Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

RANCHOS FOLCLÓRICOS PEREGRINAM A FÁTIMA

17342884_1581126011905390_1193707317377658574_n.png

A Federação do Folclore Português e a Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura estão a organizar a XV Peregrinação Nacional a Fátima.

Do programa consta:

08:30 horas - Parque nº 8 - Concentração dos Grupos participantes;

- Organização dos Grupos por Regiões;

09:00 horas - Saudação de Boas Vindas;

09:15 horas - Cortejo dos Estandartes e dos Grupos, até ao Santuário, para participação nas Cerimónias Religiosas;

10:00 horas - Terço - Procissão;

11:00 horas - Missa Solene;

12:45 horas - Procissão do Adeus.

Este evento destina-se aos Grupos Associados da Federação do Folclore Português.

Pedimos a todos os elementos, que solicitem o regulamento enviado pela FFP aos seus diretores.

A Direção

“BRAGA À LUPA” ABORDA PROCISSÃO DAS CINZAS DA VENERÁVEL ORDEM TERCEIRA DE BRAGA

Próxima sessão a 22 de Março, às 21h15

‘A Procissão das Cinzas da Venerável Ordem Terceira de Braga’ é o tema da próxima sessão do ‘Braga à Lupa’, que se realiza esta Quarta-feira, 22 de Março, às 21h15, na sacristia da Igreja dos Terceiros. Organizada pelo Município de Braga, o ‘Braga à Lupa’ é uma iniciativa integrada no programa ‘À Descoberta de Braga’ e desafia os Bracarenses a descobrir e a reflectir sobre um aspecto desconhecido e aliciante da Cidade.

CMB16022016SERGIOFREITAS000000683.jpg

A próxima sessão terá como convidados José Sousa Ribeiro (Universidade do Minho) e Rui Ferreira (Câmara Municipal de Braga). As inscrições são limitadas, devendo ser efectuadas através do e-mail cultura@cm-braga.pt.

A Procissão das Cinzas costumava marcar o arranque da Quaresma em Braga. Desaparecido do quotidiano da Cidade há mais de um século, este préstito marcava o início da Quaresma com um imponente cerimonial público proveniente da igreja dos Terceiros, onde desfilavam centenas de corporações religiosas carregando andores e lanternins entre cânticos e orações.

Organizado pela Ordem Terceira de S. Francisco desde o último quartel do século XVII, realizava-se na tarde da quarta-feira de Cinzas e era composto por um elevado número de andores. Ainda hoje se conserva, na Igreja dos Terceiros, os exemplares do Património Móvel que compunham esta procissão.

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS ORGANIZA PEREGRINAÇÃO NACIONAL A FÁTIMA

17308945_1221807434535544_3947734536834721669_n.jpg

A Federação do Folclore Português e a Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura estão a organizar a XV Peregrinação Nacional a Fátima.

Do programa consta:

08:30 horas - Parque nº 8 - Concentração dos Grupos participantes;

- Organização dos Grupos por Regiões;

09:00 horas - Saudação de Boas Vindas;

09:15 horas - Cortejo dos Estandartes e dos Grupos, até ao Santuário, para participação nas Cerimónias Religiosas;

10:00 horas - Terço - Procissão;

11:00 horas - Missa Solene;

12:45 horas - Procissão do Adeus.

Este evento destina-se aos Grupos Associados da Federação do Folclore Português.

Pedimos a todos os elementos, que solicitem o regulamento enviado pela FFP aos seus diretores.

A Direção

 

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS ORGANIZA PEREGRINAÇÃO NACIONAL A FÁTIMA

17308945_1221807434535544_3947734536834721669_n.jpg

A Federação do Folclore Português e a Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura estão a organizar a XV Peregrinação Nacional a Fátima.

Do programa consta:

08:30 horas - Parque nº 8 - Concentração dos Grupos participantes;

- Organização dos Grupos por Regiões;

09:00 horas - Saudação de Boas Vindas;

09:15 horas - Cortejo dos Estandartes e dos Grupos, até ao Santuário, para participação nas Cerimónias Religiosas;

10:00 horas - Terço - Procissão;

11:00 horas - Missa Solene;

12:45 horas - Procissão do Adeus.

Este evento destina-se aos Grupos Associados da Federação do Folclore Português.

Pedimos a todos os elementos, que solicitem o regulamento enviado pela FFP aos seus diretores.

A Direção

BRAGA LEVA O MELHOR DO TURISMO RELIGIOSO A WORKSHOP INTERNACIONAL

O Município de Braga, em parceria com o Município de Ourém, e a ACISO (Associação Empresarial Ourém – Fátima), marcou presença no V Workshop Internacional de Turismo Religioso.

Fátima 2.jpg

Participaram neste Workshop, operadores turísticos nacionais e internacionais, agentes de viagem e hoteleiros, entre outros empresários do sector do turismo, especialmente vocacionados para o turismo religioso assim como jornalistas e bloggers.

O evento contou com mais de 700 participantes, com destaque para os mais de 130 operadores turísticos, provenientes de mercados como: Brasil, Espanha, França, Irlanda, Itália, Polónia, Alemanha, Indonésia, Israel, Filipinas, Colômbia, Canadá, Estados Unidos da América, Uruguai, Bolívia, Vietname, Argentina, Bélgica entre outros.

Em representação do Município de Braga, António Barroso afirmou que “temos vindo a desenvolver um trabalho de criação de redes e parcerias com territórios estratégicos para desenvolvermos um trabalho comum de promoção. Estamos focados em divulgar aos operadores e jornalistas internacionais toda a nossa oferta turística, mas sobretudo a nossa localização estratégica e acessibilidades competitivas. Estamos a cerca de duas horas de Fátima e Santiago de Compostela, os dois maiores centros religiosos da Península Ibérica e onde queremos reforçar a nossa presença”, explicou, acrescentando que “estamos convictos do grande contributo que este executivo municipal tem dado para abrir Braga e colocar o concelho no radar internacional aos mais variados níveis de atractividade.” 

Com uma oferta hoteleira em crescimento, uma restauração de qualidade e pujante, um comércio atractivo e dinâmico e todo um conjunto de recursos turísticos de excelência, Braga tem hoje excepcionais condições para reforçar a sua dinâmica turística.

Presente neste workshop, Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo reiterou “a importância do trabalho em conjunto, em cooperação, sem os tais preconceitos entre a religião, a espiritualidade, mas com o objectivo comum da dinamização económica com elevado retorno para todos. Estas são iniciativas fundamentais para a promoção de Portugal como destino de caminhos, de encontro de soluções, de diálogo e de paz.”

A Secretária de Estado ficou sensibilizada para a importância de apoiar eventos de dimensão relevante e distintos, como a Semana Santa de Braga, entre outros, sendo estes eventos que permitem combater a sazonalidade e reforçar a permanência dos turistas no território e contribuir decididamente para a afirmação internacional de Braga e do País.

Neste evento, o espaço promocional de Braga contou com várias acções de divulgação, com destaque à Semana Santa, à Sé Catedral, ao Caminho de Santiago, ao Bom Jesus, ao Mosteiro de Tibães, as várias festas e romarias com destaque para o S. João e também o singular presépio vivo de Priscos uma das maiores recriações. Grande destaque mereceu também o segundo maior santuário mariano nacional, o Santuário do Sameiro.

Operadores em visita reforçam o destino Braga

De domingo até segunda-feira, operadores internacionais inscritos no V Workshop Internacional de Turismo Religioso estão em Braga onde terão oportunidade de ver e sentir in loco as riquezas turísticas, a localização e acessibilidades, o comércio e o acolhimento que só os Bracarenses sabem proporcionar.

A organização deste `post tour`, em articulação com a Associação de Turismo do Porto e Norte (ATP), vem reforçar a notoriedade do destino Braga nos circuitos do turismo religioso. Estas acções inserem-se na estratégia do Município de estimular e desenvolver a economia do Concelho através do turismo, onde a afirmação internacional e o estabelecimento de parcerias com parceiros estratégicos são fundamentais para fortalecer a atractividade aos mais variados níveis.

Fátima 5.jpg

AMARENSES VÃO A FÁTIMA

A Câmara Municipal de Amares promove, com a colaboração das juntas de freguesia locais, mais um passeio convívio concelhio destinado à população sénior com mais de 60. As inscrições decorrem até ao dia 24 de março e podem ser efetuadas nas respetivas juntas de freguesia.

Este ano, o passeio convívio concelhio vai realizar-se no dia 28 de abril rumo ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, proporcionando mais um momento de partilha e confraternização entre os participantes.

DSC03585.JPG

RICARDO RIO, PRESIDENTE DO MUNICÍPIO DE BRAGA, LEVA “ROMA PORTUGUESA” AO PAPA FRANCISCO

O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, encontrou-se esta Quarta-feira com o Papa Francisco, no Vaticano, tendo participado na Cerimónia de “bacci-mano” que marca as Audiências Gerais de Sua Santidade. Um momento histórico, de enorme singularidade e simbolismo, para a Cidade e para o Autarca.

16806936_1455096247854891_5184907493441555413_n.jpg

No encontro com o Papa Francisco, o Presidente da Câmara Municipal de Braga falou-lhe da Cidade e dos Bracarenses, apresentando Braga, a "Roma Portuguesa", como uma Cidade de fé.

Uma Cidade de fé pela sua história bimilenar, pelo omnipresente legado dos seus arcebispos, pela monumentalidade da Sé Catedral - ponto de partida de milhares de peregrinos rumo a Santiago -, do Bom Jesus do Monte, da Basílica do Sameiro, do Mosteiro de Tibães e de tantos outros edifícios singulares.

Consciente da impossibilidade da visita do Papa Francisco à Cidade de Braga na sua próxima deslocação a Portugal, Ricardo Rio destacou também a vitalidade das manifestações religiosas e a mobilização dos Bracarenses, na Semana Santa, no Presépio Vivo de Priscos ou nas múltiplas iniciativas que testemunham a devoção do seu povo.

Mas, sobretudo, Ricardo Rio destacou Braga como uma Cidade de fé no futuro. Pela sua juventude. Pela sua diversidade cultural. Pelo seu espírito empreendedor. Pela sua consciência solidária e humanista. Pela valorização das famílias. No fundo, pela sua capacidade de fazer pontes entre culturas, religiões e gerações. De Braga para o Mundo.

16864657_1455096271188222_7180506694038052438_n.jpg

História e Inovação marcam oferta a Sua Santidade o Papa Francisco

Na ocasião, Ricardo Rio ofereceu ao Sumo Pontífice um livro digital, também sob o mote “Braga, Cidade de Fé”, onde se conjugam os principais recursos históricos e turísticos do Concelho, a sua capacidade inovadora e tecnológica e o dinamismo, juventude e energia das suas gentes, que O deixou particularmente agradado e surpreendido.

Esta oferta singular era composta por duas peças autónomas, encrustadas num formato de livro histórico.

No topo, um tablet onde se podem visionar dois vídeos. Um, sobre os recursos da Cidade, a sua história, os seus monumentos, as suas principais iniciativas, a sua dinâmica cultural, desportiva e social, com destaque para o diálogo inter-geracional e a promoção da inclusão. O outro, com a compilação de “80 histórias de amor”, 80 pinturas, realizadas por crianças Bracarenses do Colégio João Paulo II, sobre a importância da família e dos avós em particular, comemorativas dos 80 anos de idade celebrados por Papa Francisco em Dezembro passado.

16939290_1455096704521512_9170477414198510437_n.jpg

Na base, Sua Santidade recebeu das mãos do Presidente da Câmara Municipal de Braga, um nano-chip produzido e oferecido pelo INL – Laboratório Internacional de Nanotecnologia, na Cidade de Braga, onde consta uma das citações preferidas do Papa Francisco em várias dimensões.

A frase – “Qual de vós, tendo cem ovelhas e perdendo uma, não deixa as noventa e nove no deserto e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? (LC, 15, 1-7) – foi impressa no nano-chip em diversos tamanhos, no menor dos quais foram utilizadas letras nano-fabricadas em ouro, com 50 nm de espessura sobre Al2O3 com 100nm de espessura.

16864785_1455096521188197_5774527018505686933_n.jpg

16832155_1455095327854983_1843044656118296284_n.jpg

16939387_1455095387854977_8570147282117672567_n.jpg

16996017_1455095371188312_7236600769278473594_n.jpg

XXVIII JORNADAS TEOTONIANAS DEBATEM EM MONÇÃO “FÁTIMA EM CEM (100) ANOS - 1917/2017”

As jornadas deste ano, nos dias 17 e 18 de fevereiro, assinalam o centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima com conferências de Pedro Valinho Gomes e Dário Pedroso. O Arciprestado de Monção refere que as conferências ajudarão a compreender melhor a mensagem de Fátima, um caminho que se percorre nas estradas nacionais ou no interior de cada um de nós.

cartaz Jornadas Teotonianas.jpg

O Arciprestado de Monção promove nos dias 17 e 18 de fevereiro, sexta-feira e sábado, a XXVIII edição das Jornadas Teotonianas. Este ano, que assinala o centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima, o tema central é “Fátima em Cem (100) Anos – 1917/2017”.

As conferências decorrem no Salão Paroquial de Monção, tendo início às 21h00. A semelhança das edições anteriores, a sala promete estar bem preenchida com público interessado e interventivo. Na sexta-feira, o palestrante será Pedro Valinho Gomes e, no sábado, Dário Pedroso.

Pedro Valinho Gomes é licenciado em Teologia com uma especialização em Estudos Bíblicos e doutoramento em Filosofia da Religião. Dário Pedroso é um sacerdote jesuíta com dezenas de obras publicadas, em particular sobre temas de espiritualidade cristã.

Sobre a temática deste ano, o Arciprestado de Monção refere que as conferências ajudarão a compreender melhor a mensagem de Fátima, tão esquecida e ignorada por tanta gente, adiantando que, cem anos depois dos acontecimentos narrados pelos pastorinhos, permanece a oportunidade de uma mensagem que continue a chamar e envolver o homem num caminho de conversão e mudança de vida.

Fátima é um caminho que se percorre nas estradas nacionais ou no interior de cada um de nós. Ainda temos na memória a visita da imagem peregrina a todas as dioceses de Portugal, onde se incluiu o Arciprestado de Monção, arrastando consigo multidões de fiéis que, jubilosamente, acompanharam a imagem peregrina e se concentraram em momentos de oração.

Em 1917, Nossa Senhora apareceu em Fátima a três crianças, trazendo uma mensagem revolucionária de ternura e afeto que transforma as pessoas por dentro e as leva a descobrir o sentido da vida e a alegria de viver em harmonia e saudável convivência.

Paulatinamente, juntaram-semultidões de pessoas que aspiravam por uma mensagem que, em dias de guerra, falava de paz e da conversão. Uma mensagem que Bento XVI definiu como “uma visão de paz e uma luz de esperança que se projeta sobre a história e que nela assumiu um lugar central”.

BRAGA PRESTA TRIBUTO A FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES

Estátua implantada no Largo de São Paulo

Foi inaugurada hoje, 27 de Janeiro, no Largo de São Paulo, a estátua de D. Frei Bartolomeu dos Mártires, antigo Arcebispo de Braga e figura de referência do Concílio de Trento, que tem a decorrer o seu processo de canonização. A escolha do dia da inauguração inspira-se na datação da bula de nomeação de D. Frei Bartolomeu dos Mártires para a Arquidiocese de Braga – exactamente o dia 27 de Janeiro de 1559.

CMB27012017SERGIOFREITAS0000004927.jpg

Na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio referiu que a inauguração da estátua constitui um “acto de justiça” para com uma figura da Igreja que deixou marcar profundas na Cidade.

“O reconhecimento de figuras de cariz religioso não é por acaso. Braga é conhecida como a Cidade dos Arcebispos e a eles deve, ao longo da sua história, muitos dos impulsos para se tornar uma Cidade pujante na região onde se insere, a crescer em projectos inovadores na área da educação, da valorização patrimonial e do ordenamento urbanístico”, salientou o Edil, na cerimónia que contou com a presença do Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga.

CMB27012017SERGIOFREITAS0000004920.jpg

Ricardo Rio lembrou que o Executivo Municipal tem procurado reforçar a estatuária da Cidade com base no contributo de figuras de proa da sociedade Bracarense. “Começámos por inaugurar um monumento em homenagem a Salgado Zenha, junto ao Pópulo. Hoje evocamos D. Frei Bartolomeu dos Mártires e, no próximo mês de Maio, iremos colocar no Largo Paulo Orósio uma estátua em honra do Imperador César Augusto, fundador da nossa Cidade e que nos tornou numa das mais antigas cidades da Europa”, referiu, avançando que a estátua de D. João Peculiar voltará, brevemente, ao largo com o mesmo nome, junto à Igreja da Misericórdia.

CMB27012017SERGIOFREITAS0000004933.jpg

Já o Arcebispos Primaz, D. Jorge Ortiga, realçou o contributo de D. Frei Bartolomeu dos Mártires na renovação da Igreja e da sociedade, tendo dedicado muito do seu tempo aos doentes e aos mais necessitados. “D. Frei Bartolomeu dos Mártires viveu num tempo de muitas crises, mas foi um homem que nunca se resignou. Foi um homem que privilegiou a formação, tendo contruído o seminário e concluído a obra do Colégio de S. Paulo a quem entregou aos Jesuítas”, recordou o prelado, desejando que o processo de canonização do antigo Arcebispo seja concluído ainda este ano.

A estátua de D. Frei Bartolomeu dos Mártires é da autoria do artista Hélder Carvalho e está colocada num robusto pedestal de granito concebido pelo arquitecto Gerardo Esteves.

Recorde-se que Bartolomeu dos Mártires foi declarado venerável a 23 de Março de 1845, pelo Papa Gregório XVI e a 4 de Novembro de 2001, pelo Papa João Paulo II. A 5 de Fevereiro de 2015, D. Jorge Ortiga entregou, em mãos, ao Papa Francisco um dossiê sobre a vida do antigo Arcebispo de Braga e formulou o pedido de canonização.

CMB27012017SERGIOFREITAS0000004930.jpg

IRMANDADE DE S. VICENTE DE BRAGA REALIZA CONFERÊNCIAS DEDICADAS AO MÁRTIR

1ª Conferência

27 | jan.(sex)

Tema: Azulejos entre talha(s)” *

Convidado: Doutor Eduardo Pires de Oliveira, investigador e especialista em História da Arte

Moderação: José Pinto, Juiz Presidente da Irmandade

Local: Igreja paroquial de São Vicente, rua de São Vicente, Braga

Hora: 21:30h

isv_fts_adalberto_0025.jpg

2ª Conferência

03 | fev.(sex)

Tema: “Intervenção arqueológica em espaços religiosos”

Convidado: Prof. Doutor Luís Fontes, arquólogo da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho (UAUM) e, docente da UMinho

Moderação: José Pinto, Juiz Presidente da Irmandade

Local: Igreja paroquial de São Vicente, rua de São Vicente, Braga

Hora: 21:30h

*No final da conferência, irá a leilão uma fotografia do interior da Igreja de São Vicente, oferecida por Libório Manuel Silva, editor da obra: «Azulejo em Braga - O Largo Tempo do Barroco». Insere-se este leilão, na campanha de angariação de fundos "Abrigar São Vicente". A base de licitação da foto é de: 25,00€. Os interessados, poderão fazer chegar as suas propostas diretamente na sacristia, das 09:30h às 12:00h e das 16:00h às 18:30h, ou através do  email: "irmandadesaovicente@gmail.com", e, ainda no final da Conferência.

Com estas duas conferências temáticas, a Irmandade de São Vicente de Braga encerra o programa de 2017 da festa em honra do seu padroeiro.

isv_fts_adalberto_0022.jpg

1654269_534914086644996_8875194115545053569_n.jpg

10926401_558978184238586_2451275364802925389_n.jpg

CABECEIRAS DE BASTO: SAMÃO HONRA S. SEBASTIÃO E CELEBRA TRADIÇÃO DA FESTA DAS PAPAS

A aldeia do Samão celebrou hoje, dia 20 de janeiro, a tradicional e peculiar Festa das Papas em honra de S. Sebastião, ‘padroeiro da fome, da peste e da guerra’. Todos os anos, neste dia 20 de janeiro, realiza-se a ‘Festa das Papas’ de forma alternada, ora no lugar do Samão, em anos ímpares, ora no lugar de Gondiães, em anos pares.

Festa das Papas - campo.JPG

O presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, acompanhado pelo vereador Mário Leite, pelo presidente da Junta de Freguesia de Gondiães e Vilar de Cunhas, Manuel Ramos, e outros autarcas, associou-se esta manhã à romaria em honra de S. Sebastião.

A jornada começou de manhã cedo com a celebração de uma missa em honra de S. Sebastião, seguindo-se no largo do Samão, também hoje inaugurado, a bênção dos alimentos e o cortejo até ao campo na sede do GAS – Grupo Associativo do Samão, onde foi posta a ‘mesa’ em toalhas de linho em pleno campo. Ao longo de dezenas de metros foram colocados os alimentos para serem distribuídos pelos romeiros. A distribuição das papas, do pão e do vinho é tradicionalmente feita com uma vara de madeira, que vai marcando o espaço nesta ‘mesa’ improvisada ao longo da qual se vão distribuindo os alimentos e os romeiros.

Terminada a refeição, algumas pessoas levam consigo os pedaços de broa que lhes coube para guardarem durante alguns dias porque acreditam na afamada ‘mezinha’ que existe no pão que foi benzido. Até há quem acredite que a broa nunca ganhará bolor e que serve de remédio para as doenças que afetam as pessoas e os animais.

Reza a lenda local que, na Idade Média, os povos que habitavam aquelas serras foram assolados por uma grande peste que atingiu humanos e animais. Para se verem livres da doença, os habitantes daquelas aldeias sertanejas recorreram a S. Sebastião de quem eram devotos e que os terá libertado de tal ‘maldição’.

Então, como forma de gratidão, as pessoas prometeram que daí em diante fariam uma festa e ofereceriam o que de melhor o povo tinha, ou seja, o pão, o vinho e a carne, a todos quantos ali se deslocassem para honrar o santo. Desde então, todos os anos, a promessa renova-se e a festa repete-se, honrando assim um compromisso antigo assumido pelos seus antepassados.

A festa tem lugar no dia 20 de janeiro, mas os preparativos começam uma semana antes. O pão é confecionado e cozido pelas mulheres da aldeia e armazenado na ‘casa do Santo’ para que no dia de S. Sebastião seja benzido, assim como as tradicionais papas e o vinho para serem oferecidos a todos os que se desloquem à aldeia para honrar o padroeiro.

Trata-se por isso, de uma tradicional e peculiar romaria minhota que todos os anos atrai centenas de forasteiros que sobem a serra para participar na ‘Festa das Papas’.

Festa das Papas - cortejo.JPG

SEMANA SANTA DE BRAGA AFIRMA-SE COMO UMA DAS MAIS EMBLEMÁTICAS DA EUROPA E DO MUNDO

Município reforça apoio financeiro à organização do evento

A Semana Santa continua a ser o melhor momento da vida da Cidade de Braga e tem todas as condições para se afirmar como uma das mais emblemáticas da Europa. A afirmação foi proferida hoje, 12 de Janeiro, por Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, durante a apresentação do programa das comemorações da Quaresma e Semana Santa que voltarão a encher as ruas da Cidade.

CMB12012017SERGIOFREITAS0000004663.jpg

Na ocasião, o Autarca Bracarense salientou a “extraordinária capacidade que a Semana Santa possui em termos de mobilização da comunidade”, defendendo que esta deve ser cada vez mais “participada, sentida, conhecida e reconhecida”.

“Os eventos não são propriedade do Município e não foi a Câmara Municipal que criou a Semana Santa. Ainda assim, cumpre realçar que este Executivo tem dado, na medida das suas possibilidades, um contributo importante para que a Semana Santa seja um momento cada vez mais relevante na vida da Cidade”, afirmou, notando que este ano a Autarquia reforça o apoio financeiro através da atribuição de 45 mil euros.

A par de reconhecer a crescente participação dos Bracarenses nos diversos momentos que compõem o programa, Ricardo Rio defendeu a necessidade de se continuar o trabalho de promoção da Semana Santa. O reconhecimento do evento passa, igualmente, pela candidatura a Património Imaterial da Humanidade, um processo que, segundo Ricardo Rio, está a cumprir as etapas necessárias.

“Esta candidatura colocará a Semana Santa de Braga no patamar que ela merece e que todos ambicionamos. Queremos que este seja um evento de referência não apenas para Braga, para a Região e para o país, mas um evento único a nível internacional neste período da Quaresma”, frisou.

Já o presidente da Comissão Organizadora do evento, as solenidades a Quaresma e Semana Santa, sendo um acontecimento de origem religiosa, é “gerador de inúmeras sinergias na Cidade e na região que actualmente ultrapassa, e muito, esta circunscrição”.

“É dentro deste quadro que nos situamos ao falarmos da Semana Santa em Braga como um acontecimento religioso, que tem implicações culturais e económicas nos diversos sectores da sociedade. O que estamos aqui a procurar é a realização de um serviço de qualidade à população, que visa a promoção de uma maior e melhor vivência dos tempos que nos levam até à Páscoa”, salientou o cónego Luís Miguel Figueiredo.

Para além da componente religiosa, a Comissão preparou um programa cultural rico e diversificado que só é possível graças ao trabalho das diversas instituições que integram a Comissão, concretamente o Cabido da Sé de Braga, Santa Casa da Misericórdia de Braga, Irmandade de Santa Cruz, a Câmara Municipal de Braga, Entidade do Turismo Porto e Norte, e Associação Comercial de Braga. Este ano, a comissão passa também a contar com a Associação Industrial do Minho.

Recorde-se que, desde 2011, a Semana Santa de Braga possui o título de “Interesse para o Turismo”, outorgado pelo Turismo de Portugal. “Entendemos que este património é de todos e valioso demais para ficar por aqui. O processo de candidatura a Património Imaterial de Portugal, está terminado. Depois de 14 meses de trabalho na sua preparação, a candidatura foi já submetida na plataforma da Direcção Geral do Património Cultural”, explicou o cónego Luís Miguel Figueiredo. A partir de agora segue-se um período de 30 dias de avaliação da candidatura e 120 dias de consulta pública. Findo o qual será anunciada a integração na Lista do Inventário Nacional do Património Cultural e Imaterial.

Entretanto, uma equipa composta por diversos membros da Comissão continua a preparação da candidatura da Semana Santa de Braga a Património Imaterial da Humanidade junto da UNESCO.

O programa completo das Solenidades da Quaresma e Semana Santa pode ser consultado através do seguinte link https://goo.gl/RxFw6E

CMB12012017SERGIOFREITAS0000004669.jpg

TERRABOURENSES CANTAM OS REIS

XVIII Encontro Concelhio de Cantares de Natal e Reis a 8 de janeiro

O Município de Terras de Bouro irá promover, uma vez mais, o Encontro Concelhio de Cantares de Natal e de Reis, desta feita a décima oitava edição e que acontecerá já no próximo dia 8 de Janeiro, pelas 14:30, na Igreja Matriz de Terras de Bouro, situada na sede do concelho.

reis CAPA.jpg

O evento irá contar com a participação de várias associações e grupos corais do concelho que irão dar corpo à atividade com entusiasmo, proporcionando, certamente, uma tarde de alegria e convívio e contribuindo assim para manter bem viva a tradição das Janeiras.

As canções a apresentar no evento irão caracterizar-se pelo seu aspeto e teor, ou seja, do mais inédito ou mais tradicional, mas todas dentro do espírito da quadra que se vive e que também não passará, certamente, despercebida junto dos mais novos.

reis1.jpg

XVIII-Encontro-Concelhio-de-Cantares-de-Natal-e-Reis-2017.png

IGREJA DA GRAÇA EM LISBOA ENCHE-SE DE GENTE PARA OUVIR OS MINHOTOS CANTAR AO MENINO JESUS

                                            Ó meu Menino tão lindo,

                                                 Ó meu Menino tão belo,

                                                Vinde, vinde já ao mundo

                                                Que por vossa vinda espero.

 

                                               Ó meu Menino tão lindo,

                                               Vinde, vinde já ao mundo,

                                              Livrar-nos do cativeiro

                                             Deste abismo tão profundo.

A igreja da Graça em Lisboa ficou hoje quase repleta de público a assistir aos cantares ao menino Jesus, conforme era tradição no Minho. A iniciativa partiu da parceria entre o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho e o Grupo de Danças e Cantares Besclore, aliás Novo Banco. Ao evento associaram-se o Rancho Folclórico da Casa do Minho e o Rancho Folclórico Alegria do Minho, todos eles sediados na região de Lisboa.

DSCF1943.JPG

Cumprindo a tradição em ambiente solene e respeitoso, os quatro grupos folclóricos recriaram o ambiente de devoção religiosa que outrora se vivia por esta ocasião, entoando os cantares ao menino Jesus. Em breve seguem-se as Janeiras e as reisadas, tradições do povo português que consiste basicamente na formação espontânea de grupos que vão de porta em porta anunciando o nascimento de Jesus e pedindo alvíssaras, geralmente algo que ficou no fumeiro ou sobrou das festividades natalícias.

DSCF1944.JPG

A etnografia passa também pela preservação da cultura tradicional na sua vertente religiosa, conservando os cantares e outros costumes característicos também da época natalícia, não se restringindo pois ao desfiar de uma série de danças e cantares cujo enquadramento nem sempre é devidamente explicado. Os grupos folclóricos que hoje recriaram os cantares ao menino Jesus proporcionaram um magnífico espectáculo cultural, sobretudo a muitos lisboetas e aos turistas estrangeiros que não perderam a oportunidade de assistir de elevado interesse cultural.

DSCF1807.JPG

DSCF1820.JPG

DSCF1827.JPG

DSCF1868.JPG

DSCF1869.JPG

DSCF1874.JPG

DSCF1892.JPG

DSCF1896.JPG

DSCF1905.JPG

 DSCF1880.JPG

 DSCF1911.JPG

 DSCF1923.JPG

DSCF1931.JPG

DSCF1936.JPG

DSCF1945.JPG

DSCF1946.JPG

MINHOTOS EM ANDORRA CANTAM AO MENINO

“Cantares Natalícios portugueses vão ser ouvidos em Andorra

No próximo dia 10 de Dezembro, sábado, às 19h30 o “Poblet de Nadal” de Andorra la Vella irá acolher pela primeira vez uma audição de cantares de Natal em português a cargo dos elementos do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’.

Cantata_GFCasaPortugal.JPG

A iniciativa insere-se na mostra de cantares de Natal “Nadales” que organiza o Comú (Câmara Municipal) da capital do Principado de Andorra e que irá mostrar diferentes vertentes dos cânticos natalícios.

O primeiro encontro de Cânticos de Natal composto por 13 grupos corais e 10 grupos de musica e de folclore, está inserido na Aldeia de Natal situada na Plaça del Poble formada por casinhas de madeira com diversos produtos alimentares e de artesanato alusivo à quadra natalícia assim como uma pista de gelo para os mais pequenos.

Os cânticos ao Menino e de Natal serão ouvidos através de peças do cancioneiro português como: “O menino está dormindo”, “Foi na noite de Natal”, Ó menino Jesus”, “Natal de Elvas” e “Entrai pastores, entrai”, repertorio escolhido para ocasião pelos elementos do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ que concluem o ano 2016 repleto de atividades para celebrar duas décadas de cultura e amizade nos vales de Andorra.”

15284968_1833572456857870_2851658717516791096_n.jpg

ORIGENS E SIGNIFICADO DA COROA DO ADVENTO

A Coroa do Advento constitui um dos símbolos da época do Natal a anunciar o nascimento do Messias. Nos domingos do Advento, considerado o primeiro tempo do Ano Litúrgico correspondendo às quatro semanas que antecedem o Natal, as quais surgem representadas nas quatro velas. A família reúne-se à sua volta para rezar e celebrar. Seguindo a sua liturgia, é acesa a vela que corresponde à respectiva semana, entoando cânticos e fazendo leitura de passagens da Bíblia alusivas ao Advento.

As origens desta tradição remontam a antigos ritos colares praticados pelos povos europeus através dos quais celebravam o nascimento do Sol ou seja, o solstício de Dezembro, os quais vieram mais tarde a dar origem às saturnais romanas.

A sua forma circular representava precisamente a divindade solar que ocupava um lugar central em todos os ritos pagãos e está presente nas danças de roda que os povos sempre executaram desde as suas origens mais remotas.

Durante o inverno, os povos faziam fogueiras que, simbolizando a luz e o calor em cujo regresso se depositavam as esperanças, aparecem simbolizadas nas velas que fazem parte dos rituais da nossa fé.

Com efeito, através do rito, os povos antigos celebravam a acção criadora dos Deuses, assegurando dessa forma a ininterrupção do ciclo da vida e da morte num perpétuo renascimento e conferindo ao ritual um cunho de magia.

Porém, a religiosidade pagã ou seja, do camponês, cedeu o lugar ao Cristianismo e a novas formas de espiritualidade. E, desse modo, também a Coroa do Advento adquiriu uma nova simbologia e um novo significado.

Para o cristão, a infinidade do círculo representado na forma circular da Coroa do Advento representa o amor de Deus e a sua eternidade, bem assim como a aliança entre Deus e o Homem.

Os seus ramos verdes simbolizam a Esperança e a Vida na crença da Vida Eterna e da Ressurreição que constitui precisamente aquilo que distingue o verdadeiro cristão.

Carlos Gomes / http://www.folclore-online.com/

FAFE RECEBE ARCEBISPO DE BRAGA

Arcebispo D. Jorge Ortiga recebido nos Paços do Concelho

Na próxima terça-feira, 6 de Dezembro, decorre a visita pastoral do Arcebispo D. Jorge Ferreira da Costa Ortiga à Câmara Municipal de Fafe, pelas 11h30.

Jorge_Ortiga_-_Braga.jpg

Para além de visitar e conhecer os serviços da autarquia, o Arcebispo vai reunir com o Executivo Municipal.

Ainda no seguimento da Visita Pastoral ao Município, no dia 11, Domingo, o Arcebispo D. Jorge Ortiga é recebido na Rua Maximino de Matos pelo Executivo Municipal, seguindo-se, às 10h00, a celebração da missa na Igreja Nova.

A Visita Pastoral procura estimular um contacto próximo com todas as pessoas e instituições que marcam a vida e o ritmo da nossa comunidade, nos seus vários âmbitos e níveis

PONTE DA BARCA COMEMORA CENTENÁRIO DAS APARIÇÕES DA NOSSA SENHORA DA PAZ DO BARRAL

Centenário das aparições da Nossa Senhora da Paz do Barral, em Ponte da Barca, com programa diversificado para 2017

Dar a conhecer ao mundo esta manifestação religiosa e conferir ao local a projeção merecida é o objetivo da comemoração

P1560004.JPG

O programa de comemoração do Centenário das Aparições da Nossa Senhora da Paz do Barral, na freguesia de Vila Chã S. João, que se assinala em Maio de 2017, foi hoje apresentado em conferência de imprensa, nos Paços do Concelho de Ponte da Barca, pelo Presidente da Câmara, Vassalo Abreu, e pelo Arcipreste do concelho e Pároco da freguesia de Vila Chã São João, Moisés Correia. Presentes estiveram, ainda, o Presidente da Junta, Paulo Sousa, e um representante da Confraria da Nossa Senhora da Paz, José Manuel Sousa. Do programa desta manifestação religiosa que refere que Nossa Senhora aqui terá feito duas aparições a um pastorinho, a 10 e 11 de maio de 1917, que vai decorrer entre Março e Maio de 2017, constam caminhadas, Eucaristias, apresentação do Livro 'Centenário das Aparições de Nossa Senhora da Paz no Barral', de Luís Arezes, concerto/encontro Mariano de Coros, entre outros.

Na ocasião, quer o Padre Moisés Correia, quer o autarca barquense, Vassalo Abreu, explicaram que com este programa se pretende, essencialmente, 'dar a conhecer ao país e ao mundo este lugar e esta manifestação que, apesar das várias tentativas ao longo dos anos, nunca teve a merecida atenção'.

O Pároco Moisés Correia salientou que a Confraria, a Paróquia, a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal, em comunhão de esforços e em colaboração também com a Diocese de Viana do Castelo, pretendem dar 'a projeção que o Barral merece e celebrar as aparições de uma forma digna, naquele que é um local idílico do concelho de Ponte da Barca'. Moisés Correia lembrou ainda que foi enviado um convite ao Papa Francisco para estar presente no dia que marca esta aparição ou, na sua impossibilidade, que conceda a Bênção Apostólica aos peregrinos que por este Santuário passam.

Vassalo Abreu não deixou de referir que 'a par da parte religiosa, é também intenção promover todo o património construido junto ao local das aparições', nomeadamente, a Capela, a Cripta - cujo altar é composto por um bloco maciço de quartzo de três toneladas - a Igreja, a Biblioteca, com grande parte do espólio do Cónego Avelino Jesus da Costa, natural daquela freguesia e impulsionador de todo este património, e o Museu do Quartzo. 'O museu do quartzo tem já um projeto elaborado que vai ser objeto de uma candidatura a fundos comunitários, no sentido de ser melhorado para criar condições de visitação permanente e tornar todos estes espaços num centro religioso e turístico com movimento', salientou, ainda, Vassalo Abreu.

Recorde-se que, no mesmo local, anos mais tarde, no cinquentenário das aparições, em 1967, a Confraria de Santa Ana decidiu construir uma capela a Nossa Senhora da Paz. O templo foi inaugurado, a 15 de setembro de 1969. Seguiu-se a construção de uma cripta, cujo altar é formado por um grande bloco de quartzo cristalizado, o maior existente na Península Ibérica, com cerca de três toneladas. São também erigidos monumentos ao Sagrado Coração de Jesus, ao Anjo da Guarda de Portugal e à Paz, todos constituídos por um pedestal de quartzo cristalizado.

O Cónego Professor Doutor Avelino de Jesus da Costa, também nascido no Barral e contemporâneo do pastorinho, foi o grande mentor de todo este projeto que integra ainda o Santuário de Nossa Senhora da Paz, edifício mais recente. Em 1982, foram inaugurados a Biblioteca e o Museu do Quartzo que apresenta uma rica coleção de belos cristais de quartzo, todos extraídos na própria freguesia. Hoje, este é um centro religioso e turístico já com muito movimento, tal a beleza do cenário que se pode contemplar.

P1560011.JPG

P1560014.JPG

P1560016.JPG

 

BRAGA REFORÇA LAÇOS PARA DESENVOLVIMENTO DO TURISMO RELIGIOSO

VI Congresso Internacional das Cidades Santuário

Braga foi uma das Cidades presentes no VI Congresso Internacional de Cidades Santuário, que decorreu no passado fim-de-semana, em Fátima, e que contou com a presença de mais de 250 participantes, provenientes de 18 países de vários pontos do mundo.

cidadsant (2).jpg

Este evento internacional, organizado pelo Município de Ourém, em conjunto com a Junta de Freguesia da cidade de Fátima, a ACISO – Associação Empresarial Ourém-Fátima, e o Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, debateu os desafios e experiências das cidades-santuário no que diz respeito à peregrinação e ao turismo religioso, assim como a necessidade de aprofundar a cooperação entre os diversos actores.

António Barroso, membro do Gabinete de Apoio à Presidência do Município de Braga, sublinhou a importância de reforçar a notoriedade de Braga e a cooperação com mais parceiros nacionais e internacionais no âmbito do turismo religioso. “É em momentos e iniciativas desta natureza que temos que apresentar o que somos, o que possuímos e onde estamos, para incrementar a nossa presença nestes circuitos. O projecto ‘Shrines da Europa’ tem 20 anos e congrega os municípios dos principais santuários marianos europeus. Braga tem no Santuário do Sameiro o segundo maior santuário mariano do País, depois de Fátima”, afirmou o responsável, que moderou o painel ‘Desafios e oportunidades para as comunidades de acolhimento’.

“Neste grande debate tivemos a oportunidade de apresentar os nossos principais atractivos no âmbito do turismo religioso, nomeadamente o Santuário do Sameiro, do Bom Jesus, o Mosteiro de Tibães, casa mãe dos beneditinos portugueses e brasileiros, a Sé Catedral, a mais antiga de Portugal, assim como as dezenas de igrejas e capelas da nossa Cidade”, referiu António Barroso, não esquecendo os eventos religiosos que ocorrem em Braga, como a Semana Santa, Presépio de Priscos, “entre outras riquezas e atractivos patrimoniais e religiosos”

Relativamente ao tema em moderação, António Barroso lembrou que “o aumento dos fluxos turísticos e a diversidade de objectivos dos visitantes impõem, por parte dos responsáveis dos locais de acolhimento, novas formas de gestão, de cooperação e de constante procura dos modos criativos para manter e incrementar uma actividade económica que surge como uma das poucas áreas em que a oferta de bens e serviços gera riqueza e cria empregos”, afirmou acrescentando que “o trabalho em parceria com a Igreja e com os empresários são a semente para proporcionarmos as melhores experiências a quem nos visita”.

Braga na primeira linha da futura rede de cidades santuário

Neste congresso ficou patente a possibilidade de ser criada uma rede alargada e de âmbito mundial de cidades santuário. Paulo Fonseca, presidente da Câmara Municipal de Ourém, apelou à união, lembrando um mundo global e digital onde os povos têm que se unir para conseguirem progredir em conjunto. “Nós temos entre mãos os condimentos para fazer um caso de sucesso”, frisou, num discurso que apelou ao trabalho colectivo, ao “derrubar muros, em prol de um objectivo comum que é a promoção do turismo religioso, integrado numa rede que possa trazer mais atractivos ao viajante.”

Uma ideia vista com bons olhos por Braga, uma vez que “é objectivo do Município acompanhar o trabalho desta futura rede que será muito importante na dinamização e desenvolvimento do turismo religioso a nível mundial, onde Braga quer estar desde a primeira hora”, referiu António Barroso.

Este congresso internacional contou com a presença da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, que apelou à união entre sector público e privado, para que partilhem os seus conhecimentos no sentido de criar projectos mais amplos.

cidadsant.jpg

FESTA DE SÃO NUNO DE SANTA MARIA INCLUI APRESENTAÇÃO DE LIVRO NA SÉ DE BRAGA, MISSA E INVESTIDURAS COMO CONFRADES DA REAL CONFRARIA DO SANTO CONDESTÁVEL

Os Confrades, Guardas de Honra, Damas e Cavaleiros da Casa Real Portuguesa são informados que, pelo facto do dia 6 de Novembro, Festa de São Nuno, coincidir com um Domingo, haverá uma Missa da Real Confraria do Santo Condestável para os Confrades do Norte, na Sé de Braga, no dia 5 de Novembro, Antiga Solenidade das Sagradas Relíquias, pelas 17:30 horas.

zcastourbr.jpg

APRESENTAÇÃO DE LIVRO NA SÉ DE BRAGA

Terá lugar uma Sessão Solene de Apresentação do livro "Retábulos Relicários" pela Profª. Eduarda Vieira da Universidade Católica do Porto, na Sacristia - Relicário da Sé de Braga, pelas 15:00 horas com a presença do Senhor Cónego José Paulo Leite de Abreu, em Representação do Senhor Arcebispo Primaz de Braga.

MISSA E INVESTIDURAS

Todos os participantes na Missa e Postulantes a serem investidos como Confrades da Real Confraria do Santo Condestável São Nuno de Santa Maria e ainda as Damas e Guardas de Honra da Casa Real Portuguesa, deverão trazer consigo as respetivas capas.

VENERAÇÃO DE RELÍQUIAS

Depois da Missa serão veneradas Relíquias de São Nuno de Santa Maria Álvares Pereira.

INAUGURAÇÃO DE ESTÁTUA

No próximo dia 6 de Novembro de 2016 (Festa de São Nuno) vai ser inaugurada uma estátua de São Nuno de Santa Maria no Restelo, em Lisboa, pelas 15:30 hrs com a presença do Chefe da Casa Real Portuguesa podendo os Confrades presentes no evento usar a Capa da Real Confraria nessa ocasião.

AS BRUXAS SÃO AS SACERDOTISAS DO PAGANISMO

Quais sacerdotisas dos ritos próprios do culto pagão, as chamadas bruxas desde sempre povoam o nosso imaginário, associado ao mal e representando figuras demoníacas que ao longo dos séculos foram inculcadas nas nossas mentes pela religião Cristã que entre nós viria a impor-se ao paganismo. Tal como a figura de Pã, deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores veio ao longo da Idade Média a ficar associada à do Diabo transfigurado na dama pé-de-cabra.

FestivalMascaraIberica2011 063.JPG

Proveniente do latim paganus que significa literalmente camponês ou rústico, o paganismo constitui uma forma de expressão religiosa em íntima comunhão com os fenómenos da natureza e profundamente ligado às necessidades espirituais do indivíduo inserido no mundo rural. Prova evidente dessa realidade constitui as tradições que respeitam aos ritos do inverno e ao culto dos mortos, desde os peditórios de “Pão Por Deus” até à “Serração da Velha”, passando pela celebração do solstício de Inverno e o Entrudos, celebrações quase todas convertidas em celebrações cristãs como o Natal, como se de festividades pagãs não se tratassem a sua origem. O mesmo sucede com outras festividades como o Solstício de Verão, com os seus ritos associados ao fogo e transformados em festividades são-joaninas.

Existem entre nós vestígios de antigos santuários pagãos como a do deus Endovélico na região do Alandroal, registando a própria toponímia a sua ancestral influência como sucede com a serra do Larouco, proveniente do deus Laraucus.

Porém, no ano 312 deu-se a alegada conversão do Imperador Constantino ao Cristianismo e, a partir do ano 392, passou o paganismo a ser proibido no Império Romano e consequentemente reprimido e perseguido, sendo essas medidas agravadas com a pena de morte a partir de 435 para quem praticasse ritos envolvendo o sacrifício de animais. Não obstante, o paganismo continuou a praticar-se, de forma mais ou menos discreta, sobretudo entre as gentes que viviam no campo. E a conversão à nova religião trazida pelos invasores romanos não foi tarefa fácil, deparando-se com maiores dificuldades entre os povos de regiões com maior apego às mais ancestrais tradições como se verificou no Minho e em Trás-os-Montes.

Os antigos templos e santuários pagãos foram destruídos para em seu lugar serem erguidas igrejas, o mesmo sucedendo com as encruzilhadas dos caminhos rurais e outros locais de culto nas aldeias que deram lugar a cruzeiros e a pequenos nichos contendo retábulos com as “alminhas” do Purgatório que passaram espiritualmente a aterrorizar as mentes dos humildes camponeses, até então habituados a uma relação mais sadia com a natureza que os rodeavam. Os sacerdotes pagãos conferiram uma nova roupagem às festas pagãs, procurando por esse meio conferir-lhes um novo sentido.

Mas, ainda assim, a religiosidade pagã sobrevive ao lado da nova fé, traduzida na manutenção de velhas tradições como as máscaras transmontanas e as festas dos caretos, o entrudo e as fogueiras de S. João. E, mesmo no Minho onde aparentemente existe forte religiosidade cristã, o que se verifica realmente é uma verdadeira manifestação de exuberância que caracteriza o minhoto, mais não constituindo a festa cristã do que um pretexto para exteriorizar a sua alegria como uma forma de profunda comunhão com a vida e o meio que o rodeia, iluminada por magníficas girândolas de fogo-de-vistas que revelam o seu apego embora inconsciente a antigas práticas religiosas.

Devemos a tais práticas religiosas pagãs os nossos mais profundos conhecimentos de medicina popular no uso das mais variadas espécies botânicas, o saber da meteorologia baseado na observação constante dos fenómenos naturais e da própria astronomia transmitido de geração em geração através de axiomas, a riqueza da nossa gastronomia e um infinito universo de conhecimentos que fazem parte do rico património do nosso folclore.

Com o decorrer do tempo, as perseguições acentuaram-se, tornando-se mais implacáveis durante a Idade Média e sobretudo no período da Inquisição. As sacerdotisas do paganismo eram perseguidas sob a acusação de bruxaria, sempre associada a práticas identificadas com ritos satânicos e talentos que lhes permitiam voar sentadas em rudimentares vassouras…

Nos tempos que correm, tais feitos mais não passam de fantasias literárias e até antigos rituais ligados ao culto dos mortos foram pela sociedade de consumo transformados em motivos de diversão, tal como no passado foram associados ao mal. Mas, o certo é que as bruxas jamais deixaram de existir e o paganismo parece estar de volta!

ESCOLAS CATÓLICAS SÃO DESAFIADAS A DESENVOLVER PROJETOS ARTÍSTICOS INSPIRADOS NA MENSAGEM DE FÁTIMA

Iniciativa “Pela arte até Maria” envolve instituições de ensino na celebração do Centenário das Aparições

No próximo dia 21 de outubro o Santuário de Fátima recebe a III Peregrinação das Escolas Católicas a Fátima, que integra a sessão cultural “Pela Arte até Maria" desenvolvida no âmbito da celebração do Centenário das Aparições de Nossa Senhora do Rosário aos pastorinhos na Cova da Iria.

FATESC.jpg

A dinamização desta iniciativa, aberta a todas as escolas católicas, esteve a cargo de uma Comissão Organizadora constituída por elementos do Santuário de Fátima, do Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) e da Associação Portuguesa das Escolas Católicas (APEC). Na sessão cultural, agendada para as 14h00 de 21 de outubro de 2016, no Centro Pastoral de Paulo VI, em Fátima, serão apresentados os quatro trabalhos que foram selecionados de um conjunto de vários que foram apresentados e que se desenvolveram ao longo do ano letivo 2015-2016.

Cada escola católica foi convidada a apresentar um limite de três trabalhos em uma ou mais expressões artísticas ligadas às artes performativas, da música à dança e do teatro à literatura. A moldura temática proposta foi a do sétimo ciclo do Itinerário temático para o Centenário das Aparições, que tem como acontecimento de referência a aparição de outubro de 1917.

Sendo a celebração do Centenário das Aparições de Fátima, antes de mais, um projeto pastoral, que privilegia a vertente espiritual e de reflexão da fé, a Comissão Organizadora entendeu que as escolas católicas pudessem ser locais naturais e privilegiados onde é possível cumprir vários objetivos relacionados com a celebração do Centenário, nomeadamente fomentar a reflexão  sobre a Mensagem de Fátima e as suas implicações para vida cristã e, simultaneamente, apresentar sugestões para viver a espiritualidade de Fátima.

Cada escola foi convidada a integrar estes objetivos e a planear as suas atividades pedagógicas e pastorais tendo em conta a vivência cristã no contexto do fenómeno e da mensagem de Fátima.

Os trabalhos realizados, e que serão apresentados na Cova da Iria, foram desenvolvidos e serão interpretados maioritariamente por alunos tendo alguns deles, no entanto, envolvido outros elementos das comunidades educativas.

CAMINHO DE FINISTERRA COMEÇA A SER PERCORRIDO ESTE SÁBADO

Organização conjunta dos municípios de Caminha e A Guarda. Atividade no âmbito da candidatura do “Rio Minho a Paisagem Cultural da UNESCO”

Arranca amanhã, sábado, dia 8 de outubro, a primeira das etapas do Caminho de Santiago a Fisterra, atividade organizadaconjuntamente pelos municípios de Caminha e A Guarda.Esta é mais uma iniciativa realizada no âmbito da candidatura do “Rio Minho a Paisagem Cultural da UNESCO”. O Caminho engloba quatro etapas, de Santiago até Finisterra.

Esta atividade é também a continuação da Peregrinação de Caminha ata Santiago de Compostela, em que participaram mais de cem pessoas, portuguesas e espanholas, e que teve lugar nos primeiros meses deste ano. Desta vez, o percurso parte de Santiago e vai atéFisterra, uma distância que será cumprida em quatro etapas, nostrêspróximos sábados do mês de outubro e no primeiro de novembro.

Os autocarrosconduzirão amanhã os participantes até àestação de autocarros de Santiago, de onde irão dirigir-seà Praça do Obradoiro. A etapa teráinício às09h30 (hora portuguesa)a partirdeObradoiro e a organização recomenda que a primeira parte do itinerário seja feita em grupo, uma vez que não há sinalização. A partir da Carballeira de San Lorenzo o caminho já se encontra convenientemente sinalizado.

Esta primeira etapa do Caminho de Finisterra, de Santiago de Compostela – Negreira, obriga a percorrer uma distância de cerca de 21km.A segunda (15 de outubro) vai de Negreira a Vilar do Castro (24 km); a terceira (29 de outubro) de Vilar de Castro aCee (25 km) e a quarta e última etapa (5 de novembro) de Cee – Finisterra (15 km).

Recorde-se que os presidentes das câmaras de Caminha e A Guarda assinaram, em novembro do ano passado, um memorando de entendimento com vista à candidatura do “Estuário do Minho Caminha - A Guarda” a Paisagem Cultural da UNESCO, estando o processo em desenvolvimento.

PONTE DE LIMA: O COVEIRO DA CORRELHÃ VIA A “PROCISSÃO DOS DEFUNTOS”

A revista “Notícias Magazine”, suplemento do Jornal de Notícias, publicou na sua edição de 27 de Fevereiro de 2000, uma reportagem sob o título “Histórias do Sobrenatural”, através da qual deu a conhecer algumas crenças e superstições registadas “pelas encruzilhadas de Norte a Sul” do país. Entre elas, o sr. Artur Lopes, da Correlhã, narra-nos o “dom perturbador” do senhor Martins que foi coveiro daquela freguesia de Ponte de Lima, o que a seguir transcrevemos.

img906.jpg

Gamela dos medos, a Correlhã! O senhor Martins, coveiro, faleceu há uns anos, no Lugar de Silveiro. Morreu, mas aqui ninguém lhe esquece o dom perturbador: ele via a procissão dos defuntos!

A reportagem muda-se para Ponte de Lima. O senhor Artur Lopes, editor-livreiro naquela cidade, conduz-nos a Mato Pequeno, freguesia da Correlhã. “Era dali. Grunhia. Queria que a seguissem. Depois metia na direcção da Veiga. A cor atirava para o branco… Dizia-se que era o Diabo”. O senhor Lopes explica in situa aparição da coisa: “Porca gorda, assim como surgia, se evaporava no ar. Ela e os bacorinhos que a acompanhavam sempre…”

img907.jpg

Gamela de medos, a Correlhã! O senhor Martins, coveiro, faleceu há uns anos, no lugar e Silveiro. Morreu, mas aqui ninguém lhe esquece o dom perturbador: ele via a procissão dos defuntos!

Conforme o próprio contava, a visão era repentina e nítida: via o funeral, o caixão, o padre, as velas. Distinguia, um a um, todos os acompanhantes. E ficava a saber quem na freguesia seria o próximo a morrer. O eleito era sempre a primeira pessoa que seguisse atrás do caixão. O senhor Martins nunca lhe revelava o nome. Só dizia: “A seguir é de tal sítio…” e acertava!

img907-23.jpg

Outro caso impressionou e manteve-se em religioso respeito, durante meses e anos, as gentes da Correlhã. Em casa de um abastado lavrador, pouco depois de este ter falecido, aconteceram coisas do outro mundo: choviam pedras no telhado, a empregada levava bofetadas no estábulo, quando ia ordenhar a vaca, a roupa, nos coradouros e nos gavetões, aparecia com cortes em forma de cruz.

Não se falava noutra coisa. Segundo o povo, era uma Alma desencaminhada a chamar a atenção: a Alma do agricultor, quase de certeza. Boa pessoa em vida, disso ninguém duvidava. Mas, sabe-se lá, podia ter deixado promessa por cumprir, dizia-se. E toda a gente reclamava a opinião e os serviços de padre Dalmo. Este é que não se mostrava disponível.

Quando soube que a sopa espumava na panela barrelas de sabão, como nas celhas, o padre finalmente decidiu-se. Foi assistir à feitura do caldo. Manteve-se sempre na cozinha, inspecionou cada ingrediente. Espiolhou as batatas, os legumes, testou o sal e a água, cheirou a panela… Tudo normal.

Caldo feito, quis o padre ser o primeiro a provar. Mal pôs a colher à boca, levou bofetada. Caiu por terra. Aturdido, aconselhou a intervenção de um padre exorcista…

Para melhor apurarmos estas ocorrências, e, eventualmente, desfazermos equívocos, chegámos à fala com dois descendentes da casa. O outro sorriu, coçou a cabeça… “Não me lembro de nada, era miúdo. Quem contava isto tudo era a minha mãe. Infelizmente, faleceu a semana passada”.

img908.jpg

PAPA FRANCISCO VEM A BRAGA NO PRÓXIMO ANO

«Não se compreende Fátima sem o Papa nem o Papa Francisco sem Fátima», disse D. António Marto

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) disse hoje que os bispos desconhecem ainda de que forma é que o Papa vai concretizar a sua “intenção de vir a Fátima” em 2017, no centenário das aparições.

papa_18braga.jpg

Manuel Clemente falava aos jornalistas, em conferência de imprensa, no lançamento da peregrinação internacional do 13 de maio, que marca o início das celebrações do ano do centenário.

António Marto, bispo de Leiria-Fátima, por sua vez, disse à Agência ECCLESIA que "não se compreende Fátima sem o Papa nem o Papa Francisco sem Fátima".

O  prelado citou a intervenção do Papa na última audiência geral sobre o 13 de maio, realçando que na mesma já era visível uma preocupação com "o núcleo da mensagem", evocando ainda a "devoção" de São João Paulo II.

"São pequenos sinais para dizer que vem", prosseguiu.

O cardeal-patriarca tinha recordado que a intenção de vir a Fátima no próximo ano foi já manifestada pelo Papa, de forma pessoal, a D. António Marto, aos bispos portugueses, na visita ‘ad Limina’, e a si próprio, durante o Sínodo dos Bispos,

“Até agora, não sabemos mais do que isto”, acrescentou.

  1. Manuel Clemente disse esperar que o Papa venha “de véspera, pelo menos”.

“Sabemos que vem a Fátima, assim tenha saúde”, acrescentou.

O Papa Francisco explicou em setembro de 2015, num entrevista à Renascença, que a visita a Fátima, em 2017, deverá ser curta.

“É mais fácil ir a Portugal, porque podemos ir e voltar num só dia, um dia inteiro, ou, quanto muito, ir um dia e meio ou dois dias”, adiantou.

A Conferência Episcopal Portuguesa e o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, entregaram convites formais ao Papa argentino para que este visite Portugal em 2017, por ocasião da celebração do centenário das Aparições.

Francisco será o quarto Papa a visitar Portugal, depois de Paulo VI em (13 de maio de 1967), João Paulo II (12 a 15 de maio de 1982; 10 a 13 de maio de 1991; 12 e 13 de maio de 2000) e Bento XVI (11 a 14 de maio de 2010).

São João Paulo II cumpriu ainda uma escala técnica no Aeroporto de Lisboa (2 de Março de 1983), a caminho da América Central.

PR/OC / http://www.agencia.ecclesia.pt/

ONDE ATRAVESSAVAM O RIO LIMA OS PEREGRINOS QUE SEGUIAM PARA SANTIAGO DE COMPOSTELA?

À semelhança das legiões do Império Romano, era em Ponte de Lima que os peregrinos atravessavam o rio Lima

Corria o ano 163 Antes de Cristo quando as legiões romanas comandadas por Decimus Julius Brutus atravessaram o rio Lima, num sítio mais ou menos próximo do local onde posteriormente vieram a construir a ponte que antecedeu a atual ponte medieval e que se situava numa encruzilhada com a antiga estrada romana, via XIX que constava do Itinerário de Antonino, a qual ligava Bracara Augusta (Braga) a Astúrica Augusta (Astorga), passando por Lugo e Tui.

Lethes - Romanos (3)

O sítio escolhido pelas legiões romanas para atravessar o rio Lima foi naturalmente aquele que entenderam por mais adequado para construírem a ponte. Por outras palavras, foi no local onde mais tarde veio a florescer a vila de Ponte de Lima e não noutro sítio qualquer que os romanos efetuaram a travessia do rio que eles próprios vieram a batizar como Lethes em clara alusão ao mítico Lethes, um dos quatro rios que na mitologia grega banhava o Hades, representando a passagem da vida para a morte através de uma barca conduzida por Caronte.

A notícia da descoberta dos restos mortais do apóstolo Santiago Zebedeu ou Santiago Maior, que se crê ter ocorrido na primeira metade do século IX, veio a espalhar-se por toda a Cristandade, desencadeando peregrinações que atravessaram todo o continente europeu rumo a Santiago de Compostela, conferindo ao local uma crescente importância religiosa ao ponto de o transformarem aquele santuário num dos mais destacados destinos de peregrinação.

Sucede que, existindo à época uma ponte – a única até então existente! – que possibilitava a travessia do rio Lima a pé enxuto, era precisamente esse o local que os peregrinos procuravam para prosseguir a sua caminhada rumo a Santiago de Compostela. E, assim sendo, não faria o menor sentido efetuar a travessia noutro local qualquer, sobretudo na foz do rio Lima, enfrentando dificuldades e correndo riscos a efetuarem a travessia a nado ou numa embarcação, à semelhança do que muitos séculos antes sucedera com os romanos.

De resto, a ponte que deu o nome à Vila de Ponte – atual Ponte de Lima – foi até aos finais da Idade Média a única passagem segura do rio Lima, em toda a sua extensão. Refira-se, aliás, que da primitiva ponte romana resta ainda um troço ainda bastante significativo na margem direita do rio Lima.

Foi desta encruzilhada da estrada e da ponte com o rio Lima que veio a nascer a vila medieval que se encontra entre as localidades que há mais tempo recebeu carta de foral por D. Teresa, fazendo uma das mais antigas vilas de Portugal: Ponte de Lima foi tornada vila em 1125!

Pese embora a importância dos Caminhos de Santiago na promoção turística e no desenvolvimento económico da região, deve respeitar-se sempre a verdade histórica e jamais preterir um concelho cujos pergaminhos engrandecem o Minho no seu conjunto. Como qualquer outra terra da nossa região, Ponte de Lima merece o respeito e o apreço de todos os minhotos!

MUÇULMANOS EM PORTUGAL CELEBRAM A FESTA DO SACRIFÍCIO

Hoje é dia de Eid-ul-Adha, a Grande Festa que celebra o episódio narrado no Corão segundo o qual, quando Abraham se preparava para sacrificar seu filho Ismael cumprindo a vontade de Deus, o sacrifício humano acabaria por ser substituído pelo sacrifício de um carneiro. Uma história aliás que possui paralelo na Bíblia Hebraica. Desde então, por esta ocasião festiva, muçulmanos de todo o mundo trocam presentes matam e comem carneiro e repartem com familiares e com os pobres.

10270648_905451349487647_8858587662974361976_n

No Largo do Martim Moniz, em Lisboa, milhares de muçulmanos enchem a praça e, ajoelhados sobre os seus tapetes, fazem as suas orações, perante o olhar curioso da gente que passa.

As festividades têm começo 70 dias após o Ramadão e coincidem com a peregrinação a Meca, tendo a duração de 4 dias.

A caminho do local de oração, os fieis devem recitar, no mínimo uma vez depois de cada oração obrigatória, a frase: “Allah é o maior. Allah é o maior. Não há nenhuma divindade a não ser Allah. Allah é o maior. Allah é o maior e a Ele pertence todo o louvor.”

Começa dia 11 de Setembro, no Salah tul Fajr e termina quinta-feira dia 15 de Setembro no Salah tal Assr. Mesmo quando o crente faz sozinho a sua oração, tem que a recitar.

Ontem celebrou-se o Dia de Arafat. Jejuar nesse dia é Sunnah, e recordar Allah constantemente e recitar o seguinte Dua. A melhor das súplicas é a súplica do dia de ‘Arafah, e o melhor que eu e os profetas que me antecederam dissemos foi: “Não há divindade real a não ser Allah, O Único, que não possui sócio. Sua é a soberania, e para Ele são os louvores, Ele tem o poder sobre todas as coisas" (Sahih Attirmidhi 3/184.).

Calcula-se atualmente em cerca de 50 mil, o número de muçulmanos que vivem em Portugal, na sua maioria originários dos antigos territórios ultramarinos da Guiné-Bissau e de Moçambique, aos quais nos últimos anos vieram juntar-se muitos imigrantes sobretudo de origem paquistanesa mas também do Bangladesh, Senegal, Tunísia e Argélia. No que respeita às ramificações do Islão, rondam os 80% de sunitas, 15% de xiitas e 2% de wahabitas, estes últimos considerados mais ortodoxos e tendo na Arábia Saudita a sua maior influência.

Apesar de disporem na capital da chamada Mesquita Central de Lisboa, têm vindo nos últimos anos a serem abertos nos concelhos ao redor de Lisboa, mormente na margem sul do rio Tejo, novas mesquitas e outros locais de culto em virtude de grande parte dos muçulmanos viverem nos bairros da periferia. O mesmo vem sucedendo no Porto e outras cidades do país para onde a crise económica levou muitos imigrantes.

Ao contrário do que sucede com outros países europeus, o respeito pelas diferenças religiosas tem possibilitado uma saudável convivência entre pessoas que partilham diferentes religiões. A comprová-lo, registe-se o facto de jamais ter ocorrido até ao momento qualquer incidente em Portugal originado por motivos religiosos, o que se espera que continue a verificar-se.

Contribuirão em primeiro lugar para esta convivência pacífica, entre outros fatores, a sensatez das próprias pessoas que seguem os diferentes credos religiosos, a começar pelos seus próprios dirigentes. Mas também o caráter que, sobretudo desde as navegações dos Descobrimentos, moldaram os portugueses ao longo de séculos de convivência com outros povos de diferentes culturas.

Quem alguma vez teve a oportunidade de assistir às comemorações que as associações de antigos combatentes no Ultramar levam anualmente a efeito em Lisboa, por ocasião do Dia de Portugal, não foi sem alguma emoção que constatou a presença nas cerimónias de um número significativo de muçulmanos de origem africana, acompanhados das respetivas famílias, exibindo orgulhosamente a boina e outros distintivos que os distinguem como ex-militares que um dia combateram sob a bandeira de Portugal e como portugueses continuam a identificar-se. Os muçulmanos constituem, pois, uma comunidade plenamente integrada, à semelhança do que se verifica com portugueses que perfilham outras crenças religiosas.

14331788_10207040843600602_697370848_n.jpg

MADRE TERESA ERA TANTO DE CALCUTÁ COMO SANTO ANTÓNIO ERA DE PÁDUA!

A Igreja Católica acaba de canonizar Madre Teresa de Calcutá. De etnia albanesa, Madre Teresa nasceu em 1910 na cidade de Skopje – atual capital da República da Macedónia – à época sob o domínio do Império Otomano.

SantAntonio-da-Padova006 (2).jpg

Batizada no século com o nome Anjezë Gonxhe Bojaxhiu, Madre Teresa foi uma religiosa fundadora das Missionárias da Caridade que desenvolveu importante ação evangelizadora e de caridade na Índia e em numerosos países onde se estabeleceu. Faleceu em 1997, em Calcutá, aos 87 anos de idade, vítima de ataque cardíaco, encontrando-se sepultada naquela cidade.

Não obstante Calcutá ter sido o local onde Madre Teresa viveu e veio a falecer, ela não deixa de ser uma albanesa da Macedónia porque foi precisamente ali que nasceu. Creio que jamais ocorreria a alguém tratá-la como chinesa se porventura aí tivesse falecido…

Vem isto a propósito das origens portuguesas de Santo António, porventura o santo português mais venerado em todo o mundo, mas frequentemente identificado com a cidade italiana de Pádua.

Considerado um dos mais insignes doutores da Igreja, Santo António nasceu em Lisboa onde foi batizado com o nome de Fernando, tendo vivido entre os séculos XII e XIII.

Foi frade no Convento de São Vicente de Fora, em Lisboa, pertencente à Ordem dos Regrantes de Santo Agostinho, tendo-se mais tarde tornado franciscano, o que o levou até Itália, tendo em 1221 feito parte do Capítulo Geral da Ordem, em Assis, a convite do fundador, Francisco de Assis, tendo posteriormente seguido para Bolonha e, mais tarde, para Pádua onde veio a falecer com 36 anos de idade segundo alguns biógrafos, ou com 40 anos conforme outros asseveram.

Por conseguinte, Santo António era lisboeta de nascimento e português de nacionalidade porque foi aqui que nasceu e, como tal, deve ser reconhecido como Santo António de Lisboa… e não em Pádua!

O ZOROASTRISMO E A SUA INFLUÊNCIA NO JUDAÍSMO E NO CRISTIANISMO

O zoroastrismo é a religião monoteísta viva mais antiga (apareceu entre 1550 AEC e 1200 AEC, numa altura em que o judaísmo tinha um caráter muito politeísta) e influenciou muito o islamismo (em especial o xiita), o judaísmo e o cristianismo.

14088596_1064072330306488_8648671017140449137_n.jpg

Dele provém por exemplo o conceito de paraíso (pairidaeza) e influenciou muito a religião judaica, durante o exílio na Mesopotâmia como por exemplo a proibição da adoração de imagens sagradas (todo o texto de Isaías na Bíblia é de raiz zoroastriana),o monoteísmo rigoroso (até então o judaísmo era confusamente politeísta) e o puritanismo austero (a purificação dos judeus apregoada por Esdras ter-se-á dado a partir da Pérsia) uma vez que o zoroastrismo era a religião oficial do império persa, sendo o imperador persa Ciro II visto como o “Messias de Jeová” ou o “ungido de Jeová”. O paradoxo é que o título é concedido a um soberano estrangeiro, que não conhece Jeová (“Embora não me conheças, eu te cinjo”, no Deuteronómio de Isaías).

Adotaram então a crença zoaroastrista da vida após a morte, os conceitos de céu e inferno e do julgamento final e do apocalipse muito diferentes do judaísmo de antes da invasão persa. O princípio dualista do zoroastrismo manifesta-se na doutrina das duas eras, uma era presente (de impiedade) que se opõe a uma era futura (de justiça). Com a invasão alexandrina e o helenismo, o judaísmo absorve novos conceitos: o conceito grego da imortalidade da alma e a ideia da ressurreição corporal do zoroastrismo.

Hoje em dia há duas seitas, geograficamente delimitadas (sem contar com os zoroastristas na diáspora, que devem ser tantos como o total dos que existem no Irão e na Índia, um dos quais era o vocalista dos Queen, Freddie Mercury, um zoroastrista parsi, cujo nome verdadeiro era Farrokh Bulsara. No Irão há 35.000 zoroastristas – segundo o governo iraniano – ou 60.000 segundo as autoridades religiosas zoroástricas.

Os zoroastristas iranianos, (cuja cidade sagrada é Yazd, se bem que haja muitos também em Teerão e Kerman) são mais abertos, aceitam casamentos com não-zoroastristas e tentam ativamente converter outras pessoas. Os zoroastristas indianos, concentrados no no Estado do Gujarate, chamados Parsis (de Persa), são mais fechados, só aceitam casamentos endógenos, porque se consideram uma raça “pura” e desencorajam o proselitismo e a conversão de estranhos. Isto é curioso: o ramo que procura conversões está num país onde 99% da população é muçulmana, na maioria xiitas duodecimanos, religião que não permite a saída para outra religião; o ramo parsi, que não admite a conversão de outros, está na Índia, país onde a conversão para outras religiões é livre, exceto para os muçulmano. Dá Ahura Mazda nozes a quem não tem dentes…

No Irão, além dos muçulmanos de várias confissões (incluindo os bahá’is, ramo divergente do xiismo, considerado herético e proibido mas que mesmo assim tem cerca de 350.000 fiéis), são reconhecidas pelo Estado e protegidas (com direito a um assento no parlamento cada uma, as religiões judaica (com 25.000 praticantes, a maior comunidade judaica num país muçulmanos), cristã (300.000, sendo 200.000 da igreja apostólica arménia, sendo os restantes protestantes e da igreja assíria; também são considerados cristãos, e como tal protegidos pela lei, os gnósticos mandeístas que porém não se reconhecem a si próprios como cristãos e por isso se consideram discriminados pelo governo – que não liga nenhuma às suas queixas e continua a classifica-los como cristãos; note-se uma coisa interessante: considera-se que o conceito de diabo nas igrejas cristãs provém do islamismo iraniano e não do judaísmo) e os zoroastristas.

Nuno Miranda

14183708_1065408910172830_5286837344506556604_n.jpg

MONÇÃO FESTEJA EM HONRA À VIRGEM DAS DORES

A festividade deste ano esteve à altura da sua dimensão e prestigio. Tanto na componente festiva como no recato da solenidade. A Câmara Municipal de Monção agradece a dedicação e sacrifício dos mordomos e mordomas que, ao longo de todo o ano, trabalharam para tornar possível esta tradição. À comissão de 2017, endereça os melhores votos na realização do próximo ano.

Dores 05 (Large).JPG

A Festa em Honra à Virgem das Dores terminou ontem com praça cheia nos concertos de Mickael Carreira e Roconorte. Ao longo dos seis dias de festa, houve vários momentos, de grande ternura e devoção, que cada monçanense vai guardar com carinho. A animação também não faltou com música tradicional e nomes sonantes a nível nacional.

Como é tradição, um dos momentos mais marcantes foi a procissão solene em honra a Nossa Senhora. Praças, varandas e passeios repletos de gente para venerar a imagem da Virgem das Dores. Sensação única. Celebrou-se no domingo com muita participação de figurado e devotos no cumprimento de promessas.

Ontem, realizou-se a missa solene e procissão em honra do emigrante. Percurso curto em distância mas grande em significado. Uma homenagem sentida a quem partiu para uma vida melhor no estrangeiro. Mistura saudade e paixão e deixa sempre uma lágrima no canto do olho a quem assiste. Está quase na hora do regresso e o sentimento de alguma perda começa a manifestar-se.

Se para os emigrantes a procissão em sua honra é relevante, o que dizer da despedida das bandas para a comissão de festas? Muita coisa. É o momento em que está quase tudo feito e a sensação de dever cumprido ganha forma. Aquelas palmas não deixam ninguém indiferente. O público sabe e bate forte. Parabéns.

A festividade deste ano esteve à altura da sua dimensão e prestigio. Tanto na componente festiva como no recato da solenidade. Por isso, a Câmara Municipal de Monção agradece a dedicação e sacrifício dos mordomos e mordomas que, ao longo de todo o ano, trabalharam para tornar possível esta tradição. Que orgulho.

Para a comissão de 2017, Augusto de Oliveira Domingues endereça os melhores votos na realização do próximo ano. Com a certeza que os novos elementos, já conhecidos, tudo farão para voltar a honrar os pergaminhos de uma das maiores romarias do norte de Portugal.

Dores 06 (Large).JPG

dores 07 (Large).JPG

Dores 14 (Large).JPG

Dores 16 (Large).JPG

Dores 20 (Large).JPG

Dores 23 (Large).JPG

Dores 35 (Large).JPG

ARCOS DE VALDEVEZ: NOSSA SENHORA DA PENEDA CHAMA AO SEU SANTUÁRIO NA GAVIEIRA GENTES DE TODO O MINHO E DA GALIZA

Antigamente, os romeiros que pagavam promessas iam metidos dentro de caixões

A Romaria a Nossa Senhora da Peneda realiza-se entre os próximos dias 1 e 8 de setembro, no seu imponente santuário situado na freguesia da Gavieira, no concelho de Arcos de Valdevez. É uma das mais importantes romarias do Minho, chamando àquele lugar recôndito da serra da Peneda muitos milhares de romeiros que, dos mais variados pontos da nossa região e também da Galiza, fazem-se ao caminho levando consigo a Fé, a alegria e a concertina uma vez que, após o dever cumprido, haverá lugar à folia.

314269_418402414884394_1842115902_n

A partir de 31 de agosto e até 8 de setembro, depois das cinco horas da tarde, realiza-se o terço cantado, percorrendo as capelas da escadaria do santuário. No dia 6 de setembro, os populares cantam e dançam ao som das concertinas durante toda a noite, até às sete horas da manhã.

A festividade assenta num espaço natural e arquitetónico de beleza universal, com um magnífico afloramento rochoso de grande dimensão, uma queda de água e uma envolvente paisagística natural assombrosa. Ali se encontra edificado o magnífico templo cuja construção remonta aos séculos XVIII e XIX, com o seu escadório de vinte capelas temáticas, formando um conjunto de inigualável caracterização, dentro do espaço privilegiado do único Parque Nacional de Portugal: o Parque da Peneda-Gerês.

548020_418402988217670_1659577555_n

Ao que se crê, em 5 de Agosto de 1220, terá ali aparecido a Senhora da Peneda sob a forma de pomba branca a uma jovem pastorinha que apascentava o seu rebanho de cabras, voando em seu redor e ordenando-lhe que dissesse às gentes do lugar da Gavieira que ali lhe edificassem uma ermida. A criança falou aos seus pais acerca da aparição da Senhora mas estes não lhe deram crédito.

Voltando a criança àquelas paragens para apascentar o seu rebanho, eis que a Senhora lhe voltou a aparecer. Porém, desta feita, já sob a forma na qual é atualmente venerada. E, vendo que a pastorinha não era bem-sucedida, ordenou-lhe o seguinte:

“-Filha, já que te não querem dar crédito ao que eu mando, vai ao lugar de Roussas (que fica na mesma freguesia de Gavieira, no mesmo termo do então concelho de Soajo) onde está uma mulher entrevada há dezoito anos e diz aos moradores do lugar que tragam à minha presença, para que ela fique de perfeita saúde, e assim te darão crédito ao que eu te ordeno.”

A criança assim o fez e, trazendo a enferma que se chamava Domingas Gregório ao local indicado, esta imediatamente se recompôs, ficando livre de todos os males de que padecia. A partir de então, a Senhora da Peneda passou a ser bastante venerada pelo povo das redondezas que, por baixo da Rocha da Meadinha, lhe ergueram a partir dos finais do século XVIII um imponente santuário de estilo neoclássico, com alguns traços caraterísticos da arquitetura barroca, que é atualmente um dos mais concorridos de toda a região, atraindo milhares de romeiros do Minho e da Galiza.

524204_396440597080576_1379788820_n

Até meados do século passado, era frequente os romeiros que pagavam promessas serem levados à igreja metidos dentro de caixões. Algumas pessoas mais antigas ainda se recordam de tão estranho ritual o qual, secundo se crê, constituiria uma forma dos miraculados exprimirem a sua gratidão pela graça recebida, sugerindo através da sua teatralização o destino que lhes estaria traçado caso a Senhora não intercedesse a seu favor.

Tais cortejos “funerários” percorriam em regra um longo e acidentado trajeto que ia do pórtico situado ao fundo das capelas até ao interior da igreja, incluindo o longo escadório, sucedendo nalguns casos prolongar-se até ao próprio cemitério. Uma vez no interior do templo, era celebrada missa de “corpo presente” a que o “defunto” geralmente assistia ainda deitado na urna geralmente já aberta no local. Por vezes, o “funeral” era acompanhado de banda de música.

O padre Bernardo Pintor, autor do livro “Uma Joia do Alto Minho”, relata-nos a propósito: “Tudo isto observei de pequeno e lembra-me de ouvir falar de uma pessoa que foi até à beira da sepultura, mandada abrir no cemitério, onde lançou a sua roupa exterior, e, também de uma outra que seguia em caixão aberto mas que se impressionou de tal modo ao entrar no templo que saltou fora e rachou a cabeça de encontro aos umbrais da portaria”.

Com efeito, todo este ritual a que muitos devotos se submetiam produz um efeito psíquico de tal intensidade que pode despertar na mente efeitos perturbadores perante novos estados de consciência e meditação acerca da nossa própria existência.

Entretanto, há muito tempo que tal costume desapareceu, não havendo mais lugar a cortejos “fúnebres” de mortos-vivos. Agora, a festa faz-se de alegria sem perda de devoção, bem à maneira das gentes do Minho!

Fotos: Santuário de Nossa Senhora da Peneda

255524_418402308217738_1979130992_n

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE PROMOVE FESTA DO IDOSO EM FÁTIMA

Integrado no âmbito do Programa Envelhecimento Ativo 2016, que é anualmente dinamizado pela Rede Social de Esposende, a Câmara Municipal de Esposende vai realizar, no próximo dia 16 de setembro, a 21ª edição da Festa do Idoso, com o habitual passeio ao Santuário de Fátima.

fátima.JPG

As inscrições encontram-se abertas de 7 de julho a 12 de agosto, nas sedes de Junta das Freguesias do concelho, que se associam ao Município na organização do evento.

Podem participar nesta iniciativa os idosos com idade igual ou superior a 65 anos, pessoas portadoras de deficiência com autonomia, com idade superior a 35 anos, e pessoas que frequentam as Instituições Particulares de Solidariedade Social com valência para a terceira idade.

O programa inclui, como habitualmente, a Celebração da Eucaristia, na Basílica da Santíssima Trindade, pelas 12h15, seguida do piquenique no parque do Santuário, estando o regresso a casa previsto para as 18h30.

Para além de proporcionar a visita ao Santuário de Fátima, local que os idosos muito apreciam, esta iniciativa constitui, também, uma oportunidade para proporcionar aos participantes momentos de convívio e de lazer.

O Programa “Envelhecimento Ativo” tem contribuído, de forma efetiva, para a qualidade de vida desta franja da população, promovendo o seu bem-estar, a inclusão social e o seu reconhecimento na comunidade.  Deste modo, os idosos têm, a oportunidade de participar, ao longo de todo o ano e de forma gratuita, num conjunto muito diversificado de atividades de vária índole, nomeadamente de caráter lúdico, recreativo, desportivo, musical, cultural e desportivo. Por outro lado, o programa tem vindo a fortalecer as parcerias locais, permitindo concertar esforços, otimizar recursos, integrar contributos e complementar a intervenção em vista a promoção de um envelhecimento ativo.

fátima 1.JPG

O ESTADO PORTUGUÊS (AINDA) É LAICO?

“As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto” – Artigo 41º, alínea 4 da Constituição da República Portuguesa

A insistência por parte da Câmara Municipal de Lisboa – visivelmente maior ainda do que da própria comunidade islâmica – na construção de uma mesquita na área da rua da Palma e da rua do Benformoso, junto à Mouraria e ao Largo do Martim Moniz, está a levantar uma grande celeuma que leva inclusivamente a questionar o princípio da laicidade do Estado português.

Hosios_Loukas_(nave,_vault_over_south_cross-arm)_-

Consagra a Constituição da República Portuguesa o princípio da separação da Igreja e do Estado. Porém, o financiamento público de um projeto que prevê a construção de um templo religioso, ainda que envolvendo obras sociais anexas ao mesmo, configura um tratamento privilegiado de uma religião em relação às demais. No caso em apreço, tal discriminação beneficia a religião islâmica que, em Portugal, representa apenas 0,5% da população.

Não é a liberdade religiosa que está em causa quando se questiona tal favorecimento de uma religião relativamente às demais confissões mas o respeito pela observação do princípio constitucional que garante a laicidade do Estado português.

Naturalmente, não vemos os apóstolos da laicidade agora insurgirem-se contra tal discriminação, porventura porque ela vai contra o Cristianismo em geral e a Igreja Católica em particular, desde sempre eleita como inimiga do progresso e como tal, alvo privilegiado das maiores perseguições desde os tempos da expulsão dos jesuítas.

Procuram que se esqueça que, apesar da indiferença dos tempos modernos, a esmagadora maioria dos portugueses professa o Cristianismo como religião, devendo-se a ele em grande medida a nossa matriz cultural e a construção dos alicerces da nossa civilização. E, mais ainda, os seus princípios nunca foram inibidores por parte de povos que se encontravam sob a bandeira portuguesa de professar diferentes religiões, como foram o caso dos muçulmanos na Guiné-Bissau, Índia Portuguesa e Moçambique.

Mas, chegados ao ponto em que um órgão da administração pública – uma autarquia local – coloca em causa o princípio da isenção relativamente às confissões religiosas, importa determinar que, a ser adotado por parte do Estado português uma religião oficial, essa deverá ser o Cristianismo e não outra qualquer porque é a religião maioritária e aquela que corresponde à nossa própria História e ao nosso padrão civilizacional, como é bem representado na bandeira nacional.

- Portugal (ainda) é dos Portugueses!

TAPETES FLORIDOS NO MINHO SÃO OBRAS DE ARTE EFÉMERA

Por ocasião das celebrações do Corpus Christi, muitas cidades e vilas do Minho alindam-se com magníficos tapetes floridos que deslumbram os visitantes e preenchem de cores vivas as ruas e praças por onde passará solenemente a procissão religiosa.

13315748_1023937434327452_8441088547755639601_n

As vilas de Caminha e de Ponte de Lima encontra-se entre as que mais fazem o gosto por se engalanar e dar a conhecer o talento dos seus habitantes, beneficiando com isso da visita de milhares de turistas que aproveitam para registar em fotografia estes magníficos quadros daquilo que modernamente se poderia designar por arte urbana à moda do Minho.

Trata-se de verdadeiras obras de arte efémera ou seja, apenas destinadas às celebrações que ocorrem neste dia e sem qualquer intencionalidade de as preservar por maiores períodos de tempo. A sua preservação dependerá, pois, da capacidade de registar e difundir estes magníficos trabalhos, mormente através da publicação de vídeos e álbuns fotográficos, para que a memória não se apague!

Fotos: Luís Valadares / Câmara Municipal de Caminha

13245247_1023937220994140_951545913682824443_n

13256542_1023937300994132_6387612264097460769_n

13256071_1023938017660727_5638604564902602174_n

13241151_1023936580994204_1392811277378339357_n

13240669_1023937000994162_2391047514302730051_n

13240157_1023937364327459_3659499670243858336_n

13239021_1023937377660791_5009168283101501087_n

13238865_1023936770994185_92809788500373368_n

13230223_1023937154327480_5496405977814238393_n

13238986_1023937417660787_1184135568614307295_n

13238960_1023933940994468_840880234678704891_n

13254243_1023933317661197_3198643708653057368_n

13245297_1023933257661203_5454029731902775428_n

13241297_1023934364327759_3237182089622922728_n

 

MINHOTOS ENCHEM DE ALEGRIA FESTEJOS EM HONRA DE NOSSA SENHORA DA ROCHA EM LINDA-A-PASTORA

Os minhotos radicados na região de Lisboa levaram consigo as concertinas, o folclore e a alegria até à festa de Nossa Senhora da Rocha, no concelho de Oeiras. No âmbito daquelas festividades, o Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega organizou hoje uma Mostra de Folclore que contou também com a participação do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Salvaterra de Magos em representação do Ribatejo, do Grupo Etnográfico da Região de Coimbra representando a Beira Litoral, do Grupo Folclórico “Os Saloios” da Póvoa da Galega e do Rancho Folclórico “Flores da Beira” constituído por gente de Lafões que vive no concelho de Oeiras.

Às portas de Lisboa respira-se ainda o ar campestre de outros tempos, em torno do Santuário de Nossa Senhora da Rocha, trazendo à lembrança o tipicismo de outrora de uma das mais concorridas festas da região saloia.

Remonta aos começos do século XIX a descoberta por um grupo de crianças de uma gruta natural na serra de Carnaxide e, no seu interior, uma pequena imagem de Nossa Senhora à qual deram o nome de Nossa Senhora da Conceição da Rocha.

Conta-nos o escritor Thomaz Ribeiro na sua obra “A Rocha, poemeto-prologo do poema inédito O Mensageiro de Fez” que “No dia 28 de maio de 1822, perseguindo um coelho que alli se escondera, entraram na gruta do Jamor percorrendo de rastos a furna por onde elle entrára, sete rapazes que andavam brincando e chapinhando nas margens e nas ilhotas de Jamor. Os seus nomes são: Nicoláo Francisco, Joaquim Nunes, Joaquim Antonio da Silva, Antonio de Carvalho, Diogo, José da Costa e Simão Rodrigues. Os mais novos tinham 11 annos, 15 os mais velhos. Entrando e recuando apavorados, no que levaram longo tempo, conseguiram emfim chegar onde puderam erguer se e respirar. Sondando e apalpando acharam e tomaram nas mãos ossos humanos como poderam verificar quando voltaram ao rio. As familias que ha muito os esperavam em suas cazas não receberam bem os retardatarios e não crêram mesmo na historia phantastica do descobrimento.

No dia seguinte porém começou de levantar-se e avolumar-se nos differentes logares donde eram naturaes os pastoritos, o boato da existencia d’uma gruta desconhecida, e a apresentação dos ossos e a insistencia dos exploradores foi firmando, se não certezas, desejos de apurar a verdade. No dia 30 bastantes pessoas acompanhando os retardatarios da ante-vespera ao rio, abrindo as franças dos salgueiros acharam uma lura na grande rocha que se afundava no Jamor.

Não ousaram porém aventurar-se, os mais prudentes; mandaram entrar os rapazes com ordem de trazerem outros ossos. Era a prova evidente de que elles disseram a verdade. E desde que a conheceram destinaram para o dia 31 procurar com luz que dentro accenderiam, o que podesse achar-se na gruta onde era certo haver estado gente. No dia 31 foram pois, com tochas, para dentro serem accendidas. Entraram na frente os sete moços, lá d'outros acompanhados, e accesa uma tocha, encontraram a pequenina imagem da Virgem”.

À semelhança de outras romarias da região outrora bastante concorridas e da qual destacamos as que na localidade de Belas eram dedicadas ao Senhor da Serra, as festas de Nossa Senhora da Rocha entraram em declínio e deixaram inclusive de realizar-se durante largos anos. Mas, qual Fénix das cinzas renascida, eis que renascem, adquirindo de novo fama e cada vez maior aderência, concorrendo para o seu êxito os minhotos que vivem na região ombreando com as gentes locais, anunciando para o próximo ano mais uma edição desta Mostra de Folclore.

ORFEÃO ARCIPRESTAL DE PAREDES DE COURA REALIZA CONCERTO EM LOUVOR DE MARIA

O Orfeão Arciprestal de Paredes de Coura apresenta mais um concerto polifónico de música sacra em duas atuações. No próximo dia 26 de Maio, feriado nacional, dia do Corpo de Deus às 21:30, na Igreja do Senhor Ecce Homo em Padornelo e no dia 29 de Maio, às 21:30, no Centro Cultural de Paredes de Coura. A entrada é livre e estão todos convidados a escutar os "louvores de Nossa Senhora" no final do Mês de Maria.

FAMALICÃO: CALENDÁRIO INAUGURA REQUALIFICAÇÃO DA CAPELA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

Calendário em festa com a renovada Capela de Nossa Senhora de Fátima

Foi em clima de festa que no passado sábado, 14 de maio, foram inauguradas as obras de requalificação da Capela de Nossa Senhora de Fátima, na freguesia de Calendário, em Vila Nova de Famalicão.

Capela (2)

A obra, que implicou um investimento global na ordem dos 400 mil euros, é, maioritariamente, fruto do empenho e dedicação da população local e foi, por isso, considerada pelo Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, como “um belíssimo exemplo de envolvimento comunitário”.

Acompanhado pelo pároco de Calendário, Vítor Ribeiro, e pelo Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, o edil famalicense não poupou elogios a todos quantos se esforçaram para que a obra se tornasse realidade. “Se hoje é possível assinalarmos o atingir deste resultado, isso muito se deve à disponibilidade das pessoas para ajudar”, disse.  

Refira-se que a intervenção na Capela de Nossa Senhora de Fátima contemplou a construção de novas salas de catequese, de uma cozinha, casas-de-banho, um salão com capacidade para 120 pessoas e ainda a requalificação do espaço envolvente.

Para além de salientar o envolvimento da população local, o pároco Vítor Ribeiro agradeceu ainda os apoios concedidos pela Junta de Freguesia e pela Câmara Municipal, esta última com um apoio de cerca de 55 mil euros.

Capela (1)

CABECEIRAS DE BASTO ACOLHE SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE RELIGIÃO, LETRAS E ARMAS

Cabeceiras de Basto acolhe o II Seminário Internacional ‘Religião, Letras e Armas: da Europa Renascentista para Basto’. A apresentação pública tem lugar no próximo dia 23 de maio, segunda-feira, pelas 16h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, em Cabeceiras de Basto.

O II Seminário Internacional ‘Religião, Letras e Armas: da Europa Renascentista para Basto’ organizado pelo Município de Cabeceiras de Basto e pelo CITCEM - Centro de Investigação Transdisciplinar ‘Cultura, Espaço e Memória’/Faculdade de Letras da Universidade do Porto, vem de novo colocar em evidência a importância e significado patrimonial e cultural do Mosteiro Beneditino de Refojos de Basto às escalas regional e nacional mas também europeia, desta feita em sintonia com as grandes correntes de espiritualidade, literatura e cultura desenvolvidas além Pirenéus desde os alvores de Quinhentos, então sob influxo de uma nova consciência universal e de uma primeira economia globalizada, em virtude dos descobrimentos e conquistas dos povos ibéricos.

Os especialistas nacionais e estrangeiros de várias universidades e instituições de cultura muito conceituadas, acolhidos pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto nos próximos dias 16 e 17 de junho, com as suas competências específicas, centrar-se-ão sobretudo na figura de humanistas de Quinhentos, do talhe de D. Diogo de Murça, Sá de Miranda, ou António Pereira, cuja obra e perfis são bem reveladores de um intercurso cultural de ideias e projetos de reforma (na vida monástica, prática religiosa, nas tendências artísticas, literárias e estéticas) que não conhecia fronteiras nacionais nem regionais.

Apesar das naturais limitações de tempo e espaço, neste Simpósio a variedade das comunicações, ao mesmo tempo que se debruçará sobre a cultura das elites, não deixará esquecidas nem na penumbra a religiosidade popular e os mesteres das classes laboriosas e iletradas, vivendo ao ritmo do calendário litúrgico e dos sinos do Mosteiro de Refojos de Basto.

BARQUENSES DEBATEM "APARIÇÕES DO BARRAL"

05 de maio | 21h30 | Casa da Cultura

Última sessão das “Quintas na Barca” debaterá '99 anos das aparições do Barral'

As aparições de Nossa Senhora a 10 e 11 de maio de 1917 em análise pelo professor Luís Arezes e presença do Bispo de Viana do castelo, D. Anacleto Oliveira

'99 anos das aparições do Barral' é a temática que vai dar por encerrada já na próxima quinta-feira, 05 de maio, a VII edição das “Quintas na Barca”, sessão que contará com a presença do Bispo de Viana do castelo, D. Anacleto Oliveira, e terá como orador convidado o professor Luís Arezes, que vai debater esta manifestação religiosa que refere que Nossa Senhora aqui terá feito duas aparições a um pastorinho, a 10 e 11 de maio de 1917.

No mesmo local, anos mais tarde, no cinquentenário das aparições, em 1967, a Confraria de Santa Ana decidiu construir uma capela a Nossa Senhora da Paz. O templo foi inaugurado, a 15 de setembro de 1969. Seguiu-se a construção de uma cripta, cujo altar é formado por um grande bloco de quartzo cristalizado, o maior existente em Portugal, com cerca de três toneladas. São também erigidos monumentos ao Sagrado Coração de Jesus, ao Anjo da Guarda de Portugal e à Paz, todos constituídos por um pedestal de quartzo cristalizado.

O Cónego Professor Doutor Avelino de Jesus da Costa, também nascido no Barral e contemporâneo do pastorinho, foi o grande mentor de todo este projeto que integra ainda o Santuário de Nossa Senhora da Paz, edifício mais recente. Em 1982, foram inaugurados a Biblioteca e o Museu do Quartzo que apresenta uma rica coleção de belos cristais de quartzo, quase todos extraídos na própria freguesia. Hoje, este é um centro religioso e turístico com algum movimento, tal a beleza do cenário que se pode contemplar.

'Preservar a nossa história foi, essencialmente, o que nos levou a trazer à discussão este importante tema, numa altura em que estamos quase a comemorar o seu centenário', salienta a Vereadora da Cultura, Sílvia Torres. 'Estou em crer também que este será apenas o princípio, o levantar do véu sobre este assunto que queremos, obviamente, levar mais além de Ponte da Barca e até de Portugal', concluiu.

Recorde-se que, com três sessões distribuídas pelos meses de março, abril e maio, a iniciativa visa promover ciclos de debate informais, este ano com a particularidade de versar sobre temas como Cultura, Religião e Sociedade mas numa ótica de património material e imaterial local, contando com a participação de conceituados especialistas em vários domínios.

BARCELOS REALIZA PROCISSÃO DA INVENÇÃO DA SANTA CRUZ

A Grandiosa Procissão da Invenção da Santa Cruz

Amanhã, dia 3 de maio, às 17h00, da Igreja Matriz, partem num desfile único no País as 89 cruzes a representar as 89 paróquias do concelho

A Grandiosa Procissão da Invenção da Santa Cruz é o ponto alto da Festa das Cruzes. Um desfile único no país que reúne as 89 cruzes de todas as paróquias do concelho de Barcelos. A Procissão sai da Igreja Matriz, às 17h00, percorrendo as principais ruas da cidade, e termina no Templo do Bom Jesus da Cruz, lugar especial onde nasceu a lenda do Milagre das Cruzes, motivo pelo qual se celebra a Festa das Cruzes.

HOJE É DIA DE S. JORGE

Hoje é o dia que os cristãos consagram a S. Jorge. De acordo com a tradição, terá sido um soldado romano do exército do Imperador Diocleciano, altura de grandes perseguições aos cristãos, mandado degolar por não ter renunciado à sua fé e, consequentemente, venerado como mártir cristão.

Durante a Idade Média surgiram à sua volta, diversas lendas, uma das quais relata ter existido em Silene, cidade da Líbia, um terrível dragão ao qual o povo oferecia sacrifícios humanos. Tendo em dada altura caído a sorte à filha única do rei, S. Jorge, que acabava de chegar àquela cidade na altura precisa em que a vítima ia ser imolada, prestou-se para a libertar, o que conseguiu. Uma vez derrotado o dragão, rei e povo converteram-se de imediato ao Cristianismo.

Remonta ao século XII a introdução do culto a S. Jorge em Portugal, através dos cruzados que vinham combater nas hostes de D. Afonso Henriques nomeadamente a quando da tomada de Lisboa aos mouros. Porém, a sua invocação em forma de grito de guerra começou contudo durante o reinado de D. Afonso IV e teve como objetivo demarcar-se da invocação de S. Tiago Mata-mouros que era feita pelos exércitos leoneses. Até então, nas suas batalhas de Reconquista contra os mouros, os cavaleiros portugueses também invocavam: Por S. Tiago!

Mas foi sobretudo a partir do reinado de D. João I que este culto veio a adquirir verdadeira dimensão nacional, passando a partir de então a sua imagem a integrar a procissão do Corpo de Deus. Ainda hoje, a sua simbologia é empregue nos meios castrenses, principalmente para representar o exército português.

O culto a S. Jorge adquiriu verdadeira feição popular e nacionalista, conservando-se nos dias que correm algumas manifestações culturais que evocam a lenda de S. Jorge e, por seu intermédio, as lutas travadas pelos portugueses contra o invasor castelhano-leonês, numa reconfiguração da luta entre o Bem e o Mal.

capture3

Nas margens do rio Minho onde as veigas verdejantes da Galiza se alcançam em duas braçadas, as gentes minhotas do concelho de Monção mantêm um velho costume que consiste em celebrar todos os anos, por ocasião dos festejos do Corpo de Deus, o lendário combate travado entre S. Jorge e o Dragão.

A luta tem lugar na Praça de Deu-La-Deu cujo nome consagrado na toponímia local evoca a heroína que com astúcia conseguiu que as forças leonesas levantassem o cerco que impunham àquela praça. Perante uma enorme assistência, a coca - nome pelo qual é aqui designado o dragão! - procura, pesadamente e com grande estardalhaço, escapar à perseguição que lhe é movida por S. Jorge que, envolto numa longa capa vermelha e empunhando alternadamente a lança e a espada, acaba invariavelmente por vencer o temível dragão.

O dragão é representado por um boneco que se move com a ajuda de rodízios, conduzido a partir do exterior por dois homens e transportando no seu bojo outros dois que lhe comandam os movimentos da cabeça. Depois de o guerreiro lhe arrancar os brincos que lhe retiram a força e o poder, a besta é vencida quando S. Jorge o conseguir ferir mortalmente introduzindo-lhe a lança ou a espada na garganta, altura em que de uma bolsa alojada do seu interior escorre uma tinta vermelha que simula o sangue da coca.

- Por S. Jorge!

IRMANDADE DE SÃO VICENTE DE BRAGA ENTREGA DIPLOMAS DE PARTICIPAÇÃO NO CORTEJO DOS GUIÕES

Amanhã, dia 1 de abril, pelas 18:00h, na Sé Catedral de Braga, a exemplo dos anos anteriores, proceder-se-á à entrega dos 'Diplomas de Participação' às Confrarias, Irmandades e Comissões de Passos, Agrupamentos de Escuteiros e entidades que participaram no IV Cortejo de Guiões dos Passos do Concelho de Braga.

Cortejo_Guiões03

A cerimónia de entrega dos 'Diplomas de Participação', contará com a presença do Deão da Sé, Cónego José Paulo Abreu, o Presidente da organização da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga, Cónego Luís Miguel Rodrigues e de José Pinto, Juiz Presidente da Irmandade do Mártir São Vicente. O objectivo desta cerimónia é, agradecer uma vez mais, a participação e empenho de todos os que participaram e colaboraram na organização do 'Cortejo de Guiões de Passos do concelho de Braga', levado a efeito no passado dia 19 de março.  

Relembra-se que os Guiões continuam expostos no Claustro da Sé Catedral de Braga, até ao próximo domingo, dia 03 de abril.

 

CELORICO DE BASTO RECONSTITUI VIA-SACRA

Momentos de emoção na Via-Sacra ao Vivo em Celorico de Basto

Na Sexta-feira Santa, 25 de março, Celorico de Basto recebeu um dos momentos religiosos mais marcantes da Quaresma, a Via-Sacra ao vivo. A encenação foi da responsabilidade dos idosos e animadores que integram o programa Celorico a Mexer em parceria com o Arciprestado. Uma cerimónia que antecipou as celebrações próprias da Páscoa.

_DSC6395

“Foi uma cerimónia muito bonita feita com muita devoção que nos fez reviver um dos momentos mais significativos da vida de Cristo, o percurso desde a condenação à morte na cruz e ressurreição” disse o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva. “Estes momentos devem ser preservados porque fazem parte da nossa história, das nossas vivências enquanto católicos. Temos toda a comunidade envolvida”.

_DSC6299

A Via-Sacra ao vivo decorreu no Parque Urbano do Freixieiro, por um percurso ligeiramente alterado relativamente aos anos anteriores, que contemplou as 15 estações que retrataram a vida de cristo desde a condenação, à morte na cruz e ressurreição. Presidida pelo arcipreste de Celorico de Basto, padre Albano Costa, conjuntamente com alguns párocos das freguesias do concelho, a cerimónia arrastou centenas de pessoas, muitos fiéis, que se juntaram, em romaria, a este acontecimento religioso.

Helena Martinho, Coordenadora da Ação Social e Saúde do Município de Celorico de Basto salientou que “é notório o empenho dos nossos idosos e dos nossos técnicos na interpretação dos papéis que lhes foram atribuídos. Criaram-se momentos verdadeiramente mágicos e cheios de significado que emocionaram todos os presentes ” disse.

_DSC6257

Antes da cerimónia Manuel Oliveira, o ator que interpretou Jesus Cristo, disse tratar-se de um momento verdadeiramente único, onde a concentração é primordial para conseguir ser o mais fiel possível à personagem que interpreta. “É uma função muito exigente e de muita responsabilidade, a concentração é fundamental para conseguir entrar na personagem. Apesar de não ter que dizer nada sinto que o meu corpo ganha vida e adquire todos os comportamentos que Jesus teve na altura em que fez o caminho até ao calvário. É verdadeiramente emocionante. Não é a primeira vez que faço de Cristo e sinto-me sempre muito nervoso”.

A via Sacra ao vivo decorreu por um percurso devidamente decorado a recordar o verdadeiro caminho que Jesus percorreu, com todos os intervenientes trajados em conformidade com roupas da época. Um momento vivido com muita devoção por todos os intervenientes e pelo público que assistia.

_DSC6198

CELORICO DE BASTO RECEBE A VIA-SACRA AO VIVO

Na próxima Sexta-Feira Santa, pelas 15h00, no Parque Urbano do Freixieiro, irá decorrer um dos momentos bíblicos mais marcantes da quaresma, a Via-Sacra ao Vivo. A encenação é feita pelo programa Celorico a Mexer que coloca a contracenar jovens e idosos que interpretam a vida de cristo desde a condenação à morte na cruz e ressurreição.

“É de facto um momento que nos emociona, que retrata um dos acontecimentos mais importantes da vida de Cristo e que nos inclui no seu sofrimento” disse o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva. “Será por certo uma iniciativa marcante, sempre muito bem desenvolvida pelos nossos jovens e pelos nossos idosos, que conta com um envolvimento mais abrangente da comunidade e do Arciprestado”, disse.

A iniciativa acontece pelo 5º ano consecutivo e desta vez contará com um elenco de atores ainda mais abrangente. Serão 15 estações encenadas num espaço belíssimo, o parque Urbano do Freixieiro, bem decorado e preparado para receber os visitantes. “A Via-Sacra ao Vivo é, de facto, um acontecimento marcante para todos os idosos e técnicos que pertencem ao Celorico a Mexer. A devoção que o momento acarreta não permite descurar pormenores e dá-nos um sentido de responsabilidade ainda maior” disse Helena Martinho, Coordenadora da Ação Social e Saúde do município.

Esta cerimónia será dirigida ao longo de cada estação por um padre do arciprestado de Celorico de Basto e cantada pelos animadores do Celorico a Mexer. Os “atores” vestidos em conformidade para o momento interpretarão, ao longo do percurso, cada estação, com a devoção que o momento implica.

BRAGA REALIZA CORTEJO DOS GUIÕES DOS PASSOS

Irmandade de São Vicente mostrou, mais uma vez, à cidade dos Guiões dos Passos do Concelho de Braga

A Irmandade de São Vicente promoveu no passado dia 19 de março a IV edição do Cortejo dos Guiões dos Passos do Concelho de Braga.

10301971_740692819400454_1952575650092334559_n

À semelhança dos anos anteriores, marcaram presença todas as freguesias que no concelho de Braga organizam procissão dos Passos: Cabreiros, Real, Crespos, Figueiredo, Celeirós e a irmandade de Santa Cruz.

A iniciativa encontra-se inserida no programa oficial das Solenidades da Semana Santa e é da responsabilidade da Irmandade de São Vicente, que com este cortejo visa promover no centro urbano a riqueza do património material que são os Guiões dos Passos da freguesias suburbanas.

941059_740693956067007_2984072719733922958_n

Além de alguns quadros bíblicos ligados aos Passos de Jesus em Jerusalém, integram o cortejo, ainda, 3 cruzes: a da Paixão, a da morte e a da redenção que é rematada por um figurante que representa Cristo em redenção. 

Nos dias antecedentes ao cortejo foi ainda recriado o ancestral ritual da puxada do guião. Trata-se de um ritual cujo objetivo era recrutar homens fisicamente capazes para o transporte do guião no dia da Procissão dos Passos.

Com esta recriação pretende-se manter vivo este ritual que em todo o país apenas se mantem ativo na freguesia de Cabreiros em Braga.

10527869_739757536160649_5177270286808416346_n

MUNICÍPIO DE CERVEIRA APOIA PEREGRINOS CERVEIRENSES RUMO A FÁTIMA

Um grupo de 40 cerveirenses parte a pé, no dia 5 de maio, com destino ao Santuário de Fátima para marcar presença na celebração das ‘Aparições de Fátima’ de 12 e 13 de maio. De forma a contribuir para uma viagem segura, a Câmara Municipal ofereceu os coletes de segurança e o transporte de regresso a Vila Nova de Cerveira.

IMG_2610

O desafio foi lançado, em 2015, pelo pároco de Vila Nova de Cerveira por altura da visita da imagem da Senhora de Fátima ao concelho. Desde então, a devoção no milagre de Fátima motivou um conjunto de homens e mulheres cerveirenses para fazer um percurso de aproximadamente 300 kms a pé, ao longo de uma semana, com chegada prevista para o dia 12 de maio.

Procurando minimizar as dificuldades diversas subjacentes ao percurso, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira disponibilizou-se para prestar o apoio necessário ao nível de segurança e bem-estar, desde logo com a oferta de 40 coletes refletores, bem como o transporte de regresso a casa.

Com saída a 05 de maio, o grupo de Vila Nova de Cerveira junta-se aos milhares de peregrinos que, todos os anos, partem de vários pontos do país rumo ao Santuário de Fátima para participar na peregrinação internacional de Maio ao templo mariano.

As peregrinações têm como ponto alto a Procissão de Velas na noite de 12 de maio, e o dia seguinte, 13 de maio, que marca a primeira "Aparição de Fátima".

BRAGA PROMOVE SEMANA SANTA NO AEROPORTO SÁ CARNEIRO

Acção promocional da Semana Santa de Braga no Aeroporto Sá Carneiro

A Câmara Municipal de Braga está a realizar uma acção promocional da Semana Santa, um dos maiores ícones do turismo religioso do País, na loja do Turismo do Porto e Norte de Portugal localizada no Aeroporto Francisco Sá Carneiro. A exposição foi inaugurada ontem, dia 21 de Março, e estará patente até à próxima Segunda-feira, dia 28 de Março.

20160321_184325

Programas do evento em várias línguas, mapas de Braga, roteiros do Barroco e uma prova gastronómica com iguarias do Concelho estão à disposição de todos os turistas que se desloquem à loja, decorada com uma exposição que contém diversos elementos relacionados com a Semana Santa.

Com esta acção pretende-se chamar a atenção de todos os turistas que, por estes dias, passam no Aeroporto Sá Carneiro, uma porta de entrada de milhares de visitantes na região, sobretudo através da presença de um farricoco e tendo em consideração a visibilidade e curiosidade que este elemento, integrante nas cerimónias religiosas de Braga, gera entre as pessoas.

20160321_183709

Os farricocos com grosseiras vestes de penitência, descalços e encapuçados, de cordas à cinta, como outrora os penitentes públicos, empunham matracas e fogaréus (taças com pinhas a arder), abrem as procissões e representam uma memória simbólica. Desde o séc. XV, a Misericórdia de Braga manteve a tradição dos farricocos através da Procissão nocturna do Senhor ´Ecce Homo´.

O Aeroporto Sá Carneiro é um local privilegiado para dar a conhecer a Semana Santa aos visitantes, sendo que no local os interessados podem obter um conjunto de informações muito completo relativo às celebrações que decorrem neste período em Braga. A iniciativa é um momento importante para a divulgação do evento e pretende, acima de tudo, atrair turistas que se deixem encantar com a magnitude e beleza da Semana Santa de Braga.

GRUPOS FOLCLÓRICOS PEREGRINAM A FÁTIMA

A XIV Peregrinação Nacional a Fátima da Federação do Folclore Português realiza-se este ano no próximo dia 24 de abril.

A Federação do Folclore Português está a organizar, uma vez mais a Peregrinação Nacional a Fátima dos Grupos de Folclore, onde estão desde já convidados para estarem presentes.

A Federação do Folclore Português disponibiliza o Programa, Regulamento e Ficha de Inscrição para a XIV Peregrinação Nacional a Fátima.

A data Limite de inscrição é dia 15 de Abril de 2016 para secretaria@ffp.pt

CABECEIRAS DE BASTO TEM FIM-DE-SEMANA ANIMADO

Iniciativas culturais, religiosas, lúdicas e recreativas marcam fim-de-semana em Cabeceiras de Basto

O presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, moderou, na sexta-feira à noite, 18 de março, na Casa do Tempo, a tertúlia ‘Professora Filomena Mesquita - Quando se abraça a profissão como Vida e Missão’, uma iniciativa em que os oradores convidados foram a neta Eugénia Jesus Basto e os antigos alunos Francisco Fraga, Francisco Campilho e Elvira Vieira. A tertúlia contou também com a presença do presidente da Junta da União de Freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Leandro Campos.

Tertúlia ‘Professora Filomena Mesquita

Durante a sessão foi lembrada esta figura ilustre do panorama educativo de Cabeceiras de Basto - Filomena Mesquita - que deixou o ensino apenas aos 85 anos, depois de mais de 65 anos a lecionar, ensinando as primeiras letras e contas às crianças.

Depois da neta, Eugénia Jesus Basto, partilhar com a plateia algumas curiosidades acerca da vida pessoal e profissional da Professora Filomena Mesquita, os antigos alunos da Professora Filomena Mesquita, Francisco Fraga, Francisco Campilho e Elvira Vieira, deram também o seu testemunho, partilhando com os presentes vários episódios que guardam na memória do tempo de escola em que a figura principal foi a Professora Filomena Mesquita. Todos lhe reconheceram o rigor, a exigência e o profissionalismo com que desempenhou as suas funções sem esquecer “o carinho que tinha por todos os seus alunos”, lembraram. “O Ensino era a alma da avó”, destacou a neta Eugénia Jesus Basto.

No início da tertúlia, foi apresentado um vídeo em jeito de homenagem à Professora Filomena Mesquita, com fotografias antigas, na qual sobressaíam as próprias palavras da professora: “Para além da morte… a Vida, para além da terra… o Céu, pela morte hei de ser vencida, agradeço a vida que Deus me deu!”

No final, o presidente da Câmara agradeceu a presença de todos, bem como os seus testemunhos enquanto alunos da Professora Filomena Mesquita, ela que foi “um exemplo” de dedicação à educação, uma personalidade simples de reconhecido valor, que dedicou toda a sua vida a ensinar as crianças, tendo contribuído para a educação e formação cívica de várias gerações de cabeceirenses.

Torneio de Natação - Piscina Municipal de Cabece

Torneio de Natação

No sábado de manhã, dia 19 de março, a Câmara Municipal promoveu o primeiro Torneio de Natação, uma iniciativa que juntou dezenas de miúdos e graúdos nas Piscinas Municipais de Refojos e do Arco de Baúlhe, num clima de grande diversão e festa.

A vereadora do Desporto, Dra. Isabel Coutinho, marcou presença no evento, enalteceu o envolvimento de todos e entregou lembranças aos participantes.

Torneio de Natação - Piscina Municipal do Arco d

Esta iniciativa teve como objetivos, promover as atividades das Piscinas Municipais, assim como proporcionar momentos de convívio entre todos os utentes, familiares e professores.

Torneio de Natação - Piscina Municipal do Arco d

Torneio de Natação - Piscina Municipal de Cabece

Procissão dos Passos na Freguesia de Cabeceiras de Basto

A convite da Paróquia de S. Nicolau e da Junta de Freguesia de Cabeceiras de Basto, o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, e o vereador Alfredo Magalhães estiveram presentes na majestosa Procissão dos Passos que se realizou ontem à tarde, dia 20 de março, naquela freguesia. A procissão que foi abrilhantada pela Banda Cabeceirense contou, ainda, com a presença do presidente da Junta de Freguesia de Cabeceiras de Basto, José Carlos Rebelo, e dos restantes membros da Junta e da Assembleia de Freguesia. Centenas de devotos associaram-se a esta celebração religiosa.

Procissão dos Passos na Freguesia de Cabeceiras d

Concerto de Primavera

Ontem à noite, 20 de março, a Banda Cabeceirense realizou um ‘Concerto de Primavera’ no Mercado Municipal, uma iniciativa na qual marcaram presença o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, os vereadores Alfredo Magalhães e Prof. Mário Leite, bem como o presidente da Junta da União de Freguesias de Refojos, Outeiro e Painzela, Leandro Campos, e o presidente da Junta de Freguesia de Cabeceiras de Basto, José Carlos Rebelo.

O concerto, que foi muito participado, contou com a interpretação de dez peças. No arranque da estação marcada pelo desabrochar das flores e pelo encanto das cores e da alegria, a Banda Cabeceirense pretendeu começar a Primavera de forma especial, partilhando a melhor música com os seus sócios e amigos e com a população cabeceirense em geral.

Concerto de Primavera pela Banda Cabeceirense

CERVEIRA CELEBRA SEMANA SANTA

Semana Santa: Cerimónias religiosas e atividades culturais todos os dias

À semelhança dos anos anteriores, o Município de Vila Nova de Cerveira associa-se à Santa Casa da Misericórdia e ao Arciprestado do concelho na promoção da Semana Santa, com a realização de um programa cultural paralelo às cerimónias religiosas. Iniciativas para todas as idades arrancam este domingo com a Bênção de Ramos e a ‘Entrada Triunfal de Jesus Cristo’ e encerram com o Compasso Pascal e a ‘Queima de Judas’.

Em Vila Nova de Cerveira, a Semana Santa é uma das tradições mais enraizadas na história do concelho. Entre os Ramos e o Dia de Páscoa são várias as propostas que envolvem a população e atraem muitos visitantes.

Teatro, ateliers e doçaria tradicional preenchem vertente lúdica

Para dar início à comemoração da Semana Santa, o Município cerveirense apresenta, este domingo, a partir das 15h00, um teatro bíblico de rua sobre a Entrada Triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém. Em colaboração com o Grupo S. Paulo da Cruz, cerca de 100 participantes recriarão cenas deste episódio bíblico em diversos pontos do Centro Histórico de Vila Nova de Cerveira.

De forma a envolver os mais pequenos, as tardes de terça a quinta-feira estão reservadas para os ateliers de construção de ‘judinhas’ a decorrer no Cineteatro ou no jardim. As crianças e jovens do concelho vão construir estes bonecos que, no Sábado de Aleluia, são oferecidos ao público que assiste à ‘Queima de Judas’. Este ano, o maior espetáculo comunitário do Vale do Minho comemora uma década, e por isso o tema será um ‘Remix 10 anos’. Através de uma revisita aos melhores momentos de sempre, a Comédias do Minho apresenta a ‘Queima de Judas’ através de um espetáculo musical e colorido que conta com algumas personagens surpresa que vão voltar a Vila Nova de Cerveira.

Para adoçar esta época, a Loja Interativa de Turismo de Vila Nova de Cerveira, em parceria com algumas pastelarias do concelho, convida a comunidade para a ‘Mesa da Páscoa’. No sábado 26 de março, entre as 10h00 e as 18h00, o difícil vai ser escolher entre tão deliciosa e diversa doçaria típica desta época.

Celebrações Religiosas

Promovidas pelas paróquias e pela Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Cerveira, as celebrações religiosas da Semana Santa têm início este domingo com a Bênção de Ramos e terminam com o Compasso Pascal no Domingo e Segunda-Feira de Páscoa.

No entanto, ao longo da semana estão programados vários momentos eucarísticos: quarta-feira, Missa Vespertina celebrada por todos os irmãos da Sana Casa (Igreja da Misericórdia, 17h00), Via-Sacra (Igreja Matriz, 21h00), Exposição do Santíssimo Sacramento (Igreja da Misericórdia, 15h00); na quinta-feira, Procissão com a Imagem de Nossa Senhora da Soledade para a Igreja Matriz (Igreja da Misericórdia, 17h00), Missa Vespertina da Ceia do Senhor - Lava-pés (Igreja Matriz, 18h00), e à noite, 21h30, a secular Procissão dos Passos que percorre as ruas do Centro histórico da vila, numa Via-Sacra aos sete nichos da Paixão de Cristo, onde se fazem ouvir os cânticos da Verónica. Na Igreja Matriz será proclamado o sermão do Encontro. A procissão recolhe à Igreja da Misericórdia, terminando com a bênção do Santo Lenho. Na sexta-feira Santa, Celebração da Paixão do Senhor - Adoração da Cruz (Igreja Matriz,15h00 e restantes paróquias); no Sábado de Aleluia, Vigília Pascal (Igreja Matriz, 21h00 e restantes paróquias). No Domingo de Páscoa, Eucaristia (Igreja Matriz, 10h00), Visita Pascal na LIT (15h00) e Compasso Pascal pelas Freguesias do concelho (Domingo e Segunda-feira).

PONTE DA BARCA RECRIA A PAIXÃO DE CRISTO

Na Quinta-feira Santa, Ponte da Barca recria “A Mui Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo"

A Mui Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo vai ser recriada no próximo dia 24 de março, Quinta-feira Santa, pelas 22h00, junto ao Mosteiro da Freguesia de Bravães, onde durante cerca de duas horas, decorre a representação do último dia de Jesus na Terra, da inveja dos Judeus, à traição de Judas, ao lava-mãos de Pilatos, à morte na cruz depois do milagre que tornou possível a conversão de Longuinhos, o soldado romano e a contrição de Dimas o bom ladrão.

4371

Mais de uma centena de intervenientes em palco, entre atores e figurantes dão corpo a uma das mais fortes manifestações de força da nossa cultura popular.

É uma produção da Associação Cultural " Os Canários de Bravães " em parceria com o Município de Ponte da Barca, e apoio da Junta de Freguesia de Bravães. Jaime Ferreri é o responsável pela encenação.

BRAGA DESTACA-SE NAS ROTAS INTERNACIONAIS DO TURISMO RELIGIOSO

A Câmara Municipal de Braga marcou presença no IV Workshop Internacional de Turismo Religioso, que se realizou em Fátima. A presença deveu-se a um convite endereçado pela Câmara Municipal de Ourém e a ACISO (Associação Empresarial de Ourém-Fátima).

António Barroso e Paulo Fonseca

O workshop teve como principais objectivos a promoção de uma bolsa de contactos de negócio entre os participantes, a divulgação internacional de Portugal enquanto destino privilegiado de Turismo Religioso, a potenciação da importância do Turismo Religioso no contexto do sector turístico mundial e a reflexão sobre as novas tendências para melhor atrair turistas.

Este evento contou com mais de 500 participantes, com destaque para os operadores turísticos provenientes de mercados como: Brasil, Espanha, França, Irlanda, Itália, Polónia, Alemanha, Coreia do Sul, Indonésia, Israel, Filipinas, Colômbia, Canadá, Estados Unidos da América, Uruguai, Bolívia, Vietname, Argentina, Bélgica, Senegal, República Checa, India e Hungria, entre outros.

António Barroso, em representação do Município Bracarense, afirmou que ´existe um potencial enorme nos roteiros internacionais do turismo religioso onde Braga tem que reforçar a sua notoriedade´. “Esta nossa acção deve-se a um trabalho que temos vindo a executar com responsáveis de Fátima para que Braga e Fátima se afirmem como destinos complementares. Aqui há um papel preponderante que cabe também aos nossos agentes privados e à Arquidiocese para articularmos a nossa oferta para conseguirmos através deste género de turismo combatermos a sazonalidade e incrementarmos cada vez mais a nossa relevância nos circuitos turísticos internacionais”, disse..

Segundo António Barroso, apesar de, relativamente ao ano transacto, já serem evidentes novas operações turísticas em Braga, ainda existe muito mercado turístico a conquistar, nomeadamente no circuito do turismo religioso. “O facto de estarmos estrategicamente no meio do percurso entre Fátima e Santiago de Compostela, e vice-versa, tem que ser constantemente promovido e divulgado para que se consiga atrair e cativar todo o fluxo turístico e de peregrinação que estes dois grandes centros religiosos têm”, afirmou.

Com todos os atractivos culturais, patrimoniais e cultuais, Braga é um destino ímpar. “Temos o património e a história que Fátima, sendo um local de peregrinação com apenas 99 anos, não oferece. Estamos assim empenhados em trabalhar conjuntamente para aumentarmos a permanência de turistas nos nossos territórios.”

Presidente da Câmara de Ourém visita espaço de Braga

Paulo Fonseca, presidente da Câmara Municipal de Ourém, foi presenteado com um farricoco de Braga, mostrando-se empenhado em continuar o estreitar de relações para contribuir para o reforço da notoriedade e atractividade dos dois Concelhos, nomeadamente no âmbito do turismo religioso, mostrando-se também aberto a outras parcerias para o desenvolvimento de Ourém e de Braga.

No espaço promocional de Braga estava em destaque a Semana Santa, o São João, a Sé Catedral, a mais antiga de Portugal, os Caminhos de Santiago, a cruz da primeira missa realizada no Brasil que se encontra no tesouro-museu da Sé, o Bom Jesus, o Mosteiro de Tibães e o segundo maior santuário mariano nacional depois de Fátima, o do Sameiro.

Operadores estrangeiros visitam Braga

Durante este fim-de-semana e na Segunda-feira, operadores estrangeiros inscritos no IV Workshop Internacional de Turismo Religioso fazem uma visita a Braga, onde terão oportunidade de ver e sentir in loco as riquezas turísticas, a localização e acessibilidades, o atraente comércio e o acolhimento que os Bracarenses proporcionam.

Para António Barroso, estas acções inserem-se na estratégia do Município de estimular e desenvolver a economia do Concelho através do turismo. “A nossa afirmação internacional e o estabelecimento de parcerias com parceiros estratégicos são fundamentais para fortalecer a nossa atractividade a todos os níveis”, salientou.

20160226_151744

CAMINHENSES PEREGRINAM A SANTIAGO DE COMPOSTELA

DECORREM JÁ AS INSCRIÇÕES PARA A PEREGRINAÇÃO A SANTIAGO DE COMPOSTELA PELO CAMINHO PORTUGUÊS DA COSTA

Trajeto a cumprir por etapas, com apoio logístico e de transporte

Nos meses de março, abril e maio vamos promover o Caminho Português da Costa, através de uma Peregrinação a Santiago de Compostela, organizada conjuntamente pelos municípios de Caminha e A Guarda. A inscrição custa 55 euros e pode ser feita através do endereço ambiente@cm-caminha.pt, ou pelos telefones 258 721 708 ou 914 476 461.

Os municípios de Caminha e A Guarda estão a promover o Caminho Português da Costa com uma peregrinação a Santiago de Compostela feita por etapas. Cada sábado corresponde a uma etapa do percurso. Esta iniciativa é primeira de várias atividades organizadas em conjunto no âmbito da candidatura a Paisagem Cultural da UNESCO.

É de realçar que os dois municípios assegurarão o apoio logístico e o transporte dos participantes até aos pontos de partida e no regresso das etapas. Já fez algum dos Caminhos de Santigo? Aproveite e faça o Caminho Português da Costa, aos sábados, a partir do dia 5 de março.

PROGRAMA

SÁB 05 MARÇO | 09H00

ÂNCORA – MOUGÁS – 28 KM

SÁB 12 MARÇO | 09H00

MOUGÁS – VIGO – 28 KM

SÁB 02 ABRIL | 09H00

VIGO – REDONDELA – 23 KM

SÁB 16 ABRIL | 09H00

REDONDELA – PONTEVEDRA 21 KM

SÁB 23 ABRIL | 09H00

PONTEVEDRA – CALDAS DE REI 22 KM

SÁB 7 MAIO | 09H00

CALDAS DE REIS – PADRÓN 18 KM

SÁB 14 MAIO | 09H00

PADRÓN - SANTIAGO DE COMPOSTELA 25 KM

BRACARENSES REALIZAM VIA SACRA EM MAXIMINOS

Via Sacra de Maximinos é exemplo de compromisso e união da comunidade. Evento envolve cerca de 300 pessoas

A Via Sacra de Maximinos assume, este ano, uma nova dinâmica que lhe confere uma identidade própria. O evento, que terá lugar a 20 de Março, tem vindo a afirmar-se como uma iniciativa de relevo e ambiciona integrar o programa das Solenidades da Semana Santa de Braga.

CMB18022016SERGIOFREITAS000000739

Sob o tema ‘Misericórdia’, a XII edição da Via Sacra de Maximinos representa o esforço e o envolvimento de toda a comunidade. “Para lá do programa oficial das Solenidades, há mais Semana Santa em Braga. Existe um esforço de várias freguesias e de vários voluntários que dão corpo a projectos como a Via Sacra de Maximinos”, referiu Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, durante a apresentação do evento, que decorreu esta Quinta-feira, 18 de Fevereiro, na sede da União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade.

O evento conta com a participação de cerca de 300 pessoas que farão a recriação ao vivo das 15 estações da Paixão de Cristo, com início no lugar do Penedo até ao Monte de S. Gregório. A encenação terá o máximo de rigor e precisão possíveis, de forma a envolver e fomentar sentimentos e emoções. Para Ricardo Rio, o envolvimento da população neste evento “é um facto assinalável e sinónimo de compromisso entre toda a comunidade e instituições”, convidando os Bracarenses a “disfrutarem de mais um momento marcante na vida da Cidade”.

CMB18022016SERGIOFREITAS000000736

A Via Sacra de Maximinos tem vindo a valorizar-se ano após ano e a organização acredita que este seja o ano da confirmação. Como explicou Francisco Mota, coordenador geral do evento, ao objectivo é “transformar a Via Sacra de Maximinos numa referência da Semana Santa de Braga”. Para isso, a organização tem vindo a trabalhar “arduamente na valorização do evento, sem nunca deixar para trás o conceito original de Via Sacra, onde o papel preponderante se fixa nos momentos de devoção e oração”.

“Este é o ano da confirmação da Via Sacra de Maximinos. Esta edição pretende ver consolidados os patamares base de qualidade, para que seja reconhecida na Cidade como um evento com potencial para consagrar o turismo religioso em Braga, fazendo parte integrante do roteiro da Semana Santa”, referiu Francisco Mota, considerando prioritário abrir a participação a toda a comunidade, uma vez que “a paixão de cristo deve ser um momento vivido e preparado por todos”.

Esta foi uma opinião partilhada por Luís Pedroso, presidente da União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade, para quem o envolvimento de toda comunidade é um factor distintivo e importante para a valorização e confirmação deste evento. “A Via Sacra de Maximinos será maior e melhor se a comunidade de Maximinos, da Sé e da Cividade aderir em massa, para que possamos enriquecer o evento quer em qualidade, quer em número de figurantes”.

A agregação das três freguesias fez com que os eventos ganhassem outra dimensão e uma nova identidade. “No Natal o Agrupamento de Escuteiros de Maximinos e a Artystika foram às Parretas para ajudar na realização de um evento. Agora é a vez da Associação de Moradores das Parretas a querer dar o seu contributo na dramatização da Via Sacra”, afirmou Luís Pedroso, acreditando que estão “reunidos todos os ingredientes para que este seja um evento de sucesso”.

CMB18022016SERGIOFREITAS000000735

ENCONTRO EM CUBA ENTRE O PAPA FRANCISCO E O PATRIARCA KIRILL DE MOSCOVO É UM ACONTECIMENTO HISTÓRICO PARA OS CRISTÃOS DO MUNDO INTEIRO

Declaração comum do Papa Francisco e do Patriarca Kirill de Moscovo e de toda a Rússia

«A graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós» (2 Cor 13, 13).

  1. Por vontade de Deus Pai de quem provém todo o dom, no nome do Senhor nosso Jesus Cristo e com a ajuda do Espírito Santo Consolador, nós, Papa Francisco e Kirill, Patriarca de Moscovo e de toda a Rússia, encontramo-nos, hoje, em Havana. Damos graças a Deus, glorificado na Trindade, por este encontro, o primeiro na história.

Com alegria, encontramo-nos como irmãos na fé cristã que se reúnem para «falar de viva voz» (2 Jo 12), coração a coração, e analisar as relações mútuas entre as Igrejas, os problemas essenciais de nossos fiéis e as perspectivas de progresso da civilização humana

  1. O nosso encontro fraterno teve lugar em Cuba, encruzilhada entre Norte e Sul, entre Leste e Oeste. A partir desta ilha, símbolo das esperanças do «Novo Mundo» e dos acontecimentos dramáticos da história do século XX, dirigimos a nossa palavra a todos os povos da América Latina e dos outros continentes.

Alegramo-nos por estar a crescer aqui, de forma dinâmica, a fé cristã. O forte potencial religioso da América Latina, a sua tradição cristã secular, presente na experiência pessoal de milhões de pessoas, são a garantia dum grande futuro para esta região.

  1. Encontrando-nos longe das antigas disputas do «Velho Mundo», sentimos mais fortemente a necessidade dum trabalho comum entre católicos e ortodoxos, chamados a dar ao mundo, com mansidão e respeito, razão da esperança que está em nós(cf. 1 Ped3, 15).
  2. Damos graças a Deus pelos dons que recebemos da vinda ao mundo do seu único Filho. Partilhamos a Tradição espiritual comum do primeiro milénio do cristianismo. As testemunhas desta Tradição são a Virgem Maria, Santíssima Mãe de Deus, e os Santos que veneramos. Entre eles, contam-se inúmeros mártires que testemunharam a sua fidelidade a Cristo e se tornaram «semente de cristãos».
  3. Apesar desta Tradição comum dos primeiros dez séculos, há quase mil anos que católicos e ortodoxos estão privados da comunhão na Eucaristia. Estamos divididos por feridas causadas por conflitos dum passado distante ou recente, por divergências – herdadas dos nossos antepassados – na compreensão e explicitação da nossa fé em Deus, uno em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Deploramos a perda da unidade, consequência da fraqueza humana e do pecado, ocorrida apesar da Oração Sacerdotal de Cristo Salvador: «Para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti; para que assim eles estejam em Nós» (Jo17, 21).
  4. Conscientes da permanência de numerosos obstáculos, esperamos que o nosso encontro possa contribuir para o restabelecimento desta unidade querida por Deus, pela qual Cristo rezou. Que o nosso encontro inspire os cristãos do mundo inteiro a rezar ao Senhor, com renovado fervor, pela unidade plena de todos os seus discípulos. Num mundo que espera de nós não apenas palavras mas gestos concretos, possa este encontro ser um sinal de esperança para todos os homens de boa vontade!
  5. Determinados a realizar tudo o que seja necessário para superar as divergências históricas que herdámos, queremos unir os nossos esforços para testemunhar o Evangelho de Cristo e o património comum da Igreja do primeiro milénio, respondendo em conjunto aos desafios do mundo contemporâneo. Ortodoxos e católicos devem aprender a dar um testemunho concorde da verdade, em áreas onde isso seja possível e necessário. A civilização humana entrou num período de mudança epocal. A nossa consciência cristã e a nossa responsabilidade pastoral não nos permitem ficar inertes perante os desafios que requerem uma resposta comum.
  6. O nosso olhar dirige-se, em primeiro lugar, para as regiões do mundo onde os cristãos são vítimas de perseguição. Em muitos países do Médio Oriente e do Norte de África, os nossos irmãos e irmãs em Cristo vêem exterminadas as suas famílias, aldeias e cidades inteiras. As suas igrejas são barbaramente devastadas e saqueadas; os seus objectos sagrados profanados, os seus monumentos destruídos. Na Síria, no Iraque e noutros países do Médio Oriente, constatamos, com amargura, o êxodo maciço dos cristãos da terra onde começou a espalhar-se a nossa fé e onde eles viveram, desde o tempo dos apóstolos, em conjunto com outras comunidades religiosas.
  7. Pedimos a acção urgente da comunidade internacional para prevenir nova expulsão dos cristãos do Médio Oriente. Ao levantar a voz em defesa dos cristãos perseguidos, queremos expressar a nossa compaixão pelas tribulações sofridas pelos fiéis doutras tradições religiosas, também eles vítimas da guerra civil, do caos e da violência terrorista.
  8. Na Síria e no Iraque, a violência já causou milhares de vítimas, deixando milhões de pessoas sem casa nem meios de subsistência. Exortamos a comunidade internacional a unir-se para pôr termo à violência e ao terrorismo e, ao mesmo tempo, a contribuir através do diálogo para um rápido restabelecimento da paz civil. É essencial garantir uma ajuda humanitária em larga escala às populações martirizadas e a tantos refugiados nos países vizinhos.

Pedimos a quantos possam influir sobre o destino das pessoas raptadas, entre as quais se contam os Metropolitas de Alepo, Paulo e João Ibrahim, sequestrados no mês de Abril de 2013, que façam tudo o que é necessário para a sua rápida libertação.

  1. Elevamos as nossas súplicas a Cristo, Salvador do mundo, pelo restabelecimento da paz no Médio Oriente, que é «fruto da justiça» (Is32, 17), a fim de que se reforce a convivência fraterna entre as várias populações, as Igrejas e as religiões lá presentes, pelo regresso dos refugiados às suas casas, a cura dos feridos e o repouso da alma dos inocentes que morreram.

Com um ardente apelo, dirigimo-nos a todas as partes que possam estar envolvidas nos conflitos pedindo-lhes que dêem prova de boa vontade e se sentem à mesa das negociações. Ao mesmo tempo, é preciso que a comunidade internacional faça todos os esforços possíveis para pôr fim ao terrorismo valendo-se de acções comuns, conjuntas e coordenadas. Apelamos a todos os países envolvidos na luta contra o terrorismo, para que actuem de maneira responsável e prudente. Exortamos todos os cristãos e todos os crentes em Deus a suplicarem, fervorosamente, ao Criador providente do mundo que proteja a sua criação da destruição e não permita uma nova guerra mundial. Para que a paz seja duradoura e esperançosa, são necessários esforços específicos tendentes a redescobrir os valores comuns que nos unem, fundados no Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

  1. Curvamo-nos perante o martírio daqueles que, à custa da própria vida, testemunham a verdade do Evangelho, preferindo a morte à apostasia de Cristo. Acreditamos que estes mártires do nosso tempo, pertencentes a várias Igrejas mas unidos por uma tribulação comum, são um penhor da unidade dos cristãos. É a vós, que sofreis por Cristo, que se dirige a palavra do Apóstolo: «Caríssimos, (...) alegrai-vos, pois assim como participais dos padecimentos de Cristo, assim também rejubilareis de alegria na altura da revelação da sua glória» (1 Ped4, 12-13).
  2. Nesta época preocupante, é indispensável o diálogo inter-religioso. As diferenças na compreensão das verdades religiosas não devem impedir que pessoas de crenças diversas vivam em paz e harmonia. Nas circunstâncias actuais, os líderes religiosos têm a responsabilidade particular de educar os seus fiéis num espírito respeitador das convicções daqueles que pertencem a outras tradições religiosas. São absolutamente inaceitáveis as tentativas de justificar acções criminosas com slôganes religiosos. Nenhum crime pode ser cometido em nome de Deus, «porque Deus não é um Deus de desordem, mas de paz» (1 Cor14, 33).
  3. Ao afirmar o alto valor da liberdade religiosa, damos graças a Deus pela renovação sem precedentes da fé cristã que agora está a acontecer na Rússia e em muitos países da Europa Oriental, onde, durante algumas décadas, dominaram os regimes ateus. Hoje as cadeias do ateísmo militante estão quebradas e, em muitos lugares, os cristãos podem livremente confessar a sua fé. Num quarto de século, foram construídas dezenas de milhares de novas igrejas, e abertos centenas de mosteiros e escolas teológicas. As comunidades cristãs desenvolvem uma importante actividade socio-caritativa, prestando variada assistência aos necessitados. Muitas vezes trabalham lado a lado ortodoxos e católicos; atestam a existência dos fundamentos espirituais comuns da convivência humana, ao testemunhar os valores do Evangelho.
  4. Ao mesmo tempo, estamos preocupados com a situação em muitos países onde os cristãos se debatem cada vez mais frequentemente com uma restrição da liberdade religiosa, do direito de testemunhar as suas convicções e da possibilidade de viver de acordo com elas. Em particular, constatamos que a transformação de alguns países em sociedades secularizadas, alheias a qualquer referência a Deus e à sua verdade, constitui uma grave ameaça à liberdade religiosa. É fonte de inquietação para nós a limitação actual dos direitos dos cristãos, se não mesmo a sua discriminação, quando algumas forças políticas, guiadas pela ideologia dum secularismo frequentemente muito agressivo, procuram relegá-los para a margem da vida pública.
  5. O processo de integração europeia, iniciado depois de séculos de sangrentos conflitos, foi acolhido por muitos com esperança, como uma garantia de paz e segurança. Todavia convidamos a manter-se vigilantes contra uma integração que não fosse respeitadora das identidades religiosas. Embora permanecendo abertos à contribuição doutras religiões para a nossa civilização, estamos convencidos de que a Europa deve permanecer fiel às suas raízes cristãs. Pedimos aos cristãos da Europa Oriental e Ocidental que se unam para testemunhar em conjunto Cristo e o Evangelho, de modo que a Europa conserve a própria alma formada por dois mil anos de tradição cristã.
  6. O nosso olhar volta-se para as pessoas que se encontram em situações de grande dificuldade, em condições de extrema necessidade e pobreza, enquanto crescem as riquezas materiais da humanidade. Não podemos ficar indiferentes à sorte de milhões de migrantes e refugiados que batem à porta dos países ricos. O consumo desenfreado, como se vê em alguns países mais desenvolvidos, está gradualmente esgotando os recursos do nosso planeta. A crescente desigualdade na distribuição dos bens da Terra aumenta o sentimento de injustiça perante o sistema de relações internacionais que se estabeleceu.
  7. As Igrejas cristãs são chamadas a defender as exigências da justiça, o respeito pelas tradições dos povos e uma autêntica solidariedade com todos os que sofrem. Nós, cristãos, não devemos esquecer que «o que há de louco no mundo é que Deus escolheu para confundir os sábios; e o que há de fraco no mundo é que Deus escolheu para confundir o que é forte. O que o mundo considera vil e desprezível é que Deus escolheu; escolheu os que nada são, para reduzir a nada aqueles que são alguma coisa. Assim, ninguém se pode vangloriar diante de Deus» (1 Cor1, 27-29).
  8. A família é o centro natural da vida humana e da sociedade. Estamos preocupados com a crise da família em muitos países. Ortodoxos e católicos partilham a mesma concepção da família e são chamados a testemunhar que ela é um caminho de santidade, que testemunha a fidelidade dos esposos nas suas relações mútuas, a sua abertura à procriação e à educação dos filhos, a solidariedade entre as gerações e o respeito pelos mais vulneráveis.
  9. A família funda-se no matrimónio, acto de amor livre e fiel entre um homem e uma mulher. É o amor que sela a sua união e os ensina a acolher-se reciprocamente como um dom. O matrimónio é uma escola de amor e fidelidade. Lamentamos que outras formas de convivência já estejam postas ao mesmo nível desta união, ao passo que o conceito, santificado pela tradição bíblica, de paternidade e de maternidade como vocação particular do homem e da mulher no matrimónio, seja banido da consciência pública.
  10. Pedimos a todos que respeitem o direito inalienável à vida. Milhões de crianças são privadas da própria possibilidade de nascer no mundo. A voz do sanguedas crianças não nascidas clama a Deus(cf. Gn 4, 10).

O desenvolvimento da chamada eutanásia faz com que as pessoas idosas e os doentes comecem a sentir-se um peso excessivo para as suas famílias e a sociedade em geral.

Estamos preocupados também com o desenvolvimento das tecnologias reprodutivas biomédicas, porque a manipulação da vida humana é um ataque aos fundamentos da existência do homem, criado à imagem de Deus. Consideramos nosso dever lembrar a imutabilidade dos princípios morais cristãos, baseados no respeito pela dignidade do homem chamado à vida, segundo o desígnio do Criador.

  1. Hoje, desejamos dirigir-nos de modo particular aos jovens cristãos. Vós, jovens, tendes o dever de não esconder o talento na terra(cf. Mt25, 25), mas de usar todas as capacidades que Deus vos deu para confirmar no mundo as verdades de Cristo, encarnar na vossa vida os mandamentos evangélicos do amor de Deus e do próximo. Não tenhais medo de ir contra a corrente, defendendo a verdade de Deus, à qual estão longe de se conformar sempre as normas secularizadas de hoje.
  2. Deus ama-vos e espera de cada um de vós que sejais seus discípulos e apóstolos. Sede a luz do mundo, de modo que quantos vivem ao vosso redor, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está no Céu (cf. Mt5, 14.16). Haveis de educar os vossos filhos na fé cristã, transmitindo-lhes a pérola preciosada fé (cf. Mt 13, 46), que recebestes dos vossos pais e antepassados. Lembrai-vos que «fostes comprados por um alto preço» (1 Cor 6, 20), a custo da morte na cruz do Homem-Deus Jesus Cristo.
  3. Ortodoxos e católicos estão unidos não só pela Tradição comum da Igreja do primeiro milénio mas também pela missão de pregar o Evangelho de Cristo no mundo de hoje. Esta missão exige o respeito mútuo entre os membros das comunidades cristãs e exclui qualquer forma de proselitismo.

Não somos concorrentes, mas irmãos: por esta certeza, devem ser guiadas todas as nossas acções recíprocas e em benefício do mundo exterior. Exortamos os católicos e os ortodoxos de todos os países a aprender a viver juntos na paz e no amor e a ter «os mesmos sentimentos, uns com os outros» (Rm 15, 5). Por isso, é inaceitável o uso de meios desleais para incitar os crentes a passar duma Igreja para outra, negando a sua liberdade religiosa ou as suas tradições. Somos chamados a pôr em prática o preceito do apóstolo Paulo: «Tive a maior preocupação em não anunciar o Evangelho onde já era invocado o nome de Cristo, para não edificar sobre fundamento alheio» (Rm 15, 20).

  1. Esperamos que o nosso encontro possa contribuir também para a reconciliação, onde existirem tensões entre greco-católicos e ortodoxos. Hoje, é claro que o método do «uniatismo» do passado, entendido como a união duma comunidade à outra separando-a da sua Igreja, não é uma forma que permita restabelecer a unidade. Contudo, as comunidades eclesiais surgidas nestas circunstâncias históricas têm o direito de existir e de empreender tudo o que é necessário para satisfazer as exigências espirituais dos seus fiéis, procurando ao mesmo tempo viver em paz com os seus vizinhos. Ortodoxos e greco-católicos precisam de reconciliar-se e encontrar formas mutuamente aceitáveis de convivência.
  2. Deploramos o conflito na Ucrânia que já causou muitas vítimas, provocou inúmeras tribulações a gente pacífica e lançou a sociedade numa grave crise económica e humanitária. Convidamos todas as partes do conflito à prudência, à solidariedade social e à actividade de construir a paz. Convidamos as nossas Igrejas na Ucrânia a trabalhar por se chegar à harmonia social, abster-se de participar no conflito e não apoiar ulteriores desenvolvimentos do mesmo.
  3. Esperamos que o cisma entre os fiéis ortodoxos na Ucrânia possa ser superado com base nas normas canónicas existentes, que todos os cristãos ortodoxos da Ucrânia vivam em paz e harmonia, e que as comunidades católicas do país contribuam para isso de modo que seja visível cada vez mais a nossa fraternidade cristã.
  4. No mundo contemporâneo, multiforme e todavia unido por um destino comum, católicos e ortodoxos são chamados a colaborar fraternalmente no anúncio da Boa Nova da salvação, a testemunhar juntos a dignidade moral e a liberdade autêntica da pessoa, «para que o mundo creia» (Jo17, 21). Este mundo, onde vão desaparecendo progressivamente os pilares espirituais da existência humana, espera de nós um vigoroso testemunho cristão em todas as áreas da vida pessoal e social. Nestes tempos difíceis, o futuro da humanidade depende em grande parte da nossa capacidade conjunta de darmos testemunho do Espírito de verdade.
  5. Neste corajoso testemunho da verdade de Deus e da Boa Nova salvífica, possa sustentar-nos o Homem-Deus Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, que nos fortifica espiritualmente com a sua promessa infalível: «Não temais, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino» (Lc12, 32).

Cristo é fonte de alegria e de esperança. A fé n’Ele transfigura a vida humana, enche-a de significado. Disto mesmo puderam convencer-se, por experiência própria, todos aqueles a quem é possível aplicar as palavras do apóstolo Pedro: «Vós que outrora não éreis um povo, mas sois agora povo de Deus, vós que não tínheis alcançado misericórdia e agora alcançastes misericórdia» (1 Ped 2, 10).

  1. Cheios de gratidão pelo dom da compreensão recíproca manifestada durante o nosso encontro, levantamos os olhos agradecidos para a Santíssima Mãe de Deus, invocando-A com as palavras desta antiga oração: «Sob o abrigo da vossa misericórdia, nos refugiamos, Santa Mãe de Deus». Que a bem-aventurada Virgem Maria, com a sua intercessão, encoraje à fraternidade aqueles que A veneram, para que, no tempo estabelecido por Deus, sejam reunidos em paz e harmonia num só povo de Deus para glória da Santíssima e indivisível Trindade!

Francisco
Bispo de Roma
Papa da Igreja Católica

Kirill 
Patriarca de Moscovo
e de toda a Rússia

Havana (Cuba), 12 de Fevereiro de 2016.

A FONTE DO ÍDOLO, EM BRAGA, E O CULTO À DEUSA NÁBIA, A DIVINDADE PAGÃ DO RIO NEIVA

Durante o período que antecedeu à ocupação romana, a deusa Nábia era venerada pelos povos autóctones da Hispânia, designação dada pelos romanos à província que actualmente corresponde nomeadamente a Portugal e Espanha. Entre os vestígios desse culto salienta-se a Fonte do Ídolo, em Braga, com as suas inscrições epigráficas, além do nome atribuído a diversos rios como o Navia, na Galiza e o Neiva e o Nabão em Portugal.

Com a cristianização, o culto pagão a Nábia veio a ser substituído pela devoção a Santa Iria ou Santa Irene. Conta a lenda que Iria – ou Irene – nascera em Nabância, uma villae romana próxima de Sellium, a atual cidade de Tomar. Oriunda de uma família abastada, Iria veio a receber educação esmerada num mosteiro de monjas beneditinas, o qual era governado pelo seu tio, o Abade Sélio.

Dotada de beleza e inteligência, a jovem Iria atraía as atenções sobretudo dos fidalgos que disputavam entre si as suas atenções. Contava-se entre eles o jovem Britaldo que por ela alimentou uma enorme paixão. Contudo, Iria entregava-se a Deus e recusava as suas investidas amorosas.

Roído de ciúmes pela paixão de Britaldo, o monge Remígio que era o diretor espiritual de Iria, deu a beber a Iria uma mistela que lhe provocou no corpo a aparência de gravidez, provocando desse modo a sua expulsão do convento, levando-a a procurar refúgio junto do rio Nabão. Britaldo, a que entretanto chegara os rumores do ocorrido, movido por despeito, ordenou a um servo o seu assassínio.

Atirado ao rio Nabão cujas águas correm para o rio Zêzere, o corpo da mártir Iria ficou depositado nas areias do rio Tejo, aí permanecendo incorruptível para a eternidade, tendo o seu culto sido muito popular sobretudo no período do domínio visigótico.

Do nome de Irene – Santa Iria – tomou a antiga Scallabis romana o nome passando a denominar-se de Sancta Irene, daí derivando a atual designação de Santarém. Da mesma maneira que, para além de assinalar um acidente orográfico, a designação toponímica Cova da Iria deverá ter a sua origem no referido culto a Santa Iria, porventura já sob o rito moçárabe ou seja, cristão sob o domínio muçulmano embora adoptando aspectos da cultura árabe.

A lenda de Santa Iria e o relacionamento com o local onde nascera ou seja, a villaeromana de Nabância, remete-nos ainda para o culto de Nábia, a deusa dos rios e da água, uma das divindades mais veneradas na antiguidade na faixa ocidental da Península Ibérica ou seja, a área que actualmente corresponde a Portugal e à Galiza.

Quando ocuparam a Península Ibérica à qual deram o nome de Hispânia, os romanos que à época não se haviam convertido ainda ao Cristianismo, adotaram as divindades indígenas e ampliaram o seu panteão, apenas convertendo o nome de Nábia para Nabanus, tal como antes haviam feito com os deuses da antiga Grécia.

Qual reminiscência de antigas crenças, o culto pagão à deusa Nábia – ou Nabanus – veio a dar origem à famosa lenda de Santa Iria – ou Santa Irene – cuja festa é bastante celebrada em muitas localidades portuguesas como sucede em Tomar e Ourém.

Foto: CMB

BRACARENSES FESTEJAM A NOSSA SENHORA DA LUZ

Terminam hoje as Festividades em honra de Nª Senhora da Luz em Braga

Chegam hoje ao fim, as Festividades em honra da Nª Sª da Luz da comunidade paroquial de São Vicente de Braga, com a Eucaristia Solene às 19h00, animada pelos grupos paroquiais, ‘Coro 10h’ e ‘Grupo Coral e Instrumental de São Vicente’.

O dia da Padroeira dos vicentinos, e, de todos aqueles que desde o passado domingo rumam até à igreja de São Vicente - oriundos de outras localidades de Braga e seu termo -, começou às 8h15, com Laudes e exposição do Santíssimo Sacramento.

A romagem à Nossa Senhora da Luz faz-se durante todo dia, até ao início da Eucaristia Solene, às 19h00. Marcarão presença, para além da Irmandade de São Vicente, representantes do Patronato de Nª Sª da Luz,respetivas crianças acompanhadas pelas educadoras e pais, bem como, as crianças da catequese com os seus catequistas.

Termina assim, o ciclo das Festividades da comunidade paroquial de São Vicente, que se iniciou no dia 20, do passado mês de janeiro, com a inauguração, da exposição temática “EntreMeios e Viagens”, inserida no programa cultural da Romaria do Mártir São Vicente, padroeiro da paróquia, e, patrono da respectiva freguesia bracarense.

BRACARENSES FESTEJAM À SENHORA DA LUZ

Festividades em honra de Nª Senhora da Luz em Braga

Como vem sendo norma, após a Romaria do Mártir São Vicente (21 e 22 de Jan.), seguem-se logo no início de fevereiro, dias 2 e 3, as Festividades em honra da Nossa Senhora da Luz, Padroeira da comunidade paroquial de São Vicente de Braga e, não só. Em termos de programa, este fica-se pela forte componente religiosa. Assim, ontem domingo, às 12h00, tivemos a animação litúrgica da eucaristia estatutária da Irmandade pelo ex-“Coro do Meio dia”, fundado pelo saudoso pároco, ‘Padre Jorge’.

Hoje, dia 1, durante o dia, romagem à Nª Sª da Luz. Após a eucaristia das 18h00, Vigília com Adoração e bênção do Santíssimo Sacramento.

Terça, dia 2, às 8h15, Laudes e exposição do Santíssimo Sacramento. Durante o dia, romagem à Nª Sª da Luz.

Às 19h00, Eucaristia Solene, animada pelos grupos paroquiais, ‘Coro 10h’ e ‘Grupo Coral e Instrumental de São Vicente’.

BRAGA FESTEJA EM HONRA DE NOSSA SENHORA DA LUZ

Depois de cumprido o programa do último dia da Romaria do Mártir São Vicente, com a “2ª Mostra de Moletinhos e Licor Vicentino”, Eucaristia estatutária da Irmandade, presidida pelo Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga e, da procissão em honra do Santo Mártir, temos já a partir de hoje, o arranque das Festividades em honra de Nossa Senhora da Luz, cujo programa forte se reserva para amanhã dia 1 e 2, segunda e terça-feira respetivamente.

Para hoje, domingo, às 12h00, temos a animação litúrgica da eucaristia estatutária da Irmandade pelo ex-“Coro do Meio dia”, fundado pelo saudoso pároco, ‘Padre Jorge’.

Segunda, dia 1, após a eucaristia das 18h00, Vigília com Adoração e bênção do Santíssimo Sacramento.

Terça, dia 2, às 8h15, Laudes e exposição do Santíssimo Sacramento. Durante o dia, romagem à Nª Sª da Luz.

Às 19h00, Eucaristia Solene, animada pelos grupos paroquiais, ‘Coro 10h’ e ‘Grupo Coral e Instrumental de São Vicente’.

REITORES DOS SANTUÁRIOS REÚNEM-SE EM FÁTIMA

Santuário de Fátima recebe assembleia geral da Associação de Reitores de Santuários em janeiro de 2017

O Santuário de Fátima será palco do próximo Congresso e Assembleia Geral da Associação de Reitores de Santuários, que se realizará em janeiro de 2017, precisamente no ano em que se assinala o Centenário das Aparições de Nossa Senhora aos Pastorinhos.

Trata-se de uma associação francesa que integra todos os santuários católicos gauleses mas igualmente alguns santuários católicos da Bélgica, Suíça, Portugal e Líbano.

A reunião, que decorreu entre 24 e 26 de janeiro, em Le Puy-en-Velay, constituiu um momento de reflexão sobre o fenómeno da peregrinação e seus valores religiosos e antropológicos, mas serviu também para a aprovação de algumas alterações aos estatutos da associação e também para projetar o próximo encontro em Portugal, nomeadamente no Santuário de Fátima.

Para o Reitor do Santuário de Fátima, Pe Carlos Cabecinhas, trata-se de uma oportunidade para acolher responsáveis de santuários que são, muitas vezes, também organizadores de peregrinações a Fátima; para partilhar preocupações comuns e procurar soluções que conduzam a um melhor acolhimento dos peregrinos nos diferentes santuários.

No Congresso em Fátima participam também os membros de uma outra instituição internacional francófona: a Associação de Obras Marianas (AOM).

CR

BRAGA QUER CERIMÓNIAS DA SEMANA SANTA RECONHECIDAS COMO PATRIMÓNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE

Município de Braga avança com candidatura da Semana Santa a Património Imaterial da Humanidade. Autarquia presta homenagem ao Cónego Jorge Coutinho

O Município de Braga vai avançar com o processo de candidatura da Semana Santa a Património Imaterial da Humanidade. A notícia foi divulgada hoje, 26 de Janeiro, pelo presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, durante a apresentação do programa da Semana Santa de Braga 2016.

Para Ricardo Rio, a classificação das Solenidades da Semana Santa é “um acto de justiça” para com um evento que possui uma “extraordinária capacidade de mobilização da comunidade e de preservação das tradições culturais e religiosas da Cidade. “Garantir a sua classificação como Património Imaterial é afirmar que em Braga há algo que merece ser preservado, valorizado e reconhecido por todos”, sustentou o Edil.

O processo de candidatura começa já na próxima Segunda-feira, dia 1 de Fevereiro, em sede de reunião do Executivo, com o reconhecimento da Semana Santa como Património Imaterial Municipal. Depois de aprovado pela Assembleia Municipal, a Autarquia irá proceder com o registo no Inventário Nacional do Património Cultural e Imaterial, num processo que conta já com o apoio do ministro da Cultura, João Soares.

“Avançaremos depois com a candidatura que colocará a Semana Santa de Braga no patamar que ela merece e que todos ambicionamos. Queremos que este seja um evento de referência não apenas para Braga, para a Região e para o país, mas um evento único a nível internacional neste período da Quaresma”, acrescentou Ricardo Rio.

A Semana Santa de Braga deste ano ficará também marcada pela inauguração, na Sexta-feira Santa, dia 25 de Março, da Avenida Cónego Jorge Coutinho, localizada no troço da variante que liga a Estação de Braga à Rotunda do E.Leclerc. Para Ricardo Rio, este é um gesto de “homenagem e gratidão pelo empenho e entrega” que o cónego Jorge Coutinho, ex-presidente da Comissão da Semana Santa falecido no final do ano passado, colocou na qualificação da Semana Santa ao longo dos anos.

Evento gerador de sinergias na Cidade e na Região

Por seu turno, o cónego Luís Miguel Rodrigues, presidente da Comissão Organizadora, sublinhou que a Semana Santa de Braga é um “acontecimento religioso que gera inúmeras sinergias na Cidade e na região”. Para o responsável, o programa hoje apresentado “procura ser um contributo para que a Quaresma e a Semana Santa sejam melhor vividos pelos Bracarenses e por aqueles que nos visitam”.

Neste âmbito, o cónego Luís Miguel destacou não apenas as celebrações religiosas, como também os concertos e espectáculos, que “procuram ser um contributo para a promoção cultural e artística da região”, as exposições, “que ajudam a redescobrir aspectos e pormenores das tradições”.

A identidade visual da Semana Santa 2016 tem como foco central a figura do farricoco. As imagens dos farricocos utilizadas na composição das peças gráficas são uma adaptação de fotografias de 1964, proveniente da Fototeca do Museu Nogueira da Silva.

O roxo e o preto são as cores dominantes e que remetem para o imaginário das Semanas Santas em todo o mundo, sendo também as cores das Irmandades de Santa Cruz (roxo) e da Misericórdia de Braga (preto).

O cónego Luís Miguel sublinhou ainda o “empenho e o papel que as Instituições têm de promover e congregar pessoas, de promover a organização dos eventos, sobretudo aqueles que, por serem tradicionais, não seriam possíveis sem o saber-fazer dos cidadãos da nossa Cidade, que se organizam de forma voluntariosa em torno de Instituições de reconhecida relevância”.

A Semana Santa de Braga é uma iniciativa do Cabido da Sé de Braga, Irmandade da Misericórdia, Irmandade de Santa Cruz, Câmara Municipal de Braga, Turismo do Porto e Norte de Portugal e Associação Comercial de Braga, contando ainda com a colaboração da Paróquia e Junta de Freguesia de S. Victor e da Irmandade de S. Vicente.

Todo o programa da Semana Santa de Braga 2016 pode ser consultado em www.semanasantabraga.com.

BRACARENSES FESTEJAM AO MÁRTIR S. VICENTE

Festividades em honra de São Vicente cumprem tradição

A Irmandade de São Vicente promove, mais uma vez, as tradicionais festividades em honra do Santo Padroeiro que se iniciam hoje, quarta e vão até ao próximo domingo, dia 24. À semelhança dos anos anteriores o objetivo da Irmandade é perpetuar uma das tradições de referência na cidade – a romaria em contexto urbano.

20/Jan

Hoje pelas 17:00h, na Igreja paroquial de São Vicente, inauguração da exposição que tem por título: "Entremeios e Viagens” e sub-título: “Percursos entre a Arquibasílica de S. João de Latrão e a igreja do Mártir S. Vicente em Braga".

21/Jan

As festividades têm o seu ponto alto na noite de 21 de janeiro com a ‘fogueirinha de São Vicente’ cuja cerimónia da bênção da fogueira está marcada para as 21:30h, seguindo-se o habitual arraial dos romeiros e forasteiros, que neste dia acorrem ao adro.

22/Jan

No dia 22, dia de São Vicente, a festa inicia-se a partir das 08:00h, com abertura da Igreja para que os fiéis cumpram a tradicional oferta da vela ao Santo, nomeadamente por parte das crianças, já que São Vicente é, em Braga, o Padroeiro das Crianças, que neste dia oferecem uma vela ao Santo para lhe pedir proteção contra a doença da varíola, popularmente conhecida como a doença das bexigas; às 19:00h terá lugar a eucaristia solene com sermão em honra de São Vicente. A romagem continua no fim-de-semana seguinte.

23 e 24/Jan

Como manda a tradição, no fim de semana imediatamente a seguir ao dia do Santo, a romagem ao Mártir São Vicente faz-se durante o dia. No sábado, até ao final da eucaristia das 18:00h.

No Domingo, às 12:00h, na Eucaristia estatutária da Irmandade de São Vicente, proceder-se-á à entrega de diplomas aos novos irmãos.

24/Jan

- 2ª Mostra de ‘Moletinhos de São Vicente’ e do ‘Licor Vicentino’

No domingo, às 09:30h, inauguração da 1ª Mostra de ‘Moletinhos de São Vicente’, sob a designação: “Tradicionais ou inovados, os ‘Moletinhos’ são amostrados”. No final das eucaristias dominicais das 10h00, 12h00 e das 19h:00, alguns tabuleiros de Moletinhos ofertados pelas pastelarias e padarias aderentes, serão leiloados, no âmbito da campanha de angariação de fundos “Abrigar São Vicente”.

- ‘Licor Vicentino’

Paralelamente à 2ª Mostra dos Moletinhos, partindo da experiência bem sucedida do ano transacto, será apresentado o ‘Licor Vicentino’ feito a partir de frutos vermelhos (silvestres). Em termos da simbólica inerente, a cor avermelhada, e respectiva textura/espessura do licor, remete-nos para o martírio de São Vicente. Uma bebida recomendável para acompanhar os Moletinhos.

Tarde

PROCISSÃO

Da parte da tarde, pelas 15:30h, sairá pela primeira vez a procissão em honra de São Vicente, que para além do figurado, com quadros alusivos à vida do Santo Mártir, contará ainda com três andores. Um do Sagrado Coração de Maria, outro de São João Batista e o do Santo protector das crianças, São Vicente.

No final da Procissão, Vésperas e bênção

19:00h - Eucaristia de encerramento da Romaria em honra do Mártir São Vicente.

HOJE É DIA DE S. SEBASTIÃO, SANTO PROTETOR DA EPIDEMIA, A FOME E A GUERRA

Tradição da "Mesa dos Quatro Abades" em Ponte de Lima deveria realizar-se no dia de S. Sebastião

Um pouco por todo o país, celebra-se hoje a festa litúrgica a S. Sebastião, advogado contra a epidemia, a fome e a guerra. Tais festividades, na maioria dos casos, tiveram origem precisamente em ocasiões que se verificaram a propagação de pestes muito recorrentes durante a Idade Média e que, quase sempre vitimavam uma parte considerável da população.

Em Portugal, foi sobretudo a partir do século XVI que o culto se desenvolveu, não sendo alheio o facto de seu nome ter sido atribuído ao Rei D. Sebastião por este ter nascido a 20 de Janeiro, dia que é consagrado ao mártir S. Sebastião.

Reza a lenda que S. Sebastião nasceu em Narbonne, no sul de França – ou terá sido em Milão – oriundo de uma família nobre. Atingida a idade adulta, terá ido viver para Roma onde se alistou no exército romano, ao tempo de Dioclesiano, altura em que se intensificaram as perseguições aos cristãos. Desconhecendo, porém, a sua fé cristã, o Imperador chegou a promovê-lo capitão da guarda pretoriana.

Mas, a sua fé e conduta branca em relação aos prisioneiros acabaram por atrair sobre si a ira do imperador que o julgou como traidor e condenou à morte, tendo sido cravado de flechas e o seu corpo lançado ao rio. No entanto, tendo sobrevivido, viria a ser de novo condenado à morte por espancamento e o seu corpo atirado aos esgotos de Roma. O seu corpo veio a ser resgatado por Santa Luciana que o depositou nas catacumbas da cidade.

Para além da data do seu martírio e local do seu sepultamento, a narrativa histórica é inexata e pouco consistente. Não deixa, contudo, do seu culto ser um dos mais celebrados entre os cristãos, tanto católicos como ortodoxos.

Refira-se que, sendo S. Sebastião o santo protetor contra a epidemia, a fome e a guerra, é o seu culto que está na origem de diversas tradições populares como sucede com a “mesa dos quatro abades” que se realiza no concelho de Ponte de Lima, agora em data deslocada do calendário.