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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MUNICÍPIO DE FAMALICÃO ADQUIRE TERRENO DE INTERESSE ARQUEOLÓGICO EM CALENDÁRIO

Castro de S. Miguel-O-Anjo pode vir a integrar Rede de Castros do Noroeste Peninsular

A Câmara Municipal de vila Nova de Famalicão é, desde esta quarta-feira, proprietária de mais de 95 por cento do terreno do Castro de S. Miguel-O-Anjo, na freguesia de Calendário. O espaço que está classificado como imóvel de interesse público desde 1990, acolhe as ruínas de um povoado fortificado cujos achados arqueológicos apontam para uma datação que se situa entre o séc. I a.C. e o séc. I d.C..

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Aos mil metros quadrados que o município já detinha, somou-se agora 115 mil metros quadrados do terreno, adquiridos através de uma permuta com os proprietários. O Castro detém uma área total de 120 mil metros quadrados.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “a aquisição do terreno por parte do município representa um passo de gigante na salvaguarda e preservação deste património milenardando-nos a possibilidade de aprofundar o estudo e investigação sobre um passado que apesar de longínquo, nos pertence e deixou marcas”. Além disso,“dá-nos a possibilidade de apresentar candidaturas a fundos comunitários”.

Quem também fez questão de marcar presença na assinatura da aquisição do terreno foi o arqueólogo e professor da Universidade do Porto, Armando Coelho, que é também um dos responsáveis da Rede de Castros do Noroeste Peninsular.

Para Armando Coelho, a aquisição desta grande parcela de terreno por parte do município “é uma excelente notícia porque vai permitir um conjunto de ações como a realização de um levantamento topográfico e geofísico do terreno e área envolvente, que irão contribuir para uma investigação castreja mais completa e mais exigente”.

“É uma porta muito ambiciosa que se abre para o território de Vila Nova de Famalicão e para toda a região, que virá a facilitar uma candidatura deste espaço à Rede de Castros do Noroeste Peninsular”.

De resto, Paulo Cunha adiantou que a autarquia irá, em breve, preparar um Plano de Ação tendo em vista um conjunto de objetivos. “Para além da proteção deste património queremos também fazer uma gestão deste espaço numa vertente cultural, patrimonial e pedagógica associada a um espaço verde de qualidade onde será possível conjugar atividades de cariz desportivo e de lazer muito diversas, complementando assim a oferta já existente de espaços públicos de qualidade existentes no concelho”, explicou Paulo Cunha.

Refira-se que para além do Castro de S. Miguel-o-Anjo já classificado desde 1990, o município aguarda a classificação do Conjunto Arqueológico das Eiras, nas freguesias de Pousada de Saramagos, Joane, Vermoim e Vale (São Martinho) e na União das Freguesias de Vale (São Cosme), Telhado e Portela.

BRAGA INAUGURA NÚCLEO MUSEOLÓGICO DAS RUÍNAS ARQUEOLÓGICAS DE SÃO MARTINHO DE DUME

União de Freguesias e Município promovem musealização das ´Ruínas Arqueológicas de São Martinho de Dume´. Inauguração do Núcleo Museológico terá lugar este Sábado

Realizar-se-á este Sábado, dia 26 de Agosto, pelas 10h30, a Inauguração do Núcleo Museológico de São Martinho de Dume (2. fase), um projecto promovido pela União de Freguesias de Real, Dume e Semelhe e pelo Município de Braga.

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A intervenção realizada visou a musealização das ruínas da antiga Catedral, que se localizam sob a actual igreja paroquial de Dume e seus espaços circundantes - um espólio muito significativo e exemplar da antiga arquitectura cristã da Europa Ocidental.

No plano nacional, a salvaguarda e valorização deste monumento nacional assume uma importância impar pela sua singularidade e valia patrimonial, constituindo-se como exemplar único. A sua valorização permitirá projectar as Ruínas Arqueológicas de São Martinho de Dume para o mesmo patamar dos grandes conjuntos europeus similares, integrando-o nos circuitos internacionais de arquitectura cristã antiga.

Pelo valor patrimonial que se encontra enraizado nestes chãos, pretende-se com o projecto apresentado proporcionar uma melhor interpretação e estudo do passado. Com a concretização deste projecto estarão criadas as condições para que o Núcleo Museológico de Dume, enquanto centro de interpretação do monumento, funcione como polo cultural e lúdico, podendo albergar exposições, recepcionar visitas organizadas de público escolar e público indiferenciado mas também de especialistas em Arqueologia e História.

Mandada construir pelo Rei Suevo Charrarico no ano 550, a antiga Catedral foi consagrada a S. Martinho de Tours, como voto de agradecimento pela cura do filho. Ao longo dos tempos até ao presente, todo o espaço em causa e envolvente, foi vivido e marcado pelas várias épocas sendo os períodos mais significativos, os vividos pelos Romanos, Suevos e Visigodos, Época Medieval e o passado mais próximo com a construção de uma Igreja e Capela.

O papel de Braga na afirmação do cristianismo é internacionalmente reconhecido e encontra as suas raízes precisamente no contexto histórico dos séculos V-VII, pois o estatuto de capital religiosa cristã do Noroeste Peninsular, que desde o final do século III acumulou com a capitalidade provincial de Bracara Augusta, beneficiou da afirmação da cidade como capital do reino suevo e da notável acção organizadora de São Martinho Dumiense, bispo de Dume e Arcebispo de Braga.

As “Ruínas Arqueológicas de São Martinho de Dume” estão classificadas como Monumento Nacional (Decreto n.º 45/93, de 30-11-1993. DR 280 – I Série-B, p. 6699), com Zona Especial de Protecção (Portaria nº 227/97 (2ª série), de 13-5-1997. DR 110 – II Série, p. 5522-5523).

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ARQUEÓLOGOS INVESTIGAM CULTURA DOLMÉNICA EM PÓVOA DE LANHOSO

Escavação arqueológica de monumentos sob tumuli, na Serra do Carvalho

Estão concluídos os trabalhos arqueológicos de valorização de dois monumentos sob tumuli (antas ou dólmens), localizados na Serra do Carvalho.

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Esta intervenção arqueológica, que contou com uma dezena de voluntários de dentro e de fora do concelho da Póvoa de Lanhoso, resultou numa parceria entre a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, a Junta de Freguesia de Lanhoso e a empresa de arqueologia NEXO.

Nesta primeira fase do processo de valorização dos monumentos, foi possível identificar e definir a couraça pétrea (conjunto de pedras pequenas que impedia o deslizamento de terras e profanação da mamoa) destes monumentos, associada a algum material cerâmico distribuído pela superfície. A fase da musealização é a próxima etapa destes trabalhos que têm como objetivo a futura fruição pública.

No decorrer dos trabalhos arqueológicos, o Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues, e o Presidente da Junta de Freguesia de Lanhoso, António Machado, visitaram a área de trabalho com o propósito de se inteirarem do desenvolvimento dos mesmos e enaltecer os presentes por se terem disponibilizado para contribuir para o estudo e valorização do património arqueológico do nosso território.

Estes trabalhos arqueológicos de valorização de dois monumentos sob tumuli terminaram no passado dia 18 de abril.

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PÓVOA DE LANHOSO ENTREGA CERTIFICADOS DA ESCAVAÇÃO ARQUEOLÓGICA DA VILLA ROMANA DE VIA COVA

O Vereador da Cultura e Turismo da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues, e o Presidente da Junta de Freguesia de Lanhoso, António Machado, entregaram os certificados de participação referentes aos trabalhos arqueológicos das ruínas da villa romana de Via Cova, em Lanhoso, na sede da Junta de Freguesia de Lanhoso.

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Esta intervenção arqueológica, que contou com 25 participantes em regime de voluntariado, além de ter posto a descoberto uma parte das ruínas romanas, foi o alicerçar das raízes para o desenvolvimento do espírito colaborativo, de interajuda e sentido de responsabilidade de cada participante, incutindo, desta forma, valores que permanecem para a vida.

“O Municipio deve muito ao trabalho destes voluntários, que tanto contribuíram para dignificar ainda mais o nosso património histórico. Já no próximo mês realizaremos uma nova intervenção, que só será concluída com sucesso com a ajuda dos voluntários”, salienta o Vereador da Cultura e Turismo, André Rodrigues.

No final da cerimónia, no passado dia 4 de março, o Vereador da Cultura e Turismo voltou a desafiar os presentes para participarem na próxima intervenção arqueológica, que terá como objetivo, estudar e valorizar três monumentos pertencentes à necrópole megalítica do Planalto da Pena Província, na Serra do Carvalho, que se realizará no próximo período de interrupção letiva, de 5 a 18 de abril de 2017.

Brevemente, serão disponibilizadas mais informações sobre a intervenção arqueológica dos três monumentos megalíticos.

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MUNICÍPIO DE CAMINHA VAI DEVOLVER ESPAÇO ENVOLVENTE AO DÓLMEN DA BARROSAÀS PESSOAS

Primeira fase da recuperação do espaço envolvente ao Dólmen da Barrosa a realizar no âmbito do Orçamento Participativo de Caminha já começou

A recuperação do espaço envolvente ao Dólmen da Barrosa a realizar no âmbito do Orçamento Participativo de Caminha já começou. Miguel Alves esteve esta manhã no local para acompanhar os trabalhos desta primeira fase da obra.

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“Este é o lançamento da primeira fase de uma obra de recuperação de todo o Dólmen da Barrosa e deste espaço fantástico que nós queremos colocar para usufruto das pessoas”, disse Miguel Alves, acrescentando que foi submetida uma candidatura para a criação de um núcleo museológico que projete o megalitismo no concelho. “Imagino por isso, dentro de poucos anos, o parque da Barrosa como um parque urbano de usufruto dos adultos e das crianças, um parque biológico onde se pode aprender muito sobre a flora, mas também uma alternativa à nossa praia. Será a partir daqui que vamos poder projetar o megalitismo no concelho de Caminha”, sublinhou.

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A visita ao espaço envolvente ao Dólmen da Barrosa em Vila Praia de Âncora, contou com a presença de Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha; Guilherme Lagido Domingos, vice-presidente da Câmara Municipal; Carlos Castro, presidente da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora; Álvaro Meira, proponente da proposta, e dos técnicos responsáveis pela obra.

“Esta obra regenera urbanisticamente este parque, devolve este parque às pessoas, e vai criar condições de segurança para usufruto das crianças e dos adultos”, sublinhou Miguel Alves sobre a importância da obra.

Também Carlos Castro admitiu tratar-se de uma obra muito importante: “a requalificação desta zona envolvente do Dólmen da Barrosa é um sonho. E ainda bem que se concretiza porque vai ser uma zona muito bonita, vai ser uma zona de lazer e vai ser uma atratividade para Vila Praia de Âncora e para todos aqueles que nos visitam”.

O presidente da Câmara lembrou que esta é uma obra que “nasceu do Orçamento Participativo de Caminha”. Trata-se de uma intervenção no montante de 22.378,39 +IVA. Dos trabalhos fazem parte: o rebaixamento do muro existente no topo nascente para uma altura de 1,20m, bem como está prevista a sua reconstrução nas zonas em falta, com características idênticas ao existente; a demolição do muro atualmente existente no topo norte e reconstrução do mesmo com uma altura de 1,20m em toda a extensão. Já foram removidas as rampas de e vai ser demolida a respetiva base em betão.

Estes são os trabalhos que integram esta primeira fase. Quanto à segunda fase, Miguel Alves assegurou que já foi submetida uma candidatura ao Programa 2020 para a criação de um núcleo museológico que potencie o megalitismo de Vila Praia de Âncora e de todo o concelho de Caminha e que vai “potenciar a oferta turística que vila praia oferece”.

Miguel Alves sublinhou ainda “só foi possível fazer esta obra porque a Câmara Municipal de Caminha resolveu uma trapalhada de mais de 20 anos com a família e os herdeiros do Dólmen da Barrosa”. O autarca relembrou: “estes terrenos estavam em litigio judicial, a Câmara Municipal já pagou a primeira metade da indemnização e vai pagar até ao final de março de 2017 a outra tranche à família, de modo a que estes terrenos possam ser do município. Para já os terrenos ainda não são do município, mas já temos autorização para fazer esta obra aqui. É a resolução de mais uma trapalhada do passado que nos ajuda a construir o futuro”.

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CAMINHA RECUPERA DÓLMEN DA BARROSA

A Câmara Municipal de Caminha organiza amanhã, dia 14 de dezembro, pelas 10 horas, uma visita ao Dólmen da Barrosa, em Vila Praia de Âncora, no âmbito da intervenção a realizar com base no Orçamento Participativo.

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A Recuperação do espaço envolvente ao Dólmen da Barrosa (Vila Praia de Âncora) foi um dos projetos vencedores do 1º Orçamento Participativo de Caminha. Trata-se de um projeto avaliado em 60 mil euros e prevê intervenção nos muros, plantação de espécies autóctones, instalação de mobiliário urbano e remoção da pista de skate.

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PORTA DO MEZIO QUER VALORIZAR PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO

ARDAL/Porta do Mezio aprova candidatura para a promoção e valorização da Área Arqueológica Mezio-Gião

O projeto Vozes das Pedras - Promoção e Valorização da Área Arqueológica Mezio-Gião visa dar resposta a uma crescente procura do turista do Parque Nacional da Peneda-Gerês e da Porta do Mezio, em particular, por estes monumentos culturais, oferecendo-lhe novos suportes e experiências relativas a esta temática.

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Esta iniciativa irá remeter os turistas para a relação do Homem com os elementos culturais e naturais. Com pedras enquadradas numa paisagem delimitada, o Homem do Mezio-Gião criou arte rupestre e espaços de rituais de enterramento (mamoas), mas criou-os num profundo relacionamento com o espaço natural, lendo-o, interpretando-o e experienciando-se a si e à paisagem como um só. Com este projeto a ARDAL/Porta do Mezio vai valorizar e promover as 100 rochas identificadas num dos maiores santuários de arte rupestre do Noroeste Peninsular – o Gião, bem como nas 11 mamoas da Área Arqueológica do Mezio.

Pretende-se que o conhecimento que estes espaços encerram seja partilhado com o grande público, num trabalho coordenado pelo Arqueólogo Martinho Baptista, diretor Parque Arqueológico Vale do Côa.

Com um valor elegível de cerca de 350 mil euros, apoiado no âmbito do Programa Operacional da Região Norte – Património Cultural, pretende-se que este trabalho venha, também, reforçar a atratividade da Porta do Mezio, enquanto estrutura de promoção, receção, animação e interpretação do território do Parque Nacional da Peneda Gerês.

CERVEIRA É VILA DAS ARTES DESDE A PRÉ-HISTÓRIA

Investigação da UM traz novos dados sobre a arte rupestre de Cerveira

Foram identificadas cerca de 40 novas gravuras rupestres no concelho de Vila Nova de Cerveira. O trabalho de campo, recentemente desenvolvido por uma equipa da Universidade do Minho, com o apoio do Município, vai agora avançar para uma fase mais técnica/de gabinete para inventariar, estudar, conservar e divulgar mais esta descoberta de arte rupestre, consolidando a história cerveirense.

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De grande riqueza patrimonial, Vila Nova de Cerveira é um concelho que apresenta um elevado potencial arqueológico que agora se alarga à arte rupestre, apresentando concentrações muito significativas de gravuras que remontam às origens históricas em formações rochosas situadas nas encostas e chãs da Serra da Gávea e que, desde há vários anos, suscita o interesse de profissionais e a curiosidade de visitantes.

O mais recente estudo decorreu ao longo do passado mês de julho, com uma equipa de cinco investigadores da Universidade do Minho a pesquisar arte rupestre em Cerveira, na sequência do projeto de investigação de pós-doutoramento “Paisagem e representação do poder na Pré-história Recente: Arte Atlântica e Estátuas-Menir”.

O trabalho consistiu na deteção de gravuras mediante a realização de prospeção sistemática de áreas de maior potencial, originando a descoberta de cerca de 40 novos locais gravados. Para cada uma das gravuras identificadas procedeu-se à contextualização física e arqueológica dos locais, à limpeza dos afloramentos, ao estudo técnico e formal das gravuras e ao levantamento fotogramétrico.

Os dados recolhidos vão agora ser analisados e sistematizados em gabinete, afim de se proceder à sua inventariação e definição de estratégias para posterior proteção e conservação.  De sublinhar que, dando continuidade à estratégia de promoção de Vila Nova de Cerveira enquanto polo de turismo cultural, a Câmara Municipal está já a preparar com os investigadores uma visita guiada às gravuras, a ter lugar no próximo mês de setembro equacionando a criação alguns trilhos e sinalizações que divulguem este e outros legados já descobertos.

O grupo de investigadores da Universidade do Minho constituído por alunos do Mestrado e Licenciatura em Arqueologia da Universidade do Minho, sob a coordenação do Doutor Manuel Santos Estévez, pós-doutorando da Universidade do Minho, e da Prof.ª Doutora Ana Maria dos Santos Bettencourt, Professora Auxiliar com Agregação da mesma instituição de ensino.

DIRETOR REGIONAL DE CULTURA DO NORTE VISITA ESCAVAÇÕES ARQUEOLÓGICAS EM MELGAÇO

Amanhã, pelas 11h00, na Estação arqueológica de Remoães, Melgaço

A decorrerem há cerca de cinco semanas, as escavações arqueológicas na freguesia de Remoães já geraram descobertas importantíssimas para os estudos da presença do Homem na região do Vale do Minho. É neste âmbito que o Diretor Regional de Cultura do Norte, António Ponte, visita amanhã, pelas 11h00, a Estação arqueológica de Remoães, em Melgaço.

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No local estão equipas investigadoras de universidades portuguesas e espanholas. De acordo com o Coordenador do projeto, João Ribeiro, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ‘os promissores trabalhos de Melgaço permitiram reconhecer a diversidade de estratégias de ocupação da região pelo homem paleolítico tanto no tempo como no espaço, tendo mesmo permitido reconhecer a presença do homem de Neandertal na região’.

As escavações acontecem no âmbito do projeto transfronteiriço ‘Os primeiros habitantes do baixo Minho’, previsto decorrer nos vários municípios portugueses e espanhóis do troço internacional do rio Minho.

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MUNICÍPIO DE CERVEIRA APOIA INVESTIGAÇÃO NO ÂMBITO DO PATRIMÓNIO CULTURAL

Uma equipa de cinco investigadores da Universidade do Minho encontra-se em Vila Nova de Cerveira, até ao final do mês, para estudar a arte rupestre do concelho, no âmbito do projeto de investigação de pós-doutoramento “Paisagem e representação do poder na Pré-história Recente: Arte Atlântica e Estátuas-Menir”.

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 Gravura rupestre da Chã Longa – Vila Nova de Cerveira

  

O grupo de investigadores é constituído por alunos do Mestrado e Licenciatura em Arqueologia da Universidade do Minho, sob a coordenação do Doutor Manuel Santos Estévez, pós-doutorando da Universidade do Minho, e da Prof.ª Doutora Ana Maria dos Santos Bettencourt, Professora Auxiliar com Agregação da mesma instituição de ensino.

O trabalho consiste na contextualização física e arqueológica do local gravado: na limpeza do afloramento; no estudo técnico e formal das gravuras; no decalque com plástico polivinilo e no seu levantamento fotogramétrico. Serão, igualmente, observadas outras rochas na área, com o intuito de se encontrarem novas gravuras rupestres.

O Município de Vila Nova de Cerveira apoia esta investigação, sublinhando a importância da proteção e valorização do património do concelho, neste caso pré-histórico, através da requalificação e procura de vestígios histórico-arqueológicos. No sentido de dar continuidade à estratégia de promoção de Vila Nova de Cerveira enquanto polo de turismo cultural, a Câmara Municipal pretende, ainda, a constituição de trilhos e sinalizações que divulguem este legado.

LUGAR DA BEMPOSTA, VALADARES: PESQUISA ARQUEOLÓGICA JUNTO AO RIO MINHO PÕE A DESCOBERTO VESTÍGIOS COM MAIS DE 200 MIL ANOS

Equipa de investigadores portugueses e espanhóis, coordenada pelo Prof. João Pedro Cunha Ribeiro, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, acredita estar perante uma das mais relevantes estações do paleolítico a norte do rio Douro. Utensílios descobertos (machados de mão, bifaces e lascas) serão objeto de inventariação e divulgação. Resultado dos trabalhos arqueológicos serão publicados em revistas nacionais e internacionais.

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No âmbito do projeto transfronteiriço “Os primeiros habitantes do baixo Minho. Estudo das ocupações pleistocénicas da região”, iniciaram-se, no passado dia 27 de junho, trabalhos de arqueologia no Lugar da Bemposta, em Valadares, com a presença de investigadores portugueses e espanhóis e oito estudantes do curso de arqueologia da faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Esta manhã, na presença do autarca monçanense, Augusto de Oliveira Domingues, a equipa envolvida nos trabalhos fez um primeiro balanço e apresentou diversos utensílios arqueológicos com mais de 200 mil anos descobertos no decorrer da prospeção: machados de mão, bifaces e lascas.

Estes utensílios, que constituem testemunhos interessantes e inéditos sobre a ocupação primitiva do baixo Minho, são entendidos pelos especialistas como emblemáticos e representativos da presença do homem do paleolítico inferior nesta região. Por outras palavras, testemunham a chegada do homem a estas paragens há mais de 200 mil anos.

Maravilhado com a descoberta, o coordenador do projeto, Prof. João Pedro Cunha Ribeiro, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, acredita estar perante uma das mais relevantes estações do paleolítico a norte do rio Douro que, adiantou, merece um trabalho de continuidade porque pode revelar um conjunto de dados valiosos sobre as primeiras ocupações de humanos no baixo Minho.

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Os utensílios descobertos nesta pesquisa arqueológica serão agora objeto de inventariação, apresentação aos responsáveis do património nacional e divulgação pública. Os resultados dos trabalhos arqueológicos serão publicados em revistas nacionais e internacionais.

Presente no local, o autarca monçanense, Augusto de Oliveira Domingues, agradado com a lição de pré-história, realçou a importância desta pesquisa arqueológica, afirmando-se surpreendido e orgulhoso com o resultado: “Estou impressionado com o que vejo e extremamente satisfeito por saber que a nossa comunidade existe há mais de 200 mil anos”.

Disponível para a valorização deste espólio arqueológico através da criação de itinerários intermunicipais, Augusto de Oliveira Domingues, revelou também que gostaria muito de ver as peças no futuro museu municipal. “Em tempos, apresentamos uma candidatura que não foi aprovada. Voltaremos a tentar. Porque estamos apostados em garantir a preservação da nossa história”.

Refira-se que o presente projeto, que decorrerá nos vários municípios portugueses e espanhóis do troço internacional do rio Minho, focaliza-se no estudo da presença do homem paleolítico no curso final do rio Minho, entre a confluência com o rio Trancoso, na sua margem esquerda, e a foz, 75 quilómetros a jusante.

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SANTUÁRIO RUPESTRE DESCOBERTO EM BARCELOS

Arqueólogos identificaram gravuras pré-históricas no Município que constituem um dos maiores santuários rupestres do norte de Portugal

O Município de Barcelos, através do Gabinete de Arqueologia e Património Histórico e Cultural, identificou nos últimos meses, um conjunto de rochas com gravuras pré-históricas no Monte de São Gonçalo.

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Os arqueólogos do município identificaram até à data, cerca de três dezenas de rochas com gravuras que datam desde há cinco mil anos (Calcolítico até à idade do Bronze), distribuídas pela encosta noroeste do Monte de São Gonçalo, entre as freguesias de Palme e de Aldreu. O conjunto parece constituir um grande santuário rupestre, um dos maiores do norte de Portugal.

Estas gravuras já haviam referenciadas ao Município em 2012 pelo arqueólogo Tarcísio Maciel do Grupo de Estudos de Neiva (GEN), tendo sido depois objeto de investigação no âmbito dos trabalhos de prospeção arqueológica realizados para a Carta Arqueológica Municipal. Após as primeiras rochas terem sido identificadas em 2012, foram descobertas outras gravuras de valor inestimável distribuídas pelas diferentes plataformas do monte. O Município de Barcelos tem já prevista a criação, nos próximos meses, de um percurso arqueológico pelo Monte de São Gonçalo, promovendo as principais rochas gravadas.

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SANTUÁRIO RUPESTRE DE GARFE VAI SER CLASSIFICADO

Santuário Rupestre de Garfe em processo de classificação

Respondendo à solicitação do Município da Póvoa de Lanhoso, a Direção Regional de Cultura do Norte procedeu a nova abertura do procedimento de classificação do Santuário Rupestre de Garfe, com vista à proteção e enquadramento do monumento.

Os interessados em consultar, reclamar ou interpor recurso à proposta de classificação, devem consultar a página eletrónica da Direção Geral do Património Cultural.

"O interesse da Direção Regional de Cultura do Norte na classificação deste importante monumento é para nós motivo de satisfação. Este santuário rupestre é um dos poucos exemplares existentes no nosso país e facilmente se tornará num local de visitação e interesse histórico", considera o Vereador para a Cultura e Turismo da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes. "Vamos proceder à vedação do espaço envolvente que tem uma área superior a dois mil metros quadrados. Vamos, também, criar um acesso pedonal a este local que está situado no meio de uma quinta. O nosso objetivo é criar condições para o envolvimento da comunidade científica no estudo deste monumento. Já efetuámos contactos com duas universidades que demonstraram interesse em cooperar connosco", adianta o mesmo responsável.

De lembrar que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso solicitou, em 1996, ao antigo IPPAR (Instituto Português do Património Arquitetónico) a classificação do Santuário Rupestre de Garfe como Imóvel de Interesse Público. Porém, este procedimento não teve qualquer sequência, pelo que, até à data, este monumento não tem qualquer classificação.

Após uma intervenção de limpeza da vegetação que cobria o monumento e área envolvente, em finais de 2015, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso voltou a solicitar à DRCN (Direção Regional de Cultura do Norte) uma nova apreciação de abertura de classificação do imóvel e respetiva área envolvente, pois representa um elevado valor arqueológico, que permitirá compreender as práticas pagãs no período pré-romano e romano do noroeste peninsular.

Assim, no âmbito do procedimento de classificação do Santuário Rupestre de Garfe, o prazo para apresentação de reclamação é até 5 de abril de 2016; e o prazo para apresentação de recurso é a 27 de abril de 2016.

CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS DE VIANA DO CASTELO PROMOVE CONFERÊNCIA SOBRA A ARTE PRÉ-HISTÓRICA EM SANTA LUZIA

No próximo dia 17 de Março (quinta-feira), na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, às 17.00 horas, Ana Bettencourt apresenta a comunicação com o título “Arte Pré-histórica na serra de Santa Luzia: dos gestos às interpretações”, no âmbito do ciclo de estudos “Arte, da criação à fruição”, promovido pelo Centro de Estudos Regionais e sua Academia Sénior.

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Ana Bettencourt, natural de Angra do Heroísmo (Açores), é licenciada em História (variante Arqueologia), pela Universidade de Coimbra, mestre em Antropologia (opção Paleoantropologia, pela Universidade de Bordeús, enquanto bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian), doutorada em Arqueologia e História da Antiguidade, pela Universidade do Minho, e Agregada em Arqueologia Pré-histórica pela Universidade do Porto. É docente no Departamento de História da Universidade do Minho. As suas áreas de investigação relacionam-se com a Pré-história da Península Ibérica, tendo trabalhado temas associados aos contextos e práticas funerárias, metalurgia, arte rupestre e arqueologia e turismo. Foi investigadora responsável por vários projetos coletivos, subsidiados por fundos comunitários através da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Participa, regularmente, em congressos nacionais e estrangeiros e tem vasta obra publicada, entre livros, capítulos de livros e artigos em revistas nacionais e internacionais.

A entrada é livre.

…e visita guiada sobre a talha e arquitetura de André Soares em Viana do Castelo.

No dia 19 de Março (sábado), o Centro de Estudos Regionais promove uma visita guiada às obras de André Soares em Viana do Castelo. O percurso pedestre ligará a Igreja de Nossa Senhora d’Agonia, onde tem início a visita, às 15.00 horas, a Igreja de S. Domingos e a Capela das Malheiras. A visita é guiada por Eduardo Pires de Oliveira, reconhecido especialista na obra de André Soares e do Barroco. A iniciativa encerra o Curso “André Soares e o Barroco no Alto Minho”, integrado no VII Ciclo de Estudos do Centro de Estudos Regionais, intitulado "Arte, da criação à fruição", que decorre até Junho de 2016.

Eduardo Pires de Oliveira é doutorado em História de Arte na Universidade do Porto sob o tema “André Soares e o rococó do Minho”. Investigador integrado do ARTIS/Instituto de História de Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, recebeu o Prémio José de Figueiredo (Academia Nacional de Belas Artes), em 1994, e é autor de cerca de 180 livros, artigos e comunicações em congressos em Portugal, Brasil e Espanha sobre o Património Cultural Minhoto e sobre a Diáspora da Arte Minhota Barroca e Rococó pelo mundo, com especial relevo em Minas Gerais.

André Soares (1720-1769) foi um dos poucos vultos da História de Arte portuguesa que teve uma dimensão europeia. As mais recentes Histórias de Arte editadas fora do país tem-lhe dedicado alguma atenção, embora a sua obra ainda não tenha merecido a devida divulgação internacional. Como era corrente na época, oscilou entre o rococó e o tardobarroco. Os seus trabalhos estão disseminados um pouco por todo o Entre Douro-e-Minho: Braga, Viana do Castelo, Guimarães, Ponte de Lima, Arcos de Valdevez, etc. André Soares é, no dizer de Robert Smith, “o grande poeta do granito e virtuoso do castanho dourado”.

A participação é gratuita e não carece de inscrição.

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PÓVOA DE LANHOSO PRESERVA ACHADOS ARQUEOLÓGICOS

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso tem a decorrer o processo de tratamento do material arqueológico recolhido na escavação arqueológica da villa romana de Via Cova, na freguesia de Lanhoso. Quem desejar participar pode ainda fazê-lo.

Tratamento achados arqueologicos de via cova 1

“Este projeto de voluntariado ao nível da seleção e tratamento das peças vem no seguimento da nossa política de envolvimento das pessoas nas ações que vamos promovendo ao nível da valorização do nosso património. E é muito gratificante constatar que há sempre alguns povoenses que respondem positivamente a esta chamada”, refere o Vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes.“Esta é uma fase extremamente importante de todo o processo de preservação do acervo arqueológico que foi encontrado na villa romana de Via Cova, em Lanhoso. À medida que as peças foram aparecendo foram sendo recolhidas. Estamos, agora, numa fase mais minuciosa de identificação e tratamento desse espólio, para podermos mostrá-lo publicamente”, explica.

O processo de escavação arqueológica da villa romana de Via Cova ficou concluído em setembro de 2015, ficando a musealização e interpretação das ruínas para o ano de 2016. Deste trabalho arqueológico, realizado por voluntários, resultou um conjunto significativo de espólio, que após o processo de limpeza, conservação e consolidação, iniciado no mês de novembro de 2015 e que terminará no mês de fevereiro, permitirá compreender e, até, desmistificar o modus vivendi dos romanos, que se fixaram no concelho da Póvoa de Lanhoso no decorrer do séc.I a.C..

O estudo deste material, além de enriquecer o acervo arqueológico municipal, possibilitará avaliar a evolução que os artefactos foram sofrendo ao longo dos séculos, evidenciando, por outro lado, a importância que a própria villa romana teve no processo de romanização dos povoados castrejos dispersos pelo concelho.

Os resultados deste trabalho ficarão patentes ao público, no final do mês de março, na Sala de Interpretação do Território (SIT), sediada na Casa da Botica. “Estamos a estudar a possibilidade de encontrar outros locais, para além da Sala de Interpretação do Território, para expor os achados arqueológicos que temos em nosso poder. Entendemos ser muito importante que os povoenses tomem conhecimento dos resultados dos trabalhos de escavações arqueológicas que a autarquia promoveu no passado e continuará a promover no futuro”, revela Armando Fernandes.

Quem ainda estiver interessado em colaborar no tratamento do material arqueológico, deve efetuar a sua inscrição para arqueologia@mun-planhoso.pt.

VALENÇA ESCAVA O SEU PASSADO

10 Anos de Intervenções Arqueológicas na Fortaleza - Valença Descobre e Valoriza as Suas Origens

O Núcleo Museológico de Valença recebe uma mostra sobre os 10 anos de intervenções arqueológicas na Fortaleza, até 30 de novembro.

Cerâmicas com destaque para fragmentos de ânfora, material de construção como tégulas, peça de jogo, pesos de tear e pesos de rede de pesca são algumas das peças da época romana encontradas na Fortaleza de Valença possíveis de apreciar nesta exposição. Uma mostra que conta, ainda, com faianças e outros utensílios domésticos, moedas, projeteis de metal de várias épocas, bem como a reprodução de um dos enterramentos identificados no adro da Igreja de Santa Maria dos Anjos.~

A exposição conta, ainda, com 11 painéis que descrevem e mostram os principais pontos de prospeção arqueológica da Fortaleza  que permitiram aprofundar o conhecimento da ocupação e evolução do local onde está implantada a fortificação de Valença, bem como, comprovar a existência de uma ocupação romana e pré-romana.

A exposição é uma pequena mostra do vasto espólio recolhido, contabilizando-se já  50 contentores com cerâmicas, vidros, metais e utensílios em pedra.

A intervenção arqueológica permitiu compreender melhor a ocupação e evolução do local onde se implantou a vila medieval de Contrasta, futura Valença, que mais tarde, irá dar origem a Fortaleza abaluartada, setecentista e oitocentista.

A intervenção arqueológica proporcionou novos dados que vieram alterar a história local, no que respeita ao seu povoamento. Destaca-se a identificação de um povoado fortificado tipo “castro”, com uma linha de muralha sub-circular que deveria coroar o outeiro, da qual se identificaram parte de um talude térreo, associado a uma escadaria, em cujos aterros se recolheram materiais datáveis de época romana (séculos I-IV).

Os trabalhos arqueológicos foram executados sob a direção científica do arqueólogo Luís Fontes, com a co-responsabilidade da arqueóloga Belisa Pereira.

A exposição é uma iniciativa da Câmara Municipal de Valença em parceria com a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho.

MUNICÍPIO DE PÓVOA DE LANHOSO PREPARA NOVAS INTERVENÇÕES ARQUEOLÓGICAS

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso entregou os certificados de participação aos voluntários que colaboraram na campanha arqueológica realizada em 2013, em Garfe. A Autarquia está a preparar outras intervenções arqueológicas, pelo que a oportunidade serviu ainda para apresentar a próxima campanha, prevista para agosto, que visa a escavação da villa romana de Via Cova, na freguesia de Lanhoso.

Entrega certificados 1

A atenção com que a Autarquia olha os aspetos relacionados com o património, de que faz parte a arqueologia, não se esgotará por aqui, pois há outras intervenções em vista. “Adquirimos, recentemente, os terrenos contíguos à Pia dos Mouros, na freguesia de Garfe, com o propósito de estudar, interpretar e valorizar este santuário rupestre romano e é nossa intenção criar um campo arqueológico neste espaço”, referiu, durante a sessão o representante da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, o Vereador para a Cultura, Armando Fernandes. De acordo com este responsável, é pretensão “valorizar o património arqueológico, enquanto fonte de conhecimento dos nossos antepassados e ampliar a nossa oferta turística”, até porque existe “uma carência de sítios arqueológicos visitáveis no concelho da Póvoa de Lanhoso que queremos colmatar”.

Nos últimos dois anos, a Autarquia promoveu, em colaboração com entidades locais e com voluntários, escavações arqueológicas nas Tapadinhas da Senhora do Monte, na freguesia de Garfe. Em 2014, pretende-se intervir em Lanhoso. “Desde 2012, que temos vindo a apostar em campanhas arqueológicas, com a presença regular de 30 voluntários por cada campanha. Este ano, decidimos valorizar a villa romana de Via Cova, porque, desde 1990, não sofreu nenhuma ação de valorização e musealização e apresenta um avançado estado de degradação”, refere o Vereador.

De lembrar que os trabalhos arqueológicos promovidos pela Autarquia passaram, nos últimos anos, pela mamoa da Tojeira, em Calvos, pela base da Torre de Menagem e envolvente do Castelo de Lanhoso, no Monte do Pilar.

A entrega dos certificados decorreu na noite de 11 de julho, no auditório da Casa da Botica.

Intervenção na villa romana de Via Cova

O arqueólogo municipal, que coordena no terreno estes trabalhos, Orlando Fernandes, apresentou o projeto para Via Cova, fazendo um enquadramento arqueológico da freguesia de Lanhoso, com referência para a necrópole megalítica, que corrobora a presença humana durante o Neolítico (6700 a.C. – 4000 a.C.), na Serra do Carvalho; para os dois castros (Pena Província, no ponto mais alto da Serra do Carvalho, e Bouça do Campo Novo, no lugar do Pinheiro); e para a via romana XVII, importante eixo viário que ligava Bracara Augusta (Braga) a Astúrica Augusta (Astorga, Espanha).

No contexto da romanização, explicou, as villas eram moradias rurais, que eram o centro de uma grande propriedade agrícola, explorada por trabalhadores rurais.

Referiu ainda que a intervenção de 1990 na villa romana de Via Cova permitiu pôr a descoberto dois muros paralelos compartimentados em seis salas e um espólio arqueológico diversificado, permitindo supor que foi intervencionada a parte frutuária da villa romana, área destinada ao armazenamento e transformação de matéria-prima.

A necessidade de intervencionar este espaço justifica-se pois porque, depois da intervenção realizada em 1990, estas ruínas ficaram votadas ao abandono; não foram alvo de interpretação e valorização, nem foi definido um plano de limpeza regular, apresentando, atualmente, um avançado estado de degradação.

Assim, os trabalhos, que iniciam em agosto, pretendem valorizar as ruínas romanas, evidenciando e enaltecendo as qualidades intrínsecas destas estruturas arqueológicas; permitiam a interpretação das estruturas; fazer a sua integração em roteiros turísticos, com vista à ampliação da oferta turística deste concelho; criar condições que proporcionem visitas guiadas; e conseguir mecanismos que assegurem, de uma forma permanente, a limpeza daquele espaço.

Estarão envolvidos nestes trabalhos arqueológicos, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e a Junta de Freguesia de Lanhoso, juntamente com voluntários.

Apresentacao escavacao Via Cova 1

MUNICÍPIO DE ARCOS DE VALDEVEZ MOSTRA INTERVENÇÃO ARQUEOLÓGICA NO PAÇO DA GIELA

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez organiza no próximo sábado, dia 5 de julho, pelas 10h00, uma visita à intervenção Arqueológica do Paço de Giela.

As visitas têm cerca de uma hora e serão realizadas pela equipa de arqueólogos responsável pela intervenção. Este será um momento único de observação dos vários elementos surgidos em contexto arqueológico, sendo que as novas fases de intervenção do projeto vão impossibilitar, por razões técnicas e de segurança, a sua futura contemplação.

O Paço de Giela é propriedade municipal e considerado como um excelente exemplar da arquitetura civil privada, gótica e manuelina, pertencente à tipologia denominada "casa-torre; está implantado numa pequena elevação sobranceira ao Rio Vez (margem esquerda), a cerca de 1,5 km da sede do concelho de Arcos de Valdevez, dominando parte deste vale e está classificado como Monumento Nacional desde 1910.

O objetivo principal do projeto é a recuperação, valorização e colocação à fruição públicas de um conjunto monumental, um dos marcos da identidade nacional, visando a reabilitação da zona de ha­bitações adjacentes (auditó­rio e unidade de receção ao visitante), do Paço de século XVI e da torre contígua do século XIV e a sua adapta­ção a espaço visitável, com interesse histórico e divul­gação museológica da ar­queologia local, da evolução do imóvel e do Recontro de Valdevez. Este projeto alia a valorização, a conservação, viabilidade económica e de gestão.

A intervenção conta com o financiamento do Programa de Operacional ON.2 - Eixo: III - Valorização e Qualificação Ambiental Territorial, sendo o seu in­vestimento elegível no valor de 1.383.906,09 euros e a comparticipação FEDER de 1.176.320,18 euros.