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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DE LIMA APRESENTA "MEMÓRIAS DE GUERRA" DE GUSTAVO PIMENTA

Memórias de guerra de Gustavo Pimenta apresentadas em noite literária

O romance “A sorte de ter medo”, da autoria de Gustavo Pimenta, foi apresentado na passada sexta-feira, 19 de maio, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima (BMPL). O encontro informal em torno da sexta obra literária do autor ponte-limense centrou-se em momentos de evocação biográfica, a cargo de José Cândido Rodrigues, que sublinhou o inconformismo do escritor e a predisposição natural para a mudança e para o consciente aproveitamento das circunstâncias que a vida lhe proporciona.

Memórias da guerra de Gustavo Pimenta (Medium)

Mas a noite literária ficou sobretudo marcada por um participado debate em torno da descodificação de dois conceitos que trespassam o romance de Gustavo Pimenta – o medo e a guerra – elementos cuja significação, nem sempre concordante, revigorou a sessão.

Sobre o título e a temática da obra, Gustavo Pimenta aclarou que o livro esteve para se chamar “Sem orgulho, nem remorso” – exatamente por traduzir o sentimento do autor em relação à sua participação na Guerra Colonial na Guiné-Bissau nos anos de 1967 a 1969 -, sublinhando que, a despeito da veracidade dos factos narrados e da cronologia adotada, caberá à subjetividade do leitor a interpretação e o juízo da obra. 

A apresentação de “A sorte de ter medo” – brevemente disponível para leitura e/ou empréstimo na BMPL – contou com as presenças do Eng.º Vítor Mendes, Presidente do Município de Ponte de Lima, e do Dr. Paulo Barreiro de Sousa, Vereador com o pelouro da Educação do Município de Ponte de Lima.

Sobre o autor:

Gustavo Pimenta nasceu a 29 de janeiro de 1944 em Crasto, no concelho de Ponte de Lima. A obra que agora lança sucede o livro "Triângulo escaleno", apresentado em 2016 no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

MONÇÃO: NÚCLEO MUSEOLÓGICO TORRE DE LAPELA RECEBEU QUATRO MIL VISITANTES NUM ANO

Conhecida como a melhor varanda sobre o rio Minho, torre de menagem eleva-se a 35 metros do solo, proporcionando uma paisagem deslumbrante sobre aquele curso de água internacional, casario tradicional e margem galega. 

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O Núcleo Museológico Torre de Lapela assinala no próximo sábado, 27 de maio, um ano de abertura ao público. Até ao último fim de semana, recebeu um total de 3947 visitantes, repartidos por 1424 estrangeiros e 2523 nacionais, constatando-se uma maior procura nos meses de verão e nos fins de semana prolongados.

A requalificação desta valência turística do concelho de Monção englobou a restauração interior e exterior da torre de menagem, a beneficiação do pavimento envolvente e a valorização dos canastros existentes, em execução, proporcionando uma paisagem deslumbrante sobre o rio Minho, casario tradicional e margem galega. 

Neste edifício carregado de histórias e memórias, pretendeu-se, através desta intervenção, a criação de uma imagem renovada de todo o interior, criando-se um espaço funcional para os visitantes e mais um elemento de promoção cultural do concelho, desta vez, debruçado sobre o troço internacional do rio Minho.

Conhecida como a melhor varanda sobre o rio Minho, a Torre de Menagem de Lapela mantem a sua postura imponente e mostra uma silhueta mais atraente para receber munícipes e visitantes, garantindo um maior contacto com a história do concelho de Monção.

Horário de verão:

Sexta-feira: 14h00 às 19h00

Sábados e domingos: 10h00 às 12h30 e 14h00 às 19h00

Entradas gratuitas

EM BRAGA SÊ ROMANO!

Projecto desenvolvido em parceria com o IEFP: ‘Villa Rustica’ proporciona ‘viagem no tempo’ a quem passa pelas Termas do Alto da Cividade

As Termas do Alto da Cividade engalanaram-se para receber mais uma edição da Braga Romana. ‘Villa Rustica’ é o nome do projecto que proporciona uma viagem no tempo a todos os visitantes daquele legado romano, numa parceria com o IEFP - Instituto de Emprego e Formação Profissional, através do Centro de Formação de Mazagão, que, através da recriação de vários ofícios, se propõe dinamizar o núcleo museológico do Alto da Cividade.

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As oficinas representativas dos ofícios romanos são pontos de atracção onde não falta a cozinha e padaria, os cuidados corporais, os tratamentos medicinais, o cultivo de ervas aromáticas ou as artes decorativas. “Este projecto apresenta um cunho pedagógico muito importante e cumpre com o desiderato de envolver cada vez mais instituições públicas na Braga Romana”, referiu Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, durante a visita às Termas do Alto da Cividade que decorreu esta Quinta-feira, 25 de Maio.

Uma das curiosidades deste projecto reside no facto de os visitantes terem de utilizar a moeda da ‘Caetra’, uma das primeiras moedas cunhada pelos povos ibéricos e que contém elementos chave para compreender a conquista romana do norte e noroeste da Península Ibérica. Dessa forma, os visitantes são convidados a trocarem o Euro pela ‘Caetra’, para assim usufruírem das várias ofertas da ‘Villa Rustica’.

Na ocasião Ricardo Rio lembrou que este projecto “enquadra-se no âmbito da intervenção do IEFP que, com a ajuda dos seus formandos, proporciona uma viagem no tempo até às profissões de há dois mil anos atrás”.

A programação cultural também faz parte da dinamização deste espaço que acolhe Danças Orientais, a peças teatrais ‘Ao Encontro do Tempo Perdido nas Termas da Cividade’ e ‘Poesia Épica’ ou visitas guiadas pelas Termas.

Numa colaboração com a Quinta Pedagógica de Braga, na ‘Villa Rustica’ é ainda possível apreciar uma exposição de animais de quinta e interagir com cavalos, burros, galinhas, patos, coelhos, cabritos ovelhas e gansos.

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FAMALICENSES DEBATEM "OS PARTIDOS POLÍTICOS E A QUESTÃO OPERÁRIA"

“Os partidos políticos e a questão operária” na próxima conferência do Museu Bernardino Machado

“Os partidos políticos e a questão operária (1910-1926)” é o tema da quinta sessão do ciclo de conferências de 2017 do Museu Bernardino Machado, que terá lugar amanhã, sexta-feira, dia 26 de maio, neste museu do concelho famalicense.

Museu Bernardino Machado

Presente para falar sobre o tema estará Paulo Guimarães, doutorado em História Contemporânea e atual Professor Auxiliar na Universidade Évora.

O colóquio decorrerá na Sala Júlio Machado Vaz, a partir das 21h30 e é de entrada livre.

Recorde-se que “Os partidos e as grandes questões da I República” é o tema da edição deste ano do ciclo de conferências do Museu Bernardino Machado.

BRAGA ERGUE ESTÁTUA AO IMPERADOR CÉSAR AUGUSTO

Inauguração da Estátua do Imperador César Augusto

Sexta-feira, 26 de Maio, pelas 15h00, no Largo Paulo Orósio (frente aos Bombeiros Voluntários), em Braga

O Município de Braga procede à cerimónia de inauguração da Estátua do Imperador César Augusto, responsável pela fundação da Cidade de Braga Augusta, amanhã, Sexta-feira, dia 26 de Maio, pelas 15h00, no Largo Paulo Orósio, em Braga.

A cerimónia, integrada na programação da ‘Braga Romana 2017’, vai contar com a presença do presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio.

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EX-CHEFES DE ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO DE FRANÇA, DA ALEMANHA E DE PORTUGAL VISITAM PONTE DE LIMA

O Centro de Interpretação de História Militar e o CIPVV - Centro de Interpretação do Vinho Verde são os locais a visitar

O encontro que traz a solo nacional os Generais “EX-CEME” de França e da Alemanha tem paragem obrigatória na vila mais antiga de Portugal, a 27 de maio.

Ponte de Lima, que desde o período romano se assume como ponto de grande importância geoestratégica, inaugurou, em setembro passado, um Centro De Interpretação De História Militar (CIHM).

O recente núcleo museológico surgiu na sequência de um protocolo de colaboração, firmado a 25 de maio de 2011, entre o Município de Ponte de Lima e o Exército Português, representado pela Direção de História e Cultura Militar. Este mereceu já o elogio da Presidência da República, na pessoa de Marcelo Rebelo de Sousa, que inaugurou a exposição permanente.

O Executivo Municipal de Ponte de Lima vai acompanhar o General Elrick Irastorza, o General Hans-Otto Budde, e o General José Luís Pinto Ramalho, respetivamente ex-Chefes de Estado-Maior do Exército de França, Alemanha e Portugal, numa visita ao espaço museológico supra mencionado. A visita está sob a coordenação do Coronel António Feijó e terá início pelas 10h30.

Seguir-se-á uma passagem pelo Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde, espaço que tem como principal missão contribuir para a promoção Vinho Verde através da investigação e divulgação do seu lastro patrimonial. A visita terminará com um percurso pelo Centro Histórico de Ponte de Lima, de fortes influências romanas e medievais.

Ponte de Lima foi um dos três locais escolhidos a nível nacional para esta visita, pela qualidade e pelo potencial das suas infraestruturas, naturais, históricas e humanas. O incentivo a este tipo de projetos, visitas e iniciativas constitui uma aposta contínua do Município de Ponte de Lima.

PONTE DO MOURO MEDIEVAL - RECRIAÇÃO HISTÓRICA DO ENCONTRO E DA CEIA DE D. JOÃO I E O DUQUE DE LENCASTRE EM 1386

Dias 2, 3 e 4 de junho. A recriação histórica daquele encontro, o qual definiu as condições de cooperação militar entre os dois países e estabeleceu os pormenores do casamento entre o monarca português e D. Filipa de Lencastre, filha do Duque, compreende animações e recriações do tempo medieval e a degustação de iguarias típicas daquela época.

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Do programa, diverso, apelativo e fiel à época medieval, destaque para a ceia medieval, sábado à noite, 21h00, e para o encontro do Rei D. João I com o Duque de Lencastre, onde definiram a parceria militar e os pormenores do casamento, domingo à tarde, 15h00. A abertura oficial, com a presença de D. Duarte Pio, Duque de Bragança, realiza-se na sexta-feira, pelas 18h00.

Recriação, feita por empresa especializada na realização de eventos medievais, conta com meia centena de pessoas das duas freguesias e elementos da Associação “Buraca da Moura”. Oportunidade única para “viajar” até à época medieval, revivendo um dos episódios históricos daquele período.

Nos dias2, 3 e 4 de junho, realiza-se em Ponte do Mouro, Barbeita/Ceivães, Monção, a Recriação Histórica do Encontro e da Ceia de D. João l e o Duque de Lencastre em 1386. Denominada Ponte do Mouro Medieval, a iniciativa consta de um conjunto de atividades alusivas à época promovidas por uma empresa especializada com a colaboração de meia centena de pessoas das duas freguesias e elementos da Associação “Buraca da Moura”.

Em Ponte do Mouro, estabeleceram-se as condições de cooperação militar entre os dois países, acertando-se os pormenores do casamento entre o Rei D. João I e D. Filipa de Lencastre, filha do Duque.Os visitantes poderão apreciar e viver todo o contexto histórico da época, participando nasanimações e recriações do tempo medieval e a degustação de iguarias típicas daquela época.

Nestes três dias, Ponte do Mouro, lugar das freguesias de Barbeita e Ceivães,recebevárias recriações medievais alusivas àquele período histórico: música e danças da época, torneios, animadores de rua, espetáculos de fogo, falcoaria, cânticos à capela, demonstrações de ofícios e mercado medieval.

Desta forma, será frequente a presença de mercadores, músicos, artesãos, malabaristas, jograis, almocreves, cavaleiros, bailarinas, mendigos, bem como diversos pontos de entretimento como teatro com bobos, dançarinos medievais e equilibrismos de saltimbancos e acrobatas.

Do programa, diverso, apelativo e fiel à época medieval, destaque para a ceia medieval, sábado à noite, 21h00, e para o encontro do Rei D. João I com o Duque de Lencastre, onde definiram a parceria militar e os pormenores do casamento, domingo à tarde, 15h00.

No primeiro dia, sexta-feira, pelas 21h00, está prevista a conferência “D. Filipa de Lencastre, a noiva escolhida por D. João I”, da autoria de Manuela Santos Silva, especialista da época. Antes, pelas 18h00, ao som de rufos de tambores em arruadas pelo recinto, realiza-se o auto de abertura do mercado com a presença de D. Duarte Pio, Duque de Bragança. 

Conforme relatam documentos históricos, este encontro entre D. João l e o Duque de Lencastre possui caraterísticas únicas, sabendo-se que se tratou de um acampamento militar e que o monarca português trazia consigo uma comitiva superior a 2000 homens.

No momento do encontro, na ponte sobre o rio mouro, cumprimentaram-se com delicadeza e cortesia, conversaram durante alguns momentos e, de seguida, dirigiram-se para o pavilhão de D. João I, onde conversaram amigavelmente e estabeleceram compromissos, A tradição acrescenta que comeram iguarias saborosas e beberam o maravilhoso néctar, fruto das vinhas desta terra.

Vídeo: https://www.facebook.com/PontedoMouroMedieval/videos/961286617346423/

BRACARENSES REVIVEM BRACARA AUGUSTA

Abertura da 14.ª edição da ‘Braga Romana - Reviver Bracara Augusta’. Amanhã, Quarta-feira, dia 24 de Maio, pelas 11h00, na Praça do Município, Braga

O Município de Braga procede amanhã à abertura da 14.ª edição da ‘Braga Romana - Reviver Bracara Augusta’ pelas 11h00, na Praça do Município, em Braga.

A iniciativa contará com a presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, e de Lídia Dias, vereadora da Cultura.

O cortejo ‘Ludi Litterarii’ abre a 14.ª edição da ‘Braga Romana - Reviver Bracara Augusta’, juntando as crianças das escolas do Concelho, que, a partir das 10h00, irão percorrer as ruas da Cidade, terminando na Praça do Município. Após o cortejo, o programa de abertura contempla uma visita pelo Mercado, seguindo-se um Almoço Romano no Largo das Carvalheiras, para o qual estão convidados os jornalistas que irão acompanhar esta abertura.

De 24 a 28 de Maio, Braga volta a celebrar o legado Romano. A XIV edição desta recriação histórica integra a reconstituição ao vivo de actividades económico‑sociais alusivas à época, através da instalação de um mercado romano. Nas ruas do Centro Histórico o público encontrará variadíssimas propostas de animação com cortejos, espectáculos, representações teatrais de época e a actuação de artistas ambulantes de música e circo.

O programa completo da Braga Romana 2017 pode ser consultado através do link https://goo.gl/uQX4h1

BRAGA PARQUE ANTECIPA BRAGA ROMANA

O Braga Parque antecipa a XIV edição da Braga Romana, um dos maiores eventos anuais da cidade minhota. Com dois espetáculos inéditos, a icónica escadaria do centro comercial vai receber inebriantes momentos de teatro e dança nos dias 20 e 21 de maio, numa clara homenagem à herança romana da cidade.

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IMPÉRIO ROMANO INVADE O BRAGA PARQUE COM ESPETÁCULOS INÉDITOS

Bracara Augusta foi uma cidade fundada há mais de dois mil anos por César Augusto, tendo sido a capital da província romana da Gallaecia. E se de repente a história e o património da antiga cidade do império romano fossem recriadas em dois espetáculos únicos no Braga Parque? Nos dias 20 e 21 de maio, o reconhecido centro comercial da cidade minhota dá início a uma das festas mais originais do Norte.

De 24 a 28 de maio, Braga recebe a XIV edição da reconhecida Braga Romana, que integra a reconstituição do quotidiano da época através do famoso mercado romano. O centro histórico e outras áreas da cidade recebem um menu variado de atividades e animações de rua, com cortejos, espetáculos, representações teatrais e artistas ambulantes.

O Braga Parque antecipa as celebrações da herança romana da cidade com dois momentos que prometem uma verdadeira viagem no tempo, desde a escadaria central do shopping até à remota Bracara Augusta.

O dia 20 de maio será dedicado ao teatro. Às 17h, o Grupo de Teatro Planalto apresenta a peça “Ancillae”, que relata a história comovente de uma família romana que, num momento de grande pesar e tristeza, desvenda a verdadeira natureza do ser humano, através de episódios de doença, vingança, sofrimento, amizade e compaixão. O grupo de teatro amador da Associação Social e Cultural de Sobreposta foi criado em 2013 e, desde então, tem vindo a formar jovens dos nove aos 99 anos, sob a dedicada coordenação de Luísa Ribeiro e Patrícia Araújo.

No domingo, dia 21 de maio, também às 17h, será a dança a brilhar na icónica escadaria. Da autoria da Escola de Dança e Artes Performativas Backstage, “O Julgamento das Deusas” é uma peça de Ballet Contemporâneo que enaltece o poder do amor, representado pela deusa romana Vénus, face ao poder e sabedoria de Juno e Minerva, tendo como juízes de uma competição de proporções divinas Júpiter, o mais importante deus, e Páris, o humilde príncipe. Com sede em Braga, a Backstage surgiu em 2009 para colmatar a ausência de um espaço de ensino e prática da Dança e das Artes Performativas, até então inexistente na cidade. Atualmente, com uma vasta oferta de modalidades, dinamizadas por professores credenciados, está aberta a toda a população, tendo alunos de todas as faixas etárias.

“Este é um evento que mobiliza a cidade, desde os seus habitantes e forças vivas, até aos que nos visitam por esta altura do ano. É um grande cartão-de-visita de Braga, que tem vindo a realizar eventos culturais de grande qualidade e que valorizam as nossas entidades. É para nós uma grande honra fazer parte desta festa mais uma vez consolidando a parceria que temos com a Câmara Municipal de Braga. Deste modo, O Braga Parque será anfitrião de dois momentos de expressão artística de elevada qualidade, interpretados por instituições e pessoas do nosso distrito”, afirma Ana Rodrigues, responsável de Marketing do Braga Parque.

Mas o Braga Romana vai também marcar presença na festa da cidade através da oferta de um símbolo do tempo Romano a muitos dos milhares de visitantes do evento, bem como vai apoiar o III Concurso “De Familia Mea” que desafia pais e filhos a recriarem uma família romana, vestindo-se a rigor e desfilando orgulhosamente pelas ruas da antiga Bracara Augusta. Aqueles que melhor obedecerem às tradições da época serão galardoados com prémios patrocinados pelo Braga Parque.

Com início já no próximo fim-de-semana, a cidade de Braga e o Braga Parque convidam para uma imersão na cultura romana.

BRAGA DÁ A CONHECER O MERCADO ROMANO

‘Conhecer para melhor promover’ deu a conhecer Mercado Romano. Programa contribui para a promoção da História e Cultura de Braga

O Município de Braga realizou esta Quinta-feira, 18 de Maio, mais uma sessão do programa ‘Conhecer para melhor promover’, uma iniciativa dirigida aos profissionais e empresários de Turismo do Concelho com o objectivo de reforçar o conhecimento da Cidade, do seu património e demais activos de interesse turístico.

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Nesta sessão, o programa desafiou os profissionais e empresários de Turismo a conhecer os espaços onde irá decorrer o mercado romano no âmbito da edição de 2017 da ‘Braga Romana’, que de 24 a 28 de Maio, irá atrair milhares de visitantes à Cidade.

Segundo António Barroso, do Gabinete de Apoio à Presidência da Câmara Municipal, o programa ‘Conhecer para Melhor Promover” tem contribuído para “reforçar a notoriedade e a promoção da História e Cultura de Braga”.

Além de “aprofundar o conhecimento sobre os múltiplos espaços de interesse de Braga, a visita proporcionar momentos importantes de networking entre os vários empresários e colaboradores, passando também por um estreitar do relacionamento com os responsáveis pelos espaços visitáveis no sentido de, posteriormente, articularem visitas e pacotes a oferecer a quem nos visita”, concluiu António Barroso.

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POVOA DE LANHOSO REVIVE BRÁCARA AUGUSTA

voa de Lanhoso participa em Caminhada na Via Romana XVII no âmbito da “Braga Romana – Reviver Bracara Augusta”

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso colabora com a Câmara Municipal de Braga na organização de uma caminhada orientada ao longo da Via Romana XVII, que se realiza no próximo dia 28 de maio, no âmbito da iniciativa Braga Romana – Reviver Bracara Augusta.

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Será percorrido o troço compreendido entre o Castelo de Lanhoso e as Termas Romanas do Alto da Cividade, na cidade de Braga, numa extensão de aproximadamente 12 km.

Este importante eixo viário, que ligava Bracara Augusta (Braga) e Asturica Augusta (Astorga, Espanha), garantiu uma fácil comunicação entre estas duas capitais romanas do noroeste peninsular.

O ponto de encontro para esta caminhada é junto ao Castelo de Lanhoso, estando a saída prevista para as 9h00. Prevê-se que esta caminhada termine pelas 13h00. A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso assegurará o regresso dos participantes desde Braga até ao Castelo de Lanhoso.

As inscrições são gratuitas, mas limitadas. As pessoas que queiram fazer a sua inscrição através da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso devem fazê-lo para arqueologia@mun-planhoso.pt, indicando o nome completo e o número do Cartão de Cidadão, para efeitos de seguro.

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TERRAS DE BOURO INAUGURA EXPOSIÇÃO SOBRE BRAGA ROMANA

Inaugurada exposição “Braga Romana – Reviver Bracara Augusta” em Terras de Bouro

O Município de Terras de Bouro e o Município de Braga, na presença do Presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Dr. Joaquim Cracel, da Vereadora da Educação e Ação Social do município, Dr.ª Liliana Machado, da Vereadora da Educação e Cultura da Câmara Municipal de Braga, Dr.ª Lídia Dias, do Presidente da Junta de Freguesia de S. Vítor, Dr. Ricardo Silva e do Presidente da Associação de Festas de S. João, Dr. Rui Ferreira, assim como das várias entidades convidadas, inauguraram a 16 de maio, no edifício da Câmara Municipal de Terras de Bouro, uma exposição de fotografias alusivas ao evento Braga Romana.

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A mostra contempla 30 fotografias de vários momentos da “Braga Romana”, demonstração que, segundo o Presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Dr. Joaquim Cracel, é mais uma vez um prazer receber depois da exposição sobre a Procissão da Burrinha ter registado também um assinalável sucesso para quem a visitou. A cultura e a história da região são sempre fatores de interesse e promoção educacional, sublinhou também o edil.

A Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga, Dr.ª Lídia Dias, afirmou o seu regozijo pela oportunidade de levar também esta exposição da Braga Romana ao Museu da Geira, já que se trata de um excelente equipamento cultural que faz muito bem a “ponte entre Terras de Bouro e Braga, através da promoção da Geira”.

A referida exposição irá assim estar patente no Museu da Geira, do Núcleo Museológico de Campo do Gerês, entre os dias 16 e 31 de maio, no horário normal de funcionamento dos serviços.

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TERRAS DE BOURO REVIVE A OCUPAÇÃO ROMANA

Exposição Braga Romana – Reviver Bracara Augusta em Terras de Bouro

O Município de Terras de Bouro e o Município de Braga irão promover uma exposição de fotografias alusivas ao evento Braga Romana.

A referida mostra, que será inaugurada a 16 de maio, pelas 16 horas, no edifício da Câmara Municipal de Terras de Bouro, irá estar também patente no Museu da Geira, do Núcleo Museológico de Campo do Gerês, entre os dias 16 e 31 de maio, no horário normal de funcionamento dos serviços.

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HISTORIADOR DANIEL BASTOS PARTICIPA NA UNIVERSIDADE DE ÉVORA NAS JORNADAS SOBRE MOBILIDADE E MIGRAÇÕES

O historiador Daniel Bastos participou no passado dia 9 de maio (terça-feira), como orador convidado, nas Jornadas de História e Arqueologia subordinadas à temática “A circulação de pessoas – evolução e perspetivas ao longo da História”, que decorreram na Universidade de Évora.

No âmbito da iniciativa, organizada pelo Núcleo de Estudantes de História e Arqueologia da Universidade de Évora, que cruzou na academia alentejana vários olhares sobre o tema da mobilidade e migrações, uma temática de premente relevância no contexto atual, Daniel Bastos atualmente docente no Colégio João Paulo II em Braga, apresentou uma comunicação intitulada “Gérald Bloncourt – o fotógrafo que imortalizou a emigração portuguesa para França nos anos 60”.

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Durante a sua intervenção nas jornadas em Évora, moderadas pela professora catedrática Fátima Nunes, o historiador Daniel Bastos (à direita) descreveu o fotógrafo Gérald Bloncourt como o guardião da memória e o cronista visual da emigração portuguesa para França nos anos 60.

 

Durante a sua comunicação neste encontro nacional multidisciplinar que computou a presença de discentes, docentes e investigadores, e que teve como principal objetivo aprofundar e dar a conhecer diferentes estudos que têm sido realizados sobre o fenómeno migratório ao longo da história portuguesa, o historiador minhoto cujo percurso tem sido alicerçado junto das comunidades portuguesas, definiu o fotógrafo Gérald Bloncourt como o guardião da memória e o cronista visual da emigração portuguesa para França nos anos 60. Daniel Bastos reiterou ainda que as comunidades lusas espalhadas pelos quatro cantos do mundo são genuínas embaixadoras da cultura, da economia e da língua portuguesa.

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ARQUEÓLOGOS INVESTIGAM CULTURA DOLMÉNICA EM PÓVOA DE LANHOSO

Escavação arqueológica de monumentos sob tumuli, na Serra do Carvalho

Estão concluídos os trabalhos arqueológicos de valorização de dois monumentos sob tumuli (antas ou dólmens), localizados na Serra do Carvalho.

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Esta intervenção arqueológica, que contou com uma dezena de voluntários de dentro e de fora do concelho da Póvoa de Lanhoso, resultou numa parceria entre a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, a Junta de Freguesia de Lanhoso e a empresa de arqueologia NEXO.

Nesta primeira fase do processo de valorização dos monumentos, foi possível identificar e definir a couraça pétrea (conjunto de pedras pequenas que impedia o deslizamento de terras e profanação da mamoa) destes monumentos, associada a algum material cerâmico distribuído pela superfície. A fase da musealização é a próxima etapa destes trabalhos que têm como objetivo a futura fruição pública.

No decorrer dos trabalhos arqueológicos, o Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues, e o Presidente da Junta de Freguesia de Lanhoso, António Machado, visitaram a área de trabalho com o propósito de se inteirarem do desenvolvimento dos mesmos e enaltecer os presentes por se terem disponibilizado para contribuir para o estudo e valorização do património arqueológico do nosso território.

Estes trabalhos arqueológicos de valorização de dois monumentos sob tumuli terminaram no passado dia 18 de abril.

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PONTE DE LIMA FACILITA ACESSO AO ARQUIVO DO PAÇO DE VITORINO

Arquivo do Paço de Vitorino: (re)constituir a memória e a identidade familiar com quase cinco séculos de história: apresentação do catálogo online

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Amanhã, dia 20 de maio, às 15h00, será apresentado no Paço de Vitorino o catálogo online do seu arquivo com quase cinco séculos de história.

Esta iniciativa, que resulta do tratamento técnico e digitalização levados a cabo no âmbito do protocolo de cooperação entre os proprietários do Paço de Vitorino e o Município de Ponte de Lima, surge pela consciencialização do papel importante que as fontes de informação contidas nos arquivos de família desempenham para o estudo da história local, regional e até mesmo nacional, sendo fundamental garantir a sua divulgação, valorização e preservação a longo prazo, para além de torná-lo acessível a toda a comunidade.

O Arquivo do Paço de Vitorino passará a estar disponível para consulta através do catálogo do Arquivo Municipal de Ponte de Lima.

MUNICÍPIO DE PONTE DE LIMA APRESENTA NOVO LIVRO DE GUSTAVO PIMENTA

O Município de Ponte de Lima promove o lançamento do romance “A sorte de ter medo”, da autoria de Gustavo Pimenta, no próximo dia 13 de maio, pelas 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima. Trata-se de uma obra dedicada à Guerra Colonial na Guiné-Bissau, nos anos de 1967 a 1969, cuja apresentação estará a cargo de José Cândido Rodrigues.

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“A sorte de ter medo” é o segundo título do escritor ponte-limense Gustavo Pimenta versado nas suas memórias bélicas e em reflexões e retratos fiéis do período colonialista.

Marque presença no lançamento de “A sorte de ter medo” e conheça a mais recente produção literária de uma renomada personalidade da cultura local.

Sobre o autor:

Gustavo Pimenta nasceu a 29 de janeiro de 1944 em Crasto, no concelho de Ponte de Lima. A obra que agora lança sucede o livro “Triângulo escaleno”, apresentado em 2016 no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

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VIZELA REGRESSA AO TEMPO DOS ROMANOS

De 9 a 11 junho | Praça da República - Vizela | Entrada Livre. VI Feira Romana de Vizela

A Comissão de Festas de Vizela, com o apoio da Câmara Municipal, promove a sexta edição da Feira Romana de Vizela, nos próximos dias 9, 10 e 11 de junho, na Praça da República.

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Recua no tempo e vem viver o tempo dos romanos!

Todos os dias, das 10h às 24h - Mercado, Área Pedagógica, Música, Lutas, Malabarismo, espetáculos itenerantes e muito... muito mais!

Resenha:

Estamos no Alto-Império Romano, ano 82 d.C., na civitas “ Oculis Calidarum “ (Caldas de Vizela), local onde o Imperador César Domiciano Augusto mandou edificar um complexo de banhos públicos em honra do Deus “Bormanicus “, cujo poder da cura se manifesta através das águas quentes que aqui brotam.

Pretender-se-á, igualmente, recriar o bulício das urbes romanas. Os atores darão corpo a figuras típicas como o escravo, o pedinte, o escriba, o malabaristas, os acrobatas e cuspidores de fogo.Todo o evento integrará peças de teatro, tiro com arco, jogos infantis de época, declamação de poemas e danças. Destacamos a realização das Olimpíadas de "Oculis Calidarum", momento em que poderão assistir a lutas greco romanas, ao lançamento de esferas e às corridas.

Através desta Feira procurar-se-á recriar o ambiente em torno do quotidiano da civitas "Oculis Calidarum". Assim, poderão encontrar um mercado que se expande por toda a Praça da República e, quem sabe, adquirir vários produtos como metais, olaria, cestaria, vidro, cantaria, couro, marcenaria. Nesse mesmo local, poderá degustar várias iguarias na zona de restauração.

ARQUEOLOGIA À NOITE VISITA IGREJA DE SANTA MARIA DE ABADE DE NEIVA

O programa “Arqueologia à Noite” está de regresso e o destino é a Igreja de Santa Maria de Abade de Neiva. A iniciativa realiza-se na próxima sexta-feira, dia 5 de maio, pelas 21h00.

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Trata-se de uma iniciativa que pretende promover as potencialidades turísticas do concelho, na vertente cultural, paisagística e o turismo religioso que predominam no património construído e natural do concelho de Barcelos, desta vez na freguesia de Abade de Neiva. A visita tem início às 21h00, diante do portal da igreja. O Gabinete de Arqueologia Municipal irá guiar os participantes pelos sete séculos deste templo românico/gótico, classificado como Monumento Nacional desde 1927.

As inscrições estão abertas e são limitadas. Podem ser feitas através do correio eletrónico arqueologia@cm-barcelos.pt ou por telemóvel para 915 288 428, recomendando-se que participem na atividade munidos de lanterna e com vestuário adequado às baixas temperaturas.

BRAGA REGRESSA À ÉPOCA ROMANA

Braga Romana é projecto mobilizador da sociedade. Recreação histórica decorre de 24 a 28 de Maio

De 24 a 28 de Maio a Cidade volta a vestir-se a rigor para recriar o quotidiano de Bracara Augusta. A Braga Romana 2017 inclui mais de 80 horas de programação, com a participação de 115 mercadores, 127 entidades e 11 agrupamentos de escolas que irão proporcionar aos Bracarenses e a todos quantos nos visitam uma verdadeira ‘aula de história ao ar livre’.

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Na apresentação do evento, que decorreu hoje, 4 de Maio, no Largo do Paço, Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, destacou o facto da Braga Romana ser cada vez mais “um projecto mobilizador da sociedade Bracarense”.

“A Braga Romana conta com o empenho e dedicação de centenas de associações, instituições de ensino, comerciantes, entre outras entidades relevantes na vida da nossa Cidade e isso tem contribuído para a afirmação deste projecto”, disse Ricardo Rio, sublinhando a importância da vertente pedagógica do evento.

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Segundo o Autarca, o grande desafio passa agora por “alargar o projecto da Braga Romana aos 365 dias do ano”, através da valorização do património legado pelos nossos antepassados. É neste âmbito que, no dia 26 de Maio, o Município irá inaugurar a estátua a César Augusto que ficará instalada no Largo Paulo Orósio. “Este é um tributo que Braga irá prestar ao fundador de Bracara Augusta, num momento simbólico que apela à perenidade da presença romana no nosso território”, referiu.

Nos cinco dias do evento, a Braga Romana oferece uma viagem pela história da Bracara Augusta que só é possível graças ao envolvimento de instituições, associações e escolas.

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Para Lídia Dias, vereadora da Cultura, o sucesso da Braga Romana deve-se, sobretudo, a esta “rede de parceiros que se fortalece ano após ano”. Segundo a vereadora, a Câmara Municipal aposta na criação artística, através do apoio a grupos de teatro do Concelho que irão apresentar espectáculos pensados propositadamente para o evento.

Evento aposta na vertente pedagógica e actividades paralelas

A edição de 2016 da Braga Romana apresenta-se com diversas novidades, desde logo com a criação de uma nova área pedagógica. No Largo de S. João do Souto estará instalada a ‘Casa Romana’, onde os visitantes podem usufruir de aulas de latim e filosofia, assistir a teatro de marionetas e participar em diversas oficinas e jogos. Será também deste espaço que sairão diariamente visitas guiadas ao património romano, nomeadamente à Fonte do ídolo, Termas Romanas e Domus da Escola Velha da Sé.

Das actividades paralelas destaque para a visita guiada a alguns dos vestígios da pré e proto-história da Cidade, que se realiza este Sábado, dia 6, no âmbito do programa ‘À Descoberta de Braga’, assim como para o Fórum Recriação Histórica Desenvolvimento e Turismo Sustentável, que terá lugar no dia 12 de Maio, no Museu D. Diogo de Sousa.

Ao longo de todo o evento, as ruas do centro histórico serão palco da reconstituição das actividades económico-sociais da época, com animação de rua constante, cortejos, espectáculos e representações teatrais. Os Bracarenses e visitantes serão também surpreendidos por dezenas de personagens inspiradas na mitologia romana, artes e ofícios.

O programa completo da Braga Romana 2017 pode ser consultado através do link https://goo.gl/uQX4h1

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ARCOS DE VALDEVEZ COMEMORA 25 DE ABRIL

Arcos de Valdevez comemorou mais uma vez o 25 de Abril, o “Dia da Liberdade”.

As comemorações tiveram início de manhã cedo na Praceta Combatentes do Ultramar (1961-1974), junto ao elemento escultórico de homenagem aos militares arcuenses, inaugurado no Dia do Concelho em 2012, com uma homenagem aos combatentes arcuenses tombados no Ultramar.

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  A sessão, que contou com a presença do Núcleo de Monção da Liga dos Combatentes, iniciou com o Toque dos Mortos, feito com corneta; depois o Coronel Carlos Anselmo fez a leitura de cada um dos 25 nomes dos militares arcuenses tombados em combate e após este momento foi colocada uma coroa de flores junto ao elemento escultórico, pelo Presidente da Câmara Municipal, João Esteves. No fim foi cantado o Hino Nacional.

Após este ato prosseguiram as comemorações com a Cerimónia Oficial na Praça Municipal onde se reuniram o presidente da Câmara Municipal, João Esteves, os vereadores do município, membros da Assembleia Municipal e os Presidentes da Junta de Freguesia, bem como vários populares que acudiram ao local para também testemunharem o hastear das bandeiras com guarda de honra efetuada pelos Bombeiros Voluntários de Arcos de Valdevez, o Corpo Nacional de Escutas e a Banda da Sociedade Musical de Arcos de Valdevez, neste dia de tanto simbolismo para a Nação Portuguesa.

Depois teve lugar na Praça Municipal um momento musical, com as atuações dos grupos corais Vozes do Vez e Padre Himalaya, que brindaram todos os presentes com temas ligados à Revolução e à mística vivida em Abril de 1974. No final os coros cantaram a Marcha dos Arcos de Valdevez, recordando o seu autor, recentemente perecido, Maestro Pedreira.

Integrado nesta programação está também o espetáculo musical com Carlos Mendes, no próximo dia 29 de Abril, às 22h00, na Casa das Artes concelhia.

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CURTIR MEMÓRIA LANÇA BILHETE MEMÓRIA E CONVIDA A ESPREITAR A HISTÓRIA EM GUIMARÃES

Centro de Couros promove visitas guiadas ao património da Antiga Fábrica de Curtumes Âncora

O Curtir Ciência – Centro Ciência Viva de Guimarães acaba de lançar o Bilhete Memória a pensar num público que se interessa pelo Património Arquitetónico Industrial e pela história de Guimarães e da atividade dos Curtumes.

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A Antiga Fábrica de Curtumes Âncora, onde está instalado o Curtir Ciência, é um edifício que faz parte do património industrial vimaranense. Remonta ao Sec. XVII e foi exemplarmente reabilitada, mantendo a traça original da anterior função e as marcas dessa atividade, como os tanques, lagares, lagaretas onde se lavavam, surravam, tingiam as peles. 

O Bilhete Memória, explica Sérgio Silva, Diretor Executivo do Curtir Ciência, “resulta da constatação de que há muitas pessoas que entram no Centro atraídas pelo edifício, pela arquitetura, pelas técnicas de construção, e que se interessam pelo Património Arquitetónico Industrial”.

Muitos turistas que chegam a Guimarães têm uma apetência pelo edificado, pelos processos de reabilitação e por conhecerem as soluções do Município que deram novos usos a unidades industriais desativadas e degradadas. Sérgio Silva realça que “foi a pensar nesse público, que sabemos que tem expressão significativa, que decidimos criar o Bilhete Memória”.

A visita Memória, com um custo de um euro, é guiada, não carece de marcação prévia (com exceção de grupos de 10 ou mais pessoas) e incide nas partes do edificado, nas memórias da atividade dos curtumes e nas técnicas usadas para preservar a arquitetura. Funciona no mesmo horário do Curtir Ciência: de terça a sexta das 10:00 às 18:00 horas; sábados, domingos e feriados das 11:00 às 19:00 horas.

BRAGA REALIZA CASAMENTO ROMANO

Abertas candidaturas ao ‘Casamento Romano’. Iniciativa integrada na programação da ‘Braga Romana 2017’

No âmbito da programação da ‘Braga Romana – Reviver Bracara Augusta’, que se realiza de 24 a 28 de Maio, o Município de Braga volta a promover o concurso ‘Casamento Romano’.

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Durante o Império Romano, o casamento era uma das principais instituições da sociedade que tinha por princípio gerar herdeiros legítimos ou mesmo criar alianças políticas e económicas dentro das classes mais elevadas. Das várias formas de casamento, o ritual da “CONFERRATIO” destaca-se por ser o mais representativo da cultura, costumes, religião e festividades que um casamento pode apresentar.

A ‘Braga Romana – Reviver Bracara Augusta’ pretende oferecer ao casal vencedor a possibilidade de ser protagonista deste grande espectáculo de recriação de um casamento romano em todo o seu esplendor. O Casamento Romano terá lugar a 28 de Maio, pelas 17h00, na Praça Municipal.

As candidaturas podem ser feitas até 12 de Maio. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis através do linkhttps://goo.gl/c6otWn.

Mais informações sobre o concurso podem ser obtidas em cultura@cm-braga.pt.

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BRACARENSES DEBATEM HISTÓRIAS DOS JORNAIS DE BRAGA

Tema da 2ª ed. das "Entremeadas de Serões/Tertúlias (S/T's): "História dos Jornais de Braga"

A Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho, reliza a 2ª edição das "Entremeadas de S/Ts" (Serões no Burgo/Tertúlias Rusgueiras), no próximo dia 27, quinta-feira, do mês em curso, pelas 21:30h, na sede social da Rusga, sita na Av. Artur Soares (Palhotas),nº 73, Braga, que terá por convidados; Joaquim da Silva Gomes, docente, investigador e autor e, o Director do jornal Correio do Minho, Paulo Monteiro, com a moderação de José Pinto, presidente da Rusga.

PONTE DA BARCA FESTEJA O 25 DE ABRIL

25 de Abril em Ponte da Barca: Concerto de André Sardet e Sessão Solene marcaram a efeméride

O Município de Ponte da Barca comemorou os 43 anos do 25 de Abril com um conjunto de iniciativas que exaltaram os valores da Revolução dos Cravos. O programa iniciou no dia 24 com o concerto de André Sardet, musico e compositor português com uma carreira de mais de 20 anos, que trouxe a Ponte da Barca êxitos como ´Quando te falei de amor´; ´Adivinha o quanto gosto de ti´; ´Mundo de Cartão´.

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No dia 25 de Abril, nos Paços do Concelho, decorreu o hastear de bandeiras ao som da fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Ponte da Barca e, perante uma moldura humana de cravo ao peito seguiu-se a habitual Sessão Solene da Assembleia Municipal, numa cerimónia que juntou o executivo municipal, os representantes dos partidos políticos com assento na Assembleia Municipal, Presidentes de Junta de Freguesia, entre outras entidades militares e civis do concelho.

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, Vassalo Abreu, dirigiu-se aos presentes dizendo que 'por respeito àqueles que caminharam em direção aos tanques, que lutaram por um País livre de democrático, temos que continuar a celebrar Abril, nesta data e em todos os dias da nossa vida'. A cumprir o último ano de mandato como presidente da Câmara, Vassalo Abreu não deixou de referir que 'sendo o último discurso de celebração desta data que vos dirijo enquanto Presidente de Câmara, é com orgulho que podemos dizer que, ao fim de quase doze anos, sentimos que cumprimos Abril. Desde a Coesão Social, à Educação, à Saúde, ao Turismo ou ao Desporto...'.

Ainda durante o dia 25 de Abril, o Grupo Liber'Arte promoveu no Choupal, um conjunto de atividades artísticas desde a música à pintura, e no final do dia, no Estádio Municipal, teve lugar o jogo de futebol 'Abrilmente'.

CABECEIRAS DE BASTO FESTEJA O 25 DE ABRIL

Município de Cabeceiras de Basto evocou 43 anos do 25 de Abril

Realizou-se esta manhã, dia 25, na Sala de Sessões da Assembleia Municipal a sessão solene evocativa dos 43 anos do 25 de Abril, ‘momento alto’ do programa comemorativo organizado pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, em colaboração com a Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto (ADIB), a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses, a Banda Cabeceirense e a Fundação Mário Soares, um programa que arrancou na passada sexta-feira, dia 21 de abril, e encerra hoje com a exibição do espetáculo ‘Muro’, mais uma grande produção do Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto.

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Depois da cerimónia do Hastear da Bandeira Nacional com guarda de honra dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses, o executivo municipal liderado pelo autarca Francisco Alves, o presidente da Assembleia Municipal, assim como representantes dos partidos e movimento políticos com assento na mesma Assembleia, presidentes de Junta de Freguesia, entre outras entidades civis do concelho, participaram na Sessão Solene evocativa do 25 de Abril que lotou a Sala de Sessões da Assembleia Municipal.

Na oportunidade, o presidente da Câmara Municipal sublinhou que “ao longo dos últimos 43 anos, Portugal conquistou, implementou e consolidou um processo de democratização que permitiu desenvolver o país de uma forma que não tem paralelo com qualquer outro período da história de Portugal”.

Francisco Alves disse que “a revolução do 25 de abril de 1974 mudou o panorama político português, mudou o país, mudou as mentalidades. Em 1976, instituímos o Poder Local, o poder local responsável pela enorme transformação que o país sofreu. Na verdade, o que seria de Portugal se não fosse o poder local?”, questionou.

“Portugal é hoje um país muito diferente, para melhor, do que há 40 anos atrás. E, no entanto, vivemos mergulhados numa perplexidade perante o risco de cansaço das pessoas com a clássica organização política assente nas instituições, presidente da república, parlamento, autarquias locais, sistema judicial, partidos políticos”, notou, lamentando que “aqui, como em muitos países desenvolvidos da Europa e do mundo, os cidadãos afastam-se e desinteressam-se da gestão da coisa pública, da participação cívica. A democracia representativa no modelo tradicional parece já não chegar”. Defendendo que “é necessário que neste momento de celebração da Democracia e da Liberdade sejamos capazes de refletir e de trabalhar para encontrar formas de mobilização dos cidadãos para uma maior participação pública e cívica na gestão e na promoção do bem-estar e da qualidade de vida das pessoas”, o edil Francisco Alves garantiu ser “necessário combater o absentismo e apontar caminhos que, não pondo em causa a capacidade crítica dos cidadãos, os faça confiar nos valores da democracia. Se necessário, reinventem-se novas formas e mecanismos do exercício dos direitos políticos e de cidadania”, sustentou, destacando que “o importante é que possamos inverter esta acelerada descrença nas instituições políticas e nos seus agentes”.

Desejando que “os Cabeceirenses se interessem pela política e pelos valores que ela encerra e participem ativamente no processo que se avizinha”, Francisco Alves garantiu que “Cabeceiras de Basto e os Cabeceirenses só têm a ganhar com a participação de todos na escolha dos caminhos, das políticas e dos seus agentes. Cabeceiras de Basto e os Cabeceirenses só têm a ganhar se escolherem os melhores, aqueles que assumam a política como uma missão de serviço público para servir os outros e não para se servirem a si próprios ou servirem interesses particulares em vez dos coletivos”.

E realçou que ao longo dos últimos tempos “os autarcas das freguesias, da Assembleia e da Câmara Municipal trabalharam com determinação na promoção do desenvolvimento do nosso concelho. O muito que foi feito permitiu melhorar a qualidade de vida das populações. O futuro reserva-nos, contudo, novos desafios. Teremos que ser ambiciosos e inconformados e trabalhar afincadamente para construirmos uma sociedade mais justa e mais solidária”.

Finalizando a sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal almejou que “a democracia e a prática política atraiam e comprometam cada vez mais cidadãos livres, descomprometidos, empenhados e responsáveis para que a gestão da coisa pública não assente em estratégias clientelares e movimentos obscuros, e se assuma promotora de desenvolvimento económico e social que combata as desigualdades e valorize o contributo da mais ampla diversidade de atores sociais e estruturas organizadas como o movimento associativo”.

A iniciar a sua intervenção, o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, agradeceu publicamente a todas as entidades que se envolveram na Comemoração dos 43 anos do 25 de Abril em Cabeceiras de Basto. Joaquim Barreto afirmou que nesta data devemos “exaltar e lembrar os principais protagonistas” do 25 de Abril que “simboliza para nós a igualdade, a liberdade e o desenvolvimento”. O 25 de abril “conduziu Portugal ao progresso”, sendo um dos exemplos das conquitas dos Capitães de Abril “o Poder Local Democrático de que orgulhosamente somos parte”.

Nas suas palavras, Joaquim Barreto considerou que “volvidas quatro décadas, outros desafios se impõem concretizar. A competitividade própria de cada região, a oferta de serviços ao cidadão, a aposta em novas políticas públicas municipais mais participadas, mais inclusivas e assentes em novos paradigmas – a inovação social ou o empreendedorismo para combater o desemprego – são vitais para a fixação das pessoas nestes concelhos de baixa densidade territorial nos quais nos incluímos”, disse.

“A aposta no betão já teve o seu tempo. Fechou-se um ciclo. Hoje a inovação social é uma realidade que visa a qualidade de vida. É essa matriz que agora ambicionamos seguir face aos novos desafios que se colocam diariamente às nossas gentes”, sublinhou.

O presidente da Assembleia Municipal explicou que “a política tornou-se mais complexa e tridimensional criando novos espaços e identidades diferentes”. Reconhecendo “que nos faz falta uma narrativa inspiradora, uma narrativa europeia”, Joaquim Barreto assegurou que “é preciso continuar a aprofundar os valores de Abril e do Poder Local Democrático”, criando condições para uma maior participação cívica e mais ativa, nomeadamente por parte dos jovens.

Em representação da Bancada Municipal do PS, Domingos Machado declarou que o 25 de Abril “é um momento essencial e inaugural das nossas vidas. Um grito espontâneo do povo para a Liberdade e para a Democracia” que possibilitou que hoje vivamos numa “sociedade aberta e com pensamentos alternativos”.

Relembrando os direitos alcançados pelos Portugueses com a Revolução do 25 de Abril, Domingos Machado lembrou todos aqueles que com o seu trabalho contribuíram para a vitalidade deste Município, assim como os grandes investimentos que foram feitos nos mais diversos setores da atividade municipal.

Por fim, Domingos Machado frisou que “não vale tudo em nome da sobrevivência política. A coerência vale sempre a pena”, disse, ambicionando que os Cabeceirenses prossigam “sempre com Abril nas suas mãos e nos seus corações”.

Em representação da Bancada Municipal do IPC, Paulo Pinto destacou que “devemos muito” ao 25 de Abril de 1974, sendo “inquestionáveis” as inúmeras conquistas de Portugal nos últimos 43 anos. Fazendo referência ao prestígio que o nosso país tem hoje na Europa e no Mundo, Paulo Pinto realçou também a importância da revitalização do papel dos Municípios na atualidade. “É hoje uma evidência o muito que o Poder Local Democrático fez pelo país, sobretudo nos meios rurais”, disse, fazendo referência aos inúmeros investimentos feitos em todos os setores de atividade, como é o caso do nosso concelho.

Paulo Pinto considerou que um dos grandes desafios que se colocam hoje às áreas periféricas é “assegurar a manutenção dos serviços” públicos. 

Afirmando acreditar que é com a “qualificação das pessoas (…) que se cumpre o desígnio do 25 de Abril que é desenvolver”, o representante do IPC afirmou que “o 25 de Abril é património de todos os Portugueses”, sendo “um organismo vivo” e “válido nesta Terra de Basto”.

Em representação da Bancada Municipal do PPD-PSD/CDS-PP, Laura Magalhães evidenciou que com a Revolução de Abril “a censura foi substituída pela liberdade”. Garantindo que “a liberdade se comemora no dia-a-dia”, Laura Magalhães referiu que “celebrar Abril é idealizar o futuro para Cabeceiras de Basto baseado na pluralidade de expressão, onde ninguém saia prejudicado ou beneficiado por exprimir a sua opinião”.

E finalizou: “a Revolução de Abril restituiu-nos direitos e liberdades fundamentais. Não podemos deixar cair este legado. Há desafios que têm de ser enfrentados com audácia política. Façamos realmente acontecer Abril para que os filhos desta Terra possam andar de cabeça levantada e sejam realmente livres de exprimir construtivamente as suas convicções, sem tabus, sem medos, nem repressões”.

Centro de Teatro leva hoje à cena a peça ‘Muro’

À semelhança dos anos anteriores, o Município Cabeceirense comemora o 25 de Abril com a exibição de uma grande produção teatral intitulada ‘Muro’ e que será levada à cena, hoje à tarde, a partir das 17h00, na Casa da Juventude pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto (CTCMCB).

Integraram, ainda, o programa evocativo da efeméride a Exposição ‘Mário Soares: Uma vida ao serviço da Democracia e da Liberdade’ na Casa do Tempo, a apresentação do Livro de Atas do II Seminário Internacional ‘Religião, Letras e Armas: da Europa Renascentista para Basto’, a audição dos alunos da Escola de Música da Banda Cabeceirense, a conferência ‘Mário Soares: Uma Vida ao Serviço da Democracia e da Liberdade’, a iniciativa ‘Músicas de Abril’ na Biblioteca Municipal Dr. António Teixeira de Carvalho e a recriação da reunião da Câmara Municipal pelos alunos do Agrupamento de Escolas, o Jantar Comemorativo do 25 de Abril e ainda as Provas de Atletismo e a Corrida da Liberdade que aconteceram esta manhã e cujos prémios aos melhores classificados foram entregues no Parque do Mosteiro.

ARCIPRESTADO DE CELORICO DE BASTO CELEBRA CENTENÁRIO

“Todos nos empenhamos dando e recebendo o melhor que sabemos”

O Arciprestado de Celorico de Basto em parceria com o Município de Celorico de Basto promoveu uma cerimónia de homenagem aos sacerdotes que exercem a sua missão no arciprestado de Celorico de Basto desde o dia 25 de abril de 1916 até aos dias de hoje. A ação teve lugar no centro Cultural Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, no dia 21 de abril.

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A evocação do centenário, aberta à comunidade, foi presidida pelo arcebispo primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, e centrou-se no lançamento de um livro designado “Arciprestado de Celorico de Basto” da autoria do historiador António Franklim Sampaio Neiva Soares, do padre Armandino Pires Lopes, e do arcipreste de Celorico de Basto, o padre Albano Costa. Ao mesmo tempo, foi reconhecida a vida e obra do ilustre Celoricense, o padre Joaquim José Alvares de Moura, numa homenagem póstuma a alguém que “soube servir a sociedade e a igreja”.

Jorge Ortiga congratulou-se com o sarau e “com a oportunidade de saborear realidades distintas mas ao mesmo tempo, idênticas. Tivemos a oportunidade de conhecer ainda melhor um ilustre desconhecido celoricense recordando pessoas que deram o melhor de si à igreja, com dedicação e empenho e, ao mesmo tempo, celebramos o centenário deste arciprestado. São 100 anos de um arciprestado que tem uma existência muito mais remota e passou por uma evolução muito grande, tendo, em tempos, uma importância mais administrativa e jurídica. Agora, o arciprestado tem uma importância diferente, procura a unidade entre as paróquias mantendo a sua identidade e com a arquidiocese. De facto, a dinâmica do arciprestado é diferente mas os objetivos são os mesmos servir, servir a comunidade. O arciprestado deve estar ao serviço dos irmãos que têm noção da sua fé” realçou o Arcebispo. Continuando que “não podemos ter medo da mudança, o arciprestado de 1916 é hoje uma organização diferente, a missão que Deus nos confiou reserva sempre muitas novidades”. D. Jorge Ortiga pediu aos presentes que lessem o livro, com noções novas e datas explicativas, com calma, “depois de ler vão reconhecer-se mais igreja”.

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Também o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto deu os parabéns ao arciprestado pelos “100 anos ao serviço da comunidade, uma causa que não é só espiritual e religiosa mas também social, de muito acompanhamento e de muito apoio. Um trabalho feito por tantas pessoas que deram sempre o melhor de si” ressalvou o autarca. Joaquim Mota e Silva descreveu o livro apresentado como “um livro bem feito, uma memória da nossa história, do nosso passado, do trabalho desenvolvido pelos nossos párocos” e, reforçando a necessidade deste empenho quotidiano na vivência em comunidade, “continuem com o entusiasmo e a dedicação em nome de todos os valores referidos”. O autarca mostrou-se agradado pela justa homenagem feita ao ilustre Celoricense José Alvares de Moura, que “conhecemos e reconhecemos como alguém que fez muito pela nossa terra, um ser humano que fez um trabalho fantástico e difícil e que deu bons frutos à comunidade”.

A cerimónia da evocação do centenário foi dirigida pelo arcipreste de Celorico de Basto, padre Albano Costa, que agradeceu a toda a comunidade, em nome dos 7 párocos que integram o arciprestado de Celorico de Basto, porque “todos nos empenhamos dando e recebendo o melhor que sabemos, e agradecemos todo o apoio para o desenvolvimento desta obra, sem este apoio dificilmente teríamos concluído este trabalho”.

A obra foi apresentada pelo historiador Franklim Neiva Soares de forma concisa e breve despertando o gosto pela leitura da mesma.

Já a vida e obra do padre Joaquim José Alvares de Moura foi amplamente reavivada pelo padre José Maria Gomes Pereira, apresentado anteriormente pelo padre Provincial, José Alves, que disse a todos os presentes quem era este homem, que tão bem soube servir a sociedade e a igreja. Gomes Pereira afirmou convictamente que “era um missionário incansável que percorreu o norte do país, em mais de 250 missões, construiu dois colégios, fundou a confraria do Imaculado Coração de Maria de Sta. Quitéria, sabia falar aos corações recolhendo fundos pela sua forma de acolher boas vontades à volta de grandes causas. A arquidiocese de Braga sempre beneficiou do esplendor deste seu filho ilustre”.

A evocação do centenário contou com a presença da comunidade local, entidades políticas e religiosas, que se quiseram associar à celebração dos 100 anos do arciprestado de Celorico de Basto. A cerimónia foi abrilhantada pelo Coro Vicentino de Chaves.

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CABECEIRAS DE BASTO EVOCA MÁRIO SOARES COM PALESTRA PROFERIDA POR JOÃO SOARES

Cabeceiras de Basto celebrou Abril e recordou ‘Mário Soares: Uma Vida ao Serviço da Democracia e da Liberdade’

João Soares foi ontem à tarde, dia 23 de abril, o orador convidado da conferência ‘Mário Soares: Uma Vida ao Serviço da Democracia e da Liberdade’, uma iniciativa promovida pelo Município de Cabeceiras de Basto, inserida no âmbito do programa comemorativo do 25 de Abril, que vive amanhã, dia 25, o seu ponto alto.

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O evento que juntou dezenas de pessoas na Casa do Tempo conjugou quatro momentos distintos: a abertura de uma exposição, o visionamento de um filme, a conferência alusiva à vida de Mário Soares e ainda a homenagem ao antigo Presidente da República na Alameda Dr. Mário Soares com deposição de um arranjo de flores.

Participaram neste evento o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, o presidente da Assembleia Municipal e deputado da Assembleia da República, Eng. Joaquim Barreto, o vereador Alfredo Magalhães, presidentes das Juntas de Freguesia, membros da Assembleia Municipal e outros autarcas, outras individualidades concelhias, convidados e público em geral.

Durante a iniciativa, os participantes recordaram a vida do Dr. Mário Soares, antigo Presidente da República, antigo primeiro-ministro, antigo ministro, fundador e secretário-geral do Partido Socialista, figura maior da Democracia Portuguesa que iniciou muito jovem a sua atividade política.

Na abertura da conferência ‘Mário Soares: Uma Vida ao Serviço da Democracia e da Liberdade’, o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, deixou palavras de “agradecimento e reconhecimento” ao Dr. João Soares por se associar a este evento, lembrando as vigorosas lutas pela liberdade encetadas pelo Socialista Mário Soares que marcaram o panorama político português.

O orador, filho de Mário Soares, partilhou com a plateia muitos momentos da vida privada e da vida política do antigo Presidente da República e respondeu a várias perguntas colocadas pela plateia, que deixou também palavras de sentido reconhecimento à obra deixada por Mário Soares, falecido a 7 de janeiro de 2017.

Na sua intervenção, que encerrou a conferência, o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, agradeceu a disponibilidade de João Soares em deslocar-se a Cabeceiras de Basto para partilhar com os Cabeceirenses os momentos mais marcantes da vida do seu pai, enaltecendo também todo o empenho e trabalho de todos aqueles que organizaram este evento.

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EXPOSIÇÃO "AMARES NA 1ª GUERRA" PATENTE NA GALERIA DE ARTES E OFÍCIOS DE AMARES

O vice-presidente da Câmara Municipal de Amares, Isidro Araújo, e o autor do livro “Amarenses na 1.ª Grande Guerra (1914-1918)", publicado pelo Município de Amares no âmbito das Comemorações do Centenário da Primeira Guerra Mundial, Manuel Penteado Neiva, inauguraram, no passado sábado, a exposição "AMARES NA 1.ª GRANDE GUERRA". A data de abertura (22 de abril) coincidiu, simbolicamente, com o dia de embarque dos combatentes de Amares rumo a Flandres, frente europeia, na época. 

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Patente até ao dia 8 de maio na Galeria de Artes e Ofícios de Amares, na Praça do Comércio, em Ferreiros, a exposição retrata, através de 14 painéis, a história desses amarenses que combateram defendendo as cores da bandeira portuguesa e do concelho,o ambiente social, económico e político à época, individualizando alguns filhos da terra que tiveram mais destaque. 

Materiais de uso corrente, como máscaras e cantis, correspondência particular e condecorações são alguns dos elementos que podem ser vistos também nesta exposição e que pode ser visitada no horário de funcionamento da Galeria de Artes e Ofícios: às segundas, entre as 14h00 e as 18h00; às terças, quartas, quintas e sextas, entre as 9h00 e as 12h00, da parte da manhã, e as 14h00 e as 18h00, da parte da tarde e aos sábados entre as 10h00 e as 13h00.

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BRAGA REVELA TÚMULO DE S. MARCOS

‘Braga à Lupa’ revela túmulo de São Marcos. Quarta-feira, 26 de Abril, Igreja do Hospital de S. Marcos

O túmulo de São Marcos vai estar em destaque na próxima sessão do ‘Braga à Lupa’, que se realiza esta Quarta-feira, 26 de Abril, às 21h15, na Igreja de S. Marcos. Organizada pelo Município de Braga, o ‘Braga à Lupa’ é uma iniciativa integrada no programa ‘À Descoberta de Braga’ e desafia os Bracarenses a descobrir e a reflectir sobre um aspecto desconhecido e aliciante da Cidade.

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A sessão terá como convidados Eduardo Alves Duarte (Universidade de Lisboa) e Manuela Machado (Santa Casa da Misericórdia de Braga). As inscrições são limitadas, devendo ser feitas através do e-mail cultura@cm-braga.pt.

Há quem diga que é S. Marcos o evangelista. Há quem defenda ser S. João Marcos, discípulo de Cristo e evangelizador com S. Paulo e S. Barnabé, o mesmo que era proprietário da casa onde Cristo celebrou a Última Ceia e onde ocorreu o Pentecostes. Também se diz que os dois são a mesma pessoa. O certo é que existe em Braga, mais propriamente na igreja do Hospital, um túmulo cujos restos mortais são designados como sendo os de S. Marcos.

O túmulo terá sido lugar de grande veneração ao longo da Idade Média, tendo contribuído para o surgimento do topónimo ainda hoje subsistente naquele lugar. A última versão do túmulo é uma preciosa obra de arte, mandada fazer pelo Arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles em 1718, e sobre o qual subsistem uma série de questões.

MAFRA JÁ RECUPEROU O PALÁCIO DOS MARQUESES DE PONTE DE LIMA

Situado em Mafra, o Palácio dos Marqueses de Ponte de Lima é um edifício austero do século XVII, edificado pelo arquiteto régio Diogo Marques Lucas sobre as fundações do castelo gótico romano e o Paço Medieval outrora ali existente.

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O período de maior fulgor desta casa, onde avultava a biblioteca dos Marqueses, os salões de tetos apainelados e a capela, ornamentada por um retábulo realizado pelo escultor Machado de Castro foi a primeira metade do séc. XVIII.

Sempre que viajava para Mafra, nomeadamente para inspecionar as obras de construção do Palácio Nacional de Mafra, era no Palácio do Marquês de Ponte de Lima que o Rei D. João V. O escritor José Saramago faz referência ao local e a estas ocorrências no seu livro “Memorial do Convento”.

Ali ocorreram episódios importantes da nossa História como a “conspiração de Mafra” contra D. João VI; albergou o General Loison durante a ocupação francesa e serviu de hospital improvisado de prevenção contra a peste bubónica.

O Palácio do Marquês de Ponte de Lima inclui ainda a chamada “Cerca do Marquêz” que constitui actualmente o Parque Desportivo Ministro dos Santos e que possuia outrora uma área mais vasta que foi entretanto ocupada com a construção da ETAR e de vários estabelecimentos de ensino no local. A “Cerca do Marquêz” dispunha de uma extensa área de bosque que incluia ermitérios, estátuas, lagos, fontes e tanques, uma casa de fresco e duas capelas, cujo interior era ornamentado por retábulos saídos das mãos dos célebres escultores de Mafra.

A revista “O Anunciador das Feiras Novas” que se edita anualmente em Ponte de Lima, tem vindo a publicar uma série de artigos acerca dos marqueses de Ponte de Lima e do seu palácio em Mafra.

Fotos: Manuel Santos

 

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O FALAR DOS CANARINOS. UM DIALETO DO ESPANHOL MUITO APORTUGUESADO

I - O TEXTO E AS TRADUÇÕES

       Para findar a descrição geral da profunda influência portuguesa no povo canarino, com um exemplo mais aprofundado dos que foram expostos no artigo anterior intitulado: CANÁRIAS: UMA PROFUNDA INFLUÊNCIA PORTUGESA, publicado a terça-feira dia 28 de fevereiro de 2017, temos escolhido a  linguagem, pois sem dúvida, é onde se pode ver com mais clareza o efeito luso. O falar dos canarinos é um dialeto do espanhol de base andaluza e portuguesa, no que se refere à fonologia é muito influenciado pelo dialeto andaluz e, no que toca ao vocabulário, tem um grande aporte lexical da língua portuguesa. Neste artigo publicamos uma estória escrita primeiramente em dialeto canarino, a seguir a tradução em português com regionalismos e, finalmente,  a tradução em espanhol estandardizado da Península Ibérica, com o objeto de conseguir com a comparação do texto dialetal com as traduções, uma melhor apreciação da profunda influência portuguesa na cultura do povo canarino. No próximo artigo publicaremos a análise, fonológico, morfológico, semântico e etimológico do texto da estoria da minha autoria e a bibliografia.

 

       Diz Pedro Hernández Hernández em PSICOLOGIA E VIDA DO ATUAL HOMEM CANARINO, p. 504 da sétima edição (1999) do magnífico livro Natura y Cultura de las Islas Canarias “Natureza e Cultura das Ilhas Canárias”, que: «A pegada portuguesa perdura em muitos elementos culturais (edifícios, instrumentos, etc.), mas é no vocabulário canarino cheio de portuguesismos, onde melhor se pode compreender a influência de aquele país. São muitas as palavras referentes a instrumentos de trabalho, a questões agrícolas e pesqueiras. No aspeto humano o que mais nos chama a atenção é o conjunto de vocábulos referentes a espetos físcos: Petudo (jorobado), gago (tartamudo), cañoto (zurdo), jeito (movimento simples), engoruñarse (encogerse), escarrancharse (despatarrarse), lambuzarse (passar os lábios ou a língua por algo e também implica manchar-se), engajarse (atragantarse)... no aspeto afetivo destaca o vocábulo maguas que exprime o sentimento de amargura ante a imposibilidade de algo. Não saberíamos determinar a razão dessa influência portuguesa em tais aspetos. O que sim podemos dizer é que um povo, como o português, que chega introduzir termos de expressão corporal e afetiva em outro, como o canarino, é que a sua influência e tão importante, como para pensar que tem contribuído decisivamente na formação da essência íntima de esse povo canarino.». O autor destaca a negrito os portuguesismos do dialeto canarino e dentro de parênteses curvos põe o termo correspondente em espanhol estandardizado, assim temos: jorobado “corcunda”, cañoto “canhoto”, engoruñarseengrunhar-se (regionalismo) encolher-se”, escarrancharse “escarranchar-se”, lambuzarse “lambuzar-se” e engajarse “engasgar-se”.

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       Capa do livro: Natureza e Cultura das Ilhas Canárias, obra de vários autores com a coordenação de Pedro Hernández Hernández, que essencial para conhecer as Ilhas Afortunadas e o povo que as habita.

 

       Nós, como no blogue não é possível utilizar diferentes cores para indicar os portuguesismos, os canarismos, os guanchismos, os hispano-americanismos, os anglicismos e os galicismos, optamos por indicar os portuguesismos a negrito, sublinhar os canarismos, escrever os guanchismos em itálico, «pôr os hispano-americanismos entre aspas», (inserir os anglicimos dentro de parênteses curvos) e incluir /os galicismos dentro de barras/.

 

       Em seguida, transcrevemos o texto da pequena estória da minha autoria, onde se corrobora as palavras de Pedro Hernández Hernandez e, os leitores comprovarão, que da profunda influência portuguesa que temos e descrevemos, não falamos com excesso, é toda uma certeza.

 

EM DIALETO CANARINO

 

El día que cogimos las «papas»

 

       Las andoriñas volaron bajo aberruntando la semana morriñenta que tuvimos. Acabó la morriña cuando se vio el arco de la vieja y, después de cortar las ramas de las «papas», hoy peguemos a coger las (autodates), las (chineguas), las rosadas y las terrentas, yo espero que no estén aguachentas, no haigan muchas bichadas ni hallarlas desaboridas. Estaba preparando el almuerzo con mi hijo pequeño Rayco y como es desinquieto, le di /creyones/ y hojas para entretenerlo, pues cuando él está pintando no le da por reinar ni acaba amulado. Oí que me llamaban y tuve que ir para abrir la puerta del patio porque estaba cerrada con fechillo y empenada de la lluvia. Era mi prima Lala y comadre, porque es la madrina de Rayco, trajo un (táper) con beletén, una de sus cabras parió cuatro baifos, un balayo atestibado con naranjas de sus naranjeros, piñas de millo con frondosas fajinas y greñas y un bubango grande y cumplido, a su ahijado le dio un chupete, una chocolatina y un machango de los que ella hace, con la baña que tiene se escarranchó en el sillón fofo para darle a la taramela.

       -¡Parece que vienes jariada!-Insinué yo.

       -¡Me duelen los ñoños porque esta noche va a llover!-Manifestó ella.

       -¡En las verijas de alguna!- Consideré yo y ella sonrió.

       Entró mi hijo Zebenzui y mi prima como tiene el costumbre de golifiar, se expresó y preguntó como ella hace siempre.

       -¡Hola mi niño!, ¡Siempre te veo de relance!, ¡Qué alto estás y flaco como un cangallo!

       -¿Por qué vienes enguruñado que pareces un petudo?, ¿Qué te pasó en la pata que estás cojo?

       -¡Con el pelo cortado rente parece que estás enfermo!

       Zebenzui le respondió entodavía fañoso.

       - Fui de fogalera pa Tacoronte, como a las tantas de la noche no hay «guagua» y no tenía (moni) pa coger un taxi, vine a pata en manga camisa sin (pulóver), chamarra ni anorak, con el chubasco que se dio me enchumbé y con el pelete me tullí y pillé un resfriado. Al día siguiente fui de tenderete a la romería de Guamasa, onde (trinqué) vino y cogí una torta, con la tontura, no me di cuenta y pisé una bosta, antes del partigazo, intenté apoyarme y me di un jeito en la barriga de la pierna, llegué con el totizo al suelo, me hice un totufo y acabé embostado. ¡Estoy como si me hubiesen dado una jarca palos!

       -¡Ay, fuerte tolete estás! ¡Eso te pasa por novelero e irte de trulenque!- Opinó mi prima.

       -¡Fos! ¡A alguien le jieden los zapatos a mierda!-Expresé con repugnancia y rápidamente para evitar que mi hijo repondiera a la opinión de mi prima, porque ella siempre aprovecha para fincharlo, sabe que a él no le gusta que le digan nada.  

       -¡Yo tengo las lonas limpias! -Afirmó mi prima.

       -¡Son los míos! Es porque pisé una bosta cuando entré en el camino sin darme cuenta.-Explicó Zebenzui.

       -¡Pues estrenaste los chazos que te puso el zapatero en las botas!- Le dije sonriendo a mi hijo.

       Zebenzui vino a coger un fonil para llenar las garrafas de vino, en la huerta los que estaban apañando las «papas» no podían estar sin el (trinque) y ya se habían jilvanado dos garrafas, pero con el solajero les daba secura y tenían que matar la sede. Agarró el de plástico que estaba en el escanillo de la gaveta, porque el de chapa estaba ferrugiento y jurado. Le dije que no mesturara el vino que se vira y tapara bien el garrafón, que cogiera el rolón para las gallinas, la comida del cochino, pasara por el goro y vaciara el balde en la pileta hasta el fondaje, tuviera cuidado con el entullo de las obras y las liñas de la ropa, porque está tan espigado y es un espicho que igual ni las ve y se pega un chuchazo.

       Cuando Lala dijo que se iba, la convidé a yantar porque estaba esmagada, pero no quiso.

       -¡Échate una «papita», mujer y coge un fisco gofio de la bimba que está amasado con plátanos y «guarapo», para que no te quedes con la magua!- Le sugerí.

       -¿Qué hiciste de conduto? Me preguntó mi prima.

       -¡Tollos! Le respondí.

       Se comió un puñito gofio y una «papa» borralla con un cachito tollo, como el mojo colorado estaba picón, soltó un espirrido porque se irritó la garganta, se quemó los bezos y empezó a resoplar y abanarse con la mano, también estaba algo engajada, pensé que se iba a quedar callada, le ofrecí un tanganazo vino y no quiso, bebió agua de la talla y después de arrotar siguió alegando. De repente, le cayó un perenquén del techo encima los senos, se levantó y pegó a correr de un lado pa otro disparatada y sacudiéndose, se trompezó con una silla y del estampido que le dio a la repisa se fue de varetas, cayó al suelo el gánigo que me regaló mi hija Guacimara por el día de las madres y se hizo gofio.

       Al final, con el susto Lala salió como un foguete, vi que el chiquillo se estaba alongando por la ventana y creí que era para ver un folelé que estaba aposado en la tabaiba, pero cuando lo cogí todo rañoso y  lambuciado, volvió a alongarse y abrió la cañota, del matapiojos le saltó al jurabollos y dijo dulcemente:

       -¡Sarantontón, sarantontón, abre tus alitas y vete con Dios!-

       Oí el barullo del rancho que venía a comer, miré pal suelo y estaba todo sorroballado de chocolate, lleno de pelujas porque Rayco le arrancó los pelos al machango y lleno de cachitos de gánigo, papeles y /creyones/ por todos los lados, un patiñero.

 

       A seguir a tradução em português com regionalismos assinalados com asteriscos, porque nós gostamos de respeitar a imensa variedade dialetal da formosa língua portuguesa, para nós todas as variantes têm o mesmo valor que o português europeu e o português brasileiro. Diz-me como falas e dir-te-ei de onde és, a pátria do homem é a sua fala e a riqueza de uma língua é a sua diversidade. Obviamente, o canarino não é um dialeto da língua portuguesa, mas há pessoas que afirmam que é um dialeto misto, das duas línguas nacionais, oficiais ou principais da Península Ibérica, outros dizem que é um crioulo como o papiamento, nós declaramos com firmeza que é um dialeto do espanhol muito aportuguesado, porque utiliza uma grande quantidade de termos, expressões e algumas construções gramaticais da língua portuguesa, mas a sua estrutura é espanhola e vários dos empréstimos lusos incorporados no seu vocabulário foram espanholizados. Por esta razão, os lusitanismos da nossa fala que têm a sua origem em palavras portuguesas ou tomam outro significado no dialeto canarino que já nada tem a ver com as diferentes aceções de vocábulos de qualquer dialeto da língua portugesa, são substituídos na tradução pelos termos utilizados pelo dialeto padrão da língua portuguesa em Portugal. Os leitores não se devem preocupar, pois na análese do texto da estória que publicaremos no próximo artigo, cada lusismo terá o seu correspondente termo no dialeto padrão da língua portuguesa em Portugal e no espanhol estandardizado da Península Ibérica, por exemplo: talha* é um regionalismo usado em várias províncias portuguesas, mas o significado que lhe damos nas Ilhas Canárias corresponde mais com o de alcarraza no dialeto padrão do português europeu e no espanhol europeu estandardizado pelos meios de comunicação. Por último, na tradução os canarismos, guanchismos, «hipano-americanismos», (anglicismos), e /galicismos/ são traduzidos para o português quando há termo equivalente, no análese também serão analisadas estas palavras.

 

EM PORTUGUÊS COM REGIONALISMOS

 

O dia que apanhamos as «batatas»

 

       As andorinhas voaram baixo aberruntando* a semana morrinhenta que tivemos. Acabou a morrinha quando se viu o arco da velha e, despois de cortar as ramas das «batatas», hoje pegamos a apanhar as (atualizadas), as (Rei Eduardo), as cor-de-rosa e as terrentas, eu espero que não estejam aguacentas, não hajam muitas bichadas nem achá-las insípidas. Estava a preparar o almoço com o meu filho pequeno Rayco e como é desinquieto, di-lhe /craiões/ e folhas para o entreter, pois quando ele está a pintar não lhe dá por reinar* ou acabar amuado. Ouvi que me chamavan, tive de ir para abrir a porta do pátio porque estava fechada com fechinho y empenada pela chuva. Era a minha prima Candelária e comadre, porque é a madrinha de Rayco, ela trouxe um (tupperware) com colostro, uma da suas cabras pariu quatro cabritos, um balaio repleto com laranjas das suas laranjeiras, pinhas* de milho com frondosos folhelhos e barbas e um bogango* grande y comprido, ao seu afilhado deu-lhe um chupa-chupa, una barra de chocolate e um  boneco dos que ela faz, com a banha que ela tem se escarranchou na poltrona fofa para lhe dar à taramela.

       -Parece que tu vens cansada!-Insinuei eu.

       -Doem-me os dedos dos pés porque esta noite vai chover!-Manifestou ela.

       -Nas virilhas dalguma!- Considerei eu e ela sorriu.

       Entrou o meu filho Zebenzui e a minha prima como tem o costume de bisbilhotar, exprimiu-se e preguntou como ela faz sempre.

       -Olá o meu menino!, Sempre te vejo por acaso!, Que alto estás e magro como un cangallo!

       -Porque é que vens engrunhado* que pareces um corcunda?, O que foi o que te aconteceu na pata que estás coxo?

       -Com o cabelo curtado rente parece que estás doente!

       Zebenzui respondeu-lhe ainda fanhoso.

       -Fui de farra para Tacoronte, como às tantas da noite não há «autocarro» e não tinha (dinheiro) para apanhar um taxi, vim à pata* em mangas de camisa sem (suéter), blusão nem anoraque, com o chubasco que caiu me enchumbei e com o frio de rachar, fiquei tolhido e apanhei um resfriado. Ao dia seguinte fui de festa à romaria de Guamasa, onde (bebi) vinho e apanhei uma torta, com a tontura, não percebi e pisei uma bosta, antes da queda de costas, tencionei apoiar-me e produzi-me um jeito na barriga da perna, cheguei com o toutiço ao chão, fiz-me um galo e acabei cheio de bosta. Estou como se me tivesem dado uma tereia!

       -Oh, que grande tolo tu és! ¡Isso acontece-te por borguista e ir-te de borga!- Opinou a minha prima.

       -Fó*! ¡A alguem fedem-lhe os sapatos a merda!-Exprimi com repugnância e rápidamente para evitar que o meu filho respondera à opinião da minha prima, porque ela sempre aproveita para o incomodar, sabe que ele não gosta que lhe digam nada. 

       -Eu tenho as alpercatas limpas! -Afirmou a minha prima.

       -São os meus!, É porque pisei uma bosta quando entrei no caminho sem tomar conta.-Explicou Zebenzui.

       -Pois estreas-te os remendos que te pôs o sapateiro nas botas!- Disse-lhe sorrindo ao meu filho.

       Zebenzui veio apanhar um funil para encher as garrafas de vinho, na horta os que estavam a apanhar as «batatas» não podiam estar sem o (beber) e já se tinham bebido com rapidez duas garrafas, mas com a soalheira dava-lhes secura e tinham de matar a sede. Agarrou o de plástico que estava no escaninho da gaveta, porque o de folha estava ferrugento e furado. Disse-lhe que não misturara o vinho que se envinagra e tapara bem o garrafão, que apanhara o rolão para as galinhas, a comida do porco, passara pelo chiqueiro e esvaziara o balde na pia até a fundagem, tivese quidado com o entulho das obras e as linhas da roupa, porque está tão espigado e é um espicho que igual nem as ve e se dá un golpe com as linhas.

       Quando Candelária disse que se ia, convidei-a para almoçar porque estava esmagada, mas não quis.

       -Come-te uma «batatinha», mulher e apanha um bocadinho de gofio da bola que está amassado com bananas e «mel de palmeira canarina», para que não fiques com mágoa!- Sugeri-lhe.

       -¿Que fiseste de conduto? Preguntou-me a minha prima.

       -Tolhos! Respondi-lhe.

       Comeu-se um punhinho de gofio e uma «batata» borrallo com um bocado de tolho, como o molho vermelho estava picante, soltou um berro porque se irritou a garganta, quemou-se os beiços e começou a bufar e abanar-se com a mão, também estava algo engasgada, achei que ia ficar calada, ofereci-lhe um trago grande de vinho e não quis, bebeu água da talha* e depois de arrotar siguiu a falar. De repente, caiu-lhe uma osga do teto acima dos seios, levantou-se e pegou a correr de um lado para otro atrapalhada e sacudindo-se, tropeçou-se com uma cadeira e do golpe forte que lhe deu à prateleira caiu de bruços, caiu ao chão o gánigo que me regalou a minha filha Guacimara pelo dia da mãe e acabou feito cacos.

       Afinal, com o susto Candelária saiu como um foguete, vi que a criança estava a assomar-se à janela e achei que era para ver uma libélula que estava pousada na tabaiba, mas quando o apanhei tudo ranhoso*  e lambuzado, voltou a assomar-se à janela, abriu a canhota, do mata-piolhos saltou-lhe para o fura-bolos e disse docemente:

       -Joaninha, joaninha, abre as tuas asinhas e vai com Deus!-

       Ouvi o barulho do rancho que vinha almoçar, olhei para o chão e estava tudo besuntado de chocolate, cheio de pelugem porque Rayco arrancou os cabelos ao boneco e de cacos do gánigo, papeis e /craiões/ por todos os lados, um patinheiro*.

 

       Finalmente, a tradução em espanhol europeu estandardizado pelos meios de comunicação, que não é um dialeto padrão e normativo, porque no mundo hispanófono não existem, nem se corresponde com o castelhano. Espanhol e castelhano não são sinónimos, espanhol é a língua oficial dos países hispanofalantes, nos que se encontra Espanha e, castelhano é uma das suas variantes, o dialeto que se fala em Castela.

 

EM ESPAÑOL EUROPEU ESTANDARDIZADO

 

El día que cogimos las «patatas»

 

       Las golondrinas volaron bajo barruntando la semana lloviznosa que tuvimos. Acabó la llovizna cuando se vio el arcoíris y, después de cortar los tallos de las «patatas», hoy empezamos a coger las (actualizadas), las (Rey Eduardo), las rosadas y las terrosas, yo espero que no estén aguanosas, no hayan muchas llenas de bichos ni hallarlas desaboridas. Estaba preparando el almuerzo con mi hijo pequeño Rayco y como es inquieto, le di /crayones/ y hojas para entretenerlo, pues cuando él está pintando no le da por enfurecer ni acaba enfadado. Oí que me llamaban y tuve que ir para abrir la puerta del patio porque estaba cerrada con cerrojo y alabeada de la lluvia. Era mi prima Candelaria y comadre, porque es la madrina de Rayco, trajo un (tupperware) con calostro, una de sus cabras parió cuatro cabritos, un cesto de escasa altura repleto con naranjas de sus naranjos, mazorcas de maiz con frondosas farfollas y barbas y un calabacín canario grande y alargado, a su ahijado le dio un chupachús, una chocolatina y un muñeco de los que ella hace, con la barriga que tiene se despatarró en el sillón blando para darle a la lengua.

       -¡Parece que vienes cansada!-Insinué yo.

       -¡Me duelen los dedos de los pies porque esta noche va a llover!-Manifestó ella.

       -¡En las ingles de alguna!- Consideré yo y ella sonrió.

       Entró mi hijo Zebenzui y mi prima como tiene la costumbre de curiosear, se expresó y preguntó como ella hace siempre.

       -¡Hola chaval!, ¡Siempre te veo de casualidad!, ¡Qué alto estás y flaco como un enfermo!

       -¿Por qué vienes encogido que pareces un jorobado?, ¿Qué te pasó en la pierna que estás cojo?

       -¡Con el pelo cortado al ras parece que estás enfermo!

       Zebenzui le respondió todavía gangoso.

       - Fui de parranda para Tacoronte, como a las tantas de la noche no hay «autobús» y no tenía (dinero) para coger un taxi, vine a pie en mangas de camisa sin (suéter), chaqueta ni anorak, con el chaparrón que cayó me empapé y con el frío intenso me pasmé y pillé un resfriado. Al día siguiente fui de fiesta a la romería de Guamasa, donde (bebí) vino y cogí una borrachera, con el desvanecimiento, no me di cuenta y pisé una boñiga, antes del costalazo, intenté apoyarme y me hice un esguince en la pantorrilla, llegué con la nuca al suelo, me hice un chichón y acabé emboñigado. ¡Estoy como si me hubiesen dado una paliza!

       -¡Ay, tremendo torpe estás! ¡Eso te pasa por juerguista e irte de jarana!- Opinó mi prima.

       -¡Qué asco! ¡A alguien le hieden los zapatos a mierda!-Expresé con repugnancia y rápidamente para evitar que mi hijo respondiera a la opinión de mi prima, porque ella siempre aprovecha para molestarlo, sabe que a él no le gusta que le digan nada. 

       -¡Yo tengo las alpargatas limpias! -Afirmó mi prima.

       -¡Son los míos! Es porque pisé una boñiga cuando entré en el camino sin darme cuenta.-Explicó Zebenzui.

       -¡Pues estrenaste los parches que te puso el zapatero en las botas!- Le dije sonriendo a mi hijo.

       Zebenzui vino a coger un embudo para llenar las garrafas de vino, en la huerta los que estaban recogiendo las «patatas» no podían estar sin el (beber) y ya se habían bebido con rapidez dos garrafas, pero con la soleada les daba sequedad y tenían que saciar la sed. Cogió el de plástico que estaba en la casilla del cajón, porque el metálico estaba oxidado y agujereado. Le dije que no mezclara el vino que se avinagra y tapara bien la garrafa grande, que cogiera la harina de millo para las gallinas, la comida del cerdo, pasara por el chiquero y vaciara el cubo en la pila hasta el fondo, tuviera cuidado con el escombro de las obras y las cuerdas de la ropa, porque está tan alto y es un flacucho que igual ni las ve y se pega un latigazo.

       Cuando Candelaria dijo que se iba, la invité a almorzar porque estaba hambrienta, pero no quiso.

       -¡Cómete una «patatita», mujer y coge un poco de gofio de la pella que está amasado con plátanos y «miel de palma», para que no te quedes con el desconsuelo!- Le sugerí.

       -¿Qué hiciste de acompañamiento? Me preguntó mi prima.

       -¡Tollos! Le respondí.

       Se comió un puñito de gofio y una «patata» rescoldo con un trocito de tollo, como la salsa roja estaba picante, soltó un berrido porque se irritó la garganta, se quemó los labios y empezó a resoplar y abanicarse con la mano, también estaba algo atragantada, pensé que se iba a quedar callada, le ofrecí un trago grande de vino y no quiso, bebió agua de la alcarraza y después de eructar siguió hablando. De repente, le cayó una salamanquesa del techo encima de los senos, se levantó y empezó a correr de un lado para el otro trastornada y sacudiéndose, se tropezó con una silla y del golpe fuerte que le dio a la repisa cayó de bruces y tiró al suelo el gánigo que me regaló mi hija Guacimara por el día de las madres que acabó hecho añicos.

       Al final, con el susto Candelaria salió como una flecha, vi que el niño se estaba asomando por la ventana y creí que era para ver una libélula que estaba posada en la tabaiba, pero cuando lo cogí todo sucio y pringado, volvió a asomarse y abrió la zurda, del pulgar le saltó al índice y dijo dulcemente:

       -¡Mariquita, mariquita, abre tus alitas y vete con Dios!-

       Oí el alboroto de la familia que venía a almorzar, miré para el suelo y estaba todo restregado de chocolate, lleno de pelusas porque Rayco le arrancó los pelos al muñeco y lleno de trocitos del gánigo, papeles y /crayones/ por todos los lados, un piso sucio.

 

Jesús Acosta

 

ACGEIA

CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS DE VIANA DO CASTELO EVOCA EMBARQUE DOS COMBATENTES VIANENSES NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

Evocação do embarque dos combatentes vianenses participantes na I Guerra Mundial

No próximo dia 15 de Abril (sábado), no Largo da Estação do Caminho de Ferro de Viana do Castelo, às 15.00 horas, tem lugar uma evocação do embarque dos soldados que combateram na Primeira Guerra Mundial, realizado no dia 15 de Abril de 1917.

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A evocação incluirá, entre outros momentos, a leitura de excertos das memórias do soldado Francisco Freire, residente na Areosa, conhecido por "o vinte e cinco", onde descreve a sua partida naquele dia. Há cem anos, este jovem Soldado Sapador partiu, acompanhado por outros compatriotas, da gare de Viana do Castelo para ingressar no Corpo Expedicionário Português. Francisco Freire, nascido em 1890, esteve presente no cenário europeu da guerra, nomeadamente na Batalha de La Lys, em 1918.

A evocação contará ainda com a participação do Coro da Academia Sénior do Centro de Estudos Regionais.

Esta singela homenagem aos soldados que participaram no primeiro conflito mundial é uma iniciativa do Centro de Estudos Regionais, contando com a colaboração de várias entidades e instituições locais, nomeadamente do Grupo Etnográfico de Areosa.

DEVOLUÇÃO DE OLIVENÇA A PORTUGAL ESTÁ NA ORDEM DO DIA!

A reclamação por parte de Espanha do território britânico de Gibraltar veio abrir uma janela de oportunidade que o Estado Português deve aproveitar para, de forma diplomática, exigir do país vizinho o cumprimento do seu compromisso assumido no Congresso de Viena realizado em 1815, obrigando-se a devolver a Portugal o território de Olivença e, desse modo, resolver de uma vez por todas o litígio fronteiriço que se mantém há mais de dois séculos.

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Com efeito, a decisão de saída da União Europeia por parte do Reino Unido – o nosso mais antigo aliado! – veio reavivar a Espanha a antiga esperança de obter a soberania sobre o território de Gibraltar, vulgarmente designado por “Rochedo”. Isto, apesar de em 1713, aquando da celebração do Tratado de Utrech, ter a Espanha cedido à Inglaterra “…a total propriedade da cidade e castelo de Gibraltar, junto com o porto, fortificações e fortes (…) para sempre, sem qualquer excepção ou impedimento”, como forma de parte de pagamento da Guerra da Sucessão Espanhola no âmbito de um sistema de compensações acordado como forma de Filipe de Anjou ser aceite pelos países beligerantes como rei de Espanha.

Ao contrário do que se verifica com Gibraltar que é pela Organização das Nações Unidas reconhecida como uma colónia e, como tal, é devido aos seus habitantes o direito à autodeterminação, Olivença constitui territorialmente parte integrante de Portugal, consagrado na alínea 1 do Artigo 5º da Constituição da República Portuguesa, o qual reza: “Portugal abrange o território historicamente definido no continente europeu e os arquipélagos dos Açores e da Madeira”.

O Tratado de Alcanizes celebrado em 1297 por D. Dinis. Rei de Portugal, com os soberanos dos reinos de Leão e Castela estabeleceu Olivença como parte integrante de Portugal. Em 1801, o Tratado de Badajoz que nem sequer contemplava a anexação da localidade de Vila Real por esta fazer parte do termo de Juromenha e não de Olivença, foi denunciado por Portugal por Espanha não ter cumprido a sua parte do acordo em virtude de ter invadido o nosso país, contrariando as disposições do Tratado. Por tudo isto e muito mais, a Espanha não possui a menor legitimidade para manter a ocupação do território de Olivença, município de Tálega incluído.

Com uma área de 430,1 quilómetros quadrados – correspondendo aproximadamente ao triplo das áreas dos concelhos de Lisboa e Porto no seu conjunto – Olivença é reclamada pelo Estado Português, o que justifica o facto de não ter sido até ao momento delimitada a fronteira desde a confluência da Ribeira do Caia com o rio Guadiana até à confluência da Ribeira dos Cuncos com o rio Guadiana.

À semelhança de Portugal em virtude da sua localização estratégica como porta de entrada para o continente, Gibraltar possui elevado interesse para o Reino Unido também como garantia de passagem par o Mar Mediterrâneo. Não foi em vão que em 1940, a Alemanha nazi chegou a planear a ocupação militar de Gibraltar (Operação Félix) e, com o apoio do exército espanhol, a invasão militar de Portugal (Operação Isabella) por parte de três divisões alemãs, tendo por objectivo principal o ataque aos portos de Lisboa e Setúbal a fim de impedir a sua utilização por parte das forças inglesas. Uma cumplicidade, aliás, que nos remete a memória para o Tratado de Fontainebleau de 1807, estabecido em segredo entre França e Espanha e que definiu a ocupação e partilha de Portugal.

A questão agora levantada pelo país vizinho, a pretexto da saída do Reino Unido da União Europeia, com a exigência da entrega de Gibraltar, vem desencadear um efeito de dominó relativamente ao status quo de vários territórios sob domínio de Espanha, a saber Ceuta e Melila, as Canárias e, por maioria de razão, o território de Olivença, de jure parte integrante de Portugal. A reclamação do Estado Português em relação a Olivença é legítima e, do Minho aos Açores, deve unir todos os portugueses – patriotas! – independentemente dos seus credos religiosos ou convicções partidária. Respeitemos os direitos dos seus habitantes independentemente das suas origens e a dualidade cultural que caracteriza o seu território com vista a uma transição civilizada da sua soberania, mas não abdiquemos da justiça que por direito é devida a Portugal!

Carlos Gomes

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BARCELOS EVOCA JOSÉ LIBERATO FREIRE DE CARVALHO

“José Liberato - Vida e Obra” na Biblioteca Municipal de Barcelos

Uma exposição documental e biográfica intitulada “José Liberato - Vida e Obra” está patente ao público no átrio da Biblioteca Municipal de Barcelos, de 5 a 29 de abril.

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A exposição conta com 14 painéis coloridos, de 100 X 80 cm e por cerca de uma vintena de livros antigos (da época). Os painéis contêm textos e imagens, descrevendo os aspetos mais relevantes da vida de José Liberato e da sua ação em Portugal e no exílio, bem como as referências às suas obras, constituindo um relato importante de uma época fundamental na nossa história, desde a difusão dos primeiros ecos da Revolução Francesa, à Guerra Peninsular, passando pela Revolução de 1820, as Guerras Liberais, o Setembrismo, etc.

A exposição é da responsabilidade da "Comissão Liberato", cuja missão é divulgar, em Coimbra, e no país, a sua vida e a sua importante obra. Entre outras atividades desta "Comissão Liberato", salienta-se a reedição de obra traduzida, atribuição de toponímia na cidade de Coimbra, restauro do jazigo de Liberato no cemitério dos Prazeres, edição de uma medalha e de um selo comemorativos e artigos de divulgação na imprensa local José Liberato Freire de Carvalho nasceu em Monte São, situado na freguesia de S. Martinho do Bispo, nos arredores de Coimbra, em 20 de julho de 1772 e acabou por falecer em Lisboa, em 31 de março de 1855. Pertenceu à Ordem dos Cónegos Regrantes da Santa Cruz, enquanto frade, depois foi um jornalista e intelectual de relevo e um dos políticos portugueses mais marcantes do século XIX. Exerceu as funções de deputado às Cortes e de redator do jornal oficial, a “Gazeta de Lisboa”. Foi um dos editores dos jornais da emigração liberal portuguesa em Londres e autor de uma extensa obra sobre a história política de Portugal e da Europa. Foi membro da Maçonaria e, em 1804, foi eleito Grande Orador do Grande Oriente Lusitano.

VALENÇA RECRIA ENTRADA TRIUNFAL DE JESUS EM JERUSALÉM

Recriação Histórica da Páscoa em Valença. Entrada Triunfal de Jesus na Fortaleza

A Fortaleza de Valença recebe a recriação histórica “Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém”, domingo 9 de abril, às 15h30, com mais de 200 figurantes, no âmbito das celebrações da Semana Santa.

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A representação alusiva ao Domingo de Ramos, com cinco quadros retrata a chegada do Messias à cidade de Jerusalém onde foi aclamado e depois crucificado. Mais de 100 figurantes do Grupo de Teatro São Paulo dos Passionistas de Barroselas e das paroquias do concelho darão corpo à recriação.

A recriação começa na Capela Militar do Bom Jesus e constará de cinco momentos que decorrerão, também, no Campo de Marte, na Praça da República, na Rua da Oliveira, junto às Portas Afonsinas e terminará no largo da Igreja Matriz de Santa Maria dos Anjos.

A recriação histórica estará a cargo do Grupo de Teatro São Paulo dos Passionistas de Barroselas, numa organização da Câmara Municipal, Arciprestado de Valença e colaboração da Santa Casa da Misericórdia de Valença, dos Escuteiros de Valença e da Guarda Nacional Republicana.

FAMALICÃO REQUALIFICA ADRO DA IGREJA DE S. MIGUEL DE SEIDE

Requalificação do adro da igreja de Seide S. Miguel dignifica conjunto camiliano envolvente. Paulo Cunha dedicou tarde de domingo a uma visita à União das Freguesias de Seide

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, dedicou a tarde, deste domingo, a uma visita de trabalho à União das Freguesias de Seide S. Miguel e Seide S. Paio. A jornada embelezada pelo calor da Primavera ficou também marcada pelo calor humano, tendo juntado mais de uma centena de pessoas. O autarca começou por inaugurar as obras de reabilitação do adro da igreja paroquial de Seide S. Miguel, que vieram valorizar o conjunto camiliano envolvente.

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“Com esta intervenção, valorizamos e dignificamos este conjunto camiliano da autoria do mestre Siza Vieira, constituído pelo Centro de Estudos Camilianos, a Junta de Freguesia e o Largo envolvente, e ainda pela Casa Museu do romancista”, assinalou Paulo Cunha, acrescentando que este centro “ficou mais harmonioso e com maior qualidade”.

De resto, para “este centro é um exemplo daquilo que queremos para o concelho, queremos criar condições para que as pessoas gostem dos espaços onde vivem e para que tenham uma centralidade em cada uma das  suas comunidades”.

Esta obra resultou de “uma grande entreajuda local, com contactos com as instituições e com a comunidade”, destacou, referindo que “é esta união de esforços que nos permite ir mais longe”.

Visivelmente satisfeito com a obra, Paulo Cunha salientou a “vontade de, em colaboração com a Junta de Freguesia, continuarmos a trabalhar por esta comunidade. É uma comunidade bem servida, mas sabemos que ainda há muito a fazer”, sublinhou.

Depois da inauguração das obras que tiveram um investimento de cerca de oito mil euros, Paulo Cunha visitou um  “castelo” de madeira, fruto do projeto de empreendedorismo das crianças do Jardim de Infância. Participou ainda na apresentação pública do novo autocarro da freguesia. E foi à boleia do autocarro que percorreu a Avenida Nova, em Seide S. Paio, que está a ser alvo de uma intervenção de requalificação.

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MUNICÍPIO FAMALICENSE EDITA ESTUDO SOBRE OS PARTIDOS POLÍTICOS EM FAMALICÃO DURANTE A I REPÚBLICA

Obra da autoria de Amadeu Gonçalves é trabalho de filigrana sobre a história local famalicense

“Um importante contributo para a história de um concelho, cujo presente merece que a sua memória se avive, que merece que os seus antepassados façam parte não apenas do seu presente, mas também do seu futuro, porque, mesmo nas suas divergências, foram, em geral, mais altruístas que egoístas, combateram mais pelo futuro do concelho do que pelo seu; e este desiderato só o perseguem as mais nobres e exemplares aspirações”. Em resumo, é este um dos grandes méritos do livro “Os Partidos Políticos e a I República: o caso de Vila Nova de Famalicão”, de Amadeu Gonçalves, que foi lançado na sexta-feira, dia 31 de março, no Museu Bernardino Machado.

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As palavras de Norberto Cunha, coordenador científico do Museu Bernardino Machado, que apresentou a obra, deixam bem claro a importância do “verdadeiro trabalho de filigrana que Amadeu Gonçalves teve para preencher os vazios e juntar as pontas da história local” sobre a mundividência partidária que existiu em Vila Nova de Famalicão no período em que surgiu a primeira Comissão Municipal do Partido Republicano Português, evidenciando-se as marcas que os debates ideológicos e as cisões que marcaram a nível nacional a Monarquia e a I República deixaram na organização partidária municipal.

O Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, marcou presença na cerimónia e reforçou a importância da obra pelo contributo que dá “a um maior conhecimento da história política local, fortalecendo também uma maior compreensão das estruturas partidárias à luz dos nossos dias”.

O edil justifica assim a edição da obra assumida pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão acreditando que “desta forma, estamos também a incentivar as gerações atuais para que aprofundem o conhecimento e o estudo da história da sua terra, visando a criação de uma verdadeira consciência cívica e de uma forte autonomia municipal”.

A obra pode ser adquirida no Museu Bernardino Machado e consultada na rede municipal de bibliotecas públicas de Vila Nova de Famalicão.

PONTE DA BARCA HOMENAGEIA FERNÃO DE MAGALHÃES

Dish Mob Ponte da Barca homenageou Fernão de Magalhães

O Navegador natural de Ponte da Barca foi o mote para a realização do encontro deste ano, que vai já na sua quarta edição

O movimento cívico Dish Mob Ponte da Barca organizou no passado Sábado, em Ponte da Barca, um jantar/debate de homenagem ao grande navegador Fernão de Magalhães. O Presidente da Câmara, António Vassalo Abreu e a Professora e responsável local do movimentoDish Mob, Irene Dantas, foram os oradores principais do evento, apresentado por Jorge Oliveira, do Dish Mob Portugal. Estiveram presentes 45 pessoas das mais diversas regiões, incluindo uma cidadã do Senegal.

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“A ligação, directa ou indirecta, de Fernão de Magalhães à vila de Ponte da Barca, é inegável. É aqui que surge o tronco da família Magalhães, estando o nome ligado à antiga Torre existente na freguesia de Paço Vedro de Magalhães. O navegador era descendente dosMagalhães e usava também as armas destes no seu brasão”, afirmou a Prof. Irene, a qual rematou ‘a viagem de circum-navegação, que infelizmente o navegador Fernão de Magalhães não conseguiu terminar, é considerada a grande odisseia do século XVI e a sua mensagem universalista é um marco e um orgulho para a humanidade’.

O Presidente da Câmara de Ponte da Barca referiu na sua intervenção que “é inquestionável que Fernão de Magalhães nasceu em Ponte da Barca e que daqui saiu para o mundo, lembrando que “conjuntamente com a questão da naturalidade, assume especial relevância a recente aprovação da integração da Ponte da Barca, na Rede Mundial de Cidades Magalhânicas, para a atracão ao concelho de fluxos turísticos, tanto mais que aquela associação está a preparar a candidatura da Rota de Magalhães a Património Mundial Imaterial da UNESCO, processo que se espera concluído em 2019. Vassalo Abreu lembrou, ainda, que ‘também o historiador Amândio Barros, investigador da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e vencedor de vários prémios devido aos seus estudos sobre os Descobrimentos, é um dos defensores da naturalidade barquense do navegador’.

Para Jorge Oliveira, um dos 4 organizadores do Dish Mob, ‘O evento foi um sucesso! Mais do que uma agradável lição de história sobre a viagem de circum-navegação ao globo de 1519 até 1522 e a ligação à Ponte da Barca do seu organizador, mais do que um bom jantar à moda minhota e mais do que uma amostra real da capacidade empreendedora da região, fica para o futuro, uma aliança cívica de estreita colaboração, entre cidadãos, autarquia e academias, em prol do desenvolvimento e divulgação do empreendedorismo, da cultura e da gastronomia, deste pulmão do Parque Nacional da Peneda Gerês – declarado Reserva da Biosfera pela UNESCO. Uma nota final de agradecimento a todos os participantes e o registo da elevada participação da Universidade do Minho no evento, através do Presidente da Escola de Economia e Gestão, vários professores e actuais e antigos alunos.’

Sobre o Dish Mob:

O Dish Mob Ponte da Barca surgiu em 2014, no seguimento de outros grupos do mesmo género (Braga, Vila Verde, Porto, Viana do Castelo), sendo um movimento cívico sem fins lucrativos, que pretende promover, através do debate e ações de divulgação, o empreendedorismo, a inovação, a solidariedade, a cultura e arte, a criatividade, o networking, as empresas e os produtos e serviços regionais e nacionais.

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PÓVOA DE LANHOSO EVOCA D. TERESA

Castelo de Lanhoso apresenta “Teresa, mãe de Portugal”

"Teresa, mãe de Portugal" do escultor vimaranense Dinis Ribeiro é como se designa a exposição que está patente no exterior e no núcleo museológico do Castelo de Lanhoso, desde o passado sábado, dia 25 de março.

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O Vereador da Cultura e Turismo da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues, esteve na abertura desta mostra, assim como o Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Gaia e Curador da exposição, Delfim Sousa, e o Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Guimarães, José Bastos. André Rodrigues salientou a importância das parcerias na valorização do Castelo de Lanhoso. “Esta mostra pretende conjugar o bom exemplar de monumento, que é o Castelo de Lanhoso, com a elevada qualidade da obra de Dinis Ribeiro. A nossa forma de trabalhar no município é essa, ou seja, é a de criar parcerias e de fortalecermos ambos os aspetos. Essa mesma parceria funciona muito bem e tanto o Castelo como a exposição vão sair valorizados”, considerou este responsável.

Recorde-se ainda que o ex libris da Póvoa de Lanhoso tem sido palco frequente de manifestações artísticas e culturais, como forma de o divulgar e de o dinamizar. “Espero que voltem ao Castelo, porque tentamos diversificar em termos de conteúdo. Nós tentamos mudar, diferenciar, e é assim que queremos aumentar o número de visitantes como já temos vindo a aumentar até agora”, salientou ainda o Vereador.

Esta mostra é composta por três núcleos, um interior e dois exteriores, sendo de destacar aquele que é composto por guerreiros que, voltados para a Vila da Póvoa de Lanhoso, protegem, o Castelo.

Na inauguração da exposição de escultura de Dinis Ribeiro esteve ainda representada D. Teresa, em resultado de uma parceria entre o Castelo de Lanhoso, os Serviços Educativos da Biblioteca Infantil e o Theatro Club.

Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, é o rosto de uma governação firme e inteligente, consolidando e ampliando as linhas de fronteira do Condado Portucalense. As suas relações pessoais, frias e calculistas, e as alianças meticulosamente planeadas, fizeram desta mulher uma personagem fundamental na História de Portugal.

Esta mostra fica patente por tempo indeterminado, prevendo-se que possa ficar até ao final do Verão.

Castelo de Lanhoso

Aberto de quarta a domingo 

10h00 às 12h30 e 14h30-17h30

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AMADEU GONÇALVES PUBLICA LIVRO SOBRE OS PARTIDOS POLÍTICOS OS PARTIDOS POLÍTICOS EM FAMALICÃO DURANTE A I REPÚBLICA

Obra da autoria de Amadeu Gonçalves é lançada esta sexta-feira à noite no Museu Bernardino Machado

A mundividência partidária que existiu em Vila Nova de Famalicão no período em que surgiu a primeira Comissão Municipal do Partido Republicano Português é o tema em análise no livro “Os Partidos Políticos e a I República: o caso de Vila Nova de Famalicão”, que vai ser lançado esta sexta-feira, dia 31 de março, pelas 21h30, no Museu Bernardino Machado.

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A obra, da autoria do famalicense Amadeu Gonçalves, evidencia as marcas que os debates ideológicos e as cisões que marcaram a nível nacional a Monarquia e a I República deixaram na organização partidária municipal.

“As comissões municipais do Partido Republicano Português em Famalicão, para além das cisões locais e nacionais (estas últimas com reflexo municipal), passaram por alguns momentos de crise de identidade. Desde logo com a organização concelhia dos monárquicos - uma mescla de dissidentes republicanos, conservadores e católicos - com o sidonismo, ou com outras organizações políticas municipais, como foi o caso da União Operária Famalicense, em 1911”, adianta Amadeu Gonçalves.  

No prefácio do livro, o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, explica que “a edição deste importante estudo vem contribuir para um maior conhecimento da história política local, fortalecendo também uma maior compreensão das estruturas partidárias à luz dos nossos dias”.

O edil acredita ainda que “desta forma, o Município de Vila Nova de Famalicão está também a incentivar as gerações atuais para que aprofundem o conhecimento e o estudo da história da sua terra, visando a criação de uma verdadeira consciência cívica e de uma forte autonomia municipal”.

Refira-se ainda que para além do lançamento da obra, a sessão desta sexta-feira à noite ficará também marcada pela inauguração de uma exposição com o mesmo nome, que ficará patente no Museu Bernardino Machado até ao dia 7 de maio.

DANIEL BASTOS APRESENTA EM BRUXELAS LIVRO DEDICADO À EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

No passado dia 24 de março (sexta-feira), foi apresentado na capital da Europa o livro Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.

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Da esquerda para a direita, o historiador Daniel Bastos, a socióloga Maria Beatriz Rocha-Trindade, o embaixador António Alves Machado, o fotógrafo Gérald Bloncourt e o editor Joaquim Pinto da Silva

 

A obra, concebida pelo historiador minhoto Daniel Bastos a partir do espólio do conhecido fotógrafo que imortalizou a gesta da emigração lusitana para França nos anos 60 e 70, foi apresentada na Embaixada de Portugal em Bruxelas, numa sessão que encheu a Sala Damião de Goes, e que esteve a cargo do editor da Orfeu, Joaquim Pinto da Silva, e da socióloga das migrações Maria Beatriz Rocha – Trindade.

O livro traduzido para português e francês pelo docente Paulo Teixeira, com posfácio da petite portugaise Conceição Tina, e prefaciado pelo reputado pensador Eduardo Lourenço, reúne memórias, testemunhos e mais de centena e meia de fotografias originais da maior importância para a história portuguesa do último meio século. 

No decurso da sessão, que contou com a presença do consagrado fotógrafo, e vários representantes da comunidade e diplomacia portuguesa na capital da Europa, como o Embaixador de Portugal na Bélgica, António Vasco Alves Machado, e a coordenadora da rede de ensino na Bélgica, Carina Gaspar, todos foram unânimes em considerar que as fotografias de Gérald Bloncourt retratam um período marcante da história da emigração portuguesa. Segundo Daniel Bastos, a edição do espólio fotográfico de Gérald Bloncourt constitui “um justo reconhecimento aos protagonistas anónimos da história portuguesa que lutaram aquém e além-fronteiras pelo direito a uma vida melhor e à liberdade”.

Refira-se que a sessão de apresentação incluiu uma prova de vinho de Porto, um produto emblemático da cultura portuguesa, promovida pela De Wijn Fontein Bvba – A Fonte do Vinho, uma empresa portuguesa sediada na Bélgica que se dedica à distribuição de produtos nacionais.

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MUNICÍPIO DE BRAGA ENTREGA PRÉMIO DE HISTÓRIA LOCAL DR. MANUEL MONTEIRO

No Dia Nacional dos Centros Históricos

O Município de Braga entrega na próxima Terça-feira, 28 de Março, Dia Nacional dos Centros Históricos, o Prémio de História Local Dr. Manuel Monteiro a José Carlos Gonçalves Peixoto, numa cerimónia pública que terá lugar no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Minho, pelas 17h00.

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Fomentar o interesse dos investigadores pela história de Braga e honrar a memória de um ilustre escritor, arqueólogo, etnólogo, magistrado, diplomata e crítico de arte Bracarense são os principais objectivos do Prémio de História Local Dr. Manuel Monteiro, instituído pelo Município de Braga. O Bracarense José Carlos Gonçalves Peixoto com a obra “Memórias do Couto de Tibães” é o galardoado da primeira edição.

O júri, constituído por Maria do Carmo Franco Ribeiro, Miguel Sopas Bandeira e Armando Malheiro da Silva, atribuiu ainda três menções honrosas para os trabalhos “A vivência da Morte e a Salvação da Alma na Braga Setecentista” de Norberto Ferraz, “Entre a Clausura e o século: O recolhimento de Santo António do Campo da Vinha sob a administração da Misericórdia de Braga (séculos XVII-XVIII)” de Manuela Machado, e à obra “Os focos que nos desunem” da autoria conjunta de Joaquim Martins e José Soares.

Recorde-se que o valor do prémio é de 2.500 euros, ao qual acresce a publicação da obra vencedora. Por sua vez, os trabalhos distinguidos com menção honrosa terão reservada a possibilidade de publicação na Revista Bracara Augusta.

A I edição deste prémio bienal, que contou com treze trabalhos a concurso, destinava-se a cidadãos de nacionalidade portuguesa, maiores de idade, residentes ou não na área do Município de Braga. As temáticas a apresentar deveriam ser de teor historiográfico relativos a Braga – a nível administrativo, antropológico, patrimonial, político, económico, cultural, artístico, religioso ou outros.

PONTE DE LIMA REALIZA COLÓQUIO SOBRE AS “MEMÓRIAS E TRABALHOS DA VIDA DE NORTON DE MATOS”

Auditório Municipal de Ponte de Lima – 25 de Março

No âmbito das comemorações dos 150 anos do aniversário do General Norton de Matos, o Município de Ponte de Lima realiza no próximo sábado, 25 de março, um colóquio intitulado “Memórias e trabalhos da vida de Norton de Matos”.

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A iniciativa, que conta com a inestimável colaboração da Casa Norton de Matos e do Prof. Doutor Armando Malheiro da Silva, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tem já confirmada a presença de conceituados investigadores que se dedicaram ao estudo do General Norton de Matos designadamente a Profª. Doutora Heloísa Paulo (Centro de Investigação de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra), a Profª. Doutora Maria Manuel Afonso da Fonte (Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa), o Prof. Doutor Sérgio Neto (Centro de Investigação de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra) e a Profª Doutora Helena Pinto Janeiro (Instituto de História Contemporânea, da FCSH da Universidade Nova de Lisboa).

O colóquio vai realizar-se no Auditório Municipal. Para mais informações contacte o Arquivo Municipal de Ponte de Lima, através do seguinte email: arquivo@cm-pontedelima.pt.

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PÓVOA DE LANHOSO ENTREGA CERTIFICADOS DA ESCAVAÇÃO ARQUEOLÓGICA DA VILLA ROMANA DE VIA COVA

O Vereador da Cultura e Turismo da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues, e o Presidente da Junta de Freguesia de Lanhoso, António Machado, entregaram os certificados de participação referentes aos trabalhos arqueológicos das ruínas da villa romana de Via Cova, em Lanhoso, na sede da Junta de Freguesia de Lanhoso.

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Esta intervenção arqueológica, que contou com 25 participantes em regime de voluntariado, além de ter posto a descoberto uma parte das ruínas romanas, foi o alicerçar das raízes para o desenvolvimento do espírito colaborativo, de interajuda e sentido de responsabilidade de cada participante, incutindo, desta forma, valores que permanecem para a vida.

“O Municipio deve muito ao trabalho destes voluntários, que tanto contribuíram para dignificar ainda mais o nosso património histórico. Já no próximo mês realizaremos uma nova intervenção, que só será concluída com sucesso com a ajuda dos voluntários”, salienta o Vereador da Cultura e Turismo, André Rodrigues.

No final da cerimónia, no passado dia 4 de março, o Vereador da Cultura e Turismo voltou a desafiar os presentes para participarem na próxima intervenção arqueológica, que terá como objetivo, estudar e valorizar três monumentos pertencentes à necrópole megalítica do Planalto da Pena Província, na Serra do Carvalho, que se realizará no próximo período de interrupção letiva, de 5 a 18 de abril de 2017.

Brevemente, serão disponibilizadas mais informações sobre a intervenção arqueológica dos três monumentos megalíticos.

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A GALIZA: A NACIONALIDADE HISTÓRICA QUE MADRID DESCONSTRÓI

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Por José Manuel Barbosa

Em 1916 nascem as Irmandades da Fala, primeira organização político-cultural da Galiza que definem e reconhecem o País como Nação e como “Célula de Universalidade”. Posteriormente o movimento galeguista com o seu árduo labor político e cultural conseguem para a Galiza o reconhecimento pela Sociedade de Nações, antecessora da ONU, da sua condição de Nação em 16-18 de setembro de 1933 em Berna. O político galego Plácido Castro achegou informação e documentação ao Congresso de Nacionalidades Europeias para que este organismo dependente da SdN considerasse a existência duma Nação no noroeste da península Ibérica manifestada num vida coletiva com umas caraterísticas distintivas e originais que a identificam historicamente e no presente como tal. O CNE reconheceu e determinou seguindo a legislação que adequação a direito era plena o que manifestava o direito a uma administração nacional própria e ao seu livre desenvolvimento como Nação com direito a ser assim reconhecida internacionalmente. Foi com isso que a Galiza é reconhecida legalmente como Nacionalidade em épocas contemporâneas por uma organização de reconhecido prestígio e autoridade internacional com o direito a dispor da sua vida e do seu futuro.

 

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Guerreiro galaico

 

Poucos anos depois, em 1936, a Galiza vota por maioria de 99’24% de votos afirmativos contra o 0’76% de votos negativos e um 0’98 de votos nulos o seu primeiro Estatuto de Autonomia após ser-lhe negada a sua condição de Reino em 1833. O total de galegos com direito a voto em junho de 1936 foi de 1.343.135 dos quais votaram 1.000.963 e um total de 993.351 manifestaram a sua vontade de auto-governo materializado por meio dum Estatuto com competências em matérias legislativas, judiciárias, económicas com uma fazenda própria com capacidade impositiva e para arrecadar tributos, reconhecimento do seu direito histórico e dum governo com capacidade executiva. Infelizmente um mês depois, o golpe de Estado do General Franco aborta toda tentativa autonomista e de reconhecimento dum auto-governo para a Galiza. Esta “Longa Noite de Pedra” em palavras do poeta Celso Emílio Ferreiro dura até 1975, ano em que morre o ditador e se começa novamente a elaboração dum novo Estatuto. O segundo. Este foi elaborado e votado em dezembro de 1980 entrando em vigor em abril de 1981.

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Cozido

 

No segundo Estatuto acrescentam-se as competências reconhecidas em 1936 para além de lhe serem reconhecida a condição de Nacionalidade no seu artigo primeiro:

  1. Galiza, nacionalidade histórica, constitui-se em Comunidade Autónoma para aceder ao seu autogoverno, de conformidade coa Constituição Espanhola e com o presente Estatuto, que é a sua norma institucional básica.

Isto posiciona à Galiza num contexto ótimo para ser reconhecida internacionalmente com todas as dignidades. Se a isto acrescentamos que o Reino da Espanha está incluído dentro do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos os quais fazem parte do Sistema dos Direitos Humanos da atual Organização das Nações Unidas (ONU) no qual se reconhece no seu artigo primeiro o seguinte:

PRIMEIRA PARTE

Artigo 1.º

  1. Todos os povos têm o direito a dispor deles mesmos. Em virtude deste direito, ELES DETERMINAM LIVREMENTE O SEU ESTATUTO POLÍTICO E DEDICAM-SE LIVREMENTE AO SEU DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO, SOCIAL E CULTURAL.
  2. Para atingir os seus fins, todos os povos podem dispor livremente das suas riquezas e dos seus recursos naturais, sem prejuízo de quaisquer obrigações que decorrem da cooperação económica internacional, fundada sobre o princípio do interesse mútuo e do direito internacional. Em nenhum caso pode um povo ser privado dos seus meios de subsistência.
  3. Os Estados Partes no presente Pacto, incluindo aqueles que têm a responsabilidade de administrar territórios não autónomos e territórios sob tutela, são chamados a promover a realização do direito dos povos a disporem de si mesmos e a respeitar esse direito, conforme às disposições da Carta das Nações Unidas.

Igualmente no Pacto internacional de Direitos económicos, sociais e culturais aprovados pela Assembleia Geral da ONU em 1966 no seu artigo 1.1 diz (1):

Artigo 1.1

PARTE I

Artigo 1º

  • 1. Todos os povos têm o direito à autodeterminação. Em virtude desse direito, determinam livremente seu estatuto político e asseguram livremente seu desenvolvimento económico, social e cultural
  • 3. Os Estados Membros no presente Pacto, inclusive aqueles que tenham a responsabilidade de administrar territórios não autónomos e territórios sob tutela, deverão promover o exercício do direito à autodeterminação e respeitar esse direito, em conformidade com as disposições da Carta das Nações Unidas.

Por outra parte a Constituição espanhola no seu Capítulo II: Sobre os tratados Internacionais diz (2):

CAPÍTULO III. DE LOS TRATADOS INTERNACIONALES.

Artículo 93.

Mediante Ley orgánica se podrá autorizar la celebración de Tratados por los que se atribuya a una organización o institución internacional el ejercicio de competencias derivadas de la Constitución. Corresponde a las Cortes Generales o al Gobierno, según los casos, la garantía del cumplimiento de estos Tratados y de las resoluciones emanadas de los organismos internacionales o supranacionales titulares de la cesión.

Artículo 94.

  1. La prestación del consentimiento del Estado para obligarse por medio de Tratados o convenios requerirá la previa autorización de las Cortes Generales, en los siguientes casos:
  2. Tratados de carácter político.

b.Tratados o convenios de carácter militar.

c.Tratados o convenios que afecten a la integridad territorial del Estado o a los derechos y deberes fundamentales establecidos en el Titulo primero.

d.Tratados o convenios que impliquen obligaciones financieras para la Hacienda Pública.

e.Tratados o convenios que supongan modificación o derogación de alguna Ley o exijan medidas legislativas para su ejecución.

  1. El Congreso y el Senado serán inmediatamente informados de la conclusión de los restantes Tratados o convenios.

Artículo 96.1. Los tratados internacionales válidamente celebrados, una vez publicados oficialmente en España, FORMARÁN PARTE DEL ORDENAMIENTO INTERNO. SUS DISPOSICIONES SÓLO PODRÁN SER DEROGADAS, MODIFICADAS O SUSPENDIDAS EN LA FORMA PREVISTA EN LOS PROPRIOS TRATADOS O DE ACUERDO CON LAS NORMAS GENERALES DEL DERECHO INTERNACIONAL.

Conclusão:

1- A Espanha está na ONU e aceita o ordenamento jurídico internacional.

2- A Espanha assinou o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos incluído dentro do Sistema dos Direitos Humanos da ONU. A Espanha assinou igualmente o Pacto internacional de Direitos económicos, sociais e culturais. Ambos tratados entraram em vigor em 19 de Dezembro de 1966.

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Trasno-Mitologia Galego-Portuguesa

 

3- A Constituição espanhola garante que a legislação internacional, nomeadamente a emanada da ONU à qual pertence de pleno direito, faz parte do seu ordenamento jurídico e portanto RECONHECE INDIRETAMENTE no seu artigo 96 o direito de AUTODETERMINAÇÃO dos povos ao serem estes tratados anteriormente citados (Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos e Pacto internacional de Direitos económicos, sociais e culturais) parte da legislação internacional à qual se vincula o Reino da Espanha, só podendo renunciar a ela derrogando-a, modificando-a ou suspendendo-a nas formas previstas pelos próprios tratados ou de acordo com as normas internacionais.

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Mazzini

 

4- Se a Galiza (ou quaisquer outros territórios do Reino da Espanha) optar por exercer o seu direito de autodeterminação estaria de acordo com a legislação internacional que a Espanha aceita. Se o Estado ao que à Galiza pertence optasse por impedir, limitar ou obstaculizar esse direito, seria o Reino da Espanha o que estaria fazendo incumprimento a sua própria legislação e a legislação internacional dentro da qual se incluiu voluntariamente quando aceitou e assinou toda a legalidade emanada da ONU à qual pertence desde.

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Meia Verdade

 

5- Se quaisquer outro Estado manifestar o seu apoio ao proceder do Reino da Espanha no que diz respeito a este assunto, estaria igualmente contrariando à legalidade internacional, sobre tudo se este Estado tiver assinado igualmente os mesmos tratados dos que falamos

(1) http://www.oas.org/dil/port/1966%20Pacto%20Internacional%20sobre%20Direitos%20Civis%20e%20Pol%C3%ADticos.pdf (2) https://www.boe.es/legislacion/documentos/ConstitucionCASTELLANO.pdf

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Paisagem Granítica 

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Fichte

VIZELA COMEMORA RESTAURAÇÃO DO CONCELHO

Ministro do Ambiente preside comemorações do 19.º aniversário do Município de Vizela

O Ministro do Ambiente, Eng.º João Pedro Matos Fernandes, irá presidir às comemorações do 19.º aniversário do Município de Vizela, no próximo dia 19 de março.

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As comemorações terão início pelas 10.00h, com a missa solene na igreja de S. Miguel.

A receção aos convidados no edifício sede do Município terá lugar às 11.00h, seguindo-se a sessão solene comemorativa do 19 de março no auditório Luís Lopes Guimarães, às 11.30h, a qual será presidida pelo Ministro do Ambiente.

Na sessão solene terão lugar as condecorações, aprovadas em reunião de Câmara, a saber:

- Rádio Vizela - atribuição da Medalha de Mérito Municipal grau prata;

- Dra. Maria do Resgate Salta - atribuição da Medalha de Mérito Municipal grau prata;

- Padre Adelino Rosas - atribuição da Medalha de Mérito Municipal grau prata.

GALIZA E PORTUGAL: CABEÇA E CORAÇÃO DUM SER ÚNICO

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Por José Manuel Barbosa

A definição de Nação tem dado muitas páginas nos livros de teoria política e mesmo nos livros de antropologia. É por isso por que há duas formas de perceber a ideia de Nação: a política que nos descobre um conceito de Nação próximo a ideia de Estado, daí a noção de Estado-Nação e vinculada à vontade; e a cultural, que nos leva a Nação constituída por um conjunto de pessoas com uma língua, uma tradição, uns usos culturais e hábitos psicológicos comuns, uns costumes manifestados na forma de perceber a vida tanto no laboral como no festivo, nas crenças ou na herança e numa história que une aos seus nacionais num determinado território reconhecido como próprio. Estas duas formas de perceber o que é uma Nação podemos identificá-las como da escola francesa, a primeira, e a escola alemã a segunda. Na primeira é a vontade dos indivíduos de construir a Nação que se comprometem numas instituições comuns que regulam a sua convivência. Esta vontade surge da sua livre eleição à hora de se constituírem ou bem pela sua separação duma entidade estatal já existente enquanto a segunda é o conceito de Nação objetiva baseada numa realidade viva localizada acima dos indivíduos e das vontades cuja identidade está sustentada em traços externos herdados duns antepassados comuns. Dessa realidade não é possível evadir-se por meio da vontade.

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Delegação galega

 

Se tomamos a primeira como referência, diremos que Portugal é uma Nação porque a vontade fez que fosse independente da Galiza medieval, porque os portugueses assim o quiseram durante mais de oitocentos anos desde a sua independência levada a cabo por Afonso Henriques. Da mesma maneira, a Galiza faria parte duma entidade político-administrativa superior denominada Reino da Espanha e à qual adere por inércia histórica.

Mas se tivermos em conta o segundo conceito, a Galiza e Portugal fariam parte duma mesma Naçao segundo os critérios de Fichte. Segundo eles tanto galegos como portugueses participam de uma série de elementos identitários comuns que os unem por cima de quaisquer diferenças políticas ou individuais. Podemos dar-lhe um repasse:

* A Língua

A identidade da língua, considerada como uma única língua comum a galegos e portugueses pode vir identificada tanto do ponto de vista estritamente linguística como do ponto de vista político.

Se for a linguística a que determinasse a unidade da língua não teríamos ninguém que acreditasse na existência de duas línguas no ocidente peninsular ibérica. Tudo o que for identificado como diferença seria localizado como uma variação dialetal e/ou regional. Galegos e portugueses temos uma mesma língua sem qualquer dúvida e não há cientista que tenha a categoria para o negar. Rodrigues Lapa, Eugen Coseriu, Carolina Michäelis de Vasconcelos, Joan Coromines e todos os grandes vultos da filologia e da linguística reconheceram a realidade duma e única língua galega em origem e mas conhecida internacionalmente com o nome de português.

Há quem pense que nas últimas décadas a vontade dos galegos e das suas instituições é a de reconhecer a sua variante como uma língua “irmá pero diferente” da portuguesa mas essa vontade surge da necessidade de Madrid de desidentificar e separar ambas as variantes para favorecer a assimilação do chamado galego dentro do castelhano como um patois ou crioulo que pela sua debilidade e falta de prestígio não possa concorrer com a língua de imposição. E como já vimos que a vontade não é uma forma de conceber a Nação cultural mas o Estado-Nação, não devemos considerá-la. Ainda assim é de reconhecer que mesmo alguns dos personagens políticos mais importantes da separação linguística galego-portuguesa como o próprio Manuel Fraga Iribarne, Presidente da Galiza entre 1990 e 2005 reconheciam e falavam duma língua comum:

“É um encontro a que nos chama a pertença geográfica a um mesmo espaço físico, a herança cultural de uma língua comum e um património cultural multissecular,….” (Fraga Iribarne: 1991)

A pesar disto ser assim, o velho político franquista dizia o mesmo pelas mesmas épocas mas para um público diferente:

“É un encontro a que nos chama a pertenza xeográfica a un mesmo espazo físico, a herdanza cultural de línguas com raices comuns e un património cultural multisecular,...” (Fraga Iribarne: 1992)

A dia de hoje, o próprio e atual Presidente da “Xunta de Galicia” Alberto Nuñez Feijóo/Alberte Nunes Feijó manifesta o mesmo critério de unidade linguística galego-portuguesa nas Tv espanholas uma vez o movimento reintegracionista tem a suficiente força social como para pôr as cousas no seu lugar (1)

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Irmandades da Fala

 

* Hábitos psicológicos e forma de perceber a vida

Quando de um galego se diz que numa escada não se sabe se é que sobe ou é que baixa, é um castelhano que o diz. Um galego sempre sabe se sobre ou se baixa mas um castelhano desde fora nunca é que o sabe. Isto não tem maior transcendência se não fosse que a indefinição é um elemento identificativo de galegos mas também de portugueses; a ambiguidade, a diplomacia, a forma de dizer as cousas indiretas, as meias verdades, a “retranca”, esse humor no que nunca se diz o que se quer destacar mas que sempre fica evidente para as mentes inteligentes nada abundantes no centro peninsular… É aquela história na que uma pessoa lhe faz uma pergunta comprometida ao galego e este responde:

“Por uma parte, tu já vês, por outra….que queres que che diga mas o certo é que… quem sabe?”

Falamos igualmente do acordo e do trasacordo, essas variações de rumo que aplicamos quando a necessidade o requer perante uma decisão que temos de tomar mas que não temos toda a segurança. É o um “se por acaso...”, “Se calhar...”, “Nunca se sabe...”. Os nossos refrões fazem-nos visualizar essa caraterística psicológica:

“Deus é bom e o demo não é mau”

“Porque a Deus apreces, o demo não desprezes”

Mas sobre todos os elementos do nosso carater comum está a saudade, cantada por poetas e descrita por filósofos. É uma forma de perceber a vida galega e portuguesa por excelência mas que inclui uma visao da vida romântica, lírica, poética e profundamente artística. Por isso é que a poesia lírica medieval faz parte da nossa identidade mais profunda.

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Plácido Castro

 

* As crenças, as tradições, usos culturais e costumes

Com certeza que se falo da submissão ao sobrenatural, à religiosidade profunda manifestada num conceito do transcendente que ultrapassa os sentidos e a razao, estou a falar da forma de ser dos portugueses. Mas também falo dos galegos que na sua festa da sua virgem, da sua santa ou santo, da sua romaria ao seu santuário, da festa da sua aldeia na que celebramos que esta divindade pré-cristão transformada em tal ou qual virgem nos faz comer a todos em família ou em comunidade. É a comida na que há que comer basicamente porco ou vitela como forma de manifestar a alegria comum.

Em Castela e em Andaluzia têm por costume beber vinho e bailar mas não não bebemos nem bailamos enquanto não tenhamos a barriga cheia. Só isso, prémio ao nosso trabalho do dia-a-dia, é o que nos põe contentes perante os demais: comer, e comer comida forte, hipo-calórica, poderosa, que mantém corpos que devem ser fortes porque historicamente é a terra a quem lhe devemos o esforço para que ela nos dê frutos. Para além disso, as filhós, as rabanadas ou torradas, os roscões ou pães de ló, as sopas de cavalo cansado, os cozidos, o polvo, o caldo, todo tipo de enchidos, presuntos, broas, pães de centeio, papas, etc…são as formas dos nossos alimentos que reconhecemos em ambas as beiras da raia…

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Reconhecimento de Plácido Castro da Galiza como Nação

 

Por outra parte, a cultura histórica também vincula com as crenças de galegos e portugueses de hoje. Somos a terra do granito que suportou antas, mamoas, pedras escritas, montes sagrados onde habitam ainda hoje as divindades esquecidas que um dia estavam nas nossas vidas e hoje dormem até que decidam acordar. Mouros, princesas com pés de cabra, cobras que acabam sendo princesas, seres feéricos de todo tipo e tamanho, seres mitológicos que vivem nos contos infantis mas também nas nossas vidas quotidianas, o não varrer para fora, o arco-íris que é o arco-da-velha porque a velha é a Terra que nos deu vida e é a matriz de todo, as nossas festas que cobrem todo o panorama festivo céltico: Magusto/Samhain, festa dos mortos onde estes vêm comer à nossas mesas, Ciclo de Natal/Solstício de inverno, quando celebramos o nascimento da luz; Carnaval e Candelária/Imbolc quando casam os passarinhos mas também crítica ao poder; Máias ou Máios/Beltaine quando com lume queimamos o boneco verde e chega o verão; São João/Solstício de verão quando celebramos o triunfo da luz por meio do fogo purificador….. As bruxas e meigas, o Além, a morte, os que veem o futuro, Todo isso e muito mais somos os galegos e os portugueses e não nos reconhecemos como unidade porque desde há bem poucos anos o direito ao ensino faz que sejam os Estados-Nação os que transmitam a cultura e a educação mas essa não é natural mas artificial qual comida de lata ou hambúrguer de McDonals. Esse direito não é o mau, que é um direito, mas é o Estado que desrespeita os povos e as suas raízes o que não é o adequado para nos transmitir os conhecimentos do passado. Aos galegos dizem-nos que somos espanhóis que traduzido à linguagem madrilena é como dizer que somos castelhanos e portanto temos uma visão distorcida de nós próprios; aos portugueses diz-se que os galegos são mais uns espanhóis que falam castelhano e portanto uns maus irmãos não escolhidos mas não uns amigos que podemos escolher…. A distorção acrescenta-se aos olhos dos outros nós-próprios. E por isso chegamos à conclusão de que já não somos o mesmo povo, mas dous povos de costas viradas cujos problemas não devemos nem queremos partilhar.

* Um território comum

Sobre o espaço comum que partilhamos sabemos que a nossa cultura nasceu no País do granito, nas terras rochosas do noroeste, terras verdes de prados e florestas onde o chamado Maciço Galaico-Duriente se apresenta como uma continuação do Cordal Cantábrico. É na Serra do Aire onde estas terras célticas deixas lugar às terras do sul estremenho, alentejano e algarvio que por tradição humana está mais vinculada ao mundo sulista do que ao mundo galaico nortenho mas que a história quis que se cristianizassem e se galaiquizassem. É o Portugal sulista que embora conservar um ar e uma tradição meridional e andaluzi o seu espírito é plenamente português. Mas isto é uma visão que temos de hoje porque em épocas anteriores ao Islão peninsular essas terras eram as que viram nascer o Vaso Campaniforme, o que viu nascer o megalitismo que tanta identidade nos dá aos galegos. Foram aliás, as terras da expansão sueva cujo Reino foi conhecido e reconhecido como o primeiro “Gallaeciense Regnum”. Todo isto conforma essa faixa marítima ocidental que vai dar a esse mar imenso e promissor chamado Atlântico, o Mar da Atlântida, o qual lhe deu viabilidade a Portugal

como Nação e ajudou na expansão da nossa língua e da nossa cultura. Castelão, o nosso grande Daniel Castelão, disse uma vez no seu Sempre em Galiza, que Portugal encheu o mundo de nomes galegos….e assim foi, com certeza, ou pelo menos assim o vemos muitos galegos. E é esse mar o que dá tamanho de País grande a Portugal cujo espaço terrestre é um, mas o seu espaço marítimo sempre foi muito mais.

À Galiza esse mar também lhe deu expansão mas não territorial embora sim económica. É o mar das nossas riquezas e das nossas belezas, de ondas selvagens e de profundezas misteriosas que converteu à Galiza quando aqui se podia pescar, na terceira grande potência pesqueira do mundo. É o mar da Galiza marinheira, tão importante para a nossa realidade identitária como pode ser para Portugal.

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* Uma História comum

Neste tema já há pouca discrepância. Desde que os galaicos entram na História, os portugueses entram como galaicos num princípio, embora os lusitanos existam como uma prolongação dos primeiros ou vice-versa. Se considerarmos que o Portugal de hoje é um Estado galaico, e não lusitano por ter sido do norte galaico donde partiu a origem do país, a língua, a estrutura e organização territorial, a legalidade e todo o demais, teremos que partilhamos historicamente tudo: a Kalláikia celtica, a Gallaecia pré-romana, o Reino da Galiza medieval mal identificado e mal chamado de Reino de Astúrias, a continuação do Reino da Galiza também mal identificado e mal chamado de Reino de Leão… tudo, até que nasceu o conceito de Nação que se diz defendeu o nacionalismo francês e também Giuseppe Mazzini mas que já no século XII Afonso Henriques se viu na obriga de exercer para defender o seu direito a governar o seu novo Reino, assim reconhecido pelo Papa. Nasceu Portugal dum retalho da Galiza e nasceu como um ato de vontade política mas não como uma diferenciação étnica. Tal é assim que Agostinho da Silva, ideólogo da Lusofonia disse que “os portugueses são uns galegos aperfeiçoados”. Se é assim é que os galegos somos uns portugueses distorcidos por Castela mas não deixamos de ser mais uns portugueses descarrilados que precisamos nos encontrarmos com o resto da nossa gente para nos vermos onde devemos estar: juntos.

Poderíamos continuar narrando e debulhando esta nossa realidade comum, mas veja o leitor que se fizermos pormenorizadamente este trabalho de identificação galaico-portuguesa não chegaria um simples artigo para falarmos do tema. Um livro completo falando de cada um dos pormenores aqui narrados seria muito interessante e muito laborioso mas completamente útil para o nosso reconhecimento e a boa fé que totalmente certeiro na nossa auto-identificação não como dous povos mas como um só.

Como pode comprovar o leitor, a nossa vontade não é tanto narrar esta realidade assumida e conhecida por toda mente bem pensante quanto comunicar a necessidade de nos implicarmos no ser comum. Nao pode haver português que ignore a Galiza, a sua realidade e a sua problemática como também não pode haver galego que ignore a de Portugal.

Bibliografia:

Fraga Iribarne, M: A Galiza e Portugal no Marco Europeu. Ed. Xunta de Galiza. 1991. Pag. 7 Tirado da Comunicao de Manuel Fraga Iribarne à Academia da História de Portugal com motivo da sua receçao como Académico de Mérito. Lisboa 25 de Janeiro de 1991

Fraga Iribarne, M: Jornal do Arco Atlântico. 23 de Outubro de 1992. nº 1 Página 3

(1) https://www.youtube.com/watch?v=XN2byTJHfV4

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FORAL DE PONTE DE LIMA TEM EDIÇÃO EM BRAILLE

Município de Ponte de Lima lança “Foral de D. Teresa” em Braille

No âmbito das comemorações do Dia de Ponte de Lima – assinalado a 4 de março último – o Município lançou uma edição em Braille da Carta de Foral outorgada pela Rainha D. Teresa em 1125. O documento, cuja versão é da autoria de Augusto Viana, coordenador do Ensino Especial no Agrupamento de Escolas de Ponte de Lima, pretende ser mais um passo nas políticas de inclusão social do Município com vista à diminuição das diferenças existentes no acesso à informação.

A obra “Foral de D. Teresa: Ponte de Lima, 4 de março 1125” – agora disponível em Braille – foi apresentada na Escola Secundária de Ponte de Lima, volvidos 892 anos sobre a outorga do documento à vila.

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GUIMARÃES HOMENAGEIA RAUL BRANDÃO

LARGO DE DONÃES ETERNIZA AUTOR DE “HÚMUS”

Guimarães homenageia Raul Brandão com jardim no Centro Histórico dedicado ao escritor

Uma semana repleta de eventos convocou a cidade e o concelho. Vimaranenses celebraram vida e obra de um romancista que escolheu Guimarães como sua casa.

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A inauguração do Jardim Rauliano no novo Largo de Donães, onde os canteiros apresentam agora referências a obras de Raul Brandão, com realce para o simbolismo das árvores e da natureza na literatura e vida do autor de “Húmus”, é a homenagem efetuada pela Câmara Municipal de Guimarães ao romancista que viveu em Nespereira e que passa a ter no Centro Histórico a memória da comemoração do 150º aniversário do seu nascimento.

A cerimónia, que contou com leitura de poemas de Herberto Hélder e intervenções musicais por jovens do concelho, decorreu este domingo, 12 de março, no encerramento da primeira edição do Festival Literário de Guimarães, justamente no dia em que Raul Brandão nasceu. «O balanço é muito positivo! Cumpriu-se o objetivo e Raul Brandão saiu à rua, nas escolas, no teatro, em conferências, nas conversas e leituras encenadas, nos desenhos e em fotos», pormenorizou Adelina Paula Pinto, Vereadora do Município de Guimarães.

Ao longo de uma semana, de 08 a 12 de março, o concelho foi palco de várias atividades e espetáculos dedicados à vida e obra de Raul Brandão. Todo o teatro do autor foi apresentado numa festa que envolveu 13 Grupos de Teatro de Amadores do concelho, os finalistas da Licenciatura em Teatro da Universidade do Minho e os alunos das Oficinas do Teatro Oficina, reunindo mais de 150 atores e atrizes. Pela primeira vez, (quase) toda a família teatral de Guimarães esteve com o seu público para conhecer, discutir, representar e ver o teatro completo de Brandão.

«Guimarães conseguiu deitar o Húmus à terra e fez acontecer um festival que ganhou já dimensão no país, com reportagens em todos os jornais e televisões», refere a Vereadora responsável pela coordenação da Biblioteca Municipal Raul Brandão, cujas instalações foram inauguradas há 25 anos. Por aqui passaram conversas com autores e músicos, concursos, lançamentos literários, entre outras atividades, numa programação que abrangeu públicos de todas as idades.

O festival encerrou este domingo com um dia igualmente preenchido. O passeio “Ler a Cidade”, em que o escritor Miguel Real desafiou o público a viajar acompanhado da história da cidade, mostrou a descoberta dos recantos de Guimarães pela voz de um ficcionista apaixonado pela História. De tarde, na Biblioteca, falou-se sobre “Raul Brandão e a Imprensa”, com Nuno Costa Santos, Rui Tavares e Pedro Vieira, realizando-se em seguida a entrega de prémios aos vencedores do concurso “#RBCool” e uma conversa com a fadista Aldina Duarte, fã confessa de “Húmus”, de Raul Brandão.

POETA ANTÓNIO FEIJÓ MORREU HÁ CEM ANOS!

Município de Ponte de Lima assinala centenário do poeta António Feijó

O Município de Ponte de Lima vai assinalar o primeiro centenário da morte do poeta-diplomata António Feijó (1917-2017) com um programa comemorativo que promete envolver a comunidade ponte-limense em torno da homenagem à personalidade mais elevada da literatura local.

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 Para o efeito estão calendarizados diversos eventos a dinamizar ao longo do ano, de que se destacam uma exposição de tributo na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, um ciclo de conferências dedicado ao autor, um Sarau de Poesia, a publicação de um livro e um concurso de pintura, escultura, desenho e cerâmica – intitulado “Retratos de Feijó” – cujas inscrições abriram no passado dia 01 de março e decorrem até 31 de maio.

Pelo segundo ano consecutivo, o Município de Ponte de Lima promove nova edição do Grande Prémio de Poesia António Feijó para distinção da melhor obra literária editada em 2016.

Associe-se às comemorações dos 100 anos da morte do poeta maior de Ponte de Lima e consulte o programa alargado a disponibilizar em breve.

PONTE DE LIMA COMEMORA ATRIBUIÇÃO DO FORAL POR D. TERESA EM 1125

Festa e Tradição: Ponte de Lima Celebrou a Entrega do Foral por D. Teresa a Ponte de Lima, no ano de 1125

Exposição, Concertos filarmónicos, Encontro Concelhio de Bombos, Desfile da tradição, a apresentação do livro “P´ra Que Viva Ponte de Lima! Terra de Tradições”, da autoria de Amândio Amorim de Sousa Vieira e a inauguração de um novo espaço de cariz museológico foram os principais momentos das celebrações do Dia de Ponte de Lima, que se realizaram no passado fim-de-semana.

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Na Sessão Solene do Dia de Ponte de Lima, o Presidente da Câmara Municipal, Eng.º Victor Mendes, destacou o Poder local, considerando que “..Contribuiu como nenhuma outra instituição para o desenvolvimento e para o combate às assimetrias existentes até então, reforçou as preocupações com as pessoas naquilo que hoje podemos considerar o maior ato de cidadania do Portugal democrático. Por isso, não posso esquecer a tão debatida questão da descentralização no sentido de uma maior autonomia do Poder Local, a qual nunca será uma realidade enquanto se mantiver a excessiva dependência orçamental que origina as dificuldades financeiras com que os Municípios se debatem.”

No último ano do atual mandato, o autarca fez um balanço enunciando os vetores fundamentais delineados para Ponte de Lima, nomeadamente “a educação, a ação social e o apoio ao empreendedorismo e à criação de emprego são vetores fundamentais no projeto que temos delineado para Ponte de Lima.”

4 de Março – Dia de Ponte de Lima contou com a presença do Ministro Adjunto Eduardo Cabrita, convidado de honra para presidir à inauguração oficial do CIT – Centro de Interpretação do Território, junto aos jardins do Arnado. Vocacionado para a informação, a aprendizagem e a promoção do património natural, cultural, social, histórico e dos recursos endógenos, integra e consolida a Rede de Museus de Ponte de Lima, de uma forma concertada e articulada. O investimento total deste projeto foi de 159.123,16€, tendo sido cofinanciado em 85% pelo Programa Norte 2020.

O CIT – Centro de Interpretação do Território mostra-nos seis grandes temáticas: o trabalho da terra, a produção de linho e a importância do seu resultado na vida da comunidade, o pão, sua produção e enquadramento social, a produção do vinho, o trabalho com os animais na agricultura, sistemas de atrelagem e a relação animal/homem, o pastoreio e a vida nas montanhas. Estes temas abrangem a vida da comunidade minhota, não só na perspetiva económica mas em particular nas suas múltiplas diversidades culturais.

O Ministro-adjunto, Eduardo Cabrita, afirmou que “Ponte de Lima é conhecida pela salvaguarda do património histórico”. Neste contexto, o Governante referiu que “o património deve ser visto como fator de desenvolvimento, e os valores tradicionais devem ser vistos como uma alavanca para o futuro.”

As celebrações do Dia de Ponte de Lima terminaram no domingo com a apresentação do livro “P’ra Que Viva Ponte de Lima! Terra de Tradições”, da autoria de Amândio Amorim de Sousa Vieira, uma obra que se debruça sobre a etnografia e o folclore concelhios. A cerimónia realizou-se no Auditório Municipal e contou com a presença das agremiações de folclore do Concelho.

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PONTE DE LIMA EVOCA LEGADO DE GANDHI

Legado universal de Gandhi em destaque no Cinema História, na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

Mohandas Gandhi – referência incontornável na luta pacífica pela libertação da Índia – é a figura evocada na edição de março do Cinema História – rubrica mensal de pendor lúdico-didático dinamizada pelo Município de Ponte de Lima através da Biblioteca Municipal.

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Volvidos 87 anos sobre a Marcha do Sal – caminhada de 400 km em protesto ordeiro, mas incisivo, contra as regras monopolistas do Império Britânico que restringia o processo de extração aos senhores coloniais – apresentamos a visão cinematográfica de Richard Attenborough que capta, com veracidade, os principais momentos da vida de Gandhi, inspiradores de gerações vindouras e de carismáticos líderes políticos como Martin Luther King e Nelson Mandela.

Com Ben Kingsley no principal papel, “Gandhi” – filme que arrebatou oito Óscares da Academia – passa em revista os anos de Mahatma – “a grande alma” – na África do Sul e a sua resiliente missão de restauração da soberania indiana sustentada na tolerância, no princípio irrefutável da não-violência e nos movimentos de resistência pacífica e de não cooperação.

Como tem sido habitual, a Biblioteca Municipal de Ponte de Lima (BMPL) disponibiliza um livreto com a biografia de Gandhi para complemento informativo e factual do filme de Richard Attenborough disponível para exibição ou empréstimo domiciliário.

Para os utilizadores interessados em aprofundar o legado universal e humanitário de Mahatma Gandhi, sugerimos a leitura adicional de “A sabedoria de Gandhi”, com introdução de Richard Attenborough, de “Gandhi”, de Louis Fischer, e de “Mahatma Gandhi”, de Susmita Arp – títulos passíveis de leitura e/ou requisição na Sala de Adultos da BMPL.

NAVIO-HOSPITAL GIL EANNES: MEMÓRIA VIVA DA ASSISTÊNCIA À PESCA DO BACALHAU

O Navio-Hospital Gil Eannes foi construído nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo em 1955 tendo como missão, apoiar a frota bacalhoeira nos mares da Terra Nova e Gronelândia.

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Embora a sua principal função fosse prestar assistência hospitalar a todos os pescadores e tripulantes, o Gil Eannes foi também navio capitania, navio correio, navio rebocador e quebra-gelos, garantindo abastecimento de mantimentos, redes, isco e combustível aos navios da pesca do bacalhau.

A partir de 1963 passou a fazer viagens de comércio como navio frigorífico e de passageiros, entre as campanhas de pesca, realizando a sua última viagem de assistência à frota bacalhoeira em 1973, ano em que efetuou uma viagem diplomática ao Brasil como embaixada flutuante de Portugal, nas receções oferecidas pelo então embaixador Prof. José Hermano Saraiva.

Depois de estar parado durante 18 meses, em 1975 iniciou novamente atividade como navio comercial (frigorífico) fazendo cargas regulares de bacalhau seco da Noruega para Lisboa, ao serviço da Comissão Reguladora do Comércio do Bacalhau. Ainda, nesse mesmo ano, foi requisitado pelo Governo Português para participar na independência de Angola, como navio hospital.

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Após a chegada de Angola foi novamente armado para efetuar viagens comerciais, tendo navegado pela Noruega, Canadá, Nova Inglaterra, África do Sul, República dos Camarões e Espanha. Entre estas viagens fez algumas paragens para manutenção nos estaleiros de Viana do Castelo e Aveiro.

Terminada a sua atividade em 1984, andou de cais em cais do porto de Lisboa até ser vendido a um sucateiro para abate em 1997, quando já estava profundamente degradado e pilhado de muito do equipamento que o apetrechava.

Perante este inglorioso destino do emblemático navio hospital, a comunidade vianense foi mobilizada, pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, para o trazer à cidade onde nascera, resgatando-o à sucata para ser exposto no porto de mar de Viana do Castelo como memória viva do passado marítimo da cidade e do país.

Em 1997 foi constituída a Comissão Pró-Gil Eannes com o objetivo de angariar os meios financeiros necessários para resgatar o Navio Gil Eannes ao sucateiro que o ía desmantelar. Em 1998, aquela Comissão deu origem à Fundação Gil Eannes, atual proprietária do navio que se propôs transformá-lo num polo de atracão da cidade de Viana do Castelo, tendo sempre presente a transmissão de valores e conhecimentos das artes marítimas aos mais diversos públicos que visitam o navio.

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Em Janeiro de 1998 o navio chegou à cidade que o viu nascer, e entrou diretamente nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo para os primeiros trabalhos de limpeza e reabilitação, que contou com o apoio de várias instituições, empresas e cidadãos, criando-se assim as condições de segurança para a sua abertura ao público em Agosto do mesmo ano.

Em 2000, com o apoio da Iniciativa Comunitária Pesca, foram realizadas obras de beneficiação para assegurar o sistema de esgotos, abastecimento de águas, eletricidade e aquecimento, tornando o navio habitável e possibilitando a criação de uma Pousada da Juventude instalada nas antigas enfermarias, um bar/esplanada instalado na zona das copas de mestrança e marinheiros, uma sala de reuniões instalada na antiga sala de jantar dos oficias, uma loja de recordações e gabinete administrativo bem como, uma sala de exposições temporárias instalada na antiga enfermaria dos doentes contagiosos. Durante a criação daqueles serviços, o percurso de visita foi sendo alargado a novos compartimentos do navio que progressivamente foram reabilitados.

Hoje, os visitantes podem "navegar" pela ponte de comando, cozinha, padaria, casa das máquinas, consultório médico, sala de tratamentos, gabinete de radiologia, bloco operatório, diversos camarotes, capela e ainda, aceder a quatro Quiosques Multimédia com diversa informação histórica e fotográfica bem como, simular virtualmente a entrada na barra de Viana do Castelo e atracar o navio na doca comercial daquela cidade através de um Simulador de Navegação instalado no convés superior.

Informação recebida da Fundação Gil Eannes

Fotos: Luís Eiras / http://esposendealtruista.blogspot.pt/

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MINISTRO EDUARDO CABRITA PARTICIPA NAS COMEMORAÇÕES DO DIA DO FORAL DE PONTE DE LIMA

Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita em Ponte de Lima no dia 4 de Março – Comemorações do Dia de Ponte de Lima

A efeméride que assinala a entrega do Foral pela Rainha D. Teresa a Ponte de Lima, no ano de 1125, terá como convidado de honra Sua Excelência o Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita.

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Neste Dia de Ponte de Lima será inaugurado o futuro Centro de Interpretação do Território, que pretende dar resposta a uma necessidade imperiosa de inventariação e salvaguarda do património imaterial num dos territórios de singular importância do Alto Minho. 

O novo espaço de cariz museológico abordará seis grandes temáticas: o trabalho da terra, a produção de linho e a importância do seu resultado na vida da comunidade, o pão, sua produção e enquadramento social, a produção do vinho, o trabalho com os animais na agricultura, sistemas de atrelagem e a relação animal/homem, o pastoreio e a vida nas montanhas. Estes temas abrangem a vida da comunidade minhota, não só na perspetiva económica mas em particular nas suas múltiplas diversidades culturais.

O investimento total deste projeto foi de 159.123,16€, tendo sido cofinanciado em 85% pelo Programa Norte 2020.

O novo equipamento municipal será inaugurado oficialmente pelo Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, no sábado, 4 de Março – Dia de Ponte de Lima, numa cerimónia agendada para as 15 horas. Segue-se a Sessão Solene Comemorativa do Dia de Ponte de Lima, no Auditório Municipal, antecedida pela deposição de uma coroa de flores junto à Estátua da Rainha D. Teresa.

Exposição, Concertos filarmónicos, Encontro Concelhio de Bombos, Desfile da tradição, bem como a apresentação do livro, no dia 5, às 15h30 no Largo de Camões “P´ra Que Viva Ponte de Lima! Terra de Tradições”, da autoria de Amândio Amorim de Sousa Vieira, completam o programa das comemorações dos 892 anos da elevação de Ponte de Lima a Vila.

FAMALICÃO REALIZA EXPOSIÇÃO SOBRE LINO LIMA

Biblioteca Municipal recebe exposição itinerante sobre Lino Lima

No âmbito das comemorações do centenário de nascimento de Lino Lima, a Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco acolhe, a partir desta quinta-feira, dia 2 de março, a exposição itinerante “Lino Lima – Uma Vida pela Liberdade”.

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A mostra, que começou por estar patente no edifício dos Paços do Concelho, desloca-se agora para a biblioteca famalicense onde estará patente ao público até ao dia 31 de março, sexta-feira.

Recorde-se que as comemorações são promovidas pela autarquia famalicense em associação com a Direção da Organização Regional de Braga do PCP. O programa evocativo arrancou no passado dia 21 de fevereiro e vai prolongar-se ao longo de 2017, nomeadamente, com a edição de uma brochura com depoimentos e testemunhos de familiares e amigos e com a realização de um colóquio sobre a plurifacetada personalidade de Lino Lima: distinto advogado famalicense, destacado membro da Oposição Democrática à ditadura do Estado Novo e militante de PCP desde 1941.

Nascido no Porto, Lino Lima veio com os pais, ainda criança, para Vila Nova de Famalicão, onde cresceu, viveu e trabalhou. Veio a  tornar-se um dos advogados mais importantes do seu tempo, quer na comarca, quer na defesa dos presos políticos nos Tribunais Plenários. Apesar disso, teve uma intensa atividade política, inicialmente na clandestinidade e, no final da grande guerra na “luta legal”, ligando-se aos movimentos políticos criados ou apoiados pelo PCP, como o MUNAF e o MUD, a cujas comissões nacionais pertence. Tornou-se Líder da Oposição Democrática do Distrito de Braga, que nos anos 60 ousou autodenominar-se “Os Democratas de Braga”, granjeando notoriedade nacional ao lado de Victor Sá, Santos Simões, Humberto Soeiro e Eduardo Ribeiro.

PONTE DE LIMA COMEMORA ANIVERSÁRIO DO FORAL ATRIBUÍDO POR D. TERESA EM 1125

4 de Março – Comemorações do Dia de Ponte de Lima. Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, Preside às Comemorações

A efeméride que assinala a entrega do Foral pela Rainha D. Teresa a Ponte de Lima, no ano de 1125, terá como convidado de honra Sua Excelência o Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita.

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Neste Dia de Ponte de Lima será inaugurado o futuro Centro de Interpretação do Território, que pretende dar resposta a uma necessidade imperiosa de inventariação e salvaguarda do património imaterial num dos territórios de singular importância do Alto Minho. 

O novo espaço de cariz museológico abordará seis grandes temáticas: o trabalho da terra, a produção de linho e a importância do seu resultado na vida da comunidade, o pão, sua produção e enquadramento social, a produção do vinho, o trabalho com os animais na agricultura, sistemas de atrelagem e a relação animal/homem, o pastoreio e a vida nas montanhas. Estes temas abrangem a vida da comunidade minhota, não só na perspetiva económica mas em particular nas suas múltiplas diversidades culturais.

O investimento total deste projeto foi de 159.123,16€, tendo sido cofinanciado em 85% pelo Programa Norte 2020.

O novo equipamento municipal será inaugurado oficialmente pelo Ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, no sábado, 4 de Março – Dia de Ponte de Lima, numa cerimónia agendada para as 15 horas. Segue-se a Sessão Solene Comemorativa do Dia de Ponte de Lima, no Auditório Municipal, antecedida pela deposição de uma coroa de flores junto à Estátua da Rainha D. Teresa.

Exposição, Concertos filarmónicos, Encontro Concelhio de Bombos, Desfile da tradição, bem como a apresentação do livro, no dia 5, às 15h30 no Largo de Camões “P´ra Que Viva Ponte de Lima! Terra de Tradições”, da autoria de Amândio Amorim de Sousa Vieira, completam o programa das comemorações dos 892 anos da elevação de Ponte de Lima a Vila.

Confira o programa:

4 de março

11h00 – Inauguração da Exposição “Caminhos: O Caminho, a Arte e o Vinho no Caminho Português de Santiago”, da Fundação Caminho Português de Santiago, na Torre da Cadeia Velha.

14h30 – Hino de Ponte de Lima executado pelas quatro Bandas Filarmónicas do (Largo de Camões), seguido de quatro concertos:

            - Banda de Música de Ponte de Lima

            - Banda de Música de Estorãos

            - Banda Musical de S. Martinho da Gandra

            - Banda de Música de Moreira do Lima

15h00 – Inauguração do CIT – Centro de Interpretação do Território (junto aos jardins temáticos do Arnado)

16h00 – Sessão Solene Comemorativa do Dia de Ponte de Lima | 4 de Março (Auditório Municipal – Paços do Concelho), antecedida pela deposição de uma coroa de flores junto à Estátua da Rainha D. Teresa

5 de Março

10h00 – Encontro Concelhio de Bombos – Centro Histórico e Encerramento no Largo de Camões

14h30 – Desfile da Tradição com a participação de todos os Grupos de Folclore do Concelho

15h30 – Apresentação do livro “P´ra Que Viva Ponte de Lima! Terra de Tradições”, de Amândio Amorim de Sousa Vieira, no Largo de Camões.

A ASCENDÊNCIA PORTUGUESA DOS CANARINOS

Apesar de pouco conhecidas, são muitas as afinidades entre os portugueses e os canarinos, tal como são históricas as ligações entre Portugal e as Canárias. São precisamente tais afinidades e ligações históricas que, graças à gentileza do sr. Jesús Sebastián Acosta Pacheco, a quem desde já endereçamos os nossos agradecimentos, o BLOGUE DO MINHO vai dar a conhecer aos seus leitores, publicando diversos artigos de sua autoria.

Texto: Jesús Acosta

Fotos: Naim Acosta

Os Arquipélagos das Ilhas Canárias, dos Açores, da Madeira, das Ilhas Selvagens e de Cabo Verde, constituem a região biogeográfica da Macaronésia, mas as “Ilhas Afortunadas”, não só estão vinculadas no que respeita à natureza e geografia, também à história, cultura e património, mas há uma diferença entre os Açores, a Madeira e Cabo Verde com as Canárias, os três primeiros arquipélagos com maior conexão a Portugal, estavam desabitados e foram descobertos e povoados pelos portugueses, as Ilhas Canárias estavam habitadas pelo povo guanche. Os guanches, eram as únicas pessoas nativas que viviam na região da Macaronésia antes da chegada dos europeus, originários do Norte da África com civilização neolítica e língua da família linguística berbere e escrita com carateres tifinagues. Por tanto, as Ilhas Canárias foram conquistadas pelos castelhanos, mas na conquista e colonização, os portugueses tomaram parte, no caso da ilha de Tenerife, a maior do arquipélago canarino e de toda a Macaronésia, foi colonizada na mesma proporção por portugueses e espanhóis (principalmente andaluzes), segundo os historiadores Elías Serra Ràfols e Leopoldo de la Rosa Olivera.

Gaspar Frutuoso, foi um historiador, sacerdote e humanista açoriano, natural da cidade de Ponta Delgada na ilha de São Miguel, destacou-se pela autoria da obra Saudades da Terra, uma detalhada descrição histórica e geográfica dos arquipélagos dos Açores, Madeira e Canárias, este grande cronista insulano, na descrição das Ilhas Canárias que faz no livro primeiro das Saudades da Terra, no capítulo décimo terceiro «De algumas cousas de ilha chamada Tenerife» diz: «[...] e daí a duas léguas está Icode dos Vinhos, que também é vila de duzentos vizinhos, quasi todos portugueses ricos de vinhos, lavouras e criações.[...]», posteriormente, Leonardo Torriani, um engenheiro militar e arquiteto italiano radicado em Portugal que foi enviado pelo rei Felipe II  de Espanha e I de Portugal em 1587, com a missão de analisar e fortalecer a fortificação das ilhas, e no valiossísimo códice que nos deixou: Descrição e história do Reino das Ilhas Canárias, antes ditas Afortunadas, com o parecer das suas fortificações, que se encontra na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, quando descreve a ilha de Tenerife expõe: «[...] A maior parte da gente é portuguesa, a qual, superando as demais nações espanholas na indústria da agricultura, tem dado a esta ilha maior fertilidade e riqueza232». Página 136 do estudo e tradução da obra de Torriani primeira versão em português da autoria de José Manuel Azevedo e Silva publicado pela Edições Cosmos em Lisboa no ano 1999 e, na nota 232 deste autor, podemos ler: «Conhecedor da realidade das Canárias, onde permaneceu durante alguns anos, Torriani constatou que a maior parte da gente da ilha de Tenerife era portuguesa, à qual atribuiu um maior desenvolvimento económico em relação às outras ilhas. A apreciação lisonjeira que faz à gente portuguesa que, segundo afirma, supera as demais nações espanholas na agricultura, deve estar relacionada com a rica produção de açúcar e de vinho de Tenerife (de longe maior que nas outras ilhas), pelo que é de supor tratar-se da presença de emigrantes madeirenses, bom conhecedores daquelas culturas.». Quando Torriani fala da cidade de Santa Cruz da Palma narra: «[...] As casas são brancas, feitas à portuguesa326, pequenas por dentro e, em geral, sem poços nem pátios, com tudo isto, são mais altas e alegres que as das outras ilhas. Esta ilha é habitada por portugueses, castelhanos, flamengos, franceses e alguns genoveses. [...]». Página 191 e na nota do estudioso e tradutor pode-se ler: «De notar a influência portuguesa no modelo de construção das casas da cidade. Se, como se vê a seguir, os portugueses compartilhavam a cidade com castelhanos, flamengos, franceses e genoveses, possivelmente os mestres construtores eram portugueses. E não será por acaso que Torriani os cita em primeiro lugar». Prova desta presença portuguesa é o livro 1º de visitas da igreja do povo de Boavista do Norte em Tenerife (até a primeira metade do século XVI) e o livro da igreja de Garafía na ilha da Palma no século XVII, escritos em português.

No repartimento das terras conquistadas, os portugueses que colaboraram com o conquistador às ordens da Coroa de Castela, receberam terras através das “datas” e, os que chegaram como colonizadores à nova terra, alguns deles judeus portugueses que optaram pelo desterro imposto pelo édito real assinado em 1496 pelo Rei Dom Manuel I e, outros judeus portugueses conversos ou cristãos-novos, na sua maioria lavradores e artesãos, vieram com o estabelecimento da indústria da cana-de-açúcar e a plantação de videiras para a produção de vinho, além disso, introduziram em princípios do século XVII o cultivo do milho. Junto dos colonos madeirenses chegados às ilhas, retornaram os guanches libertos que os portugueses capturaram e levaram como escravos para a ilha da Madeira, com a finalidade de fornecer mão-de-obra para o penoso trabalho nos canaviais, libertaram e expulsaram ou devolveram aos guanches escravizados à sua terra natal, porque os madeirenses donos das plantações de cana-de-açúcar não os conseguiram submeter. Os guanches que voltaram às suas ilhas já eram grandes mestres da elaboração do açúcar, cristianizados e tinham apelidos portugueses.

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Como referem os historiadores, em algumas cidades e vilas os portugueses eram maioritários e, até mesmo, foram os seus fundadores e construtores dos seus monumentos mais importantes. Pomos como exemplo a Cidade de Tacoronte fundada em 23 de outubro de 1497 por Dom Sebastião Machado oriundo de Guimarães, que conservou o nome aborígene do Menceyato (reino guanche) para a nova cidade que está geminada com o berço da nação portuguesa e Património da Humanidade desde o dia 26 de outubro de 1997. O ex-convento de Santo Agostinho e Igreja do Santíssimo Cristo das Dores e Agonia, mais conhecido popularmente como Cristo de Tacoronte, foi edificado em 1662 pelo Capitão Dom Diogo Pereira de Castro natural de Barcelos e o seu sobrinho Tomás Pereira de Castro-Ayala e este, foi o que trouxe a milagrosa imagem do Santíssimo Cristo, segunda advocação de Cristo mais venerada nas Ilhas Canárias trás o Santíssimo Cristo da Lagoa. Nesta muito bonita e encantadora cidade do norte de Tenerife de bons vinhos e, onde há muitos munícipes com o apelido Dorta, morou os primeiros anos da sua vida o famoso pintor surrealista Óscar Domínguez, no filme, Óscar. Una pasión surrealista inspirado na biografia deste insigne tinerfenho, o ator português Joaquim de Almeida veste a pele do pintor. É filha ilustre desta cidade a escritora Maria Rosa Alonso, estudiosa e investigadora do Mencey (Rei) guanche que os Reis Católicos entregaram como presente ao Doge de Veneza e, que este dirigente, expôs como exemplar exótico na sua corte.

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Na primeira foto podemos ver o monumento dedicado a D. Sebastião Machado e a frontaria e torre da igreja da Santa Catarina de Alexandria padroerira da cidade de Tacoronte. Na Segunda Foto a placa do monumento que diz: A CIDADE DE TACORONTE / A / SEBASTIÃO MACHADO / NATURAL DE GUIMARÃES PORTUGAL / CRIADOR DO PRIMITIVO / NÚCLEO POPULACIONAL  / 1497 - 1997  / CINCO SÉCULOS DE HISTÓRIA e, após do texto, os brasões dos concelhos de Guimarães e Tacoronte.

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Na primeira foto temos a bela frontaria em cantaria, obra de Domingo Rodríguez Rivero e tem sobre da porta central e principal o brasão dos Pereira de Castro. Na segunda fotografia a imagem milagrosa do Santíssimo Cristo de Tacoronte, Padroeiro da Cidade de Tacoronte, escultura que se lhe atribui a Domingo de La Rioja.

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Há historiadores, estudiosos e investigadores que têm manifestado que o povo canarino é mestiço, porque descende de grupos étnicos diferentes, que é uma mistura: um 30% de guanches, um 30% de andaluzes e um 30% de portugueses, o 10% restante e formado por outros espanhóis e europeus na sua maioria flamengos, genoveses, franceses e ingleses. Os outros arquipélagos da Macaronésia não têm esta singularidade e, o caso de Cabo Verde, é diferente aos demais. É evidente a ascêndencia portuguesa dos canarinos, pelo que não é um erro, dizer que são descendentes longínquos de portugueses. O melhor testemunho da presença portuguesa nas Ilhas Canárias, na sua conquista e na sua colonização, não são somente as “datas”, também os mais de cem apelidos ou sobrenomes portugueses que existem nas Canárias, há canarinos que não têm apelidos portugueses, mas podem ter os seus pais, os seus avós ou os seus antepassados. A seguir alguns deles em português e a correspondente forma castelhanizada.

PORTUGUÊS

ESPANHOL

PORTUGUÊS

ESPANHOL

PORTUGUÊS

ESPANHOL

Aleixo

Alejo

Falção

Falcón

Medeiros

Mederos

Belchior

Melchior

Farinha

Fariña

Monteiro

Montero

Chaves

Chávez

Galvão

Galbán

Pereira

Perera

Coelho

Coello

Godinho

Godiño

Ramalho

Ramallo

Correia

Correa

Horta

Dorta

Soares

Suárez

Curvelo

Curbelo

Lemos

Lemus

Sousa

Sosa

da Costa

Acosta

Maia

Maya

Teixeira

Tejera

Eanes

nez

Marreiro

Marrero

Vieira

Viera

Alguns apelidos não mudaram: Afonso, Aguiar, Barroso, Camacho, Lemes, Machado, Pacheco, Pestana, Queirós, Rabelo, Toste, mais outros. Há alguns que têm as duas formas Ferreira /Ferrera e outros três: Vieira / Viera / Vera.

Portugal reconheceu a soberania castelhana das ilhas Canárias, quando o Rei Alfonso V de Portugal em 8 de setembro de 1479 ratificou o Tratado das Alcáçovas, também conhecido como Paz de Alcáçovas,  assinado na vila portuguesa de Alcáçovas, no Alentejo, em 4 de setembro de 1479. Com a ratificação dos Reis Católicos em 6 de março de 1480, na cidade de Toledo, pelo que também ficou denominado como Tratado das Alcáçovas-Toledo, Portugal abandonou definitivamente as suas pretenções de domínio sobre as célebres “Ilhas Afortunadas”. O arquipélago canarino ficou na posse da Coroa de Castela e não é a Galiza, que junto do Condado Portucalense, é o berço da cultura galaico-portuguesa, mas depois dos hermisendeños, alamedillenses, xalimegus, cedilleros, ferrereños, oliventinos mais outros povos arraianos é, o povo integrado no atual Reino de Espanha, que mais raizes galaico-portuguesas tem.  

Queremeos agradecer ao Exmo. Sr. D. Carlos Gomes o seu convite para escrever no seu maravilhoso blogue. Tudo começou quando contactamos con ele para lhe perguntar o nome das coleira com campaínhas que levam no pescoço os bois e vacas nas nossas romarias e benções de gado que são semelhantes às que temos visto no Minho. Uma breve explicação complementar da influência portuguesa nas Ilhas Canárias que fizemos à pergunta, despertou o seu interesse e disse: «O BLOGUE DO MINHO (e o BLOGUE DE LISBOA) encontram-se à sua disposição e será com o maior prazer que acolherá a colaboração que quiser dispensar». Como ele também tenciona partilhar o artigo nas páginas do facebook dedicadas ao folclore português, incluindo a Federação do Folclore Português, decidimos escrever acerca dos Aires de Lima, um género da música folclórica das Ilhas Canárias típico das descamisadas canarinas, esfolhas no Minho, que trouxeram os minhotos no século XVII com o cultivo do milho, mas achamos que era conveniente fazer antes uma apresentação e introdução com este artigo e o seguinte que fala da profunda influência portuguesa no povo canarino, pois será mais fácil para os leitores e seguidores deste ótimo blogue, compreenderem a razão pela que nas Canárias há uma canção tradicional que tem a sua origem no Minho. É uma dívida que temos pela ajuda recebida e a grande gentileza.

Aproveitamos este artigo, para exprimir públicamente o nosso mais muito obrigado a três grandes portugueses que amam a sua maravilhosa terra e contribuem à proteção, preservação e difusão do seu precioso património. Ao Exmo. Sr. D. Rui Barbosa, “A man and his Dream” que com o seu sonho e magnísifico blogue Carris, temos uma preciosa informação do PNPG (Parque Nacional Peneda-Gerês), agradecemos imensamente a sua ajuda para poder indicar nos planos os hidrónimos, orónimos e o património etnográgico do PNPG. Ao Exmo. Sr. D. Manuel de Azevedo Antunes, grande amigo e a maior autoridade em relação a Vilarinho da Furna, com ele a sua aldeia natal, lamentavelmente afundada, nunca morirá. Finalmente, ao Exmo. Sr. D. Paulo Lima, o homem dos portugueses na UNESCO, graças ao seu precioso trabalho e de outras pessoas o Fado, a música e canção mais bela do mundo, o cante alentejano e a arte chocalheira é Parimónio Mundial.

Este artigo foi escrito por Jesús Acosta Vice-Presidente da ACGEIA: ASSOCIAÇÃO CULTURAL: GRUPO DE ESTUDO E INVESTIGAÇÃO ACHBINICO e as fotografias realizadas por Naim Aléix Acosta Febles.

A ACGEIA, tem entre os seus fins estatutários, o estudo e investigação da língua e literatura portuguesa e outras línguas e dialetos de família linguística galaico-portuguesa, a ascendência portuguesa dos canarinos, a influência portuguesa no povo canarino, a natureza, geografia, história, cultura e patrimonio de Portugal porque é o país de onde vieram os colonizadores que juntos dos guanches, andaluzes e outros espanhóis e europeus contribuíram notavelmente à fundação do povo canarino. Finalmente, esta Associação estuda e investiga a vida e obra de São José de Anchieta, que nasceu em 19 de março de 1534 na cidade de São Cristóvão da Lagoa, foi o Apóstolo do Brasil e a maior contribuição do povo canarino ao Mundo Lusófono. A ACGEIA tem a sua sede estatutária no berço do São José de Anchieta, cidade fundada em 1497 por Alonso Fernández de Lugo, o fidalgo e conquistador castelhano-andaluz, responsável da incorporação definitiva das Ilhas Canárias à Coroa de Castela no século XV.  Esta belíssima e fascinante cidade foi classificada Património da Humanidade em 2 de dezembro de 1999 pela UNESCO, é sede da diocese de Tenerife, da Universidade da Lagoa, recebe aos turistas pelo Aeroporto de Tenerife-Norte e, como Braga, é chuvosa, húmida, monumental e tem a Semana Santa mais solene das Ilhas Canárias.

FAFENSES PRESTAM TRIBUTO A ZECA AFONSO

Núcleo de Artes e Letras de Fafe e Atriumemória promovem tributo a José Afonso

O Núcleo de Artes e Letras de Fafe, em parceria com a associação Atriumemória, promove uma Tertúlia musical e poética em tributo ao cantor José Afonso, a propósito dos 30 anos do seu falecimento, esta sexta-feira, 24 de Fevereiro, a partir das 21h30, na Sala Manoel de Oliveira, em Fafe.

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Participam musicalmente os FourArmil, o duo Duarte e Diana, Fernando Peixoto Lopes e José Augusto Gonçalves, havendo a hipótese de aparecerem mais participantes

Regista-se ainda a leitura de poemas de e sobre o autor de “Grândola Vila Morena” ou "Os Vampiros", por poetas e declamadores locais.

A iniciativa que conta com a colaboração do Município de Fafe é de entrada livre.

Recorde-se que Zeca Afonso nasceu em 2 de Agosto de 1929 e faleceu em 23 de Fevereiro de 1987, no Hospital de Setúbal, vítima de esclerose lateral amiotrófica, diagnosticada cinco anos antes.

Deixou um legado musical, cultural, de resistência e de liberdade que ainda hoje permanece actual.

DEPUTADO BARCELENSE JOEL SÁ PRETENDE QUE SEJAM VALORIZADOS OS CEMITÉRIOS MILITARES PORTUGUESES EM FRANÇA

O deputado barcelense Joel Sá entregou na passada sexta-feira, 17 de Fevereiro, na Assembleia da República um Projeto de Resolução que recomenda medidas urgentes de valorização dos Cemitérios dos Nossos Heróis, nomeadamente o cemitério militar de Richebourg l’Avoué, no norte de França, que é um cemitério militar exclusivamente português, no qual, entre 1924 e 1938, se sepultaram 1831 soldados.

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Este Projeto de Resolução da autoria de Joel Sá, visa dignificar a memória dos nossos heróis compatriotas portugueses e desses os muitos conterrâneos barcelenses. Dai que a base tenha partido do documentário do Dr. Penteado Neiva "Lutaram como Diabos" baseado em diários, cartas, postais e com testemunhos de familiares de combatentes de Barcelos que participaram no conflito da I Guerra Mundial.

Projeto de Resolução n.º      /XIII/2ª

Recomenda medidas urgentes de valorização dos Cemitérios dos Nossos Heróis

Exposição de motivos

A chegada dos militares portugueses a França, em janeiro de 1917, marca o início do grande esforço militar português durante a I Guerra Mundial. Os primeiros soldados portugueses chegaram à Flandres há 100 anos, numa participação inglória e que culminou no desastre da Batalha de La Lys, um acontecimento incontornável da história militar portuguesa em que estiveram empenhados os efetivos do Corpo Expedicionário Português (CEP) que participaram na 1ª Guerra Mundial.

Nesta batalha, a 2ª Divisão do CEP, em algumas escassas horas, perdeu cerca de 7.500 militares entre mortos, feridos, desaparecidos e prisioneiros.

Comandados pelo General Gomes da Costa, os militares portugueses, foram sacrificados impiedosamente numa ofensiva desencadeada por quatro divisões do 6º Exército germânico sob o comando do General Ferdinand von Quast.

Ocorrida a 9 de Abril de 1918, e apesar de vitimados, a coragem dos militares portugueses, demonstrada em combate tem sido elogiada e lembrada além-fronteiras, principalmente pelas forças aliadas.

O cemitério militar de Richebourg l’Avoué, no norte de França, é um cemitério militar exclusivamente português, no qual, entre 1924 e 1938, se sepultaram 1831 soldados, dos quais 238 são desconhecidos, provenientes de outros cemitérios franceses de Le Touret, Ambleteuse e Brest, de Tournai, na Bélgica, e também os corpos de prisioneiros de guerra mortos na Alemanha.

Este cemitério foi inaugurado em 1928 e, poucos anos depois, foi construído um muro de proteção e uma porta monumental com materiais importados de Portugal. Em 1976 o sítio foi valorizado com a construção de uma capela da invocação de Nossa Senhora de Fátima.

A recordar a presença portuguesa na Primeira Guerra Mundial em França há, ainda, o monumento de La Couture, do escultor português António Teixeira Lopes e inaugurado a 10 de novembro de 1928, e o cemitério militar britânico de Boulogne, onde há um talhão português com 44 campas.

O cemitério militar de Richebourg, a capela Nossa Senhora de Fátima e o monumento aos mortos de La Couture são palco, todos os anos, em abril, de uma cerimónia evocativa da Batalha de La Lys.

Foi recentemente tornado público que o cemitério militar português de Richebourg, com 1.831 campas de soldados lusos da I Guerra Mundial, faz parte de uma “lista indicativa” para candidatura a Património Cultural da UNESCO.

O cemitério português, no norte de França, é um dos “locais funerários e memoriais da I Guerra Mundial (Frente Ocidental)” que integraram, em abril de 2014, a “lista indicativa” de França para futuras candidaturas a património da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Num conjunto de 80 locais referentes à Grande Guerra, o cemitério de Richebourg L’Avoué aparece em sétimo lugar, assim como a Capela de Nossa Senhora de Fátima, em Lorgies, mesmo em frente do cemitério.

A ambição de inscrever os "locais funerários e memoriais da I Guerra Mundial" como património da UNESCO, explica a apresentação do projeto disponível na página internet da UNESCO na secção das "listas indicativas", resulta de uma "seleção transnacional", com a Bélgica, em que foram escolhidos 80 locais em França e 25 na Bélgica, "rigorosamente selecionados no seio de um vasto conjunto de milhares de cemitérios, necrópoles e memoriais da frente ocidental".

De acordo com esse documento, "Estes elementos são representativos da enorme diversidade de nações e de povos que estiveram implicados neste conflito mundial, com uma dimensão nunca então alcançada. Eles compõem uma paisagem evocativa representativa da extensão geográfica da frente (mais de 700 km), dos grandes momentos da sua história e das suas evoluções ao longo da guerra".

Como "justificação para o valor universal excecional", o texto explica que, com a Grande Guerra, "uma nova memória funerária exprime-se através de cemitérios constituídos por campas individuais que se repetem em grande número", marcados pela "homogeneidade", e através da "inscrição de nomes nos mausoléus e memoriais que responde à vontade de guardar a memória de combatentes cujos corpos não foram encontrados ou identificados".

"Todos estes elementos refletem, também, o caráter internacional do conflito, seja através de cemitérios explicitamente associados a um dos beligerantes ou ao homenagear soldados oriundos do mundo inteiro", continua o documento, lembrando, ainda que "os memoriais são monumentos totalmente novos em relação a guerras anteriores".

A lista de monumentos traduz "um movimento arquitetónico totalmente novo" e "testemunha o sofrimento e o luto em massa", sendo "um culto funerário que é, desde logo, mais que um culto combatente, um culto civil e humanista que convida ao recolhimento e, depois, à reconciliação e à paz".

No entanto, importa referir a situação de abandono em que se encontra este Cemitério e o vizinho Monumento de La Couture, os maiores e mais ilustre Memoriais erguidos fora do território nacional. Torna-se urgente proceder a um conjunto de intervenções que permita a historicidade ativa deste património com toda a dignidade que merecem.

Nestes termos, o Grupo Parlamentar do PSD, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, propõe que a Assembleia da República recomende ao Governo que tome as medidas urgentes na recuperação e valorização dos Cemitérios dos Nossos Heróis.

Palácio de S. Bento, 17 de fevereiro de 2017

Os Deputados do PSD

FAMALICÃO: PAULO CUNHA E JERÓNIMO DE SOUSA PRESTAM HOMENAGEM A LINO LIMA

Programa de Comemorações abre amanhã, terça-feira, dia 21, a partir das 15h00, nos Paços do Concelho de Famalicão

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, participam na abertura das comemorações do centenário do nascimento de Lino Lima – distinto advogado famalicense e destacado membro da Oposição Democrática à ditadura do Estado Novo – que se vai realizar amanhã, terça-feira, dia 21 de fevereiro, pelas 15h00, nos Paços do Concelho. A iniciativa organizada pelo município famalicense em associação com a Direção da Organização Regional de Braga do PCP conta com a presença do Secretário Geral do PCP, Jerónimo de Sousa.

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A homenagem inicia com a inauguração da Praceta Lino Lima, situada entre a Rua Conselheiro Santos Viegas e a Rua Manuel Pinto de Sousa, junto aos Paços do Concelho. Segue-se a abertura da exposição “Lino Lima – Uma Vida pela Liberdade”, no átrio dos Paços do Concelho e uma sessão solene, onde intervirá Jerónimo de Sousa.

Refira-se que o programa evocativo vai prolongar-se ao longo de 2017 contando ainda com a realização de um colóquio sobre a plurifacetada personalidade de Lino Lima: o cidadão, o advogado, o oposicionista à ditadura, o deputado, e a edição de uma brochura com depoimentos/testemunhos de familiares e amigos.

Nascido no Porto, Lino Lima veio com os pais, ainda criança, para Vila Nova de Famalicão, onde cresceu, viveu e trabalhou. Veio a  tornar-se um dos advogados mais importantes do seu tempo, quer na comarca, quer na defesa dos presos políticos nos Tribunais Plenários. Apesar disso, teve uma intensa atividade política, inicialmente na clandestinidade e, no final da grande guerra na “luta legal”, ligando-se aos movimentos políticos criados ou apoiados pelo PCP, como o MUNAF e o MUD, a cujas comissões nacionais pertence.

Esteve com as candidaturas presidenciais de Ruy Luís Gomes e Humberto Delgado, participando ativamente nas eleições legislativas para a Assembleia Nacional de 1957 e 1969, assim como nos Congressos Republicanos de 1957 e 1969, e no Congresso da Oposição Democrática de 1973, onde tem um papel destacado, integrando as respetivas Comissões Nacionais e Executivas e ao fazer intervenções políticas.

Tornou-se Líder da Oposição Democrática do Distrito de Braga, que nos anos 60 ousou autodenominar-se “Os Democratas de Braga”, granjeando notoriedade nacional ao lado de Victor Sá, Santos Simões, Humberto Soeiro e Eduardo Ribeiro. “Em toda a atividade política de combate à ditadura, ao longo de mais de três dezenas de anos, Lino Lima evidenciou uma nobreza de caráter, de coragem e de combatividade, que fizeram dele um adversário político temível, que nunca cedeu e o tornaram um símbolo da liberdade. Viveu o dia da revolução de 1974 com enorme alegria, deixando cair no rosto as lágrimas que sempre conteve perante a PIDE”, refere o historiador Artur Sá da Costa que vai coordenar o programa das comemorações.

A câmara municipal de Vila Nova de Famalicão atribuiu a Lino Lima, em 1996, a medalha de honra do município, e no mesmo ano o Presidente da República, Jorge Sampaio condecorou-o com a Grã Cruz do Infante. Em 9 de Janeiro de 1999, a Assembleia da República aprovou por unanimidade um voto de pesar pela sua morte. Idêntica atitude tomou em 26 de Fevereiro de 1999 a Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão.

“A ocorrência em 2017 do centenário de nascimento de Lino Lima é uma oportunidade que não podemos desperdiçar para homenagear esta personalidade famalicense, e desta forma, lembrar e conhecer as suas múltiplas facetas, que tem um traço comum: o amante da liberdade, pelo qual lutou toda a vida, correndo riscos, sem olhar a sacrifícios, pondo o interesse público acima da vida e da família”, refere o presidente da autarquia, Paulo Cunha.

Em 1996, Jorge Sampaio condecorou-o com a Grã Cruz do Infante.jpg

BLOGUE DO MINHO ASSOCIA-SE AO BLOGUE DE LISBOA NA PROPOSTA DE HOMENAGEM AO ALMIRANTE GAGO COUTINHO

O BLOGUE DE LISBOA em http://bloguedelisboa.blogs.sapo.pt/ lançou o repto no sentido de que ao futuro aeroporto a ser construído na margem sul do rio Tejo seja atribuído o nome do Almirante Gago Coutinho. E, as reacções não se fizeram esperar, tendo logrado o apoio de milhares de pessoas através das redes sociais e ainda de diversas entidades como o Jornal Economia do Mar. Também o BLOGUE DO MINHO se associa a essa proposta para que tais equipamentos que são construídos à custa do erário público, não se transformem em meros veículos de propaganda política sem qualquer motivo que o justifique.

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BLOGUE DE LISBOA PROPÕE O NOME DO ALMIRANTE GAGO COUTINHO AO AEROPORTO QUE VAI SER CONSTRUÍDO NO MONTIJO

Passam dentro de 2 anos simultaneamente 150 anos sobre a data de nascimento e 60 anos sobre a data de falecimento do grande geógrafo, navegador e historiador que foi o Almirante Carlos Viegas Gago Coutinho, pioneiro da aviação que se tornou herói nacional ao efetuar em 1922, juntamente com Sacadura Cabral, a Primeira travessia aérea do Atlântico Sul, a bordo do hidrovião Lusitânia. Com efeito, Gago Coutinho nasceu em 17 de Fevereiro de 1869 e faleceu em Lisboa 18 de Fevereiro de 1959.

Apesar da sua atividade notável como militar, geógrafo e investigador da náutica dos descobrimentos, foi sobretudo o seu estudo científico na navegação aérea e astronómica e a primeira travessia aérea do Atlântico Sul que o celebrizaram. A ele se deve a resolução do problema da medição da altura de um astro sem horizonte de mar disponível, o que levou à concepção do primeiro sextante com horizonte artificial destinado a ser utilizado a bordo das aeronaves.

Pelo seu valioso contributo para a navegação aérea, será da mais elementar justiça a homenagem que lhe é devida com a atribuição do seu nome ao futuro aeroporto que vai ser construído na margem sul do rio Tejo.

BRAGA ABRE CANDIDATURAS AO MERCADO ROMANO

Iniciativa integrada na 14.ª ‘Braga Romana – Reviver Bracara Augusta’

O Município de Braga informa que estão abertas as candidaturas para o Mercado Romano, a realizar no âmbito da 14.ª edição da ‘Braga Romana – Reviver Bracara Augusta’ que terá lugar de 24 a 28 de Maio.

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As candidaturas decorrem até ao dia 10 de Março e obedecem a requisitos/critérios inerentes a esta recriação histórica. Podem candidatar-se artesãos, mercadores e místicos, havendo também lugar a propostas para as iguarias da Área Alimentar.

Os mercados eram uma das expressões mais marcantes da vida das cidades do Império Romano. Os mercadores chegavam a Bracara Augusta de todos os pontos do Império para apresentar e vender os mais variados produtos. Na capital da Galécia, o mercado era, também, um ponto de encontro de culturas e de saberes, e ocasião para a diversão e o lazer.

Todas as informações e formulários estão disponíveis no site da ‘Braga Romana’, em http://bragaromana.cm-braga.pt/.

FOI D. GARCIA II O PRIMEIRO REI DE PORTUGAL?

Passam 940 anos sobre a data da histórica Batalha de Pedroso, travada entre o Rei D. Garcia II e D Nuno Mendes, o último e o Conde de Portucale descendente da família de Vímara Peres. O confronto foi travado mais precisamente em 18 de Janeiro de 1071, perto de Tibães, entre Braga e o rio Cávado.

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Filho de Fernando I de Leão, coube a D. Garcia II por herança o Reino da Galiza cujos domínios se estendiam até Lisboa, tendo aos seus irmãos Sancho II e Afonso VI recaído respetivamente os territórios de Castela e de Leão.

Incorporava o Reino da Galiza o Condado da Galiza e o Condado Portucalense que, não obstante, manteve sempre um elevado grau de autonomia. A sua denominação destinava-se a diferenciar daquele, tomando o nome da cidade do Porto que foi a sua primeira capital.

Cresciam já por essa época no Condado Portucalense aspirações separatistas que, encabeçadas pelo Conde de Portucale, Nuno Mendes, viriam a culminar na Batalha de Pedroso onde foi derrotado e perdeu a vida, travando por algumas décadas a desejada independência de Portugal.

Por seu turno, passou D. Garcia II a titular-se GARCIA REX PORTUGALLIAE ET GALLECIAE ou seja, Rei da Galiza e de Portugal. A ele se deve nomeadamente a restauração das sedes de Braga e Tui.

Porém, o seu reinado teve existência efémera em virtude dor irmãos de D. Garcia terem formado uma coligação para lhe usurparem o poder, no que vieram a ter sucesso, tendo-o encarcerado até à sua morte, no castelo de Vermoim, em 22 de Março de 1090.

Cumprindo o seu desejo, D. Garcia foi sepultado acorrentado tal como vivera os últimos anos de sua vida. E, na lápide do seu sepulcro, foi de igual modo representado, ao qual se junta a seguinte inscrição em latim:

R. DOMINUS GARCIA REX PORTUGALLIAE ET GALLECIAE. FILIUS REGIS MAGNI FERDINANDI. HIC INGENIO CAPTUS A FRATRE SUO IN VINCULIS. OBIIT ERA MCXXVIII XIº KAL. APRIL.

Cujos dizeres podem ser traduzidos para o Português moderno da seguinte forma:

Aqui jaz o rei Garcia de Portugal e Galiza, filho do grande rei Fernando, que foi capturado pelo seu irmão com engano. Morreu preso a 22 de março de 1090.

Porém, a saga dos dois irmãos do Rei Garcia não se ficou por aqui e no ano seguinte, Sancho II expulsou Afonso VI, juntando os três reinos – Castela, Leão e Galiza e Portugal. Sancho II acabou assassinado e Afonso VI tomou a coroa de Leão, a qual abrangia os três reinos. A História prossegue a sua marcha imparável e foi necessário esperar cerca de setenta anos para que Portugal se tornasse um reino independente.

PONTE DA BARCA RECLAMA TER SIDO O BERÇO ONDE NASCEU O NAVEGADOR FERNÃO DE MAGALHÃES

Grupo de alunos e professores da Itália recebidos nos Paços do Concelho de Ponte da Barca

Um grupo de 13 alunos e 2 professor oriundos da Itália foram recebidos ontem nos Paços do Concelho de Ponte da Barca, pelo Presidente da Câmara, Vassalo Abreu, pelo Adjunto do Presidente, Inocêncio Araújo, e pelo Chefe de Gabinete da Presidência, Sérgio Oliveira. Este grupo encontra-se em Portugal enquadrados num projeto de parceria entre a Epralima e o European Grants International Academy, consignado no âmbito do Programa Erasmus+.

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O objetivo desta iniciativa é fomentar uma amostra sobre as principais características que retratam o tecido socioeducativo e económico da região do Vale do Lima, nas áreas de conhecimento dos participantes, nomeadamente: Desenho Digital 2D e 3D.

Para além das boas vindas e de lhes desejar uma excelente estadia, o Presidente da Câmara fez uma breve apresentação do concelho e dos inúmeros pontos de interesse a visitar, realçando o que de melhor se pode encontrar na região, quer ao nível de beleza natural e arquitetónica, como cultural, costumes e gastronomia, não deixando de fazer referência ao facto de Ponte da Barca estar inserida no Parque Nacional da Peneda Gerês, Reserva Mundial da Biosfera pela Unesco e, ainda, ser a terra natal do ilustre navegador Fernão de Magalhães.

POVOA DE LANHOSO DEBATE REFORMAS ADMINISTRATIVAS DESDE MEADOS DO SÉCULO XIX ATÉ A ACTUALIDADE

A 25 de fevereiro, no âmbito do Ciclo de Conferências “Maria da Fonte no seu e no nosso tempo” Póvoa de Lanhoso debate “Reforma e Reorganização Administrativa Territorial Autárquica em 1836 e hoje”

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso promove, no próximo dia 25 de fevereiro e no âmbito do Ciclo de Conferências “Maria da Fonte no seu e no nosso tempo”, a iniciativa intitulada “Reforma e Reorganização Administrativa Territorial Autárquica em 1836 e hoje”.

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“Na continuação das comemorações dos 170 anos da Revolução da Maria da Fonte, o Município organizará mais este momento, cujo objetivo será estabelecer um paralelo entre a reforma administrativa de 1836 e a atual. Perceber as diferenças entre os impactos causados por ambas as reformas pode dar-nos pistas para o que poderá acontecer numa futura reorganização administrativa”, salienta o Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues. “Este é, portanto, um tema atual e consideramos que esta é uma excelente oportunidade para ouvir dois especialistas nesta área”, acrescenta.

A atividade tem início, às 16h00, no Núcleo Documental do Centro Interpretativo Maria da Fonte, com a abertura da exposição “Propostas para uma Reforma Territorial Administrativa da Póvoa de Lanhoso em 1845”.

Seguir-se-ão duas Conferências. A primeira, designada “Municípios e Freguesias – da Maria da Fonte aos Nossos Dias”, terá como orador António Cândido Oliveira, Professor Catedrático Jubilado da Universidade do Minho e membro do NEDAL – Núcleo de Estudos de Direito da Administração Local.

A segunda irá abordar “A Reorganização Administrativa Territorial Contemporânea (2011-2013)” e terá como orador Pedro Madeira Froufe, Professor da Universidade do Minho e membro da UTRAT – Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território. O início está marcado para as 16h30, no Centro Interpretativo Maria da Fonte. A entrada é gratuita.

Evocar os 170 anos da Revolução da Maria da Fonte

De lembrar que, com o intuito de assinalar a passagem dos 170 anos da Revolução da Maria da Fonte, foi preparado um Ciclo de Conferências pelo Centro Interpretativo Maria da Fonte (CIMF), acompanhadas por exposições paralelas e envolvendo alguns dos principais ou mais relevantes parceiros do CIMF.

Este Ciclo de Conferências, para além de evocar historicamente a passagem do 170.º aniversário da Revolução da Maria da Fonte, também denominada Revolução do Minho, propõe-se, conjuntamente com os jornais “Maria da Fonte” e “Correio do Minho” (que cumprem, respetivamente, 130 e 90 anos de existência), fazer transpor para a contemporaneidade um conjunto de temáticas relevantes consideradas “Ao tempo da Maria da Fonte” e que no nosso tempo renovam a sua pertinência.

Em fevereiro é o momento de recuperar a análise em torno da organização territorial administrativa do território nacional, que, entre 2011 e 2013, encetou algumas mudanças, mas muito distantes das reformas liberais de Passos Manoel e Mouzinho da Silveira há 180 anos atrás, as quais tiveram enormes repercussões e reflexos em muitos territórios e comunidades, como aconteceu na Póvoa de Lanhoso ao tempo da Maria da Fonte.

CASA DO CONCELHO DE PONTE DE LIMA FOI FUNDADA HÁ 30 ANOS!

Passam precisamente 30 anos desde a fundação em Lisboa da Casa do Concelho de Ponte de Lima. Na tarde de 2 de Fevereiro de 1987, um grupo de nove limianos celebrou no 21º Cartório Notarial de Lisboa a escritura de constituição daquela associação regionalista.

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Durante a primeira década de existência, a Casa do Concelho de Ponte de Lima protagonizou momentos únicos que, pelo seu significado e grandiosidade ficam para a História do associativismo regionalista. Inúmeras e diversificadas foram as iniciativas que então levou a efeito cuja discriminação seria bastante longa e desnecessária. O ano de 1997 constituiu o seu auge a que se seguiu, a partir dessa altura, o seu declínio e degenerescência que conduziram à situação em que actualmente se encontra.

Com efeito, decorridas três décadas desde a data da sua fundação, eis que aquela associação encontra-se numa encruzilhada que pode conduzir à sua própria extinção. A provável deslocalização das suas instalações para uma zona menos recomendável da cidade de Lisboa, a descaracterização da sua actividade e o progressivo abandono por parte dos sócios ligados a Ponte de Lima aliado à supressão da categoria de “sócio auxiliar” que era destinada àqueles que não possuíam quaisquer laços com o concelho de Ponte de Lima, fazem adivinhar um futuro sombrio para aquela entidade a ostentar de forma muito pouco dignificante o nome de Ponte de Lima.

Fazemos votos para que os poucos sócios que restam saibam superar as dificuldades e encontrar o rumo certo para a associação que há 30 anos foi fundada. Mas, a traduzir-se num fardo e sobretudo numa representação que em nada venha a dignificar o concelho de Ponte de Lima, mais valerá que – antes que seja tomada por elementos estranhos à nossa terra! - os limianos optem pela sua dissolução, nem que ela tenha de corresponder ao apelo das entidades de Ponte de Lima.

Carlos Gomes

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A foto regista o momento de celebração da escritura notarial da fundação da Casa do Concelho de Ponte de Lima

PONTE DE LIMA REALIZA CONCURSO LITERÁRIO

Biblioteca Municipal de Ponte de Lima promove Concurso “Carta à Rainha D. Teresa” dedicado a António Feijó

No ano em que se assinala o primeiro centenário da morte do poeta-diplomata António Feijó (1917-2017), o Município de Ponte de Lima consagra a edição do Concurso “Carta à Rainha D. Teresa” a uma das figuras cimeiras da cultura local. Sob o lema “Dar a conhecer Feijó”, a competição inserida no âmbito do programa comemorativo do 4 de março – Dia de Ponte de Lima - pretende estimular o gosto pela escrita criativa, despertar o interesse pelo legado literário ponte-limense e promover a valorização do importante património imaterial da região.

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Os participantes no concurso - dirigido a alunos dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos - deverão redigir uma carta à Rainha D. Teresa - responsável pela outorga do foral à vila em 1125 – com o propósito de realçar o fundamental legado do autor de “Sol de Inverno”, através da evocação em linguagem acessível da sua vida e obra. Os concorrentes poderão privilegiar um dos livros de António Feijó ou simplesmente recontar de forma original a vida do célebre poeta.

A divulgação dos vencedores do Concurso “Carta à Rainha D. Teresa”, que decorre de 1 a 27 de fevereiro de 2017, está prevista para o dia 6 de março, realizando-se a cerimónia de entrega dos galardões nas bibliotecas escolares de cada aluno premiado.

De ressalvar que todas as cartas recebidas no âmbito da competição serão expostas na Sala Infanto-Juvenil da BMPL, merecendo as vencedoras publicação online nos diferentes meios de comunicação do Município de Ponte de Lima.

O regulamento do concurso encontra-se disponível para consulta na página oficial da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima (BMPL).

PONTE DE LIMA EVOCA LEGADO DE ABRAHAM LINCOLN

Cinema História evoca legado de Abraham Lincoln na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

No mês de fevereiro, o Cinema História – rubrica de pendor lúdico-didático dinamizada pelo Município de Ponte de Lima através da Biblioteca Municipal - recorda o importante legado de Abraham Lincoln.

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Abraham Lincoln foi 16.º presidente dos Estados Unidos da América (EUA) e responsável pela aprovação no Congresso da Proclamação da Emancipação – medida destinada a abolir a escravatura nos estados confederados – e pela assinatura da 13.ª emenda à Constituição - lei que oficializa o projeto abolicionista. Momentos decisivos que transformam o tecido estrutural da sociedade norte-americana e que surgem fielmente retratados na visão cinematográfica de Steven Spielberg acerca dos últimos quatro meses de vida de uma das figuras políticas mais consensuais dos EUA.

Lincoln – magistralmente interpretado por Daniel Day-Lewis – revisita os sangrentos anos da Guerra da Secessão (1861-1865) e a complexa negociação, voto a voto, para ratificação da emenda abolicionista que conduziria ao assassinato do presidente.

Como complemento do filme que somou 12 nomeações aos Óscares da Academia, a Biblioteca Municipal disponibiliza o habitual folheto informativo com a biografia da figura homenageada.

Conheça o percurso de vida de uma das personalidades mais emblemáticas da História mundial!

FAMALICÃO PUBLICA PENSAMENTO POLÍTICO DE BERNARDINO MACHADO

Até ao final do ano será lançado o sétimo tomo do III Volume

O Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, acaba de dar à estampa o tomo 6 da Obra Política do antigo Presidente da República Portuguesa. O lançamento da obra aconteceu no passado sábado e contou com as presenças do coordenador científico do Museu, Norberto Cunha, e do vereador da Educação do município de Famalicão, Leonel Rocha.

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A obra com quase 700 páginas conta com uma introdução que faz a síntese do livro da autoria de Norberto Cunha. Depois divide-se em duas partes: uma introdução que sintetiza o pensamento de Bernardino Machado, durante o ano de 1920; e um conjunto de textos das suas intervenções parlamentares, desde os fins de 1919, até ao final de 1920.

De acordo com Norberto Cunha “a obra contém as intervenções de Bernardino Machado, mas devidamente contextualizadas. Pode ler-se a argumentação de Bernardino Machado e os contra argumentos dos adversários, o que permite contextualizar a sua argumentação e, assim, o leitor pode prescindir de fazer consultas sobre aquilo que os opositores disseram”.

Refira-se que o município de Famalicão lançou já um primeiro volume dedicado ao tema da Ciência, um segundo volume constituído por três tomos dedicado à Pedagogia e o terceiro volume reservado à Política conta já com seis tomos. Até ao final do ano será lançado o sétimo tomo.

Para Leonel Rocha, “este é um trabalho de continuidade de trazer para o público aquilo que Bernardino Machado foi produzindo em termos de escrita ao longo da sua vida. A riqueza do que está escrito é demasiado grande para ficar apenas nas gavetas nas bibliotecas”, salientou.

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BRAGA PRESTA TRIBUTO A FREI BARTOLOMEU DOS MÁRTIRES

Estátua implantada no Largo de São Paulo

Foi inaugurada hoje, 27 de Janeiro, no Largo de São Paulo, a estátua de D. Frei Bartolomeu dos Mártires, antigo Arcebispo de Braga e figura de referência do Concílio de Trento, que tem a decorrer o seu processo de canonização. A escolha do dia da inauguração inspira-se na datação da bula de nomeação de D. Frei Bartolomeu dos Mártires para a Arquidiocese de Braga – exactamente o dia 27 de Janeiro de 1559.

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Na cerimónia, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio referiu que a inauguração da estátua constitui um “acto de justiça” para com uma figura da Igreja que deixou marcar profundas na Cidade.

“O reconhecimento de figuras de cariz religioso não é por acaso. Braga é conhecida como a Cidade dos Arcebispos e a eles deve, ao longo da sua história, muitos dos impulsos para se tornar uma Cidade pujante na região onde se insere, a crescer em projectos inovadores na área da educação, da valorização patrimonial e do ordenamento urbanístico”, salientou o Edil, na cerimónia que contou com a presença do Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga.

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Ricardo Rio lembrou que o Executivo Municipal tem procurado reforçar a estatuária da Cidade com base no contributo de figuras de proa da sociedade Bracarense. “Começámos por inaugurar um monumento em homenagem a Salgado Zenha, junto ao Pópulo. Hoje evocamos D. Frei Bartolomeu dos Mártires e, no próximo mês de Maio, iremos colocar no Largo Paulo Orósio uma estátua em honra do Imperador César Augusto, fundador da nossa Cidade e que nos tornou numa das mais antigas cidades da Europa”, referiu, avançando que a estátua de D. João Peculiar voltará, brevemente, ao largo com o mesmo nome, junto à Igreja da Misericórdia.

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Já o Arcebispos Primaz, D. Jorge Ortiga, realçou o contributo de D. Frei Bartolomeu dos Mártires na renovação da Igreja e da sociedade, tendo dedicado muito do seu tempo aos doentes e aos mais necessitados. “D. Frei Bartolomeu dos Mártires viveu num tempo de muitas crises, mas foi um homem que nunca se resignou. Foi um homem que privilegiou a formação, tendo contruído o seminário e concluído a obra do Colégio de S. Paulo a quem entregou aos Jesuítas”, recordou o prelado, desejando que o processo de canonização do antigo Arcebispo seja concluído ainda este ano.

A estátua de D. Frei Bartolomeu dos Mártires é da autoria do artista Hélder Carvalho e está colocada num robusto pedestal de granito concebido pelo arquitecto Gerardo Esteves.

Recorde-se que Bartolomeu dos Mártires foi declarado venerável a 23 de Março de 1845, pelo Papa Gregório XVI e a 4 de Novembro de 2001, pelo Papa João Paulo II. A 5 de Fevereiro de 2015, D. Jorge Ortiga entregou, em mãos, ao Papa Francisco um dossiê sobre a vida do antigo Arcebispo de Braga e formulou o pedido de canonização.

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HISTÓRIAS “CORREM” NA FONTE DO ÍDOLO EM BRAGA

Iniciativa decorre de Fevereiro a Julho

A partir de Fevereiro e até Julho, vai ser possível ouvir histórias na Fonte do Ídolo. ‘Da Fonte Correm as Histórias’ é o tema desta actividade que o Município de Braga promove no âmbito da divulgação e promoção daquele espaço arqueológico musealizado.

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A iniciativa conta com a coordenação de António Castanheira e consiste no relato de um conjunto de histórias, sendo algumas delas cantadas e musicadas.

No início decorre uma visita à Fonte do Ídolo e é destinada ao público em geral, sendo privilegiados os alunos do 1º, 2º e 3º ciclo do ensino básico. As actividades realizam-se nos dias 2, 9 e 23 de Fevereiro; 7, 9 e 14 de Março; 20 e 27 de Abril; 9 e 16 de Maio; 6 e 13 de Junho, e em Julho nos dias 4 e 6.

As actividades começam às 10h00 com a duração aproximada de uma hora e meia, sendo necessário a marcação prévia pelo endereço electrónico fonte.idolo@cm-braga.pt ou telefonicamente através do número 253 218 011

POETA DANIEL BASTOS LEMBRA AUSCHWITZ

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Relembrar Auschwitz

Vagueiam nus
em Auschwitz,
perdidos no silêncio infame,
os corpos dos nossos irmãos
aguardando disformes
o prenúncio da morte.
Arrastam-se lentamente
presos num corpo despojado
de dignidade que já foi seu.
Imploram aos carcereiros
obreiros da iniquidade,
alivio para a dor lancinante
que dilacera as entranhas
da humanidade.
Erguem-se em Auschwitz
as vozes dos inocentes
que padeceram a crueldade
hedionda do Holocausto.
Repousam em Auschwitz
as cinzas da história
que nunca devíamos
ter deixado acontecer!

Daniel Bastos, “Relembrar Auschwitz” in Terra.

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ARQUIVO MUNICIPAL DE GUIMARÃES LANÇA NOVA SÉRIE DO BOLETIM DE TRABALHOS HISTÓRICOS 2016

AO FINAL DA TARDE DESTA SEXTA-FEIRA

Iniciativa marcada para esta sexta-feira à tarde. Preservar a memória, estabelecer permutas com centros de investigação e facilitar o acesso da informação aos investigadores são alguns dos objetivos.

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O Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, em Guimarães, vai proceder ao lançamento do quinto volume, da terceira série, do Boletim de Trabalhos Históricos de 2016, numa cerimónia agendada para esta sexta-feira, 27 de janeiro, às 18 horas, nas instalações do Arquivo Municipal, situadas na Rua João Lopes de Faria.

Com a edição impressa do Boletim de Trabalhos Históricos, o Arquivo Municipal Alfredo Pimenta poderá estabelecer as usuais permutas com bibliotecas e centros de investigação, nacionais e internacionais, constituindo mais um contributo para o conhecimento e divulgação de documentos que relatam a história e a cultura vimaranense. A adoção deste procedimento facilitará o acesso da informação aos investigadores e a todos aqueles que dedicam a sua vida à construção do passado.

O Boletim de Trabalhos Históricos foi publicado pela primeira vez em 1933, por intermédio do seu primeiro diretor, Alfredo Pimenta. Órgão de divulgação cultural, este documento difunde os seus fundos documentais, além de dar a conhecer estudos de grande interesse local e regional de diversos autores. O programa da sessão desta sexta-feira incluirá a apresentação dos artigos pelos seus autores.

PONTE DE LIMA APRESENTA O LIVRO "O VINHO NO TEMPO DA GUERRA"

“O Vinho no Tempo da Guerra – O Dão, o Douro e os Vinhos Verdes nas Fotografias da Casa Alvão” – Apresentação no CIPVV – Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde – Ponte de Lima em 27 de janeiro – 18h30

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Realiza-se no CIPVV – Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde amanhã, 27 de janeiro, às 18h30, a apresentação do livro “O Vinho no Tempo da Guerra – O Dão, o Douro e os Vinhos Verdes nas fotografias da Casa Alvão.”

Esta obra reúne uma parte dos importantes espólios de fotografias da Casa Alvão conservados na CVRVV - Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes, na Comissão Vitivinícola Regional do Dão e no Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto. Esse espólio foi editado por Adriano Miranda e é completado com textos de António Barreto e Manuel Carvalho.

O CIPVV – Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde, está instalado na Casa Barbosa Aranha, em pleno Centro Histórico, um espaço dinamizado em parceria pelo Município de Ponte de Lima e a CVRVV, sendo esta uma estrutura abrangente que incorpora elementos alusivos à diversidade e identidade das nove Sub-regiões em que atualmente se subdivide a Região Demarcada dos Vinhos Verdes, na perspetiva da promoção do vinho e divulgação do património vitivinícola.

BRAGA DIVULGA FONTE DO ÍDOLO

‘hojÀfonte’ divulga espaço museológico da Fonte do Ídolo. Iniciativa do Município de Braga decorre entre Fevereiro e Maio

No âmbito da promoção e divulgação do espaço museológico da Fonte do Ídolo, o Município de Braga promove nos meses de Fevereiro a Maio mais uma edição da actividade ‘hojÀfonte’.

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Orientada pelo Gabinete de Arqueologia da Autarquia, a actividade consiste na realização de quatro visitas guiadas mensais, combinadas com ateliês pedagógicos, recorrendo-se nestes à técnica de modelagem da porcelana fria para a construção dos elementos julgados mais caracterizantes e singulares deste monumento.

A iniciativa, que começa sempre por uma visita guiada ao espaço musealizado, é destinada ao público em geral, mas com maior incidência sobre o infanto-juvenil.

Com duração aproximada de duas horas, os ateliês realizam-se às segundas-feiras, iniciando-se às 10h00, ou às 14h15, sendo que a participação implica, obrigatoriamente, a marcação prévia.

As marcações devem ser feitas no serviço de Arqueologia da Câmara Municipal, na Fonte do Ídolo, através do e-mail fonte.idolo@cm-braga.pt ou ainda pelo telefone 253 218 011.

PONTE DA BARCA ADERE À REDE DAS CIDADES MAGALHÂNICAS

Aprovada a admissão de Ponte da Barca à Rede das Cidades Magalhãnicas

Foi hoje aprovada a admissão de Ponte da Barca à rede das cidades Magalhãnicas. A referida rede é composta por várias cidades e vilas mundiais que reclamam para si um conjunto de evidências e factos históricos que as integraram, no passado, no grande projecto de Circum-Navegação de Fernão de Magalhães e revela uma enorme dinâmica de missão em elevar a vida e a obra deste navegador a categoria Mundial.

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Para o presidente da Câmara, Vassalo Abreu, esta aprovação representa 'mais uma conquista, fruto do empenho e resiliência em defender os interesses da nossa Terra e defender Fernão de Magalhães como Barquense. É hoje inquestionável que Fernão de Magalhães nasceu em Ponte da Barca e que daqui saiu para o mundo. E não existe nenhum historiador português que afirme o contrário. Ainda recentemente, o Professor Amândio Barros publicou uma segunda edição da obra O Homem que Navegou o Mundo, em busca das origens de Magalhães, em que afasta todas as outras possibilidades. Refere o autor que “a universalidade em Magalhães conta muito e isso está fora de dúvida. Mas também conta muito o sentimento de pertença e de identificação de uma comunidade com os seus antepassados e a questão da naturalidade de Fernão de Magalhães deve constituir o exemplo da forma como a investigação histórica rigorosa permitiu colocar esta figura no seu devido lugar, entre os naturais de Ponte da Barca, das Terras da Ribeira Lima, de Entre Douro e Minho, obra que se deve a investigadores como Queirós Veloso, António Baião ou Avelino Jesus Costa”. Fernão de Magalhães nasceu na freguesia de Paço Vedro de Magalhães, ou seja, em Paço Velho de Magalhães e no seu testamento, que se encontra em Sevilha, lê-se que “é oriundo do lugar de la Puente de La Barca, de las Terras de Nóbrega”, designação anterior do concelho de Ponte da Barca.

Recorde-se que a Câmara Municipal tem feito esforços no sentido de levar a cabo iniciativas de valorização da importância deste filho de Ponte da Barca. Depois do nome de uma rua e de uma praça na vila barquense, do apoio à publicação de trabalhos científicos sobre ele e o seu tempo, e da atribuição do seu nome ao Centro Interpretativo, a autarquia presta-lhe mais um tributo com a inauguração de um monumento na praça com o mesmo nome do navegador, e vê agora aprovada a admissão de Ponte da Barca à rede das cidades Magalhãnicas

“BRAGA À LUPA” REVELA LÁPIDE DE REMISNUERA

Quarta-feira, 25 de Janeiro, na Igreja de S. Vicente

A iniciativa "Braga à Lupa" dará a conhecer, no próximo dia 25 de Janeiro, um tesouro ‘escondido’ na sacristia da igreja de S. Vicente, e um dos testemunhos mais relevantes da acção civilizadora de S. Martinho de Dume na comunidade Bracarense.

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Trata-se da lápide funerária de Remisnuera datada do ano de 618, que terá pertencido a uma necrópole localizada junto a uma basílica paleo-cristã antecessora do actual templo, na qual se faz a mais antiga referência à designação dos dias da semana tal como ainda hoje utilizamos em Portugal. Recorde-se que foi S. Martinho de Dume quem alterou uma das designações que mais usamos no quotidiano – os dias da semana – e que tornam o nosso País na mais original nação da Europa.

A sessão, agendada para as 21h30, na sacristia da Igreja de S. Vicente, terá como convidados Luís Fontes (Universidade do Minho) e Pedro Calafate (Universidade de Lisboa). As inscrições são limitadas e deverão ser efectuadas através de cultura@cm-braga.pt.

Organizado pelo Município de Braga, o programa ‘Braga à Lupa’ desafia os Bracarenses a descobrir e a reflectir sobre um aspecto desconhecido e aliciante da Cidade, sejam obras de arte, documentos históricos, curiosidades arquitectónicas, gastronomia, personalidades, lendas ou tradições.

O ‘Braga à Lupa’ tem uma periodicidade mensal, realizando-se a uma quarta-feira. Cada sessão terá a duração máxima de 90 minutos e será conduzida um ou dois convidados que farão a abordagem aos elementos seleccionados.

Segundo a vereadora da Cultura, Lídia Dias, o ‘Braga à Lupa’ é “mais uma oportunidade para a descoberta do nosso valioso património, nos seus mais diversos âmbitos”.

«Não se trata de mais uma visita guiada ou de uma sessão sobre a história local, mas sim uma conversa sobre um momento do nosso Património que merece atenção. Pode ser uma tela, uma receita culinária, um documento de arquivo ou uma estátua que nos habituamos a ver na rua», acrescenta Lídia Dias.

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PONTE DE LIMA EVOCA NORTON DE MATTOS

Memórias e trabalhos da Vida de Norton de Matos. Auditório Municipal de Ponte de Lima – 25 de Março

No âmbito das comemorações dos 150 anos do aniversário do General Norton de Matos, o Município de Ponte de Lima irá realizar no dia 25 de março um colóquio intitulado “Memórias e trabalhos da vida de Norton de Matos”.

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A iniciativa, que conta com a inestimável colaboração da Casa Norton de Matos e do Prof. Doutor Armando Malheiro da Silva, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tem já confirmada a presença de conceituados investigadores que se dedicaram ao estudo do General Norton de Matos designadamente a Profª. Doutora Heloísa Paulo (Centro de Investigação de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra), a Profª. Doutora Maria Manuel Afonso da Fonte (Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa), o Prof. Doutor Sérgio Neto (Centro de Investigação de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra) e a Profª Doutora Helena Pinto Janeiro (Instituto de História Contemporânea, da FCSH da Universidade Nova de Lisboa).

O colóquio vai realizar-se no Auditório Municipal. Para mais informações contacte o Arquivo Municipal de Ponte de Lima, através do seguinte email: arquivo@cm-pontedelima.pt.

MUSEU BERNARDINO MACHADO EM FAMALICÃO ORGANIZA CICLO DE CONFERÊNCIAS

Museu Bernardino Machado dá as respostas ao longo de 2017 com ciclo de conferências, encontros, exposições e lançamento de obras. Como surgiram os partidos políticos em Portugal? E quais eram as suas convicções?

Arranca na última sexta-feira de janeiro, dia 27, no Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, um novo ciclo de conferências dedicado ao tema “Os partidos perante as grandes questões da I República”. A temática dá, de resto, o mote para a programação anual do Museu que, para além do ciclo de conferências, se destaca pela organização dos Encontros de Outono e de três exposições documentais.

A problemática dos partidos e movimentos políticos em Portugal no período entre 1910 e 1973 serve, assim, de “chapéu” aos vários eventos programados para 2017. A escolha do tema respeita duas grandes razões, sendo que a primeira tem a ver com o patrono do Museu. “Bernardino Machado demonstrou sempre ao longo da sua vida uma grande preocupação com os partidos políticos, desde logo, pela sua génese, pela sua dimensão e pela sua convergência, daí que esta seja a razão maior pela escolha do tema”, explica a propósito o coordenador científico de Museu, Norberto Cunha. De acordo com o responsável a segunda razão tem a ver com a atualidade do tema e a forma como os cidadãos lidam hoje em dia com os partidos políticos. “Há atualmente uma pressão e exigência enormes dos cidadãos para com os partidos políticos, o que até é saudável do ponto de vista da democracia, mas há também falta de conhecimento e de informação sobre a forma como os partidos surgiram e como se desenvolveram”. Daí que, para Norberto Cunha, com estas iniciativas e através dos oradores convidados – “todos especialistas nos temas abordados” – o Museu “dá um enorme contributo para o conhecimento da história e para compreensão da atualidade”.

O coordenador científico, que é atualmente professor catedrático aposentado da Universidade do Minho, explica ainda as diferentes dimensões dos vários eventos. “Enquanto o ciclo de conferências se centra na relação dos partidos com as grandes questões da I República, como por exemplo, a questão religiosa, a educação, a questão colonial, a operária, entre muitas outras, os Encontros de Outono irão incidir sobre os próprios partidos e a sua constituição, nomeadamente o Partido Republicano Português, Evolucionista, Unionista, entre muitos outros”. Por sua vez, as exposições darão uma perspetiva histórica nacional e internacional sobre a questão dos partidos políticos. Serão ainda divulgadas exposições sobre a realidade local de Vila Nova de Famalicão.

O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, elogiou a escolha desta temática no âmbito das atividades anuais do Museu, referindo que “o resultado destas atividades enriquecerá ainda mais o Museu, contribuindo para a sua afirmação nacional como um centro de investigação histórica de referência”.

O Museu Bernardino Machado que completou recentemente 15 anos está instalado no Palacete Barão da Trovisqueira, um majestoso edifício do século XIX, localizado bem no centro da cidade de Vila Nova de Famalicão. Para além da divulgação e valorização da figura de Bernardino Machado, um famalicense por adoção que foi Presidente de Portugal, por duas vezes, durante a I República, o Museu tem vindo a destacar-se na organização de diversos eventos e na produção de documentos que têm sido essenciais para investigadores e historiadores.

CICLO DE CONFERÊNCIAS ARRANCA DIA 27

São oito as conferências do ciclo “Os partidos perante as grandes questões da I República”. Decorrem ao longo dos meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, setembro e outubro, com entrada livre. A primeira é já no próximo dia 27, a partir das 21h30, e o conferencista convidado é o constitucionalista e cultor da filosofia do direito e da política Ferreira da Cunha, Professor Catedrático de Direito da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (desde 2001) e Diretor do Instituto Jurídico Interdisciplinar (desde 2002). O tema é “Os deputados Republicanos e a Lei Fundamental de 1911: convergências e divergências”.

Segue-se “Os partidos republicanos e a educação”, com a conferencista Maria Cândida Proença; “Os partidos Republicanos e a questão religiosa”, com Luís Salgado de Matos; “Os partidos políticos da I República e a questão colonial”, com Pedro Aires de Oliveira; “Os partidos políticos e a questão operária”, com Manuel Guimarães; “Os partidos políticos e os contrarrevolucionários monárquicos (1910-1926) com Miguel Santos; “Os partidos políticos e Bolchevismo”, com Norberto Cunha; “Os partidos políticos e as Forças Armadas”, com Luís Alves de Fraga.

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Elegeu-se como tema privilegiado do Ciclo de conferências, do Colóquio de Outono e de uma das três desejáveis exposições do Museu, para o ano de 2017, a problemática Partidos e movimentos políticos em Portugal (1910-1973). Dada a proliferação dos partidos políticos em tão vasto arco temporal e dado que o Museu tem finalidades gerais, sobretudo ligadas ao seu patrono, Bernardino Machado, que obriga a estabelecer prioridades, excluem-se os partidos políticos que surgiram depois do 25 de Abril de 1974 e não se incluem, como é óbvio, todos os partidos e movimentos políticos da I República, da Ditadura Militar pós-28 de Maio de 1926 e do Estado Novo.

O tema tem sobeja atualidade. Um amplo setor da opinião pública, ignorando e/ou desvalorizando a conexão umbilical e genética entre partidos políticos e democracia, não apenas se mostra céptico quanto aos partidos políticos (solicitando, por isso, tantas vezes, o reforço dos poderes presidenciais, como se a representação da vontade geral estivesse melhor assegurada por um guardião do que muitos) como, frequentes vezes, os acusam de instituições clientelares e sorvedouros da riqueza dos cidadãos, mais servindo para servir-se a eles e aos seus correligionários do que aos interesses gerais da nação que os elegeu; daí até os considerarem inúteis e nefastos, a distância não é longa. É uma hostilidade presente, dissociada duma perspetiva de futuro, que ignora as consequências que traria a supressão dos partidos políticos ou mesmo os perigos que traria, ainda que sendo um mal menor, a sua redução ao famigerado rotativismo bipolar que tivemos durante o período da Regeneração monárquica (que tende a dissociar a base social de apoio dos partidos dos seus órgãos dirigentes e a retirar representatividade político-partidária às minorias; enfim, a diminuir o alcance social da democracia, como sublinhou Locke). Estas são duas das principais razões, a que genericamente se poderia chamar a crise dos partidos políticos, que nos levaram a eleger o tema supracitado, embora esta denominação genérica não seja a mais apropriada, porque os partidos políticos, em democracia, não são estáticos mas dinâmicos e evolutivos e, nessa medida, estão, continuamente, em crise. Mas há uma outra razão que me despertou especial atenção na escolha deste tema: a formação de movimentos cívicos de opinião, de duração efêmera, que se 2 constituem para reivindicarem ou chamarem a atenção da opinião pública e dos poderes instituídos (seja do Governo central e local, seja dos partidos) para determinados temas ou problemas; são movimentos, organicamente, débeis, unidos apenas por um determinado tema nuclear (resíduos tóxicos, violência doméstica, homossexuais, alimentos, geneticamente, manipulados, etc.). Não pretendendo substituir-se aos partidos, mas completá-los têm inúmeras virtualidades políticas: mobilizam a participação política da sociedade civil (condição fundamental de qualquer democracia), interagem com as instituições democráticas, obrigam os partidos políticos a manter a sua atenção desperta para os problemas que preocupam a sociedade civil ou uma parte dela, etc..

Temos, pois, expostas as razões da escolha do tema que predominará nas atividades do Museu para o ano de 1917 que incluirá:

 - Oito conferências sobre Os partidos e movimentos políticos da I República nas suas relações com determinadas questões fundamentais desse período (os partidos e a questão religiosa, os partidos e a Constituição de 1911, o partidarismo e o transpartidarismo, os partidos políticos e os ´adesivos´, os partidos e as greves, os partidos e as ditaduras de Pimenta de Castro e Sidónio Pais, os partidos e a questão colonial, os partidos e a I Guerra Mundial, os partidos e o operariado, etc.).

 - Doze conferências nos Encontros de Outono (Novembro) sobre Os partidos e movimentos políticos (1910-1973) que incidirão sobre os seguintes partidos: o Partido Republicano Português, o Partido Evolucionista, o Partido Unionista, o Integralismo Lusitano, o Partido Republicano Nacionalista, o Partido Liberal, o Partido Reconstituinte, os partidos no ocaso da I República, a Seara Nova, a Aliança Republicano-Socialista, o Grupo de Renovação Democrática, o Partido Comunista, a União Nacional, o MUNAF/MUD, o MDP/CDE, etc.

Exposições: O Museu, como tem vindo a fazer no passado, terá dois tipos de exposições: aquelas que solicita, de empréstimo, a outras instituições e as que ele mesmo elabora. Umas e outras procuram quer manter a contínua atenção do público sobre as atividades do Museu, quer contribuir para a educação cívica dos cidadãos, conjugando nessas exposições o elemento iconográfico com o prosaico. As principais exposições que nos propomos elaborar são as que se seguem:

 - Uma sobre Os partidos e movimentos políticos da I República que terá como fonte principal de informação a obra fundamental do Prof. Ernesto Castro Leal (Universidade de Lisboa) sobre o assunto em epígrafe, cuja presença procuraremos trazer à sua abertura para proferir uma palestra sobre o assunto;

- Uma exposição sobre A Revolução Russa de 1917: uma perspetiva histórica (não só nacional mas internacional e cuja abertura terá uma mesa redonda, constituída por historiadores de renome);

 - As Aparições de Fátima (1917): sociedade, política e religião (que seguirá o modelo prático de execução da exposição anterior).

Para além destas três exposições, iremos organizar as seguintes exposições de âmbito local:

- Os Partidos Políticos em Famalicão durante a I República;

 - A Oposição Democrática em Famalicão.

“Obras” de Bernardino Machado

Como se tem vindo a fazer, também em 2017, continuaremos a publicação das Obras (políticas) de Bernardino Machado. Deste modo, esperamos consolidar, ainda mais, este projeto e continuar o resgaste público deste eminente republicano (desiderato que, até hoje, não se concretizou ainda para qualquer outra grande figura política desse período).

Ciclo de Conferências 2017

"Os partidos perante as grandes questões da I República"

1 – Os deputados republicanos e a Lei Fundamental de 1911: convergências e divergências Conferencista: Prof. Doutor Paulo Ferreira da Cunha

Data: 27 de janeiro

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

2 – Os partidos republicanos e a educação

Conferencista: Prof. Doutora Maria Cândida Proença

Data: 24 de fevereiro

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

3 – Os partidos republicanos e a questão religiosa

Conferencista: Prof. Doutor Luís Salgado de Matos

Data: 24 de março

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

4- Os partidos políticos da I República e a questão colonial

Conferencista: Prof. Doutor Pedro Aires de Oliveira

5 Data: 28 de abril

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado a

5- – Os partidos políticos e a questão operária

Conferencista: Prof. Doutor Manuel Guimarães

Data: 20 ou 27 de maio

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

6 – Os partidos políticos e os contra-revolucionários monárquicos (1910-1926)

Conferencista: Prof. Doutor Miguel Santos

Data: 17 de junho

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

7 – Os partidos políticos e o Bolchevismo

Conferencista: Prof. Doutor Norberto Cunha

Data: 29 setembro

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

8 – Os partidos políticos e as Forças Armadas

Conferencista: Coronel Doutor Luís Alves de Fraga

Data: 13, 20 ou 27 de outubro

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

HISTORIADOR DANIEL BASTOS VISITA COMUNIDADE PORTUGUESA EM LONDRES

No passado domingo (15 de janeiro), o escritor e historiador minhoto Daniel Bastos, cujo percurso literário tem sido alicerçado junto das comunidades portuguesas, visitou a comunidade portuguesa em Londres.

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De passagem pela capital inglesa, o investigador da nova geração de historiadores portugueses aproveitou a ocasião para conhecer a região de Little Portugal no sul de Londres, especialmente ao redor de Stockwell, uma região que começou a acolher portugueses nas décadas de 1960 e 1970 e onde viverão atualmente cerca de 27 mil portugueses.

Durante a sua visita Daniel Bastos, atualmente professor de História no Colégio João Paulo II em Braga, contactou com empresários, dirigentes associativos e emigrantes que vivem nesta região que concentra a maior comunidade lusitana do Reino Unido, e onde os portugueses recriaram o seu país de origem, com as suas associações, cafés, mercearias e restaurantes.

 

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O historiador Daniel Bastos (esq.) acompanhado do empresário Fernando Marques, proprietário do restaurante “A Toca”, um dos mais conhecidos restaurantes portugueses em Londres

 

O escritor e historiador português, que nos últimos anos tem realizado várias sessões de apresentação de livros de sua autoria ligados à história e emigração portuguesa, junto das comunidades lusófonas em França, Bélgica, Luxemburgo, Suíça, Brasil e Canadá, constatou in loco o dinamismo e visibilidade da comunidade lusitana em Londres, projetando bases de futuras parcerias culturais com a maior comunidade portuguesa do Reino Unido.

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GUIMARÃES ORGANIZA CONGRESSO HISTÓRICO INTERNACIONAL

“AS CIDADES NA HISTÓRIA”

Guimarães organiza congresso histórico internacional entre 18 e 20 de outubro

Certame abordará evolução das cidades em contextos históricos e geográficos distintos, desde a cidade antiga à cidade do presente a caminho do futuro. Inscrições até 03 de fevereiro.

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O Centro Cultural Vila Flor vai receber o 2º Congresso Internacional “As Cidades na História”, subordinado ao tema “Sociedade”, entre 18 e 20 de outubro de 2017. A cidade no mundo antigo, na época medieval, moderna, industrial e, finalmente, a cidade da época atual são as cinco grandes áreas temáticas do congresso, cuja primeira edição decorreu em 2012.

Cada uma destas áreas terá uma sessão plenária estruturada em torno de dois conferencistas, um português e outro de fora de Portugal, e um conjunto de sessões paralelas de apresentação de resultados espontâneos sobre as respetivas temáticas. Os trabalhos terminarão com uma mesa redonda sobre a Cidade de Futuro.

Os interessados em participar no congresso devem contactar com os responsáveis das áreas temáticas do seu interesse, enviando um pequeno resumo da comunicação, até 500 palavras, acompanhado de um breve currículo, até 200 palavras. Devem igualmente enviar a proposta para a organização geral <chi@cm-guimaraes.pt>, até ao dia 03 de fevereiro.

Em março, será divulgada a segunda circular do Congresso, com a relação dos títulos provisórios dos trabalhos admitidos em cada área temática. O prazo final para a receção das comunicações tem como data o dia 16 de setembro de 2017. O preço das inscrições é de 50 euros e metade deste valor para os estudantes (25 euros). Está prevista a atribuição de bolsas de alojamento para jovens investigadores.

Os Congressos Históricos podem apresentar-se como ponto de partida de outros encontros em que Guimarães se situa como importante plataforma do diálogo europeu, sendo anfitriã apetecível para eventos desta natureza, não só pelas estruturas culturais de que dispõe, mas por toda a sua envolvência urbana. Não haverá língua oficial no congresso. Embora a maior parte dos trabalhos possa vir a ser apresentada em português ou espanhol, aceitar-se-á a língua inglesa ou francesa, sem se excluir a possibilidade, em sessões plenárias, de tradução simultânea.

GUIMARÃES É CIDADE NA HISTÓRIA

Guimarães apresenta 2º Congresso Internacional “As Cidades na História”

Conferência de imprensa marcada para a manhã desta segunda-feira. Evento de carácter histórico decorrerá em outubro.

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A Câmara Municipal de Guimarães vai apresentar publicamente esta segunda-feira, 16 de janeiro, a realização do 2º Congresso Internacional “As Cidades na História”, subordinado ao tema “Sociedade”. A conferência de imprensa decorrerá a partir das 11 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Em 2017, pretende-se que o Congresso mantenha a sua identidade de partida, cuja primeira edição decorreu em 2012, abordando a evolução das cidades em contextos históricos e geográficos distintos, desde a cidade antiga à cidade do presente a caminho do Futuro, com especial incidência nas cidades do mundo mediterrâneo.

Os Congressos Históricos podem apresentar-se como ponto de partida de outros encontros em que Guimarães se situa como importante plataforma do diálogo europeu.

HISTORIADOR LUÍS DE OLIVEIRA RAMOS EVOCA EM PONTE DE LIMA FIGURA DO CARDEAL SARAIVA

 

Brilhantismo de Cardeal Saraiva fecha ciclo de tributo

O historiador Luís A. de Oliveira Ramos encerrou na passada sexta-feira, 6 de janeiro, o ciclo de conferências inserido no programa de comemorações do 250.º aniversário de nascimento de Frei Francisco de São Luís – o insigne Cardeal Saraiva - figura cimeira da história cultural, religiosa e política do Portugal oitocentista.

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Numa palestra intitulada “Frei Francisco de São Luís e o nosso tempo”, que decorreu no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, o conferencista destacou os momentos mais marcantes da vida e obra do eminente monge-escritor beneditino e realçou algumas das qualidades e aptidões que o ajudaram a desempenhar com exemplaridade todas as funções para as quais foi nomeado. Referindo-se especificamente aos cargos políticos, religiosos e académicos que ocupou – de que se destacam o de Presidente das Cortes, o de Bispo-conde de Coimbra e o de Reformador-reitor da Universidade - Luís A. de Oliveira Ramos sublinhou a capacidade de negociação de Frei Francisco de São Luís, os seus conhecimentos poliglotas e filológicos, a sua competência em gestão financeira, a defesa que empreendeu pela educação como sustentáculo do progresso dos povos, a sua luta pela liberdade, a devoção pela virtude, fé e caridade e o seu inabalável respeito pela Religião, pela Pátria e pela Casa de Bragança – atributos que ajudaram a consolidar a sua notoriedade e que ainda hoje, com as necessárias adaptações às exigências do nosso tempo, se mantêm essenciais à revalorização da causa pública.

Além da solidez intelectual e da habilidade diplomática de Frei Francisco de São Luís, o conferencista quis também salientar o estoicismo com que suportou dois exílios – o primeiro no Mosteiro da Batalha, o segundo em Serra d’Ossa -, prova de que mesmo na adversidade, num cenário de provação, o monge beneditino não se deixou abater, prosseguindo um dos grandes prazeres da sua vida- a investigação.

A última palestra de homenagem a Cardeal Saraiva – um dos maiores portugueses de sempre, para Luís A. de Oliveira Ramos – contou com a presença do Eng.º Vasco Ferraz, Vereador com o Pelouro da Juventude da Câmara Municipal de Ponte de Lima.

As comunicações inseridas no ciclo de tributo a Frei Francisco de São Luís (1766-2016), que agora se encerra, serão publicadas pelo Município de Ponte de Lima em data a definir.

CARDEAL SARAIVA CHEGA À BANDA DESENHADA

Município de Ponte de Lima lança livro infantil sobre Cardeal Saraiva

No quadro das comemorações dos 250 anos sobre o nascimento de Frei Francisco de São Luís (1766-2016), o Município de Ponte de Lima publica livro infantil sobre a vida e obra do ilustre cardeal Saraiva e congratula-se com a oferta da obra intitulada Teresa numa viagem ao tempo do Cardeal Saraiva aos estabelecimentos de ensino do concelho.

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Trata-se de mais uma edição de propósito lúdico-didático que visa dar a conhecer personalidades e factos de relevância para a história local.

Neste caso particular pretende-se divulgar o importante legado religioso, cultural e político de Frei Francisco de São Luís – o ilustre Cardeal Saraiva – através de uma narrativa simples e concisa que congrega os principais momentos da vida e obra do religioso beneditino. Convidados a uma viagem no tempo, os leitores acompanharão Teresa em mais uma aventura, que promete desvendar o essencial quer da figura visada, quer dos factos ocorridos à época.

Como tem sido apanágio de algumas edições de Teresa, o livro proporciona ainda um glossário de termos e de eventos de utilidade para a compreensão da narrativa e do período traçado.

Bem hajam e boas leituras!