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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

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BLOGUE DO MINHO DESEJA BOA SORTE A TODOS OS GRUPOS FOLCLÓRICOS MINHOTOS!

Decorre hoje na cidade da Amadora a reunião do Conselho Técnico Regional do Alto Minho da Federação do Folclore Português com os grupos folclóricos minhotos sediados na região de Lisboa, sócios aderentes daquela entidade, no âmbito do processo de avaliação com vista à análise dos requisitos para a sua posterior admissão como sócios efectivos.

O BLOGUE DO MINHO deseja sinceramente que todos os grupos submetidos a apreciação reúnam condições para passarem a efectivos. E, àqueles que tais requisitos ainda não reúnam, espera que se esforcem com vista à introdução de eventuais correcções a fim de que possam vir a engrossar o movimento folclórico observando o rigor e qualidade.

- A todos os nossos sinceros votos de boa sorte!

GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO TEM PÁGINA OFICIAL NO FACEBOOK

O Grupo Folclórico Verde Minho sediado em Loures e a representar os usos e costumes do Alto Minho na região de Lisboa tem vindo a renovar a sua imagem e o formato das suas próprias iniciativas, sendo de relevar a organização de conferências temáticas e a realização do FolkLoures – Encontro de Culturas.

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Para muito breve está prevista a edição em livro das conferências que vem organizando. Entretanto, acaba de criar a sua página oficial no facebook à qual serão agregadas outras páginas de grupos. Uma iniciativa que está a registar uma adesão surpreendente.

A página oficial do Grupo Folclórico Verde Minho no Facebook possui o endereço: https://www.facebook.com/grupofolcooricoverdeminho/

SARGACEIROS DA APÚLIA DANÇAM NO FOLKLOURES’18

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures, no âmbito do FolkLoures’18

O Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo da Apúlia, concelho de Esposende, vai participar no Festival intercultural que terá lugar no dia 7 de Julho de 2018. A próxima edição do FolkLoures decorre de 30 de Junho a 7 de Julho de 2018, e incluirá conferências, exposições, feira de produtos tradicionais e um festival de folclore a ter lugar no Parque da Cidade, em Loures.

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Sargaço! Sargaço! – grita o sargaceiro ao avistar as algas que a mareada arroja, exortando os companheiros a entrarem mar dentro e enfrentarem com arrojo a rebentação das ondas. Após a maresia, a mareada é invariavelmente mais abundante, arrojando o mar as algas que se desprendem dos rochedos quase submersos. O grito do sargaceiro ecoa longínquo na praia. Os homens, vestidos de branqueta e a cabeça e pescoço protegido com o sueste, levam consigo o galhapão ou a gaiteira se o sargaço estiver próximo da praia. No areal, as mulheres transportam o sargaço nas carrelas para mais longe do alcance do mar, fazendo as camas onde fica a secar. Apó a secagem, as algas serão empregues como fertilizantes das terras, em produtos fito-sanitários e cosméticos, sendo cada vez mais conhecidas também as suas virtudes alimentares.

Fundado em 1934, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia é um representante ímpar do folclore da Região do Baixo-Minho e vai seguramente constituir a grande atracão deste Festival de Folclore.

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FOLKLOURES 18 接受西藏传统舞蹈

东方思维中国文化的弘扬将代表中国社区在 FolkLoures 18

居住在葡萄牙的华人社区将参加下一期的 FolkLoures--文化会议, 更具体地说, 将于2018年7月7日举行的文化艺术节。在澳门圣保禄教堂遗址的复制品旁边, "东方思维的中国文化促进" 将呈现西藏之舞 "随想曲奈特·库马拉"。

奈特·库马拉是藏 (藏) 的传统舞蹈, 代表着传统、自由的风俗和大振幅的运动。藏族的舞蹈总是以坚定的姿态, 正面和胸部为男人, 并为妇女的曲率和柔软的姿态, 这些图像的启发, 藏族人民在大平原的日常生活。然而, 由于该地区文化的多样性, 藏族舞蹈本身也受到其他相邻地区的文化影响。

藏族舞蹈的运动对男女都有子范畴, 其中一个类别的名字是 "中国踢踏舞"。

藏族舞蹈所用的服饰, 与藏族人民的共同服饰相呼应, 色彩和人物都十分鲜艳。

下一版的 FolkLoures 源于6月30日至 2018年7月7日, 将包括会议, 展览, 传统产品和民俗节日在城市公园, 在洛里什。

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RUI AGUILAR CERQUEIRA VAI A LOURES FALAR DO FOLCLORE E DO REGIONALISMO NA ÁFRICA AUSTRAL

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures

O Grupo Folclórico Verde Minho promove mais uma conferência dedicada ao folclore e ao regionalismo a ter lugar já no início do próximo ano. Rui Aguilar Cerqueira, antigo dirigente da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico vai, no próximo dia 24 de Março, proferir uma palestra subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”.

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A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico.

A iniciativa tem lugar a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, espaço onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, junto ao Parque da Cidade. Existe excelente estacionamento no local.

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Como é sabido, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram também o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955.

Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e, todos os anos continuam a reunir-se no Minho em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!

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Rui Aguilar Cerqueira nasceu em 1955, no Hospital Miguel Bombarda, em Lourenço Marques, como então se designava a capital de Moçambique, actual cidade do Maputo. Descende pelo lado paterno de naturais de Arcos de Valdevez – o pai chamava-se Abel Cerqueira – e, por parte da mãe, Maria Adelaide Varela Aguilar Cerqueira, de lisboetas.

Viveu, estudou e trabalhou como até aos 22 anos Agente Técnico de Apuramentos Estatísticos no Ministério da Agricultura, em Lourenço Marques.

Após a independência de Moçambique ocorrida em 25 de Junho de 1975, regressou a Portugal na companhia de toda a família e fixou residência em Braga.

Recomeçando a vida, deu então inicio a uma nova vida profissional, passando a exercer funções nas empresas multinacionais alemãs “Grundig Electrónica Portuguesa”, “Blaupunkt Auto Rádio Portugal, Lda ” e “BOSCH BRG”, durante 38 anos, como Técnico de Electrónica-Oficial.

Praticou desporto e foi atleta federado em Hóquei em Patins e Voleibol.

Durante a sua permanência em Moçambique, integrou a Casa do Minho de Lourenço Marques e o seu Rancho Folclórico composto por 80 elementos, representando a região minhota, com as suas danças e cantares tradicionais, com especial incidência no Alto Minho.

Sendo o seu falecido pai o ensaiador do grupo, era natural que os seus dois filhos ainda de tenra idade integrassem o Rancho juntamente com outras crianças, formando assim o respectivo Rancho Infantil cuja constituição ocorreu por volta de 1959. Tinha por essa altura apenas 4 anos de idade e o seu irmão, com apenas 2 anos, tornou-se a mascote do grupo folclórico.

Com o decorrer do tempo e atingida a idade indicada para passagem ao grupo dos adultos, tornou-se o par marcante e aquele que exercia a “voz de comando”.

Para além de grandes exibições em Moçambique, o Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lourenço Marques também se deslocou a África do Sul, Rodésia, Suazilândia entre outros países africanos, tendo recebido numerosas lembranças e até ganho diversos festivais folclóricos cujos troféus reuniu nas instalações da su sede social. À época era bastante comum a realização de concursos para avaliar o desempenho dos grupos folclóricos.

Com a independência política, todas as casas regionais e demais associações portuguesas existentes em Moçambique foram nacionalizadas, ficando os minhotos privados da sua Casa do Minho.

Nas fotos que apresentamos pode ver-se o rancho infantil, encontrando-se em cima, à direita, em primeiro lugar, o seu irmão Fernando Cerqueira (já falecido) e, em seguida, o sr. Rui Cerqueira. Nas duas fotos seguintes surge o seu pai, na qualidade de ensaiador, na frente a dançar o malhão traçado e, na outrao seu pai de gravata no meio do grupo. Estas fotos datam de 1960. Nas duas seguintes aparece Rui Aguilar Cerqueira, de barbas, na frente como o par marcante.

Actualmente, todos os minhotos ainda vivos que viveram naquele ambiente minhoto em terras moçambicanas – à época território português! – desde sócios, dirigentes, antigos componentes do rancho seus familiares e amigos, reunidos por Rui Cerqueira, encontram-se anualmente num almoço de confraternização, por ocasião do aniversário da associação, sempre numa diferente cidade minhota. E este “toque a reunir” que junta invariavelmente cerca de duas centenas de convivas, ocorre ininterrupetamente desde há 21 anos, tal é a saudade que os anima e o amor ao rincão natal!

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PONTE DE LIMA LEVA NO PRÓXIMO ANO A LOURES O ARROZ DE SARRABULHO COM ROJÕES

A segunda edição do Almoço do Arroz de Sarrabulho com Rojões à Moda de Ponte de Lima vai ter lugar no dia 3 de Fevereiro de 2019, na Cantina da Câmara Municipal de Loures, junto aos Paços do Concelho de Loures.

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O extraordinário sucesso que constituiu este ano a realização do Almoço do Arroz de Sarrabulho com Rojões à Moda de Ponte de Lima e a grande satisfação por parte dos cerca de trezentos comensais que participaram neste evento levou a organização do evento – o Grupo Folclórico Verde Minho – a combinar com a Confraria do Arroz de Sarrabulho de Ponte de Lima a repetição desta iniciativa.

Devidamente planeada e divulgada, aguarda-se que a próxima edição venha a registar mais de meio milhar de pessoas e, à semelhança deste ano, a contar com a participação das entidades representativas dos concelhos de Loures e Ponte de Lima.

GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO NÃO PÁRA!

O Grupo Folclórico Verde Minho promove no próximo dia 24 de Março mais uma conferência dedicada ao folclore e ao regionalismo a ter lugar já no início do próximo ano. Rui Aguilar Cerqueira, sócio da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico, subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”.

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A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico.

A iniciativa tem lugar a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, espaço onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, junto ao Parque da Cidade. Existe excelente estacionamento no local.

Entretanro, o  Grupo Folclórico Verde Minho leva a efeito o FollkLoures’18 – Encontro de Culturas que terá lugar de 30 de Junho a 7 de Julho de 2018, o qual incluirá conferências, exposições, feira de produtos tradicionai e culminará com um festival de folclore a ter lugar no Parque da Cidade, em Loures.

Nesse âmbito, terá lugar nomeadamente a conferência subordinada ao tema Vilarinho da Furna: História e Tradições Populares de uma Aldeia Afundada” a ser proferida pelo Prof- Doutor Manuel Antunes, no próximo dia 30 de Junho, a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures. A iniciativa insere-se no âmbito da próxima edição do FolkLoures e deverá ser apoiada pela projecção de interessantes imagens que retatam os usos e costumes das gentes de Vilarinho da Furna, antes da aldeia ter ficado submersa nas águas da albufeira da barragem.

Entre outros grupos participantes e algumas representações etnográficas que constituirão uma surpresa, refira-se a participação do Rancho Folclórico do Grupo Desportivo de Lousa em representação da região saloia de Loures; o Grupo de Danças e Cantares do Alto do Moinho representando o Douro Litoral; o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia – Minho, o Grupo Folclórico de Penafiel – Entre-o-Douro-e-Minho; o Grupo Cultural e Etnográfico “Os Camponeses de Pias” – Serpa que traz o cante alentejano da margem esquerda do rio Guadiana e, naturalmente, o anfitrião Grupo Folclórico Verde Minho, também em presentação do Minho e da comunidade minhota radicada na região saloia. A nível internacional, o FolkLoures’18 vai receber a participação do grupoPensamento Oriental - Promoção da Cultura Chinesa” que vai apresentar a Dança de Tibete, “Capriccio de Kumara”.

Por fim e não obstando outras iniciativas que poderão constituir alguma surpresa, o Dr. Augusto Flor, Presidente da Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto vai proferir em Loures no próximo dia 20 de Outubro, pelas 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, uma conferência subordinada ao tema “Rodopiando entre a tradição e a inovação – o Folclore como causa”.

Entretanto, o Grupo Folclórico Verde Minho está já a agendar iniciativas para levar a efeito nos anos seguintes, inclusivamente a programação da edição do FolkLoures’19.

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SIGA A RUSGA EM CARNAXIDE… À MODA DO MINHO!

O III Encontro de Rusgas "À Moda do Minho" é uma co-organização do Rancho Folclórico "Dançar é Viver" e do Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega. Este evento, realizado pela primeira vez em 2015, pretende trazer um pouco da Festa do terreiro das Romarias minhotas à região de Lisboa vincando o inegável papel identitário e indelevelmente popular que estas exercem no panorama nacional.

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Dado o elevadíssimo número de minhotos, e seus descendentes, na Região de Lisboa, é também inegável a importância que estas recriações desempenham na matriz cultural de concelhos como Oeiras, Amadora, ou até mesmo Loures, Sintra ou Mafra. Desta forma, iremos tentar recriar em conjunto as Rusgas minhotas de Ponte da Barca, as danças no Largo do Urca e até mesmo o cesto com o presunto e o vinho oferecido a todos os Rusgueiros. Enfim, as marcas identitárias das Rusgas da Barca!

Com localização partilhada entre a Brandoa (Amadora, em 2015 e 2016), e Carnaxide (2018), a edição deste ano será no próximo dia 24 de Fevereiro (sábado), pelas 21h30, no Centro Cívico de Carnaxide.

As Rusgas presentes são:

Rusga das "Terras da Nóbrega"

Rusga da Casa do Minho

Rusga Limiana

Rusga "Flores da Beira"

Rusga "Alegria do Minho"

Rusga das "Lavadeiras da Lage"

Rusga do "Verde Minho"

Rusga "Danças e Cantares do Minho"

Rusga "Dançar é Viver"

Apesar de contar com duas Rusgas cujas regiões que representam não é o Minho, esta presença insere-se num espírito de salutar convívio entre Grupos de Folclore (alguns dos mesmos Concelhos), que partilham laços de Amizade e o mesmo Amor e Respeito pela raiz Popular Tradicional. Por outro lado, sendo as Romarias uma matriz identitária comum a Portugal de Norte a Sul, a inclusão destas Rusgas, Beirã e Saloia, no evento apenas engrandecerá mais o mesmo!

HOJE CELEBRA-SE O DIA MUNDIAL DA RÁDIO E O BLOGUE DO MINHO ELEGE UMA VEZ MAIS A RÁDIO DO FOLCLORE PORTUGUÊS PARA COMEMORAR A EFEMÉRIDE

No dia em que mundialmente se celebra a Rádio, o BLOGUE DO MINHO distingue a Rádio do Folclore Português porque, constituindo uma emissora que utiliza as redes sociais, representa o futuro sem que, contudo, esqueça a tradição do folclore português, como tantas vezes se verifica com aquelas estações que ainda se enontram na era das válvulas…

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Com efeito, o dia 13 de fevereiro foi em 2011 declarada pela UNESCO como Dia Mundial da Rádio em virtude de ter sido neste dia, no longínquo ano de 1946, que a United Nations Radio emitiu pela primeira vez um programa radiofónico para seis países em simultâneo. Este ano, a data será celebrada em alusão ao seu papel em situações de desastres e emergência social.

Desde o seu aparecimento, a radiofonia acompanhou os grandes acontecimentos mundiais e prestou valioso auxílio às populações em situações de guerra e catástrofes. Com o aparecimento das novas tecnologias soube adaptar-se e continua a cumprir a missão que lhe é destinada. Mais ainda, tornou-se um meio ao alcance das comunidades locais para dar conhecer o seu património histórico e cultural, mormente o folclore e a etnografia das suas gentes.

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E, porque hoje é o Dia Mundial da Rádio, elegemos uma vez mais a Rádio do Folclore Português como um dos melhores veículos de divulgação da nossa cultura tradicional.

A emitir há 11 anos através da Internet no endereço www.rfpfolclore.com, a Rádio do Folclore Português tem sido a voz da cultura e das tradições portuguesas a transmitir via Internet para todo o mundo.

Esta estação radiofónica entra-se licenciada pela Sociedade Portuguesa de Autores e mantém padrões de qualidade invulgares, sobretudo quando comparadas com outras iniciativas do género no Internet e até nas ondas hertzianas no panorama das rádios locais.

A Rádio do Folclore Português (RFP) surgiu em Abril de 2005, para combater uma lacuna na radiodifusão da música folclórica e da etnografia em geral

Assim, difunde e divulga a música tradicional portuguesa e música folclórica. A etnografia e folclore são temas de aprofundamento nomeadamente através da realização de entrevistas a dirigentes de agrupamentos folclóricos.

A RFP é uma estação radiofónica temática na internet sediada em Coimbra, com estúdios também em Vila Nova de Gaia, Castelo Branco e nos Estados Unidos da América, a transmitir via internet.

A sua programação tem por base a música tradicional e folclórica e a informação sobre esta área temática. A sua filosofia é que tudo tem o seu tempo, e que no global há tempo para tudo. É isso que pretendem mostrar ao ouvinte.

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RUI AGUILAR CERQUEIRA VAI A LOURES FALAR DO FOLCLORE E DO REGIONALISMO NA ÁFRICA AUSTRAL

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures

O Grupo Folclórico Verde Minho promove mais uma conferência dedicada ao folclore e ao regionalismo a ter lugar já no início do próximo ano. Rui Aguilar Cerqueira, antigo dirigente da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico vai, no próximo dia 24 de Março, proferir uma palestra subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”.

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A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico.

A iniciativa tem lugar a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, espaço onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, junto ao Parque da Cidade. Existe excelente estacionamento no local.

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Como é sabido, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram também o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955.

Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e, todos os anos continuam a reunir-se no Minho em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!

Rancho 4

Rui Aguilar Cerqueira nasceu em 1955, no Hospital Miguel Bombarda, em Lourenço Marques, como então se designava a capital de Moçambique, actual cidade do Maputo. Descende pelo lado paterno de naturais de Arcos de Valdevez – o pai chamava-se Abel Cerqueira – e, por parte da mãe, Maria Adelaide Varela Aguilar Cerqueira, de lisboetas.

Viveu, estudou e trabalhou como até aos 22 anos Agente Técnico de Apuramentos Estatísticos no Ministério da Agricultura, em Lourenço Marques.

Após a independência de Moçambique ocorrida em 25 de Junho de 1975, regressou a Portugal na companhia de toda a família e fixou residência em Braga.

Recomeçando a vida, deu então inicio a uma nova vida profissional, passando a exercer funções nas empresas multinacionais alemãs “Grundig Electrónica Portuguesa”, “Blaupunkt Auto Rádio Portugal, Lda ” e “BOSCH BRG”, durante 38 anos, como Técnico de Electrónica-Oficial.

Praticou desporto e foi atleta federado em Hóquei em Patins e Voleibol.

Durante a sua permanência em Moçambique, integrou a Casa do Minho de Lourenço Marques e o seu Rancho Folclórico composto por 80 elementos, representando a região minhota, com as suas danças e cantares tradicionais, com especial incidência no Alto Minho.

Sendo o seu falecido pai o ensaiador do grupo, era natural que os seus dois filhos ainda de tenra idade integrassem o Rancho juntamente com outras crianças, formando assim o respectivo Rancho Infantil cuja constituição ocorreu por volta de 1959. Tinha por essa altura apenas 4 anos de idade e o seu irmão, com apenas 2 anos, tornou-se a mascote do grupo folclórico.

Com o decorrer do tempo e atingida a idade indicada para passagem ao grupo dos adultos, tornou-se o par marcante e aquele que exercia a “voz de comando”.

Para além de grandes exibições em Moçambique, o Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lourenço Marques também se deslocou a África do Sul, Rodésia, Suazilândia entre outros países africanos, tendo recebido numerosas lembranças e até ganho diversos festivais folclóricos cujos troféus reuniu nas instalações da su sede social. À época era bastante comum a realização de concursos para avaliar o desempenho dos grupos folclóricos.

Com a independência política, todas as casas regionais e demais associações portuguesas existentes em Moçambique foram nacionalizadas, ficando os minhotos privados da sua Casa do Minho.

Nas fotos que apresentamos pode ver-se o rancho infantil, encontrando-se em cima, à direita, em primeiro lugar, o seu irmão Fernando Cerqueira (já falecido) e, em seguida, o sr. Rui Cerqueira. Nas duas fotos seguintes surge o seu pai, na qualidade de ensaiador, na frente a dançar o malhão traçado e, na outrao seu pai de gravata no meio do grupo. Estas fotos datam de 1960. Nas duas seguintes aparece Rui Aguilar Cerqueira, de barbas, na frente como o par marcante.

Actualmente, todos os minhotos ainda vivos que viveram naquele ambiente minhoto em terras moçambicanas – à época território português! – desde sócios, dirigentes, antigos componentes do rancho seus familiares e amigos, reunidos por Rui Cerqueira, encontram-se anualmente num almoço de confraternização, por ocasião do aniversário da associação, sempre numa diferente cidade minhota. E este “toque a reunir” que junta invariavelmente cerca de duas centenas de convivas, ocorre ininterrupetamente desde há 21 anos, tal é a saudade que os anima e o amor ao rincão natal!

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GRUPO FOLCLÓRICO VERDE MINHO LEVOU FOLCLORE AO CORAÇÃO DE LISBOA

Pelas ruas da baixa lisboeta, desde o Largo do Martim Moniz até à rua das Portas de Santo Antão, o Grupo Folclórico Verde Minho levou a alegria da nossa música tradicional, das danças e cantares ao coração da cidade. Foi o percurso que o levou à mesa da refeição que serviu para os seus componentes recuperarem energias, pois a procissão ainda ía no adro… da festa do Ano Novo Chinês!

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