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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PÓVOA DE LANHOSO DEBATE "PAPEL DOS MÉDIA NAS CATÁSTROFES NATURAIS"

O Vereador da Proteção Civil da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues, foi um dos participantes na palestra “Papel dos Média nas Catástrofes Naturais”, que decorreu na Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, no âmbito da evocação do “Dia Internacional para a Redução dos Desastres Naturais”.

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O Diretor do jornal Correio do Minho e da rádio Antena Minho, Paulo Monteiro, foi outro dos convidados. A sessão não pode contar com a presença do comandante dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, António Veloso, devido à ocorrência de incêndios.

De entre outras conclusões, pareceu ser consensual que a comunicação social transmite aquilo que o público quer ver, ler ou ouvir, sendo determinantes as audiências. Esta mensagem foi muito vincada pelo Diretor do jornal Correio do Minho e da rádio Antena Minho, Paulo Monteiro. “A mediatização dos incêndios florestais é feita porque há um público que a consome e que é superior ao público que consome a prevenção”, destacou.

“É necessária uma política de ordenamento do território com muita urgência. Isso vai mexer com muita coisa e com muita gente, vai, mas ela tem que ser feita o quanto antes sob pena de também a nossa floresta tradicional, as chamadas espécies autóctones, começarem a desaparecer”, salientou, de entre outros aspetos, o Vereador da Proteção Civil, André Rodrigues. Este responsável lembrou ainda que “a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso tem um plano que é anualmente revisto para a prevenção de catástrofes naturais, essencialmente, incêndios”. André Rodrigues, na sua intervenção, revelou ainda que existe uma candidatura aprovada com vista à prevenção e à reabilitação de um território que ardeu em 2016, resultado de um incêndio de maiores dimensões, que começou em Vieira do Minho e que se propagou para Fafe e para a Póvoa de Lanhoso.

Esta atividade de comemoração decorreu no dia 12 de outubro, no Auditório da Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, contando com cerca de 80 alunos do ensino secundário. Tratou-se de uma iniciativa da Escola Secundária em colaboração com o município através do Pelouro da Proteção Civil.

Pretendeu-se que a temática a abordar nas Catástrofes Naturais fosse mais direcionada para os Incêndios Florestais, considerando a sua relevância no nosso território e por se incluir na temática de um Projeto de Erasmus que a Escola Secundária participa com escolas da Estónia, Roménia, França/Ilha de Reunião, Grécia, Turquia, Itália, além de Portugal, e que irá recebê-los na escola entre os dias 29 de outubro e 3 de novembro. Procurou-se abordar com os alunos a importância da comunicação social nas situações de incêndio florestal, a informação pública e a importância da comunicação das entidades envolvidas no combate aos incêndios com os média.

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RÁDIO DO FOLCLORE PORTUGUÊS ENTREVISTA PRESIDENTE DO RANCHO FOLCLÓRICO VERDE MINHO

RÁDIO DO FOLCLORE PORTUGUÊS DIVULGA CONFERÊNCIA DO DR DANIEL CAFÉ EM LOURES A CONVITE DO GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO

Presidente do Grupo Folclórico Verde Minho entrevistado pela Rádio do Folclore Português

Teotónio da Silva Gonçalves, Presidente do Grupo Folclórico Verde Minho, vai estar á conversa com Sérgio da Fonseca no programa Conversas ao Serão da Rádio do Folclore Português, no próximo dia 18 de Outubro, às 21 horas.

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Nesta Conversa ao Serão, Teotónio Gonçalves vai falar do Grupo Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho, de todo o seu programa de actividades, incluindo a próxima edição do FolkLoures, dando ênfase à Conferência a ser proferida pelo Presidente da Federação do Folclore Português, Dr. Daniel Café, no dia 21 de Outubro próximo, a partir das 15 horas, subordinada ao tema :”40 Anos da Federação do Folclore Português: O Passado, o Presente e o Futuro do Movimento do Folclore Nacional”.

A conferência tem lugar no local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, em pleno Parque da Cidade de Loures. Existe bom estacionamento.

Entretanto, a Rádio do Folclore Português pode ser sintonizada on-line através dos endereços www.rfpfolclore.com e https://www.radios.com.br/aovivo/radio-do-folclore-portugues/32075, podendo ainda ser descarregado para android em https://tunein.com/radio/Rdio-do-Folclore-Portugus-s208888/ e http://www.radioonline.com.pt/regiao/centro/#radio-do-folclore-portugues

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RÁDIO DO FOLCLORE PORTUGUÊS TRANSMITE EM DIFERIDO PALESTRA QUE O DR DANIEL CAFÉ VAI PROFERIR EM LOURES A CONVITE DO GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO

A Rádio do Folclore Português (RFP) vai transmitir em diferido, on-line, a palestra que o Presidente da Federação do Folclore Português, Dr. Daniel Café, vai proferir em Loures no próximo dia 21 de Outubro, a partir das 15 horas, subordinada ao tema “40 Anos da Federação do Folclore Português: O Presente, o Passado e o Futuro do Movimento do Folclore Nacional”.

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A iniciativa é do Grupo Folclórico Verde Minho e conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures, devendo ter lugar no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde habitualmente se reúne a Assembleia Municipal de Loures. Na impossibilidade de muitos membros de grupos de folclore espalhados pelo país e também no estrangeiro poderem estar presentes, a Rádio do Folclore Português presta mais um valioso serviço levando a todos uma conferência que decerto será do maior interesse. Quem puder estar presente, terá a oportunidade de participar de forma mais activa no debate que se seguirá à palestra propriamente dita.

A Rádio do Folclore Português pode ser sintonizada on-line através dos endereços www.rfpfolclore.com e https://www.radios.com.br/aovivo/radio-do-folclore-portugues/32075, podendo ainda ser descarregado para android em https://tunein.com/radio/Rdio-do-Folclore-Portugus-s208888/ e http://www.radioonline.com.pt/regiao/centro/#radio-do-folclore-portugues

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RÁDIO DO FOLCLORE PORTUGUÊS DIVULGA CONFERÊNCIA DO DR DANIEL CAFÉ EM LOURES A CONVITE DO GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO

Presidente do Grupo Folclórico Verde Minho entrevistado pela Rádio do Folclore Português

Teotónio da Silva Gonçalves, Presidente do Grupo Folclórico Verde Minho, vai estar á conversa com Sérgio da Fonseca no programa Conversas ao Serão da Rádio do Folclore Português, no próximo dia 18 de Outubro, às 21 horas.

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Nesta Conversa ao Serão, Teotónio Gonçalves vai falar do Grupo Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho, de todo o seu programa de actividades, incluindo a próxima edição do FolkLoures, dando ênfase à Conferência a ser proferida pelo Presidente da Federação do Folclore Português, Dr. Daniel Café, no dia 21 de Outubro próximo, a partir das 15 horas, subordinada ao tema :”40 Anos da Federação do Folclore Português: O Passado, o Presente e o Futuro do Movimento do Folclore Nacional”.

A conferência tem lugar no local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, em pleno Parque da Cidade de Loures. Existe bom estacionamento.

Entretanto, a Rádio do Folclore Português pode ser sintonizada on-line através dos endereços www.rfpfolclore.com e https://www.radios.com.br/aovivo/radio-do-folclore-portugues/32075, podendo ainda ser descarregado para android em https://tunein.com/radio/Rdio-do-Folclore-Portugus-s208888/ e http://www.radioonline.com.pt/regiao/centro/#radio-do-folclore-portugues

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RÁDIO DO FOLCLORE PORTUGUÊS DIVULGA CONFERÊNCIA DO DR DANIEL CAFÉ EM LOURES A CONVITE DO GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO

Presidente do Grupo Folclórico Verde Minho entrevistado pela Rádio do Folclore Português

Teotónio da Silva Gonçalves, Presidente do Grupo Folclórico Verde Minho, vai estar á conversa com Sérgio da Fonseca no programa Conversas ao Serão da Rádio do Folclore Português, no próximo dia 18 de Outubro, às 21 horas.

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Nesta Conversa ao Serão, Teotónio Gonçalves vai falar do Grupo Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho, de todo o seu programa de actividades, incluindo a próxima edição do FolkLoures, dando ênfase à Conferência a ser proferida pelo Presidente da Federação do Folclore Português, Dr. Daniel Café, no dia 21 de Outubro próximo, a partir das 15 horas, subordinada ao tema :”40 Anos da Federação do Folclore Português: O Passado, o Presente e o Futuro do Movimento do Folclore Nacional”.

A conferência tem lugar no local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, em pleno Parque da Cidade de Loures. Existe bom estacionamento.

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REVISTA “EVASÕES” DESTACA CASA DO MINHO

A última edição da revista “Evasões” confere destaque ao regionalismo, folclore e gastronomia das mais diversas regiões através das casas regionais e outras associações afins sediadas em Lisboa. Entre elas, destacamos a Casa do Minho em relação à qual transcrevemos o texto e imagens.

Como viajar por Portugal sem sair de Lisboa

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Do vira ao cante, do xerém ao pica-no-chão, a capital é rica em tesouros de norte a sul.

Em época de eleições autárquicas, vale a pena olhar para o que de melhor têm para oferecer as várias localidades do país. E porque não é preciso ter cor partidária para saborear um prato típico ou apreciar uma dança tradicional, reunimos vários espaços que funcionam como «embaixadas» de diferentes regiões e municípios do país. São estes casas de concelhos, lojas e até restaurantes que se juntam nestas grandes cidades pelo amor à tradição da terra.

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CASA DO MINHO

Quem pensa que as casas regionais são para público mais sénior nunca viu o grupo folclórico da Casa do Minho a ensaiar às sextas no Lumiar. «Em 65 elementos, mais de 70% é jovem», explica o vice-presidente Paulo Duque. Todos podem assistir aos ensaios e juntar-se ao rancho ou ao grupo de bombos, que parte para o jardim da Quinta das Conchas, no sábado à tarde. A casa regional com 95 anos tem ainda festas que se prolongam o ano inteiro e envolvem caldo-verde, rojões e vinho verde, estando abertas a quem quiser. O próximo almoço gastronómico é o de São Martinho e depois seguem-se as festas da lampreia até março e o pica-no-chão. A associação, que gosta de recuperar pratos minhotos caídos no esquecimento, tem ainda uma biblioteca regional na casa.

Morada: Rua Prof. Orlando Ribeiro, 3D, Lisboa (Lumiar)

Tel.: 967723103

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VIANA DO CASTELO: FORTE DE PAÇÔ EM AFIFE É UMA DAS MAIS BELAS PRAIAS “SECRETAS” DE PORTUGAL

O jornal inglês “The Guardian” acaba de eleger a praia Forte de Paçô, em Afife, como uma das 10 melhores praias “secretas” de Portugal. E faz a seguinte descrição: “A noroeste do distrito de Viana do Portugal do Castelo, A uma hora a norte de Porto, colinas arborizadas dão lugar a uma costa de enseadas, dunas e praias secretas, da qual a Praia Forte do Paço é a melhor. O trecho de 800 metros de areia recebe o nome do forte arruinado do século XVIII nas proximidades – um óptimo lugar para brincar aos piratas – e é bastante tranquilo, mesmo no pico do verão. As ondas enchem as piscinas rasas sob rochas de granito e, aquecido pelo sol, servem como perfeitas piscinas para as crianças. Não há nenhum bar ou café por aqui, então traga um piquenique.”

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REVISTA "SAÚDA" DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE FARMÁCIAS DESTACA NA EDIÇÃO DE AGOSTO AS FEIRAS NOVAS DE PONTE DE LIMA

Não há festa como esta

As Feiras Novas de Ponte de Lima.

A pedra é a grande senhora no Largo de Camões, praça principal de Ponte de Lima, com vista sobranceira ao rio e à milenar Ponte Romana, mandada construir pelo imperador Augusto no século I.

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Amanda Lista Rey, médica galega cheia de vida nos seus 37 anos, chega ao encontro iluminando o largo com o seu sorriso. Veio para a vila por amor, em 2010, conta. «Tinha conhecido, dois anos antes, o meu marido e decidi mudar de vida». De sorriso enorme, nos lábios e nos olhos, apresenta-nos o espaço, que agora é também o seu.

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«O Largo de Camões é o sítio principal das Feiras Novas, onde se coloca o coreto. É aqui que começam as festas no sábado com os bombos que vêm das freguesias. Vêm centenas tocar, vê-se as crianças pequenas pelas ruas com os bombos…É um momento muito emocionante».

As Feiras Novas trazem à vila milhares de pessoas no segundo fim-de-semana de Setembro e são o motivo da nossa visita. De manhã todas as esplanadas do largo estão abertas, para receber um sol generoso. Corre uma brisa suave, vinda do rio. A tranquilidade e a música, que chega de grandes colunas, ​estrategicamente colocadas, falam de uma vida suave e alegre nesta terra. Com tempo apenas para estar.

Amanda, apaixonada pelas festas de Ponte de Lima, encaminha-nos pelo casco antigo, para a Mercearia da Vila, ponto importante da história das Feiras. «Fui eu que criei em 1999 a Matilde, que se tornou um símbolo da festa», conta-nos o anfitrião, Rodrigo Melo, visivelmente orgulhoso.

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A boneca, também conhecida como Maria da Ponte, representa a mulher minhota, com os seus enormes olhos negros. Pequenas bolas em volta do cabelo apanhado numa poupa representam Nossa Senhora das Dores, padroeira da festa. «Tem um vestido grande, vermelho, com uma série de desenhos, relacionados com a quantidade de pessoas que vêm às Feiras Novas. É um ícone», entusiasma-se Amanda. Ela conhece bem a história desta celebração antiga, cuja fama vai além-fronteiras. «Ponte de Lima sempre teve uma feira», começa a contar. «Era uma feira onde se vendiam coisas, havia uma feira de gado… Na época de Dona Teresa, resolveram fazer uma feira franca, sem nenhum tipo de impostos. E isso atraiu muito mais pessoas».

As Feiras Novas ganharam o nome em oposição às antigas. Começaram por ser apenas feiras para vender e trocar coisas. Nesses tempos, juntavam-se muitos comerciantes na vila, ponto de passagem para a Galiza. As celebrações ganharam contexto religioso e estenderam-se por mais um dia,  segunda-feira. «Começou a fazer-se a procissão da Nossa Senhora das Dores. Isso fez com que as pessoas do meio rural começassem a vir. Era algo novo. As crianças iam todas vestidas, estavam figuradas».

O cortejo etnográfico foi outra novidade interessante, com os habitantes a representar o modo de vida das suas freguesias. «Vêm vestidos com as roupas típicas de lá e representam as actividades normais de cada freguesia. É muito engraçado».

Hoje, garante a cicerone, «as Feiras Novas são festas grandiosas». Da tradicional mercearia, que manteve o balcão e os armários da época, saímos para calcorrear o casco histórico. Percorremos as antigas ruas empedradas, enquanto Amanda, com uma leveza contagiante, nos fala do seu momento preferido nas Feiras Novas, quando as ruas se enchem de pessoas a tocar concertinas. «Gosto muito de me introduzir no meio dessas pessoas que não conheço e aprender a dançar, tentar tocar castanholas. Nesse dia, parece que nos conhecemos todos».

Numa noite mais animada, a médica do Hospital Conde de Bertiandos chegou mesmo a comprar castanholas e passou a noite a tocar: «Já tinha bebido um par de cervejas, tenho de dizer a verdade. Então cheguei a um ponto em que me apercebi de que conseguia tocar castanholas muito bem. Só que no dia a seguir, tentei tocar castanholas mas já não sabia…».

No domingo, é dia de cortejo histórico e todos garantem lugar junto ao rio logo pela manhã. Outro ponto obrigatório é a chamada rampinha, onde se juntam centenas de jovens à noite a ouvir música e a beber. «É uma festa tremenda e eu como espanhola estou habituada a festas. Os meus amigos, quando vêm, dizem o mesmo. Nunca viram uma festa como esta».

Não é só nas Feiras Novas. Amanda adora viver aqui todo o ano. Corre na ecovia e descansa na Avenida dos Plátanos. Do outro lado do rio, gosta dos jardins, onde se faz um festival em Maio. Mas o concelho é também dono de uma biodiversidade incrível. E é nas Lagoas de Bertiandos, zona húmida com protecção especial, que passamos o dia seguinte. Verde e mais verde. Ar puro. Vida. Como a que habita Amanda. E se sente sobre a pedra iluminada pelo sol, a senhora da vila de Ponte de Lima.​

Texto de Sónia Balasteiro / Fotografia de Ricardo Meireles

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O ANUNCIADOR DAS FEIRAS NOVAS: Um magnífico ANUNCIADOR

Augusto Castro e Sousa, autor das duas edições da chamada "primeira série", certamente nunca teria pensado que a sua iniciativa se viria a transformar num dos mais importantes instrumentos da Cultura LIMIANA. O mesmo aconteceu com Alberto Loureiro, segundo creio.

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De facto, a publicação regular do ANUNCIADOR DAS FEIRAS NOVAS  provocou o surgimento de novos autores que, sem ele, não teriam oportunidade de publicar os seus trabalhos. Nesse sentido, tem também o condão de estimular a criatividade intelectual dos seus colaboradores, na medida em que, de edição para edição, os obriga à reflexão e à busca de temas oportunos e interessantes para a bibliografia LIMIANA. 

Nestes trinta anos de continuada publicação, o ANUNCIADOR representa já um notável "depósito" de artigos muito diversos, constituindo uma importante fonte de consulta para pesquisadores e estudiosos. À prova disso é que a sua colecção completa é muito disputada por bibliófilos e o seu valor financeiro aumenta cada vez mais.

Por tudo isso lhe chamo UM MAGNÍFICO ANUNCIADOR!

(Mário Leitão)

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BLOGUE DO MINHO DÁ A CONHECER A OPINIÃO DOS COLABORADORES DA REVISTA “O ANUNCIADOR DAS FEIRAS NOVAS”, DE PONTE DE LIMA, ACERCA DESTA PRESTIGIADA REVISTA LIMIANA

À semelhança de anos anteriores, o BLOGUE DO MINHO procura contribuir desinteressadamente para a divulgação da revista “O ANUNCIADOR DAS FEIRAS NOVAS”.

Este ano, constitui seu propósito que o mesmo seja feito nomeadamente através do contributo dos próprios colaboradores da revista. Nesse sentido, a Administração do BLOGUE DO MINHO endereçou-lhes o convite para que publicassem aqui um artigo ou comentário assinado alusivo à revista “O ANUNCIADOR DAS FEIRAS NOVAS”.

Correspondendo ao nosso apelo, aqui publicamos o primeiro artigo recebido, da autoria da colaboradora da revista, Maria da Glória Amorim Rodrigues, a quem desde já agradecemos. Esperemos em breve dar continuidade a esta série dedicada a uma das publicações de referência da nossa região.

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O ANUNCIADOR DAS FEIRAS NOVAS

Desde 1984, esperamos ansiosamente a data das Feiras Novas, para ter acesso à já tradicional Revista: “Anunciador das Feiras Novas, II Série”.

O “Anunciador das Feiras Novas”, editado pela Associação Empresarial de Ponte de Lima, é coordenado com sabedoria, persistência e dedicação pelo Sr. Alberto do Vale Loureiro, que com carinho e empenho o tornou já, um ex-libris do nosso meio cultural e social.

Graças a esta Revista, e pelos textos nela divulgados, podemos relembrar pessoas que se destacam e destacaram, no nosso meio cultural e social, tendo dado à nossa terra muito do seu trabalho, saber e dedicação. Podemos ainda, enriquecer os nossos conhecimentos sobre a história, a arte, as tradições, a cultura, a etnografia e outros feitos deste povo Limiano, através dos tempos. Além disso, aí encontrarmos também, publicidade comercial útil para o nosso dia-a-dia, sendo por todos os motivos, uma obra recomendável.

Deste modo, agradeço com carinho, a todos aqueles que ao longo destes 33 anos de existência, e por vezes com dificuldade, fazem desta obra uma realidade e um exemplo saudável de Limianismo e tradição. Bem hajam!

Com os melhores cumprimentos,

Maria da Glória Amorim Rodrigues

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QUEM SEMEIA VENTOS COLHE TEMPESTADES

Os portugueses são um povo pacífico dotado de uma excepcional qualidade de se relacionar com todos os povos, por mais diversas que sejam as suas culturas, incluindo as suas crenças religiosas. De igual modo, Portugal é internacionalmente reconhecido como um país seguro que prima pelo bom acolhimento.

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Trata-se de um perfil que pode ser comprovado pela própria História, desde a fundação da nacionalidade e os Descobrimentos até a épocas mais recentes como a que, sob a tensão da guerra mundial e a incerteza acerca de quem sairia vitorioso do conflito, não impediu Portugal de acolher milhares de judeus após terem atravessado a Espanha franquista e germanófila e passado a fronteira portuguesa fortemente vigiada pela polícia política.

Não obstante, desde há algum tempo a esta parte, vimos constatando a forma sistemática e persistente como alguns políticos e órgãos de comunicação social vêm incitando ao ódio, insistindo na acusação de racismo e xenofobia aos portugueses, de forma generalizada. Trata-se, verdadeiramente, de um insulto vindo precisamente da parte de quem, de igual modo, sempre se pautou por atitudes anti-semitas, revelando neste caso também uma mentalidade racista e xenófoba ao procurar pescar nas águas turvas dos conflitos raciais, tal como o fizeram os nazis no decurso da segunda guerra mundial.

Mais tarde ou mais cêdo, os políticos e jornalistas que assim vêm procedendo, incitando o ódio numa sociedade pacífica como aquela em que vivemos, acabarão por colher os frutos da semente que estão lançando à terra – Quem semeia ventos acabará por colher tempestades!

BARCELOS HOMENAGEIA CIDADÃOS QUE SE DESTACARAM NA DEFESA DO FOLCLORE E DA IMPRENSA REGIONAL

Avelino Mesquita e Rodrigo Amaral homenageados no Dia da Cidade

Os cidadãos Avelino Mesquita e Rodrigo Amaral foram agraciados com a Medalha de Mérito Cultural, grau prata, da Câmara Municipal de Barcelos, na cerimónia de comemoração do 89º Aniversário da Elevação de Barcelos a Cidade, que se realizou hoje, dia 31 de agosto, no Auditório dos Paços do Concelho.

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Esta distinção foi atribuída a Avelino Mesquita, pelo contributo “em prol do folclore, bem como da preservação e difusão do património cultural nacional e local”; no caso de Rodrigo Amaral, por ter tido“ uma presença assídua na imprensa regional e local, sendo autor de obras nas áreas da poesia e do teatro. A par destas atividades teve um papel determinante no associativismo local, designadamente nas áreas do desporto e da cultura.”

Depois da cerimónia do hastear da bandeira, foram entregues as medalhas aos cidadãos condecorados. Primeiro, foi a vez da esposa do Sr. Rodrigo Amaral receber a medalha das mãos do Sr. Presidente, uma vez que o homenageado não pôde comparecer por motivos de saúde. Em sua representação, Maria José agradeceu todo o apoio do executivo municipal ao Grupo Folclórico de Barcelinhos e a condecoração atribuída ao seu marido.

Seguiu-se a atribuição da medalha a Avelino Mesquita, que agradecendo a distinção, enalteceu a sua terra e os baluganenses que “tudo têm feito para valorizar Balugães”.

Por sua vez, o Presidente da Câmara, Miguel Costa Gomes, elogiou o papel relevante que os homenageados têm tido “na área da cultura e no movimento associativo do concelho”, nomeadamente “ao Sr. Rodrigo Amaral, pelo seu empenho no associativismo e, dentro dele, na promoção das nossas mais profundas tradições culturais, com o folclore; e “ao Sr. Avelino Mesquita, homem de cultura e autodidata que, através da sua obra e da sua participação no dinamismo associativo local, nos mostra uma grande força de viver e um otimismo contagiante”. O autarca concluiu, expressando “a estes dois barcelenses, o meu mais profundo respeito e reconhecimento, agradecendo tudo quanto fizeram por Barcelos e pelos barcelenses”.

A cerimónia de atribuição das Medalhas de Mérito Cultural, integrada nas Comemorações do Dia da Cidade, teve início esta manhã com a Cerimónia Protocolar do Hastear da Bandeira, no Largo do Município. No entanto, o programa de comemorações começou na passada sexta-feira, dia 25, com oficina de dança; no dia 28, com oficina de cordofones; e ontem, oficina de percussão.

As comemorações prosseguem com várias intervenções musicais um pouco por toda a cidade, tendo o seu ponto alto, às 21h30, com o espetáculo musical “Terreiro dos Sons”, que contará com a participação de diversas associações do concelho; e encerram com um Baile no Terreiro, a iniciar pelas 23h00, dinamizado pela Associação Coreto.

É importante realçar ainda a revelação do Prémio Literário do Município de Barcelos 2017 que foi atribuído a Inês Martins de Faria, com o trabalho “Menina Entre dois Azuis”, na modalidade de ficção.

O Prémio Literário do Município de Barcelos vai na sua 9ª edição e foi criado com o objetivo de criar condições para o aparecimento de novos valores, de incentivar a produção literária e de estimular o gosto pela escrita, contribuindo-se, deste modo, para a defesa e enriquecimento da Língua Portuguesa, e consiste na publicação da obra.

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PONTE DE LIMA: FEIRAS NOVAS TEM ANUNCIADOR DESDE HÁ 34 ANOS!

Acaba de ser distribuído em Ponte de Lima o 34º número da revista “O Anunciador das Feiras Novas”. Com periodicidade anual e distribuição em vésperas da realização das tradicionais romarias de Ponte de Lima em homenagem a Nossa Senhora das Dores – as Feiras Novas – esta publicação constitui um autêntico mostruário da dinâmica empresarial do Concelho de Ponte de Lima ao mesmo tempo que se afirma como uma das mais conceituadas publicações de índole cultural do Minho.

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Com vasta e diversificada publicação, destacamos os artigos da autoria do Administrador do BLOGUE DO MINHO, um dos mais antigos colaboradores desta revista. São eles “Cardeal Saraiva Versus Irmão Condorcet” e “Mafra Recupera Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima”, este com fotos do sr. Manuel Santos, nossos colaborador fotográfico.

A Revista “O Anunciador das Feiras Novas” é uma publicação anual de informação, cultura e artes limianas.

A II série já vai em quase três décadas e meia de ininterrupta publicação. A revista contribui para a valorização das maiores festas da região, abrangendo várias temáticas, desde a história, ao turismo, à gastronomia e à literatura, mostrando igualmente a dinâmica empresarial de Ponte de Lima retratada na variada publicidade do comércio, industria e serviços que contribuem para o progresso económico e social do concelho limiano.

“O Anunciador das Feiras Novas” é propriedade da Associação Empresarial de Ponte de Lima e é desde o seu primeiro número coordenado por Alberto do Vale Loureiro. A propósito, recuperamos as palavras que proferiu aquando da homenagem que lhe foi prestada por ocasião da celebração do 30º aniversário da revista.

“Quando em Junho de 1984 me aflorou a ideia de avançar com a edição de uma revista que enriquecesse o meio cultural de Ponte de Lima, nem por sombras antevia que a sua longevidade atingisse 25 anos de publicação ininterrupta.

Nessa altura, renascia então “O ANUNCIADOR DAS FEIRAS NOVAS” em II série, com 88 páginas, publicação modesta, de acordo com as possibilidades da época. A aceitação foi do agrado geral e, a partir daí, jamais deixou de se publicar.

Apesar das dificuldades acrescidas de ano para ano e do esforço despendido, o “Anunciador” foi crescendo atingindo hoje (2008) as 224 páginas.

Em todas as publicações procuramos fazer sempre o melhor, nunca nos furtando às responsabilidades inerentes e procurando satisfazer os anseios e críticas advindas dos apreciadores da revista. Acatamos as situações de encorajamento e recebemos os elogios de forma responsável. Acima de tudo procuramos fazer algo de útil em prol da cultura limiana. Disso estamos cientes.

No entanto fomos reparando que a façanha empreendida criava uma empatia no seio da comunidade limiana e não só! Veja-se, por exemplo, que instituições públicas nacionais como a Universidade de Coimbra, através da sua biblioteca nos fazia chegar via postal, personalizado, solicitando o envio do “Anunciador”; a Universidade de Mato Grosso, no Brasil, por forma intermediária de um comerciante limarense já falecido, proprietário da Casa Pimenta, também se interessou pela publicação; o Director da RTP na altura, Carlos Miguel de Abreu de Lima de Araújo, escrevia-me num cartão-de-visita da própria Rádio Televisão Portuguesa tecendo os maiores encómios ao trabalho literário da revista e pedia o seu envio. Muitas outras personalidades de relevo social de outras regiões se interessaram pela sua publicação e, o que muito nos apraz registar, são muitos os que a coleccionam.

Com cada vez maior adesão de colaboradores literários que deram sempre, de forma generosa, um excepcional contributo cultural, dando a conhecer a história, a etnografia, os momentos sócio-culturais, os mais diversos, as vivências da sociedade, as peripécias próprias de outras épocas, as artes, o ambiente, o destaque das figuras notáveis nos mais diversos sectores e o tipicismo das gentes limianas, num conjunto apelidado, e bem, de TERRA RICA DA HUMANIDADE – “O ANUNCIADOR” foi captando cada vez mais a admiração e o carinho dos seus leitores.

Momento propício, agora, para prestarmos homenagem aos Colaboradores que fisicamente já não fazem parte do mundo dos vivos – a Parca os levou – mas cuja memória se eternizou através dos escritos que nos legaram. Assim lembramos:

- O Dr. Rui Brandão Leite Braga (professor e escritor); o etnógrafo Amadeu Costa; o médico e escritor, Dr. José Crespo; o Dr. João marcos (poeta e escritor); Aníbal Marinho, publicista e poeta; Laurinda carvalho Araújo, professora, poetisa e escritora; Severino Costa, escritor e jornalista; António Manuel da Silva Vasconcelos, conhecido pelo pseudónimo (António Porto-Além) poeta e professor e por fim, e de forma propositada, Maria Emília Sena de Vasconcelos (memorialista e poetisa).

Perdoem-me que me detenha uns breves instantes com esta senhora de grande distinção e fino trato, dotada de elevada cultura e valores morais, com quem primei de um modo muito particular. Figura relevante nas letras e na poesia, dedicada etnógrafa, poliglota, conhecedora irrepreensível do meio social da região, viajou mundo fora. Era admirável a sua caligrafia. Tanto em manuscrito como imitava, de forma perfeita a letra de impressa. Possuo alguns desses documentos em cartas que me escrevia nas quais me tratava como “velho amigo Vale”. Era de uma generosidade e disponibilidade notáveis.

Mas a II série d’ “O Anunciador das Feiras Novas” também tem por objectivo homenagear o seu fundador – Augusto de Castro e Sousa – que em 1947 fez sair o 1º número e a quem pedi a anuência de continuar o seu trabalho solicitando-lhe me desse permissão para utilizar o título e em cujo 1º número da II série (1984) convidei o meu bom amigo e competente mestre de artes gráficas para escrever a nota editorial.

O “Anunciador” prosseguiu o seu caminho. Durante 22 anos conseguimos aguentar toda a carga de preparação até chegar à oficina gráfica, contactando os patrocinadores pessoalmente, acompanhando a sua feitura na paginação e consequente impressão, fazendo a distribuição pelos anunciantes com a ajuda de minha esposa e meus dois filhos que, mesmo já sendo licenciados e com mestrado me deram todo o apoio necessário até onde puderam. Depois ainda havia a função de receber o contributo dos patrocinadores para a liquidação da conta da gráfica. Começava todo este trabalho em Abril e só terminava em finais de Setembro.

Mas como em tudo na vida, há um tempo limite que nos impede de prosseguirmos o caminho com a mesma força e vigor, foi então que chegado o nº22 ficou encarregada de angariar a publicidade e fazer a respectiva distribuição a Associação Empresarial de Ponte de Lima a quem havia oferecido em 1986, sem qualquer compensação todos os direitos da revista, responsabilizando assim a mesma na sua publicação caso algo acontecesse que me impedisse de continuar o meu trabalho. Em resumo: o fundador foi Augusto de Castro Sousa; a reedição e propriedade em II série foram da minha responsabilidade e a partir de 1986, por questões burocráticas, passei a propriedade para a Instituição representante dos comerciantes e industriais de Ponte de Lima, continuando, no entanto, até aos dias de hoje, a manter o estatuto de reeditor e coordenador.

E porque o esforço feito para manter a publicação não pertence só ao coordenador, aqui deixamos um agradecimento muito sincero aos Colaboradores que, assiduamente, nos brindam com os seus escritos e mantêm vivos os valores da história e cultura da região limiana.

Ao Comércio e à Indústria que, apesar das dificuldades próprias duma luta insana que travam pela vida, não deixam de mostrar a atenção que dispensam à valorização e promoção do Concelho. Sem a sua presença não seria possível concretizar este trabalho.

A todos a maior gratidão.

Por fim aos mentores deste convívio comemorativo expresso a minha admiração pela feliz ousadia.”

Discurso publicado em http://acoutinhoviana.blogspot.pt/