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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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VIZELA CONTA UM CONTO

Sábados na biblioteca: ‘A mentira tem perna curta’, de Rosy Gadda Conti

No âmbito da atividade Sábados na Biblioteca, a Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes promove, no próximo dia 1 de abril, às 15.30h, a atividade  ‘A mentira tem perna curta’, de Rosy Gadda Conti.

‘A mentira tem perna curta’, de Rosy Gadda Conti.jpg

De lembrar que a Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes está aberta todos os sábados, sendo que no primeiro sábado de cada mês realiza-se a atividade Sábados na Biblioteca (Hora do conto + oficina), das 15h30 às 17h00.

Sábados na biblioteca:

Conto + oficina de monstros super-fantástica

‘A mentira tem perna curta’, de Rosy Gadda Conti

1 de abril, 15h30

Costuma-se dizer que as mentiras têm pernas curtas, cabeça de pera, pescoço comprido, corpo coberto de pelos e os olhos tortos, que são grandes e metediças ou pequenas e mal--educadas.

- Depende - pensava Adalgisa com os seus botões.

- Podem ser isso tudo e muito mais!

Atividade gratuita para crianças e pais. 

Galeria Sábados na biblioteca:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.337648579591398.79509.256857874337136&type=3

‘MARUXA’: UM CONTO QUE PRETENDE SENSIBILIZAR PARA A IGUALDADE DE GÉNEROS

Dias 24, 27, 28, 29 e 30 de março, na Biblioteca Infantil da Casa da Cultura | Para os alunos do 1º ciclo

Os alunos do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas de Melgaço vão conhecer a ‘Maruxa e o Zezinho’, a história de como este casal vivia na aldeia, de como a Maruxa era sobrecarregada pelas tarefas domésticas. O conto insere-se no plano de atividades anual previsto para os alunos de Melgaço e pretende proporcionar momentos lúdicos associados à leitura. A iniciativa iniciou-se hoje, pelas 10h00, e prolonga-se nos dias 27, 28, 29 e 30 de março, na Biblioteca Infantil da Casa da Cultura.

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‘Maruxa’, da autoria de Eva Mejuto, é baseado na canção popular polaca de Maryna gotuj pierogi, uma das mais conhecidas do repertório folclórico do país. O livro conta como Maruxa e Zezinho viviam na aldeia: Maruxa lavrava, cosia e varria; Zezinho folgava, cantava e dormia. Até que um dia Maruxa decide dar uma lição ao marido. Astuta e com grande habilidade no uso da ironia, consegue que Zezinho tome consciência de que o trabalho de casa está mal distribuído. Com algum humor e ao mesmo tempo ironia, Maruxa decide dar uma lição ao marido, que exige que esta lhe faça o pão, e vai pedir-lhe os ingredientes um a um até que termine o dia. No final, este aprende a lição e passa a realizar também as tarefas domésticas.

A atividade tem o intuito de desenvolver a expressão oral, musical e corporal; motivar para a atenção visual; educar para a importância da divisão de tarefas e apelar para a importância da igualdade de géneros. De uma forma lúdica, que os alunos do 1º ciclo reflitam acerca da temática.

 

SINOPSE:

Maruxa e Zezinho viviam na aldeia.

Maruxa lavrava, cosia e varria.

Zezinho folgava, cantava e dormia.

Mas um belo dia…

 

Maruxa decide dar uma lição ao marido. Astuta e com grande habilidade no uso da ironia, consegue que Zezinho tome consciência de que o trabalho de casa está mal distribuído e, assim, mude de atitude. Este livro é baseado na canção popular polaca Maryna gotuj pierogi, uma das mais conhecidas do repertório folclórico do país. Existem diversas versões feitas por orquestras sinfónicas, solistas, grupos de jazz, rock... Este texto, em versos de seis sílabas, procura manter o ritmo da canção original. Tal como a canção tradicional, a autora apresenta a história em forma de diálogo, já que o conto se baseia principalmente na disputa que Maruxa e o marido, Zezinho, iniciam quando este lhe pede que lhe faça pão.

Na versão tradicional, Zezinho reclama uns pierogi, um dos pratos típicos da Polónia (uma espécie de raviólis recheados de carne, peixe, vegetais...) e a mulher nega-se repetidamente, alegando que lhe faltam, um a um, todos os ingredientes: farinha, água, sal e carne... Contudo, nesta versão optou-se por substituir os pierogi por pão, um alimento comum a todas as culturas e que permite universalizar a história. As diferenças mais significativas relativamente à canção não só se limitam ao alimento principal, mas também ao final da história. Assim, a reação violenta que Zezinho manifesta na versão polaca — quando a mulher, afinal, decide não lhe preparar a comida — é substituída neste álbum por uma atitude compreensiva e de empatia face à esposa, mantendo assim o tom humorístico que carateriza todo o conto. Da versão inicial, a autora decidiu manter e realçar: a ideia original, o sentido de humor, a estrutura acumulativa, versificada e rimada, tão própria de contos e cantos da tradição oral. Este texto permite ser cantado a ritmo de três por quatro mantendo a música de origem.

De igual modo, o álbum ilustrado oferece o mesmo argumento que a canção: a protagonista alega não poder fazer o pão porque lhe faltam todos os ingredientes (farinha, água, levedura e sal). Então, decide pedir ao marido que os vá buscar. Só que, em jeito de reprimenda instrutiva, vai-lhos pedindo um a um, com o esforço que isto implica a Zezinho. Um a um, ele vai fazendo todos os recados cada vez mais desmesurados como o de ir buscar sal ao mar, mas depara-se sempre com o facto de voltar a faltar algo e tem de empreender uma nova e esforçada aventura para o conseguir. Quando, por fim, Maruxa tem todos os elementos, diz, ironicamente, que está muito cansada e terá de ser também ele a amassar o pão.

Portanto, através do engenho e do sentido de humor, consegue que Zezinho entenda, por experiência própria, a injustiça da situação que ela vivera até então, e compreenda que, tanto o trabalho como o lazer, devem ser coisa dos dois.

A história é reforçada através do trabalho da ilustradora portuguesa Mafalda Milhões. O leitor encontra aqui uma contextualização prévia e posterior à ação do texto.

Atividades já realizadas no decorrer do ano letivo 2016/17:

Outubro

Pré-escolar – ‘Tons de Outono no PNPG’

1º Ciclo – ‘Vamos Conhecer o Cão de Castro Laboreiro’

Secundário – ‘O Segredo de Simónides’ (Comédias do Minho)

 

Novembro

1º Ciclo – ‘A Grande Fábrica de Palavras’

3º Ciclo – ‘Kandinsky’

 

Dezembro

Pré- escolar, 1º Ciclo e utentes dos Centros de Dia – Peça de teatro ‘Carta ao Pai Natal’

 

Janeiro

Pré-escolar e 1º Ciclo – ‘A Porta vai à escola’

2º e 3º Ciclos -  ‘Utopia’ (Comédias do Minho)

Secundário – Visualização e conversa aberta acerca do filme ‘As Sufragistas’

 

Fevereiro

Pré-escolar – ‘A Casa da Mosca Fosca’

1ºCiclo – ‘Deixa-me ser’ (Comédias do Minho)

7º ano – ‘Desejo de Teatro’_Oficina de teatro na escola ( 7ºB e 7º C) (Comédias do Minho)

Vocacional – ‘Conhecer os produtos regionais’: Visita ao Fumeiro de Castro Laboreiro

 

Março

Alunos do Curso Técnico de Informação e Animação Turística - visita à Adega Quintas de Melgaço

Alunos do Curso Técnico de Informação e Animação Turística - ‘Vamos plantar uma árvore’

CERVEIRENSES FAZEM ROTEIRO URBANO DE VERGÍLIO FERREIRA

Vamos fazer o Roteiro Urbano de Vergílio Ferreira?!

Depois da leitura e reflexão, nada melhor do que visitar in loco alguns espaços referidos pelo escritor na sua obra. E é sob esta premissa que a Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira está a organizar, para dia 5 de abril, o Roteiro Urbano de Vergílio Ferreira, integrado na atividade da Comunidade de Leitores - ‘Chá com Letras’. Inscrições já estão abertas.

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Cada ano, um destino literário. E neste 2017, a sugestão recai sobre uma deslocação à freguesia de Melo, no concelho de Gouveia, para fazer um Roteiro Urbano de Vergílio Ferreira, complementada com uma visita guiada ao Museu do Pão, em Seia. Trata-se da habitual atividade de extensão cultural fora de portas da Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira.

Ao longo de 2016 e neste início de 2017, o grupo de ‘leitores cerveirenses’ tem-se debruçado sob Vergílio Ferreira, nomeadamente com a leitura e análise das obras “Cartas a Sandra”, “Para Sempre”, “Conta-Corrente 5” e “Contos”. Agora, a ideia é contactar com espaços referenciados nos livros, através de uma visita à terra natal de Vergílio António Ferreira, a freguesia de Melo, onde memórias e histórias da melancolia da Serra da Estrela são partilhadas com os leitores.

A visita é igualmente aberta à população em geral, mediante inscrição efetuada na Biblioteca Municipal até ao final do mês, num limite máximo de 45 pessoas.

De sublinhar que todas as quartas-feiras, a partir das 15h00, a Comunidade de Leitores de Vila Nova de Cereira reúne-se na Biblioteca Municipal para a iniciativa ‘Chá com Letras’. Trata-se de um momento de partilha, reflexão e debate de ideias a partir do livro e da leitura, sob coordenação da Profª. Maria José Areal.Se estiver interessado em participar, basta comparecer a uma sessão.

LITERATURA JUNTA EM PONTEVEDRA ESCRITORES PORTUGUESES E GALEGOS

As literaturas galega e portuguesa nas Conversas Nortear

Favorecer o diálogo e o conhecimento entre as duas através dos seus escritores

Os escritores Valter Hugo Mãe e Inma López Silva vão participar, no próximo dia 29 de março de 2017, pelas 18h30, na quinta sessão da iniciativa «Conversas Nortear», a realizar na Escola de Idiomas de Pontevedra, na Galicia. Lara Dopazo Ruibal, vencedora da 1ª edição do Prémio Literário Nortear será a moderadora deste encontro.

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As «Conversas Nortear» são uma iniciativa conjunta da Direção Regional de Cultura do Norte, da Xunta da Galicia e do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial da Euroregião Galicia-Norte de Portugal, no âmbito do Memorando de Entendimento celebrado entre as três entidades.

Estas conversas têm como objetivo promover o conhecimento e a circulação de diferentes expressões culturais existentes nos territórios envolvidos, a partir de dinâmicas e redes de colaboração capazes entre as duas regiões.

Sobre os autores convidados

Valter hugo mãe

Um dos mais destacados autores portugueses da atualidade. A sua obra está traduzida em variadíssimas línguas, merecendo um prestigiado acolhimento em vários países, tendo recebido inúmeros prémios, entre eles o Prémio Literário José Saramago e o Grande Prémio Portugal Telecom Melhor Livro do Ano e Prémio Portugal Telecom Melhor Romance do Ano.

INMA LÓPEZ SILVA

Escritora e crítica teatral. Actualmente é profesora na Escola Superior de Arte Dramática de Galicia. É membro dos consellos de redacción das máis importantes revistas de teatro e de análise político e cultural. Ten publicado obras sobre o teatro galego e novelas e ensaios que teñen recibido diferentes premioscomo o Xerais, o Murguía e o Blanco Amor.

FAFE REALIZA JORNADAS LITERÁRIAS

8.as Jornadas Literárias em Fafe celebram o 'Prazer de Ler'

António Mota, Mário Cláudio e Pedro Chagas Freitas são os escritores convidados

Rita Redshoes em concerto especial

Durante a próxima semana, de 27 a 31 de Março, realizam-se, em Fafe, as 8.as Jornadas Literárias, subordinadas ao tema “Prazer de Ler”.

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A iniciativa, que mobiliza, anualmente, os alunos de todos os agrupamentos de escolas do concelho, conta com diversas atividades, distribuídas pelos cinco dias de duração, que privilegiam a leitura, a escrita, o teatro, a música, a ilustração.

A iniciativa é realizada, em parceria, pelo Município de Fafe, Agrupamentos de Escolas de Fafe, Montelongo e Prof. Carlos Teixeira, Escola Profissional de Fafe, Academia de Música José Atalaya, Núcleo de Artes e Letras de Fafe, Atrium e Memória e Cineclube de Fafe.

Nesta 8ª edição, pretende-se, mais uma vez, mobilizar todos, especialmente os alunos das várias escolas que participam com atividades na iniciativa, para o gosto pela leitura e pela literatura.

Este ano estarão presentes os escritores António Mota, Mário Cláudio, Pedro Chagas Freitas, Benedita Stingl e José Salgado Leite. Estas 8.asJornadas Literárias terão ainda a participação de ilustradores (Rui Castro), contadores de estórias (Rui Ramos e Inácia Cruz) e uma participação especial, Rita Redshoes. A artista faz a apresentação do seu último álbum “Her”, dia 29, no Teatro Cinema e participa na rubrica “90 Minutos Sobre… O Prazer de Ouvir as Palavras”.

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O grande espectáculo de abertura das 8.as Jornadas Literárias de Fafe, “Os Pequenos Viajantes”, realiza-se, na manhã do dia 27, Praça 25 de Abril, estando confirmada a presença de mais de 600 crianças dos estabelecimentos de educação pré-escolardo concelho.

Este ano, as Jornadas trazem mais uma vez a literatura para a rua, com as iniciativas “Literatura à Mesa”, “Poesia nas Monstras”“Livros em Viagem” e “Textos para um Lugar”.

Para Pompeu Martins, Vereador da Cultura e Educação, esta é “uma oportunidade de envolver toda a comunidadeeducativa, parceiros ligados à cultura, todos os fafenses, num projeto comum que promove a literatura no concelho.

As Jornadas Literárias dinamizam Fafe e todos apreciam as várias iniciativas. Os nossos alunos consideram-nas uma forma diferente e especial de aprender; os nossos professores envolvem-se sempre com grande empenho e dedicação efazem desta iniciativa um dos momentos do ano mais interessante da cultura do livro”.

PROGRAMA

DIA 27 – Segunda-Feira

09:00 Leitura do Conto Andarilho

“O Sonho de Simão”

Biblioteca Municipal de Fafe

09:00 Encontros com “António Mota”

Org. Agrupamento Escolas Prof. Carlos Teixeira

Sala Manoel de Oliveira

10:00 Espetáculo de Abertura

“Os Pequenos Viajantes”

Crianças do Pré-Escolar de Fafe

Praça 25 de Abril

11:00 Dia Mundial do Teatro

Teatro “Episódios da Vida Romântica”

Teatro Sá da Bandeira

Encenação Norberto Barroca

Teatro-Cinema de Fafe

12:00 Literatura à Mesa

Restaurantes de Fafe

14:15 Encontros com “António Mota”

Org. Agrupamento Escolas Prof. Carlos Teixeira

EB S. Jorge

15:00 Abertura do Evento Poesia nas Montras

Org. Núcleo de Artes e Letras de Fafe e Atriumemória

Lojas da Cidade de Fafe

15:00 Dia Mundial do Teatro

Teatro “Episódios da Vida Romântica”

Teatro Sá da Bandeira

Encenação Norberto Barroca

Teatro-Cinema de Fafe

16:00 Oficina de Leitura “O Prazer de Ler” com César Freitas e Rui Festa

Org. Agrupamento de Escolas Montelongo

Biblioteca Centro Educativo Montelongo

DIA 28 – Terça-feira

09:00 Encontros com “António Mota”

Org. Agrupamento Escolas Prof. Carlos Teixeira

EB Regadas e EB Serrinha

10:00 Teatro “Ali Babá e os 40 Ladrões”

Companhia Atrapalharte

Teatro-Cinema de Fafe

10:00 Livros em Viagem

Estação de Autocarros de Fafe

14:00 Teatro “Ali Babá e os 40 Ladrões”

Companhia Atrapalharte

Teatro-Cinema de Fafe

14:15 Encontros com “António Mota”

Org. Agrupamento Escolas Prof. Carlos Teixeira

EB Silvares S. Martinho

21:30 “À Descoberta dos Sentidos” Escola Profissional de Fafe

Praça 25 de Abril

Ao Longo do Dia:

Encontros com a escritora Benedita Stingl

Org. Agrupamento de Escolas Montelongo

Dia 29 – Quarta-feira

08:30 “Leituras Proibidas” com Artur Leite e Inês Jerónimo

Org. Agrupamento de Escolas Montelongo

Auditório da EB 2,3 Montelongo

09:30 Concertos Pedagógicos

Org. Academia de Música José Atalaya

Teatro-Cinema de Fafe

10:00 A Poesia vai à Feira

Praça das Comunidades – Feira Semanal

10:00 “África Minha” - Escritores Africanos

Org. Agrupamento de Escolas de Fafe

Escola Secundária de Fafe

11:00 Concertos Pedagógicos

Org. Academia de Música José Atalaya

Teatro-Cinema de Fafe

14:00 Final do IV Concurso Concelhio de Leitura

Biblioteca Municipal de Fafe

14:00 Concertos Pedagógicos

Org. Academia de Música José Atalaya

Teatro-Cinema de Fafe

15:00 Encontro de Pequenos Grandes Autores (Francisca Mendes e alunos do Agrupamento)

Org. Agrupamento de Escolas Prof. Carlos Teixeira

Escola Prof. Carlos Teixeira

16:00 90 min sobre ... O prazer de Ouvir as Palavras

com Rita Redshoes

Arquivo Municipal de Fafe

18:00 Textos para um Lugar

com José Salgado Leite

21.30 Concerto Rita Redshoes

“Her” Teatro-Cinema de Fafe

Dia 30 – Quinta-feira

09:00 “Maratona da Leitura” - 10 Horas a Ler

Org. Agrupamento de Escolas de Fafe

Escola Secundária de Fafe

09:30 Inácia Cruz – Contadora de Histórias

Org. Agrupamento de Escolas de Fafe

EB Arões S. Romão, EB Monte, EB Cepães, EB Fareja

10:30 “Textos do Mundo”

“Todos os livros são substâncias perigosas, como os medicamentos” - Prof. Doutor Pedro Eiras (FLUP)

Org. Instituto de Estudos Superiores de Fafe

Arquivo Municipal de Fafe

10:30 Teatro em Inglês “Not Romeo and Juliet”

The Bristol School Theatre Company

Teatro-Cinema de Fafe

12:00 Teatro em Inglês

“Not Romeo and Juliet”

The Bristol School Theatre Company

Teatro-Cinema de Fafe

14:00 “Worshop de Escrita Criativa” com Pedro Chagas Freitas

Org. Escola Profissional de Fafe

Escola Profissional de Fafe

21:30 A Vida e Obra de Mário Cláudio – Documentário “Tocata e Fuga” com Mário Cláudio e Jorge Campos

Org. Cineclube de Fafe

Sala Manoel de Oliveira

Dia 31 – Sexta-feira

Ao Longo do Dia:

Encontros com o Ilustrador Rui Castro

Org. Agrupamento de Escolas Montelongo

Concurso de Ortografia

Org. Agrupamentos de EscolasProf. Carlos Teixeira

Final do Quiz de Cultura Geral

Org. Escola Profissional de Fafe

12:00 “O Livro da Minha Vida”

Auditório Municipal de Fafe

21.30 Espetáculo de Encerramento

“O Prazer da Leitura”

Academia de Música José Atalaya

Agrupamentos de Escolas

Escola Profissional de Fafe

Teatro-Cinema de Fafe

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RUI MOREIRA ASSOCIA-SE À CRIAÇÃO DE UMA ROTA CAMILIANA

Famalicão liga-se ao Porto para projetar Camilo Castelo Branco além-fronteiras

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, associou-se esta quinta-feira, ao presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha e a um conjunto de parceiros culturais para a criação de um projeto de valorização do património do escritor Camilo Castelo Branco enquanto produto de interesse turístico-cultural sem fronteiras.

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O encontro que decorreu no Porto, no dia em que se assinalava o 192.º aniversário do nascimento do escritor iniciou com uma deposição de coroa de flores no túmulo de Camilo Castelo Branco, no cemitério da Irmandade da Lapa.

Tendo como principal objetivo tirar partido da cidade do Porto, enquanto porta de entrada de milhares de turistas, para dar a conhecer Camilo Castelo Branco, a autarquia famalicense pretende criar uma Rota Camiliana, envolvendo um conjunto de instituições. Para além das autarquias de Famalicão e do Porto e da Direção Regional de Cultura do Norte, fazem parte do projeto a Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa (onde para além do corpo de Camilo estão guardados inúmeros objetos, manuscritos e correspondência do escritor), o Centro Português de Fotografia (antiga Cadeia da Relação onde Camilo este preso por duas vezes) e a Livraria Lello (Camilo foi o autor que mais obras forneceu para o prelos da Lello & Irmão).

Esta quinta-feira, as várias instituições encontraram-se no Porto para uma jornada cultural por alguns locais da cidade e para uma reunião de trabalho para a criação da Rota Camiliana.

Ainda antes da reunião, Rui Moreira saudava a iniciativa da autarquia famalicense e salientava a ligação incontornável entre Camilo Castelo Branco e a cidade do Porto.

Para Paulo Cunha “Camilo é um escritor que ultrapassa as fronteiras de Famalicão e com um potencial enorme em termos de promoção turística”, adiantando que “não se trata da promoção de um território, de um concelho, mas antes da promoção de um património e de uma época”.

“A quantidade e a qualidade de obras literárias que nos legou é uma verdadeira herança que nos compete promover”, salientou.

Paulo Cunha mostrou-se muito satisfeito com a entusiástica adesão de todos os parceiros culturais a este projeto “apadrinhado pela Direção Regional do Norte”.

Por sua vez, o diretor regional de Cultura do Norte, António Ponte, elogiou o projeto, salientando que “com esta rota estamos a criar um conjunto de entradas para uma única porta que no final nos leva até Camilo Castelo Branco”.

De resto, o responsável desafiou todos parceiros a empenharem-se neste projeto, “num espirito de confiança e compromisso”.

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FAMALICÃO INSTITUI GRANDE PRÉMIO DE CONTO CAMILO CASTELO BRANCO

Abertas candidaturas para Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco. Período decorre até 7 de abril. O regulamento está disponível em www.vilanovadefamalicao.org

Estão abertas até 7 de abril, as candidaturas ao Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores (APE) e patrocinado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. O Prémio destina-se a galardoar anualmente uma obra em português, de autor português ou de país africano de expressão portuguesa, publicada em livro em primeira edição no ano de 2016.

Teresa Veiga recebeu Grande Prémio do Conto em Seide S. Miguel.jpg

De acordo com o regulamento do prémio disponível no site do município em www.vilanovadefamalicao.org  “de cada livro concorrente, devem ser enviados cinco exemplares para a sede da APE”, destinados aos membros do júri e à biblioteca. Não serão admitidos a concurso livros póstumos, nem de índole infanto-juvenil. O valor pecuniário do prémio é de 7.500 euros.

Instituído em 1991, o galardão distinguiu já escritores como Hélia Correia, Mário de Carvalho, Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho, Miguel Miranda, Luísa Costa Gomes, José Jorge Letria e José Eduardo Agualusa. José Viale Moutinho, António Mega Ferreira, Teolinda Gersão, Urbano Tavares Rodrigues, Manuel Jorge Marmelo, Paulo Kellerman, Gonçalo M. Tavares, Ondjaki, Afonso Cruz, A.M. Pires Cabral e Eduardo Palaio foram também distinguidos com o prémio.

ORQUESTRA DE CÂMARA DA GNR REALIZA CONCERTO EM VIZELA

Apresentação do livro Joaquim da Costa Chicória e concerto da Orquestra de Câmara da GNR

A Câmara Municipal de Vizela e a Fundação Jorge Antunes promovem a apresentação do livro Joaquim da Costa Chicória – Vida e Obra – estudo preliminar,  de Joaquim Ribeiro, no próximo dia 18 de março, pelas 16h30 no Auditório Luís Lopes Guimarães.

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A apresentação estará a cargo da Dra. Jenny Jerónimo Silvestre.

Depois da apresentação do livro, seguir-se-á um concerto da Orquestra de Câmara da GNR, onde será interpretada a obra Murmúrios do Vizela, do compositor vizelense Joaquim da Costa Chicória.

O concerto terá a regência do Sargento-chefe Músico Joaquim Ribeiro.

GUIMARÃES HOMENAGEIA RAUL BRANDÃO

LARGO DE DONÃES ETERNIZA AUTOR DE “HÚMUS”

Guimarães homenageia Raul Brandão com jardim no Centro Histórico dedicado ao escritor

Uma semana repleta de eventos convocou a cidade e o concelho. Vimaranenses celebraram vida e obra de um romancista que escolheu Guimarães como sua casa.

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A inauguração do Jardim Rauliano no novo Largo de Donães, onde os canteiros apresentam agora referências a obras de Raul Brandão, com realce para o simbolismo das árvores e da natureza na literatura e vida do autor de “Húmus”, é a homenagem efetuada pela Câmara Municipal de Guimarães ao romancista que viveu em Nespereira e que passa a ter no Centro Histórico a memória da comemoração do 150º aniversário do seu nascimento.

A cerimónia, que contou com leitura de poemas de Herberto Hélder e intervenções musicais por jovens do concelho, decorreu este domingo, 12 de março, no encerramento da primeira edição do Festival Literário de Guimarães, justamente no dia em que Raul Brandão nasceu. «O balanço é muito positivo! Cumpriu-se o objetivo e Raul Brandão saiu à rua, nas escolas, no teatro, em conferências, nas conversas e leituras encenadas, nos desenhos e em fotos», pormenorizou Adelina Paula Pinto, Vereadora do Município de Guimarães.

Ao longo de uma semana, de 08 a 12 de março, o concelho foi palco de várias atividades e espetáculos dedicados à vida e obra de Raul Brandão. Todo o teatro do autor foi apresentado numa festa que envolveu 13 Grupos de Teatro de Amadores do concelho, os finalistas da Licenciatura em Teatro da Universidade do Minho e os alunos das Oficinas do Teatro Oficina, reunindo mais de 150 atores e atrizes. Pela primeira vez, (quase) toda a família teatral de Guimarães esteve com o seu público para conhecer, discutir, representar e ver o teatro completo de Brandão.

«Guimarães conseguiu deitar o Húmus à terra e fez acontecer um festival que ganhou já dimensão no país, com reportagens em todos os jornais e televisões», refere a Vereadora responsável pela coordenação da Biblioteca Municipal Raul Brandão, cujas instalações foram inauguradas há 25 anos. Por aqui passaram conversas com autores e músicos, concursos, lançamentos literários, entre outras atividades, numa programação que abrangeu públicos de todas as idades.

O festival encerrou este domingo com um dia igualmente preenchido. O passeio “Ler a Cidade”, em que o escritor Miguel Real desafiou o público a viajar acompanhado da história da cidade, mostrou a descoberta dos recantos de Guimarães pela voz de um ficcionista apaixonado pela História. De tarde, na Biblioteca, falou-se sobre “Raul Brandão e a Imprensa”, com Nuno Costa Santos, Rui Tavares e Pedro Vieira, realizando-se em seguida a entrega de prémios aos vencedores do concurso “#RBCool” e uma conversa com a fadista Aldina Duarte, fã confessa de “Húmus”, de Raul Brandão.

ESCRITORA MÁRCIA FERNANDES APRESENTA EM MELGAÇO O LIVRO “PAPÁ SIRIRUIA”

Dia 17 de março

Márcia Fernandes apresenta no dia 17 de março ‘Papá Siriruia’, uma obra Infantojuvenil: ‘para as crianças e para as crianças crescidas’, considera a autora. A apresentação decorrerá na Casa da Cultura em dois momentos: durante a manhã, a partir das 09h30, com sessões de leitura para as crianças do 3º e 4º anos do Agrupamento de Escolas de Melgaço, e pelas 21h30, todos estão convidados à apresentação pública e à Oficina de Ilustração com elementos da Natureza.

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Na escola, além da leitura do conto, a autora vai conversar com as crianças, explorando a história e fazer uma pequena atividade intitulada ‘ser adulto também é ser criança?’. Para tal, Márcia Fernandes irá levar para o espaço os elementos necessários e, numa simples folha branca, eles experimentam o poder da imaginação: ‘algo de que eu falarei com eles na sessão: a importância de imaginar, além de lhes falar também da minha experiência com as palavras no percurso escolar.’, refere.

Na Casa da Cultura estará patente uma exposição sobre uma das personagens da história, a Madalena, e será possível visualizar um vídeo que dá vida ao poema escrito no fim do livro ‘Aos adultos, sobre as crianças que são’. Uma noite de convívio e partilha aberta a todos.

Sinopse

Então ser adulto é assim:

Ganhar asas e voar em liberdade?

Está o sol a pôr-se no horizonte

E alguém confiou ao vento o segredo da felicidade

Saber nadar no ar

Madalena quer ouvir mais uma história antes de adormecer.

O papá não está inspirado, mas Madalena fala-lhe de um inseto que só vive um dia, “assim a história é rápida e ainda podemos dormir uma boa noite de sono”, disse-lhe ela. Continuam a conversar e a Madalena pergunta ao papá se ser adulto é ganhar asas e voar em liberdade. É então que surge uma história na cabeça do papá: um inseto que tinha apenas um dia de vida e que estava preocupado: será que o seu filhote ia ser feliz?, é que todos os seus amigos, ao se tornarem adultos, ficaram muito sérios e já não quiseram brincar mais. Como poderia ele lembrar o seu filho da importância da felicidade, do tempo, da infância? E não estava ele próprio a desperdiçar o seu único dia de vida com tanta preocupação? Mas encontra uma solução, porque há por aí alguém que ouve com o coração.

‘Escrevi e ilustrei este conto num espaço de dois anos. Em setembro de 2016, estava num livro pronto a ser folheado. Desde então, tenho visitado escolas para contar a história aos mais pequenos, conversar com eles, explorar as diferentes mensagens da história e experimentar a ilustração que eu usei: folhas, flores, caules e outros elementos da natureza.’, conta Márcia Fernandes.

VIMARANENSES EVOCAM RAU BRANDÃO

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Festival Húmus em Guimarães celebra 150 anos de Raul Brandão até domingo, 12 de março

Conversas com autores e músicos, leituras encenadas, passeios, concursos e lançamentos literários, entre outras atividades, Guimarães será palco da homenagem a Raul Brandão entre hoje e domingo. Festival levará ao concelho programação para todas as idades. Luís Represas encerra primeiro dia.

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Uma semana de eventos em torno do escritor Raul Brandão, por ocasião da comemoração dos 150 anos do autor de Húmus, assinala o primeiro festival literário de Guimarães, promovido pela Câmara Municipal, com início esta terça-feira, 07 de março, dia em que a Biblioteca Municipal Raul Brandão celebra o seu 25º aniversário, motivo pelo qual ali decorre integralmente o primeiro dia de atividades de um certame que se prolonga até domingo, 12 de março. 

A estreia do festival encerra com uma conversa com o músico e compositor Luís Represas, esta terça-feira, às 21:30 horas. Tito Couto será o moderador da iniciativa que abordará a importância dos poetas e da poesia do autor do tema musical “Perdidamente”. Antes, às 15 horas, principia o espetáculo de marionetas “História do Caracol que Descobriu a Importância da Lentidão”, seguindo-se uma hora depois uma conversa com o jornalista radiofónico Fernando Correia, na rubrica “A Voz que Vem até Vós”, com moderação de Hélder Gomes. O dia começou, entretanto, com um jogo infantil e com o lançamento do livro “De Dia Podo Árvores, À Noite Sonho”, de João Manuel Ribeiro.

Esta quarta-feira, 08 de março, principia com duas visitas de autores a duas escolas. Às 09:45 horas, Anabela Dias estará na EB 2,3 de Briteiros e Marta Madureira visita a EB 2,3 de Abação a partir das 14 horas. Neste horário, principia também a intervenção urbana no espaço público “Raul Brandão, Passo a Passo”. Nos pontos de maior circulação pedonal, com recurso a “stencils”, serão pintadas frases literárias. Às 21 horas, no Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor, a cantautora Rita Redshoes fala sobre o processo de escrita e composição das músicas que fazem parte do seu reportório. Uma hora depois, no mesmo local, tem início o Teatro da Alma, uma peça de dor e de sonho.

Na quinta-feira, 09 de março, há nova visita de autor a uma escola, desta vez com Adélia Carvalho na EB 2,3 Moreira de Cónegos, a partir das 10:15 horas. De tarde, às 15, na Sociedade Martins Sarmento, é apresentado o livro “O Senhor da Casa do Alto”. Logo depois, às 15:15 horas, em Nespereira, na EB1 de Arrau, decorre a sessão especial “Raul Brandão, Terra e Mar”. A iniciativa, que terá a presença da poveira Manuela Costa Ribeiro, programadora do Festival Correntes d’Escritas, abordará a importância da atividade piscatória e a sua ligação à obra do romancista, seguindo-se a plantação de uma árvore em homenagem a Raul Brandão. Às 21 horas, tem início a sessão solene comemorativa do aniversário da Sociedade Martins Sarmento, onde se inclui “Um Sonho Adiado”, leituras encenadas a partir de diálogos inéditos do espólio.

Com início às 15 horas, a tarde de sexta-feira, 10 de março, será preenchida com a iniciativa “Raul Brandão Vem à Rua”. Elementos de associações vimaranenses, que apresentarão espetáculos baseados na obra de Raul Brandão durante o fim de semana, vão antecipar e promover o trabalho em vários pontos da cidade, fazendo leituras encenadas de excertos. À mesma hora, na EB1 de Arrau, é apresentado o livro “O Senhor da Casa do Alto” e às 18 horas, também em Nespereira, João Manuel Ribeiro dá a conhecer o livro infantil “De Dia Podo Árvores, À Noite Sonho”. O dia termina no Centro Cultural Vila Flor, com a sessão de abertura do festival agendada para as 21 horas. Francisco José Viegas estará à conversa com Abraão Vicente, ministro da Cultura de Cabo Verde, e o escritor e juiz jubilado Álvaro Laborinho Lúcio. Às 22 horas, no Pequeno Auditório, principia “O Maior Castigo (1902)”, a partir de relatos da peça perdida.

Jardim Rauliano no Largo de Donães

No sábado, 11 de março, a Sociedade Martins Sarmento recebe, a partir das 10 horas, o colóquio “O Sonho em Marcha”, com vários conferencistas e, de tarde, o CCVF volta a ser o ponto de encontro para Raul Brandão. Às 15 horas, o Grande Auditório recebe a peça “O Gebo e a Sombra (1923)” e no Café Concerto, às 16:30 horas, decorre “A Pedra Ainda Espera Dar Flor”, a partir das Crónicas de Teatro (1895-1929). No Pequeno Auditório, às 18 horas, tem início “O Doido e a Morte (1923)”, enquanto à noite, a partir das 22 horas, de novo no Grande Auditório, é exibida a performance “Jesus Cristo em Lisboa (1927)”.

Ainda no sábado, às 18 horas, na Sociedade Martins Sarmento, são lançados os livros “Memórias” e “Húmus”. O dia termina na Biblioteca Municipal Raul Brandão, com uma mesa redonda onde participam Fernando Pinto do Amaral e Inês Pedrosa, com moderação de Pedro Vieira. A partir das 21:30 horas, tem início a sessão pública subordinada ao tema “O que ficou de Raul Brandão na Literatura Contemporânea”. Às 22:30 horas, também na Biblioteca, decorrerá “Poemas no Quarto Escuro”. Apelando ao poder da palavra e potenciando esse poder pela via sensorial, Alexandra Gonçalves, Catarina Wallenstein, Kalaf Epalanga e Renato Filipe Cardoso concebem um espetáculo partindo do princípio que as luzes estão apagadas, lendo textos de Raul Brandão e poemas de vários autores.  

 O festival encerra no domingo, 12 de março, no dia em que o dramaturgo completaria 150 anos. Às 10 horas, começa o passeio “Ler a Cidade”, atividade em que o escritor Miguel Real desafia o público a viajar acompanhado da história da cidade onde decorre o “Húmus”, num passeio à descoberta dos recantos de Guimarães pela voz de um ficcionista apaixonado pela História. Às 11 horas, no Largo de Donães, é inaugurado o Jardim Rauliano, com leitura de poema de Herberto Hélder e intervenções musicais por jovens do concelho. Às 15 horas, na Biblioteca, fala-se sobre “Raul Brandão e a Imprensa”, com Nuno Costa Santos, Rui Tavares e Pedro Vieira. Uma hora depois, realiza-se a entrega de prémios aos vencedores do concurso “#RBCool” e, às 17 horas, há uma conversa com a fadista Aldina Duarte, fã confessa de “Húmus”, de Raul Brandão.

Às 15 horas, no Grande Auditório do CCVF, começa “A Noite de Natal (1899)” e, às 16:30 horas”, no espelho de água e jardins do Centro Cultural decorrem as performances “Eu Sou um Homem de Bem (1927)” e “O Rei Imaginário (1923)”. Às 18 horas, tem início “O Avejão (1929)” no Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor e, a partir das 21:45 horas, há sessão de cinema “O Gebo e a Sombra”, no Grande Auditório. A sessão de encerramento do festival decorrerá às 18 horas, na Biblioteca Municipal Raul Brandão, com Francisco José Viegas, comissário do evento, Adelina Paula Pinto, Vereadora da Câmara Municipal, e Domingos Bragança, Presidente do Município de Guimarães.

LUÍS PAULO RODRIGUES APRESSENTA EM FAMALICÃO “COMUNICAÇÃO – RISCOSS E OPORTUNIDADES”

Sessão pública sábado, 4 de março, pelas 16h00, na Livraria Bertrand de Vila Nova de Famalicão

O consultor de informação Luís Paulo Rodrigues apresenta no próximo sábado, 4 de março, pelas 16h00, na Livraria Bertrand de Vila Nova de Famalicão, o livro da sua autoria, “Comunicação – Riscos e Oportunidades”, em cerimónia que contará com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha. A sessão contará ainda com as presenças do editor Paulo Faustino, do investigador e docente da Universidade do Porto, Vasco Ribeiro, e da professora Luciana Pinto.

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Editada pela editora “Média XXI”, “este é um livro sobre comunicação e jornalismo, mas também sobre marketing, relações públicas, publicidade e até economia e gestão empresarial”, refere o autor na introdução da obra. A nova comunicação em ambiente digital, o modo como as empresas e marcas estão a mudar o seu funcionamento em função dos novos tempos e as consequências das mudanças tecnológicas que estão em curso ao nível da informação são alguns dos temas tratados por Luís Paulo Rodrigues ao longo das 160 páginas do livro.

Natural de Vila Nova de Famalicão, Luís Paulo Rodrigues tem um extenso percurso profissional ligado ao jornalismo e à comunicação. Entre 1985 e 2000 foi jornalista em vários órgãos de comunicação social, nomeadamente o “Jornal de Famalicão, o “Cidade Hoje”, o “Opinião Pública”, o “Público”, a “Gazeta dos Desportos” e o “Comércio do Porto”.  Entre 2001 e 2012 foi  diretor de comunicação do Município de Vila Nova de Famalicão. Nos últimos anos, como consultor de comunicação, fundou a “LPR COMUNICAÇÃO”, desenvolvendo soluções de comunicação para empresas, pessoas e instituições, em Portugal e no Brasil.

BIBLIOTECA DE VIZELA APRESENTA "O LOBO QUE TINHA MEDO DA SUA SOMBRA"

Sábados na biblioteca

‘O Lobo que Tinha Medo da Sua Sombra’, de Orianne Lallemand e Éléonor Thuillier

No âmbito da atividade Sábados na Biblioteca, a Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes promove, no próximo dia 4 de março, às 15.30h, a atividade  ‘O Lobo que Tinha Medo da Sua Sombra’ de Orianne Lallemand e Éléonor Thuillier.

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Após a história e porque se aproxima o dia da Queima das Velhas, embarcamos numa oficina de construção de velhas. Pedimos que tragam os paus para o interior e o resto nós fornecemos.

Esta oficina é gratuita tem inscrição obrigatória devido à limitação da lugares da sala. Inscrições por telefone até sexta-feira, às 17h00.

De lembrar que a Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes está aberta todos os sábados, sendo que no primeiro sábado de cada mês realiza-se a atividade Sábados na Biblioteca (Hora do conto + oficina), das 15h30 às 17h00.

Sábados na biblioteca:

conto + oficina de construção de Velhas

‘O Lobo que Tinha Medo da Sua Sombra’ de Orianne Lallemand e Éléonor Thuillier

4 de março, 15h30

Neste livro, o nosso Lobo tem medo de tudo, até mesmo da sua sombra! A família decide que ele tem de se aventurar, por isso, apesar de contrariado, ele faz-se à estrada. Será que pelo caminho vai perder os medos e encontrar amigos que o aceitem?

Atividade gratuita para crianças e pais. 

Galeria Sábados na biblioteca:

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ROMANCE "PARA LÁ DE BAGDAD" FOI APRESENTADO EM PONTE DE LIMA

“Para lá de Bagdad” apresentado na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

O último romance histórico de Alberto S. Santos – “Para lá de Bagdad” – foi apresentado no passado sábado, 18 de fevereiro, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima. Trata-se da quarta obra literária do autor penafidelense que regressa ao Oriente para narrar uma história centrada na viagem de um emissário do Califa de Bagdad – Ahmad ibn Fadlan – a uma zona desconhecida do centro e norte do continente euro-asiático em pleno século X. Um livro que desbrava as diferenças culturais das civilizações descritas – com particular enfoque para a tensão emergente entre o conhecimento e a religião no mundo islâmico – e que permite compreender as transformações ideológicas em curso, através do olhar do protagonista, que no regresso da sua jornada, encontra uma Bagdad em mutação, uma cidade onde os livros são queimados e os sábios perseguidos num total desfasamento em relação ao anterior sistema vigente de valoração da sabedoria enquanto força propulsora do progresso social.

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A obra – cujo tema de sustentação nasceu da referência de uma nota de rodapé a um manuscrito árabe da Idade Média – possibilita o encontro do leitor com uma cultura ancestral, ainda hoje tão deslumbrante quanto desconhecida, e ajuda-o a perceber as especificidades de um tempo, que não sendo o seu, proporciona um melhor entendimento da época presente e do percurso evolutivo das civilizações ao longo da história. Um exercício exigente de recolha informativa e de escrita, que se estendeu por cerca de três anos, e que beneficiou – além da leitura possível de fontes primárias e do estudo de documentos vários, entre os quais ensaios académicos – do contributo de especialistas das áreas tratadas de molde a construir uma narrativa verosímil em acontecimentos, em descrições geográficas e em aspetos culturais, históricos, religiosos e linguísticos.

Depois do sucesso granjeado com as obras “A escrava de Córdova” (2008), “A profecia de Istambul” (2010) e “O segredo de Compostela” (2013), Alberto S. Santos volta a apostar numa escrita atrativa e escorreita e em histórias menos conhecidas do público para evitar “repetir coisas sobre as quais os outros já escreveram”. O resultado é um livro que, pela dosagem certa de aventura, exotismo e suspense, promete prender o leitor da primeira à última página.

A sessão de apresentação de “Para lá de Bagdad” contou com a presença do Eng.º Vasco Ferraz, vereador com a Pelouro da Juventude do Município de Ponte de Lima.

Sobre o autor:

Natural de Paço de Sousa, Penafiel – concelho onde nasce a 6 de março de 1967 – Alberto Fernando da Silva Santos é licenciado em Direito pela Universidade Católica Portuguesa. Presidente do município penafidelense durante 12 anos, exerce atualmente as funções de Presidente da Assembleia Municipal da cidade, cargo que concilia com a escrita e a advocacia.

Autor de sucesso, apaixonado por livros e pela investigação histórica, Alberto S. Santos tenciona manter a senda dos romances históricos, muito embora tenha um conto publicado numa coletânea de contos lusófonos – “Roça Língua” (2014) – e diversos outros inéditos.

Ambiciona um dia poder viver exclusivamente da criação literária. Até lá continuará a procurar compatibilizar a escassez de tempo com a vontade criativa.

ESCRITOR ANTÓNIO MOTA CONVERSA COM OS FAMAALICENSES

Escritor António Mota no próximo “Um Livro, Um Filme”

O escritor português António Mota é o convidado da próxima sessão de “Um Livro, Um Filme”, que decorre no próximo dia 3 de março, sexta-feira, no Centro de Estudos Camilianos, em Seide São Miguel, em Vila Nova de Famalicão.

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Para exibir e comentar, o convidado escolheu o filme “A 25.ª Hora”, um drama de guerra produzido em 1967, pelo realizador Henri Verneuil.

Nascido em Vilarelho, Ovil, concelho de Baião, refira-se que António Mota publicou o seu primeiro livro em 1979, intitulado “A Aldeia das Flores”, e não mais parou de escrever, tendo-se dedicado essencialmente à literatura infantojuvenil. É neste âmbito, aliás, que tem atualmente mais de 80 obras publicadas. Recebeu vários prémios, dos quais se destacam o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens, categoria “Livro Ilustrado” (2004), para “Se eu fosse muito magrinho” (com ilustrações de André Letria).

Recorde-se que a iniciativa “Um Livro, Um Filme” decorre desde 2006 e conta todos os meses com a presença de uma figura da cultura e das artes para apresentar um filme, preferencialmente baseado numa obra literária. A iniciativa é de entrada livre.

ESCRITOR FRANCISCO JOSÉ VIEGAS CONVERSA AMANHÃ COM OS VIMARANENSES

ESTA SEGUNDA-FEIRA, APÓS APRESENTAR “FESTIVAL HÚMUS”

Francisco José Viegas em Guimarães na edição de fevereiro da iniciativa “Escritor no Concelho”

Autor vai estar à conversa com os vimaranenses, depois da apresentação pública do Festival Húmus. Em ano simbólico, Biblioteca Raul Brandão continua a receber nomes da literatura nacional.

O escritor Francisco José Viegas é o convidado de fevereiro para estar à conversa com Pedro Vieira, na Biblioteca Municipal Raul Brandão, esta segunda-feira, dia 20, às 18 horas, na edição deste mês da iniciativa “Escritor no Concelho”, inserida no âmbito das comemorações dos 150 anos do Nascimento de Raul Brandão, que a Câmara Municipal de Guimarães está a promover.

Professor, jornalista e editor, Francisco José Viegas, que nasceu em 1962, é responsável pela revista LER e foi também diretor da revista Grande Reportagem e da Casa Fernando Pessoa. De junho de 2011 a outubro de 2012 exerceu o cargo de Secretário de Estado da Cultura do XIX Governo Constitucional. Colaborou em vários jornais e revistas e foi autor de vários programas na rádio (Antena Um) e televisão (Livro Aberto, Escrita em Dia, Ler para Crer, Primeira Página, Avenida Brasil, Prazeres, Um Café no Majestic, Nada de Cultura).

Da sua obra destacam-se livros de poesia (Metade da Vida, O Puro e o Impuro, Se Me Comovesse o Amor) e os romances Regresso por um Rio, Crime em Ponta Delgada, Morte no Estádio, As Duas Águas do Mar, Um Céu Demasiado Azul, Um Crime na Exposição, Um Crime Capital, Lourenço Marques, Longe de Manaus (Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, 2005), O Mar em Casablanca e O Colecionador de Erva. Em 2015, publicou A Dieta Ideal e, já este ano, foi publicada uma coletânea de histórias sobre o inspetor Jaime Ramos – A Poeira que Cai sobre a Terra e outras histórias de Jaime Ramos.

MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA APRESENTA “PARA LÁ DE BAGDAD” DE ALBERTO SANTOS

O Município de Ponte de Lima promove o lançamento do quarto romance de Alberto S. Santos – “Para lá de Bagdad” – no próximo dia 18 de fevereiro, pelas 15h00, no Auditório da Biblioteca Municipal (BM). Depois do sucesso granjeado com as obras “A escrava de Córdova” (2008), “A profecia de Istambul” (2010) e “O segredo de Compostela” (2013) – títulos disponíveis na Sala de Adultos da BM – o autor regressa ao Oriente para narrar uma história centrada na viagem de um emissário do Califa de Bagdad – Ahmad ibn Fadlan – a uma zona desconhecida do centro e norte do continente euro-asiático em pleno século X. Um trajeto que conduzirá o leitor por destinos e perigos diversos e que lhe permitirá acompanhar os medos e as inquietações do protagonista, conhecer as especificidades de uma civilização ainda hoje tão deslumbrante quanto desconhecida e refletir acerca de um momento crucial do mundo islâmico assente na valorização progressiva da religião sobre a ciência e o conhecimento.

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O novo romance de pendor histórico - cujo tema de sustentação nasceu da referência de uma nota de rodapé a um manuscrito árabe da Idade Média - exigiu a Alberto S. Santos um tempo de investigação e de conceção de cerca de três anos. O resultado é um livro que, alicerçado no rigor informativo e na qualidade de escrita a que o autor nos habituou em anteriores produções literárias, promete - pela dosagem certa de aventura, exotismo e suspense - prender o leitor da primeira à última página.

Celebre a Literatura em Língua Portuguesa e venha viajar “Para lá de Bagdad”.

Sobre o autor:

Natural de Paço de Sousa, Penafiel – concelho onde nasce a 6 de março de 1967 - Alberto Fernando da Silva Santos é licenciado em Direito pela Universidade Católica Portuguesa. Presidente do município penafidelense durante 12 anos, exerce atualmente as funções de Presidente da Assembleia Municipal da cidade, cargo que concilia com a escrita e a advocacia.

Autor de sucesso, apaixonado por livros e pela investigação histórica, Alberto S. Santos tenciona manter a senda dos romances históricos, muito embora tenha um conto publicado numa coletânea de contos lusófonos – “Roça Língua” (2014) – e diversos outros inéditos.

Ambiciona um dia poder viver exclusivamente da criação literária. Até lá continuará a procurar compatibilizar a escassez de tempo com a vontade criativa.

MONÇÃO: “FIGURA DE JOÃO VERDE TERÁ MAIS ESCALA E VISIBILIDADE NOS PRÓXIMOS ANOS”

Apresentado no passado sábado, no Cine Teatro João Verde, volume dois de “Prosas e Alguns Versos de João Verde”, recolha e compilação de textos de Fernando Prego, é um contributo importante para que a obra do autor de Ares da Raya fique mais completa e a nossa terra, Monção, mais enriquecida. Paulo Esteves referiu que a presente publicação é “uma achega importante ao universo de João Verde” que “ajuda a compreender melhor a versatilidade literária e dimensão poética e humanista do poeta maior das letras monçanenses”.

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A publicação “Prosas e Alguns Versos de João Verde II”, fruto da recolha e compilação de textos de João Verde por parte de Fernando Prego, foi apresentada no passado sábado, 11 de fevereiro, no Cine Teatro João Verde perante um público bastante interessado e interventivo que compareceu em número significativo.

Nesta sessão, englobada nos 150 anos de nascimento do poeta monçanense, realizou-se ainda a conferência “O que a Galiza mai-lo Minho devem a João Verde”, da autoria de Artur Anselmo, presidente da Academia das Ciências de Lisboa. Palestra esclarecedora e elucidativa sobre o papel e influência de João Verde na literatura galaico-minhota.

Na abertura, o Vereador das Atividades Socioculturais, Paulo Esteves, referiu que a presente publicação é “uma achega importante ao universo de João Verde” que “ajuda a compreender melhor a versatilidade literária e dimensão poética e humanista do nosso ilustre conterrâneo”, contribuindo para que “ a obra do autor de Ares da Raya fique mais completa e a nossa terra, Monção, mais rica”.

Seguiram-se algumas novidades: “É nossa intenção dar mais escala à figura de João Verde. Há muito a fazer. Em quantidade e em qualidade. Vamos reforçar aquilo que já temos e avançar com outras iniciativas dinamizadoras e inovadoras. Temos algumas ideias que estamos a amadurecer para transformar em projeto e, numa fase posterior, numa realidade palpável”.

A propósito, deixou “um compromisso firme e sério que João Verde terá uma maior visibilidade nos próximos anos” e agradeceu o trabalho de Fernando Prego, dizendo: “Monção fica-lhe reconhecido pelas horas de pesquisa e investigação, pelo tempo precioso que tirou à família e pela homenagem prestada a João Verde. Obrigado por nos facultar a oportunidade de ficarmos mais esclarecidos sobre a figura e a obra de João Verde”.

Valorizar universo literário de João Verde

A presença de público serviu como um incentivo extra para Fernando Prego que, bastante satisfeito com a afluência de pessoas, sublinhou as motivações que estiveram na origem desta publicação. Primeira: trazer à tona crónicas até agora desconhecidas. Segunda: juntá-las num volume para disponibilizar ao público interessado. Terceira: valorizar o brilhante universo literário de João Verde.

Um trabalho que Fernando Prego promete continuar a fazer ou, como diz, socorrendo-se de Saramago, ”vida havendo e saúde não faltando”, para que seja possível disponibilizar o precioso legado do poeta maior das letras monçanenses. “O tempo há de chegar”, acrescenta, desta vez, “bebendo” as palavras de Saavedra, amigo de João Verde.

E enquanto aguardamos por mais, o que podemos esperar deste volume? Na resposta, Fernando Prego referiu que há muito que ler e assimilar porque, adiantou, João Verde aborda nas suas crónicas temas variados e sempre atuais, “amparando-se”, para isso, nos diferentes pseudónimos que utilizou nos seus textos, umas vezes acutilantes, outras vezes ternurentos.  

Obra literária multifacetada e universal

Na conferência “O que a Galiza mai-lo Minho devem a João Verde”, Artur Anselmo sublinhou o amor à terra e a vontade de aproximação à Galiza por parte de João Verde, enaltecendo a obra multifacetada do poeta monçanense com palavras de apreço, arrebatamento e admiração.

Fica uma amostra: “….a vida tranquila de uma vila de província e dos seus habitantes desliza agilmente nas suas crónicas, muitas vezes, sobressaltadas por excesso de lirismo, deslumbramento perante a paisagem, grande emoção quando escreve sobre as romarias e enorme candura quando aborda tradições e um passado grandioso que existe na sua sensibilidade de poeta e coração monçanense”.

Na apresentação da obra, Henrique Barreto Nunes, antigo diretor da Biblioteca Pública de Braga, enalteceu a sensibilidade universal e criatividade do poeta, realçando a forma mordaz, assertiva e brejeira na hora de escrever. Destacou a sua obra literária, em poesia e prosa, como uma referência obrigatória no contexto literário da região transfronteiriça.

Contrariamente ao primeiro volume, que “guarda” apenas crónicas inseridas no jornal “O Regional”, este segundo volume apresenta textos e poemas que João Verde assinou em outros periódicos e revistas (O Alto Minho, Independente, Branco e Negro, Almanaque Vianense) através dos pseudónimos Marcos de Portela, Brás Inácio, Fernão Menino, Rip e João Seco.  

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PONTE DE LIMA CONTA HISTÓRIAS (EN)CANTADAS

Biblioteca Municipal de Ponte de Lima promove Histórias (En)Cantadas

A Biblioteca Municipal de Ponte de Lima deu início, pelo segundo ano consecutivo, ao projeto Histórias (En)Cantadas, dinamizando, durante todo o mês de janeiro, atividades para as crianças do Jardim de Infância  de Cepões, de Brandara, de Sandiães, de Rebordões de Souto, de Arcozelo e para os Centros Educativos de Refoios, do Trovela, das Lagoas e da EB1 de Rebordões de Souto.

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Nestas sessões foram trabalhadas várias histórias da autoria de Daniel Marques Ferreira, foi apresentada a música da “A Barata diz que tem…” e um jogo de associação entre gestos e imagens, que deram origem a momentos de grande animação e contribuíram para a construção de novas aprendizagens.

Trata-se de um projeto direcionada para crianças do pré-escolar até ao 2.º ciclo do ensino básico que permite às crianças ouvir uma história cantada, promovendo, desta forma, o gosto pelos livros, pela leitura e pela música, tornando-se uma experiência rica e abrangente.

O objetivo deste projeto é apresentar atividades que envolvam obras de literatura infantil e músicas de forma a criar-se múltiplas possibilidades de se contar, recontar e cantar variadas histórias.

PONTE DE LIMA APRESENTA "PARA LÁ DE BAGDAD"

Município de Ponte de Lima apresenta “Para lá de Bagdad” de Alberto Santos

O Município de Ponte de Lima promove o lançamento do quarto romance de Alberto S. Santos – “Para lá de Bagdad” – no próximo dia 18 de fevereiro, pelas 15h00, no Auditório da Biblioteca Municipal (BM). Depois do sucesso granjeado com as obras “A escrava de Córdova” (2008), “A profecia de Istambul” (2010) e “O segredo de Compostela” (2013) – títulos disponíveis na Sala de Adultos da BM – o autor regressa ao Oriente para narrar uma história centrada na viagem de um emissário do Califa de Bagdad – Ahmad ibn Fadlan – a uma zona desconhecida do centro e norte do continente euro-asiático em pleno século X. Um trajeto que conduzirá o leitor por destinos e perigos diversos e que lhe permitirá acompanhar os medos e as inquietações do protagonista, conhecer as especificidades de uma civilização ainda hoje tão deslumbrante quanto desconhecida e refletir acerca de um momento crucial do mundo islâmico assente na valorização progressiva da religião sobre a ciência e o conhecimento.

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O novo romance de pendor histórico - cujo tema de sustentação nasceu da referência de uma nota de rodapé a um manuscrito árabe da Idade Média - exigiu a Alberto S. Santos um tempo de investigação e de conceção de cerca de três anos. O resultado é um livro que, alicerçado no rigor informativo e na qualidade de escrita a que o autor nos habituou em anteriores produções literárias, promete - pela dosagem certa de aventura, exotismo e suspense - prender o leitor da primeira à última página.

Celebre a Literatura em Língua Portuguesa e venha viajar “Para lá de Bagdad”.

Sobre o autor:

Natural de Paço de Sousa, Penafiel – concelho onde nasce a 6 de março de 1967 - Alberto Fernando da Silva Santos é licenciado em Direito pela Universidade Católica Portuguesa. Presidente do município penafidelense durante 12 anos, exerce atualmente as funções de Presidente da Assembleia Municipal da cidade, cargo que concilia com a escrita e a advocacia.

Autor de sucesso, apaixonado por livros e pela investigação histórica, Alberto S. Santos tenciona manter a senda dos romances históricos, muito embora tenha um conto publicado numa coletânea de contos lusófonos – “Roça Língua” (2014) – e diversos outros inéditos.

Ambiciona um dia poder viver exclusivamente da criação literária. Até lá continuará a procurar compatibilizar a escassez de tempo com a vontade criativa.

PÓVOA DE LANHOSO EVOCA ESCRITOR ANTÓNIO CELESTINO

Mesa Redonda: "Falando de um Homem que fez da Vida um ato poético"

No dia 18 de fevereiro, no âmbito das comemorações do centenário do nascimento de António Celestino

A Mesa Redonda "Falando de um Homem que fez da Vida um ato poético" é uma das propostas de fevereiro no âmbito das comemorações do centenário do nascimento do escritor Povoense, António Celestino.

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“Com esta iniciativa pretendemos dar a conhecer aos Povoenses quem era António Celestino descrito por amigos de convivência pessoal. E, desta forma, vamos descobrir particularidades de alguém que se destacou na poesia de Língua Portuguesa”, refere o Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues.

Esta Mesa Redonda, com moderação de José Abílio Coelho, está marcada para o dia 18 de fevereiro, pelas 16h30, no auditório do Centro Interpretativo Maria da Fonte.

Serão oradores João Pacheco, que irá falar sobre “O meu Sá de Miranda”; Jorge Cruz, abordando o tema “António Celestino: o amante das artes que contava histórias”; e Alberto Oliveira sobre “António Celestino na intimidade”. A entrada é livre.

António Celestino nasceu na vila da Póvoa e cresceu na freguesia de S. João de Rei. Aos 22 anos emigrou para o Brasil onde, começando pela posição mais básica no funcionalismo bancário, conquistou posição de grande relevo. Contudo, será na poesia, no conto, na crítica de arte, na direção de instituições e na amizade que se tornará figura de destaque. Fez da sua vida uma dádiva e pelas amizades cultivadas, dentre as quais se destacou a que manteve com Jorge Amado durante décadas, levou aos quatro cantos do mundo o topónimo Póvoa de Lanhoso. Autor de vários livros, amigo de prémios Nobel, duas vezes comendador pelo governo português, membro da Academia de Letras da Bahia, António Celestino (1917-2013) foi, sobretudo, um Povoense de enorme coração.

O município da Póvoa de Lanhoso honra-se de comemorar este ano de 2017 o centenário do seu nascimento.

Ainda em fevereiro, a Biblioteca Municipal – Casa da Botica apresenta a exposição “As paixões de Celestino”.

PONTE DE LIMA REALIZA CONCURSO LITERÁRIO

Biblioteca Municipal de Ponte de Lima promove Concurso “Carta à Rainha D. Teresa” dedicado a António Feijó

No ano em que se assinala o primeiro centenário da morte do poeta-diplomata António Feijó (1917-2017), o Município de Ponte de Lima consagra a edição do Concurso “Carta à Rainha D. Teresa” a uma das figuras cimeiras da cultura local. Sob o lema “Dar a conhecer Feijó”, a competição inserida no âmbito do programa comemorativo do 4 de março – Dia de Ponte de Lima - pretende estimular o gosto pela escrita criativa, despertar o interesse pelo legado literário ponte-limense e promover a valorização do importante património imaterial da região.

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Os participantes no concurso - dirigido a alunos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos - deverão redigir uma carta à Rainha D. Teresa - responsável pela outorga do foral à vila em 1125 – com o propósito de realçar o fundamental legado do autor de “Sol de Inverno”, através da evocação em linguagem acessível da sua vida e obra. Os concorrentes poderão privilegiar um dos livros de António Feijó ou simplesmente recontar de forma original a vida do célebre poeta.

A divulgação dos vencedores do Concurso “Carta à Rainha D. Teresa”, que decorre de 1 a 27 de fevereiro de 2017, está prevista para o dia 6 de março, realizando-se a cerimónia de entrega dos galardões nas bibliotecas escolares de cada aluno premiado.

De ressalvar que todas as cartas recebidas no âmbito da competição serão expostas na Sala Infanto-Juvenil da BMPL, merecendo as vencedoras publicação online nos diferentes meios de comunicação do Município de Ponte de Lima.

O regulamento do concurso encontra-se disponível para consulta na página oficial da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima (BMPL).

VIZELA PROMOVE LITERATURA

Sábados na biblioteca

‘A Grande Fábrica das Palavras’, de Agnés Lestrade

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No âmbito da atividade Sábados na Biblioteca, a Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes promove, no próximo dia 4 de fevereiro, às 15.30h, a atividade  ‘A Grande Fábrica das Palavras’, de Agnés Lestrade.

De lembrar que a Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes está aberta todos os sábados, sendo que no primeiro sábado de cada mês realiza-se a atividade Sábados na Biblioteca (Hora do conto + oficina), das 15h30 às 17h00.

Sábados na biblioteca:

conto + oficina de beijinhos de côco

‘A Grande Fábrica das Palavras’, de Agnés Lestrade

4 de fevereiro, 15h30

Existe um país onde as pessoas quase não falam. Neste estranho país é preciso comprar e engolir as palavras para pronunciá-las. O peque no Filipe precisa das palavras certas para abrir o seu coração à bela Sara. Mas como fazer? O que ele lhe quer dizer custa uma fortuna ….

Atividade gratuita para famílias.

Galeria Sábados na biblioteca:

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GUIMARÃES HOMENAGEIA RAUL BRANDÃO

EVENTO NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA, 31 DE JANEIRO

Guimarães celebra 150 anos do nascimento de Raul Brandão com música de “Capicua”

Escolas Martins Sarmento e Francisco de Holanda recebem iniciativa “Da Rua para o Papel”. Festival Literário “Húmus” continua, agora com performances musicais.

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Ana Matos Fernandes, artista que dá vida ao projeto “Capicua”, estará em Guimarães na próxima terça-feira, 31 de janeiro, às 10 horas, na Escola Secundária Martins Sarmento, e às 15:10 horas, na Escola Secundária Francisco de Holanda, no âmbito da atividade “Da Rua para o Papel”, integrada no programa de comemoração dos 150 anos do nascimento de Raul Brandão, cuja efeméride está a ser assinalada pela Câmara Municipal de Guimarães com a realização de um diversificado conjunto de iniciativas que fazem parte do Festival Literário de Guimarães - Húmus.

A artista portuense que apresenta “Capicua” cresceu a gostar de rimas e de palavras ditas ao contrário. Com 15 anos, descobriu o Hip Hop, primeiro pelos desenhos nas paredes, depois pelas rimas em cassetes, até chegar aos microfones. Algures entre a escola e a universidade, do Porto para Lisboa, estuda sociologia e faz um doutoramento em Barcelona.

Edita dois EPs em grupo (“Syzygy” em 2006 e “Mau Feitio” em 2007), até estar pronta para a primeira aventura solitária em 2008, com a aclamada mixtape “Capicua goes Preemo”. Seguem-se inúmeras colaborações em diversas compilações e mixtapes de alguns dos mais conceituados DJs e produtores de Hip Hop nacionais. Em 2012, edita o seu primeiro álbum em nome próprio, com selo Optimus Discos e consegue atingir novos públicos, surpreender a crítica e ganhar destaque nas mais prestigiadas listas de melhores discos do ano.

Segue-se nova mixtape, desta vez com beats de Kanye West (“Capicua goes West”, 2013), que prepara terreno para um segundo LP, “Sereia Louca”, editado em 2014 pela Norte Sul. Este trabalho precipita uma longa lista de concertos pelos principais palcos e festivais do país, faz crescer um público cada vez mais diverso, consolida e aprofunda o respeito dos pares e da crítica, confirmando o lugar de Capicua como um dos maiores talentos da nova música portuguesa e uma das mais incontornáveis artistas da sua geração.

Para celebrar o trabalho realizado, chega “Medusa” (Norte Sul, 2015), um disco de remisturas com dois temas originais, em que marcam presença alguns dos mais estimulantes projetos de Hip Hop e da atual música urbana de raiz eletrónica. Em 2016, edita “Mão Verde”, um disco/livro de música para crianças, em parceria com Pedro Geraldes (Linda Martini), iniciando uma numa nova tour de concertos para um novo público, com uma clara motivação ecologista.

Cronista da revista “Visão” desde 2015 e conhecida pela sua escrita emotiva e politicamente engajada, pela espontaneidade e por uma clara atitude feminista, conta já com uma longa lista de colaborações, conferências, projetos sociais e workshops, sempre em torno da palavra e da música.

JOSÉ CARLOS PEIXOTO É O VENCEDOR DO PRÉMIO MANUEL MONTEIRO

“Memórias do Couto de Tibães” é a obra distinguida

O Município de Braga anuncia hoje, 18 de Janeiro, dia do aniversário do falecimento de Manuel Monteiro, o vencedor do Prémio de História Local, que pretende honrar a memória deste ilustre escritor, arqueólogo, etnólogo, magistrado, diplomata e crítico de arte bracarense.

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O bracarense José Carlos Gonçalves Peixoto, com a obra “Memórias do Couto de Tibães”, é o galardoado com a primeira edição deste prémio que nasceu com o propósito de “fomentar o interesse dos investigadores pela história de Braga”.

O júri, constituído por Maria do Carmo Franco Ribeiro, Miguel Sopas Bandeira e Armando Malheiro da Silva, deliberou ainda nomear três menções honrosas para os trabalhos “A vivência da Morte e a Salvação da Alma na Braga Setecentista” de Norberto Ferraz, “Entre a Clausura e o século: O recolhimento de Santo António do Campo da Vinha sob a administração da Misericórdia de Braga (séculos XVII-XVIII)” de Manuela Machado e à obra “Os focos que nos desunem” da autoria conjunta de Joaquim Martins e José Soares.

Recorde-se que o valor deste prémio é de 2.500 euros, ao qual acresce a publicação da obra vencedora. Por sua vez, os trabalhos distinguidos com menção honrosa terão reservada a possibilidade de publicação na Revista Bracara Augusta.

A I edição deste prémio bienal, que contou com treze trabalhos a concurso, destinou-se a cidadãos de nacionalidade portuguesa, maiores de idade, residentes ou não na área do Município de Braga. As temáticas a apresentar deveriam ser de teor historiográfico relativos a Braga – a nível administrativo, antropológico, patrimonial, político, económico, cultural, artístico, religioso ou outros.

A cerimónia de entrega do Prémio Manuel Monteiro decorrerá numa sessão pública agendada para 28 de Março, Dia dos Centros Históricos.

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HISTORIADOR DANIEL BASTOS VISITA COMUNIDADE PORTUGUESA EM LONDRES

No passado domingo (15 de janeiro), o escritor e historiador minhoto Daniel Bastos, cujo percurso literário tem sido alicerçado junto das comunidades portuguesas, visitou a comunidade portuguesa em Londres.

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De passagem pela capital inglesa, o investigador da nova geração de historiadores portugueses aproveitou a ocasião para conhecer a região de Little Portugal no sul de Londres, especialmente ao redor de Stockwell, uma região que começou a acolher portugueses nas décadas de 1960 e 1970 e onde viverão atualmente cerca de 27 mil portugueses.

Durante a sua visita Daniel Bastos, atualmente professor de História no Colégio João Paulo II em Braga, contactou com empresários, dirigentes associativos e emigrantes que vivem nesta região que concentra a maior comunidade lusitana do Reino Unido, e onde os portugueses recriaram o seu país de origem, com as suas associações, cafés, mercearias e restaurantes.

 

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O historiador Daniel Bastos (esq.) acompanhado do empresário Fernando Marques, proprietário do restaurante “A Toca”, um dos mais conhecidos restaurantes portugueses em Londres

 

O escritor e historiador português, que nos últimos anos tem realizado várias sessões de apresentação de livros de sua autoria ligados à história e emigração portuguesa, junto das comunidades lusófonas em França, Bélgica, Luxemburgo, Suíça, Brasil e Canadá, constatou in loco o dinamismo e visibilidade da comunidade lusitana em Londres, projetando bases de futuras parcerias culturais com a maior comunidade portuguesa do Reino Unido.

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PEDRO CHAGAS FREITAS REGRESSA À BIBLIOTECA MUNICIPAL DE MONÇÃO

Em janeiro do ano passado, autor de “Prometo Falhar” deslocou-se a Monção para um encontro com os leitores locais. Esta sexta-feira, 20 de janeiro, regressa à nossa terra para apresentar “Prometo Perder”. Fica o convite. Com uma certeza: Quem falhar, vai perder.

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“Prometo perder. Porque só quem ama corre o risco de perder; os outros correm apenas o risco de continuar perdidos. Prometo perder. Porque só quem nunca amou nunca perdeu” Pedro Chagas Freitas

Pedro Chagas Freitas, um dos mais populares autores portugueses, reencontra-se com os leitores monçanenses no dia 20 de janeiro, sexta-feira, pelas 21h30,para apresentar o seu último livro “Prometo Perder”. O encontro realiza-se no auditório da Biblioteca Municipal de Monção.

Em “Prometo Perder”, um romance para quem viveu ou sonha viver uma grande paixão, Pedro Chagas Freitas propõe uma viagem intimista e desconcertante ao interior da emoção, percorrendo um caminho que vai da saudade ao desejo, da rebeldia à submissão, da dor ao amor. Promete que nada ficará por tocar. E convida: deixe-se sentir.

Na sinopse, lê-se: “Prometo perder. Prometo por vezes fraquejar, por vezes cair, por vezes ser incapaz de ganhar. Nem sempre conseguirei superar, nem sempre conseguirei ultrapassar. Nem sempre poderei ser capaz de ir tão longe como tu me pedes, de te dar exatamente o que merecias que te desse. O que desesperadamente te quero dar. Nem sempre conseguirei sorrir, também.

Prometo perder. Prometo ainda manter-me vivo depois de cada derrota, resistir ao peso insustentável de cada impossibilidade. Há de haver momentos em que sem querer te magoarei, momentos em que sem querer tocarei no lado errado da ferida. Mas o que nunca vai acontecer é desistir só porque perdi, parar só porque é mais fácil, ceder só porque dói construir.

Pedro Chagas Freitas, habitual na lista dos autores mais vendidos no nosso país, escreve romances, novelas, contos, crónicas, guiões, letras de música e textos publicitários. Publicou mais de duas dezenas de livros e orienta sessões de escrita criativa por todo o país.

Estudou linguística e criou jogos didáticos para estimular a produção escrita. Gosta de gatos, de cães e de pessoas. Não gosta de eufemismos e de bacalhau assado. Tem mais de 1 milhão de seguidores na sua página de Facebook. E promete perder. Porque, escreve, só quem nunca amou nunca perdeu.

ESCRITOR MÁRIO CLÁUDIO CONVERSA COM OS VIMARANENSES

DIA 19 JANEIRO, ÀS 18 HORAS

Mário Cláudio é o “Escritor no Concelho” no mês de janeiro em Guimarães

Vencedor do “Prémio Pessoa”, em 2004, estará à conversa com vimaranenses. Nomes da literatura nacional visitam Biblioteca Municipal em ano de aniversário simbólico de Raul Brandão.

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O escritor Mário Cláudio é o convidado do primeiro mês de 2017 para estar à conversa com Tito Couto, na Biblioteca Municipal Raul Brandão, no próximo dia 19 de janeiro, às 18 horas, na edição deste mês da iniciativa “Escritor no Concelho”, inserida nas comemorações dos 150 anos do Nascimento de Raul Brandão, que a Câmara Municipal de Guimarães está a promover.

Ficcionista, poeta, dramaturgo e ensaísta, Mário Cláudio é formado em Direito pela Universidade de Coimbra, diplomado com o curso de Bibliotecário-Arquivista, da Faculdade de Letras da mesma universidade, e Master of Arts em Biblioteconomia e Ciências Documentais, pela Universidade de Londres.

Galardoado com o “Prémio Pessoa” em 2004, o seu trabalho tem recebido várias distinções, entre elas, o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, o prémio de ficção do P.E.N. Clube e os prémios Eça de Queirós, Vergílio Ferreira e Fernando Namora.

Em 2014, venceu o Grande Prémio de Romance APE/DGLAB pela obra “Retrato de Rapaz”. Foi a segunda vez que Mário Cláudio recebeu este galardão (Amadeo foi vencedor em 1984), uma das principais distinções atribuídas a uma obra e raramente entregue duas vezes ao mesmo autor.

MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA APRESENTA “DE CORPO PRESENTE” DE ANTÓNIO MELO

A mais recente produção literária de António Melo – “De corpo presente” – vai ser apresentada no próximo dia 21 de janeiro, pelas 15h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima. Trata-se do quarto livro de poesia do autor que, segundo Orlando Ferreira Barros – prefaciador da obra -, “acentua as linhas inspiradoras visíveis” em títulos anteriores, caso de “Poemas ocultos”.

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Uma compilação de mais de uma centena de textos, na sua maioria curtos e contidos, que espelha a inquietação do poeta em relação a si e ao mundo que observa e o desconcerta, mas que permite e estimula a meditação em torno da palavra escrita, perpetuando-a. Morte, amor, memórias, saudade, evocação de figuras consagradas da literatura nacional são alguns dos temas que atravessam a última proposta poética de António Melo e que seguramente não quererá perder.

Venha celebrar a poesia em português e compareça no lançamento da obra “De corpo presente”, de António Melo.

Natural de Lourosa, Santa Maria da Feira - cidade onde nasce em 1968 -, António da Silva Melo conclui os estudos no Liceu de Santa Maria de Lamas e, em 1982, começa a exercer a profissão de cabeleireiro, atividade a que se dedica durante 14 anos. Em 2001, transfere-se para a histórica vila de Ponte de Lima e descobre a sua paixão pela escrita e, em particular, pela poesia. A colaboração numa coletânea de textos, em 2012, marca a estreia literária de António Melo que, dois anos mais tarde, edita a sua primeira obra poética, “Esboços”. Seguem-se os títulos “Profundus”, em 2015, e “Poemas Ocultos”, em 2016.

Apreciador de música clássica, de cinema português e de livros, António Melo tem como principais referências literárias António Lobo Antunes, José Cardoso Pires, Miguel Torga, Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner Andresen e David Mourão-Ferreira.

António da Silva Melo é Assistente Auxiliar num Centro de Idosos.

VIZELA PROMOVE LITERATURA INFANTIL

Sábados na biblioteca: ‘A formiga horripilante’, de Liz Pichon

No âmbito da atividade Sábados na Biblioteca, a Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes promove, no próximo dia 7 de janeiro, às 15.30h, a atividade  “A formiga horripilante”, de Liz Pichon.

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De lembrar que a Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes está aberta todos os sábados, sendo que no primeiro sábado de cada mês realiza-se a atividade Sábados na Biblioteca (Hora do conto + oficina), das 15h30 às 17h00.

Sábados na biblioteca:

História + oficina de animais fantásticos

‘A formiga horripilante’, de Liz Pichon

7 de janeiro, 15h30

Era uma vez uma formiga horripilante, que era muito mas mesmo muito feia. Não havia bicharoco que não fosse feio mas ela era de longe a mais feia de todos. Queres saber como continua a história? Esperamos por ti no 1º sábado de janeiro.

Atividade gratuita para famílias.

Galeria Sábados na biblioteca:

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PONTE DE LIMA RECEBE "LUFADA DE AR FRESCO"

Inovação e criatividade marcam lançamento de “Lufada de ar fresco”

O livro “Lufada de ar fresco” – título de estreia da dupla limiana, André Amorim e Ricardo Correia – foi lançado no passado sábado, 17 de dezembro, no Auditório Municipal de Ponte de Lima. Uma sessão marcada por apontamentos originais e humorísticos, trazidos pelos jovens autores nos vídeos de sustentação teórica do projeto e de apresentação dos seus criadores, que arrancaram algumas gargalhadas à audiência.

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Com origem no blogue Projet’AR – espaço destinado ao registo de crónicas e de sátiras sobre temas da atualidade nacional – a obra “Lufada de ar fresco” conserva o mesmo estilo da escrita online e mantém a sua missão de origem: proporcionar a reflexão livre em torno de diversos assuntos de relevância informativa, não sendo pretensão dos autores funcionarem como “opinion makers”.

André Amorim e Ricardo Correia estão conscientes de que a passagem de blogue a livro resultou da sorte de a Chiado Editora ter manifestado interesse no projeto – oportunidade que valorizam e que pretendem transformar em estímulo para que outros jovens sejam igualmente empreendedores, criativos e ousados. Para os autores - que mereceram o elogio do Dr. Paulo Barreiro de Sousa, vereador da Educação da Câmara Municipal de Ponte de Lima, presente no evento - todas as pessoas têm potencialidades que devem aproveitar para fazer do mundo um lugar melhor.

Depois de “Lufada de ar fresco”, que congrega um total de 50 textos – entre crónicas e sátiras sociais -, André Amorim e Ricardo Correia querem avançar com novas ideias, tendo já dois projetos em cogitação que preferiram não revelar. Até lá ocupar-se-ão das exigentes ações de divulgação do livro, que segundo os autores, cumpre a premissa pessoana: “Deus quer, o homem sonha, a obra nasce”. Efetivamente Deus quis, os autores sonharam e a “Lufada de ar fresco” nasceu.

Sobre os autores:

Natural da freguesia de Poiares, Ponte de Lima, André Amorim, 23 anos, é licenciado em Enfermagem pela Escola Superior de Saúde de Viana do Castelo. Trabalha como enfermeiro na Unidade de Cuidados Continuados do Centro Paroquial de Darque.

Natural da freguesia de Sá, Ponte de Lima, Ricardo Correia, 21 anos, é estudante do 3.º ano de Enfermagem na Escola Superior de Saúde de Viana do Castelo. Pertence à Hinoportuna, Tuna Académica do Instituo Politécnico de Viana do Castelo.

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE PONTE DE LIMA RECORDA VITORINO NEMÉSIO

No mês do 115.º aniversário de nascimento do poeta, ficcionista, ensaísta e cronista, Vitorino Nemésio, a Biblioteca Municipal de Ponte de Lima (BMPL) coloca à disposição de utilizadores e visitantes dois painéis biográficos com os principais momentos da vida e obra do autor de “Mau tempo no canal”.

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Trata-se de uma pequena mostra de tributo - patente na Sala de Adultos da BMPL de 19 de dezembro de 2016 a 19 de janeiro de 2017 - que apresenta também uma seleção de obras de Nemésio para consulta, leitura presencial e/ou empréstimo domiciliário.

Venha recordar um dos maiores vultos da Literatura e da Cultura portuguesas do século XX e visite-nos.

PONTE DE LIMA APRESENTA OBRA SOBRE LUÍS DE CAMÕES

Até que o amor me mate” apresentado na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

Um olhar por detrás da figura de Camões poeta é o exercício proposto por Maria João Lopo de Carvalho na sua mais recente criação literária – “Até que o amor me mate: as mulheres de Camões” – apresentada na passada quarta-feira, 7 de dezembro, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima. Trata-se do terceiro romance histórico da autora, que retrata os amores e desamores do imortal escritor de “Os Lusíadas” – epopeia maior da literatura nacional – pela voz de sete figuras femininas – D. Violante, condessa de Linhares; D. Catarina de Ataíde; D. Francisca de Aragão; Dinamene, a moça macaense; Bárbara, a escrava; Ana de Sá, madrasta do poeta; e Inês de Sousa – com quem Luís Vaz de Camões se terá relacionado ao longo dos seus 55 anos de vida.

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Um intenso trabalho de investigação, que se estendeu por cerca de quatro anos, e que levou a autora a esmiuçar toda a bibliografia existente acerca do poeta e a explorar os mesmos caminhos que Camões percorreu. Munida de uma pequena mala, onde acomodou “Os Lusíadas”, Maria João Lopo de Carvalho aventurou-se numa viagem de dois meses – de 25 de outubro a 25 de dezembro de 2015 – à descoberta de locais como Mombaça, Ormuz, Goa, Damão, Taprobana (Sri Lanka), foz do rio Mekong – onde o poeta terá salvo a epopeia marítima – e Macau, destinos camonianos que lhe permitiram captar os rostos das pessoas, as paisagens, os monumentos, os cheiros e os sabores.

O resultado surge magistralmente vertido nas 518 páginas do novo romance de Maria João Lopo de Carvalho, que pretende servir de estímulo para que os mais novos voltem a Camões, o encarem de forma distinta – para lá do plano curricular – e sintam um enorme orgulho em pertencer ao país de origem daquele que é justa e unanimemente considerado a figura cimeira da língua e da literatura portuguesas.

O livro “Até que o amor me mate: as mulheres de Camões” encontra-se disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

BIBLIOTECA MUNICIPAL DE CAMINHA ACOLHE O LANÇAMENTO DO LIVRO “O SENHOR NUNCA E O SENHOR JAMAIS”, DE FRANCISCO DUARTE MANGAS

A sessão terá lugar pelas 17H00, e contará com a presença do autor e da ilustradora

A Biblioteca Municipal de Caminha vai acolher no próximo sábado, dia 17 de dezembro, o lançamento de mais um livro para a infância, desta feita, o livro “O senhor Nunca e o senhor Jamais”, de Francisco Duarte Mangas, ilustrado por Maria João Castro. A sessão terá lugar pelas 17H00, e contará com a presença do autor e da ilustradora.

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Depois do lançamento “Lexy, o menino vegano”, da ancorense Bárbara Magalhães, a Biblioteca Municipal de Caminha acolhe o lançamento de mais um livro para a infância. “O senhor Nunca e o senhor Jamais” é o novo livro de Francisco Duarte Mangas, com a chancela das Edições Afrontamento. Francisco Duarte Mangas é autor de mais de duas dezenas de livros nos domínios da ficção, poesia e literatura infantojuvenil. Para os mais pequenos escreveu, entre outras obras, O Gato Karl, O Ladrão de Palavras, O Noitibó a Gralha e Outros Bichos, A Menina e Sílvio, Guardador de Ventos. Não é a primeira vez que o autor está no concelho de Caminha. Em março de 2014, por ocasião da Semana da Leitura, Francisco Duarte Mangas esteve em Caminha, e contactou com os alunos do agrupamento de escolas.

A ilustradora Maria João Castro é uma “cara” conhecida aqui no concelho de Caminha. Estudou na Escola Superior de Belas Artes, onde se formou em artes plásticas – pintura. Durante alguns anos trabalhou como atriz no Teatro de Marionetas do Porto e na atualidade é professora de Desenho e desenvolve regularmente projetos ligados à pintura e ao desenho. Reside no concelho de Caminha, em Seixas, e exerce no presente a sua atividade docente em Ponte de Lima, depois de ter lecionado alguns anos no agrupamento de escolas do nosso concelho.

Na sinopse deste livro lê-se: “O senhor Nunca e o senhor Jamais nem parecem irmãos. Há́ sempre qualquer coisa a dividi-los. É uma vida de amuos e muito triste anda a mãe. Se pudesse, a senhora Em Tempo Algum mudaria o nome dos filhos: chamaria Jamais ao mais velho, Nunca ao mais novo. Poderá́ algum dia ser feliz esta família de palavras?”

Recorda-se que a Nova Biblioteca Municipal de Caminha abriu portas no último verão, cuja inauguração contou com a presença do Primeiro-Ministro, António Costa. A construção deste equipamento traduz-se num importante contributo para o aumento, diversificação e enriquecimento da oferta cultural no concelho, e para a qualificação do Centro Histórico da Vila de Caminha.Trata-se de uma obra estruturante que custou 907.374,73 € + IVA. Foi comparticipada em 85% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

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BANDA DESENHADA SOBRE A HISTÓRIA DE ARCOS DE VALDEVEZ OFERECIDA PELA CÂMARA ÀS CRIANÇAS DO 1º CICLO

Durante as Festas de Natal 2016 que decorrerão de 14 a 16 de Dezembro, o Município de Arcos de Valdevez oferecerá a todas as crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico do concelho um exemplar do livro em banda desenhada “Histórias de Valdevez”, da autoria de José Ruy.

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A banda desenhada faz duas viagens no tempo até dois momentos referenciais no passado de Arcos de Valdevez: O Recontro de Valdevez (século XII) e a entrega do Foral (século XVI). Ocorrido em 1141, o Recontro de Valdevez opôs os exércitos de Afonso Henriques aos de seu primo Afonso VII de Leão e Castela, sendo que a vitória dos portugueses permitiu ao futuro rei de Portugal alicerçar a sua vontade independentista, pelo que este episódio histórico é um dos momentos principais e fundadores da nacionalidade, baseando assim a frase símbolo do concelho: “Arcos de Valdevez- Onde Portugal se Fez”. Por seu lado, a outorga do Foral a Valdevez em 1515 marca um outro momento importantes na história do concelho, consolidando o território e definindo bases para a modernização da administração e da autonomia concelhia.

A obra, publicada pela Âncora Editora, foi financiada pelo Município arcuense, tendo resultado de um trabalho conjunto, e de investigação, de técnicos da edilidade e do ilustrador José Ruy, um dos mais importantes e influentes ilustradores portugueses, que nos seus 86 anos aceitou este desafio da edilidade arcuense, resultando num volume fascinante sobre a história e a identidade deste concelho.

Esta publicação surge no âmbito das Comemorações dos 500 anos do Foral de Valdevez, desenvolvidas em 2015 e 2016. Através deste percurso no tempo, os mais jovens ficam em contacto com a identidade coletiva e o passado do concelho, reforçando o orgulho das várias gerações de arcuenses, os que cá habitam e os da diáspora, unindo todos em torno da construção do futuro de Arcos de Valdevez.

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ESCRITORA MARIA AREAL APRESENTA CONTO DE NATAL EM CERVEIRA

Autarquia cerveirense apoia lançamento de oitavo livro de Maria José Carvalho Areal

“Carro Vermelho” assume-se como um conto de todos os Natais e para todas as idades. Publicado pela Chiado Editora, o lançamento deste livro da autoria da Profª Maria José Carvalho Areal está agendado para o próximo domingo,11 de dezembro, pelas 15h00, na Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira.

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O Município de Vila Nova de Cerveira associou-se, desde a primeira hora, a este lançamento, não só por se tratar de uma escritora muito querida para o concelho, pela entrega e dedicação aos jovens e idosos em torno da leitura, mas porque a temática do conto se enquadra nos objetivos pedagógicos e na quadra de magia natalícia que se avizinha.

‘Carro Vermelho’ é umconto/novela para todas as idades “que desliza pelo tempo de se fazer maior na mensagem, arrastando inquestionavelmente essa forma provocatória de remexer e agitar o mais íntimo de cada um de nós”. Levantando um pouco a ponta do véu, a autora realça que a história se desenrola em torno de uma criança chamada João, de um homem comum, e de duas personagens femininas, a Matilde e a Joana. Cada um, com a sua personalidade e modo de ver e viver a vidamas, por causa de um carro vermelho, tudo pode acontecer.

A autora não é, no entanto, estreante no mundo das letras, tendo já editadas sete publicações. As três primeiras obras publicadas versaram a sua veia poética, com ‘Pedaços de Mim’ (1999), ‘À Deriva’ (2004) e ‘Sabor a sal e a mel’ (2006). Em 2009/2010, foi coordenadora e coautora dos Vol. I e II de histórias de vida intitulado‘Pedaços de Memórias – Itinerários no Tempo e no Espaço’. Revelando uma transversalidade de temas e conteúdos, Maria José Carvalho Areal edita, em 2015, mais um livro de poesia, o ‘Há dias que não sei de mim e outros que pouco de mim sei’ (2015), e duas obras de contos, ‘Na Eira dos Pardais’ (2013) e ‘Rendas do meu decote’ (2016).

A sua mais recente obra, ‘Carro Vermelho’, é lançada, este domingo, às 15h00, na Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira, com apresentação pela Dr.ª. Isabel Lima.

“LEXY, O MENINO VEGANO” DA ANCORENSE BÁRBARA MAGALHÃES VAI SER APRESENTADO EM VILA PRAIA DE ÂNCORA E CAMINHA

Da parte da manhã a autora estará na Ludoteca Vila Praia de Âncora e, da parte da tarde, na Biblioteca Municipal de Caminha

A apresentação do livro infantil “Lexy, o menino vegano”, da ancorense Bárbara Magalhães, vai ser um dos destaques no concelho no próximo fim de semana. Estamos perante a primeira obra sobre veganismo para o público infantil, em Portugal.  O livro ilustrado por Tânia Bailão Lopes vai ser apresentado pela prof. Isabel Lima Martins no sábado, dia 10 de dezembro, pelas 10h30, na Ludoteca Vila Praia de Âncora e, pelas 15h30, na Biblioteca Municipal de Caminha.

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Bárbara Magalhães, natural de Vila Praia de Âncora, formada em Psicologia, desde jovem evidenciou preocupações profundas quanto ao abandono e maus tratos de animais, prática de touradas e outras manifestações, resultando daqui uma adesão à alimentação vegetariana e, posteriormente, à adoção de um estilo de vida vegano. Este pressupõe uma forma de viver que exclui, tanto quanto possível, produtos/práticas em que animais são usados ou explorados de alguma forma.

O livro “Lexy, o menino vegano” sobre o veganismo é “um livro para crianças, que os adultos podem (e devem) espreitar”. A autora encontrou a inspiração para escrever este livro na sua experiência pessoal como vegana e mãe de um menino vegano. O objetivo é ajudar os mais pequenos (e também os pais) a entender que não há nada de errado ou solitário neste caminho, que é saudável, ético e ecológico.

Na verdade, a autora pretende normalizar um assunto que deixou de ser prática de uma minoria e que é hoje a realidade de milhões de pessoas em todo o mundo. Assim, através de ilustrações maravilhosas e rimas simples e divertidas, ela mostra-nos como é possível seguir um caminho, em que o respeito se expande e abrange, da mesma forma, animais humanos e não-humanos.

A autora convida “Vamos acompanhar o Lexy numa viagem pelo mundo do veganismo, de A a Z”.

LIVRO “AÇÔR, O CÃO DE VENTURA TERRA”, DE GISELA SILVA VAI SER APRESENTADO EM CAMINHA NO DIA 8 DE DEZEMBRO

Iniciativa está integrada nas comemorações dos 150 anos do nascimento de Miguel Ventura Terra que o município está a promover até julho de 2017

A Câmara Municipal de Caminha vai apresentar o livro “Açôr, o Cão de Ventura Terra”, de Gisela Silva, no dia 8 de dezembro, pelas 16 horas, na Biblioteca Municipal de Caminha. Esta iniciativa está integrada nas comemorações dos 150 anos do nascimento de Miguel Ventura Terra, que o Município está a promover até julho de 2017.

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Miguel Ventura Terra foi um ilustre arquiteto, autor de muitas obras emblemáticas, como por exemplo a Assembleia da República, o Teatro Politeama, o Santuário de Santa Luzia, a Maternidade Alfredo da Costa, o Liceu Camões, o Liceu Pedro Nunes, a Sinagoga de Lisboa e o edifício do Banco Totta&Açores também em Lisboa.

O Município está assim a divulgar a importância desta personalidade natural de Seixas durante um ano. As comemorações tiveram inicio a 14 de julho com a inauguração do Monumento Comemorativo dos 150 anos do Nascimento do Arquiteto Miguel Ventura Terra, no largo de São Bento em Seixas e com a inauguração da exposição móvel “Miguel Ventura Terra (1866 – 1919)”, que visou dar a conhecer o trabalho notável levado a cabo pelo arquiteto seixense. No dia 8 de dezembro, decorrerá mais uma iniciativa, apresentação livro “Açôr – o Cão de Ventura Terra”, de Gisela Silva.

O lançamento do livro vai ainda ser marcado por um momento musical a cargo da Academia de Musica Fernandes Fão, intervenções do presidente da Câmara Municipal de Caminha, Miguel Alves e do presidente da Junta de Freguesia de Seixas, Rui Ramalhosa; comunicações de Alda Terra “As origens de Ventura terra” e da arquiteta Lurdes Carreira “Ventura Terra, arquiteto plural” e termina com a apresentação do livro propriamente dita pela autora, Gisela Silva.

Na sinopse do livro pode ler-se: “O livro Açôr, o Cão de Ventura Terra narra-nos a vida de um dos mais importantes arquitetos portugueses de sempre: Ventura Terra. Neste livro, dirigido a um público juvenil, e seguindo uma técnica invulgar, a Autora optou por escolher como narrador um animal: o cão de Ventura Terra, um cão que o Arquiteto tinha como um dos seus maiores amigos. Assim, por intermédio deste cão, de nome Açor, ficamos a conhecer a biografia e a intimidade de um homem que marcou o seu tempo e a arquitetura portuguesa”.

A autora descreve o livro como: “(…) Açôr, o Cão de Ventura Terra é a história de um jovem apaixonado pela descoberta, que sempre pediu que o deixassem experimentar para aprender e poder concretizar os seus objetivos, demonstrando o seu talento e fascínio pela arquitetura. É também a história de um homem fielmente acompanhado pelo seu cão, que lhe concedeu a vida e sentiu a dor indiscutível da sua morte. (…) Açôr, o Cão de Ventura Terra é ainda a intenção de recriar de forma singela, alguns momentos da sociedade dos finais do século XIX e inícios do XX, chamando-se ao palco da ficcionalidade situações e personagens reais, bem como espaços familiares e sociais ainda existentes.”

ESCRITORA MARIA JOÃO LOPO DE CARVALHO APRESENTA EM PONTE DE LIMA NOVO ROMANCE HISTÓRICO

Novo romance histórico de Maria João Lopo de Carvalho vai ser apresentado na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

O Município de Ponte de Lima vai promover o lançamento do terceiro romance histórico de Maria João Lopo de Carvalho – “Até que o amor me mate: as mulheres de Camões” - no próximo dia 07 de dezembro, pelas 18h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

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Depois das obras Marquesa de Alorna (2011) e Padeira de Aljubarrota (2013), a autora lisboeta volta a apostar neste género literário, debruçando-se agora nos amores e desamores do imortal poeta, Luís Vaz de Camões. Pela voz de sete figuras femininas que terão marcado a vida e a obra do autor de “Os Lusíadas” – epopeia maior da literatura nacional – Maria João Lopo de Carvalho desvenda alguns detalhes pouco conhecidos da biografia de Camões. Combinando ficção com um exigente trabalho de pesquisa, a escritora apresenta-nos Ana de Sá (madrasta do poeta), D. Violante de Andrade, D. Catarina de Ataíde, D. Francisca de Aragão, Bárbara, Dinamene e Inês de Sousa - um leque de personalidades oriundas de diferentes estratos da sociedade portuguesa com quem Luís Vaz de Camões se terá relacionado ao longo dos seus 55 anos de vida.

Venha conhecer o novo romance de Maria João Lopo de Carvalho que retrata um dos nomes mais proeminentes da literatura em língua portuguesa.

Entrada gratuita.

Sobre a obra: http://www.leyaonline.com/pt/livros/romance/ate-que-o-amor-me-mate/

Sobre a autora: http://www.portaldaliteratura.com/autores.php?autor=1229

MARATONA DE ESPECTÁCULOS NA FESTA DA GENTE MIÚDA, EM PONTE DE LIMA

2 a 4 de Dezembro – Expolima – Ponte de Lima

Na noite de hoje, sexta-feira, 2 de Dezembro, tem início o que podemos designar por uma autêntica maratona de espectáculos de alto nível na Festa da Gente Miúda, em Ponte de Lima, cabendo à Companhia Peripécia Teatro, de Vila Real, fazer as honras de abertura com o belíssimo espectáculo A Cores, às 21h00, com entradas gratuitas.

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No sábado, 3 de Dezembro, também com entradas gratuitas, abrem-se as portas para a apresentação de quatro espectáculos, os quais certamente divertirão miúdos e graúdos: às 11h00, o Grupo de Teatros dos Pequenos Actores do Lima, de Ponte de Lima, apresentam O Hospital dos Brinquedos; a partir das 15h00, entra em cena a Companhia de Teatro O Teatrão, de Coimbra com o Espectáculo Há Tempo Para Tudo; por sua vez, o Grupo de Teatro de Amadores Duplaface Companhia das Artes, também de Ponte de Lima, subirá ao palco do recinto da Festa da Gente Miúda às 17h00 com o espectáculo Pai Natal, Onde Estás?; e, para finalizar o dia, ainda no sábado, com início às 21h00, de Lousada chega-nos a Companhia Jangada Teatro com o espectáculo musical com marionetas Pedro e o Lobo.

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No domingo, 4 de Dezembro, haverá mais. Os que não tiverem oportunidade de apreciar a Companhia O Teatrão no sábado, têm a oportunidade de assistir à segunda sessão do espectáculo Há Tempo Para Tudo agendada para a manhã de domingo, às 11h30, de igual forma, com entradas gratuitas.

À tarde, com entradas pagas, ao preço simbólico de 2,00€, será apresentado, em duas sessões, às 15h30 e às 17h30, o musical Alice no País das Maravilhas, pela Companhia Rituais dell Arte, de Lisboa. Os bilhetes para este espectáculo encontram-se à venda no Teatro Diogo Bernardes e nos locais habituais.

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Uma maratona de oito espectáculos dirigidos a todos os públicos que não irá deixar os espectadores indiferentes, a par da muita e variada programação paralela, ateliês, divertimentos e autêntica Festa da Gente Miúda, este ano enriquecida com a Feira Infantil, a decorrer no espaço do Restaurante Panorâmico da Expolima.

Traga os seus filhos e venha divertir-se em família na Festa da Gente Miúda em Ponte de Lima.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt

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BIBLIOTECA DE VIZELA PREPARA FÉRIAS PARA AS CRIANÇAS

‘Férias em cheio 2016’ na Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes

A Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes promove um programa para as férias de Natal, dedicado ao público infantil.

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As atividades são gratuitas e a inscrição deve ser feita até dois dias antes da realização da atividade.

Férias em Cheio

19 a 30 de dezembro, 10.00h / 14.30h

Ocupação criativa das férias escolares para crianças dos 6 aos 12 anos.

Jogos de natal

Desenho e mímica

Jogos de grupo

Grandes pintores

Histórias de Natal

Brincadeiras de recreio e muita diversão…

Atividades gratuitas.

Inscrição prévia obrigatória em:

https://www.facebook.com/fundacaojorgeantunes

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BIBLIOTECA MUNICIPAL DE VIZELA PROMOVE SESSÕES PARA AS CRIANÇAS

Sábados na biblioteca

“Feliz Natal lobo mau” de Clara Cunha

No âmbito da atividade Sábados na Biblioteca, a Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes promove, no próximo dia 3 de dezembro, às 15.30h, a atividade  “Feliz Natal lobo mau” de Clara Cunha.

Neste dia também irá realizar-se uma Oficina de Cupcake design de Natal, com duas sessões: uma às 16h00 e outra às 16h30.

De lembrar que a Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes está aberta todos os sábados, sendo que no primeiro sábado de cada mês realiza-se a atividade Sábados na Biblioteca (Hora do conto + oficina), das 15h30 às 17h00.

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Sábados na biblioteca:

História + oficina de pop-up

“Feliz Natal lobo mau”, de Clara Cunha.

3 dezembro, 15h30

Esta é a história do Lobo Mau que na noite de Natal andava à procura d o Capuchinho Vermelho, mas não o encontrou. Queres vir dar uma ajuda? Esperamos por ti na biblioteca. No final da história vamos construir um pop-up de Natal.

Atividade gratuita para famílias.

Oficina de Cupcake design de Natal

3 dezembro, 2 sessões: 16h00 e 16h30.

Limite de 10 crianças por sessão.

Inscrições limitadas e obrigatórias.

Preço 2,5€ - Inscrição com pagamento

Público: crianças 6 aos 12 e pais.

Galeria Sábados na biblioteca:

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FAHRENHEIT 451, DE RAY BRADBURY – TEATROMOSCA ATUA EM PONTE DE LIMA

25 de Novembro – 21h30 – Teatro Diogo Bernardes – Ponte de Lima

O Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima, apresenta mais um clássico da literatura norte-americana, num espectáculo de teatro que subirá ao palco na próxima sexta-feira, 25 de Novembro, às 21h30 pela companhia teatromosca.

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Trata-se de “Fahrenheit 451”, uma peça que resulta da adaptação do célebre romance de ficção científica de Ray Bradbury. A encenação é de Pedro Alves e a interpretação de Filipe Araújo e Rute Lizardo. Estreado em França, em Novembro do ano passado, o espectáculo tem como personagem principal um bombeiro cujo trabalho consiste em queimar livros para fazer respeitar a lei que proíbe os cidadãos de ler. Até ao dia em que conhece uma rapariga de 16 anos que o incentiva a pensar por si mesmo, algo que acabará por desencadear uma perseguição do governo. Na sociedade descrita em “Fahrenheit 451” as pessoas já não pensam por si mesmas e enfrentam, sem darem conta, um governo opressivo que as controla através do consumo compulsivo de comprimidos e de televisão.

Com esta peça, o teatromosca encerra uma trilogia norte-americana através da qual a companhia se propôs investigar e reflectir sobre a fundação dos EUA, a sua supremacia cultural e económica no século XX e o fracasso desta sociedade e do seu modelo, acabando também por questionar a actual civilização ocidental. Antes de “Fahrenheit 451”, o grupo da zona de Sintra encenou “Moby Dick” (2013) e “O Som e a Fúria” (2014), este último apresentado recentemente no Teatro Diogo Bernardes, em Ponte de Lima. O romance que lhe dá origem, considerado o melhor de Ray Bradbury, segue o raciocínio de obras como “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley ou “1984”, de George Orwell, que têm como elo comum uma sociedade oprimida e esvaziada de pensamento próprio.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Texto|Ray Bradbury

Adaptação e direcção artística|Pedro Alves

Tradução (para francês)|Thomas Resendes

Interpretação|Filipe Araújo e Rute Lizardo

Colaboração artística|Patrice Douchet (Théâtre de la Tête Noire)

Criação musical e sonoplastia|Bruno Béu

Assistência de direcção|Mário Trigo e Maria Carneiro

Cenografia|Pedro Silva

Design gráfico|Alex Gozblau

Direcção técnica|Carlos Arroja

Vídeo|Ricardo Reis

Fotografia|Catarina Lobo

Produção|teatromosca

Coprodução|Embaixada dos EUA, Arte Institute (NY), Festival Internacional de Teatro do Alentejo e Théâtre de la Tête Noire (Orléans)

Apoios|Câmara Municipal de Sintra, 5àSEC e Junta de Freguesia de Agualva – Mira Sintra

Maiores de 12 anos

Os bilhetes encontram-se à venda no Teatro Diogo Bernardes (2,00€) e todas as informações podem ser obtidas pelo telefone 258 900 414 ou pelo email teatrodb@cm-pontedelima.pt.

PONTE DE LIMA RECORDA FLORBELA ESPANCA

Florbela Espanca relembrada no Cinema História de dezembro. na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

No mês em que se soleniza o 86.º aniversário da morte de Florbela Espanca (1930-2016), o Cinema História recorda uma das personalidades mais marcantes da Literatura Portuguesa da primeira metade do século XX.

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A mulher escritora que desafiou o conservadorismo da época e empreendeu lutas constantes para se afirmar na esfera pessoal, social e profissional surge retratada no filme “Florbela”, de Vicente Alves do Ó, que a Biblioteca Municipal de Ponte de Lima (BMPL) disponibiliza a partir de 2 de dezembro. Com Dalila Carmo no principal papel, a longa-metragem de inspiração biográfica, centra-se no período compreendido entre o terceiro casamento da poetisa, o prematuro falecimento do irmão e o suicídio da escritora na madrugada do seu 36.º aniversário.

Como habitualmente, a BMPL coloca à disposição dos utilizadores um livreto com a biografia de Florbela Espanca para complemento informativo e factual do filme.

O Cinema História – rubrica de pendor lúdico-didático dinamizada pelo Município de Ponte de Lima, através da BMPL – já evocou nomes como Martinho Lutero, Humberto Delgado, Anne Frank, Salgueiro Maia, Nelson Mandela e Amália Rodrigues, entre outras personalidades cujos legados merecem ser rememorados.

CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS APRESENTA LIVRO DE FERNANDO CASTRO E SOUSA

Apresentação do livro “Murmúrios do Olhar”, de Fernando Castro e Sousa, editado pelo Centro de Estudos Regionais

No próximo dia 26 de Novembro (sábado), a Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, às 17.00 horas, acolhe o lançamento do livro “Murmúrios do Olhar”, de Fernando Castro e Sousa.

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A apresentação estará a cargo do Professor Doutor Salvato Trigo. “Murmúrios do Olhar” é um livro de poesia, editado pelo Centro de Estudos Regionais, composto por 84 páginas, com prefácio de Flora Silva e arranjo gráfico de Rui Carvalho, que inaugura a coleção CER Ramos/Poesia.

Fernando Castro e Sousa é um autor, radicado em Viana do Castelo, que publicou os livros de poesia “Enquanto Respiro” (1985), “Memória da Água” (1988, com 2ª. edição em 1990) e “A Sedução do Pólen” (2014, com 2ª. edição em 2015).

Fundou e dirigiu a revista "Edévia", da Escola Desportiva de Viana. Organizou o Concurso de Quadras das Festas d'Agonia, de 1987 a 2010, no jornal "A Aurora do Lima".

Tem colaborado em vários jornais e revistas da região, nomeadamente nos Cadernos Vianenses, O Anunciador das Feiras Novas, A Falar de Viana, Farol e Mea Libra.

Está referenciado na Antologia dos Poetas do Alto Minho (1987), A Poesia Vianense no Último Quartel do Séc. XX (2005), Cadernos Vianenses (Tomos 29, 30 e 36) e Biblioteca Virtual do Alto Minho.

A sessão é pública

ENCONTROS MÁRIO CESARINY ARRANCAM AMANHÃ EM FAMALICÃO

Iniciativa organizada pela Fundação Cupertino de Miranda decorre até sábado, dia 26

Uma sessão especial do recém-estreado filme “Cruzeiro Seixas – As cartas do rei Artur”, que retrata a vida do surrealista Cruzeiro Seixas e a relação que manteve com Mário Cesariny, é um dos momentos altos da décima edição dos Encontros Mário Cesariny, que arrancam amanhã, quinta-feira, 24 de novembro, na Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão. 

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A iniciativa, que se prolonga até ao próximo sábado, dia 26, pretende assinalar o décimo aniversário do falecimento daquele que foi um dos grandes mestres do Surrealismo português, com a realização de diversas atividades gratuitas. 

É o caso do lançamento das publicações “Caderno 15 – Mário Cesariny – entre nós e as palavras” e “Mário Cesariny e o virgem negra ou a morte do autor e o nascimento do actor”, da realização de oficinas de expressão plástica para famílias e escolas, declamações de poesia nas ruas, entre outras. Para além da exibição do filme “Cruzeiro Seixas - As cartas do rei Artur”, a iniciativa vai também ficar marcada pela sessão de estreia do documentário “Cesariny”, produzido no âmbito do projeto “Escritores a Norte – Vidas com Obra em Casas d’Escrita” da Direção Regional de Cultura do Norte. Ambas as sessões estão marcadas para esta sexta-feira, dia 25.  

Mário Cesariny (1923-2006), poeta e pintor, homem de natureza excecional que representou de forma exemplar o Surrealismo, como expressão artística e literária e, sobretudo, como uma forma revolucionária de ver, entender e viver a vida, é detentor de um espaço no Museu da Fundação Cupertino de Miranda. Neste espaço, os visitantes conhecem e acedem ao ambiente que o rodeava, a partir da observação de objetos, das construções e das suas criações, que fizeram parte da sua vida e habitavam a sua casa. 
Recorde-se que a Fundação Cupertino de Miranda incorpora uma grande parte da biblioteca e do acervo artístico e documental de Mário Cesariny, adquirida quer por compra, doação e legado. É com o intuito de lembrar e homenagear um dos grandes nomes da cultura portuguesa do século XX que são realizados anualmente, no aniversário da sua morte, os Encontros Mário Cesariny.

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PAREDES DE COURA LEVA A ROMA POETA MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

Paredes de Coura elogiada por universidade italiana a propósito da exposição sobre Mário de Sá-Carneiro. Documentário REALIZAR: poesia exibido em convénio em Roma

Paredes de Coura mereceu os maiores elogios no âmbito do convénio pela ocasião do centenário do desaparecimento de Mário de Sá-Carneiro promovido pela Universitá Degli Studi Roma Tre, onde um conjunto de notáveis especialistas abordaram a obra deste importante nome da literatura portuguesa.

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Na iniciativa que teve o patrocínio da Embaixada de Portugal em Roma e o contributo da Fundação Calouste Gulbenkian, Paredes de Coura foi apresentada como um exemplo de um lugar improvável para a realização de um evento com a envergadura do REALIZAR:poesia e que no passado mês de abril integrou a mostra “mil anos me separam de amanhã – percurso ao universo de Mário de Sá-Carneiro no centenário da sua morte”, iniciativa que superou o designativo exposição, mostrando-se, peremptoriamente, uma viagem emocional à obra, um percurso pelo seu universo identitário, real e onírico

“O REALIZAR:poesia foi um risco assumido por toda a equipa. Uma conjugação feliz de pessoas que, fruto do seu entusiasmo e paixão pela poesia e fruto da generosidade de um colecionador conseguiram fazer do evento um êxito”, recordou a vereadora da Câmara de Paredes de Coura, Maria José Moreira, para quem o REALIZAR:poesia “mostrou que a poesia é transversal a todos os setores e que também é possível fazer política com poesia”.

No convénio promovido pelo Departamento de Língua, Literatura e Cultura Estrangeira da Universitá Degli Studi Roma Tre foi projetado o documentário dirigido por Paulo Pinto com os principais momentos sobre o REALIZAR:poesia, com particular destaque para a exposição “mil anos me separam de amanhã – percurso ao universo de Mário de Sá-Carneiro no centenário da sua morte”, bem como depoimentos dos vários participantes na iniciativa, como João Botelho, Miguel Ribeiro, João Rios e Giorgio de Marchis, um dos maiores especialistas mundiais da obra de Mário de Sá-Carneiro e que na qualidade de elemento do Conselho Científico desta universidade italiana convidou para este convénio o Município de Paredes de Coura.

“Essa ousadia e capacidade de passar do sonho a realidade podem refletir-se na política educativa, no desenvolvimento económico, na politica social e cultural”, acrescentou Maria José Moreira enumerando as potencialidades de uma iniciativa como o REALIZAR:poesia, aproveitando a ocasião para convidar os presentes a visitarem Paredes de Coura por ocasião da edição de 2017.

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PRÉMIO LITERÁRIO NORTEAR É ENTREGUE EM PAREDES DE COURA

Paredes de Coura acolhe cerimónia de entrega do II Prémio Literário Nortear para jovens escritores da Euroregião Galiza - Norte de Portugal

"Nós, arquipélago” do português Rui Cerqueira Coelho foi a obra distinguida

4ª feira | 23 nov | 14h30 | Centro Cultural

Paredes de Coura acolhe na próxima 4ª feira, 23 de novembro, pelas 14h30, a cerimónia de entrega do II Prémio Literário Nortear, que distinguiu a obra "Nós, arquipélago”, do jovem escritor português Rui Cerqueira Coelho.

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Nesta iniciativa que decorre no Centro Cultural de Paredes de Coura e promovida pela Consellería de Cultura, Educación e Ordenación Universitaria da Junta da Galiza, pela Direção Regional de Cultura do Norte e o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galiza-Norte de Portugal, em colaboração com o Município de Paredes de Coura, será também apresentada a edição em livro do Prémio Nortear 2015, bem como a convocatória da 3ª edição do Prémio Literário Nortear.

Recorde-se que "Nós, arquipélago”, do jovem escritor português Rui Cerqueira Coelho, foi eleito por unanimidade pelo júri do concurso, entre 30 trabalhos de autores com idades entre os 16 e os 36 anos, sobressaindo pelo seu "estilo impecável e potente, e uma narração sólida que harmoniza emoções, vínculos familiares, perceções sensoriais e evolução psicológica com uma grande profundidade".

O júri também destacou a gestão da temporalidade, a partir de uma perceção interior, que "o passado e prospeção do futuro como vazio e como mistério difícil de assumir se unem para definir interiormente um ser que toma consciência da sua existência e da sua limitação como pulso vital ".

Natural de Viana do Castelo, Rui Cerqueira Coelho tem 24 anos, é licenciado em Biologia e encontra-se a frequentar o Mestrado de Genética Forense, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Tem como referências literárias José Saramago, António Lobo Antunes, Jack London, Dostoiévski e Sophia de Mello Breyner.

O referido prémio, com um valor monetário de dois mil euros, tem como objetivos distinguir, anualmente, obras literárias originais; promover o lançamento de novos escritores, incentivando a produção de obras inéditas no domínio da ficção; incentivar a criatividade literária entre os jovens escritores residentes na Euroregião Galiza - Norte de Portugal e fomentar a circulação e distribuição de obras literárias além-fronteiras.

Na primeira edição do prémio a vencedora foi a galega Lara Dopazo Ruibal, pela obra "Clementina", que acaba de ser editada pela Edite-me, numa publicação que inclui também o relato que recebeu a menção honrosa "Coração cheio de nada”, da autoria do português João Maria Cardoso.

Presidido por Xosé Maria Lago García, secretário do GNP, AECT-Agrupamento Europeu de Cooperação Transfronteiriça Galiza – Norte de Portugal, o Júri do Prémio Literário Nortear para Jovens Escritores foi composto por Antón Riveiro Coello, escritor; Carlos Lopes, diretor da editora Edita-me; Olinda Beja, escritora; Carlos Arias, escritor e André Rodrigues, técnico do GNP, AECT-Agrupamento Europeu de Cooperação Transfronteiriça Galiza – Norte de Portugal.

CABECEIRAS DE BASTO PREMEIA VENCEDORES DE CONCURSO LITERÁRIO

Presidente da Câmara Municipal entregou prémios aos vencedores do Concurso Literário – Conto Infantil

Durante a sessão foi apresentado ao público o livro ‘Júlio Dinis - As Pupilas do Senhor Escritor’ de Joaquim Jorge Carvalho

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Decorreu quarta-feira, dia 16 de novembro, na Casa do Tempo de Cabeceiras de Basto a entrega de prémios aos vencedores do XI Concurso Literário Nacional – Um Conto Infantil, cujo primeiro prémio foi entregue à cabeceirense Eduarda Bernardo e Manuel Oliveira com o trabalho intitulado ‘Beliote, o diabrete’.

Em segundo lugar classificou-se Diana Piedade Venda, de Porto de Mós, com o conto ‘Concha – coração’ e em terceiro lugar Patrícia Teixeira com o trabalho ‘Pepito, o menino da canoa’, cabeceirense que ganhou também a Menção Honrosa para Jovem Escritora.

Felicitando os autores premiados, o júri reconheceu o trabalho de todos os concorrentes que, à medida das suas capacidades e talentos pessoais, “cultivaram a arte do conto infantil e contribuíram para o sucesso e brilho de mais uma edição deste concurso literário”.

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O presidente da autarquia Cabeceirense, Francisco Alves, que presidiu a esta sessão, saudou as vencedoras desta 11ª edição do Concurso Literário Nacional – Um Conto Infantil, salientando que a Câmara Municipal, ao promover a literatura, investe nas gerações futuras.

De referir que nesta sessão que ficou também marcada pela apresentação do livro ‘Júlio Dinis - As Pupilas do Senhor Escritor’ de Joaquim Jorge Carvalho, estiveram também presentes os vereadores Dra. Isabel Coutinho e Alfredo Magalhães, assim como o presidente da União de Freguesias de Refojos de Basto, Outeiro e Painzela, Leandro Campos, a direção do Agrupamento de Escolas de Cabeceiras de Basto, professores, outros convidados e público em geral.

Apresentação do livro ‘Júlio Dinis - As Pupilas do Senhor Escritor’

Depois de felicitar o professor Joaquim Jorge Carvalho pelo lançamento do livro. ‘Júlio Dinis - As Pupilas do Senhor Escritor’, o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves fez uma breve apresentação do currículo do autor mas também da Dra. Inês Castro Silva, que fez a apresentação da obra.

Considerando a publicação de Joaquim Jorge, uma “obra simples e cativante que nos traz uma visão moralizante e otimista para resgatar os alunos da falência de um sentido do percurso escolar”, Inês Castro Silva – licenciada em Ensino de Português e Mestre em Teoria da Literatura e Literatura Portuguesa pela Universidade do Minho –afirmou que o livro apresenta “de uma forma tão aprofundada e cientificamente fundamentada quanto clara e acessível à leitura de especialistas e não especialistas na obra de Júlio Dinis e da literatura, as inúmeras potencialidades de uma literatura um tanto esquecida na voragem contemporânea do tempo; e aponta à escola o papel que lhe cabe na abertura à pluralidade quanto à qualidade, basta termos, todos, a “amabilidade” de reivindicar e praticar essa ação transformadora. E, nesse sentido, não posso deixar de sublinhar, testemunho do professor por detrás do investigador, que dá conta de um percurso de questionamento e de participação ativa na reflexão de dentro e por dentro da escola, única dinâmica capaz de gerar a mudança”.

Agradecendo a presença de todos em especial ao presidente da Câmara Municipal pelo apoio dado à edição desta obra, Joaquim Jorge disse “acreditar na utilidade e no interesse da literatura”, confessando que o seu “primeiro grande amor literário foi Júlio Dinis”. Desafiou, por isso, toda a plateia e sobretudo o professores a “lerem mais Júlio Dinis para que este autor possa regressar à atualidade”, pois “nós precisamos de narrativas que são os motivos para termos esperança. Sem esperança não se vive”.

No final, os presentes foram brindados com um momento cultural protagonizado pelo professor Joaquim Jorge e pela professora Olívia Sofia Coutinho.

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PONTE DE LIMA PROMOVE LEITURA PARA BEBÉS

Bebéteca: projeto de promoção da leitura para bebés e crianças

No próximo dia 26 de novembro de 2016 a Biblioteca Municipal de Ponte de Lima dinamiza mais uma sessão da Bebéteca para bebés, crianças e suas famílias.

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Esta sessão contará com a animação da leitura de “A tua árvore de Natal”, que será seguida do momento musical intitulado “Pinheirinho, pinheirinho…”.

Para finalizar a ação, desenvolver-se-á um atelier de expressão artística denominado “Faz a tua árvore de Natal”.

Para mais informações e inscrições (gratuitas e limitadas) contacte-nos através do número 258900411 ou do email biblioteca@cm-pontedelima.pt .

Trata-se de um projeto que vai ao encontro do reconhecimento da importância da criação de hábitos de leitura desde a infância.

Pretende-se assim que a Bebéteca seja uma iniciativa que promova o desenvolvimento integral dos bebés e envolva as crianças no mundo lúdico, incentivando o gosto pelos livros e pela leitura.

JOSÉ RODRIGUES CONVERSA EM BARCELOS ACERCA DA SUA OBRA

Dia 17 de novembro, às 15h, no Teatro Gil Vicente

Cabral Pinto, atual diretor da da Bienal de Arte de Cerveira, estará em Barcelos no próximo dia 17 de novembro para falar sobre a vida e obra do artista recentemente falecido, José Rodrigues. As conversas decorrem no auditório do Teatro Gil Vicente, às 15h, e são abertas à comunidade em geral, mas dirigidas sobretudo aos alunos de artes do Ensino Secundário e Ensino Superior.

A iniciativa está integrada no programa de exposições dedicado ao trabalho de José Rodrigues e que estarão patentes até ao final do mês no Museu de Olaria, Teatro Gil Vicente e Sala Gótica dos Paços do Concelho.

De desenhos a esculturas, passando pelos cenários, Barcelos acolhe neste momento três exposições do escultor, um nome incontornável da história da arte portuguesa. O artista plástico, que integrava o famoso grupo d’ Os Quatro Vintes e foi fundador da Bienal de Cerveira, será recordado pela cidade neste programa de homenagem que se prolonga até ao final do mês. A entrada é gratuita e, até ao dia 20 de novembro, o Serviço Educativo do Museu de Olaria organiza visitas guiadas gratuitas às exposições, com duração de cerca de 80 minutos.

As marcações devem ser feitas através do e-mail servicoeducativo@cm-barcelos.pt.

ALBERTO S. SANTOS APRESENTOU “PARA LÁ DE BAGDAD” AOS LEITORES MONÇANENSES

Formado em direito, o escritor natural de Paço de Arcos, Penafiel, reconhece na história e na religião o lado certo da vida. Essa faceta volta a notar-se em “Para lá de Bagdad”, onde Alberto S. Santos regressa coma mesma dose de aventura, exotismo e suspense que esteve na génese e no sucesso dos seus livros anteriores.

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O escritor Alberto S. Santos, autor dos sucessos “A Escrava de Córdova”, 2008, “A Profecia de Istambul”, 2010, e “O Segredo de Compostela”, 2013, esteve na Biblioteca Municipal de Monção para apresentação da sua última publicação literária “Para lá de Bagdad”, lançado em maio deste ano com a chancela da Porto Editora.

Apaixonado pelos livros e pela investigação histórica, o novo romance de Alberto S. Santos, revela-se ao público, segundo a crítica especializada, com a mesma dose de aventura, exotismo e suspense que esteve na génese e no sucesso dos seus livros anteriores.

Desta forma, o leitor habitual do escritor natural de Paço de Arcos, Penafiel,pode contar com um enredo fascinante passado no século X e alicerçado numa linguagem fluente e dinâmica com grande dedicação e atenção aos pormenores. Dos rostos, das paisagens, dos espaços, do quotidiano.

Nas palavras do autor, a história começou a ser preparada em 2013 e nasceu de um acaso, tendo sido uma paixão à primeira vista. Esclareceu: ”Um achado arqueológico na minha terra despertou-me o interesse para o mundo islâmico, surgindo como um desafio para a construção de uma história ficcionada daquele tempo”.

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E o que espera que os leitores sintam ao ler “Para lá de Bagdad”? “Ao folhear um livro, afeiçoamo-nos às personagens e aos lugares e temos a possibilidade de sermos transportados para outro tempo. Acima de tudo, tento passar uma visão verdadeira do que aconteceu e proporcionar bons momentos de leitura. Espero que os meus leitores sintam isso”.

Formado em direito e antigo presidente da Câmara Municipal de Penafiel, onde cumpriu funções públicas durante três mandatos, Alberto S. Santos sente-se como peixe na água quando navega pela história e pela religião. Neste espaço, encontra o lado certo da vida. Que não é total porque não vive exclusivamente da venda de livros.

Ou seja, para Alberto S. Santos juntar o trabalho de advocacia com a escrita de livros é sinónimo de paixão, dedicação e tempo disponível para pesquisa e investigação. Algo que não desagrada ao escritor. Até porque, assinala, a construção da narrativa é um percurso feito em solitário. Como quem diz: “Os livros ou saem do meu suor ou não saem”.

O próximo já tem argumento. Ainda está numa fase embrionária mas a “trama” vai decorrer no início do seculo XX, relatando um facto marcante ocorrido em território nacional. Depois de Córdova, Istambul e Santiago de Compostela, Alberto S. Santos fixa-se em Portugal. Uma boa notícia. Que dará um livro fascinante em talento e criatividade.

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BARCELOS COMEMORA CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE VERGÍLIO FERREIRA

Cem anos de Vergílio Ferreira celebrados pelo Haja Ânimo. Dia 11 de novembro, às 21h30, no Teatro Gil Vicente

Os textos do último livro de Vergílio Ferreira, “Cartas a Sandra”, serão alvo de uma encenação por parte do coletivo barcelense Haja Ânimo. O recital, que juntará música e literatura, decorre no próximo dia 11 de novembro, pelas 21h30, no Teatro Gil Vicente, em Barcelos, e celebra o centenário do escritor e pensador português. A entrada é gratuita.

As cartas, aqui interpretadas por Alberto Serra, servindo como base condutora a todo o espetáculo, foram publicadas pela primeira vez em 1982 e são dedicadas à mulher de Vergílio Ferreira, à época já falecida. Uma obra que, através de Paulo (alter-ego do autor) cruza os espaços íntimos, existenciais e fantasmagóricos, numa pulsão de morte permanente.

Além desta publicação, serão também evocados outros textos do autor, nomeadamente acerca do país, da literatura e das artes. Propositadamente para este espetáculo de homenagem a Vergílio Ferreira, ao coletivo Haja Ânimo juntam-se um pianista, um guitarrista e duas cantoras.

LABORINHO LÚCIO APRESENTA LIVRO NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE BARCELOS

Terça-feira, dia 8 de novembro, às 15h

O último romance de Álvaro Laborinho Lúcio, “O Homem Que Escrevia Azulejos”, vai ser apresentado na Biblioteca Municipal de Barcelos, no próximo dia 8 de novembro, terça-feira, às 15h00, numa sessão com entrada livre.

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Este seu segundo romance, depois da sua estreia em ficção com “O Chamador” (Quetzal-2014), debate e ilumina algumas das grandes ideias do quotidiano contemporâneo, enquanto observa a falência das sociedades em que vivemos. Um romance sobre o poder, e o poder redentor da arte e do amor.

“O Homem Que Escrevia Azulejos” conta a história de dois homens (Marcel e Noberto) que atravessam, juntos, todo o tempo de uma vida. Escolheram, para viver, a ficção – e é nela que são clandestinos. A eles se juntam João Francisco e Otília, avô e neta, ambos na busca incessante do sublime, igualmente recusados pela realidade. Um homem que escrevia azulejos – que reencontrou a utopia e gostava da sátira – reparou neles e pintou-os com palavras.

Álvaro Laborinho Lúcio, mestre em Ciências Jurídico-Civilísticas pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e magistrado de carreira, é Juiz-Conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça. De janeiro de 1990 a abril de 1996, exerceu, sucessivamente, as funções de secretário de Estado da Administração Judiciária, ministro da Justiça e deputado à Assembleia da República. Entre março de 2003 e março de 2006, exerceu o cargo de ministro da República para a região Autónoma dos Açores. É membro dirigente de várias associações, entre as quais se destacam a APAV e a CRESCER-SER, de que é sócio fundador. Com artigos publicados e inúmeras palestras proferidas sobre temas ligados à justiça, ao direito, à educação, aos direitos humanos e à cidadania em geral, é autor de livros como “A Justiça e os Justos”, “Palácio da Justiça”, “Educação, Arte e Cidadania”, “O Julgamento – Uma Narrativa Crítica da Justiça” e, em co-autoria, “Levante-se o Véu”.

Agraciado pelo rei de Espanha, com a Grã-Cruz da Ordem de S. Raimundo de Peñaforte, e pelo Presidente da República Portuguesa, com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, é membro da Academia Internacional da Cultura Portuguesa, exercendo, atualmente as funções de presidente do Conselho Geral da Universidade do Minho

MUNICÍPIO DE PÓVOA DE LANHOSO HOMENAGEIA CUNHA DE LEIRADELLA

O escritor e dramaturgo Povoense, premiado internacionalmente, ex-jornalista, Cunha de Leiradella, vai ser homenageado pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, através da Biblioteca Municipal, no próximo dia 16 de novembro, data do seu 83º aniversário.

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“A iniciativa de homenagem ao nosso escritor e conterrâneo Cunha de Leiradella tem como fim elevar ainda mais o nome deste Povoense e reconhecer tudo o que deu ao município. A sua história de vida é um exemplo para todos os Povoenses e inspira-nos a lutar pelos nossos sonhos”, refere o Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues.

Esta será a segunda edição da iniciativa Outono Literário, promovida pela Biblioteca Municipal, que pretende, acima de tudo, homenagear um autor local. Em 2015, a escolha recaiu sobre a Poetisa de Arosa, Améria Fernandes.

Esta iniciativa está marcada para as 18h00, na Casa da Botica.

Cunha de Leiradella nasceu na antiga freguesia de São Paio de Brunhais em 16 de novembro de 1934. Emigrou para o Brasil em 1958 e começou a escrever no jornal “Portugal Democrático”. Em 1965, no Rio de Janeiro, juntamente com Maria Helena Khünner e Amir Haddad, fundou o TUCA-RIO (Teatro Universitário Carioca). Em 1985, em Belo Horizonte, fundou e presidiu ao Sindicato dos Escritores do Estado de Minas Gerais.

Viveu 45 anos no Brasil. Vinte e dois no Rio de Janeiro e 23 em Belo Horizonte. Em 2003, regressou à casa onde nasceu, mas continua a fazer ponte aérea entre os dois países, pois a sua esposa, filho e netos vivem no Rio de Janeiro.

Dramaturgo, romancista, contista, ensaísta, crítico literário e guionista de cinema, vídeo e televisão, escreveu 13 peças de teatro. Nove encenadas e 3 publicadas no Brasil e em Portugal, e 4 ainda inéditas. Duas, “As Pulgas” e “Brandos Costumes (no país dos)”, foram encenadas aqui na Póvoa de Lanhoso, com direção do autor.

Romancista, escreveu 10 romances, publicou 8 no Brasil, em Portugal e na Itália, e tem ainda 2 inéditos.

Contista, escreveu 2 antologias pessoais, editadas no Brasil, e tem 1 ainda inédita. Participou de 10 antologias coletivas, no Brasil e em Portugal, e publicou também contos esparsos em várias revistas e jornais, no Brasil, em Portugal, no México e na Argentina.

Ensaísta, teorizou uma nova estética teatral no ensaio “Apontamentos para um teatro de questionamento”.

Guionista, escreveu 6 guiões para filmes de longa e curta-metragem, vídeo e televisão. Destes, 2 ainda inéditos e um em fase de criação.

A sua obra literária obteve 41 prémios no Brasil, em Portugal, no México e na Argentina, 15 dos quais como vencedor.

Em 2010, os professores Sônia Maria van Dijck Lima (Brasil) e José Pereira de Oliveira (Portugal) começaram a organizar uma antologia com estudos e depoimentos sobre a sua obra, intitulada “Cunha de Leiradella - um autor sob duas bandeiras”, publicada no Brasil em 2013 com um patrocínio da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, mas já com distribuição em Portugal.

Pelo contributo para a divulgação da Póvoa de Lanhoso e da Língua Portuguesa, em 2014, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso prestou igualmente reconhecimento a Cunha de Leiradella, no Dia do Concelho (25 de Setembro).

PONTE DE LIMA ENTREGA PRÉMIO ANTÓNIO FEIJÓ

GRANDE PRÉMIO DE POESIA ANTÓNIO FEIJÓ APE/C.M. DE PONTE DE LIMA

Entrega do prémio – 4 de novembro – 15h00

Realiza-se amanhã, 4 de novembro, às 15h00, no Auditório Rio Lima, em Ponte de Lima, a entrega do Grande Prémio de Poesia António Feijó.

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Um júri constituído por Cândido Oliveira Martins, José Manuel Mendes e Rita Patrício decidiu, por unanimidade, atribuir o Grande Prémio de Poesia António Feijó APE/C.M. de Ponte de Lima ao livro "A Sombra do Mar", de Armando Silva Carvalho (Assírio & Alvim).

A acta sublinha que “… A Sombra do Mar" destaca-se pelo rigoroso domínio da arquitectura poética, considerada quer ao nível da composição de cada poema, quer na organicidade da sequência de poemas que constitui o livro.

Num diálogo constante com vozes tutelares da poesia em língua portuguesa, muito em particular Pessoa, a poesia de Armando Silva Carvalho caracteriza-se pela permanente ironia, a vigiar um lúcido e comovido olhar sobre o tempo, pessoal mas que também reconhecemos como nosso.

Poesia do quotidiano, nele Armando Silva Carvalho descobre a matéria possível para a leitura do mundo, feito de terror e alegria.

Nesta 1.ª edição do Grande Prémio de Poesia António Feijó, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Ponte de Lima e da Caixa de Crédito Agrícola, foram concorrentes as obras publicadas no ano de 2015.

O valor monetário deste Grande Prémio é, para o autor distinguido, de € 10.000,00 (dez mil euros).

PONTE DE LIMA DESTACA JOSÉ SARAMAGO

José Saramago em destaque no Cinema História de novembro promovido pela Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

José Saramago – o primeiro escritor de Língua Portuguesa a arrecadar o Nobel da Literatura – é a personalidade que se segue no Cinema História – rubrica de pendor lúdico-didático dinamizada pela Biblioteca Municipal de Ponte de Lima (BMPL).

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No mês de nascimento do autor de “Memorial do convento” - ocasião que coincide com a abertura da exposição biobibliográfica “A universalidade da escrita no Nobel da Literatura”, que naturalmente destaca a figura de Saramago – a BMPL disponibiliza o documentário “José e Pilar”, da autoria de Miguel Gonçalves Mendes que, filmado entre 2006 e 2009, mostra o quotidiano de um dos mais importantes escritores contemporâneos na sua relação com Pilar del Río, o público, a escrita e a vida.

Como tem sido habitual, a BMPL vai colocar à disposição dos utilizadores um livreto com a biografia da figura visada na edição de novembro do Cinema História, funcionando como complemento informativo do documentário que aborda um período específico da história de José Saramago.

Celebre a cultura portuguesa. Visite-nos!

ESCRITORA LÍDIA JORGE VAI A GUIMARÃES

DIA 10, ÀS 18 HORAS

Lídia Jorge em Guimarães na edição de novembro da iniciativa “Escritor no Concelho”

Nomes da literatura nacional na Biblioteca Municipal Raul Brandão. Público com papel interativo pode colocar questões à convidada.

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A conhecida escritora Lídia Jorge é a convidada do penúltimo mês do ano para estar à conversa com Pedro Vieira, na Biblioteca Municipal Raul Brandão, no próximo dia 10 de novembro (quinta-feira), às 18 horas, na edição deste mês da iniciativa “Escritor no Concelho”, inserida no âmbito das comemorações dos 150 anos do Nascimento de Raul Brandão, que a Câmara Municipal de Guimarães está a promover até 2017.

Da sua vasta obra destacam-se os romances “O Dia dos Prodígios” (1980), “O Cais das Merendas” (1982), “Notícia da Cidade Silvestre” (1984), os dois últimos distinguidos com o Prémio Cidade de Lisboa, “A Costa dos Murmúrios” (1988), e “O Jardim sem Limites” (1995), distinguido com o Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa.

“O Vale da Paixão” (1998) recebeu cinco prémios: Dom Dinis, Bordallo, Ficção do PEN Clube, Máxima de Literatura e o Prémio Jean Monet de Literatura Europeia – Escritor Europeu do Ano, tendo sido ainda finalista do International IMPAC Dublin Literary Award 2003. O seu romance “O Vento Assobiando nas Gruas” (2002) conquistou o Grande Prémio de Romance e Novela da APE e o Prémio Literário Correntes d’Escritas, e o romance “Combateremos a Sombra” o Prémio Charles Bisset (2008).

Pelo conjunto da sua obra, que se encontra traduzida em muitas línguas e países, foi vencedora do prestigiado prémio da Fundação Günter Grass, na Alemanha, ALBATROS (2006) e do Grande Prémio Sociedade Portuguesa de Autores – Millennium BCP. Em 2011, foi distinguida com o Prémio da Latinidade João Neves da Fontoura e, em 2013, a prestigiada revista francesa “Le Magazine Littéraire” incluiu Lídia Jorge entre “10 grandes vozes da literatura estrangeira”. Em 2014, recebeu o Prémio Luso-Espanhol de Arte e Cultura e, em 2015, o Prémio Urbano Tavares Rodrigues e o Prémio Vergílio Ferreira.

VIZELA PROMOVE LITERATURA INFANTIL

Sábados na biblioteca de Vizela. “A princesa e o sapo”

No âmbito da atividade Sábados na Biblioteca, a Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes promove, no próximo dia 5 de novembro, às 15.30h, a atividade  “A princesa e o sapo”.

De lembrar que a Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes está aberta todos os sábados, sendo que no primeiro sábado de cada mês realiza-se a atividade Sábados na Biblioteca (Hora do conto + oficina), das 15h30 às 17h00.

Sábados na biblioteca

Conto + origami

“A princesa e o sapo”

5 de novembro, 15h30

Era uma vez uma princesa que gostava de jogar à bola no jardim. Um dia perdeu a bola e um sapo ofereceu-se para a ajudar a encontrar. Em troca da bola a princesa teria de levar o sapo para o palácio, deixá-lo comer da sua comida e dormir na sua cama.

Contudo, mal o sapo lhe entregou a bola a princesa fugiu a sete pés.

Queres saber como acaba a história? Esperamos por ti na biblioteca. No final construímos um sapo saltitão através de origami.

Atividade gratuita para famílias.

MONÇÃO PROMOVE ENCONTRO COM O ESCRITOR ALBERTO S. SANTOS

Sexta-feira, 4 de novembro, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Monção

Esta sexta-feira, 4 de novembro, o escritor Alberto S. Santos regressa a Monção para apresentação aos leitores locais da sua mais recente publicação “Para lá de Bagdad”. O encontro realiza-se na Biblioteca Municipal de Monção, com início às 21h30.

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“Para lá de Bagdad” é um romance apaixonante e envolvente sobre um dos momentos mais intrigantes da história da idade média, onde se dá a conhecer os alicerces de uma civilização ainda hoje tão deslumbrante quanto desconhecida.

A 21 de junho de 921, Ahmad ibn Fadlan, emissário do califa, parte de Bagdad para uma arriscada missão na Bulgária do Volga, na Rússia atual. Para trás, deixa os mestres e companheiros da Casa da Sabedoria, que ergueram a época dourada do Islão.

Os perigos que encontra ao longo do caminho levam Ahmad a alterar o rumo da viagem e a dirigir-se para as terras nórdicas do sol da meia-noite. Ao longo da jornada, vive um amor proibido com Zobaida, a bela escrava do tio, que o faz repensar toda a sua existência.

Por entre climas adversos, costumes bárbaros de povos não civilizados e inesperados jogos de poder, o emissário do califa descobre um desconcertante mundo novo. Ao mesmo tempo, em Bagdad, assiste-se ao início de uma nova era: os sábios são perseguidos e os livros queimados na praça.

Um romance envolvente sobre um dos momentos mais intrigantes da História da Idade Média, que dá a conhecer os alicerces de uma civilização ainda hoje tão deslumbrante quanto desconhecida...

Alberto S. Santos é formado em direito pela Universidade Católica Portuguesa. Natural de Paço de Sousa, Penafiel, onde reside, publicou os bestsellers “A Escrava de Córdova”, em 2008, “a Profecia de Istambul”, em 2010, e “O Segredo de Compostela”, em 2013.

ALUNOS DA ESCOLA SECUNDÁRIA DE PONTE DE LIMA PARTICIPAM NA ROTA DOS ESCRITORES LIMIANOS

Dezenas de estudantes da Escola Secundária de Ponte de Lima participaram, na semana passada, na Rota dos Escritores Limianos - projeto cultural desenvolvido pelo Município de Ponte de Lima e dinamizado pela Biblioteca Municipal.

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As sessões, que pretendem dar a conhecer a vida e a obra de 14 personalidades locais notabilizadas na área das Letras, desenvolveram-se em dois momentos distintos: o primeiro decorreu no Auditório da Biblioteca para uma abordagem teórica do percurso biográfico dos autores em destaque no roteiro literário; o segundo desenrolou-se no exterior para exploração pedonal de um percurso pré-definido que contempla, além das esculturas e bustos dos homenageados, as casas e as respetivas ruas por onde passaram.

Uma caminhada de conhecimento que permitiu a alunos do 10.º ano o contacto com o legado biobibliográfico de Frei Francisco de São Luís Saraiva - personalidade em evidência por força das comemorações dos 250 anos de nascimento (1766-2016) – de António Feijó, Delfim Guimarães, António Ferreira, Conde de Aurora, Luís Dantas, António Vieira Lisboa, Lima Bezerra, Feliciano Guimarães, Teófilo Carneiro, António de Magalhães, Norton de Matos, Domingos Tarrozo e Severino Costa.

AMARENSE VERGÍLIO ALBERTO APRESENTA EM AMARES A OBRA “TODO O TRABALHO TODA A PENA”

De regresso às suas raízes, Vergílio Alberto Vieira apresentou, ontem, no Salão Nobre da Câmara Municipal uma das suas mais recentes obras, o livro “Todo o trabalho toda a pena” – uma compilação de 24 obras, com 480 poemas da sua autoria. De uma forma simples, afável e apaixonada, o escritor deixou transparecer as suas ligações naturais e afetivas ao concelho de Amares e encantou os presentes com as suas histórias de vida, que inspiraram e continuam a inspirar a criação das suas obras.

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A dar inicio a esta sessão, que foi não uma simples apresentação do livro mas um testemunho de vida e para a vida, alunos da Escola Secundária de Amares declamaram poemas do autor, uma surpresa que deixou Vergílio Alberto Vieira muito agradado.

“A poesia é desprendimento e eu estava a ouvir-vos declamar esses poemas como se não fossem meus” começou por referir Vergílio Alberto Vieira, elogiando a intervenção do grupo de jovens e da professora Ana Forte, que acarinhou esta singela e bonita homenagem ao autor. 

“A literatura não é nada sem vida” confessou o autor, deixando uma palavra aos jovens para que pensem precisamente aquilo que querem da vida e para que escolham caminhos de que os seus pais se possam “sempre orgulhar”. 

O vice-presidente da Câmara Municipal de Amares e vereador que tutela o pelouro da Cultura, Isidro Araújo, revelou que se revê em todos os poetas “porque eles conseguem dar voz a todas as coisas que muitas vezes não se consegue expressar”. “Isso é magnífico”, sublinhou, enaltecendo a qualidade do trabalho de Vergílio Alberto Vieira, que considerou “depois de Sá de Miranda, a voz mais forte na expressão da literatura amarense”.

Amares não te fez ainda a homenagem merecida, mas há-de fazer”, vincou, ainda, Isidro Araújo.

Por uma questão afetiva, Amares é o único local onde a obra vai ser apresentada, revelou o escritor. Depois da apresentação pública de ontem, Vergílio Alberto Vieira, vai passar no dia 31 de outubro, da parte da manhã, pelo Centro Escolar de Caldelas, e, da parte da tarde, pelo de Bouro, levando até aos mais novos as suas encantadoras histórias e poemas.

ESCRITOR JOSÉ CARLOS SEABRA PEREIRA RECEBE GRANDE PRÉMIO DE ENSAIO EDUARDO PRADO COELHO

José Carlos Seabra Pereira recebe amanhã Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho. A partir das 15h30, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, e o Presidente da Associação Portuguesa de Escritores (APE), José Manuel Mendes, entregam amanhã, sexta-feira, 28 de outubro, pelas 15h30, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho ao escritor José Carlos Seabra Pereira, pela obra “O Delta Literário de Macau”.

A sessão conta  ainda com as presenças do escritor e também da porta-voz do júri, Maria João Reynaud.

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PONTE DE LIMA APRESENTA NOBEL DA LITERATURA

Biblioteca Municipal de Ponte de Lima apresenta exposição sobre Nobel da Literatura

No mês que antecede a cerimónia de entrega dos Prémios Nobel, a Biblioteca Municipal de Ponte de Lima (BMPL) inaugura, a 2 de novembro, uma exposição biobibliográfica dedicada ao maior galardão internacional das Letras.

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A mostra coletiva, patente ao público na varanda interior da BMPL, destacará naturalmente José Saramago (1998) - primeiro escritor de Língua Portuguesa a receber a distinção literária –, mas biografará também a norte-americana Pearl Buck (1938) – quarta mulher a arrecadar o Nobel da Literatura – o imortal Ernest Hemingway (1954) – autor do romance bélico Por quem os sinos dobram -, o intrépido Alexandre Soljenitsin (1970) – escritor russo que ousou denunciar o horror dos campos de concentração soviéticos – a ativista sul-africana Nadine Gordimer (1991) – que narrou ao mundo as atrocidades do regime segregacionista do Apartheid – e, finalmente, Bob Dylan - o controverso premiado de 2016 que se dedica a um campo de atividade exterior ao literário, condição que constitui para muitos um fator de exclusão.

A exposição, que congrega um total de 14 painéis, teve como base de sustentação um conjunto de laureados cujo legado ultrapassa a notoriedade literária e atravessa a esfera social, cívica, ideológica e filantrópica.

Além das telas biográficas, os visitantes poderão apreciar uma seleção de obras do Nobel e recolher um folheto informativo que congrega a vida e obra dos escritores homenageados. 

Visite a exposição de 2 de novembro de 2016 a 28 de fevereiro de 2017. Esperamos por si.

FAMALICÃO PREMEIA ESCRITOR JOSÉ CARLOS SEABRA

José Carlos Seabra Pereira recebe esta sexta-feira Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho. Cerimónia decorre a partir das 15h30, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco

O escritor José Carlos Seabra Pereira recebe esta sexta-feira, 28 de outubro, em Famalicão, o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho. “O Delta Literário de Macau”, sobre a literatura portuguesa em Macau e a presença de Macau na literatura portuguesa, é a obra que valeu ao autor o galardão atribuído pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a Associação Portuguesa de Escritores (APE).

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A cerimónia de entrega do prémio decorrerá a partir das 15h30, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, será presidida pelo Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, e contará com a presença do Presidente da Associação Portuguesa de Escritores, José Manuel Mendes, da porta-voz do júri, Maria João Reynaud e do premiado.

José Carlos Seabra Pereira é professor associado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, da Igreja Católica. Nascido no Luso, no concelho da Mealhada, há 67 anos, José Seabra Pereira investiga e leciona nas áreas de Literatura Portuguesa Moderna, Estudos Camonianos, Estudos Pessoanos e Teoria Literária, tendo regido cadeiras de Língua Portuguesa, Técnicas de Expressão e Comunicação, bem como Temas de Civilização, Cultura e Artes.

Além de coordenador científico do Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos, é membro do Conselho Geral da Universidade de Coimbra, curador da Casa da Escrita, na mesma cidade, e ainda consultor e supervisor de vários projetos de investigação de Centros da Fundação da Ciência e Tecnologia e diretor da revista Estudos.

O prémio, que vai na sua sétima edição, tem o valor pecuniário de 7500 euros, é atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio integral da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e refere-se a livros publicados em 2015. O júri foi constituído por António Apolinário Lourenço, Artur Anselmo e Maria João Reynaud e “deliberou por maioria”, de acordo com a APE.

O Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho distinguiu anteriormente Vítor Aguiar e Silva, Manuel Gusmão, João Barrento, Rosa Maria Martelo, José Gil e Manuel Frias Martins.

Recorde-se que o ensaísta Eduardo Prado Coelho, falecido em 2007, doou ao município de Vila Nova de Famalicão o seu espólio bibliográfico de 12 500 títulos, atualmente disponível para consulta na Sala Eduardo Prado Coelho da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco.

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GUIMARÃES EVOCA RAUL BRANDÃO

FESTIVAL HÚMUS: Exposição “Contra-culturas” na Biblioteca Raul Brandão até final de outubro

Duas dezenas de ilustrações retratam diferentes perspetivas culturais na última década. Iniciativa enquadra-se na comemoração dos 150 anos do nascimento do escritor Raul Brandão.

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A Biblioteca Municipal Raul Brandão, em Guimarães, recebe a exposição “Contra-culturas”, por Pedro Vieira, até ao dia 31 de outubro, podendo ser visitada durante o seu horário de funcionamento. A mostra, que se realiza no âmbito do Festival Húmus, uma das iniciativas que assinala a comemoração dos 150 anos do nascimento do dramaturgo Raul Brandão, é composta por 20 ilustrações.

Do referendo na Grécia à liberdade de pensamento em Angola, passando pelo terror em Bruxelas, pelo irrequieto e nuclear Ahmadinejad, pela fraude na Volta à França e pelos 40 anos do maio de 68, a exposição Contra-culturas fixa instantes da última década das relações internacionais.

Licenciado em Publicidade e Marketing pela Escola Superior de Comunicação Social, Pedro Vieira é ilustrador residente da revista LER e trabalhou no Canal Q das Produções Fictícias como criativo, tendo sido um dos responsáveis pelo programa “Ah, a Literatura!”. Apresentou o programa diário “Inferno”, passou pelo grupo Almedina, pela Bulhosa Livreiros e pelo Centro Cultural Olga Cadaval, enquanto livreiro. Fez formação adicional na área da Ilustração, que exerce em regime freelancer, em cursos promovidos pela Ar.Co e pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Trabalha com regularidade no meio editorial e fez trabalhos de ilustração para a Booktailors, Quetzal Editores, Guerra & Paz, Almedina ou Sextante Editora. Estreou-se na ficção com “Última Paragem: Massamá”, com o qual venceu o prémio P.E.N. Clube Português para Primeira Obra 2012, distinção atribuída à melhor obra publicada na modalidade de Ensaio. Bloguista indefetível, é o criador do “irmãolúcia”. Em 2012, foi publicado “Éramos Felizes e Não Sabíamos” (Quetzal Editores), uma compilação de crónicas, enquanto em 2015 saiu o segundo romance, “O Que não Pode Ser Salvo”. Os direitos dos seus livros já foram vendidos para o Brasil e para Itália.

CAMILO CASTELO BRANCO JÁ É TRADUZIDO PARA MIRANDÊS

Camilo Castelo Branco na Assembleia da República com “L Sbarrulho Dun Anjo”

Encontros Camilianos de S. Miguel de Seide encerraram esta terça-feira, com lançamento de “A Queda dum Anjo” em mirandês

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Uma das obras-primas de Camilo Castelo Branco, “A Queda dum Anjo”, acaba de se juntar aos clássicos “Os Lusíadas”, de Luís de Camões, e à “Mensagem”, de Fernando Pessoa, no rol de livros com tradução em língua mirandesa.

“L Sbarrulho Dun Anjo” foi apresentado esta terça-feira, na biblioteca da Assembleia da República, perante ilustres convidados como o poeta e cronista, Pedro Mexia, o escritor Francisco José Viegas, e Edite Estrela, Presidente da Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto da Assembleia da República. Entre as mais de cem pessoas que assistiram ao lançamento do livro, estavam vários deputados da Assembleia, com destaque para os famalicenses Jorge Paulo Oliveira e Maria Augusta Santos.

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O lançamento da obra “L Sbarrulho Dun Anjo” marcou o encerramento dos 3.os  Encontros Camilianos de S. Miguel de Seide, promovidos pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a Casa de Camilo, e que este ano tiveram como mote os 150 anos da publicação de “A Queda dum Anjo”.

Considerada a mais atual e moderna obra de Camilo Castelo Branco, “A Queda dum Anjo” descreve de maneira caricatural a vida social e política portuguesa, através de uma parábola humorística na qual o protagonista, Calisto Elói, um fidalgo austero e conservador natural de Miranda do Douro, Trás-os-Montes, encarna de maneira satírica o povo português. Ao ser eleito deputado, Calisto vai para Lisboa, onde se deixa corromper pelo luxo e pelo prazer que imperam na capital.

“Foi uma grande homenagem da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e da Casa de Camilo ao romancista e à sua obra”, referiu o diretor da Casa de Camilo, José Manuel Oliveira. Visivelmente satisfeito e orgulhoso com a “homenagem”, o responsável lembrou que estes Encontros “iniciaram em Famalicão, nos dias 7 e 8. No passado fim-de-semana visitamos Miranda do Douro porque Calisto Elói era natural de Caçarelhos no termo de Miranda e viemos agora à Assembleia da República porque o herói deste romance exerceu aqui as funções de deputado”.

“A Câmara de Famalicão e a Casa de Camilo acabam por cumprir assim com dedicação, muito profissionalismo e também com muita emoção, uma das mais extraordinárias obras de Camilo Castelo Branco”, acrescentou José Manuel Oliveira.

Por sua vez, Alfredo Cameirão, que fez a tradução da obra e falou em mirandês durante a sessão, considerou que “Camilo Castelo Branco tinha uma dívida de 150 anos para com a língua mirandesa”, pois sendo Calisto Elói natural de Miranda, a obra original deveria ter sido escrita em mirandês. “Finalmente a dívida foi paga e com juros”, afirmou, salientando que “é muito importante para a língua mirandesa ter um clássico com esta dimensão traduzido”, além disso, “esta obra representa mais um passo à frente na afirmação da língua mirandesa”.

Refira-se que a ideia de traduzir “A Queda dum Anjo”, surgiu há já alguns anos por Amadeu Ferreira autor e tradutor de uma vasta obra em português e em mirandês, aquando de uma visita à Casa de Camilo. O autor entretanto falecido foi recordado na Assembleia da República.

A língua mirandesa é um idioma pertencente ao grupo asturo-leonês (ocidental), com estatuto de segunda língua oficial em Portugal, reconhecida oficialmente em 1999 e assim protegida.

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FAMALICENSES DEBATEM CENSURA À OBRA DO ESCRITOR AQUILINO RIBEIRO

Museu Bernardino Machado debate a censura ao romance de Aquilino Ribeiro “Quando os Lobos Uivam”

O romance "Quando os Lobos Uivam" que foi publicado em 1958, por Aquilino Ribeiro e lhe valeu um mandato de captura e a apreensão de todos os exemplares pelo regime salazarista, dá o mote para mais uma conferência do ciclo “A Censura na Ditadura Militar e no Estado Novo”, que vai decorrer esta sexta-feira, pelas 21h30, no Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão.

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O livro que retrata a saga dos beirões em defesa dos terrenos baldios durante a ditadura, nos finais dos anos 40 e início dos anos 50, é o exemplo de uma obra literária que foi censurada pelo Estado Novo. Caberá a José Seabra Pereira recuperar este episódio da nossa história e lançar o debate sobre o tema.

Nascido no Luso, concelho da Mealhada, em 1949, José Seabra Pereira é Professor Associado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo desempenhado, entre outros, os cargos de Presidente da Comissão Científica do Grupo de Estudos Românicos, Diretor do Instituto de Língua e Literatura Portuguesas e Membro da Comissão Coordenadora do Conselho Científico da FLUC.

Refira-se que o Museu Bernardino Machado é, durante este ano de 2016, o destino obrigatório para quem se dedica ao estudo e investigação do tema da censura em Portugal.

A programação do Museu Bernardino Machado tem sido quase inteiramente dedicada ao tema da censura em Portugal no período entre 1910 e 1974. É por isso um ano excecional em termos de debates, conferências e exposições subordinadas à temática da censura e uma oportunidade única para estudantes e académicos explorarem de forma transversal e abrangente este assunto.

O Museu Bernardino Machado, localizado num palacete do século XIX, no centro da cidade, é um equipamento cultural do município famalicense que se tem afirmado por um trabalho de qualidade, que é reconhecido nos meios académicos e que faz desta casa um centro de investigação histórica de referência nacional.

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Os "150 anos da entrada de Bernardino Machado na Universidade de Coimbra" em exposição

O Município de Vila Nova de Famalicão, através do Museu Bernardino Machado, comemora os 150 anos da entrada de Bernardino Machado na Universidade de Coimbra com a apresentação da exposição "150 anos da entrada de Bernardino Machado na Universidade de Coimbra" e do respetivo catálogo. A mostra abre portas ao público este sábado, dia 15 de outubro, pelas 15h00.

Realizada em oito painéis, a exposição encontra-se organizada da seguinte forma: I - O Ingresso na Universidade (1866); II - Os Amigos; III - A Formatura; IV - O Professor; V - Criação da Cadeira de Antropologia; VI - A Socialização do Ensino, com referência à Academia de Estudos Livres e ao Instituto de Coimbra; VII - Orações de Sapiência, com destaque para a “Universidade e a Nação” (1904) e, finalmente, VIII - A Greve Académica. Com documentação única e original do arquivo do Museu, por exemplo, o diploma de doutoramento ou da correspondência à volta do texto “A Universidade e a Nação”, caso de Afonso Costa, Teófilo Braga, Adolfo Coelho ou de Guerra Junqueiro, a exposição “Bernardino Machado na Universidade de Coimbra – 150 Anos” reflete igualmente as preocupações pedagógicas de Bernardino Machado, nomeadamente com o ensino de adultos e o ensino profissional, evidenciados com recortes de imprensa do arquivo do Museu.

Se uma das preocupações de Bernardino Machado foram as reformas estruturais curriculares da Universidade, com a criação da disciplina de Antropologia, preocupou-se igualmente com a autonomia da própria Universidade, com a elegibilidade do Reitor, com a abolição do juramento e do foro académicos, ao lado de uma teorização e prática pedagógica reformista. Tal atividade reformista terá o seu corolário com a Greve Académica em 1907, ano em que terá uma Homenagem Nacional.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “o papel de Bernardino Machado como político e estadista, mas também como pensador e pedagogo foi de uma enorme importância e abrangência. O seu pensamento continua a influir os dias de hoje, mantendo-se atual e pertinente, sendo muitas vezes citado”, refere, acrescentando que“recordar os 150 anos da entrada de Bernardino Machado para a Universidade de Coimbra, é uma excelente oportunidade para redescobrimos a sua faceta de cientista e pedagogo”.

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ESCRITOR PEDRO MEXIA CONVERSA COM OS VIMARANENSES

ESTA QUINTA-FEIRA, 13 DE OUTUBRO (18H)

Pedro Mexia em Guimarães na edição de outubro da iniciativa “Escritor no Concelho”

Húmus – Festival Literário de Guimarães promove diálogos com doze nomes da literatura nacional. Público tem um papel interativo, podendo colocar questões ao convidado.

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O cronista e crítico literário Pedro Mexia vai estar à conversa com Tito Couto, na Biblioteca Municipal Raul Brandão, esta quinta-feira, dia 13, às 18 horas, na edição de outubro da iniciativa “Escritor no Concelho”, inserida nas comemorações dos 150 anos do Nascimento de Raul Brandão, que a Câmara Municipal de Guimarães está a promover até 2017.

Licenciado em Direito pela Universidade Católica, colabora regularmente no semanário “Expresso”, tendo passado anteriormente pelos jornais “Diário de Notícias” e “Público”. É um dos membros do programa “Governo Sombra” (TSF / TVI24) e foi subdiretor e diretor interino da Cinemateca Portuguesa.

Pedro Mexia escreveu para teatro e televisão, encenou, adaptou e publicou peças de teatro como Agora a Sério (2010) ou No Campo (2016). Traduziu Robert Bresson, Tom Stoppard, Martin Crimp e Hugo Williams. Organizou uma coletânea de ensaios de Agustina Bessa-Luís e, com José Tolentino Mendonça, a antologia Verbo: Deus como Interrogação na Poesia Portuguesa (2014).

Publicou seis volumes de crónicas e quatro de diários, sendo os títulos mais recentes Cinemateca (2013), Lei Seca (2014) e Biblioteca (2015). Editou sete livros de poemas, o último dos quais Uma Vez que Tudo se Perdeu (2015) e, em Menos por Menos (2011), escolheu poemas dos seus seis livros anteriores. No Brasil, publicou o livro de crónicas Queria Mais É que Chovesse (2015) e a coletânea de poemas escolhidos Contratempo (2016). Coordena a coleção de poesia das Edições Tinta-da-china.

ESCRITORA PAULA RUIVO LANÇA EM PONTE DE LIMA LIVRO SOBRE BULLYING

A escritora Paula Ruivo apresenta a sua última obra literária – “Não quero ser o que sinto…” - no próximo sábado, 15 de outubro, pelas 15h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

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Habituada a um registo mais infantil em anteriores narrativas, a autora explora agora o universo juvenil abordando a complexidade do bullying em contexto escolar e fornecendo ferramentas de prevenção, de consciencialização comportamental e de reação concertada.

Uma obra atual, de pertinência temática, que ajuda a identificar os sinais de alerta e a procurar a ajuda necessária para as vítimas de agressões físicas e/ou morais continuadas, geralmente incapazes de ripostar e de reagir por força de circunstâncias diversas.

Um livro que se recomenda não apenas a jovens, pais, professores e educadores, mas à sociedade em geral.

Depois do lançamento de “Não quero ser o que sinto…”, Paula Ruivo apresentará a sua mais recente obra nas Bibliotecas Escolares de Ponte de Lima, nos dias 17, 18, 19 e 20 de outubro, em sessões duplas agendadas para as 09h30 e para as 14h30.

Paula Ruivo nasce em 1977 na freguesia de Vitorino das Donas, concelho de Ponte de Lima. Com sete anos vai viver para Lisboa, residindo atualmente na Venda do Pinheiro. É coordenadora e gestora de um espaço dedicado a terapias complementares, nomeadamente o Reiki.

Dedica-se à literatura infantil, tendo já publicado “A ervilha que queria ir à escola”, “A ervilha que queria ir ao zoo”, “A ervilha que queria ir de férias” e “Hiroki: o livro mágico”.

ESCRITORA TERESA VEIGA RECEBE PRÉMIO DE CONTO CAMILO CASTELO BRANCOEM AMBIENTE CAMILIANO

Cerimónia de entrega da 24.ª edição do prémio decorreu durante a realização dos Encontros Camilianos em Seide S. Miguel

“Um perfeito domínio da arte do pouco que é o conto” valeu a Teresa Veiga a vitória na 24.ª edição do Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco pelo livro “Gente Melancolicamente Louca”, que foi entregue sábado, 8 de outubro,  à autora pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, e pelo presidente da Associação Portuguesa de Escritores, José Manuel Mendes, no Centro de Estudos Camilianos, em Seide S. Miguel.

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A cerimónia decorreu durante a realização da 3.ª edição dos Encontros Camilianos e consagrou pela terceira vez a autora, depois de “História da Bela Fria” (1992) e de "Uma aventura secreta do marquês de Bradomín" (2008).

Isabel Cristina Mateus, porta voz do júri, justificou a unanimidade da escolha “pela elegância despojada da sua escrita e pela mestria da autora na arte da narrativa, revelando um notável domínio do tempo, espaço e ritmo narrativos, incorporando várias leituras e sintetizando-as fulgurantemente na sua voz.”

Parca em palavras, a autora, de quem pouco se sabe para além do pseudónimo literário, mostrou-se reconhecida pelo prémio porque, disse, “vai fazer com que mais pessoas leiam o livro” .

Editado pela Tinta da China em 2015, “Gente Melancolicamente Louca” transporta-nos para um universo psicológico intenso onde o que parece quase nunca é, e onde os desvios contra-intuitivos do enredo desconcertam sistematicamente o leitor. Com uma escrita encantatória, acompanhamos o fluxo de consciência das personagens, cujas vidas se desdobram em episódios cada vez mais inusitados.

Instituído em 1991, ao abrigo de um protocolo entre a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a Associação Portuguesa de Escritores, o Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco destina-se a galardoar, anualmente, uma obra em língua portuguesa de um autor português ou de um país africano de expressão portuguesa, com um prémio de 7 500 euros.

O galardão distinguiu já escritores como Hélia Correia, Mário de Carvalho, Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho, Miguel Miranda, Luísa Costa Gomes, José Jorge Letria e José Eduardo Agualusa. José Viale Moutinho, António Mega Ferreira, Teolinda Gersão, Urbano Tavares Rodrigues, Manuel Jorge Marmelo, Paulo Kellerman, Gonçalo M. Tavares, Ondjaki, Afonso Cruz, A.M. Pires Cabral e Eduardo Palaio foram também distinguidos com o prémio..

ARMANDO SILVA CARVALHO VENCE 1.ª EDIÇÃO DO GRANDE PRÉMIO DE POESIA ANTÓNIO FEIJÓ APE/C.M. DE PONTE DE LIMA

Um júri constituído por Cândido Oliveira Martins, José Manuel Mendes e Rita Patrício decidiu, por unanimidade, atribuir o Grande Prémio de Poesia António Feijó APE/C.M. de Ponte de Lima ao livro " A Sombra do Mar ", de Armando Silva Carvalho (Assírio & Alvim).

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A acta sublinha que “… A Sombra do Mar" destaca-se pelo rigoroso domínio da arquitectura poética, considerada quer ao nível da composição de cada poema, quer na organicidade da sequência de poemas que constitui o livro.

Num diálogo constante com vozes tutelares da poesia em língua portuguesa, muito em particular Pessoa, a poesia de Armando Silva Carvalho caracteriza-se pela permanente ironia, a vigiar um lúcido e comovido olhar sobre o tempo, pessoal mas que também reconhecemos como nosso.

Poesia do quotidiano, nele Armando Silva Carvalho descobre a matéria possível para a leitura do mundo, feito de terror e alegria.

Nesta 1.ª edição do Grande Prémio de Poesia António Feijó, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores com o patrocínio da Câmara Municipal de Ponte de Lima e da Caixa Agrícola, foram concorrentes as obras publicadas no ano de 2015.

O valor monetário deste Grande Prémio é, para o autor distinguido, de € 10.000,00 (dez mil euros).

A cerimónia de entrega do prémio será oportunamente divulgada.

FAMALICÃO REALIZA ENCONTROS CAMILIANOS

Encontros Camilianos prosseguem no próximo fim-de-semana em Caçarelhos e Miranda do Douro. Evento termina dia 18, em Lisboa, com o lançamento de “A Queda dum Anjo” em Mirandês

Miguel de Seide foi nos últimos dias o ponto de encontro de cerca de duas centenas de “camilianos” nacionais e internacionais, que mais do que debater e refletir sobre o universo de Camilo Castelo Branco partilharam os cenários do escritor, provaram os sabores da época e vivenciaram o ambiente. Foram assim os primeiros dias da 3.ª edição dos Encontros Camilianos de São Miguel de Seide, que arrancaram na sexta-feira e prosseguem no próximo fim-de-semana em Caçarelhos e Miranda do Douro terminando no dia 18, em Lisboa, com a apresentação da obra “A Queda dum Anjo”, em mirandês, na Biblioteca da Assembleia da República. O romance está a comemorar 150 anos e tem sido o mote destes Encontros.

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Dos vários eventos que decorreram no fim-de-semana, destaque para o lançamento do segundo volume das Obras de Camilo Castelo Branco, que junta “Coração, Cabeça e Estomago” e “Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado”, numa publicação da editora Glaciar.

Prefaciado por Pedro Mexia, a publicação tem fixação de texto de Sérgio Guimarães de Sousa e João Paulo Braga. Na capa, reproduz-se Camilo pela mão do mestre Júlio Pomar.

Refira-se que até 2025, ano em que se celebrará o bicentenário do nascimento de Camilo, a Glaciar propõe-se publicar a totalidade das suas obras. Em volumes que se querem irrepreensíveis a todos os níveis – de fixação de texto, grafismo ou acabamento editorial – com um prefácio de uma personalidade de reconhecido mérito.

Para além das livrarias, também será possível adquirir as Obras de Camilo Castelo Branco, na Casa de Camilo, em S. Miguel de Seide ou através da Livraria Municipal.

Para o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, a autarquia e a Casa de Camilo “estão cada vez mais empenhadas em promover Camilo e o Património Camiliano, seja através do lançamento das obras, na criação de uma rota turístico-cultural camiliana, ou no desenvolvimento de projetos que valorizam a memória do escritor”.

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FAMALICÃO REALIZA ENCONTROS CAMILIANOS DE S. MIGUEL DE SEIDE

Paulo Cunha abre 3.ª edição do Encontros Camilianos de S. Miguel de Seide. Evento arranca amanhã, sexta-feira, 7 de outubro, pelas 14h30, no Centro de Estudos Camilianos

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, convida os órgãos de comunicação social para a sessão de abertura da terceira edição dos Encontros Camilianos de S. Miguel de Seide, que vai realizar-se amanhã, sexta-feira, 7 de outubro, pelas 14h30, no Centro de Estudos Camilianos.

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O evento vai decorrer durante os dias 7, 8, 15 e 18 de outubro, em Vila Nova de Famalicão, em Caçarelhos, Vimioso, Miranda do Douro e Lisboa. Cento e cinquenta anos depois do lançamento da primeira edição de “A Queda dum Anjo” de Camilo Castelo Branco, a obra dá o mote para mais uma edição dos Encontros Camilianos.

A obra foi traduzida em língua mirandesa, por Alfredo Cameirão, e vai ser apresentada na Biblioteca da Assembleia da República. É esta a grande homenagem da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e da Casa de Camilo a “Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda, morgado da Agra de Freimas, nascido em 1815, na aldeia de Caçarelhos, termo de Miranda”, o herói deste romance satírico de Camilo.

Considerada a mais atual e moderna obra de Camilo Castelo Branco, “A Queda dum Anjo” descreve de maneira caricatural a vida social e política portuguesa, através de uma parábola humorística na qual o protagonista, Calisto, um fidalgo austero e conservador, encarna de maneira satírica o povo português. Ao ser eleito deputado, Calisto vai para Lisboa, onde se deixa corromper pelo luxo e pelo prazer que imperam na capital.

“Do vasto e diversificado programa destaque ainda para a entrega do Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco à escritora Teresa Veiga (sábado, dia 8, pelas 16h45) e para a apresentação das obras “As Aventuras de Basílio Fernandes Enxertado e Coração, Cabeça e Estômago”, da editora Glaciar, por João Paulo Braga, Jorge Reis Sá e Sérgio Guimarães de Sousa.

A abertura dos encontros ficará também marcada pela apresentação do carimbo do dia dos CTT, evocativo dos 150 anos da primeira edição de “A Queda de um Anjo”.

Ao todo, a iniciativa conta com quatro painéis e cerca de dez temas a debate. No dia 15 de outubro, será realizada uma visita a Caçarelhos e Miranda do Douro, cenários do romance camiliano, onde será apresentada a obra em mirandês. No dia 18, os participantes dos Encontros Camilianos serão convidados para uma visita a Lisboa, onde para além de um roteiro camiliano, se realizará uma mesa redonda com Francisco José Viegas e Pedro Mexia sob o tema “A atualidade d’A Queda dum Anjo, de Camilo Castelo Branco”. Depois de uma visita ao Palácio de Belém, a versão da obra em mirandês será apresentada na Biblioteca da Assembleia da República.

Uma peça de teatro, uma exposição e uma feira do livro camiliano encerram o programa.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha “esta 3.ª edição dos Encontros Camilianos apresentam um programa bastante atrativo e ambicioso, perseguindo o objetivo de promover o debate e a reflexão interdisciplinar em torno das temáticas camilianas, contribuindo, assim, para a melhor divulgação da vida e da obra de Camilo Castelo Branco e para sedimentar a sua política de intervenção cultural e científica a favor da Língua e da Cultura portuguesas.”

De referir ainda que parte científica do programa conta com a participação de especialistas nacionais e estrangeiros na temática camiliana, que se debruçarão sobre a obra do romancista, e particularmente sobre A Queda dum Anjo, numa variedade de perspetivas por ela suscitada.

FAMALICÃO APOSTA EM CAMILO CASTELO BRANCO COMO PRODUTO TURÍSTICO DE SUCESSO

Autarquia famalicense está a preparar um projeto de valorização do património do escritor em conjunto com diversas entidades

Certo dia, um turista japonês viajou até S. Miguel de Seide para visitar a Casa-Museu Camilo Castelo Branco, depois de ter assistido ao filme de Manoel de Oliveira, “O Dia do Desespero” – que descreve os últimos anos da vida do escritor – num ciclo de cinema em Tóquio. O japonês ficou de tal forma apaixonado pelo cenário do filme que quis visitar o espaço onde Camilo Castelo Branco viveu e onde cometeu suicídio a 1 de junho de 1890.

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O episódio foi recordado, esta quinta-feira, pelo diretor da Casa de Camilo, José Manuel Oliveira que explicou “a diversidade de caminhos que nos levam até Camilo Castelo Branco. Na vida e na morte Camilo está em todo o lado”afirmou o responsável durante o debate “O Património Camiliano: Que requisitos para uma rota turística?”, que reuniu em S. Miguel de Seide uma vasto conjunto de convidados das áreas da cultura e do turismo e claro, com ligação ao escritor romântico.

A iniciativa enquadrou-se na intenção da autarquia famalicense liderar, em colaboração com os membros da Associação das Terras Camilianas e com representantes de outros municípios e entidades da região norte que estejam direta ou indiretamente relacionados com a vida e a obra do romancista, um projeto de valorização do património camiliano como produto de interesse turístico-cultural.

Moderado pelo consultor Carlos Martins da Opium, o debate contou com as presenças do Diretor Regional da Cultura do Norte, António Ponte, do representante da Turismo do Porto e Norte de Portugal, Alexandre Guedes, da representante da direção da promoção cultural da comunidade de Madrid, Carmen Jiménez Sanz, do jornalista do “Público”, José Augusto Moreira, e de José Manuel Oliveira.

Foram mais de duas horas de conversa intensa, partilhada e repleta de substância aquela a que se assistiu no auditório camiliano, e mais horas teriam sido, caso as barrigas não começasse a ressentir-se pela hora tardia e o moderador não tivesse colocado um ponto final nas intervenções. É que para além dos oradores convidados, na plateia estavam, entre outros, os responsáveis pela Livraria Lello, no Porto, pela Biblioteca Pública do Porto, pela Venerável Irmandade da Lapa (Camilo Castelo Branco está sepultado no cemitério da Lapa); pelo Centro Português de Fotografia (antiga cadeia da Relação, onde Camilo esteve preso), pela Fundação Cupertino de Miranda, etc. que também entraram no debate.

O objetivo não era simples: procurava-se suscitar a reflexão e a discussão sobre os aspetos de sucesso a atender na estruturação e desenvolvimento de uma rota turística e cultural em torno Camilo Castelo Branco, e avaliar as potencialidades da valorização da biografia, da bibliografia e do património arquitetónico camilianos como recursos de interesse turístico.

Apesar disso, a diversidade do painel de convidados permitiu chegar a alguns pontos de convergência, sendo de destacar que há ainda um longo caminho a percorrer até se conseguir transformar os recursos turísticos de Camilo Castelo Branco em produto turístico.

“Camilo deixou-nos os recursos e a matéria-prima necessária, saibamos agora potenciá-lo e valorizá-lo”, salientou o diretor da Casa de Camilo, explicando que existem três camadas a explorar: “a sua vida; a sua obra; e os factos da época, as romarias, a gastronomia, a música, etc…”. Além disso, existe um conjunto de locais e personalidades que interagiram e continuam a interagir com Camilo e de que é exemplo Manoel de Oliveira, Siza Vieira, a Cadeia da Relação entre outros.

É nesta riqueza e nesta imensidão camiliana que é preciso encontrar “a porta de entrada para a criação de uma rota camiliana”, como defendeu o jornalista do Público, que disse sentir-se “completamente esmagado pela riqueza da vida e obra camiliana”. José Augusto Moreira que falou na perspetiva não só de jornalista, mas também de turista salientou que “é preciso simplificar Camilo, é preciso ter a capacidade de pegar em pequenas histórias e orientar os turistas”, porque hoje em dia, “mais do que uma atividade de lazer, o turismo é um estilo de vida”.

Por sua vez, António Ponte aproveitou para referir algum do trabalho já desenvolvido em prol da projeção turística dos escritores do Norte de Portugal, nomeadamente através dos roteiros “Viajar com…” e do projeto “Escritores a Norte”.

Alexandre Guedes falou das assimetrias turísticas entre o Porto e o interior norte do país, salientando a necessidade de fomentar o investimento privado no apoio ao turismo. O responsável da Turismo do Porto e Norte de Portugal foi ainda mais longe e afirmou que para tornar um território atrativo é necessário que “toda a região se organize em torno desse produto turístico”.

Por fim, Carmen Jiménez Sanz trouxe a experiência de Espanha, mais concretamente da região de Madrid, afirmando que “sem boas redes de comunicação, transportes e sem alojamentos de qualidade não há turismo”.

Completamente conquistada pela Casa-Museu de Camilo, a responsável disse que “é um espaço único, que transmite uma história humana, com uma carga emocional muito importante”. “O trabalho intelectual está feito, agora é preciso perceber como se vende turisticamente este património cultural?”.

Refira-se que a Casa-Museu de Camilo é a casa de escritor mais visitada em Portugal, destacando-se ainda pelo vasto conjunto de atividades pedagógicas proporcionadas aos visitantes. Camilo Castelo Branco publicou mais de 200 obras literárias e os seus livros estão traduzidos em 16 línguas.

DOM QUIXOTE DE LA MANCHA VISITA BARCELOS

Sábado, dia 8 de outubro, na Biblioteca Municipal de Barcelos

A Biblioteca Municipal de Barcelos recebe uma exposição sobre “Dom Quixote”, no próximo sábado, dia 8, pelas 16h00.

O acervo pertence a Paulo Sá Machado, ensaísta, escritor, investigador e conferencista, assessor cultural da Junta de Freguesia de Rates – Póvoa de Varzim, desde 2014, e da Embaixada da República Popular da China, desde 2008.

A exposição apresenta, para além de algumas edições de Dom Quixote em português, e em castelhano, seis bustos e dez gravuras, todo o material dedicado a Dom Quixote e Sancho Pança.

Trata-se de uma recolha de material que tem vindo a juntar ao longo dos anos, e que sai mais uma vez da sua biblioteca.

Presente na exposição vai estar ainda um enorme livro, com a dimensão de 41,8x31 cm, em dois volumes, de “D. Quixote de la Mancha”, com ilustrações de Gustavo Doré e prefácio de M. Pinheiro Chagas, publicado em 1876, no Porto, pela Imprensa da Companhia Literária e que faz parte do espólio da Biblioteca Municipal de Barcelos. A tradução é dos Viscondes de Castilho e de Azevedo. Estes exemplares, de grande raridade, têm gravado o nº 1.

A exposição poderá ser visitada até 31 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 18h00 e, aos sábados, das 9h30 às 12h30.

“Dom Quixote” é a obra prima da Literatura Espanhola, escrita por Miguel de Cervantes Saavedra, sendo considerada o primeiro romance moderno.

Cervantes nasceu em Alcalá de Henares a 29 de setembro de 1547 e faleceu em Madrid a 22 de abril de 1616, comemoram-se, no presente ano, quatrocentos anos.

Como curiosidade refira-se que Cervantes viveu dois anos em Lisboa, de 1581 a 1583. Aqui escreveu “Para festas Milão, para amores Lusitânia”.

A sua obra Dom Quixote foi publicada em duas partes a primeira em 1605 e a segunda em 1615, pelo que se assinalaram os 400 anos, no ano passado.

FAMALICÃO APOSTA NA VALORIZAÇÃO DO PATRIMÓNIO CAMILIANO COM OS OLHOS POSTOS NO TURISMO

Debate realiza-se esta quinta-feira, 6 de outubro, pelas 10h00, em S. Miguel de Seide

O Diretor Regional da Cultura do Norte, António Ponte, o Presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal, Melchior Moreira, a representante da direção da promoção cultural da comunidade de Madrid, Carmen Jiménez Sanz, o jornalista do “Público”, José Augusto Moreira, e o diretor da Casa de Camilo, José Manuel Oliveira, vão reunir-se na próxima quinta-feira, em S. Miguel de Seide, para refletir sobre os requisitos que são necessários para fazer do património camiliano uma rota turística, num debate moderado por Carlos Martins da consultora Opium.

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A iniciativa enquadra-se na intenção da autarquia famalicense liderar, em colaboração com os membros da Associação das Terras Camilianas e com representantes de outros municípios e entidades da região norte que estejam direta ou indiretamente relacionados com a vida e a obra do romancista, um projeto de valorização do património camiliano como produto de interesse turístico-cultural.

Nesta fase prévia do projeto, procurar-se-á suscitar a reflexão e o debate sobre os aspetos de sucesso a atender na estruturação e desenvolvimento de uma rota turística e cultural em torno do escritor, e avaliar as potencialidades da valorização da biografia, da bibliografia e do património arquitetónico camilianos como recursos de interesse turístico.

Esta mesa redonda decorre pelas 10h00 no auditório do Centro de Estudos Camilianos e terá como tema “O Património Camiliano: Que requisitos para uma rota turística?”. A entrada é livre.

A organização é da Câmara Municipal de Famalicão, através da Casa de Camilo e do Gabinete de Assuntos Comunitários da autarquia.

ESCRITOR GONÇALO CADILHE ESTEVE EM MONÇÃO E DEU VOLTA AO MUNDO EM DUAS HORAS E MEIA

O escritor/viajante Gonçalo Cadilhe esteve em Monção para um encontro com os seus leitores na Biblioteca Municipal de Monção. Falou dos projetos passados, dos desafios futuros e das peripécias vividas nas viagens. No final, todos saíram felizes e com o “Planisfério Pessoal” mais preenchido.

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Júlio Verne escreveu em 1873 “A volta ao mundo em 80 dias”, romance de aventuras que inspirou milhares de viajantes. Na sexta-feira à noite, na Biblioteca Municipal de Monção, o escritor Gonçalo Cadilhe proporcionou ao público presente a mesma viagem em apenas duas horas e meia. 

Com a experiência de dez livros de viagens publicados e três documentários filmados, o escritor viajante natural da Figueira da Foz, que arrancou as primeiras viagens escritas na revista “Grande Reportagem”, abordou um pouco dos seus projetos passados e revelou alguns dos desafios que abraçou para os próximos tempos.

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Com carinho, nostalgia e simpatia, falou da exposição “Um dia na terra”, projeto que percorreu várias cidades portuguesas no ano passado e que reúne um conjunto de registos fotográficos feitos, segundo ele, no momento certo e no local adequado com a luz precisa.

As fotografias, visualizadas em tamanho grande com ajuda do projetor, mostram a disparidade da natureza humana e a beleza natural de lugares tão distintos como os Himalaias, Índia, Tânzania e Afeganistão. O objetivo central, sintetizou, assentou na procura de lugares pouco comuns e na transmissão do sentido humano de cada viagem. 

Quanto aos desafios futuros, Gonçalo Cadilhe referiu-se à publicação “Nos passos de Santo António”, cujo enfoque é colocado nas viagens do “doutor da igreja”, falecido em 1231, em Pádua, e canonizado pela Igreja Católica alguns anos mais tarde. O livro será lançado antes do Natal e, em 2017, será produzido um documentário para a RTP.  

Neste encontro com o público monçanense, Gonçalo Cadilhe trouxe à memória algumas das peripécias ocorridas durante as suas viagens. Umas relacionadas com as dificuldades de envio dos seus trabalhos para as redações. Outras decorrentes de situações do quotidiano.

Por exemplo, o taxista, estilo Rambo, que venerava Alá, o padre com uma igreja sumptuosa para apenas sete paroquianos, o chefe de estação que adorava ser subornado, ou a idosa tailandesa em voto de silêncio que, quando podia, disparava palavras em todas as direções.

Relatos do dia-a-dia que completam a ideia de viagem defendida por Gonçalo Cadilhe. Como disse, as viagens tem de ser sentidas com aquilo que vemos mas também com aquilo que vivenciamos. Por isso, acrescentou, provocar situações e fazer acontecer coisas são parte integrante do roteiro de qualquer viagem.

A expedição pelo mundo estava do agrado de todos mas não podia acabar sem um conselho importante do autor. Qual o melhor país para se visitar? Gonçalo Cadilhe apontou três: Africa do Sul, México e Itália. E traçou um conjunto de virtualidades destes territórios que se podem resumir no slogan “Todo o mundo num país”.

Ficou a sugestão. Que pode ser seguida apenas por alguns. E uma noite bastante rica com um interlocutor fluente na palavra e nos gestos. Esta sim ao alcance de qualquer pessoa. Sem encargos financeiros, apenas emotivos. Compareceram cerca de trinta. Saíram felizes e com o “Planisfério Pessoal” mais preenchido.

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BIBLIOTECA DE VIZELA APRESENTA "CHIBOS SABICHÕES" DE OLALLA GONZÁLEZ

Sábados na biblioteca

“Chibos sabichões”, de Olalla González

No âmbito da atividade Sábados na Biblioteca, a Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes promove, no próximo dia 1 de outubro, às 15.30h, a atividade  “Chibos sabichões”, de Olalla González.

De lembrar que a Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes está aberta todos os sábados, sendo que no primeiro sábado de cada mês realiza-se a atividade Sábados na Biblioteca (Hora do conto + oficina), das 15h30 às 17h00.

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Sábados na biblioteca

Conto

“Chibos sabichões”, de Olalla González

1 de outubro, 15h30

Esta é a história de 3 chibos que queriam comer uma erva muito verde que crescia do outro lado do rio. Mas para lá chegar tinham de atravessar uma ponte debaixo da qual vivia um ogre terrível, que não deixava ninguém passar. Queres saber como acaba? Esperamos por ti na biblioteca.

Atividade gratuita para famílias.

Galeria Sábados na biblioteca:

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AGOSTINHO FERNANDES APRESENTA EM FAMALICÃO AS “AVENTURAS DE DOM QUIXOTE DE LA MANCHA E DE SANCHO PANÇA”

Livro infantil é lançado no próximo sábado, 17 de setembro, pelas 16h00, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco

 “Aventuras Dom Quixote de la Mancha e de Sancho Pança de Miguel Cervantes” é o título do novo livro do famalicense Agostinho Fernandes. A obra lançada pela Chiado Editora, no âmbito da coleção Literatura Infantil, é apresentada pelo autor no próximo sábado, 17 de setembro, a partir das 16h00, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão.

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De acordo com Agostinho Fernandes, o livro de tradução e adaptação surge nos 400 anos da morte de Cervantes e tem como objetivo despertar nos mais jovens o gosto pela leitura. “Não é fácil ler o original na tua idade. É como ler Os Lusíadas. Também não é fácil. Comigo foi igual mas tenho tempo agora para ler o original e facilitar-te o trabalho (…) e o conhecimento de um dos mais belos e marcantes livros da história da cultura europeia e da humanidade”, afirma o autor no prefácio da obra dirigindo-se ao público mais jovem. E acrescenta: “Vais ver que vais gostar… até poderes dispor de tempo bastante para o reler mais tarde e ruminares como eu.”

Esta é a sexta obra publicada de Agostinho Fernandes que em 2013, lançou também o livro infantil “Olha o rio Ave”, destinado ás crianças da região do Ave. A primeira obra publicada foi em 2012 “Moçambicana – memória contra a guerra colonial (1964/68), seguiu-se “Sete joanenses ilustres”, também em 2012 e “No caminho da (im)perfeição”, em 2013. Em 2014, publicou “No rasto de 52 estrelas maiores”.

Agostinho Peixoto Fernandes nasceu em Joane, em 1942. Após a instrução primária, ingressou na austera Ordem do Carmo, em Viana do Castelo, tendo terminado a licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Como professor do ensino Secundário ocupou, a partir de 1974, vários cargos de gestão em estabelecimentos de ensino. Entre 1980 e 1982 foi vereador da Cultura, pelo Partido Socialista, na Câmara Municipal de Famalicão, sendo Presidente Antero Martins do PSD. Em 1983 foi eleito presidente da Câmara de Famalicão, cargo que ocupou até 2001.

Foi um dos fundadores da Associação de Municípios do Vale do Ave. É sócio de inúmeras associações cívicas, culturais e de solidariedade social e foi mandatário concelhio de Mário Soares e Jorge Sampaio (1º mandato) nas suas campanhas à Presidência da República.

CABECEIRAS DE BASTO REALIZA PASSEIO LITERÁRIO

‘O Lourenço de Braga’ trouxe largas centenas ao Passeio Literário

Largas centenas de pessoas participaram no sábado à noite, 27 de agosto, no Passeio Literário organizado pela Câmara Municipal, através do Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e da Biblioteca Municipal Dr. António Teixeira de Carvalho, que levou os participantes por um percurso que teve início na Praça José Salreta (Quinchoso) e que terminou no Souto Longal, sempre guiados pelos atores do Centro de Teatro.

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Uma noite cultural diferente cheia de encontros, vivências e recordações, cheia de emoções e muitos risos à mistura.

Dinamizado pelo quarto ano consecutivo, o Passeio Literário destacou em 2016 a obra ‘O Lourenço de Braga’ de José Salreta, um projeto que tem como objetivo dar a conhecer autores locais e revitalizar espaços fora do comum.

O passeio literário contou com a participação especial dos Amigos da Concertina ‘Águias de Painzela’.

Ao evento associaram-se o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, e o vereador Alfredo Magalhães.

Com esta iniciativa, pretendeu-se criar um itinerário literário através das peripécias, pensamentos e sentimentos de algumas das personagens d’ ‘O Lourenço de Braga’, aproximando a comunidade à obra literária, ou seja, ao património material e imaterial de Cabeceiras de Basto. Uma aposta na cultura, na literatura e no turismo local.

O dramaturgo e encenador José Salreta viveu em Cabeceiras de Basto e dá nome à praceta em frente ao Quinchoso. Nascido em Lisboa trabalhou numa companhia de teatro itinerante que veio a Cabeceiras de Basto no início do século XX. Apaixonou-se por uma cabeceirense de Abadim e decidiu ficar. Dinamizou o teatro no concelho com diversas encenações, foi fundador do Jornal de Cabeceiras e aqui constituiu família.

José Salreta nasceu a 23 de fevereiro de 1873, em Lisboa, e morreu a 13 de janeiro de 1954.

A obra

Trata-se de uma comédia de costumes que envolve uma grande confusão com os ‘Lourenços’, nome que na altura era vulgar entre os homens de Braga. Com tantos enganos, só há um rapaz capaz de ajudar a solucionar tamanha confusão: um outro Lourenço, mais conhecido como o Lourenço de Braga.

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ESCRITORA FAFENSE MICAELA GREGÓRIO PUBLICA “PALAVRAS GUARDADAS”

Chama-se Micaela Gregório, é natural de Fafe e é uma jovem e promissora escritora. Acaba de publicar o livro “Palavras Guardadas” cuja cerimónia de lançamento teve lugar no passado dia 20 de Agosto, pelas 21:30 na Biblioteca Municipal de Fafe.

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A sessão contou com a presença de um representante da Chiado Editora e do professor José Augusto Gonçalves, na qualidade de orador convidado. Trata-se de uma obra de ficção, inserida na coleção “Viagens na Ficção” que aquela editora vem publicando.

Há sempre palavras que ficam por dizer. Numa relação difícil, ainda pior.

Esta é a minha versão da história. A vida injusta vista pelos olhos de uma criança que cresceu sem o carinho de um pai. A vida de uma inocente que cresceu no meio de guerras e discussões e ficou manchada pelos erros que não cometeu.

“Palavras Guardadas” é um livro em que fluem todas as palavras que fui incapaz de dizer diretamente, por medo, por vergonha e por não conseguir enfrentar a pessoa que, durante toda a minha infância, fez da minha casa um inferno.

Aqui deixo os desabafos do meu coração, a minha angústia guardada e todos os meus gritos silenciosos.

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CABECEIRAS DE BASTO EVOCA JOSÉ SALRETA

Município de Cabeciras de Basto promove Passeio Literário dedicado à obra ‘O Lourenço de Braga’ de José Salreta

A Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, através da Biblioteca Municipal Dr. António Teixeira de Carvalho e do Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, dinamiza pelo quarto ano consecutivo, o Passeio Literário dedicado à obra ‘O Lourenço de Braga’ de José Salreta. A iniciativa realiza-se no próximo sábado, dia 27 de agosto, a partir das 22 horas, na Praça José Salreta, no Quinchoso.

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Com esta iniciativa, pretende-se criar um itinerário literário através das peripécias, pensamentos e sentimentos de algumas das personagens d’ ‘O Lourenço de Braga’ levando as pessoas por um passeio que terá início na Praça José Salreta e que terminará no Souto Longal, guiados pelos atores do Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto. A ação pode resumir-se como uma política de “pôr em contacto”, aproximando a comunidade à obra literária, ou seja, ao património material e imaterial de Cabeceiras de Basto. Esta parceria é uma aposta na cultura, na literatura e no turismo local.

O dramaturgo e encenador José Salreta viveu em Cabeceiras de Basto e dá nome à praceta em frente ao Quinchoso. Nascido em Lisboa trabalhou numa companhia de teatro itinerante que veio a Cabeceiras de Basto no início do século XX. Apaixonou-se por uma cabeceirense de Abadim e decidiu ficar. Dinamizou o teatro no concelho com diversas encenações, foi fundador do Jornal de Cabeceiras e aqui constituiu família.

José Salreta nasceu a 23 de fevereiro de 1873, em Lisboa, e morreu a 13 de janeiro de 1954.

A obra

Trata-se de uma comédia de costumes que envolve uma grande confusão com os ‘Lourenços’, nome que na altura era vulgar entre os homens de Braga. Um pasteleiro chamado Bonifácio conhecido pelas famosas frigideiras de Braga recebe a notícia de que o seu irmão Lourenço que foi para o Brasil quando pequeno, voltou e está prestes a chegar. Entretanto chega à aldeia um Lourenço, mas que vem de Leiria, e que todos confundem com o irmão de Bonifácio. Quando chega o verdadeiro irmão, todos pensam que é um vigarista. Com tantos enganos, só há um rapaz capaz de ajudar a solucionar tamanha confusão: um outro Lourenço, mais conhecido como o Lourenço de Braga.

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TERESA VEIGA VENCE PELA TERCEIRA VEZ GRANDE PRÉMIO DE CONTO CAMILO CASTELO BRANCO

Escritora vence a 24.ª edição do prémio com a obra “Gente Melancolicamente Louca”

É caso para dizer que não há duas sem três. Depois de ter conquistado em 1992 e em 2008 o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, a escritora Teresa Veiga repete agora o feito ao vencer, por unanimidade, a 24.ª edição do prémio com o livro “Gente Melancolicamente Louca”, editado pela Tinta da China.  

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“Pela elegância despojada da sua escrita, Teresa Veiga revela um notável domínio do tempo, espaço e ritmo narrativos, incorporando várias leituras e sintetizando-as fulgurantemente na sua voz. É com mestria que a autora trata o género, de forma a envolver o leitor nas diferentes atmosferas narrativas que constrói”, justificou assim o júri do galardão instituído pela Câmara Municipal de Famalicão e a Associação Portuguesa de Escritores.

Depois de “História da Bela Fria” (1992) e de "Uma aventura secreta do marquês de Bradomín" (2008), o nome de Teresa Veiga entra assim mais uma vez para a já extensa lista de vencedores do prémio.

Depois de um interregno de sete anos sem publicar, Teresa Veiga regressou à escrita em 2015 com o lançamento de “Gente Melancolicamente Louca”, um livro que “transporta-nos para um universo psicológico intenso onde o que parece quase nunca é, e onde os desvios contra-intuitivos do enredo desconcertam sistematicamente o leitor”, pode ler-se na sinopse da obra.

Teresa Veiga é o pseudónimo de uma escritora nascida em Lisboa, em 1945. Licenciou-se em Direito, na Universidade de Lisboa, em 1968, especializou-se e exerceu, entre 1975 e 1983, o cargo de conservadora do registo civil nos arredores da capital, decidiu estudar Filologia Românica, curso que concluiu em 1981, tendo sido professora de Português e Francês no Ensino Secundário, durante vários anos. “Jacobo e Outras Histórias” (1980), “O Último Amante” (1990), “História da Bela Fria” (1992), “A Paz Doméstica” (1999), “As Enganadas” (2003) e “Uma Aventura Secreta do Marquês de Bradomín” (2008) são algumas das obras publicadas pela autora.

Instituído em 1991, refira-se que o Grande Prémio do Conto destina-se a premiar uma obra em língua portuguesa de um autor português ou de um país africano de expressão portuguesa, com um prémio de 7.500 euros. Distinguiu já escritores como Hélia Correia, Mário de Carvalho, Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa, Maria Judite de Carvalho, Miguel Miranda, Luísa Costa Gomes, José Jorge Letria e José Eduardo Agualusa. José Viale Moutinho, António Mega Ferreira, Teolinda Gersão, Urbano Tavares Rodrigues, Manuel Jorge Marmelo, Paulo Kellerman, Gonçalo M. Tavares, Ondjaki, Afonso Cruz, A.M. Pires Cabral e Eduardo Palaio foram também galardoados com o prémio.

GUIMARÃES LEVA LITERATURA ÀS PASSADEIRAS DE PEÕES

PROJETO “GUIMARÃES PASSO A PASSO” JÁ NO TERRENO

Passagens para peões em Guimarães com frases de escritores nos 150 anos do nascimento de Raul Brandão

Iniciativa “Guimarães passo a passo” regista nas passadeiras palavras de autores literários. Primeira dedicada a Raul Brandão foi simbolicamente gravada pela Vereadora do Município, Adelina Paula Pinto.

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«E ainda o que nos vale são as palavras, para termos a que nos agarrar», declaração extraída do livro “Húmus”, do escritor Raul Brandão, foi a frase inscrita pela Vereadora do Município de Guimarães, Adelina Paula Pinto, esta quarta-feira, 22 de junho, junto à central de camionagem, na primeira passadeira de peões que integra a iniciativa “Guimarães Passo a Passo”, no âmbito do programa de comemorações do 150º aniversário da data de nascimento de Raul Brandão, que a Câmara Municipal está a promover até 2017, ano em que é assinalada a efeméride.

Numa primeira fase, serão gravadas frases da autoria de uma dezena de escritores portugueses em passagens de peões no centro da cidade de Guimarães. Além do dramaturgo que viveu na freguesia de Nespereira entre 1896 e 1930, as passadeiras de Guimarães exibem hoje palavras de Eça de Queirós, Antero de Quental, Almeida Garrett, Júlio Dinis, Alexandre Herculano, Ramalho Ortigão, Fialho de Almeida e Teixeira de Pascoaes.

A iniciativa contemplou a gravação de quatro passadeiras nas proximidades da central de camionagem, designadamente, na Avenida Conde de Margaride, Avenida de Londres e Alameda Dr. Mariano Felgueiras, em frente à superfície comercial ali existente. As restantes cinco foram pintadas logo de seguida, também na entrada da cidade, no percurso estabelecido entre a Avenida Conde Margaride, Rua S. Gonçalo e a Escola Secundária Francisco de Holanda.

«Levamos Raul Brandão e a literatura para a rua, fomentamos leitura e conhecimento no espaço público e nos sítios mais improváveis», considerou Adelina Paula Pinto, informando ao mesmo tempo que, ao longo do ano, novas passadeiras serão gravadas com frases de vários escritores, convidando o público, de uma forma original, a ler e a conhecer frases emblemáticas de diferentes autores, com especial enfoque para Raul Brandão.

frases nas passadeiras de peões

Raul Brandão

«E ainda o que nos vale são as palavras, para termos a que nos agarrar» (Húmus)

«Porque é que toda a gente reclama dos outros aquilo de que eles são incapazes?» (Memórias)

Ramalho Ortigão

«O modo mais eficaz de seres útil à tua pátria é educares o teu filho.» (As Farpas)

Eça de Queirós

«É o coração que faz o carácter.» (citações e pensamentos de Eça de Queirós)

Antero de Quental

«O Homem é um Deus que se ignora» (Prosas da Época de Coimbra)

Almeida Garrett

«Imaginar é sonhar, dorme e repousa a vida no entretanto» (dicionário de citações, âncora editora)

Júlio Dinis

«O amor é um som que reclama um eco.» (dicionário de citações, âncora editora)

Alexandre Herculano

«O desejo mede os obstáculos; a vontade vence-os.» (dicionário de citações, âncora editora)

Fialho de Almeida

«A liberdade só é dom precioso quando estejam os povos feitos para ela» (dicionário de citações, âncora editora)

Teixeira de Pascoaes

«Existir não é pensar: é ser lembrado.» (citador)

“60 POEMAS” - NOVO LIVRO DE ARTUR FERREIRA COIMBRA A LANÇAR EM FAFE ESTA QUINTA-FEIRA

Tem o título de 60 POEMAS o novo livro do escritor e investigador Artur Ferreira Coimbra, o qual vai ser apresentado na Sala Manoel de Oliveira, em Fafe, no próximo dia 16 de Junho (quinta-feira), pelas 21h30.

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A obra será apresentada por César Freitas, professor e diretor da Escola Superior de Educação de Fafe e autor do prefácio, registando-se ainda a intervenção do poeta Carlos Afonso, professor da Escola Secundária de Fafe, que subscreve o posfácio.

A anteceder, atua o Coro de Pais e Amigos da Academia de Música José Atalaya, sob a direcção do maestro Tiago Ferreira.

60 POEMAS, que inclui ainda uma dezena de fotografias de Manuel Meira, e tem capa elaborada a partir de uma pintura da artista fafense Dulce Barata Feyo, é uma edição da Labirinto com a qual o autor quis associar aos 60 anos de existência, que evocou em Maio, uma obra poética inédita.

Escreve César Freitas, a abrir o prefácio:

Sessenta poemas de temática «íntima, singular e pessoal» que expressam os sentimentos, as inquietações e os desejos do poeta no decurso de dois anos e que, em simultâneo, celebram seis décadas do homem. Uma escrita de si com raízes nas memórias mais fundas e doces, se não vividas, por certo inteiras no sentimento poético. Um «resumo de toda uma vida» de emoções e de valores, dos sonhos pueris, dos encantos da natureza, das alegrias, dos amores, mas também das perdas, das saudades e da angústia pela fragilidade do outro. Uma voz poética original porque se veste das palavras claras que desnudam a alma humana, que dizem de si, dos outros e do mundo: amor, terra, água, vento, fogo, primavera, melros, ninhos, semente, verão, outono, sol, laranjeiras, flor, cristal, mãos, olhar, perfume, pai, mãe, filhos, mulher…

São poemas de afirmação de uma singularidade de pensamento e de fazer poético...

Estão nas páginas da obra poemas escritos nos dois últimos anos, a seguir à antologia As Palavras nas Dunas do Tempo (2014).

Artur Coimbra publicou o seu primeiro livro de poesia, O Prisma do Poeta, em 1978, seguindo-se Máquina de Liberdade (1988), Cais do Olhar (1995) e 25 Anos de Palavras (2003).

Publicou, em prosa, mais de duas dezenas de obras na área da investigação histórica sobre Fafe, a sua memória, as suas gentes, instituições, freguesias e património, a que se acrescenta meia dúzia de obras em co-autoria.

Este ano já havia publicado a monografia de Armil (Fafe), com o título Sancti Martini de Armir -História de Terra e Gente com História, de parceria com Paulo Moreira.

Prefaciou inúmeras obras e colaborou em coletâneas de poesia e prosa.

Recebeu diversos prémios jornalísticos pelo seu trabalho literário e foi galardoado com as mais altas condecorações do município (Medalha de Ouro de Mérito Concelhio) e da Junta de Freguesia de Fafe (Medalha de Ouro), ambas em 2003.

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BIBLIOTECA MUNICIPAL DE MONÇÃO APRESENTA “CURIOSIDADES DO VATICANO”

Da autoria de Luís Miguel Rocha, falecido em Fevereiro do ano passado, publicação será apresentada por Porfírio Silva, escritor e admirador da obra de Luís Miguel Rocha, Rute Marinho, jornalista da Radio Nova, e Nuno Rocha, irmão do autor, cujas obras estão traduzidas em mais de 30 países.

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Na próxima sexta-feira, 3 de junho, a Biblioteca Municipal de Monção prossegue o ciclo de encontros com escritores. Neste dia, com início às 21h30, será apresentada a obra literária “Curiosidades do Vaticano”, da autoria de Luís Miguel Rocha.

Luís Miguel Rocha nasceu no Porto em 1976 e faleceu em Viana do Castelo em 2015. A título póstumo, em fevereiro deste ano, foi publicado o seu livro “Curiosidades do Vaticano”. Antes de se dedicar em exclusivo à escrita, trabalhou como técnico de imagem, tradutor, editor e guionista.

A apresentação aos leitores monçanenses está a cargo de Porfírio Silva, escritor e admirador da obra de Luís Miguel Rocha, Rute Marinho, Jornalista da Radio Nova, e Nuno Rocha, irmão do autor, cujas obras estão traduzidas em mais de 30 países.

Além de Curiosidades do Vaticano, Luís Miguel Rocha editou Um País EncantadoO Último PapaBala SantaA VirgemA Mentira Sagrada A Filha do Papa. Refira-se que O Último Papamarcou presença no top do The New York Times e vendeu meio milhão de exemplares em todo o mundo.

VIZELA PROMOVE LITERATURA INFANTIL

Sábados na biblioteca. ‘A Casa da Mosca Fosca’, de Eva Mejuto

No âmbito da atividade Sábados na Biblioteca, a Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes promove, no próximo dia 4 de junho, às 15.30h, a atividade ‘A Casa da Mosca Fosca’, de Eva Mejuto.

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De lembrar que a Biblioteca Municipal Fundação Jorge Antunes está aberta todos os sábados, sendo que no primeiro sábado de cada mês realiza-se a atividade Sábados na Biblioteca (Hora do conto + oficina), das 15h30 às 17h00.

Sábados na biblioteca

Conto + oficina de máscaras

‘A Casa da Mosca Fosca’, de Eva Mejuto

4 de junho, 15h30

Era uma vez a mosca fosca que vivia num bosque distante. Farta de zunir, de dar voltas sem parar, decidiu fazer uma casa para morar... Fez uma torta de amoras, cujo cheirinho atraiu sete estranhos animais. Não havia lugar para nem mais um, porém...

Vem fazer a festa com a mosca e no final vamos construir umas máscaras muito especiais.

Atividade gratuita para famílias.

Galeria Sábados na biblioteca:
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ESCRITOR GONÇALO M. TAVARES CONVERSA COM OS FAMALICENSES

Gonçalo M. Tavares no próximo “Um Livro, Um Filme”

O escritor português Gonçalo M. Tavares é o convidado da sessão deste mês da iniciativa “Um Livro, Um Filme”, que decorre já nesta sexta-feira, dia 27 de maio, pelas 21h30, no Centro de Estudos Camilianos, em Seide S. Miguel, em Vila Nova de Famalicão.

Gonçalo M. Tavares

Para exibir e comentar, o escritor escolheu a comédia francesa “O Meu Tio”, realizado pelo cineasta francês Jacques Tati, em 1958.

Nascido em 1970, os livros de Gonçalo M. Tavares deram origem, em diferentes países, a peças de teatro, peças radiofónicas, curtas-metragens e objetos de artes plásticas, vídeos de arte, ópera, performances, projectos de arquitetura e teses académicas.

Em Portugal recebeu vários prémios, entre os quais, o Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004, com o romance - "Jerusalém", o Grande Prémio de Conto "Camilo Castelo Branco" com "água, cão, cavalo, cabeça" 2007, o Prémio Branquinho da Fonseca/Fundação Calouste Gulbenkain com a obra "O Senhor Valéry" e ainda o Prémio Revelação APE com "Investigações. Novalis".

Recorde-se que a iniciativa “Um Livro, Um Filme” decorre desde 2006 e conta todos os meses com a presença de uma figura da cultura e das artes para apresentar um filme, preferencialmente baseado numa obra literária. A iniciativa é de entrada livre.

PONTE DE LIMA PROMOVE APRESENTAÇÃO DE OBRA SOBRE AS MULHERES NO JORNALISMO

Obra sobre mulheres no jornalismo enche Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

Cerca de 50 alunos da Escola Secundária de Ponte de Lima deslocaram-se, esta manhã, ao Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima para assistirem à apresentação da obra As primeiras mulheres repórteres: Portugal nos anos 60 e 70, da autoria da jornalista e investigadora Isabel Ventura.

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Durante a sessão, a escritora fez uma contextualização espaço temporal do livro - que decorre da sua tese de Mestrado em Estudos sobre as Mulheres - e destacou alguns dos principais constrangimentos inerentes ao exercício do jornalismo no feminino durante as duas últimas décadas do Estado Novo.

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Através do recurso a imagens e a dados estatísticos, os estudantes foram convidados a analisar as diferenças entre as primeiras páginas dos jornais de agora e os frontispícios das publicações da época salazarista; a analisar a ingerência da censura na liberdade criativa dos autores; a refletir sobre as desigualdades de género existentes no acesso a determinadas profissões; a perceber a estrutura masculinizada das redações no período da ditadura; a compreender os entraves colocados às mulheres na obtenção de uma formação académica superior; a ponderar sobre os efeitos da secundarização da mulher na sociedade, entre outros aspetos reveladores da evolução operada no tecido social português no pós-25 de abril.

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Um exercício informativo e de reflexão que permitiu aos estudantes a perceção de que os direitos, liberdades e garantias atualmente consagrados, resultaram do esforço corajoso e resiliente de homens e mulheres que se bateram por uma realidade mais justa e equitativa.

Esta ação é a última integrada no âmbito da exposição “8 mulheres, 8 autoras” que encerra ao público no próximo dia 31 de maio.

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FAMALICÃO PROMOVE CONCURSO ABERTO PARA GRANDE PRÉMIO DE ENSAIO EDUARDO PRADO COELHO

Obras devem ser enviadas para a APE até sexta-feira, 20 de maio

Está aberto o concurso para o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho, instituído pela Associação Portuguesa de Escritores e patrocinado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. O prémio destina-se a galardoar anualmente uma obra de ensaio literário, em português e de autor português, publicada em livro, em primeira edição, no ano anterior ao da sua entrega. Assim, os concorrentes com livros publicados em 2015, devem enviar cinco exemplares, até sexta-feira, 20 de maio para a Associação Portuguesa de Escritores, sita na Rua de São Domingos à Lapa, 17, 1200-832 Lisboa.

Manuel Frias venceu a edição de 2014

De acordo com o regulamento, o valor monetário do Grande Prémio é de 7.500 euros. Refira-se que o Prémio já consagrou vários autores e obras, sendo que em 2009, o vencedor foi Vítor Aguiar e Silva com a obra "Jorge de Sena e Camões - Trinta Anos de Amor e Melancolia". Em 2010 Manuel Gusmão, com “Tatuagem Palimpsesto - da poesia em alguns poetas e poemas”. Em 2011, João Barrento com "O Mundo está cheio de Deuses - Crise e Crítica do Contemporâneo". Em 2012, Rosa Maria Martelo e “O Cinema da Poesia”. Em 2013, José Gil com “Cansaço, Tédio, Desassossego”, e em 2014, Manuel Frias Martins com "A espiritualidade clandestina de José Saramago".

Os objetivos do prémio são por um lado contribuir para perpetuar o nome de Eduardo Prado Coelho, recordando a sua importância no debate de ideias o seu papel na promoção da cultura e o seu exemplo de cidadania, e por outro incentivar a criação de trabalhos na área do ensaio literário, mobilizando os meios académicos e literários do País.

O regulamento pode ser consultado no portal oficial da Biblioteca Municipal em http://www.bibliotecacamilocastelobranco.org/

NÚCLEO DE ARTES E LETRAS DE FAFE PROMOVE ENCONTROS LITERÁRIOS EM 20 E 21 DE MAIO

O Núcleo de Artes e Letras de Fafe vai levar a efeito, em 20 e 21 de Maio próximo, uma iniciativa designada ENCONTROS LITERÁRIOS DE FAFE 2016sob o lema “A Literatura e as Artes”.

Colaboram na iniciativa o Município de Fafe, a Escola Superior de Educação de Fafe e o Agrupamento de Escolas de Fafe.

O evento arranca na tarde de sexta-feira com uma acção junto de alunos da Escola Secundária de Fafe e que consiste na leitura de textos, debate sobre o tema do colóquio e breve apresentação de obras literárias.

À noite, tem lugar a apresentação da obra “Amar com Palavras”, de Maria Stingl, na Biblioteca Municipal.

É também na Biblioteca que têm lugar os painéis da manhã de sábado, 21 de Maio, a partir das 10h00 e que juntam professores e especialistas na literatura e na sua relação com as outras artes.

O primeiro painel integra as comunicações "Diálogos entre a pintura e a literatura: a descrição da écfrase", peloProfessor Cândido Oliveira Martins e "A 'Marquesa de la Solana' em Francisco de Goya e em Fernando Echevarría", pelo Professor João Amadeu Carvalho, ambos docentes da Universidade Católica Portuguesa.

O debate é moderado pelo Professor César Freitas (Escola Superior de Educação de Fafe).

O segundo painel integra as comunicações “A Imagem Ausente em Matéria de Rosa Maria Martelo”, pelo Professor Pedro Eiras , da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e "Pela(s) arte(s) se escreve que existimos", pelo escritor Vergílio Alberto Vieira.

O debate é moderado por Carlos Afonso, docente de literatura da Escola Secundária de Fafe e dirigente do Núcleo de Artes e Letras de Fafe.

O evento, com a duração de três horas e que poderá ser creditado para os profissionais que o queiram, tem como destinatários os educadores de infância, professores de todos os níveis de ensino, escritores e homens de letras e outros interessados.

GONÇALO M. TAVARES FALA DOS SEUS LIVROS EM BARCELOS

Encontros realizam-se no Auditório da Biblioteca Municipal, terça-feira, dia 17 de Maio

A Câmara Municipal de Barcelos, através da Biblioteca Municipal, promove dois encontros com o escritor Gonçalo M. Tavares na próxima terça-feira, dia 17 de maio, no Auditório da Biblioteca para falar dos seus livros, partilhar histórias, pontos de vista e impressões sobre os seus livros.

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O escritor irá realizar duas sessões durante o dia, dividindo as sessões para alunos do ensino secundário de Barcelos pelas 15h00, e pelas 21h30, uma sessão aberta ao público em geral.

Gonçalo M. Tavares publica desde 2001 livros em diferentes géneros literários e está a ser traduzido em mais de 50 países. Recebeu vários prémios em Portugal e no estrangeiro. “Uma Viagem à Índia” recebeu, entre outros, o Grande Prémio de Romance e Novela APE 2011. “Com Aprender a rezar na Era da Técnica” recebeu o Prix du Meuilleur Livre Étranger 2010 (França), prémio atribuído, anteriormente, a Robert Musil, Orhan Pamuk, John Updike, Philip Roth, Gabriel García Márquez, Salman Rushdie, Elias Canetti, entre outros.

É ainda detentor de muitos prémios internacionais e foi várias vezes finalista do Prix Médicis e Prix Femina.

Os seus livros deram origem, em diferentes países, a peças de teatro, peças radiofónicas, curtas-metragens e objetos de artes plásticas, vídeos de arte, ópera, performances, projetos de arquitetura, teses académicas, etc.

Considerado o melhor da sua geração, Gonçalo M. Tavares nasceu, em Luanda, em 1970. Formou-se em Educação Física e Desporto. É professor de Epistemologia na Faculdade de Motricidade Humana, em Lisboa.

ESCRITORA ANA GIL CAMPOS APRESENTA EM BRAGA O SEU NOVO ROMANCE “QUANDO RUIU A PONTE SOBRE O TAMISA”

Escritora bracarense, Ana Gil Campos, irá lançar o seu novo romance QUANDO RUIU A PONTE SOBRE O TAMISA, pela Editorial Novembro, no dia 20 de Maio, às 18h30, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, Braga.

QUANDO RUIU A PONTE SOBRE O TAMISA de Ana Gil campos, Editorial Novembro.

Uma misteriosa mulher encontrada inconsciente numa rua de Bombaim. O dia a dia de uma família real indiana. Uma inquietante viagem por Goa. A luxuosa vida de uma princesa indiana em Londres. Um amigo inusitado (e conhecido por todos) com quem a princesa tem as mais íntimas confissões. As certezas de um casamento seguro e tranquilo abaladas por uma paixão inesperada que a princesa não sabe explicar nem controlar. Reencontros, dúvidas, angústias e revelações na vila de Sintra.

Numa escrita marcada pela fantasia, paixão, beleza e exotismo, a autora aborda temas como a globalização, as disparidades entre a pobreza e a riqueza, o nosso papel na sociedade, o amor e a paixão.

«E aqui auguro, junto à folha branca que antecede a contracapa, a permanência no talento e na dignidade tocante dos teus andamentos de escritora.» José Manuel Mendes

Ana Gil Campos, autora do romance “A segunda pele da acácia mimosa”, escreveu para o Expresso de 2009 a 2014 e colaborou com a revista Exame de 2011 a 2013. Esporadicamente publica contos na plataforma Capazes desde Maio de 2015.

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