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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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"INSTRUMENTOS MUSICAIS POPULARES PORTUGUESES" DE ERNESTO VEIGA DE OLIVEIRA É UMA OBRA DE REFERÊNCIA PARA QUEM SE INTERESSA PELA ETNOGRAFIA PORTUGUESA

O livro “Instrumentos Musicais Populares Portugueses” de Ernesto Veiga de Oliveira é uma obra de referência para quem queira conhecer as nossas tradições mais genuínas, o folclore e a etnografia, os instrumentos tradicionais e as ocasiões em que os mesmos eram empregues.

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Nascido no Porto em 1910, Ernesto Veiga de Oliveira foi um dos mais conceituados etnólogos portugueses, tendo sucedido ao etnólogo Jorge Dias no Centro de Estudos de Etnologia do qual foi, aliás, um dos seus fundadores, em 1947. Porém, a sua formação académica situava-se na área do Direito e em Ciências Históricas e Filosóficas, cursos nos quais se licenciou na Universidade de Coimbra.

A sua obra foi vasta e incidiu nos mais variados temas, desde a arquitectura ao mobiliário, a música, as tecnologias tradicionais, as festas e romarias e, tal como já referimos, aos instrumentos musicais do povo.

A sabedoria popular – vulgo folclore – não se resume ao canto e à dança. Antes abrange todos os aspectos da vida social a uma época pré-industrial onde podemos identificar aquilo que de mais genuíno identifica o nosso povo. E é por esse facto que, conforme é geralmente aceite, com o advento da indústria e da padronização dos costumes, o folclore não mais evolui, antes se cristaliza, sujeito à sua museolização nomeadamente através dos ranchos folclóricos.

Resta-nos o artesanato – encarado este no sentido mais lato ou seja, incluindo a gastronomia e outras actividades artísticas, portanto não industriais – como sendo a expressão mais completa a revelar o perfil mental de um povo e o seu nível de perfeição artística, o mesmo é dizer o seu grau de evolução civilizacional.

Fiquemos, pois, com a sugestão de leitura do livro “Instrumentos Musicais Populares Portugueses”, de Ernesto Veiga de Oliveira, a todos quantos se dedicam ao estudo e preservação do nosso folclore.

ESPOSENDENSES DEBATEM ETNOGRAFIA E FOLCLORE

4.º Seminário da RNCMR debateu “A Etnografia e o Folclore do Mar de Esposende”

“A Cultura dos mares e dos rios está muito bem representada em Esposende”- afirmou o Presidente da Câmara Municipal de Esposende e da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios (RNCMR), no 4.º Seminário desta Rede, que decorreu ontem, 17 de novembro, no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, subordinado à temática “A Etnografia e o Folclore do Mar de Esposende”.

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O evento, que integrou as comemorações do Dia Nacional do Mar, celebrado a 16 de novembro, promoveu a reflexão e o debate em torno do folclore e da etnografia do mar, não só no que diz respeito a Esposende, como também aos vizinhos concelhos de Viana do Castelo e da Póvoa de Varzim.

Na sessão de abertura, antecedida da projeção do filme “Esposende e o seu Folclore”, o Presidente Benjamim Pereira deu nota do envolvimento e do empenho do Município, que preside pelo segundo mandato consecutivo à RNCMR, na defesa, promoção e valorização do ambiente e do mar. Lembrou, a propósito, a criação da plataforma OMARE “Observatório Marinho de Esposende - Portal de Informação da Biodiversidade Marinha do Litoral Norte de Portugal”, publicamente apresentada no Dia Nacional do Mar, um projeto que resulta da parceria entre a Câmara Municipal de Esposende, a Universidade do Minho e o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.

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Benjamim Pereira realçou que Esposende, enquanto município presidente da RNCM, abraçou um projeto de registo de tecnologias e de tradições associadas à cultura ribeirinha, fluvial e atlântica, que visa estudar para preservar e divulgar.

Aludindo ao 4.º Seminário da RNCMR, assinalou que o folclore mantém vivas muitas das tradições locais, que sobrevivem a par das danças e cantares nas atividades dos Ranchos ou Grupos Etnográficos, notando que  “Esposende apresenta ainda um património cultural  relacionado com o mar e com os rios Cávado e Neiva muito ativo”. Exemplificou com a Romaria de São Bartolomeu do Mar com o Banho Santo, candidata à Lista Nacional de Património Cultural Imaterial em 2016, com o artesanato do junco marítimo com um tipo de tecelagem e de cestaria de características pré-industriais que ainda se pratica em Forjães, ou a “apanha do sargaço” que ainda se faz para uso exclusivo na agricultura tradicional do concelho, usado depois de seco ao sol como fertilizante, e popularizada principalmente nas mareadas do sargaço, em Apúlia. Deu, ainda, nota do estudo da atividade agro-marítima sargaceira, candidatada a Património Cultural Imaterial em 2005 e atualmente na base do futuro núcleo museológico das paisagens do sargaço do litoral de Esposende.

Concluiu, agradecendo ao Almirante José Bastos Saldanha, um dos fundadores da RNCMR e seu Vice-presidente, representando a Sociedade de Geografia de Lisboa, o empenho e esforço deste organismo em promover a construção de ferramentas de preservação do património cultural dos mares e dos rios e da sua difusão.

José Bastos Saldanha saudou a continuidade de Benjamim Pereira na presidência da Câmara Municipal, notando que a Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios é “um projeto de continuidade e em construção”, e elogiou a ação que tem sido desenvolvida pelo Município de Esposende na presidência deste organismo. Referiu que o objetivo é dar continuidade a esse trabalho, procurando envolver mais municípios. Ciente dos grandes desafios que se apresentam à RNCMR, José Bastos Saldanha referiu que é primordial “demonstrar o estado ambiental dos nossos mares”, que considerou  “a base para fundamentar a intervenção de ordem económica”.

O Comissário Científico, Álvaro Campelo, realçou a importância do conhecimento do passado e das tradições e defendeu a necessidade de “construir uma economia azul”, afirmando que Esposende tem procurado construir “uma identidade azul”.

O tema “Mares do Sargaço - mares vizinhos” deu o mote ao primeiro painel, moderado pela Vereadora da Educação e Cultura do Município de Esposende, Angélica Cruz, no qual foram apresentadas algumas boas práticas dos concelhos de Viana do Castelo e da Póvoa de Varzim. Hermenegildo Viana, do Museu do Traje de Viana do Castelo, falou sobre os “trajes do Litoral Vianense”, Paulo Torres, Presidente da Junta de Freguesia de Castelo do Neiva – Museu do Sargaço do Castelo do Neiva, debruçou-se sobre “O Argaço de Castelo do Neiva” e Deolinda Carneiro, em representação do Museu de Etnografia e História da Póvoa de Varzim, apresentou “O traje popular do litoral português e o vestuário do Grupo Folclórico Poveiro”.

Num segundo painel, dedicado às “Paisagens do Sargaço - mar de Esposende”, moderado pelo Vice-presidente da RNCMR, José Bastos Saldanha, Artur Viana, do Parque Natural Litoral Norte, falou sobre “30 anos de Área Protegida”; Manuel Dourado, do Grupo de Marinheiros de Fonte Boa, deu a conhecer “Atividades Agro-marítimas de Fonte Boa”; Elsa Teixeira, do Museu Marítimo de Esposende – Associação Forum Esposendense” centrou a sua intervenção sobre a temática “Conservar o quê, para quê e para quem?”, e Filipe Queiroga e Hélder Cardoso, do Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia, falaram sobre “Apúlia e Sargaço – Uma relação entre a terra e o mar”.

No encerramento dos trabalhos, a Vereadora da Cultura do Município de Esposende, Angélica Cruz, assinalou que já antes de presidir à RNCMR, Esposende desenvolvia muitos e bons projetos no âmbito da cultura piscatória e marinheira, mas também agro-marítima, nomeadamente relacionada com o sargaço, envolvendo-se agora, também, noutros que passam pelas Redes locais, como a Rede de Museus de Esposende, que promove o trabalho conjugado entre todas as entidades museais do concelho, e a rede informal de agrupamentos folclóricos que conta já com oito instituições, que inventariam e preservam os valiosos e frágeis testemunhos da vida quotidiana de outrora.

Angélica Cruz expressou a sua satisfação pela partilha cultural proporcionada neste 4.º Seminário da RNCMR. “Estamos perante um novo caminho de investigação, de salvaguarda e de identidade cultural”, afirmou, agradecendo a todos os oradores o seu contributo para a divulgação e conhecimento sobre o folclore e a etnografia do mar, bem como “a participação de quem, no terreno, preserva, mantém, divulga e garante a existência destes valiosos patrimónios culturais ativos, os ranchos ou grupos folclóricos”. Deixou, ainda, agradecimentos ao Comissário Científico Álvaro Campelo e ao Vice-Presidente da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios, José Bastos Saldanha.

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MUNICÍPIO DE ESPOSENDE DEBATE "A ETNOGRAFIA E O FOLCLORE DO MAR DE ESPOSENDE"

4.º Seminário da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios

O Município de Esposende, que preside, pelo segundo mandato consecutivo, à Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios (RNCMR), vai organizar, no próximo dia 17 de novembro, o 4.º Seminário desta Rede, subordinado à temática “A Etnografia e o Folclore do Mar de Esposende”.

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O evento integra as comemorações do Dia Nacional do Mar, que se assinala a 16 de novembro, e decorrerá no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, em Esposende. A participação é gratuita, contudo, carece de inscrição prévia, a efetuar até ao dia 15 do corrente, através do e-mail museu.esposende@cm-esposende.pt

Esposende, cidade e concelho, é terra de usos e costumes de tradições agro-marítimas seculares, onde subsistem a pesca tradicional e as paisagens rurais associadas à agricultura do sargaço. Esta cultura encontra-se refletida nos agrupamentos folclóricos, ranchos e rondas, agrupamentos etnográficos que projetam o presente do concelho através do que recolheram e adaptaram do passado rural e agro-piscatório. Património cultural visível através dos trajes, das danças e da musicalidade, sempre associados a formas de produção rural, piscatória ou artesanal, tem ainda representações do quotidiano de outrora, cadenciado pela música e pelas canções de índole tradicional, nestes agrupamentos etnográficos, de onde se destacam os Sargaceiros, verdadeiros guardiões do património etnográfico do mar, que em Esposende importa patrimonializar e preservar. Dos mares vizinhos, a norte e a sul, também mares de Esposende, chegam fortes influências culturais, presentes nas tecnologias tradicionais associadas às paisagens do sargaço, no trajar e no folclore.  

O Presidente da Câmara Municipal de Esposende e Presidente da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios, Benjamim Pereira, presidirá à sessão de abertura do Seminário, às 15h30.

O Comissário Científico, Álvaro Campelo, fará o enquadramento sobre o folclore e etnografia do sargaço, seguindo-se a apresentação do filme “Esposende e o seu Folclore” produzido pelo Município, onde se registam os contributos dos oito agrupamentos etnográficos presentes no território do concelho na forma de “Rancho” com atividade etnográfica em torno das danças e cantares.

Os trabalhos iniciam-se com o painel “Mares do Sargaço”, dedicado aos mares vizinhos, com a apresentação das experiências a norte, onde o Museu do Sargaço do Castelo de Neiva é único no seu género, envolvendo a Junta de Freguesia de Castelo de Neiva, o Grupo Folclórico e Etnográfico de Castelo do Neiva, o Grupo Folclórico de Castelo de Neiva e o Museu do Traje de Viana do Castelo. As experiências dos mares a sul envolvem o Museu de Etnografia e História da Póvoa de Varzim e o Rancho Poveiro, verdadeiros guardiões do património da comunidade poveira, considerada a maior comunidade sardinheira do norte de Portugal que influenciou, historicamente, a norte e a sul os mares vizinhos, e onde a atividade sargaceira se encontra preservada, destacando modos de usar e de fazer, materializados nos trajes, alfaias e tecnologias do sargaço. Este painel terá moderação da Vereadora da Cultura do Município de Esposende, Angélica Cruz.

Num segundo painel, dedicado às “Paisagens do Sargaço”, moderado pelo Almirante José Bastos Saldanha, um dos fundadores da RNCMR e seu Vice-presidente, representando a Sociedade de Geografia de Lisboa, será abordado o mar de Esposende, contando com intervenções sobre o Parque Natural Litoral Norte e os 30 anos ao serviço da proteção das paisagens do sargaço da Área de Paisagem Protegida do Litoral de Esposende, e o papel do Museu Marítimo de Esposende da Associação Forum Esposendense, onde as boas práticas nos cuidados de preservação das alfaias do sargaço pretendem ser uma referência nacional. A finalizar os trabalhos serão abordadas as experiências das reconstituições históricas, o “argaço” do Grupo de Marinheiros de Fonte Boa e as “mareadas do sargaço” de um dos mais antigos agrupamentos etnográficos do país, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia.

PRO. DOUTOR MANUEL ANTUNES VAI A LOURES FALAR DA ALDEIA SUBMERSA DE VILARINHO DA FURNA

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho no âmbito do FolkLoures’18

"Vilarinho da Furna: História e Tradições Populares de uma Aldeia Afundada” é o tema da conferência que o Professor Dr. Manuel Antunes vai proferir no próximo dia 30 de Junho, a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures. A iniciativa insere-se no âmbito da próxima edição do FolkLoures e deverá ser apoiada pela projecção de interessantes imagens que retatam os usos e costumes das gentes de Vilarinho da Furna, antes da aldeia ter ficado submersa nas águas da albufeira da barragem.

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Vilarinho da Furna era habitada em 1970 por cerca de 250 pessoas, que tiveram de abandonar a povoação devido à construção de uma barragem. A barragem foi inaugurada a 21 de Maio de 1972 e encontra-se localizada no concelho de Terras de Bouro, sendo alimentada pelo Rio Homem. Submersa pelas águas, as ruínas da aldeia são visíveis sempre que a barragem está vazia.

Manuel de Azevedo Antunes é doutorado em Ciência Política (2009). Estudante nas Universidades de Lisboa (1966-1976) e Paris – Sorbonne (1976-1977), desenvolveu atividade docente nas Universidades de Lisboa (1975-1992) e Maputo (1979-1987). Foi Consultor das Nações Unidas (1989), em Moçambique. Na Guiné- Bissau (1988-1992), participou, como coordenador, metodólogo e estatístico, no Inquérito Demográfico e Sanitário, para o Ministério da Saúde, com apoio do Banco Mundial. É, atualmente, Professor Associado e Investigador na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Preside a AFURNA – Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna, tendo publicado “Vilarinho da Furna, Uma Aldeia Afundada” (Lisboa: Regra do Jogo, 1985), “Requiem por Vilarinho da Furna, Uma Aldeia Afundada” (Lisboa: Biblioteca da Universidade Lusófona, 1994) e “Vilarinho da Furna, Memórias do Passado e do Futuro” (Lisboa: Centro de Estudos da População, Ambiente e Desenvolvimento, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, 2005).

MINHOTOS DAS TERRAS DA NÓBREGA ORGANIZAM SERÃO ETNOGRÁFICO EM OEIRAS

Realizou-se ontem em Carnaxide, no Concelho de Oeiras, mais uma edição do Serão Temático “Como há 100 anos…”, iniciativa do Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega.

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O evento teve lugar no Auditório Municipal Ruy de Carvalho e contou com a participação, além do grupo anfitrião, do Grupo Folclórico Cancioneiro de Cantanhede (Beira Litoral – Gândara), o Rancho Folclórico da Sociedade Recreativa da Cabeça Veada (Alta Estremadura) e o Rancho Folclórico da Casa do Povo de Arouca (Douro Litoral Sul).

O espectáculo combinou de forma bem conseguida a música e a dança folclórica com os quadros etnográficos que procuraram recriar vários aspectos da vida das gentes do povo, do berço à cova, o ciclo do minho com a encenação de uma descamisada, o ciclo do linho e outros aspectos do seu quotidiano.

É uma história contada cujo cardápio apresenta nos seguintes termos: “Minha’bó, conte-me uma estória...” É desta forma que uma criança pede à sua Avó, já velhinha, que lhe conte uma história dos tempos que já lá vão...

Fotos: Manuel Santos

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GRUPO CULTURAL DE VILA FRIA EM OEIRAS PROMOVE COLÓQUIO SUBORDINADO AO TEMA “MEMÓRIAS DO POVO”

O Grupo Folclórico de Vila Fria promove o Colóquio “Memórias do Povo”, subordinado ao tema "Trajes de Antanho", que decorrerá no próximo dia 8 de Outubro, pelas 15 horas, na sede do Grupo Cultural de Vila Fria, sita na Rua Carlos Paião, nº 23, em Vila Fria (Oeiras).

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Programa

15:00h – Sessão de Abertura

15:30h – Inicio dos trabalhos (3 oradores)

16:30h – Intervalo

16:45h – Inicio dos trabalhos (2 oradores)

17:30h – Debate

18:00h – Sessão de Encerramento

Serão oradores convidados:

Dr. Carlos Cardoso – Rancho Folclórico Os Rancheiros de Vila Fria

Sr. Carlos Santana – Rancho Folclórico da Golegã

Dr. José Brito – Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega

Dr. Ricardo Gomes – Rancho Folclórico de Geraldes

Sr. Virgílio Reis – Grupo de Folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage

Mediador:

Dr. Joaquim Pinto – Presidente da Associação do Distrito de Lisboa para a Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa

A ficha de inscrição individual deverá ser devolvida para o mail: grupoculturaldevilafria@gmail.com.

Não existe número limite de inscrições por associação, no entanto, estas estão limitadas à lotação da sala.

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CABECEIRAS DE BASTO REALIZA CORTEJO ETNOGRÁFICO SOB O TEMA DA ÁGUA

Milhares aplaudiram Cortejo Etnográfico que percorreu a vila de Cabeceiras de Basto sob o tema ‘Água’

Milhares de pessoas assistiram no domingo, dia 24 de setembro, ao magnífico cortejo etnográfico que percorreu as principais ruas da vila de Cabeceiras de Basto. Dezenas de viaturas e muitas pessoas provindas de todas as freguesias apresentaram os mais variados temas relacionados com a ‘Água’, promovendo e divulgando a cultura popular e etnográfica de Cabeceiras de Basto.

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Este cortejo reflete o trabalho de uma equipa - constituída pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, pelas Juntas de Freguesia, responsáveis pela Comissão de Festas, associações e coletividades, entre outros - que nos últimos meses tem trabalhado em permanência, envolvendo as diferentes faixas etárias da população na produção e concretização deste desfile dos usos e costumes mais genuínos desta terra de Basto.

Ao Cortejo Etnográfico, a freguesia de Abadim trouxe o tema ‘Levada de Víbora’, a freguesia de Alvite e Passos ‘Moinhos de Petimão’, a freguesia do Arco de Baúlhe e Vila Nune ‘As Barcas do Tâmega’, a freguesia de Basto a ‘Serração do Miranda’, a freguesia de Bucos ‘Lavar a Lã’, a freguesia de Cabeceiras de Basto o tema ‘Lagar do Casal’, a freguesia de Cavez ‘Fonte de S. Bartolomeu’, a freguesia da Faia ‘S. Tiago das Bichas’, a freguesia de Gondiães e Vilar de Cunhas a ‘Festa das Papas’, a freguesia de Pedraça ‘Águas  Santas de Currais’, a freguesia de Refojos de Basto de Basto, Outeiro e Painzela a ‘Fonte das Mamas e Ribeira de Penoutas’ e a freguesia de Riodouro o ‘Alambique e Praia Fluvial’ e a ‘Ponte da Cal’, este  último carro dinamizado pela Associação Vilela com Vida.

Centenas de pessoas foram ao longo dos últimos meses mobilizadas para construir e ornamentar os carros alegóricos, bem como participar nos mesmos, dando corpo a um criativo cortejo que surpreendeu o numeroso público que se posicionou ao longo do trajeto.

De destacar, ainda, que este cortejo etnográfico, marcado por uma forte componente cénica, emerge também do trabalho de transformação cultural levado a cabo pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto que tem conquistado cada vez mais fãs.

Esta iniciativa foi organizada pela Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto e pela Basto Vida, em parceria com as Juntas de Freguesia, as associações e coletividades locais que deram corpo a este cortejo.

Na tribuna assistiram ao Cortejo Etnográfico os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal, Francisco Alves e Eng. Joaquim Barreto, respetivamente, os vereadores Alfredo Magalhães e Prof. Mário Leite e demais autarcas das freguesias.

No final foram entregues lembranças a todas as freguesias participantes neste cortejo.

A Feira que também é Festa de S. Miguel continua até ao próximo dia 30 de setembro, sábado, com grande animação, emprestando a esta vila um cenário de grande beleza.

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GRUPO DE FOLCLORE DAS TERRAS DA NÓBREGA REALIZA SERÃO TEMÁTICO EM CARNAXIDE

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“Minha’bó, conte-me uma estória...” É desta forma que uma criança pede à sua Avó, já velhinha, que lhe conte uma história dos tempos que já lá vão... é este o ponto de partida para o espectáculo que irá a cena!

A ideia subjacente a esta organização é que cada Grupo participante traga para o palco a recriação de cenas da vida quotidiana da região que representa. O “Enterro do Pai Velho”, ou os ciclos do milho (com encenação de uma "Descamisada"), e do linho (uma fiafa!!), serão alguns dos momentos a apreciar apresentados pelos Grupos participantes, todos eles lídimos representantes e embaixadores maiores do Folclore e Etnografia de cada uma das suas regiões.

Esta tipologia de evento folclórico é cada vez mais comum e tem claras vantagens em relação aos “tradicionais” Festivais de Folclore: trás para o palco vivências de outrora mostrando aos mais novos como era a Vida dos nossos Antepassados e relembrando aos mais velhos alguma da sua outrora forma de ser e de viver que, na maioria das vezes, trás nostalgia e saudade.

MINHO PARTICIPA EM ABRANTES NO DESFILE NACIONAL DO TRAJE POPULAR PORTUGUÊS

Iniciativa da Federação do Folclore Português saldou-se por um grandioso sucesso

Mais de um milhar de componentes de ranchos folclóricos de todo o país desfilaram em Abrantes, na Praça Barão da Batalha, exibindo trajes tradicionais das mais variadas regiões, numa iniciativa conjunta da Federação do Folclore Português e da Câmara Municipal de Abrantes.

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A exibição dos trajes foi feita através da representação de quadros etnográficos descrevendo vários aspectos da vida do povo, desde a primeira infância ao enterro e respectivo luto, incluindo os trajes de trabalho, a montanha, tecelagem, o rio e o mar, a feira, o casamento, ver-a-Deus, trajes domingueiros e de festa e romaria.

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Dr. Daniel Café, Presidente da Federação do Folclore Português, esteve em directo para a Rádio do Folclore Português

 

Pretende a organização “evidenciar pedagogicamente a matriz identitária do povo português através da sua riquíssima e diversificada forma de trajar na viragem do século XIX para o século XX.” Ainda, de acordo com a Federação do Folclore Português, esta representação expôs “os jeitos e os preceitos do trajar popular desde o trabalho da montanha ao trabalho do campo, no rio ou no mar, desde o domingo à feira, à romaria e ao casamento ou, ainda, outros momentos marcantes da vida quotidiana das nossas gentes.”

Quem sabe se, para o próximo ano, uma das cidades ou vilas do Minho não servirá de palco a uma tão grandiosa iniciativa como o Desfile Nacional do Traje Popular Português organizado pela Federação do Folclore Português em conjunto com uma autarquia local da nossa região.

Fotos: Manuel Santos

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MUNICÍPIO DE BRAGA PROMOVE TRADIÇÕES AGRÍCOLAS E ETNOGRÁFICAS DO CONCELHO

Semana do Mundo Rural decorre de 14 a 17 de Setembro, no Campo da Vinha
Valorizar as actividades e tradições agrícolas, etnográficas e artesanais do Concelho é o objectivo da quarta edição da Semana do Mundo Rural, uma iniciativa que o Município de Braga realiza entre os próximos dias 14 e 17 de Setembro, no Campo da Vinha.

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Com um programa rico e diversificado, o evento pretende “trazer à Cidade o melhor do Mundo Rural com a recriação de actividades ancestrais ligadas à agricultura, mas também mostrar a inovação associada ao sector com a realização de uma feira de produtos gourmet, biológicos e mais sustentáveis ambientalmente”, explicou Altino Bessa, vereador do Ambiente e Desenvolvimento Rural do Município de Braga, durante a apresentação do evento, que decorreu esta Terça-feira, dia 12 de Setembro.

Segundo Altino Bessa, o certame terá igualmente uma vertente gastronómica com uma praça da alimentação. “Aqui pretendemos dar ao público a oportunidade de saborear os típicos pratos minhotos que podem ser degustados ao som da música tradicional”, sublinhou o vereador.
O ponto alto do programa está reservado para Domingo, dia 17, a partir das 15h00, com a realização do Desfile Etnográfico que contará com a participação das Freguesias do Concelho. “Desafiámos as Freguesias a trazer à Cidade as suas tradições e o seu património. Este ano teremos prémios para os três primeiros lugares que serão escolhidos por um júri constituído pelos presidentes de Junta”, revelou Altino Bessa.
A par do programa de animação, que inclui um Festival Folclórico e as actuações dos ‘Minhotos Marotos’ e Quim Barreiros, a Semana do Mundo Rural inclui uma área pedagógica onde terão lugar ateliês diversos relacionados com ervas aromáticas e flores comestíveis, sementeiras, oficinas de sabão, showcookings, assim como visitas ao Banco Português de Germoplasma Vegetal ou ao Moinho de Este S. Pedro.
Altino Bessa aproveitou ainda para agradecer aos inúmeros parceiros que se associaram ao evento, desde logo à Quinta Pedagógica e à Associação dos Artesãos do Minho.
Programa Semana do Mundo Rural
Concertos
15 SET | 21h30 | Minhotos Marotos
16 SET | 14h00 | Festival Folclórico
16 SET | 22h00 | Avariações – Tributo a António Variações
17 SET | 18h30 | Quim Barreiros
Área Pedagógica
14 SET
10h00 - Ateliê de Plantas Aromáticas, Flores Comestíveis e Hortas (Quinta Pedagógica) 15h00-17h00- Pisa de uvas (AKI)
15 SET
10h30- Desfolhada com Crianças e Idosos (Q.P.)
15h00-17h00 - Apresentação do Projecto "Do Grão ao Pão" (Q.P. e Artesãos do Minho)
15h00 – 17h00- Brico-Aula "Alimentação Animal Rural" (AKI)
16 SET
10h00 – 10h30 - Showcooking chocolate - Fava do Cacau
10H30- 11H30- Sementeiras em Família (Q.P.)
11H30- 12H30- Brico-Aula "Alimentação Animal Doméstico" (AKI)
18h00 - Oficina de Cremes Hidratantes - EB 2, 3 de Celeirós
18h30 - Modelação de Pasta de Papel - Joaquim Pinto
19h00 - Oficina de Sabão - EB 2, 3 de Palmeira
17 SET
10H00- 11H00- Brico-Aula "Rega Gota-a-Gota" (AKI)
11h00 Oficina de Propagação de Plantas Aromáticas e Medicinais - Biobrassica
11h30 Oficina de biocontroladores- Quercus
12h00 Showcooking – Semente: Restaurante Macrobiótico
16H00- 18H00- Brico-Aula "Controlo de pragas por meio biológico" (AKI)
Conferências
14 SET | 21h00 | sede da Junta de freguesia da Sé
‘Acção de esclarecimento sobre Agricultura Biológica’
15 SET | 21h00 | sede da Junta de freguesia da Sé
‘Arquitectura e o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento’
Visitas
14 SET | 15h-17h, na Quinta de S. José, Merelim S. Pedro - Visita ao Banco Português de Germoplasma Vegetal, INIAV
16 SET | 10h-12h, visita ao moinho de Este S. Pedro e actividade de ciência, Orion e UF de Este S. Pedro e S. Mamede
Caminhadas
Domingo, dia 17, 9h-12h30 - Uma aventura pelos cursos de água de Adaúfe, Montariol, CNE
Sábado 16 Set, 15h00 - Cãominhada – Contra os maus-tratos e abandono de animais
Partida parque do Aki e chegada à avenida central as 17h00 com obediência canina.

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