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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DE LIMA RECRIA VISITA HISTÓRICA DO PRÍNCIPE REAL D. LUÍS FILIPE

Recriação Histórica em Ponte de Lima: 28 a 30 de julho

1901 – Visita do Príncipe D. Luís Filipe a Ponte de Lima e Inauguração da Avenida com o seu Nome

Nos princípios do Século XX, mais precisamente a 8 de outubro de 1901, o Príncipe Real D. Luís Filipe de Bragança, visitou o Norte do país.

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Acompanhado nessa visita de recreio pelo seu aio, Mouzinho de Albuquerque, o Príncipe foi recebido em festa na antiquíssima vila de Ponte de Lima, tendo almoçado nos paços do concelho e seguido, na parte da tarde, para a avenida que estava a nascer, paralela ao Rio Lima, lá para os lados dos Terceiros e da Capela de Nossa Senhora da Guia, a fim de que ela fosse batizada com o seu nome, antes de seguir o seu itinerário que o conduziria a Viana do Castelo.

É este o evento que está na origem da Recriação Histórica que vai agitar as ruas do Centro Histórico de Ponte de Lima, com destaque para a Avenida dos Plátanos, nos próximos dias 28 a 30 de julho.

A Receção ao Príncipe e a Inauguração da Avenida estão reservadas para o dia 30 de julho (domingo), a partir das 17h00, mas sexta e sábado serão igualmente dias muito animados, com diversas representações teatrais e momentos de época, que se esforçarão por transportar os visitantes e curiosos para um tempo já um pouco distante mas ainda com muitos ecos nos dias de hoje, sobretudo entre a comunidade de Ponte de Lima.

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ESPOSENDE: GALAICOFOLIA RECRIA 2 MIL ANOS DE HISTÓRIA SEMPRE EM FESTA

Galaicofolia bate recorde com 25 mil visitantes

A recriação histórica, “Galaicofolia, 2000 anos de festa!” prossegue a senda de crescimento, registando novo recorde de visitantes: 25 mil. Foram 32 horas de animação, produzidos por cerca de 100 elementos que, durante três dias, realizaram cerca de uma centena de atividades. Entre as novidades do certame deste ano destacou-se o casamento romano e o acampamento romano que atraiu as atenções dos visitantes.

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A Galaicofolia assume-se, assim, cada vez mais como evento-âncora na programação cultural e turística de Esposende, contribuindo, pelo teatro, música e artes plásticas, para a iniciação cultural de muitos jovens. Oficinas, espetáculos de fogo, queimada galaica, recriações, demonstrações de voo de aves de rapina e passeios de burro complementaram o programa do evento.

 “Há espaço para crescer, há vontade do Município para continuar a apostar e há conhecimento técnico fundamentado para acrescentar novidades a cada edição”, disse o

presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, que entende a Galaicofolia como “uma marca de Esposende que visa afirmar o município no plano turístico e divulgar o património concelhio, contribuindo também para a dinamização da economia local”.

A parceria da Câmara Municipal de Esposende e da Junta de Freguesia de Vila Chã proporcionou um evento de forte cariz cultural, com um perfil de lazer e entretenimento que pretende levar ensinamentos aos mais novos.

No monte de S. Lourenço, na freguesia de Vila Chã, a aldeia galaica deu vida às tradições que marcavam o quotidiano de há 2000 anos. Mais de dois milhares de passageiros foram transportados pelos autocarros que fizeram o percurso entre a cidade de Esposende e o monte S. Lourenço. Lá no alto, seis parques acolhiam as viaturas dos visitantes.

No recinto, além dos expositores que vendiam artesanato, uma praça da alimentação apresentava variedade de escolha, como comprova as mais de 800 refeições servidas. No total, foram 55 os expositores que montaram tenda na Galaicofolia, ocupando os espaços do Mercado Romano, Espaço Zythos, Tabernae e Espaço Místico.

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ELEIÇÃO DAS “7 MARAVILHAS DE PORTUGAL” RECUPERA MODELO DE CONCURSO DO ESTADO NOVO

Em 1938, o Estado Novo promoveu através do Secretariado da Propaganda Nacional, dirigido por António Ferro, o célebre concurso “A Aldeia Mais Portuguesa de Portugal que culminou com a distinção com o referido título, da aldeia de Monsanto, do concelho de Idanha-a-Nova. Foi-lhe então entregue o “Galo de Prata”, um troféu da autoria de Abel Pereira da Silva, do qual foram criadas várias réplicas, uma das quais se exibe na Torre do Relógio daquela localidade.

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O Júri era presidido por António Ferro e constituído entre outros pela sua esposa, a poetisa Fernanda de Castro, pelo musicólogo e folclorista Armando Leça, pelos etnógrafos Luís Chaves e Cardoso Marta e por Augusto Pinto, Tomás de Melo (TOM), Dr. Francisco Lage o jornalista Gustavo de Matos Sequeira.

Decorridas quase quatro décadas da sua atribuição – e mais de quatro décadas desde o fim do anterior regimes – eis que, ressalvando as devidas diferenças, um concurso promovido pelo Estado Novo serve de modelo a um concurso algo semelhante de igual modo destinado a “promover a identidade nacional”, beneficiando do entusiasmo e participação dos portugueses. Trata-se da eleição das “7 Maravilhas de Portugal” nas categorias Aldeias-Monumento, Aldeias de Mar, Aldeias Ribeirnhas, Aldeias Rurais, Aldeias Remotas, Aldeias Autênticas e Aldeias em Áreas Protegidas. Uma iniciativa da RTP que conta com o apoio institucional das mais diversas entidades oficiais, mormente ligadas ao Turismo e ao próprio Governo.

Sem colocar em causa o mérito da iniciativa, limitamo-nos a constatar que, não raras as vezes, a História prega-nos verdadeiras partidas…

As fotos que reproduzimos pertencem ao Arquivo Municipal de Lisboa e registam o acto de entrega do “Galo de Prata”, representativo do prémio “Aldeia mais Portuguesa de Portugal”, aos representantes da Aldeia de Monsanto, do Concelho de Idanha-a-Nova, em cerimónia que conta com a presenta das mais elevadas individualidades do Estado à época, incluindo o Presidente do Conselho de Ministros, Prof. Doutor António de Oliveira Salazar.

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CAMINHA REGRESSA À IDADE MÉDIA DE 26 A 30 DE JULHO

Caminha assinala Outorga do Foral, a 24 de julho, com conferência “Cristianização da sociedade na Idade Média”

Caminha prepara-se para regressar à Idade Média de 26 a 30 de julho. Subordinada ao tema “SANCTORUM CULTUS”, esta edição da Feira Medieval de Caminha vai realçar o culto cristão e a devoção aos santos titulares das igrejas das comunidades cristãs de Caminha. Cortejo Inaugural com as Freguesias de Caminha, Exposição de Oratórios “Santos Padroeiros” das Freguesias de Caminha, Exposição “Repórteres no Tempo”, mercado medieval e um programa de animação convidativo são as propostas para esta edição.

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Em Caminha, já se “recuou no tempo”. A vila está a ser ‘transformada’ para acolher um dos eventos culturais mais aguardados do ano. Na realidade, a uma semana da Feira Medieval começar, a organização ultima os preparativos para que esta edição seja mais um sucesso e continue a ser uma referência.

Uma das novidades desta edição é a exposição “Repórteres no Tempo”, uma retrospetiva da Feira Medieval de Caminha pelos olhos dos fotógrafos: António Andrade, António Garrido, Mac Kraja, João Castro, Jorge Castro, Jorge Meira, Luís Valadares, Raúl Verde e Vítor Ferreira.

No mercado medieval, composto por mercadores, taberneiros e artesãos, o visitante vai encontrar os mais variados petiscos medievais, produtos aromáticos, bijuteria, artesanato, couro, brasões de família, brinquedos medievais, entre muitos outros artigos.

A zona de alimentação será distribuída pelas ruas S. João, Visconde Sousa Rego e Contestável Nuno Alvares Pereira; Largos do Poço e Fetal Carneiro.

Os mercadores e artesãos espalhar-se-ão pelas ruas da Corredoura, S. João, Visconde Sousa Rego, Direita, 16 de Setembro, largos da Matriz e do Turismo e ainda pelo Terreiro.

Quanto à disposição dos espaços, o Largo da Matriz, e como já é bem vivível, volta a servir de cenário ao acampamento medieval e aos “Oragos da Freguesia”. As aves de rapina, uma das atrações do certame, voltarão a marcar presença junto da Torre do Relógio. Os jogos medievais ‘Castelo dos Infantes’ estarão localizados junto ao Monumento ao Pescador. A exposição “Repórteres no Tempo” embelezará as arcadas dos Paços do Concelho.

Durante os cinco dias, a programação vai ser um chamariz: animação de rua contínua com alquimistas duendes, elfos, teatro, oficina de caligrafia medieval; acampamento medieval; encenações, música medieval, torneio medieval com cavalos e cavaleiros, espetáculos equestres, cortejos, exibição de voos de aves de rapina, jogos medievais, espetáculos de fogo, são alguns dos momentos em destaque.

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Caminha comemora o Dia do Foral

No dia 24 de julho, dia em que Caminha celebra a Outorga do Foral, a Câmara vai realizar a conferência “Cristianização da sociedade na Idade Média”, a cargo do Professor Doutor José Paulo Abreu. A conferência terá lugar pelas 22H00, no Museu Municipal de Caminha.

 “SANCTORUM CULTUS”

FEIRA MEDIEVAL 2017 - PROGRAMAÇÃO

Horário:

Qua 26 julho: 18H00 – 01H00

Qui e Sex 27 e 28 julho: 16H00 – 01H00

Sáb 29 julho: 11H00 – 01H00

Dom 30 julho: 11H00 – 00H00

QUARTA FEIRA - 26 JULHO

18H00 | Abertura das portas do reino com a bênção do clérigo de Santa Maria de Caminha

18H30 | Inauguração da Exposição Fotográfica “REPÓRTERES DO TEMPO” | Arcadas do Paços do Concelho

19H00 | Os Alquimistas Viajantes vagueiam por terras D'el Rei | Largo do Poço e Rua do Meio

19H00 | Exibição de voos de Aves de Rapina | Terreiro

19H30 | Cavaleiros em Desfile pelas ruas do Burgo

20H00 | Trasgos, os duendes travessos espalham energia na Praça d’El Rei | Rua de São João e Rua da Corredoura

22H00 | Cortejo Inaugural SanctorumCultus

Cavaleiros, músicos, malabares de fogo, gentes do povo e nobres saem em cortejo

23H30 | Espetáculo Equestre no Acampamento Medieval | Adro da Igreja Matriz

00H00 | IgnisEntia – Espetáculo de Fogo | Adro da Misericórdia

01H00 | Encerramento da Feira

QUINTA-FEIRA – 27 JULHO

16H00 | Abertura da Feira

16H00 | Desfile de Cavaleiros pelas ruas do Burgo

16H15 | Exibição de Voos de Aves de rapina | Terreiro

16H30 | Os Saltimbancos chegam ao reinado | Rua do Meio e Largo da Porta do Marquês

16H30 | Hora do conto Medieval A princesa da flecha Dourada | Castelo dos Infantes

17H00 | Saltimbancos e Jograis ao serviço do Rei A breve história de Portugal Medieval | Rua da Corredoura

18H00 | Trasgos, os duendes travessos, prontos para pregar partidas | Rua de São João, Terreiro e Porta do Rio

19H00 | A Arte da Caligrafia Medieval - Oficina para aprendizes | Largo da Porta do Marquês

21H00 | Saltimbancos e Jograis ao serviço do Rei A breve história de Portugal Medieval | Terreiro

21H30 | Espíritos da Peste, a arca dos espíritos da peste é transportada por seres de religiosidade latente | Castelo dos Infantes, Rua do Visconde e Terreiro

22H00 | Ladainha Mariana - Lethanie Domine Nostre | Procissão da Igreja Paroquial de Vilarelho para a Igreja Matriz de Caminha

22H30 | Encenação A Verdadeira História de Santo Aginha | Largo do Poço

23H00 | Espetáculo Equestre no Acampamento Medieval | Adro da Igreja Matriz

00H00 | IgnisEntia – Espetáculo de Fogo | Adro da Misericórdia

01H00 | Encerramento da Feira

SEXTA FEIRA – 28 JULHO

16H00 | Abertura da Feira

16H00 | Cavaleiros em Desfile pelas ruas do Burgo

16H00 | Alquimia – todo o universo tende a um estado de perfeição | Rua do Visconde, Terreiro e Porta do Rio

16H30 | Hora do conto Medieval “A princesa da flecha Dourada” | Castelo dos Infantes

16H30 | Ladainhas de enfeitiçar tentam as gentes do Reino | Rua de São João

17H00 | Saltimbancos e Jograis ao serviço do Rei A breve história de Portugal Medieval | Largo do Poço

17H30 | A Arte da Caligrafia Medieval | Oficina para Aprendizes | Largo da Porta do Marquês

17H30 | Saltimbancos – trupe nómada vagueia pelo reinado | Largo da Porta do Marquês e Rua do Meio

18H00 | Exibição de Voos de Aves de Rapina | Terreiro

19H00 | Saltimbancos e Jograis ao serviço do Rei A breve história de Portugal Medieval | Largo da Porta do Marquês

20H00 | Alquimia – todo o universo tende a um estado de perfeição | Rua do Meio

21H00 | Saltimbancos e Jograis ao serviço do Rei A breve história de Portugal Medieval | Portas do Castelo dos Infantes

21H30 | Concerto de Música Gregoriana pelo Coro Gregoriano do Porto | Igreja Matriz de Caminha

22H00 | Encenação A Verdadeira História de Santo Aginha | Castelo dos Infantes

22H00 | Espíritos da Peste - purificam o ar e encomendam a alma a deus | Rua da Corredoura, Terreiro e Porta do Rio

23H00 | AgniLumen - Espetáculo de Fogo | Largo do Poço

23H00 | Espetáculo Equestre no Acampamento Medieval | Adro da Igreja Matriz

00H00 | IgnisEntia – Espetáculo de Fogo | Adro da Igreja Matriz

01H00 | Encerramento da Feira

SÁBADO – 29 JULHO

11H00 | Abertura da Feira

11H00 | Os Alquimistas Viajantes à procura da Pedra Filosofal | Rua da Corredoura, Terreiro e Rua do Visconde

11H30 | Saltimbancos e Jograis ao serviço do Rei A breve história de Portugal Medieval | Rua do Corredoura

11H30 | Exibição de Voos de Aves de Rapina | Terreiro

12H00 | Estórias e Relíquias do Reino de Caminha Por’qui bem perto | Rua de São João

14H30 | Trasgos, Saltimbancos e Alquimistas vagueiam por terras D'el Rei | Largo da Porta do Marquês

15H00 | Alquimia – todo o universo tende a um estado de perfeição | Terreiro

15H30 | Saltimbancos e Jograis ao serviço do Rei A breve história de Portugal Medieval | Rua de São João

16H30 | Hora do conto Medieval A princesa da flecha Dourada | Castelo dos Infantes

17H00 | Encenação A Verdadeira História de Santo Aginha | Largo do Poço

17H30 | A Arte da Caligrafia Medieval | Oficina para Aprendizes | Largo da Porta do Marquês

18H00 | Estória Medieval Os Excluídos | Largo do Poço

19H00 | Saltimbancos e Jograis ao serviço do Rei A breve história de Portugal Medieval | Rua da Corredoura

21H00 | Encenação A Verdadeira História de Santo Aginha | Largo do Poço

22H00 | Torneio Medieval com cavalos e cavaleiros | Muralhas do Convento de Santo António

22H00 | Trasgos, Saltimbancos e Alquimistas vagueiam por terras D'el Rei | Terreiro

23H00 | IgnisEntia – Espetáculo de Fogo | Largo do Poço

23H30 | AgniLumen - Espetáculo de Fogo | Terreiro

01H00 | Encerramento da Feira

DOMINGO – 30 JULHO

11H00 | Abertura da Feira

11H00 | Os Alquimistas Viajantes, espalham energia na Praça d’El Rei | Rua da Corredoura, Terreiro e Rua de São João

11H30 | Saltimbancos e Jograis ao serviço do Rei A breve história de Portugal Medieval | Largo do Poço

12H00 | Ladainhas de enfeitiçar tentam as Gentes do Reino | Rua do Visconde e Porta do Rio

12H30 | Exibição de Voos de Aves de Rapina | Terreiro

15H00 | DryadalisMysticis | Largo da Porta do Marquês e Rua do Meio

15H00 | Saltimbancos e Jograis ao serviço do Rei A breve história de Portugal Medieval | Terreiro

16H00 | Trasgos, os duendes travessos | Rua de São João, Largo do Poço Rua do Meio

16H30 | Hora do conto Medieval A princesa da flecha Dourada | Castelo dos Infantes

17H00 | Encenação A Verdadeira História de Santo Aginha | Terreiro

17H30 | A Arte da Caligrafia Medieval | Oficina para Aprendizes | Largo da Porta do Marquês

18H00 | Estória Medieval Os Excluídos | Largo do Poço

19H00 | Saltimbancos e Jograis ao serviço do Rei A Breve História de Portugal Medieval | Rua de São João

20H00 | Feya&Seiomaor, magia xamanística | Rua da Corredoura e Rua do Visconde

21H00 | Encenação A Verdadeira História de Santo Aginha | Terreiro

22H00 | Cortejo Régio de Encerramento

23H00 | AgniLumen - Espetáculo de Fogo | Adro da Misericórdia

23H00 | IgnisEntia – Espetáculo de Fogo | Adro da Matriz

00H00 | Fecho de Portas do Reino

Com a participação das juntas de freguesias e associações do concelho de Caminha

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PÓVOA DE LANHOSO REGRESSA À IDADE MÉDIA

Castelo de Lanhoso recebe Mercado Medieval a 22 e 23 de julho

O Castelo de Lanhoso recebe a 22 e 23 de julho, na sua Praça de Armas, a II edição do Mercado Medieval. Este evento conta com artesãos e artistas locais, num local histórico como é o ex libris da Póvoa de Lanhoso. A entrada é gratuita e a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso vai disponibilizar transporte grátis entre a Vila e o local (nos dois sentidos).

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Trata-se do arranque da programação “Verão com(n) vida”.

“A melhor forma de aprender história, a nossa história, é ter a oportunidade de “viajar no tempo” revivendo in loco o contexto dos acontecimentos. O mercado medieval é uma recriação histórica, promovida por este município, que pretende assim incutir o interesse pelo passado histórico de forma lúdica e atrativa e, ao mesmo tempo, valorizar o património edificado, bem como estimular a economia local. Esta é mais uma das muitas ações que pretendem dar vida aos monumentos concelhios”, salienta o Vereador da Cultura e Turismo da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues.

No interior das muralhas, este evento pretende recriar artes e ofícios tradicionais, com as técnicas de então, assim como atividades da época, como jogos tradicionais e atuações musicais.

Este Mercado Medieval vai ainda contar com animação noturna, gastronomia típica da época e atividades para as crianças.

O cenário será preenchido com personagens da época: ferreiro, cesteiro, carpinteiro e artesão de pedra estarão lado a lado com lavradores e camponesas, que irão dar vida a um cenário medievo, que procura recriar o dia-a-dia vivido nas praças medievais.

No dia 22 de julho, o Mercado Medieval decorre entre as 17h00 e as 00h00. No domingo, realiza-se entre as 10h00 e as 20h00. Quem desejar, pode ir no transporte gratuito que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso vai disponibilizar, no sábado, e que parte de junto à Casa da Botica, na Vila. O transporte de regresso também vai ser assegurado.

De registar a participação e colaboração de grupos, associações, tais como a Associação de Artesãos do Minho, e também de empresas e de coletividades locais que contribuíram positivamente na organização deste evento, a cargo da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

GALAICOFOLIA SOBRE AO CASTRO DE S. LOURENÇO EM ESPOSENDE

Galaicofolia, 2000 anos de festa

O Castro de S. Lourenço, em Vila Chã, Esposende, vai acolher, nos dias 21, 22 e 23 de julho, mais uma edição da “Galaicofolia – 2000 anos de festa”, um evento cultural, de lazer e entretenimento, promovido pela Câmara Municipal de Esposende, em parceria com a Junta de Freguesia de Vila Chã e que este ano tem como tema principal o sal. As portas do recinto abrem às 18 horas de sexta-feira, dia 21. Este ano, as grandes novidades do evento são a representação da grande instituição que assumia o casamento (Romanae Nuptiae) na sociedade romana e o acampamento romano que será representado pela tenda do General, as tendas militares, paliçada e torres e triclinium e colunas.

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Existe uma forma de festejar nascida nestes castros há mais de 2000 anos. A cada instante invadia este povo uma sensação única de prazer festivo, um modo de estar em festa que se desenvolveu no atravessar dos tempos, mantendo um espírito ímpar de diversão. 

Nos dias 21, 22 e 23 de julho, no Castro de S. Lourenço, em Vila Chã, será recriado o modus vivendi da aldeia galaica que ali existiu, numa iniciativa que integra o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Turismo do Município de Esposende e visa promover a cultura do noroeste peninsular, área de influência da Cultura Galaica. 

Animação, música, gastronomia de época, mercado romano, queimada galaica, ambiências e recriações históricas são algumas das áreas que nos vão transportar aos antepassados, recordando o modus vivendi do povo castrejo.  A organização disponibiliza transportes gratuitos a partir da cidade de Esposende (na paragem junto ao Mercado) até ao evento e, nas imediações, estarão disponíveis parques de estacionamento. 

O presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, aponta a Galaicofolia como “uma marca do Município que visa afirmar o concelho no plano turístico e divulgar o património concelhio, contribuindo também para a dinamização da  economia local”. O autarca enquadra o evento na estratégia de promoção e valorização do concelho, que passa não só por atrair mais turistas e visitantes, mas também por fixar população.

A Galaicofolia apresentará várias áreas temáticas, possibilitando uma oferta para todo o tipo de públicos. No Espaço Zythos (Spatium Zythos), termo grego para denominação de cerveja, podem encontrar-se petiscos, cerveja artesanal e cidra. Na zona alimentar (Tabernae), pode encontrar-se comida galaica e romana, com destaque para os pratos de caça. No Curral (Stabulum), estarão concentrados os animais domésticos que faziam parte do quotidiano da vida dos galaicos e no Mercado Romano (Fórum), onde estarão artesãos a trabalhar ao vivo, podem negociar-se os materiais, os utensílios, os adornos e mesmo os produtos alimentares.

Os espaços comuns, como o Mercado Romano, a Muralha, o Castro, o Acampamento Romano e a Arena acolhem diversos espetáculos, cabendo nesta última a recriação do treino de soldados, o combate de gladiadores e demonstração de tiro com várias armas – arco, balistra e catapulta. Haverá ainda workshop’s dos ofícios de cordoaria e ferreiro, demonstração de voo de aves de rapina, recriações teatrais e desfile que captará, com toda a certeza, a atenção do visitante.

Enraizarte e Gambuzinos garantem a animação musical, mas a oferta alarga-se à recriação teatral, pelo Perjocum, a espetáculos de fogo, com o Jugling Fire e demonstrações de aves de rapina. Pelo caminho, há sempre oportunidade para experimentar a queimada galaica e provar a gastronomia bimilenar.

Para os mais novos há o espaço Caturo (Ludus Caturi), nome da mascote do Serviço Educativo do Centro Interpretativo de S. Lourenço, local reservado a jogos, oficinas, histórias e muitas brincadeiras. Aqui a pequenada poderá experimentar o tiro com catapulta, especialmente preparada para ela, além de uma surpresa a descobrir no local. Para os mais corajosos haverá o Desafio Galaico, onde poderão experimentar atividades mais radicais, terminando a atividade como autênticos guerreiros.

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PONTE DE LIMA PRESTA TRIBUTO AO CONDE DA BARCA

Trajetória política de António de Araújo de Azevedo em palestra de tributo

A conferência “António de Araújo de Azevedo (Conde da Barca): trajetória de um intelectual, político e diplomata iluminista” – ação integrada nas comemorações dos 200 anos da morte de uma das personalidades mais destacadas da vida pública portuguesa da segunda metade de setecentos e dos primeiros dezassete anos do século XIX – decorreu na passada sexta-feira, 7 de julho, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

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Orientada por Joaquim Pintassilgo, professor associado do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, a palestra procurou trazer o essencial da vida e obra de um homem que se movimentou num período particularmente sensível da história nacional, caracterizado sobretudo por transformações de ordem social e política e pela conflitualidade crescente entre estados europeus – mormente a França e a Inglaterra – que forçaram o país a uma diplomacia de refreamento e cautela.

Traçado o percurso biográfico de António de Araújo de Azevedo - de que se destaca a participação nas atividades da Sociedade Económica de Ponte de Lima, nos anos de 1779 a 1786 -, o conferencista centrou-se especialmente na tentativa de o futuro Conde da Barca conservar a neutralidade na contenda entre franceses e ingleses, objetivo conciliador que diante das circunstâncias fracassou, optando Portugal por ceder às pretensões da velha aliança contra os interesses napoleónicos.

Além da enumeração de alguns dos cargos diplomáticos ocupados por António de Araújo de Azevedo, que lhe permitiram inúmeras estadas no estrangeiro e a observação privilegiada dos principais acontecimentos e progressos das nações por onde andou, Joaquim Pintassilgo sublinhou o ecletismo do político ponte-limense que se dedicou a interesses diversificados, desde a exploração de uma fazenda à criação de um laboratório de química e de um jardim botânico.

Admirador da figura do Conde da Barca, o conferencista salientou ainda, para remate da comunicação de tributo, o espírito reformista de António de Araújo de Azevedo – apesar de moderado e pragmático -, a capacidade intelectual do diplomata, a sua personalidade cosmopolita e multifacetada, o empreendedorismo revelado no projeto iniciado de construção de uma fábrica de fiação nas margens do Lima, o seu poliglotismo e a bibliofilia, consubstanciada numa extensa biblioteca, e a inequívoca fidelidade à monarquia e ao Príncipe Regente D. João (futuro D. João VI).

Em face do interesse em torno da vida e obra do Conde da Barca - título obtido em dezembro de 1815 -, a Biblioteca Municipal de Ponte de Lima vai disponibilizar em breve a tese de mestrado de Joaquim Pintassilgo versada no legado de António de Araújo de Azevedo.

Sobre o palestrante:

Licenciado em História pela Universidade de Lisboa (1982), Mestre em História Cultural e Política pela Universidade Nova de Lisboa (1987) e Doutor em História pela Universidade de Salamanca (1996), Joaquim António de Sousa Pintassilgo é autor, coautor e organizador de diversas obras, sobretudo dedicadas à área de História da Educação, de que se destaca o título de 2014 "O 25 de abril e a educação: discursos, práticas e memórias docentes". De entre os numerosos artigos publicados, salienta-se o texto "A Revolução Francesa na perspetiva de um diplomata português: (a correspondência oficial de António de Araújo de Azevedo), lançado na Revista de História das Ideias de 1988.

VASCO DA GAMA PARTIU RUMO À ÍNDIA HÁ 520 ANOS!

Faz hoje precisamente 520 anos sobre a data da expedição de Vasco da Gama rumo à Índia, com partida da praia de Belém. Às ordens do Rei D. Manuel I, de Portugal, o Capitão-Mór chefiou uma esquadra constituída por 4 naus – São Gabriel, São Rafael, Bérrio e São Miguel – com uma tripulação total de 170 homens, entre marinheiros, soldados e religiosos.

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Investido de funções diplomáticas e militares, Vasco da Gama levou consigo cartas de D. Manuel I destinadas aos soberanos dos reinos com quem iria contactar e padrões para colocar nas terras onde iria aportar. Cerca de um ano depois, Vasco da Gama aportou em Calecute, comprovando a passagem de Sueste investigada por Bartolomeu Dias e que veio abrir caminho aos portugueses o acesso ao negócio das especiarias até então dominado pelos muçulmanos.

Foram muitas as consequências do descobrimento do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, mas salientamos os mais importantes:

- O reconhecimento da costa oriental africana uniu os três grandes continentes – Europa, Ásia e África – abrindo ao ocidente o conhecimento do vastíssimo Oriente;

- Deslocou do Mediterrâneo para o Atlântico o eixo principal da actividades comercial, situação que se mantém até à actualidade;

- No domínio religioso, enfraqueceu o poderio do Islão e abriu caminho à expansão da Cristandade;

- Operou uma profunda transformação mental no que respeita ao conhecimento humano, contribuindo para a formação de um novo espírito científico segundo o qual “a experiência é a mãe de todas as coisas”, constituindo uma das bases do Renascimento.

A grandeza e importância histórica do descobrimento do caminho marítimo para a Índia dispensa qualquer explicação com vista ao seu esclarecimento – ao invés, o mesmo já não se pode dizer em relação à indiferença por parte de Lisboa perante um tão grande feito levado a cabo por um dos maiores vultos da História de Portugal!

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VASCO DA GAMA PARTIU RUMO À ÍNDIA HÁ 520 ANOS!

Faz hoje precisamente 520 anos sobre a data da expedição de Vasco da Gama rumo à Índia, com partida da praia de Belém. Às ordens do Rei D. Manuel I, de Portugal, o Capitão-Mór chefiou uma esquadra constituída por 4 naus – São Gabriel, São Rafael, Bérrio e São Miguel – com uma tripulação total de 170 homens, entre marinheiros, soldados e religiosos.

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Investido de funções diplomáticas e militares, Vasco da Gama levou consigo cartas de D. Manuel I destinadas aos soberanos dos reinos com quem iria contactar e padrões para colocar nas terras onde iria aportar. Cerca de um ano depois, Vasco da Gama aportou em Calecute, comprovando a passagem de Sueste investigada por Bartolomeu Dias e que veio abrir caminho aos portugueses o acesso ao negócio das especiarias até então dominado pelos muçulmanos.

Foram muitas as consequências do descobrimento do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama, mas salientamos os mais importantes:

- O reconhecimento da costa oriental africana uniu os três grandes continentes – Europa, Ásia e África – abrindo ao ocidente o conhecimento do vastíssimo Oriente;

- Deslocou do Mediterrâneo para o Atlântico o eixo principal da actividades comercial, situação que se mantém até à actualidade;

- No domínio religioso, enfraqueceu o poderio do Islão e abriu caminho à expansão da Cristandade;

- Operou uma profunda transformação mental no que respeita ao conhecimento humano, contribuindo para a formação de um novo espírito científico segundo o qual “a experiência é a mãe de todas as coisas”, constituindo uma das bases do Renascimento.

A grandeza e importância histórica do descobrimento do caminho marítimo para a Índia dispensa qualquer explicação com vista ao seu esclarecimento – ao invés, o mesmo já não se pode dizer em relação à indiferença por parte de Lisboa perante um tão grande feito levado a cabo por um dos maiores vultos da História de Portugal!

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RECONTRO DE VALDEVEZ – RECRIAÇÃO HISTÓRICA

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PROGRAMA

DIA 7 DE JULHO (sexta)
20h00 Abertura de Portas, da Praça dos Mercadores e dos Ofícios, do Largo do Sustento e do Castelo dos Infantes e Petizes;
20h30 Repasto e Banquete com D. Afonso Henriques, e por sua mercê;
22h00 Espetáculo de Teatro de Fogo “Valdevez, Onde Portugal se Fez”;
22h45 Concerto Musical com Bailias e Folias;
24h00 Fecho de Portas.
DIA 8 DE JULHO (sábado)
18h00 Abertura de Portas, da Praça dos Mercadores e dos Ofícios, do Largo do Sustento e do Castelo dos Infantes e Petizes;
Cortejo dos recrutados e guerreiros acampados nas colinas do castelo;
19h00 Investidura dos Cavaleiros Petizes (crianças até aos 12 anos);
Espetáculos diversos e atividades no acampamento militar;
20h00 Animação e comedorias nas Tabernas do Largo do Sustento
22h00 RECRIAÇÃO HISTÓRICA: “O RECONTRO DE VALDEVEZ: O ÚLTIMO DIA DO CONDADO E O PRIMEIRO DIA DO REINO” (Torneio d’Armas a Cavalo);
23h00 Bailias Animadas e Sons dos Trovadores;
02h00 Fecho de Portas.
DIA 9 DE JULHO (domingo)
17h00 Abertura de Portas, da Praça dos Mercadores e dos Ofícios, do Largo do Sustento e do Castelo dos Infantes e Petizes;
Atividades diversas;
18h00: Artistas animam as Terras de Valdevez;
Tabelião faz o Assentamento das Perícias dos Cavaleiros;
20h00 Animação e comedorias nas Tabernas do Largo do Sustento;
22h00 RECRIAÇÃO HISTÓRICA: “O RECONTRO DE VALDEVEZ: O ÚLTIMO DIA DO CONDADO E O PRIMEIRO DIA DO REINO” (Torneio d’Armas a Cavalo);
23h00 Concerto Musical e Espetáculo de Encerramento;
24h00 Fecho de Portas.
Atividades para a Infância | Castelo dos Infantes e Petizes:
• Estórias de Cavaleiros, Fadas e Dragões
• Mini-liça de Torneios de Armas a Cavalo
• Mini Tendas Medievais
• Hora de Brincar e Jogar
• Pinturas Faciais
• Estórias para não adormecer, e que não deixam dormir…
Atividades diversas no espaço do evento (Paço de Giela):
• Animação Itinerante
• Recriação Histórica e Artes Performativas
• Personagens
• Rábulas e Estórias
• Música e Dança
• Vivência castrense
• Oficinas de formação
• Prática de esgrima e dança
• A Arte do Calígrafo e do Malheiro

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RECRIAÇÃO HISTÓRICA DO RECONTRO DE VALDEVEZ DE 1141 FOI A LISBOA SURPREENDER E PROMOVER

Na passada quinta-feira, dia 29 de Junho, a Rua Augusta, em Lisboa, foi palco da recriação do episódio histórico Recontro de Valdevez. 

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A apresentação, que  contou com mais de quatro dezenas de atores que representaram D. Afonso Henriques, futuro rei de Portugal, D. Afonso VII de Leão e Castela, respetivos escudeiros e guardas e ainda músicos, surpreendeu as centenas de pessoas de várias nacionalidades que circulavam nesta artéria tão importante de Lisboa.

Esta ação em Lisboa foi o prelúdio da Recriação Histórica do Recontro de Valdevez, que ocorrerá em Arcos de Valdevez nos dias 7 a 9 de Julho, trazendo assim até à atualidade esse momento referencial da História portuguesa, utilizando para o efeito o cenário do Paço de Giela, notável Monumento Nacional recentemente reabilitado, que acolherá uma verdadeira viagem à idade média e ao século XII.

O Recontro de Valdevez aconteceu em 1141 quando os exércitos de Afonso Henriques, futuro primeiro rei de Portugal, e os de seu primo Afonso VII de Leão e Castela se encontraram em Arcos de Valdevez, protagonizando um dos momentos mais importantes da fundação da nacionalidade, uma contenda/torneio medieval que evitou uma batalha quase certa, dando uma importante vantagem aos portucalenses e às ambições autonomistas do seu jovem monarca.

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CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS APRESENTA LIVRO SOBRE "NAUFRÁGIOS NO MAR DE VIANA"

Apresentação do livro Naufrágios no “Mar de Viana”, de Manuel de Oliveira Martins, editado pelo Centro de Estudos Regionais

No próximo dia 15 de julho (sábado), o Centro de Mar - Centro de Interpretação Ambiental e de Documentação do Mar, a funcionar no Navio Gil Eannes, às 19.00 horas, acolhe o lançamento do livro “Naufrágios no Mar de Viana“, de Manuel de Oliveira Martins. A apresentação estará a cargo de José Carlos Loureiro, presidente do Centro de Estudos Regionais e prefaciador do livro.

“Naufrágios no Mar de Viana“ é um livro de memórias e histórias, editado pelo Centro de Estudos Regionais e composto por mais de trezentas páginas, com arranjo gráfico de Rui Carvalho. O livro é patrocinado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo. O seu conteúdo incide essencialmente sobre sinistros marítimos ocorridos durante os séculos XIX e XX na zona geográfica compreendida entre a foz do rio Minho e os Cavalos de Fão, um pouco a sul de Esposende, a que os pescadores chamam «Mar de Viana».

O autor procurou narrar os acontecimentos trágicos ocorridos naquele período nessa zona, acrescentando-lhe um pouco da história dos socorros a náufragos, uma análise social e económica dos acontecimentos reportados aos naufrágios e famílias e, por último, depoimentos de marítimos vítimas de acidentes, que sobreviveram à tragédia, entre os quais o autor, também vítima de um naufrágio.

Este é o terceiro livro de Manuel de Oliveira Martins dedicado à vida dos pescadores e marítimos de Viana do Castelo. O seu livro Pilotos da Barra de Viana do Castelo. 100 Anos de História (1858-1958), publicado pelo CER, em 2010, encontra-se esgotado. A segunda obra intitulada Viana e a Pesca do Bacalhau, datada de 2013, é uma referência na bibliografia sobre o tema.   

A sessão é pública.

BRAGA INAUGURA EXPOSIÇÃO SOBRE D. RODRIGO DE MOURA TELES

Os Sete Castelos: D. Rodrigo de Moura Teles: Vida e Obra

O Museu Pio XII, em parceria com o Tesouro-Museu da Sé de Braga e o Instituto de História e Arte Cristãs, inauguram a exposição Sete Castelos – D. Rodrigo de Moura Teles: Vida e Obra, que terá lugar a 6 de Julho, às 18 horas, no Museu Pio XII.

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Procurando mostrar de forma particular o património móvel e bibliográfico que D. Rodrigo de Moura Teles legou à Igreja de Braga e a instituições particulares às quais esteve ligado durante a sua prelatura, a exposição Sete Castelos – D. Rodrigo de Moura Teles: Vida e Obra divide-se em dois núcleos: um núcleo expositivo no Museu Pio XII, com peças associadas ao contacto que o arcebispo D. Rodrigo de Moura manteve com as mais diversas instituições bracarenses; e outro núcleo integrado na exposição permanente do Tesouro-Museu da Sé de Braga, que reúne algumas das suas peças mais emblemáticas, como o são os sapatos litúrgicos. 

O Museu Pio XII acolherá esta exposição de 6 de Julho a 29 de Outubro. Poderá ser visitada de Terça-feira a Domingo, no período da manhã entre as 09,30 horas e as 12,30 horas, e no período da tarde das 14,30 horas e as 18,00 horas.

ARCOS DE VALDEVEZ RECRIA ENCONTRO HISTÓRICO

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez levará a feito, nos dias 7 a 9 de Julho, a Recriação Histórica do Recontro de Valdevez, trazendo assim até à atualidade esse momento referencial da História portuguesa, utilizando para o efeito o cenário do Paço de Giela, notável Monumento Nacional recentemente reabilitado, o qual acolherá uma verdadeira viagem à idade média e ao século XII.

O Recontro de Valdevez aconteceu em 1141 quando os exércitos de Afonso Henriques, futuro primeiro rei de Portugal, e os de seu primo Afonso VII de Leão e Castela se encontraram em Arcos de Valdevez, protagonizando um dos momentos mais importantes da fundação da nacionalidade, uma contenda/torneio medieval que evitou uma batalha quase certa, dando uma importante vantagem aos portucalenses e às ambições autonomistas do seu jovem monarca.

Neste sentido, o município arcuense leva a efeito a apresentação do evento, que terá lugar amanhã, dia 6 de julho, pelas 12h00, no Centro Municipal de Informação e Turismo de Arcos de Valdevez, seguindo-se o almoço.

PONTE DE LIMA EVOCA CONDE DA BARCA

Município de Ponte de Lima promove palestra sobre António de Araújo de Azevedo - Conde da Barca

O Município de Ponte de Lima vai assinalar os 200 anos da morte de António de Araújo de Azevedo (1817-2017) com uma palestra de tributo agendada para o próximo dia 7 de julho, pelas 19h00, no Auditório da Biblioteca Municipal. Intitulado “António de Araújo de Azevedo (Conde da Barca): trajetória de um intelectual, político e diplomata iluminista”, a conferência orientada por Joaquim Pintassilgo, professor associado do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, permitirá divulgar o essencial da vida e obra de uma notável personalidade ponte-limense que marcou a vida portuguesa no final do século XVIII e nos primeiros dezassete anos do século XIX.

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Associe-se às comemorações do bicentenário de António de Araújo de Azevedo e marque presença na palestra de homenagem.

Esperamos por si!

Sobre o palestrante:

Licenciado em História pela Universidade de Lisboa (1982), Mestre em História Cultural e Política pela Universidade Nova de Lisboa (1987) e Doutor em História pela Universidade de Salamanca (1996), Joaquim António de Sousa Pintassilgo é autor, coautor e organizador de diversas obras, sobretudo dedicadas à área de História da Educação, de que se destaca o título de 2014 “O 25 de abril e a educação: discursos, práticas e memórias docentes”. De entre os numerosos artigos publicados, salienta-se o texto “A Revolução Francesa na perspetiva de um diplomata português: (a correspondência oficial de António de Araújo de Azevedo), lançado na Revista de Histórias das Ideias de 1988.

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ARCOS DE VALDEVEZ RECRIA EM LISBOA O HISTÓRICO RECONTRO DE VALDEVEZ

Decorridos quase 9 séculos desde o recontro de Valdevez, acontecimento decisivo na formação da nacionalidade portuguesa, o Município de Arcos de Valdevez levou hoje à capital uma recriação do histórico torneio medieval. Este espectáculo destinou-se a divulgar a recriação histórica que vai ter lugar junto ao Paço da Giela, em Arcos de Valdevez, de 7 a 9 de Julho.

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O espectáculo decorreu na rua do Ouro, junto ao Arco da rua Augusta. E, perante o olhar curioso e interessado de dezenas de transeuntes, defrontaram-se os cavaleiros de D. Afonso Henriques com os de Afonso VII de Leão, segundo as regras da cavalaria, num bafúrdio que evitou uma batalha que se adivinhava certa e sangrenta, acabando a sorte por recair aos cavaleiros portucalenses, e que resultou em vantagem para as aspirações autonomistas do nosso primeiro rei. Uma recriação na qual não faltaram sequer s guardas e os esudeiros, vestidos à moda da época, os bombos e as gaitas-de-foles, os estandantes dos vários reinos em presença e, como não podia deixar de suceder, a luta de espadas que historicamente determinou a vitória portuguesa.

Pretende-se com esta iniciativa “potenciar o evento e, de igual modo, assinalar a ligação umbilical entre Arcos de Valdevez e a formação da nacionalidade, bem como a importância futura que teve na vida de Afonso Henriques e nas suas futuras conquistas, como o caso de Lisboa.”. A acompanhar esta representação, deslocou-se propositadamente a Lisboa o Presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, Dr. João Manuel Esteves, com quem o Administrador do BLOGUE DO MINHO teve oportunidade de trocar algumas impressões.

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Na imagem, Carlos Gomes, Administrador do BLOGUE DO MINHO, e o Dr. João Manuel Esteves, Presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez

ARTUR COIMBRA APRESENTA EM FAFE O LIBRO "FAFE, MEU AMOR"

 

 

No próximo dia 5 de Julho, na Sala Manoel de Oliveira, em Fafe, pelas 21h30, será apresentada a segunda edição, revista e aumentada, da obra FAFE, MEU AMOR - Textos e imagens sobre o concelho, do investigador Artur Ferreira Coimbra, editada pelo Núcleo de Artes e Letras de Fafe, com a parceria da Freguesia de Fafe.

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A obra é apresentada pelo escritor fafense Paulo Moreira.

A anteceder, haverá um momento musical a cargo do Coro de Pais e Amigos da Academia de Música José Atalaya, sob a direcção artística do maestro Tiago Ferreira.

Esta nova edição, com capa e arranjo de Manuel Meira, inclui mais duas dezenas e meia de poemas relativos a Fafe ou às suas freguesias.

Esta é uma “obra de absoluto e desmedido amor a Fafe”, uma obra de paixão, “construída” ao longo de anos de pesquisas avulsas em jornais, almanaques e obras literárias. São dezenas de textos em prosa e em verso que têm em comum a exaltação de “Fafe”, tema tratado das mais diversificadas, afectuosas e carinhosas formas.

São textos de autor, assinados por escritores, jornalistas, cronistas e poetas, originários do concelho, mas também exteriores às suas fronteiras geográficas ou mentais e que foram recolhidos em forma de antologia.

Trata-se de um livro que integra três partes: a primeira insere mais de três dezenas de textos em prosa, dos últimos três séculos, desde 1706 à atualidade, quer de autores locais, quer de autores de nível nacional (António Carvalho da Costa, Camilo, Pinho Leal, José Augusto Vieira, Martins Sarmento, Tomás da Fonseca, José Saramago, Agustina Bessa-Luís, Sant'Anna Dionísio e Ernesto Veiga de Oliveira, entre outros autores que escreveram sobre Fafe); a segunda, inclui largas dezenas de textos poéticos sobre Fafe de mais de 30 autores locais, do princípio do século XX aos nossos dias (Thomaz D’Alvim, Vaz Monteiro, Delfim de Guimarães, Teixeira e Castro, Ruy Monte, Soledade Summavielle, Valdemar Gonçalves, José Salgado Leite, Artur Coimbra, Augusto Fera, Domingos Gonçalves, Pompeu Miguel Martins, António de Almeida Mattos, Carlos Afonso, Júlio Ferreira Leite, Paulo Moreira e Benedita Stingl, entre muitos outros); finalmente, cerca de uma centena de imagens sobre Fafe editadas em diferentes décadas do século XX, que surgem reunidas na mesma publicação.

São basicamente textos que elevam a auto-estima dos fafenses e glorificam as belezas, potencialidades, valores e hospitalidade da terra.

Neles sobressaem os valores maiores de Fafe, os seus arquétipos, as suas mitologias, os seus símbolos incontornáveis (monumentos, espaços arquitectónicos, sociabilidades, progressos, festas, lendas, cultos, gentes).

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MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA APRESENTA OBRAS EM TRIBUTO A CARDEAL SARAIVA

Comemorações dos 250 anos do Nascimento de Cardeal Saraiva

No âmbito das comemorações dos 250 anos do nascimento do Cardeal Saraiva, que o Município de Ponte de Lima dinamizou com várias ações, realizou-se no passado dia 22 de junho, a apresentação de duas obras de tributo ao emblemático Cardeal Saraiva.

O livro “Cardeal Saraiva: documentos raros e dispersos” congrega escritos inéditos reveladores da excecional qualidade intelectual de uma das mais proeminentes personalidades da história religiosa, política e cultural do Portugal oitocentista, compilados por ocasião das celebrações dos 250 anos de nascimento do monge beneditino.

“Trata-se de uma compilação de cartas inéditas”, aludiu o Dr. João Abreu Lima, na apresentação da obra, apresentando resumidamente cada uma das cartas do livro e algumas passagens presentes na obra.

Ao lançamento da mais recente aposta literária do Município de Ponte de Lima, seguiu-se a apresentação do segundo número da revista cultural “Ponte de Lima: do passado ao presente, rumo ao futuro”, cuja edição se dedica integralmente à reprodução das comunicações proferidas nas conferências de tributo a Frei Francisco de São Luís (1766-1845), que decorreram de maio de 2016 a janeiro de 2017. A apresentação desta publicação coube à historiadora Alexandra Esteves, que reconheceu o papel da autarquia em promover esta homenagem, preservando uma figura tão proeminente da história nacional e limiana, sendo “fundamental incentivar um novo conhecimento de Ponte de Lima e da região.”

No âmbito das ações comemorativos dos 250 anos do nascimento de Cardeal Saraiva foi ainda realizado por dois jovens limianos, Pedro Ramos Ferreira e Vítor Hugo Silva, um documentário que conta com as participações dos conferencistas envolvidos no ciclo de palestras consagrado à insigne figura ponte-limense. Durante a cerimónia de tributo a Cardeal Saraiva foi exibido um pequeno excerto do documentário, que está disponível no site do Município de Ponte de Lima, e vai ser distribuído pelas Bibliotecas escolares do concelho.

Ambos os oradores louvaram a autarquia pela iniciativa e pela oportunidade de deixarem o seu testemunho sobre a vida, a obra e a história de Cardeal Saraiva. Obras estas que no futuro servirão de um bom suporte de conteúdo para quem quiser saber mais sobre Cardeal Saraiva.

Vários momentos musicais completaram a sessão, com um dueto, na voz Helena Fernandes acompanhada ao piano de Paulo Vatayan. Helena Fernandes foi finalista em dois programas de televisão na área da música. Paulo Vatayan, professor laureado no Prémio Helena Sá e Costa (1994) e no Concurso de Piano da Covilhã (1998).

Para o Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Engº Victor Mendes, este foi “mais um dia histórico para Ponte de Lima. É com satisfação que cumprimos este objetivo de recordar e dar a conhecer esta figura impar da nossa história”.

RECONTRO DE VALDEVEZ DE 1141: ARCOS DE VALDEVEZ DIVULGA EM LISBOA RECRIAÇÃO HISTÓRICA DESTE IMPORTANTE MOMENTO HISTÓRICO

Lisboa, Arco da Rua Augusta, 29 de Junho às 17:30

Em 1141 os exércitos de Afonso Henriques, futuro primeiro rei de Portugal, e os de seu primo Afonso VII de Leão e Castela encontra-se em Arcos de Valdevez, protagonizando um dos momentos mais importantes da fundação da nacionalidade, o Recontro de Valdevez, uma contenda/torneio medieval que evitou uma batalha quase certa, dando uma importante vantagem aos portucalenses e às ambições autonomistas do seu jovem monarca.

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Quase 900 anos depois, o Município de Arcos de Valdevez leva a efeito uma Recriação Histórica do Recontro de Valdevez, que ocorrerá nesta vila minhota nos dias 7 a 9 de Julho, trazendo assim até à atualidade esse momento referencial da História portuguesa, utilizando para o efeito o cenário do Paço de Giela, notável Monumento Nacional recentemente reabilitado, que acolherá uma verdadeira viagem à idade média e ao século XII.

No sentido de divulgar de forma alargada o Recontro, o Município arcuense leva a efeito uma apresentação pública deste evento em Lisboa, utilizando para o efeito a área do Arco da Rua Augusta, numa cidade ligada à vida do primeiro monarca português, com a sua conquista aos mouros em 1147. Desta forma ficam associados dois momentos fundamentais para a formação de Portugal e uma viva homenagem ao nosso primeiro rei Afonso Henriques.

A apresentação decorrerá de forma muito original e dinâmica, uma vez que será realizada uma performance de animação de época que contará com as personagens medievais de Afonso Henriques, Afonso VII, respetivas guardas e escudeiros, que farão uma alegoria do Recontro, num momento que contará igualmente com música e dança de época, num momento de comunicação diferente para todos os presentes.

Este momento de divulgação da Recriação Histórica do Recontro de Valdevez procura, assim, potenciar o evento e, de igual modo, assinalar a ligação umbilical entre Arcos de Valdevez e a formação da nacionalidade, bem como a importância futura que teve na vida de Afonso Henriques e nas suas futuras conquistas, como o caso de Lisboa.

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FEIRA MEDIEVAL E VIKING DE FAMALICÃO FOI UM SUCESSO

Evento organizado pela CIOR e Câmara Municipal poderá ter periodicidade anual

A realização da Feira Medieval e Viking, que decorreu entre 22 e 25 de junho, em Vila Nova de Famalicão, redundou em sucesso. Ao longo dos quatro dias, milhares de pessoas visitaram o evento e interagiram com as personagens históricas recriadas pelos alunos da Escola Profissional CIOR e tomaram conhecimento com um período e factos históricos que permanecem desconhecidos à maioria das pessoas.

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O êxito alcançado foi de tal monta que levou o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, a avançar a possibilidade da Feira Medieval e Viking assumir a periodicidade anual. “Estamos a estudar a forma de darmos mais permanência a esta iniciativa porque ela retrata um pouco da nossa história”, revelou o autarca logo no início do certame.

Paulo Cunha indicou que “a marca Viking” foi associada este ano à temática medieval habitual e comum aos certames, fazendo com que em Vila Nova de Famalicão se realize uma feira medieval com contornos originais a nível nacional.

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“Sabemos que a marca Viking tem uma relação com o nosso concelho e conta já com mil anos”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal.

De facto, a presença Viking no território de Vila Nova de Famalicão é irrefutável e faz parte da identidade territorial, estando devidamente registada nos “Annales Portucalenses Veteres”, que relatam uma incursão de normandos (“homens do Norte”), a 6 de setembro de 1016, no território que hoje é o concelho de Vila Nova de Famalicão e que foi detida na defesa organizada no Castelo de Vermoim.

“É muito importante para os famalicenses irem à profundeza da História encontrar as suas origens”, salientou Paulo Cunha, pelo que a Feira Medieval e Viking, a somar-se a muitas outras iniciativas, “é um contributo para que isso aconteça”.

O presidente da Câmara Municipal destaca ainda que o certame é válido porque “traz muita gente à cidade, permite um reencontro com a nossa história e desenvolve os projetos de uma escola profissional de referência”. “O que aqui se encontra é fruto do trabalho de todo um ano letivo e a Câmara Municipal é um parceiro que nunca escondeu o seu apoio”, acrescentou.

O diretor da Escola Profissional CIOR, Amadeu Dinis, espelhava o rosto de satisfação como a Feira Medieval e Viking foi organizada. “Este ano quisemos inovar e transformamos a feira medieval num certame que recorda e recria uma série de situações vividas na nossa história”, frisou o responsável, destacando que “esta atividade de escola só é possível pelo grande apoio da Câmara Municipal”.

“É um evento que chama os famalicenses, é um evento para os famalicenses e dos famalicenses”, afirmou Amadeu Dinis. E de facto, foram milhares os famalicenses que marcaram presença e contactaram de perto com os usos e costumes de há 1000 anos.

A Escola Profissional CIOR – que se encontra a celebrar 25 anos de atividade – considera muito importante que a Feira Medieval e Viking se realize todos os anos. “Esta feira sendo anual ganha mais envolvência da região e marcará o ritmo destes eventos atraindo ainda mais público”, asseverou Amadeu Dinis.

Ao longo dos quatro dias, mais de 500 figurantes – a esmagadora maioria alunos da CIOR – recriaram o ambiente medieval e viking e realizaram múltiplas animações que centraram as atenções da multidão que atravessou todo o espaço da Praça D. Maria II, no centro da cidade de Vila Nova de Famalicão.

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LANHOSENSES CAMINHAM PELOS TRILHOS DA HISTÓRIA

II “Caminhada com História” leva à descoberta da Póvoa de Lanhoso

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso promove, nos próximos dias 15 e 16 de julho, a segunda edição da “Caminhada com História”.

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Esta proposta pretende proporcionar um fim-de-semana de evasão pelo território Povoense e é uma rara oportunidade para se deixar deslumbrar por uma Póvoa de Lanhoso desconhecida e surpreendente, com cenários idílicos que vão despertar, garantidamente, sensações únicas em cada um dos participantes, tal como aconteceu na edição do ano passado.

Criar laços com o património cultural e natural, estimulando a adoção de um estilo de vida saudável, aliando o convívio entre todos os participantes, são os objetivos.

“A Caminhada com História reveste-se de uma importância acrescida para o município, pois é com iniciativas desta envergadura que damos a conhecer os nossos valiosos recursos patrimoniais, associados à típica paisagem minhota, estimulando, em simultâneo, um estilo de vida saudável e ativo”, revela o Vereador da Cultura e Turismo da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues. De acordo com este responsável, “a grande particularidade desta iniciativa não se prende com o facto de apostarmos em dois dias de visitas patrimoniais nem com as constantes surpresas que estão preparadas, mas sim passa pelo incentivo à proteção e valorização das nossas raízes culturais, enquanto identidade de uma comunidade”

Ao longo de uma extensão de 35 quilómetros (23 quilómetros no primeiro dia e 12 no segundo dia), será possível percorrer várias freguesias do concelho da Póvoa de Lanhoso (Vila da Póvoa de Lanhoso, Rendufinho, Monsul, Geraz do Minho e pela União de Freguesias de Calvos e Frades e União de Freguesias de Verim, Friande e Ajude), explorando vários pontos de interesse patrimonial, que foram e continuam a ser determinantes para o desenvolvimento da região. Em simultâneo, será possível contactar com as gentes afáveis e hospitaleiras, contemplando, ao mesmo tempo, a típica paisagem minhota, em que os contornos das serras rasgam o azul do céu, contrastando com o verde dos campos.

Esta iniciativa não tem características competitivas e está aberta à participação de todas as pessoas, mas com inscrições limitadas.

As inscrições decorrem até ao dia 14 de julho de 2017 e devem ser efetuadas através da página eletrónica do Município da Póvoa de Lanhoso (www.mun-planhoso.pt).

O percurso apresenta um grau de dificuldade moderado (4/5), aconselhando-se os participantes a levarem calçado apropriado e outro equipamento específico para caminhada e dormida, descrito no formulário de inscrição.

Esta “Caminhada com História” de dois dias envolve na organização, para além da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, entidades como a Decathlon Braga e a União de Freguesias de Verim, Friande e Ajude.

PONTE DE LIMA COMEMORA CENTENÁRIO DA MORTE DE ANTÓNIO FEIJÓ

Exposição e palestra abrem comemorações dos 100 anos da morte de António Feijó

O programa comemorativo do primeiro centenário da morte de António Feijó, dinamizado pelo Município de Ponte de Lima, arrancou na passada quarta-feira, 20 de junho, com um conjunto de iniciativas de tributo ao poeta-diplomata ponte-limense – considerado um dos maiores vultos da literatura portuguesa finissecular -, que decorreu na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

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A cerimónia oficial, que contou com as presenças do Eng.º Victor Mendes, Presidente do Município de Ponte de Lima, do Dr. Paulo Barreiro de Sousa, Vereador com o pelouro da Educação, e do Eng. Vasco Ferraz, Vereador com o pelouro da Juventude, abriu com a atuação da Academia de Música Fernandes Fão, que interpretou o hino da histórica vila alto minhota, retirado das últimas quadras do celebrizado poema “Inverno” da obra feijosiana “Ilha dos Amores”.

Seguiu-se uma visita guiada pela mostra comemorativa “António Feijó, 1917-2017: memórias e revisitações” que, além de 14 painéis, generalistas e temáticos, evocativos dos principais momentos da vida e obra do autor de “Sol de Inverno”, reúne livros deixados por António Feijó, diversos títulos versados no legado feijosiano e artigos vários de jornais da época, nacionais e estrangeiros, com particular destaque para os periódicos suecos.

A sessão de abertura das comemorações do primeiro centenário de António Feijó ficou também marcada pela palestra “Cancioneiro chinez (1890): tradução e exotismo”, da investigadora Marta Pacheco Pinto, que abordou a faceta de tradutor do poeta ponte-limense, apresentou uma análise da obra que colige vários poemas recriados a partir de “Le livre de Jade”, de Judith Gautier, abordou as diferenças entre as duas edições do “Cancioneiro” e sublinhou o perfil orientalista do escritor de “Novas bailatas”.

Uma comunicação que inaugura um ciclo de conferências dedicado a António Joaquim de Castro Feijó e que mereceu o interesse de todos os presentes, mormente dos familiares do eminente poeta.

A próxima sessão, agendada para 20 de julho - por ocasião da XXII edição da Feira do Livro de Ponte de Lima -, será da responsabilidade de Maria de Fátima Melo que versará sobre a visão poética da mulher em António Feijó.

D. MIGUEL PEREIRA FORJAZ NASCEU HÁ 248 ANOS E FALECEU HÁ 190 ANOS

Um limiano que foi um dos mais distintos generais do Exército Português

Miguel Pereira Forjaz Coutinho Barreto de Sá e Resende nasceu em Ponte de Lima em 1 de Novembro de 1769. Foi um dos mais distintos generais do Exército Português, porventura a quem mais devemos a recuperação da soberania nacional na sequência das invasões francesas.

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Membro do Conselho de Regência em 1807 e 1809, este órgão estava incumbido de governar o Reino de Portugal enquanto a corte permanecia no Brasil a fim de salvaguardar a integridade física da Família Real e, consequentemente, evitar a imposição de qualquer acto de capitulação, como aliás sucedeu noutros países.

O escritor Raul Brandão, na sua obra El Rei Junot, faz uma descrição bastante exaustiva do seu envolvimento na organização da resistência popular aos invasores, nomeadamente através da constituição e armamento de ordenanças, termo com que então se designavam as milícias populares.

O seu nome veio posteriormente a ficar associado ao julgamento e execução dos membros do Sinédrio – organização para-maçónica que planeava destinada a desencadear uma revolução com vista à implantação de uma monarquia constitucional – entre os quais se incluía o seu primo, o General Gomes Freire de Andrade. É, aliás, a si atribuída a célebre frase “Felizmente há luar!” que mais tarde serviu de título a uma obra teatral da autoria de Luís de Stau Monteiro. E é porventura essa a razão pela qual, em edições mais recentes da obra de Raul Brandão, foram suprimidas as passagens acerca de D. Miguel Pereira Forjaz… a História é escrita pelos vencedores!

Em 1820, recebeu o título de Conde da Feira e, em 1826, por ocasião da outorga da Carta Constitucional por D. Pedro IV, foi eleito par do Reino.

Estes e outros aspectos a respeito do ilustre limiano que foi D. Miguel Pereira Forjaz constam de um artigo inserto na revista “O Anunciador das Feiras Novas” que anualmente se publica em Ponte de Lima.

PONTE DE LIMA APRESENTA LIVRO ACERCA DOS "TEMPOS DE FESTA" DAQUELA VILA DESDE O SÉCULO XVII

Apresentação do Livro “Tempos de Festa em Ponte de Lima (séculos XVII – XIX)”

Decorreu no passado dia 16 de junho, a apresentação do livro “Tempos de Festa em Ponte de Lima (séculos XVII – XIX)”, da autoria de António Barbosa. A iniciativa, que teve o apoio do Município de Ponte de Lima, decorreu no Auditório Municipal, nos Paços do Concelho, e contou com a apresentação da Professora Doutora Maria Marta Lobo de Araújo, da Universidade do Minho.

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A obra é o resultado da tese de doutoramento em História, elaborada pelo autor, e o seu objeto de estudo centrou-se na caracterização e análise das festividades ocorridas em Ponte de Lima, entre a segunda metade do século XVII e a primeira metade de oitocentos e cujo objetivo é tentar compreender todas as manifestações de júbilo, catarse e anamnese, com enfoque na Igreja matriz, na Igreja dos Terceiros de São Francisco de Ponte de Lima e no Município limiano como principais promotores das solenidades festivas que quebravam a rotina quotidiana dos limianos.

O autor dedicou a sua obra à memória do seu avô, grande entusiasta e impulsionador da Vaca das Cordas e que lhe incutiu o gosto pelas tradições e pelas festividades limianas.

CERVEIRENSES FESTEJAM A HISTÓRIA

Abertas candidaturas para a Festa da História 2017

Já está a decorrer, até 30 de junho, o período de candidaturas para participação na Festa da História de Vila Nova de Cerveira. As artes medievais vão estar em destaque na edição deste ano, agendada para 17 a 20 de agosto, no centro histórico. Associações, artesãos e mercadores devem consultar as Normas de Participação.

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Anualmente, em agosto, a Festa da História reporta-nos ao encontro da Idade Média, através da recriação do ambiente de vivência das feiras medievais, centrada nas artes e ofícios tradicionais.

Este ano, o evento propõe uma viagem até ao mundo das artes medievais. Durante quatro dias repletos de cor e música, mercadores e artesãos enchem as ruas, demonstrando hábitos e ofícios da época. Encenações teatrais e animação de rua, com homens de armas, nobres, clérigos, homens e mulheres do povo, revelam histórias do quotidiano, e a completar o cenário não podia faltar o acampamento, os jogos tradicionais, os passeios a cavalo, o tiro com arco para os mais novos e as iguarias da época para os mais famintos.

O período para apresentação de candidatura de artesãos, mercadores, associações, comerciantes e esplanadas locais, já está a decorrer até ao dia 30 de junho, sendo a sua aceitação comunicada até 7 de julho.

Os interessados devem apresentar a sua candidatura nos Serviços Culturais da Câmara Municipal, através do email: cultura.tecnicos@cm-vncerveira.pt ou do telefone 251 708 020. Para a validação da candidatura é obrigatória a apresentação dos documentos que constam das Normas de Participação, disponíveis no site do Município de Vila Nova de Cerveira.

VIMARANENSES COMEMORAM 889 ANOS DA BATALHA DE S. MAMEDE

DIA 24 DE JUNHO, SÁBADO

Programa completo das comemorações em Guimarães do 889º aniversário da Batalha de São Mamede

Preenchido dia de sábado termina com inauguração da Academia de Ginástica de Guimarães. Às 16:30 horas, realiza-se a Sessão Solene no Paço dos Duques de Bragança. Câmara Municipal de Guimarães vai distinguir nove personalidades vimaranenses.

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Cinco inaugurações, uma sessão solene no Paço dos Duques de Bragança, evocativa do 889º aniversário da comemoração da Batalha de São Mamede de 1128, quatro dias de Feira Afonsina e a realização da Meia Maratona de Guimarães fazem parte do conjunto de iniciativas promovidas este ano pela Câmara Municipal de Guimarães para assinalar o “Dia Um de Portugal”, que se assinala a 24 de junho. O programa de comemorações tem início esta quinta-feira, às 18 horas, com a abertura da feira medieval subordinada ao tema do “Batismo de D. Afonso Henriques”.

No sábado, o dia festivo começa às 09 horas com a cerimónia do Hastear das Bandeiras na Câmara Municipal, com a participação da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Guimarães. Meia hora depois, realiza-se uma eucaristia solene na Igreja da Oliveira e às 10 horas principia o Passeio de Bicicleta Dia Um de Portugal, promovido pela Associação de Ciclismo do Minho (ACM), em parceria com a Autarquia.

Às 10:30 horas, em Moreira de Cónegos, decorre a inauguração da requalificação e beneficiação da rua Dona Laurinda Ferreira de Magalhães. Uma hora depois, é inaugurado o Parque de Lazer de Ronfe e, ao meio-dia, realiza-se a inauguração do Polidesportivo das Taipas e instalações de apoio ao Parque de Campismo. De tarde, às 16:30 horas, principia a “Sessão Solene evocativa do 24 de Junho” e a aposição de medalhas honoríficas, no Paço dos Duques de Bragança, a nove personalidades: António Gama Brandão, António Miranda (Tony Miranda), Bento Marques, Alexandre Costa (Alex), José Guimarães, José Alves Pinto, Pedro Mendes, Rafael Silva e Salvador Silva.

O dia comemorativo termina na Costa, com a inauguração da Academia de Ginástica de Guimarães, a partir das 21 horas. No dia seguinte, 25 de junho, com início às 10 horas, a manhã de domingo é preenchida pela realização da Meia Maratona de Guimarães nas ruas da cidade. Para a tarde, às 17 horas, está agendada a inauguração do Centro de Ciclismo do Minho – Guimarães, no Parque de Lazer de Souto Santa Maria.

| programa |

24 JUNHO (sábado)

09h00 | Hastear das Bandeiras na Câmara Municipal, com a participação da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Guimarães

09h30 | Missa Solene - Igreja da Oliveira

10h00 | Passeio de Bicicleta Dia Um de Portugal

10h30 | Inauguração da Requalificação e Beneficiação da rua Dona Laurinda Ferreira de Magalhães (Moreira de Cónegos)

11h00 | Inauguração do Parque de Lazer de Ronfe

12h00 | Inauguração do Polidesportivo das Taipas e instalações de apoio ao Parque de Campismo

16h30 | Sessão Solene do 24 de Junho e aposição de medalhas honoríficas, no Paço dos Duques de Bragança (receção de convidados às 16 horas)

21h00 | Inauguração da Academia de Ginástica de Guimarães

25 JUNHO (domingo)

10h00 | Meia Maratona de Guimarães

17h00 | Inauguração do Centro de Ciclismo do Minho - Guimarães (Parque de Lazer de Souto Santa Maria)

VIKINGS REGRESSAM A FAMALICÃO

CIOR recria na Feira Medieval a passagem dos normandos por terras famalicenses

É já a partir de quinta-feira, dia 22 de junho, que Vila Nova de Famalicão, mil anos depois, vai acolher de novo a passagem dos povos oriundos do norte da Europa a que habitualmente chamamos de Vikings. Até ao dia 25 todos terão oportunidade de contactar de perto com a cultura dos povos normandos e de reconhecer nesta mesma cultura alguns traços da História europeia.

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Esta é a proposta da Feira Medieval e Viking, organizada pela Escola Profissional CIOR em parceria com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, que decorrerá de 22 a 25 de junho na Praça D. Maria II.

Associar a temática Viking à Feira Medieval que a CIOR tem por tradição organizar há muitos anos, foi introduzir uma marca que a torna única e original no contexto nacional. De facto, até hoje, desconhece-se que em Portugal alguém assinale as incursões normandas/vikings no nosso território nacional da forma como Vila Nova de Famalicão se propõe fazer.

Se uma “normal” Feira Medieval ou outro evento de cariz histórico pretende não apenas ser uma ocasião de lazer mas servir como aula de história para milhares de pessoas, a Feira Medieval e Viking pretende dar a conhecer uma parte da história nacional que permanece no profundo desconhecimento da esmagadora maioria da população e também ser um evento de alegria e bem-estar para todas as pessoas.

VIKINGS EM FAMALICÃO?

A questão pode ser suscitada por quase todos os que ouvem falar pela primeira vez na temática e associada ao concelho de Vila Nova de Famalicão. A organização está ciente da estranheza que pode assolar ao pensamento da generalidade das pessoas, por isso é reforçado o aspeto didático.

Já em 2016, Vila Nova de Famalicão recordou os 1000 anos sobre um acontecimento histórico devidamente documentado: a incursão normanda/viking que destruiu o Castelo de Vermoim.

De acordo com os registos arqueológicos do Município de Vila Nova de Famalicão, a primeira alusão ao Castelo de Vermoim é uma breve referência dos “Annales Portucalenses Veteres”, que relata uma incursão e ataque de normandos, a 6 de setembro de 1016 (ainda que haja quem aponte a hipótese de ter ocorrido entre os anos de 1015 ou 1017).

Trata-se de um período da nossa história coletiva que padece de um profundo desconhecimento e no qual encontramos mais referências milenares ao território, hoje Vila Nova de Famalicão.

O território do concelho de Vila Nova de Famalicão é, desde tempos imemoriais, estrategicamente crucial para o acesso dos povos do litoral para o interior. Por essa razão, a defesa do território também se fazia por aqui.

Ora, segundo relatam as mesmas referências bibliográficas milenares, foi no Castelo de Vermoim que o então conde titular do Condado Portucalense, D. Alvito Nunes, organizou a defesa do território contra a incursão viking que provinha do litoral e que teria como alvos principais, o assalto e pilhagem dos dois maiores centros urbanos da região: Guimarães e Braga. Pois foi em Vermoim, no território que hoje é Vila Nova de Famalicão, que os Vikings encontraram quem lhes fizesse frente.

APOSTA EM MAIS UMA IMAGEM DE MARCA

A atual estratégia de marketing dos territórios passa pela adoção de imagens de marca próprias e inegavelmente intrínsecas às suas origens. A imagem do Portugal Medieval é comum a praticamente todo o território nacional e, por esse facto, é possível organizar-se uma feira medieval em qualquer local, sem que ninguém consiga colocar objeções. A Escola Profissional CIOR ao assumir a temática Viking está a colocar um selo identitário próprio a um evento que se quer diferenciador das demais organizações medievais. “À partida, Vila Nova de Famalicão consegue uma vez mais inovar ao agarrar nesta oportunidade de contar “um milénio de histórias” a todos aqueles que sempre se habituaram a encarar o território famalicense como uma “terra sem história” apenas pelo facto de não ter a sorte de possuir um castelo ou um imponente palácio ou um templo religioso multissecular de referência”, afirma Paulo Cunha. “Famalicão não só tem história como tem um milénio de grandes histórias de que se orgulha e que, agora, no século XXI, quer partilhar e vivenciar com todos”, destaca ainda o autarca, convidando todos a tirarem partido desta oportunidade de passarem um tempo de qualidade ao nível do lazer e do contacto com a História do concelho, da região e do país.

Os Vikings estão de volta a Vila Nova de Famalicão e vão quebrar desconhecimentos e até mitos que se criaram à volta destes personagens oriundos das terras frias do norte europeu. Estes passos só são possíveis porque são aproveitados o conhecimento e experiência organizativa da Escola Profissional CIOR. Será o momento mais apropriado para, de uma forma natural e interativa, se possa explicar aos famalicenses e aos milhares de pessoas de todas as idades que são esperadas no Parque D. Maria II, que há 1000 anos este território que hoje é Vila Nova de Famalicão era estratégico no contexto de toda a região e que nem os Vikings prescindiram de por aqui passar e deixar as suas marcas. Aliás, por curiosidade, a singularidade da temática já levou a que a CIOR conseguisse as atenções de dois patrocinadores de referência nacional – REN e Brasmar – por acreditarem nas potencialidades do evento.

FESTA E HISTÓRIA

Centenas de figurantes, músicos, atores, malabaristas, acrobatas, cavaleiros, bailarinas, mercadores e muito mais recriarão todo o cenário milenar. Além da programação, durante os quatro dias de feira, os visitantes poderão usufruir de uma forma permanente do mercado medieval; jogos medievais e vikings; figurantes da época; música da época; exposição de animais de grande e pequeno porte; exposição de artefactos de tortura e morte; recriação da aldeia do povo europeu e viking; recriação da aldeia dos leprosos; animações por todo espaço.

Números

  • 4 dias de programação
  • 500 figurantes
  • 1 aldeia medieval
  • 1 aldeia viking
  • 1 drakkar

Horário da Feira

  • Dia 22, quinta-feira, das 19h00 às 22h30
  • Dia 23, sexta-feira, das 10h00 às 24h00
  • Dia 24, sábado, das 10h00 às 24h00
  • Dia 25, domingo, das 10h00 às 21h30

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NOTA PASTORAL SOBRE OS PROCESSOS DE BEATIFICAÇÃO E CANONIZAÇÃO DE D. ANTÓNIO BARROSO

Nota Pastoral - A santidade – fonte de alegria e de bênção

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I -Processos de beatificação e canonização.

A Igreja do Porto tem em curso na Congregação da Causa dos Santos, em Roma, seis Processos de Beatificação e Canonização, quatro da Diocese e dois procedentes de Congregações Religiosas.

É um direito de todos os cristãos e uma prioridade da vida da Igreja do Porto conhecer e acompanhar com a oração estes processos de beatificação e de canonização.

Esta é a hora de partilhar com todos a alegria de vermos reconhecido o testemunho de vida e recordado o exemplo de santidade destes  irmãos nossos que nos antecederam no tempo e nos precederam na fé e no serviço à Igreja do Porto.

Esta é a hora de tudo fazer, no que à Diocese concerne, para que estes processos avancem sem demoras, de acordo com as normas canónicas em vigor. Tenho encontrado em toda a Diocese, nos Postuladores e na Congregação, em Roma, o melhor acolhimento a esta vontade diocesana e a este comum empenho de todos nós.

Os processos de beatificação e canonização em curso são os seguintes:

1- Irmã Maria do Divino Coração - Religiosa da Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor.

Nasceu em Münster, na Alemanha, a 8 de setembro de 1863 e faleceu em Paranhos, Porto, a 8 de junho de 1899. Foi beatificada em 1 de novembro de 1975, pelo Papa Paulo VI. Está sepultada na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Ermesinde.

2 - D. Sílvia Cardoso Ferreira da Silva – Leiga.

Nasceu em Paços de Ferreira a 26 de julho  de  1882 e aí faleceu em 2 de novembro de 1950. Foi declarada Venerável em 27 de março de 2013, pelo Papa Francisco. Está sepultada na Igreja matriz de Paços de Ferreira.

3 - D. António José de Sousa Barroso – Bispo do Porto.

Nasceu em Remelhe, Barcelos, a 5 de novembro de 1854 e faleceu no Porto a 31 de agosto de 1918. Foi missionário em Angola, Prelado de Moçambique, Bispo de Meliapor, na Índia, e Bispo do Porto de 1899 a 1918. Está sepultado em Remelhe, Barcelos.

4 - Padre Américo Monteiro de Aguiar – Sacerdote.

Nasceu em Galegos, Penafiel, a 23 de outubro de 1887 e faleceu no Hospital de Santo António, Porto, a 16 de julho de 1956. Foi o fundador da Obra da Rua. Está sepultado na Capela da Casa do Gaiato de Paço de Sousa, Penafiel.

5 - Irmã Maria Rita de Jesus – Religiosa da Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora.

Nasceu no Porto a 23 de janeiro de 1885 e aqui faleceu em 1965. Está sepultada no Cemitério da Ordem da Lapa.

6 - Ana de Jesus Maria José de Magalhães – Leiga.

Nasceu em Arrifana, Santa Maria da Feira, em agosto de 1811 e ali faleceu em 25 de março de 1875. Está sepultada no adro da Igreja de Arrifana.

II - Um testemunho de gratidão

É sempre muito demorada e exigente a organização dos processos canónicos de beatificação e de canonização dos santos. São muitos aqueles que são chamados a trabalhar com dedicação e generosidade na organização destes processos nas suas várias etapas, seja em sede de Postulação, seja no Tribunal Eclesiástico do Porto ou na Congregação da Causa dos Santos, em Roma.

Dou graças a Deus pelo acolhimento, pela dedicação e pelo interesse oferecidos à organização cuidada dos processos e às iniciativas levadas a efeito em ordem ao conhecimento da vida e do testemunho de santidade destes irmãos nossos. É grande a força mobilizadora que os santos têm na vida das pessoas e das comunidades cristãs, porque eles incarnam nas suas vidas a Palavra de Deus e traduzem para a Igreja e para o mundo de hoje os sonhos divinos.

Permito-me realçar como momento de grande mobilização de toda a Diocese a recente celebração da transladação de D. Sílvia Cardoso para a Igreja matriz de Paços de Ferreira. Junto a esta grata evocação o meu reconhecimento a Monsenhor Ângelo Alves, grande obreiro da Causa de Canonização de D. Sílvia Cardoso, que agora, dada a sua idade e limitações de saúde, pede para ser dispensado do seu múnus de Vice-Postulador.

III - No horizonte do futuro.

Há datas marcantes da vida destes irmãos, cujos processos de canonização estão a decorrer, que queremos evocar e a celebrar com a devida dignidade e com o merecido relevo. Sabemos todos que os santos nos oferecem sinais de vida nova para a Igreja neste caminho sinodal que estamos a percorrer e iluminam o nosso olhar com a esperança de um mundo melhor.

Aproximando-se o centenário da morte de D. António Barroso a 31 de Agosto de 2018 e sendo necessário preparar, programar e celebrar dignamente esse momento nomeei o Padre António Coelho de Oliveira, Vigário Geral da Diocese, para presidir a uma Comissão Diocesana que oriente e coordene tudo quanto às celebrações diocesanas diga respeito.

Atendendo, por seu lado, o pedido de Monsenhor Cónego Ângelo Alves indiquei, para lhe suceder, ao Postulador da Causa de D. Sílvia Cardoso, Monsenhor Arnaldo Pinto Cardoso, o nome do Padre Joaquim Samuel Ribeiro Guedes, Vigário da Vara de Paços de Ferreira, que trabalha no processo de canonização de D. Sílvia Cardoso desde o seu início e foi nomeado Vice-Postulador no passado dia 12 de dezembro de 2016.

Com a mesma solicitude foi necessário nomear o Padre Manuel António dos Santos Carvalho Mendes, sacerdote da Obra da Rua, Vice-Postulador da causa de canonização do Padre Américo Monteiro de Aguiar, para substituir o anterior Vice- Postulador, Padre Carlos José Galamba Bragança Ferreira, falecido a 22 de abril de 2011.

Convido toda a Diocese a dar graças a Deus pela Irmã Maria do Divino Coração, por D. Sílvia Cardoso, D. António Barroso, Padre Américo, Irmã Maria Rita de Jesus e Ana de Jesus Magalhães, a quem a Igreja do Porto tanto deve.

Esta é a hora, igualmente, de intensificar a nossa oração para que estes irmãos e irmãs sejam reconhecidos oficialmente pela Igreja como santos e nossos intercessores junto de Deus. Eles são já para todos nós um dom de Deus, um exemplo de santidade e uma fonte de alegria e de bênção.

Porto, 19 de janeiro de 2017

António, Bispo do Porto

Fonte: http://diocese-porto.pt/

VATICANO VAI BEATIFICAR MISSIONÁRIO BARCELENSE D. ANTÓNIO BARROSO

D. António Barroso, bispo do Porto, mais perto da beatificação. Missionário viveu entre finais do século XIX e início do século XX

Cidade do Vaticano, 17 jun 2017 (Ecclesia) – O Papa Francisco aprovou hoje a publicação do decreto que reconhece as “virtudes heroicas” de D. António José de Sousa Barroso (1854-1918), missionário e bispo do Porto de 1899 a 1918.

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O documento foi publicado na sequência de uma audiência entre o Papa Francisco e o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato, esta sexta-feira.

Esta é uma fase central do processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, penúltima etapa para a declaração da santidade.

António José de Sousa Barroso nasceu em Barcelos a 5 de novembro de 1854 e faleceu a 31 de agosto de 1918; formou-se no Colégio das Missões Ultramarinas de Cernache do Bonjardim, de 1873 a 1879.

Ordenado sacerdote missionário em 20 de setembro de 1879 , foi missionário no Congo, Angola, de 1880 a 1891; foi bispo missionário em Moçambique, de 1891 a 1897, e em Meliapor, na Índia, de 1897 a 1899, antes de assumir a Diocese do Porto.

O prelado destacou-se como missionário, ficando célebre pela forma como lutou contra a perseguição feita à Igreja Católica por Afonso Costa, na sequência da implantação da República Portuguesa.

Em março de 2015, D. António Francisco dos Santos encerrou os processos canónicos de inquérito a duas curas miraculosas atribuídas à intercessão de Sílvia Cardoso e D. António Barroso, cujas conclusões seguiram para Roma.

A aprovação de um milagre é agora o passo necessário para a proclamação destas figuras da Igreja Católica como beatos.

Já em janeiro deste ano, o bispo do Porto anunciou, em nota pastoral, um reforço do empenho da diocese nos processos de canonização dos fiéis deste território, que decorrem em Roma.

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/

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FORTE DA LAGARTEIRA EM VILA PRAIA DE ÂNCORA ESTÁ ABERTO AO PÚBLICO

O Forte da Lagarteira, em Vila Praia de Âncora, foi uma das fortalezas edificadas durante o período da Restauração, para protecção da linha costeira portuguesa face aos ataques da armada espanhola. A sua estrutura obedece ao modelo estabelecido na época para a edificação das fortalezas implantadas no Alto Minho, cuja planimetria constituiu um avanço no sistema de defesa e vigia.

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A fortaleza apresenta planta estrelada, formada por quatro baluartes laterais e bateria de três faces na fachada posterior, voltada ao rio. Os panos murários do forte possuem em toda a sua extensão uma moldura curva encimada por parapeito, interrompida nos cunhais por guaritas facetadas. O balcão, fechado e com bueiros, assenta sobre três modilhões. Na fachada da fortaleza foi edificado portal de arco pleno com aduelas definidas, encimada por escudo com as armas de Portugal coroadas e ladeadas por volutas.

A praça de armas, no interior, é enquadrada por três edifícios e duas rampas de acesso ao adarve e eirado. Os aquartelamentos, de secção rectangular, possuem cobertura abobadada.

O Forte da Lagarteira concilia a sua concepção planimétrica e defensiva, de cariz seiscentista, com a persistência de algumas formas de raiz medieval, como o balcão fechado.

Catarina Oliveira

IPPAR/2005

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FAMALICÃO DEBATE HISTÓRIA CONTEMPORÂNEA DA PRIMEIRA REPÚBLICA

Próxima conferência do Museu Bernardino Machado realiza-se a 30 de junho

O Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, recebe no próximo dia 30 de junho, pelas 21h30, mais uma sessão do ciclo de conferências 2017. O professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro Miguel Santos é o conferencista convidado, numa sessão com entrada livre e que terá como tema “Os Partidos Republicanos perante os Movimentos Contrarrevolucionários (1910-1926)”.

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Sobre o convidado, refira-se que é doutorado em História Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. É investigador no Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra. Colaborou em diferentes projetos no contexto do Centenário da República, entre os quais se contam o “Dicionário de História da República e do Republicanismo” e “Os Presidentes do Parlamento Português na Primeira República”.

Recorde-se que o ciclo de conferências do Museu Bernardino Machado é este ano dedicado ao tema “Os Partidos e as grandes questões da I República”.

A VALSA É UMA DANÇA DE ORIGEM POPULAR E FOLCLÓRICA E NÃO ARISTOCRÁTICA

Afirmou Mikhail Glinka – o famoso compositor que viveu no século XIX e é reconhecido como o fundador da escola nacional da música russa – que “Quem cria a música é o povo; nós, os artistas, só fazemos os arranjos”. Quer isto também significar que, de igual modo, também não possui origem aristocrática nem burguesa e, toda a criação erudita, se inspira nas raízes culturais genuinamente populares e nacionais.

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A dança dos camponeses, de Pieter Bruegel (1525-1569)

Muitos foram os compositores que inclusivamente interpretaram composições do nosso folclore como se verificou com Domenico Scarlatti. Os exemplos são tantos que não caberiam num pequeno artigo que se pretende para publicação num blogue.

Vem isto a propósito da ideia errónea insistentemente propagada segundo a qual a valsa é uma dança com origem aristocrática, geralmente executada nos grandes salões da nobreza dos países do centro da Europa.

Sucede que, à semelhança de muitos outros divertimentos populares que os nobres levaram para os seus palácios a fim de os aliviar um pouco da sua vida enfadonha, também a valsa era uma dança de origem rural que remonta pelo menos a meados do século XVI, na região da Provença, em França, com a denominação de “Volte” e também no norte de Itália, sob a deignação “La Volta”. Só a partir dos começos do século XIX passa a ser conhecida entre os germanos, nas regiões que actualmente formam a Áustria e a Alemanha, também no meio rural e mantendo as suas características folclóricas. É então que surge o termo “valsa” a partir do vocábulo germânico “waltzen” que, às semelhança das designações francesa e italiana, quer dizer “dar voltas”.

Enquanto a valsa adquiria cada vez maior aceitação entre o povo sobretudo do meio campestre que a assimilava no seu folclore, ela chegou a ser proibida na corte alemã por ser considerada vulgar e até imoral, sendo geralmente repudiada pelas classes mais elevadas da sociedade, incluindo a própria aristocracia.

Só após a derrota de Napoleão Bonaparte e, mais precisamente por ocasião da realização na Áustria, em 1815, do Congresso de Viena, na qual esteve presente a nata da nobreza e dos políticos de diversos países europeus, é que a valsa passou a ser introduzida nos salões da nobreza europeia, tendo cabido tal feito ao músico austríaco Sigismund Neukomm.

Foi este mesmo músico que, a convite do Conde da Barca, António de Araújo e Azevedo, se deslocou em 1816 ao Brasil para ser professor de D. Pedro I, ao qual ensinou composição e harmonia, e da Princesa Leopoldina, a quem ensinou piano. Aliás, segundo vários historiadores e de acordo com registos no diário de Sigismund Neukomm, terão sido da autoria de D. Pedro I as primeiras valsas compostas no Brasil. Tradição que teve continuação através de outros compositores brasileitos famosos como Villa Lobos, Carlos Gomes, Ernesto Nazaré, Chiquinha Gonzaga, entre outros.

Em jeito de conclusão, parafraseamos o que disse o grande compositor Mikhail Glinka, adaptando as suas palavras à razão deste texto: O povo criou a valsa; a nobreza limitou-se a dançá-la!

Carlos Gomes

HISTORIADOR DANIEL BASTOS LEVA A TERRAS HELVÉTICAS NO DIA DE PORTUGAL LIVRO SOBRE A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

Livro sobre a emigração portuguesa apresentado na Suíça no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

No passado dia 10 de Junho, celebrado como Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, foi apresentado em Genebra, na Suíça, um dos principais destinos da emigração portuguesa, o livro Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.

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O historiador Daniel Bastos na Livraria Camões em Genebra, ladeado pelo tradutor Paulo Teixeira (à esquerda), e o antigo dirigente associativo e sindical na Suíça, Manuel Barbosa (à direita)

 

A obra, uma edição bilingue em português e francês, concebida pelo historiador Daniel Bastos a partir do espólio do conhecido fotógrafo que imortalizou a gesta da emigração portuguesa para o centro da Europa nos anos 60 e 70, foi apresentada na Livraria Camões, um espaço cultural de referência da lusofonia em terras helvéticas, e esteve a cargo do tradutor Paulo Teixeira, e do antigo dirigente associativo e sindical na Suíça, Manuel Barbosa.

No decurso da sessão, que contou com a presença de vários representantes da comunidade portuguesa em Genebra, assim como do apresentador e jornalista Jorge Gabriel, que no âmbito do programa “Aqui Portugal” dedicado ao 25.º aniversário da RTP Internacional esteve em antena a partir da Livraria Camões, e do Cônsul-geral de Portugal em Genebra, Miguel de Calheiros Velozo, todos foram unânimes em considerar que as fotografias de Gérald Bloncourt constituem um contributo fundamental para a história da emigração portuguesa.

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A contar da direita, o apresentador e jornalista Jorge Gabriel, o proprietário da Livraria Camões, António Pinheiro, o historiador Daniel Bastos, o tradutor Paulo Teixeira, e o antigo dirigente associativo e sindical na Suíça, Manuel Barbosa.

 

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O historiador Daniel Bastos e o Cônsul-geral de Portugal em Genebra, Miguel de Calheiros Velozo, ladeados pelo tradutor Paulo Teixeira (à esquerda), e o antigo dirigente associativo e sindical na Suíça, Manuel Barbosa (à direita)

 

Segundo Daniel Bastos, a edição do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt e apresentação do livro em Genebra, na Suíça, um dos principais destinos da emigração portuguesa, cuja comunidade é a terceira maior em terras helvécias, representam “um justo reconhecimento aos protagonistas anónimos da história portuguesa que lutaram aquém e além-fronteiras pelo direito a uma vida melhor e à liberdade”.

Refira-se que a sessão de apresentação, que impulsionou uma enriquecedora tertúlia que revisitou experiências, memórias e testemunhos sobre o fenómeno da emigração lusitana, em particular na Suíça, incluiu um Porto de Honra, um produto emblemático da cultura portuguesa.

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GUIMARÃES REALIZA FEIRA AFONSINA

DE 22 A 25 DE JUNHO

Conheça o programa completo da Feira Afonsina 2017 em Guimarães

São esperadas milhares de pessoas num evento com alma vimaranense que se diferencia pelo rigor e autenticidade histórica. Venda de bilhetes para a ceia medieval começa já esta segunda-feira, 12 de junho.

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O alargamento da Feira Afonsina ao Largo de Donães, que permitirá criar a “Praça dos Aldrabistas”, onde haverá apresentações teatrais, e a realização de quatro momentos de recriação histórica ao longo dos quatro dias do evento, são as novidades da sétima edição de um certame que, entre 22 e 25 de junho, sob o tema do “Batismo de D. Afonso Henriques”, transforma o Centro Histórico de Guimarães num local de referência medieval com áreas temáticas, gastronomia e espetáculos de época itinerantes.

“O Batismo” na Igreja de S. Miguel, “O Torneio” no jardim lateral do Paço dos Duques de Bragança, “A Ceia” na Sala da Duquesa do Paços dos Duques e “O Baile” no claustro do mesmo palácio vão abrilhantar o evento deste ano, dedicado a todo o cerimonial que está em torno do primeiro ritual religioso do infante Afonso Henriques, filho do Conde D. Henrique e de D. Teresa, batizado na pequena igreja românica de S. Miguel, na presença de ilustres gentes do Condado Portucalense.

Os quatro momentos de recriação, cujo tempo de duração varia entre os 25 e os 45 minutos, têm entrada livre, no entanto, devido à lotação dos espaços, é necessário adquirir previamente os respetivos ingressos na bilheteira do Paço dos Duques de Bragança, até 10 minutos antes do espetáculo num máximo de 5 por pessoa. Já venda de bilhetes para a ceia medieval começa já esta segunda-feira, 12 de junho, no Balcão Único da Câmara Municipal de Guimarães, entre as 09 e as 16:45 horas.

Um dos principais eventos culturais

«A Feira Afonsina constitui um forte contributo para a afirmação do turismo e da economia e para a valorização do território e notoriedade de Guimarães», disse José Bastos, Vereador da Câmara Municipal, na conferência de imprensa de apresentação do evento, na qual também marcaram presença Sofia Ferreira, em representação da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, e Isabel Pinho, Chefe de Divisão de Cultura e Turismo do Município.

Em 2017, a feira terá 110 mercadores, cerca de duas centenas de voluntários e uma alargada participação do movimento associativo de Guimarães. «Há uma presença muito diversificada e com um papel ativo. Estamos todos fortemente empenhados em mais um sucesso deste evento que envolve todos os departamentos da Autarquia e dos seus funcionários, que se dedicam de forma entusiasmada e muito empenhada», concluiu o vereador com competências delegadas nas áreas do Centro Histórico, Cultura, Juventude e Turismo.

CASA DA MEMÓRIA DA TERRA DE FARIA PRESERVA A IDENTIDADE DA NAÇÃO

Inauguração da Casa da Memória da Terra de Faria e Exposição de Arqueologia sobre o Castelo de Faria na Idade Média, dia 10 de Junho, em Faria, Barcelos

No dia em que se comemora o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, dia 10 de Junho, é inaugurada a Casa da Memória da Terra de Faria, na freguesia de Faria, Barcelos, um espaço do Património do povo que habita à volta do Monte da Franqueira, pretendendo a valorização dos saberes tradicionais, da salvaguarda e o reforço da identidade e da memória da terra, fonte de coesão e de desenvolvimento social.

A Casa da Memória servirá como local privilegiado para a interpretação das Ruínas do Castelo de Faria e da Estação Arqueológica subjacente, sendo repositório do espólio arqueológico recuperado nas campanhas arqueológicas ali realizadas.

Neste dia, inauguram-se também duas exposições: uma retrospetiva do primitivo Grupo Alcaides de Faria, da sua atividade e seu legado, e uma exposição de Arqueologia sobre o Castelo de Faria na Idade Média.

Na Idade Média, o território português esteve dividido em distritos militares chamados terras, organizados em torno de um castelo. A sul do rio Cávado e até ao rio Ave, desenvolvia-se a Terra de Faria, abarcando os territórios desde o mar até à Serra de Airó. No centro desta terra estava o castelo de Faria, documentado ali desde os meados do século XI, cujas ruínas são conhecidas no cimo do Monte da Franqueira.

O Grupo Alcaides de Faria-APIHA, refundado em 2011 à imagem do primitivo Grupo barcelense que impulsionou as investigações das ruínas do castelo de Faria, pretendeu instituir um equipamento que servisse de acervo e repositório da riqueza histórica, arqueológica, cultural e tradicional deste vasto território, a Casa da Memória da Terra de Faria. 

VIZELA VIRA VILA ROMANA

De 9 a 11 junho | Praça da República - Vizela | Entrada Livre. Vizela Romana de 9 a 11 junho

A Comissão de Festas de Vizela, com o apoio da Câmara Municipal, promove a sexta edição da Feira Romana de Vizela, no próximo fim de semana (9, 10 e 11 de junho), na Praça da República.

Recua no tempo e vem viver o tempo dos romanos!

Todos os dias, das 10h às 24h - Mercado, Área Pedagógica, Música, Lutas, Malabarismo, espetáculos itinerantes e muito... muito mais!

Resenha:

Estamos no Alto-Império Romano, ano 82 d.C., na civitas “ Oculis Calidarum “ (Caldas de Vizela), local onde o Imperador César Domiciano Augusto mandou edificar um complexo de banhos públicos em honra do Deus “Bormanicus “, cujo poder da cura se manifesta através das águas quentes que aqui brotam.

Pretender-se-á, igualmente, recriar o bulício das urbes romanas. Os atores darão corpo a figuras típicas como o escravo, o pedinte, o escriba, o malabaristas, os acrobatas e cuspidores de fogo.Todo o evento integrará peças de teatro, tiro com arco, jogos infantis de época, declamação de poemas e danças. Destacamos a realização das Olimpíadas de "Oculis Calidarum", momento em que poderão assistir a lutas greco romanas, ao lançamento de esferas e às corridas.

Através desta Feira procurar-se-á recriar o ambiente em torno do quotidiano da civitas "Oculis Calidarum". Assim, poderão encontrar um mercado que se expande por toda a Praça da República e, quem sabe, adquirir vários produtos como metais, olaria, cestaria, vidro, cantaria, couro, marcenaria. Nesse mesmo local, poderá degustar várias iguarias na zona de restauração.

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CAMILO CASTELO BRANCO REGRESSA AO PORTO NO COMBOIO PRESIDENCIAL

Camilo Castelo Branco regressa ao Porto a bordo do Comboio Presidencial. Nova Rota Literária Camiliana foi apresentada
No dia 1 de junho de 1890, por volta das 15h15 da tarde, na sua casa em S. Miguel de Seide, Camilo Castelo Branco colocava termo à vida, num momento de grande agonia e desespero. Passados precisamente 127 anos, completados nesta quinta-feira, o romancista embarcava no histórico Comboio Presidencial, utilizado pelos Chefes de Estado e suas comitivas nas deslocações pelo país entre 1910 e 1970, para a apresentação do novo Roteiro Literário Camiliano, Famalicão-Porto.

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Numa jornada animada por algumas personagens saídas das novelas e romances camilianos e reavivadas pelo Grupo de Teatro Amador Camiliano (Grutaca) e pelo Greculeme, o presidente da Câmara Municipal Paulo Cunha e o diretor da Casa de Camilo, José Manuel Oliveira deram a conhecer este novo projeto turístico cultural, que promove e valoriza Camilo Castelo Branco e o seu legado literário.

O roteiro iniciou na Venerável Irmandade de Nossa Senhora da Lapa, que detém um importante legado camiliano, nomeadamente a correspondência de Camilo e de Ana Plácido para o Amigo Freitas Fortuna e o revólver que o romancista usou para se suicidar. Camilo está sepultado no Cemitério da Lapa. Seguiu depois para a antiga Cadeia da Relação do Porto (Centro Português de Fotografia) onde Camilo esteve preso por duas vezes: a primeira, em 1846, acusado do rapto de Patrícia Emília de Barros; a segunda, em 1860 por crime de adultério. O pai e o tio de Camilo, Simão Botelho, o protagonista de «Amor de Perdição», também estiveram detidos neste estabelecimento prisional. Entre as obras que Camilo aqui escreveu conta-se a sua obra-prima, «Amor de Perdição» e também «Memórias do Cárcere».

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Por fim, visitou-se a Livraria Lello, que entre 1982 e 2002, editou, em 18 volumes e em papel bíblia, as «Obras Completas de Camilo Castelo Branco», o maior projeto editorial de sempre relacionado com a bibliografia ativa do romancista de São Miguel de Seide.

O roteiro permite assim dar a conhecer o Camilo leitor e editado, na Livraria Lello, o Camilo escritor, a partir daquela que foi a sua cela na antiga Cadeia, e o Camilo imortal, no cemitério da Lapa onde tem o seu eterno repouso.
Para Paulo Cunha “este roteiro quer proporcionar condições para que possa tornar-se num instrumento de dimensão turística – com a presença cultural muito forte - , e também obviamente de dimensão comercial”. E acrescenta: “Se, neste roteiro que se realiza na cidade do Porto, se conseguir incluir uma visita inevitável à Casa-Museu Camilo Castelo Branco e ao Centro de Estudos, uma dimensão gastronómica – também ela muito presente na obra camiliana – e se somarmos a isso as viagens de comboio entre Famalicão e o Porto estou certo que se poderá construir aqui um produto turístico diferenciador”.
Por sua vez, José Manuel Oliveira explicou que “Camilo está polvilhado pela cidade do Porto”, exemplificando com “a rua onde morou, a Sé onde andou no Seminário ou as caves do vinho do Porto e a ligação a Dona Antónia”.
De facto, a cidade do Porto e Camilo Castelo Branco andaram sempre de mãos dadas, sendo que o romancista manteve uma ligação muito forte com a cidade e isso é bem visível nos seus romances, através das personagens e cenários tipicamente portuenses.
A jornada que contou com a colaboração da Fundação Museu Nacional Ferroviário (FMNF), que é a entidade responsável pela gestão do comboio presidencial, contou ainda com a presença do diretor regional de Cultura do Norte, António Ponte, de vários autarcas, responsáveis pelas entidades portuenses, entre outros.

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MONÇÃO RECRIA ENCONTRO HISTÓRICO NA PONTE DO MOURO MEDIEVAL E CEIA DE D. JOÃO I E O DUQUE DE LENCASTRE EM 1386

Dias 2, 3 e 4 de junho. A recriação histórica daquele encontro, o qual definiu as condições de cooperação militar entre os dois países e estabeleceu os pormenores do casamento entre o monarca português e D. Filipa de Lencastre, filha do Duque, compreende animações e recriações do tempo medieval e a degustação de iguarias típicas daquela época.

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Do programa, diverso, apelativo e fiel à época medieval, destaque para a ceia medieval, sábado à noite, 21h00, e para o encontro do Rei D. João I com o Duque de Lencastre, onde definiram a parceria militar e os pormenores do casamento, domingo à tarde, 15h00. A abertura oficial, com a presença de D. Duarte Pio, Duque de Bragança, realiza-se na sexta-feira, pelas 18h00.

Recriação, feita por empresa especializada na realização de eventos medievais, conta com meia centena de pessoas das duas freguesias e elementos da Associação “Buraca da Moura”. Oportunidade única para “viajar” até à época medieval, revivendo um dos episódios históricos daquele período.

Nos dias2, 3 e 4 de junho, realiza-se em Ponte do Mouro, Barbeita/Ceivães, Monção, a Recriação Histórica do Encontro e da Ceia de D. João l e o Duque de Lencastre em 1386. Denominada Ponte do Mouro Medieval, a iniciativa consta de um conjunto de atividades alusivas à época promovidas por uma empresa especializada com a colaboração de meia centena de pessoas das duas freguesias e elementos da Associação “Buraca da Moura”.

Em Ponte do Mouro, estabeleceram-se as condições de cooperação militar entre os dois países, acertando-se os pormenores do casamento entre o Rei D. João I e D. Filipa de Lencastre, filha do Duque.Os visitantes poderão apreciar e viver todo o contexto histórico da época, participando nasanimações e recriações do tempo medieval e a degustação de iguarias típicas daquela época.

Nestes três dias, Ponte do Mouro, lugar das freguesias de Barbeita e Ceivães,recebevárias recriações medievais alusivas àquele período histórico: música e danças da época, torneios, animadores de rua, espetáculos de fogo, falcoaria, cânticos à capela, demonstrações de ofícios e mercado medieval.

Desta forma, será frequente a presença de mercadores, músicos, artesãos, malabaristas, jograis, almocreves, cavaleiros, bailarinas, mendigos, bem como diversos pontos de entretimento como teatro com bobos, dançarinos medievais e equilibrismos de saltimbancos e acrobatas.

Do programa, diverso, apelativo e fiel à época medieval, destaque para a ceia medieval, sábado à noite, 21h00, e para o encontro do Rei D. João I com o Duque de Lencastre, onde definiram a parceria militar e os pormenores do casamento, domingo à tarde, 15h00.

No primeiro dia, sexta-feira, pelas 21h00, está prevista a conferência “D. Filipa de Lencastre, a noiva escolhida por D. João I”, da autoria de Manuela Santos Silva, especialista da época. Antes, pelas 18h00, ao som de rufos de tambores em arruadas pelo recinto, realiza-se o auto de abertura do mercado com a presença de D. Duarte Pio, Duque de Bragança. 

Conforme relatam documentos históricos, este encontro entre D. João l e o Duque de Lencastre possui caraterísticas únicas, sabendo-se que se tratou de um acampamento militar e que o monarca português trazia consigo uma comitiva superior a 2000 homens.

No momento do encontro, na ponte sobre o rio mouro, cumprimentaram-se com delicadeza e cortesia, conversaram durante alguns momentos e, de seguida, dirigiram-se para o pavilhão de D. João I, onde conversaram amigavelmente e estabeleceram compromissos, A tradição acrescenta que comeram iguarias saborosas e beberam o maravilhoso néctar, fruto das vinhas desta terra.

Vídeo:

https://www.facebook.com/PontedoMouroMedieval/videos/961286617346423/

FAMALICÃO DIVULGA VINHO VERDE

Apresentação da revista “Vinho Verde: História e Património”

O Arquivo Municipal Alberto Sampaio, em Vila Nova de Famalicão, acolhe no próximo dia 9 de Junho, em que se assinala o Dia Internacional dos Arquivos, a apresentação do 2.º volume da revista Vinho Verde: História e Património – History and Heritage (2016), dedicada a Alberto Sampaio.

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A sessão acontece a partir das 18h30, seguindo-se uma mesa redonda sob o tema “Alberto Sampaio, um viticultor na região dos vinhos verdes”, na qual participam alguns destacados membros da Associação Portuguesa da História da Vinha e do Vinho (APHVIN/GEHVID), também eles autores de artigos publicados no citado volume.

POLÍCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA COMEMORA 150 ANOS DE EXISTÊNCIA

Constituída por Decreto de 2. De Julho de 1867, do Rei D. Luís I, a Polícia de Segurança Pública comemora 150 anos de existência.

As suas origens remontam aos quadrilheiros criados no século XIV pelo rei D. Fernando, destinados a patrulhar todas as cidades, vilas e lugares do país, prendendo os criminosos e malfeitores a fim de entregá-los às autoridades judiciais, força de ordem pública que vigorou até meados do século XIX. Em 1780, foi criada a Intendência-Geral da Polícia da Corte e do Reino e, em 1867, a Polícia Civil.

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Actualmente, “A Polícia de Segurança Pública, designada por PSP, é uma força de segurança, uniformizada e armada, com natureza de serviço público e dotada de autonomia administrativa” e “tem por missão assegurar a legalidade democrática, garantir a segurança interna e os direitos dos cidadãos, nos termos da Constituição e da lei”.

Inicialmente formado por dois corpos de polícia independentes entre si – o Corpo de Polícia Civil de Lisboa e o Corpo de Polícia Civil do Porto – eram chefiados por um comissário-geral subordinado aos respectivos governadores civis e, por intermédio destes, ao Ministro do Reino. Em 1893, por decreto do Rei D. Carlos, de 29 de Agosto, a Polícia Civil de Lisboa foi dividida em três secções: a Polícia de Investigação Judiciária e Preventiva, a Polícia de Inspecção Administrativa e a Polícia de Segurança Pública, sendo esta secção a antecessora directa da actual PSP.

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Na sequência da implantação da República em 1910, foram muitos dos seus elementos afastados da corporação em virtude de serem considerados afectos ao regime monárquico, tendo passado a designar-se por “Polícia Cívica”. Em 1918, foi reorganizado através do Decreto nº 4166 de 27 de Abril, passando os vários corpos policiais a ficarem subordinados à Direcção-Geral de Segurança Pública, sem contudo proceder-se à sua fusão. Esta reestruturação incluiu a Polícia de Investigação, a Polícia Administrativa e a Polícia de Emigração.

Em 1922, a Polícia Cívica volta a ser reorganizada através do Decreto nº 8435,d e 21 de Outubro, voltando a Polícia de Segurança a recuperar a sua anterior denominação “Polícia de Segurança Pública”.

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Em 1925, foi extinta a Direcção-Geral da Segurança Pública, passando a Polícia Cívica a ficar subordinada ao Instituto Superior de Segurança Pública para, dois anos depois, aquela voltar a ser restabelecida. Nos anos que se seguem verificam-se várias reestruturações até que, em 1935, foi criado o Comando-Geral da Polícia de Segurança Pública como órgão central da PSP. Em 1999, este passou a designar-se Direcção Nacional.

Como nota curiosa, após o golpe militar do 25 de Abril e com vista a evitar a confusão com a sigla da Polícia de Segurança Pública (PSP), o Partido Socialista (PS) procedeu à alteração da sua anterior denominação Partido Socialista Português (PSP).

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PSP DE BRAGA CELEBRA EM FAMALICÃO 140 ANOS DE EXISTÊNCIA

Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna e Diretor Nacional da PSP na Sessão Solene evocativa de aniversário, amanhã, 1 de junho, pelas 11h00, na Casa das Artes

A Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto, preside amanhã, dia 1 de junho, em Vila Nova de Famalicão, à Sessão Solene comemorativa do 140.º aniversário do Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Braga.

A PSP de Braga comemora 140 anos em Vila Nova de Famalicão

A cerimónia, que contará também com as presenças do Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, do Diretor Nacional da PSP, Superintendente Chefe Luís Peça Farinha e do Comandante Distrital da PSP, Superintendente Manuel Gomes do Vale, realiza-se na Casa das Artes, às 11h00.  

Do programa da cerimónia faz parte a imposição de condecorações, a entrega do Prémio Partilha e a assinatura de protocolos institucionais.

CANTIGAS DO MAIO JUNTA MINHOTOS EM VILA VERDE

Banho de multidão para o concerto Cantigas do Maio em Vila de Prado

O auditório da autarquia pradense estava a rebentar pelas costuras, no passado sábado (27 maio), graças uma bela moldura humana que não enjeitou a possibilidade de assistir a mais um espetáculo com a chancela de qualidade da Escola de Música da Junta de Freguesia da Vila de Prado. O concerto ‘Cantigas do Maio’ assumiu-se como um autêntico hino à liberdade e uma homenagem sentida a José Afonso (vulgo Zeca Afonso), um músico, poeta e ativista que nos deixa um legado impressionante.

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Às performances musicais irrepreensíveis juntou-se uma atmosfera de cumplicidade e camaradagem que se adensava a cada minuto e que começou a envolver e emocionar os presentes, dando o mote para um serão inesquecível. Aqui e ali, o público não se fez rogado e cantou as inspiradoras canções de liberdade em uníssono com os músicos. Durante todo o espetáculo, brindou com merecidas chuvas de aplausos os artistas que desfilaram em palco o talento que celebrizou uma das mais afamadas escolas de música de toda a região.

O presidente da Junta de Freguesia da Vila de Prado, Paulo Gomes, foi um dos inúmeros espectadores atentos de uma atuação eletrizante, que captou a atenção da plateia do primeiro ao último tema. O autarca pradense deu os parabéns aos protagonistas e agradeceu a presença do público, assegurando a todos que, à semelhança do que tem acontecido no passado, a escola de música continuará, no presente e no futuro, a merecer toda a atenção e apoio da Junta de Freguesia.

Paulo Gomes deixou ainda uma palavra de apreço e reconhecimento a todos os intervenientes pelo excelente trabalho desenvolvido ao longo de mais de duas décadas dedicadas a promover a arte e a cultura, bem como diversas competências sócio-cognitivas, estimuladas e consolidadas através da aprendizagem de um instrumento musical.

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PAÇO DA GIELA EM ARCOS DE VALDEVEZ ATRAI CADA VEZ MAIS VISITANTES

Paço de Giela recebeu cerca de 1500 alunos entre Março e Maio de 2017

No âmbito do plano de sensibilização para a preservação e conhecimento do Património Histórico concelhio, cerca de 1500 alunos passaram pelo Paço de Giela, um dos mais importantes Monumentos Nacionais e um local de visitação obrigatória no concelho e na região, o qual, para além de turistas, tem ao nível da comunidade escolar um forte impacto e interesse.

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Pelo Monumento não só passaram turmas do Agrupamento de Escolas de Valdevez, como também de outros concelhos, nomeadamente Maia, Felgueiras e Gondomar.

Este ano, além da visita guiada ao monumento e aos seus recursos pedagógicos e de interpretação, alunos e professores tiveram também atividades complementares, pensadas de forma cuidada e rigorosa, destinas exclusivamente para grupos escolares, alusivas ao Recontro de Valdevez, contando eventos e contextos deste marco histórico ocorrido em 1141 e decisivo na fundação da nacionalidade; ficaram também a conhecer equipamentos bélicos usados no século XII, através de uma mostra de armas, e disfrutaram igualmente de uma aula de esgrima e combate medieval.

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ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO: TRABALHADORES HOUVE QUE ALÉM DA DEDICAÇÃO À EMPRESA SACRIFICARAM A SUA PRÓPRIA VIDA!

Passam em breve precisamente 36 anos sobre a ocorrência de uma tragédia nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo que, numa quadra que deveria ser de alegria e felicidade, enlutou várias famílias vianenses. Tratou-se do grave acidente ocorrido a bordo da construção nº 115, “Galp Leixões”, em 28 de Dezembro de 1981.

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Quando se iniciou o trabalho, uma fuga de gás durante a noite no duplo fundo do navio “Galp Leixões” provocou uma enorme explosão que se ouviu em toda a cidade, causando duas vítimas mortais, Luís António Correia Lima e Rui Alberto Rodrigues Borlido que correu em seu auxílio. Outros trabalhadores que também prontamente procuraram acudir os seus camaradas também sofreram ferimentos graves. Foi o caso de Ilídio Gonçalves Rego, Simplício Lage Martins e António Martins Moreira.

Em 13 de Janeiro de 1982, o Conselho de Gerência dos Estaleiros Navais publicou em Ordem de Serviço um louvor aos trabalhadores Rui Alberto Rodrigues Borlido, este a título póstumo, e ainda a Ilídio Gonçalves Rego, Simplício Lage Martins e António Martins Moreira.

Luís Lima integrava a Comissão de Trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo para a qual tinha sido convidado pelo sr. Gonçalo Fagundes Meira a quem o BLOGUE DO MINHO agradece a gentileza da cedência dos documentos que publicamos.

O nefasto acontecimento foi à altura amplamente noticiado tanto pela imprensa regional como pelos órgãos de comunicação social de âmbito nacional, mormente a RTP onde inclusivamente foi entrevistado o engº Óscar Mota, daquela empresa. Também o jornal “Roda do Leme” noticiou o trágico acontecimento lamentando a morte dos seus camaradas. Este órgão de imprensa titulava-se “Mensário dos Trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo” e era propriedade do Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores dos ENVC, sendo administrado pela Comissão de Trabalhadores da empresa. O jornal era composto e impresso nas oficinas gráficas do jornal “A Aurora do Lima”.

Nos anos a que se seguiram, conforme o “Roda do Leme” noticiou, realizaram-se romagens de saudade por parte dos trabalhadores às campas dos seus camaradas falecidos, cerimónias que contaram com a participação das estruturas sindicais e outras organizações representativas dos trabalhadores existentes à época.

Para além do seu trabalho e dedicação aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, também houve trabalhadores que deram a sua própria vida pela empresa que acreditavam sua para sempre!

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Ordem de Serviço 2/82, de 13 de Janeiro de 1982

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Roda do Leme nº 66, Dezembro, 1981

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Roda do Leme nº 77/78, Dezembro/Janeiro, 1982/1983

BRACARA AUGUSTA PRESTA TRIBUTO AO SEU FUNDADOR

Estátua do imperador César Augusto erigida no Largo Paulo Orósio

Braga prestou tributo a César Augusto, primeiro imperador de Roma e fundador da Bracara Augusta, com a colocação de uma estátua no Largo Paulo Orósio. Numa altura em que a Cidade celebra mais uma edição da Braga Romana, a bimilenar Bracara Augusta faz, assim, a justa homenagem à figura tutelar do imperador que há 2000 mil anos fundou a Cidade.

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“Esta inauguração vem na sequência da iniciativa deste Executivo de prestar o devido tributo a várias personalidades que marcaram o desenvolvimento da Cidade. É um acto de justiça perpetuar fisicamente o legado que cada um, no seu contexto, deu à Cidade, à região e ao mundo”, referiu Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, durante a inauguração da estátua que decorreu esta Sexta-feira, 26 de Maio.

À semelhança das outras cidades romanas, a Bracara Augusta teria um fórum, templos, mercados, termas, um anfiteatro, além de vários bairros residenciais. No actual Largo Paulo Orósio, erguia-se o Fórum Romano que agora acolhe a estátua de Augusto.

“Esta não é uma estátua tradicional. Trata-se de uma recriação física de César Augusto com um estilo e uma base científica arrojada que é, também, uma forma de diferenciação e que será certamente mais um atractivo turístico”, considerou Ricardo Rio, acrescentado que esta homenagem ´é igualmente uma forma de promover uma zona central da Cidade e de lhe dar uma vitalidade reforçada´.

Por seu turno, Miguel Bandeira, vereador do Município de Braga, afirmou que este é um ´momento histórico´ e uma forma de homenagear os Brácaros. “César Augusto representa o período áureo do Império Romano, sendo Bracara Augusta uma referência nesse tempo. É uma síntese entre o passado e o que ambicionamos para o futuro, uma Cidade de paz e prosperidade que entende a diversidade e cosmopolitismo”, disse.

Augusto Prima Porta é uma estátua áulica que representa César Augusto, na qual o imperador mostra pose de comando e importância já que aparece com a mão direita levantada e parece estar dirigindo as tropas. César Augusto está vestido com uma couraça militar e a toga típica do Império. Na couraça aparecem relevos que representam uma alegoria da conquista de Hispânia e da Gália, representadas por duas mulheres no centro. Aos pés do imperador aparece Cupido como protector de Augusto, já que a sua mãe, Vénus, era a deusa protectora dos ‘Julhos’, aos quais o imperador Augusto pertencia.

A estátua agora erigida é das imagens mais divulgadas do imperador e é uma reprodução do modelo padrão que existia há 2000 anos na cidade de Roma. Augusto Prima Porta é uma estátua do imperador romano Augusto que foi descoberta em 20 de Abril de 1863 na Villa de Augusto, Prima Porta, Roma. A original, em mármore, é uma imagem idealizada de Augusto e foi descoberta na casa de Lívia Drusa, mulher do imperador. Actualmente está exposta no Braccio Nuovo, Museu do Vaticano.

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PONTE DE LIMA APRESENTA "MEMÓRIAS DE GUERRA" DE GUSTAVO PIMENTA

Memórias de guerra de Gustavo Pimenta apresentadas em noite literária

O romance “A sorte de ter medo”, da autoria de Gustavo Pimenta, foi apresentado na passada sexta-feira, 19 de maio, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima (BMPL). O encontro informal em torno da sexta obra literária do autor ponte-limense centrou-se em momentos de evocação biográfica, a cargo de José Cândido Rodrigues, que sublinhou o inconformismo do escritor e a predisposição natural para a mudança e para o consciente aproveitamento das circunstâncias que a vida lhe proporciona.

Memórias da guerra de Gustavo Pimenta (Medium)

Mas a noite literária ficou sobretudo marcada por um participado debate em torno da descodificação de dois conceitos que trespassam o romance de Gustavo Pimenta – o medo e a guerra – elementos cuja significação, nem sempre concordante, revigorou a sessão.

Sobre o título e a temática da obra, Gustavo Pimenta aclarou que o livro esteve para se chamar “Sem orgulho, nem remorso” – exatamente por traduzir o sentimento do autor em relação à sua participação na Guerra Colonial na Guiné-Bissau nos anos de 1967 a 1969 -, sublinhando que, a despeito da veracidade dos factos narrados e da cronologia adotada, caberá à subjetividade do leitor a interpretação e o juízo da obra. 

A apresentação de “A sorte de ter medo” – brevemente disponível para leitura e/ou empréstimo na BMPL – contou com as presenças do Eng.º Vítor Mendes, Presidente do Município de Ponte de Lima, e do Dr. Paulo Barreiro de Sousa, Vereador com o pelouro da Educação do Município de Ponte de Lima.

Sobre o autor:

Gustavo Pimenta nasceu a 29 de janeiro de 1944 em Crasto, no concelho de Ponte de Lima. A obra que agora lança sucede o livro "Triângulo escaleno", apresentado em 2016 no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

MONÇÃO: NÚCLEO MUSEOLÓGICO TORRE DE LAPELA RECEBEU QUATRO MIL VISITANTES NUM ANO

Conhecida como a melhor varanda sobre o rio Minho, torre de menagem eleva-se a 35 metros do solo, proporcionando uma paisagem deslumbrante sobre aquele curso de água internacional, casario tradicional e margem galega. 

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O Núcleo Museológico Torre de Lapela assinala no próximo sábado, 27 de maio, um ano de abertura ao público. Até ao último fim de semana, recebeu um total de 3947 visitantes, repartidos por 1424 estrangeiros e 2523 nacionais, constatando-se uma maior procura nos meses de verão e nos fins de semana prolongados.

A requalificação desta valência turística do concelho de Monção englobou a restauração interior e exterior da torre de menagem, a beneficiação do pavimento envolvente e a valorização dos canastros existentes, em execução, proporcionando uma paisagem deslumbrante sobre o rio Minho, casario tradicional e margem galega. 

Neste edifício carregado de histórias e memórias, pretendeu-se, através desta intervenção, a criação de uma imagem renovada de todo o interior, criando-se um espaço funcional para os visitantes e mais um elemento de promoção cultural do concelho, desta vez, debruçado sobre o troço internacional do rio Minho.

Conhecida como a melhor varanda sobre o rio Minho, a Torre de Menagem de Lapela mantem a sua postura imponente e mostra uma silhueta mais atraente para receber munícipes e visitantes, garantindo um maior contacto com a história do concelho de Monção.

Horário de verão:

Sexta-feira: 14h00 às 19h00

Sábados e domingos: 10h00 às 12h30 e 14h00 às 19h00

Entradas gratuitas

EM BRAGA SÊ ROMANO!

Projecto desenvolvido em parceria com o IEFP: ‘Villa Rustica’ proporciona ‘viagem no tempo’ a quem passa pelas Termas do Alto da Cividade

As Termas do Alto da Cividade engalanaram-se para receber mais uma edição da Braga Romana. ‘Villa Rustica’ é o nome do projecto que proporciona uma viagem no tempo a todos os visitantes daquele legado romano, numa parceria com o IEFP - Instituto de Emprego e Formação Profissional, através do Centro de Formação de Mazagão, que, através da recriação de vários ofícios, se propõe dinamizar o núcleo museológico do Alto da Cividade.

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As oficinas representativas dos ofícios romanos são pontos de atracção onde não falta a cozinha e padaria, os cuidados corporais, os tratamentos medicinais, o cultivo de ervas aromáticas ou as artes decorativas. “Este projecto apresenta um cunho pedagógico muito importante e cumpre com o desiderato de envolver cada vez mais instituições públicas na Braga Romana”, referiu Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, durante a visita às Termas do Alto da Cividade que decorreu esta Quinta-feira, 25 de Maio.

Uma das curiosidades deste projecto reside no facto de os visitantes terem de utilizar a moeda da ‘Caetra’, uma das primeiras moedas cunhada pelos povos ibéricos e que contém elementos chave para compreender a conquista romana do norte e noroeste da Península Ibérica. Dessa forma, os visitantes são convidados a trocarem o Euro pela ‘Caetra’, para assim usufruírem das várias ofertas da ‘Villa Rustica’.

Na ocasião Ricardo Rio lembrou que este projecto “enquadra-se no âmbito da intervenção do IEFP que, com a ajuda dos seus formandos, proporciona uma viagem no tempo até às profissões de há dois mil anos atrás”.

A programação cultural também faz parte da dinamização deste espaço que acolhe Danças Orientais, a peças teatrais ‘Ao Encontro do Tempo Perdido nas Termas da Cividade’ e ‘Poesia Épica’ ou visitas guiadas pelas Termas.

Numa colaboração com a Quinta Pedagógica de Braga, na ‘Villa Rustica’ é ainda possível apreciar uma exposição de animais de quinta e interagir com cavalos, burros, galinhas, patos, coelhos, cabritos ovelhas e gansos.

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FAMALICENSES DEBATEM "OS PARTIDOS POLÍTICOS E A QUESTÃO OPERÁRIA"

“Os partidos políticos e a questão operária” na próxima conferência do Museu Bernardino Machado

“Os partidos políticos e a questão operária (1910-1926)” é o tema da quinta sessão do ciclo de conferências de 2017 do Museu Bernardino Machado, que terá lugar amanhã, sexta-feira, dia 26 de maio, neste museu do concelho famalicense.

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Presente para falar sobre o tema estará Paulo Guimarães, doutorado em História Contemporânea e atual Professor Auxiliar na Universidade Évora.

O colóquio decorrerá na Sala Júlio Machado Vaz, a partir das 21h30 e é de entrada livre.

Recorde-se que “Os partidos e as grandes questões da I República” é o tema da edição deste ano do ciclo de conferências do Museu Bernardino Machado.

BRAGA ERGUE ESTÁTUA AO IMPERADOR CÉSAR AUGUSTO

Inauguração da Estátua do Imperador César Augusto

Sexta-feira, 26 de Maio, pelas 15h00, no Largo Paulo Orósio (frente aos Bombeiros Voluntários), em Braga

O Município de Braga procede à cerimónia de inauguração da Estátua do Imperador César Augusto, responsável pela fundação da Cidade de Braga Augusta, amanhã, Sexta-feira, dia 26 de Maio, pelas 15h00, no Largo Paulo Orósio, em Braga.

A cerimónia, integrada na programação da ‘Braga Romana 2017’, vai contar com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio.

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EX-CHEFES DE ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO DE FRANÇA, DA ALEMANHA E DE PORTUGAL VISITAM PONTE DE LIMA

O Centro de Interpretação de História Militar e o CIPVV - Centro de Interpretação do Vinho Verde são os locais a visitar

O encontro que traz a solo nacional os Generais “EX-CEME” de França e da Alemanha tem paragem obrigatória na vila mais antiga de Portugal, a 27 de maio.

Ponte de Lima, que desde o período romano se assume como ponto de grande importância geoestratégica, inaugurou, em setembro passado, um Centro De Interpretação De História Militar (CIHM).

O recente núcleo museológico surgiu na sequência de um protocolo de colaboração, firmado a 25 de maio de 2011, entre o Município de Ponte de Lima e o Exército Português, representado pela Direção de História e Cultura Militar. Este mereceu já o elogio da Presidência da República, na pessoa de Marcelo Rebelo de Sousa, que inaugurou a exposição permanente.

O Executivo Municipal de Ponte de Lima vai acompanhar o General Elrick Irastorza, o General Hans-Otto Budde, e o General José Luís Pinto Ramalho, respetivamente ex-Chefes de Estado-Maior do Exército de França, Alemanha e Portugal, numa visita ao espaço museológico supra mencionado. A visita está sob a coordenação do Coronel António Feijó e terá início pelas 10h30.

Seguir-se-á uma passagem pelo Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde, espaço que tem como principal missão contribuir para a promoção Vinho Verde através da investigação e divulgação do seu lastro patrimonial. A visita terminará com um percurso pelo Centro Histórico de Ponte de Lima, de fortes influências romanas e medievais.

Ponte de Lima foi um dos três locais escolhidos a nível nacional para esta visita, pela qualidade e pelo potencial das suas infraestruturas, naturais, históricas e humanas. O incentivo a este tipo de projetos, visitas e iniciativas constitui uma aposta contínua do Município de Ponte de Lima.

PONTE DO MOURO MEDIEVAL - RECRIAÇÃO HISTÓRICA DO ENCONTRO E DA CEIA DE D. JOÃO I E O DUQUE DE LENCASTRE EM 1386

Dias 2, 3 e 4 de junho. A recriação histórica daquele encontro, o qual definiu as condições de cooperação militar entre os dois países e estabeleceu os pormenores do casamento entre o monarca português e D. Filipa de Lencastre, filha do Duque, compreende animações e recriações do tempo medieval e a degustação de iguarias típicas daquela época.

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Do programa, diverso, apelativo e fiel à época medieval, destaque para a ceia medieval, sábado à noite, 21h00, e para o encontro do Rei D. João I com o Duque de Lencastre, onde definiram a parceria militar e os pormenores do casamento, domingo à tarde, 15h00. A abertura oficial, com a presença de D. Duarte Pio, Duque de Bragança, realiza-se na sexta-feira, pelas 18h00.

Recriação, feita por empresa especializada na realização de eventos medievais, conta com meia centena de pessoas das duas freguesias e elementos da Associação “Buraca da Moura”. Oportunidade única para “viajar” até à época medieval, revivendo um dos episódios históricos daquele período.

Nos dias2, 3 e 4 de junho, realiza-se em Ponte do Mouro, Barbeita/Ceivães, Monção, a Recriação Histórica do Encontro e da Ceia de D. João l e o Duque de Lencastre em 1386. Denominada Ponte do Mouro Medieval, a iniciativa consta de um conjunto de atividades alusivas à época promovidas por uma empresa especializada com a colaboração de meia centena de pessoas das duas freguesias e elementos da Associação “Buraca da Moura”.

Em Ponte do Mouro, estabeleceram-se as condições de cooperação militar entre os dois países, acertando-se os pormenores do casamento entre o Rei D. João I e D. Filipa de Lencastre, filha do Duque.Os visitantes poderão apreciar e viver todo o contexto histórico da época, participando nasanimações e recriações do tempo medieval e a degustação de iguarias típicas daquela época.

Nestes três dias, Ponte do Mouro, lugar das freguesias de Barbeita e Ceivães,recebevárias recriações medievais alusivas àquele período histórico: música e danças da época, torneios, animadores de rua, espetáculos de fogo, falcoaria, cânticos à capela, demonstrações de ofícios e mercado medieval.

Desta forma, será frequente a presença de mercadores, músicos, artesãos, malabaristas, jograis, almocreves, cavaleiros, bailarinas, mendigos, bem como diversos pontos de entretimento como teatro com bobos, dançarinos medievais e equilibrismos de saltimbancos e acrobatas.

Do programa, diverso, apelativo e fiel à época medieval, destaque para a ceia medieval, sábado à noite, 21h00, e para o encontro do Rei D. João I com o Duque de Lencastre, onde definiram a parceria militar e os pormenores do casamento, domingo à tarde, 15h00.

No primeiro dia, sexta-feira, pelas 21h00, está prevista a conferência “D. Filipa de Lencastre, a noiva escolhida por D. João I”, da autoria de Manuela Santos Silva, especialista da época. Antes, pelas 18h00, ao som de rufos de tambores em arruadas pelo recinto, realiza-se o auto de abertura do mercado com a presença de D. Duarte Pio, Duque de Bragança. 

Conforme relatam documentos históricos, este encontro entre D. João l e o Duque de Lencastre possui caraterísticas únicas, sabendo-se que se tratou de um acampamento militar e que o monarca português trazia consigo uma comitiva superior a 2000 homens.

No momento do encontro, na ponte sobre o rio mouro, cumprimentaram-se com delicadeza e cortesia, conversaram durante alguns momentos e, de seguida, dirigiram-se para o pavilhão de D. João I, onde conversaram amigavelmente e estabeleceram compromissos, A tradição acrescenta que comeram iguarias saborosas e beberam o maravilhoso néctar, fruto das vinhas desta terra.

Vídeo: https://www.facebook.com/PontedoMouroMedieval/videos/961286617346423/

BRACARENSES REVIVEM BRACARA AUGUSTA

Abertura da 14.ª edição da ‘Braga Romana - Reviver Bracara Augusta’. Amanhã, Quarta-feira, dia 24 de Maio, pelas 11h00, na Praça do Município, Braga

O Município de Braga procede amanhã à abertura da 14.ª edição da ‘Braga Romana - Reviver Bracara Augusta’ pelas 11h00, na Praça do Município, em Braga.

A iniciativa contará com a presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, e de Lídia Dias, vereadora da Cultura.

O cortejo ‘Ludi Litterarii’ abre a 14.ª edição da ‘Braga Romana - Reviver Bracara Augusta’, juntando as crianças das escolas do Concelho, que, a partir das 10h00, irão percorrer as ruas da Cidade, terminando na Praça do Município. Após o cortejo, o programa de abertura contempla uma visita pelo Mercado, seguindo-se um Almoço Romano no Largo das Carvalheiras, para o qual estão convidados os jornalistas que irão acompanhar esta abertura.

De 24 a 28 de Maio, Braga volta a celebrar o legado Romano. A XIV edição desta recriação histórica integra a reconstituição ao vivo de actividades económico‑sociais alusivas à época, através da instalação de um mercado romano. Nas ruas do Centro Histórico o público encontrará variadíssimas propostas de animação com cortejos, espectáculos, representações teatrais de época e a actuação de artistas ambulantes de música e circo.

O programa completo da Braga Romana 2017 pode ser consultado através do link https://goo.gl/uQX4h1

BRAGA PARQUE ANTECIPA BRAGA ROMANA

O Braga Parque antecipa a XIV edição da Braga Romana, um dos maiores eventos anuais da cidade minhota. Com dois espetáculos inéditos, a icónica escadaria do centro comercial vai receber inebriantes momentos de teatro e dança nos dias 20 e 21 de maio, numa clara homenagem à herança romana da cidade.

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IMPÉRIO ROMANO INVADE O BRAGA PARQUE COM ESPETÁCULOS INÉDITOS

Bracara Augusta foi uma cidade fundada há mais de dois mil anos por César Augusto, tendo sido a capital da província romana da Gallaecia. E se de repente a história e o património da antiga cidade do império romano fossem recriadas em dois espetáculos únicos no Braga Parque? Nos dias 20 e 21 de maio, o reconhecido centro comercial da cidade minhota dá início a uma das festas mais originais do Norte.

De 24 a 28 de maio, Braga recebe a XIV edição da reconhecida Braga Romana, que integra a reconstituição do quotidiano da época através do famoso mercado romano. O centro histórico e outras áreas da cidade recebem um menu variado de atividades e animações de rua, com cortejos, espetáculos, representações teatrais e artistas ambulantes.

O Braga Parque antecipa as celebrações da herança romana da cidade com dois momentos que prometem uma verdadeira viagem no tempo, desde a escadaria central do shopping até à remota Bracara Augusta.

O dia 20 de maio será dedicado ao teatro. Às 17h, o Grupo de Teatro Planalto apresenta a peça “Ancillae”, que relata a história comovente de uma família romana que, num momento de grande pesar e tristeza, desvenda a verdadeira natureza do ser humano, através de episódios de doença, vingança, sofrimento, amizade e compaixão. O grupo de teatro amador da Associação Social e Cultural de Sobreposta foi criado em 2013 e, desde então, tem vindo a formar jovens dos nove aos 99 anos, sob a dedicada coordenação de Luísa Ribeiro e Patrícia Araújo.

No domingo, dia 21 de maio, também às 17h, será a dança a brilhar na icónica escadaria. Da autoria da Escola de Dança e Artes Performativas Backstage, “O Julgamento das Deusas” é uma peça de Ballet Contemporâneo que enaltece o poder do amor, representado pela deusa romana Vénus, face ao poder e sabedoria de Juno e Minerva, tendo como juízes de uma competição de proporções divinas Júpiter, o mais importante deus, e Páris, o humilde príncipe. Com sede em Braga, a Backstage surgiu em 2009 para colmatar a ausência de um espaço de ensino e prática da Dança e das Artes Performativas, até então inexistente na cidade. Atualmente, com uma vasta oferta de modalidades, dinamizadas por professores credenciados, está aberta a toda a população, tendo alunos de todas as faixas etárias.

“Este é um evento que mobiliza a cidade, desde os seus habitantes e forças vivas, até aos que nos visitam por esta altura do ano. É um grande cartão-de-visita de Braga, que tem vindo a realizar eventos culturais de grande qualidade e que valorizam as nossas entidades. É para nós uma grande honra fazer parte desta festa mais uma vez consolidando a parceria que temos com a Câmara Municipal de Braga. Deste modo, O Braga Parque será anfitrião de dois momentos de expressão artística de elevada qualidade, interpretados por instituições e pessoas do nosso distrito”, afirma Ana Rodrigues, responsável de Marketing do Braga Parque.

Mas o Braga Romana vai também marcar presença na festa da cidade através da oferta de um símbolo do tempo Romano a muitos dos milhares de visitantes do evento, bem como vai apoiar o III Concurso “De Familia Mea” que desafia pais e filhos a recriarem uma família romana, vestindo-se a rigor e desfilando orgulhosamente pelas ruas da antiga Bracara Augusta. Aqueles que melhor obedecerem às tradições da época serão galardoados com prémios patrocinados pelo Braga Parque.

Com início já no próximo fim-de-semana, a cidade de Braga e o Braga Parque convidam para uma imersão na cultura romana.

BRAGA DÁ A CONHECER O MERCADO ROMANO

‘Conhecer para melhor promover’ deu a conhecer Mercado Romano. Programa contribui para a promoção da História e Cultura de Braga

O Município de Braga realizou esta Quinta-feira, 18 de Maio, mais uma sessão do programa ‘Conhecer para melhor promover’, uma iniciativa dirigida aos profissionais e empresários de Turismo do Concelho com o objectivo de reforçar o conhecimento da Cidade, do seu património e demais activos de interesse turístico.

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Nesta sessão, o programa desafiou os profissionais e empresários de Turismo a conhecer os espaços onde irá decorrer o mercado romano no âmbito da edição de 2017 da ‘Braga Romana’, que de 24 a 28 de Maio, irá atrair milhares de visitantes à Cidade.

Segundo António Barroso, do Gabinete de Apoio à Presidência da Câmara Municipal, o programa ‘Conhecer para Melhor Promover” tem contribuído para “reforçar a notoriedade e a promoção da História e Cultura de Braga”.

Além de “aprofundar o conhecimento sobre os múltiplos espaços de interesse de Braga, a visita proporcionar momentos importantes de networking entre os vários empresários e colaboradores, passando também por um estreitar do relacionamento com os responsáveis pelos espaços visitáveis no sentido de, posteriormente, articularem visitas e pacotes a oferecer a quem nos visita”, concluiu António Barroso.

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POVOA DE LANHOSO REVIVE BRÁCARA AUGUSTA

voa de Lanhoso participa em Caminhada na Via Romana XVII no âmbito da “Braga Romana – Reviver Bracara Augusta”

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso colabora com a Câmara Municipal de Braga na organização de uma caminhada orientada ao longo da Via Romana XVII, que se realiza no próximo dia 28 de maio, no âmbito da iniciativa Braga Romana – Reviver Bracara Augusta.

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Será percorrido o troço compreendido entre o Castelo de Lanhoso e as Termas Romanas do Alto da Cividade, na cidade de Braga, numa extensão de aproximadamente 12 km.

Este importante eixo viário, que ligava Bracara Augusta (Braga) e Asturica Augusta (Astorga, Espanha), garantiu uma fácil comunicação entre estas duas capitais romanas do noroeste peninsular.

O ponto de encontro para esta caminhada é junto ao Castelo de Lanhoso, estando a saída prevista para as 9h00. Prevê-se que esta caminhada termine pelas 13h00. A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso assegurará o regresso dos participantes desde Braga até ao Castelo de Lanhoso.

As inscrições são gratuitas, mas limitadas. As pessoas que queiram fazer a sua inscrição através da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso devem fazê-lo para arqueologia@mun-planhoso.pt, indicando o nome completo e o número do Cartão de Cidadão, para efeitos de seguro.

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TERRAS DE BOURO INAUGURA EXPOSIÇÃO SOBRE BRAGA ROMANA

Inaugurada exposição “Braga Romana – Reviver Bracara Augusta” em Terras de Bouro

O Município de Terras de Bouro e o Município de Braga, na presença do Presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Dr. Joaquim Cracel, da Vereadora da Educação e Ação Social do município, Dr.ª Liliana Machado, da Vereadora da Educação e Cultura da Câmara Municipal de Braga, Dr.ª Lídia Dias, do Presidente da Junta de Freguesia de S. Vítor, Dr. Ricardo Silva e do Presidente da Associação de Festas de S. João, Dr. Rui Ferreira, assim como das várias entidades convidadas, inauguraram a 16 de maio, no edifício da Câmara Municipal de Terras de Bouro, uma exposição de fotografias alusivas ao evento Braga Romana.

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A mostra contempla 30 fotografias de vários momentos da “Braga Romana”, demonstração que, segundo o Presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Dr. Joaquim Cracel, é mais uma vez um prazer receber depois da exposição sobre a Procissão da Burrinha ter registado também um assinalável sucesso para quem a visitou. A cultura e a história da região são sempre fatores de interesse e promoção educacional, sublinhou também o edil.

A Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga, Dr.ª Lídia Dias, afirmou o seu regozijo pela oportunidade de levar também esta exposição da Braga Romana ao Museu da Geira, já que se trata de um excelente equipamento cultural que faz muito bem a “ponte entre Terras de Bouro e Braga, através da promoção da Geira”.

A referida exposição irá assim estar patente no Museu da Geira, do Núcleo Museológico de Campo do Gerês, entre os dias 16 e 31 de maio, no horário normal de funcionamento dos serviços.

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TERRAS DE BOURO REVIVE A OCUPAÇÃO ROMANA

Exposição Braga Romana – Reviver Bracara Augusta em Terras de Bouro

O Município de Terras de Bouro e o Município de Braga irão promover uma exposição de fotografias alusivas ao evento Braga Romana.

A referida mostra, que será inaugurada a 16 de maio, pelas 16 horas, no edifício da Câmara Municipal de Terras de Bouro, irá estar também patente no Museu da Geira, do Núcleo Museológico de Campo do Gerês, entre os dias 16 e 31 de maio, no horário normal de funcionamento dos serviços.

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HISTORIADOR DANIEL BASTOS PARTICIPA NA UNIVERSIDADE DE ÉVORA NAS JORNADAS SOBRE MOBILIDADE E MIGRAÇÕES

O historiador Daniel Bastos participou no passado dia 9 de maio (terça-feira), como orador convidado, nas Jornadas de História e Arqueologia subordinadas à temática “A circulação de pessoas – evolução e perspetivas ao longo da História”, que decorreram na Universidade de Évora.

No âmbito da iniciativa, organizada pelo Núcleo de Estudantes de História e Arqueologia da Universidade de Évora, que cruzou na academia alentejana vários olhares sobre o tema da mobilidade e migrações, uma temática de premente relevância no contexto atual, Daniel Bastos atualmente docente no Colégio João Paulo II em Braga, apresentou uma comunicação intitulada “Gérald Bloncourt – o fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa para França nos anos 60”.

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Durante a sua intervenção nas jornadas em Évora, moderadas pela professora catedrática Fátima Nunes, o historiador Daniel Bastos (à direita) descreveu o fotógrafo Gérald Bloncourt como o guardião da memória e o cronista visual da emigração portuguesa para França nos anos 60.

 

Durante a sua comunicação neste encontro nacional multidisciplinar que computou a presença de discentes, docentes e investigadores, e que teve como principal objetivo aprofundar e dar a conhecer diferentes estudos que têm sido realizados sobre o fenómeno migratório ao longo da história portuguesa, o historiador minhoto cujo percurso tem sido alicerçado junto das comunidades portuguesas, definiu o fotógrafo Gérald Bloncourt como o guardião da memória e o cronista visual da emigração portuguesa para França nos anos 60. Daniel Bastos reiterou ainda que as comunidades lusas espalhadas pelos quatro cantos do mundo são genuínas embaixadoras da cultura, da economia e da língua portuguesa.

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ARQUEÓLOGOS INVESTIGAM CULTURA DOLMÉNICA EM PÓVOA DE LANHOSO

Escavação arqueológica de monumentos sob tumuli, na Serra do Carvalho

Estão concluídos os trabalhos arqueológicos de valorização de dois monumentos sob tumuli (antas ou dólmens), localizados na Serra do Carvalho.

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Esta intervenção arqueológica, que contou com uma dezena de voluntários de dentro e de fora do concelho da Póvoa de Lanhoso, resultou numa parceria entre a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, a Junta de Freguesia de Lanhoso e a empresa de arqueologia NEXO.

Nesta primeira fase do processo de valorização dos monumentos, foi possível identificar e definir a couraça pétrea (conjunto de pedras pequenas que impedia o deslizamento de terras e profanação da mamoa) destes monumentos, associada a algum material cerâmico distribuído pela superfície. A fase da musealização é a próxima etapa destes trabalhos que têm como objetivo a futura fruição pública.

No decorrer dos trabalhos arqueológicos, o Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues, e o Presidente da Junta de Freguesia de Lanhoso, António Machado, visitaram a área de trabalho com o propósito de se inteirarem do desenvolvimento dos mesmos e enaltecer os presentes por se terem disponibilizado para contribuir para o estudo e valorização do património arqueológico do nosso território.

Estes trabalhos arqueológicos de valorização de dois monumentos sob tumuli terminaram no passado dia 18 de abril.

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PONTE DE LIMA FACILITA ACESSO AO ARQUIVO DO PAÇO DE VITORINO

Arquivo do Paço de Vitorino: (re)constituir a memória e a identidade familiar com quase cinco séculos de história: apresentação do catálogo online

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Amanhã, dia 20 de maio, às 15h00, será apresentado no Paço de Vitorino o catálogo online do seu arquivo com quase cinco séculos de história.

Esta iniciativa, que resulta do tratamento técnico e digitalização levados a cabo no âmbito do protocolo de cooperação entre os proprietários do Paço de Vitorino e o Município de Ponte de Lima, surge pela consciencialização do papel importante que as fontes de informação contidas nos arquivos de família desempenham para o estudo da história local, regional e até mesmo nacional, sendo fundamental garantir a sua divulgação, valorização e preservação a longo prazo, para além de torná-lo acessível a toda a comunidade.

O Arquivo do Paço de Vitorino passará a estar disponível para consulta através do catálogo do Arquivo Municipal de Ponte de Lima.

MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA APRESENTA NOVO LIVRO DE GUSTAVO PIMENTA

O Município de Ponte de Lima promove o lançamento do romance “A sorte de ter medo”, da autoria de Gustavo Pimenta, no próximo dia 13 de maio, pelas 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima. Trata-se de uma obra dedicada à Guerra Colonial na Guiné-Bissau, nos anos de 1967 a 1969, cuja apresentação estará a cargo de José Cândido Rodrigues.

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“A sorte de ter medo” é o segundo título do escritor ponte-limense Gustavo Pimenta versado nas suas memórias bélicas e em reflexões e retratos fiéis do período colonialista.

Marque presença no lançamento de “A sorte de ter medo” e conheça a mais recente produção literária de uma renomada personalidade da cultura local.

Sobre o autor:

Gustavo Pimenta nasceu a 29 de janeiro de 1944 em Crasto, no concelho de Ponte de Lima. A obra que agora lança sucede o livro “Triângulo escaleno”, apresentado em 2016 no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

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VIZELA REGRESSA AO TEMPO DOS ROMANOS

De 9 a 11 junho | Praça da República - Vizela | Entrada Livre. VI Feira Romana de Vizela

A Comissão de Festas de Vizela, com o apoio da Câmara Municipal, promove a sexta edição da Feira Romana de Vizela, nos próximos dias 9, 10 e 11 de junho, na Praça da República.

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Recua no tempo e vem viver o tempo dos romanos!

Todos os dias, das 10h às 24h - Mercado, Área Pedagógica, Música, Lutas, Malabarismo, espetáculos itenerantes e muito... muito mais!

Resenha:

Estamos no Alto-Império Romano, ano 82 d.C., na civitas “ Oculis Calidarum “ (Caldas de Vizela), local onde o Imperador César Domiciano Augusto mandou edificar um complexo de banhos públicos em honra do Deus “Bormanicus “, cujo poder da cura se manifesta através das águas quentes que aqui brotam.

Pretender-se-á, igualmente, recriar o bulício das urbes romanas. Os atores darão corpo a figuras típicas como o escravo, o pedinte, o escriba, o malabaristas, os acrobatas e cuspidores de fogo.Todo o evento integrará peças de teatro, tiro com arco, jogos infantis de época, declamação de poemas e danças. Destacamos a realização das Olimpíadas de "Oculis Calidarum", momento em que poderão assistir a lutas greco romanas, ao lançamento de esferas e às corridas.

Através desta Feira procurar-se-á recriar o ambiente em torno do quotidiano da civitas "Oculis Calidarum". Assim, poderão encontrar um mercado que se expande por toda a Praça da República e, quem sabe, adquirir vários produtos como metais, olaria, cestaria, vidro, cantaria, couro, marcenaria. Nesse mesmo local, poderá degustar várias iguarias na zona de restauração.

ARQUEOLOGIA À NOITE VISITA IGREJA DE SANTA MARIA DE ABADE DE NEIVA

O programa “Arqueologia à Noite” está de regresso e o destino é a Igreja de Santa Maria de Abade de Neiva. A iniciativa realiza-se na próxima sexta-feira, dia 5 de maio, pelas 21h00.

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Trata-se de uma iniciativa que pretende promover as potencialidades turísticas do concelho, na vertente cultural, paisagística e o turismo religioso que predominam no património construído e natural do concelho de Barcelos, desta vez na freguesia de Abade de Neiva. A visita tem início às 21h00, diante do portal da igreja. O Gabinete de Arqueologia Municipal irá guiar os participantes pelos sete séculos deste templo românico/gótico, classificado como Monumento Nacional desde 1927.

As inscrições estão abertas e são limitadas. Podem ser feitas através do correio eletrónico arqueologia@cm-barcelos.pt ou por telemóvel para 915 288 428, recomendando-se que participem na atividade munidos de lanterna e com vestuário adequado às baixas temperaturas.

BRAGA REGRESSA À ÉPOCA ROMANA

Braga Romana é projecto mobilizador da sociedade. Recreação histórica decorre de 24 a 28 de Maio

De 24 a 28 de Maio a Cidade volta a vestir-se a rigor para recriar o quotidiano de Bracara Augusta. A Braga Romana 2017 inclui mais de 80 horas de programação, com a participação de 115 mercadores, 127 entidades e 11 agrupamentos de escolas que irão proporcionar aos Bracarenses e a todos quantos nos visitam uma verdadeira ‘aula de história ao ar livre’.

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Na apresentação do evento, que decorreu hoje, 4 de Maio, no Largo do Paço, Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, destacou o facto da Braga Romana ser cada vez mais “um projecto mobilizador da sociedade Bracarense”.

“A Braga Romana conta com o empenho e dedicação de centenas de associações, instituições de ensino, comerciantes, entre outras entidades relevantes na vida da nossa Cidade e isso tem contribuído para a afirmação deste projecto”, disse Ricardo Rio, sublinhando a importância da vertente pedagógica do evento.

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Segundo o Autarca, o grande desafio passa agora por “alargar o projecto da Braga Romana aos 365 dias do ano”, através da valorização do património legado pelos nossos antepassados. É neste âmbito que, no dia 26 de Maio, o Município irá inaugurar a estátua a César Augusto que ficará instalada no Largo Paulo Orósio. “Este é um tributo que Braga irá prestar ao fundador de Bracara Augusta, num momento simbólico que apela à perenidade da presença romana no nosso território”, referiu.

Nos cinco dias do evento, a Braga Romana oferece uma viagem pela história da Bracara Augusta que só é possível graças ao envolvimento de instituições, associações e escolas.

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Para Lídia Dias, vereadora da Cultura, o sucesso da Braga Romana deve-se, sobretudo, a esta “rede de parceiros que se fortalece ano após ano”. Segundo a vereadora, a Câmara Municipal aposta na criação artística, através do apoio a grupos de teatro do Concelho que irão apresentar espectáculos pensados propositadamente para o evento.

Evento aposta na vertente pedagógica e actividades paralelas

A edição de 2016 da Braga Romana apresenta-se com diversas novidades, desde logo com a criação de uma nova área pedagógica. No Largo de S. João do Souto estará instalada a ‘Casa Romana’, onde os visitantes podem usufruir de aulas de latim e filosofia, assistir a teatro de marionetas e participar em diversas oficinas e jogos. Será também deste espaço que sairão diariamente visitas guiadas ao património romano, nomeadamente à Fonte do ídolo, Termas Romanas e Domus da Escola Velha da Sé.

Das actividades paralelas destaque para a visita guiada a alguns dos vestígios da pré e proto-história da Cidade, que se realiza este Sábado, dia 6, no âmbito do programa ‘À Descoberta de Braga’, assim como para o Fórum Recriação Histórica Desenvolvimento e Turismo Sustentável, que terá lugar no dia 12 de Maio, no Museu D. Diogo de Sousa.

Ao longo de todo o evento, as ruas do centro histórico serão palco da reconstituição das actividades económico-sociais da época, com animação de rua constante, cortejos, espectáculos e representações teatrais. Os Bracarenses e visitantes serão também surpreendidos por dezenas de personagens inspiradas na mitologia romana, artes e ofícios.

O programa completo da Braga Romana 2017 pode ser consultado através do link https://goo.gl/uQX4h1

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ARCOS DE VALDEVEZ COMEMORA 25 DE ABRIL

Arcos de Valdevez comemorou mais uma vez o 25 de Abril, o “Dia da Liberdade”.

As comemorações tiveram início de manhã cedo na Praceta Combatentes do Ultramar (1961-1974), junto ao elemento escultórico de homenagem aos militares arcuenses, inaugurado no Dia do Concelho em 2012, com uma homenagem aos combatentes arcuenses tombados no Ultramar.

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  A sessão, que contou com a presença do Núcleo de Monção da Liga dos Combatentes, iniciou com o Toque dos Mortos, feito com corneta; depois o Coronel Carlos Anselmo fez a leitura de cada um dos 25 nomes dos militares arcuenses tombados em combate e após este momento foi colocada uma coroa de flores junto ao elemento escultórico, pelo Presidente da Câmara Municipal, João Esteves. No fim foi cantado o Hino Nacional.

Após este ato prosseguiram as comemorações com a Cerimónia Oficial na Praça Municipal onde se reuniram o presidente da Câmara Municipal, João Esteves, os vereadores do município, membros da Assembleia Municipal e os Presidentes da Junta de Freguesia, bem como vários populares que acudiram ao local para também testemunharem o hastear das bandeiras com guarda de honra efetuada pelos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, o Corpo Nacional de Escutas e a Banda da Sociedade Musical de Arcos de Valdevez, neste dia de tanto simbolismo para a Nação Portuguesa.

Depois teve lugar na Praça Municipal um momento musical, com as atuações dos grupos corais Vozes do Vez e Padre Himalaya, que brindaram todos os presentes com temas ligados à Revolução e à mística vivida em Abril de 1974. No final os coros cantaram a Marcha dos Arcos de Valdevez, recordando o seu autor, recentemente perecido, Maestro Pedreira.

Integrado nesta programação está também o espetáculo musical com Carlos Mendes, no próximo dia 29 de Abril, às 22h00, na Casa das Artes concelhia.

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CURTIR MEMÓRIA LANÇA BILHETE MEMÓRIA E CONVIDA A ESPREITAR A HISTÓRIA EM GUIMARÃES

Centro de Couros promove visitas guiadas ao património da Antiga Fábrica de Curtumes Âncora

O Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães acaba de lançar o Bilhete Memória a pensar num público que se interessa pelo Património Arquitetónico Industrial e pela história de Guimarães e da atividade dos Curtumes.

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A Antiga Fábrica de Curtumes Âncora, onde está instalado o Curtir Ciência, é um edifício que faz parte do património industrial vimaranense. Remonta ao Sec. XVII e foi exemplarmente reabilitada, mantendo a traça original da anterior função e as marcas dessa atividade, como os tanques, lagares, lagaretas onde se lavavam, surravam, tingiam as peles. 

O Bilhete Memória, explica Sérgio Silva, Diretor Executivo do Curtir Ciência, “resulta da constatação de que há muitas pessoas que entram no Centro atraídas pelo edifício, pela arquitetura, pelas técnicas de construção, e que se interessam pelo Património Arquitetónico Industrial”.

Muitos turistas que chegam a Guimarães têm uma apetência pelo edificado, pelos processos de reabilitação e por conhecerem as soluções do Município que deram novos usos a unidades industriais desativadas e degradadas. Sérgio Silva realça que “foi a pensar nesse público, que sabemos que tem expressão significativa, que decidimos criar o Bilhete Memória”.

A visita Memória, com um custo de um euro, é guiada, não carece de marcação prévia (com exceção de grupos de 10 ou mais pessoas) e incide nas partes do edificado, nas memórias da atividade dos curtumes e nas técnicas usadas para preservar a arquitetura. Funciona no mesmo horário do Curtir Ciência: de terça a sexta das 10:00 às 18:00 horas; sábados, domingos e feriados das 11:00 às 19:00 horas.

BRAGA REALIZA CASAMENTO ROMANO

Abertas candidaturas ao ‘Casamento Romano’. Iniciativa integrada na programação da ‘Braga Romana 2017’

No âmbito da programação da ‘Braga Romana – Reviver Bracara Augusta’, que se realiza de 24 a 28 de Maio, o Município de Braga volta a promover o concurso ‘Casamento Romano’.

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Durante o Império Romano, o casamento era uma das principais instituições da sociedade que tinha por princípio gerar herdeiros legítimos ou mesmo criar alianças políticas e económicas dentro das classes mais elevadas. Das várias formas de casamento, o ritual da “CONFERRATIO” destaca-se por ser o mais representativo da cultura, costumes, religião e festividades que um casamento pode apresentar.

A ‘Braga Romana – Reviver Bracara Augusta’ pretende oferecer ao casal vencedor a possibilidade de ser protagonista deste grande espectáculo de recriação de um casamento romano em todo o seu esplendor. O Casamento Romano terá lugar a 28 de Maio, pelas 17h00, na Praça Municipal.

As candidaturas podem ser feitas até 12 de Maio. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis através do linkhttps://goo.gl/c6otWn.

Mais informações sobre o concurso podem ser obtidas em cultura@cm-braga.pt.

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BRACARENSES DEBATEM HISTÓRIAS DOS JORNAIS DE BRAGA

Tema da 2ª ed. das "Entremeadas de Serões/Tertúlias (S/T's): "História dos Jornais de Braga"

A Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho, reliza a 2ª edição das "Entremeadas de S/Ts" (Serões no Burgo/Tertúlias Rusgueiras), no próximo dia 27, quinta-feira, do mês em curso, pelas 21:30h, na sede social da Rusga, sita na Av. Artur Soares (Palhotas),nº 73, Braga, que terá por convidados; Joaquim da Silva Gomes, docente, investigador e autor e, o Director do jornal Correio do Minho, Paulo Monteiro, com a moderação de José Pinto, presidente da Rusga.

PONTE DA BARCA FESTEJA O 25 DE ABRIL

25 de Abril em Ponte da Barca: Concerto de André Sardet e Sessão Solene marcaram a efeméride

O Município de Ponte da Barca comemorou os 43 anos do 25 de Abril com um conjunto de iniciativas que exaltaram os valores da Revolução dos Cravos. O programa iniciou no dia 24 com o concerto de André Sardet, musico e compositor português com uma carreira de mais de 20 anos, que trouxe a Ponte da Barca êxitos como ´Quando te falei de amor´; ´Adivinha o quanto gosto de ti´; ´Mundo de Cartão´.

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No dia 25 de Abril, nos Paços do Concelho, decorreu o hastear de bandeiras ao som da fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Ponte da Barca e, perante uma moldura humana de cravo ao peito seguiu-se a habitual Sessão Solene da Assembleia Municipal, numa cerimónia que juntou o executivo municipal, os representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal, Presidentes de Junta de Freguesia, entre outras entidades militares e civis do concelho.

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Vassalo Abreu, dirigiu-se aos presentes dizendo que 'por respeito àqueles que caminharam em direção aos tanques, que lutaram por um País livre de democrático, temos que continuar a celebrar Abril, nesta data e em todos os dias da nossa vida'. A cumprir o último ano de mandato como presidente da Câmara, Vassalo Abreu não deixou de referir que 'sendo o último discurso de celebração desta data que vos dirijo enquanto Presidente de Câmara, é com orgulho que podemos dizer que, ao fim de quase doze anos, sentimos que cumprimos Abril. Desde a Coesão Social, à Educação, à Saúde, ao Turismo ou ao Desporto...'.

Ainda durante o dia 25 de Abril, o Grupo Liber'Arte promoveu no Choupal, um conjunto de atividades artísticas desde a música à pintura, e no final do dia, no Estádio Municipal, teve lugar o jogo de futebol 'Abrilmente'.

CABECEIRAS DE BASTO FESTEJA O 25 DE ABRIL

Município de Cabeceiras de Basto evocou 43 anos do 25 de Abril

Realizou-se esta manhã, dia 25, na Sala de Sessões da Assembleia Municipal a sessão solene evocativa dos 43 anos do 25 de Abril, ‘momento alto’ do programa comemorativo organizado pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, em colaboração com a Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto (ADIB), a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses, a Banda Cabeceirense e a Fundação Mário Soares, um programa que arrancou na passada sexta-feira, dia 21 de abril, e encerra hoje com a exibição do espetáculo ‘Muro’, mais uma grande produção do Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto.

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Depois da cerimónia do Hastear da Bandeira Nacional com guarda de honra dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses, o executivo municipal liderado pelo autarca Francisco Alves, o presidente da Assembleia Municipal, assim como representantes dos partidos e movimento políticos com assento na mesma Assembleia, presidentes de Junta de Freguesia, entre outras entidades civis do concelho, participaram na Sessão Solene evocativa do 25 de Abril que lotou a Sala de Sessões da Assembleia Municipal.

Na oportunidade, o presidente da Câmara Municipal sublinhou que “ao longo dos últimos 43 anos, Portugal conquistou, implementou e consolidou um processo de democratização que permitiu desenvolver o país de uma forma que não tem paralelo com qualquer outro período da história de Portugal”.

Francisco Alves disse que “a revolução do 25 de abril de 1974 mudou o panorama político português, mudou o país, mudou as mentalidades. Em 1976, instituímos o Poder Local, o poder local responsável pela enorme transformação que o país sofreu. Na verdade, o que seria de Portugal se não fosse o poder local?”, questionou.

“Portugal é hoje um país muito diferente, para melhor, do que há 40 anos atrás. E, no entanto, vivemos mergulhados numa perplexidade perante o risco de cansaço das pessoas com a clássica organização política assente nas instituições, presidente da república, parlamento, autarquias locais, sistema judicial, partidos políticos”, notou, lamentando que “aqui, como em muitos países desenvolvidos da Europa e do mundo, os cidadãos afastam-se e desinteressam-se da gestão da coisa pública, da participação cívica. A democracia representativa no modelo tradicional parece já não chegar”. Defendendo que “é necessário que neste momento de celebração da Democracia e da Liberdade sejamos capazes de refletir e de trabalhar para encontrar formas de mobilização dos cidadãos para uma maior participação pública e cívica na gestão e na promoção do bem-estar e da qualidade de vida das pessoas”, o edil Francisco Alves garantiu ser “necessário combater o absentismo e apontar caminhos que, não pondo em causa a capacidade crítica dos cidadãos, os faça confiar nos valores da democracia. Se necessário, reinventem-se novas formas e mecanismos do exercício dos direitos políticos e de cidadania”, sustentou, destacando que “o importante é que possamos inverter esta acelerada descrença nas instituições políticas e nos seus agentes”.

Desejando que “os Cabeceirenses se interessem pela política e pelos valores que ela encerra e participem ativamente no processo que se avizinha”, Francisco Alves garantiu que “Cabeceiras de Basto e os Cabeceirenses só têm a ganhar com a participação de todos na escolha dos caminhos, das políticas e dos seus agentes. Cabeceiras de Basto e os Cabeceirenses só têm a ganhar se escolherem os melhores, aqueles que assumam a política como uma missão de serviço público para servir os outros e não para se servirem a si próprios ou servirem interesses particulares em vez dos coletivos”.

E realçou que ao longo dos últimos tempos “os autarcas das freguesias, da Assembleia e da Câmara Municipal trabalharam com determinação na promoção do desenvolvimento do nosso concelho. O muito que foi feito permitiu melhorar a qualidade de vida das populações. O futuro reserva-nos, contudo, novos desafios. Teremos que ser ambiciosos e inconformados e trabalhar afincadamente para construirmos uma sociedade mais justa e mais solidária”.

Finalizando a sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal almejou que “a democracia e a prática política atraiam e comprometam cada vez mais cidadãos livres, descomprometidos, empenhados e responsáveis para que a gestão da coisa pública não assente em estratégias clientelares e movimentos obscuros, e se assuma promotora de desenvolvimento económico e social que combata as desigualdades e valorize o contributo da mais ampla diversidade de atores sociais e estruturas organizadas como o movimento associativo”.

A iniciar a sua intervenção, o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, agradeceu publicamente a todas as entidades que se envolveram na Comemoração dos 43 anos do 25 de Abril em Cabeceiras de Basto. Joaquim Barreto afirmou que nesta data devemos “exaltar e lembrar os principais protagonistas” do 25 de Abril que “simboliza para nós a igualdade, a liberdade e o desenvolvimento”. O 25 de abril “conduziu Portugal ao progresso”, sendo um dos exemplos das conquitas dos Capitães de Abril “o Poder Local Democrático de que orgulhosamente somos parte”.

Nas suas palavras, Joaquim Barreto considerou que “volvidas quatro décadas, outros desafios se impõem concretizar. A competitividade própria de cada região, a oferta de serviços ao cidadão, a aposta em novas políticas públicas municipais mais participadas, mais inclusivas e assentes em novos paradigmas – a inovação social ou o empreendedorismo para combater o desemprego – são vitais para a fixação das pessoas nestes concelhos de baixa densidade territorial nos quais nos incluímos”, disse.

“A aposta no betão já teve o seu tempo. Fechou-se um ciclo. Hoje a inovação social é uma realidade que visa a qualidade de vida. É essa matriz que agora ambicionamos seguir face aos novos desafios que se colocam diariamente às nossas gentes”, sublinhou.

O presidente da Assembleia Municipal explicou que “a política tornou-se mais complexa e tridimensional criando novos espaços e identidades diferentes”. Reconhecendo “que nos faz falta uma narrativa inspiradora, uma narrativa europeia”, Joaquim Barreto assegurou que “é preciso continuar a aprofundar os valores de Abril e do Poder Local Democrático”, criando condições para uma maior participação cívica e mais ativa, nomeadamente por parte dos jovens.

Em representação da Bancada Municipal do PS, Domingos Machado declarou que o 25 de Abril “é um momento essencial e inaugural das nossas vidas. Um grito espontâneo do povo para a Liberdade e para a Democracia” que possibilitou que hoje vivamos numa “sociedade aberta e com pensamentos alternativos”.

Relembrando os direitos alcançados pelos Portugueses com a Revolução do 25 de Abril, Domingos Machado lembrou todos aqueles que com o seu trabalho contribuíram para a vitalidade deste Município, assim como os grandes investimentos que foram feitos nos mais diversos setores da atividade municipal.

Por fim, Domingos Machado frisou que “não vale tudo em nome da sobrevivência política. A coerência vale sempre a pena”, disse, ambicionando que os Cabeceirenses prossigam “sempre com Abril nas suas mãos e nos seus corações”.

Em representação da Bancada Municipal do IPC, Paulo Pinto destacou que “devemos muito” ao 25 de Abril de 1974, sendo “inquestionáveis” as inúmeras conquistas de Portugal nos últimos 43 anos. Fazendo referência ao prestígio que o nosso país tem hoje na Europa e no Mundo, Paulo Pinto realçou também a importância da revitalização do papel dos Municípios na atualidade. “É hoje uma evidência o muito que o Poder Local Democrático fez pelo país, sobretudo nos meios rurais”, disse, fazendo referência aos inúmeros investimentos feitos em todos os setores de atividade, como é o caso do nosso concelho.

Paulo Pinto considerou que um dos grandes desafios que se colocam hoje às áreas periféricas é “assegurar a manutenção dos serviços” públicos. 

Afirmando acreditar que é com a “qualificação das pessoas (…) que se cumpre o desígnio do 25 de Abril que é desenvolver”, o representante do IPC afirmou que “o 25 de Abril é património de todos os Portugueses”, sendo “um organismo vivo” e “válido nesta Terra de Basto”.

Em representação da Bancada Municipal do PPD-PSD/CDS-PP, Laura Magalhães evidenciou que com a Revolução de Abril “a censura foi substituída pela liberdade”. Garantindo que “a liberdade se comemora no dia-a-dia”, Laura Magalhães referiu que “celebrar Abril é idealizar o futuro para Cabeceiras de Basto baseado na pluralidade de expressão, onde ninguém saia prejudicado ou beneficiado por exprimir a sua opinião”.

E finalizou: “a Revolução de Abril restituiu-nos direitos e liberdades fundamentais. Não podemos deixar cair este legado. Há desafios que têm de ser enfrentados com audácia política. Façamos realmente acontecer Abril para que os filhos desta Terra possam andar de cabeça levantada e sejam realmente livres de exprimir construtivamente as suas convicções, sem tabus, sem medos, nem repressões”.

Centro de Teatro leva hoje à cena a peça ‘Muro’

À semelhança dos anos anteriores, o Município Cabeceirense comemora o 25 de Abril com a exibição de uma grande produção teatral intitulada ‘Muro’ e que será levada à cena, hoje à tarde, a partir das 17h00, na Casa da Juventude pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto (CTCMCB).

Integraram, ainda, o programa evocativo da efeméride a Exposição ‘Mário Soares: Uma vida ao serviço da Democracia e da Liberdade’ na Casa do Tempo, a apresentação do Livro de Atas do II Seminário Internacional ‘Religião, Letras e Armas: da Europa Renascentista para Basto’, a audição dos alunos da Escola de Música da Banda Cabeceirense, a conferência ‘Mário Soares: Uma Vida ao Serviço da Democracia e da Liberdade’, a iniciativa ‘Músicas de Abril’ na Biblioteca Municipal Dr. António Teixeira de Carvalho e a recriação da reunião da Câmara Municipal pelos alunos do Agrupamento de Escolas, o Jantar Comemorativo do 25 de Abril e ainda as Provas de Atletismo e a Corrida da Liberdade que aconteceram esta manhã e cujos prémios aos melhores classificados foram entregues no Parque do Mosteiro.

ARCIPRESTADO DE CELORICO DE BASTO CELEBRA CENTENÁRIO

“Todos nos empenhamos dando e recebendo o melhor que sabemos”

O Arciprestado de Celorico de Basto em parceria com o Município de Celorico de Basto promoveu uma cerimónia de homenagem aos sacerdotes que exercem a sua missão no arciprestado de Celorico de Basto desde o dia 25 de abril de 1916 até aos dias de hoje. A ação teve lugar no centro Cultural Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, no dia 21 de abril.

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A evocação do centenário, aberta à comunidade, foi presidida pelo arcebispo primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, e centrou-se no lançamento de um livro designado “Arciprestado de Celorico de Basto” da autoria do historiador António Franklim Sampaio Neiva Soares, do padre Armandino Pires Lopes, e do arcipreste de Celorico de Basto, o padre Albano Costa. Ao mesmo tempo, foi reconhecida a vida e obra do ilustre Celoricense, o padre Joaquim José Alvares de Moura, numa homenagem póstuma a alguém que “soube servir a sociedade e a igreja”.

Jorge Ortiga congratulou-se com o sarau e “com a oportunidade de saborear realidades distintas mas ao mesmo tempo, idênticas. Tivemos a oportunidade de conhecer ainda melhor um ilustre desconhecido celoricense recordando pessoas que deram o melhor de si à igreja, com dedicação e empenho e, ao mesmo tempo, celebramos o centenário deste arciprestado. São 100 anos de um arciprestado que tem uma existência muito mais remota e passou por uma evolução muito grande, tendo, em tempos, uma importância mais administrativa e jurídica. Agora, o arciprestado tem uma importância diferente, procura a unidade entre as paróquias mantendo a sua identidade e com a arquidiocese. De facto, a dinâmica do arciprestado é diferente mas os objetivos são os mesmos servir, servir a comunidade. O arciprestado deve estar ao serviço dos irmãos que têm noção da sua fé” realçou o Arcebispo. Continuando que “não podemos ter medo da mudança, o arciprestado de 1916 é hoje uma organização diferente, a missão que Deus nos confiou reserva sempre muitas novidades”. D. Jorge Ortiga pediu aos presentes que lessem o livro, com noções novas e datas explicativas, com calma, “depois de ler vão reconhecer-se mais igreja”.

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Também o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto deu os parabéns ao arciprestado pelos “100 anos ao serviço da comunidade, uma causa que não é só espiritual e religiosa mas também social, de muito acompanhamento e de muito apoio. Um trabalho feito por tantas pessoas que deram sempre o melhor de si” ressalvou o autarca. Joaquim Mota e Silva descreveu o livro apresentado como “um livro bem feito, uma memória da nossa história, do nosso passado, do trabalho desenvolvido pelos nossos párocos” e, reforçando a necessidade deste empenho quotidiano na vivência em comunidade, “continuem com o entusiasmo e a dedicação em nome de todos os valores referidos”. O autarca mostrou-se agradado pela justa homenagem feita ao ilustre Celoricense José Alvares de Moura, que “conhecemos e reconhecemos como alguém que fez muito pela nossa terra, um ser humano que fez um trabalho fantástico e difícil e que deu bons frutos à comunidade”.

A cerimónia da evocação do centenário foi dirigida pelo arcipreste de Celorico de Basto, padre Albano Costa, que agradeceu a toda a comunidade, em nome dos 7 párocos que integram o arciprestado de Celorico de Basto, porque “todos nos empenhamos dando e recebendo o melhor que sabemos, e agradecemos todo o apoio para o desenvolvimento desta obra, sem este apoio dificilmente teríamos concluído este trabalho”.

A obra foi apresentada pelo historiador Franklim Neiva Soares de forma concisa e breve despertando o gosto pela leitura da mesma.

Já a vida e obra do padre Joaquim José Alvares de Moura foi amplamente reavivada pelo padre José Maria Gomes Pereira, apresentado anteriormente pelo padre Provincial, José Alves, que disse a todos os presentes quem era este homem, que tão bem soube servir a sociedade e a igreja. Gomes Pereira afirmou convictamente que “era um missionário incansável que percorreu o norte do país, em mais de 250 missões, construiu dois colégios, fundou a confraria do Imaculado Coração de Maria de Sta. Quitéria, sabia falar aos corações recolhendo fundos pela sua forma de acolher boas vontades à volta de grandes causas. A arquidiocese de Braga sempre beneficiou do esplendor deste seu filho ilustre”.

A evocação do centenário contou com a presença da comunidade local, entidades políticas e religiosas, que se quiseram associar à celebração dos 100 anos do arciprestado de Celorico de Basto. A cerimónia foi abrilhantada pelo Coro Vicentino de Chaves.

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CABECEIRAS DE BASTO EVOCA MÁRIO SOARES COM PALESTRA PROFERIDA POR JOÃO SOARES

Cabeceiras de Basto celebrou Abril e recordou ‘Mário Soares: Uma Vida ao Serviço da Democracia e da Liberdade’

João Soares foi ontem à tarde, dia 23 de abril, o orador convidado da conferência ‘Mário Soares: Uma Vida ao Serviço da Democracia e da Liberdade’, uma iniciativa promovida pelo Município de Cabeceiras de Basto, inserida no âmbito do programa comemorativo do 25 de Abril, que vive amanhã, dia 25, o seu ponto alto.

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O evento que juntou dezenas de pessoas na Casa do Tempo conjugou quatro momentos distintos: a abertura de uma exposição, o visionamento de um filme, a conferência alusiva à vida de Mário Soares e ainda a homenagem ao antigo Presidente da República na Alameda Dr. Mário Soares com deposição de um arranjo de flores.

Participaram neste evento o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, o presidente da Assembleia Municipal e deputado da Assembleia da República, Eng. Joaquim Barreto, o vereador Alfredo Magalhães, presidentes das Juntas de Freguesia, membros da Assembleia Municipal e outros autarcas, outras individualidades concelhias, convidados e público em geral.

Durante a iniciativa, os participantes recordaram a vida do Dr. Mário Soares, antigo Presidente da República, antigo primeiro-ministro, antigo ministro, fundador e secretário-geral do Partido Socialista, figura maior da Democracia Portuguesa que iniciou muito jovem a sua atividade política.

Na abertura da conferência ‘Mário Soares: Uma Vida ao Serviço da Democracia e da Liberdade’, o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, deixou palavras de “agradecimento e reconhecimento” ao Dr. João Soares por se associar a este evento, lembrando as vigorosas lutas pela liberdade encetadas pelo Socialista Mário Soares que marcaram o panorama político português.

O orador, filho de Mário Soares, partilhou com a plateia muitos momentos da vida privada e da vida política do antigo Presidente da República e respondeu a várias perguntas colocadas pela plateia, que deixou também palavras de sentido reconhecimento à obra deixada por Mário Soares, falecido a 7 de janeiro de 2017.

Na sua intervenção, que encerrou a conferência, o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, agradeceu a disponibilidade de João Soares em deslocar-se a Cabeceiras de Basto para partilhar com os Cabeceirenses os momentos mais marcantes da vida do seu pai, enaltecendo também todo o empenho e trabalho de todos aqueles que organizaram este evento.

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EXPOSIÇÃO "AMARES NA 1ª GUERRA" PATENTE NA GALERIA DE ARTES E OFÍCIOS DE AMARES

O vice-presidente da Câmara Municipal de Amares, Isidro Araújo, e o autor do livro “Amarenses na 1.ª Grande Guerra (1914-1918)", publicado pelo Município de Amares no âmbito das Comemorações do Centenário da Primeira Guerra Mundial, Manuel Penteado Neiva, inauguraram, no passado sábado, a exposição "AMARES NA 1.ª GRANDE GUERRA". A data de abertura (22 de abril) coincidiu, simbolicamente, com o dia de embarque dos combatentes de Amares rumo a Flandres, frente europeia, na época. 

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Patente até ao dia 8 de maio na Galeria de Artes e Ofícios de Amares, na Praça do Comércio, em Ferreiros, a exposição retrata, através de 14 painéis, a história desses amarenses que combateram defendendo as cores da bandeira portuguesa e do concelho,o ambiente social, económico e político à época, individualizando alguns filhos da terra que tiveram mais destaque. 

Materiais de uso corrente, como máscaras e cantis, correspondência particular e condecorações são alguns dos elementos que podem ser vistos também nesta exposição e que pode ser visitada no horário de funcionamento da Galeria de Artes e Ofícios: às segundas, entre as 14h00 e as 18h00; às terças, quartas, quintas e sextas, entre as 9h00 e as 12h00, da parte da manhã, e as 14h00 e as 18h00, da parte da tarde e aos sábados entre as 10h00 e as 13h00.

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BRAGA REVELA TÚMULO DE S. MARCOS

‘Braga à Lupa’ revela túmulo de São Marcos. Quarta-feira, 26 de Abril, Igreja do Hospital de S. Marcos

O túmulo de São Marcos vai estar em destaque na próxima sessão do ‘Braga à Lupa’, que se realiza esta Quarta-feira, 26 de Abril, às 21h15, na Igreja de S. Marcos. Organizada pelo Município de Braga, o ‘Braga à Lupa’ é uma iniciativa integrada no programa ‘À Descoberta de Braga’ e desafia os Bracarenses a descobrir e a reflectir sobre um aspecto desconhecido e aliciante da Cidade.

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A sessão terá como convidados Eduardo Alves Duarte (Universidade de Lisboa) e Manuela Machado (Santa Casa da Misericórdia de Braga). As inscrições são limitadas, devendo ser feitas através do e-mail cultura@cm-braga.pt.

Há quem diga que é S. Marcos o evangelista. Há quem defenda ser S. João Marcos, discípulo de Cristo e evangelizador com S. Paulo e S. Barnabé, o mesmo que era proprietário da casa onde Cristo celebrou a Última Ceia e onde ocorreu o Pentecostes. Também se diz que os dois são a mesma pessoa. O certo é que existe em Braga, mais propriamente na igreja do Hospital, um túmulo cujos restos mortais são designados como sendo os de S. Marcos.

O túmulo terá sido lugar de grande veneração ao longo da Idade Média, tendo contribuído para o surgimento do topónimo ainda hoje subsistente naquele lugar. A última versão do túmulo é uma preciosa obra de arte, mandada fazer pelo Arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles em 1718, e sobre o qual subsistem uma série de questões.

MAFRA JÁ RECUPEROU O PALÁCIO DOS MARQUESES DE PONTE DE LIMA

Situado em Mafra, o Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima é um edifício austero do século XVII, edificado pelo arquiteto régio Diogo Marques Lucas sobre as fundações do castelo gótico romano e o Paço Medieval outrora ali existente.

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O período de maior fulgor desta casa, onde avultava a biblioteca dos Marqueses, os salões de tetos apainelados e a capela, ornamentada por um retábulo realizado pelo escultor Machado de Castro foi a primeira metade do séc. XVIII.

Sempre que viajava para Mafra, nomeadamente para inspecionar as obras de construção do Palácio Nacional de Mafra, era no Palácio do Marquês de Ponte de Lima que o Rei D. João V. O escritor José Saramago faz referência ao local e a estas ocorrências no seu livro “Memorial do Convento”.

Ali ocorreram episódios importantes da nossa História como a “conspiração de Mafra” contra D. João VI; albergou o General Loison durante a ocupação francesa e serviu de hospital improvisado de prevenção contra a peste bubónica.

O Palácio do Marquês de Ponte de Lima inclui ainda a chamada “Cerca do Marquêz” que constitui actualmente o Parque Desportivo Ministro dos Santos e que possuia outrora uma área mais vasta que foi entretanto ocupada com a construção da ETAR e de vários estabelecimentos de ensino no local. A “Cerca do Marquêz” dispunha de uma extensa área de bosque que incluia ermitérios, estátuas, lagos, fontes e tanques, uma casa de fresco e duas capelas, cujo interior era ornamentado por retábulos saídos das mãos dos célebres escultores de Mafra.

A revista “O Anunciador das Feiras Novas” que se edita anualmente em Ponte de Lima, tem vindo a publicar uma série de artigos acerca dos marqueses de Ponte de Lima e do seu palácio em Mafra.

Fotos: Manuel Santos

 

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O FALAR DOS CANARINOS. UM DIALETO DO ESPANHOL MUITO APORTUGUESADO

I - O TEXTO E AS TRADUÇÕES

       Para findar a descrição geral da profunda influência portuguesa no povo canarino, com um exemplo mais aprofundado dos que foram expostos no artigo anterior intitulado: CANÁRIAS: UMA PROFUNDA INFLUÊNCIA PORTUGESA, publicado a terça-feira dia 28 de fevereiro de 2017, temos escolhido a  linguagem, pois sem dúvida, é onde se pode ver com mais clareza o efeito luso. O falar dos canarinos é um dialeto do espanhol de base andaluza e portuguesa, no que se refere à fonologia é muito influenciado pelo dialeto andaluz e, no que toca ao vocabulário, tem um grande aporte lexical da língua portuguesa. Neste artigo publicamos uma estória escrita primeiramente em dialeto canarino, a seguir a tradução em português com regionalismos e, finalmente,  a tradução em espanhol estandardizado da Península Ibérica, com o objeto de conseguir com a comparação do texto dialetal com as traduções, uma melhor apreciação da profunda influência portuguesa na cultura do povo canarino. No próximo artigo publicaremos a análise, fonológico, morfológico, semântico e etimológico do texto da estoria da minha autoria e a bibliografia.

 

       Diz Pedro Hernández Hernández em PSICOLOGIA E VIDA DO ATUAL HOMEM CANARINO, p. 504 da sétima edição (1999) do magnífico livro Natura y Cultura de las Islas Canarias “Natureza e Cultura das Ilhas Canárias”, que: «A pegada portuguesa perdura em muitos elementos culturais (edifícios, instrumentos, etc.), mas é no vocabulário canarino cheio de portuguesismos, onde melhor se pode compreender a influência de aquele país. São muitas as palavras referentes a instrumentos de trabalho, a questões agrícolas e pesqueiras. No aspeto humano o que mais nos chama a atenção é o conjunto de vocábulos referentes a espetos físcos: Petudo (jorobado), gago (tartamudo), cañoto (zurdo), jeito (movimento simples), engoruñarse (encogerse), escarrancharse (despatarrarse), lambuzarse (passar os lábios ou a língua por algo e também implica manchar-se), engajarse (atragantarse)... no aspeto afetivo destaca o vocábulo maguas que exprime o sentimento de amargura ante a imposibilidade de algo. Não saberíamos determinar a razão dessa influência portuguesa em tais aspetos. O que sim podemos dizer é que um povo, como o português, que chega introduzir termos de expressão corporal e afetiva em outro, como o canarino, é que a sua influência e tão importante, como para pensar que tem contribuído decisivamente na formação da essência íntima de esse povo canarino.». O autor destaca a negrito os portuguesismos do dialeto canarino e dentro de parênteses curvos põe o termo correspondente em espanhol estandardizado, assim temos: jorobado “corcunda”, cañoto “canhoto”, engoruñarseengrunhar-se (regionalismo) encolher-se”, escarrancharse “escarranchar-se”, lambuzarse “lambuzar-se” e engajarse “engasgar-se”.

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       Capa do livro: Natureza e Cultura das Ilhas Canárias, obra de vários autores com a coordenação de Pedro Hernández Hernández, que essencial para conhecer as Ilhas Afortunadas e o povo que as habita.

 

       Nós, como no blogue não é possível utilizar diferentes cores para indicar os portuguesismos, os canarismos, os guanchismos, os hispano-americanismos, os anglicismos e os galicismos, optamos por indicar os portuguesismos a negrito, sublinhar os canarismos, escrever os guanchismos em itálico, «pôr os hispano-americanismos entre aspas», (inserir os anglicimos dentro de parênteses curvos) e incluir /os galicismos dentro de barras/.

 

       Em seguida, transcrevemos o texto da pequena estória da minha autoria, onde se corrobora as palavras de Pedro Hernández Hernandez e, os leitores comprovarão, que da profunda influência portuguesa que temos e descrevemos, não falamos com excesso, é toda uma certeza.

 

EM DIALETO CANARINO

 

El día que cogimos las «papas»

 

       Las andoriñas volaron bajo aberruntando la semana morriñenta que tuvimos. Acabó la morriña cuando se vio el arco de la vieja y, después de cortar las ramas de las «papas», hoy peguemos a coger las (autodates), las (chineguas), las rosadas y las terrentas, yo espero que no estén aguachentas, no haigan muchas bichadas ni hallarlas desaboridas. Estaba preparando el almuerzo con mi hijo pequeño Rayco y como es desinquieto, le di /creyones/ y hojas para entretenerlo, pues cuando él está pintando no le da por reinar ni acaba amulado. Oí que me llamaban y tuve que ir para abrir la puerta del patio porque estaba cerrada con fechillo y empenada de la lluvia. Era mi prima Lala y comadre, porque es la madrina de Rayco, trajo un (táper) con beletén, una de sus cabras parió cuatro baifos, un balayo atestibado con naranjas de sus naranjeros, piñas de millo con frondosas fajinas y greñas y un bubango grande y cumplido, a su ahijado le dio un chupete, una chocolatina y un machango de los que ella hace, con la baña que tiene se escarranchó en el sillón fofo para darle a la taramela.

       -¡Parece que vienes jariada!-Insinué yo.

       -¡Me duelen los ñoños porque esta noche va a llover!-Manifestó ella.

       -¡En las verijas de alguna!- Consideré yo y ella sonrió.

       Entró mi hijo Zebenzui y mi prima como tiene el costumbre de golifiar, se expresó y preguntó como ella hace siempre.

       -¡Hola mi niño!, ¡Siempre te veo de relance!, ¡Qué alto estás y flaco como un cangallo!

       -¿Por qué vienes enguruñado que pareces un petudo?, ¿Qué te pasó en la pata que estás cojo?

       -¡Con el pelo cortado rente parece que estás enfermo!

       Zebenzui le respondió entodavía fañoso.

       - Fui de fogalera pa Tacoronte, como a las tantas de la noche no hay «guagua» y no tenía (moni) pa coger un taxi, vine a pata en manga camisa sin (pulóver), chamarra ni anorak, con el chubasco que se dio me enchumbé y con el pelete me tullí y pillé un resfriado. Al día siguiente fui de tenderete a la romería de Guamasa, onde (trinqué) vino y cogí una torta, con la tontura, no me di cuenta y pisé una bosta, antes del partigazo, intenté apoyarme y me di un jeito en la barriga de la pierna, llegué con el totizo al suelo, me hice un totufo y acabé embostado. ¡Estoy como si me hubiesen dado una jarca palos!

       -¡Ay, fuerte tolete estás! ¡Eso te pasa por novelero e irte de trulenque!- Opinó mi prima.

       -¡Fos! ¡A alguien le jieden los zapatos a mierda!-Expresé con repugnancia y rápidamente para evitar que mi hijo repondiera a la opinión de mi prima, porque ella siempre aprovecha para fincharlo, sabe que a él no le gusta que le digan nada.  

       -¡Yo tengo las lonas limpias! -Afirmó mi prima.

       -¡Son los míos! Es porque pisé una bosta cuando entré en el camino sin darme cuenta.-Explicó Zebenzui.

       -¡Pues estrenaste los chazos que te puso el zapatero en las botas!- Le dije sonriendo a mi hijo.

       Zebenzui vino a coger un fonil para llenar las garrafas de vino, en la huerta los que estaban apañando las «papas» no podían estar sin el (trinque) y ya se habían jilvanado dos garrafas, pero con el solajero les daba secura y tenían que matar la sede. Agarró el de plástico que estaba en el escanillo de la gaveta, porque el de chapa estaba ferrugiento y jurado. Le dije que no mesturara el vino que se vira y tapara bien el garrafón, que cogiera el rolón para las gallinas, la comida del cochino, pasara por el goro y vaciara el balde en la pileta hasta el fondaje, tuviera cuidado con el entullo de las obras y las liñas de la ropa, porque está tan espigado y es un espicho que igual ni las ve y se pega un chuchazo.

       Cuando Lala dijo que se iba, la convidé a yantar porque estaba esmagada, pero no quiso.

       -¡Échate una «papita», mujer y coge un fisco gofio de la bimba que está amasado con plátanos y «guarapo», para que no te quedes con la magua!- Le sugerí.

       -¿Qué hiciste de conduto? Me preguntó mi prima.

       -¡Tollos! Le respondí.

       Se comió un puñito gofio y una «papa» borralla con un cachito tollo, como el mojo colorado estaba picón, soltó un espirrido porque se irritó la garganta, se quemó los bezos y empezó a resoplar y abanarse con la mano, también estaba algo engajada, pensé que se iba a quedar callada, le ofrecí un tanganazo vino y no quiso, bebió agua de la talla y después de arrotar siguió alegando. De repente, le cayó un perenquén del techo encima los senos, se levantó y pegó a correr de un lado pa otro disparatada y sacudiéndose, se trompezó con una silla y del estampido que le dio a la repisa se fue de varetas, cayó al suelo el gánigo que me regaló mi hija Guacimara por el día de las madres y se hizo gofio.

       Al final, con el susto Lala salió como un foguete, vi que el chiquillo se estaba alongando por la ventana y creí que era para ver un folelé que estaba aposado en la tabaiba, pero cuando lo cogí todo rañoso y  lambuciado, volvió a alongarse y abrió la cañota, del matapiojos le saltó al jurabollos y dijo dulcemente:

       -¡Sarantontón, sarantontón, abre tus alitas y vete con Dios!-

       Oí el barullo del rancho que venía a comer, miré pal suelo y estaba todo sorroballado de chocolate, lleno de pelujas porque Rayco le arrancó los pelos al machango y lleno de cachitos de gánigo, papeles y /creyones/ por todos los lados, un patiñero.

 

       A seguir a tradução em português com regionalismos assinalados com asteriscos, porque nós gostamos de respeitar a imensa variedade dialetal da formosa língua portuguesa, para nós todas as variantes têm o mesmo valor que o português europeu e o português brasileiro. Diz-me como falas e dir-te-ei de onde és, a pátria do homem é a sua fala e a riqueza de uma língua é a sua diversidade. Obviamente, o canarino não é um dialeto da língua portuguesa, mas há pessoas que afirmam que é um dialeto misto, das duas línguas nacionais, oficiais ou principais da Península Ibérica, outros dizem que é um crioulo como o papiamento, nós declaramos com firmeza que é um dialeto do espanhol muito aportuguesado, porque utiliza uma grande quantidade de termos, expressões e algumas construções gramaticais da língua portuguesa, mas a sua estrutura é espanhola e vários dos empréstimos lusos incorporados no seu vocabulário foram espanholizados. Por esta razão, os lusitanismos da nossa fala que têm a sua origem em palavras portuguesas ou tomam outro significado no dialeto canarino que já nada tem a ver com as diferentes aceções de vocábulos de qualquer dialeto da língua portugesa, são substituídos na tradução pelos termos utilizados pelo dialeto padrão da língua portuguesa em Portugal. Os leitores não se devem preocupar, pois na análese do texto da estória que publicaremos no próximo artigo, cada lusismo terá o seu correspondente termo no dialeto padrão da língua portuguesa em Portugal e no espanhol estandardizado da Península Ibérica, por exemplo: talha* é um regionalismo usado em várias províncias portuguesas, mas o significado que lhe damos nas Ilhas Canárias corresponde mais com o de alcarraza no dialeto padrão do português europeu e no espanhol europeu estandardizado pelos meios de comunicação. Por último, na tradução os canarismos, guanchismos, «hipano-americanismos», (anglicismos), e /galicismos/ são traduzidos para o português quando há termo equivalente, no análese também serão analisadas estas palavras.

 

EM PORTUGUÊS COM REGIONALISMOS

 

O dia que apanhamos as «batatas»

 

       As andorinhas voaram baixo aberruntando* a semana morrinhenta que tivemos. Acabou a morrinha quando se viu o arco da velha e, despois de cortar as ramas das «batatas», hoje pegamos a apanhar as (atualizadas), as (Rei Eduardo), as cor-de-rosa e as terrentas, eu espero que não estejam aguacentas, não hajam muitas bichadas nem achá-las insípidas. Estava a preparar o almoço com o meu filho pequeno Rayco e como é desinquieto, di-lhe /craiões/ e folhas para o entreter, pois quando ele está a pintar não lhe dá por reinar* ou acabar amuado. Ouvi que me chamavan, tive de ir para abrir a porta do pátio porque estava fechada com fechinho y empenada pela chuva. Era a minha prima Candelária e comadre, porque é a madrinha de Rayco, ela trouxe um (tupperware) com colostro, uma da suas cabras pariu quatro cabritos, um balaio repleto com laranjas das suas laranjeiras, pinhas* de milho com frondosos folhelhos e barbas e um bogango* grande y comprido, ao seu afilhado deu-lhe um chupa-chupa, una barra de chocolate e um  boneco dos que ela faz, com a banha que ela tem se escarranchou na poltrona fofa para lhe dar à taramela.

       -Parece que tu vens cansada!-Insinuei eu.

       -Doem-me os dedos dos pés porque esta noite vai chover!-Manifestou ela.

       -Nas virilhas dalguma!- Considerei eu e ela sorriu.

       Entrou o meu filho Zebenzui e a minha prima como tem o costume de bisbilhotar, exprimiu-se e preguntou como ela faz sempre.

       -Olá o meu menino!, Sempre te vejo por acaso!, Que alto estás e magro como un cangallo!

       -Porque é que vens engrunhado* que pareces um corcunda?, O que foi o que te aconteceu na pata que estás coxo?

       -Com o cabelo curtado rente parece que estás doente!

       Zebenzui respondeu-lhe ainda fanhoso.

       -Fui de farra para Tacoronte, como às tantas da noite não há «autocarro» e não tinha (dinheiro) para apanhar um taxi, vim à pata* em mangas de camisa sem (suéter), blusão nem anoraque, com o chubasco que caiu me enchumbei e com o frio de rachar, fiquei tolhido e apanhei um resfriado. Ao dia seguinte fui de festa à romaria de Guamasa, onde (bebi) vinho e apanhei uma torta, com a tontura, não percebi e pisei uma bosta, antes da queda de costas, tencionei apoiar-me e produzi-me um jeito na barriga da perna, cheguei com o toutiço ao chão, fiz-me um galo e acabei cheio de bosta. Estou como se me tivesem dado uma tereia!

       -Oh, que grande tolo tu és! ¡Isso acontece-te por borguista e ir-te de borga!- Opinou a minha prima.

       -Fó*! ¡A alguem fedem-lhe os sapatos a merda!-Exprimi com repugnância e rápidamente para evitar que o meu filho respondera à opinião da minha prima, porque ela sempre aproveita para o incomodar, sabe que ele não gosta que lhe digam nada. 

       -Eu tenho as alpercatas limpas! -Afirmou a minha prima.

       -São os meus!, É porque pisei uma bosta quando entrei no caminho sem tomar conta.-Explicou Zebenzui.

       -Pois estreas-te os remendos que te pôs o sapateiro nas botas!- Disse-lhe sorrindo ao meu filho.

       Zebenzui veio apanhar um funil para encher as garrafas de vinho, na horta os que estavam a apanhar as «batatas» não podiam estar sem o (beber) e já se tinham bebido com rapidez duas garrafas, mas com a soalheira dava-lhes secura e tinham de matar a sede. Agarrou o de plástico que estava no escaninho da gaveta, porque o de folha estava ferrugento e furado. Disse-lhe que não misturara o vinho que se envinagra e tapara bem o garrafão, que apanhara o rolão para as galinhas, a comida do porco, passara pelo chiqueiro e esvaziara o balde na pia até a fundagem, tivese quidado com o entulho das obras e as linhas da roupa, porque está tão espigado e é um espicho que igual nem as ve e se dá un golpe com as linhas.

       Quando Candelária disse que se ia, convidei-a para almoçar porque estava esmagada, mas não quis.

       -Come-te uma «batatinha», mulher e apanha um bocadinho de gofio da bola que está amassado com bananas e «mel de palmeira canarina», para que não fiques com mágoa!- Sugeri-lhe.

       -¿Que fiseste de conduto? Preguntou-me a minha prima.

       -Tolhos! Respondi-lhe.

       Comeu-se um punhinho de gofio e uma «batata» borrallo com um bocado de tolho, como o molho vermelho estava picante, soltou um berro porque se irritou a garganta, quemou-se os beiços e começou a bufar e abanar-se com a mão, também estava algo engasgada, achei que ia ficar calada, ofereci-lhe um trago grande de vinho e não quis, bebeu água da talha* e depois de arrotar siguiu a falar. De repente, caiu-lhe uma osga do teto acima dos seios, levantou-se e pegou a correr de um lado para otro atrapalhada e sacudindo-se, tropeçou-se com uma cadeira e do golpe forte que lhe deu à prateleira caiu de bruços, caiu ao chão o gánigo que me regalou a minha filha Guacimara pelo dia da mãe e acabou feito cacos.

       Afinal, com o susto Candelária saiu como um foguete, vi que a criança estava a assomar-se à janela e achei que era para ver uma libélula que estava pousada na tabaiba, mas quando o apanhei tudo ranhoso*  e lambuzado, voltou a assomar-se à janela, abriu a canhota, do mata-piolhos saltou-lhe para o fura-bolos e disse docemente:

       -Joaninha, joaninha, abre as tuas asinhas e vai com Deus!-

       Ouvi o barulho do rancho que vinha almoçar, olhei para o chão e estava tudo besuntado de chocolate, cheio de pelugem porque Rayco arrancou os cabelos ao boneco e de cacos do gánigo, papeis e /craiões/ por todos os lados, um patinheiro*.

 

       Finalmente, a tradução em espanhol europeu estandardizado pelos meios de comunicação, que não é um dialeto padrão e normativo, porque no mundo hispanófono não existem, nem se corresponde com o castelhano. Espanhol e castelhano não são sinónimos, espanhol é a língua oficial dos países hispanofalantes, nos que se encontra Espanha e, castelhano é uma das suas variantes, o dialeto que se fala em Castela.

 

EM ESPAÑOL EUROPEU ESTANDARDIZADO

 

El día que cogimos las «patatas»

 

       Las golondrinas volaron bajo barruntando la semana lloviznosa que tuvimos. Acabó la llovizna cuando se vio el arcoíris y, después de cortar los tallos de las «patatas», hoy empezamos a coger las (actualizadas), las (Rey Eduardo), las rosadas y las terrosas, yo espero que no estén aguanosas, no hayan muchas llenas de bichos ni hallarlas desaboridas. Estaba preparando el almuerzo con mi hijo pequeño Rayco y como es inquieto, le di /crayones/ y hojas para entretenerlo, pues cuando él está pintando no le da por enfurecer ni acaba enfadado. Oí que me llamaban y tuve que ir para abrir la puerta del patio porque estaba cerrada con cerrojo y alabeada de la lluvia. Era mi prima Candelaria y comadre, porque es la madrina de Rayco, trajo un (tupperware) con calostro, una de sus cabras parió cuatro cabritos, un cesto de escasa altura repleto con naranjas de sus naranjos, mazorcas de maiz con frondosas farfollas y barbas y un calabacín canario grande y alargado, a su ahijado le dio un chupachús, una chocolatina y un muñeco de los que ella hace, con la barriga que tiene se despatarró en el sillón blando para darle a la lengua.

       -¡Parece que vienes cansada!-Insinué yo.

       -¡Me duelen los dedos de los pies porque esta noche va a llover!-Manifestó ella.

       -¡En las ingles de alguna!- Consideré yo y ella sonrió.

       Entró mi hijo Zebenzui y mi prima como tiene la costumbre de curiosear, se expresó y preguntó como ella hace siempre.

       -¡Hola chaval!, ¡Siempre te veo de casualidad!, ¡Qué alto estás y flaco como un enfermo!

       -¿Por qué vienes encogido que pareces un jorobado?, ¿Qué te pasó en la pierna que estás cojo?

       -¡Con el pelo cortado al ras parece que estás enfermo!

       Zebenzui le respondió todavía gangoso.

       - Fui de parranda para Tacoronte, como a las tantas de la noche no hay «autobús» y no tenía (dinero) para coger un taxi, vine a pie en mangas de camisa sin (suéter), chaqueta ni anorak, con el chaparrón que cayó me empapé y con el frío intenso me pasmé y pillé un resfriado. Al día siguiente fui de fiesta a la romería de Guamasa, donde (bebí) vino y cogí una borrachera, con el desvanecimiento, no me di cuenta y pisé una boñiga, antes del costalazo, intenté apoyarme y me hice un esguince en la pantorrilla, llegué con la nuca al suelo, me hice un chichón y acabé emboñigado. ¡Estoy como si me hubiesen dado una paliza!

       -¡Ay, tremendo torpe estás! ¡Eso te pasa por juerguista e irte de jarana!- Opinó mi prima.

       -¡Qué asco! ¡A alguien le hieden los zapatos a mierda!-Expresé con repugnancia y rápidamente para evitar que mi hijo respondiera a la opinión de mi prima, porque ella siempre aprovecha para molestarlo, sabe que a él no le gusta que le digan nada. 

       -¡Yo tengo las alpargatas limpias! -Afirmó mi prima.

       -¡Son los míos! Es porque pisé una boñiga cuando entré en el camino sin darme cuenta.-Explicó Zebenzui.

       -¡Pues estrenaste los parches que te puso el zapatero en las botas!- Le dije sonriendo a mi hijo.

       Zebenzui vino a coger un embudo para llenar las garrafas de vino, en la huerta los que estaban recogiendo las «patatas» no podían estar sin el (beber) y ya se habían bebido con rapidez dos garrafas, pero con la soleada les daba sequedad y tenían que saciar la sed. Cogió el de plástico que estaba en la casilla del cajón, porque el metálico estaba oxidado y agujereado. Le dije que no mezclara el vino que se avinagra y tapara bien la garrafa grande, que cogiera la harina de millo para las gallinas, la comida del cerdo, pasara por el chiquero y vaciara el cubo en la pila hasta el fondo, tuviera cuidado con el escombro de las obras y las cuerdas de la ropa, porque está tan alto y es un flacucho que igual ni las ve y se pega un latigazo.

       Cuando Candelaria dijo que se iba, la invité a almorzar porque estaba hambrienta, pero no quiso.

       -¡Cómete una «patatita», mujer y coge un poco de gofio de la pella que está amasado con plátanos y «miel de palma», para que no te quedes con el desconsuelo!- Le sugerí.

       -¿Qué hiciste de acompañamiento? Me preguntó mi prima.

       -¡Tollos! Le respondí.

       Se comió un puñito de gofio y una «patata» rescoldo con un trocito de tollo, como la salsa roja estaba picante, soltó un berrido porque se irritó la garganta, se quemó los labios y empezó a resoplar y abanicarse con la mano, también estaba algo atragantada, pensé que se iba a quedar callada, le ofrecí un trago grande de vino y no quiso, bebió agua de la alcarraza y después de eructar siguió hablando. De repente, le cayó una salamanquesa del techo encima de los senos, se levantó y empezó a correr de un lado para el otro trastornada y sacudiéndose, se tropezó con una silla y del golpe fuerte que le dio a la repisa cayó de bruces y tiró al suelo el gánigo que me regaló mi hija Guacimara por el día de las madres que acabó hecho añicos.

       Al final, con el susto Candelaria salió como una flecha, vi que el niño se estaba asomando por la ventana y creí que era para ver una libélula que estaba posada en la tabaiba, pero cuando lo cogí todo sucio y pringado, volvió a asomarse y abrió la zurda, del pulgar le saltó al índice y dijo dulcemente:

       -¡Mariquita, mariquita, abre tus alitas y vete con Dios!-

       Oí el alboroto de la familia que venía a almorzar, miré para el suelo y estaba todo restregado de chocolate, lleno de pelusas porque Rayco le arrancó los pelos al muñeco y lleno de trocitos del gánigo, papeles y /crayones/ por todos los lados, un piso sucio.

 

Jesús Acosta

 

ACGEIA

CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS DE VIANA DO CASTELO EVOCA EMBARQUE DOS COMBATENTES VIANENSES NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Evocação do embarque dos combatentes vianenses participantes na I Guerra Mundial

No próximo dia 15 de Abril (sábado), no Largo da Estação do Caminho de Ferro de Viana do Castelo, às 15.00 horas, tem lugar uma evocação do embarque dos soldados que combateram na Primeira Guerra Mundial, realizado no dia 15 de Abril de 1917.

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A evocação incluirá, entre outros momentos, a leitura de excertos das memórias do soldado Francisco Freire, residente na Areosa, conhecido por "o vinte e cinco", onde descreve a sua partida naquele dia. Há cem anos, este jovem Soldado Sapador partiu, acompanhado por outros compatriotas, da gare de Viana do Castelo para ingressar no Corpo Expedicionário Português. Francisco Freire, nascido em 1890, esteve presente no cenário europeu da guerra, nomeadamente na Batalha de La Lys, em 1918.

A evocação contará ainda com a participação do Coro da Academia Sénior do Centro de Estudos Regionais.

Esta singela homenagem aos soldados que participaram no primeiro conflito mundial é uma iniciativa do Centro de Estudos Regionais, contando com a colaboração de várias entidades e instituições locais, nomeadamente do Grupo Etnográfico de Areosa.

DEVOLUÇÃO DE OLIVENÇA A PORTUGAL ESTÁ NA ORDEM DO DIA!

A reclamação por parte de Espanha do território britânico de Gibraltar veio abrir uma janela de oportunidade que o Estado Português deve aproveitar para, de forma diplomática, exigir do país vizinho o cumprimento do seu compromisso assumido no Congresso de Viena realizado em 1815, obrigando-se a devolver a Portugal o território de Olivença e, desse modo, resolver de uma vez por todas o litígio fronteiriço que se mantém há mais de dois séculos.

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Com efeito, a decisão de saída da União Europeia por parte do Reino Unido – o nosso mais antigo aliado! – veio reavivar a Espanha a antiga esperança de obter a soberania sobre o território de Gibraltar, vulgarmente designado por “Rochedo”. Isto, apesar de em 1713, aquando da celebração do Tratado de Utrech, ter a Espanha cedido à Inglaterra “…a total propriedade da cidade e castelo de Gibraltar, junto com o porto, fortificações e fortes (…) para sempre, sem qualquer excepção ou impedimento”, como forma de parte de pagamento da Guerra da Sucessão Espanhola no âmbito de um sistema de compensações acordado como forma de Filipe de Anjou ser aceite pelos países beligerantes como rei de Espanha.

Ao contrário do que se verifica com Gibraltar que é pela Organização das Nações Unidas reconhecida como uma colónia e, como tal, é devido aos seus habitantes o direito à autodeterminação, Olivença constitui territorialmente parte integrante de Portugal, consagrado na alínea 1 do Artigo 5º da Constituição da República Portuguesa, o qual reza: “Portugal abrange o território historicamente definido no continente europeu e os arquipélagos dos Açores e da Madeira”.

O Tratado de Alcanizes celebrado em 1297 por D. Dinis. Rei de Portugal, com os soberanos dos reinos de Leão e Castela estabeleceu Olivença como parte integrante de Portugal. Em 1801, o Tratado de Badajoz que nem sequer contemplava a anexação da localidade de Vila Real por esta fazer parte do termo de Juromenha e não de Olivença, foi denunciado por Portugal por Espanha não ter cumprido a sua parte do acordo em virtude de ter invadido o nosso país, contrariando as disposições do Tratado. Por tudo isto e muito mais, a Espanha não possui a menor legitimidade para manter a ocupação do território de Olivença, município de Tálega incluído.

Com uma área de 430,1 quilómetros quadrados – correspondendo aproximadamente ao triplo das áreas dos concelhos de Lisboa e Porto no seu conjunto – Olivença é reclamada pelo Estado Português, o que justifica o facto de não ter sido até ao momento delimitada a fronteira desde a confluência da Ribeira do Caia com o rio Guadiana até à confluência da Ribeira dos Cuncos com o rio Guadiana.

À semelhança de Portugal em virtude da sua localização estratégica como porta de entrada para o continente, Gibraltar possui elevado interesse para o Reino Unido também como garantia de passagem par o Mar Mediterrâneo. Não foi em vão que em 1940, a Alemanha nazi chegou a planear a ocupação militar de Gibraltar (Operação Félix) e, com o apoio do exército espanhol, a invasão militar de Portugal (Operação Isabella) por parte de três divisões alemãs, tendo por objectivo principal o ataque aos portos de Lisboa e Setúbal a fim de impedir a sua utilização por parte das forças inglesas. Uma cumplicidade, aliás, que nos remete a memória para o Tratado de Fontainebleau de 1807, estabecido em segredo entre França e Espanha e que definiu a ocupação e partilha de Portugal.

A questão agora levantada pelo país vizinho, a pretexto da saída do Reino Unido da União Europeia, com a exigência da entrega de Gibraltar, vem desencadear um efeito de dominó relativamente ao status quo de vários territórios sob domínio de Espanha, a saber Ceuta e Melila, as Canárias e, por maioria de razão, o território de Olivença, de jure parte integrante de Portugal. A reclamação do Estado Português em relação a Olivença é legítima e, do Minho aos Açores, deve unir todos os portugueses – patriotas! – independentemente dos seus credos religiosos ou convicções partidária. Respeitemos os direitos dos seus habitantes independentemente das suas origens e a dualidade cultural que caracteriza o seu território com vista a uma transição civilizada da sua soberania, mas não abdiquemos da justiça que por direito é devida a Portugal!

Carlos Gomes

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BARCELOS EVOCA JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO

“José Liberato - Vida e Obra” na Biblioteca Municipal de Barcelos

Uma exposição documental e biográfica intitulada “José Liberato - Vida e Obra” está patente ao público no átrio da Biblioteca Municipal de Barcelos, de 5 a 29 de abril.

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A exposição conta com 14 painéis coloridos, de 100 X 80 cm e por cerca de uma vintena de livros antigos (da época). Os painéis contêm textos e imagens, descrevendo os aspetos mais relevantes da vida de José Liberato e da sua ação em Portugal e no exílio, bem como as referências às suas obras, constituindo um relato importante de uma época fundamental na nossa história, desde a difusão dos primeiros ecos da Revolução Francesa, à Guerra Peninsular, passando pela Revolução de 1820, as Guerras Liberais, o Setembrismo, etc.

A exposição é da responsabilidade da "Comissão Liberato", cuja missão é divulgar, em Coimbra, e no país, a sua vida e a sua importante obra. Entre outras atividades desta "Comissão Liberato", salienta-se a reedição de obra traduzida, atribuição de toponímia na cidade de Coimbra, restauro do jazigo de Liberato no cemitério dos Prazeres, edição de uma medalha e de um selo comemorativos e artigos de divulgação na imprensa local José Liberato Freire de Carvalho nasceu em Monte São, situado na freguesia de S. Martinho do Bispo, nos arredores de Coimbra, em 20 de julho de 1772 e acabou por falecer em Lisboa, em 31 de março de 1855. Pertenceu à Ordem dos Cónegos Regrantes da Santa Cruz, enquanto frade, depois foi um jornalista e intelectual de relevo e um dos políticos portugueses mais marcantes do século XIX. Exerceu as funções de deputado às Cortes e de redator do jornal oficial, a “Gazeta de Lisboa”. Foi um dos editores dos jornais da emigração liberal portuguesa em Londres e autor de uma extensa obra sobre a história política de Portugal e da Europa. Foi membro da Maçonaria e, em 1804, foi eleito Grande Orador do Grande Oriente Lusitano.

VALENÇA RECRIA ENTRADA TRIUNFAL DE JESUS EM JERUSALÉM

Recriação Histórica da Páscoa em Valença. Entrada Triunfal de Jesus na Fortaleza

A Fortaleza de Valença recebe a recriação histórica “Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém”, domingo 9 de abril, às 15h30, com mais de 200 figurantes, no âmbito das celebrações da Semana Santa.

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A representação alusiva ao Domingo de Ramos, com cinco quadros retrata a chegada do Messias à cidade de Jerusalém onde foi aclamado e depois crucificado. Mais de 100 figurantes do Grupo de Teatro São Paulo dos Passionistas de Barroselas e das paroquias do concelho darão corpo à recriação.

A recriação começa na Capela Militar do Bom Jesus e constará de cinco momentos que decorrerão, também, no Campo de Marte, na Praça da República, na Rua da Oliveira, junto às Portas Afonsinas e terminará no largo da Igreja Matriz de Santa Maria dos Anjos.

A recriação histórica estará a cargo do Grupo de Teatro São Paulo dos Passionistas de Barroselas, numa organização da Câmara Municipal, Arciprestado de Valença e colaboração da Santa Casa da Misericórdia de Valença, dos Escuteiros de Valença e da Guarda Nacional Republicana.

FAMALICÃO REQUALIFICA ADRO DA IGREJA DE S. MIGUEL DE SEIDE

Requalificação do adro da igreja de Seide S. Miguel dignifica conjunto camiliano envolvente. Paulo Cunha dedicou tarde de domingo a uma visita à União das Freguesias de Seide

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, dedicou a tarde, deste domingo, a uma visita de trabalho à União das Freguesias de Seide S. Miguel e Seide S. Paio. A jornada embelezada pelo calor da Primavera ficou também marcada pelo calor humano, tendo juntado mais de uma centena de pessoas. O autarca começou por inaugurar as obras de reabilitação do adro da igreja paroquial de Seide S. Miguel, que vieram valorizar o conjunto camiliano envolvente.

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“Com esta intervenção, valorizamos e dignificamos este conjunto camiliano da autoria do mestre Siza Vieira, constituído pelo Centro de Estudos Camilianos, a Junta de Freguesia e o Largo envolvente, e ainda pela Casa Museu do romancista”, assinalou Paulo Cunha, acrescentando que este centro “ficou mais harmonioso e com maior qualidade”.

De resto, para “este centro é um exemplo daquilo que queremos para o concelho, queremos criar condições para que as pessoas gostem dos espaços onde vivem e para que tenham uma centralidade em cada uma das  suas comunidades”.

Esta obra resultou de “uma grande entreajuda local, com contactos com as instituições e com a comunidade”, destacou, referindo que “é esta união de esforços que nos permite ir mais longe”.

Visivelmente satisfeito com a obra, Paulo Cunha salientou a “vontade de, em colaboração com a Junta de Freguesia, continuarmos a trabalhar por esta comunidade. É uma comunidade bem servida, mas sabemos que ainda há muito a fazer”, sublinhou.

Depois da inauguração das obras que tiveram um investimento de cerca de oito mil euros, Paulo Cunha visitou um  “castelo” de madeira, fruto do projeto de empreendedorismo das crianças do Jardim de Infância. Participou ainda na apresentação pública do novo autocarro da freguesia. E foi à boleia do autocarro que percorreu a Avenida Nova, em Seide S. Paio, que está a ser alvo de uma intervenção de requalificação.

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MUNICÍPIO FAMALICENSE EDITA ESTUDO SOBRE OS PARTIDOS POLÍTICOS EM FAMALICÃO DURANTE A I REPÚBLICA

Obra da autoria de Amadeu Gonçalves é trabalho de filigrana sobre a história local famalicense

“Um importante contributo para a história de um concelho, cujo presente merece que a sua memória se avive, que merece que os seus antepassados façam parte não apenas do seu presente, mas também do seu futuro, porque, mesmo nas suas divergências, foram, em geral, mais altruístas que egoístas, combateram mais pelo futuro do concelho do que pelo seu; e este desiderato só o perseguem as mais nobres e exemplares aspirações”. Em resumo, é este um dos grandes méritos do livro “Os Partidos Políticos e a I República: o caso de Vila Nova de Famalicão”, de Amadeu Gonçalves, que foi lançado na sexta-feira, dia 31 de março, no Museu Bernardino Machado.

Paulo Cunha reforçou a importância da obra pelo contributo que dá a um m....jpg

As palavras de Norberto Cunha, coordenador científico do Museu Bernardino Machado, que apresentou a obra, deixam bem claro a importância do “verdadeiro trabalho de filigrana que Amadeu Gonçalves teve para preencher os vazios e juntar as pontas da história local” sobre a mundividência partidária que existiu em Vila Nova de Famalicão no período em que surgiu a primeira Comissão Municipal do Partido Republicano Português, evidenciando-se as marcas que os debates ideológicos e as cisões que marcaram a nível nacional a Monarquia e a I República deixaram na organização partidária municipal.

O Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, marcou presença na cerimónia e reforçou a importância da obra pelo contributo que dá “a um maior conhecimento da história política local, fortalecendo também uma maior compreensão das estruturas partidárias à luz dos nossos dias”.

O edil justifica assim a edição da obra assumida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão acreditando que “desta forma, estamos também a incentivar as gerações atuais para que aprofundem o conhecimento e o estudo da história da sua terra, visando a criação de uma verdadeira consciência cívica e de uma forte autonomia municipal”.

A obra pode ser adquirida no Museu Bernardino Machado e consultada na rede municipal de bibliotecas públicas de Vila Nova de Famalicão.

PONTE DA BARCA HOMENAGEIA FERNÃO DE MAGALHÃES

Dish Mob Ponte da Barca homenageou Fernão de Magalhães

O Navegador natural de Ponte da Barca foi o mote para a realização do encontro deste ano, que vai já na sua quarta edição

O movimento cívico Dish Mob Ponte da Barca organizou no passado Sábado, em Ponte da Barca, um jantar/debate de homenagem ao grande navegador Fernão de Magalhães. O Presidente da Câmara, António Vassalo Abreu e a Professora e responsável local do movimentoDish Mob, Irene Dantas, foram os oradores principais do evento, apresentado por Jorge Oliveira, do Dish Mob Portugal. Estiveram presentes 45 pessoas das mais diversas regiões, incluindo uma cidadã do Senegal.

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“A ligação, directa ou indirecta, de Fernão de Magalhães à vila de Ponte da Barca, é inegável. É aqui que surge o tronco da família Magalhães, estando o nome ligado à antiga Torre existente na freguesia de Paço Vedro de Magalhães. O navegador era descendente dosMagalhães e usava também as armas destes no seu brasão”, afirmou a Prof. Irene, a qual rematou ‘a viagem de circum-navegação, que infelizmente o navegador Fernão de Magalhães não conseguiu terminar, é considerada a grande odisseia do século XVI e a sua mensagem universalista é um marco e um orgulho para a humanidade’.

O Presidente da Câmara de Ponte da Barca referiu na sua intervenção que “é inquestionável que Fernão de Magalhães nasceu em Ponte da Barca e que daqui saiu para o mundo, lembrando que “conjuntamente com a questão da naturalidade, assume especial relevância a recente aprovação da integração da Ponte da Barca, na Rede Mundial de Cidades Magalhânicas, para a atracão ao concelho de fluxos turísticos, tanto mais que aquela associação está a preparar a candidatura da Rota de Magalhães a Património Mundial Imaterial da UNESCO, processo que se espera concluído em 2019. Vassalo Abreu lembrou, ainda, que ‘também o historiador Amândio Barros, investigador da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e vencedor de vários prémios devido aos seus estudos sobre os Descobrimentos, é um dos defensores da naturalidade barquense do navegador’.

Para Jorge Oliveira, um dos 4 organizadores do Dish Mob, ‘O evento foi um sucesso! Mais do que uma agradável lição de história sobre a viagem de circum-navegação ao globo de 1519 até 1522 e a ligação à Ponte da Barca do seu organizador, mais do que um bom jantar à moda minhota e mais do que uma amostra real da capacidade empreendedora da região, fica para o futuro, uma aliança cívica de estreita colaboração, entre cidadãos, autarquia e academias, em prol do desenvolvimento e divulgação do empreendedorismo, da cultura e da gastronomia, deste pulmão do Parque Nacional da Peneda Gerês – declarado Reserva da Biosfera pela UNESCO. Uma nota final de agradecimento a todos os participantes e o registo da elevada participação da Universidade do Minho no evento, através do Presidente da Escola de Economia e Gestão, vários professores e actuais e antigos alunos.’

Sobre o Dish Mob:

O Dish Mob Ponte da Barca surgiu em 2014, no seguimento de outros grupos do mesmo género (Braga, Vila Verde, Porto, Viana do Castelo), sendo um movimento cívico sem fins lucrativos, que pretende promover, através do debate e ações de divulgação, o empreendedorismo, a inovação, a solidariedade, a cultura e arte, a criatividade, o networking, as empresas e os produtos e serviços regionais e nacionais.

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PÓVOA DE LANHOSO EVOCA D. TERESA

Castelo de Lanhoso apresenta “Teresa, mãe de Portugal”

"Teresa, mãe de Portugal" do escultor vimaranense Dinis Ribeiro é como se designa a exposição que está patente no exterior e no núcleo museológico do Castelo de Lanhoso, desde o passado sábado, dia 25 de março.

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O Vereador da Cultura e Turismo da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues, esteve na abertura desta mostra, assim como o Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Gaia e Curador da exposição, Delfim Sousa, e o Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Guimarães, José Bastos. André Rodrigues salientou a importância das parcerias na valorização do Castelo de Lanhoso. “Esta mostra pretende conjugar o bom exemplar de monumento, que é o Castelo de Lanhoso, com a elevada qualidade da obra de Dinis Ribeiro. A nossa forma de trabalhar no município é essa, ou seja, é a de criar parcerias e de fortalecermos ambos os aspetos. Essa mesma parceria funciona muito bem e tanto o Castelo como a exposição vão sair valorizados”, considerou este responsável.

Recorde-se ainda que o ex libris da Póvoa de Lanhoso tem sido palco frequente de manifestações artísticas e culturais, como forma de o divulgar e de o dinamizar. “Espero que voltem ao Castelo, porque tentamos diversificar em termos de conteúdo. Nós tentamos mudar, diferenciar, e é assim que queremos aumentar o número de visitantes como já temos vindo a aumentar até agora”, salientou ainda o Vereador.

Esta mostra é composta por três núcleos, um interior e dois exteriores, sendo de destacar aquele que é composto por guerreiros que, voltados para a Vila da Póvoa de Lanhoso, protegem, o Castelo.

Na inauguração da exposição de escultura de Dinis Ribeiro esteve ainda representada D. Teresa, em resultado de uma parceria entre o Castelo de Lanhoso, os Serviços Educativos da Biblioteca Infantil e o Theatro Club.

Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, é o rosto de uma governação firme e inteligente, consolidando e ampliando as linhas de fronteira do Condado Portucalense. As suas relações pessoais, frias e calculistas, e as alianças meticulosamente planeadas, fizeram desta mulher uma personagem fundamental na História de Portugal.

Esta mostra fica patente por tempo indeterminado, prevendo-se que possa ficar até ao final do Verão.

Castelo de Lanhoso

Aberto de quarta a domingo 

10h00 às 12h30 e 14h30-17h30

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AMADEU GONÇALVES PUBLICA LIVRO SOBRE OS PARTIDOS POLÍTICOS OS PARTIDOS POLÍTICOS EM FAMALICÃO DURANTE A I REPÚBLICA

Obra da autoria de Amadeu Gonçalves é lançada esta sexta-feira à noite no Museu Bernardino Machado

A mundividência partidária que existiu em Vila Nova de Famalicão no período em que surgiu a primeira Comissão Municipal do Partido Republicano Português é o tema em análise no livro “Os Partidos Políticos e a I República: o caso de Vila Nova de Famalicão”, que vai ser lançado esta sexta-feira, dia 31 de março, pelas 21h30, no Museu Bernardino Machado.

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A obra, da autoria do famalicense Amadeu Gonçalves, evidencia as marcas que os debates ideológicos e as cisões que marcaram a nível nacional a Monarquia e a I República deixaram na organização partidária municipal.

“As comissões municipais do Partido Republicano Português em Famalicão, para além das cisões locais e nacionais (estas últimas com reflexo municipal), passaram por alguns momentos de crise de identidade. Desde logo com a organização concelhia dos monárquicos - uma mescla de dissidentes republicanos, conservadores e católicos - com o sidonismo, ou com outras organizações políticas municipais, como foi o caso da União Operária Famalicense, em 1911”, adianta Amadeu Gonçalves.  

No prefácio do livro, o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, explica que “a edição deste importante estudo vem contribuir para um maior conhecimento da história política local, fortalecendo também uma maior compreensão das estruturas partidárias à luz dos nossos dias”.

O edil acredita ainda que “desta forma, o Município de Vila Nova de Famalicão está também a incentivar as gerações atuais para que aprofundem o conhecimento e o estudo da história da sua terra, visando a criação de uma verdadeira consciência cívica e de uma forte autonomia municipal”.

Refira-se ainda que para além do lançamento da obra, a sessão desta sexta-feira à noite ficará também marcada pela inauguração de uma exposição com o mesmo nome, que ficará patente no Museu Bernardino Machado até ao dia 7 de maio.