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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

RUI AGUILAR CERQUEIRA VAI A LOURES FALAR DO FOLCLORE E DO REGIONALISMO NA ÁFRICA AUSTRAL

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures

O Grupo Folclórico Verde Minho promove mais uma conferência dedicada ao folclore e ao regionalismo a ter lugar já no início do próximo ano. Rui Aguilar Cerqueira, antigo dirigente da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico vai, no próximo dia 24 de Março, proferir uma palestra subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”.

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A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico.

A iniciativa tem lugar a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, espaço onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, junto ao Parque da Cidade. Existe excelente estacionamento no local.

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Como é sabido, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram também o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955.

Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e, todos os anos continuam a reunir-se no Minho em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!

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Rui Aguilar Cerqueira nasceu em 1955, no Hospital Miguel Bombarda, em Lourenço Marques, como então se designava a capital de Moçambique, actual cidade do Maputo. Descende pelo lado paterno de naturais de Arcos de Valdevez – o pai chamava-se Abel Cerqueira – e, por parte da mãe, Maria Adelaide Varela Aguilar Cerqueira, de lisboetas.

Viveu, estudou e trabalhou como até aos 22 anos Agente Técnico de Apuramentos Estatísticos no Ministério da Agricultura, em Lourenço Marques.

Após a independência de Moçambique ocorrida em 25 de Junho de 1975, regressou a Portugal na companhia de toda a família e fixou residência em Braga.

Recomeçando a vida, deu então inicio a uma nova vida profissional, passando a exercer funções nas empresas multinacionais alemãs “Grundig Electrónica Portuguesa”, “Blaupunkt Auto Rádio Portugal, Lda ” e “BOSCH BRG”, durante 38 anos, como Técnico de Electrónica-Oficial.

Praticou desporto e foi atleta federado em Hóquei em Patins e Voleibol.

Durante a sua permanência em Moçambique, integrou a Casa do Minho de Lourenço Marques e o seu Rancho Folclórico composto por 80 elementos, representando a região minhota, com as suas danças e cantares tradicionais, com especial incidência no Alto Minho.

Sendo o seu falecido pai o ensaiador do grupo, era natural que os seus dois filhos ainda de tenra idade integrassem o Rancho juntamente com outras crianças, formando assim o respectivo Rancho Infantil cuja constituição ocorreu por volta de 1959. Tinha por essa altura apenas 4 anos de idade e o seu irmão, com apenas 2 anos, tornou-se a mascote do grupo folclórico.

Com o decorrer do tempo e atingida a idade indicada para passagem ao grupo dos adultos, tornou-se o par marcante e aquele que exercia a “voz de comando”.

Para além de grandes exibições em Moçambique, o Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lourenço Marques também se deslocou a África do Sul, Rodésia, Suazilândia entre outros países africanos, tendo recebido numerosas lembranças e até ganho diversos festivais folclóricos cujos troféus reuniu nas instalações da su sede social. À época era bastante comum a realização de concursos para avaliar o desempenho dos grupos folclóricos.

Com a independência política, todas as casas regionais e demais associações portuguesas existentes em Moçambique foram nacionalizadas, ficando os minhotos privados da sua Casa do Minho.

Nas fotos que apresentamos pode ver-se o rancho infantil, encontrando-se em cima, à direita, em primeiro lugar, o seu irmão Fernando Cerqueira (já falecido) e, em seguida, o sr. Rui Cerqueira. Nas duas fotos seguintes surge o seu pai, na qualidade de ensaiador, na frente a dançar o malhão traçado e, na outrao seu pai de gravata no meio do grupo. Estas fotos datam de 1960. Nas duas seguintes aparece Rui Aguilar Cerqueira, de barbas, na frente como o par marcante.

Actualmente, todos os minhotos ainda vivos que viveram naquele ambiente minhoto em terras moçambicanas – à época território português! – desde sócios, dirigentes, antigos componentes do rancho seus familiares e amigos, reunidos por Rui Cerqueira, encontram-se anualmente num almoço de confraternização, por ocasião do aniversário da associação, sempre numa diferente cidade minhota. E este “toque a reunir” que junta invariavelmente cerca de duas centenas de convivas, ocorre ininterrupetamente desde há 21 anos, tal é a saudade que os anima e o amor ao rincão natal!

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GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO NÃO PÁRA!

O Grupo Folclórico Verde Minho promove no próximo dia 24 de Março mais uma conferência dedicada ao folclore e ao regionalismo a ter lugar já no início do próximo ano. Rui Aguilar Cerqueira, sócio da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico, subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”.

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A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico.

A iniciativa tem lugar a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, espaço onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, junto ao Parque da Cidade. Existe excelente estacionamento no local.

Entretanro, o  Grupo Folclórico Verde Minho leva a efeito o FollkLoures’18 – Encontro de Culturas que terá lugar de 30 de Junho a 7 de Julho de 2018, o qual incluirá conferências, exposições, feira de produtos tradicionai e culminará com um festival de folclore a ter lugar no Parque da Cidade, em Loures.

Nesse âmbito, terá lugar nomeadamente a conferência subordinada ao tema Vilarinho da Furna: História e Tradições Populares de uma Aldeia Afundada” a ser proferida pelo Prof- Doutor Manuel Antunes, no próximo dia 30 de Junho, a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures. A iniciativa insere-se no âmbito da próxima edição do FolkLoures e deverá ser apoiada pela projecção de interessantes imagens que retatam os usos e costumes das gentes de Vilarinho da Furna, antes da aldeia ter ficado submersa nas águas da albufeira da barragem.

Entre outros grupos participantes e algumas representações etnográficas que constituirão uma surpresa, refira-se a participação do Rancho Folclórico do Grupo Desportivo de Lousa em representação da região saloia de Loures; o Grupo de Danças e Cantares do Alto do Moinho representando o Douro Litoral; o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia – Minho, o Grupo Folclórico de Penafiel – Entre-o-Douro-e-Minho; o Grupo Cultural e Etnográfico “Os Camponeses de Pias” – Serpa que traz o cante alentejano da margem esquerda do rio Guadiana e, naturalmente, o anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho, também em presentação do Minho e da comunidade minhota radicada na região saloia. A nível internacional, o FolkLoures’18 vai receber a participação do grupoPensamento Oriental - Promoção da Cultura Chinesa” que vai apresentar a Dança de Tibete, “Capriccio de Kumara”.

Por fim e não obstando outras iniciativas que poderão constituir alguma surpresa, o Dr. Augusto Flor, Presidente da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto vai proferir em Loures no próximo dia 20 de Outubro, pelas 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, uma conferência subordinada ao tema “Rodopiando entre a tradição e a inovação – o Folclore como causa”.

Entretanto, o Grupo Folclórico Verde Minho está já a agendar iniciativas para levar a efeito nos anos seguintes, inclusivamente a programação da edição do FolkLoures’19.

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RUI AGUILAR CERQUEIRA VAI A LOURES FALAR DO FOLCLORE E DO REGIONALISMO NA ÁFRICA AUSTRAL

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures

O Grupo Folclórico Verde Minho promove mais uma conferência dedicada ao folclore e ao regionalismo a ter lugar já no início do próximo ano. Rui Aguilar Cerqueira, antigo dirigente da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico vai, no próximo dia 24 de Março, proferir uma palestra subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”.

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A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico.

A iniciativa tem lugar a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, espaço onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, junto ao Parque da Cidade. Existe excelente estacionamento no local.

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Como é sabido, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram também o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955.

Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e, todos os anos continuam a reunir-se no Minho em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!

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Rui Aguilar Cerqueira nasceu em 1955, no Hospital Miguel Bombarda, em Lourenço Marques, como então se designava a capital de Moçambique, actual cidade do Maputo. Descende pelo lado paterno de naturais de Arcos de Valdevez – o pai chamava-se Abel Cerqueira – e, por parte da mãe, Maria Adelaide Varela Aguilar Cerqueira, de lisboetas.

Viveu, estudou e trabalhou como até aos 22 anos Agente Técnico de Apuramentos Estatísticos no Ministério da Agricultura, em Lourenço Marques.

Após a independência de Moçambique ocorrida em 25 de Junho de 1975, regressou a Portugal na companhia de toda a família e fixou residência em Braga.

Recomeçando a vida, deu então inicio a uma nova vida profissional, passando a exercer funções nas empresas multinacionais alemãs “Grundig Electrónica Portuguesa”, “Blaupunkt Auto Rádio Portugal, Lda ” e “BOSCH BRG”, durante 38 anos, como Técnico de Electrónica-Oficial.

Praticou desporto e foi atleta federado em Hóquei em Patins e Voleibol.

Durante a sua permanência em Moçambique, integrou a Casa do Minho de Lourenço Marques e o seu Rancho Folclórico composto por 80 elementos, representando a região minhota, com as suas danças e cantares tradicionais, com especial incidência no Alto Minho.

Sendo o seu falecido pai o ensaiador do grupo, era natural que os seus dois filhos ainda de tenra idade integrassem o Rancho juntamente com outras crianças, formando assim o respectivo Rancho Infantil cuja constituição ocorreu por volta de 1959. Tinha por essa altura apenas 4 anos de idade e o seu irmão, com apenas 2 anos, tornou-se a mascote do grupo folclórico.

Com o decorrer do tempo e atingida a idade indicada para passagem ao grupo dos adultos, tornou-se o par marcante e aquele que exercia a “voz de comando”.

Para além de grandes exibições em Moçambique, o Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lourenço Marques também se deslocou a África do Sul, Rodésia, Suazilândia entre outros países africanos, tendo recebido numerosas lembranças e até ganho diversos festivais folclóricos cujos troféus reuniu nas instalações da su sede social. À época era bastante comum a realização de concursos para avaliar o desempenho dos grupos folclóricos.

Com a independência política, todas as casas regionais e demais associações portuguesas existentes em Moçambique foram nacionalizadas, ficando os minhotos privados da sua Casa do Minho.

Nas fotos que apresentamos pode ver-se o rancho infantil, encontrando-se em cima, à direita, em primeiro lugar, o seu irmão Fernando Cerqueira (já falecido) e, em seguida, o sr. Rui Cerqueira. Nas duas fotos seguintes surge o seu pai, na qualidade de ensaiador, na frente a dançar o malhão traçado e, na outrao seu pai de gravata no meio do grupo. Estas fotos datam de 1960. Nas duas seguintes aparece Rui Aguilar Cerqueira, de barbas, na frente como o par marcante.

Actualmente, todos os minhotos ainda vivos que viveram naquele ambiente minhoto em terras moçambicanas – à época território português! – desde sócios, dirigentes, antigos componentes do rancho seus familiares e amigos, reunidos por Rui Cerqueira, encontram-se anualmente num almoço de confraternização, por ocasião do aniversário da associação, sempre numa diferente cidade minhota. E este “toque a reunir” que junta invariavelmente cerca de duas centenas de convivas, ocorre ininterrupetamente desde há 21 anos, tal é a saudade que os anima e o amor ao rincão natal!

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RUI AGUILAR CERQUEIRA VAI A LOURES FALAR DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES

Antigos sócios e amigos da ex-Casa do Minho em Lourenço Marques confraternizam este ano em Paredes de Coura

Rui Aguilar Cerqueira, membro da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico, vai no próximo dia 24 de Março, proferir em Loures uma palestra subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”. A iniciativa tem lugar no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures. A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico. A inicitava é promovida pelo Grupo Folclórico Verde Minho e conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures.

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No dia 5 de Maio, vai ter lugar em Paredes de Coura o Encontro dos minhotos que viveram em Moçambique. O Almoço-convívio tem lugar às 13 horas na Quinta de Mantelães que foi residência do Conselheiro Miguel Dantas e do Presidente da República Dr. Bernardino Machado, encontrando-se a animação a cargo do Grupo Etnográfico de Paredes de Coura. O Encontro tem lugar às 10 horas com concentração no Largo da Igreja Matriz de Paredes de Coura, seguindo-se às 10h30 a celebração de uma Missa Solene em honra dos membros falecidos da ex-Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique). Às 11h30, efectua-se uma visita ao Museu Regional de Paredes de Coura onde irão saborear os afamados Biscoitos de Milho e Café da Picha. Às 18 horas, procede-se à cerimónia de corte do bolo de aniversário daquela instituição regionalista.

Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem no Minho um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país e o regresso à metrópole dos portugueses que ali viviam, muitos dos quais ali nascidos e ainda hoje tendo aquela terra como sua. Este ano, Paredes de Coura foi o concelho escolhido se juntarem em alegre confraternização bem ao jeito da nossa região.

Entretanto, no próximo dia 24 de Março, Rui Aguilar Cerqueira, membro da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico vai a Loures proferir uma palestra subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”, a qual terá lugar no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures. A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico. A inicitava é promovida pelo Grupo Folclórico Verde Minho e conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures.

Durante duas décadas consecutivas, a Casa do Minho foi na capital do Índico o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. E, em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 63 anos!

Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

Fotos: Rui Aguilar Cerqueira / Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques - Moçambique

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PONTE DE LIMA LEVA NO PRÓXIMO ANO A LOURES O ARROZ DE SARRABULHO COM ROJÕES

A segunda edição do Almoço do Arroz de Sarrabulho com Rojões à Moda de Ponte de Lima vai ter lugar no próximo dia 3 de Fevereiro de 2019, na Cantina da Câmara Municipal de Loures, junto aos Paços do Concelho de Loures.

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O extraordinário sucesso que constituiu este ano a realização do Almoço do Arroz de Sarrabulho com Rojões à Moda de Ponte de Lima e a grande satisfação por parte dos cerca de trezentos comensais que participaram neste evento levou a organização do evento – o Grupo Folclórico Verde Minho – a combinar com a Confraria do Arroz de Sarrabulho de Ponte de Lima a repetição desta iniciativa.

Devidamente planeada e divulgada, aguarda-se que a próxima edição venha a registar mais de meio milhar de pessoas e, à semelhança deste ano, a contar com a participação das entidades representativas dos concelhos de Loures e Ponte de Lima.

ANTIGOS SÓCIOS E AMIGOS DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES CONFRATERNIZAM ESTE ANO EM PAREDES DE COURA

Rui Aguilar Cerqueira profere em Loures, no próximo dia 24 de Março, uma conferência subordinada ao tema: “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique) ”

O Encontro dos minhotos que viveram em Moçambique vai este ano ter lugar em Paredes de Coura, no próximo dia 5 de Maio. O Almoço-convívio tem lugar às 13 horas na Quinta de Mantelães que foi residência do Conselheiro Miguel Dantas e do Presidente da República Dr. Bernardino Machado, encontrando-se a animação a cargo do Grupo Etnográfico de Paredes de Coura. O Encontro tem lugar às 10 horas com concentração no Largo da Igreja Matriz de Paredes de Coura, seguindo-se às 10h30 a celebração de uma Missa Solene em honra dos membros falecidos da ex-Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique). Às 11h30, efectua-se uma visita ao Museu Regional de Paredes de Coura onde irão saborear os afamados Biscoitos de Milho e Café da Picha. Às 18 horas, procede-se à cerimónia de corte do bolo de aniversário daquela instituição regionalista.

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Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem no Minho um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país e o regresso à metrópole dos portugueses que ali viviam, muitos dos quais ali nascidos e ainda hoje tendo aquela terra como sua. Este ano, Paredes de Coura foi o concelho escolhido se juntarem em alegre confraternização bem ao jeito da nossa região.

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Entretanto, no próximo dia 24 de Março, Rui Aguilar Cerqueira, membro da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico vai a Loures proferir uma palestra subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”, a qual terá lugar no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures. A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico. A inicitava é promovida pelo Grupo Folclórico Verde Minho e conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures.

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Durante duas décadas consecutivas, a Casa do Minho foi na capital do Índico o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

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Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. E, em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 63 anos!

Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

Fotos: Rui Aguilar Cerqueira / Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques - Moçambique

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