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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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EXPOSIÇÃO "AMARES NA 1ª GUERRA" PATENTE NA GALERIA DE ARTES E OFÍCIOS DE AMARES

O vice-presidente da Câmara Municipal de Amares, Isidro Araújo, e o autor do livro “Amarenses na 1.ª Grande Guerra (1914-1918)", publicado pelo Município de Amares no âmbito das Comemorações do Centenário da Primeira Guerra Mundial, Manuel Penteado Neiva, inauguraram, no passado sábado, a exposição "AMARES NA 1.ª GRANDE GUERRA". A data de abertura (22 de abril) coincidiu, simbolicamente, com o dia de embarque dos combatentes de Amares rumo a Flandres, frente europeia, na época. 

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Patente até ao dia 8 de maio na Galeria de Artes e Ofícios de Amares, na Praça do Comércio, em Ferreiros, a exposição retrata, através de 14 painéis, a história desses amarenses que combateram defendendo as cores da bandeira portuguesa e do concelho,o ambiente social, económico e político à época, individualizando alguns filhos da terra que tiveram mais destaque. 

Materiais de uso corrente, como máscaras e cantis, correspondência particular e condecorações são alguns dos elementos que podem ser vistos também nesta exposição e que pode ser visitada no horário de funcionamento da Galeria de Artes e Ofícios: às segundas, entre as 14h00 e as 18h00; às terças, quartas, quintas e sextas, entre as 9h00 e as 12h00, da parte da manhã, e as 14h00 e as 18h00, da parte da tarde e aos sábados entre as 10h00 e as 13h00.

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CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS DE VIANA DO CASTELO EVOCA EMBARQUE DOS COMBATENTES VIANENSES NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Evocação do embarque dos combatentes vianenses participantes na I Guerra Mundial

No próximo dia 15 de Abril (sábado), no Largo da Estação do Caminho de Ferro de Viana do Castelo, às 15.00 horas, tem lugar uma evocação do embarque dos soldados que combateram na Primeira Guerra Mundial, realizado no dia 15 de Abril de 1917.

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A evocação incluirá, entre outros momentos, a leitura de excertos das memórias do soldado Francisco Freire, residente na Areosa, conhecido por "o vinte e cinco", onde descreve a sua partida naquele dia. Há cem anos, este jovem Soldado Sapador partiu, acompanhado por outros compatriotas, da gare de Viana do Castelo para ingressar no Corpo Expedicionário Português. Francisco Freire, nascido em 1890, esteve presente no cenário europeu da guerra, nomeadamente na Batalha de La Lys, em 1918.

A evocação contará ainda com a participação do Coro da Academia Sénior do Centro de Estudos Regionais.

Esta singela homenagem aos soldados que participaram no primeiro conflito mundial é uma iniciativa do Centro de Estudos Regionais, contando com a colaboração de várias entidades e instituições locais, nomeadamente do Grupo Etnográfico de Areosa.

DEPUTADO BARCELENSE JOEL SÁ PRETENDE QUE SEJAM VALORIZADOS OS CEMITÉRIOS MILITARES PORTUGUESES EM FRANÇA

O deputado barcelense Joel Sá entregou na passada sexta-feira, 17 de Fevereiro, na Assembleia da República um Projeto de Resolução que recomenda medidas urgentes de valorização dos Cemitérios dos Nossos Heróis, nomeadamente o cemitério militar de Richebourg l’Avoué, no norte de França, que é um cemitério militar exclusivamente português, no qual, entre 1924 e 1938, se sepultaram 1831 soldados.

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Este Projeto de Resolução da autoria de Joel Sá, visa dignificar a memória dos nossos heróis compatriotas portugueses e desses os muitos conterrâneos barcelenses. Dai que a base tenha partido do documentário do Dr. Penteado Neiva "Lutaram como Diabos" baseado em diários, cartas, postais e com testemunhos de familiares de combatentes de Barcelos que participaram no conflito da I Guerra Mundial.

Projeto de Resolução n.º      /XIII/2ª

Recomenda medidas urgentes de valorização dos Cemitérios dos Nossos Heróis

Exposição de motivos

A chegada dos militares portugueses a França, em janeiro de 1917, marca o início do grande esforço militar português durante a I Guerra Mundial. Os primeiros soldados portugueses chegaram à Flandres há 100 anos, numa participação inglória e que culminou no desastre da Batalha de La Lys, um acontecimento incontornável da história militar portuguesa em que estiveram empenhados os efetivos do Corpo Expedicionário Português (CEP) que participaram na 1ª Guerra Mundial.

Nesta batalha, a 2ª Divisão do CEP, em algumas escassas horas, perdeu cerca de 7.500 militares entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros.

Comandados pelo General Gomes da Costa, os militares portugueses, foram sacrificados impiedosamente numa ofensiva desencadeada por quatro divisões do 6º Exército germânico sob o comando do General Ferdinand von Quast.

Ocorrida a 9 de Abril de 1918, e apesar de vitimados, a coragem dos militares portugueses, demonstrada em combate tem sido elogiada e lembrada além-fronteiras, principalmente pelas forças aliadas.

O cemitério militar de Richebourg l’Avoué, no norte de França, é um cemitério militar exclusivamente português, no qual, entre 1924 e 1938, se sepultaram 1831 soldados, dos quais 238 são desconhecidos, provenientes de outros cemitérios franceses de Le Touret, Ambleteuse e Brest, de Tournai, na Bélgica, e também os corpos de prisioneiros de guerra mortos na Alemanha.

Este cemitério foi inaugurado em 1928 e, poucos anos depois, foi construído um muro de proteção e uma porta monumental com materiais importados de Portugal. Em 1976 o sítio foi valorizado com a construção de uma capela da invocação de Nossa Senhora de Fátima.

A recordar a presença portuguesa na Primeira Guerra Mundial em França há, ainda, o monumento de La Couture, do escultor português António Teixeira Lopes e inaugurado a 10 de novembro de 1928, e o cemitério militar britânico de Boulogne, onde há um talhão português com 44 campas.

O cemitério militar de Richebourg, a capela Nossa Senhora de Fátima e o monumento aos mortos de La Couture são palco, todos os anos, em abril, de uma cerimónia evocativa da Batalha de La Lys.

Foi recentemente tornado público que o cemitério militar português de Richebourg, com 1.831 campas de soldados lusos da I Guerra Mundial, faz parte de uma “lista indicativa” para candidatura a Património Cultural da UNESCO.

O cemitério português, no norte de França, é um dos “locais funerários e memoriais da I Guerra Mundial (Frente Ocidental)” que integraram, em abril de 2014, a “lista indicativa” de França para futuras candidaturas a património da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Num conjunto de 80 locais referentes à Grande Guerra, o cemitério de Richebourg L’Avoué aparece em sétimo lugar, assim como a Capela de Nossa Senhora de Fátima, em Lorgies, mesmo em frente do cemitério.

A ambição de inscrever os "locais funerários e memoriais da I Guerra Mundial" como património da UNESCO, explica a apresentação do projeto disponível na página internet da UNESCO na secção das "listas indicativas", resulta de uma "seleção transnacional", com a Bélgica, em que foram escolhidos 80 locais em França e 25 na Bélgica, "rigorosamente selecionados no seio de um vasto conjunto de milhares de cemitérios, necrópoles e memoriais da frente ocidental".

De acordo com esse documento, "Estes elementos são representativos da enorme diversidade de nações e de povos que estiveram implicados neste conflito mundial, com uma dimensão nunca então alcançada. Eles compõem uma paisagem evocativa representativa da extensão geográfica da frente (mais de 700 km), dos grandes momentos da sua história e das suas evoluções ao longo da guerra".

Como "justificação para o valor universal excecional", o texto explica que, com a Grande Guerra, "uma nova memória funerária exprime-se através de cemitérios constituídos por campas individuais que se repetem em grande número", marcados pela "homogeneidade", e através da "inscrição de nomes nos mausoléus e memoriais que responde à vontade de guardar a memória de combatentes cujos corpos não foram encontrados ou identificados".

"Todos estes elementos refletem, também, o caráter internacional do conflito, seja através de cemitérios explicitamente associados a um dos beligerantes ou ao homenagear soldados oriundos do mundo inteiro", continua o documento, lembrando, ainda que "os memoriais são monumentos totalmente novos em relação a guerras anteriores".

A lista de monumentos traduz "um movimento arquitetónico totalmente novo" e "testemunha o sofrimento e o luto em massa", sendo "um culto funerário que é, desde logo, mais que um culto combatente, um culto civil e humanista que convida ao recolhimento e, depois, à reconciliação e à paz".

No entanto, importa referir a situação de abandono em que se encontra este Cemitério e o vizinho Monumento de La Couture, os maiores e mais ilustre Memoriais erguidos fora do território nacional. Torna-se urgente proceder a um conjunto de intervenções que permita a historicidade ativa deste património com toda a dignidade que merecem.

Nestes termos, o Grupo Parlamentar do PSD, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que tome as medidas urgentes na recuperação e valorização dos Cemitérios dos Nossos Heróis.

Palácio de S. Bento, 17 de fevereiro de 2017

Os Deputados do PSD

ALVES DOS SANTOS APRESENTA EM BARCELOS LIVRO SOBRE A PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Quinta-feira, às 21h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho

A Câmara Municipal de Barcelos promove a apresentação do livro “A Guerra Não se Fez só com Balas!: uma outra faceta da participação portuguesa na Grande Guerra”, de José Manuel Alves dos Santos. A sessão decorre no próximo dia 31 de março, pelas 21h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho e é integrada no ciclo de comemorações do primeiro Centenário da I Grande Guerra.

Escrita por um sargento, a obra debruça-se sobre a condição humana em tempos de guerra, no caso a I Grande Guerra Mundial, e pretende não deixar cair no esquecimento a missão dos Serviços do Exército, grupo de militares dedicado a satisfazer as necessidades básicas dos companheiros: alimentação, armamento, vestuário, habitação e transportes. O título do livro evoca precisamente esta face menos conhecida dos exércitos, em que as armas não são prioridade.

José Manuel Alves dos Santos é Sargento-ajudante de Administração Militar, tendo iniciado a sua carreira militar em 1991, na então Escola Prática de Administração Militar. No início do seu percurso profissional exerceu funções relacionadas com a sua especialidade, tendo colaborado ativamente na pesquisa e inventariação do património documental e histórico do serviço de Administração Militar.

Em 1999 foi indigitado para o cargo de Assistente de Relações Públicas do Quartel General do Sul Atlântico (OTAN) em Oeiras. Nestas funções participou em várias campanhas de divulgação da Aliança Atlântica, nomeadamente em Marrocos, Polónia, Estónia, Hungria e Bulgária.

Em 2003 foi indigitado para o cargo de Supervisor Administrativo do Gabinete do Chefe da Divisão de Cooperação Militar do Supreme Headquarters Allied Powers Europe (SHAPE) localizado na Bélgica. Com a extinção deste cargo em 2005, viria a assumir as funções de Sargento de Aquisições e Contratação da Divisão Financeira do mesmo Quartel Militar.

Regressado a Portugal em 2006, foi colocado na Escola Prática dos Serviços, tendo assumido funções na Direção de Formação desta mesma Unidade. Em 2007 seria nomeado Chefe do Museu do Serviço de Administração Militar e, em acumulação, Auxiliar da Secção de Programação, Avaliação e Estudos Técnicos da Direcção de Formação. Nesta escola, viria ainda a desempenhar as funções de formador para áreas de Protecção Ambiental e Organização de Arquivos. Viria posteriormente a passar pela Companhia de Reabastecimento e Serviços, a que se seguiu, em 2010, uma comissão de serviço no Afeganistão como instrutor de logística na Escola de logística do Exército Afegão. Exerce, actualmente, as funções de Sargento de Operações, Informações e Segurança da Escola de Serviços, na Póvoa de Varzim.

Colaborador da imprensa, publicou os seguintes livros: “Manual da OTAN para jornalistas lusófonos” edição OTAN, “A Administração na Guerra Peninsular” pela editora Caleidoscópio, “100 Anos de Presença Militar na Póvoa de Varzim – O Nosso Quartel”, edição da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim. 

MUNICÍPIO DE BARCELOS PUBLICA LIVRO SOBRE A PRIMEIRA GRANDE GUERRA DA AUTORIA DO HISTORIADOR MANUEL ALBINO PENTEADO NEIVA

Amanhã, dia 9 de março, no Salão Nobre dos Paços do Concelho

A Câmara Municipal de Barcelos, com o apoio da Assembleia Municipal, publica o livro “Barcelos na 1ª Grande Guerra: Honrando a Memória dos seus Combatentes (1914-1918)”, da autoria do historiador Manuel Albino Penteado Neiva, sendo apresentado amanhã, dia 9 de março, pelas 21h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, numa cerimónia que contará com a presença de inúmeros familiares e amigos destes heróis.

Entre 2014 e 2018, evoca-se o 1º Centenário da 1ª Grande Guerra Mundial. Barcelos, tal como outros concelhos, viu partir para os campos de batalha na África e na Europa, centenas de jovens, no caso de Barcelos, um dos maiores contingentes com 532 combatentes, a maior parte deles impreparados que, mesmo assim, dignificaram o nome de Portugal.

Esta edição faz parte da sessão comemorativa com que o Município de Barcelos irá assinalar a entrada de Portugal na 1ª Grande Guerra, e contará ainda com a inauguração da Exposição Documental sobre a 1ª Grande Guerra, do Dr. Manuel Albino Penteado Neiva, e da Exposição Evocativa do Centenário da Grande Guerra, da Escola Prática dos Serviços (EPS) do Exército, na Sala Gótica dos Paços do Concelho.

Além desta iniciativa, realiza-se, no dia 31 de março a apresentação do livro “A Guerra Não se Fez Só Com Balas: uma outra faceta da participação portuguesa na Grande Guerra”, da autoria de José Manuel Alves dos Santos, Sargento de Operações, Informações e Segurança daquela Escola Prática de Serviços (EPS), no Salão Nobre dos Paços do Concelho, pelas 21h30.

ESPOSENDE EVOCA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Museu Municipal de Esposende acolhe Exposição: “Esposende nas Trincheiras – evocativa da I Grande Guerra”

No âmbito do programa evocativo do centenário da I Grande Guerra, a Câmara Municipal de Esposende vai ter patente, no Museu Municipal, a Exposição: “Esposende nas Trincheiras – evocativa da I Grande Guerra”.

A mostra será inaugurada no próximo dia 11 de novembro, às 11h00, numa alusão simbólica ao momento em que, em 1918, se procedia à assinatura do Armistício da I Grande Guerra, e estará patente, na Sala dos Azulejos do Museu, até 2 de outubro de 2016.

A exposição resulta da adaptação do livro “Soldados com rosto”, da autoria do investigador esposendense Manuel Albino Penteado Neiva, editado em novembro de 2014, e desenvolve-se em torno dos protagonistas de Esposende que, entre 1916 e 1918, estiveram envolvidos nos cenários de guerra em Moçambique, Angola e França.

No âmbito desta exposição, serão apresentadas, na Sala de Serviço Educativo do Museu Municipal, exposições itinerantes complementares, a primeira das quais intitulada “A Guerra não se fez só com Balas”, promovida pelo Ministério da Defesa Nacional e Exército Português. Adaptada da obra de José Manuel Alves dos Santos, com o mesmo título, a mostra apresenta pormenores do quotidiano dos combatentes nos três teatros de operações em que os portugueses participaram e foi instalada com recurso ao vasto património fotográfico do Arquivo Histórico Militar, bem como a peças originais da época que foram preservadas pelo Exército Português. Estará patente até 8 de dezembro.

Complementando a exposição “A Guerra não se fez só com balas”, no exterior do Museu Municipal, estará patente uma peça de artilharia de época, um Obús 11,4 cm, curiosamente em Portugal apelidado de “Bonifácio”. No dia 14 de novembro, junto a esta peça, estará patente uma torre de escalada do Exército Português para a prática da "Escalada Desportiva" e "Rappel em Parede Fixa".

O programa da Exposição: “Esposende nas Trincheiras – evocativa da I Grande Guerra” integra, ainda, um ciclo de conversas sobre “Esposende no mar da I Grande Guerra”, a decorrer na Sala de Serviço Educativo, e a apresentação da Exposição temporária “Memorial”, a partir do estudo “Soldados com rosto”, do investigador Manuel Albino Penteado Neiva.

As exposições poderão ser visitadas, gratuitamente, de terça a sexta-feira, entre as 10h00 e as 13h00 e das 14h00 às 17h00, e ao sábado, domingo e feriados, das 14h00 às 17h00. As visitas de grupo carecem de inscrição prévia, através do email museu.municipal@cm-esposende.pt.

MONÇÃO COMEMORA 80 ANOS DA LIGA DOS COMBATENTES DE MONÇÃO

Celebração decorre este fim-de-semana, dias 23 e 24 de maio, com a conferência “3 Guerras – 1 Razão: Portugal”, no Cine Teatro João Verde, e homenagem aos combatentes mortos na Guerra do Ultramar com deposição de flores junto ao memorial, na Praça Deu-la-Deu Martins. 

O núcleo de Monção da Liga dos Combatentes celebra este fim de semana, 23 e 24 de maio, o 80º aniversário da sua fundação, ocorrido a 21 de maio de 1935. Previstas diversas iniciativas que visam assinalar, com simbolismo e saudosismo, esta importante data para o núcleo local.

O programa inicia-se no sábado, pelas 14h00, com arruada da Fanfarra Deu-la-Deu pelas principais artérias da vila, seguindo-se intervenção do Presidente da Direção Central da Liga dos Combatentes, Tenente General Joaquim Chito Rodrigues, e conferência sobre a temática “3 Guerras – 1 Razão: Portugal”, no Cine Teatro João Verde.

António Troncoso de Castro falará sobre a “Resistência das tropas espanholas e portuguesas à invasão francesa pelo rio Minho” e Artur Anselmo sobre “O sacrifício do major Xavier da Costa na frente militar 1918”. A última intervenção, a cargo de João José Brandão Ferreira, abordará “Da legitimidade da guerra do ultramar ao “mito” da solução pacífica”.

No dia seguinte, domingo, programa inicia-se, pelas 9h30, no cemitério municipal, com homenagem aos combatentes sepultados no talhão da Liga dos Combatentes. Segue-se, meia hora depois, homenagem aos combatentes mortos na Guerra do Ultramar com deposição de flores junto ao memorial, na Praça Deu-la-Deu Martins. O programa termina com celebração de missa pelos combatentes caídos em combate.

GUIMARÃES COMEMORA CENTENÁRIO DA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Arquivo Municipal inaugura em Guimarães exposição sobre a Primeira Guerra Mundial no âmbito das comemorações do centenário

Inauguração está marcada para a tarde desta quinta-feira. Exposição pretende homenagear os participantes no conflito. Estará patente em Guimarães até novembro.

O Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, em Guimarães, vai proceder à inauguração esta quinta-feira, 16 de abril, pelas 16 horas, de uma exposição evocativa da Primeira Guerra Mundial, que estará aberta ao público até ao dia 11 de novembro. Esta mostra é o primeiro de um conjunto de eventos que o Arquivo Municipal irá realizar no âmbito do centenário da Grande Guerra.

A exposição conta a forma como Guimarães vivenciou este período e recorda os soldados vimaranenses que partiram para a Guerra, o Regimento de Infantaria nº 20 (RI 20), além de evocar a história da Primeira Guerra Mundial, designadamente, os países participantes, as principais batalhas, a formação do corpo expedicionário português, a participação portuguesa na guerra, com referência à Batalha de La Lys, onde mais portugueses faleceram.

A mostra irá também contemplar um espaço onde será recriada uma trincheira na qual será exibida armamento. Além disso, estará patente um conjunto de objetos, como cadernetas militares, mapas, condecorações militares (medalhas), fotografias, bilhetes-postais, diários de guerra, pertencentes a soldados que participaram neste conflito e que foram recolhidos no âmbito da iniciativa intitulada “Uma imagem, uma história, uma memória”.

Estas peças, que os familiares de combatentes da Grande Guerra fizeram chegar ao Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, ajudaram a construir a memória coletiva da participação portuguesa no confronto bélico. Com esta exposição, a Câmara Municipal de Guimarães pretende recordar e homenagear aqueles que partiram para este conflito e salvaguardar e preservar a memória da participação portuguesa na 1ª Guerra Mundial.

A cerimónia de inauguração será presidida por Domingos Bragança, Presidente do Município de Guimarães, e contará com a colaboração da Academia de Música Valentim Moreira de Sá, que vai interpretar o Hino da Brigada do Minho.

ARTUR MAGALHÃES LEITE APRESENTA OBRA SOBRE FAFE E A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

O historiador fafense Artur Magalhães Leite apresenta o seu novo livro, com o título Fafe e a Primeira Guerra Mundial, na sexta-feira, 17 de Abril, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Fafe, com entrada livre.

Artur Leite

A apresentação estará a cargo do escritor Artur Ferreira Coimbra, autor do prefácio da obra.

A sessão é promovida conjuntamente pelo Núcleo de Artes e Letras e pelo município de Fafe.

O autor nasceu no dia 18 de Dezembro de 1948, na freguesia de Fareja, concelho de Fafe. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto.

Prestou serviço militar no Curso de Operações Especiais, nos Rangers em Lamego, e noutros quartéis. Participou, durante cerca de dois anos, na guerra colonial em Angola como alferes miliciano, em Zemba, na região dos Dembos, no norte dessa colónia. Foi interinamente o comandante da companhia na fase final da comissão. Foi condecorado com a Cruz de Guerra de terceira classe e reconhecido com dois extensos louvores.

Está aposentado, mas foi professor no ensino oficial, nas disciplinas de Língua Portuguesa e de História de Portugal. Participou em diversos Conselhos Directivos.

Publicou, entre outras obras: O Ensino em Fafe 1750-1974 (2005); Fafe em Datas (2010); As Ruas de Fafe – História e Toponímia (2012); é coautor das obras Santa Maria de Aboim, o olhar sincero do Minho (2013), Medelo ao longo da História (2013) e O concelho de Fafe e a Guerra Colonial (1961-1974) (2014).

Recebeu o Prémio de História Local da Câmara Municipal de Fafe, em 2011.

ESPOSENDE EVOCA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Município de Esposende evoca Primeira Grande Guerra com espetáculo teatral da JUM, no dia 11 de abril, 21h30 – Auditório Municipal de Esposende

Integrado no Programa Evocativo do Centenário da 1.ª Grande Guerra, o Município de Esposende vai promover a apresentação da peça "9 de Abril" ou "Coração Lusitano", pelo Grupo de Teatro Amador da JUM - Juventude Unida de Marinhas. O espetáculo terá lugar no próximo sábado, dia 11 de abril, pelas 21h30, no Auditório Municipal de Esposende, com entrada livre.

A peça, escrita por Armindo Eiras, retrata o Portugal de outrora e a partida dos jovens do concelho de Esposende para a 1.ª Grande Guerra. José parte para a guerra deixando à sua espera a namorada Arminda, cujo pai a tenta casar à força com um velho brasileiro rico para se ver livre das "hapotecas".

De forma lúdica e divertida, será lançado um olhar sobre o período em que muitas famílias viram os seus filhos partir para a guerra. Através desta apresentação, será também possível apreciar o trabalho que a JUM vem desenvolvendo no plano cultural, concretamente no teatro, área que o Município de Esposende pretende impulsionar e promover no concelho através do projeto CREARTE – Crescimento Arte Teatro Esposende, recentemente apresentado publicamente.

Este espetáculo teatral integra um programa vasto de iniciativas, que se prolonga até 2018, com o intuito de evocar este conflito mundial, homenageando todos os Esposendenses que nele estiveram envolvidos, particularmente aqueles que perderam a vida em combate.

Durante o corrente mês, está patente, na Sala dos Azulejos do Museu Municipal de Esposende a exposição itinerante “Grande Guerra (1914-1918) 100 anos – Recordar”, uma produção do Museu Militar de Lisboa. Esta mostra é constituída por 16 painéis e equipamentos de guerra, nomeadamente capacetes e armamento, possibilitando viajar pela memória da 1.ª Grande Guerra. Os antecedentes, as causas, as fases da guerra, a ação do Corpo Expedicionário Português em África e na Flandres, o mundo em guerra, as transformações sociais que ocorreram, os portugueses na Guerra e as memórias são momentos evocados nesta exposição comemorativa do centenário da Grande Guerra, que começou em julho de 1914 e terminou em novembro de 1918.

ESPOSENDE EVOCA CENTENÁRIO DA PRIMEIRA GRANDE GUERRA COM FADO E CINEMA

Concerto de fado e filme musicado evocam Centenário da 1.ª Grande Guerra

No âmbito do programa evocativo do Centenário da 1.ª Grande Guerra, o Município de Esposende vai promover um Concerto de Fado com a Esposendense Filipa Menina, no próximo dia 28 de fevereiro, pelas 21h30, no Auditório Municipal de Esposende. O espetáculo tem entrada livre e é aberto ao público em geral.

Neste concerto, serão interpretadas, entre outros temas, produções musicais relacionadas com a partida de contingentes portugueses para o campo de batalha.

Ana Filipa Fonseca Menina tem 26 anos, é natural de Esposende, mas reside em Apúlia. Começou a cantar aos 15 anos em karaokes e desde logo se evidenciou, arrecadando vários prémios. A paixão pelo fado despertou mais tarde e de forma mais intensa quando Filipa Menina assistiu a um espetáculo da fadista Eliana Castro, que viria a ser sua madrinha artística e a quem passou a acompanhar nos espetáculos. Após a morte de Eliana Castro, Filipa Menina fez um interregno na carreira, mas acabaria por voltar aos palcos.

Integrado também no programa evocativo da 1.ª Guerra Mundial inclui também a apresentação do filme musicado “Odisseia”, no dia 6 de março, às 21h30, no Auditório Municipal de Esposende, direcionado para maiores de 12 anos.

Considerando o movimento artístico vigente na época marcada pelo experimentalismo típico dos primeiros anos do cinema, um grupo de músicos esposendenses dará vida, através da música, a três clássicos do cinema, designadamente “Viaje a la Luna” (1902) e “Jupiter's Thunderballs” (1903), de George Méliès, e “A Trip To Mars” (1910), de Thomas Edison. A tónica destas três curtas-metragens relaciona-se com o desejo do ser humano ir para além das fronteiras deste pequeno planeta azul perdido na imensidão do universo.

O programa evocativo do Centenário da 1.ª Grande Guerra decorrerá até 2018, integrando um conjunto muito diversificado de iniciativas.