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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PONTE PEDONAL VAI LIGAR O MINHO À GALIZA

Lançado Concurso Internacional de Ideias para Travessia Pedonal sobre o rio Minho

A imagem da futura Travessia Pedonal sobre o rio Minho, que vai unir as margens de Vila Nova de Cerveira e de Tomiño, será conhecida na Primavera de 2018. O anúncio foi feito durante a apresentação pública do Parque Transfronteiriço Castelinho/Fortaleza e do Concurso de Ideias, de caráter internacional, para a construção daquela ponte. Interessados têm 60 dias para apresentar propostas, após publicação no Boletim Oficial da Província de Pontevedra.

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Foi numa cerimónia simbólica nos Jardins do Aquamuseu do Rio Minho e sob a presença do presidente da CCDR-N, Fernando Freire de Sousa, e a representante da Xunta da Galicia, Marta Mariño Regueiro, que os autarcas dos dois concelhos vizinhos, Fernando Nogueira e Sandra Gonzalez, deram a conhecer publicamente pormenores de dois projetos complementares de dinamização da cooperação transfronteiriça Cerveira-Tomiño, formalmente iniciada em 2014.

“O que pretendemos com o Parque Transfronteiriço Castelinho/Fortaleza é viver um espaço naturalmente comum, pela conjugação de valores assentes na mobilidade suave, sustentabilidade e boas práticas ambientais. Este é um projeto que saiu muito valorizado na 29º Cimeira Ibérica, cujas conclusões vão de encontro à criação de um grupo de trabalho que dê maior atenção aos rios”, sublinhou o autarca cerveirense, Fernando Nogueira, acrescentando: “Este é um espaço verdadeiramente europeu e o nosso papel é contribuir para que as fronteiras, físicas ou psicológicas, sejam efetivamente abolidas”. Por sua vez, a alcaldesa de Tomiño, Sandra Gonzalez, assegurou que “não se podem correr riscos, e o rio Minho tem de ser dinamizado e protegido a nível turístico como espaço natural. Queremos ser uma referência, um exemplo de cooperação, e com este novo parque vamos conseguir. A travessia representa um primeiro passo de uma longa caminhada para o parque transfronteiriço”.

Realçando que a palavra-chave nos dias de hoje é “transfronteiriço”, o presidente da CCDR-N disse estar perante “um projeto absolutamente estruturante do ponto de vista da qualidade de vida das populações e da eficiência e partilha de recursos e equipamentos. É um projeto virtuoso e não há nada que nos possa afastar da unanimidade com que olhamos para ele e depositamos confiança. Os projetos têm sempre financiamento e é nossa responsabilidade darmos estes passos com eficiência”, referiu Fernando Freire de Sousa.

Num investimento de 209 mil euros, financiado em 75% pelo POCTEP, as bases do Concurso Internacional de Ideias para a Travessia Pedonal sobre o Rio Minho foram apresentadas pelo Deputado de Cooperação Transfronteiriça da Deputación de Pontevedra, Uxío Benítez que explicou: “Este é um projeto inovador, diferente e ambicioso, por isso peço a todas as administrações supramunicipais que disponibilizem fundos. Esta ponte não é uma infraestrutura, é uma proposta que vai fomentar hábitos de vida mais saudáveis através de um espaço comum transfronteiriço e atrativo para as comunidades e o turismo. O importante é o Parque Castelinho-Fortaleza de Vila Nova de Cerveira e Tomiño. A ponte é um meio”.

Na prática, o concurso de ideias vai desenvolver-se em três fases. Na primeira serão selecionadas as três melhores propostas de estudo técnico, sendo que cada finalista recebe um prémio de participação no valor de 10 mil euros. Numa segunda fase, os três selecionados são convidados para participar num procedimento negociado sem publicidade para a redação do anteprojeto da ponte. O contrato será adjudicado ao vencedor por um valor de 54.450,00 euros antes do verão de 2018. Uma vez entregue o anteprojeto, e no caso da proposta ser viável e reúna as autorizações necessárias que garantam a execução, na terceira e última fase, a Deputación encarregará o vencedor de formular a versão definitiva do projeto, com um orçamento máximo de 121.880,00 euros. A melhor proposta será eleita por um júri de âmbito internacional, com representação de escolas técnicas, colégios oficiais e administrações com competências e interesses na ponte de ambos lados do rio Minho.  Os Interessados têm 60 dias para apresentar as propostas, após publicação no Boletim Oficial da Província de Pontevedra que se prevê que aconteça durante a próxima semana.

O projeto da ponte pedonal sobre o rio Minho enquadra-se numa das atividades do projeto VISIT_RIO_MINHO apresentado à primeira convocatória do Programa Operativo Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020 Interreg V-A numa candidatura conjunta da Deputación de Pontevedra com a CIM Alto Minho, os concelhos do norte de Portugal, a Fundação CEER, o Centro Tecnológico do Mar e a Universidade de Vigo, com um orçamento total aprovado de 2 milhões de euros, com financiamento a 75%.

ORLANDO POMPEU INAUGURA EXPOSIÇÃO NA GALIZA

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O mestre-pintor Orlando Pompeu (dir.), acompanhado do casal Angela e Alaitz do ArteCafe, e do historiador Daniel Bastos

No início do mês de agosto, o mestre-pintor Orlando Pompeu inaugurou no ArteCafe, no centro da cidade galega de A Guarda, a exposição de pintura com aguarela “Metáforas Pompeuanas”.

A inauguração da exposição de um dos mais conceituados artistas plásticos portugueses da atualidade, detentor de uma obra que está representada em variadas coleções particulares e oficiais em Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Brasil, Estados Unidos, Dubai e Japão, assinala a relação umbilical do pintor com a região da Galiza, onde o mesmo tem realizado várias exposições ao longo dos últimos anos, e possui vários admiradores e colecionadores.

A exposição de Orlando Pompeu, artista plástico que detém uma carreira e currículo nacional e internacional cimeiro, estará patente ao público durante o mês de agosto, época balnear em que a cidade de A Guarda recebe milhares de visitantes.

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FOLKMONÇÃO PÕE "O MUNDO A DANÇAR" NO ALTO MINHO E NA GALIZA

Organizado pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barbeita, o 32º FolkMonção “O Mundo a Dançar” decorre entre 30 de julho e 7 de agosto com a participação de grupos de 9 países de 4 continentes, prevendo-se atuações em 9 concelhos do Alto Minho e 2 da Galiza. Festival envolve cerca de meio milhar de participantes, que ficam alojados na EB 2.3 de Monção, e mais de uma centena de voluntários.

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O 32º Folk Monção "O Mundo a Dançar" realiza-se entre os dias 30 de julho e 7 de agosto com a participação de grupos do Chile, México, Peru, Portugal, Quénia, Rússia, Tailândia, Taiwan e Yakutia e atuações em 9 concelhos do Alto Minho, exceção é Viana do Castelo, e 2 da Galiza, Salvaterra de Miño e Vilanova de Arousa.  

Considerado um dos melhores do país, este festival reuniu, de acordo com a organização, mais de 100 mil pessoas nas várias atuações da última edição. Este ano, o objetivo é manter o mesmo número de público e a qualidade dos espetáculos. Como sempre, as entradas são gratuitas.

Participa cerca de meio milhar de elementos dos agrupamentos presentes e 120 voluntários que servirão como interpretes e guias durante o festival. O trabalho voluntário já começou com a colocação de camas individuais na EB 2.3 de Monção, local onde os grupos ficarão instalados.

No concelho de Monção, o programa compreende três espetáculos: Gala D`Aliança, 30 de julho, domingo, pelas 20h00 em Ponte do Mouro, Gala Deu-la-Deu, 1 de agosto, terça-feira, pelas 22h00, Praça Deu-la-Deu. Gala do Alvarinho/Encerramento, 6 de agosto, domingo, pelas 22h00, Praça Deu-la-Deu. Os restantes concelhos recebem um espetáculo.

No dia 30 de julho, domingo, pelas 22h30, está previsto convívio entre grupos e convidados com atuação do Grupo Popular “Os Teimosos” e a fadista Ana Ferreira. No dia 1 de agosto, terça-feira, pelas 11h00, no Museu do Alvarinho, tem lugar a receção oficial pelo Município de Monção. No dia 3 de agosto, quinta-feira, pelas 10h00, desfile pela feira semanal e ruas do centro histórico.

O Folk Monção "O Mundo a Dançar", um dos momentos mais altos do verão cultural monçanense, foi reconhecido pelo C.I.O.F.F. (Conselho Internacional das Organizações de Festivais de Folclore e de Artes Tradicionais, estatuto B da UNESCO), em 2006, pelo C.I.D. (Conselho Internacional de Dança), em 2005, e pela I.O.V. (Organização Internacional das Artes Populares), em 2004.

25 DE JULHO: MILHARES DE PESSOAS DESCEM À RUA NA GALIZA PARA RECLAMAR INDEPENDÊNCIA E FESTEJAR O DIA DA PÁTRIA

A cidade de Santiago de Compostela foi o palco principal das grandes manifestações populares na Galiza que desse modo comemoraram o Dia da Pátria.

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Apesar da forte presença policial, milhares de pessoas responderam ao apelo do Bloco Nacionalista Galego e da Causa Galiza, fazendo do dia 25 de Julho – Dia de Santiago Apóstolo e Dia da Pátria Galega – uma grandiosa jornada nacionalista a reclamar a independência da Galiza.

A aspiração do povo galego à independência tem ganho novo alento graças também ao crescimento recente dos movimentos independentistas, sobretudo na Catalunha.

Fotos: Bloco Nacionalista Galego

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GALIZA E PORTUGAL: UM SÓ POVO E UMA SÓ NAÇÃO!

Por um compreensível desconhecimento que tem sobretudo a ver com a conveniência de se manterem boas relações entre Estados, grande parte dos portugueses ignora as verdadeiras afinidades que existem entre a Galiza e Portugal e, no âmbito deste, particularmente em relação ao Minho. Essa falta de conhecimento estende-se a vários domínios, mormente às raízes étnicas comuns de minhotos e galegos e até ao entendimento errado do idioma galego frequentemente confundido com o castelhano e impropriamente designado por “espanhol”. Mesmo entre pessoas que deveriam ser entendidas no domínio do folclore minhoto é recorrente ouvi-las referir-se a uma dança tradicional galega designando-a como “vira espanhol”.

Guimarães (24)

Na realidade e para além dos portugueses, a Península Ibérica é habitada por gentes de culturas e idiomas tão distintos como os vascos, os catalães, os asturianos e finalmente, os galegos e portugueses que possuem uma língua e uma identidade cultural comum, apenas separados em consequência das vicissitudes da História. A Espanha, afinal de contas, não representa mais do que uma realidade supranacional, cada vez mais ameaçada pelas aspirações independentistas dos povos que a integram.

Com as suas quatro províncias - Corunha, Lugo, Ourense e Pontevedra - e ainda alguns concelhos integrados na vizinha Astúrias, a Galiza constitui com Portugal a mesma unidade geográfica, cultural e linguística, o que as tornam numa única nação, embora ainda por concretizar a sua unidade política. Entre ambas existe uma homogeneidade que vai desde a cultura megalítica e da tradição céltica à vetusta Gallaécia e ao conventus bracarensis, passando pelo reino suevo, a lírica galaico-portuguesa, o condado portucalense e as sucessivas alianças com os reis portugueses, as raízes étnicas e, sobretudo, o idioma que nos é comum - a língua portuguesa. Ramon Otero Pedrayo, considerado um dos maiores escritores do reintegracionismo galego, afirmou um dia na sua qualidade de deputado do parlamento espanhol que "a Galiza, tanto etnográfica como geograficamente e desde o aspeto linguístico, é um prolongamento de Portugal; ou Portugal um prolongamento da Galiza, tanto faz". Teixeira de Pascoaes foi ainda mais longe quando disse que "...a Galiza é um bocado de Portugal sob as patas do leão de Castela". Não nos esqueçamos que foi precisamente na altura em que as naus portuguesas partiam à descoberta do mundo que a Galiza viveu a sua maior repressão, tendo-lhe inclusivamente sido negada o uso da língua galaico-portuguesa em toda a sua vida social, incluindo na liturgia, naturalmente pelo receio de Castela em perder o seu domínio e poder assistir à sua aproximação a Portugal.

No que respeita à sua caracterização geográfica e parafraseando o historiador Oliveira Martins, "A Galiza d'Aquém e d'além Minho" possui a mesma morfologia, o que naturalmente determinou uma espiritualidade e modos de vida social diferenciados em relação ao resto da Península, bem assim como uma diferenciação linguística evidente. Desse modo, a faixa atlântica e a meseta ibérica deram lugar a duas civilizações diferentes, dando a primeira origem ao galaico-português de onde derivou o português moderno e a segunda ao leonês de onde proveio o castelhano, atualmente designado por "espanhol" por ter sido imposta como língua oficial de Espanha, mas consignado na constituição espanhola como "castelhano". Não foi naturalmente por acaso que Luís Vaz de Camões, justamente considerado o nosso maior poeta possuía as suas raízes na Galiza. Também não é sem sentido que também o poeta Fernando Pessoa que defendeu abertamente a "anexação da Galiza", afirmou que "A minha Pátria é a Língua Portuguesa".

De igual modo, também do ponto de vista étnico as raízes são comuns a todo o território que compreende a Galiza e o nosso país, com as naturais variantes regionais que criam os seus particularismos, obviamente mais próximas do Minho, do Douro Litoral e em parte de Trás-os-Montes do que em relação ao Alentejo e ao Algarve, mas infinitamente mais distanciados relativamente a Castela e outras regiões de Espanha.

No seu livro "A Galiza, o galego e Portugal", Manuel Rodrigues Lapa afirma que "Portugal não pára nas margens do Minho: estende-se naturalmente, nos domínios da língua e da cultura, até às costas do Cantábrico. O mesmo se pode dizer da Galiza: que não acaba no Minho, mas se prolonga, suavemente, até às margens do Mondego". Torna-se, pois, incompreensível que continuemos a tratar o folclore e a etnografia galega como se de "espanhola" se tratasse, conferindo-lhe estatuto de representação estrangeira em festivais de folclore que se pretendem de âmbito internacional, quando na realidade deveria constituir uma participação assídua nos denominados festivais nacionais. Mais ainda, vai sendo tempo das estruturas representativas do folclore português e galego se entenderem, contribuindo para um melhor conhecimento mútuo e uma maior aproximação entre as gentes irmãs da Galiza e de Portugal. O mesmo princípio aliás, deve ser seguido pelos nossos compatriotas radicados no estrangeiro, nomeadamente nos países da América do Sul onde as comunidades portuguesas e galegas possuem uma considerável representatividade numérica. Uma aproximação e um entendimento que passa inclusivamente pelo cyberespaço e para a qual a comunidade folclórica na internet pode e deve prestar um inestimável contributo.

Afirmou o escritor galego Vilar Ponte na revista literária "A Nossa Terra" que "os galegos que não amarem Portugal tão pouco amarão a Galiza". Amemos, pois, também nós, portugueses, como um pedaço do nosso sagrado solo pátrio, essa ridente terra que se exprime na Língua de Camões – a Galiza!

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VALENÇA REALIZA FESTIVAL DE PIANO NA PONTE INTERNACIONAL

Dez Pianos na Ponte Valença Tui. Festival Internacional de Piano Arranca a 21 de Julho

O Festival Internacional de Piano da Eurocidade – IKFEM arranca a 21 de Julho, com 10 pianos a tocar em simultâneo, na ponte internacional Valença Tui.

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Concerto na Ponte Valença Tui

Um espetáculo inédito vai marcar o arranque do IKFEM, a meio da ponte internacional, com três horas de espetáculo em dois cenários. O festival abre com um concerto dos Best Boy, percorrendo os estilos pop, indie e folk, a partir das 20h. Às 21h será a vez de Abe Rábade & Javier Otero, com o espetáculo duas visões, dois pianos. A noite encerra com um momento único, 10 pianos a tocar em simultâneo ao longo da ponte Valença Tui. Pianistas dos dois lados da fronteira entre eles artistas e professores do IKFEM, professores dos principais conservatórios de música do Norte de Portugal e da Galiza e Andrea González, a diretora do Festival serão os protagonistas. O atop contará, também, com foodtrucks e animação infantil.

O espetáculo de luz e som obrigará ao corte do tabuleiro rodoviário da ponte internacional, a partir das 15h da próxima sexta-feira, 21 de julho.

IKFEM – 21 a 25 de Julho

O festival prolonga-se até 25 de julho com um amplo e rico programa de concertos, masterclasses e workshops, tudo de acesso gratuito. A Praça da República na Fortaleza de Valença e a Igreja de Santo Domingo em Tuio serão alguns dos palcos privilegiados. Este festival tem como fio condutor os instrumentos da família das teclas como o piano, o fortepiano, o órgão, a concertina, o cravo, o acordeão, a sanfona e o piano eletrónico.

GALAICOFOLIA SOBRE AO CASTRO DE S. LOURENÇO EM ESPOSENDE

Galaicofolia, 2000 anos de festa

O Castro de S. Lourenço, em Vila Chã, Esposende, vai acolher, nos dias 21, 22 e 23 de julho, mais uma edição da “Galaicofolia – 2000 anos de festa”, um evento cultural, de lazer e entretenimento, promovido pela Câmara Municipal de Esposende, em parceria com a Junta de Freguesia de Vila Chã e que este ano tem como tema principal o sal. As portas do recinto abrem às 18 horas de sexta-feira, dia 21. Este ano, as grandes novidades do evento são a representação da grande instituição que assumia o casamento (Romanae Nuptiae) na sociedade romana e o acampamento romano que será representado pela tenda do General, as tendas militares, paliçada e torres e triclinium e colunas.

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Existe uma forma de festejar nascida nestes castros há mais de 2000 anos. A cada instante invadia este povo uma sensação única de prazer festivo, um modo de estar em festa que se desenvolveu no atravessar dos tempos, mantendo um espírito ímpar de diversão. 

Nos dias 21, 22 e 23 de julho, no Castro de S. Lourenço, em Vila Chã, será recriado o modus vivendi da aldeia galaica que ali existiu, numa iniciativa que integra o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Turismo do Município de Esposende e visa promover a cultura do noroeste peninsular, área de influência da Cultura Galaica. 

Animação, música, gastronomia de época, mercado romano, queimada galaica, ambiências e recriações históricas são algumas das áreas que nos vão transportar aos antepassados, recordando o modus vivendi do povo castrejo.  A organização disponibiliza transportes gratuitos a partir da cidade de Esposende (na paragem junto ao Mercado) até ao evento e, nas imediações, estarão disponíveis parques de estacionamento. 

O presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, aponta a Galaicofolia como “uma marca do Município que visa afirmar o concelho no plano turístico e divulgar o património concelhio, contribuindo também para a dinamização da  economia local”. O autarca enquadra o evento na estratégia de promoção e valorização do concelho, que passa não só por atrair mais turistas e visitantes, mas também por fixar população.

A Galaicofolia apresentará várias áreas temáticas, possibilitando uma oferta para todo o tipo de públicos. No Espaço Zythos (Spatium Zythos), termo grego para denominação de cerveja, podem encontrar-se petiscos, cerveja artesanal e cidra. Na zona alimentar (Tabernae), pode encontrar-se comida galaica e romana, com destaque para os pratos de caça. No Curral (Stabulum), estarão concentrados os animais domésticos que faziam parte do quotidiano da vida dos galaicos e no Mercado Romano (Fórum), onde estarão artesãos a trabalhar ao vivo, podem negociar-se os materiais, os utensílios, os adornos e mesmo os produtos alimentares.

Os espaços comuns, como o Mercado Romano, a Muralha, o Castro, o Acampamento Romano e a Arena acolhem diversos espetáculos, cabendo nesta última a recriação do treino de soldados, o combate de gladiadores e demonstração de tiro com várias armas – arco, balistra e catapulta. Haverá ainda workshop’s dos ofícios de cordoaria e ferreiro, demonstração de voo de aves de rapina, recriações teatrais e desfile que captará, com toda a certeza, a atenção do visitante.

Enraizarte e Gambuzinos garantem a animação musical, mas a oferta alarga-se à recriação teatral, pelo Perjocum, a espetáculos de fogo, com o Jugling Fire e demonstrações de aves de rapina. Pelo caminho, há sempre oportunidade para experimentar a queimada galaica e provar a gastronomia bimilenar.

Para os mais novos há o espaço Caturo (Ludus Caturi), nome da mascote do Serviço Educativo do Centro Interpretativo de S. Lourenço, local reservado a jogos, oficinas, histórias e muitas brincadeiras. Aqui a pequenada poderá experimentar o tiro com catapulta, especialmente preparada para ela, além de uma surpresa a descobrir no local. Para os mais corajosos haverá o Desafio Galaico, onde poderão experimentar atividades mais radicais, terminando a atividade como autênticos guerreiros.

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