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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ARCOS DE VALDEVEZ COMEMORA 25 DE ABRIL

Arcos de Valdevez comemorou mais uma vez o 25 de Abril, o “Dia da Liberdade”.

As comemorações tiveram início de manhã cedo na Praceta Combatentes do Ultramar (1961-1974), junto ao elemento escultórico de homenagem aos militares arcuenses, inaugurado no Dia do Concelho em 2012, com uma homenagem aos combatentes arcuenses tombados no Ultramar.

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  A sessão, que contou com a presença do Núcleo de Monção da Liga dos Combatentes, iniciou com o Toque dos Mortos, feito com corneta; depois o Coronel Carlos Anselmo fez a leitura de cada um dos 25 nomes dos militares arcuenses tombados em combate e após este momento foi colocada uma coroa de flores junto ao elemento escultórico, pelo Presidente da Câmara Municipal, João Esteves. No fim foi cantado o Hino Nacional.

Após este ato prosseguiram as comemorações com a Cerimónia Oficial na Praça Municipal onde se reuniram o presidente da Câmara Municipal, João Esteves, os vereadores do município, membros da Assembleia Municipal e os Presidentes da Junta de Freguesia, bem como vários populares que acudiram ao local para também testemunharem o hastear das bandeiras com guarda de honra efetuada pelos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, o Corpo Nacional de Escutas e a Banda da Sociedade Musical de Arcos de Valdevez, neste dia de tanto simbolismo para a Nação Portuguesa.

Depois teve lugar na Praça Municipal um momento musical, com as atuações dos grupos corais Vozes do Vez e Padre Himalaya, que brindaram todos os presentes com temas ligados à Revolução e à mística vivida em Abril de 1974. No final os coros cantaram a Marcha dos Arcos de Valdevez, recordando o seu autor, recentemente perecido, Maestro Pedreira.

Integrado nesta programação está também o espetáculo musical com Carlos Mendes, no próximo dia 29 de Abril, às 22h00, na Casa das Artes concelhia.

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CELORICO DE BASTO CANTA MÚSICAS DA REVOLUÇÃO

“Músicas da Revolução” nas comemorações do 25 de Abril em Celorico de Basto

Celorico de Basto celebrou o 25 de Abril com as “Músicas da Revolução”, no Centro Cultural Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, no dia 24 de abril, protagonizadas por grupos locais que interpretaram grandes clássicos que marcaram a revolução dos cravos.

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A abrir o espetáculo, o Presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva salientou a importância de celebrar esta data “que marca a nossa história, a nossa memória, que deve ser dada a conhecer às nossas crianças e jovens para que percebam o simbolismo de um momento tão marcante para o nosso país. As Músicas da Revolução são uma forma lúdica e ao mesmo tempo, didática, que, com letras bem estruturadas, mostram os momentos vividos” destacou o autarca.

Pelo palco passou a Universidade Sénior, os Basfado, os Suspensórios, os Deelay, o Zé Faria, a Tuna de Arnoia, os Amigos do Improviso, Ariana e os Silvas e os Omnis tendo interpretados músicas como “Depois do Adeus” de Paulo de Carvalho, “Vejam Bem”, “Venham mais cinco” e “Filhos da Madrugada” temas de Zeca Afonso, o “Cantar da Emigração” de Adriano Correia de Oliveira, “Festa da Vida” de Carlos Mendes, “Pedra Filosofal” de Manuel Freire, “Eles” de Manuel Freire e muitas outras músicas que preenchem o imaginário de muitos aquando da revolução dos cravos a 25 de abril de 1974.

Além das “Músicas da Revolução” as comemorações do 25 de Abril contaram ainda com a exibição do filme “Cartas da Guerra”, um filme português realizado por Ivo Ferreira baseado na obra “Cartas da Guerra - D'este viver aqui neste papel descripto” de António Lobo Antunes.

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BARCELOS HOMENAGEIA PROFESSOR JOÃO CARVALHO

Presidente da Câmara atribuiu a Medalha de Honra da Cidade de Barcelos ao Professor João Carvalho

Educação foi o tema central das Comemorações do 43º aniversário do 25 de Abril

O Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, homenageou o Professor João Carvalho, ex-Presidente do IPCA, com a Medalha de Honra da Cidade, numa cerimónia que gravitou em torno da Educação, cujo investimento é, para o Presidente, a “obra mais perene que podemos deixar às novas gerações”.

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As comemorações do 43.º aniversário do 25 de Abril realizaram-se pela primeira vez no Auditório António Tavares, no IPCA (Instituto Politécnico do Cávado e do Ave), com uma sessão solene ampla numa das grandes instituições de ensino superior da região e do país, o IPCA, que se associou a este importante evento. A cerimónia incluiu discursos do Presidente do Instituto, Agostinho Silva, do Presidente da Assembleia Municipal de Barcelos, Duarte Nuno Pinto, do Professor e ex-Presidente do IPCA, João Carvalho, de António Cândido do Oliveira, Professor da Universidade do Minho e do Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, e ainda a atuação musical da Academia de Música de Viatodos.

O discurso do Presidente da Câmara Municipal, Miguel Gosta Gomes, principiou com o motivo da escolha do IPCA como palco principal das comemorações do 43º aniversário do 25 de Abril, dizendo que “Muito me regozijo de poder comemorar mais um aniversário do 25 de Abril nesta instituição de ensino superior que representa o esforço e o sucesso e da democratização da nossa sociedade proporcionada pela revolução de há 43 anos”. Num discurso que teve como principal enfoque a Educação, o Presidente corroborou a sua importância como sendo “a mais importante das conquistas de Abril”, e o seu investimento é “a obra mais perene que podemos deixar às novas gerações”, concluiu.

Esta sessão comemorativa pretendeu homenagear a Educação, em geral, e , em particular, com a medalha de honra da Cidade de Barcelos, como forma de reconhecimento pelo seu papel na implantação e afirmação do IPCA como instituição de ensino superior público. “Com o seu vasto currículo, com o seu esforço e dedicação e com as capacidades invulgares de formação e de perseverança, o professor João Carvalho construiu uma instituição de sucesso e de referência, mesmo quando as circunstâncias pareciam adversas”, reforçou o presidente da Câmara.

O Presidente da Assembleia Municipal, Duarte Nuno Pinto, na sua intervenção, referiu a importância do que o investimento na Educação como sendo uma área detentora de “um papel determinante no desenvolvimento de qualquer sociedade”. João Carvalho e Cândido Oliveira, professor da Universidade do Minho, pautaram os seus discursos pela democracia, liberdade e acesso ao ensino, tendo António Cândido de Oliveira lançado o repto ao IPCA e a Barcelos para“educar para a democracia”.

ABRIL EM LISBOA DESFILA NA LIBERDADE

Dezenas de milhares de pessoas desfilaram hoje em Lisboa, na avenida da Liberdade, no âmbito das comemorações do 43º aniversário da revolução do 25 de Abril de 1974.

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Tratou-se uma vez mais de uma jornada de todas as liberdades, que acolhe todas as causas, as mais diversas correntes políticas desde as mais representativas às de expressão menos relevante, associações políticas, culturais, desportivas e autarquias locais.

De comum, todos partilhavam a esperança no fim da política de austeridade e na reposição de antigas liberdades e dos direitos sociais retirados durante a última legislatura. Uma esperança que, tal como se anunciava numa faixa exibida pela Juventude Socialista durante o desfile, pretende levar o 25 de Abril à Europa!

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FAMALICÃO CUMPRE ABRIL

Vila Nova de Famalicão assinalou o 43.º aniversário do 25 de Abril

“Mais do que revisitar um período da história ou celebrar uma efeméride, comemorar Abril significa dar continuidade a um movimento genuíno de uma nação que quis que todos os dias continuássemos a trabalhar pelo bem coletivo”. Esta foi uma das principais ideias deixadas esta terça-feira, nas comemorações do  43.º aniversário do 25 de abril, pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha. O autarca que abriu a sessão solene comemorativa fez um paralelo entre “aquilo que somos hoje e aquilo que queríamos ser há 43 anos”, salientando o poder local como “uma das maiores conquistas do 25 de Abril”.

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“O poder local é o poder das pessoas, é aquele que está próximo, que percebe as preocupações e as ansiedades, não é o poder da folha de excel, nem das siglas, aquele que está distante”,destacava Paulo Cunha, reforçando o trabalho realizado pelos autarcas ao longo destes 43 anos. “O 25 de abril representou acima de tudo um movimento de uma nação que se uniu em torno de três objetivos: descolonizar, democratizar e desenvolver”, afirmou, salientando que“democratizar e desenvolver exige um trabalho diário e rigoroso”.

Neste âmbito, Paulo Cunha aproveitou para sublinhar “o trabalho desenvolvido não só ao nível das estruturas físicas, mas também na capacitação das cidades, na educação e qualificação dos cidadãos, através da cultura e do conhecimento, tornando a comunidade melhor preparada e formada para enfrentar os desafios”.

A sessão solene da Assembleia Municipal foi presidida pelo Presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão, Nuno Melo, e contou com intervenção de representantes de todos os partidos políticos com estrutura concelhia – PSD, CDS, PS, BE e CDU.

O momento que teve pela primeira vez transmissão em direto online através do site do município, lotou o salão nobre, com várias dezenas de pessoas a juntarem-se a este momento simbólico. Isso mesmo foi enfatizado pelo presidente da Assembleia Municipal, Nuno Melo, que se mostrou muito satisfeito com a participação cívica dos famalicenses.

O eurodeputado que encerrou a sessão aproveitou ainda para realçar que comemorar Abril tem que ser “mais do que a repetição de 43 discursos” lidos ao longo dos anos. E incitou: “Façamos de Abril pertença e vivença”.

A sua intervenção ficou ainda marcada pelo alerta para os perigos de se dar “a tolerância, a paz e a democracia como valores adquiridos”.

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DEPUTADO DO PAN, ANDRÉ SILVA, INTERVÉM NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA NAS COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL

Sessão Comemorativa do XLIII Aniversário do 25 de Abril

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Sr. Presidente da República, Sr. Presidente da Assembleia da República, Sr. Primeiro Ministro, Srs. Presidentes do Supremo Tribunal de Justiça, do Tribunal Constitucional e demais Tribunais Superiores, Srs. Membros do Governo, ilustres representantes do corpo diplomático, altas autoridades civis e militares, distintas e distintos convidados, Sras. e Srs. Deputados

Dizia Maria de Lourdes Pintasilgo que “a sociedade em trânsito não é uma sociedade fechada sobre si própria. Escoa-se de um tempo já vivido para se alongar, adentrando-se, num tempo ainda desconhecido.” Atrevo-me a acrescentar que uma sociedade em trânsito é sempre uma sociedade em movimento, uma sociedade com pensamento crítico, consciente do momento civilizacional em que se encontra.

E o nosso momento civilizacional é o da actualidade.

Esta requer que alonguemos os valores de Abril neste adentrar num tempo que entendemos ter que ser necessariamente de interdependência, de responsabilidade, de boa governança, de empatia, de igualdade, de felicidade, de prosperidade sustentável. A sociedade, por sua vez, espera da actualidade governativa a persecução de políticas públicas e sociais justas, igualitárias e humanistas, o reforço da pluralidade política, a criação de pontes de diálogo e entendimento, a promoção e legitimação da participação cívica, a defesa de uma consciência social e política livre, informada e capacitada para construir um futuro em que todas e todos possamos ter o direito a partilhar um Planeta que é reflexo dessa mesma esperança.

Estaremos nós a cumprir esse desígnio?

Por vezes, é-nos difícil acreditar. Vivemos tempos conturbados, nos quais a balança mundial parece estar tendenciosamente desequilibrada para o lado da xenofobia, da homofobia, da misoginia, do nacionalismo, do racismo, do especismo. Na Europa, na nossa Europa, os movimentos radicalizados crescem a passos largos. Um pouco por todo o mundo, fechamos fronteiras, erguemos muros, reinstalamos regimes ditatoriais, alienamos, exploramos e retiramos direitos, alimentamos guerras, subjugamos comunidades e populações de um modo desenfreado. Um pouco por todo o mundo, e Portugal não tem sido excepção, subjugamos os valores ambientais e o bem comum à ditadura dos agentes económicos.

Estamos convictos de que a reafirmação dos valores de Abril nos permitirá contribuir para o reequilíbrio desta balança. Estamos convictos de que precisamos de retirar os valores de Abril desta lógica meramente discursiva e de os transpor para o nosso século XXI, assumindo com orgulho que neste 43º aniversário ainda há espaço para Democratizar. A estrutura base das actuais democracias ocidentais está abalada e desactualizada: não acompanha as necessidades dos cidadãos, nem tampouco lhes propõe modelos exequíveis de governação mais transparentes, participativos e descentralizados. A volatilidade dos nossos sistemas democráticos está também ligada à participação, ou falta dela, no dia-a-dia político e social das democracias ocidentais. A política da maioria absoluta, do privilégio, das elites instaladas e dos sectores intocáveis tem que desaparecer.

Não nos iludamos. Nas palavras de Boaventura de Sousa Santos, “Democratizar é uma tarefa que está muito para além do Estado e do sistema político. Democratizar é um processo sem fim. Democratizar é desmercantilizar a vida, descolonizar as relações sociais, despatriarcalizar a nossa sociedade.” Grande parte desse trabalho está nas mãos daqueles e daquelas que hoje se sentam nesta Assembleia da República em celebração de uma Democracia ainda – e sempre – por concretizar. Sinto-me honrado por fazer parte de um movimento político e cívico a quem está a ser dada a oportunidade de contribuir para essa realidade. Sei que este sentimento transborda as portas desta Sala e que é partilhado por cada vez mais cidadãs e cidadãos que, no que fazem e dentro das suas capacidades de acção, são dotados de um poder transformador incrível e infindável.

O PAN valoriza esse sentido de missão e de tudo fará para o potenciar no cumprimento de um desígnio que é de todos: o de vivermos em felicidade e harmonia. Obrigado.

BARCELOS COMEMORA 25 DE ABRIL

Câmara Municipal e IPCA comemoram o 25 de Abril

O Auditório António Tavares, no IPCA, recebe a cerimónia oficial das Comemorações do 25 de Abril, às 10h30

Barcelos volta a comemorar o 25 de Abril com uma iniciativa pública, desta vez em conjunto com o Instituto Politécnico do Cávado e Ave. Na passagem do 43.º aniversário da Revolução, o Município de Barcelos decidiu ampliar o âmbito das comemorações, convidando o IPCA, uma das grandes instituições de ensino superior da região e do país, a associar-se a este importante evento.

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O ponto alto do programa consiste na cerimónia oficial a realizar no Auditório António Tavares, nas instalações do IPCA, estando previstas as intervenções do Presidente do Instituto, Agostinho Silva, do Presidente da Assembleia Municipal de Barcelos, Duarte Nuno Pinto, do Professor e ex-Presidente do IPCA, João Carvalho, de António Cândido do Oliveira, Professor da Universidade do Minho e do Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes.

FAMALICÃO COMEMORA O 25 DE ABRIL

Famalicão celebra 43.º aniversário do 25 de Abril Comemorações decorrem esta terça-feira, a partir das 10h00, nos Paços do Concelho

Os presidentes da Assembleia Municipal e da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Nuno Melo e Paulo Cunha, respetivamente, convidam os órgãos de comunicação social a participar nas comemorações do 43.º aniversário do 25 de abril, que decorrem amanhã, terça-feira, a partir das 10h00, nos Paços do Concelho, com um conjunto de iniciativas de grande simbologia, que pretendem, acima de tudo, evocar os valores de Abril, tais como a liberdade, a igualdade e a democracia.

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Das atividades, destaque para a sessão solene da Assembleia Municipal, que vai ter transmissão em direto no site oficial do município em www.vilanovadefamalicao.org. A sessão acontece pelas 10h15, nos Paços do Concelho, com a tradicional intervenção dos vários partidos políticos. Antes disso, assiste-se ao hastear da bandeira ao som do Hino Nacional interpretado pela Banda de Música de Famalicão.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “o dia 25 de Abril de 1974 é um marco na história de Portugal, no entanto, as suas comemorações, não se devem limitar a evocar o passado, mas sim a preparar o futuro. É por isso, fundamental envolver as novas gerações neste programa comemorativo, transmitindo-lhes o verdadeiro significado de celebrar Abril, fazendo deles cidadãos ativos e interessados”.

PONTE DA BARCA COMEMORA 25 DE ABRIL

Concerto de André Sardet, Sessão Solene da Assembleia Municipal, atividades artísticas e desportivas marcam a efeméride

No âmbito das Comemorações do 43º aniversário da revolução de 25 de Abril de 1974, o município de Ponte da Barca vai assinalar a data com uma série de iniciativas que arrancam já no dia 24 de Abril com o concerto de André Sardet, pelas 21h30, no auditório da Epralima.

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No dia 25 de Abril, a partir das 11h00, nos Paços do Concelho, decorre a habitual Sessão Solene da Assembleia Municipal, numa cerimónia que junta o executivo municipal, os representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal, Presidentes de Junta de Freguesia, entre outras entidades militares e civis do concelho.

Ainda durante o dia 25 de Abril, o Grupo Liber'Arte promove a partir das 15h00, no Choupal, um conjunto de atividades artísticas que vão da música à pintura. A partir das 18h00 no Estádio Municipal, tem lugar o jogo de futebol 'Abrilmente'.

CABECEIRAS DE BASTO COMEMORA 25 DE ABRIL

Cabeceiras de Basto transmite sessão evocativa do 25 de Abril   

A sessão solene evocativa do 25 de Abril, que anualmente a Assembleia Municipal de Cabeceiras de Basto organizada, vai este ano ser transmitida em direto através do link https://youtu.be/3BOyJHJpJdg, a partir da sala de sessões deste órgão deliberativo do Município.

Assim, a partir das 10h45m, os cabeceirenses em particular e o público em geral pode acompanhar via internet esta cerimónia presidida pelo Presidente da Mesa, Eng.º Joaquim Barreto e que será antecedida pelo Hastear da Bandeira Nacional, com Guarda de Honra efetuada pelos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses a ter lugar pelas 10h30m, em frente aos Paços do Concelho.

Esta sessão solene comemorativa do 43.º aniversário do 25 de Abril conta com a presença do edil cabeceirense, Francisco Alves e com a participação dos líderes das bancadas municipais com assento na Assembleia Municipal, nomeadamente Dr.ª Laura Magalhães em representação do PSD-CDS/PP, Dr. Paulo Pinto em representação do IPC - Movimento Independentes por Cabeceiras e Dr. Domingos Machado em representação do PS.

É o momento alto destas comemorações municipais da ‘Revolução dos Cravos’ que decorrem neste concelho desde 21 de Abril, num verdadeiro exercício de cidadania essencial na construção de uma democracia cada vez mais efetiva e participada, que deve ser partilhado.

Ainda que esta seja a primeira vez que a sessão evocativa do 25 de Abril seja transmitida em direto, este é um serviço de comunicação que a Assembleia Municipal disponibiliza aos seus concidadãos deste 2014, com a transmissão on line de todas as reuniões ordinárias e extraordinárias, para que todos os interessados possam testemunhar e inteirar-se da atividade deste órgão deliberativo.

De referir que o programa comemorativo do 25 de Abril, termina amanhã, pelas 17h00m, com a apresentação da peça de teatro ‘Muro’ pelo CTCMCB – Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto a ter lugar no auditório da Casa da Juventude. 

AMARES COMEMORA 25 DE ABRIL

No âmbito da II Semana do Associativismo de Amares, a Banda Filarmónica de Amares apresenta: "BFA - ARTE E CULTURA". Dias 22 e 24 de abril, com varias exposições de artesanato regional, fotografia, arquitetura e artes plásticas. As portas abrem as 21.00H e durante a noite haverá dj's locais que irão proporcionar um bom ambiente musica !

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CÂMARA MUNICIPAL DE CAMINHA VAI ASSINALAR OS 43 ANOS DE ABRIL COM VÁRIAS INICIATIVAS

Comemorações do 25 de Abril arrancam sábado

Este ano comemoram-se os 43 anos da democracia em Portugal. O concelho de Caminha vai assinalar a efeméride com a exposição ‘Viver Abril’, o hastear da Bandeira Nacional nas duas vilas do concelho, a cerimónia protocolar do 25 de Abril da Assembleia Municipal e o concerto “A Festa da Vida”, com Carlos Mendes.

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As comemorações dos 43 anos de Abril começam no sábado, dia 23 de abril, com a abertura da exposição coletiva de fotografia sobre o 25 de Abril e a Liberdade ‘Viver Abril’. A mostra estará patente na Galeria de Arte Caminhense até 19 de maio.

As comemorações prosseguem no dia 25, em Caminha e Vila Praia de Âncora. Pelas 09H30, na Praça Conselheiro Silva Torres, em Caminha, terá lugar o hastear solene da Bandeira Nacional, com Guarda de Honra dos Bombeiros Voluntários de Caminha e Banda Musical Lanhelense. A cerimónia prossegue em Vila Praia de Âncora. Pelas 10H30, na Praça da República, vai decorrer o hastear solene da Bandeira Nacional, com Guarda de Honra dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora e Banda Musical Lanhelense. Pelas 11H00, o renovado Cineteatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora vai acolher a Cerimónia Protocolar da Assembleia Municipal – 43º Aniversário do 25 de Abril.

O dia termina com o concerto ‘A Festa da Vida’ com Carlos Mendes em quarteto, pelas 22H00, no Valadares, Teatro Municipal de Caminha. Os bilhetes têm o preço de €7,50 e podem ser adquiridos nos Postos de Turismo de Caminha e de Vila Praia de Âncora e no próprio dia no Valadares, Teatro Municipal de Caminha.

Carlos Mendes vai apresentar no Valadares “um espetáculo intimista para comemoração dos seus 50 anos de carreira. A solo, ao piano, Carlos Mendes convida-nos à partilha sincera de uma vida cheia de histórias, de risos e celebrações que marcaram, inevitavelmente, a história da música popular portuguesa. A ‘Festa da Vida’ é um espetáculo diferente do habitual, mais próximo do público, onde se canta e se conta, onde se ouvem risos e libertam emoções; onde se brinca com o passado e se sonha com o futuro. Uma voz. Um piano. Juntos, no grande palco da vida, da alegria e dos afetos”.

FAFE COMEMORA 25 DE ABRIL

Fafe celebra 43º Aniversário do 25 de Abril. Comemorações estendem-se por três dias com música, desporto e a habitual sessão evocativa

As comemorações do Dia da Liberdade, na próxima terça-feira, começam, logo de manhã, com uma alvorada de morteiros, que antecede a XVII Marcha da Liberdade promovida pelos Restauradores da Granja, às 10h00.

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Depois do hastear da bandeira no edifício dos Paços do Concelho, às 10h00, com o desfile da Fanfarra do Agrupamento de Fornelos do Corpo Nacional de Escutas, os combatentes da Guerra Colonial serão homenageados, junto ao monumento localizado na Avenida do Brasil.

Às 11hh0, no Teatro Cinema, tem início a sessão solene evocativa da efeméride, que incluirá intervenções do Presidente da Assembleia Municipal, dos representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal e do representante da Associação 25 de Abril, Major Engº Piloto Aviador João Moutinho da Silva.

Durante a sessão, que terminará com a intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Fafe, Raul Cunha, serão também entregues os prémios 'Dr. Maximino de Matos' a Marta Filipa Lemos Mendes e o 'Prémio Literário A.Lopes de Oliveira/Câmara Municipal de Fafe' a Alexandra Esteves, Paulo Moreira e Artur Coimbra.

Haverá ainda espaço para as habituais distinções a funcionários municipais.

À tarde, por volta das 15h00, tem início o 6º Torneio Cidade de Fafe de Futebol Veteranos (UDF), no Campo Operário de Antime. Segue-se o XXXI Torneio de Futebol Juvenil de Fafe 2017, no Campo da ACD Pica.

As comemorações terminam, na Praça 25 de Abril, com a Festa da Liberdade, a partir das 16h00, que contara com a atuação do grupo da terra 'Os Trastes'.

No entanto, as comemorações deste 43.º aniversário do 25 de Abril começam já na sexta-feira, dia 21 de Abril, com a realização da XVII Assembleia dos Jovens Munícipes, às 14h00, no Auditório Municipal.

Também no sábado, dia 22 de Abril, António Zambujo sobe ao palco do Teatro Cinema de Fafe para mais um concerto muito especial, inserido nestas comemorações, onde vai apresentar o seu mais recente trabalho “Até Pensei que fosse minha”.

O Presidente da Câmara Municipal de Fafe, Raul Cunha, Presidente da Câmara Municipal de Fafe, destaca a importância de continuarmos sempre a relembrar este dia.

Não podemos esquecer que foi há 43 anos que conquistámos a nossa liberdade e, por isso, é nosso dever, e também um prazer, continuarmos a assinalar este dia em Fafe.

O 25 de Abril é um dia de vitórias, mas também um dia que nos deve inspirar a refletir sobre a sociedade atual e como os tempos têm mudado os valores que regeram a luta de Abril.

Este ano, o programa é diversificado e contamos que todos os fafenses participem nele e, juntos, possamos celebrar a Liberdade.”

MELGAÇO COMEMORA 25 DE ABRIL

SECRETÁRIO DE ESTADO DO AMBIENTE MARCA PRESENÇA NAS COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL DURANTE A CERIMÓNIA SERÃO APRESENTADOS OS INVESTIMENTOS DO CICLO URBANO DA ÁGUA: CERCA DE 3 MILHÕES DE EUROS
O município de Melgaço assinala na próxima terça-feira, 25 de abril, o Dia da Liberdade, com a presença do Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins. O programa terá início às 9h30, no Largo Hermenegildo Solheiro, com a Guarda de Honra dos Bombeiros Voluntários, seguindo-se o hastear da Bandeira Nacional.

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Pelas 10ho0, segue-se a sessão Solene Pública Comemorativa do 43º Aniversário do 25 de Abril, no Salão Nobre da Câmara Municipal, que contará com a intervenção do Presidente da Assembleia Municipal, Artur José Rodrigues, seguindo-se a intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Melgaço, Manoel Batista. Na sessão, serão apresentados ainda os investimentos do Ciclo Urbano da Água que totalizam um investimento que ronda os 3 milhões de euros. Seguir-se-á a intervenção do Exmo. Sr. Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins.

Terminada a sessão Solene Pública, todos os presentes serão convidados a visitar o Espaço Memória e Fronteira e associarem-se às comemorações dos 10 anos deste importante espaço museológico.

FAMALICÃO TRANSMITE SESSÃO SOLENE COMEMORATIVA DO 25 DE ABRIL EM DIRETO NA INTERNET

Câmara e Assembleia Municipal iniciaram em fevereiro passado novo serviço de comunicação à comunidade

A sessão solene da Assembleia Municipal comemorativa do 43.º aniversário do 25 de Abril em Vila Nova de Famalicão vai ter transmissão em direto no site oficial do município emwww.vilanovadefamalicao.org. Recorde-se que a Câmara e a Assembleia Municipal iniciaram no passado dia 24 de fevereiro um novo serviço de comunicação à comunidade, com a transmissão online em direto das reuniões da Assembleia Municipal, assim como dos principais eventos culturais concelhios.

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O momento presidido pelo Presidente da Assembleia Municipal, Nuno Melo, abre com uma intervenção do Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha e conta com participações de representantes de todos os partidos políticos com estrutura concelhia – PSD, CDS, PS, BE e CDU.“É o ponto alto das comemorações, com a intervenção dos vários partidos políticos, num verdadeiro exercício de cidadania, fundamental para a construção de uma democracia sólida e participativa, que deve ser testemunhado por todos os famalicenses”, afirma a propósito Paulo Cunha. A sessão solene decorre pelas 10h15, no Salão Nobre da Assembleia Municipal, logo após o hastear da bandeira e da entoação do hino nacional, pela Banda de Música de Famalicão.

Refira-se que, para além da sessão solene comemorativa do 25 de abril, as reuniões da Assembleia Municipal desta quinta-feira, dia 21 de abril e de 27 de abril, contam também com transmissão em direto online a partir das 21h30.

BARCELOS COMEMORA 25 DE ABRIL

Câmara Municipal de Barcelos e IPCA comemoram o 25 de Abril

Sessão solene realiza-se às 10h30 nas instalações do IPCA

Barcelos volta a comemorar o 25 de Abril de 2017 com uma iniciativa pública, desta vez em conjunto com o Instituto Politécnico do Cávado e Ave.

Na passagem do 43.º aniversário da Revolução, o Município de Barcelos decidiu ampliar o âmbito das comemorações, convidando o IPCA, uma das grandes instituições de ensino superior da região e do país, a associar-se a este importante evento.

Pretende-se, com este formato, destacar o acesso à educação como uma das maiores conquistas do 25 de Abril e testemunhar, com o exemplo do IPCA, o sucesso desta área no Portugal saído da Revolução. Por outro lado, importa homenagear o IPCA pela importância que o ensino superior de qualidade representa para Barcelos e o papel que o Instituto desempenha na realidade social, económica e cultural da cidade e do concelho.

O ponto alto do programa consiste na cerimónia oficial a realizar no Auditório António Tavares, nas instalações do IPCA, estando previstas as intervenções do Presidente do Instituto, Agostinho Silva, do Presidente da Assembleia Municipal de Barcelos, Duarte Nuno Pinto, do Professor e ex-Presidente do IPCA, João Carvalho, de António Cândido do Oliveira, Professor da Universidade do Minho e do Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes.

João Carvalho fará uma intervenção sobre o 25 de Abril e o Ensino Superior, enquanto António Cândido de Oliveira intervirá sobre o papel e a importância das autarquias no contexto da democratização política e social do país.

O programa, que integra também a programação da Festa das Cruzes, inclui, ainda, uma arruada de Zés P’reiras e folclore de rua, a decorrer nas ruas da cidade, da parte da manhã; um espetáculo musical do grupo Sons de Barro e Orquestra da Escola de Música da Banda Musical de Oliveira, às 18h00, na escadaria do Templo do Bom Jesus da Cruz; um espetáculo musical pelos The Classic, às 21h30, na Avenida da Liberdade; fogo de artifício no Jardim das Barrocas.

VIZELA COMEMORA 25 DE ABRIL

Comemorações do 25 de Abril

A Câmara e a Assembleia Municipal de Vizela vão assinalar mais um aniversário da Revolução dos Cravos.

No dia 25 de Abril terá lugar a sessão solene comemorativa da Revolução, no Auditório da Casa das Coletividades, pelas 11.00 horas.

No dia 24 de abril, pelas 22.00h, terá lugar a iniciativa ‘Palavras de Liberdade’, com música e poesia, às 22 horas, na Bica Quente, Praça da República, com as participações de Filipe Rodrigues, João Filipe e Musicanima, Maria João na música, e Hélder Magalhães, Maria Resgate Salta, Conceição Lima e Márcia Costa na poesia.

Será certamente uma noite para recordar os poemas e as músicas inspiradas no 25 de Abril e acompanhar no canto os protagonistas da noite.

Programa:

25 abril

11.00h

Sessão Solene Comemorativa do 25 de Abril

Auditório da Casa das Coletividades

24 abril

22.00h

Palavras de Liberdade

Música e poesia

Bica Quente, Praça da República

Participações de Filipe Rodrigues, João Filipe e Musicanima, Maria João na música, e Hélder Magalhães, Maria Resgate Salta, Conceição Lima e Márcia Costa na poesia.

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VIZELA COMEMORA REVOLUÇÃO DE ABRIL

Para comemorar o 43º Aniversário da Revolução dos Cravos, a Câmara Municipal de Vizela, através da Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes, promove Palavras de Liberdade. A iniciativa, com música e poesia, decorrerá na noite do dia 24 de abril, às 22h00, na Bica Quente, Praça da República.

Contamos e agradecemos desde já as participações de Filipe Rodrigues, João Filipe e Musicanima, Maria João na música, e Hélder Magalhães, Maria Resgate Salta, Conceição Lima e Márcia Costa na poesia. Será certamente uma noite para recordar as poemas e as músicas inspiradas no 25 de Abril e acompanhar no canto os protagonistas da noite.

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CERVEIRA COMEMORA 25 DE ABRIL

Música e homenagem assinalam comemorações do 25 de Abril

O Município de Vila Nova de Cerveira volta a celebrar a ‘Revolução dos Cravos’ com um programa evocativo desta data histórica, distribuído entre a noite do dia 24 e a manhã do 25. Concerto de Coros e homenagem ao 1º Presidente de Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira eleito democraticamente no pós 25 de abril são os dois momentos em destaque.

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As comemorações do 43º aniversário da efeméride têm início no serão do dia 24, pelas 21h30, com o Cineteatro de Cerveira a receber as atuações do Coro Infantojuvenil de Cerveira - Pauta de Caprichos e do Contraponto – Coro de Câmara. Sob direção musical da maestrina Cíntia Pereira, as crianças e jovens cerveirenses vão deliciar os presentes com sonoridades que prometem reavivar memórias.

Segue-se a atuação dos Contraponto, um grupo de jovens cantores que, em setembro de 2012, se juntaram para formar um grupo a cappella, interpretando obras de variados estilos como música clássica, jazz e pop. Recentemente, participaram no programa da RTP1 "Got Talent Portugal" onde chegaram à final, levando-os a um maior reconhecimento nacional. Neste momento encontram-se na finalização do seu primeiro trabalho discográfico que contará apenas com arranjos originais de músicas portuguesas conhecidas do grande público e que atravessam de forma transversal todo o espólio musical nacional.

O dia 25 de abril arranca com o Hastear de Bandeiras na Praça do Município pelas autoridades locais ao som do Hino de Portugal interpretado pelo Coral Polifónico de Cerveira. Às 10h00 está agendado o descerramento da placa Rua Engº Lemos Costa, junto a Escola Básica e Secundária do concelho. Considerando o impacto das primeiras eleições autárquicas no país, a autarquia cerveirense decidiu reconhecer o facto de João Lemos Costa ter sido o primeiro presidente do município depois da ‘Revolução dos Cravos’, cargo que desempenhou entre 1976 e 1982. Localizada entre as ruas da Pedra Vedra e a Rua das Cortes, a nova rua destaca-se por ficar à entrada da vila e pelo movimento associado, nomeadamente das novas gerações.

O Município cerveirense convida a população para participar nas comemorações do 43º aniversário do 25 de Abril em Vila Nova de Cerveira.

MONÇÃO COMEMORA 25 DE ABRIL

O município de Monção celebra a passagem do 43º aniversário do 25 de abril com um programa simbólico que tem como finalidade comemorar esta importante data para todos os portugueses, reforçar os seus ideais junto das gerações mais novas e projetar um futuro sustentável e estruturante para todos os monçanenses.

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O programa inicia-se pelas 10h00 com saudação da Banda Musical de Monção, no Largo da Alfândega, seguindo-se, no Cine Teatro João Verde, a sessão solene comemorativa do 25 de abril com distribuição de cravos à população presente e discursos oficiais alusivos à data. 

Após uma pausa de 15 minutos, realiza-se, com início às 11h00, a reunião ordinária da Assembleia Municipal de Monção com a discussão e votação dos pontos constantes na ordem de trabalhos.

Pelas 16h00, no Cine Teatro João Verde, decorre a cerimónia de entrega de votos de louvor às dezasseis empresas monçanenses distinguidas como PME Líder e PME Excelência, selo de qualidade criado pelo IAPMEI como reconhecimento pelo desempenho económico-financeiro e pelo contributo dado à economia nacional.

O programa comemorativo da “Revolução dos Cravos” termina com a inauguração da Casa da Música/Sede da Banda Musical de Monção no edifício da antiga estação da CP. A cerimónia, presidida pelo Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, realiza-se às 18h00.

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REVOLUCIONÁRIOS DA REPÚBLICA DERAM FESTIM NA ROTUNDA

Passam hoje precisamente 106 anos desde a implantação da República em Portugal. Após uma série de escaramuças em diversos pontos da cidade e alguns tiros travados entre um punhado de soldados e meia centena de carbonários entrincheirados na Rotunda e as tropas monárquicas estacionadas no Rossio, o novo regime foi aclamado da varanda dos Paços do Concelho, em Lisboa.

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A imagem mostra o reduzido número de militares e civis que permaneceram no acampamento da Rotunda nos dias da Revolução.

 

Pelo meio, registaram-se numerosos incidentes e equívocos, de entre os quais se salienta a tentativa do embaixador alemão negociar com ambas as forças em confronto, a retirada em segurança do pessoal diplomático, atitude que ao ser avistada uma bandeira branca subindo o que é agora a avenida da Liberdade, foi confundida como uma rendição, o que acabaria precipitando o desfecho dos acontecimentos.

Já em 1640, perante a hesitação do Duque de Bragança em deixar-se aclamar rei pelos conspiradores que restauraram a independência de Portugal face ao domínio espanhol, colocara-se a hipótese de se implantar o regime republicano no nosso país. Porém, foi no Porto, em 31 de Janeiro de 1891, que ocorreu o primeiro movimento revolucionário destinado a implantar o regime republicano, tentativa que resultou em fracasso. O mesmo veio a verificar-se com nova tentativa ocorrida em 28 de Janeiro de 1908, do qual resultou o assassinato do rei do Rei D. Carlos, quatro dias após falhado o golpe.

Nas vésperas do dia aprazado para o desencadear da revolução, afluíram a Lisboa “primos” provenientes dos mais diversos pontos do país para participarem no levantamento. Cortaram as comunicações e as linhas férreas para impedir que as unidades militares na província fossem em socorro das forças leiais à monarquia. No dia 4 de Outubro, algumas localidades como Loures e Aldeia Galega, actual Montijo, proclamaram a República como manobra de diversão. Ainda assim, a revolta republicana foi dada como perdida, tendo inclusive levado ao suicídio de um dos seus principais chefes, o Almirante Cândido dos Reis.

Valeu à República um punhado de soldados e meia centena de carbonários que se entrincheiraram às ordens do Comissário Naval Machado dos Santos. Os políticos aguardavam nos Banhos de São Paulo o sucesso dos acontecimentos para então dirigirem-se aos Paços do Concelho e aí proclamarem a implantação do novo regime que os haveria de alcandorar ao poder.

Uma vez alcançado cessadas as hostilidades, os mais ardorosos combatentes travaram-se de novas e mais suculentas batalhas, atacando alvos mais comestíveis e nutritivos. O acampamento da Rotunda manteve-se por mais cinco dias que foram preenchidos com a realização de um autêntico festim que, a avaliar pelas quantidades de alimentos digeridos, reuniu largas centenas de comensais que, não tendo embora participado directamente nos combates, não quiseram deixar os seus créditos de bravura por mãos alheias.

Desse extraordinário sucesso dá-nos conta a insuspeita revista “Ilustração Portugueza”, na sua edição de 7 de novembro de 1910, sob o curioso título “Subsídios photographicos para a História da Revolução”:

O reducto da Avenida, que foi o verdadeiro baluarte da republica, offereceu aspectos deveras curiosos, mesmo depois de passados os combates. Durante os dias que os soldados e os civis ali se encontraram foi montado um serviço regular de subsistências, confeccionando-se em improvisadas cosinhas, rancho de que partilharam todos os que lá se tinham juntado nos dias da revolta. Na manhã do dia seis foram cozinhadas no acampamento duas mil pescadas em nove fogões de campanha e desde que se estabeleceu o serviço regular até ao dia 10, em que se retiraram os militares e paisanos, consumiu-se dez mil kilos de carne de vacca e quarenta mil kilos de pão, não sendo possível averiguar o numero de pessoas que foram alimentadas durante esse tempo na rotunda que se tornou um logar histórico”.- Não mencionou o cronista quantos litros de vinho regaram tão lauto repasto!

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A confecção do rancho no acampamento da Rotunda. O corneteiro, ao centro, aguardando ordens para tocar para o rancho…

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Os cestos com as duas mil pescadas. Um aspecto da confraternização. À esquerda vê-se um militar agarrado à sua namorada.

HÁ 90 ANOS, TEVE INÍCIO EM BRAGA A REVOLUÇÃO NACIONAL QUE DERRUBOU A PRIMEIRA REPÚBLICA E ABRIU CAMINHO À INSTAURAÇÃO DO ESTADO NOVO

Passam precisamente 90 anos sobre a data em que um levantamento militar, então denominado por Revolução Nacional, derrubou o regime instaurado dezasseis anos antes e que, ao longo da sua curta existência, se caraterizou por uma grande instabilidade política e uma profunda crise económica.

Entre os protagonistas do movimento que em 1926 instaurou a ditadura militar contavam-se muitos republicanos que antes haviam participado na implantação da República, em 1910 e que apostavam agora na regeneração do próprio regime. Pese embora as semelhanças entre a situação vivida à época e as atuais circunstâncias não constituam mais do que meras coincidências, os acontecimentos que então se viveram não devem deixar de constituir um motivo de reflexão.

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“Em 28 de Maio de 1926 ocorre um levantamento militar no norte de Portugal, com o objectivo de tentar repor a ordem no país, que durante os últimos dois anos (desde 1924) está continuamente à beira da guerra civil.

Com um movimento sindicalista completamente controlado por sectores da esquerda anarquista, que provoca incidentes violentos, criam-se condições para a instalação de um regime de terror, em que os assassinatos e os atentados terroristas se sucedem todas as semanas.

A instabilidade política atinge uma situação de pré guerra-civil com confrontos entre unidades militares e com a sublevação de unidades do exército, nomeadamente da aviação do exército (na altura não havia Força Aérea).

A instabilidade generalizada atinge um ponto de ruptura e leva alguns dos principais comandos militares a uma revolta.

A revolução propriamente dita tem origem em Braga, a capital da província do Minho, uma das regiões mais povoadas de Portugal. O comando das operações é assumido pelo General Gomes da Costa, que chega à cidade na noite do dia 27.

A 28 de Maio, uma Sexta-feira é proclamado o movimento militar e inicia-se a movimentação de forças desde Braga para Lisboa. Ao longo do dia seguinte, Sábado, 29 de Maio, unidades militares de todo o país declaram o seu apoio aos militares golpistas, enquanto que em Lisboa a chefia da polícia também adere ao golpe.

Gomes da Costa comanda em Braga as forças do Regimento de Infantaria nº 8.

No entanto, opõem-se-lhe as forças comandadas desde o Porto pelo comandante da III Divisão do exército, Gen. Adalberto Sousa Dias, que manda as suas tropas avançar em direcção a Braga e assumir posições defensivas em Famalicão, a meio caminho entre o Porto e a cidade revoltosa.

Mas no dia seguinte, 29 de Maio, são anunciadas adesões ao golpe por parte de divisões militares com base em Vila Real, Viseu, Coimbra, Tomar e Évora (4ª Divisão), isolando as forças do Porto.

No Domingo, 30 de Maio o comandante da III Divisão anuncia que as suas forças também aderem ao golpe, deixando assim o caminho livre para as tropas de Gomes da Costa que marcham pelo Porto sem oposição.

O governo em Lisboa, verificando não ter qualquer capacidade para controlar a situação, apresenta a demissão ao Presidente da República Bernardino Machado.

Na Segunda-feira dia 31, o poder está formalmente nas mãos de Mendes Cabeçadas, com a resignação oficial de Bernardino Machado, embora nesse mesmo dia ainda ocorra a última sessão da Câmara dos Deputados e do Senado. O palácio de S. Bento, será encerrado na tarde dessa Segunda-feira pela GNR, e só voltará a receber deputados eleitos, 49 anos depois, em 1975.

Na Terça-feira, dia 1 de Junho, quatro dias depois de a coluna de tropas revoltosas ter saído de Braga, encontra-se em Coimbra, onde o líder da revolta militar declara a formação de um triunvirato governativo ao qual presidirá e que será também constituído por Mendes Cabeçadas e Armando Ochoa.

O movimento militar, transforma-se então numa autêntica revolução com a adesão de inúmeros sectores da sociedade portuguesa, desejosos de acabar com o clima de terror e violência que se tinha instalado no país.

No dia 3 de Junho, Quinta-feira, as tropas de Gomes da Costa chegam a Sacavém, e a situação aparece confusa, pois não há exactamente a certeza de quem deverá formar parte do novo governo. Entre as novas figuras, surge a do crucial Ministro das Finanças, um professor de Coimbra, que mais tarde assumirá a chefia do Governo, Oliveira Salazar.

No dia seguinte, Sexta-feira, 4 de Junho, o comando é transferido para a Amadora, onde chegam também forças da 4ª Divisão vindas de Évora.

No dia 7 de Junho de 1926, as várias colunas militares que entretanto se formaram efectuam uma parada militar em Lisboa que serve também como afirmação de força, na qual participam 15.000 homens.

A revolução implantou um regime militar que duraria formalmente até 1933, sendo seguido pela aprovação de uma nova Constituição e pela institucionalização do «Estado Novo», um regime autocrático em parte inspirado no movimento fascista italiano que tinha acabado de despontar em Itália, mas controlado pelos sectores católicos conservadores portugueses.

O regime implantado com a revolução de 28 de Maio, conseguiu recuperar da situação económica absolutamente caótica a que a chamada «República Laica» o tinha feito chegar após o golpe de 5 de Outubro de 1910.

No entanto, embora tivesse recuperado a economia do país, o regime implantado em 28 de Maio de 1926, entrou por sua vez (após o final da II Guerra) num lento processo de apodrecimento que acabaria por conduzir a um outro movimento de contornos idênticos, também dirigido pelos militares em 25 de Abril de 1974, que como o movimento de 28 de Maio, triunfaria por causa do enorme apoio que teve nas ruas.”

Fonte: http://www.areamilitar.net

VILA VERDE: VILA DE PRADO COMEMORA 25 DE ABRIL

Casa cheia nas comemorações da Liberdade na Vila de Prado!

O auditório da sede da autarquia pradense pareceu pequeno para acolher o mar de gente que fez questão de marcar presença no concerto de tributo a Zeca Afonso, um espetáculo cultural preparado com o intuito de celebrar os valores de abril e de homenagear os que tiveram coragem de combater a ditadura e de fazer prevalecer os valores de liberdade e fraternidade. O espetáculo foi protagonizado com mestria pelos professores da Escola de Música da Junta de Freguesia da Vila de Prado. O concerto de tributo a Zeca Afonso decorreu no dia 23 de Abril, com início às 21h00.

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Às performances musicais irrepreensíveis juntou-se uma atmosfera de cumplicidade e camaradagem que se adensava a cada minuto e que começou a envolver e emocionar os presentes, dando o mote para um serão inesquecível. No final, foi arrepiante ver o público a cantar em uníssono com os músicos, entoando cânticos de liberdade enquanto segurava simbolicamente um cravo vermelho na mão. A iniciativa foi uma justa homenagem a todos quantos contribuíram para um feito ímpar à escala planetária, derrubando a tirania de uma ditadura sem derramar uma gota de sangue. O concerto foi um autêntico desfile de talento, apresentando um repertório de temas celebrizados por um músico, poeta e ativista absolutamente genial que nos deixa um legado impressionante.

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Presente na sessão, o presidente da Junta de Freguesia da Vila de Prado, Paulo Gomes, fez questão de deixar um agradecimento a todos os presentes e um cumprimento muito especial aos músicos profissionais que prepararam e protagonizaram um concerto de elevada qualidade de forma abnegada e a título totalmente gratuito, apenas pelo prazer de partilhar música e cultura com a população, enquanto, tal como nós, celebraram de forma sentida uma das mais marcantes data da história do nosso país. O autarca pradense já começou a levantar o véu para a próxima edição, revelando que pretende subir a fasquia em 2017 e levar as celebrações de Abril para o centro da vila.

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PÓVOA DE LANHOSO COMEMORA MARIA DA FONTE

Póvoa de Lanhoso assinala 170 anos da Revolução da Maria da Fonte

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso já deu início à evocação dos 170 anos da Revolução da Maria da Fonte, através da realização da primeira de um ciclo de conferências, com a temática “Camilo Castelo Branco e a Póvoa de Lanhoso”, da exposição bibliográfica “Vida e Obra de Camilo" e do itinerário cultural pedestre “Nos Passos da Revolta”.

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A Conferência realizou-se na tarde do dia 23 de abril. “Estamos no Centro Interpretativo Maria da Fonte (CIMF). É aqui e é hoje que damos início a um conjunto de iniciativas que pretendem evocar os 170 anos da Revolução da Maria da Fonte”, começou por referir o Vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes. “É com muito gosto que iniciamos este ciclo de conferências e de iniciativas diversas em parceria com os jornais Correio do Minho e Maria da Fonte”, salientou ainda o mesmo responsável, na abertura da exposição bibliográfica, que apresentou elementos pertença do CIMF e do Centro de Estudos Camilianos, de Vila Nova de Famalicão, como é o caso de um raro exemplar em castelhano, uma edição de bolso, de “A Maria da Fonte”. Na manhã do dia 24, realizou-se o percurso pedestre cultural “Nos Passos da Revolta”.

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Inaugurado no dia 25 de setembro de 2015, o Centro Interpretativo Maria da Fonte procura afirmar-se como um ponto de excelência para o estudo e divulgação a respeito daquela heroína da Póvoa de Lanhoso, motivo que levou o responsável pela pasta da Cultura a convidar para uma visita ao CIMF e aos espaços contíguos. “Apelo ainda a que participem nestas iniciativas, que emanam de um projeto que temos em curso, que é a instalação de um núcleo documental, aqui no Centro Interpretativo Maria da Fonte”, referiu ainda Armando Fernandes. “Estou certo de que, daqui a 50 anos, teremos ali um núcleo documental do melhor que há na nossa região, porque é preferível que as coisas sejam feitas com calma, mas que sejam bem feitas. É esse trabalho que estamos a desenvolver e brevemente irão ter oportunidade de o ver com os vossos próprios olhos, até porque há o compromisso público desta equipa de, no próximo dia 25 de setembro, termos já parte do núcleo documental devidamente inventariado”, revelou.

Esta primeira conferência contou com os contributos de Sérgio Guimarães de Sousa, do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho / Casa de Camilo, que abordou o tema “Porquê Ler Camilo?”; e de José Abílio Coelho, do CIMF, sobre “Camilo e a Herança de Londres: da realidade à ficção”. O Diretor do jornal Correio do Minho, Paulo Monteiro, também esteve presente assim como o Diretor da Casa de Camilo, José Manuel Oliveira, para além de outras pessoas interessadas na temática.

Camilo Castelo Branco dedicou, na sua obra, uma relevância significativa à Póvoa de Lanhoso, havendo, pelo menos, três romances que têm este concelho como importante palco das suas tramas: “O Demónio do Ouro” (1873), “A Brasileira de Prazins” (1882) e “Maria da Fonte” (1885).

Estas conferências, que terão periodicidade mensal, para além de evocar historicamente a passagem do 170.º aniversário da Revolução da Maria da Fonte, também denominada Revolução do Minho, propõe-se, conjuntamente com os jornais “Maria da Fonte” e “Correio do Minho” (que assinalam, respetivamente, 130 e 90 anos de existência em 2016), fazer transpor para a contemporaneidade um conjunto de temáticas relevantes consideradas “Ao tempo da Maria da Fonte” e que no nosso tempo renovam a sua pertinência.

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PONTE DA BARCA COMEMORA 25 DE ABRIL

Em Ponte da Barca aclamou-se 25 abril e exaltou-se a liberdade. 42º aniversário do 25 de Abril assinalado com várias atividades come

O Município de Ponte da Barca assinalou o 25 de Abril com uma série de iniciativas. O programa iniciou no dia 23 com o concerto musical pelo projeto “Outra vez abril”, coletivo de músicos maioritariamente de Ponte da Barca que evocaram artistas como Zéca Afonso, José Mário Branco, Sérgio Godinho e Adriano Correia de Oliveira. Na noite de 24 de Abril, o grupo juvenil de teatro do Movimento Incriativo promoveu a peça de teatro 'Antes de Começar'/'Maria'.

No dia 25 de Abril, nos Paços do Concelho, decorre o hastear de bandeiras ao som da fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Ponte da Barca e da moldura humana de cravo ao peito, seguindo-se a habitual Sessão Solene da Assembleia Municipal, numa cerimónia que juntou o executivo municipal, os representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal, Presidentes de Junta de Freguesia, entre outras entidades militares e civis do concelho.

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Vassalo Abreu, dirigiu-se aos presentes dizendo que 'para todos os democratas portugueses esta é e será sempre a noite mais memorável. A noite que originou uma manhã de alegria, tornando reais os sonhos de gerações de portugueses marcados pela dureza da vida, cansados da pobreza, da guerra, da exploração', não deixando de partilhar o seu 'regozijo pelo fim de anos de governação que representaram, na minha opinião, um dos maiores ataques contra esta conquista, que nos confrontaram com leis que não eram mais que feridas de inconstitucionalidade, de profundo desrespeito pelo poder local, e que muito condicionaram a nossa ação'. Vassalo Abreu referiu ainda que com esta mudança 'renovou-se a esperança em Portugal. Mesmo com o país fortemente “encolhido” pelas medidas de austeridade, impondo grandes sacrifícios aos portugueses, com este novo governo acredito que é possível devolver o país a quem ele, de facto, pertence - aos portugueses.'

Ainda durante o dia 25 de Abril, o Grupo Liber'Arte promoveu no Choupal, um conjunto de atividades artísticas desde a música à pintura, e no final do dia, no Estádio Municipal, teve lugar o jogo de futebol 'Abrilmente'.

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ARCUENSES COMEMORAM 25 DE ABRIL

25 de Abril assinalado com distinção em Arcos de Valdevez

O 25 de Abril voltou a comemorar-se em Arcos de Valdevez, tendo o município arcuense delineado um programa de relevo para a cerimónia oficial das Comemorações do “Dia da Liberdade”.

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No dia 24 de Abril, teve lugar a Caminhada Solidária do Vez/Peneda-Gerês Trail Adventure que contou com inúmeros participantes e o espetáculo de música/poesia “Ailé! Ailé!: Zeca cantado e contado”, com José Fanha e Daniel Completo, no auditório da Casa das Artes. No dia 25, decorreu a Cerimónia Oficial do hastear das Bandeiras na Praça Municipal, que contou com a presença de muitos arcuenses e a participação dos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, do Corpo Nacional de Escutas – Agrupº214 e da Banda da Sociedade Musical Arcuense, bem como uma atuação dos Coros Infantis da Escola de Távora e Vozes Meninos do Vez.

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Este momento fez as delícias dos presentes já que os meninos, com rigor e voz bem afinada, brindaram a plateia com um leque de canções alusivas à revolução dos Cravos.

O Presidente da Câmara Municipal, João Manuel Esteves, fez questão de agradecer à população presente pelo envolvimento demonstrado, bem como a colaboração de todos os envolvidos na organização da cerimónia protocolar, nomeadamente aos Bombeiros Voluntários, à Banda da Sociedade Musical Arcuense, ao Agrupamento de Escutas nº214 e grupos corais presentes.

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“O 25 de Abril é uma data de extrema importância para Portugal, por isso devemos continuar a passar aos mais jovens a história e valores desta Revolução que transformou o nosso País”, atestou.

As comemorações encerram no próximo sábado, dia 30 de Abril, pelas 22h00, com o espetáculo de música/poesia “Ary O Poeta das Canções: tributo a Ary dos Santos”, com Joaquim Lourenço, no auditório da Casa das Artes.

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CELORICO DE BASTO RECORDA MÚSICAS DA REVOLUÇÃO

“Músicas da revolução” nas comemorações do 25 de Abril em Celorico de Basto

Em Celorico de Basto, as celebrações da “Revolução dos Cravos” decorreu com a interpretação de vários clássicos da música portuguesa vinculadas à revolução do 25 de Abril. A iniciativa decorreu no palco do Centro Cultural Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, no dia 24 de abril.

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“Por este palco passaram algumas das músicas mais emblemáticas da revolução de 25 de abril de 1974 muito bem interpretados pelos grupos locais” disse o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva. “Comemorar o 25 de Abril é destacar um dos momentos mais marcantes da nossa história, um momento que nos deu, a todos, direitos que até então víamos como utopias. Celebramos com música e poesia, porque são formas exemplares de expressão, de dar a conhecer a nossa opinião sobre o país, a realidade de então e de agora. A música e a poesia fizeram e continuam a fazer o seu papel com mestria, incitando ao pensamento, à ação” realçou.

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As “Músicas da Revolução” mostram-se cada vez mais, como uma iniciativa muito procurada pela população local. Belas músicas com letras que retratavam o estado do país trazem memórias e estórias da história de Portugal e de todos os portugueses.

Vários grupos locais passaram pelo palco do Centro Cultural, refira-se os Deelay, os Basfados, a Universidade Sénior, a Família Silva, os Amigos do Improviso e os Omnis. Os grupos interpretaram grandes clássicos, como “Vampiros”, Venham mais cinco, “A morte saiu à rua”, “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, os Meninos do Huambo”, entre outras. Músicas de Zeca Afonso, Sérgio Godinho, José Mário Branco, Adriano Correia de Oliveira, entre outros. Durante o espetáculo, a Associação de Pais da Escola da Mota apresentou um vídeo desenvolvido pelas crianças do centro Escolar da Mota, na disciplina de ALE - Expressão Dramática, sobre o 25 de abril. Apresentaram também o poema original “25 de Abril” que incidiu nos direitos e a liberdade conseguida com a revolução de 25 de Abril de 1974.

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As comemorações do 25 de abril contaram ainda com a iniciativa protagonizada pela Cooperartes “Os cravos da nossa revolução”, no dia 22 de abril, que apresentou um concerto protagonizada pelos alunos e professores da Academia de Música. Paralelamente à música, o teatro mostra-se como uma forma de liberdade assim, foi apresentada a peça “A Dama das Camélias” encenada pelo Grupo de Teatro Celoricense.

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FAMALICÃO QUER HISTÓRIA DE ABRIL BEM CONTADA

Presidente da Câmara anunciou que estudo e recolha testemunhal e documental sobre período da consolidação democrática no concelho vai prosseguir

O projeto “Conta-me a História” de recolha documental e testemunhal que a Câmara Municipal está a desenvolver sobre o processo de consolidação democrática em Portugal vai estender-se no tempo. A novidade foi avançada pelo Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, depois da apresentação do documentário “O Filme do 25 de Abril em Famalicão”, que decorreu ontem, 25 de abril, no Arquivo Histórico Alberto Sampaio, revelando a um auditório cheio imagens inéditas sobre a forma como os famalicenses saíram à rua e viveram o 25 de abril de 1974.

Artur Sá da Costa coordena o projeto Cona-me a Hi

“O trabalho desenvolvido ao longo deste processo tem trazido à luz do dia novos documentos e tem despertado o interesse e a adesão de importantes testemunhas que viveram e tiveram participação ativa nos principais acontecimentos políticos e sociais que ocorrerem em Portugal entre 1974 e 1976”, adiantou o edil. E acrescentou: “isso cria em nós a responsabilidade de prosseguirmos com este trabalho, de forma a legarmos à História a narrativa factual de um período importante e determinante para Portugal e para os seus cidadãos”

O anúncio do Presidente da Câmara Municipal recebeu uma onda de reconhecimento que atravessou todos os quadrantes políticos concelhios, merecendo também palavras elogiosas da geração que foi a principal protagonista do processo revolucionário em Portugal.

Dirigido pelo historiador Artur Sá da Costa, a iniciativa “Conta-me a História”, já contou com a realização de uma mesa redonda em 25 de Novembro de 2015, dia associado ao final do PREC – Período Revolucionário em Curso, e com uma conferência por Diogo Freitas do Amaral no dia 3 de abril último, sobre os 40 anos da Constituição da República Portuguesa. O documentário agora produzido foi realizado pelo jornalista Paulo Couto da Fama TV sob direção de Artur Sá da Costa e investigação de Amadeu Gonçalves. O vídeo está disponível para visualização a partir do portal do município em www.vilanovadefamalicao.org

O projeto insere-se no plano maior “25 de abril – Memória e Futuro”, que arrancou em 2015 com a criação da “Biblioteca Digital – Fundo Local da Oposição Democrática”, que disponibiliza online através do site da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco documentos exclusivos das lutas pela liberdade no concelho e no país.

O Filme do 25 de Abril em Famalicão foi apresenta

MONÇÃO COMEMORA 25 DE ABRIL

“A VOSSA CORAGEM É UM INCENTIVO PARA OS DEMAIS”

Monção comemorou a passagem do 42º aniversário do 25 de abril com os olhos colocados no futuro, destacando o papel dos antigos e atuais políticos locais, homenageando os empresários monçanenses distinguidos como PME Líder e PME Excelência 2015 e apresentando duas soluções urbanísticas para a envolvente da antiga estação da CP.

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Depois da saudação da Banda Musical de Monção, no Largo da Alfândega, os atuais e antigos representantes do município e juntas/uniões de freguesia, acompanhados pelos deputados municipais, representantes das empresas distinguidas e público em geral, entraram compassadamente no Cine Teatro João Verde.

Nessa altura, já se ouvia “Grândola Vila Morena” e eram distribuídos cravos pelos presentes. O espirito do Dia da Liberdade estava instalado. O presidente da Assembleia Municipal, António Simões, deu as boas vindas e reafirmou os valores democráticos da “Revolução dos Cravos”.

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Falou de tolerância, de igualdade, de progresso. Da justiça para todos e não para alguns. Da abertura mental e económica ao exterior. Da certeza de um amanhecer tranquilo sem receio de tempestades. E sem atropelos à consciência de cada homem ou mulher.

Seguiram-se as intervenções dosrepresentantes do PSD, Rosário Cerqueira, e do PS, Manuel Gonçalves Rodrigues. Outras palavras, a mesma ideia. É preciso manter viva a chama de abril. Para homenagear quem viveu a ditadura e para lembrar aos mais novos que o passado, por mais doloroso que tenha sido, não deve ser esquecido. Para que não volte a acontecer.

Augusto de Oliveira Domingues focou-se no ontem, hoje e amanhã, passando das mágoas do passado para a esperança no presente e futuro. Agradeceu a atuais e antigos políticos locais o esforço e perseverança na defesa da coisa pública erealçou o papel dos empresários monçanenses no desenvolvimento do território concelhio. A todos, disse: “A vossa coragem é um incentivo para os demais”.

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A cerimónia prosseguiu com a entrega dos votos de louvor às 15 empresas distinguidas como PME Líder e PME Excelência. Subiram ao palco representantes de 12 empresas para receberem o diploma e a lembrança, estojo com o símbolo de Monção pintado sobre azulejo. 3 empresas não conseguiram marcar presença, sendo-lhes entregues mais tarde.

A propósito, Augusto de Oliveira Domingues, referiu: “O meu obrigado por nos ajudarem a fazer de Monção um concelho bom para viver e investir. Não é por acaso que somos o terceiro concelho do distrito com mais PME Líder em 2015. Tudo se deve aos nossos empresários. São responsáveis, ousados e empreendedores”

Seguiu-se a apresentação pública das duas soluções urbanísticas do Projeto de Requalificação Urbanística da Avenida D. Afonso III, envolvente da antiga estação da CP. O ponto de partida foi dado pela Vereadora das Obras e Urbanismo, Conceição Soares, sendo complementado pelo Chefe de Divisão das Obras e Urbanismo, Pedro Diniz.

As duas soluções estarão disponíveis no portal da Câmara Municipal de Monção, podendo os munícipes dar conta da sua preferência e apresentar eventuais sugestões para o seguinte correio eletrónico: cmm.sugestões@gmail.com. A consulta pública decorrerá durante todo o mês de maio.

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25 DE ABRIL EM LISBOA DESFILA AO RITMO DO SAMBA

O desfile comemorativo do 25 de abril ficou este ano marcado pela participação e centenas de cidadãos brasileiros que vivem em Portugal contra o alegado golpe no Brasil materializado pela destituição de Dilma Rousseff do cargo de Presidente da República.

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Ao ritmo do samba executado com instrumentos tradicionais, os brasileiros emprestaram este ano um colorido muito peculiar ao desfile, ao mesmo tempo que realizavam o seu protesto, despertando a curiosidade e atenção do público que assistia à sua passagem, apesar de seguir mesmo no fim da manifestação.

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Outra presença que não passou despercebida foi a de um grupo de cidadãos angolanos reclamando em relação às condenações recentemente verificadas naquele país lusófono.

À semelhança de anos anteriores, as comemorações populares do 25 de abril foi uma vez mais o palco de muitas e variadas lutas e reivindicações, desde os aumentos salariais e a redução do horário de trabalho para as 35 horas semanais a aplicar indistintamente no setor público e no privado até às reclamações de maior financiamento para a cultura, a integração dos imigrantes e a igualdade nos direitos parentais ou simplesmente a afirmação de posições ideológicas dos mais diversos grupos políticos.

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À exceção do que se verificou em 2014, ano em que se comemorou o 40º aniversário do 25 de abril de 1974, num contexto de especial exaltação popular contra as medidas gravosas impostas pelo anterior governo, o desfile popular do tem vindo a registar cada vez menor adesão, fruto naturalmente do desencanto relativamente ao sistema partidário e à emigração forçada de muitos jovens. Em contrapartida, tem vindo a contar com a adesão de um número cada vez maior de imigrantes que procuram exigir por este meio a sua legalização.

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GUIMARÃES COMEMORA 25 DE ABRIL

Guimarães comemorou 42 anos do 25 de abril com sessão solene na Plataforma das Artes

“TetrAcord'Ensemble” encerrou cerimónia protocolar com momento musical memorável. Duas inaugurações e espetáculos musicais assinalaram o Dia da Liberdade na Cidade Berço.

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A Assembleia Municipal de Guimarães comemorou o 42º aniversário do “25 de Abril de 1974”, com a realização de uma sessão solene evocativa da efeméride, na Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade, em Guimarães, numa cerimónia abrilhantada pela atuação do pianista Simão Neto, de Sandra Azevedo (soprano), Marisa Oliveira (contralto), Leonel Gomes (tenor) e de Guilherme Moreira (baixo), que encerraram a sessão.

Antes do momento musical, decorreram intervenções dos deputados pertencentes aos grupos parlamentares do Bloco de Esquerda (Joaquim Mendes Teixeira), Centro Democrático e Social – Partido Popular (Nuno Vieira e Brito), Coligação Democrática Unitária (Célia Magalhães), Partido Social Democrata (Alexandre Barros Cunha) e Partido Socialista (Miguel Oliveira). Francisca Abreu, em representação da mesa da Assembleia Municipal de Guimarães, finalizou a sessão protocolar dos discursos evocativos dos 42 anos do “25 de Abril de 1974”. 

Durante o dia, o centro da cidade foi palco de um variado programa de eventos. De manhã, a Banda Musical das Taipas atuou no Coreto do Jardim da Alameda, ponto de encontro musical no período da tarde, onde decorreu o espetáculo “Abril no Coreto”, com o grupo de música tradicional “Os Creiximir 926”. A iniciativa, que teve como solistas Dino Freitas, Kika Freitas, Francisco Ferreira e Luís Almeida, foi organizada pelo Grupo Cultural e Recreativo Cruz de Pedra, Cineclube de Guimarães, Convívio - Associação Cultural, OsMusiké, CICP - Centro Infantil Cultural e Popular e Junta de Freguesia de Creixomil, em parceria com o Município.

A tarde comemorativa continuou em Guimarães com duas inaugurações. Na Rua Paio Galvão, foi descerrada a placa do “Welcome Centre”, um novo local de acolhimento e de informação turística para as pessoas que visitam Guimarães, enquanto na Avenida Conde de Margaride abriu portas a Casa da Memória, um novo lugar na cidade que alberga, conserva e expõe um conjunto de factos, tradições, história local e raízes da comunidade vimaranense. O programa de comemorações, porém, teve início na noite anterior, com a realização do espetáculo “Sons da Liberdade”, no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor. O concerto, realizado em parceria com o Cineclube de Guimarães, reuniu em palco a Banda Musical de Pevidém e Coros de Guimarães.

BARCELOS COMEMORA 25 DE ABRIL

"O poder local é uma das maiores realizações do 25 de Abril" – afirmou o Presidente da Câmara Municipal de Barcelos

Cerimónia de comemoração do 42.º aniversário do 25 de Abril decorreu ao ar livre, no Campo 5 de Outubro, e contou com a grande adesão da população 

As comemorações do 42.º aniversário do 25 de Abril realizaram-se pela primeira vez no Campo 5 de Outubro, com uma sessão solene que contou com grande adesão da população. A cerimónia incluiu discursos dos líderes dos partidos com assento na Assembleia Municipal, do Presidente da Assembleia, Duarte Nuno Pinto, do Presidente da Câmara Municipal, Miguel Costa Gomes, e ainda a atuação musical da Academia de Música de Viatodos.

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O discurso do Presidente da Câmara Municipal, Miguel Gosta Gomes, teve como principal enfoque a importância do poder local já que “é uma das maiores realizações do 25 de Abril, porquanto representa a garantida do apoio do Estado às necessidades básicas das populações.” “A proximidade e a ligação que quotidianamente estabelece com o cidadão, fazem do poder local um posto avançado do Estado na prevenção, deteção e correção das necessidades e das carências das pessoas, contribuindo para o combate às assimetrias regionais e proporcionando a coesão e articulação social das comunidades”, referiu ainda.

Ao longo dos últimos seis anos em contra corrente, a gestão do Município de Barcelos “tem-se pautado, invariavelmente, pelo rigor e pela transparência”, o que teve como principal resultado a diminuição da dívida em mais de 6o%, “sem que isso prejudicasse o investimento público e o apoio aos barcelenses”, sublinhou Miguel Costa Gomes. Além da consolidação das finanças municipais, a autarquia conseguiu impactos “nunca antes vistos” na divulgação e promoção do concelho.

“Uma mera gestão política não é uma mera gestão contabilística”, por isso, no entendimento do Presidente da Câmara, “o exercício das funções autárquicas é mais o exercício de um trabalho da comunidade  para a comunidade”, que se materializa diariamente “na satisfação  das necessidades reais da população”. Neste sentido, a Câmara Municipal pretende “ser um referencial de democracia e eixo participativo dos cidadãos no governo da sua terra.”

Após lembrar os direitos consagrados na Constituição da República Portuguesa, que entrou em vigor há precisamente 40 anos, nomeadamente no que respeita ao reconhecimento das autarquias locais, Miguel Costa Gomes afirmou que “nos últimos anos, a pretexto da racionalização de meios, o último Governo introduziu factores ideológicos que operaram um golpe profundo na natureza e nas características do poder local”, referindo-se ao corte de financiamento, à redução no quadro de competências e à criação de estruturas intermediárias que diluem o poder legítimo dos municípios e freguesias. “O aumento do intervencionismo do poder central e a consequente perda de autonomia põem em causa os desígnios atribuídos pelo 25 de Abril ao poder local”, acrescentou.

E porque Abril é sinónimo de esperança, o Presidente do Município não concluiu sem deixar expresso que “felizmente, o novo Governo dá sinais de recuperar a trajetória de consolidação de um poder local autónomo e promotor de desenvolvimento das comunidades locais”.

A comemoração contou ainda com a participação dos vereadores, dos deputados municipais, presidentes das Juntas de Freguesia e de representantes de instituições dos vários quadrantes da sociedade civil. 

MUNICÍPIO DE CABECEIRAS DE BASTO EVOCA 42 ANOS DO 25 DE ABRIL

Realizou-se esta manhã, dia 25, na Sala de Sessões da Assembleia Municipal a sessão solene evocativa dos 42 anos do 25 de Abril, ‘momento alto’ do programa comemorativo organizado pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, em colaboração com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses, a Banda Cabeceirense e a Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto (ADIB), um programa que arrancou na passada sexta-feira, dia 22 de abril, e encerra no dia 30 de abril.

Sessão solene evocativa do 25 de Abril em Cabecei

Depois da cerimónia do Hastear da Bandeira Nacional com guarda de honra dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses, o executivo municipal liderado pelo autarca Francisco Alves, o presidente da Assembleia Municipal, assim como representantes dos partidos e movimento políticos com assento na mesma Assembleia, presidentes de Junta de Freguesia, entre outras entidades civis do concelho, participaram na Sessão Solene evocativa do 25 de Abril que juntou dezenas de pessoas.

Sessão solene evocativa do 25 de Abril em Cabecei

Na oportunidade, o presidente da Câmara Municipal sublinhou que “há muitas pessoas que se interrogam se se deveria continuar a celebrar esta data evocativa de um dos acontecimentos mais marcantes da história recente de Portugal”, afirmando que “é meu entendimento que celebrar abril, hoje como ontem, tem e continuará a ter todo o sentido. Celebrar abril é relembrar um importante momento histórico que permitiu aos portugueses a conquista de importantes direitos que lhe estiveram vedados ao longo de quase meio século. Os portugueses orgulham-se da sua história, uma história com quase 900 anos de feitos extraordinários e notáveis”.

Francisco Alves disse que “o 25 de abril abriu as portas à esperança. Permitiu instaurar a democracia e o regime democrático. Permitiu construir uma sociedade mais desenvolvida e mais justa. E por isso podemos dizer que é hoje incomparavelmente melhor viver em Portugal do que o era antes do 25 de abril”.

E continuou: “hoje, neste dia de festa e de celebração da liberdade, gostaria de falar aqui das duas mais importantes realizações do pós 25 de abril: a Constituição e o Poder Local.

Curiosamente duas conquistas de há precisamente 40 anos”.

Finalizando a sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal aproveitou este momento de celebração da liberdade e da democracia para “agradecer reconhecidamente a todos os autarcas do Município e das Freguesias que, ao longo destes quarenta anos, trabalharam abnegadamente por esta terra de Cabeceiras e pelas suas gentes e que permitiram atingir um patamar de desenvolvimento de que nos orgulhamos”.

Sessão solene evocativa do 25 de Abril em Cabecei

Nas suas palavras e evidenciando de igual forma, como principais conquistas do 25 de Abril, o Poder Local livre e democrático e a Constituição da República Portuguesa, o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, lembrou a todos os presentes o importante contributo dado pelos autarcas, ao longo de 40 anos, no desenvolvimento do nosso país, pois “se não fossem os autarcas locais o país estaria bem pior”.

“Aprofundar, valorizar e qualificar a democracia é um imperativo que devemos defender, criando condições para uma maior participação cívica e mais ativa, nomeadamente dos jovens”, disse Joaquim Barreto, defendendo que “todos devemos lutar pela democracia e pelos princípios da liberdade”.

Sessão solene evocativa do 25 de Abril em Cabecei

Em representação da Bancada Municipal do PS, Domingos Machado declarou que “Abril foi um desafio que mereceu a pena” e que “a nossa vida é o que é porque Abril nos construiu”. Evidenciando a importância da Revolução do 25 de Abril de 1974 que “marcou a nossa vida e o nosso povo”, Domingos Machado afirmou que “a participação política é um dever e não um sacrifício”.

Em representação da Bancada Municipal do IPC, Paulo Pinto destacou que “uma democracia sadia e madura é aquela que pôs para trás das costas os sebastianismos, que se alicerça numa base de cidadania participativa, que incentive o pluralismo e o livre pensamento e que tenha a transparência, a equidade e a justiça no núcleo dos valores mais prezados e praticados”.

Em representação da Bancada Municipal do PPD-PSD/CDS-PP, André Gustavo Magalhães evidenciou que “Abril surgiu para sermos livres e melhores” e que “a juventude Cabeceirense terá também este desafio de maior empenho na vida política ativa, nas associações e na sociedade e que despertem o interesse pelas questões de natureza política”.

Centro de Teatro leva à cena a peça ‘Carolina e os 5 Reinos’

À semelhança dos anos anteriores, o Município Cabeceirense comemora o 25 de Abril com um vasto programa que contempla a exibição da peça ‘Carolina e os 5 Reinos’ pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto (CTCMCB) em três sessões, sendo que uma que já aconteceu no Arco de Baúlhe na passada sexta feira, a outra que se realiza esta noite, dia 25, no auditório da Casa da Juventude, em Refojos de Basto, a partir das 21h30, e uma terceira sessão que se vai realizar em Cavez, no próximo dia 30 de abril.

Teatro - Carolina e os 5 Reino

A peça ‘Carolina e os 5 Reinos’ é um espetáculo que foi construído a partir de conversas e exercícios de improvisação com os participantes da Oficina de Jogos Dramáticos e traz um olhar lúdico e criativo sobre a Revolução do 25 de Abril na perspetiva das crianças.

“Escrever sobre o 25 de abril não é tarefa fácil. Principalmente para Carolina que nem sequer era nascida! O que é uma ditadura? Como é viver quando não se pode falar, ter amigos, ser diferente, sorrir, quando não há luz? Há muitas formas de descobrir as respostas e a Carolina conseguirá fazê-lo da maneira mais mágica”, lê-se na sinopse.

De referir que na primeira exibição que decorreu na Casa do Povo do Arco de Baúlhe participaram o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, a vereadora da Cultura, Dra. Isabel Coutinho, a presidente da Junta da União de Freguesias do Arco de Baúlhe e Vila Nune, Dra. Carla Lousada, o presidente da Junta da União de Freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Leandro Campos, entre outros autarcas da vila arcoense e público em geral.

Integraram, ainda, o programa evocativo da efeméride a audição dos alunos da Escola de Música da Banda Cabeceirense na noite de sábado, 23 de abril, bem como o Jantar comemorativo do 25 de Abril que se realizou ontem, dia 24, e ainda as Provas de Atletismo e a Corrida da Liberdade que aconteceram esta manhã e cujos prémios aos melhores classificados foram entregues no Parque do Mosteiro.

Audição dos alunos da Escola de Música da Banda Cabeceirense

Na noite de sábado, 23 de abril, dezenas de crianças e jovens das classes de flautas, de clarinetes, de saxofones, de trompetes, de metais e de trombone da Escola de Música da Banda Cabeceirense fizeram uma apresentação ao público do trabalho musical desenvolvido até ao momento, um espetáculo que lotou o auditório da Casa do Tempo que acolheu, pela segunda vez nas Comemorações do 25 de Abril, a audição dos alunos da Escola de Música.

Banda Cabeceirense - Audição dos Alunos da Escol

De salientar que no decurso do espetáculo foram distinguidos os sócios Armindo Nunes (ex-maestro e professor da Escola de Música), Luís Teixeira de Sousa (presidente da Assembleia-Geral), António Martins Teixeira (músico e dirigente) e José Maria Sampaio Magalhães (vice-presidente da Assembleia-Geral), aos quais foi atribuída a qualidade de ‘Sócio Benemérito’ da Banda Cabeceirense.

No final, o Grupo de Metais da Banda Cabeceirense e o Coro da Escola de Música brindaram a numerosa plateia com uma peça musical muito alegre que arrancou efusivas palmas ao público presente.

Marcaram presença no evento o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, os vereadores Dra. Isabel Coutinho e Alfredo Magalhães, o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, o presidente da Junta da União de Freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Leandro Campos, bem como os dirigentes da Banda Cabeceirense, seus associados e amigos.

Sessão solene evocativa do 25 de Abril em Cabecei

PAULO CUNHA, PRESIDENTE DO MUNICÍPIO FAMALICENSE, APELA A CONSENSOS NA POLÍTICA CONCELHIA

Autarca aproveitou sessão solene do 25 de abril para pedir o envolvimento de todos na solução para a nacional 14

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, apelou hoje aos partidos políticos para que se unam em torno do bem comum para o concelho.

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“Como é possível haver tão largos consensos em tantas matérias da nossa sociedade e haver tanta disputa partidária, tanta divergência do ponto de vista político-partidário. Há aqui uma clara desadequação entre aquilo que a sociedade civil quer para o futuro do concelho e a abordagem de alguns partidos políticos. É este divórcio que não ajuda ao fortalecimento da democracia, que não estimula a participação democrática e que não contribui para o desenvolvimento do concelho”.

Foi esta a principal mensagem que Paulo Cunha deixou na sessão solene comemorativa do 42.º aniversário do 25 de abril, que decorreu no Salão Nobre da Assembleia Municipal e contou com a presença e intervenção de representantes das várias cores políticas.

O autarca apelava aos consensos nomeadamente em torno da intervenção que que deve ser feita da Estrada Nacional 14, uma reivindicação antiga dos empresários, dos municípios de Famalicão, Maia e Trofa e da população, que tem uma solução em cima da mesa apresentada pelo anterior Governo. “É preciso que os partidos políticos não fiquem indiferentes a este projeto que já conseguiu uma esmagadora maioria de apoio dos agentes empresariais, autarcas, as forças da sociedade civil e dos próprios cidadãos. Os partidos políticos não podem ignorar o grande consenso deste projeto que é um desígnio concelhio”, afirmou Paulo Cunha. E acrescentou: “É preciso coragem, é preciso deixarmos de lado enquadramentos ideológicos que estão subjacentes à formação dos partidos políticos para que possamos de forma genuína abraçar este tipo de desígnios concelhios. Temos que erguer a bandeira do concelho. Não podemos ser indiferentes aos consensos dos famalicenses”

Relembrando outros projetos que têm tido a aprovação dos famalicenses, no âmbito da política educativa, social e económica levada a cabo pela autarquia, o presidente da Câmara deixou um desafio aos partidos com assento na assembleia municipal: “Para que abracem de uma forma mais generosa, mais genuína e mais comprometida o futuro de Famalicão”.

Perante uma sala composta na grande maioria por pessoas que viveram o 25 de abril de 1974, o presidente da Assembleia Municipal, Nuno Melo, afirmou que os partidos devem “dar às novas gerações muito mais do que discursos políticos. Celebrar Abril é afirmar o estado democrático e neste âmbito os políticos devem ser sérios e imanar democracia”.

De resto, o discurso de Nuno Melo foi de encontro à intervenção de Paulo Cunha, referindo que “todos os políticos devem conseguir interpretar o bem-comum”. O eurodeputado aproveitou ainda a oportunidade para afirmar que“Portugal devia ser para a Europa o que Famalicão é para o país”.

Para além do presidente da Câmara Municipal e do Presidente da Assembleia Municipal, a sessão contou com as intervenções de José Luis Araújo (BE), de Domingos Costa (CDU), Paulo Coelho (CDS/PP), Jerónimo Pereira (PS) e Álvaro Oliveira (PSD). Refira-se que a CDU, CDS/PP, PS e PSD contaram-se também com intervenções das Jotas.

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BRAGA COMEMORA 42 ANOS DE DEMOCRACIA

Comemorações do 25 de Abril com concerto e avenida dedicada a José Moreira

O Município de Braga vai assinalar o 42.º aniversário do 25 de Abril com um concerto comemorativo e com a inauguração de uma avenida dedicada a José Moreira, uma das vozes mais inconformadas do período democrático.

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O concerto, intitulado “Canções de Abril”, decorre no grande auditório do Parque de Exposições amanhã, Sábado, dia 23 de Abril, a partir das 21h30, e tem entrada livre.

Esta iniciativa, organizada pela Câmara Municipal de Braga, resulta de uma parceria dos Canto d’Aqui com a Orquestra Filarmónica de Braga, Coro de pais do Conservatório Calouste Gulbenkian e do Orfeão de Barcelos.

Um espectáculo que congrega orquestra, solistas, grupo tradicional e coros. Com mais de 120 elementos em palco será lembrado Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Paulo de Carvalho, Vitorino, Fausto e Sérgio Godinho, entre outros amigos cujas emoções perduram na actualidade.

A inauguração da avenida José Moreira está agendada para segunda-feira, dia 25 de Abril, pelas 09h30, correspondendo ao último troço da avenida que dá acesso ao hospital. Esta cerimónia vai decorrer simbolicamente nas comemorações do 25 de Abril, como forma de recordar uma figura que se destacou como defensor do património cultural e monumental de Braga através de uma cidadania interventiva.

Segundo Lídia Dias, trata-se de um «acto de justiça» para com uma personalidade que «viveu apaixonadamente o seu amor por Braga», Cidade à qual deixou «ineludíveis contributos para o desenvolvimento cultural».

José Moreira nasceu a 14 de Dezembro de 1922 na freguesia da Sé, mais propriamente na avenida de São Miguel-o-Anjo. Jornalista durante alguns anos, José Moreira deixa para a posteridade uma acção interventiva na história recente de Braga.

Falecido no ano de 2003, o seu nome surge inevitavelmente ligado à cultura local, dado ter sido o fundador da Livraria Pax, que desenvolveu uma grande actividade editorial, com particular atenção para temas relacionados com a história e identidade local.

FAMALICÃO REVIVE 25 DE ABRIL DE 1974

Comemorações iniciam nos Paços do Concelho, com o hastear da bandeira, pelas 10h00

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, convida os órgãos de comunicação social a participar nas comemorações do 42.º aniversário do 25 de abril, que decorrem na próxima segunda-feira, a partir das 10h00, nos Paços do Concelho com um vasto conjunto de iniciativas de grande simbologia, que pretendem, acima de tudo, evocar os valores de Abril, tais como a liberdade, a igualdade e a democracia.

Do rol de atividades, destaque para a sessão solene da Assembleia Municipal, que acontecepelas 10h00, nos Paços do Concelho, com a tradicional intervenção dos vários partidos políticos. Antes disso, assiste-se ao hastear da bandeira ao som do Hino Nacional interpretado pelo Grupo Recreativo e Musical Banda de Famalicão.

O dia ficará ainda marcado pela apresentação de imagens inéditas da revolução nas ruas da cidade. A pelicula  que estava guardada no arquivo dos estúdios da RTP, foi agora resgatada pela autarquia para o domínio público. Os filmes são desconhecidos da maior parte dos famalicenses e vão ser projetados pelas 17h00, de segunda-feira, no Arquivo Municipal Alberto Sampaio.

 “São imagens únicas e marcantes que demostram bem a forma como os famalicenses saíram à rua e viveram o 25 de abril de 1974”, refere a propósito o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, adiantando que a aquisição da pelicula insere-se no âmbito do projeto “25 de abril – Memória e Futuro”, que visa recolher e preservar as fontes históricas sobre a Revolução do 25 de abril. O projeto arrancou em 2015 com a criação da “Biblioteca Digital – Fundo Local da Oposição Democrática”, que disponibiliza online através do site da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco documentos exclusivos das lutas pela liberdade no concelho.

O filme do 25 de abril em Famalicão será ainda enriquecido com imagens  exclusivas captadas por particulares e será acompanhado de uma tertúlia que promete desvendar muitos dos episódios daquele dia libertador e dos que se seguiram.

Entre a multiplicidade de iniciativas culturais que vão atravessar as várias freguesias do concelho destaca-se ainda os Versos e Sons de Abril, que vão decorrer este sábado, no Museu Bernardino Machado, o recital de Poesia Dita e Cantada, no Café-Concerto da Casa das Artes, na noite de 24 e claro a tradicional sessão solene comemorativa do 25 de abril, que junta as diferentes forças partidárias no Salão Nobre da Assembleia Municipal, nos Paços do Concelho.

Para Paulo Cunha “a liberdade artística e cultural foi, sem dúvida, uma das grandes conquistas de abril e neste âmbito não vão faltar espetáculos musicais, cinema e teatro.”Ao todo são mais de dezena e meia de eventos para celebrar abril. “Com estas iniciativas queremos também transmitir às novas gerações o verdadeiro sentido do que foi o 25 de Abril de 1974”, acrescenta o autarca.

MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA ASSOCIA-SE AOS 42 ANOS DO 25 DE ABRIL

No âmbito das comemorações dos 42 anos do 25 de abril, o Município de Ponte de Lima, através a Biblioteca Municipal (BMPL) dedica a quarta edição da rubrica mensal Cinema História a Salgueiro Maia - uma das figuras mais emblemáticas da Revolução dos Cravos.

Para o efeito, disponibiliza um folheto informativo com os principais momentos da vida e obra do “capitão sem medo” – documento que, na aproximação do evento, a BMPL coloca em suporte digital para uma consulta generalizada e em livre acesso – e apresenta duas sugestões cinematográficas que versam um dos episódios mais marcantes da vida social e política do século XX em Portugal.

O primeiro – Capitães de Abril – tem a assinatura de Maria de Medeiros e revisita as horas que antecederam o golpe militar até à deposição de Marcelo Caetano. O segundo – Bom povo português – tem a chancela de Rui Simões e documenta os acontecimentos ocorridos entre o 25 de abril de 1974 e o 25 de novembro de 1975, exatamente como foram sentidos pelos membros da equipa que, ao longo do processo revolucionário, foram simultaneamente espetadores, atores e participantes. O filme recolheu vários galardões, entre eles o Prémio Imagens e Documentos, no Festival Internacional da Figueira da Foz, e o Prémio Especial do Júri, no Festival Internacional de Cartagena das Índias (Colômbia).

Associe-se às comemorações dos 42 anos da Revolução dos Cravos, aprecie as nossas propostas de cinema e documentário e conheça o percurso de um dos mais emblemáticos operacionais do 25 de abril.

GUIMARÃES COMEMORA 25 DE ABRIL

EVENTOS NO DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA

Programa completo das comemorações em Guimarães do 42º aniversário do “25 de Abril”

Sessão solene na manhã de segunda-feira na Plataforma das Artes. Na noite anterior, há um espetáculo musical no CCVF. “Welcome Centre” e Casa da Memória são inaugurados na segunda-feira à tarde.

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Três concertos, duas inaugurações e uma sessão solene fazem parte do conjunto de iniciativas promovidas este ano pela Câmara Municipal de Guimarães para assinalar o 42º aniversário do 25 de abril de 1974. O programa de comemorações tem início no dia anterior, domingo, 24 de abril, às 22 horas, com a realização do espetáculo “Sons da Liberdade”, no Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor.

O concerto, que reunirá em palco a Banda Musical de Pevidém e Coros de Guimarães, será acompanhado pela projeção de imagens evocativas da época, numa parceria com o Cineclube de Guimarães. A entrada é livre até ao limite da lotação da sala. Os bilhetes, no máximo de dois por pessoa, terão de ser levantados na Plataforma das Artes e da Criatividade, no dia do espetáculo (24 de abril), entre as 10 e as 19 horas. À noite, caso não estejam ainda esgotados, os ingressos estarão disponíveis a partir das 21 horas na entrada do Grande Auditório do CCVF.

Na segunda-feira, 25 de abril, a sessão solene da Assembleia Municipal de Guimarães, abrilhantada pela atuação do pianista Simão Neto, principia às 11 horas, na Plataforma das Artes. No mesmo horário, tem início um concerto pela Banda Musical das Taipas, no Coreto do Jardim da Alameda. De tarde, às 15:30 horas, no mesmo local, decorrerá o espetáculo “Abril no Coreto”, com o grupo de música tradicional “Os Creiximir 926”. A iniciativa, que tem como solistas Dino Freitas, Kika Freitas, Francisco Ferreira e Luís Almeida, é organizada pelo Grupo Cultural e Recreativo Cruz de Pedra, Cineclube de Guimarães, Convívio - Associação Cultural, OsMusiké, CICP - Centro Infantil Cultural e Popular e Junta de Freguesia de Creixomil.

A tarde comemorativa do “25 de Abril” continua em Guimarães com duas inaugurações. Às 16 horas, na Rua Paio Galvão, é descerrada a placa do “Welcome Centre”, um novo local de acolhimento e de informação turística para as pessoas que visitam Guimarães, enquanto uma hora depois, às 17, na Avenida Conde de Margaride, abre portas a Casa da Memória, um novo lugar na cidade que alberga, conserva e expõe um conjunto de factos, tradições, história local e raízes da comunidade vimaranense.

CABECEIRAS DE BASTO COMEMORA 25 DE ABRIL

À semelhança dos anos anteriores, o Município de Cabeceiras de Basto comemora o 25 de Abril com um programa que se desenrola ao longo de cinco dias, designadamente nos dias 22, 23, 24, 25 e 30 de abril.

Organizado pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, em colaboração com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses, a Banda Cabeceirense e a Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto (ADIB), o programa contempla a exibição da peça ‘Carolina e os 5 Reinos’ pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto (CTCMCB) em três sessões a decorrer no Arco de Baúlhe, em Cavez e em Refojos de Basto.

‘Momento alto’ das comemorações do 25 de Abril, a Sessão Solene da Assembleia Municipal decorrerá na Sala de Sessões da Assembleia Municipal, às 10h45 no dia 25 de abril, após o Hastear da Bandeira Nacional com guarda de honra pela Fanfarra dos Bombeiros Cabeceirenses.

A audição dos alunos da Escola de Música da Banda Cabeceirense no dia 23 de abril, o Jantar comemorativo do 25 de Abril no dia 24 e as Provas de Atletismo e a Corrida da Liberdade no dia 25 completam o programa que evoca a Revolução dos Cravos de 1974 que depôs o regime ditatorial e iniciou a implantação de um regime democrático em Portugal.

Programa

22 de ABRIL (sexta-feira)

21h30 | Casa do Povo do Arco de Baúlhe - Peça de Teatro “Carolina e os 5 Reinos”, pelo CTCMCB - Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto

23 de ABRIL (sábado)

21h30 | Auditório da Casa do Tempo

- “Audição dos alunos da Escola de Música da Banda Cabeceirense” (Org. Banda

Cabeceirense)

24 de ABRIL (domingo)

20h00 | Jantar comemorativo do 25 de Abril (Org. ADIB)

25 de ABRIL (segunda-feira)

09h30 | Parque do Mosteiro

- Provas de Atletismo (Org. ADIB)

10h30 | Edifício dos Paços do Concelho

- Hastear da Bandeira Nacional, com guarda de honra pela Fanfarra dos Bombeiros

Voluntários Cabeceirenses

10h45 | Sala de Sessões da Assembleia Municipal

- Sessão Solene da Assembleia Municipal

11h30 | Arco de Baúlhe – Cabeceiras de Basto

- Corrida da Liberdade (Org. ADIB)

12h30 | Parque do Mosteiro

- Entrega de Prémios das provas desportivas

21h30 | Auditório da Casa da Juventude

- Peça de Teatro “Carolina e os 5 Reinos”, pelo CTCMCB

30 de ABRIL (sábado)

21h30 | Auditório do Centro Comunitário de Cavez

- Peça de Teatro “Carolina e os 5 Reinos”, pelo CTCMCB

CAMINHA APRESENTA NOVA EDIÇÃO DE “OS SEGREDOS DA CENSURA”, DE CÉSAR PRÍNCIPE

Programa ainda integra inauguração da Exposição de “Os livros proibidos pela ditadura” e colóquio “A Liberdade de Expressão na Literatura”

Inauguração da Exposição “Os livros proibidos pela ditadura”, apresentação da nova edição de “Os Segredos da Censura”, de César Príncipe e o colóquio “A Liberdade de Expressão na Literatura” vão preencher a tarde do próximo domingo, no âmbito das comemorações do 25 de Abril em Caminha. Estas iniciativas vão decorrer a partir das 17h00, no edifício Paços do Concelho.

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A Exposição “Os livros proibidos pela ditadura”, a apresentação da nova edição de “Os Segredos da Censura”, de César Príncipe e o colóquio “A Liberdade de Expressão na Literatura” com os oradores Francisco Duarte Mangas, Henrique Manuel Barreto Nunes e César Príncipe, integram o cartaz das comemorações dos 42 do 25 de Abril e são organizadas pelo Município de Caminha em parceria com a Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto.

A mostra intitulada “Os livros proibidos pela ditadura” é composta por155 livros, de todas as áreas do conhecimento e de diversos géneros literários, de autores portugueses e estrangeiros. “Bichos”, de Miguel Torga;“Luanda”, de Luandino Vieira e “A Esperança Agredida”, de José Manuel Mendes, são alguns dos títulos que os visitantes poderão encontrar nesta exposição, composta ainda por dezenas de relatórios elaborados pelos censores, pertencentes à Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto. A exposição poderá ser visitada até ao dia 3 de maio e a sua inauguração está agendada paras as 17h00, do dia 24 de abril.

Depois da inauguração da exposição, seguir-se-á a apresentação da nova edição do livro “Os Segredos da Censura”, de César Príncipe, com a presença do autor. Esta edição tem a chancela das Edições Afrontamento.

“Este livro foi originalmente publicado em 1979 e encontrava-se há muito esgotado. A presente edição inclui um prefácio da autoria de Francisco Duarte Mangas e um índice onomástico como auxiliar de consulta. “Os Segredos da Censura” é uma recolha de exemplos concretos da censura fascista, contendo ordens transmitidas a um jornal diário portuense entre 1967 e as vésperas do 25 de Abril de 1974. Integra ainda esta obra a transcrição de ofícios da Direção de Serviços de Correios sobre livros e revistas proibidos de circular, constituindo no seu todo uma valiosa fonte de conhecimento que permite ao leitor compreender como era filtrada e falsificada a informação que a ditadura de Oliveira Salazar e Marcelo Caetano impunha à opinião pública portuguesa”.

A tarde termina com a realização do colóquio “A Liberdade de Expressão na Literatura” com os oradores Francisco Duarte Mangas, Henrique Manuel Barreto Nunes e César Príncipe.

Henrique Manuel Barreto Nunes, nasceu em Monção, em 1947. É licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1972) e diplomado com o Curso de Bibliotecário-Arquivista da mesma Faculdade (1974).Foi diretor da Biblioteca Pública de Braga (Universidade do Minho), de 2000 a julho de 2009, e também do Arquivo Distrital de Braga de setembro 2006 a julho de 2009, data em que se aposentou. Com um vasto curriculum, Henrique Manuel Barreto Nunes é autor dos livros “Da biblioteca ao leitor”, “Amigos maiores que o pensamento”; co--autor das obras “Tradições académicas de Braga”, “Entre Aspas”, “Braga: roteiros republicanos”, “Testamentos da Gata”, “O mundo continuará a girar: Prémio Victor de Sá de História Contemporânea, 20 anos” ,entre outras.

Francisco Duarte Mangas nasceu em Vieira do Minho, em 1960. É jornalista, poeta, ficcionista, com uma extensa e premiada bibliografia - Prémio Carlos de Oliveira, Prémio Eixo Atlântico de Narrativa Galega e Portuguesa e Grande Prémio de Literatura ITF. “A Rapariga dos Lábios Azuis”é o seu primeiro romance.

César Príncipe nasceu em 1942, em Vilar da Veiga (Gerês). Foi repórter, editor e redator principal do Jornal de Notícias. É autor de uma extensa obra nos domínios da poesia, crónica, literatura documental e ficção, dispersa por várias editoras, quase toda esgotada.

O Município de Caminha preparou um conjunto de iniciativas e eventos de elevada qualidade para celebrar os 42 anos de Abril. O programa começa sexta-feira, dia 22, com um Curso Breve de Cidadania Local, onde será abordado o tema “Poder Local Democrático - Educação para a Cidadania Democrática e os Direitos Humanos”. No sábado, dia 23, uma estreia absoluta, marcará as comemorações deste ano - um grande espetáculo, totalmente original e envolvendo dezenas de músicos e artistas caminhenses. O Cancioneiro de Caminhafoi construído ao longo do último ano e inclui 14 músicas, criadas para cada uma das freguesias do concelho. As comemorações terminam segunda-feira, dia 25 de abril, com a realização da Cerimónia Protocolar da Assembleia Municipal, que terá lugar a partir das 11h00, no Valadares, Teatro Municipal.

AMARES COMEMORA 25 DE ABRIL

O Município de Amares vai assinalar o 25 de Abril de 1974 com a seguinte programação:

9H30 - Hastear das bandeiras, revista às forças em parada e solta de pombos (Sociedade Columbófila de Amares);

Entrega de bandeiras às associações do concelho (frente aos Paços do Concelho);

9h45 - Atuação da Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (frente aos Paços do Concelho);

10h15 - Homenagem a trabalhadores do mapa de pessoal do Município (Salão Nobre dos Paços do Concelho);

10h45 - Atuação do Grupo Coral da APEA (Salão Nobre dos Paços do Concelho);

11h00 - Sessão Solene da Assembleia Municipal de Amares (Salão Nobre dos Paços do Concelho).

COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL EM PONTE DE LIMA REALIZAM-SE NOD DIAS 23, 24 e 25 DE ABRIL NO TEATRO DIOGO BERNARDES E NO LARGO DE CAMÕES

No próximo fim-de-semana, entre 23 e 25 de Abril, em Ponte de Lima poderá assistir a um conjunto de eventos comemorativos do 25 de Abril.

No dia 23, sábado, no Teatro Diogo Bernardes, às 22h00, o concerto de Mário Mata e os Amigos do Zeca abre este ciclo com um concerto que irá marcar pela excelência e pelo Tributo a Zeca Afonso.

“Os Amigos do Zeca valorizam a música e os valores de José Afonso, a aposta na juventude e no passar de testemunho. Ao longo da sua existência (fundados em 2009) “Mário Mata e os Amigos do Zeca” têm preservado o equilíbrio entre os arranjos originais de José Afonso, Ricardo J. Dias (Redondo Vocábulo) e os seus próprios.

O colectivo tem como base, Mário Mata (voz e guitarra), o Maestro Paulo Bernardino (piano, sintetizador e acordeão), Toninho Varela (baixo), Miguel Veras (guitarras), David Cruz (viola, cavaquinho e voz), Alexandre Reis (bateria), Jorge Duarte (vozes e percussões), Bárbara Braga (voz) e Mafalda Duarte (voz e flauta). A Rui Seoane cabe a responsabilidade de dar voz às baladas e aos fados de Coimbra.”

No dia seguinte, domingo, 24 de Abril, a partir das 22h00, no Largo de Camões, será a vez do baile popular, a cargo de Delfim Júnior & Ympério Show.

A Banda Musical de S. Martinho da Gandra levará a efeito, também no Largo de Camões, um concerto na tarde de segunda-feira, dia 25 de Abril, a partir das 16h00.

Na noite de 25 de Abril, de volta ao Teatro Diogo Bernardes, com início às 22h00, será a vez do concerto de Carlos Mendes denominado A Festa da Vida.

“Em 2015 o artista celebrou os seus 50 anos de carreira e, para comemorar a data da melhor forma, regravou algumas das canções mais emblemáticas do seu repertório, como “Amélia dos Olhos Doces”, “Ruas de Lisboa” e “A Festa da Vida”, em versões de voz e piano, evidenciando assim, da melhor forma, os seus dotes de cantor e intérprete.

Transpondo este conceito para a estrada, Carlos Mendes apresenta A Festa da Vida, um concerto intimista, em que o público é convidado a partilhar, de forma sincera, a sua vida repleta de histórias, de risos e celebrações que marcaram, inevitavelmente, a música portuguesa.

Este é um espectáculo diferente do habitual, mais íntimo, onde se canta e se conta, onde se ouvem risos e libertam emoções; onde se brinca com o passado e se sonha com o futuro. Uma voz. Um piano. Juntos, no grande palco da Vida, da Alegria e dos Afectos.

Carlos Mendes – um artista e um espectáculo absolutamente únicos.”

Os bilhetes para os espectáculos no Teatro Diogo Bernardes encontram-se à venda na respectiva bilheteira, pelo preço de 2,00€ e mais informações podem ser obtidas pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt. Os restantes espectáculos, no Largo de Camões, são gratuitos.

MELGAÇO COMEMORA 42º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL

Celebrar o Poder Local, uma vitória de abril

O município de Melgaço assinala na próxima segunda-feira, 25 de abril, o Dia da Liberdade. O programa terá início às 10h00, no Largo Hermenegildo Solheiro, com a Guarda de Honra dos Bombeiros Voluntários, seguindo-se o hastear da Bandeira Nacional.

Pelas 10h30, segue-se a sessão Solene Pública Comemorativa do 42º Aniversário do 25 de Abril, no Salão Nobre da Câmara Municipal, que contará com a intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Melgaço, Manoel Batista. Na sessão, intitulada ‘Celebrar o Poder Local, uma vitória de abril’, serão apresentados os projetos de requalificação e ampliação da antiga Escola Primária da Vila e da Casa Mortuária.

CELORICO DE BASTO CELEBRA 25 DE ABRIL COM VÁRIAS ATIVIDADES

As comemorações da “Revolução dos Cravos” acontecem, em Celorico de Basto, nos dias 22, 23 e 24 de abril com várias atividades culturais e desportivas.

“Como habitualmente demos enfase à música para destacar uma efeméride que marcou o recomeço de uma nova realidade para o país e para os portugueses, a revolução do 25 de Abril de 1974” disse o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva. O autarca salienta a necessidade de celebrar momentos históricos com músicas que contam histórias e realidades. “A música foi e continua a ser uma verdadeira “arma” que põe a descoberto o estado das coisas, que incita ao pensamento e à ação. É importante que as pessoas usufruam dos direitos adquiridos com a revolução e que usem esses direitos para fazer este país crescer” realçou.

Celorico de Basto mantém uma das atividades promovidas nas celebrações dos “40 anos da Revolução” em 2014, as Músicas da Revolução, interpretadas por cantores, bandas e grupos de música locais, no dia 24 de abril. A ação é sempre muito apelativa junto da comunidade local. Este ano, as celebrações do “25 de Abril” contam também com a atuação da Cooperartes que apresenta, no dia 22 de abril. “Os Cravos da Nossa Revolução”. No sábado, 23 de abril, destaque para a Peça de Teatro “A Dama das Camélias”. Estas atividades estão todas marcadas para as 21h30, no Centro Cultural Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa. Paralelamente a estas ações culturais irá decorrer, no sábado, 23 de abril, o Encontro Regional de Braga de Gira-Volei, das 10h00 às 16h30, no Centro Escolar de Celorico de Basto.

FAMALICÃO COMEMORA 25 DE ABRIL

Programa comemorativo da Revolução dos Cravos com diversas iniciativas. Exibição de imagens inéditas do 25 de abril nas ruas de Famalicão marca as comemorações

É já na próxima segunda-feira que se assinala o 42.º aniversário da Revolução do Cravos em Portugal. Em Vila Nova de Famalicão, a data será celebrada com inúmeras iniciativas com destaque para a apresentação de imagens inéditas da revolução nas ruas da cidade. A pelicula que estava guardada no arquivo dos estúdios da RTP, foi agora resgatada pela autarquia para o domínio público. Os filmes são desconhecidos da maior parte dos famalicenses e vão ser projetados pelas 17h00, de segunda-feira, no Arquivo Municipal Alberto Sampaio.

“São imagens únicas e marcantes que demostram bem a forma como os famalicenses saíram à rua e viveram o 25 de abril de 1974”, refere a propósito o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, adiantando que a aquisição da pelicula insere-se no âmbito do projeto “25 de abril – Memória e Futuro”, que visa recolher e preservar as fontes históricas sobre a Revolução do 25 de abril. O projeto arrancou em 2015 com a criação da “Biblioteca Digital – Fundo Local da Oposição Democrática”, que disponibiliza online através do site da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco documentos exclusivos das lutas pela liberdade no concelho.

O filme do 25 de abril em Famalicão será ainda enriquecido com imagens exclusivas captadas por particulares e será acompanhado de uma tertúlia que promete desvendar muitos dos episódios daquele dia libertador e dos que se seguiram.

Do programa comemorativo referência também para a inauguração da mostra documental: “25 de abril na literatura, no cinema e na música”, nesta sexta-feira na Biblioteca Municipal.

Entre a multiplicidade de iniciativas culturais que vão atravessar as várias freguesias do concelho destaca-se ainda os Versos e Sons de Abril, que vão decorrer no dia 23, no Museu Bernardino Machado, o recital de Poesia Dita e Cantada, no Café-Concerto da Casa das Artes, na noite de 24 e claro a tradicional sessão solene comemorativa do 25 de abril, que junta as diferentes forças partidárias no Salão Nobre da Assembleia Municipal, nos Paços do Concelho.

Para Paulo Cunha “a liberdade artística e cultural foi, sem dúvida, uma das grandes conquistas de abril e neste âmbito não vão faltar espetáculos musicais, cinema e teatro.” Ao todo são mais de dezena e meia de eventos para celebrar abril. “Com estas iniciativas queremos também transmitir às novas gerações o verdadeiro sentido do que foi o 25 de Abril de 1974”, acrescenta o autarca.

ARCOS DE VALDEVEZ COMEMORA 25 DE ABRIL

O 25 de Abril comemora-se em Arcos de Valdevez, tal como tem acontecido todos os anos, tendo já o município arcuense delineado o programa da cerimónia oficial das Comemorações do “Dia da Liberdade”.

Desta feita, o Presidente da Câmara Municipal, João Manuel Esteves, convida todos os munícipes a assistirem e participarem nas celebrações que incluem no dia 24 de Abril (domingo), pelas 08h30, a Caminhada Solidária do Vez/Peneda-Gerês Trail Adeventure com saída da Ponte Centenária, e às 22h00 o espetáculo de música/poesia “Ailé! Ailé!: Zeca cantado e contado”, com José Fanha e Daniel Completo, no auditório da Casa das Artes; no dia 25 (segunda-feira), pelas 10h00, decorrerá a Cerimónia Oficial do hastear das Bandeiras na Praça Municipal– após a Salva de Morteiros, que terá lugar pelas 9h00 – que contará com guarda de honra efetuada pelos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, Corpo Nacional de Escutas – Agrupº214 e Banda da Sociedade Musical Arcuense, seguida de uma atuação dos Coros Infantis da Escola de Távora e Vozes Meninos do Vez.

Por último, no sábado dia 30 de Abril, pelas 22h00, decorrerá no auditório da Casa das Artes o espetáculo de música/poesia “Ary O Poeta das Canções: tributo a Ary dos Santos”, com Joaquim Lourenço.

PÓVOA DE LANHOSO ASSINALA DIA DA LIBERDADE

A Póvoa de Lanhoso prepara-se para assinalar mais um aniversário do Dia da Liberdade, 25 de Abril. Para além da cerimónia oficial do hastear da bandeira, pelas 10h00, nos Paços do Concelho, e da realização de rastreios médicos gratuitos (durante a manhã), o programa prevê diversas atividades desportivas, algumas das quais que se realizam durante todo o dia, esperando a participação de centenas de atletas de dentro e fora do nosso concelho.

Foto arquivo 2014 Hastear da Bandeira 1

O programa resulta do trabalho em parceria entre a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e diversas entidades, como a Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga, a Escola de Ténis, a Fintas Academia, a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso, a secção de Basquetebol do Sport Clube Maria da Fonte, a Associação de Andebol da Póvoa de Lanhoso, a IFBB Portugal e o ginásio Gym Porto d´Ave, o ginásio Killer Kilo, a Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso e a Associação de Rádio Modelismo da Póvoa de Lanhoso.

Os Povoenses poderão participar em diferentes propostas desportivas já que o programa prevê, futebol infantil, entre as 10h00 e as 13h00, no Campo Desportivo Municipal, sendo esta uma atividade que conta com o apoio da Fintas Academia; basquetebol, com a disputa do Torneio de Basquetebol 25 de Abril – Homenagem a Cremildo Pereira, entre as 10h00 e as 18h00, na Av. 25 de Abril, com o apoio da secção de Basquetebol do Sport Clube Maria da Fonte; andebol minis, com os jogos a decorrerem entre as 10h00 e as 12h30, no pavilhão 25 de Abril, com o apoio da Associação de Andebol da Póvoa de Lanhoso; e ténis, entre as 10h00 e as 12h30, na Av. 25 de Abril, com o apoio da Escola de Ténis; hidroginástica, entre as 10h00 e as 12h30, na Piscina Municipal Coberta.

O programa prevê ainda a realização do Campeonato do Norte de Culturismo, a partir das 10h00, com o apoio da IFBB Portugal e do ginásio Gym Porto d´Ave, no Auditório de Fontarcada; Zumba Liller Kilo e Jump Killer Kilo, no Anfiteatro do Pontido, entre as 10h30 e as 12h00, com o apoio do ginásio Killer Kilo; Rádio Modelismo, entre as 14h30 e as 18h00, na Pista de Rádio Modelismo do Pontido, com o apoio da Associação de Rádio Modelismo da Póvoa de Lanhoso; Mega Aula Zumba Sénior, com o apoio da Junta de Freguesia Póvoa de Lanhoso, entre as 15h00 e as 17h00, no Parque do Pontido; e a possibilidade de realizar o Circuito de Manutenção, no Parque do Pontido, entre as 15h00 e as 17h00, com o apoio da Associação de Apoio aos Deficientes Visuais do Distrito de Braga. Está ainda prevista a realização de Rastreios médicos com o apoio da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso, na Praça Eng. Armando Rodrigues, entre as 10h00 e as 13h00.

PONTE DA BARCA COMEMORA 25 DE ABRIL

Sessão Solene da Assembleia Municipal, Concerto de Música, atividades artísticas e desportivas marcam a efeméride

No âmbito das Comemorações do 42º aniversário da revolução de 25 de Abril de 1974, o município de Ponte da Barca vai assinalar a data com uma serie de iniciativas que arrancam já no dia 23 de Abril com o concerto musical pelo projeto “Outra vez abril”, coletivo de músicos maioritariamente de Ponte da Barca que irão evocar artistas como Zéca Afonso, José Mário Branco, Sérgio Godinho e Adriano Correia de Oliveira, às 22h00, nos Paços do Concelho. 

No dia 24 de Abril, às 10h00, com partida da Praça do Município, tem lugar o Trail Solidário integrado no Peneda Gerês Trail Adventure, evento de trail running por etapas com várias provas, com diferentes distâncias, que acontece entre 24 de Abril e 1 de Maio, naquele que é o único Parque Nacional de Portugal - Parque Nacional da Peneda Gerês. À noite (21h30) no Auditório Municipal, o grupo juvenil de teatro do Movimento Incriativo promove a peça de teatro 'Antes de Começar'/'Maria'.

No dia 25 de Abril, a partir das 11h00, também nos Paços do Concelho, decorre a habitual Sessão Solene da Assembleia Municipal, numa cerimónia que junta o executivo municipal, os representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal, Presidentes de Junta de Freguesia, entre outras entidades militares e civis do concelho.

Ainda durante o dia 25 de Abril, o Grupo Liber'Arte promove a partir das 15h00, no Choupal, um conjunto de atividades artísticas que vão da música à pintura. A partir das 18h00 no Estádio Municipal, tem lugar o jogo de futebol 'Abrilmente'.

ESCOLAS DE GUIMARÃES CELEBRAM ABRIL COM A LEITURA ENCENADA “LIVRE COM UM LIVRO”

SESSÃO NA PLATAFORMA DAS ARTES

Alunos assinalaram o Dia da Liberdade. Câmara de Guimarães ofereceu livros para as bibliotecas escolares dos estabelecimentos de ensino participantes.

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A Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade recebeu este sábado, 16 de abril, uma sessão de leitura encenada protagonizada por alunos de uma dezena de agrupamentos de escolas do concelho de Guimarães, no âmbito da iniciativa “Livre com um Livro”, organizada pelo Núcleo de Estudos 25 de Abril, em parceria com a Câmara Municipal de Guimarães e com o Serviço Educativo da cooperativa “A Oficina”.

Este ano, sob a orientação do ator e professor de teatro Paulo Calatré, jovens da Escola Secundária das Taipas e dos Agrupamentos de Escolas de Briteiros, Arqueólogo Mário Cardoso, Afonso Henriques, Egas Moniz, Francisco de Holanda, Virgínia Moura, Taipas e Professor Abel Salazar emprestaram voz à obra “Os Memoráveis”, de Lídia Jorge, num evento que se realiza pelo terceiro ano consecutivo e que pretende assinalar, junto das gerações mais novas, a implementação da Liberdade em Portugal. 

«Esta sessão foi um momento memorável, protagonizado por grupos de alunos que nos relembraram, a partir das palavras de Lídia Jorge, os valores de Abril, a alegria, a Liberdade, a amizade e o milagre desse dia que merece ser mantido na memória de todos nós. A Liberdade e a leitura andam de mãos dadas! Ser livre implica saber mais, ser mais participativo, ter opiniões e isso constrói-se com a leitura», disse Adelina Paula Pinto, Vereadora do Município de Guimarães, com competências delegadas na área da Educação.

No final do espetáculo realizado na Plataforma das Artes, como reconhecimento do envolvimento, nível qualitativo e participação da comunidade escolar, a Câmara Municipal de Guimarães, através da Biblioteca Municipal Raul Brandão, procedeu à oferta de livros com o objetivo de enriquecer o acervo das bibliotecas escolares dos estabelecimentos de ensino participantes nesta iniciativa.

MONÇÃO COMEMORA 25 DE ABRIL

Programa simbólico, que visa reforçar os valores da “Revolução dos Cravos” junto das gerações mais novas, engloba entrega de votos de louvor às empresas monçanenses distinguidas como PME Líder e PME Excelência e apresentação pública do Projeto de Requalificação Urbanística da Avenida D. Afonso III (área envolvente da antiga estação da CP).

O município de Monção celebra a passagem do 42º aniversário do 25 de abril com um programa simbólico que tem como finalidade comemorar esta importante data para todos os portugueses e reforçar os seus ideais junto das gerações mais novas.

O programa tem início às 9h30 com saudação da Banda Musical de Monção, no Largo da Alfândega, seguindo-se, meia hora mais tarde, uma sessão solene da Assembleia Municipal de Monção, no Cine Teatro João Verde, a qual engloba vários momentos.

A saber: discursos oficiais alusivos ao 25 de Abril dos partidos representados na Assembleia Municipal de Monção, entrega de votos de louvor às empresas monçanenses distinguidas como PME Líder e PME Excelência pelo IAPMEI e apresentação pública do Projeto de Requalificação Urbanística da Avenida D. Afonso III (área envolvente da antiga estação da CP).

Da parte de tarde, com início às 16h00, tem lugar uma sessão ordinária da Assembleia Municipal de Monção. Entre os pontos em apreciação e votação, consta a prestação de contas de 2015, documento aprovado, por maioria, com quatro votos a favor (PS e CDS/PP) e três abstenções (PSD) na reunião do Executivo Municipal, realizada na passada segunda-feira, 11 de abril.

As empresas distinguidas são: Adega Cooperativa Regional de Monção, CRL;Coca Hipermercados, Lda;Covas Transportes, Lda;Francisco Lourenço - Materiais de Construção e Decoração, Lda; Granitos Galrão Norte, Lda;Habimonção Construções, Lda; Heitor de Campos Amoedo, Lda;ImpactZero - Software Unipessoal, Lda;Irmãos Amorim, Lda; J. Oliveira & Domingues, Lda; Palmeira&Almeida, Lda;F.Gomes, SA;Serralharia Nova Era XXI, Lda;Sociedade Transportes Floridos, Lda; e Sociedade Artística - Manufacturas Químicas e Metálicas, Lda.

A Requalificação Urbanística da Avenida D. Afonso III compreende toda a área envolvente da antiga estação da CP. O objetivo é dignificar uma das principais entradas no centro histórico da vila que, nos últimos anos, tem crescido em termos comerciais. Naquele espaço, com grande afluência de pessoas, estão localizados vários organismos públicos.

Registe-se que, neste momento, decorre a empreitada de recuperação interior e exterior do edifício da antiga estação da CP. Assim que concluída, ficará à disposição da cultura enquanto espaço de fruição e aprendizagem musical sob a responsabilidade da Banda Musical de Monção, filarmónica com mais de dois séculos de existência.

CONSTITUCIONALISTA JORGE MIRANDA PARTICIPA EM CAMINHA NAS COMEMORAÇÕES DE 25 DE ABRIL A CONVITE DO MUNICÍPIO

Programa variado e de elevada qualidade para celebrar os 42 anos da Revolução dos Cravos

O Município de Caminha preparou um conjunto de iniciativas e eventos de elevada qualidade para celebrar os 42 anos de Abril.

Variedade e excelência marcam a programação dos quatro dias, de 22 a 25 de abril, durante os quais o concelho vai receber personalidades da Democracia, como é o caso do professor e constitucionalista Jorge Miranda, mas vai também viver momentos de exceção a nível cultural, como será certamente o espetáculo de apresentação do Cancioneiro do Concelho de Caminha. Estes são apenas dois exemplos, mas há propostas para todos e todos são convidados a participar na Festa da Democracia, que recorda não apenas a Revolução, mas também celebra os 40 anos da Constituição da República Portuguesa.

O professor Jorge Miranda aceitou o convite do Município de Caminha e vai estar nos Paços do Concelho no próximo sábado, dia 23, para uma conferência sobre os “40 Anos da Constituição da República Portuguesa”, ao lado do antigo deputado Roleira Marinho.

O “pai” da Constituição, como é por vezes chamado, tem um curriculum excecional, sendo autor de mais de duas centenas e meia de publicações, entre monografias, manuais, lições policopiadas e artigos científicos. Mas foi enquanto deputado à Assembleia Constituinte (1975-1976), quando Jorge Miranda teve um papel importante na construção da Lei Fundamental, a Constituição da República Portuguesa de 1976. Considerado especialista na área do Direito Constitucional, colaborou também na elaboração das Constituições de São Tomé e Príncipe (1990), de Moçambique (1990), da Guiné-Bissau (1991) e de Timor-Leste (2001).

Uma estreia absoluta, ainda no sábado, dia 23, marcará também as comemorações deste ano - um grande espetáculo, totalmente original e envolvendo dezenas de músicos e artistas caminhenses. O Cancioneiro de Caminha foi construído ao longo do último ano e inclui 14 músicas, criadas para cada uma das freguesias do concelho.

O programa, porém, tem início no dia anterior, sexta-feira, com um Curso Breve de Cidadania Local, onde será abordado o tema “Poder Local Democrático - Educação para a Cidadania Democrática e os Direitos Humanos”.

Na programação de domingo, dia 24 de abril, destaca-se a inauguração da exposição “Livros Proibidos”, sobre os livros proibidos pela Ditadura, realizada em colaboração com a Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto.

Ao final da tarde, um colóquio abordará a questão “Liberdade de Expressão na Literatura”, com a participação de Henrique Barreto Nunes, Francisco Duarte Mangas e César Príncipe.

Segunda-feira, dia 25 de abril, o programa é mais institucional, salientando-se a Cerimónia Protocolar da Assembleia Municipal, que terá lugar a partir das 11h00, no Valadares, Teatro Municipal.

PROGRAMA

SEX - 22 ABRIL 

10H00

CURSO BREVE DE CIDADANIA LOCAL

Poder Local Democrático - Educação para a Cidadania Democrática e os Direitos Humanos

Destinatários: Eleitos Locais, Professores, Jovens e Cidadãos em geral

Gratuito

Local: Edifício Paços do Concelho

SÁB - 23 ABRIL

16H00

Conferência

40 ANOS DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA

Convidados: Jorge Miranda, Constitucionalista, e Roleira Marinho, Deputado Constituinte Honorário

Moderador: Luís Mourão, Presidente da Assembleia Municipal de Caminha

Local: Salão Nobre do Edifício Paços do Concelho

22H00

CANCIONEIRO DO CONCELHO DE CAMINHA

Concerto

Projeto original de César Magalhães

Local: Pavilhão Desportivo Municipal de Caminha

DOM 24 ABRIL

17H00

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO  “LIVROS PROIBIDOS”

Livros Proibidos pela Ditadura

Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto

Local: Edifício Paços do Concelho

17H30

A LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA LITERATURA

Colóquio

Com Henrique Barreto Nunes, Francisco Duarte Mangas e César Príncipe

Local: Salão Nobre do Edifício Paços do Concelho

SEG 25 ABRIL 

42 ANOS DE ABRIL

Comemorações do 25 de Abril

09H30 

HASTEAR SOLENE DA BANDEIRA NACIONAL

Local: Praça da República, Vila Praia de Âncora

10H30

HASTEAR SOLENE DA BANDEIRA NACIONAL

Local: Praça Conselheiro Silva Torres, Caminha

11H00

CERIMÓNIA PROTOCOLAR DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL 

Local: Valadares, Teatro Municipal

VIZELA COMEMORA O 25 DE ABRIL

Comemorações do 25 de Abril

A Câmara e a Assembleia Municipal de Vizela vão assinalar mais um aniversário da Revolução dos Cravos.

No dia 25 de Abril terá lugar a sessão solene comemorativa da Revolução, no Auditório da Casa das Coletividades, pelas 11.00 horas.

Programa:

25 abril

11.00h

Sessão Solene Comemorativa do 25 de Abril

Auditório da Casa das Coletividades

28 abril

das 10h15 -12h30

“Guerra Colonial versus 25 Abril” - Conferência/Palestra e Exposição

(Org.: Liga dos Combatentes – Núcleo de Vizela/ Parceria: Câmara Municipal de Vizela e Agrupamento de Escolas de Vizela)

Auditório da Escola Básica de Vizela (Agrupamento de Escolas de Vizela)

Descrição da atividade: Na conferência / palestra estarão presentes antigos combatentes com relatos e pormenores vividos naquele Teatro de Operações 1961-74 e exposição será divulgado o material utilizado na Guerra Colonial.

CERVEIRA ASSINALA “25 DE ABRIL A CANTAR”

Este ano, as comemorações do 25 de abril em Vila Nova de Cerveira acolhem dois momentos musicais distintos com a ‘prata da casa’. O Coral Polifónico de Cerveira e o Coro Infantojuvenil da Pauta dos Caprichos vão evocar esta data histórica na democracia de Portugal através do (en)canto.

Porque a música desempenhou um papel crucial na ‘Revolução dos Cravos’ de 1974, o Município de Vila Nova de Cerveira vai assinalar o 42ª aniversário da efeméride com várias canções que marcaram a época.

As comemorações iniciam-se com o Hastear das Bandeiras, às 09h30, na Praça do Município, com a presença das autoridades locais ao som do Hino de Portugal interpretado pelas belas vozes do Coral Polifónico de Vila Nova de Cerveira.

À noite, pelas 21h30, o Cineteatro de Cerveira é palco de um concerto protagonizado pelo Coro Infantojuvenil da Pauta dos Caprichos – Associação Musical de Vila Nova de Cerveira, com direção musical da maestrina Cíntia Pereira.

“25 de Abril a Cantar” propõe, ao público presente, uma viagem no tempo, um reavivar de memórias através de temas tão conhecidos como “E Depois do Adeus”, “Grândola Vila Morena”, “Venham mais cinco” ou “Somos livres” – entre outras canções de intervenção.

FAMALICÃO APRESENTA IMAGENS INÉDITAS DO 25 DE ABRIO DE 1974

Programa comemorativo da Revolução dos Cravos arranca já este domingo

Imagens inéditas da Revolução dos Cravos nas ruas de Vila Nova de Famalicão vão ser projetadas no próximo dia 25 de abril, pelas 17h00, no Arquivo Municipal Alberto Sampaio, no âmbito das comemorações do 42.º aniversário da Revolução. Os filmes, desconhecidos da maior parte dos famalicenses, estavam guardados no arquivo dos estúdios da RTP, sendo agora resgatado pela autarquia para o domínio público.

Luta pela liberdade em Famalicão (1)

“São imagens únicas e marcantes que demostram bem a forma como os famalicenses saíram à rua e viveram o 25 de abril de 1974”, refere a propósito o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, adiantando que a aquisição da pelicula insere-se no âmbito do projeto “25 de abril – Memória e Futuro”, que visa recolher e preservar as fontes históricas sobre a Revolução do 25 de abril. O projeto arrancou em 2015 com a criação da “Biblioteca Digital – Fundo Local da Oposição Democrática”, que disponibiliza online através do site da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco documentos exclusivos das lutas pela liberdade no concelho.

O filme do 25 de abril em Famalicão será ainda enriquecido com imagens  exclusivas captadas por particulares e será acompanhado de uma tertúlia que promete desvendar muitos dos episódios daquele dia libertador e dos que se seguiram.

As comemorações do 42.º aniversário da Revolução dos Cravos coincidem este ano com o 40.º aniversário da Constituição da República Portuguesa, o que motiva, desde logo, a organização da conferência “Conta-me a História”, que vai decorrer também no Arquivo Municipal, já no próximo domingo, dia 3, com a presença de Diogo Freitas do Amaral que irá recordar o que está por detrás da redação e aprovação da Lei Fundamental da República Portuguesa.

No dia 22 inaugura-se na Biblioteca Municipal a mostra documental: “25 de abril na literatura, no cinema e na música”, que vai estar patente até ao final do mês.

Entre a multiplicidade de iniciativas culturais que vão atravessar as várias freguesias do concelho destaca-se ainda os Versos e Sons de Abril, que vão decorrer no dia 23, no Museu Bernardino Machado, o recital de Poesia Dita e Cantada, no Café-Concerto da Casa das Artes, na noite de 24 e claro a tradicional sessão solene comemorativa do 25 de abril, que junta as diferentes forças partidárias no Salão Nobre da Assembleia Municipal, nos Paços do Concelho.

Para Paulo Cunha “a liberdade artística e cultural foi, sem dúvida, uma das grandes conquistas de abril e neste âmbito não vão faltar espetáculos musicais, cinema e teatro.”Ao todo são mais de dezena e meia de eventos para celebrar abril. Citando a música de Vítor Espadinha, “Recordar é Viver”, Paulo Cunha acrescenta que “com estas iniciativas queremos também transmitir às novas gerações o verdadeiro sentido do que foi o 25 de Abril de 1974”.

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REPÚBLICA EM PORTUGAL FOI IMPLANTADA HÁ 105 ANOS!

Há 105 anos, José Relvas proclamou a implantação da República a partir da varanda dos Paços do Concelho, em Lisboa. O novo regime político resultou de um golpe revolucionário executado pela Carbonária, braço armado do Partido Republicano Português, secretamente dirigido através da Loja Montanha da Maçonaria Portuguesa.

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Após duas tentativas falhadas – o levantamento do 31 de janeiro de 1891 na cidade do Porto e o plano que envolveu o regicídio de 1 de fevereiro de 1908 – eis que a revolta republicana logra sair vitoriosa na sequência de vários incidentes e equívocos, de entre os quais sobressai o que resulta do armistício destinado a proteger a retirada dos cidadãos estrangeiros, quando os revoltosos confundiram a bandeira branca que aqueles empunhavam com uma inexistente rendição das forças monárquicas instaladas no Rossio.

As imagens da época retratam algumas centenas de pessoas concentradas na Praça do Município, no momento da proclamação do regime republicano, sinal evidente de que a maioria da população recolheu a suas casas durante os confrontos.

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Entre as causas habilidosamente exploradas pelos republicanos salienta-se a humilhação britânica resultante do Ultimatum, a crise económica e financeira da monarquia constitucional, a instabilidade política e social resultante do sistema do rotativismo entre o Partido Progressista e o Partido Regenerador, e ainda as acusações que eram feitas em relação ao poder do Clero e os gastos da Família Real constituíram os condimentos do levantamento revolucionário então verificado,

A deslocação para a capital nos dias anteriores à insurreição de centenas de membros da Carbonária, vulgo “revolucionários civis”, as manobras de diversão traduzidas nas proclamações ocorridas no dia anterior, nas localidades de Loures e Montijo, as ações de sabotagem do telégrafo e da linha férrea, constituíram apenas alguns aspetos de uma revolução que foi inclusivamente seguida com atenção pelo revolucionário russo Vladimir Ilitch Ulianov (Lenine), da qual extraiu por certo ensinamentos para a revolução que haveria de desencadear na Rússia apenas sete anos mais tarde.

A hipótese de proclamação do regime monárquico em Portugal é todavia muito anterior à ocorrida em 1910: aquando da restauração da soberania face ao domínio filipino, os conjurados de 1640, confrontados com a hesitação demonstrada por D. João, Duque de Bragança, ameaçaram-no com a possibilidade de virem a implantar uma república de nobres, à semelhança da que existia em Veneza, o que colocava em causa o seu próprio poderio e as propriedades que detinha em todo o país, as quais faziam dele o homem mais rico de toda a Península Ibérica.

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PÓVOA DE LANHOSO EVOCA MARIA DA FONTE

Milhares acorreram à Feira Maria da Fonte no culminar das comemorações do Dia do Concelho da Póvoa de Lanhoso

Terminaram da melhor forma as comemorações do Dia do Concelho da Póvoa de Lanhoso, sendo de considerar que foi um sucesso a realização da primeira Feira Tradicional Maria da Fonte. Fica a promessa de novas edições.

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Milhares de pessoas acorreram, durante o dia de ontem, 27 de setembro, à Praça Eng. Armando Rodrigues, na Vila, palco central para um conjunto de propostas que envolveu desde recriações históricas à mostra de artes e ofícios “da época”.

Esta I Feira Tradicional teve o mérito de envolver Juntas de Freguesia, coletividades e população, que trabalharam em conjunto com os colaboradores da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso para dar a conhecer e valorizar a nossa história, em particular, a que se refere à revolta da Maria da Fonte.

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“Está aqui muita gente, porque as pessoas se identificam com a Maria da Fonte, a Maria da Fonte é nossa, só nós temos a Maria da Fonte”, referia Fernando Ferreira, um dos muitos povoenses que se deslocou à Praça na tarde de ontem para assistir à recriação da revolta e da prisão de Josefa Caetana assim como à homenagem final à heroína Povoense, já no Jardim António Lopes. Aí foi com emoção que muitas das pessoas presentes acompanharam o conhecido Hino da Maria da Fonte, interpretado por Cristiana Costa Fernandes, de 19 anos, e por Henrique Gonçalves, 16 anos, ao violino, ambos de Sobradelo da Goma.

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O bom tempo ajudou. A Feira começou com um desfile etnográfico que percorreu as principais artérias da vila. Esta foi uma oportunidade para as pessoas procurarem em seus pertences objetos como foices e sacholas, ferros a carvão, balanças e pesos, potes, brinquedos, etc. e para os colocarem em exposição para os transeuntes reverem ou conhecerem. Durante o dia, houve ainda uma desfolhada, uma malhada e uma vindima, sendo que os visitantes puderam passar pelas tabernas e participar em jogos tradicionais como a malha, o lencinho, a macaca, e outros, tudo acompanhado pelas atuações que foram acontecendo dos ranchos folclóricos locais. Perto de 20 ofícios, como os de taberneiro, ferreiro, barbeiro, sapateiro, pedreiro, alfaiate, ourives, cesteiro, pintor, tecedeira, doceira e escrivão assim como atividades relacionadas com a matança do porco e o ciclo do linho, para dar alguns exemplos, estiveram representados.

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As recriações históricas, a cargo da União de Freguesias de Fontarcada e Oliveira e da Junta de Freguesia de Galegos contaram com cerca de 60 participantes; os jogos tradicionais foram dinamizados pelo núcleo de escuteiros da Póvoa de Lanhoso e pela Junta de Freguesia de Covelas; os ofícios tradicionais foram apresentados por Centros de Convívio do Concelho, Juntas de Freguesia (Lanhoso, Travassos, Garfe, Ferreiros, Rendufinho, Taíde, Serzedelo, Geraz do Minho, Santo Emilião); União de Freguesias de Fontarcada e Oliveira e União de Freguesias de Calvos e Frades; Real Confraria de Nossa Senhora de Porto D’Ave; Centro Teresiano de Verim; e Associação de Artesãos da Região do Minho. A praça de restauração esteve a cargo de Centro Social e Paroquial de Calvos, da União de Freguesias de Águas Santas e Moure; do Agrupamento de Escuteiros de São João de Rei; da Junta de Freguesia de Sobradelo da Goma; e do Sport Club Maria da Fonte.

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REVOLUÇÃO NACIONAL COMEÇOU EM BRAGA HÁ 89 ANOS

Passam precisamente 89 anos sobre a data em que um levantamento militar, denominado por Revolução Nacional, o qual derrubou a Primeira República que, apesar de instaurada apenas dezasseis anos, caraterizou-se por uma constante instabilidade política e profunda crise económica.

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Entre os protagonistas do movimento que em 1926 instaurou a ditadura militar, contavam-se muitos republicanos que em 1910 haviam participado na implantação da República, e que agora apostavam na sua regeneração.

“Em 28 de Maio de 1926 ocorre um levantamento militar no norte de Portugal, com o objetivo de tentar repor a ordem no país, que durante os últimos dois anos (desde 1924) está continuamente à beira da guerra civil.

Com um movimento sindicalista completamente controlado por sectores da esquerda anarquista, que provoca incidentes violentos, criam-se condições para a instalação de um regime de terror, em que os assassinatos e os atentados terroristas se sucedem todas as semanas.

A instabilidade política atinge uma situação de pré guerra-civil com confrontos entre unidades militares e com a sublevação de unidades do exército, nomeadamente da aviação do exército (na altura não havia Força Aérea).

A instabilidade generalizada atinge um ponto de ruptura e leva alguns dos principais comandos militares a uma revolta.

A revolução propriamente dita tem origem em Braga, a capital da província do Minho, uma das regiões mais povoadas de Portugal. O comando das operações é assumido pelo General Gomes da Costa, que chega à cidade na noite do dia 27.

A 28 de Maio, uma Sexta-feira é proclamado o movimento militar e inicia-se a movimentação de forças desde Braga para Lisboa. Ao longo do dia seguinte, Sábado, 29 de Maio, unidades militares de todo o país declaram o seu apoio aos militares golpistas, enquanto em Lisboa a chefia da polícia também adere ao golpe.

Gomes da Costa comanda em Braga as forças do Regimento de Infantaria nº 8.

No entanto, opõem-se-lhe as forças comandadas desde o Porto pelo comandante da III Divisão do exército, General Adalberto Sousa Dias, que manda as suas tropas avançar em direção a Braga e assumir posições defensivas em Famalicão, a meio caminho entre o Porto e a cidade revoltosa.

Mas no dia seguinte, 29 de Maio, são anunciadas adesões ao golpe por parte de divisões militares com base em Vila Real, Viseu, Coimbra, Tomar e Évora (4ª Divisão), isolando as forças do Porto.

No Domingo, 30 de Maio o comandante da III Divisão anuncia que as suas forças também aderem ao golpe, deixando assim o caminho livre para as tropas de Gomes da Costa que marcham pelo Porto sem oposição.

O governo em Lisboa, verificando não ter qualquer capacidade para controlar a situação, apresenta a demissão ao Presidente da República Bernardino Machado.

Na Segunda-feira dia 31, o poder está formalmente nas mãos de Mendes Cabeçadas, com a resignação oficial de Bernardino Machado, embora nesse mesmo dia ainda ocorra a última sessão da Câmara dos Deputados e do Senado. O palácio de S. Bento, será encerrado na tarde dessa Segunda-feira pela GNR, e só voltará a receber deputados eleitos, 49 anos depois, em 1975.

Na Terça-feira, dia 1 de Junho, quatro dias depois de a coluna de tropas revoltosas ter saído de Braga, encontra-se em Coimbra, onde o líder da revolta militar declara a formação de um triunvirato governativo ao qual presidirá e que será também constituído por Mendes Cabeçadas e Armando Ochoa.

O movimento militar, transforma-se então numa autêntica revolução com a adesão de inúmeros sectores da sociedade portuguesa, desejosos de acabar com o clima de terror e violência que se tinha instalado no país.

No dia 3 de Junho, Quinta-feira, as tropas de Gomes da Costa chegam a Sacavém, e a situação aparece confusa, pois não há exatamente a certeza de quem deverá formar parte do novo governo. Entre as novas figuras, surge a do crucial Ministro das Finanças, um professor de Coimbra, que mais tarde assumirá a chefia do Governo, Oliveira Salazar.

No dia seguinte, Sexta-feira, 4 de Junho, o comando é transferido para a Amadora, onde chegam também forças da 4ª Divisão vindas de Évora.

No dia 7 de Junho de 1926, as várias colunas militares que entretanto se formaram efetuam uma parada militar em Lisboa que serve também como afirmação de força, na qual participam 15.000 homens.

A revolução implantou um regime militar que duraria formalmente até 1933, sendo seguido pela aprovação de uma nova Constituição e pela institucionalização do «Estado Novo», um regime autocrático em parte inspirado no movimento fascista italiano que tinha acabado de despontar em Itália, mas controlado pelos sectores católicos conservadores portugueses.

O regime implantado com a revolução de 28 de Maio, conseguiu recuperar da situação económica absolutamente caótica a que a chamada «República Laica» o tinha feito chegar após o golpe de 5 de Outubro de 1910.

No entanto, embora tivesse recuperado a economia do país, o regime implantado em 28 de Maio de 1926, entrou por sua vez (após o final da II Guerra) num lento processo de apodrecimento que acabaria por conduzir a um outro movimento de contornos idênticos, também dirigido pelos militares em 25 de Abril de 1974, que como o movimento de 28 de Maio, triunfaria por causa do enorme apoio que teve nas ruas.”

Fonte: http://www.areamilitar.net/

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PÓVOA DE LANHOSO ASSINALA 25 DE ABRIL

As comemorações da revolução de 1974 na Póvoa de Lanhoso envolveram agentes políticos, associações e centenas de participantes no programa que foi marcado pelas atividades desportivas. 

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O dia iniciou-se com o ato solene e simbólico do hastear das bandeiras nos Paços do Concelho, onde marcaram presença os eleitos da Câmara Municipal, da Assembleia Municipal e vários autarcas das freguesias. Um momento abrilhantado pela Banda de Musica de Calvos.

Seguiu-se ao longo do dia um conjunto vasto de provas desportivas de várias modalidades onde participaram mais de 700 atletas. “este ano decidimos envolver o mais possível as associações locais pois só com estas parcerias é que poderemos motivar genuinamente a comunidade” referiu Manuel Baptista. “Quero deixar um agradecimento a todos que nos ajudaram a realizar as provas desportivas e os rastreios médicos, permitindo que esta data histórica fosse assinalada de uma forma positiva e saudável no nosso concelho”.

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Registar a forte participação de atletas que provieram de vários concelhos e equipas do distrito e que participaram em várias modalidades. As provas de andebol, a cargo da Associação de Andebol da Póvoa de Lanhoso envolveram 45 atletas. Nos 12 jogos de basquetebol, coordenadas pela secção de basquetebol do Sport Clube Maria da Fonte participaram 180 atletas. A Academia Fintas organizou o torneio de futebol com a participação de 100 atletas em vários escalões. Realçar ainda as aulas de hidroginástica, Zumba e Spinning, realizadas pela Piscina Municipal e pelo ginásio Killer Kilo envolvendo mais de 100 praticantes destas modalidades. Por último uma referência às atividades desenvolvidas pelo Centro de convívio da Póvoa de Lanhoso e pela Associação de Invisuais do Distrito de Braga e aos rastreios médicos que estiveram a cargo do núcleo de estudantes de medicina da Universidade do Minho.

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TERRABOURENSES COMEMORAM 25 DE ABRIL

Terras de Bouro assinalau “25 de abril” com apresentação de “Olhares in Versos”

Com o Salão Nobre dos Paços do Concelho de Terras de Bouro completamente cheio de muitos amigos, familiares, admiradores e figuras públicas do concelho e não só, coube ao Presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Dr. Joaquim Cracel, a apresentação, diga-se, emocionada e muito elogiosa da obra do “seu amigo de infância” como o próprio fez questão de sublinhar.

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“Olhares in Versos” assim se chama o último livro do ilustre poeta terrabourense João Luís Dias, uma “realização literária repleta de sentimento e da comunhão com a natureza”, características aliás fundamentais e marcantes na escrita do autor. A sessão ficou ainda marcada por um momento musical e pela presença da artista plástica, Marlene Soares, autora das ilustrações (em azulejo) que surgem também na obra.

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ARCOS DE VALDEVEZ COMEMORA O 25 DE ABRIL

Apesar do mau tempo que se fez sentir, a população aderiu em força às iniciativas que compuseram o programa

Arcos de Valdevez não deixou passar em branco as comemorações do Dia da Liberdade, e, tal como em anos transatos a Câmara Municipal preparou uma programação especial para assinalar a data.

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No sábado, dia 25, decorreu a Cerimónia Oficial do hastear das Bandeiras na Praça Municipal, após a Salva de Morteiros, que contou com guarda de honra efetuada pelos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, o Corpo Nacional de Escutas – Agrupº214 e a Banda da Sociedade Musical Arcuense.

Após este momento decorreu na Câmara Municipal a atuação do grupo coral Meninos do Vez, que brindou todos os presentes com temas ligados à Revolução e à mística vivida em Abril de 1974.

Apesar do tempo chuvoso que se fez sentir, foram muitos os arcuenses que se deslocaram para testemunharem o assinalar do Dia da Liberdade.

À noite teve lugar o concerto musical de António Chainho. A Casa das Artes arcuense encheu para acolher a digressão nacional do músico, conhecido como "Mestre da Guitarra Portuguesa", com a apresentação do disco "Cumplicidades", o qual inclui a colaboração, entre outros, de Rão Kyao e Filipa Pais, que o acompanharam neste concerto de Arcos de Valdevez, numa verdadeira homenagem à cultura e à música portuguesa.

Já no domingo teve lugar o Trail Solidário do Vez. Uma iniciativa organizada pela Carlos Sá Nature Events®, com o apoio e colaboração do município dos Arcos de Valdevez e da Associação Viver Peneda-Gerês que juntou mais de 1200 inscritos. Este trail contou com duas provas (uma com cerca de 16 km's e outra com cerca de 28 km's), e ainda uma caminhada (com cerca de 8 km's). O valor da totalidade das inscrições reverteu a favor da Cáritas.

CELORICO DE BASTO COMEMORA 25 DE ABRIL COM MÚSICAS DA REVOLUÇÃO

Em consonância com anos transatos, Celorico de Basto voltou a levar ao palco do Cineteatro do Bombeiros Voluntários Celoricenses, no dia 24 de abril, os grupos locais que interpretaram algumas das músicas mais marcantes da Revolução de 25 de Abril de 1974.

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Este ano o espetáculo teve inicio com uma pequena encenação sobre os direitos das crianças. Uma ação da CPCJ local que teve por objetivo, em noite de revolução, sensibilizar a população para a problemática.

“A revolução sente-se quando as pessoas não ficam amorfas mas lutam pelos seus direitos e hoje, iniciamos este espetáculo com a história de Bonnie Finney e os direitos das crianças. Direitos esses que deveriam ser dados adquiridos mas que se vêm muitas vezes, comprometidos” referiu o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva, no discurso de abertura das “Músicas da revolução”. Sublinhou ainda que “ a sociedade não pode ficar indiferente a esta problemática”. Ao mesmo tempo salientou que “a revolução também se faz com música, com canções bem conseguidas e letras que retratam o estado das coisas. A liberdade de expressão adquirida aquando da revolução é hoje uma “arma” que usada da forma mais correta, permite a evolução”, disse.

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Pelo palco das “Músicas de Revolução” passou a Coopertartes que interpretou a música “o Amor é Portugal” de Enio Morriconi, com arranjo do professor Bruno Fernandes. A Universidade Sénior, com as músicas “Entre Sodoma e Gomorra” de José Mário Branco e “Maio Maduro Maio” de Zeca Afonso, António Pedroso que interpretou a música “Não Há Machado que Corte” de Zeca Afonso, o Grupo de Música de Ourilhe e Vale de Bouro com “Somos Livres” de Ermelinda Duarte e “o Que Faz Falta” de Zeca Afonso, O Clube de Música.com que interpretou a música “Parva que Sou” dos Deolinda e “a Cantiga é uma Arma” de José Mário Branco. O grupo Omnis marcou presença com “Vampiros” e “Venham mais Cinco” de Zeca Afonso e “Trova do Vento Passa” de Adriano Correia de Oliveira, a última atuação foi da autoria dos Amigos do Improviso que interpretaram “Cantares da Emigração”, “Venham mais cinco” de Zeca Afonso e “Tourada” de Fernando Tordo.

O espetáculo contou ainda com a recitação de um poema intitulado “Sou Português Aqui” de José Fanha, uma ação a cargo do Grupo de Teatro Celoricense.

O espetáculo terminou com a “Grândola, Vila Morena” de Zeca Afonso cantada por todos os presentes.

Recordar ainda que as comemorações do 25 de Abril contaram com uma prova desportiva de Gira-Volei que decorreu durante a manhã do dia 25 de abril, no Pavilhão Gimnodesportivo da EB 2,3/S de Celorico de Basto.

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VIMARANENSES CELEBRAM O 25 DE ABRIL

Guimarães comemorou 41 anos do 25 de abril com sessão solene na Plataforma das Artes. Jovens músicos de Pevidém abrilhantaram a cerimónia

Um debate sobre a Revolução dos Cravos encerra o programa de comemorações da Câmara Municipal, em parceria com o movimento associativo. Iniciativa realiza-se esta segunda-feira à noite no Círculo de Arte e Recreio.  

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A Assembleia Municipal de Guimarães comemorou o 41º aniversário do 25 de abril de 1974, com a realização de uma sessão solene evocativa da efeméride, abrilhantada pela participação do Coro Infantil e Juvenil da Escola de Música da Sociedade Musical de Pevidém, numa cerimónia realizada este sábado, na Black Box da Plataforma das Artes e da Criatividade, em Guimarães.

Seguiram-se intervenções dos deputados pertencentes aos grupos parlamentares do Movimento Partido da Terra (Rita Caldas), Bloco de Esquerda (Joaquim Mendes Teixeira), Centro Democrático e Social – Partido Popular (João Moça), Pedro Ribeiro (Coligação Democrática Unitária), Tiago Laranjeiro (Partido Social Democrata) e Nelson Felgueiras (Partido Socialista).

Pedro Vilhena Roque, em representação da mesa da Assembleia Municipal de Guimarães, procedeu ao encerramento da sessão da cerimónia evocativa dos 41 anos do 25 de abril de 1974. De tarde, o centro da cidade foi palco de um variado programa de eventos, com a Rádio Universitária do Minho (RUM) a realizar uma emissão especial em Guimarães, a partir da Casa da Memória.

Noutro âmbito, os grupos de teatro amador Jovidém, TERB e OsMusiké recriaram performances sobre episódios e momentos relacionados com a ditadura, realizando-se em seguida a iniciativa “A Literatura e os Autores ao Vivo”, onde António Ferreira esteve à conversa com o escritor Tiago Patrício sobre o seu mais recente livro “1975”.

PROGRAMA DE COMEMORAÇÕES ATÉ ESTA SEGUNDA-FEIRA

O programa de comemorações da Câmara Municipal de Guimarães, no dia 25 de abril, terminou com um novo espetáculo no Centro Cultural Vila Flor. A criação artística “Tripla Personalidade”, de Alberto Fernandes, subiu ao palco do Pequeno Auditório, num concerto que explorou três personalidades distintas, pertencentes ao mesmo ser, onde as novas tecnologias aplicadas às sonoridades convencionais criaram um resultado inovador.

Este domingo, a Casa da Memória recebeu Arnaldo Trindade, principal editor discográfico de José Afonso, para uma conversa sobre “A perspetiva editorial na resistência”, enquanto na noite desta segunda-feira, 27 de abril, pelas 21:30 horas, decorre um debate no CAR – Círculo de Arte e Recreio, a partir do livro “Guimarães, Daqui Houve Resistência”, coordenado por César Machado. “As associações de Guimarães na Resistência à ditadura – o caso particular do Círculo de Arte e Recreio” é o tema da sessão.

FAFE COMEMORA O 25 DE ABRIL

“Estou firmemente ao serviço de Fafe”

- afirmou Raul Cunha na sessão Solene evocativa do  41º aniversário do 25 de Abril

“Estou firmemente ao serviço de Fafe, ao serviço de uma causa que acredito, determinado a fazer o melhor por esta terra”. Foi desta forma que Raul Cunha se dirigiu aos fafenses na cerimónia que evoca mais um aniversário do 25 de Abril.

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No seu discurso, o presidente da Câmara falou dos valores da liberdade e da necessidade de se consolidar um direito conseguido há quarenta e um anos, lembrando que “hoje mais que uma crise económica, vivemos numa crise de valores que é necessário travar”.

“O mais preocupante na nossa sociedade continua a ser a crise de valores que vemos crescer um pouco por toda a europa e que faz, nomeadamente, com que muitos cidadãos coloquem em causa a própria democracia”.

No entanto, Raul Cunha frisou que a sociedade não se pode deixar influenciar pela falta de valores e de dignidade, mas deve apostar na discussão do que faz falta, dos valores e das causas da humanidade e apontar caminhos de desenvolvimento, de progresso.

“Temos de  travar esta inércia, esta crise de valores e foi a pensar nisso que há 15 dias tivemos aqui o encontro internacional Terra Justa, precisamente porque os valores  e também as grandes causas da humanidade são pequenos elos que, unidos, são mais fortes”.

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Recordando algumas das frases mais marcantes dos convidados desse encontro, Raul Cunha recordou que foi com a liberdade que se conseguiram grandes feitos, que se conseguiu colocar Portugal no mapa do mundo, que o país se deu a conhecer. Agora, segundo o autarca, “é necessário não esquecer a importância da liberdade e da democracia”.

“Com o 25 de Abril conseguimos grandes conquistas, uma delas, o poder local autárquico ativo e participativo. Planear, semear e ver crescer ideias e projetos para o bem comum é algo que não tem preço”, disse, salientando ainda que “estar ao serviço da causa pública é a uma forma de retribuirmos tudo o que esta nação representa para nós”.

O autarca aproveitou ainda a ocasião para falar do trabalho que tem sido realizado pelo executivo a que preside, um trabalho que tem por base as pessoas, os cidadãos.

“Temos em cima da mesa diversos eixos de atuação, que passam pelas políticas sociais ativas, maximização do aproveitamento de fundos comunitários, implementação empresarial e turístico, aliado à promoção territorial”, deixando ainda alguns exemplos do trabalho que tem vindo a ser executado.

“Em termos sociais, estamos a ajudar dezenas de famílias no apoio à renda, transportes de doentes, bolsas de estudo para universitários, apoios às famílias endividadas, em termos empresariais, estamos com a revisão do PDM a criar novas zonas industriais, lançamos um programa de apoio ao empreendedor”, lembrou, revelando ainda que “disponibilizaremos o fundo FINICIA para apoiar financeiramente micro e pequenas empresas”.

Entre os muitos projetos apontados por Raul Cunha no discurso, destaque ainda para as obras de restauro da Escola Secundária e ampliação da escola Carlos Teixeira, reabilitação do Quarteirão da Casa da Cultura ou a construção do novo mercado municipal.

O Teatro-Cinema foi o palco escolhido para esta cerimónia evocativa do 41º aniversário de Abril, e, durante cerca de duas horas, ouviram-se também os discursos do presidente da Assembleia Municipal (AM), Laurentino Dias, dos líderes dos partidos políticos com assento na AM e de um representante da Associação 25 de Abril.

Todos recordaram e falaram da importância da data para Portugal e para os portugueses, com o presidente da Assembleia Municipal a lembrar que “a liberdade não tem raça, nem cor, todos somos livres”.

Refira-se que na cerimónia, foram ainda entregues os prémios Dr. Maximino de Matos (2014), a Petra Andresa da Cunha Alves, o prémio de História Local à câmara municipal e a João Nuno Machado, o prémio A. Lopes de Oliveira/Câmara Municipal de Fafe (2013-2014) a Manuel Joaquim Martins de Freitas, Daniel Bastos e José Pedro Fernandes e foram distribuídas as distinções a funcionários municipais.

Esta manhã, depois do hastear da Bandeira nos Paços do Concelho, foi ainda prestada homenagem aos combatentes da Guerra Colonial.

De tarde, do programa das comemorações do 25 de abril realiza-se o Torneio de Veteranos UDF e XXIX Torneio de Futebol Juvenil.

Na Arcada haverá animação musical, com o grupo Água Viva e a Orquestra de Fafe, trazendo à rua as festividades que envolveram o dia da liberdade.

As comemorações terminam com a estreia nacional do documentário sobre emigração “Fronteiras e Memórias – a Emigração”, na sala Manoel de Oliveira, às 17H00.

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“RAPAZES DOS TANQUES” PARTILHAM EM CAMINHA LIÇÕES DE VIDA E DE INCONFORMISMO

Alfredo Cunha, Adelino Gomes e militares de Abril emocionaram o Salão Nobre

Eram muito jovens, pouco mais de 20 anos. Há 41 anos tiveram nas mãos a vida de centenas de pessoas e o sucesso ou o insucesso da Revolução de 25 de Abril. Ontem à noite, os “rapazes dos tanques” estiveram em Caminha, nos Paços do Concelho, para contar na primeira pessoa as suas experiências, ao lado dos dois jornalistas que imortalizaram, em livro, o seu contributo determinante para a Democracia. Foram “rapazes” que souberam tomar decisões, como salientou Miguel Alves, sublinhando a importância da memória e de não deixarmos de decidir quando é preciso, sob pena de outros tomarem as decisões por nós.

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Alfredo Cunha tinha 20 anos em 1974. Era repórter fotográfico do “Século”. Adelino Gomes era jornalista da “Seara Nova”. Tinha 29 anos e estava proibido pelo regime de trabalhar para a Rádio Renascença. Estiveram lado a lado com outros jornalistas no Terreiro do Paço. O fotógrafo destacado pelo jornal e mandado para a cobertura da Revolução às 06h45, enquanto Adelino Gomes foi levado pela curiosidade e chegou mais tarde, pelas 10h00, acabando por relatar para os microfones da mesma Rádio Renascença a conferência de imprensa de Salgueiro Maia.    

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O livro que nasceu de madrugada

Os dois jornalistas passaram o dia 25 de abril de 1974 lado a lado, na rua, sem se conhecerem, mas o livro “Os rapazes dos tanques”, que dizem ter nascido nesse dia, é fruto do amadurecimento de uma relação profissional e de amizade de muitos anos e da partilha das experiências da Revolução. Procuraram os heróis menos conhecidos, ouviram as suas histórias, e trouxeram-nos às páginas do livro e a diversos locais, desta vez a Caminha. Salão Nobre cheio, até de madrugada, para ouvir a simplicidade das vivências desse dia, em que correu tudo bem, mas podia não ser assim, bastava que um ou dois dos “rapazes” que estiveram ontem em Caminha, a quem foram dadas ordens para disparar a partir dos tanques, as tivesses cumprido.  

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O que mais impressionou na apresentação de ontem à noite foi a simplicidade e a humildade com que os acontecimentos foram recordados, pela voz dos protagonistas presentes, alferes Fernando Sottomayor, cabo apontador José Alves Costa, furriel miliciano Manuel Correia da Silva e o caminhense Fausto Gonçalves.

Sottomayor, o “rapaz” mais qualificado na altura recusou disparar e foi detido pela Polícia Militar. Transferida ordem idêntica para Alves Costa, este respondeu que iria ver o que podia fazer. Fechou-se no tanque com os colegas e não disparou. Mas estes eram os tanques que tinham capacidade para destruir o Terreiro do Paço e destruir também, pelo menos por mais alguns longos anos, o sonho da Liberdade e da Democracia.

Emoção e esperança tomou conta da audiência

No Salão Nobre dos Paços do Concelho, a abarrotar, houve emoção e esperança. Miguel Alves destacou o momento especialmente importante, especialmente bonito, que foi também de reflexão e agradecimento.

O presidente da Câmara de Caminha deixou duas notas: a primeira que tem a ver com a importância da memória. Citando o filósofo Arthur Schopenhauer, disse que “a memória age como a lente convergente na câmara escura: reduz todas as dimensões e produz, dessa forma, uma imagem bem mais bela do que o original. É bom que nos recordemos disso todos os dias”.

A segunda, para o presidente, relaciona-se com o motivo que o leva a querer estar na política ativa e que partilhou: “a memória é passado mas é também futuro. As decisões, grandes e pequenas, têm o poder de mudar o mundo. Estes homens mudaram o mundo porque tomaram decisões. Das duas uma – ou tomamos decisões ou outros tomam-nas por nós”.

Miguel Alves agradeceu também à Biblioteca e aos seus responsáveis, ao fotógrafo António Garrido, que sugeriu esta atividade para, em simultâneo, assinalar o Dia Mundial do Livro e o aniversário da Revolução, e ao historiador Paulo Bento, que foi o moderador da noite. “Este é um grande momento: 25 de Abril sempre”, concluiu Miguel Alves.

GUIMARÃES COMEMORA 25 DE ABRIL

Programa completo das comemorações em Guimarães do 41º aniversário do 25 de abril

Durante cinco dias, Guimarães comemora a Revolução dos Cravos. Município preparou programa para fim-de-semana cultural. Propostas incluem dois espetáculos musicais na véspera e no dia 25 de abril.

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Concertos, palestras, exposições, animação de rua e uma sessão solene evocativa do 41º aniversário do 25 de abril de 1974 fazem parte do alargado conjunto de iniciativas promovidas este ano pela Câmara Municipal de Guimarães. O programa de comemorações tem início esta quinta-feira, 23 de abril, pelas 18 horas, com a inauguração da exposição “O 25 de abril”, que ficará patente ao público na Casa da Memória até ao dia 01 de maio, numa organização do Centro Infantil e Cultural Popular (CICP), associação sediada no antigo Convento das Dominicas.

Na sexta-feira, na noite de 24 abril, pelas 22 horas, o Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor recebe o concerto “Sons da Liberdade”, um espetáculo com um coletivo de cantores e músicos de Guimarães que vão interpretar autores e temas de intervenção cultural e que conta também com a colaboração do Cineclube de Guimarães, com a exibição de fotografias e filmes da época, que acompanharão o concerto.

A iniciativa terá a participação da Banda da Sociedade Musical de Pevidém e de seis coros de Guimarães, nomeadamente, Orfeão de Guimarães, Grupo Coral de Azurém, Orfeão Coelima, Grupo Coral de Pevidém, Grupo Coral de Ponte e Coro Infantil da Escola de Música da Sociedade Musical de Pevidém. A entrada é de acesso livre, todavia, os bilhetes, dois por pessoa, terão de ser levantados a partir das 09:30 horas, no Palácio Vila Flor.

A sessão solene comemorativa do 25 de abril, abrilhantada pelo Coro Infantil e Juvenil da Escola de Música da Sociedade Musical de Pevidém, decorre no sábado, pelas 11 horas, com os deputados da Assembleia Municipal a reunirem-se na Plataforma das Artes e da Criatividade. De tarde, o centro da cidade é palco de um variado programa de eventos. Entre as 14:30 e as 16:30 horas, a Rádio Universitária do Minho (RUM) realiza uma emissão especial em Guimarães, a partir do Coreto da Alameda de São Dâmaso.

No espaço público, os grupos de teatro amador Jovidém, TERB e OsMusiké vão recriar performances sobre episódios e momentos relacionados com a ditadura. Às 17 horas, na Casa da Memória, com o apoio do Grupo DST e a colaboração da RUM, no âmbito da iniciativa “A Literatura e os Autores ao Vivo”, António Ferreira estará à conversa com o escritor Tiago Patrício sobre o seu mais recente livro “1975”.

EDITOR DISCOGRÁFICO DE JOSÉ AFONSO EM GUIMARÃES
O dia 25 de abril termina com um novo espetáculo no Centro Cultural Vila Flor. A partir das 22 horas, a criação artística “Tripla Personalidade”, de Alberto Fernandes, sobe ao palco do Pequeno Auditório, num concerto que explora três personalidades distintas, pertencentes ao mesmo ser, onde as novas tecnologias aplicadas às sonoridades convencionais criam um resultado inovador. A Academia de Artes Performativas (TOCA) e o Centro de Estudos Para as Artes Populares e Tradicionais (CEAPT) integram a produção deste concerto. A entrada é gratuita, mas será necessário proceder ao levantamento de bilhetes, dois por pessoa, durante o dia de sábado, na receção da Plataforma das Artes.

O programa de comemorações da Câmara Municipal de Guimarães continua no domingo e na segunda-feira. No dia 26 de abril, às 16 horas, Arnaldo Trindade, principal editor discográfico de José Afonso, estará na Casa da Memória para uma conversa sobre “A perspetiva editorial na resistência”, enquanto na noite de segunda-feira, 27 de abril, pelas 21:30 horas, realiza-se um debate no CAR – Círculo de Arte e Recreio, a partir do livro “Guimarães, Daqui Houve Resistência”, coordenado por César Machado. “As associações de Guimarães na Resistência à ditadura – o caso particular do Círculo de Arte e Recreio” é o tema da sessão.

ARCOS DE VALDEVEZ COMEMORA 25 DE ABRIL

PROGRAMA DE COMEMORAÇÃO DO 25 DE ABRIL/2015 EM ARCOS DE VALDEVEZ

DIA 25 (sábado)

10H00 – Cerimónias Oficiais de Comemoração do 25 de Abril 

  • Hastear das Bandeiras, com a participação dos Bombeiros Voluntários, Corpo Nacional de Escutas, Banda da Sociedade Musical de Arcos de Valdevez
  • Atuação do Coro Infantil Vozes Meninos do Vez

Local: Praça Municipal

22H00 – Música: António Chainho ao vivo

Local: Auditório da Casa das Artes

Aos 77 anos de vida, António Chainho comemora o seu cinquentenário artístico, dedicado à guitarra e muitas vezes ao Fado. A Casa das Artes arcuense acolhe a digressão nacional do músico, conhecido como “Mestre da Guitarra Portuguesa”, com a apresentação do disco “Cumplicidades”, que inclui a colaboração, entre outros, de Rão Kyao e Filipa Pais, que o vão acompanhar neste concerto de Arcos de Valdevez, numa verdadeira homenagem à cultura e à música portuguesa.

DIA 26 (domingo)

8H30 – Trail Solidário do Vez

Local: Avenida Recontro de Valdevez

As receitas revertem para a Cáritas; primeira etapa do Peneda - Gerês Trail Adventure.

Org.: Carlos Sá Nature Events/Município de Arcos de Valdevez

MUNICÍPIO DE CAMINHA ASSINALA 41º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL DE 1974

No sábado, o Pavilhão Municipal de Vila Praia de Âncora acolhe o concerto “Canções de Abril”, com a participação da orquestra Canto D’Aqui

O 25 de Abril de 1974 é um marco de viragem na história de Portugal contemporâneo. A Câmara Municipal de Caminha está a assinalar o seu 41º aniversário com um programa diversificado de iniciativas nas duas vilas do concelho. Exposições, apresentação do livro “Os Rapazes dos Tanques”, concerto “Canções de Abril”, cinema, feira de antiguidades, velharias e colecionismo de Vila Praia de Âncora e cerimónia protocolar da Assembleia Municipal são as principais atividades agendadas até ao dia 3 de maio.

Este ano comemora-se o 41º aniversário do 25 de abril 1974. Trata-se de uma data histórica que deve ser lembrada e assinalada. Com a Revolução de Abril abriu-se um novo capítulo na história do nosso país. Portugal libertou-se da ditadura e iniciou o caminho da construção da Democracia e da consolidação do Poder Local.

Exposições “Imagens em Liberdade”, por António Garrido; “Viver Abril”, coletiva de fotografia; apresentação do livro “Os Rapazes dos Tanques”, de Alfredo Cunha e Adelino Gomes; Feira de Antiguidades, Velharias e Colecionismo de Vila Praia de Âncora; hastear da Bandeira Nacional em Vila Praia de Âncora e em Caminha, cerimónia protocolar da Assembleia Municipal, e o concerto “Canções de Abril” com a atuação da Orquestra Filarmónica de Braga Canto d’Aqui, Coro de Pais do Conservatório Gulbenkian, Grupo Coral do Orfeão de Vila Praia de Âncora e Academia de Música Fernandes Fão e ainda projeção do filme “Assalto ao Santa Maria” são as iniciativas que compõem o programa das comemorações no concelho de Caminha.

Na próxima quinta-feira, dia 23 de abril, dia em que também se comemora o Dia Mundial do Livro, vai decorrer a apresentação do livro “Os Rapazes dos Tanques” de Alfredo Cunha e Adelino Gomes. “Os Rapazes dos Tanques” relata “histórias na primeira pessoa dos cavaleiros que em 1974 derrubaram a ditadura”. Em Caminha vão estar os autores do livro Alfredo Cunha e Adelino Gomes e os protagonistas da ação: o cabo apontador José Alves da Costa e o furriel Manuel Correia da Silva. A sessão vai decorrer no Salão Nobre dos Paços do Concelho, pelas 21h30.

No dia 25 de Abril, as comemorações oficiais começam cedo.

Às 9h30, vai decorrer na Praça da República em Vila Praia de Âncora, o hastear solene da Bandeira Nacional, com a participação da Guarda de Honra dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora e da Banda Musical Lanhelense. Às 10h30, na Praça Conselheiro Silva Torres, em Caminha, terá lugar uma cerimónia idêntica, com a participação da Guarda de Honra dos Bombeiros Voluntários de Caminha e da Banda Musical Lanhelense. Às 11 horas, as comemorações continuam com a cerimónia protocolar da Assembleia Municipal.

Das 9h às 18h, a Praça de República, em Vila Praia de Âncora, vai acolher a Feira de Antiguidades, Velharias e Colecionismo de Vila Praia de Âncora.

O dia comemorativo termina às 22h00 com o espetáculo de Tributo a Zeca Afonso e Adriano Correia de Oliveira “Canções de Abril”, com a orquestra Canto d’Aqui. Este espetáculo conta ainda com a participação do Coro de Pais do Conservatório Gulbenkian, Grupo Coral do Orfeão de Vila Praia de Âncora e Academia de Música Fernandes Fão. Este grande espetáculo procura contar a história daquilo que foi o "antes" o "durante" e o "depois" do 25 de Abril. No Pavilhão de Vila Praia de Âncora ouvir-se-ão "Canções com História" deixadas por Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Fausto, José Mário Branco, entre outros. A direção musical do espetáculo está a cargo do maestro Filipe Cunha.

No dia 26 de abril, as comemorações continuam a projeção do filme “Assalto ao Santa Maria”, de Francisco Manso.

Para além das atividades supra referenciadas, o programa alusivo ao 25 de abril de 1974 ainda contempla a exposição “Imagens de Abril Fotografia 40/41”, por António Garrido, patente ao público até ao dia 30 de abril na Galeria de Arte Caminhense. Esta exposição é uma fotorreportagem do 40º aniversário do 25 de Abril de 1974 no concelho de Caminha. O objetivo é evocar e recordar os valores da liberdade. Imagens em Liberdade é composta por mais de três dezenas de fotografias a preto e branco e três a cores e pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 18h.

A Galeria Guntilanis, em Vila Praia de Âncora, tem também patente ao público a exposição coletiva de fotografia “Viver Abril”, de Carla Loução, António Garrido, Jorge Castro, Jorge Meira, Liliana Silva, Lúcio Danin Torres, Luís Sérgio Gonçalves, Manuel Rodrigues, Mário Garrido, Mário Rocha e Sérgio Cadilha. Esta exposição reúne trabalhos dos fotógrafos que aceitaram o desafio do Município para participarem nesta exposição coletiva sobre a liberdade. A mostra pode ser visitada até ao dia 3 de maio, das 9h às 12h30 e das 13h30 às 17h.

FAFE COMEMORA 25 DE ABRIL

Sessão solene evocativa da efeméride realiza-se no Teatro-Cinema. Entrega de prémios marcará cerimónia

O Teatro-Cinema vai ser, pelo segundo ano consecutivo, o palco da sessão solene comemorativa do 41º aniversário do 25 de abril, uma sessão que ficará marcada pelas intervenções dos presidentes da Assembleia Municipal e Câmara Municipal, dos representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal, e de um representante da Associação 25 de Abril, contando ainda com entrega dos prémios Dr. Maximino de Matos (2014), História Local, A. Lopes de Oliveira/Câmara Municipal de Fafe (2013-2014) e a distribuição de distinções a funcionários municipais.

Os valores de abril estão ainda bem presentes na memória dos portugueses, representam a liberdade, a saída da opressão, da ditadura e para assinalar a data, durante três dias, serão muitas as iniciativas a realizar em Fafe.

Dessa forma, as comemorações começam a 23 de abril, com a final do concurso de escolas empreendedoras. Trata-se de uma iniciativa da CIM do Ave, através do projeto Rede de Empreendedorismo do Ave –IN.AVE, que envolve mais de 2500 alunos, desde o 2º ciclo, até ao secundário e ensino profissional.

Só do ensino secundário estão a concurso mais de 200 ideias. As semifinais estão a realizar-se pelos diversos concelhos, sendo que, em Fafe ocorrerá a 23 de abril.

Ainda no dia 23, à noite, na sala Manoel de Oliveira será exibido o filme “Sinais de Fogo” de Luis Filipe Rocha.

No dia 24, o auditório da câmara será o palco da XV Assembleia de Jovens Munícipes. Este ano o tema é “Direitos e deveres em Liberdade”, às 14H30.

Às 21H30, no Teatro-cinema sobe ao palco a peça “A noite”, que retrata a passagem de 24 para o 25 de abril de 1974, interpretada pela companhia de teatro “Os Plebeus Avintenses”, na abertura do II Fafencena, uam produção do Grupo Nun’Álvares e do Município de Fafe.

No dia 25, o dia começa bem cedo, com a Alvorada de Morteiros, às 9H00, seguindo-se a XV Marcha da Liberdade. Pelas 10H00, nos Paços do Concelho, será hasteada a bandeira e às 10H30, a homenagem aos combatentes da guerra colonial. Às 11H00 realiza-se sessão solene a realizar no Teatro-Cinema, às 11H00.

A cerimónia contará para além dos tradicionais discursos, com a entrega do prémio Dr. Maximino de Matos (2014), a Petra Andresa da Cunha Alves, do prémio de História Local à câmara municipal e a João Nuno Machado, do prémio A. Lopes de Oliveira/Câmara Municipal de Fafe (2013-2014) a Manuel Joaquim Martins de Freitas, Daniel Bastos e José Pedro Fernandes. Para além disso, na ocasião serão ainda distribuídas as distinções a funcionários municipais.

No dia 25, haverá ainda tempo para a entrega de prémios da final concelhia do torneio de malha, ao meio dia.

Da parte da tarde, realiza-se o Torneio de Veteranos UDF, no campo do Operário Futebol Clube de Antime, às 15H00. Às 15H30, no campo do Desportivo Ases de S. Jorge, realiza-se o XXIX Torneio de Futebol Juvenil.

A partir das 16H00, na Arcada haverá animação musical, com a presença do grupo Água Viva e da Orquestra de Fafe, trazendo à rua as festividades que envolveram o dia da liberdade.

As comemorações terminam com a estreia nacional do documentário sobre emigração “Fronteiras e Memórias – a Emigração”, na sala Manoel de Oliveira, às 17H00.

Para o presidente da câmara municipal de Fafe, Raul Cunha, as comemorações não podem ser esquecidas.

“O 25 de abril deu-nos a liberdade, fez com que Portugal se mostrasse ao mundo com um novo olhar, fez-nos renascer da opressão e da ditadura. Por isso, por mais anos que passem, penso que devemos sempre recordar a data, e lembrar aqueles que venceram e nos devolveram a liberdade”.

SÉRGIO GODINHO CANTA A LIBERDADE NAS COMEMORAÇÕES DO 25 DE ABRIL EM VIANA DO CASTELO

Bilhetes à venda no Teatro Municipal Sá de Miranda, nos horários habituais da bilheteira (tlf. 258 809 382).

Aceitam-se reservas de bilhetes, unicamente por  email: tmsm@cm-viana-castelo.pt , com um prazo de levantamento de 24 horas, caso contrário a reserva ficará sem efeito.

Há bilhetes de plateia e bancada, pelo que deverão mencionar na reserva o desejado.

No dia do espetáculo se a lotação não estiver esgotada poderão adquirir bilhetes na bilheteira do Centro Cultural entre as 18h00 e as 22h00.

Não há lugares marcados.

A classificação etária é maiores de 6 anos. O custo do bilhete: 10 € (1ª, 2ª e 3ª plateia e bancada).

CERVEIRA PRETA TRIBUTO A ZECA AFONSO

Tributo a Zeca Afonso sobe ao palco do Cineteatro de Cerveira

Como forma de assinalar os 41 anos da Revolução dos Cravos, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira promove, na noite de 25 de abril, no Cineteatro, um concerto de tributo à vida e obra de Zeca Afonso. Com entrada livre, o espetáculo é composto por momentos musicais e pela declamação de poemas.

Tributo a Zeca Afonso “é uma homenagem ao Homem, ao Poeta, ao Músico e ao Intérprete. É um elevar de uma forma de estar, onde as ideias têm sempre lugar, a personalidade nasce de dentro, a alegria é uma constante e os gritos são sempre plenos”, descrevem os mentores do projeto.

Num ambiente abrangente, harmonioso e contagiante, com 20 canções de Zeca Afonso e alguns Amigos, poemas declamados por José Vieira e enquadramento histórico feito por Marco Diogo, este é, segundo os promotores do evento, “o melhor concerto de Tributo a Zeca Afonso que atualmente se faz em Portugal”.

O projeto nasceu na Escola Júdice Fialho em Portimão no ano letivo 2007/2008, mas encontrou raízes já em 1990, no trabalho realizado por Luís Antunes que, desde o início da sua vida musical, além dos seus originais, sempre cantou Zeca Afonso. No centro do projeto sempre estiveram os professores Luís Antunes, Simeão Quedas, Nuno Baptista, José Vieira e Marco Diogo que, com toda a alegria e melodia, decidiram levar bem longe os cantares de Abril e elevar bem alto a lembrança de Zeca Afonso. Atualmente, com o reforço de Filipe Pereira e José Estorninho na Guitarra, e Tiago Rêgo na Percussão, os Tributo a Zeca Afonso percorrem o país com um espetáculo pleno de alma e sentimento.

Com o propósito de comemorar a célebre data do 25 de abril, o Município cerveirense organiza para a noite de 25 de abril, pelas 21h30, no Cineteatro de Cerveira, um Tributo a Zeca Afonso, com entrada livre.

DANIEL BASTOS: AURORA DE ABRIL

Quando se aproxima o 41.º aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974, também conhecida como Revolução dos Cravos, uma data de viragem para Portugal que pôs fim ao Estado Novo e abriu caminho para a democracia e a liberdade, publicamos um poema do poeta fafense Daniel Bastos que incluiu no seu recente livro de poesia “Terra”, intitulado “Aurora de Abril”, magnificamente ilustrado pelo artista plástico Orlando Pompeu.

                            Aurora de Abril

                            Floriste nos cravos

                            vermelhos de abril,

                            brandindo as fardas

                           da ditosa revolução

                           sublevada em canção,

                           prenúncio primaveril

                          da almejada liberdade

                         que durante o negrume

                         da tirania se exprobrou,

                         mas que toda uma nação

                         - o valoroso povo luso

                        exaurido pela tragédia

                        e a pérfida soberba

                       do orgulhosamente sós -

                       singelamente conquistou.

                      Cumpra-se Abril então!

in Daniel Bastos, Terra, Editora Converso, 2014

Capa do Livro

“OS RAPAZES DOS TANQUES”, DE ALFREDO CUNHA E ADELINO GOMES É APRESENTADO EM CAMINHA NO DIA MUNDIAL DO LIVRO

A apresentação do livro vai decorrer no dia 23 de abril, pelas 21h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho

No Dia Mundial do Livro, que se comemora a 23 de abril, a Câmara Municipal de Caminha vai apresentar o livro “Os rapazes dos tanques” de Alfredo Cunha e Adelino Gomes. A sessão vai decorrer no Salão Nobre dos Paços do Concelho, pelas 21h30, e conta com a presença dos autores e dos protagonistas da ação, os rapazes dos tanques.

Para além de marcar as celebrações do Dia Mundial do Livro, a apresentação do livro “os rapazes dos tanques” insere-se também na programação das comemorações do 41º aniversário do 25 de abril de 1974 que o Município está a levar a cabo no concelho.

“Os rapazes dos tanques” relata “histórias na primeira pessoa dos cavaleiros que em 1974 derrubaram a ditadura”. Em Caminha vão estar os autores do livro Alfredo Cunha e Adelino Gomes e os protagonistas da ação: o cabo apontador José Alves da Costa e o furriel Manuel Correia da Silva.

Na sinopse feste livro de 200 páginas lê-se: “Os Rapazes dos Tanques oferece-nos imagens e testemunhos exclusivos dos homens que estiveram frente a frente no Terreiro do Paço e no Carmo, no dia 25 de Abril de 1974. As fotografias de Alfredo Cunha e as entrevistas conduzidas por Adelino Gomes levam-nos a (re)viver aquelas horas e a percebermos as dúvidas, os receios, a ansiedade, a tensão, a esperança, as alegrias vividas por cidadãos que, depois desse dia, regressaram, na maior parte dos casos, ao anonimato. E a conhecer, também, o olhar que esses homens têm sobre o país quarenta anos depois.

Este livro dá voz, pela primeira vez, a furriéis e cabos que não obedeceram às ordens de fogo do brigadeiro comandante das forças fiéis ao regime - um ato de justiça aos que estando, numa primeira fase, na defesa do regime arriscaram a vida e souberam estar à altura do desafio.

Os Rapazes dos Tanques é uma homenagem aos homens da Cavalaria que acabaram com 48 anos de ditadura, em especial, ao capitão Salgueiro Maia”.

Recorde-se que o dia 23 de abril foi escolhido para assinalar o Dia Mundial do Livro e Direitos de Autor por se tratar de data simbólica para a literatura mundial: dia morte de Cervantes, de Shakespeare e de Inca Garcilaso de la Vega. A data também coincide com o nascimento ou morte de outros autores proeminentes, como Maurice Druon, Haldor K.Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.

ALFREDO DE ALMEIDA COELHO DA CUNHA nasceu em Celorico da Beira. Influenciado pelo pai, optou por uma carreira em fotografia de reportagem.

Como repórter fotográfico começou no Notícias da Amadora, em 1971. Seguidamente, colaborou com O Século e O Século Ilustrado (1972), a Agência Noticiosa Portuguesa – ANOP (1977) e as agências Notícias de Portugal (1982) e Lusa (1987).

Cobriu, entre outros acontecimentos, o 25 de Abril de 1974, a Revolução Portuguesa, a descolonização portuguesa em Angola, Moçambique, Guiné, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, o golpe de Estado na Guiné-Bissau, a queda do regime comunista romeno, o fim da guerra civil em Moçambique e a guerra no Iraque em 2003.

Foi fotógrafo dos presidentes da República António Ramalho Eanes e Mário Soares.

Foi editor de fotografia no jornal Público, no Grupo Edipresse, na revista Focus, no Comércio do Porto e no Jornal de Notícias. Colaborou com Ana Sousa Dias no programa Por Outro Lado, da RTP2.Foi diretor de fotografia da agência Global Imagens. Atualmente trabalha como freelancer e desenvolve vários projetos editoriais.

Tem publicados vários livros de fotografia.

ADELINO GOMES (n. 1944), exerceu a atividade quotidiana de jornalista durante 42 anos, na rádio, na televisão e na imprensa escrita, e foi provedor do Ouvinte da RDP (2008-2010). É coautor, com Paulo Coelho e Pedro Laranjeira, do duplo álbum O dia 25 de Abril, relato dos acontecimentos militares no Terreiro do Paço e no Largo do Carmo (sucessivamente reeditado).

Trabalhou, entre outros, nos programas PBX, do RCP (1967 e 1970) e Página Um, da Rádio Renascença (1971-2); nos noticiários do RCP (1966 e 1974-5) e da RDP (1976-1989; e, como diretor de informação, de 1995 a 1997); no Telejornal da RTP (1975-6); e no Público (1989-1995 e 1999-2008). Cobriu, entre outros acontecimentos, o 11 de Março de 1975, o início da guerra civil em Angola (Julho de 1975), o fim da guerra civil em Timor (Outubro de 1975 – continuando a acompanhar o dossier), a II e parte da III guerras do Golfo, o fim da ditadura de Cédras, no Haiti, e o início da guerra do Afeganistão.

É docente na pós-graduação em Jornalismo do ISCTE-IUL/Media Capital (Estudos Críticos e Deontologia dos Media) e investigador associado do CIES-IUL.

JOSÉ ALVES COSTA / CABO APONTADOR - CARRO DE COMBATE M47

Maia chamou-lhe a insubordinação mais bela do 25 de Abril – o cabo apontador que desobedeceu às ordens do brigadeiro Junqueira dos Reis para disparar sobre a coluna de Santarém. José Alves Costa vive na aldeia de Balazar, terra onde nasceu em 1951. Tem quatro filhos e quatro netos. Reformou-se como construtor de pneus na Continental Mabor. Militares e jornalistas procuraram-no durante 39 anos.

MANUEL CORREIA DA SILVA / EPC, FURRIEL MILICIANO -2º PEL. REC. AML – CHAIMITE

O furriel miliciano Manuel Augusto Correia da Silva comandava a chaimite Bula que transportou Marcelo Caetano e ministros para a Pontinha, a caminho do exílio. Nasceu em 1951, em Barcelos, onde vive. Seguindo a tradição paterna, foi empresário gráfico, até a doença o obrigar, em 2011, a vender as máquinas e encerrar a atividade. Tem duas filhas, cujo nascimento constituiu “a parte mais importante” da sua vida, “juntamente com o 25 de Abril”.

CAMINHA INAUGURA EXPOSIÇÃO “IMAGENS EM LIBERDADE FOTOGRAFIA 40/41” POR ANTÓNIO GARRIDO

A mostra fotográfica pode ser visitada até ao dia 30 de abril, na Galeria de Arte Caminhense

Imagens em Liberdade Fotografia 40/41, por António Garrido é a exposição que vai inaugurar sexta-feira, dia 17, pelas 18 horas, na Galeria de Arte Caminhense. A exposição é uma fotorreportagem do 40º aniversário do 25 de Abril de 1974 no concelho de Caminha. O objetivo é evocar e recordar os valores da liberdade. A cerimónia de inauguração está agendada para as 18 horas.

Segundo António Garrido o 25 de Abril de 1974 é um marco histórico que deve ser lembrado. Assim, esta exposição retrata “fielmente” as comemorações do 40º aniversário do 25 de Abril de 1974 em Caminha, ou seja, através das fotografias expostas, que mostram com igualdade todos os intervenientes, o público em geral vai ficar a conhecer neste 41º aniversário em pormenor todos os atos públicos, exposições e concertos que marcaram as celebrações do 25 de Abril no concelho.

Imagens em Liberdade é composta por mais de três dezenas de fotografias a preto e branco e três a cores. Para o autor a imagem central da exposição, o cravo, enquanto imagem perfeita, simboliza a liberdade conquistada com o 25 de Abril de 1974; como “resíduo, apara de lápis” significa o sonho de liberdade que volvidos 41 anos ainda está por realizar.

Esta mostra pode ser visitada até ao dia 30 de abril, de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 18h, na Galeria de Arte Caminhense.

ARCOS DE VALDEVEZ COMEMORA 40 ANOS DO 25 DE ABRIL

População aderiu em força às iniciativas que compuseram o programa

Arcos de Valdevez não deixou passar em branco as comemorações do Dia da Liberdade, e, visto este ano ter sido o ano em que passaram 40 anos desde a Revolução de Abril, a Câmara Municipal preparou uma programação especial para assinalar a data.

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Na sexta-feira, dia 25, decorreu a Cerimónia Oficial do hastear das Bandeiras na Praça Municipal, após a Salva de Morteiros, que contou com guarda de honra efetuada pelos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, Corpo Nacional de Escutas – Agrupº214 e Banda da Sociedade Musical Arcuense. Neste momento, apesar do tempo chuvoso que se fez sentir, foram muitos os arcuenses que se deslocaram para testemunharem o assinalar do Dia da Liberdade.

Já no sábado, pelas 21h30, decorreu a abertura da Exposição "25 de Abril 40 Anos - Canções da Liberdade". A mostra, inédita e produzida pelo Museu Nacional da Imprensa (Porto), junta mais de cem discos em vinil editados no antes e durante o período revolucionário. São apresentados processos movidos contra músicas e letras de canções ou fados de artistas diversos, e ainda cartazes de alguns espetáculos.

A exposição integra também uma aplicação multimédia, onde se podem escutar as canções principais deste período.

Às 22h00 teve lugar na Casa das Artes o espetáculo musical "Outra Vez Abril". Este projeto musical/performativo arcuense juntou no mesmo palco Miguel Fernandes, acompanhado por Paulo Freitas, Rui Dantas, Carlos Pinto e Deni Pacheco, e os jovens músicos locais coordenados pela professora Maria do Céu Sousa.

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Ambos os eventos encheram completamente a casa das Artes para assistir a iniciativas de inigualável originalidade e de sentida homenagem aos 40 anos do 25 de Abril.

Por último, no domingo, pelas 10h30, decorreu a Meia Maratona de Arcos de Valdevez/Caminhada Solidária pelos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez.

Organizada pelo Clube de Atletismo de Arcos de Valdevez, com o apoio da Câmara Municipal, contou com grandes nomes do atletismo português, como a atleta Olímpica Rosa Mota, a qual foi madrinha da prova, e teve como vencedores José Moreira e Sara Moreira.

Esta I Meia Maratona revelou-se um enorme sucesso. Contou com a presença de mais de uma centena de atletas e conseguiu captar a atenção de dezenas de pessoas que aderiram em massa à iniciativa.

A Câmara Municipal fez-se representar pelo Presidente da Câmara Municipal, João Manuel Esteves, e respetiva vereação que fizeram questão de participar na caminhada solidária pelos Bombeiros Voluntários.

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IDOSOS DE CELORICO DE BASTO CANTAM A REVOLUÇÃO

Utentes da Associação de Solidariedade de Sto André de Codessoso, em Celorico de Basto, cantaram “a revolução”

O presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva, recebeu ontem, 28 de abril, os utentes e da Associação de Solidariedade de Sto. André de Codessoso, no salão nobre dos Paços do Concelho no âmbito das “comemorações dos 40 anos de Abril”.

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O autarca mostrou-se agradado com a visita de gentes que viveram “ de perto” a “Revolução dos Cravos”. “São gentes que aprenderam a viver com e sem liberdade, que viveram as duas faces da moeda da história de um país. Esse conhecimento de causa faz com que estes “jovens experientes” atribuam a importância devida à liberdade”.

O grupo cantou a música “Os meninos de Huambo” conhecida como “os meninos à volta da fogueira” de forma melodiosa e previamente ensaiada pelos técnicos da instituição. No final da Interpretação distribuíram flores, cravos, pelos presentes como forma de marcar o momento.

Note-se que a autarquia está de portas abertas para receber todos os grupos que entendam visitar os paços do concelho seja no âmbito das comemorações de Abril ou no âmbito de uma outra efeméride.

utentes da Assocuiação de Solidariedade de Sto.

ESPOSENDE COMEMORA 40 ANOS DO 25 DE ABRIL

Município editou livro sobre “40 anos do Poder Local em Esposende”

Os 40 anos do 25 de abril foram assinalados em Esposende numa iniciativa conjunta da Câmara Municipal e da Assembleia Municipal. O programa comemorativo integrou a abertura de uma exposição e a apresentação de um livro alusivos os “40 anos do Poder Local em Esposende”, na manhã do dia 25 de abril, no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, e a realização de uma Assembleia Municipal Comemorativa, de tarde, no Auditório Municipal de Esposende.

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O programa da manhã iniciou-se com a abertura da exposição “40 anos do Poder Local em Esposende”, que integra um conjunto de documentação alusiva às eleições autárquicas concelhias desde o 25 de abril até à atualidade, resultado do trabalho e da pesquisa do historiador e investigador esposendense Albino Penteado Neiva. Na ocasião, o também deputado municipal do PSD anunciou a intenção de ceder esse acervo ao Município, sublinhando que se trata de documentação que não consta dos arquivos locais nem nacionais.

Seguiu-se a apresentação do livro “40 anos do Poder Local em Esposende - Promessas e Picardias”, da autoria de Manuel Albino Penteado. A publicação explora as vivências políticas de Esposende ao longo das últimas quatro décadas, enfatizando os momentos próprios de uma eleição local, trazendo à memória as promessas e picardias usadas pelos diferentes atores políticos. Para o efeito, o autor “completamente despido do símbolo partidário”, como fez questão de frisar, compilou e estudou diversa documentação, como programas eleitorais, cartas abertas, comunicados, respostas ou mesmo os pasquins, distribuídos de forma clandestina, de caráter jocoso e satírico ou difamatório, procurando fazer uma reconstituição, o mais fiel possível, da história da vida democrática esposendense durante este período.

Penteado Neiva agradeceu à Câmara Municipal a publicação deste trabalho que, conforme assinalou, reflete 40 anos da vida sociopolítica do concelho e pretende relembrar aos mais velhos e mostrar aos mais novos como decorreram as várias campanhas eleitorais autárquicas, como se comportavam os candidatos face aos seus opositores, quem se apresentava ao eleitorado e com que “armas” e, ainda, como se orientavam os discursos políticos.

Na sua intervenção e em jeito de reflexão, o autor lançou algumas interrogações pertinentes sobre os ideais da Revolução, entre as quais a questão da Democracia Participativa, considerando que a “participação dos cidadãos na vida democrática se esgota, infelizmente, no momento de votar”, não obstante terem ocorrido alguns avanços.

O Presidente da Assembleia Municipal realçou a importância da comemoração dos 40 anos do Poder Local, considerando que “é uma homenagem a todos os homens e mulheres que contribuíram para que os ideais de abril vingassem no concelho”. Agostinho Silva referiu que a efeméride constitui também uma “oportunidade para relembrar pessoas que já não estão entre nós, mas que deram o seu contributo em prol do bem comum” e defendeu que a exposição “40 anos do Poder Local em Esposende” seja apresentada às crianças e aos jovens para que possam ficar a conhecer esta vertente e este período da História do concelho.

Por seu lado, o Presidente da Câmara Municipal elogiou o trabalho realizado por Albino Penteado Neiva, a quem agradeceu a cedência ao Município do espólio relativo às eleições autárquicas concelhias, e saudou o envolvimento da Assembleia Municipal na comemoração dos 40 anos do 25 de abril e do Poder Local. Benjamim Pereira clarificou que a exposição será divulgada em todo o concelho, proporcionando que toda a população possa “olhar para trás e ver o trabalho de quem nos antecedeu”.

Em jeito de análise sobre a Revolução dos Cravos, o Autarca referiu que “o mais importante não é o que aconteceu naquele dia, mas o que daí resultou, as mudanças que se operaram no país e na sociedade”, realçando a passagem para um regime em que os cidadãos passaram a eleger os seus governantes. Benjamim Pereira reconhece que a este nível nem tudo correu bem, mas vincou que o eleitorado não está isento de responsabilidades na medida em que os governos são resultado das suas escolhas, e salientou a importância do Poder Local, notando que “na sua génese, os partidos querem o melhor para as pessoas”.

Questionando o sentido da liberdade resultante do 25 de abril, o Presidente da Câmara Municipal debruçou-se sobre um conjunto de questões, entre as quais a liberdade de expressão e o sentido crítico dos cidadãos, considerando que é fundamental possuir “boa formação moral” para fazer bom uso da liberdade.

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Realçando que uma das conquistas do 25 de abril foi o direito de voto e lembrando que a 25 de maio decorrerão as Eleições Europeias, Benjamim Pereira exortou a população ao “exercício pleno da democracia como corolário dos direitos alcançados na revolução”, apelo que repetiu na Assembleia Municipal Comemorativa, que decorreu no período da tarde.

A sessão iniciou com um momento musical protagonizado pelo Ensemble Vocalis, que, para além de alguns temas de abril, entoou o Hino Nacional, acompanhado pelo coro dos presentes, num momento solene marcante.

Seguiu-se a Conferência “A Infância de abril 40 anos da Tomada da Palavra”, pelo Prof. Álvaro Campelo, na qual o orador abordou o antes e o pós revolução, as mudanças ocorridas no país, nomeadamente as conquistas alcançadas, debruçando-se ainda sobre a conjuntura atual. Considerando que “ainda estamos na infância da revolução”, Álvaro Campelo afirmou que “abril cumpre-se ainda hoje e irá cumprir-se no futuro”.

À intervenção do Presidente da Assembleia Municipal, Agostinho Silva, seguiram-se as dos representantes de cada um dos partidos com representação neste órgão, nomeadamente de Manuel Carvoeiro pela CDU, Artur Viana pelo CDS/PP, Luís Sá e Melo pelo PS e Penteado Neiva pelo PSD, numa análise às quatro décadas decorridas após a Revolução dos Cravos.

A encerrar a sessão usou da palavra o Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, que concluiu que “todos os partidos aqui presentes comungam da revolução e dos ideais do 25 de abril”, manifestando, por outro lado, a sua concordância e abertura a uma democracia participativa.

Afirmando que “40 anos de ditadura deixam marcas”, o Presidente apontou o dedo aos “pequenos ditadores” criticando o “apego ao poder”, afirmando que “são a parte que devemos expurgar da política, que deve ser a mais nobre das atividades”. Foi mais longe nas críticas responsabilizando “os políticos que temos tido nos sucessivos governos e autarquias” pela crise que se verifica ao nível da democracia e dos partidos políticos e pelos níveis de abstenção eleitoral.

Lançando um olhar sobre a atual situação socioeconómica do país, Benjamim Pereira afirmou que “os ideais de abril não foram integralmente cumpridos”, defendendo que “o 25 de abril deve ser reinventado ano após ano”. Apontando a revolução como “o 1.º degrau da democracia”, Benjamim Pereira disse que “é preciso continuar a subir a escada”, com respeito, responsabilidade, com maior liberdade e uma maior participação dos cidadãos no processo democrático. Embora reconhecendo que há dificuldades a ultrapassar, o Autarca disse acreditar na juventude e cada vez mais no papel das mulheres na sociedade para construir um futuro melhor.

Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal destacou que o Poder Local foi uma das grandes conquistas de abril, “que contribuiu para a melhoria das condições de vida das populações e trouxe desenvolvimento”, acrescentando que “continuará a ser das formas mais dignas de estar ao serviço das populações”.

Em dia festivo, Benjamim Pereira quis passar uma mensagem positiva, lembrando que com o fim do resgate financeiro “estamos na iminência de iniciar um novo rumo para Portugal”. Socorrendo-se de um conjunto de suposições manifestou esperança num país melhor e mais justo e voltou a apelar ao voto nas Eleições Europeias.

Terminou a intervenção com agradecimentos ao conferencista Álvaro Campelo e ao Ensemble Vocalis, bem como ao Presidente da Assembleia Municipal e demais membros por se terem associado ao Município na celebração dos 40 anos do 25 de abril.

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