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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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NAVIO GIL EANNES É UM DOS MAIS VISITADOS MUSEUS DE VIANA DO CASTELO

Navio Gil Eannes recebe 44 378 visitantes

De 1 de janeiro a 31 de julho do corrente ano o Navio Museu Gil Eannes recebeu 44 378 visitas, um aumento de 39% (12 560 pessoas) relativamente a 2016.

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Dos 44 378 visitantes destaca-se 30 499 nacionais, 13 879 estrangeiros sendo que 8 083 integraram visitas guiadas a grupos na sua maioria oriundos de entidades de ensino.

Desde que o Navio Gil Eannes abriu ao público em agosto de 1998 e até à data, a Fundação Gil Eannes já contabilizou 817 659 pessoas que fizeram visita a este emblemático navio museu.

A Fundação Gil Eannes tem apostado na reabilitação de vários espaços do navio hospital tendo o último restauro sido feito nas antigas enfermarias gerais, onde se encontra patente a exposição “Navios Construídos nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo”, constituída por 59 navios pintados a aguarela pelo Arqº Telmo Gomes.

A exposição “Heróis que o tempo não apaga” localizada na sala de exposições temporárias, pode ser visitada até 31 de dezembro. Esta exposição composta por 25 painéis alusivos à faina da pesca do bacalhau à linha, retrata a vida a bordo de um lugre da pesca do bacalhau.

Na sala “José Hermano Saraiva” encontra-se a exposição de “Cirurgia Cardiotorácica” do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia. Constituída por 39 fotografias de autoria do Dr. Filipe Carneiro, as quais representam o trabalho de toda a equipa que diariamente presta os mais diversos cuidados na área da cirurgia cardíaca e cirurgia torácica geral.

O Navio Museu Gil Eannes pode ser visitado todos os dias das 9h30 às 19h00.

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FAFE INAUGURA MUSEU DA EDUCAÇÃO

Espaço recria escola do passado

No próximo Sábado, 10 de Junho, pelas 15h30, vai ser inaugurado o Museu da Educação de Fafe, situado na antiga Escola Deolinda Leite, em Silvares S. Martinho.

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O espaço pretende recriar a evolução da educação no concelho, sobretudo no âmbito do ensino básico.

Por iniciativa do Município de Fafe e da Junta de Freguesia de S. Martinho de Silvares, foi organizado o Museu da Educação, ocupando o espaço arquitetónico da centenária Escola Deolinda Leite, naquela freguesia, que, datada de 1892, representa um investimento na educação por iniciativa de emigrantes fafenses no Brasil, os chamadosbrasileiros de torna viagem.

O museu apresenta painéis com textos e imagens dedicados aos instituidores da Escola Deolinda Leite (João Pinto da Costa Ferreira Leite, em honra e louvor de sua esposa Deolinda Emília Correia Martins Leite), às marcas dos brasileiros de torna-viagem na instrução primária, à instrução ao longo do Estado Novo e ao ensino no concelho após o 25 de Abril, do básico ao superior.

No âmbito do museu, que sumaria ainda cronologicamente a evolução da educação no concelho ao longo dos séculos XVIII a XXI, é recriada uma sala de aula do passado, com as suas carteiras, a secretária do professor, os mapas, as caixas métricas e outros aspectos.

Dezenas de manuais escolares, originais ou fasimilados, completam o espólio de um museu que se pretende aberto e em permanente recriação!

CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA HISTÓRIA MILITAR DE PONTE DE LIMA É ALVO DE ELOGIO INTERNACIONAL

Ponte de Lima impressionou Ex-Chefes de Estado-Maior do Exército de França, da Alemanha e Portugal

Ponte de Lima foi um dos três locais escolhidos a nível nacional para acolher o encontro dos Generais “EX-CEME” - Ex-Chefes de Estado-Maior do Exército de França, da Alemanha e Portugal.

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No passado dia 27 de maio, o Executivo Municipal de Ponte de Lima acompanhou o General Elrick Irastorza, o General Hans-Otto Budde, e o General José Luís Pinto Ramalho, respetivamente ex-Chefes de Estado-Maior do Exército de França, Alemanha e Portugal, numa visita, sob a coordenação do Coronel António Feijó ao Centro de Interpretação da História Militar de Ponte de Lima. Este encontro não podia terminar sem um Verde de Honra no Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde, espaço que tem como principal missão contribuir para a promoção do Vinho Verde através da investigação e divulgação do seu lastro patrimonial. O Festival Internacional de Jardins foi também ponto de paragem, numa visita que terminou por entre percursos do Centro Histórico.

Após a visita aos vários espaços o Comité não hesitou em elogiar a qualidade das infraestruturas e do acervo museológico, assim como também dos recursos endógenos que permitiram e motivaram a sua construção.

A visita seguiu para o FIJ, inaugurado no dia anterior, para a sua 13ª edição consecutiva, não sem antes se ter realizado uma visita ao Centro Histórico da vila mais antiga de Portugal. Alvo do elogio dos ex-Chefes de Estado-Maior do Exército das três nações, Ponte de Lima marcou esta visita transnacional pelas melhores razões.

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MUSEUS DE FAMALICÃO ESTÃO EM REDE HÁ 5 ANOS

Exposição “Lugares (In)visíveis” celebra os cinco anos da Rede de Museus de Famalicão. Mostra é inaugurada este sábado, 1 de abril, pelas 17h00, na Casa do Território

A 26 de novembro de 2012, nascia em Vila Nova de Famalicão uma estrutura criada para preservar e valorizar os treze espaços museológicos do concelho.

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A celebrar cinco anos de atividade, a Rede de Museus dá agora a conhecer estes espaços únicos e incontornáveis do património histórico famalicense através de uma exposição que reúne a sua história, memória e identidade.

A mostra, intitulada “Lugares (In)visíveis”, é inaugurada este sábado, 1 de abril, às 17h00, pelo Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, e vai estar patente até ao dia 3 de setembro, na Casa do Território, no Parque da Devesa.

Recorde-se que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão é composta pelos seguintes espaços: Museu Cívico e Religioso de Mouquim, Casa-Museu Soledade Malvar, Museu de Arte Sacra de São Tiago de Antas, Museu de Arte Sacra (Capela da Lapa), Museu da Indústria Têxtil, Museu da Guerra Colonial, Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lousado e Nine, Museu da Confraria da Senhora do Carmo de Lemenhe, Casa-Museu Camilo Castelo Branco, Museu do Surrealismo da Fundação Cupertino de Miranda, Museu de Cerâmica da Fundação Castro Alves, Museu Bernardino Machado e Museu do Automóvel. 

A MUSEOLOGIA EM PORTUGAL

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Manuel de Azevedo Antunes

De Boletim, n.º 3, terceira série, do MINOM Portugal, pp. 10-14, março de 2017

Fez 30 anos, em 2015, que foi criado o MINOM (Movimento Internacional para uma Nova Museologia), em Lisboa, na Assembleia Geral Constituinte deste Movimento, em 10 de novembro de 1985.

Dez anos depois, por Escritura Pública de 23 de junho de 1995, na mesma cidade, era constituído também, como Associação,  o MINOM em Porugal.

O ano de 2015, foi, pois, um tempo de comemorações para a museologia. Principalmente para a Nova Museologia.

Daí esta oportunidade para analisar o percurso da museologia, em Portugal, que, graças ao MINOM, muito tem a ver com a museologia latino-americana.

Após um enquadramento geral, tenciona-se observar o aparecimento e evolução dos museus portugueses.

Seguir-se-á a tentativa de esclarecer a rutura museológica que significou a “Mesa Redonda sobre a Importância e o Desenvolvimento dos Museus no Mundo Contemporâneo”, de Santiago do Chile, em 1972, com as suas ondas de repercussão por todo o mundo, nomeadamente em Portugal.

Passando, depois, à verificação/compreensão das aplicações da Nova Museologia em Portugal, tanto a nível do pensamento teórico como da práxis museológica.

Como metodologia, além da experiência pessoal sobre estas matérias, foi-se buscar, à espuma dos tempos, alguns dos textos e autores a quem a museologia tanto deve. Aqui fica, para eles (e para muitos mais que ficaram por evocar) esta singela homenagem.

1- DA ARCA DE NOÉ À CASA DAS MUSAS

A humanidade começou com a “recoleção”. Mas passou, depois, também à “coleção”. Não é, pois, de admirar que colecionar seja, ainda hoje, uma das tarefas dos museus.

O mito bíblico da Arca de Noé (Génesis, 6-9), “plagiado” da lenda suméria do “Ciclo de Ziusudra”, representa, na tradição judaico-cristã, a ideia de salvação de pessoas (a família de Noé) e animais. Enfim, uma espécie de Jardim Zoológico ou de  Museu de “Estória” Natural, em que está presente a ideia de colecionismo. E, em termos simbólicos, é bem a expressão do que se passa com a escassa preservação do património cultural que tem acontecido ao longo da história.

Por sua vez, na antiga Gécia, de onde vem o étimo, o museu (“mouseion”) era o templo das musas, as nove filhas de Mnemosine e Zeus, divindades mitológicas, inspiradoras da criação artística ou científica.

Isso aconteceu na Grécia, no império romano e pelo oriente.

O mais famoso museu desses tempos ficava em Alexandria,  criado por Ptolomeu I, no séc. III a.C., inicialmente como uma escola de filosofia, que, mais tarde, veio a dar origem à famosa Biblioteca de Alexandria, financiada pelo Estado, para a manutenção e produção de conhecimento. 

Durante a Idade Média europeia, manteve-se a prática do colecionismo: com os acervos de preciosidades, património que podia ser convertido em moeda, para financiamentos estatais; coleções de objetos ligados ao culto, relíquias de santos, manuscritos requintadamente ilustrados e objetos litúrgicos.

No Renascimento, floresce o colecionismo privado de banqueiros e comerciantes, que financiavam a arte sagrada e profana, ou se dedicavam à busca de objetos da antiguidade clássica. A apreciação dessas coleções e o acesso ao local onde se encontrvam guardadas era privilégio dos nobres, clérigos e artistas.

Nos sécs. XVI e XVII, com a moderna globalização, surgiram, pela Europa, “Gabinetes de Curiosidades” ou “Câmaras de Maravilhas”, com coleções de peças das mais variadas naturezas e múltiplas procedências.

E aparecem, pela primeira vez, na Europa, Museus (termo resgatado pelos humanistas) com o objetivo de educar o público, ao contrário do que até então acontecia, como ocorreu em Basileia, em 1671, com o primeiro museu universitário, e, na Inglaterra, em 1683, com o Museu Ashmolean, na Universidade de Oxford.

Seguiram-se outros, como o Museu Britânico, aberto em Londres, em 1759, e o Museu do Louvre, em Paris, em 1793, já por iniciativa governamental. O mesmo aconteceu noutros países, do ocidente ao oriente, passando pela América, muito devido ao impulso colonialista.

2- OS MUSEUS EM PORTUGAL

      Portugal não ficou indiferente aos novos ventos museológicos, sob a influência do pensamento iluminista e enciclopédico.

Assim, da reforma pombalina de 1772, resultaram o Real Museu da Ajuda (com um Museu de História Natural, um Jardim Botânico e um Gabinete de Física), feito pelo Marquês de Pombal para o príncipe D. José, neto de D. José I, e os Museus da Universidade de Coimbra (também com um Museu de História Natural, um Jardim Botânico e um Gabinete de Física Experimental), destinados a estudantes.

Outros se lhes seguiram, incluindo o Museu Nacional, criado pela então jovem sociedade científica, a Academia das Ciências de Lisboa, de 1779.

      De destacar, neste contexto, a criação, cerca de meio século mais tarde, do Museu Real do Rio de Janeiro, instituído por decreto do ainda Príncipe Regente, futuro D. João VI, com data de 6 de junho de 1818.

      Com a chegada do liberalismo, ainda durante o cerco do Porto, D. Pedro deliberou, em 1833, estabelecer aí um “Museu de Pinturas, Estampas, e outros objectos de Bellas Artes” (Ramos, 1993, p. 30).

      Mas o primeiro museu aberto ao público, no Porto, em 1838, foi o Museu Allen, um museu privado, pertença de “(…) João Allen (1785-1848) um rico comerciane de origem britânica que, depois de um curto período de estadia no estrangeiro, estabeleceu os seus negócios na cidade do Porto” (Pimentel, 2005, p. 36).

      Com a vitória dos liberais, em 1834, aparece toda uma legislação, nomeadamente  com Passos Manuel (1801-1862), com vista, além do mais, a promover a formação dos portugueses, reformar a  instrução pública, criar conservatórios, academias, bibliotecas e museus, a nível naciona e regional. Além da qualidade e quantidade dos museus deste período, o grande legado do liberalismo foi a implementação da ideia de museu público (Ramos, 1993, pp. 30-35).

      O incremento do colonialismo, na segunda metade do séc. XIX, levou à criação do Museu Colonial, em 1870, e da Sociedade de Geografia de Lisboa, com o seu museu, em 1875. É por essa época que aparecem também os Museus de Belas Artes, de Arqueologia e da Indústria.

      O Museu Colonial de Lisboa, aberto ao público em 15 de maio de 1870, tinha por objetivo dar a conhecer as riquezas das colónias, para nacionais e estrangeiros.

      Esse museu, integrado no Ministério dos Negócios da Marinha e do Ultramar, foi, em 1892, anexado ao Museu da Sociedade de Geografia, do que resultou o Museu Colonial e Etnográfico da Sociedade de Geografia de Lisboa, que foi, no dizer de Ernesto Veiga de Oliveira, “(…) até à criação do Museu de Etnologia do Ultramar (…) o único verdadeiro museu de etnologia geral de Lisboa” (Oliveira, 1971, p. 27, apud  Ramos, 1993, p. 42).

      O último (grande) museu da monarquia foi o Museu dos Coches Reaes, inaugurado em 23 de maio de 1905, o qual, em 1911, após a implantação da República, se passou a designar Museu Nacional dos Coches. Foi uma iniciativa da rainha D.ª Amélia (1865-1951) e ficou instalado no Picadeiro Real do Paço de Belém, com um grande e variado acervo de viaturas, incluindo os Coches Reais. Este museu mudou de instalações em 23 de maio de 2015.

      O primeiro museu da República foi o Museu da Revolução, inaugurado logo em 29 de dezembro de 1910, aproveitando muitos dos objetos dispersos, que se encontravam na associação “O Vintém Preventivo”, recordações de alguns que haviam lutado pela causa republicana. Ficou instalado em cinco salas, nas dependências do então Colégio do Quelhas: Sala da Marinha, Sala do Exército, Sala dos Documentos, Sala do Povo e Sala Buiça e Costa (Ramos, 1993, p. 45).

      Mas o primeiro ato importante da República, quanto aos museus, foi a publicação do Decreto n.º 1, de 26 de maio de 1911. Nele se estabelecia, além do mais, uma divisão territorial em três circunscrições artísticas, sediadas em Lisboa, Coimbra e Porto, e considerava o contributo dos museus  para o ensino artístico e a educação geral, realçando também a importância dos museus regionais, do que resultaria a criação de 13 destes museus, entre 1912 e 1924 (Ramos, 1993, pp. 45-46).

      E, no aspeto legislativo, reveste-se de singular importância o “Regulamento Geral dos Museus de Arte, História e Arqueologia”, publicado com o Decreto-Lei n.º 46758, de 18 de dezembro de 1965.

      Uma referência especial merece o Museu de Etnologia do Ultramar, criado pelo Decreto n.º 46254, de 19 de março de 1965, herdeiro, por caminhos sinuosos, do velho Museu Colonial, de 1870. Durante vários anos a funcionar em instalações provisórias, no Palácio Vale Flor, no Alto de Santo Amaro, em Lisboa, passou, em 1974, a designar-se simplesmente Museu de Etnologia. Nesse mesmo ano, foi transferido, para um novo edifício construído para o efeito, na zona do Restelo, inaugurado em 1976. Em 1989, já na dependência do então IPM (Instituto Português de Museus), passou a chamar-se Museu Nacional de Etnologia.

      Foi ainda, no já longínquo ano de 1965, que foi criada a APOM (Associação Portuguesa de Museologia) e começou a funcionar, no Museu Nacional de Arte Antiga, o “Curso de Conservador de Museu”.

      Depois do 25 de Abril de 1974, muitas outras instituições e movimentos haveriam de surgir, de uma forma ou outras ligadas à defesa e valorização do património cultural, com evidentes repercussões no âmbito da museologia.

3- UMA RUTURA EPISTEMOMUSEOLÓGICA                                                                                   

      No século XX, na museologia, há um antes e um depois de Santiago do Chile de 1972. De facto, foi nesse ano que o ICOM (Conselho Internacional de Museus), a pedido da UNESCO, agência das Nações Unidas, organizou a “Mesa Redonda sobre o Desenvolvimento e o Papel dos Museus no Mundo Contemporâneo”, em Santiago do Chile, de 20 a 31 de maio de 1972, onde foi aprovada uma Declaração que marca um virar de página, no pensamento e prática da museologia, uma verdadeira rutura epistemológica.

      Na referida declaração, começa-se por estabelecer os princípios de base do Museu Integral. Aqui, depois de analisar as apresentações sobre os problemas do meio rural e urbano, bem como o desenvolvimento técnico-científico e da educação permanente, os participantes reconheceram a importância dessa problemática, para o futuro da sociedade latino‑americana, Por isso, consideraram a necessidade de os museus terem em conta a atual situação e as diferentes soluções para melhorá‑la, como condição essencial para a sua integração na vida da sociedade. Nesse sentido, acharam os participantes que os museus podem e devem desempenhar um papel na educação da comunidade.

      Na linha de pensamento e ação de Santiago do Chile, vários marcos fundadores importantes aconteceram, ainda no século passado, nomeadamente: a Declaração do Quebec, no Canadá, de 12 de outubro de 1984; a Declaração de Oaxtepec, no México, de 18 de outubro de 1984; a criação do MINOM, em 10 de outubro de 1985; a Declaração de Caracas, na Venezuela, de 5 de fevereiro de 1992; a constituição do MINOM em Portugal, por Escritura Pública de 23 de junho de 1995.

      E muitos outros encontros se realizaram e documentação foi e continua a ser produzida, já por este século adentro, que seria fastidioso enumerar.

      O mais difícil foi lançar as bases e prosseguir com esta aventura epistemomuseológica, iniciada em Santiago da Chile, vai para 45 anos.

4- A NOVA MUSEOLOGIA EM PORTUGAL

Como movimento bastante abrangente, tanto a nível teórico como metodológico, a Nova Museologia anda a par com outras designações para a renovação pretendida na museologia.

Assim, com sentido mais ou menos equivalente, há, hoje, outras expressões com significado semelhante: Museologia Crítica; Museologia Pós-Moderna; Museologia Social; Sociomuseologia; Ecomuseologia; Museologia Integral; Museologia Ativa: Museologia da Comunidade; etc.

A primeira tentativa de criar um museu, em Portugal, dentro da perspetiva do que veio a designar‑se como Nova Museologia, remonta a 1975, quando se pretendeu fazer um ecomuseu, a que se seguiram outros projetos museológicos com a utilização de tal denominação (Pimentel, 2005, pp. 155‑156).

Essa intenção ocorreu com o projeto do arquiteto paisagista Fernando Pessoa, que contou com a ajuda direta do próprio Georges-Henri Rivière, para o “Ecomuseu do Parque Natural da Serra da Estrela”, que incluiria uma unidade museológica central e vários departamentos disseminados por diversos edifícios e aldeias, à semelhança do que acontecia com os ecomuseus franceses. No entanto, tal projeto nunca se viria a concretizar (Pimentel, 2005, p. 182).

Por isso, foi preciso esperar pela inauguração do “Ecomuseu Municipal do Seixal”, em 18 de maio de 1982, para aparecer o primeiro ecomuseu em Portugal, por inicitiva de António Nabais e a sua equipa.

Outras práticas e experiências inovadoras surgiram em Portugal, tanto a nível local como municipal. Apenas para referir algumas, sem pretender ser exaustivo: Museu de Mértola; Núcleo Museológico Naval de Almada; Museu Municipal de Alcochete; Museu Rural e do Vinho do Concelho do Cartaxo; Museu Agrícola de Entre Douro e Minho; Casa Rural e Tradicional da Chamusca; Núcleo Museológico de Alverca; Museu Municipal de Vila Franca de Xira; Museu da Cidade e Museu do Trabalho, em Setúbal; Museu do Traje, em S. Brás de Alportel; Museu do Casal de Monte Redondo, a Casa Mãe da Nova Museologia em Portugal; enfim, o Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna, surgido de uma ideia dos anos sessenta, do século passado, quando se tornou inevitável a construção da barragem que haveria de submergir a aldeia que lhe deu o nome.

Em torno do Museu de Vilarinho, inaugurado em 14 de maio de 1989, já se veio a constituir um Núcleo Museológico, no Campo do Gerês, que, além do museu original, compreende uma das Portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, o Museu da Geira e o Museu Subaquático de Vilarinho da Furna, além de todo um espaço museal, onde, além do mais, se faz a conservação da herança romana (com a sua via e marcos miliários), da rede dos trilhos pedestres, das cabanas dos pastores, do fojo do lobo, numa área de 2000 hectares, nas serras Amarela e Gerês, no norte de Portugal (Antunes, 1985, 2005).

A Nova Museologia, em Portugal, tem sido difundida principalmente pelo MINOM, através da organização (quase) anual das “Jornadas sobre a Função Social do Museu”, desde as primeiras, em 1988, em Vila Franca de Xira, passando por dezenas de locais dispersos por Portugal inteiro.

Os Encontros Nacionais de Museologia e Autarquias também muito têm contribuído para a divulgação da Nova Museologia.

E, talvez ainda mais importante para essa divulgação, tenha sido o incremento da formação museológica, a nível académico, desde o “Curso de Especialização em Museologia Social”, seguido do “Mestrado em Museologia Social”, no início da última década do século passado, por inicitiva de Mário Moutinho, até aos dias de hoje, já com doutoramentos em museologia, em algumas universidades portuguesas.

Nesta área, foi pioneira a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, de Lisboa, com o primeiro doutoramento em museologia, em Portugal e no espaço lusófono, aprovado em 2007. Várias teses já aqui foram elaboradas e defendidas, sobretudo por doutorados de Portugal e do Brasil, devido a uma excelente cooperação de professores e alunos dos dois países. Como vão longe os tempos do modesto “Curso de Conservador de Museu”, de 1965!...

Nestas condições, qual o futuro da museologia?

Recorde-se, a propósito, a resposta de Hugues de Varine a Mário Chagas (1996, pp. 11‑12), nos idos de 23 de novembro de 1995:

“Penso, pessoalmente, não como museólogo, mas como actor de desenvolvimento local e militante de acção comunitária que o museu pode e deve escolher entre três formas principais:

  • o museu-espectáculo, distinado a públicos cativos: turistas, meios cultos; escolares em grupos organizados e guiados. Esses museus serão cada vez maiores, cada vez mais dispendiosos, cada vez mais visitados, quer dizer “consumidos”. Serão supermercados da cultura oficial. Ao final, serão todos parecidos.
  • o museu-colecção, destinado às pesquisas avançadas, às produções complexas, a públicos mais ou menos especializados, para os quais a colecção é a primeira justificativa. Esses museus atrairão cada vez mais públicos “inteligentes”, utilizarão métodos de comunicação sofisticados, abrir-se-ão tanto quanto possível às comunidades de geometrias diferentes. Serão todos únicos e criarão entre eles redes de cooperação análogas às redes universitárias actuais.
  • o museu-comunitário, saído da sua comunidade e cobrindo o conjunto  do seu território, com vocação global ou “integral”, processo vivo que implica a população e não se preocupa com o público que é ao mesmo tempo o centro e a periferia. A vida desses museus será curta ou longa, alguns nem se chamarão museus, mas todos seguirão os princípios da nova museologia (Santiago, Quebec, Caracas, etc.) no seu espírito, senão na sua letra”.

CONCLUSÃO

     Neste andar “Pelos Caminhos da Museologia em Portugal”, percorreram-se as tortuosas veredas que vêm da Arca de Noé até aos nossos dias.

     Voltando ao mito, sem abandonar ciência, é altura de apontar para uma museologia participativa, não restritiva, longe do nepotismo bíblico dos tempos do velho patriarca, com vocação democrática, pelos trilhos desbravados desde Santiago do Chile a esta parte.

     No caso da Nova Museologia em Portugal, reconhece-se que o MINOM, nascido em Lisboa, a 10 de novembro de 1985, tem desempenhado um papel fundamental, procurando fomentar a reflexão sobre ideias e práticas museológicas, que coloquem os museus ao serviço das comunidades em que se inserem e das suas perspetivas de desenvolvimento. Com uma Museologia Social que encoraje a consciência política, o exercício da cidadania, a participação comunitária e o espírito de inicitiva, ao serviço da realização do ser cultural, enfim, do ser humano.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Este texto é uma síntese do artigo de Antunes, Manuel de Azevedo. (2015). Pelos caminhos da        Museologia em Portugal. Revista Iberoamericana de Turismo, 5, 142-156. Acedido em 6 de março de     2017, em  http://www.seer.ufal.br/index.php/ritur/article/view/2013

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MUSEU NACIONAL FERROVIÁRIO DE LOUSADO INTEGRA REDE EUROPEIA DA HERANÇA INDUSTRIAL

Museu Nacional Ferroviário de Lousado na maior rota europeia de Turismo Industrial. A candidatura à European Route of Industrial Heritage foi aprovada

O Museu Nacional Ferroviário de Lousado, em Vila Nova de Famalicão, acaba de integrar a maior rede europeia de divulgação e promoção de Turismo Industrial, que agrega e divulga mais de 1300 sítios e museus industriais em 13 países europeus. A candidatura do Museu Nacional Ferroviário – que abrangeu também o Museu do Entroncamento – à European Route of Industrial Heritage (RIH) – foi aprovada.

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A partir de agora estas duas estruturas integram a ERIH como Pontos-Âncora, a principal rota desta rede europeia. De acordo com os critérios da ERIH, obtêm a classificação de Pontos-Âncora os sítios que são considerados de excecional importância histórica em termos de património industrial e que oferecem uma experiência de qualidade aos visitantes, constituindo marcos do Património Industrial Europeu.

A notícia foi recebida em Vila Nova de Famalicão com muita satisfação. Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “é um orgulho para Vila Nova de Famalicão integrar esta rota que é a maior nesta área a nível da europa, onde estão representados os melhores museus com coleções e património industrial”. E acrescenta: “esta aceitação do nucelo de Lousado, vai dar uma grande visibilidade a este espaço museológico a nível internacional, com a possibilidade adicional de estabelecer parcerias e entrar em projetos e redes entre diferentes parceiros europeus”.

A candidatura agora aprovada contou com o apoio da Câmara Municipal de Famalicão e da APPI- Associação Portuguesa para o Património Industrial, integrando-se na estratégia do Museu Nacional Ferroviário para a divulgação do museu e captação de públicos.

Inaugurado em 2003, o Museu Nacional Ferroviário de Lousado tem expostas nos seus 1400m2 de área várias relíquias e diverso material associado ao mundo ferroviário. A exposição do material circulante, organizada cronologicamente, visa mostrar comboios de diversos tipos. O material construído entre 1875 e 1965 é oriundo de oito companhias e foi adquirido em seis países a quinze construtores.

Um verdadeiro tesouro que impressiona e cativa miúdos e graúdos, portugueses e estrangeiros, a cada visita. Não é por acaso que este é o museu que regista mais afluência de público em Vila Nova de Famalicão. A cada ano é visitado por cerca de dez mil pessoas.

A Câmara Municipal é responsável pela gestão do Museu Ferroviário de Lousado, mediante um protocolo assinado com a Fundação Museu Ferroviário Nacional que contemplou também a transferência para a alçada municipal do Núcleo Museológico de Nine onde está exposta a “Andorinha”, a mais antiga locomotiva a vapor existente em Portugal.

 

FUNDAÇÃO GIL EANNES APRESENTA LINHA EDITORIAL

Em dia de aniversário a Fundação Gil Eannes apresentou linha editorial

No âmbito das comemorações do 19º aniversário que decorreu no dia 31 de Janeiro a bordo do Navio Hospital Gil Eannes, a Fundação Gil Eannes apresentou a nova linha editorial da Fundação, que tem como objetivo a preservação da memória da pesca do bacalhau e das atividades conexas.

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Durante a sessão o historiador Senos da Fonseca fez uma palestra sobre a figura e obra do navegador vianense João Alvares Fagundes e apresentou livro acerca da mesma personalidade.

O autor Senos da Fonseca tem ligações familiares com os descendentes dos proprietários da antiga “Seca do Mendes” e da empresa de pesca “Sociedade Novas Pescarias de Viana” e no seu percurso profissional também por cá passou, quer como cliente dos ENVC, enquanto Oficial da Marinha de Guerra, durante as reparações dos navios em que estava embarcado, quer mais tarde como quadro dos ENVC.

Senos da Fonseca tem uma vasta obra publicada, de realçar “Artigos Profissionais”, “Nas Rotas dos Bacalhaus”, “Ílhavo – Ensaio Monográfico – séc. X – séc. XX”, “O Labareda”, “Costa Nova do Prado – 200 anos de História e Tradição”, entre outros.

Nesta nova publicação “João Álvares Fagundes - Um Homem dos Descobrimentos”, o autor escreve “Em Portugal e por todo o mundo que estuda essa grandiosa aventura que foram os Descobrimentos, o nome de Fagundes é referido como um dos que maior contributo deu para o conhecimento (e entendimento) dum novo mundo. (…), decidimos enquadrar Fagundes na época, (…), em que ir mar fora era aventura grandiosa.”

O livro pode ser adquirido na Loja de Recordações do navio museu pelo preço de 17,50€.

Durante a sessão a Fundação prestou homenagem ao seu trabalhador José Nicolau pela dedicação, empenho e profissionalismo que tem demonstrado no desempenho das suas funções enquanto responsável pelos trabalhos de reabilitação do navio museu.

O navio Gil Eannes que, no ano de 2016, bateu o numero recorde de visitantes, volta a apresentar no mês de janeiro de 2017 um crescimento de 24%, relativamente ao mês homologo do ano anterior.

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FUNDAÇÃO CUPERTINO DE MIRANDA EM FAMALICÃO PROMOVE “MUSEUS ILUSTRADOS EM REDE” COM O PATROCÍNIO DA AUTARQUIA

Quatro instituições de Famalicão apresentaram projetos ao “Programar em Rede”

Os treze museus da Rede Museológica de Vila Nova de Famalicão vão dar-se a conhecer ao país através da ilustração. O projeto cultural "Museus Ilustrados em Rede" apresentado pela Fundação Cupertino de Miranda foi o grande vencedor da primeira edição da iniciativa "Programar em Rede", promovida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. A votação realizou-se esta quarta-feira durante o Conselho Municipal da Cultura, que reuniu, na Casa das Artes.

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A Fundação irá receber agora uma verba que poderá chegar aos dez mil euros para concretizar, em 2017, o projeto.

Para além dos "Museus Ilustrados em Rede" da Fundação Cupertino de Miranda, os outros projetos apresentados foram uma "Oficina de formação teatral" da Associação Académica Didáxis - A2D, em parceria com a Fundação Narciso Ferreira e a Cooperativa Mais Plural, "Memórias Musicais" da Associação Sócio Cultural Metáforas à Solta em parceria com a Associação de Professores Novo Rumo e "Mostra de Territórios Dramáticos" do Teatro Didascália em parceria com a Associação Teatro Construção.

O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, que preside também ao Conselho Municipal da Cultura, elogiou “a qualidade dos projetos apresentados”, mas principalmente “o trabalho desenvolvido em parceria entre várias instituições”. Este era, de resto, o principal objetivo do desafio lançado pela autarquia no início deste ano a todos os agentes culturais através do projeto “Programar em Rede”.

“Atuar em rede significa criar massa critica, descentralizar as atividades no concelho e levá-las a diferentes públicos”, salientou Paulo Cunha, acrescentando que gostaria de ver nestas parcerias mais instituições desportivas, sociais e de outras áreas.

De acordo com António Gonçalves, da Fundação Cupertino de Miranda “o projeto Museus Ilustrados em Rede foi criado a pensar num produto uniformizado com informação acessível e atrativa de todos os Museus da Rede Municipal, procurando-se fazer uma aproximação aos diferentes públicos através da ilustração”. O objetivo é convidar uma equipa de ilustradores como Afonso Cruz e André Carrilho, entre outros, para criar uma imagem para cada museu, depois será organizada uma exposição itinerante a nível nacional com as ilustrações. Associadas ao projeto irão decorrer outras atividades como visitas guiadas à exposição e a realização de oficinas de ilustração.

Refira-se que o objetivo do Programar em Rede era o de desafiar os agentes culturais do conselho para a criação de um evento marcante para Famalicão colocando-os a trabalhar em rede em prol da cultura e dos famalicenses.

A autarquia irá agora financiar o projeto da Fundação Cupertino de Miranda em 50 por cento, num valor máximo de dez mil euros.

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AMADEU COSTA FOI O GRANDE DIVULGADOR DAS MAIS GENUÍNAS TRADIÇÕES DAS GENTES DE VIANA DO CASTELO

Vianenses pretendem que seja prestada a homenagem que lhe é devida

Amadeu Costa é uma figura incontornável da cultura tradicional de Viana do Castelo, pelo estudo e divulgação que dela realizou ao longo de toda a sua vida. A ele se deve, entre outros aspetos, o incansável estudo dedicado a Viana do Castelo e aos usos e costumes locais, mormente o traje tradicional, além da organização das Festas de Nossa Senhora d'Agonia.

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Em devido tempo, a Câmara Municipal de Viana do Castelo publicou as suas obras completas. Na coleção dedicada ao folclore conta-se “Festas e tradições populares (2001), “Traje, artesanato e tradição” (2012), “Tradições da Ribeira” (1998). Por seu turno, a coleção “História e Memórias de Viana” inclui “Figuras e personalidades”, “Sítios, monumentos e obras de arte”, “Teatro” e “Tradições várias”

A Amadeu Costa deve Viana do Castelo, em grande medida, a criação de um museu dedicado ao traje regional – o Museu do Traje – o qual veio a instalar-se em 1996, no edifício do Banco de Portugal.

Foi ele que organizou a exposição Traje Regional, a primeira que aqui se realizou e, no ano seguinte, organizou também a exposição que marcou a inauguração do Museu: Ambientes Regionais e Trajes, razão pela qual foi atribuído o seu nome a uma das suas salas do Museu do Traje. Um museu, aliás, que deveria merecer maior atenção por parte de muitos responsáveis de grupos folclóricos representativos da nossa região com vista a uma representação mais rigorosa dos nossos trajes tradicionais.

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Há 5 anos, os seus descendentes doaram ao Museu do Traje de Viana do Castelo uma valiosa coleção de trajes que pertenciam a Amadeu Costa, a qual inclui algibeiras, aventais, saias, coletes, casacas, camisas, lenços, calçado, meias, toalhas e trajes de homem e mulher.

Garantem muitos vianenses que, no seu tempo, por ocasião das Festas de Nossa Senhora d’Agonia, Amadeu Costa não autorizava a entrada no cortejo de meninas com unhas pintadas ou de gel, com maquilhagem ou outros assessórios que desvirtuam a autenticidade da representação das nossas tradições, condição que nos tempos que correm parece não estar completamente garantida.

O semanário vianense “Falcão do Minho” apresenta o ilustre etnógrafo nos seguintes termos: “Amadeu Costa, de seu nome completo Amadeu Alberto Lima da Costa, nasceu no Bairro da Ribeira, mais propriamente na Rua do Loureiro (no troço hoje denominado Rua Monsenhor Daniel Machado), a 23 de Outubro de 1920, filho de Manuel José Costa, piloto-mor da Barra do Porto de Viana do Castelo.

O seu espírito aberto, a sua inata simpatia, a sua admirável comunicabilidade, a bonomia, tolerância e humildade de que sempre deu provas, fizeram dele uma pessoa muito considerada e respeitada.

Amadeu Costa dedicou-se à investigação e a interpretar, nos mais íntimos pormenores, os usos e costumes e as tradições tanto da cidade (principalmente da Ribeira) como de todo o concelho.

Todo esse imenso saber que adquiriu, aliado à sua fina sensibilidade para as artes e bom gosto de decorador, revelaram Amadeu Costa em diversificados eventos e dotaram-no de um aureado estatuto de artista no campo da decoração, etnografia, caligrafia, etc. Em reforço de tudo isto, deve dizer-se que, além da família, ou juntamente com ela, a Princesa do Lima era a sua grande paixão. Na realidade, foram inúmeras as actividades desenvolvidas e promovidas por Amadeu Costa em prol da manutenção dos costumes, das tradições e da cultura regional.”

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ARQUIVO MUNICIPAL DE VILA NOVA DE CERVEIRA E AQUA MUSEU DO RIO MINHO RECEBEM CERTIFICADO DE QUALIDADE

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, recebeu, esta quarta-feira, das mãos do representante da AENOR, Dr. Luís Osório, o Certificado de Sistema de Gestão da Qualidade, atestando o Arquivo Municipal e o Aquamuseu do rio Minho. Autarquia pretende que esta primeira certificação seja exemplo para implementar noutros serviços.

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Esta certificação consiste numa avaliação realizada por um organismo certificador devidamente acreditado, reconhecendo que estes dois serviços do Município de Vila Nova de Cerveira cumprem todos os requisitos da norma internacional ISO 9001:2008, e que incorporam nas suas atividades importantes princípios de gestão, como a focalização nos clientes, liderança, envolvimento das pessoas e melhoria contínua.

Durante a cerimónia simbólica de entrega do certificado e da bandeira, o autarca cerveirense sublinhou que “reunindo vontades, potenciando sinergias e adquirindo uma visão empreendedora com horizonte no desenvolvimento sustentável, o Município assume a Política de Qualidade como um exercício de modernização administrativa dos serviços públicos e da gestão autárquica”. Felicitando o empenho e trabalho dos colaboradores na concretização de um processo bastante exigente e difícil, Fernando Nogueira realçou a aposta na qualidade e inovação, e que este reconhecimento “é um bom exemplo de que estamos e queremos continuar a prestar o melhor serviço aos nossos munícipes”. E assegurou: “Está lançada a semente, pois o desafio é alargar a certificação de qualidade a novas áreas municipais, mas com passos firmes”.

O representante da AENOR, Dr. Luís Osório, felicitou o Município pelo excelente trabalho desenvolvido em prol da implementação do Sistema da Gestão de Qualidade que se traduz “numa demonstração de inteligência e de uma estrutura de conhecimento que fica no Município, independentemente da política”.

De sublinhar que a Câmara Municipal tem procurado acompanhar a evolução tecnológica e os seus benefícios, tendo na política de proximidade um eixo prioritário de ação. Desta forma, o processo de implementação da Política de Qualidade visa apresentar novas soluções que contribuam para um salto qualitativo do desempenho interno com repercussões na facilidade de acesso à informação e na celeridade de resposta às necessidades e expetativas dos Munícipes.

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE MUSEOLOGIA DISTINGUE MUSEU DO ALVARINHO COM PRÉMIO NACIONAL DE MUSEOLOGIA

Com pouco mais de um ano de existência, a Associação Portuguesa de Museologia considerou o Museu do Alvarinho como um dos três melhores no país na categoria “Coleção visitável”. Um orgulho para todos os monçanenses.

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O Museu do Alvarinho foi distinguido pela Associação Portuguesa de Museologia com um dos prémios nacionais de museologia 2016: Prémio Coleção Visitável. A cerimónia de entrega de prémios decorreu na passada sexta-feira, no Museu do Dinheiro, em Lisboa, tendo contado com a presença da Vice-Presidente da Câmara Municipal de Monção, Conceição Soares.

Congratulando-se com a distinção, Conceição Soares revela que o reconhecimento do Museu do Alvarinho no contexto nacional é sinal que o objetivo de promoção do município, assente na criação de locais visitáveis, é o caminho correto para a preservação do património construído e fortalecimento da nossa identidade cultural.

“Em pouco mais de um ano, o Museu do Alvarinho tornou-se uma referência no território nacional, destacando-se pela qualidade expositiva, capacidade interativa e afluência de público” adianta Conceição Soares, frisando: “Este reconhecimento sabe bem porque evidencia, com clareza, que a nossa estratégia está certa”.

Os prémios nacionais de museologia tem como finalidade distinguir a imaginação e criatividade dos museus portugueses, bem como o seu contributo efetivo na melhoria da qualidade daqueles espaços. Constitui também uma forma de garantir mais visibilidade ao que de melhor se faz em Portugal no âmbito da museologia.

Promovidos pela Associação Portuguesa de Museologia, dividem-se em várias categorias. A saber: melhor museu português, melhor exposição, melhor incorporação (depósito, doação e aquisição), melhor intervenção em conservação e restauro, melhor projeto internacional, melhor coleção visitável, melhor estudo sobre museologia e melhor trabalho jornalístico.

Museu do Alvarinho inaugurado a 28 de fevereiro de 2015

O Museu do Alvarinho, localizado na Casa do Curro, imóvel do século XVII, foi inaugurado no dia 28 de fevereiro do último ano, contabilizando, no primeiro ano de vida, a visita de cerca de 12 mil pessoas de diferentes idades e nacionalidades. Sensivelmente 25 por cento dos visitantes foram estrangeiros.

Com um investimento próximo dos 150 mil euros com comparticipação PRODER de 90 mil euros, o Museu do Alvarinho assume-se, cada vez mais, como um espaço de promoção e degustação daquele produto demarcado e singular com elevada importância na economia de muitas famílias monçanenses.

Distribuído por diferentes áreas, este espaço proporciona aos visitantes uma autêntica viagem pelo mundo deste famoso néctar, disponibilizando informação sobre a origem, evolução e empresas dedicadas à produção deste verdadeiro suporte da identidade cultural e histórica do concelho.

As empresas de Vinho Alvarinho com produto rotulado, tantas e tantas vezes premiadas em concursos nacionais e internacionais, encontram neste espaço “uma porta de acesso” para a valorização dos seus produtos, bem como um “ponto de encontro” para provas comentadas, encontros promocionais e estabelecimento de parcerias negociais. 

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NÚCLEO MUSEOLÓGICO DO CASTELO DE LINDOSO DOI VISITADO POR PERTO DE 3.900 PESSOAS ESTE ANO

Cerca de 600 no arranque do aniversário

Cerca de 600 pessoas visitaram o Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso nos dias 21 e 22 de maio. No arranque das comemorações dos 20 anos daquele espaço, na Torre de Menagem do Castelo de Lanhoso, a Câmara Municipal ofereceu visitas gratuitas. Os números dão conta, porém, que, desde o início do ano, bem perto de 3900 pessoas entraram naquele local, ou seja, quase mais duas mil do que em igual período de 2015.

Mensagens no sobreiro

O programa do início das comemorações englobou ainda a abertura da instalação artística “Manto de Papoilas no Castelo”, elaborada em colaboração com Centros de Convívio e IPSS’s do nosso concelho; e a segunda edição de “O concerto ainda mais pequeno do mundo”, no interior do Núcleo, para cerca de 30 pessoas. Houve ainda oportunidade para deixar mensagens no sobreiro existente na praça de armas.

“O núcleo museológico é um dos atrativos para quem visita o nosso ex libris que é o Castelo de Lanhoso. Estamos satisfeitos por tanta gente ter aproveitado a oportunidade de vir até aqui, neste primeiro fim de semana de comemorações. Aproveito para lembrar que, até ao final do ano, teremos outras atividades comemorativas e espero que as pessoas adiram. A instalação artística que inaugurámos na sexta-feira e o concerto foram mesmo momentos inesquecíveis”, refere o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista.

Promovidas pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, estas comemorações irão encerrar no Dia Nacional dos Castelos (7 de outubro).

Mas até lá o programa prevê ainda mais exposições (entre julho e outubro), mais música (julho e agosto) e atividades ao ar livre, como caminhadas (agosto) e um acampamento (setembro), para além de um mercado medieval (julho).

Em 2015, 10 mil pessoas visitaram o Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso, espaço museológico inaugurado a 28 de outubro de 1996. Desde então, tem-se assumido como uma referência patrimonial e cultural para o concelho povoense.

Em 2010, o Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso sofreu uma profunda reformulação do espaço expositivo, destacando-se a maior visibilidade conferida às paredes e às siglas aí inscritas e a criação de mais um piso, através do qual é possível observar não só a laje onde a torre foi erguida, mas também um monumento descoberto no decorrer dos trabalhos arqueológicos e que se suspeita ser pré-romano.

Estas comemorações integram também essa mesma estratégia de divulgação e dinamização turística e cultural do ex-libris do concelho, ou seja, o Castelo de Lanhoso.

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MONÇÃO INAUGURA NÚCLEO MUSEOLÓGICO NA TORRE DE LAPELA

Cerimónia teve lugar ao final da tarde da última sexta-feira, 27 de maio, inserindo-se na estratégia municipal de promoção do território concelhio através da requalificação do património construído e revitalização da memória coletiva dos monçanenses. A Sentinela do Minho, conhecida como a melhor varanda sobre o rio Minho, assume-se agora como um valioso cartão-de-visita do concelho que contribuirá para colocar Monção no roteiro turístico nacional, no mapa dos lugares atrativos e no GPS de quem procura boas sensações.

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A Torre de Menagem de Lapela, conhecida como a melhor varanda sobre o rio Minho agora batizada como Núcleo Museológico Torre de Lapela, mantem a sua postura imponente e mostra uma silhueta mais atraente para receber munícipes e visitantes, garantindo um maior contacto com a história local e uma paisagem deslumbrante sobre o rio Minho, casario tradicional de Lapela e margem galega.

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Inaugurada na passada sexta-feira ao final da tarde, a nova valência turística do concelho de Monção englobou a restauração da torre de menagem, a beneficiação do pavimento envolvente e a valorização dos canastros existentes. No total, cerca de 70 mil euros financiados no âmbito do “QREN – Valorização e Qualificação Ambiental – Eixo III – Património Cultural”.

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A presidir à inauguração esteve o Diretor Regional da Cultura do Norte, António Ponte, contando-se ainda as presenças, entre outros, dos deputados na Assembleia da República Portuguesa, José Manuel Carpinteira e Sandra Pontedeira, e os autarcas galegos de Salvaterra de Miño, Arturo Grandal Vaqueiro, e de As Neves, Xosé Manuel Rodríguez Méndez.

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Após historiar o conturbado processo de sobrevivência do Castelo de Lapela ao longo dos séculos, o autarca local, Augusto de Oliveira Domingues, sublinhou a aposta empenhada e responsável do atual executivo na valorização do património construído e na revitalização da memória coletiva dos monçanenses.

Lembrou a conclusão recente de obras importantes de cariz cultural e turístico como a Loja Interativa de Turismo, o Museu do Alvarinho e o Centro Cultural do Vale do Mouro e o arranque no terreno de outros equipamentos igualmente relevantes. Casos da Casa da Música, futura sede da Banda Musical de Monção, e requalificação do antigo balneário termal.

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Investimentos que, adiantou, têm um único propósito: “beneficiação de locais memoráveis e criação de espaços visitáveis que coloquem a nossa comunidade no roteiro turístico nacional, no mapa dos lugares atrativos e no GPS de quem procura boas sensações”.

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Razão que leva o município a “continuar neste caminho de valorização do património monumental local e enriquecimento da nossa oferta turística junto dos visitantes” com o objetivo de “fazer com que os monçanenses vendam os produtos de excelência que criam quer seja no vinho, gastronomia e lazer quer seja com a hospitalidade e simpatia que nos carateriza”.

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“O Núcleo Museológico Torre de Lapela insere-se nesta estratégia de promoção do território concelhio, passando, desde hoje, a ser mais um valioso cartão-de-visita da nossa terra” adiantou Augusto de Oliveira Domingues, terminando com uma sugestão: “aconselho vivamente uma visita ao interior e subida ao topo para apreciarem uma paisagem fabulosa do rio e da outra margem”.

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Imóvel classificado como monumento nacional desde 23 de junho de 1910, a Torre de Menagem de Lapela constitui uma edificação com elevado significado histórico-cultural e um apelativo enquadramento sobre a envolvente fluvial e paisagística.

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Neste edifício carregado de histórias e memórias, pretendeu-se, através desta intervenção, a criação de uma imagem renovada de todo o interior, criando-se um espaço funcional para os visitantes e mais um elemento de promoção cultural do concelho, desta vez, debruçado sobre o troço internacional do rio Minho.

FAMALICÃO PROMOVE ENCONTRO DA REDE DE MUSEUS

Famalicão promoveu primeiro encontro da Rede de Museus

“Ter valor e qualidade não chega. Temos que ser suficientemente apelativos e cativantes para que as pessoas visitem os nossos museus”. Esta foi a principal mensagem deixada hoje pelo Presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, na abertura do I Encontro da Rede de Museus do concelho.

I Encontro da Rede de Museus

A iniciativa, inserida no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus, decorreu esta quinta-feira, 19 de maio, no Museu Bernardino Machado, numa ação que o edil famalicense considerou ser fundamental, “não só para o crescimento dos museus, mas também para que o conceito de rede saia mais fortalecido”.

E acrescentou: “queremos que as pessoas que visitem um museu em Famalicão, sintam vontade de conhecer outros que integram a nossa rede”.

Para além de debates e das conferências “Trabalhar em equipa: o papel de cada um na promoção da instituição” e “Participação Cultural: motivações e barreiras”, o programa do evento contou ainda com uma visita à Fundação Cupertino de Miranda e à Casa-Museu de Camilo.

Recorde-se que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão abrange atualmente treze espaços museológicos do concelho.

QUE RELAÇÃO EXISTE ENTRE OS BEATLES E O MUSEU DO TRAJE DE VIANA DO CASTELO?

Encontra-se patente ao público, até ao próximo dia 26 de junho, no Museu do Traje de Viana do Castelo, uma exposição alusiva à célebre banda inglesa dos anos sessenta “Os Beatles” A exposição denomina-se “The Beatles - Sons e Tons” e apresenta 2600 dos mais de 36 mil discos em vinil e CD do espólio de Vítor Coutinho, um empresário vianense da área da ourivesaria. A iniciativa conta com o apoio do pelouro da Cultura da Câmara de Viana do Castelo.

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Trata-se de uma coleção valiosa e uma exposição interessante para se visitar, levando-nos até à música dos anos sessenta, a qual merece um espaço privilegiado na cidade de Viana do Castelo, simultaneamente convidativo à visita de muitos vianenses. Porém, não se entende qual a relação existente entre os Beatles e o Museu do Traje de Viana do Castelo.

Tratando-se de um Museu Regional – e não de um mero museu municipal, apesar de se encontrar sob a tutela da Câmara Municipal de Viana do Castelo – espera-se que este sirva essencialmente para conservar e divulgar o traje tradicional da nossa região, naturalmente com especial ênfase para o magnífico traje domingueiro de lavradeira, vulgo traje à vianesa. Além, naturalmente, de outras peças de valor etnográfico associadas à nossa cultura regional.

A ocupação daquele espaço por uma exposição de cariz tão desigual, por mais valiosa que seja, dá-nos a sensação de uma certa desorientação em termos museológicos ou, pior ainda, o recurso a qualquer coisa com vista a adiar a falência de um projeto museológico que interessa a toda a comunidade e ao país. É que, por mais que nos esforcemos, não conseguimos encontrar qualquer explicação plausível na escolha deste local para a realização desta exposição! Resta sabermos quais serão as surpresas que o Museu do Traje ainda nos reserva…

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FAMALICÃO CELEBRA DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS A 34 METROS DE ALTURA

Programa vasto e diversificado inclui a visita à Torre da Fundação Cupertino de Miranda

É preciso subir 10 pisos e percorrer 21 salas com exposições até atingir os 34 metros de altitude que mede a emblemática torre da Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão. Daqui é possível aceder a um terraço que proporciona uma vista única e panorâmica sobre toda a cidade. O acesso habitualmente restrito vai ser aberto ao público, nos dias 18 e 21 de maio, no âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus.

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A visita guiada é uma das iniciativas promovidas pelos museus de Famalicão. As comemorações que incluem também a Noite Europeia dos Museus, decorrem entre 15 e 21 de maio, e envolvem cerca de uma dezena de museus, entre os quais a Casa de Camilo, o Museu Bernardino Machado, o Museu da Industria Têxtil, o Ferroviário, entre outros.

A visita guiada à torre da Fundação Cupertino de Miranda é de entrada livre e não necessita de marcação prévia. Tem uma duração aproximada de 30 minutos e a lotação é de 10 participantes. Na visita será explorada a vista panorâmica sobre a cidade, que proporciona novas leituras das paisagens culturais que marcam o território. A torre da Fundação Cupertino de Miranda, emblemática pelo seu revestimento azulejar da autoria de Charters de Almeida (n. 1935), foi inaugurada a 8 de Dezembro de 1972 e tem uma estrutura helicoidal com 10 pisos, 21 salas e 34 m de altura. No dia 18, as visitas decorrem de hora em hora entre as 10h00 e as 21h00, com exceção das 20h00. No dia 21, as visitas irão acontecer às 14h00, 17h00, 18h00, 19h00, 21h00, 22h00 e 23h00. O horário alargado irá permitir admirar a cidade de diferentes perspetivas, de dia, ao entardecer e à noite. Será uma oportunidade única visto que o acesso ao terraço da torre raramente está disponível ao público em geral. Refira-se ainda que o percurso de acesso ao terraço da Torre não está adaptado para pessoas com mobilidade reduzida.

ROTEIRO LITERÁRIO RELIGIOSO CAMILIANO COM APRESENTAÇÃO DE CONTO

No âmbito das comemorações do Dia Internacional dos Museus, destaque ainda para a organização do roteiro literário religioso camiliano, que vai decorrer no dia 20, a partir das 20h00, com concentração na Casa de Camilo e seguindo depois para as igrejas de Requião, Abade de Vermoim, Esmeriz, Landim e Seide. Em Esmeriz será apresentado o conto “Beatriz de Vilalba”, retirado da obra “Noites de Insónia (1874). O conto é o primeiro volume da coleção “Biografias Enoveladas”, a editar pela Casa de Camilo, que compreende pequenos livros de bolso com algumas particularidades: as edições são enriquecidas com significados e notas de rodapé, iconografia relacionada com a narrativa e um mapa sobre a localidade onde se desenrola a ação.

Entretanto, no dia 21 será apresentado no Centro de Estudos Camilianos, pelas 17h00, o n.º 10 da coleção “Estudos Camilianos” subordinado ao tema “As Ficções do Mal em Camilo Castelo Branco”. O volume reúne um conjunto diversificado de trabalho de investigadores camilianos que procuraram aclarar na obra do escritor as múltiplas formas de que se reveste o tema do Mal.

EXPOSIÇÕES, OFICINAS, VISITAS-GUIADAS E MUITA ANIMAÇÃO

São mais de 20 iniciativas que decorrem nas várias estruturas museológicas de Famalicão. Do rol de atividades que incluem a inauguração de exposições, ateliers, cinema, visitas guiadas, entre outras, referência ainda para a programação da noite europeia dos museus.

Enquanto a grande maioria das casas mantém as portas abertas pela noite dentro, o Museu Bernardino Machado veste-se de “Preto no Branco” e abre portas à animação, com muita cultura e festa à mistura.

Refira-se que o Dia Internacional dos Museus, criado pelo ICOM – Conselho Internacional de Museus, celebra-se anualmente a 18 de Maio, através da organização de diversas atividades. Este ano é dedicado ao tema “Museus e paisagens culturais”. Por sua vez, a Noite Europeia dos Museus foi criada pelo Ministério Francês da Cultura e da Comunicação.

Comemorações do Dia Internacional dos Museus e Noite Europeia dos Museus 2016

15 de Maio

15:30, inauguração da exposição “Identidade” de Carlos Daniel Pimenta, Museu Soledade Malvar

De 16 de maio a 20 de maio

10:00 às 13:00 e das 14:00 às 17:00, Anjos com material para reciclar, velas decorativas e visitas, Museu de Arte Sacra da Capela da Lapa

10:00 e 17:00, Eco atelier Ferroviário, Atelier Almofadinhas de Sonho, Atelier Postais Originais, Museu Nacional Ferroviário-Núcleo de Lousado

17 de maio

10:30 às 14:30, Oficina das Artes – Fantoches, Museu Soledade Malvar

18 de maio

10:00 às 22:00, Visita guiada ao Terraço da Torre (uma subida por hora, até 10 participantes), Fundação Cupertino de Miranda

10:00 às 17:00, Atelier Café-Costura e Cultura, Museu da Indústria Têxtil

10:00 às 17:30, Visitas guiadas à exposição permanente, Museu Bernardino Machado

10:00 às 13:00 e das 14:00 às 17:00, Entrada livre, Museu da Confraria de Nª Sª do Carmo de Lemenhe

10:00, Exibição do filme “O Principezinho” (Classificação: Animação/2015/M6/108min), Fundação Cupertino de Miranda

10:30 às 14:30, Oficina das Artes – Baú das Joias, Museu Soledade Malvar

14:30 Exibição do filme “O Artista” (Classificação: Romance/2011/M12/100min), Fundação Cupertino de Miranda

15:00, Inauguração da exposição de fotografia “Paisagens industriais”, Museu da Indústria Têxtil

15:30, Apresentação pública da revista de Arqueologia Industrial, 4ª série, Vol. 6,nos I e II, Museu da Indústria Têxtil

17:00, Vista sobre a Cidade: conversa com o Departamento de Ordenamento e Gestão Urbanística da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão (até 20 participantes), Terraço da Torre da Fundação Cupertino de Miranda

19 de maio

10:30 às 14:30, Oficina das Artes – Especial Flores, Museu Soledade Malvar

20 de maio

10:30 às 14:30, Oficina das Artes – Fantoches, Museu Soledade Malvar

Roteiro Literário Religioso Camiliano, Igrejas de Requião, Abade de Vermoim, Esmeriz, Landim e Seide, (limitado a 20 participantes)

20:00, Concentração na Casa de Camilo

21:30, Apresentação do conto “Beatriz de Vilalba”, Igreja de Esmeriz

22:30, Chegada à Casa de Camilo

21 de maio

10:00 às 00:00, entradas gratuitas, Casa de Camilo

10:00 às 17:00, Ferro-modelismo e Exposição LEGO, Museu Nacional Ferroviário-Núcleo de Lousado

11:30, Recital dos alunos CCM/FCA, Museu de Cerâmica Artística da Fundação Castro Alves

14:00 às 17:00, Entrada livre, Museu da Confraria de Nª Sª do Carmo de Lemenhe

14:00 às 00:00, Visita guiada ao Terraço da Torre (uma subida por hora, até 10 participantes), Fundação Cupertino de Miranda

15:00 e 21:00, Oficina Sábados em Família “Famalicão do cimo da torre” (até 15 participantes, mínimo 6 participantes, Fundação Cupertino de Miranda

15:30 Inauguração da exposição “Arte Francesa e Pintura” de Deolinda Silva, atuação do Centro Cultural de Música de Vila Nova de Famalicão, Museu Nacional Ferroviário-Núcleo de Lousado

17:00, Apresentação do nº 10 dos “Estudos Camilianos”, subordinados ao tema “As ficções do Mal em Camilo Castelo Branco”, Centro de Estudos Camilianos

21:00, Exibição do documentário “O grande museu” (Classificação: Documentário/2014/M12/94min), Fundação Cupertino de Miranda

23:00 às 04:00, Noite dos Museus “Preto no Branco”

MONÇÃO INAUGURA NÚCLEO MUSEOLÓGICO “TORRE DE LAPELA”

Imóvel histórico, classificado como monumento nacional desde 23 de junho de 1910, abre ao público no dia 27 de maio, sexta-feira, pelas 21h00, permitindo um maior contacto com a história e uma paisagem deslumbrante sobre o rio Minho, casario tradicional de Lapela e margem galega.

Torre  (Large)

Os trabalhos de requalificação estão concluídos e o Núcleo Museológico Torre de Lapela já tem data marcada para a abertura ao público. Será no dia 27 de maio, sexta-feira, pelas 21h00, no âmbito das festas concelhias do Corpo de Deus/Festa da Coca

A empreitada, adjudicada por cerca de 70 mil euros com financiamento no âmbito do “QREN – Valorização e Qualificação Ambiental – Eixo III – Património Cultural”, englobou a restauração da torre de menagem, a beneficiação do pavimento envolvente e a valorização dos canastros existentes.

Trata-se, segundo o autarca local, Augusto de Oliveira Domingues, de uma aposta clara do atual executivo na valorização do património construído e na revitalização da memória coletiva dos monçanenses, assumindo-se como mais um motivo de visita para quem se desloca a Monção. Convida: “Aconselho vivamente uma subida à torre porque a paisagem é simplesmente magnífica”

Imóvel classificado como monumento nacional desde 23 de junho de 1910, a Torre de Menagem de Lapela constitui uma edificação com elevado significado histórico-cultural e um apelativo enquadramento paisagístico sobre o casario tradicional de Lapela, rio Minho e margem galega.

Neste edifício carregado de histórias e memórias, pretendeu-se, através desta intervenção, a criação de uma imagem renovada de todo o interior, criando-se um espaço funcional para os visitantes e mais um elemento de promoção cultural do concelho, desta vez, debruçado sobre o Pai Minho, como gentilmente os galegos tratam o rio Minho.

Edificação com valor histórico e cultural, a sua construção é austera e minimalista, onde o supérfluo não existe e a beleza reside na simplicidade. Apresenta uma tipologia de torre isolada, com remate ameado e acesso principal e único num patamar elevado.

Cumprindo a sua função defensiva na linha do rio Minho, possui cisterna, paredes em alvenaria de granito aparelhado com 2,5 metros de espessura e passadiço ao nível da cobertura, terminado em telha tradicional. Tem 27 metros de altura e cerca de 11,50 metros de largura.

Nos últimos anos, talvez derivado da proximidade da Ecopista do Rio Minho, a torre de menagem tem sido muito procurada por turistas nacionais e estrangeiros. A dificuldade e precaridade do acesso ao interior e à cobertura, tem constituído, no entanto, uma grande adversidade para a promoção deste espaço singular.

Situação que será agora ultrapassada com a sua abertura ao público, passando Monção a contar com mais um local visitável. Desta vez, emoldurado num cenário verdejante aprazível debruçado sobre o Pai Minho, como gentilmente os galegos tratam o rio Minho.