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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ARTESÃOS DO MINHO VÃO À FEIRA INTERNACIONAL DE ARTESANATO

A 30ª Edição da Feira Internacional de Artesanato (FIA) Lisboa 2017 arranca já no próximo dia 24 de Junho, nos pavilhões da FIL, em Lisboa. O certame prolonga-se até ao dia de Julho. Trata-se da maior festa intercultural na Península Ibérica e a segunda maior da Europa. A iniciativa é organizada pela Fundação AIP e conta com o apoio do IEFP.

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Ao longo da sua história, este evento tem promovido todas as regiões e suas culturas, mobilizando as especificidades locais em prol do desenvolvimento nacional e crescimento económico.

A Feira Internacional de Artesanato assume-se como uma plataforma de excelência para a promoção do desenvolvimento regional e das culturas locais por via do artesanato, da gastronomia, das actividades culturais e turísticas, do património e recursos naturais e fontes de sustentabilidade da economia local, tendo aperfeiçoado, ao longo dos seus 28 anos de história, a simbiose entre economia e cultura, tradição e inovação.

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Em destaque, estarão áreas de exposição como o Espaço Design Nacional by LxD – Lisboa Design Show, que irá promover peças de joalharia, vestuário, calçado, mobiliário, entre outros, de origem nacional e também terá o Espaço Mixmarket, dirigido ao sector multiproduto e de origem não étnica.

Contará ainda com a Semana da Gastronomia Tradicional, destacando-se o atractivo turístico-cultural da gastronomia e vinhos de Portugal, integrando o 4º Festival de Carnes Portuguesas Certificadas (DOP) e a 3ªedição do Mercado da Cerveja Artesanal.

A edição do ano anterior contou com um vasto programa que incluiu exposições temáticas, prémios e concursos, ateliês, workshops, actuações musicais, jogos tradicionais e conferências. A FIA trouxe à capital, durante 9 dias, profissionais e apreciadores dos ofícios artesanais, artes e design, agentes da área da gastronomia tradicional, bem como interessados no artesanato enquanto manifestação cultural.

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ABRIL EM LISBOA DESFILA NA LIBERDADE

Dezenas de milhares de pessoas desfilaram hoje em Lisboa, na avenida da Liberdade, no âmbito das comemorações do 43º aniversário da revolução do 25 de Abril de 1974.

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Tratou-se uma vez mais de uma jornada de todas as liberdades, que acolhe todas as causas, as mais diversas correntes políticas desde as mais representativas às de expressão menos relevante, associações políticas, culturais, desportivas e autarquias locais.

De comum, todos partilhavam a esperança no fim da política de austeridade e na reposição de antigas liberdades e dos direitos sociais retirados durante a última legislatura. Uma esperança que, tal como se anunciava numa faixa exibida pela Juventude Socialista durante o desfile, pretende levar o 25 de Abril à Europa!

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CASA DO MINHO EM LISBOA RECEBE O COMPASSO EM DOMINGO DE PASCOELA

Realizou-se anteontem em Lisboa o tradicional compasso pascal tendo a cruz sido dada a beijar aos minhotos que afluíram à Casa do Minho.

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Em domingo de Pascoela, a zona de Telheiras despertou de uma forma diferente da habitual. Os mordomos, com as suas opas vermelhas, levavam consigo a cruz florida, a sineta e a caldeirinha, logo seguidos de uma pequena multidão que, na sua fé, não dispensaram também o acompanhamento dos bombos e das concertinas, à boa maneira minhota.

Já na sede daquela instituição regionalista, a cruz foi dada a beijar aos presentes, tendo as celebrações pascais sido presididas pelo Padre João Caniço, Pároco do Lumiar onde a Casa do Minho se encontra sediada.

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CERVEIRA REQUALIFICA EDIFICIO DO JARDIM DE INFÂNCIA

Fundo Rainha D. Leonor e Câmara Municipal DE Vila Nova de Cerveira garantem apoios

O Fundo Rainha D. Leonor, criado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e a UMP-União das Misericórdias Portuguesas, vai apoiar a requalificação do edifício do Jardim de Infância da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Cerveira.

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Este fundo vai apoiar o projeto em € 134.929,51, num investimento de cerca de € 250.000,00, e cuja obra deverá iniciar em breve.

De forma a alcançar o investimento necessário para esta requalificação, vão ser procurados outros instrumentos de financiamento externos. Não obstante, o autarca cerveirense, Fernando Nogueira, comprometeu-se a propor à Câmara Municipal que conceda todo o apoio técnico e logístico indispensável à viabilidade do projeto, bem como complementar financeiramente as verbas não obtidas através de outras candidaturas apresentadas pela Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Cerveira, a fim de garantir esta intervenção.

Por se tratar de um equipamento fundamental e de utilização pública, esta requalificação no edifício do Jardim de Infância a santa Casa da Misericórdia de Vila Noca de Cerveira vai permitir aumentar a capacidade para o ingresso de mais crianças na valência de creche (é o único equipamento em sede de concelho que acolhe crianças até aos 3 anos) e, simultaneamente, dar mais e melhores condições à capacidade instalada.

CASA COURENSE EM LISBOA SUPERA CRISE DE LIDERANÇA

A Casa Courense em Lisboa elegeu na Assembleia Geral realizada no passado dia 9 de Abril, os novos corpos gerentes, superando desse modo uma situação de crise que se vinha arrastando há vários meses e que inibia o aparecimento de uma lista candidata.

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O sr. António Carvalho, anterior presidente do Conselho Fiscal, é o novo Presidente da Direção a quem desde já auguramos os maiores sucessos, colocando-nos como sempre à disposição para colaborar desinteressadamente na divulgação das suas iniciativas. 

Conforme previsto, naquela assembleia foram ainda apresentados e aprovados o Relatório e as Contas da gerência relativas a 2016.

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LISBOA VIRA ARRAIAL MINHOTO

As gentes minhotas que vivem na região de Lisboa fizeram no passado dia 9 de abril um autêntico arraial à moda do Minho. Na Freguesia de Benfica, o Ringue António Livramento foi pequeno para o numeroso público que foi assistir à actuação de três grupos folclóricos minhotos – o Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage, o Grupo de Danças e Cantares Besclore e o anfitrião, Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho.

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Nas bancadas, a assistência vibrou com a exibição das diferentes modas executadas pelos ranchos folclóricos e não regateou os aplausos. E, apesar da presença de muitos lisboetas e pessoas oriundas de outras regiões, a festa foi bem minhota e uma autêntica jornada de confraternização das nossas gentes ali radicadas.

Fotos: Manuel Santos

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FAMALICENSE ANTÓNIO GONÇALVES EXPÕE NO CENTRO CULTURAL DE BELÉM

António Gonçalves, artista, diretor artístico da Fundação Cupertino de Miranda e curador da Galeria Municipal, Ala da Frente, tem exposto no Centro Cultural de Belém a sua "contemplação particular" sobre as “Tentações de Santo Antão", até 25 de junho, na Praça CCB.

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Esta obra de António Gonçalves segue a linha do seu trabalho sobre o estudo e prática da pintura, tendo em conta a leitura das “Tentações de Santo Antão”, de Gustave Flaubert, entre outros trabalhos que "foram formando uma base de estudo do erótico, do religioso, do pensamento estético e filosófico, onde o corpo e a sua sexualidade têm uma forte presença", segundo um texto do artista.

António Gonçalves refere ainda que, durante a criação do políptico, sentiu a necessidade de um espaço autónomo para o apresentar, construído especialmente para a obra.

Neste sentido, desafiou a arquiteta a projetar um edifício que albergasse a pintura, "que fosse um espaço consagrado à [sua] contemplação, permitindo uma experiência de observação de fruição, onde o público entre sem qualquer inibição, podendo vivenciar uma experiência contemplativa e de introspeção".

Também foi lançado o convite ao compositor António Celso Ribeiro para criar três momentos musicais para serem interpretadas no espaço do edifício durante a exposição do políptico, "possibilitando uma experiência singular na visualização das três posições que toma o políptico na sua visualização", explica o artista.

António Gonçalves nasceu em 1975, em Vila Nova de Famalicão, e frequentou a Escola Soares dos Reis, no Porto, o Curso de Artes Plásticas – Pintura da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e a Faculdade de Belas Artes de Cuenca-Espanha.

O MAIOR FESTIVAL DE CULTURA IBÉRICA ACONTECE ESTE ANO EM BELÉM

De 4 a 7 de maio os foliões andam à solta no Jardim da Praça do Império

Pela primeira vez o Festival Internacional da Máscara Ibérica (FIMI) realiza-se em Belém, cruzando a riqueza do património histórico e cultural envolvente da zona ocidental da cidade com as tradições ancestrais da Península Ibérica.

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Durante quatro dias, de 4 a 7 de maio, o Jardim da Praça do Império oferece, assim, uma programação variada, que junta Portugal e Espanha, entre máscaras e caretos, artesanato e produtos regionais, concertos, exposições e muita animação de rua. Este ano, assinalando Lisboa como Capital Ibero-americana de Cultura, o Brasil, a Colômbia e o Perú são os países convidados do Grande Desfile da Máscara Ibérica, que se realiza no sábado (dia 6), a partir das 16h30, e contará com um total de 36 grupos participantes, nesta que é a edição mais concorrida de sempre.

Os Caretos de Salsas e os Caretos de Grijó (de Bragança), as Madamas de Torre de Dona Chama (de Mirandela) e o Brutamontes do Auto de Floripes (de Viana do Castelo) sãos os estreantes portugueses que se juntam, neste desfile, a grupos destas e de outras localidades, como Coimbra, Miranda do Douro, Mogadouro, Macedo de Cavaleiros, Mira, Ílhavo e Vinhais.

De Espanha são esperados, pela primeira vez, Los Gigantes y Cabezudos de Aranda de Duero, de Burgos, e da Catalunha, Los Gigantes de Sant Jordi del Tricentenário.

Outra das novidades deste ano é a presença da associação Urban Sketchers Portugal que irá realizar uma ‘open call’, convidando todos e todas para o registo artístico, através do desenho, das diversas iniciativas realizadas ao longo dos quatro dias de festival.

Este XII FIMI conta ainda com a presença de uma das bandas de gaitas mais reconhecidas em todo o mundo, a Real Banda de Gaitas de Oviedo que irá presentear o público com música tradicional das Astúrias, em atuações no CCB (dia 5) e o no Jardim da Praça do Império (dia 6).

Os ritmos folk de raiz tradicional europeia, com elementos de fusão entre o ska, reggae e rock, serão uma constante durante o fim de semana, no Palco Ibérico, com os concertos da Orquestra de Foles e dos grupos Galandun Galundaina, Los Niños de Los Ojos Rojos e Sons do Douro.

Paralelamente a esta XII edição do Festival Internacional da Máscara Ibérica, no Museu Nacional de Arqueologia, na Casa da América Latina e na Casa Pia de Lisboa, têm lugar exposições, debates e atuações de grupos de desfile A PROGESTUR - Associação para o Desenvolvimento do Turismo Cultural e a EGEAC, a empresa municipal de animação cultural de Lisboa, convidam a conhecer melhor a tradição pagã dos rituais da máscara, raramente vistos fora dos seus contextos de origem.

A cultura ibérica – património e tradição – a desfilar por Lisboa. De 4 a 7 de maio, a partir das 11h, com entrada livre!

JOÃO ALPUIM BOTELHO PROFERE EM LOURES PALESTRA SOBRE O TRAJE À LAVRADEIRA DO ALTO MINHO

A iniciativa é do Grupo de Folclore Verde Minho

“O Uso do Traje à Lavradeira: os Afectos e as Regras” é o tema da palestra que o Dr. João Alpuim Botelho vai proferir no próximo dia 7 de Maio, a partir das 15 horas, em Loures, a convite do Grupo Folclórico Verde Minho. A iniciativa é aberta ao público em geral e deverá ter lugar no auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, junto ao Parque da Cidade, a contar com a presença de representantes do município de Loures, entidades ligadas ao folclore e ao regionalismo minhoto, conhecidos museólogos, etnólogos e outros estudiosos do nosso folclore.

A iniciativa é aguardada com grande expectativa, tratando-se o palestrante além do mais, anterior director do Museu do Traje de Viana do Castelo e um dos autores da obra “Uma Imagem da Nação – Traje à Vianesa”, editado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, sendo actualmente responsável pelo Museu Bordalo Pinheiro, da Câmara Municipal de Lisboa.

João Alpuim Botelho nasceu em 1967, em Viana do Castelo. Licenciado em História (FLL, 1989), possui o Mestrado em Museologia, tendo defendido uma tese sobre “Panorama Museológico do Alto Minho” (U.N.L., 2007).

Desde 1991, trabalha na Câmara Municipal de Viana do Castelo e, desde 1999, foi responsável pelo Museu do Traje, criado em 1997, com a gestão e direção da instalação e processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus concluído em 2004.

No âmbito da sua atividade no Museu do Traje realizou cerca de 20 exposições de temática etnográfica, ligada à investigação e pesquisa da vida rural tradicional e da identidade alto minhota.

Publicou, entre catálogos e artigos, cerca de 50 trabalhos sobre a mesma temática. Destes trabalhos relevo a edição de Uma Imagem da Nação, O Traje à Vianesa, com Benjamim Pereira e António Medeiros (ed CMVC, 2009)

Ainda no âmbito dos Museus desenvolvi um conjunto de Núcleos Museológicos situados nas freguesias do Concelho de Viana do Castelo, que dispõe de cinco em funcionamento (Moinhos de Vento de Montedor, em Carreço; Moinhos de Água, em S.L. Montaria; do Pão, em Outeiro; do Sargaço, em Castelo de Neiva; das actividades Agro-Marítimas, em Carreço) estando esta rede em permanente alargamento.

Desde Julho de 2009 sou Chefe de Divisão de Museus da Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo a meu cargo dois Museus que integram a Rede Portuguesa de Museus: o Museu de Arte e Arqueologia e o Museu do Traje

Iniciou a sua vida profissional no Centro Nacional de Cultura com Helena Vaz da Silva, no Dep de Divulgação Patrimonial em 1990/91. Entre 1995 e 2002 deu aulas no Curso de Turismo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPVC de História de Artes e Ofícios Tradicionais, Animação Cultural e Património e Museologia.

Entre 2002 e 2005, foi Diretor Executivo da Culturporto – associação de produção cultural privada, financiada pela Câmara Municipal do Porto, responsável pela gestão do Teatro Rivoli e pela Animação da Cidade. Durante este período, e para além da atividade normal do teatro Rivoli, organiza o projeto Bairros - projeto de criação artística com crianças de bairros desfavorecidos, a Festa na Baixa, conjunto de atividades de animação e divulgação do património da Baixa do Porto, o Capicua 2002, Ciclo de programação comissariado por Eduardo Prado Coelho, o Pontapé de Saída, ciclo de programação de encontro entre as artes e o futebol, no âmbito do Euro 2004, Colóquio Encenação do Passado, com Marc Augé, Vítor Oliveira Jorge, Jorge Freitas Branco, Nuno Carinhas, Abertura da Livraria do Rivoli, primeira livraria do Porto dedicada às Artes de Palco, Fundação da Sem Rede, Rede de Programação de Novo Circo, para a divulgação da disciplina de novo circo, integrada por 13 espaços culturais.

Integrou o Grupo de Trabalho para a Animação da Cidade durante o Euro 2004, criado pela Câmara Municipal do Porto para a coordenação da animação da cidade durante o Campeonato Europeu de Futebol e também a Comissão Executiva da exposição Homenagem a Fernando Galhano: 1904 -1994, na Biblioteca Almeida Garrett, em Novembro de 2004.

Realizou a Exposição Sala do Oriente de José Rodrigues Proposta para uma viagem, no Convento de S. Paio, Vila Nova de Cerveira, em Dezembro de 2006.

CASA DE ARCOS DE VALDEVEZ EM LISBOA CELEBRA A PASCOELA

Quebrando uma tradição de longos anos, este ano não haverá a visita Pascal no Domingo, na Sede Social da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez.

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A comunidade arcuense radicada na região de Lisboa celebrará a Pascoela, no dia 23 de Abril, nas suas instalações em Marvila.

A cerimónia ocorrerá às 15 horas, mantendo a tradição das nossas aldeias onde será dada a cruz a beijar e não vão faltar os doces e o vinho fino após a saída da Cruz. E, como não podia deixar de acontecer, as concertinas vão alegrar a Festa de Cristo Ressuscitado.

Foto: Notícias dos Arcos

CASA DO CONCELHO DE PONTE DA BARCA DESAPARECEU HÁ 16 ANOS

A realização em 2001 de um almoço de lampreia que reuniu cerca de sessenta pessoas foi porventura a última iniciativa da Casa do Concelho de Ponte da Barca, em Lisboa. Constituída em 1992, aquela instituição regionalista debatia-se então com a dificuldade de liquidar o empréstimo bancário concedido para a aquisição das suas instalações na rua do Telhal. E, segundo apurámos junto de alguns associados, a situação mantém-se por resolver, sendo que o seu destino depende actualmente da Câmara Municipal de Ponte da Barca.

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Desde então, aquela casa regional deixou de realizar actividades e inclusivamente eleger os respectivos corpos gerentes. A situação mantém-se num impasse e não se vislumbra a possibilidade da sua reactivação.

Entretanto, um grupo de barquenses decidiu constituir na região de Lisboa o Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega, uma associação com identidade própria e que, apesar disso, bem poderia contribuir para a reactivação e dinamização da Casa do Concelho de Ponte da Barca. Mas, ao que tudo leva a supor, os ventos não estão de feição!

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PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA GERAL DA CASA COURENSE EM LISBOA DIZ QUE FAZEM FALTA COURENSES DE GARRA PARA CONTINUAR O PROJECTO

A propósito da actual situação pela qual atravessa a Casa Courense em Lisboa, o BLOGUE DO MINHO solicitou um depoimento à Presidente da Assembleia Geral daquela casa regional, srª Fernanda Castro, o qual nos foi gentilmente concedido e que reproduzimos na íntegra.

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A Instituição Casa Courense tem tudo para sobreviver seja qual for a tempestade, já sobreviveu a algumas.

Tem uma belíssima sede extraordinariamente bem situada, tem o apoio da Câmara Municipal e das restantes instituições do concelho, tem sócios e amigos o que é fundamental para o bom funcionamento da associação.

Neste momento fazem falta Courenses de garra para continuar um projecto que foi sonhado e concretizado muitos anos atrás.

Acredito nas gentes da minha terra, eles vão aparecer, porque sabem que fechar portas não é solução.

Por Coura e pelos Courenses, sempre.

Saudações Courenses 

Fernanda Castro

CASA COURENSE EM LISBOA CORRE O RISCO DE FECHAR AS PORTAS

O futuro da Casa Courense depende da mobilização dos seus associados para superar a actual crise

A Casa Courense em Lisboa reúne no próximo dia 9 de Abril a sua Assembleia Geral para apresentação e votação do Relatório e Contas referente a 2016 e eleição dos novos corpos gerentes. Porém, aquela associação está a atravessar uma grave crise que pode levar mesmo à sua dissolução. Sucede que não se vislumbra a possibilidade de vir a ser apresentada uma lista candidata aos corpos gerentes.

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Segundo informações que obtivémos junto de vários sócios, a Presidente da Direcção, Patrícia Rodrigues, entregou as chaves a outro elemento da Direcção e deixou de comparecer na Casa Courense, sem no entanto ter apresentado a demissão formal ao Presidente da Assembleia Geral, tendo no seu gesto sido seguida por outros directores.

Contactada pelo BLOGUE DO MINHO, Patrícia Rodrigues não se mostrou disponível para prestar quaisquer esclarecimentos, apesar da posição sempre colaborante deste espaço de informação na divulgação das iniciativas daquela casa regional.

A actividade tem vindo a tornar-se cada vez mais reduzida, muitos associados têm vindo a afastar-se e a Direcção está restringida a dois elementos. Caso os sócios não se mobilizem com vista à apresentação de uma lista aos corpos gerentes, restará ao Presidente da Assembleia Geral a alternativa de nomear uma comissão administrativa e aguardar que venham a ser criadas as condições para a formação de uma lista, sob pena de ser votada a dissolução da associação.

Esta situação crítica que a Casa Courense em Lisboa atravessa ocorre numa altura em que, no próximo dia 8 de maio, assinala 27 anos de existência, afirmando-se como um pólo agregador das gentes de Paredes de Coura e de muitos minhotos radicados na capital.

Instalada na Rua General Taborda, 18 – Porta 7, em Lisboa, na Freguesia de Campolide, aquela associação regionalista conta com perto de um milhar de associados. Ao longo da sua existência, a Casa Courense tem vindo a realizar diversas iniciativas de âmbito regionalista que mobilizam os respectivos conterrâneos, das quais destacamos a organização regular de colheitas de sangue em colaboração com a Associação de Dadores Benévolos de Paredes de Coura, a tradicional matança do porco e o encontro de concertinas.

A Casa Courense em Lisboa tem “por objectivo a promoção cultural, recreativa e desportiva dos seus associados, a divulgação dos usos e costumes da nossa região e das suas gentes”. E, como sempre, os courenses que vivem em Lisboa e a sua casa regional – a Casa Courense – contarão sempre com a colaboração desinteressada do BLOGUE DO MINHO na divulgação das suas actividades.

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ANTIGOS TRABALHADORES DOS ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO VÃO DESFILAR EM LISBOA

Ex-trabalhadores dos ENVC promovem marcha silenciosa em Lisboa para exigir regime de exceção

Os ex – trabalhadores dos estaleiros de Viana do Castelo decidiram, hoje, por unanimidade, realizar uma marcha “silenciosa”, no próximo dia 28 de abril, em Lisboa, rumo ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, para exigir um regime de exceção para os cerca de 100 antigos funcionários que, até maio, vão perder o subsídio de desemprego.

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“Marcámos, para dia 28 de abril, em Lisboa, uma marcha silenciosa até ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social para entregar um documento com as nossas preocupações”, afirmou hoje o porta-voz da comissão representativa dos ex-trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), António Ribeiro.

Aquele responsável, que falava aos jornalistas no final de uma reunião onde participaram cerca de uma centena de antigos funcionários da empresa pública de construção naval, adiantou que aquele protesto, “poderá ficar sem efeito se, até aquela data,  obtivermos respostas às nossas preocupações, quer a nível local a nível governamental”.

Em causa estão “cerca de uma centena de ex-trabalhadores que, até maio, ficam sem subsídio de desemprego e qualquer apoio social por não terem atingido os 57 anos exigidos pela lei para requererem a reforma antecipada por desemprego prolongado”.

“Se há quatro anos houve uma exceção para destruir a empresa e apresentar um plano de rescisões amigáveis agora também deve haver um regime de exceção face às penalizações com que estamos confrontados”, afirmou o porta-voz daquela comissão criada em setembro de 2016 para discutir o seu futuro com forças políticas e agentes do poder.

António Ribeiro adiantou ter sido também “aprovada por unanimidade” a presença dos antigos funcionários da empresa pública de construção naval, no próximo dia 03 de abril, na Assembleia Municipal de Viana do Castelo para pedir o apoio da cidade à sua luta”.

“Vamos à Assembleia Municipal manifestar as nossas preocupações e pedir apoio financeiro para nos deslocarmos a Lisboa, ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. Vamos pedir à Câmara de Viana do Castelo que esteja connosco”, disse na Junta de Freguesia da Meadela, onde decorreu a reunião dos ex-trabalhadores dos ENVC.

Em outubro passado, o presidente da Câmara, José Maria Costa anunciou uma proposta, a apresentar ao Governo, que prevê um programa de formação que permita empregar nas novas empresas locais os ex-trabalhadores dos estaleiros.

Na altura, explicou que o objetivo é dar aqueles ex-trabalhadores “novas competências ou reorientar as suas competências profissionais atendendo a que Viana do Castelo está, neste momento, a atrair novos investimentos no setor automóvel”.

Fonte: http://radioaltominho.pt/

ATILHOS NAS CHINELAS ADULTERAM O TRAJE TRADICIONAL

Existem grupos folclóricos que se apresentam publicamente com atilhos a segurar as chinelas para que as moças não as percam nas voltas da dança. Trata-se de algo que julgávamos ter há muito desaparecido na apresentação do folclore. Não obstante, e para nossa desagradável surpresa, essa “habilidade” tem vindo a ser exibida por vários grupos folclóricos, incluindo alguns – pasme-se! – da nossa região.

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As imagens que publicamos respeitam a actuações recentes na região de Lisboa de dois grupos folclóricos minhotos, oriundos de Cabeceiras de Basto.

A inclusão de atilhos nas chinelas, normalmente constituídos por elásticos, atados aos pés e aos tornozelos, constitui uma adulteração do traje tradicional e resulta numa desclassificação do grupo folclórico que assim se apresenta e, sobretudo, uma representação menos digna da terra que dizem representar. Trata-se de um erro que urge corrigir!

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PÓVOA DE LANHOSO LEVOU MARIA DA FONTE À BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

Foi um sucesso a performance mimética alusiva à Maria da Fonte, que a Póvoa de Lanhoso apresentou na BTL, no dia 18 de março. 

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Seis mulheres caraterizadas com terracota e auxiliadas por varapaus, rodeiam a Maria da Fonte, alternando quadros cénicos estáticos com dinâmicos, cuja estética teatral evidencia força, determinação, coragem e revolta.

Esta performance foi construída para criar impacto na Feira de Turismo e chamar a atenção de todas as pessoas para a figura da Maria da Fonte, que dá identidade ao município da Póvoa de Lanhoso. O objetivo foi conseguido, porque ninguém ficou indiferente a esta encenação e todos queriam saber mais sobre esta personagem da nossa história.

“Apostamos na presença de eventos como a BTL e que consideramos importantes no âmbito da nossa estratégia de divulgação e de promoção do concelho. Estamos satisfeitos com esta participação e certos de que iremos continuar a recolher frutos, ao nível do turismo e das áreas que lhe estão associadas”, refere o Vereador da Cultura e Turismo da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues.

Pelo resultado atingido com esta estreia na BTL, perspetiva-se um impacto semelhante noutras feiras e eventos turísticos promocionais do nosso município. 

Há que fazer jus ao poeta e potenciar o valor patrimonial das 7 mulheres do Minho que já têm, na história desta belíssima terra, uma página doirada.  

De lembrar que no âmbito da estratégia do Consórcio Minho-In, de que faz parte a CIM do Ave, numa parceria concertada com a Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal (TPNP), a Póvoa de Lanhoso apresentou-se na BTL como a Terra da Maria da Fonte. No final da performance teatral, as protagonistas ofereceram ao público presente as Rochas do Pilar escolhidas, desta vez, para representar a doçaria local, acompanhadas da divulgação dos fins-de-semana gastronómicos, em que as mesmas se encontram associadas ao Cabrito à S. José.

Dentro da parceria Minho-In / TPNP, é já desde 2010 que o Município, em parceria com a Associação de Turismo da Póvoa de Lanhoso, tem concretizado ações de promoção do concelho neste certame. Filigrana, Património, Identidade e Gastronomia têm sido os argumentos utilizados para atrair os públicos que ali afluem.

O Consórcio Minho IN – que integra as Comunidades Intermunicipais do Alto Minho, do Cávado e do Ave (de que faz parte a Póvoa de Lanhoso), associando os 24 municípios do Minho – esteve presente de 15 a 19 de março na BTL 2017 – Feira Internacional de Turismo, no Parque das Nações, em Lisboa, contando para o efeito com um stand próprio, no espaço da Entidade de Turismo do Porto e Norte de Portugal.

No âmbito da sua participação no mais importante certame turístico a nível nacional, o Minho IN dinamizou o seu espaço, através de um vasto programa de animação promovido em parceria com os 24 municípios do Minho, que integrou, no dia 18 de março, a representação teatral “Póvoa de Lanhoso – 7 Mulheres do Minho”.

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PAREDES DE COURA LEVA MAGIA À BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

Paredes de Coura e ‘O Mundo ao Contrário’ distribuíram magia na BTL com a performance do Tosta Mista

‘O Mundo ao Contrário’, encontro de espetáculos, animação de rua, instalações, oficinas e residências artísticas, que este ano decorre entre 24 e 30 de julho em Paredes de Coura, esteve no centro das atenções na Bolsa de Turismo de Lisboa contagiando de arte e magia todos quantos passaram pelo Parque das Nações, em Lisboa.

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Tendo por palco o stand do Turismo Porto e Norte de Portugal, Paredes de Coura apostou no dia da abertura da BTL numa performance interativa do Tosta Mista, artista que promoveu o evento com a sua atuação e distribuiu material promocional.

A interação do Tosta Mista com quem passou junto ao stand do TPNP foi de tal forma entusiasmante, que rivalizou em número de assistência com a cerimónia protocolar da inauguração que contou com a presença do Ministro da Economia, Caldeira Cabral, que também não ficou indiferente ao espetáculo.

Para além deste momento performativo único promovido pelo Município, Paredes de Coura também integrou todos os dias a ‘Minho Happy Hour’ no âmbito das ações de animação do stand do ‘Minho IN’, com prova de produtos da Loja Rural, nomeadamente biscoitos, enchidos, licores, entre outros.

A edição deste ano de ‘O Mundo ao Contrário’ está agendada para o período entre 24 e 30 de julho, destina-se a toda a família e tem entrada livre, reunindo artistas nacionais e internacionais que transportam os participantes para um mundo onírico onde a imaginação, a criatividade, o riso e o absurdo tomam lugar.

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MINHOTOS ENCERRAM EM APOTEOSE BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

O Grupo Folclórico Verde Minho e o Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez cantaram e dançaram no últmo dia da edição deste ano da Bolsa de Turismo de Lisboa, conferindo ao certame um colorido e uma alegria que são bem características das gentes e do folclore minhoto.

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Aos primeiros acordes das concertinas, eis que numeroso público se aproximou dos grupos folclóricos para os ver actuar. E, ao ritmo do vira e da chula, da rosinha e da cana-verde, aquela grandiosa feira de turismo terminou em ambiente de festa. E, para o ano, haverá mais!

Fotos: Manuel Santos

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PÓVOA DE LANHOSO EXPÕE FOTOGRAFIAS SOBRE O CAMINHO DE SANTIAGO DE COMPOSTELA

“O Caminho de Santiago de Compostela - um Caminho para todos”, no Castelo de Lanhoso

Está patente até ao dia 24 de março, no Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso, a exposição de fotografia “O Caminho de Santiago de Compostela - um Caminho para todos”. A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso conta com a parceria da Associação Espaços Jacobeus – Delegação de Braga nesta iniciativa. 

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De lembrar que esta mostra abriu ao público no passado dia 10 de março, sendo que, na mesma oportunidade, teve lugar uma palestra sobre o referido tema. “Conscientes da importância que o Castelo de Lanhoso representa para o nosso concelho, não só pela ligação histórica à D. Teresa, mas pela forma como catapulta o nome da Póvoa de Lanhoso no panorama nacional e internacional, temos vindo a reforçar e diversificar a oferta cultural para que este monumento nacional não proporcione apenas as tradicionais visitas. Queremos, portanto, aliar a carga histórica e simbólica ao mesmo tempo que incutimos sensações diferenciadoras aos visitantes, proporcionando, por outro lado, o conhecimento da história do nosso concelho”, refere o Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues. “É com base neste propósito que surgiu esta palestra e a exposição de fotografias alusivas aos Caminhos de Santiago de Compostela, pois é um tema que tem vindo a merecer a nossa melhor atenção, até porque o Castelo de Lanhoso está intimamente ligado às peregrinações ao túmulo do apóstolo Santiago, desde logo pelo Bispo D. Pedro, responsável pela reforma ocorrida no Castelo de Lanhoso, entre 1070 e 1091, e pela própria D. Teresa que também se deslocou a Santiago de Compostela. O Município pretende continuar a reforçar a atratividade deste ex-libris municipal, até porque os resultados têm sido francamente positivos”, conclui o mesmo responsável.

A palestra em torno das peregrinações ao túmulo do apóstolo Santiago, o Maior, foi o mote para elucidar os presentes sobre as exigências e as constantes superações pessoais, físicas e psicológicas, que cada um tem que ultrapassar até alcançar a catedral de Santiago de Compostela.

Quem estiver interessado em aprofundar esta temática, pode visitar a exposição até ao dia 24 de março, no interior do Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso, de quarta a domingo, entre as 10h00 e as 12h30 e entre as 14h30 e as 17h30.

A título de curiosidade, é de referir que no fim-de-semana de 11 e 12 de março (que coincidiu com o início das Festas de S. José), passaram perto de 250 pessoas pelo interior da Torre de Menagem, provenientes de países como Portugal, Espanha, Peru e Japão.

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PINTORES MUTES DE ARCOS DE VALDEVEZ E MIGUEL MOREIRA E SILVA DE BRAGANÇA EXPÕEM EM LISBOA

Exposição de Pintura (Contrastes) de Mutes  & Miguel Moreira e Silva, na Vernissage, de 19 de Abril a 31 de Maio

Contraste é a base da comunicação visual, permitindo a distinção dos elementos em relação ao espaço circundante existente, na diferenciação dos seus tons de luz. Nesta Exposição de Pintura de nome CONTRASTES apresentada por Mutes & Miguel Moreira e Silva no dia 19/04/2017 com vernissage pelas 18.30, na Galeria Europa América, situada na Avenida Marquês de Tomar, 1B 1050-152, em LISBOA é bem visível a diferença nas propriedades visuais de cada um, contrastando - se na obra de ambos.

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Mutes nasce em França, Margny Les Compiegne em 1976, regressa a Portugal em 1986, reside atualmenteem Arcos de Valdevez. È pintor autodidata, expõe com regularidade desde 2004. Está representado em diversas coleções nos vários Continentes, ultrapassando mais de uma centena de exposições nacionais e internacionais. Através da sua arte somos transportados para um mundo de histórias contadas através da tela, onde é possível ver uma certa crítica social, religiosa e política m alguns dos trabalhos. São figuras mutantes com predominância de fortes e atrativos campos pictóricos, que nos fazem viajar num mundo imaginário, danças de uma mão que desenha de forma despreocupada, usando o (DES) Cubismo como forma de se afirmar. Organiza e projecta várias exposições, foi fundador e curador dos colectivos de pintura, M4K1, Um Coletivo no Individual, H.e.x.a e M.O.C.A. Frequentou alguns ateliês onde aprendeu técnicas do contornismo, acabando por fundir com a sua forma de fazer Cubismo.

- Rompendo com os padrões estéticos que primam pela perfeição das formas na busca da imagem realista, nesta minha coleção designada (Des) Cubismo Contornismo, busco a desestruturação da obra em todos os seus elementos. Decompondo a obra em partes, através de figuras mutantes imaginárias, contornando-a nas suas dimensões, numa superfície plana, sob estranhas e variadas formas com o predomínio de linhas curvas e retas, numa estruturação das figuras e dos objetos desajustados, movimentando-os em torno de si próprios através da sua fragmentação, dando abertura e apresentando todos os seus lados num plano frontal em relação ao espectador.

Miguel Moreira e Silva nasceu em 1967, vive e desenvolve o seu trabalho em Bragança. Licenciado em Animação e Produção Artística desenvolve regularmente os seus trabalhos artísticos desde 1992, expõe de forma permanente em Bragança na galeria História e Arte e no Museu Ibérico da Máscara e do Traje, desde 2007.

Sobre as obras: Os seus trabalhos deambulam entre múltiplas técnicas das quais se destaca a pintura, assemblage e a escultura. Nas telas, o autor explora o contraste das cores cheias que se aplicam sobre figuras humanas. As figuras, tratadas como personagens tipo refletem distintas tipologias de propaganda e aparato, denunciando os diferentes atributos e técnicas que em diferentes tempos e espaços provocaram o mesmo efeito de “fa stupire”. A assemblage constitui uma técnica recorrente na experimentação artística de Miguel Silva que lhe permite explorar o ecletismo dos elementos que as incorporam traduzindo uma atitude livre de categorizações, espaço confortável para a prática do autor. Todos os detalhes estabelecem uma forte carga emocional entre eles e entre o todo que supõe o seu conjunto. São narrativas, episódios pessoais, memórias, diários visuais onde a plasticidade dos objetos e a carga simbólica das formas assumem o valor lexical do registo. O autor mistura elementos que sugerem o ritual, a catarse como processo de exorcismo. Confronta-nos o pesadelo e a agressividade na angulosidade e dureza de materiais. A uniformização das composições é sugerida na envolvência sanguínea que cobre a superfície dos objetos reunidos."

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BRAGA PROMOVE-SE NA BTL, A MAIOR FEIRA NACIONAL DE TURISMO E UMA REFERÊNCIA A NÍVEL INTERNACIONAL

Património, eventos, comércio, gastronomia, cultura e desporto estiveram em evidência na BTL

De Quinta-feira até ontem, Braga promoveu-se na Bolsa de Turismo de Lisboa, a maior Feira Nacional de Turismo e uma referência a nível internacional. Com mais de 1.200 expositores entre agências de viagem, operadores turísticos, hotelaria, transportes, organismos oficiais nacionais e internacionais, jornalistas e bloggers, de mais de 42 países, distribuídos por 37.000 m2, esta foi uma acção repleta de sucesso em termos de divulgação e promoção turística do Concelho.

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“Estamos satisfeitos com os resultados alcançados. Fizemos centenas de contactos com operadores, jornalistas e responsáveis internacionais, que permitirão nos próximos anos incrementar ainda mais o movimento turístico de Braga”, referiu António Barroso, em representação da Câmara Municipal de Braga, explicando que a presença de Braga na BTL resulta da articulação com o projecto Minho Inovação e a Entidade de Turismo do Porto e Norte de Portugal, e insere-se na estratégia de promoção do Concelho “fora de portas”.

O responsável aproveitou também para destacar “a diversidade de agentes bracarenses deste sector que proporcionaram a existência de pontos de divulgação do que Braga tem de melhor em todos os pavilhões da BTL”.

A agenda geral de eventos, o roteiro familiar, a campanha `Taste Braga` em parceria com a Associação Comercial de Braga (de promoção das iniciativas gastronómicas, com destaque para as Sugestões do Chef que decorrem até 9 de Abril), os grandes eventos como a «Semana Santa», «Braga Romana», «S. João», «Noite Branca», «Braga Barroca», «Braga é Natal», incluindo o «Presépio de Priscos» e iniciativas com realização já em Março e Abril, como a 50 edição da Agro e o «IDrone Experience» mereceram especial referência.

A distinta e rica oferta cultural do Theatro Circo e do GNRation, assim como eventos desportivos como a «Rampa da Falperra», a «Street Stage do Rally de Portugal» com a disponibilização de um concorrido simulador, mas também toda a agenda de eventos desportivos que enriquecem a Braga 2018 - Cidade Europeia do Desporto, estiveram em foco na BTL. O rico e distinto património, os espaços naturais, o comércio e a animação nocturna, aliados a uma grande e qualificada disponibilidade hoteleira e uma localização estratégica no contexto do noroeste peninsular foram também motivo de promoção. Este ano mereceu também destaque uma apresentação pública do novo Parque de Exposições de Braga que verá a luz do dia em 2018.

Para António Barroso, “revelarmos que estamos perto de tudo, com uma oferta hoteleira diversificada e com mais de três mil camas, com uma gastronomia cinco estrelas, um comércio vivo e atractivo e o fervilhar da juventude, faz de Braga um destino que surpreende quem não nos conhece e conquista quem vem a Braga. O contacto com profissionais do turismo e com o público lisboeta e do Sul do país permite-nos reforçar a nossa notoriedade e convidar a visitarem Braga”.

A BTL é cada vez mais uma feira que atrai não só profissionais como também cativa o público em geral. Trata-se da maior montra da oferta turística a falar português e constitui uma oportunidade para conhecer novos destinos e soluções de viagens, juntando num só espaço vários operadores, desde hotelaria, viagens, transportes, entre muitos outros.

Em 2016, a feira recebeu mais de 75 mil visitantes durante os cinco dias de certame, dos quais 35 mil foram profissionais do sector.

Pós Tour BTL em Braga

Durante o fim-de-semana, estiveram em Braga mais de 20 operadores turísticos de países como Noruega, Polónia, Itália, Estados Unidos, Rússia, Brasil e França, uma iniciativa da Câmara Municipal em parceria com a Associação de Turismo do Porto e Norte (ATP).

“Continuamos assim a prosseguir a nossa estratégia de promoção do território para incrementar o Turismo levando ao crescimento das nossas empresas, mas também ao surgimento de oportunidades para novos projectos poderem singrar e assim sustentarmos o nosso desenvolvimento”, concluiu António Barroso.

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PRESIDENTE DA REPÚBLICA APRENDE RENDAS DE BILROS

O Presidente da República, Prof. Doutor Macelo Rebelo de Sousa, visitou ontem a Bolsa de Turismo de Lisboa, demorando-se particularmente nos pavilhões das Regiões de Turismo e prestando uma especial atenção ao artesanato tradicional.

A presença das rendilheiras de bilros de Vila do Conde mereceu-lhe bastante curiosidade que mais pareceu estar interessado em conhecer esta arte popular.

Fotos: Manuel Santos

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ELÉCTRICO DA CARRIS COLHE VIANENSE NO DIA EM QUE LISBOA FESTEJA CONCLUSÃO DAS OBRAS NA ZONA DO CAIS DO SODRÉ

A notícia é do jornal “Correio da Manhã” e relata o seguinte: Jaime Araújo, de 47 anos, estava em Lisboa em passeio, com uma mulher de 40 anos. O professor de Viana do Castelo atravessava a avenida 24 de Julho, junto ao Mercado da Ribeira, ao que tudo indica na passadeira, quando foi violentamente atropelado pelo elétrico da Carris. Ficou debaixo da composição e ferido com gravidade. A mulher com quem estava sofreu ferimentos leves. Segundo explicou ao CM fonte das equipas de socorro, foi necessário "elevar o elétrico com almofadas especiais" para se conseguir retirar a vítima. Tudo aconteceu no sábado ao final da tarde, mas passou despercebido ao público em geral. O trabalho heroico dos elementos do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e das equipas do INEM ficou registado numa fotografia a que o CM teve ontem acesso. Jaime Araújo foi transportado para o Hospital de S. Francisco Xavier, sendo depois transferido para o Egas Moniz, onde ainda se encontra nos "cuidados intensivos e gravemente ferido", disse ao CM fonte da família, que procura testemunhas das circunstâncias do acidente. O CM contactou ontem a Carris, que não respondeu em tempo útil. A PSP investiga.”

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Em tempos, o BLOGUE DE LISBOA alertava para a conveniência de alterar a circulação dos transportes públicos naquela zona da cidade, nomeadamente por razões de segurança, o que pode ser lido em http://bloguedelisboa.blogs.sapo.pt/porque-nao-circulam-os-transportes-46656. De resto, já há um século, o arquitecto Miguel Ventura Terra advogava a supressão da circulação dos transportes colectivos de passageiros naquela zona, incluindo a linha ferroviária.

Não obstante, a Câmara Municipal de Lisboa optou por manter a situação e, pior ainda, foi recuperar o modelo urbanístico dos anos sessenta: um canteiro com árvores no eixo central da avenida que vai impedir a ultrapassagem dos veículos de circulação prioritária, nomeadamente as âmbulâncias médicas em marcha de urgência.
Por ironia, a actual configuração da circulação rodoviária na área do Cais do Sodré regista a tragédia num momento em que a cidade festeja a conclusãpo das obras no local. Mas, vejamos o que o nosso parceiro BLOGUE DE LISBOA disse a respeito da circulação dos transportes públicos na avenida 24 de Julho, em Lisboa:
“A alteração da circulação dos transportes públicos para o lado norte da avenida 24 de Julho, em Lisboa, permitiria eliminar os cruzamentos e aumentar a segurança dos peões.
A circulação dos transportes públicos, na avenida 24 de Julho, entre o Cais do Sodré e a avenida da Índia, efetua-se no lado sul, junto à linha de comboios, apresentando diversos inconvenientes como o congestionamento do tráfego nos cruzamentos, redução da fluidez da circulação automóvel e riscos de atropelamento de peões.
O acesso às estações de comboio em Santos e no Cais do Sodré implicam o atravessamento da movimentada avenida 24 de Julho por parte dos transeuntes, quase sempre de forma desordenada fora das respetivas passadeiras. Os passeios que lhes estão destinados são demasiado estreitos. E o trânsito circula com demasiados constrangimentos em virtude da excessiva quantidade de sinalização luminosa e cruzamentos numa via rodoviária que, em lugar de proporcionar a fluidez, tem vindo a ser transformada em área de parqueamento automóvel.
Por fim, o entroncamento da avenida 24 de Julho com a avenida da Índia representa um triplo cruzamento, com os transportes públicos a cruzarem-se entre si e com as viaturas particulares em simultâneo.
Não se vislumbrando qualquer justificação válida para que os carros elétricos circulem ao lado da linha férrea, a sua transferência para o lado norte da avenida, juntamente com os demais transportes públicos, permitiria eliminar de imediato os cruzamentos do Cais do Sodré e da Avenida da Índia, proporcionando ao mesmo tempo a dinamização diurna através do incremento comercial e da circulação de pessoas numa área dominada por edifícios com reduzido aproveitamento e em mau estado de conservação, como sucede junto às Tercenas do Marquês.
A construção de acessos subterrâneos às estações de comboio em Santos e no Cais do Sodré permitiriam ainda eliminar o atravessamento de peões à superfície e aumentar consideravelmente a fluidez do trânsito sem riscos de segurança para os transeuntes.
Lisboa só teria a ganhar com uma obra que iria produzir efeitos práticos na vida dos seus habitantes.”

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ENTIDADES BRACARENSES APRESENTAM NA BTL NOVO PARQUE DE EXPOSIÇÕES DE BRAGA

Novo Parque de Exposições de Braga apresentado na maior feira de turismo nacional. Maior e melhor espaço de congressos, exposições e eventos apresentado em Lisboa

A Câmara Municipal de Braga e a InvestBraga fizeram uma apresentação do novo Parque de Exposições de Braga (PEB) na Bolsa de Turismo de Lisboa, a maior feira nacional de turismo. Tratou-se de uma oportunidade para, junto de um conjunto de possíveis clientes, utilizadores e divulgadores, colocar na agenda este que será um espaço de referência no noroeste peninsular.

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"A importância de divulgar este espaço, que será o maior a Norte do Douro, a operadores, agências de eventos, responsáveis de diversos organismos públicos e privados, bem como a jornalistas e bloggers, é um desiderato que tem vindo a ser cumprido para incrementar a futura actividade deste empreendimento que será único no contexto ibérico e decisivamente alavancará e consolidará Braga como local para a realização dos mais diversos eventos e iniciativas. O novo PEB será a verdadeira âncora que nos permitirá reforçar a actividade turística, nomeadamente no turismo de negócios, congressos e eventos" afirmou António Barroso do Gabinete de Apoio à Presidência da CMB.

José Coutinho, da InvestBraga, apresentou a panóplia de espaços e a modularidade da utilização deste espaço distinto e singular. "A InvestBraga está muito empenhada em oferecer uma dinâmica ao PEB como ele nunca teve. Vamos continuar com estas acções de divulgação a nível nacional e internacional, pois é importante captar novos eventos para que o PEB seja mais um elemento da afirmação internacional de Braga".

Já Melchior Moreira, Presidente da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, referiu que Braga tem feito um ´excelente trabalho de dinamização e promoção turística´. “Neste caso particular, o investimento no novo PEB vem oferecer um espaço único para reforçar a atractividade da região e será sem dúvida um instrumento fundamental de combate à sazonalidade e incremento da estadia média", afirmou.

PEB com novas valências

O PEB terá três áreas distintas e polivalentes: grande nave; centro de congressos; espaços exteriores. Nos espaços exteriores está incluída a criação de uma nova praça, o arranjo de todo o espaço expositivo exterior, com a criação de uma nova portaria, a criação de novas áreas verdes e de lazer e com uma eficaz integração urbana.

O Centro de Congressos terá um conjunto de novas valências, novas acessibilidades, um novo auditório, uma nova sala de congressos modular, sala de exposições polivalente, salas de reuniões, novos bares e zonas de acolhimento e auditório principal renovado. Polivalência e modularidade vão marcar este novo centro de congressos que irá ganhar também todas as condições necessárias em termos de climatização e acústica.

Para a Grande Nave, o projecto prevê a criação de uma galeria, deambulatório superior, aumento da área de exposição, novas áreas de bar e instalações sanitárias, novas áreas de camarins para artistas, novas salas de reuniões para clientes e uma nova teia para suspensão de equipamentos. Além da climatização, tratamento luminotécnico e acústico, a Grande Nave será polivalente e modular, permitindo a utilização parcial do espaço.

O projecto de requalificação inclui, igualmente, espaços complementares como um restaurante/self-service, que passará a estar integrado no corpo do edifício, uma cafetaria, bares e espaços para aluguer.

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GUIMARÃES PARTICIPA NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

Guimarães promove-se até domingo na maior feira dedicada ao lazer e viagens de Portugal

Depois dos primeiros dias destinados aos profissionais ligados ao setor do turismo, o evento é aberto ao público em geral a partir desta sexta-feira e até domingo, 19 de março. Montra da oferta turística destaca a cultura e o património de Guimarães.

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Dar a conhecer as potencialidades do concelho enquanto destino turístico de referência na região norte e a nível nacional e internacional é o grande objetivo da participação de Guimarães na 29ª edição da BTL - Bolsa de Turismo de Lisboa, a maior feira dedicada ao setor de lazer e viagens de Portugal, que decorre até domingo, 19 de março, na FIL, no Parque das Nações, em Lisboa.

A forte ligação à origem da identidade e da nacionalidade portuguesa, associada ao Centro Histórico Património Mundial, estão no centro da estratégia de comunicação desenhada para o evento. A promoção do destino vimaranense inclui os principais equipamentos culturais e museológicos, assim como é igualmente visível através das empresas locais, mais precisamente de empreendimentos de hotelaria e restauração.

O stand do Município de Guimarães encontra-se inserido na Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal. Para os profissionais ligados ao setor do turismo é uma oportunidade para analisar a tendência dos mercados e posicionar a sua oferta de uma forma inovadora e competitiva. Para o público, constitui a oportunidade de conhecer novos destinos e soluções de viagens, comparar propostas e fazer aquisições a preços altamente competitivos, juntando num só espaço vários operadores.

Na edição deste ano da BTL – Feira Internacional de Turismo, participam todas as entidades regionais de turismo nacional e ainda 30 municípios portugueses. A feira conta também com a presença de 42 destinos internacionais, dos quais sete são novidade no certame: Argentina, Zimbabwe, Colômbia, África do Sul, Peru, Pontevedra e Taipé. Esperam-se 75 mil visitantes numa área de exposição de 37.500 metros quadrados, onde estão mais de 1.200 entidades e empresas.

O MELHOR DE AMARES NA MAIOR FEIRA NACIONAL DE TURISMO

O Município de Amares voltou a estar representado na BTL 2017 – Feira Internacional de Turismo, que está a decorrer até ao dia 19 de março, no Parque das Nações, em Lisboa, dando a conhecer a oferta turística natural, patrimonial, cultural e religiosa

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do concelho e, em particular, os seus produtos locais mais emblemáticos como forma de atrair as atenções de novos turistas, investidores e visitantes.

A enogastronomia do concelho foi, durante a tarde de ontem, presença marcante e motivo de atração para os visitantes daquele que é considerada a maior e mais importante mostra do setor turístico a nível nacional, numa happyhour realizada com uma prova de vinhos verdes, acompanhada por uma degustação de doces confecionados à base de laranja de Amares. O momento, que contou com a presença do vereador do Turismo e vice-presidente da Câmara de Amares, Isidro Araújo, serviu, também, para divulgar os grandes eventos desportivos de Amares, tudo numa lógica de afirmação das potencialidades do concelho como destino turístico diferenciador e de qualidade.

O Município de Amares apresentou-se na BTL integrando o espaço Consórcio Minho IN, no Stand do Turismo do Porto e Norte de Portugal.

 

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JARDIM ZOOLÓGICO DE LISBOA PARTICIPA NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

Barquense Bento de Sousa foi um dos principais mentores do Jardim Zoológico de Lisboa

O Jardim Zoológico e de Aclimatação de Lisboa está presente na Bolsa de Turismo de Lisboa para dar a conhecer as suas ofertas aos visitantes.

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Actualmente localizado em Sete Rios, o Jardim Zoológico é desde sempre um dos espaços mais apreciados pelos portugueses, sobretudo pelos mais novos, constituindo simultaneamente um dos locais de grande atracção turística da capital.

Inaugurado em 28 de Maio de 1884, este foi o primeiro parque do género na Península Ibérica. Instalado inicialmente no Parque de São Sebastião da Pedreira, foi dez anos mais tarde transferido para os terrenos de Palhavã onde actualmente se situa a Fundação Calouste Gulbenkian e, em 1905, para a Quinta das Laranjeiras, propriedade do Conde de Burnay, junto a Sete Rios, onde ainda se mantém.

A ideia da criação do Jardim Zoológico surgira dois anos antes que formaram uma “sociedade zoológica”, contando-se entre os seus mentores o ilustre médico barquense Bento de Sousa, personalidade em relação à qual já aqui nos referimos em http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/manuel-bento-de-sousa-um-minhoto-que-5363962

O Jardim Zoológico e de Aclimatação de Lisboa conta actualmente com cerca de 2 mil animais de 332 espécies diferentes, representativas das mais diferentes regiões do mundo.

Fotos: Manuel Santos

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ALUNOS CERVEIRENSES CONVIVEM COM “ESCRITORES EM BELÉM”

O Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Cerveira foi um dos selecionados, entre mais de 200 escolas de todo o país, para proporcionar a um grupo de alunos uma conversa com o escritor António Mota no Palácio de Belém, complementada por uma visita aos jardins do Palácio e ao Museu da Presidência da República. Deslocação a Lisboa decorreu esta terça-feira, com a presença da Vereadora Aurora Viães, e com uma surpresa final: um breve convívio com o Presidente da República.

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 “Escritores em Belém” é a primeira iniciativa virada especialmente para a Educação deste mandato presidencial do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa. A Presidência da República junta escritores de livros infantojuvenis com alunos do Ensino Básico e Secundário para uma conversa em torno dos livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura, no Palácio de Belém.

Por intermédio da Biblioteca Escolar, Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Cerveira candidatou-se a este programa aberto à participação de todas as escolas do país, sendo selecionado para participar na sessão desta terça-feira, 14 de março.

Os professores do 1º ciclo, em sede de departamento, selecionaram as turmas 3ºA do Centro Escolar Norte – Campos e 4ºA do Centro Escolar de Cerveira que rumaram à capital portuguesa para uma atividade lúdico pedagógica fora do contexto escolar e sempre com a expetativa de conhecer o com a possibilidade de conhecer o Presidente da República.

Acompanhados dos respetivos professores e auxiliares, e com a presença da Vereadora Aurora Viães e do diretor do Agrupamento Venceslau Teixeira, os alunos estiveram à conversa com o escritor António Mota, visitaram os jardins do Palácio de Belém e o Museu da Presidência da República. A meio da visita, o Prof. Marcelo Rebelo de Sousa surpreendeu o grupo com a sua presença, com os pequenos terem a possibilidade de conversarem com o Presidente da República e de preservar esse momento com selfies e fotografia de grupo.

O Programa “Escritores no Palácio” conta com a colaboração da Associação Portuguesa de Escritores, da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, do Plano Nacional de Leitura, da Rede de Bibliotecas Escolares e da Sociedade Portuguesa de Autores.

ARCOS DE VALDEVEZ APRESENTA 30 EMPRESAS NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

A BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa teve início ontem à tarde e foram 30 as empresas a aceitar o desafio lançado pela autarquia de Arcos de Valdevez para dar a conhecer o melhor da região neste grande certame dedicado ao turismo.

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 A apresentação faz-se com base em três pilares de promoção do território: turismo de natureza e turismo cultural, gastronomia e enoturismo,. Acreditamos que estes três segmentos dão aos operadores presentes na BTL uma ideia bastante completa da nossa localização e oferta integrada que Arcos de Valdevez possui.

Durante o certame, irão ser promovidos dois packs promocionais: um para a Festa da Montanha, que se realiza nos dias 10 e 11 de Junho  e um outro para “o Recontro de Valdevez”, um evento histórico e cultural, com data marcada para o fim de semana de 7,8 e 9 de Julho.

Serão realizadas diversas ações de promoção do concelho como por exemplo provas de vinhos, promoção de fumeiro, do alojamento e hotelaria locais, do Festivinhão, da Reconstituição do Recontro de Valdevez e Mercado Medieval, a exibição de filmes promocionais, as atuações do grupo de Cavaquinhos e do Rancho Folclorico da Casa dos Arcos de Lisboa, entre outras.

A Autarquia apoiou as empresas que quiseram participar nesta feira de turismo, facilitando a logística e organização de modo a se apresentarem perante os potenciais investidores e operadores turísticos nacionais e internacionais.

Esta é mais uma excelente oportunidade de aliciar compradores, conhecer a concorrência e analisar as tendências de mercado.

Esta é mais uma iniciativa de promoção do turismo realizada pela Câmara Municipal e os diversos parceiros de Arcos de Valdevez.

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Programa Arcos Valdevez BTL

Dia 15 de Março (Quarta-feira)

10h00 às 19h00 | Reconstituição do Recontro de Valdevez e Mercado Medieval

(Espaço do Município de Arcos de Valdevez)

10:00 prova de vinho espumante com produtos locais – AVVEZ

10:00h EXIBIÇÃO VIDEO PROMOCIONAL DA Associação Vinhos de Valdevez

10:00h -19:00h  Promoção FestiVinhão

18:00h prova de vinho espumante com produtos locais – AVVEZ

18h00» 18h15 | Promoção da Recriação Histórica do Recontro do Vez

Município de Arcos de Valdevez

10h00 às 19h00 Promoção do PACK promocional Recontro do vez – Alojamento+ animação natureza + ALMOÇO OU JANTAR

PROMOÇÃO SOTEIO EXPERIENCIA A REALIZAR DIA 19

16:00 Exibição de filmes promocionais do município

Presença no stand associação do vinho

Dia 16 de Março (Quinta-feira)

10h00 às 19h00 | Promoção da Festa da Montanha – 10 e 11 de junho |Parque Nacional da Peneda Gerês

(Espaço do Município de Arcos de Valdevez)

Atividades Ardal – Porta do Mezio

10h00 às 19h00 Promoção do PACK promocional festa da Montanha– Alojamento+ animação natureza + ALMOÇO OU JANTAR

PROMOÇÃO SOTEIO EXPERIENCIA A REALIZAR DIA 19

16:00 Exibição de filmes promocionais do município

Presença no stand quinta da lamosa, sobrenatura e nature 4

Dia 17 de Março (Sexta-feira)

10:00h – 1900h Promoção fumeiro Arcos de Valdevez

10:00h – 2300 Exibição de filme tipologias de Alojamento Arcos de Valdevez

16:00 Exibição de filmes promocionais do município

10h00 às 19h00 Promoção do PACK promocional Recontro do vez – Alojamento+ animação natureza + ALMOÇO OU JANTAR

10h00 às 19h00 Promoção do PACK promocional festa da Montanha– Alojamento+ animação natureza + ALMOÇO OU JANTAR

PROMOÇÃO SOTEIO EXPERIENCIA A REALIZAR DIA 19

Dia 18 de Março (Sábado)

12h00 às 23h00 | Promoção da Festa da Montanha – 10 e 11 de junho |Parque Nacional da Peneda Gerês

(Espaço do Município de Arcos de Valdevez)

12h00 às 23h00 | Reconstituição do Recontro de Valdevez e Mercado Medieval

(Espaço do Município de Arcos de Valdevez)

21h00 | Promoção da Recriação Histórica do Recontro do Vez

Município de Arcos de Valdevez

21h30 | Grupo de Cavaquinhos da Casa dos Arcos de Lisboa

Município de Arcos de Valdevez

16:00 Exibição de filmes promocionais do município

10h00 às 19h00 Promoção do PACK promocional Recontro do vez – Alojamento+ animação natureza + ALMOÇO OU JANTAR

10h00 às 19h00 Promoção do PACK promocional festa da Montanha– Alojamento+ animação natureza + ALMOÇO OU JANTAR

PROMOÇÃO SOTEIO EXPERIENCIA A REALIZAR DIA 19

19h00 | Sorteio de Experiências

Uma noite no ArcosHotel | Um trilho no Parque Nacional da Peneda Gerês | Um Almoço ou Jantar (bebidas não incluídas)

(Espaço do Município de Arcos de Valdevez | TPNP)

Dia 19 de Março (Domingo)

12h00 às 20h00 | Promoção da Festa da Montanha – 10 e 11 de junho |Parque Nacional da Peneda Gerês

(Espaço do Município de Arcos de Valdevez)

12h00 às 23h00 | Reconstituição do Recontro de Valdevez e Mercado Medieval

(Espaço do Município de Arcos de Valdevez)

16:00 Exibição de filmes promocionais do município

10h00 às 19h00 Promoção do PACK promocional Recontro do vez – Alojamento+ animação natureza + ALMOÇO OU JANTAR

10h00 às 19h00 Promoção do PACK promocional festa da Montanha– Alojamento+ animação natureza + ALMOÇO OU JANTAR

PROMOÇÃO SOTEIO EXPERIENCIA A REALIZAR DIA 19

16h30 | Rancho Folclórico da Casa dos Arcos de Lisboa

Município de Arcos de Valdevez

19:00h Sorteio experiencias

(espaço Municipio)

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CELORICO DE BASTO LEVA FESTA DAS CAMÉLIAS À BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

Celorico de Basto termina promoção às Camélias com “Ação de charme” no comércio local

O município de Celorico de Basto está a apostar na promoção da Festa Internacional das Camélias, um dos maiores certames a decorrer em Celorico de Basto, a última ação promocional decorreu ontem, 15de março, na BTL, Bolsa de Turismo de Lisboa, e neste momento decorre a “ação de charme” pelo comércio local com entrega de camélias artesanais a todos os comerciantes.

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“Com este pequeno gesto procuramos agradecer aos nossos comerciantes a forma tão empenhada e disponível como abraçaram as propostas de atividade sugeridas pelo município. É muito gratificante verificar que toda a população tem procurado fazer o melhor possível para fazer parte desta festa tornando a Capital das Camélias ainda mais florida” disse o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva.

Uma comitiva do município percorre as ruas dos centros urbanos de Celorico de Basto e distribui as camélias artesanais aos comerciantes, que durante o fim-de-semana deverão usar na lapela dando ainda mais “brilho à Festa Internacional das Camélias”.

Ontem, Celorico de Basto fez-se representar na BTL tendo apresentado aos visitantes o programa da Festa Internacional das camélias reforçando o facto de a data estar fidelizada para o 3º fim-de-semana de março de cada ano, fazendo já o convite para a edição de 2018. Em simultâneo, apresentou uma degustação de produtos locais nomeadamente vinho verde, fumeiro, mel, broa e pão-de-ló.

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RANCHO FOLCLÓRICO DA CASA DE PONTE DE LIMA ACTUA NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

Ponte de Lima apresenta-se na Bolsa de Turismo de Lisboa no dia 18 de março

Ponte de Lima irá marcar presença, mais uma vez, na Bolsa de Turismo de Lisboa que se realiza entre 15 e 19 de março, sendo que participação do nosso concelho destacar-se-á no dia 18.

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O concelho limiano tem conquistado cada vez mais turistas nos últimos tempos, que muito se deve ao grande empenho do Município na sua divulgação, pois esta terra tem muito para oferecer a quem a visita. Desde a gastronomia, aos vinhos, passando pelo património cultural e natural, costumes e tradições, tudo são motivos para Ponte de Lima visitar.

No stand da entidade Regional do Turismo Porto e Norte (TPNP), Ponte de Lima far-se-á representar pela sua imagem e produtos regionais, como enchidos, fumados e vinhos verdes, sendo elementos essenciais do nosso património eno-gastronómico para atrair turistas durante o ano inteiro. Durante esta mostra haverá uma prova de vinhos da casta Loureiro, para os verdadeiros apreciadores de um bom vinho verde.

Para representar a riqueza da etnografia e da cultura do concelho de Ponte de Lima na capital, irá desfilar e atuar na feira, o Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Ponte de Lima, quer no palco principal às 16h, quer junto ao stand do Minho IN e TPNP.

BOLSA DE TURISMO DE LISBOA ABRE AS PORTAS E O MINHO DÁ AS BOAS-VINDAS AOS VISITANTES

A Bolsa de Turismo de Lisboa – BTL abriu hoje as suas portas para apresentar uma diversificada oferta turística, contando com uma elevada participação de expositores nacionais e estrangeiros ligados ao turismo, dando a conhecer as ofertas turísticas dos seus países e das diferentes regiões do nosso país. Em dia de inauguração, o certame contou com a presença entre outros do Presidente do Governo Regional da Madeira, Dr Miguel Albuquerque, que se demorou na visita aos diversos expositores, sempre acompanhado pelos dirigentes da Associação Industrial Portuguesa, incluindo o Engº Rocha de Matos, descendente de limianos.

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A Feira conta com a participação de muitas centenas de expositores das mais diversas regiões do país e também do estrangeiro, com especial destaque para o Brasil.

O certame decorre até ao próximo dia 19 de Março, nos pavilhões da Feira Internacional de Lisboa, no Parque das Nações. Desde a paisagem e a gastronomia ao artesanato e ao património histórico, sem esquecer as festas e romarias tradicionais, procura-se promover as potencialidades da nossa região utilizando os mais diversos meios, das provas de sabores à realização de conferências, da distribuição de folhetos e a recriação de figuras históricas e outras demonstrações da cultura tradicional.

Para além dos expositores, o certame será animado por diversos grupos folclóricos e da cultura tradicional minhota, de entre os quais o Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez e o Rancho Folclórico Verde Minho, sediado em Loures.

Destinada a “Potenciar novos contactos e promover os melhores negócios é uma das premissas da organização”, a Feira Internacional de Turismo de Lisboa constitui um espaço privilegiado de “negócio e networking de todos os profissionais do Turismo e também um palco aberto ao debate e discussão do sector” e, simultaneamente, um local de “de animação e promoção turística para o público”.

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CERVEIRA PROMOVE CONCEITO DE “VILA DAS ARTES” NA BTL 2017

O Município de Vila Nova de Cerveira ruma a Lisboa, no próximo fim-de-semana, para participarnamaior feira do setor em Portugal, a Bolsa de Turismo de Lisboa(BTL).A XIX Bienal Internacional de Arte, o XIII Dancerveira e o Desfile de Crochet são os eventos em grande destaque no sábado, 18 de março.

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A 29.ª edição da BTL- Bolsa de Turismo de Lisboa arranca hoje na FIL – Parque das Nações, prolongando-se até ao próximo domingo. Vila Nova de Cerveira apresenta-seno espaço do Consórcio Minho IN, integrado no stand da Entidade de Turismo do Porto e Norte de Portugal (ETPN), comuma programação especial para dar a conhecer as potencialidades do concelho, em particular a vertente artística cultural que vai marcar o verão 2017.

Conhecida como Cerveira, Vila das Artes’, o sábado à tarde é dedicado à bienal de arte mais antiga do país através de uma ação promocional da XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira (15 de julho a 16 de setembro de 2017) para as 16h00, no stand de Entidade de Turismo do Porto e Norte de Portugal (ETPN).

Segue-se uma performance da ADEIXA para promover o XIII DANCERVEIRAque, este ano, decorre de 29 de junho a 02 de julho. Este será um espaço artisticamente animado e colorido, com as bailarinas a atuarem vestidas de crochet, chamando a atenção para o evento‘O Crochet veste com arte… em Cerveira’, que vai realizar-se no dia 22 de julho.

Entre as 14h00 e as 20h30, o Stand Minho In acolhe a elaboração de crachás personalizados, distribuição de flyers e de vouchers para a XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira, assim comoum espaço de pintura ao vivo pelo convidado Ricardo de Campos. No final, será sorteada uma obra de arte.

A BTL 2017 promete muitas surpresas ao longo dos 1200 expositores, onde estarão presentes os representantes de turismo internacionais e regionais, agências de viagens e operadores turísticos, hotelaria, transportes, entre muitos outros.Na sua 29.ª edição a BTL, feira de turismo organizada pela FIL e Fundação AIP, espera superar os 75 mil visitantes do ano passado.

AMARES VOLTA A MARCAR PRESENÇA NA BTL

O Município de Amares vai estar presente na BTL 2017 – Feira Internacional de Turismo, que decorre de 15 a 19 de março, no Parque das Nações, em Lisboa, dando mais um marcante passo para promover o potencial turístico do concelho naquele que é o mais importante certame turístico a nível nacional.

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Integrado no espaço Consórcio Minho IN, no Stand do Turismo do Porto e Norte de Portugal, o Município de Amares vai promover, no dia 16 de março (quinta-feira) a enogastronomia do concelho, numa happyhour marcada por prova de vinhos verdes, acompanhada por uma degustação de doces confecionados à base de laranja de Amares. O Município de Amares estará também a divulgar eventos desportivos emblemáticos do concelho, bem como, a impulsionar o potencial turístico natural, patrimonial, cultural e religioso numa lógica de afirmação da região como destino turístico de excelência e atração de novos turistas e visitantes, fundamentais para alavancar o desenvolvimento e o crescimento desta região.

Com 1.200 expositores, a BTL 2017 será a maior montra dos diferentes players do turismo, desde as agências de viagens e operadores turísticos, hotelaria, transportes, unidades de turismo rural, entidades regionais de turismo, entre muitos outros. Na BTL 2017 estarão representadas todas as entidades regionais de turismo nacionais e 30 municípios que se representam individualmente, 42 destinos internacionais, o que constitui, uma vez mais, uma excelente oportunidade para o Município de Amares mostrar aquilo que tem de melhor.

GRUPO ETNOGRÁFICO DANÇAS E CANTARES DO MINHO DIVULGA PLANO DE ACTIVIDADES PARA 2017

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PLANO DE ACTIVIDADES 2017

GRUPO ETNOGRÁFICO DANÇAS E CANTARES DO MINHO

ACTIVIDADES MARCADAS PARA 2017

05 – 01 - Cantar Janeiras – Lisboa – Carnide

06 - 01 – Cantar Janeiras – Lisboa - Solar dos Presuntos

07 – 01 – Cantar ao Menino – Fonte da Senhora – Alcochete

08 – 01 - Cantar Janeiras – Odivelas

12 – 01 – Cantar Janeiras – Lisboa – Bairro Alto

13 – 01 - Cantar Janeiras – Campolide e Alcantara – Benfica

14 – 01 – Assembleia Geral GEDCM

15 – 01 – Cantar Janeiras - Lisboa – Belém

20 – 01 - Cantar Janeiras – Benfica

21 – 01 – Actuação no Martin Moniz – Festa do Inicio do Ano Chinês

21 - 01 – Cantar Janeiras – Lisboa – Baixa

07 – 02 – Actuação na Sala do Leão – Castelo de S Jorge - Lisboa

11 – 02 – Festival de Beneficência em Poceirão - Palmela

18 - 03 - Actuação na União e Progresso da Venda Nova - Amadora

26 – 03 – ARRAIAL MINHOTO

Ringue António Livramento

Grupos Participantes

Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho

Rancho Folclórico “ OS MINHOTOS “ da Ribeira da Lage

Rancho Folclórico da Casa do Minho

01 - 04 - Encontro Nacional de Jovens Folcloristas da FFP - Mira de Aire

23 – 04 – Peregrinação da Federação do Folclore Português a Fátima

29 - 04 - Encontro de Amigos Folcloristas -S Romão – Seia

07 - 05 - Participação na Acção de Formação da ADLPDCTP - Bemposta - Loures

14 - 05 – Festival de Folclore “CIDADE DE LISBOA

37º FESTIVAL DE FOLCLORE

CIDADE DE LISBOA / 2017

14.05.2016

15h30m

No Ringue António Livramento

Junta de Freguesia de Benfica

1 - Rancho Folclórico “ As Lavradeiras de Pedroso “

Vila nova de Gaia

DOURO LITORAL

2 – Rancho Folclórico e Etnográfico de Vale de Açores

Mortágua

BEIRA LITORAL

3 – Rancho Folclórico de Praias do Sado

Setúbal

ESTREMADURA SUL

4 – Grupo Académico de Danças Ribatejanas

Santarém

RIBATEJO

5 - Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho

GRUPO ORGANIZADOR

27 – 05 – Festival Nacional de Folclore – Touguinha – Vila do Conde

03 – 06 – Festival de Folclore de S Tiago do Bougado - Trofa

17 – 06 – Festival Nacional de Folclore de Ponte de Sor

22/25 – 06 – Arraial de S.Pedro – Benfica – LISBOA

25 – 06 – Festival Nacional de Folclore de Benfica – LISBOA

GRUPOS PARTICIPANTES

1 – Rancho Folclórico de Avis

2 – Grupo Folclórico da Casa do Povo de Arcena – V F Xira

3 – Grupo Folclórico de Belas – Sintra

4 – Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho

01 - 07 - Actuação em Sintra

08 – 07 – Festival de Folclore do Laranjeiro – Almada

29 – 07 – Festival de Folclore da Boavista – Portalegre

08 - Reservado para Festival CIOFF na EUROPA

10 - 09 - Festival de Folclore - Festas de Sobral de Monte Agraço

16 - 09 - Desfile Nacional do Traje FFP em Abrantes

23 - 09 - Festival de Folclore " Cidade da Amadora " Grupo Alegria do Minho

07 – 10 – Festival de Folclore de Castrovães - Águeda

11 – 11 – Magusto do Grupo – Lisboa

10 – 12 – Almoço de Natal do Grupo – Lisboa

17 – 12 – Cantares ao Menino – Igreja da Graça - Lisboa

CASA DE PONTE DE LIMA ESTÁ SEM REI NEM ROQUE!

A Casa do Concelho de Ponte de Lima reuniu ontem a sua Assembleia Eleitoral com vista à eleição dos corpos gerentes para o triénio 2017/2019. Porém, não foi apresentada qualquer lista candidata e a actual Direcção deverá permanecer em funções por mais 30 dias, findos os quais, se não surgir entretanto qualquer candidatura, o Presidente da Assembleia Geral nomeará uma Comissão Administrativa que assegurará a gestão corrente por mais 90 dias. Se o impasse se mantiver, caberá à Assembleia Geral encontrar uma solução para o problema, a qual pode passar pela dissolução da associação.

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Aquela casa regional vem desde há vários anos a entrar em acentuado declínio com o notório afastamento de muitos dos seus associados, situação a que não é alheia a eliminação da categoria de sócio auxiliar e, sobretudo, a descaracterização da sua actividade. Acresce ainda a isto a previsão para breve das obras de ligação do “corredor verde” ao Parque Florestal de Monsanto, como aliás já era do conhecimento da associação desde 1987.

Agora que nem para desfile de vaidades serve aquela associação, deixaram de aparecer concorrentes aos corpos gerentes, incluindo aqueles que, repetindo sucessivos mandatos, procuravam manter-se vitaliciamente nos cargos. Aguardam agora que os fundadores – quais bombeiros chamados a apagar o fogo! – venham acudir à derrocada eminente, como se eles não tivessem na devida altura feito aquilo que lhes competia e, aos primeiros dirigentes, o mérito de terem guindado a Casa de Ponte de Lima ao mais elevado topo do regionalismo!

GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO DANÇA NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

O Grupo Folclórico Verde Minho vai no próximo dia 19 de Março, a partir das 16 horas, actuar na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), levando consigo a alegria das gentes do Minho.

Potenciar novos contactos e promover os melhores negócios é uma das premissas da organização do certame. Algo que tem sido alcançado com assinalável sucesso, muito por força da capacidade de inovação e de antecipação das necessidades do mercado.

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A BTL é um espaço de negocio e networking de todos os profissionais do Turismo e também um palco aberto ao debate e discussão do sector.

A BTL é também um espaço de animação e promoção turística para o público.

Entretanto, para além das iniciativas calendarizadas no âmbito do FolkLoures’17 e da Desfolhada do Milho em A-das-Lebres, o Grupo Folclórico Verde Minho tem agendadas as seguintes actuações:

- 6 de Junho, pelas 15h30, na Freguesia da Encosta do Sol, na Amadora, a convite do Rancho Folclórico Dançar é Viver;

- 4 de Junho, em Oliveira do Hospital;

- 10 de Junho, na Feira Antiga, em Oeiras;

- 17 de Junho, em Cuba, a convite do Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba;

- 5 de Agosto, em Ovar, a covite do Grupo Folclórico “Cancioneiro de Ovar”;

- 17 de Dezembro, em Loures, na Igreja Matriz, a realizar o Encontro de Cantares ao Menino.

MINHOTOS FAZEM ARRAIAL EM LISBOA

Joaquim Pinto foi eleito Conselheiro Técnico da CTR do Alto Minho da Federação do Folclore Português

O Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho leva no próximo dia 26 de Março a efeito o Arraial Minhoto, a ter lugar no Ringue António Livramento, na Freguesia de Benfica. O evento conta ainda com a participação do Rancho Folclórico “Os Minhotos” da Ribeira da Lage – Oeiras e do Rancho Folclórico da Casa do Minho.

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De referir que, face às recentes alterações na estrutura orgânica da Federação do Folclore Português no que respeita à área de intervenção dos Conselhos Técnicos Regionais (CTR’s), o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho tem vindo a realizar um processo de transição que o levará a representar exclusivamente a região do Alto Minho. Aliás, este agrupamento folclórico acaba de ver eleito o sr. Joaquim Pinto, seu dirigente há mais de quarenta anos, como conselheiro regional da CTR do Alto Minho.

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CASA DO MINHO EM LISBOA MANTÉM-SE FIEL À DIVISA: UMA BOA MESA PARA UMA BOA POLÍTICA REGIONALISTA!

Cerca de centena e meia de pessoas afluíram hoje à Casa do Minho para degustar uma das mais apreciadas iguarias da cozinha tradicional minhota: o arroz de lampreia do rio Minho!

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O repasto foi bem regado com o bem apaladado vinho verde de Vila Nova de Cerveira e incluiu sopa e doçarias características da nossa região que fizeram deste Almoço da Lampreia um verdadeiro manjar dos deuses.

O cozinheiro foi Paulo Duque, Vice-presidente da Direcção da Casa do Minho e, nem mais, um dos exímios cantadores do seu Rancho Folclórico. E, após dois suculentos almoços de lampreia, os minhotos preparam-se de novo para um prolongado jejum, uma vez que a época da desova da lampreia está prestes a terminar.

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QUANTOS CONSELHOS TÉCNICOS REGIONAIS DISPÕE O FOLCLORE DO MINHO NA FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS?

A Federação do Folclore Português elegeu ontem os membros dos Conselhos Técnicos Regionais (CTR’s), em sessão que decorreu no Cine-teatro Alba, em Albergaria-a-Velha. Entre os referidos Conselhos, contam-se o Conselho Técnico Regional de Entre-o-Douro-e-Minho, o Conselho Técnico Regional do Alto Minho, o Conselho Técnico Regional do Baixo Minho e o Conselho Técnico Regional do Douro Litoral Norte.

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Sucede ainda que, a região de Lisboa onde existem 14 grupos folclóricos referentes à região de Entre-o-Douro-e-Minho, está contemplada com a constituição do Conselho Técnico Regional da Estremadura Centro Saloia, o que leva a concluir que nesta região apenas existem saloios e jamais recebeu gentes oriundas das mais diversas regiões do país, não obstante alí terem constituído as suas “casas regionais” e ranchos folclóricos.

A existência de um Conselho Técnico Regional de Entre-o-Douro-e-Minho parece-nos a opção mais acertada por reflectir a identidade histórica e geo-etnográfica de toda aquela região, apesar das naturais difenças que sempre existem entre concelhos e até dentro destes em pequenas localidades. De resto, deixa de lado a existência artificial inventada pelo Estado Novo de uma suposta província do Douro Litoral.

Porém, a existência simultânea de mais três CTR’s – Alto Minho, Baixo Minho e Douro Litoral Norte – levanta-nos sérias dúvidas à sua funcionalidade e sobretudo à compreensão daquilo que deveria ser a definição coerente de regiões etnográficas.

A partir de agora e, em termos práticos, a que Conselho Técnico Regional da Federação do Folclore Português se deverá dirigir um grupo folclórico sediado na área do Distrito de Viana do Castelo? E, como deverá proceder um grupo folclórico que represente simultaneamente o Alto e o Baixo Minho, como sucede com alguns sediados na região de Lisboa? Neste último caso, deverão contactar o CTR do Alto Minho, o CTR do Baixo Minho, o CTR de Entre-o-Douro-e-Minho ou o CTR da Região Saloia?

Salvo melhor explicação, parece-nos que vai aqui alguma confusão!...

Carlos Gomes

ARCUENSES DANÇAM NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

O Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez vai no próximo dia 19 de Março, a partir das 15 horas, actuar na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), levando consigo a alegria das gentes do Minho.

Potenciar novos contactos e promover os melhores negócios é uma das premissas da organização do certame. Algo que tem sido alcançado com assinalável sucesso, muito por força da capacidade de inovação e de antecipação das necessidades do mercado.

A BTL é um espaço de negocio e networking de todos os profissionais do Turismo e também um palco aberto ao debate e discussão do sector.

A BTL é também um espaço de animação e promoção turística para o público.

MINHOTOS LEVAM A FESTA À FEIRA SALOIA DE MOSCAVIDE

O Grupo Concertinas e Cantigas do Rancho Folclórico Verde Minho actuou esta tarde na Feira Saloia à Moda Antiga que decorre em Moscavide. Os minhotos levaram consigo as concertinas e os cavaquinhos e, com eles, soltando as mais alegres rapsódias do nosso folclore e, com alguma brejeirice, a alegria contagiante que sempre caracteriza as nossas gentes onde quer que se encontrem.

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No jardim de Moscavide, dezenas de barraquinhas ofereciam as mais diversas iguarias provenientes de diferentes regiões do país, desde os enchidos de Lamego e os queijos da Serra da Estrela às alheiras de Mirandela e às fogaças de Santa Maria da Feira. E não faltou sequer uma artesão conferindo novas e coloridas formas ao típico galo de Barcelos feito apito-de-água.

A Freguesia de Moscavide, actualmente agregada à Freguesia da Portela, pertence ao concelho de Loures. O nome Moscavide deverá ter origem no topónimo árabe al-Masqba ou maskabat que significa “sementeiras” indica as características remotas da localidade. Porém, a paisagem rural cedeu o lugar sucessivamente à indústria e à urbanização operária e, mais recentemente, ao comércio e serviços, sobretudo de espaços de diversão nocturna, para o que contribuiu de sobremaneira a proximidade do Parque das Nações.

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FOLKLOURES’17: MUSEU MUNICIPAL DE LOURES EXPÕE “CARROÇAS DA REGIÃO SALOIA”

O Museu Municipal de Loures participa no FolkLoures’17 com a realização de uma exposição subordinada ao tema “Carroças da Região Saloia”, a ter lugar nas instalações do próprio museu, com inauguração prevista no dia 24 de Junho, pelas 16 horas. A exposição tem entrada gratuita e ficará patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira).

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Ainda no dia 24 de Junho, a Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção profere uma palestra subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Museu.

O Museu Municipal de Loures encontra-se instalado na Quinta do Conventinho, sita na Estrada Nacional, 8, em Santo António dos Cavaleiros, a escassos 4 quilómetros de Loures, um edifício conventual contruído na segunda metade do século XVI.

Constituído em 26 de julho de 1998, o Museu encontra-se instalado no 13.º convento dos frades franciscanos da Província de Santa Maria da Arrábida, apresentaposições de  exposições de temática arqueológica e etnográfica, com o intuito de dar a conhecer a realidade e a vivência das populações rurais do município de Loures, assim como a sua história. Possui duas salas de exposições, oficinas, reservas visitáveis, um centro de documentação especializado em história local, loja, cafetaria com esplanada, parque de estacionamento e acesso para pessoas com mobilidade reduzida.

O FolkLoures apresenta um programa cultural rico e diversificado que, sob o impulso e capacidade organizativa do Rancho Folclórico Verde Minho, catapulta o concelho de Loures para a ribalta da cultura tradicional portuguesa.

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MINHO PARTICIPA NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

Viana do Castelo mostra bordados tradicionais

Potenciar novos contactos e promover os melhores negócios é uma das premissas da organização. Algo que tem sido alcançado com assinalável sucesso, muito por força da capacidade de inovação e de antecipação das necessidades do mercado.

A BTL é um espaço de negocio e networking de todos os profissionais do Turismo e também um palco aberto ao debate e discussão do sector.

A BTL é também um espaço de animação e promoção turística para o público.

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ARCOS DE VALDEVEZ PARTICIPA NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

Arcos de Valdevez na BTL, o maior certame de turismo em Portugal

“Somos um destino de natureza com um património natural e cultural únicos em Portugal. Estamos no Parque Nacional Peneda-Gerês, na Reserva Mundial da Biosfera da UNESCO e ligado à fundação de Portugal Arcos de Valdevez onde Portugal se fez”.

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Nesse sentido, os profissionais do setor do turismo de Arcos de Valdevez foram desafiados pela Câmara Municipal  a estarem presentes na Feira BTL – Bolsa de Turismo de Lisboa, entre os dias 15 e 19 de Março.

É através desta parceria que se vai tornar possível reforçar o posicionamento do concelho no panorama turístico nacional e até internacional. Assim, a Autarquia está a apoiar as empresas que queiram participar nesta feira de turismo, facilitando a logística e organização de modo a que se apresentem perante os potenciais investidores e operadores turísticos nacionais e internacionais. Esta é uma oportunidade única de aliciar compradores, conhecer a concorrência e analisar as tendências de mercado.

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MUNICÍPIO DE MONÇÃO REUNE-SE COM INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL

Autarca monçanense desloca-se hoje a Lisboa para fazer um ponto de situação dos investimentos rodoviários previstos para o concelho. Em cima da mesa, a construção de uma rotunda no cruzamento de S. Pedro. Augusto de Oliveira Domingues vai alertar para a perigosidade daquela estrutura epara a necessidade urgente em avançar com aquele investimento inscrito no plano rodoviário de proximidade para o presente ano.

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O presidente da Câmara Municipal de Monção, Augusto de Oliveira Domingues,vai a caminho de Lisboa para uma reunião, ao início da tarde, com o presidente do Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal, António Laranjo. A seu lado, segue a Vice-Presidente, Conceição Soares.

Este encontro, agendado a pedido do autarca monçanense, tem como finalidade fazer um ponto da situação dos investimentos rodoviários previstos para o concelho, destacando-se, entre outros, a reabilitação da EN 101 entre a rotunda de Cortes e a rotunda de acesso ao centro urbano/ponte internacional, bem como a construção de uma rotunda no cruzamento de S. Pedro.

Augusto de Oliveira Domingues vai apresentar o projeto de reabilitação da EN 101, investimento aprovado na reunião do executivo do passado dia 13 de fevereiro, solicitando apoio na componente do asfaltamento da via, responsabilidade da Infraestruturas de Portugal.

Constando no plano rodoviário (ou de proximidade) nacional para 2017, o autarca monçanense vai interceder junto daquele responsável para que a calendarização de execução da rotunda de S. Pedro seja cumprida, argumentando com a constante perigosidade e insegurança causada a peões e automobilistas.

O autarca monçanense vai reforçar a sua posição favorável à construção daquela estrutura, lembrando ao responsável daquele organismo o compromisso estabelecido com a população local durante a discussão e aprovação do projeto de reabilitação da EN 101.

ESTÚDIO DE DANÇA DE CARNAXIDE LEVA A CIRANDA AO MERCADO DE SANTA CLARA EM LISBOA

Quem disse que os mercados são só para comprar e vender?

No Mercado de Santa Clara também se dança!

Partindo das danças e cantares tradicionais portugueses, levamos ao Mercado um espetáculo que faz uma ponte entre o tradicional e o contemporâneo, entre o popular e o erudito: a Ciranda.

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Ciranda é uma dança comunitária, para todas as idades e sem limite de participantes.

Começa com uma roda pequena que vai crescendo, à medida que as pessoas vão entrando, abrindo o círculo e mãos nas mãos com quem já dança.

Simultaneamente, uma orquestra de câmara e músicos convidados interpretam canções tradicionais portuguesas, numa viagem pelo país de lés-a-lés, com paragens no Minho, em Trás-os-Montes, nas Beiras, no Ribatejo e Alentejo.

Cabe Portugal inteiro no Mercado de Santa Clara, um edifício datado de 1877 e situado num terreno que testemunhou momentos decisivos da história de Lisboa. 

Tragam a família, venham cirandar e aproveitem para olhar com outros olhos para um conjunto de edifícios que, num raio de alguns metros, contam inúmeras histórias da cidade.

RANCHO DA BOBADELA REPRESENTA A REGIÃO SALOIA NO FOLKLOURES’17

O Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Loures vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Como não podia deixar de suceder, os usos e costumes das gentes da região saloia em geral e do concelho de Loures em particular não poderiam deixar de estar presentes. As tradições saloias constituem a matriz etnográfica de um concelho que acolheu de braços abertos os minhotos, beirões, transmontanos, alentejanos e as mais variadas gentes de todo o país, dos países de expressão portuguesa e de todo o mundo. Por essa via, Loures tornou-se porventura um dos concelhos mais cosmopolitas do nosso país. Eis a razão pela qual o FolkLoures – Encontro de Culturas adquiriu um novo formato, mais abrangente e inclusivo, inédito no domínio do folclore e da cultura tradicional cujo modelo em breve inspirará outras organizações de eventos semelhantes. Por conseguinte, o Rancho da Bobadela representará na edição deste ano os usos e costumes da região saloia e do concelho de Loures.

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O Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela iniciou a sua actividade etnográfica com as marchas dos santos populares em Junho de 1983.

Nos primeiros anos, este rancho foi uma secção de uma outra colectividade da freguesia até que, a 26 de Fevereiro de 1987, se celebrou a escritura pública que deu corpo à União Cultural e Folclórica da Bobadela, o que o torna mais antigo do que a colectividade a que actualmente pertence.

Localizada na zona oriental do concelho de Loures, a freguesia da Bobadela era banhada pelos rios Tejo (a leste) e Trancão (a sul e a oeste), sendo que este último a separava das freguesias de Unhos (a oeste) e de Sacavém (a sul e sudoeste); a norte e noroeste fazia fronteira com a freguesia de São João da Talha, da qual se desmembrou. Pelo facto da Vila da Bobadela pertencer ao Concelho de Loures, o qual se encontra inserido na zona Saloia, e ainda junto ao Ribatejo e às “portas” de Lisboa, as danças e cantares são o espelho do cruzamento das três zonas acima descritas, bem como das actividades económicas que se viveram por aquelas bandas.

Sendo a etnografia desta zona bastante rica e diversificada, o rancho da Bobadela tem no seu repertório musical bailaricos, fadinhos, viras, valsas e os famosos verde-gaios.

Quanto aos trajes, inicialmente no Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela, os homens usavam trajes Saloios Domingueiros e as mulheres o traje Usual no Ribatejo. Ou seja, as raparigas usavam saias e lenços vermelhos, camisa e meias brancas, chapéu e cesto de palha. E os rapazes vestiam camisa branca e calças, colete, cinta e barrete preto.

No entanto, no princípio do ano de 1997, a Direcção decidiu iniciar a mudança dos trajes para a representação da etnografia saloia. Esta representação é mantida até hoje e dela se destacam os Trajes de Abastados, Trabalho de Cocheiro, de Lavadeira, de Ceifeira, de Carroceiro, de Aguadeira, de Leiteira e de Campino das Lezírias Saloias.

“O folclore é a tradição e usos populares, constituído pelos costumes e tradições transmitidos de geração em geração. O rancho da Bobadela procura viver e transmitir sempre melhor e de forma feliz essa cultura tão sua.

Além do Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Loures, a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do grupo de folclore da Associatia Miorita Portugalia em representação da comunidade moldava radicada no nosso país, a Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil que apresentará a tradicional dança da capoeira, o Grupo de Danças e Cantares da Madeira, Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo, do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral e ainda com mais uma representação da Estremadura que divulgaremos oportunamente, para além do anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade..

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FOLKLOURES'17 RECEBE REPRESENTAÇÃO DA MOLDÁVIA

O Grupo de Folclore da Associatia Miorita Portugalia vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Formado por moldavos e seus descendentes imigrados no nosso país, a Associatia Miorita Portugalia está sediada no Barreiro e representa os usos e costumes tradicionais das gentes da Moldávia.

Situada na Europa oriental, a Moldávia possui fronteiras com a Ucrânia e a Roménia. No século XV, a Moldávia – oficialmente República Moldova – ocupou toda a região da Bessarabia, Moldávia Ocidental e Bucovina, constituindo à época uma importante potência regional.

Em consequência da sua história atribulada que incluiu o período feudal, o Tratado de Bucareste em 1812 que retalhou o seu território, submetendo a Bessarabia à Rússia e, mais tarde, a independência da Roménia e a sua unificação com a Moldávia Ocidental, é actualmente controversa a definição de identidade étnica e linguística entre moldavos e romenos.

 

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Além do grupo de folclore da Associatia Miorita Portugalia em representação da comunidade moldava radicada no nosso país, a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do Grupo de Danças e Cantares da Madeira, Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo, do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral e ainda com representações da Estremadura e Brasil que divulgaremos oportunamente, para além do anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

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MADEIRENSES LEVAM O BAILINHO AO FOLKLOURES’17

O Grupo de Danças e Cantares da Madeira vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Constituído há mais de três décadas por madeirenses radicados na região de Lisboa, este grupo folclórico está sediado no vizinho concelho da Amadora e é o único que no continente representa os usos e costumes tradicionais das gentes do Arquipélago da Madeira, actualmente constituída como Região Autónoma.

Além do Grupo de Danças e Cantares da Madeira, a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo, do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral e ainda com representações da Estremadura, Brasil e Moldávia que divulgaremos oportunamente, para além do anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

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MINHOTOS EM OEIRAS REALIZAM ENCONTRO DE TRADIÇÕES

A localidade da Ribeira da Lage, no concelho de Oeiras, foi hoje palco do I Encontro de Tradições, numa iniciativa organizada pelo Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage – Oeiras e que contou com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras e da Junta de Freguesia de Porto Salvo.

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A iniciativa teve lugar no Centro Cultural da Ribeira da Lage e atraiu largas centenas de pessoas que, durante toda a tarde, puderam assistir à reconstituição de diversos quadros etnográficos como a debulha do milho e a realização de uma procissão religiosa. Com os bombos abrindo caminho ao andor de Nossa Senhora da Conceição.

O eventou contou com a participação do Rancho Folclório de São João Batista de Cavez – Cabeceiras de Basto, o Rancho Folclórico Alegria do Minho – Assorpim, da Amadora, o Rancho Folclórico de Vila Facaia – Leiria e o Rancho Folclórico Cultural Danças e Cantares da Região do Forninho – Palmela, além naturalmente do anfitrião Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage – Oeiras que, de dia para dia, tem vindo a surpreender com as sucessivas melhorias na sua forma de se apresentar e no arrojo das iniciativas que organiza.

O numeroso público que afluiu à Ribeira da Lage viveu hoje uma jornada de cultura popular tradicional num ambiente fraterno, rodeado da simpatia e alegria que muito bem caracteriza as gentes do Minho.

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O QUE É UMA CASA REGIONAL?

Em Portugal, uma “casa regional” é – ou deveria ser! – uma associação de carácter regionalista constituída com o propósito de congregar os indivíduos de alguma forma ligados à sua região com vista a promover os laços de solidariedade entre si e contribuir para o apoio e a divulgação das potencialidades económicas, culturais, sociais e turísticas da região que se propõe representar, seja ela uma província, um concelho ou simplesmente uma freguesia.

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Fundada em 23 de Setembro de 1905 com a designação de “Clube Transmontano”, a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro é a mais antiga associação regionalista constituída em Lisboa. Desde então, outras foram sucessivamente surgindo, a maior parte das quais adotando a denominação de “grémio” que, mais tarde, sob a égide do Estado Novo, vieram a alterá-la para a designação de “Casa”. Tal verificou-se indistintamente com associações de âmbito provincial, de comarca ou simplesmente de concelho.

Porém, apesar das semelhanças que possuem relativamente às outrora designadas “sociedades recreativas” ou seja, as coletividades de cultura, desporto e recreio surgidas sobretudo nos bairros operários como uma forma de intervenção da Maçonaria e dos partidos republicanos junto das classes populares, as casas regionais são um tipo de associações distintas daquelas, quer no que respeita à sua génese como à sua organização e à atividade que devem desenvolver.

Os estatutos de uma casa regional asseguram a sua manutenção e orientação nas mãos de pessoas ligadas à sua região, a começar pelos seus próprios naturais, sob pena de descaracterizar-se e ver alienadas as suas finalidades. É por essa razão que todas as associações regionalistas sem exceção, estabelecem nos seus estatutos a categoria de sócio auxiliar, sem direito a eleger, ser eleito ou tomar parte ativa nas decisões que à respetiva casa regional dizem respeito. E, quando assim não procedem, apenas se limitam a entregar os destinos da associação a estranhos e, a prazo, vê-la condenada à falência… ou à usurpação!

Sucede que, existem pessoas que se ligam às casas regionais por outros interesses estranhos às mesmas e às regiões que dizem representar, dirigindo os seus destinos sem um mínimo de entendimento. E essa situação possui efeitos nefastos que se traduzem na descaracterização completa de uma casa regional: a promoção dos interesses da região cedem lugar a espetáculos de entretenimento mais próprios de um mero clube de bairro, almoços com especialidades estrangeiras e campeonatos de sueca e dominó para animação das tabernas, muitas das quais concessionadas e a funcionar em concorrência desleal com o comércio de restauração.

Apesar da sua inutilidade, as câmaras municipais das respetivas regiões são muitas vezes chamadas a financiar a sua existência, o mesmo é dizer, desperdiçar o dinheiro dos contribuintes como se, nos respetivos concelhos não existissem necessidades a suprir e projetos válidos cujo apoio é mais merecido. Não faz qualquer sentido esbanjar dinheiros públicos para um punhado de pândegos fazerem uma matança do porco e beberem uns copos… que o façam à sua custa!

À semelhança de qualquer outra entidade, as casas regionais não constituem um fim em si mesmo mas um meio de melhorar o ser humano e contribuir para algo de interesse para a comunidade. Apesar de felizmente existirem bons exemplos de dedicação regionalista, não é lamentavelmente o caso de algumas casas regionais que, de regionalistas, só têm o nome que ostentam e mais não serve do que para encobrir uma existência inútil, dando mau nome à própria região que diz representar.

- É tempo de separar o trigo do joio!

Carlos Gomes

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CASA DE PONTE DE LIMA ELEGE CORPOS GERENTES

A Casa do Concelho de Ponte de Lima reúne no próximo dia 12 de Março a Assembleia Eleitoral para a eleição dos Corpos Gerentes da Associação para o triénio de 2017-2019, a tomada de posse dos membros eleitos e apresentação e votação do Plano de Actividades para 2017.

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Antes, porém, terá lugar a Assembleia Geral Ordinária para a apresentação, discussão e votação do Relatório e Contas do exercício de 2016 e respectivo parecer do Conselho Fiscal.

A convocatória menciona ainda como um dos pontos da Ordem de Trabalhos, a “Discussão de outros assuntos de interesse associativo”, não especificando de que assuntos se tratam, deixando em aberto a possibilidade da Assembleia poder decidir acerca de qualquer assunto, por maior que seja a sua importância, “com qualquer número de presenças”, o que configura no mínimo uma situação pouco transparente.

Até ao momento, desconhece-se publicamente a existência de qualquer lista candidata às próximas eleições daquela associação que depara-se actualmente com uma situação difícil relacionada com a manutenção das suas instalações.

PARLAMENTO VOTA PROPOSTA DO PAN PARA OPÇAO VEGETARIANA NAS CANTINAS PÚBICAS

  • Assegura que todos possam alimentar-se sem qualquer tipo de discriminação
  • Prazo de seis meses para as administrações das cantinas se adaptarem
  • Esta opção tem comprovados benefícios para a saúde e reduzido impacto ambiental

Na próxima Quarta- Feira, dia 1 de Março, é votado na Comissão de Agricultura e Mar o texto final da lei que pede a inclusão de uma opção vegetariana em todas as cantinas públicas. A votação global final em plenário deverá ocorrer esta sexta-feira. Um projeto-lei agendado pelo PAN - Pessoas-Animais-Natureza assente em motivações de saúde, éticas, ambientais, pedagógicas e que pede mais inclusão, que foi seguido por propostas do BE e do PEV, tendo baixado à Comissão sem votação em Junho do ano passado.

Durante o debate a maioria parlamentar concordou com a “liberdade de escolha na alimentação” pelo que, analisadas e asseguradas as questões de operacionalidade e aplicabilidade da lei, a proposta pode reunir uma maioria consensual no parlamento. Esta mudança representa a vontade de muitos portugueses que, por opção ou necessidade, seguem regimes de alimentação que diferem da norma, nomeadamente uma alimentação vegetariana, patente também na petição “Petição pela inclusão de opções vegetarianas nas escolas, universidades e hospitais portugueses” que recolheu cerca de 15.000 assinaturas recolhidas, tendo sido validadas e entregues cerca de 12.000, e que foi discutida em plenário em Junho do ano passado.

A presente lei aplica-se às cantinas e refeitórios que façam parte da Administração do Estado, nomeadamente hospitais, escolas, universidades ou estabelecimentos prisionais, entre outros. Isto significa que estas cantinas deverão passar a ter diariamente uma opção vegetariana, portanto, sem quaisquer produtos de origem animal. Sendo que, nos casos em que não haja procura, por forma a evitar o desperdício alimentar, pode ser instituído um regime de inscrição prévia para quem pretender prato vegetariano. As entidades que façam administração direta das cantinas dispõem de um prazo de seis meses para se adaptarem e as restantes podem aguardar até ao final da execução do contrato que esteja em vigor devendo incluir a obrigação de fornecimento de opção vegetariana nos cadernos de encargos dos novos procedimento e contratos a celebrar.

Esta lei vem também travar a discriminação das pessoas que já seguem esta dieta mas que dificilmente conseguem fazer uma refeição fora das suas casas. Esta questão torna-se especialmente relevante quando se tratam de crianças e jovens, que são também cada vez mais a seguir este tipo de alimentação e sentem-se muitas vezes discriminados nas escolas, pelos colegas, professores, auxiliares, por comerem comida diferente, necessariamente trazida de casa. Com a introdução desta opção nas escolas, essa discriminação deixa de existir e as restantes pessoas passam a encarar este tipo de alimentação com normalidade.

Para além do evidente impacto que a indústria da produção tem na vida dos animais e dos comprovados benefícios que uma dieta sem produtos de origem animal tem na saúde, esta escolha possibilita uma redução dos impactos ambientais contribuindo para padrões elevados de segurança alimentar e de saúde das gerações futuras. Segundo a Direção Geral de Saúde (DGS), as dietas vegetarianas têm benefícios importantes e mensuráveis, tais como a redução da prevalência de doença oncológica, obesidade, doença cardiovascular, hiperlipidemias, hipertensão, diabetes, assim como aumento da longevidade. A DGS publicou também um documento onde atesta que é totalmente exequível oferecer refeições vegetarianas a crianças, quer do ponto de vista nutricional, quer do ponto de vista económico e operacional.

A ONU, através do relatório do Painel Internacional de gestão de recursos sustentáveis do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP), desaconselha o consumo de produtos de origem animal, referindo mesmo que “Espera-se que os impactos da agricultura cresçam substancialmente devido ao crescimento da população e do consumo de produtos de origem animal. Ao contrário do que ocorre com os combustíveis fósseis, é difícil procurar por alternativas: as pessoas têm que comer. Uma redução substancial nos impactos somente seria possível com uma mudança substancial na alimentação. Eliminando produtos de origem animal.”

Muitas crianças e jovens, nas escolas onde se formam enquanto cidadãos, veem vedada a sua liberdade de escolha na burocracia da lei que, ao não prever opções, tem criado diversos obstáculos que as excluem. Temos tido até agora um Estado que nos impõe uma dieta padronizada. Os indicadores são claros a vários níveis, para além dos vários benefícios que mudanças graduais nos hábitos alimentares nos podem trazer, a opção que propomos é técnica, económica e nutritivamente possível”, reforça André Silva, Deputado do PAN. 

TABERNA MINHOTA SERVE KEBAB

Especialidades turcas e do Médio Oriente como o kebab, a pita falafel e o durum são algumas das especialidades da “Taberna Minhota”, sita no Bairro Alto, em Lisboa. Especialidades portuguesas só mesmo o bitoque e a costela de novilho!

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Quem diria, há algum tempo atrás, que viria a ter a oportunidade de vir um dia a deliciar-se com um kebab... à moda do Minho?

Sujeita repentinamente a uma grande pressão devida ao extraordinário fluxo de turismo, este constitui um caso paradigmático do que se está a passar em Lisboa e noutras regiões do país: a necessidade de corresponder à elevada procura, a oferta não está a acautelar a preservação do património e a identidade das cidades, a sua própria cultura e arrisca-se em breve a matar a galinha dos ovos de oiro.

Imagine-se a reação de um turista turco ou conhecedor da culinária daquela região, ao deparar com a apresentação de um kebab como se de uma especialidade minhota se tratasse!...

Foto: João Alpuim Botelho

CERIMÓNIA DE RENDIÇÃO DA GUARDA NO PALÁCIO NACIONAL DE BELÉM É UMA DOS MAIS NOTÁVEIS DO GÉNERO NA EUROPA

Render da Guarda no Palácio Nacional de Belém é já uma das cerimónias militares mais famosas a nível mundial

Teve hoje lugar mais uma espetacular cerimónia de Rendição Solene da Guarda no Palácio Nacional de Belém, em Lisboa. a Charanga a Cavalo do Regimento de Cavalaria da Guarda Nacional Republicana ofereceu uma vez mais um magnífico espetáculo militar e equestre que constitui uma das grandes atrações turísticas da capital do país, atraindo à zona histórica de Belém milhares de cidadãos nacionais e estrangeiros. Estas cerimónias ocorrem invariavelmente nos terceiros domingos de cada mês e é seguida de uma atuação no relvado do Jardim Vieira Portuense igualmente em Belém. A Rendição Solene da Guarda no Palácio Nacional de Belém, em Lisboa, é já uma das mais afamadas cerimónias militares do género que ocorrem em todo o mundo, a par das cerimónias congéneres que têm lugar do Reino Unido e na Dinamarca.

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De acordo com a informação disponibilizada pela Guarda Nacional Republicana nas redes sociais, “Corria o Ano de l942, o Regimento de Cavalaria da Guarda Nacional Republicana mantinha o seu efectivo honorífico disperso pelos diversos Esquadrões. Havia necessidade de tirar rendimento da componente artística dos valorosos “MOCAS” (alcunha dada aos Clarins) para que o seu Regimento pudesse apresentar algo diferente e com referência em paradas militares.

Era Mestre Clarim o Sargento Tomé que com todas as dificuldades da época reunia na sede periodicamente todos os Clarins dispersos pelos vários Esquadrões para a instrução possível. Viria mais tarde a ser auxiliado pelo 1º Sargento Viegas da Banda de Musica. Foram introduzidos os primeiros clarins graves e mandaram-se fazer os primeiros timbales na Fundição de Oeiras.

Nasceu assim a CHARANGA A CAVALO DO REGIMENTO DE CAVALARIA DA GUARDA NACIONAL REPUBLICANA, única no mundo a executar nos três andamentos do cavalo, passo, trote e galope, marchas militares e trechos de música ligeira. Era composta por 28 executantes sob a Chefia do Sargento Mestre Clarim. Montava cavalos russos, com excepção do Mestre que montava um malhado. Mais tarde houve a preocupação de dotar os Timbaleiros e Fila Guias também de cavalos malhados, situação que se manteve até a alguns anos atrás, mas que actualmente é impossível de sustentar, devido à falta destes exemplares.

A CHARANGA teve o seu primeiro momento alto em 1957 aquando da visita a Portugal de Sua Majestade a Rainha Isabel II, já sob a chefia do 1º Sargento Marques que foi o grande impulsionador e primeiro MESTRE DA CHARANGA. 

Actualmente com a reestruturação da Guarda Nacional Republicana, integra a UNIDADE DE SEGURANÇA E HONRAS DE ESTADO e está sedeada no 3º Esquadrão em Braço de Prata, de cuja fileira são escolhidos os cavalos mais dóceis para as suas exibições, onde utiliza instrumentos de sopro (Cornetins, Trompetes, Fliscornes, Bombardinos e Contra-Baixos) e de percussão (Tímpanos). Neste momento é constituída por 25 elementos que alem de serem bons instrumentistas, tem que ser forçosamente bons cavaleiros.

O vasto reportório da Charanga muitas vezes adaptado à especificidade de cada actuação, é em grande parte trabalhado pelos próprios executantes que fazem os arranjos e adaptações necessárias às características dos instrumentos, do grupo e ao andamento do cavalo.

Integrada em paradas militares ou actuando isoladamente, é um espectáculo ímpar ver a Charanga com os seus cavalos cuidadosamente entrançados, garupas enxadrezadas e cascos e ferraduras pintadas, aparelhados com arreios ornamentados com xabraques vermelhos e dourados, garbosamente montados por cavaleiros impecavelmente fardados, com calção branco e dólmen azul contrastando com o capacete de penacho ao vento e o dourado dos seus instrumentos.

Alem de muitas outras actuações, destacam-se as seguintes:

  • “Comemorações dos 600 anos da Aliança Luso Britânica” em Londres – Inglaterra (1973),
  • “4º C.H.I no Deustshlandlle” em Berlim - Alemanha (1980),
  • “Royal Tounament de Earls Court” em Londres – Inglaterra (l986),
  • Livgardets Dragoner Tattoo” em Estocolmo – Suécia (l993),
  • “Comemorações do 125º Aniversário da Guarda e Segurança” em Viena - Áustria (1994),
  • “Encontro Hípico Europeu Diane-Hermés” em Chantilly – França (1995),
  • “Festas de Otonõ” em Jerez de La Frontera – Espanha (l996, l997 e l998),
  • “Honneur à la Garde” em Bercy – Paris- França (l997),
  • “Expo 98” Lisboa (1998)
  • “Festival de Fanfarras a Cavalo” em Nimes – França (2001),
  • “Concurso Internacional de Saltos” em Lion – França (2005),
  • Concurso Internacional de Saltos “CHIO 2007” em Aachen – Alemanha
  • 45º Musikschau Der Nationen em Bremen – Alemanha (2009).

Para além destas participações, apresenta-se muitas vezes em território Nacional, quer em Festivais, quer em paradas Militares, sendo ainda bastante requisitada para procissões de carácter religioso nos mais recônditos locais do Território Nacional emprestando a estas cerimónias um sentimento de pompa e emoção colectiva, como aconteceu quando escoltou a Imagem de Nossa Senhora de Fátima ao Estádio Nacional para a realização do Terço Vivo.”

Fotos: Manuel Santos

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BLOGUE DO MINHO ASSOCIA-SE AO BLOGUE DE LISBOA NA PROPOSTA DE HOMENAGEM AO ALMIRANTE GAGO COUTINHO

O BLOGUE DE LISBOA em http://bloguedelisboa.blogs.sapo.pt/ lançou o repto no sentido de que ao futuro aeroporto a ser construído na margem sul do rio Tejo seja atribuído o nome do Almirante Gago Coutinho. E, as reacções não se fizeram esperar, tendo logrado o apoio de milhares de pessoas através das redes sociais e ainda de diversas entidades como o Jornal Economia do Mar. Também o BLOGUE DO MINHO se associa a essa proposta para que tais equipamentos que são construídos à custa do erário público, não se transformem em meros veículos de propaganda política sem qualquer motivo que o justifique.

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BLOGUE DE LISBOA PROPÕE O NOME DO ALMIRANTE GAGO COUTINHO AO AEROPORTO QUE VAI SER CONSTRUÍDO NO MONTIJO

Passam dentro de 2 anos simultaneamente 150 anos sobre a data de nascimento e 60 anos sobre a data de falecimento do grande geógrafo, navegador e historiador que foi o Almirante Carlos Viegas Gago Coutinho, pioneiro da aviação que se tornou herói nacional ao efetuar em 1922, juntamente com Sacadura Cabral, a Primeira travessia aérea do Atlântico Sul, a bordo do hidrovião Lusitânia. Com efeito, Gago Coutinho nasceu em 17 de Fevereiro de 1869 e faleceu em Lisboa 18 de Fevereiro de 1959.

Apesar da sua atividade notável como militar, geógrafo e investigador da náutica dos descobrimentos, foi sobretudo o seu estudo científico na navegação aérea e astronómica e a primeira travessia aérea do Atlântico Sul que o celebrizaram. A ele se deve a resolução do problema da medição da altura de um astro sem horizonte de mar disponível, o que levou à concepção do primeiro sextante com horizonte artificial destinado a ser utilizado a bordo das aeronaves.

Pelo seu valioso contributo para a navegação aérea, será da mais elementar justiça a homenagem que lhe é devida com a atribuição do seu nome ao futuro aeroporto que vai ser construído na margem sul do rio Tejo.

CHARANGA A CAVALO DO REGIMENTO DE CAVALARIA DA GUARDA NACIONAL REPUBLICANA ABRILHANTA A RENDIÇÃO SOLENE DA GUARDA NO PALÁCIO NACIONAL DE BELÉM

Realiza-se no próximo dia 19 de Fevereiro mais uma espetacular cerimónia de Rendição Solene da Guarda no Palácio Nacional de Belém, em Lisboa. A partir das 11 horas da manhã, a Charanga a Cavalo do Regimento de Cavalaria da Guarda Nacional Republicana oferece um magnífico espetáculo militar e equestre que constitui uma das grandes atrações turísticas da capital, levando nesse dia milhares de cidadãos nacionais e estrangeiros à Praça Afonso de Albuquerque. Estas cerimónias ocorrem invariavelmente nos terceiros domingos de cada mês e é seguida de uma atuação no relvado do Jardim Vieira Portuense igualmente em Belém.

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De acordo com a informação disponibilizada pela Guarda Nacional Republicana nas redes sociais, “Corria o Ano de l942, o Regimento de Cavalaria da Guarda Nacional Republicana mantinha o seu efectivo honorífico disperso pelos diversos Esquadrões. Havia necessidade de tirar rendimento da componente artística dos valorosos “MOCAS” (alcunha dada aos Clarins) para que o seu Regimento pudesse apresentar algo diferente e com referência em paradas militares.

Era Mestre Clarim o Sargento Tomé que com todas as dificuldades da época reunia na sede periodicamente todos os Clarins dispersos pelos vários Esquadrões para a instrução possível. Viria mais tarde a ser auxiliado pelo 1º Sargento Viegas da Banda de Musica. Foram introduzidos os primeiros clarins graves e mandaram-se fazer os primeiros timbales na Fundição de Oeiras.

Nasceu assim a CHARANGA A CAVALO DO REGIMENTO DE CAVALARIA DA GUARDA NACIONAL REPUBLICANA, única no mundo a executar nos três andamentos do cavalo, passo, trote e galope, marchas militares e trechos de música ligeira. Era composta por 28 executantes sob a Chefia do Sargento Mestre Clarim. Montava cavalos russos, com excepção do Mestre que montava um malhado. Mais tarde houve a preocupação de dotar os Timbaleiros e Fila Guias também de cavalos malhados, situação que se manteve até a alguns anos atrás, mas que actualmente é impossível de sustentar, devido à falta destes exemplares.

A CHARANGA teve o seu primeiro momento alto em 1957 aquando da visita a Portugal de Sua Majestade a Rainha Isabel II, já sob a chefia do 1º Sargento Marques que foi o grande impulsionador e primeiro MESTRE DA CHARANGA. 

Actualmente com a reestruturação da Guarda Nacional Republicana, integra a UNIDADE DE SEGURANÇA E HONRAS DE ESTADO e está sedeada no 3º Esquadrão em Braço de Prata, de cuja fileira são escolhidos os cavalos mais dóceis para as suas exibições, onde utiliza instrumentos de sopro (Cornetins, Trompetes, Fliscornes, Bombardinos e Contra-Baixos) e de percussão (Tímpanos). Neste momento é constituída por 25 elementos que alem de serem bons instrumentistas, tem que ser forçosamente bons cavaleiros.

O vasto reportório da Charanga muitas vezes adaptado à especificidade de cada actuação, é em grande parte trabalhado pelos próprios executantes que fazem os arranjos e adaptações necessárias às características dos instrumentos, do grupo e ao andamento do cavalo.

Integrada em paradas militares ou actuando isoladamente, é um espectáculo ímpar ver a Charanga com os seus cavalos cuidadosamente entrançados, garupas enxadrezadas e cascos e ferraduras pintadas, aparelhados com arreios ornamentados com xabraques vermelhos e dourados, garbosamente montados por cavaleiros impecavelmente fardados, com calção branco e dólmen azul contrastando com o capacete de penacho ao vento e o dourado dos seus instrumentos.

Alem de muitas outras actuações, destacam-se as seguintes:

  • “Comemorações dos 600 anos da Aliança Luso Britânica” em Londres – Inglaterra (1973),
  • “4º C.H.I no Deustshlandlle” em Berlim - Alemanha (1980),
  • “Royal Tounament de Earls Court” em Londres – Inglaterra (l986),
  • Livgardets Dragoner Tattoo” em Estocolmo – Suécia (l993),
  • “Comemorações do 125º Aniversário da Guarda e Segurança” em Viena - Áustria (1994),
  • “Encontro Hípico Europeu Diane-Hermés” em Chantilly – França (1995),
  • “Festas de Otonõ” em Jerez de La Frontera – Espanha (l996, l997 e l998),
  • “Honneur à la Garde” em Bercy – Paris- França (l997),
  • “Expo 98” Lisboa (1998)
  • “Festival de Fanfarras a Cavalo” em Nimes – França (2001),
  • “Concurso Internacional de Saltos” em Lion – França (2005),
  • Concurso Internacional de Saltos “CHIO 2007” em Aachen – Alemanha
  • 45º Musikschau Der Nationen em Bremen – Alemanha (2009).

Para além destas participações, apresenta-se muitas vezes em território Nacional, quer em Festivais, quer em paradas Militares, sendo ainda bastante requisitada para procissões de carácter religioso nos mais recônditos locais do Território Nacional emprestando a estas cerimónias um sentimento de pompa e emoção colectiva, como aconteceu quando escoltou a Imagem de Nossa Senhora de Fátima ao Estádio Nacional para a realização do Terço Vivo.”

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CEIFEIROS DE CUBA LEVAM O CANTE DO ALENTEJO AO FOLKLOURES’17

O Grupo Etnográfico Os Ceifeiros de Cuba vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem atualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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O mais genuíno folclore do Baixo Alentejo não é dançado nem tocado mas apenas cantado, o que constitui uma característica que o demarca em relação às demais regiões do país. Constituindo o cante uma forma de cantar aparentemente monótona e indolente, revela contudo uma enorme riqueza polifónica em que o sentido da sua execução é dotado duma misteriosa profundeza de alma.

O concelho de Cuba é célebre por ter servido de berço ao grande navegador Cristóvão Colombo que, em homenagem à terra que o viu nascer, deu o seu nome às terras que descobriu na América Central. É também ali que repousa o notável escritor Fialho de Almeida e onde pode visitar-se as ruínas romanas da primitiva povoação, a Igreja de Nossa Senhora da Rocha e a Grandiosa Matriz, manda construir em 1500 pelos frades de S. Vicente de Fora. Cuba é ainda famosa pelos seus excelentes queijos de ovelha, as frutas, os curtumes e os afamados vinhos que produz e comercializa juntamente com Alvito e Vidigueira.

O seu cante, característico da margem direita do rio Guadiana, é mais solene e cantochão, contrastando com o cante da margem esquerda, este mais rítmico, melodioso e alegre. Fundado em 1933, o Grupo Etnográfico “Os Ceifeiros de Cuba é muito provavelmente o melhor intérprete do genuíno cante alentejano da margem direita do rio Guadiana, respeitando a autenticidade do traje para além da verdade da expressão musical.

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Com um rico historial, é o próprio grupo que se apresenta: “Os "Ceifeiros de Cuba" - Grupo Etnográfico, atualmente ensaiados pelo Mestre Ermelindo Galinha - têm levado o nome de Cuba e do Alentejo de norte a sul do País, bem como ao estrangeiro, nomeadamente, Espanha (Burgos no País Basco e Monastério) e França (Bourgogne, Chatillhon-en-Bazois, Saulieu, Estrasburgo, no Parlamento Europeu).

Têm sido centenas as atuações do Grupo, nos mais variados contextos, quer em Feiras, Exposições, Hotéis, Discotecas, Encontros de Corais e Festivais, quer em receções e outros eventos de carácter social e cultural; de destacar as atuações no Coliseu dos Recreios, no Teatro Maria Matos, no Pavilhão dos Desportos, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, na Alfândega no Porto, no encerramento do I Congresso do Cante Alentejano, ainda as três atuações na EXPO 98, no Pavilhão de Portugal, Pavilhão dos Oceanos e Pavilhão do Território.

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Na Televisão o Grupo participou nos Programas "Bom Dia", "País, País" e "Cais do Oriente" da RTP1; "Acontece" da RTP2, "Jardim das Estrelas" da RTP Internacional e "Horizontes da Memória" na RTP2 e RTP Internacional; de registar, também, duas participações cinematográficas, uma no filme documentário "Alentejo Cantado" de Francisco Manso e outra em "Polifonias - Pace è Salute, Michel Giacometti", de Pierre-Marie Goulet.

A produção discográfica dos "Ceifeiros de Cuba" tem sido outro dos meios de preservação e divulgação do cante alentejano, tendo, até ao momento o Grupo produzido sete cassetes, um single, um LP e participação em três CD um dos quais editados pelo Instituto Internacional de Música Tradicional de Berlim e Smithsonian Folkways de Washington.

Os constantes convites que o Grupo recebe para atuações diversas são o reconhecimento do seu valor o qual tem sido, também, reconhecido pelos troféus que ganhou nos certames em que participou - sete primeiros lugares, quatro segundos lugares e quatro terceiros lugares. "Os Ceifeiros de Cuba" consideram-se, por isso, um Grupo bem representativo do cante alentejano.”

Além dos Ceifeiros de Cuba em representação do cante do Baixo Alentejo, a edição do corrente ano do FolkLoures contará ainda com representações do Minho, Madeira, Beira Litoral, Estremadura, Brasil e Moldávia.

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CASA DE PONTE DE LIMA: ONDE PÁRA A BIBLIOTECA DELFIM GUIMARÃES?

Entre 1995 e 1997, recebeu a Casa de Ponte de Lima mais de três milhares de livros oferecidos por autarquias locais e embaixadas de países estrangeiros acreditados no nosso país, além de outras entidades. Destinavam-se estas ofertas á criação de uma biblioteca a privilegiar a História, arte, património, literatura e folclore das mais diversas regiões do país e de todo o mundo – a Biblioteca Delfim Guimarães!

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Entre as entidades mais generosas, destaca-se naturalmente a Câmara Municipal de Ponte de Lima, a Embaixada dos Estados Unidos da América e a Junta de Freguesia de Campolide que ofereceu uma magnífica enciclopédia de História.

Este objetivo foi por várias vezes referido nas assembleias gerais daquela entidade e mencionado nos respetivos relatórios de atividades. Porém, passaram já mais de duas décadas desde que foi levado a efeito nessa campanha de angariação e da instalação da referida Biblioteca Delfim Guimarães jamais se ouviu falar…e, em relação aos livros doados? Responda quem souber!

CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA FOI FUNDADA HÁ 30 ANOS!

Passam precisamente 30 anos desde a fundação em Lisboa da Casa do Concelho de Ponte de Lima. Na tarde de 2 de Fevereiro de 1987, um grupo de nove limianos celebrou no 21º Cartório Notarial de Lisboa a escritura de constituição daquela associação regionalista.

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Durante a primeira década de existência, a Casa do Concelho de Ponte de Lima protagonizou momentos únicos que, pelo seu significado e grandiosidade ficam para a História do associativismo regionalista. Inúmeras e diversificadas foram as iniciativas que então levou a efeito cuja discriminação seria bastante longa e desnecessária. O ano de 1997 constituiu o seu auge a que se seguiu, a partir dessa altura, o seu declínio e degenerescência que conduziram à situação em que actualmente se encontra.

Com efeito, decorridas três décadas desde a data da sua fundação, eis que aquela associação encontra-se numa encruzilhada que pode conduzir à sua própria extinção. A provável deslocalização das suas instalações para uma zona menos recomendável da cidade de Lisboa, a descaracterização da sua actividade e o progressivo abandono por parte dos sócios ligados a Ponte de Lima aliado à supressão da categoria de “sócio auxiliar” que era destinada àqueles que não possuíam quaisquer laços com o concelho de Ponte de Lima, fazem adivinhar um futuro sombrio para aquela entidade a ostentar de forma muito pouco dignificante o nome de Ponte de Lima.

Fazemos votos para que os poucos sócios que restam saibam superar as dificuldades e encontrar o rumo certo para a associação que há 30 anos foi fundada. Mas, a traduzir-se num fardo e sobretudo numa representação que em nada venha a dignificar o concelho de Ponte de Lima, mais valerá que – antes que seja tomada por elementos estranhos à nossa terra! - os limianos optem pela sua dissolução, nem que ela tenha de corresponder ao apelo das entidades de Ponte de Lima.

Carlos Gomes

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A foto regista o momento de celebração da escritura notarial da fundação da Casa do Concelho de Ponte de Lima

FALECEU O INSIGNE OCEANÓGRAFO MÁRIO RUIVO

O Prof. Doutor Mário Ruivo foi um insigne cientista dedicado ao estudo e defesa dos oceanos e ao lançamento das temáticas ambientais no nosso país. De seu nome completo Mário João de Oliveira Ruivo, nasceu em Campo Maior em 1927 e faleceu hoje em Lisboa.

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É longa a sua carreira nomeadamente como investigador científico. Na década de 1940, foi dirigente da Direcção Universitária de Lisboa, do MUD Juvenil, tendo sido preso em 1947 devido ao seu envolvimento político.

Em 1950, formou-se em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e especializou-se em Oceanografia Biológica e gestão dos recursos vivos na Universidade Paris-Sorbonne.

Entre 1974 e 1979, dirigiu a Divisão de >Recursos Aquáticos e do Ambiente do Departamento de Pescas da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura. Foi ministro dos Negócios Estrangeiros no V Governo Provisório e Secretário de Estado das Pescas nos II, III e IV governos provisórios. Entre 1975 e 1979, foi também Director-geral dos Recursos Aquáticos e do Ambiente do Ministério da Agricultura e Pescas.

Entre os numerosos cargos que exerceu, foi ainda Chefe da Delegação Portuguesa à Conferência das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (1974-78); Ppresidente do Comité para a Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO (1980-88), membro do Conselho Consultivo da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica - SFCT (1986-95) e presidente da Comissão de Avaliação e Controle Independente - Projecto COMBO, MEPAT (1996-97). Foi também coordenador da Comissão Mundial Independente para os Oceanos (1995-98) e membro da Comissão Estratégica dos Oceanos, bem como conselheiro científico da Expo’98. Foi também presidente da Comissão Oceanográfica Intersectorial do Ministério da Educação e Ciência, Presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e Presidente do Fórum Permanente para os Assuntos do Mar.

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: LISTA "B" AFIRMA QUE ELEIÇÕES FORAM PAUTADAS POR ILEGALIDADES

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ESCLARECIMENTO AOS ASSOCIADOS DA FFP

Ex.mos  Senhores

Associados da Federação do Folclore Português

Assunto: Esclarecimento aos Associados da FFP sobre o ato eleitoral

20 de janeiro de 2017

No dia 11 de dezembro de 2016 realizaram-se eleições para os Órgãos Sociais da Federação do Folclore Português (FFP), pela primeira vez disputadas com candidaturas de duas listas distintas.

A Lista B candidata aos Órgãos Sociais da FFP expressa aqui, uma vez mais, um enorme agradecimento aos Associados que acreditaram no projeto apresentado, um projeto sério, jovem, dinâmico e, sobretudo, um projeto de mudança. Dos resultados comunicados devemos retirar uma simples mas muito importante ilação: metade do movimento da FFP confiou e reviu-se no projeto da Lista B. Afinal, foi de apenas 3 Associados a diferença que separou ambas as listas!

No entanto, lamentamos que todo o processo eleitoral tenha sido pautado por diversas irregularidades regimentais, ousamos até dizer, por diversos atos ilícitos. Estes factos, graves, mais do que ilustrarem a actuação de diversos elementos dos Órgãos Sociais responsáveis pelo ato eleitoral, em última instância ensombram a vitória “limpa” (estamos a citar) da Lista A no referido acto eleitoral.

Uma vez que não nos revemos nesta forma de estar e agir, e queremos acreditar que a esmagadora maioria dos associados da FFP também não, a Lista B desencadeou um processo interno de esclarecimento dos referidos atos apresentando requerimentos , primeiramente, ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral e, em segunda instância, ao Presidente do Conselho Fiscal, Órgãos a quem compete fiscalizar e controlar a FFP (Art. 63º do Regulamento Geral Interno da FFP), bem como velar pelo cumprimento dos Estatutos e Regulamentos da FFP (ponto 7 do Art. 64º do Regulamento Geral Interno da FFP).

Talvez não surpreendentemente, de ambos os Órgãos recebemos respostas que demonstraram inequivocamente a conivência e anuência para com os factos ilícitos detetados, bem como uma enorme falta de vontade de repor a verdade, como podem verificar pelos documentos anexos.

Tal como sempre expressamos durante o período eleitoral, a Lista B é apologista e acérrima defensora da transparência e não compactua com os atos ilegais preconizados durante o ato eleitoral. Uma vez que não é nossa pretensão arrastar este processo, e porque os Órgãos Sociais responsáveis pelo apuramento dos factos demitiram-se das suas responsabilidades, decidimos encerrar as diligências para apuramento das ilicitudes verificadas. Contudo, não sem antes apresentar estes factos a todos os Associados. Deixamos, assim, para vossa análise os documentos trocados entre as diversas entidades para que daí possam retirar as conclusões que vos pareçam pertinentes.

Com os melhores cumprimentos,

Os elementos da Lista B

MINHOTOS FESTEJAM EM LISBOA ANO NOVO CHINÊS

Os minhotos que vivem na região de Lisboa participaram no passado fim-de-semana nos tradicionais festejos do Ano Novo Chinês, celebrado em Portugal com a antecipação de uma semana relativamente à data efectiva da entrada do ano. Com os seus trajes tradicionais, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho desfilou na avenida Almirante Reis rumo ao Largo do Martim Moniz, juntamente com as inúmeras representações da cultura tradicional chinesa, num gesto que valoriza a amizade luso-chinesa e contribuiu para a paz e amizade entre os povos.

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Sob signo do Galo, estas festividades são organizadas pela Embaixada da China em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal de Portimão e Câmara Municipal do Porto, de acordo com o seguinte programa:

21 JAN, sábado:

Desfile – 11h00/ 12h00 – Av. Almirante Reis (entre a Igreja dos Anjos e a Praça do Martim Moniz)

Espetáculo – 13h00/ 16h30 – Praça do Martim Moniz

Feira Tradicional – 10h00/ 17h00 – Praça do Martim Moniz

22 JAN, domingo:

Espetáculo – 14h00/ 16h00 – Praça do Martim Moniz

24 JAN, terça-feira:

Inauguração Exposição Fotográfica: Celebrações do Feliz Ano Novo Chinês no Mundo – 18h00 – Centro Científico e Cultural de Macau

Porto

19 JAN, quinta-feira:

Espetáculo da Companhia de Ópera Wu de Zhejiang – 21h00 – Coliseu do Porto

Dança do Dragão – 11h00/ 12h00, 15h00/16h00 – Rua de Santa Catarina (Porto) e Vila do Conde

Portimão 

19 JAN, quinta-feira:

Demostração de atividades artesanais tradicionais  (recorte de papel, tecelagem de cânhamo, escultura de argila e apresentação de teatro de sombras) – várias sessões – Casa Manuel Teixeira Gomes

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O calendário chinês rege-se pelos ciclos lunares em conjugação com a posição do sol, iniciando-se na noite de lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo grau de Aquário. As representações dos doze animais do horóscopo a que correspondem os anos no calendário chinês possuem a sua origem na lenda segundo a qual, os doze animais se apresentaram a Buda, correspondendo ao seu chamamento.

Ascende a mais de vinte mil o número de chineses que vivem em Portugal, oriundos principalmente da província de Cantão em virtude da sua proximidade com Macau, constituindo uma comunidade pacífica e trabalhadora, dedicada sobretudo ao comércio e com uma presença considerável na nossa região.

Fotos: Manuel Santos

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V CONGRESSO DO PAN: O PROGRESSO FAZ-SE DE UTOPIAS!

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Intervenção de Encerramento do V Congresso do PAN |7 de Janeiro de 2017 | André Silva

[Agradecimentos]

Companheiras, companheiros, amigas e amigos,

Chegamos ao fim deste Congresso com decisões tomadas.

Tão importante como o debate em Congresso é o debate interno que temos feito. É este processo de participação e de constante aprofundamento da democracia interna que constrói o caminho que estamos a percorrer.

Agradeço o empenho de todos os que fizeram deste Congresso um momento participado e de importantes decisões para o futuro. Saúdo todos os delegados, filiados e companheiros de causas que fizeram deste Congresso mais um momento de afirmação convergente do PAN. Agradeço a todos os que recentemente se juntaram ao partido e que pela primeira vez participaram neste Congresso. Bem-vindos.

Agradeço à Mesa a difícil e exigente, mas excelente condução dos trabalhos, agradeço o trabalho militante da Comissão Organizadora do Congresso, que durante os últimos meses o construiu, agradeço o trabalho duro dos últimos dias, agradeço a todas e a todos os que nos ajudaram.

Agradeço ainda em nome do PAN a presença dos representantes do Presidente da República, do Presidente da Assembleia da República, do Governo, e dos partidos políticos com e sem assento parlamentar.

[Políticas Ambientais: Alterações Climáticas, Aprovação OE, Descarbonização, Almaraz]

Um dos debates deste Congresso andou em torno das políticas ambientais, entendidas por nós como aquelas que promovem a efectiva defesa e a protecção da nossa Casa Comum.

Vivemos a maior crise dos últimos séculos: o esgotamento dos ecossistemas e as Alterações Climáticas. Crise resultante da intensa actividade humana, que continua a ter um impacto cada vez mais significativo no clima e equilíbrio da Terra. Estamos a atingir um ponto de não retorno, estamos a criar condições para que o Planeta se torne inabitável.

E sabemos, todos, que este fenómeno, para o qual Portugal contribui na sua medida, deve-se ao consumo e à produção de energia através de combustíveis fósseis, à construção de barragens, à crescente urbanização, à poluição industrial e dos transportes e à prática de agropecuária intensiva.

O mito do crescimento económico ilimitado, ilusão que nos obrigam a viver, e a mentalidade vigente – que leva tantos de nós a acreditar que nos podemos relacionar com a Terra com tanta violência e negligência – está no cerne de um modelo económico sobre o qual ainda poucos falam: o extrativismo, ou seja, a criação de riqueza através da utilização e esgotamento de cada vez mais recursos naturais que são finitos. Embora desenvolvido sob o capitalismo, os governos de todo o espectro ideológico adoptam agora este modelo como via para o desenvolvimento.

E é esta lógica que as Alterações Climáticas questionam profundamente.

Não necessitamos de Crescimento. Necessitamos de Progresso.

Não precisamos de Consumir desenfreadamente. Necessitamos de Bem-Estar. De Protecção.

Os governos de esquerda, de centro e de direita não conseguiram até agora conceber modelos económicos que não exijam níveis extremamente elevados de extração de recursos finitos, geralmente com um custo ecológico e humano gigantesco. Este é um dado quantificável.

E nesta matéria, pensamos diferente, propomos diferente, queremos fazer diferente.

O PAN é hoje reconhecido como o movimento político que representa em Portugal a defesa ambiental baseada nos valores da ecologia profunda. O PAN é o primeiro partido vocacionado para o século XXI, a propor uma visão integrada dos diferentes ecossistemas: sejam eles sociais, ecológicos, culturais ou económicos.

E é por isto que o PAN é relevante no espectro político português, e é por isto que cada vez mais portuguesas e portugueses se revêm no pensamento e no projecto de sociedade que propomos. Somos PAN!

Desde que chegámos ao Parlamento, há pouco mais de um ano, temos conseguido importantes mudanças em matéria ambiental. A principal tem sido assumir a protecção intransigente da Natureza como uma prioridade e trazer para a agenda política e social uma visão profunda da ecologia.

Alcançámos medidas muito concretas na área da mobilidade eléctrica, com o início da renovação do parque de veículos do Estado e o aumento dos postos de carregamento, ou nos incentivos para o desenvolvimento da fileira da Agricultura Biológica, uma forma de produção de alimentos mais sustentável e mais ética, sector que não consegue dar resposta à elevada procura de cada vez mais pessoas.

Fazemos o que podemos. Tivéssemos nós outro peso parlamentar e poderíamos fazer muito mais. É preciso dar mais força ao PAN!

Com apenas um deputado e fortíssimas restrições para fazer agendamentos de propostas de lei, o que vamos conseguindo deve-se também ao acompanhamento de outros partidos políticos e à disponibilidade do Governo para nos escutar. Nos diálogos e negociações do Orçamento do Estado para 2017, o Governo demonstrou genuína capacidade de escuta e acompanhou algumas medidas que chegaram pela mão do PAN, que representam a vontade e os anseios de muitos milhares de cidadãs e cidadãos que até às últimas eleições não tinham voz na Assembleia da República. Claro que não concordamos com muitas decisões deste Governo, tem sido aliás bem vincado, mas a sua disponibilidade para ouvir, debater e querer acompanhar alguns aspectos da transformação de consciências que se está a operar em Portugal, foi devidamente reconhecido por nós, e por isso aprovámos este Orçamento do Estado.

Não fazemos a política do tudo ou nada. Fazemos pontes, falamos com quem quer dialogar com o PAN, estabelecemos compromissos, assumimos responsabilidades.

E no que respeita a políticas ambientais, o Governo enfrentará proximamente grandes desafios do tempo que vivemos e terá que fazer escolhas. Terá que escolher entre os mercados e os cidadãos. Terá que optar entre os agentes económicos e a preservação ambiental. Destes desafios, realço dois.

O planeta está com febre. Impõe-se assegurar o objectivo de limitar o aumento da temperatura média global a um máximo de 1,5ºC. Mas…como é que isso se faz? Simples: descarbonizando a economia. Mas isso é muito difícil, é impossível, dizem alguns. Não, não é e quem o afirma é o Primeiro-ministro. O Dr. António Costa, que concorda com o PAN.

Em Novembro, na COP22, o Primeiro Ministro efectuou o anúncio de maior importância até agora para a política climática nacional: “Portugal reafirma o seu firme compromisso de ser neutro em termos de emissões de gases com efeito de estufa até 2050”.

Ora, na sequência da aprovação do Acordo de Paris e deste anúncio do Primeiro Ministro, Portugal deve ser mais ambicioso nos objectivos para 2030 e planear ao longo de 2017 o Roteiro de Carbono Zero, ou seja, planear como atingir a meta de balanço neutro de emissões em 2050.

Para aqui chegar é preciso estabelecer um pacto parlamentar sobre política climática.O PAN lança o repto: cabe ao Governo encetar este debate e diálogo para se alcançar um compromisso conjunto, a que se juntará obviamente quem quiser, e que deve contar com os diversos sectores da sociedade, nomeadamente com as Organizações Não Governamentais de Ambiente.

Para aqui chegar é preciso uma aposta em sectores chave como o das energias renováveis e da eficiência energética. A aposta nestes sectores permitirá retirar inúmeras pessoas da pobreza energética, contribuirá para criar mais empregos e para a melhoria da saúde das populações, reduzindo o nosso impacto no ambiente. Portugal ainda produz um terço da sua energia eléctrica a partir da queima de carvão, matéria prima que o Estado isenta de impostos. Discordamos, é sabido. Não nos demovemos, é uma garantia.

O PAN espera que o processo para deixar de utilizar carvão como fonte de energia primária para produção de eletricidade seja em 2017 uma prioridade política do Governo. O país tem condições para o fazer num horizonte de poucos anos.

Ainda em matéria energética, o PAN continuará a dizer ao Governo aquilo que é óbvio: a descarbonização da economia e o abandono da dependência dos combustíveis fósseis não são ética nem ambientalmente compatíveis com a exploração de gás e petróleo. O PAN continuará a defender que se rasguem os contratos e que se revogue a lei que os sustenta.

Foi pela voz do PAN que pela primeira vez nesta legislatura se alertou para o perigo da Central Nuclear de Almaraz. A decisão unilateral de Espanha em construir mais um depósito para resíduos nucleares não é surpreendente já que a intenção havia sido anunciada há meses. Esta afrontar e quer uma posição mais firme do Governo Português.

Que o Estado Espanhol não respeita os seus próprios cidadãos e a harmonia dos seus ecossistemas já o sabemos. Já sabemos que para o Governo de Espanha é mais importante o lucro do sector energético que a vida dos espanhóis, que é mais importante o lucro do sector energético que os seus valores ambientais. Mas não podemos aceitar que o estado Espanhol, através de um equipamento que já ultrapassou o seu ciclo de vida, coloque em perigo de contaminação grave o nosso território, o rio tejo, e a vida de todos aqueles que habitam em Portugal.

Ao não cumprir as Convenções Internacionais sobre Energia Nuclear, ao não iniciar uma Avaliação Transfronteiriça de Impacte Ambiental obrigatória, o Estado Espanhol faz uma clara afronta a todos os portugueses, menosprezo, que tem, de uma vez por todas, que ter uma oposição forte e inequívoca da parte do Governo Português.

Amigas e amigos, não vamos lá só com queixas à União Europeia. É que enquanto o pau vai e vem, folgam as costas. É que enquanto Portugal faz a queixa e todo o processo estiver em curso, Espanha construirá rapidamente o depósito nuclear em Almaraz. E quando este estiver construído o Estado Espanhol garante o prolongamento do funcionamento da Central até 2030. Mas, perguntam vocês: e Espanha não corre o risco de uma decisão da UE vir dar razão ao Estado Português? É claro que não, depois de construído o depósito teremos os argumentos de sempre, ancorados no blábláblá do superior interesse nacional ou de qualquer outro argumento que oportunamente invocarão. O depósito acabará por ser validado e o prolongamento de funcionamento da Central Nuclear será uma realidade até 2030. Esta é a táctica do Governo Espanhol.

Quanto ao Sr. Mariano Rajoy, no PAN temos uma certeza: não vai lá com falinhas mansas.

À diplomacia portuguesa, exige-se o mínimo: que esteja à altura desta afronta, que nos defenda a todos, e que faça uso dos expedientes diplomáticos para a impedir a construção do referido depósito e para encerrar de vez a bomba relógio que é a Central Nuclear de Almaraz.

[Protecção e Direitos dos Animais: Alteração ao Código Civil, Faltas de Protecção Legal, Influência da Indústria Pecuária]

Amigas, amigos,

Há 15 dias atrás, um ano depois da entrada do PAN no parlamento, Portugal passou a consagrar na lei que os animais são seres vivos dotados de sensibilidade e objecto de protecção jurídica.

Esta alteração jurídico-filosófica representa um marco histórico e de elevação de Portugal enquanto nação, ao assumir na lei que os animais não são coisas.

Congratulamos todos os partidos da Assembleia da República por esta alteração simbólica, em especial o BE, o PS e o PSD que também marcaram este debate com iniciativas próprias. Mas o maior agradecimento vai para todas e todos os milhares de anónimos, para todos os grupos informais, para todas as associações e organizações não-governamentais que desenvolvem há muitas décadas um trabalho diário de protecção e defesa dos direitos dos animais e do ambiente. É com estes que fazemos caminho. E são estes que podem contar sempre com o PAN.

Também, porque é justo e mais que merecido, e porque está entre nós, quero fazer um reconhecimento devido ao Pedro Delgado Alves. O Pedro, na sua vida pessoal e académica, na sua missão autárquica e enquanto deputado parlamentar tem-se batido desde há vários anos pelos interesses e pela dignificação dos animais e muito se empenhou por esta alteração do estatuto jurídico dos animais. Obrigado Pedro.

O PAN é inequivocamente o movimento político que representa em Portugal a defesa e a protecção dos animais. O PAN está a protagonizar um momento histórico e representa na Assembleia da República a voz de milhares de pessoas que até há um ano não estavam lá representadas.

Sobre este tema, contam-se várias iniciativas legislativas que o PAN já viu aprovadas ou que se encontram em trabalho parlamentar. Mas são também várias as que chumbaram e que foram reprovadas por claro preconceito e pela influência do todo-poderoso sector pecuário. Exemplo disto é o chumbo da proposta de alteração ao código penal que visa criminalizar os maus tratos a animais.

A quantidade de denúncias efectuadas é ilustrativa de que existe um consenso cada vez mais alargado de que todos os animais merecem protecção, e que devem existir medidas mais eficazes de salvaguarda dos animais contra maus-tratos e actos cruéis, violentos e injustificados, dos quais resulte ou não a sua morte. A lei de protecção dos maus tratos a animais de companhia tem falhas e omissões diversas. Os restantes animais, que não os de companhia, continuam totalmente desprotegidos, os agressores totalmente impunes.

Os portugueses têm transmitido que não é compreensível nem aceitável que sejam cometidos maus tratos contra animais de pecuária e que os infratores continuem na total impunidade.

Repetiremos incansavelmente isto até que a voz nos doa: o fim a que estes animais se destinam não pode ser desculpa para que se cometam actos cruéis ou injustificados contra eles.

Esta exigência civilizacional não é apenas defendida pelo PAN e por muitos milhares de portugueses. Também, entre outros, a Ordem dos Advogados e o Conselho Superior do Ministério Público vêm defender isto mesmo.

Amigas e amigos. A indústria da pecuária intensiva trata os animais com total indignidade, introduz químicos na cadeia alimentar, é um forte contribuinte para a insustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde e provoca uma enorme devastação ambiental. Este sector não só não internaliza os imensos custos ambientais que todos pagamos, não só não paga taxas ambientais que era mais que justo pagarem, como ainda recebe milhões de euros do dinheiro de todos nós, beneficia de isenções fiscais várias e tem passadeira estendida para institucionalizar crimes de maus tratos contra animais.

O PAN não vira a cara à luta e continuará a falar do que for preciso ser falado. E no fim, a ética vencerá.

O PAN continuará a trabalhar pelo fim de todas as formas de violência e de discriminação e a bater-se pela defesa dos mais fracos e dos que não têm voz, sejam seres humanos sejam outras formas de vida. Defender os animais é para nós a expressão maior da dignidade humana, é homenagear a condição humana, é elevar a forma de como nos relacionamos com o outro.

[Europa, Acordos Internacionais, Respostas Sociais, Redistribuição de Riqueza, RBI]

Uma outra preocupação e debate que fizemos neste Congresso andou em torno da Europa. Um tema central e incontornável na vida de todos os Portugueses.

A actual desagregação da União Europeia, sobretudo após o BREXIT, traz-nos de volta a possibilidade de retornar aos vários nacionalismos, perdendo-se por completo a visão dum futuro conjunto no quadro europeu. O que assistimos aquando da crise das dívidas soberanas, com o exacerbar dos egoísmos nacionais e a recusa da solidariedade, será uma pálida imagem da negatividade potencial que poderá surgir no quadro da desintegração total. Guerras comerciais, o fim dum quadro de legislação comum e, quem sabe, um retorno à guerra.

E perante estas possibilidades geopolíticas, as respostas que temos visto nas nossas sociedades são até aqui irrealistas sem qualquer esperança de sucesso. A direita clássica tenta fazer as nossas sociedades competir com os países desregulados, forçando a nossa própria desregulação e apostando em baixar todos os parâmetros de bem-estar que nos caracterizaram até agora. A esquerda clássica, fiel às suas tradições reivindicativas, sonha com a saída do euro e com a subida de salários desacoplada de qualquer tentativa de concorrência. O resultado é claro, a desvalorização da moeda e o consequente empobrecimento dos cidadãos e das instituições públicas.

O PAN defende que o projecto Europeu se deve centrar na convergência cultural e política e não priorizar a união financeira e económica. Esta crise de identidade tem direcionado os decisores Europeus para tecnocracias longe das especificidades e identidades de cada nação, tornando-as, assim, mais adversas a um projecto Europeu comum e solidário. Mudemos o rumo!

É o tempo para trabalharmos para uma união mais cívica, dos e com os cidadãos, e menos economicista, de poucos em detrimento da maioria, mais participativa e menos tecnocrata. Para tal há que rejeitar os acordos transnacionais, como o CETA, o TISA e o TTIP, que reduzem a soberania nacional a meros tomos jurídicos e comerciais. Há que repensar estratégias Europeias como a Política Agrícola Comum, que subsidia indústrias insustentáveis e empurra países em desenvolvimento para a subserviência económica e comercial. Há que auditar as dívidas soberanas e renegociá-las à luz da solidariedade entre instituições e países. Há que construir uma economia baseada em energias limpas e renováveis sem a sombra do nuclear, do carvão e do petróleo.

Em suma, falta cumprir a Europa. Mas esse desígnio passa por políticas nacionais, por implementar uma nova política económica, social, cultural e ambiental aqui, em casa.

Diariamente a economia e a finança nacional sobrepõem-se à existência social e cultural das populações e afoga milhões de cidadãos numa azáfama e escravaturas contemporâneas, enfeitiçados por um falso paradigma de consumo e crescimento infinito. Este modelo extractivista desenraíza os cidadãos da participação cívica e de uma sociedade mais cooperativa, empática e sustentável. Portugal precisa de continuar a galgar vários campos sociais que alicercem esta democracia mais participativa e equitativa, dando então mais empoderamento às pessoas e comunidades mais marginalizadas e estigmatizadas. As políticas de promoção da igualdade de género, dos direitos LGBT, da proteção de cidadãos com deficiências e de minorias sociais têm que ser priorizadas. Há que falar sobre pessoas refugiadas, há que falar sobre exploração sexual, há que falar sobre toxicodependência, há que falar sobre quem não tem casa, há que falar sobre tráfico de seres humanos, há que falar sobre violência doméstica, sobre assédio, sobre desigualdade salarial. Não podemos auspiciar uma sociedade realmente justa se não promovermos o diálogo entre todos e sobre todos. Há que desconstruir esta cultura e economia baseadas no patriarcado e em modelos seculares de enraizada hierarquização social.

A nível económico, é preciso dar corpo a uma transição que empregos qualificados e de longa duração na indústria das energias renováveis. Promover uma economia baseada na sensata gestão dos recursos terrestres não é idílico, é um imperativo. A possível ascensão da terceira revolução industrial, baseada em indústrias limpas, descentralizadas e inseridas numa economia circular, gerará não só crescentes serviços climáticos como promoverá a sustentabilidade ambiental e social que tanto necessitamos. Esta nova economia terá também que conceber que o pleno emprego é um conceito secular inoperante e irreal que assenta em premissas que não contemplam o actual desenvolvimento tecnológico.

Esta nova economia terá também que testar novos modelos sociais de pré-redistribuição de riqueza. Falamos da importância de testar no país projectos piloto ligados à implementação de um Rendimento Básico Incondicional, enquanto política social potencialmente justa e realista. A propósito disso, o PAN irá este anoco-organizarem Lisboa o 17º Congresso Mundial do Rendimento Básico Incondicional.

[Eleições Autárquicas 2017]

Neste Congresso desenvolvemos também as bases para o compromisso autárquico de Outubro. Sim, o PAN entende que a política autárquica precisa de outras vozes e de outros impulsos. E temos um projecto próprio.

E, não poderia ser de outra forma, iremos concorrer em candidaturas próprias porque não temos medo de ir sozinhos a eleições, porque não temos medo de ir a jogo com as nossas propostas progressistas, porque queremos crescer, porque temos um cunho identitário próprio, porque assumimos orgulhosamente a nossa identidade, porque queremos levar a cada autarquia os valores da ecologia profunda. Porque Somos PAN!

O PAN revê-se também no apoio a candidaturas de movimentos cívicos independentes que se mostrem disponíveis para posições progressistas, convergentes e inclusivas, bem como no envolvimento de cidadãos independentes nas nossas candidaturas.

Sentimos todos os dias o apoio dos cidadãos e a nossa bandeira, acima de tudo, será combater o maior partido português: a abstenção. Aproximar as pessoas à política local. Empoderá-las e levá-las a participar nas decisões das suas terras. Com humildade, adquirir uma maior capacidade de olhar para todo o território e pensar em soluções políticas integradas que tragam respostas para os problemas das comunidades. Levar os valores do PAN cada vez mais longe. Amigas e amigos, é tudo isto que vamos fazer nas autarquias, com dedicação, com entusiasmo, com compromisso.

[Fecho, Afirmaçãoda Utopia]

Amigas e amigos,

O PAN é um projecto de transformação da consciência da sociedade portuguesa, da Europa e do mundo, que trabalha para erradicar todas as formas de discriminação, de exploração e de violência.

E temos uma certeza: iremos continuar este percurso de informar, de sensibilizar, de consciencializar e de oferecer outras leituras críticas. Porque a crítica transformadora é o anúncio de uma nova realidade a ser criada. E esta nova realidade está já em curso.

A informação e a consciencialização têm objectivos claros: libertar as pessoas e alimentar sua capacidade de sonhar.

O progresso faz-se de utopias. E o que é a utopia? É uma vasta planície com uma montanha ao fundo, que percorremos e escalamos arduamente. E quando chegamos ao topo da montanha, aparece-nos de novo a planície do lado de lado de lá.

É a utopia que nos alimenta e que todos os dias nos faz levantar para resolver o mundo inacabado que nos rodeia. Diariamente, fazemos a afirmação e a celebração da utopia.

Sabemos que está quase tudo por fazer, ainda agora começamos. O PAN precisa de mais força. Dar mais força ao PAN é dar mais força a quem menos pode. As portuguesas e os portugueses, aliás, as pessoas que vivem neste país, sabem que podem contar com PAN e que somos um partido responsável. Que não viramos a cara aos desafios e que gostamos e sabemos assumir, em cada momento, as nossas responsabilidades. E o PAN quer ter mais responsabilidade, o PAN quer ter mais acção social e política. Vamos em frente, com ética, com paixão, com utopia, com confiança.

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PAN REÚNE V CONGRESSO

V Congresso do PAN: OUSAR, PROSSEGUIR, CONSOLIDAR UM PROJECTO PARA TODOS

V Congresso do PAN || 7 de Janeiro, ás 19h00, Anfiteatro 7, Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa || confirmada a presença de representantes do Governo e de outros partidos

O V Congresso do PAN realiza-se no próximo sábado, dia 7 de Janeiro, entre as 12h00 às 21h00, no Anfiteatro 7, da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Morada: Alameda da Universidade, 1649-014 Lisboa

A partir das 19h00 os Órgãos de Comunicação Social e os convidados serão bem-vindos para acompanhar a sessão de encerramento pelo Porta-Voz e Deputado, André Silva, que acontece às 19h30.

Está confirmada a presença de representantes do Governo e de outros partidos como o Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos; o Deputado Pedro Delgado Alves do PS; o Deputado Pedro Soares da Comissão Política do Bloco de Esquerda e Presidente da Comissão Parlamentar de Ambiente e Ricardo Robles Coordenador da Concelhia de Lisboa e Deputado Municipal do Bloco de Esquerda; no Deputado Carlos Silva do PSD; a Dra. Teresa Anjinho e o Dr. António José Batista do CDS; um representante da Presidência da Assembleia da República e representantes de outros partidos sem assento parlamentar.

"OUSAR, PROSSEGUIR, CONSOLIDAR UM PROJECTO PARA TODOS" é o mote para o V Congresso do PAN, um partido de causas, que promove e aplica o princípio da não-violência, em todas as suas formas, para ativar uma mudança transformadora no tecido social, cultural e económico do país.

PAN REÚNE CONGRESSO

O PAN reúne em congresso no próximo dia 7 de Janeiro, das 12h00 às 21h00, no Anfiteatro 7, da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. “OUSAR, PROSSEGUIR, CONSOLIDAR UM PROJECTO PARA TODOS” é o mote para o V Congresso do PAN, um partido de causas, que promove e aplica o princípio da não-violência, em todas as suas formas, para ativar uma mudança transformadora no tecido social, cultural e económico do país.

MARCHA ANIMAL 051

O BLOGUE DO MINHO dá a conhecer a Moção de Estratégia que será debatida e votada no V Congresso do PAN.

OUSAR, PROSSEGUIR, CONSOLIDAR: UM PROJECTO PARA TODOS

Moção Global de Estratégia A

V Congresso do PAN

7 de Janeiro de 2017

O PAN, partido Pessoas–Animais–Natureza, é uma iniciativa de transformação da consciência da sociedade portuguesa e do mundo que trabalha para erradicar todas as formas de discriminação humana, o especismo e o antropocentrismo. Somos um partido de causas, que promove e aplica o princípio da não-violência, em todas as suas formas, para activar uma mudança transformadora no tecido social, cultural e económico do país. Desvinculamo-nos de uma postura competitiva herdada por milénios de condicionamento social, cultural e psicológico, tal como do rótulo ideológico, histórico e dicotómico redutor da Esquerda e da Direita. Acima de tudo, operamos na resolução de causas transversais à sociedade, numa perspectiva de cooperação entre indivíduos e entidades. Somos um movimento focado em problemas estruturais da nossa civilização e trabalhamos diariamente para implementar uma transição económica, social e cultural baseada na ecologia profunda, na sustentabilidade de todos os ecossistemas e no respeito pelo valor intrínseco de todas as formas de vida.

  1. UMA HISTÓRIA COM TODOS

1.1. A eleição de um deputado do PAN foi em si um feito histórico na política nacional pois há 17 anos que não entrava uma força política no parlamento Português. Acresce a esta entrada as características únicas do PAN, que não se circunscreve nem se revê na tradicional categorização dicotómica Esquerda vs Direita.

1.2. A própria escolha do lugar do PAN na Assembleia da República reveste-se de um importante simbolismo, com o assento no meio do plenário de modo a construirmos pontes entre causas que podem e devem ser defendidas por todos os blocos ideológicos.

1.3. Em poucos anos os eleitores tornaram o PAN na 7ª força política em Portugal tendo em conta as eleições legislativas de 2015. Obtivemos 75.140 votos a nível nacional, e garantimos a entrada de um deputado na Assembleia da República. Também nas últimas eleições para a Assembleia Legislativa Regional dos Açores, em Outubro de 2016, duplicámos a votação de 2012, reforçando bastante a implementação do partido na região tornando-o na 6ª força política num inequívoco aumento de confiança dos açorianos na visão de sociedade que o PAN propõe.

1.4. Do último Congresso e do mandato que agora termina da Comissão Política Nacional, o PAN adoptou novos estatutos e uma forma diferente de estar e fazer política. As estruturas locais e regionais foram reestruturadas para estarem mais próximas dos filiados e simpatizantes. O investimento nos novos Espaços PAN em Lisboa e no Porto permitiu a aproximação aoscidadãos e desenvolver uma acção social e política sem precedentes no partido. A implementação da PANgeia, a plataforma informática interna, permitiu o aprofundamento da democracia, o debate mais alargado e a participação de todos os envolvidos no crescimento do PAN.

1.5. A evidente dinamização das Secretarias Internas e a optimização na coordenação de recursos melhorou e aprofundou as metodologias e procedimentos organizativos internos ao nível administrativo, financeiro e jurídico, fundamentais para acompanhar o crescimento do PAN. A criação da Secretaria de Acção Jurídica (SAJ) foi claramente uma aposta ganha, não apenas por responder às frequentes situações de qualquer organização, mas sobretudo porque espessou e aportou qualidade à acção social e política do PAN.

1.6. A nível de comunicação verifica-se actualmente uma cobertura mediática quotidiana através de artigos online, na imprensa escrita, em rádio e em televisão. Nas redes sociais somos pioneiros no Facebook com uma presença robusta. Dos partidos políticos, o PAN é o que mais seguidores e interacção demonstra a nível nacional. Marcamos também presença no Instagram, no Twitter e no Youtube. Internamente implementámos uma newsletter mensal, que se foca nas acções das estruturas locais, regionais e nacional, e uma newsletter semanal direcionada para o trabalho parlamentar. Este trabalho de base comunicacional trouxe causas silenciadas à opinião pública e aproximou também os cidadãos da política, trazendo (ser, fazer e comunicar) os temas políticos de um modo mais dinâmico e construtivo.

1.7. Por toda a Europa a alteração de consciências é um facto crescente, com o aparecimento de movimentos sociais e projectos políticos semelhantes ao PAN. Para o PAN tem sido importante o contacto com estes agentes políticos pelo que se tem estabelecido e reforçado pontes de contacto internacionais com os restantes partidos animalistas e ambientalistas estando presentes, por exemplo, anualmente nos encontros da Animal Politics Foundation (promovidos pelo PvdD). Este caminho demonstra que a consciência social, cultural e económica está em metamorfose para dar uma resposta mais célere e próxima aos problemas comuns da sociedade contemporânea.

  1. A MAIOR CRISE QUE VIVEMOS: O ANTROPOCENO

2.1. Tudo está a mudar muito rapidamente à nossa volta. O que esperamos hoje do futuro é significativamente diferente daquilo que esperávamos há poucos anos. As evidências científicas dizem-nos, de forma cada vez mais enfática, que nos encontramos num momento crítico e decisivo para a manutenção e equilíbrio da bioesfera, pelo menos tal como a conhecemos. A actividade antropogénica está a comprometer as gerações futuras e a sobrevivência das várias espécies, incluindo a humana.

2.2. Vivemos um período que é já descrito por muitos cientistas por Antropoceno, que resulta da intensa actividade humana que está a ter um impacto significativo no clima da Terra e no funcionamento dos ecossistemas. O planeta está a entrar num território completamente inexplorado na sua história, na qual a humanidade está a moldar mudanças na Terra, incluindo uma sexta extinção em massa.

2.3. Este fenómeno, para o qual Portugal contribui na sua medida, deve-se ao consumo de energias fósseis, à produção de energia através de fontes poluentes, à construção de barragens, à crescente urbanização, à poluição industrial e dos transportes e à prática de agropecuária intensiva, o maior poluidor mundial.

2.4. A produção de alimentos para responder às complexas exigências e hábitos de consumo da população humana em expansão está a liderar a corrida na destruição de habitats e no aumento da taxa de perda de biodiversidade. A agropecuária ocupa cerca de um terço da área total da Terra, é responsável por quase 70% do uso da água, está na origem da destruição de florestas, da perda da biodiversidade, da desertificação dos solos, da contaminação dos lençóis freáticos, da alteração do ciclo hidrológico, da acidificação dos oceanos, da emissão de gases de efeitos de estufa e do desaparecimento de culturas e povos indígenas.

2.5. O planeta está com febre. As evidências científicas relativas à influência da actividade humana sobre o sistema climático são mais fortes do que nunca e o aquecimento global do sistema climático é inequívoco, sendo as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) a causa dominante. A manutenção dos níveis de emissões de GEE provocará um aumento da temperatura do sistema climático e tornará mais provável a existência de impactes irreversíveis para as populações e ecossistemas.

2.6. Com as actuais políticas e padrões de emissões de GEE chegaremos ao ano de 2100 com um aumento da temperatura média global estimado de 6,5ºC.

2.7. O Acordo de Paris determina que todos os países devem intervir para limitar o aumento da temperatura média global a um máximo de 2ºC, sobre a média pré-industrial até 2100 através de reduções até 2050 na ordem dos 50% em relação a valores actuais, de forma a permitir repor a humanidade e o planeta numa trajectória sustentável. Contudo, para estas metas de redução projecta-se um aumento da temperatura média global a 3,6ºC.

2.8. Impõe-se assegurar o objectivo de limitar o aumento da temperatura média global a um máximo de 1,5ºC, valor a partir do qual os fenómenos climáticos extremos serão incontroláveis e com consequências devastadoras como por exemplo o consensual cenário do desaparecimento de alguns Estados Insulares ou dos litorais um pouco por todo o planeta ficarem submersos, entre outras.

2.9. São manifestamente positivas as iniciativas de combate ao aquecimento global, através da descarbonização da economia, da utilização de energias realmente limpas, da reutilização e reciclagem, da mitigação das indústrias poluidoras, de formas alternativas de mobilidade, entre outras. Mas devemos lembrar o outro lado do combate que é a redução do consumo. Muito para além de políticas de poupança de água e de energia, de reciclagem ou reutilização de materiais, devemos repensar o estilo de vida que levamos enquanto sociedade e enquanto indivíduos. Não necessitamos de todos os bens e serviços que normalmente consumimos. Estamos a ser escravos de um consumo que nos dá falsa sensação de segurança, conforto e preenchimento.

A pressão sobre os recursos advém da procura dos mesmos. Fosse o planeta um condomínio e os seres humanos que habitam nela uma irmandade, e só com um orçamento, que parte do consumo de energia, de alimentos, de vestuário e de entretenimento, é que os irmãos no andar EUA e no andar Europa estão dispostos a abdicar para os irmãos que vivem no sótão África ou no anexo Ásia viverem um pouco melhor? Os vários patamares de não retorno ecológico que estamos a atingir diariamente e a injustiça social causada pelo nosso estilo de vida obrigam-nos a abdicarmos do nosso modelo de consumo.

2.10. Ainda que só tenhamos uma Terra, a humanidade está a usar os recursos de 1,6 planetas para fornecer os produtos e serviços que consumimos a cada ano. Em Portugal continuamos a precisar de 2,2 planetas para manter o nosso actual estilo de vida, segundo os dados do Relatório do Planeta Vivo 2016 do WorldWildlifeFund (WWF). O carbono é dominante quando analisamos os componentes da Pegada Ecológica Portuguesa, e tem aumentado de ano para ano. A agricultura é o segundo maior componente da nossa Pegada Ecológica e também cresceu.

2.11. O comportamento humano continua a impulsionar o declínio das populações de animais selvagens em todo o mundo. Segundo o Relatório do Planeta Vivo 2016 do WWF, as populações globais de peixes, aves mamíferos, anfíbios e répteis já decresceu 58% entre 1970 e 2012. Estes dados colocam o mundo numa trajectória de redução de 67% das populações globais de animais até 2020.

2.12. O antropocentrismo e especismo dominantes na história da civilização, aliados ao egocentrismo individual e colectivo, com a exploração desenfreada dos recursos naturais e a instrumentalização dos animais não-humanos para fins alimentares, científicos, de trabalho, vestuário, cosmético e divertimento – sem qualquer consideração pela sua dignidade de seres vivos e sencientes – têm vindo a causar, para além de um grande desequilíbrio ecológico e um aumento da taxa de perda de biodiversidade, um enorme sofrimento. Esta situação é inseparável de todas as formas de opressão e exploração do ser humano pelo ser humano, mas está longe do reconhecimento, denúncia e combate de que estas, felizmente, têm sido alvo.

2.13. A classe política continua a considerar justificável infligir sofrimento aos animais, uma situação moral e eticamente inaceitável e que lesa os próprios seres humanos a todos os níveis, desde o plano ambiental e económico ao do seu bem-estar e saúde física e mental. A ausência de consciência, a negação da realidade e a falta de coragem política perpetuam indústrias cruéis que exploram animais em condições inconcebíveis, que contribuem para a devastação ambiental e para a degradação da saúde dos cidadãos, através de legislação incompatível com os valores éticos da evolução civilizacional que se vive, da ausência de regulamentação ou de inconcebíveis apoios financeiros, fiscais e institucionais.

  1. EXTRATIVISMO E CRESCIMENTO ECONÓMICO ILIMITADO: A IDEOLOGIA MUNDIAL DOMINANTE DA ESQUERDA À DIREITA

3.1. O paradigma da civilização hoje globalizada baseia-se no mito da separação entre o eu e o outro: o ser humano, os demais seres vivos e a natureza como um todo. Este paradigma é desmentido pela sabedoria tradicional das culturas planetárias e pela ciência contemporânea, que nos mostram a interconexão de todos os seres vivos no grande ecossistema planetário, mas converteu-se na irreflectida base do comportamento predominante da humanidade em relação a si mesma, aos outros seres e à Terra.

3.2. Da crença na separação entre si e os outros surge o medo, a insegurança, a carência e a vulnerabilidade, que por sua vez se traduzem em avidez e hostilidade. Estas são as bases psicológicas, mentais e emocionais, de uma civilização que desde há muito evoluiu no sentido da progressiva separação entre o ser humano e o mundo natural e que, desde há quatro séculos, na Europa e no Ocidente em geral, se deixou seduzir pelo projecto de dominar, explorar e escravizar a natureza e os seres vivos, incluindo os seres humanos supostamente menos desenvolvidos, para superar as suas carências ou dar livre curso à sua ganância e desejo de poder e prazer.

Se daqui resultou um aumento da riqueza e do conforto materiais, o benefício disso reverteu sobretudo para as antigas e novas classes dominantes, que se foram tornando mais poderosas em termos culturais, científico-tecnológicos e político-económicos, pela progressiva apropriação dos bens e da riqueza comuns.

3.3. A expansão da civilização europeia-ocidental – a chamada “ocidentalização do mundo” – trouxe consigo um novo mito, um novo dogma e um novo obscurantismo, o do “progresso” entendido como um crescimento económico ilimitado sem o qual supostamente ninguém pode ser feliz. Esta é a nova fé e a nova superstição que se implantou, tanto nas consciências religiosas como nas ateias e agnósticas, colonizando o imaginário e mobilizando toda a energia das populações para o trabalho, a apropriação e a mercantilização dos bens comunitários.

3.4. Esta quimera, impossível de realizar num planeta com recursos naturais finitos, gera uma crescente devastação dos recursos naturais, a destruição massiva da biodiversidade e da diversidade cultural, poluição, alterações climáticas e industrialização da vida animal e vegetal que, junto com o crescente fosso entre Norte e Sul e pobres e ricos, cria um enorme sofrimento na população humana e animal e a todos ameaça com um colapso ecológico-social sem precedentes. O objectivo do crescimento económico ilimitado – seja na fracassada versão da economia dita socialista, eco-socialista, estatal e planificada, seja na não menos fracassada versão capitalista, mais ou menos neoliberal, que apenas sobrevive à custa da destruição das nossas vidas e do planeta – está a colocar em risco a qualidade e mesmo as possibilidades de vida das gerações presentes e futuras de inúmeros seres humanos e animais.

3.5. Neste campo o PAN é pioneiro. Ao entrarmos na esfera política, com idealismo mas discernimento, com um discurso conciliador porém disruptivo – que une e relaciona a causa Humana, Animal e Ecológica – temos promovido um novo grau de consciência na análise da sociedade. Esta dinâmica guia-se pela não-violência, pela cooperação, e constata que, em todo o mundo, entre a Direita e a Esquerda – que apelam ao consumo crescente e ad infinitum, sem considerar a sustentabilidade dos recursos ecológicos e os direitos dos restantes animais – não há diferença de fundo.

3.6. A mentalidade que permite que tantos de nós e os nossos antepassados acreditaram que nos podemos relacionar com a Terra com tanta violência e negligência está no cerne de um modelo económico: o extrativismo, que descreve a criação de riqueza através da utilização ou remoção de cada vez mais recursos naturais. Embora desenvolvido sob o capitalismo, os governos de todo o espectro ideológico adoptam agora este modelo que esgota os recursos como uma via para o desenvolvimento, e é esta lógica que as Alterações Climáticas questionam profundamente.

3.7. Os governos de esquerda, de centro e de direita não conseguiram até agora conceber modelos económicos que não exijam níveis extremamente elevados de extração de recursos finitos, geralmente com um custo ecológico e humano gigantesco.

  1. O NOSSO CAMINHO

4.1. Aproximam-se tempos muito desafiantes para o PAN. Juntos conseguimos alcançar um objectivo há muito esperado: a representação na Assembleia da República. Algo que só foi possível através do esforço e muito trabalho desenvolvido pelos filiados e companheiros de causa que se envolveram em dar um rosto a uma sociedade em movimento e que cresce diariamente. O contexto eleitoral difícil em que transcendemos a barreira dos partidos sem assento parlamentar significa que os cidadãos estão desacreditados da alternância partidária e que o PAN é uma alternativa ética ao momento que vivemos de imposições ideológicas, de logros políticos, da captura do Estado por interesses privados e corporativos, do esgotar de um projecto civilizacional que tem o seu fundamento no antropocentrismo, no extrativismo e no consumismo, que instrumentaliza e negligencia outros seres humanos, animais e a nossa Casa Comum.

4.2. O PAN é o primeiro partido vocacionado para o século XXI e a propor uma visão holística e integrada dos diferentes ecossistemas: sejam eles sociais, ecológicos, culturais ou económicos. Só é possível pensar e propor medidas alternativas tendo presente a matriz organizadora do trinómio Pessoas-Animais-Natureza, da sua fundamental e ancestral interdependência. Defender a natureza, o meio ambiente e os animais é defender o ser humano, não fazendo qualquer sentido separar esferas de interesses. A luta contra todas as formas de discriminação, opressão e exploração do ser humano pelo ser humano deve ampliar-se aos animais e à defesa da natureza e do meio ambiente, sem a qual se perde fundamentação, coerência e valor ético.

O PAN, com a defesa das suas três causas maiores, responde aos apelos e anseios de uma parte muito significativa da sociedade, e de um número cada vez maior de portugueses insatisfeitos e excluídos com as propostas políticas apresentadas. Há uma força que é cada vez mais a voz das pessoas: o PAN.

4.3. A expansão territorial é fulcral para a presença no espaço político nacional, aumentando assim a capacidade de atrair novos aderentes às suas causas e, ao mesmo tempo, permitir a consolidação do PAN como um projecto político que existe para construir alternativas a modelos esgotados. O PAN assume que as próximas eleições autárquicas são importantes para ampliar a voz na qual que cada vez mais pessoas que se revêem e para definir e implementar políticas que coloquem o bem comum e os reais interesses dos cidadãos à frente dos interesses corporativos e dos agentes económicos.

4.4. O PAN revê-se em candidaturas de movimentos cívicos que se mostrem disponíveis para posições convergentes e inclusivas, bem como no envolvimento de cidadãos independentes em candidaturas próprias que perfilhem a sua visão política e social. O PAN tem como objectivos alargar de forma sustentável as suas candidaturas nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e em várias capitais de distrito e aumentar a sua representação nos municípios e freguesias com programas que abordem temas que são normalmente esquecidos e com uma acção centrada no estabelecimento de pontes e confluência com todas as forças partidárias.

4.5. As actuais responsabilidades do PAN devem ser acompanhadas por um crescimento sustentado das estruturas locais que possam protagonizar o trabalho político e o alargamento da capacidade de intervenção social do PAN. A melhoria da rede de comunicação entre órgãos do PAN, o desenvolvimento de iniciativas, a democracia interna, a participação e envolvimento de todos nos debates, os referendos através da PANgeia, são compromissos de aprofundamento democrático a atingir a nível local, regional e nacional.

4.6. O PAN deve priorizar esforços para aperfeiçoar a organização interna, encontrar novas plataformas e modos de comunicação, aumentar a sua ligação às pessoas, intensificar o trabalho com os movimentos sociais e associativos, influenciar política e socialmente o quotidiano nacional, alargar a capacidade de intervenção e gerar acção política para protagonizar mudanças decisivas no país.

4.7. É incontornável o papel fundamental que o PAN tem tido na luta pelos interesses e direitos dos animais utilizados e explorados nas mais diversas árease das mais diversas formas. O PAN continuará a quebrar o silêncio da exploração e dos maus tratos institucionalizados que recaem sobre os animais de companhia, usados em investigação científica e cosmética, enjaulados e torturados para divertimento, perseguidos e abatidos para entretenimento, massivamente confinados para alimentação ou instrumentalizados para trabalhos desadequados, fúteis ou desnecessários, visando a abolição do sofrimento, dor, medo e stress a que são sujeitos.

O ser humano não é medida de todas as coisas. A natureza racional e emocional do ser humano deverá constituir uma obrigação moral e ética de responsabilidade e de protecção para com os outros animais. Este percurso civilizacional é para continuar.

4.8. O contributo do PAN na defesa dos valores de uma ecologia profunda é inegável nos temas que levamos ao debate político e à discussão pública nos domínios das actividades humanas que contribuem para o esgotamento dos ecossistemas e para a devastação ambiental: produção de energia, transportes, indústria, edifícios comerciais e residenciais, floresta, agricultura e pecuária. A exposição e denúncia de ecocídios como a construção de grandes barragens, a produção de energia eléctrica através da queima de combustíveis fósseis, a produção de energia nuclear, a exploração de hidrocarbonetos, a agricultura e pecuária intensiva, o patenteamento de sementes, a imposição de organismos geneticamente modificados, a gestão de resíduos, a (in)eficiência energética ou os modos de mobilidade insustentáveis continuarão a estar na linha da frente da luta pela salvaguarda do interesse maior, a nossa Casa Comum.

4.9. É reconhecido o dinamismo crescente que o PAN tem vindo a abraçar no que toca aos direitos humanos e sociais em Portugal, promovendo e participando a nível local, regional e nacional em ações pela igualdade de género, pelos direitos LGBT, pela valorização e proteção das crianças e da parentalidade, pela busca e definição de estratégias alternativas e sustentáveis de organização económica e social que garantam a dignidade de todos os cidadãos e cidadãs no seu dia-a-dia. Este é um trabalho contínuo e que urge continuar a levar a cabo. O desenvolvimento de uma sociedade mais justa, mais compassiva e mais ética passa necessariamente pelo reconhecimento e pela valorização dos direitos humanos e sociais. Estes serão sempre essenciais para estabelecer compromissos e definir responsabilidades entre e para todos.

4.10. Para o bem da própria humanidade, o PAN considera central e urgente uma mutação profunda da sua relação com a natureza e todas as formas de vida, privilegiando-se a harmonia ecológica, um modelo de desenvolvimento económico alternativo ao do crescimento ilimitado num sistema terrestre de recursos finitos, assim como a diminuição progressiva da exploração a que seres humanos e animais são hoje sujeitos. É crescente o consumo de anti-depressivos, de estabilizadores de humor e de estimulantes vários do sistema nervoso central, com especial preocupação para os elevados consumos que se observam na população em idade escolar. Nas últimas décadas constata-se um aumento significativo de perturbações do foro psicológico, nomeadamente depressão, assim como um acréscimo da taxa de suicídios. Estas enfermidades têm a sua origem também no actual modelo socioeconómico que, baseado na produção e no consumo desmedidos, nos aliena e pressiona para a obtenção de prazer, segurança, poder e prestígio, e que no final nunca nos preenche.

O modelo vigente de produtivismo-consumismo é totalmente ineficaz e desequilibrado em termos sociais, económicos e ecológicos. O PAN rejeita a ideia de que a extração-redistribuição seja a única saída da pobreza e da crise económica.

4.11. Os desafios globais de combate às Alterações Climáticas, através das metas do Acordo de Paris, ou da transformação do modelo económico dominante extractivista-produtivista-consumista ficam ainda mais frágeis e distantes quando falamos em acordos transnacionais como o CETA, o TISA ou o TTIP. Estes, histórica e factualmente, demonstram que as tão necessárias barreiras proteccionistas dos países são, na sua maioria, obliteradas por grandes corporações. O NAFTA veio demonstrar que os empregos tendem a deslocalizar-se para onde existem menos direitos laborais e onde os salários são mais baixos. E este processo é contínuo, puxando sempre para baixo salários e standards ambientais, o que gera tensões sociais, fracos rendimentos, mais custos externalizados para o ambiente e maiores desigualdades sociais. O termo utilizado para externalizar todos estes factores produtivos e distributivos para a sociedade chama-se harmonização, ou seja, reduzir os standards de regulação para o mínimo denominador comum. Caminhamos para o inverso do que deve ser feito em Portugal. Centralizamos e afastamos o poder de decisão dos cidadãos, em vez de descentralizarmos e incluirmos as comunidades na gestão dos seus recursos. A posição do PAN é muito clara: as pessoas e o planeta acima dos lucros.

  1. 12. Por fim, há que rebater e construir um novo discurso económico-social que vá para além do mero crescimento baseado na exploração desmesurada dos recursos terrestres, na produção de bens com alto valor de obsolescência programada e estrutural, que se baseia na violência intrínseca, invisível e progressiva de comunidades, seres e ecossistemas mais vulneráveis, e que tem na burocracia do Excel e na PIBomania, também reforçada pela visão conservadora e fragmentada dos média convencionais, a sua normalização social e cultural. Há que efectivar a promoção e a implementação de uma nova economia que meça o desenvolvimento e o progresso através de todas as suas variáveis e não meramente de modo quantitativo pelo PIB. Apenas com esta mutação económica e social teremos um horizonte de esperança, paz e prosperidade para Todos.

SUBSCRITORES:

André Silva, Lisboa, 451

Adelaide Bota, Lisboa, 962

Albano Lemos Pires, Porto, 323

Ana Oliveira, Lisboa, 33

André Charters d’Azevedo, Lisboa, 875

António Faria, Sintra, 24

António Lobo, Lisboa, 827

Artur Alfama, 635, Almada

Bebiana Cunha, Porto, 355

Bernardo Ramos Gonçalves, Lisboa, 1085

Bruno Sobral, Santiago do Cacém, 1245

Carolina Almeida, Mangualde, 1020

Clara Lemos, Maia, 60

Cristina Rodrigues, Lisboa, 957

Diana Vianez, Vila do Conde, 54

Durval Salema, Barreiro, 120

Eduarda Costa Ferraz, Cascais, 284

Elza Cunha, Faro, 339

Francisco Guerreiro, Cascais, 336

Helder Capelo, Cantanhede, 617

Jorge Silva, Lisboa, 922

Liliana Mota, Loures,657

Luís Coelho, Cascais, 198

Luís Teixeira, Setúbal, 639

Maria de Lurdes Rosa, Cascais, 1208

Maria de Lourdes Vicente, Cascais, 1219

Maria do Rosário Santos, Cartaxo, 94

Maria Suzete Bragança, Cascais, 881

Maria Teresa Pedroso, Cascais, 1210

Marta Valente, Lisboa, 321

Miguel Correia, Lisboa, 627

Miguel Santos, Lisboa, 285

Naíde Muller, Lisboa, 1222

Nelson Almeida, Funchal, 16

Núria Viana, Lisboa, 505

Pedro Castro, Vila Nova de Gaia, 994

Pedro Flores, Oeiras, 384

Pedro Glória, Lagos, 1212

Pedro Morais, Figueira da Foz, 35

Pedro Neves, Ribeira Grande,965

Raquel Santos, Vila Franca de Xira, 1026

Ricardo Costa Mendes, Lisboa, 648

Rosa de Sousa, Loulé, 876 

Rui Prudêncio, Torres Vedras, 344

Sara Carneiro Fernandes, Braga, 1194

Sofia Carvalhosa, Cascais, 1206

Sónia Santos, Lisboa, 997

Soraia Monteiro, Cascais, 1089

Susana Carvalhosa, Cascais, 1209

Susana Leal, Loulé, 1039

Veladimiro Elvas, Cartaxo, 95

Vera Costa, Santiago do Cacém, 1244

Viviana Azevedo, Lisboa, 980

MINHOTOS ANIMAM BANHISTAS DE CARCAVELOS

Centenas de pessoas deram hoje o primeiro mergulho do ano na praia de Carcavelos, nos arredores de Lisboa, mantendo uma tradição que perdura desde há mais de setenta anos. E, para animar a festa, à semelhança de anos anteriores, não faltaram os minhotos com as suas concertinas e os seus cantares brejeiros.

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Envergando os mais bizarros fatos-de-banho, os banhistas correram em conjunto pela praia em direcção às ondas, indiferentes ao frio próprio desta época do ano.

Após o mergulho, regressaram ao paredão para, em alegre convívio, deliciarem-se com fatias de bolo-rei e outras guloseimas como manda a tradição nesta quadra festiva.

Além dos intrépidos banhistas, o ritual atrai normalmente centenas de curiosos e a comunicação social que nunca perde a oportunidade de registar este convívio bizarro que anualmente se realiza às portas de Lisboa. E, não faltam sequer os “Narcisos”, divertidos tocadores de concertina que animam a festa com os seus acordes muito ao jeito do folclore minhoto. A sua denominação recorda o café Narciso cujo ambiente permanece com saudade na memória de muitos frequentadores da praia de Carcavelos.

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GOVERNO REABRE TRIBUNAL DE PAREDES DE COURA

Governo reabre 20 tribunais na próxima semana, incluindo o Tribunal de Paredes de Coura

No próximo dia 4 de Janeiro, vão reabrir 20 tribunais que haviam sido encerrados pelo anterior governo. Entre eles, encontra-se o Tribunal de Paredes de Coura.

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De acordo com a Secretária de Estado Adjunta e da Justiça, Helena Mesquita Ribeiro, estes tribunais vão funcionar como “juízos de proximidade e terão competências acrescidas relativamente aquilo que eram as secções de proximidade no âmbito da anterior reorganização judiciária”. Acrescenta ainda que “Serão realizados nestes juízos de proximidade todos os julgamentos crime que tiverem sido cometidos na área geográfica do respectivo município. Até agora, estes julgamentos não eram efectuados no local correspondente à prática do crime”.

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Para além do Tribunal de Paredes de Coura, vão ser reactivados os tribunais de Tribunal de Portel (Évora), Sever do Vouga (Aveiro), Penela (Coimbra), Monchique (Faro), Meda (Guarda), Fornos de Algodres (Guarda), Bombarral (Leiria), Cadaval (Lisboa), Castelo de Vide (Portalegre), Ferreira do Zêzere (Santarém), Mação (Santarém), Sines (Setúbal), Boticas (Vila Real), Murça (Vila Real), Mesão Frio (Vila Real), Sabrosa (Vila Real), Tabuaço (Viseu), Armamar (Viseu) e Resende (Viseu).

A propósito, recordamos o protesto realizado em Lisboa pelos autarcas contra o encerramento dos tribunais, em 28 de junho de 2012, no qual participaram diversos autarcas minhotos principalmente de Melgaço e Paredes de Coura.

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