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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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MELGAÇO APRESENTA LIVRO ‘ALTO-MINHO E GALIZA – ESTUDOS HISTÓRICOS’

Dia 28 de outubro | 15h00 | Salão Nobre da Câmara Municipal

Autoria do Professor José Marques

O Salão Nobre da Câmara Municipal de Melgaço recebe, no dia 28 de outubro, pelas 15h00, a apresentação do livro ‘Alto-Minho e Galiza – Estudos Históricos’, da autoria do Professor José Marques. A iniciativa é aberta ao público em geral, e acontece no âmbito da realização do 2º Conversas na Raia, numa organização da Casa Museu de Monção, Unidade Cultural da Universidade do Minho, e do Município de Melgaço, em conjunto com o Consello da Cultura Galega.

Títulos honoríficos (9)

A obra é uma edição do Município de Melgaço e da Casa-Museu de Monção, com textos que, ao longo do tempo, o professor José Marques escreveu, numa coordenação de Viriato Capela, presidente da Casa-Museu de Monção.

O Prof. José Marques é um dos mais ilustres investigadores da História e Cultura do Alto Minho. Ao longo da sua vida foi colaborando com iniciativas dos diversos municípios alto minhotos, quer através das bibliotecas, quer dos arquivos municipais. A mais recente homenagem ao professor jubilado da Universidade do Porto, também eclesiástico e membro do corpo capitular – ocorreu, em finais de abril, na Universidade do Minho, altura em que recebeu das mãos do ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, a medalha de mérito cultural. Em agosto, o município de Melgaço honrou-o com o título de Cidadão de Honra.

PROGRAMA

15h00 - Sessão de abertura:

Manoel Batista Calçada Pombal - Presidente da Câmara Municipal de Melgaço

José Viriato Capela - Presidente da Casa Museu de Monção

Ramon Villares - Presidente do Consello da Cultura Galega

16h00 - Padre Carlos Vaz – Apresentação do Prof. Doutor José Marques

16h30 - Apresentação do Livro ‘Alto-Minho e Galiza. Estudos Históricos’ pelo Prof. Fernando López Alsina – Universidade de Santiago de Compostela

17h00 – Apresentação do Projeto Gallaecia Monumenta Historica pela Profª Rosario Alvarez – Vice Presidente do Consello da Cultura Galega.

17h30 - Momento musical por Rodrigo Romaní (harpista)

18h00 – Encerramento com Alvarinho de Honra

Sobre o autor

José Marques tem 80 anos, nasceu na freguesia de Roussas, em Melgaço, e foi deixando a sua marca um pouco por todo o país. Em 1994 foi agraciado com a Medalha de Mérito – Grau Ouro da Câmara Municipal de Braga; em 2003 recebeu a Medalha de Ouro da Faculdade de Letras da Universidade do Porto; e em 2004, a Medalha de Mérito – Grau de Ouro da Câmara Municipal do Porto.

Recentemente, o Governo português também o homenageou, com a Medalha de Mérito Cultural, na Universidade do Minho, sob proposta da Casa-Museu de Monção. Distinto estudioso e leitor (paleógrafo) de documentos antigos, com grande valia erudita e crítica, José Marques, além de distinto investigador, foi um notável professor universitário, coordenador, nomeadamente, de pós-licenciaturas e doutoramentos.

Na edição deste ano do Melgaço em Festa, o município que o viu nascer, honrou o professor com o título de Cidadão de Honra.

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CASA MUSEU DE MONÇÃO LANÇA EM MELGAÇO OBRA "ALTO-MINHO E GALIZA" DA AUTORIA DO PROF. DOUTOR JOSÉ MARQUES

Lançamento em Melgaço da obra do Prof. José Marques Alto-Minho e Galiza. Estudos Históricos

No âmbito da realização do 2º Conversas na Raia, a Casa Museu de Monção, Unidade Cultural da Universidade do Minho e o Município de Melgaço, em iniciativa conjunta com o Consello da Cultura Galega, vão proceder ao lançamento da obra do Prof. José Marques intitulada Alto-Minho e Galiza. Estudos Históricos, no dia 28 de Outubro (sábado), pelas 15h00 no Salão Nobre da Câmara Municipal de Melgaço

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O Prof. José Marques, dispensa apresentações, é um dos mais ilustres investigadores da História e Cultura do Alto Minho. Ao longo da sua vida foi colaborando intensamente com as iniciativas dos diversos municípios alto minhotos, quer através das bibliotecas, quer dos arquivos municipais em imensas iniciativas.

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Prof. Doutor José Marque foi homenageado pelo governo (Foto: Avelino Lima / Diário do Minho)

 

MAIOR MEDIEVALISTA DO NORTE DE PORTUGAL E GALIZA

“É o fundador da moderna historiografia portuguesa medieval” – Viriato Capela, professor e diretor da Casa-Museu da Universidade do Minho (UM) em Monção, é perentório na qualificação da obra de José Marques, nascido, há oito décadas, em Melgaço.

A mais recente homenagem a este alto-minhoto – homem da cultura, historiador, professor jubilado da Universidade do Porto, também eclesiástico e membro do corpo capitular – ocorreu, em finais de abril, na Universidade do Minho. Na oportunidade, recebeu, das mãos do ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL.

José Marques teve um papel destacado no estudo e na valorização dos fundos do Arquivo Distrital de Braga, unidade cultural da UM, criado a 11 de agosto de 1917, que completa, este, 100 anos de existência. Agora, no mesmo dia da inauguração das novas instalações, foi homenageado este professor, figura da cultura e historiografia portuguesa.

Na conferência/homenagem, sob o mote “Entre a História e os Arquivos”, além da intervenção do ministro da Cultura, registou-se a participação da secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Fernanda Rollo; do reitor da UM, António M. Cunha; da presidente da Academia Portuguesa de História, Manuela Mendonça; da diretora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Fernanda Ribeiro; e do presidente do Instituto de História e Arte Cristã, José Paulo Abreu.

Foi também lançado o livro ‘Alto Minho e Galiza – Estudos Históricos’, uma edição do Município de Melgaço e da Casa-Museu de Monção, com textos que, ao longo do tempo, José Marque escreveu acerca desta temática, numa coordenação de Viriato Capela. Uma oportunidade, também, para a homenagem da comunidade de investigação luso-galaica.

A propósito, José Marques confidenciou, a qurem lá esteve, que não estava a contar com esta homenagem. “Agradou-me, por tudo o que disseram a meu respeito, a atitude do senhor ministro também me surpreendeu e agradou profundamente, sobretudo, que servisse de exemplo e estímulo para os mais novos” – referiu.

Foi, também, um momento de reflexão no passado e futuro. José Marques deixou mesmo um conselho às novas gerações. “O que eu digo às pessoas mais novas é, sobretudo, que aproveitem todas as oportunidades oferecidas pelos serviços, pelas escolas e pelas universidades… e que não se desleixem. O trabalho é importante. Costuma dizer-se que o trabalho vence tudo. Não podemos desanimar e, sobretudo, estar à espera que as coisas caiam feitas” – avisou.

Já o ministro da Cultura, que presidiu à sessão, considerou o galardão de Mérito Cultural que o Governo lhe atribuiu se fundamenta “no trabalho relevante“ que José Marques tem efetuado “pela cultura do país”, traduzindo o “reconhecimento do “mérito elevado” da sua extensa obra.

A esta homenagem do Ministério da Cultura associaram-se a Universidade do Minho, Secretaria de Estado da Ciência e Ensino Superior, Câmara Municipal de Braga, Arquidiocese de Braga, Academia Portuguesa de História e Conselho de Cultura Galega.

EDIL DE MELGAÇO DESTACA OBRA

Manoel Batista, o presidente do Município de Melgaço, a terra natal de José Marques, destaca, também, a figura deste historiador. Depois de, em 2016, ter editado O CARTULÁRIO DO MOSTEIRO DE FIÃES (envolvendo, também, a Junta de Freguesia), a Câmara Municipal veio agora, numa parceria com a Casa-Museu da UM, em Monção, fazer o mesmo com o livro ‘ALTO MINHO E GALIZA – ESTUDOS HISTÓRICOS’.

O autarca sublinha, ainda, que o lançamento da obra ocorrerá também em Melgaço, em local ainda por designar, a 27 ou 28 de outubro, com a presença de diversos elementos do mundo académico nacional, assim como do Conselho de Cultura Galega.

Na oportunidade, Manoel Batista realça a importância dos textos sobre o Alto Minho e Galiza que a obra contém, notando o enfoque  – natural, dadas as origens de José Marques – no concelho de Melgaço.

Já instado sobre uma eventual atribuição de um título honorífico pela autarquia melgacense, admitiu que, eventualmente, possa ser avaliada, embora ressalvando que, tanto quanto sabe, a melhor homenagem que José Marques deseja é ver a autarquia a editar obras como a que agora acaba de vir a público.

DEIXA MARCA EM TODO O PAÍS

José Marques tem 80 anos, nasceu na freguesia de Roussas, em Melgaço, e foi deixando a sua marca um pouco por todo o país.Em 1994 foi agraciado com a Medalha de Mérito – Grau Ouro da Câmara Municipal de Braga; em 2003 recebeu a Medalha de Ouro da Faculdade de Letras da Universidade do Porto; e, em 2004, a Medalha de Mérito – Grau de Ouro da Câmara Municipal do Porto.

Desta vez, foi tempo do Governo português homenagear José Marques com a Medalha de Mérito Cultural, na Universidade do Minho, sob proposta da Casa-Museu de Monção. Distinto estudioso e leitor (paleógrafo) de documentos antigos, com grande valia erudita e critica, José Marques, além de distinto investigador, foi um notável professor universitário, coordenador, nomeadamente, de pós-licenciaturas e doutoramentos, conforme observou, à VALE MAIS, Viriato Capela.

Além de Melgaço, o coordenador da obra ‘ALTO MINHO E GALIZA – ESTUDOS HISTÓRICOS’, sublinha que esta será também apresentada, em outubro próximo, em Monção (na Casa-Museu), onde, aliás, já pode ser adquirida.

Fonte: http://valemais.pt/

Convite programa 28 outubro Melgaço

ABERTA HOJE A 5ª CONVOCATÓRIA DO PROGRAMA IACOBUS

Candidaturas Online na Plataforma IACOBUS. As candidaturas poderão ser apresentadas desde o dia 23de outubroaté ao 19 de novembro de 2017. Com um financiamento de 150 mil euros, o IACOBUS irá apoiar projetos de intercâmbio a realizar entre 1 de fevereiroe 30 de junho de 2018.

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O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galiza-Norte de Portugal (GNP, AECT) abre a 5ª convocatória do programa IACOBUS, sendo as candidaturas submetidas via uma plataforma electrónica que o GNP, AECT disponibiliza para este efeito.

O Programa IACOBUS é um programa de cooperação cultural, científica e pedagógica que surge com o objetivo de dar mais um passo mais na configuração de um autêntico espaço de integração inter-regional entre as Universidades e outras instituições de Ensino Superior da Euroregião Galicia-Norte de Portugal. O IACOBUS é uma ação promovida pela Comunidade de Trabalho Galicia-Norte de Portugal, baseada nas prioridades definidas no PIC - Plano de Investimentos Conjuntos da Euroregião e nas estratégias estabelecidas pela RIS3-T, contando com o apoio da União Europeia, tendo financiamento do Programa INTERREG V-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020.

IACOBUS tem como objetivo principal fomentar a cooperação e o intercâmbio entre os recursos humanos das instituições de Ensino Superior da Euroregião Galicia-Norte de Portugal, visando o desenvolvimento conjunto de atividades formativas, de investigação e de divulgação, através de um sistema de intercâmbio transfronteiriço de professores, investigadores e pessoal administrativo e de serviços, entre as instituições de Ensino Superior da Euroregião Galicia-Norte de Portugal que assinaram o “Protocolo de Cooperação Cultural, Científica e Pedagógica entre as Universidades e as Instituições de Ensino Superior da Euroregião Galicia-Norte de Portugal” em Vigo, no dia 11 de abril de 2014.

Fazem parte do Programa IACOBUS as Universidades da Corunha, Santiago de Compostela, Vigo, Porto, Minho, Trás-os-Montes e Alto Douro e a Católica Portuguesa, para além dos Institutos Politécnicos do Porto, Bragança, Viana do Castelo e Cávado.

Os participantes devem ter contrato/vínculo de investigação em vigor durante o período de realização do intercâmbio, assim como estar em condições de poder trabalhar no país para o qual solicita a estadia.

A elaboração e apresentação das candidaturas efetuar-se-ão unicamente através da plataforma que o Programa IACOBUS dispõe na sua página Web (iacobus.gnpaect.eu), desde o dia 23 de outubroaté ao dia 19 de novembro de 2017. As candidaturas e a documentação exigida pela plataforma Web, só poderão ser apresentadas unicamente em idioma galego, castelhano ou português.

As candidaturas serão apreciadas por uma Comissão de Avaliação da qual fazem parte 1 Presidente: designado pela direção do GNP, AECT e 3 Vogais: Um representante designado pelo Director-Geral de Relações Exteriores da Xunta de Galicia; Um representante designado pelo Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte de Portugal (CCDR-N) e um representante designado pela Fundação Centro de Estudos Euroregionais (FCEER), em representação da rede de Universidades da Euroregião. O Secretariado ficará a cargo do GNP, AECT.

As quatro convocatórias realizadas nos anos lectivos de 2014-2017 tiveram uma grande adesao a nível de candidaturas e de projetos aprovados. Na 1ª, com 190 candidaturas, foram aprovados 118 projetos, na 2ª apresentaram-se a concurso 223 candidaturas, tendo sido selecionados 119 projetos, na 3ª selecionaram-se 130 candidaturas num total de 203 apresentadas. Na 4º convocatória o GNP, AECT rececionou 311 candidaturas, superando as expectativas e aprovou 127 projetos.

Este programa financia os intercâmbios (de 1 ou 2 semanas para Professores, 1 semana para os PAS e de 1 a 3 meses para Investigadores). Estes intercâmbios serão realizados de 1 de fevereiroa 30 de junho de 2018.

Todas as informações e as bases da 5ª Convocatória do Programa IACOBUS já estão disponíveis na Web do IACOBUS iacobus.gnpaect.eu, sendo que ficaremos a conhecer os projetos selecionados no final do ano de 2017 e que os projetos se realização no 1º semestre do ano de 2018.

PONTE PEDONAL VAI LIGAR CERVEIRA À GALIZA

Prorrogado prazo para apresentação de propostas para a travessia pedonal Cerveira-Tomiño

Acaba de ser publicado no Boletim Oficial da Província de Pontevedra uma alteração às bases do Concurso de Ideias para a futura ponte pedonal/ciclável transfronteiriça entre Cerveira e Tomiño. Com o intuito depermitir a participação de um maior número de profissionais, o prazo para apresentação de propostas foi alargado até meados de dezembro.

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A alteração em causacentrou-se em dar resposta às solicitações dos concorrentes interessados, sobretudo ao nível de timings, mas também foram suprimidas algumasexigências, nomeadamente o ter realizado procedimentos construtivos para a execução de pontes e travessias, nos últimos 15 anos, além depermitiralargar o concurso aos autores de outro tipo de construções singulares.

De uma forma geral, as bases do concurso mantêm a versão original das propostas para a travessia, tendo em conta a adequação funcional da nova estrutura com a necessária integração nas redes viárias e espaços públicos das duas margens do rio Minho, as condições de accesibilidade, a minimização do impacto à navegabilidade do rio, a integração ambiental paisagística, a compatibilidade com o espaço natural de ribeira e com o património histórico envolvente, a valorização dos parques Castelinho e Espaço Fortaleza, assim como a viabilidade técnica, construtiva e económica da solução proposta, a qualidade formal e a qualidade da documentação apresentada.

O concurso de ideias, tal como estava previsto, vai desenvolver-seemtrês fases. Neste momento, abre-seum novo prazo de apresentaçãode propostas de 60 dias, para a seleçãodas trêsmelhores propostas de estudo técnico. A melhor proposta será eleita por um jurado internacional, com representatividade de escolas técnicas, colégios oficiais e administrações comcompetências e interesses na ponte de ambos lados do rio.

A elaboração do projeto da futura ponte pedonal e ciclável sobre o rio Minho enquadra-senuma das atividades do projeto VISIT_RIO_MINHO apresentado à primeira convocatória do Programa OperacionalEspaña-Portugal (POCTEP) 2014-2020 Interreg V-A, fruto deuma candidatura conjunta da Deputación de Pontevedra com a CIM Alto Minho, os concelhos do norte de Portugal, a Fundación CEER, o Centro Tecnológico do Mar e a Universidade de Vigo. Oprojeto obteve um cofinanciamento de 75% de fundos FEDER, para umorçamento total aprovado de dois milhões de euros.

GALIZA NA CPLP?

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), acaba de celebrar os 21 anos da sua criação com algumas decisões que, não implicando uma mudança essencial, podem gerar novas dinâmicas e expectativas.

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A última reunião do Conselho de Ministros, realizada o passado 20 de julho em Brasília, produziu duas novidades de interesse em relação aos “observadores associados”, países que não entram no grupo restrito dos membros de pleno direito, e os “observadores consultivos”, categoria reservada às entidades da sociedade civil.

No primeiro caso, o Conselho de Ministros adotou uma «Resolução sobre o reforço da cooperação com os observadores associados» que pretende dar um papel mais claro a estes países membros, até ao presente num papel limitado. Com esta decisão promove o acesso dos seus representantes aos expedientes internos, e a sua implicação nas políticas comuns, por meio da participação em reuniões do Comité de Concertação Permanente e o Conselho de Ministros, em fórmulas que ainda terão de ser estabelecidas. Desse modo os associados, como a Turquia, Senegal, Uruguai, Japão ou a Maurícia, adquirem maior margem de manobra em termos políticos e diplomáticos, o que acarreta simultaneamente o alargamento da CPLP em termos de capacidade de atuação em cenários que vão além do espaço de língua oficial portuguesa.

As discussões sobre o alargamento da CPLP e as dúvidas que suscita a entrada de novos países “não lusófonos”, são temas que têm vindo a ser comentados na comunicação social de Portugal com relativa frequência. O assunto vai muito além da questão da Guiné Equatorial e do seu processo de admissão, primeiro como país associado, depois como membro de pleno direito. Equaciona-se entre manter a organização estritamente no território de língua portuguesa, como oficial ou de herança, ou o estabelecimento de fórmulas de integração e colaboração de países que, sem ter uma relação direta com a nossa língua, mostram interesse em fazer parte do conjunto lusófono, por diversos motivos. Por outras palavras, a escolha situa-se entre manter a CPLP no atual espaço, ou promover um alargamento que a converta num ator com peso a larga escala.

Quanto aos observadores consultivos, a CPLP adotou uma resolução em que foi aceite a Academia Galega da Língua Portuguesa, com o patrocínio do Governo da República de Angola. A decisão fecha o périplo desta candidatura galega, apresentada em 2011, e vem reconhecer o papel da sociedade civil neste processo, dispondo agora de um interlocutor direto nesse organismo internacional.

É possível entrar na CPLP?

Isso não significa a entrada formal da Galiza na CPLP. Poderia ser admitida, em determinadas condições. Os galegos fomos consultados, através das Irmandades da Fala da Galiza e Portugal, em 1989, por iniciativa do Governo do Brasil, sobre o processo de criação do Instituto Internacional da Língua Portuguesa. E novamente em março de 1993, na ronda de consultas sobre a criação da CPLP, por iniciativa do Embaixador José Aparecido de Oliveira, como pode ser observado na documentação da Comissão Galega do Acordo Ortográfico, de que a Academia Galega da Língua Portuguesa é depositária.

Em segundo lugar, diversos governos galegos tiveram atuações em direção à CPLP. Isso aconteceu durante as presidências de Manuel Fraga e Emílio Pérez Touriño. Como sabemos, com resultados insatisfatórios. Em 1989, porque a redação inicial do projeto, concebido como comunidade de povos, se converteu em comunidade de estados, o que impossibilitou formalmente a admissão da Galiza. Contudo, os estatutos incluíram um parágrafo para a entrada como observadores associados de «entidades territoriais dotadas de órgãos de administração autónoma». Posteriormente, durante a presidência de Touriño, falhou a negociação com o Ministerio de Asuntos Exteriores da Espanha, provavelmente porque não fora preparada adequadamente.

Lei Paz-Andrade

A lição dessas experiências apontava para a necessidade de procurar um grande acordo político e social, reunindo apoios para retomar essa iniciativa. Isso implicava que os principais motores das políticas antilusófonas nas décadas de 1980 e 1990, instauradoras do modelo isolacionista para o galego, deveriam chegar, de alguma forma, a algum entendimento com o reintegracionismo. Isto aconteceu, parcialmente, com a Iniciativa Legislativa Popular Paz-Andrade, convertida em lei do Parlamento da Galiza em março de 2014.

A lei fornece um instrumento valioso para desenvolver as políticas tendentes a essa integração na Lusofonia. Porém, aos três anos da sua aprovação, há vários riscos que ameaçam gravemente o processo, como o facto de não ter-se criado uma só vaga para professores de português no ensino público, o que é um claro incumprimento dos acordos e produz frustração nos milhares de pessoas assinantes da ILP. Outro risco não menos importante é a inexistência de uma comissão oficial de trabalho sobre a aproximação da Lusofonia, como se sugeriu no Parecer sobre o Desenvolvimento da Lei Paz-Andrade, documento imprescindível que deveria servir como roteiro.

Contrariamente ao declarado por representantes do Governo, a política linguística é observada com atenção no Palácio dos Condes de Penafiel. Apresentar o galego como língua “intercompreensível”, mas “independente do português” coloca a Galiza, simbolicamente, da parte de fora. E quem se põe de fora dificilmente pode sentar-se à mesma mesa. Paralelamente, não pode pedir-se a entrada na CPLP e, ao mesmo tempo, manter a tradicional política de exclusão das pessoas e entidades da sociedade galega que publicam em português. Na ausência de movimentos do Governo e instituições involucradas, a participação direta da sociedade civil galega na CPLP só poderia deixar em evidência a deterioração das expectativas geradas com a própria Lei Paz-Andrade.

Ângelo Cristovão

Vice-Presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa e Correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.

Publicado no ‘Novas da Galiza’, Setembro 2017, p. 16-17

José Ângelo Cristóvão Angueira (Santiago de Compostela, 1965), licenciado em Psicologia pela Universidade de Santiago, especializou-se em Psicologia Social. Empresário. Vice-Presidente da Academia Galega da Língua Portuguesa e membro da sua Comissão de Relações Internacionais. Sócio Correspondente da Academia das Ciências de Lisboa; Sócio da AGAL desde 1983 e Sócio fundador da Associação Internacional dos Colóquios da Lusofonia.

Fonte: http://pgl.gal/galiza-na-cplp/

MUNICÍPIOS DE CAMINHA E A GUARDA PROMOVEM PERCURSO ‘ROTA DAS LAGOAS DE BERTIANDOS E SÃO PEDRO DE ARCOS’ NO DIA 7 DE OUTUBRO

Iniciativa conjunta dos municípios de Caminha e A Guarda no âmbito da candidatura do “Rio Minho a Paisagem Cultural da UNESCO

Rota das Lagoas de Bertiandos e São Pedro de Arcos’ é mais um dos percursos pedestres que os municípios de Caminha e A Guarda vão promover no âmbito das iniciativas conjuntas da candidatura do Estuário do Rio Minho a Paisagem Cultural da UNESCO. Este último percurso, “Andainas”, terá lugar dia 7 de outubro, pelas 07H30.

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Com esta iniciativa pretende-se dar a conhecer os territórios de ambas as margens do Rio Minho e promover a cooperação e o intercâmbio cultural entre os dois povos, isto é promover a riqueza histórica, cultural, paisagística, ambiental, económica, etnográfica e humana destes dois concelhos.

‘Rota das Lagoas de Bertiandos e São Pedro de Arcos’ é um percurso com uma distância de 20 Km. A saída de Caminha está prevista para as 07H30, junto ao Mercado Municipal. Os participantes vão descer a encosta da Serra d’Arga, desde o Cerquido até Bertiandos, atravessando locais inseridos em plena Rede Natura, Sítio de Importância Comunitária do rio Lima. Vão também percorrer a Área de Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e São Pedro de Arcos, atravessar o Rio Estorãos, e a ecovia das Lagoas, até Ponte de Lima.

Os Municípios de Caminha e A Guarda promoveram a iniciativa “Andainas”, que consistiu na promoção de vários percursos pedestres, realizados tanto em território português como espanhol, no âmbito das iniciativas conjuntas da candidatura do Estuário do Rio Minho a Paisagem Cultural da UNESCO.

O custo de participação será de 12 euros por pessoa, para cada um dos percursos. Os dois municípios assegurarão o apoio logístico e o transporte dos participantes até aos pontos de partida e no regresso das etapas. As inscrições são obrigatórias e deverão ser realizadas para o mail ambiente@cm-caminha.pt ou para os telefones 258 721 708 ou 914 476 461.

VIAGENS DE FERRYBOAT GRATUITAS ENTRE CAMINHA E A GUARDA NO DIA MUNDIAL DO TURISMO

Município vai assinalar a efeméride com várias iniciativas

Na próxima quarta-feira, as viagens de ferryboat entre Caminha e A Guarda são gratuitas. Trata-se de uma das iniciativas que o Município de Caminha vai promover para assinalar o Dia Mundial do Turismo. Para além das passagens de ferryboat, o concelho celebra a efeméride com o workshop ‘Saberes e saboresno Forno Comunitário de Riba de Âncora’, e vários espaços patrimoniais estarão abertos para visitas livres e gratuitas.

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O Dia Mundial do Turismo, este ano subordinado ao tema “Turismo Sustentável: um instrumento ao serviço do progresso”assinala-se na próxima quarta-feira. Em Caminha, pretende-se mostrar a pluralidade do concelho e divulgar os novos espaços museológicos.É de referir também que as travessiasgratuitas de ferryboat entre Caminha e A Guardasão possíveis graças ao bom entendimento da Câmara Municipal de Caminha e de A Guarda, que permitiram já a realização de outras iniciativas conjuntas, como percursos, como o que decorreu recentemente, com o tema: Fortalezas do Baixo Miño, no âmbito das iniciativas conjuntas da candidatura do Estuário do Rio Minho a Paisagem Cultural da UNESCO.

Para além das travessias entre Caminha e A Guarda de ferryboat gratuitas, nesse dia, os caminhenses e os turistas podem usufruir gratuitamente de uma panóplia de atividades.

Das 10H00 ás 13H00, vai decorrer o workshop ‘Saberes e sabores no Forno Comunitário de Riba de Âncora’, um novo espaço “museológico”, identitário do nosso património cultural, recentemente inaugurado. Aqui, os participantes vão conhecer o fabrico da tradicional broa de milho. Esta atividade conta com a colaboração da Junta de Freguesia de Riba de Âncora.

Outra das ofertas são monumentos ou outros espaços patrimoniais abertos ao público e de forma gratuita, como é o caso da Torre do Relógio em Caminha. Assim, os espaços patrimoniais abertos para visitas livres e gratuitas são: o Forte da Lagarteira, em Vila Praia de Âncora; a Igreja da Misericórdia de Caminha; a Igreja Matriz de Caminha; a Torre do Relógio, em Caminha; o Centro de Interpretação Museológico do Vale do Âncora; Núcleo Museológico da Memória, Artes e Ofícios de Riba de Âncora e ainda os Moinhos D’Apardal.

Caminha é um concelho atrativo, oferece durante todo o ano muitas alternativas desde o turismo gastronómico, cultural, ativo, balnear, até ao património natural e paisagístico.

NACIONALISTAS GALEGOS QUEREM GALIZA INDEPENDENTE E REPUBLICANA

O BNG chama a aproveitar o momento para que unha Galicia republicana "emerxa como nación"

A formación nacionalista presentou esta tarde un documento con ata 31 propostas para superar a Constitución e o Estatuto de Autonomía. Foi en Santiago nun acto ao que asistiron máis de medio milleiro de persoas.

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A voceira nacional, Ana Pontón, convidou a "artellar unha vía galega" para rachar coa dependencia do estado. Asegurou que "o peor que nos pode pasar é que outros avacen e nos quedemos atrás".O BNG propón establecer a idade de voto aos 16 anos e a posibilidade de realizar referendos, se o pide o tres por cento da poboación.

ESCRITOR GALEGO MANUEL MIRAGAIA APRESENTA EM LISBOA O LIVRO DE POEMAS “GALEGUIA”

A apresentação ao público do livro “Galeguia”, da autoria de Manuel Miragaia, tem lugar em Lisboa, no próximo dia 6 de Outubro, pelas 18 horas, no CHIADO Café Literário, situado na Galeria Comercial Tivoli Fórum, na avenida da Liberdade.

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GALEGUIA, um livro poético para conhecer e sentir as relações históricas entre a Galiza e Portugal, as origens da Galiza e de Portugal e o essencial das ideias e da utopia do movimento cultural e político do Galeguismo.

A ilustração da capa é da autoria de Manel Crâneo, apresentando um galo de Barcelos como elemento figurativo simbólico de Portugal.

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Manuel Miragaia é licenciado em Filosofia pela Universidade de Santiago de Compostela e diplomado no Maxisterio por Ciencias Sociais. É especialista na Língua Galega e diplomado em galego pela Escola Oficial de Idiomas da Corunha. Trabalha actualmente como professor no IES Cruceiro Baleares, em Culleredo. Tem realizado diversos trabalhos de investigação e inovação educativa e realiza conferências e recitais de poesia.

O ESPÍRITO DE CASTELAO EM "GALEGUIA"

"Dentro de Portugal ficou a metade da nossa terra, do nosso espírito, da nossa língua, da nossa vida, do nosso ser nacional."

"A dominação da Galiza nunca será efetiva enquanto se fale um idioma diferente do castelhano."

"Chegam a dizer que o problema galego, o mesmo que o basco e o catalão, depende da solução que acorde a maioria dos espanhóis... Estávamos bem aviados!"

"Sendo galego não devo ser mais que galeguista."

Alfonso Daniel Manuel Rodríguez Castelao (Rianjo, 1886 – Buenos Aires, 1950) foi um dos grandes vultos galegos de todos os tempos. Artista, desenhador, escritor e político, de ideologia galeguista.
Estudou Medicina, mas não quis exercer como médico, para se dedicar à arte, nomeadamente ao desenho e à pintura. Fundou com outros destacados galeguistas as Irmandades da Fala e a Revista Nós. Duas vezes esteve como deputado nas Cortes da II República Espanhola e participou na criação do Partido Galeguista.

O golpe de estado franquista que deu origem à guerra civil colheu-o na cidade de Madrid. Na zona republicana esteve os três anos que durou. Depois exiliou-se no México, em Nova Iorque e, por último, em Buenos Aires. Formou parte do governo republicano no exílio. Foi também o primeiro presidente do governo galego no exílio, o denominado “Conselho da Galiza”.

O seu livro de ensaio “Sempre em Galiza” constitui a sua obra ideológica principal, considerada por muitos como a “Bíblia do Galeguismo”. A Castelao foi-lhe dedicado o segundo Dia das Letras Galegas, no ano 1964.

Licenciado en Filosofía pura pola Universidade de Santiago de Compostela e diplomado en Maxisterio por Ciencias Sociais, é especialista en lingua galega e diplomado en galego pola Escola Oficial de Idiomas da Coruña. Na actualidade, traballa como profesor no IES Cruceiro Baleares, en Culleredo. Realizou diversos traballos de investigación e innovación educativa, impartiu cursos e actuou en diversas ocasións como conferenciante e en recitais de poesía.

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GALEGOS SOLIDÁRIOS COM A CATALUNHA

Milhares de galegos descem à rua em várias cidades da Galiza para manifestar o seu apoio à realização do referendo na Catalunha e à causa independentista.

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A repressão que se anuncia sobre o povo catalão está a gerar uma onda de solidariedade por toda a Espanha, com maior incidência na Galiza e no País Basco.

Refira-se que o sucesso da Restauração da Independência de Portugal face ao domínio filipino em 1640 se deveu em grande medida ao levantamento fracassado na Catalunha, vulgarmente conhecido por “revolta dos segadores”.

Também em Portugal está prevista para hoje uma concentração em frente à embaixada de Espanha, em Lisboa, ao final da tarde.

Fotos: BNG

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NACIONALISMO GALEGO ESTÁ MAIS POBRE: FALECEU BAUTISTA ÁLVAREZ

Bautista Goyel Álvarez Domínguez (San Amaro1933-Beariz, septiembre de 2017) fue un político español, de ideología nacionalista gallega.

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Nació en la aldea de Loucia, en la parroquia de Las, en el municipio orensano de San Amaro, en el seno de una familia de labradores. Estudió en el seminario de Orense.

Fue miembro fundador de la Unión do Povo Galego (UPG) en 1964, siendo uno de los redactores de su programa y su presidente desde 1977. En 1965 se trasladó a Madrid a hacer el servicio militar, comenzando también estudios de Filosofía y Letras en la Universidad Complutense de Madrid. En la capital tomó contacto con la colonia gallega, compuesta fundamentalmente por estudiantes, y fue uno de los fundadores del grupo Brais Pinto. En 1969 fue detenido por primera vez, acusado de mantener ideas "separatistas marxistizantes". En 1973 volvió a Galicia, estableciéndose en Vigo, donde se dedicó al activismo clandestino, como miembro del consejo ejecutivo de la UPG. En esta época fue detenido varias veces. Tras la muerte de Franco, fue detenido de nuevo por participar en una manifestación pro amnistía, en diciembre de 1976 y juzgado por el Tribunal de Orden Público en 1977.

En el I Congreso de la UPG, celebrado en agosto de 1977, fue elegido presidente de la formación, un cargo para el que fue reelegido en todos los congresos sucesivos y que ocupa en la actualidad.

Participó en la fundación del Bloque Nacionalista Galego en 1982 y fue elegido diputado al Parlamento de Galicia en las elecciones autonómicas de 1981, por la circunscripción de La Coruña, en las candidaturas de la coalición entre el Bloque Nacional-Popular Galego, del que la UPG era la principal formación, y el Partido Socialista Galego. Sin embargo, fue expulsado del parlamento gallego con sus dos compañeros de candidatura por negarse a acatar la Constitución. Revalidó su acta de diputado autonómico en las elecciones de 1989199319972001 y 2005, siempre por la circunscripción de La Coruña.

Ha participado en varias conferencias de la Confederación de Organizaciones de Naciones sin Estado de Europa Ocidental(CONSEO) y ha recibido varias distinciones. En la legislatura 1997-2001 fue vicepresidente segundo del Parlamento de Galicia. En 2004 el BNG creó la Fundación Bautista Álvarez de Estudos Nacionalistas, de la que Bautista Álvarez fue nombrado presidente.

Falleció en septiembre de 2017 en una residencia de Beariz.1

Fonte: https://es.wikipedia.org/wiki/Bautista_%C3%81lvarez

FALECEU BAUTISTA ÁLVAREZ, FIGURA HISTÓRICA DO NACIONALISMO GALEGO

Aos 84 anos falece un dos líderes históricos do nacionalismo galego, figura central na historia política do país desde os anos 60.

Morreu en Beariz Bautista Álvarez, fundador da UPG e dirixente durante décadas do Bloque Nacionalista Galego. Sen el é imposíbel historiar o desenvolvimento do nacionalismo galego de post-guerra e a construción dun potente movimento socio-político primeiro durante a ditadura e logo con posterioridade no actual réxime político.

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Bautista Álvarez era natural da aldea de Loucía, no concello ourensán de San Amaro. Naceu en 1933 e era o menor de tres irmáns. Con dez anos ingresou no Seminario de Ourense onde estudaría Humanidades e Filosofía. Estudos que continuou a partir de 1965 na Facultade de Filosofía e Letras da Universidade Complutense en Madrid, onde marchara para facer o servizo militar. “Eu vivín inda dentro da Idade Media”, explicou no documental Bautista Álvarez: unha vida para unha nación, de Xoán Carlos Garrido e Cesar Caramés, onde tamén lembraba que “a escolla do Seminario obedecía a dúas razóns. Unha é que os curas eran os únicos estudados nas aldeas, e a outra era que o clero vivía moi ben daquela”.

En Madrid, onde fixo amizade con Ferrín e Fernández Ferreiro, foi un dos membros fundadores do colectivo Brais Pinto e promoveu o Seminario da Cultura Galega do Clube de Amigos da Unesco. Naquela época tamén sufriu a represión do réxime franquista e pasou pola cadea acusado de manter ideas “separatistas marxistizantes”. Estábase constituíndo a Unión do Pobo Galego (UPG), e o grupo madrileño era moi activo. Bautista Álvarez sostivo sempre que a primeira UPG non era claramente un partido, e foi acollendo xente como Luís Soto, quen editou o manifesto dos dez puntos en México, ou Celso Emilio Ferreiro entre outros. E non foi até despois dos acontecementos de Ferrol e Vigo do ano 72 que se converteu nun partido marxista leninista.

Bautista Álvarez participará na fundación da UPG da que chegou a ser primeiro presidente no congreso celebrado en agosto de 1977, cargo que abandonou a finais do 2008. El resumía a traxectoria da UPG en tres etapas: da fundación a 1975, inmersos nunha ditadura militar; da morte do ditador a 1982, os anos de consolidación da democracia burguesa e do cambio nas formas de loita; e de 1982 en adiante, coa consolidación desa democracia burguesa e a progresiva descentralización administrativa.

Na película de Garrido e Caramés, Bautista Álvarez recoñece nunha entrevista na sede do Parlamento galego que “algo se vai conseguindo, pero inda hai moito que avanzar” e móstrase irritado pola “demagoxia” de Fraga Iribarne, do que lembra como “odiou o idioma galego e mesmo secuestrou publicacións en galego”.  

Poucos anos despois, no 2010, nunha colaboración en Terra e Tempo, Álvarez advertía da descomposición do Estado español e reflexionaba: “No momento actual, cando a maioría das institucións están nas mans de partidos enlamados na buleira, é obriga darlle ao electorado un modelo que poida rescatalo da frustración colectiva. O recambio está en alternativas transformadoras -iso é, revolucionarias- que teñan na ética un dos piares fundamentais (non o único) dos principios ideolóxicos que as identifican”.

Clandestinidade

En 1973, Bautista Álvarez empezou a traballar nunha empresa do Porriño e xa fai parte do Comité Executivo da UPG na clandestinidade. A finais de 1976, despois da morte do ditador, foi detido por participar nunha manifestación pola amnistía en Vigo. Sería procesado polo TOP e pasou polos cuarteis da Garda Civil en Cangas, Verín e Pontevedra, tendo sufrido torturas. Entre 1975 e 1978 foi ademais presidente da Asociación Cultural de Vigo, e publicou un ensaio sobre Os vellos non deben namorarse, de Castelao, entre outras colaboracións de carácter literario (tamén en castelán, en revistas como Signo ou Cuadernos para el diálogo), ademais da súa produción sobre asuntos políticos e as numerosas conferencias sobre temas relacionados co país pronunciadas en cidades como Barcelona, Xenebra, Zurich, Basilea e Rotterdam.

En 1982 participou da creación do Bloque Nacionalista Galego, e foi membro da súa Comisión Permanente desde 1982 até o 2002. Representou ao BNG na London Dumping Convention, sobre prevención da contaminación mariña, nos anos oitenta, e na fundación da CONSEO, a Confederación de Organizacións de Nacións sen Estado de Europa Occidental, en decembro de 1985. Bautista Álvarez mantívose sempre atento ás posibilidades desa fronte común dos pobos de Europa e en alerta continua contra a unión económica e monetaria que se ía construíndo. A finais de 2010, nun dos seus artigos en Terra e Tempo, subliñaba esta condición do proxecto europeo: “desde o Tratado de Roma á cimeira de Maastricht o único idioma que se falou na Unión Europea foi o do diñeiro. Alimentada desde a infancia co biberón da economía de mercado, o que en principio se chamou Mercado Común rematou sendo un verdadeiro mercado  negro (…) Esta é a Europa que existe. A dos cartos. Non hai outra. A Europa ‘democrática’ que pondera o voto polo PIB.”

Deputado no Parlamento galego

Bautista Álvarez foi elixido deputado pola Coruña nas primeiras eleccións ao Parlamento galego en outubro de 1981. Pero sería expulsado do Parlamento, xunto a Lois Diéguez e Claudio López Garrido, seus compañeiros na coalición electoral Bloque (AN-PG/UPG)-PSG. Negáranse a prestar xuramento á Constitución española de 1978. Volvería resultar electo nas lexislatura IIIª (1990-93), IVª, Vª e VIª (2002-2005) pola circunscrición de Pontevedra.  E chegou a ocupar os cargos de vice-secretario e vice-presidente na Mesa do Parlamento na cuarta e na quinta lexislaturas.

En 2004, no 40 aniversario da constitución da UPG, o partido promove a creación da Fundación Bautista Álvarez de Estudos Nacionalistas, que pasou a presidir. En 2006 foi distinguido co premio Manuel María á dignidade nacional.  Bautista Álvarez continuou participando no debate político a través dos seus escritos e advertindo sobre os camiños que ía tomando a cuestión nacional galega no contexto actual. En decembro de 2014 sinalaba: “o galiñeiro español está alborotado. Por levante empezou a soprar con forza o vento independentista. Aínda que maino e civilizado en aparencia, semella máis perigoso ca o aquilón do norte”; un ano despois, a finais do 2015, recomendaba diante da encrucillada do nacionalismo galego: “está ben ser pioneiros no combate e na defensa de todas as liberacións. Ningunha delas debe ter prioridade sobre a liberación nacional do noso país”.

A Fundación Bautista Álvarez publicou parte da súa produción ensaística en tres tomos da Obra Escollida. En 2013, Bautista Álvarez publicou en Xerais o libro de relatos Retallos daquela infancia, e no 2015, na mesma editorial, a novela Cuarto minguante.

Bautista Álvarez morreu hoxe, aos 84 anos de idade, en Beariz, Ourense, non moi lonxe da aldea de Loucia. Quizá non gustaría de converter o data nun pranto por un patriota, quizá non convén chorar como deixou dito non hai moito falando de Manuel María: “Cando coñecín a noticia de que ía ser honrado co Día das Letras do próximo ano a punto estiven de verter as bágoas que me invadiron cando vin entrar o seu cadaleito no Panteón de Galegos Ilustres. Por unha sinxela razón. Por retrasar para despois de morto o agasallo que Galiza lle debía en vida. Inclusive iniciei o artigo co título provisorio de Pranto por un poeta. Pero despois veume á cabeza un verso de Pimentel, o seu precursor na lírica: Non convén chorar máis”.

Nun comunicado difundido esta tarde, a Unión do Pobo Galego informa que por expreso desexo da familia, Bautista Álvarez será velado, e enterrado mañá ás seis da tarde, na súa parroquia de San Cibrao de Las, Sabn Amaro (Ourense).

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ASSOCIAÇÃO MELGACENSE APOIA DOENTE ONCOLÓGICO

O Centro de Apoio ao Doente Oncológico vai marcar presença na 17ª edição da Termatalia, que apresentam como a "maior feira internacional de turismo termal", de 20 a 23 de Setembro em Ourense, na Galiza.

O CADO está a organizar, com saída de Melgaço, no dia 21 de Setembro,  uma visita a Termatalia com o preço de 2 euros. A visita inclui, além da visita a maior feira internacional de turismos termal, uma visita pela cidade de Ourense. 

"A diversidade e a qualidade das estâncias termais são magníficas. Fazer termalismo é bom para qualquer pessoa, mas para um doente oncológico este tratamento ajuda muito ao corpo e mente", afirma Catarina Malheiro, coordenadora do CADO.

Para todas as informações sobre esta visita deixamos abaixo algumas imagens relativas ao evento. Para se inscrever, basta fazer junto do CADO.

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ATLETAS PORTUGUESES E GALEGOS PEDALAM DE MONTALEGRE A ESPOSENDE

TransCávado BTT-GPS 2017: 400 atletas pedalam de Montalegre a Esposende no próximo fim-de-semana

Quatrocentos atletas, oriundos de todo o país e da vizinha Galiza, em Espanha, vão participar, no próximo fim-de-semana, dias 16 e 17 de setembro, na segunda edição do TransCávado BTT-GPS, promovido pela empresa municipal Esposende 2000, em parceria com os Municípios de Esposende, Barcelos, Amares, Braga, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho e Montalegre. Este evento de lazer e aventura foi apresentado, esta manhã, em sessão pública no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, em Esposende.

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Após o sucesso da edição de 2016, que uniu a foz à nascente do rio Cávado, o TransCávado lança um novo desafio e outra perspetiva, ligando a nascente, no Larouco, à foz, em Esposende. Com passagem pela terceira maior elevação de Portugal, a serra do Larouco com os seus imponentes 1 525 metros de altitude, o evento tem como cenário o rio Cávado e a sua esplêndida natureza, abraça o majestoso Parque Nacional da Peneda-Gerês e prolonga-se até ao Parque Natural do Litoral Norte, numa extensão total de 160 quilómetros.

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“O TransCávado 2017 é a afirmação de uma região hidrográfica através do ciclismo de aventura e natureza que congrega dois distritos - Braga e Vila Real, e sete municípios, desenhando percursos e histórias de pura superação entre a nascente e a foz do Cávado, ao longo das suas margens através de antigos caminhos rurais, maioritariamente em terra, e fabulosos trilhos”, assinalou o Presidente do Conselho de Administração da Esposende 2000 e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Esposende, António Maranhão Peixoto.

Maranhão Peixoto destacou a elevada adesão de participantes, obrigando ao encerramento das inscrições muito antes do prazo previsto, dizendo que tal é ilustrativo do sucesso desde evento que, na primeira edição, superou todas as expetativas. Entre os inscritos estão dois reconhecidos atletas esposendenses, o ciclista João Benta e o atleta olímpico de canoagem João Ribeiro.

Considerando que “há margem de progressão”, Maranhão Peixoto referiu que é intenção dar continuidade ao evento e fazê-lo crescer, revestindo-o de maior envolvência e afirmando, de forma ainda mais vincada e abrangente, o território do Cávado.

O Presidente do Conselho de Administração da Esposende 2000 notou que a realização de um evento desta natureza e dimensão se reveste de grande complexidade e logística e sublinhou o papel determinante dos mais de meia centena de voluntários, agradecendo a todos quantos estão envolvidos na organização, bem como aos patrocinadores. Destacou, por outro lado, a componente ecológica associada à TransCávado, em respeito pela natureza e pelo ambiente. 

Numa simbiose perfeita entre o lazer e o prazer de um grande desafio, o Transcávado integra duas etapas, nomeadamente uma mais lúdica, o Slow Race, que, no primeiro dia ligará Montalegre a Vieira do Minho e, no dia seguinte, Vieira do Minho a Esposende, e o segmento Race, com um cariz mais competitivo, em duplas ou individual, a efetuar apenas num dia, num percurso de 160 quilómetros de pura adrenalina e aventura. Esta é uma prova de superação para os mais audazes, motivados pela oportunidade de elevar os seus limites em plena harmonia com a natureza no seu estado mais puro e selvagem.

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MINHO E GALIZA VÃO UNIR-SE ATRAVÉS DE PONTE PEDONAL

Arquitetos e Engenheiros galegos e portugueses envolvidos no projeto da futura travessia pedonal sobre o rio Minho

A Deputação de Pontevedra, o Município de Vila Nova de Cerveira e o Concello de Tomiño promoveram, esta manhã, um encontro com as ordens de arquitetos e de engenheiros galegos e portugueses, convidando-os a participar no júri do Concurso de Ideias que selecionará a proposta para a futura travessia pedonal sobre o rio Minho, unindo o Parque de Lazer do Castelinho (Vila Nova de Cerveira) e o Espaço Fortaleza (Tomiño). Período para apresentação de propostas já está a decorrer até 23 de outubro.

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Para além do Deputado Provincial de Pontevedra, Uxio Benítez, no encontro estiveram presentes o vice-presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, Vitor Costa, e a alcaldesa de Tomiño, Sandra Gonzalez, assim como o  presidente do Conselho Diretivo da Ordem dos Engenheiros de Portugal da Região Norte, Joaquim Poças, o vice-presidente da Ordem dos Arquitetos de Portugal, Daniel Fortuna, o representante do Colexio de Arquitectos de Galicia, Antonio Maroño; e o representante do Colexio de Enxeñeiros, Ricardo Babío; entre outros.

Os representantes destas organizações manifestaram a sua satisfação pelo fato do processo ser conduzido pela fórmula do Concurso de Ideias, de forma a que o projeto final privilegie a adaptação baseada na funcionalidade, singularidade, qualidade e integração, ao invés de optar unicamente pela vertente financeira.

O objetivo é que a imagem da futura Travessia Pedonal sobre o rio Minho seja conhecida na Primavera de 2018. Enquadrado numa das atividades do VISIT_RIO_MINHO apresentado à primeira convocatória do Programa Operativo Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020 Interreg V-A, esta é uma candidatura conjunta da Deputación de Pontevedra com a CIM Alto Minho, os concelhos do norte de Portugal, a Fundação CEER, o Centro Tecnológico do Mar e a Universidade de Vigo, num orçamento total aprovado de 2 milhões de euros, financiado a 75%.