Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

CERVEIRA PREPARA-SE PARA CONTROLAR OCORRÊNCIA DE FOGOS

Cerveira participa no Alto Minho Trex 2017 - Training Exchanges

Evento pioneiro na Europa no âmbito do fogo controlado, o ‘Alto Minho TREX – Training Exchanges – sobre metodologias inovadoras no uso do fogo’ está a decorrer, até à próxima sexta-feira, no distrito de Viana do Castelo. Em Vila Nova de Cerveira está programada uma ação prática de fogo controlado para esta quarta-feira, 22 de novembro, ao longo de uma área florestal de cerca de 38ha.

Maquina Rastos cerveira 3

A iniciativa ‘Alto Minho TREX’, promovida no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, pretende promover a divulgação, intercâmbio e capacitação técnica dos operacionais envolvidos no uso do fogo. Integrado no projeto da CIM “Protec|Georisk: Alto Minho 2020” (apoiado pelo PO SEUR), este evento conta com a colaboração de especialistas da conceituada organização “TheNatureConservancy”.

Para além do uso do fogo, os técnicos oriundos de Portugal, Espanha, Brasil, EUA e Canadá, reunidos durante 7 dias em regime de internato no Centro de Educação e Interpretação Ambiental da Paisagem Protegida de Corno do Bico, em Paredes de Coura, abordarão temas como a ecologia do fogo, organização e gestão de incidentes (ICS/IMT) e gestão do fumo e seus impactos.

O evento arrancou no passado sábado com um workshop, no qual oradores nacionais e estrangeiros, apresentaram diversos pontos de vista e experiências inovadoras no contexto europeu. Posteriormente, e até à próxima sexta-feira, estão a ser promovidas ações piloto de treino e intercâmbio de técnicas de gestão de eventos de riscos e de uso do fogo controlado em ambientes e ecossistemas diversificados dos dez municípios do Alto Minho.

No caso concreto de Vila Nova de Cerveira, esta ação está agendada para quarta-feira, dia 22 de novembro, a partir das 10h00, em parcelas situadas na União de Freguesia de Candemil e Gondar, Cornes e Sapardos, num total de 37,57 hectares. O objetivo destas ações de fogo controlado é a criação de zonas de descontinuidade que possam servir para ancoragem de incêndios, protegendo assim zonas habitacionais e florestais.

ARCOS DE VALDEVEZ APELA AO VOLUNTARIADO PARA A FLORESTAÇÃO

Câmara Municipal e Quercus promovem projeto “Florestar Voluntário”

Os recentes fogos florestais que assolaram o país e o Alto Minho trouxeram mais uma vez para a praça pública um conjunto de temas variados relacionados com a floresta.

limpezas_florestas (3)

É no seio desta discussão que surge a oportunidade de envolver os cidadãos a contribuir na inversão da trágica redução da área ocupada por floresta e dentro desta da área ocupada com a floresta de espécies autóctones.

O turismo de natureza tem cada vez mais adeptos e o interior do país, que tem vindo a beneficiar desta tendência e traz valor para as regiões. Este movimento que reconhece e valoriza a preservação ambiental, as tradições seculares e as gentes estão cada vez mais atentas aos temas ambientais e disponíveis para contribuir para a sua valorização.

É neste contexto que assenta o projeto “FLORESTAR VOLUNTÁRIO”.

Em Arcos de Valdevez serão convocados os principais atores do território, nomeadamente agentes turísticos locais, as associações culturais, sociais e desportivas, a Porta do Mezio, as escolas, os Baldios, as Juntas de Freguesia, o ICF e os próprios serviços da Câmara Municipal, para servirem de interlocutores e intermediários numa ação de reflorestação com espécies autóctones, designadamente carvalho-alvarinho (Quercus robur) e carvalho-negral (Quercus pyrenaica).

A estes interlocutores caberá a missão de sensibilizar a população para a participação cidadã nesta ação voluntaria de florestação.

Em suma, será pedido aos visitantes e residentes no território que levem um pequeno “saco com sementes” que contém informação sobre a sementeira e sejam “pequenas formigas” que espalhadas pelo território vão contribuir para o restauro, valorização e preservação da floresta de Arcos de Valdevez.

ALTO MINHO REÚNE ESPECIALISTAS EM ORDENAMENTO FLORESTAL E COMBATE AOS FOGOS

18 a 24 novembro | Paredes de Coura

campo de treino e conferência internacional sobre uso de fogo controlado com especialistas dos EUA, Canadá, Brasil, Chile, Espanha e Portugal

Paredes de Coura acolhe de 18 a 24 de novembro cerca de 100 especialistas oriundos dos Estados Unidos da América, Canadá, Brasil, Chile, Espanha e Portugal, naquela que será a primeira iniciativa na Europa e que contará com a colaboração da conceituada organização “The Nature Conservancy” para debater o tema do uso do fogo como forma de gestão e prevenção de grandes incêndios florestais.

Esta iniciativa inédita e pioneira, frequentemente realizada nos EUA, tem lugar pela primeira vez na Europa e contará com nomes como Jeremy Bailey, da The Nature Conservancy (USA),  Christian Neil Berlinck, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio – Brasil), Rui Almeida, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e Emanuel de Oliveira, analista de risco de incêndio e consultor da CIM Alto Minho, entre outros, que vão debruçar-se sobre temas como a ecologia do fogo, a organização e gestão de incidentes (ICS/IMT), bem como a gestão do fumo e dos seus impactos.

Visando aprofundar a formação dos técnicos, nacionais e estrangeiros, envolvidos no uso do fogo, os cerca de 100 especialistas, oriundos de Portugal, Espanha, Brasil, EUA e Canadá, estarão reunidos durante 7 dias em regime de internato, no CEIA, em plena Paisagem Protegida de Corno do Bico, para debater, trocar experiências e executar diversas queimas em ambientes e ecossistemas diversificados do Alto Minho. Estas ações de uso de fogo controlado, ou chamado “fogo frio”, estão já previstas nos planos de fogo controlado desenvolvidos pelos respetivos Gabinetes Técnicos Florestais de cada município que integra a CIM Alto Minho. 

Alto Minho FIRECAMP 2017

Decorrerá ainda no mesmo período o Alto Minho FIRECAMP – o maior evento nacional dedicado ao estudo dos fogos florestais no contexto dos riscos e das alterações climáticas e que constitui um espaço de excelência, onde se juntam operacionais das diversas unidades de combate e prevenção, técnicos e responsáveis políticos de vários países, para o intercâmbio de conhecimentos e técnicas.

Será uma semana dedicada ao que melhor se faz ao nível internacional na investigação, prevenção e em matéria de combate aos incêndios, tendo como tónica o uso do fogo e as alterações climáticas.

PAN QUER SUSPENDER PLANTAÇÃO DE EUCALIPTOS

PAN quer suspensão da plantação de eucaliptos até nova lei entrar em vigor

  • Nova legislação só entra em vigor em Março e até lá o risco de Eucaliptização é muito elevado
  • A moratória é urgente para garantir que as reformas da floresta já aprovadas não sejam colocadas em causa
  • A suspensão o investimento em espécies folhosas autóctones

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza apresenta hoje um projeto de lei que visa alterar o regime jurídico aplicável às ações de arborização e rearborização e que pretende impedir a plantação de eucaliptos até a entrada em vigor da nova lei.

O novo regime de arborização e rearborização estabelece a redução do eucalipto e pretende impor uma aconselhável diversificação da floresta, criando “zonas tampão” que evitem ou mitiguem tragédias como foram os incêndios de Pedrógão Grande. No entanto só se prevê a entrada em vigor da nova lei aplicável às ações de Arborização e Rearborização (Lei n.º 77/2017 de 17 de Agosto) em Março de 2018. O PAN entende que a permissão de plantação de eucaliptos até à entrada em vigor da nova lei é um erro que poderá levar a que as áreas geográficas afetadas pelos incêndios possam já estar repletas desta espécie rentável quando se tentar diversificar a floresta portuguesa.

A suspensão temporária de toda a plantação de eucaliptos incentivará ainda a plantação de espécies arbóreas folhosas autóctones com uma boa capacidade produtiva, reconhecida qualidade da madeira produzida, maior proteção e resistência à propagação de incêndios, por manterem um microclima mais fresco e húmido nos meses de Verão, valorização da paisagem, bem como abrigo e alimento para a fauna silvestre, desempenhando também funções auxiliares na agricultura.

O ordenamento do território florestal português tem nas últimas décadas vindo a conhecer uma transformação radical, onde se privilegiou o fomento da plantação de eucaliptos em detrimento de espécies autóctones numa lógica puramente economicista, uma vez que esta espécie apresenta rendimento económico a curto prazo.

Segundo os resultados preliminares do Inventário Florestal Nacional, os eucaliptos tiveram um crescimento de 13% entre 1995 e 2010, representando atualmente a espécie dominante na floresta portuguesa, com 812 mil hectares plantado, o que corresponde a 26% do território florestal luso.

Esta iniciativa não pretende fazer um exercício de diabolização do eucalipto, mas sim, reforçar a necessidade de ser equacionada uma gestão do território florestal português que obedeça a trâmites de racionalidade e adequação.

A importância das árvores autóctones é reconhecida pelo Estado, pelos numerosos quadros normativos subjacentes às mesmas, no entanto, face à pressão dos interesses económicos, estas espécies são constantemente desconsideradas em detrimento do eucalipto, dada a disparidade evidente de períodos temporais de maturidade das espécies em crise – desta forma é dada primazia à espécie com período de maturidade muito mais diminuto, neste caso o eucalipto.

MUNICÍPIO DE FAMALICÃO PLANTA ÁRVORES AUTÓCTONES EM TERRENOS PRIVADOS

Câmara de Famalicão vai plantar árvores autóctones em terrenos florestais privados. Autarquia vai estabelecer acordos com os proprietários para a reflorestação do território

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai estabelecer acordos de parceria com os proprietários de terrenos florestais no concelho para a promoção da reflorestação do território, através da plantação de árvores e arbustos autóctones. A iniciativa que se insere no âmbito do projeto “25 mil árvores até 2025” foi apresentada esta quinta-feira, em reunião do executivo municipal.

Árvores a plantar estão no Berçario Municipal (1)

De acordo com a proposta, os proprietários que aderirem ao projeto têm apenas realizar os trabalhos de preparação dos terrenos para a plantação das árvores e autorizar a presença de técnicos da autarquia e de voluntários para a realização de tarefas necessárias à plantação de árvores e cuidados posteriores por um período de cinco anos. Os proprietários ficam também impedidos de abater as árvores plantadas por um período de mínimo de 15 anos.

Por seu lado, a autarquia compromete-se a financiar o projeto de arborização dos terrenos que deverá ser submetido ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a custear e ceder as árvores a plantar, ajustando com os proprietários as condições de plantação, respeitando os usos de propriedade.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “com esta iniciativa de grande alcance ambiental, a autarquia está a envolver a comunidade em projetos que são da comunidade. A plantação das 25 mil árvores é um projeto concelhio em que a Câmara Municipal é apenas o impulsionador”.

O autarca refere ainda que é muito importante “atrair a atenção dos famalicenses e envolve-los no projeto. Já temos a participação de muitas associações e até empresas do concelho, agora estamos a tentar chegar aos proprietários dos terrenos para que eles também se interessem e envolvam no projeto”, salienta.

“O objetivo principal é rearborizar o território, devolver vida, proteger a natureza e criar condições de futuro para a comunidade”, acrescenta, salientando que, nesta fase, o projeto ganha renovada importância, tendo em conta os efeitos nefastos da grande vaga de incêndios que assolou o país durante o Verão.

O projeto “25 mil árvores até 2025” foi lançado há cerca de um ano e pretende reabilitar aproximadamente 25 hectares do território concelhio através da plantação de 25 mil árvores e arbustos nativos da região em áreas urbanas, espaços rurais, ao longo das linhas de água e em montes e serras.

As árvores autóctones são uma aposta deste projeto, nomeadamente carvalhos, medronheiros, castanheiros, loureiros, azinheiras e sobreiros entre outros. Para além da forte ligação à história da região, estas espécies estão mais adaptadas às condições do solo e do clima do território, por isso, são mais resistentes a pragas, doenças ou longos períodos de seca ou chuva intensa. Embora de crescimento mais lento, são também mais resistentes aos incêndios florestais, constituindo o refúgio e abrigo de muitas espécies de animais, levando a um aumento exponencial da biodiversidade.

Neste momento, a autarquia já começou a contactar os proprietários dos terrenos florestais, sensibilizando-os para o projeto.

Árvores a plantar estão no Berçario Municipal (2)

MUNICÍPIO ARCUENSE RENOVA PROTOCOLOS COM SAPADORES FLORESTAIS

Proteção da Floresta Contra Incêndios

A Câmara Municipal celebrou protocolos com entidades detentoras de equipas de Sapadores Florestais, nomeadamente, a Associação Florestal Atlântica, a Associação Florestal do Lima e as Assembleias de Compartes dos Baldios das Freguesias de Cabreiro, Gavieira e Soajo, bem como com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários.

assinatura_protocolos_sapadores_2017

Os protocolos celebrados com as entidades detentoras de sapadores florestais, no valor global de 67,500.00€ euros, têm o objetivo de prevenir incêndios florestais, através da realização de ações de silvicultura preventiva, nomeadamente a criação de faixas de gestão de combustíveis, vigilância das áreas rurais, assim como ações de primeira intervenção, apoio ao combate e às subsequentes operações de rescaldo e vigilância pós-incêndio. Os Protocolos também estabelecem a limpeza de estradas e caminhos municipais numa extensão de aproximadamente 200 km.

JOVENS BRACARENSES PROMOVEM REFLORESTAÇÃO DO CONCELHO DE BRAGA

Alunos contribuem para reflorestação das zonas afectadas pelos incêndios. EB 2,3 de Gualtar é uma das 16 entidades envolvidas neste desafio

Realizou-se hoje, dia 7 de Novembro, na Escola EB 2, 3 de Gualtar, uma oficina de ´granadas de semente´ de uma planta autóctone (neste caso bolota de carvalho, sobreiro ou azinheira). A actividade resulta de um desafio lançado pelo Município de Braga a escolas e outras instituições no sentido de contribuir para a reflorestação do Concelho.

CMB07112017SERGIOFREITAS0000009609

Nesta oficina são moldadas pequenas bolas resultantes de uma mistura de sementes com argila, terra, água e nutrientes suficientes para as árvores começarem a crescer. Depois de devidamente moldadas e secas, estas ´granadas de semente´ serão atiradas para os locais a reflorestar no Concelho, aumentando a probabilidade de virem a crescer árvores folhosas nesses terrenos.

CMB07112017SERGIOFREITAS0000009616

Após serem atiradas para os solos, as sementes germinam e as árvores iniciam o seu processo de desenvolvimento, estando sempre protegidas pelas folhas das leguminosas, que, como têm ciclo de vida curto, vão acabar por morrer, decompondo-se e dando alimento à nova árvore que se está a formar.

Nesta acção estão envolvidas 16 entidades (Escolas, IPSS`s e associações), no total de mais de mil pessoas, às quais se junta a Quinta Pedagógica de Braga. O objectivo é concretizar o lançamento de milhares de ´granadas´ nos terrenos afectados pelos incêndios. No final do mês, 25 de Novembro, será feita uma actividade em que também a população em geral será desafiada a associar-se ao lançamento destas ´granadas de semente´. 

Na ocasião realizou-se também a cerimónia de hastear da Bandeira Verde naquele estabelecimento de ensino. Estas actividades inserem-se nos ´Global Action Days´, uma iniciativa internacional que se realiza de 6 a 12 deste mês com o objectivo de dar a conhecer o trabalho desenvolvido pelas Eco-Escolas em prol do ambiente.

CMB07112017SERGIOFREITAS0000009602

CMB07112017SERGIOFREITAS0000009608

PÓVOA DE LANHOSO REFLORESTA E SENSIBILIZA PARA A PRESERVAÇÃO DA FLORESTA

Póvoa de Lanhoso continua a reflorestar e a sensibilizar

Bétulas, castanheiros, carvalhos alvarinhos e sobreiros. Cerca de 20 árvores autóctones foram plantadas, na manhã de hoje, 31 de outubro, no Monte de S. Mamede, por jovens do projeto Erasmus + e-HAND (Effetcs of Human Activities in Natural Disasters) em que participa a Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso com escolas da Estónia, Roménia, França/Ilha de Reunião, Grécia, Turquia e Itália. Esta iniciativa contou com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

Reflorestacao S Mamede 2

Alguns dos carvalhos plantados derivam do Carvalho de Calvos, árvore classificada, exemplar centenário, um dos mais antigos da Europa, que existe no concelho Povoense. O objetivo foi não só sensibilizar e informar a respeito do problema dos incêndios florestais, mas também dar oportunidade aos/às jovens de participarem ativamente na reflorestação e na prevenção.

O grupo foi composto por mais de 30 alunos e alunas, assim como por professores/as. Mas houve ainda oportunidade para ouvir um especialista da Universidade do Minho, António Bento Gonçalves, que, no âmbito da temática das catástrofes naturais, mais especificamente dos incêndios florestais, enquadrou a iniciativa desta manhã (ao nível da influência da vegetação, do solo ou da própria utilização dos espaços), realizada sob orientação do Gabinete Técnico Florestal da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

Antes desta plantação, numa zona ardida, o grupo foi recebido nos Paços do Concelho pelo Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Avelino Silva, e pela Vereadora da Educação, Gabriela Fonseca. Os estudantes internacionais estarão na Póvoa de Lanhoso até ao dia 3 de novembro.

Reflorestacao S Mamede 1

CERVEIRA APOIA COVAS NA VIGILÂNCIA DA FLORESTA

Autarquia alarga regalias sociais à Unidade Local de Covas

Pelo exemplar e inédito serviço prestado na vigilância do extenso património florestal da Freguesia de Covas e de uma primeira intervenção em zonas de risco, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira vai conceder aos elementos da Unidade Local de Covas (ULC) as regalias sociais atribuídas, em 2015, aos Bombeiros Voluntários.

ULC

Considerando que a atitude altruísta pela causa de servir os outros tem e deve de ser reconhecida, fomentada e valorizada, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira deliberou, em reunião desta terça-feira, alargar as regalias sociais atribuídas aos Bombeiros Voluntários do concelho também à Associação de Defesa do Património Florestal - Unidade Local de Covas.

Os beneficiários do presente regime serão titulares de Cartão de Identificação, emitido pela autarquia, cuja emissão será requerida junto dos Serviços Municipais, passando a usufruir da isenção no pagamento de taxa das licenças de construção, beneficiação e ampliação de casa para habitação própria e permanente, incluindo anexos e garagens (exceto construção de piscinas); da aplicação de um desconto, de 30% na tarifa de água, saneamento e recolha de resíduos sólidos, em habitação permanente (própria ou arrendada); de acesso gratuito, pelo período de uma hora, três vezes por semana, à Piscina Municipal, ao Pavilhão Municipal, e a espetáculos culturais, condicionado a reserva de bilhete; de prioridade, em igualdade de condições profissionais e sociais e de candidatura com outros candidatos, ao emprego na Câmara Municipal, bem como na atribuição de habitação social promovida pela Câmara Municipal; da concessão de apoio inicial para encaminhamento jurídico em processos motivados por factos ocorridos no exercício das suas funções; e da atribuição de uma bolsa de estudo no valor de 75 euros mensais, destinado aos Voluntários.

Esta deliberação vai ser colocada em discussão pública, para depois ser remetida para apreciação e votação pela Assembleia Municipal de Vila Nova de Cerveira.

A Associação de Defesa do Património Florestal - Unidade Local de Covas - é um projeto pioneiro e único no distrito de Viana do Castelo, criado em 2010 pela Junta de Freguesia local e composta por cerca de 15 voluntários, todos residentes na freguesia, com formação na área dos incêndios florestais.

PAN APRESENTA NOVO PACOTE DE MEDIDAS DE PREVENÇÃO E COMBATE AOS FOGOS

  • Apoio psicológico para os bombeiros intervenientes no combate
  • Reforço da moldura penal, alargamento da “Fase Charlie” e promoção da biodiversidade e da floresta autóctone
  • Suspensão da permissão de caça acima do Rio Tejo e inclusão dos animais nos planos de emergência e socorro

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza apresenta hoje 12 medidas que visam contribuir para uma mudança de paradigma na área da prevenção e combate aos incêndios, com foco na maior responsabilização penal, na intensificação das medidas de prevenção, na aposta na biodiversidade e na definição de estratégias imediatas de apoio às populações e equipas no terreno.

Na sequência dos incêndios que deflagraram na zona Centro e Norte do país, o partido pretende desde já a criação de uma equipa de apoio psicológico para as pessoas afetadas e para os bombeiros intervenientes no combate, apoio a ser disponibilizado por um período não inferior a três anos e dotado de meios de deslocação ao terreno.

O partido considera urgente rever a moldura penal, aumentando os limites mínimos das penas para os crimes de incêndio florestal, e quer voltar a incluir o crime de incêndio florestal no leque de crimes de investigação prioritária definidos pela Lei de Política Criminal 2017-2019. Proprietários, entidades gestoras e câmaras municipais também deverão estar sujeitos a responsabilidade criminal em caso de não cumprimento das obrigações previstas no Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios.

“Os incêndios florestais são calamitosos para o nosso país, com tremendas repercussões sociais e patrimoniais. Uma vez que a esmagadora maioria dos fogos tem mão humana, seja ela voluntária ou involuntária, esta matéria deve ser considerada como absolutamente prioritária em todos os ângulos possíveis, seja na prevenção, na investigação ou na responsabilização”, explica André Silva, Deputado do PAN.

Ainda em resposta a estes incêndios, o PAN pretende ver suspensa a permissão de caça acima do Rio Tejo de forma a permitir a regeneração dos ecossistemas nas zonas mais afetadas, seguindo o apelo já transmitido pela Quercus ao Governo depois da morte de um número incalculável de animais e da destruição dos seus habitats. Acresce a esta proposta uma recomendação ao Governo para que seja disponibilizado alimento para animais nas zonas limítrofes às áreas de floresta autóctone que tenham ardido.

O PAN propõe que nos 10 metros junto às faixas de rodagem estradas e caminhos férreos (faixas de gestão de combustível) apenas possam ser plantadas espécies folhosas autóctones, ou seja, que não possa haver eucaliptos ou pinheiros. Outras duas propostas reforçam a necessidade de se criar um banco de terras ou de o Estado assumir as obrigações dos proprietários de terras indeterminadas e de se aumentar as faixas de segurança de 50 para 100 metros ao redor das aldeias.

No que toca às ações de arborização e de rearborização, a biodiversidade deve ser privilegiada. Para isso, o PAN pretende que seja criado um programa específico para apoio à instalação e implementação de modelos de silvicultura que utilizem carvalhos, castanheiros e outras folhosas e que compense a eventual perda de rendimento, dando opções aos proprietários e associações de produtores de se encaminharem para uma floresta nativa, mais ecológica e mais rentável a médio e longo prazo.

Sem ignorar o real impacto das Alterações Climáticas e tendo em conta que este ano os dois maiores focos de incêndios aconteceram antes e depois da atual janela temporal, o PAN quer alterar o período crítico denominado por “Fase Charlie” para que se inicie a 15 de maio e termine a 30 de outubro.

Constatando também a falta de meios de socorro a animais, o partido defende a integração dos médicos-veterinários em matéria de Proteção Civil e, consequentemente, a inclusão dos animais nos planos de emergência e socorro.

“A par da falta de meios no socorro às populações afetadas, verificamos a ausência de um plano de salvaguarda e resgate de animais. Não podemos continuar a olhar para a prevenção e combate aos incêndios sem pensar de forma integrada em todas as vertentes de ação”, conclui André Silva.

INCÊNDIOS DESTRUÍRAM 35% DO TERRITÓRIO DO CONCELHO DE MONÇÃO

Numa primeira avaliação, embora provisória, os incêndios do último fim de semana, que tiveram início no sábado à noite e estabilizaram na manhã de ontem, destruíram 6 mil hectares do território concelhio, o equivalente a 35 por cento da totalidade do nosso concelho.

Ao todo, foram atingidas 20 das 33 freguesias. A contabilização é feita recorrendo à antiga denominação administrativa (atualmente são 24 juntas/uniões de freguesia) porque, em alguns casos, foi atingida uma freguesia e não as outra(s) de determinada união.

As consequências são nefastas e trágicas em várias vertentes, estando, neste momento, a decorrer o respetivo levantamento pormenorizado das situações detetadas para entregar às autoridades no âmbitodo estado de calamidade pública decretado pelo governo português.

O Plano Municipal de Proteção Civil foi acionado ao final da manhã de domingo, procedendo-se, de imediato, à proibição e condicionamento de circulação nas estradas nacionais e municipais, prevenindo-se eventuais situações de perigosidade junto dos automobilistas.

Os utentes dos lares de idosos de Barbeita e Merufe foram evacuados, tendo passado a noite no pavilhão desportivo da vila. Regressaram a “casa” na manhã e início da tarde de ontem após “luz verde” das autoridades. Um trabalho feito pelos funcionários dos lares, APPACDM, Cruz Vermelha, Agrupamento de escuteiros, corporação de bombeiros e muitos trabalhadores municipais.

O Município de Monção reafirma a solidariedade com as vítimas deste flagelo e agradece a todas as instituições e associações locais e regionais (não enumeramos porque são muitas e podemos esquecer alguma) pelo forte empenhamento demonstrado nesta situação difícil e penalizadora para o nosso concelho.

Uma palavra particular, cheio de orgulho, para os nossos bombeiros que, mais uma vez, foram um exemplo de voluntarismo, altruísmo e coragem. Um reconhecimento enorme a toda a população pelo esforço partilhado e sentido de entreajuda neste momento delicado.

Fernando Silva

PORTUGUESES PROTESTAM CONTA OS INCÊNDIOS

Estão a ser convocadas um pouco por todo o país, para o próximo dia 21 de outubro, manifestações silenciosas de protesto contra a vaga de incêndios que está a assolar todo o país. De Viana do Castelo, Barcelos e Guimarães até à Ilha Terceira, milhares de pessoas vão descer à rua “para que as medidas de prevenção de combate a incêndios sejam realmente executadas” exigindo um “planeamento de defesa e protecção florestal”. Basta de passividade! – Apelam os seus promotores.

22656508_1826657907375492_443543256_n (1)

De acordo com a divulgação feita nas redes sociais por parte dos organizadores do protesto, “A ideia de fazermos esta demonstração pública vem de um sentimento comum a tantos de nós: o pesar pelas vítimas dos incêndios deste ano. Queremos com esta união pública, pacífica, silenciosa e, sobretudo apartidária, mostrar que estamos atentos. E que queremos ver mudanças na maneira como o país se prepara. Num momento em que temos imagens terríveis na cabeça e depois de vermos tantas iniciativas individuais fazerem a diferença nas vidas de quem tudo perdeu, parece-nos necessário seguir o repto lançado no Porto e, sábado, 21 de Outubro, às 16h, juntarmo-nos, em massa, neste protesto silencioso, em Lisboa. Repetimos: não temos qualquer associação política e não temos o objectivo de dar uma cor política a este encontro. Esta manifestação é contra a inoperância de todos os governos. Não de um governo em particular. Convidamos todos a juntarem-se.”

As convocatórias estão a ser anunciadas nos seguintes endereços:

Eventos a ocorrer noutros pontos do país no mesmo dia e hora:

Porto: https://www.facebook.com/events/1806226839669449

Lisboa: https://www.facebook.com/events/1527568884002451

Viseu: https://www.facebook.com/events/145862889358844

Viana do Castelo: https://www.facebook.com/events/125029628196779

Castelo Branco: https://www.facebook.com/events/348051965606849

Vila Real: https://www.facebook.com/events/478863439164467

Coimbra: https://www.facebook.com/events/879213072228365

Barcelos: https://www.facebook.com/events/155832831682473

Leiria: https://www.facebook.com/events/1951098121770405

Bragança: https://www.facebook.com/events/511621955844392

Ilha terceira: https://www.facebook.com/events/497743663924820

Eventos a ocorer em restantes dias:

Guimarães: https://www.facebook.com/events/125111568194934/ (17 de Outubro)

Foto: Gonçalo Delgado / Jornal de Notícias

INCÊNDIOS DESTROEM FLORESTA E TERRENOS AGRÍCOLAS EM CABECEIRAS DE BASTO

O presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, esteve hoje, dia 21 de agosto, na freguesia de Cavez a acompanhar o evoluir da situação espoletada pelo incêndio florestal que deflagrou, esta manhã, na localidade de Moimenta.

Autarcas com Secretário de Estado da Administração Interna.jpg

Cerca de 30 efetivos, apoiados por um meio aéreo, oito veículos e uma máquina de rastos combateram as chamas sob a coordenação da Proteção Civil distrital, tendo o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, e responsável máximo pela Proteção Civil Municipal, acompanhado in loco a intervenção dos operacionais no terreno. Ardeu mato e eucaliptal.

Ontem, dia 20 de agosto, o presidente da Câmara e o presidente da Assembleia Municipal acompanharam o Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, que se deslocou até à localidade de Cambezes, na freguesia de Riodouro deste concelho, que foi fustigada pelas chamas ao longo do dia de domingo. O governante manifestou a sua preocupação perante a gravidade da situação neste verão de seca severa que tem contribuído para o flagelo dos incêndios por todo o território nacional.

Para o teatro de operações em Riodouro foram mobilizados mais de 100 efetivos, 28 veículos e três meios aéreos. Arderam cerca de 500 hectares de mato, pinhal e também terrenos agrícolas.

Durante o fim-de-semana, no concelho de Cabeceiras de Basto, os casos mais graves verificaram-se nas freguesias de Riodouro, Abadim e Cavez.

A Câmara Municipal agradece aos Bombeiros Cabeceirenses e a todas as restantes Corporações que participam no combate aos incêndios, registando com satisfação o esforço na proteção aos bens mais importantes como são as casas e outros haveres das populações locais.

Agradece igualmente à Proteção Civil Municipal, Distrital e Nacional, aos técnicos do ICNF, ao Gabinete Técnico Florestal, à GNR e aos Sapadores envolvidos.

Agradece ainda a todas as restantes pessoas e entidades que de alguma forma continuam a contribuir para o combate aos incêndios no nosso concelho.

Para todos o NOSSO MUITO OBRIGADO.

Presidente da Câmara em Cambezes, Riodouro.jpg

CAMINHA VAI TER PROJETO PILOTO DE IMPLANTAÇÃO DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO CADASTRAL SIMPLIFICADO

Sessão pública, a realizar em breve, explicará todo o processo

Caminha foi um dos 10 concelhos escolhidos para a implementação de um sistema de informação cadastral simplificado. Enfrentar e resolver o problema da falta de registo das propriedades rústicas é um dos grandes objetivos da reforma da floresta, recentemente aprovada. A proliferação de incêndios devastadores surge, cada vez mais, associada à falta de limpeza dos terrenos e a aposta na prevenção passa por conhecer e responsabilizar os proprietários. Muito em breve será marcada uma sessão pública para apresentar o projeto e a sua implicação.

Com esta boa notícia, o concelho de Caminha parte assim na linha da frente, no norte litoral. Além de Caminha, os concelhos que terão um projeto piloto de implantação de um sistema de informação cadastral simplificado são, sobretudo, os mais fustigados pelas chamas, ou seja, Pedrogão, Góis, Pampilhosa, Figueiró, Castanheira de Pera, Sertã, Proença, Penela e Alfândega da Fé.

Como é público, a floresta é um recurso natural que ocupa cerca de dois terços do território. segundo as contas do Instituto Nacional de Estatística, relativas a 2014, a atual reforma incide por isso sobre cerca de 35% do território continental, sendo que os espaços florestais, para além do fator ambiental, são geradores de riqueza e sustentação de várias atividades industriais, casos da pasta e papel, cortiça e mobiliário, contribuindo para gerar 2% do PIB, 12 mil postos de trabalho diretos, 8% do PIB industrial e 5,6 % das exportações, havendo estimativas que apontam para 2,9 mil milhões de euros, como valor da floresta portuguesa.

Importa também referir que, segundo o estudo “O cadastro e a propriedade rústica”, da autoria de Rodrigo Sarmento de Beires, engenheiro e especialista em desenvolvimento florestal, publicado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos em 2013, estima-se que as terras sem dono ou sem dono conhecido em Portugal signifiquem 10% do território, ou seja, “algo entre os 500 mil e um milhão de hectares de terras”. As implicações ao nível da limpeza das propriedades e da prevenção de incêndios são por isso evidentes.

VIGILÂNCIA FIXA E MÓVEL GARANTEM PROTECÇÃO DA FLORESTA EM FAMALICÃO

Programa Municipal de Prevenção de Incêndios Florestais de Vila Nova de Famalicão está em vigor até 30 de setembro

Uma brigada de vigilância fixa, distribuída pelas torres de vigia do concelho e duas equipas de vigilância móvel que percorrem em motorizadas o território florestal são as grandes apostas do Programa Municipal de Prevenção de Incêndios Florestais de Vila Nova de Famalicão, que vigora até 30 de setembro.

Sta Cristina.JPG

Ocupando as torres de vigia localizadas em três diferentes pontos do concelho – Santa Catarina, em Calendário, Monte do Xisto, em Jesufrei, e Santa Cristina, em Requião – a brigada fixa tem como objetivo detetar focos de ignição, enquanto as equipas móveis procuram vigiar os vários pontos da floresta, sensibilizando a população para a proteção do território.

À semelhança dos anos anteriores, a autarquia famalicense apresentou uma candidatura à Medida Contrato Emprego Inserção do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) para a inclusão de 11 desempregados na vigilância e prevenção de incêndios florestais no concelho.

Os vigilantes contratados do IEFP recebem, por mês, uma bolsa no valor de cerca de 80 euros, um subsídio de alimentação que ronda os 90 euros e um subsídio de transporte, que varia de acordo com a morada de residência de cada um, mas cuja média ronda os 50 euros. Os valores são suportados pela Câmara Municipal e acrescem ao subsídio de desemprego de cada um.

Refira-se que este dispositivo tem ainda o apoio da Equipa de Sapadores Florestais que, para além da missão de vigilância, efetua a primeira intervenção, colaborando também nas ações de combate e rescaldo dos focos de incêndio.

De forma a abranger o horário com maior probabilidade de ocorrência de incêndios, será garantida a permanência de vigilância entre as 12h30 e as 19h30, no regime de jornada contínua de trabalho de segunda-feira a sexta-feira. Aos fins-de-semana e feriados a vigilância será assegurada pelos elementos da Policia Municipal de Vila Nova de Famalicão.

Para o vice-presidente da autarquia e também responsável pelo pelouro da Proteção Civil, Ricardo Mendes, “com este dispositivo de prevenção e deteção o Município de Famalicão está preparado para enfrentar o período crítico de risco de incêndio”. E acrescenta: “Temos desenvolvido ao longo de todo o ano, um trabalho de sensibilização com os proprietários dos terrenos, tendo em vista a limpeza florestal, o que tem sido uma mais-valia para este programa.”

Até final de julho, o município registou 18 ocorrências, com uma área ardida total de 1 hectare.

Recorde-se que o território florestal concelhio é constituído por cerca de 6 hectares, com eucaliptos, pinheiros, mas cada vez mais árvores autóctones como carvalhos, entre outras.

Para além dos vigilantes do IEFP e das Corporações de Bombeiros do concelho, o Programa Municipal de Prevenção de Incêndios Florestais conta também com o trabalho e empenho da Guarda Nacional Republicana, da Polícia Municipal, que colabora nas ações de fiscalização a queimas e vigilância, e ainda dos Sapadores Florestais que para além da missão de vigilância colaboram nas ações de combate e rescaldo, quando acionados mecanismos legais para o efeito.

Sta Catarina (1).JPG

GUIMARÃES VAI TER EQUIPA DE SAPADORES FLORESTAIS

Primeiro-Ministro formalizou protocolo na passada quinta-feira. Guimarães passará a dispor de uma Equipa de Sapadores Florestais (ESF), objetivo antigo que agora se concretiza.

O protocolo para a criação de uma Equipa de Sapadores Florestais em Guimarães, na sequência de uma decisão do Instituto da Conservação da Natureza e da Floresta, foi assinado na quinta-feira, 03 de agosto, em Oliveira do Hospital, numa cerimónia que contou com a presença do Primeiro-Ministro, António Costa.

Na oportunidade, será celebrado um protocolo entre a Câmara Municipal de Guimarães e a Associação dos Silvicultores do Vale do Ave (ASVA), no âmbito da Estratégia Nacional para as Florestas e no dispositivo da Defesa da Floresta Contra Incêndios Florestais, sendo responsabilidade da ASVA a seleção e contratação dos cinco elementos constituintes da equipa de Sapadores, devendo essa escolha recair prioritariamente sobre candidatos moradores no Concelho de Guimarães, ficando estes sob sua autoridade, ordem e subordinação.

A ASVA compromete-se a garantir a gestão e operacionalidade da ESF, no âmbito do Plano de Atividades Anual, para além de garantir e promover o associativismo e a gestão florestal ativa por parte dos proprietários florestais, disponibilizando até 20% do tempo útil de funcionamento anual da ESF para prestação de serviços conexos ao objeto do Protocolo a associados ou proprietários florestais no Concelho de Guimarães.

São principais funções da Equipa de Sapadores Florestais:

. Silvicultura preventiva na vertente da gestão de combustível florestal com recurso a técnicas manuais, moto manuais, mecânicas ou fogo controlado;

. Manutenção e proteção de povoamentos florestais no âmbito da gestão florestal e do controlo de agentes bióticos nocivos;

. Silvicultura de carácter geral e apoio à gestão florestal;

. Manutenção e beneficiação de infraestruturas de defesa da floresta;

. Sensibilização das populações para as normas de conduta em matéria de proteção florestal, uso do fogo, limpeza das florestas e fitossanidade;

. Vigilância armada, primeira intervenção em incêndios florestais, apoio a operações de rescaldo e vigilância ativa pós -rescaldo, nos termos do Programa Nacional de Sapadores Florestais;

. Agentes da Proteção Civil, nos termos da Lei de Bases da Proteção Civil, com missões de intervenção de proteção civil previstas em diretivas operacionais específicas da ANPC.

A Câmara Municipal de Guimarães compromete-se a apoiar financeiramente o funcionamento da Equipa de Sapadores Florestais, suportando a parte correspondente ao auto financiamento no valor anual de 40 mil euros.

PAN PROPÕE MEDIDAS QUE VÃO INTEGRAR A REFORMA DA FLORESTA

  • Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios passam a ser obrigatoriamente públicos
  • Aumento das coimas mínimas para pessoas coletivas por incumprimento
  • Aprovada exceção do PAN sobre o regime de compensação relativo à rearborização de eucaliptos para as áreas classificadas

A votação final global do pacote da reforma florestal que decorre hoje no parlamento inclui medidas propostas pelo PAN e aprovadas no âmbito da negociação com o governo e com os restantes partidos.

Por proposta do PAN, os Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios passam a ser obrigatoriamente públicos devendo constar no site de cada município. Esta medida foi aprovada por maioria com a abstenção do PCP. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) passa agora também a ter que divulgar a lista dos municípios incumpridores. Aprovado por maioria com a abstenção do PSD e PCP.

Foi também aprovada a proposta do PAN, para que a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e o ICNF possam, a partir de agora, celebrar com entidades privadas, nomeadamente operadoras de telecomunicações, protocolos relativos a sistemas de avisos em situação de emergência, mensagens radiodifundidas ou envio de mensagens para dispositivos móveis ligados a determinada torre de comunicações. Esta proposta foi aprovada por maioria com os votos contra do PCP e PEV, e a abstenção do PSD e CDS.

Nas ações de arborização e de re-rearborização, deve passar privilegiar-se de acordo com a proposta do PAN, a manutenção e reconstrução das galerias ripícolas. Esta proposta foi aprovada com a abstenção do PSD e CDS, e voto favorável dos restantes partidos. Estas espécies são fundamentais para a presença e manutenção da fauna aquática, e o arvoredo funciona como elemento termorregulador do ambiente, promove o sombreamento do curso de água, criando condições para a estabilização da temperatura necessária para à ocorrência de uma fauna aquática diversificada mas também sendo um fator de retardamento do fogo.

Com vista à mitigação das consequências ambientais no pós-incêndio, passa a ser obrigatório que antes da época das chuvas, sejam tomadas medidas adequadas a cada caso em concreto, nomeadamente de combate à erosão, de correção torrencial e impedimento de contaminação das linhas de água por detritos. Esta proposta foi aprovada por maioria com a abstenção do PSD e CDS.

Foi ainda aprovada por maioria, com os votos contra do PCP e abstenção do PEV, CDS e PSD, a proposta do PAN para que houvesse umaumento das coimas mínimas, de 800 para 1500 euros, por incumprimento da lei que aprova o Sistema Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, apenas para as pessoas coletivas.

Foi aprovado o regime de compensação relativo à rearborização de eucaliptos, que implica que a cessação de plantação de eucaliptal num determinado local preveja a transferência para outro terreno, sendo que a área plantada deverá ser menor a cada ano, até chegar aos 50% em cinco anos.

O PAN veio propor um regime de exceção a esta regra para as áreas classificadas para promover a diversidade das espécies de acordo com aquelas que são as características da floresta autóctone. Desta forma, quem plantar eucaliptos numa área classificada e quiser fazer uma transição para fora destas áreas não terá que reduzir gradualmente à área de plantação, ao contrário do que acontece com os outros terrenos. Esta exceção tem por objetivo desincentivar a manutenção de plantações de eucalipto em área classificada. Esta proposta do PAN foi aprovada por maioria, com a abstenção do PEV, PCP, CDS e PSD e votos a favor de PAN, BE e PS.

O PAN a par de outros partidos políticos apresentou uma proposta que prevê que não seja aplicável aos projetos de plantação de eucalipto a possibilidade de estes virem a ser aprovados por via do deferimento tácito. Ou seja, na ausência de resposta por parte do ICNF o projeto, segundo a proposta do governo, passados 45 dias, poderia ser licenciado. Em comissão, as propostas para que o deferimento tácito não fosse possível nestes casos foi aprovada por maioria.

Entre outras medidas foi rejeitada pelo PSD, PS e CDS, com a abstenção do PEV e PCP a proposta do PAN para que nos 10 metros junto às faixas de rodagem e caminhos férreos, apenas pudessem ser plantadas espécies folhosas autóctones (antes podia ser plantada qualquer espécie).

PARTIDO "OS VERDES" QUER MENOS EUCALIPTOS

Portugal - Um futuro com menos eucaliptos. Verdes na origem desta mudança

Foi hoje aprovada, em sede de especialidade, na Comissão Parlamentar de Agricultura novos contributos de Os Verdes, para a redação final da proposta de lei, apresentada pelo governo que visa estabelecer o novo Regime Jurídico de Arborização e Rearborização (RJAR).

A revisão do RJAR teve como objetivo travar a expansão do eucalipto, liberalizada pelo anterior governo PSD/CDS e teve na sua origem as condições impostas pelo PEV, em sede de conversações conjuntas com o PS, antes da formação do atual governo.

Estas negociações prolongaram-se nestes últimos 2 anos e a proposta do governo absorveu parte dos objetivos do PEV, tais como: impossibilitar a plantação de novas áreas de eucalipto, com exceção de casos por compensação, que permitem a recuperação de áreas abandonadas e degradadas, nomeadamente com espécies autóctones; condicionar toda e qualquer replantação a autorização pelo ICNF, o que visa também permitir uma melhor gestão e ordenamento florestal, atendendo nomeadamente aos riscos de incêndio.

Os Verdes consideram, no entanto, que se poderia e deveria ir mais longe e por isso mesmo apresentaram, em sede parlamentar, propostas de alteração ao diploma. Entre estas propostas apresentadas pelo PEV e aprovadas hoje, em sede de Comissão, destacamos o fim do procedimento de “deferimento tácito” para o eucalipto.

Os Verdes estão cientes que foram a força motora desta mudança na Floresta Portuguesa.

O Partido Ecologista “Os Verdes”

MUNICÍPIO DE CAMINHA APOSTA FORTEMENTE NA PREVENÇÃO E DEFESA DA FLORESTA CONTRA INCÊNDIOS

Ações diversas em curso e mais de um milhão de euros investidos para salvaguardar a natureza e o território

O concelho de Caminha aposta fortemente na defesa da floresta contra incêndios.  Há um forte investimento e muito trabalho realizado na área da prevenção e na área da estabilização de emergência pós-incêndio. “Tem havido uma preocupação enorme no sentido de reagir aos incêndios florestais e de prevenir situações futuras, quer em termos de ordenamento de território, quer em termos de acessibilidades”, sublinhou Guilherme Lagido.

limpeza vegetação.jpg

O Município de Caminha trabalha afincadamente para proteger as florestas do concelho. Exemplos desse empenhamento são: o novo Plano Diretor Municipal (PDM), a aprovação da candidatura de execução “Rede de Defesa da Floresta Contra Incêndios do Concelho de Caminha”; a criação da Equipa Municipal de Proteção Florestal; a beneficiação da rede viária florestal; e o acompanhamento que faz a diversas candidaturas submetidas por outras entidades.

Relativamente ao PDM, é de referir que teve em consideração o histórico dos incêndios florestais, a perigosidade de incêndio existente fora das áreas consolidadas e as características dos espaços florestais do concelho. Para o vice-presidente do Município de Caminha, fatores como o mau ordenamento e a ocupação de território são fatores preocupantes e que devem ser equacionados. “Nós estamos preocupadíssimos e neste âmbito, através do PDM, tentamos acautelar estas situações em que os riscos eram por demais evidentes”.

Decisões que exigem coragem política

Sobre esta ferramenta, também Miguel Alves reiterou a sua importância na prevenção dos incêndios florestais: “o novo PDM prevê a impossibilidade de construir em zonas florestais e a incapacidade de construir em zonas em que não existem acessos”. O presidente reconhece que é preciso coragem para tomar decisões que desagradam a algumas pessoas, em função de interesses particulares e especulativos, mas sublinha que esse é um dever dos decisores políticos, que não têm o direito de adiar decisões anos a fio ou de decidir em função de interesses que não sejam o bem comum e a comunidade no seu todo.

O município conseguiu também para o concelho, como demos conta, mais de meio milhão de euros, a aplicar na defesa da floresta, através da aprovação da candidatura de execução “Rede de Defesa da Floresta Contra Incêndios do Concelho de Caminha”, cujo concurso se encontra em fase de abertura. Esta empreitada, florestal, orçada em €577.098,92, é financiada pelo POSEUR e consiste na instalação de rede primária e rede secundária de gestão de combustíveis em várias freguesias do concelho, numa área de 315,52 hectares.Guilherme Lagido assegura que este concurso é de extrema importância para o concelho: “a abertura deste concurso é um investimento considerável na rede primária e secundária e vai permitir melhorar a nossa capacidade de reação em caso de catástrofe”.

Com esta operação pretende-se executar rede de faixas gestão de combustíveis - primária e secundária - planeadas em sede de PMDFCI, com uma abrangência municipal com vista à minimização dos efeitos da passagem dos incêndios florestais. Esta operação tem como objetivos: aumentar a resiliência do território florestal ao risco de incêndio florestal; a diminuição da área percorrida por grandes incêndios florestais; criar oportunidades de apoio ao combate a eventuais incêndios florestais; a alteração do regime de fogo do concelho e ainda a recuperação silvo pastoril do território, que se reveste de enorme importância para as populações de montanha.

Equipa já no terreno e outra em preparação

O concelho de Caminha vai ter também uma nova equipa de sapadores florestais. Trata-se de uma candidatura aprovada no âmbito da Associação de Produtores Florestais do Vale do Minho para criação de 20 Equipas de Sapadores Florestais, para a proteção e defesa da floresta, estabelecidos no Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios e na Estratégia Nacional para as Florestas.

A Câmara tem ainda no terreno uma Equipa Municipal de Proteção Florestal, constituída por quatro elementos, e que foi criada no âmbito de uma candidatura efetuada pelo Município ao Programa Social para as Florestas do IEFP, com o objetivo de desenvolver ações de prevenção da floresta contra incêndios no inverno, de modo a minimizar os efeitos dos possíveis incêndios florestais no verão. Esta equipa procede a trabalhos de limpeza e corte de vegetação ao longo da rede viária florestal; executa limpezas junto a edificações de proteção às casas e em infraestruturas de recreio em espaços florestais, como são os casos dos trilhos e Caminhos de Santiago; entre outros trabalhos. A sua atividade centra-se na execução de silvicultura preventiva, podendo, no entanto, desempenhar ações de vigilância florestal nos períodos de alerta e apoiar, em caso de necessidade, ações de rescaldo e vigilância pós incêndio.

Este ano, o Município investiu mais de 76 mil euros na beneficiação da rede viária florestal. Os estradões florestais foram limpos de vegetação, os aquedutos e valetas desobstruídos e limpos e o piso melhorado.

Uma intervenção “brilhante” nas Argas

No âmbito dos incêndios que deflagraram no concelhio em 2015, o Conselho Diretivo do Baldio da Arga de São João viu aprovada a candidatura “Estabilização Emergência do Baldio de Arga de São João” para o restabelecimento daquela área ardida, no montante de meio milhão de euros. Foram melhoradas algumas estruturas afetadas da rede viária, realizaram-se trabalhos de prevenção da contaminação e assoreamento de linhas de água, criaram-se de faixas de gestão de combustível, procedeu-se ao controle de espécies invasoras e ao controle de infestantes.No total abrangeu uma área de mais de 400 hectares. A candidatura foi elaborada pela Associação dos Produtores Florestais do Vale do Minho, com um forte apoio da Câmara Municipal de Caminha, na componente de levantamento e de cartografia.

Sobre esta intervenção, Guilherme Lagido sublinhou: “foi feita uma intervenção brilhante no sentido do combate à haquea. Meio milhão de euros no sentido de combate às espécies invasoras e no sentido de atuar nas situações pós incêndios”.

Relativamente aos incêndios que ocorreram em 2016, é de referir que 12 unidades de Baldio apresentaram candidaturas de estabilização de emergência pós-incêndio, que aguardam decisão.

Em 2016, foram também apresentadas candidaturas para aproveitamento de regeneração natural, isto é, para a beneficiação de áreas de povoamento florestal para as freguesias de Arga de São João e Argela e que também ainda aguardam decisão.