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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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O RISCO DE DEPORTAÇÃO DE MEIO MILHAR DE PORTUGUESES NOS EUA

Uma das áreas políticas que tem gerado maior polémica na atual governação norte-americana, é inquestionavelmente a política de imigração delineada pela administração Trump, que tem causado não só impacto nos Estados Unidos da América como no estrangeiro, como mostram as proibições temporárias da entrada de cidadãos de países do Médio Oriente e de África.

Daniel Bastos

Pretendendo essencialmente reduzir para metade o número de vistos de residência permanentes atribuídos anualmente e impor novos critérios para a entrada de imigrantes nos EUA, a nova estratégia da administração americana, liderada por Donald Trump, para a imigração rompe declaradamente com a história dos Estados Unidos, uma notável nação de imigrantes.

De facto, os pilares da principal nação do mundo foram construídos ao longo da sua história pela pujança da imigração inglesa, irlandesa, italiana, alemã, asiática, hispânica e de vários outros povos. Como afirma o historiador Alexander Keyssar “os estrangeiros construíram a América no passado e contribuem para o seu desenvolvimento até hoje”.

Também a comunidade lusa, cujas raízes no território norte-americano remontam sobretudo ao primeiro quartel do séc. XIX, quando entre 1820 e 1970 emigraram para os EUA cerca de meio milhão de portugueses, a maior parte deles oriundos dos Açores e da Madeira, ocupa um papel prestimoso no mosaico cultural americano.

No entanto, a população luso-americana que ultrapassa nos dias de hoje um milhão de pessoas, e está sobretudo concentrada na Califórnia, Massachusetts, Rhode Island e Nova Jérsia, não pode deixar de sentir algum incómodo pela inversão do paradigma das políticas de imigração norte-americana.

É que para além do dever de memória, a comunidade luso-americana pode assistir nos tempos próximos, com o fim do programa “DACA (Deferred Action for Childhood Arrivals)”, um programa que permite a jovens que foram levados para os EUA em criança de forma ilegal receberem proteção contra deportação, autorização de trabalho e número de segurança social, à possibilidade de deportação de meio milhar de jovens portugueses que deixam de estar abrangidos por este antigo projeto criado em 2012 pelo ex-presidente americano Barack Obama.

Daniel Bastos

ALUNOS DA UMINHO E EUA MOSTRAM EM GUIMARÃES “TEATRO PARA A INTEGRAÇÃO

ESTA SEXTA-FEIRA, 24 DE MARÇO (11H30)

Biblioteca Municipal Raul Brandão recebe apresentação de projeto inovador. Pessoas com necessidade de proteção internacional é o tema central. Entrada livre.

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Os estudantes de Teatro da Universidade do Minho e de cursos da Buffalo State University (EUA) apresentam esta sexta-feira, dia 24 de março, entre as 11:30 e as 12:30 horas, dois espetáculos teatrais, dois vídeos e uma instalação, na Biblioteca Municipal Raul Brandão, em Guimarães, num inovador projeto de teatro que tem o apoio dos Serviços da Ação Social da Câmara de Guimarães, do programa “Guimarães Acolhe” e do Instituto de Letras e Ciências Humanas (UM).

Com entrada livre, este é o culminar do projeto conjunto “Teatro para a Integração”, onde é abordada a situação dos refugiados em Portugal e nos EUA. Durante os trabalhos, houve uma reflexão de como as artes podem ajudar a desenvolver maior consciência das histórias dos refugiados e de como os projetos artísticos podem promover uma maior inclusão dos refugiados nos países para os quais viajam. No final da sessão, decorrerá um debate com o público, coordenado pela professora Francesca Rayner, da Universidade do Minho.

Uma instalação (krafts) é uma manifestação artística contemporânea composta por elementos organizados num determinado ambiente. Pode ter um carácter efémero (só “existir” na hora da exposição) ou pode ser desmontada e recriada noutro local. Uma instalação pode ser multimédia e provocar sensações táteis, térmicas, odoríficas, auditivas, visuais, entre outras. O termo instalação foi incorporado no vocabulário das artes visuais na década de 1960.

PORTUGUESES EM NEWARK VÃO AOS FADOS

Sábado 18 de Fevereiro

A apresentação do evento está a cargo de Susana Caetano e Sandro Mouro. O artista plástico Fernando Silva é o responsável pelo cenário e os técnicos de luz e som são Márcio Santos e Nuno Calhau.

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Dito isto, é altura de fazer silêncio e deixar ouvir o fado, a primeira expressão artística classificada pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade.

Os prémios de melhor fadista vão ser disputados entre Andrea Miguens, Ana Paula Gouveia, António da Silva, António Amâncio, Carlos Anjos, Domingos Parreira, Jack Almeida, Mário Cunha, Noémia Romano, e como suplentes, Bibito da Silva, Glória de Melo e Luis Lourenço, acompanhados na viola clássica por Viriato Ferreira e na viola portuguesa por José Silva, o duo “Guitarras do Atlântico” que vem de Rhode Island.

Alexandra Marques, a jovem vencedora da edição de 2016, vai actuar como artista convidada assim como Emília Silva, Corina e Pedro Botas

O júri vai avaliar os concorrentes nas categorias afinação, ritmo, dicção e apresentação. O concorrente com mais pontos terá a oportunidade de participar na Gala da Proverbo em Outubro, o segundo classificado ganhará um certificado da ourivesaria Jack & Dee e o terceiro, um jantar para duas pessoas no restaurante Marisqueira.

O público escolherá o fadista mais popular que será convidado de honra numa noite de karaoke do Sport Club Português.

Todos os participantes receberão livros e CD’s.