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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE DA BARCA ADERE À REDE DAS CIDADES MAGALHÂNICAS

Aprovada a admissão de Ponte da Barca à Rede das Cidades Magalhãnicas

Foi hoje aprovada a admissão de Ponte da Barca à rede das cidades Magalhãnicas. A referida rede é composta por várias cidades e vilas mundiais que reclamam para si um conjunto de evidências e factos históricos que as integraram, no passado, no grande projecto de Circum-Navegação de Fernão de Magalhães e revela uma enorme dinâmica de missão em elevar a vida e a obra deste navegador a categoria Mundial.

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Para o presidente da Câmara, Vassalo Abreu, esta aprovação representa 'mais uma conquista, fruto do empenho e resiliência em defender os interesses da nossa Terra e defender Fernão de Magalhães como Barquense. É hoje inquestionável que Fernão de Magalhães nasceu em Ponte da Barca e que daqui saiu para o mundo. E não existe nenhum historiador português que afirme o contrário. Ainda recentemente, o Professor Amândio Barros publicou uma segunda edição da obra O Homem que Navegou o Mundo, em busca das origens de Magalhães, em que afasta todas as outras possibilidades. Refere o autor que “a universalidade em Magalhães conta muito e isso está fora de dúvida. Mas também conta muito o sentimento de pertença e de identificação de uma comunidade com os seus antepassados e a questão da naturalidade de Fernão de Magalhães deve constituir o exemplo da forma como a investigação histórica rigorosa permitiu colocar esta figura no seu devido lugar, entre os naturais de Ponte da Barca, das Terras da Ribeira Lima, de Entre Douro e Minho, obra que se deve a investigadores como Queirós Veloso, António Baião ou Avelino Jesus Costa”. Fernão de Magalhães nasceu na freguesia de Paço Vedro de Magalhães, ou seja, em Paço Velho de Magalhães e no seu testamento, que se encontra em Sevilha, lê-se que “é oriundo do lugar de la Puente de La Barca, de las Terras de Nóbrega”, designação anterior do concelho de Ponte da Barca.

Recorde-se que a Câmara Municipal tem feito esforços no sentido de levar a cabo iniciativas de valorização da importância deste filho de Ponte da Barca. Depois do nome de uma rua e de uma praça na vila barquense, do apoio à publicação de trabalhos científicos sobre ele e o seu tempo, e da atribuição do seu nome ao Centro Interpretativo, a autarquia presta-lhe mais um tributo com a inauguração de um monumento na praça com o mesmo nome do navegador, e vê agora aprovada a admissão de Ponte da Barca à rede das cidades Magalhãnicas

“BRAGA À LUPA” REVELA LÁPIDE DE REMISNUERA

Quarta-feira, 25 de Janeiro, na Igreja de S. Vicente

A iniciativa "Braga à Lupa" dará a conhecer, no próximo dia 25 de Janeiro, um tesouro ‘escondido’ na sacristia da igreja de S. Vicente, e um dos testemunhos mais relevantes da acção civilizadora de S. Martinho de Dume na comunidade Bracarense.

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Trata-se da lápide funerária de Remisnuera datada do ano de 618, que terá pertencido a uma necrópole localizada junto a uma basílica paleo-cristã antecessora do actual templo, na qual se faz a mais antiga referência à designação dos dias da semana tal como ainda hoje utilizamos em Portugal. Recorde-se que foi S. Martinho de Dume quem alterou uma das designações que mais usamos no quotidiano – os dias da semana – e que tornam o nosso País na mais original nação da Europa.

A sessão, agendada para as 21h30, na sacristia da Igreja de S. Vicente, terá como convidados Luís Fontes (Universidade do Minho) e Pedro Calafate (Universidade de Lisboa). As inscrições são limitadas e deverão ser efectuadas através de cultura@cm-braga.pt.

Organizado pelo Município de Braga, o programa ‘Braga à Lupa’ desafia os Bracarenses a descobrir e a reflectir sobre um aspecto desconhecido e aliciante da Cidade, sejam obras de arte, documentos históricos, curiosidades arquitectónicas, gastronomia, personalidades, lendas ou tradições.

O ‘Braga à Lupa’ tem uma periodicidade mensal, realizando-se a uma quarta-feira. Cada sessão terá a duração máxima de 90 minutos e será conduzida um ou dois convidados que farão a abordagem aos elementos seleccionados.

Segundo a vereadora da Cultura, Lídia Dias, o ‘Braga à Lupa’ é “mais uma oportunidade para a descoberta do nosso valioso património, nos seus mais diversos âmbitos”.

«Não se trata de mais uma visita guiada ou de uma sessão sobre a história local, mas sim uma conversa sobre um momento do nosso Património que merece atenção. Pode ser uma tela, uma receita culinária, um documento de arquivo ou uma estátua que nos habituamos a ver na rua», acrescenta Lídia Dias.

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PONTE DE LIMA EVOCA NORTON DE MATTOS

Memórias e trabalhos da Vida de Norton de Matos. Auditório Municipal de Ponte de Lima – 25 de Março

No âmbito das comemorações dos 150 anos do aniversário do General Norton de Matos, o Município de Ponte de Lima irá realizar no dia 25 de março um colóquio intitulado “Memórias e trabalhos da vida de Norton de Matos”.

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A iniciativa, que conta com a inestimável colaboração da Casa Norton de Matos e do Prof. Doutor Armando Malheiro da Silva, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tem já confirmada a presença de conceituados investigadores que se dedicaram ao estudo do General Norton de Matos designadamente a Profª. Doutora Heloísa Paulo (Centro de Investigação de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra), a Profª. Doutora Maria Manuel Afonso da Fonte (Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa), o Prof. Doutor Sérgio Neto (Centro de Investigação de Estudos Interdisciplinares do Século XX, da Universidade de Coimbra) e a Profª Doutora Helena Pinto Janeiro (Instituto de História Contemporânea, da FCSH da Universidade Nova de Lisboa).

O colóquio vai realizar-se no Auditório Municipal. Para mais informações contacte o Arquivo Municipal de Ponte de Lima, através do seguinte email: arquivo@cm-pontedelima.pt.

MUSEU BERNARDINO MACHADO EM FAMALICÃO ORGANIZA CICLO DE CONFERÊNCIAS

Museu Bernardino Machado dá as respostas ao longo de 2017 com ciclo de conferências, encontros, exposições e lançamento de obras. Como surgiram os partidos políticos em Portugal? E quais eram as suas convicções?

Arranca na última sexta-feira de janeiro, dia 27, no Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, um novo ciclo de conferências dedicado ao tema “Os partidos perante as grandes questões da I República”. A temática dá, de resto, o mote para a programação anual do Museu que, para além do ciclo de conferências, se destaca pela organização dos Encontros de Outono e de três exposições documentais.

A problemática dos partidos e movimentos políticos em Portugal no período entre 1910 e 1973 serve, assim, de “chapéu” aos vários eventos programados para 2017. A escolha do tema respeita duas grandes razões, sendo que a primeira tem a ver com o patrono do Museu. “Bernardino Machado demonstrou sempre ao longo da sua vida uma grande preocupação com os partidos políticos, desde logo, pela sua génese, pela sua dimensão e pela sua convergência, daí que esta seja a razão maior pela escolha do tema”, explica a propósito o coordenador científico de Museu, Norberto Cunha. De acordo com o responsável a segunda razão tem a ver com a atualidade do tema e a forma como os cidadãos lidam hoje em dia com os partidos políticos. “Há atualmente uma pressão e exigência enormes dos cidadãos para com os partidos políticos, o que até é saudável do ponto de vista da democracia, mas há também falta de conhecimento e de informação sobre a forma como os partidos surgiram e como se desenvolveram”. Daí que, para Norberto Cunha, com estas iniciativas e através dos oradores convidados – “todos especialistas nos temas abordados” – o Museu “dá um enorme contributo para o conhecimento da história e para compreensão da atualidade”.

O coordenador científico, que é atualmente professor catedrático aposentado da Universidade do Minho, explica ainda as diferentes dimensões dos vários eventos. “Enquanto o ciclo de conferências se centra na relação dos partidos com as grandes questões da I República, como por exemplo, a questão religiosa, a educação, a questão colonial, a operária, entre muitas outras, os Encontros de Outono irão incidir sobre os próprios partidos e a sua constituição, nomeadamente o Partido Republicano Português, Evolucionista, Unionista, entre muitos outros”. Por sua vez, as exposições darão uma perspetiva histórica nacional e internacional sobre a questão dos partidos políticos. Serão ainda divulgadas exposições sobre a realidade local de Vila Nova de Famalicão.

O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, elogiou a escolha desta temática no âmbito das atividades anuais do Museu, referindo que “o resultado destas atividades enriquecerá ainda mais o Museu, contribuindo para a sua afirmação nacional como um centro de investigação histórica de referência”.

O Museu Bernardino Machado que completou recentemente 15 anos está instalado no Palacete Barão da Trovisqueira, um majestoso edifício do século XIX, localizado bem no centro da cidade de Vila Nova de Famalicão. Para além da divulgação e valorização da figura de Bernardino Machado, um famalicense por adoção que foi Presidente de Portugal, por duas vezes, durante a I República, o Museu tem vindo a destacar-se na organização de diversos eventos e na produção de documentos que têm sido essenciais para investigadores e historiadores.

CICLO DE CONFERÊNCIAS ARRANCA DIA 27

São oito as conferências do ciclo “Os partidos perante as grandes questões da I República”. Decorrem ao longo dos meses de janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, setembro e outubro, com entrada livre. A primeira é já no próximo dia 27, a partir das 21h30, e o conferencista convidado é o constitucionalista e cultor da filosofia do direito e da política Ferreira da Cunha, Professor Catedrático de Direito da Faculdade de Direito da Universidade do Porto (desde 2001) e Diretor do Instituto Jurídico Interdisciplinar (desde 2002). O tema é “Os deputados Republicanos e a Lei Fundamental de 1911: convergências e divergências”.

Segue-se “Os partidos republicanos e a educação”, com a conferencista Maria Cândida Proença; “Os partidos Republicanos e a questão religiosa”, com Luís Salgado de Matos; “Os partidos políticos da I República e a questão colonial”, com Pedro Aires de Oliveira; “Os partidos políticos e a questão operária”, com Manuel Guimarães; “Os partidos políticos e os contrarrevolucionários monárquicos (1910-1926) com Miguel Santos; “Os partidos políticos e Bolchevismo”, com Norberto Cunha; “Os partidos políticos e as Forças Armadas”, com Luís Alves de Fraga.

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Elegeu-se como tema privilegiado do Ciclo de conferências, do Colóquio de Outono e de uma das três desejáveis exposições do Museu, para o ano de 2017, a problemática Partidos e movimentos políticos em Portugal (1910-1973). Dada a proliferação dos partidos políticos em tão vasto arco temporal e dado que o Museu tem finalidades gerais, sobretudo ligadas ao seu patrono, Bernardino Machado, que obriga a estabelecer prioridades, excluem-se os partidos políticos que surgiram depois do 25 de Abril de 1974 e não se incluem, como é óbvio, todos os partidos e movimentos políticos da I República, da Ditadura Militar pós-28 de Maio de 1926 e do Estado Novo.

O tema tem sobeja atualidade. Um amplo setor da opinião pública, ignorando e/ou desvalorizando a conexão umbilical e genética entre partidos políticos e democracia, não apenas se mostra céptico quanto aos partidos políticos (solicitando, por isso, tantas vezes, o reforço dos poderes presidenciais, como se a representação da vontade geral estivesse melhor assegurada por um guardião do que muitos) como, frequentes vezes, os acusam de instituições clientelares e sorvedouros da riqueza dos cidadãos, mais servindo para servir-se a eles e aos seus correligionários do que aos interesses gerais da nação que os elegeu; daí até os considerarem inúteis e nefastos, a distância não é longa. É uma hostilidade presente, dissociada duma perspetiva de futuro, que ignora as consequências que traria a supressão dos partidos políticos ou mesmo os perigos que traria, ainda que sendo um mal menor, a sua redução ao famigerado rotativismo bipolar que tivemos durante o período da Regeneração monárquica (que tende a dissociar a base social de apoio dos partidos dos seus órgãos dirigentes e a retirar representatividade político-partidária às minorias; enfim, a diminuir o alcance social da democracia, como sublinhou Locke). Estas são duas das principais razões, a que genericamente se poderia chamar a crise dos partidos políticos, que nos levaram a eleger o tema supracitado, embora esta denominação genérica não seja a mais apropriada, porque os partidos políticos, em democracia, não são estáticos mas dinâmicos e evolutivos e, nessa medida, estão, continuamente, em crise. Mas há uma outra razão que me despertou especial atenção na escolha deste tema: a formação de movimentos cívicos de opinião, de duração efêmera, que se 2 constituem para reivindicarem ou chamarem a atenção da opinião pública e dos poderes instituídos (seja do Governo central e local, seja dos partidos) para determinados temas ou problemas; são movimentos, organicamente, débeis, unidos apenas por um determinado tema nuclear (resíduos tóxicos, violência doméstica, homossexuais, alimentos, geneticamente, manipulados, etc.). Não pretendendo substituir-se aos partidos, mas completá-los têm inúmeras virtualidades políticas: mobilizam a participação política da sociedade civil (condição fundamental de qualquer democracia), interagem com as instituições democráticas, obrigam os partidos políticos a manter a sua atenção desperta para os problemas que preocupam a sociedade civil ou uma parte dela, etc..

Temos, pois, expostas as razões da escolha do tema que predominará nas atividades do Museu para o ano de 1917 que incluirá:

 - Oito conferências sobre Os partidos e movimentos políticos da I República nas suas relações com determinadas questões fundamentais desse período (os partidos e a questão religiosa, os partidos e a Constituição de 1911, o partidarismo e o transpartidarismo, os partidos políticos e os ´adesivos´, os partidos e as greves, os partidos e as ditaduras de Pimenta de Castro e Sidónio Pais, os partidos e a questão colonial, os partidos e a I Guerra Mundial, os partidos e o operariado, etc.).

 - Doze conferências nos Encontros de Outono (Novembro) sobre Os partidos e movimentos políticos (1910-1973) que incidirão sobre os seguintes partidos: o Partido Republicano Português, o Partido Evolucionista, o Partido Unionista, o Integralismo Lusitano, o Partido Republicano Nacionalista, o Partido Liberal, o Partido Reconstituinte, os partidos no ocaso da I República, a Seara Nova, a Aliança Republicano-Socialista, o Grupo de Renovação Democrática, o Partido Comunista, a União Nacional, o MUNAF/MUD, o MDP/CDE, etc.

Exposições: O Museu, como tem vindo a fazer no passado, terá dois tipos de exposições: aquelas que solicita, de empréstimo, a outras instituições e as que ele mesmo elabora. Umas e outras procuram quer manter a contínua atenção do público sobre as atividades do Museu, quer contribuir para a educação cívica dos cidadãos, conjugando nessas exposições o elemento iconográfico com o prosaico. As principais exposições que nos propomos elaborar são as que se seguem:

 - Uma sobre Os partidos e movimentos políticos da I República que terá como fonte principal de informação a obra fundamental do Prof. Ernesto Castro Leal (Universidade de Lisboa) sobre o assunto em epígrafe, cuja presença procuraremos trazer à sua abertura para proferir uma palestra sobre o assunto;

- Uma exposição sobre A Revolução Russa de 1917: uma perspetiva histórica (não só nacional mas internacional e cuja abertura terá uma mesa redonda, constituída por historiadores de renome);

 - As Aparições de Fátima (1917): sociedade, política e religião (que seguirá o modelo prático de execução da exposição anterior).

Para além destas três exposições, iremos organizar as seguintes exposições de âmbito local:

- Os Partidos Políticos em Famalicão durante a I República;

 - A Oposição Democrática em Famalicão.

“Obras” de Bernardino Machado

Como se tem vindo a fazer, também em 2017, continuaremos a publicação das Obras (políticas) de Bernardino Machado. Deste modo, esperamos consolidar, ainda mais, este projeto e continuar o resgaste público deste eminente republicano (desiderato que, até hoje, não se concretizou ainda para qualquer outra grande figura política desse período).

Ciclo de Conferências 2017

"Os partidos perante as grandes questões da I República"

1 – Os deputados republicanos e a Lei Fundamental de 1911: convergências e divergências Conferencista: Prof. Doutor Paulo Ferreira da Cunha

Data: 27 de janeiro

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

2 – Os partidos republicanos e a educação

Conferencista: Prof. Doutora Maria Cândida Proença

Data: 24 de fevereiro

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

3 – Os partidos republicanos e a questão religiosa

Conferencista: Prof. Doutor Luís Salgado de Matos

Data: 24 de março

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

4- Os partidos políticos da I República e a questão colonial

Conferencista: Prof. Doutor Pedro Aires de Oliveira

5 Data: 28 de abril

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado a

5- – Os partidos políticos e a questão operária

Conferencista: Prof. Doutor Manuel Guimarães

Data: 20 ou 27 de maio

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

6 – Os partidos políticos e os contra-revolucionários monárquicos (1910-1926)

Conferencista: Prof. Doutor Miguel Santos

Data: 17 de junho

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

7 – Os partidos políticos e o Bolchevismo

Conferencista: Prof. Doutor Norberto Cunha

Data: 29 setembro

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

8 – Os partidos políticos e as Forças Armadas

Conferencista: Coronel Doutor Luís Alves de Fraga

Data: 13, 20 ou 27 de outubro

Hora: 21h30

Local: Museu Bernardino Machado

HISTORIADOR DANIEL BASTOS VISITA COMUNIDADE PORTUGUESA EM LONDRES

No passado domingo (15 de janeiro), o escritor e historiador minhoto Daniel Bastos, cujo percurso literário tem sido alicerçado junto das comunidades portuguesas, visitou a comunidade portuguesa em Londres.

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De passagem pela capital inglesa, o investigador da nova geração de historiadores portugueses aproveitou a ocasião para conhecer a região de Little Portugal no sul de Londres, especialmente ao redor de Stockwell, uma região que começou a acolher portugueses nas décadas de 1960 e 1970 e onde viverão atualmente cerca de 27 mil portugueses.

Durante a sua visita Daniel Bastos, atualmente professor de História no Colégio João Paulo II em Braga, contactou com empresários, dirigentes associativos e emigrantes que vivem nesta região que concentra a maior comunidade lusitana do Reino Unido, e onde os portugueses recriaram o seu país de origem, com as suas associações, cafés, mercearias e restaurantes.

 

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O historiador Daniel Bastos (esq.) acompanhado do empresário Fernando Marques, proprietário do restaurante “A Toca”, um dos mais conhecidos restaurantes portugueses em Londres

 

O escritor e historiador português, que nos últimos anos tem realizado várias sessões de apresentação de livros de sua autoria ligados à história e emigração portuguesa, junto das comunidades lusófonas em França, Bélgica, Luxemburgo, Suíça, Brasil e Canadá, constatou in loco o dinamismo e visibilidade da comunidade lusitana em Londres, projetando bases de futuras parcerias culturais com a maior comunidade portuguesa do Reino Unido.

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GUIMARÃES ORGANIZA CONGRESSO HISTÓRICO INTERNACIONAL

“AS CIDADES NA HISTÓRIA”

Guimarães organiza congresso histórico internacional entre 18 e 20 de outubro

Certame abordará evolução das cidades em contextos históricos e geográficos distintos, desde a cidade antiga à cidade do presente a caminho do futuro. Inscrições até 03 de fevereiro.

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O Centro Cultural Vila Flor vai receber o 2º Congresso Internacional “As Cidades na História”, subordinado ao tema “Sociedade”, entre 18 e 20 de outubro de 2017. A cidade no mundo antigo, na época medieval, moderna, industrial e, finalmente, a cidade da época atual são as cinco grandes áreas temáticas do congresso, cuja primeira edição decorreu em 2012.

Cada uma destas áreas terá uma sessão plenária estruturada em torno de dois conferencistas, um português e outro de fora de Portugal, e um conjunto de sessões paralelas de apresentação de resultados espontâneos sobre as respetivas temáticas. Os trabalhos terminarão com uma mesa redonda sobre a Cidade de Futuro.

Os interessados em participar no congresso devem contactar com os responsáveis das áreas temáticas do seu interesse, enviando um pequeno resumo da comunicação, até 500 palavras, acompanhado de um breve currículo, até 200 palavras. Devem igualmente enviar a proposta para a organização geral <chi@cm-guimaraes.pt>, até ao dia 03 de fevereiro.

Em março, será divulgada a segunda circular do Congresso, com a relação dos títulos provisórios dos trabalhos admitidos em cada área temática. O prazo final para a receção das comunicações tem como data o dia 16 de setembro de 2017. O preço das inscrições é de 50 euros e metade deste valor para os estudantes (25 euros). Está prevista a atribuição de bolsas de alojamento para jovens investigadores.

Os Congressos Históricos podem apresentar-se como ponto de partida de outros encontros em que Guimarães se situa como importante plataforma do diálogo europeu, sendo anfitriã apetecível para eventos desta natureza, não só pelas estruturas culturais de que dispõe, mas por toda a sua envolvência urbana. Não haverá língua oficial no congresso. Embora a maior parte dos trabalhos possa vir a ser apresentada em português ou espanhol, aceitar-se-á a língua inglesa ou francesa, sem se excluir a possibilidade, em sessões plenárias, de tradução simultânea.

GUIMARÃES É CIDADE NA HISTÓRIA

Guimarães apresenta 2º Congresso Internacional “As Cidades na História”

Conferência de imprensa marcada para a manhã desta segunda-feira. Evento de carácter histórico decorrerá em outubro.

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A Câmara Municipal de Guimarães vai apresentar publicamente esta segunda-feira, 16 de janeiro, a realização do 2º Congresso Internacional “As Cidades na História”, subordinado ao tema “Sociedade”. A conferência de imprensa decorrerá a partir das 11 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Em 2017, pretende-se que o Congresso mantenha a sua identidade de partida, cuja primeira edição decorreu em 2012, abordando a evolução das cidades em contextos históricos e geográficos distintos, desde a cidade antiga à cidade do presente a caminho do Futuro, com especial incidência nas cidades do mundo mediterrâneo.

Os Congressos Históricos podem apresentar-se como ponto de partida de outros encontros em que Guimarães se situa como importante plataforma do diálogo europeu.

HISTORIADOR LUÍS DE OLIVEIRA RAMOS EVOCA EM PONTE DE LIMA FIGURA DO CARDEAL SARAIVA

 

Brilhantismo de Cardeal Saraiva fecha ciclo de tributo

O historiador Luís A. de Oliveira Ramos encerrou na passada sexta-feira, 6 de janeiro, o ciclo de conferências inserido no programa de comemorações do 250.º aniversário de nascimento de Frei Francisco de São Luís – o insigne Cardeal Saraiva - figura cimeira da história cultural, religiosa e política do Portugal oitocentista.

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Numa palestra intitulada “Frei Francisco de São Luís e o nosso tempo”, que decorreu no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, o conferencista destacou os momentos mais marcantes da vida e obra do eminente monge-escritor beneditino e realçou algumas das qualidades e aptidões que o ajudaram a desempenhar com exemplaridade todas as funções para as quais foi nomeado. Referindo-se especificamente aos cargos políticos, religiosos e académicos que ocupou – de que se destacam o de Presidente das Cortes, o de Bispo-conde de Coimbra e o de Reformador-reitor da Universidade - Luís A. de Oliveira Ramos sublinhou a capacidade de negociação de Frei Francisco de São Luís, os seus conhecimentos poliglotas e filológicos, a sua competência em gestão financeira, a defesa que empreendeu pela educação como sustentáculo do progresso dos povos, a sua luta pela liberdade, a devoção pela virtude, fé e caridade e o seu inabalável respeito pela Religião, pela Pátria e pela Casa de Bragança – atributos que ajudaram a consolidar a sua notoriedade e que ainda hoje, com as necessárias adaptações às exigências do nosso tempo, se mantêm essenciais à revalorização da causa pública.

Além da solidez intelectual e da habilidade diplomática de Frei Francisco de São Luís, o conferencista quis também salientar o estoicismo com que suportou dois exílios – o primeiro no Mosteiro da Batalha, o segundo em Serra d’Ossa -, prova de que mesmo na adversidade, num cenário de provação, o monge beneditino não se deixou abater, prosseguindo um dos grandes prazeres da sua vida- a investigação.

A última palestra de homenagem a Cardeal Saraiva – um dos maiores portugueses de sempre, para Luís A. de Oliveira Ramos – contou com a presença do Eng.º Vasco Ferraz, Vereador com o Pelouro da Juventude da Câmara Municipal de Ponte de Lima.

As comunicações inseridas no ciclo de tributo a Frei Francisco de São Luís (1766-2016), que agora se encerra, serão publicadas pelo Município de Ponte de Lima em data a definir.

CARDEAL SARAIVA CHEGA À BANDA DESENHADA

Município de Ponte de Lima lança livro infantil sobre Cardeal Saraiva

No quadro das comemorações dos 250 anos sobre o nascimento de Frei Francisco de São Luís (1766-2016), o Município de Ponte de Lima publica livro infantil sobre a vida e obra do ilustre cardeal Saraiva e congratula-se com a oferta da obra intitulada Teresa numa viagem ao tempo do Cardeal Saraiva aos estabelecimentos de ensino do concelho.

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Trata-se de mais uma edição de propósito lúdico-didático que visa dar a conhecer personalidades e factos de relevância para a história local.

Neste caso particular pretende-se divulgar o importante legado religioso, cultural e político de Frei Francisco de São Luís – o ilustre Cardeal Saraiva – através de uma narrativa simples e concisa que congrega os principais momentos da vida e obra do religioso beneditino. Convidados a uma viagem no tempo, os leitores acompanharão Teresa em mais uma aventura, que promete desvendar o essencial quer da figura visada, quer dos factos ocorridos à época.

Como tem sido apanágio de algumas edições de Teresa, o livro proporciona ainda um glossário de termos e de eventos de utilidade para a compreensão da narrativa e do período traçado.

Bem hajam e boas leituras!

A TRAVESSIA DO RIO LETHES PELOS EXÉRCITOS ROMANOS VISTA PELOS REINTEGRACIONISTAS GALEGOS

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O PORQUÊ DA HISTÓRIA DA LÍNGUA

Qualquer que fosse a razom para estares agora a ler a História da Língua em Banda Desenhada, é indicativo do atual conflito linguístico.

Os coletivos que respaldamos este trabalho, propomo-nos dar umha visom histórica sobre o galego e que todos saibamos o que é o reintegracionismo.

Para os nom iniciados, incluímos um guia de leitura nestas mesmas páginas, a descriçom do alfabeto galego e, como a língua é escrita e fala, juntamos também um esquema fonético.

Para os mais conhecedores, trabalhamos com rigor em datas e citaçons (tiradas das respetivas primeiras ediçons).

E para todos -aprovados e reprovados em galego-, apresentamos a história da língua como nunca se tinha feito, utilizando um meio divertido e inovador: a linguagem da banda desenhada: por isso, usando critérios didáticos respeitamos formas orais e expressons coloquiais, em ocasions estranhas ao galego.

Também nos propugemos ser umha alternativa ao folclorismo cultural e linguístico que se promove com dinheiros públicos, umha alternativa a todos os editores, júris e premiados que vem no nosso idioma mais um negócio. Som os que hoje vam a Portugal a vender homogeneidade cultural e linguística, enquanto na Galiza usam umha norma de laboratório, sem rigor histórico, sem passado, de nulo presente e, o que é pior, sem futuro. Nós luitamos para se respeitar a liberdade e nom se discriminar o reintegracionismo no ensino, em publicaçons, meios de comunicaçom, etc. A gente deve estar informada de que existe um amplo conflito linguístico e umha grande desconformidade.

A muitos nom servem as propostas da norma chamada hoje de “oficial”, e exigimos um amplo consenso social.

Os reintegracionistas trabalhamos também, e antes de mais, pola extensom do uso do nosso idioma em todos os ámbitos. Contra os preconceitos e a dialectalizaçom do galego temos argumentos: um idioma internacionalmente útil e usado -nas suas diferentes variedades- por 200 milhons de falantes, em cujo tronco se acha a sobrevivência e consolidaçom do galego na Galiza.

Por tudo isto, se te obrigarem a escrever em castrapo lembra-lhes que o “ñ” só existe em espanhol.

Ourense, Galiza. Abril 1992

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FAMALICÃO HOMENAGEIA ELZIRA DANTAS MACHADO E JÚLIO MACHADO VAZ

Homenagem a Elzira Dantas Machado e Júlio Machado Vaz marcaram comemorações. Museu Bernardino Machado cumpre sonho do antigo presidente da República e família

Bernardino Machado – que foi presidente da República Portuguesa por duas vezes e uma das principais figuras da I República – viveu os seus últimos anos de vida angustiado sobre o que aconteceria ao seu legado quando partisse. E chegou mesmo a falar com o seu neto Júlio Machado Vaz, sobre qual o destino que seria dado “aos seus papeis”. O episódio foi recordado esta quinta-feira, 15 de dezembro, pela neta de Bernardino Machado e prima de Júlio Machado Vaz, Elzira Machado Rosa, durante as comemorações dos 15 anos do Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão.

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Numa intervenção emotiva, repleta de recordações de vários momentos da vida do seu avô e das motivações que levaram à criação do Museu, Elzira Machado Rosa, enalteceu o papel de Júlio Machado Vaz, como um dos grandes impulsionadores da “concretização do sonho”. Por outro lado, “a câmara municipal tem correspondido exatamente à personalidade do meu avô e àquilo que ele gostaria que fosse feito com o seu espólio”, realçou, salientando que “o sonho era dele mas que foi descendendo até aos filhos, netos e bisnetos e o sonho transformou-se em realidade”.

Os quinze anos do Museu Bernardino Machado ficaram, de resto, marcados por dois grandes momentos: a atribuição do nome de Júlio Machado Vaz à sala de conferências e exposições temporárias do Museu, enquanto mentor, impulsionador e principal doador do espólio e a homenagem a Elzira Dantas Machado com a atribuição do seu nome à praceta contígua ao Museu, entretanto requalificada.

Sobre a sua avó, Elzira Machado Rosa lembrou o papel de grande relevância que teve na sociedade portuguesa e na defesa dos direitos das mulheres, numa “época em que não era expectável que uma senhora ocupasse um lugar na vida pública”. E acrescenta: “Havia um certo receio, mesmo na família, em assumir que ela tinha tido um papel público, o que não se usava, não era costume”.

Par além de Elzira Machado Rosa, a sessão contou com a presença de várias dezenas de familiares de Bernardino Machado e Elzira Dantas Machado. Entre os presentes estava também Júlio Guilherme Ferreira Machado Vaz, filho de Júlio Machado Vaz e bisneto de Bernardino Machado, que se mostrou “muito satisfeito pelo trabalho desenvolvido pelo museu, que corresponde totalmente àquilo que foi idealizado”.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, mostrou-se orgulhoso com a criação de um “museu que honra e dignifica Bernardino Machado”, mas salientou a vontade do município em ir mais longe. “Temos a ambição de que o museu não se limite a ser um depósito onde se guardam de forma cautelosa esse acervo e memórias, mas que se vá mais longe e se produza atividade e, é por isso, que temos concebido e publicado muitas obras, conferências, colóquios que nos permitem continuar a construir conhecimento”.

Entretanto, coube a Artur Sá da Costa, representante da Comissão Instaladora do Museu, recordar os passos dados na salvaguarda e valorização da memória de Bernardino Machado, em 2001, no Palacete Barão da Trovisqueira, espaço nobre da cidade.

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BERNARDINO MACHADO

Bernardino Machado nasceu no Rio de Janeiro a 28 de Março de 1851 e foi o terceiro e o oitavo presidente eleito da República Portuguesa. Foi presidente da República Portuguesa por duas vezes: primeiro, de 6 de Agosto de 1915 até 5 de Dezembro de 1917, quando Sidónio Pais, à frente de uma junta militar, dissolve o Congresso e o destitui, obrigando-o a abandonar o país; mais tarde, em 1925, volta à presidência da República para, um ano depois, voltar a ser destituído pela revolução militar de 28 de Maio de 1926, que instituirá a Ditadura Militar e abrirá caminho à instauração do Estado Novo.

Vive os seus primeiros anos no Brasil, iniciando os estudos no Liceu de Laranjeiras em 1859. Em 1860, ainda Bernardino Machado não tinha completado 9 anos, a família regressa a Portugal, fixando-se primeiro em Joane e depois em Vila Nova de Famalicão.

Filho de pai português, António Luís Machado Guimarães (a quem viria a ser concedido, por decreto régio, o título de 1.º Barão de Joane em 1870), Bernardino Machado escolheu ser famalicense e elegeu Vila Nova de Famalicão como sua terra, vivendo cá vários anos e regressando sempre que possível.

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PONTE DE LIMA: BENS CULTURAIS DA CABRAÇÃO FORAM ARROLADOS APÓS A IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA

Em 4 de Outubro de 1911, precisamente um ano após a implantação do regime republicano em Portugal, a então criada Comissão Jurisdicional dos Bens Culturais procedeu ao arrolamento dos bens cultuais situados na freguesia de Cabração, concelho de Ponte de Lima, constando de Igreja Paroquial de Cabração.

A Junta de Paróquia de Cabração reclamou do arrolamento que considerou indevido, de 11 inscrições do valor nominal de 100$00 cada, bem como títulos particulares no valor de 131$50.

O processo encontra-se no Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças.

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MUNICÍPIO DE CAMINHA VAI DEVOLVER ESPAÇO ENVOLVENTE AO DÓLMEN DA BARROSAÀS PESSOAS

Primeira fase da recuperação do espaço envolvente ao Dólmen da Barrosa a realizar no âmbito do Orçamento Participativo de Caminha já começou

A recuperação do espaço envolvente ao Dólmen da Barrosa a realizar no âmbito do Orçamento Participativo de Caminha já começou. Miguel Alves esteve esta manhã no local para acompanhar os trabalhos desta primeira fase da obra.

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“Este é o lançamento da primeira fase de uma obra de recuperação de todo o Dólmen da Barrosa e deste espaço fantástico que nós queremos colocar para usufruto das pessoas”, disse Miguel Alves, acrescentando que foi submetida uma candidatura para a criação de um núcleo museológico que projete o megalitismo no concelho. “Imagino por isso, dentro de poucos anos, o parque da Barrosa como um parque urbano de usufruto dos adultos e das crianças, um parque biológico onde se pode aprender muito sobre a flora, mas também uma alternativa à nossa praia. Será a partir daqui que vamos poder projetar o megalitismo no concelho de Caminha”, sublinhou.

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A visita ao espaço envolvente ao Dólmen da Barrosa em Vila Praia de Âncora, contou com a presença de Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha; Guilherme Lagido Domingos, vice-presidente da Câmara Municipal; Carlos Castro, presidente da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora; Álvaro Meira, proponente da proposta, e dos técnicos responsáveis pela obra.

“Esta obra regenera urbanisticamente este parque, devolve este parque às pessoas, e vai criar condições de segurança para usufruto das crianças e dos adultos”, sublinhou Miguel Alves sobre a importância da obra.

Também Carlos Castro admitiu tratar-se de uma obra muito importante: “a requalificação desta zona envolvente do Dólmen da Barrosa é um sonho. E ainda bem que se concretiza porque vai ser uma zona muito bonita, vai ser uma zona de lazer e vai ser uma atratividade para Vila Praia de Âncora e para todos aqueles que nos visitam”.

O presidente da Câmara lembrou que esta é uma obra que “nasceu do Orçamento Participativo de Caminha”. Trata-se de uma intervenção no montante de 22.378,39 +IVA. Dos trabalhos fazem parte: o rebaixamento do muro existente no topo nascente para uma altura de 1,20m, bem como está prevista a sua reconstrução nas zonas em falta, com características idênticas ao existente; a demolição do muro atualmente existente no topo norte e reconstrução do mesmo com uma altura de 1,20m em toda a extensão. Já foram removidas as rampas de e vai ser demolida a respetiva base em betão.

Estes são os trabalhos que integram esta primeira fase. Quanto à segunda fase, Miguel Alves assegurou que já foi submetida uma candidatura ao Programa 2020 para a criação de um núcleo museológico que potencie o megalitismo de Vila Praia de Âncora e de todo o concelho de Caminha e que vai “potenciar a oferta turística que vila praia oferece”.

Miguel Alves sublinhou ainda “só foi possível fazer esta obra porque a Câmara Municipal de Caminha resolveu uma trapalhada de mais de 20 anos com a família e os herdeiros do Dólmen da Barrosa”. O autarca relembrou: “estes terrenos estavam em litigio judicial, a Câmara Municipal já pagou a primeira metade da indemnização e vai pagar até ao final de março de 2017 a outra tranche à família, de modo a que estes terrenos possam ser do município. Para já os terrenos ainda não são do município, mas já temos autorização para fazer esta obra aqui. É a resolução de mais uma trapalhada do passado que nos ajuda a construir o futuro”.

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FAMALICÃO: MUSEU BERNARDINO MACHADO ASSINALA AMANHÃ 15 ANOS DE EXISTÊNCIA COM HOMENAGENS

Comemorações decorrem a partir das 15h00, no Palacete Barão da Trovisqueira

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, convida os órgãos de comunicação social a participar nas comemorações do 15.º aniversário do Museu Bernardino Machado, que se realiza esta quinta-feira, 15 de dezembro, pelas 15h00.

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Elzira Dantas Machado e Júlio Machado Vaz, esposa e neto de Bernardino Machado respetivamente, vão ser os grandes homenageados das comemorações.

O equipamento cultural que está localizado no Palacete Barão da Trovisqueira, bem no centro da cidade famalicense irá evocar duas grandes personalidades da sua história. Elzira Dantas Machado será homenageada com a atribuição do seu nome à praceta contígua ao Museu, entretanto requalificada, enquanto o nome de Júlio Machado Vaz será atribuído à sala de conferências e exposições temporárias do Museu.

“É uma homenagem justa e oportuna que reaviva a memória daqueles que estando próximos de Bernardino Machado contribuíram para a criação do Museu Bernardino Machado e para o seu reconhecimento nacional”, afirma a propósito o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha.

O programa comemorativo contará com as presenças de Elzira Machado Rosa, neta de Bernardino Machado e Elzira Dantas Machado, e de  Júlio Guilherme Ferreira Machado Vaz, filho de Júlio Machado Vaz e bisneto de Bernardino Machado.

Refira-se que Elzira Dantas Machado teve um papel de grande relevância na sociedade portuguesa e na defesa dos direitos das mulheres, tendo sido uma das fundadoras da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, em 1909, e mais tarde, em 1916, presidente da Associação de Propaganda Feminista. Com o eclodir da 1.ª Guerra e a participação de Portugal no conflito, ajudou a criar a Cruzada das Mulheres Portuguesas, cuja principal missão era apoiar os soldados e as suas famílias.

Por sua vez, Júlio Machado Vaz, médico e professor, foi um dos grandes entusiastas da criação do Museu Bernardino Machado, tendo doado o seu riquíssimo espólio documental, correspondência, fotografias e postais ilustrados legado pelo seu avô ao município de Vila Nova de Famalicão para a fundação do Museu.

Ao longo destes 15 anos, o Museu Bernardino Machado tem-se afirmado no país como um centro de investigação histórica de referência, sendo reconhecido nos meios académicos nacionais. Para além da divulgação e valorização da figura de Bernardino Machado, um famalicense por adoção que foi Presidente de Portugal, por duas vezes, durante a I República, o Museu tem vindo a destacar-se na organização de diversos eventos e na produção de documentos que têm sido essenciais para investigadores e historiadores.

CAMINHA RECUPERA DÓLMEN DA BARROSA

A Câmara Municipal de Caminha organiza amanhã, dia 14 de dezembro, pelas 10 horas, uma visita ao Dólmen da Barrosa, em Vila Praia de Âncora, no âmbito da intervenção a realizar com base no Orçamento Participativo.

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A Recuperação do espaço envolvente ao Dólmen da Barrosa (Vila Praia de Âncora) foi um dos projetos vencedores do 1º Orçamento Participativo de Caminha. Trata-se de um projeto avaliado em 60 mil euros e prevê intervenção nos muros, plantação de espécies autóctones, instalação de mobiliário urbano e remoção da pista de skate.

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DANIEL BASTOS APRESENTA EM COIMBRA LIVRO SOBRE A EMIGRAÇÃO PORTUGUESA

O historiador fafense Daniel Bastos apresentou ontem em Coimbra o livro Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”.

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O historiador Daniel Bastos acompanhado do sociólogo Pedro Góis na sessão de apresentação do livro sobre a emigração portuguesa em Coimbra

 

O livro, concebido e realizado pelo historiador natural de Fafe Daniel Bastos a partir do espólio do conhecido fotógrafo que imortalizou a história da emigração portuguesa para França nos anos de 1960, foi apresentado na FNAC de Coimbra, numa sessão que esteve a cargo do sociólogo Pedro Góis, professor na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e investigador do Centro de Estudos Sociais na área das Migrações Internacionais.

No decurso da sessão, Pedro Góis qualificou o livro, que se encontra traduzido para português e francês pelo docente Paulo Teixeira, e é prefaciado pelo multipremiado ensaísta Eduardo Lourenço, como um “livro de memórias fundamentais para a compreensão da emigração portuguesa da segunda metade do séc. XX”.

A sessão de apresentação em Coimbra incluiu a inauguração de uma exposição fotográfica evocativa da ligação de Gérald Bloncourt a Portugal, que estará durante os próximos três meses patente ao público na cidade dos estudantes.

Refira-se que esta obra, que reúne testemunhos e imagens originais como as que fotógrafo francês de origem haitiana realizou sobre os emigrantes lusitanos nos bidonvilles dos arredores de Paris nos anos 60, foi também já apresentada nas capitais de distrito de Braga, Porto e Lisboa, assim como junto das comunidades portuguesas em Paris, Luxemburgo e Toronto.

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FAMALICÃO COMEMORA 40 ANOS DE PODER LOCAL DEMOCRÁTICO

Comemorações decorrem na próxima segunda-feira, dia 12, a partir das 18h00 nos Paços do Concelho

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, convida os órgãos de comunicação social a participar nas comemorações dos 40 anos de Poder Local Democrático em Famalicão (1976-2016), que decorrem na próxima segunda-feira, dia 12 de dezembro, nos Paços do Concelho.

Pelas 18h00, será inaugurada a exposição documental “40 anos de Poder Local, 1976-2016”, no átrio, seguindo-se pelas 18h30, a sessão solene de homenagem aos primeiros autarcas eleitos em Famalicão, no salão da Assembleia Municipal.

De acordo com Paulo Cunha, “as eleições autárquicas de 1976 instituíram o poder local democrático em Portugal. Este foi o primeiro e decisivo passo instituidor de uma dinâmica de crescimento do País em todo o território, determinante para a sua coesão social e territorial e para qualificação da vida dos portugueses”.

Depois da Revolução dos Cravos, efetuada na madrugada do dia 25 de Abril de 1974 pelo Movimento das Forças Armadas, Portugal passou a viver num regime democrático. Contudo, não se efetuaram logo eleições, pois primeiro foi necessário estabilizar o país e proceder à organização das instituições para que se pudesse levar a cabo todo o recenseamento eleitoral e dar tempo às estruturas partidárias de se organizarem e apresentarem as suas propostas.

Assim, só a 12 de Dezembro de 1976 se realizaram as primeiras Eleições Autárquicas Democráticas que instituíram o poder local com autonomia consagrada constitucionalmente.

Nestas eleições, foram eleitos no país 304 presidentes de câmara municipais, 5135 deputados municipais, e cerca de 26 mil deputados para as assembleias de freguesia. Em Vila Nova de Famalicão, foram eleitos 108 autarcas.

Refira-se que as comemorações dos 40 anos de Poder Local democrático inserem-se no âmbito do projeto “Conta-me a História”, que a Câmara Municipal está a desenvolver sobre o processo de consolidação democrática em Portugal.

O trabalho desenvolvido ao longo deste processo tem trazido à luz do dia novos documentos e tem despertado o interesse e a adesão de importantes testemunhas que viveram e tiveram participação ativa nos principais acontecimentos políticos e sociais que ocorrerem em Portugal entre 1974 e 1976.

Para além da apresentação do documentário “O Filme do 25 de Abril em Famalicão”, o projeto contou ainda com a realização de uma mesa redonda em 25 de Novembro de 2015, dia associado ao final do PREC – Período Revolucionário em Curso, e com uma conferência por Diogo Freitas do Amaral no dia 3 de abril último, sobre os 40 anos da Constituição da República Portuguesa.

MUSEU BERNARDINO MACHADO CELEBRA 15 ANOS DE EXISTÊNCIA

Homenagem a Elzira Dantas Machado e Júlio Machado Vaz marcam comemorações

Elzira Dantas Machado e Júlio Machado Vaz, esposa e bisneto de Bernardino Machado respetivamente, vão ser os grandes homenageados nas comemorações do 15.º aniversário do Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão.

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O equipamento cultural que está localizado no Palacete Barão da Trovisqueira, bem no centro da cidade famalicense, celebra no próximo dia 15 de dezembro, quinta-feira, 15 anos de existência, evocando duas grandes personalidades da sua história. Elzira Dantas Machado será homenageada com a atribuição do seu nome à praceta contígua ao Museu, entretanto requalificada, enquanto o nome de Júlio Machado Vaz será atribuído à sala de conferências e exposições temporárias do Museu.

“É uma homenagem justa e oportuna que reaviva a memória daqueles que estando próximos de Bernardino Machado contribuíram para a criação do Museu Bernardino Machado e para o seu reconhecimento nacional”, afirma a propósito o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha.

O programa comemorativo que vai decorrer a partir das 15h00, contará com as presenças de Elzira Machado Rosa, neta de Bernardino Machado e Elzira Dantas Machado, e de  Júlio Guilherme Ferreira Machado Vaz, filho de Júlio Machado Vaz e bisneto de Bernardino Machado.

Refira-se que Elzira Dantas Machado teve um papel de grande relevância na sociedade portuguesa e na defesa dos direitos das mulheres, tendo sido uma das fundadoras da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, em 1909, e mais tarde, em 1916, presidente da Associação de Propaganda Feminista. Com o eclodir da 1.ª Guerra e a participação de Portugal no conflito, ajudou a criar a Cruzada das Mulheres Portuguesas, cuja principal missão era apoiar os soldados e as suas famílias.

Por sua vez, Júlio Machado Vaz, médico e professor, foi um dos grandes entusiastas da criação do Museu Bernardino Machado, tendo doado o seu riquíssimo espólio documental, correspondência, fotografias e postais ilustrados legado pelo seu avô ao município de Vila Nova de Famalicão para a fundação do Museu.

Ao longo destes 15 anos, o Museu Bernardino Machado tem-se afirmado no país como um centro de investigação histórica de referência, sendo reconhecido nos meios académicos nacionais. Para além da divulgação e valorização da figura de Bernardino Machado, um famalicense por adoção que foi Presidente de Portugal, por duas vezes, durante a I República, o Museu tem vindo a destacar-se na organização de diversos eventos e na produção de documentos que têm sido essenciais para investigadores e historiadores.

PORTUGUESES REAFIRMAM VONTADE DE CONTINUAREM A SER UM PAÍS SOBERANO E INDEPENDENTE

Amares e Famalicão representaram o Minho nas comemorações do 1º de Dezembro

Cerca de 34 entidades, integrando 2 grupos de percussão, 1 banda nacional militar e 30 bandas filarmónicas civis desfilaram esta tarde na avenida da liberdade, em Lisboa, evocando a data histórica da Restauração da Independência Nacional em 1640.

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O desfile teve início junto ao monumento aos Mortos da Primeira Grande Guerra e desceu rumo à Praça dos Restauradores onde teve lugar uma interpretação conjunta final das Bandas participantes, sob a direção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, foram interpretadas diversas marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento coletivo contou também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e do Hino Nacional.

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O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. Um evento desta grandiosidade foi possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa contou também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro.

O Minho esteve representado pelo Grupo de Bombos de Atei, de Mondim de Basto, a Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (Amares) e a Banda Marcial de Arnoso (Vila Nova de Famalicão). Viana do Castelo não se fez este ano representar uma vez que a Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha não compareceu.

Coube ao Dr. José Ribeiro e Castro, na qualidade de Presidente do Movimento 1º de Dezembro, proferir as palavras solenes que antecederam o encerramento oficial das comemorações.

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MINHO DESFILA EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO

Viana do Castelo, Amares e Famalicão representam o Minho nas comemorações do 1º de Dezembro

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro. Agradecemos também o apoio facultado pelo Recheio e pelo Amanhecer.

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O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014 e 2015. Será êxito maior em 2016.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.700 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 5ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

Banda do Exército

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda da ACULMA (Marvila, Lisboa)

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense (Madalena do Pico, Açores)

Banda Musical Santiago de Lobão (Santa Maria da Feira)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (Amares)

Banda Marcial de Arnoso (Vila Nova de Famalicão)

Associação Filarmónica Recreativa e Cultural do Brinço (Macedo de Cavaleiros)

"Banda de Música 1º de Maio (Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses) (Mirandela)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Filarmónica Recreativa Cortense (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense (Figueira da Foz)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Banda Filarmónica da Casa do Povo de N.ª Sr.ª de Machede (Évora)

Banda Musical de Tavira

Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)

Sociedade Musical Estrela da Beira (Seia)

Sociedade Filarmónica Maiorguense (Alcobaça)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão-Grande)

Associação Musical de Cabanas de Torres (Alenquer)

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro da Encarnação (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião

Sociedade Musical Euterpe de Portalegre

Banda de Música de S. Vicente de Alfena (Valongo)

Sociedade Filarmónica União Maçaense (Mação)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (Almada)

Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha (Viana do Castelo)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Banda Musical 81 de Ferreirim (Sernancelhe)

Será um total de 34 entidades, integrando 2 grupos de persussão, 1 banda nacional militar e 31 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1700 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

REIS DE ESPANHA VISITAM GUIMARÃES E FOLCLORE DO MINHO FAZ AS HONRAS AOS ILUSTRES VISITANTES

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Sob o olhar altivo e soberano de D. Afonso Henriques, o minhoto que foi o nosso primeiro Rei, os vimaranenses receberam no Berço de Portugal os actuais reis de Espanha – D. Filipe VI e D. Letícia – e, perante as mais altas individualidades do Estado, apresentaram-se condignamente com os seus trajes tradicionais, uma das marcas da nossa identidade como povo.

O BLOGUE DO MINHO deixa aqui o registo de alguns dos momentos assinalados pela presença do nosso folclore.

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GUIMARÃES COMEMORA RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL

CERIMÓNIA JUNTO À ESTÁTUA D. AFONSO HENRIQUES

Guimarães assinala Restauração da Independência Nacional esta quarta-feira à noite

Sessão protocolar decorrerá junto à estátua D. Afonso Henriques. Desfile vai percorrer as principais ruas do Centro Histórico de Guimarães ao som do Hino da Restauração.

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O aniversário da Restauração da Independência Nacional vai ser comemorado em Guimarães na noite desta quarta-feira, 30 de novembro, a partir das 22:30 horas, pelo Grupo Recreativo “Os 20 Arautos de D. Afonso Henriques”, em parceria com a Câmara Municipal.

Depois de hasteadas as bandeiras, o desfile, com início às 22:45 horas, na sede do Grupo Recreativo “Os 20 Arautos de D. Afonso Henriques”, irá percorrer as principais ruas do Centro Histórico, com os participantes a entoar o Hino da Restauração, seguindo em direção à estátua do Rei D. Afonso Henriques onde será colocada uma coroa de flores.

Nessa altura, além dos discursos protocolares, o Grupo Coral de Ponte interpretará o Hino de Guimarães, o Hino da Restauração e o Hino de Portugal. No final deste momento solene, o regresso à sede dos “20 Arautos” será efetuado pelo Largo do Carmo, Rua de Santa Maria, Praça de S. Tiago e Rua Gravador Molarinho. No final, realiza-se a tradicional ceia para todos os participantes.

As comemorações da Restauração da Independência Nacional contam com a participação da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Guimarães, Grupo Coral de Ponte, Sociedade Musical de Guimarães, Grupo Cultural e Recreativo “Os Trovadores do Cano” e C.N.E. – Corpo Nacional de Escutas. 

O percurso ascendente do cortejo tem o seguinte itinerário: Rua Gravador Molarinho (Sede dos “20 Arautos”); Rua da Rainha D. Maria II; Rua Alfredo Guimarães; Rua Egas Moniz; Largo Condessa do Juncal; Viela da Arrochela; Largo da Misericórdia; Rua Vale de Donas; Largo dos Laranjais; Rua das Trinas; Largo do Carmo; Rua Conde D. Henrique.

[PROGRAMA]

Dia 30 de novembro (4ª feira)

22h00 – Receção aos participantes; 

22h30 – Hastear das bandeiras (sede do Grupo Recreativo “Os 20 Arautos de D. Afonso Henriques”);

22h45 – Início do desfile pelas ruas da cidade, percorrendo as principais artérias do Centro Histórico, onde vai sendo cantado o Hino da Restauração para que o final decorra por volta das 24h00.

00h30 – Ceia na sede do Grupo Recreativo “Os 20 Arautos de D. Afonso Henriques” para todos os participantes.

 

Percurso do desfile:

- Rua Gravador Molarinho (Sede dos “20 Arautos”);

- Rua da Rainha D. Maria II;

- Rua Alfredo Guimarães;

- Rua Egas Moniz;

- Largo Condessa do Juncal;

- Viela da Arrochela;

- Largo João Franco;

- Rua Vale de Donas; 

- Largo dos Laranjais;

- Rua das Trinas;

- Largo do Carmo;

- Rua Conde D. Henrique (Estátua D. Afonso Henriques) 

 

Colocação de coroa de flores

 

Atuação do Grupo Coral de Ponte, com o seguinte programa:

. Hino de Guimarães

. Hino da Restauração, 

Discurso do Presidente de Câmara

. Hino de Portugal

 

Continuação do desfile: 

- Largo do Carmo;

- Rua de Santa Maria;

- Praça de S. Tiago;

- Rua Gravador Molarinho (Sede do Grupo Cultural e Recreativo “Os 20 Arautos de D. Afonso Henriques”);

 

[HINO DA RESTAURAÇÃO]

Portugueses celebremos

O Dia da Redenção

Saem do pulso as algemas

Ressurge livre a Nação

O Deus de Afonso em Ourique

Dos livres nos deu a Lei

Nossos Braços a sustentem

Pela Pátria Pela Grei

Avante! Avante!

O Ferro empunhar p’ra batalhar

A Pátria nos chama

Convida a lutar

Convida a lutar!

AMIGOS DE OLIVENÇA APELAM À RESOLUÇÃO DO LITÍGIO FRONTEIRIÇO ENTRE PORTUGAL E ESPANHA

Por ocasião da visita a Portugal do Chefe de Estado de Espanha, Sua Majestade o Rei Filipe VI, o Grupo dos Amigos de Olivença, torna público o seguinte:

A Questão de Olivença, inquestionavelmente presente na realidade política luso-espanhola, continua por resolver, uma vez que Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre o território e considera o mesmo, de jure, português. Aliás, o Governo português, conforme o comando constitucional, tem reafirmado publicamente que «mantém a posição conhecida quanto à delimitação das fronteiras do território nacional» e que «Olivença é território português».

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O litígio à volta da soberania de Olivença, propiciando, pela sua natureza, desconfiança e reserva entre os dois Estados, tem efeitos reais e negativos no seu relacionamento. Se o confronto se evidencia em episódios «menores», também é certo que muitos dos atritos e dificuldades verificados em áreas relevantes da política bilateral terão causa na persistência da Questão de Olivença.

Porque uma política de boa vizinhança entre os dois Estados não pode ser construída sobre equívocos e ressentimentos, sendo escusada, inadmissível e insustentável a tentativa de esconder a existência política da Questão de Olivença e os prejuízos que ela traz ao relacionamento peninsular, impõe-se que a mesma seja inscrita — com natural frontalidade e sem subterfúgios — na agenda diplomática luso-espanhola.

Nas circunstâncias actuais, em que se procura aprofundar essa visão de amizade fraterna entre os dois povos, assente numa amizade antiga e por conseguinte experimentada, exigente e desafiadora, e integrando Portugal e Espanha os mesmos espaços políticos, económicos e militares, com salutar aproximação e colaboração em vastas áreas, são propícias a que ambos os Estados assumam que é chegado o momento de discutir, de forma adequada, a Questão de Olivença e de dar cumprimento à legalidade e ao Direito Internacional.

O Grupo dos Amigos de Olivença, com a legitimidade que lhe conferem 78 anos de esforços pela retrocessão do território, lança um desafio aos Governantes dos dois Estados para que, no respeito pela História, pela Cultura e pelo Direito, dêem início a conversações que conduzam à solução justa do litígio.

O Grupo dos Amigos de Olivença, na véspera do 1º de Dezembro, dia em que se assinala a Restauração da Independência Nacional, obra do glorioso e unânime esforço colectivo do povo português, fazendo seus os anseios de tantos e tantos portugueses, apela ao Governo de Portugal para que, resolutamente, leve por diante a sustentação dos direitos de Portugal.

O Grupo dos Amigos de Olivença, apela a todos os cidadãos para que, no pleno exercício dos seus direitos, manifestem o seu apoio à defesa de Olivença Portuguesa.

OLIVENÇA É TERRA PORTUGUESA!

VIVA OLIVENÇA PORTUGUESA!

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MINHO DESFILA EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO

Viana do Castelo, Amares e Famalicão representam o Minho nas comemorações do 1º de Dezembro

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro. Agradecemos também o apoio facultado pelo Recheio e pelo Amanhecer.

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O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014 e 2015. Será êxito maior em 2016.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.700 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 5ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

Banda do Exército

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda da ACULMA (Marvila, Lisboa)

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense (Madalena do Pico, Açores)

Banda Musical Santiago de Lobão (Santa Maria da Feira)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (Amares)

Banda Marcial de Arnoso (Vila Nova de Famalicão)

Associação Filarmónica Recreativa e Cultural do Brinço (Macedo de Cavaleiros)

"Banda de Música 1º de Maio (Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses) (Mirandela)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Filarmónica Recreativa Cortense (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense (Figueira da Foz)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Banda Filarmónica da Casa do Povo de N.ª Sr.ª de Machede (Évora)

Banda Musical de Tavira

Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)

Sociedade Musical Estrela da Beira (Seia)

Sociedade Filarmónica Maiorguense (Alcobaça)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão-Grande)

Associação Musical de Cabanas de Torres (Alenquer)

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro da Encarnação (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião

Sociedade Musical Euterpe de Portalegre

Banda de Música de S. Vicente de Alfena (Valongo)

Sociedade Filarmónica União Maçaense (Mação)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (Almada)

Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha (Viana do Castelo)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Banda Musical 81 de Ferreirim (Sernancelhe)

Será um total de 34 entidades, integrando 2 grupos de persussão, 1 banda nacional militar e 31 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1700 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

CONJURADOS DO MINHO REÚNEM-SE EM VIANA DO CASTELO

As Reais Associações de Viana do Castelo e Braga, levam a efeito o “Jantar dos Conjurados” que se realizará no dia 30 de Novembro de 2016, pelas 20h00m, na Quinta da Presa, Meadela, Viana do Castelo, no qual o Senhor Coronel e historiador militar, Américo José Henriques, fará uma intervenção sobre o tema “A ocupação filipina e a Revolução do 1.º de Dezembro de 1640”.

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Terá também lugar a cerimónia de entrega dos prémios dos Concursos Escolares que decorreram no ano Lectivo 2015/2016, organizados pela Real Associação de Viana do Castelo, sobre o tema "O Primeiro de Dezembro de 1640 - A Restauração da Independência de Portugal".

Preço do Jantar:

Adultos: 18,00 €

Crianças:

Até aos 5 anos: não pagam

Dos 6 aos 12 anos: 10,00 €

As inscrições encontram-se limitadas à capacidade da sala pelo que deverão ser feitas com a maior brevidade possível e impreterivelmente até ao dia 26 de Novembro, para o e-mail da Real Associação de Viana do Castelo, ou para o Fax n.º 258 743 840, devendo ser enviada a indicação do nome, ou nomes dos participantes e um telefone de contacto, acompanhadas do respectivo comprovativo de depósito ou transferência bancária efectuada para:

Caixa de Crédito Agrícola

NIB: 0045 1427 4002 6139 2424 7

IBAN: PT 50 0045 1427 40026139242 47

SWIFT: CCCMPTPL

Localização:

A “Quinta da Presa” fica situada na encosta da Meadela, a 2 quilómetros de Viana do Castelo e perto da saída da Auto-estrada A28.

Se vem pela SCUT A28 (Porto - Valença), sair em Meadela na saída 24. No final, ao desembocar numa rotunda sair para a direita na Estrada Nacional 302 e virar no primeiro entroncamento à esquerda na Rua do Calvário seguindo até à rua da Presa e Rua da Portela.

Se vem pela SCUT A28 (Valença - Porto) a saída é a mesma, assim como se vier pela A27 (Ponte de Lima-Viana do Castelo).

Coordenadas GPS:

41.711752,-8.807262

Quinta da Presa

Rua da Presa, 110

Meadela

4900-790 Viana do Castelo

Tel.: 258 823 771

Para mais informações contactar por favor a Real Associação de Viana do Castelo, através do e-mail: real.associacao.viana@gmail.com  ou para os telemóveis dos Presidentes da Direcção, das Reais Associações de Viana do Castelo e Braga, respectivamente Dr. José Aníbal Marinho, 961 318 001 e Dr. Gonçalo Pimenta de Castro 919 932 154.

ESTUDANTES DE FAMALICÃO DEBATEM A CENSURA EM PORTUGAL

Encontros de Outono chamam cada vez mais jovens estudantes ao conhecimento da história. Encontro promovido pelo Museu Bernardino Machado decorre até amanhã, sábado, na Casa das Artes

Mais de uma centena de alunos do ensino secundário e universitário vão participar ao longo do dia de hoje, na Casa das Artes, nos vários debates dos Encontros de Outono, uma iniciativa promovida pelo Museu Bernardino Machado, de Vila Nova de Famalicão, dedicada ao tema de “A censura em Portugal (1910-1974)”. Para o segundo dia de debates, que se realiza este sábado, esperam-se mais jovens alunos, curiosos e ávidos do conhecimento, mas também professores, e muita gente interessada em saber mais sobre a história. A iniciativa que já vai na sua XX edição é uma oportunidade única de assistir a várias aulas de história livres, com debate e partilha de ideias, orientadas por prestigiados investigadores e historiadores nacionais.

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Talvez por isso, as conferências dos Encontros de Outono têm conquistando ao longo dos anos um lugar de destaque como espaço de conhecimento e debate sobre temáticas históricas, culturais, sociais e políticas de interesse global.

Na abertura do evento, o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Paulo Cunha, mostrou-se muito satisfeito com a afluência de jovens a esta iniciativa e tendo em conta o tema da censura, o autarca afirmou que “é muito importante que as novas gerações tenham um conhecimento da nossa história e percebam o que foi a censura para que saibam defender os valores da liberdade e da justiça”. O autarca salientou ainda que “a democracia precisa de continuar a ser regada e o contributo dos jovens é essencial”.

Paulo Cunha elogiou ainda “a longevidade do evento que é um sinal claro da qualidade da iniciativa que já ganhou um lugar de destaque no espaço mediático e académico”. De resto, para o autarca “o Museu Bernardino Machado tem dado um contributo enorme para a afirmação do concelho de Famalicão, como um concelho que promove o conhecimento da história”.

Depois de se afirmar no país como um centro de investigação incontornável da história da I República Portuguesa, o Museu Bernardino Machado dedicou o ano de 2016 ao estudo e debate da censura em Portugal.

Para o coordenador cientifico do Museu Bernardino Machado Norberto Cunha “a censura esteve sempre, desde a época de Aristóteles, no centro da chamada república virtuosa e os próprios censores romanos tinham por finalidade não só recensear a população, mas cuidarem dos costumes e da moral pública”, portanto para o responsável “a censura tinha um caráter virtuoso até ao século XIX, pois só aí se começa a contrapor a ideia de censura à liberdade e se coloca a liberdade no centro das virtudes públicas, individuais e coletivas”.

Neste âmbito, Norberto Cunha considera “interessante fazer esta viagem ao passado recente da I República até ao Estado Novo para não só pensarmos esta problemática num plano histórico mas depois daí retirarmos reflexões sobre o nosso quotidiano”.

José Manuel Tengarrinha, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa abriu o painel de debates com o tema “A censura na I República (1910-1926). Ao longo dos dois dias a censura servirá de debate às onze intervenções, estudando-se a abordando-se ainda o impacto nos governos republicanos, durante a I Guerra Mundial, durante a Ditadura Militar e o Estado Novo, a censura na literatura e espetáculos para menores, no teatro e no cinema.

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AUTARCAS MINHOTOS E GALEGOS ASSINAM AUTO DE RECONHECIMENTO DE FRONTEIRA A BORDO DA LANCHA RIO MINHO

Autarcas de Monção, Salvaterra, As Neves e Arbo assinaram a ata de vistoria de fronteira entre Portugal e Espanha em pleno rio Minho juntamente com os restantes municípios portugueses e galegos banhados por aquele troço de água internacional.

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A assinatura do auto de reconhecimento de fronteira do rio Minho entre os municípios portugueses e galegos banhados por aquele troço de água internacional realizou-se, na manhã de ontem, a bordo da lancha rio Minho com a presença dos autarcas de ambas as margens e o comandante da Capitania do Porto de Caminha, Pedro Miguel Costa, e do seu congénere de Tui, Enrique Garcia Gonzalez.    

O embarque dos autarcas portugueses efetuou-se em Vila Nova de Cerveira e o dos autarcas galegos em Tui. O encontro entre as duas embarcações, lancha rio Minho e lancha Cabo Fradera, teve lugar em pleno rio Minho nos limites entre Vila Nova de Cerveira e Valença. O ato oficial decorreu a bordo da lancha portuguesa.

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O município de Monção, representado pelo seu presidente, Augusto de Oliveira Domingues, assinou a ata de vistoria da fronteira entre os dois países com os seus homólogos galegos dos Ayuntamientos de Salvaterra do Miño, Arturo Grandal Vaqueiro, de As Neves, Xosé Manuel Mendez, e de Arbo, Horácio Gil Exposito.

A presente cerimónia enquadrou-se nos termos do artigo XXV e do artigo VIII, do anexo I do Tratado de Limites entre Portugal e Espanha, assinado a 29 de Setembro de 1864, quando foi reconhecida a linha fluvial do rio Minho que serve de fronteira entre os dois países.

Em anos anteriores, o auto de reconhecimento de fronteira decorria de forma individual. Este ano, por sugestão das capitanias de Caminha e Tui, realizou-se uma cerimónia conjunta com todos os autarcas. Segundo Pedro Miguel Costa, para lhe conferir maior solenidade e sublinhar o excelente relacionamento entre as armadas e os municípios portugueses e galegos.

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MUNICÍPIOS PORTUGUESES E GALEGOS RECONHECEM FRONTEIRA DO RIO MINHO

Assinatura conjunta da Ata de Reconhecimento de Fronteira do Rio Minho

Unidos pelo rio Minho, 13 concelhos da raia minhota - cinco portugueses e oito galegos -, procederam, esta quarta-feira, à habitual assinatura da Ata de Reconhecimento de Fronteira do Rio Minho. A novidade incidiu numa cerimónia conjunta em pleno rio Minho, navegando entre Vila Nova de Cerveira e Valença, a bordo de uma fragata da Marinha Portuguesa.

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Os representantes dos municípios portugueses de Caminha, Melgaço, Monção, Valença, Vila Nova de Cerveira, e dos galegos A Guarda, Arbo, As Neves, Crecente, O Rosal, Salvaterra do Miño, Tomiño e Tui aceitaram o convite do Capitão do Porto de Caminha, o Capitão-Tenente Pedro Miguel Costa, e do Comandante Naval do Miño, Enrique Garcia Gonzále, para um ato transfronteiriço de reforço das relações existentes onde, além da assinatura do documento, também se aproveitou a oportunidade para debater temas relacionados com a cooperação e a gestão conjunta do rio Minho, consolidando a proximidade existente entre as duas entidades marítimas.

Á semelhança dos colegas, o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, e os seus congéneres galegos dos Ayuntamientos de O Rosal, D. Jesus Maria Fernandez Portela e de Tomiño, Sandra Gonzalez Alvarez, formalizaram a ata de vistoria de fronteira entre os dois países, onde consta que não se verificou qualquer alteração no percurso do referido curso de água.

O autarca cerveirense sublinha o Rio Minho como um potenciador turístico de excelência de Vila Nova de Cerveira e dos concelhos por ele abraçados. Fernando Nogueira realçou ainda que esta cerimónia conjunta revela as excelentes relações institucionais e de amizade entre os municípios ribeirinhos e as autoridades em prol de uma cada vez maior valorização ambiental e paisagística daquele rico e vasto troço internacional de água.

A cerimónia oficial enquadra-se nos termos do Artigo 25º do Tratado de Limites entre Portugal e Espanha, de 29 de Setembro de 1864, quando foi reconhecida a linha fluvial do rio Minho que serve de fronteira entre os dois países. Foram assinados pelos presentes exemplares em português e em espanhol, e devidamente chancelados com os respetivos selos municipais. O exemplar português será, posteriormente, remetido ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.

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FAMALICÃO DEBATE CENSURA EM PORTUGAL

Paulo Cunha abre XX edição dos Encontros de Outono. Iniciativa promovida pelo Museu Bernardino Machado realiza-se amanhã e sábado, na Casa das Artes, sob o tema “A Censura em Portugal”

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e o coordenador científico do Museu Bernardino Machado, Norberto Cunha, abrem amanhã, sexta-feira, dia 25 de novembro, pelas 09h30, a XX edição dos Encontros de Outono, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.

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O evento subordinado ao tema “A censura em Portugal (1910-1974)” vai decorrer amanhã e sábado reunindo mais de uma dezena de investigadores e historiadores nacionais.

Depois de se afirmar no país como um centro de investigação incontornável da história da I República Portuguesa, o Museu Bernardino Machado dedicou o ano de 2016 ao estudo e debate da censura em Portugal.

A temática tem estado presente na programação anual do Museu, refletindo-se nas mais diversas atividades, com destaque para o ciclo de conferências “A Censura na Ditadura Militar e no Estado Novo” e ainda para as exposições “Os livros proibidos pela ditadura” e “A repressão da imprensa na I República”.

Agora, ao longo dos dois dias a censura servirá de debate a onze intervenções, estudando-se a abordando-se o impacto da censura na I República, nos governos republicanos, durante a I Guerra Mundial, durante a Ditadura Militar e o Estado Novo, a censura na literatura e espetáculos para menores, no teatro e no cinema.

De acordo com o coordenador científico do Museu Bernardino Machado, Norberto Cunha, trata-se de “um conjunto de conferências que se complementam e que conseguem dar uma visão bastante abrangente sobre o que foi a censura em Portugal”, acrescentando que “quem participar nestas atividades, ficará com um conhecimento vasto, correto e rigoroso sobre este tema”.

O professor catedrático realça ainda “a qualidade e o prestígio dos convidados”. “É realmente uma oportunidade única, assistir a estas palestras relatadas por especialistas”.

Por sua vez, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, mostra-se satisfeito com o contributo que este Museu famalicense tem dado na afirmação de Famalicão no país, como uma cidade que promove o conhecimento da história.

“Agora, o Museu chama os maiores especialistas nacionais na investigação da censura para durante dois dias redescobrir e reescrever esta importante página da nossa história”,afirma salientando que “têm sido assim, as conferências dos Encontros de Outono, uma iniciativa já com 20 anos, que foi conquistando um lugar de destaque como espaço de conhecimento e debate sobre temáticas históricas, culturais, sociais e políticas de interesse global.”

Refira-se ainda que faz todo o sentido, a abordagem da temática da censura por parte do Museu, tendo em conta a importância que Bernardino Machado sempre atribuiu à liberdade.

Consulte o programa em http://www.bernardinomachado.org/

PONTE DE LIMA ENTREGA PRÉMIO DE INCENTIVO AO ESTUDO DA HISTÓRIA MEDIEVAL PORTUGUESA

Ponte de Lima - Cerimónia de Entrega do Prémio A. de Almeida Fernandes. 26 de novembro, 17 horas – Salão Nobre

O Município de Ponte de Lima realiza no próximo dia 26 de novembro a cerimónia de entrega do Prémio A. Almeida Fernandes – 2016, atribuído à obra “Da representação documental à materialidade do espaço: Território da diocese de Braga (sécs. IX-XI)", da autoria de André evangelista Marques (Edições Afrontamento).

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O Prémio A. Almeida Fernandes resulta de uma parceria estabelecida entre o Município de Ponte de Lima e o Município de Viseu, e destina-se a reconhecer e incentivar estudos de investigação em História Medieval Portuguesa e homenagear Armando de Almeida Fernandes, investigador e autor de uma notável obra histórica, desejando que sirva de estímulo e exemplo aos vindouros, bem como incentive o estudo das áreas a que dedicou a sua vida.

Deliberou o júri do Prémio A. de Almeida Fernandes 2016, destinado a trabalhos editados e/ou obras publicadas nos dois anos anteriores, versando História Medieval Portuguesa - Prof. Doutor José Augusto Sotto Mayor Pizarro (Universidade do Porto),  Prof. Doutora Hermínia Vasconcelos Vilar (Universidade de Évora), Prof. Doutora Maria Teresa Nobre Veloso (Universidade de Coimbra) e, ainda, Drª Flávia Fernandes (filha do Doutor A. de Almeida Fernandes) - atribuir o 1º prémio à obra "Da representação documental à materialidade do espaço: Território da diocese de Braga (sécs. IX-XI)", da autoria de André evangelista Marques (Edições Afrontamento).

Mais deliberou o júri atribuir a menção honrosa à obra "Rota do românico", coordenado por Lúcia Maria Cardoso Rosas.

A cerimónia de entrega do Prémio A. de Almeida Fernandes terá lugar no Salão Nobre, sito nos Paços do Concelho, às 17 horas do próximo sábado, 26 de novembro.

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BRAGA DIVULGA PERGAMINHOS DO ARQUIVO MUNICIPAL

‘Braga à Lupa’ divulga colecção de pergaminhos do Arquivo Municipal

‘A Colecção de Pergaminhos do Arquivo Municipal’ é o tema da segunda sessão do ‘Braga à Lupa’, que se realiza a 23 de Novembro, às 21h30, no Arquivo Municipal (Câmara Municipal de Braga). Esta é uma iniciativa integrada no programa ‘À Descoberta de Braga’ que desafia os Bracarenses a descobrir e a reflectir sobre um aspecto desconhecido e aliciante da Cidade, sejam obras de arte, documentos históricos, curiosidades arquitectónicas, gastronomia, personalidades, lendas ou tradições.

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A próxima sessão terá como convidados o cónego José Marques, da Universidade do Porto, e Arnaldo Melo, da Universidade do Minho. 

O Arquivo Municipal de Braga é um dos espaços fundamentais da memória de Braga. O seu fundo documental é constituído pelas Actas da Câmara Municipal, desde o século XVI até à actualidade, Tombos, Prazos e Emprazamentos, Livros de Notas de Escrivão, Livro de Receitas e Despesas desde 1614, Correspondência, bem como uma colecção de 428 sobre os Expostos.

Neste espólio obtém particular destaque o conjunto de pergaminhos classificados, referentes à liturgia católica, designadamente a notações musicais «do tipo aquitano, bem como uma série de ordenanças com selo real datadas do século XV. Será sobre este verdadeiro tesouro documental que versará a segunda sessão do Braga à Lupa.

De referir que o ‘Braga à Lupa’ tem uma periodicidade mensal, realizando-se a uma quarta-feira. Cada sessão tem a duração máxima de 90 minutos e é conduzida por um ou dois convidados que farão a abordagem aos elementos seleccionados.

As sessões são de participação livre, implicando uma inscrição prévia para cultura@cm-braga.pt devido à limitação de espaço nos locais onde irão decorrer as sessões. 

QUEM FOI O TRAIDOR MIGUEL DE VASCONCELOS?

Dizei-lhe que também dos Portugueses

Alguns tredores houve algũas vezes.

- Os Lusíadas, Canto V

À data do golpe de Estado de 1640, Miguel de Vasconcelos e Brito era Secretário de Estado, o equivalente ao atual cargo de “primeiro-ministro”, nomeado em 1635 pela Duquesa de Mântua, a Vice-rainha Margarida de Saboia, em nome do rei Filipe III. Um ano antes tinha sido pelo Conde-Duque de Olivares nomeado escrivão da Fazenda do Reino, que quem era aliás valido.

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As suas políticas colaboracionistas levaram-no a exigir elevados ao povo, incluindo pesados impostos que deram origem a várias revoltas populares de entre as quais se destaca a do Manuelino, em Évora.

O descontentamento crescente das camadas populares e de alguns sectores da nobreza levaram à conspiração que teve como seu epílogo a revolução do 1º de dezembro de 1640. Nessa manhã, um grupo de fidalgos invade o Palácio Real de Lisboa, vulgo Paço da Ribeira, mata a tiro o Secretário de Estado que se havia escondido dentro de um armário, após o que lançaram de seguida o seu corpo pela janela para junto da multidão que descarregou sobre ele toda a sua fúria. Entre os conjurados, contavam-se diversos fidalgos minhotos, entre os quais se destacam os condes de Almada, senhores do Paço de Lanheses e, à época, proprietários do palácio onde os conjurados se reuniam para conspirar contra o domínio espanhol.

A defenestração ou seja, o ato de lançar alguém pela janela – originário de fenestra, fenêtre – era uma prática muito em voga no século XVII um pouco por toda a Europa e que, nomeadamente no caso da Restauração da Monarquia Portuguesa, revelava o patrocínio e a influência exercida pela França de Louis XIII e sobretudo do Cardeal de Richelieu nos eventos ocorridos em Lisboa e na Catalunha.

Afinal de contas, a personagem de Miguel de Vasconcelos mais não simboliza do que a traição de uma certa nobreza – e atualmente da própria burguesia – nos momentos em que a independência nacional corre perigo, sempre pronta a vender-se a troco de alguns privilégios, deixando para o povo o espinhosa missão da redenção da Pátria. Ele não foi mais do que o bode expiatório de todos quantos á época se submeteram ao soberano espanhol.

Mas, afinal, quem foi o Secretário de Estado, Miguel de Vasconcelos e Brito?

Sabe-se que Miguel de Vasconcelos nasceu em 1590 e era filho do Dr. Pedro Barbosa de Luna e de sua mulher D. Antónia de Vasconcelos e Brito, Senhora do Morgado de Serzedelo, de Alvarenga e do Morgado da Fonte Boa.

Difícil parece identificar a sua terra de nascimento, talvez porque a ignomínia a leve a não desejar ver-se identificada com esta figura da nossa História. Mas, na realidade, ele terá nascido em algum sítio e, aquele que mais se afigura é a cidade de Viana do Castelo.

A propósito, um genealogista cujo nome não conseguimos identificar, mas que no site de Genealogia do Portal SAPO, cita uma passagem do livro “Casas de Viana Antiga”, de autoria de sua prima-tia D. Maria Emília de Vasconcelos e de D. maria Augusta d’Alpuim:

«A «Casa dos Medalhões» ou «Casa dos Lunas» é um bonito exemplar da arquitectura renascentista vianense. [...] na pedra da sua frontaria, está gravada a seguinte legenda, encurtada por numerosas abreviaturas: «esta caza mandou fazer Jacome Roiz cavaleiro fidalgo da caza deI Rei Nosso Senhor e Comendador de Brito na Ordem de Cristo e sua mulher Maria Barbosa bisneta de Fernão Gonçalves Barbosa e bisneta de Martim da Rocha, Fidalgo do Snr. Infante Dom Pedro».

Na face virada à Rua do poço achavam-se armas dos Lunas, Rochas e Barbosas.

João Jácome de Luna era filho de Rui Fernandes de Luna, natural da Galiza, - que se expatriou devido a uma morte ali perpetrada. Fixou-se em Viana, e aqui casou seu filho, Miguel Jácome de Luna com D. Genebra Barbosa, neta de Rui Vaz Aranha e de D. Maria da Cunha da Rocha, gente ilustre que vivera primeiro em Caminha, depois em Viana. (Era D. Genebra irmã do «Insigne» Dr. Pedro Barbosa Aranha, grande jurisconsulto com várias honrosas mercês, que certos estudiosos confundiam com seu filho Pedro Barbosa de Luna nalgumas notícias sobre a família de qualquer deles).

Teve Miguel Jácome de Luna mais dois irmãos: Pedro Barbosa, que morreu sem descendência, e João Jácome de Luna, que a teve, -- mas fora de Viana. Pelo contrário manteve aqui o primeiro a casa feita por seu pai [...]

Foi Vereador da cidade de Lisboa e Juiz dos Cavaleiros. E teve por sua vez três filhos: Pedro Barbosa de Luna, António Barbosa, deputado do Santo Oficio, e Luís Barbosa, Maltez.

Casou Pedro Barbosa de Luna com D. Antónia de MeIo e Vasconcelos; recebeu insígnias doutorais, foi admitido no Colégio Real de S. Paulo, Desembargador do Porto e da Casa da Suplicação e Corregedor da Corte. Mas, «por não administrar rectamente estes lugares» esteve depois detido vinte e dois anos, chegando a ser condenado a despir a Béca, sentença no entanto revogada (v. Babosa Machado). Parece aliás, que sempre se manteve português de coração naquela época conturbada. [...]

Não obstante foi pai do tristemente célebre Secretário de Estado Miguel de Vasconcelos, homem de confiança do conde de Olivares e da duqueza de Mântua, morto na Revolução de 1640.

Também Pedro Barbosa de Luna fôra assassinado em 1621, com uma estocada, ao entrar uma noite para a sua casa situada ao Chafariz d'el-Rei, em Lisboa. Outros dizem que com um tiro de pistola ao recolher da Relação a sua casa, que era um palácio na Ribeira (nota 5ª, na versão de Camilo Castelo Branco em «O Regicida»)... [...]

É voz corrente em Viana ter nascido Miguel de Vasconcelos na Casa dos Lunas, frente à Matriz, afirmando outros que em Lisboa é que nasceu.

Uma sua irmã, D. Mariana d'Eça, casou com Diogo Soares, secretário de Estado em Madrid. Tendo ela enviuvado, de novo casou Diogo Soares -- agora com uma filha de Miguel de Vasconcelos, que assim foi seu cunhado e sogro. Outros irmãos deste eram D. Pedro d'Eça, bispo de Leiria, e D. Luís d'Eça, Deão em Braga.

Perdeu-se em Viana a representação dos Lunas. [...] »

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Casa em Viana do Castelo que pertenceu à família de Miguel de Vasconcelos

(Fotos: Wikipédia)

VIANA DO CASTELO JUNTA CONJURADOS DO MINHO

As Reais Associações de Viana do Castelo e Braga, convidam a participar no “Jantar dos Conjurados” que se realizará no dia 30 de Novembro de 2016, pelas 20h00m, na Quinta da Presa, Meadela, Viana do Castelo, no qual o Senhor Coronel e historiador militar, Américo José Henriques, fará uma intervenção sobre o tema “A ocupação filipina e a Revolução do 1.º de Dezembro de 1640”.

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Terá também lugar a cerimónia de entrega dos prémios dos Concursos Escolares que decorreram no ano Lectivo 2015/2016, organizados pela Real Associação de Viana do Castelo, sobre o tema "O Primeiro de Dezembro de 1640 - A Restauração da Independência de Portugal".

Preço do Jantar:

Adultos: 18,00 €

Crianças:

Até aos 5 anos: não pagam

dos 6 aos 12 anos: 10,00 €

As inscrições encontram-se limitadas à capacidade da sala pelo que deverão ser feitas com a maior brevidade possível e impreterivelmente até ao dia 26 de Novembro, para o e-mail da Real Associação de Viana do Castelo, ou para o Fax n.º 258 743 840, devendo ser enviada a indicação do nome, ou nomes dos participantes e um telefone de contacto, acompanhadas do respectivo comprovativo de depósito ou transferência bancária efectuada para:

Caixa de Crédito Agrícola

NIB: 0045 1427 4002 6139 2424 7

IBAN: PT 50 0045 1427 40026139242 47

SWIFT: CCCMPTPL

Localização:

A “Quinta da Presa” fica situada na encosta da Meadela, a 2 quilómetros de Viana do Castelo e perto da saída da Auto-estrada A28.

Se vem pela SCUT A28 (Porto - Valença), sair em Meadela na saída 24. No final, ao desembocar numa rotunda sair para a direita na Estrada Nacional 302 e virar no primeiro entroncamento à esquerda na Rua do Calvário seguindo até à rua da Presa e Rua da Portela.

Se vem pela SCUT A28 (Valença - Porto) a saída é a mesma, assim como se vier pela A27 (Ponte de Lima-Viana do Castelo).

Coordenadas GPS:

41.711752,-8.807262

Quinta da Presa

Rua da Presa, 110

Meadela

4900-790 Viana do Castelo

Tel.: 258 823 771

Para mais informações contactar por favor a Real Associação de Viana do Castelo, através do e-mail: real.associacao.viana@gmail.com  ou para os telemóveis dos Presidentes da Direcção, das Reais Associações de Viana do Castelo e Braga, respectivamente Dr. José Aníbal Marinho, 961 318 001 e Dr. Gonçalo Pimenta de Castro 919 932 154.

Este evento conta também com a colaboração da Real Associação do Porto.

MINHO DESFILA EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO

Viana do Castelo, Amares e Famalicão representam o Minho nas comemorações do 1º de Dezembro

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro. Agradecemos também o apoio facultado pelo Recheio e pelo Amanhecer.

Restauração 2014 097

O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014 e 2015. Será êxito maior em 2016.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.700 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 5ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

Banda do Exército

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda da ACULMA (Marvila, Lisboa)

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense (Madalena do Pico, Açores)

Banda Musical Santiago de Lobão (Santa Maria da Feira)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (Amares)

Banda Marcial de Arnoso (Vila Nova de Famalicão)

Associação Filarmónica Recreativa e Cultural do Brinço (Macedo de Cavaleiros)

"Banda de Música 1º de Maio (Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses) (Mirandela)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Filarmónica Recreativa Cortense (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense (Figueira da Foz)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Banda Filarmónica da Casa do Povo de N.ª Sr.ª de Machede (Évora)

Banda Musical de Tavira

Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)

Sociedade Musical Estrela da Beira (Seia)

Sociedade Filarmónica Maiorguense (Alcobaça)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão-Grande)

Associação Musical de Cabanas de Torres (Alenquer)

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro da Encarnação (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião

Sociedade Musical Euterpe de Portalegre

Banda de Música de S. Vicente de Alfena (Valongo)

Sociedade Filarmónica União Maçaense (Mação)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (Almada)

Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha (Viana do Castelo)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Banda Musical 81 de Ferreirim (Sernancelhe)

Será um total de 34 entidades, integrando 2 grupos de persussão, 1 banda nacional militar e 31 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1700 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

HISTORIADOR DANIEL BASTOS PARTICIPA EM ENCONTRO DEDICADO ÀS COMUNIDADES PORTUGUESAS NA UNIVERSIDADE DE ÉVORA

Município de Esposende encerra presidência na Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios

O Município de Esposende apresentou “Mare Nostrum – Cantigas & Poemas”, cerimónia que incluiu o lançamento de um livro de textos poéticos alusivos ao mar e um CD onde se reúnem composições musicais inéditas, da autoria de Telmo Marques. Estas iniciativas encerraram a presidência do Município de Esposende na Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios, iniciada em 2014.

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A contar da esquerda, o historiador Daniel Bastos, a professora catedrática Maria Manuela Tavares Ribeiro, e a professora catedrática Maria de Fátima Nunes

 

O espetáculo “Mare Nostrum – Cantigas & Poemas” facultou o contacto com uma seleção apurada de textos poéticos da literatura portuguesa, do séc. XIII ao Séc. XX, da responsabilidade de Sérgio Guimarães de Sousa, da Universidade do Minho. A esta antologia aliou-se a criação artística de uma nova e promissora geração de esposendenses, nomeadamente Joana de Rosa, a ilustradora, a interpretação original do Coro Ars Vocalis, sob a direção de Helena Venda Lima, acompanhados pelo pianista Diogo Zão, com base numa composição musical inédita de Telmo Marques. A declamação foi protagonizada por Pedro Lamares.

Para o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, “o rio Cávado e o mar são componentes indissociáveis de Esposende e das suas gentes, além de fonte inesgotável de riqueza, porque proporciona a pesca, o lazer, o transporte e a energia”. Porém, Benjamim Pereira entende que “o investimento que o País devia fazer no mar continua adiado. Esse tem sido o desígnio apontado por muitos governantes e nunca cumprido”, disse.

A culminar a semana em que se assinalou o Dia do Mar, Benjamim Pereira sobrelevou os aspetos que, em Esposende, marcam a ligação ao mar, desde logo na preservação da memória coletiva. “Além do Museu do Mar, dos sítios arqueológicos com ligação ao mar, desenvolvemos intenso trabalho, por exemplo, com o Fórum Esposendense, na erradicação das redes fantasma, numa iniciativa pioneira de preservação ambiental”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Esposende, acrescentando as iniciativas desenvolvidas com a comunidade piscatória e a candidatura a Património Cultural Imaterial da romaria e do Banho Santo de S. Bartolomeu do Mar.

Por seu turno, a vereadora com o pelouro da Cultura, Jaqueline Areias assinalou a importância de todo o trabalho desenvolvido em torno da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios tem adquirido junto da comunidade, “contribuindo para o reforço da identidade coletiva”.

Inserida na mesma cerimónia de encerramento da presidência esposendense da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios, realizou-se o 6.º Encontro da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios, presidido pelo Almirante José Bastos Saldanha, em representação da Sociedade de Geografia de Lisboa. No Museu Marítimo de Esposende decorreu o Seminário “A construção naval tradicional do Norte de Portugal” e, no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, decorreu a Assembleia Administrativa da Rede.

O Município de Esposende preside, desde novembro de 2014, à Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios (Sociedade de Geografia de Lisboa), tendo desenvolvido diversos projetos e ações, onde se destacam “Tradição Viva: a comunidade piscatória de Esposende – memórias e tradições”, projeto de investigação da cultura marítima e fluvial, os Seminários “A via da água” (2014) e “A Romaria e o Banho Santo de S. Bartolomeu do Mar” (2016), integrados nos 4.º e 5.º Encontros da Rede.

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HISTORIADORA LIMIANA ALEXANDRA ESTEVES FALA SOBRE O CARDEAL SARAIVA

Município de Ponte de Lima promove sexta conferência de tributo a Cardeal Saraiva. Biblioteca Municipal - 2 de dezembro / 19 horas

No quadro das comemorações dos 250 anos de nascimento de Frei Francisco de São Luís (1766-2016), o Município de Ponte de Lima organiza a sexta conferência de homenagem a uma das personalidades mais elevadas da história religiosa, política e cultural do Portugal oitocentista.

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Intitulada “Tensões e conflitos entre liberais e absolutistas no Alto Minho no tempo de Cardeal Saraiva”, a palestra da responsabilidade de Alexandra Esteves - docente na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica Portuguesa - abordará um período especialmente conturbado, de dissidência e conflitualidade ideológicas, que desencadeará diversos episódios de contestação e revolta na região alto minhota a partir da segunda década do século XIX e para lá do fim da guerra civil. Alexandra Esteves sublinhará a dificuldade em impor o ideário liberal na vila de Ponte de Lima, destacará as figuras e os momentos marcantes das fações oposicionistas e considerará a atuação de grupos de bandoleiros – mormente o liderado por Tomás das Quingostas - que, à época, alvoroçaram a região e se insurgiram contra o poder instituído.

O ciclo de palestras de tributo a Cardeal Saraiva termina a 6 de janeiro de 2017 com a comunicação “Frei Francisco de S. Luís e o nosso tempo”, de Luís Oliveira Ramos.

Sobre a conferencista:

Natural de Ponte de Lima, Alexandra Patrícia Lopes Esteves é doutorada em História Contemporânea pela Universidade do Minho, com a tese intitulada “Entre o crime e a cadeia: violência e marginalidade no Alto Minho (1732-1870)”, tendo obtido a classificação máxima e o título de doutoramento europeu. Exerce funções docentes na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais – Centro Regional de Braga da Universidade Católica Portuguesa e na Escola Superior de Educação - Instituto Politécnico de Viana do Castelo, é investigadora integrada do Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT) do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho e colabora em vários projetos científicos nacionais e internacionais.

A sua atividade investigativa centra-se no distrito de Viana do Castelo, no período compreendido entre o século XVIII e os inícios do século XX, e abrange a área da História Social, em particular as questões relacionadas com a saúde, a assistência, a marginalidade, a violência e as prisões, bem como a História do lazer e do turismo.

Autora e coautora de diversos livros e capítulos de livros, bem como de dezenas de artigos científicos, Alexandra Esteves tem apresentado os resultados da sua investigação em revistas da especialidade e em congressos nacionais e internacionais. Uma das últimas obras da autora – “Crimes e criminosos no Norte de Portugal: o Alto Minho oitocentista” – é lançado em 2015 pela Editorial Cáritas.

(Informações adicionais sobre Alexandra Esteves em:http://www.cepesepublicacoes.pt/portal/pt/autores/alexandra-esteves)

https://www.wook.pt/livro/crimes-e-criminosos-no-norte-de-portugal-alexandra-esteves/17090166

FAMALICÃO E BRAGA HOMENAGEIAM PADRES BENJAMIM SALGADO E MANUEL FARIA

Vila Nova de Famalicão e Braga homenageiam Padres Benjamim Salgado e Manuel Faria. Homenagem pública decorre na próxima sexta-feira e sábado

A arquidiocese de Braga e os municípios de Vila Nova de Famalicão e Braga promovem na próxima sexta-feira e no sábado, dias 18 e 19, uma homenagem pública aos sacerdotes famalicenses Manuel Faria e Benjamim Salgado no âmbito das comemorações do centenário do seu nascimento, que decorrem desde o início deste ano.

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A homenagem arranca na sexta-feira, pelas 15h00, na Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalicão, com o Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga, os autarcas Paulo Cunha e Ricardo Rio e o presidente da administração da Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro. Caberá a Boaventura Faria (sobrinho e afilhado de Manuel Faria) e ao Padre António Azevedo Oliveira fazer a apresentação do Padre Manuel Faria, enquanto Manuela Salgado (sobrinha de Benjamim Salgado) e Agostinho Fernandes farão a apresentação do Padre Benjamim Salgado. Segue-se a apresentação de dois livros dedicados aos sacerdotes famalicenses.

Pelas 20h00, celebra-se na Igreja Paroquial de Seide S. Miguel uma Missa Solene Comemorativa, com uma deposição de Coroa de Flores junto ao busto de Manuel Faria.

Pelas 21h30, decorre no mesmo local o VII Encontro de coros, com organização da Associação Cultural Manuel Faria e Grupo Coral de Seide S. Miguel.

No dia seguinte, em Braga, no auditório Vita repete-se o programa com a excepção da Missa e do Encontro de Coros. Pelas 21h00, as comemorações encerram com um concerto na Capela Imaculada, no Seminário Menor.

Aquando da apresentação do programa comemorativo, em Janeiro de 2016, Paulo Cunha afirmou que esta homenagem aos sacerdotes famalicenses “não pretende ser um simples exercício de memória”, antes, “a valorização da exemplaridade incontestada destas duas personagens que deixaram um legado cultural forte e influenciaram positivamente tantas instituições da região”.

“Estamos perante duas personalidades que deixaram um legado riquíssimo, que puseram todo o seu conhecimento ao serviço da sociedade. Ao sublinharmos o seu mérito queremos manter vivas as suas criações, também como estimulo para investirmos nas nossas qualidades”, acrescentou, na altura, o autarca famalicense.

Refira-se que Benjamim Salgado nasceu na freguesia de Joane em 1916. Ao longo da sua vida, foram múltiplas as atividades em que se desdobrou, desde o ensino, não apenas da música, mas também do português; à fundação e direção de coros e orfeões; ao jornalismo, tendo sido diretor do Correio do Minho; à política, enquanto Presidente da Câmara Municipal de Famalicão, entre 1965 e 1969. Foi diretor da Casa de Camilo e diretor artístico da Fundação Cupertino de Miranda. Ainda na área da cultura, Benjamim Salgado foi o responsável pelo enriquecimento da Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco com as doações valorosíssimas das bibliotecas particulares de Nuno Simões e de Vasco de Carvalho.

Seide São Miguel, em 1916, foi a freguesia que viu nascer o Padre Manuel Faria, considerado um dos maiores compositores de música sacra do país. Foi professor de música sacra no Seminário de Braga, dirigindo, entre outros, o Orfeão da Reguladora de Famalicão e o Orfeão de Braga. Fundou e dirigiu a “Nova Revista de Musica Sacra” e colaborou na Rádio Renascença, nas revistas “Theológica” e “Cenáculo” e no jornal Diário do Minho. Em 1963 é nomeado Cónego da Sé de Braga. Foi agraciado postumamente, em 2 de julho de 1984, com o Grau de Comendador da Ordem de Santiago de Espada.

JOSÉ CÂNDIDO DE OLIVEIRA MARTINS EVOCA CARDEAL SARAIVA

Cultura literária de Cardeal Saraiva domina quinta conferência de tributo

A competência cultural e literária de Frei Francisco de São Luís – personalidade homenageada pelo Município de Ponte de Lima no âmbito das comemorações dos 250 anos de nascimento (1766-2016) – dominou a quinta conferência de tributo, que decorreu na passada sexta-feira, 11 de novembro, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima.

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Orientada por José Cândido de Oliveira Martins, professor associado na Universidade Católica Portuguesa de Braga, a sessão intitulada “D. Frei Francisco de São Luís e os estudos literários” incidiu sobre o legado bibliográfico do religioso beneditino, revelador de “uma erudição vastíssima e de uma bagagem quase enciclopédica”, que lhe permitiu a composição de textos diversos e a tradução de autores clássicos, caso do filósofo romano Séneca.

De entre as obras publicadas por Frei Francisco de São Luís, destacou-se a “Apologia de Camões contra as reflexões críticas do P.e José Agostinho de Macedo sobre o episódio de Adamastor no Canto V dos Lusíadas”, opúsculo escrito em Ponte de Lima, nos meses de julho e agosto de 1812, em resposta à análise anti camoniana do padre graciano que acusou o autor de “Os Lusíadas” de prosaísmo, plágio e falta de originalidade. De acordo com José Cândido de Oliveira Martins, o texto de Cardeal Saraiva – um dos grandes defensores de Luís de Camões – é sintomático da “cultura, sentido cívico, coragem intelectual, equilíbrio emocional e qualidade literária” do monge ponte-limense, que recorrendo a uma metodologia adequada e a um estilo irónico – porém contido - faz da defesa apologética do poeta maior da nação “um exemplo do ponto de vista ético”. Prova disso é o primeiro parágrafo do opúsculo1, onde o insigne religioso sustenta “(…) que quando nas grandes obras de literatura houvermos de notar algum defeito, o façamos com a moderação e atenção devida ao distinto merecimento, e à pública reputação dos seus autores” - recomendação de prudência a que se seguem várias outras notas e refutações ao escrito de José Agostinho de Macedo, que não chega a replicar. Um episódio de relevo na história literária portuguesa que representa – a par das demais distinções decorrentes do brilhante desempenho de cargos diversos nas áreas da religião, política e cultura do Portugal oitocentista - a reconfirmação do nome de Frei Francisco de São Luís como uma das figuras mais proeminentes e justas do nosso passado coletivo.

À sessão de tributo, que contou com a presença do Eng.º Vasco Ferraz, Vereador com o Pelouro da Juventude da Câmara Municipal de Ponte de Lima, seguir-se-á, a 2 de dezembro, a conferência “Tensões e conflitos entre liberais e absolutistas no Alto Minho no tempo do Cardeal Saraiva”, orientada por Alexandra Esteves.

A 6 de janeiro de 2017, Luís de Oliveira Ramos encerra o ciclo de palestras inserido no quadro das comemorações dos 250 anos de nascimento com a comunicação “Frei Francisco de S. Luís e o nosso tempo”.

(1A “Apologia de Camões…”, inserida no volume 10 das “Obras completas do Cardeal Saraiva”, encontra-se disponível para consulta na Biblioteca Municipal de Ponte de Lima).

Sobre o conferencista:

Doutorado em Humanidades - especialidade de Teoria da Literatura -, José Cândido de Oliveira Martins é docente e investigador na Universidade Católica Portuguesa, em Braga. Tem diversos artigos publicados em revistas da especialidade, soma colaborações várias em obras coletivas e participações em congressos e colóquios e é autor de alguns livros, de que se destacam os títulos "Teoria da paródia surrealista" (1995), "Fidelino de Figueiredo e a crítica da teoria literária positivista" (2007) e "Viajar com António Feijó" (2009).

(Informações adicionais sobre o palestrante em: http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=5295361728152206)

MINHO DESFILA EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO

Viana do Castelo, Amares e Famalicão representam o Minho nas comemorações do 1º de Dezembro

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro. Agradecemos também o apoio facultado pelo Recheio e pelo Amanhecer.

Restauração 2014 097

O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014 e 2015. Será êxito maior em 2016.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.700 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 5ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

Banda do Exército

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda da ACULMA (Marvila, Lisboa)

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense (Madalena do Pico, Açores)

Banda Musical Santiago de Lobão (Santa Maria da Feira)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (Amares)

Banda Marcial de Arnoso (Vila Nova de Famalicão)

Associação Filarmónica Recreativa e Cultural do Brinço (Macedo de Cavaleiros)

"Banda de Música 1º de Maio (Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses) (Mirandela)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Filarmónica Recreativa Cortense (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense (Figueira da Foz)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Banda Filarmónica da Casa do Povo de N.ª Sr.ª de Machede (Évora)

Banda Musical de Tavira

Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)

Sociedade Musical Estrela da Beira (Seia)

Sociedade Filarmónica Maiorguense (Alcobaça)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão-Grande)

Associação Musical de Cabanas de Torres (Alenquer)

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro da Encarnação (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião

Sociedade Musical Euterpe de Portalegre

Banda de Música de S. Vicente de Alfena (Valongo)

Sociedade Filarmónica União Maçaense (Mação)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (Almada)

Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha (Viana do Castelo)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Banda Musical 81 de Ferreirim (Sernancelhe)

Será um total de 34 entidades, integrando 2 grupos de persussão, 1 banda nacional militar e 31 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1700 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

VIANA DO CASTELO JUNTA CONJURADOS DO MINHO

As Reais Associações de Viana do Castelo e Braga, convidam a participar no “Jantar dos Conjurados” que se realizará no dia 30 de Novembro de 2016, pelas 20h00m, na Quinta da Presa, Meadela, Viana do Castelo, no qual o Senhor Coronel e historiador militar, Américo José Henriques, fará uma intervenção sobre o tema “A ocupação filipina e a Revolução do 1.º de Dezembro de 1640”.

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Terá também lugar a cerimónia de entrega dos prémios dos Concursos Escolares que decorreram no ano Lectivo 2015/2016, organizados pela Real Associação de Viana do Castelo, sobre o tema "O Primeiro de Dezembro de 1640 - A Restauração da Independência de Portugal".

Preço do Jantar:

Adultos: 18,00 €

Crianças:

Até aos 5 anos: não pagam

dos 6 aos 12 anos: 10,00 €

As inscrições encontram-se limitadas à capacidade da sala pelo que deverão ser feitas com a maior brevidade possível e impreterivelmente até ao dia 26 de Novembro, para o e-mail da Real Associação de Viana do Castelo, ou para o Fax n.º 258 743 840, devendo ser enviada a indicação do nome, ou nomes dos participantes e um telefone de contacto, acompanhadas do respectivo comprovativo de depósito ou transferência bancária efectuada para:

Caixa de Crédito Agrícola

NIB: 0045 1427 4002 6139 2424 7

IBAN: PT 50 0045 1427 40026139242 47

SWIFT: CCCMPTPL

Localização:

A “Quinta da Presa” fica situada na encosta da Meadela, a 2 quilómetros de Viana do Castelo e perto da saída da Auto-estrada A28.

Se vem pela SCUT A28 (Porto - Valença), sair em Meadela na saída 24. No final, ao desembocar numa rotunda sair para a direita na Estrada Nacional 302 e virar no primeiro entroncamento à esquerda na Rua do Calvário seguindo até à rua da Presa e Rua da Portela.

Se vem pela SCUT A28 (Valença - Porto) a saída é a mesma, assim como se vier pela A27 (Ponte de Lima-Viana do Castelo).

Coordenadas GPS:

41.711752,-8.807262

Quinta da Presa

Rua da Presa, 110

Meadela

4900-790 Viana do Castelo

Tel.: 258 823 771

Para mais informações contactar por favor a Real Associação de Viana do Castelo, através do e-mail: real.associacao.viana@gmail.com  ou para os telemóveis dos Presidentes da Direcção, das Reais Associações de Viana do Castelo e Braga, respectivamente Dr. José Aníbal Marinho, 961 318 001 e Dr. Gonçalo Pimenta de Castro 919 932 154.

Este evento conta também com a colaboração da Real Associação do Porto.

MUNICÍPIO DE FAFE LANÇA NOVAMENTE PRÉMIO DE HISTÓRIA LOCAL

O Município de Fafe instituiu, pela décima quinta vez, o Prémio de História Local “Câmara Municipal de Fafe “.

O prémio visa estimular a pesquisa e investigação em torno da identidade deste Município, no passado e nas suas diferentes perspetivas,

Podem concorrer ao Prémio de História Local todos os que o pretendam, residam ou não no concelho, com trabalhos originais e inéditos sobre um ou vários aspetos da história de Fafe, a nível administrativo, político, económico, social, cultural, artístico, religioso ou outro(s).

Segundo o regulamento aprovado pelo Executivo, na avaliação dos trabalhos serão ponderados aspetos como a utilização privilegiada das fontes primárias, a valorização da originalidade e atualidade dos temas, a clareza e correção da linguagem, a coerência global e a apresentação formal.

Os trabalhos concorrentes terão de ser escritos em português, com o mínimo de 30 páginas.

O Prémio tem o valor pecuniário de 1 000 € e galardoará apenas o melhor trabalho concorrente. A Câmara garantirá, além disso, a publicação da obra vencedora na revista Dom Fafes.

Os interessados em concorrer devem remeter quatro exemplares do seu trabalho, apresentado em folhas de formato A4, a 2 espaços, para Casa Municipal de Cultura de Fafe (Prémio de História Local) – Rua Major Miguel Ferreira – 4820-276 Fafe.

Cada concorrente apenas pode remeter um trabalho.

O prazo de receção das obras concorrentes decorre até ao dia 28 de fevereiro de 2017, ocorrendo a entrega do prémio ao autor da obra vencedora em 25 de abril seguinte.

De recordar que a última edição do prémio, já atribuído este ano, contemplou o trabalho Requalificação do Palacete Manuel Rodrigues Alves: Re-Integração da Palacete no Quotidiano da Cidade, de Ana Isabel Freitas Teixeira.

FAMALICÃO CONTA A HISTÓRIA DA FÁBRICA DE PNEUS CONTINENTAL

História da Continental em Famalicão vai ter novos capítulos

Exposição “Percurso da Continental por Terras Famalicenses” patente ao público até final de janeiro na Casa do Território, no Parque da Devesa

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“O futuro não é uma bola de cristal, mas posso garantir que nós não vamos parar!”. A garantia é do presidente do Conselho de Administração da Continental Mabor, Pedro Carreira, que afirmou ontem em Vila Nova de Famalicão que a aventura do grupo Continental em Portugal, concretamente, em Lousado, Vila Nova de Famalicão, vai conhecer novos episódios nos próximos tempos. “Para além dos investimentos em curso, que são conhecidos da opinião pública, estamos a trabalhar em mais projetos, alguns deles já aprovados e que em devido tempo serão conhecidos.”

As palavras do responsável máximo pela quinta empresa mais exportadora do país foram proferidas ontem durante a inauguração da exposição “Percurso da Continental por Terras Famalicenses”, que conta a história dos 25 anos de presença do grupo em Famalicão, “uma história de muitos homens e mulheres e de muitas horas de trabalho” que conseguiram captar um investimento de 600 milhões de euros ao longos destas duas décadas e meia. A mostra, cuja inauguração, para além de Pedro Carreira contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, do administrador da Continental ITA – Eduardo Dinis e de outros quadros da empresa, fornecedores e amigos, vai estar patente ao público de forma gratuita até ao final de janeiro, na Casa do Território, no Parque da Devesa. 

É um guião de sucesso aquele que conduz os visitantes pela evolução do Grupo Continental, nomeadamente pelos acontecimentos que trilharam o seu desenvolvimento e as relações económicas e sociais estabelecidas no território famalicense e no mundo, durante mais de duas décadas. 

“São paginas de uma história brilhante”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, realçando a capacidade produtiva da empresa e os laços de compromisso permanente com a comunidade. “É um grupo empresarial sólido, consistente e socialmente responsável”, referiu o autarca Paulo Cunha. 

“Uma indústria não é apenas uma fábrica que produz” é o título e a mensagem que a Continental Mabor e a Continental ITA deixam ao visitante refletindo os laços, os compromissos e as afinidades   criadas e desenvolvidas ao longo dos anos com o território e a comunidade em que se inserem.  

Algumas dessas afinidades foram realçadas e premiadas pela empresa no decurso da inauguração da exposição, com a atribuição de diplomas de mérito e reconhecimento a empresas e instituições com quem a Continental tem vindo a desenvolver parcerias ao longo dos anos. À Câmara Municipal, a Continental Mabor e a Continental – ITA, entregaram o Diploma de Mérito, pela “excelente colaboração desenvolvida ao longo dos anos”.

Recorde-se que a Continental Mabor de Lousado é tida como a melhor das vinte fábricas de pneus do grupo alemão, tendo sido escolhida recentemente para albergar uma nova unidade de produção de pneus radiais agrícolas do grupo, num investimento próximo dos 50 milhões de euros que vai gerar mais de uma centena de empregos e cujo arranque da produção está previsto para 2017.

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MONDIM DE BASTO: BOMBOS DE ATEI VOLTAM A RUFAR EM LISBOA

Três anos decorridos desde a sua última participação nas comemorações em Lisboa do 1º de Dezembro de 1640, eis que o Grupo de Bombos de Atei, de Mondim de Basto, volta a descer à capital para mais uma estrondosa arruada.

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A sua atuação impressionou o numeroso público que então assistia às comemorações, sobretudo na Praça dos Restauradores. De novo, eles vão seguramente abrilhantar as festas deste ano, fazendo estremecer a cidade com o rufar dos seus bombos.

Entretanto, em jeito de convite, deixamos aqui algumas imagens da sua atuação nas comemorações de 2013.

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MINHO DESFILA EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DO 1º DE DEZEMBRO

Viana do Castelo, Amares e Famalicão representam o Minho nas comemorações do 1º de Dezembro

O Movimento 1º de Dezembro lançou a ideia deste grandioso Desfile e mobilizou por todo o país, com o apoio dos seus delegados e da Confederação Musical Portuguesa, diferentes bandas e municípios para o efeito. É possível realizá-lo graças ao apoio da Câmara Municipal de Lisboa e à capacidade de organização da EGEAC. A iniciativa conta também com o endosso da SHIP - Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que o incluiu no Programa Oficial das Comemorações do 1º de Dezembro. Agradecemos também o apoio facultado pelo Recheio e pelo Amanhecer.

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O Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas "1º de Dezembro" foi um êxito em 2012, 2013, 2014 e 2015. Será êxito maior em 2016.

14h30 - Concentração junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade (ao Cinema S. Jorge)

15h00 - Início do Desfile

16h30 - Concentração final, na Praça dos Restauradores, e Apoteose Final com interpretação conjunta por 1.700 músicos dos três hinos: Hino da Maria da Fonte, Hino da Restauração e Hino Nacional.

17h00 - Fecho e desmobilização das bandas

Nesta 5ª edição, desfilarão as seguintes bandas e grupos, aqui ordenados por géneros e por ordem alfabética dos distritos e concelhos respectivos:

GRUPOS DE PERCUSSÃO:

Tocá Rufar (Seixal)

Grupo de Bombos de Atei (Mondim de Basto)

BANDA NACIONAL:

Banda do Exército

BANDAS FILARMÓNICAS:

Banda da ACULMA (Marvila, Lisboa)

Sociedade Filarmónica União e Progresso Madalense (Madalena do Pico, Açores)

Banda Musical Santiago de Lobão (Santa Maria da Feira)

Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense "Os Amarelos" (Moura)

Banda Filarmónica de Santa Maria de Bouro (Amares)

Banda Marcial de Arnoso (Vila Nova de Famalicão)

Associação Filarmónica Recreativa e Cultural do Brinço (Macedo de Cavaleiros)

"Banda de Música 1º de Maio (Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses) (Mirandela)

Associação Filarmónica Retaxense (Castelo Branco)

Filarmónica Recreativa Cortense (Covilhã)

Sociedade Filarmónica Oleirense (Oleiros)

Sociedade Filarmónica de Educação e Beneficência Fratelense (Vila Velha de Ródão)

Sociedade Musical Recreativa Instrutiva e Beneficente Santanense (Figueira da Foz)

Sociedade Filarmónica Sangianense (Oliveira do Hospital)

Banda Filarmónica da Casa do Povo de N.ª Sr.ª de Machede (Évora)

Banda Musical de Tavira

Banda Academia de Santa Cecília (de São Romão) (Seia)

Sociedade Musical Estrela da Beira (Seia)

Sociedade Filarmónica Maiorguense (Alcobaça)

Sociedade Filarmónica Pedroguense (Pedrógão-Grande)

Associação Musical de Cabanas de Torres (Alenquer)

Sociedade Filarmónica 1º de Dezembro da Encarnação (Mafra)

Banda Juvenil do Município de Gavião

Sociedade Musical Euterpe de Portalegre

Banda de Música de S. Vicente de Alfena (Valongo)

Sociedade Filarmónica União Maçaense (Mação)

Sociedade Filarmónica Gualdim Pais (Tomar)

Sociedade Filarmónica Incrível Almadense (Almada)

Banda Filarmónica da Associação Musical de Vila Nova de Anha (Viana do Castelo)

Sociedade Filarmónica Fraternidade de São João de Areias (Santa Comba Dão)

Banda Musical 81 de Ferreirim (Sernancelhe)

Será um total de 34 entidades, integrando 2 grupos de persussão, 1 banda nacional militar e 31 bandas filarmónicas civis.

Serão cerca de 1700 músicos, provenientes dos mais diversos pontos do país que irão descer a Avenida da Liberdade, para celebrar Portugal, a Independência e a Restauração através de uma merecida homenagem a esta prática musical e à importante acção formativa e cívica das bandas filarmónicas.

Tendo como ponto de partida o monumento aos Mortos da Grande Guerra, o desfile descerá até à Praça dos Restauradores para uma interpretação conjunta final das Bandas participantes sob a direcção do Maestro Tenente Duarte Cardoso, da Banda do Exército.

Ao longo do desfile, serão interpretadas várias marchas, bem como o Hino da Restauração. O alinhamento do momento colectivo conta também, além do Hino da Restauração, com a interpretação dos Hino da Maria da Fonte e Hino Nacional.

BRAZ REGUEIRO EXPÔS EM 1966 NA ASSEMBLEIA NACIONAL A SITUAÇÃO ECONÓMICA EM QUE À ÉPOCA SE ENCONTRAVA O MINHO

Braz Regueiro, deputado à Assembleia Nacional na IX Legislatura, na sessão de 22 de março de 1966, expôs a situação económico-social do Minho à época, com um discurso eloquente que não resistimos a transcrever do Diário das Sessões do dia seguinte. Presidiu à sessão Mário Figueiredo, tendo como secretários Fernando Cid de Oliveira Proença e Mário Bento Martins Soares.

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Braz Regueiro era natural de Peso da Régua. Porém, no exercício da sua profissão de médico, viria a ficar bastante ligado ao concelho de Paredes de Coura onde foi Diretor do Sanatório Presidente Carmona em acumulação com as funções de médico municipal do mesmo concelho, Diretor da Consulta do Dispensário de Paredes de Coura e Médico delegado dos Serviços Médico-Sociais das Caixas de Previdência. Foi ainda Presidente da Comissão Concelhia de Paredes de Coura da União Nacional (1965); Delegado da Legião Portuguesa no concelho de Paredes de Coura (1965) e Presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura (1965).

"O Sr. Braz Regueiro: - Sr. Presidente, Srs. Deputados: E a primeira vez que peço a palavra neste areópago político, pelo que são para V. Ex.ª, Sr. Presidente, os meus melhores cumprimentos de admiração e respeito.

Respeito pelo homem probo e pelo professor ilustre e admiração pelo seu poder de decisão, firmeza de princípios, coragem moral, capacidade de trabalho, espírito, de sacrifício e isenção inatacável.

Aos ilustres Deputados desta Assembleia apresento também os melhores cumprimentos de fraterna amizade e a promessa de sempre leal colaboração.

Sr. Presidente, Srs. Deputados: O Minho é o jardim de Portugal, classificação que com verdade e justiça calha bem a essa formosa província, das mais coloridas e pitorescas, das mais tradicionais, das mais populosas e das mais activas, «berço onde se embalou a nacionalidade portuguesa».

Terra de gente boa e hospitaleira, presente sempre nos momentos das grandes crises nacionais, vivendo a cultivar a tenra na tranquilidade bucólica da paz e, de fugida, descansando e dormindo embalada pelo vaivém das ondas do mar, que, como ainda este Inverno se verificou, ou tudo lhe dá, ou tudo lhe leva.

Como já foi dito, a história do País é a história do Minho, já que aqui se iniciou a autonomia do velho Condado Portucalense. O Minhoto traz no peito, como em simbiose, o génio celta e a alma grega: é fecundo e emigrador.

Pelas sete partidas do Mundo se distribui o Minhoto.

Noutros tempos, quando a miséria era factor determinante da emigração, o Minhoto procurava o Brasil, terra irmã, de todas a mais querida, onde se vivia - e vive ainda - como em Portugal: os mesmos costumes, a mesma língua, a mesma crença, os mesmos ideais!

Portugal e Brasil, ontem como hoje, são árvore frondosa presa pelas mesmas raízes a um passado de glória, hoje como ontem, a mesma carne e espírito, - o mesmo sangue e lágrimas!

Brasil e Portugal, milhares de léguas a separarem-nos, milhões, de vínculos e afectos a unirem-nos!

Os ventos da história mudaram, e a emigração faz-se hoje de preferência para França, para a Alemanha e para o Canadá e é determinada já, não pela miséria, mas pela ambição de melhoria do nível de vida.

No Brasil de outros tempos, na França, na Alemanha ou no Canadá dos nossos dias, onde vive o Minhoto vive a nossa raça, onde ele está se perpetua a nossa história, lá anda «a nossa vida em pedaços repartida» e lá está também o orgulho de Portugal evangelizador e colonizador, o valente, caminheiro «que todos os campos ara e se mais mundos houvera lá chegara».

Rico, muito rico, esse maravilhoso vale do Minho, rico de paisagem, de céu azul de apoteose, azul dourado, azul inocente, azul sem mácula, onde o sol ri, a verdura canta, o vinho é alegre e a tulha é farta, no dizer de um poeta.

Lá no alto, Melgaço, a dominar uma vastidão de território serrano, até há pouco impermeável ao progresso e hoje terra de populações aspirando a cada vez mais regalias e benefícios.

Depois Monção, a menina bonita do Alto Minho, terra de Deuladeu Martins, hoje como ontem ciosa dos seus encantos, dispondo de atractivos e condições naturais excepcionais para o enquadramento numa desejada conjuntura turística nacional.

Valença do Minho, mais abaixo, fortaleza inexpugnável de outras eras, protótipo da povoação muralhada, enamorada sempre do rio que lhe serve o nome, a demarcar a fronteira norte de Portugal.

Cerveira a seguir, pequenina e maneirinha, alegre e colorida, cem o rio aos pés e a contrastar com os seus altos verdejantes e serpenteados.

Caminha vem depois, a deslumbrar, a intimar paragem e descanso ao turista que vem do norte; graciosa e gentil, autêntica «fascinação feita de luz e água».

Perto está Viana, a capital do distrito, a princesa do Lima, cheia de tradições etnográficas e folclóricas, de belezas paisagísticas sem par, de riquezas incomparáveis no seu património histórico e cultural.

Ponte de Lima, terra de poetas enamorados do encanto da paisagem; símbolo da abundância; terra de fidalgos e do Lete mitológico, «o lugar próprio para esquecer todos os outros do Mundo».

Arcos de Valdevez, mais além, com os encantos do Extremo, e as solidões da Peneda. É concelho também de fidalgos ilustres. É rica nos frondosos arvoredos, nas ravinas dos montes e nas férteis planícies, onde corre o fascinador e meigo Vez.

Pegado e muito junto, está Ponte da Barca, a terra da Nóbrega de Antanho, pequena, mas encantadora, aristrocata e briosa da sua génese histórica.

Finalmente, Paredes de Coura, o coração do distrito e o celeiro do Minho, pequeno concelho serrano onde o ar é puro e as águas abundantes.

Chamam-lhe a Suíça portuguesa pela sua situação montanhosa e pela excelência do seu clima privilegiado.

Nos arredores da vila, no encantador monte da Pena, ergue-se o Sanatório do Presidente Carmona, unidade assistencial moderna e eficiente e obra do Estado Novo.

E agora o contraste!

Distrito rico, muito rico de paisagem e boniteza, é pobre, muito pobre, nos aspectos social e económico.

O extraordinário surto de actividades ligadas ao turismo quase não se faz sentir neste vale do Minho, que, como vimos e sabemos, é das terras mais privilegiadas pela natureza, a pedir meças a quantas das melhores de todo o Mundo se reclamam por aí em coloridos cartazes turísticos.

À parte um arremedo de turismo na capital do distrito, nada, absolutamente nada, está feito, ao abrigo de investimentos oficiais ou de iniciativa particular nos restantes concelhos, todos, sem excepção, a oferecer gratuitamente tantos motivos de atracção pelo encanto de dons naturais.

Só Viana e Valença mantêm uma indústria hoteleira à altura das circunstâncias.

De resto, só instalações anacrónicas, quando não repugnantes, a incitar os Poderes Públicos no sentido de investir capitais na construção, em todas as sedes de concelho, não digo de pousadas, mas de estalagens, modestas embora, mas a satisfazer as exigências do mundo moderno, com orgânica semioficial, com pessoal adestrado e capaz, de preferência preparado em escolas hoteleiras, que, a exemplo da vizinha e amiga Espanha, há necessidade de criar a bem do turismo nacional.

Salve-se a honra do convento e o que resta da tradicional cozinha portuguesa.

E que dizer da indústria?

Os investimentos nesse sector são tão reduzidos que, todos o sabem, por não contar praticamente na economia do distrito, é causa determinante - mais do que o elevado índice da natalidade - do êxodo rural para os meios urbanos e para o estrangeiro, êxodo que, sendo característica regional de todos os tempos, o é hoje com aspectos catastróficos para a lavoura, empobrecida pela insuficiência dos preços, tributações onerosas, condições meteorológicas nem sempre favoráveis e mão-de-obra a impor salários altos. O amanho das terras está entregue quase exclusivamente a velhos e a mulheres, a exigir-lhes um sacrifício doloroso para quem não é escravo ou o é por amor e devoção à terra, presos a uma monocultura - a do milharal - que constitui uma precariedade económica tão pequena que, por vezes, ao depauperamento da província se junta a fome na família.

O Sr. Borges de Araújo: - Muito bem!

O Orador: - Aqui fica um aviso sincero, doloroso e alarmante: se não acodem à lavoura do Alto Minho, exausta por séculos de produção, o que em breve restará é chão queimado.

Que esperar da cultura de prédios rústicos de área tão reduzida, altamente absorvedora da mão-de-obra, mantas de retalhos que valorizam e enriquecem a paisagem, mas que são peso morto na economia nacional?

A pequena courela tem os seus dias contados, já que o que se pretende como objectivo económico do País é uma maior quantidade do melhor produto ao mais baixo preço, objectivo impossível de atingir com os pequenos prédios rústicos que constituem uma agricultura nntieconómica.

No emparcelamento está a solução. Por que esperamos?

Temos de lutar contra a falira de espírito associativo dos nossos lavradores e educá-lo no sentido de perceberem primeiro e aceitarem depois um sistema que ao fim e ao cabo lhes aumenta os proventos e os detende da ruína.

E que dizer, e para rematar, de dois problemas que afligem todos os concelhos, todo o Alto Minho, de lês a lês, motivo constante de reparos e protestos, justos e compreensíveis por constituírem necessidades, que mal se compreende esperem ainda solução [...ilegível...]

Quero referir-me à distribuição de águas e à electrificação.

Nas 287 freguesias do distrito de Viana do Castelo, em 31 de Dezembro de 1965 existiam, inventariadas, J 346 fontes de mergulho, das quais só 520 foram beneficiadas, aguardando ainda comparticipação 556, ficando muitas outras à espera do antecipado estudo.

Registe-se também que das 287 freguesias, só 115 dispõem de abastecimento de água por fontanário e só 27 gozam da regalia de abastecimento domiciliário.

Estes números falam por si e, dispensam quaisquer outros comentários, uma vez que mais que tudo é a saúde pública que está em jogo.

Um parêntesis para salientar que já depois de concluídos estes apontamentos tivemos a honra de receber, no passado sábado, a visita de S. Ex.ª o Ministro das Obras Públicas; visita de estudo, de estudo honesto, sério e eficiente, como são sempre as visitas do ilustre Ministro, que a todos vem dando lições de portuguesismo e de sacrifício pela grei. numa manifestação de inteligência e competência sem par.

Vozes: - Muito bem!

O Orador: - S. Ex.ª. defendo até à minúcia, quis sabor dos presidentes dos municípios como estávamos em relação às fontes de mergulho e em face da calamitosa situação, afirmou: «Até final de 1966 ou se beneficiam as fontes de mergulho ou se arrasam». Para grandes males, grandes remédios.

Os povos do Alto Minho pedem-me que agradeça desta tribuna a S. Ex.ª a carinhosa protecção.

Não é menos desanimado o que diz respeito à distribuição de energia eléctrica aos concelhos do distrito.

Vejamos: nas mesmas 287 freguesias só 108 estão totalmente electrificadas; 30 só parcialmente. Neste momento aguardam a tão desejada regalia - ia a dizer o tão desejado direito - 149 freguesias!

Para só me referir a dois concelhos, sem me esquecer que proporcionalmente todos os outros se mantêm deficitários, citarei que no de Arcos de Valdevez, de 51 freguesias, só 7 estão totalmente electrificadas 11 parcialmente e 33 completamente às escuras.

Ponte de Lima, também com 51 freguesias, só 6 conhecem a regalia desse índice de civilização; só duas estão parcialmente electrificadas e 43 vivem nas trevas a partir do pôr do Sol.

Há 25 anos que faço clínica num concelho rural do Alto Minho.

Assisti já a centenas de partos tendo como única fonte, de iluminação a luz da candeia.

Assisti já milhares de receitas à luz bruxuleante de uma vela de cera, já que a vela de cera se usa indistintamente entre essas populações pobres na igreja e no lar, uma vez que a de estearina lhes custa mais uns tostões.

Eu, que queria morrer a subscrever uma receita por amor à arte e por necessidade, peço a Deus me dê a graça de subscrever a estima à luz da energia eléctrica.

Acabo, como comecei, citando de maneira despretensiosa as grandezas e misérias de uma região, rica, muito rica pela graça de Deus, pobre, muito pobre pela indiferença e ingratidão dos homens.

Vozes: - Muito bem, muito bem!

O orador foi muito cumprimentado."

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BANDAS FILARMÓNICAS COMEMORAM RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL

Já está definido o elenco de grupo e bandas que participarão no próximo Desfile Nacional de Bandas Filarmónicas 1º de Dezembro.

Estimamos um total de 1.700 músicos, nos 34 grupos que desfilarão, no próximo dia 1 de Dezembro, na Avenida da Liberdade e Praça dos Restauradores:

- 2 grupos de percussão, do Seixal e de Mondim de Basto;

- a Banda do Exército;

- 31 bandas filarmónicas dos seguintes municípios: Lisboa, Madalena do Pico, Santa Maria da Feira, Moura, Amares, Vila Nova de Famalicão, Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Castelo Branco, Covilhã, Oleiros, Vila Velha de Ródão, Figueira da Foz, Oliveira do Hospital, Évora, Tavira, Seia, Alcobaça, Pedrógão-Grande, Alenquer, Mafra, Gavião, Portalegre, Valongo, Mação, Tomar, Almada, Viana do Castelo, Santa Comba Dão e Sernancelhe.

Iremos divulgando, aqui, detalhes do programa.

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PRESIDENTE DA REPÚBLICA DIRIGE MENSAGEM OFICIAL AO ESCRITOR FAFENSE DANIEL BASTOS

Presidente da República compartilha com historiador Daniel Bastos empenho no aprofundamento do contacto com a comunidade luso-canadiana

No início do presente mês de novembro, o escritor e historiador minhoto Daniel Bastos, cujo percurso literário tem sido alicerçado junto das comunidades portuguesas, recebeu uma mensagem oficial da Casa Civil do Presidente da República Portuguesa, na qual Marcelo Rebelo de Sousa compartilha com o investigador o empenho no aprofundamento do contacto com a comunidade luso-canadiana.

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Recorde-se, que nas últimas comemorações do Dia de Portugal no Canadá, Daniel Bastos apresentou a convite da Galeria dos Pioneiros Portugueses em Toronto, uma conferência sobre a história da emigração portuguesa, assim como o seu mais recente livro “Gérald Bloncourt – O olhar de compromisso com os filhos dos Grandes Descobridores”. Uma obra concebida a partir do espólio do consagrado fotógrafo franco-haitiano, condecorado nessa altura em Paris pelo presidente da República Portuguesa com a Ordem do Infante D. Henrique, e que reúne mais de centena e meia de fotografias originais da maior importância para a história portuguesa do último meio século.

Saliente-se que no âmbito dos contactos estabelecidos com a comunidade luso-canadiana, o investigador da nova geração de historiadores portugueses, atualmente docente no Colégio João Paulo II em Braga, tem delineado a médio prazo a realização de uma obra sobre a emigração portuguesa para o Canadá. Um projeto editorial e de investigação promovido pela Galeria dos Pioneiros Portugueses, um Museu criado em 2003 que se dedica à perpetuação da memória e das histórias dos pioneiros da emigração portuguesa para o Canadá, cuja comunidade chega a quase meio milhão.

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PONTE DE LIMA PRESTA TRIBUTO A CARDEAL SARAIVA

Quinta conferência de tributo a Cardeal Saraiva no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima

O Município de Ponte de Lima promove, no próximo dia 11 de novembro, pelas 19h00, a quinta palestra de homenagem a uma das mais elevadas figuras da história religiosa, política e cultural da primeira metade do século XIX em Portugal.

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Orientada por José Cândido de Oliveira Martins, professor associado na Universidade Católica Portuguesa de Braga, a conferência “D. Frei Francisco de São Luís e os estudos literários” - inserida num ciclo de sete comunicações dedicado aos 250 anos de nascimento de Cardeal Saraiva (1766-2016) – pretende dar a conhecer a vertente investigadora do monge beneditino no domínio da Literatura, mas também da História e do pensamento filosófico – trabalho que vai desenvolvendo nos vários locais por onde passa, seja enquanto Visitador-geral e Cronista-mor da Ordem Beneditina, seja na qualidade de Reitor da Universidade ou de Guarda-Mor da Torre do Tombo, para apenas citar alguns dos cargos para os quais é nomeado. Uma vida de afincado estudo de que resulta um legado bibliográfico de grande valor informativo e documental que importa conhecer.

A próxima conferência, “Tensões e conflitos entre liberais e absolutistas no Alto Minho no tempo de Cardeal Saraiva”, orientada por Alexandra Esteves, está agendada para o dia 02 de dezembro. Segue-se, a 06 de janeiro de 2017, a comunicação “Frei Francisco de S. Luís e o nosso tempo”, de Oliveira Ramos, que encerra o ciclo de palestras comemorativas.

Doutorado em Humanidades – especialidade de Teoria da Literatura –, José Cândido de Oliveira Martins é docente e investigador na Universidade Católica Portuguesa, em Braga. Tem diversos artigos publicados em revistas da especialidade, soma colaborações várias em obras coletivas e participações em congressos e colóquios e é autor de alguns livros, de que se destacam os títulos “Teoria da paródia surrealista” (1995), “Fidelino de Figueiredo e a crítica da teoria literária positivista” (2007) e “Viajar com António Feijó” (2009).

(Informações adicionais sobre o palestrante em: http://www.degois.pt/visualizador/curriculum.jsp?key=5295361728152206)

PÓVOA DE LANHOSO DEBATE “ A IMPRENSA NO PRIMEIRO LIBERALISMO E A IMPRENSA EM DEMOCRACIA

Conferências juntam no Centro Interpretativo Maria da Fonte Jorge Pedro Sousa e Pedro Bacelar de Vasconcelos, sendo antecedida pela abertura de uma exposição

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A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso promove, no próximo dia 12 de novembro e no âmbito do ciclo de conferências “Maria da Fonte no seu e no nosso tempo”, uma iniciativa intitulada “Liberdade de Imprensa no Primeiro Liberalismo e nos dias de hoje”. Serão palestrantes Jorge Pedro Sousa, catedrático da Universidade Fernando Pessoa (Porto), e Pedro Bacelar de Vasconcelos, docente da Universidade do Minho (Braga).

“A comparação entre a liberdade de imprensa no liberalismo e nos dias de hoje é, de facto, um tema que nos leva a entender melhor como era a imprensa nos tempos da Revolução da Maria da Fonte. Estas conferências que vêm no seguimento da programação da comemoração dos 170 anos da Revolução têm como fim dar a entender de uma forma mais académica o quanto foi importante a revolta iniciada na Póvoa de Lanhoso para a história nacional”, refere o Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues.

A atividade tem início, às 16h30, no Núcleo Documental do município (Centro Interpretativo Maria da Fonte, no Largo António Lopes), com a abertura de uma exposição subordinada ao tema “Primórdios da imprensa nas Terras de Lanhoso”, altura em que será integrada no fundo daquele Núcleo uma coleção do jornal “A Póvoa de Lanhoso” e colocada online parte da coleção do jornal “A Maria da Fonte”, já tratada informaticamente.

Durante estas conferências, os palestrantes irão analisar as semelhanças e dissemelhanças entre o jornalismo e a liberdade de imprensa praticados em períodos tão distantes como os meados do século XIX e os inícios do século XXI. Desta forma, Jorge Pedro Sousa irá abordar “A Imprensa no Primeiro Liberalismo” e  Pedro Bacelar de Vasconcelos irá focar-se n’“A Liberdade de Imprensa 40 anos depois do 25 de Abril”.

Estas conferências irão realizar-se no auditório do Centro Interpretativo da Maria da Fonte, a partir das 17h00. A entrada é gratuita.

Estes momentos integram o ciclo de conferências designado “Maria da Fonte no seu e no nosso tempo” promovido pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso em colaboração com os jornais Correio do Minho e Maria da Fonte para assinalar os 170 anos da Revolução do Minho (1846 – 2016).

VIANA DO CASTELO JUNTA CONJURADOS

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As Reais Associações de Viana do Castelo e Braga, convidam a participar no “Jantar dos Conjurados” que se realizará no dia 30 de Novembro de 2016, pelas 20h00m, na Quinta da Presa, Meadela, Viana do Castelo, no qual o Senhor Coronel e historiador militar, Américo José Henriques, fará uma intervenção sobre o tema “A ocupação filipina e a Revolução do 1.º de Dezembro de 1640”.

Terá também lugar a cerimónia de entrega dos prémios dos Concursos Escolares que decorreram no ano Lectivo 2015/2016, organizados pela Real Associação de Viana do Castelo, sobre o tema "O Primeiro de Dezembro de 1640 - A Restauração da Independência de Portugal".

Preço do Jantar:

Adultos: 18,00 €

Crianças:

Até aos 5 anos: não pagam

dos 6 aos 12 anos: 10,00 €

As inscrições encontram-se limitadas à capacidade da sala pelo que deverão ser feitas com a maior brevidade possível e impreterivelmente até ao dia 26 de Novembro, para o e-mail da Real Associação de Viana do Castelo, ou para o Fax n.º 258 743 840, devendo ser enviada a indicação do nome, ou nomes dos participantes e um telefone de contacto, acompanhadas do respectivo comprovativo de depósito ou transferência bancária efectuada para:

Caixa de Crédito Agrícola

NIB: 0045 1427 4002 6139 2424 7

IBAN: PT 50 0045 1427 40026139242 47

SWIFT: CCCMPTPL

Localização:

A “Quinta da Presa” fica situada na encosta da Meadela, a 2 quilómetros de Viana do Castelo e perto da saída da Auto-estrada A28.

Se vem pela SCUT A28 (Porto - Valença), sair em Meadela na saída 24. No final, ao desembocar numa rotunda sair para a direita na Estrada Nacional 302 e virar no primeiro entroncamento à esquerda na Rua do Calvário seguindo até à rua da Presa e Rua da Portela.

Se vem pela SCUT A28 (Valença - Porto) a saída é a mesma, assim como se vier pela A27 (Ponte de Lima-Viana do Castelo).

Coordenadas GPS:

41.711752,-8.807262

Quinta da Presa

Rua da Presa, 110

Meadela

4900-790 Viana do Castelo

Tel.: 258 823 771

Para mais informações contactar por favor a Real Associação de Viana do Castelo, através do e-mail: real.associacao.viana@gmail.com  ou para os telemóveis dos Presidentes da Direcção, das Reais Associações de Viana do Castelo e Braga, respectivamente Dr. José Aníbal Marinho, 961 318 001 e Dr. Gonçalo Pimenta de Castro 919 932 154.

Este evento conta também com a colaboração da Real Associação do Porto.

FANTASMA DO “BISCONDE” ASSOMBRA PAÇO DA GIELA EM ARCOS DE VALDEVEZ

Paço Assombrado atraiu milhares de pessoas

No dia 31 de Outubro foi celebrada, pela primeira vez, a noite de Halloween no Paço de Giela! Esta organização do Paço de Giela/Município superou todas a expectativas, tendo o espaço sido o local de eleição de milhares de visitantes para se divertirem na noite mais terrífica do ano.

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Desde os mais pequenos aos adultos, todos se quiseram vestir a rigor e contribuir para o cenário verdadeiramente assustador lá representado.

A dar as boas-vindas e a acompanhar os visitantes estiveram os fantasmas do século XVI de D. Leonel Lima e sua esposa, os responsáveis pela construção do Paço, no entanto por lá também andaram os Cavaleiros do bem e do mal; a Moura fantasma; a Pumpkin Lady; o Minotauro; a Gargula; o Corvo; o Diabo Parkour, o Anjo da Morte, entre muitos outros.

Para os mais pequenos houve também o Cantinho dos Sustos; pinturas faciais; ateliês fantasmas, com muitos chapéus de bruxas, máscaras de Halloween, etc; desenhos de Halloween para colorir; contos assustadores (histórias de curta duração) e oferta de saquinhos de guloseimas.

Da programação ainda fizeram parte o concerto projeto NO!ON; a performance “Paço Assombrado” e a atuação do Dj set TATSUMAKI.

A enorme adesão das pessoas a esta iniciativa revela que esta foi mais uma aposta ganha do Paço de Giela/Municipio no âmbito da dinamização e promoção do Paço. Este será, certamente, um evento a repetir, seguindo a mesma linha de orientação e com pequenas melhorias.

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GUIMARÃES GEMINA COM A CIDADE FRANCESA DE DIJON

PROJETOS EM COMUM JÁ EM CURSO A PENSAR NO FUTURO

Guimarães assinou geminação com Dijon, a cidade do pai de D. Afonso Henriques

Raízes históricas na base da união com a capital da Borgonha, que a UNESCO elevou a Património Mundial no ano passado. Preservação do ambiente é igualmente objetivo partilhado pelas duas cidades.

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O Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, formalizou esta segunda-feira, 31 de outubro, um protocolo de geminação com Dijon, cidade francesa onde nasceu o Conde D. Henrique, pai de D. Afonso Henriques. Capital da Borgonha, região vinhateira com uma extensão de 60 quilómetros e 600 hectares de espaços verdes, Dijon foi classificada em julho de 2015 como Património Cultural da Humanidade.

A cerimónia de geminação, que contou com a presença do Cônsul do Brasil, Guilherme de Castro Barbosa Paixão, e da Cônsul de Espanha em Borgonha, Lourence Karaubi, além dos vereadores Adelina Paula Pinto e José Bastos, decorreu na Salle des Etats do Município de Dijon, lotada com a presença de membros da Union Luso Française Européenne (ULFE), presidida pelo português António Costa, que sucedeu na direção a Odália Novais, promotora inicial da geminação e que não conteve as lágrimas no momento da assinatura.

«Vamos trabalhar em projetos comuns para superarmos desafios, pois Dijon, Património Mundial, tem uma cultura e um desenvolvimento turístico com dimensões notáveis! Guimarães também quer estar de mãos dadas com Dijon para ser Capital Verde Europeia, fazendo parte de um caminho que é tão ou mais importante que o estatuto a alcançar, envolvendo todos, na missão de incutir uma consciência ecológica na nossa sociedade. Queremos uma Europa que proteja o ambiente e isso representa tornar Dijon e Guimarães nos melhores sítios para se viver em harmonia com a natureza», referiu Domingos Bragança, após ter oferecido uma réplica do Primeiro Rei a Sladana Zivkovic, responsável autárquica em França.

«Agradecemos o interesse e o empenho demonstrado pela Câmara de Dijon, a forma como nos receberam, bem como as reuniões de trabalho que promoveram, onde ficou bem demonstrada a vontade para a concretização de projetos que estreitem as relações entre os dois Municípios», realçou o Presidente da Câmara de Guimarães, após reunião de trabalho com o seu homólogo, François Rebsamen, visitando em seguida a região que produz alguns dos mais apreciados vinhos do Mundo, cuja área, composta por 1247 parcelas de terra, identificadas numa extensão de 60 quilómetros, liga Dijon ao sul de Beaune.

Cidades “irmãs”

O acordo de geminação resulta da assinatura de uma Carta de Amizade e Cooperação, formalizada a 10 de junho de 2011 entre Guimarães e Dijon, iniciando-se uma relação de proximidade sustentada em razões históricas ancestrais. A pouco menos de duas horas da capital de França, Dijon, conhecida como “Cidade de Arte e de História”, é o local onde nasceu Gustave Eiffel, engenheiro francês que participou na construção da Estátua da Liberdade em Nova Iorque e da Torre Eiffel, em Paris.

A relação de amizade e cooperação com Guimarães, que será consolidada através de projetos comuns, na área da educação, ambiente e cultura, resulta também do interesse manifestado pela vasta comunidade portuguesa que reside nesta cidade francesa, com a particularidade de um grande número dos seus membros ser originário da região vimaranense. Entre os 155 mil habitantes, 10 mil são de proveniência portuguesa.

CEMITÉRIOS SÃO GALERIAS DE ARTE FUNERÁRIA E PANTEÃO DE FIGURAS ILUSTRES

Os municípios deveriam organizar roteiros culturais de modo a dar a conhecer a História e a arte que ali se guarda

Desde as suas origens, o Homem procurou sempre superar a sua própria morte, constituindo essa uma das essências de todas as religiões. Através de determinados ritos garantia a viagem eterna para uma nova vida, colocando-se na posição fetal ou levando consigo a moeda com que haveria de pagar a Caronte a travessia para o Hades.

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As antas e dolmens, as lanternas etruscas, as pirâmides egípcias e as técnicas de mumificação não são mais do que expressões de arte funerária de diferentes civilizações de épocas distintas que são atualmente estudadas e conservadas, classificadas como património cultural.

Durante muitos séculos, entre nós, o sepultamento era feito no interior das igrejas ou no terreno adjacente considerado campo santo. Ainda atualmente se conservam em muitos locais as pedras tumulares com as respetivas inscrições e, não raras as vezes, brasões de família. Nalguns casos, porém, uma certa falta de sensibilidade para a necessidade de se preservar o património tem levado à destruição das sepulturas existentes no interior das igrejas e capelas com a realização de obras alegadamente de melhoramento.

Em 1835, passou a ser proibido o enterro dentro das igrejas, decisão que juntamente com outras medidas tomadas pelo governo de Costa Cabral vieram a estar na origem da Revolução da Maria da Fonte.

Durante o século XIX, fortemente marcado pelo Romantismo, a arte funerária regista um grande desenvolvimento que se traduz na construção de grandes jazigos repletos de esculturas e motivos arquitetónicos, o emprego de novos símbolos associados nomeadamente a profissões e a obediências maçónicas, figuras alegóricas, motivos vegetalistas e uma profusão de epitáfios.

Com efeito, a arte funerária reflete a visão do cosmos e a interpretação da vida e da morta feita a partir de um determinado contexto histórico, social e ideológico, revelando a estrutura social e a mentalidade da sociedade em que a mesma foi produzida. Devido ao seu elevado interesse patrimonial e cultural, alguns cemitérios tornaram-se visitas obrigatórias e estão incluídas nos roteiros turísticos como sucede com o cemitério de Pére Lachaise, em Paris, ou o cemitério dos Prazeres, em Lisboa, onde se encontram magníficas obras de arte e em cujos jazigos repousam os restos mortais dos nossos mais ilustres poetas e outras figuras ilustres.

No dia em que muitos minhotos vão aos cemitérios visitar as sepulturas dos seus entes queridos já falecidos, o BLOGUE DO MINHO deixa aqui a sugestão para que aquele espaço de meditação seja também visto noutra perspetiva, contemplando as obras de arte, procurando decifrar os símbolos e descobrindo as figuras notáveis que ali repousam, algumas das quais marcaram em suas vidas o desenvolvimento da sociedade local.

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AS BRUXAS SÃO AS SACERDOTISAS DO PAGANISMO

Quais sacerdotisas dos ritos próprios do culto pagão, as chamadas bruxas desde sempre povoam o nosso imaginário, associado ao mal e representando figuras demoníacas que ao longo dos séculos foram inculcadas nas nossas mentes pela religião Cristã que entre nós viria a impor-se ao paganismo. Tal como a figura de Pã, deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores veio ao longo da Idade Média a ficar associada à do Diabo transfigurado na dama pé-de-cabra.

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Proveniente do latim paganus que significa literalmente camponês ou rústico, o paganismo constitui uma forma de expressão religiosa em íntima comunhão com os fenómenos da natureza e profundamente ligado às necessidades espirituais do indivíduo inserido no mundo rural. Prova evidente dessa realidade constitui as tradições que respeitam aos ritos do inverno e ao culto dos mortos, desde os peditórios de “Pão Por Deus” até à “Serração da Velha”, passando pela celebração do solstício de Inverno e o Entrudos, celebrações quase todas convertidas em celebrações cristãs como o Natal, como se de festividades pagãs não se tratassem a sua origem. O mesmo sucede com outras festividades como o Solstício de Verão, com os seus ritos associados ao fogo e transformados em festividades são-joaninas.

Existem entre nós vestígios de antigos santuários pagãos como a do deus Endovélico na região do Alandroal, registando a própria toponímia a sua ancestral influência como sucede com a serra do Larouco, proveniente do deus Laraucus.

Porém, no ano 312 deu-se a alegada conversão do Imperador Constantino ao Cristianismo e, a partir do ano 392, passou o paganismo a ser proibido no Império Romano e consequentemente reprimido e perseguido, sendo essas medidas agravadas com a pena de morte a partir de 435 para quem praticasse ritos envolvendo o sacrifício de animais. Não obstante, o paganismo continuou a praticar-se, de forma mais ou menos discreta, sobretudo entre as gentes que viviam no campo. E a conversão à nova religião trazida pelos invasores romanos não foi tarefa fácil, deparando-se com maiores dificuldades entre os povos de regiões com maior apego às mais ancestrais tradições como se verificou no Minho e em Trás-os-Montes.

Os antigos templos e santuários pagãos foram destruídos para em seu lugar serem erguidas igrejas, o mesmo sucedendo com as encruzilhadas dos caminhos rurais e outros locais de culto nas aldeias que deram lugar a cruzeiros e a pequenos nichos contendo retábulos com as “alminhas” do Purgatório que passaram espiritualmente a aterrorizar as mentes dos humildes camponeses, até então habituados a uma relação mais sadia com a natureza que os rodeavam. Os sacerdotes pagãos conferiram uma nova roupagem às festas pagãs, procurando por esse meio conferir-lhes um novo sentido.

Mas, ainda assim, a religiosidade pagã sobrevive ao lado da nova fé, traduzida na manutenção de velhas tradições como as máscaras transmontanas e as festas dos caretos, o entrudo e as fogueiras de S. João. E, mesmo no Minho onde aparentemente existe forte religiosidade cristã, o que se verifica realmente é uma verdadeira manifestação de exuberância que caracteriza o minhoto, mais não constituindo a festa cristã do que um pretexto para exteriorizar a sua alegria como uma forma de profunda comunhão com a vida e o meio que o rodeia, iluminada por magníficas girândolas de fogo-de-vistas que revelam o seu apego embora inconsciente a antigas práticas religiosas.

Devemos a tais práticas religiosas pagãs os nossos mais profundos conhecimentos de medicina popular no uso das mais variadas espécies botânicas, o saber da meteorologia baseado na observação constante dos fenómenos naturais e da própria astronomia transmitido de geração em geração através de axiomas, a riqueza da nossa gastronomia e um infinito universo de conhecimentos que fazem parte do rico património do nosso folclore.

Com o decorrer do tempo, as perseguições acentuaram-se, tornando-se mais implacáveis durante a Idade Média e sobretudo no período da Inquisição. As sacerdotisas do paganismo eram perseguidas sob a acusação de bruxaria, sempre associada a práticas identificadas com ritos satânicos e talentos que lhes permitiam voar sentadas em rudimentares vassouras…

Nos tempos que correm, tais feitos mais não passam de fantasias literárias e até antigos rituais ligados ao culto dos mortos foram pela sociedade de consumo transformados em motivos de diversão, tal como no passado foram associados ao mal. Mas, o certo é que as bruxas jamais deixaram de existir e o paganismo parece estar de volta!

MONÇÃO: ALUNOS DO 3º CEB “ENTRAM” NA HISTÓRIA DA TORRE DE LAPELA

Inaugurado no dia 28 de maio, o Núcleo Museológico da Torre de Lapela recebeu, até finais de setembro, 1799 visitantes, 1191 nacionais e 608 estrangeiros. Visando a divulgação daquele espaço cultural e turístico aos alunos do concelho, foram programadas visitas que tiveram início no dia 18 e terminam amanhã, dia 28. Esta tarde, professores e alunos da EBI de Tangil contaram com a presença do Vereador das Atividades Socioculturais, Paulo Esteves. 

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O Núcleo Museológico Torre da Lapela foi inaugurado no dia 28 de maio deste ano, tendo recebido, até finais de setembro, 1799 visitantes, 1191 nacionais e 608 estrangeiros. Com entrada gratuita, pode ser visitado aos sábados e domingos das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00.

No arranque deste ano letivo, o serviço educativo do município agendou um conjunto de visitas dos alunos do 3º CEB do concelho aquele espaço cultural e turístico. Tiveram início no dia 18 e terminam amanhã, dia 28, contemplando 215 alunos da EB 2.3 de Monção, da EBI de Tangil e da EPRAMI, ensino profissional.

Esta tarde, professores e alunos da EBI de Tangil contaram com a presença do vereador Paulo Esteves. Além da fotografia coletiva, houve tempo para algumas conversas sobre a história da Torre de Lapela e, como não podia deixar de ser, da magnífica paisagem que esta, elegante e altiva, proporciona sobre o rio Minho, casario tradicional e margem galega.   

“Um local com muito para contar e uma panorâmica fantástica sobre a envolvente” referiu Paulo Esteves, acrescentando que “esta visita dos alunos do concelho tem como objetivo a divulgação da nossa história e a criação de um momento de aprendizagem fora da sala de aulas” 

Após os trabalhos de reabilitação estrutural e espacial, a Torre de Lapela, conhecida como a melhor varanda sobre o rio Minho agora batizada como Núcleo Museológico Torre de Lapela, mantem a mesma postura imponente e mostra uma silhueta ainda mais atraente, garantindo um maior contacto com a história local.

Além de diversos painéis explicativos da história da Torre de Lapela e da sua função defensiva na orla do rio Minho ao longo dos séculos, pode-se visualizar um vídeo com imagens surpreendentes sobre a envolvente natural e fluvial daquele espaço histórico e cultural.

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TEATRO SAI À RUA EM BARCELOS

O Teatro sai à rua para ensinar História. uma visita guiada pelo centro de Barcelos. Sábado, 29 de outubro, no Centro Histórico

Nobres, peregrinos, mestres e servos, e muitas outras personagens emblemáticas de Barcelos estarão no centro da cidade, no próximo sábado, dia 29 de outubro, pelas 21h30, para nos contar, na primeira pessoa, as suas memórias das batalhas, das traições, dos amores, das tradições e dos seus feitos gloriosos que travaram e que fizeram com que o Município de Barcelos e as suas gentes ficassem de forma incontornável na História de Portugal.

“Barcelos Mágico” é o título da visita teatralizada ao centro histórico da cidade. A atividade é organizada pelo pelouro de Turismo do Município de Barcelos em parceria com A Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos.

São cerca de 15 os atores que darão vida, numa visita teatralizada, a diversos espaços históricos e emblemáticos do centro da cidade. O Município de Barcelos proporcionará uma forma diferente, inovadora de dar a conhecer e aprender a história e o património, onde a aposta na interação e proximidade entre passado; a história, e o presente; os espectadores permitirá descobrir ou redescobrir a História de Barcelos através do poder representativo das palavras e da encenação, aliando assim uma atividade sociocultural de cariz didático a uma nova abordagem turística ao património. Uma forma dinâmica e oralizada de transmitir conhecimento acerca da cidade e dos seus antepassados, tal qual manda a História.

PONTE DE LIMA EVOCA CARDEAL SARAIVA

Liberalismo cartista de Cardeal Saraiva em destaque na quarta conferência de tributo

A quarta conferência inserida nas comemorações dos 250 anos de nascimento de Frei Francisco de São Luís (1766-2016) evocou o carácter moderno do pensamento do Cardeal Saraiva no quadro do liberalismo português - movimento em contraponto com o absolutismo monárquico que provocou transformações profundas no tecido social, politico e religioso do país.

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Orientada pelo Professor Afonso Moreira da Rocha, a comunicação “O Cardeal Saraiva e o conflito entre o Estado e a Igreja na Revolução Liberal portuguesa”, que decorreu na passada sexta-feira, 21 de outubro, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima, centrou-se nos acontecimentos que marcaram o conturbado período de 1820 a 1850 e no posicionamento do monge beneditino em face da nova corrente ideológica de igualdade, justiça e liberdade. O palestrante discorreu sobre algumas ações concretizadas por Frei Francisco de São Luís que fragilizam as acusações de passividade e de alheamento diante da conflituosidade entre os poderes político e religioso - mormente o seu contributo para a regularização das relações com a Santa Sé, não obstante defender a necessidade de um reposicionamento da igreja em consequência das mudanças operadas em Portugal – e sublinhou a sua coragem em rejeitar o absolutismo monárquico, atitude que lhe valeu, por duas vezes, a perda da liberdade individual e episcopal nos exílios a que foi subjugado, primeiro na Batalha, mais tarde na Serra d’Ossa.

Afonso Moreira da Rocha destacou ainda a superior lucidez de Frei Francisco de São Luís, o seu pensamento inovador e o facto de ter conseguido compreender a história do seu tempo - posição singular e pioneira na Alta Igreja, que o transforma numa figura política e eclesiástica de importância suprema.

À palestra de tributo, que contou com a presença do Eng.º Vasco Ferraz, Vereador com o Pelouro da Juventude da Câmara Municipal de Ponte de Lima, seguir-se-ão, a 11 de novembro, a comunicação “D. Frei Francisco de S. Luís e os estudos literários”, orientada por Cândido Martins e, a 02 de dezembro, a conferência “Tensões e conflitos entre liberais e absolutistas no Alto Minho no tempo de Cardeal Saraiva”, da responsabilidade de Alexandra Esteves. Por seu turno, a comunicação “Frei Francisco de S. Luís e o nosso tempo”, de Luís de Oliveira Ramos, está agendada para o dia 06 de janeiro de 2017, pelas 19 horas.

BRAGA DÁ A CONHECER A "CIDADE DOS ARCEBISPOS"

Sessão de história local e visita guiada ‘À Descoberta de Braga’ divulga ‘Cidade dos Arcebispos’

No âmbito do programa 'À Descoberta de Braga' realiza-se esta Sexta-feira, 21 de Outubro, às 21h30, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, mais uma sessão de história local. 'Braga: Cidade dos Arcebispos' é o tema da sessão que será orientada pelo cónego José Paulo Abreu.

O conhecido epíteto que classifica Braga como ‘Cidade dos Arcebispos’ deve-se ao facto dos detentores deste título eclesiástico terem sido senhores da Cidade durante quase sete séculos.

A iniciativa prossegue no Sábado, 22 de Outubro, às 10h00, com a visita guiada à Galeria dos Arcebispos, situada no antigo edifício da Cúria, nos jardins do paço Arquiepiscopal, com entrada pela rua D. Manuel Vieira de Matos (transversal da rua Santa Margarida).

Esta galeria expõe 142 telas com os retratos de todos os prelados da Igreja de Braga. Partindo de S. Pedro de Rates e outros bispos, percorremos os protagonistas da história da Cidade de Braga, entre os quais se conta S. Martinho de Dume, D. Paio Mendes, D. Diogo de Sousa, D. Frei Bartolomeu dos Mártires ou D. Rodrigo de Moura Telles.

As inscrições, limitadas a 50 participantes, devem ser feitas através do e-mail cultura@cm-braga.pt. Caso haja excesso de inscrições serão organizados vários turnos de visitas.

FAMALICÃO EVOCA ALBERTO SAMPAIO

Alberto Sampaio: o Homem e a obra é tema de documentário e debate. Iniciativa realiza-se no próximo dia 27 de outubro, no Arquivo Municipal, em Vila Nova de Famalicão

O professor Sampaio da Nóvoa e a diretora do Museu Alberto Sampaio, Isabel Fernandes vão participar no próximo dia 27 de outubro, numa mesa redonda onde se irá debater a vida e a obra de Alberto Sampaio. A iniciativa inserida nas comemorações dos 175 anos do nascimento do historiador, realiza-se no Arquivo Municipal Alberto Sampaio, em Vila Nova de Famalicão, e arranca, pelas 21h00 com o documentário biográfico sobre “O Homem e a Obra”. A mesa redonda conta ainda com a participação de Emília Nóvoa Faria, moderada pela jornalista Teresa Sampaio, produtora executiva do documentário.

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A iniciativa integra o projeto formativo Conhecer Famalicão no Século XX: O(s) Tempo(s) de Alberto Sampaio, acreditado pelo Conselho Científico Pedagógico da Formação Contínua para os grupos 200 do 2.º Ciclo Básico e 400, 420 e 430 do 3.º Ciclo Secundário.

Depois da exposição Percursos Divergentes, Destinos Concordantes: olhares sobre cinco áreas de interesse de Alberto Sampaio (1841-1908), inaugurada na sede do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco no passado mês de Junho, e do colóquio O vinho verde e Alberto Sampaio, que teve lugar em Setembro no Palacete do Conde Silva Monteiro, no Porto, é agora a vez do Arquivo Municipal Alberto Sampaio, em parceria com o Centro de Formação de Professores de Associação de Escolas de Vila Nova de Famalicão e o Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória, organizar esta sessão evocativa do seu patrono.

Refira-se que para assinalar a data dos 175 anos do nascimento do historiador Alberto Sampaio (1841-1908), os Municípios de Guimarães, Braga e Vila Nova de Famalicão e várias instituições culturais e educativas nacionais e regionais (Academia das Ciências de Lisboa, Biblioteca Nacional de Portugal, Museu de Alberto Sampaio, Sociedade Martins Sarmento, Associação Portuguesa de História da Vinha e do Vinho, Arquivo Municipal Alberto Sampaio, Instituto Universitário da Maia, Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio e Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco) associaram-se à efeméride, propondo-se integrar uma programação conjunta, com iniciativas a decorrer em vários pontos do país.

PONTE DE LIMA EVOCA ALVES DOS SANTOS

Município de Ponte de Lima assinala os 150 anos de nascimento de Alves dos Santos

O Município de Ponte de Lima vai assinalar o 150.º aniversário de nascimento de Augusto Joaquim Alves dos Santos (1866-2016) – personalidade limiana notabilizada nas áreas da Educação e da Psicologia – com um destaque biobibliográfico patente na Sala de Adultos da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima (BMPL), de 14 a 31 de Outubro.

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Uma oportunidade para descobrir a vida e a obra de uma figura menos conhecida do grande público, mas que se destacou em diferentes esferas de atuação. Alves dos Santos foi precursor da Pedologia em Portugal, criou o primeiro laboratório nacional de Psicologia, em Coimbra, exerceu vários cargos políticos de notoriedade e chegou a Ministro do Trabalho na Primeira República.

Além de dois painéis biográficos e da disponibilização para consulta de documentos de e sobre Alves dos Santos, a BMPL facultará um folheto com o essencial do tributo.

Associe-se à homenagem a Augusto Joaquim Alves dos Santos, cujo currículo eclético enobrece o legado cultural de Ponte de Lima, e visite a Biblioteca Municipal.

FAMALICENSES DEBATEM CENSURA À OBRA DO ESCRITOR AQUILINO RIBEIRO

Museu Bernardino Machado debate a censura ao romance de Aquilino Ribeiro “Quando os Lobos Uivam”

O romance "Quando os Lobos Uivam" que foi publicado em 1958, por Aquilino Ribeiro e lhe valeu um mandato de captura e a apreensão de todos os exemplares pelo regime salazarista, dá o mote para mais uma conferência do ciclo “A Censura na Ditadura Militar e no Estado Novo”, que vai decorrer esta sexta-feira, pelas 21h30, no Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão.

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O livro que retrata a saga dos beirões em defesa dos terrenos baldios durante a ditadura, nos finais dos anos 40 e início dos anos 50, é o exemplo de uma obra literária que foi censurada pelo Estado Novo. Caberá a José Seabra Pereira recuperar este episódio da nossa história e lançar o debate sobre o tema.

Nascido no Luso, concelho da Mealhada, em 1949, José Seabra Pereira é Professor Associado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, tendo desempenhado, entre outros, os cargos de Presidente da Comissão Científica do Grupo de Estudos Românicos, Diretor do Instituto de Língua e Literatura Portuguesas e Membro da Comissão Coordenadora do Conselho Científico da FLUC.

Refira-se que o Museu Bernardino Machado é, durante este ano de 2016, o destino obrigatório para quem se dedica ao estudo e investigação do tema da censura em Portugal.

A programação do Museu Bernardino Machado tem sido quase inteiramente dedicada ao tema da censura em Portugal no período entre 1910 e 1974. É por isso um ano excecional em termos de debates, conferências e exposições subordinadas à temática da censura e uma oportunidade única para estudantes e académicos explorarem de forma transversal e abrangente este assunto.

O Museu Bernardino Machado, localizado num palacete do século XIX, no centro da cidade, é um equipamento cultural do município famalicense que se tem afirmado por um trabalho de qualidade, que é reconhecido nos meios académicos e que faz desta casa um centro de investigação histórica de referência nacional.

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Os "150 anos da entrada de Bernardino Machado na Universidade de Coimbra" em exposição

O Município de Vila Nova de Famalicão, através do Museu Bernardino Machado, comemora os 150 anos da entrada de Bernardino Machado na Universidade de Coimbra com a apresentação da exposição "150 anos da entrada de Bernardino Machado na Universidade de Coimbra" e do respetivo catálogo. A mostra abre portas ao público este sábado, dia 15 de outubro, pelas 15h00.

Realizada em oito painéis, a exposição encontra-se organizada da seguinte forma: I - O Ingresso na Universidade (1866); II - Os Amigos; III - A Formatura; IV - O Professor; V - Criação da Cadeira de Antropologia; VI - A Socialização do Ensino, com referência à Academia de Estudos Livres e ao Instituto de Coimbra; VII - Orações de Sapiência, com destaque para a “Universidade e a Nação” (1904) e, finalmente, VIII - A Greve Académica. Com documentação única e original do arquivo do Museu, por exemplo, o diploma de doutoramento ou da correspondência à volta do texto “A Universidade e a Nação”, caso de Afonso Costa, Teófilo Braga, Adolfo Coelho ou de Guerra Junqueiro, a exposição “Bernardino Machado na Universidade de Coimbra – 150 Anos” reflete igualmente as preocupações pedagógicas de Bernardino Machado, nomeadamente com o ensino de adultos e o ensino profissional, evidenciados com recortes de imprensa do arquivo do Museu.

Se uma das preocupações de Bernardino Machado foram as reformas estruturais curriculares da Universidade, com a criação da disciplina de Antropologia, preocupou-se igualmente com a autonomia da própria Universidade, com a elegibilidade do Reitor, com a abolição do juramento e do foro académicos, ao lado de uma teorização e prática pedagógica reformista. Tal atividade reformista terá o seu corolário com a Greve Académica em 1907, ano em que terá uma Homenagem Nacional.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “o papel de Bernardino Machado como político e estadista, mas também como pensador e pedagogo foi de uma enorme importância e abrangência. O seu pensamento continua a influir os dias de hoje, mantendo-se atual e pertinente, sendo muitas vezes citado”, refere, acrescentando que“recordar os 150 anos da entrada de Bernardino Machado para a Universidade de Coimbra, é uma excelente oportunidade para redescobrimos a sua faceta de cientista e pedagogo”.

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PONTE DE LIMA EVOCA CARDEAL SARAIVA

Município de Ponte de Lima promove quarta conferência de tributo a Cardeal Saraiva

O Município de Ponte de Lima promove a quarta conferência de tributo a uma das figuras maiores da história local – o insigne Cardeal Saraiva – no próximo dia 21 de outubro, pelas 19h00, no auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima. Orientada por Afonso Moreira da Rocha, investigador do Centro de Estudos do Pensamento Português da Universidade Católica, a comunicação intitulada “O Cardeal Saraiva e o conflito entre o Estado e a Igreja na Revolução Liberal portuguesa” explora o envolvimento político do monge beneditino nos acontecimentos de 1820 que transformaram profusamente a sociedade e o Estado.

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A palestra, inserida nas comemorações dos 250 anos sobre o nascimento de D. Frei Francisco de São Luís Saraiva, permitirá conhecer a faceta patriótica e liberal da personalidade evocada e percorrer a sua brilhante trajetória na vida pública portuguesa.

 A próxima conferência – D. Frei Francisco de S. Luís e os estudos literários - orientada por Cândido Martins, está agendada para o dia 11 de novembro. Segue-se, a 02 de dezembro, Tensões e conflitos entre liberais e absolutistas no Alto Minho no tempo de Cardeal Saraiva, por Alexandra Esteves. Por seu turno, a comunicação Frei Francisco de S. Luís e o nosso tempo, de Oliveira Ramos, contínua sem previsão de data.

Sobre o conferencista:

Afonso Moreira da Rocha nasce em 1941 em Penafiel. Licenciado em Teologia pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, é mestre em Antropologia Teológica e doutor em Filosofia pela Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa. A residir no Porto, Afonso Rocha exerce funções de investigador residente no Centro de Estudos do Pensamento Português da Universidade Católica Portuguesa, dedicando-se sobretudo às áreas filosóficas da Metafísica, da Gnosiologia, da Antropologia e da Filosofia da Religião e a autores como o Padre António Vieira, Cardeal Saraiva, Sampaio Bruno, Pedro Amorim Viana, Teófilo Braga, Guerra Junqueiro, Leonardo Coimbra, Raúl Brandão, Fernando Pessoa, Delfim Santos, entre outros.

Com vários ensaios publicados em revistas, atas de congressos e obras coletivas, destacam-se da sua obra editada “O mal no pensamento de Sampaio Bruno: uma filosofia da razão e do mistério”, “Natureza, razão e mistério: para uma leitura comparada de Sampaio Bruno” e “O messianismo do ‘Quinto Império’ de Fernando Pessoa: uma filosofia da história ou uma filosofia da religião”.

Em 2011, Afonso Rocha vence o Prémio António Quadros, na área da Filosofia.

(Fonte: https://www.wook.pt/autor/afonso-rocha/614430)

PONTE DE LIMA RECORDA AMÁLIA RODRIGUES

Ponte de Lima: Cinema História recorda Amália, a rainha do fado

No mês do 17.º aniversário da morte de Amália Rodrigues, o Cinema História – rubrica de pendor lúdico-didático dinamizada pelo Município de Ponte de Lima, através da Biblioteca Municipal (BMPL) – evoca a vida e a obra da mais influente e prestigiada fadista do século XX.

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Considerada por Manuel Alegre, “a voz da alma portuguesa”, Amália mudou a história do Fado ao introduzir no seu repertório vários poetas nacionais de referência numa simbiose perfeita entre o universo tradicionalista da canção e a esfera intelectual das Letras.

Mas porque a faceta inovadora de Amália não se esgota numa frase, a BMPL propõe a exibição de “Amália” (2008) – filme biográfico de Carlos Coelho da Silva com Sandra Barata Belo e Carla Chambel nos principais papeis – e de “Fado: história d’uma cantadeira” (1948) – melodrama de Perdigão Queiroga baseado no percurso de Amália Rodrigues, ela própria protagonista da história ao lado de Virgílio Teixeira.

Dois registos diferentes e espaçados no tempo – 60 anos separam ambas as películas – que ajudarão o público a conhecer e/ou relembrar a trajetória pessoal da rainha do fado e as suas múltiplas esferas de atuação que atravessam a música, o teatro e o cinema.

Como tem sido habitual, a BMPL vai disponibilizar um livreto com a biografia da figura visada na edição de outubro do Cinema História, funcionando como complemento informativo e factual dos filmes.

Conheça a sua História. Visite-nos!

FAFE COMEMORA IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA

Teatro Cinema de Fafe recebeu sessão solene de comemoração da Implantação da República. Livro “Fafe no Parlamento” homenageia deputados fafenses com presença na Assembleia da República

O Município de Fafe assinalou, ontem, o 106º aniversário da Implantação da República, com uma sessão solene no Teatro Cinema, que se traduziu numa homenagem aos deputados fafenses que integram e integraram, ao longo dos tempos, o Parlamento Português.

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Depois de receberem a Fanfarra dos escuteiros de S. Gens no edifício dos Paços do Concelho, onde foi hasteada a bandeira, os convidados deslocaram-se para o Teatro Cinema, onde, além de discursarem o Presidente da Assembleia Municipal, Laurentino Dias, e o Presidente da Câmara Municipal, Raul Cunha, foi apresentado, pelo historiador Artur Coimbra, o livro “Fafe no Parlamento”.

Numa clara homenagem à presença fafense no Parlamento Português, o livro apresenta uma pequena biografia dos vários deputados elencados.

Laurentino Dias relembrou a importância do facto que esteve na origem do actual feriado, mencionando-o como o“primeiro dia de um tempo novo para Portugal”.

“É importante celebrarmos os princípios da República, que é a República do povo, alicerçada na Liberdade e na Democracia. Felicito o Município pelo facto de celebrar este dia com esta sessão solene, mantendo a tradição, que nos deixa tão orgulhosos.

Também o livro que foi apresentado pelo historiador Artur Coimbra é uma forma de se celebrar a missão parlamentar dos deputados fafenses.

Ser deputado é ter a honra de exercer um mandato que vem da decisão e da vontade do povo, trabalhando-se para o progresso do país e desempenhando-se um papel activo no futuro de Portugal. Trata-se de uma aprendizagem que deixa diferente cada pessoa que passa no Parlamento.”

Raul Cunha, Presidente da Câmara, relembrou o “importante passo político-civilizacional” que representou a Implantação da República, há 106 anos.

“Foi, porventura, a par com o 25 de Abril, um dos momentos maiores da nossa hirtória e do património colectivo da nossa sociedade. E celebrar o 5 de Outubro significa recordar os princípios e valores que estiveram na origem do movimento republicano, que permanecem perfeitamente actuais.

Hoje é dia de renovarmos os nossos compromissos com os valores inspiradores da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade. Três desígnios que devemos honrar e que nos devem nortear nesta caminhada e procura permanente de uma sociedade mais justa, menos desigual e mais transparente.”

No que concerne ao livro “Fafe no Parlamento”, o autarca reconheceu-o como “uma forma de homenagem ao espírito de envolvimento e participação cívica característica do movimento republicano e da sua expressão em Fafe.”

Rematou com a enumeração de muitas das que têm sido as políticas colocadas em prática pelo executivo que lidera. “Em Fafe, durante os últimos três anos, após iniciar este mandato na Câmara Municipal de Fafe, tenho procurado encontrar soluções directas, práticas, rápidas para os problemas dos munícipes e proporcionar aos fafenses todas as condições para uma vida com qualidade.

Comemorar a República não é apenas celebrar o passado. É, sobretudo, construir um futuro melhor e mais digno.”

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REVOLUCIONÁRIOS DA REPÚBLICA DERAM FESTIM NA ROTUNDA

Passam hoje precisamente 106 anos desde a implantação da República em Portugal. Após uma série de escaramuças em diversos pontos da cidade e alguns tiros travados entre um punhado de soldados e meia centena de carbonários entrincheirados na Rotunda e as tropas monárquicas estacionadas no Rossio, o novo regime foi aclamado da varanda dos Paços do Concelho, em Lisboa.

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A imagem mostra o reduzido número de militares e civis que permaneceram no acampamento da Rotunda nos dias da Revolução.

 

Pelo meio, registaram-se numerosos incidentes e equívocos, de entre os quais se salienta a tentativa do embaixador alemão negociar com ambas as forças em confronto, a retirada em segurança do pessoal diplomático, atitude que ao ser avistada uma bandeira branca subindo o que é agora a avenida da Liberdade, foi confundida como uma rendição, o que acabaria precipitando o desfecho dos acontecimentos.

Já em 1640, perante a hesitação do Duque de Bragança em deixar-se aclamar rei pelos conspiradores que restauraram a independência de Portugal face ao domínio espanhol, colocara-se a hipótese de se implantar o regime republicano no nosso país. Porém, foi no Porto, em 31 de Janeiro de 1891, que ocorreu o primeiro movimento revolucionário destinado a implantar o regime republicano, tentativa que resultou em fracasso. O mesmo veio a verificar-se com nova tentativa ocorrida em 28 de Janeiro de 1908, do qual resultou o assassinato do rei do Rei D. Carlos, quatro dias após falhado o golpe.

Nas vésperas do dia aprazado para o desencadear da revolução, afluíram a Lisboa “primos” provenientes dos mais diversos pontos do país para participarem no levantamento. Cortaram as comunicações e as linhas férreas para impedir que as unidades militares na província fossem em socorro das forças leiais à monarquia. No dia 4 de Outubro, algumas localidades como Loures e Aldeia Galega, actual Montijo, proclamaram a República como manobra de diversão. Ainda assim, a revolta republicana foi dada como perdida, tendo inclusive levado ao suicídio de um dos seus principais chefes, o Almirante Cândido dos Reis.

Valeu à República um punhado de soldados e meia centena de carbonários que se entrincheiraram às ordens do Comissário Naval Machado dos Santos. Os políticos aguardavam nos Banhos de São Paulo o sucesso dos acontecimentos para então dirigirem-se aos Paços do Concelho e aí proclamarem a implantação do novo regime que os haveria de alcandorar ao poder.

Uma vez alcançado cessadas as hostilidades, os mais ardorosos combatentes travaram-se de novas e mais suculentas batalhas, atacando alvos mais comestíveis e nutritivos. O acampamento da Rotunda manteve-se por mais cinco dias que foram preenchidos com a realização de um autêntico festim que, a avaliar pelas quantidades de alimentos digeridos, reuniu largas centenas de comensais que, não tendo embora participado directamente nos combates, não quiseram deixar os seus créditos de bravura por mãos alheias.

Desse extraordinário sucesso dá-nos conta a insuspeita revista “Ilustração Portugueza”, na sua edição de 7 de novembro de 1910, sob o curioso título “Subsídios photographicos para a História da Revolução”:

O reducto da Avenida, que foi o verdadeiro baluarte da republica, offereceu aspectos deveras curiosos, mesmo depois de passados os combates. Durante os dias que os soldados e os civis ali se encontraram foi montado um serviço regular de subsistências, confeccionando-se em improvisadas cosinhas, rancho de que partilharam todos os que lá se tinham juntado nos dias da revolta. Na manhã do dia seis foram cozinhadas no acampamento duas mil pescadas em nove fogões de campanha e desde que se estabeleceu o serviço regular até ao dia 10, em que se retiraram os militares e paisanos, consumiu-se dez mil kilos de carne de vacca e quarenta mil kilos de pão, não sendo possível averiguar o numero de pessoas que foram alimentadas durante esse tempo na rotunda que se tornou um logar histórico”.- Não mencionou o cronista quantos litros de vinho regaram tão lauto repasto!

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A confecção do rancho no acampamento da Rotunda. O corneteiro, ao centro, aguardando ordens para tocar para o rancho…

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Os cestos com as duas mil pescadas. Um aspecto da confraternização. À esquerda vê-se um militar agarrado à sua namorada.

FAMALICÃO APOSTA NA VALORIZAÇÃO DO PATRIMÓNIO CAMILIANO COM OS OLHOS POSTOS NO TURISMO

Debate realiza-se esta quinta-feira, 6 de outubro, pelas 10h00, em S. Miguel de Seide

O Diretor Regional da Cultura do Norte, António Ponte, o Presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal, Melchior Moreira, a representante da direção da promoção cultural da comunidade de Madrid, Carmen Jiménez Sanz, o jornalista do “Público”, José Augusto Moreira, e o diretor da Casa de Camilo, José Manuel Oliveira, vão reunir-se na próxima quinta-feira, em S. Miguel de Seide, para refletir sobre os requisitos que são necessários para fazer do património camiliano uma rota turística, num debate moderado por Carlos Martins da consultora Opium.

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A iniciativa enquadra-se na intenção da autarquia famalicense liderar, em colaboração com os membros da Associação das Terras Camilianas e com representantes de outros municípios e entidades da região norte que estejam direta ou indiretamente relacionados com a vida e a obra do romancista, um projeto de valorização do património camiliano como produto de interesse turístico-cultural.

Nesta fase prévia do projeto, procurar-se-á suscitar a reflexão e o debate sobre os aspetos de sucesso a atender na estruturação e desenvolvimento de uma rota turística e cultural em torno do escritor, e avaliar as potencialidades da valorização da biografia, da bibliografia e do património arquitetónico camilianos como recursos de interesse turístico.

Esta mesa redonda decorre pelas 10h00 no auditório do Centro de Estudos Camilianos e terá como tema “O Património Camiliano: Que requisitos para uma rota turística?”. A entrada é livre.

A organização é da Câmara Municipal de Famalicão, através da Casa de Camilo e do Gabinete de Assuntos Comunitários da autarquia.

PONTE DE LIMA ACLAMA D. JOÃO I REI DE PORTUGAL

Tomada de Ponte de Lima por D. João I – Recriação Histórica. 8 e 9 de outubro - Centro Histórico de Ponte de Lima

Ponte de Lima apresenta no fim-de-semana de 8 e 9 de outubro a recriação histórica da “Tomada da Vila de Ponte de Lima em maio de 1385 de acordo com a crónica de D. João I”.

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Baseado no texto original de Fernão Lopes, a adaptação dramatúrgica é da autoria de Carlos Brochado de Almeida, com encenação teatral de Mário da Costa, numa organização do Município de Ponte de Lima, e com a preciosa colaboração da Companhia de Teatro Viv´Arte e dos Grupos de Teatro do concelho de Ponte de Lima, nomeadamente o Grupo de Teatro Gacel – Grupo de Ação Cultural e Estudos Limianos; Grupo de Teatro da Associação “Unhas do Diabo”; Grupo de Teatro Duplaface – Companhia das Artes da Associação Cultural e Recreativa de Arcozelo; Grupo de Teatro Pequenos Atores do Lima e o Grupo de Teatro Gorilas.

A recriação histórica da “Tomada de Ponte de Lima por D. João I”, leva-nos até ao ano de 1385. “Em Portugal tinha decorrido um período controversos sem rei para governar. D. Fernando tinha morrido e deixara como herdeira a filha D. Beatriz, casada com o Rei de Castelo. Este casamento levava consigo o reino de Portugal para o monarca Castelhano. Não foi com agrado que alguns portugueses viam a perda do trono e juntaram-se, lutaram e aclamaram rei de Portugal, D. João I, mestre de Avis, irmão bastardo do Rei falecido. D. João I começa então a percorrer o país para tomar as terras que apoiavam D. Beatriz e passa por Castelo de Neiva, Viana da Foz do lima (atual Viana do castelo) e chega a Ponte de Lima. As praças foram tomadas… e Ponte de Lima?

Venha assistir a esta recriação histórica em pleno Centro Histórico de Ponte de Lima, nos dias 8 e 9 de outubro, com a seguinte programação:

Sábado, 8 de outubro, visita gratuita ao Centro de Interpretação da História Militar de Ponte de Lima, entre as 20h00 e as 23h00.

Entretanto, às 21h00, visita guiada ao acampamento Castrense, instalado no areal, junto à Ponte Medieval.

No domingo, 9 de outubro, às 16h00, representação teatral da Tomada de Ponte de Lima, por D. João I, junto à Torre da Cadeia, seguindo-se para o Paço do Marquês.

FAFE ASSINALA IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA COM SESSÃO SOLENE

Município de Fafe apresenta Livro “Fafe no Parlamento”

O Município de Fafe vai comemorar o 106º aniversário da Implantação da República, no próximo dia 5 de Outubro, com a sessão solene evocativa da efeméride e a já habitual Festa do Desporto.

Na terça-feira, dia 4 de Outubro, Fafe celebra o Desporto com a Gala de entrega de prémios que consagram os melhores atletas do concelho, bem como os mais disciplinados. A Festa do Desporto tem início marcado para as 21h30 no Pavilhão Multiusos de Fafe.

No dia 5 de Outubro, as comemorações arrancam às 09h00, com a Alvorada de Morteiros, seguindo-se, às 10h15, o Hastear da Bandeira no edifício dos Paços do Concelho, com o desfile da Fanfarra dos Escuteiros de S. Gens.

A partir das 10h30, tem lugar no Auditório da Câmara Municipal de Fafe, a Sessão Solene evocativa da efeméride.

Durante a sessão, para além das intervenções do Presidente da Câmara Municipal, Raul Cunha, e do Presidente da Assembleia Municipal, Laurentino Dias, vai ser apresentado, pelo historiador, Dr. Artur Coimbra, o livro “Fafe no Parlamento”.

FAFE COMEMORA 5 DE OUTUBRO

Fafe assinala Implantação da República com sessão solene. Município de Fafe apresenta Livro “Fafe no Parlamento”

O Município de Fafe vai comemorar o 106º aniversário da Implantação da República, no próximo dia 5 de Outubro, com a sessão solene evocativa da efeméride e a já habitual Festa do Desporto.

Na terça-feira, dia 4 de Outubro, Fafe celebra o Desporto com a Gala de Entrega de Prémios que consagram os melhores atletas do concelho, bem como os mais disciplinados. A Festa do Desporto tem início marcado para as 21h30 no Pavilhão Multiusos de Fafe.

No dia 5 de Outubro, as comemorações arrancam às 09h00, com a Alvorada de Morteiros, seguindo-se, às 10h15, o Hastear da Bandeira no edifício dos Paços do Concelho, com o desfile da Fanfarra dos Escuteiros de Medelo.

A partir das 10h30, tem lugar, no Teatro Cinema de Fafe, a Sessão Solene evocativa da efeméride.

Durante a sessão, para além das intervenções do Presidente da Câmara Municipal, Raul Cunha, e do Presidente da Assembleia Municipal, Laurentino Dias, vai ser apresentado, pelo historiador, Dr. Artur Coimbra, o livro “Fafe no Parlamento”.

“TEMPOS DE PESCA EM TEMPOS DE GUERRA”: LIVRO VAI SER APRESENTADO NO NAVIO GIL EANNES

No próximo dia 1 de outubro, pelas 17H00, no Navio Gil Eannes será apresentado o livro “Tempos de Pesca em Tempos de Guerra” de Licínio Ferreira Amado.

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O livro retrata a história do bacalhoeiro O Maria da Glória, lugre de 3 mastros da praça de Aveiro que foi bombardeado a 5 de Junho de 1942 pelo submarino alemão U-94. Dos seus 44 tripulantes só 8 se salvaram.

“Tempos de Pesca em Tempos de Guerra” dá a conhecer aspectos da pesca do bacalhau nos mares do Atlântico Norte e da tragédia dos referidos tripulantes, mas também constitui, acima de tudo, uma sentida homenagem a todos os Homens do Mar.

PONTE DE LIMA EVOCA CARDEAL SARAIVA

Legado filológico de Cardeal Saraiva evocado em palestra de tributo

A palestra “Frei Francisco de São Luís: académico e filólogo” – a terceira de um ciclo de sete conferências inseridas nas comemorações dos 250 anos de nascimento do insigne Cardeal Saraiva – decorreu no dia 23 de setembro, no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima. A sessão, que contou com as presenças do Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, Eng.º Vítor Mendes, e do Vereador da Juventude, Eng.º Vasco Ferraz, foi orientada por Telmo Verdelho, professor catedrático da Universidade de Aveiro, que abordou a vertente filológica da personalidade homenageada, cujo sentido enciclopédico e ecletismo de funções continua a merecer o elogio dos seus estudiosos.

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Perante casa cheia, e feito o retrato biográfico de Frei Francisco de São Luís, Telmo Verdelho destacou a meritória ação do monge beneditino em benefício da memória literária e realçou o seu incansável esforço na salvaguarda “da grande tradição humanista de «defesa, ilustração e louvor» da língua”.

Recorrendo a duas das suas mais emblemáticas obras de filologia – “Ensaio sobre alguns dos sinónimos da Língua Portuguesa” e “Glossário das palavras e frases da Língua Francesa” – títulos que se encontram coligidos nos 10 tomos que compõem as “Obra completas do Cardeal Saraiva”, Telmo Verdelho sublinhou o compromisso de Frei Francisco de São Luís com o estudo do vocabulário e o seu contributo na criação do sistema derivacional da língua portuguesa – porventura um dos maiores legados do religioso beneditino.

À palestra votada às investigações filológicas de Frei Francisco de São Luís seguem-se, a 21 de outubro, a comunicação “O Cardeal Saraiva e o conflito entre o Estado e a Igreja na Revolução Liberal portuguesa”, orientada por Afonso Rocha e, a 11 de novembro, a palestra “D. Frei Francisco de S. Luís e os estudos literários”, por Cândido Martins. Em dezembro abordar-se-ão as “Tensões e conflitos entre liberais e absolutistas no Alto Minho no tempo de Cardeal Saraiva” – uma conferência a cargo de Alexandra Esteves – ficando por confirmar a data de realização da sessão subordinada ao tema “Frei Francisco de S. Luís e o nosso tempo”, ministrada por Oliveira Ramos.

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VIANNA NA «COROGRAFIA PORTUGUEZA» EM 1706

No ano de 1706 o padre António Carvalho da Costa, na sua obra “Corografia Portugueza e Descripçam Topografica…” refere-se a Viana nos seguintes termos:

“Dez legoas da Cidade do Porto para o Norte, na fóz do cristalino Lima em huma vistosa e alegre planície tem seu assento a notável Villa de Viana, fundada pelos Gallos Celtas 296 annos antes da vinda de Christo em hum alto monte para a parte do Norte, onde hoje está a Ermida de Santa Luzia, de que se mostrão ainda ruínas de edifícios, e casas nobres: chamarãolhe Viana em memoria de sua pátria Viena, antiga Cidade de França, situada nas margens do rio Rodano. He cercada de fortes muros com cinco portas, a saber, a porta de Santiago, a de S. Pedro, com huma Capella deste Santo, a de S. Felippe com huma Capella de Saõ Crispim, & S. Crispiano, a de Nossa Senhora da Vitoria com sua Capella pela parte de fora, & a de S. Joaõ com huma Capella deste Santo da parte de fora.

Tem esta Villa três mil vizinhos, & divide-se (à imitação de Lisboa) em os bairros seguintes, a saber, a Villa cercada de muros, o bairro da Bandeira, o da Carreira, o de Monserrate, o da Ribeira, o de S. Bom Homem, o do Postigo, o de S. Bento, & o do Campo do Forno. Todos estes bairros estaõ bem povoados de casas nobres, & tem de comprido meya legoa, que começa da rua do Loureiro até S. Vicente de fora. Tem hum cães de pedraria, que começa no fim da Villa no sitio, que chamaõ o Papanata, & acaba junto da barra no mar largo, co hum reducto no fim, aonde se vão recrear os moradores. Tem na boca da barra huma inexpugnável fortaleza, respeitada das Naçoens estrangeiras, com hum letreiro na porta, que diz: Todo o mundo temerá, & só o tempo me vencerá: tem muitas peças de artilharia, & hum fosso de lodo à roda, que sorve tudo o que nelle cahe, & fora desta fortaleza tem huma obra exterior muito bem fabricada.

Foy esta Villa antigamente Cidade Episcopal atè o anno de 610 no qual se unio ao Bispado de Tuy, & depois ao Arcebispado de Braga. Pelo tempo adiáte se arruinou de todo, & de suas ruínas se fundou no anno de 1260 a segunda Vianna por ElRey Dom Affonso o Terceiro no sítio, em que hoje está, o qual lhe deu grandes fóros, & privilégios, sendo sempre favorecida dos Reys de Portugal com grandes liberdades, & isençoens, & na natureza (demais de outras excelências) na capacidade de seu porto, que chegou a ter mais de cem navios próprios, que navegavaõ a diversas partes. Goza de voto em Cortes com assento no banco quinto, & tem por Armas huma Não. Foy antigamente cabeça de Condado, cujo título deu ElRey Dom Pedro o Primeiro a Dom Joaõ Affonso, filho de Dom Joaõ Affonso, Conde de Ourem: depois ElRey Dom Fernando deu o mesmo titulo a Dom Joaõ Affonso Telles de Menezes, pay de Dõ Pedro de Menezes, primeiro Capitão de Ceuta…”

VALENCIANOS RECRIAM GUERRA DA RESTAURAÇÃO

47 figurantes recriam guerra da restauração na Fortaleza de Valença, sexta 23 setembro

Valença vai recriar o período da recuperação da independência de 1640 e o fim da Monarquia Dual, sexta-feira, 23 de setembro, a partir das 21h. Sexta-feira a Fortaleza de Valença recua 376 anos e vai proporcionar um momento único de assistir, ao vivo, aos históricos combates entre portugueses e castelhanos que marcaram o fim da dinastia dos Filipes em Portugal e a recuperação da independência nacional.

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47 figurantes vão recriar 5 dos momentos mais marcantes vividos em Valença na época das Guerras da Restauração.

Os combates, em São Pedro da Torre, em 1658, entre o exercito português e castelhano, comandado pelo general Luís Gonzaga, serão recriados no largo das Portas do Sol.

No interior da Fortaleza, o Largo dos Inválidos, receberá a recriação da assistência médica aos militares feridos em combate.

A defesa da Fortaleza de Valença será recriada na parte superior das Portas do Meio e do Baluarte da Esperança, nos caminhos de ronda, com a participação de figurantes de militares castelhanos e portugueses.

O Jardim das Amoreiras, recriará o emblemático comércio e contrabando do sal em que Valença, durante séculos, foi o principal interposto entre o norte de Portugal e a Galiza.

As tabernas, a Roda dos Expostos, o ambiente festeiro dos militares e da população da fortificação será recriado no Revelim da Coroada.

Entre as cinco recriações históricas os momentos musicais estarão a cargo do grupo “Fados & Tal”.

Esta atividade insere-se na programação das Jornadas Europeias do Património.

BRAGA FOMENTA INTERESSE PELA HISTÓRIA LOCAL

Iniciativa do Município de Braga. Prémio Manuel Monteiro fomenta interesse pela História de Braga

Fomentar o interesse dos investigadores pela história de Braga e honrar a memória de um ilustre escritor, arqueólogo, etnólogo, magistrado, diplomata e crítico de arte Bracarense são os principais objectivos do Prémio de História Local Dr. Manuel Monteiro, uma iniciativa instituída pelo Município de Braga.

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Na sessão de apresentação do prémio, realizada hoje, 20 de Setembro, na sala que reúne o espólio do homenageado - instalada na Biblioteca Pública de Braga -, a vereadora da Cultura, Lídia Dias, realçou que um dos vectores estratégicos fundamentais da acção municipal no âmbito cultural é a promoção da identidade local. “Esse objectivo, que parecia adormecido nas mais recentes décadas, só pode ser plenamente alcançado através da valorização do Património e da divulgação da nossa vasta e única História local”, salientou Lídia Dias.

É neste contexto que se insere o Prémio de História Local Dr. Manuel Monteiro, personalidade nascida e falecida em Braga e cuja obra representa “um património da mais elevada importância para a cultura nacional e motivo de grande orgulho para todos os Bracarenses”.

Inserido num âmbito mais alargado de intervenção, onde se inclui ainda a revitalização da Revista Bracara Augusta, o prémio terá periodicidade bienal, sendo a sua primeira edição em 2016. Trata-se de um prémio destinado a trabalhos originais de teor historiográfico relativos a Braga - a nível administrativo, antropológico, patrimonial, político, económico, cultural, artístico, religioso ou outros.

O valor do prémio é de 2.500 euros, ao qual acresce a publicação da obra vencedora. Segundo Lídia Dias, os trabalhos distinguidos com menção honrosa terão reservada a possibilidade de publicação na Revista Bracara Augusta, reforçando assim o seu corpo editorial.

“Esta vinculação à Revista Bracara Augusta é um dos motivos que nos levou a instituir este prémio. É preciso que mais investigadores se debrucem sobre as temáticas da nossa história e património, pelo que este prémio pretende ser um incentivo para que isso que torne uma realidade”, acrescentou a vereadora da Cultura.

Lembrando o papel das universidades da Cidade em termos de formação na área da história e do património, Lídia Dias desafiou as academias a criar unidades curriculares vinculadas à própria Cidade.

Os trabalhos a concurso deverão ser entregues pessoalmente no Arquivo da Câmara Municipal de Braga até 30 de Novembro de 2016. O júri, presidido pela vereadora da Cultura, é constituído por Maria do Carmo Franco Ribeiro (Universidade do Minho), Armando Malheiro (Universidade do Porto) e Miguel Bandeira (Município de Braga).

O prémio destina-se a cidadãos de nacionalidade portuguesa, maiores de idade, residentes ou não na área do Município de Braga. O resultado é anunciado pelo Município de Braga até 18 de Janeiro de 2017, data de aniversário da morte de Manuel Monteiro.

O regulamento do concurso está disponível para consulta em https://goo.gl/oYkOoi

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RESTOS MORTAIS DO 1º MARQUÊS DE VALENÇA REPOUSAM EM OURÉM

No burgo medieval de Ourém situa-se a Igreja da Colegiada de Nossa Senhora das Misericórdias, fundada por D. Afonso Henriques e, em 1445, mandada ampliar por D. Afonso de Bragança, 1º Marquês de Valença e 4º Conde de Ourém.

Na cripta daquele templo, situada sob o coro, jaz sepultado em magnífico mausoléu para onde foram trasladados em 1487, os restos mortais do Marquês de Valença. Nele estão gravados os seguintes dizeres:

“Aqui jaz o Ilustre Príncipe D. Afonso, Marquês de Valença, conde de Ourém, primogénito de D. Afonso, Duque de Bragança, e conde de Barcelos, e neto d’El Rei D. João de gloriosa memória, e do virtuoso, e de grandes virtudes D. Nuno Alvares Pereira, Condestável de Portugal. Faleceu em vida de seu pai, antes de lhe dar a dita herança, de que era herdeiro, o qual foi fundador desta Igreja, em que jaz, cuja fama e feitos este dia florescem. Finou-se a 29 de agosto do ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1460 anos.”

Era D. Afonso de Bragança filho primogénito de Afonso I de Bragança e de sua esposa, Beatriz Pereira de Alvim, Condessa de Ourém, neto primogénito de D. Nuno Álvares Pereira e de D. Leonor Alvim que, entre outros títulos nobiliárquicos, foi Condessa de Barcelos.

Por ocasião das invasões francesas, a vila medieval de Ourém foi mandada incendiar e o seu túmulo foi profanado e vandalizado pela soldadesca comandada pelo general Massena, na ânsia de ali encontrarem ouro e jóias escondidas no seu interior.

ONDE ATRAVESSAVAM O RIO LIMA OS PEREGRINOS QUE SEGUIAM PARA SANTIAGO DE COMPOSTELA?

À semelhança das legiões do Império Romano, era em Ponte de Lima que os peregrinos atravessavam o rio Lima

Corria o ano 163 Antes de Cristo quando as legiões romanas comandadas por Decimus Julius Brutus atravessaram o rio Lima, num sítio mais ou menos próximo do local onde posteriormente vieram a construir a ponte que antecedeu a atual ponte medieval e que se situava numa encruzilhada com a antiga estrada romana, via XIX que constava do Itinerário de Antonino, a qual ligava Bracara Augusta (Braga) a Astúrica Augusta (Astorga), passando por Lugo e Tui.

Lethes - Romanos (3)

O sítio escolhido pelas legiões romanas para atravessar o rio Lima foi naturalmente aquele que entenderam por mais adequado para construírem a ponte. Por outras palavras, foi no local onde mais tarde veio a florescer a vila de Ponte de Lima e não noutro sítio qualquer que os romanos efetuaram a travessia do rio que eles próprios vieram a batizar como Lethes em clara alusão ao mítico Lethes, um dos quatro rios que na mitologia grega banhava o Hades, representando a passagem da vida para a morte através de uma barca conduzida por Caronte.

A notícia da descoberta dos restos mortais do apóstolo Santiago Zebedeu ou Santiago Maior, que se crê ter ocorrido na primeira metade do século IX, veio a espalhar-se por toda a Cristandade, desencadeando peregrinações que atravessaram todo o continente europeu rumo a Santiago de Compostela, conferindo ao local uma crescente importância religiosa ao ponto de o transformarem aquele santuário num dos mais destacados destinos de peregrinação.

Sucede que, existindo à época uma ponte – a única até então existente! – que possibilitava a travessia do rio Lima a pé enxuto, era precisamente esse o local que os peregrinos procuravam para prosseguir a sua caminhada rumo a Santiago de Compostela. E, assim sendo, não faria o menor sentido efetuar a travessia noutro local qualquer, sobretudo na foz do rio Lima, enfrentando dificuldades e correndo riscos a efetuarem a travessia a nado ou numa embarcação, à semelhança do que muitos séculos antes sucedera com os romanos.

De resto, a ponte que deu o nome à Vila de Ponte – atual Ponte de Lima – foi até aos finais da Idade Média a única passagem segura do rio Lima, em toda a sua extensão. Refira-se, aliás, que da primitiva ponte romana resta ainda um troço ainda bastante significativo na margem direita do rio Lima.

Foi desta encruzilhada da estrada e da ponte com o rio Lima que veio a nascer a vila medieval que se encontra entre as localidades que há mais tempo recebeu carta de foral por D. Teresa, fazendo uma das mais antigas vilas de Portugal: Ponte de Lima foi tornada vila em 1125!

Pese embora a importância dos Caminhos de Santiago na promoção turística e no desenvolvimento económico da região, deve respeitar-se sempre a verdade histórica e jamais preterir um concelho cujos pergaminhos engrandecem o Minho no seu conjunto. Como qualquer outra terra da nossa região, Ponte de Lima merece o respeito e o apreço de todos os minhotos!

BRAGA BARROCA CONVIDA À DESCOBERTA DE PERÍODO ÁUREO DA CIDADE

Evento decorre de 21 a 25 de Setembro

O Município de Braga promove, entre os dias 21 e 25 de Setembro, a terceira edição da Braga Barroca. Com um intenso programa de iniciativas centradas na vivência do período barroco, o evento vai oferecer à Cidade mais de 80 horas de programação, que incluem quatro concertos, oficinas didácticas, sessões de história local, exposições, teatro, visitas guiadas e recriações históricas, actividades que visam fomentar o conhecimento e a divulgação da história local.

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Para o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, a Braga Barroca constitui um “momento único para redescobrir uma época de ouro da história da Cidade”. “O evento foi uma aposta ganha por parte deste Executivo Municipal, desde logo pelo sucesso das edições anteriores, pelo envolvimento das entidades parceiras, mas sobretudo pela receptividade que os Bracarenses tiveram desde a primeira hora por esta iniciativa”, referiu o Edil durante a apresentação do evento, que decorreu hoje, 16 de Setembro, no Palácio do Raio.

O Autarca explicou que o Município tem procurado preencher o calendário de eventos da Cidade com iniciativas de diferente cariz no sentido de criar oferta cultural “capaz de combater a sazonalidade turística e de atrair a Braga um número crescente de visitantes ao longo de todo o ano”.

O certame - integrado nas comemorações das Jornadas Europeias do Património e do Dia Mundial do Turismo - pretende fornecer uma experiência abrangente, através de acções de âmbito artístico que procuram recriar hábitos e tipologias de vida, e envolver progressivamente a Cidade e os seus agentes.

Para a vereadora da Cultura, Lídia Dias, a Braga Barroca “não é apenas mais um evento do calendário anual”. “Este é um momento que queremos ver enraizado no quotidiano, reunindo as instituições culturais da Cidade e solidificando tendências no público Bracarense”, sustentou a vereadora.

Este ano obtém particular protagonismo o reabilitado Palácio do Raio que é, segundo a vereadora, “o expoente da incansável tarefa de valorização do património que a Misericórdia de Braga tem levado a efeito”.

Lídia Dias destacou ainda a participação das diversas entidades parceiras do evento, nomeadamente do Museu dos Biscainhos, Conservatório Calouste Gulbenkian, Cabido da Sé, Santa Casa da Misericórdia de Braga, Conselho Cultural da Universidade do Minho, Seminário de S. Pedro e S. Paulo, Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva e Fundação Bomfim.

Concerto com Orquestra Barroca da Casa da Música

Um dos pontos altos do programa do evento acontecerá no dia 24, pelas 21h30, em frente ao Palácio do Raio, com o concerto ‘Vivaldi e as Quatro Estações’ pela Orquestra Barroca da Casa da Música, do Porto.

A programação arranca no dia 21, sendo que o destaque vai para a sessão de história local, pelas 21h30, na Igreja da Penha, a realizar no âmbito do projecto ‘À Descoberta de Braga’. De salientar ainda o concerto didáctico ‘Música no Barroco’, às 14h30, no Largo do Paço, e para a visita encenada pelos alunos do CLIB ao Museu dos Biscainhos.

No dia 22, às 10h0 e às 15h00, haverá ‘Uma viagem ao Museu dos Biscainhos com o PIF’H e, pelas 21h30, um circuito musical pelo UM Ensemble, em que o público é convidado a explorar os recantos do museu através de sonoridades do barroco.

O concerto ‘Preciosidades do Barroco: da ópera à música experimental’, pelo Com.Cordas Ensemble é o destaque do dia 23. No dia 24 está agendada uma visita guiada pelas ‘7 Maravilhas do Barroco’, uma visita ao Palácio do Raio e a encenação triunfal do Arcebispo D. José de Bragança e cortejo com início às 17h30, no Arco da Porta Nova.

A Braga Barroca 2016 termina no dia 25 com o ‘Viva Vivaldi’, pela Casa da Música, um espectáculo integrado no festival de Teatro Infantil ‘Era uma vez no mês…’ e com o Sarau Barroco pelo Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, a ter lugar no Salão Medieval da Universidade do Minho.

De referir que durante todo o evento, diferentes personagens da época e figuras do imaginário barroco irão percorrer as praças, jardins e ruas da Cidade, transformando Braga num palco de estórias ao vivo.

O programa completo do evento está disponível através do link https://goo.gl/qrN912

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FAMALICÃO COMEMORA MIL ANOS DE INCURSÃO NORMANDA AO CASTELO DE VERMOIM

Paulo Cunha abre colóquio comemorativo dos “Mil anos de incursão normanda ao Castelo de Vermoim”. Amanhã, sábado, dia 17 de setembro, pelas 10h00, na Casa de Camilo, em S. Miguel de Seide

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, abre, amanhã, sábado, dia 17 de setembro, pelas 10h00, o colóquio comemorativo dos “Mil anos de incursão normanda ao Castelo de Vermoim”, que vai decorrer ao longo de todo o dia, no Centro de Estudos Camilianos, em S. Miguel de Seide.

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O colóquio conta com a presença de alguns dos mais destacados especialistas internacionais no tema das incursões normandas ou vikings na Europa. É o caso de Gareth Williams (British Museum, Londres), Stefan Brink (University of Aberdeen, Escócia), Alban Gautier (Université du Littoral, Boulogne, França), Irene García Losquiño (University of Aberdeen, Escócia), Fernando Alonso Romero (Universidade de Santiago de Compostela), Hermenegildo Fernandes (Universidade de Lisboa), Hélio Pires (IEM - FCSH, Universidade Nova de Lisboa), André Oliveira Marques (IEM - FCSH, Universidade Nova de Lisboa), Luís Amaral (Universidade do Porto), Mário Barroca (Universidade do Porto) e Francisco Queiroga (Universidade Fernando Pessoa).

O tema é debatido pela primeira vez em Portugal, num colóquio internacional de cariz científico. Promovido pela Câmara Municipal de Famalicão, o evento é coordenado pelos professores doutores Armando Coelho Ferreira da Silva e Mário Jorge Barroca da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e CITCEM e decorrerá no Centro de Estudos Camilianos em S. Miguel de Seide.

Refira-se que, de acordo com os relatos patentes na Chronica Gothorum, o registo mais antigo da história da fundação do reino português, o Castelo de Vermoim foi tomado pelos vikings a 6 de setembro de 1016, durante a sua incursão militar demolidora na região Entre-Douro-e-Minho. Reza a história que o Castelo foi totalmente destruído provocando a morte do conde de Portugal, Alvito Nunes que governava o Condado Portucalense no século XI e defendia o castelo. Os estragos foram de tal forma violentos que o castelo nunca mais recuperou.

De acordo com o presidente da autarquia famalicense, Paulo Cunha, este colóquio “será um acontecimento muito importante para o país a nível histórico e científico, que para além de trazer até Famalicão cerca de uma dezena de prestigiados investigadores internacionais, para abordar a questão da passagem dos vikings pela nossa região irá explorar também a questão do nosso Castelo de Vermoim”.

Com esta iniciativa pretende-se debater, compreender e esclarecer um pouco melhor este período histórico e cronológico que ainda hoje suscita a curiosidade e o interesse de muitas pessoas sobre as implicações e relações estabelecidas que são ainda atualmente por desconhecidas.

De acordo com o programa, o colóquio irá decorrer ao longo de todo o dia. Armando Coelho abre o debate, pelas 10h10, com o tema “O espírito do tempo e do lugar”. Seguem-se Gareth Williams com “O Mundo Viking” e Stefan Brink com “Vikings escandinavos de volta para casa, fora da Europa; e o caso especial de Bjorn e Háteinn.

Da parte da tarde, pelas 15h00, é a vez de Alban Gautier falar sobre os “Grupos armados em ambos os lados do canal (865 – 899): Podemos investigar gangues vikings individuais?”. Seguem-se Irene Garcia Losqiño com o tema “Os Vikings na Península Ibérica: Novas perspetivas sobre o caso da Galiza”; Fernando Alonso Romero com “A navegação e itinerário do exército normando de Gunderedo (967 – 969); e Hermenegildo Fernandes com “Os Vikings e o mundo mulçumano”.

Por fim, a partir das 17h30, decorrem as intervenções de Hélio Pires “De Norte para Sul: os vikings em Portugal”; André Oliveira Marques com “As incursões vikings no Norte de Portugal: uma revisitação historiográfica”; e Francisco Queiroga com o tema do “Castelo de Vermoim”.

PONTE DE LIMA EVOCA CARDEAL SARAIVA

Terceira conferência sobre Cardeal Saraiva. Biblioteca Municipal de Ponte de Lima. 23 de setembro | 19h00

O Município de Ponte de Lima promove no próximo dia 23 de setembro, pelas 19h00, a terceira conferência dedicada a uma das personalidades mais elevadas da cultura local – o insigne Cardeal Saraiva. Intitulada Frei Francisco de S. Luís: académico e filólogo, a palestra orientada por Telmo Verdelho, professor catedrático da Universidade de Aveiro, versará sobre a importante passagem do monge beneditino pela academia de Coimbra, evocará o seu legado literário e abordará a vertente filológica do ilustre limiano.

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A sessão, inserida nas comemorações dos 250 anos sobre o nascimento do Cardeal Saraiva, decorrerá no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima - palco privilegiado do ciclo de sete conferências de tributo que se estende até final do ano.

A próxima comunicação – O Cardeal Saraiva e o conflito entre o Estado e a Igreja na Revolução Liberal portuguesa -, orientada por Afonso Rocha, está agendada para 21 de Outubro. Seguem-se, a 11 de Novembro, D. Frei Francisco de S. Luís e os estudos literários, por Cândido Martins, e, a 02 de Dezembro, Tensões e conflitos entre liberais e absolutistas no Alto Minho no tempo de Cardeal Saraiva, por Alexandra Esteves. Por seu turno, a conferência Frei Francisco de S. Luís e o nosso tempo, de Oliveira Ramos, contínua sem previsão de data.

Sobre o palestrante:

Natural de Vale de Gouvinhas, Mirandela, Telmo dos Santos Verdelho é licenciado pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e doutorado pela Universidade de Aveiro, onde é professor catedrático na área da Linguística.

Considerado o maior especialista português em Lexicografia, Telmo Verdelho congrega no seu currículo diversos artigos e publicações de que destacamos As palavras e as ideias na Revolução Liberal de 1820 (1981), Latinização na história da língua portuguesa: o testemunho dos dicionários (1987), As origens da gramaticografia e da lexicografia latino-portuguesas (1995), Terminologias na língua portuguesa: perspetiva diacrónica (1998), entre outros.

CIDADÃOS PROTESTAM CONTRA A DESTRUIÇÃO DOS BRASÕES FLORAIS DA PRAÇA DO IMPÉRIO EM BELÉM

Está a correr um abaixo-assinado na internet promovido por um grupo de cidadãos entre os quais se contam muitas personalidades conhecidas ligadas à cultura, insurgindo-se contra a intenção da Câmara Municipal de Lisboa em destruir os brasões florais da Praça do Império, em Lisboa.

O abaixo-assinado é dirigido à Assembleia Municipal de Lisboa e encontra-se no endereço http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=pt82251

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Preservar a Praça do Império é defender a Portugalidade

Para: Assembleia Municipal de Lisboa

A Nova Portugalidade, grupo de cidadãos que visa o estudo, promoção e defesa do património material e espiritual da Portugalidade, lastima a decisão, anunciada ontem por diversos órgãos de comunicação social, de remover da Praça do Império o conjunto de brasões florais que presentemente a adornam. A Câmara Municipal de Lisboa, iniciadora do processo, fá-lo precipitadamente, pois não podemos – não no-lo permitiria a fé que temos nessa alta instituição - crer que o faça por preconceito ideológico e em atentado à nossa memória colectiva. Parece claro, contudo, que a decisão obedece à visão, aliás conhecida e insistentemente difundida, de importantes responsáveis camarários para o local. Ora, os canteiros alusivos às antigas províncias portuguesas do ultramar não são marca de anacronismo, mas dessa história que a Praça evoca e deve celebrar. 
Os canteiros floridos da Praça do Império são, pese embora o desprezo que lhes parecem votar alguns espíritos menos avisados, um símbolo vivo, actual, da viva e actual globalização portuguesa. Representam-se ali, com os seus brasões de armas, os pedaços de Portugalidade que mais longamente se mantiveram ligados entre si; hoje, o jardim é testemunho forte de uma aventura colectiva que marcou o nosso passado e pode bem determinar o nosso futuro. Como atestado pelas impressivas manifestações de carinho com que os povos da Portugalidade nos brindaram aquando do Euro 2016, o mundo português é bem mais que um slogan: o largo espaço que os portugueses descobriram, habitaram e abraçaram é uno no sentimento que lhe é comum, fecundo nos benefícios que promete e sólido como fórum alternativo de afirmação do Estado português. É hoje tão actual como em 1500. 
Não pode existir argumento financeiro, estético ou histórico que concorra para a destruição de algo tão belo e pleno de significado. Se avançar com o projecto de requalificação agora aprovado para a Praça do Império, a CML cometerá um crime contra Lisboa, o património nacional e a profunda amizade que mantemos com os povos da Portugalidade. Mais, tratar-se-ia de um crime contra a História e, portanto, contra o próprio país. O povo português, residente ou não em Lisboa, não pode permitir semelhante barbaridade. A Câmara Municipal de Lisboa, crêem os signatários, também não. A Praça do Império, com tudo o que nela sugere a grandeza passada e potencial futuro do país, não pode ser devorada pela falsa religião do progresso. 
Pela memória, 
Rafael Pinto Borges, Fundador da Nova Portugalidade 
Abel Matos Santos, Psicólogo clínico 
Ana Cristina Pinto, Escritora 
António Carvalho Capela, Economista 
Alexandre Franco de Sá, Professor Universitário 
Aline Gallasch-Hall de Beuvink, Professora universitária e historiadora 
Benigno Guterres, Estudante timorense residente em Lisboa 
Carlos Fino, Jornalista 
Eurico Barros, Crítico de cinema 
Fernando Ribeiro Rosa, presidente da Junta de Belém 
Filipe Anacoreta Correia, Jurista e deputado do CDS – Partido Popular 
Francisco Quelhas Lima, presidente da AE da Faculdade de Direito da Universidade Católica do Porto 
Hugo Dantas, Jurista 
Isabel Santiago Henriques, Fotógrafa e assistente de realização 
Jaime Nogueira Pinto, jurista, professor universitário, escritor 
Joaquim Magalhães de Castro, Fotógrafo e escritor 
José António Rodrigues Pereira, Oficial superior na situação de Reforma, investigador de história marítima 
João Borges, Designer e museógrafo 
Luís Bonifácio, Engenheiro 
Luís Farinha Franco, Assessor do Ministério da Cultura, heraldista 
Mamede Broa Fernandes, Estudante 
Manuel Azevedo Graça, Historiador da Arte 
Manuel Ribeiro de Faria, Oficial Superior na Reserva, ex-director do Museu Militar 
Marcelo Mendes Pinto, Arqueólogo e investigador 
Maria do Guadalupe Mègre Pinto Teixeira, Jurista, quadro superior dirigente da ONU 
Mário Cunha Reis, Engenheiro 
Pe. Mário Tavares de Oliveira 
Miguel Castelo-Branco, Assessor do Ministério da Cultura, investigador 
Nuno Canas Mendes, Professor universitário 
Nuno da Motta Veiga C. Alves, Arquitecto 
Pedro Pestana Bastos, Jurista 
Pedro Quartin Graça, Jurista e ex-deputado independente eleito pelo PSD 
Pedro Sanchez, Arquitecto 
Raul Almeida, Gestor, politólogo e ex-deputado do CDS - Partido Popular 
Rui Brito Fonseca, Professor universitário, investigador, consultor 
Vasco Silva, Editor 

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ESPOSENDE: APÚLIA FOI ELEVADA Á CATEGORIA DE VILA HÁ PERTO DE 30 ANOS E O PROJECTO DE LEI EXALTOU A AUTÊNTICIDADE DO RANCHO DOS SARGACEIROS DA CASA DO POVO

“Na Praia de Apúlia, a dança do Minho toma uma feição especial, devido em parte ao traje do Homem — Saio Romano, apertado por cinturão espesso. Descalços e de pernas inteiramente despidas, só bailarão os moços que a natureza tiver dotado condignamente. Daí, o aprumo de todos os que entram na roda. Sem ele, nada feito: semelhantes aos companheiros do Rei Artur, os Sargaceiros de Apúlia sentam-se «perdão, bailam!» à roda da Távola Redonda. E as pernas serpenteiam, enquanto os corpos estremecem dos pés à cabeça. No entanto esta dança surge-nos como que emparedada, à vista os bailadores mal mudam de sítio. Todavia a sua leveza é tal que nem parecem poisar no chão.

Lembram pássaros, talvez. Mas pássaros de asas cortadas [...]”

- Pedro Homem de Melo

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Na sessão legislativa de 15 de dezembro de 1987, da V Legislatura da Assembleia da República, foi pelo Partido Social Democrata apresentado o Projecto de Lei nº. 138/V, com vista à elevação da povoação de Apúlia, no concelho de Esposende, à categoria de Vila. Foram proponentes os deputados António Fernandes Ribeiro, Barbosa de Azevedo, Fernando Conceição, Lemos Damião, Virgílio Carneiro, Alberto de Oliveira e mais três subscritores.

A proposta teve como particularidade, entre outros aspetos dignos de nota, as referências feitas ao Rancho Folclórico dos Sargaceiros da Casa do Povo da Apúlia e ainda as citações a estudos históricos do escritor esposendense Albino Penteado Neiva. Transcreve-se a referida proposta que foi aprovada.

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PROJECTO DE LEI N.° 138/V

ELEVAÇÃO DA POVOAÇÃO DE APÚLIA, NO CONCELHO DE ESPOSENDE, A CATEGORIA DE VILA

O crescimento e desenvolvimento das povoações justifica, em muitos casos, a sua reclassificação na hierarquia da respectiva organização administrativa. Verifica-se, sobretudo após 1974, uma autêntica explosão desenvolvimentista, que assenta nos órgãos autárquicos (juntas de freguesia, câmaras municipais e respectivas assembleias), que, por acção directa em obras e melhoramentos e em conjugação com outros organismos oficiais, procuram dar satisfação aos interesses e anseios das populações.

Apúlia, freguesia do concelho de Esposende, distrito de Braga, é uma povoação rica de tradições, que se encontra num assinalável ritmo de crescimento comercial, industrial, turístico, urbanístico e populacional.

Assim, e por deliberação unânime da assembleia de freguesia tomada em sua sessão extraordinária de 28 de Novembro de 1987, se apresenta o projecto de lei de elevação de Apúlia à categoria de vila, dando corpo a um anseio da sua população, fundamentado em razões de índole histórica, geográfica, económica, sócio--cultural e administrativa.

Razões históricas

A origem de Apúlia está ligada à tradição de que os Romanos lhe haviam dado esse nome devido à semelhança existente com a Apúlia italiana, hoje denominada Terra de Otranto, Terra de Bari e Capitonato (Arquivo Histórico Português, vol. ii, 1898, p. 311). Também há quem pretenda derivá-lo de apulus, termo latino que significa «coisa própria, ou característica de determinada terra» (Manuel de Boaventura, «O sarga-ceiro», in Diário Ilustrado, de 7 de Abril de 1957). Segundo Manuel de Boaventura, esta aldeia ergueu-se sobre as ruínas desta Apúlia romana e no início da nacionalidade era conhecida pelo Couto de Pulha (Teotónio da Fonseca, Esposende e o Seu Concelho, 1936, p. 53).

Manuel de Boaventura, em Novembro de 1956, foi alertado no sentido de visitar esta localidade (Apúlia), pois tinham aparecido ricos vestígios arqueológicos num local denominado por Ramalha, onde, segundo a tradição, teria existido a desaparecida Vila Menendiz. Aí, o contista depara com mós manuais, fragmentos de cerâmica e pedras trabalhadas. Mais tarde recolhe vários fragmentos de ânfora e depara com alicerces e colunas. Também o P.e Manuel Domingos de Bastos dizia:

[... ] é facto histórico e não mera hipótese ou conjectura. Chamava-se Vila Menendiz ou Vila de Mende e foi Couto de Tibães [...] Não se sabe ao certo a extensão que tinha a vila, mas há tradição local que era situada entre os limites de Apúlia e os de Estela, que tinha um porto pesqueiro e nas imediações uma localidade que seria, talvez, a Apúlia primitiva, à Vila de Mende conferiu foral D. Afonso Henriques [...] [Manuel Domingos Basto, «Em prol da lavoura nortenha: Problemas económico-sociais», in Jornal de Notícias, de 21 de Outubro de 1943].

Quanto à origem de Apúlia e segundo documentação escrita, pode-se dizer:

Em meados do século xii (1145) dá-se uma cisão, embora amistosa, entre Cónegos da Sé de Braga e o Arcebispo D. João Peculiar, que, por acordo, resolveram separar a Mesa Capitular da Mesa Episcopal. Atente-se que os Cónegos da Sé de Braga eram Senhores do Couto de Apúlia. Mais tarde, em 24 de Dezembro de 1165, é feita a divisão entre o Cabido e o Arcebispo das propriedades e rendas do Couto de Apúlia e Criaz, divisão esta ratificada no tempo do Arcebispo D. Godinho, em 31 de Janeiro de 1188. Chegamos ao século xiu, quando D. Afonso li, em 1220, manda inquirir as suas terras, surge Apúlia, designada por «Sancto Michaeli de Púlia» e pertencia às terras de Faria [...] Nestas inquirições diz-se que não eram terras reguengas do rei e que eram Couto de Braga [...] [Albino Penteado Neiva].

Importa referir que o Couto de Pulha (como então era chamada a actual freguesia de Apúlia) constituída concelho, governado por um juiz ordinário (que também servia de juiz dos órfãos), dois vereadores, procurador e meirinho (que também servia de porteiro do Couto), todos eleitos trienalmente pelo povo, sob a presidência do ouvidor do arcebispo. Havia ainda um escrivão.

No lugar da Igreja existia a Câmara, tribunal, cadeia, quartel e, ao lado, o Paço do Ouvidor, que foram demolidos antes da implantação da República. Existia ainda um pelourinho e, mais para nascente, a forca (ainda hoje é designado o local por Sítio da Forca).

O concelho de Apúlia foi extinto com as reformas administrativas de 1836. (António Veiga Araújo, in Boletim Cultural de Esposende, n.os 9/10, Dezembro de 1986).

Pode-se, portanto, concluir que Apúlia foi fundada sobre as ruínas de uma vila, foi couto de Braga e sede de concelho.

Razões geográficas

A freguesia de Apúlia situa-se no extremo sul do concelho de Esposende, confinando a norte com Fão, a nascente com Fonte Boa e Barqueiros, esta do concelho de Barcelos, a sul com Estela (do concelho da Póvoa de Varzim, distrito do Porto) e a poente com o oceano Atlântico.

A área da freguesia de Apúlia é de 1051 ha (10,50 km2), constituindo a maior freguesia do seu concelho.

Razoes demográficas

A evolução demográfica desta freguesia apresenta, ao longo dos séculos, os seguintes dados: em 1220 tinha 32 casais; no século xv eram 150 vizinhos; em 1758, 624 pessoas, em 1887, 1505 pessoas; em 1896, 1542 pessoas; em 1936, 2340 pessoas; em 1970, 2940 pessoas, e em 1981 (censo), 3758 pessoais. Podendo-se calcular que em 1987 ultrapassará as 4500 pessoas.

Importa aqui referir que, dado que Apúlia é uma freguesia de extrema importância no campo turístico, pois é estância balnear muito procurada pelos povos residentes no distrito de Braga e limítrofes, devido às suas condições naturais e às propriedades terapêuticas que

muitos atribuem à sua praia, considerada e, muito justamente, a mais iodada do Pais, à qual foi atribuída a bandeira azul da CEE no corrente ano. Tendo sido, em tempos pouso de muitas famílias ilustres da região, que aqui possuíam residências próprias e vinham, em época de férias, descansar e conviver com a população local, desencadeando então aquela que é uma das actuais características de Apúlia — tenra de segunda residência.

Assim vê esta povoação aumentar imensamente a sua população residente na época balnear (pecando por defeito, pode-se afirmar que a mesma triplica). Em consequência do acima referido, não podem nem devem tomar-se como muito fidedignos ou reais os números que os censos indicam, porque não correspondem à realidade da freguesia, ficando-lhe muito aquém.

O número de cidadãos eleitores era em 1986 de 2685 e em 1987 (após actualização) de 2756.

Razões económicas

A nível industrial tem vindo esta freguesia, de há uns anos a esta parte, a registar uma acentuada melhoria, contando neste momento com sete fábricas de confecções têxteis, bem como:

Uma fábrica de tecelagem;

Um fotógrafo;

Duas serralharias;

Dois stands de máquinas agrícolas;

Cinco oficinas de mecânica;

Duas fábricas de moagem de farinha;

Sete carpintarias mecânicas;

Um marmorista;

Quatro indústrias de camionagem;

Duas indústrias de materiais de construção;

Três pensões;

Uma residencial;

Quinze restaurantes;

Onze cafés;

Uma pastelaria com fabrico próprio; Uma padaria com fabrico próprio; Dezoito mercearias e ou minimercados; Seis drogarias; Quatro talhos;

Seis lojas de pronto-a-vestir (boutiques);

Quatro lojas de electro-domésticos;

Uma farmácia;

Uma agência funerária;

Três lojas de quinquilharias;

Uma ourivesaria;

Uma alfaiataria;

Um alambique;

Cinco concessionários da praia, etc.

Note-se ainda que durante a época balnear se realizam nesta freguesia um mercado diário e uma feira semanal. Nesta época são inúmeros os vendedores ambulantes que invadem esta freguesia, oriundos de regiões economicamente mais desfavorecidas, procurando explorar o extraordinário aumento populacional.

Possui uma rede de distribuição de energia eléctrica e iluminação pública que cobre a totalidade da freguesia, assim como rede de distribuição de água ao domicílio, cobrindo a sua quase totalidade, estando neste momento em curso a elaboração do projecto para saneamento básico.

Dispõe de uma estação dos CTT moderna e funciona], dotada de central telefónica.

Dispõe de telefones públicos.

A nível económico saliente-se que parte da população se dedica à agricultura, aqui bastante rica e produtiva, em consequência das famosas «masseiras», únicas no País.

Não obstante a actividade acima referida, saliente--se o turismo, o comércio, a indústria e a pesca, que, no seu todo, contribuem para que praticamente se não registe desemprego nesta freguesia.

Razoes sociais

Possui uma casa do povo com salão de espectáculos. Dispõe de um salão paroquial com salão de espectáculos.

Tem serviços médico-sociais com um posto clínico (n.° 3022), vários consultórios médicos e um posto de análises clínicas.

Está em fase de construção a sede da Junta com verba orçada pelo Ministério da Administração Interna.

Possui um campo de futebol amplo, moderno e funcional, encontrando-se prevista, em plano de actividades da Câmara Municipal, a construção de uma bancada para o mesmo, bem como em estudo um protocolo com a Direcção-Geral dos Desportos com vista à reconstrução e melhoria dos balneários. De referir que está em fase de negociações por parte da Câmara Municipal a vista à construção de um centro de saúde e de um pavilhão gimnodesportivo.

Possui um posto da Guarda Fiscal.

Possui uma estação radiogoniométrica aeronaval, considerada uma das mais bem apetrechadas da Península Ibérica.

Possui várias colónias de férias, a saber: Colónia Balnear do Centro Regional de Segurança Social de Braga; Colónia de Férias Centro Social Padre David de Oliveira Martins; Colónia de Férias Sá Carneiro; Colónia da Legião de Maria, e Centro Social João Paulo II, recentemente inaugurado.

Note-se que Apúlia é dotada de uma rede viária bastante aceitável, prevendo-se a sua acentuada melhoria aquando da entrada em vigor do Plano Geral de Urbanização de Apúlia, em vias de se verificar. Possui também uma razoável rede de transportes públicos, servida por táxis e pelas empresas Caetano Cascão Linhares e Auto Viação do Minho, L.da, transportes estes que na época balnear são substancialmente reforçados, quer por estas, quer por outras empresas.

Razoes culturais, desportivas e recreativas

Existem na freguesia seis escolas do ensino básico, compreendendo 21 salas de aula e 29 professores, bem como um posto de PRO (Telescola), n.° 179, com oito professores, e ainda um jardim-de-infância com dois lugares de educador.

Dispõe de várias organizações de âmbito desportivo, recreativo e cultural, entre as quais importa referir:

Grupo Desportivo de Apúlia (I Divisão Distrital da Associação de Futebol de Braga e Campeonato Regional de Juniores da mesma Associação);

Clube de Caca e Pesca;

Secção Columbófila da Casa do Povo de Apúlia; Rancho dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia (adulto e infantil); Grupo Nacional de Escutas de Apúlia; Grupo Cénico do Centro Paroquial de Apúlia.

Destes grupos impõe-se que se destaque o Rancho dos Sargaceiros de Apúlia, quer pela sua originalidade, pureza e beleza, quer pela implantação que o mesmo tem, quer a nível nacional, quer a nível internacional.

Fundado em 1934, baseou-se essencialmente na indumentária característica e genuína do sargaceiro. Foi então organizado para tomar parte na Exposição do Mundo Colonial Português, que teve lugar em Lisboa.

Este grupo vem mantendo, através dos tempos, as características e o genuíno, sem alterações nem modernismos. Tal como dizia o poeta Pedro Homem de Melo:

Na Praia de Apúlia, a dança do Minho toma uma feição especial, devido em parte ao traje do Homem — Saio Romano, apertado por cinturão espesso. Descalços e de pernas inteiramente despidas, só bailarão os moços que a natureza tiver dotado condignamente. Daí, o aprumo de todos os que entram na roda. Sem ele, nada feito: semelhantes aos companheiros do Rei Artur, os Sargaceiros de Apúlia sentam-se «perdão, bailam!» à roda da Távola Redonda. E as pernas serpenteiam, enquanto os corpos estremecem dos pés à cabeça. No entanto esta dança surge-nos como que emparedada, à vista os bailadores mal mudam de sítio. Todavia a sua leveza é tal que nem parecem poisar no chão.

Lembram pássaros, talvez. Mas pássaros de asas cortadas [...]

Em actividade ininterrupta, este grupo, representante ímpar do folclore português, verdadeiro ex-líbris da freguesia e do seu concelho, tem sido requisitado para os maiores festivais folclóricos do País e do estrangeiro, onde tem recolhido estrondosos êxitos e louvores.

Razões monumentais

No aspecto monumental, Apúlia possui inúmeras capelas e igreja matriz, cuja data remonta, pelo menos, a 1696. Das capelas mais importantes podemos salientar a da Senhora do Amparo, construída por volta de 1785, a de São Bento (1655), a da Senhora da Guia e a da Senhora da Caridade (1881).

Existem ainda alguns edifícios que, pela sua traça, são de realçar (a Casa do Cónego, castelo e casas rurais do lugar da Igreja, bem como a casa brasonada dos Saraivas).

Pela sua importância documental e pela beleza ímpar que emprestam à paisagem, realcem-se ainda os moinhos de vento, que, junto à costa, sobre as dunas, tornam a praia de Apúlia uma das mais belas que é possível encontrar-se.

Todos estes edifícios se encontram em excelente estado de conservação.

Razões urbanísticas

Está em fase de conclusão o Plano Geral de Urbanização de Apúlia.

Possui planos de pormenor de urbanização (Plano de Pormenor de Urbanização da Zona da Couve).

Considerações finais

Grande parte do desenvolvimento de Apúlia, sucintamente resumido, já que tanto haveria a dizer sobre esta freguesia e sobretudo sobre as suas gentes, deve--se, em parte, aos seus emigrantes, que, espalhados por quase todos os continentes, constituindo numerosas colónias apulienses, nomeadamente no Brasil, França, Canadá, Alemanha, Suíça, Austrália, etc, dinamizam toda esta terra aquando do seu regresso definitivo ou em férias.

É também a pensar nestes inúmeros apulienses espalhados pelo Mundo que esta proposta é agora presente. É uma Apúlia melhor que eles merecem e esperam, o que necessariamente passa pela sua reclassificação administrativa.

Uma vez que se julgam reunidas as condições legais previstas na Lei n.° 11/82, de 2 de Junho, nomeadamente as do artigo 14.°, já que entendemos existirem várias e importantes razões para justificarem uma ponderação diferente dos requisitos enumerados no artigo 12.° do diploma acima referido, importa que a Assembleia da República reconheça na lei a realidade histórica, económica, sócio-cultural, turística e urbanística de Apúlia.

Assim, os deputados abaixo assinados, do Grupo Parlamentar do Partido Social-Democrata, apresentam à Assembleia da República, nos termos do n.° 1 do artigo 160.° da Constituição da República Portuguesa, o projecto de lei seguinte:

Artigo único. A povoação de Apúlia, no concelho de Esposende, é elevada à categoria de vila.

Assembleia da República, 15 de Dezembro de 1987. — Os Deputados do PSD: António Fernandes Ribeiro — Barbosa de Azevedo — Fernando Conceição — Lemos Damião — Virgílio Carneiro — Alberto de Oliveira e mais três subscritores.

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MUÇULMANOS EM PORTUGAL CELEBRAM A FESTA DO SACRIFÍCIO

Hoje é dia de Eid-ul-Adha, a Grande Festa que celebra o episódio narrado no Corão segundo o qual, quando Abraham se preparava para sacrificar seu filho Ismael cumprindo a vontade de Deus, o sacrifício humano acabaria por ser substituído pelo sacrifício de um carneiro. Uma história aliás que possui paralelo na Bíblia Hebraica. Desde então, por esta ocasião festiva, muçulmanos de todo o mundo trocam presentes matam e comem carneiro e repartem com familiares e com os pobres.

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No Largo do Martim Moniz, em Lisboa, milhares de muçulmanos enchem a praça e, ajoelhados sobre os seus tapetes, fazem as suas orações, perante o olhar curioso da gente que passa.

As festividades têm começo 70 dias após o Ramadão e coincidem com a peregrinação a Meca, tendo a duração de 4 dias.

A caminho do local de oração, os fieis devem recitar, no mínimo uma vez depois de cada oração obrigatória, a frase: “Allah é o maior. Allah é o maior. Não há nenhuma divindade a não ser Allah. Allah é o maior. Allah é o maior e a Ele pertence todo o louvor.”

Começa dia 11 de Setembro, no Salah tul Fajr e termina quinta-feira dia 15 de Setembro no Salah tal Assr. Mesmo quando o crente faz sozinho a sua oração, tem que a recitar.

Ontem celebrou-se o Dia de Arafat. Jejuar nesse dia é Sunnah, e recordar Allah constantemente e recitar o seguinte Dua. A melhor das súplicas é a súplica do dia de ‘Arafah, e o melhor que eu e os profetas que me antecederam dissemos foi: “Não há divindade real a não ser Allah, O Único, que não possui sócio. Sua é a soberania, e para Ele são os louvores, Ele tem o poder sobre todas as coisas" (Sahih Attirmidhi 3/184.).

Calcula-se atualmente em cerca de 50 mil, o número de muçulmanos que vivem em Portugal, na sua maioria originários dos antigos territórios ultramarinos da Guiné-Bissau e de Moçambique, aos quais nos últimos anos vieram juntar-se muitos imigrantes sobretudo de origem paquistanesa mas também do Bangladesh, Senegal, Tunísia e Argélia. No que respeita às ramificações do Islão, rondam os 80% de sunitas, 15% de xiitas e 2% de wahabitas, estes últimos considerados mais ortodoxos e tendo na Arábia Saudita a sua maior influência.

Apesar de disporem na capital da chamada Mesquita Central de Lisboa, têm vindo nos últimos anos a serem abertos nos concelhos ao redor de Lisboa, mormente na margem sul do rio Tejo, novas mesquitas e outros locais de culto em virtude de grande parte dos muçulmanos viverem nos bairros da periferia. O mesmo vem sucedendo no Porto e outras cidades do país para onde a crise económica levou muitos imigrantes.

Ao contrário do que sucede com outros países europeus, o respeito pelas diferenças religiosas tem possibilitado uma saudável convivência entre pessoas que partilham diferentes religiões. A comprová-lo, registe-se o facto de jamais ter ocorrido até ao momento qualquer incidente em Portugal originado por motivos religiosos, o que se espera que continue a verificar-se.

Contribuirão em primeiro lugar para esta convivência pacífica, entre outros fatores, a sensatez das próprias pessoas que seguem os diferentes credos religiosos, a começar pelos seus próprios dirigentes. Mas também o caráter que, sobretudo desde as navegações dos Descobrimentos, moldaram os portugueses ao longo de séculos de convivência com outros povos de diferentes culturas.

Quem alguma vez teve a oportunidade de assistir às comemorações que as associações de antigos combatentes no Ultramar levam anualmente a efeito em Lisboa, por ocasião do Dia de Portugal, não foi sem alguma emoção que constatou a presença nas cerimónias de um número significativo de muçulmanos de origem africana, acompanhados das respetivas famílias, exibindo orgulhosamente a boina e outros distintivos que os distinguem como ex-militares que um dia combateram sob a bandeira de Portugal e como portugueses continuam a identificar-se. Os muçulmanos constituem, pois, uma comunidade plenamente integrada, à semelhança do que se verifica com portugueses que perfilham outras crenças religiosas.

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VIANA DO CASTELO: PRINCESA DO LIMA!

Situada nas margens do rio Lima, Viana do Castelo é uma das mais belas cidades portuguesas. Inicialmente constituído como uma póvoa de pescadores, fez-se vila por Carta de Foral de D. Afonso III, em 1258, sob a denominação de Viana da Foz do Lima, Viana do Minho ou simplesmente Viana.

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Em 1848, foi pela Rainha D. Maria II elevada à categoria de cidade em 1848, sob a denominação de Viana do Castelo, denominação que se mantém.

Com o decorrer do tempo, alcançou grande prosperidade, transformando-se num importante entreposto comercial. Por aqui exportavam-se vinhos, frutas e sal para o norte da Europa, recebendo nomeadamente tapeçarias, tecidos e vidro.

No século XX, a pesca do bacalhau conferiu um grande impulso às atividades portuárias, bem assim como à seca do bacalhau em Darque.

É dominada geograficamente a norte pelo monte de Santa Luzia, a sul pelo rio Lima e a oeste pelo Oceano Atlântico. E insere-se numa região bastante rica do ponto de vista paisagístico e também patrimonial e artístico. Em termos industriais, saliente-se os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, o porto comercial por onde transitam grandes quantidades de caulino, cimento, fertilizantes, madeira em toros, aço, granito, asfalto entre outros graneis. E, a escassa distância, a empresa de celulose Portucel.

 

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PRESIDENTE DA REPÚBLICA INAUGURA EM PONTE DE LIMA CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA HISTÓRIA MILITAR

Centro de Interpretação da História Militar de Ponte de Lima – Inauguração Por sua Excelência o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no próximo Sábado - 10 de setembro – 12 horas

O Centro de Interpretação da História Militar de Ponte de Lima, instalado no Paço do Marquês, vai ser inaugurado oficialmente pelo Presidente da República, Prof. Dr. Marcelo Rebelo de Sousa, no próximo sábado, 10 de setembro, às 12 horas. A cerimónia contará também com a presença o Chefe do Governo de Andorra, Antoni Martí.

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O edifício do Paço do Marquês, situado em pleno centro histórico de Ponte de Lima, vai transformar-se num espaço museológico, resultado de um protocolo celebrado entre o Município de Ponte de Lima e o Exército Português.

O espaço pretende ser um museu vivo, interativo, abordando a história militar também no contexto da região e do país, mas com uma incidência especial sobre Ponte de Lima e o território circundante.

Desta forma, a preocupação central deste Centro de Interpretação é o conhecimento da história local, dos seus lugares, suas gentes e protagonistas, procurando perpetuar memórias de factos históricos relevantes e consciencializar as populações de hoje para a importância desses episódios, bem como a necessidade de se envolverem efetivamente num projeto que é de todos os ponte-limenses e que engloba todo o território do concelho.

Este novo equipamento enquadra-se na estratégia de promoção de uma rede de equipamentos de vocação cultural e turística, de promoção dos recursos endógenos, do património histórico e religioso local.

O programa da visita presidencial inclui ainda assistir ao tradicional Cortejo Etnográfico, na Avenida António Feijó, a partir das 16 horas, o que com certeza será um estímulo acrescido para que cada freguesia se esmere na sua apresentação, sendo este um dos principais momentos dos usos, costumes e tradições, que as Feiras Novas preservam.

PONTE DE LIMA EVOCA CARDEAL SARAIVA

Biblioteca Municipal de Ponte de Lima acolhe terceira conferência sobre Cardeal Saraiva

O Município de Ponte de Lima promove no próximo dia 23 de Setembro, pelas 19h00, a terceira conferência dedicada a uma das personalidades mais elevadas da cultura local – o insigne Cardeal Saraiva. Intitulada Frei Francisco de S. Luís: académico e filólogo, a palestra orientada por Telmo Verdelho, professor catedrático da Universidade de Aveiro, versará sobre a importante passagem do monge beneditino pela academia de Coimbra, evocará o seu legado literário e abordará a vertente filológica do ilustre limiano.

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A sessão, inserida nas comemorações dos 250 anos sobre o nascimento do Cardeal Saraiva, decorrerá no Auditório da Biblioteca Municipal de Ponte de Lima - palco privilegiado do ciclo de sete conferências de tributo que se estende até final do ano.

A próxima comunicação – O Cardeal Saraiva e o conflito entre o Estado e a Igreja na Revolução Liberal portuguesa -, orientada por Afonso Rocha, está agendada para 21 de Outubro. Seguem-se, a 11 de Novembro, D. Frei Francisco de S. Luís e os estudos literários, por Cândido Martins, e, a 02 de Dezembro, Tensões e conflitos entre liberais e absolutistas no Alto Minho no tempo de Cardeal Saraiva, por Alexandra Esteves. Por seu turno, a conferência Frei Francisco de S. Luís e o nosso tempo, de Oliveira Ramos, contínua sem previsão de data.

Sobre o palestrante:

Natural de Vale de Gouvinhas, Mirandela, Telmo dos Santos Verdelho é licenciado pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e doutorado pela Universidade de Aveiro, onde é professor catedrático na área da Linguística.

Considerado o maior especialista português em Lexicografia, Telmo Verdelho congrega no seu currículo diversos artigos e publicações de que destacamos As palavras e as ideias na Revolução Liberal de 1820 (1981), Latinização na história da língua portuguesa: o testemunho dos dicionários (1987), As origens da gramaticografia e da lexicografia latino-portuguesas (1995), Terminologias na língua portuguesa: perspectiva diacrónica (1998), entre outros.

FAMALICÃO PROMOVE DEBATE NACIONAL SOBRE INCURSÕES VIKINGS EM PORTUGAL

Colóquio comemorativo “Mil anos de incursão normanda ao Castelo de Vermoim” conta já com cerca de 100 inscritos

O que fez o Castelo de Vermoim, cabeça de terra reconhecida, “merecer” ser atacado por um grupo de invasores tão popular como mortífero, como os vikings, durante uma incursão à região Entre-Douro-e-Minho, em 1016. Quais foram as suas motivações e qual a verdadeira importância do Castelo Vermoim? As questões que foram levantadas pelo professor da Universidade do Porto, Armando Coelho, serão certamente respondidas por especialistas no assunto, no próximo dia 17 de setembro, durante o colóquio comemorativo dos “Mil anos de incursão normanda ao Castelo de Vermoim”.

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No dia em que se completaram exatamente mil anos sobre este acontecimento histórico, que se registou no dia 6 de setembro de 1016, Armando Coelho e Mário Jorge Barroca, ambos coordenadores científicos do colóquio, e ainda Nélson Pereira, responsável pela divisão da Cultura da Câmara Municipal de Famalicão, apresentaram em conferência de imprensa o evento, assim como as razões que levaram a autarquia famalicense a promover este debate sobre os vikings, algo que acontece pela primeira vez em Portugal.

O colóquio que conta já com cerca de cem pessoas inscritas, vai realizar-se no Centro de Estudos Camilianos, em S. Miguel de Seide, e trará a Portugal alguns dos mais destacados especialistas internacionais no tema das incursões normandas ou vikings na Europa. É o caso de Gareth Williams (British Museum, Londres), Stefan Brink (University of Aberdeen, Escócia), Alban Gautier (Université du Littoral, Boulogne, França), Irene García Losquiño (University of Aberdeen, Escócia), Fernando Alonso Romero (Universidade de Santiago de Compostela), Hermenegildo Fernandes (Universidade de Lisboa), Hélio Pires (IEM - FCSH, Universidade Nova de Lisboa), André Oliveira Marques (IEM - FCSH, Universidade Nova de Lisboa), Luís Amaral (Universidade do Porto), Mário Barroca (Universidade do Porto) e Francisco Queiroga (Universidade Fernando Pessoa).

Ao reunir alguns dos maiores especialistas internacionais na questão das incursões vikings, a organização pretende por um lado suscitar o interesse e atenção dos investigadores para este acontecimento, e por outro valorizar e salvaguardar o património cultural e paisagístico famalicense.

“Tem-se dado pouca importância histórica a esta vaga de incursões que atingiu o Castelo de Vermoim, sendo que o episódio era até desconhecido por muitos historiadores, no entanto, os vikings estiveram no Vale do Ave durante nove meses e é importante estudar mais sobre este acontecimento determinante no processo da fundação da nacionalidade portuguesa”, assinalou Armando Coelho. Para Mário Barroca“seria interessantíssimo que Portugal se começasse a interessar pelas incursões vikings”.

Desta forma, a autarquia irá aproveitar este evento para reforçar o processo de classificação como monumento nacional do conjunto arqueológico e patrimonial desta área do concelho, que se encontra pendente na Direção Geral da Cultura do Norte.

De acordo com Nélson Pereira  “existe neste momento um processo em curso que tem a ver com a intenção da Câmara Municipal de classificar toda aquela área dos montes de Vermoim, onde se enquadra o Castelo, mas também as mamoas, e os castros lá existentes”. “O colóquio servirá também para sublinhar a importância e urgência desta classificação”, acrescentou o responsável.

De acordo com o programa, o colóquio irá decorrer ao longo de todo o dia.  “Vamos fazer uma aproximação por grandes ciclos: vamos começar por uma visão europeia, depois vamos chegar à dimensão peninsular, depois à visão portuguesa e finalmente ao Castelo de Vermoim”, explicou Mário Barroca que considerou o programa “muito interessante para Famalicão, mas principalmente para os investigadores da arqueologia medieval”.

Armando Coelho abre o debate, pelas 10h10, com o tema “O espírito do tempo e do lugar”. Seguem-se Gareth Williams com “O Mundo Viking” e Stefan Brink com “Vikings escandinavos de volta para casa, fora da Europa; e o caso especial de Bjorn e Háteinn.

Da parte da tarde, pelas 15h00, é a vez de Alban Gautier falar sobre os “Grupos armados em ambos os lados do canal (865 – 899): Podemos investigar gangues vikings individuais?”. Seguem-se Irene Garcia Losqiño com o tema “Os Vikings na Península Ibérica: Novas perspetivas sobre o caso da Galiza”; Fernando Alonso Romero com “A navegação e itinerário do exército normando de Gunderedo (967 – 969); e Hermenegildo Fernandes com “Os Vikings e o mundo mulçumano”.

Por fim, a partir das 17h30, decorrem as intervenções de Hélio Pires “De Norte para Sul: os vikings em Portugal”; André Oliveira Marques com “As incursões vikings no Norte de Portugal: uma revisitação historiográfica”; e Francisco Queiroga com o tema do “Castelo de Vermoim”.

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CERVEIRENSES RECORDAM ESCOLAS DOS CENTENÁRIOS

Arquivo Municipal recorda Escolas Primárias enquanto ‘Espaços de Memória’

Aberta ao público desde esta segunda-feira, a exposição “Escolas Primárias – Espaços de Memória” do Arquivo Municipal de Vila Nova de Cerveira apresenta um conjunto de informação histórica associada a estes espaços de aprendizagem complementada com a recriação de uma sala de aula do Estado Novo.

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O encerramento das escolas primárias e a congregação de alunos em centros escolares deixou edifícios com história e estórias para contar.

A presente exposição visa dar uma perspetiva sobre o ensino e os estabelecimentos escolares existentes em Vila Nova de Cerveira desde finais do século XIX até à implementação do Plano dos Centenários, projeto de construção de escolas em larga escala, levado a cabo pelo Estado Novo em Portugal, entre 1941 e 1969.

A exposição contém diversos documentos manuscritos e bibliográficos, registos fotográficos da época e outra documentação recolhida no Arquivo, junto da população e nos próprios edifícios das antigas escolas primárias existentes em todas as freguesias. O fator de interatividade e curiosidade desta mostra surge com a recriação de uma sala de aula do Estado Novo, com a secretária da professora e do aluno, os mapas, o crucifixo e os quadros do Presidente da República e do Primeiro-Ministro, a lousa, as sebentas e uma palmatória, entre outro material.

Esta iniciativa permite, por um lado, que os menos jovens façam uma viagem no tempo para recordar o seu percurso escolar, com os momentos bons e os menos bons e, por outro lado, apresenta-se aos mais jovens como uma fonte de conhecimento e exploração de conceitos de aprendizagem.

“Escolas Primárias - Espaços de Memória” vai estar patente no Arquivo Municipal ao longo do ano letivo, de segunda a sexta-feira das 09h00 às 12h30 e das 13h30 às 17h00. Entrada livre.

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MADRE TERESA ERA TANTO DE CALCUTÁ COMO SANTO ANTÓNIO ERA DE PÁDUA!

A Igreja Católica acaba de canonizar Madre Teresa de Calcutá. De etnia albanesa, Madre Teresa nasceu em 1910 na cidade de Skopje – atual capital da República da Macedónia – à época sob o domínio do Império Otomano.

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Batizada no século com o nome Anjezë Gonxhe Bojaxhiu, Madre Teresa foi uma religiosa fundadora das Missionárias da Caridade que desenvolveu importante ação evangelizadora e de caridade na Índia e em numerosos países onde se estabeleceu. Faleceu em 1997, em Calcutá, aos 87 anos de idade, vítima de ataque cardíaco, encontrando-se sepultada naquela cidade.

Não obstante Calcutá ter sido o local onde Madre Teresa viveu e veio a falecer, ela não deixa de ser uma albanesa da Macedónia porque foi precisamente ali que nasceu. Creio que jamais ocorreria a alguém tratá-la como chinesa se porventura aí tivesse falecido…

Vem isto a propósito das origens portuguesas de Santo António, porventura o santo português mais venerado em todo o mundo, mas frequentemente identificado com a cidade italiana de Pádua.

Considerado um dos mais insignes doutores da Igreja, Santo António nasceu em Lisboa onde foi batizado com o nome de Fernando, tendo vivido entre os séculos XII e XIII.

Foi frade no Convento de São Vicente de Fora, em Lisboa, pertencente à Ordem dos Regrantes de Santo Agostinho, tendo-se mais tarde tornado franciscano, o que o levou até Itália, tendo em 1221 feito parte do Capítulo Geral da Ordem, em Assis, a convite do fundador, Francisco de Assis, tendo posteriormente seguido para Bolonha e, mais tarde, para Pádua onde veio a falecer com 36 anos de idade segundo alguns biógrafos, ou com 40 anos conforme outros asseveram.

Por conseguinte, Santo António era lisboeta de nascimento e português de nacionalidade porque foi aqui que nasceu e, como tal, deve ser reconhecido como Santo António de Lisboa… e não em Pádua!

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE FELICITOU AS CORTES DE 1821

Em 1821, a Câmara Municipal de Esposende endereçoum às Cortes Geraes e Extraordinárias da Nação Portugueza, instituídas pela revolução liberal ocorrida no ano anterior, uma carta de felicitação e prestação de homenagem, a qual foi lida na sessão do sai 18 de abril e publicada no respetivo Diário em 24 de abril desse ano.

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Senhor. = A Camera desta Villa com seu Presidente em seu Nome, e de todos os Moradores desta Villa, não querendo por mais tempo ter em silencio os puros sentimentos que os anima, tem a honra de cordealmente felicitar a este Soberano Congresso, e a cada hum de seus Distinctos Membros, congratulando-se com a felicidade que a todos resulta das Bases da nossa Constituição Política, como unico fundamento da nossa tão util como necessaria Regeneração.

Deos guarde a Vossa Magestade por dilatados, e felizes annos.

Espozende 10 de Abril de I821. - Presidente, João Bernardino Cardoso de Almeida - Manoel Maciel Ferreira de Araujo - Manoel Joaquim Gonçalves Marques - Antonio José dos Santos Fogaça - José Joaquim Fernandes.

PRESIDENTE DA REPÚBLICA INAUGURA EM PONTE DE LIMA CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA HISTÓRIA MILITAR

Centro de Interpretação da História Militar de Ponte de Lima – Inauguração Oficial a 10 de setembro – Por sua Excelência o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República, Prof. Dr. Marcelo Rebelo de Sousa, preside à inauguração do Centro de Interpretação da História Militar de Ponte de Lima. Nesta cerimónia marcará ainda presença o Chefe do Governo de Andorra, Jaume Bartumeu. Este novo equipamento enquadra-se na estratégia de promoção de uma rede de equipamentos de vocação cultural e turística, de promoção dos recursos endógenos, do património histórico e religioso local.

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O edifício do Paço do Marquês, situado em pleno centro histórico de Ponte de Lima, vai transformar-se num espaço museológico. Este novo lugar de cultura, tendo como ponto de partida um protocolo entre o Município de Ponte de Lima e o Exército Português, vai denominar-se Centro de Interpretação da História Militar de Ponte de Lima.

O espaço pretende ser um museu vivo, interativo, abordando a história militar também no contexto da região e do país, mas com uma incidência especial sobre Ponte de Lima e o território circundante.

Desta forma, a preocupação central deste Centro de Interpretação é o conhecimento da história local, dos seus lugares, suas gentes e protagonistas, procurando perpetuar memórias de factos históricos relevantes e consciencializar as populações de hoje para a importância desses episódios, bem como a necessidade de se envolverem efetivamente num projeto que é de todos os ponte-limenses e que engloba todo o território do concelho.

O programa expositivo, reflexo de um discurso museológico simultaneamente rigoroso e atraente, com recurso também às novas tecnologias, incorporará um vasto conjunto de materiais, desde réplicas, maquetes 3D, documentos gráficos, reproduções fotográficas, bem como algumas peças originais cedidas pelo Exército Português e por particulares, procurando também dar conta da evolução da indumentária militar e dos uniformes, bem como de diversas tipologias de armas.

O Centro de Interpretação da História Militar vai dispor de várias salas, cada uma referente a uma época específica: da época antiga à época moderna, sempre numa perspetiva histórica evolutiva, exibindo os pergaminhos militares de Ponte de Lima.

A abertura oficial está marcada para o dia 10 de setembro, às 11h30, tendo como convidado especial o Presidente da República, Prof. Dr. Marcelo Rebelo de Sousa.

Neste contexto, convidamos o V/ órgão de comunicação a acompanhar esta visita, a partir das 11h30, registando-se o primeiro momento no Monumento dos Combatentes em missão no Ultramar, sito na Praça da República.

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