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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CERVEIRA ACOLHE SIMPÓSIO IBÉRICO SOBRE A BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MINHO

Simpósio Ibérico quer melhor articulação entre investigação científica e grupos que usufruem do rio Minho

Mais do que um espaço para a divulgação de projetos em curso ou já concluídos, a VIII edição do Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Minho assenta num conceito de compromisso futuro dos participantes, na definição de uma estratégia de maior conjugação entre científicos e os grupos que vivem o rio Minho. De grande referência no contexto ibérico, o evento está agendado para os dias 4 e 5 de novembro, em Vila Nova de Cerveira.

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Cerca de 80 participantes portugueses e espanhóis voltam a reunir-se, em Vila Nova de Cerveira, para promover um debate de dois dias em torno da bacia hidrográfica do rio Minho, com o objetivo de sensibilizar para a importância da preservação da biodiversidade associada aquele troço de água internacional.

Investigadores, professores, alunos do ensino universitário e politécnico, estudiosos, autoridades marítimas e profissionais da atividade da pesca. Desde o cidadão que tem interesse por estas questões até às instituições que trabalham em prol do conhecimento, como as Universidades do Porto, Lisboa, Vigo e Santiago de Compostela, assim como aquelas que comunicam ciência como o Aquamuseu, o CMIA Viana, e associações de educação ambiental como a ANABAM e a RAIA. Esta edição do Simpósio Ibérico reúne 25 comunicações em áreas como o Turismo, enquanto recurso potencial da região à monitorização da qualidade de organismos aquáticos, o Património Arqueológico e Geológico da região, a Educação Ambiental e a avaliação dos Recursos Biológicos do rio Minho.

A sessão de abertura acontece na sexta-feira, 04 de novembro, às 10h00, com a intervenção do Presidente da Câmara Municipal, Fernando Nogueira, seguindo-se a apresentação das várias comunicações ao longo dos dois dias. O evento culmina, no sábado à tarde, com um espaço reservado para um debate alargado na tentativa de definição de uma estratégia para conjugar a investigação científica com os interesses de grupos que usam o rio Minho, seja numa perspetiva de lazer (pesca desportiva) ou como recurso económico (pesca artesanal). De forma a envolver o maior número de interessados, serão convidados pescadores desportivos e profissionais, a título individual ou associativo.

O Simpósio Ibérico sobre a Bacia hidrográfica do Rio Minho, com uma periodicidade bienal, é organizado pelo Aquamuseu do Rio Minho (Município de Vila Nova de Cerveira), com coorganização do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) – Universidade do Porto.

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ARTICULAÇÃO ENTRE MUNICÍPIO DE CAMINHA, APA E POLIS PERMITIU NORMALIZAR SITUAÇÃO NA FOZ DO RIO ÂNCORA

Câmara manterá vigilância apertada, temendo-se consequências dos últimos incêndios

Fica hoje normalizada a situação na foz do rio Âncora, com o restabelecimento da comunicação entre rio e mar. O assoreamento da zona, devido à insuficiência de caudal, foi prontamente comunicado pela Câmara à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que interveio de imediato, através da Polis Litoral Norte. A ocorrência recente de incêndios, que tornou o rio torrencial, poderá originar outras situações num futuro próximo, pelo que o Município manterá uma vigilância constante e continuará a diligenciar, com os baldios, para que a floresta possa ser olhada de forma estratégica, nomeadamente através da urgente criação das Zonas de Intervenção Florestal – ZIF.  

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Terminam hoje os trabalhos que estão a ser desenvolvidos junto à foz do rio Âncora, em Vila Praia de Âncora,  onde a areia fechou esta semana o canal de comunicação entre o rio e o mar. Alertada pela Câmara, a APA, através da Polis Litoral Norte, deslocou para o local algumas máquinas e técnicos, com vista a uma intervenção que permitisse repor o rio Âncora no seu leito normal. Os trabalhos foram acompanhados pelo vereador do Ambiente, Guilherme Lagido Domingos, que ontem reuniu no local com os responsáveis da Polis.

A insuficiência de caudal é um dos problemas da bacia hidrográfica do rio Âncora. No entanto, como explica o vereador Guilherme Lagido, a situação poderá ainda agravar-se em consequência dos incêndios, que tornaram o rio torrencial, ou seja, tem água apenas quando chove. A destruição da vegetação/floresta impede que a água seja retida e que seja posteriormente libertada, numa gestão natural e equilibrada que agora não se verifica.

O Município está preocupado e desenvolverá esforços em dois sentidos. Por um lado, manterá uma atenção especial em relação aos fenómenos naturais que vão ocorrendo, de maneira a que se possa, se disso houver necessidade, acorrer imediatamente a eventuais situações que sejam geradas, como agora aconteceu.

Ao mesmo tempo, conforme sublinha Guilherme Lagido, é cada vez mais urgente olhar para a floresta de forma estratégica e apoiar os baldios na constituição das ZIF, que permitirão uma gestão adequada dos recursos florestais, com escala suficiente para prevenir situações como as ocorridas no último verão.

CIENTISTAS DE PORTUGAL E ESPANHA DEBATEM EM CERVEIRA HIDROGRAFIA DA BACIA DO RIO MINHO

Inscrições abertas para o VIII Simpósio Ibérico Sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Minho

A 4 e 5 de novembro, Vila Nova de Cerveira volta a ser palco de mais um encontro científico em torno da bacia hidrográfica do rio Minho, reunindo investigadores, professores,estudantes, pescadores, autoridades locais e público em geraldo lado português e galego. O período de inscrições para esta oitava edição do Simpósio Ibérico já está a decorrer até 15 de outubro.

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Promovido pelo Aquamuseu do Rio Minho com coorganização do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) – Universidade do Porto, este evento agrega a apresentação de trabalhos e projetos em curso ou já concluídos, abrangendo diferentes temáticas e tendo a bacia hidrográfica do Rio Minho como área de investigação.

Tendo como oradores convidados Maria Paz Ondina (Universidade de Santiago de Compostela), José Brilha (Universidade do Minho), Fernando Cobo (Universidade de Santiago de Compostela) e Sandra Touza(Diplomada em Turismo), o programa deste ano distribui-se em quatro painéis temáticos, nomeadamente os Recursos Naturais, a Atividade Humana, a Gestão e a Educação Ambiental.

A realização do Simpósio Ibérico Sobre a Bacia Hidrográfica do Rio Minho, com uma periodicidade bienal, é uma das vias para atingir missão divulgar a informação científica junto do público em geral, estudantes, professores, investigadores, pescadores, autoridades locais, entre outras, reunindo participantes de ambos os países, no sentido de atualizar informação e promover a discussão sobre temas pertinentes para a região, tendo por base os recursos naturais.

Desde a abertura ao público em 2005, o Aquamuseu do Rio Minho tem vindo a desenvolver um trabalho de divulgação do património natural e etnográfico associado à pesca artesanal do rio Minho.

As inscrições são livres e podem ser efetuadas via e-mail fornecendo os dados solicitados na ficha de inscrição, disponível em http://aquamuseu.cm-vncerveira.pt/

PONTE DE LIMA GARANTE INTERVENÇÕES NO RIO LIMA

Município de Ponte de Lima garante intervenções no rio Lima no âmbito do combate às cheias e inundações na Região Norte

A garantia da concretização das intervenções preconizadas pelo Município de Ponte de Lima para o rio Lima, foi assumida, no passado dia 30 de maio, em Esposende, na Sessão Pública de Apresentação dos Projetos de Combate às Cheias e Inundações na Região Norte, que serão desenvolvidos ao abrigo do POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos.

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A cerimónia, que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima e do Vice-Presidente e Vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, entre outros autarcas da região, foi promovida pela Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARH-Norte) e presidida pelo Ministro do Ambiente, Eng.º João Pedro Matos Fernandes.

A apresentação das intervenções a realizar no rio Lima, a saber: a estabilização das margens do rio Lima em Fontão, Arcozelo e Correlhã, numa extensão total de 415m, e o combate e controlo de seguimento de invasoras lenhosas nas ilhas e nas zonas de sedimentação existentes no rio Lima, numa área total próxima dos 110ha, foi da responsabilidade do Eng.º Pimenta Machado, Diretor Regional da ARH-Norte, entidade a quem caberá a submissão e a execução física e financeira da candidatura que atinge o montante total de 308.515,48€, com IVA.

A concretização destas intervenções, que deverá ser iniciada ainda em 2016 e terminada em 2017, permitirá, por um lado, controlar as situações de degradação identificadas nas margens, agravadas pelas cheias dos últimos anos, nomeadamente as de 2016, permitindo, em paralelo, garantir a continuidade das ecovias do rio Lima e minimizar o risco, em termos de segurança, decorrente da utilização destes equipamentos por pedestrianistas, ciclistas e pelos proprietários de terrenos agro-florestais situados nas suas imediações.

Por outro lado, no que respeita ao combate e ao controlo de seguimento de invasoras lenhosas, será conferido um forte contributo ao nível da renaturalização do curso de água e, por conseguinte, para o seu melhor desempenho do ponto de vista dos vários serviços dos ecossistemas. Esta ação é ainda determinante, por via da redução de densidade do coberto vegetal existente, uma vez que serão eliminados todos os indivíduos as espécies invasoras lenhosas, na melhoria das condições de escoamento dos caudais do rio Lima.

No encerramento da sessão pública de apresentação anteriormente referida, o Ministro do Ambiente, Eng.º João Pedro Matos Fernandes, fez questão de felicitar os Municípios porque “acreditaram, nunca perderam a convicção e o sentido da necessidade destas intervenções e por isso fizeram e apresentaram os projetos em tempo útil”, garantindo as condições de elegibilidade e a consequente concretização dos mesmos, ao abrigo do POSEUR, que inicialmente não incluía qualquer montante para prevenir e minimizar os efeitos das cheias e das inundações.

FAMALICÃO QUER CRIAR CORREDORES NATURAIS NAS MARGENS DOS RIOS

Paulo Cunha apresentou projeto “Os Nossos Rios”

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão quer criar corredores naturais e ecológicos nas margens dos rios que atravessam o concelho, respeitando e valorizando a fauna e a flora existentes. “Queremos recuperar os antigos caminhos de pescadores, tornar os rios visitáveis e permitir à população usufruir destas magníficas paisagens, sem ferir o ecossistema existente”. O presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, apresentou, desta forma, o novo projeto municipal “Os Nossos Rios”, que tem em vista a requalificação fluvial no concelho.

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No passado sábado, cerca de 100 voluntários deram o pontapé de saída para o arranque do projeto, com uma ação de limpeza que decorreu no açude do Romão, em Nine. Para além do presidente da Câmara Municipal, estiveram presentes o vereador do Ambiente, Pedro Sena, o diretor da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Pimenta Machado e ainda o engenheiro ambiental Pedro Teiga, que explicou a importância e a função da vegetação existente nas margens do rio.

O projeto promovido pela autarquia em colaboração com a APA tem como principal objetivo a requalificação e reabilitação dos rios e das margens ribeirinhas, envolvendo a população em ações de sensibilização e educação para a limpeza, preservação e manutenção dos espaços.

“É um projeto envolvente e convocante, onde todas as pessoas e instituições são chamadas a participar”, afirmou Paulo Cunha, relembrando a importância da figura dos guarda-rios. “É fundamental que as pessoas tenham o cuidado de serem zeladoras dos rios, assumindo elas próprias o papel de guarda-rios, agora num contexto de voluntariado e de responsabilidade cívica”.

Para isso, a autarquia vai avançar com um conjunto ações de sensibilização e educação ambiental junto dos proprietários e restante comunidade para a sua responsabilidade em cuidar das margens seguindo as boas práticas necessárias e também incentivar a comunidade a fiscalizar e preservar os rios.

Para já a autarquia vai iniciar um conjunto de trabalhos de requalificação das linhas de água e margens ribeirinhas. “Será um processo para muito anos, que irá envolver muitas gerações de famalicenses, mas que queremos avançar desde já”, sublinhou.

Visivelmente satisfeito com a adesão da população à iniciativa, o autarca mostrou-se confiante no sucesso do projeto, ainda mais, porque existem alguns sinais positivos que começam agora a revelar-se. “O facto de se terem descoberto lontras no rio Este, significa que estamos no bom caminho e dá-nos o incentivo para continuarmos a preservar e a cuidar dos nossos rios”.

De resto, Paulo Cunha, começou já este trabalho plantando uma árvore ribeirinha, um Fraxinus angustifolia (nome comum: Freixo angustifólia), que batizou de Açude do Romão.

Também Pimenta Machado plantou uma árvore da mesma espécie, que apelidou de APA, e salientou “a importância da qualidade da rede hidrográfica” para que as pessoas possam usufruir dos rios. “Neste momento, temos bons indicadores que nos dizem que a água tem mais qualidade. No entanto, este é um trabalho exigente e difícil que é para continuar”, referiu.

Por sua vez, o presidente da Junta de Freguesia de Nine, Paulo Oliveira, realçou que “o Açude do Romão foi já um local muito frequentado pela população”, por isso, é com bons olhos que vê a reabilitação deste espaço. “Este é um excelente projeto para a valorização das freguesias”, acrescentou.

Refira-se que o concelho de Famalicão é atravessado pelos rios Este, Pelhe, Pele e Ave.

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INVESTIGADORES DA UTAD ESTUDAM ALTERNATIVAS A BARRAGENS PARA CONTROLO DAS CHEIAS

As soluções passam por infraestruturas verdes com menor impacte ambiental e igualmente eficazes.

Um grupo de investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) desenvolveu um modelo de redução de cheias com base em bacias de retenção com o objetivo de minimizar o impacto das cheias. O trabalho foi elaborado para a bacia hidrográfica do rio Vez, principal afluente do rio Lima, um dos mais problemáticos do País pela recorrência deste tipo de eventos.

Efeito das cheias na bacia do rio Lima/Vez

O local escolhido para este estudo faz parte das 22 regiões sujeitas a inundações do continente português, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Aqui equacionaram-se vários locais para implantação de bacias de retenção, onde foram tidas em conta a proximidade aos locais de jusante, a densidade populacional e atividades humanas com implicações de poluição difusa ou pontual.

“Os resultados mostraram que são necessários mecanismos de menor impacte para diminuir escoamentos superficiais, alicerçados em infraestruturas verdes, focadas para o aumento de retenção de água pelos aquíferos, solo e ecossistemas aquáticos, em vez de obras de grande porte como barragens”, explica Luís Filipe Fernandes, investigador do CITAB - Centro Investigação e de Tecnologias Agroambientais e Biológicas da UTAD.

Estes sistemas melhoram em simultâneo o “estado ecológico das massas de água, reduzem a vulnerabilidade a cheias e secas, restauram o caráter funcional e maximizam o serviço de ecossistemas”, acrescenta o investigador.

Para chegar a este modelo foram aplicadas equações de engenharia acompanhadas de análise multicritério e tratamento espacial de dados através de Sistemas de Informação Geográfica. Através desta metodologia foi aplicado um modelo de redução de cheias com base em bacias de retenção, tendo em conta três módulos (hidrológico, geomorfológico e ambiental) que entram em linha de conta com o volume de armazenamento e localização apropriada bem como com aspetos como ações do homem, qualidade da água, entre outros.

As cheias urbanas são um problema mundial que afeta também Portugal. Já em 2016 ocorreram, de norte ao sul do país, vários eventos com elevados prejuízos materiais, causados por picos de cheias que, no caso do rio Vez, podem chegar aos 550 m3/s com fluxos associados a uma topografia escarpada e a alta pluviosidade.

Por estas razões os investigadores deste estudo indicam como solução um “extenso programa de reflorestamento para aumentar a evapotranspiração, reduzindo, consequentemente, o escoamento”, uma abordagem que passa pela descentralização do sistema de retenção em várias bacias mais pequenas “facilmente integradas na paisagem natural, com baixo impacto ambiental”.

Este estudo foi recentemente publicado no prestigiado Journal of Hydrology e apresentado no 13º Congresso da Água. O método está neste momento a ser aplicado em outros locais considerados críticos pela APA.

ESTUDO A REALIZAR PELA POLIS VAI FORNECER SUPORTE PARA EXECUÇÃO DE CANDIDATURA COM VISTA À DRAGAGEM DO CANAL DOS PESCADORES NO RIO MINHO

Em causa a informação a conseguir através do levantamento e análise de sedimentos da Foz do Minho

A Polis Litoral Norte submeteu recentemente ao POSEUR - Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, uma candidatura para realização do levantamento batimétrico e análise de sedimentos na Foz do Minho. Esta candidatura vai permitir recolher informação bastante valiosa para o concelho de Caminha, constituindo o primeiro grande passo para que, dentro de algum tempo, se possa realizar uma outra candidatura, esta para a dragagem do canal dos pescadores.

Foz do Minho

Conforme explica o presidente da Câmara, “agora fazemos o levantamento do leito do rio e percebemos a qualidade da areia, porque a mesma vai ser encaminhada para a praia de Moledo. Depois, avançamos com a candidatura para a dragagem, uma reivindicação antiga dos pescadores de Caminha que trouxe já o presidente da APA a Caminha para reunir com a associação e a Câmara”.

“Levantamento hidrográfico e análise de sedimentos na foz do rio Minho com vista à alimentação artificial da praia de Moledo, enquanto intervenção de proteção costeira” é a designação da candidatura que a Polis Litoral Norte submeteu ao POSEUR. Estes trabalhos permitirão reforçar o cordão dunar na Praia de Moledo enquanto primeira linha de defesa costeira, de forma a impedir o avanço do mar sobre a área urbana de Moledo e sobre a Mata Nacional do Camarido.

Para além disso, segundo Miguel Alves, os resultados deste levantamento hidrográfico e a análise dos sedimentos vão contribuir para uma melhoria da navegabilidade na foz do rio Minho além de permitir, como referimos atrás, avançar com uma candidatura para a dragagem do canal dos pescadores.

É importante referir também que o levantamento hidrográfico e a análise de sedimentos na Foz do Rio Minho são ações complementares que possibilitarão, no futuro imediato, intervir nesta linha de costa tão fragilizada por ação do avanço do mar e da ocupação desregrada e abusiva do homem, de forma estruturada e resiliente.

De acordo com o relato técnico, “a elaboração do levantamento hidrográfico na foz do rio Minho com vista à alimentação artificial da praia de Moledo, enquanto intervenção de proteção costeira será realizado através de um levantamento à escala 1:500, comreferenciação ao sistema de coordenadas Hayford-Gauss, Datum 73 e será acompanhado de um relatório descritivo dos trabalhos com indicação da metodologia de execução, vértices geodésicos utilizados e marcos de apoio estabelecidos. Estes marcos serão materializados de forma a garantir a sua perenidade”.

Por outro lado, conforme consta do processo, estes trabalhos enquanto intervenção de proteção costeira, “visam a execução da campanha deamostragem aos sedimentos a dragar na Foz do Rio Minho, em 15 (quinze) estações de amostragem (EA), com a colheita de amostras de sedimentos compósitas e a consequente realização de ensaios laboratoriais de caracterização físico-química daqueles sedimentos, em cumprimento da Portaria 1450/2007, de 12 de Novembro (para os limites de deteção indicados no diploma legal). Em cada estação de amostragem será recolhida uma coluna de sedimentos com cerca de 2 m”.

Esta candidatura de proteção do litoral – ações e materiais e ações que visam a produção de conhecimento, gestão da infirmação e monitorização foi submetida ao Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR) cujo eixo prioritário e objetivo temático é promover a adaptação às alterações climáticas e a prevenção e gestão de riscos.

AGÊNCIA PORTUGUESA DO AMBIENTE APRESENTA PLANO DE GESTÃO DA REGIÃO HIDROGR´FICA DO MINHO E LIMA

Plano de gestão da Região Hidrográfica do Minho e Lima apresentado em Arcos de Valdevez

Teve lugar na Casa das Artes de Arcos de Valdevez a sessão pública de apresentação e debate do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Minho e Lima (PGRH Minho e Lima), promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente, Administração da Região Hidrográfica do Norte (APA/ARH do Norte), contando com o apoio do Município de Arcos de Valdevez.

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O PGRH é um instrumento de planeamento das águas que visa a gestão, a proteção e a valorização ambiental, social e económica das águas, ao nível da bacia hidrográfica, neste caso dos rios Lima e Minho.

Neste quadro, a sessão pública ocorrida, de apresentação/debate da proposta de PGRH da Região Hidrográfica do Minho e Lima, foi dedicada ao tema “Os recursos hídricos e a biodiversidade”, com enquadramento no processo de participação pública dos PGRH que se encontra em curso até dezembro de 2015.

Esta sessão iniciou com as intervenções do presidente da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, João Manuel Esteves e do Diretor Regional da APA, Pimenta Machado, cabendo a apresentação do plano às técnicas da ARH do Norte, Maria José Moura e Susana Sá.

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Neste plano estão contempladas medidas, distribuídas por nove eixos de atuação tais como, a Promoção da sustentabilidade das captações de água, a Redução ou eliminação de cargas poluentes, a Minimização de alterações hidromorfológicas, o Controlo de espécies exóticas e pragas, a Recuperação de custos dos serviços da água, a Minimização de riscos, a Promoção da sensibilização, o Aumento do conhecimento e a Adequação do quadro normativo. O investimento total estimado é da ordem dos 105 milhões de euros para o período de 2016-2021.

O Município enviou as suas propostas de intervenção ao nível de medidas que visem garantir uma maior proteção e melhoria nas massas de água contribuindo para a valorização das áreas hidrográficas e melhoria das condições de vida dos arcuenses.

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DESNÍVEIS DO CAUDAL DO RIO MINHO CAUSAM IMPATE AMBIENTAL

Uniminho preocupada com impacte ambiental provocado pelos acentuados desníveis do caudal do rio Minho

Atenta à redução significativa do nível da água do rio Minho nas últimas semanas e às graves consequências ecológicas subjacentes, a Uniminho – Associação do Vale do Minho Transfronteiriço – solicitou à Gas Natural Fenosa, concessionária da barragem da Frieira (Galiza), um conjunto de “informações precisas” sobre o cumprimento dos parâmetros estipulados ao abrigo do Regime de Caudais Ecológicos entre Portugal e Espanha. Preocupações foram igualmente manifestadas às várias entidades responsáveis pelo rio Minho, portuguesas e espanholas.

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A regulação de caudais no rio Minho faz-se sentir em todo o troço a jusante da barragem de Frieira, mas principalmente na área que percorre os concelhos de Melgaço e Monção, onde são verificados desníveis significativos da altura da água. Dados recolhidos no site da Confederación Hidrográfica do Miño-SIL revelam que o rio Minho tem sido alvo, em particular aos fins-de-semana, de uma “preocupante” redução do nível da água, indiciando o risco de degradação dos ecossistemas existentes. A título de exemplo, a 29 de abril passado foi registado um caudal do rio de 53,36m3/s na Estação de Registo de Salvaterra do Miño, quando o caudal ecológico mínimo do Embalse da Frieira para este período está estipulado em 84,972 m3/s.

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Apesar de não ser possível estabelecer uma conexão entre o caudal ecológico do Embalse da Frieira e o caudal natural instantâneo registado em Salvaterra do Miño, esta associação transfronteiriça denuncia a existência de indicadores que extrapolam para uma gestão do caudal ecológico do rio Minho. O presidente do Conselho Diretivo da Uniminho explica este processo provoca “um conjunto de perturbações ecológicas difíceis de quantificar em termos de impacte ambiental e sustentabilidade dos ecossistemas presentes no Rio Minho, nomeadamente o elevado risco de exposição de ovos, larvas e alevins de espécies de peixes migradoras, quando áreas do leito ficam expostas ou quando a profundidade é mínima, permitindo a predação destas fases mais vulneráveis dos seus ciclos de vida”.

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Manoel Batista sublinha que as perturbações induzidas nos ecossistemas a jusante de uma barragem, pela ausência de um regime natural de caudais, instigam uma degradação da qualidade ambiental, com repercussões ao nível dos recursos/valores naturais e dos próprios serviços do ecossistema. “O caudal ecológico, entendido como volume de água mínimo capaz de satisfazer as necessidades do ecossistema aquático e ribeirinho, é, muitas vezes, feito em função das necessidades de gestão de produção de energia pela empresa hidroelétrica e não em função das exigências ecológicas”, assegura.

De relembrar que, no contexto ibérico, o rio Minho é um dos troços de água mais importantes no que diz respeito às espécies de peixes migradoras (algumas das quais sustentam a pesca artesanal), como o salmão, o sável, a savelha, a truta-marisca, a lampreia e a enguia. Entre maio e julho/agosto ocorre a reprodução de espécies de peixes como a lampreia e o sável, estando inventariados vários locais de postura para a lampreia no troço Monção/Melgaço, enquanto para o sável é, particularmente, importante a área próxima da barragem (Melgaço/Cevide).

Procurando uma intervenção e resolução deste problema presente e com impacto futuro, a Uniminho deu igualmente a conhecer estas preocupações à Confederación Hidrográfica do Miño-SIL, à Conselleria do Medio Ambiente da Xunta da Galicia, à Agência Portuguesa do Ambiente, à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região do Norte e ao Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia de Portugal.

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PORTINHO DE VILA PRAIA DE ÂNCORA ESTÁ ASSOREADO

O elevado assoreamento do portinho de Vila Praia de Âncora está a tornar a sua utilização impraticável. As embarcações que ali se abrigam ficam a seco, aguardando que a subida da maré possibilite a sua saída do local.

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A acumulação de inertes é mais acentuada no lado sul do portinho, tudo levando a crer que a mesma é favorecida pelo posicionamento em que se encontra o cais flutuante.

Os pescadores e outros utilizadores do portinho esperam ver a situação resolvida, nomeadamente com a extração das areias naquele local.

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PRESIDENTE DO MUNICÍPIO CERVEIRENSE ELOGIA CONTRIBUTO DO SIMPÓSIO IBÉRICO PARA UMA MAIOR VALORIZAÇÃO DO RIO MINHO

Na abertura do VII Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do rio Minho, a decorrer entre esta sexta-feira e sábado, em Vila Nova de Cerveira, o presidente da Câmara Municipal realçou o papel deste evento no reforço do conhecimento sobre um troço de água que, ao nível da biodiversidade, “é dos mais importantes da Península Ibérica e que tem de ser potenciado”.

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Com a presença de vários especialistas portugueses e galegos na temática, Fernando Nogueira relembrou que o rio Minho deixou de pertencer ao grupo de rios em que a informação mais básica era insuficiente. “A tendência inverteu-se dada a consciência do valor patrimonial existente e a vontade na sua conservação e valorização”, afirmou, acrescentando: “O Aquamuseu, projeto municipal, tem sido, desde a sua constituição, um excelente meio de divulgação e promoção dos recursos naturais do rio Minho e de todo o património etnográfico associado à pesca artesanal”.

O autarca cerveirense não tem dúvidas de que, no futuro, será importante manter e, se possível, aumentar o esforço nesta estratégia de atuação, não só pela participação de vários grupos da sociedade com intervenção no território, mas sobretudo implicar um maior envolvimento da população, de modo a proporcionar um relacionamento equilibrado e duradouro com os recursos naturais da região.

O Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do rio Minho, que já vai na sétima edição, representa um meio de comunicação da ciência e experiências pessoais, numa perspetiva multidisciplinar, e que contribui para a atualização de conhecimentos em áreas de interesse aos decisores, à comunidade científica, aos agentes educativos e à população da região.

Depois deste primeiro dia dedicado aos Recursos Naturais, Atividade Humana, à Educação Ambiental e à Gestão, o evento continua durante todo o dia de amanhã, sábado, com mais um painel a incidir sobre os Recursos Naturais, uma sessão especial ECO-IAS – Impactos ao nível do ecossistema de espécies invasoras, um Workshop dedicado às espécies invasoras, e a perceção dos impactos pela sociedade e formas de gestão, estando prevista a sessão de encerramento para as 17h30.

CERVEIRA ACOLHE SIMPÓSIO IBÉRICO SOBRE O RIO MINHO

VII Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do rio Minho arranca amanhã

Vários especialistas portugueses e galegos concentram-se, entre esta sexta-feira e sábado, em Vila Nova de Cerveira para participar na VII edição do Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do rio Minho, um espaço de debate abrangente com a apresentação de diferentes perspetivas.

O objetivo desta iniciativa passa pela divulgação de projetos em curso ou já concluídos, abordando diferentes temáticas e tendo a bacia hidrográfica do rio Minho como área de intervenção, para além de promover a discussão sobre a gestão dos recursos naturais e sensibilizar para a importância da preservação da biodiversidade associada ao rio Minho.

Os temas propostos para reflexão neste VII Simpósio versam os Recursos Naturais (ecossistema estuarino e limnológico; qualidade da água e sedimentos; florestas, recursos físicos, biológicos e geológicos); a Atividade Humana (Pescas e aquacultura; agricultura; Lazer e meio ambiente e poluição); a Gestão (ordenamento do território e conservação da natureza; cooperação luso-espanhola; ação das autarquias e comunidades locais; legislação e ambiente) e a Educação Ambiental.

Numa organização do Aquamuseu do rio Minho e o Município de Vila Nova de Cerveira e colaboração do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental e a Escola Superior Gallaecia, este evento ibérico que decorre na Biblioteca Municipal prima pela vertente dinâmica e interativa ao aceitar comunicações orais e posters que serão, posteriormente, publicadas em Actas do Simpósio.

CERVEIRA ACOLHE SIMPÓSIO IBÉRICO SOBRE BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO MINHO

Inscrições abertas para VII Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do rio Minho

Vila Nova de Cerveira acolhe, entre 07 e 08 de novembro, a VII edição do Simpósio Ibérico sobre a Bacia Hidrográfica do rio Minho, um espaço de debate abrangente com a apresentação de diferentes perspetivas de vários especialistas portugueses e galegos. As inscrições são livres e estão a decorrer até 31 de outubro.

O objetivo desta iniciativa passa pela divulgação de projetos em curso ou já concluídos, abordando diferentes temáticas e tendo a bacia hidrográfica do rio Minho como área de intervenção, para além de promover a discussão sobre a gestão dos recursos naturais e sensibilizar para a importância da preservação da biodiversidade associada ao rio Minho.

Os temas propostos para reflexão neste VII Simpósio versam os Recursos Naturais (ecossistema estuarino e limnológico; qualidade da água e sedimentos; florestas, recursos físicos, biológicos e geológicos); a Atividade Humana (Pescas e aquacultura; agricultura; Lazer e meio ambiente e poluição); a Gestão (ordenamento do território e conservação da natureza; cooperação luso-espanhola; ação das autarquias e comunidades locais; legislação e ambiente) e a Educação Ambiental.

Numa organização do Aquamuseu do rio Minho e o Município de Vila Nova de Cerveira e colaboração do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental e a Escola Superior Gallaecia, este evento ibérico prima pela vertente dinâmica e interativa ao aceitar comunicações orais e posters que serão, posteriormente, publicadas em Actas do Simpósio.

O prazo limite para inscrições é a 31 de outubro de 2014, no Aquamuseu do rio Minho, através do telefone 251 708 026 ou do email: aquamuseu@cm-vncerveira.pt.

QUEM ACODE AO PORTINHO DE VILA PRAIA DE ÂNCORA?

A utilização do portinho em Vila Praia de Âncora encontra-se impraticável em virtude do excessivo estado de assoreamento em que o mesmo se encontra. Apesar das constantes solicitações por parte dos pescadores, o problema não é resolvido e o investimento feito no local já foi levado pela maré.

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Ao que tudo indica, a resolução do problema está dependente da concessão do porto de pesca de Vila Praia de Âncora à Docapesca, uma empresa do sector público empresarial que tem por missão gerir os portos de pesca do país, na senda da política prosseguida pelo Ministério da Agricultura e do Mar. De resto, encontra-se prevista a concessão àquela entidade do porto de pesca de Vila Praia de Âncora, à semelhança do que já se verifica com o porto de pesca de Viana do Castelo cujo contrato estabelece a concessão por 30 anos.

Entretanto, também a Docapesca deverá ser transferida para o setor privado após reestruturação que passa nomeadamente pela redução do número de funcionários, dos pontos de venda e da subida das taxas cobradas aos compradores de pescado. Até que a situação se resolva, os pescadores de Vila Praia de Âncora continuarão a assistir ao assoreamento do portinho!

Fotos: Associão de Pescadoes de Vila Praia de Âncora

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INSTITUTO HIDROGRÁFICO DA MARINHA PORTUGUESA EDITA “NAVIOS HIDROGRÁFICOS PORTUGUESES”

O Instituto Hidrográfico, órgão da Marinha Portuguesa dedicado à investigação no domínio das ciências e técnicas do mar, acaba de editar o livro “Navios Hidrográficos Portugueses”. A publicação, da autoria de Carlos Gomes e do Capitão-de-fragata Paixão Lopes, até recentemente comandante do Agrupamento de navios Hidrográficos, constitui uma compilação da série de artigos publicados na Revista da Armada ao longo de dois anos. A cerimónia teve lugar no passado dia 14 de fevereiro, no âmbito das comemorações do Dia do Hidrógrafo.

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Com excelente aspeto gráfico e interessantes ilustrações, o livro faz uma resenha histórica de todos os navios que ao longo de mais de um século prestaram apoio às atividades da hidrografia nas suas mais variadas vertentes, desde os iates Amélia adquiridos pelo Rei D. Carlos aos modernos navios hidro-oceanográficos, passando pelas missões hidrográficas que, nos antigos territórios ultramarinos, tornaram possível o conhecimento da sua hidrografia, legado que foi transmitido aos novos países de expressão portuguesa.

Coube a Carlos Gomes a apresentação da obra, cujo teor seguidamente se transcreve.

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O livro “Navios Hidrográficos Portugueses” constitui uma compilação adaptada da série “Navios Hidrográficos” publicada pela “Revista da Armada” durante cerca de dois anos. Esta publicação apresenta os navios que, desde os finais do século XIX, foram colocados ao serviço da hidrografia nas mais diversas parcelas do território nacional, desde a Metrópole até às longínquas paragens do Oceano Índico.

Os navios são essenciais às atividades de investigação científica do mar. Ao longo de mais de um século, diversas gerações de hidrógrafos navegaram a bordo destes navios para realizarem a sua missão.

Desde os primórdios da moderna oceanografia, sob o impulso do Rei D. Carlos I até ao Agrupamento de Navios Hidrográficos no âmbito do Instituto Hidrográfico, a história dos navios hidrográficos portugueses constitui uma rota que acompanha a evolução tecnológica no domínio das ciências do mar e, sobretudo, as mudanças e opções políticas tomadas ao longo do tempo pelos diferentes regimes em relação ao mar.

Espírito culto e lúcido, o Rei D. Carlos procurou dotar o país dos meios necessários ao desenvolvimento científico e das pescas, colocando-o entre as nações mais avançadas da Europa no que respeita à investigação oceanográfica.

Por seu turno, as preocupações relativamente à soberania dos territórios ultramarinos levaram a Primeira República a dotar as missões hidrográficas de meios navais adequados à realização dos trabalhos hidrográficos, orientação que foi prosseguida pelo Estado Novo.

Perante a descolonização dos territórios ultramarinos e a consequente extinção das missões hidrográficas, a investigação passou a centrar-se em Portugal Continental e nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, áreas entretanto dilatadas mediante a atribuição da Zona Económica Exclusiva e, mais recentemente, da proposta de Extensão da Plataforma Continental.

De igual modo, no que respeita ao seu fabrico, é de assinalar um determinado período histórico no qual é notória a preocupação em proceder à sua construção com recurso à indústria naval portuguesa em detrimento das compras efetuadas ao estrangeiro.

Os quatro iates “Amélia” são os primeiros navios portugueses propositadamente adquiridos e equipados com vista ao seu emprego na investigação oceanográfica. Neles embarcaram, juntamente com o Rei D. Carlos I, uma equipa de cientistas que, entre 1896 e 1907, estudaram a fauna marinha na costa portuguesa. Efetuaram estudos que abrangeram domínios tão diversos como a hidrografia e o estudo das correntes oceânicas, colheita de sedimentos e medição de temperaturas, a captura de espécies marinhas e ornitológicas, as correntes e a topografia dos fundos oceânicos.

Com a implantação da República em 1910, o último dos iates “Amélia” foi rebatizado como “5 de Outubro” e atribuído à Missão Hidrográfica da Costa de Portugal. Participou em levantamentos hidrográficos na costa de Portugal Continental e ainda nos arquipélagos dos Açores e Madeira.

Comecemos, a partir de agora, a enumerar os navios atribuídos à Marinha com a missão de prestar apoio às atividades oceanográficas.

Em 1904. o Vapor “General Silvério” encontrava-se ao serviço da Repartição das Obras Públicas. Verificando-se a necessidade de efetuar levantamentos hidrográficos nos territórios ultramarinos com recurso a meios navais que ali estivessem regularmente localizados e a fim de evitar deslocações demoradas, este navio transitou para a Marinha, passando a prestar apoio à Missão Hidrográfica em Quelimane.

O Vapor “Pebane” era um navio mercante alemão que, em 1916, encontrava-se surto em Moçambique. Tendo Portugal então entrado na Primeira Grande Guerra, este navio foi requisitado pelo governo português. Entre 1923 e 1925 foi utilizado numa missão oceanográfica na costa de Moçambique.

O Navio Hidrográfico “Açor” era um vapor construído em 1874, em Inglaterra, que serviu como canhoneira em ações de fiscalização nos mares do Algarve e nos Açores. Foi este navio que recolheu os náufragos do caça-minas “Augusto de Castilho” quando o mesmo foi torpedeado pelo submarino alemão U-139, durante a Primeira Grande Guerra. O “Açor” passou a navio hidrográfico em 1923, e participou em trabalhos no rio Tejo e na Costa de Portugal Continental.

O Navio Hidrográfico “Albacora” foi construído na Noruega, em 1924, propositadamente destinado à investigação oceanográfica, concretamente nas áreas da oceanografia física e biologia marinha, dando continuidade aos trabalhos iniciados a bordo dos iates “Amélia” ao tempo do Rei D. Carlos. A sua construção foi diretamente acompanhada pelo biólogo Dr. Magalhães Ramalho que também tratou do seu apetrechamento científico e nele navegou no âmbito das missões que realizou na costa portuguesa, nos arquipélagos da Madeira e Canárias e ainda em Gibraltar e Casablanca.

O Navio Hidrográfico “Bérrio” foi construído em França, no ano de 1897. Em 1930, foi atribuído à Missão Hidrográfica de Moçambique que tinha sido constituída no ano anterior.

O Navio Hidrográfico “Beira” foi construído no Arsenal da Marinha e aumentado ao efetivo em 1910. Deu nome á classe a que também pertenceu o Navio Hidrográfico “Mandovi”. Era inicialmente uma canhoneira, tendo apenas em 1936 sido convertido em navio hidrográfico. Foi destinado à Missão Hidrográfica de Angola.

O Navio Hidrográfico “Carvalho Araújo” foi construído em Glasgow, em 1915, para a Marinha Britânica. Participou na Primeira Grande Guerra e, em 1920, foi adquirido pelo governo português. A partir de 1937, passou a prestar apoio à Missão Hidrográfica das Ilhas Adjacentes. Este navio teve como um dos seus comandantes o então Capitão-tenente Luciano Bastos, considerado um dos mais distintos engenheiros hidrógrafos, a quem se deve nomeadamente a elaboração da proposta de criação do Instituto Hidrográfico.

O Navio Hidrográfico “Ibo” era uma canhoneira construída no Arsenal da Marinha e lançada à água em 1910. Em 1931, participou na chamada “Revolta da Madeira”, em apoio a ações de desembarque. Entre 1943 e 1949, esteve ao serviço da Brigada Hidrográfica Independente, participando em trabalhos na costa portuguesa.

O Navio Hidrográfico “D. João de Castro” foi o primeiro navio construído no Arsenal do Alfeite, propositadamente para ser utilizado na hidrografia. A sua construção foi simbolicamente iniciada em 3 de maio de 1939, o dia da inauguração do estaleiro. Foi aumentado ao efetivo dos navios da Armada em 1941 e colocado ao serviço da Missão Hidrográfica das Ilhas Adjacentes. Foi com o seu apoio que, no arquipélago dos Açores, veio a localizar-se uma plataforma rochosa à qual significativamente se atribuiu o nome Banco D. João de Castro.

O Navio Hidrográfico “Mandovi” era uma canhoneira, construída no Arsenal da Marinha e lançada à água em 1918. Pertencia à classe Beira. Em 1946, foi classificada como navio hidrográfico e atribuída à Missão Geo-hidrográfica da Guiné. O Vice-almirante Manuel Pereira Crespo foi um dos seus comandantes, tendo as atividades da Missão, sob a sua chefia, alcançado tal amplitude e importância que levaram o governo francês a condecorá-lo com o grau de Oficial da Ordem da Legião de Honra.

O Navio Hidrográfico “Almirante Lacerda” era um navio lança-minas construído no Canadá e lançado á água em 1941. Foi adquirido pelo governo português em 1946 e atribuído à Missão Hidrográfica de Moçambique. Entre 1964 e 1966, participou na Expedição Internacional ao Oceano Índico. Foi o primeiro navio da Armada Portuguesa equipado com radar. O Almirante Sousa Leitão a quem o Instituto Hidrográfico prestou recentemente homenagem foi um dos seus mais notáveis comandantes. Este navio foi transferido para a Marinha da República Popular de Moçambique aquando da sua independência, em 1975.

À semelhança do “Almirante Lacerda”, também o Navio Hidrográfico “Comandante Almeida Carvalho” foi construído no Canadá como navio lança-minas, destinado à Marinha daquele país. Pertenciam ambos à mesma classe Bangor. Em 1950, foi adquirido pelo governo português e atribuído à Missão Hidrográfica das Ilhas Adjacentes, em substituição do Navio Hidrográfico “D. João de Castro”.

O Navio Hidrográfico Salvador Correia foi construído na Escócia em 1942 para a Marinha do Reino Unido e atribuído o nome “HMS Saltarelo”. O governo português adquiriu este navio em 1948 e rebatizou-o como “Salvador Correia”. Entre 1954 e 1955, esteve ao serviço da Missão Hidrográfica de Angola e São Tomé e, entre 1955 e 1961, na Brigada Hidrográfica Independente do Continente. Em 1956, foi reclassificado como caça-minas e, em 1959, voltou a ser navio hidrográfico, tendo em 1961 sido rebatizado “como “Baldaque da Silva”.

Na mesma altura ou seja, em 1942, os mesmos estaleiros construíram o navio “HMS Ruskholm”, para a Marinha do Reino Unido. O governo português também o adquiriu e rebatizou como “Baldaque da Silva”. Este foi adaptado a navio oceanográfico e destinado ao estudo das pescas. Apresentava as mesmas caraterísticas em relação ao Navio Hidrográfico Salvador Correia, pelo que veio a receber a caldeira deste navio, sendo por sua vez rebatizado como “Salvador Correia”.

O Navio Hidrográfico “Pedro Nunes” foi construído no Arsenal da Marinha e lançado á água em 1934. Foi classificado como navio hidrográfico em 1956 e atribuído à Missão Geo-hidrográfica da Guiné onde se manteve até à data do reconhecimento da independência da República da Guiné-Bissau.

O Navio Hidrográfico “Carvalho Araújo” foi construído em 1942, na Irlanda do Norte, tendo servido a Marinha Britânica durante a Segunda Guerra Mundial. O governo português adquiriu-o em 1958. Foi adaptado a navio hidrográfico e prestou apoio à Missão Hidrográfica de Angola e S. Tomé e Príncipe. Em Novembro de 1975, este navio foi transferido para a República Popular de Angola aquando da sua proclamação de independência.

Lançado á água em 1936, o Navio Hidrográfico “João de Lisboa” foi o último navio construído no Arsenal da Marinha, em Lisboa. Em 1961, foi classificado como navio hidrográfico e passou a servir a Brigada Hidrográfica do Continente e a Missão Hidrográfica do Continente e ilhas Adjacentes que lhe sucedeu.

O Navio Hidrográfico “Afonso de Albuquerque” foi em 1966 adquirido ao Reino Unido, por subscrição pública, a fim de substituir o aviso com o mesmo nome, capturado pelas forças da União Indiana aquando da invasão do Estado Português da Índia, em 1961. Adaptado a navio hidrográfico, passou ao serviço da Missão Hidrográfica do Continente e Ilhas Adjacentes e participou em trabalhos na Guiné e Cabo Verde.

O Draga-minas “S. Jorge” era um navio oceânico construído nos Estados Unidos da América e entregue a Portugal em 1955, ao abrigo do Acordo de Defesa e Assistência Mútuas estabelecido entre ambos os países. A partir de 1967, ficou na dependência do Instituto Hidrográfico. Após serem instalados a bordo dois laboratórios de investigação, participou em diversas comissões nos Açores e, em 1970, nas Campanhas Oceanográficas de Apoio às Pescas do Continente.

A Lancha Hidrográfica “Mira” foi, em 1961, adquirida por Portugal e, em 1968, aumentada ao efetivo dos navios da Armada e adaptada a lancha hidrográfica. Prestou apoio à Missão Hidrográfica do Continente e Ilhas Adjacentes, incluindo os estudos preliminares para a edificação de uma estação nuclear em Peniche.

O NRP “Almeida Carvalho” foi construído nos Estados Unidos da América e entregue a Portugal em 1972, ao abrigo do Acordo referente à utilização da Base Aérea das Lages. Este navio foi o detentor do maior número de cruzeiros científicos realizados ao serviço da Marinha Portuguesa. O projeto EURÁFRICA e os cruzeiros MALAC foram apenas alguns dos inúmeros trabalhos a que deu apoio.

A Lancha Hidrográfica D. Jeremias foi construída em Portugal, nos Estaleiros Navais de S. Jacinto. Durante uma dúzia de anos, participou em diversos trabalhos hidrográficos e oceanográficos.

A Lancha Hidrográfica Cruzeiro do Sul era um antigo iate construído em Inglaterra. Foi apresado pelas autoridades portuguesas numa operação de contrabando. Convertido em lancha hidrográfica, deu apoio ao cruzeiro MALAC em 1971 e participou no primeiro estudo da poluição do estuário do rio Tejo.

As lanchas hidrográficas Andrómeda e Auriga foram construídas no Arsenal do Alfeite e utilizadas para apoio aos trabalhos hidrográficos e oceanográficos costeiros e portuários.

O Navio Hidrográfico “D. Carlos I” foi construído nos Estados Unidos da América e transferido para a Marinha Portuguesa em 1996. No Arsenal do Alfeite, foi adaptado às funções de navio hidrográfico e oceanográfico. Efetua missões sobretudo na costa de Portugal Continental e nos arquipélagos dos Açores e Madeira.

O Navio Hidrográfico “Almirante Gago Coutinho” é irmão gémeo do Navio Hidrográfico “D. Carlos I”. Também foi construído nos Estados Unidos da América como navio de vigilância e deteção submarina utilizado nas rotas dos submarinos da extinta União Soviética.

Encontra-se dotado dos mais modernos meios hidro-oceanográficos. Da sua atividade salienta-se o apoio prestado às campanhas realizadas no âmbito da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental.

Os navios hidrográficos “D. Carlos I” e “Almirante Gago Coutinho” estão dotados de elevadas capacidades que os colocam ao nível das mais bem apetrechadas unidades militares de outros países ao serviço da investigação do mar.

Os navios hidrográficos e oceanográficos constituem meios necessários e imprescindíveis à realização das atividades de investigação e, por essa razão, prestam um inestimável serviço ao país e ao conhecimento humano.

- Tenho dito!

PESCADORES DE VILA PRAIA DE ÂNCORA RECLAMAM DESASSOREAMENTO DO PORTINHO

O portinho de Vila Praia de Âncora encontra-se bastante assoreado criando problemas de segurança e dificultando a sua utilização. Os pescadores aguardam há vários anos que se venham a realizar as dragagens necessárias com vista ao seu desassoreamento.

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Já foi efetuado o levantamento hidrográfico com vista a determinar o volume de inertes a dragar na barra e interior do porto de abrigo. Existiram, aliás, expetativas de que as obras se realizassem até final de 2012. Contudo, a situação arrasta-se e o problema continua por resolver!

Fotos: Vasco Presa

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PONTE DE LIMA: ENCONTRO DA REDE BASPOR COMEÇA HOJE EM PONTE DE LIMA

III Encontro da Rede BrasPor – Ponte de Lima, 22 a 24 de julho de 2013

Com o patrocínio e apoio logístico do Município, Ponte de Lima irá acolher, no Teatro Diogo Bernardes, de 22 a 24 de Julho de 2013, o III Encontro Internacional da Rede BrasPor / Base de Conhecimentos Relacionais Aplicados para o Ordenamento do Litoral, este ano subordinado ao tema genérico “Ciências em Ambientes Costeiros e Bacias Hidrográficas”, o qual reunirá um número considerável de investigadores e académicos especialistas em distintas temáticas científicas, oriundos de Portugal, do Brasil e da Galiza, numa organização conjunta da citada Rede e do CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade (Porto).

Ao longo do Encontro ocorrerão conferências, palestras, apresentação de trabalhos científicos (oral e painel) e mesas redondas temáticas com vistas a estabelecer diretrizes para o progresso da Rede aludida.

A submissão de trabalhos (Call for Papers), através de resumos, termina no próximo dia 15 de Maio, em qualquer das modalidades – comunicações orais e/ou posters –, devendo ser realizada através do sítio internet do Encontro, no endereço http://www.redebraspor.com/encontros/III/.

De igual forma, as inscrições para participação no evento, gratuitas e com direito a certificado de participação, deverão ser realizadas no referido sítio internet, o qual disponibiliza um conjunto significativo de informações relacionadas com o evento, de carácter eminentemente interdisciplinar, abrangendo áreas científicas diversificadas, como Humanas, Biológicas, Paleontológicas, Geociências, Ambientais, de entre outras.

O programa provisório também se encontra disponível e as demais informações relacionadas com a Rede BrasPor e competentes objetivos poderão ser consultadas no sítio internet da mesma, recorrendo ao endereço www.redebraspor.com ou através de correio eletrónico: geral@redebraspor.com.

ENCONTRO SOBRE AMBIENTE COSTEIRO E AS BACIAS HIDROGRÁFICAS COMEÇA AMANHÃ EM PONTE DE LIMA

III ENCONTRO DA REDE BRASPOR – PONTE DE LIMA, 22 A 24 DE JULHO DE 2013

Com o patrocínio e apoio logístico do Município, Ponte de Lima irá acolher, no Teatro Diogo Bernardes, de 22 a 24 de Julho de 2013, o III Encontro Internacional da Rede BrasPor / Base de Conhecimentos Relacionais Aplicados para o Ordenamento do Litoral, este ano subordinado ao tema genérico “Ciências em Ambientes Costeiros e Bacias Hidrográficas”, o qual reunirá um número considerável de investigadores e académicos especialistas em distintas temáticas científicas, oriundos de Portugal, do Brasil e da Galiza, numa organização conjunta da citada Rede e do CEPESE – Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade (Porto).

Ao longo do Encontro ocorrerão conferências, palestras, apresentação de trabalhos científicos (oral e painel) e mesas redondas temáticas com vistas a estabelecer directrizes para o progresso da Rede aludida.

A submissão de trabalhos (Call for Papers), através de resumos, termina no próximo dia 15 de Maio, em qualquer das modalidades – comunicações orais e/ou posters –, devendo ser realizada através do sítio internet do Encontro, no endereço http://www.redebraspor.com/encontros/III/.

De igual forma, as inscrições para participação no evento, gratuitas e com direito a certificado de participação, deverão ser realizadas no referido sítio internet, o qual disponibiliza um conjunto significativo de informações relacionadas com o evento, de carácter eminentemente interdisciplinar, abrangendo áreas científicas diversificadas, como Humanas, Biológicas, Paleontológicas, Geociências, Ambientais, de entre outras.

O programa provisório também se encontra disponível e as demais informações relacionadas com a Rede BrasPor e competentes objectivos poderão ser consultadas no sítio internet da mesma, recorrendo ao endereço www.redebraspor.com ou através de correio electrónico: geral@redebraspor.com.