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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CABECEIRAS DE BASTO FAZ PERCURSO LITERÁRIO DE CAMILO CASTELO BRANCO

Mar de gente aplaudiu Passeio Literário ‘A Morgadinha de Val d’Amores’

Milhares de pessoas assistiram no sábado à noite, 29 de julho, ao Passeio Literário ‘A Morgadinha de Val D'Amores’ de Camilo Castelo Branco, mais uma mega produção do Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto que decorreu entre a Praça da República e o Parque do Mosteiro, num itinerário cultural através de peripécias, pensamentos e sentimentos das personagens da divertida comédia ‘A Morgadinha de Val D'Amores’.

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Baseada na estética do teatro de rua saltimbanco com toques melodramáticos que acentuaram o trabalho dos atores e os engraçados conflitos elaborados pelo autor, a peça dá a conhecer uma cómica história de amor entre um letrado escrivão de fazendas e uma morgadinha de sangue azul, cujo pai não aceita a relação.

Esta brilhante encenação teatral contou com a participação especial do Grupo de Bombos Jovens de Basto e do Grupo do Jogo do Pau de Bucos e ainda com a colaboração do monitor e tratador de cavalos do Centro Hípico de Cabeceiras de Basto.

Uma vez mais, o numeroso público que participou no Passeio Literário demonstra bem o interesse dos Cabeceirenses por este projeto cultural que valoriza o teatro de comunidade.

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PONTE DE LIMA EVOCA ANTÓNIO FEIJÓ

Universo feminino em António Feijó evocado na Feira do Livro de Ponte de Lima

A segunda palestra de tributo a António Feijó, que decorreu na passada quinta-feira, 20 de julho, na Feira do Livro de Ponte de Lima, reuniu dezenas de pessoas em torno do universo feminino e intimista presente na obra poética feijosiana.

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Orientada por Fátima Melo, autora da tese de doutoramento “L’univers poétique de António Feijó”, defendida na Universidade de Paris-Sorbonne, a conferência versou a profunda sensibilidade do escritor de “Sol de Inverno” que, em todos os títulos, com maior ou menor incidência, revelou a saudade e o afeto sentidos em relação à pátria amada, à família e aos amigos de quem nunca se desligou.

Intervalando a exposição com a recitação de poemas de António Feijó, Fátima Melo revisitou os versos de louvor à mãe - Joana do Nascimento Malheiro Pereira de Lima e Sampaio -; destacou os textos escritos do “exílio” consubstanciados em sentimentos de nostalgia; sublinhou o profundo amor votado a Maria Luísa Carmen Mercedes Joana Lewin - bela jovem de ascendência sueca e equatoriana por quem abandonou os anos de cultivado solteirismo -, e relembrou o sofrimento decorrente da grave enfermidade da amada esposa que lhe alquebrou a alma e se refletiu numa escrita progressivamente sorumbática e pessimista.

Esclarecendo a origem do celebrizado soneto “Pálida e loira”, que retrata a comoção de Feijó diante da morte prematura de uma jovem coimbrã vítima de tuberculose, Fátima Melo chamou a atenção para a imagem polimórfica da mulher na obra feijosiana, não esquecendo de apontar várias outras características da escrita do poeta-diplomata que fazem dele um nome de referência do período finissecular português.

Inserida no ciclo de conferências destinado a assinalar o primeiro centenário da morte de António Feijó (1917-2017), a palestra de Fátima Melo foi abrilhantada pelas atuações de João Barreiro – responsável por reproduzir à capela o “Fado Alfacinha” e “Coimbra é uma lição” – e de Luís Dantas que declamou três poemas feijosianos.

À sessão evocativa, que contou com a presença do Eng.º Victor Mendes, Presidente do Município de Ponte de Lima, do Dr. Paulo Barreiro de Sousa, Vereador com o Pelouro da Educação, e de familiares do poeta, seguir-se-ão “Conversa sobre o tio António” (20 de outubro, BMPL) – encontro intimista protagonizado por Luísa Castro Feijó e António Maciel Feijó, descendentes do autor de “Novas bailatas” -, “Malefícios da doença na poética de António Feijó” (17 novembro, BMPL) – palestra ministrada por João Pimenta – e, finalmente, “Ainda os dois «minhotos, diplomatas e amigos»: (mais correspondência entre António Feijó e o 2.º Visconde de Pindela): da guerrilha portuguesa e da Europa da Grande Guerra” (7 de dezembro, BMPL) – conferência da responsabilidade de João Afonso Machado que encerra o ciclo de homenagem a uma das figuras mais destacadas das letras ponte-limenses.

JORNALISTA JOÃO MOLEIRA APRESENTA EM PONTE DE LIMA A SUA PRIMEIRA OBRA LITERÁRIA

Jornalista da SIC lança “O que nasce torto também se endireita” na Feira do Livro de Ponte de Lima

João Moleira, renomado jornalista da SIC, vai apresentar a sua obra de estreia “O que nasce torto também se endireita” no próximo dia 23 de julho, pelas 19h00, no recinto da Feira do Livro de Ponte de Lima.

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A obra, cujo título resulta de um intencional trocadilho com o conhecido adágio popular, congrega mais de 125 histórias sobre invenções casuais e acidentais que, destinadas ao fracasso por não corresponderem, em grande parte, aos objetivos inicialmente traçados, acabariam por se revelar úteis e bem-sucedidas. De entre os numerosos exemplos coligidos no volume recentemente editado encontram-se os post-its, as bolachas com pepitas, os comprimidos Viagra, os iogurtes, o velcro, as tripas de Aveiro e a plasticina, entre diversas outras criações “falhadas” que João Moleira, numa escrita acessível e bem-humorada, desvenda ao longo do livro.

Razões de sobra para assistir ao lançamento de “O que nasce torto também se endireita”, obra que promete surpreender, ensinar e divertir.

LIMIANOS PRESTAM TRIBUTO A ANTÓNIO FEIJÓ

Feira do Livro de Ponte de Lima recebe segunda conferência de tributo a António Feijó

A segunda palestra evocativa do poeta-diplomata António Joaquim de Castro Feijó é o evento literário de arranque da XXII Feira do Livro de Ponte de Lima. Agendada para as 19h00 do dia de abertura do certame – 20 de julho – a conferência de tributo ao escritor de “Sol de inverno” será orientada por Fátima Melo que versará sobre a visão poética da mulher em António Feijó.

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A comunicação de Fátima Melo, autora da tese de doutoramento “L’univers poétique de António Feijó”, defendida na Universidade de Paris-Sorbonne, será complementada por três fados à capela interpretados por João Barreiro e pela declamação de três poemas de Feijó por Luís Dantas.

À segunda sessão dedicada ao poeta-diplomata seguir-se-ão “Conversa sobre o tio António” (20 outubro, BMPL) – encontro intimista protagonizado por Luísa Castro Feijó e António Maciel Feijó, familiares do poeta -, “Malefícios da doença na poética de António Feijó” (17 novembro, BMPL) – palestra ministrada por João Pimenta -, e, finalmente, “Ainda os dois «minhotos, diplomatas e amigos»: (mais correspondência entre António Feijó e o 2.º Visconde de Pindela): da guerrilha portuguesa e da Europa da Grande Guerra” (7 de dezembro, BMPL) – conferência da responsabilidade de João Afonso Machado que encerra o ciclo de homenagem a uma das figuras mais destacadas das letras ponte-limenses.

Venha conhecer mais uma faceta do notável legado feijosiano e marque presença na palestra “António Feijó: uma visão poética da mulher”, que se segue ao “Verde literário” e à inauguração da mostra “Retratos de Feijó”.

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE RECEBE ESPÓLIO DO ESCRITOR MANUEL DE BOAVENTURA

O espólio do escritor Manuel de Boaventura passou a integrar o acervo da Biblioteca Municipal de Esposende, depois de hoje ter sido assinado um contrato de doação, com representantes da família do escritor e da Câmara Municipal. O espólio ficará na Biblioteca Municipal (que tem o nome do escritor), mas o Município de Esposende tem a intenção de adquirir a casa onde Manuel Boaventura residiu, em Palmeira de Faro, para conferir ao imóvel a função de Casa Museu.

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Da herança que compõe a biblioteca particular e arquivo pessoal de Manuel Boaventura fazem parte manuscritos e correspondência, desenhos, fotografias e outros documentos avulsos. Após ter atribuído o nome de Manuel de Boaventura à Biblioteca Municipal e de ter instituído o Prémio Literário com o seu nome, o Município de Esposende prepara-se para alargar a sua ação, em torno de um dos mais representativos escritores regionalistas do Minho.

“Temos consciência do legado que foi agora depositado nas nossas mãos. Manuel de Boaventura continuará na nossa memória e garanto que dignificaremos essa figura maior da nossa cultura”, destacou o presidente da Câmara Municipal de Esposende.

Benjamim Pereira assume o forte incremento na cultura, traduzido na reedição do livro “O Solar dos Vermelhos” – hoje apresentado – mas também em projetos profundamente enraizados na vivência local, como o Crescimento Arte Teatral em Esposende (Crearte) que dinamizou os grupos teatrais ou o sucesso alcançado pelos coros (Sénior e de Pequenos Cantores).

“A cultura é e continuará a ser uma prioridade do município, porque é importante na consolidação da identidade do povo de Esposende. No futuro investiremos, com muito trabalho e investigação, no tratamento de todo o material que a família de Manuel de Boaventura doou ao Município”, garantiu Benjamim Pereira.

Em representação da família do escritor, Maria Helena de Boaventura e Silva vincou que “a reedição da obra e a atribuição do nome de Manuel de Boaventura ao prémio literário instituído pela Câmara Municipal são, para a família, um grato reconhecimento”.

Já Sérgio Guimarães de Sousa, professor da Universidade do Minho e editor de “O Solar dos Vermelhos” garante a reedição das restantes obras de Manuel de Boaventura permitirão “restituir o lugar canónico que o autor merece”, sublinhando a forte componente historiográfica da obra do escritor, pelo que sublinhou a importância do papel assumido pela autarquia esposendense, ao garantir a edição de toda a obra de Manuel de Boaventura.

MUNICÍPIO BRACARENSE ENTREGA PRÉMIO LITERÁRIO MARIA ONDINA BRAGA

Terça-feira, 11 de Julho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho

O Município de Braga procede na próxima Terça-feira, 11 de Julho, à entrega do Prémio Literário Maria Ondina Braga. A cerimónia terá lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho, às 11h00.

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Amadeu Baptista é o vencedor desta sétima edição do prémio que pretende honrar a memória desta ilustre escritora Bracarense. O autor de Vila Nova de Gaia concorreu com a obra poética ‘Ondina’ sob o pseudónimo António Rios.

O júri, presidido pela vereadora da Cultura do Município de Braga, Lídia Dias, foi constituído por Maria do Carmo Pinheiro Silva Cardoso, Orlando Alfredo Arnold Grossegesse, João Paulo Braga. Esta sétima edição contou com 59 trabalhos a concurso, e destinava-se a cidadãos de nacionalidade portuguesa.

O Prémio Literário Maria Ondina Braga, instituído pelo Município de Braga, tem como objectivo fomentar o gosto pela leitura e pela escrita e, deste modo, honrar a memória desta insigne escritora bracarense, cuja obra representa um património da mais elevada importância. Este prémio de periodicidade bienal tem o valor de 2.500 euros.

FAMALICÃO INCENTIVA TROCA DE MANUAIS ESCOLARES

Cedência de livros deve ser efetuada na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco. Banco de Livros Escolares de Famalicão recebe manuais até 13 de Julho

À semelhança dos anos anteriores, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão relança a campanha de recolha de manuais escolares usados, aproveitando a oportunidade gerada pela proximidade do encerramento de mais um ano letivo. A cedência dos manuais usados, do 5º ano ao 12º ano, deverá ser efetuada até 13 de julho, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, Polos da Biblioteca, sedes de Agrupamentos de Escolas e Cooperativas de Ensino do concelho. A divulgação da listagem dos livros disponíveis para empréstimo será depois publicada na página da internet da Biblioteca Municipal, em http://www.bibliotecacamilocastelobranco.org/, no dia 24 de julho.

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No dia seguinte, a 25 de julho, as famílias podem requisitar os livros, sendo que até 8 de agosto, a requisição pode ser efetuada nas sedes dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, para alunos do Escalão B, da Ação Social Escolar; na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco e nas sedes dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas, para os alunos ou encarregados de educação que tenham cedido manuais ao Banco de Livros. A partir de 8 de agosto, e para todos os restantes interessados, a requisição pode ser efetuada na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco.

Os principais objetivos do Banco de Livros são o de desenvolver o sentido de partilha e solidariedade social, promover a reutilização dos manuais escolares e o respeito pelo livro, diminuir os custos de aquisição de manuais escolares e promover a educação ambiental, principalmente junto das gerações mais novas.

De acordo com as normas de participação da iniciativa, a Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco é a entidade responsável pela constituição e gestão do banco de manuais escolares entregues pela população.

Refira-se que, para além do Banco de Livros Escolares, as famílias famalicenses podem, este ano, optar por entregar os livros através do programa ‘Spin’ que será desenvolvido de forma pioneira em Famalicão e em outras autarquias do país. O processo é muito simples e é desenvolvido através da internet em www.spinfamalicao.pt. As famílias só têm que fazer o registo dos manuais que já não precisam, entregando-os posteriormente em bom estado nos pontos de recolha referenciados, e reservar online os do próximo ano. Depois disto, os manuais reutilizados, com garantia de qualidade, chegarão comodamente pela mesma via antes do início do ano letivo e com o desconto respetivo.

Os livros em causa para são sobretudo os do 7.º ao 12.º ano, uma vez que para o primeiro ciclo o Estado garante os manuais e a Câmara as respetivas fichas de trabalho. Já para o 2.º ciclo do ensino básico, a Câmara Municipal vai avançar este ano com a oferta a todos os alunos dos manuais das disciplinas nucleares dos dois anos, nomeadamente das disciplinas de Português, Matemática, Ciências da Natureza, História e Geografia de Portugal e Inglês.

ARTUR COIMBRA APRESENTA EM FAFE O LIBRO "FAFE, MEU AMOR"

 

 

No próximo dia 5 de Julho, na Sala Manoel de Oliveira, em Fafe, pelas 21h30, será apresentada a segunda edição, revista e aumentada, da obra FAFE, MEU AMOR - Textos e imagens sobre o concelho, do investigador Artur Ferreira Coimbra, editada pelo Núcleo de Artes e Letras de Fafe, com a parceria da Freguesia de Fafe.

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A obra é apresentada pelo escritor fafense Paulo Moreira.

A anteceder, haverá um momento musical a cargo do Coro de Pais e Amigos da Academia de Música José Atalaya, sob a direcção artística do maestro Tiago Ferreira.

Esta nova edição, com capa e arranjo de Manuel Meira, inclui mais duas dezenas e meia de poemas relativos a Fafe ou às suas freguesias.

Esta é uma “obra de absoluto e desmedido amor a Fafe”, uma obra de paixão, “construída” ao longo de anos de pesquisas avulsas em jornais, almanaques e obras literárias. São dezenas de textos em prosa e em verso que têm em comum a exaltação de “Fafe”, tema tratado das mais diversificadas, afectuosas e carinhosas formas.

São textos de autor, assinados por escritores, jornalistas, cronistas e poetas, originários do concelho, mas também exteriores às suas fronteiras geográficas ou mentais e que foram recolhidos em forma de antologia.

Trata-se de um livro que integra três partes: a primeira insere mais de três dezenas de textos em prosa, dos últimos três séculos, desde 1706 à atualidade, quer de autores locais, quer de autores de nível nacional (António Carvalho da Costa, Camilo, Pinho Leal, José Augusto Vieira, Martins Sarmento, Tomás da Fonseca, José Saramago, Agustina Bessa-Luís, Sant'Anna Dionísio e Ernesto Veiga de Oliveira, entre outros autores que escreveram sobre Fafe); a segunda, inclui largas dezenas de textos poéticos sobre Fafe de mais de 30 autores locais, do princípio do século XX aos nossos dias (Thomaz D’Alvim, Vaz Monteiro, Delfim de Guimarães, Teixeira e Castro, Ruy Monte, Soledade Summavielle, Valdemar Gonçalves, José Salgado Leite, Artur Coimbra, Augusto Fera, Domingos Gonçalves, Pompeu Miguel Martins, António de Almeida Mattos, Carlos Afonso, Júlio Ferreira Leite, Paulo Moreira e Benedita Stingl, entre muitos outros); finalmente, cerca de uma centena de imagens sobre Fafe editadas em diferentes décadas do século XX, que surgem reunidas na mesma publicação.

São basicamente textos que elevam a auto-estima dos fafenses e glorificam as belezas, potencialidades, valores e hospitalidade da terra.

Neles sobressaem os valores maiores de Fafe, os seus arquétipos, as suas mitologias, os seus símbolos incontornáveis (monumentos, espaços arquitectónicos, sociabilidades, progressos, festas, lendas, cultos, gentes).

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LEITURAS AO AR LIVRE NO MUNICÍPIO MAIS A NORTE DE PORTUGAL

De 04 de julho a 01 de setembro: O projeto estimula a criação e o desenvolvimento de hábitos de leitura durante as férias de verão

A Biblioteca Municipal de Melgaço ‘abandona’ na próxima semana (04 de julho) o seu espaço tradicional e convida a momentos de descontração com a natureza como pano de fundo. Durante os próximos dois meses vai ser possível desfrutar de leituras ao ar livre, através da Biblioteca de Jardim, instalada nos jardins da Alameda Inês Negra, e da Bibliopiscina, a funcionar no Centro de Estágios de Melgaço. A iniciativa, ‘Bibliotecas de verão’, convida a ler um livro, um jornal ou uma revista, a jogar um jogo ou a assistir a uma atividade de animação desfrutando da natureza, assinalando também o Dia Mundial das Bibliotecas, celebrado mundialmente a 1 de julho.

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Este é um projeto que estimula a criação e o desenvolvimento de hábitos de leitura durante as férias de verão, ao mesmo tempo que se realizam pequenas dramatizações, teatro de marionetas, ateliers de expressão plástica, dramática e corporal, sessão de contos e jogos, especialmente vocacionados para o público infantil e juvenil. Pretende-se implementar serviços em espaços informais, de modo a proporcionar o acesso da população à consulta e leitura de livros, jornais e revistas, contribuindo assim para responder às necessidades de informação e de lazer e atrair novos leitores.

A Biblioteca Pública é um serviço municipal aberto a todos, que tem como missão satisfazer as necessidades de informação, cultura, lazer e educação permanente de todos os cidadãos. Nas Bibliotecas de verão poderão inscrever-se como leitores da Biblioteca Municipal, ler e requisitar livros, revistas, audiovisuais e material multimédia, participar nas atividades de promoção da leitura. Os serviços básicos da biblioteca são gratuitos.

Bibliopiscina - Mergulhos na leitura

Neste serviço a comunidade pode requisitar para leitura domiciliária ou para leitura de presença os documentos existentes.

Piscinas do Complexo Desportivo e de Lazer – Centro de Estágios

3ª e 5ª das 14h30 às 17h30

Biblioteca de Jardim - Jardim de letras

Este é um serviço destinado aos mais jovens do concelho que se situa numa casinha em madeira em pleno centro da vila, no Jardim da Alameda Inês Negra. Aqui, pais e filhos podem participar em atividades de animação da leitura, jogos, ateliers, hora do conto, etc., além de poderem requisitar documentos ou simplesmente passar uma tarde diferente. Apenas são necessárias inscrições para as instituições que participem em grupo.

Casinha de madeira colocada à entrada da Alameda Inês Negra, junto à Praça da República

4ª e 6ª das 14h30 às 17h30

A frequência na Biblioteca implica a observância das normas sociais de comportamento. As crianças não deverão ser deixadas sozinhas, sendo que os pais e/ou acompanhantes são os responsáveis pela segurança e comportamento das mesmas.

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MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA APRESENTA OBRAS EM TRIBUTO A CARDEAL SARAIVA

Comemorações dos 250 anos do Nascimento de Cardeal Saraiva

No âmbito das comemorações dos 250 anos do nascimento do Cardeal Saraiva, que o Município de Ponte de Lima dinamizou com várias ações, realizou-se no passado dia 22 de junho, a apresentação de duas obras de tributo ao emblemático Cardeal Saraiva.

O livro “Cardeal Saraiva: documentos raros e dispersos” congrega escritos inéditos reveladores da excecional qualidade intelectual de uma das mais proeminentes personalidades da história religiosa, política e cultural do Portugal oitocentista, compilados por ocasião das celebrações dos 250 anos de nascimento do monge beneditino.

“Trata-se de uma compilação de cartas inéditas”, aludiu o Dr. João Abreu Lima, na apresentação da obra, apresentando resumidamente cada uma das cartas do livro e algumas passagens presentes na obra.

Ao lançamento da mais recente aposta literária do Município de Ponte de Lima, seguiu-se a apresentação do segundo número da revista cultural “Ponte de Lima: do passado ao presente, rumo ao futuro”, cuja edição se dedica integralmente à reprodução das comunicações proferidas nas conferências de tributo a Frei Francisco de São Luís (1766-1845), que decorreram de maio de 2016 a janeiro de 2017. A apresentação desta publicação coube à historiadora Alexandra Esteves, que reconheceu o papel da autarquia em promover esta homenagem, preservando uma figura tão proeminente da história nacional e limiana, sendo “fundamental incentivar um novo conhecimento de Ponte de Lima e da região.”

No âmbito das ações comemorativos dos 250 anos do nascimento de Cardeal Saraiva foi ainda realizado por dois jovens limianos, Pedro Ramos Ferreira e Vítor Hugo Silva, um documentário que conta com as participações dos conferencistas envolvidos no ciclo de palestras consagrado à insigne figura ponte-limense. Durante a cerimónia de tributo a Cardeal Saraiva foi exibido um pequeno excerto do documentário, que está disponível no site do Município de Ponte de Lima, e vai ser distribuído pelas Bibliotecas escolares do concelho.

Ambos os oradores louvaram a autarquia pela iniciativa e pela oportunidade de deixarem o seu testemunho sobre a vida, a obra e a história de Cardeal Saraiva. Obras estas que no futuro servirão de um bom suporte de conteúdo para quem quiser saber mais sobre Cardeal Saraiva.

Vários momentos musicais completaram a sessão, com um dueto, na voz Helena Fernandes acompanhada ao piano de Paulo Vatayan. Helena Fernandes foi finalista em dois programas de televisão na área da música. Paulo Vatayan, professor laureado no Prémio Helena Sá e Costa (1994) e no Concurso de Piano da Covilhã (1998).

Para o Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Engº Victor Mendes, este foi “mais um dia histórico para Ponte de Lima. É com satisfação que cumprimos este objetivo de recordar e dar a conhecer esta figura impar da nossa história”.

TEOLINDA GERESÃO VENCE GRANDE PRÉMIO DE CONTO CAMILO CASTELO BRANCO

Júri decidiu atribuir o prémio ao livro “Prantos, amores e outros desvarios”

Um júri constituído por Cristina Robalo Cordeiro, Raquel Camacho e Salvato Teles de Menezes, reunido na Sede da APE, decidiu por unanimidade, atribuir o prémio de Conto Camilo Castelo Branco ao livro “Prantos, amores e outros desvarios”, de Teolinda Gersão (Porto Editora).

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O júri sublinhou “o domínio total das características do conto. Língua cuidada, elegante, erudita. Unidade temática. Transcendência. A capacidade de surpreender sucessivamente no conto seguinte, sendo que o anterior parecia ter sido, indubitavelmente, magistral.”

O Prémio, instituído em 1991, pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em colaboração com a Associação Portuguesa de Escritores destina-se a distinguir uma obra em língua portuguesa de um autor português ou de país africano de expressão portuguesa, publicada em livro em 1.ª edição, no decurso do ano de 2016. O valor do prémio é de 7.500 euros.

É a segunda vez que Teolinda Gersão recebe este prémio, tendo conquistado pela primeira vez em 2002 com "Histórias de ver e andar". Em 2006, a escritora foi homenageada com a atribuição do mais alto galardão do Famafest, a Pena de Camilo, no encerramento do Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Famalicão.

Teolinda Gersão, 77 anos, é autora de romances, novelas e contos, tendo-se estreado em 1981 com "O silêncio", que lhe valeu o Prémio de Ficção do Pen Club.

A autora soma ainda outros prémios literários, como o Grande Prémio de Romance e Novela da APE 1995 conquistado com "A casa da cabeça de cavalo", o Prémio de Literatura da Fundação Inês de Castro 2008 com "A mulher que prendeu a chuva" e o Prémio Fernando Namora 2015 com "Passagens".

Em 2016, Teolinda Gersão foi distinguida com o Prémio Literário Vergílio Ferreira pelo conjunto da obra literária.

A data do ato formal de entrega será oportunamente anunciada.

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CABECEIRAS DE BASTO PROMOVE LITERATURA INFANTIL

Biblioteca Municipal e Centro de Teatro dinamizam Hora do Conto e levam crianças à descoberta dos cinco sentidos

A Biblioteca Municipal Dr. António Teixeira de Carvalho encontra-se a levar a efeito mais uma edição da ‘Hora do Conto’ em estreita colaboração com o CTCMCB - Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, iniciativa que tem como objetivo propiciar às nossas crianças momentos de muita alegria e diversão.

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Assim e no términus de mais um ano letivo, as turmas do ensino pré-escolar e jardins-de-infância do concelho de Cabeceiras de Basto ficarão a conhecer a história do ‘João à descoberta dos cinco sentidos’.

A narrativa que é apresentada às crianças até ao próximo dia 19 de junho, segunda-feira, desenvolve-se à volta de um menino de seu nome João, rapaz muito traquina e que por isso é castigado por uma fada que lhe retira os sentidos fazendo-o perceber como eles são importantes na aprendizagem sobre os outros e o mundo que nos rodeia.

No decurso da história, as crianças são convidadas a realizar cinco tarefas diferentes, com o objetivo de ajudar o protagonista a recuperar o olfato, a audição, o paladar, o tato e a visão.

Mais uma vez, a componente lúdica e pedagógica seguem de mãos dadas, fazendo passar a mensagem da Biblioteca Municipal Dr. António Teixeira de Carvalho como um espaço de divertidas aprendizagens.

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FAMALICÃO DIVULGA OBRA DE CAMILO CASTELO BRANCO

Obra de Camilo divulgada e valorizada

Já arrancou a campanha “Ribapão & Camilo Castelo Branco: Sabores e Cultura”, promovida pela Ribapão e pela Casa de Camilo, para divulgar e valorizar o texto camiliano. Anunciada em maio no âmbito do roteiro Famalicão Made IN, a campanha estava inicialmente pensada para ser concretizada através de 60 mil sacos mensais de papel que são entregues aos clientes com o pão que é vendido nas mais de duas de dezenas de padarias e pastelarias desta sociedade panificadora, no Vale do Ave e na Grande Área Metropolitana do Porto. Entretanto, o projeto evoluiu e os pensamentos de Camilo passam também a figurar nos pacotes de açúcar.

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A campanha, concretizada pelo designer Fernando Vale, já está em marcha e com margem de progressão. “As expectativas são muitas porque é um projeto rico e aberto. Cá estaremos para concretizar mais alguma ideia que venha a surgir”, disse César Ferreira, administrador da Ribapão, aquando do arranque simbólico da campanha, dia 9 de junho, na presença do Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, do Diretor da Casa de Camilo, José Manuel Oliveira, e da administração da sociedade panificadora.

Numa primeira fase, são cinco as frases que vão chegar a casa dos dois milhões de clientes que a Ribapão recebe todos os anos no conjunto das suas lojas. “Esta iniciativa da Ribapão é um bom exemplo da cumplicidade que uma empresa pode ter com o seu território, envolvendo-se ativamente na valorização e promoção das suas principais forças e elementos distintivos.  No caso concreto da promoção de Camilo – figura maior de Vila Nova de Famalicão, a decisão reveste-se de reforçada importância porquanto é a própria literatura portuguesa que sai divulgada e valorizada”, referiu Paulo Cunha.

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PEQUENA SEREIA TRAZ MAGIA À BEBÉTECA EM PONTE DE LIMA

Pequena Sereia traz magia à Bebéteca em Ponte de Lima

No último sábado do mês de maio, a sala Infantojuvenil da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima transformou-se num cenário marítimo, para relembrar as profundezas do mar e apresentar às famílias limianas a história “A Pequena Sereia”, da autoria de Hans Christian Andersen.

Durante esta sessão da Bebéteca pais e crianças entraram no mundo mágico das histórias e derrotaram a Bruxa Má que pretendia apoderar-se do espaço e vencer a Pequena Sereia.

Após a Hora do Conto, os mais pequenos cantaram e dançaram ao som da música “Os dois peixinhos” e dedicaram-se na elaboração de um colorido jogo lúdico.

A próxima sessão realizar-se-á no dia 01 de julho e finalizará esta Bebéteca, regressando novamente em outubro.

PONTE DE LIMA ASSINALA CENTENÁRIO DA MORTE DE ANTÓNIO FEIJÓ

Município de Ponte de Lima inaugura exposição evocativa dos 100 anos da morte de António Feijó

A 20 de junho - dia em que se assinala o primeiro centenário da morte de António Feijó (1917-2017) -, o Município de Ponte de Lima abre uma exposição de homenagem ao poeta-diplomata ponte-limense, considerado um dos maiores vultos da literatura portuguesa finissecular.

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Intitulada “António Feijó, 1917-2017: memórias e revisitações”, a mostra biobibliográfica de tributo - patente ao público na varanda interior da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima (BMPL) -, congregará 14 painéis, generalistas e temáticos, que evocam os principais momentos da vida e obra do autor de “Sol de Inverno”. Além das telas informativas, os visitantes poderão apreciar os livros deixados por António Feijó, os diversos títulos versados no legado feijosiano e artigos vários de jornais da época, nacionais e estrangeiros, com particular destaque para os periódicos suecos e brasileiros.

A abertura da exposição comemorativa, que poderá ser visitada de 20 de junho a 31 de outubro de 2017, contará com a presença de um coro da Academia de Música Fernandes Fão, que interpretará o hino oficial de Ponte de Lima extraído das últimas quadras do poema “Inverno”, da obra feijosiana “Ilha dos Amores”, e com a palestra “Cancioneiro chinez (1890): tradução e exotismo”, da investigadora Marta Pacheco Pinto, sessão que, agendada para as 19h00, inaugura um ciclo de conferências dedicado ao poeta.

Associe-se à justa homenagem a uma das figuras mais proeminentes da cultura local e compareça na cerimónia de inauguração da mostra evocativa dos 100 anos da morte de António Feijó, agendada para as 18h30, do dia 20 de junho.

Esperamos por si!

JOVENS FAMALICENSES EVOCAM CAMILO CASTELO BRANCO

Pequenos escritores lançam livro de contos inspirados em Camilo. Sessão decorre amanhã, dia 6 de junho , pelas 10h00, em S. Miguel de Seide

Cerca de 80 crianças do 1.º ciclo de Vila Nova de Famalicão lançam amanhã, terça-feira, dia 6 de junho, a sua primeira obra escrita, inspirados em Camilo Castelo Branco. O momento acontece no Centro de Estudos Camilianos, em S. Miguel de Seide, pelas 10h00, e é apadrinhado pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha.

“As Bruxas de Monte Córdova” é o título da obra inspirada no romance camiliano “A Bruxa do Monte Córdova” que foi publicado pela primeira vez há 150 anos, em 1867. O resultado é um conjunto de contos ilustrados, uma obra única, repleta de fantasia e de magia.

O livro surge no seguimento do atelier de escrita criativa promovido pelo Serviço Educativo da Casa de Camilo e que envolveu várias turmas do 4.º ano de várias escolas do concelho. O atelier foi orientado por Pedro Chagas Freitas e decorreu ao longo do ano letivo.

PONTE DA BARCA HOMENAGEIA LAUREANO BARROS

Pacheco Pereira e Ricardo Ribeiro na homenagem a Laureano Barros

Ponte da Barca dedica o dia 17 de junho à figura de Laureano Barros recordando a sua importância no panorama literário nacional. O historiador Pacheco Pereira e o fadista Ricardo Ribeiro juntam-se à homenagem a um dos maiores colecionadores literários do país.

O Auditório Municipal de Ponte da Barca recebe no próximo dia 17 a homenagem ao barquense Laureano Barros. Profundo entusiasta da razão, da oratória e do contraditório, Laureano esmiuçava os temas até às últimas consequências. Para ele, eram um salvo-conduto contra a efemeridade de tudo o resto, como se nada, além dos livros, estivesse à altura dos padrões de excelência que estabeleceu.

Conhecedor da biografia de Laureano Barros, Pacheco Pereira vai apresentar o seu projeto de biblioteca e arquivo Colecção Ephemera, com a chancela da editora Tinta-da-China, a mesma editora que irá publicar o livro sobre Laureano "O grilo na varanda, Luiz Pacheco para Laureano Barros. Correspondência 1966-2001". O fadista Ricardo Ribeiro encerra a noite com o seu mais recente álbum “Hoje é assim, amanhã não sei”. Todos os eventos são de entrada livre.

Primeiras edições de Camões, Eça, Pessoa, Antero, obras juvenis de Guerra Junqueiro, Torga ou José Gomes Ferreira e edições raras de poetas quinhentistas de Ponte da Barca, a biblioteca cresceu em majestade, tornou-se maior do que si própria. O Presidente da Câmara barquense, Vassalo Abreu, lamenta o “desmembramento da biblioteca que acabou por ser vendida em alfarrabistas e leilões, após a sua morte”. Nas palavras de Vassalo Abreu, “esta homenagem era o mínimo que poderíamos fazer. Recordar o espólio que foi guardado em casa do colecionador ao longo de vários anos em Ponte da Barca e, ao mesmo tempo, olhar para o futuro com o contributo de Pacheco Pereira para manter o património e dinamiza-lo”.

Foi no Porto, nos tempos de estudante, que Laureano Barros começou a comprar livros. Frequentava os alfarrabistas e iniciou uma coleção de livros a quem ergueu uma fidelidade. Aluno exemplar, foi professor de Matemática, mas cedo se afastou por contestar o governo salazarista e a pide. Montou uma sala de explicações, em frente ao mercado do Bolhão que o sustentou durante mais de 20 anos. Os rendimentos das propriedades familiares de Ponte da Barca, quando chegavam, convertiam-se imediatamente nalguma edição literária. Depois do 25 de abril, entre vários convites para voltar a lecionar nas mais prestigiadas universidades e escolas de Portugal, o seu perfeccionismo e rigor não o permitiam fixar-se por muito tempo no mesmo local. Não suportava situações menos que perfeitas e preferia isolar-se, mesmo que isso tivesse implicações diretas na sua vida e carreira. Laureano acabou por se isolar em Ponte da Barca, terra onde passaria os últimos 30 anos de vida. 

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CAMILO CASTELO BRANCO REGRESSA AO PORTO NO COMBOIO PRESIDENCIAL

Camilo Castelo Branco regressa ao Porto a bordo do Comboio Presidencial. Nova Rota Literária Camiliana foi apresentada
No dia 1 de junho de 1890, por volta das 15h15 da tarde, na sua casa em S. Miguel de Seide, Camilo Castelo Branco colocava termo à vida, num momento de grande agonia e desespero. Passados precisamente 127 anos, completados nesta quinta-feira, o romancista embarcava no histórico Comboio Presidencial, utilizado pelos Chefes de Estado e suas comitivas nas deslocações pelo país entre 1910 e 1970, para a apresentação do novo Roteiro Literário Camiliano, Famalicão-Porto.

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Numa jornada animada por algumas personagens saídas das novelas e romances camilianos e reavivadas pelo Grupo de Teatro Amador Camiliano (Grutaca) e pelo Greculeme, o presidente da Câmara Municipal Paulo Cunha e o diretor da Casa de Camilo, José Manuel Oliveira deram a conhecer este novo projeto turístico cultural, que promove e valoriza Camilo Castelo Branco e o seu legado literário.

O roteiro iniciou na Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa, que detém um importante legado camiliano, nomeadamente a correspondência de Camilo e de Ana Plácido para o Amigo Freitas Fortuna e o revólver que o romancista usou para se suicidar. Camilo está sepultado no Cemitério da Lapa. Seguiu depois para a antiga Cadeia da Relação do Porto (Centro Português de Fotografia) onde Camilo esteve preso por duas vezes: a primeira, em 1846, acusado do rapto de Patrícia Emília de Barros; a segunda, em 1860 por crime de adultério. O pai e o tio de Camilo, Simão Botelho, o protagonista de «Amor de Perdição», também estiveram detidos neste estabelecimento prisional. Entre as obras que Camilo aqui escreveu conta-se a sua obra-prima, «Amor de Perdição» e também «Memórias do Cárcere».

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Por fim, visitou-se a Livraria Lello, que entre 1982 e 2002, editou, em 18 volumes e em papel bíblia, as «Obras Completas de Camilo Castelo Branco», o maior projeto editorial de sempre relacionado com a bibliografia ativa do romancista de São Miguel de Seide.

O roteiro permite assim dar a conhecer o Camilo leitor e editado, na Livraria Lello, o Camilo escritor, a partir daquela que foi a sua cela na antiga Cadeia, e o Camilo imortal, no cemitério da Lapa onde tem o seu eterno repouso.
Para Paulo Cunha “este roteiro quer proporcionar condições para que possa tornar-se num instrumento de dimensão turística – com a presença cultural muito forte - , e também obviamente de dimensão comercial”. E acrescenta: “Se, neste roteiro que se realiza na cidade do Porto, se conseguir incluir uma visita inevitável à Casa-Museu Camilo Castelo Branco e ao Centro de Estudos, uma dimensão gastronómica – também ela muito presente na obra camiliana – e se somarmos a isso as viagens de comboio entre Famalicão e o Porto estou certo que se poderá construir aqui um produto turístico diferenciador”.
Por sua vez, José Manuel Oliveira explicou que “Camilo está polvilhado pela cidade do Porto”, exemplificando com “a rua onde morou, a Sé onde andou no Seminário ou as caves do vinho do Porto e a ligação a Dona Antónia”.
De facto, a cidade do Porto e Camilo Castelo Branco andaram sempre de mãos dadas, sendo que o romancista manteve uma ligação muito forte com a cidade e isso é bem visível nos seus romances, através das personagens e cenários tipicamente portuenses.
A jornada que contou com a colaboração da Fundação Museu Nacional Ferroviário (FMNF), que é a entidade responsável pela gestão do comboio presidencial, contou ainda com a presença do diretor regional de Cultura do Norte, António Ponte, de vários autarcas, responsáveis pelas entidades portuenses, entre outros.

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PÓVOA DE LANHOSO FAZ LEITURAS ENCENADAS

Leituras encenadas chegaram aos mais de mil alunos do pré-escolar e 1º ciclo

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, através dos serviços educativos da Biblioteca Infantil e do Theatro Club, num trabalho de parceria, apresentaram a todos os/as alunos e alunas do Pré-Escolar e do 1.º Ciclo do nosso concelho histórias que fazem parte das metas curriculares e que se enquadram com o trabalho efetuado dentro da sala de aulas pelos professores titulares, de acordo com o SABE.

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No presente ano letivo (2016/2017), foram 1153 os/as alunos e alunas que usufruíram deste trabalho, que pretende enriquecer o currículo de cada criança, promover o gosto e o hábito de ler e estimular a sua imaginação.

O SABE é o Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares. A encenação de histórias, que são previamente definidas com o SABE, é levada a efeito pelos  Serviços Educativos da Biblioteca e do Theatro Club. Ao longo deste ano letivo, foram quatro as histórias apresentadas: “Pato! Coelho!” de Amy Krouse Rosenthal & Tom Lichtenheld, para os 349 alunos do Pré-Escolar; “Corre, Corre, Cabacinha” de Alice Vieira para os 1.ºs e 2.ºs anos, abrangendo um total de 399 alunos e alunas; “O senhor do seu nariz” de Álvaro Magalhães foi apresentada aos 199 alunos do 3.º ano; e “O Zé das Moscas”, de António Torrado foi apresentado sob a forma de teatro de sombras aos 206 alunos do 4.º ano. “Corre, Corre, Cabacinha” de Alice Vieira foi também apresentada na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, no dia 21 de dezembro de 2016, no âmbito das comemorações do seu 12.º aniversário.

Em 2016, mais de 850 crianças participaram em diferentes propostas da Biblioteca Infantil: 192 em “Vamos contar…uma história!”; 400 na Biblioteca de Jardim; e 260 visitaram o espaço, na Casa da Botica, assistindo a sessões de histórias encenadas e participando em oficinas temáticas.

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COMBOIO PRESIDENCIAL PROMOVE CAMILO CASTELO BRANCO

Nova Rota Literária Camiliana é apresentada esta quinta-feira, 1 de Junho a bordo da histórica locomotiva

O histórico Comboio Presidencial, utilizado pelos Chefes de Estado e suas comitivas nas deslocações pelo país entre 1910 e 1970, está de regresso a Vila Nova de Famalicão, depois de em 2014 ter escolhido também Famalicão para a viagem inaugural ao norte do país, após profundo e longo processo de restauro das carruagens.

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Desta vez, o comboio dos presidentes vai servir de meio transporte para a apresentação do novo Roteiro Literário Camiliano, Famalicão-Porto, que será lançado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, a Casa de Camilo e um conjunto de entidades portuenses, já esta quinta-feira, 1 de junho.

A apresentação do novo projeto turístico cultural conta assim com a colaboração da Fundação Museu Nacional Ferroviário (FMNF), que é a entidade responsável pela gestão do comboio presidencial.

A jornada dedicada a Camilo Castelo Branco realiza-se a partir das 13h55 com a partida da Estação de Comboios de Famalicão, com destino à Estação de Porto – S. Bento. A bordo seguirão o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, o diretor da Casa de Camilo, José Manuel Oliveira, entre diversos convidados.

À chegada ao Porto, serão visitadas as seguintes instituições: Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa e Cemitério da Lapa; Centro Português de Fotografia (antiga cadeia da Relação do Porto) e Livraria Lello.

Pelas 17h00, o comboio presidencial parte da Estação de Comboios de Porto – S. Bento, com destino à Estação dos Comboios de Vila Nova de Famalicão.

Refira-se que a iniciativa insere-se nas comemorações do 192.º aniversário do nascimento de Camilo Castelo Branco.

Sobre a apresentação do novo Roteiro Literário Camiliana, Paulo Cunha afirma que “Camilo é um escritor que ultrapassa as fronteiras de Famalicão e com um potencial enorme em termos de promoção turística”. Para o autarca esta rota “não se trata da promoção de um território, de um concelho, mas antes da promoção de um património e de uma época”. “A quantidade e a qualidade de obras literárias que nos legou é uma verdadeira herança que nos compete promover”, salientou.