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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PAN MANTÉM QUEIXA CONTRA ESPANHA CONTRA ARMAZENAMENTO EM PORTUGAL DOS RESÍDUOS DA CENTRAL NUCLEAR DE ALMARAZ

PAN não alinha com estratégia do Governo e mantém queixa contra Espanha relativa à Central Nuclear de Almaraz

  • APA valida estratégia espanhola para prolongar o funcionamento de Almaraz
  • Perante silêncio do Governo, PAN quer ouvir Ministros do Ambiente e dos Negócios Estrangeiros
  • Padrões de segurança internacionais invocados não evitaram uma hecatombe nuclear no Japão

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) acabou de aprovar a construção do armazém da central nuclear de Almaraz. Uma decisão que vem confirmar o que o PAN tem vindo a antecipar há muitos meses e que vem validar a estratégia de sempre do governo de Espanha. A construção do Armazenamento Temporário Individualizado (ATI) serve para prolongar a vida da central de Almaraz para além de 2020, por mais 10 anos, uma central que já ultrapassou a sua vida útil para as centrais nucleares deste tipo.

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Um assunto desta relevância devia ter sido anunciado pelo governo e não pela APA pelo que o PAN vai chamar ao parlamento os Ministros do Ambiente, dos Negócios Estrangeiros e o Presidente da APA, para obter esclarecimentos sobre esta tomada de decisão que se baseou num grupo de trabalho que excluiu a colaboração e o conhecimento das ONGAs.

“Os padrões de segurança internacionais invocados pelo Presidente da APA, para avançar com esta esta lucrativa estratégia comercial também estavam estabelecidos em países com elevados standards de evolução tecnológica nuclear como o Japão e nem por isso evitaram uma hecatombe nuclear. Com a previsão de possíveis eventos sismológicos, no curto prazo, perto da Península Ibérica esta "solução adequada" é jogar roleta russa com um revólver cheio de munições”, defende André Silva, Deputado do PAN.

Esta decisão revela uma profunda submissão de Portugal a Espanha por aceitar a ausência de estudos conjuntos de impactos transfronteiriços, consentindo os estudos realizados apenas pelo estado espanhol sem a participação de Portugal.

O governo português continua a recusar-se a adotar uma posição firme em defesa dos interesses dos portugueses, validando toda e qualquer política energética de Espanha, o que revela a ausência de um projeto de defesa coletiva que coloque o interesse do bem comum acima dos interesses económicos que tudo mercantilizam.

Ao contrário das opções do governo, o PAN mantém a sua posição junto da Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE). O PAN apresentou em Janeiro duas denúncias à UNECE pelo incumprimento das Convenções de Espoo e Aarhus. Denúncias que estão a ser analisadas, por uma comissária designada para o efeito, até 15 de Agosto.

Por prever uma estratégia semelhante com a Central Nuclear de Santa Maria de Garoña por parte de Espanha, o PAN fez aprovar no parlamento uma resolução que insta ao Governo que denuncie junto do Secretariado da Convenção de Espoo a violação da referida Convenção por Espanha devido a mais dois incumprimentos: a inexistência de comunicação a Portugal das intenções de prolongamento da vida útil da Central Nuclear de Santa Maria de Garoña, assim como da inexistência de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) transfronteiriço. Até ao momento ainda não há indicações se o Governo vai ou não respeitar o mandato que a Assembleia da República lhe concedeu.

DEVOLUÇÃO DE OLIVENÇA A PORTUGAL ESTÁ NA ORDEM DO DIA!

A reclamação por parte de Espanha do território britânico de Gibraltar veio abrir uma janela de oportunidade que o Estado Português deve aproveitar para, de forma diplomática, exigir do país vizinho o cumprimento do seu compromisso assumido no Congresso de Viena realizado em 1815, obrigando-se a devolver a Portugal o território de Olivença e, desse modo, resolver de uma vez por todas o litígio fronteiriço que se mantém há mais de dois séculos.

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Com efeito, a decisão de saída da União Europeia por parte do Reino Unido – o nosso mais antigo aliado! – veio reavivar a Espanha a antiga esperança de obter a soberania sobre o território de Gibraltar, vulgarmente designado por “Rochedo”. Isto, apesar de em 1713, aquando da celebração do Tratado de Utrech, ter a Espanha cedido à Inglaterra “…a total propriedade da cidade e castelo de Gibraltar, junto com o porto, fortificações e fortes (…) para sempre, sem qualquer excepção ou impedimento”, como forma de parte de pagamento da Guerra da Sucessão Espanhola no âmbito de um sistema de compensações acordado como forma de Filipe de Anjou ser aceite pelos países beligerantes como rei de Espanha.

Ao contrário do que se verifica com Gibraltar que é pela Organização das Nações Unidas reconhecida como uma colónia e, como tal, é devido aos seus habitantes o direito à autodeterminação, Olivença constitui territorialmente parte integrante de Portugal, consagrado na alínea 1 do Artigo 5º da Constituição da República Portuguesa, o qual reza: “Portugal abrange o território historicamente definido no continente europeu e os arquipélagos dos Açores e da Madeira”.

O Tratado de Alcanizes celebrado em 1297 por D. Dinis. Rei de Portugal, com os soberanos dos reinos de Leão e Castela estabeleceu Olivença como parte integrante de Portugal. Em 1801, o Tratado de Badajoz que nem sequer contemplava a anexação da localidade de Vila Real por esta fazer parte do termo de Juromenha e não de Olivença, foi denunciado por Portugal por Espanha não ter cumprido a sua parte do acordo em virtude de ter invadido o nosso país, contrariando as disposições do Tratado. Por tudo isto e muito mais, a Espanha não possui a menor legitimidade para manter a ocupação do território de Olivença, município de Tálega incluído.

Com uma área de 430,1 quilómetros quadrados – correspondendo aproximadamente ao triplo das áreas dos concelhos de Lisboa e Porto no seu conjunto – Olivença é reclamada pelo Estado Português, o que justifica o facto de não ter sido até ao momento delimitada a fronteira desde a confluência da Ribeira do Caia com o rio Guadiana até à confluência da Ribeira dos Cuncos com o rio Guadiana.

À semelhança de Portugal em virtude da sua localização estratégica como porta de entrada para o continente, Gibraltar possui elevado interesse para o Reino Unido também como garantia de passagem par o Mar Mediterrâneo. Não foi em vão que em 1940, a Alemanha nazi chegou a planear a ocupação militar de Gibraltar (Operação Félix) e, com o apoio do exército espanhol, a invasão militar de Portugal (Operação Isabella) por parte de três divisões alemãs, tendo por objectivo principal o ataque aos portos de Lisboa e Setúbal a fim de impedir a sua utilização por parte das forças inglesas. Uma cumplicidade, aliás, que nos remete a memória para o Tratado de Fontainebleau de 1807, estabecido em segredo entre França e Espanha e que definiu a ocupação e partilha de Portugal.

A questão agora levantada pelo país vizinho, a pretexto da saída do Reino Unido da União Europeia, com a exigência da entrega de Gibraltar, vem desencadear um efeito de dominó relativamente ao status quo de vários territórios sob domínio de Espanha, a saber Ceuta e Melila, as Canárias e, por maioria de razão, o território de Olivença, de jure parte integrante de Portugal. A reclamação do Estado Português em relação a Olivença é legítima e, do Minho aos Açores, deve unir todos os portugueses – patriotas! – independentemente dos seus credos religiosos ou convicções partidária. Respeitemos os direitos dos seus habitantes independentemente das suas origens e a dualidade cultural que caracteriza o seu território com vista a uma transição civilizada da sua soberania, mas não abdiquemos da justiça que por direito é devida a Portugal!

Carlos Gomes

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NAÇÕES UNIDAS NOMEIAM COMISSÁRIA PARA ANALISAR DENÚNCIA DO PAN SOBRE A CENTRAL NUCLEAR DE ALMARAZ

  • Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa reage à denúncia do PAN
  • Espanha instada a esclarecer o statusda decisão sobre a construção do referido armazém
  • Análise da denúncia sobre a construção do armazém de resíduos nucleares na central de Almaraz até 17 de agosto de 2017

A Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) reagiu às denúncias apresentadas pelo PAN, Pessoas-Animais-Natureza, pelo incumprimento das Convenções de Espoo e Aarhus acerca da decisão do Governo espanhol de aprovar a construção de um armazém de resíduos nucleares na central de Almaraz a cem quilómetros da fronteira portuguesa.

Sobre o repositório de resíduos de Almaraz o Relatório da 38ª sessão do Comité de Implementação da Convenção de Espoo, (pontos 49 e 50, página 12), refere que o “Comité tomou nota das informações prestadas em 27 de Janeiro de 2017 pelo partido político português, Pessoas - Animais - Natureza (PAN), sobre a construção prevista do depósito temporário individual de resíduos radioativos na Central Nuclear de Almaraz, em Espanha”.

Foi também nomeada a comissária Zdanevich para esta questão que foi convidada a apresentar, até 15 de agosto de 2017, a sua análise das informações fornecidas pelo PAN para consideração na próxima sessão do Comité, incluindo uma lista de perguntas que podem ser endereçadas a Espanha para esclarecer o status da decisão sobre a construção do referido armazém.

No dia 26 de janeiro, por não ter obtido resposta do governo à pergunta feita ao Ministério do Ambiente do dia 5 de janeiro, o PAN avançou com uma denúncia junto da UNECE na expectativa de alertar a comunidade internacional para o incumprimento das Convenções de Espoo e Aarhus por parte de Espanha e acelerar as decisões que podem impedir a construção do referido depósito e encerrar de vez a bomba relógio que é a Central Nuclear de Almaraz. O PAN tem vindo a alertar que o objetivo central do Estado espanhol com a construção do armazém de resíduos nucleares é garantir o prolongamento do funcionamento da Central de Almaraz até 2030.

A ASCENDÊNCIA PORTUGUESA DOS CANARINOS

Apesar de pouco conhecidas, são muitas as afinidades entre os portugueses e os canarinos, tal como são históricas as ligações entre Portugal e as Canárias. São precisamente tais afinidades e ligações históricas que, graças à gentileza do sr. Jesús Sebastián Acosta Pacheco, a quem desde já endereçamos os nossos agradecimentos, o BLOGUE DO MINHO vai dar a conhecer aos seus leitores, publicando diversos artigos de sua autoria.

Texto: Jesús Acosta

Fotos: Naim Acosta

Os Arquipélagos das Ilhas Canárias, dos Açores, da Madeira, das Ilhas Selvagens e de Cabo Verde, constituem a região biogeográfica da Macaronésia, mas as “Ilhas Afortunadas”, não só estão vinculadas no que respeita à natureza e geografia, também à história, cultura e património, mas há uma diferença entre os Açores, a Madeira e Cabo Verde com as Canárias, os três primeiros arquipélagos com maior conexão a Portugal, estavam desabitados e foram descobertos e povoados pelos portugueses, as Ilhas Canárias estavam habitadas pelo povo guanche. Os guanches, eram as únicas pessoas nativas que viviam na região da Macaronésia antes da chegada dos europeus, originários do Norte da África com civilização neolítica e língua da família linguística berbere e escrita com carateres tifinagues. Por tanto, as Ilhas Canárias foram conquistadas pelos castelhanos, mas na conquista e colonização, os portugueses tomaram parte, no caso da ilha de Tenerife, a maior do arquipélago canarino e de toda a Macaronésia, foi colonizada na mesma proporção por portugueses e espanhóis (principalmente andaluzes), segundo os historiadores Elías Serra Ràfols e Leopoldo de la Rosa Olivera.

Gaspar Frutuoso, foi um historiador, sacerdote e humanista açoriano, natural da cidade de Ponta Delgada na ilha de São Miguel, destacou-se pela autoria da obra Saudades da Terra, uma detalhada descrição histórica e geográfica dos arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias, este grande cronista insulano, na descrição das Ilhas Canárias que faz no livro primeiro das Saudades da Terra, no capítulo décimo terceiro «De algumas cousas de ilha chamada Tenerife» diz: «[...] e daí a duas léguas está Icode dos Vinhos, que também é vila de duzentos vizinhos, quasi todos portugueses ricos de vinhos, lavouras e criações.[...]», posteriormente, Leonardo Torriani, um engenheiro militar e arquiteto italiano radicado em Portugal que foi enviado pelo rei Felipe II  de Espanha e I de Portugal em 1587, com a missão de analisar e fortalecer a fortificação das ilhas, e no valiossísimo códice que nos deixou: Descrição e história do Reino das Ilhas Canárias, antes ditas Afortunadas, com o parecer das suas fortificações, que se encontra na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, quando descreve a ilha de Tenerife expõe: «[...] A maior parte da gente é portuguesa, a qual, superando as demais nações espanholas na indústria da agricultura, tem dado a esta ilha maior fertilidade e riqueza232». Página 136 do estudo e tradução da obra de Torriani primeira versão em português da autoria de José Manuel Azevedo e Silva publicado pela Edições Cosmos em Lisboa no ano 1999 e, na nota 232 deste autor, podemos ler: «Conhecedor da realidade das Canárias, onde permaneceu durante alguns anos, Torriani constatou que a maior parte da gente da ilha de Tenerife era portuguesa, à qual atribuiu um maior desenvolvimento económico em relação às outras ilhas. A apreciação lisonjeira que faz à gente portuguesa que, segundo afirma, supera as demais nações espanholas na agricultura, deve estar relacionada com a rica produção de açúcar e de vinho de Tenerife (de longe maior que nas outras ilhas), pelo que é de supor tratar-se da presença de emigrantes madeirenses, bom conhecedores daquelas culturas.». Quando Torriani fala da cidade de Santa Cruz da Palma narra: «[...] As casas são brancas, feitas à portuguesa326, pequenas por dentro e, em geral, sem poços nem pátios, com tudo isto, são mais altas e alegres que as das outras ilhas. Esta ilha é habitada por portugueses, castelhanos, flamengos, franceses e alguns genoveses. [...]». Página 191 e na nota do estudioso e tradutor pode-se ler: «De notar a influência portuguesa no modelo de construção das casas da cidade. Se, como se vê a seguir, os portugueses compartilhavam a cidade com castelhanos, flamengos, franceses e genoveses, possivelmente os mestres construtores eram portugueses. E não será por acaso que Torriani os cita em primeiro lugar». Prova desta presença portuguesa é o livro 1º de visitas da igreja do povo de Boavista do Norte em Tenerife (até a primeira metade do século XVI) e o livro da igreja de Garafía na ilha da Palma no século XVII, escritos em português.

No repartimento das terras conquistadas, os portugueses que colaboraram com o conquistador às ordens da Coroa de Castela, receberam terras através das “datas” e, os que chegaram como colonizadores à nova terra, alguns deles judeus portugueses que optaram pelo desterro imposto pelo édito real assinado em 1496 pelo Rei Dom Manuel I e, outros judeus portugueses conversos ou cristãos-novos, na sua maioria lavradores e artesãos, vieram com o estabelecimento da indústria da cana-de-açúcar e a plantação de videiras para a produção de vinho, além disso, introduziram em princípios do século XVII o cultivo do milho. Junto dos colonos madeirenses chegados às ilhas, retornaram os guanches libertos que os portugueses capturaram e levaram como escravos para a ilha da Madeira, com a finalidade de fornecer mão-de-obra para o penoso trabalho nos canaviais, libertaram e expulsaram ou devolveram aos guanches escravizados à sua terra natal, porque os madeirenses donos das plantações de cana-de-açúcar não os conseguiram submeter. Os guanches que voltaram às suas ilhas já eram grandes mestres da elaboração do açúcar, cristianizados e tinham apelidos portugueses.

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Como referem os historiadores, em algumas cidades e vilas os portugueses eram maioritários e, até mesmo, foram os seus fundadores e construtores dos seus monumentos mais importantes. Pomos como exemplo a Cidade de Tacoronte fundada em 23 de outubro de 1497 por Dom Sebastião Machado oriundo de Guimarães, que conservou o nome aborígene do Menceyato (reino guanche) para a nova cidade que está geminada com o berço da nação portuguesa e Património da Humanidade desde o dia 26 de outubro de 1997. O ex-convento de Santo Agostinho e Igreja do Santíssimo Cristo das Dores e Agonia, mais conhecido popularmente como Cristo de Tacoronte, foi edificado em 1662 pelo Capitão Dom Diogo Pereira de Castro natural de Barcelos e o seu sobrinho Tomás Pereira de Castro-Ayala e este, foi o que trouxe a milagrosa imagem do Santíssimo Cristo, segunda advocação de Cristo mais venerada nas Ilhas Canárias trás o Santíssimo Cristo da Lagoa. Nesta muito bonita e encantadora cidade do norte de Tenerife de bons vinhos e, onde há muitos munícipes com o apelido Dorta, morou os primeiros anos da sua vida o famoso pintor surrealista Óscar Domínguez, no filme, Óscar. Una pasión surrealista inspirado na biografia deste insigne tinerfenho, o ator português Joaquim de Almeida veste a pele do pintor. É filha ilustre desta cidade a escritora Maria Rosa Alonso, estudiosa e investigadora do Mencey (Rei) guanche que os Reis Católicos entregaram como presente ao Doge de Veneza e, que este dirigente, expôs como exemplar exótico na sua corte.

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Na primeira foto podemos ver o monumento dedicado a D. Sebastião Machado e a frontaria e torre da igreja da Santa Catarina de Alexandria padroerira da cidade de Tacoronte. Na Segunda Foto a placa do monumento que diz: A CIDADE DE TACORONTE / A / SEBASTIÃO MACHADO / NATURAL DE GUIMARÃES PORTUGAL / CRIADOR DO PRIMITIVO / NÚCLEO POPULACIONAL  / 1497 - 1997  / CINCO SÉCULOS DE HISTÓRIA e, após do texto, os brasões dos concelhos de Guimarães e Tacoronte.

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Na primeira foto temos a bela frontaria em cantaria, obra de Domingo Rodríguez Rivero e tem sobre da porta central e principal o brasão dos Pereira de Castro. Na segunda fotografia a imagem milagrosa do Santíssimo Cristo de Tacoronte, Padroeiro da Cidade de Tacoronte, escultura que se lhe atribui a Domingo de La Rioja.

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Há historiadores, estudiosos e investigadores que têm manifestado que o povo canarino é mestiço, porque descende de grupos étnicos diferentes, que é uma mistura: um 30% de guanches, um 30% de andaluzes e um 30% de portugueses, o 10% restante e formado por outros espanhóis e europeus na sua maioria flamengos, genoveses, franceses e ingleses. Os outros arquipélagos da Macaronésia não têm esta singularidade e, o caso de Cabo Verde, é diferente aos demais. É evidente a ascêndencia portuguesa dos canarinos, pelo que não é um erro, dizer que são descendentes longínquos de portugueses. O melhor testemunho da presença portuguesa nas Ilhas Canárias, na sua conquista e na sua colonização, não são somente as “datas”, também os mais de cem apelidos ou sobrenomes portugueses que existem nas Canárias, há canarinos que não têm apelidos portugueses, mas podem ter os seus pais, os seus avós ou os seus antepassados. A seguir alguns deles em português e a correspondente forma castelhanizada.

PORTUGUÊS

ESPANHOL

PORTUGUÊS

ESPANHOL

PORTUGUÊS

ESPANHOL

Aleixo

Alejo

Falção

Falcón

Medeiros

Mederos

Belchior

Melchior

Farinha

Fariña

Monteiro

Montero

Chaves

Chávez

Galvão

Galbán

Pereira

Perera

Coelho

Coello

Godinho

Godiño

Ramalho

Ramallo

Correia

Correa

Horta

Dorta

Soares

Suárez

Curvelo

Curbelo

Lemos

Lemus

Sousa

Sosa

da Costa

Acosta

Maia

Maya

Teixeira

Tejera

Eanes

nez

Marreiro

Marrero

Vieira

Viera

Alguns apelidos não mudaram: Afonso, Aguiar, Barroso, Camacho, Lemes, Machado, Pacheco, Pestana, Queirós, Rabelo, Toste, mais outros. Há alguns que têm as duas formas Ferreira /Ferrera e outros três: Vieira / Viera / Vera.

Portugal reconheceu a soberania castelhana das ilhas Canárias, quando o Rei Alfonso V de Portugal em 8 de setembro de 1479 ratificou o Tratado das Alcáçovas, também conhecido como Paz de Alcáçovas,  assinado na vila portuguesa de Alcáçovas, no Alentejo, em 4 de setembro de 1479. Com a ratificação dos Reis Católicos em 6 de março de 1480, na cidade de Toledo, pelo que também ficou denominado como Tratado das Alcáçovas-Toledo, Portugal abandonou definitivamente as suas pretenções de domínio sobre as célebres “Ilhas Afortunadas”. O arquipélago canarino ficou na posse da Coroa de Castela e não é a Galiza, que junto do Condado Portucalense, é o berço da cultura galaico-portuguesa, mas depois dos hermisendeños, alamedillenses, xalimegus, cedilleros, ferrereños, oliventinos mais outros povos arraianos é, o povo integrado no atual Reino de Espanha, que mais raizes galaico-portuguesas tem.  

Queremeos agradecer ao Exmo. Sr. D. Carlos Gomes o seu convite para escrever no seu maravilhoso blogue. Tudo começou quando contactamos con ele para lhe perguntar o nome das coleira com campaínhas que levam no pescoço os bois e vacas nas nossas romarias e benções de gado que são semelhantes às que temos visto no Minho. Uma breve explicação complementar da influência portuguesa nas Ilhas Canárias que fizemos à pergunta, despertou o seu interesse e disse: «O BLOGUE DO MINHO (e o BLOGUE DE LISBOA) encontram-se à sua disposição e será com o maior prazer que acolherá a colaboração que quiser dispensar». Como ele também tenciona partilhar o artigo nas páginas do facebook dedicadas ao folclore português, incluindo a Federação do Folclore Português, decidimos escrever acerca dos Aires de Lima, um género da música folclórica das Ilhas Canárias típico das descamisadas canarinas, esfolhas no Minho, que trouxeram os minhotos no século XVII com o cultivo do milho, mas achamos que era conveniente fazer antes uma apresentação e introdução com este artigo e o seguinte que fala da profunda influência portuguesa no povo canarino, pois será mais fácil para os leitores e seguidores deste ótimo blogue, compreenderem a razão pela que nas Canárias há uma canção tradicional que tem a sua origem no Minho. É uma dívida que temos pela ajuda recebida e a grande gentileza.

Aproveitamos este artigo, para exprimir públicamente o nosso mais muito obrigado a três grandes portugueses que amam a sua maravilhosa terra e contribuem à proteção, preservação e difusão do seu precioso património. Ao Exmo. Sr. D. Rui Barbosa, “A man and his Dream” que com o seu sonho e magnísifico blogue Carris, temos uma preciosa informação do PNPG (Parque Nacional Peneda-Gerês), agradecemos imensamente a sua ajuda para poder indicar nos planos os hidrónimos, orónimos e o património etnográgico do PNPG. Ao Exmo. Sr. D. Manuel de Azevedo Antunes, grande amigo e a maior autoridade em relação a Vilarinho da Furna, com ele a sua aldeia natal, lamentavelmente afundada, nunca morirá. Finalmente, ao Exmo. Sr. D. Paulo Lima, o homem dos portugueses na UNESCO, graças ao seu precioso trabalho e de outras pessoas o Fado, a música e canção mais bela do mundo, o cante alentejano e a arte chocalheira é Parimónio Mundial.

Este artigo foi escrito por Jesús Acosta Vice-Presidente da ACGEIA: ASSOCIAÇÃO CULTURAL: GRUPO DE ESTUDO E INVESTIGAÇÃO ACHBINICO e as fotografias realizadas por Naim Aléix Acosta Febles.

A ACGEIA, tem entre os seus fins estatutários, o estudo e investigação da língua e literatura portuguesa e outras línguas e dialetos de família linguística galaico-portuguesa, a ascendência portuguesa dos canarinos, a influência portuguesa no povo canarino, a natureza, geografia, história, cultura e patrimonio de Portugal porque é o país de onde vieram os colonizadores que juntos dos guanches, andaluzes e outros espanhóis e europeus contribuíram notavelmente à fundação do povo canarino. Finalmente, esta Associação estuda e investiga a vida e obra de São José de Anchieta, que nasceu em 19 de março de 1534 na cidade de São Cristóvão da Lagoa, foi o Apóstolo do Brasil e a maior contribuição do povo canarino ao Mundo Lusófono. A ACGEIA tem a sua sede estatutária no berço do São José de Anchieta, cidade fundada em 1497 por Alonso Fernández de Lugo, o fidalgo e conquistador castelhano-andaluz, responsável da incorporação definitiva das Ilhas Canárias à Coroa de Castela no século XV.  Esta belíssima e fascinante cidade foi classificada Património da Humanidade em 2 de dezembro de 1999 pela UNESCO, é sede da diocese de Tenerife, da Universidade da Lagoa, recebe aos turistas pelo Aeroporto de Tenerife-Norte e, como Braga, é chuvosa, húmida, monumental e tem a Semana Santa mais solene das Ilhas Canárias.

FOI D. GARCIA II O PRIMEIRO REI DE PORTUGAL?

Passam 940 anos sobre a data da histórica Batalha de Pedroso, travada entre o Rei D. Garcia II e D Nuno Mendes, o último e o Conde de Portucale descendente da família de Vímara Peres. O confronto foi travado mais precisamente em 18 de Janeiro de 1071, perto de Tibães, entre Braga e o rio Cávado.

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Filho de Fernando I de Leão, coube a D. Garcia II por herança o Reino da Galiza cujos domínios se estendiam até Lisboa, tendo aos seus irmãos Sancho II e Afonso VI recaído respetivamente os territórios de Castela e de Leão.

Incorporava o Reino da Galiza o Condado da Galiza e o Condado Portucalense que, não obstante, manteve sempre um elevado grau de autonomia. A sua denominação destinava-se a diferenciar daquele, tomando o nome da cidade do Porto que foi a sua primeira capital.

Cresciam já por essa época no Condado Portucalense aspirações separatistas que, encabeçadas pelo Conde de Portucale, Nuno Mendes, viriam a culminar na Batalha de Pedroso onde foi derrotado e perdeu a vida, travando por algumas décadas a desejada independência de Portugal.

Por seu turno, passou D. Garcia II a titular-se GARCIA REX PORTUGALLIAE ET GALLECIAE ou seja, Rei da Galiza e de Portugal. A ele se deve nomeadamente a restauração das sedes de Braga e Tui.

Porém, o seu reinado teve existência efémera em virtude dor irmãos de D. Garcia terem formado uma coligação para lhe usurparem o poder, no que vieram a ter sucesso, tendo-o encarcerado até à sua morte, no castelo de Vermoim, em 22 de Março de 1090.

Cumprindo o seu desejo, D. Garcia foi sepultado acorrentado tal como vivera os últimos anos de sua vida. E, na lápide do seu sepulcro, foi de igual modo representado, ao qual se junta a seguinte inscrição em latim:

R. DOMINUS GARCIA REX PORTUGALLIAE ET GALLECIAE. FILIUS REGIS MAGNI FERDINANDI. HIC INGENIO CAPTUS A FRATRE SUO IN VINCULIS. OBIIT ERA MCXXVIII XIº KAL. APRIL.

Cujos dizeres podem ser traduzidos para o Português moderno da seguinte forma:

Aqui jaz o rei Garcia de Portugal e Galiza, filho do grande rei Fernando, que foi capturado pelo seu irmão com engano. Morreu preso a 22 de março de 1090.

Porém, a saga dos dois irmãos do Rei Garcia não se ficou por aqui e no ano seguinte, Sancho II expulsou Afonso VI, juntando os três reinos – Castela, Leão e Galiza e Portugal. Sancho II acabou assassinado e Afonso VI tomou a coroa de Leão, a qual abrangia os três reinos. A História prossegue a sua marcha imparável e foi necessário esperar cerca de setenta anos para que Portugal se tornasse um reino independente.

DEPUTADO DO PAN PARTICIPA NA CONFERÊNCIA DO MOVIMENTO IBÉRICO ANTINUCLEAR “FECHAR ALMARAZ”

No próximo sábado, dia 04 de fevereiro, pelas 10h00, em Lisboa, na Fábrica de Braço de Prata, o deputado do PAN – Pessoas – Animais – Natureza, André Silva, participa na Conferência do Movimento Ibérico Antinuclear “Fechar Almaraz”, que reúne especialistas franceses e espanhóis com ativistas nacionais e institucionais para debater um problema ambiental com forte risco para a saúde pública.

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No seguimento da decisão do Governo espanhol de aprovar a construção de um armazém de resíduos nucleares na central nuclear de Almaraz, a cem quilómetros da fronteira portuguesa, e por considerar que é necessária uma intervenção de Portugal que vá para além de queixas à Comissão Europeia, o PAN – Pessoas-Animais-Natureza apresentou a semana passada duas denúncias/exposições à Comissão Económica das Nações Unidas para a Europa (UNECE) pelo incumprimento das Convenções de Espoo e Aarhus.

Atendendo a que não houve a realização de uma Avaliação Transfronteiriça de Impacte Ambiental de acordo com os critérios da Convenção de Espoo e da Diretiva Comunitária 2011/92/UE de 13 de Dezembro de 2011, alterada pela Diretiva 2014/52/UE de 16 de Abril de 2014 e, uma vez que Portugal não foi consultado nem notificado como está previsto nas diretivas da Convenção de Aarhus, o partido defende que estamos perante o incumprimento destes acordos internacionais por parte de Espanha.

MELGAÇO: I ENCONTRO IBÉRICO DE ONCOLOGIA VAI DESMISTIFICAR IDEIAS PRÉ-CONCEBIDAS SOBRE O CANCRO

Dias 3 e 4 de fevereiro, na Casa da Cultura de Melgaço

Os Presidentes das Câmaras Municipais de Melgaço, Manoel Batista, e de Arbo, Horácio Gil, e o Presidente do Centro de Apoio ao Doente Oncológico (CADO), o Enfermeiro Daniel Castro, abrem esta sexta-feira o I Encontro Ibérico de Oncologia, que acontece na vila raiana durante dois dias: 3 e 4 de fevereiro. O Seminário tem início às 09h30, na Casa da Cultura de Melgaço, e vai reunir profissionais de saúde de Portugal e de Espanha para debaterem o tema ‘A Arte de Cuidar’, tendo como propósito o intercâmbio de informação entre os especialistas e o público em geral.

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O evento é organizado pelo CADO e tem o apoio de várias entidades, como forma de assinalar o Dia Mundial de Luta Contra o Cancro. Epidemiologia do Cancro; Alimentação e Bem-Estar físico no utente com cancro; Necessidades do utente com base nos cuidados; Bem-Estar e Qualidade de Vida em Comunidade; Campanhas de sensibilização e notícias sobre o cancro nos meios de Comunicação Social; e Doenças Oncológicas: Vivências, processos e perdas, são os temas em análise durante estes dois dias. Manuela Cerqueira, docente da Escola Superior de Saúde do Instituo Politécnico de Viana do Castelo (ESS-IPVC), Francisco Barón, Médico Oncologista no Centro Hospital de Santiago de Compostela e Paula Sousa, autora do livro ‘Não Desisto de Mim’, que irá apresentar o seu testemunho de superação desta patologia, são alguns dos nomes a destacar no evento. Para além dos especialistas de saúde, o encontro contará também com vários nomes ligados a diferentes áreas, como o jornalismo, a sociologia e medicinas alternativas. Juntos vão desmistificar algumas das ideias pré-concebidas sobre o cancro e informar sobre os fatos reais da doença.

PROGRAMA

Dia 3 de fevereiro, sexta-feira

09h00 | Abertura do Secretariado

09h30 | Sessão de Abertura

- Manoel Batista | Presidente da Câmara Municipal de Melgaço

- Horácio Gil | Presidente da Câmara Municipal de Arbo

- Daniel Castro | Presidente do Centro de Apoio ao Doente Oncológico e Enfermeiro CSSJ-USM

10h00 | Epidemiologia do Cancro

Moderador: Sara Barata | Enfermeira CSSJ-USM

- Drª Manuela Cerqueira | Docente da ESS-IPVC

- Drª Míriam Josa | Presidente Associação de Oncologia Integrativa de Espanha

10h45 – Coffee-Break

11h15 | Alimentação e Bem-Estar físico no utente com cancro

Moderador: Lara Grazina | Terapeuta Ocupacional CSSJ

- Enf. Sara Monteiro | Enfermeira Hospital Senhora de Oliveira de Guimarães

- Drª Ana Costa | Terapeuta Ocupacional no Centro de Medicina de Reabilitação do Alcoitão

12h30 – Almoço

15h00 | Necessidades do utente com base nos cuidados

Moderador: Tatiana Azevedo | Enfermeira CSSJ-USM

- Drº Francisco Barón | Médico Oncologista no Centro Hospitalar de Santiago de Compostela

- Enf.ª Maria Dias | Enfermeira no IPO do Porto

- Enf.ª Natacha Rodrigues | Enfermeira no IPO do Porto

Dia 4 de fevereiro, sábado

09h30 | Bem-Estar e Qualidade de Vida em Comunidade

Moderadora: Andreia Lourenço | Assistente Social CSSJ-USM

- Drª Neuza Fernandes | Socióloga

- Dr. Salvador Ramos | Diretor Medico Talasso Atlantico - Centros Termais

- Drª Cátia Sousa | Terapeuta de Reiki

- Drª Cristina Silva | Terapeuta de Reiki

10h30 – Co­ee Break

11h00 | Campanhas de sensibilização e notícias sobre o cancro nos meios de Comunicação Social

Moderador: Fátima Pereira

- Drª Montse Rekalde | Representante Asociación de Usuario de Servizo de Oncoloxía do CHUS

- Drª Zara Pinto Coelho | Investigadora no Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho

- Drª Sandra Marinho | Investigadora no Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho

12h30 | Doenças Oncológicas: Vivências, processos e perdas

Moderadora: Stephanie Araújo

- Drª Marta Melo | Psicóloga Clínica e de Saúde

- Drª Marta Gonçalves | Orientadora do Projeto Educação para a Saúde

- Paula Sousa | Testemunho Real e Autora do Livro ‘Não Desisto de Mim’

13h45 – Sessão de Encerramento

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias, até ao dia 2 de fevereiro. Também são possíveis no dia, mas sujeitas a disponibilidade.

O Centro de Apoio ao Doente Oncológico é uma associação pensada com o objetivo principal de dar apoio aos doentes oncológicos, aos seus cuidadores e familiares. Foi constituída em abril de 2016, por um grupo de jovens, na sua maioria profissionais de saúde e da área social.

Pretende tornar-se numa referência na região do Alto Minho no apoio, promoção e proteção da saúde, da educação e do apoio social ao doente oncológico, contribuindo para o bem-estar e qualidade de vida.

PORTUGAL É NOTÍCIA EM TODO O MUNDO GRAÇAS À PARTICIPAÇÃO EM INGLATERRA NO OLYMPIA – THE LONDON INTERNATIONAL HORSE SHOW

Cavaleiros portugueses considerados as "estrelas" do The London International Horse Show, as palavras são de Simon BrooksWard, o Show Director que classifica o "Orgulho de Portugal" como um espetáculo inteligente e encantador, elogiando o requinte e a subtileza dos movimentos da performance portuguesa. Acrescenta ainda que nos últimos 21 anos este foi um dos espetáculos equestres com maior impacto e afluência de público, sublinhando assim o sucesso Lusitano.

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O "Orgulho de Portugal", que tem como ex-libris o cavalo Puro Sangue Lusitano, produto de excelência do mundo rural, foi um enorme sucesso na capital de Inglaterra. Todos os dias, o Cavalo Lusitano arrebata emoções fortes e milhares de espectadores aplaudiram entusiásticos a excelência e qualidade portuguesa.

Também um sucesso foi o espaço no Olympia Shopping Village, onde Portugal esteve representado por quatro importantes destinos equestres, Ponte de Lima, Golegã, Beja e Alter do Chão. Ao longo de vários dias Portugal apresentou uma mostra de produtos endógenos de cada uma destas regiões, desde vinhos, azeite, queijos, enchidos e fumados.

O cavalo Lusitano, ex-líbris de Portugal, encerra 2016 despertando emoções.

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EQUITAÇÃO PORTUGUESA BRILHA EM LONDRES

Portugal brilha espetáculo após espetáculo na Capital de Inglaterra

O conjunto de 16 cavaleiros com os seus Lusitanos, que representam Portugal no seu esplendor, conquista os visitantes do Olympia – The London International Horse Show, captando fortes aplausos ao longo de cada apresentação.

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Ontem, após uma exibição magistral de equitação, cavalos e cavaleiros recebem a visita da Princesa da Cornualha, Camila Parker Bowles. A herdeira britânica parabenizou cada um dos cavalos e cavaleiros individualmente e mostrou-se deslumbrada com a qualidade do cavalo Lusitano, produto de excelência de Portugal.

Centenas de milhares de pessoas de todo mundo aplaudem Portugal de pé pelas deslumbrantes apresentações dos cavaleiros portugueses, onde se ostentam as melhores qualidades do cavalo Lusitano, produto de excelência do mundo rural.

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AUTARCAS MINHOTOS E GALEGOS ASSINAM AUTO DE RECONHECIMENTO DE FRONTEIRA A BORDO DA LANCHA RIO MINHO

Autarcas de Monção, Salvaterra, As Neves e Arbo assinaram a ata de vistoria de fronteira entre Portugal e Espanha em pleno rio Minho juntamente com os restantes municípios portugueses e galegos banhados por aquele troço de água internacional.

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A assinatura do auto de reconhecimento de fronteira do rio Minho entre os municípios portugueses e galegos banhados por aquele troço de água internacional realizou-se, na manhã de ontem, a bordo da lancha rio Minho com a presença dos autarcas de ambas as margens e o comandante da Capitania do Porto de Caminha, Pedro Miguel Costa, e do seu congénere de Tui, Enrique Garcia Gonzalez.    

O embarque dos autarcas portugueses efetuou-se em Vila Nova de Cerveira e o dos autarcas galegos em Tui. O encontro entre as duas embarcações, lancha rio Minho e lancha Cabo Fradera, teve lugar em pleno rio Minho nos limites entre Vila Nova de Cerveira e Valença. O ato oficial decorreu a bordo da lancha portuguesa.

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O município de Monção, representado pelo seu presidente, Augusto de Oliveira Domingues, assinou a ata de vistoria da fronteira entre os dois países com os seus homólogos galegos dos Ayuntamientos de Salvaterra do Miño, Arturo Grandal Vaqueiro, de As Neves, Xosé Manuel Mendez, e de Arbo, Horácio Gil Exposito.

A presente cerimónia enquadrou-se nos termos do artigo XXV e do artigo VIII, do anexo I do Tratado de Limites entre Portugal e Espanha, assinado a 29 de Setembro de 1864, quando foi reconhecida a linha fluvial do rio Minho que serve de fronteira entre os dois países.

Em anos anteriores, o auto de reconhecimento de fronteira decorria de forma individual. Este ano, por sugestão das capitanias de Caminha e Tui, realizou-se uma cerimónia conjunta com todos os autarcas. Segundo Pedro Miguel Costa, para lhe conferir maior solenidade e sublinhar o excelente relacionamento entre as armadas e os municípios portugueses e galegos.

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MUNICÍPIOS PORTUGUESES E GALEGOS RECONHECEM FRONTEIRA DO RIO MINHO

Assinatura conjunta da Ata de Reconhecimento de Fronteira do Rio Minho

Unidos pelo rio Minho, 13 concelhos da raia minhota - cinco portugueses e oito galegos -, procederam, esta quarta-feira, à habitual assinatura da Ata de Reconhecimento de Fronteira do Rio Minho. A novidade incidiu numa cerimónia conjunta em pleno rio Minho, navegando entre Vila Nova de Cerveira e Valença, a bordo de uma fragata da Marinha Portuguesa.

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Os representantes dos municípios portugueses de Caminha, Melgaço, Monção, Valença, Vila Nova de Cerveira, e dos galegos A Guarda, Arbo, As Neves, Crecente, O Rosal, Salvaterra do Miño, Tomiño e Tui aceitaram o convite do Capitão do Porto de Caminha, o Capitão-Tenente Pedro Miguel Costa, e do Comandante Naval do Miño, Enrique Garcia Gonzále, para um ato transfronteiriço de reforço das relações existentes onde, além da assinatura do documento, também se aproveitou a oportunidade para debater temas relacionados com a cooperação e a gestão conjunta do rio Minho, consolidando a proximidade existente entre as duas entidades marítimas.

Á semelhança dos colegas, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, e os seus congéneres galegos dos Ayuntamientos de O Rosal, D. Jesus Maria Fernandez Portela e de Tomiño, Sandra Gonzalez Alvarez, formalizaram a ata de vistoria de fronteira entre os dois países, onde consta que não se verificou qualquer alteração no percurso do referido curso de água.

O autarca cerveirense sublinha o Rio Minho como um potenciador turístico de excelência de Vila Nova de Cerveira e dos concelhos por ele abraçados. Fernando Nogueira realçou ainda que esta cerimónia conjunta revela as excelentes relações institucionais e de amizade entre os municípios ribeirinhos e as autoridades em prol de uma cada vez maior valorização ambiental e paisagística daquele rico e vasto troço internacional de água.

A cerimónia oficial enquadra-se nos termos do Artigo 25º do Tratado de Limites entre Portugal e Espanha, de 29 de Setembro de 1864, quando foi reconhecida a linha fluvial do rio Minho que serve de fronteira entre os dois países. Foram assinados pelos presentes exemplares em português e em espanhol, e devidamente chancelados com os respetivos selos municipais. O exemplar português será, posteriormente, remetido ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.

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BRAGA ACOLHE ENCONTRO IBÉRICO DE RÁDIOS UNIVERSITÁRIAS

Iniciativa decorre entre Amanhã e Sábado no âmbito da CIAJ

A Cidade de Braga acolhe entre Amanhã, 16 de Novembro, e Sábado, dia 19, um Encontro Ibérico de Rádios Universitárias com a participação de cerca de 30 estudantes de Portugal e Espanha. A iniciativa, a ter lugar no Auditório de Engenharia, no Campus de Gualtar da Universidade do Minho, visa promover a partilha de experiências entre as rádios universitárias do espaço ibérico e com parceiros de rádios universitárias europeias e sul-americanas.

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A sessão de abertura está agendada para Amanhã, 16 de Novembro, pelas 14h00, estando previstas as presenças dos presidentes das Agências Nacionais Erasmus + de Portugal e Espanha, assim como de representantes da Reitoria da Universidade do Minho e do Município de Braga.

Este projecto, integrado na programação de Braga 2016: Capital Ibero-Americana da Juventude (CIAJ), é financiado pelas Agências Erasmus + de Portugal e Espanha e conta com a Rádio Universitária do Minho como anfitriã.

Dos formadores convidados, destacam-se  Marcelo Kischinhevsky (Professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro), Carmen Ponce López (professora de Jornalismo Radiofónico na Universidade de Elche), Mésicles Helin (TSF) e Pedro Portela (Universidade do Minho), para além de Maria João Cunha e Marília Freitas (Rádio Renascença). Os temas incluem o debate de temáticas que vão desde a componente jornalística em rádio até à presença das mesmas no contexto online e exploração de formatos multimédia.

O encontro terá como convidados de honra, o presidente da Associação Espanhola de Rádios Universitárias, Daniel Martín e Aldo Rotman, presidente da Rede de Rádios Universitárias de Latino América e Caribe. No plano nacional destacam-se as presenças dos presidentes e directores de antena da Rádio Universidade de Coimbra, Rádio Universitária do Algarve e Universidade FM.

A abordagem dos temas terá como base o pensamento colectivo sobre da dinâmica europeia, consciencializando-se os jovens para o papel que as rádios podem ter como veículo difusor de boas práticas no contexto Europa.

REIS DE ESPANHA VISITAM GUIMARÃES

Os Reis de Espanha, Felipe VI e Letizia realizam uma visita de Estado a Portugal, entre os dias 28 e 30 deste mês, com passagem pela cidade-berço.

A visita de Estado começa no Porto, numa sessão solene nos Paços do Concelho e segue-se um jantar oficial oferecido pelo Presidente da República no Paço dos Duques, em Guimarães.

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No dia seguinte, dia 29, os Reis de Espanha regressarão à cidade do Porto, para uma visita à coleção Miró na Fundação Serralves e à Universidade do Porto, onde irão conhecer o Parque de Ciência e Tecnologia (UPTEC) e o Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (I3S). Segue-se um almoço com empresários, no Palácio da Bolsa. No final, os Reis seguem para Lisboa, onde serão recebidos em sessão solene nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa, seguindo-se um jantar oferecido pelo Primeiro-Ministro no Palácio das Necessidades.

A visita oficial termina dia 30, altura em que Felipe VI e Letizia serão recebidos em São Bento pelo Primeiro-ministro, seguindo depois para a Assembleia da República para participar numa sessão solene. De acordo com o Gabinete da Presidência da República, o programa inclui ainda uma receção à comunidade espanhola na Embaixada de Espanha em Lisboa e uma visita à Fundação Champalimaud.

Fonte: http://maisguimaraes.pt/

CERVEIRA ACOLHE SIMPÓSIO IBÉRICO SOBRE A BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MINHO

Simpósio Ibérico quer melhor articulação entre investigação científica e grupos que usufruem do rio Minho

Mais do que um espaço para a divulgação de projetos em curso ou já concluídos, a VIII edição do Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Minho assenta num conceito de compromisso futuro dos participantes, na definição de uma estratégia de maior conjugação entre científicos e os grupos que vivem o rio Minho. De grande referência no contexto ibérico, o evento está agendado para os dias 4 e 5 de novembro, em Vila Nova de Cerveira.

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Cerca de 80 participantes portugueses e espanhóis voltam a reunir-se, em Vila Nova de Cerveira, para promover um debate de dois dias em torno da bacia hidrográfica do rio Minho, com o objetivo de sensibilizar para a importância da preservação da biodiversidade associada aquele troço de água internacional.

Investigadores, professores, alunos do ensino universitário e politécnico, estudiosos, autoridades marítimas e profissionais da atividade da pesca. Desde o cidadão que tem interesse por estas questões até às instituições que trabalham em prol do conhecimento, como as Universidades do Porto, Lisboa, Vigo e Santiago de Compostela, assim como aquelas que comunicam ciência como o Aquamuseu, o CMIA Viana, e associações de educação ambiental como a ANABAM e a RAIA. Esta edição do Simpósio Ibérico reúne 25 comunicações em áreas como o Turismo, enquanto recurso potencial da região à monitorização da qualidade de organismos aquáticos, o Património Arqueológico e Geológico da região, a Educação Ambiental e a avaliação dos Recursos Biológicos do rio Minho.

A sessão de abertura acontece na sexta-feira, 04 de novembro, às 10h00, com a intervenção do Presidente da Câmara Municipal, Fernando Nogueira, seguindo-se a apresentação das várias comunicações ao longo dos dois dias. O evento culmina, no sábado à tarde, com um espaço reservado para um debate alargado na tentativa de definição de uma estratégia para conjugar a investigação científica com os interesses de grupos que usam o rio Minho, seja numa perspetiva de lazer (pesca desportiva) ou como recurso económico (pesca artesanal). De forma a envolver o maior número de interessados, serão convidados pescadores desportivos e profissionais, a título individual ou associativo.

O Simpósio Ibérico sobre a Bacia hidrográfica do Rio Minho, com uma periodicidade bienal, é organizado pelo Aquamuseu do Rio Minho (Município de Vila Nova de Cerveira), com coorganização do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) – Universidade do Porto.

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FIRA D’ANDORRA LA VELLA VAI TER “SABOR” LUSITANO

“A capital do Principado de Andorra, Andorra la Vella, vai acolher nos próximos dias 21, 22 e 23 de Outubro a 38ª edição da “Fira d’Andorra la Vella”, uma feira multissectorial de Andorra e Pirineus, evento que no ano passado recebeu cerca de 70.000 visitantes.

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Este ano a portugalidade estará representada pelo Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ integrada na 6ª Feira de Associações formada por 55 stands de entidades culturais, escolares, de solidariedade e desportivas, entre outras.

O Grupo de Folclore vai dispor, juntamente com as comunidades de Filipinas, Russia, Equador, Perú, entre outros, dum espaço para a promoção e venda de produtos de artesanato e de produtos alimentares destinados ao imenso publico que visita a amostra.

Além do artesanato regional português tem sido um êxito, ano após ano, os tradicionais petiscos portugueses como: bolinhos e pataniscas de bacalhau, rissóis, moelas e fêveras, tudo bem regado com vinho branco ou tinto e que os andorranos e outros apreciam e não arredam pé até acabar com o stock.

No sábado 22 o Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ apresenta em palco a partir das 19 horas, o folclore tradicional do seu repertório como os viras, rusgas e gótas, momento que, como vem sendo tradição, atrai o imenso publico que não quer perder as danças, as cantigas e a riqueza do trajar do Minho.

Este ano 2016 tem sido especial para os elementos do Grupo que celebram no Principado duas décadas de cultura e amizade e tem tido uma intensa atividade cultural e lúdica para celebrar a efemérida destacando o concerto do artista Mike da Gaita, a primeira edição do festival de folclore “Danças do Mundo”, a terceira edição do mercado tradicional “O Feirão” que contou com a presença do Cante Alentejano de Serpa e a digressão a Maiorca no passado mês de Setembro.”

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SENTIR PORTUGAL: 1ª EDIÇÃO DO EVENTO PÔS OVIEDO A SENTIR PORTUGAL

O evento Sentir Portugal levou até à cidade de Oviedo a cultura portuguesa e encantou os muitos locais e turistas que passaram, ao longo dos quatro dias, pelo evento.

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De 22 a 25 de Setembro esta iniciativa da Progestur - Associação para o Desenvolvimento do Turismo Cultural – que conta com o apoio do Ayuntamiento de Oviedo, Fundação Luso-Espanhola e União de Exportadores da CPLP, permitiu levar até ao norte de Espanha marcas e empresas portuguesas possibilitando vários contactos institucionais.

No interior do antigo edifício del mercado del pescado, local onde hoje se realizam diversos eventos culturais, estiveram dispostos, em espaços promocionais, tradicionais iguarias portuguesas. Fumeiro, queijos, doces conventuais, vinhos e licores e ainda produtos feitos de cortiça e peças de vestuário trabalhadas em burel, despertaram a curiosidade do público.

O principal destaque da 1ª edição de Sentir Portugal foram os dois “Jantar com Fado” que decorreram sexta-feira e sábado à noite. Esgotados desde quinta-feira, a organização teve a necessidade de ampliar o número de lugares disponíveis na sala, uma vez que a combinação da gastronomia e canto tradicional de terras lusas agradou bastante ao público asturiano, gerando grande procura.

O evento contou com várias presenças institucionais, entre as quais a presença do Alcalde de Oviedo, Wenceslao López, do conselheiro de economia, Concejal Rubén Rosón, do Presidente da União de Exportadores da CPLP, Mário Costa, do Presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, entre outras personalidades que fizeram questão de visitar a 1ª edição do evento.

Durante os dois dias os serões foram abrilhantados com a maravilhosa voz da fadista Deolinda Bernardo, que brindou o público com tradicionais canções de fado, conhecidas por algumas pessoas do público, que por vezes se faziam ouvir acrescentando pedidos ao repertório.

A fadista, acompanhada por Ricardo Dias na guitarra portuguesa e José Pires na viola fado, relembrou êxitos de Amália Rodrigues, Zeca Afonso, Mariza, Dulce Pontes, entre muitos outros artistas portugueses. Entre um cálice de vinho do porto e um café típico de Portugal, o público acompanhou Deolinda Bernardo num coro organizado, tornando por momentos a Plaza Trascorrales “uma casa portuguesa com certeza!”.

Para o ano reforçaremos ainda mais a imagem de Portugal em Oviedo levando mais produtos regionais e mais oportunidades para assistir aos concertos de fado.

Não perca a 2ª edição de Sentir Portugal, já em 2017!

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BRAGA PARTICIPA NA GALIZA NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DE PORTUGAL

Ricardo Rio participou nas comemorações do Dia de Portugal em Vigo

Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, participou ontem, dia 10 de Junho, nas Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas em Vigo.

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Segundo o Autarca, a presença nesta comemoração foi uma forma de ´estreitar os laços de amizade e cooperação´ com a Espanha e, em particular, com a Galiza.

“Foi com enorme prazer que acedi ao convite para participar nesta celebração. A proximidade entre Portugal e Espanha vem de há muitos séculos e, actualmente, existe um saudável clima de colaboração entre os dois países. Partilhamos uma longa amizade e várias características culturais, bem como recursos económicos comuns”, afirmou.

De acordo com o autarca, será ´extremamente benéfico´ para ambas as partes se a relação entre o Minho e a Galiza se tornar ainda mais forte no futuro. “Temos de continuar a dar as mãos e a lutar pela evolução das nossas regiões em termos de infra-estruturas e projectos que valorizem o território. Em Braga está sediado um dos ícones a nível europeu do que será o desenvolvimento futuro, o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, um projecto ibérico que junta o melhor dos nossos recursos e que serve toda a euro-região do ponto de vista económico e de criação de emprego. É uma prova inequívoca de que juntos podemos ser mais felizes no futuro”, garantiu.

A cerimónia contou com as presenças, entre outros, de representantes de outros Municípios do Norte de Portugal, do Vice-Cônsul de Portugal em Vigo, Manuel Correia da Silva, do alcaide de Vigo, Abel Caballero, da Presidente da Diputacion de Pontevedra, Carmela Silva, do Presidente Parlamento da Galiza, Miguel Santalices, e do alcalde de Ourense, Jesús Vázquez. As comemorações em Vigo incluíram, para além da cerimónia oficial, um mercado de artesanato e dança e performances de artistas portugueses.

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PONTE DE LIMA COMEMORA NA GALIZA DIA DE PORTUGAL

Ponte de Lima no Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas – Vigo – Espanha

Ponte de Lima marcou ontem presença nas comemorações do Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, que se realizou em Vigo – Espanha.

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A representação consular de Portugal na Galiza organizou em pleno Centro Histórico de Vigo as comemorações do Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, convidando vários municípios portugueses a participar nas cerimónias, juntamente com a vasta comunidade portuguesa na Galiza.

Ponte de Lima integra os 15 municípios do norte e centro de Portugal que aceitaram o desafio lançado pelo Consulado Português.

A nível institucional, o Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Eng.º Victor Mendes representou o Município de Ponte de Lima, sendo de destacar ainda a presença da tradição e cultura do concelho, através da atuação do Grupo de Danças e Cantares de Ponte de Lima.

JOVENS DE PORTUGAL E ESPANHA DEFINEM EM BRAGA ESTRATÉGIAS PARA PROMOÇÃO DA INCLUSÃO SOCIAL

Evento no âmbito da Capital Ibero-Americana da Juventude

Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, participou hoje, dia 25 de Maio, na actividade ´Building Bridges for Inclusion – A Partnership Building Activity´, organizada pelas Agências de Portugal e Espanha do Programa Erasmus + Juventude em Acção no âmbito da Capital Ibero-Americana da Juventude.

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O evento reúne, de 24 a 29 de Maio, 50 participantes dos dois países e tem como objectivo principal explorar os projectos desenvolvidos no âmbito do Programa Erasmus + como ferramentas para a promoção da inclusão social. A actividade potencia um ambiente favorável à criação de redes e parcerias entre organizações activas no domínio da juventude.

Na ocasião, o edil referiu que Braga tem trabalhado a dimensão da inclusão junto dos mais novos. “Construir uma melhor sociedade para o futuro depende da motivação dos mais jovens para serem agentes de transformação do mundo. Temos efectuado diversos esforços no sentido de apoiar o voluntariado e as associações que actuam na área social”, referiu.

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Como sublinhou o Autarca, Braga é uma Cidade que beneficiou da influência da Universidade do Minho e que tem verificado uma enorme dinâmica ao nível da inovação, empreendedorismo e capacidade de transformação tecnológica. “A Cidade tem conseguido aliar um passado histórico extremamente relevante a uma grande vitalidade na área da juventude, com a presença no território de diversas estruturas juvenis que nos ajudam a desenvolver as nossas políticas municipais de juventude e a encontrar as melhores soluções com base nesses contributos”, disse.

Por fim, Ricardo Rio garantiu que os contributos dos jovens são fundamentais na definição dos pilares para o futuro. “Este ano, em que Braga detém o título de Capital Ibero-Americana da Juventude, assumimos como prioritário dar voz à juventude e potenciar a sua participação nas mais diversas áreas”, afirmou.

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OLIVENÇA É TERRITÓRIO PORTUGUÊS ILEGALMENTE OCUPADO POR ESPANHA

Em 20 de Maio de 1801 Olivença foi tomada pelas tropas do exército espanhol. Desde lá, A NOBRE, LEAL E NOTÁVEL VILA DE OLIVENÇA encontra-se, sequestrada pelo país vizinho.

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Ocupação contestada desde que regressou a paz à Europa após a tempestade napoleónica, e que, como recordava recentemente um jornal britânico, constitui um dos últimos litígios fronteiriços pendentes na actual Europa Comunitária.

Percebendo a delicadeza que a Questão de Olivença apresenta no relacionamento peninsular, o Grupo dos Amigos de Olivença entende que só a assunção frontal, pública e desinibida do diferendo pelo Estado português, colocando-a na ordem do dia e inserindo-a na agenda diplomática luso-espanhola, permitirá ultrapassa-la a contento dos interesses nacionais.

Esta é uma data de contradições na Histórica de Portugal. Também hoje se assinala a data em que se formou o Estado independente de Timor-Leste. Tal como Timor Lorosae afastou o ocupante estrangeiro e iniciou a construção do seu próprio Estado, reservando à língua portuguesa uma particular importância, também Olivença há-de obter Justiça, resgatando a sua Identidade, a sua História e a sua Liberdade, reencontrando-se com a Cultura e a Língua de Camões!

Por estas razões, e confiando que as Autoridades nacionais saibam tomar as medidas necessárias à defesa do Direito, da dignidade e dos interesses nacionais, o Grupo dos Amigos de Olivença exorta os portugueses, detentores da Soberania, a sustentarem com veemência a devolução do território oliventino.

Contra o silêncio e a indignidade, um passo por Olivença

Lisboa, 20 de Maio de 2015.

A Direcção do Grupo dos Amigos de Olivença

GALIZA: IRMANDADES DA FALA COMEMORAM 100 ANOS DE EXISTÊNCIA

Passam no próximo dia 18 de Maio precisamente 100 anos desde a constituição na Galiza da Irmandade dos Amigos da Fala. A decisão teve lugar numa reunião realizada na Real Academia Galega, na Corunha, e foi nomeado o jornalista António Vilar Ponte como seu Primeiro Conselheiro. Seguiu-se a formação de Irmandades da Fala noutras regiões da Galiza como Ourense, Pontevedra e Santiago de Compostela. Ainda nesse ano, começou a ser editado o jornal “A Nosa Terra”, órgão oficial das Irmandades da Fala e inteiramente redigido em galego.

O surgimento das Irmandades da Fala foi antecedido de uma campanha levada a cabo por este jornalista galego, nas páginas do jornal “La Voz de Galiza”, com vista à criação de uma Liga de Amigos do Idioma Galego com vista à defesa, dignificação e cultivo do idioma galego.

Passando por diversas vicissitudes ideológicas, as Irmandades da Fala vieram a extinguir-se por altura do começo da guerra civil espanhola em 1936. Porém, os seus ideais prosseguem através do Reintegracionismo, movimento linguístico que preconiza a reintegração do galego no contexto da Língua portuguesa, incluindo a adaptação da ortografia galega.

GALIZA E PORTUGAL UNIDOS ATRAVÉS DOS CAMINHOS DE SANTIAGO, PELA EUROCIDADE TUI-VALENÇA

A Eurocidade Tui Valença, vai reforçar a dinamização e promoção dos Caminhos de Santiago, ao longo de 2016. Sábado, 12 de março, às 18h00 (PT) decorrerá na antiga ponte internacional, a colocação do marco identitário Portugal / Espanha, do Caminho Português para de Santiago.

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O novo marco identitário Portugal / Espanha vem de encontro à grande referência destas cidades, nos Caminhos de Santiago. Entre Valença e Tui os peregrinos tem a oportunidade de, ao atravessar a antiga Ponte Internacional, estar com um pé em Portugal e outro em Espanha. Este simbolismo passará a estar registado na ponte e a permitir a todos os peregrinos a oportunidade de, por imagem, registarem esta passagem histórica e simbólica entre os dois países.

Valença e Tui são cidades historicamente referência no Caminho Português para Santiago e com este ato reafirmarão ao valores patrimoniais, culturais e paisagisticos deste traçado secular.

Este ato evoca, também, os 130 anos da Ponte Internacional Valença Tui. No âmbito deste ato o Teatro Municipal de Tui acolhe um concerto da Orquestra do Norte, no mesmo dia, às 19h (PT). Uma iniciativa cultural organizada pela Eurocidade, pelo programa “Música nos Caminhos de Santiago” e Associação Amigos da Orquestra do Norte.

Valença é o ponto de confluência, em direção a Santiago de Compostela, dos percursos do Caminho Central e da Costa, percursos que integram o Caminho Português para Santiago de Compostela. Em Valença nasceu, também, o primeiro albergue oficial em território português, o Albergue de São Teotónio. Estrutura reforçada com o Posto de Atendimento aos Peregrinos de apoio diário, na época de verão, no acolhimento e encaminhamento dos peregrinos, na sua passagem por Valença.

A presença em feiras de turismo internacinais, o acolhimento aos peregrinos, a manutenção dos percursos e sinaléticas e o reforço da informação útil e turística serão outras iniciativas a desenvolver nos próximos tempos.

BRAGA REALIZA SEMANA CULTURAL CONVERGÊNCIAS PORTUGAL - GALIZA

De 20 a 27 de Fevereiro, Segunda Semana Cultural Convergências promete unir duas ´regiões irmãs´

Foi apresentada ontem, dia 17 de Fevereiro, a Segunda Semana Cultural Convergências Portugal – Galiza, um evento que une músicos e especialistas de ´duas regiões irmãs´, o Minho e a Galiza, especialmente através dos trabalhos do cantor Zeca Afonso e da poetisa galega Rosalía de Castro, que serão homenageados no decorrer deste evento.

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Promovido pelo grupo Canto d´Aqui, a Semana Cultural Convergências decorre entre os dias 20 e 27 de Fevereiro e todos os concertos são de entrada gratuito, excepto o espectáculo de encerramento, que terá lugar no Theatro Circo e tem o preço de 10€ por bilhete.

Segundo Lídia Dias, vereadora da Cultura do Município de Braga, este evento promete reforçar os laços efectivos de aproximação entre a região e a Galiza, territórios que possuem raízes linguísticas comuns. “Apoiamos incondicionalmente todas as causas que nos podem enriquecer enquanto comunidade e valorizar as heranças culturais que nos engrandecem, como é o caso”, afirmou.

A Vereadora sublinhou ainda que há uma efectiva partilha e um conjunto de actividades que serão realizadas do outro lado da fronteira. “O programa cultural é de enorme riqueza e, para além dos espectáculos, contempla a possibilidade de aprofundar o conhecimento das relações entre a cultura das duas regiões por parte de estudiosos e interessados no tema”, disse.

Programa da Segunda Semana Cultural Convergências:

20 de Fevereiro: Visita de uma delegação de Braga à Praça José Afonso, Santiago de Compostela. Apresentação intitulada ´Minho/Galiza 2.000 anos de mãos dadas´ e concerto de tributo a Zeca Afonso pelos Canto d´Aqui na Fundação Rosalia de Castro.

23 de Fevereiro (21h30): Evocação do 29º ano sem a presença de Zeca Afonso. Apresentação do livro ´José Afonso Andarilho das Astúrias´, com a presença do autor Mário Correia. Momentos musicais e colaboração do guitarrista e professor Artur Caldeira. Casa do Professor, Braga.

24 de Fevereiro (21h30): Tributo a Rosalia de Castro pelo grupo ´Galandum Galundaina´ no Auditório de Música Calouste Gulbenkian.

25 de Fevereiro (16h00): Colóquio organizado pelo Centro de Estudos Galegos da UM. Apresentação intitulada ´Minho/Galiza 2.000 anos de mãos dadas´. Auditório de ILCH, na UM.

25 de Fevereiro (21h30): Colóquio Convergências Minho – Galiza, com a participação de Daniel Cristo do projecto Cordofonias. Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.

26 de Fevereiro (21h30): Concerto Grupo ´Primo Convexo´ e Grupo ´Pédopôté´ no Teatro do Liceu Sá de Miranda.

27 de Fevereiro (21h30): Encerramento com o Grupo Canto d ´Aqui no Theatro Circo.

VAI PORTUGAL SUBSTITUIR OS SEUS SÍMBOLOS NACIONAIS?

Esta é a ditosa Pátria Minha Amada! – Luís de Camões

As Armas nacionais de Portugal são “de prata, com cinco escudetes de azul, postos em cruz de Cristo, cada um carregado por cinco besantes de prata, postos em cruz de Santo André (ou quincunce); bordadura de vermelho, carregada de sete castelos de ouro; o escudo sobreposto a uma esfera armilar, rodeada por dois ramos de oliveira (ou loureiro) de ouro, atados por uma fita verde e vermelha

As Armas Nacionais que desde há muitos séculos figuram nas bandeiras nacionais de Portugal identificam um passado glorioso cujos elementos heráldicos testemunham a matriz Cristã de Portugal e o seu papel histórico na Reconquista Cristã.

Entre tais símbolos, realce-se os escudetes azuis besantados de prata dispostos sob a forma de Cruz de Santo André e que, de acordo com explicação lendária, teriam origem no milagre da Batalha de Ourique segundo a qual, Jesus Cristo terá aparecido a D. Afonso Henriques garantindo-lhe a vitória, caso adotasse por armas as suas chagas. Com efeito, segundo algumas teorias, os escudetes referem-se às cinco chagas de Cristo ou às cinco feridas de D. Afonso Henriques na batalha de Ourique.

A bordadura de vermelho, carregada de sete castelos de ouro representa, segundo a tradição, o antigo reino do Algarve, conquistado por D. Afonso III aos mouros.

Por conseguinte, qualquer que seja o significado dos seus símbolos, é evidente que o Cristianismo constitui a matriz da Cultura e da Civilização portuguesa, da identidade do povo português, com raízes tão profundas que nenhuma ideologia defensora de um pretenso laicisismo será capaz de arrancar…

Numa altura em que outros povos da Europa parecem envergonhar-se da sua própria identidade, cobrem com um manto de ignomínia as suas obras de arte e vergam perante os ditames dos arautos de outras culturas a pretexto de uma falsa tolerância, importa saber se também Portugal renegará os seus valores e a sua identidade, porventura ao ponto de substituir os seus próprios símbolos nacionais?

PORTUGUESES E ESPANHÓIS DISPUTAM XADREZ NO MINHO E GALIZA

350 Jogos de Xadrez na Eurocidade com os Melhores de Portugal e Espanha

350 jogos vão apurar o campeão do Iº Torneio de Xadrez da Eurocidade Valença Tui, sábado, 19 de dezembro. 100 dos melhores jogadores portugueses e espanhóis vão disputar este duelo ibérico que decorrerá em Valença e Tui.

Torneio Xadrez

O torneio começará às 9h00 horas portuguesas, numa carpa instalada na Praça da República, na Fortaleza de Valença, onde se vão jogar as três rondas matinais. Durante a tarde, a partir das 15h00 horas portuguesas, as competições decorrerão na Área Panorâmica de Tui, onde serão disputadas as quatro rondas finais.

O torneio contará com a participação de destaque de Henrique Aguiar, tricampeão de Portugal, Mariana e Inês Silva, campeãs de Portugal, Rubén Fernández, vicecampeão de Espanha e bicampeão da Galiza e Avelino Leirós excampeão da Galiza Absoluto (1984/85).

O torneio, para além das competições oficiais agendadas, estará aberto a todos, com partidas rápidas entre as pessoas que assim o desejem. Para os mais novos o certame vai montar um atrativo xadrez gigante.

A iniciativa é do Clube de Xadrez de Tui, em colaboração com a Eurocidade Valença Tui e o Xadrez Galego e encerrará o calendário desportivo da Eurocidade de 2015.

Para além da competição este torneio pretende divulgar a modalidade de xadrez na Eurocidade estando a decorrer formações sobre esta modalidade nos estabelecimentos de ensino de Valença e Tui.

QUAL É O TERRITÓRIO DE PORTUGAL NO CONTINENTE EUROPEU?

  1. Portugal abrange o território historicamente definido no continente europeu e os arquipélagos dos Açores e da Madeira.
  2. (…)
  3. O Estado não aliena qualquer parte do território português ou dos direitos de soberania que sobre ele exerce, sem prejuízo da rectificação de fronteiras.

- artigo 5.º da Constituição da República Portuguesa

Foto: http://pt.wikiloc.com/wikiloc/home.do

Traité de délimitation de la frontière entre l'Espagne et le Portugal à partir de l'embouchure du Minho jusqu'au confluent du rio Caya et du Guadiana. Signé à Lisbonne le 29 septembre 1864

Acte final approuvant les annexes au Traité susmentionné.

Signé à Lisbonne le 4 novembre 1866

Textes authentiques : espagnol et portugais.

Classés et inscrits au répertoire à la demande de l'Espagne le 21 septembre 1982.

TRATADO DE LIMITES DESDE LA DESEMBOCADURA DEL MINO HASTA LA UNION DEL RIO CAYA CON EL GUADIANA ENTRE ESPANA Y PORTUGAL

Sua Magestade A Rainha das Hespanhas e Sua Magestade El Rei de Portugal e dos Algarves, tomando em consideraçâo o estado de desassocego em que se encontram muitos povos situados nos confins de ambos os Reinos por nâo existir uma demarcaçâo bem defïnida do territorio, nem Tratado algum internacional que a désigne; e desejando pôr termo de uma vez para sempre, aos desagradáveis conflictos que por tal motivo se suscitam en varios pontos de raia, estabelecer e consolidar a paz e harmonia entre os povos limitrophes, e finalmente, reconhecendo a necessidade de fazer dessapparecer a situaçâo anomala em que, à sombra de antigas tradiçôes feudaes tem permanecido até hoje alguns povos immédiates à linha divisoria de ambos os Estados com reconhecido e commun prejuizo destes, convieram en celebrar um Tratado especial que détermine clara e positivamente, tanto os direitos respectives dos povos confinantes, como os limites territoriaes de ambas as Soberanias na linha de fronteira que se estende desde a foz do rio Minho até à confluencia do Caya com o Guadiana.

Para este effeito nomearam seus Plenipotenciarios a saber:

Sua Magestade A Rainha das Hespanhas ao Senhor Dom Joào Jimenez de Sandoval, Marquez de la Rivera, Commendador de numéro da Real e distincta ordem de Carlos III, Commendador da de Izavel a Catholica, Caballeiro da de Sâo Joào de Jérusalem, Commendador da do Leâo Neerlandez, Officiai da Legiào d'Honra de França, Caballeiro de primeira classe da Aguila Vermelha da Prussia, Secretario com exercicio de Décrètes, Seu Enviado Extraordinario e Ministre Plenipotenciario na Côrte de Sua Magestade Fidelissima, etcetera, etc.; e ao Senhor Dom Facundo Goni, seu Ministre Résidente, Deputado que foi as Certes, etc., etc.

E Sua Magestade El Rei de Portugal e dos Algarves ao Senhor Nuno José Severo de Mendoça Rolim de Moura Barretto, Duque e Marquez de Loulé, Conde de Valle de Reis, Estribeiro Môr, Par do Reino, Conselheiro d'Estado, Grào Cruz da antiga e muito nobre ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Merito, Commendador da Ordem de Christo, condecorado com a Medalha numéro nove de Dom Pedro e Dona Maria, Caballeiro da Ordem Suprema da Santissima Annunciada e Grâo Cruz da Ordem de Sâo Mauricio e Sâo Lazaro de Italia, de Carlos III de Hespanha, da Coroa Verde e de Ernesto o Pio de Saxonia, de Leopoldo da Belgica, do Leâo Neerlandez, da Aguila Vermelha e da Aguila Negra da Prussia, do Danebrog de Dinamarca, de Pio IX, da Legiào d'Honra da França e de Santo Olavo de Suecia, Présidente do Conselho de Ministres, Ministre e Secretario de Estado dos Négocies Estrangeiros e interinamente dos do Reine, etc., etcetera, e o Senhor Jacinto da Selva Mengo, do seu Conselho, Caballeiro das Ordems de Christo, de Nossa Senhora de Conceiçâo de Villa Viçosa e da antiga e muito nobre Ordem da Torre e espada de Valor, Lealdade e Merito, condecorado com a medalha numéro nove de Don Pedro e Dona Maria, Commendador de numéro extraordinario da Real e distincta Ordem de Carlos III, e da de Izavel a Catholica de Espanha, das de Sâo Mauricio e Sâo Lazaro de Italia, de Leopoldo da Belgica, do Danebrog de Dinamarca e da Coroa de Carbalho dos Paises Baixos, Cavalleiro de segona classe da Ordem Impérial de Santa Anna de Russia, condecorado com o Nichani Iftijar em brilhantes de Turquïa, Officiai e Chefe da primeira repartiçâo da Secretaria d'Estade des Négocies Estrangeiros; os quaes, depois de haberem communicado os seus plenos poderes achados em boa e debida forma, tendo examinado minuciosa e detidamente varios e numerosos documentos, assim antigos como modernes, adducidos por ambas as partes em apoio de seus direitos e pretençôes, e tendo alem disto présentes os estudos e trabalhos da Comissào mista de limites que nos ultimos annos percorrera a linha de fronteira convieram nos artigos seguintes:

Artigo I. A linha de separaçào entre a Soberania do Reino de Hespanha e a de Portugal começarâ na foz do rio Minho entre a provincia hespanhola de Pontevedra e o distrito portugez de Vianna do Castello e se diiïgirâ pela principal veia fluida do dito rio até à confluencia de rio Barjas ou Troncoso.

A ilha Canosa situada perto da foz do Minho, a denominada Cancella, a Insua Grande que se encontra no grupo das ilhas de Verdoejo entre o povo hespanhol Caldelas e o portuguez Verdoejo, e o ilhote Filha Boa, situado perto da Salvatierra, pertençerâo a Hespanha.

As ilhas chamadas Canguedo e Ranha Gallega que forman parte do mesmo grupo de Verdoejo, pertençerâo a Portugal.

Artigo IL Desde a confluencia do rio Minho com o Troncoso a linha internacional subira pelo curso deste ultimo rio até ao Porto dos Caballeiros e d'aqui continuarâ pela serra do Lavoreiro, passando successivamente pelos altos Guntin e de Lavoreirâo; pelo marco das Rossadas e pela Portella do Pao.

O terreno comprehendido entre huma linha recta desde o marco das Rossadas à Portella de Pao e outra linha que passe pelo Châo das Passaras e alto da Basteira questionado por Gorgoa e Adufeira, sera dividido en duas partes eguaes.

Artigo III. Desde a Portella de Pao seguirâ a raia pela serra de Laboreiro, tocando no cerro chamado Outeiro de Ferro e Cabeço da Meda, e pasando em seguida pelo marco d'Antella, alto denominado Coto dos Cravos, Penedo de Homem e Penedo Redondo, descerâ a tomar o curso das aguas do rio de Castro, tresentos métros mais abaixo do ponto que no dito rio se conhece pelo nome de Porto de Pontes.

0 terreno questionado por Pereira e Meijoeiia, situado entre o Penedo Redondo e o rio de Castro, pertencerâ a Portugal.

Artigo IV. A linha divisoria partindo do ponto designado no rio de Castro continuarâ pela veia fluida deste rio e depois pela do Barcias ou Tibô até à sua junçào com o Lima, pela corrente do cual subira até à un ponto equidistante entre a confluencia do rio Cabril e a Pedra de Bousellos. Do referido ponto subira ao elevado rochedo da Serra de Gérez, chamado Cruz dos Touros.

O terreno questionado entre os (povos) hespanhoes da freguezia de Manin e os portuguezes de Lindoso sera dividido pela linha de fronteira em duas partes eguaes.

Artigo V. Da Cruz dos Touros o limite internacional, voltando a sua

direcçâo gérai para Nordeste, correrâ pelos eûmes das serras do Gérez e do Pisco, passando succesivamente pela Portella do Hommen, alto da Amoreira, Pico de, Nevosa, Portella da Cerdeirinha, Alto da Ourella do Cabalhinho, Coto de Fonte Pria, Pedra do Pisco na Portella de Pitoens, e marco do Pisco.

O terreno situado entre os dous ultimos pontos pretendido por Guntemil e Pitoens, sera dividido pela raia em duas partes eguaes.

Artigo VI. A partir do marco do Pisco seguirâ a linha de fronteira pela demarcaçâo actual, tocando na Buraca do Foxo; e atravesando o rio Sallas continuarâ pelo marco da Fonte-Fria até ao marco chamado Lage da Ovelha. Daqui ira pelo marco da Calveira até a capella portugueza de Sâo Lourenzo; e cortande segunda vez o rio Sallas, no sitio chamado a Fraga, seguirâ pelas penhas da Raposeira e Fonte da Devesa, e depois pelo ribeiro de Barjas que corre proximo a dita fonte até ao marco do Sapateiro na cumeada da serra do Pisco. Daqui se encaminharâ em direcçào Este e por aguas vertentes da serra da Penha até as pedras de Malrandin, passando pelo Cabeço do Româo, Outeiro do Borracho, Cabeço do Sabugueiro e Portella do Grito.

O terreno situado à direita do ribeiro de Barjas ja mencionado, e que pretendem Vilarinho e Tourem, pertencerâ a Hespahha. O terreno de dominio duvidoso entre Vilar e Sabuzedo ficarâ demarcado por aguas vertentes.

Artigo VU. Desde as pedras de Malrandin se dirigirâ a raia em direcçào Norte pela actual linha de separaçào entre o Couto misto e o termo de Vilar até ao ponto em que a corte un alinhamento recto tirado do Castello da Piconha ao Pico de Monte Agudo e deste ponto de encontre, voltando em direcçào Este continuarâ por outro alinhamento recto até ao Porto de Bancellos.

Portugal renuncia a favor de Hespanha todos os direitos que possa ter sobre o terreno do Couto misto e sobre os povos nelle situados, os quaes em virtude da direcçào determinada pela linha acima descripta ficam em territorio hespanhol.

Artigo VIII. Desde o Porto de Bancellos a linha de fronteira entre ambas as Naçôes dirigirse-ha pelo Penedo das Cruzes, Cabeço da Escusa, sitio denominado Capella de Sâo Fitorio, Penedo dos Bastos, ruinas do Castello portuguez de Portello ou de Sendim, Pedra Laça e marco da Roussiâ; depois subira a Serra do Larouco que atravessarâ pelas penhas da Cascalheira, Penedo Airoso ou Fraga da Eiroca, Vidoeiro do Extremo e continuarâ a meia distancia entre os ribeiros do Inferno e Cabana até a Cruz do Grou. Daqui seguirâ pelo Regueiro da Rega até à um ponto conveniente que deve fixar-se, e deste continuarâ em linha recta até ao Outeiro de Maria Sacra.

Os terrenos existentes entre Vidoeiro do Extremo e a Cruz de Grou e entre a Cruz de Grou e o Outeiro de Maria Sacra disputadas pelos povos da Gironda e de Santo André serâo divididos em partes eguaes.

Artigo IX. Do Outeiro de Maria Sacra ira a raia pelo Madorno das Terras até à Adega dos Palomares, e daqui em linha recta ao Penedo Grande de Modorno.

Depois continuarâ pela fonte de Codeceira, Pedras da Estiveira, Porto Cobil ou das Bestas, e entrando no rio Porto de Rei descerâ por este até um ponto que se ache proximamente a 150 métros do Pontào de Porto de Rei. Do dito ponto ira em linha recta as Cruzes do Marco de Porto de Rei, entrando no rio Assureira e subindo por elle até à ponte de Assureira.

En consequencia da demarcaçâo consignada neste artigo, a estrada directa de Sâo Milâo a Videfferre ficarâ toda em territorio hespanhol.

Artigo X. Da ponte d'Assureira a linha de separaçào entre as duas Monarchias se encaminharâ pelos marcos ora existentes até as inmediaçôes do povo promiscuo de Soutelinho, e passando pelos pontos que se demarcarâo perto do dito povo, que ficarâ em territorio portuguez, tornarâ a encontrar o limite actual da fronteira e continuarâ por elle, tocando na Cruz da Fonte do Asno, Porto-Caballo de Cima e de Baixo, Penedo dos Machados e marco da Fecha, seguindo pelo ribeiro de Cambedo até à sua confluencia com o de Valle de Ladera, O povo promiscuo de Soutelinho pertenecerâ a Portugal, demarcandose-lhe em territorio de Hespanha uma zona de 90 a 100 métros de largo, contigua à povoaçào.

Artigo XL A raia partindo do ribeiro de Valle de Ladera seguirâ o leito deste e continuarâ pelo limite do terme municipal hespanhol de Cambedo até Portella de Vamba para dirigirse à Penha ou Fraga da Raia. Deste ponto ira atravessando o valle do rio Tamega pelos marcos que hoje determinan a fronteira, tocarâ no Pontâo de Lama, e logo passando proxima dos povos portuguezes de Villarelho e Villarinho, entrarâ no rio Tamega pela Fraga de Bigode ou Porto de Villarinho. Daqui seguirâ pela veia principal do Tamega até à confluência do rio Pequenho ou de Fezes, por onde subira até à Fraga de Maria Aloes, prosseguindo depois pelo limite do termo municipal hespanhol de Lama d'Arcos até ao Outeiro de Castello Ancho.

Os dous povos promiscuos Cambedo e Lama d'Arcos com sens actuâes termes municipaes ficam pertendo a Portugal.

Artigo XII. Desde o Outeiro de Castello Ancho ira a raia atravessando a serra de Mairos ou Penhas livres pelo Outeiro da Teixogueira; Pedra Lastra e Fonte Pria, e descerâ pelo ribeiro de Palheiros até à Fraga da Maceira e Laga do Frade. Continuarâ depois pela demarcaçào practicada en 1857 até à Fonte de Gamoal ou de Talhavalles, da quai ira ao marco de Valle de Gargalo, e dirigiendose por um ribeiro que tem sua origen perto do dito marco até à sua uniào com o rio Valle de Madeiros, descerâ por este até um ponto proximo do primeiro regato que se Ihe junta pela esquerda e continuarâ daqui en linhas rectas inmediatas ao caminho de Sào Vicente a Sigirey, o quai deverâ ficar todo em território portuguez, até ao marco do caminho de Soutechao.

Desde este marco seguirâ a raia invariavelmente a demarcaçào feita en 1857 até à Pedra Negra, d'onde se encaminharâ a um ponto equidistante entre o marco de Cabeça de Peixe e o sitio designado pelos portuguezes com egual nome.

Artigo Xlll. Desde o ponto de Cabeça do Peixe a linha divisoria ira pela demarcaçào existente, passando pela Igrejinha de Mosteirô à confluencia dos rios Arçoâ e Mente, e subindo pelo curso deste até ao ribeiro dos Cabrées, seguirâ pelo dito ribeiro até perto de sua origem, dexando-o para ir passar entre os dous sitios que os hespanhoes e os portuguezes chaman Cruz de Carapainho e chegar à confluencia do ribeiro Valle de Souto com o rio Diabredo ou Moâs. Daqui seguirâ pelo dito rio um curto espace, subindo logo pelo Covanco do Diabredo: depois dirigirse-ha ao Penedo de Pé de Meda, e, atravessando as Antas de Pinheiro, correrâ por aguas vertentes até ao Portello do Cerro de Esqulqueira.

Os terrenos de dominio duvidoso entre Barja é Cisterna a entre Esqulqueira e Pinheiro Novo e Pinheiro Velho serâo divididos segundo o determinha a linha de fronteira descripta no présente artigo.

Artigo XIV. Do Portello do Cerro da Esqulqueira ira a raia pela cumeada deste até ao penedo mais elevado dos do dito cerro, situado quasi a meia distancia da descida domesmo, de fronte do Monte do Castro, d'onde se dirigirâ, seguindo un alinhamento recto, a tocar no primeiro ribeiro que conflue com o rio Assureira, mais abaixo do Porto do Vinho, e em um ponto distante 450 métros do dito rio. D'aqui ira a raia seguindo em linha recta até terminar no ponto em que o rio Assureira muda de direcçào de Sul para Oeste, pouco mais acima do Pontào de Cerdedo. Desde o dito ponto, ou antes, desde a volta do Assureira, subira a raia por este rio até à um ponto equidistante entra a uniâo do ribeiro das Carvalhas e o sitio chamado Cova d'Assureira, indo d'aqui em linha recta a terminar na Cavanca dos Ferreiros junto do caminho de Manzalvos a Tioselo. Continuar pelo marco das Carvalhas ou Pedra da Vista e pela vereda chamada Verea Velha até ao Penedo dos très Reinos, donde termina a provincia de Orense.

Os terrenos questionados respectivamente entre Chaguazoso e Pinheiro Velho, Villarinho das Touças e Cerdedo e entre Manzalvos e Casares e Carvalhas ficarâo divididos segundo détermina a linha de fronteira descripta no presente artigo.

Artigo XV. Desde o Penedo dos très Reinos ira a raia a Pedra Carbalhosa, atravessarâ depois o rio Tuella no porto da Barreira, e subindo até proximo ao Forno de Cal, voltarâ em direcçào Este, passando pelos sitios chamados. Escusenha, Valle de Carvalhas, marco de Roi e Pedra Estante ou Pedra dos Très Rispos na serra de Gamoneda e continuarâ pela Fonte Grande, Pedra Negra e Penha da Formiga.

O terreno questionado por Castromil e Moimenta situado entre o Penedo dos très Reinos, Penedo do Moço e Fraga ou Pedra Carvalhosa sera dividido en duas partes eguaes.

Artigo XVI. Da Penha da Formiga continuarâ a linha internacional pelo Valle das Porfias até atravessar o rio de Calabor. D'aqui seguirâ pelo marco da Campiça e em alinhamentos rectos pelo Cabeço ou Cerro da Pedra Pousadeira, marco da Trapilha ou de Ervancede e marco de Rio d'Honor, subindo pelo ribeiro que corre entre Rio d'Honor de Cima e Rio d'Honor de Baixo. Passarâ depois pelos marcos de Leixo e de Ripas na serra de Barreiras Brancas, e ira encontrar proximo do povo hespanhol de Santa Cruz o rio Maçans, cujo curso seguirâ até ao marco situado mais abaixo do moinho da Ribeira grande. D'aqui se encaminharâ ao marco de Candena ou de Picào, e voltando para Este ira encontrar outra vez o rio Maçans na Penha Furada, a corrente do quai marcarâ a fronteira até à Pedra ou Poço da Olha.

Artigo XVII. Desde o Poço da Olha subira a linha de fronteira para o Castello do Mao-Visinho, e correndo pelo cume da serra de Rompe Barcas seguirâ tocando successivamente no alto da Manchona, Alto da Urrieta del Cerro ou da Lameira, marco de Valle de Frades, marco de Valle de Madeiros e marco da Cazica na serra desde nome, e moinho da Raya no ribeiro d'Avelanoso, serra de Cerdeira até ao sitio das Très Marras.

Artigo XVIII. Do sitio das Très Marras ira a raia por aguas vertentes da serra de Bouzas ao moinho da raia no rio d'Alcanhiças subira d'aqui ao alto do Canhiço na serra de Sâo Adriào; e passando depois pela pyramide geodesica, marcos de Nossa Senhora da Luz, da Appariçao, de Prado Pegado ou da ponte de Pâo, da Prateira e da Nogueira, entrarâ no rio Douro proximo da confluência do ribeiro do Castro. Deste ponto a linha internacional ira pelo centro da corrente principal do Douro até à sua confluencia com o Agueda, subindo por este até à sua juncçào com o Ribeiro dos Toirôes, que a seu turno demarcarâ a fronteira até um ponto proximo do moinho de Nave Cerdeira.

Artigo XIX. Do ponto indicado perto do moinho de Nave Cerdeira continuarâ a raia pelo valle das Meias para subir ao Alto das Vinhas da Alameda, d'onde se dirigirâ pela direita do caminho hespanhol que da Aldea do Bispo conduz a Fuentes d'Onor, a encontrar o Valle de Golpina ou de Provejo passando depois perto da Cruz da Raia, e mais adiante pela parede da Tapada de la Huerta de la Calzada. ira pela Hermida do Espiritu Santo ao Alto ou Teso da Polida, atravessarâ o ribeiro del Campo, e voltando ao Sul se encaminharâ pelo monte de Cabeça de Caballo ao Alto dos Campanarios. Daqui ira entrar no caminho que conduz de Nave de Aver a Alamedilla, pelo quai continuarâ até Alto Redondo, seguindo depois pelo Cabeço da Atalaia, Cruz da Raia, Monte Guardado e Barrocal das Andorinhas.

O terreno de dominio duvidoso situado entre o Monte Guardado e o Barrocal das Andorinhas sera dividido em duas partes eguaes entre ambas as Naçôes.

Artigo XX. Do Barrocal das Andorinhas a linha divisoria, passando pela parede Este da Tapada do Manso, e voltando pela do Sul seguirâ pelos penedos marcados com cruzes antigas até ao ponto chamado pelos portuguezes Canchal da Raia. Daqui pasarâ junto da Tapada do Piâo d'Ouro, e atravessando o Ribeiro da Lagiosa e Canchal do Freixo seguirâ pelo ribeiro de Codeçal, tocando no Cabeço das Barreras ou Vermelho, d'onde se encaminharâ a Penha de Navas Molhadas, situada na serra das Mesas. Continuarâ pelo cume desta serra, que aqui sépara as aguas dos rios Douro e Tejo, e passando pelo Cabeço de Clerigo, correrâ tambien por aguas vertentes da serra da Marvana, e descerâ a encontrar o rio Torto ou Ribeira Grande no sitio da Ginjeira ou Curral das Colmeas.

Artigo XXI. Desde o sitio da Ginjeira a linha internacional seguirâ pelo riu Torto até à sua juncçâo com o Basabiga, o quai formarâ a fronteira até à sua confluencia com o Erjas, que a seo turno a demarcarâ até desembocar no Tejo.

Depois seguirâ a raia principal veia fluida do Tejo abandonando-lo no ponto em que recebe as aguas do Sever, pelo quai subira até à presa do moinho da Negra, no sitio chamado Pego da Negra.

Artigo XXII. Desde o Pego da Negra ira à raia ao Canchal de Crença e por aguas vertentes ao da Cova do Ouro, encaminhandose pelas Penhas da Limpa e recorrendo a cumeada da Serra Pria, seguirâ logo pela Serra da Palha, passando pelo Cerro Mallon e Portello da Xola, descendu depois a cortar o rio Xebora no Pego da Raia, continuando pelo Cabeço de Valdemouros e o dos Très Termos até entrar no ribeiro Abrilongo. Depois de seguir certo espaço o leito do dito ribeiro, abandona-lo-ha para atravesar a Referta de Arronches, cuyo terreno dividirâ, deixando a terça parte deste em Portugal, e continuarâ pelo limite que separa de Hespanha a primeira Referta de Onguella, até ao moinho de Rozinha sobre o rio Xebora. D'aqui seguirâ pelo alto da Dessezinha e pelos marcos existentes até ao da Garrota, e passando logo pelo limite que sépara de Portugal a segunda Referta de Onguella ou de Baixo, ira tocar no primeiro rrtarco de terme de

Badajoz.

O terreno que comprehendem as Refertas, e que disfructam em comum o povo hespanhol de Alburquerque e os portuguezes de Arronches e Onguella sera dividido em partes eguaes entre ambos os Estados do seguinte modo: a segunda Referta de Onguella ou de Baixo pertenecerâ integralmente à Hespanha; a primera Referta de Onguella ou de Cima pertenecerâ integralmente a Portugal; a Referta de Arronches sera dividida ficando para Portugal a terça parte do terreno contiguo à primeira Referta de Onguella e para Hespanha as duas terças partes restantes.

Artigo XXIII. Desde o primeiro marco de Badajoz seguirâ a raia a demarcação existente, cortando o _Xebora e proseguindo ira entrar no rio Caia, pela corrente do quai continuarâ até à sua juncçào com o Guadiana, entre a provincia hespanhola de Badajoz e o distrito portuguez de Portalegre. Na confluencia do Caia com o Guadiana termina a fronteira internacional, cuya demarcaçâo tem sido objecte do présente Tratado.

Artigo XXIV. Para fixar com exactidào e de modo que nào dé logar a duvidas a linha divisoria internacional cujos pontos principaes ficam mencionados nos artigos précédentes, convieram as duas Partes contractantes em que se pro céda com a brevidade possivel à collocaçâo dos marcos necessaries e a sua descripçào geometrica; para levar a efeito estas operaçôes, os dous Gobernos nomerâo os Commissaries compétentes.

A collocaçâo dos marcos assistirào delegados das respectivas Municipalidades hespanholas e portuguezas interessadas em cada porçâo de fronteira. A fim de que a mesma collocaçâo nos pontos da referida linha divisoria, nâo ïndicados neste Tratado, se faça justa e dividamente, serào consultadas em casos de divergencia as actas da Comissào mixta de limites. A acta da collocaçâo dos marcos e a sua descripçào geometrica. feita em duplicado e devidamente legalizada se juntarâ ao présente Tratado e as suas disposiçôes terào a mesma força e vigor como se n'elle se houvessem literalmente inserido.

Artigo XXV. A fim de assegurar a permanencia dos marcos que designam a linha internacional conveio-se-em que as Municipalidades limitrophes dos dous Reinos empreguem na parte que Ihes respeite, e de accorde com as Autoridades compétentes as providencias que julguem necessarias para a conservaçào dos marcos collocados, reposiçào dos destruidos e castigo dos delinquentes. Para este effeito no mez de agosto de cada anno se farâ un reconhecimiento da raia por delegados das Municipalidades confinantes com assistencia dos Alcaides hespanhoes e dos Administradores dos concelhos portuguezes. Desse reconhecimento se lavrarâ auto, do quai se remetterâ uma copia as Autoridades superiores administrativas para que estas possam conhecer o estado da demarcaçâo da fronteira, e procéder segundo exigam as circumstancias.

Artigo XXVI. Os povos de ambos os Paizes que desde muito tempo gozam o direito de colher en commun as herbagens na ilha Canosa, situada no rio Minho, continuarâo como até agora e em conformidade dos seus regulamentos municipaes no gozo commun d'aquelle aproveitamento.

Considerando os perjuicios que soffren varies povos situados nas margens de alguns rios limitrophes e designadamente nos do Minho, assim como os embaraços para a navegaçâo, em consecuencia de construcçôes nas margens dos ditos rios e d'alteraçâo résultante no curso de suas aguas, e desejando obstar aos abuses e regular o exercicio dos legitimos dereitos, convem ambas as Partes contractantes em que depois de feitos os estudos previos se forme um regulamento especial, que tendo em dévida conta os damnos produzidos anteriormente estabeleça e fixe para o future as regras convenientes con respeito à construcçào d'obras de cualquier classe nas margens dos rios confinantes e particularmente nas do Minho e suas ilhas.

Artigo XXVII. Havendo passade integralmente ao dominio e soberania de Portugal em virtude dos artigos decimo e undecimo os très povos promíscuos denominados Soutelinho, Cambedo e Lamadarcos, e ficando egualmente sob o dominio e soberania de Hespanha en virtude do artigo septimo, os très povos do Couto misto chamados Santa Maria de Rubiâs, San Thiago e Meaus, convem ambas as Partes contractantes em que tanto os habitantes dos povos promíscuos que sejam realmente subditos hespanhoes, como os habitantes do Couto misto que sejan realmente subditos portuguezes, possam, si assim Ihes convier, conservar a sua respect!va nacionalidade. Para este fin tanto ums como outros declararão a sua decisào ante as Autoridades locaes no termo de un anno, contado desde o dia en que se ponha em execuçào o présente Tratado.

Artigo XXVIII. Attendendo a que a linha internacional segue em varias partes cursos d'agua, a direçâo dos caminhos e toca em algumas fontes, conveiose-em que caminhos, cursos d'agua e fontes que se achen no caso indicado sejam de uso commum para os povos d'ambos os Reines.

As pontes construidas sobre os rios que limitam a fronteira pertençerâo por metade aos duos Estados, salva a justa indemnizaçâo entre os duos Governos, proveniente das despesas feitas na construcçào das mesmas pontes.

Artigo XXIX. A fim de evitar, quanto possivel, os damnos que possam provir aos povos arraianos por causa de apprehensôes de gados e para manter a melhor harmonia entre aquelles conveio-se:

1.° Que pelo facto de emtrarem gados a pastar indevidamente no territorio de outra Naçâo, se imponham tào sômente penas pecuniarias.

Que para responder pelas penas e gastos occasionados com as ditas apre hensôes nào possa reter-se mais do que uma rez de cada dez das apprehendidas.

3.° Que se se considerem legaes as apprehensôes verificadas pelos guardas dos povos ou pela força pûblica, devendo-se entregar os gados apprehendidos à Autoridade no termo jurisdiccional da quai se tenham encontrado. Para por em practica as bases que ficam establecidas adoptarâo de com mum accorde ambos os Governos as disposiçôes que julguem necessarias.

Artigo XXX. Todos os contractes, sentenças arbitraes e quaesquer outros accordes que existam relatives à demarcaçâo da fronteira desde a desembocadura do Minho no mar até à do Caia no Guadiana se declaram nulos de facto e de direito em quanto se opponham ao que se estipula nos artigos do presente Tratado desde o dia em que se achem em execuçào.

Artigo XXXI. O présente Tratado sera ratificado o mais brève possivel por Sua Magestade A Rainha das Hespanhas e por Sua Magestade El Rey de Portugal, e as ratificaçôes serâo trocadas en Lisboa um mez depois.

EN FE DE LO CUAL los infrascrïtos Plenipotenciarios respectives han firmado el présente Tratado por duplicado, y lo han sellado con el sello de sus armas en Lisboa a veinte y nueve de setiembre de mil ochocientos sessenta y cuatro.

El Marqués DE LA RIBERA

FACUNDO GONI

EM FE DO QUE os abaixo assignados Plenipotenciarios respectives assignaram o présente Tratado em duplicado e o sellaram com o sello de suas armas em Lisboa aos vinte e nove dias do mez de setembro de mil oitocentos sessenta e cuatro.

Duque DE LOULÉ

JACINTO DA SILVA MENGO

RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL FOI HÁ 375 ANOS!

Portugal e a Catalunha estão nações unidas por laços históricos!

Passam 375 anos desde a data histórica da Restauração da Independência de Portugal em relação ao domínio dos reis de Espanha. Um punhado de portugueses tomou de assalto o Paço da Ribeira, aprisionaram a Duquesa de Mântua e defenestraram o traidor Miguel de Vasconcelos. Estava proclamada a restauração da independência.

Seguiu-se a aclamação de D. João IV, Duque de Bragança, como rei de Portugal e dava-se início a uma sucessão de batalhas militares que duraram 28 anos, com vista a consolidar a independência, as quais culminaram com a assinatura do Tratado de Lisboa de 1668. Este tratado, celebrado entre Afonso VI, de Portugal e Carlos II, de Espanha, pôs fim à Guerra da Restauração, dando lugar nomeadamente à devolução de Olivença que esteve durante 11 anos sob ocupação espanhola. Apenas a praça de Ceuta ficou na posse de Espanha.

Para o sucesso do golpe palaciano contribuíram diversos fatores internos como o descontentamento dos nobres que haviam perdido os seus privilégios e eram preteridos relativamente à nobreza castelhana; a burguesia que via o seu negócio prejudicado pela concorrência dos comerciantes ingleses, holandeses e franceses e também os constantes ataques aos navios que transportavam os seus produtos e, finalmente, o povo sobre quem recaíam cada vez mais pesados impostos.

Mas, puderam os conjurados de 1640 também contar com diversos fatores externos que se revelaram favoráveis, de entre os quais se salienta a revolta que eclodira na Catalunha em 7 de junho daquele ano, contra o centralismo imposto pelo Conde-Duque de Olivares e a presença de tropas castelhanas em território catalão. Tratou-se da “Guerra dos Segadores”, assim denominada por ter tido origem imediata na morte de um ceifeiro, a qual teve lugar entre 1640 e 1652.

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Os catalães proclamam a República Catalã em 26 de janeiro de 1641. Porém, o falecimento do seu principal chefe Pau Claris, leva a um desenvolvimento do conflito do qual resulta na incorporação de parte da Catalunha no território da França.

Tanto a revolta da Catalunha como a Restauração da Independência de Portugal contaram com o apoio do Cardeal Richelieu, o que aliás explica a defenestração – termo originado de fenêtre – de Miguel de Vasconcelos, prática muito em voga à época em todas as revoltas que ocorreram noutros países europeus. Deste modo, conseguia a França alargar as suas fronteiras políticas, fazendo-as coincidir com acidentes naturais como os Pirinéus a ocidente, o rio Reno e os Alpes a oriente, de maneira a melhor defender-se do poderio da Casa de Áustria de onde descendiam os reis de Espanha cujos domínios, no continente europeu, incluía Portugal, Nápoles, Sicília, Milão, Sardenha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Ilhas Canárias, Maiorca, Rossilhão, Franco-Condado, para além dos reinos de Castela, Leão, Valência, Aragão e a Catalunha propriamente dita.

Com o casamento em 1469, do rei Fernando II de Aragão com Isabel I de Castela, a Catalunha vinha perdendo as suas liberdades enquanto nação soberana e jogava agora a sua oportunidade de recuperar a independência política.

Dando prioridade ao esmagamento da revolta catalã, o rei Filipe IV, de Espanha, ordena ao Duque de Bragança e a muitos nobres portugueses que o acompanhem na repressão à Catalunha, tendo-se a maior parte deles recusado a obedecer.

Enquanto a Catalunha sucumbiu perante o poderio castelhano, Portugal conseguiu sair vitorioso da guerra travada contra a Espanha que durou 28 anos e veio a confirmar a nossa independência como nação soberana, em grande medida graças à revolta catalã. Por conseguinte, possuem os portugueses uma dívida histórica aos catalães na medida em que a sua sublevação foi bem-sucedida em grande medida devido à revolta dos segadores da Catalunha.

É a privação da liberdade nacional que nos leva a atribuir-lhe maior valor, parecendo por vezes que a desprezamos sempre que a damos como garantida!

Decorridos que são 375 anos sobre tais acontecimentos históricos, eis que a Catalunha volta a aspirar à sua própria independência política. Em coerência, não podemos nós, portugueses, deixarmos de reconhecer à Catalunha e ao povo catalão o direito à liberdade que em 1 de dezembro de 1640 lográmos alcançar. Portugal e a Catalunha estão unidas por laços históricos!

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GALIZA E PORTUGAL: UM SÓ POVO E UMA SÓ NAÇÃO!

Por um compreensível desconhecimento, grande parte dos folcloristas portugueses possui um entendimento errado em relação ao folclore das gentes galegas, classificando-o de "espanhol" e confundindo-o com os usos e costumes dos demais povos peninsulares. Aliás, tal como sucede em relação à língua portuguesa que é o idioma da Galiza e que também é erradamente confundida com o castelhano que é a língua oficial de Espanha, também ela impropriamente por vezes designada por "espanhol".

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Na realidade e para além dos portugueses, a Península Ibérica é habitada por gentes de culturas e idiomas tão distintos como os vascos, os catalães, os asturianos e finalmente, os galegos e portugueses que possuem uma língua e uma identidade cultural comum, apenas separados em consequência das vicissitudes da História. A Espanha, afinal de contas, não representa mais do que uma realidade supranacional, cada vez mais ameaçada pelas aspirações independentistas dos povos que a integram.

Com as suas quatro províncias - Corunha, Lugo, Ourense e Pontevedra - e ainda alguns concelhos integrados na vizinha Astúrias, a Galiza constitui com Portugal a mesma unidade geográfica, cultural e linguística, o que as tornam numa única nação, embora ainda por concretizar a sua unidade política. Entre ambas existe uma homogeneidade que vai desde a cultura megalítica e da tradição céltica à vetusta Gallaécia e ao conventus bracarensis, passando pelo reino suevo, a lírica galaico-portuguesa, o condado portucalense e as sucessivas alianças com os reis portugueses, as raízes étnicas e, sobretudo, o idioma que nos é comum - a língua portuguesa. Ramon Otero Pedrayo, considerado um dos maiores escritores do reintegracionismo galego, afirmou um dia na sua qualidade de deputado do parlamento espanhol que "a Galiza, tanto etnográfica como geograficamente e desde o aspeto linguístico, é um prolongamento de Portugal; ou Portugal um prolongamento da Galiza, tanto faz". Teixeira de Pascoaes foi ainda mais longe quando disse que "...a Galiza é um bocado de Portugal sob as patas do leão de Castela". Não nos esqueçamos que foi precisamente na altura em que as naus portuguesas partiam à descoberta do mundo que a Galiza viveu a sua maior repressão, tendo-lhe inclusivamente sido negada o uso da língua galaico-portuguesa em toda a sua vida social, incluindo na liturgia, naturalmente pelo receio de Castela em perder o seu domínio e poder assistir à sua aproximação a Portugal.

No que respeita à sua caracterização geográfica e parafraseando o historiador Oliveira Martins, "A Galiza d'Aquém e d'além Minho" possui a mesma morfologia, o que naturalmente determinou uma espiritualidade e modos de vida social diferenciados em relação ao resto da Península, bem assim como uma diferenciação linguística evidente. Desse modo, a faixa atlântica e a meseta ibérica deram lugar a duas civilizações diferentes, dando a primeira origem ao galaico-português de onde derivou o português moderno e a segunda ao leonês de onde proveio o castelhano, atualmente designado por "espanhol" por ter sido imposta como língua oficial de Espanha, mas consignado na constituição espanhola como "castelhano". Não foi naturalmente por acaso que Luís Vaz de Camões, justamente considerado o nosso maior poeta possuía as suas raízes na Galiza. Também não é sem sentido que também o poeta Fernando Pessoa que defendeu abertamente a "anexação da Galiza", afirmou que "A minha Pátria é a Língua Portuguesa".

De igual modo, também do ponto de vista étnico as raízes são comuns a todo o território que compreende a Galiza e o nosso país, com as naturais variantes regionais que criam os seus particularismos, obviamente mais próximas do Minho, do Douro Litoral e em parte de Trás-os-Montes do que em relação ao Alentejo e ao Algarve, mas infinitamente mais distanciados relativamente a Castela e outras regiões de Espanha.

No seu livro "A Galiza, o galego e Portugal", Manuel Rodrigues Lapa afirma que "Portugal não pára nas margens do Minho: estende-se naturalmente, nos domínios da língua e da cultura, até às costas do Cantábrico. O mesmo se pode dizer da Galiza: que não acaba no Minho, mas se prolonga, suavemente, até às margens do Mondego". Torna-se, pois, incompreensível que continuemos a tratar o folclore e a etnografia galega como se de "espanhola" se tratasse, conferindo-lhe estatuto de representação estrangeira em festivais de folclore que se pretendem de âmbito internacional, quando na realidade deveria constituir uma participação assídua nos denominados festivais nacionais. Mais ainda, vai sendo tempo das estruturas representativas do folclore português e galego se entenderem, contribuindo para um melhor conhecimento mútuo e uma maior aproximação entre as gentes irmãs da Galiza e de Portugal. O mesmo princípio aliás, deve ser seguido pelos nossos compatriotas radicados no estrangeiro, nomeadamente nos países da América do Sul onde as comunidades portuguesas e galegas possuem uma considerável representatividade numérica. Uma aproximação e um entendimento que passa inclusivamente pelo cyberespaço e para a qual a comunidade folclórica na internet pode e deve prestar um inestimável contributo.

Afirmou o escritor galego Vilar Ponte na revista literária "A Nossa Terra" que "os galegos que não amarem Portugal tão pouco amarão a Galiza". Amemos, pois, também nós, portugueses, como um pedaço do nosso sagrado solo pátrio, essa ridente terra que se exprime na Língua de Camões – a Galiza!

Carlos Gomes / www.folclore-online.com

MINHOTOS NA ARGENTINA CELEBRAM PORTUGAL

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Vira do Minho em homenagem a Portugal na cidade do tango

Buenos Aires homenageou a imigração portuguesa e a sua contribuição para a cultura da capital da Argentina. Considerada a maior montra de Portugal por estas paragens, a celebração ficou marcada por três sentimentos que dominam a vida da comunidade lusa no país: emoção, orgulho e saudade

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Luciana e Maria Conceição dançam no grupo Mocidade Portuguesa, o principal e mais antigo grupo folclórico da comunidade portuguesa na Argentina

Maria Conceição Henriques Fernandes, de 56 anos, ajuda a filha Luciana, de 26, a terminar de vestir-se. Falta pouco para o desfile começar pela emblemática Avenida de Maio, a metros da Casa Rosada, sede do Governo argentino, e da Catedral Metropolitana de Buenos Aires, onde o Papa Francisco era o arcebispo Jorge Bergoglio.

Mãe e filha dançam no grupo Mocidade Portuguesa, que agora em setembro completa 41 anos. O principal e mais antigo grupo folclórico da comunidade portuguesa na Argentina é um dos melhores exemplos da herança cultural transmitida de pais a filhos, de avós a netos.

Filha de portugueses da Beira Alta, Maria Conceição foi à primeira apresentação do Mocidade em 1974. Lá, conheceu Roberto Fernandes, membro do grupo, por quem se apaixonou. Através do namoro, também entrou para o grupo fundado pelo pai de Roberto, o também dançarino Amândio Augusto Fernandes, natural de Trás-os-Montes.

"O meu pai tinha um único propósito com o Mocidade: matar as saudades", sintetiza Roberto ao Expresso enquanto, no palco, as apresentações musicais já começaram. O luso descendente Dulio Moreno entoa fados e comanda o aclamado Almalusa. Em seguida, será a vez do grupo Fadeiros, outra sensação da comunidade que ganha espaço entre o público argentino.

Em 1983, o casal Fernandes já dirigia o Mocidade e Maria Conceição dançava grávida do primeiro filho. Seis anos depois, dançaria novamente grávida, desta vez de Luciana.

O Mocidade Portuguesa bem poderia ser um grupo casamenteiro, mas, na verdade, ilustra bem os valores em torno dos quais os portugueses que migraram à Argentina cresceram, relacionaram-se e mantiveram a sua identidade intacta mesmo tão distantes de Portugal, mesmo tantas décadas depois. Os filhos de Maria Conceição que dançaram no ventre da mãe, são hoje dançarinos e casaram-se os dois com integrantes do grupo. Luciana está agora grávida de três meses e meio, não sabe ainda o sexo do bebê, mas tem uma certeza: será um dançarino. A quarta geração da família.

"Quando danço sinto emoção e orgulho porque represento tudo o que os meus avós me contaram, porque os argentinos passam a ter a vontade de descobrir Portugal e porque aqueles portugueses que nunca mais voltaram a Portugal - e que são muitos na Argentina nessa condição - emocionam-se", conta Luciana.

Ao lado dela, Jazmin Gonçalves, também de 26 anos e neta de portugueses, é a mais nova integrante do Mocidade. Está há apenas seis meses no grupo, mas a emoção é a mesma: "Sinto que é uma homenagem aos meus avós", orgulha-se.

Para aqueles que consideram ser este o retrato de um Portugal antigo, de costumes ultrapassados que só se mantém vivo nos imigrantes, Luciana explica que o grupo se nutre do grupo folclórico Lavadeiras da Meadela de Viana do Castelo com o qual se mantém em permanente contato.

"Eles nos ensinam muito. Atualizamo-nos constantemente", explica Luciana, quem chegou de volta a menos de 24 horas de ensaiar com o Lavadeiras em Viana do Castelo.

E depois o Mocidade Portuguesa replica os novos conceitos do folclore português aos demais grupos na Argentina como "Raízes de Portugal" e "Estrelas do Minho".

Neste "Buenos Aires celebra Portugal", sete ranchos desfilam para portugueses, argentinos e turistas. Ao longo do dia, cerca de cinco mil pessoas terão sido expostas a essa montra viva da cultura portuguesa.

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EVENTO ÚNICO NO MUNDO

O evento promovido pelo Governo de Buenos Aires é único no mundo. Enquanto em outros países as localidades cedem algum espaço para a comunidade portuguesa organizar a sua festa pátria, aqui a cidade de Buenos Aires organiza a sua homenagem a Portugal num objetivo de integração que torna mais viva a presença portuguesa no país.

Um total de 23 barracas de 14 clubes e associações integravam argentinos e turistas com a cultura portuguesa. Artesanato e porcelanas, gastronomia e até uma representação do santuário de Nossa Senhora de Fátima em Tornquist, cidade a 600 quilómetros de Buenos Aires. Se ainda faltam dois anos para o Papa visitar Fátima, o Santuário de Fátima na Argentina já se orgulha de estar na terra natal do Papa há 33 anos.

Na barraca ao lado, os 150 pastéis de nata terminam como se estivessem em Belém. E na barraca do clube português da localidade de Isidro Casanova, a fila é longa para provar a integração culinária entre a "empanada" argentina com o bacalhau português ou entre a bifana portuguesa "a la parrilla" argentina. Todo o movimento é transmitido ao vivo pelo programa radial da comunidade portuguesa "Portugal N'América".

"Comunidades isoladas, por maior que sejam, ficam confinadas e não têm expressão. Só passam a ter expressão a partir do momento em que há uma congregação de esforços entre a comunidade portuguesa e a comunidade local. Essa integração é fundamental", avaliou ao Expresso o deputado pelas comunidades portuguesas do círculo eleitoral fora da Europa, Carlos Páscoa, em campanha entre os eleitores portugueses na Argentina para um quarto mandato nas eleições de 4 de outubro.

"Apesar de não ser a maior em quantidade, a comunidade portuguesa na Argentina é uma das mais participativas e inovadoras. Sempre que visito um clube ou vou a alguma associação aqui, vejo centenas de pessoas. No Brasil, por exemplo, com comunidades infinitamente maiores, vemos muito menos nos eventos", compara Páscoa. "Aqui são muito mais unidos e vivem muito mais a portugalidade", celebra.

"Temos duas dezenas de embaixadas aqui hoje", exaltou Páscoa em referência às representações portuguesas. No entanto, no evento oficial de Buenos Aires, foi notável a ausência do embaixador português na Argentina, Henrique Silveira Borges, por "outros compromissos", alegaram.

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IMPACTO DA LEI DOS NETOS

Primeiro signatário da chamada Lei dos Netos, que prevê a nacionalidade portuguesa para os netos de portugueses, Carlos Páscoa foi ovacionado por centenas de netos. "Basta você olhar ao seu redor e ver a quantidade de netos de portugueses para entender a importância dessa lei. Essa lei impactou muito na comunidade. É uma forma de os netos voltarem a ter essa conexão com Portugal e de manterem viva a nossa raiz. Se perdemos de onde viemos, não saberemos para onde vamos. É a nossa identidade cultural", festeja Maria Violante, presidente da Associação da Mulher Migrante e futura conselheira da comunidade.

Referente entre os portugueses na Argentina, Maria Violante é uma das melhores intérpretes do sentimento que move aqueles que deixaram Portugal, mas que se mantém ligados à cultura, mesmo que àquela da sua época, como um instinto imperioso de sobrevivência, como a bússola que lhes orienta o dia a dia tantas décadas depois.

"Nós sentimos Portugal de outra maneira. Quando se sente a partir da saudade, valoriza-se muito mais porque é o que não se tem e o que não se quer perder. Nós tentamos passar a cultura portuguesa aos nossos filhos, aos nossos netos e ao país que nos acolheu. Estamos sempre a olhar para Portugal. É a nossa referência e a nossa saudade", conta Violante quem chegou à Argentina há 52 anos, com 11 anos de idade.

Mas saudade não se mata nunca. Quanto mais o imigrante a tenta matar, mais a alimenta e cria um círculo virtuoso em que a vida se torna uma espiral que dá voltas e que evolui, como na dança do Mocidade Portuguesa a encerrar agora o evento, como na dança de toda a nova mocidade lusodescendente que se renova a cada geração, como na dança da vida dos portugueses nesta Argentina.

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RETRATO DOS PORTUGUESES NA ARGENTINA

A comunidade portuguesa caracteriza-se por viver fora da capital argentina, espalhada pela região metropolitana de Buenos Aires, antiga área rural entre os anos 30 e 60, quando a imigração portuguesa teve o seu auge. A maioria veio do Algarve e do Minho, mas também da Beira Baixa e da Beira Alta. Dedicaram-se à floricultura, à agricultura e à fabricação de tijolos principalmente. Em Comodoro Rivadavia, na Patagónia, milhares foram atraídos pelo petróleo e chegaram a representar 20% da população da região até a década de 60, quando a onda imigratória interrompeu-se.

Até o final do século XIX, entre 40 e 60% das famílias na Argentina eram de origem portuguesa. Hoje, existem na Argentina cerca de 40 mil portugueses e descendentes. Estão inscritos na embaixada 19.206 cidadãos portugueses.

Fonte: Márcio Resende / Correspondente na Argentina do semanário Expresso

MINHOTOS NA ARGENTINA CELEBRAM PORTUGAL

A comunidade portuguesa em Buenos Aires, na República da Argentina, vai festejar Portugal no próximo dia 30 de agosto. A iniciativa conta com o apoio da Direcção-Geral de Coletividades, dependente da Secretária de Direitos Humanos do Governo da cidade de Buenos Aires.

Os protagonistas eleitos para este evento foram Daiana Boucinha da Silva e Cristian Durães, do grupo folclórico Estrelas do Minho, pertencente ao Clube Português de Esteban Echeverria.

Eles são um dos vários pares de dança que, no próximo 30 de agosto, prestigiarão as nossas raízes e vão engalanar o cenário de “Buenos Aires Comemora Portugal”, em pleno centro histórico de Buenos Aires.

POETA LUÍS VAZ DE CAMÕES TINHA ORIGENS GALEGAS

Considerado um dos maiores poetas universais e da Língua Portuguesa, Luís Vaz de Camões representa Portugal na sua grandeza e universalidade, tendo a língua como traço de união de todos os povos que a partilham e fazem dela a sua Pátria.

Desde Portugal e a Galiza que foi berço dos seus ancestrais até aos confins da Ásia onde compôs o seu poema épico “Os Lusíadas”, sem esquecer o Brasil e as nações africanas, Timor e a Índia, Indonésia e Malaca, Tailândia e o Sacramento, a nossa Língua constitui uma das marcas mais relevantes da cultura e civilização portuguesas.

A Língua Portuguesa não possui uma data fundacional – ela é o resultado de todo um prolongado processo histórico para o qual concorrem entre outros a presença visigótica e a Reconquista Cristã, as peregrinações a Santiago de Compostela e a influência do cancioneiro provençal no surgimento da tradição galaico-minhota das cantigas de amor, de amigo e de escárnio e maldizer. E, porque ela constitui de igual modo um dos principais elementos identitários que fazem de Portugal e da Galiza uma só nação, separada embora em consequência de vicissitudes históricas, é ocasião para lembrar as origens galegas do poeta cuja data de falecimento foi escolhida para Portugal celebrar o seu dia – Luís Vaz de Camões!

O poeta Luís de Camões descendia por via paterna de Vasco Pires de Camões, fidalgo e trovador galego que em 1370, ao tempo do reinado de D. Fernando, mudou-se para Portugal, tendo aqui recebido numerosas honrarias. A casa ancestral dos Camões situa-se na Galiza, próximo do Cabo Finisterra.

Vasco Pires de Camões teve como filho Antão Vaz de Camões que serviu a Coroa portuguesa no Mar Vermelho, tendo casado com D. Guiomar da Gama, da família de Vasco da Gama, tendo deste casamento nascido Simão Vaz de Camões e Bento Vaz de Camões.

Simão Vaz de Camões que serviu na Marinha Real e fez comércio na Guiné e na Índia, casou com D. Ana de Sá Macedo, proveniente de família fidalga oriunda de Santarém. Deste casamento se originou o nosso maior poeta – Luís Vaz de Camões – que, apesar de vários genealogistas atribuírem Lisboa e o ano de 1524 como o local e data de seu nascimento, estas referências permanecem incertas.

Não obstante, o que permanece inquestionável são as suas origens galegas a comprovar uma vez mais a irmandade que nos une à Galiza e, através da língua que celebramos e a todos os povos do mundo com os quais partilhamos o idioma no qual Luís de Camões escreveu “Os Lusíadas” e, para sempre imortalizou o feito universal dos portugueses!

PROJETO “CULTURAQUEUNE” ACHEGA GALIZA A PORTUGAL

Nasce “Culturaqueune”, para achegar a Galiza a Portugal a partir da base

Que Galiza e Portugal están unidas por unha multitude de ligazóns culturais, comezando polo idioma, alimentadas pola proximidade xeográfica, é unha realidade que ninguén pon en dúbida.

As posibilidades están aí, e dende hai anos funcionan mesmo estruturas institucionais, chámese Eurorrexión ou Eixo Atlántico, que poderían servir para vehiculizar redes e intercambios. Porén, en moitas ocasións esta unión non chega a cristalizar.

Vén de nacer Culturaqueune, unha rede de persoas e entidades "dispostas a compartir e a intercambiar manifestacións e expresións da cultura galego-portuguesa", que buscan dende a sociedade civil e a iniciativa privada, co apoio de institucións públicas, facilitar todos os procesos de intercambio, poñendo a disposición dos autores e artistas espazos, mecanismos de difusión e todos os demais apoios que necesiten. Está promovido por AGAL, Ponte nas Ondas e a Fundación Vicente Risco pola parte galega; e pola cámara municipal de Famalicão, o Museu Bernardino Machado ou a Casa Museo de Monção pola portuguesa, co apoio de institucións coma a Real Academia Galega, a Xunta de Galiza, a Deputación de Ourense ou a Academia Galega da Língua Portuguesa. Todas elas destacan o impulso que para esta iniciativa supuxo a aprobación, en marzo de 2014, da Lei Paz Andrade: "invítanos, e até certo modo obríganos, a afondar no esforzo do encontro", sinalan.

O proxecto naceu, en primeiro termo, en conversas entre a Fundación Vicente Risco e Norberto Cunha, responsable do Museo Bernardino Machado de Vilanova de Famalicão, como destaca Luís Martínez-Risco. "A partir de aí lanzamos unha serie de convites con persoas que sabiamos que estaban traballando na mesma dirección. Queriamos que fose algo aberto, pero acoutado, evitando crear unha iniciativa asemblearia na que todo o mundo falase e ninguén fixese nada. Queriamos xente enfocada ao traballo práctico", di.

"Notamos que hai locais que precisan de actividade, de contidos culturais, e artistas e autores que necesitan de locais para difundir o seu traballo e as súas creacións", explica Martínez-Risco, que sinala que "non queríamos ficar aí, reducidos a unha especie de mercadeo de locais e artistas ou a unha caste de axencia de colocación, senón que tamén queríamos dotar o proxecto de contido e dunha filosofía". "A filosofía" -conta- "é que hai unha Eurorrexión e un Eixo Atlántico, pero estas son estruturas que só funcionan dende arriba e nas que só teñen voz os grandes: os concellos, os Gobernos e as grandes institucións, pero nas que non se está traballando dende a base". "Hai un enorme baleiro e polo tanto pérdese cohesión na Eurorrexión", engade.

Para Martínez-Risco, Galiza e Portugal "temos unhas problemáticas económicas ou demográficas moi semellantes, e pode ser que a través da cultura sexamos quen de crear un mercado interno, fomentando tamén os intercambios comerciais e económicos entre unha beira e outra do Miño". A rede está en marcha, aínda que con moitas cousas aínda por perfilar, "pero se agardamos a ter todo listo non arrancamos nunca", di Luís Martínez-Risco. Tamén se lanzará un portal web, "cun custe mínimo de deseño e mantemento", que se sosterá coas achegas dos participantes.

Actividades en Amarante e na Coruña

A rede darase a coñecer nos meses de maio e xuño cun completo programa de actividades en Amarante e A Coruña. O obxectivo é que este dobre festival se repita todos os anos en dúas localidades galegas e portuguesas. A primeira cita será na vila portuguesa, o vindeiro 2 de maio, unha xornada na que se inaugurarán cinco exposicións de pintura, fotografía e escultura de artistas galegos e galegas e tamén a mostra Do Saudosismo ao Atlantismo. Así mesmo, haberá un recital de poesía clásica de autores galegos e portugueses (Carlos Da Aira, Delfín Caseiro, Fernando Soares, Ramiro Torres, Yolanda Castaño), dous concertos (Bruar e o grupo de Cámara Hotteterre) e unha mesa redonda na que Xesús Alonso Montero, Henrique Monteagudo, Arturo Lezcano Fernández e Pilar Garcia Negro falarán sobre "A intelectualidade da Galiza e do Norte de Portugal".

As actividades en Amarante pecharanse o 30 de maio, coa celebración do Festival Culturaqueune, que constará dun encontro de artistas participantes para tratar de futuras iniciativas conxuntas, un recital de poesía contemporánea (a cargo de Alfredo Ferreiro, Amadeu Baptista, Carlos Da Aira, João Madureira, Ramiro Torres, Virgínia do Carmo e Yolanda Castaño), unha sesión de contadores de historias (Isabel Risco, Vitor Fernandes e Xurxo Souto) e dous concertos máis (o Dúo Bossa Nova -Ton Risco e Jacobo de Miguel- e o dúo Jazz– Terra Morena).

En xuño será a quenda da Coruña, que acollerá igualmente un gran número de actividades culturais, desta volta protagonizadas sobre todo polos artistas e autores e autoras portuguesas. A partir do 10 de xuño (Día de Camões), inauguraranse en distintos espazos da cidade exposicións de fotografía, pintura e escultura, así coma de novo a mostra Do Saudosismo ao Atlantismo. Así mesmo, a sede da Real Academia Galega acollerá unha mesa redonda na que Norberto Cunha, Paulo Vieira de Castro, Paulo Samuel e Gaspar Martins Pereira analizarán "as relacións intelectuais entre Galicia e Norte Portugal". Concertos e recitais poéticos darán paso a unha derradeira xornada de actividades, o 13 de xuño, na que destaca o encontro de artistas participantes para tratar de futuras iniciativas conxuntas, o recital de poesía contemporánea, a sesión de contadores de historias e a proxección do filme mudo Carmiña Flor de Galicia, co acompañamento musical de Cántigas da Terra.

Marcos Pérez Pena / http://www.diarioliberdade.org/

PARLAMENTO DA GALIZA APROVA POR UNANIMIDADE INTRODUÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO

O Camões - Instituto da Cooperação e da Língua e a Junta da Galiza celebraram hoje o “Memorando de Entendimento para a Adoção do Português como Língua Estrangeira de Opção e Avaliação Curricular no Sistema Educativo Não Universitário da Comunidade Autónoma da Galiza”.

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A cerimónia teve lugar na presença do Presidente da República, Prof. Aníbal Cavaco Silva, e do Presidente da Junta da Galiza, Alberto Núñez Feijóo, sendo os signatários o Embaixador de Portugal em Madrid, Francisco Ribeiro de Menezes, em representação da Presidente do Camões, I.P, e o Conselheiro de Cultura, Educação e Ordenação Universitária, Román Rodríguez González, em nome da Junta.

O Presidente da República deslocou-se hoje à Corunha, Espanha, para entregar as medalhas de ouro do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular e assistir à cerimónia de assinatura do memorando sobre o ensino do português na Galiza. Na ocasião, Cavaco Silva discursou na Real Academia Galega, tendo considerado um “passo importante para o reforço das relações em todos os domínios com esta comunidade autónoma”.

O Prof. Cavaco Silva considerou que “o ensino do português como língua estrangeira em vários níveis do ensino na Galiza contribuirá certamente para um melhor conhecimento recíproco dos povos, para a intensificação do diálogo cultural mas também para o reforço das relações económicas, empresariais e de investimento que já são bastante intensas entre Portugal e a Galiza mas que queremos que se reforcem ainda mais no futuro”, acrescentando que este é um “passo importante para o reforço das relações em todos os domínios com esta comunidade autónoma”.

Na realidade, a introdução da Língua Portuguesa na Galiza não constitui o ensino de uma língua estrangeira mas tão-somente da afirmação de um idioma que é comum às gentes de Portugal e da Galiza.

A Língua portuguesa é atualmente ensinada na Galiza em 32 centros de Educação Secundária a 861 alunos e nas Escolas Oficiais de Idiomas a 1.122 alunos. A reintegração do galego no universo linguístico da Língua Portuguesa e a sua adesão à comunidade lusófona constituem importantes bandeiras de afirmação do nacionalismo galego.

SOBERANIA DA GALIZA PASSA PELA REPÚBLICA?

Ao descrédito da monarquia em Espanha corresponde a degradação da república em Portugal

A questão da forma do regime – monarquia ou república – deve sempre ser colocada em função do interesse nacional sempre estabelecido num plano superior e tendo em consideração o respetivo contexto histórico. Desse modo, a inegável vantagem que a instituição real apresenta relativamente à eleição de um presidente da república, nomeadamente no que respeita à sua independência em relação aos partidos políticos, pode, noutra latitude constituir um entrave à liberdade dos povos.

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Numa altura em que a sucessão no trono de Espanha é anunciada na sequência da abdicação do atual rei, eis que um clamor republicano se ergue desde a Galiza até Euskadi e Catalunha, reclamando a realização de um referendo para que os cidadãos possam decidir democraticamente a forma de regime.

Pese embora o crescente descrédito da instituição real em Espanha, a vontade de mudança de regime tem sobretudo a ver com a aspiração de soberania das diferentes nacionalidades, visto que a mesma jamais será alcançada sob a atual forma de regime. E, a não ser que o rei venha a tornar-se o soberano de diferentes países independentes, um tanto à semelhança da rainha de Inglaterra, a monarquia em Espanha terá os dias contados.

Ironicamente, a realização do referendo constitui uma exigência que é partilhada pelos monárquicos portugueses e que, à semelhança dos argumentos que em Espanha impedem a consulta popular com base na alegada aprovação da Constituição de 1978 que estabeleceu a monarquia parlamentar, veem em Portugal idêntico impedimento à sua realização em virtude do artigo 288º da Constituição da República Portuguesa impor como limite material da revisão constitucional a “forma republicana de governo”. Mais ainda, a monarquia em Espanha tem vindo ao desacreditar-se ao mesmo ritmo que a república em Portugal, com a única diferença de que no nosso país, os monárquicos portugueses não têm conseguido afirmar-se como intérpretes do descontentamento popular, eventualmente porque muitos dos seus partidários encontram-se mais ligados às esferas do poder que, curiosamente, têm sido responsáveis pela perda da identidade nacional.

Tal como sucedeu em Portugal quando em 1640 os conjurados ameaçaram D. João IV com a possibilidade de implantarem uma república caso este não os apoiasse na sua decisão de colocar termo ao domínio dos filipes, também os galegos, bascos e catalães veem atualmente na república um meio de alcançarem a soberania que constitui uma legítima aspiração nacional. E procuram fazê-lo de forma pacífica e democrática, desafiando os partidos políticos a proceder a uma revisão constitucional que permita a consulta popular por meio de referendo.

Muito provavelmente, a Espanha evoluirá para uma comunidade de estados independentes ou mesmo uma república federativa na qual a Galiza encontrará o seu espaço político. Não obstante, existe ainda um longo caminho a percorrer para que, Galiza e Portugal, constituindo uma só nação, venham construir um futuro comum!

Carlos Gomes

HÁ 74 ANOS, ALEMANHA PLANEOU INVADIR PORTUGAL

Espanha viu então uma oportunidade de anexar o nosso país

Numa altura em que os países aliados da Segunda Guerra Mundial comemoram o 70º aniversário da Batalha da Normandia, não deixa de ser oportuno lembrar os planos então congeminados entre a Alemanha nazi e a Espanha franquista com vista à invasão militar de Portugal e sua consequente supressão enquanto país soberano. Tratava-se da chamada “Operação Isabella” e constituía um complemento à “Operação Félix” que tinha por objetivo a ocupação do território britânico de Gibraltar.

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Apesar de geralmente aceitar-se o princípio segundo o qual a História não se repete, não podemos deixar de alguma forma fazer um paralelismo com as invasões francesas, incluindo o Bloqueio Continental e o Tratado de Fontainebleau.

Com efeito, à semelhança das pretensões de Napoleão, também a Alemanha pretendia isolar o Reino Unido impedindo o seu acesso ao continente. E a Espanha, mau grado o Tratado de Amizade e Não Agressão Luso Espanhol celebrado em 1939, com Portugal, via nisso uma oportunidade de anexar o nosso país e, dessa forma, concretizar o velho anseio sintetizado no programa falangista da “Espanha Una” a englobar todo o espaço peninsular. E, foi com esse propósito que, em 23 de outubro de 1940, o generalíssimo Franco avistou-se com Adolf Hitler em Hendaye, no sul da França ocupada.

A invasão militar do nosso país seria executada por 3 divisões alemãs: uma blindada, que partindo de Cáceres, atacaria os portos de Lisboa e Setúbal; uma de infantaria motorizada, que partindo de Valhadolid, atacaria o Norte de Portugal e virando para Sul, ameaçaria a retaguarda das forças portuguesas que defenderiam Lisboa e a margem Norte do rio Tejo; e outra de infantaria ligeira, que partindo de Sevilha, avançaria pelo Algarve, com ou sem apoio do exército espanhol.

Com forças militares insuficientes para oferecer uma resistência capaz ao exército alemão, o governo português retiraria sob escolta da Marinha Britânica para a cidade de Ponta Delgada, nos Açores, onde estabeleceria a capital e, desse modo, não assinaria a capitulação militar. Uma estratégia, aliás, em muitos aspetos semelhante à que levou a corte portuguesa ao tempo de D. João VI para o Brasil.

Entretanto, as capacidades de defesa alteraram-se com a cedência, em 1943, da Base das Lages ao Reino Unido ao abrigo do Tratado de Aliança Luso-Britânico a fim de ser utilizada pela Royal Air Force e a chegada de grande quantidade de de material de guerra moderno como viaturas blindadas, artilharia antiaérea e anticarro, sistemas antissubmarino, e esquadrilhas de aviões de caça modernos como Spitfires e Hurricanes.

Contudo, foram os falhanços militares alemães na frente oriental, na sequência da invasão da União Soviética iniciada em 22 de junho de 1941, na chamada “Operação Barbarossa”, mais concretamente a resistência russa no cerco à cidade de Leninegrado, que determinaram o adiamento da invasão militar de Portugal, o qual, aliás, não se chegou a concretizar.

Decorridas que são mais de sete décadas sobre os fatos mencionados, importa questionar se os interesses geoestratégicos não continuarão a determinar novas “Operações Isabella”, ainda que com recurso a outros métodos porventura mais eficazes do que a intervenção militar.

D. DUARTE PIO, DUQUE DE BRAGANÇA, DIRIGE-SE AOS PORTUGUESES NA SUA MENSAGEM EVOCATIVA DO DIA DA RESTAURAÇÃO

O Jantar dos Conjurados é, como habitualmente, no próximo dia 30 de Novembro.

Este ano, optou-se por um formato que, sendo digno, se mostra menos oneroso, permitindo assim que maior número de pessoas possa celebrar a Restauração da Independência de Portugal com a sua Família Real.

O Jantar, volante, será servido nas instalações d’ “A Voz do Operário”, à Graça, com entrada pela Travessa de São Vicente nº 1 e contará com a presença da Família Real. Parte do lucro deste tradicional encontro de monárquicos portugueses reverterá para a obra social desta instituição.

Sua Alteza Real o Senhor Dom Duarte lerá a habitual Mensagem aos Portugueses pelas 20:00, seguindo-se o jantar.

As inscrições podem ser feitas presencialmente na sede da Real Associação de Lisboa, na Praça Luís de Camões, 46 2º Dto. 1200-243 Lisboa (ao Chiado), pelo tel.: 213 428 115 ou, ainda, por correio eletrónico: secretariado@reallisboa.pt.

As inscrições devem ser pagas até ao dia 29 de Novembro e pode optar por transferência bancária, utilizando os seguintes dados (devendo neste caso enviar o comprovativo da transferência):

NIB – 001800033394122002026

IBAN / Identificador Único – PT50 0018 000333941220020 26

BIC – TOTAPTPL

Os ingressos têm o valor de:

Adultos – 26,00€

Jovens – 16,00€ *

*Os primeiros 100 jovens até 25 anos de idade

Os ingressos poderão ser pagos e levantados de segunda a quinta, das 11:00 às 13:00 e das 15:00 às 18:00

QUE SE LIXE A TROIKA! O POVO (NÃO) DESCEU Á RUA!

Milhares de pessoas protestaram hoje em várias cidades do país contra a austeridade, o agravamento das condições de vida e o desmantelamento do Estado social, exigindo e renegociação da dívida e a demissão do governo. No Minho, os protestos ocorreram em Braga e Viana do Castelo. Porém, a participação popular esteve muito longe da adesão verificada em anteriores manifestações de protesto como a que se verificou em setembro do ano passado.

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Conforme ficou claramente demonstrado nas últimas eleições autárquicas, a maioria dos cidadãos deixou de acreditar nos partidos políticos e, consequentemente, no regime parlamentar. No entanto, apesar do elevado descontentamento com razões bastante fundadas, o desencanto tornou-se extensivo aos próprios movimentos de protesto uma vez que, apesar do seu aparente radicalismo, estes não apresentam qualquer alternativa credível.

A não ser que se questione de vez e sem ambiguidades a permanência de Portugal na moeda única e na própria União Europeia, denunciando os acordos estabelecidos desde a adesão à CEE que nos impedem de produzir e transferiram os centros de decisão para Bruxelas, não existe de fato outra solução que não seja prosseguir no caminho que nos tem vindo a ser imposto e levará inevitavelmente ao suicídio coletivo: é um beco sem saída!

Sem confiança nas instituições nem sequer a possibilidade de enquadrar o seu descontentamento numa alternativa válida, resta aos portugueses aguardar a sorte que o destino reserva!

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DATA HISTÓRICA DO 1º DE DEZEMBRO VAI SER ASSINALADA EM LISBOA COM BANDAS DE MÚSICA EM REPRESENTAÇÃO DE TODAS AS REGIÕES DO PAÍS

As celebrações evocativas da Restauração da Independência de Portugal em 1 de dezembro de 1640 vão uma vez mais contar com a participação de bandas filarmónicas em representação de todas as regiões do país.

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A supressão do feriado nacional está a tornar as comemorações numa verdadeira manifestação popular de cariz patriótico em contraste com a solenidade e o distanciamento em relação aos cidadãos que nos últimos anos as vinham caraterizando.

A Banda de Música de Moreira do Lima foi uma das bandas filarmónicas que no ano passado participaram nas comemorações em representação do Minho, desfilando pela avenida da Liberdade rumo à Praça dos Restauradores. À semelhança do ano anterior, o BLOGUE DO MINHO espera marcar a sua presença e registar as representações da nossa região.

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PORTUGAL ESTÁ A ARDER!

Ano após ano, o fogo devora o país inteiro. De norte a sul, tocam as sirenes não param de tocar. A destruição é constante e o fogo imparável. Pelo meio perdem-se vidas humanas. Os fogos florestais não são mais do que o paradigma atual da sociedade portuguesa e da incompetência dos sucessivos governos em resolver o problema, travando de vez com a vaga criminosa que se apoderou do país nas últimas décadas e vai reduzi-lo a cinzas.

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A destruição causada pelo fogo passou a ser considerada uma inevitabilidade da mesma forma que a incapacidade para os combater de forma eficaz e definitiva. O despovoamento do interior, o abandono das atividades ligadas à floresta e a impunidade perante o crime são apenas algumas das causas da catástrofe.

Porém, não é apenas a floresta que o fogo consome. Na voracidade das suas labaredas, devora com semelhante violência as instituições e o próprio regime democrático, revelando quão frágil são os seus alicerces.

Mas o fogo também purifica. E, por tal razão, resta-nos a esperança de que, qual Fénix das cinzas renascida, também Portugal renasça das cinzas!

Carlos Gomes

PORTUGAL FOI INDEPENDENTE ANTES DE D. AFONSO HENRIQUES SE DESVINCULAR DO REINO DE LEÃO

Assim nasceu Portugal - Os Reis da Reconquista Portuguesa de Stephen Lay

Portugal antes de Dom Afonso Henriques se desvincular do Reino de Leão, já tinha sido independente quando após a morte de Fernando Rei de Leão e Castela em 1065 e o seu reino foi dividido entre os seus filhos: Sancho II que herdou Castela, Afonso VI ficou com Leão e Garcia I ficou com o Reino da Galiza-Portugal. Seguiu-se uma guerra fratricida em que Garcia acabou feito prisioneiro do seu irmão Afonso. O seu curto reinado de 1065 a 1072 marca a primeira ascensão à independência do nosso país.

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Os cinco primeiros Reis de Portugal conduziram uma guerra de conquista lenta mas inexorável que os levou ao domínio da faixa litoral ocidental da Península Ibérica com excepção de uma pequena parte da costa Norte. Dos escassos 800 Kms que Portugal tem de comprimento parte já se integrava no condado Portucalense, pelo que a conquista até o Algarve que demorou mais de 120 anos (desde que Afonso Henriques se assumiu o condado até que no reinado de Afonso III o Algarve passou na totalidade para o seu controlo), se fez a um ritmo de menos de 5 Km por ano. Na verdade a conquista fez-se de avanços e recuos com muitas localidades a mudar de mãos várias vezes antes.

O papel da Igreja, das ordens religiosas francesas, dos nobres e cruzados estrangeiros e das alianças matrimoniais da casa real na fundação do nosso país tudo é descrito e analisado com seriedade e num estilo que desperta o interesse. Lamentavelmente falta nesta História um elemento importante sem o qual nada parece fazer sentido. O povo português.

Fonte: http://livros2009.blogspot.pt/

PREFEITURA DE SANTOS (BRASIL) DESTACA COMEMORAÇÕES DO DIA DE PORTUGAL

Comunidade lusa festeja Dia de Portugal no Centro Histórico

A cultura lusitana foi reverenciada neste domingo (9) na Praça Mauá, Centro Histórico, quando foi celebrado o Dia de Portugal, de Camões e das comunidades portuguesas. Grupos musicais, fadistas, ranchos folclóricos, bordados e doces típicos marcaram a 4ª edição da festa, repleta de famílias inteiras, entre descendentes e autênticos portugueses.

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O evento foi realizado pelo Conselho Honorário de Portugal e o Conselho das Comunidades Portuguesas, com apoio da prefeitura, e teve participação do prefeito Paulo Alexandre Barbosa e do cônsul honorário em Santos, Armênio Mendes, entre outras autoridades e representantes de entidades ligadas àquele país.

A importância da comunidade e do empreendedorismo português na história de Santos foi destacada pelo chefe do executivo santista. “Precisamos fortalecer esses laços, aprimorando as comemorações ano a ano, resgatando e valorizando esta cultura. Temos grandes empreendedores com origem portuguesa aqui e que contribuem na economia da cidade”.

Para o empresário do Grupo Mendes, que homenageou o prefeito com uma réplica das muretas dos canais, o momento foi de “homenagear a nossa pátria, o nosso pequeno e lindo Portugal, e os portugueses que vivem espalhados pelo mundo”, disse Armênio.

Em dez horas ininterruptas de festa, se apresentaram os ranchos Típico Madeirense do São Bento, Tricanas de Coimbra, Cruz de Malta, Vasco da Gama, A.A. Portuguesa, Veteranos Apaixonados pelo Folclore, Verde Gaio, Casa de Portugal de Praia Grande e Tocata da Casa do Brunhosinho (São Paulo). E ainda o rancho A Eira, dos Estados Unidos, formado por portugueses e filhos de portugueses nascidos no país americano.

Também mostraram sua arte o Grupo Poetas Vivos, o coral Orfeão do Centro Português, Banda Filhos da Tradição, a fadista Marly Gonçalves e o Grupo Fado por Acaso. Quem compareceu pôde ainda conferir o artesanato das bordadeiras do Morro do São Bento, camisetas com motivos portugueses e saborear doces como os pasteis de Belém e de Santa Clara. A festa também movimentou o comércio local, com restaurantes oferecendo pratos lusitanos.

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Portugueses e descendentes se emocionam

Na praça, predominavam as cores verde e vermelha das bexigas e os trajes bordados dos integrantes dos ranchos. De lenço sob os ombros, traço característico deste povo, a munícipe do bairro Aparecida, Neide de Carvalho, 75 anos, acompanhava a festa ao lado do marido, Francisco Pereira, 80, ambos filhos de portugueses.

“Que festa maravilhosa. Que Deus me dê saúde para que ano que vem eu possa estar aqui novamente”, disse ela, contando que sua mãe era de Viseu e seu pai da região do Minho. O marido estava emocionado. “É nossa tradição, nossa origem”.

Já Maria Salomé Nunes, 79, é madeirense, e está há 55 anos em Santos. “A gente mata a saudade da nossa terra. Vou quase todo ano para Portugal e fico na casa de minha irmã, em Lisboa”, conta, lembrando que chegou ao Brasil aos 18 anos, quando morou no Rio de Janeiro.

Fonte: http://www.santos.sp.gov.br/

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MINHOTOS FESTEJAM O DIA DE PORTUGAL EM NEWARK, NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

A comunidade minhota em Newark saiu ontem à rua para desfilar na grandiosa parada que todos os anos se realiza por ocasião das comemorações do Dia de Portugal. Trata-se de uma iniciativa que, desde 1979, a Fundação Bernardo Coutinho leva a efeito naquela cidade dos Estado de New Jersey, nos Estados Unidos da América, e que constitui uma manifestação de unidade dos nossos compatriotas ali radicados e de dinamismo do seu movimento associativo.

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Associações culturais, casas regionais, ranchos folclóricos, coletividades desportivas e outras entidades desfilam nas avenidas de Newark com os símbolos e os trajes portugueses. Envergando os seus trajes tradicionais, os minhotos levam consigo a concertina, as castanholas e sobretudo a sua alegria que a todos contagia com a sua maneira de dançar e conviver. É que, sem minhotos não haveria festa verdadeiramente portuguesa!

O Blogue do Minho agradece mais uma vez as fotos de Yuri Lev Studio que aqui reproduz, retratando o ambiente e o espírito vivido pelas nossas gentes.

Fotos: Yuri Lev Studio http://yurilev.redbubble.com

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CASA DE PORTUGAL DE CAMPINAS (SÃO PAULO – BRASIL) ORGANIZA DE 3 A 10 DE JUNHO A SEMANA CULTURAL PORTUGUESA

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A Casa de Portugal de Campinas, no Estado de São Paulo, Brasil, leva a efeito de 3 a 10 de junho a XVIII Semana Cultural Portuguesa destinada a divulgar  a cultura, tradições e gastronomia portuguesa na cidade e região de Campinas.

A Semana Cultural Portuguesa em Campinas inclui a celebração de cerimónias religiosas e realização de cortejos etnográficos, cursos de culinária portuguesa, espetáculos musicais e atividades recreativas entre outras iniciativas.

Este ano, a Casa de Portugal recebe o Rancho Folclórico “A Eira”, de Newark, deslocando-se propositadamente do Estado de New Jersey, nos Estados Unidos da América, para participar naquele grandioso evento que visa simultaneamente comemorar o Dia de Portugal junto da comunidade portuguesa ali radicada.

A Casa de Portugal de Campinas divulga informação mais detalhada no seu site oficial em www.casadeportugalcamp.com.br

CASA DE PORTUGAL DE CAMPINAS (SÃO PAULO – BRASIL) ORGANIZA SEMANA CULTURAL PORTUGUESA

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A Casa de Portugal de Campinas, no Estado de São Paulo, Brasil, leva a efeito de 3 a 10 de junho a XVIII Semana Cultural Portuguesa destinada a divulgar  a cultura, tradições e gastronomia portuguesa na cidade e região de Campinas.

A Semana Cultural Portuguesa em Campinas inclui a celebração de cerimónias religiosas e realização de cortejos etnográficos, cursos de culinária portuguesa, espetáculos musicais e atividades recreativas entre outras iniciativas.

Este ano, a Casa de Portugal recebe o Rancho Folclórico “A Eira”, de Newark, deslocando-se propositadamente do Estado de New Jersey, nos Estados Unidos da América, para participar naquele grandioso evento que visa simultaneamente comemorar o Dia de Portugal junto da comunidade portuguesa ali radicada.

A Casa de Portugal de Campinas divulga informação mais detalhada no seu site oficial em www.casadeportugalcamp.com.br

VEM AÍ A PRIMAVERA EUROPEIA!

Europa protesta contra a austeridade no próximo dia 1 de junho

À semelhança do que já se verificou em iniciativas anteriores, os portugueses voltam de novo à rua no próximo dia 1 de junho para protestar contra as políticas de austeridade, naquela que poderá vir a constituir a maior manifestação cívica jamais ocorrida em Portugal. Porém, desta vez, o protesto é simultâneo na maior parte dos países da Europa, encontrando-se já marcadas idênticas iniciativas em Espanha, França, Chipre, Grécia e Alemanha. Na nossa região, Braga e Viana do Castelo deverão ser palco dos protestos.

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Em Portugal, o anúncio foi feito em conferência de imprensa promovida pelo movimento “Que se Lixe a Troika!”, após um encontro de dirigentes não partidários e sindicais em Lisboa. Marco Marques, porta-voz do referido movimento, deu a conhecer a iniciativa como um protesto na rua contra “o ataque financeiro” que levou “ao desprezo pelas pessoas”, tornando os “cidadãos escravos da dívida e da austeridade”.

Refira-se que é a primeira vez que uma manifestação desta envergadura é organizada simultaneamente à escala europeia.

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PORTUGAL ESTÁ À BEIRA DA RUTURA SOCIAL

Braga e Viana do Castelo foram palco de manifestações

Mais de um milhão de pessoas saíram ontem à rua em todo o país para protestar contra a atual situação económica do país. Braga e Viana do Castelo foram apenas algumas das quarenta cidades em Portugal e no estrangeiro onde se ouviu o clamor do povo. Indignação, desespero e revolta caraterizam o estado de espírito dos cidadãos que uma vez mais se manifestaram ordeiramente apesar das políticas desumanas com que têm sido violentados. O país está à beira da rutura social.

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Jovens e idosos, trabalhadores precários e desempregados, funcionários públicos e do setor privado, médicos e enfermeiros, deficientes motores, militares, estudantes e artistas foram alguns dos grupos sociais cuja participação foi mais visível numa grandiosa jornada de protesto que atravessa as mais diversas camadas da população e que recuperou aquela que há quarenta anos foi a senha da revolução: Grândola Vila Morena!

Perante a clara rejeição do povo português da política que tem vindo a ser seguida para alegadamente sair da crise, vai sendo tempo de repensar a permanência na moeda única e na própria União Europeia sob pena de assistirmos em breve à desagregação social e ao colapso de Portugal como país soberano!

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CONFRARIAS GASTRONÓMICAS DIVULGAM INICIATIVAS PARA 2013

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FEDERAÇÃO PORTUGUESA DAS CONFRARIAS GASTRONÓMICAS

Capítulos das Confrarias Federadas – 2013:

_ 2/3 de Março – Confraria Gastronómica dos Aromas e Sabores Raianos – Almeida

_ 09 de Março – Confraria Gastronómica “As Saínhas de Vagos” – Vagos

_ 23 e 24 de Março – Confraria Gastronómica do Leitão da Bairrada – Sangalhos

_ 06 de Abril – Real Confraria do Maranho – Pampilhosa da Serra

_ 23 de Abril – Confraria do Queijo de S. Jorge – Açores

_ 26, 27 e 28 de Abril – Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira – Madeira

_ 04 de Maio – Confraria do Queijo Rabaçal

_ 18 de Maio - Confraria Gastronómica Pinhal do Rei – Leiria

_ 15 de Junho – Confraria Gastronómica do Concelho de Ovar – Ovar

_ 29 de Junho – Confraria da Broa de Avintes – Avintes

_ 27 de Julho – Confraria do Bodo – Pombal

_ 08 de Setembro – Confraria da Chanfana – Vila Nova de Poiares

_ 28 de Setembro – Confraria Gastronómica da Panela ao Lume – Guimarães

_ 05 de Outubro – Confraria dos Gastrónomos do Algarve

_ 23 de Novembro – Confraria Queirosiana – Vila Nova de Gaia

_ 01 de Dezembro – Confraria da Raça Arouquesa – Arouca

Capítulos das Confrarias Não Federadas – 2013:

_ 12 de Janeiro - Confraria dos Sabores da Abóbora – Soza – Aveiro

_ 26 de Janeiro - Confraria Gastronómica do Frango do Campo – Oliveira de Frades

_ 26 de Janeiro – Confraria Gastronómica dos Enchidos – Montemor-o-Novo – Monte do Cortiço

_ 03 de Março – Confraria Enogastronómica Sabores do Botaréu – Águeda

_ 25 de Maio – Confraria dos Sabores de Coimbra – Coimbra

Eventos 2013:

_ 11 a 21 de Janeiro – Semana da Chanfana – Vila Nova de Poiares

_ 19 e 20 de Janeiro - Festa de S. Sebastião - Festa das papas de Abóbora – Soza

_ 01 de Fevereiro – XXI Feira/Festa do Pastor e do Queijo – Penalva do Castelo

_ 02 e 03 de Fevereiro – II Caça Sabores – Cantanhede

_ 08 a 10 de Fevereiro – Mostra Gastronómica “Sabores da Época em Terras do Demo – Vila Nova de Paiva

_ 15 de Fevereiro a 17 de Março - XXII “Festa do Sável e da Lampreia” – Gondomar

_ 23 e 24 de Fevereiro – XVI Festival da Lampreia de Penacova – Penacova

_ Fevereiro – Festa da Cabra: Chanfana, negalhos e ensopado de arroz – Mealhada

_ Fevereiro – Festa do Caldo e do Enchido – Carregal do Sal

_ Fevereiro – Festival de Iguarias Cinegéticas, Feira da Caça e da Pesca – Almeida

_ 09 e 10 de Março – XXIV Feira do Queijo, dos Enchidos e do Mel e IV Mostra de Gastronomia e Artesanato das Freguesias do Concelho – Tábua

_ 09 a 17 de Março – Rota da Lampreia e da Vitela – Sever do Vouga

_ 10 de Março – II Feira do Fumeiro – Vila Nova de Paiva

_ 16 e 17 de Março – XXII Festa do Queijo Serra da Estrela – Oliveira do Hospital

_ 23 de Março – IV Feira Gastronómica “Sabores Pascais” – Vila Nova de Paiva

_ 23, 24, 30 e 30 de Março – V Festival Gastronómico do Cabrito Estonado e do Maranho – Oleiros

_ 24 de Março – Feiro do Bolo de Ançã – Ançã

_ 26 de Março – Feira dos Nógados, pantufas e Bolo Finto – Vila Velha de

Ródão

_ 27 a 31 de Março – Páscoa de Sabores – Góis 30 e 31 de Março e 05 a

07 de Abril – Fim-de-semana do Cabrito – Miranda do Corvo

_ 30, 31 de Março e 01 de Abril – Mostra Gastronómica “Sabores da

Época em terra do Demo” - Vila Nova de Paiva

_ 30 de Março a 07 de Abril – Semana do Cabrito – Vila Nova de Poiares

_ Março – Festa do Folar – Pampilhosa – Mealhada

_ 01 a 30 de Abril – Mês do Cabrito – Castanheira de Pêra

_ 19 a 21 de Abril – 19ª Festa da Queijada de Pereira – Pereira -

Montemor-o-Velho

_ 20 de Abril – Festival das Sopas – Alameda da Carvalha – Sertã

_ 25 de Abril a 01 de Maio – Semana Gastronómica da Chanfana –

Miranda do Corvo

_ 26 a 28 de Abril – XV Mostra de Produtos regionais e III Feira do

Petisco – Pedrógão Grande

_ 28 de Abril – Feira de Usos e Costumes – Mortágua

_ 25 e 26 de Maio – XI Feira da Doçaria Conventual de Tentúgal –

Tentúgal - Montemor-o-Velho

_ Junho – Congresso dos Caldos de Bacalhau apunhetado e pataniscas

do dito - Almeida

_ 13 de Setembro a 13 de Outubro - XXII Festival Gastronómico “Hoje há

Caldo de Nabos” – Gondomar

_ Setembro – III Festival Ibérico da Sardinha – Confraria dos Aromas e

Sabores Raianos – Funetes de Onores

CAPÍTULOS de Confrarias – Cabo Verde:

_ 31 de Março de 2013 – Confraria Congrog - Ilha de Santo Antão

BANDA DE MÚSICA DE MOREIRA DO LIMA (PONTE DE LIMA) E BANDA MUSICAL DE CABREIROS (BRAGA) PARTICIPAM NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO EM LISBOA

Os festejos em Lisboa da data evocativa da Restauração da Independência de Portugal em 1 de dezembro de 1640 contaram este ano com grande adesão popular. De todo o país aluíram bandas filarmónicas e, por toda a parte viam-se pessoas empunhando bandeirinhas portuguesas da época da primeira dinastia, da Restauração e da República.

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Em representação do Distrito de Viana do Castelo, a Banda de Música de Moreira do Lima desceu a avenida da Liberdade em direção à Praça dos Restauradores.

À semelhança dos anos anteriores, as cerimónias foram organizadas pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa e contaram com a participação de D. Duarte de Bragança em representação da Casa Real Portuguesa, de representações dos diversos ramos das Forças Armadas e de numerosas individualidades e associações patrióticas. Porém, a novidade consistiu na transformação de comemorações que antes se encontravam praticamente vedadas à maioria dos cidadãos numa verdadeira festa popular. O receio da irremediável perda de soberania está indubitavelmente a fazer ressurgir entre os portugueses o seu apego à Pátria e à Liberdade.

Na ocasião, o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa, garantiu que a capital do país continuará a celebrar o dia da Restauração da Independência, lembrando que também em 1640 “muitos consideravam inevitável a perda da independência” e de direitos. “Entre 1580 e 1640, também muitos consideravam inevitável a perda da independência da pátria. Chamavam a isso uma realidade a que não se podia fugir e chamavam irrealistas àqueles que não a aceitavam”, afirmou o autarca.

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CONFRARIAS PROMOVEM GASTRONOMIA PORTUGUESA

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FEDERAÇÃO PORTUGUESA DAS CONFRARIAS GASTRONÓMICAS

MAPA DE EVENTOS 2012

26 de Outubro de 2012 – Vº Congresso Nacional da FPCG

Capítulos das Confrarias Federadas – 2012

_ 29 de Setembro – Confraria Gastronómica da Panela ao Lume – Guimarães

_ 29 de Setembro – Confraria das Papas de S. Miguel – Oliveira de Azeméis

_ 05 de Outubro – Confraria Gastronómica “Gastrónomos dos Açores” – S. Miguel – Açores

_ 06 de Outubro – Confraria dos Gastrónomos do Algarve – Portimão

_ 13 de Outubro – Real Confraria da Matança do Porco – Miranda do Corvo

_ 09, 10 e 11 de Novembro – Confraria do Bucho de Arganil - S. Martinho da Cortiça – Arganil

_ 17 de Novembro – Confraria da Gastronomia do Ribatejo – Santarém

_ 24 de Novembro – Confraria Queirosiana – Vila Nova de Gaia

_ 24 de Novembro – Confraria da Marmelada de Odivelas – Odivelas

_ 01 de Dezembro – Confraria dos Nabos e Companhia – Carapelhos

_ 01 de Dezembro – Confraria da Raça Arouquesa – Arouca

_ 01 de Dezembro – Confraria dos Ovos Moles de Aveiro – Aveiro

_ 08 de Dezembro – Confraria Gastronómica do Cabrito e Serra do Caramulo

_ Real Confraria do Maranho – Capítulo Interno

_ Confraria Gastronómica Pinhal do Rei – Capítulo Interno

_ Confraria do Bolo de Ançã – Capítulo Interno

_ Confraria do Bodo – Capítulo Interno

_ Confraria do Queijo Rabaçal – Capítulo Interno

_ Confraria do Velhote – Capítulo Interno

Capítulos das Confrarias Não Federadas – 2012:

_ 13 de Outubro – Confraria das Couves de Castelo Viegas – Castelo Viegas

_ 14 de Outubro – Confraria do Bolo Podre e Gastronomia de Montemuro – Castro Daire

_ 27 de Outubro – Confraria da Pedra – Madalena – VN Gaia

Eventos 2012:

_ 09 a 11 de Novembro – I ENCONTRO IBÉRICO DE CONFRARIAS – GUIMARÃES

_ 01 a 16 de Setembro – Festival das Caldeiradas – Figueira da Foz

_ 01 a 30 de Setembro – Festa das Vindimas – Curia

_ 13 a 16 de Setembro – 15ª Mostra Gastronómica da Região da Gândara – Praia de Mira – Mira

_ 13 a 16 de Setembro – 5ª Mostra de Cultura, Artesanato e Gastronomia de Cedrim – Sever do Vouga

_ 14 a 16 de Setembro – Artcolheitas – Ponte de Lima

_ 15 de Setembro – II Festival Ibérico da Sardinha – Confraria dos Aromas e Sabores Raianos - Fuentes de Onoro – Fronteira de Espanha

_ 15 e 16 de Setembro – Feira de S. Mateus – Feira do Pão e dos Bolos Tradicionais – Vila Velha de Ródão

_ 15 e 16 de Setembro – Festival Gastronómico do Maranho e da Truta – Real Confraria do Maranho – Pampilhosa da Serra e Fajão

_ 15 e 16 de Setembro – II Feira da Tigelada, Arroz Doce, Broa de Mel e Bolo de Azeite – Castelo Branco

_ 15 e 16 de Setembro – Festa do Pêro – Ponta do Pargo – Madeira

_ 15 e 16 de Setembro – Festival do Maranho e da Truta – Pampilhosa da Serra

_ 21 de Setembro - VI Conferência da Sopa Regional, Nacional e Internacional – Fajã de Baixo – Ponta Delgada – Açores

_ 21 a 23 de Setembro – Festa do Sardoal – 6ª Edição da Feira Nacional do Fumeiro, Queijo e Pão – Sardoal

_ 21 a 23 de Setembro – Cestada de Venade – Caminha

_ 22 de Setembro – Festival da Sopa – Fajã de Baixo – Ponta Delgada – Açores

_ 22 de Setembro - 1º Encontro das Confrarias da Beiras – Confraria das Sardinhas Doces de Trancoso

_ 22 e 23 de Setembro – Mostra da Sidra – Madeira

_ 27 e 28 de Setembro – Dia Mundial do Turismo - Esposende

_ 27 a 30 de Setembro – Feira das Colheitas de Arouca – Arouca

_ 27 a 30 de Setembro – Feira à Moda Antiga 2012 – Braga

_ 28 a 30 de Setembro – Feira de São Miguel e das Nozes – Penela

_ 29 de Setembro – 1º Bodo de Leite – Confraria do Leite dos Açores – Arrifes, Açores

_ 29 e 30 de Setembro – Colheitas de Setembro – Esposende

_ 29 de Setembro a 07 de Outubro – VI Festival Gastronómico do Achigã – Vila de Rei

_ Setembro – Festa do Pescador – Albufeira

_ Setembro - Feira de Artesanato e Gastronomia - Vila Nova de Famalicão

_ Setembro – XXXI FICABEIRA e Feira do Mont’alto – Arganil

_ Setembro – Mostra de Produtos Naturais, Tradicionais, Gastronómicos e Medicinais alternativas – Pampilhosa – Mealhada

_ 03 a 07 de Outubro – Feira Nacional dos Frutos Secos – Torres Novas

_ 05 a 07 de Outubro – VII Feira do Feijão Frade – Lardosa – Castelo Branco

_ 05 a 07 de Outubro – Porto.come – Porto

_ 05 a 07 de Outubro – Festa das Vindimas – Ponte da Barca

_ 06 Outubro – XVII Feira da Maçã Bravo de Esmolfe – Penalva do Castelo

_ 06 e 07 de Outubro – I Edição da Rota do Cabrito – Sever do Vouga

_ 06 e 07 de Outubro – Festa das Colheitas – Castro Daire

_ 12 a 14 de Outubro – Festa da Maçã – Camacha – Madeira

_ 13 de Outubro – VI Festival Gastronómico da Enguia – Confraria Gastronómica O Moliceiro

_ 13 e 14 de Outubro – 4º Festival do Casqueiro – Pão, Bolos e Tradições – Idanha-a-Nova

_ 13 e 14 de Outubro – XI Festa da Castanha – Oliveira do Hospital

_ 16 de Outubro - O Futuro da Alimentação: Ambiente, Saúde e Economia – Ciclo de Conferências – Alimentação, Agricultura e Ambiente - Fundação Calouste Gulbenkian – Lisboa

_ 16 a 21 de Outubro – Festival da Sopa – Góis

_ 19 a 21 de Outubro – IV Mostra Gastronómica “Sabores de Ansião” – Ansião

_ 21 de Outubro – III Mostra de Doçaria Conventual – Pereira - Montemor-o-Velho

_ 26 a 28 de Outubro – Festa da Castanha – Vinhais

_ 27 de Outubro – Sopas, condutos, doces e paladares dos nossos

bisavós – Mealhada

_ 27 e 28 de Outubro – Festival do Negalho da Bairrada – Murtede –

Cantanhede

_ 27 de Outubro a 04 de Novembro – Feira dos Santos à Mesa – Mangualde

_ 28 de Outubro – Programa do Magusto – Góis

_ 28 de Outubro – Feira da Castanha – Mortágua

_ 29 a 30 de Outubro - Feira Nacional de Doçaria Tradicional – Abrantes

_ 29 de Outubro a 01 de Novembro – III Festa da Truta – Góis

_ Outubro – Mostra de Frutos Secos – Paderne – Albufeira

_ Outubro – Festa das Colheitas – Pampilhosa – Mealhada

_ Outubro – Passeio Gastronómico – Carregal do Sal

_ Outubro/Novembro – Feira de Gastronomia de Santarém – Casa do Campino – Santarém

_ Outubro/Novembro – 6ª Festival Gastronómico da Broa d’Avanca –

Estarreja

_ 01 de Novembro – Festa da Castanha – Curral das Freiras – Madeira

_ 01 de Novembro – Feira dos Santos, do Mel e da Castanha – Góis

_ 01 a 04 de Novembro – VII Feira de Doçaria Conventual – Figueiró dos Vinhos

_ 01 a 04 de Novembro – Fim-de-semana da Lampantana – Mortágua

_ 01 a 30 de Novembro – Festival do Cogumelo – Alcaide – Fundão

_ 01 de Novembro a 15 de Dezembro – Mês dos Míscaros e do Sarrabulho – Penacova

_ 02 de Novembro - O Futuro da Alimentação: Ambiente, Saúde e Economia – Ciclo de Conferências – Alimentação, Agricultura e Ambiente - Fundação Calouste Gulbenkian – Lisboa

_ 02 a 04 de Novembro – V Feira da Azeitona – Malpica do Tejo – Castelo Branco

_ 02 a 05 de Novembro – Fim-de-Semana do Arroz de Bucho e dos Negalhos – Vila Nova de Poiares

_ 02 a 11 de Novembro – Festival Gastronómico do Mel e da Castanha – “Sabores de Outono” – Lousã

_ 03 de Novembro – Matança do porco à moda antiga – S. Martinho, castanhas e Vinho – Mealhada

_ 03 e 04 de Novembro – VI Mostra Gastronómica do Medronho e da Castanha – Oleiros

_ 09 a 11 de Novembro – Feira do Mel e da Castanha e Festival de Gastronomia – Lousã

_ 09 a 11 de Novembro – 16º Congresso de Obesidade – Hotel Olissippo Oriente – Lisboa

_ 10 de Novembro – XV Festa da Castanha e do Vinho – Penalva do Castelo

_ 10 de Novembro – Encontro de Sopas – Oliveira do Bairro

_ 10 e 11 de Novembro – XIV Festa da Castanha e do Mel – S. Pedro do Sul

_ 11 de Novembro – IX Festa de S. Martinho – S. Pedro do Sul

_ 11 de Novembro - “Desfile Etnográfico alusivo ao Vinho e às Vindimas” e “Rainha das Vindimas de Alenquer” – Alenquer

_ 12 e 13 de Novembro – 10ª Feira do Porco e do Enchido – Oliveira do Hospital

_ 17 e 18 de Novembro – Feira do Mel e do Campo – Penacova

_ 24 e 25 de Novembro – Rota da Doçaria Serrana – As Tigelada, Bolo de Azeite e as Filhós – Pampilhosa da Serra

_ 25 a 27 de Novembro - 1.º Festival do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira – Madeira

_ Novembro – Encontro Micológico – Pampilhosa – Mealhada

_ Novembro – Festa da Castanha – Carregal do Sal

_ 01 e 02 de Dezembro – VI Feira das Sopas – Escalos de Cima – Castelo Branco

_ 01 a 31 de Dezembro – Sabores de Inverno – Dezembro Gastronómico – Castanheira de Pêra

_ 01 a 31 de Dezembro – Mês do Cabrito – Penacova

_ 07 a 09 de Dezembro – Fim-de-semana Gastronómico Vivó Porco – Miranda do Corvo

_ 07 a 09 de Dezembro – Festa da Doçaria Tradicional de Natal – Vila Nova de Poiares

_ 07 a 09 de Dezembro – Mostra de Artes e Ofícios da Lousã e Gastronomia e Doçaria – Lousã

_ 08 e 09 de Dezembro – Fim de Semana do Cabrito – Penalva do Castelo

_ 13 de Dezembro - O Futuro da Alimentação: Ambiente, Saúde e Economia – Ciclo de Conferências – Alimentação, Cultura e Ética - Fundação Calouste Gulbenkian – Lisboa

_ 15 de Dezembro - Tertúlias Gastronómicas – Ovar

_ 22 e 23 de Dezembro – Feira de Natal/Feira da Filhó – Proença-a-Nova

_ Dezembro – mês do Cabrito – Penacova

Eventos 2013:

_ 11 a 21 de Janeiro – Semana da Chanfana – Vila Nova de Poiares

_ 01 de Fevereiro – XXI Feira/Festa do Pastor e do Queijo – Penalva do Castelo

_ 02 e 03 de Fevereiro – II Caça Sabores – Cantanhede

_ 08 a 10 de Fevereiro – Mostra Gastronómica “Sabores da Época em Terras do Demo – Vila Nova de Paiva

_ 23 e 24 de Fevereiro – XVI Festival da Lampreia de Penacova – Penacova

_ Fevereiro – Festa da Cabra: Chanfana, negalhos e ensopado de arroz – Mealhada

_ Fevereiro – Festa do Caldo e do Enchido – Carregal do Sal

_ 09 e 10 de Março – XXIV Feira do Queijo, dos Enchidos e do Mel e IV Mostra de Gastronomia e Artesanato das Freguesias do Concelho – Tábua

_ 09 a 17 de Março – Rota da Lampreia e da Vitela – Sever do Vouga

_ 10 de Março – II Feira do Fumeiro – Vila Nova de Paiva

_ 16 e 17 de Março – XXII Festa do Queijo Serra da Estrela – Oliveira do Hospital

_ 23 de Março – IV Feira Gastronómica “Sabores Pascais” – Vila Nova de Paiva

_ 23, 24, 30 e 30 de Março – V Festival Gastronómico do Cabrito Estonado e do Maranho – Oleiros

_ 24 de Março – Feiro do Bolo de Ançã – Ançã

_ 26 de Março – Feira dos Nógados, pantufas e Bolo Finto – Vila Velha de Ródão

_ 27 a 31 de Março – Páscoa de Sabores – Góis 30 e 31 de Março e 05 a 07 de Abril – Fim-de-semana do Cabrito – Miranda do Corvo

_ 30, 31 de Março e 01 de Abril – Mostra Gastronómica “Sabores da Época em terra do Demo” - Vila Nova de Paiva

_ 30 de Março a 07 de Abril – Semana do Cabrito – Vila Nova de Poiares

_ Março – Festa do Folar – Pampilhosa – Mealhada

_ 01 a 30 de Abril – Mês do Cabrito – Castanheira de Pêra

_ 19 a 21 de Abril – 19ª Festa da Queijada de Pereira – Pereira - Montemor-o-Velho

_ 20 de Abril – Festival das Sopas – Alameda da Carvalha – Sertã

_ 25 de Abril a 01 de Maio – Semana Gastronómica da Chanfana – Miranda do Corvo

_ 26 a 28 de Abril – XV Mostra de Produtos regionais e III Feira do Petisco – Pedrógão Grande

_ 28 de Abril – Feira de Usos e Costumes – Mortágua

_ 25 e 26 de Maio – XI Feira da Doçaria Conventual de Tentúgal – Tentúgal - Montemor-o-Velho

CAPÍTULOS de Confrarias – Cabo Verde:

_ 31 de Março – Confraria Congrog - Ilha de Santo Antão

CAPÍTULOS de Confrarias - Espanha:

_ 15 de Setembro – III Festa e Capítulo de la Vendimia de Baena – Cofradia Vina y Vino de baena – Baena

_ 22 de Setembro – Cofradia Queso Manchego – Toledo

_ 22 de Setembro – Confradia Hongo y Seta de Navarra – Elgorriaga – Navarra

_ 22 de Setembro – Cofradia Vino de Cangas - Cangas de Narcea - Astúrias

_ 22 de Setembro – Cofradia Dona Gontrodo – Oviedo - Astúrias

_ 28 de Outubro – Cofradia de Aceite de Oliva de Navarra - Fontellas

_ 30 de Setembro – Cofradia Vinos y Viandas de Castilla – Leon - Valladolid

_ 01 a 04 de Novembro – ExpoGalaecia – Feira Anual de Turismo de Vigo – Vigo

_ 04 de Novembro – Cofradia l’Aigua – Caldas de Malavella – Girona

_ 10 e 11 de Novembro – Lo Mejor de la Gastronomia – Elche

_ 24 de Novembro – Cofradia de Vino de Rioja – Logrono – La Rioja

_ 25 de Novembro – Cofradia de Bacalao – Eibar

_ 02 de Dezembro – Cofradia Queimada en el Pais Vasco – Donostia – Gipuzkoa

_ 02 de Dezembro – Cofradia Euskal Herriko Bildotsa – Votoria – Gasteiz

_ 16 de Dezembro – Cofradia Vasca de Gastronomia – Donostia – Gipuzkoa

_ 16 de Dezembro – Amigos do Vino da Ribeira Sacra – Monforte de Lemos – Logo

CAPÍTULOS de Confrarias – França:

_ 30 de Setembro – Confrérie Corsaires Basques - St. Jean de Luz

_ 28 de Outubro – Confrérie Piment d’Espelette – Espelette

_ 04 de Novembro – Confrérie l’Operne – Biarritz

ROMARIAS DE PORTUGAL

Chegou o Verão e com ele as festas e romarias que se realizam um pouco em todo o país, desde os grandes aglomerados urbanos que viram a sua festa crescer e atrair forasteiros aos mais recônditos lugarejos que reclamam a presença dos seus filhos muitas vezes emigrados em paragens distantes, mas sempre conservando na alma a devoção e o amor à terra que os faz regressar ao menos na festa da padroeira. Em Julho vai-se em romaria a São Bento de Seixas e a Santa Rita de Cássia, no concelho de Caminha; à Senhora dos Milagres em Castelo de Paiva, a S. Torcato em Guimarães e a Santiago em inúmeras localidades do país, devoção esta muito provavelmente relacionada com as antigas peregrinações a Compostela e os caminhos outrora trilhados pelos peregrinos.

De resto, as romarias constituem um costume religioso cujas origens perdem-se nos tempos. Já na antiguidade, era costume dos povos antigos deslocarem-se em peregrinação aos seus deuses, como aliás sucedia na Grécia onde se deslocavam ao Olímpo e a outros lugares sagrados e consultavam as pitonisas. Tal costume adquiriu entre a cristandade novo fôlego a partir da idade Média, altura em que a devoção e o fervôr religioso levava de peregrinos de todo o mundo a calcorrearem milhares de quilómetros a fim de visitarem as relíquias de Santiago, em Compostela, S. Pedro e São Paulo em Roma ou o Santo Sepulcro, em Jerusalém. Aliás, da mesma forma que os muçulmanos se obrigam a ir a Meca e os hindus a banharem-se no rio Ganges ou deslocarem-se ao pagode de Badrinate.

Ía-se em peregrinação a Compostela como agora vai-se ao santuário de Fátima, na Cova da Íria, com a diferença de que o peregrino de então não se deslocava em cumprimento de qualquer promessa - procurava, unicamente, nascer espiritualmente de novo para a vida. E resultou daí toda a simbologia em torno das vieiras que utilizava no baptismo e que o peregrino trazia desse sítio onde outrora se julgava que a Terra terminava (Finisterra) e um maravilhoso Campo de Estrelas (Compostela) se formava nos céus onde mais tarde se ergueu a grandiosa catedral.

Em geral, as festas e romarias que se realizam desde tempos ancestrais têm a sua origem em cultos pagãos que frequentemente se realizavam em antigos santuários que deram origem a pequenas ermidas e novos templos cristãos, em torno dos quais se reza, canta e dança como muito provavelmente outrora se fazia. Macarius em Paredes de Coura e Laraucus (Larouco) em Montalegre eram divindades pagãs veneradas pelas comunidades respectivas na era pré-cristã.

A adoração ao Menino Jesus deriva muitas vezes do culto ao deus Endovélico e Santa Marta de um culto a Marte, deus dos campos e da fertilidade antes de se ter tornado deus da guerra.

Mas a romaria é também pretexto para a festa, para a estúrida e o arraial.

Logo de manhã cedo, os gaiteiros anunciam com o rufar dos seus bombos que a jornada está para durar. É tempo dos mais novos arranjarem namorico e se divertirem enquanto os mais velhos chegam-se para as barraquitas de comes e bebes onde refrescam as goelas com umas apetecidas malgas de verdasco. Os caminhos enfeitam-se de arcos e festões. Vende-se cavacas e rosquilhas.

Quem vai ao S. João d’Arga não prescinde da famosa aguardente com mel. Os cantadores fazem o gáudio do povo e, não raras as vezes, o desafio termina em pancadaria. E dança-se até a festa acabar que pode ser quando o sol despertar. Os céus iluminam-se com girândolas e lágrimas que fazem o orgulho do fogueteiro minhoto. E, quando a festa termina, depressa se reúnem os ranchos de gente que se haviam formado no dia anterior para a romaria. E lá vão todos abaixo, levando já consigo a saudade e a mente a fervilhar de sonhos. Para o ano, regressarão ao local, venerar o mesmo santo e reviver os momentos passados, pelo que é necessário que se façam novas promessas.

São centenas, talvez milhares, as festas e romarias que se realizam em Portugal durante os meses de julho, agosto e setembro, culminando este ciclo com as Feiras Novas e a Senhora dos Remédios, em Lamego. É tempo de romaria. Em breve chegarão as vindimas e as adiafas. Até lá, subamos aos terreiros e dancemos a chula e o vira, o corridinho ou o fandango, as saias e as tiranas. Cumpramos as promessas aos santos da nossa devoção e, sobretudo, preservemos a tradição que confere a nossa identidade como povo.

Carlos Gomes in http://www.folclore-online.com/

Guimarães (5)

OS GALEGOS SÃO NOSSOS IRMÃOS!

Publicou o jornal “Notícias Ilustrado”, na sua edição de 10 de Março de 1929, uma interessante reportagem acerca da comunidade galega radicada em Portugal, dando a conhecer importantes personalidades que se salientaram nos mais variados domínios, desde as artes à indústria, realçando o seu carácter trabalhador e honesto e lembrando ao mesmo tempo as afinidades que ligam os portugueses às gentes da Galiza. É precisamente essa reportagem que aqui parcialmente reproduzimos.

A tradição galaica em Portugal é das mais curiosas, das mais características. Dessa região admirável que um poeta supremo da Espanha cantou enternecidamente, Curros Henriquez, no seu livro máximo “Aires de mi tierra” desse torrão abençoado, que é Portugal na cor quente da sua paisagem, na suavidade acalentadora do céu clima, dessa terra de monumentos antigos e de troveiros campezinos, teem vindo pacientemente, hora a hora, ano por ano, século, por século gerações de gente de trabalho, famílias inteiras à terra portuguesa, onde um nobilitante trabalho lhe dá quasi fóros de naturais. O árduo labor das suas profissões grangeiou à população galega que vive entre nós, uma simpatia fraterna, um convívio demorado, uma cativante estima que apaixonou as duas raças como se verdadeiros irmãos fossem, como se as norteiasse um mesmo ideal de trabalho, a mesma religião de atividade e de esforço.

(…)

“O Notícias Ilustrado” dá com este numero a sua comovida colaboração nessa homenagem à colonia galaica que em Portugal tem tão numerosa representação. Irmãos na raça, na actividade, galegos e portugueses irmanam-se na sua intimidade sã e cordeal. E é tão grande essa tradição de amisade que, já em tempos do rei D. João I, um fidalgo da Galiza D. Pedro Alvarez de Souto Maior, que foi Conde de Caminha e Visconde de Tuy, seguiu as hostes de Portugal, onde casou com uma senhora dos Tavoras de Mogadouro, de que há ainda hoje larga descendência, na nobreza lusitana.

Hoje, a colónia galaica, é das mais importantes do nosso paiz. Não só trabalhadores humildes e infatigáveis, trocaram os campos verdes e paisagens fartas pela labuta nos nossos centros; homens de valor, da industria e da sciencia teem em Portugal construído os seus lares. É das mais laboriosas colónias – a da Galiza irmã – esta que tem em Portugal no coração – irmãos; e na alma amigos sinceros e complementos espirituaes – temos entre nós poetas e artistas galegos – que nos acarinham a alma com as suas obras que tanto se casam com o nosso sentimento e com a nossa ternura de meridionais.

Eles são, na nossa terra de sonhadores, de idealistas, como que um pedaço da Espanha cavalheiresca, cheia de tradição, alfobre de lendas deliciosas, ninho de afirmações, onde o Sol tem o brilho que tem no nosso Portugal e onde a paisagem tanto se identifica com a nossa.

(clichés de Batista e Ferreira da Cunha)

“….não se deve esquecer que entre a gente de alem Douro, entre minhotos e galegos, apenas existem características diferentes”

- Alejo Carrera

MINHOTOS NO BRASIL FESTEJAM DIA DE PORTUGAL EM SANTOS, NO ESTADO DE SÃO PAULO

A comunidade portuguesa radicada na cidade de Santos participou nos festejos do Dia de Portugal que hoje tiveram lugar naquela cidade do Estado de São Paulo, no Brasil. As comemorações tiveram lugar na Praça Mauá, no centro histórico da cidade.

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Música, dança, culinária, artesanato e folclore preencheram o programa do Dia de Portugal onde a comunidade minhota marcou a sua presença e levou a sua alegria e o folclore a uma festa bem portuguesa em terras de Vera Cruz. O Rancho Folclórico Vasco da Gama, o Rancho Folclórico Verde Gaio, o Grupo Folclórico Cruz de Malta animaram os festejos.

De acordo com a organização, “o objetivo principal da festa é resgatar a cultura portuguesa na região e valorizar a forte influência de Portugal na formação do povo e da cultura santista”.

Fotos: Organização do Dia de Portugal

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BRASIL: COMUNIDADE PORTUGUESA CELEBRA DIA DE PORTUGAL EM SANTOS, NO ESTADO DE SÃO PAULO

A comunidade portuguesa radicada na cidade de Santos, no estado de São Paulo, no Brasil, vai no próximo dia 17 de junho festejar o Dia de Portugal. As comemorações vão ter lugar na Praça Mauá, no centro histórico daquela cidade. De acordo com a organização, “o objetivo principal da festa é resgatar a cultura portuguesa na região e valorizar a forte influência de Portugal na formação do povo e da cultura santista”.

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Música, dança, culinária, artesanato e folclore vão preencher o programa do Dia de Portugal onde não vai faltar a numerosa comunidade minhota que ali vive. O Rancho Folclórico Vasco da Gama, o Rancho Folclórico Verde Gaio, o Grupo Folclórico Cruz de Malta são apenas alguns dos grupos folclóricos que vão animar os festejos.

MINHOTOS DESFILAM NO DIA DE PORTUGAL EM NEWARK, NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA

A comunidade portuguesa radicada em Newark saiu à rua para mais um grandioso desfile comemorativo do Dia de Portugal. Desde 1979, sob a égide da Fundação Bernardino Coutinho, o Festival do Dia de Portugal naquela cidade dos Estados Unidos da América constitui uma grande demonstração de unidade dos nossos emigrantes e apego às suas raízes lusas.

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Neste festival participam numerosas associações portuguesas, ranchos folclóricos e outras organizações portuguesas sediadas no Estado de New Jersey, um dos estados americanos onde a presença portuguesa é mais saliente. E, como não podia deixar de acontecer, a comunidade minhota destaca-se não apenas pela sua representação numérica mas principalmente pela alegria e colorido que empresta ao desfile, com os trajes garridos dos seus ranchos folclóricos e as alegres rapsódias das suas concertinas.

Deixamos aqui um registo da participação da comunidade minhota na Parada do Dia de Portugal que se realizou no passado fim-de-semana, através das fotos de Yuri Lev Studio que aqui reproduzimos com os melhores agradecimentos.

Fotos: Yuri Lev Studio http://yurilev.redbubble.com/

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MÁSCARAS TRADICIONAIS DE PORTUGAL E ESPANHA DESFILAM EM LISBOA

Termina amanhã em Lisboa mais a VII edição do Festival Internacional Máscara Ibérica. Entre a Praça do Município e o Rossio, desfilaram hoje 24 grupos oriundos do Norte e Centro de Portugal, Galiza, León, Zamora, Cáceres, Astúrias, País Basco e Salamanca, pela primeira vez presente no desfile a par de Ílhavo, Piornal e Montehermoso de Cáceres.

A Mostra das Regiões apresentou-se mais uma vez em Lisboa, transformando-a durante quatro dias consecutivos numa montra de produtos regionais, artesanato e destinos turísticos. Os visitantes tiveram oportunidade de descobrir e adquirir algumas das mais tradicionais iguarias como o fumeiro, a doçaria regional e peças artesanais nacionais e espanholas, espalhadas por 25 espaços. Zamora e Cáceres (Patronatos de Turismo) são algumas das províncias de Espanha que trouxeram à capital os seus produtos típicos, a que se junta o espólio gastronómico, vinícola e artesanal da Serra da Estrela, Nordeste da Beira, Beira Interior Sul, Região Centro, Baião, Mirandela, Vales do Sousa e Tâmega, entre outras regiões.

O Rossio contou ainda com animação de rua, música e danças tradicionais, artesanato ao vivo, provas de produtos e, para os mais pequenos, um cantinho infantil, que inclui workshops de máscaras.

A organização aposta na componente musical. Concertos de música folk de raiz tradicional europeia com elementos de fusão entre o ska, reggae e rock. A animação de rua foi assegurada pela La Bandina e los Sidros de Valdesoto provenientes das Astúrias, as portuguesas Tradballs, Vaidecaja e Escola de ritmos Dumdumba, Altsasuko Inauteria do País Basco e Folión de Viana do Bolo da Galiza.

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A tradição pagã dos rituais da máscara, raramente vistos fora dos seus contextos de origem, tem por objetivo a divulgação de um dos elementos mais característicos do folclore dos povos, concretamente as máscaras tradicionais, ajudando a compreender todo o ritual que lhe está associado, desde as suas origens pagãs às festividades do Entrudo tradicional. O costume da máscara é comum a todos os povos e a todas as regiões, embora em muitos casos tenha caído no esquecimento. A título de exemplo, no Minho perdura ainda a tradição dos cabeçudos e gigantones, fazendo-se acompanhar pelas arruadas dos zés-pereiras, dando alegria e colorido às romarias.

A utilização tradicional das máscaras está associada à religiosidade primitiva que encarava o ciclo da vida e dos vegetais num perpétuo renascimento. O rito celebra o mito e assegura a interrupção do ciclo da natureza e da vida. Assim, como á morte sucede a vida, também ao Inverno e à morte dos vegetais sucede invariavelmente o seu renascimento. Ao Inverno estão associados um conjunto de rituais que se iniciam com o culto dos mortos em Novembro, na crença de que estes podem interferir favoravelmente no ciclo da natureza, culminando com a Serração da Velha a anunciar o regresso da Primavera. Pelo meio fica o Entrudo celebrado com as suas máscaras e os seus instrumentos ruidosos como as sarroncas e os zaquelitraques com vista a expulsar os demónios do Inverno.

Toda a representação se destina a exorcizar os maus espíritos do Inverno e incidem no universo rural, desde a representação de figuras demoníacas aos animais que fazem parte do quotidiano do lavrador. As máscaras são construídas a partir dos materiais disponíveis no espaço rural e concebidas com base no imaginário popular.

Os chocalhos prendidos à cinta do careto, símbolo da virilidade e da posse demoníaca, destinam-se a chocalhar as raparigas que se perdem pelos caminhos da aldeia. Os mascarados estão autorizados a invadir as casas e tomar para si alvíssaras, em regra uma peça do fumeiro.

Estas tradições eram comuns a todas as regiões do país e o Minho não constituía uma exceção. Cabe às associações culturais, mormente aos ranchos folclóricos, pesquisar, recolher e divulgar tais tradições como meio de as preservar.

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O QUE DIZ O “MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE AS CONDICIONALIDADES DE POLÍTICA ECONÓMICA”?

O “Memorando de Entendimento sobre as Condicionalidades de Política Económica”, vulgo "memorando da troika", constitui um documento que produz grandes consequências no funcionamento da Administração Pública e, de um modo geral, na vida de todos os portugueses.

A propósito de tudo e de coisa alguma, invoca-se o referido “Memorando” sem que a maioria dos cidadãos estejam esclarecidos em relação ao seu conteúdo. Por essa razão, sugerimos a sua leitura, podendo aceder através do endereço:

http://www.portugal.gov.pt/pt/GC19/Documentos/PCM/MoU_PT_20110517.pdf

OS GALEGOS SÃO NOSSOS IRMÃOS!

Publicou o jornal “Notícias Ilustrado”, na sua edição de 10 de Março de 1929, uma interessante reportagem acerca da comunidade galega radicada em Portugal, dando a conhecer importantes personalidades que se salientaram nos mais variados domínios, desde as artes à indústria, realçando o seu carácter trabalhador e honesto e lembrando ao mesmo tempo as afinidades que ligam os portugueses às gentes da Galiza. É precisamente essa reportagem que aqui parcialmente reproduzimos.

A tradição galaica em Portugal é das mais curiosas, das mais características. Dessa região admirável que um poeta supremo da Espanha cantou enternecidamente, Curros Henriquez, no seu livro máximo “Aires de mi tierra” desse torrão abençoado, que é Portugal na cor quente da sua paisagem, na suavidade acalentadora do céu clima, dessa terra de monumentos antigos e de troveiros campezinos, teem vindo pacientemente, hora a hora, ano por ano, século, por século gerações de gente de trabalho, famílias inteiras à terra portuguesa, onde um nobilitante trabalho lhe dá quasi fóros de naturais. O árduo labor das suas profissões grangeiou à população galega que vive entre nós, uma simpatia fraterna, um convívio demorado, uma cativante estima que apaixonou as duas raças como se verdadeiros irmãos fossem, como se as norteiasse um mesmo ideal de trabalho, a mesma religião de atividade e de esforço.

Prepara-se Portugal para celebrar a semana galaica, sete dias de consagração dos nossos seculares vizinhos.gos

 “O Notícias Ilustrado” dá com este numero a sua comovida colaboração nessa homenagem à colonia galaica que em Portugal tem tão numerosa representação. Irmãos na raça, na actividade, galegos e portugueses irmanam-se na sua intimidade sã e cordeal. E é tão grande essa tradição de amisade que, já em tempos do rei D. João I, um fidalgo da Galiza D. Pedro Alvarez de Souto Maior, que foi Conde de Caminha e Visconde de Tuy, seguiu as hostes de Portugal, onde casou com uma senhora dos Tavoras de Mogadouro, de que há ainda hoje larga descendência, na nobreza lusitana.

Hoje, a colónia galaica, é das mais importantes do nosso paiz. Não só trabalhadores humildes e infatigáveis, trocaram os campos verdes e paisagens fartas pela labuta nos nossos centros; homens de valor, da industria e da sciencia teem em Portugal construído os seus lares. É das mais laboriosas colónias – a da Galiza irmã – esta que tem em Portugal no coração – irmãos; e na alma amigos sinceros e complementos espirituaes – temos entre nós poetas e artistas galegos – que nos acarinham a alma com as suas obras que tanto se casam com o nosso sentimento e com a nossa ternura de meridionais.

Eles são, na nossa terra de sonhadores, de idealistas, como que um pedaço da Espanha cavalheiresca, cheia de tradição, alfobre de lendas deliciosas, ninho de afirmações, onde o Sol tem o brilho que tem no nosso Portugal e onde a paisagem tanto se identifica com a nossa.

(clichés de Batista e Ferreira da Cunha)

“….não se deve esquecer que entre a gente de alem Douro, entre minhotos e galegos, apenas existem características diferentes”

- Alejo Carrera

HOJE É DIA DA IMACULADA CONCEIÇÃO, PADROEIRA E RAINHA DE PORTUGAL

Painel de azulejos existente na cidade de Guimarães

As Nações sobrevivem à erosão do tempo e permanecem vivas na história dos povos se prosseguirem na fecundidade que lhes vem da sua espiritualidade e da sua cultura. A diluição espiritual e cultural de um povo significará inevitavelmente a perca da sua identidade e a sua fusão num hoje sem futuro.

A História de Portugal regista dois momentos altos na recuperação da sua independência: a Revolução 1383-1385 e a Restauração de 1640.

Na Revolução de 1383-1385 salienta-se o cerco de Lisboa, que durou cerca de cinco meses e terminou em princípios de Setembro de 1384, acentuando-se durante o assédio, o significado da vitória alcançada por D. Nuno Álvares Pereira em Atoleiros a 6 de Abril de 1384 e a eleição do Mestre de Aviz para Rei de Portugal, curiosamente a 6 de Abril de 1385. Em 15 de Agosto travou-se a Batalha de Aljubarrota, sob a chefia de D. Nuno Álvares Pereira, símbolo da vitória e da consolidação do processo revolucionário de 1383-1385.

No movimento da restauração destaca-se a coroação de D. João IV como Rei de Portugal, a 15 de Dezembro de 1640, no Terreiro do Paço em Lisboa.

A Solenidade da Imaculada Conceição liga estes dois acontecimentos decisivos na História da independência de Portugal e no contexto das Nações Europeias. Segundo secular tradição foi o Condestável D. Nuno Álvares Pereira quem fundou a Igreja de Nossa Senhora do Castelo em Vila Viçosa e quem ofereceu a imagem da Virgem Padroeira, adquirida na Inglaterra. Este gesto do Contestável reconhece que a mestiça que levou Portugal à vitória veio da devoção de um povo a Nossa Senhora da Conceição.

Aliás, já desde o berço, já a quando da conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques, havia sido celebrado um pontifical de acção de graças, em Lisboa, em honra da Imaculada Conceição.

A espiritualidade que brotava da devoção a Nossa Senhora da Conceição foi novamente sublinhada no gesto que D. João IV assumiu ao coroar a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa como Rainha de Portugal nas cortes de 1646.

Esta espiritualidade imaculistas foi igualmente assumida por todos os intelectuais, que na prestigiada Universidade de Coimbra defenderam o dogma da Imaculada Conceição sob a forma de um juramento solene.

De tal modo a Imaculada Conceição caracteriza a espiritualidade dos portugueses, que durante séculos o dia 8 de Dezembro foi celebrado como "Dia da Mãe" e João Paulo II incluiu no seu inesquecível roteiro da Visita Pastoral de 1982 dois Santuários que unem o Norte e o Sul de Portugal: Vila Viçosa no Alentejo e o Sameiro no Minho.

O dia 8 de Dezembro transcende o "Dia Santo" dos Católicos e engloba indubitavelmente a comemoração da Independência de Portugal, que o dia 1 de Dezembro retoma. O feriado do dia 8 de Dezembro é religioso, mas é também celebrativo da cultura, da tradição e da espiritualidade da alma e da identidade do povo português.

Não menos importante, e em âmbito religioso e litúrgico, o tema da Imaculada Conceição da Virgem Maria é já abundantemente abordado pelos Padres da Igreja. Será o Oriente cristão o primeiro a celebrá-la. Festividade que chega à Europa Ocidental e ao continente europeu pelas mãos das cruzadas Inglesas nos séc. XI e XII. Vivamente celebrada pelos franciscanos a partir de 1263, será o também franciscano Sixto IV, Papa, que a inscreverá no calendário litúrgico romano em 1477.

De facto, o debate e a celebração desta festividade em toda a Europa são acompanhados pela história do próprio Portugal. Coimbra, como já vimos, tem um importante papel em todo este processo.

Em 8 de Dezembro de 1854, viverá a Igreja o auge de toda esta riqueza teológica e celebrativa. Através da bula "Ineffabilis Deus", Pio IX, após consultar os bispos do mundo, definirá solenemente o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria.

Não estamos diante de uma simples festa cristã ou de capricho religioso. O dogma resulta de tudo quanto a Igreja viveu até aqui e vive hoje em toda a sua plenitude. Faz parte da identidade da Igreja. Isso mesmo o prova o texto proclamado por Pio IX que apoia a sua argumentação nos Padres e Doutores da Igreja e na sua forma de interpretar a Sagrada Escritura. Ele, de facto, reconhece que este dogma faz parte, depois de muitos séculos, do ensinamento ordinário da Igreja.

Portugal, segundo Nuno Álvares Pereira, ou melhor, São Nuno de Santa Maria e D. João IV, isso mesmo o demonstram, não só como resultado da sua própria fé mas como expressão de um povo deveras agradecido pela sua Independência e Liberdade.

O Dia 8 de Dezembro na História de um Povo. Padre Francisco Couto, ISTE, Reitor Santuário de Vila Viçosa; Padre Senra Coelho, ISTE, CEHR, APH

In http://nucleomonarquicoabrantes.blogspot.com/

VÃO OS PORTUGUESES DEIXAR DE COMEMORAR O DIA DA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA DE PORTUGAL?

Anuncia-se a extinção, a partir do próximo ano, do dia 1 de Dezembro, estabelecido como feriado nacional a celebrar a Restauração da Independência Nacional. Trata-se, com efeito, mais do que qualquer outra celebração, de uma comemoração que deveria irmanar todos os portugueses sem distinção de credos e ideologias políticas e merecer o brilho que lhe é devido, nomeadamente através da participação das mais representativas figuras do Estado.

A supressão do feriado do dia 1 de Dezembro possui um evidente significado político que adquire maior relevância precisamente no período difícil que o país atravessa, afectado por uma grave crise que não é apenas financeira e económica mas também de identidade. Esse facto leva-nos a colocar a questão:

- Será que vão os portugueses deixar de celebrar o dia da Restauração da Independência de Portugal?

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D. AFONSO HENRIQUES, O MINHOTO QUE FUNDOU PORTUGAL, NASCEU HÁ 900 ANOS!

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D. Afonso Henriques, o minhoto que foi o fundador do Reino de Portugal, nasceu em Guimarães há novecentos anos. Por tradição, a data de seu nascimento é celebrada a 25 de Julho.

Coma vitória da Batalha de Ourique em 1139, D. Afonso Henriques proclamou-se Rei de Portugal, vindo a sua autoridade a ser reconhecida em 1143 através do Tratado de Zamora. A ele se deve o facto de sermos portugueses, conquista mantida com enormes sacrifícios ao longo de muitos séculos e sucessivas gerações e, não raras as vezes, colocada em risco em determinados momentos históricos particularmente adversos que os nossos antepassados sempre souberam superar.

Nove séculos após a data do seu nascimento, a efeméride parece ter passado despercebida às entidades oficiais, sinal evidente de que, mais do que uma crise económica e financeira, Portugal vive uma profunda crise de identidade que ameaça a sua própria soberania nacional!