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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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RANCHOS FOLCLÓRICOS DO MINHO PEREGRINAM AO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

Centenas de ranchos folclóricos rumaram hoje em peregrinação ao Santuário de Fátima. No recinto, milhares de pessoas, provenientes de todo o território português e das comunidades radicadas no estrangeiro, desfilaram com os trajes domingueiros característicos das suas regiões, numa clara demonstração de fé e tradição. Tratou-se da XV Peregrinação Nacional, organizada pela Federação do Folclore Português e da Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura, todos os anos se realiza por esta altura.

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Agrupados por regiões, os ranchos folclóricos desfilaram a partir do Parque nº 8 até ao Recinto de Oração onde teve lugar a recitação no rosário junto à Capelinha das aparições e, após a procissão para o altar, a celebração da eucaristia, no Recinto de Oração do Santuário de Fátima.

Qualquer que seja a crença religiosa seguida por muitos componentes de grupos folclóricos, a religiosidade cristã de confissão católica é unanimemente reconhecida como constituindo a matriz cultural do nosso povo e, como tal, deve ser perservada também no domínio etnográfico, à semelhança dos vestígios de culturas e religiosidades mais ancestrais.

Fotos: Manuel Santos17952900_1410090292367969_3269689100432736439_n.jpg

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RANCHOS FOLCLÓRICOS PEREGRINAM AMANHÃ AO SANTUÁRIO DE FÁTIMA

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A Federação do Folclore Português e a Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura estão a organizar a XV Peregrinação Nacional a Fátima.

Do programa consta:

08:30 horas - Parque nº 8 - Concentração dos Grupos participantes;

- Organização dos Grupos por Regiões;

09:00 horas - Saudação de Boas Vindas;

09:15 horas - Cortejo dos Estandartes e dos Grupos, até ao Santuário, para participação nas Cerimónias Religiosas;

10:00 horas - Terço - Procissão;

11:00 horas - Missa Solene;

12:45 horas - Procissão do Adeus.

Este evento destina-se aos Grupos Associados da Federação do Folclore Português.

Pedimos a todos os elementos, que solicitem o regulamento enviado pela FFP aos seus diretores.

A Direção

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: CEM DIAS DE MANDATO E AS COMEMORAÇÕES DO 40º ANIVERSÁRIO

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No próximo dia 28 de maio, a Federação do Folclore Português assinalará quarenta anos de atividade na salvaguarda e na promoção da cultura tradicional e popular portuguesa.

As comemorações tiveram o seu início no passado dia 11 de março, aquando da nomeação dos conselheiros técnicos regionais no seu Encontro Nacional, ocorrido em Albergaria-a-Velha, e prolongar-se-ão até ao dia 28 de maio do próximo ano. Trata-se de um ano de celebrações e de intensa atividade em torno da união entre todos os dignos representantes do folclore e da etnografia portugueses. A direção da Federação e as suas estruturas descentralizadas pretendem estar mais próximas dos seus associados, acompanhando os seus projetos, partilhando as suas ambições e prestando-lhes o necessário apoio para o cumprimento da sua tão nobre missão cultural e cívica de promoção da(s) nossa(s) identidade(s).

Foi, precisamente, no passado dia 18 de abril que a direção da FFP completou cem dias de mandato. Nestes primeiros cem dias desenvolveu-se uma intensa atividade junto das forças vivas do nosso movimento associativo e de diversas autoridades políticas e autárquicas, que muito nos apraz dar conta a todos os folcloristas portugueses:

- Reunião com a Câmara Municipal de Baião e com os grupos de folclore do concelho; Encontro com os grupos de folclore do Minho sedeados em Lisboa; Encontro Nacional de Conselheiros Técnicos, em Albergaria-a-Velha, contando com a participação de 124 dos 153 conselheiros técnicos nomeados; Reuniões descentralizadas da Federação com os Conselhos Técnicos Regionais (CTR) do Douro Litoral Centro, da Beira Baixa, do Baixo Minho, da Madeira, da Terceira, de São Miguel, do Vouga, do Alto Ribatejo e do Alentejo, contando também com a presença dos grupos de folclore das respetivas regiões; I Encontro Nacional de Associações Regionais de Folclore, na sede da Federação, que contou com a presença de grande maioria destas instituições culturais em atividade; Visitas oficiais às Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, onde foi possível contactar com todos os grupos federados das Ilhas Terceira e de São Miguel, bem assim como com outros grupos não associados, cumprindo destacar que durante estas visitas tiveram lugar três ações de formação junto dos grupos de folclore locais, audiências oficiais com os Presidentes das duas Regiões Autónomas, com a Diretora Regional de Cultura da Madeira e o Diretor Regional da Agricultura da Madeira, quatro entrevistas televisivas, uma radiofónica e outra à imprensa escrita. Neste período de cem dias foi ainda possível constituir o primeiro CTR da Madeira, em parceria com a Associação de Folclore e Etnografia da Região Autónoma da Madeira (AFERAM), e reforçaram-se e consolidaram-se os CTR’s existentes nos Açores, tendo-se efetuado uma visita oficial ao CTR e aos grupos de folclore sediados em França.

O presidente da direção da Federação foi oficialmente recebido pelo Diretor Regional de Cultura do Norte e por várias Câmaras Municipais, a quem teve a oportunidade de apresentar cumprimentos e projetar algumas ações em comum ao longo do atual mandato, merecendo ainda referência a participação numa reunião de trabalho com a Secretaria de Estado da Cultura, no âmbito da concertação de importantes estratégias para o nosso setor de cultura e associativismo, decorrentes das diversas reuniões do Conselho Nacional do Associativismo Popular, onde o presidente da Federação participou e defendeu os interesses do movimento folclórico nacional.

Entretanto, tiveram lugar quatro cerimónias de acolhimento a novos sócios efetivos da Federação e realizou-se o Encontro Nacional para Jovens Folcloristas, em Mira de Aire, que contou com cerca de 400 participantes, tendo decorrido, ainda, os preparativos para a Peregrinação Nacional ao Santuário de Fátima, no próximo dia 23 de abril. Uma visita oficial aos grupos de folclore sedeados na Suíça e a reunião com a Federação do Folclore Português local está na ordem do dia perspetivando-se a definição de um quadro de formal relacionamento entre as duas instituições, e estão já em vias de concretização a breve prazo reuniões descentralizadas com os CTR’s e os respetivos grupos de folclore de cada região, para além de vários encontros de folclore e etnografia e, ainda, as comemorações oficiais do 40º Aniversário da Federação do Folclore Português, que coincidirão com a celebração do Dia Nacional do Folclore.

Foram, pois, cem dias de intensa atividade e de muita proximidade com os grupos de folclore e os dirigentes associativos procurando criar um movimento cada mais consciente do seu potencial e confiante na sua missão. A direção da Federação aposta empenhadamente nesta estratégia para dignificar o trabalho dos grupos de folclore dando-lhes a visibilidade e a notoriedade junto da opinião pública que tanto anseiam e bem merecem.

Toda esta ação e o dinamismo criado e desenvolvido em torno no movimento espelha o trabalho desenvolvido pelos grupos de folclore e constitui o mote para a celebração do 40º aniversário da Federação, a realizar no próximo dia 28 de maio, no Cine-Teatro António Lamoso, em Santa Maria da Feira. O programa contará com a receção aos participantes e convidados pelas 10 horas, seguido de uma sessão solene pelas 11 horas e da inauguração de uma exposição retrospetiva dos quarenta anos de atividade da Federação do Folclore Português, a qual ficará posteriormente patente ao público na sede da Federação em caráter de permanência. Nesta exposição incluem-se registos fotográficos de muitos folcloristas portugueses, entre os quais António Lopes Pires e José Joaquim Marques.

Porque se pretende que este seja um dia amplamente partilhado e onde todos possam reunirse em torno desta grande obra que foi/é/será a Federação do Folclore Português, convidam-se todos os grupos associados para se fazerem representar nestas comemorações com o seu estandarte e com os componentes trajados, de modo a afirmar à sociedade, ao poder político e à comunicação social a nossa força e o nosso dinamismo.

Nesta oportunidade, tão grata, a direção da Federação do Folclore Português formula a todos os grupos e aos seus membros o desejo de que este seja um ano de grande entusiasmo e de dignificação dos nossos projetos em torno da(s) nossa(s) identidade(s) e da nossa cultura tradicional e popular.

Daniel Café

Presidente da Direcção da Federação do Folclore Português

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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS ORGANIZA PEREGRINAÇÃO NACIONAL A FÁTIMA

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A Federação do Folclore Português e a Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura estão a organizar a XV Peregrinação Nacional a Fátima.

Do programa consta:

08:30 horas - Parque nº 8 - Concentração dos Grupos participantes;

- Organização dos Grupos por Regiões;

09:00 horas - Saudação de Boas Vindas;

09:15 horas - Cortejo dos Estandartes e dos Grupos, até ao Santuário, para participação nas Cerimónias Religiosas;

10:00 horas - Terço - Procissão;

11:00 horas - Missa Solene;

12:45 horas - Procissão do Adeus.

Este evento destina-se aos Grupos Associados da Federação do Folclore Português.

Pedimos a todos os elementos, que solicitem o regulamento enviado pela FFP aos seus diretores.

A Direção

FOLCLORE DA PENÍNSULA IBÉRICA SERÁ APRESENTADO EM ANDORRA

O Principado de Andorra irá acolher no dia 30 de Abril a 6ª edição do Festival de Folclore Ibérico, uma organização do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ integrado no 21º aniversário da coletividade fundada no dia 1 de maio de 1996 por um grupo de residentes portugueses no Principado.

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Pelo palco do Complexo Sociocultural de Encamp irão desfilar os grupos representativos de Espanha, Portugal e o Principado de Andorra integrados por cerca de 170 folcloristas que previamente irão desfilar pelas ruas da cidade de Encamp mostrando os seus trajes e as suas danças tradicionais.

A mostra de danças tradicionais espanholas estará a cargo da Agrupació Aires d’Andratx, entidade que recebeu no passado mês de Setembro em Maiorca (Espanha) o Grupo organizador. O folclore andorrano estará a cargo do Esbart Santa Anna de Escaldes-Engordany, um grupo habitual nos festivais do grupo anfitrião e que no próximo mês de Agosto estará de gira pelo norte de Portugal. A representação lusitana estará a cargo do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ e pelo Etnográfico de Vila Praia de Âncora, coletividade que apadrinhou no ano 2001 o grupo anfitrião e que tem sabido manter uma estreita amizade entre as duas instituições.

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Após o festival de folclore a organização tem previsto a realização de um concerto com o grupo andorrano Euphória e um convívio entre os grupos participantes.

A iniciativa cultural organizada na sua totalidade por um grupo de residentes portugueses em Andorra conta com o apoio do município de Encamp e o principal patrocínio a cargo da empresa Nova Constructora assim como de diferentes empresas andorranas. A entrada é gratuita.

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LISBOA VIRA ARRAIAL MINHOTO

As gentes minhotas que vivem na região de Lisboa fizeram no passado dia 9 de abril um autêntico arraial à moda do Minho. Na Freguesia de Benfica, o Ringue António Livramento foi pequeno para o numeroso público que foi assistir à actuação de três grupos folclóricos minhotos – o Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage, o Grupo de Danças e Cantares Besclore e o anfitrião, Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho.

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Nas bancadas, a assistência vibrou com a exibição das diferentes modas executadas pelos ranchos folclóricos e não regateou os aplausos. E, apesar da presença de muitos lisboetas e pessoas oriundas de outras regiões, a festa foi bem minhota e uma autêntica jornada de confraternização das nossas gentes ali radicadas.

Fotos: Manuel Santos

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FOLCLORE DA PENÍNSULA IBÉRICA SERÁ APRESENTADO EM ANDORRA

O Principado de Andorra irá acolher no dia 30 de Abril a 6ª edição do Festival de Folclore Ibérico, uma organização do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ integrado no 21º aniversário da coletividade.

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Pelo palco do Complexo Sociocultural de Encamp irão desfilar os grupos representativos de Espanha, Portugal e o Principado de Andorra integrados por cerca de 150 folcloristas que previamente irão desfilar pelas ruas da cidade de Encamp.

A mostra de danças tradicionais espanholas estará a cargo da Agrupació Aires d’Andratx, entidade que recebeu no passado mês de Setembro em Maiorca o Grupo organizador. O folclore andorrano estará a cargo do Esbart Santa Anna de Escaldes-Engordany, um grupo habitual nos festivais do grupo anfitrião.

A representação lusitana estará a cargo do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ e pelo Etnográfico de Vila Praia de Âncora, colectividade que apadrinhou no ano 2001 o grupo organizador. Após o festival de folclore a organização tem previsto a realização de uma festa com o grupo andorrano Euphória e um convívio entre os grupos participantes.

A iniciativa cultural conta com o apoio do município de Encamp e o principal patrocínio a cargo da empresa Nova Constructora assim como de diferentes empresas andorranas. A entrada é gratuita.

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RUSGA DE JOANE VENDE TREMOÇOS E ROSQUINHAS

Tradição Joanense da Quinta-feira Santa: Venda de rosquinhas e tremoços

Valorizando características da identidade cultural da Vila de Joane (V.N.Famalicão) Grupo Etnográfico Rusga de Joane, leverá a efeito a tradicional venda de Rosquinhas e Tremoços, na Quinta Feira Santa, 13-ABR. Este que é um costume particularmente joanense, vivenciado somente neste dia (Quinta Feira Santa).

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Este mercado tradicional acontecerá entre as 8h e as 18h, no Largo 3 de Julho (antigo Campo da Feira), na Vila de Joane. 

5ª FEIRA SANTA - VENDA DE ROSQUINHAS E TREMOÇOS:

Breve nota: Tratando-se de uma tradição exclusiva da Vila de Joane, que remonta às primeiras décadas do século XX, na 5ª Feira Santa as mini rosquinhas (conforme fotografia do cartaz) e os tremoços eram presença obrigatória nas casas dos Joanenses. Ao longo destes anos, várias foram as pessoas que montavam as suas bancas neste dia, no Largo 3 de Julho (antigo Campo da Feira), ultimamente esse hábito ficou limitado a algumas padarias da Vila que mantiveram esse costume, diluindo-se a característica comunitária e de mercado tradicional. Dessa forma e pelo 2º ano consecutivo, a Rusga de Joane, decide apostar e reforçar na dinamização desta tradição tão joanense, colocando uma banca de venda de Rosquinhas e Tremoços na 5ª feira Santa (13-ABR), numa tentativa de preserver a tradição, levá-la às gerações mais novas e reafirmá-la junto das gerações mais velhas, que tão bem conhecem este costume exclusivo da Vila de Joane.

JOÃO ALPUIM BOTELHO PROFERE EM LOURES PALESTRA SOBRE O TRAJE À LAVRADEIRA DO ALTO MINHO

A iniciativa é do Grupo de Folclore Verde Minho

“O Uso do Traje à Lavradeira: os Afectos e as Regras” é o tema da palestra que o Dr. João Alpuim Botelho vai proferir no próximo dia 7 de Maio, a partir das 15 horas, em Loures, a convite do Grupo Folclórico Verde Minho. A iniciativa é aberta ao público em geral e deverá ter lugar no auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, junto ao Parque da Cidade, a contar com a presença de representantes do município de Loures, entidades ligadas ao folclore e ao regionalismo minhoto, conhecidos museólogos, etnólogos e outros estudiosos do nosso folclore.

A iniciativa é aguardada com grande expectativa, tratando-se o palestrante além do mais, anterior director do Museu do Traje de Viana do Castelo e um dos autores da obra “Uma Imagem da Nação – Traje à Vianesa”, editado pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, sendo actualmente responsável pelo Museu Bordalo Pinheiro, da Câmara Municipal de Lisboa.

João Alpuim Botelho nasceu em 1967, em Viana do Castelo. Licenciado em História (FLL, 1989), possui o Mestrado em Museologia, tendo defendido uma tese sobre “Panorama Museológico do Alto Minho” (U.N.L., 2007).

Desde 1991, trabalha na Câmara Municipal de Viana do Castelo e, desde 1999, foi responsável pelo Museu do Traje, criado em 1997, com a gestão e direção da instalação e processo de adesão à Rede Portuguesa de Museus concluído em 2004.

No âmbito da sua atividade no Museu do Traje realizou cerca de 20 exposições de temática etnográfica, ligada à investigação e pesquisa da vida rural tradicional e da identidade alto minhota.

Publicou, entre catálogos e artigos, cerca de 50 trabalhos sobre a mesma temática. Destes trabalhos relevo a edição de Uma Imagem da Nação, O Traje à Vianesa, com Benjamim Pereira e António Medeiros (ed CMVC, 2009)

Ainda no âmbito dos Museus desenvolvi um conjunto de Núcleos Museológicos situados nas freguesias do Concelho de Viana do Castelo, que dispõe de cinco em funcionamento (Moinhos de Vento de Montedor, em Carreço; Moinhos de Água, em S.L. Montaria; do Pão, em Outeiro; do Sargaço, em Castelo de Neiva; das actividades Agro-Marítimas, em Carreço) estando esta rede em permanente alargamento.

Desde Julho de 2009 sou Chefe de Divisão de Museus da Câmara Municipal de Viana do Castelo, tendo a meu cargo dois Museus que integram a Rede Portuguesa de Museus: o Museu de Arte e Arqueologia e o Museu do Traje

Iniciou a sua vida profissional no Centro Nacional de Cultura com Helena Vaz da Silva, no Dep de Divulgação Patrimonial em 1990/91. Entre 1995 e 2002 deu aulas no Curso de Turismo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPVC de História de Artes e Ofícios Tradicionais, Animação Cultural e Património e Museologia.

Entre 2002 e 2005, foi Diretor Executivo da Culturporto – associação de produção cultural privada, financiada pela Câmara Municipal do Porto, responsável pela gestão do Teatro Rivoli e pela Animação da Cidade. Durante este período, e para além da atividade normal do teatro Rivoli, organiza o projeto Bairros - projeto de criação artística com crianças de bairros desfavorecidos, a Festa na Baixa, conjunto de atividades de animação e divulgação do património da Baixa do Porto, o Capicua 2002, Ciclo de programação comissariado por Eduardo Prado Coelho, o Pontapé de Saída, ciclo de programação de encontro entre as artes e o futebol, no âmbito do Euro 2004, Colóquio Encenação do Passado, com Marc Augé, Vítor Oliveira Jorge, Jorge Freitas Branco, Nuno Carinhas, Abertura da Livraria do Rivoli, primeira livraria do Porto dedicada às Artes de Palco, Fundação da Sem Rede, Rede de Programação de Novo Circo, para a divulgação da disciplina de novo circo, integrada por 13 espaços culturais.

Integrou o Grupo de Trabalho para a Animação da Cidade durante o Euro 2004, criado pela Câmara Municipal do Porto para a coordenação da animação da cidade durante o Campeonato Europeu de Futebol e também a Comissão Executiva da exposição Homenagem a Fernando Galhano: 1904 -1994, na Biblioteca Almeida Garrett, em Novembro de 2004.

Realizou a Exposição Sala do Oriente de José Rodrigues Proposta para uma viagem, no Convento de S. Paio, Vila Nova de Cerveira, em Dezembro de 2006.

RÁDIO DO FOLCLORE PORTUGUÊS ESTÁ SEMPRE NA VANGUARDA

A Rádio do Folclore Português, a única em Portugal exclusivamente dedicada ao folclore e etnografia do povo português, registada na Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), vai oferecer a todos os ouvintes mais uma ferramenta para que a sua audição se torne mais acessível.

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A partir do próximo dia 12 de Abril, os ouvintes já podem sintonizar a sua programação através do Google Play, baixar a aplicação RFP App, instalar no seu Android e ter a RFP sempre na sua companhia, em qualquer parte do mundo onde se encontrem.

O BLOGUE DO MINHO convida os seus leitores a acompanharem a programação da Rádio do Folclore Português porque é um espectáculo!

ETNOGRÁFICO DE VILA PRAIA DE ÂNCORA VAI TER A SEDE QUE HÁ MUITO MERECIA

Surpresa da Câmara Municipal na gala de encerramento das comemorações dos 40 anos

O Grupo Etnográfico de Vila Praia de Âncora encerrou as comemorações do seu 40º aniversário com uma gala extraordinária de cultura, orgulho e saudade, que teve lugar no Cineteatro dos Bombeiros. A “prenda” veio pela voz de Miguel Alves: o Etnográfico terá, em Vilarinho, a sede que há muito tempo merecia. Parabéns.

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A Casa do Etnográfico de Vila Praia de Âncora terá uma superfície coberta (210 m2), uma eira (220 m2) e uma zona verde envolvente (300 m2). A primeira imagem do que virá a ser o complexo foi exibida na gala de sábado, uma surpresa em jeito de merecido “presente” de aniversário, anunciada pelo presidente da Câmara, Miguel Alves, numa grande noite, durante a festa que encerrou, este sábado, as comemorações dos 40 anos.

Desde a sua fundação que o Etnográfico de Vila Praia de Âncora deseja ter um espaço próprio. Quatro décadas de intenso trabalho e de prestígio eram já tempo mais do que suficiente para que a instituição tivesse a sua sede, onde possa desenvolver os múltiplos projetos que acalenta.

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O grupo está há cerca de um quarto de século sediado no Centro Cultural de Vila Praia de Âncora, onde tem condições razoáveis, mas ainda assim insuficientes e o desejo de mais espaço é o maior anseio. Com “casa própria”, o Etnográfico de Vila Praia de Âncora terá finalmente condições para receber outros grupos e expor o seu espólio.

O Grupo Etnográfico de Vila Praia de Âncora foi fundado em 22 de março de 1976. Dedica-se essencialmente às músicas e danças tradicionais: os Viras, as Gotas, a Tirana, a Rosinha e Rusga, ajudando a perpetuar usos e costumes, como o Cantar de Reis e Janeiras, Páscoa e Pascoela, Cantos Populares, Romarias.

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No colorido e na variedade dos seus trajes de trabalho ou de cotio, Domingueiros ou de Festa (traje à Lavradeira, Noivos e Mordomas e Traje de Morgada) e nas voltas do Vira, da Gota, da Tirana e da Rosinha; o Etnográfico de Vila Praia de Âncora apresenta o Alto Minho Litoral, com nítida influência do folclore da Serra d'Arga.

Nas quatro décadas de existência apresentou as suas danças e cantares de Norte a Sul do País e Arquipélago da Madeira, intercaladas com deslocações a Espanha, França, Holanda, Bélgica, Suíça, Alemanha, Hungria, Áustria, Jugoslávia, Itália e Andorra.

Desde 1989, é reconhecido como Instituição de Utilidade Pública e detém, entre vários prémios e condecorações internacionais e nacionais, a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Caminha.

Do seu reportório fazem parte os Viras, Gotas, Chula, Rosinha, Rusga, Tirana, bem como músicas e canções do cancioneiro alto minhoto e locais.

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RANCHOS FOLCLÓRICOS PEREGRINAM A FÁTIMA

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A Federação do Folclore Português e a Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura estão a organizar a XV Peregrinação Nacional a Fátima.

Do programa consta:

08:30 horas - Parque nº 8 - Concentração dos Grupos participantes;

- Organização dos Grupos por Regiões;

09:00 horas - Saudação de Boas Vindas;

09:15 horas - Cortejo dos Estandartes e dos Grupos, até ao Santuário, para participação nas Cerimónias Religiosas;

10:00 horas - Terço - Procissão;

11:00 horas - Missa Solene;

12:45 horas - Procissão do Adeus.

Este evento destina-se aos Grupos Associados da Federação do Folclore Português.

Pedimos a todos os elementos, que solicitem o regulamento enviado pela FFP aos seus diretores.

A Direção

ATILHOS NAS CHINELAS ADULTERAM O TRAJE TRADICIONAL

Existem grupos folclóricos que se apresentam publicamente com atilhos a segurar as chinelas para que as moças não as percam nas voltas da dança. Trata-se de algo que julgávamos ter há muito desaparecido na apresentação do folclore. Não obstante, e para nossa desagradável surpresa, essa “habilidade” tem vindo a ser exibida por vários grupos folclóricos, incluindo alguns – pasme-se! – da nossa região.

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As imagens que publicamos respeitam a actuações recentes na região de Lisboa de dois grupos folclóricos minhotos, oriundos de Cabeceiras de Basto.

A inclusão de atilhos nas chinelas, normalmente constituídos por elásticos, atados aos pés e aos tornozelos, constitui uma adulteração do traje tradicional e resulta numa desclassificação do grupo folclórico que assim se apresenta e, sobretudo, uma representação menos digna da terra que dizem representar. Trata-se de um erro que urge corrigir!

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BRASÕES MUNICIPAIS FORAM CRIADOS NA DÉCADA DE TRINTA DO SÉCULO PASSADO E NÃO DEVEM SER INCLUÍDOS NO TRAJE TRADICIONAL

A inclusão dos brasões dos concelhos nos trajes tradicionais constitui uma adulteração da autênticidade dos mesmos uma vez que a sua criação remonta à década de trinta do século XX ou seja, a um época posterior àquelas que os próprios trajes representam. Não obstante, muitos grupos folclóricos têm vindo a apresentá-los nos aventais dos trajes de lavradeira e até nos de mordomia.

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Não é a primeira vez que aqui nos referimos a esta adulteração e, lamentavelmente, continuamos a assistir a esta má representação em grupos folclóricos que pretendem representar uma região com grandes pergaminhos a nível da cultura tradicional, como sucede neste caso com o Grupo de Danças e Cantares de Ponte de Lima.

Fazemos votos para que entendam a crítica como construtiva!

Fotos: José Costa Lima

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FOLKLOURES TEM A MARCA DO GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO

O Folclore contribui para o conhecimento mútuo, paz e amizade entre os povos

O Grupo Folclórico Verde Minho é o anfitrião do FolkLoures – Encontro de Culturas e a quem se deve a criação deste evento que se caracteriza pela sua originalidade, espírito fraterno e carácter inclusivo.

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Através deste gradioso festival que inclui exposições, conferências e outras iniciativas de carácter tradicional, os minhotos que vivem em Loures procuram de alguma forma retribuir à terra o excelente acolhimento com que foram recebidos neste concelho dos arredores de Lisboa e, ao mesmo tempo, contribuir para a integração e convivência saudável entre todas as comunidades imigrantes que aqui vivem, sejam elas de origem lusófona ou de outras culturas.

A edição deste ano do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, vai ter o seu início no dia 24 de Junho com a realização de uma exposição e de uma palestra, prolongando-se durante toda a semana até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar o espectáculo de culturas tradicionais.

Verde Minho - Loures 186

Disse um dia o escritor transmontano Miguel Torga, “…no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…” – não podiam, pois, os minhotos que vivem na região de Lisboa, deixar de tomar para si a identificação cromática que caracteriza a sua região.

Respondendo ao chamamento da terra que os viu nascer, os minhotos que vivem nos arredores de Lisboa, mais concretamente no Concelho de Loures, decidiram em tempos criar um grupo folclórico que os ajuda a manter a sua ligação afetiva às origens. Assim nasceu em 1994 o “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, anunciado como seu propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Visa através da sua atuação promover as tradições da nossa região nomeadamente junto dos mais jovens ao mesmo tempo que valoriza os seus conhecimentos musicais e da etnografia minhota.

As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e sorrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é ali representado por um punhado de jovens, uns mais do que outros, os quais presenteiam o público com o que o Minho possui de mais genuíno – o seu Folclore!

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RANCHOS FOLCLÓRICOS PEREGRINAM A FÁTIMA

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A Federação do Folclore Português e a Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura estão a organizar a XV Peregrinação Nacional a Fátima.

Do programa consta:

08:30 horas - Parque nº 8 - Concentração dos Grupos participantes;

- Organização dos Grupos por Regiões;

09:00 horas - Saudação de Boas Vindas;

09:15 horas - Cortejo dos Estandartes e dos Grupos, até ao Santuário, para participação nas Cerimónias Religiosas;

10:00 horas - Terço - Procissão;

11:00 horas - Missa Solene;

12:45 horas - Procissão do Adeus.

Este evento destina-se aos Grupos Associados da Federação do Folclore Português.

Pedimos a todos os elementos, que solicitem o regulamento enviado pela FFP aos seus diretores.

A Direção

MINHOTOS ENCERRAM EM APOTEOSE BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

O Grupo Folclórico Verde Minho e o Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez cantaram e dançaram no últmo dia da edição deste ano da Bolsa de Turismo de Lisboa, conferindo ao certame um colorido e uma alegria que são bem características das gentes e do folclore minhoto.

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Aos primeiros acordes das concertinas, eis que numeroso público se aproximou dos grupos folclóricos para os ver actuar. E, ao ritmo do vira e da chula, da rosinha e da cana-verde, aquela grandiosa feira de turismo terminou em ambiente de festa. E, para o ano, haverá mais!

Fotos: Manuel Santos

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FOLKLOURES É A GRANDE FESTA DA CULTURA TRADICIONAL PORTUGUESA E DAS COMUNIDADES IMIGRANTES

O Folclore contribui para o conhecimento mútuo, paz e amizade entre os povos

A edição deste ano do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, vai ter o seu início no dia 24 de Junho com a realização de uma exposição e de uma palestra, prolongando-se durante toda a semana até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar o espectáculo de culturas tradicionais.

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Trata-se de uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Este evento privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

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O programa do FolkLoures’17 é o seguinte:

FOLKLOURES'17 - Encontro de Culturas

PROGRAMA

Dia 24 de Junho

- 16 horas. Inauguração da Exposição "Carroças da Região Saloia". Museu Municipal de Loures.

A exposição está patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira)

Entrada gratuita

- 16h30 horas. Palestra sobre "Usos e Costumes tradicionais da Região Saloia", pela Dr.ª Ana Paula de Sousa Assunção, a ter lugar no Auditório do Museu do Museu Municipal de Loures, com passagem pela exposição das Carroças.

Dia 1 de Julho

- 16 horas. Feira de artesanato. Abertura de tasquinhas

- 20 horas. Espetáculo de folclore e recriações da cultura tradicional

- 24 horas. Sessão de encerramento com fogo-de-artifício

GRUPOS PARTICIPANTES

Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil

Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo

Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho

Grupo Folclórico “O Cancioneiro de Ovar” – Beira Litoral

Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura

Associatia Miorita Portugalia – Moldávia

Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia

Grupo de Danças e Cantares da Madeira – Madeira

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MUSEU MUNICIPAL DE LOURES EXPÕE “CARROÇAS DA REGIÃO SALOIA”

O Museu Municipal de Loures participa no FolkLoures’17 com a realização de uma exposição subordinada ao tema “Carroças da Região Saloia”, a ter lugar nas instalações do próprio museu, com inauguração prevista no dia 24 de Junho, pelas 16 horas. A exposição tem entrada gratuita e ficará patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira).

O Museu Municipal de Loures encontra-se instalado na Quinta do Conventinho, sita na Estrada Nacional, 8, em Santo António dos Cavaleiros, a escassos 4 quilómetros de Loures, um edifício conventual contruído na segunda metade do século XVI.

Constituído em 26 de julho de 1998, o Museu encontra-se instalado no 13.º convento dos frades franciscanos da Província de Santa Maria da Arrábida, apresentaposições de  exposições de temática arqueológica e etnográfica, com o intuito de dar a conhecer a realidade e a vivência das populações rurais do município de Loures, assim como a sua história. Possui duas salas de exposições, oficinas, reservas visitáveis, um centro de documentação especializado em história local, loja, cafetaria com esplanada, parque de estacionamento e acesso para pessoas com mobilidade reduzida.

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HISTORIADORA ANA PAULA ASSUNÇÃO PROFERE PALESTRA SOBRE “USOS E COSTUMES DA REGIÃO SALOIA”

A Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Museu do Museu Municipal de Loures, no dia 24 de Junho, pelas 16h30. A iniciativa insere-se no programa do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas que se prolonga até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar um grandioso festival de cultura tradicional no Parque da Cidade, em Loures.

A Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção é historiadora e museóloga, Mestre em História Regional e Local pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É autora de programas museológicos, reformulações de programas e criação de serviços inovadores. Conceção científica do Centro UNESCO A casa da terra. Comissária de exposições de vária índole com museografia de inclusão e género.

Tem como áreas científicas preferenciais a História Local, Saúde, Património industrial (com destaque para Fábrica de Loiça de Sacavém, Oliveira Rocha/Oliveira do Bairro), Património Cultural Imaterial, Património Religioso /obra de arte total – Cripto -história. Exerceu voluntariado na Igreja Matriz de Bucelas com descobertas de cariz científico sobre entalhador, Francisco Lopes. (Artigo no prelo). Musealização da Igreja e interpretação dos espaços em visitas.

Pelo seu trabalho, tem recebido várias distinções de Mérito Cultural e Prémios no campo da Museologia a nível nacional e internacional.

O FolkLoures apresenta um programa cultural rico e diversificado que, sob o impulso e capacidade organizativa do Rancho Folclórico Verde Minho, catapulta o concelho de Loures para a ribalta da cultura tradicional portuguesa.

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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS ORGANIZA PEREGRINAÇÃO NACIONAL A FÁTIMA

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A Federação do Folclore Português e a Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura estão a organizar a XV Peregrinação Nacional a Fátima.

Do programa consta:

08:30 horas - Parque nº 8 - Concentração dos Grupos participantes;

- Organização dos Grupos por Regiões;

09:00 horas - Saudação de Boas Vindas;

09:15 horas - Cortejo dos Estandartes e dos Grupos, até ao Santuário, para participação nas Cerimónias Religiosas;

10:00 horas - Terço - Procissão;

11:00 horas - Missa Solene;

12:45 horas - Procissão do Adeus.

Este evento destina-se aos Grupos Associados da Federação do Folclore Português.

Pedimos a todos os elementos, que solicitem o regulamento enviado pela FFP aos seus diretores.

A Direção

 

RANCHO FOLCLÓRICO DA CASA DE PONTE DE LIMA ACTUA NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

Ponte de Lima apresenta-se na Bolsa de Turismo de Lisboa no dia 18 de março

Ponte de Lima irá marcar presença, mais uma vez, na Bolsa de Turismo de Lisboa que se realiza entre 15 e 19 de março, sendo que participação do nosso concelho destacar-se-á no dia 18.

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O concelho limiano tem conquistado cada vez mais turistas nos últimos tempos, que muito se deve ao grande empenho do Município na sua divulgação, pois esta terra tem muito para oferecer a quem a visita. Desde a gastronomia, aos vinhos, passando pelo património cultural e natural, costumes e tradições, tudo são motivos para Ponte de Lima visitar.

No stand da entidade Regional do Turismo Porto e Norte (TPNP), Ponte de Lima far-se-á representar pela sua imagem e produtos regionais, como enchidos, fumados e vinhos verdes, sendo elementos essenciais do nosso património eno-gastronómico para atrair turistas durante o ano inteiro. Durante esta mostra haverá uma prova de vinhos da casta Loureiro, para os verdadeiros apreciadores de um bom vinho verde.

Para representar a riqueza da etnografia e da cultura do concelho de Ponte de Lima na capital, irá desfilar e atuar na feira, o Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Ponte de Lima, quer no palco principal às 16h, quer junto ao stand do Minho IN e TPNP.

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS ORGANIZA PEREGRINAÇÃO NACIONAL A FÁTIMA

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A Federação do Folclore Português e a Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura estão a organizar a XV Peregrinação Nacional a Fátima.

Do programa consta:

08:30 horas - Parque nº 8 - Concentração dos Grupos participantes;

- Organização dos Grupos por Regiões;

09:00 horas - Saudação de Boas Vindas;

09:15 horas - Cortejo dos Estandartes e dos Grupos, até ao Santuário, para participação nas Cerimónias Religiosas;

10:00 horas - Terço - Procissão;

11:00 horas - Missa Solene;

12:45 horas - Procissão do Adeus.

Este evento destina-se aos Grupos Associados da Federação do Folclore Português.

Pedimos a todos os elementos, que solicitem o regulamento enviado pela FFP aos seus diretores.

A Direção

GRUPO ETNOGRÁFICO DANÇAS E CANTARES DO MINHO DIVULGA PLANO DE ACTIVIDADES PARA 2017

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PLANO DE ACTIVIDADES 2017

GRUPO ETNOGRÁFICO DANÇAS E CANTARES DO MINHO

ACTIVIDADES MARCADAS PARA 2017

05 – 01 - Cantar Janeiras – Lisboa – Carnide

06 - 01 – Cantar Janeiras – Lisboa - Solar dos Presuntos

07 – 01 – Cantar ao Menino – Fonte da Senhora – Alcochete

08 – 01 - Cantar Janeiras – Odivelas

12 – 01 – Cantar Janeiras – Lisboa – Bairro Alto

13 – 01 - Cantar Janeiras – Campolide e Alcantara – Benfica

14 – 01 – Assembleia Geral GEDCM

15 – 01 – Cantar Janeiras - Lisboa – Belém

20 – 01 - Cantar Janeiras – Benfica

21 – 01 – Actuação no Martin Moniz – Festa do Inicio do Ano Chinês

21 - 01 – Cantar Janeiras – Lisboa – Baixa

07 – 02 – Actuação na Sala do Leão – Castelo de S Jorge - Lisboa

11 – 02 – Festival de Beneficência em Poceirão - Palmela

18 - 03 - Actuação na União e Progresso da Venda Nova - Amadora

26 – 03 – ARRAIAL MINHOTO

Ringue António Livramento

Grupos Participantes

Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho

Rancho Folclórico “ OS MINHOTOS “ da Ribeira da Lage

Rancho Folclórico da Casa do Minho

01 - 04 - Encontro Nacional de Jovens Folcloristas da FFP - Mira de Aire

23 – 04 – Peregrinação da Federação do Folclore Português a Fátima

29 - 04 - Encontro de Amigos Folcloristas -S Romão – Seia

07 - 05 - Participação na Acção de Formação da ADLPDCTP - Bemposta - Loures

14 - 05 – Festival de Folclore “CIDADE DE LISBOA

37º FESTIVAL DE FOLCLORE

CIDADE DE LISBOA / 2017

14.05.2016

15h30m

No Ringue António Livramento

Junta de Freguesia de Benfica

1 - Rancho Folclórico “ As Lavradeiras de Pedroso “

Vila nova de Gaia

DOURO LITORAL

2 – Rancho Folclórico e Etnográfico de Vale de Açores

Mortágua

BEIRA LITORAL

3 – Rancho Folclórico de Praias do Sado

Setúbal

ESTREMADURA SUL

4 – Grupo Académico de Danças Ribatejanas

Santarém

RIBATEJO

5 - Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho

GRUPO ORGANIZADOR

27 – 05 – Festival Nacional de Folclore – Touguinha – Vila do Conde

03 – 06 – Festival de Folclore de S Tiago do Bougado - Trofa

17 – 06 – Festival Nacional de Folclore de Ponte de Sor

22/25 – 06 – Arraial de S.Pedro – Benfica – LISBOA

25 – 06 – Festival Nacional de Folclore de Benfica – LISBOA

GRUPOS PARTICIPANTES

1 – Rancho Folclórico de Avis

2 – Grupo Folclórico da Casa do Povo de Arcena – V F Xira

3 – Grupo Folclórico de Belas – Sintra

4 – Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho

01 - 07 - Actuação em Sintra

08 – 07 – Festival de Folclore do Laranjeiro – Almada

29 – 07 – Festival de Folclore da Boavista – Portalegre

08 - Reservado para Festival CIOFF na EUROPA

10 - 09 - Festival de Folclore - Festas de Sobral de Monte Agraço

16 - 09 - Desfile Nacional do Traje FFP em Abrantes

23 - 09 - Festival de Folclore " Cidade da Amadora " Grupo Alegria do Minho

07 – 10 – Festival de Folclore de Castrovães - Águeda

11 – 11 – Magusto do Grupo – Lisboa

10 – 12 – Almoço de Natal do Grupo – Lisboa

17 – 12 – Cantares ao Menino – Igreja da Graça - Lisboa

GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO DANÇA NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

O Grupo Folclórico Verde Minho vai no próximo dia 19 de Março, a partir das 16 horas, actuar na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), levando consigo a alegria das gentes do Minho.

Potenciar novos contactos e promover os melhores negócios é uma das premissas da organização do certame. Algo que tem sido alcançado com assinalável sucesso, muito por força da capacidade de inovação e de antecipação das necessidades do mercado.

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A BTL é um espaço de negocio e networking de todos os profissionais do Turismo e também um palco aberto ao debate e discussão do sector.

A BTL é também um espaço de animação e promoção turística para o público.

Entretanto, para além das iniciativas calendarizadas no âmbito do FolkLoures’17 e da Desfolhada do Milho em A-das-Lebres, o Grupo Folclórico Verde Minho tem agendadas as seguintes actuações:

- 6 de Junho, pelas 15h30, na Freguesia da Encosta do Sol, na Amadora, a convite do Rancho Folclórico Dançar é Viver;

- 4 de Junho, em Oliveira do Hospital;

- 10 de Junho, na Feira Antiga, em Oeiras;

- 17 de Junho, em Cuba, a convite do Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba;

- 5 de Agosto, em Ovar, a covite do Grupo Folclórico “Cancioneiro de Ovar”;

- 17 de Dezembro, em Loures, na Igreja Matriz, a realizar o Encontro de Cantares ao Menino.

MINHOTOS FAZEM ARRAIAL EM LISBOA

Joaquim Pinto foi eleito Conselheiro Técnico da CTR do Alto Minho da Federação do Folclore Português

O Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho leva no próximo dia 26 de Março a efeito o Arraial Minhoto, a ter lugar no Ringue António Livramento, na Freguesia de Benfica. O evento conta ainda com a participação do Rancho Folclórico “Os Minhotos” da Ribeira da Lage – Oeiras e do Rancho Folclórico da Casa do Minho.

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De referir que, face às recentes alterações na estrutura orgânica da Federação do Folclore Português no que respeita à área de intervenção dos Conselhos Técnicos Regionais (CTR’s), o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho tem vindo a realizar um processo de transição que o levará a representar exclusivamente a região do Alto Minho. Aliás, este agrupamento folclórico acaba de ver eleito o sr. Joaquim Pinto, seu dirigente há mais de quarenta anos, como conselheiro regional da CTR do Alto Minho.

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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: QUAL A CONSTITUIÇÃO DO CONSELHO TÉCNICO REGIONAL DO ALTO MINHO?

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O Conselho Técnico Regional (CTR) do Alto Minho da Federação do Folclore Português possui a seguinte constituição:

Elisa Alves - CORDENADORA - Grupo Folclórico " As Lavradeiras " de S Pedro de Merufe

Helena Quesado - Grupo Folclórico de Stª Marta de Portuzelo

Joaquim Pinto - Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minbo

Rafaela Pisco - Rancho Folclórico da Correlhã

João Pinho -Grupo Folclórico Danças e Cantares de Carreço

José Luis Araújo - sócio auxiliar - Meadela

QUANTOS CONSELHOS TÉCNICOS REGIONAIS DISPÕE O FOLCLORE DO MINHO NA FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS?

A Federação do Folclore Português elegeu ontem os membros dos Conselhos Técnicos Regionais (CTR’s), em sessão que decorreu no Cine-teatro Alba, em Albergaria-a-Velha. Entre os referidos Conselhos, contam-se o Conselho Técnico Regional de Entre-o-Douro-e-Minho, o Conselho Técnico Regional do Alto Minho, o Conselho Técnico Regional do Baixo Minho e o Conselho Técnico Regional do Douro Litoral Norte.

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Sucede ainda que, a região de Lisboa onde existem 14 grupos folclóricos referentes à região de Entre-o-Douro-e-Minho, está contemplada com a constituição do Conselho Técnico Regional da Estremadura Centro Saloia, o que leva a concluir que nesta região apenas existem saloios e jamais recebeu gentes oriundas das mais diversas regiões do país, não obstante alí terem constituído as suas “casas regionais” e ranchos folclóricos.

A existência de um Conselho Técnico Regional de Entre-o-Douro-e-Minho parece-nos a opção mais acertada por reflectir a identidade histórica e geo-etnográfica de toda aquela região, apesar das naturais difenças que sempre existem entre concelhos e até dentro destes em pequenas localidades. De resto, deixa de lado a existência artificial inventada pelo Estado Novo de uma suposta província do Douro Litoral.

Porém, a existência simultânea de mais três CTR’s – Alto Minho, Baixo Minho e Douro Litoral Norte – levanta-nos sérias dúvidas à sua funcionalidade e sobretudo à compreensão daquilo que deveria ser a definição coerente de regiões etnográficas.

A partir de agora e, em termos práticos, a que Conselho Técnico Regional da Federação do Folclore Português se deverá dirigir um grupo folclórico sediado na área do Distrito de Viana do Castelo? E, como deverá proceder um grupo folclórico que represente simultaneamente o Alto e o Baixo Minho, como sucede com alguns sediados na região de Lisboa? Neste último caso, deverão contactar o CTR do Alto Minho, o CTR do Baixo Minho, o CTR de Entre-o-Douro-e-Minho ou o CTR da Região Saloia?

Salvo melhor explicação, parece-nos que vai aqui alguma confusão!...

Carlos Gomes

ARCUENSES DANÇAM NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

O Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez vai no próximo dia 19 de Março, a partir das 15 horas, actuar na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), levando consigo a alegria das gentes do Minho.

Potenciar novos contactos e promover os melhores negócios é uma das premissas da organização do certame. Algo que tem sido alcançado com assinalável sucesso, muito por força da capacidade de inovação e de antecipação das necessidades do mercado.

A BTL é um espaço de negocio e networking de todos os profissionais do Turismo e também um palco aberto ao debate e discussão do sector.

A BTL é também um espaço de animação e promoção turística para o público.

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS NOMEIA CONSELHEIROS TÉCNICOS REGIONAIS

Decorreu hoje no Cine-teatro Alba, em Albergaria-a-Velha o Encontro Nacional de Conselheiros Técnicos da Federação do Folclore Português onde teve lugar a eleição dos membros dos Conselhos Técnicos Regionais.

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A imagem mostra os membros eleitos do CTR do Alto Minho

 

Entre os conselhos para os quais foram nomeados Conselheiros refira-se o Conselho Técnico Regional de Entre-o-Douro-e-Minho, o que reflecte uma compreensão acertada acerca da identidade geo-etnográfica daquela região, por vezes incompreensivelmente fraccionada com uma região fictícia denominada de “Douro Litoral”. Surpreendentemente, para além daquele, foram ainda criados o Conselho Técnico Regional do Alto Minho, o Conselho Técnico Regional do Baixo Minho e o Conselho Técnico Regional do Douro Litoral Norte como se, apesar das naturais diferenças entre localidades vizinhas, o espaço territorial que lhes correspondente constituíssem do ponto de vista histórico e geo-etnográfico regiões distintas entre si e da região de Entre-o-Douro-Braga e-Minho.

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Membros eleitos do CTR de Entre-o-Douro-e-Minho

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 Membros eleitos do CTR do Baixo Minho

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Membros do Conselho Técnico do Douro Litoral Norte

MINHOTOS LEVAM A FESTA À FEIRA SALOIA DE MOSCAVIDE

O Grupo Concertinas e Cantigas do Rancho Folclórico Verde Minho actuou esta tarde na Feira Saloia à Moda Antiga que decorre em Moscavide. Os minhotos levaram consigo as concertinas e os cavaquinhos e, com eles, soltando as mais alegres rapsódias do nosso folclore e, com alguma brejeirice, a alegria contagiante que sempre caracteriza as nossas gentes onde quer que se encontrem.

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No jardim de Moscavide, dezenas de barraquinhas ofereciam as mais diversas iguarias provenientes de diferentes regiões do país, desde os enchidos de Lamego e os queijos da Serra da Estrela às alheiras de Mirandela e às fogaças de Santa Maria da Feira. E não faltou sequer uma artesão conferindo novas e coloridas formas ao típico galo de Barcelos feito apito-de-água.

A Freguesia de Moscavide, actualmente agregada à Freguesia da Portela, pertence ao concelho de Loures. O nome Moscavide deverá ter origem no topónimo árabe al-Masqba ou maskabat que significa “sementeiras” indica as características remotas da localidade. Porém, a paisagem rural cedeu o lugar sucessivamente à indústria e à urbanização operária e, mais recentemente, ao comércio e serviços, sobretudo de espaços de diversão nocturna, para o que contribuiu de sobremaneira a proximidade do Parque das Nações.

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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS FOI CRIADA HÁ 40 ANOS!

Passam no próximo dia 28 de Maio precisamente 40 anos sobre a data da fundação da Federação do Folclore Português (FFP). Trata-se da única entidade em Portugal que procura agregar os grupos folclóricos, sediados no país ou ainda nas comunidades portuguesas no estrangeiro, segundo critérios de rigor e autênticidade na sua representação.

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A FFP faz parte do International Union of European and Extra-European Associations.

Como qualquer instituição, a FFP tem vindo ao longo da sua existência a registar sucessivas adaptações às novas realidades, nomeadamente ao nível das relações com os novos meios de comunicação social na área digital. Mas também no que diz respeito à abertura e apoio aos grupos folclóricos que ainda não são federados – efectivos ou aderentes – mas que aspiram a melhorar a sua representatividade.

A FFP possui a sua sede social em Arcozelo, no concelho de Vila Nova de Gaia, terra de naturalidade de Augusto Gomes dos Santos, seu fundador e primeiro presidente.

Além de Augusto Gomes dos Santos, a FFP teve como presidente Fernando Ferreira da Silva que, em recentes eleições, foi sucedido pelo Dr. Daniel Café, seu actual presidente.

A fim de assinalar o seu 40º aniversário, a FFP usará ao longo deste ano o selo comemorativo que junto reproduzimos.

NAZARÉ DANÇA NO FOLKLOURES’17

O Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Fundado em 25 de Julho de 1997, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré foi admitido como sócio do Inatel em Junho de 1999 e da Federação do Folclore Português em Janeiro de 2001.

Fazendo da componente etnográfica a ligação com o período que representa, 1920 a 1940, este grupo, através das actuações que tem efectuado por todo o país e no estrangeiro, transporta a Nazaré nos seus usos, costumes, danças e cantares.

Tendo como preocupação dominante o manter as tradições da Nazaré, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré tem vindo a desenvolver profundo trabalho na pesquisa do traje e da tradição oral, procurando através da sua representação mostrar os usos e costumes da Nazaré do passado.

Além do Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré, a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Loures, grupo de folclore da Associatia Miorita Portugalia em representação da comunidade moldava radicada no nosso país, a Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil que apresentará a tradicional dança da capoeira, o Grupo de Danças e Cantares da Madeira, Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo e do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral, para além naturalmente do anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

O FolkLoures tem início no dia 24 de Junho com a realização de uma exposição e de uma palestra, prolongando-se durante toda a semana até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar o espectáculo de culturas tradicionais.

Com efeito, realiza-se no Museu Municipal de Loures uma exposição subordinada ao tema “Carroças da Região Saloia”, a ter lugar nas instalações do próprio museu, com inauguração prevista no dia 24 de Junho, pelas 16 horas. A exposição tem entrada gratuita e ficará patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira).

Ainda no dia 24 de Junho, a Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção profere uma palestra subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Museu.

O Museu Municipal de Loures encontra-se instalado na Quinta do Conventinho, sita na Estrada Nacional, 8, em Santo António dos Cavaleiros, a escassos 4 quilómetros de Loures, um edifício conventual contruído na segunda metade do século XVI.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

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FOLKLOURES É A GRANDE FESTA DA CULTURA TRADICIONAL PORTUGUESA E DAS COMUNIDADES IMIGRANTES

O Folclore contribui para o conhecimento mútuo, paz e amizade entre os povos

A edição deste ano do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, vai ter o seu início no dia 24 de Junho com a realização de uma exposição e de uma palestra, prolongando-se durante toda a semana até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar o espectáculo de culturas tradicionais.

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Trata-se de uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Este evento privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

O programa do FolkLoures’17 é o seguinte:

FOLKLOURES'17 - Encontro de Culturas

PROGRAMA

Dia 24 de Junho

- 16 horas. Inauguração da Exposição "Carroças da Região Saloia". Museu Municipal de Loures.

A exposição está patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira)

Entrada gratuita

- 16h30 horas. Palestra sobre "Usos e Costumes tradicionais da Região Saloia", pela Dr.ª Ana Paula de Sousa Assunção, a ter lugar no Auditório do Museu do Museu Municipal de Loures, com passagem pela exposição das Carroças.

Dia 1 de Julho

- 16 horas. Feira de artesanato. Abertura de tasquinhas

- 20 horas. Espetáculo de folclore e recriações da cultura tradicional

- 24 horas. Sessão de encerramento com fogo-de-artifício

GRUPOS PARTICIPANTES

Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil

Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo

Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho

Grupo Folclórico “O Cancioneiro de Ovar” – Beira Litoral

Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura

Associatia Miorita Portugalia – Moldávia

Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia

Grupo de Danças e Cantares da Madeira – Madeira

NAZARÉ DANÇA NO FOLKLOURES’17

O Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Fundado em 25 de Julho de 1997, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré foi admitido como sócio do Inatel em Junho de 1999 e da Federação do Folclore Português em Janeiro de 2001.

Fazendo da componente etnográfica a ligação com o período que representa, 1920 a 1940, este grupo, através das actuações que tem efectuado por todo o país e no estrangeiro, transporta a Nazaré nos seus usos, costumes, danças e cantares.

Tendo como preocupação dominante o manter as tradições da Nazaré, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré tem vindo a desenvolver profundo trabalho na pesquisa do traje e da tradição oral, procurando através da sua representação mostrar os usos e costumes da Nazaré do passado.

Além do Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré, a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Loures, grupo de folclore da Associatia Miorita Portugalia em representação da comunidade moldava radicada no nosso país, a Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil que apresentará a tradicional dança da capoeira, o Grupo de Danças e Cantares da Madeira, Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo e do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral, para além naturalmente do anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

O FolkLoures tem início no dia 24 de Junho com a realização de uma exposição e de uma palestra, prolongando-se durante toda a semana até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar o espectáculo de culturas tradicionais.

Com efeito, realiza-se no Museu Municipal de Loures uma exposição subordinada ao tema “Carroças da Região Saloia”, a ter lugar nas instalações do próprio museu, com inauguração prevista no dia 24 de Junho, pelas 16 horas. A exposição tem entrada gratuita e ficará patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira).

Ainda no dia 24 de Junho, a Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção profere uma palestra subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Museu.

O Museu Municipal de Loures encontra-se instalado na Quinta do Conventinho, sita na Estrada Nacional, 8, em Santo António dos Cavaleiros, a escassos 4 quilómetros de Loures, um edifício conventual contruído na segunda metade do século XVI.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

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FOLKLOURES’17: MUSEU MUNICIPAL DE LOURES EXPÕE “CARROÇAS DA REGIÃO SALOIA”

O Museu Municipal de Loures participa no FolkLoures’17 com a realização de uma exposição subordinada ao tema “Carroças da Região Saloia”, a ter lugar nas instalações do próprio museu, com inauguração prevista no dia 24 de Junho, pelas 16 horas. A exposição tem entrada gratuita e ficará patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira).

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Ainda no dia 24 de Junho, a Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção profere uma palestra subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Museu.

O Museu Municipal de Loures encontra-se instalado na Quinta do Conventinho, sita na Estrada Nacional, 8, em Santo António dos Cavaleiros, a escassos 4 quilómetros de Loures, um edifício conventual contruído na segunda metade do século XVI.

Constituído em 26 de julho de 1998, o Museu encontra-se instalado no 13.º convento dos frades franciscanos da Província de Santa Maria da Arrábida, apresentaposições de  exposições de temática arqueológica e etnográfica, com o intuito de dar a conhecer a realidade e a vivência das populações rurais do município de Loures, assim como a sua história. Possui duas salas de exposições, oficinas, reservas visitáveis, um centro de documentação especializado em história local, loja, cafetaria com esplanada, parque de estacionamento e acesso para pessoas com mobilidade reduzida.

O FolkLoures apresenta um programa cultural rico e diversificado que, sob o impulso e capacidade organizativa do Rancho Folclórico Verde Minho, catapulta o concelho de Loures para a ribalta da cultura tradicional portuguesa.

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FOLKLOURES’17: HISTORIADORA ANA PAULA ASSUNÇÃO PROFERE PALESTRA SOBRE “USOS E COSTUMES DA REGIÃO SALOIA”

A Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção profere uma palestra subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Museu do Museu Municipal de Loures, no dia 24 de Junho, pelas 16h30. A iniciativa insere-se no programa do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas que se prolonga até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar um grandioso festival de cultura tradicional no Parque da Cidade, em Loures.

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O Museu Municipal de Loures encontra-se instalado na Quinta do Conventinho, sita na Estrada Nacional, 8, em Santo António dos Cavaleiros, a escassos 4 quilómetros de Loures.

A Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção é historiadora e museóloga, Mestre em História Regional e Local pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É autora de programas museológicos, reformulações de programas e criação de serviços inovadores. Conceção científica do Centro UNESCO A casa da terra. Comissária de exposições de vária índole com museografia de inclusão e género.

Tem como áreas científicas preferenciais a História Local, Saúde, Património industrial (com destaque para Fábrica de Loiça de Sacavém, Oliveira Rocha/Oliveira do Bairro), Património Cultural Imaterial, Património Religioso /obra de arte total – Cripto -história. Exerceu voluntariado na Igreja Matriz de Bucelas com descobertas de cariz científico sobre entalhador, Francisco Lopes. (Artigo no prelo). Musealização da Igreja e interpretação dos espaços em visitas.

Pelo seu trabalho, tem recebido várias distinções de Mérito Cultural e Prémios no campo da Museologia a nível nacional e internacional.

Nesse mesmo dia e local, terá ainda lugar outra iniciativa cultural integrada no programa da edição deste ano do FolkLoures, a qual contamos divulgar muito brevemente. Trata-se, pois, de um programa cultural rico e diversificado que, sob o impulso e capacidade organizativa do Rancho Folclórico Verde Minho, catapulta o concelho de Loures para a ribalta da cultura tradicional portuguesa.

RANCHO DA BOBADELA REPRESENTA A REGIÃO SALOIA NO FOLKLOURES’17

O Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Loures vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Como não podia deixar de suceder, os usos e costumes das gentes da região saloia em geral e do concelho de Loures em particular não poderiam deixar de estar presentes. As tradições saloias constituem a matriz etnográfica de um concelho que acolheu de braços abertos os minhotos, beirões, transmontanos, alentejanos e as mais variadas gentes de todo o país, dos países de expressão portuguesa e de todo o mundo. Por essa via, Loures tornou-se porventura um dos concelhos mais cosmopolitas do nosso país. Eis a razão pela qual o FolkLoures – Encontro de Culturas adquiriu um novo formato, mais abrangente e inclusivo, inédito no domínio do folclore e da cultura tradicional cujo modelo em breve inspirará outras organizações de eventos semelhantes. Por conseguinte, o Rancho da Bobadela representará na edição deste ano os usos e costumes da região saloia e do concelho de Loures.

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O Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela iniciou a sua actividade etnográfica com as marchas dos santos populares em Junho de 1983.

Nos primeiros anos, este rancho foi uma secção de uma outra colectividade da freguesia até que, a 26 de Fevereiro de 1987, se celebrou a escritura pública que deu corpo à União Cultural e Folclórica da Bobadela, o que o torna mais antigo do que a colectividade a que actualmente pertence.

Localizada na zona oriental do concelho de Loures, a freguesia da Bobadela era banhada pelos rios Tejo (a leste) e Trancão (a sul e a oeste), sendo que este último a separava das freguesias de Unhos (a oeste) e de Sacavém (a sul e sudoeste); a norte e noroeste fazia fronteira com a freguesia de São João da Talha, da qual se desmembrou. Pelo facto da Vila da Bobadela pertencer ao Concelho de Loures, o qual se encontra inserido na zona Saloia, e ainda junto ao Ribatejo e às “portas” de Lisboa, as danças e cantares são o espelho do cruzamento das três zonas acima descritas, bem como das actividades económicas que se viveram por aquelas bandas.

Sendo a etnografia desta zona bastante rica e diversificada, o rancho da Bobadela tem no seu repertório musical bailaricos, fadinhos, viras, valsas e os famosos verde-gaios.

Quanto aos trajes, inicialmente no Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela, os homens usavam trajes Saloios Domingueiros e as mulheres o traje Usual no Ribatejo. Ou seja, as raparigas usavam saias e lenços vermelhos, camisa e meias brancas, chapéu e cesto de palha. E os rapazes vestiam camisa branca e calças, colete, cinta e barrete preto.

No entanto, no princípio do ano de 1997, a Direcção decidiu iniciar a mudança dos trajes para a representação da etnografia saloia. Esta representação é mantida até hoje e dela se destacam os Trajes de Abastados, Trabalho de Cocheiro, de Lavadeira, de Ceifeira, de Carroceiro, de Aguadeira, de Leiteira e de Campino das Lezírias Saloias.

“O folclore é a tradição e usos populares, constituído pelos costumes e tradições transmitidos de geração em geração. O rancho da Bobadela procura viver e transmitir sempre melhor e de forma feliz essa cultura tão sua.

Além do Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Loures, a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do grupo de folclore da Associatia Miorita Portugalia em representação da comunidade moldava radicada no nosso país, a Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil que apresentará a tradicional dança da capoeira, o Grupo de Danças e Cantares da Madeira, Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo, do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral e ainda com mais uma representação da Estremadura que divulgaremos oportunamente, para além do anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade..

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BRASILEIROS LEVAM CAPOEIRA AO FOLKLOURES’17

A Associação Tira-me da Rua (ATR) vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Constituído por brasileiros radicados em Portugal, a Associação Tira-me da Rua (ATR) é quiçá o mais representativo grupo musical a preservar e divulgar uma das mais apreciadas manifestações da cultura tradicional do povo brasileiro – a capoeira!

A capoeira constitui um misto de dança, arte marcial, desporto, música e cultura popular. As suas origens são remotas, calculando-se que tal tradição tenha origem em rituais iniciáticos dos povos do sul de Angola. Em resultado da colonização portuguesa, a capoeira terá a partir do século XVII sido levada para o Brasil onde foi desenvolvida por descendentes de escravos africanos.

Ao som rítmico dos berimbaus, a Associação Tira-me da Rua (ATR) vai mostrar como se canta, dança e luta a capoeira, oferecendo m espectáculo que certamente vai agradar ao público que vai afluir ao FolkLoures’17, incluindo a numerosa comunidade brasileira radicada na região de Lisboa.

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Além da Associação Tira-me da Rua (ATR), a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do grupo de folclore da Associatia Miorita Portugalia em representação da comunidade moldava radicada no nosso país, Grupo de Danças e Cantares da Madeira, Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo, do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral e ainda com representações da Estremadura que divulgaremos oportunamente, para além do anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

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FOLKLOURES'17 RECEBE REPRESENTAÇÃO DA MOLDÁVIA

O Grupo de Folclore da Associatia Miorita Portugalia vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Formado por moldavos e seus descendentes imigrados no nosso país, a Associatia Miorita Portugalia está sediada no Barreiro e representa os usos e costumes tradicionais das gentes da Moldávia.

Situada na Europa oriental, a Moldávia possui fronteiras com a Ucrânia e a Roménia. No século XV, a Moldávia – oficialmente República Moldova – ocupou toda a região da Bessarabia, Moldávia Ocidental e Bucovina, constituindo à época uma importante potência regional.

Em consequência da sua história atribulada que incluiu o período feudal, o Tratado de Bucareste em 1812 que retalhou o seu território, submetendo a Bessarabia à Rússia e, mais tarde, a independência da Roménia e a sua unificação com a Moldávia Ocidental, é actualmente controversa a definição de identidade étnica e linguística entre moldavos e romenos.

 

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Além do grupo de folclore da Associatia Miorita Portugalia em representação da comunidade moldava radicada no nosso país, a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do Grupo de Danças e Cantares da Madeira, Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo, do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral e ainda com representações da Estremadura e Brasil que divulgaremos oportunamente, para além do anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

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MADEIRENSES LEVAM O BAILINHO AO FOLKLOURES’17

O Grupo de Danças e Cantares da Madeira vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Constituído há mais de três décadas por madeirenses radicados na região de Lisboa, este grupo folclórico está sediado no vizinho concelho da Amadora e é o único que no continente representa os usos e costumes tradicionais das gentes do Arquipélago da Madeira, actualmente constituída como Região Autónoma.

Além do Grupo de Danças e Cantares da Madeira, a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo, do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral e ainda com representações da Estremadura, Brasil e Moldávia que divulgaremos oportunamente, para além do anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

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CANCIONEIRO DE OVAR LEVA AO FOLKLOURES’17 TRADIÇÕES DAS GENTES VAREIRAS DE OVAR

O Grupo Folclórico “Cancioneiro de Ovar” vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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De Ovar e ainda de toda a região vareira que inclui nomeadamente Estarreja e Murtosa vieram para Lisboa as graciosas peixeiras ovarinas cujo gentílico acabaria por dar origem ao termo varina. Fixadas nos bairros mais típicos da capital, sobretudo na Madragoa, as gentes daquela região vão afluir a Loures para aplaudir o Grupo Folclórico “Cancioneiro de Ovar”.

Este grupo folclórico representa uma zona essencialmente rural, sendo possuidor de um apreciável número de danças e cantares que, ao mesmo tempo, alegravam os duros trabalhos do campo e que agora, procuramos transmitir o mais fiel possível, aos jovens de hoje.

Os trajes que apresenta nas suas actuações, eram usados na região de trabalho em geral e alguns de festa, em particular, remontando a sua época entre 1830 e 1920.

Tem a sua sede, na Associação Cultural e Atlética de Guilhovai a qual lhe deu origem e, por isso, é parte integrante, cujas instalações se situam na Vila de S. João do Concelho de Ovar.

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O “Cancioneiro de Ovar” tem participado em festivais Nacionais e Internacionais de Folclore, bem como em festas e romarias. Organiza o seu próprio Festival de Folclore todos os anos, conjuntamente com outros dois grupos, no âmbito do grupo de acções culturais e tradicionais de Ovar e vem organizando o Festival Pró-emigrante na avenida do Furadouro.

O Grupo Folclórico “Cancioneiro de Ovar” foi inaugurado em Agosto de 1979 e está filiado na Federação do Folclore Português e no INATEL.

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MINHOTOS EM OEIRAS REALIZAM ENCONTRO DE TRADIÇÕES

A localidade da Ribeira da Lage, no concelho de Oeiras, foi hoje palco do I Encontro de Tradições, numa iniciativa organizada pelo Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage – Oeiras e que contou com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras e da Junta de Freguesia de Porto Salvo.

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A iniciativa teve lugar no Centro Cultural da Ribeira da Lage e atraiu largas centenas de pessoas que, durante toda a tarde, puderam assistir à reconstituição de diversos quadros etnográficos como a debulha do milho e a realização de uma procissão religiosa. Com os bombos abrindo caminho ao andor de Nossa Senhora da Conceição.

O eventou contou com a participação do Rancho Folclório de São João Batista de Cavez – Cabeceiras de Basto, o Rancho Folclórico Alegria do Minho – Assorpim, da Amadora, o Rancho Folclórico de Vila Facaia – Leiria e o Rancho Folclórico Cultural Danças e Cantares da Região do Forninho – Palmela, além naturalmente do anfitrião Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage – Oeiras que, de dia para dia, tem vindo a surpreender com as sucessivas melhorias na sua forma de se apresentar e no arrojo das iniciativas que organiza.

O numeroso público que afluiu à Ribeira da Lage viveu hoje uma jornada de cultura popular tradicional num ambiente fraterno, rodeado da simpatia e alegria que muito bem caracteriza as gentes do Minho.

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JOVENS DEBATEM FOLCLORE NA ERA DIGITAL

O Gabinete da Juventude da Federação do Folclore Português, está a organizar o Encontro Nacional de Jovens Folcloristas, cujo tema principal é Folclore na Era Digital e terá lugar no Centro Cultural de Mira de Aire, dia 01 de abril de 2017

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Queremos, neste encontro, refletir o trabalho de cada um dos jovens dentro dos nossos grupos e no seio das nossas comunidades culturais, não esquecendo as temáticas já debatidas nos últimos anos.

Planeamos assim:

  1. Debater aceções de etnografia e folclore na contemporaneidade;
  2. Formar e capacitar os jovens folcloristas, nas diferentes áreas, para melhor desempenho nos seus grupos;
  3. Compreender a etnografia e o folclore enquanto eixos estratégicos na construção da sociedade global;
  4. Facultar abordagens de ações inovadoras nos grupos de folclore;
  5. Promover a representatividade e a qualidade global do movimento folclórico português;

Este encontro destina-se a jovens dos 10 aos 35 anos, mas toda a gente pode participar.

São considerados observadores, os jovens até 35 anos de grupos não federados, as pessoas com mais de 35 anos de grupos federados e não federados.

PONTE DA BARCA APOIA O FOLCLORE

Câmara de Ponte da Barca atribui apoio de mais de 13 mil euros a Ranchos Folclóricos

O executivo municipal aprovou, na última Reunião de Câmara, os protocolos para a atribuição de mais de 13 mil euros aos 15 Ranchos Folclóricos do concelho. A todos foi atribuída uma verba de 900€, destinada a apoiar as atividades desenvolvidas pelos grupos durante o presente ano. Este apoio prevê, ainda, a cedência de transporte para duas deslocações em território nacional ou uma ao estrangeiro.

Como salientou o autarca, Vassalo Abreu, 'estes protocolos têm por objetivo a prossecução da política definida pela Câmara Municipal no que concerne ao incentivo às manifestações culturais de raiz popular', neste caso concreto aos Ranchos Folclóricos que 'pelo empenho que depositam nas iniciativas em que participam, tão bem dignificam o concelho de Ponte da Barca.'

No período antes da ordem do dia, o Presidente da Câmara apresentou um voto de Louvor ao Grupo Cultural e Recreativo dos Lavradores do Paço do Lima, pela distinção nos Troféus O Minhoto, na categoria Clube Ligação Desporto/Cultura, que foi subscrito por todos os presentes.

Da restante ordem de trabalhos, foi ainda deliberado aprovar o pagamento de quotas à Associação Nacional de Municípios Portugueses e à CIM – Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, e aprovar a 2ª alteração ao Orçamento de Despesa e a 1ª alteração ao Plano de Atividades.

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS FAZ INQUÉRITO À JUVENTUDE

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O Gabinete da Juventude da Federação do Folclore Português, com o intuito de fazer um diagnóstico da participação ativa dos jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos nos grupos associados da FFP; também aferir da sua disponibilidade para colaborar com o organismo nas suas valências e eventos e querendo conhecer melhor os jovens que compõem o nosso movimento associativo e proporcionar mais e maior participação ativa de todos, está a realizar um inquérito on-line.

Estamos ao dia de hoje com cerca de 550 respostas válidas e gostávamos de poder chegar à amostra de um milhar. Solicitamos a vossa melhor colaboração para fazer nota e divulgação desta iniciativa, que muito agradecemos.

O inquérito estará disponível até dia 05 de março de 2017 no seguinte link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScv_eZNU0wT03cKmprDlXilIh0zrlAGLuRkDDIZZg9eJViLEg/viewform?c=0&w=1
Ana Rita Leitão

CEIFEIROS DE CUBA LEVAM O CANTE DO ALENTEJO AO FOLKLOURES’17

O Grupo Etnográfico Os Ceifeiros de Cuba vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem atualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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O mais genuíno folclore do Baixo Alentejo não é dançado nem tocado mas apenas cantado, o que constitui uma característica que o demarca em relação às demais regiões do país. Constituindo o cante uma forma de cantar aparentemente monótona e indolente, revela contudo uma enorme riqueza polifónica em que o sentido da sua execução é dotado duma misteriosa profundeza de alma.

O concelho de Cuba é célebre por ter servido de berço ao grande navegador Cristóvão Colombo que, em homenagem à terra que o viu nascer, deu o seu nome às terras que descobriu na América Central. É também ali que repousa o notável escritor Fialho de Almeida e onde pode visitar-se as ruínas romanas da primitiva povoação, a Igreja de Nossa Senhora da Rocha e a Grandiosa Matriz, manda construir em 1500 pelos frades de S. Vicente de Fora. Cuba é ainda famosa pelos seus excelentes queijos de ovelha, as frutas, os curtumes e os afamados vinhos que produz e comercializa juntamente com Alvito e Vidigueira.

O seu cante, característico da margem direita do rio Guadiana, é mais solene e cantochão, contrastando com o cante da margem esquerda, este mais rítmico, melodioso e alegre. Fundado em 1933, o Grupo Etnográfico “Os Ceifeiros de Cuba é muito provavelmente o melhor intérprete do genuíno cante alentejano da margem direita do rio Guadiana, respeitando a autenticidade do traje para além da verdade da expressão musical.

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Com um rico historial, é o próprio grupo que se apresenta: “Os "Ceifeiros de Cuba" - Grupo Etnográfico, atualmente ensaiados pelo Mestre Ermelindo Galinha - têm levado o nome de Cuba e do Alentejo de norte a sul do País, bem como ao estrangeiro, nomeadamente, Espanha (Burgos no País Basco e Monastério) e França (Bourgogne, Chatillhon-en-Bazois, Saulieu, Estrasburgo, no Parlamento Europeu).

Têm sido centenas as atuações do Grupo, nos mais variados contextos, quer em Feiras, Exposições, Hotéis, Discotecas, Encontros de Corais e Festivais, quer em receções e outros eventos de carácter social e cultural; de destacar as atuações no Coliseu dos Recreios, no Teatro Maria Matos, no Pavilhão dos Desportos, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, na Alfândega no Porto, no encerramento do I Congresso do Cante Alentejano, ainda as três atuações na EXPO 98, no Pavilhão de Portugal, Pavilhão dos Oceanos e Pavilhão do Território.

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Na Televisão o Grupo participou nos Programas "Bom Dia", "País, País" e "Cais do Oriente" da RTP1; "Acontece" da RTP2, "Jardim das Estrelas" da RTP Internacional e "Horizontes da Memória" na RTP2 e RTP Internacional; de registar, também, duas participações cinematográficas, uma no filme documentário "Alentejo Cantado" de Francisco Manso e outra em "Polifonias - Pace è Salute, Michel Giacometti", de Pierre-Marie Goulet.

A produção discográfica dos "Ceifeiros de Cuba" tem sido outro dos meios de preservação e divulgação do cante alentejano, tendo, até ao momento o Grupo produzido sete cassetes, um single, um LP e participação em três CD um dos quais editados pelo Instituto Internacional de Música Tradicional de Berlim e Smithsonian Folkways de Washington.

Os constantes convites que o Grupo recebe para atuações diversas são o reconhecimento do seu valor o qual tem sido, também, reconhecido pelos troféus que ganhou nos certames em que participou - sete primeiros lugares, quatro segundos lugares e quatro terceiros lugares. "Os Ceifeiros de Cuba" consideram-se, por isso, um Grupo bem representativo do cante alentejano.”

Além dos Ceifeiros de Cuba em representação do cante do Baixo Alentejo, a edição do corrente ano do FolkLoures contará ainda com representações do Minho, Madeira, Beira Litoral, Estremadura, Brasil e Moldávia.

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SÓCIOS E AMIGOS DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES (MOÇAMBIQUE) CONFRATERNIZAM EM AMARES

O Encontro dos minhotos que viveram em Moçambique vai este ano ter lugar no concelho de Amares, no próximo dia 30 de Abril. O BLOGUE DO MINHO espera em breve pode divulgar o programa do convívio e o grupo folclórico que irá animar o evento.

Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país e o regresso da à metrópole comunidade portuguesa. Este ano, Amares é o concelho eleito para se reencontrarem.

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Durante duas décadas consecutivas, a Casa do Minho foi na capital do Índico o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

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Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. E, em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 62 anos!

Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

Fotos: Rui Aguilar Cerqueira / Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques - Moçambique

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RANCHO DE CABECEIRAS DE BASTO DANÇA EM OEIRAS

O Rancho Folclórico de São João Batista de Cavez, de Cabeceiras de Basto, desloca-se no próximo dia 5 de Março ao concelho de Oeiras, nos arredores de Lisboa, a fim de participar no I Encontro de Tradições que vai ter lugar no Centro Cultural da Ribeira da Lage.

Trata-se de um espectáculo de cariz etnográfico no qual cada grupo efectua representação tradicional da sua região, lembrando os usos e costumes das suas gentes, como por exemplo os romeiros, ou os trabalhos no campo, ou as carpideiras logo seguida da actuação do grupo em termos de representação de danças e cantares.

Além do Rancho de Cabeceiras de Basto, participarão ainda neste evento o Rancho Folclórico de Vila Facaia – Leiria, Rancho Folclórico Cultural Danças e Cantares da Região do Forninho – Palmela, Rancho Folclórico Alegria do Minho Assorpim – Amadora e, naturalmente, o anfitrião Rancho Folclórico “Os Minhotos” da Ribeira da Lage – Oeiras.

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REPRESENTAÇÕES DO BRASIL E MOLDÁVIA PARTICIPAM NO FOLKLOURES’17

A edição deste ano do FolkLoures – Encontro de Culturas vai contar com representações tradicionais do Brasil e da Moldávia cujos nomes divulgaremos em breve. Com nova data e formato, este evento vai apresentar novidades que farão dele um espectáculo único no contexto da divulgação da cultura tradicional.

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FolkLoures é mais do que um festival de folclore. Ano após ano, será um ponto de Encontro de Culturas com carácter inclusivo, palco das mais variadas tradições da cultura tradicional, de exposição e de debate das nossas raízes – e das tradições das comunidades que vivem ao nosso lado e com quem diariamente interagimos.

O programa já se encontra praticamente elaborado, aguardando-se apenas o alinhamento de alguns pormenores respeitantes a iniciativas que vão pela primeira vez ter lugar neste Encontro de Culturas.

Sob a égide do Grupo Folclórico Verde Minho, FolkLoures vai seguramente transformar a cidade de Loures num palco privilegiado da cultura tradicional a nível nacional e até internacional.

MANUEL SANTOS É O FOTÓGRAFO DA AMADORA E DO FOLCLORE

O Sr Manuel Santos é um fotógrafo bastante conhecido e estimado no concelho da Amadora onde vive e também no meio do associativismo regionalista e do folclore. Não raras as vezes, acompanha os grupos folclóricos em longas viagens a fim de lhes garantir a cobertura fotográfica, incluindo a gravação em vídeo das suas actuações, trabalho que sempre faz generosamente. Além disso, é pessoa de trato afável, com grande facilidade de fazer amigos. E, não há entidade com a qual colabore, a começar pela própria Câmara Municipal da Amadora, onde não crie laços de amizade.

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O Sr Manuel Santos é um dos colaboradores do BLOGUE DO MINHO o qual lhe deve excelentes reportagens fotográficas que fazem o gáudio dos seus leitores.

Mas, afinal que é o sr. Manuel Santos a quem todos estão habituados a vê-lo de máquina fotográfica em punho?

Natural de Lisboa, cedo rumou para Angola onde passou a trabalhar como funcionário do Estado Português. Em 1966, aos dezoito anos de idade, começou a fotografar e revelar fotos em laboratório. Em 1975 regressou à Metrópole, continuando na Administração Pública a trabalhar no apoio de desenvolvimento rural, constituindo algumas das áreas mais marcantes a Direcção dos Serviços de Documentação e Informação, o emparcelamento agrícola recuperação e construção de habitações em casas rurais um pouco por todo o país, pontões, açudes, caminhos rurais, estábulos, regadio tradicional, barragens e toda a sorte de equipamentos rurais.

Cobriu em fotografia numerosos eventos como feiras agrícolas em localidades como Santarém, Porto, Golegã, Alter do Chão, Macedo de Cavaleiros e o Algarve. Também figuras conhecidas do clero e políticos dos mais variados quadrantes ideológicos não escaparam à sua objectiva. Mais recentemente, ao Jardim Zoológico de Lisboa e aos animais que ali habitam também lhes dedica um especial carinho, registando os seus gestos de ternura e as suas brincadeiras.

Mas foi sobretudo o contacto com as gentes dos meios rurais que lhe fizeram despertar o gosto pelo folclore, captar o movimento das danças, o colorido dos trajes e a beleza das moças nos seus trajes garridos, das crianças e dos jovens transportando uma herança cultural para os vindouros. E, desde então, abraçou com paixão a causa da sua divulgação, da forma que melhor sabe fazer: fotografar!

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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: LISTA "B" AFIRMA QUE ELEIÇÕES FORAM PAUTADAS POR ILEGALIDADES

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ESCLARECIMENTO AOS ASSOCIADOS DA FFP

Ex.mos  Senhores

Associados da Federação do Folclore Português

Assunto: Esclarecimento aos Associados da FFP sobre o ato eleitoral

20 de janeiro de 2017

No dia 11 de dezembro de 2016 realizaram-se eleições para os Órgãos Sociais da Federação do Folclore Português (FFP), pela primeira vez disputadas com candidaturas de duas listas distintas.

A Lista B candidata aos Órgãos Sociais da FFP expressa aqui, uma vez mais, um enorme agradecimento aos Associados que acreditaram no projeto apresentado, um projeto sério, jovem, dinâmico e, sobretudo, um projeto de mudança. Dos resultados comunicados devemos retirar uma simples mas muito importante ilação: metade do movimento da FFP confiou e reviu-se no projeto da Lista B. Afinal, foi de apenas 3 Associados a diferença que separou ambas as listas!

No entanto, lamentamos que todo o processo eleitoral tenha sido pautado por diversas irregularidades regimentais, ousamos até dizer, por diversos atos ilícitos. Estes factos, graves, mais do que ilustrarem a actuação de diversos elementos dos Órgãos Sociais responsáveis pelo ato eleitoral, em última instância ensombram a vitória “limpa” (estamos a citar) da Lista A no referido acto eleitoral.

Uma vez que não nos revemos nesta forma de estar e agir, e queremos acreditar que a esmagadora maioria dos associados da FFP também não, a Lista B desencadeou um processo interno de esclarecimento dos referidos atos apresentando requerimentos , primeiramente, ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral e, em segunda instância, ao Presidente do Conselho Fiscal, Órgãos a quem compete fiscalizar e controlar a FFP (Art. 63º do Regulamento Geral Interno da FFP), bem como velar pelo cumprimento dos Estatutos e Regulamentos da FFP (ponto 7 do Art. 64º do Regulamento Geral Interno da FFP).

Talvez não surpreendentemente, de ambos os Órgãos recebemos respostas que demonstraram inequivocamente a conivência e anuência para com os factos ilícitos detetados, bem como uma enorme falta de vontade de repor a verdade, como podem verificar pelos documentos anexos.

Tal como sempre expressamos durante o período eleitoral, a Lista B é apologista e acérrima defensora da transparência e não compactua com os atos ilegais preconizados durante o ato eleitoral. Uma vez que não é nossa pretensão arrastar este processo, e porque os Órgãos Sociais responsáveis pelo apuramento dos factos demitiram-se das suas responsabilidades, decidimos encerrar as diligências para apuramento das ilicitudes verificadas. Contudo, não sem antes apresentar estes factos a todos os Associados. Deixamos, assim, para vossa análise os documentos trocados entre as diversas entidades para que daí possam retirar as conclusões que vos pareçam pertinentes.

Com os melhores cumprimentos,

Os elementos da Lista B

MINHOTOS FESTEJAM EM LISBOA ANO NOVO CHINÊS

Os minhotos que vivem na região de Lisboa participaram no passado fim-de-semana nos tradicionais festejos do Ano Novo Chinês, celebrado em Portugal com a antecipação de uma semana relativamente à data efectiva da entrada do ano. Com os seus trajes tradicionais, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho desfilou na avenida Almirante Reis rumo ao Largo do Martim Moniz, juntamente com as inúmeras representações da cultura tradicional chinesa, num gesto que valoriza a amizade luso-chinesa e contribuiu para a paz e amizade entre os povos.

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Sob signo do Galo, estas festividades são organizadas pela Embaixada da China em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal de Portimão e Câmara Municipal do Porto, de acordo com o seguinte programa:

21 JAN, sábado:

Desfile – 11h00/ 12h00 – Av. Almirante Reis (entre a Igreja dos Anjos e a Praça do Martim Moniz)

Espetáculo – 13h00/ 16h30 – Praça do Martim Moniz

Feira Tradicional – 10h00/ 17h00 – Praça do Martim Moniz

22 JAN, domingo:

Espetáculo – 14h00/ 16h00 – Praça do Martim Moniz

24 JAN, terça-feira:

Inauguração Exposição Fotográfica: Celebrações do Feliz Ano Novo Chinês no Mundo – 18h00 – Centro Científico e Cultural de Macau

Porto

19 JAN, quinta-feira:

Espetáculo da Companhia de Ópera Wu de Zhejiang – 21h00 – Coliseu do Porto

Dança do Dragão – 11h00/ 12h00, 15h00/16h00 – Rua de Santa Catarina (Porto) e Vila do Conde

Portimão 

19 JAN, quinta-feira:

Demostração de atividades artesanais tradicionais  (recorte de papel, tecelagem de cânhamo, escultura de argila e apresentação de teatro de sombras) – várias sessões – Casa Manuel Teixeira Gomes

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O calendário chinês rege-se pelos ciclos lunares em conjugação com a posição do sol, iniciando-se na noite de lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo grau de Aquário. As representações dos doze animais do horóscopo a que correspondem os anos no calendário chinês possuem a sua origem na lenda segundo a qual, os doze animais se apresentaram a Buda, correspondendo ao seu chamamento.

Ascende a mais de vinte mil o número de chineses que vivem em Portugal, oriundos principalmente da província de Cantão em virtude da sua proximidade com Macau, constituindo uma comunidade pacífica e trabalhadora, dedicada sobretudo ao comércio e com uma presença considerável na nossa região.

Fotos: Manuel Santos

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FOLCLORE DUPLICA NÚMERO DE VISITANTES DO BLOGUE DO MINHO

O BLOGUE DO MINHO está a atingir níveis históricos de afluência em número de visitantes diários graças sobretudo às notícias que vem publicando relacionadas com o folclore.

Durante os dias úteis da semana, o noticiário relacionado com o folclore e com as iniciativas locais chegam a triplicar o número de leitores, apenas diminuindo ligeiramente nos fins-de-semana.

Refira-se que o BLOGUE DO MINHO é um jornal regional com formato digital e actualização diária, com informação diversificada de toda a região do Minho e ainda de todas as comunidades minhotas espalhadas por Portugal e pelo mundo.

Para além disso, o BLOGUE DO MINHO vem afirmando-se como uma tribuna privilegiada em defesa não apenas do folclore do Minho como ainda de todo o folclore português e da entidade que congrega o seu associativismo – a Federação do Folclore Português!

Fotos: José Carlos R. Vieira

RUSGA DE S. VICENTE DE BRAGA CANTA AS JANEIRAS

"A tradição vai e vem ao Shopping - Cantar das Janeiras"

Se “Rusgas - é gente que vai, faz e vem das festas…”, no próximo domingo, dia 15, pelas 15h:30, a ‘Tradição vai e vem ao Shopping Braga Parque’, para cantar os Reis e Janeiras.

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Tal como em anos anteriores, as vozes e respetiva tocata da Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho, voltarão a preencher e animar - com sonoridades e a policromia do trajar minhoto -, os diferentes espaços do BragaParque, divulgando e promovendo as tradições herdadas, alusivas ao términus do 'ciclo natalício', o Cantar da Janeiras.

As janeiras já se cantam,

Aos ricos e aos fidalgos.

E também aos pobrezinhos,

Que dão tigelas de caldo.

 

Abram as vossas janelas,

Que a Rusga vai a passar.

Trazei as vossas ofertas,

Pois temos muito que andar.

 

A iniciativa, "A tradição vai e vem ao shopping", tem por principal propósito, levar as mais diversas manifestações da nossa cultura popular de tradição, às grandes superfícies comerciais, por forma a poder chegar a outros novos públicos. Foi assim que já levamos a efeito, nas ditas superfícies comerciais, exposições temáticas itinerantes, como, a do 'Trajo e o Trajar Popular no Baixo Minho' e 'Presépio - o sentido do Natal', e os espetáculos, 'O Casamento Minho', 'Olha a roda que a saia tem', entre outros.

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4º Concerto de Reis

Na próxima sexta, dia 13, pelas 21h:30, na igreja paroquial de São Vicente de Braga, a Rusga participará na 4ª edição do Concerto de Reis, promovido pela Irmandade do Mártir São Vicente e respetiva paróquia, no âmbito da iniciativa "Abrigar São Vicente".

Ceia de Reis 2017

No passado fim-de-semana, na sua sede social, a Rusga levou a efeito a tradicional “Ceia de Reis”, extensiva aos familiares dos elementos rusgueiros. Com esta iniciativa, encerrou-se formalmente o ano de actividades de 2016, ano em que terminamos o programa comemorativo do 50º aniversário da associação (1965/2015), sob o mote "Há 50 anos a Rusgar - 50 anos, 50 iniciativas, 05 temas".

Com esta Ceia de Reis - a última das celebrações do ciclo natalício -, pretende-se por um lado, proporcionar um encontro/convívio alargado, tendo em vista o fortalecimento do espírito e vivência rusgueira, entre elementos e respectivos familiares e, por outro, reconhecer em jeito de agradecimento, a todos os elementos, que ao longo do ano transato se disponibilizaram de forma responsável e abnegada, para que o Plano de Actividades e respectivo programa comemorativo do cinquentenário delineado, se tornasse uma realidade.

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NOVOS DIRIGENTES DA FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS TOMAM POSSE

O Presidente da Assembleia Geral da Federação do Folclore Português acaba de dar posse aos membros recentemente eleitos para os corpos directivos daquela entidade, para o triénio 2017-2019.

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A cerimónia teve lugar na sede da Federação do Folclore Português, em Arcozelo, no concelho de Vila Nova de Gaia, e teve início às 10 horas com a recepção aos porta-estandartes e dirigentes dos associados, a que se seguiu a recepção às entidades oficiais.

Entretanto, uma vez realizada a cerimónia de tomada de posse propriamente dita, iniciou-se a sessão de cumprimentos aos novos dirigentes que encontra-se neste momento a decorrer.

Fotos: Sérgio da Fonseca / http://www.rfpfolclore.com/

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CERTIFICAÇÃO DO TRAJE À VIANESA: COMO E PARA QUÊ?

O Dr. João Alpuim Botelho dedicou à questão da certificação do Traje à Vianesa a sua última crónica, da série “Política Cultural em Viana do Castelo”, publicada no passado dia 29 de Novembro no jornal vianense “A Aurora do Lima”. Como é do conhecimento geral, o Dr. João Alpuim Botelho é uma autoridade neste domínio. Foi Director do Museu do Traje de Viana do Castelo e, conjuntamente com Benjamim Pereira e António Medeiros, um dos autores da obra “Traje à Vianesa – Uma Imagem da Nação”. Pela importância que o tema assume para a preservação e divulgação do património cultural e artístico das gentes minhotas e do folclore em geral, o BLOGUE DO MINHO transcreve com a devida vénia o referido artigo de opinião.

Política Cultural em Viana do Castelo (4 - continuação)

  1. A Certificação do Traje à Vianesa

No mesmo caminho de afastamento da comunidade que vimos em relação às Festas, outra questão que tem levantado muitas preocupações é a sua excessiva institucionalização, que facilmente deriva num autoritarismo inconsequente. Já foi criada uma exigência de inscrição para o Cortejo da Mordomia (nomeadamente para os próprios Grupos Folclóricos, tratando-os como se não tivessem o saber ou a chieira para apresentar as suas Mordomas bem trajadas) e surge agora uma outra notícia: o processo de Certificação do Traje, de que tomámos conhecimento através das notícias do encerramento do respectivo período de Consulta “Pública”. 

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Uma vez mais o rol de equívocos é grande, desde logo a começar pela necessidade e utilidade desta certificação. Alguém sentiu necessidade dela e a pediu, ou foi apenas mais um desejo de protagonismo?

Conhecendo as pessoas que fizeram o trabalho acredito na sua qualidade, o que ponho em causa é a sua forma. Seria excelente se se tratasse de mais um estudo sobre o nosso traje, ao lado do “Traje à Vianesa”, de Cláudio Basto, de 1930, ou do “Traje à Vianesa Uma Imagem da Nação”, de Benjamim Pereira e António Medeiros em que também colaborei, de 2009 (que esgotou em poucos meses e continua à espera de reedição) ou do próprio “Catálogo do Museu do Traje”, de 2010, ou de tantos outros estudos mais parcelares que têm sido feitos.

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Mas o que agora se pretende é regulamentar o que pode ser considerado Traje à Vianesa. As questões que se levantam são muito complexas e exigiriam – acreditando que esta certificação tenha alguma utilidade – uma enorme participação de todos. É certo que houve reuniões, por convite, com os grupos (apenas duas para um tema que levanta tantas questões), mas faltaram as sessões públicas e verdadeiramente abertas onde pudessem participar as pessoas que continuam a fazer os trajes e principalmente as que participam nas Festas, desfilando e dançando com os seus trajes, ao lado doos que têm estudado e publicado trabalhos sobre o traje.

Pior do que isto é a má consciência que se nota do facto de ter sido amplamente divulgado o encerramento do período de Consulta “Pública” mas nunca ter sido anunciada a abertura dessa mesma consulta. Tentei informar-me, procurei no site da Câmara e não consegui ver o documento final, o tal que deveria ter sido “público”. E, se não se conhece o documento, nunca poderia ser feita uma “declaração de oposição devidamente fundamentada” a que alude o Aviso 10542/16 no Diário da República de 24.08.2016?

Porque o traje não é uma farda, este processo de certificação parece inútil e corre mesmo o risco de ser contrário aos princípios que a legislação estabelece para o Património Cultural Imaterial, quando determina a necessidade de “Participação, através do estímulo e garantia do envolvimento das comunidades, dos grupos e dos indivíduos no processo de salvaguarda e gestão do património cultural imaterial, designadamente do património que criam, mantêm e transmitem” (Dec.-Lei 139/09, art. 2º, c).

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O autoritarismo deste processo denuncia um desvario solitário que não compreende os ritmos próprios da evolução, com as suas discussões e tensões. O processo é contrário ao espírito da lei e potencialmente nocivo ao voluntarismo e empenho pessoal que deu às Festas a sua grandeza, correndo o risco de ser perigoso, por poder provocar o afastamento das pessoas que todos os anos se oferecem para participar.

E chamo a atenção aos Grupos Folclóricos e a todos os que participam anualmente nos cortejos: este documento cria normas sobre o que é ou não é Traje à Vianesa e é provável que nas Festas de 2017 haja a imposição de novas regras baseadas neste documento. É por isso fundamental esclarecer exactamente o que pretende fazer com ele.

João Alpuim Botelho

(Museólogo e ex funcionário da CM Viana do Castelo)

abjoao@gmail.com

~Fotos: João Alpuim Botelho

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INSTITUTO DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL CERTIFICA TRAJE À VIANESA

Foi já publicado em Diário da República n.º 248/2016, Série II de 28 de Dezembro de 2016, o extracto de Despacho nº. 15606/2016, do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e Economia - Instituto do Emprego e da Formação Profissional, I. P., que procede ao registo da produção tradicional “Traje à Vianesa - Viana do Castelo”, o qual se apresenta conforme abaixo se transcreve.

Despacho (extrato) n.º 15606/2016

Ao abrigo dos artigos 10.º e 11.º do Decreto-Lei n.º 121/2015, de 30 de junho, a Câmara Municipal de Viana do Castelo apresentou junto do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP, I. P.) o pedido de registo da produção tradicional "Traje à Vianesa - Viana do Castelo" no Registo Nacional de Produções Artesanais Tradicionais Certificadas.

Considerando que o referido pedido de registo mereceu o parecer positivo da Comissão Consultiva para a Certificação de Produções Artesanais Tradicionais, nos termos da competência que lhe foi atribuída pelo n.º 1 do artigo 8.º do mesmo diploma;

Considerando que, tendo sido tornado público este pedido de registo através do Aviso n.º 10542/2016, publicado no Diário da República, 2.ª série - n.º 162, de 24 de agosto de 2016, não foi apresentada qualquer declaração de oposição no prazo fixado para o efeito;

O presidente do conselho diretivo do IEFP, I. P., ao abrigo das competências que, em razão da matéria, lhe foram conferidas pelo n.º 1 do artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 121/2015, de 30 de junho, determina o seguinte:

1 - É aprovada a inclusão da produção tradicional "Traje à Vianesa - Viana do Castelo" no Registo Nacional de Produções Artesanais Tradicionais Certificadas, sendo titular do registo, enquanto entidade promotora, a Câmara Municipal de Viana do Castelo;

2 - A síntese do caderno de especificações que suporta o referido registo, incluindo a delimitação geográfica da área de produção, consta do anexo ao presente despacho;

3 - A entidade promotora deverá, em cumprimento do disposto no n.º 2 do artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 121/2015, de 30 de junho, proceder ao registo da denominação da produção, sob a forma de indicação geográfica, junto do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI, I.P.);

4 - O processo de certificação da produção artesanal tradicional "Traje à Vianesa - Viana do Castelo", uma vez registada como indicação geográfica, deverá observar as disposições fixadas no Decreto-Lei n.º 121/2015, de 30 de junho, designadamente nos artigos 14.º a 17.º e 19.º

2016-12-16. - A Diretora do Departamento de Assessoria da Qualidade, Jurídica e de Auditoria, Paula Susana Aparício Gonçalves Matos Ferreira.

ANEXO

I - Produção Tradicional objeto de registo: Traje à Vianesa - Viana do Castelo

II - Entidade Promotora titular do registo: Câmara Municipal de Viana do Castelo

III - Apresentação sumária: A produção tradicional em apreço, o "Traje à Vianesa - Viana do Castelo", é reconhecidamente um "Ex-Líbris" do saber-fazer artesanal português, quer pela sua imagem fortíssima e diferenciadora, quer pelo conjunto de mesteres tradicionais envolvidos na sua confeção, desde a tecelagem, a costura, o bordado, a renda, até ao fabrico e decoração das chinelas.

IV - Enquadramento histórico e delimitação geográfica da área de produção

Estamos perante um traje que se foi definindo e enriquecendo ao longo do século XIX, quando, após as profundas perturbações devidas às Invasões Francesas (1808-1810) e à Guerra Civil (1828-1834), se sucederam décadas de maior estabilidade e mesmo de um relativo progresso económico. Um traje que no início as camponesas das freguesias vizinhas de Viana do Castelo usavam (não só, mas também) para ir à cidade e que veio, mais tarde, a ser apropriado pela própria cidade como um dos seus ícones mais importantes e que motivou muitas ações em ordem à sua defesa e preservação.

Com efeito, o Traje à Vianesa tornou-se um dos ícones minhotos mais divulgados e foi utilizado em todos os tipos de suportes gráficos. Revistas, postais, calendários, publicidade a diversíssimos produtos, utilizavam largamente a imagem da lavradeira com o seu traje de festa. Em 1890, o pequeno príncipe de 5 meses que viria a ser o rei D. Manuel II é fotografado ao colo da sua ama que vestia o Traje à Vianesa. Mais tarde, senhoras de elevada posição social usamno em circunstâncias especiais e fazem-se fotografar com ele, como acontece em 1913, quando a mulher do rei deposto, D. Manuel II, se deixa fotografar trajada.

Todavia, se no final do século XIX e na primeira década do século XX se difunde por todo o país o uso do Traje de Festa das lavradeiras vianenses, localmente, aquelas que ao longo do século XIX o definiram e usaram como indumentária, começam a abandonar o seu uso e a deixar-se seduzir por vestes mais citadinas e urbanas. A própria "moda" de trajar este fato, fora do seu contexto de origem, levou a formas de o vestir abastardadas que começaram a preocupar alguns vianenses. É assim que em 1919 surge um primeiro Certame Regional de Danças e Descantes, organizado por Abel Viana e Rodrigo V. Costa, que tem como objetivo promover o Traje à Vianesa e reconduzir o seu uso à sua forma tradicional, inaugurando uma campanha de defesa deste traje que havia de prolongar-se pelos anos seguintes.

Segundo Abel Viana, foi a partir de 1926, quando uma Parada Regional integrou o programa das festas da Senhora da Agonia, que se vulgarizou a presença de grupos trajados em atos e representações oficiais, algo que já se verificava, desde 1917, mas só por ocasião das Festas da Senhora da Agonia.

Sendo que o Traje à Vianesa se tornou, ao longo dos tempos, um símbolo de Portugal (uma "imagem da nação"), é natural que o âmbito da sua produção tenha extravasado os limites do concelho que lhe dá o nome, sendo produzido em todo o litoral norte do país e usado como "traje nacional" nas situações mais variadas (desde festividades locais, passando pelas comemorações carnavalescas, até à sua utilização em eventos portugueses no estrangeiro).

Neste contexto, relativamente à delimitação da área geográfica de produção do Traje à Vianesa - Viana do Castelo, constata-se que a esmagadora maioria das artesãs produtoras das peças que compõem este traje (tecelagem, bordado, confeção) se localizam no território correspondente às NUT III do Alto Minho, do Cávado e do Ave, pelo que se definem como limites da respetiva localidade, região ou território de ocorrência da produção, os limites daquele território composto pelos seguintes concelhos:

NUT III Alto Minho: Viana do Castelo, Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Vila Nova de Cerveira;

NUT III Cávado: Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras do Bouro, Vila Verde;

NUT III Ave: Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão, Vizela.

V - Caracterização do produto "Traje à Vianesa - Viana do Castelo"

O Traje à Vianesa é um produto múltiplo, composto por um conjunto de peças, todas manufaturadas artesanalmente na região do Minho (à exceção dos lenços), cujo resultado final se deve à combinação polié-drica entre elas e ao modo como os adornos em ouro o enfeitam e sublinham.

Segundo Cláudio Basto, o padrão geral do Traje à Vianesa, tal como era percecionado em 1930, é constituído por:

"Saia curta (aí pelo tornozelo), às listas verticais, de roda farta, pregueada miudamente na cinta, com barra larga a que chamam "forro", avental franzido também na parte superior, camisa branca, de mangas compridas, apanhadas nos ombros; colete que não desce da cintura; lenço traçado no peito e apertado atrás na altura da cinta; lenço trespassado sobre a nuca e atado no alto da cabeça; algibeira, que na forma lembra o coração e fica visível entre a saia e o avental; meias brancas, feitas à mão; chinelas."

A produção caseira das peças que compõem o traje foi permitindo a sua adaptação ao tipo de uso pretendido, e a sua evolução foi permeável às influências das modas e dos gostos. Assim, o traje à vianesa nunca foi imutável nem nasceu de acordo com um modelo único que a ele sempre se mantivesse fiel; pelo contrário, ele foi adquirindo sentidos que ultrapassaram e se sobrepuseram ao aspeto utilitário do uso quotidiano, transformando-se, adquirindo e reforçando um valor simbólico e cerimonial relevante.

Desta forma, quando se fala de Traje à Vianesa - Viana do Castelo, fala-se do que mais vulgarmente ainda se chama Traje à Lavradeira ou de Festa, nas variantes assumidas pelas diferentes freguesias de Viana do Castelo.

Nestas freguesias, os respetivos grupos folclóricos e etnográficos, que foram surgindo a partir dos anos 20 do século XX, podem ser considerados os grandes responsáveis pela maior definição e apropriação das "diferenças" que agora se verificam e que, anteriormente, não seriam tão vincadas ou disputadas.

Os grupos folclóricos das freguesias de Afife (1920-1926), de Areosa (final de anos 20) e de Santa Marta de Portuzelo (1940) terão sido os principais protagonistas no definir das características diferenciadoras do Traje à Vianesa, muito por influência dos seus responsáveis.

Assim, e ainda que seguindo, de um modo geral, o padrão geral do traje à vianesa descrito por Cláudio Basto, destacam-se, contemporaneamente, as tipologias principais de Afife, Areosa, Santa Marta de Portuzelo e de Geraz do Lima, tipologias estas que, pela proximidade, influenciaram outras freguesias vizinhas.

Quanto às diferentes peças que compõem este traje, fixam-se as seguintes características:

O lenço

Os lenços são de lã fina com ramagens, têm sempre franjas compridas (entre 10 e 12 cm), também elas de lã e feitas manualmente, e são usados na cabeça e, traçados, sobre o peito. O mais importante, no que diz respeito ao uso do lenço no Traje à Vianesa - Viana do Castelo, diz respeito à adequação cromática que deve ter relativamente às restantes peças do traje: de fundo vermelho para os trajes vermelhos (ainda que, por vezes, também se encontrem lenços amarelos no traje vermelho), de fundo azul forte para os trajes azuis, de fundo verde para o traje de Geraz do Lima, laranja e amarelo no caso de Afife e de fundo preto, roxo ou azul-escuro para o traje azul-escuro.

A camisa

A camisa do Traje à Vianesa - Viana do Castelo:

Tem a altura de uma vulgar blusa, mas admite outros comprimentos;

Pode ser feita em linho ou meio linho (50 % linho/50 % algodão), mas sempre na cor branca;

As suas mangas são compridas e apertam com um punho;

As suas mangas são largas e, pelo menos nas ombreiras, ostentam "pregas de imprensa" (as "pregas de imprensa" podem ter padrões variados e os alinhavos que as definem podem ser na mesma cor do restante bordado ou a branco);

É decorada com bordado (nos ombros, nas ombreiras, nos punhos, à volta do decote ou do colarinho, caso este exista);

O seu bordado é sempre monocromático (predomina o uso do azul forte, mas também se admitem como cores o branco, o azul claro e o verde, este último no caso de Geraz do Lima);

O fio de bordar corresponde ao fio de algodão, mercerizado, n.º 8;

As tipologias do desenho têm que estar de acordo com as cores (florais e vegetalistas para os casos do azul forte e verde, desenho miúdo de organização geométrica na utilização do branco e do azul claro);

Os seus punhos são sempre bordados e quase sempre rematados com bordado ou com pequenas rendas;

O seu colarinho, sempre chegado ao pescoço, é bordado, mas pode nem existir, substituído por um decote redondo rematado com caseado alto;

A abertura da camisa é dianteira e também bordada (pode ter ou não uma carcela enfeitada com uma renda delicada).

O colete

O colete do Traje à Vianesa - Viana do Castelo:

É curto, pela cintura ou um pouco acima;

É de fazenda de lã colorida (vermelha, azul ou verde, consoante o fato a que se destina);

Tem, na base, uma barra ("rigor") de veludo, preta ou de uma cor escura, a qual se eleva na zona central das costas, e que é contornada no seu limite superior por um apontamento bordado e no limite inferior, na linha de cintura, apresenta um debruado simples;

É profusamente bordado nas costas, sobretudo no "rigor", com motivos florais, podendo ainda integrar o escudo real nas versões popularizadas no século XIX;

Os seus bordados são feitos com linha de algodão perlé, lã, seda natural ou missangas, podendo também conter lantejoulas e vidrilhos;

O bordado do "rigor" é, em regra, muito colorido e apresenta diversos motivos, enquanto que o da parte superior é, na maioria das vezes, branco e menos variado, em que um motivo se repete;

Tem decote amplo e aperta com fita de nastro ou cordão de seda que cruza entre ilhós metálicos, dispostos em duas fieiras, uma de cada lado, como um espartilho.

A saia

A saia do Traje à Vianesa - Viana do Castelo:

É de lã, natural ou mistura (desde que a lã seja sempre predominante), e tecida artesanalmente;

É sempre listada, sendo que a cor de fundo (predominante) pode ser vermelha, azul forte, azul-escuro, preto ou verde, consoante a tipologia do traje a que se destina;

As riscas podem ser de cores variadas (amarelo, rosa, branco, verde, roxo, entre outras) e decoradas com "puxados";

Tem cós, que deve ter entre 10 e 12 cm de altura e que pode ou não ser cosido, com "pregas de enfiada";

Ostenta, muitas vezes, bordados no cós;

Tem sempre uma faixa no fundo a que se chama "forro" e que é preta na maioria dos casos, vermelha (no caso do traje da Areosa) ou azul-escura ou preta (no caso do traje de Afife), que se apresenta lisa ou bordada e que é recortada em "bicos" na parte que liga à tecelagem;

A altura do "forro" não deve ultrapassar o terço da altura total da saia;

Tem uma abertura para facilitar o vestir;

É debruada a fita de nastro;

Aperta com fita de nastro e colchete;

A altura da saia deve chegar um pouco abaixo do meio da perna.

O avental

O avental do Traje à Vianesa - Viana do Castelo:

É de lã natural ou mistura (desde que a lã seja predominante), tecido em tear manual;

É constituído por duas partes:

O cós pregueado, que deverá ter entre 10 a 12 cm de altura e que muitas vezes ostenta bordados;

O corpo do avental, onde, por sua vez, se distinguem duas partes: uma superior, logo a seguir ao cós, listada e outra com maior expressão, na parte inferior, muito colorida e decorada com padrões geométricos ou florais. A dividir estas duas partes pode encontrar-se um "tomado", uma fita encanudada ou enfavada, uma tira de tecelagem sobreposta (também ela recortada e decorada) ou um galão. Também pode não haver nada a marcar as duas partes e a distinção provir do próprio trabalho de tecelagem. Em todo o corpo do avental utilizam-se os "puxados" e "moscas" a sublinhar as decorações tecidas.

É debruado a fita de nastro em cima, fita que serve para atar o avental; é rematado por bainha ou debruado com fita de nastro.

A algibeira

A algibeira do Traje à Vianesa - Viana do Castelo:

É de flanela vermelha, azul, verde ou preta;

Tem forma dita de "coração";

A sua "boca" é sempre de veludo preto;

Pode ter um bolso interior, o "segredo";

É profusamente bordada, sobretudo e na maioria dos exemplares, com missangas, vidrilhos e lantejoulas mas pode aparecer algum bordado a fio de algodão mercerizado n.º 8, a lã ou fio de seda natural;

Pode ter bordadas datas ou palavras (como Amor e Viana) letras ou algarismos;

É rematada com bordado de missanga ou a fitilho ou fita de nastro armada;

É debruada, na parte superior, com fita de nastro que constitui o atilho para atar à cintura;

A algibeira usada em Afife difere deste cânone;

No traje verde de Geraz do Lima pode não se usar algibeira.

As meias

As meias são sempre brancas, em renda manual de fio de algodão, que pode ser lisa (no caso de Afife) mas, quase sempre é trabalhada, havendo pelo menos trinta e cinco pontos de renda que se usam na sua confeção.

A altura das meias deve ser, no mínimo, até ao joelho.

As chinelas

As chinelas são de manufatura artesanal, com a sola em madeira e a gáspea em calfe natural ou sintético. Estas últimas, sempre envernizadas, podem apresentar-se bordadas. As chinelas são forradas a branco. Também podem ser em camurça.

Podem apresentar-se lisas, com lacinho ou fivela, ou bordadas simplesmente a branco ou em várias cores vivas.

VI - Condições de inovação do produto e no modo de produção

No capítulo da inovação, importa reter que estamos perante uma produção tradicional muito particular, porquanto o processo de certificação do Traje à Vianesa - Viana do Castelo visa, essencialmente, estabilizar o conceito e evitar descaracterizações e deturpações que o afastem da sua tipologia tradicional, que o tornou conhecido e um dos símbolos de Portugal.

Neste contexto, e estabilizadas que estão no caderno de especificações as tipologias possíveis de identificação como Traje à Vianesa - Viana do Castelo, não serão admissíveis quaisquer alterações na composição da indumentária, configurem elas aspetos inovadores ou meras combinações diferentes das que ali são indicadas.

Não obstante, e embora não se trate propriamente de inovações, considera-se pertinente adotar as seguintes sugestões de melhoria que poderão contribuir para uma ainda maior qualificação desta importante produção artesanal:

Diversificar os motivos dos lenços de cabeça e do peito (dentro do género), seja por melhorias ao nível dos padrões e processos de estampagem seja pela procura de outros fornecedores;

Qualificar o bordado presente nas camisas, seja ao nível do desenho seja quanto à posição que ocupa nas mangas da camisa não permitindo que o bordado da ombreira desça abaixo do cotovelo;

Qualificar o bordado realizado nos coletes e nos "forros" das saias, fornecendo desenhos às bordadeiras e reintroduzindo motivos que estão a deixar de ser feitos;

Reintroduzir nos aventais padrões antigos de tecelagem, nomeadamente de características mais geométricas, padrões esses que têm vindo a ser substituídos pelos florais (sobretudo o padrão das rosas);

Atentar na largura dos cós das saias e aventais, que deve sempre ter entre 10 e 12 cm; valorizar a parte tecida da saia, estabilizando a largura do seu "forro", para que nunca ultrapasse um terço do comprimento total da saia (permitindo o predomínio da tecelagem);

Fomentar a diversidade dos padrões tecidos (nas saias) e bordados (nas camisas, coletes,

"forros" das saias, algibeiras), reintroduzindo motivos que caíram em desuso;

Fomentar a reintrodução do fio de lã e de seda nos bordados dos coletes, "forros" das saias e algibeiras.

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Fotos: José Carlos R. Vieira

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: EM VÉSPERAS DE TOMADA DE POSSE DOS NOVOS DIRIGENTES, LISTA "B" LEMBRA QUE TEVE METADE DOS VOTOS NAS ELEIÇÕES

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Caros amigos folcloristas

A Lista B candidata aos órgãos sociais da Federação do Folclore Português vem por este meio agradecer todo o apoio prestado pelos grupos, ranchos, sócios auxiliares e outras entidades que confiaram no projeto jovem, dinâmico, diferenciador e renovador apresentado durante a campanha.

Não sendo a lista vencedora, a Lista B teve do seu lado cerca de metade do eleitorado da FFP, faltando-nos apenas 5 associados, no resultado contabilizado, para que pudéssemos colocar em prática toda uma dinâmica inovadora de conhecimento, em prol de uma Federação mais aberta e mais próxima dos seus associados, no fundo, uma Federação no terreno.

Uma vez depositada grande confiança nesta equipa, não queremos de forma nenhuma defraudar as espectativas de quem votou no projeto da Lista B, pelo que, procuraremos continuamente, durante o próximo mandato, fazer tudo o que estiver ao alcance para colocar em prática as nossas ideias e os nossos projetos.
Nos últimos dias, temos recebido inúmeras comunicações a felicitar-nos pelo trabalho desenvolvido, bem como a solicitar a comunicação dos resultados eleitorais, que legitimamente tem direito a conhecer. “Informação”, “Abertura”, “Proximidade”, “Relações”, “Afetos” e “Confiança” foram e continuarão a ser compromissos importantes desta equipa para com os associados da FFP, pelo que deixamos aqui os resultados da votação do dia 11 de dezembro:

Total de votantes: 377 (Efetivos: 263 / Aderentes: 62 / Auxiliares: 52)

Número de boletins de voto

Efetivos Aderentes Auxiliares

A 130 21 36

B 128 30 26

Brancos 4 1 0

Nulos 1 0 0

De acordo com o art.º 39 do Regulamento Geral Interno da FFP:

Sócios Efetivos: 5 votos

Sócios Aderentes: 1 voto

Sócios Auxiliares: 2 votos

Resultado Final (número de votos)

Lista A - 743 | Lista B - 722

Reiteramos o agradecimento pela confiança que foi nos foi depositada, prometendo um olhar atento e crítico, sempre em prol de “Uma Federação Maior e Melhor. Agora!”.

A Lista B

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: NOVOS DIRIGENTES TOMAM POSSE NO DIA 8 DE JANEIRO

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A tomada de posse dos Corpos Sociais da FFP-Federação do Folclore Português, para o Triénio 2017/2019, vai ter lugar no próximo dia 8 de Janeiro de 2017, no Centro Cultural do Folclore Português, sede da Federação do Folclore Português, sita em Arcozelo, no concelho de Vila Nova de Gaia.

A cerimónia vai decorrer de acordo com o seguinte programa:

10:00 horas - Receção aos porta estandartes e dirigentes dos associados

10:30 horas - Receção às entidades oficiais

11:00 horas - Cerimónia da tomada de posse dos corpos sociais

12:00 horas - Sessão de cumprimentos.

MUNICÍPIO DE PÓVOA DE LANHOSO DÁ FORMAÇÃO A FOLCLORISTAS

Câmara Municipal entregou certificados de formação a Ranchos Folclóricos

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, através do Vereador da Cultura, André Rodrigues, já entregou os certificados a representantes dos Ranchos Folclóricos do Concelho que participaram na primeira “Formação para dirigentes, directores e coreógrafos de grupos folclóricos e etnográficos da Póvoa de Lanhoso”.

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Esta formação foi promovida pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, organizada pelo INATEL e ministrada pelo formador José Ribeiro Pinto, num total de 25 horas.

Receberam o devido certificado o Rancho Folclórico de Porto D’Ave - Taíde, o Rancho Folclórico da Póvoa de Lanhoso e o Rancho Folclórico de S. Julião de Covelas.

A entrega decorreu na Casa da Botica, no dia 24 de novembro, pelas 21h00.

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IGREJA DA GRAÇA EM LISBOA ENCHE-SE DE GENTE PARA OUVIR OS MINHOTOS CANTAR AO MENINO JESUS

                                            Ó meu Menino tão lindo,

                                                 Ó meu Menino tão belo,

                                                Vinde, vinde já ao mundo

                                                Que por vossa vinda espero.

 

                                               Ó meu Menino tão lindo,

                                               Vinde, vinde já ao mundo,

                                              Livrar-nos do cativeiro

                                             Deste abismo tão profundo.

A igreja da Graça em Lisboa ficou hoje quase repleta de público a assistir aos cantares ao menino Jesus, conforme era tradição no Minho. A iniciativa partiu da parceria entre o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho e o Grupo de Danças e Cantares Besclore, aliás Novo Banco. Ao evento associaram-se o Rancho Folclórico da Casa do Minho e o Rancho Folclórico Alegria do Minho, todos eles sediados na região de Lisboa.

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Cumprindo a tradição em ambiente solene e respeitoso, os quatro grupos folclóricos recriaram o ambiente de devoção religiosa que outrora se vivia por esta ocasião, entoando os cantares ao menino Jesus. Em breve seguem-se as Janeiras e as reisadas, tradições do povo português que consiste basicamente na formação espontânea de grupos que vão de porta em porta anunciando o nascimento de Jesus e pedindo alvíssaras, geralmente algo que ficou no fumeiro ou sobrou das festividades natalícias.

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A etnografia passa também pela preservação da cultura tradicional na sua vertente religiosa, conservando os cantares e outros costumes característicos também da época natalícia, não se restringindo pois ao desfiar de uma série de danças e cantares cujo enquadramento nem sempre é devidamente explicado. Os grupos folclóricos que hoje recriaram os cantares ao menino Jesus proporcionaram um magnífico espectáculo cultural, sobretudo a muitos lisboetas e aos turistas estrangeiros que não perderam a oportunidade de assistir de elevado interesse cultural.

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HÁ 20 ANOS, PARLAMENTO DEBATEU POLÍTICA DO MINISTÉRIO DA CULTURA PARA O FOLCLORE PORTUGUÊS

Deputado Fernando de Jesus (PS) afirmou que a Federação do Folclore Português contava com cerca de 2 mil grupos filiados

Na reunião plenária de 10 de Janeiro de 1997, da Assembleia da República, sob a presidência de João Amaral, o deputado Fernando de Jesus, do Partido Socialista, questionou o então Secretário de Estado da Cultura, Rui Vieira Nery, sobre a política do Ministério da Cultura para a área do folclore português. Também o deputado do CDS, Nuno Abecasis, solicitou um pedido de esclarecimento acerca dos apoios a conceder à cultura popular. Recuperamos aqui as referidas intervenções.

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O Sr. Presidente (João Amaral): - Srs. Deputados, vamos passar à pergunta formulada pelo Sr. Deputado Fernando de Jesus, sobre a política do Ministério da Cultura para a área do folclore português, que será respondida pelo Sr. Secretário de Estado da Cultura.

Tem a palavra o Sr. Deputado Fernando de Jesus, que dispõe de três minutos.

O Sr. Fernando de Jesus (PS): - Sr. Presidente, Sr. Secretário de Estado, durante a discussão do Orçamento do Estado tive oportunidade de colocar uma questão muito concreta, dirigida ao seu Ministério, perguntando que tipos de apoio estariam previstos para a construção de uma sede da Federação de Folclore Português.

Congratulo-me por saber que, desde essa data, contactos havidos entre a Secretaria de Estado e a instituição estão a dar alguns resultados, que julgo positivos, no sentido da resolução de alguns problemas que afligem a instituição.

No entanto, gostaria de colocar a questão num âmbito mais alargado, tendo em conta que é vasta a actividade da Federação de Folclore Português, nomeadamente a divulgação da cultura popular portuguesa, suas danças e cantares, no país e no estrangeiro, a preservação da etnografia regional e o trabalho técnico de acção pedagógica, que também desenvolve através da elaboração de cursos de formação, de colóquios, palestras, levantamento de usos e costumes, de danças e cantares.

Ainda no domínio da investigação, sei que esta instituição tem um trabalho bastante meritório, sendo, aliás, consultada e visitada por diversos investigadores de várias áreas culturais e sócio-profissionais, como jornalistas, professores dos ensinos básico e secundário, pessoas que estão a fazer mestrados e teses, para além de, por exemplo, este ano estar previsto desenvolver 200 festivais nacionais e estrangeiros. Tudo isto é conhecido e resta-me ainda dizer que a Federação Portuguesa de Folclore tem cerca de 2000 grupos espalhados pelo País, com solicitação permanente também no estrangeiro, sobretudo na Europa, onde os nossos emigrantes apreciam o folclore.

Assim, a pergunta que gostaria de lhe dirigir era a de saber, para além desta acção concreta, que tipo de outras políticas o seu Ministério pensa promover, dado que, e isso também é sabido, até hoje a Secretaria de Estado da Cultura sempre esteve de costas voltadas para esta actividade cultural, sendo certo que nunca houve qualquer tipo de contacto profícuo, pois esta é a primeira vez, tanto quanto sei, que a Secretaria de Estado dialoga com a Federação Portuguesa de Folclore e consegue estar disponível para eventuais colaborações.

Era, portanto, neste âmbito que gostaria que o Sr. Secretário de Estado desenvolve-se a sua resposta.

Vozes do PS: - Muito bem!

O Sr. Presidente (João Amaral): - Para responder, tem a palavra o Sr. Secretário de Estado da Cultura, que dispõe também de três minutos.

O Sr. Secretário de Estado da Cultura (Rui Vieira Nery): - Sr. Presidente, Sr. Deputado Fernando de Jesus, a sua pergunta tem um núcleo duro, que é o da questão específica da Federação Portuguesa de Folclore, mas tem também um âmbito mais amplo, que é o da definição de uma política para o folclore.

De facto, esta questão é complexa, na medida em que o folclore é um domínio transversal a dois níveis: é transversal porque a sua problemática toca com as competências e atribuições de vários ministérios e de vários sectores da Administração Pública e é também transversal dentro do Ministério da Cultura, porque teríamos a opção de criar um ghetto folclórico, ou seja, criar um programa fechado dirigido exclusivamente ao folclore, mas pareceu-nos mais correcto, pelo contrário, cobrir o folclore em cada um dos programas adequados que existem no Ministério.

É, pois, este panorama que eu gostaria de traçar muito rapidamente. Um dos problemas principais é o das recolhas, que foram feitas ao longo de um século por investigadores como, por exemplo, Artur Santos e Michel Giacometti e que, de modo geral, têm estado dispersas e em condições de preservação inadequadas.

Neste momento, dentro do programa de intervenção discográfica do PIDDAC do Ministério da Cultura, estamos a negociar com diversas editoras no sentido de apoiar a reedição, em disco compacto, de algumas destas recolhas mais importantes.

Concretamente, estamos a negociar com a Editora Movieplay Portuguesa a edição das recolhas de folclore dos Açores, feitas por Artur Santos, e a renegociar com a editora representante da His Masters Voice para a reedição de uma série de gravações de recolhas feitas por Michel Giacometti e apoiámos já diversas edições de folclore não propriamente de Portugal mas que tem a ver com a tradição portuguesa nos vários países lusófonos, designadamente fizemos uma edição recente de folclore goês e algumas edições de músicas lusófonas de raiz folclórica.

Por outro lado, existem gravações antigas, em disco, que têm de ser salvas porque as fitas estão em degradação, e estamos também a negociar com as duas editoras que possuem arquivos maiores no sentido de cobrir o custo da aquisição de material Cedear para filtragem de gravações históricas e para transferência dessas gravações para suporte digital.

Além disso, o Museu de Etnologia, através das suas câmaras de frio, assegura a preservação de arquivos desse tipo e estamos também a procurar que, no âmbito do Programa ANIM - que, teoricamente, deveria ser virado para o cinema mas que pode ter uma vertente audiovisual mais ampla -, possa ser previsto um espaço de recolha, preservação e tratamento de gravações históricas não só de folclore mas também de todo o tipo de música ligeira que constitui o acervo discográfico português que é importante salvaguardar.

O Sr. Presidente (João Amaral): - Sr. Secretário de Estado, peço-lhe que conclua.

O Orador: - Estamos também empenhados no apoio directo à Federação do Folclore Português, com cujo presidente tivemos uma primeira reunião, à qual o Sr. Deputado teve a gentileza de dar a sua contribuição, que se traduzirá no reconhecimento do mérito cultural da federação, para lhe permitir potenciar os seus apoios, num apoio imediato para a aquisição de equipamentos e na instrução da candidatura que a federação pode fazer aos programas de apoio à construção da sua sede.

Quanto ao apoio directo aos agrupamentos de natureza folclórica, essa é uma das atribuições principais das delegações regionais do Ministério da Cultura. Naturalmente que se trata de uma atribuição que é partilhada entre ás delegações regionais e um conjunto de outras instituições locais, que essas delegações estão em condições de poder potenciar, como seja,...

O Sr. Presidente (João Amaral): - Sr. Secretário de Estado, peço-lhe que termine.

O Orador: - ... os fundos comunitários, através da Direcção-Geral do Desenvolvimento Regional, de cruzamentos com o INATEL e, naturalmente, com as autarquias, para além do apoio à investigação, tema de que terei também a ocasião de falar aquando da minha segunda intervenção.

O Sr. Presidente (João Amaral): - Inscreveu-se, para pedir esclarecimentos, o Sr. Deputado Nuno Abecasis, para o que dispõe de um minuto.

Tem a palavra, Sr. Deputado.

O Sr. Nuno Abecasis (CDS-PP): - Sr. Secretário de Estado, o problema do folclore é muito importante, já que toca a cultura do povo português e não é exclusivamente um problema histórico. Penso mesmo que para ser um problema nacional tem de ser um problema de vivência e do que me tenho apercebido ao longo do País é que não há folclore sem música, não há folclore sem bandas, e em cada dia este problema torna-se mais grave, porque, hoje, o custo dos instrumentos, como o Sr. Secretário de Estado, até por razões familiares, sabe bem melhor do que eu, é proibitivo.

Ora, as pequenas comunidades, onde melhor se pode desenvolver o folclore - até porque é esse o entretém das populações que, muitas vezes, não têm outras formas de ocupar o tempo -, têm enormes dificuldades na aquisição de material e há mesmo uma tendência para as bandas regionais do País acabarem por dificuldade de aquisição e de reparação de instrumentos musicais.

Lembro-me que quando o Dr. António Gomes de Pinho foi Secretário de Estado teve muita atenção a este aspecto e houve uma fase em que, de facto, foram dispendidos dinheiros públicos consideráveis na aquisição de instrumentos para reactivar bandas folclóricas. Depois, penso que se perdeu esse hábito e, nas deslocações que tenho feito pelo País, uma queixa que oiço frequentemente é a da extinção das bandas, da impossibilidade de produzir música local e, portanto, de manter também uma tradição que tem muito a ver com o folclore.

Gostava de saber, Sr. Secretário de Estado, se este é um problema que: está a considerar nos seus programas, porque, de facto, sem ovos é muito difícil fazer omeletas. Se calhar sem omeletas fazem-se ovos, agora sem ovos é que não se fazem omeletas e eu penso que esta omeleta é muito importante para a cultura nacional.

O Sr. Presidente (João Amaral): - Para responder, se assim o entender, tema palavra o Sr. Secretário de Estado da Cultura.

O Sr. Secretário de Estado da Cultura: - Sr. Presidente, Sr. Deputado Nuno Abecasis: Na minha intervenção anterior, concentrei-me demasiado no aspecto da preservação, por se tratar de um aspecto extremamente importante. Há urna memória que, entretanto, está em grave risco de se perder e é muito importante preservá-la. Completando esse aspecto, queria referir que, além de tudo o mais, estamos a fazer algum investimento substancial na investigação, em cruzamento com as universidades e com a própria Federação Portuguesa de Folclore.

Quanto à questão posta pelo Sr. Deputado Nuno Abecasis, trata-se de um problema extremamente importante e de solução que deve ser considerada muito difícil, porque os custos de equipamento de uma banda, que há 20 anos andava por umas centenas de contos, hoje em dia anda pelas dezenas de milhares de contos. Por conseguinte, quando temos 2000 bandas - e estas são, mais ou menos, as listadas, porque depois há outras -, é evidente que qualquer intervenção nesta área vai sempre corresponder á uma forma parcelar, até porque há um problema de fundo, que é o de estarmos a dar subsídios para a compra de instrumentos e cates pagarem IVA, sem que nós tenhamos possibilidade de alterar a situação, visto que o IVA é uma decisão de natureza comunitária. Portanto, esse é um dos grandes problemas que temos em relação aos instrumentos em geral.

De qualquer maneira, estamos a intervir nessa área. Neste exacto momento está a decorrer um programa de reequipamento das bandas da região do Alentejo, subsidiado coro fundos de desenvolvimento regional mas promovido e coordenado pela delegação regional do Alentejo do Ministério da Cultura.

Ternos também apoiado a aquisição de instrumentos nas outras delegações regionais, embora com verbas menores, visto que aí é unicamente o orçamento do Ministério da Cultura que está a intervir, mas esperamos que o diálogo com o Ministério do Equipamento, do Planeamento e da Administração do Território permita, designadamente, cada vez roais, que as verbas que o Ministério da Cultura pode investir nesta área seja contrapartida nacional para um financiamento mais amplo, através das verbas de desenvolvimento regional, pois consideramos que esta é uma área de desenvolvimento e não uma área de mero entretenimento, já que qualifica a vida das pessoas, gera emprego, gera animação turística e, por conseguinte, tem um valor económico que pode ser usado na negociação com ruem tem mais dinheiro, neste caso, os programas comunitários. De qualquer maneira, estamos a intervir activamente nesse sector e é uma preocupação que partilhamos consigo.