Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

RUSGA DE S. VICENTE DE BRAGA HOMENAGEIA JORNALISTA BRACARENSE PEDRO LEITÃO

Tema da 1ª ed.  das 'Entremeadas de S/Ts: 'Jornalismo para o século XXI: - Quais as vias e meios?!'

pedroleitao.jpg

Pedro Leitão  (16/12/1955 - 27/03/2016)

A Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho, realiza a 1ª edição das "Entremeadas de S/Ts" (Serões no Burgo/Tertúlias Rusgueiras), a levar a efeito amanhãno próximo  dia 23, quinta-feira, do mês em curso, pelas 21h:30, na sede social da Rusga, sita na Av. Artur Soares (Palhotas),nº 73, Braga, que terá por convidados, o Director do jornal Correio do Minho, Paulo Monteiro e o Director de Informação do Jornal Diário do Minho, Damião Pereira, com a moderação de José Pinto, presidente da associação.

damião_pereira_dm01.jpg

Damião Pereira (Diário do Minho)

paulo_monteiro_cm03.jpg

Paulo Monteiro (Correio do Minho)

JORNALISTAS VIVEM E RETRATAM EXPERIÊNCIAS ÚNICAS EM AMARES

Um grupo de jornalistas nacionais e internacionais, especializados ou ligados à área do turismo, ficaram a conhecer, no passado sábado, um pouco mais do concelho de Amares e dos seus encantos para que possam promovê-los junto dos seus leitores, numa ´press trip` pensada para mostrar um destino autêntico e de excelência turística, num menu de experiências em que a gastronomia e os vinhos, associados à natureza, ao património, à cultura, e ao artesanato assumiram um papel de destaque.

IMG_9014.JPG

A iniciativa, promovida numa parceira entre a CIM Cávado, o Turismo do Porto e Norte de Portugal e a Câmara Municipal de Amares contemplou uma tour pelos locais turísticos mais emblemáticos do concelho, como sendo o Santuário de Nossa Senhora da Abadia e o Mosteiro de uma Rendufe. Ao longo do dia a comitiva de jornalistas familiarizou-se com a história de Amares e tomou contacto com as mais-valias do território ao visitar os principais símbolos do património natural, cultural, religioso, material e imaterial do concelho, para além de ficar a conhecer também algumas das estruturas vitivinícolas existentes, onde se deleitaram com provas de vinho e degustação de produto locais (compotas, licores, bolachas, entre outros). Uma jornada que incluiu, ainda, a apresentação de um roteiro gastronómico de Amares, um passeio a cavalo de charrete pelas vinhas do concelho e um jantar com petiscos regionais.

“Ficamos muito satisfeitos por termos sido o concelho escolhido pela CIM Cávado e pelo Turismo do Porto e Norte de Portugal para acolher este grupo de jornalísticas nesta iniciativa que pretendia dar a conhecer as potencialidades do nosso concelho e reafirmar a imagem do nosso território como destino de excelência, associado ao turismo”, referia o presidente na Câmara Municipal de Amares, Manuel Moreira, na ocasião.

“Estou certo de que estes jornalistas através dos seus testemunhos vão mostrar aquilo que de bom o nosso concelho tem para oferecer, despertando o interesse junto do seu público para que nos visitem e desfrutem desta terra cheia de encanto”, sublinhou o autarca.

Esta ´press trip` decorreu no âmbito dos Fins de Semana Gastronómicos de Amares (uma iniciativa conjunta do Turismo do Porto e Norte de Portugal e dos Municípios da região que pretende dar a conhecer os produtos de excelência da gastronomia local, servindo também de alavanca ao setor do turismo) associada também à promoção do 15º Festival de Papas de Sarrabulho de Amares que decorre entre os dias 25 e 28 de fevereiro. A iniciativa contou com o apoio de vários empresários locais ligados ao setor turístico, gastronómico e vitivinícola a quem o Município de Amares agradece pela colaboração.

DSC01710.JPG

DSC01778.JPG

IMG_8889.JPG

IMG_8929.JPG

IMG_8968.JPG

JOÃO VERDE: O HOMEM. O POETA. O JORNALISTA.

Promovida pelo Cine Clube de Monção, exposição sobre a vida e obra de João Verde, patente no Arquivo Municipal de Monção, assinala a passagem do 150º aniversário do nascimento do poeta. Referência para a apresentação do quadro de Robert Délaunay, datado de 1916, onde é notória a admiração do artista francês por João Verde com a inclusão do poema “Vendo-os assim tão pertinho…”

joão 01 (Large).JPG

João Verde, pseudónimo de José Rodrigues Vale, poeta maior das letras monçanenses, nasceu a 2 de novembro de 1866, no Largo da Palma, e faleceu a 7 de fevereiro de 1934, na “Casa do Arco”, Rua Conselheiro Adriano Machado, conhecida localmente como Rua Direita.

Para assinalar a passagem do 150º aniversário do seu nascimento, o Cine Clube de Monção com o apoio da Câmara Municipal de Monção tem patente ao público, até 7 de fevereiro do próximo ano, uma exposição sobre a vida e obra da figura maior das letras monçanenses.

A presente exposição, que pode ser visitada no Arquivo Municipal de segunda a sexta das 9h00 às 17h00, consta de painéis explicativos, recortes de jornais e publicações de João Verde, trazendo à memória coletiva a criação poética em verso e prosa de um monçanense ilustre, cuja obra está perpetuada de diferentes formas no quotidiano local.

Os painéis, ilustrados com fotografias, revelam o percurso de vida de João Verde desde o nascimento até à morte, bem como a sua intervenção cívica, profunda e apaixonada, através da escrita em diversos jornais regionalistas. Demonstram também a paixão pela sua terra com poemas eternos evidenciados em “Musa Minhota”, 1887, “Na Aldeia”, 1890, e “Ares da Raia, 1902.

Nesta exposição comemorativa do 150º nascimento de João Verde, que terá continuidade no próximo ano com uma conferência sobre o autor, referência ainda para a apresentação do quadro de Robert Délaunay, datado de 1916, com o nome “Natureza Morta Portuguesa”.

Desconhecido até bem pouco tempo, o quadro apresenta-se em reprodução do original. Nele descortina-se o encantamento do artista francês pela zona de fronteira com adereços típicos da região (os lenços garridos, os barros, a viola e a gaita galega), e a admiração por João Verde com a inclusão do poema “Vendo-os assim tão pertinho…”

joão 03 (Large).JPG

joão 04 (Large).JPG

João 08 (Large).JPG

MUNICÍPIO DE VIZELA RECLAMA ISENÇÃO JORNALÍSTICA

A Câmara Municipal de Vizela vem por este meio manifestar o seu desagrado pelo facto de, nos últimos quatro meses, o único órgão de comunicação social escrito e rádio do Concelho, esteja ao serviço de uma putativa candidatura.

A gota de água surge hoje no título publicado no site da rádio Vizela “Oposição "salva" edil de moção de censura da bancada PS”, quando, na realidade, deveria ser “moção morreu na praia”, conforme refere a parte final do texto da notícia.

Mais uma vez se denota que este órgão de comunicação social local faz manchete com títulos sensacionalistas.

Para além disso, tem também sido prática deste órgão de comunicação social local fazer notícias de qualquer assunto, sem conceder o direito ao contraditório e ao apuramento dos factos.

E, falando de factos, a pretendida apresentação da moção na última sessão da Assembleia Municipal seria sempre um ato inócuo e absurdo, sem consequências práticas, considerada a legitimidade direta de cada órgão autárquico.

O Presidente da Câmara Municipal de Vizela

PONTE DE LIMA PROMOVE APRESENTAÇÃO DE OBRA SOBRE AS MULHERES NO JORNALISMO

Obra sobre mulheres no jornalismo enche Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

Cerca de 50 alunos da Escola Secundária de Ponte de Lima deslocaram-se, esta manhã, ao Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima para assistirem à apresentação da obra As primeiras mulheres repórteres: Portugal nos anos 60 e 70, da autoria da jornalista e investigadora Isabel Ventura.

DSCN7297 (Small)

 

Durante a sessão, a escritora fez uma contextualização espaço temporal do livro - que decorre da sua tese de Mestrado em Estudos sobre as Mulheres - e destacou alguns dos principais constrangimentos inerentes ao exercício do jornalismo no feminino durante as duas últimas décadas do Estado Novo.

DSCN7294 (Small)

Através do recurso a imagens e a dados estatísticos, os estudantes foram convidados a analisar as diferenças entre as primeiras páginas dos jornais de agora e os frontispícios das publicações da época salazarista; a analisar a ingerência da censura na liberdade criativa dos autores; a refletir sobre as desigualdades de género existentes no acesso a determinadas profissões; a perceber a estrutura masculinizada das redações no período da ditadura; a compreender os entraves colocados às mulheres na obtenção de uma formação académica superior; a ponderar sobre os efeitos da secundarização da mulher na sociedade, entre outros aspetos reveladores da evolução operada no tecido social português no pós-25 de abril.

DSCN7313 (Small)

Um exercício informativo e de reflexão que permitiu aos estudantes a perceção de que os direitos, liberdades e garantias atualmente consagrados, resultaram do esforço corajoso e resiliente de homens e mulheres que se bateram por uma realidade mais justa e equitativa.

Esta ação é a última integrada no âmbito da exposição “8 mulheres, 8 autoras” que encerra ao público no próximo dia 31 de maio.

DSCN7313 (Small)

JORNALISTA ISABEL VENTURA APRESENTA EM PONTE DE LIMA OBRA SOBRE AS PRIMEIRAS MULHERES REPÓRTERES EM PORTUGAL

Obra sobre mulheres no jornalismo em destaque no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

A jornalista e investigadora Isabel Ventura apresenta a obra As primeiras mulheres repórteres: Portugal nos anos 60 e 70, no próximo dia 18 de maio, pelas 09h30, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

isabel ventura foto

O livro, que decorre da tese de Mestrado da autora em Estudos sobre as Mulheres, pretende dar a conhecer o percurso de seis jornalistas que iniciaram a sua atividade profissional na imprensa escrita no início da década de 60 do século passado, em pleno Estado Novo. São elas Maria Antónia Palla (1933-) – mãe de António Costa e feminista emblemática – Diana Andringa (1947-) – jornalista detida pela PIDE por defender a independência de Angola – Maria Teresa Horta (1937-) – escritora visada na exposição Oito mulheres, oito autoras, patente na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, jornalista e uma das protagonistas do célebre caso das Três-Marias – Edite Soeiro (1934-2009) – uma das primeiras mulheres a ocupar cargos de chefia no jornalismo num período em que essa posição era maioritária e tradicionalmente masculina – Leonor Pinhão (1957-) – jornalista desportiva e coautora do roteiro do filme Um adeus português, do marido e realizador João Botelho – e, finalmente, Alice Vieira (1943-) – jornalista e escritora de renome que experimentou a repressão policial nas lutas estudantis e os cortes da censura no Juvenil, onde trabalhou sem remuneração.  

Apesar de, atualmente, a realidade nas redações jornalísticas ser diferente – em 1960 havia 10 mulheres nos jornais, quando hoje constituem metade dos seus pares – o evento permitirá à população estudantil do concelho, a uma nova geração de jornalistas e ao público em geral perceber o que foi exercer a profissão num contexto discriminador e repressivo e entender a evolução operada nos órgãos de comunicação social no pós-25 de abril.

Isabel Ventura é doutoranda em sociologia na Universidade do Minho e mestre em Estudos sobre as Mulheres, pela Universidade Aberta. É Licenciada em jornalismo, pela Universidade de Coimbra. Desenvolve investigação sobre regulação da sexualidade, crimes sexuais e justiça. É autora de As Primeiras Mulheres Repórteres (Tinta da China). É cocoordenadora da rede de investigador@s emergentes da APEM (Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres) e cofundadora da Universidade Feminista. Coordena o seminário de mestrado “Direito e Género: o caso dos crimes sexuais” na Escola de Direito da Universidade Católica do Porto.

MORREU O FOTÓGRAFO ANTÓNIO AGUIAR

António Aguiar foi o único fotógrafo que registou a celebração da escritura notarial da fundação em Lisboa da Casa do Concelho de Ponte de Lima

António Aguiar, repórter fotográfico durante décadas no DN, morreu esta sexta-feira, em Lisboa, aos 83 anos, disseram à Lusa amigos do fotógrafo.

image

António Luís Santos Aguiar nasceu em 4 de março de 1933, em Lisboa, passou por várias redações, como a do Jornal do Comércio, Diário de Lisboa, Jornal de Notícias e República, depois de ser ter iniciado como fotógrafo de batizados e casamentos, lê-se na notícia que o DN publicou hoje na edição "on-line" sobre a morte do fotojornalista.

No Diário de Notícias trabalhou desde a década de 1970 até se reformar, em 1995, embora continuasse a tirar fotografias.

Como profissional no DN, fotografou a Revolução de 1974 e 1975 e também grandes acontecimentos, como o incêndio no Chiado, em Lisboa, em 1988, ou a a visita do papa João Paulo II a Portugal.

António Aguiar ficou conhecido pelos seus instantâneos em Lisboa, como a fotografia de José Saramago, mais tarde Nobel da Literatura, a engraxar os sapatos em 1992, junto ao Jardim da Estrela.

Fonte: LUSA

img293

Foto de António Aguiar, publicada na edição de 3 de Fevereiro de 1987, no Diário de Notícias

BRAGA HOMENAGEIA JORNALISTA JOSÉ MOREIRA

Ricardo Rio inaugurou esta manhã Avenida de acesso ao Hospital. Homenagem a José Moreira é ‘acto de justiça’ e sinal de maturidade democrática

No âmbito das comemorações do 42.º aniversário do 25 de Abril, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, procedeu esta manhã à inauguração da Avenida José Moreira homenageando, desta forma, um ilustre jornalista Bracarense e defensor do património e da história da Cidade.

CMB25042016SERGIOFREITAS000000506

Para Ricardo Rio, a atribuição do nome de José Moreira à avenida que dá acesso ao Hospital de Braga, constitui um “acto de justiça” e um “sinal de maturidade da democracia”. “Hoje estamos a fazer um borrão sobre esse período da História da democracia de Braga em que ainda existiam proscritos. José Moreira, cuja valia como pessoa, cidadão, dirigente associativo, zelador do Património e como homem de causas, não merecia que, durante tanto tempo, não tivesse o reconhecimento público da sua Cidade”, referiu o Edil durante a cerimónia que contou com a presença dos familiares do homenageado.

CMB25042016SERGIOFREITAS000000505

Segundo o Autarca, a sociedade só pode afirmar-se com cidadãos como José Moreira que, continuamente e em qualquer circunstância, possam carregar a bandeira das causas que defendem. “Queremos que os cidadãos tenham esta atitude e esta vontade de, por amor à sua terra e à sua gente, lutar por aquilo em que acreditam. Viva Abril, viva a Democracia, vivam os cidadãos de Braga que lutam pelo futuro do nosso Concelho”, rematou Ricardo Rio.

Falecido no ano de 2003, José Moreira deixa para a posteridade uma acção interventiva na História recente de Braga, tendo sido um dos rostos da luta pela preservação do Complexo Eco Monumental das Sete Fontes.

Também o vereador Miguel Bandeira lembrou José Moreira como “um homem de causas públicas”, destacando a atribuição do seu nome a uma avenida que é “ponto de contacto de uma das suas grandes lutas cívicas, o vale das Sete Fontes”.

CMB25042016SERGIOFREITAS000000503

O vereador do Urbanismo e do Património sublinhou o carácter de um homem de grande generosidade e elevação cultural. “José Moreira foi um jornalista exímio ao longo de décadas. Era escritor e editor e a ele estiveram associados inúmeros títulos de literatura, património e poesia”, lembrou, sublinhando ainda o apoio de José Moreira a muitos escritores de Braga que não tinham condições financeiras para editar as suas obras.

Por tudo isto, Miguel Bandeira referiu que hoje é um dia feliz para uma Cidade que se sente “reconfortada e prodigamente reconhecida para com um dos seus filhos mais generosos do Século XX”.

José Moreira nasceu a 14 de Dezembro de 1922 na freguesia da Sé, mais propriamente na Avenida de São Miguel-o-Anjo. Jornalista durante vários anos, José Moreira deixa para a posteridade uma acção interventiva na História recente de Braga.

Falecido no ano de 2003, o seu nome surge inevitavelmente ligado à cultura local, dado ter sido o fundador da ‘Livraria Pax’, que desenvolveu uma grande actividade editorial, com particular atenção para temas relacionados com a história e identidade local.

CMB25042016SERGIOFREITAS000000500

COLEÇÃO JORNALÍSTICA ENRIQUECE ARQUIVO MUNICIPAL DE CERVEIRA

O Arquivo Municipal de Vila Nova de Cerveira vai receber um conjunto de coleções de dois jornais do concelho, um ainda em atividade e um outro já extinto. A doação da Srª. Aurora Caldas acaba de ser aceite pela autarquia cerveirense, na reunião de câmara desta segunda-feira.

ARQUIVO

O espólio em causa consiste em 35 coleções do Jornal “Cerveira Nova” publicadas entre 1970 e 2015, e de nove exemplares do Jornal “Cerveira Livre” respeitantes ao ano de 1975.

De acordo com o edil cerveirense, Fernando Nogueira, esta doação apresenta-se como um repositório histórico preponderante para o Município e que interessa preservar, bem como uma fonte de informação importante para investigadores locais e não só.

Nos últimos anos, vários os particulares e instituições/entidades do concelho têm contactado a Câmara para depositarem, no Arquivo Municipal, espólio de valor incalculável que têm em sua posse. A autarquia agradece esta sensibilidade para a preservação de documentos históricos e identitários de Vila Nova de Cerveira, colocando-os num espaço único e apropriado, com a vantagem de serem consultados e divulgados, ao invés de ficarem fechados numa gaveta.

JORNALISTA BRACARENSE JOSÉ MOREIRA CONSAGRADO NA TOPONÍMIA DE BRAGA

Município de Braga atribui o nome de José Moreira a avenida da cidade

O jornalista bracarense José Moreira vai figurar a partir do próximo ano na toponímia da Cidade de Braga. A proposta, aprovada na reunião do Executivo Municipal desta Segunda-feira, dia 7 de Dezembro, prevê a atribuição do nome de José Moreira ao último troço da avenida que dá acesso ao Hospital de Braga.

Esta opção tem por fundamento o facto de o homenageado ter tido residência na freguesia de S. Victor e ser um dos rostos da luta pela preservação do complexo eco monumental das Sete Fontes, que se localiza à margem desta artéria. Recorde-se que José Moreira desde o início da década de 90 que integrava os corpos directivos da ASPA, tendo ainda assumido a direcção da revista "Mínia" desde 1994.

Para a vereadora da Cultura, Lídia Dias, este é um “acto de justiça” para com uma personalidade que “viveu apaixonadamente o seu amor por Braga”, cidade à qual deixou “ineludíveis contributos para o desenvolvimento cultural”.

José Moreira nasceu a 14 de Dezembro de 1922 na freguesia da Sé, mais propriamente na Avenida de São Miguel-o-Anjo. Jornalista durante vários anos, José Moreira deixa para a posteridade uma acção interventiva na História recente de Braga.

Falecido no ano de 2003, o seu nome surge inevitavelmente ligado à cultura local, dado ter sido o fundador da ‘Livraria Pax’, que desenvolveu uma grande actividade editorial, com particular atenção para temas relacionados com a história e identidade local.

A inauguração das placas toponímicas vai decorrer simbolicamente nas comemorações do 25 de Abril de 2016, como forma de recordar uma figura que se destacou como defensor do património cultural e monumental de Braga através de uma cidadania interventiva.

CASA DAS MARINHAS EM ESPOSENDE DESPERTA INTERESSE JORNALÍSTICO

Classificada como Imóvel de Interesse Público, a Casa das Marinhas continua a despertar o interesse das mais diversas personalidades e entidades, bem como de órgãos de comunicação social.

Casa das Marinhas

Recentemente, foi o jornalista e crítico inglês Herbert Wright que esteve na Casa das Marinhas, no âmbito da elaboração de uma reportagem sobre alguns exemplos de arquitetura portuguesa mais relevantes.

O trabalho jornalístico de Herbert Wright será incluído num estudo sobre a habitação em Portugal, com curadoria de Pedro Campos Costa, que vai chegar à Bienal de Arquitetura Veneza em formato de jornal, intitulado “Homeland/News from Portugal”, produzido em parceria com o Expresso. Esta Bienal é um evento que procura as inovações da arte contemporânea à escala mundial e que, a partir dos anos 80, passou a intercalar com a Exposição Internacional de Arquitetura.

O jornalista inglês ficou impressionado com a Casa das Marinhas e sensibilizado pela escala dos espaços, organização das circulações e as cores usadas, tendo mesmo confessado que gostaria de dormir no quarto do moinho pelo conforto do espaço e da relação com a luz.

Herbert Wright trabalha em Londres e é editor da revista de arquitetura Design Blueprint, colunista do RIBA Journal (O Royal Institute of British Architects, organização profissional de arquitetos do Reino Unido) e colabora com o Journal of Wild Culture. Redigiu ainda para a editora da Phaidon um trabalho que envolveu uma pesquisa global das obras mais marcantes da Arquitetura mundial contemporânea.

Considerado um “solar dos tempos modernos”, a Casa das Marinhas pertenceu e foi projetada pelo Arquiteto Viana de Lima, natural de Esposende, tendo sido construída em 1954. No âmbito de um protocolo estabelecido com a Universidade do Porto, herdeira do imóvel, o Município assumiu a propriedade da Casa das Marinhas, mediante a atribuição anual dos “Prémios Viana de Lima – Câmara Municipal de Esposende, ao melhor aluno de Arquitetura e ao melhor aluno de Belas Artes da Universidade do Porto, prémios no valor de dois mil euros cada.

JORNAL "CARDEAL SARAIVA" É UM DOS PERIÓDICOS MAIS ANTIGOS DO MINHO E DO PAÍS!

As origens da imprensa regional estão intimamente ligadas à necessidade de difusão das ideias do liberalismo e do republicanismo, beneficiando do avanço das técnicas da impressão tipográfica e da sua vulgarização. A partir dos finais do século XIX, surgiram um pouco por todo o país jornais regionais que eram sustentados sobretudo pelo comércio local e por uma pequena burguesia instalada nos pequenos aglomerados urbanos da província. Muitas das vezes, por detrás do lançamento de muitos dos jornais regionais encontravam-se as lojas e os triângulos maçónicos em funcionamento nas respetivas localidades.

O Rosquedo - Cardeal Saraiva 1

 

À semelhança do que sucedia com o jornal “O Século”, claramente identificado com a propaganda republicana e anticlerical como aliás o próprio título sugere, dirigido por Magalhães Lima, grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, também os jornais regionais assentavam numa rede de correspondentes locais, costume que curiosamente ainda se mantém.

Com o estabelecimento do Estado Novo, a Imprensa regional veio a adaptar-se às novas circunstâncias, caindo numa longa letargia que a impediu de se desenvolver tecnologicamente e inovar a sua linha editorial. Com processos tipográficos antiquados, muitos jornais ainda há relativamente pouco tempo ocupavam as suas páginas com a publicação de extensas colunas de aniversariantes e outras crónicas de natureza social, logrando desse modo obter a ajuda dos seus assinantes.

A década de oitenta do século passado marca um ponto de viragem para a Imprensa regional. A partir de então foram-lhe colocados desafios com vista à modernização dos parques gráficos, mormente à utilização do offset na impressão dos jornais e à adoção dos novos sistemas de fotocomposição. Muitos deles avançaram para a profissionalização do seu quadro redatorial, deixando de limitar-se à colaboração voluntária dos seus correspondentes e outros colaboradores. Entretanto, as novas tecnologias da informação obrigaram a utilização da Internet e a disponibilização de conteúdos on-line.

O Minho possui um conjunto bastante apreciável de jornais históricos que foram acompanhando a evolução dos tempos e continuam a chegar aos seus leitores. Entre eles, conta-se naturalmente o semanário “Cardeal Saraiva” que se publica em Ponte de Lima desde 15 de Fevereiro de 1910. Um título que evoca precisamente os ideais de liberdade defendidos por aquele que foi uma das figuras mais ilustres de Ponte de Lima e do país.

A assinalar a efeméride, o BLOGUE DO MINHO saúda a Imprensa da nossa região em geral e todos quantos tornam possível a publicação do jornal “Cardeal Saraiva” em particular, no reconhecimento do seu papel em defesa dos interesses locais e progresso das gentes do Minho.

O primeiro número do jornal "Cardeal Saraiva" foi publicado em 15 de Fevereiro de 1910 

"O jornal Cardeal Saraiva é um jornal semanário que se edita em Ponte de Lima ininterruptamente desde 15 de Fevereiro de 1910.

António Ferreira, Juiz Desembargador, natural de Ponte de Lima, foi o seu fundador. O espírito da fundação foi criar um jornal novo, isento, cujo título pudesse ser uma homenagem a gente da terra.

Daí a razão de ser do título. Cardeal Saraiva foi um ilustre limiano que dava pelo nome de Francisco S. Luis Saraiva. Foi uma figura ilustre da igreja tendo sido Bispo de Coimbra e Patriarca de Lisboa, mas também Reitor da Universidade de Coimbra, deputado às Corte e até Ministro do Reino.

Desta forma o título deste jornal foi no tempo a única homenagem a esta figura ímpar nacional.

Apesar de o título poder sugerir alguma ligação religiosa, o Jornal Cardeal Saraiva é - e sempre foi - um jornal isento, aberto a todas as crenças e defensor da liberdade de expressão.

Para Castilho, o Cardeal Saraiva foi o grande introdutor da liberdade em Portugal.

Após o período inicial e ainda no primeiro ano de fundação, o jornal Cardeal Saraiva passou a ser propriedade de Avelino Pereira Guimarães, empresário limiano, natural de Pereiro, Labrujó e radicado na vila limiana.

Desde essa data até aos dias de hoje, o Jornal Cardeal Saraiva é propriedade da família.

Em 1991 o jornal Cardeal Saraiva informatizou profissionalizou a sua redação, tendo nessa altura alargado a sua área de ação. Numa conjugação com a realidade da região, o espaço geográfico da recolha de notícias passou a ser a Ribeira Lima, compreendida pelos municípios de Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo, mais tarde alargado aos municípios de Esposende e Caminha.

Nos dias de hoje, e após evolução natural, este semanário alargou já o seu espaço noticioso a todo o distrito de Viana do Castelo, tendo correspondentes locais nos principais municípios do distrito."

in http://www.cardealsaraiva.com/

O Cardeal Saraiva, figura proeminente do liberalismo que nasceu em Ponte de Lima, é o patrono do jornal que sempre perseguiu uma orientação livre e pluralista, constituindo uma referência da Imprensa regional do nosso país.