR PELA POLIS VAI FORNECER SUPORTE PARA EXECUÇÃO DE CANDIDATURA COM VISTA À DRAGAGEM DO CANAL DOS PESCADORES NO RIO MINHO

Em causa a informação a conseguir através do levantamento e análise de sedimentos da Foz do Minho

A Polis Litoral Norte submeteu recentemente ao POSEUR - Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, uma candidatura para realização do levantamento batimétrico e análise de sedimentos na Foz do Minho. Esta candidatura vai permitir recolher informação bastante valiosa para o concelho de Caminha, constituindo o primeiro grande passo para que, dentro de algum tempo, se possa realizar uma outra candidatura, esta para a dragagem do canal dos pescadores.

Foz do Minho

Conforme explica o presidente da Câmara, “agora fazemos o levantamento do leito do rio e percebemos a qualidade da areia, porque a mesma vai ser encaminhada para a praia de Moledo. Depois, avançamos com a candidatura para a dragagem, uma reivindicação antiga dos pescadores de Caminha que trouxe já o presidente da APA a Caminha para reunir com a associação e a Câmara”.

“Levantamento hidrográfico e análise de sedimentos na foz do rio Minho com vista à alimentação artificial da praia de Moledo, enquanto intervenção de proteção costeira” é a designação da candidatura que a Polis Litoral Norte submeteu ao POSEUR. Estes trabalhos permitirão reforçar o cordão dunar na Praia de Moledo enquanto primeira linha de defesa costeira, de forma a impedir o avanço do mar sobre a área urbana de Moledo e sobre a Mata Nacional do Camarido.

Para além disso, segundo Miguel Alves, os resultados deste levantamento hidrográfico e a análise dos sedimentos vão contribuir para uma melhoria da navegabilidade na foz do rio Minho além de permitir, como referimos atrás, avançar com uma candidatura para a dragagem do canal dos pescadores.

É importante referir também que o levantamento hidrográfico e a análise de sedimentos na Foz do Rio Minho são ações complementares que possibilitarão, no futuro imediato, intervir nesta linha de costa tão fragilizada por ação do avanço do mar e da ocupação desregrada e abusiva do homem, de forma estruturada e resiliente.

De acordo com o relato técnico, “a elaboração do levantamento hidrográfico na foz do rio Minho com vista à alimentação artificial da praia de Moledo, enquanto intervenção de proteção costeira será realizado através de um levantamento à escala 1:500, comreferenciação ao sistema de coordenadas Hayford-Gauss, Datum 73 e será acompanhado de um relatório descritivo dos trabalhos com indicação da metodologia de execução, vértices geodésicos utilizados e marcos de apoio estabelecidos. Estes marcos serão materializados de forma a garantir a sua perenidade”.

Por outro lado, conforme consta do processo, estes trabalhos enquanto intervenção de proteção costeira, “visam a execução da campanha deamostragem aos sedimentos a dragar na Foz do Rio Minho, em 15 (quinze) estações de amostragem (EA), com a colheita de amostras de sedimentos compósitas e a consequente realização de ensaios laboratoriais de caracterização físico-química daqueles sedimentos, em cumprimento da Portaria 1450/2007, de 12 de Novembro (para os limites de deteção indicados no diploma legal). Em cada estação de amostragem será recolhida uma coluna de sedimentos com cerca de 2 m”.

Esta candidatura de proteção do litoral – ações e materiais e ações que visam a produção de conhecimento, gestão da infirmação e monitorização foi submetida ao Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) cujo eixo prioritário e objetivo temático é promover a adaptação às alterações climáticas e a prevenção e gestão de riscos.

MINHO E GALIZA DÃO AS MÃOS EM DEFESA DO RIO MINHO

“Iniciamos hoje um caminho que atesta a singularidade mundial de um dos estuários mais bonitos do mundo”

Caminha e a Guarda assinaram protocolo com a Universidade de Barcelona para candidatura à UNESCO

Caminha e A Guarda deram esta manhã início formal ao processo técnico de candidatura do Estuário do Rio Minho a Paisagem Cultural da UNESCO, cuja primeira fase será a sua inclusão numa lista indicativa. Hoje foi assinado o protocolo de colaboração ente os dois municípios e o Laboratório de Património e Turismo Cultural da Universidade de Barcelona e Ibertur – Rede do Património, Turismo de Desenvolvimento Sustentável. “Iniciamos hoje um caminho que atesta a singularidade mundial de um dos estuários mais bonitos do mundo. Dois territórios irmãos que agora se unem para distinguir a sua singularidade”, disse Miguel Alves.

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O protocolo foi assinado esta manhã, nas instalações da Câmara de A Guarda, por Miguel Alves, presidente da Câmara de Caminha, António Lomba Baz, presidente da Câmara Municipal de A Guarda e Jordi Tresserras Juan, Diretor do LAB-PATC Laboratório de Património e Turismo Cultural da Universidade de Barcelona e IBERTUR – Rede de Património, Turismo e Desenvolvimento Sustentável.

Para Miguel Alves todo este processo vai distinguir A Guarda, Caminha e o Rio Minho no contexto mundial. Também António Lomba Baz comunga desta opinião, ao garantir que “a formalização desta candidatura significa que somos singulares na Galiza, em Portugal, na Europa e no Mundo”.

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O presidente da Câmara de Caminha mencionou ainda que no próximo sábado também se iniciam as atividades que os dois municípios vão promover e integrar a candidatura do Estuário do Rio Minho na lista do Património Mundial da UNESCO na categoria de paisagem cultural transfronteiriça. De facto, começa sábado a primeira etapa da Peregrinação a Santiago de Compostela pelo Caminho Português da Costa, que conta com mais de 100 pessoas inscritas dos dois lados do Rio Minho. O grupo partirá pelas 9h00 de Âncora, rumo a Mougás (Oia), cumprindo um percurso de 34 quilómetros.

Jordi Tresserras está confiante no “sucesso” desta candidatura, pois acredita no potencial do Estuário do Rio Minho para ser património cultural transfronteiriço.

Neste momento, 1031 sítios e lugares detêm o estatuto de "Património Mundial", dos quais 802 são de caráter cultural, 197 naturais e 32 mistos. Porém, só existem quatro paisagens cultuais com caráter transfronteiriço nestes números, relativos às fronteiras entre Espanha e França; Áustria e Hungria; Alemanha e Polónia e Rússia e Lituânia.  Jordi Tresserras realçou que na Europa existem apenas 6 paisagens culturais transfronteiriças e no mundo 12.

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O objetivo desta fase do processo é entrar na lista indicativa do Património Mundial da UNESCO na categoria de paisagem cultural transfronteiriça, onde se terá de manter durante um ano, para em 2018 se apresentar a candidatura à UNESCO e em 2019 ser considerada então “Património Mundial”.

Recorda-se que Miguel Alves e António Lomba Baz assinaram em novembro último o memorando de entendimento que deu início ao projeto conjunto. A candidatura do Estuário do Minho Caminha - A Guarda a Paisagem Cultural da UNESCO é uma grande aposta dos dois municípios que, como foi referido na altura, acreditam que a riqueza histórica, cultural, paisagística, ambiental, económica, etnográfica e humana desta zona comum são condições suficientes para o sucesso do projeto, que é possível graças às excelentes relações entre A Guarda e Caminha e ao espírito de colaboração reforçado ao longo dos últimos dois anos.

A Universidade de Barcelona, sublinhamos, é o parceiro ideal para este projeto, uma vez que integra o grupo restrito de cinco universidades, a nível mundial, que têm convénio com o Centro de Património Mundial da UNESCO. As outras universidades são: Brandemburgo - Cottbus (Alemanha), Dublin (Irlanda), Turim (Itália) e Tsukuba (Japão).

1ª sessão GADJET

CAMINHA E A GUARDA ASSINAM AMANHÃ PROTOCOLO COM A UNIVERSIDADE DE BARCELONA

Para a candidatura do Estuário do Rio Minho a Paisagem Cultural da UNESCO

Os presidentes das câmaras de Caminha e de A Guarda assinam amanhã um protocolo de colaboração com o Laboratório de Património e Turismo Cultural da Universidade de Barcelona e Ibertur – Rede do Património, Turismo de Desenvolvimento Sustentável, com vista ao desenvolvimento da candidatura do Estuário do Rio Minho Caminha – A Guarda a Paisagem Cultural da UNESCO. Este é mais um passo importante para a concretização dos objetivos dos dois municípios e vai ter lugar nas instalações da câmara de A Guarda, pelas 11h00 (hora portuguesa).

Estuário do Rio Minho

A assinatura deste protocolo formaliza a ligação à Universidade de Barcelona, que fica encarregada da gestão do processo. O LABPATC, que será amanhã representado pelo seu diretor, Jordi Tresserras Juan, fornecerá o suporte profissional e a assistência técnica necessários para o desenvolvimento do programa de investigação, formação e desenvolvimento do projeto.

Miguel Alves e António Lomba Baz assinaram em novembro último o memorando de entendimento que deu início ao projeto conjunto. A candidatura do Estuário do Minho Caminha - A Guarda a Paisagem Cultural da UNESCO é uma grande aposta dos dois municípios que, como foi referido na altura, acreditam que a riqueza histórica, cultural, paisagística, ambiental, económica, etnográfica e humana desta zona comum são condições suficientes para o sucesso do projeto, que é possível graças às excelentes relações entre A Guarda e Caminha e ao espírito de colaboração reforçado ao longo dos últimos dois anos.

A Universidade de Barcelona é o parceiro ideal para este projeto, uma vez que integra o grupo restrito de cinco universidades, a nível mundial, que têm convénio com o Centro de Património Mundial da UNESCO. As outras universidades são: Brandemburgo - Cottbus (Alemanha), Dublin (Irlanda), Turim (Itália) e Tsukuba (Japão).

Neste momento, 1031 sítios e lugares detêm o estatuto de "Património Mundial", dos quais 802 são de caráter cultural, 197 naturais e 32 mistos. Porém, só existem quatro paisagens cultuais com caráter transfronteiriço nestes números, relativos às fronteiras entre Espanha e França; Áustria e Hungria; Alemanha e Polónia e Rússia e Lituânia. 

VALENÇA SERVE A MELHOR LAMPREIA DO MUNDO

Em Valença a Melhor Lampreia do Mundo no Festival Gastronómico “Sabores da Lampreia”

A 7ª edição do Festival Gastronómico “Sabores da Lampreia” prepara-se para acolher os apreciadores desta iguaria, em São Pedro da Torre, no fim de semana de 11 a 13 de março.

As iguarias da lampreia do rio Minho, considerada a melhor do mundo, tem neste festival a oportunidade para se dar a conhecer, a 10 euros a dose.

 Pescada, como há séculos, sobretudo, pelos pescadores de São Pedro da Torre e Cristelo Côvo, nas redadas, no rio Minho, é nesta época que ela se apresenta divina à mesa, com a plenitude dos seus sabores.

As lampreias apuram-se já, em tanques da Associação Sabores do Rio Minho, para ser confecionadas neste festival. A técnica de “apurar” a lampreia, em tanques de água corrente, é antiquíssima e conhecida por “bater a lampreia”. Uma técnica que faz a lampreia apurar a sua carne, enrijecendo-a, o que permitirá, aquando da sua confeção, pratos de excelência.

Os segredos da arte e da tradição de a confecionar, em Valença, são seculares e passaram de geração para geração,guardados pelas mãos sabias dos cozinheiros deste festival especializadas na confeção da lampreia.

Lampreia à Bordalesa, Arroz de Lampreia, Fumada/Grelhada, Assada no Forno, Recheada ou o prato dos cinco sabores, são os tipos de lampreia possíveis de saborear. Como prato alternativo os tradicionais Rojões. Acompanham o caldo verde, bem como os bons vinhos verdes da região e as sobremesas típicas.

Sabores da Lampreia é uma genuína festa gastronómica valenciana que, este ano, para além das cinco formas tradicionais de saborear a lampreia em Valença. vai apresentar uma área exclusiva destinada à degustação de novas formas de confecionar este produto. Esta área estará a cargo do curso de hotelaria da escola profissional EPRAMI.

Uma área dedicada à doçaria regional, aos vinhos e licores e à exposição de instituições locais e regionais completará o certame.

A iniciativa é da Câmara de Valença, Junta de São Pedro da Torre e da Associação Sabores do Rio Minho e da Comissão de Festas de São Pedro da Torre.

Esta é uma oportunidade única para comer uma boa lampreia em Valença. Séculos de tradição a apurar receitas resultam em 5 pratos que são um convite a deliciar-se com estes manjares. Saboreá-la é uma experiência gustativa que proporciona uma viajem pelos sabores mais genuínos desta região raiana.

PONTE PEDONAL VAI LIGAR CERVEIRA A TOMIÑO

Rio Minho alvo de prospeção para projeto da ponte pedonal Cerveira-Tomiño

Durante dois dias, as margens do rio Minho, na zona do Castelinho/Fortaleza (Vila Nova de Cerveira e Tomiño), vai ser alvo de trabalhos de prospeção para recolha de informação detalhada que sustente a viabilidade da futura construção de uma travessia pedonal que ligue as duas margens. Projeto integra a candidatura recentemente apresentada pela UNIMINHO ao INTERREG V-A.

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A sondagem ao curso de água, efetuada por uma empresa especializada, vai decorrer nos próximos dias, numa extensão de 300 metros entre o Parque de Lazer do Castelinho e o Espaço Fortaleza, área previamente identificada pelos dois concelhos vizinhos como ideal para a concretização desta intenção.

A intervenção preparatória visa obter um conhecimento exaustivo da geografia do leito do troço de água internacional naquela zona, de forma a dotar os dois concelhos geminados de dados específicos que suportem uma posterior elaboração do projeto.

Durante as 1as Jornadas da Amizade, realizadas em Março de 2015, os dois autarcas realçaram a vontade política de dois governos locais preocupados em alcançar novas fontes de financiamento para desenvolvimento futuro de um território comum. Fernando Nogueira e Sandra González partilham a necessidade de delinear uma estratégia integrada e concertada que potencie o valor inquestionável do rio Minho.

Recorde-se que no âmbito da assinatura da Carta da Amizade entre Vila Nova de Cerveira e Tomiño, a constituição de um Eco-Parque Transfronteiriço ‘Castelinho-Espaço Fortaleza’ de 15ha, através da ligação de uma ponte pedonal e ciclável sobre o rio Minho, constitui-se como uma das prioridades. A existência de dois parques urbanos e de lazer nas margens do rio Minho, com uma oferta diversificada e complementar de valências, tem captado as atenções de Vila Nova de Cerveira e de Tomiño para um projeto de cooperação transfronteiriça, mas que só será viável através de uma ponte pedonal e ciclável sobre o rio Minho que faça a ligação entre as duas margens.

Após várias reuniões formais e informais, envolvendo e auscultando a população local e diversas entidades de âmbito nacional e internacional, através da realização de Focus Group, a intenção da construção da travessia pedonal sobre o rio Minho foi integrada na candidatura recentemente apresentada pela UNIMINHO ao INTERREG V-A Portugal/Espanha, denominada VISIT O RIO MINHO.

Iniciada substituição de árvores no Castelinho

Na sequência da requalificação do Parque de Lazer do Castelinho e após análise técnica municipal realizada em novembro passado e corroborada no local por técnicos externos especializados em arboricultura, a autarquia cerveirense, suportada no parecer da Agência Portuguesa do Ambiente, vai igualmente avançar com a substituição de algumas árvores naquele espaço publico, por razões de segurança e saúde pública.

Estão sinalizadas algumas árvores de grande porte, sobretudo os choupos, que se encontram secas e outras em risco de colapso parcial ou mesmo integral. A intervenção no terreno apresenta-se como uma solução urgente para a preservação e salvaguarda da integridade do Parque de Lazer do Castelinho e dos seus milhares de utilizadores.

MONÇÃO PROMOVE LAMPREIA DO RIO MINHO

“MONÇÃO 2016: PROMOÇÃO À LAMPREIA”

Iniciativa, que decorre nos próximos dois fins-de-semana, tem ponto alto este domingo com a realização da XXXIX edição do Rali à Lampreia. Participação de 28 restaurantes do concelho que prometem confecionar aquele afamado ciclóstomo com tradição e requinte. Para o autarca local, Augusto de Oliveira Domingues, estão assegurados dois objetivos: promoção daquele prato gastronómico e dinamização do setor hoteleiro em época baixa.

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O Município de Monção, em colaboração com várias entidades, promove nos dois próximos fins-de-semana, 27 e 28 de fevereiro e 5 e 6 de março, a iniciativa “Monção 2016: Promoção à Lampreia”. O programa foi apresentado esta manhã, no Museu do Alvarinho, na presença de jornalistas, empresários da restauração e pescadores.

Além do autarca monçanense, Augusto de Oliveira Domingues, e o vereador das atividades socioculturais, Paulo Esteves, marcaram presença neste encontro o responsável pela secção automóvel do Sport Clube do Porto, António Paiva, e a responsável da ADRIMINHO, Ana Paula Xavier.

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Augusto de Oliveira Domingues referiu que a presente iniciativa, abrangendo dois fins-de-semana, permite a concretização de dois objetivos: promoção daquele prato gastronómico com tradição no concelho e dinamização do setor hoteleiro em época baixa. “Serão dias de diversão e entretenimento mas também de fortalecimento económico dos nossos hotéis, restaurantes e cafetarias” salientou.

O autarca monçanense convidou o público a apreciar a lampreia do rio Minho, com sabor único e o saber de grandes cozinheiras, e deixou uma sugestão aos empresários presentes: “Façam desta iniciativa um trampolim económico para o ano todo e não de apenas uns fins-de-semana. À qualidade na confeção e no atendimento, juntem moderação no preço para as pessoas regressarem”.

Focando-se na programação, que considerou diversificada e atrativa, Paulo Esteves agradeceu o empenho de todos na “construção” desta iniciativa e desejou que tenha o sucesso merecido. Assinalou que o investimento de 29 mil euros feito pela autarquia terá repercussões muito positivas na imagem do concelho.

Para António Paiva, o XXXIX Rali à Lampreia terá o mesmo sucesso dos anteriores: “Esta prova está consolidada. Quem gosta de perícia sabe que encontra aqui uma das melhores provas tanto a nível desportivo como de convívio. Como sempre, apelo à segurança do público. Mantenham-se fora de zonas de perigo e cumpram as indicações da organização”.

Da parte da ADRIMINHO, Ana Paula Xavier realçou a importância destas iniciativas na promoção do território do Vale do Minho e de um património gastronómico singular que, sem deixar cair a tradição, caminha para opções mais contemporâneas. “Estamos a reinventar-nos e isso é bom para quem está e para quem nos visita” realçou.

Rali à Lampreia, trial bike, rali a pedais, trilho pedestre, visitas orientadas, rádio modelismo, animação musical

O ponto alto da programação será a XXXIX edição do Rali à Lampreia, prova de perícia automóvel na Praça Deu-la-Deu Martins, centro histórico da localidade raiana. Realiza-se no domingo, 28 de fevereiro, constando de duas provas complementares, pelas 11h00 e 16h00, e cerca de meia centena de concorrentes de Portugal e Espanha.

Como é habitual, este acontecimento promete encher as ruas do centro histórico da localidade e fazer as delícias dos participantes que têm a possibilidade de articular a aventura da perícia automóvel com o prazer de degustar uma saborosa lampreia do rio Minho. À semelhança do ano passado, será instalada uma bancada no Miradouro dos Néris.

No dia anterior, sábado, está prevista a iniciativa “Rali a Pedais”, provas de karts abertas ao público durante o dia (15h00/18h00) e à noite (21h30/24h00), na Praça Deu-la-Deu, e animação pelas ruas do centro histórico da localidade com a Associação Recreativa e Cultural “Os Teimosos” e o Grupo de Cavaquinhos do Centro Desportivo, Recreativo e Cultural de Moreira.

No fim-de-semana seguinte, 5 e 6 de março, o primeiro dia reserva percurso pedestre (10h00) com a realização do trilho das pesqueiras e demonstração da pesca da lampreia por um pescador local, bem como rádio modelismo (15h00) na Praça Deu-la-Deu Martins.

O segundo dia, proporciona visitas orientadas ao centro histórico da vila e Museu do Alvarinho (10h30) e demonstração de Trial Bike (14h00), na Praça Deu-la-Deu Martins, com a presença do campeão nacional, João Sousa. Para o trilho pedestre e visitas guiadas é obrigatória inscrição (T. 251 649 013 – Loja Interativa de Turismo).

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MUNICÍPIO DE CERVEIRA SUBSCREVE “DECLARAÇÃO DE TUI” PARA POTENCIAR O RIO MINHO

Vila Nova de Cerveira integra um conjunto de entidades portuguesas e galegas que, no passado sábado, 13 de fevereiro, assinou um acordo para a criação de um novo organismo de cooperação transfronteiriça. A 'Declaração de Tui' deixou claro que o rio Minho é um elemento de união num território com características, cultura e objetivos comuns.

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O presidente Fernando Nogueira representou o concelho de Vila Nova de Cerveira nesta cerimónia que envolveu, no Parador de Tui, os municípios do Alto Minho e de Pontevedra (Galiza) e onde ficou manifestada uma vontade de trabalhar em conjunto em prol do desenvolvimento do rio Minho.

Para Vila Nova de Cerveira, este é mais um passo que consolida o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido entre Cerveira e Tomiño (Galiza) em prol de um crescimento sustentável do território com impactos positivos na melhoria da qualidade de vida e da coesão social da população deste território comum. Ainda recentemente, os dois concelhos candidataram o projeto denominado ‘Agenda de Cooperação Transfronteiriça - Amizade Cerveira Tomiño’, cujo principal desafio é caminhar para uma efetiva ‘desfronteirização’.

O documento assinado no passado sábado, e que ficou conhecido como ‘Declaração de Tui’, é a génese de uma nova associação de cooperação de âmbito transfronteiriço e apresenta-se como uma nova ferramenta para unir este território aproveitando os seus interesses comuns para delinear uma estratégia concertada. A constituição de um novo organismo versa um fórum permanente de discussão em que estejam representados todos os atores institucionais e sociais que integram a área transfronteiriça, de forma a desenvolver projetos conjuntos que possam ser submetidos a programas comunitários no âmbito da Cooperação Territorial Europeia.

A assinatura da ‘Declaração de Tui’ celebrou-se simbolicamente a 13 de fevereiro devido à coincidência com o aniversário do Tratado de Lisboa de 1668, que declarou a paz entre Espanha e Portugal, e que permitiu a confirmação da restauração da independência do estado luso frente à coroa espanhola.

Este ato transfronteiriço serviu ainda para apresentar publicamente os projetos apresentados na candidatura do Rio Minho aos fundos comunitários do programa Interreg V A-POCTEP. A candidatura “Preservação e valorização do Rio Minho Transfronteiriço”, coordenada pela Uniminho, pretende conseguir um investimento de cerca de 7,5 milhões de euros no território transfronteiriço, com o objetivo de consolidar a região como destino turístico de qualidade e atrair visitantes através da criação da marca ‘Rio Minho’. Esta candidatura foi o resultado do trabalho de um ano que começou com a assinatura do Pacto do Rio Minho Transfronteiriço, em março de 2015, em Valença, e envolveu diversas entidades da Galiza e do Norte de Portugal.

MINHOTOS E GALEGOS UNEM-SE PELO RIO MINHO

Deputação de Pontevedra e CIM Alto Minho assinam a DECLARAÇÃO DE TUI para potenciar o Minho como "o rio que nos une"

Representantes dos organismos galego e português assinaram um acordo-quadro para a criação de um novo organismo de cooperação transfronteiriça.

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A 'Declaração de Tui' deixou claro, este sábado, 13 de fevereiro, que o rio Minho é um elemento de união, um elemento central de um território com características, cultura e objetivos comuns. O documento assinado no Parador de Tui é a génese de uma nova associação de cooperação entre os municípios de Pontevedra e do Alto Minho para potenciar o rio Minho e uma nova ferramenta para unir o território transfronteiriço aproveitando as suas características e interesses comuns.

A presidente da Deputação de Pontevedra, Carmela Silva, e o presidente da CIM Alto Minho, José Maria Costa, manifestaram a sua vontade de trabalhar em conjunto e constituir um novo organismo de cooperação que funcione como fórum permanente de discussão em que estejam representados todos os atores institucionais e sociais que integram a área transfronteiriça e desenvolver projetos conjuntos que possam ser submetidos a programas comunitários no âmbito da Cooperação Territorial Europeia.

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A assinatura celebrou-se simbolicamente a 13 de fevereiro devido à coincidência com o aniversário do Tratado de Lisboa de 1668, que declarou a paz entre Espanha e Portugal, e que permitiu a independência do estado luso frente à coroa espanhola. "O 13 de fevereiro será um dia para se lembrar e ao longo dos tempos teremos consciência real da sua importância", disse Carmela Silva, para acrescentar que "o Rio Minho é a fronteira de água que separava dois territórios que tinham tudo em comum e que a falta de inteligência separou. 348 anos após a data histórica de separação, somos homens e mulheres que demonstram a capacidade de nos entendermos e de promovermos projetos comuns. Temos de lançar os nossos sonhos "A presidente afirmou, para terminar a sua intervenção, que "a Declaração de Tui 'permitirá o desenvolvimento dos concelhos" e que“é preciso olhar para este território ". Também afirmou que "não se entenderia" que os projetos que se apresentaram para obter fundos europeus não fossem aprovados.

O presidente da CIM Alto Minho, José Maria Costa, aproveitou o evento também para reivindicar maiores apoios da UE para realizar projetos de cooperação transfronteiriça e que beneficiem principalmente os territórios mais próximos às fronteiras. "As zonas de fronteira são as menos desenvolvidas e territórios tradicionalmente abandonados em que há mais dificuldades, por isso os programas europeus devem ser aí aplicados” pelo que todas as manifestações de vontade de cooperação são importantes, como esta 'Declaração de Tui', que é a implementação de um novo instrumento de colaboração". Lembrou ainda que num momento em que a União Europeia está a falar de fronteiras "com muitas sombras", "que nasça a luz” demonstrando que há povos que querem derrubar essas fronteiras e cooperar, como se demonstra com a 'Declaração de Tui. "Estamos em um momento histórico", finalizou.

Por sua vez, o presidente da Câmara de Valença, Jorge Mendes, também sublinhou a necessidade de que os apoios de cooperação da União Europeia sejam focados nos territóriosde fronteira. "Temos que deixar claro que o Rio Minho é uma referência natural, económica e social. Temos que cuidar do rio e dar uma mensagem de união porque estamos discriminados e temos de preservar o nosso património", disse.

O Alcalde de Tui, concelho anfitrião do evento, também quis fazer referência à necessidade de programas de estruturação do território para partilhar serviços e infra-estruturas "os tempos e os cidadãos vão nessa direção", insistiu. Neste sentido, reivindicou a necessidade de eliminar as barreiras administrativas que não permitem que moradores que vivem a 100 metros entre si possam melhorar sua qualidade de vida como um todo.

Apresentação da candidatura ao programaInterreg V A-POCTEP

Além da assinatura da Declaração de Tui, o ato serviu para apresentar publicamente os projetos apresentados na candidatura do Rio Minho aos fundos comunitários do programaInterreg V A-POCTEP. Com esta candidatura“Preservação e valorização do Rio Minho Transfronteiriço”,coordenada pela Uniminho, pretende-se conseguir um investimento de cerca de 7,5 milhões de euros no território transfronteiriço, com o objetivo de consolidar a região como destino turístico de qualidade e atrair visitantes.

O presidente da Uniminho e da Câmara Municipal de Melgaço, Manoel Batista, foi o encarregado de apresentar esta candidatura no ato do Parador de Tui. Assinalou que se pretende criar a marca "Rio Minho 'através de atividades transfronteiriças de preservação, qualificação e valorização ambiental com uma gestão e estratégia conjunta que permita envolver todos os setores da área”, e que a candidatura foi o resultado do trabalho de um ano que começou com a assinatura do Pacto do Rio Minho Transfronteiriço, em março de 2015, em Valença, e envolveu diversas entidades da Galiza e do Norte de Portugal. Referiu ainda que a criação deste novo AECT Uniminho, prevista na Declaração de Tui, “é o renascer, ainda com mais força, de um novo instrumento de cooperação na fronteira do Rio Minho.”

O Rio Minho, uma grande potencialidade

Por sua vez o deputado de Cooperação Transfronteiriça e membro da Direção da Uniminho, UxíoBenítez, disse que o rio Minho tem de deixar de ser visto como um limite ou fronteira "para passar a ser o centro de um território". Referiu que a 'Declaração de Tui "para a criação de uma nova Associação Europeia de Cooperação Transfronteiriça (AECT) simboliza o início do caminho de uma união natural. "O rio é o centro natural comum que temos. É a nossa maior potencialidade numa área de influência com cerca de três milhões de pessoas (entre Vigo e Porto), onde existe um importante tecido socioeconómico a desenvolver". A terminar lembrou que a cooperação transfronteiriça é um dos meios mais eficazes para a aproximação das populações raianas e que "é preciso continuar o trabalho da Uniminho usando os novos instrumentos de cooperação, aproveitando a sua experiência e, ao mesmo tempo, lançando uma nova estratégia de cooperação no âmbito da Estratégia 2020 da UE".

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MONÇÃO SERVE LAMPREIA DO RIO MINHO

Em fevereiro e março, as margens do rio Minho e as pesqueiras, pequenas construções de pedra erguidas nas margens, enchem-se de pescadores à procura da melhor lampreia. Os restaurantes de Monção esmeram-se na sua confeção e apresentação para delícia dos comensais. Serve-se com arroz a correr mas há quem prefira à bordalesa, fumada ou assada. Gostos distintos para um produto único.

Arroz de lampreia

Nos meses frios de fevereiro e março, a agenda dos amantes da gastronomia tradicional assinala, de ano para ano, uma deslocação a Monção para degustar uma Lampreia do Rio Minho. Dizem que chega a estas bandas mais batidinha e gostosa. E que o brio e profissionalismo das cozinheiras locais colocam um toque especial. Há décadas que muita gente cumpre este ritual. Este ano, não será exceção.

Confeção lampreia

A “divina” será encontrada em muitas mesas familiares e em cerca de trinta restaurantes do concelho que participam na iniciativa “Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência”, promovida pela ADRIMINHO em parceria com os municípios do Vale do Minho. Habitualmente confecionada com arroz a correr, os cardápios mostram outras sugestões: bordalesa, assada ou fumada.

Se encontrar “roupagens” mais contemporâneas, deixe-se levar pela curiosidade e faça o favor de experimentar. A criativa arte da culinária tradicional com requintes de modernidade é uma verdadeira surpresa. Sempre agradável. Não se perca no acompanhamento. Os vinhos de Monção são uma garantia de qualidade em qualquer canto do mundo.

Empanada de lampreia

A melhor varanda do Alto Minho

Para descomprimir, um passeio dá sempre jeito. Em Monção, pode fazê-lo pelo muralhado fernandino e centro histórico, deambulando pelas ruas estreitas e asseadas e debruçando-se sobre o rio Minho e margem galega desde a melhor varanda do Alto Minho. Miradouro dos Néris. Imperdível.

Pode pegar no carro e seguir o rasto da descoberta pelos nossos lugares patrimoniais, fluviais e de montanha. Tanto para ver. Com sorte, talvez encontre alguém com a língua solta. Que lhe conte alguns episódios da identidade local e da hospitalidade que carateriza os monçanenses. Gente ciosa do passado e aberta ao futuro.

Rali

Aos fins de semana, há sempre alguma iniciativa agendada. Pela autarquia local ou movimento associativo. Na vila ou nas aldeias. Ponto alto será no dia 28 de fevereiro, domingo, com a realização do XXXIX Rali à Lampreia, prova de perícia automóvel na Praça Deu-la-Deu Martins, em pleno centro histórico. Quem gosta de automóveis e de lampreia tem o dia ganho. Dois em um. Não há alternativa possível.

“Curvas” na rua e no prato

Promovida pela Câmara Municipal de Monção e Sport Clube do Porto, a iniciativa automobilística compreende duas provas marcadas para as 11h00 e 16h00, prevendo-se a presença de meia centena de participantes do norte de Portugal e Galiza. Na hora do almoço, os restaurantes estão de portas abertas para receber visitantes e munícipes nesta jornada de promoção da Lampreia do Rio Minho.

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No dia anterior, sábado, está prevista a iniciativa “Rali a Pedais”, provas de karts abertas ao público durante o dia (15h00/18h00) e à noite (21h30/24h00), na Praça Deu-la-Deu, e animação pelas principais ruas da localidade com desfile e concentração do grupo de cavaquinhos do Centro Desportivo, Recreativo e Cultural de Moreira e a Associação Recreativa e Cultural “Os Teimosos”.

Nos restantes fins de semana, estão previstas visitas orientadas ao centro histórico, provas no Museu do Alvarinho, percursos pedestres, rádio modelismo, demonstrações da pesca da lampreia, provas de BTT, espetáculos de teatro, concertos musicais, atividades desportivas, feira de artes e velharias e trial bike com a participação do campeão nacional João Sousa.

Com a iniciativa “Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência”, pretende-se a divulgação de um dos principais atrativos culinários da região que, em conjunto com a realização de um conjunto variado de atividades, transforma, nestes dois meses, o território constituído pelos seis municípios num espaço apelativo e convidativo para os visitantes.

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Sushi de lampreia

UNIMINHO CANDIDATA RIO MINHO A MARCA TURÍSTICA TRANSFRONTEIRIÇA

Submetida candidatura do rio Minho para afirmação de uma marca turística transfronteiriça

VISIT_RIO_MINHO é o nome da candidatura apresentada à 1ª Convocatória Programa Cooperação Transfronteiriça INTERREG V A Espanha Portugal (POCTEP), cujo período de entrega termina esta sexta-feira. Sob coordenação da UNIMINHO - Associação do Vale do Minho Transfronteiriço, e com um investimento total de 7,5 milhões de euros até 2019, o projeto visa a preservação e valorização do rio Minho transfronteiriço como destino ecoturístico de excelência.

18 - Capela e Miradouro da Senhora da Encarnacao

Assente no conceito de “dois países e um destino” e na premissa de que o Vale do Minho transfronteiriço incorpora inúmeras potencialidades, o projeto apresentado pretende alavancar, a partir de uma marca “Rio Minho” forte e competitiva, a estruturação de uma oferta turística através de atividades conjuntas que vão constituir uma mais-valia ao nível da preservação dos seus espaços naturais. O investimento global é da ordem dos 7,5 milhões de euros, com uma comparticipação de 75% de fundos comunitários.

De acordo com os responsáveis da UNIMINHO, entidade que coordenou a apresentação do projeto, “a cooperação transfronteiriça neste território não é uma questão de necessidade, mas antes uma condição natural para o seu desenvolvimento socioeconómico e a um dos seus pilares do seu posicionamento estratégico”. No resumo do documento candidatado, o rio Minho transfronteiriço é apresentado como um dos territórios mais interessantes a nível europeu por ser “a zona de fronteira com maior percentagem de área protegida e classificada no todo Nacional e uma das maiores da Europa. O território está bastante consolidado no mercado nacional e o desafio que agora se apresenta é de ser capaz de lhe conferir um valor acrescentado ao nível internacional”.

A presente candidatura desenvolve-se em quatro atividades complementares e cuja implementação das ações específicas alarga-se até 31 de dezembro de 2019. A primeira atividade prende-se com a estruturação e consolidação da marca "Rio Minho", através da elaboração de um plano estratégico de marketing territorial Rio Minho e do processo de candidatura do estuário do rio Minho a paisagem cultural UNESCO, bem como a organização de eventos de promoção interna e externa; a segunda versa a preservação e interpretação do Património Natural Transfronteiriço com a melhoria do conhecimento e das condições disponibilizadas, a interpretação dos recursos naturais e de novos modelos de turismo verde, bem como de estruturas piloto de apoio relacionadas com a rede de espaços naturais classificados (Montanha e Rio); em terceiro, a valorização conjunta de recursos económicos do Rio Minho procurando o desenvolvimento do produto turístico transfronteiriço baseado no património natural e cultural, a valorização do produto da pesca (designadamente através da rastreabilidade das espécies do rio Minho) e a criação de estruturas de apoio às atividades promovidas pelas empresas de animação; e, por último, a qualificação e valorização da rede de percursos transfronteiriços através de modelos/normas de sinalização de rotas transfronteiriças e de pequenas intervenções com o objetivo de vertebrar o espaço comum com uma rede de percursos transfronteiriços e reabilitação do património natural e cultural do rio Minho.

Integrada na Euroregião Norte de Portugal-Galiza, a apresentação da candidatura VISIT_RIO_MINHO foi coordenada pela UNIMINHO - Associação do Vale do Minho Transfronteiriço, tendo como sócios a CIM Alto Minho, a Diputación de Pontevedra, os Municípios de Paredes de Coura, Melgaço, Vila Nova de Cerveira, Valença, Monção e Caminha, a Fundación Centro de Estudos Eurorrexionais Galicia-Norte de Portugal, o Centro Tecnológico del Mar e a Universidade de Vigo.

De sublinhar que o reaproveitamento e a valorização do rio Minho é um tema que, há vários anos, suscita a preocupação e o interesse de diversas entidades do Norte de Portugal-Galiza e que despoletou, a 10 de março de 2015, a subscrição do Pacto do Rio Minho Transfronteiriço. A apresentação da candidatura VISIT_RIO_MINHO, e consequente expetativa de aprovação, surge como reforço e concretização de um conjunto de vontades dinamizadoras de um denominador comum que é o troço internacional do rio Minho.

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MOVIMENTO DE PASSAGEIROS NO FERRY ENTRE CAMINHA E A GUARDA CRESCEU CONSIDERAVELMENTE EM 2015

Aposta do Município neste meio de transporte com notável retorno na procura

Entre abril e dezembro de 2015, a procura do ferry-boat Santa Rita de Cássia registou um aumento acentuado em ambos os sentidos, o que comprova a importância da aposta do Município neste meio de transporte. Nesse período, relativamente a 2013 (último ano de funcionamento do ferry), registou-se um aumento de 15.515 passageiros de Caminha para A Guarda (subida de 37%) e um aumento de 11.094 passageiros de A Guarda para Caminha (subida de 26%).

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Importa no entanto recordar que, de abril a julho, o ferry só funcionou ao fim de semana e só a partir de julho (inclusive) é que o serviço se tornou diário, retomando-se a normalidade nas travessias.

Em termos de número de viajantes, de abril até 31 de dezembro, houve 61.764 passageiros de Caminha para A Guarda e 53.173 passageiros de A Guarda para Caminha.

No último dia do ano, 31 de dezembro, em que o ferry foi gratuito, houve um movimento de 123 passageiros de Portugal para Espanha e de 178 passageiros de Espanha para Portugal.

De referir também que o valor do dia 31 de dezembro da bilheteira espanhola corresponde a 10% de todos os bilhetes vendidos no mesmo mês de dezembro, confirmando-se assim o um forte aumento na procura de Caminha como destino no último dia do ano.

O presidente da Câmara de Caminha pretendeu, com o incentivo, valorizar a oferta do concelho, num dia que era potencialmente muito atrativo, uma vez que, para além da animação da passagem de ano, houve um programa especial de televisão durante toda a tarde, emitido em direto a partir da Praça Conselheiro Silva Torres, em Caminha.

“Nos últimos anos as festividades de passagem de ano têm ganho uma expressão no concelho de Caminha que deve ser potenciada em favor da economia local e da divulgação da nossa terra”, sublinhou na altura Miguel Alves.

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AUTARCAS MINHOTOS E GALEGOS DÃO A CONHECER ÀS MARINHAS PORTUGUESA E ESPANHOLA PROJETO DE CERVEIRA-TOMIÑO PARA O RIO MINHO

O Parque Transfronteiriço Castelinho-Fortaleza e a Travessia Pedonal sobre o rio Minho foram os dois projetos apresentados em pormenor, esta segunda-feira, pelos autarcas de Vila Nova de Cerveira e de Tomiño aos comandantes das entidades marítimas de Caminha e da Galiza. Consolidação desta cooperação transfronteiriça está a ser trabalhada para submissão de candidatura ao Interreg V/POCTEP.

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Após debatida e elaborada no âmbito da assinatura da Carta da Amizade, a Agenda Estratégica conjunta de Cerveira-Tomiño está a ser apresentada a várias entidades dos dois lados da fronteira com poder de decisão e direta ou indiretamente implicadas na concretização dos projetos delineados, com especial enfoque na criação do Parque Castelinho-Fortaleza através da construção de uma ponte pedonal sobre o rio Minho que ligue as duas margens.  

A reunião desta segunda-feira juntou os dois autarcas Fernando Nogueira e Sandra Gonzalez, o Capitão-Tenente do Porto de Caminha, Rodrigo Gonzalez dos Paços, e o Comandante Naval do Miño, Enrique Garcia González. O encontro, decorrido em Vila Nova de Cerveira, serviu para as entidades abordarem as potencialidades e as burocracias subjacentes à construção de uma ponte pedonal para uma comunicação sustentável através do rio Minho.

O périplo de apresentação destes dois projetos já percorreu, do lado português, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a Delegação Portuguesa da Comissão Interministerial de Limites e Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas, a Direção Geral dos Assuntos Europeus, a CCDR-N, e a Associação Portuguesa do Ambiente, para além das entidades congéneres do lado da Galiza.

Recorde-se que o parque transfronteiriço Castelinho-Fortaleza resultará da complementaridade de valências do Parque de Lazer do Castelinho (Vila Nova de Cerveira) e do Espaço Fortaleza de Goián (Tomiño), com uma área atual de 6 ha mas que, a médio prazo, corresponderá a uma área total de 15 ha dada a previsão de ampliações. A concretização deste projeto só será possível pela ligação das duas margens, através de uma ponte pedonal e ciclável sobre o rio Minho, fazendo a ligação entre os dois parques.

Integrado no projeto Amizade Cerveira-Tomiño, os dois Concelhos estão a, neste momento, a proceder à formalização de candidatura comum ao Programa de Cooperação Interreg V – A Espanha-Portugal (POCTEP), 2014-2020.

AGÊNCIA PORTUGUESA DO AMBIENTE APRESENTA PLANO DE GESTÃO DA REGIÃO HIDROGR´FICA DO MINHO E LIMA

Plano de gestão da Região Hidrográfica do Minho e Lima apresentado em Arcos de Valdevez

Teve lugar na Casa das Artes de Arcos de Valdevez a sessão pública de apresentação e debate do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Minho e Lima (PGRH Minho e Lima), promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente, Administração da Região Hidrográfica do Norte (APA/ARH do Norte), contando com o apoio do Município de Arcos de Valdevez.

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O PGRH é um instrumento de planeamento das águas que visa a gestão, a proteção e a valorização ambiental, social e económica das águas, ao nível da bacia hidrográfica, neste caso dos rios Lima e Minho.

Neste quadro, a sessão pública ocorrida, de apresentação/debate da proposta de PGRH da Região Hidrográfica do Minho e Lima, foi dedicada ao tema “Os recursos hídricos e a biodiversidade”, com enquadramento no processo de participação pública dos PGRH que se encontra em curso até dezembro de 2015.

Esta sessão iniciou com as intervenções do presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves e do Diretor Regional da APA, Pimenta Machado, cabendo a apresentação do plano às técnicas da ARH do Norte, Maria José Moura e Susana Sá.

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Neste plano estão contempladas medidas, distribuídas por nove eixos de atuação tais como, a Promoção da sustentabilidade das captações de água, a Redução ou eliminação de cargas poluentes, a Minimização de alterações hidromorfológicas, o Controlo de espécies exóticas e pragas, a Recuperação de custos dos serviços da água, a Minimização de riscos, a Promoção da sensibilização, o Aumento do conhecimento e a Adequação do quadro normativo. O investimento total estimado é da ordem dos 105 milhões de euros para o período de 2016-2021.

O Município enviou as suas propostas de intervenção ao nível de medidas que visem garantir uma maior proteção e melhoria nas massas de água contribuindo para a valorização das áreas hidrográficas e melhoria das condições de vida dos arcuenses.

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CÂMARAS DE CAMINHA E A GUARDA (GALIZA) AVANÇAM COM CANDIDATURA DO ESTUÁRIO DO RIO MINHO A PAISAGEM CULTURAL DA UNESCO

Miguel Alves e António Lomba Baz assinaram o memorando de entendimento que inicia o processo

Os presidentes das câmaras de Caminha e A Guarda assinaram hoje um memorando de entendimento com vista à candidatura do “Estuário do Minho Caminha – A Guarda” a Paisagem Cultural da UNESCO.

Miguel Alves e António Lomba Baz acreditam que a riqueza histórica, cultural, paisagística, ambiental, económica, etnográfica e humana desta zona comum são condições suficientes para o sucesso do projeto que agora se inicia e que se tornou possível graças às excelentes relações entre A Guarda e Caminha e ao espírito de colaboração reforçado ao longo dos últimos dois anos.

Na reunião de hoje de manhã em A Guarda, que juntou também vereadores dos dois executivos, foram tomadas outras decisões importantes relativamente ao ferry-boat que liga as duas margens do rio Minho.

O memorando de entendimento realça ainda a relação das gentes de Caminha e A Guarda com o rio Minho e com o seu estuário, vivência que constitui mais um ponto de união e que justifica a candidatura conjunta. De resto, essa partilha não é de hoje, antes tem caráter “ancestral”, acontecendo ao longo da vida dos dois povos “quer nos momentos históricos de paz e aproximação, quer nos momentos de conflito”.

A hipótese que agora se abre, de classificação do estuário como paisagem cultural da UNESCO, é considerada pelos dois presidentes como essencial para a valorização do património natural e cultural existente, preservação e divulgação junto da comunidade internacional.

O procedimento de candidatura do “Estuário do Minho Caminha – A Guarda” a Paisagem Cultural da UNESCO começa agora, comprometendo-se os dois municípios a criar uma equipa de trabalho comum que possa sobretudo recolher toda a informação documental sobre os recursos naturais, culturais e antropológicos existentes.

Miguel Alves já informou várias entidades desta decisão, nomeadamente o Governo, a CCDRN e a CIM, no sentido de que Caminha possa conseguir apoio financeiro para este projeto.

A redação da candidatura vai ser entregue a dois especialistas: Jordi Tresserras, que hoje esteve também na Câmara de A Guarda e explicou os pormenores do processo, e César Abella.

Importa salientar que Jordi Tresserras, da Universidade de Barcelona, é coordenador do LABPATC - Laboratório de Património e Turismo Cultural da mesma universidade, onde são realizados trabalhos de investigação, consultadoria e apoio técnico, formação e desenvolvimento de projetos no âmbito de candidaturas a Património Mundial da UNESCO.

Refira-se ainda que a Universidade de Barcelona integra o grupo restrito de cinco universidades, a nível mundial, que têm convénio com o Centro de Património Mundial da UNESCO. As outras universidades são: Brandemburgo - Cottbus (Alemanha), Dublin (Irlanda), Turim (Itália) e Tsukuba (Japão).

Presentemente, 1031 sítios e lugares detêm o estatuto de “Património Mundial”, dos quais 802 são de caráter cultural, 197 naturais e 32 mistos. Porém, só existem quatro paisagens cultuais com caráter transfronteiriço nestes números, relativos às fronteiras entre Espanha e França; Áustria e Hungria; Alemanha e Polónia e Rússia e Lituânia.

Miguel Alves adiantou que, até ao final deste ano, será estabelecido um calendário comum de atividades com o propósito de envolver as pessoas, porque, apesar dos enormes benefícios, “nada disto faz sentido se for uma candidatura de gabinetes e de especialistas, se as populações não forem envolvidas no processo e se este não for amplamente participado”.

Caminha e A Guarda de acordo sobre contas do “ferry”

Caminha e A Guarda chegaram ainda a acordo sobre as contas relativas ao ferry-boat, estando em vias de se saldar por inteiro todas as verbas em dívida ao município caminhense, a partir de 2006. Conforme explicou Miguel Alves, desde 2013 e até à presente data, o diálogo encetado por este Executivo com o congénere galego permitiu a Caminha receber os quantitativos dos anos de 2011, 2012, 2013 e 2014. Em relação aos anos de 2008 e 2009 e 2010, A Guarda já tinha liquidado antes os valores, havendo comprovativos inequívocos desses pagamentos.

Por saldar permanecem os anos de 2006 e 2007, com A Guarda a reconhecer valores em dívida de 188 mil euros e 194 mil euros respetivamente. Ficou porém acertado no encontro de hoje que, até março de 2016, A Guarda pagará a Caminha o montante de 2006 e, até dezembro do próximo ano, liquidará o ano de 2007.

Entretanto, as contas desde ano de 2015 estão normalizadas e A Guarda já entregou a Caminha o montante da bilheteira, ou seja, até à data de hoje, um total de 54.556,75 €.

Só permanecem em desacordo os anos anteriores a 2006, tendo as partes acordado transmitir isso mesmo ao tribunal, deixando Caminha de reivindicar os anos entretanto pagos e os que foram agora alvo da calendarização dos pagamentos.

Vai também ser redigido um protocolo para regular o funcionamento do ferry e os direitos e deveres dos dois municípios.

ENCONTRO COM OS JORNALISTAS NA CÂMARA DE A GUARDA SOBRE FERRY-BOAT E PROJETO COMUM DE VALORIZAÇÃO DO ESTUÁRIO DO RIO MINHO

Os presidentes das câmaras de Caminha e A Guarda reúnem-se amanhã, dia 6 de novembro, na sede do Município de A Guarda, entre as 10h00 e as 12h00 (hora espanhola).

O encontro, em que participarão também vereadores dos dois Executivos, tem em agenda assuntos relacionados com o Ferry-Boat Santa Rita de Cássia e com um projeto comum para a valorização do estuário do Rio Minho.

No final da reunião, pelas 12h00 (hora de espanhola ) ou 11h00 (hora portuguesa), haverá um encontro com os jornalistas na Câmara de A Guarda, para o qual convidamos o representante desse órgão de Comunicação Social.

RIO MINHO CONVIDA A EXPERIÊNCIA TRANSFRONTEIRIÇA

Entre a montanha e o rio, está prestes a vivenciar uma viagem de aventura e descoberta na envolvente do rio Minho transfronteiriço. Sob o conceito “um destino, dois países”, 15 concelhos do Baixo Minho (Galiza) e do Vale do Minho (Norte de Portugal) articulam três dias de atividades culturais, desportivas e gastronómicas. As Jornadas Ambientais “Experiências Ecotur, rio Minho Transfronteiriço”, orientadas pela Uniminho, decorrem nos dias 10, 17 e 18 de outubro, e são cofinanciadas pelo POCTEP.

A macro-região Norte de Portugal/Galiza apresenta-se como um ‘Destino de Excelência’ com potencialidades únicas. Das três temáticas-bandeira assinaladas para evento - a terra, o rio e o estuário -, cada participante terá a liberdade de desenhar o roteiro que considerar mais cativante. O objetivo é despertar a vontade de experimentar motivos alternativos deste território noutras circunstâncias, partilhando com outros potenciais visitantes.

A oferta de experiências para os três dias é diversificada e orientada para diferentes segmentos através de três categorias de atividades que convergem numa componente de equilíbrio: a ‘Ativa’ inclui uma iniciativa desportiva mais exigente, uma temática gastronómica e uma vertente mais cultural; a ‘Bravo’ possibilita uma visita a museus ou centos de interpretação e uma prova de enologia ou similar; e o ‘Convívio’, atividade de conteúdo cultural.

Cada dia das Jornadas Ambientais agrupa uma área de concelhos contíguos de ambos os lados da margem do rio Minho, existindo um concelho designado como ‘base de operações’ onde iniciam e terminam as atividades programadas. Dedicado ao ‘Estuário’, o dia 10 de outubro tem Vila Nova de Cerveira como centro das atividades, com os participantes a poder percorrer alternativamente os concelhos de Caminha, A Guarda, O Rosal e Tomiño. O segundo dia, 17 de outubro, tem base em Tui e com roteiros por Valença, Paredes de Coura, Monção, Salceda de Caselas e Salvaterra. Já o terceiro e último dia, 18 de outubro, versa o tema da “Terra” e decorre entre Melgaço (base), Crecente, A Cañiza, Arbo e As Neves.

A “Experiência Ecotur” não esquece os mais pequenos, apresentando propostas muito específicas para que possam também desfrutar deste evento, conhecendo espaços de proximidade para visitar. Desta forma, em cada município base (Cerveira, Tui e Melgaço) serão asseguradas um conjunto de atividades lúdicas (jogos diversos, caminhadas, visitas guiadas, entre outros) para crianças e jovens com idades entre os 7 e os 16 anos, enquanto os seus responsáveis podem dedicar-se exclusivamente aos roteiros.

Três dias, três temáticas, inúmeras experiências num território e rio comum. Ofertas em diversas áreas que promove a valorização de cada concelho, de cada cultura, do que telúrico mas que, articuladas, proporcionarão outra dinâmica.

O desafio está lançado, deixe-se envolver por estas experiências. Obtenha mais informação no Facebook em Experiência Ecotur e inscreva-se no link: http://goo.gl/forms/pzjbXAXYd9

FERRY-BOAT TRANSPORTOU QUASE 90 MIL PESSOAS DESDE ABRIL ENTRE CAMINHA E A GUARDA (GALIZA)

Embarcação já teve mais passageiros neste período do que durante todo o ano de 2013. Receita de bilheteira em agosto foi superior à média dos últimos cinco anos

Desde que retomou a atividade, em abril último, o Ferry-Boat Santa Rita de Cássia já transportou quase 90 mil pessoas entre as margens de Caminha e A Guarda, o que corresponde a mais passageiros do que os registados durante todo o ano de 2013. Também a receita de bilheteira em agosto foi superior à média dos últimos cinco anos. Para que o ferry continue a navegar, porém, foi necessária uma forte aposta do Município, que envolveu trabalhos de limpeza, imprescindíveis para que o canal de navegação seja operacional, e a retirada de muitos metros cúbicos de areia do cais de atracação da embarcação.

O ferry-boat é uma aposta ganha. Os resultados apurados durante os meses que se seguiram à paragem da embarcação demonstram uma forte procura por parte dos passageiros, quer a partir de Caminha quer da margem galega. Até ao final do mês de agosto foram transportados 47.380 passageiros do lado português e 40.877 passageiros do lado espanhol. No total, 88.207 passageiros viajaram no ferry-boat, desde abril último.

Recorde-se que, de abril a junho, o ferry circulou condicionado, primeiro só aos fins de semana, depois com as marés altas e só a partir de julho passou a circular sem restrições.

“São boas notícias, depois do ferry ter estado parado”, considera o presidente da Câmara, que explica: “e são notícias que validam a aposta da Câmara no ferry. Recorde-se que a autarquia assumiu o desassoreamento de toda a envolvente do cais de atracação, o custo das licenças de navegabilidade, combustível e dos recursos humanos da embarcação e registou o ferry na Conservatória do Registo Predial, Civil e Comercial de Caminha”.

Além disso, “por exigência de Caminha, porque assumimos essas despesas, toda a receita de bilheteira espanhola passa agora para os cofres da autarquia. Assim, desde julho, a receita de bilheteira portuguesa e espanhola corresponde inteiramente a receita municipal. Também nisso houve boas notícias: a receita de bilheteira em agosto em cada um dos países foi superior à média da receita atingida nos últimos cinco anos. Somando as duas receitas, a Câmara de Caminha recebeu € 92.460,50”, sublinha Miguel Alves.

GALIZA E NORTE DE PORTUGAL CELEBRAM PACTO DO RIO MINHO TRANSFRONTEIRIÇO

Pacto do Rio Minho Transfronteiriço alarga parceria com o objetivo centrado no INTERREG V A

Um conjunto de entidades da Galiza e Norte de Portugal mostrou-se, na passada quinta-feira, interessado em constituir-se como parceiros do Pacto do rio Minho Transfronteiriço, assumindo a preservação e a valorização do rio Minho como objetivo comum. Com horizonte no INTERREG V A, estratégia definitiva vai ser concertada em reunião agendada para o dia 29 de julho, agregando os contributos dos novos parceiros.

A cooperação transfronteiriça em torno do rio Minho ganha uma dimensão mais ativa e dinâmica com o Pacto do Rio Minho Transfronteiriço e a sua abertura para articular parcerias mais abrangentes, em prol de um projeto que beneficie as populações de toda esta região.

Durante a sessão de trabalhos da passada quinta-feira na sede da UNIMINHO em Valença, os vários intervenientes – 15 Concelhos/Municípios signatários e as entidades convidadas - manifestaram uma posição consensual da importância da riqueza do rio Minho e de toda a sua envolvente, mas também de que o caminho a percorrer tem de focar três vertentes que promovam um desenvolvimento sustentável: ambiental, turística e económica.

O Presidente do Conselho Diretivo da UNIMINHO, Manoel Batista, mostrou-se satisfeito com o interesse e contributos deixados pelos parceiros que, “pelo seu conhecimento e experiência em áreas muito específicas, representarão um apoio valiosíssimo”. “A cooperação transfronteiriça é importante ao nível macro, nomeadamente com as negociações entre Porto e Santiago de Compostela, mas é fundamental que não se esgote aqui. As reuniões intermédias, como é o caso desta, visam diagnosticar problemas comuns e muito caraterísticos de territórios de fronteira bem como apresentar soluções. Estou convicto de que há espaço para plataformas diferentes de cooperação”, assegurou.

Esta reunião contou ainda com a partilha de informação sobre o trabalho desenvolvido pela Uniminho sobre a Rede Natura 2000, sobre o Aquamuseu do Rio Minho e sobre o projeto UNIMINHO/ECOTUR 2.0, que serviram de base para um período alargado de reflexão.

Os signatários do Pacto do Rio Minho voltam a sentar-se à mesma mesa, no próximo dia 29 de julho, para definir linhas de ação a candidatar à 1ª convocatória do INTERREG V A Portugal/Espanha, cuja abertura está prevista para o final do mês de setembro.

MINHO E GALIZA CELEBRAM PACTO DO RIO MINHO TRANSFRONTEIRIÇO

Pacto do Rio Minho Transfronteiriço: Reunião de trabalho articula parcerias e define projetos a candidatar

Com o objetivo de mobilizar uma cooperação mais alargada no âmbito da preservação e promoção da biodiversidade do rio Minho e das suas margens, os 15 signatários do Pacto do Rio Minho Transfronteiriço contactaram um conjunto de entidades da Galiza e Norte de Portugal para uma sessão de trabalho a realizar esta quinta-feira, 16 de julho, em Valença. O encontro visa apresentar ações concretas do projeto ECOTUR_UNIMINHO_2.0 a candidatar à 1ª Convocatória Programa INTERREG V A Portugal/Espanha.

Várias entidades públicas da Euroregião Norte de Portugal/Galiza, com competências na área do ambiente, conservação da natureza, e gestão do território, aceitaram o convite para conhecerem a missão e a abrangência do Pacto do Rio Minho Transfronteiriço, além de poderem contribuir com medidas e ideias a integrar futuras candidaturas a fundos comunitários.

Assumindo o rio Minho como um recurso e atrativo de excelência para estes territórios de fronteira, o Pacto Rio Minho Transfronteiriço subscrito a 10 de março procura mobilizar uma cooperação mais abrangente do ponto de vista de atuações sobre este troço de água internacional. Com o intuito de continuar a defender este processo de desenvolvimento e, consequentemente, os interesses destas populações raianas, os signatários pretendem auscultar várias entidades com competências e atribuições ao rio Minho de forma a elaborar um plano de trabalhos consensual que contribua para a atração de investimento público e privado.

A reunião desta quinta-feira, a decorrer nas instalações da Uniminho, em Valença, está dividida em dois períodos de intervenção: um primeiro dedicado a três estudos/projetos, nomeadamente “Rede Natura 2000 & Valores Naturais: Rio Minho Transfronteiriço”; “Bacia hidrográfica do Rio Minho: oportunidades e ameaças”; e “ECOTUR_UNIMINHO_2.0”; já o segundo momento fica reservado para a apresentação de ações para o Rio Minho Transfronteiriço e articulação de parcerias.

Recorde-se que no passado dia 10 de março, os seis municípios do Vale do Minho – Caminha, Melgaço, Monção, Valença, Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura – e nove concelhos do Baixo Miño, Galiza – A Caniza, A Guarda, Arbo, As Neves, Crecente, Rosal, Salvaterra do Miño, Tomiño e Tui -, subscreveram o Pacto do Rio Minho Transfronteiriço, com o intuito de dar voz política à fronteira do rio Minho. Integrado no pacto, os signatários deram luz verde ao projeto ECOTUR_UNIMINHO_2.0 sustentado na valorização, preservação e promoção de todo o património natural associado ao rio Minho

CAUDAL DO RIO MINHO: UNIMINHO REAGE AO DESCARTAR DE RESPONSABILIDADE DA GAS FENOSA

Após o pedido de esclarecimentos para a redução significativa do nível da água registada no rio Minho em determinados períodos, o presidente do Conselho Diretivo da Uniminho já obteve a resposta da Gas Natural Fenosa. A entidade titular pela Barragem da Frieira assume o cumprimento de todas as condicionantes exigidas, entre elas a evacuação do caudal ecológico. Insatisfeito com as explicações e respetivo impasse do dossier, Manoel Batista vai convocar parceiros, entidades e associações diretamente ligadas aquele troço de água para concertar uma tomada de posição.

Preocupada com um conjunto de perturbações ecológicas difíceis de quantificar em termos de impacte ambiental e sustentabilidade dos ecossistemas presentes no Rio Minho, a Uniminho - Associação do Vale do Minho Transfronteiriço denunciou recentemente este cenário, solicitando informações precisas à Gas Fenosa, através da exposição de indicadores concretos e registos fotográficos. Na resposta recebida esta semana, a entidade confirma “o cumprimento de todas as condicionantes”, evidenciando a ausência de qualquer funcionamento anormal “ou distinto ao habitual nestas instalações”.

Quando questionada sobre as consequências da prática de uma gestão mais direcionada para a produção de energia em detrimento das exigências ecológicas, em particular na migração de espécies piscícolas, a Gas Fenosa remete a sua intervenção para a existência de um dispositivo de captura destas espécies, projetado e construído por esta entidade com base nas diretrizes da Consellaria de Medio Ambiente, Território e Infraestruturas da Xunta da Galicia.

Manoel Batista, Presidente do Conselho Diretivo da Uniminho sublinha “uma não resposta, sem fundamentação, uma vez que a explicação dada indica o cumprimento de todas as diretrizes quando o que se presencia in loco é bem diferente.“

Perante o descartar de responsabilidades da Gas Fenosa, a Uniminho vai continuar a manifestar o seu descontentamento com esta situação, numa primeira fase convocando parceiros, entidades e associações com ligação ao rio Minho para uma reunião que possa debater o problema e definir uma estratégia de defesa daquele troço de água internacional e das suas espécies. Posteriormente, o Presidente do Conselho Diretivo da Uniminho confirma ainda a intenção de avançar com um estudo técnico sobre os índices de água do rio Minho e respectivo impacte ambiental, em colaboração com centros de investigação do Norte de Portugal e da Galiza.

De salientar que a Gas Natural Fenosa é titular da barragem da Frieira e das centrais hidráulicas de Frieira e Frieira Caudal Ecológico, cujo funcionamento é regulado pelo Sistema Elétrico Nacional e abrange o pólo sul da Província de Pontevedra e do Norte de Portugal.

VALENCIANOS PESCAM A SAVELHA

Vª Festa da Savelha. Pesqueira dos Frades de Ganfei - Valença

O quinto convívio da Savelha realiza-se na Pesqueira dos Frades, em Ganfei, no próximo domingo, 7 de junho. Uma iniciativa que evoca a pesca à savelha, um dos peixes mais célebres do rio Minho.

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A jornada começa às 8h e prolonga-se por todo o dia e tem como principal objetivo a divulgação da Savelha do Rio Minho e o convívio entre todos os aficionados desta arte de pesca tradicional de Valença.

A Festa da Savelha decorre no Parque da Pesqueira dos Frades, em Ganfei e na marginal do rio Minho. Um parque de merendas e uma extensa marginal ribeirinha proporcionam excelentes condições para a pesca à savelha e para um dia de lazer em contacto com uma natureza que o rio Minho, na sua passagem, por este local, torna exuberante.

A pesca à savelha reúne, por esta época do ano, centenas de aficionados, em Valença. As Savelhas do Rio Minho são peixes de dimensão considerável, atingindo com facilidade os dois quilos. As zonas mais apetecíveis para a pesca desta espécie correspondem à área do rio Minho que passa pelas freguesias valencianas de Ganfei, Verdoejo e Friestas. Dado o período curto de pesca, que este ano se estende até 15 de junho e a área do rio onde é mais apetecível pescar, é a arte da pesca que atrai mais pescadores. Nas pesqueiras ou de barco, o rio enche-se de aficionados de todo o norte do pais, numa pesca que, em alguns pontos, chega a ser de ombro a ombro.

A iniciativa é do Grupo Desportivo Ganfeiense e conta com a colaboração da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia de Ganfei.

VALENÇA DESTACA O PATRIMÓNIO NATURAL E CULTURAL DO RIO MINHO

O Rio Minho em Exposição Temática em Valença

A Câmara Municipal de Valença apresenta a exposição temática “Rio Minho: Identidade, Património Natural e Cultural”, até 13 de junho, no Núcleo Museológico Municipal, na Fortaleza.

Os barcos Carochos, os Biturões, as redes de pesca, antiquíssimos carretos de pesca, painéis temáticos, aquários com espécies dominantes no rio, imagens e documentos históricos são alguns dos atrativos desta exposição no museu valenciano.

Um conjunto de 11 painéis apresenta uma perspetiva completa do rio Minho com destaque para os aproveitamentos tradicionais do rio, os bosques de ribeira, as aves, as espécies invasoras, os peixes, os invertebrados, os anfíbios, mamíferos, repteis e os problemas ecológicos que afetam este rio. Uma mostra de painéis cuja base cientifica se centra no estudo realizado pelo G.E.A.S. – Grupo de Estudo dos Animais Salvaxes.

O Rio Minho proporciona a Valença uma frente ribeirinha de mais de 20 Km's de extensão, hoje, possível de descobrir através do corredor verde da Ecopista do Rio Minho.

A bacia hidrográfica do rio Minho é uma das duas em Portugal onde é possível, por exemplo, encontrar o salmão. Uma das espécies presentes a par do sável, savelha, lampreia, truta, entre tantas outras. Um espaço onde aparecem algumas espécies de mamíferos associadas ao meio aquático e vegetação ribeirinha, como a lontra que torna o rio Minho, na sua passagem por Valença, um habitat e corredor ecológico de elevada importância.

Esta exposição é uma oportunidade para ficar a conhecer melhor a relação de Valença com o rio Minho, ao longo dos tempos, o seu aproveitamento, recursos e influência que o mesmo foi tendo na formatação da identidade desta cidade fronteiriça e ribeirinha.

DESNÍVEIS DO CAUDAL DO RIO MINHO CAUSAM IMPATE AMBIENTAL

Uniminho preocupada com impacte ambiental provocado pelos acentuados desníveis do caudal do rio Minho

Atenta à redução significativa do nível da água do rio Minho nas últimas semanas e às graves consequências ecológicas subjacentes, a Uniminho – Associação do Vale do Minho Transfronteiriço – solicitou à Gas Natural Fenosa, concessionária da barragem da Frieira (Galiza), um conjunto de “informações precisas” sobre o cumprimento dos parâmetros estipulados ao abrigo do Regime de Caudais Ecológicos entre Portugal e Espanha. Preocupações foram igualmente manifestadas às várias entidades responsáveis pelo rio Minho, portuguesas e espanholas.

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A regulação de caudais no rio Minho faz-se sentir em todo o troço a jusante da barragem de Frieira, mas principalmente na área que percorre os concelhos de Melgaço e Monção, onde são verificados desníveis significativos da altura da água. Dados recolhidos no site da Confederación Hidrográfica do Miño-SIL revelam que o rio Minho tem sido alvo, em particular aos fins-de-semana, de uma “preocupante” redução do nível da água, indiciando o risco de degradação dos ecossistemas existentes. A título de exemplo, a 29 de abril passado foi registado um caudal do rio de 53,36m3/s na Estação de Registo de Salvaterra do Miño, quando o caudal ecológico mínimo do Embalse da Frieira para este período está estipulado em 84,972 m3/s.

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Apesar de não ser possível estabelecer uma conexão entre o caudal ecológico do Embalse da Frieira e o caudal natural instantâneo registado em Salvaterra do Miño, esta associação transfronteiriça denuncia a existência de indicadores que extrapolam para uma gestão do caudal ecológico do rio Minho. O presidente do Conselho Diretivo da Uniminho explica este processo provoca “um conjunto de perturbações ecológicas difíceis de quantificar em termos de impacte ambiental e sustentabilidade dos ecossistemas presentes no Rio Minho, nomeadamente o elevado risco de exposição de ovos, larvas e alevins de espécies de peixes migradoras, quando áreas do leito ficam expostas ou quando a profundidade é mínima, permitindo a predação destas fases mais vulneráveis dos seus ciclos de vida”.

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Manoel Batista sublinha que as perturbações induzidas nos ecossistemas a jusante de uma barragem, pela ausência de um regime natural de caudais, instigam uma degradação da qualidade ambiental, com repercussões ao nível dos recursos/valores naturais e dos próprios serviços do ecossistema. “O caudal ecológico, entendido como volume de água mínimo capaz de satisfazer as necessidades do ecossistema aquático e ribeirinho, é, muitas vezes, feito em função das necessidades de gestão de produção de energia pela empresa hidroelétrica e não em função das exigências ecológicas”, assegura.

De relembrar que, no contexto ibérico, o rio Minho é um dos troços de água mais importantes no que diz respeito às espécies de peixes migradoras (algumas das quais sustentam a pesca artesanal), como o salmão, o sável, a savelha, a truta-marisca, a lampreia e a enguia. Entre maio e julho/agosto ocorre a reprodução de espécies de peixes como a lampreia e o sável, estando inventariados vários locais de postura para a lampreia no troço Monção/Melgaço, enquanto para o sável é, particularmente, importante a área próxima da barragem (Melgaço/Cevide).

Procurando uma intervenção e resolução deste problema presente e com impacto futuro, a Uniminho deu igualmente a conhecer estas preocupações à Confederación Hidrográfica do Miño-SIL, à Conselleria do Medio Ambiente da Xunta da Galicia, à Agência Portuguesa do Ambiente, à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região do Norte e ao Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia de Portugal.

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CAMINHA RESTABELECE LIGAÇÃO FLUVIAL COM A GALIZA

Ferry boat Santa rita de cássia retoma a atividade sexta-feira

O ferry boat Santa Rita de Cássia, que faz as travessias entre Caminha e A Guarda, vai retomar a atividade esta sexta-feira, dia 3 de abril, às 16 horas, de forma condicionada. As travessias, durante o mês de abril, serão gratuitas. Tal como foi assegurado por Miguel Alves, a embarcação volta a operar na semana da Páscoa graças ao empenhamento do Município.

Parado há cerca de um ano, o ferry boat de Caminha regressa ao ativo de forma condicionada, isto é, a embarcação vai fazer as travessias durante o fim de semana mas durante os dias da próxima semana continuarão os trabalhos de limpeza do cais de atracação. Todos os esforços estão a ser desenvolvidos para que, a partir do segundo fim de semana de abril, o ferry boat Santa Rita de Cássia retome o normal funcionamento.

Recorde-se que os trabalhos de limpeza, imprescindíveis para que o canal de navegação seja operacional, estão a decorrer a bom ritmo. Esta obra, orçada em 72.064 €, prevê a retirada de mais de 19 mil metros cúbicos de areia do cais de atracação da embarcação.

SECRETÁRIO DE ESTADO DA ALIMENTAÇÃO E INVESTIGAÇÃO AGROALIMENTAR VISITA AQUAMUSEU DO RIO MINHO E CONVENTO DE SAN PAYO EM CERVEIRA

Nuno Vieira e Brito visitou Aquamuseu do rio Minho e Convento San Payo

O Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito, deslocou-se, no passado domingo, a Vila Nova de Cerveira para assistir ao encerramento da exposição ‘O Trimestre da Lampreia’, e conhecer dois pontos de relevante interesse turístico local: Aquamuseu do rio Minho e Convento San Payo. Governante deixou alguns desafios para desenvolver no futuro.

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Espaço público de promoção e divulgação do património cultural e natural associado ao rio Minho, o Aquamuseu do rio Minho procedeu ao encerramento de uma exposição que, ao longo de três meses, deu a conhecer a safra da lampreia. O Secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar elogiou o trabalho desenvolvido por este equipamento municipal com eco a nível regional, nacional e ibérico. Nuno Vieira Brito lançou ainda um repto aos responsáveis do Aquamuseu e Câmara Municipal para que apresentassem propostas no sentido de se desenvolver um centro de monitorização das espécies mais emblemáticas do rio Minho – sável, lampreia e salmão-, de modo a contribuir para uma melhor gestão de recursos, potenciando uma campanha de repovoamento destas espécies.

Acompanhado pelos membros do executivo cerveirense, o governante ainda visitou o Convento San Payo e toda a coleção particular do Mestre José Rodrigues, tomando conhecimento da recente transformação de três alas daquele convento franciscano do séc. XIII em turismo de habitação. Após obras de remodelação, desde o início desta primavera que o Convento San Payo está a aceitar reservas para as oito suites existentes, complementadas com uma cozinha ou copa em cada ala e quatro salas comuns (duas para refeições e jogos de mesa, e duas com lareira para convívio e leitura). Nuno Vieira e Brito enalteceu o espólio artístico existente e o notável equilíbrio entre modernidade e preservação da traça original conseguida na adaptação daquele espaço a turismo de habitação.

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AUTARCAS MINHOTOS E GALEGOS APRESENTAM PROGRAMA CONJUNTO PARA CAPTAR FINANCIAMENTO

Quinze autarcas do Vale do Minho e Baixo Miño galego assinaram, esta manhã, em Valença, o Pacto do Rio Minho Transfronteiriço, com o objetivo de dar voz política à fronteira do rio Minho através da apresentação de um projeto comum ao Interreg V A Portugal/Espanha numa estimativa orçamental global na ordem dos 6 milhões de euros. Grupo reforça laços territoriais de proximidade e apela a uma melhor distribuição de financiamentos comunitários para o Norte de Portugal/Galiza.

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Os seis municípios do Vale do Minho – Caminha, Melgaço, Monção, Valença, Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura – e nove concelhos do Baixo Miño, Galiza – A Caniza, A Guarda, Arbo, As Neves, Crecente, Rosal, Salvaterra do Miño, Tomiño e Tui -, subscreveram o projeto Uniminho ECOTUR 2.0 a candidatar na 1ª convocatória do Programa Interreg V A Portugal/Espanha, aprovado em fevereiro pela Comissão Europeia, cuja abertura está prevista para o primeiro semestre de 2015.

Dando continuidade à atual versão, cofinanciada pelo POCTEP 2007-2014, o projeto Ecotur 2.0 sustenta-se no levantamento e sistematização já realizada para desenvolver um conjunto de atividades, nomeadamente a implementação do Plano de Expansão da Rede de Corredores Verdes Transfronteiriços; a valorização do património natural, cultural e vernacular do rio Minho Transfronteiriço; ações piloto de conservação e proteção da biodiversidade rural e urbana; implementação de programas de educação e sensibilização ambiental; e gestão e promoção dos corredores verdes do rio Minho transfronteiriço. O investimento total previsto nos dois lados da fronteira é de 6 milhões de euros para o período 2015/2018.

Perante uma forte presença de comunicação social portuguesa e espanhola, o presidente da Uniminho, Manoel Batista, afirmou que este pacto “é o ponto de partida para o reforço desta cooperação que vai definir qual o caminho a seguir para captar mais fundos comunitários para este território transfronteiriço. “Ao longo dos anos, os fundos dos programas de apoio à cooperação transfronteiriça acabam por ser mais gratificantes para zonas localizadas longe da fronteira e é contra isto que queremos marcar agenda e que queremos que seja diferente no próximo quadro comunitário”, assegurou.

Realçando que as ligações transfronteiriças entre o rio Minho “são permanentes e quotidianas”, o também autarca de Melgaço não tem dúvidas de que esta cooperação também tem de ser definitiva para contribuir para a melhoria da qualidade de vida das populações. Desta forma, explicou, “era importante voltar a juntar os alcaldes desta zona para pensar o futuro e pensar o próximo quadro comunitário de cooperação transfronteiriça”.

O presidente da Câmara Municipal de Valença também valorizou a ideia de que este passo garante que a cooperação transfronteiriça destes territórios “está viva e com ganas de continuar em frente”. Jorge Mendes salientou que o pacto “serve para dizer aos governos português e espanhol que as verbas que vem para as fronteiras infelizmente são muito reduzidas”, indicando que apenas 20% dos fundos atribuídos pelo POCTEP foram gastos de facto em concelhos fronteiriços do Norte de Portugal-Galiza.

O autarca de Tui enalteceu a zona maravilhosa para viver e as suas potencialidades no âmbito do turismo de natureza. Moisés Rodrigues recordou que, se em tempos, a fronteira era um elemento de separação de povos, nos últimos anos, portugueses e espanhóis preocupam-se em apagar essas diferenças e reforçar a existência de uma raia única.

Para além dos 15 concelhos signatários do Pacto, o projeto Uniminho – ECOTUR 2.0 está aberto à adesão de outras entidades locais e regionais que tenham como missão preservar e promover a biodiversidade do rio Minho e das suas margens. Para esse efeito, vai ser encetado um conjunto de contactos na Galiza e Norte de Portugal, de modo a mobilizar uma parceria mais alargada e abrangente do ponto de vista de atuações sobre este território. A constituição de um organismo de cooperação transfronteiriça (com ou sem personalidade jurídica) para continuar a defender este processo de desenvolvimento e de dos interesses das populações da fronteira do rio Minho vais ser avaliada em plenário no prazo de seis meses.

Os 15 concelhos subscritores deste pacto têm uma população de cerca de 160 mil habitantes e 1560 km2 de área territorial, com uma densidade populacional de 103 habitantes por Km2.

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VALENÇA ASSINA PACTO RIO MINHO TRANSFRONTEIRIÇO

Valença assinou o Pacto do Rio Minho Transfronteiriço, um novo instrumento de cooperação transfronteiriça, subscrito entre 15 municípios portugueses e espanhóis, em 10 de março.

Reforçar a aposta no eco-turismo, tendo por grande eixo o rio Minho, é o grande objetivo estratégico deste pacto, com a implementação, dinamização e promoção das infra-estruturas verdes, nomeadamente, as ecopistas, ecovias, percursos pedestres e passeios fluviais.

Entre as atividades imediatas está o programa de ecoturismo, Ecotur 2.0., a candidatar ao próximo quadro comunitário de apoio, no valor de 6 milhões de euros. Uma iniciativa que pretende promover os concelhos envolventes ao Rio Minho, como um destino ecoturístico de excelência.

Um dos objetivos estratégicos deste pacto é também a criação de uma A.E.C.T. – Associação Europeia de Cooperação Territorial que reforce a cooperação entre as duas margens do rio Minho.

Para Jorge Mendes, Presidente da Câmara Municipal de Valença, “Este pacto assume uma estratégia comum para alcançar fundos comunitários fundamentais para o desenvolvimento deste território transfronteiriço, tendo por base a aposta no rio Minho e no eco-turismo. O rio Minho possui condições e características para ser grande fator de dinamização deste território”

MINHOTOS E GALEGOS CELEBRAM PACTO RIO MINHO TRANSFRONTEIRIÇO

Guilherme Lagido, vice-presidente do Município de Caminha, assinou esta manhã, em Valença, o Pacto Rio Minho Transfronteiriço, que define as modalidades de cooperação, entre 15 concelhos, no âmbito da promoção “Uniminho – ECOTUR 2.0”, que será candidatado à primeira convocatória do Programa Interreg V A (POTEC), Portugal-Espanha.

Pacto Rio Minho Transfronteiriço

A sessão de assinatura do Pacto Rio Minho Transfronteiriço – Uniminho ECOTUR 2.0 - decorreu esta manhã, na Pousada de S. Teotónio em Valença, e contou com a presença de representantes dos 15 concelhos, nomeadamente dos municípios de Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença, Vila Nova de Cerveira, A Cañiza, A Guarda, Arbo, As Neves, Crecente, O Rosal, Salvaterra do Miño, Tomiño e Tui.

O objetivo deste projeto é promover uma oferta estruturada e organizada do território como um destino ecoturístico de excelência, com vista a tornar a preservação dos espaços naturais do Vale do Minho Transfronteiriço sustentável com destaque para o Rio Minho.

Esta parceria visa ainda a pré-adesão ao processo de constituição de um organismo de cooperação transfronteiriça tendo em conta o tratado de Valença, assinado entre o Reino de espanha e a República Portuguesa, em outubro de 2002.

MINHO E GALIZA CEBEBRAM PACTO RIO MINHO TRANSFRONTEIRIÇO

Os autarcas dos seis municípios do Vale do Minho – Caminha, Melgaço, Monção, Valença, Vila Nova de Cerveira e Paredes de Coura – e de nove concelhos do Baixo Miño, Galiza – A Caniza, A Guarda, Arbo, As Neves, Crecente, Rosal, Salvaterra do Miño, Tomiño e Tui – vão proceder à assinatura do Pacto do Rio Minho Transfronteiriço, que pretende dar voz política à fronteira do rio Minho e preparar-se para apresentar um projeto conjunto ao Interreg V A Portugal-Espanha, de forma a reforçar a importância da cooperação transfronteiriça de proximidade.

CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS PROMOVE CONFERÊNCIA SOBRE PESQUEIRAS DO RIO MINHO

Pesqueiras do rio Minho no ciclo de estudos “Água – património, território e sociedade”

No próximo dia 19 de Fevereiro, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, às 17 horas, Antero Leite, em representação da associação COREMA, apresenta a comunicação com o título “As pesqueiras do rio Minho”, no âmbito do ciclo de estudos “Água – património, território e sociedade”, promovido pelo Centro de Estudos Regionais e sua Academia Sénior.

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Antero Leite é economista aposentado e elaborou o estudo As Pesqueiras do Rio Minho com a colaboração de membros da COREMA e publicado por esta Associação em 1999, no âmbito da campanha de ações promovidas para contestar o projeto do empreendimento hidroelétrico de Sela.

A referida campanha procurou sensibilizar a população e as entidades locais e nacionais para a necessidade de se salvaguardar os valores ambientais e de património construído da Ribeira Minho. No âmbito do mesmo movimento, realizou o audiovisual “Minho, um Rio a proteger!”, exibido em sessões promovidas pela COREMA em estabelecimentos de ensino secundário dos concelhos ribeirinhos. Colaborou também na sensibilização para o Agroturismo, participando em ações de divulgação levadas a efeito pela COREMA e apresentando comunicações no ’I Encontro Minho-Identidade e Mudança’ (Universidade do Minho, 6-7 Dezembro 1990) e no Congresso ‘Municipalismo e Desenvolvimento do Noroeste Peninsular’, (Marco de Canavezes, 26-28 Março 1992). Tem artigos e estudos sobre Turismo e Património Cultural publicados nas revistas ‘A Razão’, ‘Sítios e Memórias’, ‘Vilas e Cidades’, ‘Boletim Cultural’ da Câmara Municipal de Melgaço, no último dos quais, editado em 2008, procurou atualizar o estudo de 1999 sobre as pesqueiras do Ribeira Minho.

A presente conferência está integrada no ciclo de estudos “Água – património, território e sociedade” que decorre até ao próximo mês de junho, de acordo com um extenso programa de conferências, visitas de estudo e atividades paralelas. A sessão é pública.

LAMPREIA DO RIO MINHO É A ATRAÇÃO DOS CARDÁPIOS NOS RESTAURANTES DO CONCELHO DE CAMINHA ATÉ AO FINAL DE MARÇO

Gastronomia e animação dão mote ao certame “Lampreia do Rio Minho – Um prato de excelência”

Até ao final do mês de março, a lampreia do Rio Minho é a atração dos cardápios em 21 dos restaurantes do concelho de Caminha. Gastronomia e animação dão mote ao certame intermunicipal “Lampreia do Rio Minho – Um prato de excelência”.

Promocao da Lampreia

O Município de Caminha está a promover a VI edição do certame “Lampreia do Rio Minho – Um prato de excelência”, uma iniciativa da ADRIMINHO – Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Minho, e que está a ser levada a cabo em parceria com os municípios de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença, Monção, Melgaço e Paredes de Coura.

Este certame pretende valorizar a lampreia do Rio Minho enquanto recurso endógeno, e promover as potencialidades naturais e patrimoniais do concelho de Caminha e de toda a região do Vale do Minho.

Assim, no concelho de Caminha, nos meses de fevereiro e março, os apreciadores de lampreia podem degustar este famoso ciclóstomo à mesa de 21 restaurantes nas freguesias de Dem, Caminha, Vila Praia de Âncora, Âncora, Vilarelho, Moledo, Vilar de Mouros e Seixas.

Além da lampreia confecionada das mais variadas formas, quem visitar o concelho ainda pode usufruir de uma panóplia de atividade: concertos musicais: Jozef Van Wissem e O Violino de Auschwitz, Dia dos Namorados, desfile de Carnaval das escolas, Caminha Doce, Baile do Assalto, Noite de Carnaval, Feira de Antiguidades e Colecionismo de Caminha, Feira de Artesanato e artes Decorativas, Fim de Semana Gastronómico entre outras.

ESPECIALIDADE GASTRONÓMICA DA LAMPREIA ATRAI VISITANTES AO MINHO

A lampreia dos rios Minho, Lima e Cávado atraem nesta época do ano elevado número de visitantes à nossa região. Trata-se de uma das mais afamadas especialidades da cozinha tradicional minhota e dos pratos mais apreciados pelos maiores conhecedores da nossa culinária.

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“Ó lampreia divina, ó divino arroz,

Comidos noite velha, em casa do Julião!

Sem ter ceias assim o que há-de ser de nós? Sofre meu paladar! Chora meu coração!”

(Afonso Lopes Vieira)

"A lampreia é, sem dúvida alguma, um dos mais importantes ex-líbris gastronómicos da cozinha tradicional portuguesa. Mais do que qualquer outra forma de preservação, incluindo eventuais medidas legislativas, o seu interesse gastronómico é, sem dúvida alguma, a principal garantia da sua própria sobrevivência."

Reza a História que, ao tempo do Condado Portucalense, D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, concedeu em 1125 ao Arcebispado de Tui o privilégio de tomar como suas as lampreias que apresassem no rio Minho, a montante da Torre da Lapela, a fim de abastecer os mosteiros e conventos por ocasião dos jejuns quaresmais. Mais recentemente, foi nas estantes da Biblioteca de Nápoles encontrado uma obra-prima da culinária portuguesa, remontando ao século XVI, com o título “Livro de Cozinha da Infanta D. Maria”. Com efeito, são inúmeras as referências históricas a tão afamada especialidade da nossa cozinha 

A lampreia já sobe os rios para desovar, depositando sob as rochas ou em pequenos ninhos escavados no leito milhares de minúsculos ovos que garantirão a sobrevivência da espécie. E morrem. Após a desova, as larvas permanecem no rio até que, por meio de metamorfose se tornam adultas. Nessa altura, migram para o mar onde permanecem até atingirem a sua maturação sexual. Existem, porém, espécies de água doce como as que se encontram no rio Nabão e respetivos afluentes, sobretudo as ribeiras de Caxarias, Seiça e Olival.

A lampreia é um ciclóstomo muito procurado por conceituados gastrónomos e outros apreciadores da nossa culinária. Ela faz os requintes das melhores mesas das mais afamadas unidades hoteleiras, atraindo numeroso público a localidades do nosso país que mantêm a tradição da sua confeção esmerada e o requinte de bem servir. No Minho, a lampreia dos rios Cávado, Lima e Minho constituem o ex-líbris da gastronomia local a promover o desenvolvimento económico daquela região. Não admira, pois, o relevo que lhe é conferido pelas entidades que superintendem a promoção turística e os próprios estabelecimentos de restauração. Mas, também perto de Ourém, o vizinho concelho de Tomar recebe anualmente milhares de visitantes que de longe se deslocam a fim de degustarem um apetitoso e suculento arroz de lampreia regado com os bons vinhos da região.

A preservação da lampreia nos nossos rios depende também da importância que lhe atribuímos, nomeadamente como parte integrante da nossa alimentação. Ao contrário do que à primeira vista se possa imaginar, não é a sua captura mas a poluição das águas e outros atentados ao ambiente que fazem perigar a sua sobrevivência.

Em virtude do período sazonal da desova, o seu consumo verifica-se geralmente entre Fevereiro e os finais de Abril. A partir daí, a lampreia apenas surge figurada na doçaria da Páscoa sob a forma de “lampreia de ovos”, e evocar as delícias de um prato que apenas pode voltar a ser apreciado no ano seguinte. Não admira, pois, que chegue inicialmente a atingir preços exorbitantes que, no entanto, não constituem razão que baste para desmotivar os melhores apreciadores de tão delicioso pitéu.

Refastelando-se na sua casa senhorial de Paredes de Coura, Aquilino Ribeiro, na sua obra “A Casa Grande de Romarigães” afirmava: “Não há como o arroz de lampreia, se lhe adicionarem uma colher de manteiga de pato”. Por seu turno, o poeta e gastrónomo António Manuel Couto Viana, no seu livro “Por horas de comidas e bebidas – crónicas gastronómicas”, dedica um capítulo inteiro à “lampreia divina”, como Afonso Lopes Vieira a designou. Escreveu Couto Viana o seguinte:

Já a correnteza das águas que jorram da vizinha Espanha se enfeitam com o aparato das estacas e redes, para prenderem, nas suas malhas, noite adiante, o fugidio ciclóstomo, a tentar disfarçar-se aos rés dos seixos do leito; o chupa-pedras tão apreciada por mim, quando de cabidela, afogado no arroz malandrinho, embebido no seu sangue espesso e escuro.

Também a fisga certeira, atirada, firme, dos altos, se os olhos penetrantes do pescador distinguem bem o vulto ondeante, faz içar a lampreia até às mãos ávidas, e lança-a, depois, para a vastidão de um saco que se quer a abarrotar.

(…)

Soberbo petisco! Com que gula a mastigavam os frades medievos torturados pelos jejuns quaresmais!

Com que gula a mastigo eu, em mesa que ma apresente opípara no arroz do tacho, em grossos toros aromáticos, ou à bordalesa, ou de escabeche, que nestas três artes se mantém ela tentadora e sápida”.

A lampreia é, sem dúvida alguma, um dos mais importantes ex-líbris gastronómicos da cozinha tradicional portuguesa. Mais do que qualquer outra forma de preservação, incluindo eventuais medidas legislativas, o seu interesse gastronómico é, sem dúvida alguma, a principal garantia da sua própria sobrevivência.

Com o talento dos mais consagrados artistas, o cozinheiro após pelar a lampreia, coloca-a num alguidar deitando sobre ela água a ferver. De seguida, abre-a da cabeça até ao fundo dos buracos e, junto à cauda, desfere-lhe um golpe para lhe retirar a tripa inteira. O sangue é guardado no mesmo recipiente onde a lampreia fica a marinar mergulhada em vinho tinto a que se juntam um ramo de salsa, uma folha de louro, um dente de alho, pimenta, colorau, sal e margarina. No dia seguinte, é feito um refogado onde é colocada a lampreia que fica a cozer durante cerca de quinze minutos, cuidando para que não se desfaça. Após o guisado, retira-se a lampreia. Ao caldo junta-se água no triplo do arroz que vai ao tacho e deixa-se ferver durante mais quinze minutos. Finalmente serve-se numa travessa funda, cobrindo o arroz com a lampreia, golpeada em troços.

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CERVEIRA ESTUDA DESENVOLVIMENTO DA LAMPREIA

Aquamuseu do Rio Minho sinaliza 300 lampreias para conhecer fases de desenvolvimento

Com a colaboração de pescadores do rio Minho, o Aquamuseu do rio Minho, em Vila Nova de Cerveira, procedeu, durante o mês de Janeiro, à marcação externa de cerca de 300 lampreias juvenis. Ação integrada no projeto europeu MIGRANET tem como objetivo a recolha de informação sobre a fase marinha desta espécie.

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Este ano, pescadores e entidades detetaram a presença de lampreias juvenis na fase de migração para o mar. Após implementado o processo de marcação, foram libertadas em Seixas, com o propósito de continuarem a sua viagem no estuário, aguardando pelo regresso de alguma ao rio Minho ou a outro rio, e assim contribuir para um melhor conhecimento da fase marinha desta espécie.

Esta ação resulta de uma parceria num projeto europeu, o MIGRANET, entretanto terminado em que, juntamente com os colegas da Estação de Hidrobiologia de Encoro de Con (Universidade de Santiago), foi estabelecido um programa de marcação de lampreias juvenis para tentar obter mais informação relacionado com o desenvolvimento. Desde o início, foi recapturada uma lampreia adulta (com marca) que esteve 13 meses no mar.

No rio Minho só é possível implementar esta atividade quando é detetada a migração de lampreias para o mar, pelo que a colaboração dos pescadores revela-se fundamental, dado que esta migração é particularmente visível aquando da pesca do meixão.

 

CERVEIRA LIMPA ZONA RIBEIRINHA DO RIO MINHO

Zona ribeirinha de Cerveira mais atrativa com ação de limpeza

Após intervenção na Ecopista do rio Minho em novembro, prosseguem os trabalhos de limpeza ao longo da marginal de Vila Nova de Cerveira, com remoção de vegetação e árvores. Ação visa conferir maior visibilidade e atratividade a uma paisagem natural de beleza ímpar.

Limpeza Marginal

A aposta na desobstrução paisagística contempla a limpeza de toda a vegetação marginal do rio Minho, entre o Parque de Castelinho e a Avenida de Tominho, estendendo-se igualmente ao longo da linha de caminho-de-ferro com desmatação, possibilitando o acesso visual permanente a este espelho de água internacional, quer pelas pessoas que caminham ou passam de automóvel, quer pelos utentes do transporte ferroviário.

A intervenção, realizada pelos trabalhadores municipais, visa a remoção de vegetação e caniços existentes, árvores caídas e que obstruem visibilidade, bem como algum lixo e entulho ali depositado. Uma ação profunda de que não há registo há vários anos.

Com a requalificação da marginal ribeirinha, a Câmara Municipal continua a sua aposta na devolução do rio Minho aos cerveirenses e na preservação de um espaço de lazer propício a várias atividades e muito frequentado, em qualquer época do ano, mas com maior incidência na Primavera e Verão, quer pela comunidade residentes, quer por visitantes e turistas. O objetivo do Município é tornar aquele espaço público mais atrativo, organizado e acessível.

Limpeza caminhos de ferro

PRESIDENTE DO MUNICÍPIO DE CAMINHA VAI JUNTAR AUTARCAS DO NORTE NUM ESFORÇO PARA SALVAR A PESCA ARTESANAL SEM PREJUDICAR A PRESERVAÇÃO DAS ESPÉCIES

Pesca da sardinha, lampreia e sável poderão acabar se a União Europeia avançar com a proibição absoluta do uso de redes de deriva

O presidente da Câmara de Caminha, Miguel Alves, quer juntar autarcas, pescadores, população e outras entidades num grande movimento que alerte o Governo e os responsáveis da União Europeia para as consequências da proibição de utilização de todos os tipos de redes de deriva na pesca, ou seja, a iminência do fim da pesca artesanal e a extinção das comunidades piscatórias, com todas as implicações sociais e económicas daí derivadas.

Reunião pescadores em VPA

Nesse sentido, amanhã mesmo serão feitos os necessários contactos, enquanto as associações de pescadores vão elaborar um memorando técnico que clarifique o que realmente está em causa. Estas são as principais conclusões da reunião de hoje, em Vila Praia de Âncora, em que a proposta de regulamento do Conselho Europeu – COM 265 (2014) esteve em análise.

Na sede da Associação de Pescadores de Vila Praia de Âncora juntaram-se representantes das associações de pescadores do concelho (Vila Praia de Âncora e Caminha), Esposende e Angeiras, o comandante da Capitania do Porto de Caminha, o deputado Jorge Fão, o presidente e o vice-presidente da Câmara de Caminha. Em cima da mesa estava a proposta de regulamento do Conselho Europeu – COM 265 (2014), que poderá pôr seriamente em causa a pesca da sardinha no Norte, entre Matosinhos e Caminha, e a pesca em geral no Rio Minho, designadamente de espécies como a lampreia, sável e solha, ao proibir a pesca com redes de deriva.

Conforme o deputado Jorge Fão explicou, o regulamento em causa deveria entrar em vigor já no passado dia 1, o que só não aconteceu devido a atrasos provocados por mudanças nos órgãos da União Europeia. Este “fôlego” terá de ser agora aproveitado da melhor forma, sob pena de desaparecerem as comunidades piscatórias que praticam a pesca artesanal e sazonal, como é o caso das concelhias. Ficou claro que esta pesca não tem quaisquer consequências predatórias para as espécies piscícolas, uma vez que as redes são colocadas a pouca profundidade e monitorizadas pelos pescadores, sem risco de serem capturadas espécies em perigo de extinção, não devendo ser confundidas com outras práticas. Os pescadores vão agora elaborar um documento que explique isto mesmo, de forma sucinta mas clara, documento que servirá de base ao pedido de um regime de exceção que tenha em conta as particularidades desta faina.

Miguel Alves começará amanhã mesmo a fazer contactos com os restantes presidentes de Câmara, designadamente Viana do Castelo, Esposende, Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Matosinhos, procurando envolve-los nesta luta e produzir uma declaração conjunta. “Temos de ter connosco a população e fazer perceber a quem decide o que está em causa e que vai até para além da sobrevivência da pesca artesanal”, disse o presidente da Câmara de Caminha.

O autarca alertou para as consequências para o turismo nas regiões, designadamente a gastronomia”, face ao que, afinal, é um equívoco: “é preciso explicar que esta não é uma pesca predatória, é antes uma pesca seletiva e muito artesanal, que defende as espécies. Somos a favor da preservação das espécies e da existência de regras”.

Guilherme Lagido alertou também para a necessidade de se encarar o mar realmente como um recurso e não como um mero discurso.  

Recorde-se que, através da proposta de regulamento do Conselho Europeu – COM 265 (2014), a Comissão Europeia pretende proibir a utilização de todos os tipos de redes de deriva nas pescas em todas as águas da UE o que, caso fosse aprovado, teria de ser transposto para a legislação nacional. O Conselho Europeu entende que o atual regulamento não é cumprido, querendo agora avançar para uma proibição absoluta e cega.

UNIÃO EUROPEIA AMEAÇA PESCA NO RIO MINHO

Presidente da Câmara Municipal de Caminha reúne com associações de pescadores por causa das imposições da União Europeia sobre as redes de deriva. Pesca da sardinha e a pesca em geral no Rio Minho poderão estar em causa

O presidente da Câmara de Caminha reúne hoje à tarde com as associações de pescadores de Vila Praia de Âncora e Caminha, a que se juntam as de Esposende e Angeiras, por causa da proposta de regulamento e do Conselho Europeu – COM 265 (2014), que poderá pôr seriamente em causa a pesca da sardinha e a pesca em geral no Rio Minho, ao proibir a pesca com redes de deriva.

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A reunião vai ter lugar pelas 14h30, em Vila Praia de Âncora, na sede da Associação de Pescadores, e contará com a presença do comandante da Capitania do Porto de Caminha. Em causa está a proposta de regulamento e do Conselho Europeu – COM 265 (2014), através da qual a Comissão Europeia pretende proibir a utilização de todos os tipos de redes de deriva nas pescas em todas as águas da UE a partir de 1 de janeiro deste ano.

O quadro regulamentar da UE em vigor, aplicável à pesca com redes de deriva, já proíbe a utilização de todos os tipos de redes de deriva, independentemente da sua dimensão, nas águas da UE quando se destinam a capturar espécies altamente migratórias como o atum e o espadarte. O Conselho Europeu entende porém que o regulamento não é cumprido, querendo agora proibir em absoluto o uso de redes de deriva, o que acabará por penalizar comunidades piscatórias que, não estando em incumprimento, ficarão impedidas de exercer a sua atividade por completo.

Fotos: Luís Eiras / http://esposendealtruista.blogspot.pt/

PRESIDENTE DO MUNICÍPIO CERVEIRENSE ELOGIA CONTRIBUTO DO SIMPÓSIO IBÉRICO PARA UMA MAIOR VALORIZAÇÃO DO RIO MINHO

Na abertura do VII Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do rio Minho, a decorrer entre esta sexta-feira e sábado, em Vila Nova de Cerveira, o presidente da Câmara Municipal realçou o papel deste evento no reforço do conhecimento sobre um troço de água que, ao nível da biodiversidade, “é dos mais importantes da Península Ibérica e que tem de ser potenciado”.

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Com a presença de vários especialistas portugueses e galegos na temática, Fernando Nogueira relembrou que o rio Minho deixou de pertencer ao grupo de rios em que a informação mais básica era insuficiente. “A tendência inverteu-se dada a consciência do valor patrimonial existente e a vontade na sua conservação e valorização”, afirmou, acrescentando: “O Aquamuseu, projeto municipal, tem sido, desde a sua constituição, um excelente meio de divulgação e promoção dos recursos naturais do rio Minho e de todo o património etnográfico associado à pesca artesanal”.

O autarca cerveirense não tem dúvidas de que, no futuro, será importante manter e, se possível, aumentar o esforço nesta estratégia de atuação, não só pela participação de vários grupos da sociedade com intervenção no território, mas sobretudo implicar um maior envolvimento da população, de modo a proporcionar um relacionamento equilibrado e duradouro com os recursos naturais da região.

O Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do rio Minho, que já vai na sétima edição, representa um meio de comunicação da ciência e experiências pessoais, numa perspetiva multidisciplinar, e que contribui para a atualização de conhecimentos em áreas de interesse aos decisores, à comunidade científica, aos agentes educativos e à população da região.

Depois deste primeiro dia dedicado aos Recursos Naturais, Atividade Humana, à Educação Ambiental e à Gestão, o evento continua durante todo o dia de amanhã, sábado, com mais um painel a incidir sobre os Recursos Naturais, uma sessão especial ECO-IAS – Impactos ao nível do ecossistema de espécies invasoras, um Workshop dedicado às espécies invasoras, e a perceção dos impactos pela sociedade e formas de gestão, estando prevista a sessão de encerramento para as 17h30.

CERVEIRA ACOLHE SIMPÓSIO IBÉRICO SOBRE O RIO MINHO

VII Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do rio Minho arranca amanhã

Vários especialistas portugueses e galegos concentram-se, entre esta sexta-feira e sábado, em Vila Nova de Cerveira para participar na VII edição do Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do rio Minho, um espaço de debate abrangente com a apresentação de diferentes perspetivas.

O objetivo desta iniciativa passa pela divulgação de projetos em curso ou já concluídos, abordando diferentes temáticas e tendo a bacia hidrográfica do rio Minho como área de intervenção, para além de promover a discussão sobre a gestão dos recursos naturais e sensibilizar para a importância da preservação da biodiversidade associada ao rio Minho.

Os temas propostos para reflexão neste VII Simpósio versam os Recursos Naturais (ecossistema estuarino e limnológico; qualidade da água e sedimentos; florestas, recursos físicos, biológicos e geológicos); a Atividade Humana (Pescas e aquacultura; agricultura; Lazer e meio ambiente e poluição); a Gestão (ordenamento do território e conservação da natureza; cooperação luso-espanhola; ação das autarquias e comunidades locais; legislação e ambiente) e a Educação Ambiental.

Numa organização do Aquamuseu do rio Minho e o Município de Vila Nova de Cerveira e colaboração do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental e a Escola Superior Gallaecia, este evento ibérico que decorre na Biblioteca Municipal prima pela vertente dinâmica e interativa ao aceitar comunicações orais e posters que serão, posteriormente, publicadas em Actas do Simpósio.

CERVEIRA ACOLHE SIMPÓSIO IBÉRICO SOBRE BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MINHO

Inscrições abertas para VII Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do rio Minho

Vila Nova de Cerveira acolhe, entre 07 e 08 de novembro, a VII edição do Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do rio Minho, um espaço de debate abrangente com a apresentação de diferentes perspetivas de vários especialistas portugueses e galegos. As inscrições são livres e estão a decorrer até 31 de outubro.

O objetivo desta iniciativa passa pela divulgação de projetos em curso ou já concluídos, abordando diferentes temáticas e tendo a bacia hidrográfica do rio Minho como área de intervenção, para além de promover a discussão sobre a gestão dos recursos naturais e sensibilizar para a importância da preservação da biodiversidade associada ao rio Minho.

Os temas propostos para reflexão neste VII Simpósio versam os Recursos Naturais (ecossistema estuarino e limnológico; qualidade da água e sedimentos; florestas, recursos físicos, biológicos e geológicos); a Atividade Humana (Pescas e aquacultura; agricultura; Lazer e meio ambiente e poluição); a Gestão (ordenamento do território e conservação da natureza; cooperação luso-espanhola; ação das autarquias e comunidades locais; legislação e ambiente) e a Educação Ambiental.

Numa organização do Aquamuseu do rio Minho e o Município de Vila Nova de Cerveira e colaboração do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental e a Escola Superior Gallaecia, este evento ibérico prima pela vertente dinâmica e interativa ao aceitar comunicações orais e posters que serão, posteriormente, publicadas em Actas do Simpósio.

O prazo limite para inscrições é a 31 de outubro de 2014, no Aquamuseu do rio Minho, através do telefone 251 708 026 ou do email: aquamuseu@cm-vncerveira.pt.

VALENCIANOS ATRAVESSAM RIO MINHO A NADO

IVª Travessia a Nado Eurocidade 2014. Prova Solidária Internacional

O Rio Minho vai ser palco da 4ª Travessia a Nado da Eurocidade, com a distância de 900 metros, entre Valença e Tui, Sábado, 6 de Setembro. Esperam-se mais de uma centena de participantes, portugueses e espanhóis, nesta quarta prova solidária internacional.

A prova, de carácter popular e participação gratuita, está aberta a todos os interessados a partir dos 12 anos e tem, ainda, uma vertente solidária com a recolha de 1 kg de bens alimentares, por atleta, para a SOS Tomiño-Baixo Miño.

O início da prova está marcado para as 15h30 (hora portuguesa), no Cais de Valença para percorrerem os 900 mts que separa este ponto da  Praia da Mariña em Tui.  

A prova não tem carácter competitivo sendo permitida a utilização de fatos de neoprene e barbatanas.

Esta é uma iniciativa da Eurocidade Valença Tui e do Clube de Atividades Aquáticas do Alto-Baixo Miño e contará com a colaboração da Cruz Vermelha de Valença, dos Bombeiros Voluntários de Valença e da  Protección Civil de Tui  e SOS Tomiño-Baixo Miño.

As inscrições deverão ser formuladas na Piscina Municipal de Valença ou através do e-mail: piscinavalenca@gmail.com ou deportes@concellotui.org.

Para Jorge Salgueiro Mendes, Presidente da Câmara de Valença, esta prova potencia as excelentes características do rio Minho para os desportos náuticos e é fator que reforça a ampla oferta desportiva de Valença e da Eurocidade.

REMOÇÃO DE AREIAS NO RIO MINHO JUNTO AO CAIS DE ATRACAÇÃO DE CAMINHA PERMITIRÁ AO FERRY VOLTAR A NAVEGAR

Dentro de aproximadamente duas semanas o ferryboat Santa Rita de Cássia estará em condições restabelecer a ligação regular entre Caminha e A Guarda. A intervenção da remoção de areias já começou. Tudo indica que os trabalhos demorem quinze dias. O objetivo é recolocar o ferryboat no ativo.

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Tiveram início esta manhã as operações de remoção de areias, que estavam a limitar a circulação regular do ferryboat, junto ao cais de atracação em Caminha. “Não é propriamente uma dragagem do canal é uma pequena intervenção junto ao cais de Caminha” sublinhou ontem Guilherme Lagido, vice-presidente da Câmara de Caminha, à RTP.

Com esta intervenção, primeiro vai ser criado um canal para acesso à zona de atracação do ferryboat e depois vão tirar-se 14 mil metros cúbicos de areia, o que corresponde a 7 mil metros quadrados e uma profundidade média de 2 metros, e recolocá-los a jusante, ou seja, na Foz.

A operação da remoção de areias só não avançou mais cedo porque foi necessário proceder à análise de sedimentos (areias), cujo objetivo foi garantir que não tinham metais pesados e não provocariam problemas de contaminação no leito do rio. A análise demorou um mês e só agora foram conhecidos os resultados que garantem que os sedimentos estão em condições de serem removidos.

A Câmara de Caminha aproveitou esta paragem para proceder a trabalhos de manutenção, necessários também para a renovação do certificado de navegabilidade.

Logo que esta intervenção de remoção de areias esteja concluída, o que deverá acontecer dentro de duas semanas, os percursos diários entre as duas margens do Rio Minho serão restabelecidos.

Sobre as ligações regulares entre as duas margens do Rio Minho, Guilherme Lagido realçou a sua importância para a economia local e para os eventos que o município está a promover, dando como exemplo o ArtBeerFest, o Entre Margens, a Feira Medieval e o Festival de Vilar de Mouros.

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BARCOS DO RIO MINHO EM MEADOS DO SÉCULO XX

A imagem data de 1961 e mostra embarcações típicas de pesca e transporte, nas margens do rio Minho, em Monção, vendo-se ao fundo um agente da Guarda Fiscal e um marinheiro.

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Estes barcos eram utilizados a montante de Vila Nova de Cerveira, até aos arredores de Monção. À semelhança do carocho, possuem fundo chato e quilha de secção em T, casco de tábua trincada de dois bicos construído pela técnica de shell-first, distinguindo-se deste por terem uma proa menos desenvolvida com as bordas niveladas. Possuem dimensões médias de 6 x 1,5 x 0.45m. Armam vela ao baixo, numa variante com a altura reduzida de 1/3, mediante um insólito recorte da esteira. A propulsão é efetuada por 2 remos e vara com tripulação de 2 a 4 pessoas. 

A foto pertence ao Centro Português de Fotografia.

VILA NOVA DE CERVEIRA DEBATE SOBRE PEIXES MIGRADORES DO RIO MINHO

O Aquamuseu do rio Minho assinala, sábado, 24 de maio, o Dia Mundial dos Peixes Migradores, com uma exposição e a apresentação de informação científica e problemas associados a algumas espécies do rio Minho.

A atividade, que decorre no estuário do rio Minho, entre as 14h30 e 16h30, vai utilizar a embarcação do Aquamuseu. Pretende-se discutir o tema “Peixes Migradores” do rio Minho, divulgando dados científicos e levantando problemas subjacentes a espécies como o salmão, sável, lampreia e enguia.

Para um máximo de 12 pessoas, os interessados devem inscrever-se no Aquamuseu do rio Minho através do email aquamuseu@cm-vncerveira.pt ou do telefone 251 708 026.

CAMINHA: FERRY-BOAT SANTA RITA DE CÁSSIA INTERROMPE TRAVESSIAS A PARTIR DE SEGUNDA-FEIRA

A paragem deve-se à realização de trabalhos de manutenção e renovação do certificado de navegabilidade

A partir de segunda-feira, dia 28 de abril, o ferry-boat Santa Rita de Cássia, que estabelece percursos diários entre as duas margens do rio Minho, de Caminha a A Guarda, vai interromper temporariamente as travessias. A embarcação vai ser alvo de trabalhos de manutenção, necessários também para a renovação do certificado de navegabilidade.

Esta paragem temporária deve-se à necessidade de docagem da embarcação, estendendo-se a manutenção ao pontão flutuante. Estes procedimentos, como referimos, são condições necessárias para a renovação do certificado de navegabilidade. Não há previsão certa para a retoma das travessias, devido à influência que as condições atmosféricas podem ter nos trabalhos.

A Câmara Municipal solicita a melhor compreensão pelo incómodo que esta paragem possa causar.

CAMINHA E A GUARDA (GALIZA) MOBILIZAM-SE PARA EXIGIR AOS RESPETIVOS GOVERNOS A ASSUNÇÃO DE RESPONSABILIDADES QUE SALVE O FERRY-BOAT

II Encontro dos Municípios da Foz do Minho reforçou laços culturais – A Guarda Doce já está agendado para 31 de maio e 1 de junho

Os presidentes das câmaras municipais de Caminha e A Guarda vão redigir uma carta conjunta, solicitando reuniões com os responsáveis governamentais de Lisboa e Madrid, com competência na área dos transportes fluviais, e em que ambos participarão. Em causa está o ferry-boat que liga os dois municípios da foz do Minho, neste momento a funcionar a menos de 50 por cento, mas que poderá desaparecer dentro de pouco tempo, se os dois países não assumirem as suas responsabilidades. Esta foi uma das conclusões do II Encontro dos Municípios da Foz do Minho, que hoje de manhã reuniu os dois executivos, na Câmara de A Guarda.

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Entre os vários assuntos em agenda, com destaque para uma ampla cooperação, os dois autarcas foram unânimes sobre o que é, neste momento, a sua maior preocupação. O ferry boat que liga os dois municípios está impedido de navegar durante longos períodos, por causa do assoreamento do canal de navegação. A falta de dragagem só permite ao ferry boat navegar nos picos de maré, ou seja, durante mais de metade do tempo que seria de navegação, a embarcação fica parada no cais. Os prejuízos fazem-se sentir pesadamente na receita das bilheteiras, causando grandes inconvenientes à população das duas margens do Rio Minho.

Miguel Alves e Domínguez Freitas, presidentes de Caminha e A Guarda, receiam que o ferry esteja definitivamente em risco, se não houver uma atitude imediata dos responsáveis governamentais dos dois países. Neste momento, assumem, está a ser prestado um mau serviço. Domínguez Freitas foi ainda mais longe, declarando aos jornalistas que, sem o ferry, o Caminho Português de Santiago pela Costa morre.

Miguel Alves salientou também os prejuízos para a economia e vai pedir a maior mobilização possível. Comerciantes, associações, juntas de freguesia, paróquias e população em geral serão convidados a juntar-se para que a voz dos dois municípios surja fortalecida e possa ser ouvida junto dos dois governos.

O ferry ocupou ainda a agenda no que respeita à dívida do município de A Guarda a Caminha. Suspenso o litígio judicial intentado pelo executivo anterior de Caminha, foi já possível chegar a um entendimento e recuperar parte das receitas, designadamente através do encaminhamento do produto da bilheteira galega para Caminha, prática que se vai manter No próximo mês de maio, A Guarda pagará ainda a quantia referente ao terceiro e quarto trimestres de 2013, no valor de cerca de 48 mil euros.

Entretanto, a elaboração de um plano de pagamento mais completo só será possível a partir do final deste mês, uma vez que, por questões legais, o executivo de A Guarda só poderá completar o seu quadro técnico, na área financeira, a partir do dia 29.

De qualquer forma, apesar do excelente entendimento entre os dois executivos, poderá vir a ser adotada uma solução mista, devido à “incompetência” dos autarcas que governaram Caminha e A Guarda, entre os anos 2000 e 2007, como classificou Miguel Alves. Do lado espanhol, as dívidas não foram pagas e do lado português não foram reclamadas eficazmente. Neste momento, com leis distintas nos dois países sobre prazos de prescrição, o município de A Guarda, independentemente de reconhecer os montantes em dívida, está legalmente impedido de pagar períodos mais remotos.

Miguel Alves salientou que não houve nem haverá qualquer perdão de dívida, porque nem Caminha o fará nem A Guarda o pretende, antes pelo contrário, já que o município galego vai pagar, ainda em 2014, o montante de um ano inteiro de bilheteira.

Com este esforço de diminuição da dívida e a vontade inequívoca de A Guarda em saldar os compromissos, fica a ganhar o município de Caminha, encaixando montantes que são muito importantes uma vez que, como referiu Miguel Alves, este executivo tem deparado com muitas “surpresas” do lado da despesa.

O excelente entendimento das duas autarquias, e o diálogo constante ao longo dos últimos oito meses, deu já bons frutos no plano cultural e desportivo. Exemplo é a internacionalização do “Caminha Doce”, cuja edição em A Guarda (A Guarda Doce) vai acontecer já nos dias 31 de maio e 1 de junho, mobilizando ambas as economias, ao nível da doçaria.

Até lá, e enquanto se desenham outros eventos, assim como um plano de cooperação estreita, no domínio do ensino da Língua Portuguesa na Galiza, A Guarda, através dos seus autarcas, mas também de empresários, vai estar representada em eventos como A Maior Mesa de Páscoa do País e Vila Praia em Flor. As comemorações dos 40 anos do 25 de abril em Caminha contarão também com a presença dos autarcas galegos.    

Recorde-se que o I Encontro aconteceu no passado dia 20 de dezembro, em Caminha, e iniciou uma nova forma de relacionamento entre os dois órgãos, marcada pelo diálogo e pela cooperação, cujos resultados são já evidentes e beneficiam os dois municípios.

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O CAROCHO É UMA EMBARCAÇÃO TRADICIONAL DO RIO MINHO EMPREGUE NA PESCA E TRANSPORTE

A imagem data de 1961 e mostra um carocho no rio Minho no momento em que era colocado mastro e leme para largar.

O carocho é uma embarcação tradicional de pesca e transporte usada no curso inferior do rio Minho, de Caminha até Vila Nova de Cerveira, comum às duas margens, galega e portuguesa. Apresenta fundo chato e quilha de secção em T, casco de tábua trincada de dois bicos construído pela técnica de shell-first, roda de proa muito mais desenvolvida que a roda de popa, originando uma proa alongada e arrebitada, e uma popa pouco acentuada e arredondada, com leme. Leva habitualmente até 4 tripulantes e é movido por 2 remos e vara.

A foto pertence ao Centro Português de Fotografia

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MASSEIRAS NO PORTINHO DE VILA PRAIA DE ÂNCORA

A imagem data de 1961 e mostra as masseiras no portinho de Vila Praia de Âncora. As masseiras, também designadas por gamelas, são pequenas embarcações de fundo chato, caraterísticas da costa portuguesa a norte da Figueira da Foz, sobretudo desde a foz do rio Minho ao rio Lima. São habitualmente usadas na pesca e na apanha do sargaço.

A foto pertence ao Centro Português de Fotografia.

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LAMPREIA DO RIO MINHO ESTÁ EM DESTAQUE NOS MUNICÍPIOS DO VALE DO MINHO DURANTE OS MESES DE FEVEREIRO E MARÇO

Para Miguel Alves, presidente do município caminhense, a lampreia do Rio Minho é a “melhor lampreia do mundo”

Nos meses de fevereiro e março, os apreciadores de lampreia podem degustar este prato em cerca de 100 restaurantes nos concelhos do Vale do Minho. A “V Edição da iniciativa Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência” foi apresentada esta manhã à imprensa, no Bar do Rio, em Lanhelas. Para Miguel Alves a lampreia do Rio Minho é a melhor “lampreia do mundo”, é “um diamante por lapidar”.

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A iniciativa “Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência” é promovida pela ADRIMINHO – Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Minho, em parceria com os municípios de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Valença, Monção, Melgaço e Paredes de Coura. Para além dos órgãos de comunicação social, a conferência de imprensa contou com a presença do presidente da ADRIMINHO, dos presidentes de Câmara de Caminha, Valença e Vila Nova de Cerveira, com os vereadores dos municípios de Paredes de Coura e Monção, com o presidente da Confraria da Lampreia do Rio Minho, com a presidente da Junta de Freguesia de Lanhelas, representantes das Associações de Pescadores e empresários do Vale do Minho. A apresentação da iniciativa foi seguida por uma degustação de receitas gastronómicas à base da Lampreia do Rio Minho, a cargo da ETAP – Escola Profissional.

Para Miguel Alves, a lampreia do Rio Minho é uma “joia”, uma marca “extraordinária” que deve ser valorizada “como se de um manjar de reis se tratasse”. 

Para o autarca de Caminha, esta apresentação conjunta “é um sinal da unidade do Alto Minho” e é da opinião que os vários municípios têm de trabalhar em conjunto, pois considera que “é o momento de valorizarmos um prato de todos e para todos”.

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Miguel Alves ainda realçou a importância da lampreia para os pescadores, para os restaurantes, para o desenvolvimento da economia local e para os visitantes. “A lampreia é uma forma de estar da nossa terra, mas é também uma forma de salvaguardar muitas famílias”, disse.

Também Manoel Batista, presidente da ADRIMINHO, referiu a importância da iniciativa a nível cultural e económico para os vários municípios do Vale do Minho, realçando que a lampreia é “festa”, a lampreia é “riqueza”.

João Guterres, presidente da Confraria da Lampreia do Rio Minho, também destacou a necessidade da valorização do Rio Minho e da Lampreia, dizendo ainda que a função da confraria é recuperar pratos em desuso e desafiar as escolas para criarem novos pratos, ou seja, novas maneiras de confecionar a lampreia.

A ETAP – Escola Profissional aceitou o desafio e deliciou os presentes com o tradicional arroz de lampreia, mas também com pratos inovadores: vol-au-vent, torta e bola de lampreia. As iguarias foram confecionadas e servidas pelos alunos do curso Técnicos de Restauração, variantes de Cozinha/Pastelaria e de Restaurante/Bar.

Em Caminha, nos meses de fevereiro e março, os apreciadores de lampreia podem degustar este famoso ciclóstomo à mesa de 23 restaurantes nas freguesias de Dem, Caminha, Vila Praia de Âncora, Âncora, Vilarelho, Moledo, Vilar de Mouros e Seixas.

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OBRA NO CAIS DE ATRACAÇÃO NA FOZ DO RIO MINHO AVANÇA AINDA ESTE ANO

Presidente da Câmara Municipal de Caminha recebeu diretor da Agência Portuguesa do Ambiente - ARH Norte em Caminha para debaterem as obras de reforço do cordão dunar na praia de Moledo e no Cais de Atracação na Foz do Rio Minho.

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A obra no Cais de Atracação na Foz do Rio Minho vai avançar até ao final do ano e a obra de reforço do Cordão Dunar na praia de Moledo deverá começar no início de 2014 e estar concluída antes da época balnear. A garantia foi dada ontem pelo diretor da Agência Portuguesa do Ambiente - ARH Norte durante uma reunião com o presidente e vice-presidente da Câmara Municipal de Caminha.

O presidente, Miguel Alves, e o vice-presidente do Município de Caminha, Guilherme Lagido, reuniram ontem, na Câmara Municipal, com o diretor da Agência Portuguesa do Ambiente – ARH Norte (APA), Pimenta Machado, a fim de serem esclarecidos sobre as obras no Cais de Atracação na Foz do Rio Minho e no Cordão Dunar na Praia de Moledo, consideradas obras prementes, questão que se arrasta há já algum tempo e que este executivo quer solucionar o mais rapidamente possível.

Sobre a obra no Cais de Atracação na Foz do Rio Minho, Miguel Alves assegura que “esta é uma obra urgente pelo serviço que presta às embarcações ali ancoradas mas, sobretudo, pela imperiosa necessidade de ser a única forma de permitir o rápido auxílio da Marinha a alguma situação de emergência que possa acontecer na barra”. Não obstante a urgência da situação, o diretor da APA - Norte assumiu a responsabilidade e competência daquele organismo na realização da obra mas deixou claro que, por razões de restrição orçamental, este ano não tem fundos que permitam a sua realização. Assim e dada a urgência da situação, a Câmara Municipal de Caminha, por forma a ver o problema resolvido, vai protocolar com a APA a subscrição de uma candidatura imediata ao Fundo de Proteção de Recursos Hídricos de modo a que possa ser dado início a uma intervenção no local ainda este ano civil. Miguel Alves garante que este é o meio mais rápido para que a obra possa, finalmente, avançar. Para tal, os técnicos da autarquia e da APA já estão a trabalhar neste assunto, de modo a que a candidatura possa ser submetida nos próximos dias.

A obra do reforço do Cordão Dunar na praia de Moledo foi outro dos assuntos que esteve em cima da mesa. O diretor da APA transmitiu que é possível que as obras comecem no início de 2014, logo que haja condições de agitação do mar que o permita e assumiu que a obra estará concluída antes do início da época balnear. Ainda sobre a situação desta empreitada foi dito que está um concurso público aberto para a contratação da empreitada. O processo está em fase de audiência prévia de interessados e a breve prazo a APA estará em condições de contratar a empresa que fará a obra já projetada. Recorda-se que esta é uma obra orçada em 400 mil euros.

Visita à Praia de Moledo

LITOGRAFIA DO SÉCULO XIX MOSTRA VALENÇA E O RIO MINHO

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A litografia encontra-se na Biblioteca Nacional de Portugal e retrata Valença e o rio Minho na segunda metade do século XIX. O documento possui a seguinte ficha bibliográfica:

CASANOVA, Enrique, 1850-1913

Valença - séc. XIX [Visual gráfico / E. Casanova. - [S.l. : s.n., D.L. 1989]. - 1 rep. de obra de arte : color. ; 47x69 cm http://purl.pt/12262

. - Rep. de aguarela datada de 1883. - Povoação, ponte e barcos vistos do rio

CAMINHA APRESENTA PLANO ESTRATÉGICO 2014-2020 PARA O CONCELHO

Candidatura do rio Minho a Património Natural da Humanidade pela UNESCO é o grande projeto do Plano apresentado

O Município de Caminha apresentou hoje, dia 28, o Plano Estratégico para o concelho no intervalo temporal de 2014-2020. A principal proposta é a candidatura do rio Minho a Património Natural da Humanidade pela UNESCO.

apresentação Plano Estratégico Caminha 2014-202

O Plano Estratégico foi elaborado pela equipa de Custódio Oliveira, em estreita colaboração com o Município de Caminha. O consultor de comunicação explicou que “um plano estratégico de citymarketing é uma nova forma de gerir e encarar a gestão municipal, não é publicidade”. O Plano foi elaborado de forma a “atrair visitantes, novos residentes e investidores”, reforçou.

O plano está assente em quatro pilares fundamentais: a candidatura do rio Minho a Património Natural da Humanidade pela UNESCO, o projeto de navegabilidade do mar e do rio Minho, a constituição de uma Eurocidade Caminha, Vila Praia de Âncora e A Guarda (Espanha), e a defesa de Caminha como capital dos desportos de natureza.

Júlia Paula Costa destacou também o grau de exigência e de rigor que se impõe na gestão das vilas e das cidades, o que obriga a um rigoroso aproveitamento dos recursos existentes e a uma redução total dos desperdícios. “Esta tem sido a tónica da gestão do Município a qual queremos ampliar com este trabalho”, explicou a Presidente da Câmara Municipal.

apresentação Plano Estratégico Caminha 2014-202

A autarca realçou ainda a promoção de atividades de desporto outdoor como um importante fator de atração de turistas e de visitantes ao longo de todo o ano, exemplificando com o caso do Trail da Serra de Arga. “Cada vez mais, há um novo tipo de turismo ligado às atividades de desporto de natureza e o concelho de Caminha tem condições excecionais para a prática destas modalidades, da mesma forma que possui ótimas infraestruturas desportivas”, acrescentou.

O Plano Estratégico para o concelho de Caminha foi integrado no plano estratégico da CIM - Altominho para 2014-2020, o qual será o instrumento orientador para a gestão dos fundos comunitários do próximo quadro comunitário de apoio da Comunidade Intermunicipal. “Este foi um trabalho desempenhado pelo vereador Flamiano Martins que articulou a elaboração do plano de Caminha com o da CIM, dando contributos importantes sobretudo na área da rede de transportes e na lógica transfronteiriça”, frisou ainda Júlia Paula Costa.

apresentação Plano Estratégico Caminha 2014-202

apresentação Plano Estratégico Caminha 2014-202

MUNICÍPIO DE CAMINHA PEDE PARA SER OUVIDO PELA COMISSÃO INTERNACIONAL DE LIMITES ENTRE PORTUGAL E ESPANHA

Executivo caminhense quer colocar desassoreamento e navegabilidade do rio Minho em debate pelos governos português e espanhol

A Comissão Permanente Internacional do Rio Minho reuniu no edifício Paços do Concelho, em Caminha, a semana passada. Na reunião, o Município de Caminha pediu para levar o assunto do assoreamento e da navegabilidade do rio Minho à Comissão Internacional de Limites (CIL) entre Portugal e Espanha.

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Flamiano Martins, vice-presidente do Município de Caminha, falou da necessidade de manter a travessia entre Caminha e A Guarda através do ferryboat Santa Rita de Cássia e de, para isso, manter o canal desassoreado. Falou ainda do projeto “O Minho que nos une” e da ideia de tornar o rio navegável para barcos de maior envergadura.

A Comissão Permanente Internacional do Rio Minho é constituída por representantes de vários setores da administração de Portugal e de Espanha e reúne, pelo menos, uma vez por ano.

A navegabilidade do Ferryboat é uma preocupação que une os municípios de Caminha e A Guarda. O assoreamento do canal põe em causa, com regularidade, a navegabilidade do ferry. Nos últimos tempos, o ferryboat voltou a estar parado na maré baixa, por falta de canal navegável.

Flamiano Martins recorda que esta é uma ligação que beneficia ambas as regiões e que o Minho deve servir para aproximar os dois lados da fronteira e não para separar.

No seguimento da necessidade de manter o canal do ferry navegável, surge a ideia de tornar todo o curso do rio Minho navegável. É o projeto “O Minho que nos une” apresentada no início deste ano e já apresentado ao governo português. Flamiano Martins, vice-presidente do Município caminhense, deu a conhecer o projeto ao secretário de Estado do Ambiente e do Ordenamento do Território, Paulo Lemos. O Município de Caminha colocou em hipótese também a candidatura do rio Minho a Património Mundial da Humanidade da UNESCO, no âmbito do projeto para tornar o curso internacional navegável.

170613 Reunião Comissão Permanente Internacional

MUNICÍPIO DE CAMINHA PROPÕE CANDIDATURA DO RIO MINHO A PATRIMÓNIO MUNDIAL DA HUMANIDADE

Hoje, na Guarda (Galiza) um seminário internacional para a promoção  da navegabilidade do rio Minho

Foi hoje, dia 10, na abertura do seminário internacional “O Minho que nos Une” no Centro Cultural da Guarda, Galiza, que surgiu o desafio: candidatar o rio Minho a Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Seminário Internacional O Minho que nos une

Flamiano Martins, vice-presidente do Município de Caminha, justificou que “o Rio Minho tem beleza natural e biodiversidade para merecer a classificação da UNESCO”, além de esta ser “uma forma de garantir a proteção do Rio Minho em termos ambientais e de beleza natural.”

O artigo 2º da Convenção do Património Mundial define património natural como “sítios naturais ou zonas naturais estritamente delimitadas, com valor universal excecional do ponto de vista da ciência, conservação ou beleza natural”. Flamiano Martins afirmou, por isso, que o rio Minho “tem um valor tão excecional quanto o rio Douro, com uma vantagem: ser um rio internacional que une dois países, duas culturas e um povo.”

O vice-presidente do Município realçou ainda que a classificação da UNESCO seria mais um fator de atração turística e mais um passo no âmbito do projeto “O Minho que nos une”.

Também o Alcalde da Guarda, José Manuel Freitas, reforçou a necessidade de continuar a trabalhar em parceria, com a finalidade de potenciar o rio Minho e de pensar o rio como fator de desenvolvimento. Falou ainda da importância de manter o ferryboat que faz a ligação Caminha – a Guarda navegável.

Projeto "O Minho que nos une" defende navegabilidade do rio Minho

Os municípios banhados pelo Minho querem tornar o rio navegável a embarcações de exploração turística. Este é um projeto de longa duração, que pretende gerar riqueza e desenvolvimento para as gerações vindouras, através da dinamização do Minho como polo de atração turística. O objetivo é formular um projeto onde a cooperação transfronteiriça impere, de forma a poder concorrer ao quadro comunitário 2014-2020, o qual assenta em linhas orientadoras com base na inovação, na criação de emprego, na internacionalização e no equilíbrio estrutural das zonas mais desfavorecidas.

Foi constituído um grupo de trabalho, do qual fazem parte: o município português de Caminha, o município espanhol da Guarda e o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galícia-Norte de Portugal (GNP-AECT).

Neste sentido, foram igualmente enviadas cartas para ambos os governos a informar do projeto "O Minho que nos Une" e a pedir audiências. Entretanto, o grupo de trabalho organizou um seminário internacional, que se está a realizar hoje, para apresentar a ideia à população e diversas entidades, coletividades e empresas que possam estar ligadas ao rio.

O Seminário é composto por um conjunto de conferências, abertas a todos os participantes, onde estão a ser abordadas a evolução e a história do rio Minho, o programa europeu transfronteiriço entre 2014 e 2020 e alguns casos de sucesso em outros rios de Portugal e de Espanha. Irão ainda realizar-se três grupos de trabalho com representantes de diversas instituições e especialistas de ambos os lados da fronteira, onde serão debatidos temas relacionados com o desenvolvimento económico sustentável da região, estratégias para a promoção do património e a preservação dos usos e da biodiversidade do rio Minho.

A GUARDA (GALIZA) E CAMINHA APRESENTAM SEMINÁRIO INTERNACIONAL A REALIZAR NA SEXTA-FEIRA

O seminário tem entrada livre para toda a população e é gratuito

Os municípios de La Guardia e de Caminha vão realizar o Seminário Internacional "O Minho que nos Une". Hoje, dia 7, em conferência de imprensa decorrida a bordo do ferryboat que faz a travessia entre os dois concelhos, o alcalde José Manuel Freitas e o vice-presidente Flamiano Martins apresentaram os conteúdos e os propósitos do Seminário Internacional a realizar na sexta-feira.

Conferência de imprensa @ ferryboat (6)

O objetivo é abordar temas relacionados com o rio Minho e permitir a participação das instituições e das populações de Portugal e de Espanha. Para isso, Caminha e La Guardia organizaram um seminário, a decorrer na sexta-feira, dia 10, no Centro Cultural de La Guardia, Espanha, para dar sustentabilidade ao projeto de promoção da navegabilidade do rio Minho.

“Queremos que o Minho seja, acima de tudo, um elo de ligação”, refere Flamiano Martins. “Este projeto quer envolver as duas margens do rio à volta de um plano de navegabilidade e esta ideia está, inclusive, contemplada no plano estratégico da Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima (CIM Alto Minho)”, acrescenta o vice-presidente do município caminhense.

O Seminário Internacional “O Minho que nos Une” é composto por um conjunto de conferências, abertas a todos os participantes, onde serão abordadas a evolução e a história do rio Minho, o programa europeu transfronteiriço entre 2014 e 2020 e alguns casos de sucesso em outros rios de Portugal e de Espanha. Na parte da tarde, irão realizar-se três grupos de trabalho com representantes de diversas instituições e especialistas de ambos os lados da fronteira, onde serão debatidos temas relacionados com o desenvolvimento económico sustentável da região, estratégias para a promoção do património e a preservação dos usos e da biodiversidade do rio Minho. “Os oradores são de elevada qualidade e esperam-se boas conclusões que vão ajudar na concretização do projeto, que se pauta pela estreita cooperação transfronteiriça e pela forte componente integradora”, enfatiza José Manuel Freitas, alcalde do município de La Guardia.

O Seminário "O Minho que nos une" realiza-se no dia 10 de maio, no Centro Cultural de La Guardia, em Espanha. Neste dia, as passagens no ferryboat entre Caminha e La Guardia serão gratuitas.

Conferência de imprensa @ ferryboat (1)

Programa:

10.30

ABERTURA DO SEMINÁRIO

José Manuel Domínguez Freitas, Alcalde da Guarda

Flamiano Martins, Vice-presidente da Câmara Municipal de Caminha

10.45

PAINEL: "O MINHO COMO CENÁRIO DE HISTÓRIA"

Ermelindo Portela Silva, Catedrático de História Medieval na Universidade de Santiago

12.00

PAINEL: "PROJETOS TRANSFRONTEIRIÇOS: ESTRATÉGIAS EUROPEIAS 2020

Juan Lirón Lago, Secretário da GNP-AECT,

Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galícia-Norte de Portugal

16.00

GRUPOS DE TRABALHO

1: O Minho como recurso económico sustentável

Local: Centro Cultural de La Guardia

2: Recursos e estratégias para conhecer e divulgar o património

Local: Casa dos Alonsos (Praza do Reló)

3: O Minho como paisagem natural: a interação da Natureza e do Homem

Local: Museo Arqueolóxico Santa Trega

16.00

VISITA GUIADA AO MONTE DE SANTA TECLA

17.30

"OUTROS RIOS, OUTRAS REALIDADES"

-Turismo fluvial no Douro

-O Rio Sil na Ribeira Sacra

-Turismo ativo no Rio Sella

Local: Centro Cultural

19.00-19.30

CONCLUSÕES E ENCERRAMENTO

Local: Centro Cultural

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O FORTE DA ÍNSUA NA FOZ DO RIO MINHO

O Forte da Ínsua localiza-se na freguesia de Moledo, no Concelho de Caminha, Distrito de Viana do Castelo, em Portugal. Ergue-se na ínsua de Santo Isidro, ao Sul da foz do rio Minho, limite Norte do litoral português, a cerca de duzentos metros da costa.

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Antecedentes

Esta pequena ilha foi primitivamente utilizada como local de culto. Em época cristã, nela se erguia uma pequena ermida sob a invocação de Nossa Senhora da Ínsua.

O primitivo forte

Posteriormente, sob o reinado de D. João I (1385-1433), franciscanos da Galiza aí ergueram um mosteiro, em 1388 ou 1392. Alguns autores acreditam que remonte a esta época a primeira defesa do local, com a função de proteção da barra daquele rio e dos religiosos.

Mais tarde, o rei D. Manuel I (1495-1521), de passagem quando em peregrinação a Santiago de Compostela, teria reformado e ampliado essa defesa (1512), o mesmo providenciando D. Filipe I (1580-1598) durante a Dinastia Filipina. Não existem vestígios dessas alegadas estruturas.

O forte setecentista

Em região fronteiriça estratégica para o acesso a Caminha, a atual estrutura deve-se ao contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, durante o reinado de D. João IV (1640-1656), entre 1649 e 1652, por determinação de D. Diogo de Lima.

Reparada e reforçada nos séculos seguintes, veio a conhecer o abandono até que, em 1940, passou para a responsabilidade do Ministério das Finanças.

Atualmente em condições precárias de conservação, registrou a perda dos madeiramentos dos telhados e das telhas, dos azulejos seiscentistas, das pinturas e das imagens da capela. O remanescente pode ser visitado pelo público, sendo a travessia até à ínsula feita por pequenas embarcações locais.

Características

O forte apresenta planta no formato de um polígono quadrangular com baluartes nos vértices. Um revelim protege o portão armoriado. Em torno do terrapleno, ao abrigo das muralhas, encontram-se os depósitos e quartéis da tropa. Ao centro encontram-se as edificações de serviço: Casa de Comando e Quartel da Tropa, cozinha, paiol e capela. Uma fonte de água potável abastecia a guarnição, composta por um Governador (comandante) e doze praças, revezados semanalmente.

Texto e fotos: http://www.skyscrapercity.com/

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AFONSO LOPES VIEIRA: Ó LAMPREIA DIVINA!

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“Ó lampreia divina, ó divino arroz,

Comidos noite velha, em casa do Julião!

Sem ter ceias assim o que há-de ser de nós? Sofre meu paladar! Chora meu coração!”

Afonso Lopes Vieira

Reza a História que, ao tempo do Condado Portucalense, D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, concedeu em 1125 ao Arcebispado de Tui o privilégio de tomar como suas as lampreias que apresassem no rio Minho, a montante da Torre da Lapela, a fim de abastecer os mosteiros e conventos por ocasião dos jejuns quaresmais. Mais recentemente, foi nas estantes da Biblioteca de Nápoles encontrado uma obra-prima da culinária portuguesa, remontando ao século XVI, com o título “Livro de Cozinha da Infanta D. Maria”. Com efeito, são inúmeras as referências históricas a tão afamada especialidade da nossa cozinha tradicional.

Dentro de pouco tempo, a lampreia subirá os rios para desovar, depositando sob as rochas ou em pequenos ninhos escavados no leito milhares de minúsculos ovos que garantirão a sobrevivência da espécie. E morrem. Após a desova, as larvas permanecem no rio até que, por meio de metamorfose se tornam adultas. Nessa altura, migram para o mar onde permanecem até atingirem a sua maturação sexual. Existem, porém, espécies de água doce como as que se encontram no rio Nabão e respetivos afluentes, sobretudo as ribeiras de Caxarias, Seiça e Olival.

A lampreia é um ciclóstomo muito procurado por conceituados gastrónomos e outros apreciadores da nossa culinária. Ela faz os requintes das melhores mesas das mais afamadas unidades hoteleiras, atraindo numeroso público a localidades do nosso país que mantêm a tradição da sua confeção esmerada e o requinte de bem servir. No Minho, a lampreia dos rios Cávado, Lima e Minho constituem o ex-líbris da gastronomia local a promover o desenvolvimento económico daquela região. Não admira, pois, o relevo que lhe é conferido pelas entidades que superintendem a promoção turística e os próprios estabelecimentos de restauração.

A preservação da lampreia nos nossos rios depende também da importância que lhe atribuímos, nomeadamente como parte integrante da nossa alimentação. Ao contrário do que à primeira vista se possa imaginar, não é a pesca mas a poluição das águas e outros atentados ao ambiente que fazem perigar a sua sobrevivência.

Em virtude do período sazonal da desova, o seu consumo verifica-se geralmente entre Fevereiro e os finais de Abril. A partir daí, a lampreia apenas surge figurada na doçaria da Páscoa sob a forma de “lampreia de ovos”, e evocar as delícias de um prato que apenas pode voltar a ser apreciado no ano seguinte. Não admira, pois, que chegue inicialmente a atingir preços exorbitantes que, no entanto, não constituem razão que baste para desmotivar os melhores apreciadores de tão delicioso pitéu.

Refastelando-se na sua casa senhorial de Paredes de Coura, Aquilino Ribeiro, na sua obra “A Casa Grande de Romarigães” afirmava: “Não há como o arroz de lampreia, se lhe adicionarem uma colher de manteiga de pato”. Por seu turno, o poeta e gastrónomo António Manuel Couto Viana, no seu livro “Por horas de comidas e bebidas – crónicas gastronómicas”, dedica um capítulo inteiro à “lampreia divina”, como a designou Afonso Lopes Vieira. Escreveu Couto Viana o seguinte:

Já a correnteza das águas que jorram da vizinha Espanha se enfeitam com o aparato das estacas e redes, para prenderem, nas suas malhas, noite adiante, o fugidio ciclóstomo, a tentar disfarçar-se aos rés dos seixos do leito; o chupa-pedras tão apreciada por mim, quando de cabidela, afogado no arroz malandrinho, embebido no seu sangue espesso e escuro.

Também a fisga certeira, atirada, firme, dos altos, se os olhos penetrantes do pescador distinguem bem o vulto ondeante, faz içar a lampreia até às mãos ávidas, e lança-a, depois, para a vastidão de um saco que se quer a abarrotar.

(…)

Soberbo petisco! Com que gula a mastigavam os frades medievos torturados pelos jejuns quaresmais!

Com que gula a mastigo eu, em mesa que ma apresente opípara no arroz do tacho, em grossos toros aromáticos, ou à bordalesa, ou de escabeche, que nestas três artes se mantém ela tentadora e sápida”.

Com o talento dos mais consagrados artistas, cozinheiro após pelar a lampreia coloca-a num alguidar deitando sobre ela água a ferver. De seguida, abre-a da cabeça até ao fundo dos buracos e, junto à cauda, desfere-lhe um golpe para lhe retirar a tripa inteira. O sangue é guardado no mesmo recipiente onde a lampreia fica a marinar mergulhada em vinho tinto a que se juntam um ramo de salsa, uma folha de louro, um dente de alho, pimenta, colorau, sal e margarina. No dia seguinte, é feito um refogado onde é colocada a lampreia que fica a cozer durante cerca de quinze minutos, cuidando para que não se desfaça. Após o guisado, retira-se a lampreia. Ao caldo junta-se água no triplo do arroz que vai ao tacho e deixa-se ferver durante mais quinze minutos. Finalmente, serve-se numa travessa funda, cobrindo o arroz com a lampreia, golpeada em troços.

A lampreia é, sem dúvida alguma, um dos mais importantes ex-líbris gastronómicos da cozinha tradicional minhota!

MARGENS DO RIO MINHO JUNTO ÀS CALDAS DE MONÇÃO

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No verso deste postal pode ler-se “Edições Panorama”, o preço 2$50 e, junto da legenda, a referência “M/TC 11”, em tudo semelhante aos postais anteriormente editados pelo Secretariado Nacional da Informação (SNI). Pelo aspecto gráfico, deduzimos que tenha sido editado pela sua sucessora, a Secretaria de Estado da Informação e Turismo (SEIT), criada em 1968.

O exemplar que se encontra em nossa posse tem apenso no verso um carimbo a vermelho onde se lê: “Com os cumprimentos da Câmara Municipal e da Comissão Municipal de Turismo de Monção”.

VISTA PANORÂMICA DO RIO MINHO EM MONÇÃO

No verso deste postal pode ler-se “Edições Panorama”, o preço 2$50 e, junto da legenda, a referência “M/TC 18”, em tudo semelhante aos postais anteriormente editados pelo Secretariado Nacional da Informação (SNI). Pelo aspecto gráfico, deduzimos que tenha sido editado pela sua sucessora, a Secretaria de Estado da Informação e Turismo (SEIT), criada em 1968.

O exemplar que se encontra em nossa posse tem apenso no verso um carimbo a vermelho onde se lê: “Com os cumprimentos da Câmara Municipal e da Comissão Municipal de Turismo de Monção”.

A RAIA MINHOTA POR OCASIÃO DA INCURSÃO MONÁRQUICA DE 1911

Publicou a revista “Ilustração Portugueza” na capa da sua edição de 3 de julho de 1911 uma série de fotografias que retrataram o ambiente vivido na raia minhota, sob o controlo das forças republicanas, por altura da primeira incursão monárquica a partir da Galiza, comandada por Paiva Couceiro.

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A praça forte de Valença

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Valença vista de Tuy

S. Gregório, em Melgaço, vista a partir da Galiza

Um cruzeiro em S. Gregório

Carreiros transportando pinheiros de Melgaço a S. Gregório

Sentinela de marinheiros em Vila Nova de Cerveira

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A ponte romana sobre o Rio Mouro

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nas muralhas de Monção vigiando os movimentos na outra margem

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Uma vedeta no rio Minho

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A colheita do centeio no Alto Minho

A ronda nas margens do rio Minho

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O rio Minho visto de Valença

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A faina no cais de Caminha

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Descarregando pasto para o gado nas margens do rio Minho

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A barca de passagem em direção a Caminha vendo-se ao fundo a povoação de Seixas e a lancha canhoneira "Rio Minho"