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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CASA DO MINHO DE LOURENÇO MARQUES REÚNE-SE EM AMARES E PÓVOA DE LANHOSO

O Encontro dos minhotos que viveram em Moçambique vai este ano ter lugar em Amaresn e na Póvoa de Lanhoso, no próximo dia 30 de Abril.

Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país e o regresso da à metrópole comunidade portuguesa. Este ano, Amares é o concelho eleito para se reencontrarem.

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Durante duas décadas consecutivas, a Casa do Minho foi na capital do Índico o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

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Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. E, em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 62 anos!

Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

Fotos: Rui Aguilar Cerqueira / Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques - Moçambique

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SÓCIOS E AMIGOS DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES (MOÇAMBIQUE) CONFRATERNIZAM EM AMARES

O Encontro dos minhotos que viveram em Moçambique vai este ano ter lugar no concelho de Amares, no próximo dia 30 de Abril. O BLOGUE DO MINHO espera em breve pode divulgar o programa do convívio e o grupo folclórico que irá animar o evento.

Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país e o regresso da à metrópole comunidade portuguesa. Este ano, Amares é o concelho eleito para se reencontrarem.

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Durante duas décadas consecutivas, a Casa do Minho foi na capital do Índico o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

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Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. E, em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 62 anos!

Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

Fotos: Rui Aguilar Cerqueira / Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques - Moçambique

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JOVENS DE AMARES PARTICIPAM EM MOÇAMBIQUE EM MISSÃO DE VOLUNTARIADO

Amar (es) em missão rumo a Moçambique

Um grupo de jovens do Clube da Solidariedade e do Voluntariado da Escola Secundária de Amares vai participar, entre 16 de agosto e 3 de setembro, numa experiência de voluntariado internacional em Mavalane e Chibuto – Moçambique. O projeto “Missão Amar(es)”, coordenado pelo professor Bernardino Silva, vai ajudar na construção de uma escola, contando como parceiros nesta missão com o Município de Amares, que deu as mãos a esta causa, e com os Missionários da Boa Nova, que vão assegurar o alojamento bem como fazer a ponte com as instituições locais. Sensibilizar novos parceiros para apoiar esta missão foi o desafio lançado, esta tarde, pelo coordenador do projeto à população amarense.

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“Criar pontes, proximidade entre nós e os outros, é um dos objetivos principais deste projeto que gostaríamos que tivesse continuidade e não se esvaziasse com esta missão. Nesse sentido, é importante que pais, encarregados de educação, empresários e comunidade local em geral possa ser sensível a acolhe-lo para que haja uma continuidade e possa ser sustentável”, referiu Bernardino Silva, apelando ao espírito solidário dos amarenses para que também eles façam parte desta missão, contribuindo com o seu donativo.

 “Este ano estiveram envolvidos mais de 200 alunos envolvidos no Clube da Solidariedade e do Voluntariado da Escola Secundária de Amares, sendo que este é o culminar de uma caminhada gigantesca para alguns deles”, referiu Bernardino Silva, reportando-se à importância dos alunos conhecerem e terem consciência daquilo que os rodeia.

“Entendemos que há dificuldades em Portugal mas há outros povos que, provavelmente, estão piores e é importante que os nossos jovens tomem contacto com outras realidades e sejam depois a voz e o rosto dessas vivências”, sublinhou o professor.

Congratulando-se com o “excelente” trabalho que tem vindo a ser desenvolvido ao nível do voluntariado pelo clube, o presidente da Câmara de Amares, Manuel Moreira, lembrou que “a sociedade precisa deste valores e de gente que se dedique aos outros” e, por isso, “é com muita satisfação e orgulho que o Município apoia este projeto de grande nobreza”.

“A escola é tudo na vida e quando damos o nosso tempo ao serviço dos outros, contribuindo para a paz e amor somos, sem dúvida, mais felizes”, sublinhou o autarca, encorajando os jovens envolvidos - John Campos, Ana Vieira e Ana Amaro - para que se mantenham fiéis ao espírito de voluntariado.

Flora Monteiro, da direção do Agrupamento de Escolas de Amares, enalteceu a forma como o professor Bernardino Silva consegue “mobilizar e cativar” os alunos para a concretização destes projetos, deixando-lhe uma palavra de “profundo agradecimento” pela dedicação ao voluntariado e caridade.

“Muitas vezes as escolas estão carentes de integridade humana e estes jovens estão disponíveis para ir além do saber e isso é louvável”, acrescentou, lembrando o investimento pessoal feito pelo clube de voluntariado dentro e fora do concelho.

Note-se que, o Clube da Solidariedade e do Voluntariado da Escola Secundária de Amares desenvolve, ao longo do ano, várias iniciativas que passam pela recolha de bens para o Banco Alimentar e para outros alunos mais carenciados, entre outros, e tem, ainda, projetos ligados à pintura, à música, à fotografia e à rádio. Recentemente levou também a cabo uma ação junto dos sem-abrigo no Porto.

Para apoiar a Missão Amar(es)”, os interessados devem contactar o Agrupamento de Escolas de Amares (diretor@aeamares.com), ou o Gabinete de Apoio à Presidência do Município de Amares (gap@municipioamares.pt).

SÓCIOS E AMIGOS DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES (MOÇAMBIQUE) CONFRATERNIZAM EM SANTA MARTA DE PORTUZELO

O Encontro dos minhotos que viveram em Moçambique realiza-se no próximo dia 30 de abril em Santa Marta de Portuzelo, no concelho de Viana do Castelo e conta com a atuação do Grupo de Danças e Cantares da Casa do Povo de Vila Nova de Anha

Santa Marta de Portuzelo é este ano a localidade minhota escolhida para a realização do encontro anual do sócios e amigos da Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques, atual cidade do Maputo, em Moçambique, encontrando-se marcada para o próximo dia 30 de abril. E, para animar a festa, conta com a participação do Grupo de Danças e Cantares da Casa do Povo de Vila Nova de Anha, um rancho constituído em 1983 e que se afirma como um dos mais representativos da nossa região.

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Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país e o regresso da à metrópole comunidade portuguesa.

Durante duas décadas consecutivas, a Casa do Minho foi na capital do Índico o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão mais de 60 anos!

Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

SÓCIOS E AMIGOS DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES (MOÇAMBIQUE) JUNTAM-SE EM SANTA MARTA DE PORTUZELO

Encontro realiza-se no dia 30 de abril em Santa Marta de Portuzelo, no concelho de Viana do Castelo e conta com a atuação do Grupo de Danças e Cantares da Casa do Povo de Vila Nova de Anha

Santa Marta de Portuzelo é este ano a localidade minhota escolhida para a realização do encontro anual do sócios e amigos da Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques, atual cidade do Maputo, em Moçambique, encontrando-se marcada para o próximo dia 30 de abril. E, para animar a festa, conta com a participação do Grupo de Danças e Cantares da Casa do Povo de Vila Nova de Anha, um rancho constituído em 1983 e que se afirma como um dos mais representativos da nossa região.

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Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país e o regresso da à metrópole comunidade portuguesa.

Durante duas décadas consecutivas, a Casa do Minho foi na capital do Índico o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão mais de 60 anos!

Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

GRUPO DE DANÇAS E CANTARES DE VILA NOVA DE ANHA ATUA NO ENCONTRO DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES (MOÇAMBIQUE)

Encontro realiza-se no dia 30 de abril em Santa Marta de Portuzelo, no concelho de Viana do Castelo e conta com a atuação do Grupo de Danças e Cantares da Casa do Povo de Vila Nova de Anha

Santa Marta de Portuzelo é este ano a cidade minhota escolhida para a realização do encontro anual do sócios e amigos da Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques, atual cidade do Maputo, em Moçambique, encontrando-se marcada para o próximo dia 30 de abril. E, para animar a festa, conta com a participação do Grupo de Danças e Cantares da Casa do Povo de Vila Nova de Anha, um rancho constituído em 1983 e que se afirma como um dos mais representativos da nossa região.

Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país e o regresso da à metrópole comunidade portuguesa.

Durante duas décadas consecutivas, a Casa do Minho foi na capital do Índico o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão mais de 60 anos!

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Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

AVÓS DE BRAGA SOLIDÁRIAS COM CRIANÇAS DE MOÇAMBIQUE

D’Avó with Love envia 20 vestidos para Pemba, Moçambique em colaboração com a Diocese de Braga

Hoje, dia 6 de março, 20 dos vestidos feitos pelas mãos engenhosas das avós do projeto D’Avó With Love iniciaram a sua viagem para Pemba, Moçambique com o apoio da Diocese de Braga.

No início na homilia da eucaristia celebrada na Sé de Braga pelo Sr. Cónego José Paulo Abreu – mentor e apoiante desta ação - 10 crianças e uma das avós participantes do projeto levaram os vestidos até ao altar onde os mesmos foram depositados para serem oferecidos às crianças carenciadas desta região.

Esta foi a primeira ação que o projeto fez associada à Diocese de Braga, estando já a ser estudadas outras forma de cooperação com o objetivo de fomentar sorrisos na população sénior e nas crianças que possam beneficiar do carinho e engenho desta população que tem tanto para dar.

O projeto D’Avo With Love é apadrinhado pelo Sr. Arcebispo de Braga, Dom Jorge Ortiga e, até o momento, já recebeu mais de 900 fronhas doadas por parceiros do setor têxtil e produziu mais de 600 vestidos, enviados para mais de 300 crianças em vários países, contribuindo todos os dias para o aumento da autoestima para as dezenas de voluntários por todo o país, os quais já extravasam a população sénior.

Fazer-Solidariedade é Simples, não é?

Contactos

Sílvia Correia

964607471

davowithlove@gmail.com

VIANA DO CASTELO RECEBE ENCONTRO DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES

Encontro está previsto para o final do mês de abril ou início de maio

Viana do Castelo é este ano a cidade minhota escolhida para a realização do encontro anual do sócios e amigos da Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques, atual cidade do Maputo, em Moçambique, encontrando-se prevista a sua realização no final do mês de abril. Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país e o regresso da à metrópole comunidade portuguesa.

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Durante duas décadas consecutivas, a Casa do Minho foi na capital do Índico o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

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Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão mais de 60 anos!

Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

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MANUEL ANTUNES PUBLICA “A DINÂMICA DA POPULAÇÃO NO DESENVOLVIMENTO DE MOÇAMBIQUE”

O Prof. Dr. Manuel Antunes, docente na Universidade Lusófona, acaba de publicar o livro “A Dinâmica da População no Desenvolvimento de Moçambique” que constitui um estudo, a partir de vários indicadores e com referência a várias doutrinas, acerca da importância do fator demográfico no desenvolvimento daquele país lusófono em comparação com outros países da região e do mundo.

O livro é edição do Centro de Pesquisa e Estudos Sociais da Universidade Lusófona e está disponível, para aquisição, no site Amazon, em: http://www.amazon.com/dp/1495447820

Podem ainda serem encontrados outros livros do mesmo autor em: http://www.amazon.com/s/ref=nb_sb_noss_1?url=search-alias%3Daps&field-keywords=manuel+de+azevedo+antunes

Natural do concelho de Terras de Bouro, ao Prof. Dr. Manuel Antunes se deve a preservação da memória da terra e das gentes de Vilarinho da Furna e a respetiva divulgação, nomeadamente através do Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna e das conferências e trabalhos que tem publicado a respeito deste tema.

MINHOTOS QUE VIVERAM EM MOÇAMBIQUE COMEMORAM EM BRAGA 60 ANOS DA FUNDAÇÃO DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES

Minhotos e amigos que viveram em Moçambique e encontram-se atualmente dispersos pelo país vão rumar a Braga para festejar o 60º aniversário da EX-Casa do Minho em Lourenço Marques

Passam precisamente 60 anos desde a data da fundação da ex-Casa do Minho em Lourenço Marques, na antiga província ultramarina portuguesa de Moçambique. Há 40 anos, a bandeira das quinas deixou de flutuar na capital do Índico e a maioria dos nossos compatriotas que viviam naquele território regressou à metrópole e, muitos minhotos às suas próprias origens. Outros, porém, refizeram a sua vida noutras paragens, na região de Lisboa ou noutras cidades e vilas de Portugal.

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À semelhança dos anos anteriores, os minhotos e amigos que fizeram parte daquela instituição regionalista vão, no próximo dia 2 de maio, rumar à cidade de Braga para assinalar a efeméride em mais um almoço de confraternização. Recordar os tempos vividos e preservar os laços de amizade criados naquelas paragens longínquas constituem os objetivos do encontro.

Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

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Na realidade, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

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Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 60 anos!

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Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

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Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

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CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES (MOÇAMBIQUE) FOI FUNDADA HÁ 60 ANOS!

Passam precisamente 60 anos desde a data da fundação da ex-Casa do Minho em Lourenço Marques, na antiga província ultramarina portuguesa de Moçambique. Para assinalar a efeméride, os minhotos e amigos que fizeram parte daquela instituição regionalista vão, no próximo dia 2 de maio á semelhança dos anos anteriores, rumar a Braga para mais um almoço de confraternização. Recordar os tempos vividos e preservar os laços de amizade criados naquelas paragens longínquas constituem os objetivos do encontro.

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Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

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Na realidade, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

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Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 60 anos!

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Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

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Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

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CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES (MOÇAMBIQUE) FOI FUNDADA HÁ 60 ANOS!

Passam precisamente 60 anos desde a data da fundação da ex-Casa do Minho em Lourenço Marques, na antiga província ultramarina portuguesa de Moçambique. Para assinalar a efeméride, os minhotos e amigos que fizeram parte daquela instituição regionalista vão, no próximo dia 2 de maio á semelhança dos anos anteriores, rumar a Braga para mais um almoço de confraternização. Recordar os tempos vividos e preservar os laços de amizade criados naquelas paragens longínquas constituem os objetivos do encontro.

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Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

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Na realidade, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

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Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 60 anos!

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Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

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Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

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MINHOTOS RECORDAM COM SAUDADE QUANDO A CRUZ ERA DATA A BEIJAR POR OCASIÃO DO COMPASSO PASCAL QUE SE REALIZAVA NA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES (MOÇAMBIQUE)

Sócios e amigos da Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques voltam a reunir-se no próximo dia 26 de abril, em Barcelos

Para onde quer que vá, o minhoto leva consigo a Fé e a alegria, fazendo reviver as tradições mais genuínas da nossa região. Era o que sucedia em Moçambique, nomeadamente por ocasião das festividades da Páscoa, mais concretamente entre a comunidade que se reunia em torno da ex-Casa do Minho de Lourenço Marques, atual cidade do Maputo.

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À semelhança do que se verifica nas nossas vilas e aldeias, os minhotos realizavam o compasso pascal e a cruz era dada a beijar a todos quantos compareciam à festa. E não faltavam sequer as moças com os seus trajes domingueiros.

Há quarenta anos, o processo histórico então vivido na sequência do golpe militar do 25 de abril deu início a uma descolonização dos territórios ultramarinos que trouxe de regresso à metrópole os nossos conterrâneos e, consequentemente, à extinção da Casa do Minho em Lourenço Marques e outras congéneres existentes na Beira e em Luanda.

No próximo dia 26 de abril, os minhotos e amigos que fizeram parte da extinta Casa do Minho de Lourenço Marques, vão reunir-se em Barcelos para mais um almoço anual de confraternização. Trata-se do XVIII Convívio que assinala simultaneamente o 59º aniversário da fundação daquela instituição regionalista em terras de Moçambique, à época consideradas parte integrante de Portugal.

Fotos: António Barreira

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SÓCIOS E AMIGOS DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES (MOÇAMBIQUE) CONVIVEM EM BARCELOS NO PRÓXIMO DIA 26 DE ABRIL

Os minhotos que fizeram parte da extinta Casa do Minho de Lourenço Marques, atual cidade do Maputo, em Moçambique, vão reunir-se no próximo dia 26 de abril em Barcelos para mais um almoço anual de confraternização. Trata-se do XVIII Convívio que assinala simultaneamente o 59º aniversário da fundação daquela instituição regionalista em terras de Moçambique, à época considerada parte integrante de Portugal.

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Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram também o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 59 anos!

Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!

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ANTIGA CASA DO MINHO DE LOURENÇO MARQUES (MOÇAMBIQUE) NASCEU HÁ 59 ANOS!

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou ali fixando-se após o cumprimento do serviço militar, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos.

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As estreitas e muradas leiras minhotas eram trocadas pela desafogada machamba. Porém, apesar de distante, a recordação do Minho jamais abandonava o espírito dos nossos conterrâneos. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 59 anos!

Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos que em Moçambique fizeram parte da Casa do Minho não esquecem esses tempos memoráveis e, ano após ano, continuam a reunir em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!

Este ano, os minhotos regressados de Moçambique têm encontro marcado no próximo dia 26 de abril, em Barcelos. É o momento de comemorar mais um aniversário da ex-Casa do Minho de Lourenço Marques.

Fotos: Rui Aguilar Cerqueira e Ana Branco

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ANTIGA CASA DO MINHO DE LOURENÇO MARQUES (MOÇAMBIQUE) MARCA ENCONTRO EM BARCELOS NO PRÓXIMO DIA 26 DE ABRIL

Os minhotos que fizeram parte da extinta Casa do Minho de Lourenço Marques, atual cidade do Maputo, em Moçambique, vão reunir-se no próximo dia 26 de abril em Barcelos para mais um almoço anual de confraternização. Trata-se do XVIII Convívio que assinala simultaneamente o 59º aniversário da fundação daquela instituição regionalista em terras de Moçambique, à época considerada parte integrante de Portugal.

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Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram também o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 59 anos!

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Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!

ANTIGOS SÓCIOS DA CASA DO MINHO DE LOURENÇO MARQUES CONFRATERNIZAM EM BARCELOS

Os minhotos que fizeram parte da extinta Casa do Minho de Lourenço Marques, atual cidade do Maputo, em Moçambique, vão reunir-se no próximo dia 26 de abril em Barcelos para mais um almoço anual de confraternização. Trata-se do XVIII Convívio que assinala simultaneamente o 59º aniversário da fundação daquela instituição regionalista em terras de Moçambique, à época considerada parte integrante de Portugal.

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Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram também o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 59 anos!

Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!

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ENQUANTO EM PORTUGAL SE LIQUIDA A INDÚSTRIA DE CONSTRUÇÃO NAVAL, MOÇAMBIQUE ENCOMENDA À FRANÇA A CONSTRUÇÃO DE 30 BARCOS

A República Popular de Moçambique encomendou às Construções Mecânicas da Normandia (CMN), em Cherbourg (noroeste de França), a construção de 30 barcos, num valor de 200 milhões de euros. A informação foi avançada pelo empresário libanês Iskandar Safa, proprietário daqueles estaleiros navais.

A encomenda feita por aquele país lusófono prevê a construção de 24 traineiras, três barcos-patrulha de 32 metros e outros três de 42 metros.

Entretanto, em Portugal procede-se à liquidação da indústria de construção naval, mormente os Estaleiros Navais de Viana do Castelo… talvez aqui resida a explicação desse fato!

EM 1964, A DEPUTADA CUSTÓDIA LOPES FEZ NA ASSEMBLEIA NACIONAL ALUSÃO À CASA DO MINHO DE LOURENÇO MARQUES (MOÇAMBIQUE)

Na sessão da Assembleia Nacional realizada em 12 de março de 1964, presidida por Mário de Figueiredo e secretariada por Fernando Cid Oliveira de Proença e Luís Folhadela de Oliveira, foi debatido no período da Ordem do Dia o aviso prévio apresentado pelo deputado Nunes Barata acerca do turismo nacional, tendo usado da palavra os deputados Custódia Lopes, Costa Guimarães, Carlos Coelho, Alexandre Lobato e Antunes de Lemos.

Numa longa exposição acerca das potencialidades turísticas do território de Moçambique e das vantagens recíprocas em implementar-se uma maior cooperação com a metrópole, Custódia Lopes defendeu a digressão por terras moçambicanas de grupos folclóricos provenientes das mais diversas regiões de Portugal e fez ainda alusão ao trabalho desempenhado pela Casa do Minho de Lourenço Marques, atual Maputo.

Custódia Lopes nasceu em 18 de agosto de 1919, em Lourenço Marques, e era licenciada em Filologia Clássica pela Universidade de Lisboa. Era professora do ensino secundário, exercendo a docência no Liceu Feminino de Lourenço Marques. Foi deputada à Assembleia Nacional nas VIII, IX e X Legislaturas e Procuradora à Câmara Corporativa por designação do Conselho Corporativo. Faleceu na década de 1990.

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A Sr.ª D. Custódia Lopes: - Sr. Presidente: precisamente quando na metrópole está, por assim dizer, na ordem do dia o turismo e nesta Câmara o DeputadoNunes Barata apresenta muito oportunamente para debate um aviso prévio sobre b assunto, em Moçambique, por feliz coincidência, como que em prolongamento do estudo de um problema que não interessa apenas ao Portugal da Europa, mas a toda a Nação Portuguesa, realizou-se nos dias 19 a 21 de Fevereiro, na cidade da Beira, a primeira reunião provincial de turismo.

Escusado será salientar a importância e a necessidade de uma reunião deste -género para se traçarem as? linhas básicas em que há-de assentar a acção turística da província e para se estruturar e definir o plano em que há-de desenvolver-se o verdadeiro turismo moçambicano, que, até hoje, tem vivido descoordenado, um pouco ao acaso das improvisações e das boas vontades dos que a ele arriscam o dinheiro e o entusiasmo.

Se na verdade alguma coisa já se tem feito oficialmente pelo turismo em Moçambique, o que se fez está ainda muito longe de corresponder às inúmeras possibilidades daquela grande província do Indico, cujas belezas já foram efusivamente exaltadas nesta Câmara por alguns Srs. Deputados, sem que, contudo, tenham podido esgotar o abundante manancial de riquezas turísticas, muitas das quais ainda por explorar, com que a providência brindou aquela distante terra portuguesa.

Falar das belezas de Moçambique, desde a Ponta do Ouro, no Rui do Save, às regiões de Vila Cabral, junto cio lago Niassa, é percorrer toda uma extensa região de contrastes, em que ao mar se opõem as montanhas e os planaltos, em que as cidades do litoral, com as suas praias de areias douradas, contrastam com as planícies a perder de vista e as densas e inexploradas florestas percorridas ainda despreocupadamente por abundantes o variadas espécies de animais selvagens, em que enfim, aos requintes da civilização ocidental e europeia se contrapõe o exotismo dos hábitos, dos costumes e da cultura africana dos povos das regiões do interior, alguns dos quais tão expressivos e espontâneos nas suas manifestações artísticas que bem merecem que estas sejam olhadas com especial cuidado e mais carinho.

Mas não basta que a Providência tenha sido pródiga em conceder-nos tantos e tão variados motivos de atracção para que nos sintamos satisfeitos e orgulhosos com as potencialidades turísticas de Moçambique.

De que nos valerá tudo isso se não tivermos estradas em número suficiente e em condições de alcançarmos, com o mínimo de conforto, as enormes distâncias que medeiam entre os principais centros turísticos da província? Se o viajante, exausto da viagem, não encontrar, pelo caminho, acolhedoras pousadas onde .possa repousar, para depois prosseguir, reconfortado, o resto da longa jornada? Pousadas asseadas, simples e alegres, ao jeito bem português, que não toscamente copiadas dos moldes e figurinos estrangeiros. Pousadas que manifestem a quem nelas se acolhe um gosto delicado o um cuidadoso arranjo, que traduzam significativamente a cultura- europeia e africana, vivendo lado a lado, misturando-se até harmoniosamente sem que nenhuma delas perca o que tem de característico e genuíno.

Nas terras da metrópole, graças ao S. N. I. - é justo que recorde neste momento o nome do grande impulsionador que foi António Ferro - e a algumas iniciativas particulares, já se encontram espalhadas pelo País fora, a maior parte das vezes em lugares privilegiados, típicas pousadas, que sobrepõem ao luxo a simplicidade e graciosidade do gosto rústico das diferentes e variadas regiões do País. Km Moçambique, porém, elas são ainda escassas.

Se sairmos da capital ou das principais cidades onde se encontram os hotéis e pensões, dos mais luxuosos aos mais modestos, a caminho de outros lugares, dificilmente encontramos pequenas pousadas onde apeteça ficar. Julgo que seria conveniente que se olhasse seriamente para este aspecto do turismo de Moçambique ; construindo-se, à semelhança do que em boa hora se empreendeu na metrópole, algumas pousadas, através da província, escolhendo-se para isso os lugares de maior interesse turístico, quer sob o ponto de vista paisagístico e climático, quer sob o ponto de vista cinegético, piscatório ou outros. Poder-se-ia interessar nisso as empresas privadas ou os particulares concedendo-se-lhes facilidades, subsídios ou prémios na construção de tais pousadas que seriam, no entanto, orientadas pelo Centro de Turismo quanto à sua arquitectura e decoração, para que resultassem funcionais, convidativas e módicas, em vez de luxuosas mas de mau gosto e caras, corno, por vezes, sucede.

A poucos quilómetros de Lourenço Marques situa-se a Namaacha, região de uma altitude média, de cerca de 600 m, estância de repouso que nunca alcançou, porém, o lugar que verdadeiramente merece no turismo de Moçambique.

Apenas com um hotel a poucas pensões, construídas ao acaso por particulares que de mistura com o negócio mantêm, por vezes dificilmente e quantas vezes com negligência, o restaurante e os quartos de aluguer, a Namaacha não oferece ainda hoje outros atractivos que não sejam a sua privilegiada situação montanhosa, povoada de abundantes matas de pinheiros e eucaliptos, o seu clima fresco e agradável, mesmo nos dias em que na cidade o calor aperta, a sua água límpida e leve a brotar dedicada e teimosamente de uma apagada fonte ou a cair em cascata de um rochedo.

Porque não aproveitar esta região, tão perto da capital, onde o clima é saudável, a terra fértil para a cultura, vendo-se a cada passo as mais variadas flores e árvores carregadas de apetitosos frutos europeus e africanos, porque não aproveitar, digo, esta vila de abundantes recursos naturais e fazer dela uma verdadeira estância turística com as comodidades e atractivos necessários?

A Namaacha continua a ser um modesto cartaz turístico da província aonde o turista vai de Lourenço Marques, em pouco mais de uma hora, admirar a beleza da paisagem e pouco mais ... Porque não construir-se aí uma pousada acolhedora e convidativa que atraia mais forasteiros?

É já tempo de que a Namaacha, com os seus tão belos e bons recursos naturais, saia da modesta condição de estância monótona e mal servida de hotéis e de atractivos para se tornar num verdadeiro centro turístico.

Já não penso naquele tão famoso comboio a ligar a capital a esta próxima vila e que, segundo consta, foi uma ilusória ambição dos antigos moçambicanos e é ainda hoje um velho sonho de alguns...

Ao falar dos turistas, não me refiro apenas aos estrangeiros, que esses, vindos da vizinha Suazilândia, da África do Sul ou das Rodésias, possuem nos seus territórios lugares semelhantes à Namaacha ou mesmo inferiores com beleza mas turisticamente bem aproveitados para- repouso e vilegiatura nas montanhas. Esses, geralmente, preferem o mar, com as suas amplas praias, o sol quente e os demais encantos que estas lhes oferecem.

Refiro-me, sim, aos nacionais que habitam as cidades ou as regiões do interior da província e que, no tempo mais quente, geralmente a coincidir com as férias escolares dos filhos, necessitam de uma região de altitude onde, fugindo ao calor, possam retemperar as forças ao mesmo tempo que distraem o espírito.

Para esses, para os nacionais, também é preciso desenvolver o turismo, lá como cá.

Mas como fazer turismo interno através da extensa província sem as indispensáveis estradas e transportes acessíveis?

Quando pensamos naqueles que pelo interior mourejam no desenrolar dos dias sempre iguais e das noites que parecem infindáveis, em lugares aonde não chegam muitas vezes nem a luz nem o cinema, e a, telefonia se ouve com dificuldade (não falo da televisão porque infelizmente ela ainda não existe na província), compreendemos bem a ânsia de uma distracção que os ajude a suportar a vida monótona das terras do mato e que os leva, por vezes, a percorrer de automóvel, de jeep ou de camioneta, longos e tortuosos caminhos e más estradas só para assistir a um simples espectáculo.

É certo que ultimamente se tem procurado de algum modo alargar e melhorar a rede de estradas de Moçambique. Mas o ritmo desta imprescindível obra terá de ser acelerado se quisermos fazer um turismo oportuno e eficiente através da província. Por outro lado, as viagens por avião, que é hoje o meio mais rápido para se poder aproveitar umas curtas férias, são ainda excessivamente dispendiosas para que as famílias se abalancem a deslocar-se para longe das suas casas, para a cidade ou para o campo, mesmo na província, não falando, é claro, no elevado preço de uma viagem à metrópole distante. E, no entanto, torna-se cada vez mais imperioso que se promova o turismo nas províncias ultramarinas, quer dentro das próprias províncias, quer entre elas, quer ainda entre elas e a metrópole e vice-versa.

Ama-se mais e melhor o que se conhece e quantas vezes os Portugueses desconhecem a sua própria terra!

Neste momento da nossa história ultramarina, tão denegrida e falseada por certos estrangeiros, há sem dúvida a necessidade de os levar, por todos os meios, a conhecer as terras portuguesas do ultramar, não apenas para observarem a sua beleza e o seu progresso, mas para que possam esclarecer-se sobre a verdade da nossa política ultramarina.

Vozes: - Muito bem!

A Oradora: -Todavia, torna-se também necessário que os Portugueses tenham do ultramar uma noção cada vez mais exacta e perfeita para que melhor o sintam e amem.

Vozes: - Muito bem!

A Oradora: - O intercâmbio turístico entre a metrópole e o ultramar, facilitado por viagens aéreas e marítimas de preço acessível, por excursões e cruzeiros bem organizados, traria para a Nação benefícios incontáveis que vão muito para além do aspecto puramente material da rendosa indústria que é o turismo. Não basta que pensemos somente nos turistas estrangeiros, sem dúvida os que mais contribuem com as divisas para o equilíbrio económico das balanças deficitárias.

O turismo, porém, é muito mais do que uma simples indústria nos seus vários aspectos e interessa na verdade que ele seja fomentado, tendo em conta os múltiplos benefícios de ordem cultural e social que encerra.

Vozes: - Muito bem!

A Oradora: - Promover o turismo da metrópole para o ultramar e do ultramar para a metrópole não é apenas um processo de rendimento económico dentro do País nem tão-pouco mais uma viagem a acrescentar às muitas dos vistosos cartazes e das propagandas turísticas!

Fazer o intercâmbio turístico entre as várias e afastadas parcelas de Portugal é aproximá-las umas das outras, é irmaná-las num largo amplexo de amizade mais sincera, porque se conhecem melhor entre si. E levar os Portugueses a conhecer melhor a sua terra pelo contacto directo com os territórios e as suas gentes.

Por isso, Sr. Presidente, importa que no estudo do problema do turismo em Portugal, tão vivo e premente neste momento, não seja descurado este aspecto do turismo.

Não posso também deixar de me referir à necessidade de se intensificar o turismo juvenil no nosso país, levando os nossos jovens a conhecer a metrópole e o ultramar.

Vozes: - Muito bem!

A Oradora: - A promoção de excursões de estudantes convenientemente orientadas dentro da própria metrópole ou nas províncias ultramarinas, o intercâmbio juvenil entre estas e a metrópole, daria à juventude portuguesa uma noção mais real da grandeza e das possibilidades do território português, com a sua história secular e de epopeia, e ainda da força moral com que a custo e por todos os meios defendemos o nosso património.

Vozes: -Muito bem!

A Oradora: - Sei que à Mocidade Portuguesa está entregue o turismo juvenil, mas também sei que, apesar do esforço dos seus dirigentes, o que se tem feito neste sector está ainda longe de corresponder a um verdadeiro turismo da juventude portuguesa e ao largo alcance da sua promoção. As dificuldades que se põem à sua realização e que se baseiam, sobretudo, na falta de meios materiais, merecem que sejam analisadas e que se lhe dêem os remédios mais convenientes para que se promova quanto antes um turismo juvenil intenso e eficaz, como meio complementar da educação da nossa juventude.

Como já nesta Câmara afirmei, quando da minha intervenção sobre a educação, o conhecimento do ultramar através do ensino tem sido imperfeito e incompleto.

Que melhor lição para um estudante do que o contacto directo com a geografia dos territórios, com os povos e as suas tradições?

Que melhor complemento para os estudos de um finalista de qualquer dos cursos e, particularmente, dos que se relacionam com o ultramar, do que ir percorrer e observar as regiões a que possivelmente se dedicará?

Que se dê, pois, toda a atenção e apoio ao problema do turismo na educação da juventude para que esta, tendo da sua pátria uma noção mais exacta e real, se lhe dedique com maior entusiasmo e fé.

Vozes: - Muito bem!

A Oradora: -Também me merece algumas considerações o aspecto social e cultural do turismo quanto ao nosso folclore e artesanato.

Na metrópole tem-se procurado, de certo modo, divulgar as canções e danças regionais, dentro do País e no estrangeiro, por meio de ranchos organizados, concursos de cantares e danças e de trajos e ainda outras manifestações artísticas.

Há, na verdade, necessidade de se dar a conhecer o variado e rico folclore português, que assenta por profundas raízes na tradição popular pela qual, ainda hoje, Portugal é considerado no conceito turístico internacional como um dos países mais curiosos e típicos da Europa.

Esta atitude, porém, não tem sido extensiva, ao ultramar, onde raramente se exibem as variadas e sempre apreciadas danças regionais do continente, a não ser aquelas que modernizadas ou estilizadas se integram nos programas das revistas de teatro que por vezes nos visitam ou as que, com certo esforço e persistência, algumas associações regionais, como a Casa do Minho em Lourenço Marques, procuram organizar entre os seus associados.

Seria interessante que os verdadeiros e típicos ranchos folclóricos das diferentes províncias do continente pudessem ir, de quando em quando, ao ultramar, levando até lá os seus puros cantares e danças, ao mesmo tempo que de lá trariam algum conhecimento.

Não só agradaria aos nacionais, como também seria um excelente motivo turístico para os estrangeiros.

Quanto ao artesanato, embora alguns Srs. Deputados, entre os quais mais largamente o Prof. Nunes de Oliveira, já se tenham dele ocupado neste aviso prévio, não deixarei de tecer também acerca dele algumas considerações.

É o artesanato um património cultural que se vai a pouco e pouco perdendo pelo desaparecimento das pessoas idosas que o transmitiam aos mais novos, que hoje, mercê das influências citadinas, do incremento da indústria e ainda da própria educação, o vão abandonando e menosprezando.

Há, portanto, que preservá-lo, quer pela educação, levando os jovens a praticá-lo, quer ainda estimulando o artesão adulto por meio de uma remuneração justa pelo seu trabalho.

Mas torna-se imprescindível, antes de mais, que se criem não só o gosto, mas uma séria e eficaz divulgação do artesanato, quer entre os nacionais, quer entre os estrangeiros. Ainda que no País alguma coisa se tenha feito nesse sentido, o artesanato em Portugal não atingiu ainda o lugar que de direito lhe compete no turismo português.

A arte popular portuguesa, tão variada e rica nas suas manifestações, não é ainda verdadeiramente conhecida e apreciada. Desde o Minho ao Algarve, da Madeira aos Açores e às províncias ultramarinas se pode observar quanto o País é rico em artesanato, indústria que noutros países tem merecido tal atenção que se criaram para ela verdadeiros institutos nacionais de artesanato e até mesmo Ministérios de Artesanato. Entre nós, ela encontra-se repartida por vários organismos que vão dando o seu esforço na divulgação das várias manifestações da arte popular, sem que contudo, esta tenha obtido ainda u expansão que merece à escala nacional.

Há que promover uma mais intensa e larga campanha de expansão do artesanato português, problema que está entregue principalmente ao Fundo de Fomento de Exportação e ao S. N. I. Esperemos que estes dois organismos, ao tentarem resolvê-lo, não deixem de ter em conta também o artesanato do ultramar, tão característico e belo nas suas diversas formas, mas que é ainda hoje quase desconhecido na metrópole por não ter sido devidamente aproveitado. No entanto, é avidamente procurado pelos estrangeiros que visitam o ultramar.

O importante e valioso papel da mulher no artesanato, constituindo o seu contributo a mais poderosa mão-de-obra, não pode deixar também de merecer a nossa atenção.

O artesanato feminino é, muitas vezes, constituído por trabalhos que, em algumas aldeias e vilas, as mulheres fazem em casa, em pequenos intervalos, enquanto a panela ferve ao lume e as demais lides domésticas o permitem. E um trabalho quase maquinal, feito com os mesmos gestos das gerações passadas e com o apego que toda a mulher rural põe nas ocupações caseiras.

É uma indústria simples, que vai desde a tecelagem manual, em rústicos teares, aos palitos trabalhados, às mantas de retalhos e outros, e que merece ser devidamente amparada, pois que, além de ser uma pequena fonte de receita na parca vida económica do lar rural, é também um motivo de atracção turística para o estrangeiro que, vindo de países altamente industrializados, encontra nestes artefactos regionais uma típica e curiosa lembrança do País, na pureza e simplicidade das suas tradições.

A Obra das Mães pela Educação Nacional mantém, pelo País, centros de educação familiar rural onde as raparigas rurais aprendem com as mestras os trabalhos característicos das suas regiões. E uma louvável iniciativa que merece ser apoiada na medida em que esse ensino contribui para preservar o cunho artístico acentuadamente regional e português desses trabalhos, pois que, no artesanato, há que defender a autenticidade no aspecto artístico, ainda que, em muitos artefactos, o aspecto tecnológico deva ser modificado ou melhorado.

Tanto os trabalhos caseiros como os que são feitos sob a orientação de mestras deveriam ser garantidos, de qualquer maneira, na sua qualidade e autenticidade para que ganhassem a confiança do turista. Também a essas mulheres e raparigas que se dedicam aos trabalhos de artesanato deveria ser-lhes facilitada a matéria-prima ou os produtos necessários k sua manufactura, como, por exemplo, as anuirias, assegurando-se-lhes também a colocação dos seus produtos, o que seria um estímulo.

Para um maior desenvolvimento do artesanato rural seria de desejar a criação de pequenas exposições de carácter permanente nos principais centros turísticos das diferentes regiões onde os próprios artífices fizessem demonstrações do seu trabalho, o que, certamente, atrairia a curiosidade do turista e despertaria o interesse em adquiri-los.

Qualquer que seja o organismo que se venha u ocupar do artesanato u escala nacional, não poderá deixar de atender e receber a cooperação dos organismos locais e regionais.

Para essa cooperação e coordenação muito poderão contribuir as Casas do Povo.

No ultramar torna-se necessário criar escolas ou centros regionais de artesanato que encaminhem as raparigas e os rapazes para esse género de trabalhos e orientem os adultos na sua primitiva arte sem que, contudo, lhes tirem a sua característica feição africana. São obras de madeira, de pau-preto, de marfim, de missangas ou de palha, facilmente vendáveis e, como já disse, muito procuradas e apreciadas pelos estrangeiros.

Seria interessante e oportuno que se promovesse um intercâmbio folclórico e artesanal entre a metrópole e o ultramar, o que muito contribuiria paru um melhor conhecimento da arte popular portuguesa em toda a sua dimensão.

Para terminar, apraz-me registar perante a Câmara que há dias aportou a Lourenço Marques o grande transatlântico Brasil, levando em cruzeiro de férias por portos da América do Sul, África, Mediterrâneo e Europa muitos turistas norte-americanos (segundo os jornais, 406 milionários), que tiveram a oportunidade de visitar a capital de Moçambique e foram até ao Kruger Park, ria África do Sul. Haverá que preparar os motivos e recordações que os turistas possam desfrutar e guardar numa curta estada ou passagem pela província. Além da Namaacha. a que já me .referi, temos a pouca distância da cidade a Catembe e a ilha da Inhaca. Esta última, á entrada da baía de. Lourenço Marques, com uma área de 45 km2, oferece, pela localização, clima e recursos naturais, as melhores condições para o turismo. Bastaria que aí

se construísse uma pousada ou um hotel e se criassem os motivos de atracção turística que se relacionam sobretudo com o mar, que, com a sua fauna marítima abundante, proporcionaria e permitiria o desporto da pesca. Também as suas belas praias deverão ser aproveitadas, para o que haverá necessidade de provê-las com redes de protecção contra os perigosos tubarões e ainda com a criação de outros divertimentos que agradam ao turista.

Mas para que o Centro de Informação e Turismo da província possa realizar eficientemente a obra para que foi criado e a sua acção se faças sentir viva e actual terá, certamente, de ser dotado com- mais amplos meios materiais, o que estará, decerto, nos propósitos do Governo quando através deste organismo pretende desenvolver um verdadeiro turismo em Moçambique.

Tenho dito.

PÓVOA DE LANHOSO: PAÇOS DO CONCELHO RECEBEM EXPOSIÇÃO “O TEMPO”

A Póvoa de Lanhoso recebe de 8 de maio a 8 de junho a exposição itinerante de fotografia designada “O Tempo”, que passou já várias cidades como Cascais, Coimbra, Albufeira ou Valongo e seguirá da Póvoa de Lanhoso diretamente para Maputo.

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Esta mostra chega até aos Paços do Concelho da Póvoa de Lanhoso no âmbito do projeto Banco de Tempo.

Recorde-se que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, no âmbito do Serviço para a Promoção da Igualdade de Género e do LocalDiguais, em parceria com a Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso, criou, no Dia Internacional da Família, em 2012, o Banco de Tempo local, enquanto medida conciliadora da vida familiar, profissional e pessoal, associando-se assim ao Banco de Tempo mundial, tutelado pelo GRAAL.

Esta exposição poderá ser apreciada de segunda a quinta-feira, das 9h00 às 18h00 e à sexta-feira, das 9h00 às 13h00.

ANTIGOS SÓCIOS E AMIGOS DA CASA DO MINHO DE LOURENÇO MARQUES CONFRATERNIZAM EM GUIMARÃES

Os minhotos e amigos que fizeram parte da Casa do Minho de Lourenço Marques, atual cidade de Maputo, reuniram-se no pasado domingo em Guimarães para mais um convívio anual, Tratou-se do XVII Convívio que assinalou simultaneamente o 58º aniversário da fundação daquela instituição regionalista em terras moçambicanas, à época parte integrante do território português.

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A concentração teve lugar no Campo de S. Mamede, junto ao Castelo de Guimarães, a que se seguiu uma coluna liderada por motorizadas Vespa, até ao Santuário da Penha. O almoço de confraternização teve lugar no Restaurante Dom José e contou com a animação do Grupo Folclórico da Corredoura, de Guimarães.

O convívio a que não faltou o tradicional bolo de aniversário da associação, incluiu um animado baile abrilhantado pelo conjunto Zé Marques & Banda MacShow e prolongou-se pela noite dentro.

A Casa do Minho em Lourenço Marques foi fundada em 1955 e, à semelhança da que também existiu na Beira, consistia numa agremiação de caráter regionalista destinada a congregar as gentes minhotas radicadas naquela província ultramarina, como então era designado o território de Moçambique.

As fotos que se publicam com a devida vénia pertencem à Ex-Casa do Minho de Lourenço Marques.

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CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES (MOÇAMBIQUE) FOI FUNDADA HÁ 57 ANOS!

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram também o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

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Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 57 anos!

Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!

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Fotos de Rui Aguilar Cerqueira e outros

MINHOTOS E AMIGOS DA CASA DO MINHO DE LOURENÇO MARQUES CONFRATERNIZAM EM VILA VERDE

Os minhotos e amigos que fizeram parte da Casa do Minho da cidade de Lourenço Marques, atual Maputo, em Moçambique, juntaram-se este ano em Vila Verde para mais um almoço de confraternização. Tratou-se do XVI Convívio de Minhotos e Amigos da Casa do Minho de Lourenço Marques que assinala simultaneamente o 57º aniversário da fundação da Casa do Minho, e constituiu uma oportunidade de convívio e partilha de recordações de todos quantos em terras africanas mantiveram os laços afetivos à sua terra natal ou seja, ao nosso Minho.

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O ponto de encontro teve lugar em Braga, de onde partiram em caravana automóvel rumo à vila do Prado e daqui para Atiães, em Vila Verde. O almoço teve lugar na Quinta das Cumieiras e foi animado pelo conjunto “Dançaqui” que proporcionou uma tarde animada com sucessos musicais dos anos sessenta e ainda os ritmos da tradicional Marrabenta. E, como não podia deixar de suceder, o tocador de concertina animou a festa com os viras, as chulas e a cana-verde que possibilitou a atuação de antigos componentes do Rancho Folclórico da Casa do Minho

A Casa do Minho em Lourenço Marques foi fundada em 1955 e, à semelhança da que também existiu na cidade de Luanda, em Angola, consistia numa agremiação de carácter regionalista destinada a congregar os minhotos radicados naquela província ultramarina, como então estatutariamente se designava o território de Moçambique.

As fotos que junto se publicam com a devida vénia, são da autoria do Sr. Rui Aguilar Cerqueira e de outras pessoas.

Fotos de Rui Aguilar Cerqueira e outros

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