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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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REVISTA “ÍPSILON” DO JORNAL “PÚBLICO” DESCREVE COMO COMEÇOU O FESTIVAL DE PAREDES DE COURA

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A VILA DO ROCK DEU UM SALTO DE GIGANTE

É numa noite de fados, em 1993, que se traça o destino dos anos seguintes de uma vila pacata do Minho. Agora chamam-lhe a “vila do rock”, na época, no concelho de Paredes de Coura, as festas grandes eram a das Angústias e a da Nossa Senhora do Livramento. Nessa altura, o festival de Vilar de Mouros estava adormecido há uns anos e os grandes festivais de rock no Verão estavam longe de ser uma realidade.

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Há um grupo de jovens, na casa dos 20 anos, que parava na rua principal, onde se encontravam nessa noite, que decide descer à praia Fluvial do Taboão para espreitar o espectáculo montado para que a população pudesse ver o resultado da obra de requalificação de uma mata junto a uma das margens do rio Coura. Desse grupo faziam parte Vítor Paulo Pereira, José Barreiro, Filipe Lopes e João Carvalho. Quando lá chegaram viram um espaço “deslumbrante”. Alguém tem uma epifania: “E se fizéssemos aqui um festival de música para jovens?”.

Lá, na noite de fados de Coimbra, estavam presentes o presidente da câmara e um vereador. Num “impulso”, João Carvalho toma a iniciativa e apresenta a ideia aos autarcas. No dia seguinte têm uma reunião nos Paços do Concelho, onde lhes são dispensados “180 contos” (900 euros) do orçamento para montar o evento. Nasce o festival Paredes de Coura (PdC) que este ano celebra 25 edições que puseram a vila, que agora se confunde com o próprio festival, no mapa.

Eram 12 no início. Agora são três os fundadores que continuam a teimar em organizar o evento todos os anos: José Barreiro, Filipe Lopes e João Carvalho. O presidente da câmara já não é o mesmo. Quem lá está é Vítor Paulo Pereira, outro dos fundadores. O palco principal também já não é no mesmo sítio. No local onde se montou pela primeira vez é onde está actualmente o do Jazz na Relva, próximo da margem do rio onde João Carvalho voltou a mergulhar no dia em que visitamos Paredes de Coura, desta vez com roupa.

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A 20 de Agosto de 1993 tocavam ali ao lado os cabeças de cartaz Ecos da Cave, os “metaleiros” Gangrena, Boucabaca, Cosmic City Blues e os Purple Lips, compostos pelos irmãos Praça, na altura nos Turbojunkie, que por não poderem levar a banda toda apresentaram-se com outro nome. Todas as bandas foram contactadas a partir da cabine telefónica que existia no centro da vila, recorda João Carvalho, que até à terceira edição diz ter sido “o escritório do festival”. Foi o cartaz possível, com o orçamento que havia para o arranque do evento que nasce de “obra do acaso”.

Os contactos das bandas descobriram-nos na secção de divulgação do Blitz. “Na altura era a forma mais fácil de os conseguir”, conta. Apesar do orçamento limitado, a escolha foi consciente e apostaram em nomes que estavam a despontar no cenário musical nacional. Do dinheiro que tinham para gastar nada sobrou para o palco. Tiveram de o construir em madeira e montá-lo à custa de esforço próprio: “Nas primeiras edições, a meio da montagem, muitas vezes tínhamos de sacudir a terra da roupa para ir ao banco assinar um empréstimo para fazer um pagamento”.

Pouco havia para fazer em Paredes de Coura naquela altura. Do grupo de amigos, João Carvalho era dos poucos que estava na vila. Os outros estudavam fora. Lá, tinha um programa na Rádio Voz do Coura, onde passava The Cure e The Smiths. Dia de festa e “momento mágico” era quando ia ao posto dos Correios para levantar as encomendas que fazia com regularidade na Tubitek. A casa chegava com discos dos Diesel Park West, Gene Loves Jezebel, “que na altura eram uma banda boa”, dos The Sundays, Inspiral Carpets e “outras tendências da altura”. “Não havia outra forma de conseguir discos em Coura”, diz. Para combater o “isolamento” serviam também as reuniões para organizar o festival: “Nas três primeiras edições era um dos pretextos que tinha para arrastar para cá o pessoal que estava fora."

Em 1996 trazem as primeiras bandas internacionais, uma delas são os Shed Seven, para quem marcaram uma viagem a menos de avião no regresso dos britânicos a casa. “Era outra estrutura e eram outros tempos. Enquanto uns distraíam a banda, outros tentavam comprar um bilhete sem que ninguém reparasse." A coisa resolveu-se sem ninguém dar por isso. Tocaram ainda os Raincoats. Nesse ano mudam-se para o anfiteatro natural onde ainda é montado o palco principal. “A câmara não queria que estragássemos a relva e arranjou-nos um espaço maior." Na verdade, explica que o chamado “anfiteatro natural” sofreu intervenção humana: “Para aquilo ficar assim tiraram-se alguns camiões de terra."

Foi aí que tiveram a percepção de que o festival ia crescer. Monta-se um “palco a sério” e cobra-se pela primeira vez um bilhete. Mil escudos para três dias de festival com mais de uma dezena de bandas. “Naquela altura o valor da entrada ainda gerou discussão. Ninguém fazia aquilo por dinheiro. Tinha aquele medo serôdio de que com um bilhete as pessoas já não viessem”, recorda. No ano seguinte trazem um nome internacional de peso para encabeçar cada um dos dias, os Paradise Lost, Smoke City e Rollins Band. “Foi emocionante ver no local onde costumava brincar uma banda que até à altura só era possível ver na MTV. Caíram-me as lágrimas durante o concerto”, diz referindo-se à banda de Henry Rollins.

É em 1999, ano em que tocam os dEUS, Suede, Lamb e Mogwai, que há uma enchente com a qual ninguém contava. “Ficámos todos assustados. Começam a chegar camionetas cheias de gente e a empresa de transportes entra em pânico. Receámos que as infra-estruturas não aguentassem." Em cima do joelho alugam-se mais uns campos para poder acolher mais pessoas. É este o primeiro ano em que conseguem ter lucro. No final do festival surge a questão: “O que é que vamos fazer com este dinheiro todo?”. Distribuem parte dos lucros por algumas instituições do concelho e vão os quatro de férias juntos “passar um bom bocado”.

Aprenderam na edição seguinte que nada pode ser tomado como garantido. “Há uma chuva imensa e o festival correu muito mal, com um grande prejuízo no final. Aprendemos nesse ano a ser empresários. Se um ano dá não quer dizer que no outro a coisa funcione."

O mesmo acontece em 2004. Os LCD Soundsystem mudam-se para o palco principal na sequência do desabamento do secundário. A chuva não parava e por isso há uma reunião de emergência com o chefe da segurança, a empresa do sistema de som e de luz e a câmara. Toda a gente acha que o festival deve ser cancelado por estar em causa a possibilidade de um curto-circuito, de desabamento do palco principal e a segurança do terreno e das pessoas. Todos menos a organização: “Víamos cerca de quatro mil pessoas frente ao palco, algumas em roupa interior, a quererem ver concertos. Dissemos sempre que não." O festival continuou com um “prejuízo brutal”, que foi aumentando com o investimento para tratar da lama, reforçar o palco e a segurança e para comprar capas de chuva para distribuir pelo público. Para a história fica a imagem de Jon Spencer a pontapear a lama enquanto dizia que foi uma das melhores noites da carreira dos Blues Explosion, recorda João Carvalho, que o testemunhou.

Essa edição ficou também na memória de Luís Rocha, funcionário da Agrilcoura, na rua Bernardino António Gomes, que não se lembra de outra altura em que tivesse vendido tantas galochas ou plástico. “Foram sete rolos, cada um com 80 quilos. Esgotámos o stocke tivemos de recorrer a Braga para poder vender mais." Embora diga que este não seja o negócio da vila que mais beneficie com o festival, quando chove é enchente garantida: “Tivemos de fechar a porta e deixar entrar apenas alguns clientes de cada vez, tal era a enchente."

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O responsável pelo festival diz que talvez tenha sido a decisão de continuar com o evento até ao fim que contribuiu para a relação de respeito que foi sendo criada com o público. “Teria sido muito mais cómodo e menos dispendioso ter cancelado tudo. Acho que as pessoas perceberam isso."

No rescaldo desse ano, pela primeira vez, os fundadores questionam a continuidade do evento: “Foram dez segundos até mudarmos de opinião. Os anos de 2000 e 2004 foram muito importantes para fortalecer o festival”.

Ditaria o bom senso que a próxima edição fosse “mais pequena” ou que se tentasse primeiro “encontrar novo patrocinador”. Entendeu a organização que se “entrasse com tudo” e se garantisse o maior cartaz de sempre até à altura. Não fazê-lo seria “fragilizar” o festival. “Se acabar, acaba em grande”, foi o mote. É o ano de Queens of the Stone Age, Foo Fighters, Nick Cave, Pixies, The National, Arcade Fire, um dos melhores concertos que João Carvalho diz ter visto, Juliette & the Licks e da descoberta dos Wovenhand, que saltam para o palco principal depois do cancelamento dos Killing Joke. “Fazer um festival desta dimensão sem patrocinador é absolutamente surreal. Quando acabou, o lucro deu para pagar o telefone. Não deu para abater o prejuízo do ano anterior”, conta, mas deu para solidificar o festival e para o catapultar além fronteiras. “Entrou no roteiro internacional. Ganhámos uma nova alma”. Alma que se alastrou a toda a vila. Hoje o festival consegue garantir sempre casa cheia e encontrar patrocínio deixou de ser um problema.

O festival também se faz na vila

A faltar mais de uma semana para o festival, percorremos a pé as ruas de Paredes de Coura. Existe uma simbiose entre a vila e o festival, como se um e outro fossem uma e a mesma coisa. No Largo 5 de Outubro, a esplanada do café Carla já está preparada para os forasteiros, que costumam chegar uma semana mais cedo, diz-nos a proprietária, Maria Sousa. Há 30 anos que é comerciante e desde o início do evento que se habituou a receber caras desconhecidas na vila. Nos primeiros anos fazia o negócio num bar perto do recinto. A vila que não chega aos dez mil habitantes transforma-se em Agosto numa “cidade grande”, diz. “São duas semanas de festa." É a melhor altura do ano para o negócio e a “mais animada”. “O festival passou a ser a maior festa do concelho”, afirma.

Depois do largo, começa a “rua principal” que acaba na praça onde está a Câmara Municipal. A fachada do edifício está decorada com nomes de bandas do cartaz, feitos com luzes néon. Em frente, nuns bancos de pedra, está um grupo de courenses de gema, na faixa dos 60-70 anos. “É a vila do rock”, diz Isaura Bandeira. O grupo concorda. “Aqui toda a gente gosta do festival”, interrompe Franklin Loureiro. “Dantes ninguém conhecia a terra, agora até lá fora sabem que é onde se faz o rock”, volta Isaura à conversa.

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Há um orgulho na terra que surge na sequência do reconhecimento que o festival foi conquistando. Na Rua da Quinta Nova, não muito longe dali, está o Paulo's Bar, que Paulo Junqueira abriu há 24 anos, altura em que o festival começou. Esse orgulho está à vista de todos nas paredes do café. Estão lá quase uma dezena de cartazes de várias edições do festival. Já estiveram os cartazes todos, que foram guardados porque alguns “foram descolando”. Na “reserva” continua a coleccioná-los todos. Por altura do festival, Paulo fica “uma semana sem dormir” e quase sem sair do bar. Fê-lo uma vez. O Nick Cave tocava “lá em baixo” e aí “não havia outro remédio” se não deixar o bar nas mãos de outra pessoa para poder ver uma das suas referências a nível musical.

Toda a vila se envolve com o festival, diz João Carvalho. Ao longo dos anos foram também surgindo outras infra-estruturas que acompanharam o crescimento do evento. Exemplo disso é a Escola do Rock, projecto que lança o convite aos músicos nacionais para todos os anos poderem participar na banda criada por Nuno Ferros, também um dos fundadores do PdC, que este ano toca num dos palcos. Outro projecto na área da música criado nos últimos anos pela autarquia é a Caixa da Música, espaço de concertos com programação regular. Diz o organizador que há também bandas novas que vão sendo criadas.

Quem já frequentou o espaço localizado na praça frente ao edifício da câmara é José Castro, que está sentado na esplanada do Xapas Bar, local que já os fundadores frequentavam. Tem 32 anos e já foi “várias vezes” ao festival. Natural da vila só falta quando tem de trabalhar. Ao longo dos anos diz ter assistido a uma mudança nos hábitos dos courenses, “mais predispostos” a participar em eventos culturais. O festival diz ter contribuído para formar os gostos musicais dos que foram crescendo com o evento. Há agora um público mais exigente e “mal habituado”. “Há mais eventos durante o ano, mas muitos queixam-se de que não é suficiente. Quando o termo de comparação é o festival é difícil ficarmos satisfeitos."

Texto: André Vieira / Fotos: Paulo Pimenta / https://www.publico.pt/2017/08/11/culturaipsilon/noticia/e-se-fizessemos-aqui-um-festival-de-musica-para-jovens-1781696

PAREDES DE COURA ESTÁ EM FESTA

Festa do Emigrante + Raquel Tavares. Dia do Concelho homenageia Presidentes de Câmara eleitos após 25 de abril de 1974

A Festa do Emigrante voltou a encher de alegria e afetos no passado dia 9 de agosto, o Museu Regional de Paredes de Coura, antecedendo o Dia do Concelho que este ano teve a particularidade de homenagear os antigos Presidentes de Câmara eleitos após o 25 de abril de 1974

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Com muita música e os incontornáveis petiscos tradicionais, Paredes de Coura vestiu o seu melhor traje para receber com fidalguia os filhos da terra com os quais tem uma dívida de gratidão e reconhecimento.

Um reencontro animado pelo Grupo de Cantigas da Associação de Padornelo e pela Escola de Concertinas - Bento Macedo, que deram as boas vindas a estes heróis do nosso tempo que procuraram outras paragens em busca de melhores condições para os seus.

No dia seguinte, 10 de agosto, celebrou-se o Dia do Concelho. Dia em que os courenses também evocaram os Combates de Travanca, quando em 1662 rechaçaram o exército castelhano e demonstraram a sua fidelidade a D. João IV. A sessão evocativa do Dia do Concelho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, tem este ano a particularidade de homenagear os antigos Presidentes de Câmara eleitos após o 25 de abril de 1974. A noite convida a um salto até ao Escadório da Igreja do Espírito Santo para ouvir os fados de Raquel Tavares, nomeadamente o muito aclamado ‘O Meu Amor de Longe’, desta intérprete que cresceu a ouvir fado pelos bairros de típicos de Lisboa, sendo agora um dos nomes incontornáveis e mais requisitados da canção nacional, pelo que promete um momento mágico que os courenses saberão como ninguém partilhar.

Nestas duas semanas recheadas de iniciativas que se prolongam até 13 de agosto com as Festas do Concelho, trazem a esta bonita vila no coração do Alto Minho muita música, zés pereiras, grupos de bombos, ranchos folclóricos, bandas de música, cortejo etnográfico, fogo-de-artifício e a majestosa procissão em honra de Nossa Senhora das Dores. Há ainda a registar os arraiais noturnos com os Kalhambeke, Grupo IRA e Hugo Band, mas também o Festival de Folclore com o Grupo Etnográfico da Associação de Paredes de Coura, Grupo Folclórico de Penafiel, Rancho Folclórico das Carvalheiras de Argivai - Póvoa de Varzim e Rancho Folclórico Serradores do Monte - Viana do Castelo, que oferecem por estes dias um colorido ímpar e sempre acolhedor a esta vila que tão bem sabe receber quantos a visitam.

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PAREDES DE COURA HOMENAGEIA OS PRESIDENTES DE CÂMARA ELEITOS APÓS O 25 DE ABRIL DE 1974

“A história dos territórios também está associada à gratidão”, reconheceu Vitor Paulo Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura, que no Dia do Concelho deste município do Alto Minho homenageou os antigos Presidentes de Câmara eleitos após o 25 de abril de 1974.

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O autarca courense acrescentou que o Dia do Concelho é para Paredes de Coura “um dia especial. Não queremos que se torne num dia normal”, justificando que a história também se faz “de pessoas simples que fazem avançar e empurrar o mundo para a frente”, elogiando os agraciados Armando Bernardino Figueiredo, José Sousa Guerreiro e António Pereira Júnior, bem como a professora Maria José Brandão.

De José Sousa Guerreiro, o presidente da Câmara recordou que foi “o primeiro presidente a captar investimento para Paredes de Coura e que trouxe um novo pulsar económico e dinamismo ao concelho”. Sobre Pereira Júnior lembrou a construção do Centro Cultural, sem o qual “Paredes de Coura não seria hoje o que é. É uma herança de liberdade e de cultura. Queremos alunos competentes do ponto de vista curricular, mas também estimulados do ponto de vista criativo”, explicou Vitor Paulo Pereira, recordando ainda o primeiro autarca Armando Figueiredo: “Não foram tempos fáceis os de transição. E ainda hoje é recordado pela qualidade de cidadão exemplar, por quem a comunidade de Paredes de Coura tinha muito carinho”.

Nesta cerimónia do Dia do Concelho, Vitor Paulo Pereira relevou acima de tudo “a coragem e ousadia, pelo que muito deram por Paredes de Coura”, num dia que também serve para evocar os Combates de Travanca, quando em 1662 os courenses rechaçaram o exército castelhano e demonstraram a sua fidelidade a D. João IV.

O Dia do Concelho de Paredes de Coura ficou ainda marcado pelos protocolos assinados com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL), bem como com Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP): “Tenho uma visão positiva dos sindicatos, pelo seu importante papel como parceiros do desenvolvimento. Todo o trabalho que temos feito aqui na Câmara de Paredes de Coura não seria possível sem o empenho e dedicação dos seus funcionários”, concluiu.

COURENSES VIRAM O "MUNDO AO CONTRÁRIO"

Sucesso do ‘Mundo ao Contrário’ esgotou dinheiro nas caixas Multibanco

Traduziu-se em enorme êxito a edição deste ano do ‘Mundo ao Contrário’ em Paredes de Coura, com centenas de famílias e respetivos filhos a encherem por completo as ruas desta bonita vila no coração do Alto Minho, ao ponto de no último fim de semana se ter esgotado o dinheiro a disponibilizar pelas muitas caixas Multibanco do concelho.

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Ao longo da semana e especialmente no último sábado e domingo, foram muitas as famílias que acorreram com os seus filhos para ver artistas dos quatro cantos do mundo, como Nino Costrini (Argentina), Elastic (Bélgica), Fausto Giori (Itália), Mina Clown (Argentina), Mandrágora (Portugal), Tuto Tul (Argentina), Rene Bazinet (Alemanha/Canadá), O Grande Embrulho (Portugal/Alemanha), Santos Circus (Alemanha) e Ale Risori (Portugal/Alemanha), bem como as bandas dos portugueses Dixie Gringos e Sinfo Dixie, que proporcionaram momentos inesquecíveis de magia, sonhos e fantasia a todos quantos passaram por estes dias por Paredes de Coura.

Foram tantas as famílias que acorreram ao centro da vila, que as caixas Multibanco já não puderam disponibilizar dinheiro a quem o solicitava, traduzindo-se nalgum desconforto para quem o solicitava e enorme prejuízo para restaurantes, cafés e comércio: “Naturalmente que estamos muito satisfeitos por mais uma vez ver cheias as praças e ruas da nossa vila e com um colorido ímpar proporcionado por tantas crianças e suas famílias. O ‘Mundo ao Contrário’ foi feito para elas. No entanto, acreditamos que no futuro não mais vão acontecer falhas na resposta a dar pelas caixas Multibanco”.

Vitor Paulo Pereira, presidente da Câmara de Paredes de Coura, não esconde o orgulho pelo sucesso alcançado pela ‘universidade de verão’ dos mais pequenos que é o ‘Mundo ao Contrário’, mas também admite algum desconforto pelas falhas no reforço das caixas Multibanco: “Esta é uma situação que não se pode repetir e já tivemos o cuidado de o manifestar às entidades competentes. Tanto mais que por estes dias são muitas as famílias de emigrantes que voltam à terra para rever as suas famílias e participar nas Festas do Concelho, mas também está à porta o festival Vodafone Paredes de Coura que quadruplica o número de pessoas na vila”, advertiu.

Ao longo de uma semana, as ruas e largos desta bonita vila no coração do Alto Minho ganharam animação sem igual com espetáculos de teatro, música, novo circo, cinema, animações de rua, residências artísticas, instalações e oficinas, numa iniciativa dirigida a toda a família e com entrada livre. Organizado pelo Município de Paredes de Coura, ‘O Mundo ao Contrário’  reuniu artistas nacionais e internacionais que transportaram os participantes para um mundo ao contrário onde o riso, o deslumbre, a fantasia, a criatividade, o risco e o absurdo assumem um lugar especial na imaginação dos pequenos e graúdos.

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MUNDO DANÇA EM PAREDES DE COURA

‘Mundo a Dançar’ na abertura das Festas do Concelho de Paredes de Coura. 31 julho – 13 agosto

‘O Mundo a Dançar’ - Festival Internacional de Folclore com grupos do Chile, Quénia, Tailândia e Rússia, a ‘Festa do Emigrante’ e a fadista Raquel Tavares, bem como as celebrações em torno do Dia do Concelho são alguns dos pontos altos das tradicionais Festas do Concelho de Paredes de Coura, que todos os anos dão um colorido ímpar a esta vila do Alto Minho reunindo milhares de pessoas entre as quais os muitos filhos que um dia tiveram que partir para o exterior na procura de dias melhores.

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O Mundo a Dançar – Festival Internacional de Folclore reúne este ano grupos do Chile, Quénia, Tailândia e Rússia. Abre esta 2ª feira, dia 31 de julho, o programa das Festas do Concelho de Paredes de Coura, que se prolonga até 13 de agosto.

O Ballet Folclórico Municipal de Rancagua (Chile), o African Tumbas of Kenya Dancers (Quénia), o Khok Khon Witthayakhom School Dance Group (Tailândia) e o Folk Dance Ensemble Katalyk (Yakutia (Sakha)) são os grupos que vão desfilar esta 2ª feira pelo Largo Visconde de Mozelos, proporcionando a todos os que passam por Paredes de Coura os tons e os sons de algum do melhor folclore do Mundo, como também dão a conhecer as suas músicas, danças, coreografias, trajes e o encanto de culturas mais distantes.

Com um cartaz apelativo que se estende por duas semanas, as Festas do Concelho de Paredes de Coura são motivo de orgulho para muitos courenses que, por estes dias, reencontram amigos e familiares e regressam à sua terra para a confraternização entre as suas gentes.

Assim, no dia 9 de agosto, a Festa do Emigrante volta a encher de alegria e afetos o Museu Regional de Paredes de Coura, com petiscos tradicionais e muita música. Um reencontro animado pelo Grupo de Cantigas da Associação de Padornelo e pela Escola de Concertinas - Bento Macedo, que dão as boas vindas a estes filhos da terra com os quais Paredes de Coura tem uma dívida de gratidão e reconhecimento.

Dia do Concelho homenageia antigos Presidentes de Câmara

No dia seguinte, 10 de Agosto, é o Dia do Concelho. Dia em que os courenses também evocam os Combates de Travanca, quando em 1662 rechaçaram o exército castelhano e demonstraram a sua fidelidade a D. João IV. A sessão evocativa do Dia do Concelho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, tem este ano a particularidade de homenagear os antigos Presidentes de Câmara eleitos após o 25 de abril de 1974. A noite convida a um salto até ao Escadório da Igreja do Espírito Santo para ouvir os fados de Raquel Tavares, nomeadamente o super aclamado ‘O Meu Amor de Longe’, desta intérprete que cresceu a ouvir fado pelos bairros de típicos de Lisboa, sendo agora um dos nomes mais requisitados da canção nacional.

Nestas duas semanas recheadas de iniciativas que se prolongam até 13 de agosto e que trazem a Paredes de Coura muita música, zés pereiras, grupos de bombos, ranchos folclóricos, bandas de música, cortejo etnográfico, fogo-de-artifício e a majestosa procissão em honra de Nossa Senhora das Dores, há ainda a registar o desfile de moda ‘Arte e Tendências’, os arraiais noturnos com os Kalhambeke, Grupo IRA e Hugo Band, mas também o Festival de Folclore com o Grupo Etnográfico da Associação de Paredes de Coura, Grupo Folclórico de Penafiel, Rancho Folclórico das Carvalheiras de Argivai - Póvoa de Varzim e Rancho Folclórico Serradores do Monte - Viana do Castelo, que oferecem por estes dias um colorido ímpar e sempre acolhedor a esta vila no coração do Alto Minho.

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VITOR PAULO PEREIRA É O RECANDIDATO PELO PS À CÂMARA MUNICIPAL DE PAREDES DE COURA

Nova centralidade, inovação e economia bandeiras de Coura para ganhar o futuro

“Coura é uma terra sem paredes, uma terra aberta ao mundo. Uma terra que prefere criar uma nova centralidade em vez de reclamar do centro. É uma terra ousada, criativa e trabalhadora. É uma terra que gosta de correr riscos e está no mapa. É uma terra que gosta de existir. É uma terra forte, orgulhosa e capaz. No fundo: Coura É”.

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Foi desta forma que Vitor Paulo Pereira concluiu a comunicação com que se dirigiu aos courenses na apresentação da sua recandidatura à Câmara Municipal de Paredes de Coura, numa sessão que encheu por completo o auditório do Centro Cultural desta vila do Alto Minho e que contou, entre os presentes, com o Ministro da Educação Tiago Brandão Rodrigues, o líder da Federação do Partido Socialista de Viana do Castelo, Miguel Alves, e o mandatário Pereira Júnior.

“Trazer às pessoas um projeto novo e de desenvolvimento” é o propósito do candidato do Partido Socialista, para quem o segredo está em fazer resistência: “fecharam-nos o Tribunal, abrimos uma fábrica”, recordou Vitor Paulo Pereira, acrescentando que agora “temos um Governo que acredita nos concelhos, acredita no Poder Local e tem feito um esforço notável para ajudar no reforço do poder do Estado no território”.

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Vitor Paulo Pereira insiste que o futuro das terras afastadas de Lisboa “não depende do fatalismo da geografia”. O autarca de Paredes de Coura recorre de uma velha máxima de Walt Disney, defendendo que gosta de “tentar o impossível, porque lá a concorrência é menor”.

O candidato do PS garante: “não vamos ficar à espera que Lisboa resolva os nosso problemas ou à espera das suas dádivas, porque isso representa paternalismo, servidão e resignação. É sempre preferível criar bem e criar para fora”, argumentou Vitor Paulo Pereira, esclarecendo que isso se chama “uma nova centralidade, chama-se inovação e economia”.

Perante um auditório completamente cheio e que conhece como ninguém o trabalho desenvolvido nos últimos quatro anos, Vitor Paulo Pereira apontou que “o futuro dos territórios dependerá da sua capacidade de criar, inovar e, sobretudo, da sua capacidade de ousar e trilhar caminhos de desenvolvimento económico alternativos e sustentáveis”, esclarecendo que não vai ser possível “mudar a curva demográfica, porque para isso teria que se mudar a mentalidade de hoje”.

O candidato socialista sustenta que a resposta está na “criação de emprego, para fixar os jovens e apostando na educação e cultura”. Neste âmbito, não escondeu a satisfação pelo facto de no próximo ano letivo Paredes de Coura poder vir a contar com mais 130 alunos, desafiando os presentes a que se devem desenvolver esforços para criar “uma Academia de Música” e tendo em conta que o município também já faculta o ensino da música clássica desde o pré-primário.

As boas notícias para Paredes de Coura não se ficam por aqui: “vamos ter uma escola completamente nova, que representa um investimento de 2 milhões de euros”, explicou Vitor Paulo Pereira, desafiando o amigo Tiago Brandão Rodrigues para a inauguração. O candidato do Partido Socialista não esconde o orgulho pelo facto do Governo estar atento ao trabalho desenvolvido em Paredes de Coura, testemunhado pelas visitas do Primeiro Ministro, bem como dos Ministros do Planeamento e da Economia.

“Nas exportações tivemos o maior crescimento registado nos 85 concelhos do Norte e nos últimos quatro anos criámos em Paredes de Coura mais de 500 postos de trabalho”, sublinhou o candidato socialista, para quem a ligação da A3 ao parque industrial de Formariz “será determinante”, mas também pelo que representa no encurtar da distância para o parque industrial de Castanheiro e também para a captação de novos investimentos: “pretendemos um modelo de desenvolvimento em que não deixe ninguém para trás. Um modelo de desenvolvimento que considere as nossas tradições, mas que também esteja aberto à mudança. Que esteja aberto a modelos alternativos de desenvolvimento, que respeitem a sustentabilidade, a liberdade, a ética e a tolerância”, concluiu.

Antes, Tiago Brandão Rodrigues havia elogiado “alguém que é especial, verdadeiramente único, que nos faz pasmar por aquilo que nos faz sonhar e que é capaz de concretizar”, sublinhando que Coura tem sido “visibilidade, transparência, emprego, exportações e cultura. Tem sido um sonho e concretização”, vincou o Ministro da Educação, enquanto Miguel Alves, pela Federação PS do distrito de Viana do Castelo, elogiou “o projeto de modernidade que colocou Paredes de Coura no mapa”.

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PAREDES DE COURA APRESENTA “MUNDO AO CONTRÁRIO”

teatro : música : novo circo : cinema : animação de rua

residências artísticas : instalações : robótica

24 - 30 de julho | Paredes de Coura

Nino Costrini (Argentina), Elastic (Bélgica), Fausto Giori (Itália), Mina Clown (Argentina), Mandrágora (Portugal), Tuto Tul (Argentina), Rene Bazinet (Alemanha/Canadá), O Grande Embrulho (Portugal/Alemanha), Santos Circus (Alemanha) e Ale Risori (Portugal/Alemanha), bem como as bandas dos portugueses Dixie Gringos e Sinfo Dixie prometem voltar a proporcionar muita magia, sonhos e fantasia a todos quantos vão passar por Paredes de Coura entre 24 e 30 de julho, para mais uma edição de ‘O Mundo ao Contrário’.

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Ao longo de uma semana, as ruas e largos desta bonita vila no coração do Alto Minho ganham uma animação sem igual com espetáculos de teatro, música, novo circo, cinema, animações de rua, residências artísticas, instalações e oficinas, numa iniciativa dirigida a toda a família e com entrada livre. Organizado pelo Município de Paredes de Coura, ‘O Mundo ao Contrário’  reúne artistas nacionais e internacionais que transportam os participantes para um mundo ao contrário onde o riso, o deslumbre, a fantasia, a criatividade, o risco e o absurdo assumem um lugar especial na imaginação dos pequenos e graúdos.

Um leque de excelência de artistas do fantástico e promotores de sonhos trazem ao público de todas as idades a oportunidade de sorrir e até integrar os espetáculos, mas também as oficinas de artes plásticas, construções LEGO®, novo circo, ciência, pinturas faciais e leitura vão dar possibilidade a grandes e pequenos também darem liberdade à imaginação e criatividade.

As residências artísticas, asseguradas por Gonçalo Fonseca -- ator e criador das Comédias do Minho --, decorrerão durante a semana, de 24 a 28 de julho, no Centro Cultural, e destinam-se sobretudo aos jovens que vão criar o espetáculo ‘Bon Appétit’, baseado no filme "Playtime" de Jacques Tati, com todos convidados para um jantar que, tal como no ‘O Mundo ao Contrário’, vai virar tudo de pernas para o ar. Mas também há artes plásticas para bebés, de 25 a 27 de julho, numa criação de Rita Nicolau, tendo por público-alvo as creches.

A imagem do evento e a instalação artística ao longo da rua principal de Paredes de Coura, em construção durante a semana pelas mãos de Madalena Martins, trazem à vila uma nova estética que promete também marcar a diferença.

As oficinas de movimento, robótica e impressão 3D, mas também construção em LEGO® e artes plásticas acrescentam valor a um programa recheado de talento e animação. Por exemplo, no âmbito da robótica e impressão 3D, o projeto “All Aboard” é uma plataforma pedagógica, suportada por uma equipa de formação, manuais e vídeos, que tem como base de trabalho um kit de hardware para programação e robótica. O utilizador com um kit All Aboard aprende a programar através da realização de diferentes desafios lançados pela plataforma, que conjugam hardware e software, e recebe, como num jogo, uma pontuação sempre que os supera. Neste workshop os visitantes poderão experimentar três atividades da plataforma All Aboard: desenho e impressão em 3D; montagem de um robot All Aboard e programação de um exercício All Aboard.

Já a oficina “Arte em Peças”- Comunidade 0937 vai decorrer na Caixa de Brinquedos, enquanto a oficina de artes plásticas “E tu quem és?”, de Rita Nicolau, tem lugar no Largo Visconde de Mozelos. Esta mesma praça acolhe as pinturas faciais assinadas por Celina Sousa, enquanto no fim de semana de 28, 29 e 30 de julho as ruas de Paredes de Coura são percorridas por um divertido comboio turístico, como que dando-se a conhecer a miúdos e graúdos os cantos e recantos desta nossa bonita vila, entre muitas outras propostas para rir e divertir, num evento muito especial, onde se vira “de pernas para o ar” a rotina e a rigidez, permitindo que reine o inesperado e a fantasia.

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PAREDES DE COURA QUER PRESERVAR A PAISAGEM

Plano de Paisagem das Terras de Coura na 19ª Reunião do Conselho da Europa

O Município de Paredes de Coura foi convidado pelo Conselho da Europa a apresentar o Plano de Paisagem das Terras de Coura na 19ª Reunião do Conselho da Europa sobre “A implementação da Convenção Europeia da Paisagem ao nível local: a democracia local”.

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Organizada pelo Conselho da Europa, esta 19ª Reunião do Conselho sobre a implementação da Convenção Europeia da Paisagem terá lugar entre os dias 5 a 7 de setembro na cidade de Brno, na República Checa, e não deixa de ser motivo de enorme orgulho para os courenses.

“A nossa paisagem é de uma riqueza inestimável e património único. Até para o turismo”, sublinhou o presidente da Câmara de Paredes de Coura, Vitor Paulo Pereira, acrescentando que “quem não compreende isto, não compreende o futuro”.

No decorrer do Seminário sobre o Plano de Paisagem das Terras de Coura – uma reunião de trabalho, com deambulação pela paisagem do território com todas as entidades envolvidas --, Vitor Paulo Pereira voltou a enfatizar a importância desta ferramenta, que permitirá “conciliar os interesses do desenvolvimento com os interesses da gestão e da proteção”.

O Plano de Paisagem das Terras de Coura constitui um projeto-piloto a nível nacional, na aplicação da Convenção Europeia da Paisagem ao nível municipal. Resulta da aprovação da candidatura efetuada pela Câmara Municipal de Paredes de Coura ao Norte 2020 – Património Natural.

A elaboração do plano visa a definição de Unidades de Paisagens que caracterizam o território de Paredes de Coura, assim como a definição dos seus objetivos de qualidade, terminando com a elaboração de um Programa de ações, projetos e medidas de proteção, gestão e ordenamento para as Unidades de Paisagem. O processo conta, em todas as fases, com o envolvimento da população, contribuindo para a sua perceção sobre a paisagem local.

Recorde-se que Paredes de Coura não é só o primeiro município do país a elaborar um Plano de Paisagem, como a participação pública teve grande envolvimento da população, nomeadamente da comunidade escolar nas diversas sessões onde os alunos foram convidados a refletir sobre a paisagem das Terras de Coura, identificando problemas e perspetivando soluções.

Plano de Paisagem das Terras de Coura na 19ª Reunião do Conselho da Europa

O Município de Paredes de Coura foi convidado pelo Conselho da Europa a apresentar o Plano de Paisagem das Terras de Coura na 19ª Reunião do Conselho da Europa sobre “A implementação da Convenção Europeia da Paisagem ao nível local: a democracia local”.

Organizada pelo Conselho da Europa, esta 19ª Reunião do Conselho sobre a implementação da Convenção Europeia da Paisagem terá lugar entre os dias 5 a 7 de setembro na cidade de Brno, na República Checa, e não deixa de ser motivo de enorme orgulho para os courenses.

“A nossa paisagem é de uma riqueza inestimável e património único. Até para o turismo”, sublinhou o presidente da Câmara de Paredes de Coura, Vitor Paulo Pereira, acrescentando que “quem não compreende isto, não compreende o futuro”.

No decorrer do Seminário sobre o Plano de Paisagem das Terras de Coura – uma reunião de trabalho, com deambulação pela paisagem do território com todas as entidades envolvidas --, Vitor Paulo Pereira voltou a enfatizar a importância desta ferramenta, que permitirá “conciliar os interesses do desenvolvimento com os interesses da gestão e da proteção”.

O Plano de Paisagem das Terras de Coura constitui um projeto-piloto a nível nacional, na aplicação da Convenção Europeia da Paisagem ao nível municipal. Resulta da aprovação da candidatura efetuada pela Câmara Municipal de Paredes de Coura ao Norte 2020 – Património Natural.

A elaboração do plano visa a definição de Unidades de Paisagens que caracterizam o território de Paredes de Coura, assim como a definição dos seus objetivos de qualidade, terminando com a elaboração de um Programa de ações, projetos e medidas de proteção, gestão e ordenamento para as Unidades de Paisagem. O processo conta, em todas as fases, com o envolvimento da população, contribuindo para a sua perceção sobre a paisagem local.

Recorde-se que Paredes de Coura não é só o primeiro município do país a elaborar um Plano de Paisagem, como a participação pública teve grande envolvimento da população, nomeadamente da comunidade escolar nas diversas sessões onde os alunos foram convidados a refletir sobre a paisagem das Terras de Coura, identificando problemas e perspetivando soluções.

SECRETÁRIA DE ESTADO DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO PARTICIPA EM PAREDES DE COURA NO SEMINÁRIO SOBRE O PLANO DE PAISAGEM DAS TERRAS DE COURA

Secretária de Estado do Ordenamento do Território no Seminário sobre o Plano de Paisagem das Terras de Coura

2ª feira | 3 jul | 9h30 |CEIA do Corno do Bico

A Câmara Municipal de Paredes de Coura promove o Seminário sobre o Plano de Paisagem das Terras de Coura, com a presença da senhora Secretária de Estado do Ordenamento do Território, Célia Ramos, e que se realiza esta 2ª feira, 3 de julho, pelas 9h30, no Centro de Educação e Interpretação Ambiental do Corno do Bico, em Chã de Lamas, Vascões.

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O Plano de Paisagem das Terras de Coura constitui um projeto-piloto a nível nacional, na aplicação da Convenção Europeia da Paisagem ao nível municipal. Resulta da aprovação da candidatura efetuada pela Câmara Municipal de Paredes de Coura ao Norte 2020 – Património Natural. Para a sua concretização foi estabelecida uma parceria entre a Câmara Municipal e diversas entidades: a Valminho Florestal, o Centro de Estudos Arnaldo Araújo/ESAP e a Leiras do Carvalhal, Ld.ª, sediada em Paredes de Coura. A elaboração do plano visa a definição de Unidades de Paisagens que caracterizam o território de Paredes de Coura, assim como a definição dos seus objetivos de qualidade, terminando com a elaboração de um Programa de ações, projetos e medidas de proteção, gestão e ordenamento para as Unidades de Paisagem. O processo conta, em todas as fases, com o envolvimento da população, contribuindo para a sua perceção sobre a paisagem local.

Primeiro município do país a elaborar Plano de Paisagem

Paredes de Coura não é só o primeiro município do país a elaborar um Plano de Paisagem, como a participação pública teve grande envolvimento da população, nomeadamente da comunidade escolar nas diversas sessões onde os alunos foram convidados a refletir sobre a paisagem das Terras de Coura, identificando problemas e perspetivando soluções.

“Estas contribuições são um imperativo democrático intergeracional pois, quando se toma uma medida para o futuro não faz sentido deixar de parte os verdadeiros beneficiários desse trabalho que serão os mais jovens e as gerações futuras”, sublinhou o Presidente da Câmara Municipal, Vitor Paulo Pereira.  

Recorde-se que este projeto-piloto visa o desenvolvimento do Plano de Paisagem para o território e tem como objetivos a valorização do património natural, cultural e urbano, bem como definir medidas orientadoras para a gestão da paisagem que preservem o seu caráter e identidade, reforçando a componente da paisagem cultural nas aldeias e lugares incluídos em Rede Natura e na Paisagem Protegida.

A equipa multidisciplinar que desenvolveu o plano preparou diversas sessões de participação pública a fim de permitir e estimular a reflexão, formação e sensibilização social, no que diz respeito à paisagem, pretendendo-se delimitar objetivos de qualidade paisagística para cada unidade de paisagem identificada e definir linhas de ação para proteção e gestão das mesmas. Neste particular, os alunos do ensino secundário e profissional que participaram nas sessões públicas, refletindo sobre as diferentes unidades de paisagem das Terras de Coura, introduziram uma dimensão pessoal ao trabalho técnico desenvolvido, sugerindo, inclusive, novos limites às unidades de paisagem desenhadas pela equipa técnica.

Para Vitor Paulo Pereira “esta participação é normal pois os jovens entendem que, mais do que pedir contribuições em orçamentos participativos para obras de pouca dimensão, o que é importante é dar-lhes a hipótese de pensar e planear connosco o concelho deles para os próximos 50 anos. Por outro lado, para nós, esta participação é fundamental pois, se os jovens contribuírem e se reverem nas escolhas feitas hoje, no futuro serão os seus principais defensores”.

O presidente da Câmara de Paredes de Coura vai mais longe: “o futuro faz-se através do compromisso com os outros e através do compromisso com a paisagem. Um diálogo que tem de ser feito através de um plano racional, sustentável e estimulador do desenvolvimento. Temos de fazer um esforço para conciliar interesses sociais e os interesses ecológicos num contexto de desenvolvimento sustentável. Paisagem é valor, é riqueza. Quem não compreende isto, não compreende o futuro”, concluiu.

Para além da população escolar foram também chamados a participar nas reuniões públicas e workshops vários especialistas, associações locais, juntas de freguesia e grupos de interesse, introduzindo diversas visões pessoais, mas também diferentes conhecimentos e abordagens técnicas específicas que alimentam e diversificam o conhecimento sobre as paisagens de Paredes de Coura e as suas dinâmicas.

Neste Seminário sobre o Plano de Paisagem das Terras de Coura será abordada “A aplicação local da Convenção Europeia da Paisagem”, por Luís Brandão Coelho, bem como “A Estratégia para a Paisagem Courense”, por Isabel Matias, concluindo-se com os “Resultados da participação pública”, com Susana Peixoto. Ainda será projetado o documentário de João Mário Grilo sobre a obra do Arqtº Gonçalo Ribeiro Telles, “A Vossa Terra”.

Após o almoço, far-se-á uma ‘Visita de Campo’ pelo concelho, com passagem por diversos locais naturais, património cultural, arqueológico, etnográfico, aglomerados urbanos, áreas agrícolas e florestais.

PAREDES DE COURA ESTÁ CADA VEZ MAIS RADICAL!

2º Downhill Urbano de Paredes de Coura realiza-se nos dias 1 e 2 jul | Parque Urbano Portas Corno de Bico

Pelo segundo ano consecutivo, Paredes de Coura acolhe este fim de semana, 1 e 2 de julho, o Downhill Urbano, destacando-se pela pista bastante dinâmica, aproveitando ao máximo o declive natural do percurso, complementado por diversos obstáculos artificiais que farão as delícias dos pilotos em termos de condução, bem como o deleite do público pela espetacularidade das manobras necessárias à sua transposição.

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Promovido conjuntamente pela Câmara Municipal de Paredes de Coura e pela Associação de Ciclismo do Minho, a pista do 2º Downhill Urbano de Paredes de Coura, com uma extensão superior a mil metros, tem início no Penedo-do-Milho, integrado no Parque de Lazer do Penedo-das-Vistas, a 453m de altitude, um miradouro privilegiado para contemplação da paisagem urbana da vila, bem como de parte do território do concelho de Paredes de Coura.

O epicentro da prova é o Parque Urbano das Portas do Corno de Bico, junto ao Centro Cultural de Paredes de Coura, localização da porta de chegada. Contiguamente a esta situa-se o Paddock, a zona de assistência e o parque de carga do transporte até à porta de saída, localizada no Penedo-do-Milho.

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O 2º Downhill Urbano de Paredes de Coura terá prémios monetários em disputa, custando as inscrições 5 euros que revertem para a associação "acode animais". A participação (além das categorias de competição, de cadetes a master) é aberta a todos os interessados que poderão participar integrados na categoria de promoção.

Com períodos para treinos entre as 09h00 e as 10h30 e as 13h30 e as 14h30, a manga de qualificação começará às 15h30 e a manga final (sistema de manga única) às 16h30. A cerimónia de entrega de prémios está marcada para as 18h30. Na véspera da competição (1 de julho) a pista estará aberta para treinos entre as 15 e as 18 horas.

No ano passado, Rui Teixeira (RG /Centro Óptico de Fafe) venceu em elites o Downhill Urbano de Paredes de Coura, primeira prova do Portugal Open de DHU. Na estreia da competição nacional, os vencedores dos restantes escalões foram os seguintes: Bruno Almeida (juniores), João Teixeira (cadetes), Rui Silva (master 30), Maurício Conceição (master 40), Augusto Pedrosa (master 50), Restauradores da Granja / Centro Óptico de Fafe (equipas) e João Cunha (promoção).

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PAREDES DE COURA RECORDA OBRA DE LAURA COSTA

Laura Costa: cerimónia de encerramento da primeira retrospetiva da ilustradora

sáb |1 jul |17h00 | Centro Mário Cláudio

Debater a obra e influência de Laura Costa, bem como o lançamento da edição exclusiva e limitada de "Laura Costa Fragmentário biográfico - 1910-1993" fazem parte da cerimónia de encerramento da primeira retrospetiva da ilustradora Laura Costa, agendada para este sábado, dia 1 de julho, às 17h00, no Centro Mário Cláudio, em Venade, Paredes de Coura.

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Com a presença dos ilustradores Jorge Silva, Manuela Bacelar, José Emídio e Evelina Oliveira, a conversa conta ainda com a participação de Mário Cláudio e do curador da exposição, Sérgio Costa Araújo, numa iniciativa com a colaboração do Município de Paredes de Coura e em cuja cerimónia de encerramento se vai debater a obra e influência de Laura Costa, traduzindo-se no culminar de um trabalho de investigação que começou no final de 2015 e que agora termina.

Foram longos meses de pesquisa, de contactos, de deslocações infindáveis para escuta e registo de testemunhos, de pesquisas bibliográficas, de análise documental, de “catalogação” e arquivo de registos dos objetos do espólio desta figura cimeira da cultura visual portuguesa do século XX.

Com a generosidade de todos aqueles que se associaram ao projeto, e graças à disponibilidade e comprometimento do núcleo duro do Centro de Documentação, composto pelo próprio Mário Cláudio, José Alberto Pinheiro e Fátima Cabodeira, conseguiu-se dar início à concretização de um dos objetivos iniciais: a devolução ao imaginário português desta figura que ao longo da sua vida (1910-1993), produziu torrencialmente e que hoje parece submersa numa nuvem de invisibilidade.

Assim, no próximo sábado será lançado um ensaio biográfico pioneiro em torno da figura de Laura Costa, que colige - e reflete já muito daquele que foi o seu percurso pessoal e artístico, dando também contributos diretos para a construção de um imaginário feérico do século XX português.

"ESCOLA DO ROCK" FEZ-SE À ESTRADA... A PREPARAR O FESTIVAL DE PAREDES DE COURA!

Casa da Música do Porto recebe ‘Escola do Rock’ Tour 2017

A Escola do Rock fez-se à estrada e encerra o Tour 2017, que tem servido de ‘warm up’ para o Festival Paredes de Coura, com o concerto desta 4ª feira, 28 de junho, pelas 21h30, na Casa da Música, no Porto.

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Depois do enorme êxito que foi a passagem pelo Serralves em Festa, bem como as passagens por Vigo e Monção, no Auditório Municipal e Cine Teatro João Verde, respetivamente, agora segue-se o concerto na Casa da Música – Esplanada da Praça, num espetáculo com acesso livre no âmbito da programação Verão na Casa.

No ano em que emblemático festival celebra os seus 25 anos, cabe à Escola do Rock a honra de abertura do palco principal com uma formação de cerca 40 jovens com idades entre os 13 e os 30 anos, que são guitarristas, bateristas, baixistas, teclistas, clarinetistas, saxofonistas, flautistas e vocalistas, revisitando no seu reportório muitos dos clássicos do rock'n'roll assim como temas de algumas das bandas que nos últimos anos passaram pelo Festival Paredes de Coura.

O presidente da Câmara de Paredes de Coura, Vitor Paulo Pereira, bem como o vice-presidente Tiago Cunha integram o elenco da edição deste ano da Escola do Rock, dirigida pelo Space Ensemble e que reúne por períodos intensivos de 5 dias para ensaiar do nascer do sol ao sol-posto, na semana anterior ao Natal.

Recorde-se que da 1ª edição da Escola do Rock, com a qual o Município de Paredes de Coura foi distinguido em 2015 com o Prémio “Município do Ano – UM.Cidades” instituído pela Universidade do Minho, sobressaiu também a participação dos jovens músicos no Festival Vodafone Paredes de Coura, no âmbito do projeto ‘O Festival sobe à vila’.

É que este é um projeto singular. Podia ser uma escola sobre Duke Ellington, Mozart ou Mahler. Sobre John Cage ou John Adams. Seria espetacular! Mas em Paredes de Coura decidiram criar uma escola de música sobre Led Zeppelin, Beatles, Pixies, Nirvana, Morphine, Motorhead, Tame Impala, Franz Ferdinand, Bob Dylan, Neil Young, Rage Against the Machine e muitos outros. E tem sido incrível!