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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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EXPOSIÇÃO "AMARES NA 1ª GUERRA" PATENTE NA GALERIA DE ARTES E OFÍCIOS DE AMARES

O vice-presidente da Câmara Municipal de Amares, Isidro Araújo, e o autor do livro “Amarenses na 1.ª Grande Guerra (1914-1918)", publicado pelo Município de Amares no âmbito das Comemorações do Centenário da Primeira Guerra Mundial, Manuel Penteado Neiva, inauguraram, no passado sábado, a exposição "AMARES NA 1.ª GRANDE GUERRA". A data de abertura (22 de abril) coincidiu, simbolicamente, com o dia de embarque dos combatentes de Amares rumo a Flandres, frente europeia, na época. 

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Patente até ao dia 8 de maio na Galeria de Artes e Ofícios de Amares, na Praça do Comércio, em Ferreiros, a exposição retrata, através de 14 painéis, a história desses amarenses que combateram defendendo as cores da bandeira portuguesa e do concelho,o ambiente social, económico e político à época, individualizando alguns filhos da terra que tiveram mais destaque. 

Materiais de uso corrente, como máscaras e cantis, correspondência particular e condecorações são alguns dos elementos que podem ser vistos também nesta exposição e que pode ser visitada no horário de funcionamento da Galeria de Artes e Ofícios: às segundas, entre as 14h00 e as 18h00; às terças, quartas, quintas e sextas, entre as 9h00 e as 12h00, da parte da manhã, e as 14h00 e as 18h00, da parte da tarde e aos sábados entre as 10h00 e as 13h00.

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CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS DE VIANA DO CASTELO EVOCA EMBARQUE DOS COMBATENTES VIANENSES NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Evocação do embarque dos combatentes vianenses participantes na I Guerra Mundial

No próximo dia 15 de Abril (sábado), no Largo da Estação do Caminho de Ferro de Viana do Castelo, às 15.00 horas, tem lugar uma evocação do embarque dos soldados que combateram na Primeira Guerra Mundial, realizado no dia 15 de Abril de 1917.

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A evocação incluirá, entre outros momentos, a leitura de excertos das memórias do soldado Francisco Freire, residente na Areosa, conhecido por "o vinte e cinco", onde descreve a sua partida naquele dia. Há cem anos, este jovem Soldado Sapador partiu, acompanhado por outros compatriotas, da gare de Viana do Castelo para ingressar no Corpo Expedicionário Português. Francisco Freire, nascido em 1890, esteve presente no cenário europeu da guerra, nomeadamente na Batalha de La Lys, em 1918.

A evocação contará ainda com a participação do Coro da Academia Sénior do Centro de Estudos Regionais.

Esta singela homenagem aos soldados que participaram no primeiro conflito mundial é uma iniciativa do Centro de Estudos Regionais, contando com a colaboração de várias entidades e instituições locais, nomeadamente do Grupo Etnográfico de Areosa.

DEPUTADO BARCELENSE JOEL SÁ PRETENDE QUE SEJAM VALORIZADOS OS CEMITÉRIOS MILITARES PORTUGUESES EM FRANÇA

O deputado barcelense Joel Sá entregou na passada sexta-feira, 17 de Fevereiro, na Assembleia da República um Projeto de Resolução que recomenda medidas urgentes de valorização dos Cemitérios dos Nossos Heróis, nomeadamente o cemitério militar de Richebourg l’Avoué, no norte de França, que é um cemitério militar exclusivamente português, no qual, entre 1924 e 1938, se sepultaram 1831 soldados.

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Este Projeto de Resolução da autoria de Joel Sá, visa dignificar a memória dos nossos heróis compatriotas portugueses e desses os muitos conterrâneos barcelenses. Dai que a base tenha partido do documentário do Dr. Penteado Neiva "Lutaram como Diabos" baseado em diários, cartas, postais e com testemunhos de familiares de combatentes de Barcelos que participaram no conflito da I Guerra Mundial.

Projeto de Resolução n.º      /XIII/2ª

Recomenda medidas urgentes de valorização dos Cemitérios dos Nossos Heróis

Exposição de motivos

A chegada dos militares portugueses a França, em janeiro de 1917, marca o início do grande esforço militar português durante a I Guerra Mundial. Os primeiros soldados portugueses chegaram à Flandres há 100 anos, numa participação inglória e que culminou no desastre da Batalha de La Lys, um acontecimento incontornável da história militar portuguesa em que estiveram empenhados os efetivos do Corpo Expedicionário Português (CEP) que participaram na 1ª Guerra Mundial.

Nesta batalha, a 2ª Divisão do CEP, em algumas escassas horas, perdeu cerca de 7.500 militares entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros.

Comandados pelo General Gomes da Costa, os militares portugueses, foram sacrificados impiedosamente numa ofensiva desencadeada por quatro divisões do 6º Exército germânico sob o comando do General Ferdinand von Quast.

Ocorrida a 9 de Abril de 1918, e apesar de vitimados, a coragem dos militares portugueses, demonstrada em combate tem sido elogiada e lembrada além-fronteiras, principalmente pelas forças aliadas.

O cemitério militar de Richebourg l’Avoué, no norte de França, é um cemitério militar exclusivamente português, no qual, entre 1924 e 1938, se sepultaram 1831 soldados, dos quais 238 são desconhecidos, provenientes de outros cemitérios franceses de Le Touret, Ambleteuse e Brest, de Tournai, na Bélgica, e também os corpos de prisioneiros de guerra mortos na Alemanha.

Este cemitério foi inaugurado em 1928 e, poucos anos depois, foi construído um muro de proteção e uma porta monumental com materiais importados de Portugal. Em 1976 o sítio foi valorizado com a construção de uma capela da invocação de Nossa Senhora de Fátima.

A recordar a presença portuguesa na Primeira Guerra Mundial em França há, ainda, o monumento de La Couture, do escultor português António Teixeira Lopes e inaugurado a 10 de novembro de 1928, e o cemitério militar britânico de Boulogne, onde há um talhão português com 44 campas.

O cemitério militar de Richebourg, a capela Nossa Senhora de Fátima e o monumento aos mortos de La Couture são palco, todos os anos, em abril, de uma cerimónia evocativa da Batalha de La Lys.

Foi recentemente tornado público que o cemitério militar português de Richebourg, com 1.831 campas de soldados lusos da I Guerra Mundial, faz parte de uma “lista indicativa” para candidatura a Património Cultural da UNESCO.

O cemitério português, no norte de França, é um dos “locais funerários e memoriais da I Guerra Mundial (Frente Ocidental)” que integraram, em abril de 2014, a “lista indicativa” de França para futuras candidaturas a património da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Num conjunto de 80 locais referentes à Grande Guerra, o cemitério de Richebourg L’Avoué aparece em sétimo lugar, assim como a Capela de Nossa Senhora de Fátima, em Lorgies, mesmo em frente do cemitério.

A ambição de inscrever os "locais funerários e memoriais da I Guerra Mundial" como património da UNESCO, explica a apresentação do projeto disponível na página internet da UNESCO na secção das "listas indicativas", resulta de uma "seleção transnacional", com a Bélgica, em que foram escolhidos 80 locais em França e 25 na Bélgica, "rigorosamente selecionados no seio de um vasto conjunto de milhares de cemitérios, necrópoles e memoriais da frente ocidental".

De acordo com esse documento, "Estes elementos são representativos da enorme diversidade de nações e de povos que estiveram implicados neste conflito mundial, com uma dimensão nunca então alcançada. Eles compõem uma paisagem evocativa representativa da extensão geográfica da frente (mais de 700 km), dos grandes momentos da sua história e das suas evoluções ao longo da guerra".

Como "justificação para o valor universal excecional", o texto explica que, com a Grande Guerra, "uma nova memória funerária exprime-se através de cemitérios constituídos por campas individuais que se repetem em grande número", marcados pela "homogeneidade", e através da "inscrição de nomes nos mausoléus e memoriais que responde à vontade de guardar a memória de combatentes cujos corpos não foram encontrados ou identificados".

"Todos estes elementos refletem, também, o caráter internacional do conflito, seja através de cemitérios explicitamente associados a um dos beligerantes ou ao homenagear soldados oriundos do mundo inteiro", continua o documento, lembrando, ainda que "os memoriais são monumentos totalmente novos em relação a guerras anteriores".

A lista de monumentos traduz "um movimento arquitetónico totalmente novo" e "testemunha o sofrimento e o luto em massa", sendo "um culto funerário que é, desde logo, mais que um culto combatente, um culto civil e humanista que convida ao recolhimento e, depois, à reconciliação e à paz".

No entanto, importa referir a situação de abandono em que se encontra este Cemitério e o vizinho Monumento de La Couture, os maiores e mais ilustre Memoriais erguidos fora do território nacional. Torna-se urgente proceder a um conjunto de intervenções que permita a historicidade ativa deste património com toda a dignidade que merecem.

Nestes termos, o Grupo Parlamentar do PSD, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que tome as medidas urgentes na recuperação e valorização dos Cemitérios dos Nossos Heróis.

Palácio de S. Bento, 17 de fevereiro de 2017

Os Deputados do PSD

ALVES DOS SANTOS APRESENTA EM BARCELOS LIVRO SOBRE A PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Quinta-feira, às 21h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho

A Câmara Municipal de Barcelos promove a apresentação do livro “A Guerra Não se Fez só com Balas!: uma outra faceta da participação portuguesa na Grande Guerra”, de José Manuel Alves dos Santos. A sessão decorre no próximo dia 31 de março, pelas 21h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho e é integrada no ciclo de comemorações do primeiro Centenário da I Grande Guerra.

Escrita por um sargento, a obra debruça-se sobre a condição humana em tempos de guerra, no caso a I Grande Guerra Mundial, e pretende não deixar cair no esquecimento a missão dos Serviços do Exército, grupo de militares dedicado a satisfazer as necessidades básicas dos companheiros: alimentação, armamento, vestuário, habitação e transportes. O título do livro evoca precisamente esta face menos conhecida dos exércitos, em que as armas não são prioridade.

José Manuel Alves dos Santos é Sargento-ajudante de Administração Militar, tendo iniciado a sua carreira militar em 1991, na então Escola Prática de Administração Militar. No início do seu percurso profissional exerceu funções relacionadas com a sua especialidade, tendo colaborado ativamente na pesquisa e inventariação do património documental e histórico do serviço de Administração Militar.

Em 1999 foi indigitado para o cargo de Assistente de Relações Públicas do Quartel General do Sul Atlântico (OTAN) em Oeiras. Nestas funções participou em várias campanhas de divulgação da Aliança Atlântica, nomeadamente em Marrocos, Polónia, Estónia, Hungria e Bulgária.

Em 2003 foi indigitado para o cargo de Supervisor Administrativo do Gabinete do Chefe da Divisão de Cooperação Militar do Supreme Headquarters Allied Powers Europe (SHAPE) localizado na Bélgica. Com a extinção deste cargo em 2005, viria a assumir as funções de Sargento de Aquisições e Contratação da Divisão Financeira do mesmo Quartel Militar.

Regressado a Portugal em 2006, foi colocado na Escola Prática dos Serviços, tendo assumido funções na Direção de Formação desta mesma Unidade. Em 2007 seria nomeado Chefe do Museu do Serviço de Administração Militar e, em acumulação, Auxiliar da Secção de Programação, Avaliação e Estudos Técnicos da Direcção de Formação. Nesta escola, viria ainda a desempenhar as funções de formador para áreas de Protecção Ambiental e Organização de Arquivos. Viria posteriormente a passar pela Companhia de Reabastecimento e Serviços, a que se seguiu, em 2010, uma comissão de serviço no Afeganistão como instrutor de logística na Escola de logística do Exército Afegão. Exerce, actualmente, as funções de Sargento de Operações, Informações e Segurança da Escola de Serviços, na Póvoa de Varzim.

Colaborador da imprensa, publicou os seguintes livros: “Manual da OTAN para jornalistas lusófonos” edição OTAN, “A Administração na Guerra Peninsular” pela editora Caleidoscópio, “100 Anos de Presença Militar na Póvoa de Varzim – O Nosso Quartel”, edição da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. 

MUNICÍPIO DE BARCELOS PUBLICA LIVRO SOBRE A PRIMEIRA GRANDE GUERRA DA AUTORIA DO HISTORIADOR MANUEL ALBINO PENTEADO NEIVA

Amanhã, dia 9 de março, no Salão Nobre dos Paços do Concelho

A Câmara Municipal de Barcelos, com o apoio da Assembleia Municipal, publica o livro “Barcelos na 1ª Grande Guerra: Honrando a Memória dos seus Combatentes (1914-1918)”, da autoria do historiador Manuel Albino Penteado Neiva, sendo apresentado amanhã, dia 9 de março, pelas 21h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, numa cerimónia que contará com a presença de inúmeros familiares e amigos destes heróis.

Entre 2014 e 2018, evoca-se o 1º Centenário da 1ª Grande Guerra Mundial. Barcelos, tal como outros concelhos, viu partir para os campos de batalha na África e na Europa, centenas de jovens, no caso de Barcelos, um dos maiores contingentes com 532 combatentes, a maior parte deles impreparados que, mesmo assim, dignificaram o nome de Portugal.

Esta edição faz parte da sessão comemorativa com que o Município de Barcelos irá assinalar a entrada de Portugal na 1ª Grande Guerra, e contará ainda com a inauguração da Exposição Documental sobre a 1ª Grande Guerra, do Dr. Manuel Albino Penteado Neiva, e da Exposição Evocativa do Centenário da Grande Guerra, da Escola Prática dos Serviços (EPS) do Exército, na Sala Gótica dos Paços do Concelho.

Além desta iniciativa, realiza-se, no dia 31 de março a apresentação do livro “A Guerra Não se Fez Só Com Balas: uma outra faceta da participação portuguesa na Grande Guerra”, da autoria de José Manuel Alves dos Santos, Sargento de Operações, Informações e Segurança daquela Escola Prática de Serviços (EPS), no Salão Nobre dos Paços do Concelho, pelas 21h30.

ESPOSENDE EVOCA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Museu Municipal de Esposende acolhe Exposição: “Esposende nas Trincheiras – evocativa da I Grande Guerra”

No âmbito do programa evocativo do centenário da I Grande Guerra, a Câmara Municipal de Esposende vai ter patente, no Museu Municipal, a Exposição: “Esposende nas Trincheiras – evocativa da I Grande Guerra”.

A mostra será inaugurada no próximo dia 11 de novembro, às 11h00, numa alusão simbólica ao momento em que, em 1918, se procedia à assinatura do Armistício da I Grande Guerra, e estará patente, na Sala dos Azulejos do Museu, até 2 de outubro de 2016.

A exposição resulta da adaptação do livro “Soldados com rosto”, da autoria do investigador esposendense Manuel Albino Penteado Neiva, editado em novembro de 2014, e desenvolve-se em torno dos protagonistas de Esposende que, entre 1916 e 1918, estiveram envolvidos nos cenários de guerra em Moçambique, Angola e França.

No âmbito desta exposição, serão apresentadas, na Sala de Serviço Educativo do Museu Municipal, exposições itinerantes complementares, a primeira das quais intitulada “A Guerra não se fez só com Balas”, promovida pelo Ministério da Defesa Nacional e Exército Português. Adaptada da obra de José Manuel Alves dos Santos, com o mesmo título, a mostra apresenta pormenores do quotidiano dos combatentes nos três teatros de operações em que os portugueses participaram e foi instalada com recurso ao vasto património fotográfico do Arquivo Histórico Militar, bem como a peças originais da época que foram preservadas pelo Exército Português. Estará patente até 8 de dezembro.

Complementando a exposição “A Guerra não se fez só com balas”, no exterior do Museu Municipal, estará patente uma peça de artilharia de época, um Obús 11,4 cm, curiosamente em Portugal apelidado de “Bonifácio”. No dia 14 de novembro, junto a esta peça, estará patente uma torre de escalada do Exército Português para a prática da "Escalada Desportiva" e "Rappel em Parede Fixa".

O programa da Exposição: “Esposende nas Trincheiras – evocativa da I Grande Guerra” integra, ainda, um ciclo de conversas sobre “Esposende no mar da I Grande Guerra”, a decorrer na Sala de Serviço Educativo, e a apresentação da Exposição temporária “Memorial”, a partir do estudo “Soldados com rosto”, do investigador Manuel Albino Penteado Neiva.

As exposições poderão ser visitadas, gratuitamente, de terça a sexta-feira, entre as 10h00 e as 13h00 e das 14h00 às 17h00, e ao sábado, domingo e feriados, das 14h00 às 17h00. As visitas de grupo carecem de inscrição prévia, através do email museu.municipal@cm-esposende.pt.

MONÇÃO COMEMORA 80 ANOS DA LIGA DOS COMBATENTES DE MONÇÃO

Celebração decorre este fim-de-semana, dias 23 e 24 de maio, com a conferência “3 Guerras – 1 Razão: Portugal”, no Cine Teatro João Verde, e homenagem aos combatentes mortos na Guerra do Ultramar com deposição de flores junto ao memorial, na Praça Deu-la-Deu Martins. 

O núcleo de Monção da Liga dos Combatentes celebra este fim de semana, 23 e 24 de maio, o 80º aniversário da sua fundação, ocorrido a 21 de maio de 1935. Previstas diversas iniciativas que visam assinalar, com simbolismo e saudosismo, esta importante data para o núcleo local.

O programa inicia-se no sábado, pelas 14h00, com arruada da Fanfarra Deu-la-Deu pelas principais artérias da vila, seguindo-se intervenção do Presidente da Direção Central da Liga dos Combatentes, Tenente General Joaquim Chito Rodrigues, e conferência sobre a temática “3 Guerras – 1 Razão: Portugal”, no Cine Teatro João Verde.

António Troncoso de Castro falará sobre a “Resistência das tropas espanholas e portuguesas à invasão francesa pelo rio Minho” e Artur Anselmo sobre “O sacrifício do major Xavier da Costa na frente militar 1918”. A última intervenção, a cargo de João José Brandão Ferreira, abordará “Da legitimidade da guerra do ultramar ao “mito” da solução pacífica”.

No dia seguinte, domingo, programa inicia-se, pelas 9h30, no cemitério municipal, com homenagem aos combatentes sepultados no talhão da Liga dos Combatentes. Segue-se, meia hora depois, homenagem aos combatentes mortos na Guerra do Ultramar com deposição de flores junto ao memorial, na Praça Deu-la-Deu Martins. O programa termina com celebração de missa pelos combatentes caídos em combate.

GUIMARÃES COMEMORA CENTENÁRIO DA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Arquivo Municipal inaugura em Guimarães exposição sobre a Primeira Guerra Mundial no âmbito das comemorações do centenário

Inauguração está marcada para a tarde desta quinta-feira. Exposição pretende homenagear os participantes no conflito. Estará patente em Guimarães até novembro.

O Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, em Guimarães, vai proceder à inauguração esta quinta-feira, 16 de abril, pelas 16 horas, de uma exposição evocativa da Primeira Guerra Mundial, que estará aberta ao público até ao dia 11 de novembro. Esta mostra é o primeiro de um conjunto de eventos que o Arquivo Municipal irá realizar no âmbito do centenário da Grande Guerra.

A exposição conta a forma como Guimarães vivenciou este período e recorda os soldados vimaranenses que partiram para a Guerra, o Regimento de Infantaria nº 20 (RI 20), além de evocar a história da Primeira Guerra Mundial, designadamente, os países participantes, as principais batalhas, a formação do corpo expedicionário português, a participação portuguesa na guerra, com referência à Batalha de La Lys, onde mais portugueses faleceram.

A mostra irá também contemplar um espaço onde será recriada uma trincheira na qual será exibida armamento. Além disso, estará patente um conjunto de objetos, como cadernetas militares, mapas, condecorações militares (medalhas), fotografias, bilhetes-postais, diários de guerra, pertencentes a soldados que participaram neste conflito e que foram recolhidos no âmbito da iniciativa intitulada “Uma imagem, uma história, uma memória”.

Estas peças, que os familiares de combatentes da Grande Guerra fizeram chegar ao Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, ajudaram a construir a memória coletiva da participação portuguesa no confronto bélico. Com esta exposição, a Câmara Municipal de Guimarães pretende recordar e homenagear aqueles que partiram para este conflito e salvaguardar e preservar a memória da participação portuguesa na 1ª Guerra Mundial.

A cerimónia de inauguração será presidida por Domingos Bragança, Presidente do Município de Guimarães, e contará com a colaboração da Academia de Música Valentim Moreira de Sá, que vai interpretar o Hino da Brigada do Minho.

ARTUR MAGALHÃES LEITE APRESENTA OBRA SOBRE FAFE E A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

O historiador fafense Artur Magalhães Leite apresenta o seu novo livro, com o título Fafe e a Primeira Guerra Mundial, na sexta-feira, 17 de Abril, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Fafe, com entrada livre.

Artur Leite

A apresentação estará a cargo do escritor Artur Ferreira Coimbra, autor do prefácio da obra.

A sessão é promovida conjuntamente pelo Núcleo de Artes e Letras e pelo município de Fafe.

O autor nasceu no dia 18 de Dezembro de 1948, na freguesia de Fareja, concelho de Fafe. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto.

Prestou serviço militar no Curso de Operações Especiais, nos Rangers em Lamego, e noutros quartéis. Participou, durante cerca de dois anos, na guerra colonial em Angola como alferes miliciano, em Zemba, na região dos Dembos, no norte dessa colónia. Foi interinamente o comandante da companhia na fase final da comissão. Foi condecorado com a Cruz de Guerra de terceira classe e reconhecido com dois extensos louvores.

Está aposentado, mas foi professor no ensino oficial, nas disciplinas de Língua Portuguesa e de História de Portugal. Participou em diversos Conselhos Directivos.

Publicou, entre outras obras: O Ensino em Fafe 1750-1974 (2005); Fafe em Datas (2010); As Ruas de Fafe – História e Toponímia (2012); é coautor das obras Santa Maria de Aboim, o olhar sincero do Minho (2013), Medelo ao longo da História (2013) e O concelho de Fafe e a Guerra Colonial (1961-1974) (2014).

Recebeu o Prémio de História Local da Câmara Municipal de Fafe, em 2011.

ESPOSENDE EVOCA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Município de Esposende evoca Primeira Grande Guerra com espetáculo teatral da JUM, no dia 11 de abril, 21h30 – Auditório Municipal de Esposende

Integrado no Programa Evocativo do Centenário da 1.ª Grande Guerra, o Município de Esposende vai promover a apresentação da peça "9 de Abril" ou "Coração Lusitano", pelo Grupo de Teatro Amador da JUM - Juventude Unida de Marinhas. O espetáculo terá lugar no próximo sábado, dia 11 de abril, pelas 21h30, no Auditório Municipal de Esposende, com entrada livre.

A peça, escrita por Armindo Eiras, retrata o Portugal de outrora e a partida dos jovens do concelho de Esposende para a 1.ª Grande Guerra. José parte para a guerra deixando à sua espera a namorada Arminda, cujo pai a tenta casar à força com um velho brasileiro rico para se ver livre das "hapotecas".

De forma lúdica e divertida, será lançado um olhar sobre o período em que muitas famílias viram os seus filhos partir para a guerra. Através desta apresentação, será também possível apreciar o trabalho que a JUM vem desenvolvendo no plano cultural, concretamente no teatro, área que o Município de Esposende pretende impulsionar e promover no concelho através do projeto CREARTE – Crescimento Arte Teatro Esposende, recentemente apresentado publicamente.

Este espetáculo teatral integra um programa vasto de iniciativas, que se prolonga até 2018, com o intuito de evocar este conflito mundial, homenageando todos os Esposendenses que nele estiveram envolvidos, particularmente aqueles que perderam a vida em combate.

Durante o corrente mês, está patente, na Sala dos Azulejos do Museu Municipal de Esposende a exposição itinerante “Grande Guerra (1914-1918) 100 anos – Recordar”, uma produção do Museu Militar de Lisboa. Esta mostra é constituída por 16 painéis e equipamentos de guerra, nomeadamente capacetes e armamento, possibilitando viajar pela memória da 1.ª Grande Guerra. Os antecedentes, as causas, as fases da guerra, a ação do Corpo Expedicionário Português em África e na Flandres, o mundo em guerra, as transformações sociais que ocorreram, os portugueses na Guerra e as memórias são momentos evocados nesta exposição comemorativa do centenário da Grande Guerra, que começou em julho de 1914 e terminou em novembro de 1918.

ESPOSENDE EVOCA CENTENÁRIO DA PRIMEIRA GRANDE GUERRA COM FADO E CINEMA

Concerto de fado e filme musicado evocam Centenário da 1.ª Grande Guerra

No âmbito do programa evocativo do Centenário da 1.ª Grande Guerra, o Município de Esposende vai promover um Concerto de Fado com a Esposendense Filipa Menina, no próximo dia 28 de fevereiro, pelas 21h30, no Auditório Municipal de Esposende. O espetáculo tem entrada livre e é aberto ao público em geral.

Neste concerto, serão interpretadas, entre outros temas, produções musicais relacionadas com a partida de contingentes portugueses para o campo de batalha.

Ana Filipa Fonseca Menina tem 26 anos, é natural de Esposende, mas reside em Apúlia. Começou a cantar aos 15 anos em karaokes e desde logo se evidenciou, arrecadando vários prémios. A paixão pelo fado despertou mais tarde e de forma mais intensa quando Filipa Menina assistiu a um espetáculo da fadista Eliana Castro, que viria a ser sua madrinha artística e a quem passou a acompanhar nos espetáculos. Após a morte de Eliana Castro, Filipa Menina fez um interregno na carreira, mas acabaria por voltar aos palcos.

Integrado também no programa evocativo da 1.ª Guerra Mundial inclui também a apresentação do filme musicado “Odisseia”, no dia 6 de março, às 21h30, no Auditório Municipal de Esposende, direcionado para maiores de 12 anos.

Considerando o movimento artístico vigente na época marcada pelo experimentalismo típico dos primeiros anos do cinema, um grupo de músicos esposendenses dará vida, através da música, a três clássicos do cinema, designadamente “Viaje a la Luna” (1902) e “Jupiter's Thunderballs” (1903), de George Méliès, e “A Trip To Mars” (1910), de Thomas Edison. A tónica destas três curtas-metragens relaciona-se com o desejo do ser humano ir para além das fronteiras deste pequeno planeta azul perdido na imensidão do universo.

O programa evocativo do Centenário da 1.ª Grande Guerra decorrerá até 2018, integrando um conjunto muito diversificado de iniciativas.

“SOLDADOS COM ROSTO – A 1ª GRANDE GUERRA E OS SEUS REFLEXOS EM ESPOSENDE”

- Uma obra do historiador do historiador Manuel Albino Penteado Neiva que constitui um monumento a preservar a memória dos naturais de Esposende que um dia foram chamados a combater em África ou nas trincheiras da Flandres.

Ascende a mais de duas centenas o número de esposendenses que participaram diretamente no conflito, no qual alguns dos quais tombaram, passando a repousar para a eternidade nos cemitérios de Richebourg L’Avoué, Antuérpia e Kerfantras, em Brest.

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Numa altura em que se comemora o centenário da Primeira Grande Guerra e, por conseguinte, da participação dos portugueses no conflito, esta obra constitui a melhor homenagem com que o concelho de Esposende poderia prestar aos seus filhos que, integrando a heroica Brigada do Minho, serviram a Pátria arriscando a sua própria vida e, nalguns casos mesmo sacrificando-a. Porque comemorar é partilhar a memória coletiva e jamais terá futuro o povo que perde a sua memória.

Começando por fazer um enquadramento histórico, incluindo as ameaças alemãs à soberania portuguesa nas colónias africanas, o autor analisa as consequências da nossa participação na Primeira Grande Guerra na vida quotidiana dos soldados e nos seus contatos com os familiares e, sobretudo na situação económica e financeira do país e da região, lembrando a emissão por parte da Associação Comercial e Industrial de Esposende de cédulas fiduciárias para colmatar a escassez de metal necessário para a cunhagem de dinheiro de reduzido valor facial, aliás à semelhança do que se verificou um pouco por todo o país até à década seguinte.

Nesta obra – porque de uma verdadeira Obra se trata! – em relação à qual o próprio Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Dr. Benjamim Pereira, não hesitou em classifica-la de uma “obra excecional”, o historiador Manuel Albino Penteado Neiva traz “à luz do dia tudo o que os nossos combatentes sofreram”, desfilando nas suas páginas a sua identidade e os seus feitos, as localidades a que pertenciam e os sofrimentos por que passaram, sem esquecer as numerosas condecorações com que foram agraciados.

Entre as iniciativas que Esposende planeia levar a efeito conta-se a ereção de um Monumento aos Mortos da primeira Grande Guerra como forma de “não deixar cair no esquecimento essas pessoas”, como referiu o presidente da edilidade por ocasião da cerimónia de lançamento do livro que teve lugar no passado dia 22 de novembro, no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, em Esposende.

O Autarca recordou as iniciativas já realizadas e anunciou as ações que irão decorrer, destacando a intenção do Município de erigir um Monumento aos Mortos da 1.ª Grande Guerra, como forma de “não deixar cair no esquecimento essas pessoas”. Porém, a primeira pedra do monumento já foi lançada e constitui a obra com que o historiador Manuel Albino Penteado Neiva nos acaba a todos de presentear: o livro “SOLDADOS SEM ROSTO – A 1ª Grande Guerra e os seus Reflexos em Esposende”!

O livro dispõe de excelente apresentação gráfica e capa de cores sóbrias, incluindo impressão a verniz local, da responsabilidade de Ricardo Sapage.

O historiador Manuel Albino Penteado Neiva, nasceu em Vila Chã, concelho de Esposende, em 30 de Novembro de 1956. Fez o Ensino Primário em Vila Chã e S. Paio de Antas, tendo prosseguido estudos na Cidade de Viana do Castelo - Colégio do Minho. No Ano Letivo 1974/75 entra na Universidade do Porto, Faculdade de Letras, obtendo em 1979 o Curso de História. A partir daí ingressa, como Professor, nos Ensinos Preparatório e Secundário, lecionando a disciplina de História.

Em 1982, foi convidado pela Câmara Municipal de Esposende a presidir à Comissão Instaladora da Casa da Cultura de Esposende cuja atividade deu origem à criação da Biblioteca Municipal de Esposende, Serviços de Arqueologia e Museu Municipal.

Em 1983, foi nomeado Bibliotecário da Câmara Municipal de Barcelos, ocupando este cargo até 1984, ano em que assumiu o lugar de Bibliotecário na Câmara Municipal de Esposende, onde iniciou a criação do serviço de Biblioteca Pública.

Ainda em 1983, concorreu à Pós-Graduação em Ciências Documentais para a Universidade de Coimbra, tendo concluído esta especialização no Ano Letivo 1984/85.

Participou em vários Colóquios, Conferências e Seminários, onde apresentou trabalhos de investigação, tendo publicado até à data mais de cinquenta estudos, no âmbito da Etnografia, Arqueologia e História Local. Coordenou a Barcellos-Revista e foi fundador e Diretor do Boletim Cultural de Esposende.

Desde 1989 ocupou as funções de Vereador da Câmara Municipal de Esposende. Foi candidato a Deputado à Assembleia da República e Deputado Municipal na Assembleia Municipal de Esposende. Pertenceu ao Executivo da Região de Turismo do Alto Minho. É atualmente Vice-presidente da Comunidade Intermunicipal do Cávado (CIM Cávado).

Colabora em Páginas Especiais de “O Comércio do Porto” e “Diário do Minho” assim como em outros órgãos de comunicação de âmbito regional e mesmo nacional.

É Professor na UAE – Universidade Autodidacta de Esposende, Membro da Sociedade Portuguesa de Estudos do Século XVIII, Sócio da Associação “Amigos dos Castelos “, Fundador, em Esposende, do Lions Clube e, atualmente, Consultor da Comissão Executiva da Evocação da 1.ª Grande Guerra em Esposende. Foi sócio fundador do GEAP - Grupo de Estudos Arqueológicos do Porto.

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ARQUIVO MUNICIPAL DE PONTE DE LIMA PROMOVE PALASTRA E DEBATE SOBRE “OS LIMIANOS NA I GUERRA MUNDIAL: MEMÓRIAS”

O Arquivo Municipal de Ponte de Lima realiza mais uma palestra/debate subordinada ao tema “Os limianos na I Guerra Mundial: memórias” que contará com a participação do Prof. Doutor Henrique Rodrigues e do Dr. Luís Abreu Coutinho.

Contribuir para o debate e a partilha de memórias relacionadas I Guerra Mundial, é o objetivo da iniciativa, a decorrer no Arquivo Municipal, no dia 12 de dezembro, às 18 horas.

Durante a sessão caberá ao Prof. Doutor Henrique Rodrigues abordar a temática “Grande Guerra de 1914-18: abordagem à bulimia da escrita de guerra” e ao Dr. Luís Abreu Coutinho dar a conhecer o papel desempenhado por José de Magalhães Queiroz de Abreu Coutinho, seu avô e Capitão de Infantaria em África durante a I Guerra Mundial.

Henrique Rodrigues - Bacharel, Licenciado, Mestre e Doutor na especialidade de História Moderna e Contemporânea pela Universidade do Porto. Professor de carreira do Ensino Superior (IPVC) é investigador do CETRAD /UTAD, membro do Conselho Científico da APHVIN/GEHVID, colaborador da Universidade Portucalense - Infante D. Henrique, investigador colaborador do CEHA (Funchal), membro do Conselho Consultivo do Museu da Emigração - Comunidade e Luso-descendentes, colaborador do CEHR (Centro de Estudos de História Religiosa) e investigador do CEMEC (Centro de Estudos da Memória da Edição Contemporânea). Coordenou e/ou organizou mais de quatro dezenas de eventos científicos e pedagógicos. Apresentou comunicação oral em mais de uma centena de congressos, seminários, conferências, palestras e colóquios. Autor de mais de nove dezenas de títulos, entre os quais estão duas dissertações sobre migrações. Tem como temáticas de investigação as áreas da Demografia Histórica, História da Educação, Mobilidades Humanas, Escritas Privadas, da Emigração e da Guerra.

Luís Abreu Coutinho - Neto de José de Magalhães Queiroz de Abreu Coutinho (1885-1952), Capitão de Infantaria e 10º Senhor da Casa da Fonte da Bouça, na freguesia de Vitorino das Donas, concelho de Ponte de Lima. Foi condecorado com a Cruz de Guerra de 2ª classe e com o grau de Oficial da Ordem Militar de Avis.

Para mais informações contate o Arquivo Municipal através do seguinte endereço: arquivo@cm-pontedelima.pt.

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE EDITA LIVRO “SOLDADOS COM ROSTO”

Programa evocativo do Centenário da 1.ª Grande Guerra

Integrada no programa evocativo do Centenário da 1.ª Grande Guerra, que o Município de Esposende está a realizar, decorreu, no passado dia 22 de novembro, no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, a sessão de apresentação do livro “Soldados com Rosto – A 1.ª Grande Guerra e os seus reflexos em Esposende”, da autoria de Manuel Albino Penteado Neiva.

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Num espaço que se tornou pequeno para todos quantos quiseram marcar presença na iniciativa, o Coronel Luís Coutinho de Almeida deu a conhecer a obra, na qual o autor faz o enquadramento histórico do conflito, explica o posicionamento de Esposende na Guerra, aborda as homenagens dedicadas aos que tombaram em combate e apresenta os combatentes do concelho. Luís Coutinho felicitou Penteado Neiva pela “ambiciosa, mas plenamente conseguida obra” e saudou o Município pela realização do programa evocativo do centenário da 1.ª Grande Guerra, que decorrerá até 2018, assinalando que é um ato de justiça e de gratidão para com “os filhos de Esposende que, de forma desprendida, deram a vida pela Pátria”. O militar agradeceu, assim, “por terem resgatado estes nossos heróis do esquecimento e por não os terem deixado para trás”.

“Este é o nosso dia da memória”, afirmou Manuel Albino Penteado Neiva, sustentando que “é o dia em que trazemos à luz do dia tudo o que os nossos combatentes sofreram”, das angústias às privações, do desânimo à revolta. Assinalando que “em História não há obras acabadas”, o autor referiu que o livro é o resultado da investigação que conseguiu realizar, desculpando-se por qualquer eventual omissão. Na hora dos agradecimentos, Albino Penteado Neiva lembrou as pessoas e instituições que contribuíram para esta edição, particularmente à Câmara Municipal de Esposende, na pessoa do Presidente Benjamim Pereira. Terminou, recitando o poema “O menino de sua mãe”, de Fernando Pessoa, que faz alusão ao soldado que pereceu na guerra.

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Uma “obra excecional”, foi como o Presidente da Câmara Municipal classificou o livro “Soldados com Rosto”, que materializa mais uma acção do vasto programa evocativo preparado pelo Município para lembrar e homenagear todos os esposendenses que estiveram envolvidos na 1.ª Grande Guerra. Benjamim Pereira disse mesmo que não evocar o centenário deste acontecimento da História, no qual participaram dezenas de esposendenses, alguns dos quais perderam a vida em combate, “seria uma omissão muito grave”.

O Autarca recordou as iniciativas já realizadas e anunciou as ações que irão decorrer, destacando a intenção do Município de erigir um Monumento aos Mortos da 1.ª Grande Guerra, como forma de “não deixar cair no esquecimento essas pessoas”.

Tal como já havia feito no arranque do programa evocativo, o Presidente da Câmara Municipal reiterou o desafio para a realização de uma vigília pela paz, que envolva toda a comunidade, particularmente os jovens.

Noutro plano, saudando a elevada participação na sessão, Benjamim Pereira desafiou os presentes a que participem nas sessões da Assembleia Municipal, que ocorrem justamente no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, que apelidou de “a casa da democracia”, apelando assim a uma maior participação cívica dos esposendenses. A terminar a sua intervenção, deixou um conjunto de agradecimentos a todos quantos tornaram possível a edição do livro, particularmente ao autor Manuel Albino Penteado Neiva, Consultor da Comissão Executiva da Evocação da 1.ª Grande Guerra em Esposende.

VALENCIANOS REVISITAM HISTÓRIA DA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Mais de 8500 Pessoas já visitaram a Exposição 1ª Guerra Mundial – Valencianos nas Trincheiras”

Valença está a evocar o Centenário da 1ª Guerra Mundial, com a exposição "1ª Guerra Mundial - Valencianos nas Trincheiras", no Núcleo Museológico Municipal, até 25 de novembro.

8545 visitantes já percorreram e descobriram os pormenores desta exposição, desde a sua inauguração em 26 de julho.

Uma réplica integral de uma trincheira, tão característica desta guerra, em forma de túnel, resguardada pelos arames farpados e os soldados à escala real é o grande atrativo desta mostra. As telecomunicações, o armamento, os meios de socorro, maquetes de campos de batalha completam a exposição.

Um painel faz a referência histórica aos 22 soldados valencianos que tombaram em combate nos campos de batalha da Europa e de África, no âmbito da 1ª Guerra Mundial. Uma justa homenagem aos valentes soldados valencianos que defenderam as cores nacionais nas grandes batalhas desta guerra e que muitos foram sepultados no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

Esta exposição enquadra-se no conjunto de mostras que a autarquia vai promovendo, ao longo do ano, abordando as mais diversas témáticas, em espaços como o Núcleo Museológico, o Arquivo Municipal, a Loja de Turismo, a Galeria das Portas do Meio e a Biblioteca Municipal. Exposições que mostram a dinâmica cultural da cidade e promovem as artes e a cultura.

GUIMARÃES ASSINALA FIM DA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Guimarães nos 96 anos do dia em que se comemorou o fim da 1ª Guerra Mundial. Sessão solene teve lugar em Compiègne (França)

Armistício foi assinado a 11 de novembro de 1918, na floresta de Compiègne. Faltam quatro anos para o centenário. Guimarães homenageou soldados da Primeira Grande Guerra.

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O Município de Guimarães, a convite da cidade francesa de Compiègne, com quem é geminado desde 2006, participou nas comemorações do 96º aniversário do armistício que assinalou o final na Primeira Guerra Mundial, cuja efeméride foi evocada esta terça-feira, 11 de novembro, na floresta da região gaulesa da Picardia.

As cerimónias, que consignam um dia de feriado em toda a França, principiaram com a celebração de uma eucaristia na Igreja de Saint Jacques, realizando-se no final uma homenagem oficial no “Monumento aos Mortos da Guerra”, onde o Município de Guimarães, através da vereadora Adelina Paula Pinto, depositou uma coroa de flores, juntamente com o Presidente da Câmara de Compiègne, Philippe Marini.

De tarde, os atos oficiais, que decorreram na “Clairière de l'Armistice”, onde se encontra o monumento alusivo ao Armistício, contaram com a presença do Primeiro-Ministro de França, Manuel Valls, da Ministra da Justiça, Christiane Taubira, da Secretária de Estado para a área social, Laurence Rossignol, além de muitas personalidades políticas, religiosas, militares e civis.

«Guimarães reafirma a sua vontade de continuar a estreitar relações com Compiègne, nomeadamente no domínio da Educação, com a possibilidade de intercâmbio de jovens e da manutenção da iniciativa do Parlamento Jovem Europeu», referiu a Vereadora do Município de Guimarães, durante o discurso efetuado na receção oficial presenciada por um milhar de pessoas em Saint Nicolas, salão nobre da Autarquia francesa.

«O facto de Compiègne ter sido tão importante na Primeira Grande Guerra, tal como na Segunda, poderá ser fundamental para o conhecimento e para a sensibilização dos estudantes vimaranenses para estes dois grandes acontecimentos que marcaram o século XX», disse ainda Adelina Paula Pinto.

RITUAL DE LEITURA EM FRENTE AO MONUMENTO

O armistício de 11 de novembro assinala a rendição da Alemanha e o fim da Primeira Guerra Mundial. O 11º dia do 11º mês de 1918, em que todas as armas foram silenciadas às 11 horas, após quatro anos de uma guerra mortífera, tornou-se uma data de lembrança em homenagem aos soldados falecidos, cujos nomes são lidos anualmente diante do monumento.

Desde 24 de outubro de 1922, altura em que foi declarado feriado nacional, este momento solene destaca-se também pelos toques de clarim e pelo minuto de silêncio que são rigorosamente cumpridos.

Capital do Departamento do Oise, região da Picardia, Compiègne situa-se entre o Rio Oise e uma das mais extensas manchas florestais de França. Município com 45 mil habitantes, distribuídos por 53,10 quilómetros quadrados de superfície, dista 1.650 quilómetros de Guimarães, 230 de Bruxelas e 90 de Paris.

A situação geográfica conferiu-lhe um papel estratégico e militar importante, tornando o Município palco de diversos marcos históricos muito significativos: captura e prisão, pelos ingleses, de Joana D'Arc (século XVI), sede do hospital e quartel-general das tropas aliadas durante a Primeira Guerra Mundial e palco da cerimónia de assinatura do Armistício de 1918 e 1940.

PONTE DE LIMA EVOCA CENTENÁRIO DA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Os limianos na Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Arquivo Municipal de Ponte de Lima

O Município de Ponte de Lima em parceria com Instituto de História Contemporânea, Unidade de Investigação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, pretende sensibilizar a população para a importância da memória e da sua preservação procurando a participação direta de todos os cidadãos para recordar e conhecer melhor a história da I Guerra Mundial.

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No âmbito desta iniciativa, inserida nas atividades levadas a cabo pelo Município de Ponte de Lima e da ação “Dias da Memória” do Instituto de História Contemporânea, solicita-se a todos os cidadãos de Ponte de Lima que sejam detentores de documentos, fotografias, objetos, postais, cartas, medalhas, diários, mapas, fardas, memórias e/ou outro tipo de material que possa contribuir para o enriquecimento e aprofundamento do estudo da I Guerra Mundial.

Toda a informação disponibilizada pelos cidadãos ao Município de Ponte de Lima, através do Arquivo Municipal, será posteriormente facultada ao Instituto de História Contemporânea para integrar o repositório de informação sobre a I Guerra Mundial, disponível em www.portugal1914.org.

Para mais informações contacte o Arquivo Municipal de Ponte de Lima através do email: arquivo@cm-pontedelima.pt ou pelo telf: 258900425.

BARCELOS HOMENAGEIA COMBATENTES DA GRANDE GUERRA

Cerimónia evoca do centenário do conflito militar

Decorreu no dia 28 de outubro, na Av. Dr. Sidónio Pais, em Barcelos, junto ao monumento aos combatentes, uma cerimónia evocativa do centenário da Grande Guerra, organizada pela Liga dos Combatentes (fundada em 1923), tendo sido homenageados os combatentes mortos neste conflito.

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A cerimónia foi presidida pelo Tenente Coronel Bruno Neves, da Escola Prática dos Serviços, da Póvoa de Varzim, e contou com a presença do Vice Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Domingos Pereira, do Presidente da Assembleia Municipal, Duarte Nuno Pinto, do Coronel João Paulo Amado Vereda, Presidente do Núcleo de Braga da Liga dos Combatentes, de vários elementos da Liga dos Combatentes, entre outros representantes de diversas instituições.

A cerimónia começou com a deposição de uma coroa de flores no monumento e homenagem aos mortos em combate, seguindo-se do “toque de silêncio” e o toque de “homenagem aos mortos em combate”, executados por uma força militar da Escola Prática dos Serviços, e uma prece pelo capelão Guilherme Peixoto.

Após este ato, foi executado o toque de “alvorada”, pretendendo significar “um hino de esperança e fé na convicção de que o esforço e sacrifício dos nossos camaradas não foram em vão”.

Seguidamente o Coronel João Paulo Amado Vereda leu uma mensagem do Presidente da Liga dos Combatentes, Tenente General Joaquim Chito Rodrigues, onde foi reafirmado que a Liga é herdeira “dos valores materiais e imateriais de uma História escrita por soldados” que deram tudo de si, “na lama de Flandres e no capim de África”. “A Liga dos Combatentes não esquece nem esquecerá” o esforço do soldado português ao longo da História.

Foi também lida uma mensagem do Presidente da República, Comandante Supremo das Forças Armadas, que afirmou que com esta homenagem “cumprimos o dever de manter viva a memória e o esforço dos combatentes” nos campos de batalha da Flandres e de África.

Na sua mensagem, o Presidente da República referiu a falta de condições do país para entrar no conflito da Grande Guerra, mas “fica o exemplo de coragem do amor à Pátria do soldado português”, que sempre honrou a presença portuguesa.

Por isso, referiu ainda na mensagem, “A memória da Grande Guerra deve constituir-se como tributo ao soldado português. Portugal não os esquece”.

Após a leitura das mensagens, foi descerrada uma lápide evocativa desta cerimónia.

A cerimónia foi uma iniciativa do Ministério da Defesa e decorreu em dois tempos: primeiro nas capitais de Distrito (realizada no dia 18 de outubro) e depois nas cidades onde existam monumentos aos combatentes da Grande Guerra, como é o caso de Barcelos. Existem no país 115 desses monumentos.

A participação portuguesa na Grande Guerra mobilizou cerca de 105 mil efetivos, distribuídos pelos teatros de operações da Europa e da África, registando-se milhares de mortos, feridos e prisioneiros.

Cerca de meia centena de soldados barcelenses pereceram neste conflito.

FAFE HOMENAGEIA COMBATENTES MORTOS NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Centenário da grande guerra foi assinalado em cerimónia pública

A Câmara Municipal de Fafe assinalou o centenário da I Grande Guerra Mundial, com uma cerimónia junto ao Monumento aos Combatentes, que teve lugar sábado de manhã, e cujo objetivo primeiro foi o de homenagear todos os soldados mortos em combate na I Guerra Mundial.

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Na sua mensagem, o presidente da Liga dos Combatentes, Joaquim Rodrigues, lembrou os soldados que lutaram por um país, deixando também a certeza de que a Liga que representa nunca os esquecerá. “A Liga dos Combatentes não esquece esta data que marcou o século XX. De resto, a liga garante aos combatentes recentes, excluídos e marginalizados, todo o apoio”. Na ocasião foi também lida uma mensagem de Aníbal Cavaco Silva.

O Presidente da República destacou um período marcante na história da humanidade, onde a prestação dos portugueses se pautou pela defesa do seu país e das suas gentes. “A Grande Guerra marcou o percurso da história mundial e ditou o fim dos grandes impérios.

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Da história da guerra, ficam testemunhos da capacidade dos portugueses nesta batalha, na defesa da Flandres, Angola e Moçambique” Refira-se que do concelho de Fafe morreram em combate na I Guerra Mundial 15 soldados. Na cerimónia de evocação do centenário do I Grande Guerra foi descerrada uma placa evocativa da data, pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Fafe, Pompeu Martins, e pelo presidente do Núcleo de Braga da Liga dos Combatentes, tendo estado presente o Presidente da Assembleia Municipal de Fafe, Laurentino Dias.

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CAMINHA VAI ASSINALAR O CENTENÁRIO DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL NO PRÓXIMO SÁBADO

As comemorações têm início às 16 horas, no Largo do Turismo

Caminha vai assinalar o Centenário da Primeira Guerra Mundial no sábado, dia 25 de outubro. As comemorações têm início às 16 horas. Esta iniciativa é organizada pela Câmara Municipal de Caminha e pelo Núcleo da Liga dos Combatentes de Viana do Castelo.

A decorrer no Largo do Posto de Turismo, na Rua Direita, esta cerimónia vai contar com o descerramento de uma placa em homenagem aos mortos caídos em defesa da Pátria e respetiva bênção realizada pelo Pároco, seguido da visualização do documentário sobre esta guerra, intitulado de "Batalha de Mali", onde as tropas portuguesas participaram.

No âmbito das comemorações do Centenário da Primeira Guerra Mundial e por se tratar de uma data histórica importante, o Museu Municipal de Caminha teve patente ao público a exposição evocativa do centenário “A Primeira Guerra Mundial” de 28 de julho a 5 de outubro. Esta exposição organizada pela Câmara Municipal e pelo Museu Militar do Porto foi um “sucesso” expositivo, quer pelo número de visitantes, quer pela partilha de informação que proporcionou.

Dada a sua importância histórica, a mostra continua patente, na comunidade educativa, de uma forma itinerante, encontrando-se até inicio de novembro na escola Ancorensis Cooperativa de Ensino e seguidamente na Escola Básica do Vale do Âncora, onde permanecerá até ao final do ano letivo, dando-se, assim, resposta às necessidades desta comunidade educativa.

VALENÇA EVOCA CENTENÁRIO DA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Valença evoca o Centenário da 1ª Guerra Mundial, com uma homenagem aos mortos da Grande Guerra, sábado, 25 de outubro, às 11h00, no Campo de Marte, na Fortaleza.

O ato começará com a formatura da Guarda de Honra, a cargo de uma secção da Marinha e a deposição de uma coroa de flores no Monumento aos Combatentes da Grande Guerra, no Campo de Marte. Está programado, ainda, um momento religioso e a leitura de mensagens do Presidente da República e da Liga dos Combatentes da Grande Guerra. Uma placa evocativa registará este ato para a posteridade.

O monumento valenciano aos Combatentes da Grande Guerra foi inaugurado a 5 de Abril de 1951 e constitui um dos poucos monumentos alusivos aos mortos na Iª Guerra Mundial da segunda década do séc. XX, com figura humana e sobretudo com a representação da deusa da Vitória.

Este ato insere-se na programação valenciana, que ao longo deste ano, está a desenvolver um conjunto de iniciativas evocativas da saída de Valença do Corpo Expedicionário Português para combater na Iª Guerra Mundial.

No Núcleo Museológico Municipal é possível visitar a exposição "Iª Guerra Mundial - Valencianos nas Trincheiras", até 30 de Novembro.

Uma réplica de uma trincheira, tão característica desta guerra, as telecomunicações, armamento, meios de socorro, miniaturas de blindados e dos campos de batalha dão corpo a esta mostra. Informação alusiva à participação dos soldados valencianos.

Para Jorge Salgueiro Mendes, Presidente da Câmara Municipal "Com estas iniciativas Valença recorda um período da história e faz uma homenagem às mais de duas centenas de valencianos que integraram o Corpo Expedicionário Português e, muitos deles, não voltaram a casa".

BARCELOS EVOCA CENTENÁRIO DA GRANDE GUERRA

Cerimónia no dia 28 de outubro, às 10h30, junto ao monumento aos combatentes, na Avenida Dr. Sidónio Pais

Realiza-se no próximo dia 28 de outubro, terça-feira, às 10h30, na Av. Dr. Sidónio Pais, junto ao monumento aos combatentes na Grande Guerra, em Barcelos, uma cerimónia evocativa do centenário da Grande Guerra, organizada pela Liga dos Combatentes (fundada em 1923), que contará com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes.

A cerimónia inclui o descerramento de uma placa evocativa do centenário e deposição de uma coroa de flores no monumento, bem como a leitura de mensagens do Presidente da Liga dos Combatentes, Coronel João Paulo Amado Vereda, e do Presidente da República.

Preside à cerimónia um oficial superior da Escola Prática dos Serviços da Póvoa de Varzim, contando com uma força militar daquela Escola que procederá à colocação da coroa de flores e efetuará os seguintes toques: Silêncio, Homenagem aos Mortos em Combate, Alvorada.

A cerimónia é uma iniciativa do Ministério da Defesa e decorre em dois tempos: primeiro nas capitais de Distrito (já realizada no dia 18 de outubro) e depois nas cidades onde existam monumentos aos combatentes da Grande Guerra, como é o caso de Barcelos. Existem no país 115 desses monumentos.

A participação portuguesa na Grande Guerra mobilizou cerca de 105 mil efetivos, distribuídos pelos teatros de operações da Europa e da África, registando-se milhares de mortos, feridos e prisioneiros.

ESPOSENDE DEDICA CICLO DE CINEMA AO CENTENÁRIO DA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

No ano em que se assinalam os 100 anos da primeira Guerra Mundial, o Cine Clube de Esposende apresenta, nos meses de Outubro e Novembro, um ciclo de cinema relacionado com a história do conflito. O projeto conta com a organização do Núcleo de Intervenção Cultural de Esposende (NICE) e integra-se nas atividades desenvolvidas pela Câmara Municipal de Esposende (CME) no âmbito da comemoração do centenário.

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O segundo ciclo de cinema temático do Cine Clube de Esposende pretende estimular a sensibilidade e o interesse da comunidade para questões relacionadas com a primeira Guerra Mundial, quer do ponto de vista dos acontecimentos, quer do ponto de vista estético. A iniciativa conta com a presença de autores e intérpretes para o debate e comentário dos filmes assistidos, bem como para a criação e execução de uma banda sonora original ao vivo.

O ciclo de cinema começa já no dia 4 de Outubro, pelas 21h30, com a exibição do documentário Nicht Vergessen Bruder (Não te esqueças irmão), da autoria de Bruno Broa e David Hinrichs, e com a exposição de pintura do artista plástico Gonçalo Beja da Costa. O ciclo de cinema acontece também nos dias 17 de Outubro e 7 e 21 de Novembro, no Auditório Municipal de Esposende.

Ao aproximar cultura, história e comunidade, o ciclo de cinema vai de encontro à missão da entidade organizadora e enquadram-se nas iniciativas comemorativas dos 100 anos do conflito, promovidas pela CME. O NICE é um movimento cultural multidisciplicar que se centra na organização, dinamização e promoção de atividades regulares no âmbito artístico e cultural, envolvendo a comunidade e dando oportunidades de divulgação a jovens criativos.

Este ciclo será exibido nos dias 4 e 17 de Outubro e 7 e 21 de Novembro no Auditório Municipal de Esposende pelas 21h30.

Para mais informações sobre a programação consultar o site:www.vistesposende,com

ESPOSENDE EVOCA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Município organiza “Percurso Evocativo da  1.ª Grande Guerra em Esposende” nos dias 27 de setembro e 4 de outubro

No âmbito do programa evocativo da 1.ª Grande Guerra (1914-1918), o Município de Esposende vai realizar, nos próximos dias 27 de setembro e 4 de outubro, um “Percurso Evocativo da 1.ª Grande Guerra em Esposende”.

O percurso será orientado por Albino Penteado Neiva e pretende dar a conhecer espaços e memórias da participação de Esposendenses neste conflito mundial. Assim, serão visitados locais ligados às vivências dos soldados do concelho e monumentos que se edificaram em sua memória, sendo recordados feitos e outras histórias.

A viagem será feita a pé e de autocarro, iniciando-se às 10h00, no Museu Marítimo de Esposende/Edifício de Socorros a Náufragos. No período da manhã, serão visitados os edifícios da Câmara Municipal e do Teatro Club/Museu Municipal, a casa do Sargento Álvaro Fernandes, o Palacete Barros Lima (Uma família na Guerra) e ainda o Talhão dos Combatentes da Grande Guerra em Marinhas, evocação ao Capitão Francisco Gonçalves Calheiros.

A visita é retomada por volta das 15h00, com a deslocação à Casa de Belinho do Poeta António Correia de Oliveira, em Antas, ao Talhão dos Combatentes da Grande Guerra, em Fão, culminando com a visita à Residência Paroquial de Gemeses, recordando o Cónego José Manuel Sousa.

A jornada inclui um almoço evocativo, no qual será saboreada uma ementa servida antes do embarque dos soldados numa das viagens a caminho do teatro de guerra.

As inscrições para o percurso do próximo sábado, dia 27, podem ser efetuadas na portaria da Câmara Municipal de Esposende ou na Biblioteca Municipal Manuel de Boaventura, até ao dia 25, e para o dia 4 de outubro, até ao dia 2.

VALENÇA EVOCA CENTENÁRIO DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Valença evoca o Centenário da 1ª Guerra Mundial, com mostra de viaturas militares na Fortaleza, concerto da Banda Militar do Porto, a exposição “1ª Guerra Mundial - Valencianos nas Trincheiras” e a “Operação Fortaleza”.

As comemorações começam sábado, 26 de julho, com uma mostra de viaturas pandur do Exército Português, nas Portas do Sol, entre as 10h e as 24h00. Uma mostra que pode ser visitada, ainda, no domingo entre as 9h e as 18h00.

O Núcleo Museológico vai receber a exposição “1ª Guerra Mundial - Valencianos nas Trincheiras”, com inauguração marcada para as 21h00 de sexta-feira. Uma exposição que estará patente ao público, até 30 de Novembro.

As comemorações contam, também, um concerto da Banda Militar do Porto, sábado, 27 de julho, às 22h00, na Coroada – Fortaleza. Valença com larga tradição de bandas militares, desde 1927, com a desativação da estrutura militar local, nunca mais tinha recebido uma banda do Exercito Português. Um concerto que se espera com grande expetativa, sob direção musical do Capitão Alexandre Coelho. No âmbito do concerto o ex-Combatente, Major Alberto Pereira de Castro, deixará o seu testemunho com o tema “Da Crueldade da Guerra ao Compromisso das Gerações”.

Um fim-de-semana enriquecido com a “Operação Fortaleza de Valença”, com atividades e airsoft, rapel e uma reencenação histórica.

Para Jorge Salgueiro Mendes, Presidente da Câmara Municipal “Com esta iniciativa Valença regressa ao passado quer com a atuação da Banda Militar, quer com o testemunho e exposição alusivas à 1ª Guerra Mundial. Além de recordar um período da história, é também o momento para homenagear as mais de duas centenas de valencianos que integraram o Corpo Expedicionário Português e, muitos deles, não voltaram a casa”.

JOSÉ RIBEIRO BARBOSA: UM FAMALICENSE QUE FOI UM DOS HERÓIS DA FLANDRES

O combatente José Ribeiro Barbosa e a bravura da 2ª Companhia do Grupo de Ciclistas a 9 de Abril de 1918

José Ribeiro Barbosa nasceu em Joane, Vila Nova de Famalicão, em 29 de Janeiro de 1880. Era oriundo de uma família de industriais, que sempre se dedicaram ao sector têxtil. Assim mesmo a vida militar lançaria sobre ele o seu apelo. Alistou-se como voluntário e foi acolhido no Regimento de Infantaria nº 8 de Braga, em 1906, onde fez o curso da Escola do Exército. Foi promovido a alferes em 1911, a tenente em 1913 e a capitão em 1917. Foi com essa patente que fez uma comissão de serviço na Guiné, em Cacheu, entre 1914 e 1916, quando foi transferido e incorporado no 1º Batalhão de Infantaria nº 29 de Braga, que partiria depois para França a 22 de Abril de 1917.

Em França, como bem refere Dino Ramalhete, seu neto, esteve em diversos locais e tomou parte dos intensos combates do C.E.P. Foi Director da Escola de Esgrima de Baioneta e cursou ainda na Escola de Granadeiros e Metralhadoras Ligeiras. Na 3ª Companhia de Infantaria nº29 guarneceu a 1ª linha e tomou parte na defesa do sector de Boutillerie (Fleurbaix). Num ataque alemão o Batalhão repeliu o inimigo e fez diversos prisioneiros. Foi então colocado no Estado-maior da Arma, tendo ainda comandado a 1ª Companhia de Infantaria que se encontrava a combater do sector de Ferme de Bois (Richebourg).

Foi ao comando da Companhia que dirigiu a defesa do sector de Ferme de Bois II, sendo o inimigo repelido então com grandes perdas. O 9 de Abril de 1918 apanhá-lo-ia no Front, como tantos outros seus compatriotas. Nesse fatídico dia comandou a 2ª Companhia do Grupo de Ciclistas naquela que ficou conhecida como Batalha de La Lys ou Batalha do Lys. Só retornaria a Portugal, já finda a guerra, a 5 de Junho de 1919. O embarque e viagem para a pátria ocorreram no navio inglês Northwestern Miller que, à época, era um dos navios utilizados para o retorno a casa de tropas portuguesas.

José Ribeiro Barbosa recebeu diversos louvores pelo seu valor e comando dos seus homens. Foi louvado pelo desempenho das suas funções de Director da Escola de Baioneta, onde demonstrou notável aptidão e conseguiu os melhores resultados na instrução da sua especialidade. Foi igualmente louvado pela muita competência, zelo e sangue frio demonstrado durante um ataque inimigo, assim como pela forma como dirigiu, na 1ª linha, os seus subordinados, dando-lhes belos exemplos do que era bravura e coragem, e incutindo-lhes a serenidade necessária, pois ele mesmo estava imbuído da mesma. Nada pedia aos seus que não praticasse e fizesse na frente de combate.

Por estas razões, foi condecorado com a Cruz de Guerra, Medalha da Vitória, Medalha Comemorativa da Campanha de França “Legenda 1917-1918”, Cruz Vermelha de Dedicação, Medalha de Agradecimento da Cruz Vermelha Portuguesa, Medalha de Prata da Classe de Comportamento Exemplar, e com a possibilidade de usar um Distintivo, a que se refere o Regulamento das Ordens Militares Portuguesas, com as cores azul e branco.

Depois de regressado à Pátria, foi colocado no Batalhão de Caçadores nº9 de Braga. Ali recebeu, como conseguiu apurar Dino Ramalhete, um louvor pela lealdade de que sempre deu provas e pela inteligência que sempre revelou no desempenho das funções a seu cargo, sendo-lhe atribuído o grau de Oficial da Ordem Militar de Avis

José Ribeiro Barbosa foi apoiante do Movimento de 28 de Maio de 1926. Pela defesa e apoio do mesmo foi nomeado Governador Civil de Braga, cargo que desempenhou durante 3 anos. Foi-lhe então atribuído o grau de Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo. Contudo, não venceria uma última batalha. A morte procurou-o muito cedo, tendo apenas 43 anos de idade. Tinha chegado a sua última viagem… Desta vez não contemplaria batalhas, em África ou em França. José Ribeiro Barbosa faleceu em Braga, entre os seus, em 1930.

Hoje, o seu espólio e a sua história são trazidos até nós por Dino Ramalhete, seu neto. A história do avô, neste contexto da Primeira Guerra Mundial, é para ele motivo de grande orgulho, preservando-a junto com fotografias e até cartuchos de balas, que connosco partilha, para arrancar ao esquecimento mais um dos homens que combateu nessa guerra, já distante… A Primeira Guerra Mundial.

Autor / Relator: Margarida Portela

Testemunha / Contador: Dino Ramalhete

Fonte: http://www.portugal1914.org/

JOSÉ MACHADO: UM COMBATENTE NA FLANDRES NATURAL DE CELORICO DE BASTO

José Machado, o soldado que ficou fisicamente incapacitado

José Machado, um lavrador nascido em 8 de Abril de 1895 na freguesia de Codeçoso, município de Celorico de Basto, alistou-se no Exército em 13 de Maio de 1916, tendo sido incorporado no Regimento de Infantaria 20. Como soldado do 4º Batalhão, 3ª Companhia, embarcou em Lisboa rumo à Flandres no dia 23 de Maio de 1917. Em Agosto desse ano é punido com 10 dias de detenção por “ter faltado aos trabalhos”, segundo o seu boletim individual do Corpo Expedicionário Português.

Durante a sua estadia na frente de guerra pede para lhe escreverem um postal à mãe, no qual conta que estava a ser tão bem tratado como os “criados do senhor”, o que, segundo duas filhas ouvidas pela neta Aida Caldeira quereria dizer que estava infestado de piolhos. No mês seguinte, é ferido por um estilhaço numa perna e evacuado para o hospital. A neta desconhece a gravidade dos ferimentos e em que circunstâncias estes ocorreram, mas segundo algumas filhas do soldado José Machado, este terá ficado três meses numa quinta, em França, a recuperar. Os proprietários da quinta gostavam muito dele por o considerem um grande trabalhador. Regressa a Portugal em 1919, tendo desembarcado em Lisboa no dia 5 de Março. Foi depois metido num comboio, num vagão cheio de presuntos, e deixado numa localidade um pouco distante de Codeçoso, segundo contaram duas tias a Aida Caldeira. Chegou a pé à sua terra natal, onde já se rezavam missas pela sua alma, uma vez que era o único militar que ainda não tinha regressado da guerra. Casou e teve 10 filhos. Baixou do serviço militar por incapacidade física a 16 de Janeiro de 1922. Recebeu uma medalha de mérito militar.

Autor / Relator: Fátima Mariano

Testemunha / Contador: Aida Caldeira

Fonte: http://www.portugal1914.org/

Propriedade da foto: José Caldeira

José Machado pousa sozinho para a fotografia, durante a estadia numa quinta em França onde recuperou de ferimentos sofridos em combate.

JOAQUIM ALVES CORREIA DE ARAÚJO: UM FAMALICENSE NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

A memória do médico Joaquim Alves Correia de Araújo, médico em África durante a Grande Guerra

Joaquim Alves Correia de Araújo era o segundo filho dos oito de Manuel Alves Correia de Araújo e de Bambina Amélia Machado d’Araújo, proprietários rurais de Requião, concelho de Vila Nova de Famalicão. Tal como com os outros filhos, Manuel e Bambina proporcionaram-lhe uma educação esmerada, tendo o mesmo iniciado o estudo das primeiras letras na escola da freguesia. Dali seguiria para o liceu de Guimarães, e a partir do sexto ano, frequentaria o Liceu Nacional Central de Braga, onde completou os seus estudos liceais com uma média final de 12 valores.

Logo depois Joaquim Alves decidiu matricular-se no primeiro ano de Medicina, e para tal escolheu fazê-lo na recém-criada Faculdade de Medicina do Porto, que substituiu a Escola Médico Cirúrgica ali estabelecida pela reforma educativa de Passos Manuel em 1836. Denote-se a curiosidade encontrada por Teresa Alves de que, dos cento e catorze colegas inscritos no curso de Medicina, colegas de seu tio-avô no ano lectivo de 1911-12, apenas cinco eram mulheres. 

Teresa Araújo desconhece o motivo que terá levado o seu tio-avô à Medicina, pensando-se que poderá ter sido por influência de seu tio materno João Machado d’Araújo, que terminou medicina na Escola Médico Cirúrgica do Porto em 1894. A única certeza que tem, e assim é porque existem as provas documentais que o atestam, é que no ano de lectivo de 1915-16 Joaquim Alves estava já no seu quinto ano, e defenderia em 23 de fevereiro de 1917, à época já mobilizado com a 1ª divisão de Lisboa, a tese “O método de Carrel e o soluto de Dakin no tratamento das feridas infetadas”, como surge referenciado no Jornal Gazeta de Famalicão de 24 de Fevereiro de 1917.

A própria sobrinha – neta refere que não deixam de ser curiosas as breves palavras que escreve no preambulo da sua tese, respeitantes à mobilização de jovens médicos, pois afirma que, mesmo sem defenderem a tese de final do curso (sem a qual não podiam exercer clinica médica civilmente, tal não constituía, impeditivo para o exercício de clinica militar, algo que considerava no mínimo um paradoxo. 

Já médico, com a sua tese defendida, Joaquim Alves tirará uma foto, envergando o seu dólman de serviço, no Porto, mais propriamente na Foto Universal, na rua de Cedofeita, para deixá-la para a posteridade, como acontecia na época, e igualmente para oferecer aos seus familiares e amigos. Estava pronto para partir, o que acabaria por suceder nos meses seguintes, como nos relatam os jornais da época. E é a bordo do vapor “Portugal” que o jovem médico, agora alferes médico na Grande guerra, seguirá para Moçambique, acompanhando o contingente de infantaria 31 e chegando à cidade da Beira em finais de Maio de 1917. 

Foi nomeado médico da coluna dos “Macondes” sob comando do Tenente Coronel José da Cunha e do Major Neutel d’Abreu, serviço que desempenhou durante um ano, sediado no posto de Chomba, local onde se fixara o Hospital de Sangue. Mudar-se-ia depois para o Hospital dos Combatentes na ilha de Xefina, na baía de Lourenço Marques, onde existe a referência familiar, repositório das suas próprias memórias, de que teria manipulado e usado um remédio da sua autoria, que dizia ter obtido resultados excepcionais na luta contra a febre biliosa, conseguindo-se assim diminuir o número de mortes causadas por esta patologia. Por ali se demorou largos meses, até ao termo do conflito, regressando depois e de forma definitiva a Portugal, a bordo do “Boliqueime”, corria o mês de Novembro de 1918. Disso se apercebeu Teresa Araújo, que consultou os jornais locais que referem mesmo a “boa aparência” do jovem médico ao regressar á pátria. 

Aquando da sua chegada a Lisboa teve uma nomeação imediata para médico do Regimento de Sapadores do Caminho-de-Ferro, funções que viria a acumular com os serviços médicos prestados no Hospital Militar da Estrela. Em 1922 foi ainda promovido a capitão - médico. Depois de uma temporada no sul, pediu a sua transferência para o Segundo Grupo de Companhias de Sapadores do Caminho de Ferro, sediado em Santo Tirso, onde serviu até 1937, ano em que teve lugar a reorganização do exército que deu por extinto aquele grupo de sapadores de caminhos-de-ferro naquela vila. Joaquim Alves terá então requerido a sua passagem à reserva, a qual lhe foi concedida. Todavia, continuará na ser médico, e a trabalhar no Hospital Militar do Porto, onde se manteve até 1947. A reserva nunca significou que não prestaria serviço activo. Joaquim Alves continuou a trabalhar até que, naquele ano, uma Junta Militar o considerou incapaz para o serviço militar, sendo presente à Junta Geral de Depósitos, Crédito e Previdência, para efeitos de aposentação. Todavia, esta considerou-o em condições de continuar na reserva, prestando serviço nas Juntas de Inspecção de Recrutamento.

A Grande Guerra e a sua presença na mesma nunca foi esquecida por Joaquim Alves, o que é atestado pelo seu papel de grande organizador na Liga dos Combatentes da Grande Guerra no concelho famalicense. Ali, chegou a ser presidente da sua comissão administrativa, desde a sua fundação, a 12 de Dezembro de 1934, até finais da década de 1940. A Guerra tinha deixado as suas marcas. Hoje, recordamos assim, pelas palavras e pelo trabalho de investigação de Teresa Araújo, a presença na mesma deste interveniente no conflito, não como combatente, mas como médico, salvando vidas na África Oriental. 

Informação Adicional: Autor – Relator: Margarida Portela

Testemunha – Contador: Teresa Araújo

INTERVENIENTES

Nome: Joaquim Alves Correia de Araújo

Cargo: Médico Militar

TEATROS DE GUERRA

Teatros de Guerra: África (Moçambique. Local: Beira e Lourenço Marques)

Fonte: http://www.portugal1914.org/portal/pt/

PONTE DE LIMA REALIZA CONFERÊNCIA SOBRE A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

Conferência - Norton de Matos e a I Guerra Mundial realiza-se no Arquivo Municipal de Ponte de Lima no dia 17 de maio / 17h00

No âmbito da comemoração do centenário da I Guerra Mundial organizada pelo Município de Ponte de Lima, através do Arquivo Municipal, em parceria com a Casa Norton de Matos, irá realizar-se no dia 17 de maio, às 17h00, no auditório municipal, a conferência intitulada “Norton de Matos e a I Guerra Mundial”, que contará com a participação de oradores conceituados:

Programa

Portugal na Grande Guerra: da neutralidade beligerante à beligerância neutralizada (1914-1918), apresentado pelo Prof. Doutor Armando Malheiro da Silva, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Norton de Matos, o pai do milagre laico da República, pela Drª Helena Pinto Janeiro, do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa e Câmara Municipal de Lisboa.

Uma dedicatória

Dr. José Norton | Investigador

Para mais informações contacte o Arquivo Municipal de Ponte de Lima, no Largo Dr. António Magalhães, ou pelo telef: 258 900425 | Fax: 258 900410.

15 SOLDADOS DE FAFE MORRERAM EM FRANÇA, EM ÁFRICA E NA ALEMANHA NA I GRANDE GUERRA MUNDIAL

No quadro da I Grande Guerra Mundial (1914-1918) terão morrido 15 soldados oriundos de Fafe nos campos de batalha de França, África e Alemanha.

A notícia é garantida pelo semanário local O Desforço, na edição de 13 de Abril de 1933, década e meia após o termo do sangrento conflito.

“Publicamos aqui hoje, para que fique bem gravado, para que nunca mais se apague, para que todos conheçam os nomes dos Bravos soldados de Fafe que deram a sua vida pela Pátria, pelo Direito, pela Liberdade, cooperando na Grande Guerra” – escreve o articulista.

Segundo aquele periódico, morreram 8 militares fafenses em França, 6 na África e 1 na Alemanha.

O nome dos mortos são os seguintes:

França:

Paulino de Carvalho – natural de Serafão

João da Cunha – Quinchães

João Moreira – Serafão

Fernando d’Oliveira Freitas – Santo Ovídio, Fafe

Francisco Bastos – Moreira do Rei

Zacarias Correia – Arões S. Romão

Bernardino Ribeiro – Paços

Rodrigo Gonçalves – S. Gens

África:

Manuel da Silva – Serafão

Joaquim Domingues Teixeira – Várzea Cova

Joaquim Nogueira – Fafe

João Martins – Serafão

Francisco Ribeiro – S. Gens

Bernardino de Jesus Exposto (?)

Alemanha:

José Gonçalves – Armil

“Bons soldados da nossa terra, disciplinados, bravos, patriotas, que morresteis na França, na África e na Alemanha!

Que exemplo para nós todos!

Que orgulho de raça!

Que glória imperecível!

A todos vós, pois, Salvé!

E aos vossos, se dor tiverem no coração, que ela se transforme em orgulho” – conclui o periódico republicano, na sua primeira página.

Artur Coimbra

PONTE DE LIMA COMEMORA CENTENÁRIO DA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Programa das comemorações do centenário da I Guerra Mundial (1914-2014). Arquivo Municipal de Ponte de Lima, 4 de abril, 21h00

As comemorações do centenário da I Guerra Mundial organizadas pelo Município de Ponte de Lima, através do Arquivo Municipal, têm início com a inauguração da exposição “Os limianos na Grande Guerra: centenário da I Guerra Mundial (1914-2014)”, no dia 4 de abril às 21h00.

Esta exposição que estará patente no Arquivo Municipal de Ponte de Lima, entre os dias 4 de abril a 31 de dezembro de 2014, coordenada em parceria com a Casa Norton de Matos, visa dar especial enfoque ao papel preponderante desempenhado por Norton de Matos durante o conflito mundial, não esquecendo, contudo, os restantes limianos que, também eles heróis de guerra, estiveram na frente de batalha em África e na Europa.

Ainda no dia 4 de abril, às 21h30, no auditório Rio Lima, terá lugar a visualização de um documentário da RTP, intitulado “Portugal nas trincheiras”, à qual se seguirá uma representação, na 1ª pessoa, da Grande Guerra e da saga dos combatentes, protagonizado por Gil Santos, numa organização do CLAC - Clube Limiano de Automóveis Clássicos.

As comemorações continuam no dia 17 de maio, às 17h00, no Auditório Municipal, com a conferência intitulada “Norton de Matos e a I Guerra Mundial”, com a participação de conceituados oradores:

Programa

Portugal na Grande Guerra: da neutralidade beligerante à beligerância neutralizada (1914-1918)”

Prof. Doutor Armando Malheiro da Silva | Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Norton de Matos, o pai do milagre laico da República

Mestre Helena Pinto Janeiro | Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa

Uma dedicatória

Dr. José Norton | Investigador

De referir que até ao final do presente ano seguir-se-ão outras iniciativas sobre a temática da I Guerra Mundial, a divulgar oportunamente.

RAÇÕES DE COMBATE DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL DERAM ORIGEM Á INDÚSTRIA CONSERVEIRA

Sardinhas “Minhota” é uma das marcas mais antigas da indústria conserveira portuguesa

Remonta aos começos do século XIX a invenção da comida enlatada, atribuindo-se ao industrial francês Nicolas Appert o invento do método de conservação dos alimentos através do seu aquecimento e acondicionamento em recipientes fechados como forma de interromper o processo de fermentação, segundo Pasteur como forma de eliminar os microrganismos. Durante muito tempo, este invento destinou-se a ser utilizado pelas tropas em campanha como ração de combate, o que ainda se verifica.

A elevada utilização da comida enlatada nas trincheiras da Primeira Grande Guerra, assistiu-se a um grande incremento da indústria conserveira. Em Portugal, devido à sua localização costeira, esta atividade centrou-se preferencialmente no embalamento de espécies piscícolas como o atum e a sardinha. Com o decorrer do tempo, o consumo de produtos alimentares em embalagens de metal generalizou-se como uma forma nomeadamente de reduzir os inconvenientes resultantes do armazenamento das embalagens, aumentando contudo os custos ambientais e a necessidade de se proceder à reciclagem.

O consumo das conservas veio a generalizar-se e a ser usado também pela população civil no seu consumo diário, facto a que não é alheio, entre outros aspetos, a publicidade que foi criada à sua volta, associando inclusive o produto a uma ideia de tradição que na realidade não existia. Exemplo disso, são as latas de sardinhas “Minhota”, com a sua embalagem colorida e atraente exibindo uma lavradeira minhota.

COMBATENTES NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA FESTEJAM O 14 DE JULHO EM FRANÇA AO SOM DA CONCERTINA

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Tal como antes sucedeu com o cavaquinho, o minhoto leva consigo a concertina seja para onde for. O seu toque alegre denuncia de imediato a presença de gente minhota que, mesmo nas ocasiões particularmente difíceis da vida, encontra sempre um momento para recobrar o ânimo e divertir-se, tal como um raio de luz irrompendo por entre escuras e pesadas nuvens.

A imagem, pertencente à Liga dos Combatentes, sugere-nos um momento de confraternização dos nossos soldados com a população francesa por ocasião dos festejos do 14 de julho, não faltando sequer o S. João a lembrar as festas bracarenses.

Foto: https://www.facebook.com/centenariogg.oficial

PRIMEIRA GRANDE GUERRA: NATURAIS DO CONCELHO DE ARCOS DE VALDEVEZ FALECIDOS EM FRANÇA

Trincheira em Franca na Grande Guerra A

Alberto Machado Teixeira, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 1 de Abril de 1895 no lugar da Igreja, freguesia de Tabaçô e Santar, filho António Teixeira e de Maria da Silva Machado; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 25 de Agosto de 1917.

José António Lopes, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 20 de Agosto de 1893 no lugar de Mozelos, freguesia de Ázere, filho de Manuel António Lopes e de Maria Fernandes; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 19 de Novembro de 1917.

José Maria Pereira da Cunha, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 29 de Novembro de 1892 na freguesia de Santa Eulália de Gondoriz, filho de António João da Cunha e de Emília Pereira; embarcou para França a 11 de Julho de 1917; faleceu em combate a 24 de Fevereiro de 1918.

Augusto de Barros Fernandes, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 9 de Outubro de 1895 no lugar de Choças, freguesia de Santo Estêvão de Aboim das Choças, filho de Francisco José Fernandes e de Maria Rosa de Barros; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 18 de Março de 1918.

António Gonçalves Martins, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 27 de Março de 1895 no lugar do Reguengo, freguesia de São Paio de Jolda, filho de Bento José Martins e de Maria Gonçalves; morador na freguesia de Correlhã, Ponte de Lima; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 18 de Março de 1918.

José Dias Rodrigues, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 23 de Dezembro de 1894 na Rua da Ponte, freguesia de São Paio de Arcos de Valdevez, filho de António Bento Rodrigues e de Luísa de Araújo; embarcou para França a 11 de Julho de 1917; faleceu em combate a 18 de Março de 1918.

Manuel da Costa, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 10 de Agosto de 1893 no lugar da Riba Nogueira, freguesia de Santa Eulália de Rio de Moinhos, filho de Domingos da Costa e de Maria da Costa; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 19 de Março de 1918.

José Barbosa, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 1 de Abril de 1892 no lugar de Aveleiras, freguesia de São João Baptista de Rio Frio, filho de José Barbosa e de Custódia Angélica; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 9 de Abril de 1918.

Manuel de Sousa Barros, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 15 de Janeiro de 1895 no lugar de Redondelo, freguesia de Vale, filho de Rosa de Sousa Barros; morador na freguesia de São Vicente de Giela; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 9 de Abril de 1918.

Manuel de Amorim, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 25 de Dezembro de 1895 no lugar da Tavarela, freguesia de Santa Maria de Távora, filho de Domingos António de Amorim e de Avelina da Conceição; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 9 de Abril de 1918.

José Caldas de Amorim, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 14 de Setembro de 1895 no lugar de Soalheiras, freguesia de São João Baptista de Parada, filho de José de Amorim e de Vitória Joaquina de Caldas; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 9 de Abril de 1918.

António Pereira de Barros, soldado servente do 6.º Grupo de Batarias de Artilharia; nascido a 18 de Abril de 1895 no lugar da Vinha Nova, freguesia de Santa Eulália de Rio de Moinhos, filho de João de Barros e de Maria Teresa Pereira; embarcou para França a 15 de Agosto de 1917; faleceu em combate a 1 de Maio de 1918.

Francisco António de Barros, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 9 de Agosto de 1894 no lugar de Quintães, freguesia de Santa Maria de Távora, filho de António Luís de Barros e de Carolina Rosa; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 15 de Maio de 1918.

Silvério Fernandes, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 4 de Agosto de 1895 no lugar de São Miguel, freguesia de São Miguel de Loureda, filho de José Joaquim Fernandes e de Rosa Pedreira; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 23 de Junho de 1918.

João Ferreira, soldado do 4.º Batalhão de Infantaria; nascido a 21 de Maio de 1893 no lugar de Estanque, freguesia de Santa Marinha de Proselo, filho de Rosa Ferreira; morador na freguesia de São Cosme de São Damião; embarcou para França a 22 de Abril de 1917; faleceu em combate a 12 de Julho de 1918.

António José de Barros Cerqueira, alferes miliciano da 1.ª Companhia de Sapadores Mineiros; nascido a 18 de Julho de 1891 no lugar do Casal, freguesia de Vale, filho de José Maria Cerqueira e de Esperança de Barros; embarcou para França a 8 de Julho de 1918; faleceu em combate a 14 de Setembro de 1918.

Fonte: Jofre de Lima Monteiro Alves / http://escavar-em-ruinas.blogs.sapo.pt/

LUÍZ GONZAGA DO CARMO RIBEIRO: UM VIANENSE QUE FOI UM DOS BRAVOS COMBATENTES DA HERÓICA “BRIGADA DO MINHO” QUE TOMBARAM NA FLANDRES

Um combatente da «Brigada do Minho» - em memória de Luiz Gonzaga do Carmo Pereira Ribeiro

Luiz Gonzaga do Carmo Pereira Ribeiro, filho de Duarte Pereira Dias Ribeiro e Deolinda Rosa da Silva Pereira Ribeiro nasceu a 21 de Junho de 1885 na rua de Santa Clara à rua de S. Sebastião, na freguesia de Nª Sra.ª de Monserrate, concelho e distrito de Viana do Castelo.

Última fotografia conhecida do capitão Luiz Gonzaga do Carmo Pereira Ribeiro, tirada pouco tempo antes de 9 de Abril de 1918. Foto: Carlos Ribeiro

Seu pai era farmacêutico e detinha a farmácia Áurea, estabelecimento que se encontrava no rés-do-chão da casa de habitação. Era um de cinco irmãos. Os outros cinco eram: o mais velho António Manuel Pereira Ribeiro, sagrado Bispo na Igreja de S. Domingos em 1915, tendo permanecido à frente da Diocese do Funchal até à sua morte em 1957; Joaquim da Apresentação Pereira Ribeiro, que herdou a profissão do pai e posteriormente foi gerente do Sanatório de Coura; Maria da Conceição e Maria das Dores, solteiras, residentes em casa do pai até à data do seu falecimento, na década de 1960.

Conforme pesquisa do seu sobrinho-neto, que honra a memória do seu familiar e sempre quis saber mais sobre o mesmo, Luiz Gonzaga assentou praça como voluntário no Regimento de Cavalaria n.2, Lanceiros d’El Rei, em 23 de Maio de 1905. Ali permanece até 15 de Novembro de 1909, altura em que foi promovido a Alferes e passou para o Regimento de Infantaria n.º 3 de Viana do Castelo, com o n.º 181 de matrícula e pertença do 25.º batalhão. Teve licença para matrimónio assinada em 10 de Janeiro de 1910.

Casou em 31 de Janeiro de 1910 com Maria Isabel da Cunha Palhares, que foi mãe de seus três filhos: Maria Amália, nascida a 26 de Dezembro de 1910; Margarida Maria nascida a 18 de Outubro de 1913; António Manuel, nascido a 19 de Novembro de 1915.  Em 13 de Julho de 1912 era já tenente e encontrava-se no Quartel de Infantaria 3 em Viana do Castelo. Embarcou para França em Lisboa em 15 de Abril de 1917 integrando o 1.º Batalhão da 4.ª Brigada de Infantaria do Corpo Expedicionário Português (CEP). Por decreto de 29 de Setembro de 1917, inserto na O.E. n.º 14 (2.ª série) de 30 do mesmo mês, foi promovido a capitão e colocado no Estado-maior de Infantaria. Foi proposta a sua condecoração com a medalha de Prata de comportamento exemplar em 17 de Novembro de 1917 e por Ordem de Serviço n.º 146 de 10-12 da 4.ª Brigada passou a exercer interinamente o cargo de ajudante de Brigada, que acumulava com o seu.

Da sua ficha conta ainda outros dados. Teve licença de campanha por 30 dias a partir de 12 do mês de Dezembro de 1917. Por Ordem de Serviço n.º 214 de 28 de Dezembro da 4.ª Brigada foi “Louvado por, durante a permanência da Brigada na frente ter desempenhado com toda a proficiência, cuidado e zelo todos os serviços de que estava encarregado”. E em 10 de Janeiro de 1918 deixou de exercer as funções de ajudante de Brigada (O.S. da 4.ª B.I. n.º 1 de 11).

Gozou a sua licença, da qual retornou a 6 de Março de 1918. As memórias familiares fizeram chegar a Carlos Ribeiro o itinerário da sua Licença de Campanha. Esteve em Portugal, tendo visitado os seus, como era de esperar de um homem com arreigado sentido familiar. Antes de retornar, já em Março, terá estado em Viana. Ali se despediu-se do irmão e dos sobrinhos, que já estavam na cama. Regressou a França.

Desta época, logo após o seu regresso ao campo de batalha, datará a sua última fotografia. Em 9 de Abril foi inicialmente dado como desaparecido em combate, tendo aparecido morto em Lavantie, “recolhido no posto de Nouveau-monde não tendo sido possível fazer o seu enterramento por bombardeamento do posto”. Foi inicialmente sepultado no Cemitério de Le Touret e posteriormente reenumado no Cemitério Militar Português de Richebourg l’Avoué, talhão 7, fila G, coval 17. Ali se encontra um bravo minhoto, um membro da famosa Brigada do Minho, um homem, um soldado, e um combatente mais que Portugal viu cair naquele dia fatídico de 9 de Abril de 1918.

Autor-relator: Margarida Portela

Testemunha-contador: Carlos Ribeiro (sobrinho-neto de Luiz Gonzaga do Carmo Pereira Ribeiro)

Fonte: http://portugal1914.org/portal/pt/

Da fotografia constam ainda o Capitão-ajudante N. Franco e o Tenente Alpedrinha (ao meio e à direita). Ambos gaseados a 9 de Abril, segundo fonte do mesmo jornal). A fotografia teria sido tirada algum tempo antes, no quartel general da «Brigada do Minho», como já era conhecida esta valorosa unidade do C.E.P.

Foto: Ilustração Portuguesa, 1918

PRIMEIRA GRANDE GUERRA: NATURAIS DO CONCELHO DE CAMINHA FALECIDOS EM FRANÇA

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Manuel Gonçalves Cerqueira, soldado do Regimento de Infantaria n.º 5; nascido a 24 de Dezembro de 1894 na freguesia de São Paio de Moledo, filho de António Cerqueira e de Rosa da Conceição Lagar; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 25 de Julho de 1917; falecido em combate a 4 de Fevereiro de 1918.

Tomás Francisco Alves Escusa, primeiro-cabo do 5.º Grupo de Metralhadoras de Infantaria; nascido a 14 de Novembro de 1894 na freguesia de Nossa Senhora da Encarnação de Vilarelho, filho de Tomás Alves Escusa e de Francisca Rosa Lourenço Ribas; embarcou para França integrado no CEP a 25 de Julho de 1917; falecido em combate a 1 de Março de 1918.

Francisco António da Cruz Ribeiro, soldado do Regimento de Infantaria n.º 3, de Viana do Castelo; nascido a 8 de Junho de 1894 na freguesia de Santa Maria de Riba de Âncora, filho de Alexandre da Cruz Ribeiro e de Gertrudes Afonso; embarcou para França integrado no CEP a 15 de Abril de 1917; falecido em combate na Batalha de La Lys a 9 de Abril de 1918.

João Alves da Devesa, soldado do Regimento de Infantaria n.º 3, de Viana do Castelo; nascido a 1 de Abril de 1892 no lugar de Santo, freguesia de Santa Marinha de Gontinhães, hoje denominada Vila Praia de Âncora, filho de António Alves da Devesa e de Francisca Ferreira; embarcou para França integrado no CEP a 15 de Abril de 1917; falecido em combate na Batalha de La Lys a 9 de Abril de 1918.

António Lourenço Dantas Ribas, segundo-sargento do Regimento de Infantaria n.º 3, de Viana do Castelo; nascido a 9 de Dezembro de 1894 na Penacova, lugar da freguesia de Nossa Senhora da Encarnação de Vilarelho, filho de Manuel Lourenço Ribas e de Domingas Dantas; embarcou para França integrado no CEP a 22 de Abril de 1917; falecido em combate a 25 de Abril de 1918, era primo do primeiro-cabo Tomás Francisco Alves Escusa, também falecido em França.

Manuel José Crisóstomo, soldado do Regimento de Infantaria n.º 3, de Viana do Castelo; nascido a 18 de Agosto de 1892 na freguesia de Santa Marinha de Argela, filho de João Crisóstomo e de Libânia de Jesus; embarcou para França integrado no CEP a 15 de Abril de 1917; falecido em combate a 8 de Setembro de 1918.

José Pires Moreira“o Zé Plácido”, soldado do Regimento de Infantaria n.º 3, de Viana do Castelo; nascido a 1 de Janeiro de 1894 na freguesia de Santa Maria de Âncora, filho de Plácido Pires Moreira e de Cristina Afonso da Ponte; embarcou para França integrado no CEP a 15 de Abril de 1917; falecido em 20 de Dezembro de 1918.

Fonte: Jofre de Lima Monteiro Alves / http://escavar-em-ruinas.blogs.sapo.pt/

PRIMEIRA GRANDE GUERRA: NATURAIS DO CONCELHO DE PAREDES DE COURA FALECIDOS EM FRANÇA

António Pereira, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 14 de Setembro de 1893 no lugar de Antas, freguesia de São Pedro de Rubiães, filho de Olivana Rosa Pereira; solteiro e morador em Rubiães; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; faleceu em combate a 9 de Abril de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg L'Avoué.

Gaspar da Cunha, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 18 de Abril de 1893 em Pecene, lugar da freguesia de Santa Maria de Cossourado, filho de António Bento da Cunha e de Florinda Joaquina Gonçalves; solteiro e morador em Cossourado; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 11 de Julho de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; faleceu em combate a 7 de Agosto de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg L'Avoué.

António de Sousa, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 14 de Julho de 1893 em Penim, lugar da freguesia de Santa Maria da Colina de Cunha, filho de Joaquim de Sousa e de Joaquina da Cunha; solteiro e morador na freguesia e vila de Paredes de Coura; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; faleceu em combate a 28 de Agosto de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg L'Avoué.

Albano José de Castro, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 15 de Fevereiro de 1895 na Portelinha, lugar da freguesia de São Pedro de Formariz, filho de Ana Aurora de Castro; solteiro e morador na freguesia e vila de Paredes de Coura; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; faleceu em combate a 5 de Novembro de 1918.

Amadeu José de Lima, soldado da 2.ª Bateria do Regimento de Artilharia n.º 5, nascido a 29 de Abril de 1891 no Sobreiro, lugar da freguesia de Santa Marinha de Padornelo, filho de José Maria de Lima e de Severina Maria Barbosa; neto pela via paterna de Manuel António de Lima e de Ana Maria da Rocha e Sousa; neto materno de Manuel José Barbosa de Brito e de Clara Rosa Barbosa; casado e morador na freguesia de Padornelo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 20 de Agosto de 1917, onde pertenceu à 2.ª Bateria de Artilharia de Montanha do CEP; faleceu a 7 de Novembro de 1918, vítima de uma «bronco-pneumonia» causada por gases de guerra; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg L'Avoué, talhão C, Fila 8, coval n.º 7

Fonte: Jofre de Lima Monteiro Alves / http://escavar-em-ruinas.blogs.sapo.pt/

PRIMEIRA GRANDE GUERRA: NATURAIS DO CONCELHO DE PONTE DA BARCA FALECIDOS EM FRANÇA

Distribuicao do rancho nas trincheiras do CEP 1917

Francisco da Silva, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 29; nascido a 7 de Agosto de 1891 na Igreja, lugar da freguesia de Santiago de Sampriz, filho de Rosa da Silva; casado e morador em Sampriz; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria, “a Brigada do Minho”; falecido em combate a 24 de Fevereiro de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

Domingos Cerqueira, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 29; nascido a 13 de Agosto de 1893 na Fonte Coberta, lugar da freguesia de São Miguel de Lavradas, filho de Joaquina Cerqueira; solteiro e morador na vila de Ponte da Barca; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

José Maria Fernandes Júnior, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 29; nascido a 16 de Julho de 1893 em Santo António, lugar da freguesia de São João Baptista de Ponte da Barca, filho de José Maria Fernandes e de Joana Amélia das Dores; solteiro e morador na vila de Ponte da Barca; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

João de Sousa, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 29; nascido a 8 de Agosto de 1892 nos Casais, lugar da freguesia de São João Evangelista de Grovelas, filho de António Joaquim de Sousa e de Rosa Angélica; solteiro e morador em Grovelas; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; desaparecido em combate a 9 de Abril de 1918 e foi declarado morto alguns anos depois.

José Maria Cerqueira, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 29; nascido a 2 de Julho de 1895 no Carvalhal, lugar da freguesia de Santa Maria de Vila Nova de Muia, filho de Luís Maria Cerqueira da Rocha e de Ana Teresa; solteiro e morador em Vila Nova de Muía; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 12 de Abril de 1918.

António Rodrigues, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 29; nascido a 18 de Março de 1893 na Milhara, lugar da freguesia de São Tomé de Vade, filho de Manuel Rodrigues e de Maria Fernandes; solteiro e morador em São Tomé de Vade; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 5 de Junho de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

Francisco Gonçalves, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 29; nascido a 18 de Setembro de 1893 na Mouta, lugar da freguesia de São Tomé de Vade, filho de Maria Adriana; solteiro e morador em São Tomé de Vade; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a23 de Outubro de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

António José Ribeiro, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 16; nascido a 9 de Julho de 1894 no Castelo, lugar da freguesia de São Mamede de Lindoso, filho de José Ribeiro e de Clotilde Adelaide Gaeito; solteiro e morador no Lindoso; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 17 de Novembro de 1917, onde pertenceu à Divisão de Infantaria do CEP; falecido em combate a 25 de Outubro de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

Fonte: Jofre de Lima Monteiro Alves / http://escavar-em-ruinas.blogs.sapo.pt/

PRIMEIRA GRANDE GUERRA: NATURAIS DO CONCELHO DE MELGAÇO FALECIDOS EM FRANÇA

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António Alberto Dias, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 17 de Janeiro de 1892 na Verdelha, lugar da freguesia de São Salvador de Paderne, filho de José Bernardino Dias e de Maria do Carmo Alves; casado e morador na freguesia de São Paio de Melgaço; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria (Brigada do Minho); falecido em combate a 9 de Outubro de 1917.

Raul Gomes, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 27 de Agosto de 1894 no Queirão, lugar da freguesia de São Salvador de Paderne, filho de Manuel Joaquim Gomes e de Luciana Rosa Rodrigues; solteiro e morador em Paderne; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Outubro de 1917.

José Maria da Cunha, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 11 de Março de 1893 na Portela, lugar da freguesia de Santa Maria Madalena de Chaviães, filho de Aníbal dos Anjos da Cunha e de Felisbela Cândida Alves; casado e morador em Melgaço; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 22 de Novembro de 1917.

Tito Arsénio Alves Gonçalves, segundo-sargento do 2.º Esquadrão do Regimento de Cavalaria n.º 11; nascido a 5 de Junho de 1895 na Bouça Nova, lugar da freguesia de São Lourenço do Prado, filho de Manuel Luís Gonçalves e de Albina Rosa Alves; solteiro e morador no Prado; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Fevereiro de 1917; falecido em combate a 5 de Dezembro de 1917.

António José Lourenço, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 27 de Abril de 1892 no Louridal, lugar da freguesia de Santa Maria Madalena deChaviães, filho de Augusto Cândido Lourenço e de Ana Marinho; solteiro e morador em Chaviães; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 12 de Março de 1918.

João José Pires, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 28 de Abril de 1893 no Outeiro, lugar da freguesia de Santa Maria de Paços, filho de José Joaquim Pires e de Alexandrina Pires; solteiro e morador em Paços; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

José Narciso Pinto, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 3 de Março de 1893 na Igreja, lugar da freguesia de Santa Maria Madalena de Chaviães, filho de Manuel António Pinto e de Cândida Maria Alves; casado e morador em Chaviães; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

António José Cardoso Ferreira Pinto da Cunha, segundo-sargento do Regimento de Obuses de Campanha; nascido a 28 de Julho de 1892 na Rua Direita, vila e freguesia Santa Maria da Porta de Melgaço, filho de António José Ferreira Pinto da Cunha e de Carlota Amália Cardoso; solteiro e morador na vila de Arcos de Valdevez; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 20 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao 6.º Grupo de Baterias de Metralhadoras; falecido em combate a9 de Abril de 1918.

José Cerqueira Afonso, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 14 de Março de 1892 nas Fontes, lugar da freguesia de São Salvador de Paderne, filho de Inácio José Afonso e de Maria Cerqueira; casado e morador em Paderne; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Simplício de Lima, soldado do 1.º Esquadrão do Regimento de Cavalaria n.º 4; nascido a 18 de Junho de 1893 em Paranhão, lugar da freguesia de Santiago de Penso, filho de Maria Teresa de Lima; solteiro e morador no Penso; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 26 de Maio de 1917; falecido vítima de ferimentos em combate a 18 de Dezembro de 1918.

Fonte: Jofre de Lima Monteiro Alves / http://escavar-em-ruinas.blogs.sapo.pt/

PRIMEIRA GRANDE GUERRA: NATURAIS DO CONCELHO DE MONÇÃO FALECIDOS EM FRANÇA

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Justino Cândido Pereira, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Sapadores Mineiros; nascido a 20 de Agosto de 1895 na Veiga, lugar da freguesia de São João Baptista de Sá, filho de Adriano das Dores Pereira e de Rosália Palhares; solteiro, morador no lugar da Quinta, freguesia de Sá; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 26 de Maio de 1917, onde pertenceu ao Batalhão de Sapadores Mineiros; falecido em combate a 6 de Julho de 1917.

Agostinho Rodrigues Barroso, primeiro-cabo da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 4 de Setembro de 1895 no lugar das Velhas, freguesia de São João Baptista de Longos Vales, filho de Manuel Rodrigues Barroso e de Delfina do Carmo Soares; morador em Longos Vales; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917 integrado no Corpo Expedicionário Português a 26 de Maio de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria (Brigada do Minho); falecido em combate a 9 de Outubro de 1917.

Manuel Pereira Pinto, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 29 de Março de 1893 nas Cortes, lugar da freguesia de São Salvador de Mazedo, filho de Manuel Pereira Pinto e Rosa da Costa; morador em Mazedo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Outubro de 1917.

José Félix Gonçalves Basto, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 5 de Setembro de 1895 nas Poldras, lugar da freguesia de São João Baptista de Longos Vales, filho de António Gonçalves Basto e de Clementina Afonso; morador em Longos Vales; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 17 de Novembro de 1917.

Bento Manuel Alves Vieira de Sá, primeiro-cabo da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 19 de Fevereiro de 1899 na Chão, lugar da freguesia de São Miguel de Messegães, filho de António José Alves Júnior e de Eugénia Carlota Gonçalves; morador na vila de Monção; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 13 de Março de 1918.

Joaquim Rodrigues, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 9 de Dezembro de 1893 no Paço, lugar da freguesia de São Veríssimo de Luzio, filho de Manuel Rodrigues e Maria Fernandes; casado e morador no Luzio; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 18 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 15 de Março de 1918.

Manuel António Pereira de Sá, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 19 de Novembro de 1892 em Santo Antão, lugar da freguesia de São Miguel de Messegães, filho de Manuel Cândido Pereira de Sá e de Maria Joaquina Esteves; casado e morador em Messegães; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 5 de Abril de 1918.

Lino Pedreira Trancoso, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 17 de Março de 1893 nas Terças, lugar da freguesia de Nossa Senhora da Expectação de Lordelo, filho de Francisco José Trancoso e de Rosa Pedreira; morador em Lordelo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Manuel Pinto, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 22 de Setembro de 1895 na Catelinha, lugar da freguesia de Santa Maria de Moreira, filho de Maria da Conceição; casado e morador em Moreira; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Amadeu Soares, primeiro-cabo enfermeiro da 8.ª Companhia do 3.º Grupo de Companhias de Saúde; nascido a 10 de Fevereiro de 1895 no Alho, lugar da freguesia de Santa Maria de Troporiz, filho de Manuel Luís Soares e de Maria Alves dos Santos; morador em Troporiz; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 5.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Manuel da Silva, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 5 de Dezembro de 1895 no Riobom, lugar da freguesia de São João Baptista da Portela, filho de Maria da Silva; morador na freguesia da Portela; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Manuel Covas, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 16 de Janeiro de 1892 no Viso, lugar da freguesia de Salvador de Cambeses, filho de Joaquim Covas; casado e morador na freguesia de Parada; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Cesário Barbeitos Alves de Brito, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 1 de Maio de 1892 na Ponte de Mouro, lugar da freguesia de São Salvador de Barbeita, filho de António Luís Alves de Brito e de Francisca Barbeitos; morador na Barbeita; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Manuel Benjamim Calvinho de Araújo, segundo-sargento da 1.ª Companhia do Regimento de Artilharia n.º 1; nascido a 9 de Maio de 1895 no Cruzeiro, lugar da freguesia de São Salvador de Mazedo, filho de Manuel José Calvinho e de Matilde de Araújo; morador em Mazedo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 26 de Maio de 1917, onde pertenceu ao 5.º Grupo de Baterias de Metralhadoras; falecido em combate a 26 de Julho de 1918.

Joaquim Fernandes, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 21 de Novembro de 1893 no Cesto, lugar da freguesia de São João Baptista de Longos Vales, filho de Manuel Luís Fernandes e de Maria da Conceição Afonso; morador em Longos Vales; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 1 de Agosto de 1918.

Fernando Monteiro de Sousa, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 6 de Maio de 1893 na freguesia de Santa Maria dos Anjos, vila de Monção, filho de António Monteiro de Sousa e de Ana Teresa Esteves; morador na vila de Monção; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 19 de Agosto de 1918.

Manuel da Rocha, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 26 de Setembro de 1894 nas Pereiras, lugar da freguesia de Nossa Senhora das Neves de Bela, filho de Manuel Joaquim da Rocha e de Feliciana da Rocha; morador na freguesia de Bela; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 18 de Outubro de 1918.

Fonte: Jofre de Lima Monteiro Alves / http://escavar-em-ruinas.blogs.sapo.pt/

PRIMEIRA GRANDE GUERRA: NATURAIS DO CONCELHO DE VALENÇA FALECIDOS EM FRANÇA

António Baptista de Araújo, primeiro-cabo da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 11 de Setembro de 1895 na Cancelada, lugar da freguesia de São Julião da Silva, filho de Manuel de Araújo e de Maria Benta de Araújo Amorim; casado e morador em São Julião da Silva; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 3.ª Bateria de Morteiros Médios; falecido em combate em 11 de Julho de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

António da Cunha, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 18 de Julho de 1893 na Lavandeira, lugar da freguesia de São Mamede deFriestas, filho de João da Cunha e de Rosa Vaz de Sousa; casado e morador na freguesia de Verdoejo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a 9 de Outubro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

Manuel José Gomes, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 10 de Agosto de 1892 no lugar do Pardo, freguesia de São Miguel de Fontoura, filho natural de Antónia Maria Gomes; solteiro e morador na freguesia de Cerdal; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português em 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a 30 de Outubro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

António Luís da Costa, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 19 de Maio de 1892 na Urgeira, lugar da freguesia e vila de Valença, filho de José Luís da Costa e de Rosa Maria da Silva; casado e morador no lugar da Urgeira; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em 15 de Novembro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

Francisco Luís Pereira, segundo-cabo da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 1 de Abril de 1893 na Cachada, lugar da freguesia de São Salvador de Ganfei, filho de Lourenço Clementino Pereira da Silva e de Luísa Gonçalves; solteiro e morador na freguesia de Ganfei; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a 24 de Novembro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

António de Sousa, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 14 de Julho de 1895 na Pedreira, lugar da freguesia de Santiago deBoivão, filho de José de Sousa e de Claudina Esteves; solteiro e morador na freguesia de Boivão; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em 10 de Março de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

Aniceto Domingues, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 28 de Fevereiro de 1893 no Reguengo, lugar da freguesia de São Miguel de Fontoura, filho de Joaquim José Domingues e de Angelina Rosa da Cunha; casado e morador em São Miguel de Fontoura; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em 10 de Março de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

José Rodrigues, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 30 de Maio de 1893 na freguesia de São Miguel de Fontoura, filho de António Rodrigues e Maria Vaz; casado e morador em Fontoura; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em12 de Março de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

António Joaquim Álvarez, soldado servente da 3.ª Bateria do Batalhão de Artilharia de Guarnição; nascido em 20 de Fevereiro de 1894 em Soutilho, lugar da freguesia de São Salvador de Ganfei, filho de Manuel Joaquim Álvarez e de Cândida Joaquina Fernandes; solteiro e morador em Ganfei; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 27 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao Corpo de Artilharia Pesada; falecido em combate a 9 de Abril de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

Manuel Gonçalves Vila Boa, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 18 de Fevereiro de 1892 na Pedreira, lugar da freguesia de Santiago de Boivão, filho de João Gonçalves Vila Boa e de Rosa Pedreira; solteiro e morador em Boivão; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a9 de Abril de 1918.

José Vaz Brito, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 13 de Julho de 1895 na Riba, lugar da freguesia de São Mamede de Friestas, filho natural de Rosa Vaz de Brito, solteiro e morador em Friestas; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Alfredo Francisco Guia da Silva Branco, primeiro-sargento da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 26 de Dezembro de 1875 na freguesia de Valença do Minho, filho natural de Rosa Maria da Guia da Silva; casado e morador em Valença; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a18 de Setembro de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

Floriano Augusto Ferreira, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 27 de Janeiro de 1895 no lugar de Lamas, freguesia de São Salvador de Arão, filho de João Pires Ferreira e de Ana Felgueiras; solteiro e morador em Arão; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a3 de Outubro de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

Telmo Esteves, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido em 6 de Dezembro de 1893 na freguesia de Santiago de Boivão, filho de António Esteves e de Ana de Sousa; solteiro e morador em Boivão; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria; falecido em combate a 6 de Novembro de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

Fonte: Jofre de Lima Monteiro Alves / http://escavar-em-ruinas.blogs.sapo.pt/

PRIMEIRA GRANDE GUERRA: NATURAIS DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA FALECIDOS EM FRANÇA

João Pereira da Rocha, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 26 de Maio de 1891 no Paço, lugar da freguesia de São Julião de Freixo, filho de António Pereira da Rocha e de Rosa Pereira; solteiro e morador em São Julião de Freixo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido a 19 de Abril de 1918 em consequência dos ferimentos recebidos em combate a 9 de Abril de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

José Carlos Ferreira, 1.º cabo da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 10 de Fevereiro de 1893 na freguesia de Santiago de Poiares, filho de António Ferreira e de Josefa Afonso; solteiro e morador na vila de Ponte de Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido a 19 de Abril de 1918 em consequência dos ferimentos recebidos em combate a 9 de Abril de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

José Barbosa, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 5 de Dezembro de 1895 no Souto, lugar da freguesia de São Miguel de Gondufe, filho natural de Maria Josefa Barbosa; solteiro e morador na freguesia de Gonfufe; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 27 de Abril de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

Manuel Fernandes, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 2 de Novembro de 1893 na Quinta, lugar da freguesia de São Julião de Freixo, filho de José Fernandes e de Teresa Lopes; casado e morador em São Julião de Freixo; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 3 de Abril de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

António de Sá Leones, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 1 de Setembro de 1894 na Guarda, lugar da freguesia de São Julião deMoreira do Lima, filho de Sebastião de Sottomayor Abreu Leones e de D. Isabel Clara Barbosa; solteiro e morador em Moreira do Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918, na Batalha de La Lys.

Adelino de Sousa, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 6 de Março de 1895 na Armada, lugar da freguesia de Santa Maria deBeiral do Lima, filho natural de Maria de Sousa; solteiro e morador em Beiral do Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918, na Batalha de La Lys.

Francisco Alves Gonçalves, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 30 de Junho de 1893 na Rebeca, lugar da freguesia de Santa Maria de Beiral do Lima, filho de António Gonçalves e de Maria Alves; casado e morador em Beiral do Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918, na Batalha de La Lys.

Manuel Fernandes, soldado condutor da 6.ª Companhia do Regimento de Obuses de Campanha; nascido a 15 de Setembro de 1893 no sítio dos Quartéis, freguesia de Santa Maria dos Anjos dePonte de Lima, filho de Domingos José Fernandes e de Maria Lama; casado e morador na vila de Ponte de Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 20 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao 6.º Grupo de Baterias de Artilharia; falecido em combate a 9 de Abril de 1918, na Batalha de La Lys.

João Luís Fiúza, primeiro-cabo da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 5 de Agosto de 1895 no Sobral, lugar da freguesia do Divino Salvador de Estorãos, filho de José António Fiúza e de Antónia Lourenço; solteiro e morador em Estorãos; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria, “a Brigada do Minho”; falecido em combate a 24 de Setembro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

Abílio Fagundes, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 28 de Março de 1892 na freguesia de Santo Estêvão de Vilar das Almas, filho de José Maria Gonçalves Rato e de Francisca Rosa Fagundes; solteiro e morador em Vilar das Almas; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 25 de Setembro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

José Rodrigues Barbosa de Castro, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 1 de Dezembro de 1893 nos Carvalhos, lugar da freguesia de São Julião de Freixo, filho de António Barbosa de Castro e de Rosa Rodrigues; solteiro e morador na freguesia de Santa Eulália de Panque, concelho de Barcelos; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 28 de Setembro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

Manuel de Lima, soldado da 5.ª Companhia do Regimento de Obuses de Campanha; nascido a 14 de Outubro de 1893 na Posa, lugar de Santa Maria de Rebordões, filho de Delfina de Lima; solteiro e morador em Rebordões; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 21 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao 4.º Grupo de Baterias de Artilharia; falecido em combate a 1 de Outubro de 1917; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

António Lima Coelho, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 18 de Agosto de 1893 no Cercal, lugar da freguesia de São Salvador do Souto de Rebordões, filho António Coelho e de Rosa Lima; solteiro e morador na freguesia do Souto de Rebordões; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 3 de Fevereiro de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

João António Gomes, soldado da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 5 de Dezembro de 1892, no Brichal, lugar da freguesia de Santo André de Santa Cruz do Lima, filho de Domingos José Gomes e de Antónia Maria; solteiro e morador na freguesia de Santa Cruz do Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a10 de Março de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

João do Nascimento Rodrigues, soldado da 5.ª Companhia do Regimento de Obuses de Campanha; nascido a 1 de Janeiro de 1893 em Linhares, lugar da freguesia do Divino Salvador deBertiandos, filho de José António Rodrigues e de Maria de Jesus; casado e morador na freguesia de São Silvestre de Santa Comba; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 20 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao 5.º Grupo de Baterias de Artilharia; falecido em combate a 10 de Março de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português de Richebourg, em França.

Manuel Gonçalves Gomes, soldado clarim da 7.ª Companhia do Regimento de Sapadores Mineiros; nascido a 2 de Outubro de 1895 em Faldejães, lugar da freguesia de Santa Marinha deArcozelo, filho de João Gomes e de Maria Josefa Gonçalves; solteiro e morador na vila de Ponte de Lima; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 26 de Maio de 1917, onde pertenceu ao Batalhão de Sapadores Mineiros; falecido em combate a 18 de Março de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França.

Porfírio Manuel Alves, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 7 de Julho de 1893 na Balouca, lugar da freguesia de Santa Maria deCabração, filho de Manuel José Alves e de Agostinha Maria Afonso; solteiro e morador na freguesia de Cabração; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a25 de Maio de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

João Amaralou João Amaral Andrade de Melo, soldado do 2.º Grupo de Baterias de Artilharia de Guarnição; nascido a 13 de Julho de 1896 na Fonte Quente, lugar da freguesia de Santo André de Vitorino de Piães, filho de Francisco de Andrade e de Ana de Melo; solteiro e morador na freguesia de Vitorino de Piães; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 27 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao Corpo de Artilharia Pesada; falecido em combate a 31 de Maio de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

António Rodrigues, soldado corneteiro da 3.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 3 de Maio de 1894 em Tourão, lugar da freguesia de Santa Maria deRefóios do Lima, filho natural de Rosa Teresa Rodrigues Neto; casado e morador em Vila Verde; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 16 de Novembro de 1918; sepultado no Cemitério Militar Português em França, em Richebourg.

Fonte: Jofre de Lima Monteiro Alves / http://escavar-em-ruinas.blogs.sapo.pt/

António de Sá Leones, soldado de Infantaria da Brigada do Minho, falecido em combate na Batalha de La Lys, em França.

MONUMENTO AOS MORTOS DA GRANDE GUERRA EM FAFE INAUGURADO APENAS EM 1931

O Monumento aos Mortos da Grande Guerra é o mais antigo dos monumentos de que a cidade de Fafe dispõe. Os preparativos para a sua construção remontam ao ano de 1920, em plena 1ª Republica e dois anos após o término da Primeira Grande Guerra Mundial (1914-1918), quando a Câmara Municipal – na sequência de um apelo lançado pela Junta Patriótica do Norte, em 30 de Julho de 1919 – deliberou delegar numa comissão de ilustres fafenses “o patriótico encargo de levar a efeito a perpetuação da memoria dos filhos desta terra que morreram nos campos da batalha de Africa e França”

O semanário republicano O Desforço, na sua edição de 8 de Abril de 1920, publicava a seguinte notícia:

«OS MORTOS DA GRANDE GUERRA»

Fafe vae respeitar condignamente a memoria dos seus filhos que tombaram na defesa dos interesses da Pátria, concorrendo a Câmara para as despesas com 400$00.

O sr. Vereador dt. Summavielle Soares, na qualidade de Presidente da C.E. apresentou uma circular, de que a mesma comissão tomara conhecimento em sessão de 6 de fevereiro, próximo findo, da Junta Patriótica do Norte, acerca do monumento a erigir em cada concelho á memoria dos Mortos da Grande Guerra, declarando que a Comissão da sua presidência, concordando embora com a louvável iniciativa da Junta Patriótica do Norte, não quis de per si só deliberar sobre o assunto, antes resolveu submete-lo á aprovação desta Câmara: manifesta a opinião de que a câmara deve honrar o alvitre da Junta, não pela forma que ela aconselha, que reputa imperfeita, mas, com o fim de imprimir maior imponência e espontaneidade á consagração que se pretende levar a efeito, dando-lhe a característica verdadeiramente nacional, que ela deve revestir, interessar na homenagem devido aos filhos deste concelho, que tombaram na defesa dos interesses e do bom nome da sua Pátria, todos os munícipes, pelo que propõe: a nomeação de uma comissão composta desta Câmara Municipal, representada pelo seu digno Presidente; da Associação Industrial e Comercial; do Sindicato Agrícola de Fafe; da Associação dos Empregados do Comercio; da Associação dos Trabalhadores de Fafe; da Associação da Classe das Quatro Artes da Construção Civil; da imprensa local representada pelo jornal mais antigo - “O Desforço”, da Escola Primária Superior e do Professorado Primário Geral, por intermédio do seu núcleo local, encarregada de efectivar a homenagem de que se trata, pela forma que julgar mais conveniente, e que as despesas a fazer sejam cobertas por meio de subscrição publica, concorrendo a Câmara com a quantia de 400$00.

Submetida á votação a proposta do sr Vereador dr Summavielle, foi aprovada por unanimidade na parte respeitante á contribuição da Câmara, e por 10 votos contra 1, quanto á nomeação da Comissão.»

(Sessão de 1 de Abril de 1920 do Senado Municipal)

Integraram a referida comissão o Dr. Parcídio de Matos, pela Câmara Municipal (Senado), Dr. José Summavielle Soares, pela Associação Comercial e Industrial de Fafe, Dr. Florêncio Monteiro Vieira de Castro, pelo Sindicato Agrícola de Fafe, Domingos da Costa, pela Associação de Classe das Quatro Artes de Construção Civil, João da Silva Ribeiro, pela Associação de Classe dos Trabalhadores de Fafe, Júlio Martins, pela Associação de Classe dos Empregados do Comércio de Fafe, Artur Pinto Bastos, director de O Desforço, pela Imprensa de Fafe, António Joaquim Teixeira, pelo Núcleo do Professorado Primário de Fafe e Dr. Artur Vieira de Castro, pela Escola Primária Superior de Fafe.

Passados escassos dias, aquela comissão reuniu e designou uma comissão para presidir aos trabalhos, composta por Parcídio de Matos (presidente), António Joaquim teixeira (secretário) e Artur Vieira de Castro (tesoureiro). Para angariar donativos, na vila, foi escolhida uma comissão composta por José Summavielle Soares, Artur Vieira de Castro e Florêncio Monteiro Vieira de Castro.

Mais decidiram nomear em cada freguesia uma comissão para angariar donativos para o monumento a erigir na Vila e que integravam, genericamente, o pároco, o professor e o presidente da Junta de Freguesia.

Foi assim lançada uma subscrição, para a angariação de fundos, por todo o concelho mas, só mais de uma década depois, o Monumento aos Mortos da Grande Guerra se tornou uma realidade, possivelmente porque os contributos não foram assim tão avultados quanto isso.

O auto de colocação da primeira pedra ocorreu no dia 17 de Maio de 1931, na “placa norte da Praça da Republica”, onde se deslocou a Comissão Administrativa da Câmara Municipal, sob a presidência do cidadão José Garcia de Almeida Guimarães, seu vogal mais velho, servindo de presidente por ausência do respectivo titular, António Brito e do seu vice. Ao acto acorreram autoridades, associações locais, funcionalismo, a Comissão de Festas de N.ª S.ª de Antime e “muito povo”. O edil declarou que ia proceder à colocação da primeira pedra do monumento que a Câmara Municipal deliberou fazer erigir naquele local, “para perpetuar a memoria gloriosa dos heróicos soldados filhos deste concelho, que nos campos de batalha da Grande Guerra de 1914-1918 em Africa e em França, verteram o seu sangue generoso em holocausto à Pátria”. E continuando no uso da palavra, salientou o alto significado patriótico do acto que se estava a realizar e “homenageando a memoria dos briosos militares que naquela memorável conflagração tam brilhantemente souberam manter as gloriosas tradições da Historia da Pátria Portuguesa, à qual com o seu sangue acrescentaram mais uma pagina de rara beleza e patriotismo”, terminou pedindo dois minutos de silencio, “como rendida homenagem deste concelho aos heróis da Grande Guerra”, pedindo que a numerosa assistência satisfez, mantendo-se durante aquele espaço de tempo em completo silêncio.

Seguidamente, e com o cerimonial de estilo, o vereador Almeida Guimarães, servindo de Presidente da Comissão Administrativa Municipal, “por entre vibrantes manifestações de aplauso, procedeu à colocação da primeira pedra do monumento”. Na ocasião, usou também da palavra sobre aquele acto o Padre Domingos da Apresentação Fernandes, pároco da freguesia de Fafe, que “em palavras calorosas e claras, historiou os feitos cívicos dos nossos Soldados, a sua valentia e a sua lialdade, falando dos Padrões que se teem levantado depois de terminada a hecatombe na Flandres e em Portugal, no que viu e no que leu. Aludiu à Batalha, às grandezas de Portugal, á Chama da Patria, ao Soldado Desconhecido, fazendo votos porque este monumento, porque todos os monumentos que se teem levantado em Portugal sejam o símbolo da Paz”.

Refere ainda o semanário republicano que foi assinado um auto alusivo, que ficou arquivado no sopé do pedestal, indicando a data do início da sua construção.

Tocou a Banda dos Voluntários e queimou-se muito fogo, refere ainda O Desforço, para concluir: “Até que enfim Fafe significa a sua gratidão aos humildes mas inesquecíveis Soldados seus Filhos dilectos” (21 de Maio de 1931, p. 1).

O monumento, quadrangular, da autoria de Manuel Maria Marques dos Reis, tem 6,80 metros de altura, sendo construído em diversas qualidades de mármore. A placa principal, representando um soldado ferido mortalmente (da autoria de Zeferino Couto), bem como a cruz de Cristo que encima o monumento, são em bronze, para a maior valorização do mesmo. Nos quatro lados do monumento, a meia altura, estão inscritos os nomes de locais de batalhas da Guerra de 1914-18: La Lys, Ruvuma, Fauquissart, La Couture, Neuve-Chapelle, Chaoigny, Flandres (onde, entre muitos outros, certamente, esteve o Major Miguel Ferreira, figura maior do republicanismo e da resistência em Fafe), Naulila e Nevala. Diversos festões e a esfera armilar integram um monumento de linhas sóbrias, construído pela oficina de Joaquim Fernandes Alvares & C.ª, de Guimarães, pelo montante de 23.500$00.

Menos de dois meses após a adjudicação, o monumento foi inaugurado com a maior pompa e circunstância, no dia 12 de Julho de 1931, pelas 16 horas, no âmbito das Festas do Concelho em honra de N.ª S.ª de Antime. Perante um largo completamente pejado de gente, a crer nos jornais da época, não faltou a presença de três ministros do Governo: do Interior, da Guerra e dos Transportes e Comunicações. Da festividade, abrilhantada por seis bandas de música, foi lavrado o auto respetivo, que a seguir se transcreve, pela sua expressividade:

Aos 12 dias do mê de Julho do ano 1931, nesta vila de Fafe, e placa norte da Praça da República, onde veio a Exma Comissão Administrativa da Câmara Municipal deste concelho, composto pelos Exmos Senhores Dr Guilherme de Barros e Vasconcelos, Mendes Leite de Castro, João Carlos da Silva e José Martins Pinto, servindo este de Administrador do Concelho, afim de se proceder à solene inauguração do monumento que neste local à Exma Câmara Municipal mandou erigir, para perpetuar a gloriosa memoria dos heróicos soldados, filhos deste concelho, que nos campos de batalha da Grande Guerra de 1914-18, e Africa e em França tombaram em holocausto à pátria: aqui, achando-se presentes como representantes do Governo da Republica, os Exmos Snrs. Ministros do Interior, Exmo Coronel António Lopes Mateus, da Guerra, Exma Brigadeiro Júlio Alberto de Souza Sciappa de Azevedo, e do Comercio e Comunicações, Exmo Dr João Antunes de Guimarães; o Exmo Snr Brigadeiro Lacerda Machado, Comandante da 1ª Região Militar, o Exmo Snr Coronel Artur José dos Santos, governador civil do distrito de Braga, o Exmo Capitão Padre José Pinho antigo Capelão do Corpo Expedicionário Português, vereadores da Câmara Municipal, representante das autoridades e associações locais, representantes da imprensa e da Liga dos Combatentes da Grande Guerra, funcionalismo, clero, antigos Combatentes e Mutilados da Grande Guerra, inúmeras pessoas gradas deste concelho e dos concelhos vizinhos, e numerosíssima quantidade de povo. O Exmo Presidente da Comissão Administrativa Municipal convidou o Sr Exº o snr Ministro da Guerra, para, na sua qualidade de mais alto representante do glorioso Exercito Português, descerrar o monumento com que o concelho de Fafe, modesta, mas sinceramente, rende a sua mais sentida homenagem aos Bravos que na Grande Guerra escreveriam mais uma pagina de inconfundível relevo na história, de brilho sem par, da Pátria Português, uma vez mais mantendo galhardamente as gloriosas tradições do Exercito.

Em seguida, usaram da palavra os Exmos Snrs. Ministro da Guerra, antigo Capelão do Corpo Expedicionário Português Padre José de Pinho, e Padre Domingos da Apresentação Fernandes, pároco desta vila, os quais em frases calorosas e entusiásticas, constantemente aplaudidas, salientaram a lição de civismo que desta solenidade ressalta o seu alto significado patriótico.

Finalmente, usou da palavra o Exmo Presidente da Comissão Administrativa Municipal que, em nome deste concelho, apresentou os seus agradecimentos aos Exmos Ministros e mais entidades pelo brilho que, com a sua presença, emprestaram a este acto”.

De referir, finalmente, que, ao longo do primeiro conflito que durou entre os anos de 1914 e 1918, foram mortos 15 soldados de Fafe, nos diferentes palcos de guerra, sendo 8 em França, 6 na África e um na Alemanha.

Artur F. Coimbra

A BRIGADA DO MINHO NA FLANDRES

A imagem mostra a capa de um exemplar do livro “A Brigada do Minho na Flandres: o 9 de Abril. Relatório da Batalha e sua Documentação”, da autoria do Coronel Eugénio Mardel, atualmente pertencente atualmente à Biblioteca do Exército.

O livro foi publicado em 1923 pelo Ministério da Guerra e impresso nos Serviços Gráficos do Exército.

A BRIGADA DO MINHO E A PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA DA BATALHA DE LA LYS

Considerada a maior derrota militar portuguesa desde a tragédia de Alcácer-Quibir, a memória da Batalha de La Lyz foi perpetuada através da toponímia e de monumentos erguidos em muitas vilas e cidades em todo o território nacional.

Monumento evocativo da Batalha de la Lys em Cabeceiras de Basto

Particularmente atingido no corpo e na alma, também o Minho jamais poderia esquecer muitos dos seus filhos que com bravura tombaram nos campos da Flandres, consagrando-lhes memoriais em diversas localidades ou, simplesmente, perpetuando a sua memória na toponímia local.

Não consta porém, que, até ao momento, tivesse sido alguma vez evocada a memória da heroica Brigada do Minho e a sua memória perpetuada através da consagração de um monumento. Poderá ser que a realização das comemorações do centenário da Primeira Guerra Mundial venham a servir de pretexto para a homenagem que lhe é devida!

CONTINUEM A REZAR O TERÇO PARA ALCANÇAREM O FIM DA GUERRA!

- Ordenou Nossa Senhora na aparição que fez aos videntes de Fátima, Lúcia, Jacinta e Francisco Marto, em 13 de setembro de 1917, na Cova da Iria.

Ainda, segundo o Segredo de Fátima, na aparição que realizou no dia 13 de julho daquele ano, Nossa Senhora afirmou: “A guerra vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior. Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem aos meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz, se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim o meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Em Portugal se conservará sempre o dogma da fé”.

À data das referidas aparições ainda os comunistas não haviam tomado o poder político, o que só veio a suceder em 7 de novembro, apenas tendo-se a partir de então iniciado as perseguições religiosas. No entanto, colocando de parte este anacronismo, é indubitável que a mensagem subjacente às aparições de Fátima se encontra também ligada à primeira grande guerra, colocando Ourém no centro das atenções.

De acordo com a visão profética do Apóstolo João, a guerra é um dos quatro cavaleiros do Apocalipse: “E saiu outro, um cavalo cor de fogo; e ao que estava sentado nele foi concedido tirar da terra a paz, para que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.”

A guerra veio finalmente acabar em 11 de novembro do ano seguinte.

Fonte: http://auren.blogs.sapo.pt/

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O RELATÓRIO “A BRIGADA DO MINHO NA FLANDRES” DO CORONEL CARLOS MARDEL INSPIRA O ESCRITOR JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS NA CRIAÇÃO DO ROMANCE “A FILHA DO CAPITÃO”

O relatório “A Brigada do Minho na Flandres”, da autoria do Coronel Eugénio Mardel, constitui uma das principais fontes na qual o escritor e jornalista José Rodrigues dos Santos se baseou para produzir o seu romance ”A filha do Capitão”. Publicamos seguidamente uma sinopse do referido romance.

A história de uma grande paixão em tempo de guerra. Quem sabe se a vida do capitão Afonso Brandão teria sido totalmente diferente se, naquela noite fria e húmida de 1917, não se tivesse apaixonado por uma bela francesa de olhos verdes e palavras meigas. O oficial do exército português estava nas trincheiras da Flandres, em plena carnificina da Primeira Guerra Mundial, quando viu o seu amor testado pela mais dura das provas. Em segredo, o Alto Comando alemão preparava um ataque decisivo, uma ofensiva tão devastadora que lhe permitiria vencer a guerra num só golpe, e tencionava quebrar a linha de defesa dos aliados num pequeno sector do vale do Lys. O sítio onde estavam os portugueses. O Capitão Afonso Brandão mudou a sua vida quase sem o saber, numa fria noite de boleto, ao prender o olhar numa bela francesa de olhos verdes e voz de mel. O oficial comandava uma companhia da Brigada do Minho e estava havia apenas dois meses nas trincheiras da Flandres quando, durante o período de descanso, decidiu ir pernoitar a um castelo perto de Armentières. Conheceu aí uma deslumbrante baronesa e entre eles nasceu uma atracção irresistível. Mas o seu amor iria enfrentar um duro teste. O Alto Comando alemão, reunido em segredo em Mons, decidiu que chegara a hora de lançar a grande ofensiva para derrotar os aliados e ganhar a guerra, e escolheu o vale do Lys como palco do ataque final. À sua espera, ignorando o terrível cataclismo prestes a desabar sobre si, estava o Corpo Expedicionário Português.

A BRIGADA DO MINHO NA "ILUSTRAÇÃO PORTUGUEZA"

A Briga do Minho! Ninguém, que o conheça, fala hoje d’esse galhardo núcleo de tropas portuguezas, que se não sinta estremecer à evocação das famosas legiões d’outros tempos, que no mais aceso da ação tinham o que quer que fosse de aparições lendarias, ás quaes só estava reservado o extremo glorioso de vencerem ou morrerem.

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Porque morrer não é ser vencido, como também o acentuou há quinze dias n’estas mesmas paginas esse valente e ilustre cabo de guerra, o General Gomes da Costa, descrevendo a celebre batalha de Lys, e prestando também homenagem á Brigada do Minho. Nem um só dos seus oficiaes e dos seus soldados vacilou quando viu tudo perdido. O inimigo não deitou mão a nenhum, que já não estivesse inutilizado, pelas feridas ou pelos gazes, para se defender. Os que ele não levou e que conseguiram tornar a ver os seus camaradas da retaguarda e as suas famílias, é porque, estendidos no campo, os julgaram mortos ou incapazes de resistirem á perda ou á intoxicação de sangue.

Mas o que é a Brigada do Minho? perguntará o leitor possuído sem dúvida do maior interesse.

Eis a sua história singela contada por um dos seus oficiaes mais distintos:

“Em abril e maio de 1917 tinha sido organizado no C.E.P. o 5º regimento de infantaria, constituído pelos batalhões do 3, 8 e 29. Porque estas tres unidades recrutavam no Minho, e porque o batalhão do 20 tinha a mesma proveniencia, o coronel Adolfo Almeida Barbosa, comandante do regimento e depois investido do comando da 4ª brigada d’infantaria, conseguiu que este ultimo batalhão fosse integrado na brigada, que, desde então, ficou conhecida pela “Do Minho”.

Todos os batalhões da brigada tirocinaram junto de unidades inglesas e todos foram louvados, especialmente o 29, que suportou um violento ataque inimigo em 23 e 24 de agosto, tendo feito alguns prisioneiros.

Conhecida em Portugal a ação das tropas do Minho, foi-lhes oferecida uma bandeira pelas senhoras d’aquela província, e especialmente bordada pela filha do coronel Barbosa e pela esposa do capitão do 3, Luiz Gonzaga do Carmo Pereira Ribeiro, hoje desaparecido em combate.

Muitos mezes passaram e varias praxes burocraticas foi preciso vencer, para que a bandeira chegasse a França e fosse entrega á Brigada, então guarnecendo o sector de Fauquissart (Laventie), onde estava ainda no memoravel combate de 9 de abril, na batalha de Lys.

Faltava a consagração oficial, e, para isso, em 28 de maio ultimo, formaram as tropas restantes da Brigada e as disponíveis da 2ª Divisão, que prestaram todas as honras á heroica bandeira, que foi coberta de flores pelas senhoras da Cruz Vermelha.

Fonte: Ilustração Portugueza, nº 650, de 5 de agosto de 1918

OS SOLDADOS MELGACENSES NA BRIGADA DO MINHO

Homenagem aos melgacenses caídos em combate na Flandres (1917 e 1918)

Para que nunca esqueçamos, deixo uma referência aos mortos em combate, oriundos do concelho de Melgaço, durante a 1ª Guerra Mundial. Uma boa parte deles pertencia à chamada Brigada do Minho (4ª Brigada de Infantaria do C.E.P. - Corpo Expedicionário Português). Esta Brigada teve um papel muito ativo na batalha de La Lys (9 de Abril de 1918) onde foi dizimada pela ofensiva alemã apesar de ter aguentado durante 24 horas.

Bandeira da "Brigda do Minho"

Para o leitor ter uma ideia do heroísmo desta Brigada do Minho, deixo aqui uma nota para o desequilíbrio quanto ao número de soldados entre portugueses e alemães neste setor. No dia anterior, os alemães alteram o seu dispositivo militar. Colocam quatro divisões com quase 50 mil homens, reforçadas nesse dia com mais 30 mil soldados. Os portugueses são só 20 mil.

A 4ª Brigada de Infantaria (Brigada do Minho) que desde 7 de Fevereiro do ano de 1918 guarnecia e tinha a seu cargo a responsabilidade do sector de "Fauquissart" (França), tendo a cooperar com ela tacticamente o 6º Grupo de Metralhadoras Pesadas e as 4ªs baterias de morteiros médios e morteiros pesados, tinha as suas forças distribuídas no referido sector no dia 8 de Abril da seguinte forma:

- Batalhão Infantaria 20: com sede do comando em Temple-Bar, ocupava o S.S.1. (Fauquissart I) com 3 companhias na 1ª linha e uma em apoio;

- Batalhão Infantaria 8: com a sede do comando em Hyde-Park, ocupava o S.S.2. (Fauquissart II) com 3 companhias em 1ª linha e uma em apoio;

- Batalhão Infantaria 29: com sede do comando em Red-House, constituia o apoio dos batalhões em primeira linha, tendo as suas companhias distribuídas pelos postos de apoio da 2ª linha;

- Batalhão Infantaria 3: com sede do comando em "Laventie" constituia a Reserva tendo todas as companhias acantonadas nesta posição;

- Morteiros médios e pesados, 4ª B.M.L., grupo de metralhadoras pesadas, achavam-se distribuídos pelas respectivas dos dois sub-sectores.

A 4ª Brigada de Infantaria ligava-se no seu flanco direito com a 6ª Brigada de Infantaria e no flanco esquerdo com uma Brigada Escocesa (119ª Brigada da 40ª Divisão Britânica) que havia dias ocupava o sector de "Fleurbaix", vinda da ofensiva do "Somme" de 21 de Março. O efectivo da brigada do Minho achava-se extremamente reduzido, pois em principio de Abril faltavam-lhe em pessoal e animal, para o seu completo, aproximadamente 51 oficiais, 1300 praças e 85 solípedes, o que era devido não só ás baixas que dia a dia a brigada vinha sofrendo nas operações com o inimigo nas ainda ao rigor do clima a que os Portugueses não estavam habituados e ao violentos e árduos trabalhos que sem descanso eram exigidos ás tropas da Brigada, desde que seguiu da zona da retaguarda para a frente em 21 de Julho de 1917, primeiro para instrução em 1ª linha por enquadramento sucessivo de companhias, e depois de batalhões sem e com responsabilidade, nos sectores ocupados por tropas inglesas desde "Fleurbaix" a "Armentiére" e em "Beuvry" depois nas reparações do sector "Neuv-Chapelle", ocupado pela 2ª Brigada, durante o período intensivo de instrução no mês de Agosto e parte de Setembro de 1917.»

Desde 7 de Fevereiro a Brigada do Minho ocupa o sector de "Fauquissart", onde rendeu a 6ª Brigada de Infantaria, ficando neste até ao dia 9 de Abril em que se deu a ofensiva alemã contra a frente Portuguesa.

Durante todo este período de tempo, comportaram-se as tropas da Brigada sempre de molde a merecer o elogio e louvor das instâncias superiores, quer Portuguesas quer Inglesas, repelindo com energia todos os "raids" e ataques inimigos e tendo evidenciado sempre uma alto espírito ofensivo. No entanto as poucas horas de descanso, o tardar da rendição e os fortes e constantes ataques do inimigo levou a um evidente cansaço e fadiga física das tropas.

9 de Abril

«Foi sem dúvida na esquerda da linha, no sector de Fouquissart, guarnecido pela Brigada do Minho, que mais incarniçada foi a luta. Ao mesmo tempo que, na batalha, morreram 22officiaes das tropas d'este sector, sendo 15 de Infantaria, 4 de metralhadoras, 2 de morteiros e 1 d'artilharia (...)»  (1)

«Tendo um efectivo reduzidíssimo e ocupando uma área de entrincheiramentos excessivamente grande, sem abrigos suficientes para pessoal, quer pelo seu restrito número, quer pela sua resistência, sob a acção do mais terrível e mortífero fogo de metralha, vomitado por centenas e centenas de canhões e morteiros, a Brigada sacrificou-se no seu pôsto de honra, segundo as ordens recebidas.» (2)

«No lado esquerdo da 1ª linha portuguesa, guarnecido pela "Brigada do Minho", a luta foi mais violenta e, por isso, com maior numero de baixas: os alemães atacaram o lado esquerdo da "Brigada do Minho", zona fronteiriça com uma Brigada Inglesa, aproveitando as dificuldades de ligação e de comunicação aliada, inerentes a uma zona de junção de Brigadas de nacionalidades diferentes.

Os actos heróicos de resistência foram múltiplos na Brigada portuguesa que assistiu á morte e ao aprisionamento dos seus camaradas, num ritmo altamente destruidor e desmoralizador. Graças aos Minhotos, os alemães não cumpriram o seu objectivo: romper a linha aliada, através dos portugueses para atravessar o rio Lys.

Segundo António Rosas Leitão, a Infantaria 20 (originária de Guimarães), a Infantaria 8 (originária de Braga) e a Infantaria 3 (originária de Viana do Castelo) sofreram 60% das baixas, entre mortos, feridos e prisioneiros, dos seus efectivos, justificando a atribuição, após o final da I Guerra Mundial, de medalhas de valor militar e cruzes de guerra quer às unidades da "Brigada do Minho" quer individualmente.»

IV Brigada, o Minho em nós confia

Seu nome honrado entrega em nossas mãos

E seu nome, que soou, de sempre, a valentia

Aos quatro batalhões, - unidos como irmãos

Tudo a mesma Família - há-de servir de guia

............................................................................

Canção da «Brigada do Minho»

França - Julho de 1917.

“Brigada do Minho” em Ambleteuse, 1918

MELGACENSES CAÍDOS EM COMBATE NA 1ª GUERRA MUNDIAL EM FRANÇA

António Alberto Dias, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 17 de Janeiro de 1892 na Verdelha, lugar da freguesia de São Salvador de Paderne, filho de José Bernardino Dias e de Maria do Carmo Alves; casado e morador na freguesia de São Paio de Melgaço; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à 4.ª Brigada de Infantaria (Brigada do Minho); falecido em combate a 9 de Outubro de 1917.

Raul Gomes, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 27 de Agosto de 1894 no Queirão, lugar da freguesia de São Salvador de Paderne, filho de Manuel Joaquim Gomes e de Luciana Rosa Rodrigues; solteiro e morador em Paderne; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Outubro de 1917.

José Maria da Cunha, soldado da 1.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 11 de Março de 1893 na Portela, lugar da freguesia de Santa Maria Madalena de Chaviães, filho de Aníbal dos Anjos da Cunha e de Felisbela Cândida Alves; casado e morador em Melgaço; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 22 de Novembro de 1917.

Tito Arsénio Alves Gonçalves, segundo-sargento do 2.º Esquadrão do Regimento de Cavalaria n.º 11; nascido a 5 de Junho de 1895 na Bouça Nova, lugar da freguesia de São Lourenço do Prado, filho de Manuel Luís Gonçalves e de Albina Rosa Alves; solteiro e morador no Prado; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Fevereiro de 1917; falecido em combate a 5 de Dezembro de 1917.

António José Lourenço, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 27 de Abril de 1892 no Louridal, lugar da freguesia de Santa Maria Madalena de Chaviães, filho de Augusto Cândido Lourenço e de Ana Marinho; solteiro e morador em Chaviães; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 12 de Março de 1918.

João José Pires, soldado da 2.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 28 de Abril de 1893 no Outeiro, lugar da freguesia de Santa Maria de Paços, filho de José Joaquim Pires e de Alexandrina Pires; solteiro e morador em Paços; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 15 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

José Narciso Pinto, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 3 de Março de 1893 na Igreja, lugar da freguesia de Santa Maria Madalena de Chaviães, filho de Manuel António Pinto e de Cândida Maria Alves; casado e morador em Chaviães; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

António José Cardoso Ferreira Pinto da Cunha, segundo-sargento do Regimento de Obuses de Campanha; nascido a 28 de Julho de 1892 na Rua Direita, vila e freguesia Santa Maria da Porta de Melgaço, filho de António José Ferreira Pinto da Cunha e de Carlota Amália Cardoso; solteiro e morador na vila de Arcos de Valdevez; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 20 de Agosto de 1917, onde pertenceu ao 6.º Grupo de Baterias de Metralhadoras; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

José Cerqueira Afonso, soldado da 4.ª Companhia do Regimento de Infantaria n.º 3; nascido a 14 de Março de 1892 nas Fontes, lugar da freguesia de São Salvador de Paderne, filho de Inácio José Afonso e de Maria Cerqueira; casado e morador em Paderne; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917, onde pertenceu à Brigada do Minho; falecido em combate a 9 de Abril de 1918.

Simplício de Lima, soldado do 1.º Esquadrão do Regimento de Cavalaria n.º 4; nascido a 18 de Junho de 1893 em Paranhão, lugar da freguesia de Santiago de Penso, filho de Maria Teresa de Lima; solteiro e morador no Penso; embarcou para França integrado no Corpo Expedicionário Português a 26 de Maio de 1917; falecido vítima de ferimentos em combate a 18 de Dezembro de 1918.

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Unidade do Corpo Expedicionário Português em coluna de marcha.

Informações recolhidas de:

1. General Fernando Tamagnini, "Os meus três comandos", Isabel Pestana Marques, Memórias do General 1915-1919

2.Eugénio Carlos Mardel Ferreira, Tenente-Coronel, 2º Comandante da 4ª Brigada de Infantaria

Memórias do General 1915-1919, Marques, Isabel Pestana, SACRE Fundação Mariana Seixas

Das Trincheiras, com Saudade, Marques, Isabel Pestana, A Esfera dos Livros

A Brigada do Minho na Flandres, Mardel, Eugénio, o 9 de Abril.

Listagem de baixas recolhida em http://historia-dos-tempos.blogspot.pt/2009/05/brigada-do-minho.html

Fonte: Valter Alves / http://entreominhoeaserra.blogspot.pt/

A EXALTAÇÃO DO PATRIOTISMO NO POSTAL ILUSTRADO

O postal ilustrado foi um dos meios de propaganda utilizado durante a Primeira Guerra Mundial para exaltar o patriotismo e retratar acontecimentos no campo de batalha. A imagem colorida e graciosa de duas crianças minhotas – o soldado e a lavradeira sua amada! – são um exemplo da forma com que os políticos de então arrastaram para a morte nos campos entrincheirados da Flandres milhares de jovens arrancados à lavoura e às famílias… tratando-os como crianças na sua inocência!

Fonte: Fundação Mário Soares

A BRIGADA DO MINHO NA GRANDE GUERRA

O Tenente-coronel Henrique Pires Monteiro proferiu no dia 3 de maio de 1922, no Teatro Sá da Bandeira, em Viana do Castelo, um discurso subordinado ao tema “A Brigada do Minho na Grande Guerra”.

Conforme é referido na capa, “O produto líquido reverte para a Subscrição nacional dos Padrões da Grande Guerra, Consagração do Esforço Nacional da Nação portuguesa e Glorificação dos nossos Mortos”.

A imagem mostra um exemplar do discurso, impresso na Tipografia Militar, em 1922, pertencente atualmente à Biblioteca do Exército.

D. MIGUEL (II) DE BRAGANÇA PARTICIPOU NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA AO SERVIÇO DA ÁUSTRIA MAS RETIROU QUANDO PORTUGAL ENTROU NO CONFLITO

A imagem reproduz o manifesto de D. Miguel de Bragança aos portugueses, declarando a sua participação na guerra como general do exército austríaco, apelando: “Não vos deixeis arrastar a ir colher a morte inglória e a vossa própria desgraça pelas ambições pessoaes d’aquelles que incompetentemente vos governam”. Veio a retirar-se quando Portugal entrou no conflito em 1916.

D. Miguel de Bragança era filho do Rei D. Miguel I e avô paterno de D. Duarte Pio, Duque de Bragança.

O documento pertence ao Fundo Documental Bernardino Machado da Fundação Mário Soares.

NOS INTERVALOS DA GUERRA, MINHOTOS CANTAM E DANÇAM O VIRA NAS TRINCHEIRAS DA FLANDRES

As imagens registam momentos breves de distração ocorridos nos intervalos dos confrontos durante a primeira grande guerra, retirados das primeiras linhas de combate nos campos entrincheirados da Flandres ou em trânsito para os antigos territórios ultramarinos a fim de garantir a soberania portuguesa.

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Sem alegria a vida não faz o menor sentido para o minhoto. No trabalho da lavoura ou em dia de romaria, quando a colheita é abundante ou mesmo quando o pão escasseia na mesa, é com Fé e um sorriso largo no rosto que enfrenta os bons e maus momentos da vida e os supera, por vezes sabe Deus com que dificuldades.

Uma vez chamado a cumprir o seu dever – aquele que os políticos ditaram como sendo do interesse nacional! – o minhoto troca a enxada pela espingarda que leva ao ombro ou à bandoleira e, juntamente com ela, a concertina, o bombo e o cavaquinho. É que, nas breves pausas ocorridas entre os combates, o espírito jovial do minhoto constitui um tónico a levantar o moral dos soldados, fazendo-os reviver a alegria das romarias da sua aldeia, lembrando-os da família e das namoradas que ansiosamente os aguardam e despertando em todos que os rodeiam uma enorme vontade de lutar e vencer para poderem, enfim, regressar.

Fotos: Liga dos Combatentes

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JOSÉ JOAQUIM MACHADO GUIMARÃES: UM VIMARANENSE QUE FOI MÉDICO MILITAR, PRISIONEIRO DE GUERRA E SOBREVIVENTE DA BATALHA DE LA LYS

José Joaquim Machado Guimarães Júnior nasceu a 17 de Fevereiro de 1890 no lugar da Igreja, freguesia de Ronfe, Guimarães, descendente de uma família com antiga tradição na área dos têxteis do vale do Ave. Contudo, a sua vocação era a Medicina. Tendo ido estudar para o Porto, quando se licenciou na Escola Médico-cirúgica do Porto o país já estava envolvido na conflagração europeia. José Joaquim decidiu então alistar-se como voluntário no exército. Foi integrado no 3º Grupo da Companhia de Saúde, cujos elementos provinham da região do Porto, fazendo parte do Serviço Médico do Corpo Expedicionário Português, enviado para terras de França, a combater na Frente Ocidental. Embarcou a 15 de Fevereiro de 1917 rumo a Brest. Em França ficou adstrito ao Batalhão de Infantaria nº 15 e foi promovido a Tenente-médico miliciano em 24 de Setembro do mesmo ano.

Como nos relata seu neto, Nuno Borges de Araújo, a família recordava-se da passagem deste médico pela frente de batalha portuguesa, onde tratou de feridos e doentes. Não obstante, consta que, em horas de pausa, pegava na sua arma e fazia bom uso da mesma. Numa das ocasiões em que tal efectuou, terá ido para a torre de uma igreja semi-arruinada com uma metralhadora, e desse ponto favorável terá morto muitos alemães, não deixando que os mesmos passassem em direcção à linha portuguesa.

José Joaquim era médico mas era também soldado, lutador, que não podia ver os seus compatriotas em perigo. Da sua folha ou de outros registos não fazem parte menções directas a estas refregas em que se terá envolvido, até porque tal não faria parte da sua competência na frente e nem deveria ser autorizado a tal, como refere seu neto. Assim mesmo, foi louvado em 24 de Outubro de 1917 pelo cumprimento das suas funções e por «serviços que não são da sua profissão», mas que não são descriminados no boletim de alterações nº 5 ou na sua ficha. Pode vir este boletim e a passagem respectiva na sua folha, corroborar a versão do combatente? Não conseguimos precisar com exactidão, mas poderão apontar para tal. Permanecendo a dúvida, na memória familiar perduram igualmente estes episódios, que ele mencionaria e que ficaram registados nas mentes dos que com ele conviveram nos anos posteriores à guerra.

José Joaquim esteve na batalha de La Lys. Foi primeiramente dado como desaparecido e depois soube-se do seu cativeiro, tendo sido feito prisioneiro em La Couture, a 9 de Abril de 1918. Segundo foi contado a seu neto, e assim, segundo o que o próprio tenente-médico relatou aos seus familiares, quando se viu aprisionado desfez-se logo dos seus galões e de qualquer tipo de identificação que levassem os alemães a julga-lo oficial. Possivelmente poderá te-lo feito para evitar interrogatórios ou uma eventual execução. Era prisioneiro. Nunca se sabia o que poderia acontecer. José Joaquim poderá ter pensado ser esta a melhor forma de evitar que se soubesse a sua patente.

Neste caso, igualmente interessante é a sua presença numa coluna de prisioneiros portugueses, visionada num postal germânico quando se procuravam dados sobre o combatente. Naquele, o tenente-médico surge à cabeça da coluna, mas a sua roupa não apresenta distintivos alguns. Nada demonstra que se trata de um oficial médico e confundir-se-ia com os demais, a massa anónima de prisioneiros ingleses e portugueses fotografada, não fosse o facto da sua fisionomia ser inconfundivel e automaticamente identificável, no topo da coluna, entre os primeiros a caminhar, e totalmente similar a outros retratos que aqui apresentamos. Contudo, o postal em questão não pode ser aqui utilizado, pois encontrava-se na internet, numa página de um leiloeiro, pronto a ser arrematado. E assim foi, no final do ano de 2013, sendo actualmente desconhecido o seu paradeiro. Assim mesmo, pensamos corroborar o incidente relatado de que teria removido da sua roupa tudo o que o pudesse identificar como oficial.

José Joaquim referia ter estado em dois campos de prisioneiros alemães. Como havia pouca comida, trocava as agulhas que trouxera por ovos, para se alimentar um pouco melhor. Assim mesmo referia ter perdido 30 quilos. As condições eram deploráveis, tendo sempre referido que chegou a lavar a roupa em charcos, para poder manter algumas condições de asseio.

Terminada a Guerra, com o Armistício, regressou ao C.E.P a 16 de Janeiro de 1919, vindo da Holanda, como tantos outros prisioneiros que, aos poucos, foram enviados da Alemanha para a França e depois para Portugal. Passou alguns dias em Paris e partiu rumo a Lisboa bordo do navio inglês Hellenus. Desembarca na capital portuguesa a 29 de Janeiro de 1919. Vinha debilitado, refere Nuno Borges de Araújo. Como resultado dos gaseamentos no Front, a que foi sujeito durante o conflito, e em particular no 9 de Abril, ficou com a voz alterada, tudo por causa das inalações gasosas.

Foi condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe porque mostrou grande coragem, valor e zelo durante o combate de 9 de Abril de 1918. Como o seu registo militar referencia, acompanhou espontaneamente, sob um intenso bombardeamento, uma companhia que se dirigia para um posto a ocupar, fazendo pensos aos feridos durante todo o trajecto que efectuou. Teve a Medalha da Vitória, a Medalha de prata comemorativa das campanhas do Exército Português com a legenda “França 1914-1918”, foi agraciado com a Ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito «por ter prestado com a maior dedicação e zelo serviços da sua especialidade debaixo de fogo inimigo por ocasião da batalha de 9 de Abril de 1918, sendo aprisionado no mesmo dia em Lacouture no posto de socorros onde estava pensando feridos, serviço que nesse dia lhe não pertencia e para o que se ofereceu».

Agraciado e louvado pelas suas atitudes decididas e suas boas práticas, pela lealdade aos combatentes, pelo voluntarismo, pelo bom trabalho, pela instrução de maqueiros, pelo percurso impoluto e pela coragem, ironicamente recusaria pagar para obter mais do que o papel que lhe concedia o mérito de ser condecorado pela Ordem de Torre e Espada, visto que, como dizia, se lhe tinham atribuído a mesma, uma vez ganha lhe devia ser dada e não paga.

Nunca deixou a medicina, sendo promovido a Capitão-médico a 23 de Novembro de 1921 e deixando o serviço no exército apenas em 1941.

Conta-se que, nos turbulentos anos de 1926 apoiou o movimento do General Gomes da Costa, sendo referido pelo seu filho que teria sido seu guarda-costas. Outra história transmitida pelo seu filho foi que quando Gomes da Costa o enviou a inspeccionar alguns quartéis, para identificar a oposição ao movimento, em Chaves, ele colocou o revolver em cima da mesa do comandante do respectivo quartel, dando-lhe a escolher entre aquele ou a rendição.

Nuno Borges de Araújo refere que o tenente-médico José Joaquim Machado Guimarães Júnior continuou a exercer a profissão de médico nas Caldas das Taipas, na região envolvente e no quartel de Braga, onde fazia as inspecções militares, primeiro no antigo Convento do Pópulo (Praça Conde de Agrolongo, vulgo Campo da Vinha) e depois nas instalações militares da rua de Camões. Tendo chegado a Capitão – médico, não mais conseguiu progredir na carreira militar. Segundo seu filho, tal sucedia por ser monárquico. De acordo com outra versão, devido a uma agressão que sofrera e da qual se defendera, acabou por ver acabada a carreira, pelo que decidiu deixar o exército.

Nos últimos anos da sua vida, já viúvo da sua 2.ª mulher, viveu a maior parte do tempo na sua Quinta de S. Miguel, em S. Clemente de Sande (Guimarães). Vítima de um derrame cerebral que lhe roubou a saúde e lhe deixou apenas uns dias de vida, faleceu a 14 de Novembro de 1952. Deixou um filho do primeiro casamento com Maria Ludovina dos Prazeres Monteiro Borges de Araújo, que era José Borges de Araújo Machado Guimarães, falecido em 2005 e relator de muitas histórias a seu filho, o qual nos deu acesso ao espólio paterno e às memórias desses tempos longínquos e conturbados de guerra, onde portugueses combatera, médicos salvaram vidas, e muitos foram desprovidos da sua dignidade e liberdade, retornando à pátria marcados por uma guerra como nenhuma outra fora vivida até então.

O seu espólio fotográfico e documental, assim como a farda e acessórios diversos, soberbamente conservados, continuam, ainda hoje, na posse da família e chegam até nós pela mão de seu neto, ecoando o passado e contando-nos um pouco da sua história.

Fonte: http://www.portugal1914.org/

JOSÉ MACHADO: O SOLDADO DE CELORICO DE BASTO QUE FICOU FISICAMENTE INCAPACITADO NA FLANDRES

José Machado, um lavrador nascido em 8 de Abril de 1895 na freguesia de Codeçoso, município de Celorico de Basto, alistou-se no Exército em 13 de Maio de 1916, tendo sido incorporado no Regimento de Infantaria 20.

Como soldado do 4º Batalhão, 3ª Companhia, embarcou em Lisboa rumo à Flandres no dia 23 de Maio de 1917. Em Agosto desse ano é punido com 10 dias de detenção por “ter faltado aos trabalhos”, segundo o seu boletim individual do Corpo Expedicionário Português. No mês seguinte, é ferido e evacuado para o hospital.

A neta, Aida Gomes, desconhece a gravidade dos ferimentos e em que circunstâncias estes ocorreram, mas segundo algumas filhas do soldado José Machado, este terá ficado três anos numa quinta em França a recuperar.

Regressa a Portugal em 1919, tendo desembarcado em Lisboa no dia 5 de Março. Voltou à sua terra natal, onde casou e teve 10 filhos. Baixou do serviço militar por incapacidade física a 16 de Janeiro de 1922. Recebeu uma medalha de mérito militar.

Fonte: http://www.portugal1914.org/

ADOLFO ALMEIDA BARBOSA: UM BRACARENSE NAS TRINCHEIRAS DA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Adolfo Almeida Barbosa foi incorporado no Corpo Expedicionário Português a 22 de Abril de 1917 e assumiu interinamente o comando da 2ª Divisão que compreendia as tropas da 1ª Divisão, até à chegada do general Simas Machado. Nasceu a 20 de Setembro de 1857 na freguesia da Torre, Braga. Era filho de João de Almeida Barbosa e de Ana Teresa da Silva. A 20 de Outubro de 1880 foi incorporado como praça no Regimento de Infantaria n.º 8, onde prestou serviço como 1º sargento graduado em aspirante-a-oficial até 9 de Janeiro de 1884, altura em que foi graduado em alferes. A 30 de Outubro de 1885 concluiu o curso de Infantaria e foi promovido a alferes com colocação no Regimento de Infantaria n.º 21. Em Janeiro de 1886 era colocado no Regimento de Infantaria n.º 19.

De Maio a Dezembro do mesmo ano desempenhou a função de professor do 2º Ano do Curso da Classe de Sargentos. No ano de 1887 passaria pelo Regimento de Infantaria n.º 10 e deste ao Regimento de Infantaria n.º 8. Promovido a tenente, no dia 19 de Setembro de 1889, foi colocado no Regimento de Infantaria n.º 19. Dois anos depois marcharia para o Regimento de Infantaria n.º 20. Neste, de 9 de Novembro de 1893 a 11 de Janeiro de 1894 e depois de 10 de Maio a 18 de Setembro de 1885 desempenhou o cargo de diretor da Escola Regimental.

A 19 de Novembro de 1897 ascendeu ao posto de capitão e foi colocado no Regimento de Infantaria n.º 12 seguido no mês seguinte para o Regimento n.º 8. Entre Outubro de 1898 e Agosto de 1900 voltou, de novo, a exercer o cargo de diretor da Escola Regimental da sua Unidade. A 8 de Setembro foi mobilizado para a província de Moçambique, tendo desembarcado em Lourenço Marques no dia 13 de Outubro e regressado ao Reino a 20 de Novembro de 1901. A 28 de Junho de 1909, já no posto de major, serviu nos Regimentos de Infantaria n.º 10 e n.º 8. Promovido a tenente-coronel a 31 de Agosto de 1912 serviu nos Regimentos de Infantaria de Reserva n.º 24 e n.º 31 até 24 de Janeiro de 1914. A 16 de Janeiro de 1915 foi promovido a coronel e em Julho foi colocado no Regimento de Infantaria n.º 3.

Grande defensor da República, esteve sempre do lado dos republicanos e combateu as insurreições monárquicas comandadas por Paiva Couceiro que pretendia restaurar a monarquia em Portugal. A 22 de Abril de 1917 foi incorporado no Corpo Expedicionário Português e uma vez desembarcado em França assumiu, interinamente durante um longo período, o comando da 2ª Divisão que compreendia as tropas da 1ª Divisão até à chegada do general Simas Machado; comando que exerceu “com comprovada competência, inteligência e muito zelo, fazendo sentir beneficamente a sua acção disciplinadora nos subordinados, dando-lhes por vezes, em circunstâncias bastante críticas, exemplos de coragem e abnegação”.

Ainda, em França, depois de ter passado o comando da 2ª Divisão ao general Simas Machado, comandou a 4º Brigada de Infantaria e com ela participou em diversas acções militares que lhe valeria a distinção da Most distinguished Order of St. Michael and St. George. A 3 de Novembro de 1918 regressou a Portugal e no mês seguinte assumiu o comando interino da 6ª Divisão de Infantaria. A 15 de Fevereiro de 1919 passou a desempenhar o cargo de Inspetor de Infantaria da mesma unidade e em Abril seguinte passou ao Quadro de Reserva. Em Junho de 1926 foi promovido a general e em Setembro do ano seguinte passou à situação de reforma.

Ao longo da sua carreira militar recebeu diversas distinções sendo de relevar a Cruz de Guerra de 1ª classe na Campanha da França em 1917. Morreu no Porto a 26 de Agosto de 1928.

Fonte: http://www.portugal1914.org/

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL COMEÇOU HÁ CEM ANOS: OS MINHOTOS DA “BRIGADA DO MINHO” FORAM MÁRTIRES E HERÓIS NA FLANDRES!

Comemora-se este ano o centenário da Primeira Guerra Mundial. Faz no próximo dia 28 de julho que as grandes potências europeias se envolveram num conflito que custou mais de 9 milhões de mortos em combate e 22 milhões de incapacitados e feridos graves, para além da fome, miséria e doença causada às populações civis de ambos os lados do conflito.

De um lado a Alemanha, o Império Austro-Húngaro e a Itália. Do outro, a França, o Reino Unido e o Império Russo. Em Portugal, após uma posição inicial de defesa dos territórios ultramarinos das intromissões alemãs, o governo da República viria em 1917 a decidir-se pelo envio de tropas portuguesas para o teatro de guerra europeu, tendo o Corpo Expedicionário Português (CEP) atingido perto de 200 mil mobilizados.

Com destino ao campo de batalha foi constituída a 4ª Brigada do Corpo Expedicionário Português, a célebre “Brigada do Minho” que, no dia 9 de abril de 1918, haveria de bater-se de forma heroica pela defesa das suas posições, acabando impiedosamente massacrada com um elevado número de mortos.

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IV Brigada, o Minho em nós confia

Seu nome honrado entrega em nossas mãos

E seu nome, que soou, de sempre, a valentia

Aos quatro batalhões, - unidos como irmãos

Tudo a mesma Família - há-de servir de guia

Canção da «Brigada do Minho»

França - Julho de 1917

“A 4ª Brigada de Infantaria que desde 7 de Fevereiro do corrente ano de 1918 guarnecia e tinha a seu cargo a responsabilidade do sector de “Fauquissart”, tendo a cooperar com ela tacticamente o 6º Grupo de Metralhadoras Pesadas e as 4ªs baterias de morteiros médios e morteiros pesados, tinha as suas forças distribuídas no referido sector no dia 8 de Abril da seguinte forma:

Batalhão Infantaria 20: com sede do comando em Temple-Bar, ocupava o S.S.1. (Fauquissart I) com 3 companhias na 1ª linha e uma em apoio.

Batalhão Infantaria 8: com a sede do comando em Hyde-Park, ocupava o S.S.2. (Fauquissart II) com 3 companhias em 1ª linha e uma em apoio.

Batalhão Infantaria 29: com sede do comando em Red-House, constituía o apoio dos batalhões em primeira linha, tendo as suas companhias distribuídas pelos postos de apoio da 2ª linha.

Batalhão Infantaria 3: com sede do comando em “Laventie” constituía a Reserva tendo todas as companhias acantonadas nesta posição.

Morteiros médios e pesados, 4ª B.M.L., grupo de metralhadoras pesadas, achavam-se distribuídos pelas respectivas dos dois sub-sectores.

A 4ª Brigada de Infantaria ligava-se no seu flanco direito com a 6ª Brigada de Infantaria e no flanco esquerdo com uma Brigada Escocesa (119ª Brigada da 40ª Divisão Britânica) que havia dias ocupava o sector de "Fleurbaix", vinda da ofensiva do "Somme" de 21 de Março.

O efectivo da brigada achava-se extremamente reduzido, pois em principio de Abril faltavam-lhe em pessoal e animal, para o seu completo, aproximadamente 51 oficiais, 1300 praças e 85 solípedes, o que era devido não só ás baixas que dia a dia a brigada vinha sofrendo nas operações com o inimigo nas ainda ao rigor do clima a que os Portugueses não estavam habituados e ao violentos e árduos trabalhos que sem descanso eram exigidos ás tropas da Brigada, desde que seguiu da zona da retaguarda para a frente em 21 de Julho de 1917, primeiro para instrução em 1ª linha por enquadramento sucessivo de companhias, e depois de batalhões sem e com responsabilidade, nos sectores ocupados por tropas inglesas desde "Fleurbaix" a "Armentiére" e em "Beuvry" depois nas reparações do sector "Neuv-Chapelle", ocupado pela 2ª Brigada, durante o período intensivo de instrução no mês de Agosto e parte de Setembro de 1917; mais tarde na ocupação do sector de “Ferme du Bois” desde o dia 23 de Setembro, emq eu se rendeu a primeira B.I. até 30 de Dezembro porque foi rendida pela 2ª B.I., vindo, então, constituir a reserva da 2ª Divisão, e, logo em seguida além da instrução, empregada para o enterramento do cabo, e execução de urgentes reparações dos postos da linha das aldeias, do corpo, e ocupação efectiva de alguns dos mesmos, que eram batidos com insistência pelo inimigo e finalmente na ocupação do sector de “Fauquissart”, desde 7 de Fevereiro, em que rendeu a 6ª B.I., até ao dia 9 de Abril em que se deu a ofensiva alemã contra a frente portuguesa

Durante todo este período de tempo, em que decorreu de 21 de Julho de 1917 a 9 de Abril de 1918, comportaram-se as tropas da Brigada sempre de molde a merecer o elogio e louvor das instâncias superiores, quer Portuguesas quer Inglesas, repelindo com energia todos os "raids" e ataques inimigos e tendo evidenciado sempre uma alto espírito ofensivo, sempre que se encontrava em 1ª linha. É uma prova flagrante o enorme dispêndio de munições de metralhadoras, e de muitos morteiros especialmente em permanência no sector de “Ferme du Bois”, em que chegou a atingir o extraordinário consumo de 1352 projécteis de morteiros ligeiros no prazo de 24 horas, como deve constar dos mapas estatísticos existentes no C.E.P.

Não obstante a impecável disciplina e boa vontade sempre manifestada pelas tropas das unidades da Brigada no cumprimento dos seus deveres, era bem evidente o cansaço e a fadiga física das tropas, especialmente nos últimos tempos e, já, na ocupação do sector de “Fauquissart”, resultante do progressivo acréscimo de actividade de operações de bombardeamentos por parte do inimigo, especialmente de bombardeamentos a todo o momento, que demoliam quási por completo as trincheiras, impedindo a continuidade e regularidade das operações e aumentando o já de si duro, extremamente fatigante, trabalho das tropas da Brigada, sendo cada vez maiores as faltas no pessoal em virtude das baixas e dos doentes por fadiga, evacuados para os hospitais e, não sendo as mesmas preenchidas, resultava com o decréscimo dos efectivos num excessivo trabalho para os restantes, a acrescentar ao que já lhes competia”.

- Relatório da 4ª Brigada de Infantaria (do Minho). Corpo Expedicionário Português – 2ª Divisão

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