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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRACARENSES REMAM NA CIDADE EUROPEIA DO DESPORTO

CED 2018 viveu mais um fim-de-semana repleto de actividades: Circuito Nacional de Remo Indoor promoveu a modalidade na Cidade Europeia do Desporto

Decorreu este Domingo, 18 de Fevereiro, no Pavilhão da EB 2,3 Francisco Sanches, a segunda etapa do Circuito Nacional de Remo Indoor, uma actividade inserida na programação da Braga Cidade Europeia do Desporto (CED) 2018.

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A competição contou com a participação de mais de 150 atletas provenientes de vários pontos do País, que durante quatro horas lutaram por um lugar no pódio, numa prova marcada pela grande exigência física.

Com a abertura do circuito a atletas federados e não federados de vários escalões etários, a Federação Portuguesa de Remo conseguiu atrair mais participantes para este desporto e, quem sabe, fazer com que alguns praticantes de remo indoor possam um dia ser praticantes de remo na água.

Para António Fortuna, da Federação Portuguesa de Remo a prova de Braga superou todas as expectativas. “Foi um orgulho fazer parte deste grande evento que é a CED 2018 e esperamos voltar com muitos mais atletas e por muito mais tempo”, sustentou o dirigente.

O remo indoor já deixou há muito que deixou de ser apenas uma ferramenta de treino dos remadores-de-água, sendo que os equipamentos utilizados podem ser encontrados em diversos espaços, nomeadamente em ginásios, clínicas de reabilitação, escolas, universidades e boxes de crossfit em todo o mundo. A primeira competição de remo indoor aconteceu em 1982 e, desde altura, este desporto não parou de crescer, com centenas de competições a decorrerem anualmente em todo o mundo.

Sameiro Araújo, vereadora do Desporto e da Juventude do Município de Braga, realçou a importância da prova que ajudou a colocara modalidade de remo indoor no mapa do desporto nacional. “As competições de Remo Indoor têm tido um enorme crescimento nos últimos anos e estava na hora de dar a Braga o selo oficial de Cidade onde também se pratica esta modalidade”, referiu a vereadora.

Mais de 200 atletas na prova de Duatlo Cross

O fim-de-semana de programação da CED 2018 ficou ainda marcado pela realização do Campeonato Nacional de Duatlo Cross, realizado no Domingo, dia 18 de Fevereiro. Constituída por percurso de corrida e bicicleta BTT, esta prova de estafetas foi mais um marco no calendário da CED.

Mais de 200 atletas participaram neste evento organizado pelo Município de Braga em parceria com a Federação de Triatlo de Portugal. O Campeonato Nacional de Duatlo Cross teve início às 10h00 da manhã no Complexo da Rodovia, onde os participantes iniciaram o primeiro segmento da corrida com duas voltas ao percurso, num total de cinco quilómetros de prova. Seguiu-se a etapa de ciclismo com uma extensão de 17,5 quilómetros. Esta prova de duatlo finalizou com o segundo segmento de corrida, numa distância total de 2,5 quilómetros.

As provas destinaram-se a atletas federados e não federados, existindo uma prova aberta a todos os interessados que, desta forma, tiveram oportunidade de participar num evento desportivo de nível nacional e de comprovar a capacidade de organização da Cidade que reforçou a sua imagem como boa anfitriã.

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RALI SERRAS DE FAFE: FINAIS “FELIZES E INFELIZES” PARA O ALTO MINHO

A emoção e o espetáculo do automobilismo regressaram este fim de semana, com o 31º Rally Serras de Fafe. Fafe mostrou, mais uma vez, ser a Catedral dos Rally com provas exímias e um ambiente fantástico. Ricardo Moura e António Costa foram os grandes vencedores desta edição. Miguel Barbosa e Hugo Magalhães ocuparam o segundo lugar do pódio e José Pedro Fontes e Paulo Babo arrecadaram a terceira posição.

Hugo Magalhães

HUGO MAGALHÃES LUTOU AO SEGUNDO PELA VITÓRIA

A navegar o piloto Miguel Barbosa, Hugo Magalhães esteve em grande destaque neste rali. A bordo de um Skoda Fabia R5, Magalhães e o seu piloto foram sempre uma das equipas mais rápidas no Campeonato de Portugal de Ralis lutando de igual para igual com o piloto dos Açores e antigo Campeão Nacional Ricardo Moura.

A dupla do Skoda passou várias vezes pela liderança, terminou o primeiro dia de rali no primeiro lugar e à entrada para a derradeira classificativa da prova colocava-se na segunda posição a pouco mais de 1 segundo de diferença do piloto açoriano. Neste último troço do rali, Hugo Magalhães e Miguel Barbosa acabavam por empatar com Ricardo Moura efetuando exatamente o mesmo tempo, e dessa forma a sua desvantagem manteve-se dando a vitória a Moura.

Nuno Carvalhosa

PEDRO LAGO VIEIRA SOMOU QUILÓMETROS E ACUMULOU EXPERIÊNCIA

A fazer apenas o segundo rali em pisos de terra da sua carreira e primeiro ao volante de um competitivo Peugeot 208 R2, Pedro Lago Vieira não teve uma prova fácil. O jovem piloto natural de Ponte de Lima entrou num bom ritmo em prova mas logo no segundo troço do rali os pernos da roda dianteira esquerda cederam e foi impossível prosseguir até ao final da primeira etapa.

Resolvido este contratempo mecânico, Lago Vieira voltou à competição no segundo dia apostado em rodar e adaptar-se o máximo possível ao seu Peugeot. No entanto, fruto do seu abandono no primeiro dia, a posição de saída para os troços da segunda etapa era bastante alta e dessa forma Pedro Lago Vieira encontrou as classificativas com os pisos já bastante destruídos pelo que a estratégia passou essencialmente por poupar a mecânica para conseguir atingir o final do rali sem imprevistos.

Esse objetivo viria a ser conseguido embora sem que o piloto pudesse explorar totalmente as potencialidades do carro tendo o piloto limiano concluído o rali na 7ª posição final entre os carros de 2 rodas motrizes do Campeonato de Portugal.

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PEDRO SÁ / LEANDRO PARREIRA COM PÓDIO NA ESTREIA

Inscritos na Taça FPAK de Ralis, Pedro Sá e Leandro Parreira tiveram um excelente arranque de temporada. A dupla do Mitsubishi Lancer Evo VIII conseguiu conciliar na perfeição a rapidez que planeavam com uma boa margem de segurança e com uma postura “defensiva” para poupar a mecânica do carro nos difíceis pisos dos troços de Fafe.

Ao longo das 11 classificativas, a dupla Sá / Parreira cotou-se regularmente entre as mais rápidas da Taça e no final seria brindada com um muito positivo 3º lugar da classificação, um resultado que abre perspetivas muito motivadoras para a restante época.

NUNO CARVALHOSA “INFELIZ” NUMA CURTA PARTICIPAÇÃO

A fazer pela primeira vez equipa com Ruben Moura, o navegador vianense Nuno Carvalhosa acabou por sair de Fafe com um amargo de boca sendo o único dos cinco Alto Minhotos que não logrou atingir a meta.

A prova da dupla do Peugeot 208 R2 viu o seu final abruptamente antecipado quando logo no troço inaugural a mecânica do carro francês deu “parte fraca” pelo que não restou alternativa que não fosse a desistência.

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VILA VERDE "CASA" NA PERFEIÇÃO MODERNIDADE E TRADIÇÃO

Vila Verde a fervilhar de vida: Workshops, oficina Arquimedes, concerto de gala e apresentação da linha ‘Amor Envolvente’ em mais um sábado de Romance

Vila Verde continua a fervilhar de vida com a intensa e apaixonante programação turístico-cultural ‘Fevereiro – Mês do Romance’. Durante 38 dias consecutivos (26 de janeiro a 04 de março), mais de uma centena de iniciativas propagam a mensagem de amizade e amor dos Lenços Namorar Portugal. Eventos que acontecem um pouco por todo o país, mas com maior incidência em Vila Verde… Onde o amor acontece! O dia de ontem, 17 de fevereiro, foi um bom exemplo disso mesmo, com diversas atividades de celebração do amor, entre dois workshops, a oficina Arquimedes, o concerto de gala e a apresentação da linha ‘Amor Envolvente’.

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Durante a manhã, talentosa artesã vilaverdense Juliana Gomes esteve no Espaço Namorar Portugal para dirigir o Workshop de Pintura. Uma oportunidade soberana para o público aprender diretamente com uma artista experiente na bela e delicada arte de pintar os mais diversos materiais e suportes com os encantadores motivos dos Lenços Namorar Portugal. Desta vez, as pinturas foram feitas no tecido, em peças que os participantes trouxeram e que, perto da hora do almoço, tinham já um brilho redobrado com os sentimentos e afetos da tradição minhota.

Em simultâneo, a Oficina Arquimedes montava o seu 'laboratório' na Biblioteca Professor Machado Vilela, em Vila Verde. 'Amor com Cheiro' foi o nome da atividade lúdico-pedagógica que fez as delícias da pequenada. "O cientista grego Arquimedes foi o ponto de partida para recuar à Grécia Antiga e descobrir a evolução dos cuidados de higiene ao longo dos tempos. As crianças aprenderam ainda conceitos básicos de Química na produção de óleos essenciais naturais e sabonetes artesanais". No final, cada participante levou para casa um sabonete alusivo ao Mês do Romance.

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Um casamento perfeito entre tradição e modernidade

Ao início da tarde, tempo para conhecer a nova linha Namorar Portugal do multipremiado estilista vilaverdense Orlando Ventura, que recentemente recebeu mais um galardão, ao conquistar o Prémio Impacto Visual na Gala Namorar Portugal 2018. Um parceiro de longa data da marca territorial do Município de Vila Verde que, ano após ano, continua a surpreender o público propostas de moda contemporâneas. Peças que ganham um brilho acrescido com os motivos dos Lenços Namorar Portugal, num casamento perfeito entre tradição e modernidade. O criador reinventou os seus famosos cachecóis, que este ano são fabricados “com materiais mais leves” e com pequenos bolsos, dando corpo à linha Amor Envolvente.

Além dos cachecóis, Orlando Ventura voltou a brindar o público coordenados modernos e arrojados (saia, vestido...), abrilhantados com as escritas de amor da tradição minhota. Outra das surpresas da tarde foi a apresentação de uma boneca Bia Portuguesinha, também parceira da marca Namorar Portugal, vestida pelo estilista. Os produtos estão já disponíveis para venda no Espaço Namorar Portugal e podem ser personalizados de acordo com os gostos do cliente mediante encomenda prévia. Logo de seguida, o estilista dirigiu, no mesmo local, o Workshop Bolsos Com Amor, em que os participantes puderam aprender a fazer os bolsos, adorná-los com os afetos dos Lenços e aplicá-los na roupa do dia-a-dia.

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“O Orlando tem um bordado perfeito”

Presente na sessão, a vereadora da Cultura do Município de Vila Verde não poupou elogios a “um parceiro que já está connosco há vários anos, mas que continua sempre a surpreender-nos pela qualidade dos seus trabalhos e bordados”. Júlia Fernandes prosseguiu vincando que Vila Verde leva a igualdade de género muito a sério. “Temos homens a bordar muito bem em Vila Verde, como é o caso. O Orlando tem um bordado perfeito, que se distingue e que adapta muito bem às suas peças”, referiu. A vereadora da Cultura manifestou ainda a sua satisfação pelo trabalho conjunto entre os parceiros da marca territorial vilaverdense, “que unem os seus saberes e criam sinergias que estão na origem de projetos muito interessantes”.

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Música, amor e muito talento no Concerto de Gala da Academia de Música de Vila Verde

A Quinta da Aldeia, em Gême, vestiu as cores do romance para receber o Concerto de Gala da Academia de Música de Vila Verde. A moderna e elegante decoração alusiva ao amor ajudava a adensar o clima de romance que recebeu as centenas de pessoas para mais uma noite memorável.  A Big Band da Academia de Música de Vila Verde não deixou créditos por mãos alheias e protagonizou mais um eletrizante espetáculo de música ao vivo. De Rui Veloso a Elvis Presley, passando por Frank Sinatra, Abba, Salvador Sobral e um original do artista pradense Miguel Oliveira, entre outros, a academia vilaverdense brindou a plateia com um verdadeiro hino ao amor. O concerto contou com as participações do cantor Miguel Oliveira e da solista Raquel Fernandes, assim como do coro Santa Casa da Misericórdia de Vila Verde e do coro Alma do Povo, dirigidos pelo maestro Idílio Nunes.

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BLOGUE DO MINHO DESEJA BOA SORTE A TODOS OS GRUPOS FOLCLÓRICOS MINHOTOS!

Decorre hoje na cidade da Amadora a reunião do Conselho Técnico Regional do Alto Minho da Federação do Folclore Português com os grupos folclóricos minhotos sediados na região de Lisboa, sócios aderentes daquela entidade, no âmbito do processo de avaliação com vista à análise dos requisitos para a sua posterior admissão como sócios efectivos.

O BLOGUE DO MINHO deseja sinceramente que todos os grupos submetidos a apreciação reúnam condições para passarem a efectivos. E, àqueles que tais requisitos ainda não reúnam, espera que se esforcem com vista à introdução de eventuais correcções a fim de que possam vir a engrossar o movimento folclórico observando o rigor e qualidade.

- A todos os nossos sinceros votos de boa sorte!

PIONEIROS DA UCHA REPRESENTAM COM SUCESSO PEÇA DE TEATRO NO CENTRO CÍVICO DE PALMEIRA EM BRAGA

Palmeira contagiada com gargalhadas e já de olho n'As Férias no Algarve.

*Espetáculo de teatro juntou quase 120 pessoas;

*Grupo amador da Ucha apresentou comédia com 9 personagens;

Já passa das 22h15. Do palco houve-se gritos: "Oh Ramiro!! Ramirooo!!"

É Vitória, uma jovem de Barcelos que vive das aparências e está danada com a possibilidade de não ter o vestido novo pronto para as férias. Ramiro é um dos empregados, está vestido com uma t-shirt cor-de-rosa, justa, e umas calças 'slim'. Mal ouve a chamada, do outro lado do cenário, corre para se preparar para entrar em palco.

Entra, diz meia dúzia de deixas e saí fazendo sobressair os seus tiques. Deixou a plateia com uma gargalhada geral.

Mal bate a porta do cenário, corre até ao camarim para trocar de roupa e diz: "o público está muito atento. Está bem composta a sala".

Filipe Gomes, o ator que interpreta Ramiro, dá também vida a outra personagem, Guilherme. É com ajuda dos colegas que muda totalmente o registo. Tira os sapatos, meias, calças e camisa. A cabeleira loira também sai. Agora está de calções, meia branca até à canela, camisa e papillon. São poucos os segundos que tem para voltar para o palco. "Esta adrenalina torna tudo mais engraçado", explica Filipe.

E quando lá chega, ao palco, é a vez de ser um jovem, gago, interessado na filha do Sr. Coelho.

É a casa com a cor azul.

O cenário está dividido entre duas casas, duas famílias. Os"Coelhos" e os "Cunhas".

Passa-se tudo em Barcelos, mas a trama desenvolve-se toda em torno da suposta ida de férias, de todos, para o Algarve.

São Os Pioneiros da Ucha que estão em palco a convite da Nova Comédia Bracarense. "As férias no Algarve" é a peça que o grupo amador da Ucha, Barcelos, tem em cena e levou quase 120 pessoas ao Centro Cívico de Palmeira, este sábado à noite.

"Quando o público reage faz-nos estar mais à vontade em palco. Sentimos-nos mais próximos", conta Andreia Martins, a atriz que é governanta da família Coelho.

Entretanto passou quase meia hora e nos bastidores ainda há muita correria.

"Onde está o meu leque?!", pergunta Cláudia Faria,  que vai dar vida à D. Augusta.

"Estou bem assim?!", sussurra Manuel Fernandes antes de entrar em palco. Neste meio, Vitória, personagem interpretada por Cristiana Fernandes, já entrou e saiu do palco e também mudou de roupa três vezes.

Falando de Paulo, o outro criado dos " Cunhas", e de Fulgêncio, o amigo de ambas as famílias, está o elenco completo.

Ao todo, 9 personagens fizeram soltar gargalhadas durante mais de uma hora e meia de comédia.

GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO TEM PÁGINA OFICIAL NO FACEBOOK

O Grupo Folclórico Verde Minho sediado em Loures e a representar os usos e costumes do Alto Minho na região de Lisboa tem vindo a renovar a sua imagem e o formato das suas próprias iniciativas, sendo de relevar a organização de conferências temáticas e a realização do FolkLoures – Encontro de Culturas.

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Para muito breve está prevista a edição em livro das conferências que vem organizando. Entretanto, acaba de criar a sua página oficial no facebook à qual serão agregadas outras páginas de grupos. Uma iniciativa que está a registar uma adesão surpreendente.

A página oficial do Grupo Folclórico Verde Minho no Facebook possui o endereço: https://www.facebook.com/grupofolcooricoverdeminho/

A PRESENÇA PORTUGUESA NA BIRMÂNIA

  • Crónica de Daniel Bastos

Durante o primeiro trimestre deste ano vai ser lançada, pela Gradiva e a Macaulink, com o apoio do Instituto Internacional de Macau, a versão portuguesa do livro “Cannon Soldiers of Burma”, de James Myint Swe, uma obra incontornável sobre a presença multissecular portuguesa na Birmânia.

Daniel Bastos

Situada a sul da Ásia continental, e limitada ao norte e nordeste pela China, a leste pelo Laos, a sudeste pela Tailândia, ao sul pelo Mar de Andamão e pelo Canal do Coco, a oeste pelo Golfo de Bengala e a noroeste pelo Bangladesh e pela Índia, a Birmânia, oficialmente República da União de Myanmar, encerra ainda hoje como sustenta James Myint Swe, marcas vivas da presença pioneira dos portugueses na Ásia.

O investigador formado em Ciência Política pela Universidade de Western Ontário no Canadá, salienta a existência neste território asiático, nas mesmas zonas onde os portugueses se estabeleceram nos sécs. XVI e XVII, de populações descendentes dos navegadores, mercadores, exploradores e soldados do período da expansão marítima.

Como anota o autor com raízes birmanesas, a presença pioneira dos portugueses na Ásia no séc. XVI e XVII, catalisadora dos primeiros contactos entre a Europa e o Oriente, subsiste nas atuais comunidades bayingys, uma etnia birmanesa conhecida como o “povo de olhos verdes”, cujas populações de cabelo e pele clara, maioritariamente católicas, conservam afinidades com o imaginário coletivo português.   

Num período em que a diplomacia e a projeção cultural têm desempenhado um papel fundamental na política externa portuguesa, e a língua de Camões é uma das mais faladas no mundo, é importante que o país não deixe cair no esquecimento o seu contributo ecuménico na história mundial.

É a partir do valioso legado histórico da diáspora portuguesa, que Portugal deve continuar a afirmar-se no seio das nações como um país construtor de pontes de diálogo e cooperação entre povos, que no caso da antiga Birmânia pode ter um importante contributo na consolidação da democracia na atual Myanmar. Este estreitar de laços de amizade e cooperação, por via de um passado comum na Ásia, um imenso território de oportunidades e crescimento, pode inclusivamente revelar-se estratégico na prossecução da internacionalização da economia portuguesa e da afirmação de Portugal no mundo.

JÁ NAMORAS?... EM VILA VERDE!

‘Já namoras? 2018’ – Linha de utensílios inspirados nos motivos dos Lenços Namorar Portugal

Carlos Araújo associou-se em 2015 à marca territorial do Município de Vila Verde e, desde então, todos os anos brinda o público com uma nova linha inspirada nos motivos dos Lenços Namorar Portugal. Power Banks, Pen Drives, relógios de parede, canetas e porta-chaves são apenas alguns dos inúmeros produtos Namorar Portugal apresentados pela empresa vilaverdense ao longos dos últimos anos. Ontem, 16 de fevereiro, ficámos a conhecer a linha ‘Já namoras? 2018’, que se afasta um pouco dos utensílios tecnológicos e, com audácia e criatividade, reinventa os motivos dos Lenços do Amor. Artigos do quotidiano que ganham novo encanto com as escritas de amor da tradição minhota, reinterpretadas com um toque de contemporaneidade.

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As novidades deste ano são os lenços para limpeza de diversos suportes (óculos, lentes, telemóveis…), os porta-lápis e os vinil walls. “Optámos por sair da linha da eletrónica, porque já começava a ficar um pouco saturada. Resolvemos experimentar alternativas e também alargar o conceito”, referiu Carlos Araújo, revelando que os tradicionais motivos dos Lenços foram reinventados e adaptados a estilos artísticos modernos, mantendo sempre a temática das escritas de amor. “Os Lenços dão o mote, mas a marca já tem uma dimensão maior. É um conceito, são experiências, é o Mês do Romance. Não são apenas os produtos, mas todo o dinamismo que se cria. Mantendo o conceito, resolvemos inovar nos motivos e desenhos, adaptá-los a novos estilos artísticos”, disse o responsável pela ‘Já namoras?’.

Presente na sessão, a vereadora da Cultura do Município de Vila Verde não poupou elogios ao trabalho de criatividade e inovação desenvolvido pela empresa, vaticinando-lhe um futuro auspicioso. “Esta é já a quarta apresentação e todos os anos nos tem presenteado e surpreendido com belíssimos produtos. Esta linha também é lindíssima e será, com certeza, um sucesso”, referiu Júlia Fernandes, acrescentando que a mensagem de amor, paz e amizade da marca territorial do Município de Vila Verde continua a disseminar-se pelo país e pelo mundo. “Temos assistido a grandes demonstrações de talento, criatividade e inovação em torno dos motivos dos Lenços Namorar Portugal. Em torno desta mensagem e desta filosofia. Já não há quem fique indiferente e temos recebido inúmeros contactos por parte de entidades turísticas para atividades nacionais e internacionais”, afirmou a vereadora da Cultura do Município de Vila Verde.

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PROF. DOUTOR MANUEL ANTUNES VAI A LOURES FALAR DA ALDEIA SUBMERSA DE VILARINHO DA FURNA

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho no âmbito do FolkLoures’18

Vilarinho da Furna: História e Tradições Populares de uma Aldeia Afundada” é o tema da conferência que o Professor Dr. Manuel Antunes vai proferir no próximo dia 30 de Junho, a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures. A iniciativa insere-se no âmbito da próxima edição do FolkLoures e deverá ser apoiada pela projecção de interessantes imagens que retatam os usos e costumes das gentes de Vilarinho da Furna, antes da aldeia ter ficado submersa nas águas da albufeira da barragem.

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Vilarinho da Furna era habitada em 1970 por cerca de 250 pessoas, que tiveram de abandonar a povoação devido à construção de uma barragem. A barragem foi inaugurada a 21 de Maio de 1972 e encontra-se localizada no concelho de Terras de Bouro, sendo alimentada pelo Rio Homem. Submersa pelas águas, as ruínas da aldeia são visíveis sempre que a barragem está vazia.

Manuel de Azevedo Antunes é doutorado em Ciência Política (2009). Estudante nas Universidades de Lisboa (1966-1976) e Paris – Sorbonne (1976-1977), desenvolveu atividade docente nas Universidades de Lisboa (1975-1992) e Maputo (1979-1987). Foi Consultor das Nações Unidas (1989), em Moçambique. Na Guiné- Bissau (1988-1992), participou, como coordenador, metodólogo e estatístico, no Inquérito Demográfico e Sanitário, para o Ministério da Saúde, com apoio do Banco Mundial. É, atualmente, Professor Associado e Investigador na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Preside a AFURNA – Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna, tendo publicado “Vilarinho da Furna, Uma Aldeia Afundada” (Lisboa: Regra do Jogo, 1985), “Requiem por Vilarinho da Furna, Uma Aldeia Afundada” (Lisboa: Biblioteca da Universidade Lusófona, 1994) e “Vilarinho da Furna, Memórias do Passado e do Futuro” (Lisboa: Centro de Estudos da População, Ambiente e Desenvolvimento, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, 2005).

SARGACEIROS DA APÚLIA DANÇAM NO FOLKLOURES’18

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures, no âmbito do FolkLoures’18

O Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo da Apúlia, concelho de Esposende, vai participar no Festival intercultural que terá lugar no dia 7 de Julho de 2018. A próxima edição do FolkLoures decorre de 30 de Junho a 7 de Julho de 2018, e incluirá conferências, exposições, feira de produtos tradicionais e um festival de folclore a ter lugar no Parque da Cidade, em Loures.

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Sargaço! Sargaço! – grita o sargaceiro ao avistar as algas que a mareada arroja, exortando os companheiros a entrarem mar dentro e enfrentarem com arrojo a rebentação das ondas. Após a maresia, a mareada é invariavelmente mais abundante, arrojando o mar as algas que se desprendem dos rochedos quase submersos. O grito do sargaceiro ecoa longínquo na praia. Os homens, vestidos de branqueta e a cabeça e pescoço protegido com o sueste, levam consigo o galhapão ou a gaiteira se o sargaço estiver próximo da praia. No areal, as mulheres transportam o sargaço nas carrelas para mais longe do alcance do mar, fazendo as camas onde fica a secar. Apó a secagem, as algas serão empregues como fertilizantes das terras, em produtos fito-sanitários e cosméticos, sendo cada vez mais conhecidas também as suas virtudes alimentares.

Fundado em 1934, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia é um representante ímpar do folclore da Região do Baixo-Minho e vai seguramente constituir a grande atracão deste Festival de Folclore.

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FOLKLOURES 18 接受西藏传统舞蹈

东方思维中国文化的弘扬将代表中国社区在 FolkLoures 18

居住在葡萄牙的华人社区将参加下一期的 FolkLoures--文化会议, 更具体地说, 将于2018年7月7日举行的文化艺术节。在澳门圣保禄教堂遗址的复制品旁边, "东方思维的中国文化促进" 将呈现西藏之舞 "随想曲奈特·库马拉"。

奈特·库马拉是藏 (藏) 的传统舞蹈, 代表着传统、自由的风俗和大振幅的运动。藏族的舞蹈总是以坚定的姿态, 正面和胸部为男人, 并为妇女的曲率和柔软的姿态, 这些图像的启发, 藏族人民在大平原的日常生活。然而, 由于该地区文化的多样性, 藏族舞蹈本身也受到其他相邻地区的文化影响。

藏族舞蹈的运动对男女都有子范畴, 其中一个类别的名字是 "中国踢踏舞"。

藏族舞蹈所用的服饰, 与藏族人民的共同服饰相呼应, 色彩和人物都十分鲜艳。

下一版的 FolkLoures 源于6月30日至 2018年7月7日, 将包括会议, 展览, 传统产品和民俗节日在城市公园, 在洛里什。

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RUI AGUILAR CERQUEIRA VAI A LOURES FALAR DO FOLCLORE E DO REGIONALISMO NA ÁFRICA AUSTRAL

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures

O Grupo Folclórico Verde Minho promove mais uma conferência dedicada ao folclore e ao regionalismo a ter lugar já no início do próximo ano. Rui Aguilar Cerqueira, antigo dirigente da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico vai, no próximo dia 24 de Março, proferir uma palestra subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”.

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A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico.

A iniciativa tem lugar a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, espaço onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, junto ao Parque da Cidade. Existe excelente estacionamento no local.

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Como é sabido, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram também o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955.

Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e, todos os anos continuam a reunir-se no Minho em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!

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Rui Aguilar Cerqueira nasceu em 1955, no Hospital Miguel Bombarda, em Lourenço Marques, como então se designava a capital de Moçambique, actual cidade do Maputo. Descende pelo lado paterno de naturais de Arcos de Valdevez – o pai chamava-se Abel Cerqueira – e, por parte da mãe, Maria Adelaide Varela Aguilar Cerqueira, de lisboetas.

Viveu, estudou e trabalhou como até aos 22 anos Agente Técnico de Apuramentos Estatísticos no Ministério da Agricultura, em Lourenço Marques.

Após a independência de Moçambique ocorrida em 25 de Junho de 1975, regressou a Portugal na companhia de toda a família e fixou residência em Braga.

Recomeçando a vida, deu então inicio a uma nova vida profissional, passando a exercer funções nas empresas multinacionais alemãs “Grundig Electrónica Portuguesa”, “Blaupunkt Auto Rádio Portugal, Lda ” e “BOSCH BRG”, durante 38 anos, como Técnico de Electrónica-Oficial.

Praticou desporto e foi atleta federado em Hóquei em Patins e Voleibol.

Durante a sua permanência em Moçambique, integrou a Casa do Minho de Lourenço Marques e o seu Rancho Folclórico composto por 80 elementos, representando a região minhota, com as suas danças e cantares tradicionais, com especial incidência no Alto Minho.

Sendo o seu falecido pai o ensaiador do grupo, era natural que os seus dois filhos ainda de tenra idade integrassem o Rancho juntamente com outras crianças, formando assim o respectivo Rancho Infantil cuja constituição ocorreu por volta de 1959. Tinha por essa altura apenas 4 anos de idade e o seu irmão, com apenas 2 anos, tornou-se a mascote do grupo folclórico.

Com o decorrer do tempo e atingida a idade indicada para passagem ao grupo dos adultos, tornou-se o par marcante e aquele que exercia a “voz de comando”.

Para além de grandes exibições em Moçambique, o Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lourenço Marques também se deslocou a África do Sul, Rodésia, Suazilândia entre outros países africanos, tendo recebido numerosas lembranças e até ganho diversos festivais folclóricos cujos troféus reuniu nas instalações da su sede social. À época era bastante comum a realização de concursos para avaliar o desempenho dos grupos folclóricos.

Com a independência política, todas as casas regionais e demais associações portuguesas existentes em Moçambique foram nacionalizadas, ficando os minhotos privados da sua Casa do Minho.

Nas fotos que apresentamos pode ver-se o rancho infantil, encontrando-se em cima, à direita, em primeiro lugar, o seu irmão Fernando Cerqueira (já falecido) e, em seguida, o sr. Rui Cerqueira. Nas duas fotos seguintes surge o seu pai, na qualidade de ensaiador, na frente a dançar o malhão traçado e, na outrao seu pai de gravata no meio do grupo. Estas fotos datam de 1960. Nas duas seguintes aparece Rui Aguilar Cerqueira, de barbas, na frente como o par marcante.

Actualmente, todos os minhotos ainda vivos que viveram naquele ambiente minhoto em terras moçambicanas – à época território português! – desde sócios, dirigentes, antigos componentes do rancho seus familiares e amigos, reunidos por Rui Cerqueira, encontram-se anualmente num almoço de confraternização, por ocasião do aniversário da associação, sempre numa diferente cidade minhota. E este “toque a reunir” que junta invariavelmente cerca de duas centenas de convivas, ocorre ininterrupetamente desde há 21 anos, tal é a saudade que os anima e o amor ao rincão natal!

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PALÁCIO DA BREJOEIRA NAMORA PORTUGAL

Amor (pela tradição) e sedução (do património) no Romance Palaciano Vila Verde e Monção!

Há já muito tempo que Vila Verde e Monção se conhecem, mas, recentemente, descobriram que têm mais pontos em comum que o que o olhar desatento deixaria antever. Entre o amor ardente pela tradição e a inebriante sedução do património começou a desenhar-se enredo de um apaixonante Romance Palaciano.

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O sumptuoso Palácio da Brejoeira (em Monção) também já está a Namorar Portugal, numa aliança harmoniosa entre duas jóias do património cultural e edificado da região do Minho. Um cenário idílico que recebeu, ontem, 16 de fevereiro, a apresentação de dois novos produtos Namorar Portugal, o Chá de Tília Palácio da Brejoeira, cultivado no próprio palácio (resultado de uma parceria entre a empresa vilaverdense Serras Brandas e o Palácio da Brejoeira), e o Pão de Ló Água na Boca, da Pastelaria da Vila. O ex-líbris de Monção recebeu ainda a inauguração de uma mostra de produtos Namorar Portugal, em exposição de 15 a 28 de fevereiro.

A iniciativa foi abrilhantada pela atuação de música ao vivo protagonizada por uma professora da Academia de Música de Vila Verde e por uma encenação de época, com personagens trajadas a rigor. O evento, apadrinhado pelo Eurodeputado José Manuel Fernandes, foi ainda enriquecido com a presença de duas bordadeiras da Cooperativa Aliança Artesanal (entidade responsável pela salvaguarda dos Lenços Namorar Portugal) que estiveram a realizar ao vivo a antiga e delicada arte de bordar o amor. O 'Romance Palaciano' contou ainda com a presença do presidente e da vereadora da Cultura do Município de Vila Verde, António Vilela e Júlia Fernandes, do presidente do Município de Monção, António Barbosa, e do administrador do Palácio da Brejoeira, Emílio Magalhães.

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Uma tradição ancestral que transporta valores de paz, amor, amizade e solidariedade

O ‘padrinho’ da iniciativa começou por sublinhar que “é um prazer Namorar Portugal no Palácio e Quinta da Brejoeira, um local com um vinho único e produtos diferenciadores, baseados na nossa autenticidade e tradição”. O eurodeputado José Manuel Fernandes prosseguiu sublinhando o simbolismo associado ao evento, que acontece “em pleno Ano Europeu do Património Cultural”. “Aquilo que é único e que nos diferencia cria geralmente valor acrescentado. Os motivos dos Lenços impulsionaram o crescimento um empreendedorismo que permitiu entrelaçar tradição e modernidade. Tudo baseado numa tradição ancestral que transporta valores. Os mesmos valores de paz, amor, amizade e solidariedade que alicerçam a União Europeia e que devemos continuar a fortalecer”, referiu o eurodeputado, concluindo de forma categórica: “Sou minhoto, português e europeu. Nada disto é igual, mas também nada disto incompatível”.

Um pão de ló de fazer crescer água na boca

Após uma visita pelo deslumbrante ex-líbris de Monção e da cultura nacional, tempo para aquecer a alma e aconchegar o estômago com um saboroso Chá das Serras Brandas e um pão de ló de fazer crescer água na boca. Depois das ‘Broinhas do Amor’ e os ‘Doces Desejos’, os sentimentos e afetos dos Lenços Namorar Portugal serviram de inspiração para a criação de mais uma deliciosa proposta de pastelaria da autoria da Pastelaria da Vila, de Vila Verde. O nome não deixa margem para dúvidas. O Pão de Ló Água na Boca promete fazer as delícias dos amantes da doçaria e não só, já que a conjugação de diferentes sabores é um dos grandes atrativos desta iguaria. “Temos uma massa mais salgada a envolver o bolo. O interior é composto por uma massa mais fofa e mais doce, queijo fresco e morango. No topo, leva duas pétalas de rosa comestíveis, para aumentar a simbologia do amor”, afirmou o responsável pela Pastelaria da Vila, Armando Sousa.

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“Um produto capaz de ‘acasalar’ com o prestígio deste património”

Para ‘empurrar’ o pão de ló e afastar o frio de uma cinzenta e chuvosa tarde de inverno, nada melhor que um quente e saboroso Chá das Serras Brandas. Natural do concelho de Monção, o empresário vilaverdense Filipe Temporão cortejou uma parceria com o Palácio da Brejoeira, que rapidamente se transformou em namoro, tal a afinidade entre as partes. O resultado não se fez esperar. Uma infusão única, que desperta os sentidos tanto pelo sabor, como pela arte incorporada nas próprias embalagens, pintadas com mestria pela talentosa artista pradense Fátima Mendes. As plantas utilizadas no Chá de Tília do Palácio da Brejoeira são colhidas da famosa Avenida de Tílias da Brejoeiras, com 200 metros de comprimento e 48 plantas, avançou o administrador. Emílio Magalhães confidenciou ainda que, finalmente, pode revelar um segredo palaciano, que guardou consigo durante alguns anos. Um dos desejos da antiga proprietária, Maria Hermínia Paes, seria criar um chá a partir das tílias da emblemática avenida. “Tal como iniciou o projeto do Alvarinho, a antiga proprietária também gostaria que extraíssemos da avenida o suficiente para criar um chá que fortalecesse o bom nome do palácio. Guardei sempre este segredo até aparecer um desafio à altura, que aceitamos de coração e braços abertos. Após a uma demonstração de qualidade, ao nível de todos os produtos do palácio, recebemos este produto capaz de ‘acasalar’ com o prestígio deste património”, frisou Emílio Magalhães.

“Valorizar a nossa história e com ela criar uma ponte para o progresso e o futuro, uma alavanca de crescimento e desenvolvimento”

Presente na sessão, o presidente do Município de Vila Verde agradeceu a postura acolhedora e a hospitalidade calorosa dos monçanenses, com a arte de bem receber tão característica das gentes minhotas. António Vilela prosseguiu frisando que o Palácio da Brejoeira é uma referência nacional, “um património ao qual não podemos ficar indiferentes e em torno do qual devemos desenvolver as nossas terras”. O edil referiu também que a Monção se associa agora a uma marca que começou em Vila Verde, mas que pela amplitude e crescimento já é uma marca nacional, com produtos à venda em todo o país e nos cinco continentes. “Tudo isto só é possível graças à visão, à criatividade e capacidade de inovação de uma rede de parceiros que conta já com 67 produtores e milhares de produtos no mercado”, referiu.

 António vilela sublinhou que os vários municípios por todos o país (Monção, Lisboa, Porto, Coimbra, Braga, Guimarães, Amares…) têm recebido a marca Namorar Portugal com amizade, sem um ponto e vista concorrencial, porque, apesar de defenderem as suas terras, os autarcas percebem que ao agregarmos forças podemos crescer em conjunto de forma sólida e consistente. “O cenário aqui apresentado fez-nos recuar e viver outros tempos. É importante valorizar o património material e imaterial que nos foi legado pelos antepassados, valorizar a nossa história e com ela criar uma ponte para o progresso e o futuro, uma alavanca de crescimento e desenvolvimento. Os produtos que apresentámos são feitos com muito amor. O amor que dedicamos à nossa terra, às nossas gentes e à valorização da nossa cultura”, concluiu o presidente do Município de Vila Verde.

“Deve-se olhar para este bom exemplo”

Por sua vez, o presidente do Município de Monção sublinhou que inicialmente este projeto parecia um desafio inalcançável, mas que foi possível graças a uma convergência de forças e vontades entre os envolvidos. Na mesma toada, António Barbosa lançou o repto aos empresários monçanenses para que aproveitem e valorizem este “património histórico inestimável, grande referência de Monção”. O autarca aproveitou também para vincar que vê com muito bons olhos esta união de esforços e saberes. “Agora enquanto autarca, mas também enquanto munícipe, defendo que isoladamente nossos territórios, infelizmente cada vez mais desertificados, não teremos futuro. Teremos futuro se tivermos a capacidade de estarmos abertos a ações como a que decorre hoje. Sem qualquer tipo de anticorpo a um projeto que é de Vila Verde. Muito pelo contrário. Estamos abertos a estes e outros projetos”, referiu.

“Não querendo copiar o que se faz em Vila Verde, deve-se olhar para este bom exemplo e perceber que temos um grande conjunto de mais-valias no nosso território, que devem ser dinamizadas. Representam oportunidades que devem ser aproveitadas. Estamos totalmente abertos a parcerias”, afirmou António Barbosa, acrescentando que está sempre “de portas abertas para a marca Namorar Portugal e desejo as maiores felicidades ao projeto”.

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BARCELENSES FESTEJAM CARNAVAL DURANTE CINCO DIAS

Milhares de pessoas no Carnaval Popular de Barcelos. Cinco dias de festa no concelho

A cidade de Barcelos viveu cinco dias de festa com o Carnaval Popular Barcelos 2018, uma iniciativa da Câmara Municipal de Barcelos que contou com a colaboração das coletividades do concelho. O momento alto foi o desfile no dia de Carnaval, com milhares de pessoas a ladear a ruas por onde passou o corso carnavalesco.

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Os grandes vencedores do desfile de Carnaval Popular de Barcelos foram o Agrupamento de Escuteiros de Bastuço S. João, com a representação da “Visita do Marcelo a Barcelos”, no que toca às composições a pé, e nas composições com carro a Associação de Pais de Carreira e Fonte Coberta- FOCA foi a vencedora com a representação da “Cidade do Lego”.

Desfilaram mais de dois mil figurantes representantes de 42 associações, cheios de cor e alegria, com muita sátira e brincadeira à mistura. O desfile arrancou na Avenida João Duarte e percorreu dez ruas e avenidas da cidade, com destaque para a Avenida da Liberdade, local onde o Presidente da Câmara Municipal e outros membros do executivo assistiram ao desfile e onde o público afluiu em maior número.

A tarde de Carnaval acabou com um espetáculo de música protagonizado pela banda Dimensão Minhota, no palco montado na Avenida da Liberdade.

Mas o programa de Carnaval começou antes. Na sexta-feira, os mais novos desfilaram pelo Centro Histórico, e no domingo foi a vez dos cabeçudos e gigantones passearem pelas principais ruas da cidade terminando com o Concurso de Máscaras Infantil, na Avenida da Liberdade, que atribuiu três prémios às composições: “Velhinho”, “Palhaço” e “Pirata”.

Na segunda-feira à noite, também na Avenida da Liberdade, decorreu o concurso de máscaras com duas categorias, num total de 30 participações. A composição “Os Reis de Copas ” foi a vencedora na categoria dos grupos, enquanto nas composições individuais venceu “Lara e a Josefina”. No final os presentes divertiram-se ao som do cantor popular Augusto Canário & Amigos. No final todos os caminhos foram dar ao Pavilhão Municipal, com a grande festa de Carnaval, numa parceria entre a Câmara e a Lux Produções.

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MINHOTOS E GALEGOS VOTAM ORÇAMENTO PARTICIPATIVO TRANSFRONTEIRIÇO CERVEIRA-TOMIÑO

Últimos dias de votação no OPT Cerveira-Tomiño

Termina já na próxima terça-feira, 20 de fevereiro, o prazo para votação na edição 2018 do Orçamento Participativo Transfronteiriço (OPT) Cerveira-Tomiño. Em seleção encontram-se três projetos entre asoito propostas apresentadas, cuja informação está disponível no website www.participacerveiratomino.eu

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Restam quatro dias para cerveirenses e tomiñenses recenseados nos respetivos concelhos elegerem as ideias vencedoras do OPT, projeto pioneiro na Euroregião Galiza-Norte de Portugal que vai na segunda edição, mantendo a essência deenvolver as duas populações vizinhas na definição de soluções para necessidades comuns.

Desta forma, as propostas da edição 2018 do OPT que se encontram em fase de votação são:

Área Educação e Cultura

  1. Oferta de atividades artísticas dirigidas à população escolar de Cerveira e Tomiño

Promotores: Escola Superior Gallaecia, Mesa de Anpas dos Centros educativos de Tomiño

  1. Intercâmbio Musical Transfronteiriço

Promotores: Academia de Música Fernandes Fão (Polo de Vila Nova de Cerveira), Agrupación Sociocultural de Goián

  1. Sabores da Aldeia e Sons das Trovoadas Transfronteiriças

Promotores: Associação Cultural e Recreativa Bombos S. Tiago de Sopo, AsociacionTreboada Baixo Miño

  1. Jornadas Acessibilidade para Todos

Promotores: Escola Superior Gallaecia, ACAPO, Asociación de PersoasconDiscapacidade Vontade

Área Desporto e Lazer

  1. BTT &TrailRunning em Ceveira e Goián

Promotores: Gilberto Fagundes Coutinho, Isaac da CuñaFernandez

  1. Desporto Náutico Para Todos

Promotores: Associação Desportiva e Cultural da Juventude de Cerveira, Associación de Personas conDiscapacidade Vontade

Área Território e Ambiente

  1. Felizes nas compras’: Resolução de problemas dos consumidores

Promotores: Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), Unión de Consumidores de Galicia (UCGAL)

  1. App Turismo Acessível

Promotores: ACAPO, VONTADE, Escola Superior Gallaecia

A votação decorre através do website participacerveiratomino.eu, sendo limitado a maiores de 18 anos de idade que estejam recenseados em Vila Nova de Cerveira ou Tomiño.O orçamento total disponibilizado é de 20 mil euros, repartido em partes iguais entre os doismunicípios.

De relembrar que o OPT Cerveira-Tomiño integra a Agenda Estratégica de Amizade de Cooperação Transfronteiriça Cerveira- Tomiño, cofinanciado a 75% pelo Programa INTERREG V-A POCTEP, fundos do FEDER da União Europeia.

CARTAZ OPT VOTAÇÃO 2018