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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAFE PROMOVE PATRIMÓNIO RELIGIOSO

Município de Fafe lança Roteiro dedicado ao ‘Património Religioso’ no concelho. Exposição de Fotografia revela os vestígios do Românico em Fafe

A Câmara Municipal de Fafe inaugura, na próxima terça-feira, 19 de Dezembro, a Exposição de Fotografia ‘Património Religioso – Memória e Identidade: O Românico em Fafe’.

No Arquivo Municipal, até 31 de Janeiro, vão estar em exposição 41 fotografias que revelam os Vestígios Românicos no Património Religioso do concelho de Fafe.

A Iniciativa dá mote também para o lançamento do "Roteiro do Património Religioso: memória e identidade", no qual se pretende apresentar todas as igrejas e capelas do concelho de Fafe, ao longo de vários fascículos que se desenvolverão em torno de diferentes temáticas.

O primeiro fascículo apresentado debruça-se sobre os Vestígios Românicos em Fafe. O cunho do Românico em Fafe destaca-se, com particular importância, na arquitectura religiosa do concelho.

Nas palavras de Pompeu Martins, Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Fafe, “o concelho de Fafe apresenta-se aos seus visitantes como um espaço vasto e rico no que ao património religioso diz respeito. São muitas as igrejas e capelas que encontramos em Fafe e que nos fazem viajar por períodos muito diferentes da nossa história.

Como forma de valorizar e dar a conhecer esta importante herança e vestígio fundamental da memória colectiva, a Câmara Municipal promove, em diferentes momentos, vários fascículos relacionados com o "Roteiro do Património Religioso: memória e identidade"

Acreditamos que cada um dos templos apresentados, tanto nesta Exposição como nas próximas, merecerá uma visita atenta, não só pela sua arquitectura, mas também pela bela arte sacra contida no seu interior ou, em último caso, pelos espaços envolventes convidativos em perfeita harmonia com o meio em que se inserem.”

A inauguração tem início marcado para as 18h30, no Arquivo Municipal.

ARCOS DE VALDEVEZ RECEBE CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE O PATRIMÓNIO DA CASA NOBRE

Casa Nobre: um Património para o Futuro. V Congresso Internacional  superou expectativas

“Arcos de Valdevez pode assumir a ideia de capital da Casa Nobre” - Armando Malheiro da Silva, Presidente da Comissão Científica

Edição de 2017 foi a edição com maior participação de sempre de comunicantes e inscritos

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Nos passados dias 30 de Novembro, 1 e 2 de Dezembro, decorreu na Casa das Artes concelhia a 5ª edição do Congresso Internacional subordinado à temática Casa Nobre: um Património para o Futuro, dando desta forma seguimento a um projeto consolidado de estudo das temáticas: Memória Histórica: História da Família, Genealogia, Documentação Familiar e Heráldica; Arquivos e documentação familiares; Património Construído: estudos, defesa e valorização e Turismo e Desenvolvimento Regional.

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Na sessão de abertura deste fórum o Presidente da Câmara Municipal, João Esteves realçou a importância da História e da recuperação do património edificado do concelho como elementos relevantes na estratégia de desenvolvimento ao nível da reabilitação de património, turismo e economia, bem como da afirmação da identidade local e orgulho em Arcos de Valdevez. O autarca lembrou os projetos de reabilitação de património construído e imaterial tais como o Paço de Giela, a Igreja Matriz; a recuperação da Igreja do Espírito Santo para Centro interpretativo do Barroco, o projeto das oficinas de criatividade Padre Himalaya, o qual prevê a criação de um espaço dedicado à figura e legado de um dos maiores cientistas e visionários portugueses da viragem do século XIX, Padre Manuel Himalaya; o projeto de valorização da Arte rupestre do Gião, o Portal da Memória arcuense, o qual se destina a trabalhar temáticas relativas à memória e ao património do concelho; as publicações municipais; e ainda do Projeto das Casas Armoriadas, projeto que já conta com mais de 30 anos de existência e cujos elementos têm estado diretamente envolvidos na organização destes encontros.

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O autarca incentivou a organização a realizar o sexto congresso, afirmando que esta é uma iniciativa a dar continuidade, pois “só através do passado é possível dar continuidade ao futuro” e “esta é uma História com Futuro”.

A quinta edição do Congresso teve neste ano a maior participação de sempre de comunicantes e inscritos, tendo passado pelos auditórios da Casa das Artes cerca de 100 comunicações e quatro palestras nas quatro áreas temáticas do congresso.

Ao nível da Memória Histórica: História da Família, Genealogia e Heráldica, contou com a intervenção do catedrático espanhol de História Medieval Rafael Sanchez Saus, com a intervenção "El concepto de solar en la nobleza medieval del sur de espafia"; na temática de Património: Estudos, Defesa e Valorização, com João Vieira Caldas, do IST da Universidade de Lisboa, através da intervenção "O papel do Conhecimento na defesa e valorização da Casa Nobre - novos contributos da Investigação face a velhos problemas"; na temática de Arquivos e Documentação Familiares, com o Diretor Criativo da Community Sites, Jack Latimer, através da palestra "Bringing History to Life: Community Archives in the UK and Ireland"; na temática do Turismo e Desenvolvimento Regional, com a intervenção do Diretor da Licenciatura em Turismo da UTAD, Xerardo Pereiro Perez, que abrodou a "Turiperegrinação no Caminho Português Interior de Santiago de Compostela".

O programa contou ainda, entre outros, com a apresentação do novo volume do projeto das Casas Armoriadas do Concelho de Arcos de Valdevez, dedicado a Casal do Paço, bem como com a apresentação da versão digital e online das Atas do Congresso anterior, e ainda a atribuição do Prémio D. Fernando José Mascarenhas, vulto cultural e de inigualável importância na defesa do património e da História, falecido em 2014, atribuído no âmbito das comunicações apresentadas.

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SÉ DE BRAGA APRESENTA CONSERVAÇÃO E RESTAURO DO PATRIMÓNIO AZULEJAR

Apresentação pública dos trabalhos de: “Conservação e Restauro de Espólio Azulejar da Sé de Braga – Capela de S. Geraldo e Capela Baptismal da Sé de Braga

O Deão do Cabido da Sé de Braga, o Director da Direcção Regional de Cultura do Norte, e a empresa Susana Lainho, Unipessoal, Lda, apresentam os trabalhos de “Conservação e Restauro de Espólio Azulejar da Sé de Braga – Capela de S. Geraldo e Capela Baptismal da Sé de Braga”, inserido na candidatura NORTE 2020 - Rota das Catedrais a Norte, que terá lugar a 4 de Dezembro, às 18h30 horas, na Capela de S. Geraldo.

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Esta será uma oportunidade para conhecer a mais recente intervenção de conservação e restauro levada a cabo no conjunto monumental da Sé de Braga.

Os painéis de azulejo, datados de 1712 e atribuídos a António de Oliveira Bernardes, historiam a vida de S. Geraldo, Arcebispo de Braga, na passagem do século XI para o século XII.

Esta intervenção de conservação e restauro veio resgatar uma das mais importantes manifestações artísticas do património barroco da Sé de Braga.

Com a apresentação pública da conclusão dos trabalhos ficaremos a conhecer com mais pormenor o estado em que se encontravam os painéis, algumas das técnicas de restauro utilizadas, e o que implica intervir nesta área patrimonial.

GUIMARÃES VAI REABILITAR IGREJA ROMÂNICA DE SERZEDELO

ESTA TERÇA-FEIRA, 21 DE NOVEMBRO

Câmara de Guimarães assina protocolo para reabilitar Igreja Românica de Serzedelo. Cerimónia realiza-se ao início da tarde desta terça-feira. Assinatura decorrerá no Salão Nobre da Autarquia.

A Câmara Municipal de Guimarães, a Direção Regional de Cultura do Norte, em representação do Ministério da Cultura, e a Fundação Iberdrola vão assinar um protocolo com o objetivo de proceder a uma intervenção de conservação e reforço estrutural da Igreja Românica de Serzedelo.

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A cerimónia, agendada para esta terça-feira, 21 de novembro, às 14:30 horas, no Salão Nobre do Município, constitui uma Adenda ao Protocolo de Cooperação no âmbito da execução do Plano Românico-Atlântico 2015-2018.

De grande austeridade arquitetónica, com características românicas, datando provavelmente dos séculos XII-XIII, a construção do conjunto monumental de Santa Cristina de Serzedelo perde-se no tempo.

A igreja tem uma só nave, retangular, com capela-mor também retangular, cobertura de madeira e uma “ante-igreja” destinada a espaço funerário. Foi profundamente decorada com frescos, sendo especialmente digna de menção a Anunciação originalmente colocada sobre a fresta entaipada da capela-mor.

MONÇÃO INAUGURA REQUALIFICAÇÃO DO ADRO DA IGREJA PAROQUIAL DE TANGIL

A obra de requalificação do adro da Igreja Paroquial de Tangil vai ser inaugurada este domingo, pelas 11h30, com a presença do Bispo da Diocese de Viana do Castelo, D. Anacleto Oliveira, que celebrará a eucaristia solene, com início às 10h30.

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O investimento representou um custo próximo de 60.000,00 €, suportado, em partes iguais, pela Câmara Municipal de Monção e Secretaria de Estado das Autarquias Locais. Além da sua importância para a paróquia e população local, esta intervenção permite a valorização do património religioso no concelho.

A assinatura do protocolo de colaboração teve lugar no dia 29 de março do presente ano, ao final da tarde, no Centro Cultural do Vale do Mouro, contando com a presença, entre outros, do Secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel.
Fernando Silva

BRAGA DIVULGA PATRIMÓNIO AZULEJAR

 ‘Vamos azulejar’ no Convento do Pópulo. Actividade inicia-se a 21 de Novembro

O Município de Braga promove entre Novembro de 2017 e Junho de 2018 mais uma edição do ateliê ‘Vamos Azulejar’. A iniciativa realiza-se no âmbito da promoção e divulgação dos painéis azulejares musealizados da escadaria nobre do Convento do Pópulo.

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A primeira sessão tem lugar já no próximo dia 21 de Novembro. Em Dezembro, o ateliê realiza-se nos dias 5 e 19.

Este evento constituído, principalmente, por ateliês de pintura sobre azulejo, onde serão abordadas as diferentes técnicas de pintura, é destinada ao público em geral, mas com maior incidência no infanto-juvenil.

A actividade realizar-se-á quinzenalmente (às terças-feiras) entre as 9h00 e as 12h00, e entre as 14h00 e as 17h00. Para participar é necessária inscrição prévia através dos seguintes contactos:

Câmara Municipal de Braga

Pelouro do Património / Serviço de Arqueologia

Telefone – 253 203 150 (ext:1106)

E-mail – gab.arqueologia@cm-braga.pt

“VAMOS RESTITUIR O PRESTÍGIO ÀS TERMAS DE MONÇÃO”

O novo balneário termal, inaugurado pelo Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio, em junho de 2001, nunca teve vida fácil. Umas vezes, as cheias do rio Minho. Outras vezes, questões de ordem sanitária. E, nos últimos anos, pagamentos em atraso da concessionária responsável pela exploração daquele equipamento municipal.

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Enquanto vereador no anterior mandato, António Barbosa, alertou várias vezes o executivo liderado por Augusto Domingues para a necessidade em resolver o problema de uma vez por todas. Agora, como presidente da autarquia monçanense, apresentou uma proposta na última reunião do executivo, realizada em Tangil, tendo sido aprovada por unanimidade.

Desta forma, com prazo a contar da data de receção da notificação, a empresa “Advancesfera – Unipessoal, Lda”, concessionária do balneário termal durante 25 anos (contrato celebrado em 24 de abril de 2007), tem um prazo de 30 dias para regularizar as dívidas em atraso.

Estas relacionam-se com o pagamento de 11 rendas mensais (55.000,00 €) e incumprimento na liquidação do fornecimento de água pública (11.587,07 €), bem como atrasos no plano de pagamentos aprovado por deliberação camarária (11.000,00 €). A estes valores, acresce IVA à taxa legal em vigor, situando-se a divida global muito perto dos 100.000,00 €.

Saliente-se ainda que a concessionária não tomou as medidas e providências necessárias para evitar a suspensão de tratamentos termais que aconteceram em dois períodos distintos. O primeiro de 16 meses e o segundo de 3 meses, contribuindo para transmitir uma imagem muito negativa do termalismo em Monção.

“Temos de deitar mão a esta situação, resolvê-la no rigoroso cumprimento da lei e restituir o prestígio às Termas de Monção” António Barbosa

Fernando Silva

GUIMARÃES E POMBEIRO (FELGUEIRAS) – UMA HISTÓRIA POR FAZER… UM PATRIMÓNIO A RECUPERAR

* crónica de Paulo Freitas do Amaral)

Esqueçam todas as divisões municipalistas posteriores ao ano de 1832 e a linha divisória que separa a freguesia de Serzedo (Guimarães) com a freguesia de Vila Fria/Pombeiro (Felgueiras)  e agora passem a analisar a região de Guimarães de uma forma “eclesiástica” e própria de um tempo em que a igreja detinha o poder temporal e espiritual. 

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Obviamente irão concluir que o Mosteiro de Pombeiro assumia junto da cidade de Guimarães um local de enorme importância. Contruido durante o período de vida do nosso D. Afonso Henriques, foi de certeza lugar de paragem obrigatória e de frequência assídua do nosso primeiro Rei, não só por ser um mosteiro em construção e como tal novidade, mas também por ser uma obra de uma magnitude fantástica.

Com uma Sé de Braga muito distante de Guimarães e com o Mosteiro de S. Gonçalo em Amarante ( a partir do Século XIII) a um dia de caminho de cavalo do Berço, o Mosteiro de Pombeiro, o seminário adjacente,a primeira " fábrica" de sinos da península ibérica (recentemente descoberta) e todas as casas senhoriais nos arredores do Mosteiro assumiam uma importância que a História de Guimarães não poderá ignorar… 

Aquela região  em certas alturas da História assumiu também o papel de acolher os vimaranenses brasonados nas suas segundas casas  de família. É o caso de muitas famílias antigas vimaranenses. No âmago destas famílias muitas foram as personalidades que ali viveram com responsabilidades camarárias em Guimarães e nas cortes dos diversos  Reis de Portugal (sempre representando Guimarães) como é o caso da família dos Condes de Pombeiro (Paço de Pombeiro em Felgueiras), dos Pinto Mesquita (Casa de Sezim em Guimarães mas com ascendentes em Pombeiro), dos Cabrais (Casa das Portas) ou mesmo dos Freitas do Amaral (Casa da Eira e Casa do Guardal).

A freguesia de Vila Fria em Felgueiras durante séculos tornou-se atraente para os vimaranenses não só pela sua importância religiosa que na altura assumia  mas também por ser atraente durante a estação do Verão, por ser um óptimo local de passeios, de banhos, de terrenos agrícolas férteis e com vestígios de património romano únicos e invulgares no país inteiro.

Actualmente a Ponte do Arco que separa o Concelho de Guimarães do Concelho de Felgueiras merecia dos executivos camarários uma atenção especial por ser um potencial de atração turistica e de desenvolvimento de ambos os concelhos. A recuperação da praia fluvial a meias paredes com o parque de campismo de Vila Fria e os caminhos pedestres já delineados na margem felgueirense,seriam um acrescento ao potencial que também existe nos dias que correm na margem vimaranense. Por sua vez a Câmara de Felgueiras poderia aproveitar as fortes políticas “verdes” que Guimarães está a incrementar para ter proveito de um rio Vizela que também é seu.

ARCOS DE VALDEVEZ PREPARA CONGRESSO PARA DEBATER O PATRIMÓNIO

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez está a organizar o V Congresso Internacional subordinado à temática Casa Nobre: um Património para o Futuro, dando desta forma seguimento a um projecto consolidado de estudo das temáticas:

  • Memória Histórica: História da Família, Genealogia, Documentação Familiar e Heráldica;
  • Arquivos e documentação familiares;
  • Património Construído: estudos, defesa e valorização;
  • Turismo e Desenvolvimento Regional.

O Congresso irá ter lugar nos dias 30 de Novembro, 1 e 2 de Dezembro de 2017 no Auditório da Casa das Artes de Arcos de Valdevez.
O evento contará com a participação de investigadores de diferentes áreas científicas, cujas comunicaões refletem sobre este tema em todas as suas vertentes.

Mais informações sobre o evento em https://sites.google.com/site/casanobrecongresso/ e https://www.facebook.com/Congresso-Internacional-Casa-Nobre-317910778636826/

MELGAÇO REALIZA JORNADAS SOBRE PATRIMÓNIO CULTURAL

REDITUS – I Jornadas sobre Património Cultural de Melgaço realiza-se no dia 6 de novembro

Melgaço acolhe na próxima segunda-feira, 6 de novembro, REDITUS - I Jornadas sobre Património Cultural de Melgaço, um evento que promove o Património Cultural do concelho. A iniciativa centra-se na temática Paleolítico e é de vertente pedagógica, com sessões orientadas por Professores Universitários, de Portugal e da Galiza, de áreas como Arqueologia, História e Sociologia. O propósito é dar a conhecer a todos a riqueza patrimonial de Melgaço, bem como a sua história, para que a mesma possa ser divulgada junto da comunidade e de quem visita o concelho.

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‘Reditus’ surge na sequência dos resultados obtidos pelas escavações arqueológicas que decorrem, desde o verão de 2016, na freguesia de Remoães. Até então, os trabalhos geraram descobertas importantíssimas para os estudos da presença do Homem na região do Vale do Minho. De acordo com o Coordenador do projeto, João Ribeiro, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ‘os promissores trabalhos de Melgaço permitiram reconhecer a diversidade de estratégias de ocupação da região pelo homem paleolítico tanto no tempo como no espaço, tendo mesmo permitido reconhecer a presença do homem de Neandertal na região’. As escavações acontecem no âmbito do projeto transfronteiriço ‘Os primeiros habitantes do baixo Minho’, previsto decorrer nos vários municípios portugueses e espanhóis do troço internacional do rio Minho.

O evento é dirigido à população em geral, empresas de animação, comunidades escolares e funcionários afetos a serviços de atendimento (como Museus, Loja de Turismo, Porta de Lamas de Mouro, Casa da Cultura e Biblioteca de Castro).

APOSTA NA DIVULGAÇÃO DO PATRIMÓNIO CULTURAL

Estas jornadas enquadram-se num projeto de quatro encontros culturais que assentam numa retrospetiva histórica sobre o Património Cultural de Melgaço, percorrendo, cronologicamente, as seguintes temáticas: o Paleolítico, o Neolítico, a Época Medieval e as Épocas Moderna e Contemporânea. ‘O intento é promover o conhecimento do vasto Património Cultural existente no concelho, criando uma sequência de ações que permitam a melhor interpretação destes valores e da sua contextualização histórica.’, salienta a organização, explicando que, para edições futuras, o objetivo é conciliar/enquadrar atividades lúdicas, vocacionadas para visitantes, como representações, peças de teatro e animação musical.

PROGRAMA

14h30 – Visita ao local das intervenções arqueológicas | Estação arqueológica de Remoães

15h45 – Sessão de Abertura

Manoel Batista Calçada Pombal – Presidente da Câmara Municipal de Melgaço | Casa da Cultura

16h00 – Vestígios arqueológicos dos mais antigos habitantes de Melgaço (1.ª sessão)

Casa da Cultura

18h00 – Vestígios arqueológicos dos mais antigos habitantes de Melgaço (2.ª sessão)

Sede da Junta de Freguesia de Remoães

19h00 – Alvarinho de Honra

Junta de Freguesia de Remoães

ORADORES

João Pedro Cunha-Ribeiro: Faculdade de Letras - Universidade de Lisboa; Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa; (UNIARQ); Lab2pt.

Alberto Gomes: Faculdade de Letras - Universidade do Porto; Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Territorio (CEGOT).

José Meireles: Universidade do Minho; Lab2pt.

Eduardo Méndez-Quintas: Escuela Interuniversitaria de Posgrado en Evolucion Humana, Universidad de Burgos; Centro Nacional de Investigacion sobre la Evolucion Humana (CENIEH).

Sérgio Monteiro-Rodrigues: Faculdade de Letras - Universidade do Porto; Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço e Memoria” (CITCEM).

Alfredo Pérez-González: Centro Nacional de Investigacion sobre la Evolucion Humana (CENIEH), Burgos

Manuel Santonja: Centro Nacional de Investigacion sobre la Evolucion Humana (CENIEH), Burgos

PONTE DE LIMA SENSIBILIZA CRIANÇAS PARA O PATRIMÓNIO

Museu dos Terceiros - Início dos Serviços Educativos 2017/2018 – “O Nosso Património”

O Museu dos Terceiros de Ponte de Lima inicia este mês de outubro as atividades educativas dirigidas à comunidade escolar.

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Podem participar as crianças dos Jardins de Infância e os alunos do 1º e 2º ciclo deste concelho nas diversas ações.

Neste ano letivo, e no âmbito da Área de Projeto, o tema a desenvolver será: "O Nosso Património". As 12 turmas inscritas dos vários agrupamentos, irão deslocar-se mensalmente, de outubro a maio, para atividades específicas e diversas, ao Museu, à vila e a outros edifícios relevantes do património limiano.

Além da Área de Projeto, as escolas poderão também inscrever-se em atividades isoladas e visitas guiadas, que permitem uma familiarização com o espaço e o acervo do Museu.

MONÇÃO COMEMORA DIA NACIONAL DOS CASTELOS

7 de Outubro, sábado

Comemorado desde 1984, o Dia Nacional dos Castelos revela-se como um momento de reflexão e aproximação ao património fortificado. Constitui uma viagem ao passado, o reviver da memória coletiva de um povo e o aprofundar de conhecimentos sobre a nossa identidade cultural e histórica.

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Neste dia, convidamo-lo(a) a visitar MONÇÃO. A nossa fortaleza. Monumento nacional, desde 16 de junho de 1910, que proporciona um “caminhar” tranquilo e um “olhar” deslumbrante sobre o rio Minho. Também o Núcleo Museológico Torre de Lapela, edifício carregado de história e memória com uma paisagem inspiradora sobre o “Pai Minho”, casario tradicional e margem galega. Seguramente, a melhor varanda sobre o rio Minho.

Ou a Penha da Rainha, em Abedim. Para conhecer um antigo castelo roqueiro e, ao mesmo tempo, desfrutar de magníficas vistas panorâmicas sobre a região. Aventure-se pela parte sul do coto, onde está a modesta ermida de São Martinho, preciosidade digna de adoração. Descubra passadiços entre os enormes pedregulhos e pequenos miradouros naturais, onde o olhar se perde num manto de felicidade.

AMARES VALORIZA PATRIMÓNIO

O património (i)material e a prática desportiva de mãos dadas na II Caminhada entre Mosteiros em Amares

Decorreu no passado domingo, dia 24 de setembro, mais uma iniciativa integrada no programa anual de caminhadas do Município: “Amares a Caminhar”, numa organização da Associação dos Amigos do Mosteiro de Rendufe. A caminhada realizou-se entre os Mosteiros de Rendufe e o de Santa Maria de Bouro e permitiu aos cerca de 50 participantes desfrutar, não só, das belas paisagens do concelho, mas também, apreciar o património arquitetónico e cultural de Amares.

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Esta iniciativa integrou-se, ainda, nas Jornadas Europeias do Património, este ano dedicadas ao tema "Património e Natureza - Pessoas, Lugares e Histórias", assinaladas pela Direção Regional da Cultura do Norte nos dias 23 e 24 de setembro, no Mosteiro de Santo André, em Rendufe.

O programa incluiu, no dia 23, a conferência "Arte e Devoção no Mosteiro de Rendufe: o canto litúrgico dos monges beneditinos", proferida por Elisa Lessa, professora no Departamento de Música do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho. A sessão decorreu no antigo refeitório dos monges, com entrada livre.

FORTE DA LAGARTEIRA EM VILA PRAIA DE ÂNCORA JÁ RECEBEU QUASE 13 MIL VISITANTES

Câmara assinou protocolo com a Autoridade Marítima Nacional e abriu o imóvel ao público

O número de pessoas que, desde o dia 1 de junho último, visitaram o Forte da Lagarteira, em Vila Praia de Âncora, está já muito próximo das 13 mil, prevendo-se que este valor seja atingido ou até superado até ao final do mês. Neste momento, o Forte continua de portas abertas e tem patente uma exposição sobre a sua própria história. Mas durante este período acolheu eventos emblemáticos, com destaque para exposição de homenagem a Francisco Sampaio, promovida pelo Município, e que assinalou os 80 anos de vida um homem que dedicou a sua vida à promoção da Vila e da Região do Alto Minho.

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O passado dia 1 de junho foi uma data muito especial para Vila Praia de Âncora. Fruto do entendimento da Câmara Municipal com a Autoridade Marítima Nacional foi possível abrir ao público a fortaleza, que até àquela data esteve fechada e inacessível à população e aos turistas.

Recorde-se que, após negociações, a Câmara Municipal de Caminha assinou um protocolo de cooperação com a Autoridade Marítima Nacional, durante uma cerimónia que decorreu no interior do próprio Forte da Lagarteiro e contou com a presença do Diretor-Geral da Autoridade Marítima Nacional, o Vice-Almirante Luís Carlos de Sousa Pereira, do Secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello, de Melchior Moreira, o presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, vereadores do Município de Caminha, representantes das associações e muitos populares que se juntaram para fazer parte da história do Forte da Lagarteira e de Vila Praia de Âncora.

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O documento firmado com a Autoridade Marítima Nacional prevê um período de cinco anos, renovável. De acordo com o protocolo, o Município compromete-se a garantir a conservação, manutenção e custos de funcionamento do imóvel, podendo, em contrapartida, utilizar o espaço para a realização de eventos.

A primeira exposição que o Forte acolheu teve como tema a sua própria história e é essa que ainda pode ser visitada até ao final deste mês de setembro.

Nessa altura foi também apresentado o programa “Vila Praia – Âncora de Emoções’, uma aposta cultural e de lazer forte, promovida pela Câmara com vista a colocar Vila Praia de Âncora e o concelho de Caminha nos roteiros turísticos mais apetecíveis. Do programa constaram mais de 50 atividades culturais, desportivas, religiosas, gastronómicas que Vila Praia de Âncora teve ocasião de oferecer a quem aí vive e a quem a visita. O objetivo, com o referiu na altura o presidente da Câmara, foi fazer de Vila Praia de Âncora um destino turístico de sonho e ao mesmo tempo promover as associações e a economia do concelho.

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Emoção na homenagem a Francisco Sampaio

Cerca de uma semana após a abertura, o Forte da Lagarteira acolheu uma exposição e uma cerimónia emblemáticas. No dia 7 de junho, dia de aniversário de Francisco Sampaio, abriu oficialmente a exposição “Francisco Sampaio – 80 anos”. Esta foi uma homenagem da Câmara Municipal a um dos grandes impulsionadores do turismo do concelho e de toda a região do Alto Minho.

Detentor de um curriculum invejável, Francisco Sampaio dedicou a sua vida ao turismo. Tem mais de quatro dezenas de obras publicadas nas áreas da sociologia e do turismo e viu o seu mérito reconhecido cerca de duas dezenas de vezes. Com provas dadas no associativismo, foi diretor artístico e maestro do Grupo Coral do Orfeão de Vila Praia de Âncora, presidente da direção da Associação dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora, fundador do Lions Clube de Vila Praia de Âncora, presidente da Assembleia Geral do Centro Cultural e Social de Vila Praia de Âncora e presidente da Comissão de Festas de Nossa Senhora da Bonança.

A exposição sobre a vida e obra de Francisco Sampaio foi um ato de justiça, mas a Câmara reservou para a noite de homenagem uma novidade, em honra do antigo presidente da Região de Turismo, mas que foi também uma ótima notícia para a Vila e para o concelho. Trata-se da ponte à cota da água, cuja construção está prestes a começar, sobre o rio Âncora, no âmbito da Ecovia do Litoral Norte. Conforme foi então anunciado por Miguel Alves, o troço especial, que será enquadrado por uma grande beleza natural, vai chamar-se “Passeio Dr. Francisco Sampaio”.

Recorde-se que esta obra já estava adjudicada na altura e constitui a segunda parte da empreitada “Infraestruturas para valorização e visitação de áreas classificadas no concelho de Caminha”, no âmbito da Polis Litoral Norte, que ligou por ecovia o troço entre a Capela de Santo Isidoro e as Camboas. Essa obra está concluída e a construção da ponte é o passo seguinte.

Palco de bons eventos e boas notícias

Desde o dia 1 de junho, o Forte da Lagarteira tem sido palco de eventos excecionais e de notícias muito boas para Vila Praia de Âncora e para o concelho. Foi aí que ficamos a saber, por exemplo, que o concelho de Caminha lidera no turismo nacional com um crescimento recorde de dormidas em 2016. A notícia foi dada pelo presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto.

Conforme anunciou Melchior Moreira, o número de dormidas nas unidades hoteleiras do concelho de Caminha, em 2016, cresceu 37% face ao ano anterior. Um resultado “histórico”, nas palavras do próprio presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal. Os números são também um recorde ao nível do país e de toda a Região Norte. Na opinião de Miguel Alves, este resultado excecional, é a confirmação de que estamos no rumo certo: “é o concelho, o nosso concelho, os nossos empresários, a nossa terra quem está a bater todos os números do passado”.

Mas os números do sucesso, como então foi referido, são ainda mais marcantes no nosso concelho, que é o líder do crescimento turístico em toda a Região Norte. O responsável referiu que Caminha ainda cresceu mais do que o Alto Minho: o concelho de Caminha cresceu 37%, o que se traduz em mais 18 mil dormidas do que em 2015. O presidente da Porto e Norte sublinhou: “este é um resultado histórico ao longo destes anos. É um resultado que contribui para o crescimento do Minho e do Porto e Norte de Portugal”.

Entre os eventos que neste período tiveram por palco o Forte da Lagarteira, destaque para o Fado Forte e, noutro âmbito, a receção aos professores, já no ano letivo que está a começar.

Séculos de história acessíveis ao público

O Forte da Lagarteira foi mandado construir por D. Pedro II no século XVII na sequência das Guerras da Restauração da independência (1640-1668) para o reforço da costa portuguesa perante a ameaça espanhola, integrando-se na linha de defesa estrategicamente colocada nas margens do rio Minho e ao longo da costa atlântica.

De acordo com os registos, o Forte da Lagarteira, de arquitetura militar, “integra-se no grupo de fortes seiscentistas de planta estrelada, de pequenas dimensões e alçado simples. Cruzava fogo com o Forte de Santiago. Denota persistências de formas de caráter medieval, observável no balcão fechado, e sua conciliação com uma conceção planimétrica e militar completamente distinta e de cariz seiscentista”.

O Forte foi classificado como Imóvel de Interesse Público, pelo decreto nº 47 508, DG, 1.ª série, n.º 20 de 24 janeiro 1967.

Recorde-se que este Executivo já tinha utilizado o Forte da Lagarteira pontualmente, com autorização da Marinha, para realização de eventos de grande sucesso, casos, em 2014, de um concerto com Teresa Salgueiro, e em 2015, a iniciativa Fado Forte, evento integrado nas Viagens à Terra Nova, uma exposição que homenageou os mais de 700 pescadores do concelho que se dedicaram à pesca do bacalhau nos mares da Terra Nova.

Forte da Lagarteira 2017 (11)

ESPOSENDE ASSOCIA-SE ÀS JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO

O Município de Esposende vai associar-se às Jornadas Europeias do Património, entre 22 a 24 de setembro e que este ano tem como tema “Património e Natureza”, desenvolvendo atividades que pretendem evidenciar a relação entre o património e a natureza como fonte inesgotável de conhecimento, de criatividade e de recreação.

Sementeiras em tabuleiro, ações de limpeza, teatro de marionetas, percursos e escavação arqueológica são as atividades previstas e que pretendem atrair a comunidade em geral, sendo a participação gratuita. Os interessados deverão inscrever-se até dia 21 de setembro, através do e-mail arqueologia@cm-esposende.pt ou do telefone 253 960 179.

Residindo na natureza enorme potencial para um equilibrado desenvolvimento cultural, social e económico, o programa projetado para assinalar, em Esposende, as Jornadas Europeias do Património associam a vertente lúdica do convívio em locais com História.

Sexta-feira, 22 de setembro, realizam-se diversas sementeiras em tabuleiro de espécies florestais autóctones, dirigidas aos utentes dos jardins de infância e aos alunos do 1.º ciclo. Aos participantes será apresentada uma breve explicação sobre a importância da floresta e as suas mais-valias biológicas, ecológicas e económicas. As espécies plantadas serão utilizadas, posteriormente, na reconversão do coberto vegetal do monte de S. Lourenço. A ação decorre no Centro de Educação Ambiental, em Marinhas, devendo os interessados inscrever-se previamente através do e-mail cea@esposendeambiente.pt

No sábado, 23 de setembro, com o tema “Limpar Ideias”, voluntários procedem à limpeza, recolha de sobrantes vegetais e desmatamento do monte de S. Lourenço. O objetivo é alertar para as consequências da falta de manutenção e limpeza da floresta, fomentando a responsabilização para a preservação do património. Participam na iniciativa os funcionários da Câmara Municipal, membros da Associação Desportiva, Cultural, Recreativa e Social do Município de Esposende e a comunidade em geral. Uma vez que a atividade irá decorrer ao longo do dia, propõe-se a realização de um piquenique, promovendo-se assim o convívio e a partilha, sugerindo-se que cada um leve o seu e depois se faça a partilha. A inscrição poderá ser realizada por e-mail para geral@adcrsme.com

Ainda no sábado, pelas 18 horas, o espetáculo “Bzzzoira Moira”, desenvolvido pelo Grupo de Teatro e Marionetas Mandrágora, aborda as lendas das mouras como lendas protetoras dos elementos, neste caso das fontes e dos poços, e do guarda bouças, figura mal-amada por muitos, responsável por vigiar e guardar a floresta.

Caso as condições climatéricas o permitam, a iniciativa terá lugar ao ar livre, junto ao Centro Interpretativo de S. Lourenço. Para domingo está reservado o roteiro patrimonial “Regresso ao Passado”, pelas 8h30, percurso circular que abrange valências culturais (arqueológicas e etnográficas) e naturais (fauna, flora e paisagem). Tem como ponto de partida o bimilenar castro de S. Lourenço, partindo para a descoberta de monumentos funerários Pré-Históricos, atravessando matas, florestas e a arriba fóssil.

“Arqueólogo por um dia” encerra as comemorações, propondo a atividade prática associada à simulação de uma escavação arqueológica e que terá lugar no Castro de S. Lourenço.

O Serviço de Património Cultural conta, para o efeito, com a parceria e apoio da Esposende Ambiente, através do Centro de Educação Ambiental e a colaboração do Gabinete Técnico Florestal da CME, dos Sapadores Florestais e da Associação Desportiva, Cultural, Recreativa e Social do Município de Esposende.

DOUTORA ELISA LESSA PROFERE EM AMARES CONFERÊNCIA ALUSIVA AO MOSTEIRO DE RENDUFE

Seminário dedicado ao Mosteiro de Rendufe. Conferência “Arte e Devoção no Mosteiro de Rendufe: o canto litúrgico dos monges beneditinos”

Dando continuidade ao Seminário dedicado ao Mosteiro de Rendufe, em Amares, a Direção Regional de Cultura do Norte promove, no próximo dia 23 de setembro, pelas 16 horas, a Conferência “Arte e Devoção no Mosteiro de Rendufe: o canto litúrgico dos monges beneditinos”, proferida pela Doutora Elisa Lessa, professora no Departamento de Música do ILCH da Universidade do Minho. A iniciativa, integrada no programa de comemoração das Jornadas Europeias do Património, decorre no Mosteiro de Rendufe, com entrada livre.

O referido Seminário consiste num conjunto de Conferências intituladas «Conhecer e divulgar o Mosteiro de Rendufe» que contam com a participação de alguns especialistas, com o objetivo de impulsionar o conhecimento e a divulgação do Mosteiro Beneditino de S.º André de Rendufe.

Com origem anterior a 1090, o Mosteiro de Rendufe foi uma das principais casas beneditinas entre os séculos XII-XIV. 

“O papel e ação dos centros beneditinos do ponto de vista cultural, social e económico foram de primordial importância para o desenvolvimento das populações. O seu princípio era o da ocupação constante. As suas obrigações consistiam na celebração do Ofício Divino e na sua preparação para que fosse celebrado com dignidade e esplendor. A liturgia e consequentemente o seu suporte musical foi sempre o principal fundamento da vida monástica, sendo a ocupação principal dos monges, como modo de expressão espiritual e meio de identificação da sua existência. A importância que os beneditinos atribuíam à música, e o desenvolvimento que alcançaram neste domínio, permite afirmar que a congregação teve um papel de relevo na história da música sacra em Portugal.

Os monges músicos tinham privilégios próprios que se traduziam na criação de condições e incentivos ao seu trabalho, fruto do reconhecimento dos seus conhecimentos e dons e da importância do serviço prestado à comunidade. O sinal de agradecimento pela música então ouvida manifestava-se no tempo maior de lazer, na dispensa de algumas Horas Litúrgicas, na alimentação especial e nos doces em ocasiões especiais como o Natal, a Páscoa e as festas dos Santos Padroeiros, momento altos de música polifónica, utilizando-se vários instrumentos, destacando-se o órgão com um papel preponderante na liturgia, com seus Versos, Fantasias, Glosas. O costume de mandar vir músicos de fora em dias de festa era frequente nos mosteiros. Das redondezas vinham até ao mosteiro tocadores de charamelas, que em sintonia com a população celebravam a Festa de S. Bento, de Nossa Senhora do Rosário, dia de Reis, entre outras festividades”. (Elisa Lessa, in «O património artístico musical do Mosteiro de Santo André de Rendufe: conhecer o passado para intervir no presente»)

Conferências Rendufe-set

CABECEIRAS DE BASTO REMODELA MOSTEIRO DE S. MIGUEL DE REFOJOS

Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto visitou obras de remodelação do piso térreo do Mosteiro de S. Miguel de Refojos

O presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, acompanhado do arquiteto Miguel Gomes, dirigente do município, visitou esta tarde, dia 18 de setembro, as obras de ‘Remodelação do Piso Térreo da Ala Poente dos Paços do Concelho de Cabeceiras de Basto’, um projeto que foi objeto de uma candidatura designada ‘Município Mais’, apresentada ao Aviso nº NORTE-50-2016-12 - Promoção das TIC na Administração e Serviços Públicos.

Presidente da Câmara Municipal visitou obras de remodelação do piso térreo do Mosteiro de S. Miguel de Refojos (1)

A empreitada, com um montante de investimento de 262 mil euros, arrancou no dia 12 de junho e implicou a transferência do Serviço de Atendimento Único, do Posto de Atendimento ao Cidadão e da Tesouraria para o Posto de Turismo, onde é atualmente e provisoriamente feito o atendimento aos munícipes, enquanto decorrem as obras de beneficiação do rés-do-chão do edifício dos Paços do Concelho, onde, no futuro, ficará a funcionar o Espaço do Cidadão. A Polícia Municipal foi transferida para a Central de Camionagem de Refojos.

Dada a complexidade e a especificidade dos trabalhos e os cuidados que os mesmos exigem por se tratar de um monumento de elevado interesse público como é o Mosteiro de S. Miguel de Refojos, as intervenções que contam com o acompanhamento da Direção Regional da Cultura foi necessário prorrogar o prazo por mais 30 dias, prevendo-se, por isso, a sua conclusão na segunda quinzena de outubro.

Presidente da Câmara Municipal visitou obras de remodelação do piso térreo do Mosteiro de S. Miguel de Refojos (2)

BRAGA É CIDADE BARROCA

Braga Barroca contribui para valorizar Património e reforçar identidade Bracarense. Evento decorre de 20 a 24 de Setembro

Concertos, visitas guiadas, workshops, teatro, um concurso nacional de cravo e recriações históricas integram o programa da Braga Barroca 2017, um evento que o Município de Braga realiza entre os dias 20 e 24 de Setembro e que celebra um dos períodos áureos da história da Cidade.

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Na apresentação da quarta edição do evento, que decorreu hoje, dia 18 de Setembro, no Palácio do Raio, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, salientou o facto de estar a surgir em Braga uma “verdadeira indústria cultural com a realização de iniciativas e eventos que têm um impacto muito positivo em termos económicos, contribuindo ainda para o reforço da nossa identidade e da salvaguarda do património”.

O Autarca lembrou que a Braga Barroca não surge por acaso, integrando uma estratégia de valorização patrimonial. “Ano após ano temos tido um programa que cresce em ambição e diversidade, demonstrando que esta foi uma aposta ganha por parte deste Executivo Municipal, desde logo pelo envolvimento das entidades parceiras, mas sobretudo pela receptividade que os Bracarenses tiveram desde a primeira edição”, salientou Ricardo Rio.

A Braga Barroca 2017 – que assinala também as Jornadas Europeias do Património - pretende fornecer uma experiência abrangente, através de acções de âmbito artístico que procuram recriar hábitos e tipologias de vida, e envolver progressivamente a Cidade e os seus agentes.

Já para a vereadora da Cultura, Lídia Dias, o evento “cresceu de forma sustentada e com a parceria das instituições e associações do Concelho”. “A Braga Barroca conta com as parcerias da Santa Casa da Misericórdia de Braga, a Biblioteca Pública, a BLCS, o Cabido Metropolitano da Sé, Conselho Cultural da UMinho, do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, da Irmandade de Santa Cruz, do Seminário de S. Pedro e S. Paulo e ainda do movimento associativo do Concelho que fazem da Braga Barroca um evento único e muito apelativo”, referiu Lídia Dias.

Este ano não faltarão ensejos para a descoberta da Braga Barroca. Sons, sabores, visitas guiadas, encenações, entre outros momentos de aprendizagem serão proporcionados a todos os públicos. Este ano o programa conta com uma exposição dedicada a um dos vultos da pintura barroca em Portugal. No Palácio do Raio estarão reunidas obras referência de Josefa de Óbidos, provenientes de diversas localidades, e que podem ser vista até 20 de Outubro.

Concertos com a Orquestra Barroca da Casa da Música, com a Sinfonieta de Braga, com o ensemble Harawi e com a Capella Musical da Fundação Cupertino de Miranda, o Sarau Barroco, as visitas encenadas fazem parte do programa deste ano que inclui, igualmente, animação de ria, uma mostra de sabores setecentistas e a demonstração de artes e ofícios da época.

O programa completo do evento pode ser consultado em https://goo.gl/nZYQ71

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