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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CASA DA ANTA EM LANHELAS DÁ A CONHECER GENEALOGIA DE GOMES FREIRE DE ANDRADE

Em busca da genealogia de um “mártir da pátria”, Gomes Freire de Andrade

Com o registo e comunicação electrónica (WWW) dos elementos que definem a identidade e as relações de parentesco entre os indivíduos, as pesquisas destinadas a elaborar a árvore genealógica das famílias têm crescido extraordinariamente nas últimas décadas. Uma curiosidade natural e, decerto, uma compulsão psíquica condicionada pelo gigantismo e anonimato característicos das aglomerações urbanas onde, ano após ano, afluem e acumulam grandes massas populacionais.

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Neste quadro, e tendo em sua posse um amplo acervo documental relativo à genealogia de Gomes Freire de Andrade (1757-1817), um general partidário das ideias liberais e um dos mais brilhantes militares da sua época, na passagem do bicentenário da sua condenação à morte e execução por crime de lesa majestade, a Casa da Eira, em Lanhelas, promove uma mostra e análise deste interessante espólio. Constituído por elementos reunidos ou produzidos pacientemente por um investigador sabugalense, J. Gomes (Freire) Pinharanda, cuja linhagem o interliga à do malogrado general, e que, aliás, se apresenta como seu descendente directo. Dadas as circunstâncias que envolveram as relações conjugais do homem que acompanhou Napoleão Bonaparte nas suas temerárias incursões pela Europa, estamos perante uma reivindicação controversa, fundada, no essencial, numa romanesca tradição familiar.

Temos, pois, em vista um debate centrado nas andanças bélicas além-fronteiras do eminente precursor da revolução liberal em Portugal, bem como o aflorar do tema do imperialismo napoleónico e das violências geradas lá por onde passava a soldadesca ocupante francesa. E ainda virá a propósito reflectir acerca da abrasiva problemática da traição e redenção no tocante ao elo sentimental e político que cada qual estabelece com a comunidade de origem. E será ainda de meditar sobre as múltiplas formas de mitificação historiográfica., como de considerar a temática do expeditivo sistema de justiça do Antigo Regime em contraposição aos avanços civilizacionais decorrentes do triunfo do ideário das Luzes.

Na sessão inaugural, em complemento ao debate, com ilustração musical a cargo de um duo de teclas e clarinete, efectuar-se-á uma leitura dramatizada de alguns textos evocativos desta ímpar figura da história portuguesa agora recordada. 

PONTE DE LIMA FACILITA ACESSO AO ARQUIVO DO PAÇO DE VITORINO

Arquivo do Paço de Vitorino: (re)constituir a memória e a identidade familiar com quase cinco séculos de história: apresentação do catálogo online

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Amanhã, dia 20 de maio, às 15h00, será apresentado no Paço de Vitorino o catálogo online do seu arquivo com quase cinco séculos de história.

Esta iniciativa, que resulta do tratamento técnico e digitalização levados a cabo no âmbito do protocolo de cooperação entre os proprietários do Paço de Vitorino e o Município de Ponte de Lima, surge pela consciencialização do papel importante que as fontes de informação contidas nos arquivos de família desempenham para o estudo da história local, regional e até mesmo nacional, sendo fundamental garantir a sua divulgação, valorização e preservação a longo prazo, para além de torná-lo acessível a toda a comunidade.

O Arquivo do Paço de Vitorino passará a estar disponível para consulta através do catálogo do Arquivo Municipal de Ponte de Lima.

RESTOS MORTAIS DO 1º MARQUÊS DE VALENÇA REPOUSAM NA VILA MEDIEVAL DE OURÉM

Os restos mortais de D. Afonso de Portugal que foi o 1º Marquês de Valença, título de juro e herdade criado pelo Rei D. Afonso V de Portugal, repousam na vila medieval de Ourém.

Afonso era filho primogénito de D. Afonso, 1º Duque de Bragança, e neto primogénito do Condestável D. Nuno Álvares Pereira que foi 3º Conde de Ourém. Criado por carta régia em 11 de outubro de 1451, o título de Marquês de Valença foi o primeiro título de marquês concedido em Portugal.

O título foi extinto por morte de D. Afonso de Portugal e em virtude de não ter deixado descendência. Veio posteriormente a ser restabelecido por D. João V, em 10 de março de 1716, tendo então sido concedido ao 8º Conde do Vimioso, descendente direto de D. Afonso de Portugal.

Ao Marquês de Valença, D. Afonso de Portugal, deve Ourém grande parte da sua grandeza. Em meados do século XV, edificou o Paço, magnífico exemplar de arquitetura militar de clara influência renascentista e italiana, ligado ao castelo por meio de passagens secretas.

O crescimento e importância da vila medieval de Ourém foram notórias até à destruição causada pelo terramoto de 1755 e, meio século depois, agravada pelas invasões francesas. Aliás, o próprio túmulo de D. Afonso IV – Marquês de Valença e Conde de Ourém – localizado na cripta da Igreja da Colegiada, encontra-se danificado em virtude da pilhagem praticada pelos invasores franceses chefiados por Massena.

No local, encontra-se gravado o seguinte epitáfio:

«Aqui jaz o Ilustre Príncipe D. Afonso, Marquês de Valença, conde de Ourém, primogênito de D. Afonso, Duque de Bragança, e conde de Barcelos, e neto del Rei D. João de gloriosa memória, e do virtuoso, e de grandes virtudes D. Nuno Alvares Pereira, Condestável de Portugal. Faleceu em vida de seu pai, antes de lhe dar a dita herança, de que era herdeiro, o qual foi fundador desta Igreja, em que jaz, cuja fama e feitos este dia florescem. Finou-se a 29 de agosto do ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1460 anos.»

ALVES DOS SANTOS: UM RAMO DA FAMÍLIA SANTOS EMIGROU PARA O BRASIL

Como já foi referido, o Dr. Alves dos Santos faleceu sem deixar descendentes. Os seus familiares mais próximos pelo lado materno são oriundos da freguesia de São João da Ribeira cujo estudo genealógico ainda não efetuámos e, pelo lado paterno, provenientes da freguesia da Cabração da qual ele próprio era natural. Não se conhecendo irmãos, possuía nesta freguesia quatro primos em primeiro grau – José Rodrigues dos Santos, Narcizo Rodrigues dos Santos, Maria Joaquina dos Santos e Aires Libório dos Santos – sendo que os dois primeiros emigraram para o Brasil. De José Rodrigues dos Santos não existe notícia enquanto Narcizo Rodrigues dos Santos veio a fixar-se em Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo, deixando bastante descendência.

ALVES DOS SANTOS: FAMÍLIA SANTOS ORIGINÁRIA DE CABRAÇÃO, CONCELHO DE PONTE DE LIMA

Esta listagem genealógica data de 1998, pelo que a informação não se encontra atualizada.

Ancestrais de Alves dos Santos

- João Rodrigues dos Santos. Natural de Cabração, concelho de Ponte de Lima. Casou com Maria Affonso, natural de Cabração;

- António José Rodrigues dos Santos. Natural de Cabração, concelho de Ponte de Lima. Casou com Anna Joaquina Dantas, natural de Cabração;

- Manoel Joaquim Rodrigues dos Santos. Nasceu na freguesia de Cabração em 15 de agosto de 1830. Casou com Anna Maria Alves Soares, natural de São João da Ribeira, concelho de Ponte de Lima;

- Augusto Joaquim Alves dos Santos. Nasceu na freguesia de Cabração em 14 de outubro de 1886. Casou com Maria Adélia de Oliveira, natural do Porto. Faleceu em Coimbra em 17 de janeiro de 1924. Não deixou descendentes.

Família Santos, oriunda da Freguesia da Cabração, concelho de Ponte de Lima

ALVES DOS SANTOS: ASSENTO DE BATISMO DE SEU PAI MANOEL JOAQUIM RODRIGUES DOS SANTOS

Transcreve-se o assento paroquial de batismo de Manoel Joaquim Rodrigues dos Santos, pai de Augusto Joaquim Alves dos Santos, também ele natural da Freguesia de Cabração, concelho de Ponte de Lima, cuja imagem junto se reproduz.

“Manoel Joaquim filho legitimo de Antonio Jose Rodriguez dos Sanctos, e de Anna Joaquina Dantas do Lugar da Egreja desta freguesia de Santa Maria da Cabração julgado de Ponte de Lima; nasceo no dia quinze de Agosto de mil oito centos trinta, e nove, foi baptizado solenemente na pia Baptismal desta Igreja, com imposição dos sanctos oleos, no dia dezoito do ditto mês, por mim padre Joao Antonio Pereira de Amorim Paroco desta Igreja. Forao padrinhos, Joao Antonio Rodrigues, solteiro (…) Maria Joanna Rodrigues solteira ambos (…) e do mesmo Baptizado. Nepto Paterno de Joao Rodrigues dos Sanctos, e de Maria Affonso do Lugar da Igreja desta mesma (…) materno do Padre Manoel Jose de (…), e de Rosa Maria de Antas solteira, ambos da freguesia da Labruje, Lugar do Socorro. Pª constar fiz este assento que assino: era dia mês comes est. Supra.

O Paroco Joao Antº Perª de Amorim Vigº”

(Arquivo Distrital de Viana do castelo. Fundo paroquial de Ponte de Lima – Cabração. Livro de baptismos. Nº. do livro: 2 Fls 4 Cota 3.13.1.31)

DR. ALVES DOS SANTOS – ALGUNS APONTAMENTOS BIOGRÁFICOS

O Dr Alves dos Santos nasceu na Freguesia de Santa maria da Cabração, em 14 de Outubro de 1866, tendo sido batizado na respetiva igreja paroquial no dia 21 do mesmo mês, conforme consta do seu assento de batismo, tendo a cerimónia sido celebrada pelo pároco António Raymundo da Cunha Ferreira.

Também seu pai, Manoel Joaquim Rodrigues dos Santos nasceu na freguesia da Cabração enquanto a mãe, de nome Anna Maria Alves Soares, era natural de São João da Ribeira, residindo então no Lugar de Crasto.

Era neto paterno de António José Rodrigues dos Santos e de Anna Joaquina Dantas, ele natural da Cabração e ela da freguesia da Labruja. Os bisavós paternos conhecidos chamavam-se João Rodrigues dos Santos e Maria Affonso e os avós maternos António José Alves e Mariana Luís Soares.

A casa onde nasceu e viveram os seus ancestrais situa-se lo Lugar da Igreja, a escassas dezenas de metros da capela de Nossa Senhora do Azevedo, no caminho que vai em direção ao Passal e à Além.

Foi determinante na sua formação a influência que nele exerceu o reverendo Manoel Joaquim Soares, seu tio materno e padrinho de casamento. Seguindo as pisadas do tio, ingressou no Seminário de Braga onde frequentou o curso de Teologia, tendo inclusive chegado a receber ordens sacras.

Desistiu da carreira eclesiástica para se tornar num notável professor e escritor, tendo muitas das suas obras refletido a sua formação seminarista.

Alves dos Santos foi ainda Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ministro do Trabalho no governo chefiado por Cunha Leal, Diretor da Biblioteca da Universidade de Coimbra, deputado eleito pelo círculo de Coimbra, tendo inclusive presidido à Câmara dos Deputados. Um ano após a implantação da República, chefiou o Gabinete do Presidente do Governo Provisório.

À data do seu falecimento em 17 de janeiro de 1924, Alves dos Santos contava 58 anos de idade. Residia então em Coimbra, mais concretamente na rua Alexandre Herculano, nº. 14. Era casado com Maria Adélia de Oliveira, natural do Porto, não tendo deixado descendência direta.

Na Freguesia da Cabração, o apelido Santos cedeu lugar ao Gomes desde que, Maria Joaquina dos Santos, prima em primeiro grau de Alves dos Santos, casou com Manuel António Gomes, este nascido no Lugar da Balouca, da mesma freguesia.

A imagem mostra o assento de óbito de Augusto Joaquim Alves dos Santos da Conservatória do Registo Civil de Coimbra.

Carlos Gomes. Anunciador das Feiras Novas. Ano XVII. Ponte de Lima. 2000 (Adaptado)

ARCUENSES ESTUDAM GENEALOGIA

No âmbito da celebração do seu 10.º Aniversário, a Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural Maria de Fátima Moura, em parceria com a Associação para o Desenvolvimento Integrado e Promoção do Belion, com o apoio da Câmara Municipal de Arcos de Valdevez, leva a efeito a Conferência subordinada ao tema "Genealogia, uma Ciência da Vida", a realizar-se no dia 30 do corrente mês de janeiro, às 16h00, no Paço de Giela.

OS MONIZ REBELLO, DE FAFE - OBRA A LANÇAR EM 19 DE SETEMBRO NO ARQUIVO MUNICIPAL DE FAFE

O município de Fafe promove a apresentação da obra Os Moniz Rebello, de Fafe. Ascendência remota e descendência actual, do historiador e genealogista Maurício Antonino Fernandes, no próximo dia 19 de setembro (sábado), pelas 15h30, no Arquivo Municipal.

MONIZ REBELLO

A apresentação do autor está a cargo do advogado e genealogista vimaranense Óscar Jordão Pires.

Usarão ainda da palavra o historiador Artur Ferreira Coimbra e o autor do livro, que faz remontar a conhecida família fafense a tempos anteriores à fundação da nacionalidade.

Escreve Antonino Fernandes, na introdução, que entre as famílias portuguesas de boa cepa, “mas mal reconstituídas e tratadas muito à margem dos nossos nobiliários”, se encontram as tituladas Moniz e Rebello, das quais há bastante bibliografia clássica, sobretudo da primeira, pela sua ligação a Egas Moniz. Sobre o aio e conselheiro de D. Afonso Henriques e sobre os seus avós e alguns dos ramos que dele descendem, há trabalhos de investigação séria, que se devem sobretudo a José Mattoso.

Mas sobre a sua ascendência mais remota e descendência actual os trabalhos são mais deficitários, e essa é uma das lacunas que o autor se propõe colmatar nesta obra, que revive as raízes ancestrais da família, “em longa trajetória de mais de vinte séculos”.

O autor, Maurício Antonino Fernandes, é natural de Felgueiras e residente em Oliveira de Azeméis, onde foi professor e assessor do pelouro da cultura, director do Museu Regional e fundador da Associação de Defesa e Conhecimento do Património Cultural Oliveirense e da revista Ul-Vária.

Sócio da Associação Portuguesa de Genealogia e da Academia International de Généalogie, é autor de mais de duas dezenas de obras nas áreas da história local e da genealogia, em nome individual ou em co-autoria.

MUNICÍPIO DE CAMINHA APRESENTA PROJETO “REPOSITÓRIO GENEALÓGICO DO CONCELHO DE CAMINHA”

A apresentação decorre sexta-feira, pelas 17 horas e o objetivo é reconstituir a comunidade histórica do concelho, ou seja, identificar cada pessoa, cada família de cada uma das freguesias

A Câmara Municipal de Caminha vai apresentar o projeto “Repositório Genealógico do Concelho de Caminha” no dia 19 de junho, pelas 17 horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho. A cerimónia contempla ainda a assinatura de um protocolo de colaboração com alguns investigadores locais que vão ceder ao Município as bases de dados que foram construindo de diferentes paróquias. O objetivo deste projeto é conhecer as raízes genealógicas de todos os habitantes de cada freguesia e, no seu conjunto, de todo o concelho.

Recorde-se que o ano passado, a Câmara Municipal de Caminha celebrou um protocolo de investigação com a Universidade do Minho que visa a reconstituição de todas as comunidades históricas do concelho, através da construção de uma base de dados genealógica por cada freguesia, desde o início da existência dos assentos paroquiais (normalmente nas primeiras décadas do século XVII).

Para além disso, no concelho existem vários investigadores que se têm debruçado sobre a genealogia concelhia e têm elaborado bases de dados e efetuado levantamento das informações provenientes dos registos paroquiais de diversas freguesias do concelho. Deste modo, e para se tornar mais célere a reconstituição do Repositório Genealógico Concelhio e para assegurar a autoria das bases de dados já reconstituídas e o levantamento de dados já levados a cabo, a Câmara Municipal de Caminha considera benéfica a parceria entre os investigadores locais e o próprio Município.

Neste sentido, o protocolo de colaboração vai ser celebrado entre o Município de Caminha, a autora da Reconstituição da Comunidade Histórica de Vila Praia de Âncora, Maria Aurora Botão Pereira Rego; os autores da Reconstituição da Comunidades Históricas de Venade e Azevedo, João José Azevedo e Lúcio Mourão; a autora da Reconstituição da Comunidade Histórica de Âncora, Maria Emília Lagido Pereira; e o autor do levantamento manual de dados das Comunidades Históricas das Argas, Moledo, Cristelo, Lanhelas, Seixas, Vilarelho, Argela, Vile e Riba de Âncora.

PONTE DE LIMA INVESTIGA GENEALOGIA

Câmara Municipal de Ponte de Lima aprovou a celebração de um protocolo com a FamilySearch

O Arquivo Municipal de Ponte de Lima vai aumentar o seu repositório digital, atualmente com 210 mil imagens disponíveis para consulta online.

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A Câmara Municipal de Ponte de Lima aprovou, na reunião realizada a 9 de dezembro, a celebração de um protocolo entre a autarquia e a FamilySearch, organização sem fins lucrativos cujo objetivo é a preservação e publicação de arquivos de valor genealógico e histórico.

Neste sentido, o projeto visa a digitalização de toda a documentação pertinente para estudos de genealogia a nível mundial.

Em Portugal este projeto abrange os Arquivos Distritais e Municipais, cabendo à autora do projeto os encargos referentes aos recursos humanos e materiais necessários pra efetuar a digitalização dos documentos.

Cabe ao Município de Ponte de Lima, através do Arquivo Municipal disponibilizar um local para a instalação do scanner e facultar a documentação necessária.

Segundo o regulamento do protocolo a estabelecer entre as duas entidades, a FamiliySearch compromete-se a fornecer uma cópia das imagens digitalizadas, o que permitirá enriquecer o repositório digital do Arquivo Municipal, aumentando desta forma, o número de documentos em texto integral para consulta a partir do seu catálogo disponível em http://pesquisa.arquivo.cm-pontedelima.pt/

REPOSITÓRIO GENEALÓGICO NACIONAL VAI DISPONIBILIZAR REGISTOS DO ARQUIVO MUNICIPAL DE CERVEIRA

A autarquia cerveirense e a Universidade do Minho (UM) acabam de formalizar um protocolo de cooperação científica e técnica, com o intuito de organizar os registos paroquiais de baptizados, casamentos e óbitos do Município numa base de dados central, no âmbito do Repositório Genealógico Nacional.

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A UM é a instituição de acolhimento deste repositório e está, neste momento, a encetar parcerias institucionais, umas já em funcionamento, outras a serem concretizadas, para alimentar esta base que visa fornecer aos historiadores da Família e da Sociedade e a outros cientistas sociais, uma estrutura de suporte para o cruzamento com outras fontes nominativas, sejam paroquiais ou civis, com vista à compreensão de dinâmicas familiares e sociais plurisseculares.

Com este protocolo vigente por dois anos, o Arquivo Municipal de Vila Nova de Cerveira passa a integrar esta base. A Universidade do Minho disponibiliza uma base de dados para que os arquivos possam introduzir on-line os registos de que dispõe.

As fontes que Vila Nova de Cerveira vai trabalhar versam o período entre os séculos XVI e XX, algumas presentes no Arquivo Municipal, mas a grande maioria armazenadas no Arquivo Distrital de Viana do Castelo.

A diretora do Arquivo Municipal cerveirense explica que há um crescente interesse de historiadores e até de pessoas comuns na procura de serviços no campo da genealogia, com o propósito de construir as suas árvores genealógicas. Salomé Oliveira não tem dúvidas de que este acordo vem dar a resposta que faltava para criar estes espaços de diálogo importantes para a compreensão da dinâmica das populações.

Embora se compreenda do alcance científico e social de uma base de dados genealógica integrada, as virtualidades do Repositório Genealógico não podem ser totalmente perspetivadas. Há que contar com a dinâmica gerada pela abertura ao mundo dessa informação, pois emigrantes em países de acolhimento de portugueses de uma ou várias gerações podem vir a incorporar outros dados vitais e unir Portugal a uma diáspora de meio milénio.

ÁRVORE GENEALÓGICA APRESENTADA EM FAFE

Livro de Poesia premiado vai ser apresentado na Biblioteca Municipal na próxima sexta-feira

A Biblioteca Municipal de Fafe foi o local escolhido para a apresentação do Livro Árvore Genealógica, de Paulo Assim, editado pela Labirinto, na próxima sexta-feira. O livro, que conta com o apoio da Câmara Municipal, foi vencedor da primeira edição do prémio de Poesia Soledade Summavielle, instituído pelo Núcleo de Artes e Letras de Fafe.

A Obra será apresentada pelo autor do prefácio, César Freitas, diretor da Escola Superior de Tecnologias de Fafe.

A apresentação, marcada para as 21H30, será antecedida por um momento musical, pelo guitarrista fafense José Miguel Teixeira que executará as obras “Estudo nº 3”, de Agustín Barrios Mangoré e “Estudo nº 8”, de Heitor Villa-Lobos.

Refira-se que Paulo Assim nasceu em 1965, desenhador de moldes, já recebeu vários prémios literários, em poesia, romance e conto.

PONTE DE LIMA APRESENTA OBRA SOBRE A GENEALOGIA DO VISCONDE DE VILA NOVA DE FAMALICÃO

“História e Genealogia Familiar: famílias convergentes do Visconde de Vila Nova de Famalicão”. Arquivo Municipal de Ponte de Lima. 7 de fevereiro / 21h30

O livro História e genealogia familiar: famílias convergentes do Visconde de Vila Nova de Famalicão, da autoria de Alexandra Maria Ferreira Braga de Sousa Louro Pereira de Castro, será apresentado no próximo dia 7 de fevereiro de 2014, às 21h30, no Arquivo Municipal de Ponte de Lima.

"A autora deste livro fez uma viagem e muitos dias passaram ao longo de oito anos plenos de acção e descoberta, dias de paz e de cansaço por entre bibliotecas, arquivos e cartórios, ou visitando as quintas e algum parente quase esquecido. Se o dono da quinta era pessoa agradável ou afável, ó que bela tarde de estudo: Noutras visitas a "eiras e solares" as coisas virão a ser mais difíceis, porque o senhorio se apresenta seco e distante. Uns dias abriam-se portas que davam sobre soberbas salas de museu e noutros restavam algumas pinturas numa parede, mobiliário, espíritos do lugar ou quase nada, às vezes a decepção. No fim de um dia de trabalho, ao regressar a casa, já só existe cada um de nós e o seu pequeno mundo de afectos. Só existe o que acontece realmente. A verdade, porém, é que os mundos se cruzam e se combinam e a prová-lo nasce este livro" (José Miguel Braga).

Para mais informações consulte o site do Arquivo Municipal www.arquivo.cm-pontedelima.pt.

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MUNICÍPIO DE CAMINHA ADERE AO PROJETO REPOSITÓRIO GENEALÓGICO NACIONAL

Miguel Alves destaca a importância do Município aderir a um projeto maior que o seu território, que vai permitir à população do concelho saber mais sobre as gerações passadas

Caminha é o terceiro município do país a aderir à iniciativa Repositório Genealógico Nacional, com o projeto Prossecução da Reconstituição das Comunidades Históricas do Concelho de Caminha. Este trabalho vai ser desenvolvido pela Cooperativa Desafios da Montanha em colaboração com o Município de Caminha e terá a chancela da Universidade do Minho. Para Miguel Alves, a adesão a este projeto coloca Caminha num lugar cimeiro da investigação científica e “vai permitir às nossas famílias, das nossas freguesias, saberem aquilo que é o percurso de vida das várias gerações”.

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O presidente da Câmara, Miguel Alves, reuniu ontem, dia 27, com a presidente da Cooperativa Desafios da Montanha, Maria Norberta Amorim e com a coordenadora do projeto por parte do município, Aurora Rego, a fim de chegarem a um entendimento sobre a Prossecução da Reconstituição das Comunidades Históricas do Concelho de Caminha, parte integrante do projeto Repositório Genealógico Nacional.

É de salientar que a cooperativa tem o projeto denominado de Repositório Genealógico Nacional proposto à reitoria da Universidade do Minho, que consiste em trabalhar sistematicamente todas as comunidades históricas do país, do qual Caminha fará parte integrante.

Para Miguel Alves, este projeto é importante porque recua atrás quatro séculos, à procura daquilo que são as raízes das famílias do concelho de Caminha.

Realça-se que Caminha é o terceiro município a aderir a este projeto. “Este trabalho começou em Fafe e em Torres Vedras e agora em Caminha”, sublinhou Maria Norberta Amorim. O presidente da Câmara considera importante o município aderir a um trabalho de âmbito nacional, ou seja, “maior que o seu território, porque sabemos que quantos mais municípios aderirem a um projeto desta valia científica, mas também valia popular, saberemos que este estudo será mais completo e poderemos ir mais longe”. Miguel Alves garante que o município está empenhado no desenvolvimento desta iniciativa e vai propor a adesão aos restantes municípios do distrito, “porque assim enriqueceremos o nosso trabalho”.

O QUE TÊM EM COMUM VIANA DO CASTELO E VIANA DO ALENTEJO?

A semelhança das desígnações toponímicas de Viana do Castelo e Viana do Alentejo sugere que existirá algo de comum entre estas duas localidades portuguesas, quanto mais não seja a razão de ser da sua própria denominação. O mesmo se deve verificar em relação a Viana da Grade, S. Pedro de Viana, Santa Cruz de Viana e Viana do Bolo, na Galiza.

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O brasão de Viana do Alentejo exibe elementos heráldicos que fazem parte das armas dos Marqueses de Viana

Existe uma certa controvérsia relativamente à origem etimológica do topónimo Viana, havendo quem assegure a sua origem do antigo idioma ibérico com o significado de “monte” ou quem avente outras hipóteses, cada qual a menos credível, desde a alusão à próximidade de vias romanas à sua relação com a provável existência de villae romanas. Em todos os casos conhecidos, a palavra integra topónimos compostos como sucede com Viana do Castelo, outrora designada por Viana da Foz do Lima, e Viana do Alentejo, antes Viana a par de Alvito.

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Armas dos Condes de Viana do Alentejo e dos Condes de Viana da Foz do Lima

Para além da afinidade toponímica, a Viana do Castelo e Viana do Alentejo une-as uma família nobre que atravessa quase toda a nossa existência histórica desde os começos da nacionalidade – a dos condes e marqueses de Viana!

Quanto aos Condes de Viana, trata-se, na realidade, de dois títulos nobiliárquicos diferentes. Em 1 de junho de 1371, o rei D. Fernando atribui a D. Álvaro Pires de Casto o título de Conde de Viana da Foz do Lima. Era irmão de Inês de Castro e foi ainda Conde de Arraiolos e Condestável de Portugal. Tendo por morte de D. Álvaro vagado o condado e este regressado à Coroa, o rei D. Duarte outorgou-o em 6 de julho de 1446 a D. Duarte de Meneses que também foi 3º Conde de Viana do Alentejo, tendo-lhe sucedido o filho, D. Henrique de Meneses que foi 4º Conde de Viana do Alentejo.

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Armas dos Marqueses de Viana

Por seu turno, o título de Conde de Viana do Alentejo foi, pelo mesmo rei, em 19 de março de 1373, atribuído a D. João Afonso Telo de Meneses, primo da rainha D. Leonor Teles de Meneses, tendo-lhe sucedido sucessivamente D. Pedro de Meneses e D. Duarte de Meneses e D. Henrique de Meneses a quem já antes nos referimos.

Nos século XVII e XIX vieram a ser criados dois títulos nobiliárquicos novos, o de Conde de Viana e o de Marquês de Viana, sem alusão a qualquer localidade em concreto.

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D. João Manoel de Menezes, 1º marquês de Viana

O título de Conde de Viana foi criado por D. Pedro II em 8 de fevereiro de 1692, tendo sido atribuído a D. José de Menezes, neto do 2º Conde de Cantanhede, o qual faleceu sem deixar geração. Sucedeu-lhe no título D. João Manuel de Menezes, o qual também veio a receber o título de Marquês de Viana, criado em 3 de julho de 1821 por D. João VI. A partir de então, ambos os títulos permaneceram sempre na mesma família.

Pertenceu aos marqueses de Viana o magnífico edifício situado no Largo do Rato, em Lisboa, onde atualmente se encontra instalada a Sede Nacional do Partido Socialista. Trata-se do Palácio do Marquês da Praia, construído onde outrora existiu a famosa Fábrica de Loiça do Rato e assim designado por ter pertencido a esta família até à década de setenta do século passado.

No Museu de S. João de Alporão, em Santarém, guardam-se as relíquias de D. Duarte de Meneses, Conde de Viana.

Nos finais do século XIX, estava então em moda a realização de festas nos salões aristocráticos. No seu palácio, organizaram os marqueses de Viana grandiosas festas por onde desfilava a nata da nossa aristocracia, deslumbrando a sociedade da época, tendo em 1855 realizado um baile de máscaras que contou com a presença dos príncipes D. Pedro e D. Luís que, anos mais tarde, viriam a ser reis de Portugal.

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A imagem mostra o palácio que foi dos Marqueses de Viana, no Largo do Rato, em meados do século passado.

A propósito do fausto que então rodeou os marqueses de Ponte de Lima, conta-se o seguinte: “Por alturas de 1840, os saraus dos Marqueses de Viana prendiam as atenções de Lisboa inteira. Esbanjava-se dinheiro a rodos. Os salões estavam forrados com seda natural, amarela, os móveis, com incrustações de tartaruga, suportavam os mais preciosos objectos, de entre os quais se destacavam trinta jóias em ouro lavrado que tinham pertencido a D. Mariana de Áustria.

O lustre tinha 140 velas.

A sala de jantar, dividida por colunas, era forrada a mármore. A baixela da casa fora oferecida pela imperatriz Catarina da Rússia.

Meia dúzia de anos decorreram, entre festas, concertos e saraus. Dizia-se que a despensa do palácio nunca se esgotava.

Certo dia, um grupo de fidalgotes decidiu ver se o que se dizia era verdade.

Começaram a fazer exigências sucessivas. Quando a comida chegava, lançavam-na pelas janelas. Cá fora, no largo, criadas, plebe e boleeiros lançavam-se sobre as iguarias. Ali estavam os cocheiros que faziam história em Lisboa – o “Timpanas”, o “Mulato”, o “Caldeirão”, o “Preto”, o “Malaquias”.

A despensa jamais se esgotou.

Esgotou-se, isso sim, a fortuna dos Vianas. Ela, acabou os seus dias como vendedora ambulante, no Mercado de Pedrouços.

É a vida.” *

* “Santa Isabel. Ao correr da pena…”. Lisboa. Outubro de 1985.

DR. ALVES DOS SANTOS FOI UM DOS MAIORES VULTOS LIMIANOS

O Dr. Augusto Joaquim Alves dos Santos foi uma das figuras mais ilustres do Concelho de Ponte de Lima. Nascido na Freguesia da Cabração em 14 de outubro de 1866, foi pedagogo, escritor e político. Exerceu as funções de Presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Diretor da Biblioteca da Universidade de Coimbra, Ministro do Trabalho, por três vezes eleito deputado pelo círculo de Coimbra entre 1910 e 1921, presidiu à Câmara dos Deputados e foi Chefe do Gabinete do Presidente do Governo provisório.

Foi um eminente teólogo, tendo frequentado o curso de Teologia do Seminário de Braga e recebido ordens sacras. Lecionou Grego e Hebraico no Liceu de Coimbra, Pedagogia, Psicologia e Psicologia Infantil, nomeadamente na Escola Normal Superior daquela cidade e, entre inúmeras cadeiras, Pedagogia, Psicologia e Lógica, História da Filosofia e Psicologia Experimental na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Em 1904 tornou-se Comendador da Ordem de Santiago.

Alves dos Santos foi o introdutor do estudo da psicologia em Portugal. De resto, a Universidade de Coimbra conserva o Laboratório com o seu próprio nome.

O Dr. Alves dos Santos faleceu em Coimbra em 17 de janeiro de 1924 e foi sepultado no cemitério da Conchada, naquela cidade. Na ocasião, a Câmara dos Deputados observou um minuto de silêncio e a comunicação social dedicou bastantes linhas ao nefasto acontecimento. Não deixou descendentes diretos. Na Cabração, a família “Santos” a que pertencia prolongou-se com o apelido “Gomes” e a casa onde Alves dos Santos nasceu permanece, altaneira, no caminho que segue para o lugar de Além.

Junto se reproduz e transcreve o seu assento paroquial de batismo.

Transcrição:

“Aos vinte e hum dias do mês de outubro do anno de mil e oito centos sasenta e seis n’esta parochial Igreja de Sancta Maria da Cabração, concelho de Ponte do Lima Diocese de Braga Primaz Baptizei Solenemente hum indevido do sexo masculino a quem dei o nome de Augusto Joaquim Santos que nasceo nesta freguesia no dia quatorze de outubro pelas quatro horas da manha do dito mês e anno folho legitimo de Manoel Joaquim Rodrigues dos Santos e Anna Maria Alves Soares natural da freguesia de Sam João da Rebeira e ele natural desta freguesia recebidos (…) de Ponte de Lima mas parochianos Proprietarios e moradores no Lugar da Igreja desta freguesia. Nepto Paterno de Antonio Jose Rodrigues dos Santos já defunto e Anna Joaquina Dantas proprietários e moradores no Lugar de Igreja que he desta freguesia e ella hoje residente na freguesia da Labruje deste concelho Materno de Antonio Jose Alves, Soares digo de Antonio Jose Alves e Mariana Luisa Soares da freguesia de Sam João da Ribeira Lugar de Crasto proprietários e forão Padrinhos o Reverendo Manoel Joaquim Soares thio do Baptizado e Maria Rosa Alves, solteira thia do Baptizado ambos da freguesia de Sam João da Rebeira Lugar de Crasto os quais todos sei serem os próprios. E para constar labrei em duplicado o prezente assento que depois de lido e conferido perante os Padrinhos comigo assinarão Era est supra.

os Padrinhos Manoel Joaquim Soares

                      Maria Rosa Alves

O Parocho     Antonio Raymundo da Cunha Ferreira”

(Arquivo Distrital de Viana do Castelo. Fundo Paroquial de Ponte de Lima – Cabração. Livro de baptismos. Datas extremas: 1855 – 1890. Fls. 33 Cota 3.13.1.32)

DOMINGOS RODRIGUES LIMA: UM LIMIANO NO CEARÁ

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“Lima é um rio de Portugal que tem nascente espanhola na Lagoa de Antela, formada pelas vertentes da serra de San Mamede, na Galiza (…). Foi neste formoso rio que deu nome à ilustre família RODRIGUES LIMA, que povoou a ribeira do Acaraú, no norte do Estado do Ceará. É mais um caso de topónimo português que se tornou sobrenome familiar no Vale do Acaraú, tai como Fonteles, Linhares, Braga, Viana, Prado e tantos outros (…). O tronco desta família, entre nós, foi o capitão DOMINGOS RODRIGUES LIMA, natural da freguezia de Cabração, concelho de Ponte de Lima, cujos pais chamavam-se JOSÉ VAZ e JUSTA AFONSO. Ao chegar ao Brasil, DOMINGOS RODRIGUES acrescentou ao próprio nome o sobrenome LIMA em homenagem à terra do berço (…) DOMINGOS RODRIGUES LIMA nasceu em CABRAÇÂO a 7 de Junho de 1722 e foi batizado em casa, em perigo de vida, a 29 do mesmo mês e ano, tendo sido levado, posteriormente a Matriz (…) DOMINGOS RODRIGUES LIMA veio para o Brasil antes de atingir a maioridade, pelo que deve ter viajado sob a guarda de um tutor, desembarcando no Recife, em cujo comércio se estabeleceu (…) O primeiro documento que atesta sua presença ali é o inventário de ISABEL RODRIGUES DE OLIVEIRA, mulher do capitão-mór DOMINGOS DE FARIAS CASTRO, falecida na Capital da Paraíba a 23 de Outubro de 1739 (…) No comércio de Recife, durante dez anos, DOMINGOS conseguiu amealhar bom património e grande número de amigo, ficando também conhecido nas praças da Bahia e Ceará pela lisura nos negócios que mantinha. Isto foi o suficiente para lhe dar prestígio e obter a patente de capitão (…) Em 1747, DOMINGOS resolveu viajar para Fortaleza, com o fim de expandir ainda mais suas atividades comerciais (…) Depois de Fortaleza, o capitão DOMINGOS partiu para a Ribeira do Acaraú, em Sobral-Ce, onde foi acolhido pelo patrício e também português DOMINGOS DA CUNHA LINHARES em sua fazenda São José, hoje vila de Patriarca, a margem esquerda do rio Acaraú (…) em 16 de Setembro de 1762, o capitão DOMINGOS RODRIGUES LIMA casou com a Sra. MARIA DA SOLEDADE ARAÚJO, filha legítima do Capitão DOMINGOS DA CUNHA LINHARES, natural do arcebispado de Braga, Santa Marinha e Linhares de sua mulher Dionisia Alves Linhares, natural do RIO GRANDE DO NORTE, freguesia de N. Srª da Apresentação, nepta paterna de JACINTO GONÇALVES natural do Reyno de Castella e de suaa mulher SUZANA DE ARAÚJO natural de Braga, freguesia de Santa Marinha de Linhares, ambos já defuntos, e pela parte materna de DIONISIO ALVES LINHARES, natural do Arcebispado de Braga, freguesia de Coçourado, e de sua mulher RUFINA GOMES DE SÁ, natural do RIO GRANDE DO NORTE, freguesia de Nª Srª Apresentação…

in Raízes Portuguesas do Vale do Acaraú - Padre F. Sadoc de Araújo

Sobral - Ce ano 1991

Gráfica Editorial Cearence Ltda

Fortaleza – 1991

GASPAR MOREIRA: UM ARCUENSE EM OURÉM (III)

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Gaspar Moreira, o herói da Lenda de Rio de Couros, era 4º neto de Gonçalo Pires Juzarte (Bandeira). Narra a História que, durante a Batalha de Toro, Gonçalo Pires Juzarte e outros portugueses, ao avistarem na escuridão da noite um grupo de cavaleiros castelhanos que, capitaneados por Pedro Velasco e Pedro Cabeza de Vaca, levavam o pendão de D. Afonso V como troféu de batalha, acometeram contra eles logrando recuperar a bandeira. Uma vez na sua posse, Gonçalo Pires levou o estandarte ao príncipe D. João que ainda se encontrava no campo de batalha com a sua ala.

A bandeira em questão tratava-se da que os castelhanos haviam arrancado ao nosso porta-estandarte, o alferes D. Duarte de Almeida que haveria de ficar conhecido pelo “decepado” em virtude de a ter segurado com os dentes após lhe terem decepado os braços.

Como é sabido, o Príncipe veio a suceder a seu pai, o rei D. Afonso V, passando a reinar com o nome de D. João II. Então, como recompensa pelo feito de bravura, atribuiu a Gonçalo Pires Juzarte a tença de cinco mil reais e, tal como nos descreve o cronista Damião de Góis na sua “Crónica do Príncipe D. João”, foi ainda “satisfeito de armas de brasão, misturadas com fidalguia, que lhe o mesmo rei D. João concedeu, com alcunha e sobrenome de Bandeira”. Com efeito, o rei D. João II ordenou que Gonçalo Pires Juzarte e os seus descendentes passassem a usar o apelido de Bandeira e concedeu-lhe armas novas, datadas de 1483, as quais são as seguintes:

De vermelho, bandeira quadrada de ouro, hasteada do mesmo, perfilada de prata e carregada de um leão azul, armado e linguado de vermelho”. O timbre é constituído pelos móveis do escudo.

Gonçalo Pires Juzarte era natural de S. Martinho de Mouros que fica no concelho de Resende e tornou-se escudeiro honrado da casa do rei D. João II.

Fonte: http://auren.blogs.sapo.pt/