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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO ESTÁ SOLIDÁRIO COM OS TRABALHADORES DA RICON

Câmara de Famalicão aprova voto de solidariedade com trabalhadores da Ricon e revela desenvolvimentos. Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, anunciou que bolsa de emprego está a crescer e que já há eventuais interessados nas instalações da empresa

O executivo municipal de Vila Nova de Famalicão aprovou, por unanimidade, um voto de solidariedade para com os trabalhadores da Ricon que viram os seus contratos de trabalho interrompidos na sequência do encerramento da empresa. Simultaneamente a autarquia famalicense expressou publicamente a gratidão e apreço às empresas famalicenses que“manifestaram de imediato e na sequência do anunciado despedimento coletivo”, disponibilidade para acolher parte desses trabalhadores. A proposta apresentada pelo Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, foi debatida e aprovada durante a reunião do executivo municipal desta quinta-feira.

Há muitas empresas de Famalicão a precisarem de costureiras

O documento surge na sequência dos desenvolvimentos da última semana com várias empresas a contactarem o programa de promoção económica da autarquia e de apoio à atividade empresarial, o Famalicão Made IN, manifestando a sua disponibilidade e necessidade no preenchimento de novos postos de trabalho.

Neste momento são já 400 os postos de trabalho disponibilizados por cerca de três dezenas de empresas famalicenses, mais de 70 por cento deles ligados ao sector têxtil. “É um sinal do reconhecimento por parte dos empresários de Vila Nova de Famalicão da qualidade e do valor dos recursos humanos que trabalhavam na Ricon e por outro lado sinal da pujança económica e indústria de Vila Nova de Famalicão no caso particular do sector têxtil que tem vindo a bater recordes atrás de recordes ao nível das exportações”.

Esta bolsa de empregos está já na posse o Centro de Emprego de Vila Nova de Famalicão que está a a gerir o processo do desemprego criado na sequência da declaração de insolência do grupo Ricon. Entretanto, o presidente da Câmara Municipal em declarações aos jornalistas no final da reunião de câmara adiantou que o município está a trabalhar também no sentido de valorizar a unidade industrial que fechou e a sua capacidade instalada, tendo adiantado que “já existem interessados numa eventual aquisição ou aluguer das instalações”.

Da proposta aprovada pela autarquia surge ainda uma recomendação ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social para a “urgência na cobertura deste processo com o objetivo de assegurar todos os direitos aos trabalhadores despedidos.”

MUNICÍPIO DE FAMALICÃO CRIA LINHA DE APOIO PARA OS TRABALADORES DA RICON

Pacote de medidas inclui apoio social, ajuda na procura de novos empregos e melhoria das qualificações profissionais

A Câmara de Vila Nova de Famalicão tem a funcionar uma linha de apoio destinada aos trabalhadores da têxtil Ricon, que receberam cartas a comunicar a cessação dos seus contratos de trabalho devido à possível liquidação da empresa.

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A liquidação do grupo têxtil instalado em Ribeirão, no concelho de Vila Nova de Famalicão, que emprega cerca de 600 trabalhadores, a grande maioria famalicenses, começa a ser discutida na terça-feira, com as três primeiras assembleias de credores. A administração da Ricon anunciou, entretanto, que enviou cartas aos colaboradores dando conta da cessação dos respetivos contratos de trabalho.

Neste sentido, o cenário mais provável é que dentro alguns dias, os trabalhadores deste grupo entrem em situação de desemprego.

Para esses famalicenses e seus familiares, a Câmara Municipal tem um conjunto de respostas que estão já a ser reunidas e implementadas. São essencialmente medidas de caráter social e económico que são apostas da autarquia no combate ao desemprego e no incentivo à inovação e ao empreendedorismo no concelho.

Em primeiro lugar, destaque para a retaguarda social que envolve ajudas imediatas ao nível da alimentação, da educação, ou nas despesas com a habitação. Os famalicenses que necessitem de ajuda devem dirigir-se ao departamento de Ação Social da Câmara Municipal para obter informações sobre os apoios concretos existentes nestes casos.

Por outro lado, a autarquia está a trabalhar em sintonia com o Instituto de Emprego e Formação Profissional, coordenando os meios para encaminhar os trabalhadores para outras oportunidades de emprego. Sabendo que Vila Nova de Famalicão é um concelho com uma forte presença industrial, onde o sector têxtil está em crescimento e onde existe escassez de mão-de-obra, é preciso saber dirigir estes trabalhadores para outras empresas.

Entretanto, através do programa Qualifica os trabalhadores são incentivados a apostar na formação profissional ou adquirir novas competências para se inserir noutros setores profissionais ou relançar a sua carreira profissional.

Recorde-se que Vila Nova de Famalicão tem atualmente uma taxa de desemprego de 6.5 por cento, bastante abaixo da média nacional. No concelho, existem hoje em dia cerca de 4.500 desempregados, quando há quatro anos existiam cerca de 12 mil desempregados.

Vila Nova de Famalicão é um concelho que tem dado sinais claros de que tem capacidade para vencer o flagelo do desemprego. E se no período mais difícil soube vencer as dificuldades e criar condições para estar na linha da frente dos concelhos mais empreendedores e inovadores do país, é natural que a resiliência e a persistência, caraterísticas dos famalicenses, ajudem mais uma vez o concelho a ultrapassar este obstáculo.

Refira-se que a autarquia famalicense tem vindo a acompanhar o processo desde o início, em Dezembro de 2017, quando a empresa apresentou o pedido de insolvência. Nessa altura, o município desenvolveu diligências com a administração da empresa para perceber o que estava a acontecer, acompanhando desde então a situação.

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FAMALICÃO DESTACA-SE NA PRODUÇÃO DE ARTIGOS DE DESPORTO ESCOLAR

Famalicão na ISPO é farol de inovação com presença destacada. Dez empresas e dois centros tecnológicos famalicenses participam na maior feira mundial de artigos de desporto e outdoor

Vila Nova de Famalicão lidera a representação portuguesa na ISPO Munich 2018, com dez empresas e dois centros tecnológicos, prova da capacidade inovadora e vocação global das empresas têxteis famalicenses e da elevada tecnicidade dos seus produtos.

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Impulsionadora da inovação e internacionalização das empresas famalicenses, a Câmara Municipal associou-se à maior feira mundial de artigos de desporto e outdoor através da presença do Vereador da Economia, Empreendedorismo e Inovação, Augusto Lima.“Famalicão está aqui com uma presença forte e com empresas de grande qualidade, que se afirmam pela sua capacidade tecnológica, de design e de inovação”, sublinha, enaltecendo que representam “o que de melhor se faz em têxteis técnicos, desportivos e inovadores, num sector em que Portugal é dos países mais reconhecidos e prestigiados internacionalmente”.

Na ISPO, montra privilegiada para os têxteis técnicos, a indústria têxtil nacional marca presença destacada com um número recorde de 44 empresas. Dune Bleue, Garbo, Fitor, Inovafil, Joaps, Moovexx, Olmac, Oldtrading, SIT - Seamless Industrial Technologies (Sonicarla) e Manuel Fernando Azevedo, a que se juntam o CITEVE e o CeNTI, são as empresas e os centros tecnológicos famalicenses presentes na feira alemã, que acolhe 2700 expositores e receberá 80 mil visitantes profissionais.

Tanto a Oldtrading como a Moovexx assinalam a sua estreia na ISPO, no que se traduz numa aposta pela internacionalização e pelo consequente incremento das exportações.

Este domingo, no primeiro de quatro dias de certame, o Ministro da Economia visitou os expositores portugueses, acompanhado pelo embaixador português na Alemanha, João Mira Gomes, o representante do AICEP em Berlim, Pedro Macedo Leão, e por Augusto Lima.

A participação portuguesa é organizada pela Associação Selectiva Moda, em parceria com o CITEVE, sob a designação “Sport Textile Village From Portugal”.

INDÚSTRIA METALOMECÂNICA CRESCE EM FAMALICÃO

O sector metalomecânico tem um peso considerável na economia de Vila Nova de Famalicão e vem mantendo uma tendência de crescimento em indicadores como o número de pessoas ao serviço e de empresas, o volume de negócios e de exportações e o valor acrescentado bruto.

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Os dados macroeconómicos, divulgados recentemente pelo INE no Anuário Estatístico Regional 2016, revelam que as 283 empresas do sector existentes em 2015 no concelho tinham 2450 pessoas ao serviço (eram 2364 em 2014) e registaram um volume de negócios de 246 milhões de euros (216 milhões em 2014, mais 13%). As exportações foram de 151 milhões de euros (139 milhões em 2014, mais 9%) e o Valor Acrescentado Bruto de 75 milhões de euros (64 milhões em 2014, mais 9%).

Um conjunto alargado de empresas com tecnologia de vanguarda e reputação mundial produzem o que outras não são capazes e exportam cada vez mais. São disso bons exemplos a ROQ (principal fabricante mundial de máquinas de estamparia têxtil e reconhecida em 2017 como a empresa mais rentável do país no sector da produção de bens) e a AMOB (conceituada mundialmente por produzir máquinas customizadas para vários sectores industriais e distinguida em 2016 por apresentar a melhor performance exportadora e de emprego criado).

A aposta numa estratégia de expansão e modernização da capacidade instalada em infraestruturas e tecnologia tem sido decisiva para a afirmação da indústria metalomecânica nos contextos nacional e internacional.

Vantagem competitiva em todo o mundo e aspeto altamente diferenciador é precisamente o que estas empresas conquistam com o facto de produzirem máquinas para sectores tão diversos como o têxtil, naval, militar, químico, petrolífero e automóvel, entre outros.

Dados macroeconómicos

  • Nº de Pessoas ao Serviço: 2450
  • Nº de Empresas: 283
  • Volume de Negócios: 246M€
  • Exportações: 151M€
  • Valor Acrescentado Bruto (VAB): 74M€

ACO SHOES CRESCE NA EUROPA DE LESTE

Empresa do ex-Presidente da Câmara de Famalicão exporta calçado de conforto para 35 países

As exportações de calçado de conforto para a Rússia, diversos países da antiga URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) e outros da Europa de leste são responsáveis pelo crescimento global de oito por cento da faturação de 2017 da ACO – Fábrica de Calçado, SA, a empresa de Armindo Costa, antigo presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.

Armindo Costa _ presidente da ACO Shoes

“Cinco anos depois de termos entrado nos mercados do leste da Europa atingimos a consolidação, sendo de salientar as exportações para a Rússia e diversos países da antiga URSS”, revela Armindo Costa, o presidente do conselho de administração da empresa, explicando que essa consolidação foi o fator responsável por uma subida de oito por cento na faturação de 2017.

A ACO foi fundada por Armindo Costa, em 1975, na freguesia de Mogege, concelho de Vila Nova de Famalicão, onde atualmente emprega 400 pessoas, tendo duas unidades de apoio à produção suas participadas, a ECCO Conforto, no município de Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo, e a ICCO, na ilha de S. Vicente, em Cabo Verde, que contam com 150 e 260 trabalhadores, respetivamente.

Especializada em calçado de conforto, a ACO produz 1,5 milhões de pares de sapatos por ano (mais de 5 mil pares por cada dia útil), gerando um volume de negócios na ordem dos 35 milhões de euros.

PRESENÇA EM 36 PAÍSES

“Numa época que foi de crise nos mercados tradicionais, o investimento feito pela ACO nos mercados no leste da Europa foi uma aposta ganha. Conseguimos manter as exportações para os mercados tradicionais e conseguimos subir as nossas vendas na Europa de leste”, explica Armindo Costa, manifestando-se “muito satisfeito com os resultados obtidos pela ACO Shoes” no ano que terminou.

“Países do leste da Europa, como a Letónia, a Eslovénia, a República Checa, a Bielorrússia, a Moldávia ou a Lituânia são mercados em crescimento, onde o poder de compra tem aumentado e cujos consumidores começam a valorizar o conforto e a qualidade do calçado produzido pela ACO”, afirma, por seu turno, Fernando Costa, responsável pelas vendas internacionais.

Além de estar disponível em Portugal, o calçado da ACO é vendido em 35 países de cinco continentes (Europa, Ásia, África, Oceania e América do Norte). Assim, os sapatos produzidos em Vila Nova de Famalicão podem ser encontrados na África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Áustria, Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Emiratos Árabes Unidos, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estados Unidos da América, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Inglaterra, Irlanda, Israel, Japão, Letónia, Lituânia, Noruega, Polónia, Quirguistão, República Checa, Roménia, Rússia, Suécia, Suíça, Turquia e Ucrânia.

NOVOS PRODUTOS E FEIRAS INTERNACIONAIS

Dando continuidade ao trabalho permanente de investigação e desenvolvimento, a ACO tem reservada para 2018 uma aposta em novos produtos de alto valor acrescentado, designadamente com a criação de “um calçado mais técnico”, que se insere numa estratégia virada para o mercado português.

Entre 13 e 16 de janeiro, a ACO Shoes esteve representada ao mais alto nível na Expo Riva Schuh International Shoe Fair, na cidade de Riva Del Garda, naquela que é uma das mais importantes feiras de calçado em Itália.

O mês de fevereiro também será marcado por uma intensa atividade de contactos com clientes na Europa. Entre 7 e 9 de fevereiro, será a vez de a ACO participar na Nordig Shoe & Bag Fair, na cidade de Nacka, na Suécia. E entre 11 a 14 de fevereiro, a empresa de calçado de conforto de Vila Nova de Famalicão voltará a estar presente em Itália, desta vez em Milão, na Micam Shoevent 2018, que é considerada a maior feira de calçado do mundo.

FAMALICÃO: FIOS INOVADORES TRAÇAM O FUTURO DA INOVAFIL

Fios têxteis capazes de transformar a luz solar em energia térmica, fios com libertação de vitamina E, retardadores do envelhecimento da pele e aceleradores do processo de cicatrização, fios com capacidade de gestão de humidade e fios termorreguladores com capacidade de regular a temperatura corporal. Eis alguns dos resultados da estratégia de inovação da Inovafil.

Roteiro pela Inovação(1)

A aposta crescente nos fios diferenciadores e de alto valor acrescentado é notória: nos próximos anos a empresa pretende dedicar até 50 por cento da sua produção aos têxteis técnicos e funcionais, elevando assim a fiação para um novo patamar.

Foi precisamente com este enquadramento que a Inovafil lançou o Nidyarn – Núcleo de I&D para fios funcionais de elevado desempenho, em colaboração com o 2C2T – Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil e a Fibrenamics, ambos da Universidade do Minho, e cujo principal objetivo é a investigação e o desenvolvimento de fios de elevado desempenho térmico, mecânico e biológico para aplicação em vestuário high-tech.

“A nossa estratégia é sermos não só moda, mas também desporto, técnicos e funcionais, porque são têxteis que vão deixar de ser um nicho de mercado quando essas funcionalidades começarem a ser introduzidas naquilo que é o nosso vestuário do dia-a-dia”, realçou Rui Martins, administrador da Inovafil, na sexta-feira passada, 19 de janeiro, numa visita do Presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, a pretexto do Roteiro pela Inovação.

De resto, a Inovafil tem vindo alargar os horizontes das opções sustentáveis na produção de fios com a utilização de matérias-primas ecológicas como urtigas ou algas marinhas. 

Para Paulo Cunha esta é uma empresa que “reforça a garantia de que o futuro da indústria têxtil e do vestuário passa inevitavelmente por Famalicão”. “Se no passado tínhamos já razões de sobra para nos regozijarmos com o trabalho feito no têxtil, a Inovafil é claramente um grande contributo para fortalecer essa imagem a nível nacional e internacional”, enfatizou.

Empresa participada da Mundifios – o maior trader ibérico de fios têxteis –, a Inovafil instalou-se em Famalicão em 2015, num investimento de 10 milhões de euros, ocupando parte das instalações da Têxtil Manuel Gonçalves, em Vale S. Cosme, que arrendou. Emprega 115 pessoas e tem uma capacidade produtiva de 160 toneladas de fio mensais, 20% das quais têm como destino a exportação direta.

A nova coleção de fios funcionais da empresa famalicense será apresentada mundialmente, no final deste mês, em Munique, na ISPO, a principal feira internacional dedicada à área do desporto e outdoor. 

Roteiro pela Inovação(2)

FAMALICÃO É LÍDER NAS EXPORTAÇÕES DA FILEIRA AUTOMÓVEL NO NORTE

4996 pessoas ao serviço, 39 empresas, 1,061 mil milhões de euros em volume de negócios, 905 milhões de exportações e 488 milhões de euros de Valor Acrescentado Bruto. Estes são os números da indústria automóvel em Vila Nova de Famalicão, tão competitiva e heterogénea como cada vez mais forte e com um efeito multiplicador na economia portuguesa. O concelho é já, de resto, o principal exportador de produtos desta fileira na Região Norte.

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Os dados macroeconómicos constam do Anuário Estatístico Regional, edição de 2016, divulgado recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística.

O sector automóvel assegura quase metade do total das exportações locais (1,9 mil milhões de euros) e representa 22% do volume de negócios total do concelho (4,8 mil milhões de euros). Espanha é o principal mercado de destino dos bens transacionados.

A Continental Mabor ostenta o título de quarto exportador nacional e o principal do Norte. Mas outros players de referência nacional e internacional formam um cluster com forte impacto na economia nacional, com destaque para a TMG Automotive, a Coindu, a Olbo&Mehler, o Grupo Celoplás, a Tesco, a Vishay e a Injex.

A localização mais dispersa, a presença de grandes exportadores disseminados pelo território e a importância da atração de I&D explicam a força da fileira automóvel neste concelho.

Da metalurgia aos moldes, passando pelo fabrico de pneus e outros elementos em borracha e plástico, até aos têxteis e à eletrónica. São cada vez mais as pequenas e médias empresas famalicenses que acrescentam valor a um sector estratégico, que exporta, gera emprego, incorpora tecnologia de ponta e aposta na inovação e no desenvolvimento.

Cluster automóvel

  • Número de Pessoas ao Serviço: 4996
  • Volume de Negócios: 39
  • Volume de Negócios: 1,061 mil milhões de euros
  • Exportações: 905M€
  • Valor Acrescentado Bruto (VAB): 488M€

FAMALICÃO: INOVAFIL ELEVA FIAÇÃO TÊXTIL PARA NOVO PATAMAR COM DESENVOLVIMENTO E PRODUÇÃO DE FIOS INTELIGENTES

Nova coleção de fios funcionais de alto desempenho apresentada sexta-feira, 19 de janeiro, pelas 10h30, em S. Cosme, na Rua Comendador Manuel Gonçalves (Complexo industrial da TMG)

O universo dos têxteis técnicos e funcionais está na ordem do dia, mas para haver malhas de valor acrescentado tem que haver fios funcionais de alto desempenho. É este pressuposto que está na base do projeto “NIDYARN – Núcleo de I&D para fios funcionais de elevado desempenho”, promovido pela Inovafil Fiação, S.A. em parceria com o Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil - 2C2T - e a Plataforma Internacional Fibrenamics, ambos da Universidade do Minho.

Fábrica da IINOVAFIL em Famalicão

Na ótica da Inovafil, a constituição deste núcleo significou o alicerçar das bases e a real implementação da cultura de inovação e desenvolvimento na sua estrutura. Os resultados não tardaram em aparecer e do trabalho desenvolvido resultaram as coleções apresentadas, em 2017, nas feiras ISPO (principal feira internacional dedicada à área do desporto e outdoor) e Techtextil (principal feira internacional de têxteis técnicos). A Inovafil foi a única fiação presente nos certames.

Entretanto, no final deste mês de janeiro, entre os dias 28 e 31, será apresentada a nova coleção na ISPO 2018 que engloba novos produtos com diferentes propriedades funcionais. Nomeadamente,  fios resultantes da mistura entre fibras eco-friendly combinadas com fibra à base de carbono, capaz de transformar a luz solar em energia térmica, aumentando, assim, a temperatura corporal; fios tendo por base fibra com libertação de vitamina E (Cell Solution SKIN CARE®), retardadores do envelhecimento da pele e com capacidade de aceleração do processo de cicatrização; fios termorreguladores (Cell Solution CLIMA®), com capacidade de regular a temperatura corporal, proporcionando excelente conforto a nível térmico; e  fios com capacidade de gestão de humidade resultantes de uma tecnologia patenteada: drirelease.

Antes da apresentação mundial em Munique, as inovações desenvolvidas pela Inovafil vão ser apresentadas no decurso do próximo roteiro pela inovação de Vila Nova de Famalicão, através de uma visita do Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, à Inovafil, em S. Cosme, na Rua Comendador Manuel Gonçalves (Complexo industrial da TMG), nesta sexta-feira, 19 de janeiro, pelas 10:30.

GRUPO DESPORTIVO E CULTURAL DOS TRABALHADORES DOS ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO INAUGURAM EXPOSIÇÃO SOBRE “O MAR E A CONSTRUÇÃO NAVAL"

Exposição “O mar e a Construção Naval”: Um público generoso marcou presença para ver artes conjugadas

A arte da Paula Pereira já não constitui surpresa, já que o seu talento é suficientemente conhecido e está abundantemente testado. Já se contava por isso com uma exposição que a todos tocaria. Surpresa foi a pequena artista, que poderá certamente ser grande, a Raquel Viana, que a Paula fez questão de apresentar para interpretar três belas canções, entre elas a melodiosa e tocante “Canção do Mar” de Dulce Pontes, bem enquadrada no evento que se inaugurava.

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Foi na passada sexta-feira, dia 12, na Galeria da Santa Casa da Misericórdia de Viana, pelas 21,30 horas. O público foi abundante e o espaço insuficiente para proporcionar um acolhimento condigno a todos. Tratava-se de mais um evento integrado nas comemorações do cinquentenário do Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores dos ENVC, mas, acima de tudo, de um trabalho que se previa especial desta artista que não cessa de arrecadar prémios, extrafronteiras.

E ninguém se considerou defraudado. O mar e a construção naval vianenses ali estão, de forma tocante, artisticamente alegorizados. Com o espaço dividido em salas com e sem luz, é possível ver e sentir, nas mais diversas artes (escultura, pintura, e sonoridade), a força do trabalho e o resultado deste. O movimento e a segurança, a destreza e a orientação precisa, a determinação e a persistência de quem constrói navios ali se representam, especialmente em pincelada segura, com pouca cor, a explorar bem espaços brancos e a emparceirar com a geometria naval, tendo sempre presente a figura humana, que tudo determina e que tudo constrói. Na sala escura não faltam os sons do mar que ora se afasta ora nos toca, da saída e entrada de navios, das gaivotas que esvoaçam animando fainas, etc, com complemento das imagens que se reflectem, evidenciadas pela força da luz, do trabalho activo, dos navios e apetrechos, das docas e das gentes.

Não podia a vida marítima, a que historicamente nos ligamos, ter tão sublime representação, como muito bem salientaram, quer os responsáveis do GDCTENVC, quer a Provedora da Misericórdia, em breves e concisas palavras. Até ao dia 2 de Fevereiro, têm os vianenses a oportunidade de observar uma exposição diferente, que representa uma vida de mar de que a cidade nunca abdicou nem jamais abdicará.

Texto e fotos: Gonçalo Fagundes Meira

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CABECEIRAS DE BASTO INAUGURA FÁBRICA DE ESTOFAGEM DE VOLANTES

O Secretário de Estado Adjunto e do Comércio, Paulo Ferreira, visitou no passado sábado, dia 16 de dezembro, a fábrica de estofagem de volantes ‘EstofaBasto’ no momento em que a mesma foi inaugurada. Acompanharam o Secretário de Estado, os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal, Francisco Alves e Eng. Joaquim Barreto, os vereadores Dra. Carla Lousada e Eng. Pedro Sousa, presidentes de Junta de Freguesia, entre outras individualidades e demais convidados.

Fábrica de estofagem de volantes inaugurada em Cabeceiras de Basto (3)

Constituída em junho de 2017, a EstofaBasto Lda. é uma sociedade por quotas que se dedica à estofagem de volantes e cuja produção atual atinge os 220 volantes por dia. A empresa conta com mais de 60 trabalhadores, quase na sua totalidade jovens do concelho Cabeceirense alguns que concluíram já a formação específica e outros que continuam a tê-la através do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), formação de capacitação para a atividade, praticamente artesanal, de estofagem de volantes.

A EstofaBasto surgiu para dar resposta às necessidades da multinacional ZF/TRW, com sede em Vila Nova de Cerveira, que necessitava de parceiros para a produção (estofagem) de volantes de automóvel. Assim nasceu a EstofaBasto que alugou instalações no Parque Industrial da Ranha, na freguesia de Abadim, onde labora desde junho deste ano.

Durante a visita à empresa, o Secretário de Estado Paulo Ferreira enalteceu a capacidade empreendedora dos sócios da EstofaBasto que procurou especializar-se na estofagem de componentes automóvel, dando um impulso ao emprego jovem na região.

Os autarcas do Município, elogiando o empenho e a vontade dos empreendedores Cabeceirenses que abraçaram uma indústria inovadora no concelho e muito exigente que se destacará pela qualidade e pelo nível de produtividade, fizeram votos de sucessos à empresa, desejando que possa crescer em dimensão e volume de negócios, destacando e enaltecendo também a confiança depositada pela multinacional em Cabeceiras de Basto e nos Cabeceirenses.

O diretor da multinacional ZF/TRW, Jorge Castro, por sua vez, felicitou os jovens empresários Cabeceirenses desejando-lhes sorte e sucesso para o futuro, desafiando os trabalhadores desta empresa a aproveitarem esta oportunidade de trabalho na sua terra.

De referir que esta empresa tem um potencial de crescimento expectável, no médio prazo, que poderá atingir os 170 trabalhadores.

Durante a passagem por Cabeceiras de Basto, onde foi recebido no edifício dos Paços do Concelho pelo presidente da Câmara Municipal e onde assinou o livro de honra, o Secretário de Estado Adjunto e do Comércio visitou também o Mercadinho de Natal, na Praça da República, iniciativa que se destacou este fim de semana do programa de Natal do Município ‘Cabeceiras de Basto: um lugar mágico’ que decorre até janeiro.

Durante a visita ao Mercadinho, a comitiva assistiu à bela atuação de alguns dos alunos da Academia de Música de Cabeceiras de Basto e de músicos da Banda Cabeceirense.

Fábrica de estofagem de volantes inaugurada em Cabeceiras de Basto (1)

Fábrica de estofagem de volantes inaugurada em Cabeceiras de Basto (2)

ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO APRESENTAM SALDO NEGATIVO

Saldo negativo superior a 700 milhões nos Estaleiros Navais de Viana. Resultados do leilão do aço para dois navios asfalteiros sem impacto nos prejuízos acumulados durante anos na empresa pública

Responsável também pela liquidação da holding Empordef, João Pedro Martins precisou que as contas finais daquela empresa pública - onde sobressai a dívida de quase 208 milhões de euros à empresa-mãe - em 31 de dezembro ainda estão dependentes da conclusão de alguns dossiês, como o do leilão do aço adquirido para a construção de dois navios asfalteiros destinados à Venezuela.

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Governo encerrou empresa pública em 2014 | RUI MANUEL FONSECA/GLOBAL IMAGENS

 

A extinção propriamente dita dos estaleiros já só deve ocorrer nas primeiras semanas do próximo ano, dado existirem ainda vários dossiês (nomeadamente judiciais) por fechar, referiu o presidente da Empordef, quase a concluir os chamados cem dias de graça que marcam o princípio do mandato.

Na próxima segunda-feira, realiza-se o leilão do aço e existe a expectativa de obter uma verba superior a cinco milhões de euros pela dezena e meia de toneladas de aço, o que constitui um valor residual no saldo da atividade daquela empresa fundada em 1944 e nacionalizada em 1975.

O leilão, a realizar desta vez em Lisboa (nas instalações da Polícia Municipal) e não em Viana do Castelo, envolve 15 700 toneladas de aço que já foram à praça há algumas semanas e sem sucesso, até porque os valores propostos pelos potenciais compradores eram abaixo do valor inicial indicado.

Ao contrário desse primeiro leilão, em que as 15 700 toneladas estavam divididas em 31 lotes e foram objeto de apenas quatro propostas, "as indicações agora são boas", referiu João Pedro Martins, de quem o ministro da Defesa disse há dias no Parlamento que estava a fazer algo inédito num processo que se arrasta há muito: "Pela primeira vez está a ser feito o trabalho de desagregar as diferentes folhas de aço para ver qual é a sua qualidade e qual é o seu valor de mercado", evitando alienar esse material pelo preço de sucata e que justificou a suspensão do processo de alienação desse material.

"Estamos em liquidação mas não em saldos", declarou ao DN o presidente da Empordef, a holding das indústrias de Defesa cuja extinção já ultrapassou os prazos legais e deverá ficar concluída até julho de 2018 (quando termina o prazo máximo de mais um ano que a lei permite após os primeiros 24 meses). "Não vai ser fácil extingui-la até ao fim do ano", reconheceu o seu responsável, que já pediu uma nova prorrogação do prazo para esse efeito.

A verdade é que continua por conhecer a solução jurídica - uma nova resolução do Conselho de Ministros? - que o governo vai apresentar para prolongar novamente o prazo de extinção da Empordef.

João Pedro Martins explicou que o trabalho de desagregação das folhas de aço correspondeu a uma "nova organização" dos lotes a leiloar. Isso "permite ter novos compradores" oriundos de setores que não apenas a construção naval, pois os 31 lotes iniciais daquele aço vão agora ao mercado subdivididos em 140 (129 de placas e 11 em perfis) e em função da sua qualidade e respetiva espessura (entre os 5 e os 50 milímetros).

Acresce que os lotes correspondentes às várias espessuras definidas (5 a 12 mm, 13 a 18 e 19 a 50) vão ter diferentes preços-base de referência para licitação, todos abaixo dos 400 euros por tonelada e do que é atualmente o valor do aço à venda a retalho (mais de 500 euros), assinalou.

Além daqueles dois indicadores, o Estado baseia também as suas expectativas sobre um bom resultado no leilão da próxima segunda-feira no facto de uma empresa de um mercado emergente - que o líder da Empordef se escusou a identificar quando questionado sobre isso - ter querido adquirir o aço todo e pagando à vista. A recusa dessa oferta decorreu do quadro legal vigente, observou João Pedro Martins.

A garantia dada pelos testes realizados pela Lloyds à qualidade do aço disponível (que detetou níveis de oxidação reduzida à superfície das folhas), a certificação feita por duas empresas independentes e a subida do preço desse material nos mercados internacionais são outros dados em que assenta a expectativa positiva num bom resultado do leilão, admitiu ainda o presidente da Empordef.

Em termos de indústria de construção, manutenção e reparação naval, o Estado vai ficar reduzido às participações na Arsenal do Alfeite (100%) e na Naval Rocha (45%), ambas localizadas no rio Tejo (uma no Alfeite e a segunda em Alcântara). No primeiro caso, a atividade de construção está a ser retomada através do contrato de duas lanchas salva-vidas para a Marinha.

Quanto à Naval Rocha, recorde-se que a Empordef começou em 2004 a tentar adquirir a totalidade da empresa mas os acionistas privados - o grupo ETE (35%) e a Lisnave (20%) - não quiseram vender as respetivas participações. O objetivo era complementar a atividade dos dois estaleiros e destes com o de Viana.

Fonte: https://www.dn.pt/

MESSEGÃES, VALADARES E SÁ: ZONA INDUSTRIAL DE MONÇÃO AVANÇA NO PRESENTE MANDATO

Ao quarto “Roteiro de Proximidade”, na União de Freguesias de Messegães, Valadares e Sá, apareceram os primeiros pingos de chuva. Trouxe algumas dificuldades no contacto com a população local durante a tarde, contudo, à noite, o salão da Casa da Cultura de Messegães, encheu-se de público interessado e interveniente na habitual reunião descentralizada do executivo municipal.

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Neste périplo, destinado a avaliar no terreno o estado das freguesias e as necessidades mais prementes da população, o autarca monçanense, António Barbosa, esteve acompanhado pela presidente, Antónia Branco, pelo secretário, Ricardo Pereira, e pela tesoureira, Carlota Cerqueira.

Encontro no café da U.D. “Os Raianos” e, pouco depois, deslocação aos locais considerados prioritários para intervenção. Desta forma, a visita englobou paragens em espaços públicos que o executivo pretende valorizar e também em acessos rodoviários já iniciados.

O Caminho da Telheira é um deles. Numa extensão de 1700 metros, unindo Messegães e Ceivães, equacionou-se no terreno, juntamente com os responsáveis da obra, uma alternativa mais económica e condizente com as caraterísticas daquele traçado. Uma ideia que será agora objeto de análise e discussão entre todos.

Criação de emprego nas freguesias

Focado na dinamização económica das freguesias, juntando a preservação da identidade local à criação de emprego, António Barbosa, visitou a empresa “Cleanort, Produtos de Higiene e Limpeza, Lda”. No local, inteirou-se das dificuldades e das necessidades da empresa, bem como do seu projeto de alargamento e expansão comercial.

Um momento aproveitado pelo autarca monçanense para revelar algo que veio ao encontro dos objetivos do empresário e que deixou Antónia Branco muito satisfeita. Disse: “A Zona Industrial de Messegães avança no presente mandato. Há muito trabalho pela frente, contudo, estou convicto que, neste período, estaremos em condições de fazer deste projeto um polo de dinamização e atração económica“.

Neste périplo, foi também abordada a questão do reforço da iluminação do Campo Sintético do Areal, o futuro do polidesportivo, o abastecimento de água e, como não poderia deixar de ser, os trabalhos de saneamento básico em execução que abrangem a parte baixa de Messegães e uma pequena área de Valadares.

Saneamento básico pronto no verão de 2019

O ponto de situação foi feito com os responsáveis da empreitada, empresa “Manuel da Silva Pereira e Filhos, Lda”, tendo estes afirmado que o investimento deverá estar concluído no verão de 2019. Sendo um projeto de 2010, algumas habitações, construídas nos últimos anos, não constam no projeto inicial.

Apesar disso, António Barbosa, referiu que as habitações novas localizadas no perímetro da intervenção serão contempladas com saneamento básico. Adiantou também que, à semelhança dos outros locais, a ligação entre as habitações e a rede será suportada pelos respetivos proprietários.

A empreitada, no valor de 601.252,18 €, imposto incluído, tem uma comparticipação governamental de 85 por cento no âmbito do Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), consistindo na construção das necessárias infraestruturas de saneamento de águas residuais, incluindo-se seis redes de drenagem distintas, respetivas estações elevatórias e uma ETAR.

Fernando Silva

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TINTURARIA DE PEDOME AMPLIA INSTALAÇÕES EM FAMALICÃO E CRIA NOVOS POSTOS DE TRABALHO

Câmara Municipal de Famalicão reconhece novo projeto da FACOL como sendo de interesse municipal

A Facol – Faria & Coelho, empresa que se dedica ao tingimento de fios têxtis, vai ampliar as suas instalações em Pedome, Vila Nova de Famalicão, mediante um investimento de 400 mil euros que vai permitir a criação de 15 novos postos de trabalho. O executivo camarário reconheceu, na última reunião do executivo municipal, a importância do crescimento da empresa para o município e declarou, por unanimidade, o interesse publico do projeto através da sua classificação como projeto Made 2 IN.

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Com este enquadramento a empresa vai beneficiar da redução de 50% do valor das taxas municipais de licenciamento das operações urbanísticas e de um apoio procedimental extraordinário, traduzido no acompanhamento por um gestor de projeto. Para favorecer destes incentivos previstos no Regulamento de Projetos de Investimento de Interesse Municipal, a empresa aceita o acompanhamento e a fiscalização do projeto por parte de técnicos municipais que vão observar pela boa execução e cumprimento das obrigações acordadas, através de visitas presenciais, verificação documental e realização de auditorias técnico-financeiras.

O investimento agora aprovado faz parte de um projeto mais amplo de um total de 6,4 milhões de euros que esta empresa com sede em Serzedelo, Guimarães, tem vindo a executar em Pedome, Vila Nova de Famalicão, desde 2015, e que teve inicio com a aquisição e reabilitação de uma unidade industrial nesta localidade para onde já transferiu todo o processo produtivo.

“Para a Câmara Municipal os novos investimentos empresariais em Vila Nova de Famalicão são sempre importantes e merecedores da maior atenção por parte da autarquia e a sua inclusão no Regulamento de Projetos de Investimento de Interesse Municipal é uma garantia da sua boa execução, mediante as obrigações que são estipuladas nos protocolos celebrados neste âmbito entre a autarquia e as empresas”,refere o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, que destaca o número de postos de trabalho efetivamente criados como um dos fatores de maior peso para a concessão dos benefícios previstos no regulamento.

A empresa tem atualmente um quadro de pessoal de 95 colaboradores e terminou o ano de 2016 com um volume de faturação de 5 milhões de euros.

Recorde-se que ao abrigo desta ferramenta, a Câmara Municipal já garantiu desde 2015 mais de 100 milhões de euros de iniciativa empresarial no concelho, a que está diretamente associada a criação de mais de mil novos empregos.

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EMPRESAS DE FAMALICÃO LIDERAM CONSÓRCIOS NAS ÁREAS DE INVESTIGAÇÃO NOS SECTORES TÊXTIL E ALIMENTAR

Riopele e Primor lideram 16 milhões para novas soluções de I&D para o têxtil e o agroalimentar

Vila Nova de Famalicão tem duas empresas como líderes dos consórcios dos projetos mobilizadores nacionais nas áreas de investigação e desenvolvimento (I&D) para os sectores têxtil e agroalimentar. A Riopele e a Primor têm em mãos 15,7 milhões de euros de investimento que traduzem o esforço ímpar para concretizar um elevado número de novas soluções de I&D que já começaram a ser desenvolvidas pelo Texboost e pelo MobFood, os projetos mobilizadores do têxtil e do agroalimentar. Ambos foram aprovados no âmbito do Sistema de Incentivos à Investigação e Desenvolvimento do Compete 2020 e deverão estar concluídos até meados de 2020. Em todo o país estão em curso 12 projetos mobilizadores.

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O Texboost representa um investimento elegível de 9,2 milhões de euros e envolve 237 pessoas, 28 empresas, 15 entidades do sistema científico e tecnológico (entre as quais o Citeve, que está responsável pela gestão do projeto) e 430 mil horas de trabalho, prevendo criar 32 postos de trabalho. Há ainda a expectativa de aumentar em mais de 100 milhões de euros as exportações das empresas envolvidas. 

As 43 entidades do consórcio mobilizador estão a desenvolver 17 novas soluções de que resultarão 12 patentes e 16 teses de mestrado e doutoramento.

Quanto ao impacto no sector têxtil, estima-se que o volume de negócios das 28 empresas envolvidas aumente mais de 20% ao nível interno e 28% em termos de exportação. Traduzido em euros, significa um crescimento para 440 milhões de euros em exportações (cerca de 100 milhões de euros a mais) nas cinco áreas definidas por este projeto mobilizador: indústria 4.0, novos materiais e a utilização das fibras naturais, novas estruturas técnicas inteligentes, têxteis eletrónicos, sustentabilidade e economia circular.

Já o MobFood representa um investimento elegível de 6,5 milhões, conta com a participação de 44 entidades e nasce no seio do Portuguese Agrofood Cluster, tendo a liderança empresarial da Primor e a coordenação científica da Universidade do Minho. Principais objetivos: tornar o sector mais transparente, seguro e eficiente na utilização dos recursos e, ao mesmo tempo, mais competitivo face aos mercados internacionais.

O projeto contribuirá para o aumento do volume de negócios do sector, do investimento em I&D e do emprego qualificado, através da implementação de novos processos e novas tecnologias e pela criação de novos produtos e padrões de consumo.

RIOPELE MAIS VERDE COM A TENOWA

Dois anos de “investigação pura” trouxeram à luz do dia a inovadora Tenowa, a marca “verde” da Riopele para vestuário feito com tecido produzido com matéria-prima 100% reciclada.

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A Tenowa corporiza a produção de tecidos funcionais inovadores com incorporação de ingredientes extraídos de resíduos agroalimentares (como os provenientes das indústrias das carnes), para obtenção da funcionalidade de neutralização de odores e outras propriedades valorizáveis no acabamento têxtil (antimicrobiano, prebiótico, antioxidante, anti-estático, toque melhorado).

A nova marca foi apresentada em Portugal, na passada sexta-feira, 24 de novembro, nas instalações da Riopele, onde o administrador José Alexandre Oliveira recebeu o Presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha, numa iniciativa que coincidiu com mais uma jornada do Roteiro pela Inovação de Famalicão, promovido pela autarquia local.

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Apesar de o projeto terminar no final deste mês de novembro, José Alexandre Oliveira garantiu que a Tenowa não terminou a sua fase de investigação e desenvolvimento, assegurando o investimento e a continuidade futura.

A Riopele contou com a colaboração da Universidade Católica, do CeNTI e do CITEVE para ultrapassar os desafios a que se propôs ao longo destes dois anos de “investigação pura”, como sublinhou Albertina Reis, diretora de I&D da empresa.

Um vestido da autoria do designer Nuno Baltazar foi o primeiro sinal exterior da Tenowa, que resulta do projeto R4Textiles, cofinanciado pelo Compete 2020.

Paulo Cunha distinguiu o carácter inovador sempre associado à Riopele e elogiou a adoção de medidas ecológicas e que reduzem os impactos ambientais, na perspetiva de uma indústria sustentável assente na economia circular. “Hoje vimos um caso muito concreto de uma iniciativa empresarial cujo objetivo é alargar a cada vez mais produtos esta metodologia. Mais do que amigo do ambiente, este processo produtivo é amigo das gerações futuras porque está a reduzir a chamada pegada ecológica. O que significa que está a salvaguardar o direito ao futuro, e isso realmente é muito importante”, resumiu.
A Riopele fechou 2016 com uma faturação de 70,1 milhões de euros, dos quais 98% foram gerados nas exportações, emprega 1.100 pessoas e completa este ano 90 anos de atividade.

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BRAGA PROCURA RECURSOS HUMANOS QUALIFICADOS

InvestBraga e Embaixadores Empresariais de Braga debatem soluções para a atração de talento e para estimular a oferta de recursos humanos qualificados. Encontro realizou-se na sede do Grupo Casais

Braga, 23 de novembro de 2017 – As exigências do atual mercado de trabalho e a necessidade de as empresas apostarem cada vez mais na atração de talento e na qualificação e especialização das pessoas foram alguns dos temas que estiveram hoje em debate na sessão que decorreu esta manhã, na sede do Grupo Casais, sobre os desafios das empresas na contratação e gestão de recursos humanos.

Este encontro foi promovido pela InvestBraga e pelo Grupo Casais, no âmbito da iniciativa dos Embaixadores Empresariais de Braga, e contou com as presenças do presidente da InvestBraga, Carlos Oliveira, do CEO do grupo Casais, António Carlos Rodrigues e de vários empresários Embaixadores Empresariais Braga, que representam os diversos setores de atividade da região. Na sessão estiveram também presentes o Pró-Reitor da Universidade do Minho, Filipe Vaz, e o diretor do IEFP de Braga, Carlos Menezes.

O objetivo desta sessão foi não só diagnosticar as principais necessidades das empresas em termos de recursos humanos, mas sobretudo definir as prioridades e um plano de ações concretas para captar talento para o concelho e aumentar a oferta de mão-de-obra qualificada e especializada nos diversos setores de atividade.

Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga, salientou o trabalho já realizado nos últimos quatro anos, em articulação com a Universidade do Minho e com o Instituto de Emprego e de Formação Profissional, e com várias empresas da região, na criação de programas e ações de formação de novos quadros e perfis ajustados à procura, bem como a importância de programas como o Qualifica IT para responder às necessidades das empresas e aumentar os níveis de empregabilidade e de investimento no concelho. Ao mesmo tempo, defendeu a necessidade de se criar uma estratégia de ação conjunta, focada neste tema, com o objetivo de atrair mais pessoas e recursos para a região.

“O potencial de crescimento da economia local passa pela capacidade de atrair talento para responder às necessidades de crescimento das empresas já localizadas no concelho e para apoiar a localização de novas empresas na região. Esta tem sido uma prioridade desde a génese da InvestBraga. O talento é central para o crescimento das empresas e para a atração de novos investimentos”, afirmou o presidente da InvestBraga.

Recorde-se que a iniciativa dos Embaixadores Empresariais é promovida pela InvestBraga e pela Câmara Municipal de Braga e tem como objetivos promover as empresas de referência da região, divulgar os fatores de atratividade económica do município e, consequentemente, incentivar a dinamização económica local. O grupo Casais é Embaixador Empresarial de Braga desde março de 2015.

RIOPELE INOVA COM TECIDOS PRODUZIDOS A PARTIR DE RESÍDUOS

Apresentação do projeto R4TEXTILES da Riopele, amanhã, sexta-feira, 24 de novembro, pelas 11h00, em Pousada de Saramagos

Tecidos sustentáveis produzidos a partir de resíduos têxteis e com propriedades funcionais através do recurso a resíduos agroalimentares. Do alto dos seus 90 anos de idade, a Riopele dá mais um passo de gigante em relação ao futuro e surpreendeu novamente o universo do têxtil e do vestuário ao apresentar recentemente em Munique, na feira KEYHOUSE - Munich Fabric Start, a sua nova marca – TENOWA, The Rebirth of Textiles – desenvolvida no âmbito do R4TEXTILES.

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Trata-se de um projeto revolucionário, cofinanciado pelo Compete 2020, no âmbito do Sistema de Incentivos à I&DT, inserindo-se no novo paradigma da economia circular. Com este passo a Riopele propõe-se a “fechar o ciclo” na indústria têxtil.

A marca TENOWA, resultante da metamorfose de resíduos têxteis em novos tecidos com uma forte componente ecológica, já que o seu processo produtivo evita a utilização de matéria-prima virgem, de água e de energia, vai ser apresentada na próxima sexta-feira, 24 de novembro, pelas 11h00, na RIOPELE, no âmbito da realização de mais uma jornada do Roteiro pela Inovação de Vila Nova de Famalicão, promovido pelo Presidente da Câmara Municipal.

BOSCH INSTALA-SE EM BRAGA

Investimento da Bosch viabiliza a criação de mil postos de trabalho. Município aprova delimitação da nova Unidade de Execução

O Município de Braga aprovou hoje, 20 de Novembro, em sede de reunião do Executivo Municipal, a delimitação da Unidade de Execução da Bosch Car Multimédia Portugal SA, viabilizando assim o investimento de 36 milhões de euros que a multinacional alemã vai realizar no Concelho.

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Segundo Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, o projecto de ampliação da Bosch vem “promover o desenvolvimento económico e estimular a empregabilidade no Concelho”, estando prevista a criação de 1.000 novos postos de trabalho directos até 2020.

“Esta é a primeira Unidade Operativa de Planeamento que chega a uma fase de delimitação, depois da respectiva discussão pública e de envolvimento de todos os proprietários”, referiu o Edil, no final da Reunião do Executivo que teve lugar no gnration.

A par da criação de emprego, o projecto de expansão da Bosch terá efeitos muito importantes em termos de volume de facturação e de exportações. “De acordo com os últimos dados da CCDR-N e do INE, Braga está neste momento em vias de se tornar um dos maiores Concelhos exportadores a nível nacional, ultrapassando Concelhos com maior tradição industrial”, sublinhou.

Devido à crescente necessidade de produção e à elevada complexidade dos novos produtos, a Bosch tem aumentado a área de desenvolvimento e a área produtiva. Até 2020, a empresa espera que a sua área total atinga os 20 hectares.

Assim, para promover a sua competitividade, a Bosch investiu na aquisição de terrenos e irá avançar com a construção de um novo edifício para infra-estrutura produtiva e para escritórios, uma nova cantina e um novo parque de estacionamento, reforçando os recursos humanos com a criação de 1.000 postos de trabalho em regime de full-time, perfazendo um investimento superior a 36 milhões de euros.

ADRAVE QUER INTERNACIONALIZAR SETOR AGROALIMENTAR

Aprovado Projeto de Cooperação para a Internacionalização do Setor agroalimentar dirigido às PME

A ADRAVE recebeu aprovação para a execução do Projeto Atlantic FOOD EXPORT, um projeto de cooperação europeia para a promoção da internacionalização das PME do setoragroalimentar, cofinanciado pelo Programa INTERREG Espaço Atlântico, através do FEDER. A ADRAVE conta também com a parceria do Município de Vila Nova de Famalicão, através do Famalicão MADEIN, na concretização deste Projeto. A nível europeu, contamos com a parceria de instituições de apoio às empresas e ao setoragroalimentar do Reino Unido, República da Irlanda, França e Espanha.

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O Projeto ATLANTIC FOOD EXPORT tem por objetivo melhorar a competitividade e promover a internacionalização das PME do setoragroalimentar, do Espaço Atlântico, contando com os seguintes parceiros transnacionais: a Câmara de Agricultura da Dordogne (França), a Câmara de Comércio de Sevilha (Espanha), o Centro Tecnológico da Associação das Indústrias de Carne do Principado das Astúrias (Espanha), o BIC Innovation (Reino Unido), a Câmara Municipal de Cork (Irlanda), a Food& Drink Association-NIFDA (Reino Unido), e ainda a ADRAVE – Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Ave (Portugal). O Município de Vila Nova de Famalicão, através do Famalicão MADEIN é parceiro associado do Projeto.

Entretanto, informa-se de que decorre até ao dia 30 de novembro um período para apresentação do pedido de adesão ao Projeto Atlantic FOOD EXPORT, por parte das PME do setoragroalimentar que estejam interessadas em beneficiar das ações que serão realizadas, designadamente:Assessoria técnica especializada; Programa de informação, sensibilização, e formação sobre a internacionalização e sobre a cooperação para a internacionalização;Plano estratégico de internacionalização para cada Empresa;Participação em Encontros Empresariais;Apoio à entrada nos mercados internacionais/Participação em Feiras e outras ações de internacionalização.

A título de atividade de arranque e preparação das ações do Projeto, realizou-se no dia 4 de novembro em Cork, na República da Irlanda, um Encontro entre os Parceiros transnacionais do Projeto AtlanticFoodExport, organizado pela Câmara Municipal de Cork, que contou com a participação de empresas convidadas, provenientes dos diversos territórios envolvidos, para discussão e partilha de informação sobre as melhores metodologias e as ações mais eficazes para a promoção da internacionalização das empresas em cooperação.

Participaram, a convite da ADRAVE e do Famalicão MADEIN, as Empresas Miolo de Nós e Yogan, que intervieram ativamente nos trabalhos no sentido de apresentar os seus pontos de vista sobre as metodologias e ferramentas de internacionalização e exemplos de cooperação empresarial, bem como produtos, mercados e objetivos de internacionalização. Foi feita também uma apresentação de alguns produtos de empresas do território, que colaboraram nesta iniciativa, designadamente a MiniKiwiFarm, a Amálgama e a HandsonEarth.

Para uma informação mais detalhada sobre a Convocatória aberta, e a forma de adesão ao Projeto, consultar www.adrave.pt .

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MINISTRO AZEREDO LOPES DIZ QUE "DESAPARECERAM MUITAS COISAS" DOS ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO

"Desapareceram muitas coisas" dos estaleiros de Viana, diz Azeredo

Ministro antecipa que muitos aspetos do processo de liquidação da empresa "acabem serenamente na Procuradoria-Geral da República".

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Ministro Azeredo Lopes participou ontem no debate parlamentar sobre o orçamento da Defesa para 2018

O ministro da Defesa revelou ontem no Parlamento que "está a ser apurada a razão pela qual, nos ativos [dos estaleiros de Viana], desapareceram literalmente muitas coisas, até gruas".

"Tenho sinais muito preocupantes quanto à forma como foi desenvolvido, ou não desenvolvido, o processo de liquidação" dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), uma empresa pública extinta pelo governo anterior, declarou Azeredo Lopes no debate parlamentar sobre o orçamento da Defesa para 2018.

West Sea começa a recrutar 400 trabalhadores em janeiro

"Prevejo que muitos destes aspetos acabem serenamente na Procuradoria-Geral da República", acrescentou Azeredo Lopes, depois de questionado pela deputada Emília Cerqueira (PSD) sobre um assunto polémico que se arrasta há anos e envolve queixas na PGR por parte da eurodeputada Ana Gomes (PS) ou processos judiciais e pedidos de levantamento da sua imunidade parlamentar interpostos pelo anterior ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco.

Um exemplo dado por Azeredo Lopes foi o do aço adquirido há anos para a construção de dois navios asfalteiros para a Venezuela (que não chegaram a ser construídos). "O processo do aço é um processo dos mais desagradáveis" na história da extinção dos ENVC, observou o ministro, dizendo que "esse aço foi adquirido à Macedónia sem cumprimento básico de regras quanto à qualidade do aço, quanto ao número de folhas de aço, quanto ao inventário disso". Mais, "vim a descobrir recentemente que quando falávamos de aço estávamos a falar de uma abstração muito preocupante", insistiu Azeredo Lopes.

Leilão de sucata de aço dos Estaleiros de Viana rende 200 mil euros

O ministro da Defesa revelou ainda que foi parado o processo de venda daquele aço como sucata, esperando-se que se consiga "pelo menos alienar" parte desse material "por um valor que não seja de sucata". Para isso é que "pela primeira vez está a ser feito o trabalho de desagregar as diferentes folhas de aço para ver qual é a sua qualidade e qual é o seu valor de mercado", explicou ainda Azeredo Lopes.

Fonte: ANTÓNIO COTRIM/LUSA