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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FUNDADOR DA CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA QUER APAGAR A MEMÓRIA!

Há cerca de trinta anos, Carlos Gomes – actualmente administrador do Blogue do Minho – deixou a Casa do Minho para iniciar o processo de constituição em Lisboa da Casa do Concelho de Ponte de Lima. A razão que o motivou na altura prendia-se com a impossibilidade de se constituírem núcleos concelhios naquela associação, pelo que o caminho a seguir foi o da criação de uma casa regional que congregasse os limianos radicados em Lisboa e representasse na capital do país os interesses da região.

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Após uma década de forte dinâmica e grandes sucessos, a Casa do Concelho de Ponte de Lima passou a entrar numa fase de declínio e descaracterização, encontrando-se actualmente em risco de extinção em virtude da deslocalização prevista da sua sede social.

Discordando da sua orientação e sobretudo das ameaças e insultos que frequentemente recebe sempre que aquilo que noticia não é do agrado, apesar da constante recusa aos convites que lhe são dirigidos com o objectivo de divulgação das suas actividades, aquele fundador da Casa do Concelho de Ponte de Lima acaba de solicitar à Direcção daquela associação o apagamento da própria memória. E fê-lo nos seguintes termos, dirigidos ao actual presidente da Direcção:

Exmº Senhor,

Registando o desinteresse que a Casa do Concelho de Ponte de Lima vem revelando, nomeadamente em relação a propostas de divulgação no BLOGUE DO MINHO que administro, para além da atitude crescentemente hostil em relação à minha pessoa, venho pedir-lhe que retire a minha foto de todos os lugares públicos da sua sede social, incluindo no respectivo salão, e esqueçam definitivamente a minha existência e o papel que desempenhei na criação dessa associação. Trata-se de um direito de imagem que me assiste. Prometo que, uma vez satisfeita a minha pretensão, retribuirei com o meu esquecimento.

Com os melhores cumprimentos,

Carlos Gomes

(Ex-sócio nº 1 da Casa do Concelho de Ponte de Lima)

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MINHOTOS DANÇAM EM LISBOA NA QUINTA DAS CONCHAS

De Famalicão participou o Rancho Etnográfico de Ribeirão

A magnífica paisagem perdejante da Quinta das Conchas, junto ao Lumiar, foi hoje o cenário escolhido para a realização de mais um festival de folclore organizado pela Casa do Minho em Lisboa.

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Para além do grupo anfitrião, o Rancho Folclórico da Casa do Minho, participaram ainda o Rancho Etnográfico de Ribeirão – Vila Nova de Famalicão; o Rancho Folclórico Regional dos Foros de Salvaterra – Salvaterra de Magos; o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Souselo – Cinfães e o Grupo Folclórico os Camponeses de Vila Nova – Coimbra.

O s numerosos espectadores procuraram as sombras do parqua para se abrigarem do sal abrasador que se fez sentir ao longo da tarde mas não arredou pé porque o programa e grupos convidados prometiam um espectáculo de qualidade.

Registando uma dinâmica imparável, a Casa do Minho prepara já a realização da Romaria Minhota no próximo mês de Setembro, nos jardins da zona monumental de Belém, entre a Praça do Império e a Praça Afonso de Albuquerque, em Lisboa.

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CASA DO MINHO LEVA FOLCLORE AO CORAÇÃO DE LISBOA

Terminou há instantes em Lisboa o XVI Festival de Folclore organizado pela Casa do Minho. Milhares de turistas assistiram com deslumbramento ao desfile etnográfico que teve início junto ao novo edifício do Museu Nacional dos Coches e percorreu a zona monumental de Belém até ao jardim junto à Praça do Império onde teve lugar a actuação dos grupos participantes.

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Neste evento participaram o Rancho Folclórico Ceifeiras e Campinos da Azambuja – Ribatejo, o Grupo Folclórico das Terras da Feira – Argoncilhe; o Rancho Folclórico de Centro Beira Mondego - Santo Varão – Montemor-o-Velho; o Rancho Folclórico de Santa Maria de Touguinha – Vila do Conde e, naturalmente, o anfitrião Rancho Folclórico da Casa do Minho.

Uma vez mais, a iniciativa contou com o apoio da Junta de Freguesia de Belém cujo Presidente, Dr. Ribeiro Rosa, marcou presença, acompanhando o próprio desfie etnográfico ao lado do Director do Rancho da Casa do Minho, sr. Paulo Duque. Também a Federação do Folclore Português fez-se representar na pessoa do sr João Carriço.

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MINHOTOS PARTICIPAM NA FESTA DAS CASAS REGIONAIS

A III Festa das Colectividades e Casas Regionais em Lisboa que se realiza na Alameda D. Afonso Henriques está prestes a terminar, encontrando-se neste momento prestes a subir ao palco o Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez. O Minho fez-se representar através da actuação de grupos folclóricos e ainda de stands das casas regionais de Arcos de Valdevez, Valença e Vila Nova de Cerveira.

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A iniciativa é da Associação das Casas Regionais de Lisboa, única entidade do género que congrega dezenas de associações de carácter regionalista sem distinção da área geográfica de abrangência: concelhia, comarcã e provincial.

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CASAS REGIONAIS EM LISBOA ESTÃO EM FESTA

As casas regionais sediadas na capital lisboeta assentaram arraiais na Alameda Afonso Henriques. A iniciativa é da Associação das Casas Regionais de Lisboa (ACRL) e conta com a participação de dezenas de associações regionalistas, ranchos folclóricos, grupos de música tradicional e colectividades de cultura e recreio.

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Sob um sol abrasador, os grupos musicais desfilam pelo grandioso palco ali propositadamente montado para o evento, tendo como cenário o imponente conjunto escultórico que constitui a majestosa fonte luminosa concebida segundo o projeto dos irmãos Carlos Rebello de Andrade e Guilherme Rebello de Andrade, destinada a assinalar o 22º aniversário da Revolução Nacional. A Fonte Monumental é decorada com esculturas são da autoria de Maximiano Alves e de Diogo de Macedo e os baixos-relevos (painéis laterais) de Jorge Barradas e, sobre a porta da entrada, possui uma placa que descreve o seguinte: “No dia 28 de maio de 1948, vigésimo segundo aniversário da Revolução Nacional, aberta a primeira exposição de obras públicas, foi inaugurada esta fonte monumental e entregue à Câmara Municipal de Lisboa”. Não obstante, a cerimónia deverá ter ocorrido dois dias após aquela data, visando celebrar o abastecimento regular de água à zona oriental da cidade.

A III Festa das Colectividades e Casas Regionais em Lisboa prossegue amanhã e inclui a realização de jogos tradicionais, divulgação da gastronomia e doçaria tradicional entre outros produtos regionais e, como não podia deixar de suceder, uma excelente oportunidade de confraternização entre gentes oriundas das mais diversas regiões do país.

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ARROZ “PICA-NO-CHÃO” JUNTA “PICA-MILHOS" EM LISBOA

A Casa do Minho em Lisboa levou a efeito mais um tradicional almoço regionalista que teve como principal especialidade o arroz “pica-no-chão” ou seja, a cabidela de galinha confeccionada à boa maneira minhota. E, como não podia deixar de acontecer, juntou à mesa muitos “pica-milhos”, alcunha outrora dada aos minhotos devido ao seu costume de comer pão de milho… o trigo era até então um cereal desconhecido na região!

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As galinhas, de criação caseira, foram de Ponte de Lima e, garantem os apreciadores que não faltaram ao repasto, habilmente confeccionado por um Duque – referimo-nos ao sr. Paulo Duque, Vice-presidente daquela instituição – proporcionaram a todos os convivas um manjar digno de Príncipes.

Uma espreitadela indiscreta na cozinha permitiu-nos desvendar o segredo para agora revelar a receita de tão apreciado quanto afamado prato da gastronomia minhota.

Ingredientes:

1 Galo caseiro

0,5 dl de azeite

3 Colheres (sopa) de vinagre

1 Cebola grande

2 Dentes de alho

100 gr de toucinho

1 Folha de louro

1 Malagueta

1 Tigela de arroz

Sal q.b.

Preparação:

Aproveite o sangue do galo, deitando-o numa tigela com três colheres de sopa de vinagre e mecha para que não coalhe (como alternativa ao sangue do galo consulte o seu talho, lá poderá encontrar pacotes já embalados). Numa panela ponha a refogar no azeite, a cebola e os alhos picados. Junte-lhe a galo cortado aos bocados pequenos e os miúdos (exceto o fígado), o toucinho cortado, o louro e a malagueta cortada ao meio. Refogue tudo, tempere com sal e deixe estufar em lume brando. Cubra a carne com água quente, tape a panela e deixe cozer até a o galo ficar macia. Depois de cozido retire a galo e retifique a água para que fique na proporção de 3/1 para a cozedura do arroz. Assim que levantar fervura junte o arroz. Três ou quatro minutos antes de ficar pronto junte o sangue, misture-o bem, junte também a carne e deixe apurar.

Fotos: José Tiago Faria

Receita: Câmara Municipal de Barcelos

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CASA DE PONTE DE LIMA EM LISBOA VAI A ELEIÇÕES SEM CONVOCATÓRIA DO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA GERAL

A Casa de Ponte de Lima em Lisboa acaba de anunciar a realização de eleições para os corpos gerentes para o triénio 2017/2020… mas, todos os sócios por nós contactados foram unânimes em afirmar que, até ao momento, não receberam qualquer convocatória do Presidente da Assembleia Geral.

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Uma convocatória para a realização de assembleia geral ou de eleições deve impreterivelmente mencionar a ordem de trabalhos, data, hora e local, fazer menção ao artigo dos estatutos ao abrigo do qual é a mesma é convocada e ser assinada pelo próprio Presidente da Assembleia Geral.

Porém, a confirmar-se a falta da referida convocatória nos termos em que a mesma deve ser feita, todas as decisões que venham a ser tomadas são consideradas inválidas e ilegais.

No lugar de uma convocatória elaborada nos termos estatutários, circula nas redes sociais um anúncio que refere tratarem-se de eleições para a Direcção ao mesmo tempo que apela para que “Não deixe que os outros decidam por si!”. Mas, será que existe mais alguém com capacidade de decidir além dos sócios?

CASA DO MINHO EM LISBOA RECEBE O COMPASSO EM DOMINGO DE PASCOELA

Realizou-se anteontem em Lisboa o tradicional compasso pascal tendo a cruz sido dada a beijar aos minhotos que afluíram à Casa do Minho.

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Em domingo de Pascoela, a zona de Telheiras despertou de uma forma diferente da habitual. Os mordomos, com as suas opas vermelhas, levavam consigo a cruz florida, a sineta e a caldeirinha, logo seguidos de uma pequena multidão que, na sua fé, não dispensaram também o acompanhamento dos bombos e das concertinas, à boa maneira minhota.

Já na sede daquela instituição regionalista, a cruz foi dada a beijar aos presentes, tendo as celebrações pascais sido presididas pelo Padre João Caniço, Pároco do Lumiar onde a Casa do Minho se encontra sediada.

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CASA COURENSE EM LISBOA SUPERA CRISE DE LIDERANÇA

A Casa Courense em Lisboa elegeu na Assembleia Geral realizada no passado dia 9 de Abril, os novos corpos gerentes, superando desse modo uma situação de crise que se vinha arrastando há vários meses e que inibia o aparecimento de uma lista candidata.

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O sr. António Carvalho, anterior presidente do Conselho Fiscal, é o novo Presidente da Direção a quem desde já auguramos os maiores sucessos, colocando-nos como sempre à disposição para colaborar desinteressadamente na divulgação das suas iniciativas. 

Conforme previsto, naquela assembleia foram ainda apresentados e aprovados o Relatório e as Contas da gerência relativas a 2016.

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ARCOS DE VALDEVEZ PROMOVE-SE EM FRANÇA

Presidente da Câmara participou em iniciativas organizadas por 3 associações da região de Paris

A Câmara Municipal voltou a marcar presença numa das maiores feiras de produtos regionais, realizada pela ARCOP - Associação Recreativa e Cultural dos Originários de Portugal em Nanterre, França, a “Feira de Produtos Regionais Portugueses e da Ruralidade”.

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Esta é uma feira essencialmente destinada a levar à comunidade emigrante em Paris produtos e atividades económicas de Portugal, e que faz a ligação da exposição, degustação e comercialização de produtos, com a animação popular e tradicional.

A Câmara Municipal levou até França os vinhos, a broa e o fumeiro, representado por 4 talhos locais, nomeadamente O Talho Feliz Empreendedor, Talho das Choças, a Salsicharia S. Vicente e o Talho da Lapa,bem como o vinho Arkos.

Durante os dias 07, 08 e 09 de Abril a feira contou com a afluência de milhares de portugueses, emigrados em França, ávidos pelos produtos originários dos seus concelhos natais.

No seu discurso de encerramento, o Presidente da Câmara Municipal, João Esteves, manifestou o enorme prazer que teve em estar presente na iniciativa e o orgulho sentido em poder contactar com a comunidade emigrante. Agradeceu à ARCOP pela excelente organização da feira e pela forma como foi recebido.

De igual modo deixou uma palavra de agradecimento aos emigrantes portugueses de uma forma geral, e aos arcuenses em particular, pela forma como acederam ao stand de Arcos de Valdevez, contribuindo para o sucesso da presença do grupo e das boas vendas.

Integrado na programação deste certame decorreu um encontro de arcuenses, onde o autarca solicitou à comunidade o seu envolvimento na promoção do concelho e dos seus produtos.

De referir que o autarca também participou na Festa da Casa dos Arcos em Paris, a qual contou com muita animação popular e entusiasmou durante dois dias os muitos emigrantes.

Nesta festa também esteve presente o Presidente da Casa dos Arcos em Lisboa, Joaquim Cerqueira.

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CASAS REGIONAIS DE PONTE DE LIMA E PAREDES DE COURA ESTÃO EM CRISE

Amanhã é um dia decisivo para a Casa Courense em Lisboa

A Casa Courense em Lisboa reúne amanhã a sua Assembleia Geral para apresentação e votação do Relatório e Contas referente a 2016 e eleição dos novos corpos gerentes. Porém até ao momento não foi ainda apresentada uma lista candidata pelo que, caso não venha a ser resolvida nas próximas horas, a situação pode configurar uma situação de grave crise que a prazo pode levar à dissolução da própria associação regionalista.

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Situação idêntica vive a Casa do Concelho de Ponte de Lima que, decorrido um mês da realização da reunião da Assembleia Geral ocorrida no passado dia 12 de Março que ditou o prolongamento do mandato da actual Direcção por mais um mês, ainda não surgiu qualquer lista candidata aos corpos gerentes para o triénio 2017-2019. Nem mesmo por iniciativa daqueles que procuraram eternizar-se nos cargos.

De igual modo, se esta crise na Casa do Concelho de Ponte de Lima não for superada, o Presidente da Assembleia Geral deverá nomear uma comissão administrativa que assegurará a gestão corrente por mais noventa dias, findo os quais, se o impasse se mantiver, a Assembleia Geral pode ditar a dissolução da associação.

Nesta última associação, longe de contribuir para a resolução de qualquer problema, a promoção dos sócios auxiliares à categoria de efectivos apenas veio contribuir para o afastamento dos limianos. E, a entrega da sua actividade a artistas do Parque Mayer, fez da sua actividade uma autêntica rábula do teatro de revista. Não admira, pois, que os limianos tenham já deixado de responder à chamada para participar nas suas iniciativas.

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- O associativismo regionalista precisa urgentemente de encontrar o seu rumo!

CASA DE ARCOS DE VALDEVEZ EM LISBOA CELEBRA A PASCOELA

Quebrando uma tradição de longos anos, este ano não haverá a visita Pascal no Domingo, na Sede Social da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez.

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A comunidade arcuense radicada na região de Lisboa celebrará a Pascoela, no dia 23 de Abril, nas suas instalações em Marvila.

A cerimónia ocorrerá às 15 horas, mantendo a tradição das nossas aldeias onde será dada a cruz a beijar e não vão faltar os doces e o vinho fino após a saída da Cruz. E, como não podia deixar de acontecer, as concertinas vão alegrar a Festa de Cristo Ressuscitado.

Foto: Notícias dos Arcos

CASA DO CONCELHO DE PONTE DA BARCA DESAPARECEU HÁ 16 ANOS

A realização em 2001 de um almoço de lampreia que reuniu cerca de sessenta pessoas foi porventura a última iniciativa da Casa do Concelho de Ponte da Barca, em Lisboa. Constituída em 1992, aquela instituição regionalista debatia-se então com a dificuldade de liquidar o empréstimo bancário concedido para a aquisição das suas instalações na rua do Telhal. E, segundo apurámos junto de alguns associados, a situação mantém-se por resolver, sendo que o seu destino depende actualmente da Câmara Municipal de Ponte da Barca.

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Desde então, aquela casa regional deixou de realizar actividades e inclusivamente eleger os respectivos corpos gerentes. A situação mantém-se num impasse e não se vislumbra a possibilidade da sua reactivação.

Entretanto, um grupo de barquenses decidiu constituir na região de Lisboa o Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega, uma associação com identidade própria e que, apesar disso, bem poderia contribuir para a reactivação e dinamização da Casa do Concelho de Ponte da Barca. Mas, ao que tudo leva a supor, os ventos não estão de feição!

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PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA GERAL DA CASA COURENSE EM LISBOA DIZ QUE FAZEM FALTA COURENSES DE GARRA PARA CONTINUAR O PROJECTO

A propósito da actual situação pela qual atravessa a Casa Courense em Lisboa, o BLOGUE DO MINHO solicitou um depoimento à Presidente da Assembleia Geral daquela casa regional, srª Fernanda Castro, o qual nos foi gentilmente concedido e que reproduzimos na íntegra.

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A Instituição Casa Courense tem tudo para sobreviver seja qual for a tempestade, já sobreviveu a algumas.

Tem uma belíssima sede extraordinariamente bem situada, tem o apoio da Câmara Municipal e das restantes instituições do concelho, tem sócios e amigos o que é fundamental para o bom funcionamento da associação.

Neste momento fazem falta Courenses de garra para continuar um projecto que foi sonhado e concretizado muitos anos atrás.

Acredito nas gentes da minha terra, eles vão aparecer, porque sabem que fechar portas não é solução.

Por Coura e pelos Courenses, sempre.

Saudações Courenses 

Fernanda Castro

CASA COURENSE EM LISBOA CORRE O RISCO DE FECHAR AS PORTAS

O futuro da Casa Courense depende da mobilização dos seus associados para superar a actual crise

A Casa Courense em Lisboa reúne no próximo dia 9 de Abril a sua Assembleia Geral para apresentação e votação do Relatório e Contas referente a 2016 e eleição dos novos corpos gerentes. Porém, aquela associação está a atravessar uma grave crise que pode levar mesmo à sua dissolução. Sucede que não se vislumbra a possibilidade de vir a ser apresentada uma lista candidata aos corpos gerentes.

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Segundo informações que obtivémos junto de vários sócios, a Presidente da Direcção, Patrícia Rodrigues, entregou as chaves a outro elemento da Direcção e deixou de comparecer na Casa Courense, sem no entanto ter apresentado a demissão formal ao Presidente da Assembleia Geral, tendo no seu gesto sido seguida por outros directores.

Contactada pelo BLOGUE DO MINHO, Patrícia Rodrigues não se mostrou disponível para prestar quaisquer esclarecimentos, apesar da posição sempre colaborante deste espaço de informação na divulgação das iniciativas daquela casa regional.

A actividade tem vindo a tornar-se cada vez mais reduzida, muitos associados têm vindo a afastar-se e a Direcção está restringida a dois elementos. Caso os sócios não se mobilizem com vista à apresentação de uma lista aos corpos gerentes, restará ao Presidente da Assembleia Geral a alternativa de nomear uma comissão administrativa e aguardar que venham a ser criadas as condições para a formação de uma lista, sob pena de ser votada a dissolução da associação.

Esta situação crítica que a Casa Courense em Lisboa atravessa ocorre numa altura em que, no próximo dia 8 de maio, assinala 27 anos de existência, afirmando-se como um pólo agregador das gentes de Paredes de Coura e de muitos minhotos radicados na capital.

Instalada na Rua General Taborda, 18 – Porta 7, em Lisboa, na Freguesia de Campolide, aquela associação regionalista conta com perto de um milhar de associados. Ao longo da sua existência, a Casa Courense tem vindo a realizar diversas iniciativas de âmbito regionalista que mobilizam os respectivos conterrâneos, das quais destacamos a organização regular de colheitas de sangue em colaboração com a Associação de Dadores Benévolos de Paredes de Coura, a tradicional matança do porco e o encontro de concertinas.

A Casa Courense em Lisboa tem “por objectivo a promoção cultural, recreativa e desportiva dos seus associados, a divulgação dos usos e costumes da nossa região e das suas gentes”. E, como sempre, os courenses que vivem em Lisboa e a sua casa regional – a Casa Courense – contarão sempre com a colaboração desinteressada do BLOGUE DO MINHO na divulgação das suas actividades.

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CASA DOS ARCOS EM BORDÉUS COMEMORA 6 ANOS DE EXISTÊNCIA

Câmara Municipal no 9º Aniversário da Casa dos Arcos em Bordéus

No passado fim de semana o Presidente da Câmara Municipal, João Esteves e a vereadora Belmira Reis, marcaram presença na comemoração do 9º aniversário da Casa dos Arcos em Bordéus.

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Os autarcas fizeram questão de estarem presentes neste evento comemorativo para demonstrar o forte apreço que sentem pela comunidade arcuense espalhada pelo estrangeiro, destacando o trabalho que esta Casa dos Arcos realiza ao nível da aproximação e apoio dado aos conterrâneos em Bordéus.

Durante a estadia foram promovidos contactos com a comunidade emigrante, fez-se a promoção da nossa cultura e o orgulho na nossa terra e na nossa gente.

Estas visitas à comunidade arcuense a residir no estrangeiro revestem-se de grande importância para o concelho pois também contribuem para que se faça a promoção dos nossos produtos e empresas. Através deles também se estabelecem contactos com as autoridades locais, onde são apresentadas as potencialidades de Arcos de Valdevez e os apoios concedidos pela Câmara Municipal para a instalação de empresas ou a realização de investimentos no turismo e na reabilitação urbana.

A proximidade à Diáspora está bem patente na participação da Câmara Municipal nas muitas iniciativas promovidas pelas nossas comunidades de emigrantes.

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MINHOTOS ENCERRAM EM APOTEOSE BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

O Grupo Folclórico Verde Minho e o Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez cantaram e dançaram no últmo dia da edição deste ano da Bolsa de Turismo de Lisboa, conferindo ao certame um colorido e uma alegria que são bem características das gentes e do folclore minhoto.

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Aos primeiros acordes das concertinas, eis que numeroso público se aproximou dos grupos folclóricos para os ver actuar. E, ao ritmo do vira e da chula, da rosinha e da cana-verde, aquela grandiosa feira de turismo terminou em ambiente de festa. E, para o ano, haverá mais!

Fotos: Manuel Santos

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CASA DO MINHO DE LOURENÇO MARQUES REÚNE-SE EM AMARES E PÓVOA DE LANHOSO

O Encontro dos minhotos que viveram em Moçambique vai este ano ter lugar em Amaresn e na Póvoa de Lanhoso, no próximo dia 30 de Abril.

Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país e o regresso da à metrópole comunidade portuguesa. Este ano, Amares é o concelho eleito para se reencontrarem.

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Durante duas décadas consecutivas, a Casa do Minho foi na capital do Índico o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

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Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. E, em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 62 anos!

Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

Fotos: Rui Aguilar Cerqueira / Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques - Moçambique

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RANCHO FOLCLÓRICO DA CASA DE PONTE DE LIMA ACTUA NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

Ponte de Lima apresenta-se na Bolsa de Turismo de Lisboa no dia 18 de março

Ponte de Lima irá marcar presença, mais uma vez, na Bolsa de Turismo de Lisboa que se realiza entre 15 e 19 de março, sendo que participação do nosso concelho destacar-se-á no dia 18.

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O concelho limiano tem conquistado cada vez mais turistas nos últimos tempos, que muito se deve ao grande empenho do Município na sua divulgação, pois esta terra tem muito para oferecer a quem a visita. Desde a gastronomia, aos vinhos, passando pelo património cultural e natural, costumes e tradições, tudo são motivos para Ponte de Lima visitar.

No stand da entidade Regional do Turismo Porto e Norte (TPNP), Ponte de Lima far-se-á representar pela sua imagem e produtos regionais, como enchidos, fumados e vinhos verdes, sendo elementos essenciais do nosso património eno-gastronómico para atrair turistas durante o ano inteiro. Durante esta mostra haverá uma prova de vinhos da casta Loureiro, para os verdadeiros apreciadores de um bom vinho verde.

Para representar a riqueza da etnografia e da cultura do concelho de Ponte de Lima na capital, irá desfilar e atuar na feira, o Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Ponte de Lima, quer no palco principal às 16h, quer junto ao stand do Minho IN e TPNP.

CASA DE PONTE DE LIMA ESTÁ SEM REI NEM ROQUE!

A Casa do Concelho de Ponte de Lima reuniu ontem a sua Assembleia Eleitoral com vista à eleição dos corpos gerentes para o triénio 2017/2019. Porém, não foi apresentada qualquer lista candidata e a actual Direcção deverá permanecer em funções por mais 30 dias, findos os quais, se não surgir entretanto qualquer candidatura, o Presidente da Assembleia Geral nomeará uma Comissão Administrativa que assegurará a gestão corrente por mais 90 dias. Se o impasse se mantiver, caberá à Assembleia Geral encontrar uma solução para o problema, a qual pode passar pela dissolução da associação.

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Aquela casa regional vem desde há vários anos a entrar em acentuado declínio com o notório afastamento de muitos dos seus associados, situação a que não é alheia a eliminação da categoria de sócio auxiliar e, sobretudo, a descaracterização da sua actividade. Acresce ainda a isto a previsão para breve das obras de ligação do “corredor verde” ao Parque Florestal de Monsanto, como aliás já era do conhecimento da associação desde 1987.

Agora que nem para desfile de vaidades serve aquela associação, deixaram de aparecer concorrentes aos corpos gerentes, incluindo aqueles que, repetindo sucessivos mandatos, procuravam manter-se vitaliciamente nos cargos. Aguardam agora que os fundadores – quais bombeiros chamados a apagar o fogo! – venham acudir à derrocada eminente, como se eles não tivessem na devida altura feito aquilo que lhes competia e, aos primeiros dirigentes, o mérito de terem guindado a Casa de Ponte de Lima ao mais elevado topo do regionalismo!

CASA DO MINHO EM LISBOA MANTÉM-SE FIEL À DIVISA: UMA BOA MESA PARA UMA BOA POLÍTICA REGIONALISTA!

Cerca de centena e meia de pessoas afluíram hoje à Casa do Minho para degustar uma das mais apreciadas iguarias da cozinha tradicional minhota: o arroz de lampreia do rio Minho!

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O repasto foi bem regado com o bem apaladado vinho verde de Vila Nova de Cerveira e incluiu sopa e doçarias características da nossa região que fizeram deste Almoço da Lampreia um verdadeiro manjar dos deuses.

O cozinheiro foi Paulo Duque, Vice-presidente da Direcção da Casa do Minho e, nem mais, um dos exímios cantadores do seu Rancho Folclórico. E, após dois suculentos almoços de lampreia, os minhotos preparam-se de novo para um prolongado jejum, uma vez que a época da desova da lampreia está prestes a terminar.

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ARCUENSES DANÇAM NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

O Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez vai no próximo dia 19 de Março, a partir das 15 horas, actuar na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), levando consigo a alegria das gentes do Minho.

Potenciar novos contactos e promover os melhores negócios é uma das premissas da organização do certame. Algo que tem sido alcançado com assinalável sucesso, muito por força da capacidade de inovação e de antecipação das necessidades do mercado.

A BTL é um espaço de negocio e networking de todos os profissionais do Turismo e também um palco aberto ao debate e discussão do sector.

A BTL é também um espaço de animação e promoção turística para o público.

O QUE É UMA CASA REGIONAL?

Em Portugal, uma “casa regional” é – ou deveria ser! – uma associação de carácter regionalista constituída com o propósito de congregar os indivíduos de alguma forma ligados à sua região com vista a promover os laços de solidariedade entre si e contribuir para o apoio e a divulgação das potencialidades económicas, culturais, sociais e turísticas da região que se propõe representar, seja ela uma província, um concelho ou simplesmente uma freguesia.

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Fundada em 23 de Setembro de 1905 com a designação de “Clube Transmontano”, a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro é a mais antiga associação regionalista constituída em Lisboa. Desde então, outras foram sucessivamente surgindo, a maior parte das quais adotando a denominação de “grémio” que, mais tarde, sob a égide do Estado Novo, vieram a alterá-la para a designação de “Casa”. Tal verificou-se indistintamente com associações de âmbito provincial, de comarca ou simplesmente de concelho.

Porém, apesar das semelhanças que possuem relativamente às outrora designadas “sociedades recreativas” ou seja, as coletividades de cultura, desporto e recreio surgidas sobretudo nos bairros operários como uma forma de intervenção da Maçonaria e dos partidos republicanos junto das classes populares, as casas regionais são um tipo de associações distintas daquelas, quer no que respeita à sua génese como à sua organização e à atividade que devem desenvolver.

Os estatutos de uma casa regional asseguram a sua manutenção e orientação nas mãos de pessoas ligadas à sua região, a começar pelos seus próprios naturais, sob pena de descaracterizar-se e ver alienadas as suas finalidades. É por essa razão que todas as associações regionalistas sem exceção, estabelecem nos seus estatutos a categoria de sócio auxiliar, sem direito a eleger, ser eleito ou tomar parte ativa nas decisões que à respetiva casa regional dizem respeito. E, quando assim não procedem, apenas se limitam a entregar os destinos da associação a estranhos e, a prazo, vê-la condenada à falência… ou à usurpação!

Sucede que, existem pessoas que se ligam às casas regionais por outros interesses estranhos às mesmas e às regiões que dizem representar, dirigindo os seus destinos sem um mínimo de entendimento. E essa situação possui efeitos nefastos que se traduzem na descaracterização completa de uma casa regional: a promoção dos interesses da região cedem lugar a espetáculos de entretenimento mais próprios de um mero clube de bairro, almoços com especialidades estrangeiras e campeonatos de sueca e dominó para animação das tabernas, muitas das quais concessionadas e a funcionar em concorrência desleal com o comércio de restauração.

Apesar da sua inutilidade, as câmaras municipais das respetivas regiões são muitas vezes chamadas a financiar a sua existência, o mesmo é dizer, desperdiçar o dinheiro dos contribuintes como se, nos respetivos concelhos não existissem necessidades a suprir e projetos válidos cujo apoio é mais merecido. Não faz qualquer sentido esbanjar dinheiros públicos para um punhado de pândegos fazerem uma matança do porco e beberem uns copos… que o façam à sua custa!

À semelhança de qualquer outra entidade, as casas regionais não constituem um fim em si mesmo mas um meio de melhorar o ser humano e contribuir para algo de interesse para a comunidade. Apesar de felizmente existirem bons exemplos de dedicação regionalista, não é lamentavelmente o caso de algumas casas regionais que, de regionalistas, só têm o nome que ostentam e mais não serve do que para encobrir uma existência inútil, dando mau nome à própria região que diz representar.

- É tempo de separar o trigo do joio!

Carlos Gomes

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CASA DE PONTE DE LIMA ELEGE CORPOS GERENTES

A Casa do Concelho de Ponte de Lima reúne no próximo dia 12 de Março a Assembleia Eleitoral para a eleição dos Corpos Gerentes da Associação para o triénio de 2017-2019, a tomada de posse dos membros eleitos e apresentação e votação do Plano de Actividades para 2017.

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Antes, porém, terá lugar a Assembleia Geral Ordinária para a apresentação, discussão e votação do Relatório e Contas do exercício de 2016 e respectivo parecer do Conselho Fiscal.

A convocatória menciona ainda como um dos pontos da Ordem de Trabalhos, a “Discussão de outros assuntos de interesse associativo”, não especificando de que assuntos se tratam, deixando em aberto a possibilidade da Assembleia poder decidir acerca de qualquer assunto, por maior que seja a sua importância, “com qualquer número de presenças”, o que configura no mínimo uma situação pouco transparente.

Até ao momento, desconhece-se publicamente a existência de qualquer lista candidata às próximas eleições daquela associação que depara-se actualmente com uma situação difícil relacionada com a manutenção das suas instalações.

SÓCIOS E AMIGOS DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES (MOÇAMBIQUE) CONFRATERNIZAM EM AMARES

O Encontro dos minhotos que viveram em Moçambique vai este ano ter lugar no concelho de Amares, no próximo dia 30 de Abril. O BLOGUE DO MINHO espera em breve pode divulgar o programa do convívio e o grupo folclórico que irá animar o evento.

Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país e o regresso da à metrópole comunidade portuguesa. Este ano, Amares é o concelho eleito para se reencontrarem.

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Durante duas décadas consecutivas, a Casa do Minho foi na capital do Índico o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

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Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. E, em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 62 anos!

Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

Fotos: Rui Aguilar Cerqueira / Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques - Moçambique

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CASA DE PONTE DE LIMA: ONDE PÁRA A BIBLIOTECA DELFIM GUIMARÃES?

Entre 1995 e 1997, recebeu a Casa de Ponte de Lima mais de três milhares de livros oferecidos por autarquias locais e embaixadas de países estrangeiros acreditados no nosso país, além de outras entidades. Destinavam-se estas ofertas á criação de uma biblioteca a privilegiar a História, arte, património, literatura e folclore das mais diversas regiões do país e de todo o mundo – a Biblioteca Delfim Guimarães!

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Entre as entidades mais generosas, destaca-se naturalmente a Câmara Municipal de Ponte de Lima, a Embaixada dos Estados Unidos da América e a Junta de Freguesia de Campolide que ofereceu uma magnífica enciclopédia de História.

Este objetivo foi por várias vezes referido nas assembleias gerais daquela entidade e mencionado nos respetivos relatórios de atividades. Porém, passaram já mais de duas décadas desde que foi levado a efeito nessa campanha de angariação e da instalação da referida Biblioteca Delfim Guimarães jamais se ouviu falar…e, em relação aos livros doados? Responda quem souber!

CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA FOI FUNDADA HÁ 30 ANOS!

Passam precisamente 30 anos desde a fundação em Lisboa da Casa do Concelho de Ponte de Lima. Na tarde de 2 de Fevereiro de 1987, um grupo de nove limianos celebrou no 21º Cartório Notarial de Lisboa a escritura de constituição daquela associação regionalista.

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Durante a primeira década de existência, a Casa do Concelho de Ponte de Lima protagonizou momentos únicos que, pelo seu significado e grandiosidade ficam para a História do associativismo regionalista. Inúmeras e diversificadas foram as iniciativas que então levou a efeito cuja discriminação seria bastante longa e desnecessária. O ano de 1997 constituiu o seu auge a que se seguiu, a partir dessa altura, o seu declínio e degenerescência que conduziram à situação em que actualmente se encontra.

Com efeito, decorridas três décadas desde a data da sua fundação, eis que aquela associação encontra-se numa encruzilhada que pode conduzir à sua própria extinção. A provável deslocalização das suas instalações para uma zona menos recomendável da cidade de Lisboa, a descaracterização da sua actividade e o progressivo abandono por parte dos sócios ligados a Ponte de Lima aliado à supressão da categoria de “sócio auxiliar” que era destinada àqueles que não possuíam quaisquer laços com o concelho de Ponte de Lima, fazem adivinhar um futuro sombrio para aquela entidade a ostentar de forma muito pouco dignificante o nome de Ponte de Lima.

Fazemos votos para que os poucos sócios que restam saibam superar as dificuldades e encontrar o rumo certo para a associação que há 30 anos foi fundada. Mas, a traduzir-se num fardo e sobretudo numa representação que em nada venha a dignificar o concelho de Ponte de Lima, mais valerá que – antes que seja tomada por elementos estranhos à nossa terra! - os limianos optem pela sua dissolução, nem que ela tenha de corresponder ao apelo das entidades de Ponte de Lima.

Carlos Gomes

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A foto regista o momento de celebração da escritura notarial da fundação da Casa do Concelho de Ponte de Lima

DEPUTADO CARLOS MOREIRA REFERIU NA ASSEMBLEIA NACIONAL ENCONTRO DE CASAS REGIONAIS EM 1954

Carlos Moreira, deputado à Assembleia Nacional, na VI Legislatura, fez na sessão de 19 de Março de 1954, alusão a um encontro havido entre as casas regionais sediadas em Lisboa, nas instalações da então Casa d’Entre-o-Douro-e-Minho, actual Casa do Minho. A sessão foi presidida por Albino Soares Pinto dos Reis Júnior. Deixamos aqui um pequeno extracto da sua intervenção.

(…) "Mais recentemente ainda toda a imprensa de Lisboa e Porto deu o maior relevo ao relato de uma significativa reunião levada a efeito na sede da Casa de Entre Douro e Minho, com o fim de serem tomadas resoluções acerca da questão. Ali se congregaram os representantes das casas regionais da capital - que são em número, de 27- e os delegados da Federação das Sociedades de Educação e Recreio, que engloba 605 agremiações, espalhadas por todo o País.

Foram aprovadas nessa reunião as bases de uma exposição a apresentar ao Governo, e, porque já corre impressa, todos podem facilmente tirar dela as suas ilações sobre o assunto. Por mim, direi que me impressionou vivamente o flagrante contraste que desse bem elaborado documento público ressalta entre a actuação que está permitida à Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses -que não reúne todos os autores nacionais em igualdade de direitos e não poderá continuar cora a existência que tem - e a actuação que exerce a coberto da sanção do Estado."

CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA: OS RATOS ABANDONAM O NAVIO!

Presidente da Direcção anuncia aos sócios que não se recandidata a futuro mandato

A Casa do Concelho de Ponte de Lima, em Lisboa, foi fundada em 2 de Fevereiro de 1987. Coube à primeira Direcção, maioritariamente constituída por sócios fundadores, entre outras a tarefa de obter instalações com vista ao funcionamento da sua sede social. Em Novembro desse ano, a Câmara Municipal de Lisboa cedeu as instalações, sitas na rua de Campolide, que se mantiveram até ao momento. Porém, foi então transmitida à Direcção a informação acerca do destino das mesmas ou seja, a sua demolição com vista à execução do projecto do arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles.

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À excepção de um curto período de contactos com a Câmara Municipal de Lisboa com vista a preparar a deslocalização da sede social da Casa de Ponte de Lima, as sucessivas direcções negligenciaram a solução do problema, preferindo entreter-se a jogar às cartas e beberricar malgas de vinho. Agora, encontram-se perante a iminência da demolição do espaço a fim de proceder ao prolongamento do “corredor verde” que liga ao Parque Florestal de Monsanto. E, como nem todos possuem a coragem e competência para resolver os problemas como os fundadores fizeram, eis que os ratos começam a abandonar o navio antes que este se afunde!

Desorientados, não esperam pelo término do mandato nem tão pouco têm em consideração o apelo recentemente lançado pelo Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, na sua qualidade de Presidente da Assembleia Geral daquela Instituição regionalista. Apenas esperam que surja alguém disposto a segurar a batata quente… a propósito, é elucidativa a missiva que o actual presidente da Direcção acaba de endereçar a todos os sócios, a qual seguidamente se transcreve na íntegra.

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“É com enorme respeito e profundo agradecimento que me dirijo a todos os sócios da Casa do Concelho de Ponte de Lima, pelo apoio incondicional que deram à minha direcção desde o primeiro ao último minuto do nosso mandato.

Em Março de 2017, fecha-se um ciclo iniciado em Fevereiro de 2014. Existe em todos nós o sentimento do dever cumprido. Foram tantas as tarefas e realizações levadas a cabo ao longo dos três últimos anos, tantas emoções vividas que, de certa forma, sinto ter honrado todos aqueles que em mim confiaram. Estou convicto de tudo ter feito com o único objectivo de humildemente servir a minha gente e a minha querida terra.

Aos meus queridos colegas de direcção, deixo uma palavra de enorme apreço e consideração pela confiança que depositaram em mim, não esquecendo a solidariedade e companheirismo, bem como a abnegação e espírito de sacrifício demonstrado. Graças a isso, foi possível implementar uma estratégia agregadora e inovadora, com objectivos perfeitamente identificados e na sua grande maioria alcançados.

Muitos sabem receber, poucos sabem dar! Este foi o tempo de tudo darmos sem nada pedir em troca! Fomos altruístas! Acabámos todos juntos, tal como começámos. Isso explica, em parte, o sucesso da jornada que levámos a cabo.

Muito fizemos! Mas, muito há para fazer por esta magnífica instituição limiana!

A vida empresarial rege-se por projectos a médio e longo prazo. Tendo eu a perfeita noção dos novos desafios profissionais que me esperam em 2017, tive o cuidado de informar todos os elementos dos órgãos sociais e associados presentes na assembleia geral de Fevereiro de 2016 (está mencionado em acta), de que não me recandidataria a novo mandato em 2017, por manifesta falta de tempo para me dedicar à causa, como até aqui. Por isso, é tempo de outros exercerem o seu dever de cidadania, assumindo responsabilidades no sentido de continuar a elevar bem alto o bom nome da nossa casa regional e por conseguinte a cultura e tradição limianas.

Um forte abraço a todos e até sempre,

Víctor Prego de Castro

Presidente da Direcção”

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CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA: QUE FUTURO?

Trinta anos após a sua constituição, a Casa de Ponte de Lima está à beira do seu desaparecimento

Dentro de pouco mais de um mês, passam precisamente 30 anos sobre a data da fundação, em Lisboa, da Casa do Concelho de Ponte de Lima. Na tarde do dia 2 de Fevereiro, um grupo de nove limianos celebrou no 21º Cartório Notarial de Lisboa a escritura de constituição daquela associação regionalista.

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A obstinada recusa por parte da Casa do Minho em aceitar a constituição de um núcleo de limianos nas suas estruturas foi determinante para o surgimento da Casa do Concelho de Ponte de Lima. Em 1986, o autor destas linhas viu-se coagido a abandonar o cargo de vogal da Direcção daquela entidade para, com o apoio incondicional do então presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Dr. Francisco Maia de Abreu de Lima, dar início ao processo de constituição da Casa de Ponte de Lima. A publicação em diversos jornais do Minho de uma “Carta Aberta aos Minhotos que Residem em Lisboa” veio desfazer mitos e despertar consciências para uma nova realidade.

A Casa do Concelho de Ponte de Lima nasceu, pois, da vontade expressa dos limianos que residem em Lisboa em constituir uma associação que os congregasse e, através da qual, pudessem divulgar e promover as potencialidades do Concelho de Ponte de Lima.

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Com efeito, dois meses antes, decorreu nos arredores de Lisboa um almoço de confraternização – o 2º Almoço Limiano – durante o qual foi realizado um inquérito escrito no qual todos os presentes foram convidados a manifestar a sua opinião acerca da criação de uma associação regionalista. À falta de outra entidade que representasse o Concelho de Ponte de Lima e reunisse à sua volta os limianos, todos os presentes se manifestaram positivamente por essa iniciativa.

Caracterizou-se a primeira década da sua existência por uma fase de imparável crescimento que teve o seu auge entre os anos 1994 e 1997, com uma vasta e diversificada programação cultural que entre outras iniciativas incluiu a realização de conferências, edições em livro e, sobretudo, as quatro edições da “Festa de Portugal” que atraíram ao Pavilhão Carlos Lopes e ao Parque Eduardo VII milhares de pessoas para assistir anualmente a perto de duas dezenas de representações da cultura popular das mais diversas regiões do país.

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A partir de então, a actividade parou de crescer, virando-se cada vez mais para dentro, acabando por entrar numa fase de acentuado declínio, jamais contrariado até ao presente. Desde há vários anos que mais se assemelha a uma taberna do que propriamente a uma verdadeira casa regional. Todas as iniciativas que deram notoriedade ao regionalismo limiano – incluindo os almoços limianos! – deixaram de realizar-se e, aos poucos, os sócios foram deixando de acompanhar as suas actividades.

O relacionamento com as casas regionais congéneres degradou-se e a sua preponderância no movimento regionalista apagou-se. Resta a arrogância pela qual são os seus actuais responsáveis reconhecidos pela comunidade minhota em geral!

Em desespero, os próprios estatutos foram alterados para permitir que elementos estranhos a Ponte de Lima pudessem assumir as responsabilidades directivas reservadas aos limianos. E, por fim, passou a servir objectivos estranhos ao próprio concelho de Ponte de Lima.

Por outras palavras, a Casa do Concelho de Ponte de Lima já não observa a natureza e fins para que foi criada, apesar de se encontrarem consagrados nos seus próprios estatutos.

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No que às suas instalações diz respeito, decorridas três décadas desde a sua fundação, a Casa de Ponte de Lima debate-se com um problema que, apesar de previsível, a sua resolução foi negligenciada pelas sucessivas direcções: o prolongamento do “corredor verde” que liga o Parque Eduardo VII ao Parque Florestal do Monsanto vai implicar a requalificação da área da rua de Campolide onde a sua sede social se encontra instalada.

Para além das demolições já efectuadas – as quais não incluíram ainda as instalações da Casa de Ponte de Lima porque estas servirão de apoio à empresa e aos seus trabalhadores enquanto as obras durarem – os trabalhos deverão arrancar em força já no começo do próximo ano e ficarem concluídos até à realização das próximas eleições autárquicas.

Trata-se da execução do projecto concebido pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles que já era do conhecimento dos fundadores e da primeira Direcção desde 1987, incluindo o destino das instalações cedidas pela Câmara Municipal de Lisboa à Casa do Concelho de Ponte de Lima.

Em meados da década de 90, iniciaram-se os contactos com a autarquia lisboeta a fim de atempadamente se encontrar uma solução de futuro para a Casa de Ponte de Lima que previa a construção de novas instalações, na expectativa também da expansão das suas próprias actividades. Tais contactos foram suspensos em consequência de uma atitude infeliz do então presidente da Direcção que comprometeu o apoio que estava a ser dispensado pela Junta de Freguesia de Campolide. E, desde então, nunca mais se reiniciaram os contactos, passando as sucessivas direcções a abrir a porta com a mesma despreocupação de quem está convencido de que a situação se iria manter por tempo indeterminado… até à chegada das escavadoras!

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A situação em que actualmente se encontra a Casa do Concelho de Ponte de Lima exige uma rápida resolução do problema das suas instalações. Não será certamente a mais desejável uma vez que a solução terá em linha de conta as suas reais necessidades mas é seguramente a que viabilizará a continuação das suas actividades, sob pena de ficar condenada à sua extinção.

Mas, numa altura em que esta Instituição regionalista mais precisa do empenho de todos, a começar pelos seus responsáveis, estes preferem enterrar a cabeça na areia e enganar os seus associados acerca do destino que está traçado para as instalações, procurando da frontalidade com que retratamos a situação fazer o bode expiatório dos seus falhanços e incompetência. Como se fossem os fundadores e não eles próprios, que pelos sócios foram eleitos para tomarem os destinos da associação, os responsáveis pelo seu próprio falhanço.

E, receando as tormentas que se avizinham, eis que os ratos começam a abandonar o navio!

Carlos Gomes

CASA DE PONTE DE LIMA EM LISBOA ADERE AO GRAFITI

A Casa do Concelho de Ponte de Lima em Lisboa está neste momento a proceder à execução de uma pintura mural no lado exterior de um dos muros que resguardam a sua entrada. Trata-se de um graffiti com motivos típicos de Ponte de Lima em forma de propaganda regionalista.

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Mais do que apresentar uma obra de arte urbana com valor artístico, pretende-se com esta iniciativa reduzir o impacto negativo resultante das demolições efectuadas em torno das suas instalações que têm em vista o prolongamento do “corredor verde” que liga ao Monsanto e cujas obras deverão arrancar em breve, de acordo com informação que recebemos da Câmara Municipal de Lisboa através da Junta de Freguesia de Campolide. Entretanto, aquelas instalações servirão de apoio à equipa de trabalhadores que se encontram envolvidos no projecto.

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Frequentemente associado a uma cultura suburbana onde pontificam os mais diversos grupos de transgressão das normas sociais, os graffiti, na forma como actualmente se apresenta, tem a sua origem no movimento de contracultura surgido um pouco por toda a Europa por ocasião do levantamento estudantil do Maio de 1968, em Paris. Considerado frequentemente como um ato de vandalismo condenado por lei, o próprio ato de produção dos graffiti é assumido como um ato de rebeldia em relação à ordem estabelecida.

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Convém, antes de mais, estabelecer uma clara distinção entre o mural de graffiti concebido com reconhecida qualidade artística e contendo uma mensagem da reles pichagem que apenas conspurca as paredes e não respeita o direito à propriedade e ao asseio urbano.

Existem graffiti que constituem autênticas obras de arte, transmitindo preocupações de natureza política, social ou ambientais através de representações críticas e emocionais. Com evidentes traços característicos do expressionismo, surrealismo e simbolismo, alguns das pinturas destes murais podem muito bem serem consideradas verdadeiras manifestações estéticas do neo-expressionismo. Não é o caso das pinturas murais em apreço que, sem qualquer preocupação estética, apenas procuram disfarçar um cenário de demolições.

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MUNICÍPIO DE LISBOA CONFIRMA: EXTENSÃO DO CORREDOR VERDE DE MONSANTO ATRAVESSA O LOCAL ONDE SE ENCONTRA A CASA DE PONTE DE LIMA

Tal como já anteriormente referimos, a Câmara Municipal de Lisboa confirma que o espaço onde se encontra instalada a sede social da Casa do Concelho de Ponte de Lima está destinado à extensão do Corredor Verde de Monsanto. Por conseguinte, aquelas instalações irão ser demolidas, sendo entretanto utilizadas como estaleiro da obra, o que aliás já se verifica.

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Mas, para que não restem dúvidas, passamos a transcrever o e-mail recebido do Presidente da Junta de Freguesia de Campolide:

“Caro Vizinho Carlos Gomes,

Antes de mais agradecer o seu e-mail.

De acordo com a informação disponibilizada pela Câmara Municipal de Lisboa, responsável pela gestão desse espaço, será feita nesse local a extensão do Corredor Verde de Monsanto.

No entanto, começará muito em breve uma grande intervenção naquele troço da Rua de Campolide sendo provável que, durante o período da obra, aquela zona possa vir a funcionar como zona de estacionamento ou, eventualmente, estaleiro da obra. Neste momento são todos os pormenores de que disponho.

Disponha dos meus contactos, por este ou outro assunto, sempre que necessitar.

Um abraço,

André Nunes de Almeida Couto

Presidente da Junta de Freguesia de Campolide”

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COUVADA À MINHOTA JUNTA À MESA MINHOTOS QUE VIVEM EM LISBOA

“Uma boa mesa para uma boa política regionalista!”

- A Casa do Minho mantém-se fiel à divisa que criou ao tempo do saudoso jornalista Artur Maciel.

Era a sopa do humilde lavrador. De feijão com couves era ela era feita. Mas acrescentavam-lhe outros condimentos para a tornar mais bem apaladada como alguns feijões e osso do espinhaço. Antes de saírem de casa para as lides do campo, deixavam o pote ao lume e deixavam-na a cozer. Quando regressavam da lavoura, algumas couves que traziam das leiras eram cegadas e metidas no pote juntamente com a chouriça. Por fim, comia-se a garfo as couves ou apresigo e, depois, o caldo que em dias melhorados fazia as delícias do pobre agricultor e aconchegava o estômago nos frios dias de outono.

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Para além dos minhotos, o repasto contou ainda com a participação do Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, Dr Pedro Delgado Alves que é também Vice-presidente da bancada parlamentar do Partido Socialista na Assembleia da República e do Secretário da Junta de Freguesia Dr. Patrocínio César.

A Casa do Minho em Lisboa não deixa os seus créditos por mãos alheias e, ciente da sua missão em promover tudo o que de mais genuíno existe nas nossas tradições, realizou hoje mais uma vez a tradicional couvada à minhota, chamando a si muitos dos nossos conterrâneos que não esquecem as suas origens e tudo fazem para preservar a nossa identidade cultural.

Mal começava o Outono e com ele as longas noites passadas à lareira, as couves faziam parte da alimentação diária do pobre camponês. Juntava-lhe as batatas, o feijão, a chouriça e, de um modo geral, um pouco de tudo quanto a lavoura lhe oferecesse. Era um verdadeiro manjar dos deuses.

Merece também uma especial referência a Casa do Minho em Lisboa pela primazia que dá à cozinha tradicional minhota, contribuindo desta forma para preservar o nosso património cultural divulgando uma das especialidades gastronómicas que corre o risco de desaparecer, fazendo jus à divisa legada em tempos idos pelo gastrónomo e jornalista Artur Maciel: Uma boa mesa para uma boa política regionalista!

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Remonta ao século IV Antes de Cristo a origem da couve, altura em que os gregos a descobriram na região da Jônia e dela se surpreenderam pelos seus poderes medicinais, para além das suas virtudes culinárias. Porém, foram os romanos que a trouxeram para a Península Ibérica e nos deram a conhecer, passando a constituir o género de verdura mais consumida até aos finais da Idade Média.

Rica em fibras, iodo, cálcio, potássio, enxofre, magnésio e ômega 3; além de vitaminas A, B1, B2, B6, C e K, a couve é uma hortaliça da família Brassicaceae, constituindo um alimento de baixa caloria, desde sempre utilizado no tratamento de doenças estomacais, tendo vindo com o tempo a revelar-se como um excelente anti-inflamatório, antibiótico e anti-irritante natural, aplicado no combate a gripes, problemas hepáticos, renais e menstruais; artrite, bronquite, hemorroidas, úlceras e pedras nos rins e, na medicina alternativa, como vermífugo, para evitar ressacas, e até mesmo para baixar a febre, quando aplicada em forma de cataplasma.

Conhecida na Galiza por “verça”, a variedade de couve-galega é no Minho responsável por uma das melhores iguarias da cozinha tradicional portuguesa – o caldo verde – considerada uma das 7 maravilhas da gastronomia de Portugal!

O paladar constitui um dos sentidos que o minhoto sempre conserva e o mantém permanentemente ligado ao seu rincão natural, ao seu pedaço de Minho!

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CERVEIRENSES REUNEM-SE EM LISBOA EM ALMOÇO CONVÍVIO

Momento de reencontro, de partilha de memórias e de minimização da saudade. Mais um ano, e cerca de 300 cerveirenses a viver em Lisboa reuniram-se, este domingo, num almoço-convívio, integrado na comemoração do VII Aniversário da Casa Cerveirense. Representantes do Executivo e da Assembleia Municipal presenciaram o orgulho da alma cerveirense na capital.

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Anualmente, o primeiro domingo do mês de novembro é dedicado à preservação e valorização da identidade cerveirense daqueles que, por razões várias, estão a viver fora do concelho, mas são do concelho. Este ano não foi exceção, o almoço-convívio voltou a reunir mais de três centenas de cerveirenses a residir em Lisboa, onde Cerveira, ‘Vila das Artes’, foi o centro das atenções.

Sempre com sala cheia, os aniversários da Casa Cerveirense desempenham um papel muito importante no encurtar de distâncias e da saudade, proporcionandoreencontros entre familiares e amigos, a troca de animadas conversas, a partilha de histórias e de memórias de outros tempos.

O Município cerveirense fez-se representar pela Vereadora Aurora Viães e o Presidente da Assembleia Municipal Vitor Nélson, que tiveram oportunidade de confraternizar com os presentes e retribuir a amizade e o carinho. “As casas concelhias são fundamentais para ajudar os municípios a manter ocontacto com as suas gentes. A forte ligação à terra natal e às raízes é fundamental para o crescimento sustentado dos concelhos, e Vila Nova de Cerveira agradece o empenho e vivacidade destas suas gentes que não esquecem as suas origens”, disseAurora Viães.

Para além da boa gastronomia,o ambiente foi de animação tipicamente alto-minhota, com tocadores de concertina e atuação do Rancho Folclórico da Casa do Minho. Houve igualmente espaço para uma troca simbólica de lembranças, o corte do bolo de aniversário com o entoar de parabéns e ainda um sorteio de rifas cuja receita angariada reverte a favor dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Cerveira.

A Casa Cerveirense em Lisboa, atualmente dirigida por Rosa Paula Brito e tendo como presidente da Mesa da Assembleia Beatriz Gameiro, tem por fim o convívio e a solidariedade social entre os cerveirenses em geral e os seus sócios em particular. Foi fundada por cerveirenses residentes em Lisboa e no concelho, com o intuito de fomentar o associativismo e o convívio, inclusive entre as gerações mais novas, preservando a cultura e os valores da comunidade cerveirense.

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