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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BRASÕES MUNICIPAIS FORAM CRIADOS NA DÉCADA DE TRINTA DO SÉCULO PASSADO E NÃO DEVEM SER INCLUÍDOS NO TRAJE TRADICIONAL

A inclusão dos brasões dos concelhos nos trajes tradicionais constitui uma adulteração da autênticidade dos mesmos uma vez que a sua criação remonta à década de trinta do século XX ou seja, a um época posterior àquelas que os próprios trajes representam. Não obstante, muitos grupos folclóricos têm vindo a apresentá-los nos aventais dos trajes de lavradeira e até nos de mordomia.

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Não é a primeira vez que aqui nos referimos a esta adulteração e, lamentavelmente, continuamos a assistir a esta má representação em grupos folclóricos que pretendem representar uma região com grandes pergaminhos a nível da cultura tradicional, como sucede neste caso com o Grupo de Danças e Cantares de Ponte de Lima.

Fazemos votos para que entendam a crítica como construtiva!

Fotos: José Costa Lima

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FOLKLOURES TEM A MARCA DO GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO

O Folclore contribui para o conhecimento mútuo, paz e amizade entre os povos

O Grupo Folclórico Verde Minho é o anfitrião do FolkLoures – Encontro de Culturas e a quem se deve a criação deste evento que se caracteriza pela sua originalidade, espírito fraterno e carácter inclusivo.

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Através deste gradioso festival que inclui exposições, conferências e outras iniciativas de carácter tradicional, os minhotos que vivem em Loures procuram de alguma forma retribuir à terra o excelente acolhimento com que foram recebidos neste concelho dos arredores de Lisboa e, ao mesmo tempo, contribuir para a integração e convivência saudável entre todas as comunidades imigrantes que aqui vivem, sejam elas de origem lusófona ou de outras culturas.

A edição deste ano do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, vai ter o seu início no dia 24 de Junho com a realização de uma exposição e de uma palestra, prolongando-se durante toda a semana até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar o espectáculo de culturas tradicionais.

Verde Minho - Loures 186

Disse um dia o escritor transmontano Miguel Torga, “…no Minho tudo é verde, o caldo é verde, o vinho é verde…” – não podiam, pois, os minhotos que vivem na região de Lisboa, deixar de tomar para si a identificação cromática que caracteriza a sua região.

Respondendo ao chamamento da terra que os viu nascer, os minhotos que vivem nos arredores de Lisboa, mais concretamente no Concelho de Loures, decidiram em tempos criar um grupo folclórico que os ajuda a manter a sua ligação afetiva às origens. Assim nasceu em 1994 o “Grupo Folclórico e Etnográfico Danças e Cantares Verde Minho”, anunciado como seu propósito a preservação, salvaguarda e divulgação das suas raízes culturais.

Visa através da sua atuação promover as tradições da nossa região nomeadamente junto dos mais jovens ao mesmo tempo que valoriza os seus conhecimentos musicais e da etnografia minhota.

As danças e cantares que exibe são alegres e exuberantes como animadas são as mais exuberantes romarias do Minho. Trajam de linho e sorrobeco e vestem trajes de trabalho e domingueiros, de mordoma e lavradeira, de noivos, de ir ao monte e à feira. Calçam tamancos e ostentam o barrete e o chapéu braguês. As moças, graciosas e belas nos seus trajes garridos bordados pelas delicadas mãos de artista, com a sua graciosidade e simpatia, exibem vaidosas os colares de contas e as reluzentes arrecadas de filigrana que são a obra-prima da ourivesaria minhota.

Ao som da concertina e da viola braguesa, do bombo e do reque-reque, dos ferrinhos e do cavaquinho, cantam e dançam a chula e o vira, a rusga e a cana-verde, com a graciosidade e a desenvoltura que caracteriza as gentes do Minho. O seu reportório foi recolhido em meados do século passado, junto das pessoas mais antigas cujo conhecimento lhes foi transmitido ao longo de gerações, nas aldeias mais remotas das serranias da Peneda e das Argas, nas margens do Minho e do Lima, desde Melgaço a Ponte da Barca, do Soajo a Viana do Castelo. Levam consigo a merenda e os instrumentos de trabalho que servem na lavoura como a foicinha e o malho, os cestos de vime e os varapaus, as cabaças e os cabazes do farnel.

Qual hino de louvor ao Criador, o Minho, terra luminosa e verde que a todos nos seduz pelo seu natural e infinito encanto, salpicado de capelinhas aonde o seu povo acorre em sincera devoção, é ali representado por um punhado de jovens, uns mais do que outros, os quais presenteiam o público com o que o Minho possui de mais genuíno – o seu Folclore!

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RANCHOS FOLCLÓRICOS PEREGRINAM A FÁTIMA

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A Federação do Folclore Português e a Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura estão a organizar a XV Peregrinação Nacional a Fátima.

Do programa consta:

08:30 horas - Parque nº 8 - Concentração dos Grupos participantes;

- Organização dos Grupos por Regiões;

09:00 horas - Saudação de Boas Vindas;

09:15 horas - Cortejo dos Estandartes e dos Grupos, até ao Santuário, para participação nas Cerimónias Religiosas;

10:00 horas - Terço - Procissão;

11:00 horas - Missa Solene;

12:45 horas - Procissão do Adeus.

Este evento destina-se aos Grupos Associados da Federação do Folclore Português.

Pedimos a todos os elementos, que solicitem o regulamento enviado pela FFP aos seus diretores.

A Direção

MINHOTOS ENCERRAM EM APOTEOSE BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

O Grupo Folclórico Verde Minho e o Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez cantaram e dançaram no últmo dia da edição deste ano da Bolsa de Turismo de Lisboa, conferindo ao certame um colorido e uma alegria que são bem características das gentes e do folclore minhoto.

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Aos primeiros acordes das concertinas, eis que numeroso público se aproximou dos grupos folclóricos para os ver actuar. E, ao ritmo do vira e da chula, da rosinha e da cana-verde, aquela grandiosa feira de turismo terminou em ambiente de festa. E, para o ano, haverá mais!

Fotos: Manuel Santos

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FOLKLOURES É A GRANDE FESTA DA CULTURA TRADICIONAL PORTUGUESA E DAS COMUNIDADES IMIGRANTES

O Folclore contribui para o conhecimento mútuo, paz e amizade entre os povos

A edição deste ano do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, vai ter o seu início no dia 24 de Junho com a realização de uma exposição e de uma palestra, prolongando-se durante toda a semana até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar o espectáculo de culturas tradicionais.

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Trata-se de uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Este evento privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

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O programa do FolkLoures’17 é o seguinte:

FOLKLOURES'17 - Encontro de Culturas

PROGRAMA

Dia 24 de Junho

- 16 horas. Inauguração da Exposição "Carroças da Região Saloia". Museu Municipal de Loures.

A exposição está patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira)

Entrada gratuita

- 16h30 horas. Palestra sobre "Usos e Costumes tradicionais da Região Saloia", pela Dr.ª Ana Paula de Sousa Assunção, a ter lugar no Auditório do Museu do Museu Municipal de Loures, com passagem pela exposição das Carroças.

Dia 1 de Julho

- 16 horas. Feira de artesanato. Abertura de tasquinhas

- 20 horas. Espetáculo de folclore e recriações da cultura tradicional

- 24 horas. Sessão de encerramento com fogo-de-artifício

GRUPOS PARTICIPANTES

Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil

Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo

Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho

Grupo Folclórico “O Cancioneiro de Ovar” – Beira Litoral

Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura

Associatia Miorita Portugalia – Moldávia

Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia

Grupo de Danças e Cantares da Madeira – Madeira

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MUSEU MUNICIPAL DE LOURES EXPÕE “CARROÇAS DA REGIÃO SALOIA”

O Museu Municipal de Loures participa no FolkLoures’17 com a realização de uma exposição subordinada ao tema “Carroças da Região Saloia”, a ter lugar nas instalações do próprio museu, com inauguração prevista no dia 24 de Junho, pelas 16 horas. A exposição tem entrada gratuita e ficará patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira).

O Museu Municipal de Loures encontra-se instalado na Quinta do Conventinho, sita na Estrada Nacional, 8, em Santo António dos Cavaleiros, a escassos 4 quilómetros de Loures, um edifício conventual contruído na segunda metade do século XVI.

Constituído em 26 de julho de 1998, o Museu encontra-se instalado no 13.º convento dos frades franciscanos da Província de Santa Maria da Arrábida, apresentaposições de  exposições de temática arqueológica e etnográfica, com o intuito de dar a conhecer a realidade e a vivência das populações rurais do município de Loures, assim como a sua história. Possui duas salas de exposições, oficinas, reservas visitáveis, um centro de documentação especializado em história local, loja, cafetaria com esplanada, parque de estacionamento e acesso para pessoas com mobilidade reduzida.

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HISTORIADORA ANA PAULA ASSUNÇÃO PROFERE PALESTRA SOBRE “USOS E COSTUMES DA REGIÃO SALOIA”

A Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Museu do Museu Municipal de Loures, no dia 24 de Junho, pelas 16h30. A iniciativa insere-se no programa do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas que se prolonga até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar um grandioso festival de cultura tradicional no Parque da Cidade, em Loures.

A Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção é historiadora e museóloga, Mestre em História Regional e Local pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É autora de programas museológicos, reformulações de programas e criação de serviços inovadores. Conceção científica do Centro UNESCO A casa da terra. Comissária de exposições de vária índole com museografia de inclusão e género.

Tem como áreas científicas preferenciais a História Local, Saúde, Património industrial (com destaque para Fábrica de Loiça de Sacavém, Oliveira Rocha/Oliveira do Bairro), Património Cultural Imaterial, Património Religioso /obra de arte total – Cripto -história. Exerceu voluntariado na Igreja Matriz de Bucelas com descobertas de cariz científico sobre entalhador, Francisco Lopes. (Artigo no prelo). Musealização da Igreja e interpretação dos espaços em visitas.

Pelo seu trabalho, tem recebido várias distinções de Mérito Cultural e Prémios no campo da Museologia a nível nacional e internacional.

O FolkLoures apresenta um programa cultural rico e diversificado que, sob o impulso e capacidade organizativa do Rancho Folclórico Verde Minho, catapulta o concelho de Loures para a ribalta da cultura tradicional portuguesa.

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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS ORGANIZA PEREGRINAÇÃO NACIONAL A FÁTIMA

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A Federação do Folclore Português e a Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura estão a organizar a XV Peregrinação Nacional a Fátima.

Do programa consta:

08:30 horas - Parque nº 8 - Concentração dos Grupos participantes;

- Organização dos Grupos por Regiões;

09:00 horas - Saudação de Boas Vindas;

09:15 horas - Cortejo dos Estandartes e dos Grupos, até ao Santuário, para participação nas Cerimónias Religiosas;

10:00 horas - Terço - Procissão;

11:00 horas - Missa Solene;

12:45 horas - Procissão do Adeus.

Este evento destina-se aos Grupos Associados da Federação do Folclore Português.

Pedimos a todos os elementos, que solicitem o regulamento enviado pela FFP aos seus diretores.

A Direção

 

RANCHO FOLCLÓRICO DA CASA DE PONTE DE LIMA ACTUA NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

Ponte de Lima apresenta-se na Bolsa de Turismo de Lisboa no dia 18 de março

Ponte de Lima irá marcar presença, mais uma vez, na Bolsa de Turismo de Lisboa que se realiza entre 15 e 19 de março, sendo que participação do nosso concelho destacar-se-á no dia 18.

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O concelho limiano tem conquistado cada vez mais turistas nos últimos tempos, que muito se deve ao grande empenho do Município na sua divulgação, pois esta terra tem muito para oferecer a quem a visita. Desde a gastronomia, aos vinhos, passando pelo património cultural e natural, costumes e tradições, tudo são motivos para Ponte de Lima visitar.

No stand da entidade Regional do Turismo Porto e Norte (TPNP), Ponte de Lima far-se-á representar pela sua imagem e produtos regionais, como enchidos, fumados e vinhos verdes, sendo elementos essenciais do nosso património eno-gastronómico para atrair turistas durante o ano inteiro. Durante esta mostra haverá uma prova de vinhos da casta Loureiro, para os verdadeiros apreciadores de um bom vinho verde.

Para representar a riqueza da etnografia e da cultura do concelho de Ponte de Lima na capital, irá desfilar e atuar na feira, o Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Ponte de Lima, quer no palco principal às 16h, quer junto ao stand do Minho IN e TPNP.

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS ORGANIZA PEREGRINAÇÃO NACIONAL A FÁTIMA

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A Federação do Folclore Português e a Associação Folclórica da Região de Leiria - Alta Estremadura estão a organizar a XV Peregrinação Nacional a Fátima.

Do programa consta:

08:30 horas - Parque nº 8 - Concentração dos Grupos participantes;

- Organização dos Grupos por Regiões;

09:00 horas - Saudação de Boas Vindas;

09:15 horas - Cortejo dos Estandartes e dos Grupos, até ao Santuário, para participação nas Cerimónias Religiosas;

10:00 horas - Terço - Procissão;

11:00 horas - Missa Solene;

12:45 horas - Procissão do Adeus.

Este evento destina-se aos Grupos Associados da Federação do Folclore Português.

Pedimos a todos os elementos, que solicitem o regulamento enviado pela FFP aos seus diretores.

A Direção

GRUPO ETNOGRÁFICO DANÇAS E CANTARES DO MINHO DIVULGA PLANO DE ACTIVIDADES PARA 2017

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PLANO DE ACTIVIDADES 2017

GRUPO ETNOGRÁFICO DANÇAS E CANTARES DO MINHO

ACTIVIDADES MARCADAS PARA 2017

05 – 01 - Cantar Janeiras – Lisboa – Carnide

06 - 01 – Cantar Janeiras – Lisboa - Solar dos Presuntos

07 – 01 – Cantar ao Menino – Fonte da Senhora – Alcochete

08 – 01 - Cantar Janeiras – Odivelas

12 – 01 – Cantar Janeiras – Lisboa – Bairro Alto

13 – 01 - Cantar Janeiras – Campolide e Alcantara – Benfica

14 – 01 – Assembleia Geral GEDCM

15 – 01 – Cantar Janeiras - Lisboa – Belém

20 – 01 - Cantar Janeiras – Benfica

21 – 01 – Actuação no Martin Moniz – Festa do Inicio do Ano Chinês

21 - 01 – Cantar Janeiras – Lisboa – Baixa

07 – 02 – Actuação na Sala do Leão – Castelo de S Jorge - Lisboa

11 – 02 – Festival de Beneficência em Poceirão - Palmela

18 - 03 - Actuação na União e Progresso da Venda Nova - Amadora

26 – 03 – ARRAIAL MINHOTO

Ringue António Livramento

Grupos Participantes

Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho

Rancho Folclórico “ OS MINHOTOS “ da Ribeira da Lage

Rancho Folclórico da Casa do Minho

01 - 04 - Encontro Nacional de Jovens Folcloristas da FFP - Mira de Aire

23 – 04 – Peregrinação da Federação do Folclore Português a Fátima

29 - 04 - Encontro de Amigos Folcloristas -S Romão – Seia

07 - 05 - Participação na Acção de Formação da ADLPDCTP - Bemposta - Loures

14 - 05 – Festival de Folclore “CIDADE DE LISBOA

37º FESTIVAL DE FOLCLORE

CIDADE DE LISBOA / 2017

14.05.2016

15h30m

No Ringue António Livramento

Junta de Freguesia de Benfica

1 - Rancho Folclórico “ As Lavradeiras de Pedroso “

Vila nova de Gaia

DOURO LITORAL

2 – Rancho Folclórico e Etnográfico de Vale de Açores

Mortágua

BEIRA LITORAL

3 – Rancho Folclórico de Praias do Sado

Setúbal

ESTREMADURA SUL

4 – Grupo Académico de Danças Ribatejanas

Santarém

RIBATEJO

5 - Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho

GRUPO ORGANIZADOR

27 – 05 – Festival Nacional de Folclore – Touguinha – Vila do Conde

03 – 06 – Festival de Folclore de S Tiago do Bougado - Trofa

17 – 06 – Festival Nacional de Folclore de Ponte de Sor

22/25 – 06 – Arraial de S.Pedro – Benfica – LISBOA

25 – 06 – Festival Nacional de Folclore de Benfica – LISBOA

GRUPOS PARTICIPANTES

1 – Rancho Folclórico de Avis

2 – Grupo Folclórico da Casa do Povo de Arcena – V F Xira

3 – Grupo Folclórico de Belas – Sintra

4 – Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho

01 - 07 - Actuação em Sintra

08 – 07 – Festival de Folclore do Laranjeiro – Almada

29 – 07 – Festival de Folclore da Boavista – Portalegre

08 - Reservado para Festival CIOFF na EUROPA

10 - 09 - Festival de Folclore - Festas de Sobral de Monte Agraço

16 - 09 - Desfile Nacional do Traje FFP em Abrantes

23 - 09 - Festival de Folclore " Cidade da Amadora " Grupo Alegria do Minho

07 – 10 – Festival de Folclore de Castrovães - Águeda

11 – 11 – Magusto do Grupo – Lisboa

10 – 12 – Almoço de Natal do Grupo – Lisboa

17 – 12 – Cantares ao Menino – Igreja da Graça - Lisboa

GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO DANÇA NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

O Grupo Folclórico Verde Minho vai no próximo dia 19 de Março, a partir das 16 horas, actuar na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), levando consigo a alegria das gentes do Minho.

Potenciar novos contactos e promover os melhores negócios é uma das premissas da organização do certame. Algo que tem sido alcançado com assinalável sucesso, muito por força da capacidade de inovação e de antecipação das necessidades do mercado.

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A BTL é um espaço de negocio e networking de todos os profissionais do Turismo e também um palco aberto ao debate e discussão do sector.

A BTL é também um espaço de animação e promoção turística para o público.

Entretanto, para além das iniciativas calendarizadas no âmbito do FolkLoures’17 e da Desfolhada do Milho em A-das-Lebres, o Grupo Folclórico Verde Minho tem agendadas as seguintes actuações:

- 6 de Junho, pelas 15h30, na Freguesia da Encosta do Sol, na Amadora, a convite do Rancho Folclórico Dançar é Viver;

- 4 de Junho, em Oliveira do Hospital;

- 10 de Junho, na Feira Antiga, em Oeiras;

- 17 de Junho, em Cuba, a convite do Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba;

- 5 de Agosto, em Ovar, a covite do Grupo Folclórico “Cancioneiro de Ovar”;

- 17 de Dezembro, em Loures, na Igreja Matriz, a realizar o Encontro de Cantares ao Menino.

MINHOTOS FAZEM ARRAIAL EM LISBOA

Joaquim Pinto foi eleito Conselheiro Técnico da CTR do Alto Minho da Federação do Folclore Português

O Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho leva no próximo dia 26 de Março a efeito o Arraial Minhoto, a ter lugar no Ringue António Livramento, na Freguesia de Benfica. O evento conta ainda com a participação do Rancho Folclórico “Os Minhotos” da Ribeira da Lage – Oeiras e do Rancho Folclórico da Casa do Minho.

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De referir que, face às recentes alterações na estrutura orgânica da Federação do Folclore Português no que respeita à área de intervenção dos Conselhos Técnicos Regionais (CTR’s), o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho tem vindo a realizar um processo de transição que o levará a representar exclusivamente a região do Alto Minho. Aliás, este agrupamento folclórico acaba de ver eleito o sr. Joaquim Pinto, seu dirigente há mais de quarenta anos, como conselheiro regional da CTR do Alto Minho.

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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: QUAL A CONSTITUIÇÃO DO CONSELHO TÉCNICO REGIONAL DO ALTO MINHO?

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O Conselho Técnico Regional (CTR) do Alto Minho da Federação do Folclore Português possui a seguinte constituição:

Elisa Alves - CORDENADORA - Grupo Folclórico " As Lavradeiras " de S Pedro de Merufe

Helena Quesado - Grupo Folclórico de Stª Marta de Portuzelo

Joaquim Pinto - Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minbo

Rafaela Pisco - Rancho Folclórico da Correlhã

João Pinho -Grupo Folclórico Danças e Cantares de Carreço

José Luis Araújo - sócio auxiliar - Meadela

QUANTOS CONSELHOS TÉCNICOS REGIONAIS DISPÕE O FOLCLORE DO MINHO NA FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS?

A Federação do Folclore Português elegeu ontem os membros dos Conselhos Técnicos Regionais (CTR’s), em sessão que decorreu no Cine-teatro Alba, em Albergaria-a-Velha. Entre os referidos Conselhos, contam-se o Conselho Técnico Regional de Entre-o-Douro-e-Minho, o Conselho Técnico Regional do Alto Minho, o Conselho Técnico Regional do Baixo Minho e o Conselho Técnico Regional do Douro Litoral Norte.

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Sucede ainda que, a região de Lisboa onde existem 14 grupos folclóricos referentes à região de Entre-o-Douro-e-Minho, está contemplada com a constituição do Conselho Técnico Regional da Estremadura Centro Saloia, o que leva a concluir que nesta região apenas existem saloios e jamais recebeu gentes oriundas das mais diversas regiões do país, não obstante alí terem constituído as suas “casas regionais” e ranchos folclóricos.

A existência de um Conselho Técnico Regional de Entre-o-Douro-e-Minho parece-nos a opção mais acertada por reflectir a identidade histórica e geo-etnográfica de toda aquela região, apesar das naturais difenças que sempre existem entre concelhos e até dentro destes em pequenas localidades. De resto, deixa de lado a existência artificial inventada pelo Estado Novo de uma suposta província do Douro Litoral.

Porém, a existência simultânea de mais três CTR’s – Alto Minho, Baixo Minho e Douro Litoral Norte – levanta-nos sérias dúvidas à sua funcionalidade e sobretudo à compreensão daquilo que deveria ser a definição coerente de regiões etnográficas.

A partir de agora e, em termos práticos, a que Conselho Técnico Regional da Federação do Folclore Português se deverá dirigir um grupo folclórico sediado na área do Distrito de Viana do Castelo? E, como deverá proceder um grupo folclórico que represente simultaneamente o Alto e o Baixo Minho, como sucede com alguns sediados na região de Lisboa? Neste último caso, deverão contactar o CTR do Alto Minho, o CTR do Baixo Minho, o CTR de Entre-o-Douro-e-Minho ou o CTR da Região Saloia?

Salvo melhor explicação, parece-nos que vai aqui alguma confusão!...

Carlos Gomes

ARCUENSES DANÇAM NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

O Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Arcos de Valdevez vai no próximo dia 19 de Março, a partir das 15 horas, actuar na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), levando consigo a alegria das gentes do Minho.

Potenciar novos contactos e promover os melhores negócios é uma das premissas da organização do certame. Algo que tem sido alcançado com assinalável sucesso, muito por força da capacidade de inovação e de antecipação das necessidades do mercado.

A BTL é um espaço de negocio e networking de todos os profissionais do Turismo e também um palco aberto ao debate e discussão do sector.

A BTL é também um espaço de animação e promoção turística para o público.

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS NOMEIA CONSELHEIROS TÉCNICOS REGIONAIS

Decorreu hoje no Cine-teatro Alba, em Albergaria-a-Velha o Encontro Nacional de Conselheiros Técnicos da Federação do Folclore Português onde teve lugar a eleição dos membros dos Conselhos Técnicos Regionais.

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A imagem mostra os membros eleitos do CTR do Alto Minho

 

Entre os conselhos para os quais foram nomeados Conselheiros refira-se o Conselho Técnico Regional de Entre-o-Douro-e-Minho, o que reflecte uma compreensão acertada acerca da identidade geo-etnográfica daquela região, por vezes incompreensivelmente fraccionada com uma região fictícia denominada de “Douro Litoral”. Surpreendentemente, para além daquele, foram ainda criados o Conselho Técnico Regional do Alto Minho, o Conselho Técnico Regional do Baixo Minho e o Conselho Técnico Regional do Douro Litoral Norte como se, apesar das naturais diferenças entre localidades vizinhas, o espaço territorial que lhes correspondente constituíssem do ponto de vista histórico e geo-etnográfico regiões distintas entre si e da região de Entre-o-Douro-Braga e-Minho.

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Membros eleitos do CTR de Entre-o-Douro-e-Minho

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 Membros eleitos do CTR do Baixo Minho

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Membros do Conselho Técnico do Douro Litoral Norte

MINHOTOS LEVAM A FESTA À FEIRA SALOIA DE MOSCAVIDE

O Grupo Concertinas e Cantigas do Rancho Folclórico Verde Minho actuou esta tarde na Feira Saloia à Moda Antiga que decorre em Moscavide. Os minhotos levaram consigo as concertinas e os cavaquinhos e, com eles, soltando as mais alegres rapsódias do nosso folclore e, com alguma brejeirice, a alegria contagiante que sempre caracteriza as nossas gentes onde quer que se encontrem.

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No jardim de Moscavide, dezenas de barraquinhas ofereciam as mais diversas iguarias provenientes de diferentes regiões do país, desde os enchidos de Lamego e os queijos da Serra da Estrela às alheiras de Mirandela e às fogaças de Santa Maria da Feira. E não faltou sequer uma artesão conferindo novas e coloridas formas ao típico galo de Barcelos feito apito-de-água.

A Freguesia de Moscavide, actualmente agregada à Freguesia da Portela, pertence ao concelho de Loures. O nome Moscavide deverá ter origem no topónimo árabe al-Masqba ou maskabat que significa “sementeiras” indica as características remotas da localidade. Porém, a paisagem rural cedeu o lugar sucessivamente à indústria e à urbanização operária e, mais recentemente, ao comércio e serviços, sobretudo de espaços de diversão nocturna, para o que contribuiu de sobremaneira a proximidade do Parque das Nações.

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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS FOI CRIADA HÁ 40 ANOS!

Passam no próximo dia 28 de Maio precisamente 40 anos sobre a data da fundação da Federação do Folclore Português (FFP). Trata-se da única entidade em Portugal que procura agregar os grupos folclóricos, sediados no país ou ainda nas comunidades portuguesas no estrangeiro, segundo critérios de rigor e autênticidade na sua representação.

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A FFP faz parte do International Union of European and Extra-European Associations.

Como qualquer instituição, a FFP tem vindo ao longo da sua existência a registar sucessivas adaptações às novas realidades, nomeadamente ao nível das relações com os novos meios de comunicação social na área digital. Mas também no que diz respeito à abertura e apoio aos grupos folclóricos que ainda não são federados – efectivos ou aderentes – mas que aspiram a melhorar a sua representatividade.

A FFP possui a sua sede social em Arcozelo, no concelho de Vila Nova de Gaia, terra de naturalidade de Augusto Gomes dos Santos, seu fundador e primeiro presidente.

Além de Augusto Gomes dos Santos, a FFP teve como presidente Fernando Ferreira da Silva que, em recentes eleições, foi sucedido pelo Dr. Daniel Café, seu actual presidente.

A fim de assinalar o seu 40º aniversário, a FFP usará ao longo deste ano o selo comemorativo que junto reproduzimos.

NAZARÉ DANÇA NO FOLKLOURES’17

O Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Fundado em 25 de Julho de 1997, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré foi admitido como sócio do Inatel em Junho de 1999 e da Federação do Folclore Português em Janeiro de 2001.

Fazendo da componente etnográfica a ligação com o período que representa, 1920 a 1940, este grupo, através das actuações que tem efectuado por todo o país e no estrangeiro, transporta a Nazaré nos seus usos, costumes, danças e cantares.

Tendo como preocupação dominante o manter as tradições da Nazaré, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré tem vindo a desenvolver profundo trabalho na pesquisa do traje e da tradição oral, procurando através da sua representação mostrar os usos e costumes da Nazaré do passado.

Além do Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré, a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Loures, grupo de folclore da Associatia Miorita Portugalia em representação da comunidade moldava radicada no nosso país, a Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil que apresentará a tradicional dança da capoeira, o Grupo de Danças e Cantares da Madeira, Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo e do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral, para além naturalmente do anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

O FolkLoures tem início no dia 24 de Junho com a realização de uma exposição e de uma palestra, prolongando-se durante toda a semana até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar o espectáculo de culturas tradicionais.

Com efeito, realiza-se no Museu Municipal de Loures uma exposição subordinada ao tema “Carroças da Região Saloia”, a ter lugar nas instalações do próprio museu, com inauguração prevista no dia 24 de Junho, pelas 16 horas. A exposição tem entrada gratuita e ficará patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira).

Ainda no dia 24 de Junho, a Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção profere uma palestra subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Museu.

O Museu Municipal de Loures encontra-se instalado na Quinta do Conventinho, sita na Estrada Nacional, 8, em Santo António dos Cavaleiros, a escassos 4 quilómetros de Loures, um edifício conventual contruído na segunda metade do século XVI.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

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FOLKLOURES É A GRANDE FESTA DA CULTURA TRADICIONAL PORTUGUESA E DAS COMUNIDADES IMIGRANTES

O Folclore contribui para o conhecimento mútuo, paz e amizade entre os povos

A edição deste ano do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, vai ter o seu início no dia 24 de Junho com a realização de uma exposição e de uma palestra, prolongando-se durante toda a semana até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar o espectáculo de culturas tradicionais.

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Trata-se de uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Este evento privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

O programa do FolkLoures’17 é o seguinte:

FOLKLOURES'17 - Encontro de Culturas

PROGRAMA

Dia 24 de Junho

- 16 horas. Inauguração da Exposição "Carroças da Região Saloia". Museu Municipal de Loures.

A exposição está patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira)

Entrada gratuita

- 16h30 horas. Palestra sobre "Usos e Costumes tradicionais da Região Saloia", pela Dr.ª Ana Paula de Sousa Assunção, a ter lugar no Auditório do Museu do Museu Municipal de Loures, com passagem pela exposição das Carroças.

Dia 1 de Julho

- 16 horas. Feira de artesanato. Abertura de tasquinhas

- 20 horas. Espetáculo de folclore e recriações da cultura tradicional

- 24 horas. Sessão de encerramento com fogo-de-artifício

GRUPOS PARTICIPANTES

Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil

Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo

Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho

Grupo Folclórico “O Cancioneiro de Ovar” – Beira Litoral

Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura

Associatia Miorita Portugalia – Moldávia

Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia

Grupo de Danças e Cantares da Madeira – Madeira

NAZARÉ DANÇA NO FOLKLOURES’17

O Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Fundado em 25 de Julho de 1997, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré foi admitido como sócio do Inatel em Junho de 1999 e da Federação do Folclore Português em Janeiro de 2001.

Fazendo da componente etnográfica a ligação com o período que representa, 1920 a 1940, este grupo, através das actuações que tem efectuado por todo o país e no estrangeiro, transporta a Nazaré nos seus usos, costumes, danças e cantares.

Tendo como preocupação dominante o manter as tradições da Nazaré, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré tem vindo a desenvolver profundo trabalho na pesquisa do traje e da tradição oral, procurando através da sua representação mostrar os usos e costumes da Nazaré do passado.

Além do Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré, a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Loures, grupo de folclore da Associatia Miorita Portugalia em representação da comunidade moldava radicada no nosso país, a Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil que apresentará a tradicional dança da capoeira, o Grupo de Danças e Cantares da Madeira, Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo e do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral, para além naturalmente do anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

O FolkLoures tem início no dia 24 de Junho com a realização de uma exposição e de uma palestra, prolongando-se durante toda a semana até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar o espectáculo de culturas tradicionais.

Com efeito, realiza-se no Museu Municipal de Loures uma exposição subordinada ao tema “Carroças da Região Saloia”, a ter lugar nas instalações do próprio museu, com inauguração prevista no dia 24 de Junho, pelas 16 horas. A exposição tem entrada gratuita e ficará patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira).

Ainda no dia 24 de Junho, a Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção profere uma palestra subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Museu.

O Museu Municipal de Loures encontra-se instalado na Quinta do Conventinho, sita na Estrada Nacional, 8, em Santo António dos Cavaleiros, a escassos 4 quilómetros de Loures, um edifício conventual contruído na segunda metade do século XVI.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

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FOLKLOURES’17: MUSEU MUNICIPAL DE LOURES EXPÕE “CARROÇAS DA REGIÃO SALOIA”

O Museu Municipal de Loures participa no FolkLoures’17 com a realização de uma exposição subordinada ao tema “Carroças da Região Saloia”, a ter lugar nas instalações do próprio museu, com inauguração prevista no dia 24 de Junho, pelas 16 horas. A exposição tem entrada gratuita e ficará patente ao público, até ao dia 1 de Julho, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 (Excepto à Segunda-feira).

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Ainda no dia 24 de Junho, a Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção profere uma palestra subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Museu.

O Museu Municipal de Loures encontra-se instalado na Quinta do Conventinho, sita na Estrada Nacional, 8, em Santo António dos Cavaleiros, a escassos 4 quilómetros de Loures, um edifício conventual contruído na segunda metade do século XVI.

Constituído em 26 de julho de 1998, o Museu encontra-se instalado no 13.º convento dos frades franciscanos da Província de Santa Maria da Arrábida, apresentaposições de  exposições de temática arqueológica e etnográfica, com o intuito de dar a conhecer a realidade e a vivência das populações rurais do município de Loures, assim como a sua história. Possui duas salas de exposições, oficinas, reservas visitáveis, um centro de documentação especializado em história local, loja, cafetaria com esplanada, parque de estacionamento e acesso para pessoas com mobilidade reduzida.

O FolkLoures apresenta um programa cultural rico e diversificado que, sob o impulso e capacidade organizativa do Rancho Folclórico Verde Minho, catapulta o concelho de Loures para a ribalta da cultura tradicional portuguesa.

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FOLKLOURES’17: HISTORIADORA ANA PAULA ASSUNÇÃO PROFERE PALESTRA SOBRE “USOS E COSTUMES DA REGIÃO SALOIA”

A Historiadora e Museóloga Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção profere uma palestra subordinada ao tema “Usos e Costumes Tradicionais da Região Saloia”, a ter lugar no Auditório do Museu do Museu Municipal de Loures, no dia 24 de Junho, pelas 16h30. A iniciativa insere-se no programa do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas que se prolonga até ao dia 1 de Julho, altura em que tem lugar um grandioso festival de cultura tradicional no Parque da Cidade, em Loures.

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O Museu Municipal de Loures encontra-se instalado na Quinta do Conventinho, sita na Estrada Nacional, 8, em Santo António dos Cavaleiros, a escassos 4 quilómetros de Loures.

A Prof. Doutora Ana Paula de Sousa Assunção é historiadora e museóloga, Mestre em História Regional e Local pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. É autora de programas museológicos, reformulações de programas e criação de serviços inovadores. Conceção científica do Centro UNESCO A casa da terra. Comissária de exposições de vária índole com museografia de inclusão e género.

Tem como áreas científicas preferenciais a História Local, Saúde, Património industrial (com destaque para Fábrica de Loiça de Sacavém, Oliveira Rocha/Oliveira do Bairro), Património Cultural Imaterial, Património Religioso /obra de arte total – Cripto -história. Exerceu voluntariado na Igreja Matriz de Bucelas com descobertas de cariz científico sobre entalhador, Francisco Lopes. (Artigo no prelo). Musealização da Igreja e interpretação dos espaços em visitas.

Pelo seu trabalho, tem recebido várias distinções de Mérito Cultural e Prémios no campo da Museologia a nível nacional e internacional.

Nesse mesmo dia e local, terá ainda lugar outra iniciativa cultural integrada no programa da edição deste ano do FolkLoures, a qual contamos divulgar muito brevemente. Trata-se, pois, de um programa cultural rico e diversificado que, sob o impulso e capacidade organizativa do Rancho Folclórico Verde Minho, catapulta o concelho de Loures para a ribalta da cultura tradicional portuguesa.

RANCHO DA BOBADELA REPRESENTA A REGIÃO SALOIA NO FOLKLOURES’17

O Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Loures vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Como não podia deixar de suceder, os usos e costumes das gentes da região saloia em geral e do concelho de Loures em particular não poderiam deixar de estar presentes. As tradições saloias constituem a matriz etnográfica de um concelho que acolheu de braços abertos os minhotos, beirões, transmontanos, alentejanos e as mais variadas gentes de todo o país, dos países de expressão portuguesa e de todo o mundo. Por essa via, Loures tornou-se porventura um dos concelhos mais cosmopolitas do nosso país. Eis a razão pela qual o FolkLoures – Encontro de Culturas adquiriu um novo formato, mais abrangente e inclusivo, inédito no domínio do folclore e da cultura tradicional cujo modelo em breve inspirará outras organizações de eventos semelhantes. Por conseguinte, o Rancho da Bobadela representará na edição deste ano os usos e costumes da região saloia e do concelho de Loures.

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O Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela iniciou a sua actividade etnográfica com as marchas dos santos populares em Junho de 1983.

Nos primeiros anos, este rancho foi uma secção de uma outra colectividade da freguesia até que, a 26 de Fevereiro de 1987, se celebrou a escritura pública que deu corpo à União Cultural e Folclórica da Bobadela, o que o torna mais antigo do que a colectividade a que actualmente pertence.

Localizada na zona oriental do concelho de Loures, a freguesia da Bobadela era banhada pelos rios Tejo (a leste) e Trancão (a sul e a oeste), sendo que este último a separava das freguesias de Unhos (a oeste) e de Sacavém (a sul e sudoeste); a norte e noroeste fazia fronteira com a freguesia de São João da Talha, da qual se desmembrou. Pelo facto da Vila da Bobadela pertencer ao Concelho de Loures, o qual se encontra inserido na zona Saloia, e ainda junto ao Ribatejo e às “portas” de Lisboa, as danças e cantares são o espelho do cruzamento das três zonas acima descritas, bem como das actividades económicas que se viveram por aquelas bandas.

Sendo a etnografia desta zona bastante rica e diversificada, o rancho da Bobadela tem no seu repertório musical bailaricos, fadinhos, viras, valsas e os famosos verde-gaios.

Quanto aos trajes, inicialmente no Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela, os homens usavam trajes Saloios Domingueiros e as mulheres o traje Usual no Ribatejo. Ou seja, as raparigas usavam saias e lenços vermelhos, camisa e meias brancas, chapéu e cesto de palha. E os rapazes vestiam camisa branca e calças, colete, cinta e barrete preto.

No entanto, no princípio do ano de 1997, a Direcção decidiu iniciar a mudança dos trajes para a representação da etnografia saloia. Esta representação é mantida até hoje e dela se destacam os Trajes de Abastados, Trabalho de Cocheiro, de Lavadeira, de Ceifeira, de Carroceiro, de Aguadeira, de Leiteira e de Campino das Lezírias Saloias.

“O folclore é a tradição e usos populares, constituído pelos costumes e tradições transmitidos de geração em geração. O rancho da Bobadela procura viver e transmitir sempre melhor e de forma feliz essa cultura tão sua.

Além do Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Loures, a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do grupo de folclore da Associatia Miorita Portugalia em representação da comunidade moldava radicada no nosso país, a Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil que apresentará a tradicional dança da capoeira, o Grupo de Danças e Cantares da Madeira, Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo, do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral e ainda com mais uma representação da Estremadura que divulgaremos oportunamente, para além do anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade..

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BRASILEIROS LEVAM CAPOEIRA AO FOLKLOURES’17

A Associação Tira-me da Rua (ATR) vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Constituído por brasileiros radicados em Portugal, a Associação Tira-me da Rua (ATR) é quiçá o mais representativo grupo musical a preservar e divulgar uma das mais apreciadas manifestações da cultura tradicional do povo brasileiro – a capoeira!

A capoeira constitui um misto de dança, arte marcial, desporto, música e cultura popular. As suas origens são remotas, calculando-se que tal tradição tenha origem em rituais iniciáticos dos povos do sul de Angola. Em resultado da colonização portuguesa, a capoeira terá a partir do século XVII sido levada para o Brasil onde foi desenvolvida por descendentes de escravos africanos.

Ao som rítmico dos berimbaus, a Associação Tira-me da Rua (ATR) vai mostrar como se canta, dança e luta a capoeira, oferecendo m espectáculo que certamente vai agradar ao público que vai afluir ao FolkLoures’17, incluindo a numerosa comunidade brasileira radicada na região de Lisboa.

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Além da Associação Tira-me da Rua (ATR), a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do grupo de folclore da Associatia Miorita Portugalia em representação da comunidade moldava radicada no nosso país, Grupo de Danças e Cantares da Madeira, Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo, do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral e ainda com representações da Estremadura que divulgaremos oportunamente, para além do anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

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FOLKLOURES'17 RECEBE REPRESENTAÇÃO DA MOLDÁVIA

O Grupo de Folclore da Associatia Miorita Portugalia vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Formado por moldavos e seus descendentes imigrados no nosso país, a Associatia Miorita Portugalia está sediada no Barreiro e representa os usos e costumes tradicionais das gentes da Moldávia.

Situada na Europa oriental, a Moldávia possui fronteiras com a Ucrânia e a Roménia. No século XV, a Moldávia – oficialmente República Moldova – ocupou toda a região da Bessarabia, Moldávia Ocidental e Bucovina, constituindo à época uma importante potência regional.

Em consequência da sua história atribulada que incluiu o período feudal, o Tratado de Bucareste em 1812 que retalhou o seu território, submetendo a Bessarabia à Rússia e, mais tarde, a independência da Roménia e a sua unificação com a Moldávia Ocidental, é actualmente controversa a definição de identidade étnica e linguística entre moldavos e romenos.

 

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Além do grupo de folclore da Associatia Miorita Portugalia em representação da comunidade moldava radicada no nosso país, a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do Grupo de Danças e Cantares da Madeira, Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo, do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral e ainda com representações da Estremadura e Brasil que divulgaremos oportunamente, para além do anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

Mais do que qualquer outra manifestação de índole cultural e desportiva, é o Folclore a forma de expressão cultural que melhor contribui para a paz entre os povos, no respeito das suas diferenças e identidade.

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MADEIRENSES LEVAM O BAILINHO AO FOLKLOURES’17

O Grupo de Danças e Cantares da Madeira vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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Constituído há mais de três décadas por madeirenses radicados na região de Lisboa, este grupo folclórico está sediado no vizinho concelho da Amadora e é o único que no continente representa os usos e costumes tradicionais das gentes do Arquipélago da Madeira, actualmente constituída como Região Autónoma.

Além do Grupo de Danças e Cantares da Madeira, a edição deste ano do FolkLoures vai contar com a participação do Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba – Alentejo, do Grupo Folclórico O Cancioneiro de Ovar – Beira Litoral e ainda com representações da Estremadura, Brasil e Moldávia que divulgaremos oportunamente, para além do anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho.

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CANCIONEIRO DE OVAR LEVA AO FOLKLOURES’17 TRADIÇÕES DAS GENTES VAREIRAS DE OVAR

O Grupo Folclórico “Cancioneiro de Ovar” vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem actualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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De Ovar e ainda de toda a região vareira que inclui nomeadamente Estarreja e Murtosa vieram para Lisboa as graciosas peixeiras ovarinas cujo gentílico acabaria por dar origem ao termo varina. Fixadas nos bairros mais típicos da capital, sobretudo na Madragoa, as gentes daquela região vão afluir a Loures para aplaudir o Grupo Folclórico “Cancioneiro de Ovar”.

Este grupo folclórico representa uma zona essencialmente rural, sendo possuidor de um apreciável número de danças e cantares que, ao mesmo tempo, alegravam os duros trabalhos do campo e que agora, procuramos transmitir o mais fiel possível, aos jovens de hoje.

Os trajes que apresenta nas suas actuações, eram usados na região de trabalho em geral e alguns de festa, em particular, remontando a sua época entre 1830 e 1920.

Tem a sua sede, na Associação Cultural e Atlética de Guilhovai a qual lhe deu origem e, por isso, é parte integrante, cujas instalações se situam na Vila de S. João do Concelho de Ovar.

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O “Cancioneiro de Ovar” tem participado em festivais Nacionais e Internacionais de Folclore, bem como em festas e romarias. Organiza o seu próprio Festival de Folclore todos os anos, conjuntamente com outros dois grupos, no âmbito do grupo de acções culturais e tradicionais de Ovar e vem organizando o Festival Pró-emigrante na avenida do Furadouro.

O Grupo Folclórico “Cancioneiro de Ovar” foi inaugurado em Agosto de 1979 e está filiado na Federação do Folclore Português e no INATEL.

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MINHOTOS EM OEIRAS REALIZAM ENCONTRO DE TRADIÇÕES

A localidade da Ribeira da Lage, no concelho de Oeiras, foi hoje palco do I Encontro de Tradições, numa iniciativa organizada pelo Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage – Oeiras e que contou com o apoio da Câmara Municipal de Oeiras e da Junta de Freguesia de Porto Salvo.

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A iniciativa teve lugar no Centro Cultural da Ribeira da Lage e atraiu largas centenas de pessoas que, durante toda a tarde, puderam assistir à reconstituição de diversos quadros etnográficos como a debulha do milho e a realização de uma procissão religiosa. Com os bombos abrindo caminho ao andor de Nossa Senhora da Conceição.

O eventou contou com a participação do Rancho Folclório de São João Batista de Cavez – Cabeceiras de Basto, o Rancho Folclórico Alegria do Minho – Assorpim, da Amadora, o Rancho Folclórico de Vila Facaia – Leiria e o Rancho Folclórico Cultural Danças e Cantares da Região do Forninho – Palmela, além naturalmente do anfitrião Rancho Folclórico Os Minhotos da Ribeira da Lage – Oeiras que, de dia para dia, tem vindo a surpreender com as sucessivas melhorias na sua forma de se apresentar e no arrojo das iniciativas que organiza.

O numeroso público que afluiu à Ribeira da Lage viveu hoje uma jornada de cultura popular tradicional num ambiente fraterno, rodeado da simpatia e alegria que muito bem caracteriza as gentes do Minho.

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JOVENS DEBATEM FOLCLORE NA ERA DIGITAL

O Gabinete da Juventude da Federação do Folclore Português, está a organizar o Encontro Nacional de Jovens Folcloristas, cujo tema principal é Folclore na Era Digital e terá lugar no Centro Cultural de Mira de Aire, dia 01 de abril de 2017

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Queremos, neste encontro, refletir o trabalho de cada um dos jovens dentro dos nossos grupos e no seio das nossas comunidades culturais, não esquecendo as temáticas já debatidas nos últimos anos.

Planeamos assim:

  1. Debater aceções de etnografia e folclore na contemporaneidade;
  2. Formar e capacitar os jovens folcloristas, nas diferentes áreas, para melhor desempenho nos seus grupos;
  3. Compreender a etnografia e o folclore enquanto eixos estratégicos na construção da sociedade global;
  4. Facultar abordagens de ações inovadoras nos grupos de folclore;
  5. Promover a representatividade e a qualidade global do movimento folclórico português;

Este encontro destina-se a jovens dos 10 aos 35 anos, mas toda a gente pode participar.

São considerados observadores, os jovens até 35 anos de grupos não federados, as pessoas com mais de 35 anos de grupos federados e não federados.

PONTE DA BARCA APOIA O FOLCLORE

Câmara de Ponte da Barca atribui apoio de mais de 13 mil euros a Ranchos Folclóricos

O executivo municipal aprovou, na última Reunião de Câmara, os protocolos para a atribuição de mais de 13 mil euros aos 15 Ranchos Folclóricos do concelho. A todos foi atribuída uma verba de 900€, destinada a apoiar as atividades desenvolvidas pelos grupos durante o presente ano. Este apoio prevê, ainda, a cedência de transporte para duas deslocações em território nacional ou uma ao estrangeiro.

Como salientou o autarca, Vassalo Abreu, 'estes protocolos têm por objetivo a prossecução da política definida pela Câmara Municipal no que concerne ao incentivo às manifestações culturais de raiz popular', neste caso concreto aos Ranchos Folclóricos que 'pelo empenho que depositam nas iniciativas em que participam, tão bem dignificam o concelho de Ponte da Barca.'

No período antes da ordem do dia, o Presidente da Câmara apresentou um voto de Louvor ao Grupo Cultural e Recreativo dos Lavradores do Paço do Lima, pela distinção nos Troféus O Minhoto, na categoria Clube Ligação Desporto/Cultura, que foi subscrito por todos os presentes.

Da restante ordem de trabalhos, foi ainda deliberado aprovar o pagamento de quotas à Associação Nacional de Municípios Portugueses e à CIM – Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, e aprovar a 2ª alteração ao Orçamento de Despesa e a 1ª alteração ao Plano de Atividades.

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS FAZ INQUÉRITO À JUVENTUDE

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O Gabinete da Juventude da Federação do Folclore Português, com o intuito de fazer um diagnóstico da participação ativa dos jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos nos grupos associados da FFP; também aferir da sua disponibilidade para colaborar com o organismo nas suas valências e eventos e querendo conhecer melhor os jovens que compõem o nosso movimento associativo e proporcionar mais e maior participação ativa de todos, está a realizar um inquérito on-line.

Estamos ao dia de hoje com cerca de 550 respostas válidas e gostávamos de poder chegar à amostra de um milhar. Solicitamos a vossa melhor colaboração para fazer nota e divulgação desta iniciativa, que muito agradecemos.

O inquérito estará disponível até dia 05 de março de 2017 no seguinte link:

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScv_eZNU0wT03cKmprDlXilIh0zrlAGLuRkDDIZZg9eJViLEg/viewform?c=0&w=1
Ana Rita Leitão

CEIFEIROS DE CUBA LEVAM O CANTE DO ALENTEJO AO FOLKLOURES’17

O Grupo Etnográfico Os Ceifeiros de Cuba vai no próximo dia 1 de Julho participar no FolkLoures’17 – Encontro de Culturas, uma grandiosa iniciativa de cariz tradicional organizada pelo Grupo Folclórico Verde Minho em colaboração com a Câmara Municipal de Loures, a ter lugar por ocasião das festas do concelho de Loures. Trata-se de um evento que privilegia o folclore da região saloia e ainda de todo o país e das comunidades que constituem atualmente o mosaico social e cultural da região, contribuindo para a inclusão e a promoção da paz entre os povos através do encontro das suas culturas tradicionais.

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O mais genuíno folclore do Baixo Alentejo não é dançado nem tocado mas apenas cantado, o que constitui uma característica que o demarca em relação às demais regiões do país. Constituindo o cante uma forma de cantar aparentemente monótona e indolente, revela contudo uma enorme riqueza polifónica em que o sentido da sua execução é dotado duma misteriosa profundeza de alma.

O concelho de Cuba é célebre por ter servido de berço ao grande navegador Cristóvão Colombo que, em homenagem à terra que o viu nascer, deu o seu nome às terras que descobriu na América Central. É também ali que repousa o notável escritor Fialho de Almeida e onde pode visitar-se as ruínas romanas da primitiva povoação, a Igreja de Nossa Senhora da Rocha e a Grandiosa Matriz, manda construir em 1500 pelos frades de S. Vicente de Fora. Cuba é ainda famosa pelos seus excelentes queijos de ovelha, as frutas, os curtumes e os afamados vinhos que produz e comercializa juntamente com Alvito e Vidigueira.

O seu cante, característico da margem direita do rio Guadiana, é mais solene e cantochão, contrastando com o cante da margem esquerda, este mais rítmico, melodioso e alegre. Fundado em 1933, o Grupo Etnográfico “Os Ceifeiros de Cuba é muito provavelmente o melhor intérprete do genuíno cante alentejano da margem direita do rio Guadiana, respeitando a autenticidade do traje para além da verdade da expressão musical.

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Com um rico historial, é o próprio grupo que se apresenta: “Os "Ceifeiros de Cuba" - Grupo Etnográfico, atualmente ensaiados pelo Mestre Ermelindo Galinha - têm levado o nome de Cuba e do Alentejo de norte a sul do País, bem como ao estrangeiro, nomeadamente, Espanha (Burgos no País Basco e Monastério) e França (Bourgogne, Chatillhon-en-Bazois, Saulieu, Estrasburgo, no Parlamento Europeu).

Têm sido centenas as atuações do Grupo, nos mais variados contextos, quer em Feiras, Exposições, Hotéis, Discotecas, Encontros de Corais e Festivais, quer em receções e outros eventos de carácter social e cultural; de destacar as atuações no Coliseu dos Recreios, no Teatro Maria Matos, no Pavilhão dos Desportos, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, na Alfândega no Porto, no encerramento do I Congresso do Cante Alentejano, ainda as três atuações na EXPO 98, no Pavilhão de Portugal, Pavilhão dos Oceanos e Pavilhão do Território.

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Na Televisão o Grupo participou nos Programas "Bom Dia", "País, País" e "Cais do Oriente" da RTP1; "Acontece" da RTP2, "Jardim das Estrelas" da RTP Internacional e "Horizontes da Memória" na RTP2 e RTP Internacional; de registar, também, duas participações cinematográficas, uma no filme documentário "Alentejo Cantado" de Francisco Manso e outra em "Polifonias - Pace è Salute, Michel Giacometti", de Pierre-Marie Goulet.

A produção discográfica dos "Ceifeiros de Cuba" tem sido outro dos meios de preservação e divulgação do cante alentejano, tendo, até ao momento o Grupo produzido sete cassetes, um single, um LP e participação em três CD um dos quais editados pelo Instituto Internacional de Música Tradicional de Berlim e Smithsonian Folkways de Washington.

Os constantes convites que o Grupo recebe para atuações diversas são o reconhecimento do seu valor o qual tem sido, também, reconhecido pelos troféus que ganhou nos certames em que participou - sete primeiros lugares, quatro segundos lugares e quatro terceiros lugares. "Os Ceifeiros de Cuba" consideram-se, por isso, um Grupo bem representativo do cante alentejano.”

Além dos Ceifeiros de Cuba em representação do cante do Baixo Alentejo, a edição do corrente ano do FolkLoures contará ainda com representações do Minho, Madeira, Beira Litoral, Estremadura, Brasil e Moldávia.

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SÓCIOS E AMIGOS DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES (MOÇAMBIQUE) CONFRATERNIZAM EM AMARES

O Encontro dos minhotos que viveram em Moçambique vai este ano ter lugar no concelho de Amares, no próximo dia 30 de Abril. O BLOGUE DO MINHO espera em breve pode divulgar o programa do convívio e o grupo folclórico que irá animar o evento.

Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país e o regresso da à metrópole comunidade portuguesa. Este ano, Amares é o concelho eleito para se reencontrarem.

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Durante duas décadas consecutivas, a Casa do Minho foi na capital do Índico o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

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Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. E, em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 62 anos!

Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

Fotos: Rui Aguilar Cerqueira / Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques - Moçambique

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RANCHO DE CABECEIRAS DE BASTO DANÇA EM OEIRAS

O Rancho Folclórico de São João Batista de Cavez, de Cabeceiras de Basto, desloca-se no próximo dia 5 de Março ao concelho de Oeiras, nos arredores de Lisboa, a fim de participar no I Encontro de Tradições que vai ter lugar no Centro Cultural da Ribeira da Lage.

Trata-se de um espectáculo de cariz etnográfico no qual cada grupo efectua representação tradicional da sua região, lembrando os usos e costumes das suas gentes, como por exemplo os romeiros, ou os trabalhos no campo, ou as carpideiras logo seguida da actuação do grupo em termos de representação de danças e cantares.

Além do Rancho de Cabeceiras de Basto, participarão ainda neste evento o Rancho Folclórico de Vila Facaia – Leiria, Rancho Folclórico Cultural Danças e Cantares da Região do Forninho – Palmela, Rancho Folclórico Alegria do Minho Assorpim – Amadora e, naturalmente, o anfitrião Rancho Folclórico “Os Minhotos” da Ribeira da Lage – Oeiras.

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REPRESENTAÇÕES DO BRASIL E MOLDÁVIA PARTICIPAM NO FOLKLOURES’17

A edição deste ano do FolkLoures – Encontro de Culturas vai contar com representações tradicionais do Brasil e da Moldávia cujos nomes divulgaremos em breve. Com nova data e formato, este evento vai apresentar novidades que farão dele um espectáculo único no contexto da divulgação da cultura tradicional.

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FolkLoures é mais do que um festival de folclore. Ano após ano, será um ponto de Encontro de Culturas com carácter inclusivo, palco das mais variadas tradições da cultura tradicional, de exposição e de debate das nossas raízes – e das tradições das comunidades que vivem ao nosso lado e com quem diariamente interagimos.

O programa já se encontra praticamente elaborado, aguardando-se apenas o alinhamento de alguns pormenores respeitantes a iniciativas que vão pela primeira vez ter lugar neste Encontro de Culturas.

Sob a égide do Grupo Folclórico Verde Minho, FolkLoures vai seguramente transformar a cidade de Loures num palco privilegiado da cultura tradicional a nível nacional e até internacional.

MANUEL SANTOS É O FOTÓGRAFO DA AMADORA E DO FOLCLORE

O Sr Manuel Santos é um fotógrafo bastante conhecido e estimado no concelho da Amadora onde vive e também no meio do associativismo regionalista e do folclore. Não raras as vezes, acompanha os grupos folclóricos em longas viagens a fim de lhes garantir a cobertura fotográfica, incluindo a gravação em vídeo das suas actuações, trabalho que sempre faz generosamente. Além disso, é pessoa de trato afável, com grande facilidade de fazer amigos. E, não há entidade com a qual colabore, a começar pela própria Câmara Municipal da Amadora, onde não crie laços de amizade.

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O Sr Manuel Santos é um dos colaboradores do BLOGUE DO MINHO o qual lhe deve excelentes reportagens fotográficas que fazem o gáudio dos seus leitores.

Mas, afinal que é o sr. Manuel Santos a quem todos estão habituados a vê-lo de máquina fotográfica em punho?

Natural de Lisboa, cedo rumou para Angola onde passou a trabalhar como funcionário do Estado Português. Em 1966, aos dezoito anos de idade, começou a fotografar e revelar fotos em laboratório. Em 1975 regressou à Metrópole, continuando na Administração Pública a trabalhar no apoio de desenvolvimento rural, constituindo algumas das áreas mais marcantes a Direcção dos Serviços de Documentação e Informação, o emparcelamento agrícola recuperação e construção de habitações em casas rurais um pouco por todo o país, pontões, açudes, caminhos rurais, estábulos, regadio tradicional, barragens e toda a sorte de equipamentos rurais.

Cobriu em fotografia numerosos eventos como feiras agrícolas em localidades como Santarém, Porto, Golegã, Alter do Chão, Macedo de Cavaleiros e o Algarve. Também figuras conhecidas do clero e políticos dos mais variados quadrantes ideológicos não escaparam à sua objectiva. Mais recentemente, ao Jardim Zoológico de Lisboa e aos animais que ali habitam também lhes dedica um especial carinho, registando os seus gestos de ternura e as suas brincadeiras.

Mas foi sobretudo o contacto com as gentes dos meios rurais que lhe fizeram despertar o gosto pelo folclore, captar o movimento das danças, o colorido dos trajes e a beleza das moças nos seus trajes garridos, das crianças e dos jovens transportando uma herança cultural para os vindouros. E, desde então, abraçou com paixão a causa da sua divulgação, da forma que melhor sabe fazer: fotografar!

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FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: LISTA "B" AFIRMA QUE ELEIÇÕES FORAM PAUTADAS POR ILEGALIDADES

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ESCLARECIMENTO AOS ASSOCIADOS DA FFP

Ex.mos  Senhores

Associados da Federação do Folclore Português

Assunto: Esclarecimento aos Associados da FFP sobre o ato eleitoral

20 de janeiro de 2017

No dia 11 de dezembro de 2016 realizaram-se eleições para os Órgãos Sociais da Federação do Folclore Português (FFP), pela primeira vez disputadas com candidaturas de duas listas distintas.

A Lista B candidata aos Órgãos Sociais da FFP expressa aqui, uma vez mais, um enorme agradecimento aos Associados que acreditaram no projeto apresentado, um projeto sério, jovem, dinâmico e, sobretudo, um projeto de mudança. Dos resultados comunicados devemos retirar uma simples mas muito importante ilação: metade do movimento da FFP confiou e reviu-se no projeto da Lista B. Afinal, foi de apenas 3 Associados a diferença que separou ambas as listas!

No entanto, lamentamos que todo o processo eleitoral tenha sido pautado por diversas irregularidades regimentais, ousamos até dizer, por diversos atos ilícitos. Estes factos, graves, mais do que ilustrarem a actuação de diversos elementos dos Órgãos Sociais responsáveis pelo ato eleitoral, em última instância ensombram a vitória “limpa” (estamos a citar) da Lista A no referido acto eleitoral.

Uma vez que não nos revemos nesta forma de estar e agir, e queremos acreditar que a esmagadora maioria dos associados da FFP também não, a Lista B desencadeou um processo interno de esclarecimento dos referidos atos apresentando requerimentos , primeiramente, ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral e, em segunda instância, ao Presidente do Conselho Fiscal, Órgãos a quem compete fiscalizar e controlar a FFP (Art. 63º do Regulamento Geral Interno da FFP), bem como velar pelo cumprimento dos Estatutos e Regulamentos da FFP (ponto 7 do Art. 64º do Regulamento Geral Interno da FFP).

Talvez não surpreendentemente, de ambos os Órgãos recebemos respostas que demonstraram inequivocamente a conivência e anuência para com os factos ilícitos detetados, bem como uma enorme falta de vontade de repor a verdade, como podem verificar pelos documentos anexos.

Tal como sempre expressamos durante o período eleitoral, a Lista B é apologista e acérrima defensora da transparência e não compactua com os atos ilegais preconizados durante o ato eleitoral. Uma vez que não é nossa pretensão arrastar este processo, e porque os Órgãos Sociais responsáveis pelo apuramento dos factos demitiram-se das suas responsabilidades, decidimos encerrar as diligências para apuramento das ilicitudes verificadas. Contudo, não sem antes apresentar estes factos a todos os Associados. Deixamos, assim, para vossa análise os documentos trocados entre as diversas entidades para que daí possam retirar as conclusões que vos pareçam pertinentes.

Com os melhores cumprimentos,

Os elementos da Lista B

MINHOTOS FESTEJAM EM LISBOA ANO NOVO CHINÊS

Os minhotos que vivem na região de Lisboa participaram no passado fim-de-semana nos tradicionais festejos do Ano Novo Chinês, celebrado em Portugal com a antecipação de uma semana relativamente à data efectiva da entrada do ano. Com os seus trajes tradicionais, o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho desfilou na avenida Almirante Reis rumo ao Largo do Martim Moniz, juntamente com as inúmeras representações da cultura tradicional chinesa, num gesto que valoriza a amizade luso-chinesa e contribuiu para a paz e amizade entre os povos.

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Sob signo do Galo, estas festividades são organizadas pela Embaixada da China em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal de Portimão e Câmara Municipal do Porto, de acordo com o seguinte programa:

21 JAN, sábado:

Desfile – 11h00/ 12h00 – Av. Almirante Reis (entre a Igreja dos Anjos e a Praça do Martim Moniz)

Espetáculo – 13h00/ 16h30 – Praça do Martim Moniz

Feira Tradicional – 10h00/ 17h00 – Praça do Martim Moniz

22 JAN, domingo:

Espetáculo – 14h00/ 16h00 – Praça do Martim Moniz

24 JAN, terça-feira:

Inauguração Exposição Fotográfica: Celebrações do Feliz Ano Novo Chinês no Mundo – 18h00 – Centro Científico e Cultural de Macau

Porto

19 JAN, quinta-feira:

Espetáculo da Companhia de Ópera Wu de Zhejiang – 21h00 – Coliseu do Porto

Dança do Dragão – 11h00/ 12h00, 15h00/16h00 – Rua de Santa Catarina (Porto) e Vila do Conde

Portimão 

19 JAN, quinta-feira:

Demostração de atividades artesanais tradicionais  (recorte de papel, tecelagem de cânhamo, escultura de argila e apresentação de teatro de sombras) – várias sessões – Casa Manuel Teixeira Gomes

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O calendário chinês rege-se pelos ciclos lunares em conjugação com a posição do sol, iniciando-se na noite de lua nova mais próxima do dia em que o sol passa pelo décimo grau de Aquário. As representações dos doze animais do horóscopo a que correspondem os anos no calendário chinês possuem a sua origem na lenda segundo a qual, os doze animais se apresentaram a Buda, correspondendo ao seu chamamento.

Ascende a mais de vinte mil o número de chineses que vivem em Portugal, oriundos principalmente da província de Cantão em virtude da sua proximidade com Macau, constituindo uma comunidade pacífica e trabalhadora, dedicada sobretudo ao comércio e com uma presença considerável na nossa região.

Fotos: Manuel Santos

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FOLCLORE DUPLICA NÚMERO DE VISITANTES DO BLOGUE DO MINHO

O BLOGUE DO MINHO está a atingir níveis históricos de afluência em número de visitantes diários graças sobretudo às notícias que vem publicando relacionadas com o folclore.

Durante os dias úteis da semana, o noticiário relacionado com o folclore e com as iniciativas locais chegam a triplicar o número de leitores, apenas diminuindo ligeiramente nos fins-de-semana.

Refira-se que o BLOGUE DO MINHO é um jornal regional com formato digital e actualização diária, com informação diversificada de toda a região do Minho e ainda de todas as comunidades minhotas espalhadas por Portugal e pelo mundo.

Para além disso, o BLOGUE DO MINHO vem afirmando-se como uma tribuna privilegiada em defesa não apenas do folclore do Minho como ainda de todo o folclore português e da entidade que congrega o seu associativismo – a Federação do Folclore Português!

Fotos: José Carlos R. Vieira

RUSGA DE S. VICENTE DE BRAGA CANTA AS JANEIRAS

"A tradição vai e vem ao Shopping - Cantar das Janeiras"

Se “Rusgas - é gente que vai, faz e vem das festas…”, no próximo domingo, dia 15, pelas 15h:30, a ‘Tradição vai e vem ao Shopping Braga Parque’, para cantar os Reis e Janeiras.

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Tal como em anos anteriores, as vozes e respetiva tocata da Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho, voltarão a preencher e animar - com sonoridades e a policromia do trajar minhoto -, os diferentes espaços do BragaParque, divulgando e promovendo as tradições herdadas, alusivas ao términus do 'ciclo natalício', o Cantar da Janeiras.

As janeiras já se cantam,

Aos ricos e aos fidalgos.

E também aos pobrezinhos,

Que dão tigelas de caldo.

 

Abram as vossas janelas,

Que a Rusga vai a passar.

Trazei as vossas ofertas,

Pois temos muito que andar.

 

A iniciativa, "A tradição vai e vem ao shopping", tem por principal propósito, levar as mais diversas manifestações da nossa cultura popular de tradição, às grandes superfícies comerciais, por forma a poder chegar a outros novos públicos. Foi assim que já levamos a efeito, nas ditas superfícies comerciais, exposições temáticas itinerantes, como, a do 'Trajo e o Trajar Popular no Baixo Minho' e 'Presépio - o sentido do Natal', e os espetáculos, 'O Casamento Minho', 'Olha a roda que a saia tem', entre outros.

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4º Concerto de Reis

Na próxima sexta, dia 13, pelas 21h:30, na igreja paroquial de São Vicente de Braga, a Rusga participará na 4ª edição do Concerto de Reis, promovido pela Irmandade do Mártir São Vicente e respetiva paróquia, no âmbito da iniciativa "Abrigar São Vicente".

Ceia de Reis 2017

No passado fim-de-semana, na sua sede social, a Rusga levou a efeito a tradicional “Ceia de Reis”, extensiva aos familiares dos elementos rusgueiros. Com esta iniciativa, encerrou-se formalmente o ano de actividades de 2016, ano em que terminamos o programa comemorativo do 50º aniversário da associação (1965/2015), sob o mote "Há 50 anos a Rusgar - 50 anos, 50 iniciativas, 05 temas".

Com esta Ceia de Reis - a última das celebrações do ciclo natalício -, pretende-se por um lado, proporcionar um encontro/convívio alargado, tendo em vista o fortalecimento do espírito e vivência rusgueira, entre elementos e respectivos familiares e, por outro, reconhecer em jeito de agradecimento, a todos os elementos, que ao longo do ano transato se disponibilizaram de forma responsável e abnegada, para que o Plano de Actividades e respectivo programa comemorativo do cinquentenário delineado, se tornasse uma realidade.

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NOVOS DIRIGENTES DA FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS TOMAM POSSE

O Presidente da Assembleia Geral da Federação do Folclore Português acaba de dar posse aos membros recentemente eleitos para os corpos directivos daquela entidade, para o triénio 2017-2019.

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A cerimónia teve lugar na sede da Federação do Folclore Português, em Arcozelo, no concelho de Vila Nova de Gaia, e teve início às 10 horas com a recepção aos porta-estandartes e dirigentes dos associados, a que se seguiu a recepção às entidades oficiais.

Entretanto, uma vez realizada a cerimónia de tomada de posse propriamente dita, iniciou-se a sessão de cumprimentos aos novos dirigentes que encontra-se neste momento a decorrer.

Fotos: Sérgio da Fonseca / http://www.rfpfolclore.com/

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CERTIFICAÇÃO DO TRAJE À VIANESA: COMO E PARA QUÊ?

O Dr. João Alpuim Botelho dedicou à questão da certificação do Traje à Vianesa a sua última crónica, da série “Política Cultural em Viana do Castelo”, publicada no passado dia 29 de Novembro no jornal vianense “A Aurora do Lima”. Como é do conhecimento geral, o Dr. João Alpuim Botelho é uma autoridade neste domínio. Foi Director do Museu do Traje de Viana do Castelo e, conjuntamente com Benjamim Pereira e António Medeiros, um dos autores da obra “Traje à Vianesa – Uma Imagem da Nação”. Pela importância que o tema assume para a preservação e divulgação do património cultural e artístico das gentes minhotas e do folclore em geral, o BLOGUE DO MINHO transcreve com a devida vénia o referido artigo de opinião.

Política Cultural em Viana do Castelo (4 - continuação)

  1. A Certificação do Traje à Vianesa

No mesmo caminho de afastamento da comunidade que vimos em relação às Festas, outra questão que tem levantado muitas preocupações é a sua excessiva institucionalização, que facilmente deriva num autoritarismo inconsequente. Já foi criada uma exigência de inscrição para o Cortejo da Mordomia (nomeadamente para os próprios Grupos Folclóricos, tratando-os como se não tivessem o saber ou a chieira para apresentar as suas Mordomas bem trajadas) e surge agora uma outra notícia: o processo de Certificação do Traje, de que tomámos conhecimento através das notícias do encerramento do respectivo período de Consulta “Pública”. 

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Uma vez mais o rol de equívocos é grande, desde logo a começar pela necessidade e utilidade desta certificação. Alguém sentiu necessidade dela e a pediu, ou foi apenas mais um desejo de protagonismo?

Conhecendo as pessoas que fizeram o trabalho acredito na sua qualidade, o que ponho em causa é a sua forma. Seria excelente se se tratasse de mais um estudo sobre o nosso traje, ao lado do “Traje à Vianesa”, de Cláudio Basto, de 1930, ou do “Traje à Vianesa Uma Imagem da Nação”, de Benjamim Pereira e António Medeiros em que também colaborei, de 2009 (que esgotou em poucos meses e continua à espera de reedição) ou do próprio “Catálogo do Museu do Traje”, de 2010, ou de tantos outros estudos mais parcelares que têm sido feitos.

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Mas o que agora se pretende é regulamentar o que pode ser considerado Traje à Vianesa. As questões que se levantam são muito complexas e exigiriam – acreditando que esta certificação tenha alguma utilidade – uma enorme participação de todos. É certo que houve reuniões, por convite, com os grupos (apenas duas para um tema que levanta tantas questões), mas faltaram as sessões públicas e verdadeiramente abertas onde pudessem participar as pessoas que continuam a fazer os trajes e principalmente as que participam nas Festas, desfilando e dançando com os seus trajes, ao lado doos que têm estudado e publicado trabalhos sobre o traje.

Pior do que isto é a má consciência que se nota do facto de ter sido amplamente divulgado o encerramento do período de Consulta “Pública” mas nunca ter sido anunciada a abertura dessa mesma consulta. Tentei informar-me, procurei no site da Câmara e não consegui ver o documento final, o tal que deveria ter sido “público”. E, se não se conhece o documento, nunca poderia ser feita uma “declaração de oposição devidamente fundamentada” a que alude o Aviso 10542/16 no Diário da República de 24.08.2016?

Porque o traje não é uma farda, este processo de certificação parece inútil e corre mesmo o risco de ser contrário aos princípios que a legislação estabelece para o Património Cultural Imaterial, quando determina a necessidade de “Participação, através do estímulo e garantia do envolvimento das comunidades, dos grupos e dos indivíduos no processo de salvaguarda e gestão do património cultural imaterial, designadamente do património que criam, mantêm e transmitem” (Dec.-Lei 139/09, art. 2º, c).

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O autoritarismo deste processo denuncia um desvario solitário que não compreende os ritmos próprios da evolução, com as suas discussões e tensões. O processo é contrário ao espírito da lei e potencialmente nocivo ao voluntarismo e empenho pessoal que deu às Festas a sua grandeza, correndo o risco de ser perigoso, por poder provocar o afastamento das pessoas que todos os anos se oferecem para participar.

E chamo a atenção aos Grupos Folclóricos e a todos os que participam anualmente nos cortejos: este documento cria normas sobre o que é ou não é Traje à Vianesa e é provável que nas Festas de 2017 haja a imposição de novas regras baseadas neste documento. É por isso fundamental esclarecer exactamente o que pretende fazer com ele.

João Alpuim Botelho

(Museólogo e ex funcionário da CM Viana do Castelo)

abjoao@gmail.com

~Fotos: João Alpuim Botelho

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INSTITUTO DE EMPREGO E FORMAÇÃO PROFISSIONAL CERTIFICA TRAJE À VIANESA

Foi já publicado em Diário da República n.º 248/2016, Série II de 28 de Dezembro de 2016, o extracto de Despacho nº. 15606/2016, do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e Economia - Instituto do Emprego e da Formação Profissional, I. P., que procede ao registo da produção tradicional “Traje à Vianesa - Viana do Castelo”, o qual se apresenta conforme abaixo se transcreve.

Despacho (extrato) n.º 15606/2016

Ao abrigo dos artigos 10.º e 11.º do Decreto-Lei n.º 121/2015, de 30 de junho, a Câmara Municipal de Viana do Castelo apresentou junto do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP, I. P.) o pedido de registo da produção tradicional "Traje à Vianesa - Viana do Castelo" no Registo Nacional de Produções Artesanais Tradicionais Certificadas.

Considerando que o referido pedido de registo mereceu o parecer positivo da Comissão Consultiva para a Certificação de Produções Artesanais Tradicionais, nos termos da competência que lhe foi atribuída pelo n.º 1 do artigo 8.º do mesmo diploma;

Considerando que, tendo sido tornado público este pedido de registo através do Aviso n.º 10542/2016, publicado no Diário da República, 2.ª série - n.º 162, de 24 de agosto de 2016, não foi apresentada qualquer declaração de oposição no prazo fixado para o efeito;

O presidente do conselho diretivo do IEFP, I. P., ao abrigo das competências que, em razão da matéria, lhe foram conferidas pelo n.º 1 do artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 121/2015, de 30 de junho, determina o seguinte:

1 - É aprovada a inclusão da produção tradicional "Traje à Vianesa - Viana do Castelo" no Registo Nacional de Produções Artesanais Tradicionais Certificadas, sendo titular do registo, enquanto entidade promotora, a Câmara Municipal de Viana do Castelo;

2 - A síntese do caderno de especificações que suporta o referido registo, incluindo a delimitação geográfica da área de produção, consta do anexo ao presente despacho;

3 - A entidade promotora deverá, em cumprimento do disposto no n.º 2 do artigo 13.º do Decreto-Lei n.º 121/2015, de 30 de junho, proceder ao registo da denominação da produção, sob a forma de indicação geográfica, junto do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI, I.P.);

4 - O processo de certificação da produção artesanal tradicional "Traje à Vianesa - Viana do Castelo", uma vez registada como indicação geográfica, deverá observar as disposições fixadas no Decreto-Lei n.º 121/2015, de 30 de junho, designadamente nos artigos 14.º a 17.º e 19.º

2016-12-16. - A Diretora do Departamento de Assessoria da Qualidade, Jurídica e de Auditoria, Paula Susana Aparício Gonçalves Matos Ferreira.

ANEXO

I - Produção Tradicional objeto de registo: Traje à Vianesa - Viana do Castelo

II - Entidade Promotora titular do registo: Câmara Municipal de Viana do Castelo

III - Apresentação sumária: A produção tradicional em apreço, o "Traje à Vianesa - Viana do Castelo", é reconhecidamente um "Ex-Líbris" do saber-fazer artesanal português, quer pela sua imagem fortíssima e diferenciadora, quer pelo conjunto de mesteres tradicionais envolvidos na sua confeção, desde a tecelagem, a costura, o bordado, a renda, até ao fabrico e decoração das chinelas.

IV - Enquadramento histórico e delimitação geográfica da área de produção

Estamos perante um traje que se foi definindo e enriquecendo ao longo do século XIX, quando, após as profundas perturbações devidas às Invasões Francesas (1808-1810) e à Guerra Civil (1828-1834), se sucederam décadas de maior estabilidade e mesmo de um relativo progresso económico. Um traje que no início as camponesas das freguesias vizinhas de Viana do Castelo usavam (não só, mas também) para ir à cidade e que veio, mais tarde, a ser apropriado pela própria cidade como um dos seus ícones mais importantes e que motivou muitas ações em ordem à sua defesa e preservação.

Com efeito, o Traje à Vianesa tornou-se um dos ícones minhotos mais divulgados e foi utilizado em todos os tipos de suportes gráficos. Revistas, postais, calendários, publicidade a diversíssimos produtos, utilizavam largamente a imagem da lavradeira com o seu traje de festa. Em 1890, o pequeno príncipe de 5 meses que viria a ser o rei D. Manuel II é fotografado ao colo da sua ama que vestia o Traje à Vianesa. Mais tarde, senhoras de elevada posição social usamno em circunstâncias especiais e fazem-se fotografar com ele, como acontece em 1913, quando a mulher do rei deposto, D. Manuel II, se deixa fotografar trajada.

Todavia, se no final do século XIX e na primeira década do século XX se difunde por todo o país o uso do Traje de Festa das lavradeiras vianenses, localmente, aquelas que ao longo do século XIX o definiram e usaram como indumentária, começam a abandonar o seu uso e a deixar-se seduzir por vestes mais citadinas e urbanas. A própria "moda" de trajar este fato, fora do seu contexto de origem, levou a formas de o vestir abastardadas que começaram a preocupar alguns vianenses. É assim que em 1919 surge um primeiro Certame Regional de Danças e Descantes, organizado por Abel Viana e Rodrigo V. Costa, que tem como objetivo promover o Traje à Vianesa e reconduzir o seu uso à sua forma tradicional, inaugurando uma campanha de defesa deste traje que havia de prolongar-se pelos anos seguintes.

Segundo Abel Viana, foi a partir de 1926, quando uma Parada Regional integrou o programa das festas da Senhora da Agonia, que se vulgarizou a presença de grupos trajados em atos e representações oficiais, algo que já se verificava, desde 1917, mas só por ocasião das Festas da Senhora da Agonia.

Sendo que o Traje à Vianesa se tornou, ao longo dos tempos, um símbolo de Portugal (uma "imagem da nação"), é natural que o âmbito da sua produção tenha extravasado os limites do concelho que lhe dá o nome, sendo produzido em todo o litoral norte do país e usado como "traje nacional" nas situações mais variadas (desde festividades locais, passando pelas comemorações carnavalescas, até à sua utilização em eventos portugueses no estrangeiro).

Neste contexto, relativamente à delimitação da área geográfica de produção do Traje à Vianesa - Viana do Castelo, constata-se que a esmagadora maioria das artesãs produtoras das peças que compõem este traje (tecelagem, bordado, confeção) se localizam no território correspondente às NUT III do Alto Minho, do Cávado e do Ave, pelo que se definem como limites da respetiva localidade, região ou território de ocorrência da produção, os limites daquele território composto pelos seguintes concelhos:

NUT III Alto Minho: Viana do Castelo, Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Vila Nova de Cerveira;

NUT III Cávado: Amares, Barcelos, Braga, Esposende, Terras do Bouro, Vila Verde;

NUT III Ave: Cabeceiras de Basto, Fafe, Guimarães, Mondim de Basto, Póvoa de Lanhoso, Vieira do Minho, Vila Nova de Famalicão, Vizela.

V - Caracterização do produto "Traje à Vianesa - Viana do Castelo"

O Traje à Vianesa é um produto múltiplo, composto por um conjunto de peças, todas manufaturadas artesanalmente na região do Minho (à exceção dos lenços), cujo resultado final se deve à combinação polié-drica entre elas e ao modo como os adornos em ouro o enfeitam e sublinham.

Segundo Cláudio Basto, o padrão geral do Traje à Vianesa, tal como era percecionado em 1930, é constituído por:

"Saia curta (aí pelo tornozelo), às listas verticais, de roda farta, pregueada miudamente na cinta, com barra larga a que chamam "forro", avental franzido também na parte superior, camisa branca, de mangas compridas, apanhadas nos ombros; colete que não desce da cintura; lenço traçado no peito e apertado atrás na altura da cinta; lenço trespassado sobre a nuca e atado no alto da cabeça; algibeira, que na forma lembra o coração e fica visível entre a saia e o avental; meias brancas, feitas à mão; chinelas."

A produção caseira das peças que compõem o traje foi permitindo a sua adaptação ao tipo de uso pretendido, e a sua evolução foi permeável às influências das modas e dos gostos. Assim, o traje à vianesa nunca foi imutável nem nasceu de acordo com um modelo único que a ele sempre se mantivesse fiel; pelo contrário, ele foi adquirindo sentidos que ultrapassaram e se sobrepuseram ao aspeto utilitário do uso quotidiano, transformando-se, adquirindo e reforçando um valor simbólico e cerimonial relevante.

Desta forma, quando se fala de Traje à Vianesa - Viana do Castelo, fala-se do que mais vulgarmente ainda se chama Traje à Lavradeira ou de Festa, nas variantes assumidas pelas diferentes freguesias de Viana do Castelo.

Nestas freguesias, os respetivos grupos folclóricos e etnográficos, que foram surgindo a partir dos anos 20 do século XX, podem ser considerados os grandes responsáveis pela maior definição e apropriação das "diferenças" que agora se verificam e que, anteriormente, não seriam tão vincadas ou disputadas.

Os grupos folclóricos das freguesias de Afife (1920-1926), de Areosa (final de anos 20) e de Santa Marta de Portuzelo (1940) terão sido os principais protagonistas no definir das características diferenciadoras do Traje à Vianesa, muito por influência dos seus responsáveis.

Assim, e ainda que seguindo, de um modo geral, o padrão geral do traje à vianesa descrito por Cláudio Basto, destacam-se, contemporaneamente, as tipologias principais de Afife, Areosa, Santa Marta de Portuzelo e de Geraz do Lima, tipologias estas que, pela proximidade, influenciaram outras freguesias vizinhas.

Quanto às diferentes peças que compõem este traje, fixam-se as seguintes características:

O lenço

Os lenços são de lã fina com ramagens, têm sempre franjas compridas (entre 10 e 12 cm), também elas de lã e feitas manualmente, e são usados na cabeça e, traçados, sobre o peito. O mais importante, no que diz respeito ao uso do lenço no Traje à Vianesa - Viana do Castelo, diz respeito à adequação cromática que deve ter relativamente às restantes peças do traje: de fundo vermelho para os trajes vermelhos (ainda que, por vezes, também se encontrem lenços amarelos no traje vermelho), de fundo azul forte para os trajes azuis, de fundo verde para o traje de Geraz do Lima, laranja e amarelo no caso de Afife e de fundo preto, roxo ou azul-escuro para o traje azul-escuro.

A camisa

A camisa do Traje à Vianesa - Viana do Castelo:

Tem a altura de uma vulgar blusa, mas admite outros comprimentos;

Pode ser feita em linho ou meio linho (50 % linho/50 % algodão), mas sempre na cor branca;

As suas mangas são compridas e apertam com um punho;

As suas mangas são largas e, pelo menos nas ombreiras, ostentam "pregas de imprensa" (as "pregas de imprensa" podem ter padrões variados e os alinhavos que as definem podem ser na mesma cor do restante bordado ou a branco);

É decorada com bordado (nos ombros, nas ombreiras, nos punhos, à volta do decote ou do colarinho, caso este exista);

O seu bordado é sempre monocromático (predomina o uso do azul forte, mas também se admitem como cores o branco, o azul claro e o verde, este último no caso de Geraz do Lima);

O fio de bordar corresponde ao fio de algodão, mercerizado, n.º 8;

As tipologias do desenho têm que estar de acordo com as cores (florais e vegetalistas para os casos do azul forte e verde, desenho miúdo de organização geométrica na utilização do branco e do azul claro);

Os seus punhos são sempre bordados e quase sempre rematados com bordado ou com pequenas rendas;

O seu colarinho, sempre chegado ao pescoço, é bordado, mas pode nem existir, substituído por um decote redondo rematado com caseado alto;

A abertura da camisa é dianteira e também bordada (pode ter ou não uma carcela enfeitada com uma renda delicada).

O colete

O colete do Traje à Vianesa - Viana do Castelo:

É curto, pela cintura ou um pouco acima;

É de fazenda de lã colorida (vermelha, azul ou verde, consoante o fato a que se destina);

Tem, na base, uma barra ("rigor") de veludo, preta ou de uma cor escura, a qual se eleva na zona central das costas, e que é contornada no seu limite superior por um apontamento bordado e no limite inferior, na linha de cintura, apresenta um debruado simples;

É profusamente bordado nas costas, sobretudo no "rigor", com motivos florais, podendo ainda integrar o escudo real nas versões popularizadas no século XIX;

Os seus bordados são feitos com linha de algodão perlé, lã, seda natural ou missangas, podendo também conter lantejoulas e vidrilhos;

O bordado do "rigor" é, em regra, muito colorido e apresenta diversos motivos, enquanto que o da parte superior é, na maioria das vezes, branco e menos variado, em que um motivo se repete;

Tem decote amplo e aperta com fita de nastro ou cordão de seda que cruza entre ilhós metálicos, dispostos em duas fieiras, uma de cada lado, como um espartilho.

A saia

A saia do Traje à Vianesa - Viana do Castelo:

É de lã, natural ou mistura (desde que a lã seja sempre predominante), e tecida artesanalmente;

É sempre listada, sendo que a cor de fundo (predominante) pode ser vermelha, azul forte, azul-escuro, preto ou verde, consoante a tipologia do traje a que se destina;

As riscas podem ser de cores variadas (amarelo, rosa, branco, verde, roxo, entre outras) e decoradas com "puxados";

Tem cós, que deve ter entre 10 e 12 cm de altura e que pode ou não ser cosido, com "pregas de enfiada";

Ostenta, muitas vezes, bordados no cós;

Tem sempre uma faixa no fundo a que se chama "forro" e que é preta na maioria dos casos, vermelha (no caso do traje da Areosa) ou azul-escura ou preta (no caso do traje de Afife), que se apresenta lisa ou bordada e que é recortada em "bicos" na parte que liga à tecelagem;

A altura do "forro" não deve ultrapassar o terço da altura total da saia;

Tem uma abertura para facilitar o vestir;

É debruada a fita de nastro;

Aperta com fita de nastro e colchete;

A altura da saia deve chegar um pouco abaixo do meio da perna.

O avental

O avental do Traje à Vianesa - Viana do Castelo:

É de lã natural ou mistura (desde que a lã seja predominante), tecido em tear manual;

É constituído por duas partes:

O cós pregueado, que deverá ter entre 10 a 12 cm de altura e que muitas vezes ostenta bordados;

O corpo do avental, onde, por sua vez, se distinguem duas partes: uma superior, logo a seguir ao cós, listada e outra com maior expressão, na parte inferior, muito colorida e decorada com padrões geométricos ou florais. A dividir estas duas partes pode encontrar-se um "tomado", uma fita encanudada ou enfavada, uma tira de tecelagem sobreposta (também ela recortada e decorada) ou um galão. Também pode não haver nada a marcar as duas partes e a distinção provir do próprio trabalho de tecelagem. Em todo o corpo do avental utilizam-se os "puxados" e "moscas" a sublinhar as decorações tecidas.

É debruado a fita de nastro em cima, fita que serve para atar o avental; é rematado por bainha ou debruado com fita de nastro.

A algibeira

A algibeira do Traje à Vianesa - Viana do Castelo:

É de flanela vermelha, azul, verde ou preta;

Tem forma dita de "coração";

A sua "boca" é sempre de veludo preto;

Pode ter um bolso interior, o "segredo";

É profusamente bordada, sobretudo e na maioria dos exemplares, com missangas, vidrilhos e lantejoulas mas pode aparecer algum bordado a fio de algodão mercerizado n.º 8, a lã ou fio de seda natural;

Pode ter bordadas datas ou palavras (como Amor e Viana) letras ou algarismos;

É rematada com bordado de missanga ou a fitilho ou fita de nastro armada;

É debruada, na parte superior, com fita de nastro que constitui o atilho para atar à cintura;

A algibeira usada em Afife difere deste cânone;

No traje verde de Geraz do Lima pode não se usar algibeira.

As meias

As meias são sempre brancas, em renda manual de fio de algodão, que pode ser lisa (no caso de Afife) mas, quase sempre é trabalhada, havendo pelo menos trinta e cinco pontos de renda que se usam na sua confeção.

A altura das meias deve ser, no mínimo, até ao joelho.

As chinelas

As chinelas são de manufatura artesanal, com a sola em madeira e a gáspea em calfe natural ou sintético. Estas últimas, sempre envernizadas, podem apresentar-se bordadas. As chinelas são forradas a branco. Também podem ser em camurça.

Podem apresentar-se lisas, com lacinho ou fivela, ou bordadas simplesmente a branco ou em várias cores vivas.

VI - Condições de inovação do produto e no modo de produção

No capítulo da inovação, importa reter que estamos perante uma produção tradicional muito particular, porquanto o processo de certificação do Traje à Vianesa - Viana do Castelo visa, essencialmente, estabilizar o conceito e evitar descaracterizações e deturpações que o afastem da sua tipologia tradicional, que o tornou conhecido e um dos símbolos de Portugal.

Neste contexto, e estabilizadas que estão no caderno de especificações as tipologias possíveis de identificação como Traje à Vianesa - Viana do Castelo, não serão admissíveis quaisquer alterações na composição da indumentária, configurem elas aspetos inovadores ou meras combinações diferentes das que ali são indicadas.

Não obstante, e embora não se trate propriamente de inovações, considera-se pertinente adotar as seguintes sugestões de melhoria que poderão contribuir para uma ainda maior qualificação desta importante produção artesanal:

Diversificar os motivos dos lenços de cabeça e do peito (dentro do género), seja por melhorias ao nível dos padrões e processos de estampagem seja pela procura de outros fornecedores;

Qualificar o bordado presente nas camisas, seja ao nível do desenho seja quanto à posição que ocupa nas mangas da camisa não permitindo que o bordado da ombreira desça abaixo do cotovelo;

Qualificar o bordado realizado nos coletes e nos "forros" das saias, fornecendo desenhos às bordadeiras e reintroduzindo motivos que estão a deixar de ser feitos;

Reintroduzir nos aventais padrões antigos de tecelagem, nomeadamente de características mais geométricas, padrões esses que têm vindo a ser substituídos pelos florais (sobretudo o padrão das rosas);

Atentar na largura dos cós das saias e aventais, que deve sempre ter entre 10 e 12 cm; valorizar a parte tecida da saia, estabilizando a largura do seu "forro", para que nunca ultrapasse um terço do comprimento total da saia (permitindo o predomínio da tecelagem);

Fomentar a diversidade dos padrões tecidos (nas saias) e bordados (nas camisas, coletes,

"forros" das saias, algibeiras), reintroduzindo motivos que caíram em desuso;

Fomentar a reintrodução do fio de lã e de seda nos bordados dos coletes, "forros" das saias e algibeiras.

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Fotos: José Carlos R. Vieira

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: EM VÉSPERAS DE TOMADA DE POSSE DOS NOVOS DIRIGENTES, LISTA "B" LEMBRA QUE TEVE METADE DOS VOTOS NAS ELEIÇÕES

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Caros amigos folcloristas

A Lista B candidata aos órgãos sociais da Federação do Folclore Português vem por este meio agradecer todo o apoio prestado pelos grupos, ranchos, sócios auxiliares e outras entidades que confiaram no projeto jovem, dinâmico, diferenciador e renovador apresentado durante a campanha.

Não sendo a lista vencedora, a Lista B teve do seu lado cerca de metade do eleitorado da FFP, faltando-nos apenas 5 associados, no resultado contabilizado, para que pudéssemos colocar em prática toda uma dinâmica inovadora de conhecimento, em prol de uma Federação mais aberta e mais próxima dos seus associados, no fundo, uma Federação no terreno.

Uma vez depositada grande confiança nesta equipa, não queremos de forma nenhuma defraudar as espectativas de quem votou no projeto da Lista B, pelo que, procuraremos continuamente, durante o próximo mandato, fazer tudo o que estiver ao alcance para colocar em prática as nossas ideias e os nossos projetos.
Nos últimos dias, temos recebido inúmeras comunicações a felicitar-nos pelo trabalho desenvolvido, bem como a solicitar a comunicação dos resultados eleitorais, que legitimamente tem direito a conhecer. “Informação”, “Abertura”, “Proximidade”, “Relações”, “Afetos” e “Confiança” foram e continuarão a ser compromissos importantes desta equipa para com os associados da FFP, pelo que deixamos aqui os resultados da votação do dia 11 de dezembro:

Total de votantes: 377 (Efetivos: 263 / Aderentes: 62 / Auxiliares: 52)

Número de boletins de voto

Efetivos Aderentes Auxiliares

A 130 21 36

B 128 30 26

Brancos 4 1 0

Nulos 1 0 0

De acordo com o art.º 39 do Regulamento Geral Interno da FFP:

Sócios Efetivos: 5 votos

Sócios Aderentes: 1 voto

Sócios Auxiliares: 2 votos

Resultado Final (número de votos)

Lista A - 743 | Lista B - 722

Reiteramos o agradecimento pela confiança que foi nos foi depositada, prometendo um olhar atento e crítico, sempre em prol de “Uma Federação Maior e Melhor. Agora!”.

A Lista B

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: NOVOS DIRIGENTES TOMAM POSSE NO DIA 8 DE JANEIRO

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A tomada de posse dos Corpos Sociais da FFP-Federação do Folclore Português, para o Triénio 2017/2019, vai ter lugar no próximo dia 8 de Janeiro de 2017, no Centro Cultural do Folclore Português, sede da Federação do Folclore Português, sita em Arcozelo, no concelho de Vila Nova de Gaia.

A cerimónia vai decorrer de acordo com o seguinte programa:

10:00 horas - Receção aos porta estandartes e dirigentes dos associados

10:30 horas - Receção às entidades oficiais

11:00 horas - Cerimónia da tomada de posse dos corpos sociais

12:00 horas - Sessão de cumprimentos.

MUNICÍPIO DE PÓVOA DE LANHOSO DÁ FORMAÇÃO A FOLCLORISTAS

Câmara Municipal entregou certificados de formação a Ranchos Folclóricos

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, através do Vereador da Cultura, André Rodrigues, já entregou os certificados a representantes dos Ranchos Folclóricos do Concelho que participaram na primeira “Formação para dirigentes, directores e coreógrafos de grupos folclóricos e etnográficos da Póvoa de Lanhoso”.

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Esta formação foi promovida pela Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, organizada pelo INATEL e ministrada pelo formador José Ribeiro Pinto, num total de 25 horas.

Receberam o devido certificado o Rancho Folclórico de Porto D’Ave - Taíde, o Rancho Folclórico da Póvoa de Lanhoso e o Rancho Folclórico de S. Julião de Covelas.

A entrega decorreu na Casa da Botica, no dia 24 de novembro, pelas 21h00.

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IGREJA DA GRAÇA EM LISBOA ENCHE-SE DE GENTE PARA OUVIR OS MINHOTOS CANTAR AO MENINO JESUS

                                            Ó meu Menino tão lindo,

                                                 Ó meu Menino tão belo,

                                                Vinde, vinde já ao mundo

                                                Que por vossa vinda espero.

 

                                               Ó meu Menino tão lindo,

                                               Vinde, vinde já ao mundo,

                                              Livrar-nos do cativeiro

                                             Deste abismo tão profundo.

A igreja da Graça em Lisboa ficou hoje quase repleta de público a assistir aos cantares ao menino Jesus, conforme era tradição no Minho. A iniciativa partiu da parceria entre o Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho e o Grupo de Danças e Cantares Besclore, aliás Novo Banco. Ao evento associaram-se o Rancho Folclórico da Casa do Minho e o Rancho Folclórico Alegria do Minho, todos eles sediados na região de Lisboa.

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Cumprindo a tradição em ambiente solene e respeitoso, os quatro grupos folclóricos recriaram o ambiente de devoção religiosa que outrora se vivia por esta ocasião, entoando os cantares ao menino Jesus. Em breve seguem-se as Janeiras e as reisadas, tradições do povo português que consiste basicamente na formação espontânea de grupos que vão de porta em porta anunciando o nascimento de Jesus e pedindo alvíssaras, geralmente algo que ficou no fumeiro ou sobrou das festividades natalícias.

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A etnografia passa também pela preservação da cultura tradicional na sua vertente religiosa, conservando os cantares e outros costumes característicos também da época natalícia, não se restringindo pois ao desfiar de uma série de danças e cantares cujo enquadramento nem sempre é devidamente explicado. Os grupos folclóricos que hoje recriaram os cantares ao menino Jesus proporcionaram um magnífico espectáculo cultural, sobretudo a muitos lisboetas e aos turistas estrangeiros que não perderam a oportunidade de assistir de elevado interesse cultural.

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HÁ 20 ANOS, PARLAMENTO DEBATEU POLÍTICA DO MINISTÉRIO DA CULTURA PARA O FOLCLORE PORTUGUÊS

Deputado Fernando de Jesus (PS) afirmou que a Federação do Folclore Português contava com cerca de 2 mil grupos filiados

Na reunião plenária de 10 de Janeiro de 1997, da Assembleia da República, sob a presidência de João Amaral, o deputado Fernando de Jesus, do Partido Socialista, questionou o então Secretário de Estado da Cultura, Rui Vieira Nery, sobre a política do Ministério da Cultura para a área do folclore português. Também o deputado do CDS, Nuno Abecasis, solicitou um pedido de esclarecimento acerca dos apoios a conceder à cultura popular. Recuperamos aqui as referidas intervenções.

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O Sr. Presidente (João Amaral): - Srs. Deputados, vamos passar à pergunta formulada pelo Sr. Deputado Fernando de Jesus, sobre a política do Ministério da Cultura para a área do folclore português, que será respondida pelo Sr. Secretário de Estado da Cultura.

Tem a palavra o Sr. Deputado Fernando de Jesus, que dispõe de três minutos.

O Sr. Fernando de Jesus (PS): - Sr. Presidente, Sr. Secretário de Estado, durante a discussão do Orçamento do Estado tive oportunidade de colocar uma questão muito concreta, dirigida ao seu Ministério, perguntando que tipos de apoio estariam previstos para a construção de uma sede da Federação de Folclore Português.

Congratulo-me por saber que, desde essa data, contactos havidos entre a Secretaria de Estado e a instituição estão a dar alguns resultados, que julgo positivos, no sentido da resolução de alguns problemas que afligem a instituição.

No entanto, gostaria de colocar a questão num âmbito mais alargado, tendo em conta que é vasta a actividade da Federação de Folclore Português, nomeadamente a divulgação da cultura popular portuguesa, suas danças e cantares, no país e no estrangeiro, a preservação da etnografia regional e o trabalho técnico de acção pedagógica, que também desenvolve através da elaboração de cursos de formação, de colóquios, palestras, levantamento de usos e costumes, de danças e cantares.

Ainda no domínio da investigação, sei que esta instituição tem um trabalho bastante meritório, sendo, aliás, consultada e visitada por diversos investigadores de várias áreas culturais e sócio-profissionais, como jornalistas, professores dos ensinos básico e secundário, pessoas que estão a fazer mestrados e teses, para além de, por exemplo, este ano estar previsto desenvolver 200 festivais nacionais e estrangeiros. Tudo isto é conhecido e resta-me ainda dizer que a Federação Portuguesa de Folclore tem cerca de 2000 grupos espalhados pelo País, com solicitação permanente também no estrangeiro, sobretudo na Europa, onde os nossos emigrantes apreciam o folclore.

Assim, a pergunta que gostaria de lhe dirigir era a de saber, para além desta acção concreta, que tipo de outras políticas o seu Ministério pensa promover, dado que, e isso também é sabido, até hoje a Secretaria de Estado da Cultura sempre esteve de costas voltadas para esta actividade cultural, sendo certo que nunca houve qualquer tipo de contacto profícuo, pois esta é a primeira vez, tanto quanto sei, que a Secretaria de Estado dialoga com a Federação Portuguesa de Folclore e consegue estar disponível para eventuais colaborações.

Era, portanto, neste âmbito que gostaria que o Sr. Secretário de Estado desenvolve-se a sua resposta.

Vozes do PS: - Muito bem!

O Sr. Presidente (João Amaral): - Para responder, tem a palavra o Sr. Secretário de Estado da Cultura, que dispõe também de três minutos.

O Sr. Secretário de Estado da Cultura (Rui Vieira Nery): - Sr. Presidente, Sr. Deputado Fernando de Jesus, a sua pergunta tem um núcleo duro, que é o da questão específica da Federação Portuguesa de Folclore, mas tem também um âmbito mais amplo, que é o da definição de uma política para o folclore.

De facto, esta questão é complexa, na medida em que o folclore é um domínio transversal a dois níveis: é transversal porque a sua problemática toca com as competências e atribuições de vários ministérios e de vários sectores da Administração Pública e é também transversal dentro do Ministério da Cultura, porque teríamos a opção de criar um ghetto folclórico, ou seja, criar um programa fechado dirigido exclusivamente ao folclore, mas pareceu-nos mais correcto, pelo contrário, cobrir o folclore em cada um dos programas adequados que existem no Ministério.

É, pois, este panorama que eu gostaria de traçar muito rapidamente. Um dos problemas principais é o das recolhas, que foram feitas ao longo de um século por investigadores como, por exemplo, Artur Santos e Michel Giacometti e que, de modo geral, têm estado dispersas e em condições de preservação inadequadas.

Neste momento, dentro do programa de intervenção discográfica do PIDDAC do Ministério da Cultura, estamos a negociar com diversas editoras no sentido de apoiar a reedição, em disco compacto, de algumas destas recolhas mais importantes.

Concretamente, estamos a negociar com a Editora Movieplay Portuguesa a edição das recolhas de folclore dos Açores, feitas por Artur Santos, e a renegociar com a editora representante da His Masters Voice para a reedição de uma série de gravações de recolhas feitas por Michel Giacometti e apoiámos já diversas edições de folclore não propriamente de Portugal mas que tem a ver com a tradição portuguesa nos vários países lusófonos, designadamente fizemos uma edição recente de folclore goês e algumas edições de músicas lusófonas de raiz folclórica.

Por outro lado, existem gravações antigas, em disco, que têm de ser salvas porque as fitas estão em degradação, e estamos também a negociar com as duas editoras que possuem arquivos maiores no sentido de cobrir o custo da aquisição de material Cedear para filtragem de gravações históricas e para transferência dessas gravações para suporte digital.

Além disso, o Museu de Etnologia, através das suas câmaras de frio, assegura a preservação de arquivos desse tipo e estamos também a procurar que, no âmbito do Programa ANIM - que, teoricamente, deveria ser virado para o cinema mas que pode ter uma vertente audiovisual mais ampla -, possa ser previsto um espaço de recolha, preservação e tratamento de gravações históricas não só de folclore mas também de todo o tipo de música ligeira que constitui o acervo discográfico português que é importante salvaguardar.

O Sr. Presidente (João Amaral): - Sr. Secretário de Estado, peço-lhe que conclua.

O Orador: - Estamos também empenhados no apoio directo à Federação do Folclore Português, com cujo presidente tivemos uma primeira reunião, à qual o Sr. Deputado teve a gentileza de dar a sua contribuição, que se traduzirá no reconhecimento do mérito cultural da federação, para lhe permitir potenciar os seus apoios, num apoio imediato para a aquisição de equipamentos e na instrução da candidatura que a federação pode fazer aos programas de apoio à construção da sua sede.

Quanto ao apoio directo aos agrupamentos de natureza folclórica, essa é uma das atribuições principais das delegações regionais do Ministério da Cultura. Naturalmente que se trata de uma atribuição que é partilhada entre ás delegações regionais e um conjunto de outras instituições locais, que essas delegações estão em condições de poder potenciar, como seja,...

O Sr. Presidente (João Amaral): - Sr. Secretário de Estado, peço-lhe que termine.

O Orador: - ... os fundos comunitários, através da Direcção-Geral do Desenvolvimento Regional, de cruzamentos com o INATEL e, naturalmente, com as autarquias, para além do apoio à investigação, tema de que terei também a ocasião de falar aquando da minha segunda intervenção.

O Sr. Presidente (João Amaral): - Inscreveu-se, para pedir esclarecimentos, o Sr. Deputado Nuno Abecasis, para o que dispõe de um minuto.

Tem a palavra, Sr. Deputado.

O Sr. Nuno Abecasis (CDS-PP): - Sr. Secretário de Estado, o problema do folclore é muito importante, já que toca a cultura do povo português e não é exclusivamente um problema histórico. Penso mesmo que para ser um problema nacional tem de ser um problema de vivência e do que me tenho apercebido ao longo do País é que não há folclore sem música, não há folclore sem bandas, e em cada dia este problema torna-se mais grave, porque, hoje, o custo dos instrumentos, como o Sr. Secretário de Estado, até por razões familiares, sabe bem melhor do que eu, é proibitivo.

Ora, as pequenas comunidades, onde melhor se pode desenvolver o folclore - até porque é esse o entretém das populações que, muitas vezes, não têm outras formas de ocupar o tempo -, têm enormes dificuldades na aquisição de material e há mesmo uma tendência para as bandas regionais do País acabarem por dificuldade de aquisição e de reparação de instrumentos musicais.

Lembro-me que quando o Dr. António Gomes de Pinho foi Secretário de Estado teve muita atenção a este aspecto e houve uma fase em que, de facto, foram dispendidos dinheiros públicos consideráveis na aquisição de instrumentos para reactivar bandas folclóricas. Depois, penso que se perdeu esse hábito e, nas deslocações que tenho feito pelo País, uma queixa que oiço frequentemente é a da extinção das bandas, da impossibilidade de produzir música local e, portanto, de manter também uma tradição que tem muito a ver com o folclore.

Gostava de saber, Sr. Secretário de Estado, se este é um problema que: está a considerar nos seus programas, porque, de facto, sem ovos é muito difícil fazer omeletas. Se calhar sem omeletas fazem-se ovos, agora sem ovos é que não se fazem omeletas e eu penso que esta omeleta é muito importante para a cultura nacional.

O Sr. Presidente (João Amaral): - Para responder, se assim o entender, tema palavra o Sr. Secretário de Estado da Cultura.

O Sr. Secretário de Estado da Cultura: - Sr. Presidente, Sr. Deputado Nuno Abecasis: Na minha intervenção anterior, concentrei-me demasiado no aspecto da preservação, por se tratar de um aspecto extremamente importante. Há urna memória que, entretanto, está em grave risco de se perder e é muito importante preservá-la. Completando esse aspecto, queria referir que, além de tudo o mais, estamos a fazer algum investimento substancial na investigação, em cruzamento com as universidades e com a própria Federação Portuguesa de Folclore.

Quanto à questão posta pelo Sr. Deputado Nuno Abecasis, trata-se de um problema extremamente importante e de solução que deve ser considerada muito difícil, porque os custos de equipamento de uma banda, que há 20 anos andava por umas centenas de contos, hoje em dia anda pelas dezenas de milhares de contos. Por conseguinte, quando temos 2000 bandas - e estas são, mais ou menos, as listadas, porque depois há outras -, é evidente que qualquer intervenção nesta área vai sempre corresponder á uma forma parcelar, até porque há um problema de fundo, que é o de estarmos a dar subsídios para a compra de instrumentos e cates pagarem IVA, sem que nós tenhamos possibilidade de alterar a situação, visto que o IVA é uma decisão de natureza comunitária. Portanto, esse é um dos grandes problemas que temos em relação aos instrumentos em geral.

De qualquer maneira, estamos a intervir nessa área. Neste exacto momento está a decorrer um programa de reequipamento das bandas da região do Alentejo, subsidiado coro fundos de desenvolvimento regional mas promovido e coordenado pela delegação regional do Alentejo do Ministério da Cultura.

Ternos também apoiado a aquisição de instrumentos nas outras delegações regionais, embora com verbas menores, visto que aí é unicamente o orçamento do Ministério da Cultura que está a intervir, mas esperamos que o diálogo com o Ministério do Equipamento, do Planeamento e da Administração do Território permita, designadamente, cada vez roais, que as verbas que o Ministério da Cultura pode investir nesta área seja contrapartida nacional para um financiamento mais amplo, através das verbas de desenvolvimento regional, pois consideramos que esta é uma área de desenvolvimento e não uma área de mero entretenimento, já que qualifica a vida das pessoas, gera emprego, gera animação turística e, por conseguinte, tem um valor económico que pode ser usado na negociação com ruem tem mais dinheiro, neste caso, os programas comunitários. De qualquer maneira, estamos a intervir activamente nesse sector e é uma preocupação que partilhamos consigo.

MUSEU DE ARTE POPULAR REABRE HOJE AO PÚBLICO

O Museu de Arte Popular reabre hoje ao público com a mostra “Da Fotografia ao Azulejo”. Dentro de pouco tempo haverá um centro interpretativo sobre a história, com mais de 70 anos, do museu.

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De acordo com a directora-geral do Património Cultural, Paula Silva, os primeiros passos desse centro interpretativo vão ser dados em breve, com a abertura de uma sala que conterá uma maqueta do museu e um filme sobre a história da sua actividade, iniciada em 1948.

Durante uma visita guiada aos jornalistas, Paula Silva e o director do Museu de Arte Popular (MAP), Paulo Costa, mostraram o conteúdo da exposição que reabre metade do espaço expositivo, na sequência de obras de conservação, que consiste numa viagem pelo Portugal da primeira metade do século XX, através de azulejos e das fotografias que os inspiraram.

A exposição constitui o culminar da pesquisa de Jose Luis Mingote Calderon, conservador da Colecção Europeia do Museu Nacional de Antropologia de Madrid, que, ao longo de diversos anos, desenvolveu pesquisa de terreno em Portugal e fez uma recolha de imagens usadas para a criação dos azulejos sobre monumentos, actividades tradicionais e paisagens simbólicas.

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Organizada e inicialmente apresentada pelo Museu Nacional de Soares dos Reis, no Porto, a exposição esteve em Espanha, no Museo Etnográfico Provincial de León e, mais recentemente, no Museo Nacional de Antropología.

Paula Silva disse ainda que o objectivo é prosseguir no MAP as obras de conservação, e abrir gradualmente todo o espaço expositivo do museu, imprimindo nele uma programação própria que passará não só por exposições, mas por outras actividades.

À entrada da primeira sala surge um percurso de fotografias de antigas estações de caminho-de-ferro, começando por Vilar Formoso, cujos edifícios estão em parte revestidos de azulejos, e estão expostas seis ampliações de imagens estudadas pelo investigador, que deram origem a painéis de azulejos.

A exposição percorre três salas do museu com as fontes gráficas que deram origem aos azulejos: fotografias, ilustrações, imagens retiradas de jornais e postais que os criadores depois compunham com vários elementos.

No interior foram também colocadas algumas peças do acervo do Museu Nacional de Etnologia: um carro de bois do Douro e artefactos das vindimas, um traje de lavradeira de Viana do Castelo, e uma capa típica de Miranda do Douro.

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O comissário e investigador Jose Luis Mingote Calderon, que também acompanhou a visita, disse que "existe uma tradição antiga de criar azulejos a partir de gravuras e [que], depois do surgimento da fotografia, foi muito ampliada".

"Com o surgimento da fotografia no início do século XX, deu-se um grande desenvolvimento das artes gráficas. A fotografia forneceu a verdade do país e lançou o movimento da modernidade", salientou, em declarações aos jornalistas.

Inaugurado em 1948, o Museu de Arte Popular nasceu da reformulação do antigo pavilhão da “Secção da Vida Popular” criado para a Exposição do Mundo Português de 1940, com projeto da autoria dos arquitetos António Reis Camelo e João Simões.

Foi concebido de acordo com o programa formulado, em 1946, por António Ferro, então diretor do Secretariado de Propaganda Nacional (SPN) sob a denominação de “Museu do Povo” e organizado de acordo com a divisão administrativa do território nacional da Constituição Portuguesa de 1933. (A exposição está encerrada ao público, mantendo-se a loja do museu aberta ao público).

Fonte: http://rr.sapo.pt/

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FOLCLORE PORTUGUÊS PERDEU UM DOS SEUS GRANDES DEFENSORES: LUCIANA AGUIAR GUERRA

Uma Grande Senhora que hoje entregou hoje os olhos à eternidade. Dª Luciana Aguiar Guerra, Fundadora do Cancioneiro de Águeda e Conselheira Técnica da Federação do Folclore Português. Com 100 anos feitos.

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Luciana Aguiar Guerra dedicou toda a sua vida ao folclore. Gostava muito de dançar, cantar, passear, fazer piqueniques e teatro. A sua vocação para o teatro manifestou-se muito cedo, ainda no tempo da sua adolescência como estudante em Mogofores.

Luciana Aguiar, além de fundadora do Grupo Típico O Cancioneiro de Águeda, foi conselheira técnica da Federação do Folclore Português.

Nasceu em Águeda, na Alta Vila, na casa da família Aguiar, em 29 de junho de 1916. Órfã de mãe, com pouco mais de dois anos, foi viver para Mogofores, com a irmã mais velha, Maria Aguiar Guerra Seabra da Cruz. Em Mogofores, fez a sua instrução primária e o ensino liceal até ao 4º, hoje 9º ano, no Colégio de Nossa Senhora da Assunção, em Famalicão. Ali viveu até aos 16 anos, regressando então a Águeda.

Desde muito cedo, na sua juventude, dedicou-se durante vários anos a obras de caridade, nomeadamente às Obras Vicentinas (de S. Vicente de Paula) e foi presidente da Obra de Stª Zita.

Depois do Cancioneiro de Águeda foi, nas obras caritativas, onde mais gostou de trabalhar, na defesa dos direitos das empregadas domésticas que, na altura, e mercê duma cultura generalizada, eram desconsideradas sendo tratadas como mão-de-obra desqualificada material e socialmente.

Com o ingresso no Cancioneiro de Águeda, abandonou estas actividades de caridade por falta de tempo. O trabalho com o Grupo Típico “O Cancioneiro de Águeda” era muito absorvente, embora se sentisse realizada e feliz nesta colectividade no “meio das suas meninas”, como dizia.

Fonte: http://www.regiaodeagueda.com/

VIRGÍLIO REIS, DIRECTOR DO GRUPO DE FOLCLORE AS LAVADEIRAS DA RIBEIRA DA LAGE, SUGERE O APROFUNDAMENTO DO DEBATE SOBRE PATRIMÓNIO IMATERIAL

PROMOVER, INCENTIVAR E DIVULGAR O DEBATE E DESENVOLVIMENTO DE NOVAS IDEIAS E CONCEITOS SOBRE A EXPLORAÇÃO DO POTENCIAL DO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL, NAS SUAS DIVERSAS DIMENSÕES, PELAS ASSOCIAÇÕES CULTURAIS (GRUPOS/RANCHOS FOLCLÓRICOS OU ETNOGRÁFICOS)

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 Felizmente hoje e cada vez mais verificamos não só a necessidade de formação e debate mas também a realização destas actividades por parte de algumas regiões. A Associação do Distrito de Lisboa (ADLPDCTP) tem de forma constante levado a cabo acções de formação nas diversas áreas da etnografia, com uma assistência interessante, não ideal mas suficientemente animadora para que a vontade de divulgar, debater, discutir e naturalmente aprender se mantenha acesa. Encontros anuais e centralizados não são de forma nenhuma o caminho ideal para a divulgação de conhecimento. Descentralizar, desafiar, incutir discussão, abordar todos os temas com mais regularidade é imprescindível. Hoje as “novas tecnologias” colocam-nos à disposição meios que até há pouco tempo eram impensáveis.

O aproveitamento destes meios para debate e divulgação é prioridade. Ao invés a utilização dos mesmos meios tem apenas servido para a passagem de vaidades e ofensa gratuita quando a opinião não coincide.

REFLECTIR SOBRE O PROCESSO DE VALORIZAÇÃO DA CULTURA TRADICIONAL E POPULAR NA PERSPECTIVA DO ARTESÃO.

Mudar mentalidades e abordagens é necessário. Naquilo que temos por hábito denominar Festivais de Folclore (espectáculos de folclore), a inclusão do artesão faz todo o sentido. Esta inclusão que pode ser no palco ou fora dele, apenas engrandece o conjunto, valorizando de forma consistente a representação entro-folclórica.

RELAÇÃO QUE DEVA EXISTIR ENTRE OS GRUPOS DE FOLCLORE E O PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL.

O maior problema nesta área é sem dúvida nenhuma a relação entre os grupos, essa sim é na maior parte das vezes a maior limitadora ao desenvolvimento por via da falta troca de ideias e preconceitos de exclusividade. A relação aberta, troca de impressões e experiencias entre grupos resultaria sem duvida num geral melhoramento do conhecimento e consequente melhor representação e preservação.

A relação com o património imaterial, mais que desejável é sem dúvida fundamental. Por via de imposições da UNESCO a salvaguarda deste bem precioso é uma responsabilidade de cada estado, delegado com alguma regularidade no poder autárquico. Pouco conhecedores do trabalho realizado nesta área pelos inúmeros grupos de folclore dedicados de corpo e alma à investigação, as autarquias não têm sabido aproveitar a riqueza existente e à “mão de semear”. É de primordial importância melhorar a ligação com o poder autárquico e com os responsáveis pela área do património no sentido da união de esforços e gestão de recursos.

SENSIBILIZAÇÃO E MOBILIZAÇÃO DOS JOVENS

Nos dias de hoje, se um adulto tiver uma atitude displicente para com a reciclagem caseira, é facilmente alvo de atitude reprovatória por parte dos mais novos. Ora este fenómeno não é espontâneo mas sim fruto da introdução de temas como a reciclagem nos programas escolares do 1º ciclo básico. Isto para dizer que se a intenção é a assimilação natural de conceitos, a mesma deve ser feita o mais cedo possível.

Ora continuar a debater como única forma de alcançar o objectivo de salvaguarda futura do património imaterial, a sensibilização de jovens para esse fim, parece-me à partida um erro estrutural básico. Pois estes temas deveriam sim, fazer parte de educação permanente desde as mais tenras idades. Tentar mobilizar e sensibilizar jovens para uma área desconhecida em terrível concorrência com a oferta hoje disponível e atraente, efémera mas atraente, é uma tarefa herculeana e na maior parte das vezes reservada ao insucesso.

Hoje é mais fácil encontrar nas actividades escolares abordagens à cultura popular Anglosaxónica como por exemplo o “Halloween”, maior parte das vezes em detrimento de outras como o “Pão por Deus”.

É necessário sim “mobilizar” e “sensibilizar” a educação escolar de forma a incluir nos seus programas abordagens à cultura popular essencialmente local, pois assim é mais fácil cativar mentes sedentas de informação a entender a razão de muitas das coisas que fazem e vêm fazer no dia-a-dia.

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ETNOGRÁFICO DE VILA PRAIA DE ÂNCORA: JOSÉ MEIRA CONTINUA A LIDERAR O GRUPO ANCORENSE

Após a realização da Assembleia-geral Ordinária do Etnográfico, nos primeiros dias do mês de Dezembro, José Augusto da Silva Brito Meira, foi reconduzido na presidência do grupo para mais uma época folclórica.

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A poucos meses do encerramento das Comemorações do 40º Aniversário, previstas para Março de 2017, precisamente na altura em que o Etnográfico cumprirá o seu 41º Aniversário, o grupo inicia assim mais uma época que se prevê cheia de actividades em prol da cultura e das tradições de Vila Praia de Âncora, do Vale do Âncora e do concelho de Caminha.

Com várias realizações previstas no novo Plano de Ação para 2017, destacam-se a organização dos habituais Festivais de Folclore Nacionais e Internacionais com especial destaque para o ÂncoraFolk´17.

Outra actividade prevista para os primeiros meses do próximo ano será a gravação de um CD, actividade inserida num trabalho que irá ter uma grande relevância nacional, incorporando uma grande coletânea de Música Tradicional Portuguesa referenciada por todas as regiões do país, trabalho esse, que segundo José Meira será muito brevemente anunciado e publicitado na comunicação social.

Em “carteira”, e segundo o Presidente agora eleito, encontram-se um conjunto de convites para levar o Etnográfico ao estrangeiro, convites oriundos de Espanha, França e Suíça estarão em cima da mesa para o ano de 2017.

Previsto está igualmente e em conjunto com o Centro de Memória do Centro Social e Cultural de Vila Praia de Âncora a realização de uma grande Exposição Retrospetiva do 40º Aniversário do Etnográfico, precisamente para que dessa forma serem encerradas as comemorações deste que foi um marco de enorme importância para esta Associação Ancorense.

As habituais “Reisadas” do Etnográfico serão também um momento para que o Grupo possa visitar e agradecer todos aqueles que ano após ano fazem o favor de abrir as suas casas nas noites frias de final de Dezembro e primeiros dias de Janeiro.

Para José Meira será este ano, uma vez mais, um momento para continuar a lutar pelo maior sonho do Etnográfico, conseguir uma Sede própria, segundo ele e apesar do Grupo se encontrar bem instalado no Centro Cultural de Vila Praia de Âncora é cada vez mais difícil encontrar espaço disponível para todas as actividades, bem como, para o acervo, os espaços são comuns no Centro Cultural e o espaço destinado ao Etnográfico está num “verdadeiro colapso”, “estamos quase a não poder entrar no espaço, uma vez que ele se encontra quase totalmente cheio com as nossas coisas”, afirma mesmo.

Em modo de brincadeira e após comentar a oferta por parte do Artista Ancorense Paulo Barreto, na passagem de mais um aniversário do Etnográfico de uma das suas obras para o acervo do Grupo, o Presidente não resistiu a “brincar” com a situação, dizendo que o ideal seria “o Paulo ter oferecido uma parede”, portanto vamos continuar a “sonhar” com a nova Sede, rematou José Meira.

Para terminar, Meira apela a todos aqueles que queiram ajudar e participar nas actividades do Etnográfico que apareçam no Centro Cultural, em especial às Sextas-feiras a partir das 21:30 horas, serão sempre muito bem recebidos nesta já grande família que é o Etnográfico de Vila Praia de Âncora.

Órgãos Sociais 2016/2017

Assembleia-geral

Presidente: José Luís Presa

1ª Secretária: Carolina Morais de Sá

Relatora: Margarida Magalhães

Conselho Fiscal

Presidente: Camilo Neto

Secretária: Isabel Neto

Relatora: Sandra Branco

Direcção

Presidente: José Meira

Vice-Presidente: Diamantino Pereira

Secretário: Gaspar Pereira

Tesoureira: Bonança Domingues

Vogal: Fernando Gomes

Vogal: Licínio Macedo

Vogal suplente: Sílvia de Sousa

Vogal suplente: Tiago Dinis

DANIEL CALADO CAFÉ: QUEM É O NOVO PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS?

Daniel Calado Café é o novo Presidente da Direcção da Federação do Folclore Português.

Daniel Calado Café nasceu no lugar de Gouxaria, freguesia de Alcanena, em 1966. É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, para além de possuir outras habilitações académicas noutras áreas, tendo exercido a docência no ensino básico e secundário e leccionado diversos cursos de educação e formação de adultos e ensino recorrente. Pertence ao quadro de professores de nomeação definitiva da Escola Dr. Anastácio Gonçalves, em Alcanena.

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Desempenhou o cargo de Vereador da Câmara Municipal de Alcanena com os Pelouros de Educação e Cultura, para além de outros, desde 2002 a 2005, sendo, actualmente, Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Alcanena. Cedo mostrou um grande interesse pela história, as memórias colectivas e as identidades comunitárias do seu concelho, desenvolvendo investigação nestas áreas desde os seus dezassete anos de idade. Resultante da sua investigação, a Região de Turismo do Ribatejo publicou diversos estudos efectuados entre 1988 e 2007, neste âmbito.

É Director Fundador de algumas associações culturais tanto ao nível local, regional como nacional dos quais se destacam o Grupo Etnográfico de Gouxaria; Elos Clube de Alcanena; Homo Taganus – Associação de Estudo e Defesa da Etnografia e do Folclore do Ribatejo (possuindo também o cargo de Conselheiro Técnico da Região do Ribatejo) e a Academia de Letras e Artes da Lusofonia. Foi membro do Conselho Consultivo para a Cultura e Desporto do Município de Alcanena, tendo assumido a sua coordenação desde 2002.

Fonte: http://moitasvenda.net/wiki/Daniel_Calado_Caf%C3%A9

“CÂNTICOS NATALÍCIOS” EM PORTUGUÊS EN(CANTAM) EM ANDORRA

A Aldeia de Natal do Principado de Andorra acolheu no passado sábado o primeiro encontro de “Nadales” ou cânticos natalícios, uma organização do Comú (Câmara Municipal) de Andorra la Vella.

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O evento contou com participação lusitana através do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ que proporcionou aos visitantes da Aldeia cânticos tradicionais portugueses de Natal e cantares ao Menino.

A temperatura negativa que se fez sentir na Praça do Povo da capital andorrana não foi desculpa para que os elementos que integraram o Grupo de cantadores e tocadores apresentassem publicamente cinco peças do cancioneiro português dedicado à quadra natalícia. Temas como “O menino está dormindo”, “Foi na noite de Natal”, Ó menino Jesus”, “Natal de Elvas” e “Entrai pastores, entrai” deleitaram o publico assistente não quis perder a oportunidade de assistir às típicas “Nadales” no idioma de Camões.

Os elementos do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ concluem desta forma um ano repleto de iniciativas culturais para celebrar duas décadas de existência das quais se destaca: a inicio de ano as Janeiras, a organização em Abril do concerto com o artista Mike da Gaita e a sua banda e em Maio do Festival de Folclore “Danças do Mundo”, a organização em Julho da terceira edição do Mercado Tradicional “O Feirão” que este ano contou com a presença do grupo de Cante Alentejano da Casa do Povo de Serpa e a viagem, em Setembro, a Maiorca (Espanha) para intercâmbio com a Agrupación Aires d’Andratx.”

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LISTA “A” VENCE AS ELEIÇÕES PARA OS CORPOS DIRECTIVOS DA FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS

A lista “A” candidata aos corpos directivos da Federação do Folclore Português acaba de vencer as eleições.

Neste momento, está a decorrer a cerimónia de encerramento do congresso. Apesar crispação ocorrida nos últimos dias, verificou-se um apaziaguamento das tensões, o que indicia que o movimento folclórico continuará unido, superando as divergências internas, unindo todos na diversidade de pontos de vista. Como nos foi confidenciado, nas circunstâncias em que teve lugar, não podia ter corridor melhor.

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Assim, os novos corpos directivos serão constituídos da seguinte forma:

Assembleia Geral

Presidente: António Lopes Pires (Rancho Folclórico de Passos de Silgueiros – Silgueiros – Viseu)

Vice-presidente: Maria Manuela Carloto Simplício Silva Carriço (Sócio auxiliar)

Secretários: Elisa Manuela Afonso Alves (Grupo Folclórico das Lavradeiras de S. Pedro de Merufe – Merufe – Monção)

Helena Maria dos Santos Fava (Sócio auxiliar)

Eduardo dos Santos Duarte (Sócio auxiliar)

Conselho Fiscal

Presidente: Luís Manuel Campos Elias (Rancho das Lavradeiras da Trofa – Trofa)

Secretário: Maria Judite de Sá Ribeiro (Sócio auxiliar)

Relator: Francisco Mendes Moreira (Rancho Folclórico S. Tiago de Silvalde – Silvalde – Espinho)

Suplentes: Ana Lourenço Rodrigues Machado (Grupo Regional e Agrícola de Pevidém – Pevidém – Guimarães)

Rodrigo Dinis de Sousa Martins (Rancho Folclórico Luz dos Candeeiros – Arrimal – Porto de Mós)

Direção

Presidente: Daniel Calado Café (Rancho Folclórico de Gouxaria – Gouxaria – Alcanena)

Vice-presidente: António Teixeira Faria (Grupo Folclórico da Associação Cultural e Recreativa Sr.ª Aparecida – Torno – Lousada)

António José Santos Gabriel (Grupo Folclórico e Etnográfico de Arzila – Arzila – Coimbra)

Ana Rita Rodrigues Leitão Granja Vieira (Grupo Típico de Ançã – Ançã – Cantanhede)

Maria Lucília Pereira Alves Santos (Grupo Regional de Moreira da Maia – Moreira – Maia)

Carla Patrícia Basto Meira (Rancho Típico de S. Mamede de Infesta – S. Mamede de Infesta – Matosinhos)

Ludgero António de Jesus Mendes (Sócio auxiliar)

1º Secretário: Carlos Manuel Martins Saraiva (Sócio auxiliar)

2º Secretário: Luís Sousa Fernandes (Rancho Folclórico Danças e Cantares Santa Maria do Olival – Olival – Vila Nova de Gaia)

Tesoureiro: Inácio Martins Soares (Sócio auxiliar)

Tesoureiro adjunto: Joaquim Rocha Neves da Silva (Sócio auxiliar)

Suplentes: João Manuel da Silva Carriço (Sócio auxiliar)

Maria Emília Costa Ferreira Francisco (Sócio auxiliar)

Fábio Fernando da Costa e Sá Ferreira Pinto (Grupo de Danças e Cantares Regionais o Orfeão da Feira – Santa Maria da Feira)

Laura Maria Balsemão Campos (Sócio auxiliar)

...E JORGE ALMEIDA SANTOS REPLICA!

Carta aberta ao Senhor Presidente da Assembleia Geral da Federação do Folclore Português

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Exmº Senhor Lopes Pires

Tenho assistido ao desenrolar do processo eleitoral dos Corpos Sociais para o próximo triénio com espanto e indignação. - Espanto porque nunca imaginei que pessoas que se querem a um determinado nível comportamental tenham descaído para as formas mais baixas e condenáveis de condução de uma campanha que deveria ser séria, construtiva e com elevação. - Indignação pelos termos usados e, principalmente, pelo insulto a uma pessoa que, como qualquer outra, merece o respeito da sua vida particular. Discutam a sua gestão, apontem-lhe as falhas mas não entrem na esfera da sua saúde para fundamentarem o insucesso. Do Senhor, tenho as melhores referências e devo dizer-lhe, com toda a franqueza e frontalidade, que esperava de si a neutralidade requerida como presidente do órgão que organiza e controla o acto eleitoral do próximo domingo. Não creio que tenha procedido bem ao convocar uma assembleia eleitoral para “dentro” de um congresso. Embora formalmente separados, na prática vão decorrer em simultâneo na manhã do segundo dia o que, como deve calcular (é uma pessoa inteligente e muito experiente), vai causar muito ruído e perturbação com as pessoas divididas entre os dois actos, não excluindo as movimentações dos corredores. Permita-me que lhe diga achar esta decisão totalmente desajustada e merecedora de uma data e local exclusivamente dedicados. Mediante as movimentações das listas candidatas e dos problemas que afligem todos quanto incorporam a FFP, seria urgente e necessário um debate onde se identificassem todos os pontos fracos e quais as soluções apresentadas por cada uma das candidaturas ou restantes participantes. A Assembleia Geral não se pode furtar à responsabilidade de promover e moderar o debate. É uma das suas atribuições. Porquê uma carta aberta ao Presidente da Direcção? Porquê agitar os ânimos? Porque não convoca, então, uma Assembleia onde tudo isso possa ser debatido cara a cara, olhos nos olhos com quem de direito? Fica à espera do formalismo de uma resposta nos mesmos termos? Continua a tratar formalmente por carta muitos dos assuntos podem ser resolvidos pessoal e telefonicamente para um bom funcionamento da instituição? Por último, pergunto-lhe se se revê no líder da sua Lista A que acusa em manifesto eleitoral o seu Presidente de Direcção sofrer de “patologia bipolar “ para justificar o seu mau desempenho, entrando sua vida privada, pessoal que diz respeito à sua intimidade e, mesmo que conhecida, não deve ser divulgada por outrem de uma forma amplificada violando os princípios fundamentais do cidadão? É esse o seu líder de lista, de Direcção que apoia? Pretende libertar-se de um presidente ineficiente e alia-se a um candidato com este nível de intervenção? Sente-se confortável? Não esperava este seu manifesto dissimulado em carta aberta ao presidente. Tinha-o como uma reserva moral mas, francamente, fiquei decepcionado e apreensivo porque não vejo gente capaz de lutar com lealdade e serenidade para defender a Federação e mais se configura com uma luta por promoções pessoais servindo-se da instituição como degrau. Vai presidir à Assembleia Geral eleitoral. Sente-se confortável nesse papel quando apoia e integra uma das listas em disputa? Não tenho a menor dúvida da sua seriedade mas tem que transparecê-la para tranquilidade dos eleitores. Com todo o respeito, apresento-lhe os melhores cumprimentos na esperança de ainda poder estatutariamente alterar a Assembleia prevista para o dia 11 para uma data conveniente de forma a um amplo debate na presença dos associados, e não atrás dos teclados, na defesa da Federação do Folclore Português. Jorge Manuel de Almeida Santos - Moita - Portugal

PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA GERAL DA FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS QUESTIONA PRESIDENTE DA DIRECÇÃO

CARTA ABERTA AO SENHOR FERNANDO FERREIRA DA SILVA

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Prezado Amigo

Era assim, durante muitos anos, que costumava iniciar as comunicações que lhe endereçava. Porém, dada a forma como ultimamente me tem tratado, acho que devo dobrar língua, como diz o nosso povo. Recomecemos, então:

Senhor Presidente da Direção da FFP

Pensei muito antes de lhe dirigir esta carta, mas as circunstâncias e o Senhor empurraram‐me.    

Pensava que o Senhor não deveria ter dúvidas sobre a        amizade e lealdade que lhe dispensei ao longo dos muitos anos em que juntos pugnámos pela FFP.

Respondi sempre positiva e rapidamente às suas solicitações, dei sempre o melhor do      meu saber – que, sei, não é muito para o ajudar em          tudo quanto precisou.

Para o defender, cheguei quase a incompatibilizar‐me com Amigos velhos. Até    para me entregar a documentação referente à lista B, lhe procurei facilitar a entrega, indo, inclusive, ao         encontro do seu mensageiro

Assim como, a seu pedido ou da pessoa que o representava, lhe dei as minutas     para as várias declarações do processo, para que tudo estivesse em ordem.

E de que forma tenho sido retribuído? Não lhe vou atribuir qualificativos; mas vou apenas relatar dois ou três factos que possibilitem uma apreciação justa por parte de quem nos observa para efeitos de próxima votação.

Fui reler a sua “carta aberta”, sem data, mas que recebi por correio electrónico em 3 de Novembro de 2016. E agora ainda fiquei mais admirando do que quando da primeira leitura. Mas, para não tornar esta carta demasiado longa (refiro-me apenas a alguns (poucos) dos carinhos que dispensa aos componentes da lista A, seus colaboradores leais durante anos e anos, nos quais me incluo:

  1. … Com mentiras descaradas… Quais são? Diga-nos.

E ao resto não me refiro.

  1. Da tal carta aberta consta: “Quem me conhece sabe bem que a Educação que me foi dada no berço me incutiu valores de Humanidade, Respeito, Educação e Honra”. Diga-me então: porque razão não respondeu a nenhuma das três cartas que lhe enviei entre os dias 18 e 27 de Novembro, a propósito do lamentável caso de um grupo madeirense que, embora devesse vir a ser visitado na semana de 17 de Dezembro, com cerca de um mês de antecedência já anunciava, com grandes parangonas que nesse dia 17 iria receber o diploma de sócio efectivo.
  2. O senhor nunca me respondeu, mas diga-me agora: Quem deu a ordem à secretaria da FFP para informar o grupo em causa que lhe ia ser entregue o diploma no tal dia 17, mesmo sem ser visitado nem cumpridos os regulamentos que o senhor ajudou a fazer?
  3. No dia 3 de Dezembro escrevi-lhe de novo para lhe pedir informação sobre um caso grave relacionado com a lista B. E o senhor que fez? O costume: não respondeu.
  4. Que raio de Presidente da Mesa da Assembleia Geral sou eu que não consigo obter uma resposta do senhor Presidente da Direcção em matérias correntes da vida da FFP?
  5. Todas as cartas merecem uma resposta, aprendi já não sei quando nem onde.

Penso que o senhor não vai ganhar as eleições porque os sócios da FFP são inteligentes, sabem distinguir o trigo do joio e não querem continuar a assistir a atropelos dos princípios que regem a nossa grande instituição.

Mas, se me enganar, aqui deixo um conselho que não me pediu, mas que me sinto na obrigação de lhe dar, considerando que, mesmo de má qualidade, ainda sou o Presidente da Mesa da Assembleia Geral:

No futuro, mude o que puder, para melhor, no relacionamento com os seus colaboradores, pois, mesmo quando não estão de acordo consigo, merecem ser respeitados; mude na interpretação tendenciosa que faz dos Estatutos e Regulamentos da FFP; mude no respeito que o seu futuro Presidente da Mesa da Assembleia Geral sempre lhe há-de merecer, já que o actual não foi disso merecedor.

Em 6 de Dezembro de 2016

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Da Federação do Folclore Português

António Lopes Pires

MINHOTOS EM ANDORRA CANTAM AO MENINO

“Cantares Natalícios portugueses vão ser ouvidos em Andorra

No próximo dia 10 de Dezembro, sábado, às 19h30 o “Poblet de Nadal” de Andorra la Vella irá acolher pela primeira vez uma audição de cantares de Natal em português a cargo dos elementos do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’.

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A iniciativa insere-se na mostra de cantares de Natal “Nadales” que organiza o Comú (Câmara Municipal) da capital do Principado de Andorra e que irá mostrar diferentes vertentes dos cânticos natalícios.

O primeiro encontro de Cânticos de Natal composto por 13 grupos corais e 10 grupos de musica e de folclore, está inserido na Aldeia de Natal situada na Plaça del Poble formada por casinhas de madeira com diversos produtos alimentares e de artesanato alusivo à quadra natalícia assim como uma pista de gelo para os mais pequenos.

Os cânticos ao Menino e de Natal serão ouvidos através de peças do cancioneiro português como: “O menino está dormindo”, “Foi na noite de Natal”, Ó menino Jesus”, “Natal de Elvas” e “Entrai pastores, entrai”, repertorio escolhido para ocasião pelos elementos do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’ que concluem o ano 2016 repleto de atividades para celebrar duas décadas de cultura e amizade nos vales de Andorra.”

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ELEMENTOS DOS CORPOS DIRECTIVOS DA FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS DIRIGEM CARTA ABERTA AO PRESIDENTE DA DIRECÇÃO

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Carta aberta dos órgãos sociais da FFP ao senhor Fernando Ferreira

ELEIÇÕES NA FFP

Senhor presidente da FFP, Fernando Ferreira,

Foi divulgado um documento enviado pela Lista B (intitulada “Federação Maior e Melhor, Agora”), candidata às eleições da FFP para o triénio 2017/2019, que merece algumas considerações que permitam desmascarar a vacuidade do texto, a vacuidade de ideias e a vacuidade de propósitos assim como a nossa profunda indignação relativamente a toda a atitude demonstrada ultimamente por si relativamente aos elementos dos órgãos sociais da FFP e por si escolhidos.

Referiremos apenas meia dúzia de questões.

Vejamos:

— O presidente da direção proposto por esta lista B é o mesmo que ainda é hoje o presidente da direção. Por que razão só agora a Federação vai ser maior e melhor?

— Por que razão não aproveitou os últimos três anos e os anteriores e os anteriores... para fazer o que diz que agora vai fazer?

— Quem o impediu de realizar mais e melhor? Diga os nomes de quem lho impediu para que o movimento folclórico fique a saber a verdade e possa julgar em consciência.

— Em boa verdade, o senhor presidente não fez mais e melhor porque não quis ou não soube. Ninguém lhe levantou dificuldades. Pelo contrário, os seus colaboradores diretos fizeram tudo para o apoiar, em todas as circunstâncias, como o senhor muito bem sabe. Trabalharam dedicadamente em todos os setores da vida da instituição, incluindo no prosseguimento de propósitos definidos pelo senhor presidente da direção. Lealdade e trabalho nunca lhe foram negados.

— Se a lista B ganhar as eleições – tudo está nas mãos dos associados – o que vamos ter é mais do mesmo. E quando vierem novas eleições lá teremos o mesmo choradinho: Agora é que vai ser! Vamos virar tudo do avesso!

Passemos àquilo a que chama a “Carta de Compromissos”.

Avaliar:

Ficamos estupefactos. Então o senhor presidente, há tantos anos à frente da instituição, ainda vai avaliar o que deveria saber de cor e salteado?

  1. Condição financeira da FFP. Não a conhece? Que tem então andado a fazer? Dirige uma instituição e não sabe da sua condição financeira? O senhor ainda é o presidente…
  2. Analisar a condição do corpo diretivo da FFP. Para quê? Então os colaboradores que o senhor próprio escolheu ainda vão ser analisados? Talvez para vir a dizer deles o mesmo que agora diz dos atuais, esquecendo toda a lealdade, esforços e trabalhos que lhes deve.
  3. Realizar um inquérito de diagnóstico e avaliação ao movimento folclórico nacional no seu todo. É de pasmar. Como é possível que alguém que é presidente, e que quer continuar presidente, precise do tempo de após eleições para fazer um inquérito para conhecer a sua instituição? O que o movimento precisa é de um presidente e de uma equipa experiente e qualificada que conheça a instituição, que já saiba do que ela precisa e que tenha capacidade, competência e disposição para fazer o que é adequado para a dignificação e eficiência da FFP, no que respeita aos seus objetivos já bem e oficialmente definidos.

Estruturar

Não vale a pena apreciar caso a caso, porque todos eles são apenas conjuntos de palavras ocas e sem sentido prático. Era preciso que em cada alínea se dissesse como é que se vai proceder. Citamos apenas dois exemplos, suficientes para se ver o crédito que merecem estes e os outros:

Definitivamente ativar e dinamizar o Conselho Científico da FFP. Para se poder acreditar nisto, era obrigatório mais uma vez, que dissesse COMO o vai fazer. Respondam-nos entretanto: O Conselho Científico não tem funcionado... Que fez o presidente da direção para lhe dar vida?

Criar o cartão de sócio da FFP para todos os associados e conselheiros técnicos regionais. É espantoso! Ou as pessoas estão desmemoriadas ou pretendem esconder-se atrás do fumo. Ou atirar areia para os olhos... Então não consta do Regulamento Geral Interno (n.º 2 do Art.º 16) que os sócios têm o direito de receber o diploma de associado de acordo com os modelos aprovados pela direção. Se a lista B, quando eleita, vai fazer inquéritos, como diz, então faça já um inquérito a todos os associados (efetivos, auxiliares e aderentes) para ficar a saber quantos e quais são os que nunca viram tal diploma. Porquê pensar em cartões quando ainda não cumpriu a obrigação dos diplomas?

— E pensamos que sobre a apreciação do documento chamado de “Carta de Compromissos”, não é preciso ir mais além. Quanto ao seu valor de compromisso estamos conversados.

E para terminar esta conversa que já vai demasiado longa, perguntamos ao senhor presidente, candidato a presidente:

Como é possível que alguém que agora se diz tão empenhado no futuro da Federação do Folclore Português, que promete salvá-la, agora, sendo o presidente legítimo da sua direção, a tenha abandonado completamente sem uma palavra de explicação aos seus companheiros, ou aos órgãos sociais desde o dia 27 de agosto, passado?

Não vai às reuniões…

Não responde às solicitações mesmo quando urgentes…

Não se demitiu do seu cargo mas demitiu-se, efetivamente, das suas funções e obrigações estatutárias…

Atropela os diversos organismos (como o Conselho Técnico Nacional) através de procedimentos irregulares e à sua revelia...

Tudo isto é profundamente lamentável e inadmissível!

Uma última pergunta: Que fez o senhor presidente para a realização do próximo Congresso de Leiria? As preocupações com a dignidade e o prestígio da FFP onde estão?

Lá o esperamos em Leiria para o discurso de abertura, como lhe cumpre.

Os elementos dos órgãos sociais da FFP.

FEDERAÇÃO DO FOLCLORE PORTUGUÊS: O FOLCLORE EM PORTUGAL ENCONTRA-SE NUMA VERDADEIRA ENCRUZILHADA!

- É a opinião Dr. José Pinto, Administrador do “Folclore de Portugal – O Portal do Folclore Português”, < http://www.folclore-online.com/> site que mantém em funcionamento há mais de quinze anos, constituindo um dos poucos portais exclusivamente dedicados ao folclore existentes em todo o mundo, e também membro do Rancho Folclórico de Vila Real que neste momento encontra a sua actividade suspensa, tendo sido um dos membros fundadores e o último presidente da Direcção. O BLOGUE DO MINHO entende que esta problemática respeita a todo o movimento folclórico – e não exclusivamente aos membros da Federação do Folclore Português – pelo que decidiu alargar o debate, aliás dentro do espírito que parece presidir a ambas as listas candidatas aos órgãos directivos.

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Nos próximos dias 10 e 11 de dezembro, vai realizar-se, em Leiria (Teatro José Lúcio da Silva), o Congresso Nacional da Federação do Folclore Português, subordinado ao tema «Folclore: entre o material e o imaterial». A partir das 9h15 do dia 11, vai realizar-se uma Assembleia Geral da Federação do Folclore Português (FFP), tendo como ponto único da ordem de trabalhos, a eleição dos corpos sociais da Federação do Folclore Português para o triénio 2017/2019.

Porque neste sítio já várias pessoas se pronunciaram, com propriedade, sobre o tema do Congresso, atrevo-me, antes, a manifestar a minha opinião sobre o dia após as eleições, na certeza de que, não sendo votante nem membro de Grupo que integre a FFP, penso poder exprimir-me sem ser, eventualmente, acusado de ser apoiante da lista A ou da lista B. Neste sentido, reafirmo que, em nenhum momento, qualquer das minhas afirmações (que não passam de meras opiniões) pode ser interpretada como a favor ou contra esta ou aquela candidatura.

Feito este esclarecimento, vamos ao que aqui me traz!

Depois do que fui lendo e tive conhecimento nos últimos tempos, particularmente através das redes sociais, penso que não será crime de lesa-majestade afirmar que a Federação do Folclore Português e, consequentemente, o movimento folclórico em Portugal, se encontra numa verdadeira encruzilhada. Que saiba (e penso não estar errado), é a primeira vez que às eleições para os corpos sociais da FFP se apresentam duas listas. Quero acreditar que os membros de ambas as listas estão imbuídos do espírito de bem servir a causa do movimento folclórico em Portugal, mas “de boas intenções está o inferno cheio”.

Não basta dizer: “A partir de agora é que vai ser!”. É tempo de, efectivamente (e apesar de já estarmos em 2016), o movimento folclórico em Portugal entrar no século XXI, dando um salto de melhoria nas estratégias, nas metodologias, na reflexão e, finalmente, na qualidade do trabalho final a apresentar ao público. E nisto a FFP tem de dar o exemplo e de estar na vanguarda!

Dir-me-ão que já há Grupos que assim fazem: que em todo o seu trabalho primam pela qualidade. Acredito. No entanto, é aqui que eu acho que a FFP pode mudar de atitude e ser mais proactiva: em vez de esperar que sejam os Grupos a apresentar a sua candidatura, deve ser a própria FFP, através de “olheiros” (desculpem-me a incursão no futebol), a ver os que já têm alguma qualidade para, apoiados pelo Conselho Técnico da respectiva região, poderem mais facilmente melhorarem essa mesma qualidade, independentemente de uma futura adesão à FFP.

Posso estar totalmente equivocado na minha análise, mas creio que é tempo de a FFP mudar de paradigma de actuação. Deixou de ser o tempo de “esperar que venham ter connosco”, para se passar ao tempo de “ir ter com os que estão já a trabalhar com alguma qualidade”, dar-lhes estímulo para melhorar ainda mais e não criar-lhes dificuldades, que podem provocar desânimo, frustração e, finalmente, desistência.

É certo que, do que fui conhecendo ao longo dos anos, ser “federado” não era/é sinónimo de qualidade. Nos bastidores do movimento folclórico, muitos comentários são/eram produzidos, alguns certeiros, muitos injustos, sobre grupos federados. Mas todos temos oportunidade de aprender com os erros, próprios e alheios.

Estar ao serviço do movimento folclórico não pode ser com a atitude de um professor do alto da sua “cátedra”, antes com a disponibilidade de aprender com os outros, ajudar sem soberba, “subir” ao nível de quem também quer participar, remar connosco, fazendo caminho juntos.

Seja quem for a lista vencedora das próximas eleições, tem um caminho árduo pela frente. Desejo-lhes as maiores felicidades e a coragem para tomarem as decisões certas, nos momentos certos, na certeza de que serão tomadas para bem do movimento folclórico em Portugal.