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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PÓVOA DE LANHOSO EXPÕE FOTOGRAFIAS SOBRE O CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA

“O Caminho de Santiago de Compostela - um Caminho para todos”, no Castelo de Lanhoso

Está patente até ao dia 24 de março, no Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso, a exposição de fotografia “O Caminho de Santiago de Compostela - um Caminho para todos”. A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso conta com a parceria da Associação Espaços Jacobeus – Delegação de Braga nesta iniciativa. 

Palestra sobre os Caminhos de Santiago no Castelo de Lanhoso 1.jpg

De lembrar que esta mostra abriu ao público no passado dia 10 de março, sendo que, na mesma oportunidade, teve lugar uma palestra sobre o referido tema. “Conscientes da importância que o Castelo de Lanhoso representa para o nosso concelho, não só pela ligação histórica à D. Teresa, mas pela forma como catapulta o nome da Póvoa de Lanhoso no panorama nacional e internacional, temos vindo a reforçar e diversificar a oferta cultural para que este monumento nacional não proporcione apenas as tradicionais visitas. Queremos, portanto, aliar a carga histórica e simbólica ao mesmo tempo que incutimos sensações diferenciadoras aos visitantes, proporcionando, por outro lado, o conhecimento da história do nosso concelho”, refere o Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues. “É com base neste propósito que surgiu esta palestra e a exposição de fotografias alusivas aos Caminhos de Santiago de Compostela, pois é um tema que tem vindo a merecer a nossa melhor atenção, até porque o Castelo de Lanhoso está intimamente ligado às peregrinações ao túmulo do apóstolo Santiago, desde logo pelo Bispo D. Pedro, responsável pela reforma ocorrida no Castelo de Lanhoso, entre 1070 e 1091, e pela própria D. Teresa que também se deslocou a Santiago de Compostela. O Município pretende continuar a reforçar a atratividade deste ex-libris municipal, até porque os resultados têm sido francamente positivos”, conclui o mesmo responsável.

A palestra em torno das peregrinações ao túmulo do apóstolo Santiago, o Maior, foi o mote para elucidar os presentes sobre as exigências e as constantes superações pessoais, físicas e psicológicas, que cada um tem que ultrapassar até alcançar a catedral de Santiago de Compostela.

Quem estiver interessado em aprofundar esta temática, pode visitar a exposição até ao dia 24 de março, no interior do Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso, de quarta a domingo, entre as 10h00 e as 12h30 e entre as 14h30 e as 17h30.

A título de curiosidade, é de referir que no fim-de-semana de 11 e 12 de março (que coincidiu com o início das Festas de S. José), passaram perto de 250 pessoas pelo interior da Torre de Menagem, provenientes de países como Portugal, Espanha, Peru e Japão.

Palestra sobre os Caminhos de Santiago no Castelo de Lanhoso 2.jpg

CABECEIRAS DE BASTO EXPANDE TEATRO COM PUBLICIDADE INSTANTÂNEA

Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto “está em toda a parte”

“O CTCMCB está em toda a parte!” Este foi o tema do Flash Pub 2016 que o Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto desenvolveu entre os dias 2 e 6 de maio. Este conceito de publicidade instantânea-surpresa, intitulado Flash Pub, tem sido trabalhado ao longo dos anos numa perspetiva dinâmica para aproximar ainda mais o Centro de Teatro da comunidade cabeceirense e não só. Pretende-se expandir a forma do relacionamento deste projeto cultural que tem o teatro como eixo mas que trabalha diversas outras vertentes artísticas e sociais, mobilizando a população à sua volta num estímulo a uma produção cultural viva e ativa.

CTCMCB vai contigo a toda a parte

Falamos de atividades intergeracionais, ações descentralizadas por todas as freguesias, projetos integrados com o serviço educativo em escolas atingindo desde os Jardins de Infância ao 12º ano e cursos profissionais, iniciativas vinculadas à saúde e ao bem-estar, e sobretudo, falamos de uma programação artística rica e ampla, que valoriza os artistas locais e associações mas que também propõe uma relação com a produção cultural fora do concelho e do país.

CTCMCB gigante 2

O CTCMCB tem conseguido ampliar o alcance das produções desenvolvidas e o acolhimento de artistas nacionais e estrangeiros. Os espetáculos criados expandem cada vez mais as fronteiras de Cabeceiras de Basto e de Portugal, num reconhecimento da qualidade da produção local. Peças de teatro que atraem 800 pessoas numa sessão, dinamizam monumentos históricos, reavivam tradições e integram jovens, crianças e idosos são motivo de orgulho para todos os cabeceirenses, porque, de facto, o teatro tem estado em toda a parte. E este percurso inclui também a participação em festivais nacionais e no estrangeiro, com prémios e nomeações que reafirmam o bom caminho do trabalho artístico da população.

CTCMCB gigante 1

O teatro tem atuado como um embaixador da cultura de Cabeceiras de Basto. Cabeceiras de Basto tem sido um município embaixador do teatro na região.

O Centro de Teatro pretendeu ampliar a sua presença no quotidiano do concelho numa semana com atividades interativas e também dar-se a conhecer ainda mais dentro e fora do município. O CTCMCB está em toda a parte!

Intervenções realizadas

  1. BOM DIA! – A ALEGRIA ESTÁ EM TODA A PARTE – Intervenção surpresa nas ruas. Papéis com “bom dia” foram colocados nos carros estacionados nas ruas das vilas do Arco de Baúlhe e Cabeceiras de Basto;
  2. CTCMCB GIGANTE – Como tradição desta iniciativa, foi construído um logótipo gigante no Parque do Mosteiro, desta vez todo composto com os nomes das Freguesias que formam o concelho;
  3. O CTCMCB VAI CONTIGO A TODA A PARTE – Foram distribuídas 1.000 pulseiras por todo o concelho para que o teatro esteja ainda mais próximo das pessoas;
  4. SEMANA DO TEATRO NA RÁDIO – Em parceria com a Rádio Voz de Basto, foram apresentados quatro espetáculos do Centro de Teatro em teatro radiofónico, ampliando ainda mais o alcance das obras;
  5. O MAPA DOS CAMINHOS – Nas Escolas, as crianças e jovens foram estimulados a descobrir onde já estiveram em Cabeceiras de Basto e enquanto redesenhavam esses percursos criaram uma obra de arte;
  6. IMAGENS EM TODA A PARTE – Um conjunto de imagens foi distribuído por Cabeceiras de Basto a mostrar o CTCMCB em muitos hábitos do nosso dia a dia;
  7. INFORMAÇÕES EM TODA A PARTE – Com as imagens temáticas do Flash Pub deste ano, foram distribuídas por todo o concelho informações sobre o CTCMCB e as oficinas abertas à comunidade.

O Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto

O Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto (CTCMCB) surgiu em 2012 com o objetivo de reafirmar em Cabeceiras de Basto a aposta na cultura criando um elevado nível de programação cultural e artística, alargando e diversificando a aposta para espectadores de todas as idades.

O Centro de Teatro tem atuado como agente cultural dentro do concelho com um conjunto de iniciativas que cada vez mais abrange um número maior de pessoas e conquista um espaço de relevância dentro da programação cultural e social do Município. Neste quinto ano de existência foram alcançados significantes avanços na projeção do projeto a nível internacional, nacional e, sobretudo, local.

Este progresso dentro dos distintos pontos do concelho vai de encontro ao objetivo da descentralização das ações artísticas, e mais que isso, representa uma participação ativa de integração, pois liga e une os cabeceirenses dos diferentes lugares e freguesias por intermédio de um elemento fundamental para a formação dos cidadãos e para as relações humanas: a Cultura. O CTCMCB é já uma marca importante ligada aos cabeceirenses, às suas raízes e tradições.

CTCMCB - O mapa dos caminhos 2

As produções teatrais desenvolvidas pela companhia através do CTCMCB têm apostado na diversidade de propostas estéticas, o que desafia o público a apreciar o teatro de uma forma ampla e rica, atravessando temas cómicos e dramáticos que envolvem desde a própria identidade local até questões universais. E com esta variedade de proposições artísticas, a equipa é desafiada num constante processo coletivo de reflexão criativa, que procura trazer à cena peças consistentes e que, sobretudo, mantenham uma comunicação clara no que se propõem com os espectadores, proporcionando ao público em formação a possibilidade de perceber diferentes formas do fazer teatral.

Na sua maioria com textos originais, os espetáculos concebidos desde a criação do Centro de Teatro envolvem elencos que variam de 2 a 85 pessoas e incluem associações, artistas profissionais e pessoas da comunidade em formação nas oficinas oferecidas gratuitamente à comunidade.

Bom dia! O CTCMCB está em toda a parte

As grandes produções têm uma média de 800 pessoas na plateia e elenco sempre superior a 40 pessoas e são apresentadas em espaços simbólicos no concelho, como o Mosteiro de S. Miguel de Refojos, candidato a património da humanidade pela UNESCO. Em produções menores o grande público também é atingido em ações descentralizadoras, com menos pessoas por sessão porém mais sessões nas diversas instituições, freguesias e aldeias isoladas. Uma das atividades, o Projeto DEZcentralizar, leva todos os anos um espetáculo às pessoas mais isoladas do município. Em 2015, o espetáculo PROVISÓRIO atingiu 1300 pessoas com diversas apresentações em lugares onde às vezes possuem 50 habitantes.

Há uma variedade de ações oferecidas que permitem ao teatro ganhar uma nova roupagem e maior alcance de público, como, por exemplo, quando se alia à rádio nas sessões de teatro radiofónico e que são ouvidas por pessoas de Cabeceiras de Basto e de outros concelhos a volta. É um teatro presente em diversos momentos do quotidiano da população, que é convidada a ter um papel ativo no projeto. Estas pessoas ultrapassam a participação enquanto espectadores para se incluírem enquanto atores, narradores, músicos, e mesmo matéria-prima, já que a constante relação direta com o povo permite um estudo das histórias locais, suas tradições e peculiaridades, elementos muitas vezes incluídos nos espetáculos e que estabelecem um vínculo maior com a própria comunidade. As oficinas de teatro atingem diretamente 60 adultos e 50 crianças em ensaios e discussões sobre o teatro e o seu ofício. As associações e grupos folclóricos, musicais e de ofícios tradicionais são constantemente desafiadas a recriarem os seus trabalhos para conjugá-los a espetáculos teatrais cujas estéticas são completamente diferentes do que costumam realizar, e isto produz um resultado dinâmico para todas as partes envolvidas.

Além das criações locais, o projeto tem realizado diversas residências artísticas e já foram acolhidas companhias da Grécia e do Brasil, o que resultou em espetáculos com participação em festivais fora do país, como o Festival Internacional de Artes Cénicas, Janeiro de Grandes Espetáculos, no Brasil.

Nestes cinco anos de existência o projeto já criou 28 espetáculos, acolheu cinco companhias internacionais, esteve presente em cinco festivais em Portugal e no Brasil e tem proporcionado uma dinâmica ao concelho com um programa de ações e atividades que atingem uma boa parte da população.

A direção do projeto está sob a responsabilidade de três jovens artistas: Joana Veloso, Neto Portela e Roberto Moreira.

CTCMCB - O mapa dos caminhos 1

PONTE DE LIMA APRESENTA CARTAZ DAS FEIRAS NOVAS

Feiras Novas 1826-2016 – 190 anos

No dia em que as Festas do Concelho de Ponte de Lima celebraram 190 anos, a Associação Concelhia das Feiras Novas apresentou o Cartaz 2016.

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O cartaz a preto e branco é uma réplica do primeiro documento escrito que se conhece a anunciar as Feiras Novas. Anterior a esta data, 1896, não há qualquer registo impresso sobre as Festas, justificou a Presidente da Associação Concelhia das Feiras Novas, Ana Machado.

A Presidente da Associação Concelhia das Feiras Novas, acompanhada pela Comissão de Festas e pelo Executivo Municipal revelou que “este documento, depositado no Arquivo Municipal, foi recuperado e restaurado, sendo o motivo de inspiração do Cartaz das Feiras Novas 2016.”

Por sua vez, o Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Eng.º Victor Mendes, “reconheceu o trabalho de todos aqueles que se esforçam e empenham na realização das maiores festas do concelho e da região, e que todos os anos atrai milhares de visitantes”.

As tradicionais Feiras Novas que mantém o programa tradicional, com Concertinas e Desgarradas, Bandas de Música; fados e Tunas, Bombos e Gigantones, Concurso Pecuário e Corrida de Garranos, Cortejo Etnográfico, Cortejo Histórico, Tourada, Folclore, Missa Solene, Procissão e Verbena Popular, acontecem este ano nos dias 7, 8, 9, 10, 11 e 12 de setembro.

PARTIDO “OS VERDES” QUEREM PROTEGER CRIANÇAS E JOVENS DA PUBLICIDADE

Verdes querem alteração ao Código da Publicidade com vista a regular publicidade a produtos alimentares dirigida a crianças e jovens

Discute-se amanhã, dia 5 de fevereiro, na Assembleia da República, o Projeto de Lei de Os Verdes que visa regular a publicidade a produtos alimentares, dirigida a crianças e jovens, alterando o Código da Publicidade.

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Vários estudos assinalam o crescimento da obesidade infantil, pré-adolescente e adolescente para números chocantes. Sabe-se, também, que a alimentação e a aprendizagem alimentar das crianças é determinante na saúde e na prevenção da obesidade.

Para o PEV, é inegável o papel cada vez mais preponderante que os meios de multimédia (televisão e internet) desempenham enquanto transmissores de informação e de conteúdos às crianças e jovens, com um poder e eficácia na influência de comportamentos, sendo que os spots e filmes publicitários que apelam ao consumo de alimentos pobres em nutrientes e muito ricos em gordura, açúcar, sal e aditivos químicos, constituem parte de um problema mais vasto que é o da falta de educação para uma alimentação saudável.

O reconhecimento, por um lado, de que os hábitos alimentares errados constituem parte destacada no deflagrar de doenças como a obesidade na infância e juventude e, por outro, que a publicidade dirigida a crianças e jovens visando produtos alimentares leva muitas vezes a práticas alimentares erradas, justificaram que o PEV apresentasse em 2006 um Projeto de Lei que abordava esta questão.

Hoje, dez anos depois, as mesmas razões continuam válidas, o que significa que pouco se adiantou nesta matéria. No decurso destes 10 anos os Verdes reapresentaram a referida iniciativa legislativa. Na passada legislatura os projetos apresentados sobre esta matéria geraram um debate mais aprofundado, mas acabaram por caducar não chegando ao seu termo. Assim sendo, o PEV reapresenta o seu Projeto de Lei e manifesta o seu empenhamento para que deste processo legislativo resulte legislação que proteja as nossas crianças e jovens da desinformação e das influências que geram péssimos comportamentos alimentares.

O Projeto de Lei de Os Verdes será discutido amanhã, sexta-feira, na Assembleia da República, a partir das 10.00h.

PARTIDO “OS VERDES” QUER ALTERAR CÓDIGO DA PUBLICIDADE PARA PROTEGER CRIANÇAS E JOVENS

Verdes querem alteração ao Código da Publicidade com vista a regular publicidade a produtos alimentares

Os Verdes entregaram no Parlamento um Projeto de Lei que visa regular a publicidade a produtos alimentares, dirigida a crianças e jovens, alterando o Código da Publicidade.

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Vários estudos assinalam o crescimento da obesidade infantil, pré-adolescente e adolescente para números chocantes. Sabe-se, também, que a alimentação e a aprendizagem alimentar das crianças é determinante na saúde e na prevenção da obesidade.

Para o PEV, é inegável o papel cada vez mais preponderante que os meios de multimédia (televisão e internet) desempenham enquanto transmissores de informação e de conteúdos às crianças e jovens, com um poder e eficácia na influência de comportamentos, sendo que os spots e filmes publicitários que apelam ao consumo de alimentos pobres em nutrientes e muito ricos em gordura, açúcar, sal e aditivos químicos, constituem parte de um problema mais vasto que é o da falta de educação para uma alimentação saudável.

O reconhecimento, por um lado, de que os hábitos alimentares errados constituem parte destacada no deflagrar de doenças como a obesidade na infância e juventude e, por outro, que a publicidade dirigida a crianças e jovens visando produtos alimentares leva muitas vezes a práticas alimentares erradas, justificaram que o PEV apresentasse em 2006 um Projeto de Lei que abordava esta questão.

Hoje, dez anos depois, as mesmas razões continuam válidas, o que significa que pouco se adiantou nesta matéria. No decurso destes 10 anos os Verdes reapresentaram a referida iniciativa legislativa. Na passada legislatura os projetos apresentados sobre esta matéria geraram um debate mais aprofundado, mas acabaram por caducar não chegando ao seu termo. Assim sendo, o PEV reapresenta o seu Projeto de Lei e manifesta o seu empenhamento para que deste processo legislativo resulte legislação que proteja as nossas crianças e jovens da desinformação e das influências que geram péssimos comportamentos alimentares.

O Projeto de Lei de Os Verdes será discutido na Assembleia da República na próxima sexta-feira, dia 5 de fevereiro, a partir das 10.00h.

RAÇÕES DE COMBATE DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL DERAM ORIGEM Á INDÚSTRIA CONSERVEIRA

Sardinhas “Minhota” é uma das marcas mais antigas da indústria conserveira portuguesa

Remonta aos começos do século XIX a invenção da comida enlatada, atribuindo-se ao industrial francês Nicolas Appert o invento do método de conservação dos alimentos através do seu aquecimento e acondicionamento em recipientes fechados como forma de interromper o processo de fermentação, segundo Pasteur como forma de eliminar os microrganismos. Durante muito tempo, este invento destinou-se a ser utilizado pelas tropas em campanha como ração de combate, o que ainda se verifica.

A elevada utilização da comida enlatada nas trincheiras da Primeira Grande Guerra, assistiu-se a um grande incremento da indústria conserveira. Em Portugal, devido à sua localização costeira, esta atividade centrou-se preferencialmente no embalamento de espécies piscícolas como o atum e a sardinha. Com o decorrer do tempo, o consumo de produtos alimentares em embalagens de metal generalizou-se como uma forma nomeadamente de reduzir os inconvenientes resultantes do armazenamento das embalagens, aumentando contudo os custos ambientais e a necessidade de se proceder à reciclagem.

O consumo das conservas veio a generalizar-se e a ser usado também pela população civil no seu consumo diário, facto a que não é alheio, entre outros aspetos, a publicidade que foi criada à sua volta, associando inclusive o produto a uma ideia de tradição que na realidade não existia. Exemplo disso, são as latas de sardinhas “Minhota”, com a sua embalagem colorida e atraente exibindo uma lavradeira minhota.

SARDINHAS “MINHOTA” É UMA DAS MARCAS MAIS ANTIGAS DA INDÚSTRIA CONSERVEIRA PORTUGUESA

Remonta aos começos do século XIX a invenção da comida enlatada, atribuindo-se ao industrial francês Nicolas Appert o invento do método de conservação dos alimentos através do seu aquecimento e acondicionamento em recipientes fechados como forma de interromper o processo de fermentação, segundo Pasteur como forma de eliminar os microrganismos. Durante muito tempo, este invento destinou-se a ser utilizado pelas tropas em campanha como ração de combate, o que ainda se verifica.

A elevada utilização da comida enlatada nas trincheiras da Primeira Grande Guerra, assistiu-se a um grande incremento da indústria conserveira. Em Portugal, devido à sua localização costeira, esta atividade centrou-se preferencialmente no embalamento de espécies piscícolas como o atum e a sardinha. Com o decorrer do tempo, o consumo de produtos alimentares em embalagens de metal generalizou-se como uma forma nomeadamente de reduzir os inconvenientes resultantes do armazenamento das embalagens, aumentando contudo os custos ambientais e a necessidade de se proceder à reciclagem.

O consumo das conservas veio a generalizar-se e a ser usado também pela população civil no seu consumo diário, facto a que não é alheio, entre outros aspetos, a publicidade que foi criada à sua volta, associando inclusive o produto a uma ideia de tradição que na realidade não existia. Exemplo disso, são as latas de sardinhas “Minhota”, com a sua embalagem colorida e atraente exibindo uma lavradeira minhota.

VIANA DO CASTELO NA PUBLICIDADE DA SINGER

Na sua obra “As Farpas”, Ramalho Ortigão tece ao talento da mulher vianense rasgados elogios, exaltando os seus dotes artísticos nos seguintes termos:

“A aldeã do distrito de Viana é, por via de regra, tecedeira. É preciso não se confundir o que no Minho se chama tecedeira com o que geralmente se entende por teceloa. A tecedeira de Viana não se emprega numa fábrica nem tem propriamente uma oficina. Sabe simplesmente tecer como a menina de Lisboa sabe fazer crochet; e junto da janela engrinaldada por um pé de videira o seu pequenino tear caseiro, como o da casta Penépole, tem o aspecto decorativo de um puro atributo familiar, como um cavalete de pintura ou um órgão de pedais no recanto de um salão. A tecedeira trabalha mais para si do que para os outros nesse velho tear herdado e transmitido de geração em geração, e não tece servilmente e automaticamente, como nas fábricas, sobre um padrão imposto pelo mestre da oficina, mas livremente, como artista, ao solto capricho da sua fantasia e do seu gosto, combinando as cores segundo os retalhos da lã que dispõe, contrastando os tons e variando os desenhos ao seu arbítrio. Tecer em tais condições é educar a vista e o gosto para a selecção das formas num exercício infinitamente mais útil que o de todas as prendas de mãos com que nos colégios se atrofia a inteligência e se perverte a imaginação das meninas de estimação, ensinando-lhes ao mesmo tempo como se abastarda o trabalho e como se desonra a arte.”

Quando nos começos do século XX, a Singer Corporation começou a vender as suas máquinas de costura no nosso país, escolheu precisamente a vianense como alvo da sua publicidade, apresentando-a, laboriosa, com o seu traje domingueiro de lavradeira, sentada junto da máquina de coser da mesma maneira que poderia estar frente ao tear. A Singer conhecia bem as qualidades da mulher de Viana do Castelo!

MARCA DE CAFÉS LANÇA EDIÇÃO DE PACOTES DE AÇÚCAR DEDICADOS AOS LENÇOS DE NAMORADOS

Os Cafés Christina são a primeira marca portuguesa embaixadora da certificação dos lenços de namorados do Minho.

No ano em que comemora 10 anos de presença naquela que é considerada a maior e mais importante Romaria de Portugal: as festas de Nossa Senhora d’Agonia, a empresa decidiu lançar uma edição de pacotes de açúcar dedicados aos Lenços de Namorados. Esta coleção é lançada nos principais pontos de venda nas regiões norte e centro de Portugal, e pretende dar a conhecer a história deste produto minhoto, a sua importância para a cultura e tradição nacional e a relevância da sua certificação.

A coleção de pacotes de açúcar dedicada aos Lenços de Namorados resulta de um protocolo assinado recentemente com a ADERE-MINHO, tornando-se os Cafés Christina na primeira empresa portuguesa Embaixadora da Certificação dos Lenços dos Namorados do Minho.

A Festa no Milheiral contempla música, teatro, dança, ateliers, um piquenicão e uma tradicional desfolhada. A iniciativa realiza-se no Parque Verde de Lanheses, a partir do meio-dia de domingo, 1 de Setembro.

Fonte: http://radiogeice.com/fm/

O EROTISMO AO SERVIÇO DA CAUSA ANTI-TAURINA

O erotismo constitui uma das mais eficazes ferramentas publicitárias, qualquer que seja o produto que se procure vender: uma ideia, uma causa ou simplesmente uma marca de sabonete.

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O recurso a signos eróticos remete-nos para os complexos do subconsciente que regulam e determinam muitos dos comportamentos humanos. De forma não explícita, a publicidade introduz uma mensagem que apela a estímulos sexuais, tornando a ideia ou o produto algo desejado pelo potencial consumidor.

A utilização do erotismo associado à publicidade corresponde a um padrão de valores sociais e culturais do ocidente marcados pelo consumismo e a satisfação de todos os impulsos ligados ao desejo.

A título de curiosidade, o recurso ao erotismo constitui um dos traços caraterísticos das manifestações “animalistas” em geral e anti-taurinas em particular. Um pouco por toda a parte, jovens de ambos os sexos despem-se de roupas e de preconceitos para transmitirem a sua mensagem, no pressuposto de que essa constitui a melhor forma de transmitir a mensagem aos demais cidadãos e despertar o interesse dos fotógrafos e da comunicação social.

As informações de que dispomos não nos permitem garantir que esse será o meio de protesto que amanhã irá ser utilizado para contestar a tourada que se vai realizar em Viana do Castelo, seja por falta de recursos humanos ou porque o contexto cultural da sociedade vianense o desaconselha. Contudo, não podemos negar que, pelo menos do ponto de vista estético, a mensagem não deixa de ser apelativa!

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