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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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DESCIDA INTERNACIONAL DO RIO COURA EM KAYAK MARCADA PARA O DIA 8 DE JULHO

Inscrições terminam a 4 de julho

No concelho de Caminha, a programação de verão já não dispensa a Descida Internacional do Rio Coura em Kayak. A organização está a ultimar os preparativos para que, no dia 8 de julho, tudo esteja a postos para mais um grande êxito. Descida de lazer, batismo náutico e animação para crianças dão o mote a mais uma festa do desporto concelhio que termina com um lanche convívio no Parque 25 de Abril, em Caminha. As inscrições já estão a decorrer e terminam a 4 de julho.

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Na sua quinta edição, este evento desportivo tem cada vez mais adeptos. O ano passado esta grande aventura juntou cerca de meio milhar de pessoas. Este ano o objetivo é chegar aos 600 participantes.

Com um programa abrangente, para todas as idades, a DIRCK ainda oferece atividades complementares. Às 9H00, terá lugar o passeio de kayak em família, com inicio na praia da Foz do Minho e término no cais de embarque do rio Coura. A partir das 10H00, realizar-se-á o batismo náutico e a animação para crianças.

A descida de lazer tem inicio, pelas 15H30, junto à ponte Medieval de Vilar de Mouros e termina "entre pontes", nos cais de embarque de Caminha.

As inscrições terminam a 4 de julho. Os interessados deverão formalizar a respetiva inscrição através do seguinte do seguinte endereço eletrónico http://www.descidadocoura.pt/.

Este evento é organizado pela MinhAventura e tem como promotor o Município de Caminha.

PROGRAMA:

09H30

Abertura do secretariado

13H00

Fecho do secretariado

13H30 às 14H15

Transporte dos participantes para Vilar de Mouros (local de partida)

15H30

Início da Descida Internacional do Rio Coura em Kayak

18H00

Lanche convívio

ATIVIDADES COMPLEMENTARES

09H00

Kayak em Família

10H00

Batismo Náutico para crianças e animação para crianças

MINHOTOS VENCEM TAÇA IBÉRICA DE SLALOM NO RIO COURA

Ivan Silva, José Carvalho e Marta Noval vencedores em Covas

No passado fim-de-semana, Ivan Silva (K1 Sénior), José Carvalho (C1 Sénior) e Marta Noval (K1 Sénior Feminino) consagraram-se vencedores da VIII Taça Ibérica de Slalom, disputada no Rio Coura, em Vila Nova de Cerveira. Prova registou uma grande afluência dentro e fora de água!

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As águas bravas do rio Coura voltaram a ser desafiadas ao longo de aproximadamente 300m, por 150 atletas de clubes portugueses e espanhóis. Concluídas as fases de eliminatórias e as finais da prova, a tabela de classificações foi a seguinte: no K1 Sénior, os três atletas melhor posicionados foram Ivan Silva ÁBravasC84,29, Antoine LaunayDarqueKC84,58 e Rodrigo Magalhães ÁBravas C 85,58; no C1 Sénior o vencedor, José Carvalho, conseguiu o tempo de 88,45, seguido de Ivan Silva ÁBravas C (100,92) e de Marcos Pereira CP Penedo (101,75). Finalmente, no K1 Sénior Feminino, Marta Noval CCAmora consagrou-se vencedora com o tempo de 121,42, seguida de Sara Bastos AD Amarante com o resultado de 126,30.

Em disputa esteve a VIII Taça Ibérica de Slalom, com organização do Clube Desportivo do Minho – Teixugos, da Associação Kaiak Darque Clube, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, do Concello de Tomiño e da Junta de Freguesia de Covas.

O evento contou, uma vez mais, com uma forte participação de atletas dos dois países vizinhos, bem como de uma grande afluência de público que se instalou nas margens do rio Coura para assistir à prova e desfrutar das belas paisagens.

EDIÇÃO DE 2016 DA DESCIDA INTERNACIONAL DO RIO COURA EM KAYAK APRESENTA NOVIDADES

Evento desportivo decorre no dia 16 e as inscrições terminam no dia 12 de julho

Caminha vai acolher mais um grande evento desportivo a Descida Internacional do Rio Coura em Kayak – DIRCK, no dia 16 de julho. Descida de lazer, kayak em família, batismo náutico e animação para crianças dão o mote à festa que termina com um lanche convívio no Parque 25 de Abril, em Caminha.As inscrições terminam no dia 12 de julho.

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A realizar-se pelo 4 ano consecutivo, a DIRCKapresenta como novidade o passeio de kayak em família que terá lugar da parte da manhã. Esta aventura, juntou, no ano passado, cerca de meio milhar de pessoas. Este ano, o objetivo é ultrapassar esse número.

A edição 2016 começa bem cedo. Às 9h00, terá lugar o passeio de kayak em família, com inicio na praia da Foz do Minho e término no cais de embarque do rio Coura. A partir das 10h00, realizar-se-á o batismo náuticoe a animação para crianças.

A descida de lazer tem inicio, pelas 15h30, junto à ponte Medieval de Vilar de Mouros e termina "entre pontes", nos cais de embarque de Caminha.

As inscrições terminam a 12 de julho e devem ser realizadas em http://www.descidadocoura.pt/.

Este evento é organizado pela MinhAventura e tem como promotor o Município de Caminha.

A DIRCK é uma atividade incluída na programação de verão do Município de Caminha. Este mês, a nível desportivo, pode assistir ao Campeonato Nacional de Praia 2016 na Praia das crianças em Vila Praia de Âncora, nos dias 9 e 16 de julho; no dia 10 de julho, à prova MikkellerWorldBeerRun; no dia 16, à I Gala Gímnica de Caminha e no dia 23 de julho à Festa do Remo “RowersFest”.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Programa:

09:30

Abertura do secretariado

13:00

Fecho do secretariado

13:30 às 14:15

Transporte de participantes para Vilar de Mouros (local de partida)

15:30

Inicio da Descida Internacional do Rio Coura em Kayak

18:00

Lanche convívio

Atividades Complementares

09:00

Kayak em Família

10:00

Batismo Náutico para crianças

Animação para crianças

CERVEIRA ACOLHE PROVA DA TAÇA IBÉRICA DE SLALOM

VII Taça Ibérica de Slalom marca arranque da programação desportiva 2016

Na envolvência natural da freguesia de Covas, no concelho de Vila Nova de Cerveira, o rio Coura apresenta-se, uma vez mais, como o cenário ideal para acolher a VII edição da Taça Ibérica de Slalom. A prova, que está agendada para domingo, 24 de janeiro, dá início a um plano de atividades desportivas diversificado e de qualidade que o Município vai oferecer no corrente ano.

Ao longo de aproximadamente 300m, cerca de 130 atletas de 14 clubes portugueses e galegos vão desafiar as águas bravas do rio Coura, procurando obter a melhor classificação na prática da modalidade numa prova de prestígio internacional.

As excelentes condições facilitam a prática da canoagem em época de inverno, coincidindo com momentos de maior caudal no rio e pelo fato da zona estar protegida dos ventos dominantes.

Depois de um 2015 muito estimulante ao nível desportivo no concelho, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira volta a apostar, em 2016, uma política de incentivo, apoio e divulgação dos recursos naturais do território, das excelentes infraestruturas existentes, do trabalho desenvolvido e dos meritórios resultados alcançados pelas diversas coletividades do concelho.

O Vereador com o Pelouro do Desporto, Vitor Costa, sublinha que o objetivo é dar continuidade a eventos já consolidados, mas também procurar atrair outras dinâmicas que elevem ainda mais o nome do concelho nesta vertente.

Numa organização conjunta da Federação Portuguesa de Canoagem, Federação galega de Piraguismo, do Club Deportivo Miño – Teixugos e da Associação Kaiak Darque Clube, com colaboração da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Junta de Freguesia de Covas e IPDJ, o principal objetivo subjacente à VII Taça Ibérica de Slalom é a sua consolidação, atraindo um número crescente de participantes e público.

O início da competição está marcado para as 10h00, e a entrega dos prémios prevista para as 16h00, no próprio local, do dia 24 de janeiro.

CERVEIRA RECEBE CAMPEONATO DE SLALOM

Águas Bravas Clube vence VI Taça Ibérica de Slalom

O rio Coura, em Vila Nova de Cerveira recebeu, este domingo, mais uma prova desportiva de caráter internacional, a Taça Ibérica de Slalom. Águas Bravas Clube subiu ao primeiro lugar do pódio desta 6ª edição.

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Nas margens do rio Coura, centenas de pessoas assistiram à destreza dos participantes ao longo de aproximadamente 300m, confirmando o grande prestígio que, ano após ano, este evento desportivo vai adquirindo. O desporto de competição associado a uma beleza natural ímpar torna a Taça Ibérica de Slalom de Cerveira uma das mais importantes provas do calendário anual de canoagem.

No final do dia, e depois de duas mangas eliminatórias e uma de final, a nível coletivo, o pódio foi composto pelo Águas Bravas Clube, com um total de 304 pontos, seguido na segunda posição pelos Teixugos de Espanha, com 206 pontos, e pelo TEA, em terceiro, com 200 pontos.

Numa organização conjunta da Federação Portuguesa de Canoagem, Federação galega de Piraguismo, do Club Deportivo Miño – Teixugos e da Associação Kaiak Darque Clube, com colaboração da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Junta de Freguesia de Covas e IPDJ, a edição 2015 da Taça Ibérica de Slalom contou com a presença de cerca de 120 atletas em representação de 15 clubes nacionais e espanhóis.

Todos os resultados da competição encontram-se disponíveis em www.fpcanoagem.pt.

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MUNICÍPIO DE CAMINHA PROMOVE II DESCIDA INTERNACIONAL DO RIO COURA EM KAYAK

Evento realiza-se no próximo dia 12 de julho

A II Descida Internacional do Rio Coura em Kayak vai decorrer no próximo dia 12 de julho, a partir das 15h00. A organização é da responsabilidade da empresa MinhAventura e o promotor é a Câmara Municipal de Caminha.

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Segundo a organização, os primeiros quilómetros deste percurso são bastante técnicos, pois o leito do rio é muito estreito e sinuoso. O grau de exigência deste percurso aumenta ou diminui em função do caudal do rio.

Está previsto iniciar o percurso em Vilar de Mouros, numa pequena praia fluvial junto do local onde se realiza o Festival de Vilar de Mouros. A parte final do percurso é mais relaxada, permitindo desfrutar do património natural que oferece o Sapal do rio Coura, incluído na Rede Natura 2000. Este percurso convida à diversão.

Assim, com início em Vilar de Mouros e fim em Caminha, a descida tem uma duração prevista de duas horas e meia a três horas.

PAREDES DE COURA PROMOVE FIM-DE-SEMANA GASTRONÓMICO E PRESTA TRIBUTO À TRUTA DO RIO COURA

Fim-de-Semana Gastronómico realiza-se nos próximos dias 10,11 e 12

A truta do rio Coura é o prato típico do “Fim-de-Semana Gastronómico”, que a Câmara Municipal de Paredes de Coura, em parceria com a Entidade Regional de Turismo e Norte de Portugal, promovem nos próximos dias 10, 11 e 12 em 10 restaurantes locais. O certame será regado com animação a preceito: folclore, fado, rusgas de concertinas, encontro de bombos, convívio de pesca, percursos pedestres, a que se junta, este ano, a apresentação oficial da Fanfarra Sénior.

O dia de estreia (10) traz ao Largo Visconde de Mozelos, fronteiro ao edifício dos Paços do concelho, pelas 22 horas, um espetáculo popular de fado “Os Marialvas de Lisboa”, no qual participarão vários artistas consagrados da noite lisboeta.

Bem cedo, como é tradição, entre as 08 horas e as 12 dos dias 11 e 12, decorrerá, nas margens do Rio Coura, na praia do Taboão, o Convívio Lúdico-Desportivo de Pesca, evento muito apreciado pelos amantes das lides piscatórias.

Paralelamente, o Largo Visconde de Mozelos apresenta, nos dias 11 e 12, a “Mostra de Sabores das Terras de Coura”, com venda de produtos tradicionais. A broa caseira, os enchidos, as compotas, os biscoitos de milho e a doçaria tradicional piscarão o olho aos visitantes.

Durante a tarde do dia 11, há dois motivos de interesse: o “VI Encontro de Tocadores de Bombos”, a partir das 14 horas, e a apresentação pública da “Fanfarra Sénior de Paredes de Coura”, uma organização conjunta da Câmara Municipal e das Instituições de Solidariedade Social do concelho.

À noite, pelas 21 horas e 30, realiza-se o “I Encontro de Rusgas um Território com Alma”, organizado pela Associação Cultural de Paredes de Coura.

No domingo (dia 12), os amantes das bicicletas e das caminhadas podem ocupar a manhã com um passeio pelas encantadoras paisagens courenses.

Durante a tarde, à semelhança das anteriores edições, o certame encerra com o “Encontro de Folclore”. Participam, no evento, o Grupo Etnográfico de Paredes de Coura (anfitrião) e os Ranchos Folclóricos do Centro Cultural, Social e Recreativo Arelhense (Óbidos); da Casa do Povo de Arões (Fafe) e Grupo de Baile Cotogrande (Vigo).

PROGRAMA

Dia 10 de Maio

20:00  Jantar nos restaurantes aderentes

Truta do rio coura

22:00  Noite de fado*

"Os Marialvas de Lisboa"

Espectáculo popular de "fado vadio" com vários artistas da noite lisboeta.

Largo Visconde de Mozelos

* em caso de chuva realizar-se-á no Centro Cultural

Dia 11 de Maio

Feira quinzenal

08:00-12:00 Convívio lúdico-desportivo de pesca no rio coura

Inscrições na secretaria da Câmara Municipal até às 17:00 do dia 10 de Maio. Obrigatória a licença de pesca.

Praia fluvial do taboão.

09:30 – 23:00 Mostra de sabores das Terras de Coura

Exposição e venda de produtos tradicionais

Largo Visconde de Mozelos

12:30  Jantar nos restaurantes aderentes

Truta do rio coura

14:00-18:00. VI Encontro de Tocadores de Bombos

Largo Visconde de Mozelos

15:30-16:30  Fanfarra sénior de Paredes de Coura

Largo Visconde de Mozelos

Organização: IPSS’S  Paredes de Coura

21:30  I Encontro de Rusgas “Um Território com Alma” *

Largo Visconde de Mozelos

Organização: Associação Cultural de Paredes de Coura

* em caso de chuva realizar-se-á no Centro Cultural

Dia 12 de Maio

08:00-12:00 Convívio lúdico-desportivo de pesca no rio coura

Inscrições na secretaria da Câmara Municipal até às 17:00 do dia 10 de Maio. Obrigatória a licença de pesca.

Praia fluvial do taboão.

09:30-12:00  Caminhada - 8 km / Passeio BTT – 12 km

Partida - Largo Visconde de Mozelos

09:30 – 20:00 Mostra de sabores das Terras de Coura

Exposição e venda de produtos tradicionais

Largo Visconde de Mozelos

12:30 Almoço nos restaurantes aderentes

Concertinas, distribuição de lembranças nos restaurantes aderentes

15:30. Encontro de folclore* - 30.º Aniversário do Grupo Etnográfico de Paredes de Coura

·         Grupo Etnográfico de Paredes de Coura

·         Rancho Folclórico e Etnográfico do Centro Cultural, Social e Recreativo Arelhense - Óbidos

·         Rancho Folclórico da Casa do Povo de Arões - Fafe

·         Grupo de Baile “Cotogrande” – Vigo, Espanha

Largo Visconde de Mozelos

Organização: Associação Cultural de Paredes de Coura

* em caso de chuva realizar-se-á no Centro Cultural

AFONSO LOPES VIEIRA: Ó LAMPREIA DIVINA!

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“Ó lampreia divina, ó divino arroz,

Comidos noite velha, em casa do Julião!

Sem ter ceias assim o que há-de ser de nós? Sofre meu paladar! Chora meu coração!”

Afonso Lopes Vieira

Reza a História que, ao tempo do Condado Portucalense, D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, concedeu em 1125 ao Arcebispado de Tui o privilégio de tomar como suas as lampreias que apresassem no rio Minho, a montante da Torre da Lapela, a fim de abastecer os mosteiros e conventos por ocasião dos jejuns quaresmais. Mais recentemente, foi nas estantes da Biblioteca de Nápoles encontrado uma obra-prima da culinária portuguesa, remontando ao século XVI, com o título “Livro de Cozinha da Infanta D. Maria”. Com efeito, são inúmeras as referências históricas a tão afamada especialidade da nossa cozinha tradicional.

Dentro de pouco tempo, a lampreia subirá os rios para desovar, depositando sob as rochas ou em pequenos ninhos escavados no leito milhares de minúsculos ovos que garantirão a sobrevivência da espécie. E morrem. Após a desova, as larvas permanecem no rio até que, por meio de metamorfose se tornam adultas. Nessa altura, migram para o mar onde permanecem até atingirem a sua maturação sexual. Existem, porém, espécies de água doce como as que se encontram no rio Nabão e respetivos afluentes, sobretudo as ribeiras de Caxarias, Seiça e Olival.

A lampreia é um ciclóstomo muito procurado por conceituados gastrónomos e outros apreciadores da nossa culinária. Ela faz os requintes das melhores mesas das mais afamadas unidades hoteleiras, atraindo numeroso público a localidades do nosso país que mantêm a tradição da sua confeção esmerada e o requinte de bem servir. No Minho, a lampreia dos rios Cávado, Lima e Minho constituem o ex-líbris da gastronomia local a promover o desenvolvimento económico daquela região. Não admira, pois, o relevo que lhe é conferido pelas entidades que superintendem a promoção turística e os próprios estabelecimentos de restauração.

A preservação da lampreia nos nossos rios depende também da importância que lhe atribuímos, nomeadamente como parte integrante da nossa alimentação. Ao contrário do que à primeira vista se possa imaginar, não é a pesca mas a poluição das águas e outros atentados ao ambiente que fazem perigar a sua sobrevivência.

Em virtude do período sazonal da desova, o seu consumo verifica-se geralmente entre Fevereiro e os finais de Abril. A partir daí, a lampreia apenas surge figurada na doçaria da Páscoa sob a forma de “lampreia de ovos”, e evocar as delícias de um prato que apenas pode voltar a ser apreciado no ano seguinte. Não admira, pois, que chegue inicialmente a atingir preços exorbitantes que, no entanto, não constituem razão que baste para desmotivar os melhores apreciadores de tão delicioso pitéu.

Refastelando-se na sua casa senhorial de Paredes de Coura, Aquilino Ribeiro, na sua obra “A Casa Grande de Romarigães” afirmava: “Não há como o arroz de lampreia, se lhe adicionarem uma colher de manteiga de pato”. Por seu turno, o poeta e gastrónomo António Manuel Couto Viana, no seu livro “Por horas de comidas e bebidas – crónicas gastronómicas”, dedica um capítulo inteiro à “lampreia divina”, como a designou Afonso Lopes Vieira. Escreveu Couto Viana o seguinte:

Já a correnteza das águas que jorram da vizinha Espanha se enfeitam com o aparato das estacas e redes, para prenderem, nas suas malhas, noite adiante, o fugidio ciclóstomo, a tentar disfarçar-se aos rés dos seixos do leito; o chupa-pedras tão apreciada por mim, quando de cabidela, afogado no arroz malandrinho, embebido no seu sangue espesso e escuro.

Também a fisga certeira, atirada, firme, dos altos, se os olhos penetrantes do pescador distinguem bem o vulto ondeante, faz içar a lampreia até às mãos ávidas, e lança-a, depois, para a vastidão de um saco que se quer a abarrotar.

(…)

Soberbo petisco! Com que gula a mastigavam os frades medievos torturados pelos jejuns quaresmais!

Com que gula a mastigo eu, em mesa que ma apresente opípara no arroz do tacho, em grossos toros aromáticos, ou à bordalesa, ou de escabeche, que nestas três artes se mantém ela tentadora e sápida”.

Com o talento dos mais consagrados artistas, cozinheiro após pelar a lampreia coloca-a num alguidar deitando sobre ela água a ferver. De seguida, abre-a da cabeça até ao fundo dos buracos e, junto à cauda, desfere-lhe um golpe para lhe retirar a tripa inteira. O sangue é guardado no mesmo recipiente onde a lampreia fica a marinar mergulhada em vinho tinto a que se juntam um ramo de salsa, uma folha de louro, um dente de alho, pimenta, colorau, sal e margarina. No dia seguinte, é feito um refogado onde é colocada a lampreia que fica a cozer durante cerca de quinze minutos, cuidando para que não se desfaça. Após o guisado, retira-se a lampreia. Ao caldo junta-se água no triplo do arroz que vai ao tacho e deixa-se ferver durante mais quinze minutos. Finalmente, serve-se numa travessa funda, cobrindo o arroz com a lampreia, golpeada em troços.

A lampreia é, sem dúvida alguma, um dos mais importantes ex-líbris gastronómicos da cozinha tradicional minhota!

CAMINHA: EM 1920, PAGAVA-SE PORTAGEM PARA ATRAVESSAR A PONTE SOBRE O RIO COURA

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O Estado tomou posse da ponte sobre o rio Coura em 1920. Até então, pagava-se portagem para atravessá-la. A cabina da portagem situava-se na margem sul. Os peões pagavam 5 reis e as viaturas automóveis 400 reis. A Lei foi publicada no Diário do Governo, nº 235, de 19 de Novembro de 1920, e consta do seguinte:

“Ministério da Comercio e Comunicações

Repartição Central

Lei nº 1:071

Em nome da Nação, o Congresso da República decreta, e eu promulgo, a lei seguinte:

Artigo 1º Passa para a posse do Estado a ponte sobre o Coura, que liga as estradas nacionais nº.s 4 e 23.

Artigo 2º logo que o estado tome conta da ponte termina o pagamento da portagem.

Artigo 3º Fica revogada a legislação em contrário.

Os ministros das Finanças e do Comércio e Comunicações a façam imprimir, publicar e correr. Paços do Govêrno da República, 19 de Novembro de 1920.

- ANTÓNIO JOSÉ DE ALMEIDA – Inocêncio Camacho Rodrigues – Francisco Gonçalves Velhinho Correia”

Foto: http://www.caminhense.com/

VILA NOVA DE CERVEIRA: FREGUESIA DE COVAS É HABITADA HÁ MAIS DE TRÊS MIL ANOS

Perdem-se nos confins dos tempos as origens da Freguesia de Covas. Constam das Inquirições de 1258 referências à existência de pelo menos três povoados castrejos, o que atesta bem a sua antiguidade ainda anterior ao período da ocupação romana. De resto, foram encontrados no monte Furado vestígios de um castro agrícola que remonta à Idade do Ferro e ainda fragmentos de vidro e “terra sigillata” provavelmente relacionados com uma “villae” associada à exploração mineira na localidade por parte dos romanos.

Também a toponímia local nos oferece inúmeras informações que atestam a sua antiguidade e que servem de suporte à História e à Arqueologia neste esforço de investigação como sucede com os casos de Vilar, Vilares e Vilarinho, provenientes de “villa” e indicativos da provável existência de uma “villae” romana. 

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Na obra “Corografia portugueza e descripçam topografica do famoso Reyno de Portugal”, de António Carvalho da Costa, relativa aos anos de 1650 a 1715, reza o seguinte: “S. Salvador de Covas, Abbadia que apresenta Dom Manoel de Azevedo & Ataíde, está neste termo, sendo a maior parte dos fregueses do de Caminha, rende quinhentos mil reis, a metade he do Abbade, além do pé de Altar, & paisaes, & da outra se fazem dous Prestimonios do Habito de Christo, que por Comendas apresentavam os Duques de Caminha, cada hú importa cem mil reis, té duzentos, & trinta vizinhos. Nesta Freguesia está huma Torre antiga, que devia (…)”

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VILA NOVA DE CERVEIRA: COVAS É UM SANTUÁRIO DA NATUREZA ANINHADA AOS PÉS DA SERRA D’ARGA

Ajoelhada num vale aos pés da Serra d’Arga, Covas é atravessada pelas águas cristalinas do rio Coura. Sendo a maior freguesia do Concelho de Vila Nova de Cerveira, limita com as freguesias de Candemil, Gondar, Mentrestido e Sopo e ainda os concelhos de Caminha e Paredes de Coura. 

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Qual manto verde cravejado de igrejas e capelinhas que constituem pequenas joias do nosso património edificado adornando o seu traje garrido de lavradeira minhota, Covas ostenta com orgulho os seus monumentos e pergaminhos como sucede com as capelas de S. Gregório, da Senhora da Piedade, da Senhora da Conceição, do Senhor dos Aflitos, de S. Sebastião, de Santa Marinha, da Senhora de Lurdes, de Santa Maria Madalena e do Senhor dos Passos e de Santa Luzia.

As suas gentes festejam a Santa Marinha e a S. Sebastião, ao Senhor dos Aflitos e a Nossa Senhora de Fátima, a Nossa Senhora de Lurdes e a Nossa Senhora da Tosse. E não há procissão onde não rufem os bombos do Divino Salvador, porventura o agrupamento tradicional mais caraterístico da localidade de Covas.

As fotos que junto reproduzimos são da autoria de vários habitantes desta localidade e a sua publicação destina-se a dar a conhecer os encantos desta terra minhota.

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DO COURA SE FEZ LUZ. HIDROELETRICIDADE, ILUMINAÇÃO PÚBLICA E POLÍTICA NO ALTO MINHO (1906-1960)

Foi apresentada ao público a obra de Paulo Nuno Torres Bento, intitulada Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960),publicada pela Afrontamento e Jornal Digital Caminh@2000.

A presente obra insere-se no projeto da EDP intitulado Livros com Energia por ocasião do centenário da inauguração da energia elétrica em Caminha. O evento realizou-se no Hotel Porta do Sol, Caminha, pelas 17 horas do dia 4 de Fevereiro de 2012.

Pode ler-se na nota que nos foi enviada:

“Do Coura se fez luz. Hidroeletricidade, iluminação pública e política no Alto Minho (1906-1960)” incide sobre a história da Hidroelétrica do Coura, uma empresa familiar fundada por caminhenses que, a partir da força das águas do rio Coura, levou a “luz do progresso” produzida na Central de Covas (na imagem) até Caminha (1912), Viana do Castelo (1915), Vila Nova de Cerveira (1920), Ponte de Lima (1923) e Paredes de Coura (1937). Assente em pesquisas realizadas nos arquivos e bibliotecas alto-minhotas, com destaque para a consulta da imprensa regional da primeira metade do século XX, este estudo é o primeiro trabalho historiográfico realizado sobre os primórdios e a primeira expansão da eletrificação no Alto Minho e traz consigo interessantes revelações sobre o modo como um empreendimento arrojado e pioneiro assumiu a bandeira da hidroeletricidade e fez a guerra contra os outros sistemas de iluminação pública existentes nos concelhos da região, como o petróleo, o gás de carvão e o acetileno.

Na sinopse da obra pode ler-se o seguinte:

No dia 2 de fevereiro de 1912 foi inaugurada a iluminação pública elétrica da vila de Caminha, a primeira localidade do Alto Minho, e uma das primeiras no país, a beneficiar das vantagens da hidroeletricidade. Deveu-o às generosas águas do rio Coura e ao engenho da Hidroelétrica do Coura, uma empresa familiar fundada por caminhenses que, nos anos seguintes, a partir da Central de Covas, levou a “luz do progresso” a Viana do Castelo (1915), Vila Nova de Cerveira (1920), Ponte de Lima (1923) e Paredes de Coura (1937). Um empreendimento arrojado e pioneiro que assumiu a bandeira da hidroeletricidade e fez a guerra contra os outros sistemas de iluminação pública existentes na região, como o petróleo, o gás de carvão e o acetileno.

Nascida em tempos monárquicos, a Hidroelétrica do Coura foi uma verdadeira empresa da República, com uma vida atribulada e influenciada pela vertigem dos sucessos políticos, tanto à escala regional como nacional e mundial, como aconteceu durante a Grande Guerra. Numa época de liberalismo económico, soube aproveitar os ventos partidários favoráveis para se impor no Alto Minho mas, ao contrário de outros mais poderosos, serviu a região com a energia nela produzida. No advento do Estado Novo, aguentou o primeiro embate da regulação do setor elétrico nacional mas depois não foi capaz de suster a investida do condicionamento industrial imposto por Salazar.

Sobre o autor pode ler-se o seguinte:

Paulo Nuno Torres Bento, nasceu em Tondela em 1962 e vive em Vilar de Mouros desde 1995. Licenciado em História pela Universidade do Porto e Mestre em Educação pela Universidade do Minho, é professor na EB 2,3/Secundária de Caminha. Membro fundador do Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense, publica regularmente na imprensa regional a série de crónicas História Nossa. É autor de Currículo e Educação para a Cidadania (2000), José Porto (1883-1965). Desvendando o Arquitecto de Vilar de Mouros (2003), Flausino Torres (1906-1974). Fragmentos e Documentos Biográficos de um Intelectual Antifascista (2006), Ruas de Caminha. Toponímia e História da Vila da Foz do Minho (2009), Da Monarquia à República no Concelho de Caminha (2010) e co-autor de Desenvolvimento Pessoal e Social e Democracia na Escola (1993), Ferreiros e Serralheiros de Vilar de Mouros (2008), Dos Caiadores aos Estucadores e Maquetistas Vilarmourenses (2009) e Álbum de Memórias do Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense (2011).

Uma obra que acompanha a história de uma empresa, neste caso do setor elétrico, um dos setores que conheceu alguns avanços importantes durante o período republicano. Têm vindo a surgir nos últimos tempos vários estudos de casos de empresas ligadas a este processo.

A ler com atenção.

A.A.B.M.

Fonte: http://arepublicano.blogspot.com/ (Adaptado)