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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BOLETIM ICOM PORTUGAL ENTREVISTA JOÃO ALPUIM BOTELHO

A edição de Outubro do “Boletim ICOM Portugal” editado pelo Comité Português da International Council of Museums (ICOM) publicou, na secção “Museus & Pessoas”, uma entrevista conduzida pela investigadora Ana Carvalho, através da qual segue o percurso do Dr. João Alpuim Botelho através do Museu do Traje, o Museu Bordallo Pinheiro e a sua passagem pelo Teatro Rivoli.

Conforme a própria entidade oficialmente se define, “O ICOM é a maior organização internacional de museus e profissionais de museus dedicada à preservação e divulgação da património natural e cultural mundial, do presente e do futuro, tangível e intangível.

Uma entrevista a não perder que o BLOGUE DO MIMNHO disponibiliza neste espaço.

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MUSEU DAS MIGRAÇÕES E DAS COMUNIDADES DE FAFE PARTICIPA EM SEMINÁRIO NO BRASIL

A Fundação Casa de Rui Barbosa do Ministério da Cultura do Brasil, o Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal Fluminense e o Município de Fafe promovem um seminário sobre "O Brasileiro de Torna-Viagem e a Construção da Luso-brasilidade no Oitocentos", muito centrado nas memórias de Fafe. 

O evento realiza-se na segunda-feira, 23 de Outubro, na Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro (Brasil).

Programa do seminário:

10h – Palestra:
O Brasileiro de Torna Viagem na sociedade portuguesa da segunda metade de Oitocentos – representações e realidades.
Profa. Dra. Isilda Monteiro (pesquisadora do CEPESE, professora da ESEPF, Portugal)

15h - Abertura da Exposição: 
Fafe dos "Brasileiros": heranças & memórias

16h - Mesa-redonda: Memória da Imigração
Me. Artur Coimbra (director do Museu das Migrações e das Comunidades, de Fafe)
Luíza Campos de Carvalho (curadora do Arquivo Albino O. Guimarães)
Dra. Ana Pessoa (pesquisadora da FCRB)
Mediadora: Profa. Dra. Ismênia Martins (PPGH-UFF) 

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NAVIO GIL EANNES É O MELHOR MUSEU DO NORTE E O 7º A NÍVEL NACIONAL

O Navio Gil Eannes foi classificado pelo Tripadvisor, maior site de viagem do mundo, como um dos 10 melhores Museus de Portugal tendo ficado em 7º lugar nos Travelers’ Choice Awards em 2017.

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Os Travelers' Choice Awards são determinados através das avaliações feitas pelos utilizadores do Tripadvisor em todo o mundo e durante 12 meses.

A seleção é feita a nível mundial, mas também por regiões e, em Portugal, em dez museus distinguidos um é de Viana do Castelo, o Navio Gil Eannes.

Lista dos 10 eleitos em Portugal são:

  1. Museu Calouste Gulbenkian | Lisboa
  2. Museu Nacional do Azulejo | Lisboa 
  3. Museu Coleção Berardo | Lisboa 
  4. Museu Nacional de Machado de Castro | Coimbra 
  5. Museu do Ar | Sintra
  6. Museu Nacional de Arte Antiga | Lisboa
  7. Navio Gil Eannes | Viana do Castelo
  8. Museu de Aveiro | Aveiro
  9. Museu Monográfico de Conímbriga | Condeixa-a-Nova
  10. Museu Nacional dos Coches | Lisboa

Consultar em https://www.tripadvisor.pt/TravelersChoice-Museums-cTop-g189100

O Navio Hospital Gil Eannes foi construído nos Estaleiros de Viana do Castelo em 1955, tendo como missão apoiar a frota bacalhoeira portuguesa nos mares da Terra Nova e Gronelândia.

A sua principal função foi prestar assistência hospitalar aos pescadores e tripulantes da frota bacalhoeira. Também foi navio capitania, navio correio, navio rebocador, garantindo abastecimento de mantimentos, redes, isco e combustível aos navios da pesca do bacalhau.

O Gil Eannes encontra-se aberto ao público como navio museu desde agosto de 1998 e ao longo destes anos já foi visitado por mais de 845 mil visitantes.

O navio museu pode ser visitado todos os dias a partir das 9h30.

MUSEU DE OLARIA DE BARCELOS RECEBE EXPOSIÇÃO PÓSTUMA DE JOÃO MACEDO CORREIA

“João Macedo Correia: o ceramista visionário” é o nome da exposição temporária que estará patente, de 27 de setembro de 2017 a 11 de março de 2018, no Museu de Olaria. Integradas no programa expositivo vão estar imagens inéditas de um dos mais emblemáticos ceramistas barcelenses.

A mostra, organizada pela Câmara Municipal de Barcelos, composta por mais de 90 peças, na sua maioria da coleção dos filhos Adélio Marinho Macedo Correia e Fernando Macedo Correia, é inaugurada na quarta-feira, dia 27 de setembro, às 18h00, onde também será apresentada a monografia “João Macedo Correia (1908-1987), o legado de um ceramista”, pelo Dr. António Augusto Joel.

João Correia Macedo é um dos grandes vultos da cerâmica barcelense. é um dos grandes vultos da cerâmica barcelense, exemplo perfeito da forma como a arte em torno da cerâmica moldou em termos sociais, culturais e económicos todo o território de Barcelos.

Oriundo de uma família de oleiros, cedo percebe que queria enveredar por um novo caminho. Estudou com alguns dos discípulos de Rafael Bordalo Pinheiro; implementou os seus conhecimentos na produção cerâmica, transformando a Fábrica do Macedo numa verdadeira Cerâmica artística.

Foram mais de 50 anos o tempo que se dedicou, com coragem, perseverança e persistência, ao ofício da cerâmica desde o tempo que passou na fábrica de cerâmica do seu pai ao período em que, fruto das circunstâncias da vida, recomeça a atividade, praticamente sozinho, numa pequena oficina junto à sua habitação.

Por tudo isto, João Macedo Correia tornou-se um exemplo pela defesa dos interesses dos oleiros e barristas de Barcelos em prol da salvaguarda do futuro da indústria cerâmica da região.

CABECEIRAS DE BASTO PRESERVA NÚCLEO FERROVIÁRIO DO ARCO DE BAÚLHE

Cobertura de cocheira no Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe ficou concluída

Ficou concluída a substituição integral da cobertura da cocheira que alberga as carruagens reais no Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe do Museu das Terras de Basto, cobertura essa que se encontrava em avançado estado de degradação. Uma magnífica intervenção que teve como objetivo resolver os problemas recorrentes de infiltrações no espaço onde estão albergadas as duas carruagens-salão usadas pelo Rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia de Orleães na sua viagem às Pedras Salgadas em 1907.

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A empreitada que consistiu na substituição da atual cobertura, designadamente de toda a estrutura em madeira e telhado, foi adjudicada por 46 mil euros, uma verba substancial do orçamento municipal justificada pela aposta da Câmara de Cabeceiras de Basto na beneficiação e conservação dos equipamentos públicos em particular e na valorização do património em geral.

No decurso da obra foi instalada uma plataforma sobre as carruagens reais para as proteger de eventuais danos que pudessem ocorrer com a queda de materiais e ferramentas, dado que não havia a possibilidade de as deslocar para local seguro. As carruagens foram também protegidas das poeiras próprias deste tipo de intervenção.

O Museu das Terras de Basto é um museu polinucleado que integra o Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe, Núcleo de Arte Sacra, Casa da Lã e Casa do Pão.

O Núcleo Ferroviário encontra-se instalado na antiga estação ferroviária de Arco de Baúlhe, término da Linha do Tâmega. A Estação Ferroviária de Arco de Baúlhe foi inaugurada em 15 de Janeiro de 1949 e encerrada no dia 1 de Janeiro de 1990.

No ano de 2000, a REFER cedeu à Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto o espaço da estação e os seus edifícios, ficando esta autarquia responsável pela sua conservação, manutenção e gestão, em estreita colaboração com a Fundação Museu Nacional Ferroviário, tendo sido criado o Museu das Terras de Basto que foi inaugurado em maio de 2004.

Obras na cobertura de cocheira no Núcleo Ferroviário do Arco de Baúlhe concluídas (2)

BRAGA INAUGURA NÚCLEO MUSEOLÓGICO DAS RUÍNAS ARQUEOLÓGICAS DE SÃO MARTINHO DE DUME

União de Freguesias e Município promovem musealização das ´Ruínas Arqueológicas de São Martinho de Dume´. Inauguração do Núcleo Museológico terá lugar este Sábado

Realizar-se-á este Sábado, dia 26 de Agosto, pelas 10h30, a Inauguração do Núcleo Museológico de São Martinho de Dume (2. fase), um projecto promovido pela União de Freguesias de Real, Dume e Semelhe e pelo Município de Braga.

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A intervenção realizada visou a musealização das ruínas da antiga Catedral, que se localizam sob a actual igreja paroquial de Dume e seus espaços circundantes - um espólio muito significativo e exemplar da antiga arquitectura cristã da Europa Ocidental.

No plano nacional, a salvaguarda e valorização deste monumento nacional assume uma importância impar pela sua singularidade e valia patrimonial, constituindo-se como exemplar único. A sua valorização permitirá projectar as Ruínas Arqueológicas de São Martinho de Dume para o mesmo patamar dos grandes conjuntos europeus similares, integrando-o nos circuitos internacionais de arquitectura cristã antiga.

Pelo valor patrimonial que se encontra enraizado nestes chãos, pretende-se com o projecto apresentado proporcionar uma melhor interpretação e estudo do passado. Com a concretização deste projecto estarão criadas as condições para que o Núcleo Museológico de Dume, enquanto centro de interpretação do monumento, funcione como polo cultural e lúdico, podendo albergar exposições, recepcionar visitas organizadas de público escolar e público indiferenciado mas também de especialistas em Arqueologia e História.

Mandada construir pelo Rei Suevo Charrarico no ano 550, a antiga Catedral foi consagrada a S. Martinho de Tours, como voto de agradecimento pela cura do filho. Ao longo dos tempos até ao presente, todo o espaço em causa e envolvente, foi vivido e marcado pelas várias épocas sendo os períodos mais significativos, os vividos pelos Romanos, Suevos e Visigodos, Época Medieval e o passado mais próximo com a construção de uma Igreja e Capela.

O papel de Braga na afirmação do cristianismo é internacionalmente reconhecido e encontra as suas raízes precisamente no contexto histórico dos séculos V-VII, pois o estatuto de capital religiosa cristã do Noroeste Peninsular, que desde o final do século III acumulou com a capitalidade provincial de Bracara Augusta, beneficiou da afirmação da cidade como capital do reino suevo e da notável acção organizadora de São Martinho Dumiense, bispo de Dume e Arcebispo de Braga.

As “Ruínas Arqueológicas de São Martinho de Dume” estão classificadas como Monumento Nacional (Decreto n.º 45/93, de 30-11-1993. DR 280 – I Série-B, p. 6699), com Zona Especial de Protecção (Portaria nº 227/97 (2ª série), de 13-5-1997. DR 110 – II Série, p. 5522-5523).

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NAVIO GIL EANNES É UM DOS MAIS VISITADOS MUSEUS DE VIANA DO CASTELO

Navio Gil Eannes recebe 44 378 visitantes

De 1 de janeiro a 31 de julho do corrente ano o Navio Museu Gil Eannes recebeu 44 378 visitas, um aumento de 39% (12 560 pessoas) relativamente a 2016.

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Dos 44 378 visitantes destaca-se 30 499 nacionais, 13 879 estrangeiros sendo que 8 083 integraram visitas guiadas a grupos na sua maioria oriundos de entidades de ensino.

Desde que o Navio Gil Eannes abriu ao público em agosto de 1998 e até à data, a Fundação Gil Eannes já contabilizou 817 659 pessoas que fizeram visita a este emblemático navio museu.

A Fundação Gil Eannes tem apostado na reabilitação de vários espaços do navio hospital tendo o último restauro sido feito nas antigas enfermarias gerais, onde se encontra patente a exposição “Navios Construídos nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo”, constituída por 59 navios pintados a aguarela pelo Arqº Telmo Gomes.

A exposição “Heróis que o tempo não apaga” localizada na sala de exposições temporárias, pode ser visitada até 31 de dezembro. Esta exposição composta por 25 painéis alusivos à faina da pesca do bacalhau à linha, retrata a vida a bordo de um lugre da pesca do bacalhau.

Na sala “José Hermano Saraiva” encontra-se a exposição de “Cirurgia Cardiotorácica” do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia. Constituída por 39 fotografias de autoria do Dr. Filipe Carneiro, as quais representam o trabalho de toda a equipa que diariamente presta os mais diversos cuidados na área da cirurgia cardíaca e cirurgia torácica geral.

O Navio Museu Gil Eannes pode ser visitado todos os dias das 9h30 às 19h00.

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FAFE INAUGURA MUSEU DA EDUCAÇÃO

Espaço recria escola do passado

No próximo Sábado, 10 de Junho, pelas 15h30, vai ser inaugurado o Museu da Educação de Fafe, situado na antiga Escola Deolinda Leite, em Silvares S. Martinho.

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O espaço pretende recriar a evolução da educação no concelho, sobretudo no âmbito do ensino básico.

Por iniciativa do Município de Fafe e da Junta de Freguesia de S. Martinho de Silvares, foi organizado o Museu da Educação, ocupando o espaço arquitetónico da centenária Escola Deolinda Leite, naquela freguesia, que, datada de 1892, representa um investimento na educação por iniciativa de emigrantes fafenses no Brasil, os chamadosbrasileiros de torna viagem.

O museu apresenta painéis com textos e imagens dedicados aos instituidores da Escola Deolinda Leite (João Pinto da Costa Ferreira Leite, em honra e louvor de sua esposa Deolinda Emília Correia Martins Leite), às marcas dos brasileiros de torna-viagem na instrução primária, à instrução ao longo do Estado Novo e ao ensino no concelho após o 25 de Abril, do básico ao superior.

No âmbito do museu, que sumaria ainda cronologicamente a evolução da educação no concelho ao longo dos séculos XVIII a XXI, é recriada uma sala de aula do passado, com as suas carteiras, a secretária do professor, os mapas, as caixas métricas e outros aspectos.

Dezenas de manuais escolares, originais ou fasimilados, completam o espólio de um museu que se pretende aberto e em permanente recriação!

CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA HISTÓRIA MILITAR DE PONTE DE LIMA É ALVO DE ELOGIO INTERNACIONAL

Ponte de Lima impressionou Ex-Chefes de Estado-Maior do Exército de França, da Alemanha e Portugal

Ponte de Lima foi um dos três locais escolhidos a nível nacional para acolher o encontro dos Generais “EX-CEME” - Ex-Chefes de Estado-Maior do Exército de França, da Alemanha e Portugal.

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No passado dia 27 de maio, o Executivo Municipal de Ponte de Lima acompanhou o General Elrick Irastorza, o General Hans-Otto Budde, e o General José Luís Pinto Ramalho, respetivamente ex-Chefes de Estado-Maior do Exército de França, Alemanha e Portugal, numa visita, sob a coordenação do Coronel António Feijó ao Centro de Interpretação da História Militar de Ponte de Lima. Este encontro não podia terminar sem um Verde de Honra no Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde, espaço que tem como principal missão contribuir para a promoção do Vinho Verde através da investigação e divulgação do seu lastro patrimonial. O Festival Internacional de Jardins foi também ponto de paragem, numa visita que terminou por entre percursos do Centro Histórico.

Após a visita aos vários espaços o Comité não hesitou em elogiar a qualidade das infraestruturas e do acervo museológico, assim como também dos recursos endógenos que permitiram e motivaram a sua construção.

A visita seguiu para o FIJ, inaugurado no dia anterior, para a sua 13ª edição consecutiva, não sem antes se ter realizado uma visita ao Centro Histórico da vila mais antiga de Portugal. Alvo do elogio dos ex-Chefes de Estado-Maior do Exército das três nações, Ponte de Lima marcou esta visita transnacional pelas melhores razões.

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MUSEUS DE FAMALICÃO ESTÃO EM REDE HÁ 5 ANOS

Exposição “Lugares (In)visíveis” celebra os cinco anos da Rede de Museus de Famalicão. Mostra é inaugurada este sábado, 1 de abril, pelas 17h00, na Casa do Território

A 26 de novembro de 2012, nascia em Vila Nova de Famalicão uma estrutura criada para preservar e valorizar os treze espaços museológicos do concelho.

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A celebrar cinco anos de atividade, a Rede de Museus dá agora a conhecer estes espaços únicos e incontornáveis do património histórico famalicense através de uma exposição que reúne a sua história, memória e identidade.

A mostra, intitulada “Lugares (In)visíveis”, é inaugurada este sábado, 1 de abril, às 17h00, pelo Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, e vai estar patente até ao dia 3 de setembro, na Casa do Território, no Parque da Devesa.

Recorde-se que a Rede de Museus de Vila Nova de Famalicão é composta pelos seguintes espaços: Museu Cívico e Religioso de Mouquim, Casa-Museu Soledade Malvar, Museu de Arte Sacra de São Tiago de Antas, Museu de Arte Sacra (Capela da Lapa), Museu da Indústria Têxtil, Museu da Guerra Colonial, Museu Nacional Ferroviário – Núcleo de Lousado e Nine, Museu da Confraria da Senhora do Carmo de Lemenhe, Casa-Museu Camilo Castelo Branco, Museu do Surrealismo da Fundação Cupertino de Miranda, Museu de Cerâmica da Fundação Castro Alves, Museu Bernardino Machado e Museu do Automóvel. 

A MUSEOLOGIA EM PORTUGAL

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Manuel de Azevedo Antunes

De Boletim, n.º 3, terceira série, do MINOM Portugal, pp. 10-14, março de 2017

Fez 30 anos, em 2015, que foi criado o MINOM (Movimento Internacional para uma Nova Museologia), em Lisboa, na Assembleia Geral Constituinte deste Movimento, em 10 de novembro de 1985.

Dez anos depois, por Escritura Pública de 23 de junho de 1995, na mesma cidade, era constituído também, como Associação,  o MINOM em Porugal.

O ano de 2015, foi, pois, um tempo de comemorações para a museologia. Principalmente para a Nova Museologia.

Daí esta oportunidade para analisar o percurso da museologia, em Portugal, que, graças ao MINOM, muito tem a ver com a museologia latino-americana.

Após um enquadramento geral, tenciona-se observar o aparecimento e evolução dos museus portugueses.

Seguir-se-á a tentativa de esclarecer a rutura museológica que significou a “Mesa Redonda sobre a Importância e o Desenvolvimento dos Museus no Mundo Contemporâneo”, de Santiago do Chile, em 1972, com as suas ondas de repercussão por todo o mundo, nomeadamente em Portugal.

Passando, depois, à verificação/compreensão das aplicações da Nova Museologia em Portugal, tanto a nível do pensamento teórico como da práxis museológica.

Como metodologia, além da experiência pessoal sobre estas matérias, foi-se buscar, à espuma dos tempos, alguns dos textos e autores a quem a museologia tanto deve. Aqui fica, para eles (e para muitos mais que ficaram por evocar) esta singela homenagem.

1- DA ARCA DE NOÉ À CASA DAS MUSAS

A humanidade começou com a “recoleção”. Mas passou, depois, também à “coleção”. Não é, pois, de admirar que colecionar seja, ainda hoje, uma das tarefas dos museus.

O mito bíblico da Arca de Noé (Génesis, 6-9), “plagiado” da lenda suméria do “Ciclo de Ziusudra”, representa, na tradição judaico-cristã, a ideia de salvação de pessoas (a família de Noé) e animais. Enfim, uma espécie de Jardim Zoológico ou de  Museu de “Estória” Natural, em que está presente a ideia de colecionismo. E, em termos simbólicos, é bem a expressão do que se passa com a escassa preservação do património cultural que tem acontecido ao longo da história.

Por sua vez, na antiga Gécia, de onde vem o étimo, o museu (“mouseion”) era o templo das musas, as nove filhas de Mnemosine e Zeus, divindades mitológicas, inspiradoras da criação artística ou científica.

Isso aconteceu na Grécia, no império romano e pelo oriente.

O mais famoso museu desses tempos ficava em Alexandria,  criado por Ptolomeu I, no séc. III a.C., inicialmente como uma escola de filosofia, que, mais tarde, veio a dar origem à famosa Biblioteca de Alexandria, financiada pelo Estado, para a manutenção e produção de conhecimento. 

Durante a Idade Média europeia, manteve-se a prática do colecionismo: com os acervos de preciosidades, património que podia ser convertido em moeda, para financiamentos estatais; coleções de objetos ligados ao culto, relíquias de santos, manuscritos requintadamente ilustrados e objetos litúrgicos.

No Renascimento, floresce o colecionismo privado de banqueiros e comerciantes, que financiavam a arte sagrada e profana, ou se dedicavam à busca de objetos da antiguidade clássica. A apreciação dessas coleções e o acesso ao local onde se encontrvam guardadas era privilégio dos nobres, clérigos e artistas.

Nos sécs. XVI e XVII, com a moderna globalização, surgiram, pela Europa, “Gabinetes de Curiosidades” ou “Câmaras de Maravilhas”, com coleções de peças das mais variadas naturezas e múltiplas procedências.

E aparecem, pela primeira vez, na Europa, Museus (termo resgatado pelos humanistas) com o objetivo de educar o público, ao contrário do que até então acontecia, como ocorreu em Basileia, em 1671, com o primeiro museu universitário, e, na Inglaterra, em 1683, com o Museu Ashmolean, na Universidade de Oxford.

Seguiram-se outros, como o Museu Britânico, aberto em Londres, em 1759, e o Museu do Louvre, em Paris, em 1793, já por iniciativa governamental. O mesmo aconteceu noutros países, do ocidente ao oriente, passando pela América, muito devido ao impulso colonialista.

2- OS MUSEUS EM PORTUGAL

      Portugal não ficou indiferente aos novos ventos museológicos, sob a influência do pensamento iluminista e enciclopédico.

Assim, da reforma pombalina de 1772, resultaram o Real Museu da Ajuda (com um Museu de História Natural, um Jardim Botânico e um Gabinete de Física), feito pelo Marquês de Pombal para o príncipe D. José, neto de D. José I, e os Museus da Universidade de Coimbra (também com um Museu de História Natural, um Jardim Botânico e um Gabinete de Física Experimental), destinados a estudantes.

Outros se lhes seguiram, incluindo o Museu Nacional, criado pela então jovem sociedade científica, a Academia das Ciências de Lisboa, de 1779.

      De destacar, neste contexto, a criação, cerca de meio século mais tarde, do Museu Real do Rio de Janeiro, instituído por decreto do ainda Príncipe Regente, futuro D. João VI, com data de 6 de junho de 1818.

      Com a chegada do liberalismo, ainda durante o cerco do Porto, D. Pedro deliberou, em 1833, estabelecer aí um “Museu de Pinturas, Estampas, e outros objectos de Bellas Artes” (Ramos, 1993, p. 30).

      Mas o primeiro museu aberto ao público, no Porto, em 1838, foi o Museu Allen, um museu privado, pertença de “(…) João Allen (1785-1848) um rico comerciane de origem britânica que, depois de um curto período de estadia no estrangeiro, estabeleceu os seus negócios na cidade do Porto” (Pimentel, 2005, p. 36).

      Com a vitória dos liberais, em 1834, aparece toda uma legislação, nomeadamente  com Passos Manuel (1801-1862), com vista, além do mais, a promover a formação dos portugueses, reformar a  instrução pública, criar conservatórios, academias, bibliotecas e museus, a nível naciona e regional. Além da qualidade e quantidade dos museus deste período, o grande legado do liberalismo foi a implementação da ideia de museu público (Ramos, 1993, pp. 30-35).

      O incremento do colonialismo, na segunda metade do séc. XIX, levou à criação do Museu Colonial, em 1870, e da Sociedade de Geografia de Lisboa, com o seu museu, em 1875. É por essa época que aparecem também os Museus de Belas Artes, de Arqueologia e da Indústria.

      O Museu Colonial de Lisboa, aberto ao público em 15 de maio de 1870, tinha por objetivo dar a conhecer as riquezas das colónias, para nacionais e estrangeiros.

      Esse museu, integrado no Ministério dos Negócios da Marinha e do Ultramar, foi, em 1892, anexado ao Museu da Sociedade de Geografia, do que resultou o Museu Colonial e Etnográfico da Sociedade de Geografia de Lisboa, que foi, no dizer de Ernesto Veiga de Oliveira, “(…) até à criação do Museu de Etnologia do Ultramar (…) o único verdadeiro museu de etnologia geral de Lisboa” (Oliveira, 1971, p. 27, apud  Ramos, 1993, p. 42).

      O último (grande) museu da monarquia foi o Museu dos Coches Reaes, inaugurado em 23 de maio de 1905, o qual, em 1911, após a implantação da República, se passou a designar Museu Nacional dos Coches. Foi uma iniciativa da rainha D.ª Amélia (1865-1951) e ficou instalado no Picadeiro Real do Paço de Belém, com um grande e variado acervo de viaturas, incluindo os Coches Reais. Este museu mudou de instalações em 23 de maio de 2015.

      O primeiro museu da República foi o Museu da Revolução, inaugurado logo em 29 de dezembro de 1910, aproveitando muitos dos objetos dispersos, que se encontravam na associação “O Vintém Preventivo”, recordações de alguns que haviam lutado pela causa republicana. Ficou instalado em cinco salas, nas dependências do então Colégio do Quelhas: Sala da Marinha, Sala do Exército, Sala dos Documentos, Sala do Povo e Sala Buiça e Costa (Ramos, 1993, p. 45).

      Mas o primeiro ato importante da República, quanto aos museus, foi a publicação do Decreto n.º 1, de 26 de maio de 1911. Nele se estabelecia, além do mais, uma divisão territorial em três circunscrições artísticas, sediadas em Lisboa, Coimbra e Porto, e considerava o contributo dos museus  para o ensino artístico e a educação geral, realçando também a importância dos museus regionais, do que resultaria a criação de 13 destes museus, entre 1912 e 1924 (Ramos, 1993, pp. 45-46).

      E, no aspeto legislativo, reveste-se de singular importância o “Regulamento Geral dos Museus de Arte, História e Arqueologia”, publicado com o Decreto-Lei n.º 46758, de 18 de dezembro de 1965.

      Uma referência especial merece o Museu de Etnologia do Ultramar, criado pelo Decreto n.º 46254, de 19 de março de 1965, herdeiro, por caminhos sinuosos, do velho Museu Colonial, de 1870. Durante vários anos a funcionar em instalações provisórias, no Palácio Vale Flor, no Alto de Santo Amaro, em Lisboa, passou, em 1974, a designar-se simplesmente Museu de Etnologia. Nesse mesmo ano, foi transferido, para um novo edifício construído para o efeito, na zona do Restelo, inaugurado em 1976. Em 1989, já na dependência do então IPM (Instituto Português de Museus), passou a chamar-se Museu Nacional de Etnologia.

      Foi ainda, no já longínquo ano de 1965, que foi criada a APOM (Associação Portuguesa de Museologia) e começou a funcionar, no Museu Nacional de Arte Antiga, o “Curso de Conservador de Museu”.

      Depois do 25 de Abril de 1974, muitas outras instituições e movimentos haveriam de surgir, de uma forma ou outras ligadas à defesa e valorização do património cultural, com evidentes repercussões no âmbito da museologia.

3- UMA RUTURA EPISTEMOMUSEOLÓGICA                                                                                   

      No século XX, na museologia, há um antes e um depois de Santiago do Chile de 1972. De facto, foi nesse ano que o ICOM (Conselho Internacional de Museus), a pedido da UNESCO, agência das Nações Unidas, organizou a “Mesa Redonda sobre o Desenvolvimento e o Papel dos Museus no Mundo Contemporâneo”, em Santiago do Chile, de 20 a 31 de maio de 1972, onde foi aprovada uma Declaração que marca um virar de página, no pensamento e prática da museologia, uma verdadeira rutura epistemológica.

      Na referida declaração, começa-se por estabelecer os princípios de base do Museu Integral. Aqui, depois de analisar as apresentações sobre os problemas do meio rural e urbano, bem como o desenvolvimento técnico-científico e da educação permanente, os participantes reconheceram a importância dessa problemática, para o futuro da sociedade latino‑americana, Por isso, consideraram a necessidade de os museus terem em conta a atual situação e as diferentes soluções para melhorá‑la, como condição essencial para a sua integração na vida da sociedade. Nesse sentido, acharam os participantes que os museus podem e devem desempenhar um papel na educação da comunidade.

      Na linha de pensamento e ação de Santiago do Chile, vários marcos fundadores importantes aconteceram, ainda no século passado, nomeadamente: a Declaração do Quebec, no Canadá, de 12 de outubro de 1984; a Declaração de Oaxtepec, no México, de 18 de outubro de 1984; a criação do MINOM, em 10 de outubro de 1985; a Declaração de Caracas, na Venezuela, de 5 de fevereiro de 1992; a constituição do MINOM em Portugal, por Escritura Pública de 23 de junho de 1995.

      E muitos outros encontros se realizaram e documentação foi e continua a ser produzida, já por este século adentro, que seria fastidioso enumerar.

      O mais difícil foi lançar as bases e prosseguir com esta aventura epistemomuseológica, iniciada em Santiago da Chile, vai para 45 anos.

4- A NOVA MUSEOLOGIA EM PORTUGAL

Como movimento bastante abrangente, tanto a nível teórico como metodológico, a Nova Museologia anda a par com outras designações para a renovação pretendida na museologia.

Assim, com sentido mais ou menos equivalente, há, hoje, outras expressões com significado semelhante: Museologia Crítica; Museologia Pós-Moderna; Museologia Social; Sociomuseologia; Ecomuseologia; Museologia Integral; Museologia Ativa: Museologia da Comunidade; etc.

A primeira tentativa de criar um museu, em Portugal, dentro da perspetiva do que veio a designar‑se como Nova Museologia, remonta a 1975, quando se pretendeu fazer um ecomuseu, a que se seguiram outros projetos museológicos com a utilização de tal denominação (Pimentel, 2005, pp. 155‑156).

Essa intenção ocorreu com o projeto do arquiteto paisagista Fernando Pessoa, que contou com a ajuda direta do próprio Georges-Henri Rivière, para o “Ecomuseu do Parque Natural da Serra da Estrela”, que incluiria uma unidade museológica central e vários departamentos disseminados por diversos edifícios e aldeias, à semelhança do que acontecia com os ecomuseus franceses. No entanto, tal projeto nunca se viria a concretizar (Pimentel, 2005, p. 182).

Por isso, foi preciso esperar pela inauguração do “Ecomuseu Municipal do Seixal”, em 18 de maio de 1982, para aparecer o primeiro ecomuseu em Portugal, por inicitiva de António Nabais e a sua equipa.

Outras práticas e experiências inovadoras surgiram em Portugal, tanto a nível local como municipal. Apenas para referir algumas, sem pretender ser exaustivo: Museu de Mértola; Núcleo Museológico Naval de Almada; Museu Municipal de Alcochete; Museu Rural e do Vinho do Concelho do Cartaxo; Museu Agrícola de Entre Douro e Minho; Casa Rural e Tradicional da Chamusca; Núcleo Museológico de Alverca; Museu Municipal de Vila Franca de Xira; Museu da Cidade e Museu do Trabalho, em Setúbal; Museu do Traje, em S. Brás de Alportel; Museu do Casal de Monte Redondo, a Casa Mãe da Nova Museologia em Portugal; enfim, o Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna, surgido de uma ideia dos anos sessenta, do século passado, quando se tornou inevitável a construção da barragem que haveria de submergir a aldeia que lhe deu o nome.

Em torno do Museu de Vilarinho, inaugurado em 14 de maio de 1989, já se veio a constituir um Núcleo Museológico, no Campo do Gerês, que, além do museu original, compreende uma das Portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês, o Museu da Geira e o Museu Subaquático de Vilarinho da Furna, além de todo um espaço museal, onde, além do mais, se faz a conservação da herança romana (com a sua via e marcos miliários), da rede dos trilhos pedestres, das cabanas dos pastores, do fojo do lobo, numa área de 2000 hectares, nas serras Amarela e Gerês, no norte de Portugal (Antunes, 1985, 2005).

A Nova Museologia, em Portugal, tem sido difundida principalmente pelo MINOM, através da organização (quase) anual das “Jornadas sobre a Função Social do Museu”, desde as primeiras, em 1988, em Vila Franca de Xira, passando por dezenas de locais dispersos por Portugal inteiro.

Os Encontros Nacionais de Museologia e Autarquias também muito têm contribuído para a divulgação da Nova Museologia.

E, talvez ainda mais importante para essa divulgação, tenha sido o incremento da formação museológica, a nível académico, desde o “Curso de Especialização em Museologia Social”, seguido do “Mestrado em Museologia Social”, no início da última década do século passado, por inicitiva de Mário Moutinho, até aos dias de hoje, já com doutoramentos em museologia, em algumas universidades portuguesas.

Nesta área, foi pioneira a Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, de Lisboa, com o primeiro doutoramento em museologia, em Portugal e no espaço lusófono, aprovado em 2007. Várias teses já aqui foram elaboradas e defendidas, sobretudo por doutorados de Portugal e do Brasil, devido a uma excelente cooperação de professores e alunos dos dois países. Como vão longe os tempos do modesto “Curso de Conservador de Museu”, de 1965!...

Nestas condições, qual o futuro da museologia?

Recorde-se, a propósito, a resposta de Hugues de Varine a Mário Chagas (1996, pp. 11‑12), nos idos de 23 de novembro de 1995:

“Penso, pessoalmente, não como museólogo, mas como actor de desenvolvimento local e militante de acção comunitária que o museu pode e deve escolher entre três formas principais:

  • o museu-espectáculo, distinado a públicos cativos: turistas, meios cultos; escolares em grupos organizados e guiados. Esses museus serão cada vez maiores, cada vez mais dispendiosos, cada vez mais visitados, quer dizer “consumidos”. Serão supermercados da cultura oficial. Ao final, serão todos parecidos.
  • o museu-colecção, destinado às pesquisas avançadas, às produções complexas, a públicos mais ou menos especializados, para os quais a colecção é a primeira justificativa. Esses museus atrairão cada vez mais públicos “inteligentes”, utilizarão métodos de comunicação sofisticados, abrir-se-ão tanto quanto possível às comunidades de geometrias diferentes. Serão todos únicos e criarão entre eles redes de cooperação análogas às redes universitárias actuais.
  • o museu-comunitário, saído da sua comunidade e cobrindo o conjunto  do seu território, com vocação global ou “integral”, processo vivo que implica a população e não se preocupa com o público que é ao mesmo tempo o centro e a periferia. A vida desses museus será curta ou longa, alguns nem se chamarão museus, mas todos seguirão os princípios da nova museologia (Santiago, Quebec, Caracas, etc.) no seu espírito, senão na sua letra”.

CONCLUSÃO

     Neste andar “Pelos Caminhos da Museologia em Portugal”, percorreram-se as tortuosas veredas que vêm da Arca de Noé até aos nossos dias.

     Voltando ao mito, sem abandonar ciência, é altura de apontar para uma museologia participativa, não restritiva, longe do nepotismo bíblico dos tempos do velho patriarca, com vocação democrática, pelos trilhos desbravados desde Santiago do Chile a esta parte.

     No caso da Nova Museologia em Portugal, reconhece-se que o MINOM, nascido em Lisboa, a 10 de novembro de 1985, tem desempenhado um papel fundamental, procurando fomentar a reflexão sobre ideias e práticas museológicas, que coloquem os museus ao serviço das comunidades em que se inserem e das suas perspetivas de desenvolvimento. Com uma Museologia Social que encoraje a consciência política, o exercício da cidadania, a participação comunitária e o espírito de inicitiva, ao serviço da realização do ser cultural, enfim, do ser humano.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Este texto é uma síntese do artigo de Antunes, Manuel de Azevedo. (2015). Pelos caminhos da        Museologia em Portugal. Revista Iberoamericana de Turismo, 5, 142-156. Acedido em 6 de março de     2017, em  http://www.seer.ufal.br/index.php/ritur/article/view/2013

Antunes, Manuel de Azevedo. (2005, outubro). Vilarinho da Furna: memórias do passado e do futuro (2.ª ed.). Lisboa: CEPAD/ULHT.

Antunes, Manuel de Azevedo. (1985). Vilarinho da Furna: uma aldeia afundada. Lisboa: A Regra do Jogo, Edições.

Bíblia Sagrada. Lisboa: Difusora Bíblica, 1964. (Original em hebraico e grego, composto entre o séc. XI a.C e o séc. I d.C.).

Chagas, Mário. (1996). Respostas de Hugues de Varine às perguntas de Mário Chagas. Cadernos de Sociomuseologia, 5(5), 5-18.

Junior, José do Nascimento; Tamp, Alan, & Santos, Paula Assunção dos (Org.). (2012a). Mesa Redonda sobre la Importancia y el Desarrollo de los Museos en el Mundo Contemporáneo: Mesa Redonda de Santiago de Chile, 1972 (Vol. 1). Brasília: IBRAM.

Junior, José do Nascimento; Tamp, Alan, & Santos, Paula Assunção dos (Org.). (2012b). Mesa Redonda sobre la Importancia y el Desarrollo de los Museos en el Mundo Contemporáneo: Revista Museum, 1973 (Vol. 2). Brasília: IBRAM.

Moutinho, Mário. (1993). Sobre o Conceito de Museologia Social. Cadernos de Sociomuseologia, 1(1), 7-9.

Nabais, António José C. Maia. (1993). Museus na Actualidade. In Maria Beatriz Rocha‑Trindade (Coord.), Iniciação à Museologia (pp. 63-76). Lisboa: Universidade Aberta.

Oliveira, Ernesto Veiga de. (1971). Apontamentos sobre Museologia. Museus Etnológicos, 6. Lisboa.

Pimentel, Cristina. (2005, janeiro). O Sistema Museológico Português (1833-1991). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação para a Ciência e Tecnologia.

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Ramos, Paulo Oliveira. (1993). Breve História do Museu em Portugal. In Maria Beatriz Rocha‑Trindade, (Coord.), Iniciação à Museologia (pp. 20-62). Lisboa: Universidade Aberta.

Tinoco, Alfredo. (2012). Une muséologie nouvelle pour des hommes nouveaux: identité et globalisation. Cadernos de Sociomuseologia, 42, 7-26.

Varine, Hugues de. (2012). Em torno da mesa-redondade Santiago: as minhas lembranças da aventura de Santiago, p. 143. In José do Nascimento Júnior; Alan Tamp, & Paula Assunção dos Santos (Org.), Mesa Redonda sobre la Importancia y el Desarrollo de los Museos en el Mundo Contemporáneo: Mesa Redonda de Santiago de Chile, 1972 (Vol. 1, p. 143). Brasília: IBRAM.

Weibel, Peter.  (2013, novembro). O museu: entre a Arca de Noé e o hedge fund. Iner|in|venção: Coleção ZKM | Karlsruhe (pp. 9-21). Évora: Forum Fundação Eugénio de Almeida.

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MUSEU NACIONAL FERROVIÁRIO DE LOUSADO INTEGRA REDE EUROPEIA DA HERANÇA INDUSTRIAL

Museu Nacional Ferroviário de Lousado na maior rota europeia de Turismo Industrial. A candidatura à European Route of Industrial Heritage foi aprovada

O Museu Nacional Ferroviário de Lousado, em Vila Nova de Famalicão, acaba de integrar a maior rede europeia de divulgação e promoção de Turismo Industrial, que agrega e divulga mais de 1300 sítios e museus industriais em 13 países europeus. A candidatura do Museu Nacional Ferroviário – que abrangeu também o Museu do Entroncamento – à European Route of Industrial Heritage (RIH) – foi aprovada.

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A partir de agora estas duas estruturas integram a ERIH como Pontos-Âncora, a principal rota desta rede europeia. De acordo com os critérios da ERIH, obtêm a classificação de Pontos-Âncora os sítios que são considerados de excecional importância histórica em termos de património industrial e que oferecem uma experiência de qualidade aos visitantes, constituindo marcos do Património Industrial Europeu.

A notícia foi recebida em Vila Nova de Famalicão com muita satisfação. Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “é um orgulho para Vila Nova de Famalicão integrar esta rota que é a maior nesta área a nível da europa, onde estão representados os melhores museus com coleções e património industrial”. E acrescenta: “esta aceitação do nucelo de Lousado, vai dar uma grande visibilidade a este espaço museológico a nível internacional, com a possibilidade adicional de estabelecer parcerias e entrar em projetos e redes entre diferentes parceiros europeus”.

A candidatura agora aprovada contou com o apoio da Câmara Municipal de Famalicão e da APPI- Associação Portuguesa para o Património Industrial, integrando-se na estratégia do Museu Nacional Ferroviário para a divulgação do museu e captação de públicos.

Inaugurado em 2003, o Museu Nacional Ferroviário de Lousado tem expostas nos seus 1400m2 de área várias relíquias e diverso material associado ao mundo ferroviário. A exposição do material circulante, organizada cronologicamente, visa mostrar comboios de diversos tipos. O material construído entre 1875 e 1965 é oriundo de oito companhias e foi adquirido em seis países a quinze construtores.

Um verdadeiro tesouro que impressiona e cativa miúdos e graúdos, portugueses e estrangeiros, a cada visita. Não é por acaso que este é o museu que regista mais afluência de público em Vila Nova de Famalicão. A cada ano é visitado por cerca de dez mil pessoas.

A Câmara Municipal é responsável pela gestão do Museu Ferroviário de Lousado, mediante um protocolo assinado com a Fundação Museu Ferroviário Nacional que contemplou também a transferência para a alçada municipal do Núcleo Museológico de Nine onde está exposta a “Andorinha”, a mais antiga locomotiva a vapor existente em Portugal.

 

FUNDAÇÃO GIL EANNES APRESENTA LINHA EDITORIAL

Em dia de aniversário a Fundação Gil Eannes apresentou linha editorial

No âmbito das comemorações do 19º aniversário que decorreu no dia 31 de Janeiro a bordo do Navio Hospital Gil Eannes, a Fundação Gil Eannes apresentou a nova linha editorial da Fundação, que tem como objetivo a preservação da memória da pesca do bacalhau e das atividades conexas.

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Durante a sessão o historiador Senos da Fonseca fez uma palestra sobre a figura e obra do navegador vianense João Alvares Fagundes e apresentou livro acerca da mesma personalidade.

O autor Senos da Fonseca tem ligações familiares com os descendentes dos proprietários da antiga “Seca do Mendes” e da empresa de pesca “Sociedade Novas Pescarias de Viana” e no seu percurso profissional também por cá passou, quer como cliente dos ENVC, enquanto Oficial da Marinha de Guerra, durante as reparações dos navios em que estava embarcado, quer mais tarde como quadro dos ENVC.

Senos da Fonseca tem uma vasta obra publicada, de realçar “Artigos Profissionais”, “Nas Rotas dos Bacalhaus”, “Ílhavo – Ensaio Monográfico – séc. X – séc. XX”, “O Labareda”, “Costa Nova do Prado – 200 anos de História e Tradição”, entre outros.

Nesta nova publicação “João Álvares Fagundes - Um Homem dos Descobrimentos”, o autor escreve “Em Portugal e por todo o mundo que estuda essa grandiosa aventura que foram os Descobrimentos, o nome de Fagundes é referido como um dos que maior contributo deu para o conhecimento (e entendimento) dum novo mundo. (…), decidimos enquadrar Fagundes na época, (…), em que ir mar fora era aventura grandiosa.”

O livro pode ser adquirido na Loja de Recordações do navio museu pelo preço de 17,50€.

Durante a sessão a Fundação prestou homenagem ao seu trabalhador José Nicolau pela dedicação, empenho e profissionalismo que tem demonstrado no desempenho das suas funções enquanto responsável pelos trabalhos de reabilitação do navio museu.

O navio Gil Eannes que, no ano de 2016, bateu o numero recorde de visitantes, volta a apresentar no mês de janeiro de 2017 um crescimento de 24%, relativamente ao mês homologo do ano anterior.

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FUNDAÇÃO CUPERTINO DE MIRANDA EM FAMALICÃO PROMOVE “MUSEUS ILUSTRADOS EM REDE” COM O PATROCÍNIO DA AUTARQUIA

Quatro instituições de Famalicão apresentaram projetos ao “Programar em Rede”

Os treze museus da Rede Museológica de Vila Nova de Famalicão vão dar-se a conhecer ao país através da ilustração. O projeto cultural "Museus Ilustrados em Rede" apresentado pela Fundação Cupertino de Miranda foi o grande vencedor da primeira edição da iniciativa "Programar em Rede", promovida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. A votação realizou-se esta quarta-feira durante o Conselho Municipal da Cultura, que reuniu, na Casa das Artes.

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A Fundação irá receber agora uma verba que poderá chegar aos dez mil euros para concretizar, em 2017, o projeto.

Para além dos "Museus Ilustrados em Rede" da Fundação Cupertino de Miranda, os outros projetos apresentados foram uma "Oficina de formação teatral" da Associação Académica Didáxis - A2D, em parceria com a Fundação Narciso Ferreira e a Cooperativa Mais Plural, "Memórias Musicais" da Associação Sócio Cultural Metáforas à Solta em parceria com a Associação de Professores Novo Rumo e "Mostra de Territórios Dramáticos" do Teatro Didascália em parceria com a Associação Teatro Construção.

O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, que preside também ao Conselho Municipal da Cultura, elogiou “a qualidade dos projetos apresentados”, mas principalmente “o trabalho desenvolvido em parceria entre várias instituições”. Este era, de resto, o principal objetivo do desafio lançado pela autarquia no início deste ano a todos os agentes culturais através do projeto “Programar em Rede”.

“Atuar em rede significa criar massa critica, descentralizar as atividades no concelho e levá-las a diferentes públicos”, salientou Paulo Cunha, acrescentando que gostaria de ver nestas parcerias mais instituições desportivas, sociais e de outras áreas.

De acordo com António Gonçalves, da Fundação Cupertino de Miranda “o projeto Museus Ilustrados em Rede foi criado a pensar num produto uniformizado com informação acessível e atrativa de todos os Museus da Rede Municipal, procurando-se fazer uma aproximação aos diferentes públicos através da ilustração”. O objetivo é convidar uma equipa de ilustradores como Afonso Cruz e André Carrilho, entre outros, para criar uma imagem para cada museu, depois será organizada uma exposição itinerante a nível nacional com as ilustrações. Associadas ao projeto irão decorrer outras atividades como visitas guiadas à exposição e a realização de oficinas de ilustração.

Refira-se que o objetivo do Programar em Rede era o de desafiar os agentes culturais do conselho para a criação de um evento marcante para Famalicão colocando-os a trabalhar em rede em prol da cultura e dos famalicenses.

A autarquia irá agora financiar o projeto da Fundação Cupertino de Miranda em 50 por cento, num valor máximo de dez mil euros.

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AMADEU COSTA FOI O GRANDE DIVULGADOR DAS MAIS GENUÍNAS TRADIÇÕES DAS GENTES DE VIANA DO CASTELO

Vianenses pretendem que seja prestada a homenagem que lhe é devida

Amadeu Costa é uma figura incontornável da cultura tradicional de Viana do Castelo, pelo estudo e divulgação que dela realizou ao longo de toda a sua vida. A ele se deve, entre outros aspetos, o incansável estudo dedicado a Viana do Castelo e aos usos e costumes locais, mormente o traje tradicional, além da organização das Festas de Nossa Senhora d'Agonia.

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Em devido tempo, a Câmara Municipal de Viana do Castelo publicou as suas obras completas. Na coleção dedicada ao folclore conta-se “Festas e tradições populares (2001), “Traje, artesanato e tradição” (2012), “Tradições da Ribeira” (1998). Por seu turno, a coleção “História e Memórias de Viana” inclui “Figuras e personalidades”, “Sítios, monumentos e obras de arte”, “Teatro” e “Tradições várias”

A Amadeu Costa deve Viana do Castelo, em grande medida, a criação de um museu dedicado ao traje regional – o Museu do Traje – o qual veio a instalar-se em 1996, no edifício do Banco de Portugal.

Foi ele que organizou a exposição Traje Regional, a primeira que aqui se realizou e, no ano seguinte, organizou também a exposição que marcou a inauguração do Museu: Ambientes Regionais e Trajes, razão pela qual foi atribuído o seu nome a uma das suas salas do Museu do Traje. Um museu, aliás, que deveria merecer maior atenção por parte de muitos responsáveis de grupos folclóricos representativos da nossa região com vista a uma representação mais rigorosa dos nossos trajes tradicionais.

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Há 5 anos, os seus descendentes doaram ao Museu do Traje de Viana do Castelo uma valiosa coleção de trajes que pertenciam a Amadeu Costa, a qual inclui algibeiras, aventais, saias, coletes, casacas, camisas, lenços, calçado, meias, toalhas e trajes de homem e mulher.

Garantem muitos vianenses que, no seu tempo, por ocasião das Festas de Nossa Senhora d’Agonia, Amadeu Costa não autorizava a entrada no cortejo de meninas com unhas pintadas ou de gel, com maquilhagem ou outros assessórios que desvirtuam a autenticidade da representação das nossas tradições, condição que nos tempos que correm parece não estar completamente garantida.

O semanário vianense “Falcão do Minho” apresenta o ilustre etnógrafo nos seguintes termos: “Amadeu Costa, de seu nome completo Amadeu Alberto Lima da Costa, nasceu no Bairro da Ribeira, mais propriamente na Rua do Loureiro (no troço hoje denominado Rua Monsenhor Daniel Machado), a 23 de Outubro de 1920, filho de Manuel José Costa, piloto-mor da Barra do Porto de Viana do Castelo.

O seu espírito aberto, a sua inata simpatia, a sua admirável comunicabilidade, a bonomia, tolerância e humildade de que sempre deu provas, fizeram dele uma pessoa muito considerada e respeitada.

Amadeu Costa dedicou-se à investigação e a interpretar, nos mais íntimos pormenores, os usos e costumes e as tradições tanto da cidade (principalmente da Ribeira) como de todo o concelho.

Todo esse imenso saber que adquiriu, aliado à sua fina sensibilidade para as artes e bom gosto de decorador, revelaram Amadeu Costa em diversificados eventos e dotaram-no de um aureado estatuto de artista no campo da decoração, etnografia, caligrafia, etc. Em reforço de tudo isto, deve dizer-se que, além da família, ou juntamente com ela, a Princesa do Lima era a sua grande paixão. Na realidade, foram inúmeras as actividades desenvolvidas e promovidas por Amadeu Costa em prol da manutenção dos costumes, das tradições e da cultura regional.”

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ARQUIVO MUNICIPAL DE VILA NOVA DE CERVEIRA E AQUA MUSEU DO RIO MINHO RECEBEM CERTIFICADO DE QUALIDADE

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, recebeu, esta quarta-feira, das mãos do representante da AENOR, Dr. Luís Osório, o Certificado de Sistema de Gestão da Qualidade, atestando o Arquivo Municipal e o Aquamuseu do rio Minho. Autarquia pretende que esta primeira certificação seja exemplo para implementar noutros serviços.

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Esta certificação consiste numa avaliação realizada por um organismo certificador devidamente acreditado, reconhecendo que estes dois serviços do Município de Vila Nova de Cerveira cumprem todos os requisitos da norma internacional ISO 9001:2008, e que incorporam nas suas atividades importantes princípios de gestão, como a focalização nos clientes, liderança, envolvimento das pessoas e melhoria contínua.

Durante a cerimónia simbólica de entrega do certificado e da bandeira, o autarca cerveirense sublinhou que “reunindo vontades, potenciando sinergias e adquirindo uma visão empreendedora com horizonte no desenvolvimento sustentável, o Município assume a Política de Qualidade como um exercício de modernização administrativa dos serviços públicos e da gestão autárquica”. Felicitando o empenho e trabalho dos colaboradores na concretização de um processo bastante exigente e difícil, Fernando Nogueira realçou a aposta na qualidade e inovação, e que este reconhecimento “é um bom exemplo de que estamos e queremos continuar a prestar o melhor serviço aos nossos munícipes”. E assegurou: “Está lançada a semente, pois o desafio é alargar a certificação de qualidade a novas áreas municipais, mas com passos firmes”.

O representante da AENOR, Dr. Luís Osório, felicitou o Município pelo excelente trabalho desenvolvido em prol da implementação do Sistema da Gestão de Qualidade que se traduz “numa demonstração de inteligência e de uma estrutura de conhecimento que fica no Município, independentemente da política”.

De sublinhar que a Câmara Municipal tem procurado acompanhar a evolução tecnológica e os seus benefícios, tendo na política de proximidade um eixo prioritário de ação. Desta forma, o processo de implementação da Política de Qualidade visa apresentar novas soluções que contribuam para um salto qualitativo do desempenho interno com repercussões na facilidade de acesso à informação e na celeridade de resposta às necessidades e expetativas dos Munícipes.