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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAFE INAUGURA MUSEU DA EDUCAÇÃO

Espaço recria escola do passado

No próximo Sábado, 10 de Junho, pelas 15h30, vai ser inaugurado o Museu da Educação de Fafe, situado na antiga Escola Deolinda Leite, em Silvares S. Martinho.

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O espaço pretende recriar a evolução da educação no concelho, sobretudo no âmbito do ensino básico.

Por iniciativa do Município de Fafe e da Junta de Freguesia de S. Martinho de Silvares, foi organizado o Museu da Educação, ocupando o espaço arquitetónico da centenária Escola Deolinda Leite, naquela freguesia, que, datada de 1892, representa um investimento na educação por iniciativa de emigrantes fafenses no Brasil, os chamadosbrasileiros de torna viagem.

O museu apresenta painéis com textos e imagens dedicados aos instituidores da Escola Deolinda Leite (João Pinto da Costa Ferreira Leite, em honra e louvor de sua esposa Deolinda Emília Correia Martins Leite), às marcas dos brasileiros de torna-viagem na instrução primária, à instrução ao longo do Estado Novo e ao ensino no concelho após o 25 de Abril, do básico ao superior.

No âmbito do museu, que sumaria ainda cronologicamente a evolução da educação no concelho ao longo dos séculos XVIII a XXI, é recriada uma sala de aula do passado, com as suas carteiras, a secretária do professor, os mapas, as caixas métricas e outros aspectos.

Dezenas de manuais escolares, originais ou fasimilados, completam o espólio de um museu que se pretende aberto e em permanente recriação!

CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA HISTÓRIA MILITAR DE PONTE DE LIMA É ALVO DE ELOGIO INTERNACIONAL

Ponte de Lima impressionou Ex-Chefes de Estado-Maior do Exército de França, da Alemanha e Portugal

Ponte de Lima foi um dos três locais escolhidos a nível nacional para acolher o encontro dos Generais “EX-CEME” - Ex-Chefes de Estado-Maior do Exército de França, da Alemanha e Portugal.

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No passado dia 27 de maio, o Executivo Municipal de Ponte de Lima acompanhou o General Elrick Irastorza, o General Hans-Otto Budde, e o General José Luís Pinto Ramalho, respetivamente ex-Chefes de Estado-Maior do Exército de França, Alemanha e Portugal, numa visita, sob a coordenação do Coronel António Feijó ao Centro de Interpretação da História Militar de Ponte de Lima. Este encontro não podia terminar sem um Verde de Honra no Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde, espaço que tem como principal missão contribuir para a promoção do Vinho Verde através da investigação e divulgação do seu lastro patrimonial. O Festival Internacional de Jardins foi também ponto de paragem, numa visita que terminou por entre percursos do Centro Histórico.

Após a visita aos vários espaços o Comité não hesitou em elogiar a qualidade das infraestruturas e do acervo museológico, assim como também dos recursos endógenos que permitiram e motivaram a sua construção.

A visita seguiu para o FIJ, inaugurado no dia anterior, para a sua 13ª edição consecutiva, não sem antes se ter realizado uma visita ao Centro Histórico da vila mais antiga de Portugal. Alvo do elogio dos ex-Chefes de Estado-Maior do Exército das três nações, Ponte de Lima marcou esta visita transnacional pelas melhores razões.

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MUSEUS DE FAMALICÃO ESTÃO EM REDE HÁ 5 ANOS

Exposição “Lugares (In)visíveis” celebra os cinco anos da Rede de Museus de Famalicão. Mostra é inaugurada este sábado, 1 de abril, pelas 17h00, na Casa do Território

A 26 de novembro de 2012, nascia em Vila Nova de Famalicão uma estrutura criada para preservar e valorizar os treze espaços museológicos do concelho.

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A celebrar cinco anos de atividade, a Rede de Museus dá agora a conhecer estes espaços únicos e incontornáveis do património histórico famalicense através de uma exposição que reúne a sua história, memória e identidade.

A mostra, intitulada “Lugares (In)visíveis”, é inaugurada este sábado, 1 de abril, às 17h00, pelo Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, e vai estar patente até ao dia 3 de setembro, na Casa do Território, no Parque da Devesa.

Recorde-se que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão é composta pelos seguintes espaços: Museu Cívico e Religioso de Mouquim, Casa-Museu Soledade Malvar, Museu de Arte Sacra de São Tiago de Antas, Museu de Arte Sacra (Capela da Lapa), Museu da Indústria Têxtil, Museu da Guerra Colonial, Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lousado e Nine, Museu da Confraria da Senhora do Carmo de Lemenhe, Casa-Museu Camilo Castelo Branco, Museu do Surrealismo da Fundação Cupertino de Miranda, Museu de Cerâmica da Fundação Castro Alves, Museu Bernardino Machado e Museu do Automóvel. 

A MUSEOLOGIA EM PORTUGAL

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Manuel de Azevedo Antunes

De Boletim, n.º 3, terceira série, do MINOM Portugal, pp. 10-14, março de 2017

Fez 30 anos, em 2015, que foi criado o MINOM (Movimento Internacional para uma Nova Museologia), em Lisboa, na Assembleia Geral Constituinte deste Movimento, em 10 de novembro de 1985.

Dez anos depois, por Escritura Pública de 23 de junho de 1995, na mesma cidade, era constituído também, como Associação,  o MINOM em Porugal.

O ano de 2015, foi, pois, um tempo de comemorações para a museologia. Principalmente para a Nova Museologia.

Daí esta oportunidade para analisar o percurso da museologia, em Portugal, que, graças ao MINOM, muito tem a ver com a museologia latino-americana.

Após um enquadramento geral, tenciona-se observar o aparecimento e evolução dos museus portugueses.

Seguir-se-á a tentativa de esclarecer a rutura museológica que significou a “Mesa Redonda sobre a Importância e o Desenvolvimento dos Museus no Mundo Contemporâneo”, de Santiago do Chile, em 1972, com as suas ondas de repercussão por todo o mundo, nomeadamente em Portugal.

Passando, depois, à verificação/compreensão das aplicações da Nova Museologia em Portugal, tanto a nível do pensamento teórico como da práxis museológica.

Como metodologia, além da experiência pessoal sobre estas matérias, foi-se buscar, à espuma dos tempos, alguns dos textos e autores a quem a museologia tanto deve. Aqui fica, para eles (e para muitos mais que ficaram por evocar) esta singela homenagem.

1- DA ARCA DE NOÉ À CASA DAS MUSAS

A humanidade começou com a “recoleção”. Mas passou, depois, também à “coleção”. Não é, pois, de admirar que colecionar seja, ainda hoje, uma das tarefas dos museus.

O mito bíblico da Arca de Noé (Génesis, 6-9), “plagiado” da lenda suméria do “Ciclo de Ziusudra”, representa, na tradição judaico-cristã, a ideia de salvação de pessoas (a família de Noé) e animais. Enfim, uma espécie de Jardim Zoológico ou de  Museu de “Estória” Natural, em que está presente a ideia de colecionismo. E, em termos simbólicos, é bem a expressão do que se passa com a escassa preservação do património cultural que tem acontecido ao longo da história.

Por sua vez, na antiga Gécia, de onde vem o étimo, o museu (“mouseion”) era o templo das musas, as nove filhas de Mnemosine e Zeus, divindades mitológicas, inspiradoras da criação artística ou científica.

Isso aconteceu na Grécia, no império romano e pelo oriente.

O mais famoso museu desses tempos ficava em Alexandria,  criado por Ptolomeu I, no séc. III a.C., inicialmente como uma escola de filosofia, que, mais tarde, veio a dar origem à famosa Biblioteca de Alexandria, financiada pelo Estado, para a manutenção e produção de conhecimento. 

Durante a Idade Média europeia, manteve-se a prática do colecionismo: com os acervos de preciosidades, património que podia ser convertido em moeda, para financiamentos estatais; coleções de objetos ligados ao culto, relíquias de santos, manuscritos requintadamente ilustrados e objetos litúrgicos.

No Renascimento, floresce o colecionismo privado de banqueiros e comerciantes, que financiavam a arte sagrada e profana, ou se dedicavam à busca de objetos da antiguidade clássica. A apreciação dessas coleções e o acesso ao local onde se encontrvam guardadas era privilégio dos nobres, clérigos e artistas.

Nos sécs. XVI e XVII, com a moderna globalização, surgiram, pela Europa, “Gabinetes de Curiosidades” ou “Câmaras de Maravilhas”, com coleções de peças das mais variadas naturezas e múltiplas procedências.

E aparecem, pela primeira vez, na Europa, Museus (termo resgatado pelos humanistas) com o objetivo de educar o público, ao contrário do que até então acontecia, como ocorreu em Basileia, em 1671, com o primeiro museu universitário, e, na Inglaterra, em 1683, com o Museu Ashmolean, na Universidade de Oxford.

Seguiram-se outros, como o Museu Britânico, aberto em Londres, em 1759, e o Museu do Louvre, em Paris, em 1793, já por iniciativa governamental. O mesmo aconteceu noutros países, do ocidente ao oriente, passando pela América, muito devido ao impulso colonialista.

2- OS MUSEUS EM PORTUGAL

      Portugal não ficou indiferente aos novos ventos museológicos, sob a influência do pensamento iluminista e enciclopédico.

Assim, da reforma pombalina de 1772, resultaram o Real Museu da Ajuda (com um Museu de História Natural, um Jardim Botânico e um Gabinete de Física), feito pelo Marquês de Pombal para o príncipe D. José, neto de D. José I, e os Museus da Universidade de Coimbra (também com um Museu de História Natural, um Jardim Botânico e um Gabinete de Física Experimental), destinados a estudantes.

Outros se lhes seguiram, incluindo o Museu Nacional, criado pela então jovem sociedade científica, a Academia das Ciências de Lisboa, de 1779.

      De destacar, neste contexto, a criação, cerca de meio século mais tarde, do Museu Real do Rio de Janeiro, instituído por decreto do ainda Príncipe Regente, futuro D. João VI, com data de 6 de junho de 1818.

      Com a chegada do liberalismo, ainda durante o cerco do Porto, D. Pedro deliberou, em 1833, estabelecer aí um “Museu de Pinturas, Estampas, e outros objectos de Bellas Artes” (Ramos, 1993, p. 30).

      Mas o primeiro museu aberto ao público, no Porto, em 1838, foi o Museu Allen, um museu privado, pertença de “(…) João Allen (1785-1848) um rico comerciane de origem britânica que, depois de um curto período de estadia no estrangeiro, estabeleceu os seus negócios na cidade do Porto” (Pimentel, 2005, p. 36).

      Com a vitória dos liberais, em 1834, aparece toda uma legislação, nomeadamente  com Passos Manuel (1801-1862), com vista, além do mais, a promover a formação dos portugueses, reformar a  instrução pública, criar conservatórios, academias, bibliotecas e museus, a nível naciona e regional. Além da qualidade e quantidade dos museus deste período, o grande legado do liberalismo foi a implementação da ideia de museu público (Ramos, 1993, pp. 30-35).

      O incremento do colonialismo, na segunda metade do séc. XIX, levou à criação do Museu Colonial, em 1870, e da Sociedade de Geografia de Lisboa, com o seu museu, em 1875. É por essa época que aparecem também os Museus de Belas Artes, de Arqueologia e da Indústria.

      O Museu Colonial de Lisboa, aberto ao público em 15 de maio de 1870, tinha por objetivo dar a conhecer as riquezas das colónias, para nacionais e estrangeiros.

      Esse museu, integrado no Ministério dos Negócios da Marinha e do Ultramar, foi, em 1892, anexado ao Museu da Sociedade de Geografia, do que resultou o Museu Colonial e Etnográfico da Sociedade de Geografia de Lisboa, que foi, no dizer de Ernesto Veiga de Oliveira, “(…) até à criação do Museu de Etnologia do Ultramar (…) o único verdadeiro museu de etnologia geral de Lisboa” (Oliveira, 1971, p. 27, apud  Ramos, 1993, p. 42).

      O último (grande) museu da monarquia foi o Museu dos Coches Reaes, inaugurado em 23 de maio de 1905, o qual, em 1911, após a implantação da República, se passou a designar Museu Nacional dos Coches. Foi uma iniciativa da rainha D.ª Amélia (1865-1951) e ficou instalado no Picadeiro Real do Paço de Belém, com um grande e variado acervo de viaturas, incluindo os Coches Reais. Este museu mudou de instalações em 23 de maio de 2015.

      O primeiro museu da República foi o Museu da Revolução, inaugurado logo em 29 de dezembro de 1910, aproveitando muitos dos objetos dispersos, que se encontravam na associação “O Vintém Preventivo”, recordações de alguns que haviam lutado pela causa republicana. Ficou instalado em cinco salas, nas dependências do então Colégio do Quelhas: Sala da Marinha, Sala do Exército, Sala dos Documentos, Sala do Povo e Sala Buiça e Costa (Ramos, 1993, p. 45).

      Mas o primeiro ato importante da República, quanto aos museus, foi a publicação do Decreto n.º 1, de 26 de maio de 1911. Nele se estabelecia, além do mais, uma divisão territorial em três circunscrições artísticas, sediadas em Lisboa, Coimbra e Porto, e considerava o contributo dos museus  para o ensino artístico e a educação geral, realçando também a importância dos museus regionais, do que resultaria a criação de 13 destes museus, entre 1912 e 1924 (Ramos, 1993, pp. 45-46).

      E, no aspeto legislativo, reveste-se de singular importância o “Regulamento Geral dos Museus de Arte, História e Arqueologia”, publicado com o Decreto-Lei n.º 46758, de 18 de dezembro de 1965.

      Uma referência especial merece o Museu de Etnologia do Ultramar, criado pelo Decreto n.º 46254, de 19 de março de 1965, herdeiro, por caminhos sinuosos, do velho Museu Colonial, de 1870. Durante vários anos a funcionar em instalações provisórias, no Palácio Vale Flor, no Alto de Santo Amaro, em Lisboa, passou, em 1974, a designar-se simplesmente Museu de Etnologia. Nesse mesmo ano, foi transferido, para um novo edifício construído para o efeito, na zona do Restelo, inaugurado em 1976. Em 1989, já na dependência do então IPM (Instituto Português de Museus), passou a chamar-se Museu Nacional de Etnologia.

      Foi ainda, no já longínquo ano de 1965, que foi criada a APOM (Associação Portuguesa de Museologia) e começou a funcionar, no Museu Nacional de Arte Antiga, o “Curso de Conservador de Museu”.

      Depois do 25 de Abril de 1974, muitas outras instituições e movimentos haveriam de surgir, de uma forma ou outras ligadas à defesa e valorização do património cultural, com evidentes repercussões no âmbito da museologia.

3- UMA RUTURA EPISTEMOMUSEOLÓGICA                                                                                   

      No século XX, na museologia, há um antes e um depois de Santiago do Chile de 1972. De facto, foi nesse ano que o ICOM (Conselho Internacional de Museus), a pedido da UNESCO, agência das Nações Unidas, organizou a “Mesa Redonda sobre o Desenvolvimento e o Papel dos Museus no Mundo Contemporâneo”, em Santiago do Chile, de 20 a 31 de maio de 1972, onde foi aprovada uma Declaração que marca um virar de página, no pensamento e prática da museologia, uma verdadeira rutura epistemológica.

      Na referida declaração, começa-se por estabelecer os princípios de base do Museu Integral. Aqui, depois de analisar as apresentações sobre os problemas do meio rural e urbano, bem como o desenvolvimento técnico-científico e da educação permanente, os participantes reconheceram a importância dessa problemática, para o futuro da sociedade latino‑americana, Por isso, consideraram a necessidade de os museus terem em conta a atual situação e as diferentes soluções para melhorá‑la, como condição essencial para a sua integração na vida da sociedade. Nesse sentido, acharam os participantes que os museus podem e devem desempenhar um papel na educação da comunidade.

      Na linha de pensamento e ação de Santiago do Chile, vários marcos fundadores importantes aconteceram, ainda no século passado, nomeadamente: a Declaração do Quebec, no Canadá, de 12 de outubro de 1984; a Declaração de Oaxtepec, no México, de 18 de outubro de 1984; a criação do MINOM, em 10 de outubro de 1985; a Declaração de Caracas, na Venezuela, de 5 de fevereiro de 1992; a constituição do MINOM em Portugal, por Escritura Pública de 23 de junho de 1995.

      E muitos outros encontros se realizaram e documentação foi e continua a ser produzida, já por este século adentro, que seria fastidioso enumerar.

      O mais difícil foi lançar as bases e prosseguir com esta aventura epistemomuseológica, iniciada em Santiago da Chile, vai para 45 anos.

4- A NOVA MUSEOLOGIA EM PORTUGAL

Como movimento bastante abrangente, tanto a nível teórico como metodológico, a Nova Museologia anda a par com outras designações para a renovação pretendida na museologia.

Assim, com sentido mais ou menos equivalente, há, hoje, outras expressões com significado semelhante: Museologia Crítica; Museologia Pós-Moderna; Museologia Social; Sociomuseologia; Ecomuseologia; Museologia Integral; Museologia Ativa: Museologia da Comunidade; etc.

A primeira tentativa de criar um museu, em Portugal, dentro da perspetiva do que veio a designar‑se como Nova Museologia, remonta a 1975, quando se pretendeu fazer um ecomuseu, a que se seguiram outros projetos museológicos com a utilização de tal denominação (Pimentel, 2005, pp. 155‑156).

Essa intenção ocorreu com o projeto do arquiteto paisagista Fernando Pessoa, que contou com a ajuda direta do próprio Georges-Henri Rivière, para o “Ecomuseu do Parque Natural da Serra da Estrela”, que incluiria uma unidade museológica central e vários departamentos disseminados por diversos edifícios e aldeias, à semelhança do que acontecia com os ecomuseus franceses. No entanto, tal projeto nunca se viria a concretizar (Pimentel, 2005, p. 182).

Por isso, foi preciso esperar pela inauguração do “Ecomuseu Municipal do Seixal”, em 18 de maio de 1982, para aparecer o primeiro ecomuseu em Portugal, por inicitiva de António Nabais e a sua equipa.

Outras práticas e experiências inovadoras surgiram em Portugal, tanto a nível local como municipal. Apenas para referir algumas, sem pretender ser exaustivo: Museu de Mértola; Núcleo Museológico Naval de Almada; Museu Municipal de Alcochete; Museu Rural e do Vinho do Concelho do Cartaxo; Museu Agrícola de Entre Douro e Minho; Casa Rural e Tradicional da Chamusca; Núcleo Museológico de Alverca; Museu Municipal de Vila Franca de Xira; Museu da Cidade e Museu do Trabalho, em Setúbal; Museu do Traje, em S. Brás de Alportel; Museu do Casal de Monte Redondo, a Casa Mãe da Nova Museologia em Portugal; enfim, o Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna, surgido de uma ideia dos anos sessenta, do século passado, quando se tornou inevitável a construção da barragem que haveria de submergir a aldeia que lhe deu o nome.

Em torno do Museu de Vilarinho, inaugurado em 14 de maio de 1989, já se veio a constituir um Núcleo Museológico, no Campo do Gerês, que, além do museu original, compreende uma das Portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, o Museu da Geira e o Museu Subaquático de Vilarinho da Furna, além de todo um espaço museal, onde, além do mais, se faz a conservação da herança romana (com a sua via e marcos miliários), da rede dos trilhos pedestres, das cabanas dos pastores, do fojo do lobo, numa área de 2000 hectares, nas serras Amarela e Gerês, no norte de Portugal (Antunes, 1985, 2005).

A Nova Museologia, em Portugal, tem sido difundida principalmente pelo MINOM, através da organização (quase) anual das “Jornadas sobre a Função Social do Museu”, desde as primeiras, em 1988, em Vila Franca de Xira, passando por dezenas de locais dispersos por Portugal inteiro.

Os Encontros Nacionais de Museologia e Autarquias também muito têm contribuído para a divulgação da Nova Museologia.

E, talvez ainda mais importante para essa divulgação, tenha sido o incremento da formação museológica, a nível académico, desde o “Curso de Especialização em Museologia Social”, seguido do “Mestrado em Museologia Social”, no início da última década do século passado, por inicitiva de Mário Moutinho, até aos dias de hoje, já com doutoramentos em museologia, em algumas universidades portuguesas.

Nesta área, foi pioneira a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, de Lisboa, com o primeiro doutoramento em museologia, em Portugal e no espaço lusófono, aprovado em 2007. Várias teses já aqui foram elaboradas e defendidas, sobretudo por doutorados de Portugal e do Brasil, devido a uma excelente cooperação de professores e alunos dos dois países. Como vão longe os tempos do modesto “Curso de Conservador de Museu”, de 1965!...

Nestas condições, qual o futuro da museologia?

Recorde-se, a propósito, a resposta de Hugues de Varine a Mário Chagas (1996, pp. 11‑12), nos idos de 23 de novembro de 1995:

“Penso, pessoalmente, não como museólogo, mas como actor de desenvolvimento local e militante de acção comunitária que o museu pode e deve escolher entre três formas principais:

  • o museu-espectáculo, distinado a públicos cativos: turistas, meios cultos; escolares em grupos organizados e guiados. Esses museus serão cada vez maiores, cada vez mais dispendiosos, cada vez mais visitados, quer dizer “consumidos”. Serão supermercados da cultura oficial. Ao final, serão todos parecidos.
  • o museu-colecção, destinado às pesquisas avançadas, às produções complexas, a públicos mais ou menos especializados, para os quais a colecção é a primeira justificativa. Esses museus atrairão cada vez mais públicos “inteligentes”, utilizarão métodos de comunicação sofisticados, abrir-se-ão tanto quanto possível às comunidades de geometrias diferentes. Serão todos únicos e criarão entre eles redes de cooperação análogas às redes universitárias actuais.
  • o museu-comunitário, saído da sua comunidade e cobrindo o conjunto  do seu território, com vocação global ou “integral”, processo vivo que implica a população e não se preocupa com o público que é ao mesmo tempo o centro e a periferia. A vida desses museus será curta ou longa, alguns nem se chamarão museus, mas todos seguirão os princípios da nova museologia (Santiago, Quebec, Caracas, etc.) no seu espírito, senão na sua letra”.

CONCLUSÃO

     Neste andar “Pelos Caminhos da Museologia em Portugal”, percorreram-se as tortuosas veredas que vêm da Arca de Noé até aos nossos dias.

     Voltando ao mito, sem abandonar ciência, é altura de apontar para uma museologia participativa, não restritiva, longe do nepotismo bíblico dos tempos do velho patriarca, com vocação democrática, pelos trilhos desbravados desde Santiago do Chile a esta parte.

     No caso da Nova Museologia em Portugal, reconhece-se que o MINOM, nascido em Lisboa, a 10 de novembro de 1985, tem desempenhado um papel fundamental, procurando fomentar a reflexão sobre ideias e práticas museológicas, que coloquem os museus ao serviço das comunidades em que se inserem e das suas perspetivas de desenvolvimento. Com uma Museologia Social que encoraje a consciência política, o exercício da cidadania, a participação comunitária e o espírito de inicitiva, ao serviço da realização do ser cultural, enfim, do ser humano.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Este texto é uma síntese do artigo de Antunes, Manuel de Azevedo. (2015). Pelos caminhos da        Museologia em Portugal. Revista Iberoamericana de Turismo, 5, 142-156. Acedido em 6 de março de     2017, em  http://www.seer.ufal.br/index.php/ritur/article/view/2013

Antunes, Manuel de Azevedo. (2005, outubro). Vilarinho da Furna: memórias do passado e do futuro (2.ª ed.). Lisboa: CEPAD/ULHT.

Antunes, Manuel de Azevedo. (1985). Vilarinho da Furna: uma aldeia afundada. Lisboa: A Regra do Jogo, Edições.

Bíblia Sagrada. Lisboa: Difusora Bíblica, 1964. (Original em hebraico e grego, composto entre o séc. XI a.C e o séc. I d.C.).

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Nabais, António José C. Maia. (1993). Museus na Actualidade. In Maria Beatriz Rocha‑Trindade (Coord.), Iniciação à Museologia (pp. 63-76). Lisboa: Universidade Aberta.

Oliveira, Ernesto Veiga de. (1971). Apontamentos sobre Museologia. Museus Etnológicos, 6. Lisboa.

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Varine, Hugues de. (2012). Em torno da mesa-redondade Santiago: as minhas lembranças da aventura de Santiago, p. 143. In José do Nascimento Júnior; Alan Tamp, & Paula Assunção dos Santos (Org.), Mesa Redonda sobre la Importancia y el Desarrollo de los Museos en el Mundo Contemporáneo: Mesa Redonda de Santiago de Chile, 1972 (Vol. 1, p. 143). Brasília: IBRAM.

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MUSEU NACIONAL FERROVIÁRIO DE LOUSADO INTEGRA REDE EUROPEIA DA HERANÇA INDUSTRIAL

Museu Nacional Ferroviário de Lousado na maior rota europeia de Turismo Industrial. A candidatura à European Route of Industrial Heritage foi aprovada

O Museu Nacional Ferroviário de Lousado, em Vila Nova de Famalicão, acaba de integrar a maior rede europeia de divulgação e promoção de Turismo Industrial, que agrega e divulga mais de 1300 sítios e museus industriais em 13 países europeus. A candidatura do Museu Nacional Ferroviário – que abrangeu também o Museu do Entroncamento – à European Route of Industrial Heritage (RIH) – foi aprovada.

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A partir de agora estas duas estruturas integram a ERIH como Pontos-Âncora, a principal rota desta rede europeia. De acordo com os critérios da ERIH, obtêm a classificação de Pontos-Âncora os sítios que são considerados de excecional importância histórica em termos de património industrial e que oferecem uma experiência de qualidade aos visitantes, constituindo marcos do Património Industrial Europeu.

A notícia foi recebida em Vila Nova de Famalicão com muita satisfação. Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “é um orgulho para Vila Nova de Famalicão integrar esta rota que é a maior nesta área a nível da europa, onde estão representados os melhores museus com coleções e património industrial”. E acrescenta: “esta aceitação do nucelo de Lousado, vai dar uma grande visibilidade a este espaço museológico a nível internacional, com a possibilidade adicional de estabelecer parcerias e entrar em projetos e redes entre diferentes parceiros europeus”.

A candidatura agora aprovada contou com o apoio da Câmara Municipal de Famalicão e da APPI- Associação Portuguesa para o Património Industrial, integrando-se na estratégia do Museu Nacional Ferroviário para a divulgação do museu e captação de públicos.

Inaugurado em 2003, o Museu Nacional Ferroviário de Lousado tem expostas nos seus 1400m2 de área várias relíquias e diverso material associado ao mundo ferroviário. A exposição do material circulante, organizada cronologicamente, visa mostrar comboios de diversos tipos. O material construído entre 1875 e 1965 é oriundo de oito companhias e foi adquirido em seis países a quinze construtores.

Um verdadeiro tesouro que impressiona e cativa miúdos e graúdos, portugueses e estrangeiros, a cada visita. Não é por acaso que este é o museu que regista mais afluência de público em Vila Nova de Famalicão. A cada ano é visitado por cerca de dez mil pessoas.

A Câmara Municipal é responsável pela gestão do Museu Ferroviário de Lousado, mediante um protocolo assinado com a Fundação Museu Ferroviário Nacional que contemplou também a transferência para a alçada municipal do Núcleo Museológico de Nine onde está exposta a “Andorinha”, a mais antiga locomotiva a vapor existente em Portugal.

 

FUNDAÇÃO GIL EANNES APRESENTA LINHA EDITORIAL

Em dia de aniversário a Fundação Gil Eannes apresentou linha editorial

No âmbito das comemorações do 19º aniversário que decorreu no dia 31 de Janeiro a bordo do Navio Hospital Gil Eannes, a Fundação Gil Eannes apresentou a nova linha editorial da Fundação, que tem como objetivo a preservação da memória da pesca do bacalhau e das atividades conexas.

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Durante a sessão o historiador Senos da Fonseca fez uma palestra sobre a figura e obra do navegador vianense João Alvares Fagundes e apresentou livro acerca da mesma personalidade.

O autor Senos da Fonseca tem ligações familiares com os descendentes dos proprietários da antiga “Seca do Mendes” e da empresa de pesca “Sociedade Novas Pescarias de Viana” e no seu percurso profissional também por cá passou, quer como cliente dos ENVC, enquanto Oficial da Marinha de Guerra, durante as reparações dos navios em que estava embarcado, quer mais tarde como quadro dos ENVC.

Senos da Fonseca tem uma vasta obra publicada, de realçar “Artigos Profissionais”, “Nas Rotas dos Bacalhaus”, “Ílhavo – Ensaio Monográfico – séc. X – séc. XX”, “O Labareda”, “Costa Nova do Prado – 200 anos de História e Tradição”, entre outros.

Nesta nova publicação “João Álvares Fagundes - Um Homem dos Descobrimentos”, o autor escreve “Em Portugal e por todo o mundo que estuda essa grandiosa aventura que foram os Descobrimentos, o nome de Fagundes é referido como um dos que maior contributo deu para o conhecimento (e entendimento) dum novo mundo. (…), decidimos enquadrar Fagundes na época, (…), em que ir mar fora era aventura grandiosa.”

O livro pode ser adquirido na Loja de Recordações do navio museu pelo preço de 17,50€.

Durante a sessão a Fundação prestou homenagem ao seu trabalhador José Nicolau pela dedicação, empenho e profissionalismo que tem demonstrado no desempenho das suas funções enquanto responsável pelos trabalhos de reabilitação do navio museu.

O navio Gil Eannes que, no ano de 2016, bateu o numero recorde de visitantes, volta a apresentar no mês de janeiro de 2017 um crescimento de 24%, relativamente ao mês homologo do ano anterior.

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FUNDAÇÃO CUPERTINO DE MIRANDA EM FAMALICÃO PROMOVE “MUSEUS ILUSTRADOS EM REDE” COM O PATROCÍNIO DA AUTARQUIA

Quatro instituições de Famalicão apresentaram projetos ao “Programar em Rede”

Os treze museus da Rede Museológica de Vila Nova de Famalicão vão dar-se a conhecer ao país através da ilustração. O projeto cultural "Museus Ilustrados em Rede" apresentado pela Fundação Cupertino de Miranda foi o grande vencedor da primeira edição da iniciativa "Programar em Rede", promovida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. A votação realizou-se esta quarta-feira durante o Conselho Municipal da Cultura, que reuniu, na Casa das Artes.

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A Fundação irá receber agora uma verba que poderá chegar aos dez mil euros para concretizar, em 2017, o projeto.

Para além dos "Museus Ilustrados em Rede" da Fundação Cupertino de Miranda, os outros projetos apresentados foram uma "Oficina de formação teatral" da Associação Académica Didáxis - A2D, em parceria com a Fundação Narciso Ferreira e a Cooperativa Mais Plural, "Memórias Musicais" da Associação Sócio Cultural Metáforas à Solta em parceria com a Associação de Professores Novo Rumo e "Mostra de Territórios Dramáticos" do Teatro Didascália em parceria com a Associação Teatro Construção.

O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, que preside também ao Conselho Municipal da Cultura, elogiou “a qualidade dos projetos apresentados”, mas principalmente “o trabalho desenvolvido em parceria entre várias instituições”. Este era, de resto, o principal objetivo do desafio lançado pela autarquia no início deste ano a todos os agentes culturais através do projeto “Programar em Rede”.

“Atuar em rede significa criar massa critica, descentralizar as atividades no concelho e levá-las a diferentes públicos”, salientou Paulo Cunha, acrescentando que gostaria de ver nestas parcerias mais instituições desportivas, sociais e de outras áreas.

De acordo com António Gonçalves, da Fundação Cupertino de Miranda “o projeto Museus Ilustrados em Rede foi criado a pensar num produto uniformizado com informação acessível e atrativa de todos os Museus da Rede Municipal, procurando-se fazer uma aproximação aos diferentes públicos através da ilustração”. O objetivo é convidar uma equipa de ilustradores como Afonso Cruz e André Carrilho, entre outros, para criar uma imagem para cada museu, depois será organizada uma exposição itinerante a nível nacional com as ilustrações. Associadas ao projeto irão decorrer outras atividades como visitas guiadas à exposição e a realização de oficinas de ilustração.

Refira-se que o objetivo do Programar em Rede era o de desafiar os agentes culturais do conselho para a criação de um evento marcante para Famalicão colocando-os a trabalhar em rede em prol da cultura e dos famalicenses.

A autarquia irá agora financiar o projeto da Fundação Cupertino de Miranda em 50 por cento, num valor máximo de dez mil euros.

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AMADEU COSTA FOI O GRANDE DIVULGADOR DAS MAIS GENUÍNAS TRADIÇÕES DAS GENTES DE VIANA DO CASTELO

Vianenses pretendem que seja prestada a homenagem que lhe é devida

Amadeu Costa é uma figura incontornável da cultura tradicional de Viana do Castelo, pelo estudo e divulgação que dela realizou ao longo de toda a sua vida. A ele se deve, entre outros aspetos, o incansável estudo dedicado a Viana do Castelo e aos usos e costumes locais, mormente o traje tradicional, além da organização das Festas de Nossa Senhora d'Agonia.

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Em devido tempo, a Câmara Municipal de Viana do Castelo publicou as suas obras completas. Na coleção dedicada ao folclore conta-se “Festas e tradições populares (2001), “Traje, artesanato e tradição” (2012), “Tradições da Ribeira” (1998). Por seu turno, a coleção “História e Memórias de Viana” inclui “Figuras e personalidades”, “Sítios, monumentos e obras de arte”, “Teatro” e “Tradições várias”

A Amadeu Costa deve Viana do Castelo, em grande medida, a criação de um museu dedicado ao traje regional – o Museu do Traje – o qual veio a instalar-se em 1996, no edifício do Banco de Portugal.

Foi ele que organizou a exposição Traje Regional, a primeira que aqui se realizou e, no ano seguinte, organizou também a exposição que marcou a inauguração do Museu: Ambientes Regionais e Trajes, razão pela qual foi atribuído o seu nome a uma das suas salas do Museu do Traje. Um museu, aliás, que deveria merecer maior atenção por parte de muitos responsáveis de grupos folclóricos representativos da nossa região com vista a uma representação mais rigorosa dos nossos trajes tradicionais.

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Há 5 anos, os seus descendentes doaram ao Museu do Traje de Viana do Castelo uma valiosa coleção de trajes que pertenciam a Amadeu Costa, a qual inclui algibeiras, aventais, saias, coletes, casacas, camisas, lenços, calçado, meias, toalhas e trajes de homem e mulher.

Garantem muitos vianenses que, no seu tempo, por ocasião das Festas de Nossa Senhora d’Agonia, Amadeu Costa não autorizava a entrada no cortejo de meninas com unhas pintadas ou de gel, com maquilhagem ou outros assessórios que desvirtuam a autenticidade da representação das nossas tradições, condição que nos tempos que correm parece não estar completamente garantida.

O semanário vianense “Falcão do Minho” apresenta o ilustre etnógrafo nos seguintes termos: “Amadeu Costa, de seu nome completo Amadeu Alberto Lima da Costa, nasceu no Bairro da Ribeira, mais propriamente na Rua do Loureiro (no troço hoje denominado Rua Monsenhor Daniel Machado), a 23 de Outubro de 1920, filho de Manuel José Costa, piloto-mor da Barra do Porto de Viana do Castelo.

O seu espírito aberto, a sua inata simpatia, a sua admirável comunicabilidade, a bonomia, tolerância e humildade de que sempre deu provas, fizeram dele uma pessoa muito considerada e respeitada.

Amadeu Costa dedicou-se à investigação e a interpretar, nos mais íntimos pormenores, os usos e costumes e as tradições tanto da cidade (principalmente da Ribeira) como de todo o concelho.

Todo esse imenso saber que adquiriu, aliado à sua fina sensibilidade para as artes e bom gosto de decorador, revelaram Amadeu Costa em diversificados eventos e dotaram-no de um aureado estatuto de artista no campo da decoração, etnografia, caligrafia, etc. Em reforço de tudo isto, deve dizer-se que, além da família, ou juntamente com ela, a Princesa do Lima era a sua grande paixão. Na realidade, foram inúmeras as actividades desenvolvidas e promovidas por Amadeu Costa em prol da manutenção dos costumes, das tradições e da cultura regional.”

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ARQUIVO MUNICIPAL DE VILA NOVA DE CERVEIRA E AQUA MUSEU DO RIO MINHO RECEBEM CERTIFICADO DE QUALIDADE

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, recebeu, esta quarta-feira, das mãos do representante da AENOR, Dr. Luís Osório, o Certificado de Sistema de Gestão da Qualidade, atestando o Arquivo Municipal e o Aquamuseu do rio Minho. Autarquia pretende que esta primeira certificação seja exemplo para implementar noutros serviços.

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Esta certificação consiste numa avaliação realizada por um organismo certificador devidamente acreditado, reconhecendo que estes dois serviços do Município de Vila Nova de Cerveira cumprem todos os requisitos da norma internacional ISO 9001:2008, e que incorporam nas suas atividades importantes princípios de gestão, como a focalização nos clientes, liderança, envolvimento das pessoas e melhoria contínua.

Durante a cerimónia simbólica de entrega do certificado e da bandeira, o autarca cerveirense sublinhou que “reunindo vontades, potenciando sinergias e adquirindo uma visão empreendedora com horizonte no desenvolvimento sustentável, o Município assume a Política de Qualidade como um exercício de modernização administrativa dos serviços públicos e da gestão autárquica”. Felicitando o empenho e trabalho dos colaboradores na concretização de um processo bastante exigente e difícil, Fernando Nogueira realçou a aposta na qualidade e inovação, e que este reconhecimento “é um bom exemplo de que estamos e queremos continuar a prestar o melhor serviço aos nossos munícipes”. E assegurou: “Está lançada a semente, pois o desafio é alargar a certificação de qualidade a novas áreas municipais, mas com passos firmes”.

O representante da AENOR, Dr. Luís Osório, felicitou o Município pelo excelente trabalho desenvolvido em prol da implementação do Sistema da Gestão de Qualidade que se traduz “numa demonstração de inteligência e de uma estrutura de conhecimento que fica no Município, independentemente da política”.

De sublinhar que a Câmara Municipal tem procurado acompanhar a evolução tecnológica e os seus benefícios, tendo na política de proximidade um eixo prioritário de ação. Desta forma, o processo de implementação da Política de Qualidade visa apresentar novas soluções que contribuam para um salto qualitativo do desempenho interno com repercussões na facilidade de acesso à informação e na celeridade de resposta às necessidades e expetativas dos Munícipes.

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE MUSEOLOGIA DISTINGUE MUSEU DO ALVARINHO COM PRÉMIO NACIONAL DE MUSEOLOGIA

Com pouco mais de um ano de existência, a Associação Portuguesa de Museologia considerou o Museu do Alvarinho como um dos três melhores no país na categoria “Coleção visitável”. Um orgulho para todos os monçanenses.

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O Museu do Alvarinho foi distinguido pela Associação Portuguesa de Museologia com um dos prémios nacionais de museologia 2016: Prémio Coleção Visitável. A cerimónia de entrega de prémios decorreu na passada sexta-feira, no Museu do Dinheiro, em Lisboa, tendo contado com a presença da Vice-Presidente da Câmara Municipal de Monção, Conceição Soares.

Congratulando-se com a distinção, Conceição Soares revela que o reconhecimento do Museu do Alvarinho no contexto nacional é sinal que o objetivo de promoção do município, assente na criação de locais visitáveis, é o caminho correto para a preservação do património construído e fortalecimento da nossa identidade cultural.

“Em pouco mais de um ano, o Museu do Alvarinho tornou-se uma referência no território nacional, destacando-se pela qualidade expositiva, capacidade interativa e afluência de público” adianta Conceição Soares, frisando: “Este reconhecimento sabe bem porque evidencia, com clareza, que a nossa estratégia está certa”.

Os prémios nacionais de museologia tem como finalidade distinguir a imaginação e criatividade dos museus portugueses, bem como o seu contributo efetivo na melhoria da qualidade daqueles espaços. Constitui também uma forma de garantir mais visibilidade ao que de melhor se faz em Portugal no âmbito da museologia.

Promovidos pela Associação Portuguesa de Museologia, dividem-se em várias categorias. A saber: melhor museu português, melhor exposição, melhor incorporação (depósito, doação e aquisição), melhor intervenção em conservação e restauro, melhor projeto internacional, melhor coleção visitável, melhor estudo sobre museologia e melhor trabalho jornalístico.

Museu do Alvarinho inaugurado a 28 de fevereiro de 2015

O Museu do Alvarinho, localizado na Casa do Curro, imóvel do século XVII, foi inaugurado no dia 28 de fevereiro do último ano, contabilizando, no primeiro ano de vida, a visita de cerca de 12 mil pessoas de diferentes idades e nacionalidades. Sensivelmente 25 por cento dos visitantes foram estrangeiros.

Com um investimento próximo dos 150 mil euros com comparticipação PRODER de 90 mil euros, o Museu do Alvarinho assume-se, cada vez mais, como um espaço de promoção e degustação daquele produto demarcado e singular com elevada importância na economia de muitas famílias monçanenses.

Distribuído por diferentes áreas, este espaço proporciona aos visitantes uma autêntica viagem pelo mundo deste famoso néctar, disponibilizando informação sobre a origem, evolução e empresas dedicadas à produção deste verdadeiro suporte da identidade cultural e histórica do concelho.

As empresas de Vinho Alvarinho com produto rotulado, tantas e tantas vezes premiadas em concursos nacionais e internacionais, encontram neste espaço “uma porta de acesso” para a valorização dos seus produtos, bem como um “ponto de encontro” para provas comentadas, encontros promocionais e estabelecimento de parcerias negociais. 

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NÚCLEO MUSEOLÓGICO DO CASTELO DE LINDOSO DOI VISITADO POR PERTO DE 3.900 PESSOAS ESTE ANO

Cerca de 600 no arranque do aniversário

Cerca de 600 pessoas visitaram o Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso nos dias 21 e 22 de maio. No arranque das comemorações dos 20 anos daquele espaço, na Torre de Menagem do Castelo de Lanhoso, a Câmara Municipal ofereceu visitas gratuitas. Os números dão conta, porém, que, desde o início do ano, bem perto de 3900 pessoas entraram naquele local, ou seja, quase mais duas mil do que em igual período de 2015.

Mensagens no sobreiro

O programa do início das comemorações englobou ainda a abertura da instalação artística “Manto de Papoilas no Castelo”, elaborada em colaboração com Centros de Convívio e IPSS’s do nosso concelho; e a segunda edição de “O concerto ainda mais pequeno do mundo”, no interior do Núcleo, para cerca de 30 pessoas. Houve ainda oportunidade para deixar mensagens no sobreiro existente na praça de armas.

“O núcleo museológico é um dos atrativos para quem visita o nosso ex libris que é o Castelo de Lanhoso. Estamos satisfeitos por tanta gente ter aproveitado a oportunidade de vir até aqui, neste primeiro fim de semana de comemorações. Aproveito para lembrar que, até ao final do ano, teremos outras atividades comemorativas e espero que as pessoas adiram. A instalação artística que inaugurámos na sexta-feira e o concerto foram mesmo momentos inesquecíveis”, refere o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista.

Promovidas pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, estas comemorações irão encerrar no Dia Nacional dos Castelos (7 de outubro).

Mas até lá o programa prevê ainda mais exposições (entre julho e outubro), mais música (julho e agosto) e atividades ao ar livre, como caminhadas (agosto) e um acampamento (setembro), para além de um mercado medieval (julho).

Em 2015, 10 mil pessoas visitaram o Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso, espaço museológico inaugurado a 28 de outubro de 1996. Desde então, tem-se assumido como uma referência patrimonial e cultural para o concelho povoense.

Em 2010, o Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso sofreu uma profunda reformulação do espaço expositivo, destacando-se a maior visibilidade conferida às paredes e às siglas aí inscritas e a criação de mais um piso, através do qual é possível observar não só a laje onde a torre foi erguida, mas também um monumento descoberto no decorrer dos trabalhos arqueológicos e que se suspeita ser pré-romano.

Estas comemorações integram também essa mesma estratégia de divulgação e dinamização turística e cultural do ex-libris do concelho, ou seja, o Castelo de Lanhoso.

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MONÇÃO INAUGURA NÚCLEO MUSEOLÓGICO NA TORRE DE LAPELA

Cerimónia teve lugar ao final da tarde da última sexta-feira, 27 de maio, inserindo-se na estratégia municipal de promoção do território concelhio através da requalificação do património construído e revitalização da memória coletiva dos monçanenses. A Sentinela do Minho, conhecida como a melhor varanda sobre o rio Minho, assume-se agora como um valioso cartão-de-visita do concelho que contribuirá para colocar Monção no roteiro turístico nacional, no mapa dos lugares atrativos e no GPS de quem procura boas sensações.

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A Torre de Menagem de Lapela, conhecida como a melhor varanda sobre o rio Minho agora batizada como Núcleo Museológico Torre de Lapela, mantem a sua postura imponente e mostra uma silhueta mais atraente para receber munícipes e visitantes, garantindo um maior contacto com a história local e uma paisagem deslumbrante sobre o rio Minho, casario tradicional de Lapela e margem galega.

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Inaugurada na passada sexta-feira ao final da tarde, a nova valência turística do concelho de Monção englobou a restauração da torre de menagem, a beneficiação do pavimento envolvente e a valorização dos canastros existentes. No total, cerca de 70 mil euros financiados no âmbito do “QREN – Valorização e Qualificação Ambiental – Eixo III – Património Cultural”.

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A presidir à inauguração esteve o Diretor Regional da Cultura do Norte, António Ponte, contando-se ainda as presenças, entre outros, dos deputados na Assembleia da República Portuguesa, José Manuel Carpinteira e Sandra Pontedeira, e os autarcas galegos de Salvaterra de Miño, Arturo Grandal Vaqueiro, e de As Neves, Xosé Manuel Rodríguez Méndez.

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Após historiar o conturbado processo de sobrevivência do Castelo de Lapela ao longo dos séculos, o autarca local, Augusto de Oliveira Domingues, sublinhou a aposta empenhada e responsável do atual executivo na valorização do património construído e na revitalização da memória coletiva dos monçanenses.

Lembrou a conclusão recente de obras importantes de cariz cultural e turístico como a Loja Interativa de Turismo, o Museu do Alvarinho e o Centro Cultural do Vale do Mouro e o arranque no terreno de outros equipamentos igualmente relevantes. Casos da Casa da Música, futura sede da Banda Musical de Monção, e requalificação do antigo balneário termal.

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Investimentos que, adiantou, têm um único propósito: “beneficiação de locais memoráveis e criação de espaços visitáveis que coloquem a nossa comunidade no roteiro turístico nacional, no mapa dos lugares atrativos e no GPS de quem procura boas sensações”.

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Razão que leva o município a “continuar neste caminho de valorização do património monumental local e enriquecimento da nossa oferta turística junto dos visitantes” com o objetivo de “fazer com que os monçanenses vendam os produtos de excelência que criam quer seja no vinho, gastronomia e lazer quer seja com a hospitalidade e simpatia que nos carateriza”.

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“O Núcleo Museológico Torre de Lapela insere-se nesta estratégia de promoção do território concelhio, passando, desde hoje, a ser mais um valioso cartão-de-visita da nossa terra” adiantou Augusto de Oliveira Domingues, terminando com uma sugestão: “aconselho vivamente uma visita ao interior e subida ao topo para apreciarem uma paisagem fabulosa do rio e da outra margem”.

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Imóvel classificado como monumento nacional desde 23 de junho de 1910, a Torre de Menagem de Lapela constitui uma edificação com elevado significado histórico-cultural e um apelativo enquadramento sobre a envolvente fluvial e paisagística.

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Neste edifício carregado de histórias e memórias, pretendeu-se, através desta intervenção, a criação de uma imagem renovada de todo o interior, criando-se um espaço funcional para os visitantes e mais um elemento de promoção cultural do concelho, desta vez, debruçado sobre o troço internacional do rio Minho.

FAMALICÃO PROMOVE ENCONTRO DA REDE DE MUSEUS

Famalicão promoveu primeiro encontro da Rede de Museus

“Ter valor e qualidade não chega. Temos que ser suficientemente apelativos e cativantes para que as pessoas visitem os nossos museus”. Esta foi a principal mensagem deixada hoje pelo Presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, na abertura do I Encontro da Rede de Museus do concelho.

I Encontro da Rede de Museus

A iniciativa, inserida no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus, decorreu esta quinta-feira, 19 de maio, no Museu Bernardino Machado, numa ação que o edil famalicense considerou ser fundamental, “não só para o crescimento dos museus, mas também para que o conceito de rede saia mais fortalecido”.

E acrescentou: “queremos que as pessoas que visitem um museu em Famalicão, sintam vontade de conhecer outros que integram a nossa rede”.

Para além de debates e das conferências “Trabalhar em equipa: o papel de cada um na promoção da instituição” e “Participação Cultural: motivações e barreiras”, o programa do evento contou ainda com uma visita à Fundação Cupertino de Miranda e à Casa-Museu de Camilo.

Recorde-se que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão abrange atualmente treze espaços museológicos do concelho.

QUE RELAÇÃO EXISTE ENTRE OS BEATLES E O MUSEU DO TRAJE DE VIANA DO CASTELO?

Encontra-se patente ao público, até ao próximo dia 26 de junho, no Museu do Traje de Viana do Castelo, uma exposição alusiva à célebre banda inglesa dos anos sessenta “Os Beatles” A exposição denomina-se “The Beatles - Sons e Tons” e apresenta 2600 dos mais de 36 mil discos em vinil e CD do espólio de Vítor Coutinho, um empresário vianense da área da ourivesaria. A iniciativa conta com o apoio do pelouro da Cultura da Câmara de Viana do Castelo.

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Trata-se de uma coleção valiosa e uma exposição interessante para se visitar, levando-nos até à música dos anos sessenta, a qual merece um espaço privilegiado na cidade de Viana do Castelo, simultaneamente convidativo à visita de muitos vianenses. Porém, não se entende qual a relação existente entre os Beatles e o Museu do Traje de Viana do Castelo.

Tratando-se de um Museu Regional – e não de um mero museu municipal, apesar de se encontrar sob a tutela da Câmara Municipal de Viana do Castelo – espera-se que este sirva essencialmente para conservar e divulgar o traje tradicional da nossa região, naturalmente com especial ênfase para o magnífico traje domingueiro de lavradeira, vulgo traje à vianesa. Além, naturalmente, de outras peças de valor etnográfico associadas à nossa cultura regional.

A ocupação daquele espaço por uma exposição de cariz tão desigual, por mais valiosa que seja, dá-nos a sensação de uma certa desorientação em termos museológicos ou, pior ainda, o recurso a qualquer coisa com vista a adiar a falência de um projeto museológico que interessa a toda a comunidade e ao país. É que, por mais que nos esforcemos, não conseguimos encontrar qualquer explicação plausível na escolha deste local para a realização desta exposição! Resta sabermos quais serão as surpresas que o Museu do Traje ainda nos reserva…

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FAMALICÃO CELEBRA DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS A 34 METROS DE ALTURA

Programa vasto e diversificado inclui a visita à Torre da Fundação Cupertino de Miranda

É preciso subir 10 pisos e percorrer 21 salas com exposições até atingir os 34 metros de altitude que mede a emblemática torre da Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão. Daqui é possível aceder a um terraço que proporciona uma vista única e panorâmica sobre toda a cidade. O acesso habitualmente restrito vai ser aberto ao público, nos dias 18 e 21 de maio, no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus.

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A visita guiada é uma das iniciativas promovidas pelos museus de Famalicão. As comemorações que incluem também a Noite Europeia dos Museus, decorrem entre 15 e 21 de maio, e envolvem cerca de uma dezena de museus, entre os quais a Casa de Camilo, o Museu Bernardino Machado, o Museu da Industria Têxtil, o Ferroviário, entre outros.

A visita guiada à torre da Fundação Cupertino de Miranda é de entrada livre e não necessita de marcação prévia. Tem uma duração aproximada de 30 minutos e a lotação é de 10 participantes. Na visita será explorada a vista panorâmica sobre a cidade, que proporciona novas leituras das paisagens culturais que marcam o território. A torre da Fundação Cupertino de Miranda, emblemática pelo seu revestimento azulejar da autoria de Charters de Almeida (n. 1935), foi inaugurada a 8 de Dezembro de 1972 e tem uma estrutura helicoidal com 10 pisos, 21 salas e 34 m de altura. No dia 18, as visitas decorrem de hora em hora entre as 10h00 e as 21h00, com exceção das 20h00. No dia 21, as visitas irão acontecer às 14h00, 17h00, 18h00, 19h00, 21h00, 22h00 e 23h00. O horário alargado irá permitir admirar a cidade de diferentes perspetivas, de dia, ao entardecer e à noite. Será uma oportunidade única visto que o acesso ao terraço da torre raramente está disponível ao público em geral. Refira-se ainda que o percurso de acesso ao terraço da Torre não está adaptado para pessoas com mobilidade reduzida.

ROTEIRO LITERÁRIO RELIGIOSO CAMILIANO COM APRESENTAÇÃO DE CONTO

No âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus, destaque ainda para a organização do roteiro literário religioso camiliano, que vai decorrer no dia 20, a partir das 20h00, com concentração na Casa de Camilo e seguindo depois para as igrejas de Requião, Abade de Vermoim, Esmeriz, Landim e Seide. Em Esmeriz será apresentado o conto “Beatriz de Vilalba”, retirado da obra “Noites de Insónia (1874). O conto é o primeiro volume da coleção “Biografias Enoveladas”, a editar pela Casa de Camilo, que compreende pequenos livros de bolso com algumas particularidades: as edições são enriquecidas com significados e notas de rodapé, iconografia relacionada com a narrativa e um mapa sobre a localidade onde se desenrola a ação.

Entretanto, no dia 21 será apresentado no Centro de Estudos Camilianos, pelas 17h00, o n.º 10 da coleção “Estudos Camilianos” subordinado ao tema “As Ficções do Mal em Camilo Castelo Branco”. O volume reúne um conjunto diversificado de trabalho de investigadores camilianos que procuraram aclarar na obra do escritor as múltiplas formas de que se reveste o tema do Mal.

EXPOSIÇÕES, OFICINAS, VISITAS-GUIADAS E MUITA ANIMAÇÃO

São mais de 20 iniciativas que decorrem nas várias estruturas museológicas de Famalicão. Do rol de atividades que incluem a inauguração de exposições, ateliers, cinema, visitas guiadas, entre outras, referência ainda para a programação da noite europeia dos museus.

Enquanto a grande maioria das casas mantém as portas abertas pela noite dentro, o Museu Bernardino Machado veste-se de “Preto no Branco” e abre portas à animação, com muita cultura e festa à mistura.

Refira-se que o Dia Internacional dos Museus, criado pelo ICOM – Conselho Internacional de Museus, celebra-se anualmente a 18 de Maio, através da organização de diversas atividades. Este ano é dedicado ao tema “Museus e paisagens culturais”. Por sua vez, a Noite Europeia dos Museus foi criada pelo Ministério Francês da Cultura e da Comunicação.

Comemorações do Dia Internacional dos Museus e Noite Europeia dos Museus 2016

15 de Maio

15:30, inauguração da exposição “Identidade” de Carlos Daniel Pimenta, Museu Soledade Malvar

De 16 de maio a 20 de maio

10:00 às 13:00 e das 14:00 às 17:00, Anjos com material para reciclar, velas decorativas e visitas, Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa

10:00 e 17:00, Eco atelier Ferroviário, Atelier Almofadinhas de Sonho, Atelier Postais Originais, Museu Nacional Ferroviário-Núcleo de Lousado

17 de maio

10:30 às 14:30, Oficina das Artes – Fantoches, Museu Soledade Malvar

18 de maio

10:00 às 22:00, Visita guiada ao Terraço da Torre (uma subida por hora, até 10 participantes), Fundação Cupertino de Miranda

10:00 às 17:00, Atelier Café-Costura e Cultura, Museu da Indústria Têxtil

10:00 às 17:30, Visitas guiadas à exposição permanente, Museu Bernardino Machado

10:00 às 13:00 e das 14:00 às 17:00, Entrada livre, Museu da Confraria de Nª Sª do Carmo de Lemenhe

10:00, Exibição do filme “O Principezinho” (Classificação: Animação/2015/M6/108min), Fundação Cupertino de Miranda

10:30 às 14:30, Oficina das Artes – Baú das Joias, Museu Soledade Malvar

14:30 Exibição do filme “O Artista” (Classificação: Romance/2011/M12/100min), Fundação Cupertino de Miranda

15:00, Inauguração da exposição de fotografia “Paisagens industriais”, Museu da Indústria Têxtil

15:30, Apresentação pública da revista de Arqueologia Industrial, 4ª série, Vol. 6,nos I e II, Museu da Indústria Têxtil

17:00, Vista sobre a Cidade: conversa com o Departamento de Ordenamento e Gestão Urbanística da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão (até 20 participantes), Terraço da Torre da Fundação Cupertino de Miranda

19 de maio

10:30 às 14:30, Oficina das Artes – Especial Flores, Museu Soledade Malvar

20 de maio

10:30 às 14:30, Oficina das Artes – Fantoches, Museu Soledade Malvar

Roteiro Literário Religioso Camiliano, Igrejas de Requião, Abade de Vermoim, Esmeriz, Landim e Seide, (limitado a 20 participantes)

20:00, Concentração na Casa de Camilo

21:30, Apresentação do conto “Beatriz de Vilalba”, Igreja de Esmeriz

22:30, Chegada à Casa de Camilo

21 de maio

10:00 às 00:00, entradas gratuitas, Casa de Camilo

10:00 às 17:00, Ferro-modelismo e Exposição LEGO, Museu Nacional Ferroviário-Núcleo de Lousado

11:30, Recital dos alunos CCM/FCA, Museu de Cerâmica Artística da Fundação Castro Alves

14:00 às 17:00, Entrada livre, Museu da Confraria de Nª Sª do Carmo de Lemenhe

14:00 às 00:00, Visita guiada ao Terraço da Torre (uma subida por hora, até 10 participantes), Fundação Cupertino de Miranda

15:00 e 21:00, Oficina Sábados em Família “Famalicão do cimo da torre” (até 15 participantes, mínimo 6 participantes, Fundação Cupertino de Miranda

15:30 Inauguração da exposição “Arte Francesa e Pintura” de Deolinda Silva, atuação do Centro Cultural de Música de Vila Nova de Famalicão, Museu Nacional Ferroviário-Núcleo de Lousado

17:00, Apresentação do nº 10 dos “Estudos Camilianos”, subordinados ao tema “As ficções do Mal em Camilo Castelo Branco”, Centro de Estudos Camilianos

21:00, Exibição do documentário “O grande museu” (Classificação: Documentário/2014/M12/94min), Fundação Cupertino de Miranda

23:00 às 04:00, Noite dos Museus “Preto no Branco”

MONÇÃO INAUGURA NÚCLEO MUSEOLÓGICO “TORRE DE LAPELA”

Imóvel histórico, classificado como monumento nacional desde 23 de junho de 1910, abre ao público no dia 27 de maio, sexta-feira, pelas 21h00, permitindo um maior contacto com a história e uma paisagem deslumbrante sobre o rio Minho, casario tradicional de Lapela e margem galega.

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Os trabalhos de requalificação estão concluídos e o Núcleo Museológico Torre de Lapela já tem data marcada para a abertura ao público. Será no dia 27 de maio, sexta-feira, pelas 21h00, no âmbito das festas concelhias do Corpo de Deus/Festa da Coca

A empreitada, adjudicada por cerca de 70 mil euros com financiamento no âmbito do “QREN – Valorização e Qualificação Ambiental – Eixo III – Património Cultural”, englobou a restauração da torre de menagem, a beneficiação do pavimento envolvente e a valorização dos canastros existentes.

Trata-se, segundo o autarca local, Augusto de Oliveira Domingues, de uma aposta clara do atual executivo na valorização do património construído e na revitalização da memória coletiva dos monçanenses, assumindo-se como mais um motivo de visita para quem se desloca a Monção. Convida: “Aconselho vivamente uma subida à torre porque a paisagem é simplesmente magnífica”

Imóvel classificado como monumento nacional desde 23 de junho de 1910, a Torre de Menagem de Lapela constitui uma edificação com elevado significado histórico-cultural e um apelativo enquadramento paisagístico sobre o casario tradicional de Lapela, rio Minho e margem galega.

Neste edifício carregado de histórias e memórias, pretendeu-se, através desta intervenção, a criação de uma imagem renovada de todo o interior, criando-se um espaço funcional para os visitantes e mais um elemento de promoção cultural do concelho, desta vez, debruçado sobre o Pai Minho, como gentilmente os galegos tratam o rio Minho.

Edificação com valor histórico e cultural, a sua construção é austera e minimalista, onde o supérfluo não existe e a beleza reside na simplicidade. Apresenta uma tipologia de torre isolada, com remate ameado e acesso principal e único num patamar elevado.

Cumprindo a sua função defensiva na linha do rio Minho, possui cisterna, paredes em alvenaria de granito aparelhado com 2,5 metros de espessura e passadiço ao nível da cobertura, terminado em telha tradicional. Tem 27 metros de altura e cerca de 11,50 metros de largura.

Nos últimos anos, talvez derivado da proximidade da Ecopista do Rio Minho, a torre de menagem tem sido muito procurada por turistas nacionais e estrangeiros. A dificuldade e precaridade do acesso ao interior e à cobertura, tem constituído, no entanto, uma grande adversidade para a promoção deste espaço singular.

Situação que será agora ultrapassada com a sua abertura ao público, passando Monção a contar com mais um local visitável. Desta vez, emoldurado num cenário verdejante aprazível debruçado sobre o Pai Minho, como gentilmente os galegos tratam o rio Minho.

AQUAMUSEU DO RIO MINHO TEM ENTRADA PELA INTERNET

Aquamuseu está mais perto de si!

Um novo click transporta os utilizadores para uma experiência virtual de contacto com o rio Minho. Localizado em Vila Nova de Cerveira, o Aquamuseu tem disponível uma nova Página Web baseada num conceito mais funcional, mais dinâmico e mais apelativo.

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A atualização desta ferramenta tecnológica nasce da aposta do Município numa política de reformulação de toda a componente web institucional, no âmbito da modernização dos serviços municipais e consequente melhoria na relação Município/Munícipe.

A nova página do Aquamuseu do rio Minho em www.aquamuseu.cm-vncerveira.pt já está disponível, assumindo o layout do Portal do Município, de forma a uniformizar a imagem institucional.

Segundo a vereadora Aurora Viães, este trabalho em prol de uma projeção homogénea dos serviços municipais para o exterior constitui-se como mais um fator de atratividade e de afirmação da marca ‘Cerveira, Vila das Artes’. Aurora Viães sublinha que, “pela importância nacional e internacional, o Aquamuseu do rio Minho merece uma maior divulgação fora de portas, permitindo que qualquer utilizador navegue pelo conhecimento e pela experiência adquirida”.

Com uma página mais apelativa, mais funcional e mais eficaz na comunicação, estudantes, investigadores e público em geral, através de menus de linguagem direta e convidativa, ficam a conhecer a história, os objetivos, os projetos, as publicações, as atividades e os eventos deste equipamento cultural. À simplicidade de navegação junta-se uma maior rapidez no acesso e otimização para dispositivos móveis.

De portas abertas desde 13 de julho de 2005, o Aquamuseu do rio Minho tornou-se num dos maiores polos de atração turística de Vila Nova de Cerveira, alcançando uma média de 25 mil visitantes por ano.

BRAGA DEBATE FUTURO NÚCLEO ARQUEOLÓGICO

Musealização da Ínsula das Carvalheiras é ´processo prioritário´

“Um futuro desejável para a Insula das Carvalheiras” foi o mote da sessão pública que o Município de Braga realizou, no Museu D. Diogo de Sousa, para debater o futuro daquele núcleo arqueológico. Inserida no ciclo ´Conversas do Pelouro´, a iniciativa permitiu recolher propostas, visões e ideias, tendentes a definir o futuro imediato da Ínsula das carvalheiras.

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O debate contou com a presença de Miguel Bandeira, vereador do Urbanismo do Município de Braga, de Manuela Martins, da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, de Isabel Silva, do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, e de Armando Malheiro da ASPA.

Como sublinhou Miguel Bandeira, a elaboração do Plano de Pormenor de Salvaguarda do Quarteirão da Ínsula das Carvalheiras é uma oportunidade para potenciar o património arqueológico de origem romana como factor de desenvolvimento social da Cidade. “Este debate, no qual se saúda a presença e a participação activa de muitos Bracarenses, não será o único sobre o tema e convidamos a população a participar com contributos através dos ´vários canais´ da Câmara Municipal”, referiu.

De acordo com o Vereador, o plano de pormenor, a elaborar no prazo de 660 dias, tem como principal foco a preservação e valorização do património cultural, limitando as construções nessa área. “Pretendemos com esta figura legal ordenar, proteger e potenciar os valores arqueológicos que ocupam o território, de modo a adequar o crescimento, o desenvolvimento urbano e a regeneração do edificado envolvente em função do valor que é preciso proteger. O processo de musealização da Ínsula das Carvalheiras enquadra-se como uma acção prioritária deste Executivo”, garantiu.

Relembre-se que está aberto, desde o dia 26 de Fevereiro, e durante um período de três meses, o prazo de participação pública para a elaboração do Plano de Pormenor de Salvaguarda do Quarteirão da Ínsula das Carvalheiras, cuja área de intervenção se situa na união de freguesias de Maximinos, Sé e Cividade, na zona do centro histórico da cidade de Braga.

Os documentos para a participação pública estão disponíveis em http://www.cm-braga.pt/pt/0502/viver/urbanismo/planeamento-urbano/planos-de-pormenor.

Os contributos podem ser enviados para o endereço electrónico pps.carvalheiras@cm-braga.pt.

GERÊS COMEMORA DIA DOS NAMORADOS

Casais com entrada grátis no Núcleo Museológico de Campo do Gerês a 13 e 14 de fevereiro

A Câmara Municipal de Terras de Bouro irá assinalar, no fim-de-semana de 13 e 14 de fevereiro, mais uma edição do “Dia dos Namorados”, proporcionando, aos casais interessados, uma visita grátis ao Núcleo Museológico de Campo do Gerês.

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Será, certamente, uma excelente oportunidade de celebrar este “fim de semana romântico” percorrendo e constatando tudo o que o Museu da Geira, o Museu de Vilarinho da Furna e a Porta do Parque Nacional da Peneda-Gerês têm para oferecer: os principais símbolos representativos do património histórico, cultural, etnográfico e natural de Terras de Bouro e do Gerês.

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Museu de Vilarinho da Furna

Museu de Vilarinho - Porta do PNPG

Museu da Geira

MUNICÍPIO DE PÓVOA DE LANHOSO PRETENDE CRIAR REDE CONCELHIA DE MUSEUS E MONUMENTOS

Nesta sexta-feira, dia 20 de novembro, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso apresenta um projeto para a criação de uma rede concelhia de museus e monumentos.

Esta apresentação está marcada para as 21h00, no Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso, e antecede a iniciativa “O concerto ainda mais pequeno do mundo”, que está agendado para as 22h00.

Com a pretensão de criar esta rede, a autarquia tem como objetivo principal promover turisticamente o nosso património cultural, ao integrar num só projeto os museus e monumentos de relevo histórico, arquitetónico e paisagístico da Póvoa de Lanhoso, que ofereça ao turista uma imagem de distinto valor patrimonial, com um significado histórico superior. Com esta apresentação, a Câmara Municipal irá desafiar possíveis parceiros a integrar esta rede.

Já “O concerto ainda mais pequeno do mundo” pretende ser uma das ofertas culturais ao serviço desta rede, uma vez que poderá ser replicado nos espaços patrimoniais que aceitarem o repto de integrar este projeto.

Com lotação de 15 lugares, este concerto pretende projetar os talentos Povoenses, para consciencializar para a preservação da nossa memória coletiva e relevar a importância dos nossos recursos endógenos, que foram marcantes e distintivos. A banda musical foi formada expressamente para este evento e é composta por Júlio Freitas (baterista), Toni Oliveira (baixista), Filipe Martinho (teclista) e Joana Magalhães (vocalista/guitarrista).

PÓVOA DE LANHOSO RETOMA INTERVENÇÃO ARQUEOLÓGICA NA VILLA ROMANA DE VIA COVA

Escavação e musealização da villa romana de Via Cova, Lanhoso

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e a Junta de Freguesia de Lanhoso vão retomar a intervenção arqueológica da villa romana de Via Cova, na freguesia de Lanhoso, dando continuidade aos trabalhos que se iniciaram em agosto de 2014, por uma equipa de 20 voluntários.

Estes trabalhos, que têm como premissa o estudo, valorização e musealização desta estrutura arqueológica, terão início no dia 03 de agosto e incidirão nas duas últimas salas que constituem a pars rústica da villa romana.

No final do período de escavação, prevista para 31 de agosto, pretende-se musealizar as ruínas que foram sendo postas a descoberto, reconstituindo e interpretando a área onde se transformavam os cereais, produzidos na pars fructaria da villa romana de Via Cova. Terminada a musealização, este sítio romano passa a integrar o roteiro concelhio de sítios arqueológicos visitáveis e fará parte do plano municipal de Serviços Educativos.

Recorde-se que, na última intervenção, realizada em março e abril do presente ano, encontrou-se, além de inúmeros fragmentos de cerâmica comum romana, uma mó manual, dois pesos de tear, uma moeda em cobre e uma possível gadanha, estes dois últimos artefactos encontram-se em processo de tratamento no Laboratório de Conservação e Restauro da Câmara Municipal de Vila do Conde.

Os interessados em participar nos trabalhos arqueológicos, em regime de voluntariado, podem efetuar a sua inscrição através da ficha disponibilizada para o efeito e remetendo para arqueologia@mun-planhoso.pt.

A inscrição também pode ser realizada através do telefone 253 639 708.

NAVIO GIL EANNES ATINGE 670 MIL VISITANTES

O Navio Gil Eannes aberto ao público desde Agosto de 1998 alcançou no passado fim-de-semana 670 mil visitantes.

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A Fundação Gil Eannes regista uma média de 40 mil visitantes por ano. Nos primeiros 5 meses de 2015, já visitaram o navio museu 8 900 pessoas, das quais 1 616 foram estudantes em visitas de grupo de diversas escolas do país, e 2 377 pessoas de outras nacionalidades, em maior número vindos da Galiza, França, Brasil e Inglaterra.

Após 17 anos ancorado em Viana do Castelo e aberto ao público como um espaço museológico o Navio Hospital Gil Eannes continua a demostrar que serve os interesses de todos aqueles que o visitam, como um local de paragem obrigatória onde o visitante obtém um melhor conhecimento sobre a construção naval, a prática da medicina na década de 50/60, bem como, o dia-a-dia dos pescadores a bordo dos navios bacalhoeiros, que durante décadas pescaram “o fiel amigo” nos mares da Terra Nova e Gronelândia.

A partir do dia 16 de novembro de 2014 e após reabilitação do convés e alguns espaços interiores passou a integrar o Centro de Mar_Centro de Interpretação Ambiental e de Documentação do Mar.

Até 31 de Agosto decorre a exposição “Memórias do Mar Português”, a qual contempla 24 imagens de Ricardo Guerreiro, fotógrafo freelance, que nasceu no Funchal em 1977 e que encontra na natureza e no mundo rural os seus motivos de trabalho. As suas imagens têm sido publicadas em livros de história natural e revistas como a National Geographic Portugal e Visão.

A partir do dia 9 de junho e no horário de verão, o Navio Gil Eannes pode ser visitado todos os dias das 9.30h até às 19.00h.

FAFE INAUGURA MUSEU DA PALHA

Obras no Centro Etnotecnológico e Design de Golães quase concluídas. Espaço que enaltece o trabalho com palha será brevemente inaugurado. É o primeiro museu da Palha em Portugal

A construção do Centro Etnotecnológico e Design de Golães está na reta final. A antiga escola de Golães está agora transformada num espaço que enaltece o trabalho em palha.

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Com um investimento que ronda os 160 mil euros (+IVA), este Centro divide-se, essencialmente, em duas áreas: uma oficina de trabalho e uma sala de exposições.

A sala de trabalhos será utilizada como local de estágio de estudantes para Ensino Superior da área de design. Este espaço contempla uma mesa ampla, que funcionará como secretárias, onde vão estar vários computadores e todo o material necessário para os alunos puderem desenvolver projetos na área do design, onde a palha será tónica dominante.

Este centro apresenta também uma sala de exposições relacionada com o sector do artesanato trabalhado em palha.

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Nos vários painéis, concebidos com o apoio da Enoideia, pode observar-se as diversas tradições, produtos, artigos, hábitos e modos de confeção da arte de trabalhar com palha.

Na sala principal, será exibido, frequentemente, um filme sobre o ciclo da palha até ao produto final, os artigos já confecionados.

Para além disso, é contemplado ainda um espaço - “Entrança tu” - , que dá oportunidade aos visitantes de entrançar a trança de repique e lidarem mais de perto com esta que é uma arte ainda muito presente no concelho e, em especial, na freguesia de Golães.

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Na construção deste espaço, conciliou-se o tradicional com o moderno. Conservaram-se a armação antiga, a telha e a traça da antiga escola, de forma a não se perderem as características e traços arquitetónicos de um espaço que é especial para os habitantes de Golães.

No espaço exterior do Centro, a tradição foi também conservada e tida em conta na construção.

Preservou-se um espaço, com um banco em círculo, onde era habitual, as artesãs conversarem, enquanto trabalhavam com a palha.

Para além da preservação de aspetos antigos e mais tradicionais, a questão da acessibilidade foi tida em conta. O Centro Etnotecnológico e Design integra rampas de acessibilidade para pessoas com deficiência motora, assim como casas de banho adaptadas.

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Para o Presidente da Câmara Municipal, Raul Cunha, este é um espaço que faz todo o sentido em Fafe, não só para estimular esta arte nos mais novos, mas também como forma de honrar o trabalho feito por tantos artesãos do concelho.

“Este é um espaço que merece todo o nosso respeito e espero poder inaugurá-lo em breve. Faltam apenas alguns ajustes, mas está praticamente pronto.

É um espaço que, para além de servir para os estudantes fazerem o seu estágio, tendo o privilégio de contactar de perto com esta realidade, vai também permitir que os fafenses e visitantes de fora do concelho conheçam o excelente trabalho que se faz com a palha.”

O Presidente da Junta de Freguesia de Golães, Filipe Silva, mostrou-se satisfeito com o evoluir das obras, aguardando a inauguração do espaço para breve.

“Este é o primeiro Museu da Palha em Portugal. Não há nenhum outro espaço que se dedique ao trabalho da palha no nosso país. Neste centro Etnotecnlógico vai existir, permanentemente, uma mostra de artesanato de Golães e das freguesias circundantes e será também um espaço de trabalho para estudantes do Ensino Superior, nomeadamente de Viana do Castelo e da Universidade do Minho.”

Conhecido como o Museu da Palha, este espaço vai inaugurar em breve.

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MUSEU DAS MIGRAÇÕES EM FAFE É ÚNICO EM PORTUGAL

“Museu das Migrações é um projeto que nasceu aqui, mas que é de Portugal” – afirmou Pompeu Martins na abertura do Seminário sobre Migrações em Fafe

Fafe recebeu, ontem, um Seminário sobre Migrações, subordinado ao tema “A Transformação de uma Mobilidade Herdada”.

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A iniciativa, organizada pela Câmara Municipal de Fafe, acolheu vários oradores nacionais e internacionais.

Na sessão de abertura, o vereador da Cultura, Pompeu Martins, deu as boas vindas aos participantes, aproveitando para salientar o trabalho desenvolvido pela Câmara Municipal no que respeita à preservação das memórias do fenómeno migratório que, em tempos, foi tão característico em Fafe.

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“A evocação da memória das migrações constituiu-se, desde 2001, num compromisso político dos diferentes executivos camarários fafenses. Iniciou-se com o investigador Miguel Monteiro e a Professora Doutora Maria Beatriz Rocha-Trindade, que levaram por diante os passos determinantes para que Fafe se tenha constituído como um referencial nacional no interesse pela preservação deste pedaço da História do país. O mesmo compromisso mantém-se neste executivo, pretendendo-se consolidar o projeto de Museu polinucleado, potenciar o Museu sede, aprimorar conteúdos pedagógicos e aprofundar as redes de cooperação nacionais e internacionais que possam contribuir para uma maior visibilidade desta temática”.

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Pompeu Martins salientou também alguns dos desafios do futuro.

“Esperamos que outras regiões, à semelhança do que já acontece, colaborem connosco neste projeto do fenómeno migratório, tornando assim, este, num projeto nacional, que é de todos. Até agora, o Museu tem sido muito dinamizado não só a nível regional, mas também nacional. No plano local, temos promovido vários seminários e colóquios, desenvolvido várias publicações de artigos na revista Dom Fafe. Não podemos, ainda, esquecer a ‘Fafe dos Brasileiros’, evento que traz a Fafe várias recriações histórias do fenómeno migratório dos brasileiros torna-viagem”, e que é uma marca da nossa terra. Para o futuro, estamos a desenvolver a criação de uma maleta pedagógica, para as escolas, com conteúdos que promovam o conhecimento e reflexão sobre a mobilidade, numa abordagem multidisciplinar.”

O vereador da Cultura de Fafe concluiu a sua intervenção, garantindo que “o Museu das Migrações é um projeto que nasceu aqui, mas que é de Portugal. É um lugar de partilha, de viagem, uma janela para o mundo”.

O seminário abordou várias temáticas e diferentes realidades, fazendo um abordagem histórica e geográfica do fenómeno migratório.

O Seminário terminou com a projeção do documentário "Fronteiras e memórias | A emigração”.

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IRMANDADE DO MÁRTIR SÃO VICENTE DE BRAGA PROMOVE CONFERÊNCIA SOBRE OS TÊSTEIS NO RELIGIOSO

No âmbito do programa Cultural das Festividades em Honra de São Vicente, a Irmandade São Vicente promoveu no passado dia 5 de fevereiro uma conferência temática intitulada “Os Têxteis no religioso – sua musealização, conservação e restauro” proferida por Fernanda Barbosa, técnica do Tesouro-Museu da Sé de Braga e José Pinto, Juiz Presidente da Irmandade de São Vicente.

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Fernanda Barbosa conduziu o público presente por uma reflexão sobre a coleção têxtil do Tesouro Museu da Sé que é “uma das mais nobres e representativas coleções” daquele museu integrando cerca de 2000 peças de diferentes tipologias com uma baliza cronológica entre o século XIV e o século XX.

Por seu lado, José Pinto fez um balanço do que já foi feito pela Irmandade de São Vicente no sentido de conservar a coleção têxtil, nomeadamente todo o trabalho de identificação e inventariação das peças existentes que, numa primeira fase, resultaram na exposição que se encontra de momento aberta ao público intitulada “Os Têxteis no religioso – paramentaria e ornatos litúrgicos do acervo da Irmandade de São Vicente”.

Ariana Almendra, Secretária da Mesa que moderou a conferência lembrou a todos que no século XVIII os paramentos sacerdotais da Irmandade de São Vicente eram muito requisitados por sacerdotes e mesmo outras confrarias da cidade, refletindo bem não só a importância que a instituição tinha na cidade naquele período, mas também, a riqueza desta coleção que era, como disse, muito requisitada para empréstimo.

IRMANDADE DE SÃO VICENTE DE BRAGA REALIZA CONFERÊNCIAS TEMÁTICAS

No âmbito do programa cultural da Festa em Honra do Mártir São Vicente, a Irmandade de São Vicente promove esta quinta e sexta-feira, duas conferências temáticas.

Os têxteis no religioso

Assim, na quinta-feira, dia 5 de fevereiro, às 21:30 na Igreja de São Vicente terá lugar a conferência - “Os têxteis no religioso, sua musealização, conservação e restauro”, proferida por Fernanda Barbosa, técnica do Museu Tesouro da Sé de Braga e por José Pinto, Juiz Presidente da Irmandade de São Vicente.

Na sexta-feira, dia 6 de fevereiro, à mesma hora e local, terá lugar a apresentação do Livro “Braga de André Soares” da autoria de Eduardo Pires de Oliveira e Libório Manuel Silva, seguida de conferência intitulada “O Barroco e o Rococó na Igreja de São Vicente”, proferida pelo historiador e investigador bracarense, Eduardo Pires de Oliveira.

No final da conferência, irá a leilão uma fotografia do interior da Igreja de São Vicente (ver miniatura em anexo), oferecida por Libório Manuel Silva e que consta do referido livro. Insere-se este leilão, na campanha de angariação de fundos "Abrigar São Vicente". A base de licitação da foto é de: 50,00€. Os interessados, poderão fazer chegar as suas propostas diretamente na sacristia, das 09:30h às 12:00h e das 16:00h às 18:30h, ou através do email: "irmandadesaovicente@gmail.com".

Com estas duas conferências temáticas, a Irmandade de São Vicente de Braga encerra o programa de 2015 da festa em honra do seu padroeiro.

PÓVOA DE LANHOSO INAUGURA MUSEALIZAÇÃO DA CAPELA DA SENHORA DO MONTE E DE UMA CASA RURAL

No próximo dia 8 de fevereiro, é inaugurada a Musealização da Capela da Senhora do Monte e de uma casa rural, na freguesia de Garfe.

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A inauguração destas ruínas arqueológicas, que ficarão à disposição da comunidade, está agendada para as 16h00, nas Tapadinhas da Senhora do Monte. Este projeto de recuperação do nosso património arqueológico, que agora finda, deve-se ao empenho das instituições envolvidas: Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Junta de Freguesia e Centro Social e Paroquial de Garfe, bem como dos principais obreiros destes trabalhos arqueológicos, os voluntários.

As duas estruturas arqueológicas, intervencionadas arqueologicamente em 2012, 2013 e 2014, foram alvo de um processo de musealização com o propósito de valorizar e salvaguardar o nosso património arqueológico concelhio.

Os trabalhos técnicos incidiram ao nível da reposição de algumas fiadas de pedras, devidamente sinalizadas, para restituir os alinhamentos pétreos, e da aplicação de barro em todos os interstícios das estruturas, que dará consistência às estruturas.

Ao nível dos alicerces, foi aplicada uma camada de geotêxtil para impedir o aparecimento de ervas, colocando por cima uma camada de brita, tornando-se permeável e dando-lhe, ao mesmo tempo, um aspeto uniforme e nivelado.

A aplicação de duas fiadas de cordas, suportadas por vigamento de madeira, tem como objetivo impedir o acesso à área musealizada. Para auxiliar na interpretação das estruturas, foram aplicados dois painéis interpretativos, com a descrição e representação gráfica de cada estrutura.

Importa salientar que este é um bom exemplo da preservação da memória dos nossos antepassados, contribuindo para a consolidação da nossa identidade concelhia, porque “preservar o passado é construir o futuro”.

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MUSEU DA EDUCAÇÃO MOSTRA ESCOLA DE ANTIGAMENTE

Escola Deolinda Leite transformada em Museu – requalificação deverá estar concluída no início do próximo ano

A antiga escola primária Deolinda Leite, em Silvares S. Martinho, vai ser transformada em Museu da Educação.

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A intervenção, que custará cerca de 78 mil euros, pretende transformar um edifício histórico datado de 1832, num espaço museológico de instrução e valorizar um património edificado histórico de que o concelho é detentor e que contextualiza a história do país e do concelho, nomeadamente a emigração do retorno do brasil, em finais do seculo XIX e início do seculo XX.

A obra que resulta de uma candidatura ao Proder, no programa Melhoria da Qualidade de Vida na Ação, Conservação e Valorização do Património Rural, pretende criar um espaço onde os visitantes tenham a possibilidade de ver e, em muitos casos, recordar o que era a escola antigamente.

Segundo o vereador das obras, Vitor Moreira, o edifício precisava de uma intervenção e tendo a escola sido desativada, a melhor forma de lhe dar vida era transformando-a num espaço museológico.

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“A antiga escola Deolinda Leite precisava de obras de recuperação por se encontrar em avançado estado de degradação. Como deixou de funcionar como estabelecimento de ensino, entendeu-se que a melhor forma de dar uso a uma infraestrutura daquelas, seria transformando-a em museu”.

O vereador explica ainda que este com este núcleo museológico “pretendemos criar um espaço onde os visitantes tenham a possibilidade de regressar ao banco da escola dos finais do seculo XIX. Como sabemos, o método de ensino de finais do seculo XIX, início do Séc. XX era muito diferente daquele que vigora hoje. Por isso, achamos interessante retratar a escola de antigamente”.

O novo museu da educação vai também ser mais uma forma de recordar e destacar a importância da arquitetura brasileira no concelho. Para o vereador da Educação, Pompeu Martins, com este espaço os visitantes terão oportunidade de perceber o porquê de Fafe ser a cidade mais brasileira de Portugal.

Como é do conhecimento, temos uma grande marca do fenómeno migratório do seculo XIX e do impacto no concelho. Fafe está fortemente marcado por edifícios construídos por emigrantes que no regresso à terá que os viu nascer decidiram investir e construir desde palacetes, ao teatro ou o hospital. Aliás, como é sabido, Fafe é a cidade mais brasileira de Portugal. Esta escola é um dos legados deixados pelos brasileiros, por isso, consideramos que pela beleza do edifício e pela sua história é o espaço ideal para acolher o Núcleo Museológico da Instrução”.

O novo espaço museológico dedicado à educação vai contemplar uma sala de aula, uma sala do conservador, um espaço expositivo de objetos e referências à sala de aula e instalações sanitárias.

“O novo espaço vai retratar uma escola de finais do seculo XIX, início do seculo XX, com mobiliário à época e um espólio que será trazido de outras escolas”, explicou Pompeu Martins.

A obra financiada, em cerca de 60% pelo PRODER, contemplou também movimentações de terras, demolições, alvenarias, revestimentos, carpintarias, redes de abastecimento de água, instalações elétricas, pavimentações, entre outras coisas.

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MUSEU DE ARTE POPULAR: AO POVO PORTUGUÊS ATÉ A ALMA LHE ROUBAM!

A coleção que pertencia ao Museu de Arte Popular foi há alguns anos transferida para o Museu Nacional de Etnologia e não está previsto o seu regresso à origem. O acerco era constituído por cerca de 15 mil peças da mais variada natureza, representando atividades artesanais do povo português, desde objetos de cerâmica a utensílios de trabalho, alfaias agrícolas, carroças, brinquedos e cestaria.

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Questionado no ano passado, no parlamento, pelos deputados da Comissão de Educação, Ciência e Cultura sobre a situação do Museu de Arte Popular, o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier afirmou na ocasião que “o destino do museu não será um projeto museológico”, adiantando que o governo “está aberto a propostas dos agentes culturais para criar um projeto”.

Tendo o Museu de Arte Popular sido propositadamente concebido para espaço museológico, na sequência da adaptação de antigos Pavilhões da Vida Popular, integrados no conjunto construído para a Exposição do Mundo Português de 1940, complementado com a realização do Mercado da Primavera, parece-nos que esta seria a função mais adequada a ser atribuída àquele espaço cultural. Tanto mais que é reconhecido “o valor estético e material intrínseco, o génio dos respectivos criadores, o interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, a sua concepção arquitectónica, urbanística e paisagista, e o que nele se reflecte do ponto de vista da memória colectiva”, razão pela qual foi pela Secretaria de Estado da Cultura, através da portaria n.º 263/2012, classificado como monumento de interesse público. Por conseguinte, seria natural a sua reabilitação, incluindo o regresso da sua coleção para usufruto cultural dos seus visitantes.

Porém, não se encontrando nos propósitos dos governantes a sua manutenção como museu, resta-nos aguardar pacientemente para saber qual a ideia bizarra que o governo tem destinada para o espaço do Museu de Arte Popular, dele não se esperando grande coisa sabendo-se de antemão que não será mais um projeto museológico como afirmou o governante e sendo sobejamente conhecida a aversão que o governo nutre pela cultura.

Tratando-se de um museu que mostrava as vivências do povo português, a sua identidade, os seus usos e costumes, não admira o abandono a que sempre foi votado pelos sucessivos governos, tendo inclusive estado prevista a sua demolição. É que, ao povo português, até a alma lhe roubam!

Carlos Gomes

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VILA VERDE INAUGURA PRIMEIRO MUSEU DO LINHO EM PORTUGAL

Cerimónia incluiu recriação de uma típica espadelada do Linho

O primeiro museu exclusivamente dedicado ao linho em Portugal foi inaugurado esta tarde, em Vila Verde, na freguesia de Marrancos. Assim se concretiza um dos sonhos de Abílio Soares Ferreira, presidente da Associação Cultural e Recreativa de Marrancos (ARCM), que cedeu a sua coleção privada para a tornar acessível à visita de todos. O Município de Vila Verde e a Junta de Freguesia proporcionaram todas as condições logísticas para que este Museu tivesse a excelência para ser visitado pelo público.

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"Está de parabéns Marrancos e Vila Verde, mas está especialmente de parabéns um homem que contribuiu sobremaneira para que este Museu fosse uma realidade, o Sr. Abílio!", regozijou-se o presidente do Município de Vila Verde, António Vilela, que aproveitou para mostrar que a perseverança e o sonho movem Abílio Ferreira: "Há uns bons anos abordou-me referindo que tinha um espólio em casa e convidou-me a visitá-lo. Fiquei verdadeiramente encantado com o seu acervo e desde então abraçamos com ele a ideia de criar um museu para expor todos estes objetos e memórias". "O Sr. Abílio não é apenas um apaixonado do linho. É também um homem da cultura e da etnografia, a quem o concelho muito deve", prosseguiu o autarca.

A presidente da Junta de freguesia local, Anabela Gonçalves Fernandes realçou esse facto, mostrando-se orgulhosa pela concretização da obra: "Esta foi uma forma inteligente de aproveitar uma antiga escola e transformá-la num museu, ainda por cima tão especial...". A autarca acrescentou que "é uma felicidade para Marrancos ter uma personalidade com esta devoção pela cultura como o sr. Abílio".

Abílio Ferreira era um homem emocionado nessa tarde e confessava-se "satisfeitíssimo". "20 anos é o tempo que colecionei todos estes objetos. E os que se estragaram ou ficaram de fora...", realça o dirigente da ARCM.

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1º Museu do ciclo do Linho

Situado na antiga Escola EB de Marrancos, este é o primeiro Museu do Linho exclusivamente dedicado a narrar o seu moroso e complexo ciclo. Outros existentes no país dividem o seu protagonismo com outras matérias primas ou dedicam-se apenas a retratar algumas das suas fases. No Museu do Linho de Vila Verde, as 16 fases do seu ciclo são evidenciadas através dos artefactos, fotos e trajes usados, e na explicação da sua execução e presença do linho nos diferentes estádios da sua transformação.

Constituído por quatro espaços, o Museu começa por um local de interpretação e multimédia, onde é disponibilizada toda a informação necessária para melhor compreender a visita. Duas salas são então ligadas por um corredor que simbolicamente narram a transformação da erva em fio.

Na primeira é dado protagonismo às primeiras seis fases do linho; da semente à rega, até à colheita, ilustrados através de fotos e de sementes; as outras três constituem as primeiras de transformação: "ripado, curtido e secado" e implicam o uso do ripadouro e do cortiço.

No corredor dá-se a transformação da erva em fio, através da presença dos instrumentos, todos em madeira que permitem moer, espadelar, assedar e fiar o mesmo.

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Já na última sala, a cor ocre da erva seca dá lugar ao branco do fio a ser tecido. O depuramento do linho começa com a cozedura, em panelas de ferro de três pernas para irem às lareiras, para depois ir a corar. O fio é então dobado, novelado, urdido e finalmente tecido. Estas duas últimas operações são garantidas pela presença de dois enormes e antigos engenhos, mas plenamente funcionais, como o tear, que foi usado na visita inaugural para demonstrar como se faziam os tecidos manuais de linho por uma das voluntárias da ACRM.

O museu do linho, estará aberto aos fins-de-semana, sábado todo o dia e domingo, apenas de manhã. Durante a semana, mediante marcação. Nesta fase inicial a visita é gratuita.

A recriação de todas as fases do tratamento do linho, de onde sobressai a espadelada, foi feita no final, em frente ao novo espaço museológico vilaverdense, uma prática que se revelou com mais encanto e simbolismo do que nunca.

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ÍRIS PROMOVE PROJETO NA ÁREA DA MUSEOLOGIA INCLUSIVA

Teve início esta semana o projecto “Entre, pare e toque”, promovido pela Íris Inclusiva em parceria com o Município de Viana do Castelo e o Município de Ponte de Lima e cofinanciamento do Programa de Financiamento a Projectos pelo INR, I. P. e da Fundação Caixa Agrícola.

O projecto, que decorrerá até finais de Dezembro, pretende contribuir para tornar alguns espaços museológicos do território mais acessíveis aos visitantes cegos e com baixa visão e fomentar a participação deste público, numa perspectiva de plena fruição cultural.

A primeira acção está já agendada para o dia 21 de Setembro, no Museu de Artes Decorativas, sendo de salientar que o projecto envolverá também o Museu do Traje, a Casa dos Nichos, o Museu dos Terceiros e o Museu do Brinquedo Português.

JOÃO ALPUIM BOTELHO DEIXA O CARGO DE DIRETOR DO MUSEU DO TRAJE DE VIANA DO CASTELO

O Dr. João Alpuim Botelho, que deixou no início do ano o cargo de Chefe da Divisão de Museus da Câmara Municipal de Viana do Castelo, vai agora exercer funções na Câmara Municipal de Lisboa integrando a equipa que estuda a reorganização dos museus municipais. Pelo interesse que apresenta e com a devida autorização, publicamos a mensagem que nos endereçou na qual explica as razões da sua saída. 

Foto: https://www.facebook.com/pages/Congresso-Internacional-de-Moda-e-Design/359530547392490?id=359530547392490&sk=photos_stream

Caros amigos:

Uma vez que será difícil falar com todos pessoalmente, venho assim informar que a partir do final de Agosto deixarei a Câmara de Viana e passarei trabalhar na Câmara de Lisboa.

Como saberão, no início do ano o organigrama da CMVC sofreu grandes alterações com substituição de algumas chefias, entre as quais a dos Museus.

Desde essa altura houve uma alteração drástica no rumo que estava a ser seguido nos dois museus (do Traje e de Artes Decorativas) e foi penoso assistir, ao longo destes oito meses, ao abandono de dinâmicas e projectos desenvolvidos lenta mas solidamente que tornaram os museus instituições participantes na vida económica e social e cultural vianense e os afirmaram como parceiros válidos no panorama da museologia nacional.

Esse trabalho foi desenvolvido com base no estudo, pesquisa e divulgação da identidade vianense, afastando-se de visões folclorísticas estéreis e sem rigor científico, e não esqueceu o importante papel que os Museus podem ter na vida económica e no turismo, através da chamada de atenção para o aproveitamento dos recursos endógenos e da construção de uma imagem criativa, dinâmica e contemporânea de Viana.

A incompreensão pelos rumos que agora se trilham e a tristeza por assistir ao abandonar e desperdiçar de tanto trabalho feito resultaram numa enorme falta de motivação, o que originou o meu pedido de transferência.

Deixo Viana agradecido pelo pelos anos de trabalho que me proporcionou, que abracei com entusiasmo e motivação, e com a esperança de ter pago alguma desta minha dívida de gratidão com o trabalho feito.

Durante o tempo em que estive em Viana e principalmente no período em que tive responsabilidades de dirigente orgulho-me de ter trabalhado com uma equipa reduzida mas motivada, e de termos – entre muitas outras coisas - conseguido fazer:

- Desenvolver a candidatura ao QREN para equipar o Museu do Traje com mobiliário expositivo de alta qualidade, para as exposições permanente e temporárias;

- Encomendar e acompanhar cientificamente seis documentários etnográficos, realizados por Carlos Viana, AoNorte (sobre o Bordado de Viana, O Ouro, as Cantigas ao desafio, A Partilha da Água, a Romaria do S. João d’Arga e a Apanha do Sargaço) para além de um outro trabalho artístico Alto do Minho de Miguel Filgueiras. Este conjunto de documentários dota o Museu de um importante manancial de informações sobre estas actividades (no âmbito da mesma candidatura ao QREN);

- Criar a exposição permanente, inaugurada pela Senhora Ministra da Cultura, dra Gabriela Canavilhas, em 6 de Maio de 2011;

- Editar o primeiro Catálogo do Museu do Traje, apresentado em 18 de Maio de 2011;

- Desenvolver e consolidar uma Rede de Núcleos Museológicos Temáticos (do Pão, em Outeiro, Moinhos de Vento, em Carreço, Moinhos de água, na Montaria, Actividades Agro Marítimas, em Carreço, do Sargaço, em Castelo de Neiva e de Arquitectura Popular, em Darque), que permitiu ao museu abranger grande parte do território do concelho de Viana;

- Organizar, com a Rede Portuguesa de Museus/Instituto Português de Museus, o 5º Seminário “Boas Práticas /Experiências de Referência”, em 10 e 11 de Fevereiro de 2012, sobre a Rede de Núcleos Museológicos;

- Implementar o processo de Certificação do Bordado de Viana do Castelo, (apresentado em 14 Agosto 2012);

- Criar o Museu Fora de Horas, organizado com a AISCA, acompanhou as exposições da Fundação de Serralves no Museu de Artes Decorativas, e abriu o Museu de Artes Decorativas a linguagens mais contemporâneas;

- Realizar de uma exposição no Museu de Artes Decorativas sobre o património da Misericórdia de Viana do Castelo, apresentando pela primeira vez a obra da escola do pintor quinhentista vianense André de Padilha;

- Divulgar o trabalho científico realizado nos Museus e afirmar Viana do Castelo no panorama da museologia nacional com a publicação mais de 50 artigos em revistas locais e nacionais e a apresentação de cerca de 30 comunicações e conferências em congressos nacionais e universidades;

- Ter sido co-autor no livro Traje à Vianesa, Uma Imagem da Nação, com Benjamim Pereira e António Medeiros;

- Por fim, não posso esquecer o momento alto que foi o reconhecimento a nível nacional do trabalho feito em Viana, com uma Menção Honrosa nos Prémio da APOM (Associação Portuguesa de Museologia), para a Rede de Núcleos Museológicos na categoria Criatividade e Inovação, em Dezembro de 2012.

Espero que a nova organização dos Museus consiga retomar esta dinâmica na consolidação dos Museus de Viana a nível local e nacional.

Pessoalmente, em Lisboa voltei a encontrar motivação e entusiasmo no trabalho. Ficarei junto do Director Municipal de Cultura, Francisco Mota Veiga, na coordenação do estudo feito por António Mega Ferreira para a reorganização dos Museus Municipais de Lisboa.

Com um abraço e esperando que os nossos caminhos se voltem a cruzar muitas vezes.

João Alpuim Botelho

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João Alpuim Botelho nasceu em 1967, em Viana do Castelo. Licenciado em História (FLL, 1989), possui o Mestrado em Museologia, tendo defendido uma tese sobre “Panorama Museológico do Alto Minho” (U.N.L., 2007).

Desde 1991, trabalha na Câmara Municipal de Viana do Castelo e, desde 1999, foi responsável pelo Museu do Traje, criado em 1997, com a gestão e direção da instalação e processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus concluído em 2004.

No âmbito da sua atividade no Museu do Traje realizou cerca de 20 exposições de temática etnográfica, ligada à investigação e pesquisa da vida rural tradicional e da identidade alto minhota.

Publicou, entre catálogos e artigos, cerca de 50 trabalhos sobre a mesma temática. Destes trabalhos relevo a edição de Uma Imagem da Nação, O Traje à Vianesa, com Benjamim Pereira e António Medeiros (ed CMVC, 2009)

Ainda no âmbito dos Museus desenvolvi um conjunto de Núcleos Museológicos situados nas freguesias do Concelho de Viana do Castelo, que dispõe de cinco em funcionamento (Moinhos de Vento de Montedor, em Carreço; Moinhos de Água, em S.L. Montaria; do Pão, em Outeiro; do Sargaço, em Castelo de Neiva; das actividades Agro-Marítimas, em Carreço) estando esta rede em permanente alargamento.

Desde Julho de 2009 sou Chefe de Divisão de Museus da Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo a meu cargo dois Museus que integram a Rede Portuguesa de Museus: o Museu de Arte e Arqueologia e o Museu do Traje

Iniciou a sua vida profissional no Centro Nacional de Cultura com Helena Vaz da Silva, no Dep de Divulgação Patrimonial em 1990/91. Entre 1995 e 2002 deu aulas no Curso de Turismo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPVC de História de Artes e Ofícios Tradicionais, Animação Cultural e Património e Museologia.

Entre 2002 e 2005, foi Diretor Executivo da Culturporto – associação de produção cultural privada, financiada pela Câmara Municipal do Porto, responsável pela gestão do Teatro Rivoli e pela Animação da Cidade. Durante este período, e para além da atividade normal do teatro Rivoli, organiza o projeto Bairros - projeto de criação artística com crianças de bairros desfavorecidos, a Festa na Baixa, conjunto de atividades de animação e divulgação do património da Baixa do Porto, o Capicua 2002, Ciclo de programação comissariado por Eduardo Prado Coelho, o Pontapé de Saída, ciclo de programação de encontro entre as artes e o futebol, no âmbito do Euro 2004, Colóquio Encenação do Passado, com Marc Augé, Vítor Oliveira Jorge, Jorge Freitas Branco, Nuno Carinhas, Abertura da Livraria do Rivoli, primeira livraria do Porto dedicada às Artes de Palco, Fundação da Sem Rede, Rede de Programação de Novo Circo, para a divulgação da disciplina de novo circo, integrada por 13 espaços culturais.

Integrou o Grupo de Trabalho para a Animação da Cidade durante o Euro 2004, criado pela Câmara Municipal do Porto para a coordenação da animação da cidade durante o Campeonato Europeu de Futebol e também a Comissão Executiva da exposição Homenagem a Fernando Galhano: 1904 -1994, na Biblioteca Almeida Garrett, em Novembro de 2004.

Realizou a Exposição Sala do Oriente de José Rodrigues Proposta para uma viagem, no Convento de S. Paio, Vila Nova de Cerveira, em Dezembro de 2006.

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VIANA DO CASTELO: NAVIO GIL EANNES BATE RECORDE DE VISITAS NAS FESTAS D’AGONIA

O Navio Gil Eannes continua a ser o maior polo de atração da cidade de Viana do Castelo, como comprovam as quase 5 000 pessoas que visitaram este emblemático navio hospital, entre os dias 15 e 20 de Agosto, período das Festas da Senhora D’Agonia. A Fundação Gil Eannes registou precisamente 4 979 visitantes, dos quais 338 foram crianças menores de seis anos.

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O Navio Hospital Gil Eannes, construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo em 1955, serviu a frota bacalhoeira nos mares da Terra Nova e Gronelândia entre as décadas de 50 a 70, foi resgatado ao sucateiro em 1997 pela então “Comissão Pró-Gil Eannes” e aberto ao público em Agosto de 1998.

Desde 1998 que é propriedade da Fundação Gil Eannes, e como navio museu já recebeu 635 224 pessoas.

A Fundação Gil Eannes tem vindo ao longo destes anos, a manter o seu compromisso de desenvolver o projeto de reabilitação dos espaços do navio, como já aconteceu com o castelo central, camarotes do capitão, imediato, telegrafistas, casa de navegação, barbearia, cozinha, consultório médico, sala de tratamentos e radiologia, espaços que vão sendo atualizados regularmente com conteúdos informativos. Recentemente foi recuperada a casa da telegrafia sem fios (TSF) e a oficina da casa das máquinas.

O Navio Hospital Gil Eannes encontra-se aberto a visitas todos os dias a partir das 9H00.

As visitas guiadas a grupos escolares devem ser marcadas atempadamente em www.fundacaogileannes.pt ou pelo telefone 258 809 710.

A Fundação Gil Eannes

26 de Agosto de 2013

VIANA DO CASTELO QUER SUBMARINO "DELFIM"

Viana assume interesse no 'Delfim' mas Portimão também o quer

A Câmara de Viana do Castelo garantiu hoje que vai "ativar" o acordo com a Marinha, para cedência do submarino militar "Delfim" que pretende musealizar, numa altura em que Portimão também manifestou interesse no navio.

"O transporte do navio para Viana do Castelo é uma operação que acarreta custos elevados, que terão de ser suportados pelo município. Mas vamos ativar o acordo que foi alcançado com a Marinha e concretizar o que estava previsto no acordo", garantiu à Lusa o presidente da Câmara, José Maria Costa.

Igualmente contactada pela agência Lusa, fonte oficial da Marinha confirmou que a cedência do submarino "Delfim" a Viana do Castelo foi autorizada por despacho do Ministro da Defesa Nacional a 24 de agosto de 2011, mas a sua transferência continua por concretizar.

Aquele submarino operou até 07 de dezembro de 2005, após ter estado ao serviço da Marinha portuguesa durante 37 anos. Trata-se de um dos submarinos da classe Albacora e foi lançado pela primeira vez à água a 23 de setembro de 1968, em França, tendo entrado ao serviço, em Portugal, no ano seguinte.

Segundo a Marinha, a 17 de janeiro de 2012 foram enviadas à autarquia propostas do protocolo a rubricar com a Câmara Municipal e do termo de receção do navio, "documentos que até à data não obtiveram resposta".

"A Marinha aguarda que a Câmara Municipal de Viana do Castelo tome a iniciativa para a movimentação do submarino. A Câmara Municipal de Portimão já mostrou interesse em receber o 'Delfim' para futura musealização, caso Viana do Castelo desista do mesmo", sublinhou a fonte.

Além das "diligências no transporte" do navio, a autarquia de Viana do Castelo assume estar a estudar a "melhor localização" do submarino, não tendo ainda decidido se a sua exposição acontecerá dentro ou fora de água.

"Estamos interessados no submarino e o objetivo é colocá-lo junto ao antigo navio-hospital Gil Eannes, para constituir um polo de visitas a navios. Temos de estudar o melhor sítio e há contactos em curso nesse sentido", explicou José Maria Costa.

O submarino "Delfim" já foi desmantelado e abatido ao efetivo dos navios de guerra para constituir um novo polo de visita a navios-museu, em Viana do Castelo, encontrando-se nesta altura "pronto para ser entregue", garante a Marinha.

Foram entretanto constituídas equipas técnicas com a Marinha e os Estaleiros Navais de Viana do Castelo para apoio logístico à operação e para encontrar e preparar o futuro local de exposição do submarino. À autarquia caberá o pagamento de 50 mil euros à Marinha, para suportar os custos de preparação técnica e ambiental no âmbito do seu desmantelamento.
Há ainda custos não quantificados com o reboque do navio entre Lisboa e Viana do Castelo, a eventual dragagem de um canal de acesso na cidade, pelo rio Lima, e toda a logística para a colocação em terra e a sua acessibilidade ao público.

O "Delfim" realizou operações "típicas" da Guerra Fria até 1989, passando depois a ações "de vigilância, de recolha de informações estratégicas para o Estado Português, missões de suporte e infiltrações de Forças Especiais, de operações de apoio avançado à Força Naval", explicou ainda a Marinha.

Fonte: RTP

Foto: Luís Miguel Correia

ESPOSENDE ABRE AO PÚBLICO CASA DAS MARINHAS TRANSFORMADA EM CASA-MUSEU

No dia em que assinalou a conclusão do Programa de Acção URBI Esposende, a Câmara Municipal de Esposende abriu as portas ao público da Casa das Marinhas, do arquiteto esposendense Viana de Lima.

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O imóvel foi alvo de obras de beneficiação, no âmbito do URBI, que se traduziram em trabalhos de pintura, cobertura e requalificação do jardim, e foi transformado em Casa Museu, estando apto a receber visitas, mediante marcação prévia.

Este é o culminar de um processo, iniciado em 2010, entre a Câmara Municipal de Esposende e a Universidade do Porto, herdeira do imóvel. O Município adquiriu a Casa das Marinhas, pelo valor de 120 000 euros, correspondente à atribuição, durante 30 anos, do “Prémio Viana de Lima – Câmara Municipal de Esposende”, aos dois melhores alunos dos cursos de Arquitetura e de Belas Artes, no valor de 2 000 euros cada, facultando o acesso de visitas ao imóvel à comunidade em geral. 

Na cerimónia que assinalou a abertura ao público da Casa das Marinhas, que ocorreu no passado dia 14 de Junho, o Vice-Presidente da Câmara Municipal assinalou a importância do património arquitetónico concelhio, quer da Casa das Marinhas, quer de outros imóveis da denominada arquitetura moderna portuguesa, nomeadamente a Casa de Ofir, do arquiteto Fernando Távora, e a casa do arquiteto Arménio Losa, em Esposende, avançando a ideia de criar um roteiro arquitetónico, criando assim mais um motivo turístico-cultural no concelho. Benjamim Pereira manifestou total abertura da Câmara Municipal para concretizar esta ideia, apelando aos atuais proprietários para que confiem no Município para garantir a salvaguarda deste património. O Autarca assinalou que “a preservação do património, quer material quer imaterial, tem sido uma preocupação do Município, numa lógica de promoção do turismo e do próprio conhecimento”.

Na cerimónia usou também da palavra o comissário científico da exposição alusiva a Viana de Lima, patente na Casa das Marinhas. Sérgio Fernandez, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, centrou a sua intervenção no projeto da Casa das Marinhas, “um dos projetos arquitetónicos mais importantes que há no país”, e na obra do arquiteto Viana de Lima (1913/1991), que “afirmou uma nova forma de fazer arquitetura em Portugal”.

Sérgio Fernandez regozijou-se com o facto da Câmara Municipal de Esposende ter assumido a recuperação e gestão da Casa das Marinhas, garantindo a preservação de um imóvel de elevado interesse arquitetónico.

A construção da Casa das Marinhas data de 1954. Este “solar dos tempos modernos” foi concebido a partir de um velho moinho, a cuja construção de raiz Viana de Lima adicionou as novas dinâmicas das tendências de então. O imóvel está classificado como Monumento de Interesse Público.

NAVIO GIL EANNES ABRE NOVAMENTE A VISITAS

A Fundação Gil Eannes informa que o Navio Hospital Gil Eannes encontra-se novamente aberto ao público todos os dias e a partir das 9H00. As visitas guiadas a grupos escolares devem ser marcadas em www.fundacaogileannes.pt ou pelo telefone 258 809 710.

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Saída dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo em direção à antiga doca comercial, a 14 de Março. (Fotografia de Diamantino Rego)

O Navio Hospital Gil Eannes, construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo em 1955, que serviu a frota bacalhoeira nos mares da Terra Nova e Gronelândia entre as décadas de 50 a 70, foi resgatado ao sucateiro em 1997 pela então “Comissão Pró-Gil Eannes” e aberto ao público em Agosto de 1998, já como propriedade da Fundação Gil Eannes.

A Fundação Gil Eannes considerando-o património cultural tem vindo ao longo destes quinze anos, a transformar o Gil Eannes num espaço museológico, onde o percurso de visita se inicia no castelo central, podendo visualizar-se locais como os camarotes do capitão, imediato, telegrafistas, casa de navegação, barbearia, cozinha, casa das máquinas, consultório médico, bloco operatório, sala de jantar dos oficiais, capela entre outros, e ainda, aceder a diversos registos fotográficos e documentais.

Recorde-se que no passado dia 19 de Fevereiro o Navio Hospital Gil Eannes deu entrada nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo para a realização de vários trabalhos de reparação, manutenção e tratamento do casco e no dia 14 de Março, regressou à antiga Doca Comercial de Viana do Castelo.

A Fundação Gil Eannes

18 de Março de 2013

DELEGAÇÃO DO CONSELHO DA EUROPA VISITA O NAVIO GIL EANNES EM VIANA DO CASTELO

Ontem, dia 14 de Fevereiro, a Comissão do Poder Local e Regional do Conselho da Europa visitou o Navio Hospital Gil Eannes.

A delegação constituída por 60 elementos provenientes de 47 países europeus, estiveram acompanhados pelo Presidente da Fundação Gil Eannes e elementos da Administração, que percorreram os espaços museológicos do navio.

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A imagem regista o momento em que a delegação subia o portaló do navio

Durante a visita o Presidente da Comissão do Poder Local e Regional do Conselho da Europa enalteceu o trabalho da Fundação, a qualidade dos espaços recuperados e o interesse deste equipamento cultural para a preservação das tradições. No final do percurso deixou uma mensagem no livro de visitas do navio.

O Navio Hospital Gil Eannes que sempre foi considerado património cultural e afetivo da cidade de Viana do Castelo, recebeu até à presente data 606 634 visitantes.

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Em primeiro plano o Presidente da Comissão do Poder Local e Regional do Conselho da Europa

NAVIO GIL EANNES CHEGOU A VIANA DO CASTELO HÁ QUINZE ANOS

Navio Museu Gil Eannes – 15 º Aniversário da chegada a Viana do Castelo

Assinala-se, hoje, dia 31 de Janeiro, o 15º aniversário do regresso do Navio Hospital Gil Eannes a Viana do Castelo, onde foi recebido festivamente na Foz do Lima e depois de limpo e restaurado, foi aberto ao público, assumindo-se como pólo de atratividade para Viana do Castelo como memória viva do passado marítimo da cidade e do país.

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Para assinalar a data, a Fundação Gil Eannes durante o dia de hoje, disponibiliza gratuitamente visitas guiadas às escolas que o solicitam, bem como entrada gratuita a todos os que quiserem visitar o Navio Museu.

Recorde-se que a Fundação Gil Eannes considerando o navio hospital património cultural e afetivo da cidade, resgatou-o da sucata, após uma inédita campanha que envolveu todos os estratos sociais vianenses.

O Navio Hospital Gil Eannes foi construído nos Estaleiros de Viana do Castelo em 1955 e apoiou, durante décadas, a frota bacalhoeira portuguesa que atuava nos bancos da Terra Nova e Gronelândia. A partir desta data, embora a sua principal função fosse prestar assistência hospitalar aos pescadores e tripulantes da frota bacalhoeira, o Gil Eannes foi também navio capitania, navio correio, navio rebocador, garantindo abastecimento de mantimentos, redes isco e combustível aos navios da pesca do bacalhau.

O Gil Eannes que se encontra aberto ao público todos os dias das 9H00 às 17H30, já registou nestes 15 anos 604 654 visitantes.

A Fundação Gil Eannes

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MUSEU DO TRAJE DE VIANA DO CASTELO ORGANIZA SEMINÁRIO SOBRE “PRECEITO E INOVAÇÃO” MUSEOLÓGICA

O Museu do Traje da Câmara Municipal de Viana do Castelo vai organizar em colaboração com a Rede Portuguesa de Museus, do Instituto dos Museus e Conservação, o 5º Seminário Experiências de Referência / Boas Práticas, sobre o tema “Preceito e Inovação”. A iniciativa tem lugar nos próximos dias 10 e 11 de fevereiro, no Museu do Traje, em Viana do Castelo, e será coordenado pelo Dr. João Alpuim Botelho, Chefe da Divisão de Museus da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

O seminário abrangerá várias iniciativas, comunicações e oportunidades para o debate no Museu do Traje de Viana do Castelo e em alguns dos núcleos museológicos que lhe estão afetos, como os Moinhos de Água (São Lourenço da Montaria), o Núcleo do Pão (Outeiro) e o Núcleo do Sargaço (Castelo do Neiva), bem como na Casa dos Nichos (Viana do Castelo). A sua organização surge no seguimento de sugestões apresentadas em reuniões de trabalho com os responsáveis dos vários museus que fazem parte da Rede Portuguesa de Museus e que levaram o Departamento de Museus do Instituto dos Museus e Conservação a promover um ciclo de seminários “destinados a dar visibilidade a boas práticas e a experiências de referência no panorama museológico do País, com o objetivo de refletir sobre potencialidades, dificuldades, metodologias e processos”.

O 5º Seminário Experiências de Referência / Boas Práticas, sobre o tema “Preceito e Inovação” vai ter os seguintes oradores:

Maria José Guerreiro (Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Viana do Castelo)

Isabel Victor (IMC/Diretora do Departamento de Museus – RPM)

João Alpuim Botelho (Chefe da Divisão de Museus da Câmara Municipal de Viana do Castelo)

Ermano Apparo (Coord. do Curso de Design do Produto – Instituto Politécnico de Viana do Castelo)

Graça Ramos (Presidente da Associação Portugal à Mão)

Nuno Sá Leal (Presidente da Associação Portuguesa de Designers)

Hélder Dias / Susana Jaques (Objectos Misturados)

Carlos Eduardo Viana (Realizador | Ao Norte – Audiovisuais)

Miguel Filgueiras (Realizador)

Paulo Costa (IMC/Diretor do Departamento de Património Imaterial)

Clara Cabral (UNESCO)

António Leal (Diretor Departamento Dinamização Cultural da Câmara Municipal de Viana do Castelo)

Leonel Pereira (Departamento de Ciências da Vida – Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade de Coimbra / Investigador do IMAR Instituto do Mar)

Contará ainda com os seguintes participantes:

Domingos Samico (Presidente da Associação Montariense), Etelvina da Chão (Proprietária de Moinho),

Carlos Samico (Fabricante de Foles),

Amaro Rodrigues (Presidente da Junta de Freguesia de Outeiro),

José Branco / Lurdes / Alda (Colaboradores do Núcleo Museológico do Pão),

Augusto Bandeira (Presidente da Junta de Freguesia de Castelo do Neiva),

Céu Arezes (Sargaceira),

Manuel Baeta (Grupo Folclórico e Etnográfico de Castelo do Neiva),

Manuel Vitorino (Grupo Folclórico Recreativo Cultural de Castelo do Neiva – GRECANE)

Rosa Maria Amorim (Cozinheira do Restaurante “O Augusto”).

PROGRAMA

Data: 10 e 11 de Fevereiro de 2012

Destinatários: Profissionais de museus, técnicos da área cultural, investigadores e estudantes

Inscrição: Gratuita | Refeições em Outeiro e em Castelo do Neiva: 20,00 €

Pré-inscrição: Até 6 de Fevereiro de 2012

Número máximo de participantes: 30

Preceito e Inovação

Programa

10 de Fevereiro de 2012

10h30 – 11h00

Boas vindas

Maria José Guerreiro (Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Viana do Castelo)

– Isabel Victor (Diretora do Departamento de Museus – RPM)

11h00 – 11h45

“Preceito e Inovação”

João Alpuim Botelho – Chefe da Divisão de Museus da CMVC

Programação científica e museológica

Visita ao museu

· Edifício – adaptação às funções de museu

· Museu e território – núcleos museológicos/ parcerias

· Património Material e Imaterial

· Tradição // Modernidade

11h45 – 12h00

Pausa para café

12h00 – 13h00

“Tradição // Modernidade – artesanato contemporâneo”

Ermano Apparo (Coordenador do Curso de Design do Produto – Instituto Politécnico de

Viana do Castelo)

Graça Ramos (Presidente da Associação Portugal à Mão – Centro de Estudos e Promoção

das Artes e Ofícios Portugueses / Consultora da ADERE MINHO na Área das Certificação das

Produções Artesanais)

Nuno Sá Leal (Presidente da Associação Portuguesa de Designers)

Hélder Dias (Objetos Misturados)

13h00 – 14h30

ALMOÇO LIVRE

14h30

“Museu e Território – Núcleos Museológicos”

Visitas com a colaboração da população local

Moinhos de Água (São Lourenço da Montaria)

– Domingos Samico (Presidente da Associação Montariense)

– Etelvina da Chão (Proprietária de Moinho)

– Carlos Samico (Fabricante de foles)

16.30

O Fole, um objeto do quotidiano, de Carlos Eduardo Viana (AO Norte) 32’

Apresentação de documentário etnográfico com a presença do realizador e dos protagonistas

17.30

Núcleo Museológico do Pão (Outeiro)

– Amaro Rodrigues (Presidente da Junta de Freguesia)

– José Branco / Lurdes / Alda (Colaboradores do núcleo museológico)

18h30 – 20h30

Jantar a preceito de campo em Outeiro

Broa, Graunhos, Bolo de Sardinha, Caldo Verde

21h30

Património Material e Imaterial

Alto do Minho, de Miguel Filgueiras | 48’

Apresentação de documentário artístico com a presença do realizador

Mesa Redonda

Património Material e Imaterial

João Alpuim Botelho (Divisão de Museus da CMVC), Isabel Victor (IMC/RPM), Paulo Costa

(IMC/DPI), Clara Cabral (UNESCO)

Preceito e Inovação

Programa

11 de Fevereiro de 2012

10h30 – 11h00

Casa dos Nichos

António Leal (Diretor do Departamento de Dinamização Cultural da CMVC)

11h30

“Museu e Território – Núcleos Museológicos”

Núcleo Museológico de Castelo do Neiva

– Augusto Bandeira (Presidente da Junta de Freguesia)

– Céu Arezes (Sargaceira)

– Manuel Baeta (Grupo Folclórico e Etnográfico de Castelo do Neiva)

– Manuel Vitorino (Grupo Folclórico Recreativo Cultural de Castelo do Neiva – GRECANE)

Visita e passeio aos palheiros e praia

12h30

Workshop “Algas à Mesa”

– Leonel Pereira (Departamento de Ciências da Vida – Faculdade de Ciências e Tecnologia,

Universidade de Coimbra / Investigador do IMAR Instituto do Mar)

– Rosa Maria Amorim (Cozinheira do Restaurante “O Augusto”)

13h30

Almoço inovador de mar em Castelo do Neiva

Gastronomia com Algas

MUSEU DO TRAJE DE VIANA DO CASTELO: O MUSEU COMO FORMA DE CONHECER O TERRITÓRIO CONCELHIO

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Museu Agro Marítimo de Carreço. Visita de professores das escolas do concelho, vendo-se as fotografias de António Silva, dos anos 1950-60.

Dr. João Alpuim Botelho

Director do Museu do Traje de Viana do Castelo

O Museu do Traje tem por missão cumprir as funções museológicas de recolher, preservar, estudar/produzir informação e comunicar/divulgar que estão consignadas na Lei Quadros dos museus, aplicadas ao seu objecto de estudo: os modos de vida tradicional e a identidade cultural alto minhota. Sendo o traje popular rural feminino, usado nas aldeias em redor da cidade de Viana do Castelo, habitualmente conhecido como “Traje à Vianesa” ou “à Lavradeira” o elemento mais conhecido e celebrado da etnografia minhota, foi o motivo para a atribuição do nome a este Museu.

Por Traje à vianesa entendemos o  O Traje usado pelas raparigas das aldeias ao redor de Viana do Castelo até meados do século XX, conhecido como traje à vianesa ou à lavradeira, tem um ousado colorido e uma enorme profusão de elementos decorativos que lhe conferem um aspecto exuberante. Estas características tornam-no único no panorama da indumentária popular em Portugal, sendo facilmente reconhecido e identificado com a região de origem.

Esta foi a principal razão de o Traje se transformar num símbolo da identidade local.

O primeiro impacto do traje é de espanto pela sua beleza, mas não podemos esquecer que está integrado num contexto sócio cultural em que faz sentido: uma economia próxima da auto suficiência, que recorria a trabalhos recíprocos, colectivos e gratuitos, com uma forte carga lúdica e de sociabilidade integrada.

Este contexto é uma chave fundamental para compreendermos este traje e o relacionarmos com o seu ambiente: muitas vezes a mesma rapariga que cultivou o linho (e criou as ovelhas que deram a lã), foi quem o fiou e teceu e depois executou as peças de roupa que tingiu e decorou com bordados e outras aplicações. E não seria raro que fosse essa mesma rapariga a usar o traje, adaptando-o aos ritmos e momentos da vida rural de trabalho quotidiano, dos momentos de descanso, nomeadamente o dominical, e de festa, onde a rapariga se mostra orgulhosamente no seu esplendor.

Foi neste contexto que o traje evoluiu e desenvolveu as características que o individualizam e é por esta razão que é entendido como um espelho de um modo de vida tradicional e da identidade alto minhota.

O traje é o mais relevante e reconhecido elemento da cultura alto minhota, por isso a designação de Museu do Traje homenageia-o como símbolo de identidade, mas não esquece todo o seu enquadramento sócio cultural na vida rural tradicional, bem como a sua projecção nos nossos dias e as pistas que permitem pensar o seu futuro.

O Museu assume assim um papel que é tanto mais importante quanto o Traje é a verdadeira imagem institucional da cidade e está sempre presente na sua divulgação e da região e, naturalmente, não é possível nos nossos dias, encontrá-lo no seu “ambiente natural” (excepto em situações especiais, como festas, romarias e festivais de folclore).

Este é um Museu jovem, criado em 1997, mas que atingiu a sua maioridade em 2004, quando foi certificado pela Rede Portuguesa de Museus.

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Museu Agro Marítimo de Carreço. Recriação de uma cozinha tradicional, realizada por Amadeu Costa, em 1985.

O Museu e o Território Desenvolvimento de um discurso museológico

O Museu encara o Traje como uma janela para a região, para o estudo e a compreensão dos seus modos de vida tradicionais, constituindo-se como um “vasto álbum da região” para usar a expressão de Abel Viana usou num artigo no jornal Notícias de Viana em 18 de Agosto de 1930, reforçando uma ideia que Cláudio Basto escrevera dois anos antes: “ [O Museu deveria ter um programa] verdadeiramente regional [onde] se reflectisse, deliciosamente, a história, a actividade a vida do povo desta laboriosa, colorida e poética região” (1928: 158).

Mas a etnografia e a identidade de uma região não se resumem a uma forma de vestir, por muito especial que seja. Assim, numa altura em que se falava na necessidade de criação do museu, Benjamim Pereira referiu-se ao assunto, afastando-se de formas estreitas e folcloristas de encarar o papel do Museu, retomando e actualizando a herança de Cláudio Basto: “ [Cláudio Basto no seu livro “Traje à vianesa”] liberta-se de uma visão particularista e folclorística e considera o traje como um elemento a integrar num complexo mais amplo, isto é, coloca-se numa perspectiva cultural de conteúdo etnológico.

Seduzidos certamente pela beleza do traje festivo e cerimonial desta região, várias pessoas têm animado um movimento em torno da criação, hoje ainda, de um Museu do Traje Regional. Parece-nos porém que um tal projecto não deve ser viabilizado, dadas as extremas limitações que encerra. Qualquer discurso museológico ou acções culturais a desenvolver numa instituição deste género, ficam condicionadas à manipulação dum único elemento, descontextualizado e, consequentemente, redutor e inexpressivo. A verdadeira personalidade e significado do traje só se alcança através da sua projecção integradora na cultura geral da região. Considerá-lo independentemente dessas coordenadas é correr o risco de não compreender toda a riqueza dos seus significados.” (1989: 11).

É aqui frisada uma ideia que o autor já antes apresentara, num texto significativamente intitulado “Para a defesa e valorização do património etno-museológico do Alto Minho”: “Nunca entendemos as motivações que levaram à defesa da criação em Viana do Castelo de um Museu do Trajo Regional. O trajo faz parte desse complexo global e por isso ele ganhará certamente muito maior sentido quando contextualizado e enquadrado em conjunto com os demais elementos. O traje especifico desta região feito em grande medida nos teares caseiros e modelado por sistema acentuadamente autárcico, não deve ser reduzido ao paradigma do trajo à vianesa ou trajo à lavradeira, embora seja seguramente um dos expoentes mais altos do traje tradicional português. Sem dúvida esse trajo festivo regala, nas diferentes cambiantes locais, uma estética seguríssima e esplendorosa. Mas é bom não esquecer, no extremo oposto, as formas arcaicas de branqueta, dos sargaceiros do Litoral, entre os rios Lima e Ave, feita de burel branco, que sugere o saio romano, ou a capucha de serra nortenha, de burel castanho, semelhante ao cucullus igualmente dos romanos; e entre esses pólos extremos, uma variada gama de trajos, funcionalmente bem caracterizados” (1987: 48).

Para isto propunha o modelo de Museu ao Ar Livre, onde poderiam ser preservados os testemunhos materiais no seu local de origem “segundo métodos científicos, muito estritos, todo esse corpus material da cultura, na multiplicidade das suas formas e funções e na totalidade dos seus aspectos mais significantes. (…)

Este projecto poderia desenvolver-se em duas vertentes: uma unidade central – o verdadeiro núcleo, um Museu Regional – visando representar a cultura da região numa perspectiva globalizante e integrativa percorrida pelas diferentes matizes (…) a que se juntam unidades temáticas expressivas, avulsas, mantidas no seu contexto ecológico” (idem: 46,48), propondo as seguintes unidades temáticas: I. Arquitectura; II. Tecnologia tradicional (Sistemas de moagem, serrações hidráulicas, lagares de azeite; engenhos de linho); III. Actividades agro-marítimas; IV. Tecnologia agrícola; V. Actividades artesanais.

O modelo proposto é diferente do de Museu ao Ar Livre desenvolvido nos países nórdicos, onde se criaram parques para onde se deslocou o corpus material de cultura, reconstruindo ambientes, casas e outros elementos, que assim ficavam reunidos num espaço controlado e visitável com facilidade. Esta solução tem uma diferença essencial, uma vez que procura “valorizar e manter in loco esse património” (idem, p.48), não promovendo a deslocação do património, mas promovendo a sua manutenção no local de origem.

Desta forma o que se perde na facilidade da visita, ganha-se na riqueza do contexto e na genuinidade do ambiente, promovendo ainda o património como parceiro de desenvolvimento local.

São longas as citações mas justificam-se porque ilustram as linhas orientadoras do percurso feito para libertar o Museu do seu edifício (com uma arquitectura tão marcada, com um espaço limitado, instalado no local mais central de uma cidade) para partir se aproximar do seu território de actuação.

A intenção de dar um cariz etnográfico, que, na linha do que atrás vimos, fizesse o enquadramento do Traje à Vianesa, desde o início visto como o principal motivo do museu,

A fórmula encontrada e assumida como instrumento de política cultural municipal foi a de criar núcleos, desenvolvendo assim um Museu Polinucleado, com uma estrutura territorialmente descentralizada, que adopta variadas formas de protecção e comunicação patrimoniais.

Desta forma o Museu aproxima-se do modelo “Um Museu constituído por uma sede e por uma ou mais extensões museológicas correspondentes a núcleos ou pólos estabelecidos em locais fisicamente autónomos da sede, com características patrimoniais, colecções e actividade diversas, mas com uma ligação institucional e orgânica de dependência do núcleo-sede” (Clara Camacho), acrescentando que este conceito não é identificável com um Museu de pequena dimensão

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Museu Agro Marítimo de Carreço. Visita de professores das escolas do concelho

Os Núcleos Museológicos como forma de política cultural integrada.

Foi portanto com esta base que o Museu do Traje desenvolveu um conjunto de recuperação de elementos patrimoniais in-situ, como forma de melhor conhecer e comunicar os modos de vida tradicionais que lhe estão subjacentes.

Estes núcleos nasceram sempre de um encontro de vontades entre uma instituição local (Junta de Freguesia, Associação Cultural, Rancho Folclórico ou outra) que, pretendendo recuperar ou valorizar um elemento patrimonial, recorreu ao apoio – financeiro e técnico - da Câmara Municipal.

A prestação deste apoio, ao assumir a forma de constituição de um núcleo museológico, pode ser integrada na política cultural municipal (em vez de se esvair em pequenos apoios soltos e inconsequentes), até porque a criação do núcleo museológico implica uma co-responsabilização que garante a continuidade no tempo do investimento.

É importante notar que cada um destes protocolos define uma relação específica, não havendo uma matriz única. Desta forma é possível negociar em cada caso concreto as condições e os objectivos de cada núcleo. 

Moinhos de Água da Montaria

Respondendo a uma proposta da Associação Cultural, Desportiva e Recreativa Montariense, este projecto promoveu a inventariação dos 42 moinhos existentesem São Lourençoda Montaria, promovendo a recuperação de 14.

Nesta freguesia serrana os moinhos são da tipologia rodízio simples e têm um sistema de propriedade partilhada por “herdeiros”, ou seja, a propriedade, não sendo comunitária, é de várias famílias.

Depois da recuperação, a posse dos moinhos manteve-se com o seu donos originais, sem outra obrigação que uma declaração de intenções de serem usados e de permitir visitas aos interessados.

Graças a este regime de propriedade, a recuperação destes moinhos abrange cerca de 80% da população da freguesia.

Este núcleo permite visitar os moinhos através de percursos pedestres que atravessam diversas paisagens que esta zona da Serra d’Arga tem para oferecer, surpreendendo os trabalhos agrícolas de acordo com a época do ano.

Em 2010 foi inaugurada a sede do Núcleo, no largo da Igreja da Montaria, que serve de ponto de partida para a realização de outros estudos e eventos.

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Moinhos de água da Montaria. A senhora Etelvina a moer no Moinho de Baixo (Costa)

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Moinhos de água da Montaria. Moinhos da Costa

Moinhos de Vento de Montedor (Carreço)

Este núcleo foi criado como forma de enquadrar a recuperação de um moinho de vento de velas trapezoidais de madeira, que foi o último em funcionamento em Portugal.

Acompanhando esta recuperação foi criado, no edifício de um outro moinho (de velas de pano), um centro de interpretação com informações sobre os moinhos e a região.

Também neste caso foram preparados percursos ambientais e patrimoniais que percorrem os mais significativos espaços naturais da freguesia.

Neste caso a entidade local foi o Grupo Folclórico Danças e Cantares de Carreço que se responsabiliza pelas visitas e animação do espaço, uma vez que, com marcação, podem ainda ser provados produtos locais e assistir a uma actuação folclórica. 

Museu do Pão de Outeiro

Situado numa escola primária desactivada, adquirida pela Junta de Freguesia, este núcleo expõe o resultado de uma recolha de todas as alfaias agrícolas do ciclo do milho e do pão, desde o preparar de terra, semear e colher, aos trabalhos na eira de limpeza e armazenamento do cereal.

No núcleo foi montado um forno de lenha onde, por marcação, é cozida broa, que se pode provar acompanhando o mel produzido nas encostas destas serras.

Este núcleo inclui uma azenha “copeira” em funcionamento.

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Museu do Pão de Outeiro. O senhor José a fazer o bolo para uma visita escolar

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Museu do Pão de Outeiro. Azenha copeira do Maral, onde o milho é moído para fazer a broa.

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Museu do Pão de Outeiro. Dona Lurdes a fazer uma visita guiada a uma escola 

Museu Agro-Marítimo de Carreço

Quando em 1985 foi construída a nova sede da Junta de Freguesia, uma das salas foi pensada para receber exposições, onde Amadeu Costa fez a recriação de ambientes tradicionais: a sala, o quarto e a cozinha.

Na altura foi feita uma exposição fruto de uma recolha de peças, que nunca foi desfeita, mas também não teve nunca o necessário tratamento museológico, pelo que se foi transformando num armazém desarrumado e, como tal, estava encerrada ao público.

Com este espólio foi possível criar um discurso expositivo sobre as tradições de cultivo da terra que, nesta freguesia, estão intimamente ligadas às actividades marítimas, como a apanha do sargaço, a pesca e a recolecção de moluscos. Este núcleo foi organizado com o apoio de Benjamim Pereira, natural de Carreço e profundo conhecedor da sua terra

Foi ainda possível recuperar e apresentar uma colecção de fotografias dos anos 1950 e 60, da autoria do carrecense António Silva.

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Moinhos de Vento de Montedor – Carreço. Senhor Eugénio Laginha a mostrar aos alunos a farinha, dentro do moinho do Marinheiro

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Moinhos de Vento de Montedor – Carreço. Senhor Eugénio a montar as pás de madeira nas velas do moinho.

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Moinhos de Vento de Montedor – Carreço. Moinho com as velas montadas

Museu do Sargaço de Castelo de Neiva

A tradição da apanha de sargaço (algas marinhas) para fertilizar o solo foi uma actividade tradicional fundamental para a agricultura das terras junto ao mar.

Apesar de essa prática hoje ter caído em desuso, ficaram os saberes, os artefactos e os trajes (a branqueta) a lembrar esses tempos, e que são mostrados neste núcleo.

Mas este espaço aborda também as enormes potencialidades das algas das nossas costas, com aplicações na medicina, na cosmética e também na gastronomia. O facto de grande parte destas algas ser comestível – e saborosas, além de muito saudáveis - faz com que integre já as ementas de vários restaurantes, dando um especial sabor aos mais requintados pratos.

Este núcleo foi feito em colaboração com a Junta de Freguesia de Castelo de Neiva e com os dois grupos folclóricos locais: o GRECANE e o Grupo Etnográfico.

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Museu do Sargaço – Castelo de Neiva. Uma das últimas sargaceiras a usar o redanho na colheita de algas (foto de 2001)

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Palheiros de sargaço, da Senhora Céu Arezes

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Museu do Sargaço – Castelo de Neiva. Interior do museu, com uma jangada e um palheiro de algas

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Museu do Sargaço – Castelo de Neiva. Interior do Museu, com um palheiro de algas e a branqueta.

Actividades dos núcleos:

A preparação de cada um destes núcleos foi objecto de um estudo que foi editado sob a forma de brochuras de divulgação.

A existência dos núcleos permitiu ainda a realização de vários artigos em revistas e apresentação em conferências e em diversas aulas em universidades (Porto, Minho e Politécnico de Viana).

Foi ainda graças ao conhecimento do terreno facultado pelos núcleos que se realizaram três vídeos documentais:

“O Fole” (Carlos Viana – Ao Norte Áudio Visuais),em São Lourençoda Montaria, sobre a confecção do saco de pele de cabrito com que o milho era transportado para o moinho, recuperando este saber já em desaparecimento;

“Milho à Terra” (Carlos Viana – Ao Norte Áudio Visuais) em Outeiro, acompanhando o ciclo anual dos trabalho do milho, usando a última parelha de bois de trabalho da freguesia de Outeiro;  

“O Ciclo do Linho. Da sementeira à espadelagem” sobre a produção artesanal desta planta e sua transformação em têxtil (imagem: Foto Joca; montagem Pedro Duarte; consultor de montagem e textos Benjamim Pereira; Pós Produção: Laranja Azul) também em Outeiro.

Criação e marcação de 10 percursos temáticos nas freguesias;

Recuperação de 15 moinhos de água e um de vento;

Duas campanhas de recolha de peças, resultando em centenas de objectos.

Recuperação e divulgação de um espólio fotográfico com cerca de 50 anos sobre Carreço, de António Silva

Criação de sabonetes de sargaço, com algas apanhadas pela senhora Maria Emília Arezes.

Desenvolvimento de workshops, show-cookings e provas de algas e gastronomia, nomeadamente com o professor Leonel Pereira (Departamento de Biologia da Univ. Coimbra), O chef Rui Paula, e a participação com o restaurante O Augusto, na Conferência Internacional de Vida Marinha, organizada no Jardim Zoológico de Lisboa.

Em cerca de 10 anos estes núcleos foram visitados por mais de 50 mil pessoas, na sua grande maioria escolares, que assim tomaram conhecimento in loco com as actividades e tecnologias agrícolas tradicionais, mas também muitos turistas foram atraídos pela possibilidade de participar nas experiências genuínas e únicas que os Núcleos Museológicos proporcionam.

Conclusão

A rede de cinco núcleos museológicos do Museu do Traje abrange quatro freguesias e conta com parcerias efectuadas com três Juntas de Freguesia, uma Associação Cultural e três Rancho Folclórico, ocupando uma escola primária desactivada, vários moinhos de vento e água, duas sedes de Junta.

Não tendo uma geometria fixa, a rede de núcleos tem a vantagem de se poder continuar a expandir com outras parcerias, pensadas especialmente para cada caso, que alargarão a área geográfica e temática da actuação do Museu.

Esta forma de intervenção permite uma aproximação ao território, promovendo um melhor estudo, conhecimento e divulgação da etnografia local.

Esta rede de núcleos dedicados à Etnografia complementa-se com outra dedicada à Arqueologia, ligada ao Museu de Arte e Arqueologia / Gabinete de Arqueologia, que pode ser visitada em Viana (Casa dos Nichos e Capela das Almas), Geraz do Lima (Igreja) e Castelo de Neiva.

É, portanto, uma forma de exercício de uma política cultural municipal consequente, que envolve e co-responsabiliza a população local na defesa do se património, promovendo a sua auto estima e contribuindo para o seu desenvolvimento.

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE MUSEOLOGIA ATRIBUI MENÇÃO HONROSA AO CENTRO DE MONITORIZAÇÃO E INTERPRETAÇÃO AMBIENTAL DE VIANA DO CASTELO

O Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental de Viana do Castelo foi distinguido pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM) como o Melhor Serviço de Extensão Cultural ao ser-lhe atribuída uma menção honrosa nessa categoria dos Prémios APOM 2011.

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Com o objectivo de incentivar a imaginação e criatividade dos museólogos portugueses e o seu contributo na melhoria da qualidade dos museus em Portugal, a APOM premeia todos os anos o Melhor Museu Português, a Melhor Exposição, o Melhor Catálogo, o Melhor Serviço de Extensão Cultural e o Melhor Trabalho sobre Museologia e/ou A Melhor Obra Museológica, destacando dessa forma o que de melhor se realiza no âmbito da museologia.

Numa altura em que se encerram as Comemorações do Ano Internacional das Florestas que incluíram as mais diversas iniciativas como a realização de oficinas de aprendizagem sobre fotografia, observação de avifauna; as Conversas de Fim de Tarde sobre temas como anfíbios, incêndios florestais: os Contos da Floresta e a exposição temática “Florestas, um Património a Descobrir”, viu o CMIA desta forma reconhecido o trabalho que realizou durante o corrente ano.

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