Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

CASA COURENSE EM LISBOA SUPERA CRISE DE LIDERANÇA

A Casa Courense em Lisboa elegeu na Assembleia Geral realizada no passado dia 9 de Abril, os novos corpos gerentes, superando desse modo uma situação de crise que se vinha arrastando há vários meses e que inibia o aparecimento de uma lista candidata.

18008991_1415996428422723_532320819_n.jpg

O sr. António Carvalho, anterior presidente do Conselho Fiscal, é o novo Presidente da Direção a quem desde já auguramos os maiores sucessos, colocando-nos como sempre à disposição para colaborar desinteressadamente na divulgação das suas iniciativas. 

Conforme previsto, naquela assembleia foram ainda apresentados e aprovados o Relatório e as Contas da gerência relativas a 2016.

197922_213025168711270_100000113641432_953789_2093

ARCOS DE VALDEVEZ PROMOVE-SE EM FRANÇA

Presidente da Câmara participou em iniciativas organizadas por 3 associações da região de Paris

A Câmara Municipal voltou a marcar presença numa das maiores feiras de produtos regionais, realizada pela ARCOP - Associação Recreativa e Cultural dos Originários de Portugal em Nanterre, França, a “Feira de Produtos Regionais Portugueses e da Ruralidade”.

nanterre_2017.jpg

Esta é uma feira essencialmente destinada a levar à comunidade emigrante em Paris produtos e atividades económicas de Portugal, e que faz a ligação da exposição, degustação e comercialização de produtos, com a animação popular e tradicional.

A Câmara Municipal levou até França os vinhos, a broa e o fumeiro, representado por 4 talhos locais, nomeadamente O Talho Feliz Empreendedor, Talho das Choças, a Salsicharia S. Vicente e o Talho da Lapa,bem como o vinho Arkos.

Durante os dias 07, 08 e 09 de Abril a feira contou com a afluência de milhares de portugueses, emigrados em França, ávidos pelos produtos originários dos seus concelhos natais.

No seu discurso de encerramento, o Presidente da Câmara Municipal, João Esteves, manifestou o enorme prazer que teve em estar presente na iniciativa e o orgulho sentido em poder contactar com a comunidade emigrante. Agradeceu à ARCOP pela excelente organização da feira e pela forma como foi recebido.

De igual modo deixou uma palavra de agradecimento aos emigrantes portugueses de uma forma geral, e aos arcuenses em particular, pela forma como acederam ao stand de Arcos de Valdevez, contribuindo para o sucesso da presença do grupo e das boas vendas.

Integrado na programação deste certame decorreu um encontro de arcuenses, onde o autarca solicitou à comunidade o seu envolvimento na promoção do concelho e dos seus produtos.

De referir que o autarca também participou na Festa da Casa dos Arcos em Paris, a qual contou com muita animação popular e entusiasmou durante dois dias os muitos emigrantes.

Nesta festa também esteve presente o Presidente da Casa dos Arcos em Lisboa, Joaquim Cerqueira.

nanterre_2017_3.jpg

nanterre_2017_5.jpg

nanterre_2017_6.jpg

nanterre_2017_18.jpg

nanterre_2017_28.jpg

nanterre_2017_30.jpg

CASAS REGIONAIS DE PONTE DE LIMA E PAREDES DE COURA ESTÃO EM CRISE

Amanhã é um dia decisivo para a Casa Courense em Lisboa

A Casa Courense em Lisboa reúne amanhã a sua Assembleia Geral para apresentação e votação do Relatório e Contas referente a 2016 e eleição dos novos corpos gerentes. Porém até ao momento não foi ainda apresentada uma lista candidata pelo que, caso não venha a ser resolvida nas próximas horas, a situação pode configurar uma situação de grave crise que a prazo pode levar à dissolução da própria associação regionalista.

197922_213025165377937_100000113641432_953788_7012

Situação idêntica vive a Casa do Concelho de Ponte de Lima que, decorrido um mês da realização da reunião da Assembleia Geral ocorrida no passado dia 12 de Março que ditou o prolongamento do mandato da actual Direcção por mais um mês, ainda não surgiu qualquer lista candidata aos corpos gerentes para o triénio 2017-2019. Nem mesmo por iniciativa daqueles que procuraram eternizar-se nos cargos.

De igual modo, se esta crise na Casa do Concelho de Ponte de Lima não for superada, o Presidente da Assembleia Geral deverá nomear uma comissão administrativa que assegurará a gestão corrente por mais noventa dias, findo os quais, se o impasse se mantiver, a Assembleia Geral pode ditar a dissolução da associação.

Nesta última associação, longe de contribuir para a resolução de qualquer problema, a promoção dos sócios auxiliares à categoria de efectivos apenas veio contribuir para o afastamento dos limianos. E, a entrega da sua actividade a artistas do Parque Mayer, fez da sua actividade uma autêntica rábula do teatro de revista. Não admira, pois, que os limianos tenham já deixado de responder à chamada para participar nas suas iniciativas.

DSCF1793 ccpl-grafiti (2).JPG

- O associativismo regionalista precisa urgentemente de encontrar o seu rumo!

CASA DE ARCOS DE VALDEVEZ EM LISBOA CELEBRA A PASCOELA

Quebrando uma tradição de longos anos, este ano não haverá a visita Pascal no Domingo, na Sede Social da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez.

14366.JPG

A comunidade arcuense radicada na região de Lisboa celebrará a Pascoela, no dia 23 de Abril, nas suas instalações em Marvila.

A cerimónia ocorrerá às 15 horas, mantendo a tradição das nossas aldeias onde será dada a cruz a beijar e não vão faltar os doces e o vinho fino após a saída da Cruz. E, como não podia deixar de acontecer, as concertinas vão alegrar a Festa de Cristo Ressuscitado.

Foto: Notícias dos Arcos

CASA DO CONCELHO DE PONTE DA BARCA DESAPARECEU HÁ 16 ANOS

A realização em 2001 de um almoço de lampreia que reuniu cerca de sessenta pessoas foi porventura a última iniciativa da Casa do Concelho de Ponte da Barca, em Lisboa. Constituída em 1992, aquela instituição regionalista debatia-se então com a dificuldade de liquidar o empréstimo bancário concedido para a aquisição das suas instalações na rua do Telhal. E, segundo apurámos junto de alguns associados, a situação mantém-se por resolver, sendo que o seu destino depende actualmente da Câmara Municipal de Ponte da Barca.

img305

Desde então, aquela casa regional deixou de realizar actividades e inclusivamente eleger os respectivos corpos gerentes. A situação mantém-se num impasse e não se vislumbra a possibilidade da sua reactivação.

Entretanto, um grupo de barquenses decidiu constituir na região de Lisboa o Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega, uma associação com identidade própria e que, apesar disso, bem poderia contribuir para a reactivação e dinamização da Casa do Concelho de Ponte da Barca. Mas, ao que tudo leva a supor, os ventos não estão de feição!

img307

PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA GERAL DA CASA COURENSE EM LISBOA DIZ QUE FAZEM FALTA COURENSES DE GARRA PARA CONTINUAR O PROJECTO

A propósito da actual situação pela qual atravessa a Casa Courense em Lisboa, o BLOGUE DO MINHO solicitou um depoimento à Presidente da Assembleia Geral daquela casa regional, srª Fernanda Castro, o qual nos foi gentilmente concedido e que reproduzimos na íntegra.

13012779_1109507005738335_685818448311125831_n.jpg

A Instituição Casa Courense tem tudo para sobreviver seja qual for a tempestade, já sobreviveu a algumas.

Tem uma belíssima sede extraordinariamente bem situada, tem o apoio da Câmara Municipal e das restantes instituições do concelho, tem sócios e amigos o que é fundamental para o bom funcionamento da associação.

Neste momento fazem falta Courenses de garra para continuar um projecto que foi sonhado e concretizado muitos anos atrás.

Acredito nas gentes da minha terra, eles vão aparecer, porque sabem que fechar portas não é solução.

Por Coura e pelos Courenses, sempre.

Saudações Courenses 

Fernanda Castro

CASA COURENSE EM LISBOA CORRE O RISCO DE FECHAR AS PORTAS

O futuro da Casa Courense depende da mobilização dos seus associados para superar a actual crise

A Casa Courense em Lisboa reúne no próximo dia 9 de Abril a sua Assembleia Geral para apresentação e votação do Relatório e Contas referente a 2016 e eleição dos novos corpos gerentes. Porém, aquela associação está a atravessar uma grave crise que pode levar mesmo à sua dissolução. Sucede que não se vislumbra a possibilidade de vir a ser apresentada uma lista candidata aos corpos gerentes.

IMG_4002

Segundo informações que obtivémos junto de vários sócios, a Presidente da Direcção, Patrícia Rodrigues, entregou as chaves a outro elemento da Direcção e deixou de comparecer na Casa Courense, sem no entanto ter apresentado a demissão formal ao Presidente da Assembleia Geral, tendo no seu gesto sido seguida por outros directores.

Contactada pelo BLOGUE DO MINHO, Patrícia Rodrigues não se mostrou disponível para prestar quaisquer esclarecimentos, apesar da posição sempre colaborante deste espaço de informação na divulgação das iniciativas daquela casa regional.

A actividade tem vindo a tornar-se cada vez mais reduzida, muitos associados têm vindo a afastar-se e a Direcção está restringida a dois elementos. Caso os sócios não se mobilizem com vista à apresentação de uma lista aos corpos gerentes, restará ao Presidente da Assembleia Geral a alternativa de nomear uma comissão administrativa e aguardar que venham a ser criadas as condições para a formação de uma lista, sob pena de ser votada a dissolução da associação.

Esta situação crítica que a Casa Courense em Lisboa atravessa ocorre numa altura em que, no próximo dia 8 de maio, assinala 27 anos de existência, afirmando-se como um pólo agregador das gentes de Paredes de Coura e de muitos minhotos radicados na capital.

Instalada na Rua General Taborda, 18 – Porta 7, em Lisboa, na Freguesia de Campolide, aquela associação regionalista conta com perto de um milhar de associados. Ao longo da sua existência, a Casa Courense tem vindo a realizar diversas iniciativas de âmbito regionalista que mobilizam os respectivos conterrâneos, das quais destacamos a organização regular de colheitas de sangue em colaboração com a Associação de Dadores Benévolos de Paredes de Coura, a tradicional matança do porco e o encontro de concertinas.

A Casa Courense em Lisboa tem “por objectivo a promoção cultural, recreativa e desportiva dos seus associados, a divulgação dos usos e costumes da nossa região e das suas gentes”. E, como sempre, os courenses que vivem em Lisboa e a sua casa regional – a Casa Courense – contarão sempre com a colaboração desinteressada do BLOGUE DO MINHO na divulgação das suas actividades.

197922_213025165377937_100000113641432_953788_7012

197922_213025168711270_100000113641432_953789_2093

S5001772

IMG_0220

IMG_0510

DSC08155

CASA DOS ARCOS EM BORDÉUS COMEMORA 6 ANOS DE EXISTÊNCIA

Câmara Municipal no 9º Aniversário da Casa dos Arcos em Bordéus

No passado fim de semana o Presidente da Câmara Municipal, João Esteves e a vereadora Belmira Reis, marcaram presença na comemoração do 9º aniversário da Casa dos Arcos em Bordéus.

aniversario_casa_arcos_bordeus (4).jpg

Os autarcas fizeram questão de estarem presentes neste evento comemorativo para demonstrar o forte apreço que sentem pela comunidade arcuense espalhada pelo estrangeiro, destacando o trabalho que esta Casa dos Arcos realiza ao nível da aproximação e apoio dado aos conterrâneos em Bordéus.

Durante a estadia foram promovidos contactos com a comunidade emigrante, fez-se a promoção da nossa cultura e o orgulho na nossa terra e na nossa gente.

Estas visitas à comunidade arcuense a residir no estrangeiro revestem-se de grande importância para o concelho pois também contribuem para que se faça a promoção dos nossos produtos e empresas. Através deles também se estabelecem contactos com as autoridades locais, onde são apresentadas as potencialidades de Arcos de Valdevez e os apoios concedidos pela Câmara Municipal para a instalação de empresas ou a realização de investimentos no turismo e na reabilitação urbana.

A proximidade à Diáspora está bem patente na participação da Câmara Municipal nas muitas iniciativas promovidas pelas nossas comunidades de emigrantes.

aniversario_casa_arcos_bordeus (1).jpg

aniversario_casa_arcos_bordeus (2).jpg

aniversario_casa_arcos_bordeus (3).jpg

MINHOTOS ENCERRAM EM APOTEOSE BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

O Grupo Folclórico Verde Minho e o Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez cantaram e dançaram no últmo dia da edição deste ano da Bolsa de Turismo de Lisboa, conferindo ao certame um colorido e uma alegria que são bem características das gentes e do folclore minhoto.

17457542_1377003129010019_3467803661891304244_n.jpg

Aos primeiros acordes das concertinas, eis que numeroso público se aproximou dos grupos folclóricos para os ver actuar. E, ao ritmo do vira e da chula, da rosinha e da cana-verde, aquela grandiosa feira de turismo terminou em ambiente de festa. E, para o ano, haverá mais!

Fotos: Manuel Santos

17264601_1375821652461500_4534845203047503179_n (1).jpg

17309159_1377003229010009_5653192904844353878_n.jpg

17361749_1375822185794780_327236506320546969_n.jpg

17362433_1375821569128175_7012395087315141591_n.jpg

17362829_1377003132343352_3273263211566710771_n.jpg

17425145_1377003222343343_4621400759799123660_n.jpg

17425155_1375820689128263_3223835701468118377_n.jpg

CASA DO MINHO DE LOURENÇO MARQUES REÚNE-SE EM AMARES E PÓVOA DE LANHOSO

O Encontro dos minhotos que viveram em Moçambique vai este ano ter lugar em Amaresn e na Póvoa de Lanhoso, no próximo dia 30 de Abril.

Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país e o regresso da à metrópole comunidade portuguesa. Este ano, Amares é o concelho eleito para se reencontrarem.

16700704_10212033803350737_9169834254383365237_o.jpg

Durante duas décadas consecutivas, a Casa do Minho foi na capital do Índico o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

484396_10200262053808057_30167815_n

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. E, em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 62 anos!

Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

Fotos: Rui Aguilar Cerqueira / Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques - Moçambique

185877_1423411604007_1794247948_799532_5195073_n

1947359_10200671839557977_1646839287_n

72988_423897237640394_1534119699_n

576619_423897494307035_1762840828_n

10991171_10202563334284163_1027646422323654939_n

564261_423897964306988_35367262_n

574452_423897624307022_548572634_n

406045_3673232088987_1838913705_n

199253_1423410883989_1794247948_799529_2194903_n

394941_3673229928933_1438602030_n

189169_1423410603982_1794247948_799528_3909355_n

RANCHO FOLCLÓRICO DA CASA DE PONTE DE LIMA ACTUA NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

Ponte de Lima apresenta-se na Bolsa de Turismo de Lisboa no dia 18 de março

Ponte de Lima irá marcar presença, mais uma vez, na Bolsa de Turismo de Lisboa que se realiza entre 15 e 19 de março, sendo que participação do nosso concelho destacar-se-á no dia 18.

BTL_Ponte de Lima.jpg

O concelho limiano tem conquistado cada vez mais turistas nos últimos tempos, que muito se deve ao grande empenho do Município na sua divulgação, pois esta terra tem muito para oferecer a quem a visita. Desde a gastronomia, aos vinhos, passando pelo património cultural e natural, costumes e tradições, tudo são motivos para Ponte de Lima visitar.

No stand da entidade Regional do Turismo Porto e Norte (TPNP), Ponte de Lima far-se-á representar pela sua imagem e produtos regionais, como enchidos, fumados e vinhos verdes, sendo elementos essenciais do nosso património eno-gastronómico para atrair turistas durante o ano inteiro. Durante esta mostra haverá uma prova de vinhos da casta Loureiro, para os verdadeiros apreciadores de um bom vinho verde.

Para representar a riqueza da etnografia e da cultura do concelho de Ponte de Lima na capital, irá desfilar e atuar na feira, o Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Ponte de Lima, quer no palco principal às 16h, quer junto ao stand do Minho IN e TPNP.

CASA DE PONTE DE LIMA ESTÁ SEM REI NEM ROQUE!

A Casa do Concelho de Ponte de Lima reuniu ontem a sua Assembleia Eleitoral com vista à eleição dos corpos gerentes para o triénio 2017/2019. Porém, não foi apresentada qualquer lista candidata e a actual Direcção deverá permanecer em funções por mais 30 dias, findos os quais, se não surgir entretanto qualquer candidatura, o Presidente da Assembleia Geral nomeará uma Comissão Administrativa que assegurará a gestão corrente por mais 90 dias. Se o impasse se mantiver, caberá à Assembleia Geral encontrar uma solução para o problema, a qual pode passar pela dissolução da associação.

DSCF1793 ccpl-grafiti (2).JPG

Aquela casa regional vem desde há vários anos a entrar em acentuado declínio com o notório afastamento de muitos dos seus associados, situação a que não é alheia a eliminação da categoria de sócio auxiliar e, sobretudo, a descaracterização da sua actividade. Acresce ainda a isto a previsão para breve das obras de ligação do “corredor verde” ao Parque Florestal de Monsanto, como aliás já era do conhecimento da associação desde 1987.

Agora que nem para desfile de vaidades serve aquela associação, deixaram de aparecer concorrentes aos corpos gerentes, incluindo aqueles que, repetindo sucessivos mandatos, procuravam manter-se vitaliciamente nos cargos. Aguardam agora que os fundadores – quais bombeiros chamados a apagar o fogo! – venham acudir à derrocada eminente, como se eles não tivessem na devida altura feito aquilo que lhes competia e, aos primeiros dirigentes, o mérito de terem guindado a Casa de Ponte de Lima ao mais elevado topo do regionalismo!

CASA DO MINHO EM LISBOA MANTÉM-SE FIEL À DIVISA: UMA BOA MESA PARA UMA BOA POLÍTICA REGIONALISTA!

Cerca de centena e meia de pessoas afluíram hoje à Casa do Minho para degustar uma das mais apreciadas iguarias da cozinha tradicional minhota: o arroz de lampreia do rio Minho!

17238834_1461496003880739_478948192_n.jpg

O repasto foi bem regado com o bem apaladado vinho verde de Vila Nova de Cerveira e incluiu sopa e doçarias características da nossa região que fizeram deste Almoço da Lampreia um verdadeiro manjar dos deuses.

O cozinheiro foi Paulo Duque, Vice-presidente da Direcção da Casa do Minho e, nem mais, um dos exímios cantadores do seu Rancho Folclórico. E, após dois suculentos almoços de lampreia, os minhotos preparam-se de novo para um prolongado jejum, uma vez que a época da desova da lampreia está prestes a terminar.

fotos de Lc UniFoto&Video / https://www.facebook.com/lcunisom/?fref=ts

17274896_1461548487208824_715767448_n (1).jpg

17270764_1461489753881364_154998098_n.jpg

17270836_1461498297213843_412190302_n.jpg

17274541_1461489770548029_704913020_n.jpg

17274542_1461494080547598_253331073_n.jpg

17274826_1461495997214073_1168803187_n.jpg

17275017_1461494047214268_1931119549_n.jpg

17275038_1461491193881220_883332653_n.jpg

17321442_1461492623881077_1785796225_n.jpg

17321775_1461491113881228_1673362953_n.jpg

17321781_1461492577214415_441636636_n.jpg

ARCUENSES DANÇAM NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

O Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez vai no próximo dia 19 de Março, a partir das 15 horas, actuar na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), levando consigo a alegria das gentes do Minho.

Potenciar novos contactos e promover os melhores negócios é uma das premissas da organização do certame. Algo que tem sido alcançado com assinalável sucesso, muito por força da capacidade de inovação e de antecipação das necessidades do mercado.

A BTL é um espaço de negocio e networking de todos os profissionais do Turismo e também um palco aberto ao debate e discussão do sector.

A BTL é também um espaço de animação e promoção turística para o público.

O QUE É UMA CASA REGIONAL?

Em Portugal, uma “casa regional” é – ou deveria ser! – uma associação de carácter regionalista constituída com o propósito de congregar os indivíduos de alguma forma ligados à sua região com vista a promover os laços de solidariedade entre si e contribuir para o apoio e a divulgação das potencialidades económicas, culturais, sociais e turísticas da região que se propõe representar, seja ela uma província, um concelho ou simplesmente uma freguesia.

img293

Fundada em 23 de Setembro de 1905 com a designação de “Clube Transmontano”, a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro é a mais antiga associação regionalista constituída em Lisboa. Desde então, outras foram sucessivamente surgindo, a maior parte das quais adotando a denominação de “grémio” que, mais tarde, sob a égide do Estado Novo, vieram a alterá-la para a designação de “Casa”. Tal verificou-se indistintamente com associações de âmbito provincial, de comarca ou simplesmente de concelho.

Porém, apesar das semelhanças que possuem relativamente às outrora designadas “sociedades recreativas” ou seja, as coletividades de cultura, desporto e recreio surgidas sobretudo nos bairros operários como uma forma de intervenção da Maçonaria e dos partidos republicanos junto das classes populares, as casas regionais são um tipo de associações distintas daquelas, quer no que respeita à sua génese como à sua organização e à atividade que devem desenvolver.

Os estatutos de uma casa regional asseguram a sua manutenção e orientação nas mãos de pessoas ligadas à sua região, a começar pelos seus próprios naturais, sob pena de descaracterizar-se e ver alienadas as suas finalidades. É por essa razão que todas as associações regionalistas sem exceção, estabelecem nos seus estatutos a categoria de sócio auxiliar, sem direito a eleger, ser eleito ou tomar parte ativa nas decisões que à respetiva casa regional dizem respeito. E, quando assim não procedem, apenas se limitam a entregar os destinos da associação a estranhos e, a prazo, vê-la condenada à falência… ou à usurpação!

Sucede que, existem pessoas que se ligam às casas regionais por outros interesses estranhos às mesmas e às regiões que dizem representar, dirigindo os seus destinos sem um mínimo de entendimento. E essa situação possui efeitos nefastos que se traduzem na descaracterização completa de uma casa regional: a promoção dos interesses da região cedem lugar a espetáculos de entretenimento mais próprios de um mero clube de bairro, almoços com especialidades estrangeiras e campeonatos de sueca e dominó para animação das tabernas, muitas das quais concessionadas e a funcionar em concorrência desleal com o comércio de restauração.

Apesar da sua inutilidade, as câmaras municipais das respetivas regiões são muitas vezes chamadas a financiar a sua existência, o mesmo é dizer, desperdiçar o dinheiro dos contribuintes como se, nos respetivos concelhos não existissem necessidades a suprir e projetos válidos cujo apoio é mais merecido. Não faz qualquer sentido esbanjar dinheiros públicos para um punhado de pândegos fazerem uma matança do porco e beberem uns copos… que o façam à sua custa!

À semelhança de qualquer outra entidade, as casas regionais não constituem um fim em si mesmo mas um meio de melhorar o ser humano e contribuir para algo de interesse para a comunidade. Apesar de felizmente existirem bons exemplos de dedicação regionalista, não é lamentavelmente o caso de algumas casas regionais que, de regionalistas, só têm o nome que ostentam e mais não serve do que para encobrir uma existência inútil, dando mau nome à própria região que diz representar.

- É tempo de separar o trigo do joio!

Carlos Gomes

578087_442609552486230_1187675705_n

CASA DE PONTE DE LIMA ELEGE CORPOS GERENTES

A Casa do Concelho de Ponte de Lima reúne no próximo dia 12 de Março a Assembleia Eleitoral para a eleição dos Corpos Gerentes da Associação para o triénio de 2017-2019, a tomada de posse dos membros eleitos e apresentação e votação do Plano de Actividades para 2017.

ccpl.jpg

Antes, porém, terá lugar a Assembleia Geral Ordinária para a apresentação, discussão e votação do Relatório e Contas do exercício de 2016 e respectivo parecer do Conselho Fiscal.

A convocatória menciona ainda como um dos pontos da Ordem de Trabalhos, a “Discussão de outros assuntos de interesse associativo”, não especificando de que assuntos se tratam, deixando em aberto a possibilidade da Assembleia poder decidir acerca de qualquer assunto, por maior que seja a sua importância, “com qualquer número de presenças”, o que configura no mínimo uma situação pouco transparente.

Até ao momento, desconhece-se publicamente a existência de qualquer lista candidata às próximas eleições daquela associação que depara-se actualmente com uma situação difícil relacionada com a manutenção das suas instalações.

SÓCIOS E AMIGOS DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES (MOÇAMBIQUE) CONFRATERNIZAM EM AMARES

O Encontro dos minhotos que viveram em Moçambique vai este ano ter lugar no concelho de Amares, no próximo dia 30 de Abril. O BLOGUE DO MINHO espera em breve pode divulgar o programa do convívio e o grupo folclórico que irá animar o evento.

Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país e o regresso da à metrópole comunidade portuguesa. Este ano, Amares é o concelho eleito para se reencontrarem.

484396_10200262053808057_30167815_n

Durante duas décadas consecutivas, a Casa do Minho foi na capital do Índico o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

1525551_10200518721930132_592918424_n

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. E, em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 62 anos!

Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

Fotos: Rui Aguilar Cerqueira / Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques - Moçambique

185877_1423411604007_1794247948_799532_5195073_n

1947359_10200671839557977_1646839287_n

72988_423897237640394_1534119699_n

576619_423897494307035_1762840828_n

10991171_10202563334284163_1027646422323654939_n

564261_423897964306988_35367262_n

574452_423897624307022_548572634_n

406045_3673232088987_1838913705_n

199253_1423410883989_1794247948_799529_2194903_n

394941_3673229928933_1438602030_n

189169_1423410603982_1794247948_799528_3909355_n

CASA DE PONTE DE LIMA: ONDE PÁRA A BIBLIOTECA DELFIM GUIMARÃES?

Entre 1995 e 1997, recebeu a Casa de Ponte de Lima mais de três milhares de livros oferecidos por autarquias locais e embaixadas de países estrangeiros acreditados no nosso país, além de outras entidades. Destinavam-se estas ofertas á criação de uma biblioteca a privilegiar a História, arte, património, literatura e folclore das mais diversas regiões do país e de todo o mundo – a Biblioteca Delfim Guimarães!

DSCF1793 ccpl-grafiti (2).JPG

Entre as entidades mais generosas, destaca-se naturalmente a Câmara Municipal de Ponte de Lima, a Embaixada dos Estados Unidos da América e a Junta de Freguesia de Campolide que ofereceu uma magnífica enciclopédia de História.

Este objetivo foi por várias vezes referido nas assembleias gerais daquela entidade e mencionado nos respetivos relatórios de atividades. Porém, passaram já mais de duas décadas desde que foi levado a efeito nessa campanha de angariação e da instalação da referida Biblioteca Delfim Guimarães jamais se ouviu falar…e, em relação aos livros doados? Responda quem souber!

CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA FOI FUNDADA HÁ 30 ANOS!

Passam precisamente 30 anos desde a fundação em Lisboa da Casa do Concelho de Ponte de Lima. Na tarde de 2 de Fevereiro de 1987, um grupo de nove limianos celebrou no 21º Cartório Notarial de Lisboa a escritura de constituição daquela associação regionalista.

578087_442609552486230_1187675705_n

Durante a primeira década de existência, a Casa do Concelho de Ponte de Lima protagonizou momentos únicos que, pelo seu significado e grandiosidade ficam para a História do associativismo regionalista. Inúmeras e diversificadas foram as iniciativas que então levou a efeito cuja discriminação seria bastante longa e desnecessária. O ano de 1997 constituiu o seu auge a que se seguiu, a partir dessa altura, o seu declínio e degenerescência que conduziram à situação em que actualmente se encontra.

Com efeito, decorridas três décadas desde a data da sua fundação, eis que aquela associação encontra-se numa encruzilhada que pode conduzir à sua própria extinção. A provável deslocalização das suas instalações para uma zona menos recomendável da cidade de Lisboa, a descaracterização da sua actividade e o progressivo abandono por parte dos sócios ligados a Ponte de Lima aliado à supressão da categoria de “sócio auxiliar” que era destinada àqueles que não possuíam quaisquer laços com o concelho de Ponte de Lima, fazem adivinhar um futuro sombrio para aquela entidade a ostentar de forma muito pouco dignificante o nome de Ponte de Lima.

Fazemos votos para que os poucos sócios que restam saibam superar as dificuldades e encontrar o rumo certo para a associação que há 30 anos foi fundada. Mas, a traduzir-se num fardo e sobretudo numa representação que em nada venha a dignificar o concelho de Ponte de Lima, mais valerá que – antes que seja tomada por elementos estranhos à nossa terra! - os limianos optem pela sua dissolução, nem que ela tenha de corresponder ao apelo das entidades de Ponte de Lima.

Carlos Gomes

img293

A foto regista o momento de celebração da escritura notarial da fundação da Casa do Concelho de Ponte de Lima

DEPUTADO CARLOS MOREIRA REFERIU NA ASSEMBLEIA NACIONAL ENCONTRO DE CASAS REGIONAIS EM 1954

Carlos Moreira, deputado à Assembleia Nacional, na VI Legislatura, fez na sessão de 19 de Março de 1954, alusão a um encontro havido entre as casas regionais sediadas em Lisboa, nas instalações da então Casa d’Entre-o-Douro-e-Minho, actual Casa do Minho. A sessão foi presidida por Albino Soares Pinto dos Reis Júnior. Deixamos aqui um pequeno extracto da sua intervenção.

(…) "Mais recentemente ainda toda a imprensa de Lisboa e Porto deu o maior relevo ao relato de uma significativa reunião levada a efeito na sede da Casa de Entre Douro e Minho, com o fim de serem tomadas resoluções acerca da questão. Ali se congregaram os representantes das casas regionais da capital - que são em número, de 27- e os delegados da Federação das Sociedades de Educação e Recreio, que engloba 605 agremiações, espalhadas por todo o País.

Foram aprovadas nessa reunião as bases de uma exposição a apresentar ao Governo, e, porque já corre impressa, todos podem facilmente tirar dela as suas ilações sobre o assunto. Por mim, direi que me impressionou vivamente o flagrante contraste que desse bem elaborado documento público ressalta entre a actuação que está permitida à Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses -que não reúne todos os autores nacionais em igualdade de direitos e não poderá continuar cora a existência que tem - e a actuação que exerce a coberto da sanção do Estado."

CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA: OS RATOS ABANDONAM O NAVIO!

Presidente da Direcção anuncia aos sócios que não se recandidata a futuro mandato

A Casa do Concelho de Ponte de Lima, em Lisboa, foi fundada em 2 de Fevereiro de 1987. Coube à primeira Direcção, maioritariamente constituída por sócios fundadores, entre outras a tarefa de obter instalações com vista ao funcionamento da sua sede social. Em Novembro desse ano, a Câmara Municipal de Lisboa cedeu as instalações, sitas na rua de Campolide, que se mantiveram até ao momento. Porém, foi então transmitida à Direcção a informação acerca do destino das mesmas ou seja, a sua demolição com vista à execução do projecto do arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles.

CCPL 011.JPG

À excepção de um curto período de contactos com a Câmara Municipal de Lisboa com vista a preparar a deslocalização da sede social da Casa de Ponte de Lima, as sucessivas direcções negligenciaram a solução do problema, preferindo entreter-se a jogar às cartas e beberricar malgas de vinho. Agora, encontram-se perante a iminência da demolição do espaço a fim de proceder ao prolongamento do “corredor verde” que liga ao Parque Florestal de Monsanto. E, como nem todos possuem a coragem e competência para resolver os problemas como os fundadores fizeram, eis que os ratos começam a abandonar o navio antes que este se afunde!

Desorientados, não esperam pelo término do mandato nem tão pouco têm em consideração o apelo recentemente lançado pelo Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, na sua qualidade de Presidente da Assembleia Geral daquela Instituição regionalista. Apenas esperam que surja alguém disposto a segurar a batata quente… a propósito, é elucidativa a missiva que o actual presidente da Direcção acaba de endereçar a todos os sócios, a qual seguidamente se transcreve na íntegra.

CCPL 008.JPG

“É com enorme respeito e profundo agradecimento que me dirijo a todos os sócios da Casa do Concelho de Ponte de Lima, pelo apoio incondicional que deram à minha direcção desde o primeiro ao último minuto do nosso mandato.

Em Março de 2017, fecha-se um ciclo iniciado em Fevereiro de 2014. Existe em todos nós o sentimento do dever cumprido. Foram tantas as tarefas e realizações levadas a cabo ao longo dos três últimos anos, tantas emoções vividas que, de certa forma, sinto ter honrado todos aqueles que em mim confiaram. Estou convicto de tudo ter feito com o único objectivo de humildemente servir a minha gente e a minha querida terra.

Aos meus queridos colegas de direcção, deixo uma palavra de enorme apreço e consideração pela confiança que depositaram em mim, não esquecendo a solidariedade e companheirismo, bem como a abnegação e espírito de sacrifício demonstrado. Graças a isso, foi possível implementar uma estratégia agregadora e inovadora, com objectivos perfeitamente identificados e na sua grande maioria alcançados.

Muitos sabem receber, poucos sabem dar! Este foi o tempo de tudo darmos sem nada pedir em troca! Fomos altruístas! Acabámos todos juntos, tal como começámos. Isso explica, em parte, o sucesso da jornada que levámos a cabo.

Muito fizemos! Mas, muito há para fazer por esta magnífica instituição limiana!

A vida empresarial rege-se por projectos a médio e longo prazo. Tendo eu a perfeita noção dos novos desafios profissionais que me esperam em 2017, tive o cuidado de informar todos os elementos dos órgãos sociais e associados presentes na assembleia geral de Fevereiro de 2016 (está mencionado em acta), de que não me recandidataria a novo mandato em 2017, por manifesta falta de tempo para me dedicar à causa, como até aqui. Por isso, é tempo de outros exercerem o seu dever de cidadania, assumindo responsabilidades no sentido de continuar a elevar bem alto o bom nome da nossa casa regional e por conseguinte a cultura e tradição limianas.

Um forte abraço a todos e até sempre,

Víctor Prego de Castro

Presidente da Direcção”

DSCF1793 ccpl-grafiti (2).JPG

CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA: QUE FUTURO?

Trinta anos após a sua constituição, a Casa de Ponte de Lima está à beira do seu desaparecimento

Dentro de pouco mais de um mês, passam precisamente 30 anos sobre a data da fundação, em Lisboa, da Casa do Concelho de Ponte de Lima. Na tarde do dia 2 de Fevereiro, um grupo de nove limianos celebrou no 21º Cartório Notarial de Lisboa a escritura de constituição daquela associação regionalista.

img293

A obstinada recusa por parte da Casa do Minho em aceitar a constituição de um núcleo de limianos nas suas estruturas foi determinante para o surgimento da Casa do Concelho de Ponte de Lima. Em 1986, o autor destas linhas viu-se coagido a abandonar o cargo de vogal da Direcção daquela entidade para, com o apoio incondicional do então presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Dr. Francisco Maia de Abreu de Lima, dar início ao processo de constituição da Casa de Ponte de Lima. A publicação em diversos jornais do Minho de uma “Carta Aberta aos Minhotos que Residem em Lisboa” veio desfazer mitos e despertar consciências para uma nova realidade.

A Casa do Concelho de Ponte de Lima nasceu, pois, da vontade expressa dos limianos que residem em Lisboa em constituir uma associação que os congregasse e, através da qual, pudessem divulgar e promover as potencialidades do Concelho de Ponte de Lima.

578087_442609552486230_1187675705_n

Com efeito, dois meses antes, decorreu nos arredores de Lisboa um almoço de confraternização – o 2º Almoço Limiano – durante o qual foi realizado um inquérito escrito no qual todos os presentes foram convidados a manifestar a sua opinião acerca da criação de uma associação regionalista. À falta de outra entidade que representasse o Concelho de Ponte de Lima e reunisse à sua volta os limianos, todos os presentes se manifestaram positivamente por essa iniciativa.

Caracterizou-se a primeira década da sua existência por uma fase de imparável crescimento que teve o seu auge entre os anos 1994 e 1997, com uma vasta e diversificada programação cultural que entre outras iniciativas incluiu a realização de conferências, edições em livro e, sobretudo, as quatro edições da “Festa de Portugal” que atraíram ao Pavilhão Carlos Lopes e ao Parque Eduardo VII milhares de pessoas para assistir anualmente a perto de duas dezenas de representações da cultura popular das mais diversas regiões do país.

7129174_68ZMd

A partir de então, a actividade parou de crescer, virando-se cada vez mais para dentro, acabando por entrar numa fase de acentuado declínio, jamais contrariado até ao presente. Desde há vários anos que mais se assemelha a uma taberna do que propriamente a uma verdadeira casa regional. Todas as iniciativas que deram notoriedade ao regionalismo limiano – incluindo os almoços limianos! – deixaram de realizar-se e, aos poucos, os sócios foram deixando de acompanhar as suas actividades.

O relacionamento com as casas regionais congéneres degradou-se e a sua preponderância no movimento regionalista apagou-se. Resta a arrogância pela qual são os seus actuais responsáveis reconhecidos pela comunidade minhota em geral!

Em desespero, os próprios estatutos foram alterados para permitir que elementos estranhos a Ponte de Lima pudessem assumir as responsabilidades directivas reservadas aos limianos. E, por fim, passou a servir objectivos estranhos ao próprio concelho de Ponte de Lima.

Por outras palavras, a Casa do Concelho de Ponte de Lima já não observa a natureza e fins para que foi criada, apesar de se encontrarem consagrados nos seus próprios estatutos.

img693

No que às suas instalações diz respeito, decorridas três décadas desde a sua fundação, a Casa de Ponte de Lima debate-se com um problema que, apesar de previsível, a sua resolução foi negligenciada pelas sucessivas direcções: o prolongamento do “corredor verde” que liga o Parque Eduardo VII ao Parque Florestal do Monsanto vai implicar a requalificação da área da rua de Campolide onde a sua sede social se encontra instalada.

Para além das demolições já efectuadas – as quais não incluíram ainda as instalações da Casa de Ponte de Lima porque estas servirão de apoio à empresa e aos seus trabalhadores enquanto as obras durarem – os trabalhos deverão arrancar em força já no começo do próximo ano e ficarem concluídos até à realização das próximas eleições autárquicas.

Trata-se da execução do projecto concebido pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Teles que já era do conhecimento dos fundadores e da primeira Direcção desde 1987, incluindo o destino das instalações cedidas pela Câmara Municipal de Lisboa à Casa do Concelho de Ponte de Lima.

Em meados da década de 90, iniciaram-se os contactos com a autarquia lisboeta a fim de atempadamente se encontrar uma solução de futuro para a Casa de Ponte de Lima que previa a construção de novas instalações, na expectativa também da expansão das suas próprias actividades. Tais contactos foram suspensos em consequência de uma atitude infeliz do então presidente da Direcção que comprometeu o apoio que estava a ser dispensado pela Junta de Freguesia de Campolide. E, desde então, nunca mais se reiniciaram os contactos, passando as sucessivas direcções a abrir a porta com a mesma despreocupação de quem está convencido de que a situação se iria manter por tempo indeterminado… até à chegada das escavadoras!

DSCF1793 ccpl-grafiti (7).JPG

A situação em que actualmente se encontra a Casa do Concelho de Ponte de Lima exige uma rápida resolução do problema das suas instalações. Não será certamente a mais desejável uma vez que a solução terá em linha de conta as suas reais necessidades mas é seguramente a que viabilizará a continuação das suas actividades, sob pena de ficar condenada à sua extinção.

Mas, numa altura em que esta Instituição regionalista mais precisa do empenho de todos, a começar pelos seus responsáveis, estes preferem enterrar a cabeça na areia e enganar os seus associados acerca do destino que está traçado para as instalações, procurando da frontalidade com que retratamos a situação fazer o bode expiatório dos seus falhanços e incompetência. Como se fossem os fundadores e não eles próprios, que pelos sócios foram eleitos para tomarem os destinos da associação, os responsáveis pelo seu próprio falhanço.

E, receando as tormentas que se avizinham, eis que os ratos começam a abandonar o navio!

Carlos Gomes

CASA DE PONTE DE LIMA EM LISBOA ADERE AO GRAFITI

A Casa do Concelho de Ponte de Lima em Lisboa está neste momento a proceder à execução de uma pintura mural no lado exterior de um dos muros que resguardam a sua entrada. Trata-se de um graffiti com motivos típicos de Ponte de Lima em forma de propaganda regionalista.

DSCF1793 ccpl-grafiti (2).JPG

Mais do que apresentar uma obra de arte urbana com valor artístico, pretende-se com esta iniciativa reduzir o impacto negativo resultante das demolições efectuadas em torno das suas instalações que têm em vista o prolongamento do “corredor verde” que liga ao Monsanto e cujas obras deverão arrancar em breve, de acordo com informação que recebemos da Câmara Municipal de Lisboa através da Junta de Freguesia de Campolide. Entretanto, aquelas instalações servirão de apoio à equipa de trabalhadores que se encontram envolvidos no projecto.

DSCF1793 ccpl-grafiti (7).JPG

Frequentemente associado a uma cultura suburbana onde pontificam os mais diversos grupos de transgressão das normas sociais, os graffiti, na forma como actualmente se apresenta, tem a sua origem no movimento de contracultura surgido um pouco por toda a Europa por ocasião do levantamento estudantil do Maio de 1968, em Paris. Considerado frequentemente como um ato de vandalismo condenado por lei, o próprio ato de produção dos graffiti é assumido como um ato de rebeldia em relação à ordem estabelecida.

CCPL 008.JPG

Convém, antes de mais, estabelecer uma clara distinção entre o mural de graffiti concebido com reconhecida qualidade artística e contendo uma mensagem da reles pichagem que apenas conspurca as paredes e não respeita o direito à propriedade e ao asseio urbano.

Existem graffiti que constituem autênticas obras de arte, transmitindo preocupações de natureza política, social ou ambientais através de representações críticas e emocionais. Com evidentes traços característicos do expressionismo, surrealismo e simbolismo, alguns das pinturas destes murais podem muito bem serem consideradas verdadeiras manifestações estéticas do neo-expressionismo. Não é o caso das pinturas murais em apreço que, sem qualquer preocupação estética, apenas procuram disfarçar um cenário de demolições.

DSCF1793 ccpl-grafiti (8).JPG

DSCF1793 ccpl-grafiti (9).JPG

DSCF1793 ccpl-grafiti (10).JPG

DSCF1793 ccpl-grafiti (11).JPG

MUNICÍPIO DE LISBOA CONFIRMA: EXTENSÃO DO CORREDOR VERDE DE MONSANTO ATRAVESSA O LOCAL ONDE SE ENCONTRA A CASA DE PONTE DE LIMA

Tal como já anteriormente referimos, a Câmara Municipal de Lisboa confirma que o espaço onde se encontra instalada a sede social da Casa do Concelho de Ponte de Lima está destinado à extensão do Corredor Verde de Monsanto. Por conseguinte, aquelas instalações irão ser demolidas, sendo entretanto utilizadas como estaleiro da obra, o que aliás já se verifica.

CCPL 011.JPG

Mas, para que não restem dúvidas, passamos a transcrever o e-mail recebido do Presidente da Junta de Freguesia de Campolide:

“Caro Vizinho Carlos Gomes,

Antes de mais agradecer o seu e-mail.

De acordo com a informação disponibilizada pela Câmara Municipal de Lisboa, responsável pela gestão desse espaço, será feita nesse local a extensão do Corredor Verde de Monsanto.

No entanto, começará muito em breve uma grande intervenção naquele troço da Rua de Campolide sendo provável que, durante o período da obra, aquela zona possa vir a funcionar como zona de estacionamento ou, eventualmente, estaleiro da obra. Neste momento são todos os pormenores de que disponho.

Disponha dos meus contactos, por este ou outro assunto, sempre que necessitar.

Um abraço,

André Nunes de Almeida Couto

Presidente da Junta de Freguesia de Campolide”

CCPL 008.JPG

COUVADA À MINHOTA JUNTA À MESA MINHOTOS QUE VIVEM EM LISBOA

“Uma boa mesa para uma boa política regionalista!”

- A Casa do Minho mantém-se fiel à divisa que criou ao tempo do saudoso jornalista Artur Maciel.

Era a sopa do humilde lavrador. De feijão com couves era ela era feita. Mas acrescentavam-lhe outros condimentos para a tornar mais bem apaladada como alguns feijões e osso do espinhaço. Antes de saírem de casa para as lides do campo, deixavam o pote ao lume e deixavam-na a cozer. Quando regressavam da lavoura, algumas couves que traziam das leiras eram cegadas e metidas no pote juntamente com a chouriça. Por fim, comia-se a garfo as couves ou apresigo e, depois, o caldo que em dias melhorados fazia as delícias do pobre agricultor e aconchegava o estômago nos frios dias de outono.

20161113_134908.jpg

Para além dos minhotos, o repasto contou ainda com a participação do Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, Dr Pedro Delgado Alves que é também Vice-presidente da bancada parlamentar do Partido Socialista na Assembleia da República e do Secretário da Junta de Freguesia Dr. Patrocínio César.

A Casa do Minho em Lisboa não deixa os seus créditos por mãos alheias e, ciente da sua missão em promover tudo o que de mais genuíno existe nas nossas tradições, realizou hoje mais uma vez a tradicional couvada à minhota, chamando a si muitos dos nossos conterrâneos que não esquecem as suas origens e tudo fazem para preservar a nossa identidade cultural.

Mal começava o Outono e com ele as longas noites passadas à lareira, as couves faziam parte da alimentação diária do pobre camponês. Juntava-lhe as batatas, o feijão, a chouriça e, de um modo geral, um pouco de tudo quanto a lavoura lhe oferecesse. Era um verdadeiro manjar dos deuses.

Merece também uma especial referência a Casa do Minho em Lisboa pela primazia que dá à cozinha tradicional minhota, contribuindo desta forma para preservar o nosso património cultural divulgando uma das especialidades gastronómicas que corre o risco de desaparecer, fazendo jus à divisa legada em tempos idos pelo gastrónomo e jornalista Artur Maciel: Uma boa mesa para uma boa política regionalista!

20161113_140548 (1).jpg

Remonta ao século IV Antes de Cristo a origem da couve, altura em que os gregos a descobriram na região da Jônia e dela se surpreenderam pelos seus poderes medicinais, para além das suas virtudes culinárias. Porém, foram os romanos que a trouxeram para a Península Ibérica e nos deram a conhecer, passando a constituir o género de verdura mais consumida até aos finais da Idade Média.

Rica em fibras, iodo, cálcio, potássio, enxofre, magnésio e ômega 3; além de vitaminas A, B1, B2, B6, C e K, a couve é uma hortaliça da família Brassicaceae, constituindo um alimento de baixa caloria, desde sempre utilizado no tratamento de doenças estomacais, tendo vindo com o tempo a revelar-se como um excelente anti-inflamatório, antibiótico e anti-irritante natural, aplicado no combate a gripes, problemas hepáticos, renais e menstruais; artrite, bronquite, hemorroidas, úlceras e pedras nos rins e, na medicina alternativa, como vermífugo, para evitar ressacas, e até mesmo para baixar a febre, quando aplicada em forma de cataplasma.

Conhecida na Galiza por “verça”, a variedade de couve-galega é no Minho responsável por uma das melhores iguarias da cozinha tradicional portuguesa – o caldo verde – considerada uma das 7 maravilhas da gastronomia de Portugal!

O paladar constitui um dos sentidos que o minhoto sempre conserva e o mantém permanentemente ligado ao seu rincão natural, ao seu pedaço de Minho!

20161113_134851.jpg

20161113_134900.jpg

20161113_134923.jpg

20161113_134930.jpg

20161113_134943.jpg

20161113_134948.jpg

20161113_140252.jpg

20161113_140257.jpg

20161113_140302.jpg

20161113_140351.jpg

20161113_140354.jpg

20161113_140424.jpg

20161113_140443.jpg

CERVEIRENSES REUNEM-SE EM LISBOA EM ALMOÇO CONVÍVIO

Momento de reencontro, de partilha de memórias e de minimização da saudade. Mais um ano, e cerca de 300 cerveirenses a viver em Lisboa reuniram-se, este domingo, num almoço-convívio, integrado na comemoração do VII Aniversário da Casa Cerveirense. Representantes do Executivo e da Assembleia Municipal presenciaram o orgulho da alma cerveirense na capital.

13256495_1285968898098770_6290481133263343246_n.jpg

Anualmente, o primeiro domingo do mês de novembro é dedicado à preservação e valorização da identidade cerveirense daqueles que, por razões várias, estão a viver fora do concelho, mas são do concelho. Este ano não foi exceção, o almoço-convívio voltou a reunir mais de três centenas de cerveirenses a residir em Lisboa, onde Cerveira, ‘Vila das Artes’, foi o centro das atenções.

Sempre com sala cheia, os aniversários da Casa Cerveirense desempenham um papel muito importante no encurtar de distâncias e da saudade, proporcionandoreencontros entre familiares e amigos, a troca de animadas conversas, a partilha de histórias e de memórias de outros tempos.

O Município cerveirense fez-se representar pela Vereadora Aurora Viães e o Presidente da Assembleia Municipal Vitor Nélson, que tiveram oportunidade de confraternizar com os presentes e retribuir a amizade e o carinho. “As casas concelhias são fundamentais para ajudar os municípios a manter ocontacto com as suas gentes. A forte ligação à terra natal e às raízes é fundamental para o crescimento sustentado dos concelhos, e Vila Nova de Cerveira agradece o empenho e vivacidade destas suas gentes que não esquecem as suas origens”, disseAurora Viães.

Para além da boa gastronomia,o ambiente foi de animação tipicamente alto-minhota, com tocadores de concertina e atuação do Rancho Folclórico da Casa do Minho. Houve igualmente espaço para uma troca simbólica de lembranças, o corte do bolo de aniversário com o entoar de parabéns e ainda um sorteio de rifas cuja receita angariada reverte a favor dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Cerveira.

A Casa Cerveirense em Lisboa, atualmente dirigida por Rosa Paula Brito e tendo como presidente da Mesa da Assembleia Beatriz Gameiro, tem por fim o convívio e a solidariedade social entre os cerveirenses em geral e os seus sócios em particular. Foi fundada por cerveirenses residentes em Lisboa e no concelho, com o intuito de fomentar o associativismo e o convívio, inclusive entre as gerações mais novas, preservando a cultura e os valores da comunidade cerveirense.

14947539_1818585055023089_3819125442549236728_n.jpg

CASA DO MINHO EM LISBOA JUNTA MINHOTOS AO TOQUE DA CONCERTINA

A Casa do Minho em Lisboa realizou no passado dia 9 de Outubro mais uma edição do Encontro de Tocadores de Concertina, uma iniciativa que regista sempre grande adesão sobretudo por parte dos nossos conterrâneos radicados naquela região.

14690869_1204853569558310_5618295075012969862_n.jpg

Em Telheiras, o local escolhido foi o Auditório Orlando Ribeiro. E a festa foi bem minhota, muito ao gosto das nossas gentes. E, concertinas não faltaram, tal como não faltaram exímios tocadores que deram mostras do seu talento.

Sucedâneo de vários instrumentos musicais cujo som, produzido por palhetas que vibravam por meio da pressão de ar, a concertina difundiu-se por toda a Europa e ainda no Brasil a partir da segunda metade do século XVIII, tornando-se graças à peculiar sonoridade que o caracteriza, um dos instrumentos de música popular que mais rapidamente foi adotado pelo povo, tornando-se porventura o mais apreciado sobretudo pelas gentes do Minho.

Os encontros de tocadores, bem assim as respetivas escolas, têm vindo a popularizar ainda mais um instrumento musical que há alguns anos corria o risco de desaparecer devido à falta de tocadores.

Fotos: Manuel Santos

14590377_1204852646225069_336611105478226345_n.jpg

14610912_1204851549558512_3676980033484761982_n.jpg

14632886_1204847376225596_245895220873795413_n.jpg

14656306_1204955916214742_2887299756331672183_n.jpg

14670657_1204846252892375_3262239597374337045_n.jpg

MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA COMPROMETE-SE COM DESTINO DA CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Engº Victor Mendes, declarou publicamente o seu incondicional apoio, no passado dia 2 de outubro, à recandidatura do sr. Prego, ao cargo de Presidente da Direção da Casa do Concelho de Ponte de Lima.

14572162_1198654190178248_4735457901257690231_n.jpg

Embora tal declaração possa parecer estranha uma vez que se trata de um órgão de eleição democrática, esta manifestação de apoio apenas pode ser entendida como um compromisso com o futuro daquela instituição regionalista, precisamente num momento em que se confronta com a emergência de encontrar uma solução para a reinstalação a curto prazo da sua sede social.

14572162_1198654190178248_4735457901257690231_n2.jpg

Tal como previsto desde que em 1987, a autarquia lisboeta atribuiu o espaço que serviu ao longo de quase três décadas para o seu funcionamento, as suas instalações vão a breve trecho serem demolidas para servirem de prolongamento ao “corredor verde” projetado pelo arquiteto Gonçalo Ribeiro Teles.

Tratando-se de uma entidade reconhecida como de utilidade pública que desde o início mantém um contrato de arrendamento com a Câmara Municipal de Lisboa, esta entidade não deixará certamente a Casa do Concelho de Ponte de Lima de forma desamparada. Aliás, encontrará seguramente uma solução de acordo com as suas necessidades, o que não significa necessariamente as suas ambições… mas, as palavras do Engº Victor Mendes comprometem a autarquia limiana na melhor solução so problema!

2016-09-30 ccpl (4).jpg

FALECEU MÁRIO WILSON – UM AMIGO DO MINHO E DOS MINHOTOS!

O Dr Mário Wilson deixou hoje o nosso convívio. Contava 86 anos de idade. Era natural de Lourenço Marques, como então se designava a cidade de Maputo ao tempo colonial. Foi em vida um dos mais consagrados jogadores e treinadores do futebol português, dispensando-se qualquer apresentação da sua biografia.

10298687_635454989868351_5000618674927063246_n.jpg

Porém, não queremos deixar de registar a amizade que o ligava ao Minho e aos minhotos, tendo ainda em 11 de maio de 2014 marcado presença numa festa levada a efeito pela Casa do Minho em Lisboa, nas instalações da Academia de Santo Amaro. E, é precisamente dessa ocasião que em jeito de homenagem, o BLOGUE DO MINHO deixa aqui o registo fotográfico.

10302539_635456469868203_4122982727178216277_n.jpg

16942922_3Gdc5.jpeg

CASA DO MINHO EM LISBOA: O FOLCLORE É O ESTEIO DO REGIONALISMO!

O Rancho Folclórico da Casa do Minho participou hoje no IV Festival de Folclore organizado pelo Rancho Folclórico Alegria Do Minho (Assorpim), na cidade da Amadora.

RFAlegriaMinho 049 (2).JPG

Constituído no seio da Casa do Minho – a mais antiga associação regionalista minhota em Lisboa – o rancho folclórico tem constituído ao longo da sua existência o principal esteio da atividade regionalista desta associação.

Este grupo folclórico é considerado o mais antigo grupo folclórico minhoto na região de Lisboa, apesar dos prolongados períodos em que a sua atividade esteve suspensa. Curiosamente, com a sua participação neste evento patrocinou uma iniciativa do mais jovem grupo folclórico minhoto ali sediado.

O Rancho Folclórico da Casa do Minho levou consigo as músicas e os trajes, as danças e os cantares recolhidas um pouco por todo o Minho, as quais foram bastante aplaudidas pelo numeroso público que se juntou no Parque Central para assistir à atuação dos grupos folclóricos.

A festa na Amadora foi minhota e decorreu sob o signo da alegria, fazendo jus ao grupo organizador da iniciativa – o Rancho Folclórico Alegria Do Minho (Assorpim) – constituído por minhotos radicados naquela cidade dos arredores de Lisboa.

Além do Rancho Folclórico da Casa do Minho, participaram ainda o Rancho Folclórico do Centro Desportivo e Cultural de Outeiro e o Grupo Etnográfico de São Lourenço da Montaria, ambos de Viana do Castelo, o Grupo Etnográfico de S. Paio de Guimarei – Santo Tirso e o anfitrião Rancho Folclórico Alegria Do Minho (Assorpim), sediado na Amadora.

RFAlegriaMinho 056 (2).JPG

RFAlegriaMinho 060 (2).JPG

RFAlegriaMinho 061 (2).JPG

RFAlegriaMinho 092 (2).JPG

RFAlegriaMinho 544 (1).JPG

RFAlegriaMinho 559 (1).JPG

RFAlegriaMinho 560.JPG

RFAlegriaMinho 561.JPG

RFAlegriaMinho 562.JPG

RFAlegriaMinho 567.JPG

RFAlegriaMinho 592.JPG

RFAlegriaMinho 662.JPG

MINHO É ALEGRIA – FOLCLORE É ALEGRIA DO MINHO!

A cidade da Amadora vestiu-se hoje com as alegres cores do Minho. As gentes da localidade assomaram às varandas para ver o cortejo etnográfico que percorreu as ruas da freguesia da Mina de Água em direção ao Parque Central, onde uma numerosa assistência os aguardava para assistir à sua atuação. A presidente da Câmara Municipal da Amadora, Drª Carla Tavares, deu as boas-vindas a todos os agrupamentos presentes no festival.

RFAlegriaMinho 455.JPG

De Viana do Castelo vieram o Rancho Folclórico do Centro Desportivo e Cultural de Outeiro e o Grupo Etnográfico de São Lourenço da Montaria. De Santo Tirso, localidade que faz parte da mesma região geo-etnográfica d’Entre-o-Douro-e-Minho, veio o Grupo Etnográfico de S. Paio de Guimarei. Também a comunidade minhota radicada em Lisboa fez-se representar pelo Rancho Folclórico da Casa do Minho. E, como não podia deixar de suceder, o anfitrião deste IV Festival de Folclore fez as “honras da casa” como é costume dizer-se: o Rancho Folclórico Alegria Do Minho (Assorpim), da Amadora.

O Rancho Folclórico Alegria Do Minho (Assorpim) e foi legalmente constituído no dia 29 de agosto de 2013. Constituído no seio da Associação de Reformados Pensionistas e Idosos da Mina (ASSORPIM), este grupo está sediado na Junta de Freguesia da Mina, no Concelho da Amadora.

Em termos etnográficos, pretendem abranger na sua representação toda a região do Minho, quer nas danças e cantares, quer nos trajes com que se apresenta. Do seu reportório constam as mais lindas modas do nosso folclore como a Ritinha, Rosinha, Chula Picada, Rusga, Cana Verde, Vira de Viana, Linda Morena e o Picadinho.

Com apenas 4 anos de existência, o Rancho Folclórico Alegria Do Minho (Assorpim) é o mais jovem agrupamento folclórico minhoto na região de Lisboa e revela já uma notável capacidade de iniciativa, como se comprova através do programa que acaba de realizar no âmbito deste IV Festival de Folclore.

RFAlegriaMinho 001.JPG

RFAlegriaMinho 003-2.jpg

RFAlegriaMinho 006.JPG

RFAlegriaMinho 016.JPG

RFAlegriaMinho 020.JPG

RFAlegriaMinho 023.JPG

RFAlegriaMinho 098.JPG

RFAlegriaMinho 101.JPG

RFAlegriaMinho 103.JPG

RFAlegriaMinho 111.JPG

RFAlegriaMinho 120.JPG

RFAlegriaMinho 164.JPG

RFAlegriaMinho 174.JPG

RFAlegriaMinho 193.JPG

RFAlegriaMinho 042.JPG

RFAlegriaMinho 043.JPG

RFAlegriaMinho 030.JPG

RFAlegriaMinho 079.JPG

RFAlegriaMinho 087.JPG

RFAlegriaMinho 036.JPG

RFAlegriaMinho 083.JPG

RFAlegriaMinho 084.JPG

RFAlegriaMinho 136.JPG

RFAlegriaMinho 049.JPG

RFAlegriaMinho 056.JPG

RFAlegriaMinho 060.JPG

RFAlegriaMinho 061.JPG

RFAlegriaMinho 092.JPG

RFAlegriaMinho 544.JPG

RFAlegriaMinho 559.JPG

MINHOTOS EM LISBOA FAZEM ROMARIA A S. TIAGO E A NOSSA SENHORA DO MINHO

Macaenses participam na festa

A festa começou com a Missa campal celebrada pelo padre Alexandre em Honra de Nossa Senhora do Minho e S. Tiago, seguida de procissão solene que percorreu as ruas daquela localidade.

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 019.JPG

A tarde folclórica foi iniciada com a participação especial do grupo “Macau no Coração” cuja atuação sensibilizou o público presente, lembrando os laços fraternos que os portugueses criaram comos povos mais longínquos e que perduram nos seus corações.

Seguiu-se a atuação do Rancho Folclórico da Casa do Minho que, como é seu apanágio, representou um pouco do folclore de toda a região.

Por seu turno, o Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia – Moita exibiu as danças e cantares, usos e costumes de outrora das gentes da região caramela. Trata-se de uma zona a sul da Estremadura que, nos começos do século XIX, recebeu numerosas gentes da Beira Litoral, sobretudo dos concelhos de Mira e Cantanhede que ali acabaram por si fixar.

E, a encerrar a festa, o Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez, convidando o numeroso público para o habitual “vira geral”.

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 029.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 030.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 031.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 033.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 034.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 044.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 045.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 070.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 121.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 124.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 133.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 135.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 144.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 147.JPG

 

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 007.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 009.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 011.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 013.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 212.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 073.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 023.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 025.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 060.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 079.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 318.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 332.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 172.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 173.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 320.JPG

ARCUENSES EM LISBOA LEVAM FOLCLORE À FESTA DA CASA DO MINHO

As gentes de Arcos de Valdevez radicadas na região de Lisboa cantaram e dançaram na Romaria Minhota organizada pela Casa do Minho. Sempre muito aplaudido, o Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez mostrou como outrora se cantava e dançava nas aldeias do seu concelho.

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 217.JPG

A festa começou com a Missa campal celebrada pelo padre Alexandre em Honra de Nossa Senhora do Minho e S. Tiago, seguida de procissão solene que percorreu as ruas daquela localidade.

A tarde folclórica foi iniciada com a participação especial do grupo “Macau no Coração” cuja atuação sensibilizou o público presente, lembrando os laços fraternos que os portugueses criaram comos povos mais longínquos e que perduram nos seus corações.

Seguiu-se a atuação do Rancho Folclórico da Casa do Minho, o Rancho Etnográfico de Danças e Cantares da Barra Cheia – Moita e, como os últimos são os primeiros, o Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez encerrou a festa, convidando o numeroso público para o habitual “vira geral”… e este aderiu com entusiasmo, esforçando-se por acertar o passo ao ritmo do folclore arcuense!

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 009.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 011.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 013.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 212.JPG

 

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 256.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 258.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 270.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 271.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 273.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 292.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 301.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 309.JPG

ROMARIA MINHOTA CASA DO MINHO 310.JPG

SEDE DA CASA DE PONTE DE LIMA EM LISBOA VAI SER DEMOLIDA

A sede social da Casa do Concelho de Ponte de Lima, em Lisboa, vai ser demolida. Os trabalhos já se iniciaram e todos os prédios em redor já foram demolidos com vista à requalificação urbana daquela zona degradada da rua de Campolide que inclui o alargamento daquela movimentada artéria da cidade e dar continuidade ao "corredor verde" que atravessa aquele local.

CCPL 011.JPG

O prédio onde desde 1988, funcionou a Casa de Ponte de Lima, é propriedade da Câmara Municipal de Lisboa, tendo anteriormente ali estado instalada uma fábrica de construção de elevadores da marca “Celta”.

Durante a primeira década de existência, os dirigentes daquela associação regionalista planeavam a construção de novas instalações noutro local de acordo com um projecto ambicioso com vários pisos que incluía a instalação de biblioteca, sala de exposições, áreas de alojamento e uma quinta típica, tendo chegado inclusive a efectuar diligências nesse sentido junto da Câmara Municipal de Lisboa. Porém, o abandono desse objectivo e a condução errática que vem seguindo estão a condená-la ao desaparecimento.

A sua reinstalação poderá ser resolvida através da cedência de novas instalações por parte da autarquia lisboeta a qual, certamente, terá em consideração as suas reais necessidades que serão determinadas pela actividade que ultimamente vem mantendo, o que pressagia tempos difíceis para aquela coletividade.

CCPL 008.JPG

CCPL 013.JPG