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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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TOCADORES DE CONCERTINA LEVARAM ALEGRIA MINHOTA A ENCONTRO NA AMADORA

A cidade da Amadora recebeu ontem mais um encontro de tocadores de concertina organizado pelo Rancho Folclórico Alegria do Minho, sediado naquele concelho dos arredores de Lisboa.

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A festa realizou-se na Sede daquele agrupamento folclórico minhoto, no antigo edifício da EPAL, Jardim das Águas Livres, localizado na Freguesia da Mina de Água, e juntou vários grupos de tocadores de concertina. E, assim, à boa maneira minhota, cantaram e dançaram ao ritmo das mais belas rapsódias do nosso folclore porque onde há minhotos há festa: há Alegria do Minho!

Fotos: Manuel Santos

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DR DANIEL CAFÉ VAI A LOURES FALAR ACERCA DA ELABORAÇÃO DO PROCESSO TÉCNICO DOS RANCHOS FOLCLÓRICOS

A pedido do Rancho Folclórico Verde Minho, o Presidente da Federação do Folclore Português vai a Loures proferir uma palestra subordinada ao tema “Ranchos Folclóricos: Elaboração do Processo Técnico”. A iniciativa tem lugar no próximo dia 21 de Outubro, pelas 15 horas, no auditório do Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte.

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A conferência, especialmente dirigida a todos os grupos folclóricos da região da grande Lisboa e a todos quantos se interessam pela temática do folclore, é aberta ao público em geral e deverá contar com a presença de representantes da área cultural da Câmara Municipal de Loures.

Trata-se de uma excelente oportunidade para os grupos folclóricos sediados na região, esclarecerem diversos aspectos relacionados nomeadamente com a elaboração do processo técnico.

O Palácio doa Marqueses da Praia e Monforte encontra-se instalado junto ao Parque da Cidade e trata-se do local onde reúne a Assembleia Municipal de Loures, dispondo das melhores condições para a realização de palestras e conferências.

ELEIÇÃO DAS “7 MARAVILHAS DE PORTUGAL” RECUPERA MODELO DE CONCURSO DO ESTADO NOVO

Em 1938, o Estado Novo promoveu através do Secretariado da Propaganda Nacional, dirigido por António Ferro, o célebre concurso “A Aldeia Mais Portuguesa de Portugal que culminou com a distinção com o referido título, da aldeia de Monsanto, do concelho de Idanha-a-Nova. Foi-lhe então entregue o “Galo de Prata”, um troféu da autoria de Abel Pereira da Silva, do qual foram criadas várias réplicas, uma das quais se exibe na Torre do Relógio daquela localidade.

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O Júri era presidido por António Ferro e constituído entre outros pela sua esposa, a poetisa Fernanda de Castro, pelo musicólogo e folclorista Armando Leça, pelos etnógrafos Luís Chaves e Cardoso Marta e por Augusto Pinto, Tomás de Melo (TOM), Dr. Francisco Lage o jornalista Gustavo de Matos Sequeira.

Decorridas quase quatro décadas da sua atribuição – e mais de quatro décadas desde o fim do anterior regimes – eis que, ressalvando as devidas diferenças, um concurso promovido pelo Estado Novo serve de modelo a um concurso algo semelhante de igual modo destinado a “promover a identidade nacional”, beneficiando do entusiasmo e participação dos portugueses. Trata-se da eleição das “7 Maravilhas de Portugal” nas categorias Aldeias-Monumento, Aldeias de Mar, Aldeias Ribeirnhas, Aldeias Rurais, Aldeias Remotas, Aldeias Autênticas e Aldeias em Áreas Protegidas. Uma iniciativa da RTP que conta com o apoio institucional das mais diversas entidades oficiais, mormente ligadas ao Turismo e ao próprio Governo.

Sem colocar em causa o mérito da iniciativa, limitamo-nos a constatar que, não raras as vezes, a História prega-nos verdadeiras partidas…

As fotos que reproduzimos pertencem ao Arquivo Municipal de Lisboa e registam o acto de entrega do “Galo de Prata”, representativo do prémio “Aldeia mais Portuguesa de Portugal”, aos representantes da Aldeia de Monsanto, do Concelho de Idanha-a-Nova, em cerimónia que conta com a presenta das mais elevadas individualidades do Estado à época, incluindo o Presidente do Conselho de Ministros, Prof. Doutor António de Oliveira Salazar.

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CARTAZ DO MUNICÍPIO DE PONTE DA BARCA PLAGIADO PELA CASA DA CULTURA DE VIDAGO

Correcção a anterior notícia em que erradamente imputámos a responsabilidade a um dos grupos folclóricos participantes, lapso pelo qual nos penitenciamos

Um cartaz produzido pela Câmara Municipal de Ponte da Barca alusivo à iniciativa “Folclore na Praça” foi recentemente plagiado pela Casa da Cultura de Vidago, no concelho de Chaves, para promoção de um festival que ontem se realizou naquela localidade.

O plágio vai ao ponto de manter intocáveis os trajes e outras referências etnográficas à nossa região e envolve diversos patrocinadores entre os quais se inclui o próprio INATEL.

Reproduzimos seguidamente o cartaz original de Ponte da Barca e o cartaz que constitui o plágio daquele.

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FOLKLOURES’18 JÁ MEXE!

A edição do próximo ano do FolkLoures – Encontro de Culturas está programada para decorrer entre os dias 30 de Junho e 7 de Julho do próximo ano.

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A organização do evento tem já assegurada a maioria dos participantes, incluindo a representação de uma comunidade imigrante estrangeira. Também a palestra a ter lugar no dia de abertura já se encontra definida, esperando o BLOGUE DO MINHO poder avançar em breve com a divulgação de novidades em relação ao programa.

O FolkLoures’18 é uma iniciativa do Rancho Folclórico Verde Minho que conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures e de diversos órgãos de comunicação social de âmbito nacional e regional.

BARCELOS EXPÕE SOBRE O TRAJE E A FORMA DE TRAJAR

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A Rusga de São Vicente de Braga - Grupo Etnográfico do Baixo Minho e a Câmara Municipal de Barcelos, inauguram amanhã, sexta-feira, dia 21, pelas 21h:30, no Salão Nobre dos Paços do concelho, sito no Largo do Município, a exposição "O Trajo e o Trajar Popular no Baixo Minho - finais do século XIX, primeiras décadas do século XX".

Esta exposição, integra-se no âmbito do programa cultural paralelo da "Feira de Artesanato", promovida pelo município barcelense.

A reposição desta exposição no 'Salão Nobre' dos Paços do concelho, passados que são 10 anos, após a realização da 1ª edição, surge após, a realização da - também ela bem sucedida -, exposição dos "Lenços de Amor, versos à Mãe", levada a efeito no Posto de Turismo daquela cidade, no passado mês de maio.

O regresso deste projeto expositivo a Barcelos, é a consumação de um desejo, em resposta ao interesse manifestado pelos responsáveis do movimento associativo folclórico barcelense. Refira-se a propósito, que esta mostra, conta com uma significativa colaboração, ao nível de cedência de peças, do pujante movimento cultural etnográfico do concelho de Barcelos.

Esta exposição, que agora volta a um dos seus primeiros locais, da sua já longa itinerância, viajou já pelos principais concelhos que compõe a região geo-etnográfica Baixo-minhota, nomeadamente; Braga, Guimarães, Vila Verde, Barcelos, Amares, V. N. de Famalicão, Povoa de Lanhoso, entre outros. Paralelamente, parcelas temáticas da mesma, foram requisitadas por museus, escolas, juntas de freguesia, centros comerciais e outros espaços afins, quer a nível local, nacional e internacional.

Passados estes anos, entendemos que, os propósitos que nos levaram a empreender este projeto expositivo, permanecem válidos​. Do catálogo da exposição então publicado, transcrevemos uma pequena parcela de um dos textos: “Sendo o Trajo há muito considerado “património material”, um outro objectivo desta exposição é o de o elevar à categoria de “património imaterial” – à luz de um conceito mais abrangente e hodierno de “património”… por forma a responsabilizar a promoção deste património que é de todos.”.

FAFE REALIZA FESTIVAL DE FOLCLORE

XXXIII Festival Nacional e Internacional de Folclore de Fafe. Encontro decorre dia 29 de Julho

O Grupo Folclórico da Casa do Povo de Arões promove, no sábado, 29 de Julho, o XXXIII Festival Nacional e Internacional de Folclore de Fafe, iniciativa que conta com o apoio do Município.

O encontro terá lugar na Praça 25 de Abril (em cima da Arcada) e vai reunir a actuação de sete grupos participantes: de Fafe, Abrantes - Santarém, Aveiro – Santa Maria da Feira, Ponte da Barca, Matosinhos, Chile e Guimarães.

O início da actuação dos grupos está marcado para as 21h00, sendo antecedida de um jantar e de uma sessão solene na Câmara Municipal de Fafe, com a entrega de lembranças aos grupos e convidados.

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FESTA DO VINHO JUNTA MINHOTOS EM LOURES

Iniciativa do Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho

Os minhotos que residem na região de Lisboa vão no próximo dia 9 de Setembro participar nas vindimas e, após o almoço, na pisa das uvas à moda antiga, ao som da concertina e ao ritmo do bombo. Trata-se de uma organização do Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho a ter lugar no antigo Lagar da Quinta de Fernandares, em São Tiago dos Velhos, situada no concelho de Loures.CapturarNovoVindima.PNG

Esta é uma iniciativa inédita no âmbito do regionalismo e da divulgação do folclore na região de Lisboa e está já a despertar enorme curiosidade e interesse sobretudo por parte dos minhotos que ali vivem, mas também das gentes saloias daquela região.

Os participantes vão poder experimentar a sensação única da prensagem da uva com os pés, tal como outrora se fazia em todos os lagares da nossa região. A pisa das uvas constitui uma tradição milenar que se perde nos tempos com vista ao seu esmagamento a fim de dar início ao processo de fermentação.

Com os pés se esmaga as uvas e quebra a casca sem, no entanto, quebrar as sementes, método que sendo mais demorado do que o recurso à prensa, proporciona um maior contacto com a casca e, consequentemente, a possibilidade de extrair mais cor, aromas e sabores, conferindo aos vinhos assim produzidos uma qualidade superior.

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MINHOTOS LEVAM TRADIÇÕES A ANDORRA

Iguarias portuguesas, artesanato e folclore na quarta edição do Feirão em Andorra

A capital do Principado de Andorra acolheu ontem domingo a quarta edição do mercado tradicional “O Feirão” uma iniciativa do Grupo de Folclore ‘Casa de Portugal’.

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A partir das 10h a Plaça Guillemó de Andorra la Vella transformou-se numa feira rural com cinco zonas destinadas ao artesanato, gastronomia e produtos hortícolas.

Os visitantes ao Feirão puderam apreciar o artesanato português formado por bordados e cerâmica, saborear os licores e doces típicos e apreciar o azeite transmontano e os enchidos do Minho.

Um dos pontos com mais visitas por parte do público foi o stand com produtos do campo, um autêntico jardim de sabores que contou também com animais do galinheiro.

A “tasca” foi o ponto de encontro de conversas e degustação de iguarias lusitanas que os elementos do Grupo prepararam para a ocasião: pataniscas e bolinhos de bacalhau, rissóis, bifanas, moelinhas e feijoada, tudo acompanhado com vinho verde para delírio dos assistentes.

A nota musical esteve a cargo da tocata do Grupo que amenizou o Feirão e durante toda a manhã os elementos presentearam o público assistente com danças do seu repertório e convidando-os a dançar o Vira Geral.

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MINHOTOS LEVAM FOLCLORE À RIBEIRA DA LAGE EM OEIRAS

Ponte da Barca levou ao festival o Rancho Folclórico Paço Vedro Magalhães

Acabou há instantes na localidade da Lage, no concelho de Oeiras, o 39º Festival de Folclore organizado pelo Rancho Folclórico “Os Minhotos” da Ribeira da Lage, um dos grupos folclóricos minhotos da região de Lisboa que se vem distinguindo pelo seu crescente dinamismo.

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A pequena localidade, pertencente à Freguesia de Porto Salvo, despertou ao som das concertinas e do rufar dos bombos, à boa maneira das festas e romarias da nossa região.

Neste festival, cada vez mais concorrido de público, participaram o Grupo de Danças e Cantares de Cabeça Santa – Penafiel; o Grupo de Danças e Cantares da Chamusca e Ribatejo – Chamusca e o Rancho Folclórico Paço Vedro Magalhães – Ponte da Barca, além naturalmente do anfitrião Rancho Folclórico “Os Minhotos” da Ribeira da Lage – Oeiras.

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A iniciativa que decorreu no Centro Cultural da Ribeira da Lage contou com a presença da Drª Eduarda Conceição em representação da Câmara Municipal de Oeiras e ainda do Presidente da Junta de Freguesia de Porto Salvo, Dr. Dias Antunes.

O festival iniciou-se com a realização de um pequeno desfile pelas ruas mais próximas do referido Centro Cultural, após o qual passaram pelo palco sob o aplauso entusiasmado do público. E, após uma breve cerimónia formal de entrega de lembranças aos grupos participantes, na qual também o BLOGUE DO MINHO foi distinguido, teve lugar a exibição em palco dos grupos folclóricos. E, como manda a tradição, este ano foi rifado um pato.

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Anos após ano, “Os Minhotos” da Ribeira da Lage vêm melhorando o seu desempenho no que respeita à forma como representam o nosso folclore e ainda à organização do seu próprio festival, registando cada vez uma maior afluência de público. E, para surpresa geral, apresenta-se de uma forma condigna que em nada desmerece muitos dos melhores grupos do Minho. Afinal de contas, “Os Minhotos” da Ribeira da Lage também são minhotos e, como tal, conhecem bem as suas próprias tradições e não deixam por mãos alheias os seus créditos na arte de bem cantar e dançar à moda do Minho!

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GRUPO ETNOGRÁFICO DA AREOSA VENCE GRANDE PRÉMIO EM FESTIVAL NA LITUÂNIA

O Grande Prémio do VII Festival Flower of the Sun que decorreu durante 6 dias em Šiauliai, na Lituânia, foi atribuído ao Grupo Etnográfico de Areosa (GEA), de Viana do Castelo, Portugal.

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O certame reuniu grupos de 12 países: Brasil, EUA, Polónia, Finlândia, Letónia, Portugal, Ucrânia, Turquia, Rússia, Índia, Eslováquia e Lituânia (4 grupos), sendo que os EUA, o Brasil e Portugal se apresentaram pela primeira vez.

Contudo, este não foi o único prémio atribuído ao grupo português: no terceiro dia do Festival os músicos do Grupo Etnográfico de Areosa venceram o primeiro prémio na categoria de Melhor Agrupamento Instrumental, no quarto dia, o Grupo venceu na categoria de Melhor Grupo de Dança Tradicional e no sexto e último dia do festival, para além de ser distinguido com a honra de o encerrar, recebeu com surpresa o Grande Prémio Final.

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O presidente do Grupo Etnográfico de Areosa, Alberto Rego, referiu que todo o agrupamento viveu dias empolgantes na Lituânia, onde encontraram uma população que sempre dedicou aos portugueses gestos de simpatia e uma enorme curiosidade por saberem mais sobre o folclore português e, em especial, sobre o traje à vianesa.  

Em comunicado, o Festival declarou que o GEA foi um dos mais ativos, alegres e cativantes grupos do Festival, e que o público sempre aplaudiu efusivamente este agrupamento a quem reconheceu a fidelidade às tradições, mas também uma enorme simpatia e jovialidade.

Recorda-se que este é já o segundo grande prémio internacional arrecadado pelo Grupo Etnográfico de Areosa, que este ano comemorou 51 anos, uma vez que, no ano 2000, o GEA também foi o primeiro classificado no Festival Città di Agrigento, em Itália.

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FESTA DO VINHO É FESTA DO MINHO

Iniciativa do Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho

Os minhotos que residem na região de Lisboa vão no próximo dia 9 de Setembro participar nas vindimas e, após o almoço, na pisa das uvas à moda antiga, ao som da concertina e ao ritmo do bombo. Trata-se de uma organização conjunta do Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho e da Quinta das Carrafouchas, situada no concelho de Loures.

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Esta é uma iniciativa inédita no âmbito do regionalismo e da divulgação do folclore na região de Lisboa e está já a despertar enorme curiosidade e interesse sobretudo por parte dos minhotos que ali vivem, mas também das gentes saloias daquela região.

Os participantes vão poder experimentar a sensação única da prensagem da uva com os pés, tal como outrora se fazia em todos os lagares da nossa região. A pisa das uvas constitui uma tradição milenar que se perde nos tempos com vista ao seu esmagamento a fim de dar início ao processo de fermentação.

Com os pés se esmaga as uvas e quebra a casca sem, no entanto, quebrar as sementes, método que sendo mais demorado do que o recurso à prensa, proporciona um maior contacto com a casca e, consequentemente, a possibilidade de extrair mais cor, aromas e sabores, conferindo aos vinhos assim produzidos uma qualidade superior.

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A Quinta das Carrafouchas onde vai ter lugar a Festa do Vinho situada em A-das-Lebres, Freguesia de Santo Antão do Tojal. O solar é um dos exemplares do período Barroco existentes no Concelho de Loures. Foi em 8 de Abril de 1872 comprada ao Marquês de Valada por Joaquim Franco Cannas, permanecendo na família até aos dias de hoje.

Anne de Stoop, na sua obra “Quintas e Palácios dos Arredores de Lisboa”, descreve a Casa e Quinta das Carrafouchas nos seguintes termos:

“Não existe qualquer documento que nos permita retraçar a história da Casa das Carrafouchas, construída no principio do séc. XVIII. Da sua história só reza a estadia de Junot ali. No dia 8 de Abril de 1879, a propriedade é comprada ao Marquês de Valada por Joaquim Franco Cannas, mantendo-se na sua família até ao presente. Ela pertence actualmente a D. Maria Veneranda Cannas Henriques da Silva.

Este solar constitui um belíssimo exemplo da construção que podemos encontrar tanto no Norte como no Sul de Portugal. Neste tipo de casa, construída segundo uma concepção frontal, a fachada desenhada com cuidado desenvolve-se no sentido do comprimento. Os três elementos distintos, constituídos pela capela, a residência e o muro do pátio, fechado por um portal armoriado, são aí integrados num mesmo conjunto. As capelas são em geral pouco postas em evidência durante a primeira metade do século XVIII, ocupando simplesmente a extremidade da fachada. É este o caso, dado que a capela fica mesmo 

subordinada à cornija situada no prolongamento da casa, apenas se distinguindo desta por um pequeno campanário e por um frontão trabalhado. A sua fachada, na qual se inscreve a data de 1714, possui a sobriedade do século anterior, de que é exemplo a parte residencial, pontuada por largas pilastras e pelo alinhamento das janelas de sacadas com uma cornija. O enorme muro, com o seu portal armoriado, que dá acesso ao pátio, é prolongado pelo muro dos anexos.

Muito portuguesa na sua arquitectura, esta casa é-o também pela predominância dada à decoração interior da capela, sobre a da habitação. Dedicado a Nossa Senhora do Monte do Carmo, este local de oração constitui uma verdadeira jóia, onde se encontram, associados à portuguesa, talhas douradas, embutidos de mármore policromos, frescos vermelhos e dourados, e azulejos azuis e brancos. O conjunto é contudo muito homogéneo, graças ao «leitmotiv» bidimensional mas muito dinâmico, formado pelos enrolamentos e volutas de folhagem. A semelhança de tratamento destes materiais explica-se pelos laços que existem entre os diferentes corpos de ofícios que se inspiravam, na maior parte das vezes, nos registos destes mesmos decoradores.

Assim, o marchetador que executou o altar foi capaz de imitar na perfeição sobre a madeira os mosaicos florentinos em mármore semelhantes aos da vizinha Igreja Matriz de Loures, terminados em 1716 (1). Do mesmo modo, o fresquista pintou opulentas volutas no tecto, associadas à gramática ornamental pós-renascentista, com cornucópias de flores, frutos e mascarões. Em seis grandes carteias encontram-se representadas invocações à Virgem (2). No centro, à maneira das alminhas populares, talvez da autoria de José Ferreira de Araújo, encontra-se uma poética Nossa Senhora do Monte do Carmo, intercedendo pela salvação dos condenados ao fogo eterno (3). Quanto ao pintor de azulejos, cuja corporação era considerada como mais inovadora, nota-se todavia que este conservou nas cercaduras as tradicionais volutas onde folgam querubins. Em contrapartida, as cenas representadas relevam de uma nova estética. 

Os episódios da vida da Virgem (4), verdadeiros quadros, destacam-.se dos fundos arquitectónicos, abrindo-se sobre um espaço agora de três dimensões. Ao mesmo tempo, as diferentes cenas ilustram um mundo familiar longínquo dos austeros padrões do século anterior. A Natividade e a Adoração dos Magos são particularmente pitorescas, com pastores radiantes de alegria oferecendo os seus rústicos presentes ou os Reis Magos e os seus pretinhos acompanhados de camelos, evocando de algum modo os famosos cortejos de girafas das tapeçarias peçarias tecidas em Tournai no século XVI, depois das descobertas portuguesas. O cuidado no pormenor, a justeza das fisionomias, um certo ar terno e recolhido permitiriam atribuir estes azulejos ao mestre P.M.P.

Tal como a capela, o pátio constitui um espaço privilegiado, cercado por anexos de tectos múltiplos, alegrado pelo espantoso desenho geométrico do empedrado preto e branco e refrescado pela existência de uma fonte. O terraço que o domina foi decorado depois da capela, por volta de 1740, com três monumentais painéis de azulejos, que representam cenas de caça, no estilo das de Bartolomeu Antunes. Ali, cavaleiros e montadas perseguindo o touro, o cervo e o javali, possuem um desenho particularmente plástico.

O jardim reserva-nos nova surpresa, com o seu grande lago em meia-lua, adossado a três muros de um branco efuziante orlado de ocre, encimados por bolbos, pináculos que não deixam de ter vagas reminiscências árabes. Aqui os azulejos servem para enquadrar arquitectonica-mente nichos de largas cercaduras barrocas que, acima dos bancos de pedra, enquadram graciosas figuras alegóricas representando as Quatro Estações. Este tema bucólico, muito apreciado, alegra frequentemente os salões e os ter-raços, tal como na Quinta Grande na Damaia, onde as Quatro Estações possuem um porte de.elegância idêntica. Desenhada com muita delicadeza e cuidado, esta decoração poderia ser atribuída, quem sabe, a Nicolau de Freitas, por volta de 1740. Na grutazinha  central, o murmúrio da fonte parece juntar-se ao das galantes personagens de azulejos que devaneiam sob as frondosidades (5). 

(1) Os mosaicos de mármore da Igreja Matriz de Loures foram executados por Manuel Francisco Botelho entre 1696 eá716

(2) A Lua, o Sol, o poço, o espelho da justiça, a torre de marfim.

(3) O menino Jesus, os anjinhos e dois condenados sustentam na mão um emblema do Monte Carmo.

(4) A Educação da Virgem, a Apresentação no Templo, o Casamento da Virgem, o Nascimento de Jesus, a Adoração dos Magos, Fuga para o Egipto, Sagrada Família. É interessante comparar os azulejos com os quatro quadros da capela, representando o casamento da Virgem, a Anunciação, a Natividade e a Visitação.

(5) Nos jardins, apesar de ter desaparecido o miradouro do século XVIII decorado de azulejos, ainda ficou uma linda rotunda encimada de um lanternirn que abriga uma fonte.”

Fonte: Anne de Stoop. Quintas e Palácios dos Arredores de Lisboa. Livraria Civilização Editora. 1986

VIANENSES RECRIAM EM CASTELO DE NEIVA LANÇAMENTO DA JANGADA

O Grupo Folclórico e Etnográfico de Castelo do Neiva recriou no passado dia 1 de julho o tradicional lançamento da jangada, um costume que se relaciona com as suas práticas sargaceiras.

A iniciativa decorreu no âmbito do Festival de Folclore de Castelo do Neiva que teve lugar na Praia de Castelo do Castelo do Neiva.

Fotos: Grupo Folclórico e Etnográfico de Castelo do Neiva

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“Na mesma província do Minho, á beira mar, o fato simples usado pelos jangadeiros d’Anha, emparceira admiravelmente com a rudeza semi-selvagem do vestuário das castrejas.

É muito característico o tipo destes lavradores-marinheiros, que nas costas do norte, principalmente junto a Viana do Castelo, e, por todo o litoral desde Montedor até à costa do sul do Lima, no local denominado Anha, se aventuram ao mar, a fim de colher o sargaço, moliço ou limos, como lhe chamam, com que vão depois fertilizar as suas terras navegando sobre frageis jangadas, formadas por oito troncos de madeira muito leves ligadas a maneira de estrado, tendo lateralmente duas taboas dispostas em forma de borda falsa: os troncos das bordas são mais compridos, e, levantam em forma de rabo d’arado.

Vestem unicamente uma espécie de sobrecasaca de lã grossa e forte, o que chamam branqueta, presa com um cinto e abotoada na frente, uma carapuça vermelha ou um chapéo preto de grandes abas completam tão singular vestimenta.”

Mesquita de Figueiredo

MINHOTOS EM LISBOA DIVULGAM NA FIA ROMARIA DA SENHORA D’AGONIA

VianaFestas foi à Feira Internacional de Artesanato (FIA) divulgar a próxima edição da Romaria de Nossa Senhora d’Agonia, em Viana do Castelo. E, porque “Somos Todos Romaria”, os minhotos radicados na região de Lisboa associaram-se à festa e rumaram aos pavilhões da FIL para colaborar na divulgação de uma das mais imponentes romarias do Minho e de Portugal.

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O Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho e, consigo muitos dos minhotos que residem em Lisboa, encontram-se neste momento na FIA para, juntamente com a VianaFestas, darem a conhecer aos milhares de visitantes deste certame a grandiosidade, alegria e colorido da romaria de Viana do Castelo, a grande festa do Minho. E, como não podia deixar de suceder, também Laura Rua, componente deste grupo folclórico e mordoma escolhida para figurar no cartaz oficial da romaria deste ano, esteve presente com o seu traje da Areosa, precisamente o que exibe na imagem do cartaz.

Fotos: Manuel Santos

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MINHOTOS REALIZAM EM LOURES FESTA DO VINHO

Iniciativa do Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho

Os minhotos que residem na região de Lisboa vão no próximo dia 9 de Setembro participar nas vindimas e, após o almoço, na pisa das uvas à moda antiga, ao som da concertina e ao ritmo do bombo. Trata-se de uma organização conjunta do Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho e da Quinta das Carrafouchas, situada no concelho de Loures.

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Esta é uma iniciativa inédita no âmbito do regionalismo e da divulgação do folclore na região de Lisboa e está já a despertar enorme curiosidade e interesse sobretudo por parte dos minhotos que ali vivem, mas também das gentes saloias daquela região.

Os participantes vão poder experimentar a sensação única da prensagem da uva com os pés, tal como outrora se fazia em todos os lagares da nossa região. A pisa das uvas constitui uma tradição milenar que se perde nos tempos com vista ao seu esmagamento a fim de dar início ao processo de fermentação.

Com os pés se esmaga as uvas e quebra a casca sem, no entanto, quebrar as sementes, método que sendo mais demorado do que o recurso à prensa, proporciona um maior contacto com a casca e, consequentemente, a possibilidade de extrair mais cor, aromas e sabores, conferindo aos vinhos assim produzidos uma qualidade superior.

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A Quinta das Carrafouchas onde vai ter lugar a Festa do Vinho situada em A-das-Lebres, Freguesia de Santo Antão do Tojal. O solar é um dos exemplares do período Barroco existentes no Concelho de Loures. Foi em 8 de Abril de 1872 comprada ao Marquês de Valada por Joaquim Franco Cannas, permanecendo na família até aos dias de hoje.

Anne de Stoop, na sua obra “Quintas e Palácios dos Arredores de Lisboa”, descreve a Casa e Quinta das Carrafouchas nos seguintes termos:

“Não existe qualquer documento que nos permita retraçar a história da Casa das Carrafouchas, construída no principio do séc. XVIII. Da sua história só reza a estadia de Junot ali. No dia 8 de Abril de 1879, a propriedade é comprada ao Marquês de Valada por Joaquim Franco Cannas, mantendo-se na sua família até ao presente. Ela pertence actualmente a D. Maria Veneranda Cannas Henriques da Silva.

Este solar constitui um belíssimo exemplo da construção que podemos encontrar tanto no Norte como no Sul de Portugal. Neste tipo de casa, construída segundo uma concepção frontal, a fachada desenhada com cuidado desenvolve-se no sentido do comprimento. Os três elementos distintos, constituídos pela capela, a residência e o muro do pátio, fechado por um portal armoriado, são aí integrados num mesmo conjunto. As capelas são em geral pouco postas em evidência durante a primeira metade do século XVIII, ocupando simplesmente a extremidade da fachada. É este o caso, dado que a capela fica mesmo 

subordinada à cornija situada no prolongamento da casa, apenas se distinguindo desta por um pequeno campanário e por um frontão trabalhado. A sua fachada, na qual se inscreve a data de 1714, possui a sobriedade do século anterior, de que é exemplo a parte residencial, pontuada por largas pilastras e pelo alinhamento das janelas de sacadas com uma cornija. O enorme muro, com o seu portal armoriado, que dá acesso ao pátio, é prolongado pelo muro dos anexos.

Muito portuguesa na sua arquitectura, esta casa é-o também pela predominância dada à decoração interior da capela, sobre a da habitação. Dedicado a Nossa Senhora do Monte do Carmo, este local de oração constitui uma verdadeira jóia, onde se encontram, associados à portuguesa, talhas douradas, embutidos de mármore policromos, frescos vermelhos e dourados, e azulejos azuis e brancos. O conjunto é contudo muito homogéneo, graças ao «leitmotiv» bidimensional mas muito dinâmico, formado pelos enrolamentos e volutas de folhagem. A semelhança de tratamento destes materiais explica-se pelos laços que existem entre os diferentes corpos de ofícios que se inspiravam, na maior parte das vezes, nos registos destes mesmos decoradores.

Assim, o marchetador que executou o altar foi capaz de imitar na perfeição sobre a madeira os mosaicos florentinos em mármore semelhantes aos da vizinha Igreja Matriz de Loures, terminados em 1716 (1). Do mesmo modo, o fresquista pintou opulentas volutas no tecto, associadas à gramática ornamental pós-renascentista, com cornucópias de flores, frutos e mascarões. Em seis grandes carteias encontram-se representadas invocações à Virgem (2). No centro, à maneira das alminhas populares, talvez da autoria de José Ferreira de Araújo, encontra-se uma poética Nossa Senhora do Monte do Carmo, intercedendo pela salvação dos condenados ao fogo eterno (3). Quanto ao pintor de azulejos, cuja corporação era considerada como mais inovadora, nota-se todavia que este conservou nas cercaduras as tradicionais volutas onde folgam querubins. Em contrapartida, as cenas representadas relevam de uma nova estética. 

Os episódios da vida da Virgem (4), verdadeiros quadros, destacam-.se dos fundos arquitectónicos, abrindo-se sobre um espaço agora de três dimensões. Ao mesmo tempo, as diferentes cenas ilustram um mundo familiar longínquo dos austeros padrões do século anterior. A Natividade e a Adoração dos Magos são particularmente pitorescas, com pastores radiantes de alegria oferecendo os seus rústicos presentes ou os Reis Magos e os seus pretinhos acompanhados de camelos, evocando de algum modo os famosos cortejos de girafas das tapeçarias peçarias tecidas em Tournai no século XVI, depois das descobertas portuguesas. O cuidado no pormenor, a justeza das fisionomias, um certo ar terno e recolhido permitiriam atribuir estes azulejos ao mestre P.M.P.

Tal como a capela, o pátio constitui um espaço privilegiado, cercado por anexos de tectos múltiplos, alegrado pelo espantoso desenho geométrico do empedrado preto e branco e refrescado pela existência de uma fonte. O terraço que o domina foi decorado depois da capela, por volta de 1740, com três monumentais painéis de azulejos, que representam cenas de caça, no estilo das de Bartolomeu Antunes. Ali, cavaleiros e montadas perseguindo o touro, o cervo e o javali, possuem um desenho particularmente plástico.

O jardim reserva-nos nova surpresa, com o seu grande lago em meia-lua, adossado a três muros de um branco efuziante orlado de ocre, encimados por bolbos, pináculos que não deixam de ter vagas reminiscências árabes. Aqui os azulejos servem para enquadrar arquitectonica-mente nichos de largas cercaduras barrocas que, acima dos bancos de pedra, enquadram graciosas figuras alegóricas representando as Quatro Estações. Este tema bucólico, muito apreciado, alegra frequentemente os salões e os ter-raços, tal como na Quinta Grande na Damaia, onde as Quatro Estações possuem um porte de.elegância idêntica. Desenhada com muita delicadeza e cuidado, esta decoração poderia ser atribuída, quem sabe, a Nicolau de Freitas, por volta de 1740. Na grutazinha  central, o murmúrio da fonte parece juntar-se ao das galantes personagens de azulejos que devaneiam sob as frondosidades (5). 

(1) Os mosaicos de mármore da Igreja Matriz de Loures foram executados por Manuel Francisco Botelho entre 1696 eá716

(2) A Lua, o Sol, o poço, o espelho da justiça, a torre de marfim.

(3) O menino Jesus, os anjinhos e dois condenados sustentam na mão um emblema do Monte Carmo.

(4) A Educação da Virgem, a Apresentação no Templo, o Casamento da Virgem, o Nascimento de Jesus, a Adoração dos Magos, Fuga para o Egipto, Sagrada Família. É interessante comparar os azulejos com os quatro quadros da capela, representando o casamento da Virgem, a Anunciação, a Natividade e a Visitação.

(5) Nos jardins, apesar de ter desaparecido o miradouro do século XVIII decorado de azulejos, ainda ficou uma linda rotunda encimada de um lanternirn que abriga uma fonte.”

Fonte: Anne de Stoop. Quintas e Palácios dos Arredores de Lisboa. Livraria Civilização Editora. 1986

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FOLKLOURES’17: MINHOTOS FAZEM DE LOURES CAPITAL DO FOLCLORE ÀS PORTAS DE LISBOA

Organização do Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures

A edição deste ano do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas culminou ontem com a realização no Parque da Cidade, em Loures, de um grandioso espectáculo da nossa cultura tradicional e das comunidades imigrantes que este ano marcaram a sua presença através de representações do Brasil e da Moldávia.

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Uma nota digna de registo foi a participação do cante alentejano, através do Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo, um dos mais lídimos representantes desta forma de expressão folclórica que, de forma incompreensível, é frequentemente discriminada em relação aos espectáculos de danças, vulgo festivais de folklore.

Desde a cerimónia de recepção aos grupos convidados que teve lugar no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, estiveram presentes o vereador da Câmara Municipal de Loures, Dr. António Guilherme e diversos membros de juntas de freguesia. Por seu turno, também a Federação do Folclore Português fez-se representar na pessoa do sr. Joaquim Pinto, Conselheiro Técnico da Região do Alto Minho.

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Após o desfile de grupos participantes, o espectáculo teve lugar em palco tendo como cenário a réplica da fachada das ruínas da Igreja de S. Paulo, em Macau, tendo beneficiado das excelentes condições atmosféricas que se fizeram sentir.

Perante a participação entusiasmada do numeroso público, participaram na edição deste ano do FolkLoures o Grupo de Bombos Os Baionenses; o grupo da Associação Tira-me da Rua (ATR) – Brasil; a Associatia Miorita Portugalia – Moldávia; Grupo Coral Os Ceifeiros de Cuba - Baixo Alentejo; Grupo Folclórico “O Cancioneiro de Ovar” – Beira Litoral; Grupo Etnográfico Danças e Cantares da Nazaré – Estremadura; Rancho da União Cultural e Folclórica da Bobadela – Estremadura / Região Saloia e, naturalmente, o anfitrião Gupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho – Minho. O espectáculo encerrou com a realização de uma sessão de fogo-de-artifício que iluminou os céus no concelho de Loures.

Aos grupos e entidades participantes foram oferecidas peças de artesanato tradicional como lembranças, valorizando desse modo o trabalho artístico dos nossos artesãos. Refira-se que desde há algum tempo, o nosso artesanato tem sido preterido devido ao recurso a peças acrílicas e outras criações que nada têm a ver com o nosso folclore.

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A realização do FolkLoures’17 – Encontro de Culturas nos moldes em que está a ser efectuado, com o seu formato actual, está a projectar Loures como um palco privilegiado do folclore de Portugal e do Mundo, através de exposições, conferências e de um espectáculo que reúne o que de melhor existe na cultura tradicional do povo português e das comunidades imigrantes.

Entretanto, a organização do FolkLoures iniciou já os preparativos para a realização da edição de 2018, tendo inclusivamente já garantida uma representação de uma comunidade imigrante, esperando-se que o programa fique fechado até ao final deste ano.

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Para o próximo dia 9 de Setembro, o Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho tem em preparação a realização na Quinta das Carrafouchas da Festa do Vinho, um espectáculo de cariz etnográfico que incluirá a pisa das uvas no lagar à moda antiga, ao som da concertina e ao ritmo do bombo. Trata-se de uma organização conjunta do Grupo Folclórico e Etnográfico Verde Minho e da Quinta das Carrafouchas, situada no concelho de Loures.

Esta é uma iniciativa inédita no âmbito do regionalismo e da divulgação do folclore na região de Lisboa e está já a despertar enorme curiosidade e interesse sobretudo por parte dos minhotos que ali vivem, mas também das gentes saloias daquela região.

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Os participantes vão poder experimentar a sensação única da prensagem da uva com os pés, tal como outrora se fazia em todos os lagares da nossa região. A pisa das uvas constitui uma tradição milenar que se perde nos tempos com vista ao seu esmagamento a fim de dar início ao processo de fermentação.

Com os pés se esmaga as uvas e quebra a casca sem, no entanto, quebrar as sementes, método que sendo mais demorado do que o recurso à prensa, proporciona um maior contacto com a casca e, consequentemente, a possibilidade de extrair mais cor, aromas e sabores, conferindo aos vinhos assim produzidos uma qualidade superior.

A Quinta das Carrafouchas onde vai ter lugar a Festa do Vinho situada em A-das-Lebres, Freguesia de Santo Antão do Tojal. O solar é um dos exemplares do período Barroco existentes no Concelho de Loures. Foi em 8 de Abril de 1872 comprada ao Marquês de Valada por Joaquim Franco Cannas, permanecendo na família até aos dias de hoje.

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