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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DE LIMA CELEBRA POESIA

Sessão inaugural de “Poesia à sexta” anuncia vencedores de concurso literário

A primeira edição de 2017 de “Poesia à sexta”, agendada para o próximo dia 24 de março, pelas 21h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, abre com o anúncio dos vencedores do Concurso de Poesia – competição destinada a premiar trabalhos inéditos e não publicados e a valorizar um dos géneros mais nobres da literatura local.

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À sessão de entrega de certificados de participação e de galardões aos vencedores do concurso, que contou com o envolvimento de 30 candidatos, segue-se a iniciativa Caminhos da poesia – momento moderado por Laura Correia, que apresentará textos de Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro e Sophia de Mello Breyner Andresen, entre outros nomes cimeiros da literatura poética em Portugal. Um momento de declamação que revisita alguns dos autores que marcaram o seu crescimento, intelectual e emotivo, e que será musicalmente acompanhado por Paula Lima (voz) e por João Jardel (piano).

Celebre a poesia em língua portuguesa, conheça novos talentos locais e compareça na edição de estreia de 2017 de “Poesia à sexta”.

VIZELA SERVE MENU DE POESIA

‘Poesia à la Carte’ pelos restaurantes do Concelho

A Câmara Municipal de Vizela, através da Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes vai promover a iniciativa ‘Poesia à la Carte’, que consiste em levar a poesia a locais do quotidiano, que neste caso, serão os restaurantes.

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Dar a conhecer poetas locais e valorizar a poesia feita em Vizela são também objetivos perseguidos.

Durante a semana de 20 a 26 de Março, almoce ou jante na companhia de poetas vizelenses nos restaurantes aderentes.

Celebramos o dia Mundial da Poesia e trazemos a poesia de poetas vizelenses para o quotidiano dando-a a conhecer.

POESIA “INVADE” CENTRO DE BRAGA

Comemorações do Dia Internacional da Poesia

Recitais, documentários, apresentações de livros, tertúlias, animação de rua, teatro, oficinas e exposições fazem parte do programa da ‘Poesia ao Centro’, iniciativa que arranca esta Sexta-feira, 10 de Março, e se prolonga até ao mês de Abril.

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Organizado em parceria pelo Município de Braga, Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (BLCS) e Rede de Bibliotecas Escolares, este é um programa que, além de comemorar o Dia Mundial da Poesia (21 de Março), inclui um conjunto de actividades que visam reflectir sobre as mais diversas manifestações de poesia e o modo como ela diz o mundo.

Da extensa programação – que se inicia esta Sexta-feira, 10 de Março, na BLCS, com a realização de uma oficina de escrita para crianças – destacam-se dois recitais. O primeiro, a decorrer a 21 de Março, às 21h30, no Museu Nogueira da Silva, constitui um tributo a Fernando Pessoa. ‘Quando Vier a Primavera’ é o título deste projecto poético-musical em torno da obra do poeta português. A 23 de Março, a BLCS, recebe o recital ‘Entre nós e as palavras’, com Pedro Lamares, que assentará exclusivamente na poesia em língua portuguesa.

Um dos pontos altos da programação acontece entre os dias 20 e 24 com a ‘Poesia na Rua’. A par da “prescrição de receitas e comprimidos distribuídos pelo Ministério da Poesia nos hospitais, farmácias e centros de saúde”, esta actividade inclui, a 22 de Março, pelas 15h00, na rua de S. Marcos, a ‘Poesia à janela’ com a participação de alunos do Curso Profissional de Artes do Espectáculo.

POETA ANTÓNIO FEIJÓ MORREU HÁ CEM ANOS!

Município de Ponte de Lima assinala centenário do poeta António Feijó

O Município de Ponte de Lima vai assinalar o primeiro centenário da morte do poeta-diplomata António Feijó (1917-2017) com um programa comemorativo que promete envolver a comunidade ponte-limense em torno da homenagem à personalidade mais elevada da literatura local.

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 Para o efeito estão calendarizados diversos eventos a dinamizar ao longo do ano, de que se destacam uma exposição de tributo na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, um ciclo de conferências dedicado ao autor, um Sarau de Poesia, a publicação de um livro e um concurso de pintura, escultura, desenho e cerâmica – intitulado “Retratos de Feijó” – cujas inscrições abriram no passado dia 01 de março e decorrem até 31 de maio.

Pelo segundo ano consecutivo, o Município de Ponte de Lima promove nova edição do Grande Prémio de Poesia António Feijó para distinção da melhor obra literária editada em 2016.

Associe-se às comemorações dos 100 anos da morte do poeta maior de Ponte de Lima e consulte o programa alargado a disponibilizar em breve.

PONTE DE LIMA REALIZA SESSÕES DE POESIA

Poesia à Sexta em Ponte de Lima na Biblioteca Municipal

O Município de Ponte de Lima vai dar continuidade às sessões de "Poesia à Sexta", a realizar nas últimas sextas-feiras de cada mês, às 21h00, no auditório da Biblioteca Municipal.

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A iniciativa é direcionada para todos aqueles que gostam de ler e escrever poesia e com interesse pela literatura e cultura em geral.

Trata-se de sessões de promoção de poesia que visam valorizar esta forma de expressão literária traduzida em ações de apresentações de livros, em momentos musicais, em declamação de poesia, em tertúlias de poesia livre e em tributos a poetas.

Pretende-se, sobretudo, enaltecer este género literário e fomentar o encontro cultural em torno de experiências enriquecedoras.

Visite Ponte de Lima e disfrute de momentos poéticos.

VIZELA PROMOVE POESIA

Curtas poéticas 2017

A Câmara Municipal de Vizela e a Fundação Jorge Antunes organizam, em parceria com a Microliteratura, as Curtas Poéticas 2017 subordinadas ao tema Amor.

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Escreve um texto poético até 140 caracteres.

Tema: Amor

Prémios para os melhores.

Posta o teu texto, até 17 de março, em:

https://www.facebook.com/fundacaojorgeantunes/

ou

https://www.facebook.com/Microliteratura/

Os participantes autorizam o uso dos textos pela organização.

Os poemas selecionados serão publicados em livro.

MONÇÃO APRESENTA PUBLICAÇÃO SOBRE JOÃO VERDE

“Prosas e Alguns Versos de João Verde II (e outros pseudónimos de José R. Vale)”, recolha e compilação de poemas e textos do autor por Fernando Prego, é apresentado este sábado, 11 de fevereiro, pelas 16h00, no Cine Teatro João Verde.

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A publicação“Prosas e Alguns Versos de João Verde II (e outros pseudónimos de José R. Vale)”, recolha e compilação de poemas e textos do autorpor Fernando Prego, é apresentado no próximo sábado, 11 de fevereiro, no Cine Teatro João Verde.

Antes decorre a conferência “O que a Galiza mai-lo Minho devem a João Verde”, proferida por Artur Anselmo, presidente da Academia das Ciências de Lisboa. A cerimónia, realizada no âmbito dos 150 anos do nascimento de João Verde, tem início à 16h00, encontrando-se aberta a todos os interessados.

Neste segundo volume, Fernando Prego apresenta poemas e crónicas publicadas em jornais onde João Verde escrevia com certa regularidade, bem como determinados textos escritos pelo autor com recurso a outros pseudónimos, alguns totalmente desconhecidos do público. 

Complementando o primeiro volume, onde estão apenas inseridos textos do jornal “O Regional”, a presente publicação contribui para um conhecimento mais profundo do autor monçanense, enriquecendo o universo literário do poeta nascido a 2 de novembro de 1866, no Largo da Palma, e falecido a 7 de fevereiro de 1934, na Casa do Arco.

BARQUENSES FAZEM SERÃO COM MÚSICA E POESIA

Poesia e Música marcaram o serão de sábado na Biblioteca Municipal de Ponte da Barca

Foi na noite do passado sábado que a Biblioteca Municipal de Ponte da Barca recebeu o poeta Daniel Gonçalves, que veio apresentar a sua última criação - "Estes Assuntos Tristes", lançado o ano passado e vencedor do Prémio Nacional de Poesia Natércia Freire 2016.

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A obra, composta por 38 poemas originais, transporta para a beleza dos dias, das coisas simples, da tristeza e do amor, deste autor com mais de 16 livros publicados e reconhecido com vários prémios.

O serão, tão reconfortante de homenagem à poesia, foi ainda enriquecido com o apontamento musical de Sonus Sax, um duo de saxofone e voz, composto por jovens barquenses.

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POETA DANIEL BASTOS LEMBRA AUSCHWITZ

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Relembrar Auschwitz

Vagueiam nus
em Auschwitz,
perdidos no silêncio infame,
os corpos dos nossos irmãos
aguardando disformes
o prenúncio da morte.
Arrastam-se lentamente
presos num corpo despojado
de dignidade que já foi seu.
Imploram aos carcereiros
obreiros da iniquidade,
alivio para a dor lancinante
que dilacera as entranhas
da humanidade.
Erguem-se em Auschwitz
as vozes dos inocentes
que padeceram a crueldade
hedionda do Holocausto.
Repousam em Auschwitz
as cinzas da história
que nunca devíamos
ter deixado acontecer!

Daniel Bastos, “Relembrar Auschwitz” in Terra.

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MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA PROMOVE LIVRO DE ESTREIA DE VICTOR LEITÃO DA CUNHA

O Município de Ponte de Lima promove a apresentação do livro “Poemas do amor e do cosmos”, da autoria de Victor Leitão da Cunha, no próximo sábado, 28 de janeiro, pelas 15h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

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A obra marca a estreia literária do autor ponte-limense, que apresenta mais de 80 poemas, de sequência aleatória, destinados a permitir uma interpretação livre do tempo, espaço e conteúdo das composições poéticas coligidas. Refletindo sobre o amor, o casamento, os conflitos familiares, a demagogia política, a corrupção, a morte e a fé – temas do quotidiano de interesse universal e intemporal - Victor Leitão de Barros recorre a frases curtas, termos e expressões – algumas delas do âmbito popular – na convicção de que o entendimento pleno da palavra escrita deve ser apanágio de todos os leitores.

Celebre a poesia em Português e compareça no lançamento da obra “Poemas do amor e do cosmos”, de Victor Leitão da Cunha.

Sobre o autor:

Natural de Ponte de Lima, onde nasce a 24 de setembro de 1945, Victor Leitão da Cunha faz os estudos elementares na vila, seguindo depois em regime de internato para o Liceu Sá de Miranda, em Braga. Transfere-se mais tarde para o Colégio D. Diogo de Sousa, na mesma cidade, onde conclui o liceu. A pretensão de cursar Direito leva-o à Universidade de Coimbra, mas a convocação para o serviço militar obriga-o a adiar os estudos superiores. No entanto, um acidente ocorrido na fase da recruta, força-o a abandonar a tropa e a regressar à academia coimbrã, muito embora não termine a licenciatura. Concorre à Caixa Geral de Depósitos, onde exerce funções administrativas até aos 55 anos, altura em que se reforma.

A paixão pela escrita revela-se desde cedo, tendo o autor colaborado com os jornais Cardeal Saraiva e Correio do Minho.

Lança agora “Poemas do amor e do cosmos”, obra que redige em conformidade com a antiga grafia por se declarar contrário ao acordo ortográfico vigente.

 

POESIA REGRESSA A PONTE DE LIMA

Poesia de António Melo enche Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

A obra “De corpo presente” – quarta composição literária de António da Silva Melo – foi lançada no passado sábado, 21 de janeiro, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

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Perante casa cheia, David Rodrigues – responsável pela apresentação do livro – propôs uma análise temática e linguística dos textos de António Melo, que distribuídos de forma livre, sem obediência a capítulos ou a quaisquer outros condicionalismos estruturais, lembram um registo diarístico, solto e intimista - reflexo da forma como o autor se relaciona com a escrita. Intercalando a exposição com a leitura interpretativa de frases e de poemas extraídos da obra, David Rodrigues - que recorreu à mostragem de diapositivos para facilitar o entendimento do seu exame literário - destacou os versos curtos, sem métrica tradicional, que espelham a inquietação do poeta em relação a si e ao mundo que observa e o desconcerta; refletem sobre vida e morte, amores e desamores e sobre a relação do autor com a natureza; e evocam alguns nomes cimeiros da Literatura Portuguesa cujo legado admira – casos de Manuel Alegre, Sophia de Mello Breyner Andresen, Fernando Pessoa, David Mourão-Ferreira e Miguel Torga.

Em sintonia com a interpretação dada aos 141 poemas que compõem a sua mais recente composição literária, António Melo admitiu usar a escrita “como arma de arremesso contra tudo aquilo que o desagrada e desencanta”, sublinhou o “pendor surrealista” da obra e evidenciou a “forte carga de fatalismo” que atravessa os textos e que reflete a sua “própria natureza”.

A sessão de apresentação do livro, que foi sendo enriquecida com a leitura de mais de uma dezena de poemas triados da obra, contou com a presença do Dr. Paulo Barreiro de Sousa, vereador da Educação da Câmara Municipal de Ponte de Lima.

PONTE DE LIMA INSTITUI PRÉMIO DE POESIA

Grande Prémio de Poesia António Feijó | Candidaturas até 24 de fevereiro

de 2017

O Município de Ponte de Lima volta a apostar na dinamização do Grande Prémio de Poesia António Feijó, cujas candidaturas se encontram a decorrer até 24 de fevereiro de 2017.

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A iniciativa é instituída pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Ponte de Lima e da Caixa de Crédito Agrícola e destina-se a galardoar a cada ano um livro em português e de autor português, publicado integralmente e em 1.ª edição no ano de 2016.

O valor monetário deste Grande Prémio é, para o autor distinguido, de € 10.000,00 (dez mil euros), não se admitindo obras póstumas.

De cada livro concorrente deverão ser enviados cinco exemplares para a sede da Associação Portuguesa de Autores (Rua de São Domingos à Lapa, 17 – 1200 – 832 Lisboa) até 24 de fevereiro de 2017.

Aproveite esta oportunidade e participe.

PONTE DE LIMA INSTITUI GRANDE PRÉMIO DE POESIA ANTÓNIO FEIJÓ

Grande Prémio de Poesia António Feijó | Regulamento do prémio para 2017

O Grande Prémio de Poesia António Feijó é instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Ponte de Lima e da Caixa de Crédito Agrícola e destina-se a galardoar a cada ano um livro em português e de autor português, publicado integralmente e em 1.ª edição no ano de 2016.

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O valor monetário deste Grande Prémio é, para o autor distinguido, de € 10.000,00 (dez mil euros), não se admitindo obras póstumas.

De cada livro concorrente deverão ser enviados cinco exemplares para a sede da Associação Portuguesa de Autores (Rua de São Domingos à Lapa, 17 – 1200 – 832 Lisboa) até 24 de fevereiro de 2017.

Aproveite esta oportunidade e participe.

PÓVOA DE LANHOSO COMEMORA CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DO POETA ANTÓNIO CELESTINO

Biblioteca Municipal com exposições mensais sobre o poeta Povoense, António Celestino

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso encontra-se a promover as comemorações do centenário do nascimento de António Celestino (1917-2017). Falecido há três anos, esta é uma forma de homenagear e de dar a conhecer aquele poeta Povoense.

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“A Póvoa de Lanhoso orgulha-se de ter um escritor de craveira de António Celestino. Queremos, desta forma, elevar ainda mais o seu nome e prestar-lhe o devido reconhecimento e agradecimento, porque foi alguém que ajudou a levar o nome da Póvoa de Lanhoso bem longe”, relembra o Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues.

Até ao fim do ano, a Biblioteca Municipal apresenta, todos os meses, uma exposição diferente, relativa às várias facetas da vida daquele escritor. Neste âmbito, a Biblioteca apresenta ainda a edição nº116 do caderno BMPL.

Assim, durante este mês de janeiro, realiza-se a exposição designada “Vida e obra de António Celestino”.

“As paixões de Celestino” é o tema da exposição de fevereiro; “O pai e o poeta” é como se intitula a exposição de março.

Em abril, o tema é “Cultos e religiões” e em maio a proposta é a mostra “Mamãe Virgínia Simões Pedrosa”. “Português de suave sotaque” é como se chama a mostra agendada para junho.

Em julho e agosto, é a “A arte e os artistas” que se apresentam aos visitantes ou utentes da Biblioteca Municipal, sendo que “Os amigos de uma vida longa” dão o mote para a exposição prevista para setembro.

“O leitor e a biblioteca”, em outubro; “António Celestino e suas crónicas”, em novembro; e “António Celestino: cem natais” são os temas das exposições do último trimestre de 2017.

O programa apresenta ainda um conjunto de outras propostas, destinadas a dar a conhecer, a honrar e a refletir sobre a vida e o legado deste ilustre Povoense.

Durante este mês de janeiro, já está a decorrer um workshop de escrita criativa, sobre a modalidade de Conto, orientado por José Abílio Coelho.

O homem e o poeta

António Simões Celestino da Silva (António Celestino) nasceu na Póvoa de Lanhoso a 24 de maio de 1917. Residiu na freguesia de S. João de Rei. Em 1039, emigrou para o Brasil. No Rio de Janeiro, destacou-se na área da Banca. Exerceu vários cargos nesse setor. Por lá casou, teve três filhas. Teve uma vida social e cultural extremamente ativa, onde conheceu diversas figuras, de entre elas, Jorge Amado, que chegou a passar férias na freguesia de S. João de Rei. Aposentou-se e veio viver definitivamente para a Póvoa de Lanhoso. Faleceu no dia 21 de abril de 2014. Teve diversas condecorações, como a de Comendador da Ordem do Infante Dom Henrique, e cargos.

É autor de obras como “Gentes da Terra”, prefaciada por Jorge Amado, “Antigamente era san johan de rei”, “…às vezes fico pensando se isto será poesia”, “Contos (mal) falados”, “Poemas de cera perdida” e “Contos em forma de cereja”. Em 2006, publicou as suas memórias: “uma vida em si menor”. 

Em 1997, é inaugurado o Memorial às Gentes das Artes e das Letras das Terras de Lanhoso, na Póvoa de Lanhoso, com a colocação de uma placa de homenagem a António Celestino.

POETA DANIEL BASTOS EVOCA A TERRA

Com o aproximar da entrada do novo ano, para o qual faço votos sinceros que seja um ano que nos guie no rumo da Esperança e Solidariedade, tomo a liberdade de enviar em anexo, para possível divulgação e publicação, o desenho e o poema  “Terra”, que dá título ao meu primeiro livro de poesia, magnificamente ilustrado pelo mestre-pintor Orlando Pompeu.

Daniel Bastos

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TERRA

 

A minha terra é o meu berço.

Um torrão de gentes e valores

forjados nos fragmentos da história,

argamassa da memória,

fonte de inspiração

e desígnio do meu amor.

Escopo da minha dedicação,

nela cresci, fiz-me homem,

sorvi o húmus da identidade

descobri as raízes da existência

a vida fraterna em comunidade.

A minha terra, a nossa terra

é o principio de algo sem fim,

pão que alimenta a alma

saudade que diminui a distância

e impele o que há em mim.

Daniel Bastos, in Terra.

 

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FERNANDO CASTRO E SOUSA APRESENTA POESIA EM PONTE DE LIMA

Livro de Fernando Castro e Sousa apresentado no auditório da Biblioteca Municipal

A última produção literária de Fernando Castro e Sousa – “Murmúrios do olhar” – foi apresentada no passado sábado, 3 de dezembro, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima. Perante casa cheia, Euclides Rios - jornalista, cronista e escritor incumbido de traçar uma análise da mais recente obra poética do autor - destacou os versos curtos e incisivos de Fernando Castro e Sousa, sublinhou a musicalidade e a harmonia do discurso, salientou a liberdade métrica transversal ao livro e realçou a sua capacidade em transferir para a escrita “o que os outros não veem” de uma forma “bela, original e incomum” - características que o fazem honrar “os pergaminhos da poesia limiana”.

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As principais linhas temáticas da obra foram também objeto de referência. Euclides Rios distinguiu a poesia de intervenção, relevou o regionalismo e o bucolismo próprios de um poeta da terra, mas não esqueceu do amor, erotismo e introspeção que atravessam as várias composições de “Murmúrios do olhar”.

A sessão, intercalada com momentos musicais da responsabilidade da Academia de Música Fernandes Fão de Ponte de Lima e pontuada com a declamação de diversos poemas extraídos do livro – casos de “Tarde morna”, “Levo-te daqui”, “Desvio”, “Terra minha” e “Realidades” -, contou ainda com as intervenções de José Carlos Loureiro, presidente da direção do Centro de Estudos Regionais (CER) – responsável pela edição da obra - e do Dr. Paulo Barreiro de Sousa, Vereador da Educação da Câmara Municipal de Ponte de Lima.

Sobre o escritor:

Residente em Viana do Castelo, Fernando Castro e Sousa é autor de três obras poéticas – “Enquanto respiro” (1985), “Memória da água” (1988, com 2.ª edição em 1990) e “A sedução do pólen” (2014, com 2.ª edição em 2015).

Fundador e diretor da revista “Edévia”, da Escola Desportiva de Viana, organizou o Concurso de Quadras das Festas d’Agonia – de 1987 a 2010 – no jornal “A Aurora do Lima” e tem colaborado com diversos jornais e revistas da região, de que se destacam “O Anunciador das Feiras Novas” e os “Cadernos Vianenses”, entre outros.

Aparece referenciado na “Antologia dos Poetas do Alto Minho” (1987), na obra “A poesia vianense no último quartel do séc. XX” (2005), nos tomos 29, 30 e 36 dos Cadernos Vianenses e na Biblioteca Virtual do alto Minho.

PONTE DE LIMA DÁ ESPAÇO À POESIA

Município de Ponte de Lima apresenta Murmúrios do olhar de Fernando Castro e Sousa

O Município de Ponte de Lima promove o lançamento da nova produção poética de Fernando Castro e Sousa – “Murmúrios do olhar” – no próximo dia 03 de dezembro, pelas 16h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

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O livro, com edição do Centro de Estudos Regionais (CER), prefácio de Flora Dias e arranjo gráfico de Rui Carvalho, será apresentado pelo jornalista, cronista e escritor, Euclides Rios. Uma sessão intercalada com momentos musicais da responsabilidade da Academia de Música Fernandes Fão de Ponte de Lima e pontuada com a declamação de poemas extraídos da mais recente obra de Fernando Castro e Sousa, que inaugura a coleção CER Ramos/Poesia.

Compareça no lançamento de “Murmúrios do olhar” e conheça o novo livro de uma renomada personalidade da região.

Sobre o escritor:

Residente em Viana do Castelo, Fernando Castro e Sousa é autor de três obras poéticas – “Enquanto respiro” (1985), “Memória da água” (1988, com 2.ª edição em 1990) e “A sedução do pólen” (2014, com 2.ª edição em 2015).

Fundador e diretor da revista “Edévia”, da Escola Desportiva de Viana, organizou o Concurso de Quadras das Festas d’Agonia – de 1987 a 2010 – no jornal “A Aurora do Lima” e tem colaborado com diversos jornais e revistas da região, de que se destacam “O Anunciador das Feiras Novas” e os “Cadernos Vianenses”, entre outros.

Aparece referenciado na “Antologia dos Poetas do Alto Minho” (1987), na obra “A poesia vianense no último quartel do séc. XX” (2005), nos tomos 29, 30 e 36 dos Cadernos Vianenses e na Biblioteca Virtual do alto Minho.

O OLHAR DO MENDIGO: UM POEMA DE DANIEL BASTOS

Com o aproximar da quadra natalícia, uma época de partilha e solidariedade, uma época de celebração da esperança num mundo melhor, o historiador e poeta fafense Daniel Bastos brinda os leitores do BLOGUE DO MINHO com o desenho e o poema “O olhar do mendigo”, que fazem parte do seu livro de poesia “Terra” magnificamente ilustrado pelo mestre-pintor Orlando Pompeu.

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O olhar do mendigo

 

Possui no imenso nada

o propósito de viver

um dia de cada vez,

talvez sobreviver.

De mão estendida

e a tristeza no olhar

espera em silêncio

algo para se saciar.

Órfão do destino

tem o céu como teto,

a rua como cama,

o corpo descoberto.

Voltado à solidão

jaz andrajoso

envolto na escuridão.

Desprovido de sonhos,

o olhar de dor

do mendigo

espelha a humilhação

da nossa alienação.

Daniel Bastos, “O olhar do mendigo”, in Terra.

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CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS EDITA LIVRO DE FERNANDO CASTRO E SOUSA

Apresentação do livro “Murmúrios do Olhar”, de Fernando Castro e Sousa, editado pelo Centro de Estudos Regionais

No próximo dia 26 de Novembro (sábado), a Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, às 17.00 horas, acolhe o lançamento do livro “Murmúrios do Olhar”, de Fernando Castro e Sousa. A apresentação estará a cargo do Professor Doutor Salvato Trigo.

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“Murmúrios do Olhar” é um livro de poesia, editado pelo Centro de Estudos Regionais, composto por 84 páginas, com prefácio de Flora Silva e arranjo gráfico de Rui Carvalho, que inaugura a coleção CER Ramos/Poesia. Fernando Castro e Sousa é um autor, radicado em Viana do Castelo, que publicou os livros de poesia

“Enquanto Respiro” (1985), “Memória da Água” (1988, com 2ª. edição em 1990) e “A Sedução do Pólen” (2014, com 2ª. edição em 2015). Fundou e dirigiu a revista "Edévia", da Escola Desportiva de Viana. Organizou o Concurso de Quadras das Festas d'Agonia, de 1987 a 2010, no jornal "A Aurora do Lima". Tem colaborado em vários jornais e revistas da região, nomeadamente nos Cadernos Vianenses, O Anunciador das Feiras Novas, A Falar de Viana, Farol e Mea Libra. Está referenciado na Antologia dos Poetas do Alto Minho (1987), A Poesia Vianense no Último Quartel do Séc. XX (2005), Cadernos Vianenses (Tomos 29, 30 e 36) e Biblioteca Virtual do Alto Minho. A sessão é pública.

POETISA VIANENSE CANTA "AS PÉTALAS DA VIDA"

De educadora de infância desempregada a pastora e agora poetisa. Jovem poetisa de Viana do Castelo lança primeiro livro
“Pétalas de Vida” é o nome da primeira publicação da autoria de Isabel Marouço, de 32 anos de idade, residente em São Lourenço da Montaria, concelho de Viana do Castelo, e cuja apresentação pública está agendada para esta sexta-feira, 11 de novembro, pelas 20h00, na antiga escola primária da freguesia.

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O gosto pela leitura surgiu em plena infância aquando da entrada na escola, e depois a escrita por altura da adolescência. Dos 15 anos até aos dias de hoje, Isabel Marouço foi aperfeiçoando “este dom”, resultando em mais de 300 poemas guardados e que, por incentivo da família e amigos, decidiu partilhá-los.

Participou em concursos de poesia na internet, tendo recebido sempre bons indicadores de que a sua escrita despertava interesse. E foi na Internet, através do Facebook, que surgiu a oportunidade de participar com três poemas na terceira antologia da Poesia Fã Clube. “Procuravam novos autores, e decidi concorrer, e foi essa participação que me abriu as portas para esta publicação".
"Pétalas de Vida" é uma compilação de 50 poemas escolhidos aleatoriamente, “inspirados sobretudo na natureza, nos sentimentos e nas emoções do dia-a-dia”. “Escrevo de forma simples, de modo a ser entendida por toda a gente, embora alguns poemas possam ter interpretações diferentes conforme a perspetiva de cada leitor”, assegura.
Isabel Susana Marouço nasceu e viveu em Dem até aos 22 anos, altura em que casou e se mudou para o Lugar de Pedrulhos, em São Lourenço da Montaria. Licenciada em Educação de Infância, pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, exerceu durante alguns anos a função de professora de Música nas atividades extracurriculares nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira e Valença, nas quais, muitas vezes, aplicava o seu gosto pela poesia para lecionar os mais diferentes conteúdos junto das crianças.
O facto de ter ficado desempregada, e de acompanhar o marido na atividade do pastoreio na freguesia de São Lourenço da Montaria, abriu-lhe novos horizontes na sua escrita, tornando-a mais permanente e mais real. “Os ares da serra possibilitaram a concretização deste sonho de publicar um livro onde está estampada a paixão pela poesia”. “’Pétalas de Vida’ é um pedacinho de mim e espero cativar ainda mais leitores para a poesia”, diz a jovem autora.
A apresentação do livro, que vai decorrer esta sexta-feira, 11 de novembro, pelas 20h00, em São Lourenço da Montaria, vai contar com a presença de um representante da Câmara Municipal de Viana do Castelo, do presidente da Junta de Freguesia de São Lourenço da Montaria, Carlos Pires, e do pároco Vitor Casanova, para além de familiares e amigos. A sessão vai ser ainda complementada com momentos de música tradicional.
Biografia
Licenciada em Educação de Infância pela Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, Isabel Susana Afonso Lourenço Marouço, 32 anos, é casada e mãe de uma menina.
Trabalhou durante alguns anos nos concelhos de Caminha, Vila Nova de Cerveira e Valença como professora de Música nas atividades extracurriculares nas quais, muitas vezes, aplicava o seu gosto pela poesia para lecionar os mais diferentes conteúdos junto das crianças.
O facto de ter ficado desempregada, e de acompanhar o marido na atividade do pastoreio na freguesia de São Lourenço da Montaria, abriu-lhe novos horizontes na sua escrita, tornando-a mais permanente e mais real.
“Andar com as cabras e poder admirar paisagens únicas, ao lusco fusco do dia, com nevoeiro, sol, chuva, calor ou frio, faz me escrever muitos dos meus poemas exatamente na serra. Às vezes parto de algo tão simples como ver o mar ao longe ou uma simples flor para um poema de saudade ou de amor, e tudo surge fluidamente....”
“O que me inspira é sobretudo a natureza, os sentimentos e emoções do dia a dia que se confundem nos meus poemas.
Escreve desde os 15 anos, ou pelos menos é desde essa altura que guarda todos os poemas que vai fazendo. “Escrevo desde que me lembro, recorrendo sobretudo à rima, seja ela emparelhada ou cruzada; a personificações, onde elementos da natureza tomam a condição humana e o sol me vem abraçar ou o mar me sorri; e à comparação, onde caracterizou por exemplo os amigos como estrelas”.
Participou em concursos de poesia na internet, tendo recebido sempre bons indicadores de que a sua escrita fazia despertar interesse. E foi na Internet, através do Facebook, que surgiu a oportunidade de participar com três poemas na terceira antologia da Poesia Fã Clube. “Procuravam novos autores, e decidi enviar, e foi essa participação que me abriu portas à publicação de "Pétalas de Vida".
"Pétalas de Vida" é uma compilação de cinquenta poemas que escolhidos aleatoriamente dos mais de trezentos que certamente tem.
Escreve praticamente todas as semanas, às vezes mais que um por dia, daí já ter tantos poemas guardados e alguns perdidos em cadernos antigos. Nos últimos anos intensificou a sua escrita, pois o mio onde se insere e atividade que desempenha, torna a inspiração instantânea. E precisa de pouco para que as paisagens e sentimentos que vê e presencia floresçam em poesia. O telemóvel é o seu papel e caneta, adaptando-se às novas tecnologias. Nele regista todos os seus pensamentos e depois transfere para o computador.
Atualmente e desde 2012, publica no Facebook alguns dos seus poemas como meio de os dar a conhecer e também de se dar a conhecer. “Não restam dúvidas de que a Internet é uma enorme janela de oportunidades, e sabe tão bem conciliar estes dois métodos tão diferentes, por uma lado, a tranquilidade e anonimato extraída da serra e, por outro lado, a azafama que as redes sociais proporcionam ao nível de promoção, divulgação e de partilha”.
Isabel Susana Marouço nasceu e viveu em Dém até aos 22 anos, altura em que casou e se mudou para o lugar de Pedrulhos, em São Lourenço da Montaria. “Daqui vejo praticamente todos os dias o mar que me inspira e aleado ao trabalho no campo, ao gosto pelo ponto de cruz e pela leitura sobretudo de romances, e ao meu trabalho muito recente como cuidadora, pratico a minha paixão pela poesia”.
“Escrevo de forma simples, de modo a ser entendida por toda a gente, embora alguns poemas possam ter interpretações diferentes conforme a perspetiva de cada leitor.
“Este livro é um pedacinho de mim, poemas que ninguém leu na totalidade. A publicação do livro é um desejo de há vários anos, motivado por várias pessoas, família e amigos, que iam lendo extratos de textos e me incentivaram a partilhar. Espero com este livro cativar ainda mais leitores para a poesia”.

ARMANDO CARVALHO RECEBE PRÉMIO ANTÓNIO FEIJÓ

Armando Silva Carvalho recebe Grande Prémio de Poesia António Feijó no Auditório Rio Lima

O Município de Ponte de Lima entregou, na passada sexta-feira, 04 de novembro, o Grande Prémio de Poesia António Feijó ao poeta, ficcionista e tradutor, Armando Silva Carvalho, pela obra “A sombra do mar”.

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A cerimónia, que decorreu no Auditório Rio Lima, teve casa cheia naquela que foi a primeira edição de um galardão que pretende distinguir – por unanimidade ou maioria - a melhor produção poética publicada no ano que precede o prémio, projetando ao mesmo tempo a grandeza literária de Feijó para lá das fronteiras regionais. Uma feliz associação do escritor ponte-limense a uma distinção de dimensão nacional, sublinhada por José Manuel Mendes, presidente da Associação Portuguesa de Escritores (APE), que enalteceu a escolha de Armando Silva Carvalho para arranque do prémio literário, que resulta de uma parceria tripartida entre a APE, o Município de Ponte de Lima e a Caixa Agrícola, representada na cerimónia por Carvalhido da Ponte.

José Cândido de Oliveira Martins, porta-voz do júri do concurso, lembrou as razões que justificaram a atribuição do galardão à obra “A sombra do mar” - título que evidencia um “rigoroso domínio da arquitetura poética, considerada quer ao nível da composição de cada poema, quer na organicidade da sequência de poemas que constitui o livro” e que aborda um “dos temas mais dramáticos da existência humana – a passagem do tempo – sob uma perspetiva simultaneamente grave e irónica”.

O prémio no valor de 10 mil euros foi entregue a Armando Silva Carvalho pelo Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Eng.º Vítor Mendes, que destacou a importância histórica de um galardão que homenageia uma das mais notáveis personalidades da cultura local e nacional, constituindo essa a melhor herança a deixar às gerações vindouras.

A sessão solene, que contou com a presença de centenas de estudantes das escolas do concelho de Ponte de Lima, ficou ainda marcada por dois momentos musicais, proporcionados por alunos da Academia de Música Fernandes Fão de Ponte de Lima, e pela leitura, a cargo de alunos da EB2/3 António Feijó, dos poemas “O amor e o tempo”, “Aforística”, “Ideal” e “Canção do outono”, do autor limiano - patrono da escola - cujo centenário em 2017 será assinalado pelo Município com um conjunto de iniciativas de tributo. 

Sobre o autor:

http://www.dglb.pt/sites/DGLB/Portugues/autores/Paginas/PesquisaAutores1.aspx?AutorId=10245

JOÃO VERDE: O HOMEM. O POETA. O JORNALISTA.

Promovida pelo Cine Clube de Monção, exposição sobre a vida e obra de João Verde, patente no Arquivo Municipal de Monção, assinala a passagem do 150º aniversário do nascimento do poeta. Referência para a apresentação do quadro de Robert Délaunay, datado de 1916, onde é notória a admiração do artista francês por João Verde com a inclusão do poema “Vendo-os assim tão pertinho…”

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João Verde, pseudónimo de José Rodrigues Vale, poeta maior das letras monçanenses, nasceu a 2 de novembro de 1866, no Largo da Palma, e faleceu a 7 de fevereiro de 1934, na “Casa do Arco”, Rua Conselheiro Adriano Machado, conhecida localmente como Rua Direita.

Para assinalar a passagem do 150º aniversário do seu nascimento, o Cine Clube de Monção com o apoio da Câmara Municipal de Monção tem patente ao público, até 7 de fevereiro do próximo ano, uma exposição sobre a vida e obra da figura maior das letras monçanenses.

A presente exposição, que pode ser visitada no Arquivo Municipal de segunda a sexta das 9h00 às 17h00, consta de painéis explicativos, recortes de jornais e publicações de João Verde, trazendo à memória coletiva a criação poética em verso e prosa de um monçanense ilustre, cuja obra está perpetuada de diferentes formas no quotidiano local.

Os painéis, ilustrados com fotografias, revelam o percurso de vida de João Verde desde o nascimento até à morte, bem como a sua intervenção cívica, profunda e apaixonada, através da escrita em diversos jornais regionalistas. Demonstram também a paixão pela sua terra com poemas eternos evidenciados em “Musa Minhota”, 1887, “Na Aldeia”, 1890, e “Ares da Raia, 1902.

Nesta exposição comemorativa do 150º nascimento de João Verde, que terá continuidade no próximo ano com uma conferência sobre o autor, referência ainda para a apresentação do quadro de Robert Délaunay, datado de 1916, com o nome “Natureza Morta Portuguesa”.

Desconhecido até bem pouco tempo, o quadro apresenta-se em reprodução do original. Nele descortina-se o encantamento do artista francês pela zona de fronteira com adereços típicos da região (os lenços garridos, os barros, a viola e a gaita galega), e a admiração por João Verde com a inclusão do poema “Vendo-os assim tão pertinho…”

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GRANDE PRÉMIO DE POESIA ANTÓNIO FEIJÓ APE/C.M. DE PONTE DE LIMA

Entrega do prémio – 4 de novembro – 15h00

Realiza-se a 4 de novembro, às 15h00, no Auditório Rio Lima, em Ponte de Lima, a entrega do Grande Prémio de Poesia António Feijó.

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Um júri constituído por Cândido Oliveira Martins, José Manuel Mendes e Rita Patrício decidiu, por unanimidade, atribuir o Grande Prémio de Poesia António Feijó APE/C.M. de Ponte de Lima ao livro "A Sombra do Mar", de Armando Silva Carvalho (Assírio & Alvim).

A acta sublinha que “… A Sombra do Mar" destaca-se pelo rigoroso domínio da arquitectura poética, considerada quer ao nível da composição de cada poema, quer na organicidade da sequência de poemas que constitui o livro.

Num diálogo constante com vozes tutelares da poesia em língua portuguesa, muito em particular Pessoa, a poesia de Armando Silva Carvalho caracteriza-se pela permanente ironia, a vigiar um lúcido e comovido olhar sobre o tempo, pessoal mas que também reconhecemos como nosso.

Poesia do quotidiano, nele Armando Silva Carvalho descobre a matéria possível para a leitura do mundo, feito de terror e alegria.

Nesta 1.ª edição do Grande Prémio de Poesia António Feijó, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Ponte de Lima e da Caixa de Crédito Agrícola, foram concorrentes as obras publicadas no ano de 2015.

O valor monetário deste Grande Prémio é, para o autor distinguido, de € 10.000,00 (dez mil euros).

Neste contexto, convidamos o V/ órgão de comunicação a assistir à cerimónia de entrega de prémios, no dia 4 de novembro, pelas 15 horas no Auditório Rio Lima.

O RELÓGIO DO TEMPO - UM POEMA DE DANIEL BASTOS E UM DESENHO DE ORLANDO POMPEU

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O Relógio do Tempo

                                                                                O relógio soa

                                                                                E nos induz, em tom mordaz,

                                                                                A recordar que uso fugaz

                                                                                Fizemos do dia que escoa

Charles Baudelaire, As Flores do Mal

O relógio do tempo

 não para,

avança inexoravelmente

pontual e fugaz

na sucessão imanente

dos dias e das noites.

O relógio do tempo

não anda para trás,

 urge

e não se compadece

que o hoje, amanhã

seja ontem.

Moldado em horas

escoadas

em minutos e segundos,

o relógio do tempo

é universal,

aplica a todos por igual

a sentença da vida

e da morte,

a todos destinada

por todos desconhecida.

Daniel Bastos, “O Relógio do Tempo”, in Terra.

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PONTE DA BARCA DÁ LUGAR À POESIA

Inocêncio Paulo Moreira apresentou em Ponte da Barca o seu mais recente livro 'Ao Cair da Tarde'

Obra poética, escrita quase na totalidade em terras barquenses, e com poemas dedicados a vários locais do concelho

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Foi com um auditório repleto de convidados que teve lugar, na noite do passado dia 14 de outubro, a apresentação do mais recente livro de Inocêncio Paulo Moreira "Ao Cair da Tarde", na Casa da Cultura de Ponte da Barca. Na ocasião, Inocêncio Paulo Moreira descreveu a sua poesia como 'muito da alma, metafórica, que nasce em relâmpagos do nada, no indizível, no intangível, e parte para o infinitoÉ uma mistura de Pessoa com Florbela Espanca, Pablo Neruda com Ramos Rosa. É aquilo que eu entendo como o conceito indizível da alma', explicou. O autor salientou ainda que este livro pretende servir como um prefácio de quatro outros livros: 'Três epifanias sairão para o ano. São poemas já muito estruturados, com outra clarividência e raiz poética, enquanto que este está num estado virginal, como saiu da minha cabeça. Entendi que tinha que publicar este antes para que se percebesse a lógica da criação e, sobretudo, a evolução lógica do meu conceito de poesia', frisou.

A apresentação desta obra poética, que se transformou num espaço de tertúlia cultural de homenagem à Poesia e ao Poetas, contou com as intervenções dos também poetas Artur Ferreira Coimbra, autor do prefácio, e Leonor Castro, que assina o posfácio, contando ainda com a presença de João Artur Pinto, Diretor da Editora Labirinto. A noite foi igualmente enriquecida com momentos de leitura de poesia por alguns dos presentes, e um momento musical pelo Grupo Four Armil.

Inocêncio Paulo Moreira é natural de Fafe mas tem por Ponte da Barca, mais concretamente pela freguesia de Entre Ambos-os-Rios, um carinho muito especial, a que chama de 'O meu refúgio da alma', sendo também por isso que na obra agora apresentada, escrita quase na totalidade em terras barquenses, constem alguns poemas dedicados a Ponte da Barca, mais concretamente aquela freguesia, à serra amarela e a outros locais deste concelho.

Entre outros convidados, estiveram presentes a Vereadora da Cultura, Sílvia Manuela Torres, Inocêncio Araújo, que estabeleceu a ponte entre o autor e a Câmara Municipal para a realização desta sessão, e a presidente da Junta da União de freguesias de Entre Ambos-os-Rios, Ermida e Germil, Rosa Reitor.

POETAS MARCAM ENCONTRO NO GERÊS

XVI Encontro Nacional de Poetas na Vila do Gerês a 24 de setembro

Terras de Bouro e o Gerês irão acolher, uma vez mais, no dia 24 de setembro de 2016, no auditório do Centro de Animação da vila termal do Gerês, o XVI Encontro Nacional de Poetas.

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O evento, que desta feita está sujeito a inscrição prévia*, contemplará a apresentação de poemas e o já tradicional concurso de poemas livres e quadras alusivas, obrigatoriamente, ao termo “Gerês” e será organizado pela Câmara Municipal de Terras de Bouro, o jornal “Poetas & Trovadores”, na pessoa do seu diretor, Dr. Barroso da Fonte e ainda a Associação de Escritores Minhoto – Galaicos, “Calidum”, através do seu presidente e também poeta, João Luís Dias.

As inscrições e eventuais pedidos de informação sobre o concurso literário (nome e contacto telefónico ou eletrónico) terão que ser realizadas até ao próximo dia 16 de setembro, através do telefone 253350010 (Gabinete da Cultura e Comunicação) ou pelo correio eletrónico: comunicacao@cm-terrasdebouro.pt.

O Município de Terras de Bouro informa também que, para a realização do encontro, terão que existir, no mínimo, cinquenta inscrições, sob pena do mesmo não se realizar, sendo que, do mesmo se dará conta, atempadamente, aos interessados.

POETA DANIEL BASTOS EVOCA PABLO NERUDA

Assinala-se no próximo dia 23 de Setembro o 43.º aniversário da morte do poeta e Nobel da Literatura Pablo Neruda, considerado um dos maiores poetas da literatura contemporânea. O poeta e historiador fafense Daniel Bastos evoca Pablo Neruda através da publicação no BLOGUE DO MINHO do desenho e o poema “Um dia partiremos para Isla Negra”, uma das residências de Pablo Neruda, simbolicamente revisitada no meu livro de poesia “Terra”, magnificamente ilustrado pelo mestre-pintor Orlando Pompeu.

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Um dia partiremos para Isla Negra

 

Companheiros, enterrem-me na Isla Negra

                 Pablo Neruda, Canto Geral

Um dia partiremos para Isla Negra

paraíso de areia branca

e escarpas alpestres

adornadas de flores silvestres,

onde nos aguarda de braços abertos

o poeta que decantou o amor

proclamando sílabas tónicas de afetos.

Partiremos orientados pelos astrolábios

envelhecidos pelo tempo que passou

e ouviremos nos búzios ao amanhecer

o som das ondas a acariciarem o areal

dissolvendo os rastros das nossas pegadas

no sal da vida que continuará a renascer…

Daniel Bastos, “Um dia partiremos para Isla Negra”, in Terra.

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POETAS REALIZAM ENCONTRO NA VILA DO GERÊS

XVI Encontro Nacional de Poetas na Vila do Gerês a 24 de setembro

Terras de Bouro e o Gerês vão acolher, uma vez mais, no dia 24 de setembro de 2016, no auditório do Centro de Animação da vila termal do Gerês, o XVI Encontro Nacional de Poetas.

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O evento, que desta feita está sujeito a inscrição prévia*, contemplará a apresentação de poemas e o já tradicional concurso de poemas livres e quadras alusivas, obrigatoriamente, ao termo “Gerês” e será organizado pela Câmara Municipal de Terras de Bouro, o jornal “Poetas & Trovadores”, na pessoa do seu diretor, Dr. Barroso da Fonte e ainda a Associação de Escritores Minhoto – Galaicos, “Calidum”, através do seu presidente e também poeta, João Luís Dias.

*As inscrições e eventuais pedidos de informação sobre o concurso literário (nome e contacto telefónico ou eletrónico) terão que ser realizadas até ao próximo dia 16 de setembro, através do telefone 253350010 (Gabinete da Cultura e Comunicação) ou pelo correio eletrónico: comunicacao@cm-terrasdebouro.pt.

O Município de Terras de Bouro informa também que, para a realização do encontro, terão que existir, no mínimo, cinquenta inscrições, sob pena do mesmo não se realizar, sendo que, do mesmo se dará conta, atempadamente, aos interessados.

VILA VERDE: ESPETÁCULOS ANIMAM PICO DE REGALADOS

O Pico de Regalados respirou cultura com três noites de espetáculos ao vivo!

O Pico de Regalados respirou cultura durante o último fim-de-semana, 26 a 28 de agosto, com três noites de espetáculos ao vivo. Música tradicional, teatro, dança, folclore, poesia e fado, numa iniciativa com grande diversidade de manifestações artísticas que encheram de cor e alegria o centro da vila.

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O cartaz prometia, o público não se fez rogado e aderiu em massa ao evento. Durante as três noites, brindou os artistas e a organização com belas molduras humanas que tornaram a ocasião ainda mais especial. O cartaz contou com um misto de atores locais e artistas convidados. Esta aposta permitiu voltar a cumprir um dos objetivos da iniciativa, a promoção e divulgação do potencial de coletividades e individualidades locais, mantendo uma grande variedade de expressões artísticas.

Na primeira noite, 26 de agosto, as performances apelaram ao sentimento, com um concerto de Fado e uma sessão de declamação de poesia, atividades de grande carga emocional.

No dia seguinte, a toada mudou e a alegria animação do folclore tomou conta do recinto, a que se somou ainda uma divertida peça de teatro que levou os espetadores numa viagem pelo passado.

Ontem, 28 de agosto, o serão foi de dança, com o vigor dos Pauliteiros de Miranda, e de música tradicional, com a atuação do Grupo Verde Canto. As Noites Temáticas são organizadas pela Junta da União de Freguesias do Pico de Regalados, Gondiães e Mós, e inserem-se na programação turístico-cultural Na Rota das Colheitas, do Município de Vila Verde.

“Promover a tradição e a etnografia minhota”

A organização faz um balanço extremamente positivo de um evento que voltou a alcançar as metas a que se propôs e que se vai consolidando de ano para ano, garantindo já um lugar privilegiado na agenda cultural da região.

“Estamos muito satisfeitos com a adesão popular, com a qualidade dos momentos culturais e com a diversidade de espetáculos, que permitiu também promover a tradição e a etnografia minhota”, afirmou o autarca local.

 César Cerqueira revelou ainda que os principais objetivos das noites temáticas passam por divulgar as potencialidades dos artistas locais e criar um cartaz cultural atrativo, planeado para enriquecer o programa de verão da vila e atrair visitantes ao centro do Pico, dinamizando o comércio e a economia local.

“Grande diversidade de manifestações artísticas”

A vereadora da Cultura do Município de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes, deixou rasgados elogios ao trabalho desenvolvido pela comunidade picoense na promoção da cultura, apresentando uma “grande diversidade de manifestações artísticas” e assumindo-se como “um palco privilegiado para a promoção das associações locais, a que se juntam os artistas convidados para serões muito interessantes”.

Júlia Fernandes concluiu reforçando a importância da iniciativa na “preservação e promoção das tradições locais”. A programação Na Rota das Colheitas, que se estende de agosto a novembro em mais de 30 iniciativas, continua já no próximo fim de semana com a Agridoce – Feira de Agricultura e Doçaria, em Cabanelas, e com a Espadelada do Linho, em Marrancos.

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CASTELOS DE AREIA: UM POEMA DE DANIEL BASTOS

Daniel Bastos

Castelos de areia

 

Na enseada da fantasia

construo com as mãos

impregnadas de maresia

pulcros castelos de areia.

Fortalezas inexpugnáveis

de alegria e esperança

guardam tesouros incalculáveis,

sonhos eternos de criança.

Alindados com torres de vigia

contemplo dos celsos pináculos

com o binóculo da nostalgia

o amanhecer sobre o mar.

Ouço lá longe

o rebentar das ondas

que um dia hão de desmoronar

os castelos de areia

com que nunca devemos

deixar de sonhar.

 

Daniel Bastos, “Castelos de areia”, in Terra.

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PONTE DE LIMA APRESENTA OBRA DO POETA FERNANDO BRAZ

Obra do poeta Fernando Braz apresentada na Feira do Livro

O livro Poemas da minha lavra, da autoria de Fernando Braz, vai ser apresentado na próxima quinta-feira, pelas 21h30, na XXI Feira do Livro de Ponte de Lima, que decorre de 21 a 24 de julho, no recinto da Expolima.

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Poeta popular, com créditos reconhecidos na escrita de louvor à terra, Fernando Braz tem dois outros títulos editados – Águeda que eu vivi (1999) e Os lemos da Trofa (2002) – além de várias peças publicadas na imprensa regional.

Nascido em Águeda, em 1932, o autor, que em alguns trabalhos utiliza o pseudónimo “Braz dos kiwis” - numa clara referência às largas décadas de atividade no comércio de fruta - tem estado também ligado a diversos ranchos folclóricos, inclusivamente na qualidade de ensaiador de alguns dos grupos por onde passou.

Visite a Feira do Livro e venha conhecer a mais recente obra do poeta Fernando Braz que contempla poemas dedicados a Ponte de Lima.

A apresentação do livro estará a cargo de Horácio Marçal.

BRAGA: EXPOÉTICA SERVE POESIA EM DIVERSOS SUPORTES

Evento decorre até 17 de Julho no INATEL

Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, marcou presença no arranque da primeira edição da Expoética. O evento, que decorre até 17 de Julho, nas instalações do INATEL, em Braga, é um projecto colectivo de vários autores e contribuiu para proliferação de actividades culturais na Cidade.

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A poesia serve de suporte a diversos formatos. Desde papel, vídeo, tela, escultura, pintura o Expoética revela-se uma mostra de vários suportes, com o objectivo de sensibilizar a sociedade para a importância de olhar com arte e através da arte.

O Expoética cruza a produção literária e a prática artística nas suas mais variadas expressões, estendendo-se à poesia visual, à produção de peças ou, simplesmente, a objectos do quotidiano.

Nesta mostra estão reunidos trabalhos desenvolvidos em múltiplos domínios, incluindo peças concebidas especificamente para o Expoética

O Expoétiica pode ser visitado de Segunda a Sábado das 10h00 às 20h00, à excepção dos dias 2, 9 e 16 de Julho, cujo horário se prolonga até às 23h00.

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“60 POEMAS”: ARTUR COIMBRA PUBLICA A POESIA DE UMA VIDA

O historiador e poeta Artur Ferreira Coimbra publicou recentemente mais um livro de poemas cuja apresentação teve lugar no passado dia 16 de junho, na Sala Manoel de Oliveira, em Fafe, perante numerosa assistência que encheu por completo aquele espaço. Em representação da Câmara Municipal de Fafe esteve presente o Vice-presidente Pompeu Martins. A obra foi apresentada por César Freitas, professor e diretor da Escola Superior de Educação de Fafe e autor do prefácio, tendo ainda contado com a intervenção do poeta Carlos Afonso, professor da Escola Secundária de Fafe, que subscreve o posfácio. A anteceder a sessão de apresentação da obra, o Coro de Pais e Amigos da Academia de Música José Atalaya, sob a direção do maestro Tiago Ferreira brindou os presentes com a sua atuação.

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“Esta é a viagem mais íntima, pessoal e singular do meu percurso poético de mais de quatro décadas, mantendo embora, penso, as linhas essenciais que venho tecendo com livre a pausada regularidade.

Simbolicamente, quis associar aos efémeros 60 anos de existência uma obra que dissesse de mim o que nem as fontes e as rãs adivinhariam.” – é com estas palavras que Artur Ferreira Coimbra começa por introduzir o leitor no espírito da sua mais recente obra poética: “60 Poemas”.

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Em toda a obra perpassa um misto de memórias e afetos, sentimentos e nostalgia por tudo o que de mais relevante representou para o poeta, sobressaindo as coisas mais singelas da vida como as recordações de infância no lar paterno e o esvoaçar das andorinhas, as laranjeiras em flor e a frescura do orvalho matinal. Mas, também, revelando uma sublime intensidade, os afetos que o ligam à família, a quem aliás dedica a obra: “À Minda, pilar eterno da minha vida / Vértice doirado dos meus amores / À Mónica e ao João, adorados filhos / Meus conseguidos poemas maiores!”.

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Como não podia deixar de suceder, muitos dos poemas são dedicados à terra que é sua – Fafe – como a Nossa Senhora de Antime, ou ainda às suas gentes, lembrando os emigrantes.

São de Carlos Afonso, autor do Posfácio, as seguintes palavras que definem bem a escrita do poeta: “Numa consciência de poeta natural, sincero, claro, determinado, sonoro, apolíneo, Artur Ferreira Coimbra não se esconde por detrás dos versos, reflecte-se numa abrangência criativa, localizadora, redentora, pessoal e silábica, em busca de um belo perfeito, eternamente por achar”.

E, como as palavras são como os frutos, transcrevo parte de um poema para que os leitores o possam saborear de maneira a abrir o apetite para a leitura da poesia de Artur Coimbra:

 

Memórias do grão e do pão

 

Eu sei do grão, doirado e luminoso

E da leiva fumegante e maternal

Talhada pelo ferro do arado

Das manhãs de Maio

Eu sei dos bois mansos e pachorrentos

- Como se as noites não descessem aos dias –

A lavrar, a gradar, a semear

Na alegria quente das levandiscas

No trilar sonhador dos grilos

 

O lavrador semeia o grão

Na terra negra da minha infância

Como quem tece um poema de amor

Ou afina os acordes de uma guitarra

Da passarada num êxtase de laranjeiras

 

Eu sei dos campos e do vento

E dos frutos que não cabem

No regaço largo do coração

E dos milheirais em crescendo

Regados apaixonadamente pelas chuvas

E pelas madrugadas de orvalho

 

Eu sei das festas e romarias

Que crescem ao ritmo das espigas

Em floração

E sei de Junho e de Setembro

E das desfolhadas ao cair do Verão

Dia fora, noite dentro

Debruadas de merendas, de vinho verde

Da magia das concertinas

E dos cestos fartos em direcção às eiras

E do júbilo ancestral

Dos lábios e dos olhos e das mãos

A descamisar as maçarocas

Na ânsia vermelha do milho-rei

E do beijo virginal das raparigas

Que nem sempre florescia

(…)

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O livro tem a chancela da Editora Labirinto. Apresenta bom aspeto gráfico, exibindo a capa um design baseado numa pintura da artista fafense Dulce Barata Feyo, e inclui fotografias de Manuel Meira.

Artur Coimbra é natural de Montalegre mas vive em Fafe desde os primeiros anos da sua infância, tendo dedicado a esta terra todo o labor da sua vida. Ascende a duas dezenas as obras de investigação histórica de sua autoria alusivas ao concelho de Fafe, às suas gentes e ao património local. Mas é também vasta a sua colaboração quer na imprensa regional como nacional, de entre a qual também já honrou o BLOGUE DO MINHO com a publicação dos seus artigos.

Na área da poesia, tem publicado “O Prisma do Poeta” (1978), “Máquina de Liberdade” (1988), “Cais do Olhar” (1995), “25 Anos de Palavras” (2003) e “As Palavras nas Dunas do tempo (35 anos de poesia) (2014).

Foi Vereador da Câmara Municipal de Fafe entre 1980 e 1982 e é atualmente Chefe de Divisão nas áreas de Desporto, Educação e Juventude daquela Autarquia Local. A Artur Coimbra se deve ainda a fundação em 1990 do Núcleo de Artes e Letras de Fafe do qual é Presidente.

Artur Coimbra é Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Pós-graduado em Assuntos Culturais no Âmbito das Autarquias pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Mestre em História das Instituições e da Cultura Moderna e Contemporânea pela Universidade do Minho.

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ÁLVARO FEIJÓ: UM CENTENÁRIO

A 5 de julho do ano em curso ocorreu o centenário de nascimento do poeta vianense Álvaro (Távora de Castro e Sousa Correia) Feijó. Sirva a efeméride de pretexto para reabilitar um autor e uma obra que, silenciados precocemente pelo arrasador flagelo da tuberculose, (1) ambos são dignos de apreço e evocação, por parte, sobretudo, de seus conterrâneos.

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Álvaro Feijó faz parte de uma família aristocrática nortenha (Viana, Ponte de Lima e Lousada) que, além de outros méritos e competências, se notabilizou pelos excecionais dotes literários, sobretudo no domínio da poesia, a começar pelo seu tio-avô António, o mavioso poeta do “Lima saudoso todo cristal”, passando pelo seu tio Salvato (Salvareno), poeta e dramaturgo de pendor humorístico - e continuados por si, de cuja obra adiante falarei, e por seu irmão Rui, este mais vocacionado para o ensino (secundário e superior), o ensaísmo e a atividade política e social.

Álvaro terá passado uma infância sem sobressaltos nem incidentes. Adolescente, vai frequentar o Colégio Jesuíta de A Guarda, na vizinha Galiza, onde conclui os estudos secundários. Transportando nos genes a predisposição para as belas letras, a frequência daquele estabelecimento de ensino mais lhe terá incutido a persecução de tal desiderato, sabendo-se quanto os seus docentes porfiam em atingir níveis de excelência, sobretudo nas disciplinas de humanidades. Serão dessa época os seus primeiros tentames líricos, que ia reunindo em caderninhos sob o título de Desgarradas e onde, certamente, se evidenciavam influências parnasianas, saudosistas e presencistas, à medida que ia lendo as obras de seu tio-avô António, de Junqueiro, António Nobre, Pascoaes e Régio.

Terminados os preparatórios, deixa o Alto Minho e vai morar para a Casa senhorial de Vilar, em Lousada, (3) propriedade da família já no tempo do tio-avô, que ali passava algumas temporadas de repouso, vindo da Suécia retemperar forças, desfrutar do bom clima e da boa gastronomia, receber alguns amigos e cartear-se com outros. Dali parte para Coimbra a frequentar o curso de Direito e a dedicar-se com mais regularidade e paixão ao exercício poético. Datam de maio de 1937, tinha então 21 anos, os seus primeiros poemas conhecidos, ainda imbuídos do apuro preciosista herdado do parnasianismo. “Bem junto do portão / da minha Torre branca de Marfim / (…) passa uma estrada / que tem nas valas rosas-de-toucar.” - podemos ler no primeiro poema coligido, intitulado ESSA ESTRADA QUE PASSA À MINHA PORTA.

Num breve posfácio à 2ª edição de Os Poemas de Álvaro Feijó (1961), seu irmão Rui esclarece que as poesias que antecedem o livro Corsário (1940) representam um acervo que “Álvaro Feijó não quisera aproveitar para esse seu livro, único publicado em vida; estes poemas foram selecionados de entre uma grande massa de manuscritos de que se aproveitaram os que aos organizadores pareceram mais belos ou mais significativos do caminho do poeta.” (pág. 165)

Os organizadores, a convite do mesmo Rui, foram João José Cochofel e Carlos de Oliveira, amigos de Álvaro e à época grandes promessas, que o futuro largamente sancionou, da nossa literatura. Num longo prefácio de 24 páginas, João José Cochofel, referindo-se ao conjunto de poemas que acharam mais que os outros selecionáveis, afirma: “Quanto aos Primeiros Versos, havia que examinar a primitiva recolha, (da 1.ª edição), reoptar por uma ou por outra das diversas versões, verificar a exactidão dos textos, não fossem os verdes anos de quem organizou a primeira edição responsáveis por alguma inexperiência de juízo ou inadvertência de transcrição. Mas não. Poucos lapsos havia e, a vinte anos de distância, a segunda escolha coincidiu inteiramente com a primeira.” (pág. XIII)

Foi assim que, sob a designação de Primeiros Versos, foram publicados 29 textos datados de março de 1937 a janeiro (?) de 1940. Textos que, se revelam alguma imaturidade e fragmentação, uma certa e vaga ressonância de influências múltiplas, indiciam à saciedade a presença inequívoca de um autêntico poeta, na busca permanente da melhor forma, do mais apropriado ritmo para fixar cada composição. Se a pouca idade lhe não permitia ter conceções sólidas, muito menos definitivas, revelava-o, não obstante, como um espírito inquieto e insatisfeito, cuja busca de uma identidade própria e afirmativa constituía um processo em permanente evolução.

Como se verifica pela datação das suas primícias líricas, “a grande massa de manuscritos” a que alude seu irmão continuou (continua?) inédita, uma vez que as coligidas foram escritas, em Coimbra e em Lousada, a partir de 1937, dando fundamento à opinião corrente segundo a qual o nosso poeta só por esse tempo terá sentido o verdadeiro e indeclinável apelo da poesia. Não terá sido indiferente a forte onda de viragem do fazer poético então operado no meio académico coimbrão e um pouco por todo o país: a emergência do neorrealismo. Já citei João José Cochofel e Carlos de Oliveira; a eles podemos juntar Fernando Namora, Mário Dionísio, Manuel da Fonseca, Joaquim Namorado e muitos outros, que, pontificando, agitando mentalidades e comportamentos, em revistas como Seara Nova (Lisboa, 21-10-1921 a janeiro de 1979), O Diabo (Lisboa, 2-6-1934 a 21-12.1940), Sol Nascente (Porto, 30-1-1937 a 15-4-1940) e outras, iam dando corpo e visibilidade ao movimento. O Novo Cancioneiro (1941 / 1942), tão associado ao neorrealismo português como instrumento de fratura e renovação literária, não passou de uma mera coleção de poesia, sem explorar o enquadramento doutrinário subjacente às obras publicadas.

Álvaro Feijó encontrou em Coimbra essa efervescência literária, de forte componente político-social e, não renegando embora as suas raízes aristocrático-liberais, deixa-se contagiar por ela, primeiro timidamente nos poemas que antecedem Corsário (1940); depois mais assumida e ousadamente. “Um Novo Mundo há-de surgir, brilhar…” (pág. 18); “Se os homens quisessem, / o engenho assassino, / as armas da Morte, talvez se rompessem” (pág. 27); “Há mães, pelos taludes, dando o seio mirrado / à boca hiante dos filhinhos nus.” (pág. 29) – podemos respigar, aleatoriamente, da leitura destes Primeiros Versos.

Corsário foi o único livro que publicou em vida. Nele é presente e recorrente a visão do mar como desafio rumo ao desconhecido. “Há dentro de mim, como num búzio, / a voz do Mar”. (pág.76) E Viana do Castelo (da Foz do Lima) é o inominado cais de partida para a grande viagem, sem retorno. O sentimento da morte, com efeito, ora velado, ora explícito e obsessivo, impregna a quase totalidade destes poemas, inspirados nos de outras vítimas do infortúnio, como Cesário Verde e António Nobre, também eles levados na razia da tuberculose. Veja-se o início do poema RIBEIRA (págs 71 / 72): “Ó Ribeira das Naus! Ó meninos / ranhosos e famintos! / ó odor enjoativo do pescado! / ó mulher de ancas largas, peneirando / como o fluir das vagas! / lobos do mar bamboleando os corpos (…)”

Outro tópico interessante a retirar destes poemas prende-se com a pulsão amorosa que Álvaro Feijó lhes transmite. Na flor da juventude, a ânsia de um amor partilhado em unção espiritual e osmose física alterna, em contraponto, com acessos de desânimo e pessimismo. No POEMA DA RENÚNCIA podemos ler: “Nascemos só para viver e amar / e construir, na sombra e no silêncio; (…)” (pág.98) Logo adiante (pág. 101) no poema PIZZICATO confessa: “Eu trago um sonho comigo / que é como a vaga figura / duma mulher, / que se ama perdidamente, / e que, uma vez possuída / se tem medo de perder.” E do primeiro d’OS DOIS SONETOS DE AMOR DA HORA TRISTE, repare-se neste excerto em que o prenúncio da morte leva o poeta a dirigir à amada um veemente convite: “Quando eu morrer – e hei-de morrer primeiro / do que tu – não deixes fechar-me os olhos / meu Amor. Continua a espelhar-te nos meus olhos / e ver-te-ás de corpo inteiro // como quando sorrias no meu colo.” (pág. 77)

Como o desenganado Jacó do célebre soneto de Camões, suspirando por sua Raquel “serrana bela”, também Álvaro Feijó, perante a cruel sina de uma morte iminente, podia lamentar-se de ser “para tão longo amor tão curta a vida”.

Diário de Bordo foi o livro que o poeta deixou inédito, possivelmente inacabado. Consta de 25 poemas (Corsário tem 22) e nele se nota um mais seguro domínio do discurso poético, tanto mais de admirar quanto a circunstância de ter sido escrito em curto espaço de tempo – de junho a dezembro de 1940, bem próximo da sua morte. Também aqui o título e boa parte do conteúdo nos remetem para o ambiente marítimo, onde gostava de expandir o esto da inspiração. Título, aliás, que vai buscar ao último poema inserto no livro anterior: “Livro de Bordo de Corsário, deixa / que o tempo apague a tua prosa inútil / e escreve a história intensa / daquela frota em que tu vais partir (…)” (Corsário, pág. 106).

É nesta obra que, de um modo mais constante e notório, se manifestam as suas preocupações de natureza social e política, na linha do pensamento e da ação da maioria de seus pares, como ele revelados no catálogo do Novo Cancioneiro. No poema inicial, POEMA PARA TU DECORARES, como que inscreve um quadro programático de poeta militante: “É uma canção de berço / o que eu quisera fosse a minha vida /(…) E, no entanto, nasci para o combate.” (págs 109 / 110) Imbuído de generosidade e de utopia, visionário de um futuro promissor para os explorados de todo o mundo, metaforiza esse ideal / ideário na figura da “cancela”: “que seja um símbolo a cancela aberta / do caminho velho, / sobre a brancura do caminho novo / que tu hás-de seguir junto de mim.” (pág. 122)

Ironiza causticamente a vida faustosa dos ricos e poderosos, nas suas poses e festanças por salões de Paris, New York, exibindo “fardas e casacas”, “olímpicas mulheres de carnes frescas que os vestidos despem”, “comandantes de naus e regimentos”, etc. – enquanto que “às velas, às enxárcias, aos traquetes, / iam marujos descalços / forçando as naus por sobre o Mar azul / e nos terços das guerras segurando / arcabuzes e lanças e alabardas, / iam soldados chamorros (…)”. (poema INAUGURAÇÃO, págs 157 / 159) No último poema do livro, intitulado NATAL, lamenta a pobreza extrema da criança que, qual Jesus em Belém, nasceu “numa cama de folhelho / entre lençóis de estopa suja / num pardieiro velho. / Trinta horas depois a mãe pegou na enxada / e foi roçar nas bordas dos caminhos.” (pág. 170)

Terá a adesão ao movimento neorrealista, tendencialmente de natureza laica e esquerdista, afetado as convicções religiosas de Álvaro Feijó? A pergunta é pertinente e Cochofel não a negligencia. No prefácio a que aludi observa que, sobretudo nos poemas “Madalena”, “Ave Maria”, “ Prece” e “Nossa Senhora da Apresentação”, “dá-se uma inversão do significado tradicional dos mitos, esvaziados da sua transcendência e da sua exemplaridade divina, para adquirirem uma imanência e uma vulgaridade terrena. (…) Esta interpretação herética é tudo quanto resta da educação religiosa recebida por Álvaro Feijó no colégio de Jesuítas de La Guardia.” (págs. XVII /XVIII) Mas logo a seguir interroga: “Mas implicará ela (a interpretação) ainda uma certa religiosidade, uma certa intenção mística de humanizar o divino ou a sua negação pura e simples?” (Id.)

A questão tem cabimento numa leitura literal dos poemas em análise e noutros de igualmente polissémico sentido. Será de evocar aqui, porém, o conceito pessoano de poetafingidor, pelo qual Álvaro Feijó terá projetado um desdobramento de personalidade para o universo poético em contexto de subversão e combate ideológico, mantendo, porém, a íntima fidelidade aos preceitos e práticas religiosos que herdou no seio familiar e escolar. Será, pois, ousada e infundamentada a suposição de uma rutura total e definitiva com a espiritualidade cristã. Fiquemos com um excerto do poema NOSSA SENHORA DA APRESENTAÇÃO, onde o contraste dicotómico pede uma leitura pousada e prudente, sem precipitadas ilações, não obstante “os círios murchos das igrejas velhas.” (pág. 128)

“ELA,

Nossa Senhora da Apresentação.

Aquela que não tem mantos da cor do céu

nem fios de oiro nos cabelos

nem anéis nos dedos;

aquela

que não traz um menino nos seus braços

porque os seios mirraram

e já não têm pão para lhe dar;

aquela

que tem o corpo negro e sujo

e os ossos a saltar

da pele

e dos rasgões da saia e do corpete;

(…)

Dos meninos feitos nos intervalos das campanhas,

(…)

Nossa Senhora da Apresentação

e Justificação

- A Fome!

Notas (1) - A tuberculose, sobretudo a pulmonar, foi, com efeito, a grande doença infecciosa que dizimou, sobretudo no séc. XIX e primeira metade do séc. XX, grande parte da população de Portugal e do mundo. Só no campo das letras, das artes e das ciências a lista dos que sucumbiram ao seu efeito devastador é impressionante. Fixando-nos apenas nos escritores e poetas portugueses, verificamos que, entre versos e hemoptises, pereceram: Soares de Passos em 1860 com 34 anos incompletos; Júlio Dinis em 1871 com 33 anos incompletos: Cesário Verde em 1886 com 31 anos; José Duro em 1899 com 24 anos; António Nobre em 1900 com 33 anos incompletos; Camilo Pessanha em 1926 com 59 anos incompletos; António Aleixo em 1949 com 50 anos.

(2) – Refira-se que o Município de Lousada dedicou uma atenção especial a este centenário, organizando vários eventos como conferências, exposições, lançamentos de livros, concursos literários, projeção de filmes e visitas guiadas à Casa de Vilar, onde o poeta viveu. Foi naquela casa senhorial que Manuel Alegre se refugiou antes de partir para o exílio (Paris e Argel, 1964) e onde escreveu parte da Praça da Canção (publicada em 1965). No passado 10 de março o ilustre escritor e poeta deslocou-se a Lousada para, em cerimónia solene promovida pela Câmara Municipal, concelebrar o centenário de nascimento de Álvaro Feijó e o cinquentenário da publicação daquela famosa obra.

(3) – Casa de Vilar do Torno e Alentém. Desejando fornecer uma nota quanto possível fidedigna sobre a sua história, enderecei um e-mail à “Casa-Museu a Imagem em Movimento” em que parte dela se converteu em 2014, graças ao empenho do cineasta de animação Abi Feijó (Álvaro Graça de Castro Feijó) e da artista plástica Regina Pessoa. Solicitava informação sobre:

- a antiguidade da Casa; desde quando e quais os sucessivos titulares da família Feijó;

- se a parte da Casa anexa ao Museu continua como habitação e se o cineasta Abi Feijó é seu atual proprietário e residente;

- se a Torre ainda existe e mantém vínculo com a Casa;

- Se se mantém a exploração vinícola da quinta e quais os vinhos produzidos.

A resposta chegou célere e perfeitamente elucidativa, por intermédio do Dr. Abi, a quem publicamente agradeço.

É deste teor:

“Caro Cláudio Lima

Agradeço o seu interesse na obra do meu tio Álvaro. E aproveito para referir que inaugurou hoje mesmo (6 / 6) na Biblioteca Municipal de Lousada uma exposição dedicada justamente à obra do meu Tio Álvaro Feijó e estão previstas diversas iniciativas durante este ano e principalmente neste mês de Junho, comemorativas do Centenário do seu nascimento.

Passo a responder da melhor forma que sei às suas questões:

- A Casa de Vilar está na Família Feijó desde a segunda metade do séc. XIX. Pertencia ao meu tio Avô Júlio Feijó, que, por não ter tido filhos a deixou ficar ao seu sobrinho e meu Avô Rui Feijó, que por sua vez a deixou ficar à minha Avó Luísa Feijó e por morte dela ao meu Pai Rui Feijó. Durante uns tempos a propriedade foi assegurada por uma empresa familiar – a Rui Feijó & Filhos e, depois da morte de meu Pai esta sociedade foi dissolvida tendo eu, Abi Feijó, ficado com ela, em parceria com um Casal de amigos Canadianos (Normand Roger e Marcy Page).

Neste momento esta casa é a minha residência oficial, mas funciona também como sede da Casa Museu de Vilar a Imagem em Movimento, habitação que partilho com os amigos canadianos, tal como já referido.

Penso que a Torre de Vilar nunca foi pertença da família, pelo menos desde que eu tenho idade para me lembrar destas coisas, nem sequer tenho memória de haver referências a esta pertença em conversas da família. No entanto, há uns anos atrás o meu irmão Rui Feijó, quando era responsável pela gestão da quinta, alugou os terrenos envolventes da Torre de Vilar, pelo que, de alguma forma a Torre chegou a estar ligada à Casa de Vilar, por um curto período de tempo e apenas em regime de aluguer.

Junto com a Casa ficaram apenas cerca de 2 hectares de vinha, tendo os restos da quinta sido dividida pelos meus irmãos, que entretanto a venderam a terceiros. Dos 2 hectares de vinha que ficaram da minha responsabilidade, estão neste momento alugados aos Vinhos Niepoort, mas como este aluguer é ainda muito recente, o vinho aqui produzido ainda não tem rótulo.

Espero que estas informações lhe sejam úteis.

Um abraço

Abi Feijó”

A terminar: todas as transcrições de Os Poemas de Álvaro Feijó reproduzidas neste apontamento foram retiradas da 3.ª edição, aparecida em 1978 com a chancela da Brasília Editora, do Porto e nelas respeitada a ortografia.

junho de 2016

(apresentado na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima em 17 de junho de 2016 A publicar no Anunciador das Feiras Novas – 2016)

Cláudio Lima

TRIBUTO A ANTÓNIO FEIJÓ

(Ponte de Lima, 17/06/2016- 21,00h – Biblioteca Municipal)

«Tributo a António Feijó» é o título da parte desta sessão, em que tenho a honra de modestamente participar, correspondendo ao irrecusável convite que a Dr:ª Ana Carneiro, diretora desta Biblioteca, teve a gentileza de me fazer. Muito obrigado, Dr.ª Ana.

ANTNIO~1

 

Muito obrigado, também, a todos vocês, pela vossa presença e pela paciência que, certamente, irão ter em me aturar.

Deixando de lado significados como “impostos”, “contribuições financeiras” e “sofrimentos” que, segundo ensinam os dicionários, a palavra também referencia, tributo é também (lê-se no Houaiss) «expressão ou ato público como mostra de admiração e respeito por alguém», com sinónimo, «homenagem».

A melhor forma que, a meu ver, temos de prestar tributo ou homenagem este nosso ilustre conterrâneo é, além de recordar a sua vida e obra literária, ler e/ou reler os poemas que nos legou e que fazem parte do nosso património poético. Digo nosso, isto é, português e limiano.

É neste sentido que se deverão entender este meu contributo. Em duas vertentes principais se distinguiu, como sabem, António Feijó: como diplomata, profissionalmente discreto, mas dedicado e competente, por um lado; como insigne poeta que nos legou (nas palavras de David Mourão-Ferreira) «uma importante soma de poesia […] que constitui um límpido repositório lírico, ora comovente, ora saboroso», por outro. [MOURÃO-FERREIRA, 1964: 2; 1969: 234]

A biografia de António Feijó pode ser repartida em dois períodos relativamente distintos.

O primeiro vai, digamos, desde o seu nascimento, a 1 de junho de 1859, aqui em Ponte de Lima, até ao final do curso de direito, em Coimbra, frequentado entre 1877 e 1883, com uma prévia passagem por Braga, onde fez os estudos preparatórios.

É um tempo marcado pela vida de estudante, com as naturais experiências afetivas e boémias mais ou menos originais, a nível pessoal e/ou social.

O segundo período, falhada a vocação para advogado, é dominado pela carreira diplomática.

Situa-se entre 1886, ano em que é nomeado Cônsul no Brasil, e o dia 20 de junho de 1917, data do seu falecimento, em Estocolmo. Feijó começou a profissão de diplomata no Rio de Janeiro, passando depois pelo Rio Grande do Sul e Pernambuco.

Entre 1891 e 1917, durante 26 anos consecutivos, exerceu funções de Cônsul Geral e de Encarregado de Negócios, em Estocolmo e em Copenhaga, para poucos naos depois, em 1906, ascender à categoria de Ministro Plenipotenciário.

Em 24 de setembro de 1900, tinha 41 anos, casa com Maria Luísa Carmen Mercedes Joana Lewin, uma belíssima jovem sueca de 22 anos, filha de pai sueco e mãe equatoriana.

O casal teve dois filhos – António Nicolau e Joana Mercedes –, tratados, na intimidade, por familiares e amigos, por Tony e Ninette, respetivamente.

Apesar de mais nova 19 anos que o marido, Carmen Mercedes faleceu, prematuramente, em 1915, 2 vítima de sofrida e prolongada doença. António Feijó não resistiu ao doloroso golpe: amavam-se profunda e intensamente.

Dois anos depois, em 1917,o poeta sucumbia a um duro ataque de gota. Virá a propósito recordar o poema «Eu e Tu», incluído no livro Sol de Inverno – Últimos Versos, de que falarei um pouco mais, adiante.

Em versos alexandrinos, este poema aparece-nos repleto de sentimento amoroso e de uma subtil sensualidade. Nele se encontram, por outro lado, claras influências parnasianas e simbolistas.

 

 «EU E TU Dois!

Eu e Tu, num ser indissolúvel! Como

Brasa e carvão, centelha e lume, oceano e areia,

Aspiram a formar um todo, - em cada assomo

A nossa aspiração mais violenta se ateia…

 

Como a onda e o vento, a lua e a noite, o orvalho e a selva

– O vento erguendo a vaga, o luar doirando a noite,

Ou o orvalho inundando as verduras da relva

– Cheio de ti, meu ser de eflúvios impregnou-te!

 

Como o lilás e a terra onde nasce e floresce,

O bosque e o vendaval desgrenhando o arvoredo,

O vinho e a sede, o vinho onde tudo se esquece,

– Nós dois, de amor enchendo a noite do degredo,

 

Como partes dum todo, em amplexos supremos

Fundindo os corações no ardor que nos inflama,

Para sempre um ao outro, Eu e Tu, pertencemos,

Como se eu fosse o lume e tu fosses a chama…»

[Cf. MARTINS, 2004: 371-372]

 

Os restos mortais de Carmen Mercedes e de António Joaquim de Castro Feijó (este era o seu nome completo) encontram-se no cemitério desta vila. Trasladados de Estocolmo, primeiro, para Lisboa e, logo depois, para Ponte de Lima, em 1927, é sob a legenda tumular «O amor os juntou e nem a morte os separou» que se perpetua a memória do profundo amor que este casal entre si comungou.

António Feijó foi um homem que, mesmo enquanto diplomata, gostava de gozar a vida, do bem viver e de viver bem. A este respeito, Cândido Martins descreve o nosso poeta como tendo sido «sempre um fidalgo culto e distinto, espirituoso e expansivo.» Refere, a propósito, que não faltam «os testemunhos que realçam a [sua] lucidez irónica e a saudável alegria, verdadeiramente contagiantes.» E remata: «Neste âmbito, são inúmeros os ditos graciosos e as situações anedóticas protagonizadas pelo poeta e diplomata limiano, homem folgazão, de convívio desejado, repetidamente alcunhado de “opíparo Feijó” (Guerra Junqueiro).»

É sobejamente conhecida, entre outras, a «História dos Carecas de Faldejães». Mas, por outro lado, «são famosas [também] as suas prodigalidades e paixões em 3 matéria gastronómica, próprias de um requintado gourmet e de um homem apostado em fruir epicuristicamente os prazeres da mesa.» E Cândido Martins recorda carta de Emília de Castro, esposa de Eça de Queiroz, que «preocupada com a frágil saúde do marido», fala do «“temível” Feijó como responsável por desencaminhar os amigos íntimos para memoráveis e desmedidos repastos gastronómicos.» [MARTINS, 2004: 9]

Para exemplificar este lado divertido e folgazão de Feijó, são de ler ou reler, por um lado, em primeiro lugar, Bailatas, de 1907, e Novas Bailatas, publicado, postumamente, em 1926. Depois, entre outros, o belo livro O Mistério da Estrada de Ponte de Ponte do Lima – António Feijó e Eça de Queiroz, de A. Campos Matos. E de Luís Dantas, António Feijó – A Boémia Estudantil e os Primeiros Versos, publicado em 2008.

O pessimismo que se encontra, com frequência, em muitos poemas de Feijó é, por isso, mais aparente que real. Ou, melhor, é mais estético que ético. E convirá recordar, por outro lado, que o sujeito poético raramente se confunde com o sujeito histórico.

Falarei das Bailatas mais adiante. De momento e como espécie de separador da segunda parte deste tributo e invocação do nosso poeta, ouçamos este divertimento, onde Feijó, jogando com os nomes das notas musicais, por um lado (I), e com a repetição de sons que lembram o toque de um trompete ou talvez um cornetim, por outro (II), cria, simbólica e onomatopaicamente, dois pequenos poemas, onde ressaltam uma fina ironia e um subtil erotismo.

 

«DÍPTICA

(Tempos de Valsa)

I

Quando te vejo, sol, fá, mi, ré, sol…

Vou-te seguindo continuadamente

E lentamente como um girassol.

 

Tu vais caindo, mi, ré, sol, no poente,

Como grande girândola de vistas

Olhada pela curva duma lente…

 

Todo o passado, fá, mi, sol, conquistas.

Vitórias, sonhos, vejo tudo a arder

Numa grande fogueira de ametistas,

 

Que os teus Olhos fizeram acender.

II

Como dum jarro na invertida fauce,

Fi-ro-lá, fi-ro-lé, 4

De saia curta ao soluçar de Straus,

Desabrochava o teu elísio pé…

Fi-ro-lá, fi-ro-lé,

 

E eu, espreitando essa invertida fauce,

Fi-ro-lá, fi-ro-lé,

Junto à coluna onde escutava Strauss,

Sonhava a perna desse elísio pé…

Fi-ro-lá, fi-ro-lé,»

[Cf. MARTINS, 2004: 293-294]

 

Passemos à bibliografia (ativa, evidentemente) do nosso escritor (que não somente poeta, como se sabe), para recordarmos os seus livros e, em síntese, as suas principais caraterísticas estético-poéticas.

De poesia, deixou-nos Feijó nove títulos. Foi a este modo literário que ele mais tempo e rigorosa atenção dedicou. A propósito, deixem-me recordar um fragmento de uma sua carta, datada de 4 de Agosto de 1890, estando em Ponte de Lima (a passar férias, certamente), dirigida ao seu íntimo e inseparável amigo Luís de Magalhães.

Em carta datada de 31 de julho, Feijó expôs o que chamava o seu «princípio estético», que resume na seguinte frase: «na minha estética un vers n’est jamais bien quand’il peut être mieux.» [Vo. I: 233] O amigo deve ter comentado, em resposta, este «princípio» de Feijó, que, logo de seguida, lhe responde:

«Querido Luís

As espirituosas conclusões a que te levou o meu princípio estético são rigorosamente lógicas, mas assentam em bases que ele não contém. Não quis estabelecer uma regra absoluta para todos os artistas; sintetizei num verso a minha norma de trabalho. Para mim um verso não é bom se eu o posso fazer melhor. Pode ter as sílabas todas e os acentos nos seus lugares, mas enquanto eu tiver elementos para o tornar mais perfeito, quero dizer, mais musical, mais colorido, mais expressivo ou imprevisto, não me devo dar por satisfeito. Não quer isto dizer que aspire à perfeição absoluta, porque o melhor verso meu, nas mãos dum artista mais poderoso, pode ser transformado num outro muito melhor. O meu princípio consiste pois em que cada artista deve esgotar todos os seus esforços para fazer o melhor que puder. […]».

[FEIJÓ, 2004 (I): 233-4.]

– Sacerdos Magnus foi o primeiro livro, se assim lhe podemos chamar, que Feijó publicou, em 1881. É um longo poema, de tonalidade épica e elegíaca, composto e recitado, em 1880, em Coimbra, durante as celebrações do tricentenário da morte de Camões. O poema aparece depois integrado no livro

– Transfigurações, publicado em 1882. Neste, Feijó reúne poemas escritos desde 1878. No brevíssimo «Prefácio», o jovem poeta (tinha 23 anos), explica que quis «arquivar», neste volume, «os versos escritos dos 18 aos 22 anos, que mais acentuadamente representassem as fases percorridas na evolução do meu [seu] espírito». Chama-lhes, por isso, «uma espécie de autobiografia», onde revela a «história» da sua «inteligência alargando-se gradualmente, pelo estudo, na 5 compreensão das modernas verdades científicas.» E, a propósito, cita «a influência» do «pessimismo de Schopenhauer e Leopardi», por um lado, e as «doutrinas largamente proclamadas de Augusto Conte e Herbert Spencer», por outro. [Cf. MARTINS, 2004: 35]

Cândido Martins, situa Transfigurações e À Janela do Ocidente (poemeto publicado em livro, em 1885, mas datado de 1884), na primeira das «etapas» ou «tendências» da evolução poética («caleidoscópica», assim a caracteriza) do nosso poeta. E sintetizando, explica:

«É uma poesia eivadamente filosófica e declamatória, próxima dum certo panfletarismo positivista. Ora surge enformada por uma tonalidade épica, ora perpassada por uma certa retórica romântico-positivista. Opta quase sempre por poemas longos, estruturados em versos alexandrinos, num estilo interjectivo e empolado, ainda distanciado da depuração formal do parnasianismo que mais tarde atingirá.» [MARTINS, 2004: 16]

Num livro como noutro, encontramos poemas da juventude, confessadamente escritos nos tempos de estudante em Braga e Coimbra.

Dada a extensão dos poemas, ouçamos um fragmento de «Esfinge Eterna», datado de 1880, recolhido em Transfigurações.

«Não basta unicamente ouvir dizer que Deus

Habita na região vastíssima dos céus.

Não basta compulsar os livros de Moisés,

Nem olhar como um crente os astros e as marés,

Ou saber que Israel passara o Mar Vermelho.

Não é suficiente a letra do Evangelho…

Para erguer a razão das trevas onde cai

Inflamem-se de novo as sarças do Sinai!

Que o saber alimente e eleve a inteligência!

Para tranquilizar a nossa consciência

Não basta simplesmente o que nos diz a fé:

O que ensinou Jesus e o que ensinou Mahomet!

 

Andam as religiões em continuada luta.

A fé encheu na Grécia a taça da cicuta,

Alevantou a cruz no cimo do Calvário,

E no doido furor de monstro sanguinário,

Para abafar a voz da ciência que troveja,

Encerrou Galileu nos cárceres da igreja;

E como um sacrifício ao Deus sombrio e fero

Mandou queimar João Huss e excomungou Lutero!

 

Vale mais do que a Bíblia e mais que o Alcorão

A radiosa luz duma constelação.

[…]» [Cf. MARTINS, 2004: 50]

 

Segue-se Líricas e Bucólicas, em 1884. Aqui, Feijó reúne poemas escritos entre 1876 e 1883. Ou seja, poemas escritos também antes de 1878, isto é, antes de Transfigurações.

A respeito desta coletânea, observa David Mourão-Ferreira [no programa radiofónico dedicado ao nosso poeta, transmitido em 22/VII/64 e mais tarde recolhido, com menos poemas e ligeiras alterações de redação, no livro de ensaios Tópicos de Crítica e de História Literária], o seguinte: «a poesia das Líricas e Bucólicas reveste-se de um particular interesse histórico-literário, na medida em que reflecte a ambição de criar uma poesia campestre, isenta das convenções tradicionais.» E exemplifica, com versos de «Fragmento duma Carta», incluído na secção «Bucólicas»:

«Hoje, para compor as éclogas silvestres,

Ninguém trata de ler nem compulsar os mestres.

Põe-se a gente à vontade e vai, a qualquer hora,

Ao acaso, ao desdém, pelas campinas fora,

Sem se preocupar com o que fez Vergílio.

Procura uma canção? Deseja algum idílio?

É simples; basta olhar, lançar a vista em roda

E abraçar, num momento, a Natureza toda.

Nos prados, na floresta, ao pé do rio, ao largo,

Na grandeza do mar profundamente amargo,

Na nuvem que atravessa o ar como uma vela,

No infinito do céu que às noites se constela,

Por toda a parte enfim, ouvindo esta linguagem,

A poesia rebenta indómita e selvagem

Como na primavera as erupções de flores!

 

Tem toda a liberdade o voo dos condores.

Que nos importa, pois, o que ensinava Horácio?

[…]» [MOURÃO-FERREIRA, 1964: 7; 1969: 236. Cf. MARTINS, 2004: 125]

Em 1890, publica Cancioneiro Chinês, com 2.ª ed., revista e aumentada, logo em 1903. O livro está dividido em quatro “capítulos” – chamo-lhes eu – correspondendo cada um a uma estação do ano. São poemas, criativa e intensamente trabalhados, que Feijó traduziu, não diretamente do chinês, mas do francês, a partir do Livre de Jade (editado em 1867), por Judith Gauthier. Trata-se, por isso, mais que de traduções, de recriações que o nosso poeta, seduzido também pelo exotismo oriental finissecular, primorosamente fez de cantares de poetas da dinastia Tang (séc. VIII). Nestas recriações, Feijó procura, como o próprio diz, «resgatar por intuições e imagens uma beleza gráfica, pictural, intraduzível». Mas nelas encontramos, por um lado, «uma depuração parnasiana» e, por outro, «um vago simbolismo», regista Cândido Martins. [MARTINS, 2004: 18]. Daí que Feijó não consiga, observa Mourão-Ferreira, «disfarçar», no Cancioneiro, os seus «temas predilectos». Por exemplo, a beleza romântica da mulher, de uma mulher que, de «moça e bela», um dia ficou «Flor esquecida, que tombou no lodo».

«O BATEL DAS FLORES

Essa mulher que vês naquele barco

É moça e bela. As sobrancelhas pretas

Parecem, na elegância do seu arco,

As antenas subtis das borboletas.

 

Versos improvisando e rimas puras,

Que ao som da sua flauta concebia,

Entre os astros e as nuvens, nas alturas,

Os Sábios impassíveis comovia.

 

– “Flor esquecida, que tombou no lodo,

Ninguém, junto de mim, ousa parar…

E os que passam, afastam-se de todo,

Sem um suave, enternecido olhar…

 

Os arrozais na húmida campina

São mais felizes são… E há quem, decerto,

Quando os trigais florescem, imagina

Ver nos meus lábios o sorriso aberto!

 

Mas o riso suave de outros dias

Já não pode em meus lábios florescer…

Instrumento de impuras alegrias,

Joguete lamentável de prazer,

 

Se algum desconhecido viandante

Desprende a amarra do Batel das Flores,

Pensa que leva um sonho fascinante

E somente conduz as minhas dores!”»

[Cf. MARTINS, 2004: 184; MOURÃO-FERREIRA, 1964: 7-8.]

 

Ilha dos Amores é publicado em 1897. Mas além do conjunto de poemas sob este título, Feijó inclui, ainda, no mesmo volume, mais três. O primeiro é «Auto do Meu Afecto», datado de 1887. São XXIX pequenas oitavas, apenas numeradas, introduzidas por um «Prelúdio». O objeto poético de todos estes versos é, de novo, uma mulher que o sujeito poético ingenuamente amou e de quem, todavia, continua a sentir saudades. Feijó encontrava-se, então, no «exílio» de Pernambuco. Por isso, começar assim:

«Ao luar dormente, ao luar dos trópicos, no exílio,

Sobre um terraço à beira-mar,

Procurei na memória as rimas deste idílio,

– Contas perdidas dum colar…»

[Cf. MARTINS, 2004: 227]

 

Ao segundo conjunto, não datado, o nosso poeta dá o título de «Alma Triste». É aqui que encontramos o poema «Domingo em Terra Alheia», onde o poeta, já em Estocolmo, expressa as saudades que sente da querida terra natal e suas tradições:

«Domingo triste, protestante e frio…

Onde estais vós, Domingos de outros anos,

Adro da minha Igreja, alamedas do rio,

Dias santos de sol católico-romanos?»

[Cf. MARTINS, 2004: 237]

 

De referir, ainda, que é na «Alma Triste» que se encontra «Inverno», cujas quadras da segunda parte foram adotadas como hino de Ponte de Lima:

«Nasci à beira do Rio Lima,

Rio saudoso, todo cristal;

Daí a angústia que me vitima,

Daí deriva todo o meu mal.»

[Cf. MARTINS, 2004: 237]

 

O terceiro conjunto, intitulado «Durante a Procela», não vem referido na capa do Ilha. São oito sonetos, de cariz romântico, seguidos de um «EPÍLOGO», introduzido pela seguinte epígrafe:

«AQVI JAZ FEIJOO ESCVDEIRO

BOM FIDALGO E VERDADEIRO

GRAN CAZADOR E MONTEIRO»

 

Trata-se, segundo informa Feijó, de «Epitáfio duma sepultura no Mosteiro de Celnova». [Cf. MARTINS, 2004: 263]

O nosso poeta vai glosando estes versos epitáficos, ao longo do poema. Nele retrata, com «inveja», um seu antepassado galego («avô» lhe chama), tão amante da boémia e do bem viver e do viver bem, quanto o nosso limiano cantor. O poema é longo, mas de um sabor e graça especiais.

 

«A Casa bem provida,

A tulha cheia, a adega a transbordar…

Como foi bela a tua vida,

E como o teu destino é de invejar!

 

Sem amarguras nem cuidados,

Nas tuas terras da Galiza,

Passaste a vida a montear veados,

Alegremente, descuidadamente,

Como um doce regato que desliza,

Cantando entre ravinas e valados,

No seu leito de areia alvinitente.

Bom fidalgo e verdadeiro,

 

Eras sadio e forte,

Nobre, ingénuo, leal, corajoso a valer;

E, – ventura suprema, ou galardão da Sorte!

– Suponho até que nem sabias ler!

Gran cazador e monteiro,

Não conhecias códigos nem lei;

Mas se o rude invasor vinha a Pátria ameaçar,

Sabias com ardor bater-te pelo Rei

E nobremente o sangue derramar!

Bom fidalgo e verdadeiro,

 

Finda a campanha, aos teus domínios regressavas,

Com a tua mesnada heroica e bela,

Teu pendão e caldeira;

E aos teus servos atónitos contavas,

Em volta da lareira,

As proezas dos nobres de Castela

Nas guerras da fronteira.

 

Passaste uma existência sem cuidados,

Sem a tortura atroz do Pensamento,

A montear javalis, a perseguir veados,

E a derrubar cachopas nos valados

Entre o centeio verde a baloiçar-se ao vento…

Bom fidalgo e verdadeiro,

Gran cazador e monteiro,

 

Como foi bela a tua vida

E como o teu destino é de invejar!

Com a paz do Senhor, a casa bem provida,

A tulha cheia, a adega a transbordar…

 

Se visses em que linfa miserável

Se transformou teu sangue generoso,

Ó meu avô! o teu braço indomável

Caíra de vergonha, inerte e pesaroso!

 

Formado entre sorrisos cortesãos

Num tempo de elegância efeminada,

Nem com ambas as mãos

Poderia empunhar a tua espada!

 

Teu neto, bom fidalgo e verdadeiro,

Nem caçador, nem monteiro!...

Tenho medo do sol, do mar, das tempestades,

E enchem-me de terror, pelas noites caladas,

Os cães a uivar no pátio das herdades,

O grito dos pavões e o rugir das levadas!

 

Sou daqueles que passam a existência

Sofrendo imaginários pesadelos…

Quantas vezes os dedos da Demência

Têm desgrenhado os meus cabelos!

 

Mas… sei ler e contar. Fiz estudos às largas;

Li, pensei, meditei… que sei eu do que existe?

Dos livros só tirei desilusões amargas,

E das contas que fiz… desigualdade triste.

 

A montanha da Vida às cegas escalando,

Se ao vértice cheguei, que posso concluir?

Nasci, não sei por quê, e à toa caminhando,

Ignoro onde me leva o incógnito porvir;

Só sei que hei-de morrer, mas nem sequer sei quando…

Não era bem melhor, a tua vida imitando,

Sob o mesmo epitáfio, ó meu avô, dormir?!

Bom fidalgo e verdadeiro,

Gran cazador e monteiro,

 

Ah, como o teu destino é de invejar!

Como foi boa a tua vida!

Tinhas a tulha cheia, a adega a transbordar,

A casa bem provida…

E tinhas Deus para te consolar!

 

[Cf. MARTINS, 2004: 263-265] Bailatas, publicado em 1907, último livro que Feijó publicou em vida, deve ser, pela temática e construção poética semelhantes, referido ao lado de Novas Bailatas, postumamente publicado, em 1926. O nosso poeta assina-os, porém, com o curioso pseudónimo de Inácio de Abreu e Lima, que se apresenta, como «primo [de] Calisto Elói, da casa e linhagem de Agra de Freima», a célebre personagem camiliana de A Queda de um Anjo (1865/6). Pseudónimo que, segundo Mourão-Ferreira, «era pràticamente um heterónimo, no sentido em que Fernando Pessoa viria depois a pôr em voga esta palavra. E esse heterónimo de António Feijó, na grande linha da nossa poesia satírica que vem das “cantigas de escárnio” até ao Abade de Jazente e de Nicolau Tolentino a Alexandre O’Neil, é afinal de contas uma implacável testemunha do universo mundano em que finge integrar-se.» [MOURÃO-FERREIRA, 1969: 234-235]

A propósito da poesia em geral do nosso poeta e, em particular, destes dois livros, observa Mourão-Ferreira que, neles se encontram «os ecos de um certo pessimismo finissecular» e as «pertinentes denúncias de clamorosas injustiças sociais». Mas acrescenta de imediato que «o mais constante, apesar de tudo, ainda será um espírito de amor à vida, uma risonha atitude perante as pequenas dádivas da existência e, em certos casos, uma crítica irónica – mais corrosiva do que à primeira vista possa parecer – ao hipócrita estatuto por que se regiam os seus contemporâneos mais 11 afortunados», nomeadamente os «“elegantes” do seu próprio mundo», mesmo quando assume, «ficticiamente a sua [deles] perspetiva».

E para exemplificar este lado humorístico e satírico, em que, simultaneamente, disfarça sua condição aristocrática, Feijó escreve «MUNDANA», uma espécie de autorretrato do sujeito poético, que passa os dias em vida fácil e facilitada.

«MUNDANA

Todos os dias me levanto

Às 9 da manhã; e como um raio,

Tomo o meu banho, faço a barba, canto,

Leio os jornais, fumo um cigarro, e saio.

 

Vou almoçar num restaurante à moda:

Dois ovos, peixe, costeletas, fruta,

E um cálice de whisky com limão e soda…

Assim disposto, recomeço a luta.

 

Primeiro corro ao Alfaiate para

Examinar tecidos, figurinos…

A Moda é sempre caprichosa e cara,

Como todos os vícios femininos.

 

Como me fica à mão, passo também

Pela florista, de quem sou escravo;

– Ninguém como ela faz um ramo, nem

Mete melhor na botoeira um cravo.

 

Depois, o sapateiro, o mentiroso

Mais descarado que gerou o asfalto;

E enfim, o chapeleiro, homem precioso

Para os huit-reflets do chapéu alto.

 

Volto de novo a casa, mudo de fato,

E – le jour de ces dames vou seguir…

Mesuras, frases do mais fino trato,

– Banalidades de morrer a rir!

 

Vou ao Cercle depois pôr a casaca,

(Que o meu criado para lá levou)

E o papillon sobre a anilina opaca

Duma camisa que Doucet talhou.

 

De flor ao peito, uma gardénia rara,

E uma pérola enorme no plastrão,

Monóculo sem fita, luva clara,

Tudo numa subtil combinação,

 

Chamo um coupé, meto-me dentro, e toca!

Dîner en ville! Convidados, damas,

Tudo o que a Moda de elegante invoca,

– Decotes pondo em nossos olhos chamas.

Ao teatro vou também, mas raras vezes,

 

Quando não tenho a noite prometida;

– É distracção mais própria de burgueses

Do que de gente fina e bem nascida.

Mas em noites de “Lírico” não falto;

 

Vai toda a gente conhecida, toda;

Correm-se os camarotes, fala-se alto…

A Ópera, que importa?

É moda, – é moda!

 

Vou ao Cercle, depois, findar prazeres:

Tomo chá com torradas, jogo, leio,

E a ouvir falar de sport e de mulheres,

Todo a pingar de sono, cabeceio.

 

Às 3 horas recolho-me e adormeço,

Quando exausto de forças sucumbia;

Mas na manhã seguinte recomeço

Este penoso afã de cada dia!

 

E muita gente inveja o D. Inácio

De Abreu e Lima, com solar no Minho!

Se a alguém atrai este destino, abrace-o!

Para tal profissão, tudo é caminho!»

[Cf. MARTINS, 2004: 288-290]

 

E chegamos ao Sol de Inverno. Com o subtítulo de Últimos Versos, o livro foi publicado em 1922 (postumamente, portanto), mas encontrava-se pronto para edição em 1915, ano em que, recorde-se, lhe morreu a amada esposa. Quando deu por concluída a organização da coletânea, já Carmen Mercedes teria falecido ou, então, os sinais do seu degradado estado de saúde seriam evidentes. O sofrido marido dedica-lhe, contudo, o livro, fazendo acompanhar a dedicatória dos seguintes versos alexandrinos:

«Folhas mortas de outono ou de inverno precoce,

No teu regaço amigo, estes versos deponho,

Para que o teu amor lhes dê vida e remoce,

Porque a Arte começa e acaba num sonho…

É pouco; mas eu torno a homenagem mais bela,

Pondo, como uma flor, nas folhas sem aroma,

O verso em que Martial diz à Esposa Marcela:

Tu, tu só, para mim, vales mais do que Roma!»

[Cf. MARTINS, 2004: 355]

 

Sol de Inverno é considerado, pelos melhores críticos e estudiosos da obra poética de Feijó, o seu melhor livro. Cândido Martins considera-o «uma verdadeira obraprima, síntese de um lirismo magoado e nostálgico, profundamente outonal e crepuscular» [2004: 12], mas onde se manifesta «uma sincrética assimilação de tendências poéticas diversas, por vezes sobrepostas, de forma matizada e em distintos graus de adesão.» [Ibid.: 21]

Por sua vez, Mourão-Ferreira regista que é neste volume que «a sensibilidade de Feijó, rudemente posta à prova pelo longo exílio escandinavo, que a um tempo o encantava e constrangia, se manifesta na mais plena e iniludível posse dos seus meios de expressão.» E continua: «A sua voz, nos poemas deste livro, transcende, pelo constante recurso ao Símbolo, a ilusória ambição de uma poesia directa, como a das Líricas e Bucólicas e, por outro lado, a necessidade de se encobrir sob um heterónimo, para disfarçar ou ridicularizar os próprios sentimentos, como aconteceu nas Bailatas.» E conclui: «Por meio do Símbolo, António Feijó, simultaneamente, oculta e descobre o que há de mais íntimo em si. Por isso mesmo, quando nos fala do “Cisne Branco, esquecido a sonhar no alto Norte” e que se vê, “ao despertar, das neves prisioneiro”, nós sentimos perfeitamente que é de si próprio que ele fala…» [1964: 8; 1969: 236-237]

«CISNE BRANCO

Cisne branco, esquecido a sonhar no alto Norte,

Vendo-se, ao despertar, das neves prisioneiro,

Ergue os olhos ao céu, enublados de morte,

Mas o sol já não vem romper-lhe o cativeiro.

 

O gelo, no lençol todo imóvel das ondas,

 

Em que a aurora boreal põe reflexos de brasas,

Deslumbra-lhe um momento as pupilas redondas,

Dá-lhe a ilusão do sol, mas não lhe solta as asas.

 

Vê que o torpor do frio o invade lentamente;

Debate-se, procura o cárcere romper;

Mas a asa é de arminho, o gelo é resistente:

Tem as penas em sangue e sente-se morrer.

 

Então põe-se a cantar, sem que ninguém o escute;

Solta gritos de dor em que lhe foge a vida;

Mas essa dor, se ao longe um eco a repercute,

Parece uma canção no silêncio perdida…

 

Melodia que a voz da Saudade acompanha,

Amarga e triste como o exílio onde agoniza,

Longe do claro sol que outras paisagens banha,

Dos rios e do mar que outra alvorada irisa.

 

Voz convulsa a chorar perdidas maravilhas:

 – Tardes ocidentais de sanguínea e laranja,

Noites de claro céu, como um mar cheio de ilhas,

Manhãs de seda azul que o sol tece e desfranja!

 

Mas ao longe, à distância onde a leva a Saudade,

Tão esbatida vai essa triste canção,

Que não desperta já comoção nem piedade:

Encanta o ouvido, mas não chega ao coração.

 

E o Cisne, abandonado ao seu destino, expira,

Alucinado e só, sob o silêncio agreste,

Pensando que no azul, como um mar de safira,

Os astros a luzir são a geada celeste…

[Cf. MARTINS, 2004:378-379]

 

Feijó teve justamente o seu “canto do cisne”, nos poemas de Sol de Inverno. Aliás, na composição que encerra o volume – e que se intitula “A Lenda dos Cisnes” –, o poeta retoma o mesmo Símbolo, como que para descrever, pressagamente, a sua própria morte. Ouçamos apenas, dado tamanho do poema, este significativo fragmento:

«A LENDA DOS CISNES

[…]

O Cisne, orgulhoso da graça divina,

Da Lira de Apolo as cordas afina,

 

E rompe cantando… Calaram-se as fontes,

Calaram-se as aves… As urzes dos montes

 

Tremiam de gozo a ouvi-lo cantar…

E o vento sonhava na espuma do Mar.

 

O Cisne cantava, tirando da Lira

Um hino que nunca na terra se ouvira;

 

Não para, nem sente, na sua emoção,

Que a vida lhe foge naquela canção.

 

Mas quando, entre nuvens, a tarde caía

No enlevo do canto que a essa hora gemia,

 

E Apolo no seio de Tétis desceu,

O pobre do Cisne, cantando, morreu…

 

Gemeram as aves; choraram as fontes;

Torceu-se nas hastes a giesta dos montes,

 

E o mar soluçava na tarde sombria,

Que o manto de luto com astros tecia.

 

Solícita espera-o, das águas à beira,

Do Cisne, já morto, fiel companheira;

 

Espera que o Esposo de pronto regresse

Mas treme e suspira, que a Noite já desce…

[…]

[Cf. MARTINS, 2004: 412-413]

Como sabem, os poemas de António Feijó encontram-se atualmente acessíveis a todos quantos os queiram ler e/ou estudar. E muitos já o fizeram e outros continuam a fazê-lo. Felizmente.

Os livros do nosso poeta permaneceram esgotados, durante largos anos, quer em edição autónoma, quer reunidos em Poesias Completas, volume editado em 1939, com 2.ª ed. provável em 1940. Recentemente, porém, em 2004, é feita uma nova edição das Poesias Completas, com «Prefácio e fixação de texto» de Cândido Martins. (A supervisão da ed. de 1939 coube ao poeta Afonso Lopes Vieira.) O volume está integrado na coleção «Caixotim Clássico», das Edições Caixotim (Porto). Cândido Martins faz notar que «Esta nova edição das Poesias Completas segue fielmente a edição de 1939 (Lisboa, Bertrand)», mas esclarece que manteve «toda a organização externa e interna dos vários livros […], bem como os textos críticos de Luís de Magalhães e de Alberto de Oliveira». Introduziu, na transcrição dos poemas, apenas «alterações de pormenor», nomeadamente na «actualização do português». [MARTINS, 2004: 23]

No ano seguinte (2005), com «Prefácio, fixação de texto e notas» do mesmo professor-investigador, é publicado, também pela Caixotim, o volume Poesias Dispersas e Inéditas. Nele, Cândido Martins revela-nos um significativo conjunto de poemas de temáticas e qualidade poética diversas, precedido de um excelente estudo sobre a evolução da poética de Feijó. O livro está organizado em sete secções: «Juvenilia», «Poesia Épica», «Lira Chinesa», «Veia Cómica», «Lira Diversa» e «Lira Popular». Tratase de poemas que o autor de Sol de Inverno foi publicando, «assiduamente em jornais e revistas, álbuns e outras obras colectivas, editadas desde finais de Oitocentos às primeiras décadas do séc. XX.» [MARTINS, 2005: 7] Ou seja, desde os tempos de estudante em Braga e Coimbra, teria 16/17 anos de idade, até ao tempo em que começou a exercer funções diplomáticas no Brasil e em Estocolmo.

Cabe referir que as edições das Poesias Completas, de 1939 e de 2004, como a edição das Poesias Dispersas e Inéditas tiveram o patrocínio da Câmara Municipal, o que a todos os títulos é de louvar e enaltecer. E – porque não? – também de agradecer.

Embora a principal atividade, como escritor, tenha sido a poesia, António Feijó dedicou-se também à tradução literária. Neste campo, verteu para português

- A Viagem de Pedro Afortunado, peça de teatro em cinco atos, do dramaturgo sueco Augusto Strindberg, publicada em 1906.

- Viagem em Portugal, 1798-1802, de Carl Israel Ruders, livro apenas publicado em 1981, com reimpressão em 1997. Em 2002, saiu uma edição completa desta obra em dois volumes.

Além disso, Feijó escreveu um «Relatório» com o título de

- A Instrução Popular na Suécia, publicado em 1897, com 2.ª ed. em 1901.

Mas além de poeta e tradutor, António Feijó dedicou-se também, intensamente, à epistolografia, trocando correspondência com os seus muitos e diferentes amigos. Sobressaem, neste domínio,

- Cartas a Luís de Magalhães, em dois vols., publicados em 2004, pela IN-CM, também com o patrocínio da Câmara Municipal de Ponte de Lima.

A «Apresentação, transcrição e notas» destas cartas é da responsabilidade de Rui Feijó, irmão de Álvaro Feijó e sobrinho-neto do nosso poeta. A obra termina com um «Posfácio de Luís de Magalhães», que mais não é que o artigo que o grande amigo de António Feijó publicou no jornal O Dia, a 23 de julho de 1917, ou seja, pouco mais de um mês após a sua morte que, recorde-se, ocorreu no dia 20 de junho do mesmo ano.

- Minhotos, Diplomatas e Amigos – A correspondência (1886-1916) entre o 2.º Visconde de Pindela e António Feijó sai, em 2007, sob a chancela DG edições. É outra obra a ter consideração.

Concluída a evocação da obra de António Feijó, talvez seja conveniente apresentar a visão que, embora sintética, fazem Mourão-Ferreira e Cândido Martins da poesia do nosso poeta.

David Mourão-Ferreira, em Tópicos de Crítica e de História Literária, escreve:

«António Feijó […] é um daqueles poetas que dificilmente podem filiar-se nesta ou naquela escola, neste ou naquele movimento [literário].» E explica: «visceralmente romântico, no que que se refere à preferência por certas temas – a noite, o outono, a morte, – foi todavia um clássico pela cultura, pela disciplina, pelas exigências de perfeição formal; por outro lado, tendo despertado para a criação poética em plena efervescência realista e parnasiana, um tanto sob a asa de Junqueiro, não menos sob o signo de João Penha, a breve trecho se vai mostrando, contudo, progressivamente permeável às difusas sugestões do simbolismo, – de um vago simbolismo que a princípio procura satirizar, mas em cujas malhas de indefinível sortilégio pouco a pouco se deixa envolver.» [MOURÃO-FERREIRA, 1964: 1; 1969: 233]

Cândido Martins, no excelente prefácio que escreveu para a reedição de Poesias Completas, vê, nos poemas de António Feijó, a «exemplaridade de uma poética caleidoscópica». Ou seja, a sua poesia «não se subsume numa tendência poética singular.» Daí que considere serem «bastante redutoras as tentativas de classificação que procuraram, por exemplo, restringir o poeta a expoente do parnasianismo português.» E conclui, com justiça e justeza: «a voz emocionada e romântica, ou bucólica e nostálgica, mas também virtuosa e humorada de António Feijó ficará para a história da literatura portuguesa como uma criação representativa da plural renovação do fimde-século português.» [MARTINS, 2004: 22]

Para terminar este meu modesto contributo para o tributo que estamos a prestar ao poeta António Feijó, permitam-me que coloque esta questão: por que razões o nosso poeta, apesar do valor reconhecido por muitos estudiosos da poesia e literatura portuguesa, continua afastado dos manuais escolares, das seletas e antologias?

A questão não é nova. Já em 1964, há 50 anos, portanto, no programa radiofónico «Música e Poesia», que integrou uma secção intitulada «Pequeno Cancioneiro de Verão», David Mourão Ferreira, seu autor, depois de considerar a poesia de António Feijó, de um «extremo rigor quanto à expressão», afirmava que se ela «não 17 é das mais ignoradas do grande público, está contudo bastante longe de ter a audiência que merece.» [MOURÃO-FERREIRA, 1964: 1.]

Por sua vez, mais recentemente, no prefácio da reedição das Poesias Completas de 2004, perguntava-se, interrogando-nos, Cândido Martins: que leva a que, apesar dos «grandes elogios» que o nosso poeta tem recebido, ao longo dos tempos, de altas figuras da crítica, do ensaio, da criação, da investigação e da história literária portuguesa, continue a «estar hoje, ao mesmo tempo e infelizmente, tão marginalizada e esquecido?» [MARTINS, 2004: 8]

Responda quem souber.

Eu, pessoalmente, não sei responder. Melhor, não me cabe responder, aqui e agora. Digo apenas, para terminar, que o poema «Pálida e Loira», incluído no livro Líricas e Bucólicas (1884; Cf. MARTINS, 2004: 89), que aprendi a saber de cor, quando jovem estudante, continua a ser um dos sonetos mais belos da poesia em português escrita. Como sei que muitos e muitos outros poemas do poeta são de valor estético e poético semelhante. Que o tributo que hoje prestamos ao poeta António Feijó contribua para que esta injusta e ingrata situação seja rapidamente invertida!

«PÁLIDA E LOIRA

Morreu. Deitada no caixão estreito,

Pálida e loira, muito loira e fria,

O seu lábio tristíssimo sorria

Como num sonho virginal desfeito.

 

- Lírio que murcha ao despontar do dia,

Foi descansar no derradeiro leito,

As mãos de neve erguidas sobre o peito,

Pálida e loira, muito loira e fria…

 

Tinha a cor da rainha das baladas

E das monjas antigas maceradas,

No pequenino esquife em que dormia…

 

Levou-a a Morte em sua garra adunca!

E eu nunca mais pude esquecê-la, nunca!

Pálida e loira, muito loira e fria…»

[Cf. MARTINS, 2004: 89]

Muito obrigado!

Ponte de Lima, 17 de junho de 2016 David F. Rodrigues

LEGADO LITERÁRIO DE ANTÓNIO E ÁLVARO FEIJÓ EVOCADO EM PONTE DE LIMA EM NOITE DE POESIA

Na última edição do ano de Poesia à Sexta, os poetas António e Álvaro Feijó - dois nomes de referência da cultura limiana e vianense, respetivamente - foram as figuras evocadas numa noite de celebração da literatura regional, que decorreu na passada sexta-feira, no Auditório da Biblioteca Municipal.

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David Rodrigues, responsável pela comunicação dedicada ao poeta e diplomata António Feijó - no seu mês de nascimento e morte - revisitou os principais momentos da vida e obra do autor de Sol de Inverno, desde as décadas passadas em funções diplomáticas aos anos votados à escrita de notáveis composições poéticas que, sustentou o palestrante, deveriam integrar os programas curriculares da disciplina de Português. Intercalando o relato biográfico com a leitura de vários poemas, de que se destacam Eu e tu, Pallida e loira, Domingo em terra alheia e Inverno, David Rodrigues lembrou os nove títulos deixados pelo insigne limiano - três deles com edição póstuma - sublinhou duas vertentes menos conhecidas do legado de Feijó – a da tradução literária e a da epistolografia – e salientou o lado perfeccionista de um homem que defendia o dever de se esgotarem todos os esforços para se atingir uma qualidade superior. “Um verso não é bom se eu posso fazer melhor”, dizia o poeta que buscava o aperfeiçoamento constante.

A produção literária do autor a quem Guerra Junqueiro alcunhava de “opíparo” Feijó não foi a única faceta mencionada na sessão de tributo. Também a sua apetência pelo convívio social e boémio, o seu apreço pela boa gastronomia portuguesa e a sua relação de amizade com Eça de Queirós foram aspetos igualmente versados na primeira comunicação da noite.

Álvaro Feijó, sobrinho-neto do renomado escritor limiano, foi o segundo poeta evocado, cujo centenário de nascimento se assinala no próximo dia 5 de julho. Cláudio Lima destacou as origens aristocráticas e a tradição literária da família de um autor, que prematuramente desaparecido da cena cultural – morre tuberculoso com uns incompletos 25 anos - revelou um natural talento para a poesia. Estudou no Colégio Jesuíta de La Guardia e cursou Direito em Coimbra, cidade onde contactou com o movimento da Presença e onde se operou uma transformação na sua forma de escrita. Segundo o orador, 1937 foi o ano de viragem no estilo e o período de publicação de Corsário (1940) – única obra do autor vianense editada em vida. Além dos elementos de mar e de referências a Viana do Castelo, que atravessam grande parte dos textos de Álvaro Feijó, Cláudio Lima sublinhou a pulsão amorosa e a temática feminina, visíveis em várias composições, mas também as preocupações sociais e políticas patentes na sua derradeira fase literária, de que é exemplo Diário de bordo – obra inacabada do escritor em que se sente igualmente um sarcasmo feroz dirigido à aristocracia da época. À semelhança da primeira intervenção, foram lidos poemas de Álvaro Feijó, designadamente Nossa Senhora da Apresentação, vertente religiosa igualmente presente na sua escrita.

A sessão de Poesia à sexta – projeto dinamizado pelo Município de Ponte de Lima para promoção daquele género literário – contou com a presença do Eng.º Vasco Ferraz, Vereador com o Pelouro da Juventude e Desporto, que deixou antever a retoma da iniciativa para 2017.

60 POEMAS - A MELHOR OBRA POÉTICA DE ARTUR COIMBRA

O novo livro do escritor Artur Ferreira Coimbra, com o título 60 Poemas, foi apresentado na Sala Manoel de Oliveira, em Fafe, que encheu completamente de amigos do concelho e da região. Em representação do município, esteve o vice-presidente Pompeu Martins que fez questão de destacar “a importância que Artur Coimbra tem no desenvolvimento de Fafe cultural, desde há décadas”, evidenciando o apoio, o incentivo e a colaboração que deu a sucessivas gerações de poetas e escritores locais, continuando a fazê-lo nos dias de hoje.

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60 Poemas é uma edição com a qual o autor quis associar às seis décadas de existência, comemoradas em Maio, uma obra poética inédita e de temática íntima, singular e pessoal, revisitando a memória e o percurso de vida do homem e do poeta.

A abrir, actuou, com elevada qualidade artística, o Coro de Pais e Amigos da Academia de Música José Atalaya, sob a direcção do jovem maestro Tiago Ferreira.

O editor da Labirinto João Artur Pinto, que acompanha a carreira literária do autor há décadas e publicou uma das suas antologias, considerou esta obra de 126 páginas “um livro afectuoso”.

A obra foi apresentada por César Freitas, professor e director da Escola Superior de Educação de Fafe e autor do prefácio, que dissertou sobre “a obra mais bem conseguida de Artur Coimbra, pela coerência e pela qualidade”, evidenciando a “linguagem muito própria do autor”.

O prefaciador considerou que os poemas nascem de uma vivência sensorial, mas brotam verdadeiramente do coração, versando basicamente sobre afectos, memórias, desassossegos. Numa “contínua exploração de símbolos”, o poeta tece uma “escrita autobiográfica”, de teor confessional, explorando a memória da infância feliz, a natureza e o inexorável devir temporal.

César Freitas evidenciou ainda a “originalidade da invenção e a mestria com que o poeta cinzela as palavras”, dizendo tratar-se do «resumo de toda uma vida de emoções e de valores, dos sonhos pueris, dos encantos da natureza, das alegrias, dos amores, mas também das perdas, das saudades e da angústia pela fragilidade do outro”.

Enfim, são “poemas de afirmação de uma singularidade de pensamento e de fazer poético”, que fez questão de reiterar.

Também o poeta Carlos Afonso, professor da Escola Secundária de Fafe e que subscreve o posfácio, interveio na sessão, para “agradecer tudo o que o autor tem feito por Fafe no âmbito da cultura e da literatura”, evidenciando a sua ligação à Escola Secundária, a colaboração nas Jornadas Literárias e a criação do Núcleo de Artes e Letras de Fafe.

“Este homem, nascido em Trás-os-Montes e que desde tenra idade escolheu as terras de Fafe para viver, conhece na perfeição os sentidos das palavras, tanto na sua abrangência objectiva como na sua vertente subjectiva. Sabe distinguir com primor a objectividade da história e o sentimentalismo pessoal da poesia. Tem assim o privilégio de entrelaçar mundos, decantar circunstâncias, datar vidas e construir estrofes ao mesmo tempo, sempre que o coração ou a razão lho ordenam” - referiu Carlos Afonso, para continuar “Ler Artur Ferreira Coimbra é caminhar no tempo, tocar lugares, perscrutar almas, beber desejos, ouvir anseios, acariciar rostos, reler versos, confrontar histórias, desvendar sonhos, desapegar sílabas, dispor “eus”, amar a escrita, olhar madrugadas, sentir Abril, acordar com as estrelas, viver a poesia”.

Foram ainda lidos poemas da obra pelos poetas Leonor Castro, Amélia Fernandes, Acácio Almeida e Pulo Moreira.

A mais recente obra poética de Artur Coimbra inclui uma dezena de fotografias de Manuel Meira e tem capa elaborada a partir de uma pintura da artista fafense Dulce Barata Feyo.

A obra será apresentada em Braga, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, na noite de 1 de Julho próximo.

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POESIA ANDA À SOLTA EM FAMALICÃO

Encontro literário Carmina 2 decorre de 16 a 18 de junho

Nos próximos dias 16, 17 e 18 de junho, a poesia vai andar à solta na cidade de Vila Nova de Famalicão, invadindo espaços públicos, como o Parque da Devesa e o Parque D. Maria II, envolvendo-se com as pessoas e com o quotidiano, pelas vozes de Isaque Ferreira, Rui Spranger e João Rios, entre outros poetas convidados. Esta é apenas uma das muitas iniciativas do encontro literário "Carmina 2" promovido pela Fundação Cupertino de Miranda em conjunto com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e que será este ano é coordenado pela escritora Rosa Maria Martelo.

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“Na segunda edição das jornadas do CARMINA, falaremos de passagens, de poesia e de outras artes. Reunindo poetas, artistas plásticos, criadores audiovisuais, críticos e ensaístas. Partiremos da permeabilidade das fronteiras entre o texto poético e diferentes tipos de imagem, falaremos de cibertextualidades”,apresentou a coordenadora do evento,  na conferência de imprensa explicando as razões da escolha do tema "Passagens" e do subtítulo "Poesia e outras artes" para a sua segunda edição.

"A palavra ‘Passagens' foi escolhida porque sugere a ideia de confluência, de estar na fronteira, e de interligação. Neste encontro vamos partir da poesia mas a poesia estará sempre em diálogo com as outras artes, especialmente as artes visuais", pormenorizou Rosa Maria Martelo. E acrescentou: “os poemas que descrevem obras plásticas não constituem um museu, mas talvez nos permitam um passeio pela história da arte. Talvez nos ensinem a ver de outra maneira”.

Recorde-se que a primeira edição do Carmina, que tem periodicidade bianual, aconteceu em 2014 tendo como tema “Deus como interrogação na poesia portuguesa”. A coordenação esteve a cargo de Tolentino Mendonça e de Pedro Mexia.

O "Carmina 2" tem início em 16 de junho com a exibição do filme "A mão inteligente" de Luís Alves de Matos. No dia seguinte é inaugurada a exposição "Imagem que se faz palavra" com uma visita guiada a cargo do diretor artístico da Fundação, António Gonçalves, seguindo-se as mesas redondas "Cruzar fronteiras, passagem das imagens 1", "Passagens de Ana Hatherly" e "Revistas de poesia e outras artes".

Rosa Maria Martelo explicou que com estes temas pretende-se "cruzar fronteiras" e sobre o debate em volta de Ana Hatherly, recorda que esta é "uma autora multímoda para quem os pontos de indefinição entre texto e imagem, escrita e gestualidade, configuraram desde muito cedo espaços criativos por excelência".

Quanto à reflexão sobre revistas de poesia e outras artes, esta mesa foi pensada, refere a coordenadora do encontro,"partindo do facto das revistas de poesia constituírem um espaço privilegiado de intercâmbio entre a criação poética e a criação artística, gráfica e plástica".

A sexta-feira termina então com leituras de poesia por Rui Spranger e João Rios no anfiteatro ao ar livre do Parque da Devesa. No sábado, dia 18, é lançada a antologia "Passagens: Poesia, Artes Plásticas", organizada por Joana Matos Frias, que reúne cerca de 60 autores da poesia portuguesa dos séculos XX e XXI e poemas em que há sempre uma relação com uma obra plástica.

Segue-se a quarta mesa redonda do encontro "Visões e cegueira da poesia, passagem das imagens 2" que reúne alguns poetas para os quais a imagem na poesia é considerada "fulcral". "Vamos contar com várias contribuições relevantes de pessoas que têm um conhecimento muito profundo do tema", garante Rosa Maria Martelo sobre um encontro que ainda terá leituras de poesia no Parque D. Maria II, somando-se Isaque Ferreira como convidado.

PONTE DE LIMA EVOCA OS SEUS MAIORES POETAS

Poesia à sexta dedicada a António e a Álvaro Feijó

Os poetas António e Álvaro Feijó – duas figuras cimeiras da cultura local – são as personalidades evocadas na próxima edição de Poesia à Sexta – projeto dinamizado pelo Município de Ponte de Lima para promoção daquele género literário.

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A dupla sessão, que por constrangimentos de calendário foi antecipada para o dia 17 de junho, será orientada por David Rodrigues – responsável pela comunicação dedicada ao renomado poeta e diplomata, António Feijó (1859-1917) – e por Cláudio Lima – cuja palestra versará sobre o sobrinho-neto daquele autor limiano - Álvaro Feijó (1916-1941) - também ele poeta.

Como habitualmente, o Poesia à Sexta tem início marcado para as 21h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, e incluirá uma tertúlia em torno de poemas e poetas.

Compareça e celebre o melhor da poesia em Língua Portuguesa.

PONTE DE LIMA EXPÕES POESIA ILUSTRADA

“Poesia ilustrada” em exposição na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

A exposição de pintura coletiva “Poesia Ilustrada” foi inaugurada no último sábado, dia 04 de junho, na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

A sessão de abertura que contou com a presença do Dr. Paulo Barreiro de Sousa, Vereador da Câmara Municipal de Ponte de Lima, foi enriquecida com momentos de declamação por Armindo Cerqueira.

A exposição que congrega 13 artistas plásticos, 13 escritores e 13 telas estará patente ao público até ao dia 22 de julho.

Visite-nos e usufrua de uma mostra única que celebra simultaneamente as artes e as letras.

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PONTE DE LIMA EXPÕE POESIA ILUSTRADA

Município de Ponte de Lima inaugura exposição de poesia ilustrada

13 artistas plásticos, 13 escritores e 13 telas que unem a poesia à ilustração. A ideia é original e serve de mote à exposição de pintura coletiva, que estará patente ao público de 04 de junho a 22 de julho de 2016, na varanda interior da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

O objetivo é reunir as diferentes perspetivas de criadores de áreas de atuação e idiomas distintos, em torno de telas soltas na vertical, cujas impressões de textos ao centro serão enriquecidas com a ilustração de um desenho ou pintura. Unidos na concretização do conceito “Um poeta, um pintor”, os artistas Flor Rocha (Porto), Fátima Miranda (Barcelos), Alice Capitão Castro (Esposende), Lurdes Rodrigues (Braga), Madalena Macedo (Guimarães), Monteiro da Silva (Barcelos), António Cunha (Barcelos), Mário Rebelo de Sousa (Âncora), Mário Vasconcelos (Caminha), AFMACH (António Fernando Leite Machado, Barcelos), Camilo de Lellis (Vila Nova de Famalicão), Sandra Longras (Barcelos), Clara de Sousa Vicente (Monchique), e os escritores Marianna Micheluzzi (Sardenha), Nathalie Lescop-Boeswillwald (França), Pedro Máximo (Polónia), Flávio Lopes Silva (Barcelos), Armindo Cerqueira (Barcelos), Kim Molinero (Lisboa), Marta Dutra (Aveiro), Conceição Oliveira (Aveiro), Laureans (Caminha), Christian Boeswillwald (França), Adolfina Mesa (Espanha), Madalena Macedo (Guimarães) e Ilídio Torres (Barcelos) trabalharão em conjunto, numa real partilha artística e humana, para a exposição das 13 obras finais.

No dia da inauguração – 04 de junho, pelas 11h00 – a mostra “Poesia ilustrada” – assim se chama a exposição coletiva - será enriquecida com desenhos elaborados no momento pelos próprios artistas e com uma sessão de poesia a cargo de Armindo Cerqueira, um dos autores participantes.

Compareça e usufrua de um evento único que, simultaneamente, congrega e tributa as artes e as letras.

PONTE DE LIMA PROMOVE POESIA

A “Luz” de Fernando Hilário em noite de poesia. Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

A exposição da luz, título da mais recente produção literária do escritor, pedagogo e artista Fernando Hilário, foi lançada na passada sexta-feira, 27 de maio, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima no âmbito do projeto Poesia à sexta.

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Depois da leitura de um texto explicativo do surrealismo, que pretendeu introduzir a plateia no tema e no estilo das composições poéticas que integram a obra de Fernando Hilário, José Cândido Rodrigues – responsável pela apresentação do livro – teceu considerações várias acerca dos traços distintivos da escrita do autor, dos elementos inspiradores das suas narrativas e da necessidade de cada poema, de uma forma geral, traduzir diversas polissemias, sob pena de se transformar num “recado banal”.

Fernando Hilário, que ao longo da sessão foi sendo interpelado pelos presentes, explicou que os 61 textos poéticos da obra, estruturalmente distribuídos por duas partes distintas, abordam o retorno à infância, expressam desejos e inquietações, falam do mundo e do tempo futuro, sempre com uma dimensão autobiográfica pois, segundo o autor, não é possível ignorá-la. Em relação ao estilo que o caracteriza e ao modo de se fazer poesia, Fernando Hilário asseverou que “um poema demasiado referencial e normativo” se distancia do texto poético – género para o qual não pode haver cartilhas – e que, muito embora atente para a estrutura linguística da narrativa, no seu caso particular, o pensamento é sempre o elemento condicionador da forma.

No final da sessão de apresentação de A exposição da luz, que contou com a presença de Paulo Barreiro de Sousa, Vereador da Educação do Município de Ponte de Lima, seguiu-se a habitual tertúlia com troca de impressões sobre poesia e poetas.

O próximo Poesia à Sexta – projeto dinamizado pelo Município de Ponte de Lima - realiza-se a 17 de junho com duas sessões evocativas: a primeira em tributo a António Feijó, ministrada por David Rodrigues e a segunda a Álvaro Feijó revisitado por Cláudio Lima.

CERVEIRENSES HOMENAGEIAM POETA GALEGO MANUEL MARIA

Poeta galego Manuel Maria homenageado em dia de aniversário do ‘Chá com Letras’

A Comunidade de Leitores de Vila Nova de Cerveira – ‘Chá com Letras’ assinala, esta quarta-feira, mais um aniversário com uma sessão especial dedicada ao poeta Manuel Maria, homenageado no Dia das Letras Galegas 2016. A Biblioteca Municipal convida a população a participar nesta atividade que conta com a presença de Esperanza Vázquez.

Porque o dia de aniversário é sempre um dia de comemoração, os fiéis participantes na Comunidade Leitores são presenteados com uma ação muito peculiar para assinalar o 7º ano de existência, ao mesmo tempo que procura cativar potenciais interessados pela descoberta e aventura em torno do mundo das letras.

Perante os elos de ligação e a interação com a vizinha Galiza, esta quarta-feira “Manuel Maria cruza o Minho”. Trata-se de uma sessão literária de proximidade a este autor muito singular que os galegos homenagearam no passado Dia das Letras Galegas do corrente ano. Esperanza Vásquez é a narradora convidada que tratará de abordar o “Minho como união da Galiza com Portugal”, mostrando esta “artéria caudal” oferecida pela obra do poeta da Terra Chá.

A Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira já dispõe de alguma bibliografia do autor disponibilizada pela Casa Museu Manuel Maria, nomeadamente “Os Lonxes do Solpor” (poesia), “Cecais hai unha luz” (poesia), “Galiza” (ensaio), “O Bigote de Mimí” (infantil), “Os Soños na Gaiola” (infantil), “O Tempo Vital de Manuel Maria, ensaio literário de Camilo Gómez Torres”.

De sublinhar que Esperanza Vázquez é mestre especializada em Educação Artística. As montagens das sessões literárias que organiza para o público infantil, familiar ou adulto, integram componentes visuais, musicais e dramáticas. Além de docente, publicou uma coleção de livros de educação musical e, como narradora, tem realizado espetáculos em colégios, livrarias, bibliotecas e jornadas educativas. Atualmente é mestra no CEIP de Sobrada (Tomiño) e colabora nas montagens da Orquestra de Cámara Lira.

Todas as quartas-feiras, a Comunidade de Leitores de Vila Nova de Cereira, constituída por cerca de 20 pessoas, reúne-se na Biblioteca Municipal para a iniciativa ‘Chá com Letras’. Trata-se de um momento de partilha, reflexão e debate de ideias a partir do livro e da leitura, sob coordenação da Profª. Maria José Areal que encarna esta caminhada de descoberta e aprofundamento do património literário legado por autores portugueses com enorme entusiasmo.

Com uma dinâmica desde 2009, o ‘Chá com Letras’ está aberto a interessados em participar que só têm que comparecer na Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira, às quartas-feiras das 15h30 às 17h30.

FAFE PROMOVE MÚSICA E POESIA EM BRAILLE

Município de Fafe promove atividade no Teatro Cinema que junta música e poesia

Amanhã, dia 24 de Maio, às 14h30, a Sala Manoel de Oliveira, no Teatro Cinema de Fafe, vai ser palco da atividade “Maio: Cerejas, música e poesia em braille”.

Integrada no plano de 2016 do Grupo de Integração e Ajuda Mútua (GIAM) das pessoas com deficiência visual de Fafe, a iniciativa é organizada conjuntamente pela Delegação de Braga da ACAPO, pelo Município de Fafe e pela Academia de Música José Atalaya.

A atividade vai integrar a execução de música ao piano, por uma aluna da Academia de Música José Atalaya, e a leitura tátil de poesia em braille, por elementos do GIAM.

Destina-se à participação do público, em geral, e a entrada é gratuita.

POETA FERNANDO HILÁRIO APRESENTA POESIA EM PONTE DE LIMA

Livro de Fernando Hilário apresentado em Poesia à Sexta, dia 27 de maio | 21 horas

O Município de Ponte de Lima continua a apostar na promoção da poesia, em sessões dinamizadas na última sexta-feira de cada mês, na Biblioteca Municipal.

A próxima sessão será dedicada ao lançamento do livro A exposição da luz, que congrega 61 composições poéticas, estruturalmente distribuídas por duas partes distintas, e é a mais recente aposta literária do escritor, pedagogo e artista Fernando Hilário.

Com apresentação de José Cândido Rodrigues, a sessão está agendada para o próximo dia 27 de maio, pelas 21h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima e insere-se no projeto Poesia à sexta que contempla ainda uma tertúlia com leitura e troca de impressões acerca de poemas e de poetas.

Compareça e celebre o melhor da poesia em Língua Portuguesa.

“A PENA E A LANÇA” – UM LIVRO DA AUTORIA DO VICE-ALMIRANTE ANTÓNIO SILVA RIBEIRO ATRAVÉS DO QUAL SE REALÇA A IMPORTÂNCIA DA HISTÓRIA E DA LITERATURA NA CELEBRAÇÃO DOS GRANDES FEITOS MILITARES

Inspirado no Canto V d’Os Lusíadas, o livro “A Pena e a Lança” da autoria do Vice-almirante António Silva Ribeiro é um “Ensaio sobre o pouco conhecimento e a rara celebração dos feitos militares e dos heróis nacionais”. Trata-se de uma edição de autor e é dedicada ao Professor Doutor Adriano Moreira por “no Instituto Superior naval de Guerra (ISNG), no ano lectivo de 1989-1990, ter despertado em mim o gosto pelo estudo das Humanidades”.

Fundamentando os argumentos em acontecimentos históricos da antiguidade clássica ou mais modernamente nos feitos dos portugueses celebrados através do poema épico de Os Lusíadas, constitui esta obra um estudo da maior atualidade e pertinência porquanto procura realçar a importância da História e da Literatura na celebração dos grandes feitos bélicos protagonizados pelos portugueses. E, a comprovar a validade da sua tese, dá como exemplo a forma como passaram despercebidas as comemorações recentes do 6º Centenário da tomada de Ceuta, empreendimento no entanto considerado a todos os títulos notável.

Em forma de justificação, o autor recorre ao insigne poeta Luís Vaz de Camões quando este afirma através dos seus versos “Enfim não houve forte Capitão / Que não fosse também douto e ciente”, para concluir que “não basta ser um militar valoroso, capaz de cometer façanhas bélicas invulgares”, mas que “os líderes militares precisam de ter, igualmente, instrução e sabedoria para transmitirem essas ações através da escrita, como fazem os heróis dos outros países, a quem não falta eloquência. Em sua opinião, Portugal produz gente de enorme heroísmo e grande valia bélica, mas, por ser rude e inculta, dificilmente dai da penumbra da História”.

O Vice-almirante António Silva Ribeira é natural do concelho de Pombal e possui vasta obra publicada de entre a qual salientamos “A Hidrografia nos Descobrimentos Portugueses” e a “Cartografia Naútica Portuguesa dos Séculos XV a XVII”. É um académico especializado nas áreas de Estratégia, Ciência Politica e História, lecionando e supervisionando investigações em algumas das principais Universidades e Centros de Investigação de Portugal. Tem uma extensa obra publicada, e é orador habitual em conferências sobre Assuntos Militares e Políticos, Relações Internacionais e Estratégia.

É professor catedrático convidado do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, professor militar da Escola Naval e professor coordenador do Instituto Superior de Ciências da Informação e Administração. O seu principal tema de investigação é o planeamento estratégico, embora se interesse por estratégia marítima, estratégia militar, política internacional, sociologia militar, história militar, história marítima e história da hidrografia.

O Vice-almirante Silva Ribeiro é membro do Grupo de Estudos e Reflexão Estratégica de Marinha, da Academia de Marinha, do Centro de Estudos do Mar, da Liga dos Combatentes, do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, do Centro Português de Geopolítica, da Comissão Portuguesa de História Militar, da Revista Militar, da Revista Nação e Defesa, da Revista Segurança e Defesa, do Clube Militar Naval, do Clube Náutico de Oficiais e Cadetes da Armada, do Grupo de Amigos de Olivença, da Revista de Relações Internacionais e da Revista de Ciências Militares.

Foto: Revista da Armada

PONTE DE LIMA EVOCA MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

Município de Ponte de Lima assinala centenário da morte de Mário de Sá-Carneiro (1916-2016)

O Município de Ponte de Lima, através da Biblioteca Municipal (BMPL) associa-se às comemorações do primeiro centenário da morte do poeta e ficcionista português, Mário de Sá-Carneiro, no próximo dia 26 de abril, através de uma mostra biográfica do autor a disponibilizar na Sala de Adultos da BMPL. Também as obras de Mário de Sá-Carneiro, a quem Pessoa chamou de “um génio na arte”, serão colocadas em destaque. Títulos como A confissão de Lúcio, Céu em fogo e Cartas a Fernando Pessoa estarão disponíveis para consulta e requisição.

Mário de Sá-Carneiro – poeta melancólico, escritor angustiado e homem solitário – nasceu em Lisboa, a 19 de maio de 1890, e morreu precocemente num hotel de Paris, a 26 de abril de 1916, depois de ter ingerido cinco frascos de arseniato de estricnina. Considerado um dos nomes maiores do Modernismo português, Mário de Sá-Carneiro publicou, em 1912, a peça de teatro Amizade - escrita em parceria com Tomás Cabreira Júnior - e o volume de contos Princípio. Em 1914 lançou a novela A confissão de Lúcio, a obra de poesia Dispersão e, em 1915, apresentou o livro de narrativas Céu em fogo. Nesse mesmo ano, juntamente com Almada Negreiros e o amigo Fernando Pessoa, editou a revista Orpheu, publicação que constituiu um marco na paisagem cultural e literária do país.

Com edição póstuma saíram o volume de poesia Indícios de oiro (1937) e a obra epistolar, em dois volumes, Cartas a Fernando Pessoa (1958-1959), entre outros títulos.

POETA GUSTAVO PIMENTA APRESENTA O LIVRO "TRIÂNGULO ESCALENO" NA BIBLIOTECA DE PONTE DE LIMA

Apresentação do livro Triângulo Escaleno na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

No âmbito da dinamização do projeto “Poesia à Sexta” o Município de Ponte de Lima vai dinamizar mais uma sessão de promoção de poesia, com a apresentação do livro Triângulo Escaleno, de autoria do limiano Gustavo Pimenta.

A iniciativa terá lugar no próximo dia 29 de abril de 2016, às 21h, no auditório da Biblioteca Municipal. A apresentação da obra estará a cargo de José Cândido Rodrigues e finalizará com uma sessão de autógrafos.

Após a apresentação do livro seguir-se-á a Tertúlia de Poesia Livre para todos aqueles que gostam desta forma de expressão literária, abrindo-se um espaço para a descoberta de experiências em torno da palavra poética, para a ousada recitação de poesia ou simplesmente para a natural leitura de um poema pelos presentes.

PAREDES DE COURA REALIZA POESIA

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REALIZAR:poesia

PAREDES DE COURA

21 – 25 abril

“Mil anos me separam de amanhã”, uma viagem ao universo de Mário de Sá-Carneiro no centenário da sua morte, bem como conversas, teatro, lançamento de livros, cinema, circo contemporâneo, concertos e dança – performance completam o REALIZAR :poesia, que de 21 a 25 de abril traz por estes dias uma outra animação a Paredes de Coura como epicentro das artes e cultura.

As propostas, apresentadas por dezenas de prestigiados convidados nacionais e internacionais, versarão campos tão vastos quanto aqueles que vão da conversa à performance, da preleção ao teatro, do lançamento de obra literária à conferência, da leitura de poesia à música, do cinema à exposição de acervo bibliográfico, et cetera.

“Mil anos me separam de amanhã” integra o espólio de uma coleção privada, do qual fazem parte exemplares das edições originais dos livros de Mário de Sá-Carneiro, publicados em edição de autor, assim como a sua incontornável correspondência com, entre outros, Fernando Pessoa.

Fazem ainda parte do acervo fotografias da infância de Sá-Carneiro até à sua idade adulta, e outros itens de relevante interesse. A peça central da exposição será a nota de suicídio deixada a Fernando Pessoa, não só pela efeméride da sua morte, mas acima de tudo pelo seu valor histórico e simbólico únicos.

REALIZAR:poesia

Espaços Para o Real

A primeira edição do REALIZAR:poesia irá abordar vários espaços da vila e concelho de Paredes de Coura. O Centro Cultural será o palco privilegiado de várias iniciativas, no entanto terá lugar em outros espaços como o Parque de Estacionamento Subterrâneo de Paredes de Coura, a Reserva Natural de Corno de Bico, o Centro de Estudos Mário Cláudio e intervenções em bares e outros estabelecimentos comerciais da vila.

Tema

Neste ano de 2016 evoca-se o centenário da morte do poeta Mário de Sá-Carneiro, o elo de ligação e fonte inspiradora do REALIZAR:poesia que agora se edifica.

MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO (1890 1916)

Atque in perpetuum, frater, ave atque vale!

                               CAT .

Exposição do Centenário da morte de Mário de Sá-Carneiro

Neste ano de 2016 evoca-se o centenário da morte do poeta Mário de Sá-Carneiro, o elo de ligação e fonte inspiradora do REALIZAR:poesia que agora se edifica.

Integrada na programação do REALIZAR:poesia, irá decorrer a exposição “mil
anos me separam de amanhã – percurso ao universo de Mário de Sá-Carneiro no centenário da sua morte”, a inaugurar no dia de abertura do evento, dia 21 de Abril, e que estará patente durante 30 dias, até 22 de Maio.

A exposição localizar-se-á no Parque de Estacionamento Subterrâneo Central de Paredes de Coura, no Largo Hintze Ribeiro, e integrará o espólio de uma colecção privada, do qual fazem parte exemplares das edições originais dos livros de Mário de Sá-Carneiro, publicados em edição de autor, assim como a sua incontornável correspondência com, entre outros, Fernando Pessoa. Fazem ainda parte do acervo fotografias da infância de Sá-Carneiro até à sua idade adulta, e outros itens de relevante interesse. A peça central da exposição será a nota de suicídio deixada a Fernando Pessoa, não só pela efeméride da sua morte, mas acima de tudo pelo seu valor histórico e simbólicos únicos.

Mais do que uma exposição explicativa da biografia e bibliografia de Mário de Sá-Carneiro, o que se pretende é um percurso pelo seu universo identitário, real e onírico. As peças serão valorizadas e elevadas a uma leitura completa que englobará o seu sentido tangível e metafórico.

Programação

21 Abril

Inauguração da exposição MIL ANOS ME SEPARAM DE AMANHÃ

viagem ao universo de Mário de Sá-Carneiro no centenário da sua morte

18H30 | Parque de estacionamento subterrâneo de Paredes de Coura

Projeção do filme ADAPTAÇÃO de Olivier Crouzel

22H00 | Centro de Educação e Interpretação Ambiental

da Paisagem Protegida de Corno de Bico

Concerto SOPA DE PEDRA

23H00 | Centro de Educação e Interpretação Ambiental

da Paisagem Protegida de Corno de Bico
22 Abril

LISBOA EM VÔO DE PEIXE* | Poesia para crianças

por Joana Bagulho e Nuno Moura

10H00 | Centro Cultural de Paredes de Coura

*exclusivo para estudantes do 1.º ciclo de Paredes de Coura previamente inscritos

Para que serve a poesia

Adolfo Luxúria Canibal e Maria Bochicchio à conversa

19H00 | Salão Nobre da Câmara Municipal de Paredes de Coura

Exibição do filme CONVERSA ACABADA de João Botelho

apresentado por João Botelho

22H00 | Centro Cultural de Paredes de Coura
23 Abril

Apresentação da Coleção Mário de Sá-Carneiro

por Ricardo Vasconcelos

10H30 | Biblioteca Municipal de Paredes de Coura

Se não houver piano em cena

incursão pela peça Amizade de Mário de Sá-Carneiro, pelo Teatro Amador Courense

11H30 | Centro Cultural de Paredes de Coura
Sem poesia não há realidade

Artur Cruzeiro Seixas à conversa com Miguel Ribeiro

15H00 | Centro Cultural de Paredes de Coura
Espectáculo Punto y Coma

por El Cruce, companhia de circo contemporâneo e teatro físico

17H00 | Largo Visconde de Mozelos, Paredes de Coura
Lançamento do livro Como Eles Costumavam Dizer de Hal Sirowitz

apresentado por Fernando Alvim e Maria Sousa

18H30 | Centro Cultural de Paredes de Coura
Lançamento do livro auto-retratos de Paulo José Miranda

apresentado por João Paulo Cotrim

21H45 | Centro Cultural de Paredes de Coura

Tradução conferência-concerto

por João Paulo Esteves da Silva e Nuno Moura

22H45 | Centro Cultural de Paredes de Coura

Concerto BRUTA

Ana Deus e Nicolas Tricot

00H00 | Leira de Cima - Tasca Regional, Paredes de Coura
24 Abril

COURA PELA MANHÃ, passeio pela vila

com Vítor Paulo Pereira, Presidente da Câmara de Paredes de Coura

10H30 | Paredes de Coura

Morrer em literatura

António Barbedo, Carlos Quiroga e Nicolau Santos à conversa

15H00 | Centro Cultural de Paredes de Coura

Dança-Performance

Assentar Sobre a Subida das Águas

Conferência-Performance por Sónia Baptista

16H45 | Centro Cultural de Paredes de Coura

Outro Sá-Carneiro

Palestra por Giorgio de Marchis

17H45 | Centro Cultural de Paredes de Coura

Cartas da Dispersão

Teatro por Pedro Lamares e Rui Spranger

19H00 | Restaurante Abrigo do Taboão, Paredes de Coura
Lugares de Poesia

Cláudia R. Sampaio, Daniel Jonas, João Rios e Rosa Azevedo à conversa

22H00 | Centro Cultural de Paredes de Coura

Letras para Dance Music

por Nuno Moura

00H00 | Leira de Cima - Tasca Regional, Paredes de Coura
25 Abril

SESSÃO DE ENCERRAMENTO

com a presença de Mário Cláudio

16H00 | Centro de Estudos Mário Cláudio, Paredes de Coura
Acção, Joana Bagulho

em cravo a partir de Carlos Paredes

16H30 | Centro de Estudos Mário Cláudio, Paredes de Coura

EXPOSIÇÕES

CRUZEIRO SEIXAS | OBRA GRÁFICA

Exposição

De 23 Abril a 7 de Maio

De terça a domingo das 14:00 às 18:00

Centro Cultural de Paredes de Coura

[ visita disponível durante a programação nocturna no Centro Cultural de Paredes de Coura ]

Entrada gratuita

FAZER PASSAR

Exposição Fotográfica

Pescada nº 5

De 23 Abril a 13 de Maio

De 23 a 25 de Abril das 10:00 às 12:00 e das 14:30 às 18:00

Restantes dias das 10:00 ás 18:00 de segunda a sábado

Biblioteca Municipal de Paredes de Coura

Entrada gratuita

https://www.youtube.com/watch?v=z5zIZedQ8XE

PAREDES DE COURA RECEBE MÁRIO DE SÁ CARNEIRO

PAREDES DE COURA. 21 – 25 abril

“Mil anos me separam de amanhã”, uma viagem ao universo de Mário de Sá-Carneiro no centenário da sua morte, bem como conversas, teatro, lançamento de livros, cinema, circo contemporâneo, concertos e dança – performance completam o REALIZAR : poesia, que de 21 a 25 de abril convoca a poesia ao desiderato novo de participação na realidade, anima os diversos momentos deste primeiro evento, que terá o privilegiado âmbito de Paredes de Coura como cenário.

As propostas, apresentadas por dezenas de prestigiados convidados nacionais e internacionais, versarão campos tão vastos quanto aqueles que vão da conversa à performance, da preleção ao teatro, do lançamento de obra literária à conferência, da leitura de poesia à música, do cinema à exposição de acervo bibliográfico, et cetera.

“Mil anos me separam de amanhã” integrará o espólio de uma coleção privada, do qual fazem parte exemplares das edições originais dos livros de Mário de Sá-Carneiro, publicados em edição de autor, assim como a sua incontornável correspondência com, entre outros, Fernando Pessoa. Fazem ainda parte do acervo fotografias da infância de Sá-Carneiro até à sua idade adulta, e outros itens de relevante interesse.

A peça central da exposição será a nota de suicídio deixada a Fernando Pessoa, não só pela efeméride da sua morte, mas acima de tudo pelo seu valor histórico e simbólico únicos.

https://www.youtube.com/watch?v=z5zIZedQ8XE

PAREDES DE COURA REALIZA POESIA

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ÍNDICE

PROJECTO    3

Apresentação  3

REALIZAR:poesia    5

Data e Local   5

Datas do Evento        5

Local do Evento         5

Espaços Para o Real   5

Tema   5

MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO (1890 1916) 5

Exposição do Centenário da morte de Mário de Sá-Carneiro          7

Programação   8

PROJECTO

Apresentação

Conciliando vontades, em todo o amplexo do lugar, o REALIZAR:poesia propõe uma panóplia de atitudes e linguagens poéticas, que objectivam na proposta contida nos versos finais do poema AGORA ESCREVO de Alexandre O'Neill, que aqui se plasmam:

"...

Tratava-se de realizar.

 

«Realizar»: fazer passar

Para a realidade,

Pôr em prática sonhos,

Ideias, teorias.

Por exemplo: a indústria,

A agricultura realizam

Certas teorias

Químicas, físicas,

Biológicas.

Por exemplo: hoje

Estão a ser realizados

Os mais velhos

Sonhos do homem.

Por exemplo – mais pessoal

Mas não menos importante:

Em ti

Via realizados os meus sonhos!".

 

Este manifesto imperativo do poeta de "No Reino da Dinamarca", que convoca a poesia ao desiderato  novo de participação na realidade, anima os diversos momentos deste primeiro evento, que terá o privilegiado âmbito de Paredes de Coura como cenário. As propostas, apresentadas por dezenas de prestigiados convidados nacionais e internacionais, versarão campos tão vastos quanto aqueles que vão da conversa à performance, da prelecção ao teatro, do lançamento de obra literária à conferência, da leitura de poesia à musica, do cinema à exposição de acervo bibliográfico, et cetera.

Um programa tão amplo transporta a intenção de atingir, favoravelmente, um público tão indistinto quanto abrangente, desde o cidadão instigado pela curiosidade até ao cultor das matérias apresentadas. Pretende-se, no REALIZAR: poesia, acima de tudo, a divulgação e partilha da experiência poética, entre os seus artífices e todos aqueles que se fizerem presentes, a 21 de Abril e dias seguintes, nesta mítica localidade.

De referir que, precisamente no dia de arranque do REALIZAR: poesia, será inaugurada “mil anos me separam de amanhã”, iniciativa que supera o designativo exposição, mostrando-se, peremptoriamente, uma viagem emocional ao universo de Mário de Sá-Carneiro. No âmbito do centenário da sua morte, o nome maior da literatura portuguesa, Mário de Sá-Carneiro, é assunto de destaque neste REALIZAR:poesia inaugural. Trata-se o exemplo superior da decisão fundadora de experimentar o ideal poético, colocando, não só a condição da sua obra, a própria vida ao serviço dessa premissa.

REALIZAR:poesia

Data e Local

Datas do Evento

de 21 a 25 de Abril de 2016

Local do Evento

Concelho de Paredes de Coura

Espaços Para o Real

A primeira edição do REALIZAR:poesia irá abordar vários espaços da vila e concelho de Paredes de Coura. O Centro Cultural será o palco privilegiado de várias iniciativas, no entanto terá lugar em outros espaços como o Parque de Estacionamento Subterrâneo de Paredes de Coura, a Reserva Natural de Corno de Bico, o Centro de Estudos Mário Cláudio e intervenções em bares e outros estabelecimentos comerciais da vila.

Tema

Neste ano de 2016 evoca-se o centenário da morte do poeta Mário de Sá-Carneiro, o elo de ligação e fonte inspiradora do REALIZAR:poesia que agora se edifica.

MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO (1890 1916)

Atque in perpetuum, frater, ave atque vale!

                               CAT .

Morre jovem o que os Deuses amam, é um preceito da sabedoria antiga. E porcerto a imaginação, que figura novos mundos, e a arte, que em obras os finge, são os signaes notaveis d’esse amor divino. Não concedem os Deuses esses dons para que sejamos felizes, senão para que sejamos seus pares. Quem ama ama só a egual, porque o faz egual com amal-o. Como porém o homem não pode ser egual dos Deuses, pois o Destino os separou, não corre homem nem se alteia deus pelo amor divino : estagna só deus fingido, doente da sua ficção.

Não morrem jovens todos a que os Deuses amam, senão entendendo-se per morte o acabamento do que constitue a vida. E como á vida, além da mesma vida, a constitue o instincto natural com que se a vive, os Deuses, aos que amam, matam jovens ou na vida, ou no instincto natural com que vivel-a. Uns morrem ; aos outros, tirado o instincto com que vivam, pesa a vida como morte, vivem morte, morrem a vida em ella mesma. E é na juventude, quando nelles desabrocha a flor fatal e unica, que começam a sua morte vivida.

No heroe, no sancto e no genio os Deuses se lembram dos homens. O heroe é um homem como todos, a quem coube por sorte o auxilio divino ; não está nelle a luz que lhe astreia a fronte, sol da gloria ou luar da morte, e lhe separa o rosto dos de seus pares. O sancto é um homem bom a que os Deuses, por misericordia, cegaram, para que não soffresse; cego, pode crer no bem, em si, e em deuses melhores, pois não vê, na alma que cuida propria e nas cousas incertas que o cercam, a operação irremediavel do capricho dos Deuses, o jugo superior do Destino. Os Deuses são amigos do heroe, compadecem-se do sancto; só ao génio, porém, é que verdadeiramente amam. Mas o amor dos Deuses, como por destino não é humano, revela-se em aquillo em que humanamente se não revelára amor. Se só ao genio, amando-o, tornam seu egual, só ao genio dão, sem que queiram, a maldição fatal do abraço de fogo com que tal o affagam. Se a quem deram a belleza, só seu attributo, castigam com a consciencia da mortalidade d’ella ; se a quem deram a sciencia, seu attributo tambem, punem com o conhecimento do que nella ha de eterna limitação ; que angústias não farão pesar sobre aquelles, genios do pensamento ou da arte, a quem, tornando-os creadores, deram a sua mesma essencia ? Assim ao genio caberá, além da dor da morte da belleza alheia, e da magoa de conhecer a universal ignorancia, o soffrimento proprio, de se sentir par dos Deuses sendo homem, par dos homens sendo deus, exul ao mesmo tempo em duas terras.

Genio na arte, não teve Sá-Carneiro nem alegria nem felicidade nesta vida. Só a arte, que fez ou que sentiu, por instantes o turbou de consolação. São assim os que os Deuses fadaram seus. Nem o amor os quer, nem a esperança os busca, nem a gloria os acolhe. Ou morrem jovens, ou a si mesmos sobrevivem, incolas da incomprehensão ou da indifferença. Este morreu jovem, porque os Deuses lhe tiveram muito amor.

Mas para Sá-Carneiro, genio não só da arte mas da innovação nella, junctou-se, à indifferença que circumda os genios, o escarneo que persegue os innovadores, prophetas, como Cassandra, de verdades que todos teem por mentira. In quâ scribebat, barbara terra fuit. Mas, se a terra fôra outra, não variára o destino. Hoje, mais que em outro tempo, qualquer privilegio é um castigo. Hoje, mais que nunca, se soffre a propria grandeza. As plebes de todas as classes cobrem, como uma maré morta, as ruinas do que foi grande e os alicerces desertos do que poderia sel-o. O circo, mais que em Roma que morria, é hoje a vida de todos ; porém alargou os seus muros até os confins da terra. A gloria é dos gladiadores e dos mimos. Decide supremo qualquer soldado barbaro, que a guarda impoz imperador. Nada nasce de grande que não nasça maldicto, nem cresce de nobre que se não definhe, crescendo. Se assim é, assim seja ! Os Deuses o quizeram assim.

Fernando Pessoa

in ATHENA, n.º 2, Lisboa, 1924

Exposição do Centenário da morte de Mário de Sá-Carneiro

Neste ano de 2016 evoca-se o centenário da morte do poeta Mário de Sá-Carneiro, o elo de ligação e fonte inspiradora do REALIZAR:poesia que agora se edifica.

Integrada na programação do REALIZAR:poesia, irá decorrer a exposição “mil
anos me separam de amanhã – percurso ao universo de Mário de Sá-Carneiro no centenário da sua morte”, a inaugurar no dia de abertura do evento, dia 21 de Abril, e que estará patente durante 30 dias, até 22 de Maio.

A exposição localizar-se-á no Parque de Estacionamento Subterrâneo Central de Paredes de Coura, no Largo Hintze Ribeiro, e integrará o espólio de uma colecção privada, do qual fazem parte exemplares das edições originais dos livros de Mário de Sá-Carneiro, publicados em edição de autor, assim como a sua incontornável correspondência com, entre outros, Fernando Pessoa. Fazem ainda parte do acervo fotografias da infância de Sá-Carneiro até à sua idade adulta, e outros itens de relevante interesse. A peça central da exposição será a nota de suicídio deixada a Fernando Pessoa, não só pela efeméride da sua morte, mas acima de tudo pelo seu valor histórico e simbólico únicos.

Mais do que uma exposição explicativa da biografia e bibliografia de Mário de Sá-Carneiro, o que se pretende é um percurso pelo seu universo identitário, real e onírico. As peças serão valorizadas e elevadas a uma leitura completa que englobará o seu sentido tangível e metafórico.

Programação

21 Abril

Inauguração da exposição MIL ANOS ME SEPARAM DE AMANHÃ

viagem ao universo de Mário de Sá-Carneiro no centenário da sua morte

18H30 | Parque de estacionamento subterrâneo de Paredes de Coura

Projeção do filme ADAPTAÇÃO de Olivier Crouzel

22H00 | Centro de Educação e Interpretação Ambiental

da Paisagem Protegida de Corno de Bico

Concerto SOPA DE PEDRA

23H00 | Centro de Educação e Interpretação Ambiental

da Paisagem Protegida de Corno de Bico
22 Abril

LISBOA EM VÔO DE PEIXE* | Poesia para crianças

por Joana Bagulho e Nuno Moura

10H00 | Centro Cultural de Paredes de Coura

*exclusivo para estudantes do 1.º ciclo de Paredes de Coura previamente inscritos

Para que serve a poesia

Adolfo Luxúria Canibal e Maria Bochicchio à conversa

19H00 | Salão Nobre da Câmara Municipal de Paredes de Coura

Exibição do filme CONVERSA ACABADA de João Botelho

apresentado por João Botelho

22H00 | Centro Cultural de Paredes de Coura
23 Abril

Apresentação da Coleção Mário de Sá-Carneiro

por Ricardo Vasconcelos

10H30 | Biblioteca Municipal de Paredes de Coura

Se não houver piano em cena

incursão pela peça Amizade de Mário de Sá-Carneiro, pelo Teatro Amador Courense

11H30 | Centro Cultural de Paredes de Coura
Sem poesia não há realidade

Artur Cruzeiro Seixas à conversa com Miguel Ribeiro

15H00 | Centro Cultural de Paredes de Coura
Espectáculo Punto y Coma

por El Cruce, companhia de circo contemporâneo e teatro físico

17H00 | Largo Visconde de Mozelos, Paredes de Coura
Lançamento do livro Como Eles Costumavam Dizer de Hal Sirowitz

apresentado por Fernando Alvim e Maria Sousa

18H30 | Centro Cultural de Paredes de Coura
Lançamento do livro auto-retratos de Paulo José Miranda

apresentado por João Paulo Cotrim

21H45 | Centro Cultural de Paredes de Coura

Tradução conferência-concerto

por João Paulo Esteves da Silva e Nuno Moura

22H45 | Centro Cultural de Paredes de Coura

Concerto BRUTA

Ana Deus e Nicolas Tricot

00H00 | Leira de Cima - Tasca Regional, Paredes de Coura
24 Abril

COURA PELA MANHÃ, passeio pela vila

com Vítor Paulo Pereira, Presidente da Câmara de Paredes de Coura

10H30 | Paredes de Coura

Morrer em literatura

António Barbedo, Carlos Quiroga e Nicolau Santos à conversa

15H00 | Centro Cultural de Paredes de Coura

Dança-Performance

Assentar Sobre a Subida das Águas

Conferência-Performance por Sónia Baptista

16H45 | Centro Cultural de Paredes de Coura

Outro Sá-Carneiro

Palestra por Giorgio de Marchis

17H45 | Centro Cultural de Paredes de Coura

Cartas da Dispersão

Teatro por Pedro Lamares e Rui Spranger

19H00 | Restaurante Abrigo do Taboão, Paredes de Coura
Lugares de Poesia

Cláudia R. Sampaio, Daniel Jonas, João Rios e Rosa Azevedo à conversa

22H00 | Centro Cultural de Paredes de Coura

Letras para Dance Music

por Nuno Moura

00H00 | Leira de Cima - Tasca Regional, Paredes de Coura
25 Abril

SESSÃO DE ENCERRAMENTO

com a presença de Mário Cláudio

16H00 | Centro de Estudos Mário Cláudio, Paredes de Coura
Acção, Joana Bagulho

em cravo a partir de Carlos Paredes

16H30 | Centro de Estudos Mário Cláudio, Paredes de Coura

EXPOSIÇÕES

CRUZEIRO SEIXAS | OBRA GRÁFICA

Exposição

De 23 Abril a 7 de Maio

De terça a domingo das 14:00 às 18:00

Centro Cultural de Paredes de Coura

[ visita disponível durante a programação nocturna no Centro Cultural de Paredes de Coura ]

Entrada gratuita

FAZER PASSAR

Exposição Fotográfica

Pescada nº 5

De 23 Abril a 13 de Maio

De 23 a 25 de Abril das 10:00 às 12:00 e das 14:30 às 18:00

Restantes dias das 10:00 ás 18:00 de segunda a sábado

Biblioteca Municipal de Paredes de Coura

Entrada gratuita

FICHA TÉCNICA

Coordenador e programador

Isaque Ferreira

Arquitectura e Organização da Exposição

Susana Vassalo

Margarida Botelho

Design e comunicação da exposição

Margarida Botelho

Fotografia

Nelson D’Aires

Vídeo

Paulo Pinto

Filipe Pereira

Direcção de Produção

Rui Alves Leitão

Produção Executiva

Dores Carvalho

Apoio à Produção 

Sandra Cruz

esign de Comunicação

António Pinto

Redes Sociais (Facebook, Twitter, Instagram)

Sandra Cruz

Organização

Câmara Municipal de Paredes de Coura

Produção

Fértil Cultural

O VOO DOS PARDAIS - UM POEMA DE DANIEL BASTOS

No início de mais uma estação Primaveril, que no Hemisfério Norte teve inicio a 20 de março, uma estação tipicamente associada ao reflorescimento da flora terrestre e uma época em que os pássaros constroem os ninhos, tomo a liberdade de enviar em anexo, para possível divulgação e publicação, o desenho e o poema  “O voo dos pardais”,  que fazem parte do meu livro de poesia “Terra” magnificamente ilustrado pelo mestre-pintor Orlando Pompeu.

 Daniel Bastos

O voo dos pardais

 

Voam em bando os pardais

irmanados de sonhos inocentes

à procura de pródigas sementes

abundantes nos dourados trigais.

 

Chilreando alegres melodias

pousam os destemidos pardais

por breves instantes nos beirais

anunciando o raiar dos dias.

 

Durante o apelo da natureza

criam ninhos de amor frugais

doces-abrigos de pura beleza.

 

Chegada a hora da partida

voam em bando os pardais

rumo ao céu da nova vida.

 

Daniel Bastos, “O voo dos pardais”, in Terra.

DESENHO - Orlando Pompeu

“POETISA DE AROSA” LANÇA EM FAFE ANTOLOGIA “A ESSÊNCIA DA PALAVRA”

Chama-se A Essência da Palavra a antologia poética da escritora vimaranense Maria Amélia Fernandes, mais conhecida como “Poetisa de Arosa”, e que vai ser apresentada na Biblioteca Municipal de Fafe, esta sexta-feira, dia 1 de Abril, pelas 21h30.

A obra é apresentada pelo escritor Artur Ferreira Coimbra, que acompanha a obra da autora desde o seu início.

A anteceder, haverá uma intervenção musical a cargo da Academia de Música José Atalaya.

A entrada é livre.

Evocativa dos seus 30 anos de vida literária, a antologia recolhe poemas da dúzia de livros que publicou desde Onda de Palavras (1985), a sua obra inicial, até Pétalas do Meu Ser (2013), acrescentando quase duas centenas de inéditos e poemas mais recentes.

São 305 poemas representativos de diversas fases da obra de Amélia Fernandes, nascida em 1956, e licenciada em Estudos Artísticos e Culturais pela Universidade Católica, depois de uma vida de mais de trinta anos como operária têxtil.

Para além dos livros de poesia, a autora publicou durante estes anos mais quatro livros para crianças e participou em diversas antologias poéticas.

Recebeu vários prémios e condecorações e foi homenageada pela Universidade Católica e pelas Câmaras Municipais de Guimarães e Póvoa de Lanhoso.

A Essência da Palavra, em  edição da fafense Labirinto,  integra ainda testemunhos de escritores amigos como Armindo Cachada, Artur Coimbra, Barroso da Fonte, Brian Franklin Head, Conceição Oliveira, Isaac Alonso Estraviz, Júlio Ferreira Leite e Elisabete Napolli.

AMARES COMEMORA DIA DA POESIA

Encontro intergeracional marcou Dia Mundial da Poesia em Amares

A assinalar o Dia Mundial da Poesia, que se comemorou ontem, a Biblioteca Municipal de Amares acolheu no mesmo espaço crianças e idosos do concelho, que se juntaram para declamar poemas de diversos autores portugueses.

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Os petizes do Centro de Atividades de Tempos Livres da Associação de Fomento Amarense e os alunos da Universidade Sénior da Associação Social de Figueiredo foram os protagonistas deste bonito momento de poesia,que contou com a presença do presidenteda Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira, e do vice-presidente, Isidro Araújo.

“Quero dar os parabéns a todos que aceitaram partilhar poemas e mostrar que declamar é uma atividade gratificante quer para jovens quer para menos jovens”, referiu o presidente da Câmara, destacando a transversalidade da poesia que atravessa gerações. Manuel Moreira manifestou, ainda, o seu agrado pela iniciativa que considerou um momento “muito encantador de partilha entre as duas gerações”.

A tarde contou, também, com a apresentação de dois poemas da autoria de Hélder Marques,“ principal consumidor de poesia da Biblioteca Municipal de Amares”.

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PONTE DA BARCA PRESTA TRIBUTO À POESIA

Sarau poético homenageou a poesia

Declamações interpretadas e cantadas, a sós ou em grupo, vindas de todas as idades e das mais diversas formas numa noite que exaltou este género literário

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Ponte da Barca mostrou, na noite do passado dia 21, que a poesia é de todos e para todos. Num Sarau Poético fortemente participado, organizado pela Câmara Municipal e o Agrupamento de Escolas, houve declamações interpretadas e cantadas, ao som da flauta transversal, a sós ou em grupo, em uníssono ou alternância, vinda de todas as idades e das mais diversas formas. Exaltou-se a poesia de poetas nacionais, locais e alguns até pela voz do próprio poeta. Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner, Manuel Parada, entre tantos outros, trouxeram à Casa da Cultura o amor, a reflexão, a união, a liberdade, a saudade, a primavera. Trouxeram a poesia!

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CONCURSO DE POESIA DE PONTE DE LIMA JÁ TEM VENCEDORES

Vencedores do Concurso de Poesia 2016. Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

Ontem, 21 de março - Dia Mundial da Poesia, o Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, acompanhado pelo Vereador da Educação, procederam à entrega de prémios do Concurso de Poesia.

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Este concurso dinamizado pelo Município de Ponte de Lima, através da Biblioteca Municipal, teve como principal objetivo incentivar a expressão literária em língua portuguesa e contou com a participação de mais de 60 candidatos.

Este ano apuraram-se dois vencedores, de acordo com a modalidade Geral e Prémio Revelação, que foram premiados com um conjunto de publicações do Município de Ponte de Lima e de autores limianos.

Os poemas vencedores são de autoria de Tatiana Silva – referente à Modalidade Prémio Revelação - e de Gustavo Pimenta, na Modalidade Geral.

Os participantes foram agraciados com o certificado de participação e com a oferta de um livro.

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podeis

tirar

o macio cheiro da hortelã

o prurido leve da urtiga

o aroma breve da maçã

que amadura à moda antiga

a preguiça langorosa da manhã.

podeis

esconder as flores do pessegueiro

roubar do café o gosto

privar de prazer o caminheiro

deixar do vinho só o mosto

podeis

levar para longe o mar

proibir de o amar

podeis

até

esconder do sol a claridade

extinguir os dias que hão de vir

capar a fé na humanidade

enquanto

seu sorriso amanhecer os dias

o riso dos seus olhos

a cada piscadela

anunciar uma alvorada

podeis tirar-me tudo

não me tirais nada

Gustavo Pimenta

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Amor

O meu Amor,

está enterrado,

nas profundezas,

do teu coração,

volta a desenterrá-lo,

e dá-me a tua paixão!

És o meu Amor sem fim,

um pudim de chocolate,

uma flor de jasmim,

que no meu coração bate!!

Queria dar-te um beijo,

de água salgada,

para depois nos afogarmos,

num sonho azulado,

que o mar, vai baloiçar…

Tatiana Silva

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FUNCIONÁRIOS DO MUNICÍPIO DE CAMINHA CELEBRAM DIA MUNDIAL DA POESIA LENDO POEMAS DE SUA ESCOLHA

Página oficial de Facebook é hoje inteiramente dedicada à poesia

Hoje, dia 21 de março, celebra-se o Dia Mundial da Poesia. O Município de Caminha decidiu este ano assinalar a data de uma forma original, desafiando alguns dos seus funcionários a ler poemas à sua escolha. Gravámos as leituras em vídeo e estamos a divulgá-las no Facebook do Município, que durante o dia de hoje é inteiramente dedicado à poesia.

Os vídeos, de duração variável, de acordo com a extensão do poema em causa, foram registados ao longo dos últimos dias. Neles, Joaquim Guardão, António Lourenço, Lúcia Barros, Ventura Gonçalves, Delfina Figueiras, Eugénia Sampaio, Laureano Sousa, Iranete Costa, Mário Rebelo de Sousa, Carla Lima, Rita Pereira, Margarida Cruz e Sofia Guardão leem poemas, que eles próprios selecionaram de acordo com a sua preferência.

Esses vídeos, como referimos, estão a ser publicados no na nossa página de Facebook desde as 06h00, com intervalo de duas horas. Ontem anunciámos na mesma rede social a nossa forma de homenagem à poesia e aos poetas, com a antecipação de um dos vídeos, em que Joaquim Guardão, em pleno Ferry-Boat Santa Rita de Cássia, interpreta “Epigrama”, do emblemático Manuel Maria Barbosa du Bocage.

O primeiro vídeo de hoje é de António Lourenço, que escolheu o poema “Só tu e Deus”, de Ângela Cerqueira. Lúcia Barros lê "Perdidamente", de Florbela Espanca; Ventura Gonçalves interpreta versos da Serra D´Arga; Delfina Figueiras lê o poema “Invent’arte”, de Delfina Figueiras; Eugénia Sampaio escolheu “Verbo Amar”, de Francisco Sampaio; Laureano Sousa distinguiu “Vila Praia de Âncora”, do próprio; Iranete Costaresolveu destacar “Calçada de Carriche”, de António Gedeão eMário Rebelo de Sousaselecionou um poema do livro “Viagem sem Regresso” de Artur de Cruzeiro Seixas. Já Carla Lima, Rita Pereira e Margarida Cruz, funcionárias na Ludoteca de Vila Praia de Âncora, optaram por partilhar a leitura de “Um Lobo com bom Coração”, de Elvira Ferreira. A nossa homenagem coletiva termina com a leitura de Sofia Guardão, com o poema “Fado de Caminha”, de Aquiles de Almeida.

INQUIETUDE POÉTICA - UM POEMA DE DANIEL BASTOS A ASSINALAR O DIA MUNDIAL DA POESIA

Inquietude Poética

 

Quando a palavra fica presa,

reclusa da falta de inspiração,

a chama permanece acesa

no recôndito da imaginação.

 

Embora soturno e moribundo,

o espírito errante do poeta

enleado no sono profundo,

prossegue a vida asceta.

 

No silêncio sagrado da solidão

purifica a angústia do dilema

revestindo-se da luz da criação.

 

Remidas do jazigo da desilusão

as palavras irrompem o poema

refeitas na seiva da superação.

 

Daniel Bastos, “Inquietude Poética”, in Terra.

Desenho - Orlando Pompeu

VIZELA ASSINALA DIA MUNDIAL DA POESIA

‘Passadeiras Poéticas’ assinalam dia Mundial da Poesia

Inserida na Semana da Poesia, no dia Mundial da Poesia, dia 21 de março, a Fundação Jorge Antunes, a Biblioteca Municipal FJA, a Câmara Municipal de Vizela e a Via Vizela Imaginativa vão promover a iniciativa ‘Passadeiras poéticas’, espalhando poesia pela cidade com a escrita de frases poéticas junto às passadeiras da Rua Dr. Abílio Torres.

As curtas poéticas são de Hélder Magalhães, poeta vizelense, e selecionadas do concurso das Curtas Poéticas, numa iniciativa que pretende trazer a poesia para o quotidiano, ao mesmo tempo que se intervém de forma artística na cidade e se valorizam poetas locais.

A iniciativa ‘Passadeiras Poéticas’ é uma de duas intervenções em 2016, no âmbito do projeto Arte Urbana Vizela.

PONTE DA BARCA CELEBRA POESIA

Dia Mundial da Poesia. Sarau Poético vai assinalar a data em Ponte da Barca

É já na próxima segunda-feira (21 de março), às 21h30, na Casa da Cultura, que a Câmara Municipal, em colaboração com o Agrupamento de Escolas, vai assinalar o Dia Mundial da Poesia com a realização de um Sarau Poético. Para além de assinalar a data, a iniciativa visa incentivar a leitura e dar visibilidade a este género literário, evocando poetas locais e nacionais.

PONTE DE LIMA COMEMORA DIA MUNDIAL DA POESIA

Apresentação do livro Primeiro Canto na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima. 18 de março / 21h00

No mês em que se comemora o Dia Mundial da Poesia e no âmbito da dinamização do projeto “Poesia à Sexta” o Município de Ponte de Lima vai promover a apresentação do livro Primeiro Canto, que decorrerá no próximo dia 18 de março de 2016, às 21h00, no auditório da Biblioteca Municipal.

Trata-se da primícia poética de Luís Lenso, pseudónimo do médico Nelson Rodrigues, constituída por quatro capítulos, designadamente Quinto Império, Fim, Amar e Ver, onde o autor expõe “O desígnio de Portugal! Do Homem, e sua Condição…”.

Esta obra poética reclama valores como a Igualdade, a Justiça, a Fraternidade, a Democracia, mas também realça a temática do Amor e defende o sentido da existência humana.

PONTE DE LIMA PRESTA TRIBUTO Á POETISA LAURINDA DE CARVALHO ARAÚJO

Tributo a poetisa limiana enche auditório da Biblioteca Municipal

No Dia Internacional da Mulher – 08 de março – a escritora, poetisa e pedagoga limiana, Laurinda de Carvalho Araújo, foi a figura homenageada numa palestra evocativa orientada por Cláudio Lima.

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A sessão, presidida pela Vereadora Ana Machado, decorreu no auditório da Biblioteca Municipal e reuniu dezenas de familiares, amigos e apreciadores da obra da autora, que completaria 110 anos a 06 de março.

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A cerimónia abriu com a leitura do último poema escrito por Laurinda de Carvalho Araújo, pelas vozes da neta Joana e da bisneta Mariana.

Seguiu-se a comunicação de Cláudio Lima que passou em revista alguns dos principais títulos da intensa produção literária da poetisa, cujas referências foram sendo intercaladas com a narração de poemas por alguns dos presentes no evento.

A sessão encerrou com um discurso de agradecimento de Pedro Aparício, neto da homenageada, que em nome da família, louvou o tributo do Município de Ponte de Lima a esta figura ímpar da cultura local.

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A palestra decorreu no âmbito da mostra biobibliográfica “08 mulheres 08 autoras: exposição de literatura no feminino”, patente ao público na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima até 31 de maio.

BARCELOS DÁ ESPAÇO À POESIA

"ELOS DE LEITURA” visita as escolas do concelho de Barcelos e alunos declamam poesia pela cidade

De 14 a 19 de março, a Semana da leitura é dedicada à criação de ELOS num "intercâmbio" onde a palavra e o livro têm o papel principal

“ELOS DE LEITURA” é o lema escolhido para a Semana da Leitura no concelho de Barcelos. Uma iniciativa que leva às escolas, de 14 a 19 de março, um programa envolto em palavras e que levará os professores e os alunos, desde o pré-escolar ao ensino secundário, de diversos estabelecimentos de ensino do concelho de Barcelos, a percorrem a cidade a declamar e a oferecer poemas a todos. Um “intercâmbio” cultural onde todos terão a oportunidade de conviver com escritores e participar em diversas atividades: ateliês, teatro, palestras, declamação de poesia , exposições, cinema e feiras do livro.

Para Armandina Saleiro, Vereadora do Pelouro da educação, “o gosto pela leitura, pelo livro e pelas palavras tem de ser estimulado o mais cedo possível. São este “elos” para a vida que queremos criar e estabelecer com esta iniciativa”, que decorre, de 14 a 19 de março, em diversos estabelecimentos de ensino do concelho de Barcelos.

Do vasto programa organizado pelo Pelouro da Educação e Bibliotecas do Município de Barcelos e pela Rede de Bibliotecas de Barcelos, e que engloba encontros com escritores, ateliês, teatro, palestras, declamação de poesia, concursos, exposições, cinema e feiras do livro, merecem destaque as sessões concelhias que envolvem alunos das várias escolas do concelho. Assim, no dia 14 de março, pelas 14h30, alunos e professores percorrerão diversos espaços públicos, no centro da cidade, declamando e oferecendo poemas, no âmbito de um programa que se designa “ELOS E ELOS DE POEMAS”. No dia 18 de março, realizar-se-á o espetáculo “PEQUENOS GRANDES POETAS”, às 21h00, no auditório municipal, final do concurso concelhio, para seleção do melhor poema inédito e melhor declamação.

Durante a semana da leitura, os escritores e ilustradores, Joana Luísa Matos, Sebastião Peixoto, Alexandra Gandra e Luandino Vieira, Rui Sousa Basto, Lígia Truta, Minês Castanheira, André Fernandes e Nuno Higino, vão estar presentes em diversos estabelecimentos de ensino e Francisco Moita Flores, na Biblioteca Municipal de Barcelos, numa sessão aberta ao público em geral.

Também, na Biblioteca Municipal de Barcelos, no dia 19 de março, Dia do Pai, vai estar presente o escritor Pedro Seromenho que apresentará o livro “As gravatas do meu pai”, realizando-se ainda a oficina “Para ti pai”, atividade para pais e filhos.

MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA PROMOVE “POESIA À SEXTA”

O Município de Ponte de Lima, através da Biblioteca Municipal, vai dar início a um novo projeto denominado “Poesia à Sexta”.

Trata-se de sessões de promoção de poesia que visam enaltecer esta forma de expressão literária traduzida em ações de apresentações de livros, em tertúlias de poesia livre e em tributos a poetas.

Pretende-se, sobretudo, valorizar as criações literárias e os seus autores, fomentar o encontro cultural e incentivar a divulgação deste tipo de escrita.

Esta iniciativa abrirá portas para a descoberta de experiências em torno da palavra poética, para a ousada recitação de poesia ou simplesmente para a natural leitura de um poema pelos presentes e por poetas convidados.

A iniciativa decorrerá nas últimas sextas-feiras de cada mês, às 21h00, no auditório da Biblioteca Municipal, direcionada para todos os que gostam de ler e escrever poesia, com interesse pela literatura e cultura em geral.

FAROL DE LUZ: UM POEMA DE DANIEL BASTOS

Daniel Bastos

Farol de Luz

 

Debruado numa nesga de terra

ergues-te altaneiro e vigilante

sobre o mar calmo ou revoltoso

irradiando a salvífica luz oscilante.

Desde tempos imemoriais

resgatas do destino incerto

a precária condição dos mortais

que ousam cruzar o mar aberto.

O que seria de quem

incessantemente

procura conhecer o mundo

sem o clarão precioso

da esperança

de chegar a bom porto,

finalmente.

 

Daniel Bastos, “Farol de Luz”, in Terra.

CELORICO DE BASTO PROMOVE POESIA

Lançamento do livro “Escrevo de Mim para Ti” em Celorico de Basto

O livro de poesia “Escrevo de mim para ti”, da autora Rosa Cândida, foi apresentado este fim-de-semana, dia 23 de janeiro, no Centro Cultural da Biblioteca Municipal Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa.

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O livro, da Chiado Editora, é o nascimento de um sonho da agora escritora Rosa Cândida. “Foi a concretização de um sonho. Colocar os poemas em papel, torna-los acessíveis a todos os que quiserem ler, permitir que se identifiquem com os poemas descritos”, disse Rosa Cândida. “Espero que leiam e que gostem do que está escrito. Este livro é uma mistura de emoções, sentimentos, perceções do mundo. São vivências muito similares às de qualquer outra pessoa. Transformar essas vivências em poesia foi um desafio que me deixa particularmente feliz”, concluiu.

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O lançamento oficial do livro contou com vários momentos com enfase para a leitura de poemas da autora ao som do piano. Presente no lançamento, o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva, mostrou-se agradado com o lançamento de uma obra de uma autora local. “É muito importante que a nossa terra se faça notar em diferentes áreas. A cultura sobretudo, a cultura literária será sempre bem acolhida neste espaço, um espaço novo e construído para a promoção de atividades culturais. À escritora peço que continue a escrever e a promover a nossa terra com os seus poemas”.

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A ação contou ainda, como oradores, com uma representante da Chiado Editora, a Professora de Português, Paula Quintela, e uma amiga da escritora, Maria Matos.

O Lançamento do livro “Escrevo de mim para ti” terminou com um verde de honra, com o champanhe Souto Grande.

A ação terminou com uma sessão de autógrafos.

O livro encontra-se à venda no site da Chiado Editora, na Bertrand Livreiros e nas livrarias de Celorico de Basto.

ESCRITOR FAFENSE DANIEL BASTOS APRESENTA O POEMA "MEMÓRIAS DA CHUVA"

Memórias da Chuva

 

Dentro das paredes do saber,

templo de culto da solidão,

perscruto o fragor da chuva

arauto dos mistérios da criação.

Descerro a janela da memória

embaciada de recordações,

e parto enlevado em velhas canções

para junto da criança que fui outrora.

De mãos dadas,

como se não houvesse amanhã,

chapinhamos nas poças de água

exalamos o cheiro a terra molhada

corremos pelos campos em flor

aspergidos do orvalho da aurora,

à procura dos buracos dos grilos

que apanhamos com delicado fervor.

Ao som dos seres cantores

prisioneiros em gaiolas coloridas,

adormecemos lado a lado

imaginando mil e uma novas partidas!

Daniel Bastos, “Memórias da Chuva”, in Terra.

Desenho: Orlando Pompeu

CABECEIRAS DE BASTO REALIZA ENCONTRO DE QUADRAS POPULARES

Encontro de Quadras de S. Martinho juntou 27 grupos

Vinte e sete grupos apresentaram-se ontem, dia 15 de novembro, ao 15º Encontro de Quadras de S. Martinho, uma iniciativa organizada pela Basto Vida e pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, em colaboração com a União de Freguesias de Arco de Baúlhe e Vila Nune, um convívio de S. Martinho repleto de animação, onde não faltaram as castanhas assadas e o vinho novo.

Encontro de Quadras de S. Martinho juntou 27 grupo

Mais de 400 cantadores/tocadores em representação das associações, coletividades e instituições do concelho de Cabeceiras de Basto subiram ao palco do Pavilhão Desportivo do Arco de Baúlhe e interpretaram músicas e letras originais ou adaptadas alusivas à época, revivendo a tradição e estimulando a defesa do património cultural que são as cantigas populares.

Encontro de Quadras de S. Martinho juntou 27 grupo

O encontro que juntou, assim, centenas de pessoas teve como principal objetivo a apresentação de cantares de quadras inspiradas em São Martinho, nas suas formas mais genuínas e autênticas, proporcionando ao mesmo tempo uma jornada de convívio entre as associações/coletividades do concelho e o público em geral.

Ao evento não faltaram o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, o presidente da direção da Basto Vida, também ele presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, os vereadores e presidentes das Juntas de Freguesia, entre outros autarcas do município e das freguesias e público em geral.

No final da tarde, realizou-se o já típico magusto com castanhas assadas, caldo verde e vinho novo para todos os presentes.

Encontro de Quadras de S. Martinho juntou 27 grupo

Encontro de Quadras de S. Martinho juntou 27 grupo

Encontro de Quadras de S. Martinho juntou 27 grupo

Encontro de Quadras de S. Martinho juntou 27 grupo

Encontro de Quadras de S. Martinho juntou 27 grupo

Encontro de Quadras de S. Martinho juntou 27 grupo

OS GATOS - UM POEMA DE DANIEL BASTOS

 Daniel Bastos

Os gatos

Venha a noite que vier

os olhos dos gatos

círios de liberdade

brilharão no escuro.

Misteriosas criaturas

veneram o silêncio,

os encantos e agruras

dos seus antepassados.

Caudatos errantes

saltam vedações

percorrem os caminhos velados

deixam pegadas nos corações.

Quem me dera ser como os gatos

reconhecer os ratos,

brincar com as borboletas,

possuir sete vidas!

E quando a dúvida e o medo

de mim tomarem conta

levando-me acaso a cair,

saber eu prosseguir

com a felina dignidade

de cair de pé.

Daniel Bastos, “A velha armadura de Dom Quixote de La Mancha”, in Terra.

Desenho Orlando Pompeu

“A VELHA ARMADURA DE DOM QUIXOTE DE LA MANCHA” – UM POEMA DE DANIEL BASTOS

Uma das personagens clássicas da Literatura, imortalizada por leitores de todas as épocas, Dom Quixote de La Mancha, herói central do célebre livro com o mesmo nome do escritor Miguel de Cervantes, continua a ser uma fonte de inspiração para todos nós que perante as adversidades, dificuldades e desafios com que nos deparamos no nosso quotidiano, não devemos perder o sentido da justiça, da razão e da fé na vida.

O exemplo inspirador e romântico do virtuoso paladino impeliu-me a escrever o poema “A velha armadura de Dom Quixote de La Mancha”, que faz parte do meu último livro de poesia “Terra”, magnificamente ilustrado pelo mestre-pintor Orlando Pompeu, e que integra ainda o Vol. VI da Antologia

de Poesia Contemporânea "Entre o Sono e o Sonho" que reúne mais de um milhar de poemas escritos em língua portuguesa por autores no nosso tempo.

Nesse sentido, e porquanto a poesia é inspiração que deve ser compartilhada, tomo a liberdade de enviar em anexo o poema em questão para possível divulgação e publicação.

Cordiais saudações poéticas

Daniel Bastos

     A velha armadura de Dom Quixote de La Mancha

     Revestido da velha armadura da fé

     percorro montado no dorso

     de Rocinante

     os caminhos ancestrais dos pastores

     sonhando como Dom Quixote

     de La Mancha

     defender o ideal de cavaleiro andante.

     Enfrento as deceções e os dissabores

     de quem nasceu no tempo errado

     de quem anda no sentido contrário

     ao da multidão,

     mas contra tudo e contra todos

     cansado e com o corpo alquebrado

     prometeu pelejar pelos oprimidos,

     os injustiçados e perseguidos.

     Nada temerei,

     nem os gigantes da iniquidade,

     a bondade infinita

     e o sentimento de justiça

     transcendem os moinhos

     que empoam a realidade.

Daniel Bastos, “A velha armadura de Dom Quixote de La Mancha”, in Terra.

CABECEIRAS DE BASTO ORGANIZA CONCURSO DE QUADRAS POPULARES PARA COMEMORAR O SÃO MARTINHO

Inscrições abertas para Concurso de Quadras de S. Martinho de Cabeceiras de Basto

A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, através da Biblioteca Municipal Dr. António Teixeira de Carvalho, tem abertas até ao próximo dia 16 de outubro as inscrições para a 4ª edição do Concurso de Quadras de S. Martinho, uma iniciativa que tem como objetivos estimular a criatividade e a imaginação e também o gosto pela escrita, nomeadamente da poesia, no caso particular a poesia de cariz popular.

Neste concurso podem participar todos os alunos do 1º, 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico do concelho de Cabeceiras de Basto, sendo que os trabalhos a concurso deverão ser entregues, presencialmente.

Os trabalhos devem ser individuais e de autoria dos alunos, devendo subordinar-se ao tema ‘S. Martinho’ (magusto, castanhas, vinho, partilha, entre outros). Cada concorrente poderá apresentar entre três a quatro quadras, em suporte papel, datilografadas, devendo as quadras ser originais e inéditas.

De acordo com o regulamento do concurso, aos três melhores trabalhos de cada categoria serão atribuídos prémios em material pedagógico didático, no valor de 50,00 euros, 30,00 euros e 20,00 euros, respetivamente.

UM POEMA DE DANIEL BASTOS: PORQUE CAEM AS FOLHAS DAS ÁRVORES NO OUTONO?

Porque caem as folhas das árvores

                                       no Outono?

 

Embaladas pela dança do vento

as folhas secas de Outono

soltam-se dos ramos das árvores

caindo suavemente no chão.

Ressequidas pelos vendavais

agitam-se ansiosamente

numa dança contagiante

de melodias e cores naturais.

Desaparecendo

na voragem da estação

as folhas secas de Outono

caem porque têm que cair,

sinal da vida que se renova,

são o novo dia que está por vir.

 

Daniel Bastos, “Porque caem as folhas das árvores no Outono?”, in Terra

CANTORA PATRÍCIA PALHARES ABRILHANTA ENCONTRO DE POESIA NO GERÊS

Patrícia Palhares na apresentação de “Olhares in Versos” na vila do Gerês

Como já tinha sido noticiado, o poeta e escritor terrabourense João Luís Dias, irá apresentar, dia 19 de setembro, pelas 10h30, no Auditório Prof. Emídio Ribeiro, no Centro de Animação da vila do Gerês, o seu último livro de poemas, “Olhares in Versos”.

O momento musical que abrilhantará o evento estará a cabo da cantora Patrícia Palhares e enquadra-se também no XV Encontro Nacional de Poetas.

POETA JOÃO LUÍS DIAS APRESENTA OBRA NO GERÊS

João Luís Dias apresenta a sua última obra “Olhares in Versos” na Vila do Gerês

No âmbito do XV Encontro Nacional de Poetas, o poeta e escritor terrabourense João Luís Dias, irá apresentar no próximo sábado, dia 19 de setembro, pelas 10h30, no Auditório Prof. Emídio Ribeiro, no Centro de Animação da vila do Gerês, o seu último livro de poemas, “Olhares in Versos”.

O Presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Dr. Joaquim Cracel, estará presente para ilustrar esta apresentação que contará ainda com um momento musical.

 

POETAS MARCAM ENCONTRO NO GERÊS

XV Encontro Nacional de Poetas na Vila do Gerês realiza-se no dia 19 de setembro

Terras de Bouro e o Gerês receberão uma vez mais, no dia 19 de setembro de 2015, no auditório do Centro de Animação da vila termal do Gerês, o XV Encontro Nacional de Poetas.

2 - Dr. Barroso da Fonte e Poeta João Luís Dias

O evento, que terá início às 10h00, desde sempre se tem caracterizado pela significativa adesão de poetas oriundos de todo o país, que além de declamarem poemas da sua autoria, apresentam também obras ao habitual concurso de quadras. A Câmara Municipal de Terras de Bouro, o jornal “Poetas & Trovadores”, na pessoa do seu diretor, Dr. Barroso da Fonte e ainda a Associação de Escritores Minhoto – Galaicos, “Calidum”, através do seu presidente e também poeta, João Luís Dias, são as entidades responsáveis pelo encontro.

A escolha do concelho e da vila termal para a organização de tão importante acontecimento cultural significa, segundo o presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Dr. Joaquim Cracel, um fator importante de promoção e divulgação da poesia e também da beleza e do turismo cultural de Terras de Bouro que, desta forma, “vê chegar poetas e amantes das letras que declamam todo o seu amor, não só à poesia mas também à beleza inaudita do Gerês”.

3 - Premiados da edição de 2014

1 - Plateia  de  2014

ERA DOS DESCOBRIMENTOS - UM POEMA DE DANIEL BASTOS

Era dos Descobrimentos

No princípio era sonho,

desejo incontido de conquista

sublimado no signo da cruz

e bramido no cabo da espada.

Era querer ir mais além

desvendar os mistérios do mundo

dos homens e dos deuses

desbravar a vastidão imensa

ligar o Ocidente ao Oriente.

Era partir em viagem

perscrutar no horizonte

a miragem do destino incerto

navegar ao sabor do mar

e do vento sustido em velas

de frágeis caravelas.

Era desígnio hercúleo

concedido por el rei

de Portugal

a destemidos aventureiros

e desditosos marinheiros

seduzidos pela ilusão

da fortuna e glória.

Daniel Bastos, “Era dos Descobrimentos” in Terra.

TODOS SOMOS EMIGRANTES

Daniel Bastos - escritor

Quando sentes necessidade de partir

vais sem olhar para trás,

deixas as raízes…o existir,

levas a certeza que um dia voltarás.

 

Saltas fronteiras, alargas horizontes

ganhas o pão com suor

constróis o mundo lançando pontes

conquistas o direito a uma vida melhor.

 

Cantas o fado da saudade

diluída no sonho da prosperidade

já desejada pelos nossos pais e avós.

 

Por imperativo da realidade,

pela nossa história e identidade,

emigrantes somos todos nós. 

 

Daniel Bastos, “Todos somos emigrantes, in Terra

Todos somos emigrantes - Orlando Pompeu in Terra

Capa do Livro - Terra

ESCRITOR FAFENSE DANIEL BASTOS APRESENTA LA LIVRARIA “LELLO” DO PORTO O SEU LIVRO “TERRA”

O escritor Daniel Bastos apresentou ontem na emblemática Livraria Lello no Porto, considerada uma das livrarias mais bonitas do mundo, o seu último livro de poesia “Terra”.

A obra com chancela da Editora Converso, uma edição bilingue em Português e Francês, que conta com tradução de Paulo Teixeira, ilustrações do artista plástico Orlando Pompeu, e prefácio do poeta e pintor francês Gérald Bloncourt, foi apresentada por Filipe Larsen, Diretor do Festival 6 Continentes, o mais vasto evento cultural realizado no universo da Lusofonia.

No decurso da sessão cultural que encheu a centenária livraria da cidade Invicta, Filipe Larsen destacou a carreira ímpar do pintor Orlando Pompeu e a qualidade da tradução de Paulo Teixeira, e evidenciou o percurso literário do escritor e historiador Daniel Bastos, que tem a singularidade de ser alicerçado junto das comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo.

Por seu lado, o escritor natural de Fafe, que agradeceu a presença dos inúmeros amigos, conterrâneos, empresários e cultores das artes que marcaram presença na sessão de apresentação, afirmou que os seus poemas simples, telúricos e sem artificialismos, refletem um relação umbilical com a terra e as comunidades portuguesas.

Refira-se que esta apresentação na Livraria Lello, autêntico santuário das artes editoriais e livreiras, marcou o fim das apresentações oficiais da obra de estreia do escritor no campo da poesia. Desde o seu lançamento no final do ano passado Daniel Bastos esteve presente em várias sessões de apresentação do livro no território nacional e no espaço francófono europeu, designadamente no espaço cultural Lusofolie's em Paris, na Embaixada de Portugal em Bruxelas e na Livraria Camões em Genebra.

Esta sessão na Livraria Lello incluiu ainda uma prova de vinho verde espumante Miogo, promovida pelos Vinhos Norte, um dos maiores produtores nacionais de vinho verde.

ESCRITOR DANIEL BASTOS APRESENTA NO PORTO O SEU LIVRO DE POESIA "TERRA"

A apresentação tem lugar amanhã, na Livraria Lello

No próximo dia 16 de julho (quinta-feira), o escritor Daniel Bastos apresenta às 18h00, na centenária Livraria Lello no Porto, considerada uma das casas livreiras mais belas do mundo, o seu último livro de poesia “Terra”.

O escritor Daniel Bastos ( esq.) no atelier do pin

A apresentação da obra com chancela da Editora Converso, uma edição bilingue em português e francês, traduzida pelo docente Paulo Teixeira e ilustrada pelo artista plástico Orlando Pompeu, que terá em exposição na emblemática livraria desenhos que concebeu a partir dos poemas, será apresentada por Filipe Larsen, Diretor do Festival 6 Continentes, o mais vasto evento cultural realizado no universo da Lusofonia.

Com um percurso literário que tem sido alicerçado junto das comunidades lusófonas, os poemas do escritor natural de Fafe são marcados por um sentimento telúrico que se reflete numa relação umbilical com a terra onde vive e com as comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo. Para Gérald Bloncourt, cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra francesa que assina o prefácio da obra, o livro de estreia do autor minhoto no campo da poesia, perscruta as profundezas da humanidade, e os desenhos de Orlando Pompeu criam uma simbiose entre a linguagem artística da poesia e pintura.

Refira-se que esta apresentação na Livraria Lello, ex-líbris da cidade do Porto e um autêntico santuário das artes editoriais e livreiras, marca o fim das apresentações oficiais da obra, que desde o seu lançamento no final do ano passado levaram o escritor a estar presente em várias sessões de apresentação do livro no território nacional e no espaço francófono europeu, como no espaço cultural Lusofolie's em Paris, na Embaixada de Portugal em Bruxelas e na Livraria Camões em Genebra.

Esta sessão literária simbólica incluirá uma prova de vinho verde, promovida pelos Vinhos Norte, um dos maiores produtores nacionais de vinho verde que procura aliar a tradição de fazer vinho com a inovação no sector.

Convite

ESCRITOR FAFENSE DANIEL BASTOS APRESENTA NO PORTO O SEU LIVRO DE POESIA “TERRA”

No próximo dia 16 de julho (quinta-feira), o escritor Daniel Bastos apresenta às 18h00, na centenária Livraria Lello no Porto, considerada uma das casas livreiras mais belas do mundo, o seu último livro de poesia “Terra”.

O escritor Daniel Bastos ( esq.) no atelier do pin

A apresentação da obra com chancela da Editora Converso, uma edição bilingue em português e francês, traduzida pelo docente Paulo Teixeira e ilustrada pelo artista plástico Orlando Pompeu, que terá em exposição na emblemática livraria desenhos que concebeu a partir dos poemas, será apresentada por Filipe Larsen, Diretor do Festival 6 Continentes, o mais vasto evento cultural realizado no universo da Lusofonia.

Com um percurso literário que tem sido alicerçado junto das comunidades lusófonas, os poemas do escritor natural de Fafe são marcados por um sentimento telúrico que se reflete numa relação umbilical com a terra onde vive e com as comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo. Para Gérald Bloncourt, cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra francesa que assina o prefácio da obra, o livro de estreia do autor minhoto no campo da poesia, perscruta as profundezas da humanidade, e os desenhos de Orlando Pompeu criam uma simbiose entre a linguagem artística da poesia e pintura.

Refira-se que esta apresentação na Livraria Lello, ex-líbris da cidade do Porto e um autêntico santuário das artes editoriais e livreiras, marca o fim das apresentações oficiais da obra, que desde o seu lançamento no final do ano passado levaram o escritor a estar presente em várias sessões de apresentação do livro no território nacional e no espaço francófono europeu, como no espaço cultural Lusofolie's em Paris, na Embaixada de Portugal em Bruxelas e na Livraria Camões em Genebra.

Esta sessão literária simbólica incluirá uma prova de vinho verde, promovida pelos Vinhos Norte, um dos maiores produtores nacionais de vinho verde que procura aliar a tradição de fazer vinho com a inovação no sector.

ESCRITOR FAFENSE DANIEL BASTOS APRESENTA EM LISBOA O LIVRO DE POESIA “TERRA”

O escritor minhoto Daniel Bastos apresentou hoje no magnífico espaço da Livraria Ferin, em Lisboa, o seu livro de poesia “Terra”. A sessão incluiu ainda uma prova de vinho verde do concelho de Fafe, promovida pelos Vinhos Norte, considerado um dos maiores produtores de vinho verde.

A apresentação da obra coube à poetisa Maria Melo, Diretora da Associação Portuguesa de Poetas, que realçou as qualidades de Daniel Bastos, o qual não deixa de as transpirar na sua própria obra, a empatia com aqueles que sofrem, tendo sempre presente a sua ligação à terra, justificando o seu título, qual cordão umbilical que jamais foi cortado entre si e a terra que o viu nascer – Fafe e a sua freguesia de Cepães!

Mas, quem melhor do que o poeta João Ricardo Lopes, autor do posfácio, para caraterizar este livro de poemas de Daniel Bastos: “Com este volume de vinte e sete poemas a que chamou Terra, estreia-se Daniel Bastos na poesia, domínio não tão distante nem tão incompatível, como se poderia supor, com a sua área de formação: a ciência histórica. Clio e Érato, respetivamente, musas da História e da Poesia Lírica, convivem nestas páginas com a maior desenvoltura, criando várias linhas temáticas contíguas, que poderíamos, grosso modo, sintetizar assim: poemas de cariz ontológico, poemas de cariz sociológico, poemas meta poéticos e poemas eroto-oníricos.”

O livro “Terra” do poeta Daniel Bastos constitui uma edição bilingue – em português e francês – a pensar sobretudos nos portugueses de segunda e terceira geração para quem o contato com a língua materna dos seus pais já não constitui um hábito, registando-se frequentemente a perda do seu domínio. É que Fafe foi desde sempre terra que viu os seus naturais partirem, antes para o Brasil e, nos tempos mais recentes, para os países europeus sobretudo francófonos.

Com magnífica encadernação em capa dura e a dourado e excelente apresentação gráfica para a qual concorre as ilustrações de Orlando Pompeu, conceituado artista plástico também de Fafe mas com obra espalhada por numerosos países, nomeadamente na Europa, Brasil, Estados Unidos da América, Japão e Dubai, o livro de poemas de Daniel Bastos é prefaciado pelo poeta e pintor francês de origem haitiana Gérald Bloncourt, muito estimado em Portugal e sobretudo pela comunidade portuguesa em França pelo seu inestimável trabalho fotográfico que, nas décadas de cinquenta e sessenta do século passado, retrataram e denunciaram as condições de vida miseráveis dos nossos emigrantes, contribuindo desse modo para uma mudança de atitude das autoridades francesas e, consequentemente, a melhoria da situação dos nossos compatriotas.

Esta sessão cultural ocorreu numa excelente sala da Livraria Ferin, uma casa livreira de referência no universo livreiro da capital lisboeta, tendo surgido na sequência de uma série de apresentações oficiais do livro no espaço francófono europeu, designadamente em Paris, Bruxelas e Genebra. Atendendo à importância da comunidade minhota radicada na região de Lisboa, o escritor fafense Daniel Bastos jamais poderia prescindir de um contato direto com os fafenses na capital.

ESCRITOR DANIEL BASTOS APRESENTA AMANHÃ EM LISBOA LIVRO DE POESIA “TERRA”

O escritor minhoto Daniel Bastos apresenta em Lisboa o seu último livro de poesia “Terra”. A sessão vai ter lugar amanhã, dia 20 de junho, às 16h00, na Livraria Ferin.

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A apresentação do livro, uma edição bilingue em Português e Francês, que conta com ilustrações do artista plástico Orlando Pompeu, cuja obra consta de variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos, Japão e Dubai, e prefácio do fotógrafo, poeta e pintor francês Gérald Bloncourt, será realizada por Maria Melo, Diretora da Associação Portuguesa de Poetas.

Os poemas do escritor e historiador natural de Fafe são marcados por um sentimento telúrico que se revela no apego à terra e na busca do sentido para a vida. Segundo Gérald Bloncourt, recentemente condecorado cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra francesa, o livro de estreia do autor minhoto no campo da poesia, perscruta as profundezas da humanidade e os desenhos de Orlando Pompeu, concebidos a partir dos poemas, criam uma simbiose entre a linguagem artística da poesia e pintura.

Refira-se que esta sessão cultural na Livraria Ferin, uma casa livreira de excelência com alma lisboeta, surge depois um conjunto de apresentações oficiais do livro no espaço francófono europeu, designadamente em Paris, Bruxelas e Genebra, e que a mesma incluirá uma prova de vinho verde, promovida pelos Vinhos Norte, um dos maiores produtores nacionais de vinho verde.

ESCRITOR FAFENSE DANIEL BASTOS APRESENTA “TERRA” EM LISBOA

O escritor fafense Daniel Bastos apresenta em Lisboa o seu último livro de poesia “Terra”. A sessão vai ter lugar no próximo dia 20 de junho, às 16h00, na Livraria Ferin.

A apresentação do livro, uma edição bilingue em Português e Francês, que conta com ilustrações do artista plástico Orlando Pompeu, cuja obra consta de variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos, Japão e Dubai, e prefácio do fotógrafo, poeta e pintor francês Gérald Bloncourt, será realizada por Maria Melo, Diretora da Associação Portuguesa de Poetas.

Os poemas do escritor e historiador natural de Fafe são marcados por um sentimento telúrico que se revela no apego à terra e na busca do sentido para a vida. Segundo Gérald Bloncourt, recentemente condecorado cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra francesa, o livro de estreia do autor minhoto no campo da poesia, perscruta as profundezas da humanidade e os desenhos de Orlando Pompeu, concebidos a partir dos poemas, criam uma simbiose entre a linguagem artística da poesia e pintura.

Refira-se que esta sessão cultural na Livraria Ferin, uma casa livreira de excelência com alma lisboeta, surge depois um conjunto de apresentações oficiais do livro no espaço francófono europeu, designadamente em Paris, Bruxelas e Genebra, e que a mesma incluirá uma prova de vinho verde, promovida pelos Vinhos Norte, um dos maiores produtores nacionais de vinho verde.

DANIEL BASTOS APRESENTA LIVRO DE POESIA “TERRA” EM GUIMARÃES

Galeria de Arte 9 Séculos foi palco de apresentação do livro “Terra”

No passado dia 30 de maio (sábado), a Galeria de Arte 9 Séculos em Guimarães serviu de palco para a apresentação do livro de poesia “Terra” da autoria de Daniel Bastos.

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A apresentação da obra, uma edição bilingue em Português e Francês, foi realizada em parceria com o mestre-pintor Orlando Pompeu, artista plástico que concebeu a ilustração do livro, e que é detentor de uma carreira ímpar que consta de coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos, Japão e Dubai.

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No decurso da sessão cultural, que se encheu de amigos e conterrâneos do escritor e historiador natural do concelho de Fafe, o tradutor Paulo Teixeira, responsável pela tradução do livro, destacou o telurismo poético inspirado no apego à terra de Daniel Bastos, cujo percurso literário está intrinsecamente ligado às comunidades lusófonas, assim como o facto dos desenhos de Orlando Pompeu, concebidos a partir dos poemas, criarem uma simbiose entre a linguagem artística da poesia e pintura.

Esta sessão cultural na galeria de arte – compras & vendas a retalho situada no centro histórico da cidade que viu nascer Portugal, incluiu uma prova de vinho verde espumante, promovida pelos Vinhos Norte, um dos maiores produtores nacionais de vinho verde, empresa que é um dos principais patrocinadores do livro e que passará a ter à venda na Galeria 9 Séculos o vinho verde espumante Miogo.

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Refira-se que estão previstas ao longo dos próximos meses novas apresentações oficiais do livro em território nacional, designadamente na Livraria Ferin em Lisboa, e na Livraria Lello no Porto, duas das mais importantes livrarias portuguesas da atualidade, frequentemente reconhecidas por diversas personalidades e entidades como das mais belas livrarias do mundo.

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POETA ANTÓNIO CACHO APRESENTA NOVO LIVRO DE POEMAS EM ARCOS DE VALDEVEZ

Vozes da Memória, novo livro de poesia de António Cacho, apresentado na Casa das Artes em Arcos de Valdevez

No passado sábado, 23 de Maio o novo livro de poesia “Vozes da Memória” do arcuense António Cacho, insigne advogado do nosso concelho, foi apresentado publicamente na Casa das Artes /Biblioteca Municipal Tomaz de Figueiredo.

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A apresentação esteve a cargo de Albertina Fernandes que, debruçando-se sobre os aspetos formais e conceptuais, referiu que a poesia contida neste livro se aproximava dos Haiku japoneses.

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Haiku são poemas curtos que utilizam linguagem sensorial para capturar um sentimento ou uma imagem, normalmente inspirados por um elemento da natureza, um momento de beleza ou uma experiência comovente.

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A sessão contou ainda com a participação de Margarida Dias que leu em voz alta alguns poemas selecionados. Já na parte final daquela tarde de Poesia, o autor tomou da palavra para incitar a audiência a ler Poesia com dedicação, de modo a que a fruição de um poema seja um momento único, irrepetível e a exemplo disso terminou dizendo em voz alta o poema “Catequese” de Miguel Torga. 

Vozes da Memória é o nono livro que António Cacho tem publicado desde 1989: 
Estes frutos, 1989; Amor poente, 1996; Barco sem cais, 2000; Ao pé do rio, 2002; Canto final, 2003 Arco-da-velha, 2009; Cartilha do vento, 2011; Vivências cívicas, 2012.

MOREIRA DE CÓNEGOS ACOLHE APRESENTAÇÃO DO LIVRO DE POESIA “TERRA”

O auditório da Junta de Freguesia de Moreira de Cónegos acolheu ontem a apresentação do livro de poesia “Terra”, da autoria do poeta e escritor fafense Daniel Bastos.

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A iniciativa cultural, integrada na Semana de Poesia promovida pela Junta de Freguesia de Moreira de Cónegos, contou com a presença do autor da obra, o escritor e historiador Daniel Bastos, e do mestre – pintor Orlando Pompeu, responsável pelas ilustrações deste livro bilingue (Português e Francês), que desde o seu lançamento no final do ano passado, tem alcançado várias sessões de apresentação em território nacional e junto das comunidades portuguesas espalhadas pela Europa de expressão francófona.

No decurso da sessão de apresentação, o presidente da Junta de Freguesia de Moreira de Cónegos, Paulo Renato, que agradeceu a disponibilidade do escritor e do pintor para participarem na Semana de Poesia, destacou a importância desta iniciativa que tem decorrido ao longo dos últimos anos no desenvolvimento da consciência cultural da comunidade.

Por seu lado, o escritor Daniel Bastos, afirmou que o seu percurso literário reflete uma relação umbilical com a sua terra e com a história, sendo que o pintor Orlando Pompeu, evocou a sua ligação a Moreira de Cónegos, designadamente à família Almeida, intrinsecamente ligada à industrialização da localidade e à sua carreira artística.

Refira-se que durante a próxima semana os desenhos originais que ilustram a obra poética “Terra”, estarão patentes ao público em geral e a toda a comunidade educativa no Auditório da Junta de Freguesia de Moreira de Cónegos.

Moreira de Cónegos é uma povoação situada na margem direita do rio Vizela, na extremidade sul do concelho de Guimarães, cuja atividade económica assenta de forma significativa na indústria.

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ESCRITOR FAFENSE DANIEL BASTOS FOI A GENEBRA APRESENTAR O SEU LIVRO “TERRA”

O escritor português Daniel Bastos apresentou, no passado dia 2 de maio, o seu novo livro de poesia “Terra” na Livraria Camões em Genebra.

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A apresentação da obra, uma edição bilingue em Português e Francês, que conta com ilustrações do artista plástico português Orlando Pompeu, cuja obra consta de variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos, Japão e Dubai, e prefácio de Gérald Bloncourt, Cavaleiro da Ordem das Artes e Letras de França, contou com a presença de muitos conterrâneos e compatriotas do autor que encheram a livraria portuguesa em Genebra.

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No decurso da sessão de apresentação, o escritor natural de Fafe, que agradeceu a receção calorosa da comunidade lusófona radicada em terras helvéticas, lamentou a ausência por motivos de saúde na iniciativa de Benjamim Ferreira, conhecido representante da comunidade portuguesa em Genebra, mostrou enorme satisfação por apresentar a sua obra num espaço cultural por onde já passaram nomes como Saramago, Fernando Campos, Nuno Júdice ou Vasco Graça Moura.

Segundo Daniel Bastos, o seu percurso literário, quer no campo da história, como agora no campo da poesia onde faz a sua estreia literária, tem sido alicerçado junto das comunidades lusófonas, refletindo uma relação umbilical com a sua terra, e com a história, memória e identidade cultural portuguesa que nos une a todos.

Refira-se que esta sessão cultural na Livraria Camões em Genebra incluiu uma prova de vinho verde, um produto vínico característico da região minhota de onde é natural o escritor, e que estão previstas ao longo dos próximos meses novas apresentações oficiais do livro em território nacional e no espaço francófono europeu.

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ESCRITOR DANIEL BASTOS APRESENTA EM GENEBRA LIVRO DE POESIA “TERRA”

No próximo dia 2 de Maio (sábado), o escritor português Daniel Bastos apresenta às 18h00, na Livraria Camões em Genebra, o seu mais recente livro de poesia “Terra”.

A apresentação da obra, uma edição bilingue em Português e Francês, que conta com ilustrações do artista plástico português Orlando Pompeu, cuja obra consta de variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos, Japão e Dubai, e prefácio do fotógrafo, poeta e pintor francês Gérald Bloncourt, será apresentada por Benjamim Ferreira, antigo Consultor das Nações Unidas e Diretor da Fundação OISTE.

Os poemas do escritor e historiador natural do concelho de Fafe, cujo percurso literário tem sido alicerçado junto das comunidades lusófonas, são marcados por um sentimento telúrico que se reflete numa relação umbilical com a sua terra e na procura do sentido da vida. Segundo Gérald Bloncourt, recentemente condecorado cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra francesa, o livro de estreia do autor minhoto no campo da poesia, perscruta as profundezas da humanidade, e os desenhos de Orlando Pompeu, concebidos a partir dos poemas, criam uma simbiose entre a linguagem artística da poesia e pintura.

Refira-se que esta apresentação na livraria portuguesa em Genebra, centro cultural por onde já passaram nomes como Saramago, Fernando Campos, Nuno Júdice ou Vasco Graça Moura, enquadra-se num conjunto de apresentações oficiais do livro “Terra” no espaço francófono europeu, particularmente junto das comunidades lusófonas, no seguimento das apresentações que decorreram nos meses transatos em Paris e Bruxelas. Sendo que esta sessão cultural na Livraria Camões incluirá uma prova de vinho verde, promovida pelos Vinhos Norte, um dos maiores produtores nacionais de vinho verde que procura aliar a tradição de fazer vinho com a inovação no sector.

ESCRITOR FAFENSE DANIEL BASTOS APRESENTA “TERRA” EM GENEBRA

No próximo dia 2 de Maio (sábado), o escritor português Daniel Bastos apresenta às 18h00, na Livraria Camões em Genebra, o seu mais recente livro de poesia “Terra”.

A apresentação da obra, uma edição bilingue em Português e Francês, que conta com ilustrações do artista plástico português Orlando Pompeu, cuja obra consta de variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Alemanha, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos, Japão e Dubai, e prefácio do fotógrafo, poeta e pintor francês Gérald Bloncourt, será apresentada por Benjamim Ferreira, antigo Consultor das Nações Unidas e Diretor da Fundação OISTE.

Os poemas do escritor e historiador natural do concelho de Fafe, cujo percurso literário tem sido alicerçado junto das comunidades lusófonas, são marcados por um sentimento telúrico que se reflete numa relação umbilical com a sua terra e na procura do sentido da vida. Segundo Gérald Bloncourt, recentemente condecorado cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra francesa, o livro de estreia do autor minhoto no campo da poesia, perscruta as profundezas da humanidade, e os desenhos de Orlando Pompeu, concebidos a partir dos poemas, criam uma simbiose entre a linguagem artística da poesia e pintura.

Refira-se que esta apresentação na livraria portuguesa em Genebra, centro cultural por onde já passaram nomes como Saramago, Fernando Campos, Nuno Júdice ou Vasco Graça Moura, enquadra-se num conjunto de apresentações oficiais do livro “Terra” no espaço francófono europeu, particularmente junto das comunidades lusófonas, no seguimento das apresentações que decorreram nos meses transatos em Paris e Bruxelas. Sendo que esta sessão cultural na Livraria Camões incluirá uma prova de vinho verde, promovida pelos Vinhos Norte, um dos maiores produtores nacionais de vinho verde que procura aliar a tradição de fazer vinho com a inovação no sector.

DANIEL BASTOS: AURORA DE ABRIL

Quando se aproxima o 41.º aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974, também conhecida como Revolução dos Cravos, uma data de viragem para Portugal que pôs fim ao Estado Novo e abriu caminho para a democracia e a liberdade, publicamos um poema do poeta fafense Daniel Bastos que incluiu no seu recente livro de poesia “Terra”, intitulado “Aurora de Abril”, magnificamente ilustrado pelo artista plástico Orlando Pompeu.

                            Aurora de Abril

                            Floriste nos cravos

                            vermelhos de abril,

                            brandindo as fardas

                           da ditosa revolução

                           sublevada em canção,

                           prenúncio primaveril

                          da almejada liberdade

                         que durante o negrume

                         da tirania se exprobrou,

                         mas que toda uma nação

                         - o valoroso povo luso

                        exaurido pela tragédia

                        e a pérfida soberba

                       do orgulhosamente sós -

                       singelamente conquistou.

                      Cumpra-se Abril então!

in Daniel Bastos, Terra, Editora Converso, 2014

Capa do Livro