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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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GUIMARÃES JÁ TEM SAPADORES FLORESTAIS

A PARTIR DAS 11:30 HORAS

Guimarães apresenta Equipa de Sapadores Florestais esta 2ª feira, 22 de janeiro

Sessão terá lugar no Salão Nobre da Câmara Municipal, às 11h30, e surge na sequência do protocolo de cooperação com a Associação de Silvicultores do Vale do Ave.

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A Câmara Municipal de Guimarães vai apresentar esta segunda-feira, 22 de janeiro, às 11h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal, a constituição da primeira equipa de Sapadores Florestais para Guimarães. Trata-se de um compromisso que surge na sequência da aprovação do protocolo de cooperação com a Associação de Silvicultores do Vale do Ave (ASVA) e das medidas adotadas pelo Governo da República para a prevenção, limpeza e reflorestação das áreas florestais.

Esta equipa terá um papel preponderante na prevenção estrutural dos incêndios florestais, bem como na silvicultura preventiva no território vimaranense, diminuindo assim o risco de incêndios florestais. Este trabalho contribuirá igualmente para a conversão da paisagem de matos e floresta, complementado pela limpeza de caminhos florestais e das respetivas faixas de gestão de combustível.

Guimarães é um Município que tem em vigor, e atualizado, o seu Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI), que está definido no Plano Nacional como sendo de tipologia T4. Guimarães caracteriza-se como um concelho onde se registam muitas ocorrências, pelo que o trabalho desta equipa em muito contribuirá para a concretização dos objetivos previstos nesse plano.

PAN QUER PREVENIR ATROPELAMENTO DE ANIMAIS SELVAGENS

O partido Pessoas – Animais – Natureza (PAN) acaba de apresentar na Assembleia da República um Projecto-Resolução que “Recomenda ao Governo que proceda a um estudo de impacto do atropelamento de animais no ecossistema e adopte medidas preventivas de acordo com os resultados”. Trata-se de uma iniciativa legislativa que parece consensual e positiva que merece o nosso aplauso uma vez que vai no sentido da protecção da vida selvagem e simultaneamente procura reduzir um dos factores de sinistralidade rodoviária, contribuindo para a segurança dos condutores.

O BLOGUE DO MINHO teve em devido tempo a oportunidade de alertar para a necessidade de se construírem ecodutos subterrâneos e aéreos nas autoestradas com vista a preservar a vida selvagem e promover a segurança rodoviária, tendo a mesma sido levada ao conhecimento do partido Pessoas – Animais – Natureza (PAN), conforme se pode ler em http://bloguedominho.blogs.sapo.pt/e-necessario-construir-ecodutos-nas-5096578.

No seguimento desse alerta, recebemos desta força política com assento parlamentar a seguinte informação:

“Na sequência de reunião do PAN com trabalhadores da ANL - Auto Estradas Norte Litoral, ficámos sensibilizados para esta questão e estamos a analisar diversas possibilidades para tentar resolver o problema. Para além da sugestão dada por si, analisamos ainda a possibilidade de criação de túneis para a passagem de animais e ainda a alteração das redes que fazem a delimitação da auto-estrada por outras com uma malha mais apertada, dado que as existentes permitem a passagem de animais mais pequenos.

Agradecemos o alerta para o tema e estamos disponíveis para discutir esta matéria.”

Transcrevemos seguidamente o Projecto-Resolução que o PAN apresentou à Assembleia da República:

Projecto-Resolução n.º 1238/XIII/3ª

Recomenda ao Governo que proceda a um estudo de impacto do atropelamento de animais no ecossistema e adopte medidas preventivas de acordo com os resultados

Exposição de motivos  

Infelizmente é recorrente depararmo-nos nas estradas portuguesas, suas bermas e passeios com animais vítimas de atropelamento.

Lamentavelmente, outros países se espelham no nosso: nos EUA são atropelados anualmente e, em média, cerca de 201 mil veados, não obstante estar este país identificado como o primeiro que se preocupou em 1927 com o impacto do atropelamento de animais na biodiversidade. No Brasil, 15 animais são atropelados[1] por cada segundo que passa, o que corresponde a 475 milhões de vítimas por ano, sendo 430 milhões respeitantes a pequenos vertebrados, como aves e répteis. Pela Europa, mais concretamente na Suíça, um estudo estatístico datado de 1987 concluiu que restou apenas 40% de uma população de sapos 3 anos após a construção de uma estrada; esta população foi declarada extinta ao fim de onze anos. Eram 500 sapos-comuns. No norte de Espanha, uma estrada construída em 1993 na região da Galiza, potenciou a morte de 12 mil animais, sendo 60% reconhecido como sendo o tritão-de-ventre-laranja que apenas pulula na zona oeste de Portugal e Espanha.

O atropelamento de animais que compõem as mais variadas espécies assume preocupação crescente em todo o globo. Em Portugal pouco se tem feito nesta matéria ao contrário do que acontece com outros países[2].

É necessário que o Governo português adote medidas para prevenção da mortalidade e proteção da biodiversidade, baseadas em estudos referentes a animais encontrados mortos ou moribundos, em função do seu tipo, género, idade, período de gestação, nidificação, reprodução. Com efeito, é do conhecimento comum que as características de cada localidade veiculam o nível de perigo de atropelamento no que em concreto respeita à vegetação, população, clima, estação do ano, nidificação, solo. A hora do dia e a época do ano são também factores essenciais. Há períodos propensos ao atropelamento. A época considerada crítica para as aves decorre entre o fim da Primavera e o Verão, e, em especial, para os morcegos, entre os meses de Maio a Agosto. O Outono é a estação que regista um maior número de mortalidade para os animais carnívoros, porque é a época do acasalamento e da caça. O amanhecer e o anoitecer são também considerados períodos críticos, pois é nessas horas que os animais procuram alimento. Atente-se ainda aos períodos migratórios e aos dias de chuva.

Países europeus como a Alemanha, Suíça, França, entre outros, já tomaram medidas que somam décadas, desde a construção de túneis para atravessamento de rodovias, barreiras e avisos para os condutores.

No Brasil foi inclusivamente criada uma rede social para partilha de infrações[3], que inclui uma aplicação informática através da qual é possível enviar imagens dos animas atropelados para puderem ser identificados por especialistas e que, posteriormente, são inseridos num sistema a nível nacional[4]. Tudo no intuito de permitir a implementação de uma verdadeira política de conservação das espécies. Os anfíbios, por exemplo, assumem uma função de controlo de pragas da maior relevância, pelo que o seu atropelamento implica danos relevantes ao ecossistema onde estes animais se inserem.

Em Portugal, a Quercus elaborou em 2014 um estudo em dois troços pertencentes a duas localidades do distrito de Castelo Branco[5]. Foram registadas 56 mortes de animais, entre os quais se destacam raposas, lontras, ouriços-caixeiros, corujas, mochos. A estes somam-se dezenas de répteis e anfíbios e todos os outros animais que acabam por ficar fora das estatísticas, porque, ou servem de alimento a outros, ou morrem mais tarde, longe do local onde se verificou o atropelamento. Também a Universidade de Évora[6] apresentou um estudo onde registou, em média, a morte de 120 animais por Km/ano. Lamentavelmente, já há espécies ameaçadas de extinção por comportamentos erráticos de condutores, por falta de prevenção ou por falta de formação. Em Portugal, animais como o lobo e o lince-ibérico estão entre as espécies que apresentam maior risco de extinção. Em 2013, foi encontrado morto na A23 um lince-ibérico protegido e nascido em Espanha e, recentemente, já em 2016, uma fêmea foi também encontrada sem vida. Este é o felino mais ameaçado a nível mundial, tendo sido já registadas 24 mortes por atropelamento na Península Ibérica entre os anos de 2013 e 2015. Trata-se de um carnívoro considerado como uma espécie em estado crítico de conservação pela União Internacional para a Conservação da Natureza e pelo grupo de conservação SOS Lynx.

No nosso país, os distritos mais mortíferos são Santarém, Viseu, Lisboa, Porto, Leiria e Beja. Metade dos acidentes são registados em estradas municipais, seguidas das nacionais. Os animais que apresentam o maior índice de mortalidade são os cães e as raposas, o coelho-bravo (alimento dos linces-ibéricos), texugo, ouriço-caixeiro, saca-rabo, sapos, etc.

Em locais como o parque natural da Serra do Gerês, reserva Natural do Estuário do Tejo, Serra da Estrela, Monsanto (Lisboa), a Serra da Lousã e outros considerados protegidos devem haver especiais medidas de prevenção.

Em 2016 a GNR contabilizou para cima de 1000 acidentes rodoviários, derivados de embate em animais, como aves, javalis, raposas, veados. E se o código da estrada plasma coimas para os detentores de animais domésticos que não cuidam de os ter dentro de um perímetro de segurança, no que tange aos animais selvagens nenhuma legislação existe, excepto no que diz respeito à circulação em autoestradas, cuja responsabilidade é da concecionária por falta de proteção e correta delimitação das vias de rodagem.

Há que adotar medidas urgentes para por fim a esta mortalidade que afeta a biodiversidade e os ecossistemas.

Assim, a Assembleia da República, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, por intermédio do presente Projecto de Resolução, recomenda ao Governo que:

1 - Proceda a um estudo de impacto do atropelamento de animais no ecossistema, bem como verifique quais os troços mais problemáticos, as espécies mais afectadas, os períodos de maior risco, entre outros dados que considere relevantes;

2 – Proceda a Estudos de Viabilidade Técnica e Ambiental e Estudos de Impacto Ambiental - relativos ao planeamento, construções, reformas e duplicação de estradas, rodovias e ferrovias para que estes contenham medidas de mitigação dos riscos de atropelamento para os animais selvagens;

3 - Adopte medidas que visem assegurar a circulação segura de animais selvagens pelo território nacional, com a redução de acidentes envolvendo pessoas e animais nas estradas, rodovias e ferrovias, nomeadamente verifique da possibilidade de implantação de medidas que auxiliem a travessia da fauna selvagem, tais como instalação de sinalização e redutores de velocidade, passagens aéreas ou subterrâneas, pontes, cercas e refletores, assim como promover a educação ambiental através de campanhas que visem a consciencialização dos motoristas e da população;

4 - Adopção de Cadastro Nacional Público de acidentes com animais selvagens, no qual sejam registados todos os incidentes desta natureza, com registo do número de feridos e da mortalidade animal nas estradas portuguesas por espécie, género, idade, localidade, bem como todos os demais elementos considerados relevantes pelas entidades competentes.

5 - Reforço da fiscalização e monitorização nas áreas de maior incidência de atropelamentos de animais selvagens identificadas a partir dos dados do Cadastro Nacional, com o reforço das estruturas de instituições já existentes e admitindo-se a possibilidade de celebração de protocolos e acordos com Organizações Não Governamentais de Ambiente.

Palácio de São Bento, 12 de Janeiro de 2018

O Deputado,

André Silva

 

[1] De acordo com dados do CBEE (Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas) da Universidade Federal de Lavras.

[2] Também a Dinamarca em 1959, a Inglaterra um ano depois e outros países como a Áustria em 1975 se preocuparam em fazer estudos sobre o impacto do atropelamento de animais no ecossistema. Já no país vizinho, os estudos iniciaram-se na última década do século passado. Em todos estes países a conclusão foi unanime: os números são muito preocupantes. Em Espanha, após o primeiro estudo, concluiu-se que cerca de 10 milhões de animais morriam anualmente. Portugal, graças ao Biólogo José Silva Marques, apresenta o seu primeiro estudo em 1994 - Vertebrados Mortos por Atropelamento – EN118- concluindo-se que foram atropelados, num troço de 20 km, 600 vertebrados, mais de metade aves, 169 mamíferos, 70 répteis e 1 anfíbio, quase todas estas espécies pertenciam a grupos de animais que se consideram em vias de extinção.

[3] Iniciativa do CBEE, responsável pelo projeto MALHA que já conta com 15 mil utilizadores e para cima de 20 mil fotografias.

[4] Banco de Dados Brasileiro de Atropelamento de Fauna Selvagem (BAFS)

[5] Junto à ponte do rio Ponsul, na ligação entre Castelo Branco e Malpica do Tejo e no troço junto à Barragem de Santa Águeda.

[6] Designado MOVE (acrónimo de Montemor-Valeira-Évora, principais localidades nas quais decorre a amostragem

CÂMARA PROMOVE AÇÃO DE REFLORESTAÇÃO NA SERRA D’ARGA NO DIA 13 DE JANEIRO

A ação vai decorrer na zona envolvente da parede de escalada de Penice, em Arga de Baixo

A Câmara Municipal de Caminha vai promover uma ação de reflorestação na Serra d’Arga no dia 13 de janeiro, pelas 9H30, na zona envolvente à parede de escalada de Penice, em Arga de Baixo. O objetivo é promover o território da Serra d’Arga como espaço privilegiado para a educação, para a sustentabilidade e para o usufruto da natureza.

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Esta ação de reflorestação é organizada pela Câmara Municipal de Caminha em parceria com o Clube de Escalada de Braga e conta com o apoio da Freguesia de Arga (Baixo, Cima e São João).

O Município pretende com a realização de atividades desta natureza potenciaro turismo de natureza, valorizar e preservar o território, bem como dinamizar a população e a economia da Serra d’Arga.

Quanto à escolha do local, é de referir que a Parede de Escalada de Penice, situada em Arga de Baixo, é uma estrutura natural de caraterísticas e potencialidades relevantes para a prática da modalidade de escalada, nomeadamente para a escalada Desportiva e Bloco.

A participação na atividade é gratuita.

Os interessados em participar podem recolher mais informações no Centro de Interpretação da serra d’Arga – CISA – através do email cisa@cm-caminha.pt ou dos telefones 258 721 708 ou 914 476 461.

CERVEIRENSES PREVINEM-SE CONTRA OS INCÊNDIOS

Autarquia informa munícipes sobre novas obrigações na prevenção contra incêndios

Perante o pacote significativo de alterações no âmbito da Proteção Civil inscritas no Orçamento de Estado para 2018, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira vai avançar com a realização de ações de sensibilização em todas as freguesias do concelho, de forma a informar e esclarecer os munícipes. Mentrestido e Gondarém acolhem sessão já no próximo sábado, às 15h00 e 17h00, respetivamente.

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Para além de reforçar as medidas de prevenção normais, a Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira pretende sensibilizar a comunidade para as novas diretrizes governamentais para a floresta e o combate aos incêndios, em particular aquela que envolve os proprietários privados que passam a ser obrigados a limpar os seus terrenos até 15 de março.

Devido ao aumento para o dobro das coimas pela infração à legislação, a autarquia vai promover um conjunto de ações de sensibilização em todas as freguesias do concelho, para as quais apela à participação massiva, dada a importância e impacto da temática.

Protagonizados pelo Adjunto do Presidente da Câmara Municipal, Pedro Soares, e pelo Comandante da Proteção Civil Municipal, Carlos Miguel Alves, estes contactos de proximidade arrancam já no próximo sábado, 2 de dezembro, nas freguesias de Mentrestido e de Gondarém, às 15h00 e 17h00, respetivamente, nas sedes da junta local. Para o dia 16 de dezembro também já estão agendadas ações nas freguesias de Sapardos e de Loivo, às 14h30 e 17h30, respetivamente. Oportunamente será dado a conhecer a calendarização para as demais freguesias.

De sublinhar que o recentemente aprovado Orçamento de Estado para 2018 aposta numa “cultura de segurança” e de “aproximação da prevenção do combate aos incêndios”, em vez de gerir de forma separada estas duas vertentes.

PAN LEVA A DEBATE NO PARLAMENTO MAIOR RESPONSABILIZAÇÃO NA PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS

  • Agravar a moldura penal para incendiários
  • Responsabilidade criminal para pessoas, empresas e autarquias que não efetuem a limpeza dos terrenos
  • Voltar a incluir o crime de incêndio florestal no leque de crimes de investigação prioritária
  • Acabar com as nomeações políticas para a proteção civil e estabelecer procedimento concursal
  • Integrar veterinários na proteção civil e criar uma de equipa de salvação e resgate animal

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza leva a debate esta quarta-feira, dia 29 de Novembro, 14 medidas que visam contribuir para uma mudança de paradigma na área da prevenção e combate aos incêndios, com foco numa responsabilização penal mais robusta, na intensificação das medidas de prevenção, na aposta na biodiversidade e na definição de estratégias imediatas de apoio às populações e equipas no terreno.

Para o PAN é urgente rever a moldura penal, aumentando os limites mínimos das penas para os crimes de incêndio florestal, e quer voltar a incluir o incêndio florestal no leque de crimes de investigação prioritária definidos pela Lei de Política Criminal 2017-2019. Proprietários, entidades gestoras e câmaras municipais também deverão estar sujeitos a responsabilidade penal em caso de não cumprimento das obrigações previstas no Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, nomeadamente nos casos de falta de limpeza dos terrenos florestais.

Sem ignorar o real impacto das Alterações Climáticas e tendo em conta que este ano os dois maiores focos de incêndios aconteceram antes e depois da atual janela temporal, o PAN queralterar o período crítico denominado por “Fase Charlie” para que se inicie a 15 de maio e termine a 30 de outubro.

O partido pede a alteração da orgânica da Autoridade Nacional de Proteção Civil com uma iniciativa legislativa que estabelece a imposição de procedimento concursal para atribuição de cargos decisórios preponderantes da Proteção Civil, ao invés da prática da nomeação política.

Constatando também a falta de meios de socorro a animais, o PAN defende a integração de médicos-veterinários na Proteção Civil e, consequentemente, a inclusão dos animais nos planos de emergência e socorro com a criação de uma equipa de salvação e resgate animal.

Ainda em resposta a estes incêndios, o PAN pretende ver suspensa a permissão de caça acima do Rio Tejo de forma a permitir a regeneração dos ecossistemas nas zonas mais afetadas, seguindo o apelo já transmitido pela Quercus ao Governo depois da morte de um número incalculável de animais e da destruição dos seus habitats. Na sequência dos incêndios que deflagraram na zona Centro e Norte do país, o partido pretende também a criação de uma equipa de apoio psicológico para as pessoas afetadas e para os bombeirosintervenientes no combate, apoio a ser disponibilizado por um período não inferior a três anos e dotado de meios de deslocação ao terreno.

No que toca às ações de arborização e de rearborização, a biodiversidade deve ser privilegiada. Para isso, o PAN pretende que seja criado um programa específico para apoio à instalação e implementação de modelos de silvicultura que utilizem carvalhos, castanheiros e outras folhosas e que compense a eventual perda de rendimento, dando opções aos proprietários e associações de produtores de se encaminharem para uma floresta nativa, mais ecológica e mais rentável a médio e longo prazo.

BARCELOS REFLORESTA MONTE DO CRESTO EM ALDREU

Amanhã, 25 de novembro, no Monte Cresto, em Aldreu, plantação de 1300 espécies autóctones

Amanhã, dia 25 de novembro, o Presidente da Câmara Municipal, Miguel Costa Gomes, e restante executivo participam na ação de reflorestação de espécies autóctones no Monte do Cresto, na freguesia de Aldreu, de forma a assinalar o Dia da Floresta Autóctone.

Esta ação pretende dar continuidade ao projeto de reflorestação, iniciado há quatro anos, com o objetivo de reflorestar uma extensa área ardida, e evidenciar a importância da conservação das florestas naturais .

A iniciativa, que promove a preservação da floresta autóctone portuguesa e que todos os anos leva milhares de portugueses ao encontro dela, decorrerá no Monte do Cresto, freguesia de Aldreu, em parceria com os Amigos da Montanha, a Junta de Freguesia de Aldreu, a Associação Florestal do Cávado e os Viveiros Serafins.

BALANÇO DO ALTO MINHO TREX’ EM CAMINHA E CERVEIRA

Balanço do ‘Alto Minho TrEx’ em Caminha e Cerveira

Terceiro dia de trabalho no terreno, no âmbito da iniciativa ‘Alto Minho TrEx’. As duas equipas multifacetadas foram distribuídas pelos concelhos limítrofes de Caminha e de Vila Nova de Cerveira para ações de fogo controlado em parcelas previamente identificadas e tratadas. No entanto, dadas as condições de prescrição, os trabalhos em Caminha não avançaram por razões de segurança, pelo que as equipas uniram esforços e atuaram num total de 24 ha de parcelas do concelho cerveirense.

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Estava-se perante um dia meteorologicamente diferente dos anteriores, nomeadamente devido às fortes rajadas de vento, e que se revelou um verdadeiro teste para especialistas, técnicos e operacionais partilharem conhecimentos e experiências de gestão de combustível em ciclo de retorno.

De realçar que nesta ação estiveram envolvidos meios de apoio complementares das duas comunidades, desde as equipas de sapadores florestais, dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Cerveira e da Unidade Local de Covas.

Até ao momento, o ‘Alto Minho TrEx’ esteve em seis dos 10 concelho do distrito, tendo abrangido uma área total de cerca de 70ha. As ações práticas terminam esta sexta-feira, perspetivando-se depois a realização de uma análise e avaliação desta iniciativa inédita na Europa, promovida pela CIM Alto Minho em parceria com a "Nature Conservancy”, organização internacional, sem fins lucrativos, líder na conservação da biodiversidade e do meio ambiente.

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BRAGA IMPLEMENTA MEDIDAS DE MITIGAÇÃO DOS SOLOS PÓS INCÊNDIOS

O Município de Braga e o CEGOT UMinho - Centro de Estudos em Geografia e Ordenamento do Território da Universidade do Minho, realizaram uma acção respeitante a medidas de emergência de mitigação da erosão dos solos pós-incêndio.

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Nesta acção, desenvolvida ao longo de vários dias, foi efectuada a caracterização e avaliação da área afectada pelos incêndios, culminando com a implementação de medidas de intervenção de emergência de combate à erosão dos solos pós-incêndio, tais como, Mulching (palha), troncos (em vertente) e barreiras de troncos, passando-se agora à fase de monitorização das medidas implementadas.

Na execução desta parceria participaram para além dos investigadores e alunos do Departamento de Geografia da Universidade do Minho, colaboradores do Município e a Equipa de Sapadores Florestais de Braga da Associação Florestal do Cávado, sendo decisiva a autorização do proprietário do terreno em questão.

Pretendendo-se também que esta acção tivesse um papel de informação e sensibilização, foram também convidados a marcar presença os Presidentes de Junta das freguesias afectadas e os proprietários de áreas afectadas pelos incêndios.

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FAMALICÃO ASSINALA DIA DA FLORESTA AUTÓCTONE

Amanhã, dia 23 de novembro, pelas 15h30, na Escola Básica Júlio Brandão

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, inaugura amanhã, quinta-feira, dia 23 de novembro, pelas 15h30, o primeiro berçário de árvores eco-escolas do concelho, localizado na Escola Básica Júlio Brandão, no centro da cidade.

O momento, que se insere nas comemorações do Dia da Floresta Autóctone promovidas pela Câmara Municipal, antecede a assinatura do primeiro acordo de parceria entre a autarquia famalicense e o proprietário de um terreno privado para a sua reflorestação com espécies autóctones.

Refira-se que ambas as iniciativas decorrem no âmbito do projeto municipal “25 mil árvores para 2025”, cujo grande objetivo que passa pela reabilitação de aproximadamente 25 hectares do território concelhio através da plantação de 25 mil árvores e arbustos nativos da região em áreas urbanas, espaços rurais, ao longo das linhas de água e em montes e serras.

PONTE DE LIMA E VIANA DO CASTELO PREVINEM O FOGO FLORESTAL

‘TrEx Alto Minho’ em Ponte de Lima e Viana do Castelo

Prosseguem no terreno as ações piloto de treino com recurso ao fogo controlado, no âmbito do ‘Alto Minho TrEx’. Ao longo desta terça-feira, os concelhos de Ponte de Lima e de Viana do Castelo foram alvo de queimas efetuadas por especialistas mundiais, em estreita colaboração com técnicos distritais, num total de 15ha.

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Tendo em consideração a gestão de combustível em pontos estratégicos e a criação de parcelas com vista à melhoria da gestão cinegética e ao tratamento de zonas de interface urbano-florestal, o segundo dia do projeto ‘Alto Minho TrEx’ no terreno abrangeu as localidades de Carvoeiro, em Viana do Castelo, e Airão-Poiares, em Ponte de Lima.

Estas queimas são executadas por técnicos credenciados em fogo controlado, com apoio das equipas de supressão e respetivos meios, para além do envolvimento da comunidade local que, no caso concreto destes dois concelhos, contou com a participação de caçadores. No total, foram tratados 15 ha de parcelas previamente preparadas pelas equipas de prevenção municipais.

Estas ações estão previstas nos planos de fogo controlado desenvolvidos pelos gabinetes técnicos florestais dos municípios e inserem-se no “Plano Regional de Fogo Controlado do Alto Minho”. Tendo uma visão de escala de potenciais incêndios florestais que podem afetar a região num futuro próximo, a CIM Alto Minho, em estreita colaboração com os Municípios do Alto Minho, procedeu à elaboração de um plano de fogo controlado para o período entre 2017 e 2021. O documento deverá integrar, em conjunto com os planos municipais, uma candidatura para execução no âmbito do Programa Nacional de Fogo Controlado promovido pelo Governo, na vertente da Reforma Florestal. Neste momento, o plano encontra-se em fase de aprovação junto das 10 autarquias.

Para além do uso do fogo, os técnicos afetos ao ‘Alto Minho TrEx’, oriundos de Portugal, Espanha, Brasil, EUA e Canadá, estão a partilhar conhecimentos e experiências em conceitos como a ecologia do fogo, organização e gestão de incidentes (ICS/IMT) e gestão do fumo e seus impactos.

De sublinhar que a execução das queimas previstas no projeto está a ser realizada em contexto de capacitação e de investigação definido, ao abrigo do exposto no n.º 4 do Artigo 26.º da Lei nº 76/2017 de 17 de agosto.

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PONTE DE LIMA ASSINALA DIA DA FLORESTA AUTÓCTONE

Dia da Floresta Autóctone – Área Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro D`Arcos promove Visita ao Parque Florestal

No âmbito do Dia da Floresta Autóctone, os funcionários da Área Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro de Arcos terão na próxima quinta-feira, 23 de novembro um dia dedicado em exclusivo ao Parque Florestal da Quinta de Pentieiros.

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A ação tem como objetivo dar continuidade aos trabalhos de recuperação e valorização do Parque Florestal, devastado pelo incêndio de 2016, através da eliminação de invasoras lenhosas, do controlo da vegetação espontânea e da identificação, proteção e seleção de varas, de espécies autóctones e de outras folhosas, resultantes do rebentamento das toiças das árvores plantadas nos últimos anos e que foram queimadas pelo incêndio.  

De importância vital para o equilíbrio ambiental e ecológico, as ações de preservação da floresta são objetivos imediatos a cumprir. Neste contexto os funcionários da Área Protegida, como forma de dar o exemplo, promovem esta ação de manutenção na próxima quinta-feira, a partir das 9h30.

Esta iniciativa complementa-se com uma ação dirigida a toda a comunidade, a realizar no próximo sábado, dia 25 de novembro, a partir das 9h30 nos bosques autóctones da Área Protegida. Para participar aconselha-se a utilização de roupa confortável e a efetuar a inscrição através do seguinte endereço eletrónico: lagoas@cm-pontedelima.pt,  ou pelo telefone 258 240201.

QUINTA PEDAGÓGICA DE BRAGA ASSINALA DIA DA FLORESTA AUTÓCTONE

A Quinta Pedagógica de Braga assinala esta Quinta-feira, 23 de Novembro, o Dia da Floresta Autóctone com um conjunto de actividades de sensibilização que vão contar com a participação de cerca de uma centena de crianças de escolas do Concelho.

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As comemorações contam, este ano, com a parceria da ATAHCA – Associação de Desenvolvimento das Terras Altas do Homem, Cávado e Ave que irá oferecer o livro “Carvalho – a Árvore de Portugal”, um jogo de adivinhas, para os mais pequenos aprenderem a função dos carvalhais, e um lápis para não se esquecerem dos produtos que podemos obter da floresta.

Os alunos do Centro Escolar de Maximinos e do Jardim-de-infância de Estrada (Freguesia de Ferreiros) vão aprender a fazer ‘granadas’ de argila, terra e sementes de leguminosas com bolotas de carvalho alvarinho, uma espécie autóctone outrora muito comum na nossa floresta.

Estas granadas de sementes serão depois lançadas nas zonas ardidas do Concelho com vista à reflorestação com carvalhos durante uma caminhada que se irá realizar no próximo Sábado, dia 25 de Novembro, a partir das 9h30, no âmbito do programa ‘Florestar Braga2017’.

CERVEIRA PREPARA-SE PARA CONTROLAR OCORRÊNCIA DE FOGOS

Cerveira participa no Alto Minho Trex 2017 - Training Exchanges

Evento pioneiro na Europa no âmbito do fogo controlado, o ‘Alto Minho TREX – Training Exchanges – sobre metodologias inovadoras no uso do fogo’ está a decorrer, até à próxima sexta-feira, no distrito de Viana do Castelo. Em Vila Nova de Cerveira está programada uma ação prática de fogo controlado para esta quarta-feira, 22 de novembro, ao longo de uma área florestal de cerca de 38ha.

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A iniciativa ‘Alto Minho TREX’, promovida no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, pretende promover a divulgação, intercâmbio e capacitação técnica dos operacionais envolvidos no uso do fogo. Integrado no projeto da CIM “Protec|Georisk: Alto Minho 2020” (apoiado pelo PO SEUR), este evento conta com a colaboração de especialistas da conceituada organização “TheNatureConservancy”.

Para além do uso do fogo, os técnicos oriundos de Portugal, Espanha, Brasil, EUA e Canadá, reunidos durante 7 dias em regime de internato no Centro de Educação e Interpretação Ambiental da Paisagem Protegida de Corno do Bico, em Paredes de Coura, abordarão temas como a ecologia do fogo, organização e gestão de incidentes (ICS/IMT) e gestão do fumo e seus impactos.

O evento arrancou no passado sábado com um workshop, no qual oradores nacionais e estrangeiros, apresentaram diversos pontos de vista e experiências inovadoras no contexto europeu. Posteriormente, e até à próxima sexta-feira, estão a ser promovidas ações piloto de treino e intercâmbio de técnicas de gestão de eventos de riscos e de uso do fogo controlado em ambientes e ecossistemas diversificados dos dez municípios do Alto Minho.

No caso concreto de Vila Nova de Cerveira, esta ação está agendada para quarta-feira, dia 22 de novembro, a partir das 10h00, em parcelas situadas na União de Freguesia de Candemil e Gondar, Cornes e Sapardos, num total de 37,57 hectares. O objetivo destas ações de fogo controlado é a criação de zonas de descontinuidade que possam servir para ancoragem de incêndios, protegendo assim zonas habitacionais e florestais.

ARCOS DE VALDEVEZ APELA AO VOLUNTARIADO PARA A FLORESTAÇÃO

Câmara Municipal e Quercus promovem projeto “Florestar Voluntário”

Os recentes fogos florestais que assolaram o país e o Alto Minho trouxeram mais uma vez para a praça pública um conjunto de temas variados relacionados com a floresta.

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É no seio desta discussão que surge a oportunidade de envolver os cidadãos a contribuir na inversão da trágica redução da área ocupada por floresta e dentro desta da área ocupada com a floresta de espécies autóctones.

O turismo de natureza tem cada vez mais adeptos e o interior do país, que tem vindo a beneficiar desta tendência e traz valor para as regiões. Este movimento que reconhece e valoriza a preservação ambiental, as tradições seculares e as gentes estão cada vez mais atentas aos temas ambientais e disponíveis para contribuir para a sua valorização.

É neste contexto que assenta o projeto “FLORESTAR VOLUNTÁRIO”.

Em Arcos de Valdevez serão convocados os principais atores do território, nomeadamente agentes turísticos locais, as associações culturais, sociais e desportivas, a Porta do Mezio, as escolas, os Baldios, as Juntas de Freguesia, o ICF e os próprios serviços da Câmara Municipal, para servirem de interlocutores e intermediários numa ação de reflorestação com espécies autóctones, designadamente carvalho-alvarinho (Quercus robur) e carvalho-negral (Quercus pyrenaica).

A estes interlocutores caberá a missão de sensibilizar a população para a participação cidadã nesta ação voluntaria de florestação.

Em suma, será pedido aos visitantes e residentes no território que levem um pequeno “saco com sementes” que contém informação sobre a sementeira e sejam “pequenas formigas” que espalhadas pelo território vão contribuir para o restauro, valorização e preservação da floresta de Arcos de Valdevez.

ALTO MINHO REÚNE ESPECIALISTAS EM ORDENAMENTO FLORESTAL E COMBATE AOS FOGOS

18 a 24 novembro | Paredes de Coura

campo de treino e conferência internacional sobre uso de fogo controlado com especialistas dos EUA, Canadá, Brasil, Chile, Espanha e Portugal

Paredes de Coura acolhe de 18 a 24 de novembro cerca de 100 especialistas oriundos dos Estados Unidos da América, Canadá, Brasil, Chile, Espanha e Portugal, naquela que será a primeira iniciativa na Europa e que contará com a colaboração da conceituada organização “The Nature Conservancy” para debater o tema do uso do fogo como forma de gestão e prevenção de grandes incêndios florestais.

Esta iniciativa inédita e pioneira, frequentemente realizada nos EUA, tem lugar pela primeira vez na Europa e contará com nomes como Jeremy Bailey, da The Nature Conservancy (USA),  Christian Neil Berlinck, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio – Brasil), Rui Almeida, do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e Emanuel de Oliveira, analista de risco de incêndio e consultor da CIM Alto Minho, entre outros, que vão debruçar-se sobre temas como a ecologia do fogo, a organização e gestão de incidentes (ICS/IMT), bem como a gestão do fumo e dos seus impactos.

Visando aprofundar a formação dos técnicos, nacionais e estrangeiros, envolvidos no uso do fogo, os cerca de 100 especialistas, oriundos de Portugal, Espanha, Brasil, EUA e Canadá, estarão reunidos durante 7 dias em regime de internato, no CEIA, em plena Paisagem Protegida de Corno do Bico, para debater, trocar experiências e executar diversas queimas em ambientes e ecossistemas diversificados do Alto Minho. Estas ações de uso de fogo controlado, ou chamado “fogo frio”, estão já previstas nos planos de fogo controlado desenvolvidos pelos respetivos Gabinetes Técnicos Florestais de cada município que integra a CIM Alto Minho. 

Alto Minho FIRECAMP 2017

Decorrerá ainda no mesmo período o Alto Minho FIRECAMP – o maior evento nacional dedicado ao estudo dos fogos florestais no contexto dos riscos e das alterações climáticas e que constitui um espaço de excelência, onde se juntam operacionais das diversas unidades de combate e prevenção, técnicos e responsáveis políticos de vários países, para o intercâmbio de conhecimentos e técnicas.

Será uma semana dedicada ao que melhor se faz ao nível internacional na investigação, prevenção e em matéria de combate aos incêndios, tendo como tónica o uso do fogo e as alterações climáticas.

PAN QUER SUSPENDER PLANTAÇÃO DE EUCALIPTOS

PAN quer suspensão da plantação de eucaliptos até nova lei entrar em vigor

  • Nova legislação só entra em vigor em Março e até lá o risco de Eucaliptização é muito elevado
  • A moratória é urgente para garantir que as reformas da floresta já aprovadas não sejam colocadas em causa
  • A suspensão o investimento em espécies folhosas autóctones

O PAN – Pessoas-Animais-Natureza apresenta hoje um projeto de lei que visa alterar o regime jurídico aplicável às ações de arborização e rearborização e que pretende impedir a plantação de eucaliptos até a entrada em vigor da nova lei.

O novo regime de arborização e rearborização estabelece a redução do eucalipto e pretende impor uma aconselhável diversificação da floresta, criando “zonas tampão” que evitem ou mitiguem tragédias como foram os incêndios de Pedrógão Grande. No entanto só se prevê a entrada em vigor da nova lei aplicável às ações de Arborização e Rearborização (Lei n.º 77/2017 de 17 de Agosto) em Março de 2018. O PAN entende que a permissão de plantação de eucaliptos até à entrada em vigor da nova lei é um erro que poderá levar a que as áreas geográficas afetadas pelos incêndios possam já estar repletas desta espécie rentável quando se tentar diversificar a floresta portuguesa.

A suspensão temporária de toda a plantação de eucaliptos incentivará ainda a plantação de espécies arbóreas folhosas autóctones com uma boa capacidade produtiva, reconhecida qualidade da madeira produzida, maior proteção e resistência à propagação de incêndios, por manterem um microclima mais fresco e húmido nos meses de Verão, valorização da paisagem, bem como abrigo e alimento para a fauna silvestre, desempenhando também funções auxiliares na agricultura.

O ordenamento do território florestal português tem nas últimas décadas vindo a conhecer uma transformação radical, onde se privilegiou o fomento da plantação de eucaliptos em detrimento de espécies autóctones numa lógica puramente economicista, uma vez que esta espécie apresenta rendimento económico a curto prazo.

Segundo os resultados preliminares do Inventário Florestal Nacional, os eucaliptos tiveram um crescimento de 13% entre 1995 e 2010, representando atualmente a espécie dominante na floresta portuguesa, com 812 mil hectares plantado, o que corresponde a 26% do território florestal luso.

Esta iniciativa não pretende fazer um exercício de diabolização do eucalipto, mas sim, reforçar a necessidade de ser equacionada uma gestão do território florestal português que obedeça a trâmites de racionalidade e adequação.

A importância das árvores autóctones é reconhecida pelo Estado, pelos numerosos quadros normativos subjacentes às mesmas, no entanto, face à pressão dos interesses económicos, estas espécies são constantemente desconsideradas em detrimento do eucalipto, dada a disparidade evidente de períodos temporais de maturidade das espécies em crise – desta forma é dada primazia à espécie com período de maturidade muito mais diminuto, neste caso o eucalipto.

MUNICÍPIO DE FAMALICÃO PLANTA ÁRVORES AUTÓCTONES EM TERRENOS PRIVADOS

Câmara de Famalicão vai plantar árvores autóctones em terrenos florestais privados. Autarquia vai estabelecer acordos com os proprietários para a reflorestação do território

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai estabelecer acordos de parceria com os proprietários de terrenos florestais no concelho para a promoção da reflorestação do território, através da plantação de árvores e arbustos autóctones. A iniciativa que se insere no âmbito do projeto “25 mil árvores até 2025” foi apresentada esta quinta-feira, em reunião do executivo municipal.

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De acordo com a proposta, os proprietários que aderirem ao projeto têm apenas realizar os trabalhos de preparação dos terrenos para a plantação das árvores e autorizar a presença de técnicos da autarquia e de voluntários para a realização de tarefas necessárias à plantação de árvores e cuidados posteriores por um período de cinco anos. Os proprietários ficam também impedidos de abater as árvores plantadas por um período de mínimo de 15 anos.

Por seu lado, a autarquia compromete-se a financiar o projeto de arborização dos terrenos que deverá ser submetido ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e a custear e ceder as árvores a plantar, ajustando com os proprietários as condições de plantação, respeitando os usos de propriedade.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “com esta iniciativa de grande alcance ambiental, a autarquia está a envolver a comunidade em projetos que são da comunidade. A plantação das 25 mil árvores é um projeto concelhio em que a Câmara Municipal é apenas o impulsionador”.

O autarca refere ainda que é muito importante “atrair a atenção dos famalicenses e envolve-los no projeto. Já temos a participação de muitas associações e até empresas do concelho, agora estamos a tentar chegar aos proprietários dos terrenos para que eles também se interessem e envolvam no projeto”, salienta.

“O objetivo principal é rearborizar o território, devolver vida, proteger a natureza e criar condições de futuro para a comunidade”, acrescenta, salientando que, nesta fase, o projeto ganha renovada importância, tendo em conta os efeitos nefastos da grande vaga de incêndios que assolou o país durante o Verão.

O projeto “25 mil árvores até 2025” foi lançado há cerca de um ano e pretende reabilitar aproximadamente 25 hectares do território concelhio através da plantação de 25 mil árvores e arbustos nativos da região em áreas urbanas, espaços rurais, ao longo das linhas de água e em montes e serras.

As árvores autóctones são uma aposta deste projeto, nomeadamente carvalhos, medronheiros, castanheiros, loureiros, azinheiras e sobreiros entre outros. Para além da forte ligação à história da região, estas espécies estão mais adaptadas às condições do solo e do clima do território, por isso, são mais resistentes a pragas, doenças ou longos períodos de seca ou chuva intensa. Embora de crescimento mais lento, são também mais resistentes aos incêndios florestais, constituindo o refúgio e abrigo de muitas espécies de animais, levando a um aumento exponencial da biodiversidade.

Neste momento, a autarquia já começou a contactar os proprietários dos terrenos florestais, sensibilizando-os para o projeto.

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MUNICÍPIO ARCUENSE RENOVA PROTOCOLOS COM SAPADORES FLORESTAIS

Proteção da Floresta Contra Incêndios

A Câmara Municipal celebrou protocolos com entidades detentoras de equipas de Sapadores Florestais, nomeadamente, a Associação Florestal Atlântica, a Associação Florestal do Lima e as Assembleias de Compartes dos Baldios das Freguesias de Cabreiro, Gavieira e Soajo, bem como com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários.

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Os protocolos celebrados com as entidades detentoras de sapadores florestais, no valor global de 67,500.00€ euros, têm o objetivo de prevenir incêndios florestais, através da realização de ações de silvicultura preventiva, nomeadamente a criação de faixas de gestão de combustíveis, vigilância das áreas rurais, assim como ações de primeira intervenção, apoio ao combate e às subsequentes operações de rescaldo e vigilância pós-incêndio. Os Protocolos também estabelecem a limpeza de estradas e caminhos municipais numa extensão de aproximadamente 200 km.

JOVENS BRACARENSES PROMOVEM REFLORESTAÇÃO DO CONCELHO DE BRAGA

Alunos contribuem para reflorestação das zonas afectadas pelos incêndios. EB 2,3 de Gualtar é uma das 16 entidades envolvidas neste desafio

Realizou-se hoje, dia 7 de Novembro, na Escola EB 2, 3 de Gualtar, uma oficina de ´granadas de semente´ de uma planta autóctone (neste caso bolota de carvalho, sobreiro ou azinheira). A actividade resulta de um desafio lançado pelo Município de Braga a escolas e outras instituições no sentido de contribuir para a reflorestação do Concelho.

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Nesta oficina são moldadas pequenas bolas resultantes de uma mistura de sementes com argila, terra, água e nutrientes suficientes para as árvores começarem a crescer. Depois de devidamente moldadas e secas, estas ´granadas de semente´ serão atiradas para os locais a reflorestar no Concelho, aumentando a probabilidade de virem a crescer árvores folhosas nesses terrenos.

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Após serem atiradas para os solos, as sementes germinam e as árvores iniciam o seu processo de desenvolvimento, estando sempre protegidas pelas folhas das leguminosas, que, como têm ciclo de vida curto, vão acabar por morrer, decompondo-se e dando alimento à nova árvore que se está a formar.

Nesta acção estão envolvidas 16 entidades (Escolas, IPSS`s e associações), no total de mais de mil pessoas, às quais se junta a Quinta Pedagógica de Braga. O objectivo é concretizar o lançamento de milhares de ´granadas´ nos terrenos afectados pelos incêndios. No final do mês, 25 de Novembro, será feita uma actividade em que também a população em geral será desafiada a associar-se ao lançamento destas ´granadas de semente´. 

Na ocasião realizou-se também a cerimónia de hastear da Bandeira Verde naquele estabelecimento de ensino. Estas actividades inserem-se nos ´Global Action Days´, uma iniciativa internacional que se realiza de 6 a 12 deste mês com o objectivo de dar a conhecer o trabalho desenvolvido pelas Eco-Escolas em prol do ambiente.

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PÓVOA DE LANHOSO REFLORESTA E SENSIBILIZA PARA A PRESERVAÇÃO DA FLORESTA

Póvoa de Lanhoso continua a reflorestar e a sensibilizar

Bétulas, castanheiros, carvalhos alvarinhos e sobreiros. Cerca de 20 árvores autóctones foram plantadas, na manhã de hoje, 31 de outubro, no Monte de S. Mamede, por jovens do projeto Erasmus + e-HAND (Effetcs of Human Activities in Natural Disasters) em que participa a Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso com escolas da Estónia, Roménia, França/Ilha de Reunião, Grécia, Turquia e Itália. Esta iniciativa contou com o apoio da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

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Alguns dos carvalhos plantados derivam do Carvalho de Calvos, árvore classificada, exemplar centenário, um dos mais antigos da Europa, que existe no concelho Povoense. O objetivo foi não só sensibilizar e informar a respeito do problema dos incêndios florestais, mas também dar oportunidade aos/às jovens de participarem ativamente na reflorestação e na prevenção.

O grupo foi composto por mais de 30 alunos e alunas, assim como por professores/as. Mas houve ainda oportunidade para ouvir um especialista da Universidade do Minho, António Bento Gonçalves, que, no âmbito da temática das catástrofes naturais, mais especificamente dos incêndios florestais, enquadrou a iniciativa desta manhã (ao nível da influência da vegetação, do solo ou da própria utilização dos espaços), realizada sob orientação do Gabinete Técnico Florestal da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

Antes desta plantação, numa zona ardida, o grupo foi recebido nos Paços do Concelho pelo Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Avelino Silva, e pela Vereadora da Educação, Gabriela Fonseca. Os estudantes internacionais estarão na Póvoa de Lanhoso até ao dia 3 de novembro.

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