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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MUNICÍPIO DE BRAGA ENTREGA PRÉMIO DE HISTÓRIA LOCAL DR. MANUEL MONTEIRO

No Dia Nacional dos Centros Históricos

O Município de Braga entrega na próxima Terça-feira, 28 de Março, Dia Nacional dos Centros Históricos, o Prémio de História Local Dr. Manuel Monteiro a José Carlos Gonçalves Peixoto, numa cerimónia pública que terá lugar no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Minho, pelas 17h00.

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Fomentar o interesse dos investigadores pela história de Braga e honrar a memória de um ilustre escritor, arqueólogo, etnólogo, magistrado, diplomata e crítico de arte Bracarense são os principais objectivos do Prémio de História Local Dr. Manuel Monteiro, instituído pelo Município de Braga. O Bracarense José Carlos Gonçalves Peixoto com a obra “Memórias do Couto de Tibães” é o galardoado da primeira edição.

O júri, constituído por Maria do Carmo Franco Ribeiro, Miguel Sopas Bandeira e Armando Malheiro da Silva, atribuiu ainda três menções honrosas para os trabalhos “A vivência da Morte e a Salvação da Alma na Braga Setecentista” de Norberto Ferraz, “Entre a Clausura e o século: O recolhimento de Santo António do Campo da Vinha sob a administração da Misericórdia de Braga (séculos XVII-XVIII)” de Manuela Machado, e à obra “Os focos que nos desunem” da autoria conjunta de Joaquim Martins e José Soares.

Recorde-se que o valor do prémio é de 2.500 euros, ao qual acresce a publicação da obra vencedora. Por sua vez, os trabalhos distinguidos com menção honrosa terão reservada a possibilidade de publicação na Revista Bracara Augusta.

A I edição deste prémio bienal, que contou com treze trabalhos a concurso, destinava-se a cidadãos de nacionalidade portuguesa, maiores de idade, residentes ou não na área do Município de Braga. As temáticas a apresentar deveriam ser de teor historiográfico relativos a Braga – a nível administrativo, antropológico, patrimonial, político, económico, cultural, artístico, religioso ou outros.

PONTE DE LIMA REALIZA COLÓQUIO SOBRE AS “MEMÓRIAS E TRABALHOS DA VIDA DE NORTON DE MATOS”

Auditório Municipal de Ponte de Lima – 25 de Março

No âmbito das comemorações dos 150 anos do aniversário do General Norton de Matos, o Município de Ponte de Lima realiza no próximo sábado, 25 de março, um colóquio intitulado “Memórias e trabalhos da vida de Norton de Matos”.

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A iniciativa, que conta com a inestimável colaboração da Casa Norton de Matos e do Prof. Doutor Armando Malheiro da Silva, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tem já confirmada a presença de conceituados investigadores que se dedicaram ao estudo do General Norton de Matos designadamente a Profª. Doutora Heloísa Paulo (Centro de Investigação de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra), a Profª. Doutora Maria Manuel Afonso da Fonte (Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa), o Prof. Doutor Sérgio Neto (Centro de Investigação de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra) e a Profª Doutora Helena Pinto Janeiro (Instituto de História Contemporânea, da FCSH da Universidade Nova de Lisboa).

O colóquio vai realizar-se no Auditório Municipal. Para mais informações contacte o Arquivo Municipal de Ponte de Lima, através do seguinte email: arquivo@cm-pontedelima.pt.

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PÓVOA DE LANHOSO ENTREGA CERTIFICADOS DA ESCAVAÇÃO ARQUEOLÓGICA DA VILLA ROMANA DE VIA COVA

O Vereador da Cultura e Turismo da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues, e o Presidente da Junta de Freguesia de Lanhoso, António Machado, entregaram os certificados de participação referentes aos trabalhos arqueológicos das ruínas da villa romana de Via Cova, em Lanhoso, na sede da Junta de Freguesia de Lanhoso.

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Esta intervenção arqueológica, que contou com 25 participantes em regime de voluntariado, além de ter posto a descoberto uma parte das ruínas romanas, foi o alicerçar das raízes para o desenvolvimento do espírito colaborativo, de interajuda e sentido de responsabilidade de cada participante, incutindo, desta forma, valores que permanecem para a vida.

“O Municipio deve muito ao trabalho destes voluntários, que tanto contribuíram para dignificar ainda mais o nosso património histórico. Já no próximo mês realizaremos uma nova intervenção, que só será concluída com sucesso com a ajuda dos voluntários”, salienta o Vereador da Cultura e Turismo, André Rodrigues.

No final da cerimónia, no passado dia 4 de março, o Vereador da Cultura e Turismo voltou a desafiar os presentes para participarem na próxima intervenção arqueológica, que terá como objetivo, estudar e valorizar três monumentos pertencentes à necrópole megalítica do Planalto da Pena Província, na Serra do Carvalho, que se realizará no próximo período de interrupção letiva, de 5 a 18 de abril de 2017.

Brevemente, serão disponibilizadas mais informações sobre a intervenção arqueológica dos três monumentos megalíticos.

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A GALIZA: A NACIONALIDADE HISTÓRICA QUE MADRID DESCONSTRÓI

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Por José Manuel Barbosa

Em 1916 nascem as Irmandades da Fala, primeira organização político-cultural da Galiza que definem e reconhecem o País como Nação e como “Célula de Universalidade”. Posteriormente o movimento galeguista com o seu árduo labor político e cultural conseguem para a Galiza o reconhecimento pela Sociedade de Nações, antecessora da ONU, da sua condição de Nação em 16-18 de setembro de 1933 em Berna. O político galego Plácido Castro achegou informação e documentação ao Congresso de Nacionalidades Europeias para que este organismo dependente da SdN considerasse a existência duma Nação no noroeste da península Ibérica manifestada num vida coletiva com umas caraterísticas distintivas e originais que a identificam historicamente e no presente como tal. O CNE reconheceu e determinou seguindo a legislação que adequação a direito era plena o que manifestava o direito a uma administração nacional própria e ao seu livre desenvolvimento como Nação com direito a ser assim reconhecida internacionalmente. Foi com isso que a Galiza é reconhecida legalmente como Nacionalidade em épocas contemporâneas por uma organização de reconhecido prestígio e autoridade internacional com o direito a dispor da sua vida e do seu futuro.

 

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Guerreiro galaico

 

Poucos anos depois, em 1936, a Galiza vota por maioria de 99’24% de votos afirmativos contra o 0’76% de votos negativos e um 0’98 de votos nulos o seu primeiro Estatuto de Autonomia após ser-lhe negada a sua condição de Reino em 1833. O total de galegos com direito a voto em junho de 1936 foi de 1.343.135 dos quais votaram 1.000.963 e um total de 993.351 manifestaram a sua vontade de auto-governo materializado por meio dum Estatuto com competências em matérias legislativas, judiciárias, económicas com uma fazenda própria com capacidade impositiva e para arrecadar tributos, reconhecimento do seu direito histórico e dum governo com capacidade executiva. Infelizmente um mês depois, o golpe de Estado do General Franco aborta toda tentativa autonomista e de reconhecimento dum auto-governo para a Galiza. Esta “Longa Noite de Pedra” em palavras do poeta Celso Emílio Ferreiro dura até 1975, ano em que morre o ditador e se começa novamente a elaboração dum novo Estatuto. O segundo. Este foi elaborado e votado em dezembro de 1980 entrando em vigor em abril de 1981.

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Cozido

 

No segundo Estatuto acrescentam-se as competências reconhecidas em 1936 para além de lhe serem reconhecida a condição de Nacionalidade no seu artigo primeiro:

  1. Galiza, nacionalidade histórica, constitui-se em Comunidade Autónoma para aceder ao seu autogoverno, de conformidade coa Constituição Espanhola e com o presente Estatuto, que é a sua norma institucional básica.

Isto posiciona à Galiza num contexto ótimo para ser reconhecida internacionalmente com todas as dignidades. Se a isto acrescentamos que o Reino da Espanha está incluído dentro do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos os quais fazem parte do Sistema dos Direitos Humanos da atual Organização das Nações Unidas (ONU) no qual se reconhece no seu artigo primeiro o seguinte:

PRIMEIRA PARTE

Artigo 1.º

  1. Todos os povos têm o direito a dispor deles mesmos. Em virtude deste direito, ELES DETERMINAM LIVREMENTE O SEU ESTATUTO POLÍTICO E DEDICAM-SE LIVREMENTE AO SEU DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO, SOCIAL E CULTURAL.
  2. Para atingir os seus fins, todos os povos podem dispor livremente das suas riquezas e dos seus recursos naturais, sem prejuízo de quaisquer obrigações que decorrem da cooperação económica internacional, fundada sobre o princípio do interesse mútuo e do direito internacional. Em nenhum caso pode um povo ser privado dos seus meios de subsistência.
  3. Os Estados Partes no presente Pacto, incluindo aqueles que têm a responsabilidade de administrar territórios não autónomos e territórios sob tutela, são chamados a promover a realização do direito dos povos a disporem de si mesmos e a respeitar esse direito, conforme às disposições da Carta das Nações Unidas.

Igualmente no Pacto internacional de Direitos económicos, sociais e culturais aprovados pela Assembleia Geral da ONU em 1966 no seu artigo 1.1 diz (1):

Artigo 1.1

PARTE I

Artigo 1º

  • 1. Todos os povos têm o direito à autodeterminação. Em virtude desse direito, determinam livremente seu estatuto político e asseguram livremente seu desenvolvimento económico, social e cultural
  • 3. Os Estados Membros no presente Pacto, inclusive aqueles que tenham a responsabilidade de administrar territórios não autónomos e territórios sob tutela, deverão promover o exercício do direito à autodeterminação e respeitar esse direito, em conformidade com as disposições da Carta das Nações Unidas.

Por outra parte a Constituição espanhola no seu Capítulo II: Sobre os tratados Internacionais diz (2):

CAPÍTULO III. DE LOS TRATADOS INTERNACIONALES.

Artículo 93.

Mediante Ley orgánica se podrá autorizar la celebración de Tratados por los que se atribuya a una organización o institución internacional el ejercicio de competencias derivadas de la Constitución. Corresponde a las Cortes Generales o al Gobierno, según los casos, la garantía del cumplimiento de estos Tratados y de las resoluciones emanadas de los organismos internacionales o supranacionales titulares de la cesión.

Artículo 94.

  1. La prestación del consentimiento del Estado para obligarse por medio de Tratados o convenios requerirá la previa autorización de las Cortes Generales, en los siguientes casos:
  2. Tratados de carácter político.

b.Tratados o convenios de carácter militar.

c.Tratados o convenios que afecten a la integridad territorial del Estado o a los derechos y deberes fundamentales establecidos en el Titulo primero.

d.Tratados o convenios que impliquen obligaciones financieras para la Hacienda Pública.

e.Tratados o convenios que supongan modificación o derogación de alguna Ley o exijan medidas legislativas para su ejecución.

  1. El Congreso y el Senado serán inmediatamente informados de la conclusión de los restantes Tratados o convenios.

Artículo 96.1. Los tratados internacionales válidamente celebrados, una vez publicados oficialmente en España, FORMARÁN PARTE DEL ORDENAMIENTO INTERNO. SUS DISPOSICIONES SÓLO PODRÁN SER DEROGADAS, MODIFICADAS O SUSPENDIDAS EN LA FORMA PREVISTA EN LOS PROPRIOS TRATADOS O DE ACUERDO CON LAS NORMAS GENERALES DEL DERECHO INTERNACIONAL.

Conclusão:

1- A Espanha está na ONU e aceita o ordenamento jurídico internacional.

2- A Espanha assinou o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos incluído dentro do Sistema dos Direitos Humanos da ONU. A Espanha assinou igualmente o Pacto internacional de Direitos económicos, sociais e culturais. Ambos tratados entraram em vigor em 19 de Dezembro de 1966.

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Trasno-Mitologia Galego-Portuguesa

 

3- A Constituição espanhola garante que a legislação internacional, nomeadamente a emanada da ONU à qual pertence de pleno direito, faz parte do seu ordenamento jurídico e portanto RECONHECE INDIRETAMENTE no seu artigo 96 o direito de AUTODETERMINAÇÃO dos povos ao serem estes tratados anteriormente citados (Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos e Pacto internacional de Direitos económicos, sociais e culturais) parte da legislação internacional à qual se vincula o Reino da Espanha, só podendo renunciar a ela derrogando-a, modificando-a ou suspendendo-a nas formas previstas pelos próprios tratados ou de acordo com as normas internacionais.

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Mazzini

 

4- Se a Galiza (ou quaisquer outros territórios do Reino da Espanha) optar por exercer o seu direito de autodeterminação estaria de acordo com a legislação internacional que a Espanha aceita. Se o Estado ao que à Galiza pertence optasse por impedir, limitar ou obstaculizar esse direito, seria o Reino da Espanha o que estaria fazendo incumprimento a sua própria legislação e a legislação internacional dentro da qual se incluiu voluntariamente quando aceitou e assinou toda a legalidade emanada da ONU à qual pertence desde.

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Meia Verdade

 

5- Se quaisquer outro Estado manifestar o seu apoio ao proceder do Reino da Espanha no que diz respeito a este assunto, estaria igualmente contrariando à legalidade internacional, sobre tudo se este Estado tiver assinado igualmente os mesmos tratados dos que falamos

(1) http://www.oas.org/dil/port/1966%20Pacto%20Internacional%20sobre%20Direitos%20Civis%20e%20Pol%C3%ADticos.pdf (2) https://www.boe.es/legislacion/documentos/ConstitucionCASTELLANO.pdf

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Paisagem Granítica 

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Fichte

VIZELA COMEMORA RESTAURAÇÃO DO CONCELHO

Ministro do Ambiente preside comemorações do 19.º aniversário do Município de Vizela

O Ministro do Ambiente, Eng.º João Pedro Matos Fernandes, irá presidir às comemorações do 19.º aniversário do Município de Vizela, no próximo dia 19 de março.

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As comemorações terão início pelas 10.00h, com a missa solene na igreja de S. Miguel.

A receção aos convidados no edifício sede do Município terá lugar às 11.00h, seguindo-se a sessão solene comemorativa do 19 de março no auditório Luís Lopes Guimarães, às 11.30h, a qual será presidida pelo Ministro do Ambiente.

Na sessão solene terão lugar as condecorações, aprovadas em reunião de Câmara, a saber:

- Rádio Vizela - atribuição da Medalha de Mérito Municipal grau prata;

- Dra. Maria do Resgate Salta - atribuição da Medalha de Mérito Municipal grau prata;

- Padre Adelino Rosas - atribuição da Medalha de Mérito Municipal grau prata.

GALIZA E PORTUGAL: CABEÇA E CORAÇÃO DUM SER ÚNICO

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Por José Manuel Barbosa

A definição de Nação tem dado muitas páginas nos livros de teoria política e mesmo nos livros de antropologia. É por isso por que há duas formas de perceber a ideia de Nação: a política que nos descobre um conceito de Nação próximo a ideia de Estado, daí a noção de Estado-Nação e vinculada à vontade; e a cultural, que nos leva a Nação constituída por um conjunto de pessoas com uma língua, uma tradição, uns usos culturais e hábitos psicológicos comuns, uns costumes manifestados na forma de perceber a vida tanto no laboral como no festivo, nas crenças ou na herança e numa história que une aos seus nacionais num determinado território reconhecido como próprio. Estas duas formas de perceber o que é uma Nação podemos identificá-las como da escola francesa, a primeira, e a escola alemã a segunda. Na primeira é a vontade dos indivíduos de construir a Nação que se comprometem numas instituições comuns que regulam a sua convivência. Esta vontade surge da sua livre eleição à hora de se constituírem ou bem pela sua separação duma entidade estatal já existente enquanto a segunda é o conceito de Nação objetiva baseada numa realidade viva localizada acima dos indivíduos e das vontades cuja identidade está sustentada em traços externos herdados duns antepassados comuns. Dessa realidade não é possível evadir-se por meio da vontade.

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Delegação galega

 

Se tomamos a primeira como referência, diremos que Portugal é uma Nação porque a vontade fez que fosse independente da Galiza medieval, porque os portugueses assim o quiseram durante mais de oitocentos anos desde a sua independência levada a cabo por Afonso Henriques. Da mesma maneira, a Galiza faria parte duma entidade político-administrativa superior denominada Reino da Espanha e à qual adere por inércia histórica.

Mas se tivermos em conta o segundo conceito, a Galiza e Portugal fariam parte duma mesma Naçao segundo os critérios de Fichte. Segundo eles tanto galegos como portugueses participam de uma série de elementos identitários comuns que os unem por cima de quaisquer diferenças políticas ou individuais. Podemos dar-lhe um repasse:

* A Língua

A identidade da língua, considerada como uma única língua comum a galegos e portugueses pode vir identificada tanto do ponto de vista estritamente linguística como do ponto de vista político.

Se for a linguística a que determinasse a unidade da língua não teríamos ninguém que acreditasse na existência de duas línguas no ocidente peninsular ibérica. Tudo o que for identificado como diferença seria localizado como uma variação dialetal e/ou regional. Galegos e portugueses temos uma mesma língua sem qualquer dúvida e não há cientista que tenha a categoria para o negar. Rodrigues Lapa, Eugen Coseriu, Carolina Michäelis de Vasconcelos, Joan Coromines e todos os grandes vultos da filologia e da linguística reconheceram a realidade duma e única língua galega em origem e mas conhecida internacionalmente com o nome de português.

Há quem pense que nas últimas décadas a vontade dos galegos e das suas instituições é a de reconhecer a sua variante como uma língua “irmá pero diferente” da portuguesa mas essa vontade surge da necessidade de Madrid de desidentificar e separar ambas as variantes para favorecer a assimilação do chamado galego dentro do castelhano como um patois ou crioulo que pela sua debilidade e falta de prestígio não possa concorrer com a língua de imposição. E como já vimos que a vontade não é uma forma de conceber a Nação cultural mas o Estado-Nação, não devemos considerá-la. Ainda assim é de reconhecer que mesmo alguns dos personagens políticos mais importantes da separação linguística galego-portuguesa como o próprio Manuel Fraga Iribarne, Presidente da Galiza entre 1990 e 2005 reconheciam e falavam duma língua comum:

“É um encontro a que nos chama a pertença geográfica a um mesmo espaço físico, a herança cultural de uma língua comum e um património cultural multissecular,….” (Fraga Iribarne: 1991)

A pesar disto ser assim, o velho político franquista dizia o mesmo pelas mesmas épocas mas para um público diferente:

“É un encontro a que nos chama a pertenza xeográfica a un mesmo espazo físico, a herdanza cultural de línguas com raices comuns e un património cultural multisecular,...” (Fraga Iribarne: 1992)

A dia de hoje, o próprio e atual Presidente da “Xunta de Galicia” Alberto Nuñez Feijóo/Alberte Nunes Feijó manifesta o mesmo critério de unidade linguística galego-portuguesa nas Tv espanholas uma vez o movimento reintegracionista tem a suficiente força social como para pôr as cousas no seu lugar (1)

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Irmandades da Fala

 

* Hábitos psicológicos e forma de perceber a vida

Quando de um galego se diz que numa escada não se sabe se é que sobe ou é que baixa, é um castelhano que o diz. Um galego sempre sabe se sobre ou se baixa mas um castelhano desde fora nunca é que o sabe. Isto não tem maior transcendência se não fosse que a indefinição é um elemento identificativo de galegos mas também de portugueses; a ambiguidade, a diplomacia, a forma de dizer as cousas indiretas, as meias verdades, a “retranca”, esse humor no que nunca se diz o que se quer destacar mas que sempre fica evidente para as mentes inteligentes nada abundantes no centro peninsular… É aquela história na que uma pessoa lhe faz uma pergunta comprometida ao galego e este responde:

“Por uma parte, tu já vês, por outra….que queres que che diga mas o certo é que… quem sabe?”

Falamos igualmente do acordo e do trasacordo, essas variações de rumo que aplicamos quando a necessidade o requer perante uma decisão que temos de tomar mas que não temos toda a segurança. É o um “se por acaso...”, “Se calhar...”, “Nunca se sabe...”. Os nossos refrões fazem-nos visualizar essa caraterística psicológica:

“Deus é bom e o demo não é mau”

“Porque a Deus apreces, o demo não desprezes”

Mas sobre todos os elementos do nosso carater comum está a saudade, cantada por poetas e descrita por filósofos. É uma forma de perceber a vida galega e portuguesa por excelência mas que inclui uma visao da vida romântica, lírica, poética e profundamente artística. Por isso é que a poesia lírica medieval faz parte da nossa identidade mais profunda.

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Plácido Castro

 

* As crenças, as tradições, usos culturais e costumes

Com certeza que se falo da submissão ao sobrenatural, à religiosidade profunda manifestada num conceito do transcendente que ultrapassa os sentidos e a razao, estou a falar da forma de ser dos portugueses. Mas também falo dos galegos que na sua festa da sua virgem, da sua santa ou santo, da sua romaria ao seu santuário, da festa da sua aldeia na que celebramos que esta divindade pré-cristão transformada em tal ou qual virgem nos faz comer a todos em família ou em comunidade. É a comida na que há que comer basicamente porco ou vitela como forma de manifestar a alegria comum.

Em Castela e em Andaluzia têm por costume beber vinho e bailar mas não não bebemos nem bailamos enquanto não tenhamos a barriga cheia. Só isso, prémio ao nosso trabalho do dia-a-dia, é o que nos põe contentes perante os demais: comer, e comer comida forte, hipo-calórica, poderosa, que mantém corpos que devem ser fortes porque historicamente é a terra a quem lhe devemos o esforço para que ela nos dê frutos. Para além disso, as filhós, as rabanadas ou torradas, os roscões ou pães de ló, as sopas de cavalo cansado, os cozidos, o polvo, o caldo, todo tipo de enchidos, presuntos, broas, pães de centeio, papas, etc…são as formas dos nossos alimentos que reconhecemos em ambas as beiras da raia…

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Reconhecimento de Plácido Castro da Galiza como Nação

 

Por outra parte, a cultura histórica também vincula com as crenças de galegos e portugueses de hoje. Somos a terra do granito que suportou antas, mamoas, pedras escritas, montes sagrados onde habitam ainda hoje as divindades esquecidas que um dia estavam nas nossas vidas e hoje dormem até que decidam acordar. Mouros, princesas com pés de cabra, cobras que acabam sendo princesas, seres feéricos de todo tipo e tamanho, seres mitológicos que vivem nos contos infantis mas também nas nossas vidas quotidianas, o não varrer para fora, o arco-íris que é o arco-da-velha porque a velha é a Terra que nos deu vida e é a matriz de todo, as nossas festas que cobrem todo o panorama festivo céltico: Magusto/Samhain, festa dos mortos onde estes vêm comer à nossas mesas, Ciclo de Natal/Solstício de inverno, quando celebramos o nascimento da luz; Carnaval e Candelária/Imbolc quando casam os passarinhos mas também crítica ao poder; Máias ou Máios/Beltaine quando com lume queimamos o boneco verde e chega o verão; São João/Solstício de verão quando celebramos o triunfo da luz por meio do fogo purificador….. As bruxas e meigas, o Além, a morte, os que veem o futuro, Todo isso e muito mais somos os galegos e os portugueses e não nos reconhecemos como unidade porque desde há bem poucos anos o direito ao ensino faz que sejam os Estados-Nação os que transmitam a cultura e a educação mas essa não é natural mas artificial qual comida de lata ou hambúrguer de McDonals. Esse direito não é o mau, que é um direito, mas é o Estado que desrespeita os povos e as suas raízes o que não é o adequado para nos transmitir os conhecimentos do passado. Aos galegos dizem-nos que somos espanhóis que traduzido à linguagem madrilena é como dizer que somos castelhanos e portanto temos uma visão distorcida de nós próprios; aos portugueses diz-se que os galegos são mais uns espanhóis que falam castelhano e portanto uns maus irmãos não escolhidos mas não uns amigos que podemos escolher…. A distorção acrescenta-se aos olhos dos outros nós-próprios. E por isso chegamos à conclusão de que já não somos o mesmo povo, mas dous povos de costas viradas cujos problemas não devemos nem queremos partilhar.

* Um território comum

Sobre o espaço comum que partilhamos sabemos que a nossa cultura nasceu no País do granito, nas terras rochosas do noroeste, terras verdes de prados e florestas onde o chamado Maciço Galaico-Duriente se apresenta como uma continuação do Cordal Cantábrico. É na Serra do Aire onde estas terras célticas deixas lugar às terras do sul estremenho, alentejano e algarvio que por tradição humana está mais vinculada ao mundo sulista do que ao mundo galaico nortenho mas que a história quis que se cristianizassem e se galaiquizassem. É o Portugal sulista que embora conservar um ar e uma tradição meridional e andaluzi o seu espírito é plenamente português. Mas isto é uma visão que temos de hoje porque em épocas anteriores ao Islão peninsular essas terras eram as que viram nascer o Vaso Campaniforme, o que viu nascer o megalitismo que tanta identidade nos dá aos galegos. Foram aliás, as terras da expansão sueva cujo Reino foi conhecido e reconhecido como o primeiro “Gallaeciense Regnum”. Todo isto conforma essa faixa marítima ocidental que vai dar a esse mar imenso e promissor chamado Atlântico, o Mar da Atlântida, o qual lhe deu viabilidade a Portugal

como Nação e ajudou na expansão da nossa língua e da nossa cultura. Castelão, o nosso grande Daniel Castelão, disse uma vez no seu Sempre em Galiza, que Portugal encheu o mundo de nomes galegos….e assim foi, com certeza, ou pelo menos assim o vemos muitos galegos. E é esse mar o que dá tamanho de País grande a Portugal cujo espaço terrestre é um, mas o seu espaço marítimo sempre foi muito mais.

À Galiza esse mar também lhe deu expansão mas não territorial embora sim económica. É o mar das nossas riquezas e das nossas belezas, de ondas selvagens e de profundezas misteriosas que converteu à Galiza quando aqui se podia pescar, na terceira grande potência pesqueira do mundo. É o mar da Galiza marinheira, tão importante para a nossa realidade identitária como pode ser para Portugal.

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* Uma História comum

Neste tema já há pouca discrepância. Desde que os galaicos entram na História, os portugueses entram como galaicos num princípio, embora os lusitanos existam como uma prolongação dos primeiros ou vice-versa. Se considerarmos que o Portugal de hoje é um Estado galaico, e não lusitano por ter sido do norte galaico donde partiu a origem do país, a língua, a estrutura e organização territorial, a legalidade e todo o demais, teremos que partilhamos historicamente tudo: a Kalláikia celtica, a Gallaecia pré-romana, o Reino da Galiza medieval mal identificado e mal chamado de Reino de Astúrias, a continuação do Reino da Galiza também mal identificado e mal chamado de Reino de Leão… tudo, até que nasceu o conceito de Nação que se diz defendeu o nacionalismo francês e também Giuseppe Mazzini mas que já no século XII Afonso Henriques se viu na obriga de exercer para defender o seu direito a governar o seu novo Reino, assim reconhecido pelo Papa. Nasceu Portugal dum retalho da Galiza e nasceu como um ato de vontade política mas não como uma diferenciação étnica. Tal é assim que Agostinho da Silva, ideólogo da Lusofonia disse que “os portugueses são uns galegos aperfeiçoados”. Se é assim é que os galegos somos uns portugueses distorcidos por Castela mas não deixamos de ser mais uns portugueses descarrilados que precisamos nos encontrarmos com o resto da nossa gente para nos vermos onde devemos estar: juntos.

Poderíamos continuar narrando e debulhando esta nossa realidade comum, mas veja o leitor que se fizermos pormenorizadamente este trabalho de identificação galaico-portuguesa não chegaria um simples artigo para falarmos do tema. Um livro completo falando de cada um dos pormenores aqui narrados seria muito interessante e muito laborioso mas completamente útil para o nosso reconhecimento e a boa fé que totalmente certeiro na nossa auto-identificação não como dous povos mas como um só.

Como pode comprovar o leitor, a nossa vontade não é tanto narrar esta realidade assumida e conhecida por toda mente bem pensante quanto comunicar a necessidade de nos implicarmos no ser comum. Nao pode haver português que ignore a Galiza, a sua realidade e a sua problemática como também não pode haver galego que ignore a de Portugal.

Bibliografia:

Fraga Iribarne, M: A Galiza e Portugal no Marco Europeu. Ed. Xunta de Galiza. 1991. Pag. 7 Tirado da Comunicao de Manuel Fraga Iribarne à Academia da História de Portugal com motivo da sua receçao como Académico de Mérito. Lisboa 25 de Janeiro de 1991

Fraga Iribarne, M: Jornal do Arco Atlântico. 23 de Outubro de 1992. nº 1 Página 3

(1) https://www.youtube.com/watch?v=XN2byTJHfV4

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FORAL DE PONTE DE LIMA TEM EDIÇÃO EM BRAILLE

Município de Ponte de Lima lança “Foral de D. Teresa” em Braille

No âmbito das comemorações do Dia de Ponte de Lima – assinalado a 4 de março último – o Município lançou uma edição em Braille da Carta de Foral outorgada pela Rainha D. Teresa em 1125. O documento, cuja versão é da autoria de Augusto Viana, coordenador do Ensino Especial no Agrupamento de Escolas de Ponte de Lima, pretende ser mais um passo nas políticas de inclusão social do Município com vista à diminuição das diferenças existentes no acesso à informação.

A obra “Foral de D. Teresa: Ponte de Lima, 4 de março 1125” – agora disponível em Braille – foi apresentada na Escola Secundária de Ponte de Lima, volvidos 892 anos sobre a outorga do documento à vila.

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GUIMARÃES HOMENAGEIA RAUL BRANDÃO

LARGO DE DONÃES ETERNIZA AUTOR DE “HÚMUS”

Guimarães homenageia Raul Brandão com jardim no Centro Histórico dedicado ao escritor

Uma semana repleta de eventos convocou a cidade e o concelho. Vimaranenses celebraram vida e obra de um romancista que escolheu Guimarães como sua casa.

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A inauguração do Jardim Rauliano no novo Largo de Donães, onde os canteiros apresentam agora referências a obras de Raul Brandão, com realce para o simbolismo das árvores e da natureza na literatura e vida do autor de “Húmus”, é a homenagem efetuada pela Câmara Municipal de Guimarães ao romancista que viveu em Nespereira e que passa a ter no Centro Histórico a memória da comemoração do 150º aniversário do seu nascimento.

A cerimónia, que contou com leitura de poemas de Herberto Hélder e intervenções musicais por jovens do concelho, decorreu este domingo, 12 de março, no encerramento da primeira edição do Festival Literário de Guimarães, justamente no dia em que Raul Brandão nasceu. «O balanço é muito positivo! Cumpriu-se o objetivo e Raul Brandão saiu à rua, nas escolas, no teatro, em conferências, nas conversas e leituras encenadas, nos desenhos e em fotos», pormenorizou Adelina Paula Pinto, Vereadora do Município de Guimarães.

Ao longo de uma semana, de 08 a 12 de março, o concelho foi palco de várias atividades e espetáculos dedicados à vida e obra de Raul Brandão. Todo o teatro do autor foi apresentado numa festa que envolveu 13 Grupos de Teatro de Amadores do concelho, os finalistas da Licenciatura em Teatro da Universidade do Minho e os alunos das Oficinas do Teatro Oficina, reunindo mais de 150 atores e atrizes. Pela primeira vez, (quase) toda a família teatral de Guimarães esteve com o seu público para conhecer, discutir, representar e ver o teatro completo de Brandão.

«Guimarães conseguiu deitar o Húmus à terra e fez acontecer um festival que ganhou já dimensão no país, com reportagens em todos os jornais e televisões», refere a Vereadora responsável pela coordenação da Biblioteca Municipal Raul Brandão, cujas instalações foram inauguradas há 25 anos. Por aqui passaram conversas com autores e músicos, concursos, lançamentos literários, entre outras atividades, numa programação que abrangeu públicos de todas as idades.

O festival encerrou este domingo com um dia igualmente preenchido. O passeio “Ler a Cidade”, em que o escritor Miguel Real desafiou o público a viajar acompanhado da história da cidade, mostrou a descoberta dos recantos de Guimarães pela voz de um ficcionista apaixonado pela História. De tarde, na Biblioteca, falou-se sobre “Raul Brandão e a Imprensa”, com Nuno Costa Santos, Rui Tavares e Pedro Vieira, realizando-se em seguida a entrega de prémios aos vencedores do concurso “#RBCool” e uma conversa com a fadista Aldina Duarte, fã confessa de “Húmus”, de Raul Brandão.

POETA ANTÓNIO FEIJÓ MORREU HÁ CEM ANOS!

Município de Ponte de Lima assinala centenário do poeta António Feijó

O Município de Ponte de Lima vai assinalar o primeiro centenário da morte do poeta-diplomata António Feijó (1917-2017) com um programa comemorativo que promete envolver a comunidade ponte-limense em torno da homenagem à personalidade mais elevada da literatura local.

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 Para o efeito estão calendarizados diversos eventos a dinamizar ao longo do ano, de que se destacam uma exposição de tributo na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, um ciclo de conferências dedicado ao autor, um Sarau de Poesia, a publicação de um livro e um concurso de pintura, escultura, desenho e cerâmica – intitulado “Retratos de Feijó” – cujas inscrições abriram no passado dia 01 de março e decorrem até 31 de maio.

Pelo segundo ano consecutivo, o Município de Ponte de Lima promove nova edição do Grande Prémio de Poesia António Feijó para distinção da melhor obra literária editada em 2016.

Associe-se às comemorações dos 100 anos da morte do poeta maior de Ponte de Lima e consulte o programa alargado a disponibilizar em breve.

PONTE DE LIMA COMEMORA ATRIBUIÇÃO DO FORAL POR D. TERESA EM 1125

Festa e Tradição: Ponte de Lima Celebrou a Entrega do Foral por D. Teresa a Ponte de Lima, no ano de 1125

Exposição, Concertos filarmónicos, Encontro Concelhio de Bombos, Desfile da tradição, a apresentação do livro “P´ra Que Viva Ponte de Lima! Terra de Tradições”, da autoria de Amândio Amorim de Sousa Vieira e a inauguração de um novo espaço de cariz museológico foram os principais momentos das celebrações do Dia de Ponte de Lima, que se realizaram no passado fim-de-semana.

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Na Sessão Solene do Dia de Ponte de Lima, o Presidente da Câmara Municipal, Eng.º Victor Mendes, destacou o Poder local, considerando que “..Contribuiu como nenhuma outra instituição para o desenvolvimento e para o combate às assimetrias existentes até então, reforçou as preocupações com as pessoas naquilo que hoje podemos considerar o maior ato de cidadania do Portugal democrático. Por isso, não posso esquecer a tão debatida questão da descentralização no sentido de uma maior autonomia do Poder Local, a qual nunca será uma realidade enquanto se mantiver a excessiva dependência orçamental que origina as dificuldades financeiras com que os Municípios se debatem.”

No último ano do atual mandato, o autarca fez um balanço enunciando os vetores fundamentais delineados para Ponte de Lima, nomeadamente “a educação, a ação social e o apoio ao empreendedorismo e à criação de emprego são vetores fundamentais no projeto que temos delineado para Ponte de Lima.”

4 de Março – Dia de Ponte de Lima contou com a presença do Ministro Adjunto Eduardo Cabrita, convidado de honra para presidir à inauguração oficial do CIT – Centro de Interpretação do Território, junto aos jardins do Arnado. Vocacionado para a informação, a aprendizagem e a promoção do património natural, cultural, social, histórico e dos recursos endógenos, integra e consolida a Rede de Museus de Ponte de Lima, de uma forma concertada e articulada. O investimento total deste projeto foi de 159.123,16€, tendo sido cofinanciado em 85% pelo Programa Norte 2020.

O CIT – Centro de Interpretação do Território mostra-nos seis grandes temáticas: o trabalho da terra, a produção de linho e a importância do seu resultado na vida da comunidade, o pão, sua produção e enquadramento social, a produção do vinho, o trabalho com os animais na agricultura, sistemas de atrelagem e a relação animal/homem, o pastoreio e a vida nas montanhas. Estes temas abrangem a vida da comunidade minhota, não só na perspetiva económica mas em particular nas suas múltiplas diversidades culturais.

O Ministro-adjunto, Eduardo Cabrita, afirmou que “Ponte de Lima é conhecida pela salvaguarda do património histórico”. Neste contexto, o Governante referiu que “o património deve ser visto como fator de desenvolvimento, e os valores tradicionais devem ser vistos como uma alavanca para o futuro.”

As celebrações do Dia de Ponte de Lima terminaram no domingo com a apresentação do livro “P’ra Que Viva Ponte de Lima! Terra de Tradições”, da autoria de Amândio Amorim de Sousa Vieira, uma obra que se debruça sobre a etnografia e o folclore concelhios. A cerimónia realizou-se no Auditório Municipal e contou com a presença das agremiações de folclore do Concelho.

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PONTE DE LIMA EVOCA LEGADO DE GANDHI

Legado universal de Gandhi em destaque no Cinema História, na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

Mohandas Gandhi – referência incontornável na luta pacífica pela libertação da Índia – é a figura evocada na edição de março do Cinema História – rubrica mensal de pendor lúdico-didático dinamizada pelo Município de Ponte de Lima através da Biblioteca Municipal.

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Volvidos 87 anos sobre a Marcha do Sal – caminhada de 400 km em protesto ordeiro, mas incisivo, contra as regras monopolistas do Império Britânico que restringia o processo de extração aos senhores coloniais – apresentamos a visão cinematográfica de Richard Attenborough que capta, com veracidade, os principais momentos da vida de Gandhi, inspiradores de gerações vindouras e de carismáticos líderes políticos como Martin Luther King e Nelson Mandela.

Com Ben Kingsley no principal papel, “Gandhi” – filme que arrebatou oito Óscares da Academia – passa em revista os anos de Mahatma – “a grande alma” – na África do Sul e a sua resiliente missão de restauração da soberania indiana sustentada na tolerância, no princípio irrefutável da não-violência e nos movimentos de resistência pacífica e de não cooperação.

Como tem sido habitual, a Biblioteca Municipal de Ponte de Lima (BMPL) disponibiliza um livreto com a biografia de Gandhi para complemento informativo e factual do filme de Richard Attenborough disponível para exibição ou empréstimo domiciliário.

Para os utilizadores interessados em aprofundar o legado universal e humanitário de Mahatma Gandhi, sugerimos a leitura adicional de “A sabedoria de Gandhi”, com introdução de Richard Attenborough, de “Gandhi”, de Louis Fischer, e de “Mahatma Gandhi”, de Susmita Arp – títulos passíveis de leitura e/ou requisição na Sala de Adultos da BMPL.

NAVIO-HOSPITAL GIL EANNES: MEMÓRIA VIVA DA ASSISTÊNCIA À PESCA DO BACALHAU

O Navio-Hospital Gil Eannes foi construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo em 1955 tendo como missão, apoiar a frota bacalhoeira nos mares da Terra Nova e Gronelândia.

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Embora a sua principal função fosse prestar assistência hospitalar a todos os pescadores e tripulantes, o Gil Eannes foi também navio capitania, navio correio, navio rebocador e quebra-gelos, garantindo abastecimento de mantimentos, redes, isco e combustível aos navios da pesca do bacalhau.

A partir de 1963 passou a fazer viagens de comércio como navio frigorífico e de passageiros, entre as campanhas de pesca, realizando a sua última viagem de assistência à frota bacalhoeira em 1973, ano em que efetuou uma viagem diplomática ao Brasil como embaixada flutuante de Portugal, nas receções oferecidas pelo então embaixador Prof. José Hermano Saraiva.

Depois de estar parado durante 18 meses, em 1975 iniciou novamente atividade como navio comercial (frigorífico) fazendo cargas regulares de bacalhau seco da Noruega para Lisboa, ao serviço da Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau. Ainda, nesse mesmo ano, foi requisitado pelo Governo Português para participar na independência de Angola, como navio hospital.

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Após a chegada de Angola foi novamente armado para efetuar viagens comerciais, tendo navegado pela Noruega, Canadá, Nova Inglaterra, África do Sul, República dos Camarões e Espanha. Entre estas viagens fez algumas paragens para manutenção nos estaleiros de Viana do Castelo e Aveiro.

Terminada a sua atividade em 1984, andou de cais em cais do porto de Lisboa até ser vendido a um sucateiro para abate em 1997, quando já estava profundamente degradado e pilhado de muito do equipamento que o apetrechava.

Perante este inglorioso destino do emblemático navio hospital, a comunidade vianense foi mobilizada, pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, para o trazer à cidade onde nascera, resgatando-o à sucata para ser exposto no porto de mar de Viana do Castelo como memória viva do passado marítimo da cidade e do país.

Em 1997 foi constituída a Comissão Pró-Gil Eannes com o objetivo de angariar os meios financeiros necessários para resgatar o Navio Gil Eannes ao sucateiro que o ía desmantelar. Em 1998, aquela Comissão deu origem à Fundação Gil Eannes, atual proprietária do navio que se propôs transformá-lo num polo de atracão da cidade de Viana do Castelo, tendo sempre presente a transmissão de valores e conhecimentos das artes marítimas aos mais diversos públicos que visitam o navio.

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Em Janeiro de 1998 o navio chegou à cidade que o viu nascer, e entrou diretamente nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo para os primeiros trabalhos de limpeza e reabilitação, que contou com o apoio de várias instituições, empresas e cidadãos, criando-se assim as condições de segurança para a sua abertura ao público em Agosto do mesmo ano.

Em 2000, com o apoio da Iniciativa Comunitária Pesca, foram realizadas obras de beneficiação para assegurar o sistema de esgotos, abastecimento de águas, eletricidade e aquecimento, tornando o navio habitável e possibilitando a criação de uma Pousada da Juventude instalada nas antigas enfermarias, um bar/esplanada instalado na zona das copas de mestrança e marinheiros, uma sala de reuniões instalada na antiga sala de jantar dos oficias, uma loja de recordações e gabinete administrativo bem como, uma sala de exposições temporárias instalada na antiga enfermaria dos doentes contagiosos. Durante a criação daqueles serviços, o percurso de visita foi sendo alargado a novos compartimentos do navio que progressivamente foram reabilitados.

Hoje, os visitantes podem "navegar" pela ponte de comando, cozinha, padaria, casa das máquinas, consultório médico, sala de tratamentos, gabinete de radiologia, bloco operatório, diversos camarotes, capela e ainda, aceder a quatro Quiosques Multimédia com diversa informação histórica e fotográfica bem como, simular virtualmente a entrada na barra de Viana do Castelo e atracar o navio na doca comercial daquela cidade através de um Simulador de Navegação instalado no convés superior.

Informação recebida da Fundação Gil Eannes

Fotos: Luís Eiras / http://esposendealtruista.blogspot.pt/

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MINISTRO EDUARDO CABRITA PARTICIPA NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DO FORAL DE PONTE DE LIMA

Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita em Ponte de Lima no dia 4 de Março – Comemorações do Dia de Ponte de Lima

A efeméride que assinala a entrega do Foral pela Rainha D. Teresa a Ponte de Lima, no ano de 1125, terá como convidado de honra Sua Excelência o Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita.

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Neste Dia de Ponte de Lima será inaugurado o futuro Centro de Interpretação do Território, que pretende dar resposta a uma necessidade imperiosa de inventariação e salvaguarda do património imaterial num dos territórios de singular importância do Alto Minho. 

O novo espaço de cariz museológico abordará seis grandes temáticas: o trabalho da terra, a produção de linho e a importância do seu resultado na vida da comunidade, o pão, sua produção e enquadramento social, a produção do vinho, o trabalho com os animais na agricultura, sistemas de atrelagem e a relação animal/homem, o pastoreio e a vida nas montanhas. Estes temas abrangem a vida da comunidade minhota, não só na perspetiva económica mas em particular nas suas múltiplas diversidades culturais.

O investimento total deste projeto foi de 159.123,16€, tendo sido cofinanciado em 85% pelo Programa Norte 2020.

O novo equipamento municipal será inaugurado oficialmente pelo Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, no sábado, 4 de Março – Dia de Ponte de Lima, numa cerimónia agendada para as 15 horas. Segue-se a Sessão Solene Comemorativa do Dia de Ponte de Lima, no Auditório Municipal, antecedida pela deposição de uma coroa de flores junto à Estátua da Rainha D. Teresa.

Exposição, Concertos filarmónicos, Encontro Concelhio de Bombos, Desfile da tradição, bem como a apresentação do livro, no dia 5, às 15h30 no Largo de Camões “P´ra Que Viva Ponte de Lima! Terra de Tradições”, da autoria de Amândio Amorim de Sousa Vieira, completam o programa das comemorações dos 892 anos da elevação de Ponte de Lima a Vila.

FAMALICÃO REALIZA EXPOSIÇÃO SOBRE LINO LIMA

Biblioteca Municipal recebe exposição itinerante sobre Lino Lima

No âmbito das comemorações do centenário de nascimento de Lino Lima, a Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco acolhe, a partir desta quinta-feira, dia 2 de março, a exposição itinerante “Lino Lima – Uma Vida pela Liberdade”.

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A mostra, que começou por estar patente no edifício dos Paços do Concelho, desloca-se agora para a biblioteca famalicense onde estará patente ao público até ao dia 31 de março, sexta-feira.

Recorde-se que as comemorações são promovidas pela autarquia famalicense em associação com a Direção da Organização Regional de Braga do PCP. O programa evocativo arrancou no passado dia 21 de fevereiro e vai prolongar-se ao longo de 2017, nomeadamente, com a edição de uma brochura com depoimentos e testemunhos de familiares e amigos e com a realização de um colóquio sobre a plurifacetada personalidade de Lino Lima: distinto advogado famalicense, destacado membro da Oposição Democrática à ditadura do Estado Novo e militante de PCP desde 1941.

Nascido no Porto, Lino Lima veio com os pais, ainda criança, para Vila Nova de Famalicão, onde cresceu, viveu e trabalhou. Veio a  tornar-se um dos advogados mais importantes do seu tempo, quer na comarca, quer na defesa dos presos políticos nos Tribunais Plenários. Apesar disso, teve uma intensa atividade política, inicialmente na clandestinidade e, no final da grande guerra na “luta legal”, ligando-se aos movimentos políticos criados ou apoiados pelo PCP, como o MUNAF e o MUD, a cujas comissões nacionais pertence. Tornou-se Líder da Oposição Democrática do Distrito de Braga, que nos anos 60 ousou autodenominar-se “Os Democratas de Braga”, granjeando notoriedade nacional ao lado de Victor Sá, Santos Simões, Humberto Soeiro e Eduardo Ribeiro.

PONTE DE LIMA COMEMORA ANIVERSÁRIO DO FORAL ATRIBUÍDO POR D. TERESA EM 1125

4 de Março – Comemorações do Dia de Ponte de Lima. Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, Preside às Comemorações

A efeméride que assinala a entrega do Foral pela Rainha D. Teresa a Ponte de Lima, no ano de 1125, terá como convidado de honra Sua Excelência o Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita.

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Neste Dia de Ponte de Lima será inaugurado o futuro Centro de Interpretação do Território, que pretende dar resposta a uma necessidade imperiosa de inventariação e salvaguarda do património imaterial num dos territórios de singular importância do Alto Minho. 

O novo espaço de cariz museológico abordará seis grandes temáticas: o trabalho da terra, a produção de linho e a importância do seu resultado na vida da comunidade, o pão, sua produção e enquadramento social, a produção do vinho, o trabalho com os animais na agricultura, sistemas de atrelagem e a relação animal/homem, o pastoreio e a vida nas montanhas. Estes temas abrangem a vida da comunidade minhota, não só na perspetiva económica mas em particular nas suas múltiplas diversidades culturais.

O investimento total deste projeto foi de 159.123,16€, tendo sido cofinanciado em 85% pelo Programa Norte 2020.

O novo equipamento municipal será inaugurado oficialmente pelo Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, no sábado, 4 de Março – Dia de Ponte de Lima, numa cerimónia agendada para as 15 horas. Segue-se a Sessão Solene Comemorativa do Dia de Ponte de Lima, no Auditório Municipal, antecedida pela deposição de uma coroa de flores junto à Estátua da Rainha D. Teresa.

Exposição, Concertos filarmónicos, Encontro Concelhio de Bombos, Desfile da tradição, bem como a apresentação do livro, no dia 5, às 15h30 no Largo de Camões “P´ra Que Viva Ponte de Lima! Terra de Tradições”, da autoria de Amândio Amorim de Sousa Vieira, completam o programa das comemorações dos 892 anos da elevação de Ponte de Lima a Vila.

Confira o programa:

4 de março

11h00 – Inauguração da Exposição “Caminhos: O Caminho, a Arte e o Vinho no Caminho Português de Santiago”, da Fundação Caminho Português de Santiago, na Torre da Cadeia Velha.

14h30 – Hino de Ponte de Lima executado pelas quatro Bandas Filarmónicas do (Largo de Camões), seguido de quatro concertos:

            - Banda de Música de Ponte de Lima

            - Banda de Música de Estorãos

            - Banda Musical de S. Martinho da Gandra

            - Banda de Música de Moreira do Lima

15h00 – Inauguração do CIT – Centro de Interpretação do Território (junto aos jardins temáticos do Arnado)

16h00 – Sessão Solene Comemorativa do Dia de Ponte de Lima | 4 de Março (Auditório Municipal – Paços do Concelho), antecedida pela deposição de uma coroa de flores junto à Estátua da Rainha D. Teresa

5 de Março

10h00 – Encontro Concelhio de Bombos – Centro Histórico e Encerramento no Largo de Camões

14h30 – Desfile da Tradição com a participação de todos os Grupos de Folclore do Concelho

15h30 – Apresentação do livro “P´ra Que Viva Ponte de Lima! Terra de Tradições”, de Amândio Amorim de Sousa Vieira, no Largo de Camões.

A ASCENDÊNCIA PORTUGUESA DOS CANARINOS

Apesar de pouco conhecidas, são muitas as afinidades entre os portugueses e os canarinos, tal como são históricas as ligações entre Portugal e as Canárias. São precisamente tais afinidades e ligações históricas que, graças à gentileza do sr. Jesús Sebastián Acosta Pacheco, a quem desde já endereçamos os nossos agradecimentos, o BLOGUE DO MINHO vai dar a conhecer aos seus leitores, publicando diversos artigos de sua autoria.

Texto: Jesús Acosta

Fotos: Naim Acosta

Os Arquipélagos das Ilhas Canárias, dos Açores, da Madeira, das Ilhas Selvagens e de Cabo Verde, constituem a região biogeográfica da Macaronésia, mas as “Ilhas Afortunadas”, não só estão vinculadas no que respeita à natureza e geografia, também à história, cultura e património, mas há uma diferença entre os Açores, a Madeira e Cabo Verde com as Canárias, os três primeiros arquipélagos com maior conexão a Portugal, estavam desabitados e foram descobertos e povoados pelos portugueses, as Ilhas Canárias estavam habitadas pelo povo guanche. Os guanches, eram as únicas pessoas nativas que viviam na região da Macaronésia antes da chegada dos europeus, originários do Norte da África com civilização neolítica e língua da família linguística berbere e escrita com carateres tifinagues. Por tanto, as Ilhas Canárias foram conquistadas pelos castelhanos, mas na conquista e colonização, os portugueses tomaram parte, no caso da ilha de Tenerife, a maior do arquipélago canarino e de toda a Macaronésia, foi colonizada na mesma proporção por portugueses e espanhóis (principalmente andaluzes), segundo os historiadores Elías Serra Ràfols e Leopoldo de la Rosa Olivera.

Gaspar Frutuoso, foi um historiador, sacerdote e humanista açoriano, natural da cidade de Ponta Delgada na ilha de São Miguel, destacou-se pela autoria da obra Saudades da Terra, uma detalhada descrição histórica e geográfica dos arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias, este grande cronista insulano, na descrição das Ilhas Canárias que faz no livro primeiro das Saudades da Terra, no capítulo décimo terceiro «De algumas cousas de ilha chamada Tenerife» diz: «[...] e daí a duas léguas está Icode dos Vinhos, que também é vila de duzentos vizinhos, quasi todos portugueses ricos de vinhos, lavouras e criações.[...]», posteriormente, Leonardo Torriani, um engenheiro militar e arquiteto italiano radicado em Portugal que foi enviado pelo rei Felipe II  de Espanha e I de Portugal em 1587, com a missão de analisar e fortalecer a fortificação das ilhas, e no valiossísimo códice que nos deixou: Descrição e história do Reino das Ilhas Canárias, antes ditas Afortunadas, com o parecer das suas fortificações, que se encontra na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, quando descreve a ilha de Tenerife expõe: «[...] A maior parte da gente é portuguesa, a qual, superando as demais nações espanholas na indústria da agricultura, tem dado a esta ilha maior fertilidade e riqueza232». Página 136 do estudo e tradução da obra de Torriani primeira versão em português da autoria de José Manuel Azevedo e Silva publicado pela Edições Cosmos em Lisboa no ano 1999 e, na nota 232 deste autor, podemos ler: «Conhecedor da realidade das Canárias, onde permaneceu durante alguns anos, Torriani constatou que a maior parte da gente da ilha de Tenerife era portuguesa, à qual atribuiu um maior desenvolvimento económico em relação às outras ilhas. A apreciação lisonjeira que faz à gente portuguesa que, segundo afirma, supera as demais nações espanholas na agricultura, deve estar relacionada com a rica produção de açúcar e de vinho de Tenerife (de longe maior que nas outras ilhas), pelo que é de supor tratar-se da presença de emigrantes madeirenses, bom conhecedores daquelas culturas.». Quando Torriani fala da cidade de Santa Cruz da Palma narra: «[...] As casas são brancas, feitas à portuguesa326, pequenas por dentro e, em geral, sem poços nem pátios, com tudo isto, são mais altas e alegres que as das outras ilhas. Esta ilha é habitada por portugueses, castelhanos, flamengos, franceses e alguns genoveses. [...]». Página 191 e na nota do estudioso e tradutor pode-se ler: «De notar a influência portuguesa no modelo de construção das casas da cidade. Se, como se vê a seguir, os portugueses compartilhavam a cidade com castelhanos, flamengos, franceses e genoveses, possivelmente os mestres construtores eram portugueses. E não será por acaso que Torriani os cita em primeiro lugar». Prova desta presença portuguesa é o livro 1º de visitas da igreja do povo de Boavista do Norte em Tenerife (até a primeira metade do século XVI) e o livro da igreja de Garafía na ilha da Palma no século XVII, escritos em português.

No repartimento das terras conquistadas, os portugueses que colaboraram com o conquistador às ordens da Coroa de Castela, receberam terras através das “datas” e, os que chegaram como colonizadores à nova terra, alguns deles judeus portugueses que optaram pelo desterro imposto pelo édito real assinado em 1496 pelo Rei Dom Manuel I e, outros judeus portugueses conversos ou cristãos-novos, na sua maioria lavradores e artesãos, vieram com o estabelecimento da indústria da cana-de-açúcar e a plantação de videiras para a produção de vinho, além disso, introduziram em princípios do século XVII o cultivo do milho. Junto dos colonos madeirenses chegados às ilhas, retornaram os guanches libertos que os portugueses capturaram e levaram como escravos para a ilha da Madeira, com a finalidade de fornecer mão-de-obra para o penoso trabalho nos canaviais, libertaram e expulsaram ou devolveram aos guanches escravizados à sua terra natal, porque os madeirenses donos das plantações de cana-de-açúcar não os conseguiram submeter. Os guanches que voltaram às suas ilhas já eram grandes mestres da elaboração do açúcar, cristianizados e tinham apelidos portugueses.

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Como referem os historiadores, em algumas cidades e vilas os portugueses eram maioritários e, até mesmo, foram os seus fundadores e construtores dos seus monumentos mais importantes. Pomos como exemplo a Cidade de Tacoronte fundada em 23 de outubro de 1497 por Dom Sebastião Machado oriundo de Guimarães, que conservou o nome aborígene do Menceyato (reino guanche) para a nova cidade que está geminada com o berço da nação portuguesa e Património da Humanidade desde o dia 26 de outubro de 1997. O ex-convento de Santo Agostinho e Igreja do Santíssimo Cristo das Dores e Agonia, mais conhecido popularmente como Cristo de Tacoronte, foi edificado em 1662 pelo Capitão Dom Diogo Pereira de Castro natural de Barcelos e o seu sobrinho Tomás Pereira de Castro-Ayala e este, foi o que trouxe a milagrosa imagem do Santíssimo Cristo, segunda advocação de Cristo mais venerada nas Ilhas Canárias trás o Santíssimo Cristo da Lagoa. Nesta muito bonita e encantadora cidade do norte de Tenerife de bons vinhos e, onde há muitos munícipes com o apelido Dorta, morou os primeiros anos da sua vida o famoso pintor surrealista Óscar Domínguez, no filme, Óscar. Una pasión surrealista inspirado na biografia deste insigne tinerfenho, o ator português Joaquim de Almeida veste a pele do pintor. É filha ilustre desta cidade a escritora Maria Rosa Alonso, estudiosa e investigadora do Mencey (Rei) guanche que os Reis Católicos entregaram como presente ao Doge de Veneza e, que este dirigente, expôs como exemplar exótico na sua corte.

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Na primeira foto podemos ver o monumento dedicado a D. Sebastião Machado e a frontaria e torre da igreja da Santa Catarina de Alexandria padroerira da cidade de Tacoronte. Na Segunda Foto a placa do monumento que diz: A CIDADE DE TACORONTE / A / SEBASTIÃO MACHADO / NATURAL DE GUIMARÃES PORTUGAL / CRIADOR DO PRIMITIVO / NÚCLEO POPULACIONAL  / 1497 - 1997  / CINCO SÉCULOS DE HISTÓRIA e, após do texto, os brasões dos concelhos de Guimarães e Tacoronte.

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Na primeira foto temos a bela frontaria em cantaria, obra de Domingo Rodríguez Rivero e tem sobre da porta central e principal o brasão dos Pereira de Castro. Na segunda fotografia a imagem milagrosa do Santíssimo Cristo de Tacoronte, Padroeiro da Cidade de Tacoronte, escultura que se lhe atribui a Domingo de La Rioja.

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Há historiadores, estudiosos e investigadores que têm manifestado que o povo canarino é mestiço, porque descende de grupos étnicos diferentes, que é uma mistura: um 30% de guanches, um 30% de andaluzes e um 30% de portugueses, o 10% restante e formado por outros espanhóis e europeus na sua maioria flamengos, genoveses, franceses e ingleses. Os outros arquipélagos da Macaronésia não têm esta singularidade e, o caso de Cabo Verde, é diferente aos demais. É evidente a ascêndencia portuguesa dos canarinos, pelo que não é um erro, dizer que são descendentes longínquos de portugueses. O melhor testemunho da presença portuguesa nas Ilhas Canárias, na sua conquista e na sua colonização, não são somente as “datas”, também os mais de cem apelidos ou sobrenomes portugueses que existem nas Canárias, há canarinos que não têm apelidos portugueses, mas podem ter os seus pais, os seus avós ou os seus antepassados. A seguir alguns deles em português e a correspondente forma castelhanizada.

PORTUGUÊS

ESPANHOL

PORTUGUÊS

ESPANHOL

PORTUGUÊS

ESPANHOL

Aleixo

Alejo

Falção

Falcón

Medeiros

Mederos

Belchior

Melchior

Farinha

Fariña

Monteiro

Montero

Chaves

Chávez

Galvão

Galbán

Pereira

Perera

Coelho

Coello

Godinho

Godiño

Ramalho

Ramallo

Correia

Correa

Horta

Dorta

Soares

Suárez

Curvelo

Curbelo

Lemos

Lemus

Sousa

Sosa

da Costa

Acosta

Maia

Maya

Teixeira

Tejera

Eanes

nez

Marreiro

Marrero

Vieira

Viera

Alguns apelidos não mudaram: Afonso, Aguiar, Barroso, Camacho, Lemes, Machado, Pacheco, Pestana, Queirós, Rabelo, Toste, mais outros. Há alguns que têm as duas formas Ferreira /Ferrera e outros três: Vieira / Viera / Vera.

Portugal reconheceu a soberania castelhana das ilhas Canárias, quando o Rei Alfonso V de Portugal em 8 de setembro de 1479 ratificou o Tratado das Alcáçovas, também conhecido como Paz de Alcáçovas,  assinado na vila portuguesa de Alcáçovas, no Alentejo, em 4 de setembro de 1479. Com a ratificação dos Reis Católicos em 6 de março de 1480, na cidade de Toledo, pelo que também ficou denominado como Tratado das Alcáçovas-Toledo, Portugal abandonou definitivamente as suas pretenções de domínio sobre as célebres “Ilhas Afortunadas”. O arquipélago canarino ficou na posse da Coroa de Castela e não é a Galiza, que junto do Condado Portucalense, é o berço da cultura galaico-portuguesa, mas depois dos hermisendeños, alamedillenses, xalimegus, cedilleros, ferrereños, oliventinos mais outros povos arraianos é, o povo integrado no atual Reino de Espanha, que mais raizes galaico-portuguesas tem.  

Queremeos agradecer ao Exmo. Sr. D. Carlos Gomes o seu convite para escrever no seu maravilhoso blogue. Tudo começou quando contactamos con ele para lhe perguntar o nome das coleira com campaínhas que levam no pescoço os bois e vacas nas nossas romarias e benções de gado que são semelhantes às que temos visto no Minho. Uma breve explicação complementar da influência portuguesa nas Ilhas Canárias que fizemos à pergunta, despertou o seu interesse e disse: «O BLOGUE DO MINHO (e o BLOGUE DE LISBOA) encontram-se à sua disposição e será com o maior prazer que acolherá a colaboração que quiser dispensar». Como ele também tenciona partilhar o artigo nas páginas do facebook dedicadas ao folclore português, incluindo a Federação do Folclore Português, decidimos escrever acerca dos Aires de Lima, um género da música folclórica das Ilhas Canárias típico das descamisadas canarinas, esfolhas no Minho, que trouxeram os minhotos no século XVII com o cultivo do milho, mas achamos que era conveniente fazer antes uma apresentação e introdução com este artigo e o seguinte que fala da profunda influência portuguesa no povo canarino, pois será mais fácil para os leitores e seguidores deste ótimo blogue, compreenderem a razão pela que nas Canárias há uma canção tradicional que tem a sua origem no Minho. É uma dívida que temos pela ajuda recebida e a grande gentileza.

Aproveitamos este artigo, para exprimir públicamente o nosso mais muito obrigado a três grandes portugueses que amam a sua maravilhosa terra e contribuem à proteção, preservação e difusão do seu precioso património. Ao Exmo. Sr. D. Rui Barbosa, “A man and his Dream” que com o seu sonho e magnísifico blogue Carris, temos uma preciosa informação do PNPG (Parque Nacional Peneda-Gerês), agradecemos imensamente a sua ajuda para poder indicar nos planos os hidrónimos, orónimos e o património etnográgico do PNPG. Ao Exmo. Sr. D. Manuel de Azevedo Antunes, grande amigo e a maior autoridade em relação a Vilarinho da Furna, com ele a sua aldeia natal, lamentavelmente afundada, nunca morirá. Finalmente, ao Exmo. Sr. D. Paulo Lima, o homem dos portugueses na UNESCO, graças ao seu precioso trabalho e de outras pessoas o Fado, a música e canção mais bela do mundo, o cante alentejano e a arte chocalheira é Parimónio Mundial.

Este artigo foi escrito por Jesús Acosta Vice-Presidente da ACGEIA: ASSOCIAÇÃO CULTURAL: GRUPO DE ESTUDO E INVESTIGAÇÃO ACHBINICO e as fotografias realizadas por Naim Aléix Acosta Febles.

A ACGEIA, tem entre os seus fins estatutários, o estudo e investigação da língua e literatura portuguesa e outras línguas e dialetos de família linguística galaico-portuguesa, a ascendência portuguesa dos canarinos, a influência portuguesa no povo canarino, a natureza, geografia, história, cultura e patrimonio de Portugal porque é o país de onde vieram os colonizadores que juntos dos guanches, andaluzes e outros espanhóis e europeus contribuíram notavelmente à fundação do povo canarino. Finalmente, esta Associação estuda e investiga a vida e obra de São José de Anchieta, que nasceu em 19 de março de 1534 na cidade de São Cristóvão da Lagoa, foi o Apóstolo do Brasil e a maior contribuição do povo canarino ao Mundo Lusófono. A ACGEIA tem a sua sede estatutária no berço do São José de Anchieta, cidade fundada em 1497 por Alonso Fernández de Lugo, o fidalgo e conquistador castelhano-andaluz, responsável da incorporação definitiva das Ilhas Canárias à Coroa de Castela no século XV.  Esta belíssima e fascinante cidade foi classificada Património da Humanidade em 2 de dezembro de 1999 pela UNESCO, é sede da diocese de Tenerife, da Universidade da Lagoa, recebe aos turistas pelo Aeroporto de Tenerife-Norte e, como Braga, é chuvosa, húmida, monumental e tem a Semana Santa mais solene das Ilhas Canárias.

FAFENSES PRESTAM TRIBUTO A ZECA AFONSO

Núcleo de Artes e Letras de Fafe e Atriumemória promovem tributo a José Afonso

O Núcleo de Artes e Letras de Fafe, em parceria com a associação Atriumemória, promove uma Tertúlia musical e poética em tributo ao cantor José Afonso, a propósito dos 30 anos do seu falecimento, esta sexta-feira, 24 de Fevereiro, a partir das 21h30, na Sala Manoel de Oliveira, em Fafe.

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Participam musicalmente os FourArmil, o duo Duarte e Diana, Fernando Peixoto Lopes e José Augusto Gonçalves, havendo a hipótese de aparecerem mais participantes

Regista-se ainda a leitura de poemas de e sobre o autor de “Grândola Vila Morena” ou "Os Vampiros", por poetas e declamadores locais.

A iniciativa que conta com a colaboração do Município de Fafe é de entrada livre.

Recorde-se que Zeca Afonso nasceu em 2 de Agosto de 1929 e faleceu em 23 de Fevereiro de 1987, no Hospital de Setúbal, vítima de esclerose lateral amiotrófica, diagnosticada cinco anos antes.

Deixou um legado musical, cultural, de resistência e de liberdade que ainda hoje permanece actual.

DEPUTADO BARCELENSE JOEL SÁ PRETENDE QUE SEJAM VALORIZADOS OS CEMITÉRIOS MILITARES PORTUGUESES EM FRANÇA

O deputado barcelense Joel Sá entregou na passada sexta-feira, 17 de Fevereiro, na Assembleia da República um Projeto de Resolução que recomenda medidas urgentes de valorização dos Cemitérios dos Nossos Heróis, nomeadamente o cemitério militar de Richebourg l’Avoué, no norte de França, que é um cemitério militar exclusivamente português, no qual, entre 1924 e 1938, se sepultaram 1831 soldados.

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Este Projeto de Resolução da autoria de Joel Sá, visa dignificar a memória dos nossos heróis compatriotas portugueses e desses os muitos conterrâneos barcelenses. Dai que a base tenha partido do documentário do Dr. Penteado Neiva "Lutaram como Diabos" baseado em diários, cartas, postais e com testemunhos de familiares de combatentes de Barcelos que participaram no conflito da I Guerra Mundial.

Projeto de Resolução n.º      /XIII/2ª

Recomenda medidas urgentes de valorização dos Cemitérios dos Nossos Heróis

Exposição de motivos

A chegada dos militares portugueses a França, em janeiro de 1917, marca o início do grande esforço militar português durante a I Guerra Mundial. Os primeiros soldados portugueses chegaram à Flandres há 100 anos, numa participação inglória e que culminou no desastre da Batalha de La Lys, um acontecimento incontornável da história militar portuguesa em que estiveram empenhados os efetivos do Corpo Expedicionário Português (CEP) que participaram na 1ª Guerra Mundial.

Nesta batalha, a 2ª Divisão do CEP, em algumas escassas horas, perdeu cerca de 7.500 militares entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros.

Comandados pelo General Gomes da Costa, os militares portugueses, foram sacrificados impiedosamente numa ofensiva desencadeada por quatro divisões do 6º Exército germânico sob o comando do General Ferdinand von Quast.

Ocorrida a 9 de Abril de 1918, e apesar de vitimados, a coragem dos militares portugueses, demonstrada em combate tem sido elogiada e lembrada além-fronteiras, principalmente pelas forças aliadas.

O cemitério militar de Richebourg l’Avoué, no norte de França, é um cemitério militar exclusivamente português, no qual, entre 1924 e 1938, se sepultaram 1831 soldados, dos quais 238 são desconhecidos, provenientes de outros cemitérios franceses de Le Touret, Ambleteuse e Brest, de Tournai, na Bélgica, e também os corpos de prisioneiros de guerra mortos na Alemanha.

Este cemitério foi inaugurado em 1928 e, poucos anos depois, foi construído um muro de proteção e uma porta monumental com materiais importados de Portugal. Em 1976 o sítio foi valorizado com a construção de uma capela da invocação de Nossa Senhora de Fátima.

A recordar a presença portuguesa na Primeira Guerra Mundial em França há, ainda, o monumento de La Couture, do escultor português António Teixeira Lopes e inaugurado a 10 de novembro de 1928, e o cemitério militar britânico de Boulogne, onde há um talhão português com 44 campas.

O cemitério militar de Richebourg, a capela Nossa Senhora de Fátima e o monumento aos mortos de La Couture são palco, todos os anos, em abril, de uma cerimónia evocativa da Batalha de La Lys.

Foi recentemente tornado público que o cemitério militar português de Richebourg, com 1.831 campas de soldados lusos da I Guerra Mundial, faz parte de uma “lista indicativa” para candidatura a Património Cultural da UNESCO.

O cemitério português, no norte de França, é um dos “locais funerários e memoriais da I Guerra Mundial (Frente Ocidental)” que integraram, em abril de 2014, a “lista indicativa” de França para futuras candidaturas a património da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Num conjunto de 80 locais referentes à Grande Guerra, o cemitério de Richebourg L’Avoué aparece em sétimo lugar, assim como a Capela de Nossa Senhora de Fátima, em Lorgies, mesmo em frente do cemitério.

A ambição de inscrever os "locais funerários e memoriais da I Guerra Mundial" como património da UNESCO, explica a apresentação do projeto disponível na página internet da UNESCO na secção das "listas indicativas", resulta de uma "seleção transnacional", com a Bélgica, em que foram escolhidos 80 locais em França e 25 na Bélgica, "rigorosamente selecionados no seio de um vasto conjunto de milhares de cemitérios, necrópoles e memoriais da frente ocidental".

De acordo com esse documento, "Estes elementos são representativos da enorme diversidade de nações e de povos que estiveram implicados neste conflito mundial, com uma dimensão nunca então alcançada. Eles compõem uma paisagem evocativa representativa da extensão geográfica da frente (mais de 700 km), dos grandes momentos da sua história e das suas evoluções ao longo da guerra".

Como "justificação para o valor universal excecional", o texto explica que, com a Grande Guerra, "uma nova memória funerária exprime-se através de cemitérios constituídos por campas individuais que se repetem em grande número", marcados pela "homogeneidade", e através da "inscrição de nomes nos mausoléus e memoriais que responde à vontade de guardar a memória de combatentes cujos corpos não foram encontrados ou identificados".

"Todos estes elementos refletem, também, o caráter internacional do conflito, seja através de cemitérios explicitamente associados a um dos beligerantes ou ao homenagear soldados oriundos do mundo inteiro", continua o documento, lembrando, ainda que "os memoriais são monumentos totalmente novos em relação a guerras anteriores".

A lista de monumentos traduz "um movimento arquitetónico totalmente novo" e "testemunha o sofrimento e o luto em massa", sendo "um culto funerário que é, desde logo, mais que um culto combatente, um culto civil e humanista que convida ao recolhimento e, depois, à reconciliação e à paz".

No entanto, importa referir a situação de abandono em que se encontra este Cemitério e o vizinho Monumento de La Couture, os maiores e mais ilustre Memoriais erguidos fora do território nacional. Torna-se urgente proceder a um conjunto de intervenções que permita a historicidade ativa deste património com toda a dignidade que merecem.

Nestes termos, o Grupo Parlamentar do PSD, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que tome as medidas urgentes na recuperação e valorização dos Cemitérios dos Nossos Heróis.

Palácio de S. Bento, 17 de fevereiro de 2017

Os Deputados do PSD

FAMALICÃO: PAULO CUNHA E JERÓNIMO DE SOUSA PRESTAM HOMENAGEM A LINO LIMA

Programa de Comemorações abre amanhã, terça-feira, dia 21, a partir das 15h00, nos Paços do Concelho de Famalicão

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, participam na abertura das comemorações do centenário do nascimento de Lino Lima – distinto advogado famalicense e destacado membro da Oposição Democrática à ditadura do Estado Novo – que se vai realizar amanhã, terça-feira, dia 21 de fevereiro, pelas 15h00, nos Paços do Concelho. A iniciativa organizada pelo município famalicense em associação com a Direção da Organização Regional de Braga do PCP conta com a presença do Secretário Geral do PCP, Jerónimo de Sousa.

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A homenagem inicia com a inauguração da Praceta Lino Lima, situada entre a Rua Conselheiro Santos Viegas e a Rua Manuel Pinto de Sousa, junto aos Paços do Concelho. Segue-se a abertura da exposição “Lino Lima – Uma Vida pela Liberdade”, no átrio dos Paços do Concelho e uma sessão solene, onde intervirá Jerónimo de Sousa.

Refira-se que o programa evocativo vai prolongar-se ao longo de 2017 contando ainda com a realização de um colóquio sobre a plurifacetada personalidade de Lino Lima: o cidadão, o advogado, o oposicionista à ditadura, o deputado, e a edição de uma brochura com depoimentos/testemunhos de familiares e amigos.

Nascido no Porto, Lino Lima veio com os pais, ainda criança, para Vila Nova de Famalicão, onde cresceu, viveu e trabalhou. Veio a  tornar-se um dos advogados mais importantes do seu tempo, quer na comarca, quer na defesa dos presos políticos nos Tribunais Plenários. Apesar disso, teve uma intensa atividade política, inicialmente na clandestinidade e, no final da grande guerra na “luta legal”, ligando-se aos movimentos políticos criados ou apoiados pelo PCP, como o MUNAF e o MUD, a cujas comissões nacionais pertence.

Esteve com as candidaturas presidenciais de Ruy Luís Gomes e Humberto Delgado, participando ativamente nas eleições legislativas para a Assembleia Nacional de 1957 e 1969, assim como nos Congressos Republicanos de 1957 e 1969, e no Congresso da Oposição Democrática de 1973, onde tem um papel destacado, integrando as respetivas Comissões Nacionais e Executivas e ao fazer intervenções políticas.

Tornou-se Líder da Oposição Democrática do Distrito de Braga, que nos anos 60 ousou autodenominar-se “Os Democratas de Braga”, granjeando notoriedade nacional ao lado de Victor Sá, Santos Simões, Humberto Soeiro e Eduardo Ribeiro. “Em toda a atividade política de combate à ditadura, ao longo de mais de três dezenas de anos, Lino Lima evidenciou uma nobreza de caráter, de coragem e de combatividade, que fizeram dele um adversário político temível, que nunca cedeu e o tornaram um símbolo da liberdade. Viveu o dia da revolução de 1974 com enorme alegria, deixando cair no rosto as lágrimas que sempre conteve perante a PIDE”, refere o historiador Artur Sá da Costa que vai coordenar o programa das comemorações.

A câmara municipal de Vila Nova de Famalicão atribuiu a Lino Lima, em 1996, a medalha de honra do município, e no mesmo ano o Presidente da República, Jorge Sampaio condecorou-o com a Grã Cruz do Infante. Em 9 de Janeiro de 1999, a Assembleia da República aprovou por unanimidade um voto de pesar pela sua morte. Idêntica atitude tomou em 26 de Fevereiro de 1999 a Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão.

“A ocorrência em 2017 do centenário de nascimento de Lino Lima é uma oportunidade que não podemos desperdiçar para homenagear esta personalidade famalicense, e desta forma, lembrar e conhecer as suas múltiplas facetas, que tem um traço comum: o amante da liberdade, pelo qual lutou toda a vida, correndo riscos, sem olhar a sacrifícios, pondo o interesse público acima da vida e da família”, refere o presidente da autarquia, Paulo Cunha.

Em 1996, Jorge Sampaio condecorou-o com a Grã Cruz do Infante.jpg

BLOGUE DO MINHO ASSOCIA-SE AO BLOGUE DE LISBOA NA PROPOSTA DE HOMENAGEM AO ALMIRANTE GAGO COUTINHO

O BLOGUE DE LISBOA em http://bloguedelisboa.blogs.sapo.pt/ lançou o repto no sentido de que ao futuro aeroporto a ser construído na margem sul do rio Tejo seja atribuído o nome do Almirante Gago Coutinho. E, as reacções não se fizeram esperar, tendo logrado o apoio de milhares de pessoas através das redes sociais e ainda de diversas entidades como o Jornal Economia do Mar. Também o BLOGUE DO MINHO se associa a essa proposta para que tais equipamentos que são construídos à custa do erário público, não se transformem em meros veículos de propaganda política sem qualquer motivo que o justifique.

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BLOGUE DE LISBOA PROPÕE O NOME DO ALMIRANTE GAGO COUTINHO AO AEROPORTO QUE VAI SER CONSTRUÍDO NO MONTIJO

Passam dentro de 2 anos simultaneamente 150 anos sobre a data de nascimento e 60 anos sobre a data de falecimento do grande geógrafo, navegador e historiador que foi o Almirante Carlos Viegas Gago Coutinho, pioneiro da aviação que se tornou herói nacional ao efetuar em 1922, juntamente com Sacadura Cabral, a Primeira travessia aérea do Atlântico Sul, a bordo do hidrovião Lusitânia. Com efeito, Gago Coutinho nasceu em 17 de Fevereiro de 1869 e faleceu em Lisboa 18 de Fevereiro de 1959.

Apesar da sua atividade notável como militar, geógrafo e investigador da náutica dos descobrimentos, foi sobretudo o seu estudo científico na navegação aérea e astronómica e a primeira travessia aérea do Atlântico Sul que o celebrizaram. A ele se deve a resolução do problema da medição da altura de um astro sem horizonte de mar disponível, o que levou à concepção do primeiro sextante com horizonte artificial destinado a ser utilizado a bordo das aeronaves.

Pelo seu valioso contributo para a navegação aérea, será da mais elementar justiça a homenagem que lhe é devida com a atribuição do seu nome ao futuro aeroporto que vai ser construído na margem sul do rio Tejo.

BRAGA ABRE CANDIDATURAS AO MERCADO ROMANO

Iniciativa integrada na 14.ª ‘Braga Romana – Reviver Bracara Augusta’

O Município de Braga informa que estão abertas as candidaturas para o Mercado Romano, a realizar no âmbito da 14.ª edição da ‘Braga Romana – Reviver Bracara Augusta’ que terá lugar de 24 a 28 de Maio.

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As candidaturas decorrem até ao dia 10 de Março e obedecem a requisitos/critérios inerentes a esta recriação histórica. Podem candidatar-se artesãos, mercadores e místicos, havendo também lugar a propostas para as iguarias da Área Alimentar.

Os mercados eram uma das expressões mais marcantes da vida das cidades do Império Romano. Os mercadores chegavam a Bracara Augusta de todos os pontos do Império para apresentar e vender os mais variados produtos. Na capital da Galécia, o mercado era, também, um ponto de encontro de culturas e de saberes, e ocasião para a diversão e o lazer.

Todas as informações e formulários estão disponíveis no site da ‘Braga Romana’, em http://bragaromana.cm-braga.pt/.

FOI D. GARCIA II O PRIMEIRO REI DE PORTUGAL?

Passam 940 anos sobre a data da histórica Batalha de Pedroso, travada entre o Rei D. Garcia II e D Nuno Mendes, o último e o Conde de Portucale descendente da família de Vímara Peres. O confronto foi travado mais precisamente em 18 de Janeiro de 1071, perto de Tibães, entre Braga e o rio Cávado.

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Filho de Fernando I de Leão, coube a D. Garcia II por herança o Reino da Galiza cujos domínios se estendiam até Lisboa, tendo aos seus irmãos Sancho II e Afonso VI recaído respetivamente os territórios de Castela e de Leão.

Incorporava o Reino da Galiza o Condado da Galiza e o Condado Portucalense que, não obstante, manteve sempre um elevado grau de autonomia. A sua denominação destinava-se a diferenciar daquele, tomando o nome da cidade do Porto que foi a sua primeira capital.

Cresciam já por essa época no Condado Portucalense aspirações separatistas que, encabeçadas pelo Conde de Portucale, Nuno Mendes, viriam a culminar na Batalha de Pedroso onde foi derrotado e perdeu a vida, travando por algumas décadas a desejada independência de Portugal.

Por seu turno, passou D. Garcia II a titular-se GARCIA REX PORTUGALLIAE ET GALLECIAE ou seja, Rei da Galiza e de Portugal. A ele se deve nomeadamente a restauração das sedes de Braga e Tui.

Porém, o seu reinado teve existência efémera em virtude dor irmãos de D. Garcia terem formado uma coligação para lhe usurparem o poder, no que vieram a ter sucesso, tendo-o encarcerado até à sua morte, no castelo de Vermoim, em 22 de Março de 1090.

Cumprindo o seu desejo, D. Garcia foi sepultado acorrentado tal como vivera os últimos anos de sua vida. E, na lápide do seu sepulcro, foi de igual modo representado, ao qual se junta a seguinte inscrição em latim:

R. DOMINUS GARCIA REX PORTUGALLIAE ET GALLECIAE. FILIUS REGIS MAGNI FERDINANDI. HIC INGENIO CAPTUS A FRATRE SUO IN VINCULIS. OBIIT ERA MCXXVIII XIº KAL. APRIL.

Cujos dizeres podem ser traduzidos para o Português moderno da seguinte forma:

Aqui jaz o rei Garcia de Portugal e Galiza, filho do grande rei Fernando, que foi capturado pelo seu irmão com engano. Morreu preso a 22 de março de 1090.

Porém, a saga dos dois irmãos do Rei Garcia não se ficou por aqui e no ano seguinte, Sancho II expulsou Afonso VI, juntando os três reinos – Castela, Leão e Galiza e Portugal. Sancho II acabou assassinado e Afonso VI tomou a coroa de Leão, a qual abrangia os três reinos. A História prossegue a sua marcha imparável e foi necessário esperar cerca de setenta anos para que Portugal se tornasse um reino independente.

PONTE DA BARCA RECLAMA TER SIDO O BERÇO ONDE NASCEU O NAVEGADOR FERNÃO DE MAGALHÃES

Grupo de alunos e professores da Itália recebidos nos Paços do Concelho de Ponte da Barca

Um grupo de 13 alunos e 2 professor oriundos da Itália foram recebidos ontem nos Paços do Concelho de Ponte da Barca, pelo Presidente da Câmara, Vassalo Abreu, pelo Adjunto do Presidente, Inocêncio Araújo, e pelo Chefe de Gabinete da Presidência, Sérgio Oliveira. Este grupo encontra-se em Portugal enquadrados num projeto de parceria entre a Epralima e o European Grants International Academy, consignado no âmbito do Programa Erasmus+.

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O objetivo desta iniciativa é fomentar uma amostra sobre as principais características que retratam o tecido socioeducativo e económico da região do Vale do Lima, nas áreas de conhecimento dos participantes, nomeadamente: Desenho Digital 2D e 3D.

Para além das boas vindas e de lhes desejar uma excelente estadia, o Presidente da Câmara fez uma breve apresentação do concelho e dos inúmeros pontos de interesse a visitar, realçando o que de melhor se pode encontrar na região, quer ao nível de beleza natural e arquitetónica, como cultural, costumes e gastronomia, não deixando de fazer referência ao facto de Ponte da Barca estar inserida no Parque Nacional da Peneda Gerês, Reserva Mundial da Biosfera pela Unesco e, ainda, ser a terra natal do ilustre navegador Fernão de Magalhães.

POVOA DE LANHOSO DEBATE REFORMAS ADMINISTRATIVAS DESDE MEADOS DO SÉCULO XIX ATÉ A ACTUALIDADE

A 25 de fevereiro, no âmbito do Ciclo de Conferências “Maria da Fonte no seu e no nosso tempo” Póvoa de Lanhoso debate “Reforma e Reorganização Administrativa Territorial Autárquica em 1836 e hoje”

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso promove, no próximo dia 25 de fevereiro e no âmbito do Ciclo de Conferências “Maria da Fonte no seu e no nosso tempo”, a iniciativa intitulada “Reforma e Reorganização Administrativa Territorial Autárquica em 1836 e hoje”.

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“Na continuação das comemorações dos 170 anos da Revolução da Maria da Fonte, o Município organizará mais este momento, cujo objetivo será estabelecer um paralelo entre a reforma administrativa de 1836 e a atual. Perceber as diferenças entre os impactos causados por ambas as reformas pode dar-nos pistas para o que poderá acontecer numa futura reorganização administrativa”, salienta o Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues. “Este é, portanto, um tema atual e consideramos que esta é uma excelente oportunidade para ouvir dois especialistas nesta área”, acrescenta.

A atividade tem início, às 16h00, no Núcleo Documental do Centro Interpretativo Maria da Fonte, com a abertura da exposição “Propostas para uma Reforma Territorial Administrativa da Póvoa de Lanhoso em 1845”.

Seguir-se-ão duas Conferências. A primeira, designada “Municípios e Freguesias – da Maria da Fonte aos Nossos Dias”, terá como orador António Cândido Oliveira, Professor Catedrático Jubilado da Universidade do Minho e membro do NEDAL – Núcleo de Estudos de Direito da Administração Local.

A segunda irá abordar “A Reorganização Administrativa Territorial Contemporânea (2011-2013)” e terá como orador Pedro Madeira Froufe, Professor da Universidade do Minho e membro da UTRAT – Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território. O início está marcado para as 16h30, no Centro Interpretativo Maria da Fonte. A entrada é gratuita.

Evocar os 170 anos da Revolução da Maria da Fonte

De lembrar que, com o intuito de assinalar a passagem dos 170 anos da Revolução da Maria da Fonte, foi preparado um Ciclo de Conferências pelo Centro Interpretativo Maria da Fonte (CIMF), acompanhadas por exposições paralelas e envolvendo alguns dos principais ou mais relevantes parceiros do CIMF.

Este Ciclo de Conferências, para além de evocar historicamente a passagem do 170.º aniversário da Revolução da Maria da Fonte, também denominada Revolução do Minho, propõe-se, conjuntamente com os jornais “Maria da Fonte” e “Correio do Minho” (que cumprem, respetivamente, 130 e 90 anos de existência), fazer transpor para a contemporaneidade um conjunto de temáticas relevantes consideradas “Ao tempo da Maria da Fonte” e que no nosso tempo renovam a sua pertinência.

Em fevereiro é o momento de recuperar a análise em torno da organização territorial administrativa do território nacional, que, entre 2011 e 2013, encetou algumas mudanças, mas muito distantes das reformas liberais de Passos Manoel e Mouzinho da Silveira há 180 anos atrás, as quais tiveram enormes repercussões e reflexos em muitos territórios e comunidades, como aconteceu na Póvoa de Lanhoso ao tempo da Maria da Fonte.

CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA FOI FUNDADA HÁ 30 ANOS!

Passam precisamente 30 anos desde a fundação em Lisboa da Casa do Concelho de Ponte de Lima. Na tarde de 2 de Fevereiro de 1987, um grupo de nove limianos celebrou no 21º Cartório Notarial de Lisboa a escritura de constituição daquela associação regionalista.

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Durante a primeira década de existência, a Casa do Concelho de Ponte de Lima protagonizou momentos únicos que, pelo seu significado e grandiosidade ficam para a História do associativismo regionalista. Inúmeras e diversificadas foram as iniciativas que então levou a efeito cuja discriminação seria bastante longa e desnecessária. O ano de 1997 constituiu o seu auge a que se seguiu, a partir dessa altura, o seu declínio e degenerescência que conduziram à situação em que actualmente se encontra.

Com efeito, decorridas três décadas desde a data da sua fundação, eis que aquela associação encontra-se numa encruzilhada que pode conduzir à sua própria extinção. A provável deslocalização das suas instalações para uma zona menos recomendável da cidade de Lisboa, a descaracterização da sua actividade e o progressivo abandono por parte dos sócios ligados a Ponte de Lima aliado à supressão da categoria de “sócio auxiliar” que era destinada àqueles que não possuíam quaisquer laços com o concelho de Ponte de Lima, fazem adivinhar um futuro sombrio para aquela entidade a ostentar de forma muito pouco dignificante o nome de Ponte de Lima.

Fazemos votos para que os poucos sócios que restam saibam superar as dificuldades e encontrar o rumo certo para a associação que há 30 anos foi fundada. Mas, a traduzir-se num fardo e sobretudo numa representação que em nada venha a dignificar o concelho de Ponte de Lima, mais valerá que – antes que seja tomada por elementos estranhos à nossa terra! - os limianos optem pela sua dissolução, nem que ela tenha de corresponder ao apelo das entidades de Ponte de Lima.

Carlos Gomes

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A foto regista o momento de celebração da escritura notarial da fundação da Casa do Concelho de Ponte de Lima

PONTE DE LIMA REALIZA CONCURSO LITERÁRIO

Biblioteca Municipal de Ponte de Lima promove Concurso “Carta à Rainha D. Teresa” dedicado a António Feijó

No ano em que se assinala o primeiro centenário da morte do poeta-diplomata António Feijó (1917-2017), o Município de Ponte de Lima consagra a edição do Concurso “Carta à Rainha D. Teresa” a uma das figuras cimeiras da cultura local. Sob o lema “Dar a conhecer Feijó”, a competição inserida no âmbito do programa comemorativo do 4 de março – Dia de Ponte de Lima - pretende estimular o gosto pela escrita criativa, despertar o interesse pelo legado literário ponte-limense e promover a valorização do importante património imaterial da região.

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Os participantes no concurso - dirigido a alunos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos - deverão redigir uma carta à Rainha D. Teresa - responsável pela outorga do foral à vila em 1125 – com o propósito de realçar o fundamental legado do autor de “Sol de Inverno”, através da evocação em linguagem acessível da sua vida e obra. Os concorrentes poderão privilegiar um dos livros de António Feijó ou simplesmente recontar de forma original a vida do célebre poeta.

A divulgação dos vencedores do Concurso “Carta à Rainha D. Teresa”, que decorre de 1 a 27 de fevereiro de 2017, está prevista para o dia 6 de março, realizando-se a cerimónia de entrega dos galardões nas bibliotecas escolares de cada aluno premiado.

De ressalvar que todas as cartas recebidas no âmbito da competição serão expostas na Sala Infanto-Juvenil da BMPL, merecendo as vencedoras publicação online nos diferentes meios de comunicação do Município de Ponte de Lima.

O regulamento do concurso encontra-se disponível para consulta na página oficial da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima (BMPL).

PONTE DE LIMA EVOCA LEGADO DE ABRAHAM LINCOLN

Cinema História evoca legado de Abraham Lincoln na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

No mês de fevereiro, o Cinema História – rubrica de pendor lúdico-didático dinamizada pelo Município de Ponte de Lima através da Biblioteca Municipal - recorda o importante legado de Abraham Lincoln.

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Abraham Lincoln foi 16.º presidente dos Estados Unidos da América (EUA) e responsável pela aprovação no Congresso da Proclamação da Emancipação – medida destinada a abolir a escravatura nos estados confederados – e pela assinatura da 13.ª emenda à Constituição - lei que oficializa o projeto abolicionista. Momentos decisivos que transformam o tecido estrutural da sociedade norte-americana e que surgem fielmente retratados na visão cinematográfica de Steven Spielberg acerca dos últimos quatro meses de vida de uma das figuras políticas mais consensuais dos EUA.

Lincoln – magistralmente interpretado por Daniel Day-Lewis – revisita os sangrentos anos da Guerra da Secessão (1861-1865) e a complexa negociação, voto a voto, para ratificação da emenda abolicionista que conduziria ao assassinato do presidente.

Como complemento do filme que somou 12 nomeações aos Óscares da Academia, a Biblioteca Municipal disponibiliza o habitual folheto informativo com a biografia da figura homenageada.

Conheça o percurso de vida de uma das personalidades mais emblemáticas da História mundial!

FAMALICÃO PUBLICA PENSAMENTO POLÍTICO DE BERNARDINO MACHADO

Até ao final do ano será lançado o sétimo tomo do III Volume

O Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, acaba de dar à estampa o tomo 6 da Obra Política do antigo Presidente da República Portuguesa. O lançamento da obra aconteceu no passado sábado e contou com as presenças do coordenador científico do Museu, Norberto Cunha, e do vereador da Educação do município de Famalicão, Leonel Rocha.

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A obra com quase 700 páginas conta com uma introdução que faz a síntese do livro da autoria de Norberto Cunha. Depois divide-se em duas partes: uma introdução que sintetiza o pensamento de Bernardino Machado, durante o ano de 1920; e um conjunto de textos das suas intervenções parlamentares, desde os fins de 1919, até ao final de 1920.

De acordo com Norberto Cunha “a obra contém as intervenções de Bernardino Machado, mas devidamente contextualizadas. Pode ler-se a argumentação de Bernardino Machado e os contra argumentos dos adversários, o que permite contextualizar a sua argumentação e, assim, o leitor pode prescindir de fazer consultas sobre aquilo que os opositores disseram”.

Refira-se que o município de Famalicão lançou já um primeiro volume dedicado ao tema da Ciência, um segundo volume constituído por três tomos dedicado à Pedagogia e o terceiro volume reservado à Política conta já com seis tomos. Até ao final do ano será lançado o sétimo tomo.

Para Leonel Rocha, “este é um trabalho de continuidade de trazer para o público aquilo que Bernardino Machado foi produzindo em termos de escrita ao longo da sua vida. A riqueza do que está escrito é demasiado grande para ficar apenas nas gavetas nas bibliotecas”, salientou.

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BRAGA PRESTA TRIBUTO A FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES

Estátua implantada no Largo de São Paulo

Foi inaugurada hoje, 27 de Janeiro, no Largo de São Paulo, a estátua de D. Frei Bartolomeu dos Mártires, antigo Arcebispo de Braga e figura de referência do Concílio de Trento, que tem a decorrer o seu processo de canonização. A escolha do dia da inauguração inspira-se na datação da bula de nomeação de D. Frei Bartolomeu dos Mártires para a Arquidiocese de Braga – exactamente o dia 27 de Janeiro de 1559.

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Na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio referiu que a inauguração da estátua constitui um “acto de justiça” para com uma figura da Igreja que deixou marcar profundas na Cidade.

“O reconhecimento de figuras de cariz religioso não é por acaso. Braga é conhecida como a Cidade dos Arcebispos e a eles deve, ao longo da sua história, muitos dos impulsos para se tornar uma Cidade pujante na região onde se insere, a crescer em projectos inovadores na área da educação, da valorização patrimonial e do ordenamento urbanístico”, salientou o Edil, na cerimónia que contou com a presença do Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga.

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Ricardo Rio lembrou que o Executivo Municipal tem procurado reforçar a estatuária da Cidade com base no contributo de figuras de proa da sociedade Bracarense. “Começámos por inaugurar um monumento em homenagem a Salgado Zenha, junto ao Pópulo. Hoje evocamos D. Frei Bartolomeu dos Mártires e, no próximo mês de Maio, iremos colocar no Largo Paulo Orósio uma estátua em honra do Imperador César Augusto, fundador da nossa Cidade e que nos tornou numa das mais antigas cidades da Europa”, referiu, avançando que a estátua de D. João Peculiar voltará, brevemente, ao largo com o mesmo nome, junto à Igreja da Misericórdia.

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Já o Arcebispos Primaz, D. Jorge Ortiga, realçou o contributo de D. Frei Bartolomeu dos Mártires na renovação da Igreja e da sociedade, tendo dedicado muito do seu tempo aos doentes e aos mais necessitados. “D. Frei Bartolomeu dos Mártires viveu num tempo de muitas crises, mas foi um homem que nunca se resignou. Foi um homem que privilegiou a formação, tendo contruído o seminário e concluído a obra do Colégio de S. Paulo a quem entregou aos Jesuítas”, recordou o prelado, desejando que o processo de canonização do antigo Arcebispo seja concluído ainda este ano.

A estátua de D. Frei Bartolomeu dos Mártires é da autoria do artista Hélder Carvalho e está colocada num robusto pedestal de granito concebido pelo arquitecto Gerardo Esteves.

Recorde-se que Bartolomeu dos Mártires foi declarado venerável a 23 de Março de 1845, pelo Papa Gregório XVI e a 4 de Novembro de 2001, pelo Papa João Paulo II. A 5 de Fevereiro de 2015, D. Jorge Ortiga entregou, em mãos, ao Papa Francisco um dossiê sobre a vida do antigo Arcebispo de Braga e formulou o pedido de canonização.

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HISTÓRIAS “CORREM” NA FONTE DO ÍDOLO EM BRAGA

Iniciativa decorre de Fevereiro a Julho

A partir de Fevereiro e até Julho, vai ser possível ouvir histórias na Fonte do Ídolo. ‘Da Fonte Correm as Histórias’ é o tema desta actividade que o Município de Braga promove no âmbito da divulgação e promoção daquele espaço arqueológico musealizado.

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A iniciativa conta com a coordenação de António Castanheira e consiste no relato de um conjunto de histórias, sendo algumas delas cantadas e musicadas.

No início decorre uma visita à Fonte do Ídolo e é destinada ao público em geral, sendo privilegiados os alunos do 1º, 2º e 3º ciclo do ensino básico. As actividades realizam-se nos dias 2, 9 e 23 de Fevereiro; 7, 9 e 14 de Março; 20 e 27 de Abril; 9 e 16 de Maio; 6 e 13 de Junho, e em Julho nos dias 4 e 6.

As actividades começam às 10h00 com a duração aproximada de uma hora e meia, sendo necessário a marcação prévia pelo endereço electrónico fonte.idolo@cm-braga.pt ou telefonicamente através do número 253 218 011

POETA DANIEL BASTOS LEMBRA AUSCHWITZ

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Relembrar Auschwitz

Vagueiam nus
em Auschwitz,
perdidos no silêncio infame,
os corpos dos nossos irmãos
aguardando disformes
o prenúncio da morte.
Arrastam-se lentamente
presos num corpo despojado
de dignidade que já foi seu.
Imploram aos carcereiros
obreiros da iniquidade,
alivio para a dor lancinante
que dilacera as entranhas
da humanidade.
Erguem-se em Auschwitz
as vozes dos inocentes
que padeceram a crueldade
hedionda do Holocausto.
Repousam em Auschwitz
as cinzas da história
que nunca devíamos
ter deixado acontecer!

Daniel Bastos, “Relembrar Auschwitz” in Terra.

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ARQUIVO MUNICIPAL DE GUIMARÃES LANÇA NOVA SÉRIE DO BOLETIM DE TRABALHOS HISTÓRICOS 2016

AO FINAL DA TARDE DESTA SEXTA-FEIRA

Iniciativa marcada para esta sexta-feira à tarde. Preservar a memória, estabelecer permutas com centros de investigação e facilitar o acesso da informação aos investigadores são alguns dos objetivos.

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O Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, em Guimarães, vai proceder ao lançamento do quinto volume, da terceira série, do Boletim de Trabalhos Históricos de 2016, numa cerimónia agendada para esta sexta-feira, 27 de janeiro, às 18 horas, nas instalações do Arquivo Municipal, situadas na Rua João Lopes de Faria.

Com a edição impressa do Boletim de Trabalhos Históricos, o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta poderá estabelecer as usuais permutas com bibliotecas e centros de investigação, nacionais e internacionais, constituindo mais um contributo para o conhecimento e divulgação de documentos que relatam a história e a cultura vimaranense. A adoção deste procedimento facilitará o acesso da informação aos investigadores e a todos aqueles que dedicam a sua vida à construção do passado.

O Boletim de Trabalhos Históricos foi publicado pela primeira vez em 1933, por intermédio do seu primeiro diretor, Alfredo Pimenta. Órgão de divulgação cultural, este documento difunde os seus fundos documentais, além de dar a conhecer estudos de grande interesse local e regional de diversos autores. O programa da sessão desta sexta-feira incluirá a apresentação dos artigos pelos seus autores.

PONTE DE LIMA APRESENTA O LIVRO "O VINHO NO TEMPO DA GUERRA"

“O Vinho no Tempo da Guerra – O Dão, o Douro e os Vinhos Verdes nas Fotografias da Casa Alvão” – Apresentação no CIPVV – Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde – Ponte de Lima em 27 de janeiro – 18h30

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Realiza-se no CIPVV – Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde amanhã, 27 de janeiro, às 18h30, a apresentação do livro “O Vinho no Tempo da Guerra – O Dão, o Douro e os Vinhos Verdes nas fotografias da Casa Alvão.”

Esta obra reúne uma parte dos importantes espólios de fotografias da Casa Alvão conservados na CVRVV - Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, na Comissão Vitivinícola Regional do Dão e no Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto. Esse espólio foi editado por Adriano Miranda e é completado com textos de António Barreto e Manuel Carvalho.

O CIPVV – Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde, está instalado na Casa Barbosa Aranha, em pleno Centro Histórico, um espaço dinamizado em parceria pelo Município de Ponte de Lima e a CVRVV, sendo esta uma estrutura abrangente que incorpora elementos alusivos à diversidade e identidade das nove Sub-regiões em que atualmente se subdivide a Região Demarcada dos Vinhos Verdes, na perspetiva da promoção do vinho e divulgação do património vitivinícola.

BRAGA DIVULGA FONTE DO ÍDOLO

‘hojÀfonte’ divulga espaço museológico da Fonte do Ídolo. Iniciativa do Município de Braga decorre entre Fevereiro e Maio

No âmbito da promoção e divulgação do espaço museológico da Fonte do Ídolo, o Município de Braga promove nos meses de Fevereiro a Maio mais uma edição da actividade ‘hojÀfonte’.

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Orientada pelo Gabinete de Arqueologia da Autarquia, a actividade consiste na realização de quatro visitas guiadas mensais, combinadas com ateliês pedagógicos, recorrendo-se nestes à técnica de modelagem da porcelana fria para a construção dos elementos julgados mais caracterizantes e singulares deste monumento.

A iniciativa, que começa sempre por uma visita guiada ao espaço musealizado, é destinada ao público em geral, mas com maior incidência sobre o infanto-juvenil.

Com duração aproximada de duas horas, os ateliês realizam-se às segundas-feiras, iniciando-se às 10h00, ou às 14h15, sendo que a participação implica, obrigatoriamente, a marcação prévia.

As marcações devem ser feitas no serviço de Arqueologia da Câmara Municipal, na Fonte do Ídolo, através do e-mail fonte.idolo@cm-braga.pt ou ainda pelo telefone 253 218 011.

PONTE DA BARCA ADERE À REDE DAS CIDADES MAGALHÂNICAS

Aprovada a admissão de Ponte da Barca à Rede das Cidades Magalhãnicas

Foi hoje aprovada a admissão de Ponte da Barca à rede das cidades Magalhãnicas. A referida rede é composta por várias cidades e vilas mundiais que reclamam para si um conjunto de evidências e factos históricos que as integraram, no passado, no grande projecto de Circum-Navegação de Fernão de Magalhães e revela uma enorme dinâmica de missão em elevar a vida e a obra deste navegador a categoria Mundial.

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Para o presidente da Câmara, Vassalo Abreu, esta aprovação representa 'mais uma conquista, fruto do empenho e resiliência em defender os interesses da nossa Terra e defender Fernão de Magalhães como Barquense. É hoje inquestionável que Fernão de Magalhães nasceu em Ponte da Barca e que daqui saiu para o mundo. E não existe nenhum historiador português que afirme o contrário. Ainda recentemente, o Professor Amândio Barros publicou uma segunda edição da obra O Homem que Navegou o Mundo, em busca das origens de Magalhães, em que afasta todas as outras possibilidades. Refere o autor que “a universalidade em Magalhães conta muito e isso está fora de dúvida. Mas também conta muito o sentimento de pertença e de identificação de uma comunidade com os seus antepassados e a questão da naturalidade de Fernão de Magalhães deve constituir o exemplo da forma como a investigação histórica rigorosa permitiu colocar esta figura no seu devido lugar, entre os naturais de Ponte da Barca, das Terras da Ribeira Lima, de Entre Douro e Minho, obra que se deve a investigadores como Queirós Veloso, António Baião ou Avelino Jesus Costa”. Fernão de Magalhães nasceu na freguesia de Paço Vedro de Magalhães, ou seja, em Paço Velho de Magalhães e no seu testamento, que se encontra em Sevilha, lê-se que “é oriundo do lugar de la Puente de La Barca, de las Terras de Nóbrega”, designação anterior do concelho de Ponte da Barca.

Recorde-se que a Câmara Municipal tem feito esforços no sentido de levar a cabo iniciativas de valorização da importância deste filho de Ponte da Barca. Depois do nome de uma rua e de uma praça na vila barquense, do apoio à publicação de trabalhos científicos sobre ele e o seu tempo, e da atribuição do seu nome ao Centro Interpretativo, a autarquia presta-lhe mais um tributo com a inauguração de um monumento na praça com o mesmo nome do navegador, e vê agora aprovada a admissão de Ponte da Barca à rede das cidades Magalhãnicas

“BRAGA À LUPA” REVELA LÁPIDE DE REMISNUERA

Quarta-feira, 25 de Janeiro, na Igreja de S. Vicente

A iniciativa "Braga à Lupa" dará a conhecer, no próximo dia 25 de Janeiro, um tesouro ‘escondido’ na sacristia da igreja de S. Vicente, e um dos testemunhos mais relevantes da acção civilizadora de S. Martinho de Dume na comunidade Bracarense.

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Trata-se da lápide funerária de Remisnuera datada do ano de 618, que terá pertencido a uma necrópole localizada junto a uma basílica paleo-cristã antecessora do actual templo, na qual se faz a mais antiga referência à designação dos dias da semana tal como ainda hoje utilizamos em Portugal. Recorde-se que foi S. Martinho de Dume quem alterou uma das designações que mais usamos no quotidiano – os dias da semana – e que tornam o nosso País na mais original nação da Europa.

A sessão, agendada para as 21h30, na sacristia da Igreja de S. Vicente, terá como convidados Luís Fontes (Universidade do Minho) e Pedro Calafate (Universidade de Lisboa). As inscrições são limitadas e deverão ser efectuadas através de cultura@cm-braga.pt.

Organizado pelo Município de Braga, o programa ‘Braga à Lupa’ desafia os Bracarenses a descobrir e a reflectir sobre um aspecto desconhecido e aliciante da Cidade, sejam obras de arte, documentos históricos, curiosidades arquitectónicas, gastronomia, personalidades, lendas ou tradições.

O ‘Braga à Lupa’ tem uma periodicidade mensal, realizando-se a uma quarta-feira. Cada sessão terá a duração máxima de 90 minutos e será conduzida um ou dois convidados que farão a abordagem aos elementos seleccionados.

Segundo a vereadora da Cultura, Lídia Dias, o ‘Braga à Lupa’ é “mais uma oportunidade para a descoberta do nosso valioso património, nos seus mais diversos âmbitos”.

«Não se trata de mais uma visita guiada ou de uma sessão sobre a história local, mas sim uma conversa sobre um momento do nosso Património que merece atenção. Pode ser uma tela, uma receita culinária, um documento de arquivo ou uma estátua que nos habituamos a ver na rua», acrescenta Lídia Dias.

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PONTE DE LIMA EVOCA NORTON DE MATTOS

Memórias e trabalhos da Vida de Norton de Matos. Auditório Municipal de Ponte de Lima – 25 de Março

No âmbito das comemorações dos 150 anos do aniversário do General Norton de Matos, o Município de Ponte de Lima irá realizar no dia 25 de março um colóquio intitulado “Memórias e trabalhos da vida de Norton de Matos”.

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A iniciativa, que conta com a inestimável colaboração da Casa Norton de Matos e do Prof. Doutor Armando Malheiro da Silva, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tem já confirmada a presença de conceituados investigadores que se dedicaram ao estudo do General Norton de Matos designadamente a Profª. Doutora Heloísa Paulo (Centro de Investigação de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra), a Profª. Doutora Maria Manuel Afonso da Fonte (Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa), o Prof. Doutor Sérgio Neto (Centro de Investigação de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra) e a Profª Doutora Helena Pinto Janeiro (Instituto de História Contemporânea, da FCSH da Universidade Nova de Lisboa).

O colóquio vai realizar-se no Auditório Municipal. Para mais informações contacte o Arquivo Municipal de Ponte de Lima, através do seguinte email: arquivo@cm-pontedelima.pt.

MUSEU BERNARDINO MACHADO EM FAMALICÃO ORGANIZA CICLO DE CONFERÊNCIAS

Museu Bernardino Machado dá as respostas ao longo de 2017 com ciclo de conferências, encontros, exposições e lançamento de obras. Como surgiram os partidos políticos em Portugal? E quais eram as suas convicções?

Arranca na última sexta-feira de janeiro, dia 27, no Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, um novo ciclo de conferências dedicado ao tema “Os partidos perante as grandes questões da I República”. A temática dá, de resto, o mote para a programação anual do Museu que, para além do ciclo de conferências, se destaca pela organização dos Encontros de Outono e de três exposições documentais.

A problemática dos partidos e movimentos políticos em Portugal no período entre 1910 e 1973 serve, assim, de “chapéu” aos vários eventos programados para 2017. A escolha do tema respeita duas grandes razões, sendo que a primeira tem a ver com o patrono do Museu. “Bernardino Machado demonstrou sempre ao longo da sua vida uma grande preocupação com os partidos políticos, desde logo, pela sua génese, pela sua dimensão e pela sua convergência, daí que esta seja a razão maior pela escolha do tema”, explica a propósito o coordenador científico de Museu, Norberto Cunha. De acordo com o responsável a segunda razão tem a ver com a atualidade do tema e a forma como os cidadãos lidam hoje em dia com os partidos políticos. “Há atualmente uma pressão e exigência enormes dos cidadãos para com os partidos políticos, o que até é saudável do ponto de vista da democracia, mas há também falta de conhecimento e de informação sobre a forma como os partidos surgiram e como se desenvolveram”. Daí que, para Norberto Cunha, com estas iniciativas e através dos oradores convidados – “todos especialistas nos temas abordados” – o Museu “dá um enorme contributo para o conhecimento da história e para compreensão da atualidade”.

O coordenador científico, que é atualmente professor catedrático aposentado da Universidade do Minho, explica ainda as diferentes dimensões dos vários eventos. “Enquanto o ciclo de conferências se centra na relação dos partidos com as grandes questões da I República, como por exemplo, a questão religiosa, a educação, a questão colonial, a operária, entre muitas outras, os Encontros de Outono irão incidir sobre os próprios partidos e a sua constituição, nomeadamente o Partido Republicano Português, Evolucionista, Unionista, entre muitos outros”. Por sua vez, as exposições darão uma perspetiva histórica nacional e internacional sobre a questão dos partidos políticos. Serão ainda divulgadas exposições sobre a realidade local de Vila Nova de Famalicão.

O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, elogiou a escolha desta temática no âmbito das atividades anuais do Museu, referindo que “o resultado destas atividades enriquecerá ainda mais o Museu, contribuindo para a sua afirmação nacional como um centro de investigação histórica de referência”.

O Museu Bernardino Machado que completou recentemente 15 anos está instalado no Palacete Barão da Trovisqueira, um majestoso edifício do século XIX, localizado bem no centro da cidade de Vila Nova de Famalicão. Para além da divulgação e valorização da figura de Bernardino Machado, um famalicense por adoção que foi Presidente de Portugal, por duas vezes, durante a I República, o Museu tem vindo a destacar-se na organização de diversos eventos e na produção de documentos que têm sido essenciais para investigadores e historiadores.

CICLO DE CONFERÊNCIAS ARRANCA DIA 27

São oito as conferências do ciclo “Os partidos perante as grandes questões da I República”. Decorrem ao longo dos meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, setembro e outubro, com entrada livre. A primeira é já no próximo dia 27, a partir das 21h30, e o conferencista convidado é o constitucionalista e cultor da filosofia do direito e da política Ferreira da Cunha, Professor Catedrático de Direito da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (desde 2001) e Diretor do Instituto Jurídico Interdisciplinar (desde 2002). O tema é “Os deputados Republicanos e a Lei Fundamental de 1911: convergências e divergências”.

Segue-se “Os partidos republicanos e a educação”, com a conferencista Maria Cândida Proença; “Os partidos Republicanos e a questão religiosa”, com Luís Salgado de Matos; “Os partidos políticos da I República e a questão colonial”, com Pedro Aires de Oliveira; “Os partidos políticos e a questão operária”, com Manuel Guimarães; “Os partidos políticos e os contrarrevolucionários monárquicos (1910-1926) com Miguel Santos; “Os partidos políticos e Bolchevismo”, com Norberto Cunha; “Os partidos políticos e as Forças Armadas”, com Luís Alves de Fraga.

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Elegeu-se como tema privilegiado do Ciclo de conferências, do Colóquio de Outono e de uma das três desejáveis exposições do Museu, para o ano de 2017, a problemática Partidos e movimentos políticos em Portugal (1910-1973). Dada a proliferação dos partidos políticos em tão vasto arco temporal e dado que o Museu tem finalidades gerais, sobretudo ligadas ao seu patrono, Bernardino Machado, que obriga a estabelecer prioridades, excluem-se os partidos políticos que surgiram depois do 25 de Abril de 1974 e não se incluem, como é óbvio, todos os partidos e movimentos políticos da I República, da Ditadura Militar pós-28 de Maio de 1926 e do Estado Novo.

O tema tem sobeja atualidade. Um amplo setor da opinião pública, ignorando e/ou desvalorizando a conexão umbilical e genética entre partidos políticos e democracia, não apenas se mostra céptico quanto aos partidos políticos (solicitando, por isso, tantas vezes, o reforço dos poderes presidenciais, como se a representação da vontade geral estivesse melhor assegurada por um guardião do que muitos) como, frequentes vezes, os acusam de instituições clientelares e sorvedouros da riqueza dos cidadãos, mais servindo para servir-se a eles e aos seus correligionários do que aos interesses gerais da nação que os elegeu; daí até os considerarem inúteis e nefastos, a distância não é longa. É uma hostilidade presente, dissociada duma perspetiva de futuro, que ignora as consequências que traria a supressão dos partidos políticos ou mesmo os perigos que traria, ainda que sendo um mal menor, a sua redução ao famigerado rotativismo bipolar que tivemos durante o período da Regeneração monárquica (que tende a dissociar a base social de apoio dos partidos dos seus órgãos dirigentes e a retirar representatividade político-partidária às minorias; enfim, a diminuir o alcance social da democracia, como sublinhou Locke). Estas são duas das principais razões, a que genericamente se poderia chamar a crise dos partidos políticos, que nos levaram a eleger o tema supracitado, embora esta denominação genérica não seja a mais apropriada, porque os partidos políticos, em democracia, não são estáticos mas dinâmicos e evolutivos e, nessa medida, estão, continuamente, em crise. Mas há uma outra razão que me despertou especial atenção na escolha deste tema: a formação de movimentos cívicos de opinião, de duração efêmera, que se 2 constituem para reivindicarem ou chamarem a atenção da opinião pública e dos poderes instituídos (seja do Governo central e local, seja dos partidos) para determinados temas ou problemas; são movimentos, organicamente, débeis, unidos apenas por um determinado tema nuclear (resíduos tóxicos, violência doméstica, homossexuais, alimentos, geneticamente, manipulados, etc.). Não pretendendo substituir-se aos partidos, mas completá-los têm inúmeras virtualidades políticas: mobilizam a participação política da sociedade civil (condição fundamental de qualquer democracia), interagem com as instituições democráticas, obrigam os partidos políticos a manter a sua atenção desperta para os problemas que preocupam a sociedade civil ou uma parte dela, etc..

Temos, pois, expostas as razões da escolha do tema que predominará nas atividades do Museu para o ano de 1917 que incluirá:

 - Oito conferências sobre Os partidos e movimentos políticos da I República nas suas relações com determinadas questões fundamentais desse período (os partidos e a questão religiosa, os partidos e a Constituição de 1911, o partidarismo e o transpartidarismo, os partidos políticos e os ´adesivos´, os partidos e as greves, os partidos e as ditaduras de Pimenta de Castro e Sidónio Pais, os partidos e a questão colonial, os partidos e a I Guerra Mundial, os partidos e o operariado, etc.).

 - Doze conferências nos Encontros de Outono (Novembro) sobre Os partidos e movimentos políticos (1910-1973) que incidirão sobre os seguintes partidos: o Partido Republicano Português, o Partido Evolucionista, o Partido Unionista, o Integralismo Lusitano, o Partido Republicano Nacionalista, o Partido Liberal, o Partido Reconstituinte, os partidos no ocaso da I República, a Seara Nova, a Aliança Republicano-Socialista, o Grupo de Renovação Democrática, o Partido Comunista, a União Nacional, o MUNAF/MUD, o MDP/CDE, etc.

Exposições: O Museu, como tem vindo a fazer no passado, terá dois tipos de exposições: aquelas que solicita, de empréstimo, a outras instituições e as que ele mesmo elabora. Umas e outras procuram quer manter a contínua atenção do público sobre as atividades do Museu, quer contribuir para a educação cívica dos cidadãos, conjugando nessas exposições o elemento iconográfico com o prosaico. As principais exposições que nos propomos elaborar são as que se seguem:

 - Uma sobre Os partidos e movimentos políticos da I República que terá como fonte principal de informação a obra fundamental do Prof. Ernesto Castro Leal (Universidade de Lisboa) sobre o assunto em epígrafe, cuja presença procuraremos trazer à sua abertura para proferir uma palestra sobre o assunto;

- Uma exposição sobre A Revolução Russa de 1917: uma perspetiva histórica (não só nacional mas internacional e cuja abertura terá uma mesa redonda, constituída por historiadores de renome);

 - As Aparições de Fátima (1917): sociedade, política e religião (que seguirá o modelo prático de execução da exposição anterior).

Para além destas três exposições, iremos organizar as seguintes exposições de âmbito local:

- Os Partidos Políticos em Famalicão durante a I República;

 - A Oposição Democrática em Famalicão.

“Obras” de Bernardino Machado

Como se tem vindo a fazer, também em 2017, continuaremos a publicação das Obras (políticas) de Bernardino Machado. Deste modo, esperamos consolidar, ainda mais, este projeto e continuar o resgaste público deste eminente republicano (desiderato que, até hoje, não se concretizou ainda para qualquer outra grande figura política desse período).

Ciclo de Conferências 2017

"Os partidos perante as grandes questões da I República"

1 – Os deputados republicanos e a Lei Fundamental de 1911: convergências e divergências Conferencista: Prof. Doutor Paulo Ferreira da Cunha

Data: 27 de janeiro

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

2 – Os partidos republicanos e a educação

Conferencista: Prof. Doutora Maria Cândida Proença

Data: 24 de fevereiro

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

3 – Os partidos republicanos e a questão religiosa

Conferencista: Prof. Doutor Luís Salgado de Matos

Data: 24 de março

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

4- Os partidos políticos da I República e a questão colonial

Conferencista: Prof. Doutor Pedro Aires de Oliveira

5 Data: 28 de abril

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado a

5- – Os partidos políticos e a questão operária

Conferencista: Prof. Doutor Manuel Guimarães

Data: 20 ou 27 de maio

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

6 – Os partidos políticos e os contra-revolucionários monárquicos (1910-1926)

Conferencista: Prof. Doutor Miguel Santos

Data: 17 de junho

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

7 – Os partidos políticos e o Bolchevismo

Conferencista: Prof. Doutor Norberto Cunha

Data: 29 setembro

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

8 – Os partidos políticos e as Forças Armadas

Conferencista: Coronel Doutor Luís Alves de Fraga

Data: 13, 20 ou 27 de outubro

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

HISTORIADOR DANIEL BASTOS VISITA COMUNIDADE PORTUGUESA EM LONDRES

No passado domingo (15 de janeiro), o escritor e historiador minhoto Daniel Bastos, cujo percurso literário tem sido alicerçado junto das comunidades portuguesas, visitou a comunidade portuguesa em Londres.

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De passagem pela capital inglesa, o investigador da nova geração de historiadores portugueses aproveitou a ocasião para conhecer a região de Little Portugal no sul de Londres, especialmente ao redor de Stockwell, uma região que começou a acolher portugueses nas décadas de 1960 e 1970 e onde viverão atualmente cerca de 27 mil portugueses.

Durante a sua visita Daniel Bastos, atualmente professor de História no Colégio João Paulo II em Braga, contactou com empresários, dirigentes associativos e emigrantes que vivem nesta região que concentra a maior comunidade lusitana do Reino Unido, e onde os portugueses recriaram o seu país de origem, com as suas associações, cafés, mercearias e restaurantes.

 

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O historiador Daniel Bastos (esq.) acompanhado do empresário Fernando Marques, proprietário do restaurante “A Toca”, um dos mais conhecidos restaurantes portugueses em Londres

 

O escritor e historiador português, que nos últimos anos tem realizado várias sessões de apresentação de livros de sua autoria ligados à história e emigração portuguesa, junto das comunidades lusófonas em França, Bélgica, Luxemburgo, Suíça, Brasil e Canadá, constatou in loco o dinamismo e visibilidade da comunidade lusitana em Londres, projetando bases de futuras parcerias culturais com a maior comunidade portuguesa do Reino Unido.

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GUIMARÃES ORGANIZA CONGRESSO HISTÓRICO INTERNACIONAL

“AS CIDADES NA HISTÓRIA”

Guimarães organiza congresso histórico internacional entre 18 e 20 de outubro

Certame abordará evolução das cidades em contextos históricos e geográficos distintos, desde a cidade antiga à cidade do presente a caminho do futuro. Inscrições até 03 de fevereiro.

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O Centro Cultural Vila Flor vai receber o 2º Congresso Internacional “As Cidades na História”, subordinado ao tema “Sociedade”, entre 18 e 20 de outubro de 2017. A cidade no mundo antigo, na época medieval, moderna, industrial e, finalmente, a cidade da época atual são as cinco grandes áreas temáticas do congresso, cuja primeira edição decorreu em 2012.

Cada uma destas áreas terá uma sessão plenária estruturada em torno de dois conferencistas, um português e outro de fora de Portugal, e um conjunto de sessões paralelas de apresentação de resultados espontâneos sobre as respetivas temáticas. Os trabalhos terminarão com uma mesa redonda sobre a Cidade de Futuro.

Os interessados em participar no congresso devem contactar com os responsáveis das áreas temáticas do seu interesse, enviando um pequeno resumo da comunicação, até 500 palavras, acompanhado de um breve currículo, até 200 palavras. Devem igualmente enviar a proposta para a organização geral <chi@cm-guimaraes.pt>, até ao dia 03 de fevereiro.

Em março, será divulgada a segunda circular do Congresso, com a relação dos títulos provisórios dos trabalhos admitidos em cada área temática. O prazo final para a receção das comunicações tem como data o dia 16 de setembro de 2017. O preço das inscrições é de 50 euros e metade deste valor para os estudantes (25 euros). Está prevista a atribuição de bolsas de alojamento para jovens investigadores.

Os Congressos Históricos podem apresentar-se como ponto de partida de outros encontros em que Guimarães se situa como importante plataforma do diálogo europeu, sendo anfitriã apetecível para eventos desta natureza, não só pelas estruturas culturais de que dispõe, mas por toda a sua envolvência urbana. Não haverá língua oficial no congresso. Embora a maior parte dos trabalhos possa vir a ser apresentada em português ou espanhol, aceitar-se-á a língua inglesa ou francesa, sem se excluir a possibilidade, em sessões plenárias, de tradução simultânea.

GUIMARÃES É CIDADE NA HISTÓRIA

Guimarães apresenta 2º Congresso Internacional “As Cidades na História”

Conferência de imprensa marcada para a manhã desta segunda-feira. Evento de carácter histórico decorrerá em outubro.

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A Câmara Municipal de Guimarães vai apresentar publicamente esta segunda-feira, 16 de janeiro, a realização do 2º Congresso Internacional “As Cidades na História”, subordinado ao tema “Sociedade”. A conferência de imprensa decorrerá a partir das 11 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Em 2017, pretende-se que o Congresso mantenha a sua identidade de partida, cuja primeira edição decorreu em 2012, abordando a evolução das cidades em contextos históricos e geográficos distintos, desde a cidade antiga à cidade do presente a caminho do Futuro, com especial incidência nas cidades do mundo mediterrâneo.

Os Congressos Históricos podem apresentar-se como ponto de partida de outros encontros em que Guimarães se situa como importante plataforma do diálogo europeu.

HISTORIADOR LUÍS DE OLIVEIRA RAMOS EVOCA EM PONTE DE LIMA FIGURA DO CARDEAL SARAIVA

 

Brilhantismo de Cardeal Saraiva fecha ciclo de tributo

O historiador Luís A. de Oliveira Ramos encerrou na passada sexta-feira, 6 de janeiro, o ciclo de conferências inserido no programa de comemorações do 250.º aniversário de nascimento de Frei Francisco de São Luís – o insigne Cardeal Saraiva - figura cimeira da história cultural, religiosa e política do Portugal oitocentista.

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Numa palestra intitulada “Frei Francisco de São Luís e o nosso tempo”, que decorreu no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, o conferencista destacou os momentos mais marcantes da vida e obra do eminente monge-escritor beneditino e realçou algumas das qualidades e aptidões que o ajudaram a desempenhar com exemplaridade todas as funções para as quais foi nomeado. Referindo-se especificamente aos cargos políticos, religiosos e académicos que ocupou – de que se destacam o de Presidente das Cortes, o de Bispo-conde de Coimbra e o de Reformador-reitor da Universidade - Luís A. de Oliveira Ramos sublinhou a capacidade de negociação de Frei Francisco de São Luís, os seus conhecimentos poliglotas e filológicos, a sua competência em gestão financeira, a defesa que empreendeu pela educação como sustentáculo do progresso dos povos, a sua luta pela liberdade, a devoção pela virtude, fé e caridade e o seu inabalável respeito pela Religião, pela Pátria e pela Casa de Bragança – atributos que ajudaram a consolidar a sua notoriedade e que ainda hoje, com as necessárias adaptações às exigências do nosso tempo, se mantêm essenciais à revalorização da causa pública.

Além da solidez intelectual e da habilidade diplomática de Frei Francisco de São Luís, o conferencista quis também salientar o estoicismo com que suportou dois exílios – o primeiro no Mosteiro da Batalha, o segundo em Serra d’Ossa -, prova de que mesmo na adversidade, num cenário de provação, o monge beneditino não se deixou abater, prosseguindo um dos grandes prazeres da sua vida- a investigação.

A última palestra de homenagem a Cardeal Saraiva – um dos maiores portugueses de sempre, para Luís A. de Oliveira Ramos – contou com a presença do Eng.º Vasco Ferraz, Vereador com o Pelouro da Juventude da Câmara Municipal de Ponte de Lima.

As comunicações inseridas no ciclo de tributo a Frei Francisco de São Luís (1766-2016), que agora se encerra, serão publicadas pelo Município de Ponte de Lima em data a definir.

CARDEAL SARAIVA CHEGA À BANDA DESENHADA

Município de Ponte de Lima lança livro infantil sobre Cardeal Saraiva

No quadro das comemorações dos 250 anos sobre o nascimento de Frei Francisco de São Luís (1766-2016), o Município de Ponte de Lima publica livro infantil sobre a vida e obra do ilustre cardeal Saraiva e congratula-se com a oferta da obra intitulada Teresa numa viagem ao tempo do Cardeal Saraiva aos estabelecimentos de ensino do concelho.

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Trata-se de mais uma edição de propósito lúdico-didático que visa dar a conhecer personalidades e factos de relevância para a história local.

Neste caso particular pretende-se divulgar o importante legado religioso, cultural e político de Frei Francisco de São Luís – o ilustre Cardeal Saraiva – através de uma narrativa simples e concisa que congrega os principais momentos da vida e obra do religioso beneditino. Convidados a uma viagem no tempo, os leitores acompanharão Teresa em mais uma aventura, que promete desvendar o essencial quer da figura visada, quer dos factos ocorridos à época.

Como tem sido apanágio de algumas edições de Teresa, o livro proporciona ainda um glossário de termos e de eventos de utilidade para a compreensão da narrativa e do período traçado.

Bem hajam e boas leituras!

A TRAVESSIA DO RIO LETHES PELOS EXÉRCITOS ROMANOS VISTA PELOS REINTEGRACIONISTAS GALEGOS

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O PORQUÊ DA HISTÓRIA DA LÍNGUA

Qualquer que fosse a razom para estares agora a ler a História da Língua em Banda Desenhada, é indicativo do atual conflito linguístico.

Os coletivos que respaldamos este trabalho, propomo-nos dar umha visom histórica sobre o galego e que todos saibamos o que é o reintegracionismo.

Para os nom iniciados, incluímos um guia de leitura nestas mesmas páginas, a descriçom do alfabeto galego e, como a língua é escrita e fala, juntamos também um esquema fonético.

Para os mais conhecedores, trabalhamos com rigor em datas e citaçons (tiradas das respetivas primeiras ediçons).

E para todos -aprovados e reprovados em galego-, apresentamos a história da língua como nunca se tinha feito, utilizando um meio divertido e inovador: a linguagem da banda desenhada: por isso, usando critérios didáticos respeitamos formas orais e expressons coloquiais, em ocasions estranhas ao galego.

Também nos propugemos ser umha alternativa ao folclorismo cultural e linguístico que se promove com dinheiros públicos, umha alternativa a todos os editores, júris e premiados que vem no nosso idioma mais um negócio. Som os que hoje vam a Portugal a vender homogeneidade cultural e linguística, enquanto na Galiza usam umha norma de laboratório, sem rigor histórico, sem passado, de nulo presente e, o que é pior, sem futuro. Nós luitamos para se respeitar a liberdade e nom se discriminar o reintegracionismo no ensino, em publicaçons, meios de comunicaçom, etc. A gente deve estar informada de que existe um amplo conflito linguístico e umha grande desconformidade.

A muitos nom servem as propostas da norma chamada hoje de “oficial”, e exigimos um amplo consenso social.

Os reintegracionistas trabalhamos também, e antes de mais, pola extensom do uso do nosso idioma em todos os ámbitos. Contra os preconceitos e a dialectalizaçom do galego temos argumentos: um idioma internacionalmente útil e usado -nas suas diferentes variedades- por 200 milhons de falantes, em cujo tronco se acha a sobrevivência e consolidaçom do galego na Galiza.

Por tudo isto, se te obrigarem a escrever em castrapo lembra-lhes que o “ñ” só existe em espanhol.

Ourense, Galiza. Abril 1992

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FAMALICÃO HOMENAGEIA ELZIRA DANTAS MACHADO E JÚLIO MACHADO VAZ

Homenagem a Elzira Dantas Machado e Júlio Machado Vaz marcaram comemorações. Museu Bernardino Machado cumpre sonho do antigo presidente da República e família

Bernardino Machado – que foi presidente da República Portuguesa por duas vezes e uma das principais figuras da I República – viveu os seus últimos anos de vida angustiado sobre o que aconteceria ao seu legado quando partisse. E chegou mesmo a falar com o seu neto Júlio Machado Vaz, sobre qual o destino que seria dado “aos seus papeis”. O episódio foi recordado esta quinta-feira, 15 de dezembro, pela neta de Bernardino Machado e prima de Júlio Machado Vaz, Elzira Machado Rosa, durante as comemorações dos 15 anos do Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão.

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Numa intervenção emotiva, repleta de recordações de vários momentos da vida do seu avô e das motivações que levaram à criação do Museu, Elzira Machado Rosa, enalteceu o papel de Júlio Machado Vaz, como um dos grandes impulsionadores da “concretização do sonho”. Por outro lado, “a câmara municipal tem correspondido exatamente à personalidade do meu avô e àquilo que ele gostaria que fosse feito com o seu espólio”, realçou, salientando que “o sonho era dele mas que foi descendendo até aos filhos, netos e bisnetos e o sonho transformou-se em realidade”.

Os quinze anos do Museu Bernardino Machado ficaram, de resto, marcados por dois grandes momentos: a atribuição do nome de Júlio Machado Vaz à sala de conferências e exposições temporárias do Museu, enquanto mentor, impulsionador e principal doador do espólio e a homenagem a Elzira Dantas Machado com a atribuição do seu nome à praceta contígua ao Museu, entretanto requalificada.

Sobre a sua avó, Elzira Machado Rosa lembrou o papel de grande relevância que teve na sociedade portuguesa e na defesa dos direitos das mulheres, numa “época em que não era expectável que uma senhora ocupasse um lugar na vida pública”. E acrescenta: “Havia um certo receio, mesmo na família, em assumir que ela tinha tido um papel público, o que não se usava, não era costume”.

Par além de Elzira Machado Rosa, a sessão contou com a presença de várias dezenas de familiares de Bernardino Machado e Elzira Dantas Machado. Entre os presentes estava também Júlio Guilherme Ferreira Machado Vaz, filho de Júlio Machado Vaz e bisneto de Bernardino Machado, que se mostrou “muito satisfeito pelo trabalho desenvolvido pelo museu, que corresponde totalmente àquilo que foi idealizado”.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, mostrou-se orgulhoso com a criação de um “museu que honra e dignifica Bernardino Machado”, mas salientou a vontade do município em ir mais longe. “Temos a ambição de que o museu não se limite a ser um depósito onde se guardam de forma cautelosa esse acervo e memórias, mas que se vá mais longe e se produza atividade e, é por isso, que temos concebido e publicado muitas obras, conferências, colóquios que nos permitem continuar a construir conhecimento”.

Entretanto, coube a Artur Sá da Costa, representante da Comissão Instaladora do Museu, recordar os passos dados na salvaguarda e valorização da memória de Bernardino Machado, em 2001, no Palacete Barão da Trovisqueira, espaço nobre da cidade.

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BERNARDINO MACHADO

Bernardino Machado nasceu no Rio de Janeiro a 28 de Março de 1851 e foi o terceiro e o oitavo presidente eleito da República Portuguesa. Foi presidente da República Portuguesa por duas vezes: primeiro, de 6 de Agosto de 1915 até 5 de Dezembro de 1917, quando Sidónio Pais, à frente de uma junta militar, dissolve o Congresso e o destitui, obrigando-o a abandonar o país; mais tarde, em 1925, volta à presidência da República para, um ano depois, voltar a ser destituído pela revolução militar de 28 de Maio de 1926, que instituirá a Ditadura Militar e abrirá caminho à instauração do Estado Novo.

Vive os seus primeiros anos no Brasil, iniciando os estudos no Liceu de Laranjeiras em 1859. Em 1860, ainda Bernardino Machado não tinha completado 9 anos, a família regressa a Portugal, fixando-se primeiro em Joane e depois em Vila Nova de Famalicão.

Filho de pai português, António Luís Machado Guimarães (a quem viria a ser concedido, por decreto régio, o título de 1.º Barão de Joane em 1870), Bernardino Machado escolheu ser famalicense e elegeu Vila Nova de Famalicão como sua terra, vivendo cá vários anos e regressando sempre que possível.

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PONTE DE LIMA: BENS CULTURAIS DA CABRAÇÃO FORAM ARROLADOS APÓS A IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA

Em 4 de Outubro de 1911, precisamente um ano após a implantação do regime republicano em Portugal, a então criada Comissão Jurisdicional dos Bens Culturais procedeu ao arrolamento dos bens cultuais situados na freguesia de Cabração, concelho de Ponte de Lima, constando de Igreja Paroquial de Cabração.

A Junta de Paróquia de Cabração reclamou do arrolamento que considerou indevido, de 11 inscrições do valor nominal de 100$00 cada, bem como títulos particulares no valor de 131$50.

O processo encontra-se no Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças.

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MUNICÍPIO DE CAMINHA VAI DEVOLVER ESPAÇO ENVOLVENTE AO DÓLMEN DA BARROSAÀS PESSOAS

Primeira fase da recuperação do espaço envolvente ao Dólmen da Barrosa a realizar no âmbito do Orçamento Participativo de Caminha já começou

A recuperação do espaço envolvente ao Dólmen da Barrosa a realizar no âmbito do Orçamento Participativo de Caminha já começou. Miguel Alves esteve esta manhã no local para acompanhar os trabalhos desta primeira fase da obra.

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“Este é o lançamento da primeira fase de uma obra de recuperação de todo o Dólmen da Barrosa e deste espaço fantástico que nós queremos colocar para usufruto das pessoas”, disse Miguel Alves, acrescentando que foi submetida uma candidatura para a criação de um núcleo museológico que projete o megalitismo no concelho. “Imagino por isso, dentro de poucos anos, o parque da Barrosa como um parque urbano de usufruto dos adultos e das crianças, um parque biológico onde se pode aprender muito sobre a flora, mas também uma alternativa à nossa praia. Será a partir daqui que vamos poder projetar o megalitismo no concelho de Caminha”, sublinhou.

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A visita ao espaço envolvente ao Dólmen da Barrosa em Vila Praia de Âncora, contou com a presença de Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha; Guilherme Lagido Domingos, vice-presidente da Câmara Municipal; Carlos Castro, presidente da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora; Álvaro Meira, proponente da proposta, e dos técnicos responsáveis pela obra.

“Esta obra regenera urbanisticamente este parque, devolve este parque às pessoas, e vai criar condições de segurança para usufruto das crianças e dos adultos”, sublinhou Miguel Alves sobre a importância da obra.

Também Carlos Castro admitiu tratar-se de uma obra muito importante: “a requalificação desta zona envolvente do Dólmen da Barrosa é um sonho. E ainda bem que se concretiza porque vai ser uma zona muito bonita, vai ser uma zona de lazer e vai ser uma atratividade para Vila Praia de Âncora e para todos aqueles que nos visitam”.

O presidente da Câmara lembrou que esta é uma obra que “nasceu do Orçamento Participativo de Caminha”. Trata-se de uma intervenção no montante de 22.378,39 +IVA. Dos trabalhos fazem parte: o rebaixamento do muro existente no topo nascente para uma altura de 1,20m, bem como está prevista a sua reconstrução nas zonas em falta, com características idênticas ao existente; a demolição do muro atualmente existente no topo norte e reconstrução do mesmo com uma altura de 1,20m em toda a extensão. Já foram removidas as rampas de e vai ser demolida a respetiva base em betão.

Estes são os trabalhos que integram esta primeira fase. Quanto à segunda fase, Miguel Alves assegurou que já foi submetida uma candidatura ao Programa 2020 para a criação de um núcleo museológico que potencie o megalitismo de Vila Praia de Âncora e de todo o concelho de Caminha e que vai “potenciar a oferta turística que vila praia oferece”.

Miguel Alves sublinhou ainda “só foi possível fazer esta obra porque a Câmara Municipal de Caminha resolveu uma trapalhada de mais de 20 anos com a família e os herdeiros do Dólmen da Barrosa”. O autarca relembrou: “estes terrenos estavam em litigio judicial, a Câmara Municipal já pagou a primeira metade da indemnização e vai pagar até ao final de março de 2017 a outra tranche à família, de modo a que estes terrenos possam ser do município. Para já os terrenos ainda não são do município, mas já temos autorização para fazer esta obra aqui. É a resolução de mais uma trapalhada do passado que nos ajuda a construir o futuro”.

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FAMALICÃO: MUSEU BERNARDINO MACHADO ASSINALA AMANHÃ 15 ANOS DE EXISTÊNCIA COM HOMENAGENS

Comemorações decorrem a partir das 15h00, no Palacete Barão da Trovisqueira

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, convida os órgãos de comunicação social a participar nas comemorações do 15.º aniversário do Museu Bernardino Machado, que se realiza esta quinta-feira, 15 de dezembro, pelas 15h00.

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Elzira Dantas Machado e Júlio Machado Vaz, esposa e neto de Bernardino Machado respetivamente, vão ser os grandes homenageados das comemorações.

O equipamento cultural que está localizado no Palacete Barão da Trovisqueira, bem no centro da cidade famalicense irá evocar duas grandes personalidades da sua história. Elzira Dantas Machado será homenageada com a atribuição do seu nome à praceta contígua ao Museu, entretanto requalificada, enquanto o nome de Júlio Machado Vaz será atribuído à sala de conferências e exposições temporárias do Museu.

“É uma homenagem justa e oportuna que reaviva a memória daqueles que estando próximos de Bernardino Machado contribuíram para a criação do Museu Bernardino Machado e para o seu reconhecimento nacional”, afirma a propósito o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha.

O programa comemorativo contará com as presenças de Elzira Machado Rosa, neta de Bernardino Machado e Elzira Dantas Machado, e de  Júlio Guilherme Ferreira Machado Vaz, filho de Júlio Machado Vaz e bisneto de Bernardino Machado.

Refira-se que Elzira Dantas Machado teve um papel de grande relevância na sociedade portuguesa e na defesa dos direitos das mulheres, tendo sido uma das fundadoras da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, em 1909, e mais tarde, em 1916, presidente da Associação de Propaganda Feminista. Com o eclodir da 1.ª Guerra e a participação de Portugal no conflito, ajudou a criar a Cruzada das Mulheres Portuguesas, cuja principal missão era apoiar os soldados e as suas famílias.

Por sua vez, Júlio Machado Vaz, médico e professor, foi um dos grandes entusiastas da criação do Museu Bernardino Machado, tendo doado o seu riquíssimo espólio documental, correspondência, fotografias e postais ilustrados legado pelo seu avô ao município de Vila Nova de Famalicão para a fundação do Museu.

Ao longo destes 15 anos, o Museu Bernardino Machado tem-se afirmado no país como um centro de investigação histórica de referência, sendo reconhecido nos meios académicos nacionais. Para além da divulgação e valorização da figura de Bernardino Machado, um famalicense por adoção que foi Presidente de Portugal, por duas vezes, durante a I República, o Museu tem vindo a destacar-se na organização de diversos eventos e na produção de documentos que têm sido essenciais para investigadores e historiadores.

CAMINHA RECUPERA DÓLMEN DA BARROSA

A Câmara Municipal de Caminha organiza amanhã, dia 14 de dezembro, pelas 10 horas, uma visita ao Dólmen da Barrosa, em Vila Praia de Âncora, no âmbito da intervenção a realizar com base no Orçamento Participativo.

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A Recuperação do espaço envolvente ao Dólmen da Barrosa (Vila Praia de Âncora) foi um dos projetos vencedores do 1º Orçamento Participativo de Caminha. Trata-se de um projeto avaliado em 60 mil euros e prevê intervenção nos muros, plantação de espécies autóctones, instalação de mobiliário urbano e remoção da pista de skate.

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DANIEL BASTOS APRESENTA EM COIMBRA LIVRO SOBRE A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

O historiador fafense Daniel Bastos apresentou ontem em Coimbra o livro Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.

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O historiador Daniel Bastos acompanhado do sociólogo Pedro Góis na sessão de apresentação do livro sobre a emigração portuguesa em Coimbra

 

O livro, concebido e realizado pelo historiador natural de Fafe Daniel Bastos a partir do espólio do conhecido fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para França nos anos de 1960, foi apresentado na FNAC de Coimbra, numa sessão que esteve a cargo do sociólogo Pedro Góis, professor na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e investigador do Centro de Estudos Sociais na área das Migrações Internacionais.

No decurso da sessão, Pedro Góis qualificou o livro, que se encontra traduzido para português e francês pelo docente Paulo Teixeira, e é prefaciado pelo multipremiado ensaísta Eduardo Lourenço, como um “livro de memórias fundamentais para a compreensão da emigração portuguesa da segunda metade do séc. XX”.

A sessão de apresentação em Coimbra incluiu a inauguração de uma exposição fotográfica evocativa da ligação de Gérald Bloncourt a Portugal, que estará durante os próximos três meses patente ao público na cidade dos estudantes.

Refira-se que esta obra, que reúne testemunhos e imagens originais como as que fotógrafo francês de origem haitiana realizou sobre os emigrantes lusitanos nos bidonvilles dos arredores de Paris nos anos 60, foi também já apresentada nas capitais de distrito de Braga, Porto e Lisboa, assim como junto das comunidades portuguesas em Paris, Luxemburgo e Toronto.

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FAMALICÃO COMEMORA 40 ANOS DE PODER LOCAL DEMOCRÁTICO

Comemorações decorrem na próxima segunda-feira, dia 12, a partir das 18h00 nos Paços do Concelho

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, convida os órgãos de comunicação social a participar nas comemorações dos 40 anos de Poder Local Democrático em Famalicão (1976-2016), que decorrem na próxima segunda-feira, dia 12 de dezembro, nos Paços do Concelho.

Pelas 18h00, será inaugurada a exposição documental “40 anos de Poder Local, 1976-2016”, no átrio, seguindo-se pelas 18h30, a sessão solene de homenagem aos primeiros autarcas eleitos em Famalicão, no salão da Assembleia Municipal.

De acordo com Paulo Cunha, “as eleições autárquicas de 1976 instituíram o poder local democrático em Portugal. Este foi o primeiro e decisivo passo instituidor de uma dinâmica de crescimento do País em todo o território, determinante para a sua coesão social e territorial e para qualificação da vida dos portugueses”.

Depois da Revolução dos Cravos, efetuada na madrugada do dia 25 de Abril de 1974 pelo Movimento das Forças Armadas, Portugal passou a viver num regime democrático. Contudo, não se efetuaram logo eleições, pois primeiro foi necessário estabilizar o país e proceder à organização das instituições para que se pudesse levar a cabo todo o recenseamento eleitoral e dar tempo às estruturas partidárias de se organizarem e apresentarem as suas propostas.

Assim, só a 12 de Dezembro de 1976 se realizaram as primeiras Eleições Autárquicas Democráticas que instituíram o poder local com autonomia consagrada constitucionalmente.

Nestas eleições, foram eleitos no país 304 presidentes de câmara municipais, 5135 deputados municipais, e cerca de 26 mil deputados para as assembleias de freguesia. Em Vila Nova de Famalicão, foram eleitos 108 autarcas.

Refira-se que as comemorações dos 40 anos de Poder Local democrático inserem-se no âmbito do projeto “Conta-me a História”, que a Câmara Municipal está a desenvolver sobre o processo de consolidação democrática em Portugal.

O trabalho desenvolvido ao longo deste processo tem trazido à luz do dia novos documentos e tem despertado o interesse e a adesão de importantes testemunhas que viveram e tiveram participação ativa nos principais acontecimentos políticos e sociais que ocorrerem em Portugal entre 1974 e 1976.

Para além da apresentação do documentário “O Filme do 25 de Abril em Famalicão”, o projeto contou ainda com a realização de uma mesa redonda em 25 de Novembro de 2015, dia associado ao final do PREC – Período Revolucionário em Curso, e com uma conferência por Diogo Freitas do Amaral no dia 3 de abril último, sobre os 40 anos da Constituição da República Portuguesa.

MUSEU BERNARDINO MACHADO CELEBRA 15 ANOS DE EXISTÊNCIA

Homenagem a Elzira Dantas Machado e Júlio Machado Vaz marcam comemorações

Elzira Dantas Machado e Júlio Machado Vaz, esposa e bisneto de Bernardino Machado respetivamente, vão ser os grandes homenageados nas comemorações do 15.º aniversário do Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão.

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O equipamento cultural que está localizado no Palacete Barão da Trovisqueira, bem no centro da cidade famalicense, celebra no próximo dia 15 de dezembro, quinta-feira, 15 anos de existência, evocando duas grandes personalidades da sua história. Elzira Dantas Machado será homenageada com a atribuição do seu nome à praceta contígua ao Museu, entretanto requalificada, enquanto o nome de Júlio Machado Vaz será atribuído à sala de conferências e exposições temporárias do Museu.

“É uma homenagem justa e oportuna que reaviva a memória daqueles que estando próximos de Bernardino Machado contribuíram para a criação do Museu Bernardino Machado e para o seu reconhecimento nacional”, afirma a propósito o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha.

O programa comemorativo que vai decorrer a partir das 15h00, contará com as presenças de Elzira Machado Rosa, neta de Bernardino Machado e Elzira Dantas Machado, e de  Júlio Guilherme Ferreira Machado Vaz, filho de Júlio Machado Vaz e bisneto de Bernardino Machado.

Refira-se que Elzira Dantas Machado teve um papel de grande relevância na sociedade portuguesa e na defesa dos direitos das mulheres, tendo sido uma das fundadoras da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, em 1909, e mais tarde, em 1916, presidente da Associação de Propaganda Feminista. Com o eclodir da 1.ª Guerra e a participação de Portugal no conflito, ajudou a criar a Cruzada das Mulheres Portuguesas, cuja principal missão era apoiar os soldados e as suas famílias.

Por sua vez, Júlio Machado Vaz, médico e professor, foi um dos grandes entusiastas da criação do Museu Bernardino Machado, tendo doado o seu riquíssimo espólio documental, correspondência, fotografias e postais ilustrados legado pelo seu avô ao município de Vila Nova de Famalicão para a fundação do Museu.

Ao longo destes 15 anos, o Museu Bernardino Machado tem-se afirmado no país como um centro de investigação histórica de referência, sendo reconhecido nos meios académicos nacionais. Para além da divulgação e valorização da figura de Bernardino Machado, um famalicense por adoção que foi Presidente de Portugal, por duas vezes, durante a I República, o Museu tem vindo a destacar-se na organização de diversos eventos e na produção de documentos que têm sido essenciais para investigadores e historiadores.

PORTUGUESES REAFIRMAM VONTADE DE CONTINUAREM A SER UM PAÍS SOBERANO E INDEPENDENTE

Amares e Famalicão representaram o Minho nas comemorações do 1º de Dezembro

Cerca de 34 entidades, integrando 2 grupos de percussão, 1 banda nacional militar e 30 bandas filarmónicas civis desfilaram esta tarde na avenida da liberdade, em Lisboa, evocando a data histórica da Restauração da Independência Nacional em 1640.

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O desfile teve início junto ao monumento aos Mortos da Primeira Grande Guerra e desceu rumo à Praça dos Restauradores onde teve lugar uma interpretação conjunta final das Bandas participantes, sob a direção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, foram interpretadas diversas marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento coletivo contou também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e do Hino Nacional.

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O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. Um evento desta grandiosidade foi possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa contou também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro.

O Minho esteve representado pelo Grupo de Bombos de Atei, de Mondim de Basto, a Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (Amares) e a Banda Marcial de Arnoso (Vila Nova de Famalicão). Viana do Castelo não se fez este ano representar uma vez que a Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha não compareceu.

Coube ao Dr. José Ribeiro e Castro, na qualidade de Presidente do Movimento 1º de Dezembro, proferir as palavras solenes que antecederam o encerramento oficial das comemorações.

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MINHO DESFILA EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO

Viana do Castelo, Amares e Famalicão representam o Minho nas comemorações do 1º de Dezembro

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro. Agradecemos também o apoio facultado pelo Recheio e pelo Amanhecer.

Restauração 2014 097

O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014 e 2015. Será êxito maior em 2016.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.700 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 5ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

Banda do Exército

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda da ACULMA (Marvila, Lisboa)

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense (Madalena do Pico, Açores)

Banda Musical Santiago de Lobão (Santa Maria da Feira)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (Amares)

Banda Marcial de Arnoso (Vila Nova de Famalicão)

Associação Filarmónica Recreativa e Cultural do Brinço (Macedo de Cavaleiros)

"Banda de Música 1º de Maio (Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses) (Mirandela)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Filarmónica Recreativa Cortense (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense (Figueira da Foz)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Banda Filarmónica da Casa do Povo de N.ª Sr.ª de Machede (Évora)

Banda Musical de Tavira

Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)

Sociedade Musical Estrela da Beira (Seia)

Sociedade Filarmónica Maiorguense (Alcobaça)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão-Grande)

Associação Musical de Cabanas de Torres (Alenquer)

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro da Encarnação (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião

Sociedade Musical Euterpe de Portalegre

Banda de Música de S. Vicente de Alfena (Valongo)

Sociedade Filarmónica União Maçaense (Mação)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (Almada)

Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha (Viana do Castelo)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Banda Musical 81 de Ferreirim (Sernancelhe)

Será um total de 34 entidades, integrando 2 grupos de persussão, 1 banda nacional militar e 31 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1700 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

REIS DE ESPANHA VISITAM GUIMARÃES E FOLCLORE DO MINHO FAZ AS HONRAS AOS ILUSTRES VISITANTES

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Sob o olhar altivo e soberano de D. Afonso Henriques, o minhoto que foi o nosso primeiro Rei, os vimaranenses receberam no Berço de Portugal os actuais reis de Espanha – D. Filipe VI e D. Letícia – e, perante as mais altas individualidades do Estado, apresentaram-se condignamente com os seus trajes tradicionais, uma das marcas da nossa identidade como povo.

O BLOGUE DO MINHO deixa aqui o registo de alguns dos momentos assinalados pela presença do nosso folclore.

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GUIMARÃES COMEMORA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL

CERIMÓNIA JUNTO À ESTÁTUA D. AFONSO HENRIQUES

Guimarães assinala Restauração da Independência Nacional esta quarta-feira à noite

Sessão protocolar decorrerá junto à estátua D. Afonso Henriques. Desfile vai percorrer as principais ruas do Centro Histórico de Guimarães ao som do Hino da Restauração.

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O aniversário da Restauração da Independência Nacional vai ser comemorado em Guimarães na noite desta quarta-feira, 30 de novembro, a partir das 22:30 horas, pelo Grupo Recreativo “Os 20 Arautos de D. Afonso Henriques”, em parceria com a Câmara Municipal.

Depois de hasteadas as bandeiras, o desfile, com início às 22:45 horas, na sede do Grupo Recreativo “Os 20 Arautos de D. Afonso Henriques”, irá percorrer as principais ruas do Centro Histórico, com os participantes a entoar o Hino da Restauração, seguindo em direção à estátua do Rei D. Afonso Henriques onde será colocada uma coroa de flores.

Nessa altura, além dos discursos protocolares, o Grupo Coral de Ponte interpretará o Hino de Guimarães, o Hino da Restauração e o Hino de Portugal. No final deste momento solene, o regresso à sede dos “20 Arautos” será efetuado pelo Largo do Carmo, Rua de Santa Maria, Praça de S. Tiago e Rua Gravador Molarinho. No final, realiza-se a tradicional ceia para todos os participantes.

As comemorações da Restauração da Independência Nacional contam com a participação da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Guimarães, Grupo Coral de Ponte, Sociedade Musical de Guimarães, Grupo Cultural e Recreativo “Os Trovadores do Cano” e C.N.E. – Corpo Nacional de Escutas. 

O percurso ascendente do cortejo tem o seguinte itinerário: Rua Gravador Molarinho (Sede dos “20 Arautos”); Rua da Rainha D. Maria II; Rua Alfredo Guimarães; Rua Egas Moniz; Largo Condessa do Juncal; Viela da Arrochela; Largo da Misericórdia; Rua Vale de Donas; Largo dos Laranjais; Rua das Trinas; Largo do Carmo; Rua Conde D. Henrique.

[PROGRAMA]

Dia 30 de novembro (4ª feira)

22h00 – Receção aos participantes; 

22h30 – Hastear das bandeiras (sede do Grupo Recreativo “Os 20 Arautos de D. Afonso Henriques”);

22h45 – Início do desfile pelas ruas da cidade, percorrendo as principais artérias do Centro Histórico, onde vai sendo cantado o Hino da Restauração para que o final decorra por volta das 24h00.

00h30 – Ceia na sede do Grupo Recreativo “Os 20 Arautos de D. Afonso Henriques” para todos os participantes.

 

Percurso do desfile:

- Rua Gravador Molarinho (Sede dos “20 Arautos”);

- Rua da Rainha D. Maria II;

- Rua Alfredo Guimarães;

- Rua Egas Moniz;

- Largo Condessa do Juncal;

- Viela da Arrochela;

- Largo João Franco;

- Rua Vale de Donas; 

- Largo dos Laranjais;

- Rua das Trinas;

- Largo do Carmo;

- Rua Conde D. Henrique (Estátua D. Afonso Henriques) 

 

Colocação de coroa de flores

 

Atuação do Grupo Coral de Ponte, com o seguinte programa:

. Hino de Guimarães

. Hino da Restauração, 

Discurso do Presidente de Câmara

. Hino de Portugal

 

Continuação do desfile: 

- Largo do Carmo;

- Rua de Santa Maria;

- Praça de S. Tiago;

- Rua Gravador Molarinho (Sede do Grupo Cultural e Recreativo “Os 20 Arautos de D. Afonso Henriques”);

 

[HINO DA RESTAURAÇÃO]

Portugueses celebremos

O Dia da Redenção

Saem do pulso as algemas

Ressurge livre a Nação

O Deus de Afonso em Ourique

Dos livres nos deu a Lei

Nossos Braços a sustentem

Pela Pátria Pela Grei

Avante! Avante!

O Ferro empunhar p’ra batalhar

A Pátria nos chama

Convida a lutar

Convida a lutar!

AMIGOS DE OLIVENÇA APELAM À RESOLUÇÃO DO LITÍGIO FRONTEIRIÇO ENTRE PORTUGAL E ESPANHA

Por ocasião da visita a Portugal do Chefe de Estado de Espanha, Sua Majestade o Rei Filipe VI, o Grupo dos Amigos de Olivença, torna público o seguinte:

A Questão de Olivença, inquestionavelmente presente na realidade política luso-espanhola, continua por resolver, uma vez que Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre o território e considera o mesmo, de jure, português. Aliás, o Governo português, conforme o comando constitucional, tem reafirmado publicamente que «mantém a posição conhecida quanto à delimitação das fronteiras do território nacional» e que «Olivença é território português».

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O litígio à volta da soberania de Olivença, propiciando, pela sua natureza, desconfiança e reserva entre os dois Estados, tem efeitos reais e negativos no seu relacionamento. Se o confronto se evidencia em episódios «menores», também é certo que muitos dos atritos e dificuldades verificados em áreas relevantes da política bilateral terão causa na persistência da Questão de Olivença.

Porque uma política de boa vizinhança entre os dois Estados não pode ser construída sobre equívocos e ressentimentos, sendo escusada, inadmissível e insustentável a tentativa de esconder a existência política da Questão de Olivença e os prejuízos que ela traz ao relacionamento peninsular, impõe-se que a mesma seja inscrita — com natural frontalidade e sem subterfúgios — na agenda diplomática luso-espanhola.

Nas circunstâncias actuais, em que se procura aprofundar essa visão de amizade fraterna entre os dois povos, assente numa amizade antiga e por conseguinte experimentada, exigente e desafiadora, e integrando Portugal e Espanha os mesmos espaços políticos, económicos e militares, com salutar aproximação e colaboração em vastas áreas, são propícias a que ambos os Estados assumam que é chegado o momento de discutir, de forma adequada, a Questão de Olivença e de dar cumprimento à legalidade e ao Direito Internacional.

O Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 78 anos de esforços pela retrocessão do território, lança um desafio aos Governantes dos dois Estados para que, no respeito pela História, pela Cultura e pelo Direito, dêem início a conversações que conduzam à solução justa do litígio.

O Grupo dos Amigos de Olivença, na véspera do 1º de Dezembro, dia em que se assinala a Restauração da Independência Nacional, obra do glorioso e unânime esforço colectivo do povo português, fazendo seus os anseios de tantos e tantos portugueses, apela ao Governo de Portugal para que, resolutamente, leve por diante a sustentação dos direitos de Portugal.

O Grupo dos Amigos de Olivença, apela a todos os cidadãos para que, no pleno exercício dos seus direitos, manifestem o seu apoio à defesa de Olivença Portuguesa.

OLIVENÇA É TERRA PORTUGUESA!

VIVA OLIVENÇA PORTUGUESA!

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MINHO DESFILA EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO

Viana do Castelo, Amares e Famalicão representam o Minho nas comemorações do 1º de Dezembro

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro. Agradecemos também o apoio facultado pelo Recheio e pelo Amanhecer.

Restauração 2014 097

O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014 e 2015. Será êxito maior em 2016.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.700 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 5ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

Banda do Exército

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda da ACULMA (Marvila, Lisboa)

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense (Madalena do Pico, Açores)

Banda Musical Santiago de Lobão (Santa Maria da Feira)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (Amares)

Banda Marcial de Arnoso (Vila Nova de Famalicão)

Associação Filarmónica Recreativa e Cultural do Brinço (Macedo de Cavaleiros)

"Banda de Música 1º de Maio (Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses) (Mirandela)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Filarmónica Recreativa Cortense (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense (Figueira da Foz)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Banda Filarmónica da Casa do Povo de N.ª Sr.ª de Machede (Évora)

Banda Musical de Tavira

Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)

Sociedade Musical Estrela da Beira (Seia)

Sociedade Filarmónica Maiorguense (Alcobaça)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão-Grande)

Associação Musical de Cabanas de Torres (Alenquer)

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro da Encarnação (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião

Sociedade Musical Euterpe de Portalegre

Banda de Música de S. Vicente de Alfena (Valongo)

Sociedade Filarmónica União Maçaense (Mação)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (Almada)

Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha (Viana do Castelo)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Banda Musical 81 de Ferreirim (Sernancelhe)

Será um total de 34 entidades, integrando 2 grupos de persussão, 1 banda nacional militar e 31 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1700 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

CONJURADOS DO MINHO REÚNEM-SE EM VIANA DO CASTELO

As Reais Associações de Viana do Castelo e Braga, levam a efeito o “Jantar dos Conjurados” que se realizará no dia 30 de Novembro de 2016, pelas 20h00m, na Quinta da Presa, Meadela, Viana do Castelo, no qual o Senhor Coronel e historiador militar, Américo José Henriques, fará uma intervenção sobre o tema “A ocupação filipina e a Revolução do 1.º de Dezembro de 1640”.

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Terá também lugar a cerimónia de entrega dos prémios dos Concursos Escolares que decorreram no ano Lectivo 2015/2016, organizados pela Real Associação de Viana do Castelo, sobre o tema "O Primeiro de Dezembro de 1640 - A Restauração da Independência de Portugal".

Preço do Jantar:

Adultos: 18,00 €

Crianças:

Até aos 5 anos: não pagam

Dos 6 aos 12 anos: 10,00 €

As inscrições encontram-se limitadas à capacidade da sala pelo que deverão ser feitas com a maior brevidade possível e impreterivelmente até ao dia 26 de Novembro, para o e-mail da Real Associação de Viana do Castelo, ou para o Fax n.º 258 743 840, devendo ser enviada a indicação do nome, ou nomes dos participantes e um telefone de contacto, acompanhadas do respectivo comprovativo de depósito ou transferência bancária efectuada para:

Caixa de Crédito Agrícola

NIB: 0045 1427 4002 6139 2424 7

IBAN: PT 50 0045 1427 40026139242 47

SWIFT: CCCMPTPL

Localização:

A “Quinta da Presa” fica situada na encosta da Meadela, a 2 quilómetros de Viana do Castelo e perto da saída da Auto-estrada A28.

Se vem pela SCUT A28 (Porto - Valença), sair em Meadela na saída 24. No final, ao desembocar numa rotunda sair para a direita na Estrada Nacional 302 e virar no primeiro entroncamento à esquerda na Rua do Calvário seguindo até à rua da Presa e Rua da Portela.

Se vem pela SCUT A28 (Valença - Porto) a saída é a mesma, assim como se vier pela A27 (Ponte de Lima-Viana do Castelo).

Coordenadas GPS:

41.711752,-8.807262

Quinta da Presa

Rua da Presa, 110

Meadela

4900-790 Viana do Castelo

Tel.: 258 823 771

Para mais informações contactar por favor a Real Associação de Viana do Castelo, através do e-mail: real.associacao.viana@gmail.com  ou para os telemóveis dos Presidentes da Direcção, das Reais Associações de Viana do Castelo e Braga, respectivamente Dr. José Aníbal Marinho, 961 318 001 e Dr. Gonçalo Pimenta de Castro 919 932 154.

ESTUDANTES DE FAMALICÃO DEBATEM A CENSURA EM PORTUGAL

Encontros de Outono chamam cada vez mais jovens estudantes ao conhecimento da história. Encontro promovido pelo Museu Bernardino Machado decorre até amanhã, sábado, na Casa das Artes

Mais de uma centena de alunos do ensino secundário e universitário vão participar ao longo do dia de hoje, na Casa das Artes, nos vários debates dos Encontros de Outono, uma iniciativa promovida pelo Museu Bernardino Machado, de Vila Nova de Famalicão, dedicada ao tema de “A censura em Portugal (1910-1974)”. Para o segundo dia de debates, que se realiza este sábado, esperam-se mais jovens alunos, curiosos e ávidos do conhecimento, mas também professores, e muita gente interessada em saber mais sobre a história. A iniciativa que já vai na sua XX edição é uma oportunidade única de assistir a várias aulas de história livres, com debate e partilha de ideias, orientadas por prestigiados investigadores e historiadores nacionais.

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Talvez por isso, as conferências dos Encontros de Outono têm conquistando ao longo dos anos um lugar de destaque como espaço de conhecimento e debate sobre temáticas históricas, culturais, sociais e políticas de interesse global.

Na abertura do evento, o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, mostrou-se muito satisfeito com a afluência de jovens a esta iniciativa e tendo em conta o tema da censura, o autarca afirmou que “é muito importante que as novas gerações tenham um conhecimento da nossa história e percebam o que foi a censura para que saibam defender os valores da liberdade e da justiça”. O autarca salientou ainda que “a democracia precisa de continuar a ser regada e o contributo dos jovens é essencial”.

Paulo Cunha elogiou ainda “a longevidade do evento que é um sinal claro da qualidade da iniciativa que já ganhou um lugar de destaque no espaço mediático e académico”. De resto, para o autarca “o Museu Bernardino Machado tem dado um contributo enorme para a afirmação do concelho de Famalicão, como um concelho que promove o conhecimento da história”.

Depois de se afirmar no país como um centro de investigação incontornável da história da I República Portuguesa, o Museu Bernardino Machado dedicou o ano de 2016 ao estudo e debate da censura em Portugal.

Para o coordenador cientifico do Museu Bernardino Machado Norberto Cunha “a censura esteve sempre, desde a época de Aristóteles, no centro da chamada república virtuosa e os próprios censores romanos tinham por finalidade não só recensear a população, mas cuidarem dos costumes e da moral pública”, portanto para o responsável “a censura tinha um caráter virtuoso até ao século XIX, pois só aí se começa a contrapor a ideia de censura à liberdade e se coloca a liberdade no centro das virtudes públicas, individuais e coletivas”.

Neste âmbito, Norberto Cunha considera “interessante fazer esta viagem ao passado recente da I República até ao Estado Novo para não só pensarmos esta problemática num plano histórico mas depois daí retirarmos reflexões sobre o nosso quotidiano”.

José Manuel Tengarrinha, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa abriu o painel de debates com o tema “A censura na I República (1910-1926). Ao longo dos dois dias a censura servirá de debate às onze intervenções, estudando-se a abordando-se ainda o impacto nos governos republicanos, durante a I Guerra Mundial, durante a Ditadura Militar e o Estado Novo, a censura na literatura e espetáculos para menores, no teatro e no cinema.

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AUTARCAS MINHOTOS E GALEGOS ASSINAM AUTO DE RECONHECIMENTO DE FRONTEIRA A BORDO DA LANCHA RIO MINHO

Autarcas de Monção, Salvaterra, As Neves e Arbo assinaram a ata de vistoria de fronteira entre Portugal e Espanha em pleno rio Minho juntamente com os restantes municípios portugueses e galegos banhados por aquele troço de água internacional.

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A assinatura do auto de reconhecimento de fronteira do rio Minho entre os municípios portugueses e galegos banhados por aquele troço de água internacional realizou-se, na manhã de ontem, a bordo da lancha rio Minho com a presença dos autarcas de ambas as margens e o comandante da Capitania do Porto de Caminha, Pedro Miguel Costa, e do seu congénere de Tui, Enrique Garcia Gonzalez.    

O embarque dos autarcas portugueses efetuou-se em Vila Nova de Cerveira e o dos autarcas galegos em Tui. O encontro entre as duas embarcações, lancha rio Minho e lancha Cabo Fradera, teve lugar em pleno rio Minho nos limites entre Vila Nova de Cerveira e Valença. O ato oficial decorreu a bordo da lancha portuguesa.

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O município de Monção, representado pelo seu presidente, Augusto de Oliveira Domingues, assinou a ata de vistoria da fronteira entre os dois países com os seus homólogos galegos dos Ayuntamientos de Salvaterra do Miño, Arturo Grandal Vaqueiro, de As Neves, Xosé Manuel Mendez, e de Arbo, Horácio Gil Exposito.

A presente cerimónia enquadrou-se nos termos do artigo XXV e do artigo VIII, do anexo I do Tratado de Limites entre Portugal e Espanha, assinado a 29 de Setembro de 1864, quando foi reconhecida a linha fluvial do rio Minho que serve de fronteira entre os dois países.

Em anos anteriores, o auto de reconhecimento de fronteira decorria de forma individual. Este ano, por sugestão das capitanias de Caminha e Tui, realizou-se uma cerimónia conjunta com todos os autarcas. Segundo Pedro Miguel Costa, para lhe conferir maior solenidade e sublinhar o excelente relacionamento entre as armadas e os municípios portugueses e galegos.

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MUNICÍPIOS PORTUGUESES E GALEGOS RECONHECEM FRONTEIRA DO RIO MINHO

Assinatura conjunta da Ata de Reconhecimento de Fronteira do Rio Minho

Unidos pelo rio Minho, 13 concelhos da raia minhota - cinco portugueses e oito galegos -, procederam, esta quarta-feira, à habitual assinatura da Ata de Reconhecimento de Fronteira do Rio Minho. A novidade incidiu numa cerimónia conjunta em pleno rio Minho, navegando entre Vila Nova de Cerveira e Valença, a bordo de uma fragata da Marinha Portuguesa.

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Os representantes dos municípios portugueses de Caminha, Melgaço, Monção, Valença, Vila Nova de Cerveira, e dos galegos A Guarda, Arbo, As Neves, Crecente, O Rosal, Salvaterra do Miño, Tomiño e Tui aceitaram o convite do Capitão do Porto de Caminha, o Capitão-Tenente Pedro Miguel Costa, e do Comandante Naval do Miño, Enrique Garcia Gonzále, para um ato transfronteiriço de reforço das relações existentes onde, além da assinatura do documento, também se aproveitou a oportunidade para debater temas relacionados com a cooperação e a gestão conjunta do rio Minho, consolidando a proximidade existente entre as duas entidades marítimas.

Á semelhança dos colegas, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, e os seus congéneres galegos dos Ayuntamientos de O Rosal, D. Jesus Maria Fernandez Portela e de Tomiño, Sandra Gonzalez Alvarez, formalizaram a ata de vistoria de fronteira entre os dois países, onde consta que não se verificou qualquer alteração no percurso do referido curso de água.

O autarca cerveirense sublinha o Rio Minho como um potenciador turístico de excelência de Vila Nova de Cerveira e dos concelhos por ele abraçados. Fernando Nogueira realçou ainda que esta cerimónia conjunta revela as excelentes relações institucionais e de amizade entre os municípios ribeirinhos e as autoridades em prol de uma cada vez maior valorização ambiental e paisagística daquele rico e vasto troço internacional de água.

A cerimónia oficial enquadra-se nos termos do Artigo 25º do Tratado de Limites entre Portugal e Espanha, de 29 de Setembro de 1864, quando foi reconhecida a linha fluvial do rio Minho que serve de fronteira entre os dois países. Foram assinados pelos presentes exemplares em português e em espanhol, e devidamente chancelados com os respetivos selos municipais. O exemplar português será, posteriormente, remetido ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.

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FAMALICÃO DEBATE CENSURA EM PORTUGAL

Paulo Cunha abre XX edição dos Encontros de Outono. Iniciativa promovida pelo Museu Bernardino Machado realiza-se amanhã e sábado, na Casa das Artes, sob o tema “A Censura em Portugal”

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e o coordenador científico do Museu Bernardino Machado, Norberto Cunha, abrem amanhã, sexta-feira, dia 25 de novembro, pelas 09h30, a XX edição dos Encontros de Outono, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.

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O evento subordinado ao tema “A censura em Portugal (1910-1974)” vai decorrer amanhã e sábado reunindo mais de uma dezena de investigadores e historiadores nacionais.

Depois de se afirmar no país como um centro de investigação incontornável da história da I República Portuguesa, o Museu Bernardino Machado dedicou o ano de 2016 ao estudo e debate da censura em Portugal.

A temática tem estado presente na programação anual do Museu, refletindo-se nas mais diversas atividades, com destaque para o ciclo de conferências “A Censura na Ditadura Militar e no Estado Novo” e ainda para as exposições “Os livros proibidos pela ditadura” e “A repressão da imprensa na I República”.

Agora, ao longo dos dois dias a censura servirá de debate a onze intervenções, estudando-se a abordando-se o impacto da censura na I República, nos governos republicanos, durante a I Guerra Mundial, durante a Ditadura Militar e o Estado Novo, a censura na literatura e espetáculos para menores, no teatro e no cinema.

De acordo com o coordenador científico do Museu Bernardino Machado, Norberto Cunha, trata-se de “um conjunto de conferências que se complementam e que conseguem dar uma visão bastante abrangente sobre o que foi a censura em Portugal”, acrescentando que “quem participar nestas atividades, ficará com um conhecimento vasto, correto e rigoroso sobre este tema”.

O professor catedrático realça ainda “a qualidade e o prestígio dos convidados”. “É realmente uma oportunidade única, assistir a estas palestras relatadas por especialistas”.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, mostra-se satisfeito com o contributo que este Museu famalicense tem dado na afirmação de Famalicão no país, como uma cidade que promove o conhecimento da história.

“Agora, o Museu chama os maiores especialistas nacionais na investigação da censura para durante dois dias redescobrir e reescrever esta importante página da nossa história”,afirma salientando que “têm sido assim, as conferências dos Encontros de Outono, uma iniciativa já com 20 anos, que foi conquistando um lugar de destaque como espaço de conhecimento e debate sobre temáticas históricas, culturais, sociais e políticas de interesse global.”

Refira-se ainda que faz todo o sentido, a abordagem da temática da censura por parte do Museu, tendo em conta a importância que Bernardino Machado sempre atribuiu à liberdade.

Consulte o programa em http://www.bernardinomachado.org/

PONTE DE LIMA ENTREGA PRÉMIO DE INCENTIVO AO ESTUDO DA HISTÓRIA MEDIEVAL PORTUGUESA

Ponte de Lima - Cerimónia de Entrega do Prémio A. de Almeida Fernandes. 26 de novembro, 17 horas – Salão Nobre

O Município de Ponte de Lima realiza no próximo dia 26 de novembro a cerimónia de entrega do Prémio A. Almeida Fernandes – 2016, atribuído à obra “Da representação documental à materialidade do espaço: Território da diocese de Braga (sécs. IX-XI)", da autoria de André evangelista Marques (Edições Afrontamento).

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O Prémio A. Almeida Fernandes resulta de uma parceria estabelecida entre o Município de Ponte de Lima e o Município de Viseu, e destina-se a reconhecer e incentivar estudos de investigação em História Medieval Portuguesa e homenagear Armando de Almeida Fernandes, investigador e autor de uma notável obra histórica, desejando que sirva de estímulo e exemplo aos vindouros, bem como incentive o estudo das áreas a que dedicou a sua vida.

Deliberou o júri do Prémio A. de Almeida Fernandes 2016, destinado a trabalhos editados e/ou obras publicadas nos dois anos anteriores, versando História Medieval Portuguesa - Prof. Doutor José Augusto Sotto Mayor Pizarro (Universidade do Porto),  Prof. Doutora Hermínia Vasconcelos Vilar (Universidade de Évora), Prof. Doutora Maria Teresa Nobre Veloso (Universidade de Coimbra) e, ainda, Drª Flávia Fernandes (filha do Doutor A. de Almeida Fernandes) - atribuir o 1º prémio à obra "Da representação documental à materialidade do espaço: Território da diocese de Braga (sécs. IX-XI)", da autoria de André evangelista Marques (Edições Afrontamento).

Mais deliberou o júri atribuir a menção honrosa à obra "Rota do românico", coordenado por Lúcia Maria Cardoso Rosas.

A cerimónia de entrega do Prémio A. de Almeida Fernandes terá lugar no Salão Nobre, sito nos Paços do Concelho, às 17 horas do próximo sábado, 26 de novembro.

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BRAGA DIVULGA PERGAMINHOS DO ARQUIVO MUNICIPAL

‘Braga à Lupa’ divulga colecção de pergaminhos do Arquivo Municipal

‘A Colecção de Pergaminhos do Arquivo Municipal’ é o tema da segunda sessão do ‘Braga à Lupa’, que se realiza a 23 de Novembro, às 21h30, no Arquivo Municipal (Câmara Municipal de Braga). Esta é uma iniciativa integrada no programa ‘À Descoberta de Braga’ que desafia os Bracarenses a descobrir e a reflectir sobre um aspecto desconhecido e aliciante da Cidade, sejam obras de arte, documentos históricos, curiosidades arquitectónicas, gastronomia, personalidades, lendas ou tradições.

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A próxima sessão terá como convidados o cónego José Marques, da Universidade do Porto, e Arnaldo Melo, da Universidade do Minho. 

O Arquivo Municipal de Braga é um dos espaços fundamentais da memória de Braga. O seu fundo documental é constituído pelas Actas da Câmara Municipal, desde o século XVI até à actualidade, Tombos, Prazos e Emprazamentos, Livros de Notas de Escrivão, Livro de Receitas e Despesas desde 1614, Correspondência, bem como uma colecção de 428 sobre os Expostos.

Neste espólio obtém particular destaque o conjunto de pergaminhos classificados, referentes à liturgia católica, designadamente a notações musicais «do tipo aquitano, bem como uma série de ordenanças com selo real datadas do século XV. Será sobre este verdadeiro tesouro documental que versará a segunda sessão do Braga à Lupa.

De referir que o ‘Braga à Lupa’ tem uma periodicidade mensal, realizando-se a uma quarta-feira. Cada sessão tem a duração máxima de 90 minutos e é conduzida por um ou dois convidados que farão a abordagem aos elementos seleccionados.

As sessões são de participação livre, implicando uma inscrição prévia para cultura@cm-braga.pt devido à limitação de espaço nos locais onde irão decorrer as sessões. 

QUEM FOI O TRAIDOR MIGUEL DE VASCONCELOS?

Dizei-lhe que também dos Portugueses

Alguns tredores houve algũas vezes.

- Os Lusíadas, Canto V

À data do golpe de Estado de 1640, Miguel de Vasconcelos e Brito era Secretário de Estado, o equivalente ao atual cargo de “primeiro-ministro”, nomeado em 1635 pela Duquesa de Mântua, a Vice-rainha Margarida de Saboia, em nome do rei Filipe III. Um ano antes tinha sido pelo Conde-Duque de Olivares nomeado escrivão da Fazenda do Reino, que quem era aliás valido.

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As suas políticas colaboracionistas levaram-no a exigir elevados ao povo, incluindo pesados impostos que deram origem a várias revoltas populares de entre as quais se destaca a do Manuelino, em Évora.

O descontentamento crescente das camadas populares e de alguns sectores da nobreza levaram à conspiração que teve como seu epílogo a revolução do 1º de dezembro de 1640. Nessa manhã, um grupo de fidalgos invade o Palácio Real de Lisboa, vulgo Paço da Ribeira, mata a tiro o Secretário de Estado que se havia escondido dentro de um armário, após o que lançaram de seguida o seu corpo pela janela para junto da multidão que descarregou sobre ele toda a sua fúria. Entre os conjurados, contavam-se diversos fidalgos minhotos, entre os quais se destacam os condes de Almada, senhores do Paço de Lanheses e, à época, proprietários do palácio onde os conjurados se reuniam para conspirar contra o domínio espanhol.

A defenestração ou seja, o ato de lançar alguém pela janela – originário de fenestra, fenêtre – era uma prática muito em voga no século XVII um pouco por toda a Europa e que, nomeadamente no caso da Restauração da Monarquia Portuguesa, revelava o patrocínio e a influência exercida pela França de Louis XIII e sobretudo do Cardeal de Richelieu nos eventos ocorridos em Lisboa e na Catalunha.

Afinal de contas, a personagem de Miguel de Vasconcelos mais não simboliza do que a traição de uma certa nobreza – e atualmente da própria burguesia – nos momentos em que a independência nacional corre perigo, sempre pronta a vender-se a troco de alguns privilégios, deixando para o povo o espinhosa missão da redenção da Pátria. Ele não foi mais do que o bode expiatório de todos quantos á época se submeteram ao soberano espanhol.

Mas, afinal, quem foi o Secretário de Estado, Miguel de Vasconcelos e Brito?

Sabe-se que Miguel de Vasconcelos nasceu em 1590 e era filho do Dr. Pedro Barbosa de Luna e de sua mulher D. Antónia de Vasconcelos e Brito, Senhora do Morgado de Serzedelo, de Alvarenga e do Morgado da Fonte Boa.

Difícil parece identificar a sua terra de nascimento, talvez porque a ignomínia a leve a não desejar ver-se identificada com esta figura da nossa História. Mas, na realidade, ele terá nascido em algum sítio e, aquele que mais se afigura é a cidade de Viana do Castelo.

A propósito, um genealogista cujo nome não conseguimos identificar, mas que no site de Genealogia do Portal SAPO, cita uma passagem do livro “Casas de Viana Antiga”, de autoria de sua prima-tia D. Maria Emília de Vasconcelos e de D. maria Augusta d’Alpuim:

«A «Casa dos Medalhões» ou «Casa dos Lunas» é um bonito exemplar da arquitectura renascentista vianense. [...] na pedra da sua frontaria, está gravada a seguinte legenda, encurtada por numerosas abreviaturas: «esta caza mandou fazer Jacome Roiz cavaleiro fidalgo da caza deI Rei Nosso Senhor e Comendador de Brito na Ordem de Cristo e sua mulher Maria Barbosa bisneta de Fernão Gonçalves Barbosa e bisneta de Martim da Rocha, Fidalgo do Snr. Infante Dom Pedro».

Na face virada à Rua do poço achavam-se armas dos Lunas, Rochas e Barbosas.

João Jácome de Luna era filho de Rui Fernandes de Luna, natural da Galiza, - que se expatriou devido a uma morte ali perpetrada. Fixou-se em Viana, e aqui casou seu filho, Miguel Jácome de Luna com D. Genebra Barbosa, neta de Rui Vaz Aranha e de D. Maria da Cunha da Rocha, gente ilustre que vivera primeiro em Caminha, depois em Viana. (Era D. Genebra irmã do «Insigne» Dr. Pedro Barbosa Aranha, grande jurisconsulto com várias honrosas mercês, que certos estudiosos confundiam com seu filho Pedro Barbosa de Luna nalgumas notícias sobre a família de qualquer deles).

Teve Miguel Jácome de Luna mais dois irmãos: Pedro Barbosa, que morreu sem descendência, e João Jácome de Luna, que a teve, -- mas fora de Viana. Pelo contrário manteve aqui o primeiro a casa feita por seu pai [...]

Foi Vereador da cidade de Lisboa e Juiz dos Cavaleiros. E teve por sua vez três filhos: Pedro Barbosa de Luna, António Barbosa, deputado do Santo Oficio, e Luís Barbosa, Maltez.

Casou Pedro Barbosa de Luna com D. Antónia de MeIo e Vasconcelos; recebeu insígnias doutorais, foi admitido no Colégio Real de S. Paulo, Desembargador do Porto e da Casa da Suplicação e Corregedor da Corte. Mas, «por não administrar rectamente estes lugares» esteve depois detido vinte e dois anos, chegando a ser condenado a despir a Béca, sentença no entanto revogada (v. Babosa Machado). Parece aliás, que sempre se manteve português de coração naquela época conturbada. [...]

Não obstante foi pai do tristemente célebre Secretário de Estado Miguel de Vasconcelos, homem de confiança do conde de Olivares e da duqueza de Mântua, morto na Revolução de 1640.

Também Pedro Barbosa de Luna fôra assassinado em 1621, com uma estocada, ao entrar uma noite para a sua casa situada ao Chafariz d'el-Rei, em Lisboa. Outros dizem que com um tiro de pistola ao recolher da Relação a sua casa, que era um palácio na Ribeira (nota 5ª, na versão de Camilo Castelo Branco em «O Regicida»)... [...]

É voz corrente em Viana ter nascido Miguel de Vasconcelos na Casa dos Lunas, frente à Matriz, afirmando outros que em Lisboa é que nasceu.

Uma sua irmã, D. Mariana d'Eça, casou com Diogo Soares, secretário de Estado em Madrid. Tendo ela enviuvado, de novo casou Diogo Soares -- agora com uma filha de Miguel de Vasconcelos, que assim foi seu cunhado e sogro. Outros irmãos deste eram D. Pedro d'Eça, bispo de Leiria, e D. Luís d'Eça, Deão em Braga.

Perdeu-se em Viana a representação dos Lunas. [...] »

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Casa em Viana do Castelo que pertenceu à família de Miguel de Vasconcelos

(Fotos: Wikipédia)

VIANA DO CASTELO JUNTA CONJURADOS DO MINHO

As Reais Associações de Viana do Castelo e Braga, convidam a participar no “Jantar dos Conjurados” que se realizará no dia 30 de Novembro de 2016, pelas 20h00m, na Quinta da Presa, Meadela, Viana do Castelo, no qual o Senhor Coronel e historiador militar, Américo José Henriques, fará uma intervenção sobre o tema “A ocupação filipina e a Revolução do 1.º de Dezembro de 1640”.

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Terá também lugar a cerimónia de entrega dos prémios dos Concursos Escolares que decorreram no ano Lectivo 2015/2016, organizados pela Real Associação de Viana do Castelo, sobre o tema "O Primeiro de Dezembro de 1640 - A Restauração da Independência de Portugal".

Preço do Jantar:

Adultos: 18,00 €

Crianças:

Até aos 5 anos: não pagam

dos 6 aos 12 anos: 10,00 €

As inscrições encontram-se limitadas à capacidade da sala pelo que deverão ser feitas com a maior brevidade possível e impreterivelmente até ao dia 26 de Novembro, para o e-mail da Real Associação de Viana do Castelo, ou para o Fax n.º 258 743 840, devendo ser enviada a indicação do nome, ou nomes dos participantes e um telefone de contacto, acompanhadas do respectivo comprovativo de depósito ou transferência bancária efectuada para:

Caixa de Crédito Agrícola

NIB: 0045 1427 4002 6139 2424 7

IBAN: PT 50 0045 1427 40026139242 47

SWIFT: CCCMPTPL

Localização:

A “Quinta da Presa” fica situada na encosta da Meadela, a 2 quilómetros de Viana do Castelo e perto da saída da Auto-estrada A28.

Se vem pela SCUT A28 (Porto - Valença), sair em Meadela na saída 24. No final, ao desembocar numa rotunda sair para a direita na Estrada Nacional 302 e virar no primeiro entroncamento à esquerda na Rua do Calvário seguindo até à rua da Presa e Rua da Portela.

Se vem pela SCUT A28 (Valença - Porto) a saída é a mesma, assim como se vier pela A27 (Ponte de Lima-Viana do Castelo).

Coordenadas GPS:

41.711752,-8.807262

Quinta da Presa

Rua da Presa, 110

Meadela

4900-790 Viana do Castelo

Tel.: 258 823 771

Para mais informações contactar por favor a Real Associação de Viana do Castelo, através do e-mail: real.associacao.viana@gmail.com  ou para os telemóveis dos Presidentes da Direcção, das Reais Associações de Viana do Castelo e Braga, respectivamente Dr. José Aníbal Marinho, 961 318 001 e Dr. Gonçalo Pimenta de Castro 919 932 154.

Este evento conta também com a colaboração da Real Associação do Porto.

MINHO DESFILA EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO

Viana do Castelo, Amares e Famalicão representam o Minho nas comemorações do 1º de Dezembro

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro. Agradecemos também o apoio facultado pelo Recheio e pelo Amanhecer.

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O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014 e 2015. Será êxito maior em 2016.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.700 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 5ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

Banda do Exército

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda da ACULMA (Marvila, Lisboa)

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense (Madalena do Pico, Açores)

Banda Musical Santiago de Lobão (Santa Maria da Feira)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (Amares)

Banda Marcial de Arnoso (Vila Nova de Famalicão)

Associação Filarmónica Recreativa e Cultural do Brinço (Macedo de Cavaleiros)

"Banda de Música 1º de Maio (Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses) (Mirandela)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Filarmónica Recreativa Cortense (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense (Figueira da Foz)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Banda Filarmónica da Casa do Povo de N.ª Sr.ª de Machede (Évora)

Banda Musical de Tavira

Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)

Sociedade Musical Estrela da Beira (Seia)

Sociedade Filarmónica Maiorguense (Alcobaça)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão-Grande)

Associação Musical de Cabanas de Torres (Alenquer)

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro da Encarnação (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião

Sociedade Musical Euterpe de Portalegre

Banda de Música de S. Vicente de Alfena (Valongo)

Sociedade Filarmónica União Maçaense (Mação)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (Almada)

Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha (Viana do Castelo)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Banda Musical 81 de Ferreirim (Sernancelhe)

Será um total de 34 entidades, integrando 2 grupos de persussão, 1 banda nacional militar e 31 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1700 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

HISTORIADOR DANIEL BASTOS PARTICIPA EM ENCONTRO DEDICADO ÀS COMUNIDADES PORTUGUESAS NA UNIVERSIDADE DE ÉVORA

Município de Esposende encerra presidência na Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios

O Município de Esposende apresentou “Mare Nostrum – Cantigas & Poemas”, cerimónia que incluiu o lançamento de um livro de textos poéticos alusivos ao mar e um CD onde se reúnem composições musicais inéditas, da autoria de Telmo Marques. Estas iniciativas encerraram a presidência do Município de Esposende na Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios, iniciada em 2014.

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A contar da esquerda, o historiador Daniel Bastos, a professora catedrática Maria Manuela Tavares Ribeiro, e a professora catedrática Maria de Fátima Nunes

 

O espetáculo “Mare Nostrum – Cantigas & Poemas” facultou o contacto com uma seleção apurada de textos poéticos da literatura portuguesa, do séc. XIII ao Séc. XX, da responsabilidade de Sérgio Guimarães de Sousa, da Universidade do Minho. A esta antologia aliou-se a criação artística de uma nova e promissora geração de esposendenses, nomeadamente Joana de Rosa, a ilustradora, a interpretação original do Coro Ars Vocalis, sob a direção de Helena Venda Lima, acompanhados pelo pianista Diogo Zão, com base numa composição musical inédita de Telmo Marques. A declamação foi protagonizada por Pedro Lamares.

Para o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, “o rio Cávado e o mar são componentes indissociáveis de Esposende e das suas gentes, além de fonte inesgotável de riqueza, porque proporciona a pesca, o lazer, o transporte e a energia”. Porém, Benjamim Pereira entende que “o investimento que o País devia fazer no mar continua adiado. Esse tem sido o desígnio apontado por muitos governantes e nunca cumprido”, disse.

A culminar a semana em que se assinalou o Dia do Mar, Benjamim Pereira sobrelevou os aspetos que, em Esposende, marcam a ligação ao mar, desde logo na preservação da memória coletiva. “Além do Museu do Mar, dos sítios arqueológicos com ligação ao mar, desenvolvemos intenso trabalho, por exemplo, com o Fórum Esposendense, na erradicação das redes fantasma, numa iniciativa pioneira de preservação ambiental”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Esposende, acrescentando as iniciativas desenvolvidas com a comunidade piscatória e a candidatura a Património Cultural Imaterial da romaria e do Banho Santo de S. Bartolomeu do Mar.

Por seu turno, a vereadora com o pelouro da Cultura, Jaqueline Areias assinalou a importância de todo o trabalho desenvolvido em torno da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios tem adquirido junto da comunidade, “contribuindo para o reforço da identidade coletiva”.

Inserida na mesma cerimónia de encerramento da presidência esposendense da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios, realizou-se o 6.º Encontro da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios, presidido pelo Almirante José Bastos Saldanha, em representação da Sociedade de Geografia de Lisboa. No Museu Marítimo de Esposende decorreu o Seminário “A construção naval tradicional do Norte de Portugal” e, no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, decorreu a Assembleia Administrativa da Rede.

O Município de Esposende preside, desde novembro de 2014, à Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios (Sociedade de Geografia de Lisboa), tendo desenvolvido diversos projetos e ações, onde se destacam “Tradição Viva: a comunidade piscatória de Esposende – memórias e tradições”, projeto de investigação da cultura marítima e fluvial, os Seminários “A via da água” (2014) e “A Romaria e o Banho Santo de S. Bartolomeu do Mar” (2016), integrados nos 4.º e 5.º Encontros da Rede.

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HISTORIADORA LIMIANA ALEXANDRA ESTEVES FALA SOBRE O CARDEAL SARAIVA

Município de Ponte de Lima promove sexta conferência de tributo a Cardeal Saraiva. Biblioteca Municipal - 2 de dezembro / 19 horas

No quadro das comemorações dos 250 anos de nascimento de Frei Francisco de São Luís (1766-2016), o Município de Ponte de Lima organiza a sexta conferência de homenagem a uma das personalidades mais elevadas da história religiosa, política e cultural do Portugal oitocentista.

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Intitulada “Tensões e conflitos entre liberais e absolutistas no Alto Minho no tempo de Cardeal Saraiva”, a palestra da responsabilidade de Alexandra Esteves - docente na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa - abordará um período especialmente conturbado, de dissidência e conflitualidade ideológicas, que desencadeará diversos episódios de contestação e revolta na região alto minhota a partir da segunda década do século XIX e para lá do fim da guerra civil. Alexandra Esteves sublinhará a dificuldade em impor o ideário liberal na vila de Ponte de Lima, destacará as figuras e os momentos marcantes das fações oposicionistas e considerará a atuação de grupos de bandoleiros – mormente o liderado por Tomás das Quingostas - que, à época, alvoroçaram a região e se insurgiram contra o poder instituído.

O ciclo de palestras de tributo a Cardeal Saraiva termina a 6 de janeiro de 2017 com a comunicação “Frei Francisco de S. Luís e o nosso tempo”, de Luís Oliveira Ramos.

Sobre a conferencista:

Natural de Ponte de Lima, Alexandra Patrícia Lopes Esteves é doutorada em História Contemporânea pela Universidade do Minho, com a tese intitulada “Entre o crime e a cadeia: violência e marginalidade no Alto Minho (1732-1870)”, tendo obtido a classificação máxima e o título de doutoramento europeu. Exerce funções docentes na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais – Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa e na Escola Superior de Educação - Instituto Politécnico de Viana do Castelo, é investigadora integrada do Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT) do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho e colabora em vários projetos científicos nacionais e internacionais.

A sua atividade investigativa centra-se no distrito de Viana do Castelo, no período compreendido entre o século XVIII e os inícios do século XX, e abrange a área da História Social, em particular as questões relacionadas com a saúde, a assistência, a marginalidade, a violência e as prisões, bem como a História do lazer e do turismo.

Autora e coautora de diversos livros e capítulos de livros, bem como de dezenas de artigos científicos, Alexandra Esteves tem apresentado os resultados da sua investigação em revistas da especialidade e em congressos nacionais e internacionais. Uma das últimas obras da autora – “Crimes e criminosos no Norte de Portugal: o Alto Minho oitocentista” – é lançado em 2015 pela Editorial Cáritas.

(Informações adicionais sobre Alexandra Esteves em:http://www.cepesepublicacoes.pt/portal/pt/autores/alexandra-esteves)

https://www.wook.pt/livro/crimes-e-criminosos-no-norte-de-portugal-alexandra-esteves/17090166

FAMALICÃO E BRAGA HOMENAGEIAM PADRES BENJAMIM SALGADO E MANUEL FARIA

Vila Nova de Famalicão e Braga homenageiam Padres Benjamim Salgado e Manuel Faria. Homenagem pública decorre na próxima sexta-feira e sábado

A arquidiocese de Braga e os municípios de Vila Nova de Famalicão e Braga promovem na próxima sexta-feira e no sábado, dias 18 e 19, uma homenagem pública aos sacerdotes famalicenses Manuel Faria e Benjamim Salgado no âmbito das comemorações do centenário do seu nascimento, que decorrem desde o início deste ano.

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A homenagem arranca na sexta-feira, pelas 15h00, na Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, com o Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, os autarcas Paulo Cunha e Ricardo Rio e o presidente da administração da Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro. Caberá a Boaventura Faria (sobrinho e afilhado de Manuel Faria) e ao Padre António Azevedo Oliveira fazer a apresentação do Padre Manuel Faria, enquanto Manuela Salgado (sobrinha de Benjamim Salgado) e Agostinho Fernandes farão a apresentação do Padre Benjamim Salgado. Segue-se a apresentação de dois livros dedicados aos sacerdotes famalicenses.

Pelas 20h00, celebra-se na Igreja Paroquial de Seide S. Miguel uma Missa Solene Comemorativa, com uma deposição de Coroa de Flores junto ao busto de Manuel Faria.

Pelas 21h30, decorre no mesmo local o VII Encontro de coros, com organização da Associação Cultural Manuel Faria e Grupo Coral de Seide S. Miguel.

No dia seguinte, em Braga, no auditório Vita repete-se o programa com a excepção da Missa e do Encontro de Coros. Pelas 21h00, as comemorações encerram com um concerto na Capela Imaculada, no Seminário Menor.

Aquando da apresentação do programa comemorativo, em Janeiro de 2016, Paulo Cunha afirmou que esta homenagem aos sacerdotes famalicenses “não pretende ser um simples exercício de memória”, antes, “a valorização da exemplaridade incontestada destas duas personagens que deixaram um legado cultural forte e influenciaram positivamente tantas instituições da região”.

“Estamos perante duas personalidades que deixaram um legado riquíssimo, que puseram todo o seu conhecimento ao serviço da sociedade. Ao sublinharmos o seu mérito queremos manter vivas as suas criações, também como estimulo para investirmos nas nossas qualidades”, acrescentou, na altura, o autarca famalicense.

Refira-se que Benjamim Salgado nasceu na freguesia de Joane em 1916. Ao longo da sua vida, foram múltiplas as atividades em que se desdobrou, desde o ensino, não apenas da música, mas também do português; à fundação e direção de coros e orfeões; ao jornalismo, tendo sido diretor do Correio do Minho; à política, enquanto Presidente da Câmara Municipal de Famalicão, entre 1965 e 1969. Foi diretor da Casa de Camilo e diretor artístico da Fundação Cupertino de Miranda. Ainda na área da cultura, Benjamim Salgado foi o responsável pelo enriquecimento da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco com as doações valorosíssimas das bibliotecas particulares de Nuno Simões e de Vasco de Carvalho.

Seide São Miguel, em 1916, foi a freguesia que viu nascer o Padre Manuel Faria, considerado um dos maiores compositores de música sacra do país. Foi professor de música sacra no Seminário de Braga, dirigindo, entre outros, o Orfeão da Reguladora de Famalicão e o Orfeão de Braga. Fundou e dirigiu a “Nova Revista de Musica Sacra” e colaborou na Rádio Renascença, nas revistas “Theológica” e “Cenáculo” e no jornal Diário do Minho. Em 1963 é nomeado Cónego da Sé de Braga. Foi agraciado postumamente, em 2 de julho de 1984, com o Grau de Comendador da Ordem de Santiago de Espada.

JOSÉ CÂNDIDO DE OLIVEIRA MARTINS EVOCA CARDEAL SARAIVA

Cultura literária de Cardeal Saraiva domina quinta conferência de tributo

A competência cultural e literária de Frei Francisco de São Luís – personalidade homenageada pelo Município de Ponte de Lima no âmbito das comemorações dos 250 anos de nascimento (1766-2016) – dominou a quinta conferência de tributo, que decorreu na passada sexta-feira, 11 de novembro, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

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Orientada por José Cândido de Oliveira Martins, professor associado na Universidade Católica Portuguesa de Braga, a sessão intitulada “D. Frei Francisco de São Luís e os estudos literários” incidiu sobre o legado bibliográfico do religioso beneditino, revelador de “uma erudição vastíssima e de uma bagagem quase enciclopédica”, que lhe permitiu a composição de textos diversos e a tradução de autores clássicos, caso do filósofo romano Séneca.

De entre as obras publicadas por Frei Francisco de São Luís, destacou-se a “Apologia de Camões contra as reflexões críticas do P.e José Agostinho de Macedo sobre o episódio de Adamastor no Canto V dos Lusíadas”, opúsculo escrito em Ponte de Lima, nos meses de julho e agosto de 1812, em resposta à análise anti camoniana do padre graciano que acusou o autor de “Os Lusíadas” de prosaísmo, plágio e falta de originalidade. De acordo com José Cândido de Oliveira Martins, o texto de Cardeal Saraiva – um dos grandes defensores de Luís de Camões – é sintomático da “cultura, sentido cívico, coragem intelectual, equilíbrio emocional e qualidade literária” do monge ponte-limense, que recorrendo a uma metodologia adequada e a um estilo irónico – porém contido - faz da defesa apologética do poeta maior da nação “um exemplo do ponto de vista ético”. Prova disso é o primeiro parágrafo do opúsculo1, onde o insigne religioso sustenta “(…) que quando nas grandes obras de literatura houvermos de notar algum defeito, o façamos com a moderação e atenção devida ao distinto merecimento, e à pública reputação dos seus autores” - recomendação de prudência a que se seguem várias outras notas e refutações ao escrito de José Agostinho de Macedo, que não chega a replicar. Um episódio de relevo na história literária portuguesa que representa – a par das demais distinções decorrentes do brilhante desempenho de cargos diversos nas áreas da religião, política e cultura do Portugal oitocentista - a reconfirmação do nome de Frei Francisco de São Luís como uma das figuras mais proeminentes e justas do nosso passado coletivo.

À sessão de tributo, que contou com a presença do Eng.º Vasco Ferraz, Vereador com o Pelouro da Juventude da Câmara Municipal de Ponte de Lima, seguir-se-á, a 2 de dezembro, a conferência “Tensões e conflitos entre liberais e absolutistas no Alto Minho no tempo do Cardeal Saraiva”, orientada por Alexandra Esteves.

A 6 de janeiro de 2017, Luís de Oliveira Ramos encerra o ciclo de palestras inserido no quadro das comemorações dos 250 anos de nascimento com a comunicação “Frei Francisco de S. Luís e o nosso tempo”.

(1A “Apologia de Camões…”, inserida no volume 10 das “Obras completas do Cardeal Saraiva”, encontra-se disponível para consulta na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima).

Sobre o conferencista:

Doutorado em Humanidades - especialidade de Teoria da Literatura -, José Cândido de Oliveira Martins é docente e investigador na Universidade Católica Portuguesa, em Braga. Tem diversos artigos publicados em revistas da especialidade, soma colaborações várias em obras coletivas e participações em congressos e colóquios e é autor de alguns livros, de que se destacam os títulos "Teoria da paródia surrealista" (1995), "Fidelino de Figueiredo e a crítica da teoria literária positivista" (2007) e "Viajar com António Feijó" (2009).

(Informações adicionais sobre o palestrante em: http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=5295361728152206)

MINHO DESFILA EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO

Viana do Castelo, Amares e Famalicão representam o Minho nas comemorações do 1º de Dezembro

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro. Agradecemos também o apoio facultado pelo Recheio e pelo Amanhecer.

Restauração 2014 097

O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014 e 2015. Será êxito maior em 2016.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.700 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 5ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

Banda do Exército

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda da ACULMA (Marvila, Lisboa)

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense (Madalena do Pico, Açores)

Banda Musical Santiago de Lobão (Santa Maria da Feira)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (Amares)

Banda Marcial de Arnoso (Vila Nova de Famalicão)

Associação Filarmónica Recreativa e Cultural do Brinço (Macedo de Cavaleiros)

"Banda de Música 1º de Maio (Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses) (Mirandela)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Filarmónica Recreativa Cortense (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense (Figueira da Foz)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Banda Filarmónica da Casa do Povo de N.ª Sr.ª de Machede (Évora)

Banda Musical de Tavira

Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)

Sociedade Musical Estrela da Beira (Seia)

Sociedade Filarmónica Maiorguense (Alcobaça)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão-Grande)

Associação Musical de Cabanas de Torres (Alenquer)

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro da Encarnação (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião

Sociedade Musical Euterpe de Portalegre

Banda de Música de S. Vicente de Alfena (Valongo)

Sociedade Filarmónica União Maçaense (Mação)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (Almada)

Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha (Viana do Castelo)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Banda Musical 81 de Ferreirim (Sernancelhe)

Será um total de 34 entidades, integrando 2 grupos de persussão, 1 banda nacional militar e 31 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1700 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

VIANA DO CASTELO JUNTA CONJURADOS DO MINHO

As Reais Associações de Viana do Castelo e Braga, convidam a participar no “Jantar dos Conjurados” que se realizará no dia 30 de Novembro de 2016, pelas 20h00m, na Quinta da Presa, Meadela, Viana do Castelo, no qual o Senhor Coronel e historiador militar, Américo José Henriques, fará uma intervenção sobre o tema “A ocupação filipina e a Revolução do 1.º de Dezembro de 1640”.

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Terá também lugar a cerimónia de entrega dos prémios dos Concursos Escolares que decorreram no ano Lectivo 2015/2016, organizados pela Real Associação de Viana do Castelo, sobre o tema "O Primeiro de Dezembro de 1640 - A Restauração da Independência de Portugal".

Preço do Jantar:

Adultos: 18,00 €

Crianças:

Até aos 5 anos: não pagam

dos 6 aos 12 anos: 10,00 €

As inscrições encontram-se limitadas à capacidade da sala pelo que deverão ser feitas com a maior brevidade possível e impreterivelmente até ao dia 26 de Novembro, para o e-mail da Real Associação de Viana do Castelo, ou para o Fax n.º 258 743 840, devendo ser enviada a indicação do nome, ou nomes dos participantes e um telefone de contacto, acompanhadas do respectivo comprovativo de depósito ou transferência bancária efectuada para:

Caixa de Crédito Agrícola

NIB: 0045 1427 4002 6139 2424 7

IBAN: PT 50 0045 1427 40026139242 47

SWIFT: CCCMPTPL

Localização:

A “Quinta da Presa” fica situada na encosta da Meadela, a 2 quilómetros de Viana do Castelo e perto da saída da Auto-estrada A28.

Se vem pela SCUT A28 (Porto - Valença), sair em Meadela na saída 24. No final, ao desembocar numa rotunda sair para a direita na Estrada Nacional 302 e virar no primeiro entroncamento à esquerda na Rua do Calvário seguindo até à rua da Presa e Rua da Portela.

Se vem pela SCUT A28 (Valença - Porto) a saída é a mesma, assim como se vier pela A27 (Ponte de Lima-Viana do Castelo).

Coordenadas GPS:

41.711752,-8.807262

Quinta da Presa

Rua da Presa, 110

Meadela

4900-790 Viana do Castelo

Tel.: 258 823 771

Para mais informações contactar por favor a Real Associação de Viana do Castelo, através do e-mail: real.associacao.viana@gmail.com  ou para os telemóveis dos Presidentes da Direcção, das Reais Associações de Viana do Castelo e Braga, respectivamente Dr. José Aníbal Marinho, 961 318 001 e Dr. Gonçalo Pimenta de Castro 919 932 154.

Este evento conta também com a colaboração da Real Associação do Porto.

MUNICÍPIO DE FAFE LANÇA NOVAMENTE PRÉMIO DE HISTÓRIA LOCAL

O Município de Fafe instituiu, pela décima quinta vez, o Prémio de História Local “Câmara Municipal de Fafe “.

O prémio visa estimular a pesquisa e investigação em torno da identidade deste Município, no passado e nas suas diferentes perspetivas,

Podem concorrer ao Prémio de História Local todos os que o pretendam, residam ou não no concelho, com trabalhos originais e inéditos sobre um ou vários aspetos da história de Fafe, a nível administrativo, político, económico, social, cultural, artístico, religioso ou outro(s).

Segundo o regulamento aprovado pelo Executivo, na avaliação dos trabalhos serão ponderados aspetos como a utilização privilegiada das fontes primárias, a valorização da originalidade e atualidade dos temas, a clareza e correção da linguagem, a coerência global e a apresentação formal.

Os trabalhos concorrentes terão de ser escritos em português, com o mínimo de 30 páginas.

O Prémio tem o valor pecuniário de 1 000 € e galardoará apenas o melhor trabalho concorrente. A Câmara garantirá, além disso, a publicação da obra vencedora na revista Dom Fafes.

Os interessados em concorrer devem remeter quatro exemplares do seu trabalho, apresentado em folhas de formato A4, a 2 espaços, para Casa Municipal de Cultura de Fafe (Prémio de História Local) – Rua Major Miguel Ferreira – 4820-276 Fafe.

Cada concorrente apenas pode remeter um trabalho.

O prazo de receção das obras concorrentes decorre até ao dia 28 de fevereiro de 2017, ocorrendo a entrega do prémio ao autor da obra vencedora em 25 de abril seguinte.

De recordar que a última edição do prémio, já atribuído este ano, contemplou o trabalho Requalificação do Palacete Manuel Rodrigues Alves: Re-Integração da Palacete no Quotidiano da Cidade, de Ana Isabel Freitas Teixeira.

FAMALICÃO CONTA A HISTÓRIA DA FÁBRICA DE PNEUS CONTINENTAL

História da Continental em Famalicão vai ter novos capítulos

Exposição “Percurso da Continental por Terras Famalicenses” patente ao público até final de janeiro na Casa do Território, no Parque da Devesa

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“O futuro não é uma bola de cristal, mas posso garantir que nós não vamos parar!”. A garantia é do presidente do Conselho de Administração da Continental Mabor, Pedro Carreira, que afirmou ontem em Vila Nova de Famalicão que a aventura do grupo Continental em Portugal, concretamente, em Lousado, Vila Nova de Famalicão, vai conhecer novos episódios nos próximos tempos. “Para além dos investimentos em curso, que são conhecidos da opinião pública, estamos a trabalhar em mais projetos, alguns deles já aprovados e que em devido tempo serão conhecidos.”

As palavras do responsável máximo pela quinta empresa mais exportadora do país foram proferidas ontem durante a inauguração da exposição “Percurso da Continental por Terras Famalicenses”, que conta a história dos 25 anos de presença do grupo em Famalicão, “uma história de muitos homens e mulheres e de muitas horas de trabalho” que conseguiram captar um investimento de 600 milhões de euros ao longos destas duas décadas e meia. A mostra, cuja inauguração, para além de Pedro Carreira contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, do administrador da Continental ITA – Eduardo Dinis e de outros quadros da empresa, fornecedores e amigos, vai estar patente ao público de forma gratuita até ao final de janeiro, na Casa do Território, no Parque da Devesa. 

É um guião de sucesso aquele que conduz os visitantes pela evolução do Grupo Continental, nomeadamente pelos acontecimentos que trilharam o seu desenvolvimento e as relações económicas e sociais estabelecidas no território famalicense e no mundo, durante mais de duas décadas. 

“São paginas de uma história brilhante”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, realçando a capacidade produtiva da empresa e os laços de compromisso permanente com a comunidade. “É um grupo empresarial sólido, consistente e socialmente responsável”, referiu o autarca Paulo Cunha. 

“Uma indústria não é apenas uma fábrica que produz” é o título e a mensagem que a Continental Mabor e a Continental ITA deixam ao visitante refletindo os laços, os compromissos e as afinidades   criadas e desenvolvidas ao longo dos anos com o território e a comunidade em que se inserem.  

Algumas dessas afinidades foram realçadas e premiadas pela empresa no decurso da inauguração da exposição, com a atribuição de diplomas de mérito e reconhecimento a empresas e instituições com quem a Continental tem vindo a desenvolver parcerias ao longo dos anos. À Câmara Municipal, a Continental Mabor e a Continental – ITA, entregaram o Diploma de Mérito, pela “excelente colaboração desenvolvida ao longo dos anos”.

Recorde-se que a Continental Mabor de Lousado é tida como a melhor das vinte fábricas de pneus do grupo alemão, tendo sido escolhida recentemente para albergar uma nova unidade de produção de pneus radiais agrícolas do grupo, num investimento próximo dos 50 milhões de euros que vai gerar mais de uma centena de empregos e cujo arranque da produção está previsto para 2017.

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MONDIM DE BASTO: BOMBOS DE ATEI VOLTAM A RUFAR EM LISBOA

Três anos decorridos desde a sua última participação nas comemorações em Lisboa do 1º de Dezembro de 1640, eis que o Grupo de Bombos de Atei, de Mondim de Basto, volta a descer à capital para mais uma estrondosa arruada.

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A sua atuação impressionou o numeroso público que então assistia às comemorações, sobretudo na Praça dos Restauradores. De novo, eles vão seguramente abrilhantar as festas deste ano, fazendo estremecer a cidade com o rufar dos seus bombos.

Entretanto, em jeito de convite, deixamos aqui algumas imagens da sua atuação nas comemorações de 2013.

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MINHO DESFILA EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO

Viana do Castelo, Amares e Famalicão representam o Minho nas comemorações do 1º de Dezembro

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro. Agradecemos também o apoio facultado pelo Recheio e pelo Amanhecer.

Restauração 2014 097

O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014 e 2015. Será êxito maior em 2016.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.700 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 5ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

Banda do Exército

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda da ACULMA (Marvila, Lisboa)

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense (Madalena do Pico, Açores)

Banda Musical Santiago de Lobão (Santa Maria da Feira)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (Amares)

Banda Marcial de Arnoso (Vila Nova de Famalicão)

Associação Filarmónica Recreativa e Cultural do Brinço (Macedo de Cavaleiros)

"Banda de Música 1º de Maio (Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses) (Mirandela)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Filarmónica Recreativa Cortense (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense (Figueira da Foz)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Banda Filarmónica da Casa do Povo de N.ª Sr.ª de Machede (Évora)

Banda Musical de Tavira

Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)

Sociedade Musical Estrela da Beira (Seia)

Sociedade Filarmónica Maiorguense (Alcobaça)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão-Grande)

Associação Musical de Cabanas de Torres (Alenquer)

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro da Encarnação (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião

Sociedade Musical Euterpe de Portalegre

Banda de Música de S. Vicente de Alfena (Valongo)

Sociedade Filarmónica União Maçaense (Mação)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (Almada)

Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha (Viana do Castelo)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Banda Musical 81 de Ferreirim (Sernancelhe)

Será um total de 34 entidades, integrando 2 grupos de persussão, 1 banda nacional militar e 31 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1700 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

BRAZ REGUEIRO EXPÔS EM 1966 NA ASSEMBLEIA NACIONAL A SITUAÇÃO ECONÓMICA EM QUE À ÉPOCA SE ENCONTRAVA O MINHO

Braz Regueiro, deputado à Assembleia Nacional na IX Legislatura, na sessão de 22 de março de 1966, expôs a situação económico-social do Minho à época, com um discurso eloquente que não resistimos a transcrever do Diário das Sessões do dia seguinte. Presidiu à sessão Mário Figueiredo, tendo como secretários Fernando Cid de Oliveira Proença e Mário Bento Martins Soares.

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Braz Regueiro era natural de Peso da Régua. Porém, no exercício da sua profissão de médico, viria a ficar bastante ligado ao concelho de Paredes de Coura onde foi Diretor do Sanatório Presidente Carmona em acumulação com as funções de médico municipal do mesmo concelho, Diretor da Consulta do Dispensário de Paredes de Coura e Médico delegado dos Serviços Médico-Sociais das Caixas de Previdência. Foi ainda Presidente da Comissão Concelhia de Paredes de Coura da União Nacional (1965); Delegado da Legião Portuguesa no concelho de Paredes de Coura (1965) e Presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura (1965).

"O Sr. Braz Regueiro: - Sr. Presidente, Srs. Deputados: E a primeira vez que peço a palavra neste areópago político, pelo que são para V. Ex.ª, Sr. Presidente, os meus melhores cumprimentos de admiração e respeito.

Respeito pelo homem probo e pelo professor ilustre e admiração pelo seu poder de decisão, firmeza de princípios, coragem moral, capacidade de trabalho, espírito, de sacrifício e isenção inatacável.

Aos ilustres Deputados desta Assembleia apresento também os melhores cumprimentos de fraterna amizade e a promessa de sempre leal colaboração.

Sr. Presidente, Srs. Deputados: O Minho é o jardim de Portugal, classificação que com verdade e justiça calha bem a essa formosa província, das mais coloridas e pitorescas, das mais tradicionais, das mais populosas e das mais activas, «berço onde se embalou a nacionalidade portuguesa».

Terra de gente boa e hospitaleira, presente sempre nos momentos das grandes crises nacionais, vivendo a cultivar a tenra na tranquilidade bucólica da paz e, de fugida, descansando e dormindo embalada pelo vaivém das ondas do mar, que, como ainda este Inverno se verificou, ou tudo lhe dá, ou tudo lhe leva.

Como já foi dito, a história do País é a história do Minho, já que aqui se iniciou a autonomia do velho Condado Portucalense. O Minhoto traz no peito, como em simbiose, o génio celta e a alma grega: é fecundo e emigrador.

Pelas sete partidas do Mundo se distribui o Minhoto.

Noutros tempos, quando a miséria era factor determinante da emigração, o Minhoto procurava o Brasil, terra irmã, de todas a mais querida, onde se vivia - e vive ainda - como em Portugal: os mesmos costumes, a mesma língua, a mesma crença, os mesmos ideais!

Portugal e Brasil, ontem como hoje, são árvore frondosa presa pelas mesmas raízes a um passado de glória, hoje como ontem, a mesma carne e espírito, - o mesmo sangue e lágrimas!

Brasil e Portugal, milhares de léguas a separarem-nos, milhões, de vínculos e afectos a unirem-nos!

Os ventos da história mudaram, e a emigração faz-se hoje de preferência para França, para a Alemanha e para o Canadá e é determinada já, não pela miséria, mas pela ambição de melhoria do nível de vida.

No Brasil de outros tempos, na França, na Alemanha ou no Canadá dos nossos dias, onde vive o Minhoto vive a nossa raça, onde ele está se perpetua a nossa história, lá anda «a nossa vida em pedaços repartida» e lá está também o orgulho de Portugal evangelizador e colonizador, o valente, caminheiro «que todos os campos ara e se mais mundos houvera lá chegara».

Rico, muito rico, esse maravilhoso vale do Minho, rico de paisagem, de céu azul de apoteose, azul dourado, azul inocente, azul sem mácula, onde o sol ri, a verdura canta, o vinho é alegre e a tulha é farta, no dizer de um poeta.

Lá no alto, Melgaço, a dominar uma vastidão de território serrano, até há pouco impermeável ao progresso e hoje terra de populações aspirando a cada vez mais regalias e benefícios.

Depois Monção, a menina bonita do Alto Minho, terra de Deuladeu Martins, hoje como ontem ciosa dos seus encantos, dispondo de atractivos e condições naturais excepcionais para o enquadramento numa desejada conjuntura turística nacional.

Valença do Minho, mais abaixo, fortaleza inexpugnável de outras eras, protótipo da povoação muralhada, enamorada sempre do rio que lhe serve o nome, a demarcar a fronteira norte de Portugal.

Cerveira a seguir, pequenina e maneirinha, alegre e colorida, cem o rio aos pés e a contrastar com os seus altos verdejantes e serpenteados.

Caminha vem depois, a deslumbrar, a intimar paragem e descanso ao turista que vem do norte; graciosa e gentil, autêntica «fascinação feita de luz e água».

Perto está Viana, a capital do distrito, a princesa do Lima, cheia de tradições etnográficas e folclóricas, de belezas paisagísticas sem par, de riquezas incomparáveis no seu património histórico e cultural.

Ponte de Lima, terra de poetas enamorados do encanto da paisagem; símbolo da abundância; terra de fidalgos e do Lete mitológico, «o lugar próprio para esquecer todos os outros do Mundo».

Arcos de Valdevez, mais além, com os encantos do Extremo, e as solidões da Peneda. É concelho também de fidalgos ilustres. É rica nos frondosos arvoredos, nas ravinas dos montes e nas férteis planícies, onde corre o fascinador e meigo Vez.

Pegado e muito junto, está Ponte da Barca, a terra da Nóbrega de Antanho, pequena, mas encantadora, aristrocata e briosa da sua génese histórica.

Finalmente, Paredes de Coura, o coração do distrito e o celeiro do Minho, pequeno concelho serrano onde o ar é puro e as águas abundantes.

Chamam-lhe a Suíça portuguesa pela sua situação montanhosa e pela excelência do seu clima privilegiado.

Nos arredores da vila, no encantador monte da Pena, ergue-se o Sanatório do Presidente Carmona, unidade assistencial moderna e eficiente e obra do Estado Novo.

E agora o contraste!

Distrito rico, muito rico de paisagem e boniteza, é pobre, muito pobre, nos aspectos social e económico.

O extraordinário surto de actividades ligadas ao turismo quase não se faz sentir neste vale do Minho, que, como vimos e sabemos, é das terras mais privilegiadas pela natureza, a pedir meças a quantas das melhores de todo o Mundo se reclamam por aí em coloridos cartazes turísticos.

À parte um arremedo de turismo na capital do distrito, nada, absolutamente nada, está feito, ao abrigo de investimentos oficiais ou de iniciativa particular nos restantes concelhos, todos, sem excepção, a oferecer gratuitamente tantos motivos de atracção pelo encanto de dons naturais.

Só Viana e Valença mantêm uma indústria hoteleira à altura das circunstâncias.

De resto, só instalações anacrónicas, quando não repugnantes, a incitar os Poderes Públicos no sentido de investir capitais na construção, em todas as sedes de concelho, não digo de pousadas, mas de estalagens, modestas embora, mas a satisfazer as exigências do mundo moderno, com orgânica semioficial, com pessoal adestrado e capaz, de preferência preparado em escolas hoteleiras, que, a exemplo da vizinha e amiga Espanha, há necessidade de criar a bem do turismo nacional.

Salve-se a honra do convento e o que resta da tradicional cozinha portuguesa.

E que dizer da indústria?

Os investimentos nesse sector são tão reduzidos que, todos o sabem, por não contar praticamente na economia do distrito, é causa determinante - mais do que o elevado índice da natalidade - do êxodo rural para os meios urbanos e para o estrangeiro, êxodo que, sendo característica regional de todos os tempos, o é hoje com aspectos catastróficos para a lavoura, empobrecida pela insuficiência dos preços, tributações onerosas, condições meteorológicas nem sempre favoráveis e mão-de-obra a impor salários altos. O amanho das terras está entregue quase exclusivamente a velhos e a mulheres, a exigir-lhes um sacrifício doloroso para quem não é escravo ou o é por amor e devoção à terra, presos a uma monocultura - a do milharal - que constitui uma precariedade económica tão pequena que, por vezes, ao depauperamento da província se junta a fome na família.

O Sr. Borges de Araújo: - Muito bem!

O Orador: - Aqui fica um aviso sincero, doloroso e alarmante: se não acodem à lavoura do Alto Minho, exausta por séculos de produção, o que em breve restará é chão queimado.

Que esperar da cultura de prédios rústicos de área tão reduzida, altamente absorvedora da mão-de-obra, mantas de retalhos que valorizam e enriquecem a paisagem, mas que são peso morto na economia nacional?

A pequena courela tem os seus dias contados, já que o que se pretende como objectivo económico do País é uma maior quantidade do melhor produto ao mais baixo preço, objectivo impossível de atingir com os pequenos prédios rústicos que constituem uma agricultura nntieconómica.

No emparcelamento está a solução. Por que esperamos?

Temos de lutar contra a falira de espírito associativo dos nossos lavradores e educá-lo no sentido de perceberem primeiro e aceitarem depois um sistema que ao fim e ao cabo lhes aumenta os proventos e os detende da ruína.

E que dizer, e para rematar, de dois problemas que afligem todos os concelhos, todo o Alto Minho, de lês a lês, motivo constante de reparos e protestos, justos e compreensíveis por constituírem necessidades, que mal se compreende esperem ainda solução [...ilegível...]

Quero referir-me à distribuição de águas e à electrificação.

Nas 287 freguesias do distrito de Viana do Castelo, em 31 de Dezembro de 1965 existiam, inventariadas, J 346 fontes de mergulho, das quais só 520 foram beneficiadas, aguardando ainda comparticipação 556, ficando muitas outras à espera do antecipado estudo.

Registe-se também que das 287 freguesias, só 115 dispõem de abastecimento de água por fontanário e só 27 gozam da regalia de abastecimento domiciliário.

Estes números falam por si e, dispensam quaisquer outros comentários, uma vez que mais que tudo é a saúde pública que está em jogo.

Um parêntesis para salientar que já depois de concluídos estes apontamentos tivemos a honra de receber, no passado sábado, a visita de S. Ex.ª o Ministro das Obras Públicas; visita de estudo, de estudo honesto, sério e eficiente, como são sempre as visitas do ilustre Ministro, que a todos vem dando lições de portuguesismo e de sacrifício pela grei. numa manifestação de inteligência e competência sem par.

Vozes: - Muito bem!

O Orador: - S. Ex.ª. defendo até à minúcia, quis sabor dos presidentes dos municípios como estávamos em relação às fontes de mergulho e em face da calamitosa situação, afirmou: «Até final de 1966 ou se beneficiam as fontes de mergulho ou se arrasam». Para grandes males, grandes remédios.

Os povos do Alto Minho pedem-me que agradeça desta tribuna a S. Ex.ª a carinhosa protecção.

Não é menos desanimado o que diz respeito à distribuição de energia eléctrica aos concelhos do distrito.

Vejamos: nas mesmas 287 freguesias só 108 estão totalmente electrificadas; 30 só parcialmente. Neste momento aguardam a tão desejada regalia - ia a dizer o tão desejado direito - 149 freguesias!

Para só me referir a dois concelhos, sem me esquecer que proporcionalmente todos os outros se mantêm deficitários, citarei que no de Arcos de Valdevez, de 51 freguesias, só 7 estão totalmente electrificadas 11 parcialmente e 33 completamente às escuras.

Ponte de Lima, também com 51 freguesias, só 6 conhecem a regalia desse índice de civilização; só duas estão parcialmente electrificadas e 43 vivem nas trevas a partir do pôr do Sol.

Há 25 anos que faço clínica num concelho rural do Alto Minho.

Assisti já a centenas de partos tendo como única fonte, de iluminação a luz da candeia.

Assisti já milhares de receitas à luz bruxuleante de uma vela de cera, já que a vela de cera se usa indistintamente entre essas populações pobres na igreja e no lar, uma vez que a de estearina lhes custa mais uns tostões.

Eu, que queria morrer a subscrever uma receita por amor à arte e por necessidade, peço a Deus me dê a graça de subscrever a estima à luz da energia eléctrica.

Acabo, como comecei, citando de maneira despretensiosa as grandezas e misérias de uma região, rica, muito rica pela graça de Deus, pobre, muito pobre pela indiferença e ingratidão dos homens.

Vozes: - Muito bem, muito bem!

O orador foi muito cumprimentado."

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BANDAS FILARMÓNICAS COMEMORAM RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL

Já está definido o elenco de grupo e bandas que participarão no próximo Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas 1º de Dezembro.

Estimamos um total de 1.700 músicos, nos 34 grupos que desfilarão, no próximo dia 1 de Dezembro, na Avenida da Liberdade e Praça dos Restauradores:

- 2 grupos de percussão, do Seixal e de Mondim de Basto;

- a Banda do Exército;

- 31 bandas filarmónicas dos seguintes municípios: Lisboa, Madalena do Pico, Santa Maria da Feira, Moura, Amares, Vila Nova de Famalicão, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Castelo Branco, Covilhã, Oleiros, Vila Velha de Ródão, Figueira da Foz, Oliveira do Hospital, Évora, Tavira, Seia, Alcobaça, Pedrógão-Grande, Alenquer, Mafra, Gavião, Portalegre, Valongo, Mação, Tomar, Almada, Viana do Castelo, Santa Comba Dão e Sernancelhe.

Iremos divulgando, aqui, detalhes do programa.

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PRESIDENTE DA REPÚBLICA DIRIGE MENSAGEM OFICIAL AO ESCRITOR FAFENSE DANIEL BASTOS

Presidente da República compartilha com historiador Daniel Bastos empenho no aprofundamento do contacto com a comunidade luso-canadiana

No início do presente mês de novembro, o escritor e historiador minhoto Daniel Bastos, cujo percurso literário tem sido alicerçado junto das comunidades portuguesas, recebeu uma mensagem oficial da Casa Civil do Presidente da República Portuguesa, na qual Marcelo Rebelo de Sousa compartilha com o investigador o empenho no aprofundamento do contacto com a comunidade luso-canadiana.

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Recorde-se, que nas últimas comemorações do Dia de Portugal no Canadá, Daniel Bastos apresentou a convite da Galeria dos Pioneiros Portugueses em Toronto, uma conferência sobre a história da emigração portuguesa, assim como o seu mais recente livro “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”. Uma obra concebida a partir do espólio do consagrado fotógrafo franco-haitiano, condecorado nessa altura em Paris pelo presidente da República Portuguesa com a Ordem do Infante D. Henrique, e que reúne mais de centena e meia de fotografias originais da maior importância para a história portuguesa do último meio século.

Saliente-se que no âmbito dos contactos estabelecidos com a comunidade luso-canadiana, o investigador da nova geração de historiadores portugueses, atualmente docente no Colégio João Paulo II em Braga, tem delineado a médio prazo a realização de uma obra sobre a emigração portuguesa para o Canadá. Um projeto editorial e de investigação promovido pela Galeria dos Pioneiros Portugueses, um Museu criado em 2003 que se dedica à perpetuação da memória e das histórias dos pioneiros da emigração portuguesa para o Canadá, cuja comunidade chega a quase meio milhão.

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PONTE DE LIMA PRESTA TRIBUTO A CARDEAL SARAIVA

Quinta conferência de tributo a Cardeal Saraiva no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

O Município de Ponte de Lima promove, no próximo dia 11 de novembro, pelas 19h00, a quinta palestra de homenagem a uma das mais elevadas figuras da história religiosa, política e cultural da primeira metade do século XIX em Portugal.

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Orientada por José Cândido de Oliveira Martins, professor associado na Universidade Católica Portuguesa de Braga, a conferência “D. Frei Francisco de São Luís e os estudos literários” - inserida num ciclo de sete comunicações dedicado aos 250 anos de nascimento de Cardeal Saraiva (1766-2016) – pretende dar a conhecer a vertente investigadora do monge beneditino no domínio da Literatura, mas também da História e do pensamento filosófico – trabalho que vai desenvolvendo nos vários locais por onde passa, seja enquanto Visitador-geral e Cronista-mor da Ordem Beneditina, seja na qualidade de Reitor da Universidade ou de Guarda-Mor da Torre do Tombo, para apenas citar alguns dos cargos para os quais é nomeado. Uma vida de afincado estudo de que resulta um legado bibliográfico de grande valor informativo e documental que importa conhecer.

A próxima conferência, “Tensões e conflitos entre liberais e absolutistas no Alto Minho no tempo de Cardeal Saraiva”, orientada por Alexandra Esteves, está agendada para o dia 02 de dezembro. Segue-se, a 06 de janeiro de 2017, a comunicação “Frei Francisco de S. Luís e o nosso tempo”, de Oliveira Ramos, que encerra o ciclo de palestras comemorativas.

Doutorado em Humanidades – especialidade de Teoria da Literatura –, José Cândido de Oliveira Martins é docente e investigador na Universidade Católica Portuguesa, em Braga. Tem diversos artigos publicados em revistas da especialidade, soma colaborações várias em obras coletivas e participações em congressos e colóquios e é autor de alguns livros, de que se destacam os títulos “Teoria da paródia surrealista” (1995), “Fidelino de Figueiredo e a crítica da teoria literária positivista” (2007) e “Viajar com António Feijó” (2009).

(Informações adicionais sobre o palestrante em: http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=5295361728152206)

PÓVOA DE LANHOSO DEBATE “ A IMPRENSA NO PRIMEIRO LIBERALISMO E A IMPRENSA EM DEMOCRACIA

Conferências juntam no Centro Interpretativo Maria da Fonte Jorge Pedro Sousa e Pedro Bacelar de Vasconcelos, sendo antecedida pela abertura de uma exposição

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A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso promove, no próximo dia 12 de novembro e no âmbito do ciclo de conferências “Maria da Fonte no seu e no nosso tempo”, uma iniciativa intitulada “Liberdade de Imprensa no Primeiro Liberalismo e nos dias de hoje”. Serão palestrantes Jorge Pedro Sousa, catedrático da Universidade Fernando Pessoa (Porto), e Pedro Bacelar de Vasconcelos, docente da Universidade do Minho (Braga).

“A comparação entre a liberdade de imprensa no liberalismo e nos dias de hoje é, de facto, um tema que nos leva a entender melhor como era a imprensa nos tempos da Revolução da Maria da Fonte. Estas conferências que vêm no seguimento da programação da comemoração dos 170 anos da Revolução têm como fim dar a entender de uma forma mais académica o quanto foi importante a revolta iniciada na Póvoa de Lanhoso para a história nacional”, refere o Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues.

A atividade tem início, às 16h30, no Núcleo Documental do município (Centro Interpretativo Maria da Fonte, no Largo António Lopes), com a abertura de uma exposição subordinada ao tema “Primórdios da imprensa nas Terras de Lanhoso”, altura em que será integrada no fundo daquele Núcleo uma coleção do jornal “A Póvoa de Lanhoso” e colocada online parte da coleção do jornal “A Maria da Fonte”, já tratada informaticamente.

Durante estas conferências, os palestrantes irão analisar as semelhanças e dissemelhanças entre o jornalismo e a liberdade de imprensa praticados em períodos tão distantes como os meados do século XIX e os inícios do século XXI. Desta forma, Jorge Pedro Sousa irá abordar “A Imprensa no Primeiro Liberalismo” e  Pedro Bacelar de Vasconcelos irá focar-se n’“A Liberdade de Imprensa 40 anos depois do 25 de Abril”.

Estas conferências irão realizar-se no auditório do Centro Interpretativo da Maria da Fonte, a partir das 17h00. A entrada é gratuita.

Estes momentos integram o ciclo de conferências designado “Maria da Fonte no seu e no nosso tempo” promovido pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso em colaboração com os jornais Correio do Minho e Maria da Fonte para assinalar os 170 anos da Revolução do Minho (1846 – 2016).

VIANA DO CASTELO JUNTA CONJURADOS

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As Reais Associações de Viana do Castelo e Braga, convidam a participar no “Jantar dos Conjurados” que se realizará no dia 30 de Novembro de 2016, pelas 20h00m, na Quinta da Presa, Meadela, Viana do Castelo, no qual o Senhor Coronel e historiador militar, Américo José Henriques, fará uma intervenção sobre o tema “A ocupação filipina e a Revolução do 1.º de Dezembro de 1640”.

Terá também lugar a cerimónia de entrega dos prémios dos Concursos Escolares que decorreram no ano Lectivo 2015/2016, organizados pela Real Associação de Viana do Castelo, sobre o tema "O Primeiro de Dezembro de 1640 - A Restauração da Independência de Portugal".

Preço do Jantar:

Adultos: 18,00 €

Crianças:

Até aos 5 anos: não pagam

dos 6 aos 12 anos: 10,00 €

As inscrições encontram-se limitadas à capacidade da sala pelo que deverão ser feitas com a maior brevidade possível e impreterivelmente até ao dia 26 de Novembro, para o e-mail da Real Associação de Viana do Castelo, ou para o Fax n.º 258 743 840, devendo ser enviada a indicação do nome, ou nomes dos participantes e um telefone de contacto, acompanhadas do respectivo comprovativo de depósito ou transferência bancária efectuada para:

Caixa de Crédito Agrícola

NIB: 0045 1427 4002 6139 2424 7

IBAN: PT 50 0045 1427 40026139242 47

SWIFT: CCCMPTPL

Localização:

A “Quinta da Presa” fica situada na encosta da Meadela, a 2 quilómetros de Viana do Castelo e perto da saída da Auto-estrada A28.

Se vem pela SCUT A28 (Porto - Valença), sair em Meadela na saída 24. No final, ao desembocar numa rotunda sair para a direita na Estrada Nacional 302 e virar no primeiro entroncamento à esquerda na Rua do Calvário seguindo até à rua da Presa e Rua da Portela.

Se vem pela SCUT A28 (Valença - Porto) a saída é a mesma, assim como se vier pela A27 (Ponte de Lima-Viana do Castelo).

Coordenadas GPS:

41.711752,-8.807262

Quinta da Presa

Rua da Presa, 110

Meadela

4900-790 Viana do Castelo

Tel.: 258 823 771

Para mais informações contactar por favor a Real Associação de Viana do Castelo, através do e-mail: real.associacao.viana@gmail.com  ou para os telemóveis dos Presidentes da Direcção, das Reais Associações de Viana do Castelo e Braga, respectivamente Dr. José Aníbal Marinho, 961 318 001 e Dr. Gonçalo Pimenta de Castro 919 932 154.

Este evento conta também com a colaboração da Real Associação do Porto.

FANTASMA DO “BISCONDE” ASSOMBRA PAÇO DA GIELA EM ARCOS DE VALDEVEZ

Paço Assombrado atraiu milhares de pessoas

No dia 31 de Outubro foi celebrada, pela primeira vez, a noite de Halloween no Paço de Giela! Esta organização do Paço de Giela/Município superou todas a expectativas, tendo o espaço sido o local de eleição de milhares de visitantes para se divertirem na noite mais terrífica do ano.

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Desde os mais pequenos aos adultos, todos se quiseram vestir a rigor e contribuir para o cenário verdadeiramente assustador lá representado.

A dar as boas-vindas e a acompanhar os visitantes estiveram os fantasmas do século XVI de D. Leonel Lima e sua esposa, os responsáveis pela construção do Paço, no entanto por lá também andaram os Cavaleiros do bem e do mal; a Moura fantasma; a Pumpkin Lady; o Minotauro; a Gargula; o Corvo; o Diabo Parkour, o Anjo da Morte, entre muitos outros.

Para os mais pequenos houve também o Cantinho dos Sustos; pinturas faciais; ateliês fantasmas, com muitos chapéus de bruxas, máscaras de Halloween, etc; desenhos de Halloween para colorir; contos assustadores (histórias de curta duração) e oferta de saquinhos de guloseimas.

Da programação ainda fizeram parte o concerto projeto NO!ON; a performance “Paço Assombrado” e a atuação do Dj set TATSUMAKI.

A enorme adesão das pessoas a esta iniciativa revela que esta foi mais uma aposta ganha do Paço de Giela/Municipio no âmbito da dinamização e promoção do Paço. Este será, certamente, um evento a repetir, seguindo a mesma linha de orientação e com pequenas melhorias.

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GUIMARÃES GEMINA COM A CIDADE FRANCESA DE DIJON

PROJETOS EM COMUM JÁ EM CURSO A PENSAR NO FUTURO

Guimarães assinou geminação com Dijon, a cidade do pai de D. Afonso Henriques

Raízes históricas na base da união com a capital da Borgonha, que a UNESCO elevou a Património Mundial no ano passado. Preservação do ambiente é igualmente objetivo partilhado pelas duas cidades.

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O Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, formalizou esta segunda-feira, 31 de outubro, um protocolo de geminação com Dijon, cidade francesa onde nasceu o Conde D. Henrique, pai de D. Afonso Henriques. Capital da Borgonha, região vinhateira com uma extensão de 60 quilómetros e 600 hectares de espaços verdes, Dijon foi classificada em julho de 2015 como Património Cultural da Humanidade.

A cerimónia de geminação, que contou com a presença do Cônsul do Brasil, Guilherme de Castro Barbosa Paixão, e da Cônsul de Espanha em Borgonha, Lourence Karaubi, além dos vereadores Adelina Paula Pinto e José Bastos, decorreu na Salle des Etats do Município de Dijon, lotada com a presença de membros da Union Luso Française Européenne (ULFE), presidida pelo português António Costa, que sucedeu na direção a Odália Novais, promotora inicial da geminação e que não conteve as lágrimas no momento da assinatura.

«Vamos trabalhar em projetos comuns para superarmos desafios, pois Dijon, Património Mundial, tem uma cultura e um desenvolvimento turístico com dimensões notáveis! Guimarães também quer estar de mãos dadas com Dijon para ser Capital Verde Europeia, fazendo parte de um caminho que é tão ou mais importante que o estatuto a alcançar, envolvendo todos, na missão de incutir uma consciência ecológica na nossa sociedade. Queremos uma Europa que proteja o ambiente e isso representa tornar Dijon e Guimarães nos melhores sítios para se viver em harmonia com a natureza», referiu Domingos Bragança, após ter oferecido uma réplica do Primeiro Rei a Sladana Zivkovic, responsável autárquica em França.

«Agradecemos o interesse e o empenho demonstrado pela Câmara de Dijon, a forma como nos receberam, bem como as reuniões de trabalho que promoveram, onde ficou bem demonstrada a vontade para a concretização de projetos que estreitem as relações entre os dois Municípios», realçou o Presidente da Câmara de Guimarães, após reunião de trabalho com o seu homólogo, François Rebsamen, visitando em seguida a região que produz alguns dos mais apreciados vinhos do Mundo, cuja área, composta por 1247 parcelas de terra, identificadas numa extensão de 60 quilómetros, liga Dijon ao sul de Beaune.

Cidades “irmãs”

O acordo de geminação resulta da assinatura de uma Carta de Amizade e Cooperação, formalizada a 10 de junho de 2011 entre Guimarães e Dijon, iniciando-se uma relação de proximidade sustentada em razões históricas ancestrais. A pouco menos de duas horas da capital de França, Dijon, conhecida como “Cidade de Arte e de História”, é o local onde nasceu Gustave Eiffel, engenheiro francês que participou na construção da Estátua da Liberdade em Nova Iorque e da Torre Eiffel, em Paris.

A relação de amizade e cooperação com Guimarães, que será consolidada através de projetos comuns, na área da educação, ambiente e cultura, resulta também do interesse manifestado pela vasta comunidade portuguesa que reside nesta cidade francesa, com a particularidade de um grande número dos seus membros ser originário da região vimaranense. Entre os 155 mil habitantes, 10 mil são de proveniência portuguesa.

CEMITÉRIOS SÃO GALERIAS DE ARTE FUNERÁRIA E PANTEÃO DE FIGURAS ILUSTRES

Os municípios deveriam organizar roteiros culturais de modo a dar a conhecer a História e a arte que ali se guarda

Desde as suas origens, o Homem procurou sempre superar a sua própria morte, constituindo essa uma das essências de todas as religiões. Através de determinados ritos garantia a viagem eterna para uma nova vida, colocando-se na posição fetal ou levando consigo a moeda com que haveria de pagar a Caronte a travessia para o Hades.

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As antas e dolmens, as lanternas etruscas, as pirâmides egípcias e as técnicas de mumificação não são mais do que expressões de arte funerária de diferentes civilizações de épocas distintas que são atualmente estudadas e conservadas, classificadas como património cultural.

Durante muitos séculos, entre nós, o sepultamento era feito no interior das igrejas ou no terreno adjacente considerado campo santo. Ainda atualmente se conservam em muitos locais as pedras tumulares com as respetivas inscrições e, não raras as vezes, brasões de família. Nalguns casos, porém, uma certa falta de sensibilidade para a necessidade de se preservar o património tem levado à destruição das sepulturas existentes no interior das igrejas e capelas com a realização de obras alegadamente de melhoramento.

Em 1835, passou a ser proibido o enterro dentro das igrejas, decisão que juntamente com outras medidas tomadas pelo governo de Costa Cabral vieram a estar na origem da Revolução da Maria da Fonte.

Durante o século XIX, fortemente marcado pelo Romantismo, a arte funerária regista um grande desenvolvimento que se traduz na construção de grandes jazigos repletos de esculturas e motivos arquitetónicos, o emprego de novos símbolos associados nomeadamente a profissões e a obediências maçónicas, figuras alegóricas, motivos vegetalistas e uma profusão de epitáfios.

Com efeito, a arte funerária reflete a visão do cosmos e a interpretação da vida e da morta feita a partir de um determinado contexto histórico, social e ideológico, revelando a estrutura social e a mentalidade da sociedade em que a mesma foi produzida. Devido ao seu elevado interesse patrimonial e cultural, alguns cemitérios tornaram-se visitas obrigatórias e estão incluídas nos roteiros turísticos como sucede com o cemitério de Pére Lachaise, em Paris, ou o cemitério dos Prazeres, em Lisboa, onde se encontram magníficas obras de arte e em cujos jazigos repousam os restos mortais dos nossos mais ilustres poetas e outras figuras ilustres.

No dia em que muitos minhotos vão aos cemitérios visitar as sepulturas dos seus entes queridos já falecidos, o BLOGUE DO MINHO deixa aqui a sugestão para que aquele espaço de meditação seja também visto noutra perspetiva, contemplando as obras de arte, procurando decifrar os símbolos e descobrindo as figuras notáveis que ali repousam, algumas das quais marcaram em suas vidas o desenvolvimento da sociedade local.

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AS BRUXAS SÃO AS SACERDOTISAS DO PAGANISMO

Quais sacerdotisas dos ritos próprios do culto pagão, as chamadas bruxas desde sempre povoam o nosso imaginário, associado ao mal e representando figuras demoníacas que ao longo dos séculos foram inculcadas nas nossas mentes pela religião Cristã que entre nós viria a impor-se ao paganismo. Tal como a figura de Pã, deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores veio ao longo da Idade Média a ficar associada à do Diabo transfigurado na dama pé-de-cabra.

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Proveniente do latim paganus que significa literalmente camponês ou rústico, o paganismo constitui uma forma de expressão religiosa em íntima comunhão com os fenómenos da natureza e profundamente ligado às necessidades espirituais do indivíduo inserido no mundo rural. Prova evidente dessa realidade constitui as tradições que respeitam aos ritos do inverno e ao culto dos mortos, desde os peditórios de “Pão Por Deus” até à “Serração da Velha”, passando pela celebração do solstício de Inverno e o Entrudos, celebrações quase todas convertidas em celebrações cristãs como o Natal, como se de festividades pagãs não se tratassem a sua origem. O mesmo sucede com outras festividades como o Solstício de Verão, com os seus ritos associados ao fogo e transformados em festividades são-joaninas.

Existem entre nós vestígios de antigos santuários pagãos como a do deus Endovélico na região do Alandroal, registando a própria toponímia a sua ancestral influência como sucede com a serra do Larouco, proveniente do deus Laraucus.

Porém, no ano 312 deu-se a alegada conversão do Imperador Constantino ao Cristianismo e, a partir do ano 392, passou o paganismo a ser proibido no Império Romano e consequentemente reprimido e perseguido, sendo essas medidas agravadas com a pena de morte a partir de 435 para quem praticasse ritos envolvendo o sacrifício de animais. Não obstante, o paganismo continuou a praticar-se, de forma mais ou menos discreta, sobretudo entre as gentes que viviam no campo. E a conversão à nova religião trazida pelos invasores romanos não foi tarefa fácil, deparando-se com maiores dificuldades entre os povos de regiões com maior apego às mais ancestrais tradições como se verificou no Minho e em Trás-os-Montes.

Os antigos templos e santuários pagãos foram destruídos para em seu lugar serem erguidas igrejas, o mesmo sucedendo com as encruzilhadas dos caminhos rurais e outros locais de culto nas aldeias que deram lugar a cruzeiros e a pequenos nichos contendo retábulos com as “alminhas” do Purgatório que passaram espiritualmente a aterrorizar as mentes dos humildes camponeses, até então habituados a uma relação mais sadia com a natureza que os rodeavam. Os sacerdotes pagãos conferiram uma nova roupagem às festas pagãs, procurando por esse meio conferir-lhes um novo sentido.

Mas, ainda assim, a religiosidade pagã sobrevive ao lado da nova fé, traduzida na manutenção de velhas tradições como as máscaras transmontanas e as festas dos caretos, o entrudo e as fogueiras de S. João. E, mesmo no Minho onde aparentemente existe forte religiosidade cristã, o que se verifica realmente é uma verdadeira manifestação de exuberância que caracteriza o minhoto, mais não constituindo a festa cristã do que um pretexto para exteriorizar a sua alegria como uma forma de profunda comunhão com a vida e o meio que o rodeia, iluminada por magníficas girândolas de fogo-de-vistas que revelam o seu apego embora inconsciente a antigas práticas religiosas.

Devemos a tais práticas religiosas pagãs os nossos mais profundos conhecimentos de medicina popular no uso das mais variadas espécies botânicas, o saber da meteorologia baseado na observação constante dos fenómenos naturais e da própria astronomia transmitido de geração em geração através de axiomas, a riqueza da nossa gastronomia e um infinito universo de conhecimentos que fazem parte do rico património do nosso folclore.

Com o decorrer do tempo, as perseguições acentuaram-se, tornando-se mais implacáveis durante a Idade Média e sobretudo no período da Inquisição. As sacerdotisas do paganismo eram perseguidas sob a acusação de bruxaria, sempre associada a práticas identificadas com ritos satânicos e talentos que lhes permitiam voar sentadas em rudimentares vassouras…

Nos tempos que correm, tais feitos mais não passam de fantasias literárias e até antigos rituais ligados ao culto dos mortos foram pela sociedade de consumo transformados em motivos de diversão, tal como no passado foram associados ao mal. Mas, o certo é que as bruxas jamais deixaram de existir e o paganismo parece estar de volta!

MONÇÃO: ALUNOS DO 3º CEB “ENTRAM” NA HISTÓRIA DA TORRE DE LAPELA

Inaugurado no dia 28 de maio, o Núcleo Museológico da Torre de Lapela recebeu, até finais de setembro, 1799 visitantes, 1191 nacionais e 608 estrangeiros. Visando a divulgação daquele espaço cultural e turístico aos alunos do concelho, foram programadas visitas que tiveram início no dia 18 e terminam amanhã, dia 28. Esta tarde, professores e alunos da EBI de Tangil contaram com a presença do Vereador das Atividades Socioculturais, Paulo Esteves. 

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O Núcleo Museológico Torre da Lapela foi inaugurado no dia 28 de maio deste ano, tendo recebido, até finais de setembro, 1799 visitantes, 1191 nacionais e 608 estrangeiros. Com entrada gratuita, pode ser visitado aos sábados e domingos das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00.

No arranque deste ano letivo, o serviço educativo do município agendou um conjunto de visitas dos alunos do 3º CEB do concelho aquele espaço cultural e turístico. Tiveram início no dia 18 e terminam amanhã, dia 28, contemplando 215 alunos da EB 2.3 de Monção, da EBI de Tangil e da EPRAMI, ensino profissional.

Esta tarde, professores e alunos da EBI de Tangil contaram com a presença do vereador Paulo Esteves. Além da fotografia coletiva, houve tempo para algumas conversas sobre a história da Torre de Lapela e, como não podia deixar de ser, da magnífica paisagem que esta, elegante e altiva, proporciona sobre o rio Minho, casario tradicional e margem galega.   

“Um local com muito para contar e uma panorâmica fantástica sobre a envolvente” referiu Paulo Esteves, acrescentando que “esta visita dos alunos do concelho tem como objetivo a divulgação da nossa história e a criação de um momento de aprendizagem fora da sala de aulas” 

Após os trabalhos de reabilitação estrutural e espacial, a Torre de Lapela, conhecida como a melhor varanda sobre o rio Minho agora batizada como Núcleo Museológico Torre de Lapela, mantem a mesma postura imponente e mostra uma silhueta ainda mais atraente, garantindo um maior contacto com a história local.

Além de diversos painéis explicativos da história da Torre de Lapela e da sua função defensiva na orla do rio Minho ao longo dos séculos, pode-se visualizar um vídeo com imagens surpreendentes sobre a envolvente natural e fluvial daquele espaço histórico e cultural.

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