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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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TERESA DE LEÃO REGRESSA AO CASTELO DE LANHOSO

Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso recebe "Teresa de Leão, o rosto de uma governação"

O Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso recebe, a partir de amanhã, 21 de fevereiro (abertura pelas 14h30), uma exposição de imagens designada "Teresa de Leão, o rosto de uma governação".

Castelo de Lanhoso 2017

Como dote de casamento com D. Henrique, D. Teresa recebeu das mãos de seu pai, Afonso VI, rei de Leão e Castela, as terras do Condado Portucalense, que regeu com pulso de ferro o que era seu por direito, confrontando a rainha D. Urraca, sua meia-irmã, e o seu próprio filho, D. Afonso Henriques, na lendária batalha de São Mamede, em Guimarães, em 1128.

Alguns dos sucessos militares alcançados por D. Teresa tiveram o apoio das robustas e sumptuosas muralhas do Castelo de Lanhoso, sendo por esse motivo um dos monumentos que melhor evoca a memória de uma mulher que seguia as suas próprias ideias e desconsiderava, muitas vezes, a opinião do Clero, Nobreza e da família, com o único propósito de consolidar e ampliar as linhas de fronteira do Condado Portucalense.

Mulher determinada, de ambições fortes e feitio temperamental, D. Teresa foi o rosto de uma governação firme e inteligente.

O Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso tem sido local de eleição para as mais variadas mostras. Uma constante oferta cultural, melhorada e diversificada, e a estreita relação com os estabelecimentos de ensino, instituições e associações, fez com que o Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso, no ano de 2017, ficasse muito próximo dos 13 mil e 600 visitantes e estabelecesse um novo recorde, pois, desde que há registos, este número nunca foi alcançado.

Esta exposição pode ser vista até 15 de abril, das 10h00 às 12h30 e das 14h30 às 17h30. O Núcleo Museológico do Castelo de Lanhoso está encerrado às segundas e terças-feiras (de outubro a maio).

FAMALICÃO EVOCA LINO LIMA

Esta quarta-feira, dia 21 de fevereiro, pelas 15h00, na sala da Assembleia Municipal de Famalicão, colóquio encerra comemorações do centenário de nascimento de Lino Lima

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão realiza o colóquio de encerramento das comemorações do centenário do nascimento de Lino Lima – distinto advogado famalicense e destacado membro da Oposição Democrática à ditadura do Estado Novo. A iniciativa tem lugar amanhã, quarta-feira, dia 21 de fevereiro, pelas 15h00, na sala da Assembleia Municipal de Famalicão, nos Paços do Concelho.

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A iniciativa, intitulada “Uma Vida pela Liberdade: Lino Lima (1917/2017)”, vai debruçar-se sobre a plurifacetada personalidade de Lino Lima.

A abertura do colóquio estará a cargo do Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, seguindo depois com as intervenções do historiador e coordenador das comemorações, Artur Sá da Costa, do historiador João Madeira, do escritor José Manuel Mendes, do advogado Salvador Coutinho e do membro da Comissão Política Nacional do Partido Comunista Português, Gonçalo Oliveira.  

Recorde-se que a iniciativa encerra as comemorações do centenário do nascimento de Lino Lima, promovidas desde fevereiro de 2017 pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em associação com a Direção da Organização Regional de Braga do PCP.

PROF. DOUTOR MANUEL ANTUNES VAI A LOURES FALAR DA ALDEIA SUBMERSA DE VILARINHO DA FURNA

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho no âmbito do FolkLoures’18

Vilarinho da Furna: História e Tradições Populares de uma Aldeia Afundada” é o tema da conferência que o Professor Dr. Manuel Antunes vai proferir no próximo dia 30 de Junho, a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures. A iniciativa insere-se no âmbito da próxima edição do FolkLoures e deverá ser apoiada pela projecção de interessantes imagens que retatam os usos e costumes das gentes de Vilarinho da Furna, antes da aldeia ter ficado submersa nas águas da albufeira da barragem.

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Vilarinho da Furna era habitada em 1970 por cerca de 250 pessoas, que tiveram de abandonar a povoação devido à construção de uma barragem. A barragem foi inaugurada a 21 de Maio de 1972 e encontra-se localizada no concelho de Terras de Bouro, sendo alimentada pelo Rio Homem. Submersa pelas águas, as ruínas da aldeia são visíveis sempre que a barragem está vazia.

Manuel de Azevedo Antunes é doutorado em Ciência Política (2009). Estudante nas Universidades de Lisboa (1966-1976) e Paris – Sorbonne (1976-1977), desenvolveu atividade docente nas Universidades de Lisboa (1975-1992) e Maputo (1979-1987). Foi Consultor das Nações Unidas (1989), em Moçambique. Na Guiné- Bissau (1988-1992), participou, como coordenador, metodólogo e estatístico, no Inquérito Demográfico e Sanitário, para o Ministério da Saúde, com apoio do Banco Mundial. É, atualmente, Professor Associado e Investigador na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Preside a AFURNA – Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna, tendo publicado “Vilarinho da Furna, Uma Aldeia Afundada” (Lisboa: Regra do Jogo, 1985), “Requiem por Vilarinho da Furna, Uma Aldeia Afundada” (Lisboa: Biblioteca da Universidade Lusófona, 1994) e “Vilarinho da Furna, Memórias do Passado e do Futuro” (Lisboa: Centro de Estudos da População, Ambiente e Desenvolvimento, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, 2005).

EM 1964, DEPUTADO BAPTISTA FELGUEIRAS EXALTOU NA ASSEMBLEIA NACIONAL AS BELEZAS NATURAIS DO MINHO

Na sessão de 11 de Março de 1964, da Assembleia Nacional, o deputado Baptista Felgueiras proferiu um eloquente discurso exaltando as belezas naturais e as potencialidades turísticas da nossa região, onde não faltou sequer a alusão à lampreia que nesta época delicia o paladar de muitos dos visitantes da nossa região. Transcrevemos o seu discurso na íntegra.

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O Sr. Baptista Felgueiras: -Sr. Presidente: no prosseguimento do debate generalizado de que está a ser objecto o aviso prévio do Sr. Deputado Nunes Barata sobre o turismo nacional tem-se vindo a construir nesta tribuna, pouco a pouco, com as intervenções dos Srs. Deputados que se interessaram pelo problema, um maravilhoso mosaico, cujas pedras são os pedaços da beleza com que a Providência dotou generosamente a nossa terra e valoriza e enriquece tantas das suas regiões.

A par disso, aqui têm sido expostas as necessidades e soluções que importa considerar em relação ao fenómeno turístico, quer no plano nacional, quer no âmbito peculiar a cada região do País.

Já dois dos meus colegas de círculo trouxeram ao debate o seu contributo autorizado e valioso. Mas não quero deixar de trazer também uma pedra para a composição do quadro, ainda que descolorida e sem relevo, e de salientar algumas necessidades e aspirações concretas do meu distrito que se podem encarar do ponto de vista turístico.

O distrito de Viana do Castelo é um dos mais belos recantos do Mundo em que vivemos. Abraçam-no dois rios formosíssimos, o Lima e o Minho. Qual deles sobreleva o outro em encanto, não será fácil dize-lo, e melhor será, portanto, deixar o problema em aberto e a rivalidade de pé.

Mas o primeiro é, sem dúvida, enriquecido pelo sortilégio das lendas seculares que o envolvem. As mais antigas crónicas identificam as suas margens com os maravilhosos Campos Elíseos e o próprio rio com o mitológico Letes, ou rio do esquecimento.

E narrou Tito Lívio que, chegando o cônsul romano Décio Júnio Bruto às margens do Lima, viu as suas hostes recusarem-se a atravessá-lo, receosas de perder a lembrança da própria pátria. E só depois de o general romano transpor o rio, e da outra margem chamar pelos seus nomes, um por um, os seus capitães, o exército conquistador se dispôs a seguir o exemplo do seu chefe, atravessando o rio também.

Dentro do território que os dois rios limitam encontram-se o deslumbramento de uma paisagem inigualável, população composta de gente simples, laboriosa e de feitio acolhedor, riqueza folclórica das mais puras raízes, vestuário cheio de beleza e colorido, excelente cozinha, vinhos dos melhores do País, em que tem lugar cimeiro o alvarinho de Monção, reconhecidamente o melhor vinho branco de mesa que se produz em Portugal.

E não falta também, neste recanto privilegiado do País, a dar testemunho da nobreza e brilhantes tradições históricas dos seus habitantes, a marca heráldica de um conjunto de solares, que são dos mais belos e grandiosos que se encontram no território nacional.

Se VV. Ex.ªs, Srs. Deputados, passarem os olhos pela maravilhosa aguarela que nos deixou D. António da Costa no seu livro No Minho, cuja leitura ainda hoje nos encanta, e o acompanharem na deliciosa viagem turística - como hoje se diria - que ele empreendeu há cerca de 100 anos, encontrarão, sem dúvida, mais edifícios, porque bastantes se têm construído entretanto. Encontrarão mais vias de comunicação, mais estradas. Por exemplo, já não será necessário percorrer de barco, Minho abaixo - aliás uma viagem de sonho, que apetece repetir ainda hoje -, a distância de Monção a Caminha, sem estrada naquela recuada época.

Mas depararão, sem dúvida, com o mesmo deslumbramento que o seduziu, com a mesma imperturbada placidez, que permitiu àquele ilustre «turista» colher a mais repousante impressão da sua jornada.

Na verdade, o distrito de Viana, no seu conjunto, e salvo uma ou outra excepção rara, desconhece o fumear das chaminés fabris, o bulício dos formigueiros humanos, o afã e o estrépito da actividade das grandes indústrias, que se encontram noutras regiões do País.

Permanece ali, de um modo geral, a calma secular de viver. Não direi se é desejável ou não que tal situação se modifique. Poderá perguntar-se, no entanto, se não será a própria beleza que envolve os seus habitantes que concorre para eles renunciarem a actividades que a maculem. Há-de acrescentar-se, porém, que o distrito de Viana do Castelo é, por isso mesmo, materialmente dos mais pobres de todo o País.

Mas se a região é tal como se descreve, parece que tudo deve dispor-se para que a sua beleza casta seja desposada pelo turismo.

Posta assim a pedra no mosaico, vou passar a encarar, em traços rápidos, alguns aspectos concretos do problema.

Começarei pelos próprios rios á que me referi.

Quer num, quer noutro, há falta de pontes que interliguem as suas margens.

No rio Lima é da maior urgência a construção de uma ponte em Lanheses. Além do grande interesse que essa construção representa para o trânsito intenso de turistas que se faz pelas duas margens, constitui, de há muito, uma aspiração a todos os títulos legítima dos povos que vivem habitualmente na região, pela extraordinária facilidade de comunicação que lhes advirá. E por motivos análogos, é do maior interesse, e necessidade também, a construção, igualmente no rio Lima, da ponte do Carregadouro.

No rio Minho é instante a necessidade da construção de mais duas pontes: uma em Monção e outra no Peso, em Melgaço.

Como já foi observado nesta tribuna, não podemos esquecer que é de Espanha, e constituído por espanhóis, que temos de esperar o maior afluxo turístico para o nosso país. E das diferentes regiões de Espanha é da Galiza, pela simpatia e afinidade que tradicionalmente a ligam ao Minho, que provém a maior corrente de turistas do país vizinho.

E ambas aquelas pontes, em especial a primeira, concorrerão grandemente para a facilitar e lhe dar incremento.

A par disso, duas vias de comunicação, do maior interesse para o turismo da região, se torna urgente levar a efeito: o prolongamento, até Sistelo, em Arcos de Valdevez, da estrada que vai actualmente de Monção a Merufe, e o prolongamento da estrada de Melgaço a Lamas de Mouro até Arcos de Valdevez, com passagem pelo Santuário da Peneda.

Ambas as referidas estradas assim prolongadas estabeleceriam, embora através de zonas diferentes, ligação do vale do Minho com o vale do rio Vez e poriam em contacto com o trânsito turístico dois maravilhosos trechos, agora praticamente inacessíveis, da região do Alto Minho.

E a segunda das referidas estradas teria ainda a vantagem de trazer a região de Melgaço a um convívio turístico muito mais intenso com o resto do País. Melgaço dispõe actualmente de uma única saída para a rede de estradas nacionais. Com o prolongamento daquela estrada poderá visitar-se a região de Melgaço sem ter de repisar o mesmo caminho na viagem de retorno, como agora acontece.

Aludi há pouco aos solares do Alto Minho. São ainda numerosos e constituem na sua maioria edificações senhoriais de grande valia, não só pela traça arquitectónica que os distingue, como até pelas páginas de história que andam ligadas a alguns deles.

É exemplar digno de especial menção o Palácio da Brejoeira, a respeito do qual pode ler-se na Grande Enciclopédia Portuguesa c Brasileira que, «exceptuando os antigos paços reais, não há em Portugal outro palácio que possa competir com este em sumptuosidade». Mas outros há menores, embora a sua contemplação não desperte menor encanto, como a formosa Casa de Bretiandos, na ribeira Lima.

Constituem pois tais edifícios real motivo de atracção turística. E assim não deve o Estado desinteressar-se da sua conservação. Modificaram-se as condições de vida, em relação à época em que foram construídos. A queda dos vínculos, em que muitos se integravam, o absentismo dos proprietários, atraídos pelos grandes centros, e a própria decadência da vida agrícola têm feito passar muitos deles várias vezes de mão, com a lamentável ruína de alguns.

A sua manutenção representa, não raro, autêntico mecenato por parte dos seus proprietários. Desejável é que o Estado se não desinteresse da sua conservação. Conviria inventariá-los, classificá-los e, de modo positivo, contribuir para a sua defesa. Quanto mais não fosse, isentando-os de contribuição predial.

Um outro aspecto concreto do problema turístico do distrito é o que concerne ao equipamento hoteleiro. Quase todos os Srs. Deputados intervenientes no debate aqui têm trazido o eco das deficiências do País nesse capítulo, deficiências que parecem constituir mal generalizado em terras de província. Mas não será de mais insistir na mate via, porque sem um bom aparelho hoteleiro nunca conseguiremos realizar bom turismo.

Ora, pelo que se refere ao meu distrito, as suas instalações hoteleiras, tirante o Hotel de Santa Luzia e a Pousada de Valença, evocam ainda a viagem turística de D. António da Costa, tal como os hotéis do Bom Jesus têm ainda sabor camiliano, segundo a observação aqui feita pelo Sr. Deputado Pinto de Mesquita. Pareceria mesmo que o encantador cronista dá relação de muito maior número de hotéis do que os actualmente existentes, se não fosse por de mais conhecida a sem-cerimónia com que então, e ainda por muitos anos depois, qualquer modesta hospedaria se adornava com o título de hotel ou de grande hotel.

Há notícia de que em relação à cidade de Viana do Castelo e à praia do Cabedelo estão em curso iniciativas que resolverão, pelo menos quanto às necessidades actuais, o problema do equipamento hoteleiro da sede do distrito Mas nas restantes localidades a carência é manifesta e sem iniciativas íi vista tendentes a remediá-la. E nalgumas bem necessária e urgente é a criação de uma instalação hoteleira actualizada: estalagem, pousada ou pequeno hotel com condições de conforto. Permito-me citar, pela sua especial situação, a vila de Monção.

Notável pela sua cozinha, pelo excelente alvarinho, que só esse concelho produz, e situada no ponto de junção das duas grandes estradas que do Porto conduzem ao Alto Minho - a do litoral, passando por Viana do Castelo, e a do interior, com passagem por Braga -, Monção não tem hoje qualquer instalação hoteleira capaz de proporcionar aos visitantes, que ali se dirigem apesar de tudo, a indispensável comodidade, no mínimo que hoje se requer. Por isso se espera que os competentes serviços do Estado suscitem ou acolham favoravelmente as iniciativas tendentes à, resolução de problema de tanto interesse.
E vou ocupar-me agora, Sr. Presidente, do último aspecto concreto que me pareceu dever encarar na problemática turística do meu distrito. Para isso regresso ao rio Minho. E faço-o para salientar as extraordinárias possibilidades que ele oferece, para além do atractivo da sua beleza natural, como local de pesca desportiva. É um rio prodigioso na sua fauna.

Salmão, lampreia, sável, truta, o próprio esturjão, se encontram nas suas águas privilegiadas. Mas dessas espécies a que especialmente interessa no aspecto turístico, pelo menos enquanto se não conseguir repovoar o rio de salmões, é a truta, conhecida por truta marisca, variedade de notável beleza e categoria que chega a pesar 5 kg.

Para comprovar a VV. Ex.ªs o valor que tal pesca pode representar do ponto de vista turístico, recordarei o seguinte facto, que já aqui tive ocasião de referir noutra intervenção. Um pescador desportivo do Norte fez publicar na revista francesa de pesca e caça Au Bord de l'Eau um artigo sobre a truta marisca do rio Minho. Alguns dias após a publicação do artigo foram recebidas pela comissão municipal de turismo do Monção dezenas de cartas de pescadores desportivos da França e da Bélgica, na sua maior parte homens de elevada categoria social, a anunciarem o seu intento de virem à zona do rio Minho, na época própria, fazer uma temporada de pesca daquela espécie de truta e a pedirem indicações quanto a alojamentos e preços das licenças e outros informes e acrescentando alguns deles terem desejo de se fazerem acompanhar de pessoas de família.

Há, pois, todo o interesse turístico no incremento de tão preciosa pesca. Para tanto se impõe aos serviços competentes o dever do repovoamento intensivo das águas do rio, da regulamentação adequada da prática da pesca, com o indispensável estabelecimento de zonas coutadas, e da fiscalização suficiente e eficiente das suas águas.

Infelizmente, tem-se notado desde há tempos, nas águas do rio, certo despovoamento da sua fauna. Para isso poderá concorrer o assoreamento, que parece verificar-se na foz do Minho, dificultando a entrada do peixe.

Mas as causas que se apontam como mais alarmantes são a existência, em Espanha, a montante da zona fronteiriça do rio Minho,- de uma barragem, cujo regime de descargas provoca, periodicamente, alterações bruscas, mas muito sensíveis, da corrente do rio, com os efeitos mortíferos consequentes, e de uma instalação de tratamento de minérios, cujas escórias, lançadas na corrente, contaminam as águas.

A franca colaboração luso-espanhola que, no plano turístico, irá verificar-se, certamente, após a recente visita ao nosso país do ilustre Ministro do Turismo de Espanha, leva-nos a esperar que da parte do país vizinho e amigo haverá toda a boa vontade em resolver tal problema no sentido de evitar os. males apontados.

Importa, no entanto, que o assunto seja devidamente estudado e esclarecido e se busque, sem demora, a sua solução de harmonia com o interesse, afinal comum, dos dois países.

Quero concluir, Sr. Presidente, dirigindo uma palavra do mais caloroso apreço e justo encómio ao ilustre Deputado avisante pela probidade e superioridade com que realizou o aviso prévio em debate e fazendo votos para que da presente discussão venham a resultar, na ordem administrativa e no sector de turismo, providências eficazes a bem do interesse do País, que todos procuramos servir.

Vozes: - Muito bem, muito bem!

O orador foi muito cumprimentado.

MUNICÍPIO DE FAMALICÃO PROMOVE COLÓQUIO SOBRE A VIDADE DE LINO LIMA

Iniciativa encerra comemorações do centenário do seu nascimento e vai ter lugar no próximo dia 21 de fevereiro

A plurifacetada personalidade de Lino Lima vai dar o mote para a realização de um colóquio sobre a vida deste distinto advogado famalicense que foi uma das principais figuras da Oposição Democrática à ditadura do Estado Novo.

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“Uma Vida pela Liberdade: Lino Lima (1917/2017)”, assim se chama a conferência que vai ter lugar no próximo dia 21 de fevereiro (quarta-feira), pelas 15h00, na sala da Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão, com as intervenções do Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, do historiador e coordenador das comemorações, Artur Sá da Costa, do historiador João Madeira, do escritor José Manuel Mendes, do advogado Salvador Coutinho e do membro da Comissão Política Nacional do Partido Comunista Português, Gonçalo Oliveira.  

Refira-se que a iniciativa encerra as comemorações do centenário do nascimento de Lino Lima, promovidas desde fevereiro de 2017 pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em associação com a Direção da Organização Regional de Braga do PCP.

Nascido no Porto, Lino Lima veio com os pais, ainda criança, para Vila Nova de Famalicão, onde cresceu, viveu e trabalhou. Veio a tornar-se um dos advogados mais importantes do seu tempo, quer na comarca, quer na defesa dos presos políticos nos Tribunais Plenários. Apesar disso, teve uma intensa atividade política, inicialmente na clandestinidade e, no final da grande guerra na “luta legal”, ligando-se aos movimentos políticos criados ou apoiados pelo PCP, como o MUNAF e o MUD, a cujas comissões nacionais pertence.

Esteve com as candidaturas presidenciais de Ruy Luís Gomes e Humberto Delgado, participando ativamente nas eleições legislativas para a Assembleia Nacional de 1957 e 1969, assim como nos Congressos Republicanos de 1957 e 1969, e no Congresso da Oposição Democrática de 1973, onde tem um papel destacado, integrando as respetivas Comissões Nacionais e Executivas e ao fazer intervenções políticas.

Tornou-se Líder da Oposição Democrática do Distrito de Braga, que nos anos 60 ousou autodenominar-se “Os Democratas de Braga”, granjeando notoriedade nacional ao lado de Victor Sá, Santos Simões, Humberto Soeiro e Eduardo Ribeiro.

A câmara municipal de Vila Nova de Famalicão atribuiu a Lino Lima, em 1996, a medalha de honra do município, e no mesmo ano o Presidente da República, Jorge Sampaio condecorou-o com a Grã Cruz do Infante. Em 9 de Janeiro de 1999, a Assembleia da República aprovou por unanimidade um voto de pesar pela sua morte. Idêntica atitude tomou em 26 de fevereiro de 1999 a Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão.

RUI AGUILAR CERQUEIRA VAI A LOURES FALAR DO FOLCLORE E DO REGIONALISMO NA ÁFRICA AUSTRAL

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures

O Grupo Folclórico Verde Minho promove mais uma conferência dedicada ao folclore e ao regionalismo a ter lugar já no início do próximo ano. Rui Aguilar Cerqueira, antigo dirigente da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico vai, no próximo dia 24 de Março, proferir uma palestra subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”.

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A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico.

A iniciativa tem lugar a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, espaço onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, junto ao Parque da Cidade. Existe excelente estacionamento no local.

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Como é sabido, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram também o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955.

Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e, todos os anos continuam a reunir-se no Minho em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!

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Rui Aguilar Cerqueira nasceu em 1955, no Hospital Miguel Bombarda, em Lourenço Marques, como então se designava a capital de Moçambique, actual cidade do Maputo. Descende pelo lado paterno de naturais de Arcos de Valdevez – o pai chamava-se Abel Cerqueira – e, por parte da mãe, Maria Adelaide Varela Aguilar Cerqueira, de lisboetas.

Viveu, estudou e trabalhou como até aos 22 anos Agente Técnico de Apuramentos Estatísticos no Ministério da Agricultura, em Lourenço Marques.

Após a independência de Moçambique ocorrida em 25 de Junho de 1975, regressou a Portugal na companhia de toda a família e fixou residência em Braga.

Recomeçando a vida, deu então inicio a uma nova vida profissional, passando a exercer funções nas empresas multinacionais alemãs “Grundig Electrónica Portuguesa”, “Blaupunkt Auto Rádio Portugal, Lda ” e “BOSCH BRG”, durante 38 anos, como Técnico de Electrónica-Oficial.

Praticou desporto e foi atleta federado em Hóquei em Patins e Voleibol.

Durante a sua permanência em Moçambique, integrou a Casa do Minho de Lourenço Marques e o seu Rancho Folclórico composto por 80 elementos, representando a região minhota, com as suas danças e cantares tradicionais, com especial incidência no Alto Minho.

Sendo o seu falecido pai o ensaiador do grupo, era natural que os seus dois filhos ainda de tenra idade integrassem o Rancho juntamente com outras crianças, formando assim o respectivo Rancho Infantil cuja constituição ocorreu por volta de 1959. Tinha por essa altura apenas 4 anos de idade e o seu irmão, com apenas 2 anos, tornou-se a mascote do grupo folclórico.

Com o decorrer do tempo e atingida a idade indicada para passagem ao grupo dos adultos, tornou-se o par marcante e aquele que exercia a “voz de comando”.

Para além de grandes exibições em Moçambique, o Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lourenço Marques também se deslocou a África do Sul, Rodésia, Suazilândia entre outros países africanos, tendo recebido numerosas lembranças e até ganho diversos festivais folclóricos cujos troféus reuniu nas instalações da su sede social. À época era bastante comum a realização de concursos para avaliar o desempenho dos grupos folclóricos.

Com a independência política, todas as casas regionais e demais associações portuguesas existentes em Moçambique foram nacionalizadas, ficando os minhotos privados da sua Casa do Minho.

Nas fotos que apresentamos pode ver-se o rancho infantil, encontrando-se em cima, à direita, em primeiro lugar, o seu irmão Fernando Cerqueira (já falecido) e, em seguida, o sr. Rui Cerqueira. Nas duas fotos seguintes surge o seu pai, na qualidade de ensaiador, na frente a dançar o malhão traçado e, na outrao seu pai de gravata no meio do grupo. Estas fotos datam de 1960. Nas duas seguintes aparece Rui Aguilar Cerqueira, de barbas, na frente como o par marcante.

Actualmente, todos os minhotos ainda vivos que viveram naquele ambiente minhoto em terras moçambicanas – à época território português! – desde sócios, dirigentes, antigos componentes do rancho seus familiares e amigos, reunidos por Rui Cerqueira, encontram-se anualmente num almoço de confraternização, por ocasião do aniversário da associação, sempre numa diferente cidade minhota. E este “toque a reunir” que junta invariavelmente cerca de duas centenas de convivas, ocorre ininterrupetamente desde há 21 anos, tal é a saudade que os anima e o amor ao rincão natal!

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EXEMPLAR ÚNICO DO RITO BRACARENSE DÁ MOTE PARA SESSÃO DE HISTÓRIA LOCAL

Esta Sexta-feira na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva

O Município de Braga organiza esta sexta-feira, 9 de Fevereiro, mais uma sessão de história local, desta feita para abordar o rito bracarense, nomeadamente um Pontifical “de luxo” que integra o acervo do Arquivo Distrital de Braga. Com orientação de Joaquim Félix de Carvalho, realiza-se a partir das 21h30 no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva.

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A Igreja de Braga possui uma tradição ritual que integra práticas e costumes próprios, cujo estudo tem sido promovido. A Liturgia ou Rito Bracarense, apesar de divergências e polémicas a propósito da sua origem e peculiaridade, detém oportunos testemunhos da sua prática, cuja abordagem é fundamental. É o caso do Manuscrito 870 guardado no Arquivo Distrital de Braga, que se constitui como um raro exemplar plausivelmente quatrocentista de um antigo pontifical bracarense.

Trata-se de um livro, com cuidada execução, essencialmente, constituído pelos textos das missas e bênçãos, utilizados nas celebrações presididas pelo Arcebispo (pontífice), ao longo ano litúrgico. O estudo deste manuscrito, desenvolvido com excelência pelo nosso convidado, permite-nos uma revisão da história do rito ou costume bracarense, integrada nos diversos contextos histórico-culturais que o mesmo atravessou, ao longo dos séculos. 

Este foi precisamente o tema de doutoramento de Joaquim Félix de Carvalho, o convidado para esta sessão. Investigador e docente na Universidade Católica Portuguesa, é sacerdote da Arquidiocese de Braga e membro do Cabido, desempenhando a missão de vice-reitor do Seminário de S. Pedro e S. Paulo.

Recorde-se que o programa de iniciativas “À Descoberta de Braga realiza-se com periodicidade mensal, com o objectivo de dar a conhecer aos bracarenses o seu património e história local.

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PAREDES DE COURA VIVE PAIXÃO DA RÁDIO

A Paixão da Rádio reúne em Paredes de Coura quatro dos melhores programas da rádio portuguesa

Manhã TSF (TSF) :: Antena Aberta (Antena 1) :: Prova Oral (Antena 3) :: Serões Inquietos (TSF)

sexta-feira | 9 fev

Quatro dos melhores programas da rádio portuguesa são transmitidos esta sexta-feira, dia 9 de fevereiro, a partir de Paredes de Coura. A Paixão da Rádio faz-se com a “Manhã TSF” (TSF), “Antena Aberta” (Antena 1), “Prova Oral” (Antena 3) e “Serões Inquietos” (TSF), numa homenagem à rádio e antecipando o dia 13, Dia Mundial da Rádio. 

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Promovida pelo Município de Paredes de Coura com o apoio do Crédito Agrícola - Caixa do Noroeste, esta iniciativa contempla ainda no dia seguinte, sábado, dia 10 de fevereiro, a “Tertúlia matinal: A Paixão da Rádio, o amor ao jornalismo e à arte de contar” com Ana Maria Lourenço (consultora de comunicação), António Jorge (Antena 1), Fernando Alves (TSF), Fernando Alvim (Antena 3), Pedro Pinheiro (TSF) e Sofia Branco (presidente do Sindicato dos Jornalistas), tendo por moderador Ricardo Alexandre (RTP), bem como a exposição que se prolonga até 16 de março,  “Radiofonia: a paixão da rádio”, com alguns dos mais icónicos aparelhos de outros tempos onde predominam marcas como Philips, RCA, His Master’s Voice, Marconi, Telefunken, Siemens, Roberts Radio, Ultra, Viking, entre outras, provenientes da coleção particular da família Sansão Vaz.

Tertúlia com vozes da rádio, do jornalismo e da comunicação

“Para mim a rádio será sempre eterna. Inventem o que quiserem, fogo de artifício, efeitos especiais, projeções tecnológicas ou até mágicas, mas a rádio será sempre imaginação, imaginação. O mistério que será sempre a maior força do mundo. A rádio é a imagem sonhada, a imagem pensada e sentida. Não há maior e mais bela imagem do que essa, porque essa não vem dos olhos, vem do coração. A rádio vem do coração”, argumenta Vitor Paulo Pereira no texto de apresentação desta iniciativa A Paixão da Rádio, recordando os tempos em que as pessoas tentavam “adivinhar o rosto pela voz. E como as vozes eram bonitas, todos achávamos que os jornalistas seriam, por consequência, bem-parecidos”, mas também trazendo à memória “as palavras raras e cuidadas”.

O presidente da Câmara de Paredes de Coura lembra-se do tempo em que os profissionais da rádio “amavam a profissão e respiravam o país. Tinham uma visão humana, sábia e inteligente da geografia. Sabiam que, mesmo no lugar mais recôndito, havia sempre uma vivalma atenta que gostava muito do trabalho que faziam”, recordou.

Exposição de alguns dos mais icónicos rádios de outros tempos

Esta sexta-feira A Paixão da Rádio começa bem cedo com a ‘Manhã TSF’, da TSF, entre as 8h00 e as 10h00, prossegue com a ‘Antena Aberta’, da Antena 1, entre as 11h00 e as 12h00, recuperando ao final da tarde a emissão rádio com a ‘Prova Oral’, da Antena 3, entre as 19h00 e as 20h00, prolongando noite dentro com os ‘Serões Inquietos’, da TSF, entre as 21h00 e 23h00. À exceção deste último programa que será transmitido a partir do Museu Regional de Paredes de Coura, todos os outros serão transmitidos a partir da Galeria Noroeste / Coura, no edifício da Caixa de Crédito Agrícola, onde também estará patente a exposição “Radiofonia: a paixão da rádio”, cuja inauguração ocorre às 18h00.

Por sua vez, a “Tertúlia matinal: A Paixão da Rádio, o amor ao jornalismo e à arte de contar” decorrerá na manhã de sábado, entre as 11h00 e as 13h00, na Biblioteca Aquilino Ribeiro.

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HISTORIADOR MANUEL ALBINO PENTEADO NEIVA PUBLICA “VILAVERDENSES NA 1ª GRANDE GUERRA (1914-1918)” EM HOMENAGEM AOS JOVENS DE VILA VERDE QUE FORAM CHAMADOS A COMBATER NOS VÁRIOS CENÁRIOS DO PRIMEIRO GRANDE CONFLITO MUNDIAL

De todo o concelho de Vila Verde sairam perto de quatro centenas de jovens chamados a participar na Primeira Grande Guerra, na Flandres ou nos antigos territórios ultramarinos portugueses. Nem todos regressaram, sendo que alguns repousam para a eternidade nos cemitérios de França e outras paragens longínquas. A sua sorte foi o sofrimento de numerosas famílias, a angústia de toda uma comunidade, a dor sentida pela terra que os viu nascer e partir para, nalguns casos, não mais voltarem, apesar da esperança sempre presente que lhe dá cor ao nome – Vila Verde!

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“Vilaverdenses na 1ª Grande Guerra (1914-1918)” é uma obra que realça o aspecto humano, mais do que propriamente descrever estratégias militares ou cálculos políticos que presidiram às decisões que levaram ao envolvimento do nosso país num conflito entre as várias potências imperialistas. É o retrato das dificuldades pelas quais passou o concelho de Vila Verde e as suas gentes, incluindo aqueles que viram os seus filhos arrancados à lavoura e à pacatez dos seus lares para irem matar – ou morrer! – em longínquas paragens.

Como refere o Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Dr. Antóio Vilela na apresentação da obra, “A evocação e a perpetuação da coragem e da bravura dos militares portugueses que participaram na Primeira Grande Guerra reveste-se da maior importância e é m muito relevante sinal de que somos um povo com memória”.

Por seu turno, também o eurodeputado Dr. José Manuel Fernandes, na cerimónia de apresentação, recordou que “na primeira grande guerra foram mobilizados 395 vilaverdenses, dos quais 61 perderam a vida e 79 foram aprisionados pelos alemães e internados em diferentes campos de concentração onde foram maltratados e passaram fome”. E concluiu dizendo: “Há sonhos desfeitos, filhos que não conheceram o pai, esposas que já não contavam com os maridos, mazelas físicas e psíquicas que nunca passaram”.

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O historiador Manuel Albino Penteado Neiva, nasceu em Vila Chã, concelho de Esposende, em 30 de Novembro de 1956. Fez o Ensino Primário em Vila Chã e S. Paio de Antas, tendo prosseguido estudos na Cidade de Viana do Castelo - Colégio do Minho. No Ano Letivo 1974/75 entra na Universidade do Porto, Faculdade de Letras, obtendo em 1979 o Curso de História. A partir daí ingressa, como Professor, nos Ensinos Preparatório e Secundário, lecionando a disciplina de História.

Em 1982, foi convidado pela Câmara Municipal de Esposende a presidir à Comissão Instaladora da Casa da Cultura de Esposende cuja atividade deu origem à criação da Biblioteca Municipal de Esposende, Serviços de Arqueologia e Museu Municipal.

Em 1983, foi nomeado Bibliotecário da Câmara Municipal de Barcelos, ocupando este cargo até 1984, ano em que assumiu o lugar de Bibliotecário na Câmara Municipal de Esposende, onde iniciou a criação do serviço de Biblioteca Pública.

Ainda em 1983, concorreu à Pós-Graduação em Ciências Documentais para a Universidade de Coimbra, tendo concluído esta especialização no Ano Letivo 1984/85.

Participou em vários Colóquios, Conferências e Seminários, onde apresentou trabalhos de investigação, tendo publicado até à data mais de cinquenta estudos, no âmbito da Etnografia, Arqueologia e História Local. Coordenou a Barcellos-Revista e foi fundador e Diretor do Boletim Cultural de Esposende.

Desde 1989 ocupou as funções de Vereador da Câmara Municipal de Esposende. Foi candidato a Deputado à Assembleia da República e Deputado Municipal na Assembleia Municipal de Esposende. Pertenceu ao Executivo da Região de Turismo do Alto Minho. É atualmente Vice-presidente da Comunidade Intermunicipal do Cávado (CIM Cávado).

Colabora em Páginas Especiais de “O Comércio do Porto” e “Diário do Minho” assim como em outros órgãos de comunicação de âmbito regional e mesmo nacional.

É Professor na UAE – Universidade Autodidacta de Esposende, Membro da Sociedade Portuguesa de Estudos do Século XVIII, Sócio da Associação “Amigos dos Castelos “ e Fundador, em Esposende, do Lions Clube. Foi sócio fundador do GEAP - Grupo de Estudos Arqueológicos do Porto.

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BRAGA APRESENTA "CIÊNCIA COM HISTÓRIA"

‘Sábados H(á) Ciência’ agendado para 17 de Fevereiro

‘Ciência com História’ é o tema da próxima sessão do ‘Sábados H(á) Ciência’, agendada para o dia 17 de Fevereiro, pelas 15h00, no gnration. Nesta sessão, os participantes são desafiados a conhecer a base da ciência que nos rodeia e cruzá-la com a história do Mundo.

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A iniciativa é dirigida a crianças entre os 6 e os 12 anos que devem fazer-se acompanhar por um adulto. As inscrições devem ser feitas até 15 de Fevereiro. As vagas são limitadas, devendo ser realizadas presencialmente no gnration. O custo da actividade é de 15 euros para o conjunto de adulto + criança ou de 20 euros, no caso de levar duas crianças.

Recorde-se que o ‘Sábados H(á) Ciência’ é uma iniciativa promovida pelo Município de Braga em colaboração com a Fundação Bracara Augusta e com ‘O Laboratório da Li’, com o objectivo estimular o gosto das crianças e jovens pela ciência.

Mais informações em juventude@cm-braga.pt

BRAGA REALIZA TEATRO ROMANO

Abertas candidaturas ao Mercado Romano. Iniciativa integrada na XV Braga Romana – Reviver Bracara Augusta

O Município de Braga informa que estão abertas as candidaturas para o Mercado Romano, a realizar no âmbito da 15.ª edição da ‘Braga Romana – Reviver Bracara Augusta’ que terá lugar de 23 a 27 de Maio.

Mercado Romano

As candidaturas decorrem até ao dia 9 de Março e obedecem a requisitos/critérios inerentes a esta recriação histórica. Podem candidatar-se artesãos, mercadores e místicos, havendo também lugar a propostas para as iguarias da Área Alimentar.

Os mercados eram uma das expressões mais marcantes da vida das cidades do Império Romano. Os mercadores chegavam a Bracara Augusta de todos os pontos do Império para apresentar e vender os mais variados produtos. Na capital da Galécia, o mercado era, também, um ponto de encontro de culturas e de saberes, e ocasião para a diversão e o lazer.

Todas as informações e formulários estão disponíveis no site da ‘Braga Romana’, em http://bragaromana.cm-braga.pt/.

VAI PONTE DA BARCA PARTICIPAR NAS COMEMORAÇÕES DO V CENTENÁRIO DA VIAGEM DE CIRCUM-NAVEGAÇÃO COMANDADA POR FERNÃO DE MAGALHÃES?

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PROJETO DE DELIBERAÇÃO N.º 17/XIII

Comemorações do V Centenário da Circum-navegação comandada pelo navegador português Fernão de Magalhães [procede à terceira alteração à Deliberação n.º 2-PL/2016, de 29 de janeiro (Fixa a composição, distribuição e elenco dos grupos parlamentares de amizade na XIII Legislatura)]

Através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 24/2017, publicada em Diário da República, 1.ª Série – n.º 19, no dia 26 de janeiro, foi criada a Estrutura de Missão para as Comemorações do V Centenário da Circum-navegação comandada pelo navegador português Fernão de Magalhães (2019 – 2022), com o intuito de organizar as comemorações dos 500 anos da primeira viagem completa em torno do globo, em articulação com instituições de ensino superior, instituições científicas, autarquias locais e outras entidades públicas e privadas, atento o marco que constitui, para a história da expansão portuguesa, a viagem de circum-navegação comandada por Fernão de Magalhães, a partir de 1519.

Com efeito, a viagem de Fernão de Magalhães, evidenciando a intercomunicabilidade dos oceanos e a circulação entre Atlântico e Pacífico e contribuindo, de forma significativa, para o conhecimento do mundo e para a aproximação de povos e culturas, em domínios como o comércio, a ciência e a técnica, a alimentação, a saúde ou a religião, resultou numa herança que, quinhentos anos volvidos, deve ser condignamente celebrada, sinalizando-a como uma das maiores realizações da Humanidade.

Recorde-se, a esse propósito, que, já em 2013, para valorizar o caráter inovador da circum-navegação, foi lançada a Rede Mundial das Cidades Magalhânicas, estrutura de cooperação e de intercâmbio entre cidades de Portugal, Espanha, Cabo Verde, Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Filipinas, Indonésia, Brunei, África do Sul e Itália, incluídas na Rota de Magalhães.

Considerando a dimensão global de Comemorações do V Centenário – cujo programa, a iniciar-se em 2019, se encontra ainda em preparação –, e os diversos agentes envolvidos, é do maior interesse que a Assembleia da República a elas se associe, acompanhando, no plano nacional e internacional, as iniciativas que venham a ser desenvolvidas, atenta a importância que revestem, nos domínios cultural, científico, económico e político.

Tendo em consideração o previsto nos artigos 43.º a 47.º do Regimento da Assembleia da República, que dispõem sobre os Grupos Parlamentares de Amizade, bem como a Resolução da Assembleia da República n.º 6/2003, de 24 de janeiro, com as alterações introduzidas pela Resolução da Assembleia da República n.º 26/2010, de 30 de março.

Tendo presente que, no quadro das disposições aplicáveis, compete, em especial, a estes organismos da Assembleia da República relacionarem-se com outras entidades que visem a aproximação entre os Estados e entre os povos a que digam respeito, apoiando iniciativas e realizando ações conjuntas e promovendo, designadamente, o intercâmbio geral de conhecimentos e experiências e a divulgação e promoção de interesses comuns no domínio cultural, como seja a evocação, quinhentos anos depois, da primeira viagem de circum-navegação.

E que o elenco dos Grupos Parlamentares de Amizade na XIII Legislatura, fixado pela Deliberação n.º 2-PL/2016, de 29 de janeiro (alterada pelas Deliberações n.º 6-PL/2016, de 9 de junho, e n.º 2-PL/2017, de 9 de maio), contempla já a existência de um Grupo Multilateral, o Grupo Parlamentar Português sobre População e Desenvolvimento, o qual tem, desde há muito, vindo a acompanhar as iniciativas desenvolvidas pela Organização das Nações Unidas e das suas Agências naquelas temáticas, e, bem assim, de outras Organizações Internacionais.

Obtido parecer favorável da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, na sua reunião de 16 de janeiro de 2018, e ouvida a Conferência de Líderes, na sua reunião de 17 de janeiro de 2018, a Assembleia da República delibera o seguinte:

Artigo 1.º

Alteração à Deliberação n.º 2-PL/2016

O artigo 1.º da Deliberação da Assembleia da República n.º 2-PL/2016, de 29 de janeiro, alterada pelas Deliberações n.º 6-PL/2016, de 9 de junho, e n.º 2-PL/2017, de 9 de maio, passa a ter a seguinte redação:

(…)

Artigo 2.º

Composição

1 – Pela sua vocação temática e relevância histórica, o Grupo Parlamentar para o Acompanhamento das Comemorações do V Centenário de Circum-navegação comandada pelo navegador português Fernão de Magalhães (2019 – 2022) é presidido, a título excecional, pelo Presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, e integra os Presidentes dos Grupos Parlamentares de Amizade com Parlamentos de Estados cujas cidades se incluam, ou venham a ser incluídas, na Rede Mundial das Cidades Magalhânicas.

2 – As disposições constantes do número anterior prevalecem sobre todas as anteriores normas que disponham em contrário.

Palácio de São Bento, 18 de janeiro de 2018

O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Eduardo Ferro Rodrigues

PONTE DA BARCA LEMBRA HOLOCAUSTO

Dia Internacional em Memória das Vitimas do Holocausto assinalado em Ponte da Barca

Exposição Anne Frank: Uma História para hoje: “Aprender com o passado e Ensinar para o Futuro” patente no átrio dos Paços do Concelho até ao dia 16 de fevereiro

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Ponte da Barca assinalou, no passado sábado, 27 de janeiro, o Dia Internacional em Memória das Vitimas do Holocausto com a abertura da exposição Anne Frank: Uma História para hoje: “Aprender com o passado e Ensinar para o Futuro”, seguida da exibição do filme “Que a 

tua lembrança seja amor” - a história de Ovadia Baruch, um dos sobreviventes do Holocausto, que nos conta o antes, o durante e o depois de um dos maiores crimes cometidos contra a Humanidade, filmado nos locais onde tudo se passou.

A exposição Anne Frank: Uma História para hoje incorpora um enorme valor histórico, cultural e pedagógico, em que a história da família Frank serve de fio condutor ao relato dos acontecimentos mundiais durante e depois da ditadura nazi. Naturais de Frankfurt, na Alemanha, 

os Frank mudaram-se para Amesterdão, em 1933, ano da ascensão ao poder do partido nazi alemão, e ali viveram, já na Holanda ocupada, a perseguição dos judeus e o horror do Holocausto.

A exposição, composta por 34 painéis sobre a história do Holocausto contada paralelamente à própria história de Anne Frank e da sua família, vai estar patente nos átrio dos Paços do Concelho até ao dia 16 de fevereiro, podendo ser visitada de segunda a sexta-feira, das 09h 

às 12h30 e das 14h às 17h30

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VIZELA APRESENTA LIVRO SOBRE O CENTRO DE RECREIO POPULAR DE CALDAS DE VIZELA

Apresentação do livro Centro de Recreio Popular de Caldas de Vizela na Casa Municipal de Cultura Jorge Antunes

A Câmara Municipal de Vizela, através da Casa Municipal de Cultura Jorge Antunes, promove a apresentação do livro Centro de Recreio Popular de Caldas de Vizela.

A apresentação terá lugar no próximo sábado, dia 27 de janeiro, pelas 17h00, na Casa Municipal de Cultura Jorge Antunes.

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PONTE DA BARCA ASSINALA DIA INTERNACIONAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO

Exposição e documentário assinalam Dia Internacional em Memória das Vitimas do Holocausto em Ponte da Barca

Ponte da Barca vai assinalar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, a 27 de janeiro, promovendo a reflexão sobre um dos acontecimentos mais marcantes do século XX: o Holocausto no contexto da Segunda Guerra Mundial, com a inauguração da Exposição Anne Frank: Uma História para hoje: “Aprender com o passado e Ensinar para o Futuro” (21h, no átrio dos Paços do Concelho) e a exibição do documentário “Que a tua lembrança seja amor” - a história de Ovadia Baruch (21h30, na Casa da Cultura).

Exposição Anne Frank: Uma História para hoje: “Aprender com o passado e Ensinar para o Futuro”

O percurso e a experiência da vida sob o regime nazi são recordados na exposição “Anne Frank: Uma história para hoje” que, a partir de dia 27 de janeiro e até 16 de fevereiro, estará patente no átrio dos Paços do Concelho de Ponte da Barca. Esta exposição incorpora um enorme valor histórico, cultural e pedagógico, em que a história da família Frank serve de fio condutor ao relato dos acontecimentos mundiais durante e depois da ditadura nazi.

Naturais de Frankfurt, na Alemanha, os Frank mudaram-se para Amesterdão, em 1933, ano da ascensão ao poder do partido nazi alemão, e ali viveram, já na Holanda ocupada, a perseguição dos judeus e o horror do Holocausto.

A exposição é composta por 34 painéis onde se apresenta a história do Holocausto contada paralelamente à própria história de Anne Frank e da sua família.

Anne Frank: Uma História para hoje: “Aprender com o passado e Ensinar para o Futuro” presta testemunho e é, ao mesmo tempo, um legado de memória sobre a diversidade nas sociedades (cultural, étnica, religiosa, política) e sobre os fenómenos violadores de direitos humanos.

Documentário “Que a tua lembrança seja amor” - a história de Ovadia Baruch

Em Março de 1943, Ovadia Baruch, foi deportado juntamente com a sua família, de Salonica para Auschwitz-Birkenau. Enquanto prisioneiro, Ovadia conheceu Aliza Tzarfati, uma jovem judia da sua terra natal e apesar das condições desumanas, nasceu entre ambos uma história de amor.

Nesta extraordinária e comovente história de amor em Auschwitz, Ovadia conta-nos o antes, o durante e o depois do Holocausto, filmada nos locais onde tudo se passou.

FAMALICÃO APRESENTA LIVRO "PORTUGAL CATÓLICO"

Livro “Portugal Católico” apresentado esta sexta-feira em Famalicão

O auditório do Centro Cívico de Vila Nova de Famalicão recebe amanhã, sexta-feira, pelas 21h30, a sessão de lançamento do livro “Portugal Católico”. A obra, editada pela “Temas e Debates” e dirigida por José Eduardo Franco e José Carlos Seabra Pereira, será apresentada pela docente da Universidade Fernando Pessoa, Isabel Ponces de Leão, e pelo professor da Universidade do Minho, Manuel Curado.

Portugal Católico

Preparada para assinalar a visita do Papa Francisco a Portugal, esta obra pretende “traduzir-se num fundamentado quadro da condição atual do catolicismo em Portugal”, pode ler-se na sua sinopse.

“Tem, pois, por intuito primordial pôr em evidência, com visão realista dos sinais de vitalidade e das limitações, as múltiplas facetas e as dinâmicas contemporâneas da comunidade católica nos vários domínios da vida da sociedade portuguesa. Trata-se de fazer o ponto da situação das presenças e ausências, dos acertos e desacertos, das forças e fraquezas das perspetivas cristãs, através de um discurso de rigor e numa escrita capaz de chegar a um vasto público de leitores católicos e não católicos, de vários estratos socioculturais”.

PONTE DA BARCA RECORDA VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO

Exposição e documentário assinalam Dia Internacional em Memória das Vitimas do Holocausto em Ponte da Barca

Ponte da Barca vai assinalar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, a 27 de janeiro, promovendo a reflexão sobre um dos acontecimentos mais marcantes do século XX: o Holocausto no contexto da Segunda Guerra Mundial, com a inauguração da Exposição Anne Frank: Uma História para hoje: “Aprender com o passado e Ensinar para o Futuro” (21h, no átrio dos Paços do Concelho) e a exibição do documentário “Que a tua lembrança seja amor” - a história de Ovadia Baruch (21h30, na Casa da Cultura).

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Exposição Anne Frank: Uma História para hoje: “Aprender com o passado e Ensinar para o Futuro”

O percurso e a experiência da vida sob o regime nazi são recordados na exposição “Anne Frank: Uma história para hoje” que, a partir de dia 27 de janeiro e até 16 de fevereiro, estará patente no átrio dos Paços do Concelho de Ponte da Barca. Esta exposição incorpora um enorme valor histórico, cultural e pedagógico, em que a história da família Frank serve de fio condutor ao relato dos acontecimentos mundiais durante e depois da ditadura nazi.

Naturais de Frankfurt, na Alemanha, os Frank mudaram-se para Amesterdão, em 1933, ano da ascensão ao poder do partido nazi alemão, e ali viveram, já na Holanda ocupada, a perseguição dos judeus e o horror do Holocausto.

A exposição é composta por 34 painéis onde se apresenta a história do Holocausto contada paralelamente à própria história de Anne Frank e da sua família.

Anne Frank: Uma História para hoje: “Aprender com o passado e Ensinar para o Futuro” presta testemunho e é, ao mesmo tempo, um legado de memória sobre a diversidade nas sociedades (cultural, étnica, religiosa, política) e sobre os fenómenos violadores de direitos humanos.

Documentário “Que a tua lembrança seja amor” - a história de Ovadia Baruch

Em Março de 1943, Ovadia Baruch, foi deportado juntamente com a sua família, de Salonica para Auschwitz-Birkenau. Enquanto prisioneiro, Ovadia conheceu Aliza Tzarfati, uma jovem judia da sua terra natal e apesar das condições desumanas, nasceu entre ambos uma história de amor.

Nesta extraordinária e comovente história de amor em Auschwitz, Ovadia conta-nos o antes, o durante e o depois do Holocausto, filmada nos locais onde tudo se passou.

MUSEU BERNARDINO MACHADO INICIA NOVO CICLO DE CONFERÊNCIAS

“Portugal e a Revolução Americana no tempo das luzes” é o tema do primeiro debate que decorre no próximo dia 26 de janeiro, pelas 21h30

As relações entre Portugal e os Estados Unidos da América entre o século XVIII e o século XX dão o mote para mais um ciclo de conferências promovido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, através do Museu Bernardino Machado, ao longo de 2018.

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A primeira conferência que acontece já no próximo dia 26 de janeiro irá debater a temática “Portugal e a Revolução Americana no tempo das luzes”, com a presença do investigador do Centro de Investigação Transdisciplinar, Jorge Manuel Ribeiro. O debate realiza-se pelas 21h30, no Museu Bernardino Machado.

Ao todo serão promovidas nove conferências com a participação de especialistas e investigadores com obra publicada sobre o tema das relações internacionais.

Para o coordenador científico do Museu Bernardino Machado, o tema escolhido é de grande pertinência. “Num tempo de globalização é natural que a atenção dos cidadãos se volte para os protagonistas internacionais, na procura de sinais do futuro pois o “efeito dominó” de importantes decisões das principais potências mundiais é hoje não apenas uma estratégia política mas uma inevitável realidade”.

“Desde a queda do bloco soviético, que o neo-liberalismo tende a globalizar-se não apenas do ponto de vista económico, mas também no plano político, religioso e cultural, entre outros e, tem cabido aos EUA o protagonismo nesta mudança paradigmática”, salienta o responsável acrescentando que “neste âmbito é importante revisitar as relações multisseculares – e quase sempre amigáveis – que tivemos com este país desde o século XVIII até ao século XX”.

Também o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, considera o tema “muito interessante e de grande atualidade”. “Ao debatermos as relações de Portugal com os Estados Unidos ao longo dos tempos ficaremos com um maior conhecimento e com uma consciência mais profunda daquilo que nos une e daquilo que nos separa, assim como daquilo que podemos esperar no futuro”.

Depois da realização da primeira conferência no final da próxima semana, segue-se a 23 de fevereiro a conferência “O Abade Correia da Serra e os Estados Unidos da América”, com a investigadora Ana Simões. A 23 de março, debate-se “Os Estados Unidos da América nas “Memórias” do Conde de Lavradio”, com o conferencista Júlio Joaquim da Silva e a 20 de abril o tema é “Edgar Allan Poe na literatura portuguesa da 2.ª metade do século XIX”, com Margarida Isabel de Oliveira Vale de Gato a dirigir o debate. No dia 25 de maio, o Museu Bernardino Machado aborda o tema “Americanismo e Anti-Americanismo na Cultura Portuguesa (séculos XIX-XX) com o historiador Ernesto Castro Leal. “A Influência de J. Dewey na obra pedagógica de António Sérgio” é o tema da conferência que se realiza a 15 de junho, com a presença do investigador João Príncipe. Depois de um breve período de férias, as conferências regressam em setembro, com o tema “Tennessee Williams e a Censura em Portugal, com Eugénia Vasques. Em outubro debate-se “O cinema norte-americano sob o olhar do Estado Novo”, com o historiador João Lopes e as conferências encerram a 9 de novembro com o tema “A minha América… (leituras e vivências) com João Medina.

O Museu Bernardino Machado que completou em 2017, 15 anos está instalado no Palacete Barão da Trovisqueira, um majestoso edifício do século XIX, localizado bem no centro da cidade de Vila Nova de Famalicão. Para além da divulgação e valorização da figura de Bernardino Machado, um famalicense por adopção que foi Presidente de Portugal, por duas vezes, durante a I República, o Museu tem vindo a destacar-se na organização de diversos eventos e na produção de documentos que têm sido essenciais para investigadores e historiadores.

PROGRAMA

Ciclo de Conferências 2018

""As relações entre Portugal e os Estados Unidos da América do Norte (sécs. XVIII- XX) ""

 

1 – Portugal e a Revolução Americana no tempo das Luzes

Conferencista: Prof. Doutor Jorge Manuel Martins Ribeiro

Data: 26 de janeiro de 2018

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

 

2 – O Abade Correia da Serra e os Estados Unidos da América do Norte

Conferencista: Prof. Doutora Ana Simões

Data: 23 de fevereiro de 2018

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

 

3 – Os Estados Unidos da América nas "Memórias" do Conde de Lavradio Conferencista: Prof. Doutor Júlio Joaquim da Costa Rodrigues da Silva

Data: 23 de março de 2018

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

 

4- Edgar Allan Poe na literatura portuguesa da 2ª metade do século XIX

Conferencista: Prof. Doutora Margarida Isabel de Oliveira Vale de Gato

Data: 20 de abril de 2018

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

 

5- Americanismo e Antiamericanismo na Cultura Portuguesa (sécs. XIX-XX)

Conferencista: Prof. Doutor Ernesto Castro Leal

Data: 25 de maio de 2018

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

 

6 – A Influência de J. Dewey na obra pedagógica de António Sérgio

Conferencista: Prof. Doutor João Príncipe

Data: 15 de junho de 2018

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

 

7 –  Tennessee Williams e a Censura em Portugal (1956-1972)

Conferencista: Prof. Doutora Eugénia Vasques

Data: 7 ou 14 de setembro de 2018

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

 

8 – O cinema norte-americano sob o olhar do Estado Novo

Conferencista: Prof. João Lopes

Data: 12 ou 19 de outubro de 2018

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

 

9 – “A Minha América… (leituras e vivências)”  ok

Conferencista: Prof. Doutor João Medina

Data: 9 de novembro

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

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GUIMARÃES COM OU SEM VÍMARA?

  • Crónica de Paulo Freitas do Amaral

Vimara Peres não se encontra através de um GPS em nenhuma localidade da cidade de Guimarães. Não há escultura, beco, rua ou viela em que se possa vislumbrar o nome daquele que dá o nome aos vimaranenses e que apelida a cidade de Guimarães (Vimaranis) por ser o seu fundador.

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Só na cidade do Porto é que conseguimos admirar uma escultura deste responsável do repovoamento do rio Minho até ao rio Douro. Vimara Peres no entanto  deu a Portugal um certo sentimento de independência, antes mesmo do nosso país a conquistar.

Uma iniciativa desta natureza que defende uma presença de Vimara Peres em Guimarães é algo que se torna adequado, nos tempos que correm pela elaboração de uma proposta na atual função que exerço como deputado na Assembleia Municipal em Guimarães…

Filho de Pedro Theon, Vímara Peres foi um dos responsáveis pelo repovoamento da cidade e da região. 

Vimaranis (derivado do seu próprio nome),  com o correr dos tempos, por evolução fonética, tornou-se a moderna Guimarães, tendo sido o principal centro governativo do Condado Portucalense aquando da chegada do conde Dom Henrique.

Foi em Guimarães que viria a falecer, em 873. O seu filho, Lucilio Vimaranes (patronímico que significa "filho de Vímara"), sucedendo-lhe à frente dos destinos do condado, instituindo-se assim uma dinastia condal que governaria a região até 1071

Vimara Peres  contribuiu de forma decisiva para a fortificação, defesa da cidade e também contribuiu para a sua governação através da linhagem familiar que deixou pelos tempos e que muito contribuiu para o crescimento da região. 

Entre os seus descendentes mais populares temos a incontornável Mumadona, responsável por ter mandado erguer o castelo de Guimarães.

Fica aqui lançado o mote para uma discussão que penso ter sentido vir a existir porque uma referência ao fundador de Vimaranes em Guimarães é mais do que justificável no Berço da Nação fundado pelo próprio.