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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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CACHAPUZ DISTINGUE ALUNOS DE ECONOMIA E GESTÃO DA UNIVERSIDADE DO MINHO

Cachapuz distingue alunos da EEG-UMinho pelo excelente desempenho no 18º Caso de Gestão

A Escola de Economia e Gestão da UMinho, em parceria com a Cachapuz, recebeu hoje, segunda-feira dia 17 de julho, no campus de Gualtar, em Braga, a Sessão de Encerramento do 18º Caso de Gestão – Cachapuz – Bilanciai Group, o culminar de um semestre de interação entre a UMinho e a Cachapuz, cuja apresentação dos trabalhos das 10 equipas envolvidas no projeto deste ano havia ocorrido no passado dia 16 de junho.

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Em 2017, a Cachapuz foi a empresa parceira no Caso de Gestão que constitui uma unidade curricular de projeto, realizado no final de curso, onde os estudantes, trabalhando em equipa, aplicaram de forma integrada os conhecimentos interdisciplinares adquiridos e as competências desenvolvidas ao longo do curso na resolução de um caso/problema de gestão. Este Caso de Gestão tem como objetivo primordial preparar os estudantes para a resolução de problemas reais de gestão, desenvolvendo ainda competências individuais e de equipa, de diagnóstico, análise e apresentação de soluções para esses problemas reais apresentados pelas empresas que se associam a esta ação.

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Nesta edição realçou-se a excelência da qualidade dos trabalhos apresentados, meritórios de elogios por parte da Cachapuz e dos docentes envolvidos. Algumas das medidas propostas foram ou serão aplicadas pela empresa, evidenciando a sua qualidade técnica, adequação à cultura da empresa e aplicabilidade à realidade de gestão da mesma. Pelo excelente desempenho desses alunos, a Cachapuz destacou os alunos com a entrega de certificados de excelência, de mérito e de participação. Destacou-se ainda uma equipa de excelência que foi galardoada com um troféu Cachapuz, sendo que dois dos seus alunos foram convidados pela empresa para realizar um estágio remunerado na área da gestão.

A sessão contou com a presença do Presidente da EEG-UMinho, Professor Doutor Rocha Armada, da Direção da Cachapuz, liderada pela Drª Graça Coelho, CEO da empresa, a Diretora do Curso de Gestão, Professora Doutora Carla Freire, o Coordenador do Caso de Gestão, Professor Doutor Joaquim Silva e ainda os docentes-tutores e todos os alunos envolvidos no Caso de Gestão.

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BRAGA REALIZA SEMANA DA ECONOMIA

Conselho Estratégico reuniu no âmbito da Semana da Economia. InvestBraga acompanhou mais de 300 projectos de investimento

Em três anos de actividade, a InvestBraga - Agência para a Dinamização Económica acompanhou cerca de 548 milhões de euros em mais de 300 projectos de investimento. Também durante este período, Braga registou um crescimento de 1% acima do PIB da Península Ibérica, criou mais de cinco mil postos de trabalho e, só no ano passado, cresceu 19% nas exportações, o que representa um valor de cerca de 176 milhões de euros, apresentando-se como o Concelho do País que mais cresceu neste capítulo. Os números foram avançados hoje, dia 22 de Maio, pelo Conselho Estratégico da InvestBraga, que reuniu no âmbito da 2.ª edição da Semana da Economia.

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Para o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, estes são números ´francamente positivos´, seja em termos de captação de investimento e de criação de postos de trabalho, seja na criação de novas empresas e de exportações. “Braga tem estado a crescer e isso é fruto do trabalho das empresas e da colaboração entre todas estas instituições que integram este Conselho Estratégico”, referiu o Autarca.

Na ocasião, Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga, adiantou ainda que o Plano Estratégico para o Desenvolvimento Económico de Braga (2014-2026) será alvo de uma revisão até ao final do presente ano.

“Cerca de 20 por cento das acções que integram o Plano Estratégico estão concluídas e 53 por cento em fase de execução, o que é para nós um bom sinal. Até ao final do ano vamos apresentar uma revisão do Plano Estratégico e ponderar a introdução de algumas novas iniciativas”, sustentou o presidente da InvestBraga neste primeiro dia da Semana da Economia ficou ainda marcado pela Cimeira dos Embaixadores Empresariais de Braga.

A Semana da Economia, que se prolonga até dia 26 de Maio, envolve o tecido empresarial e industrial de Braga, startups e várias entidades parceiras, com o objectivo de mostra do potencial económico da Cidade, assim como dos atractivos da região para a captação de investimento.

Com a maioria das actividades abertas à comunidade, a Semana da Economia apresenta um programa diversificado, integrando talks com startups e empreendedores de sucesso, vários Open Days em empresas de referência na região, com o objectivo de dar a conhecer os bons exemplos empresariais do Concelho.

Os dois pontos altos do programa são o Fórum Económico, que se realiza no Theatro Circo, no dia 24, a partir das 14h30, e o evento Software de Braga para o Mundo, no dia 25, também às 14h30, no Auditório B1, da Universidade do Minho.

Durante esta semana serão ainda lançadas as segundas edições dos programas ‘Qualifica IT’ e ‘Escola de CEO’s’.

O programa da Semana da Economia pode ser consultado em www.investbraga.com

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BRAGA ASSINALA SEMANA DA ECONOMIA

Semana da Economia: InvestBraga mostra o potencial económico de Braga. Evento assinala três anos de atividade da InvestBraga

A InvestBraga organiza, de 22 a 26 de maio, a segunda edição da Semana da Economia, para assinalar três anos de atividade. O evento, que vai envolver o tecido empresarial e industrial de Braga, startups e várias entidades parceiras, será uma mostra do potencial económico de Braga, assim como dos atrativos da região para a captação de investimento, e contará com as presenças do ministro da Ciência, Manuel Heitor, do secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, do Secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, e do ex-ministro da Economia, Carlos Tavares da Silva.

A Semana da Economia de Braga tem ainda como objetivos apresentar o trabalho realizado pela InvestBraga nas diversas áreas de atuação – Dinamização Económica, Startup Braga e Parque de Exposições de Braga – e debater temas relevantes da área económica.

Com a maioria das atividades abertas à comunidade, a Semana da Economia apresenta um programa diversificado, integrando talks com startups e empreendedores de sucesso, vários Open Days em empresas de referência na região, com o objetivo de dar a conhecer os bons exemplos empresariais do concelho, mas também a reunião do Conselho Estratégico de Braga e a Cimeira dos Embaixadores Empresariais de Braga.

Os dois pontos altos do programa são o Fórum Económico, que se realiza no Theatro Circo, no dia 24, a partir das 14:30, e o evento Software de Braga para o Mundo, no dia 25, também às 14:30, no Auditório B1, da Universidade do Minho.

No Fórum Económico, além de um balanço de toda a atividade da InvestBraga, serão debatidos os temas A Banca e o Financiamento, num painel que contará com a presença dos presidentes do Novo Banco, Millennium BCP e Santander Totta, e a Dinâmica Empresarial, com as participações de Carlos Tavares da Silva, ex-ministro da Economia, Nelson de Souza, secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, e Fernando Alexandre, Pró-Reitor para a Valorização do Conhecimento da UMinho. João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria, irá abordar as Medidas Económicas do Programa Nacional de Reformas.

O evento Software de Braga para o Mundo, organizado em parceria com as empresas do setor das Tecnologias de Informação e com a UMinho, tem como objetivo a troca de experiências e boas práticas entre os participantes das empresas e startups convidadas. Durante a sessão, serão abordados temas como Estratégia e Gestão em IT, Marketing e Vendas para o Mundo, Talento e Formação, com a participação de membros da gestão, tecnologia, marketing e vendas e recursos humanos, entre outros, das empresas Accenture, WeDo Technologies, Primavera BSS e Outsystems, e com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

MINISTRO DA ECONOMIA VISITA ESPOSENDE

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral visitou as instalações da Prozis, suplementos e alimentação funcional, em Esposende, onde tentou perceber o segredo desta empresa  líder europeia de vendas de alimentação funcional.

O presidente da Câmara Municipal de Esposende disse que a Prozis "é uma empresa de referência no concelho de esposende", distinguindo-se, ainda pelo facto de "fugir" à vocação industrial que carateriza o tecido industrial local.

"Esposende não tem uma tradição industrial muito vincada, mas começamos a ter emprego qualificado e empresas de base tecnológica. Em termos de empregabilidade, à escala municipal, a Prozis é muito importante", considera Benjamim Pereira.

O presidente da Câmara de Esposende destacou, ainda, o facto desta empresa ter regenerado as instalações de uma antiga unidade têxtil, vendo com agrado a visita do ministro da Economia. "É o reconhecimento da dinâmica económica do concelho, personalizado nesta grande empresa que é a Prozis. Esposende tem vindo a afirmar-se com muitas unidades de grande visibilidade internacional", apontou Benjamim Pereira, lembrando que a componente ambiental continua a ser uma questão de princípio na autorização da instalação de empresas no concelho.

Na unidade de Esposende, a Prozis emprega 300 pessoas e possui outra unidade na Póvoa de Lanhoso. O  mentor e principal acionista e da Prozis, Miguel Milhão, disse ter recusado "inúmeras propostas de venda da empresa, porque o valor está na plataforma tecnológica que construímos. A maneira mais eficiente de chegar ao consumidor final", disse Milhão.

A crescer a um ritmo de 55 por cento este ano, a Prozis tem na Europa o seu principal mercado e prepara-se para alargar a aposta, com a construção de novas unidades.

UNIVERSIDADE DO MINHO REALIZOU EM BRAGA JORNADAS DE ECONOMIA E GESTÃO

Ricardo Rio participou nas Jornadas de Economia e Gestão da Uminho. InvestBraga com papel fundamental no desenvolvimento económico do Concelho

“A InvestBraga é a principal ferramenta no apoio ao desenvolvimento económico do Concelho, com resultados que os Bracarenses sentem no seu dia-a-dia”. A ideia foi defendida por Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, durante as Jornadas de Economia e Gestão da Universidade do Minho (UMinho), que encerraram esta Quarta-feira, 19 de Abril.

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Segundo o Autarca, a criação da InvestBraga “permitiu aproximar o tecido empresarial das decisões políticas e criar um elo de ligação que, manifestamente, não se verificava no passado”, referiu Ricardo Rio, durante a sua intervenção no painel sobre a captação de investimento por parte das Autarquias, no qual também participaram os presidentes dos Municípios de Guimarães e Póvoa de Lanhoso, Domingos Bragança e Manuel Baptista, respectivamente.

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O apoio ao empreendedorismo é, também, um dos “pilares basilares da estratégia da InvestBraga”, agência que, segundo o Edil, teve a “faculdade de juntar peças que estavam soltas e que agora conseguem delinear estratégias conjuntas”, dando como exemplo a elaboração do Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Concelho, que contou com as “preciosas colaborações de várias entidades e instituições”.

Na ocasião, Ricardo Rio lembrou que as empresas são aliados fundamentais para o desenvolvimento do território e que o Município de Braga tem assumido um papel preponderante na articulação com os empresários, tendo em vista a captação de investimento para o Concelho.

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O conhecimento produzido nas Universidades e no INL - Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, aliado às fortes competências que a mão-de-obra qualificada existente no Concelho demonstra, fazem de Braga um “local ideal para que as empresas escolham Cidade para se instalarem e desenvolverem o seu modelo de negócio”, sustentou Ricardo Rio, manifestando ainda o desejo de que projectos como o ‘Innovation Arena’, a requalificação dos Parques Industriais do Concelho e a criação de uma incubadora de projectos na área das Media Arts, sejam concretizados a curto prazo.

Por fim, o Autarca defendeu que “o desenvolvimento económico é a prioridade das políticas autárquicas e ninguém pode negar que a criação de emprego, a atracção de investimento e a fixação de novas empresas, são as maiores de todas as preocupações para a gestão de qualquer Município”.

Estas Jornadas de Economia e Gestão foram organizadas pela Escola de Economia e Gestão da UMinho, em conjunto com o Núcleo de Alunos de Economia da Universidade do Minho (NAECUM) e com a Associação de Estudantes de Gestão da Academia Minhota.

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PAN REAGE À APROVAÇÃO DO CETA NO PARLAMENTO EUROPEU

  • Aprovação simboliza um retrocesso no projeto social e igualitário da União Europeia
  • Reforça que os centros de poder Europeu, subordinados a interesses corporativos, estão afastados das reais necessidades das populações
  • Debate e votação no parlamento nacional pode estar eminente arrastando preocupações muito sérias para a qualidade de vida dos cidadãos

O Acordo Abrangente de Comércio e Economia entre o Canadá e a União Europeia (CETA) foi hoje aprovado no Parlamento Europeu com 408 votos a favor, 254 contra e 33 abstenções. Esta aprovação simboliza para o PAN – Pessoas-Animais-Natureza – um retrocesso no projeto social e igualitário da União Europeia. "Esta decisão irresponsável de 408 eurodeputados, onde prefiguram representantes do PSD, PS e CDS, nas respetivas famílias europeias, dará mais força aos movimentos populistas e anti Europa tal como favorecerá o nacionalismo no continente Europeu", afirma André Silva, deputado do PAN.

O partido considera que o CETA foi debatido a portas fechadas, circunscrito a uma elite de burocratas e entidades corporativas, o que reforça o quão afastadas estão os centros de poder Europeu dos reais sentimentos e necessidades das populações.

Pese embora, o tratado ainda necessite de ratificação pelos parlamentos nacionais para adquirir plena forma e efetividade, espera-se da parte dos partidos que o suportaram a nível Europeu uma total subserviência às diretivas europeias, pelo que o PAN receia que o CETA venha rapidamente a debate e votação ao parlamento nacional, não dando cumprimento ao projeto de resolução deste partido, aprovado na Assembleia da República a 6 de Janeiro, para encetar dentro e fora do parlamento um debate alargado sobre o CETA. 

“Consideramos que o avanço do CETA abre as portas para a ratificação do TISA e do TTIP, que ditarão o acentuar do declínio de influência sociocultural e política da Europa. Com esta usurpação do poder político por interesses corporativos, renunciaremos a elevados standards de proteção laboral, ambiental, agrícola e social”, reforça André Silva.

Por exemplo, esta aprovação permite as exportações canadianas de organismos geneticamente modificados (OGM) ou carne de vaca tratada com hormonas. O acordo abre também as portas para a liberalização do comércio de serviços, nomeadamente a nível financeiro, em telecomunicações, na energia e no transporte marítimo, levando à possibilidade de sectores fundamentais para garantir a soberania das nações sejam privatizados. Transversal a estas cedências está o sistema judiciário que será prejudicado em disputas entre corporações e nações. 

Os exemplos recentes dos impactos negativos de tratados desta génese, como o NAFTA, demonstram que a ilusão de prosperidade irá apenas cimentar o fosso entre as elites financeiras, corporativas e económicas e os cidadãos. Este caminho tecnocrata mina a confiança dos Europeus no processo democrático Europeu, transparente e unificador.

ANTÓNIO DOMINGUES, NOVO PRESIDENTE DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS É NATURAL DE ARCOS DE VALDEVEZ

Quem é António Domingues, o novo presidente da Caixa?

Queria reformar-se para se dedicar à vela, mas assume esta quarta-feira, 31 de Agosto, a função de presidente da Caixa Geral de Depósitos

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Deixar de praticar vela apenas como passatempo e passar a participar em regatas. Dedicar mais tempo à leitura de Filosofia, de preferência autores gregos, e História, sobretudo dos séculos XIX e XX. Continuar a investir na melhoria do sistema de som em que gosta de ouvir música clássica e jazz.

Eram estes os planos para o futuro de António Domingues, casado com a arquitecta Ana com quem tem uma filha. Há muitos anos que vinha dizendo aos amigos que queria reformar-se cedo. E, como é habitual em todos os aspectos da sua vida, preparou-se para isso. Não só reunindo condições financeiras ao longo de 37 anos de carreira, mas também cultivando um leque diversificado de interesses pessoais.

A reforma estava ao virar da esquina. O mandato como vice-presidente do BPI terminava no final do ano e, caso o banco onde esteve 27 anos não precisasse de si, ia dar por terminada a missão. Mas, no início do ano, a Caixa atravessou-se no seu caminho.

O convite do ministro das Finanças para liderar o banco do Estado apanhou-o de surpresa. Isto apesar de na manhã desse dia Fernando Ulrich lhe ter dado como quase certo esse desfecho. "Aposto praticamente a 100% que vai ser convidado para presidente da CGD", disse-lhe o amigo de décadas sobre o telefonema de Mário Centeno para o número dois do BPI.

Entre os amigos que foi cultivando ao longo da sua carreira, há quem considere que era "previsível" o convite a Domingues. "Há uma grande influência de Artur Santos Silva ["chairman" do BPI e presidente da Gulbenkian] junto do primeiro-ministro. O Governo procurava resolver o problema da Caixa com um novo começo e de maneira completa. Esta escolha é uma solução bem pensada, não é uma manta de retalhos", defende alguém do seu círculo de amizades.

"É uma solução fora da caixa para a Caixa", graceja outro amigo, que não tem dúvidas que apesar da "pancada" que levou na praça pública por ir liderar "um virar de página na CGD", Domingues não desmoraliza. "Não se nota que esteja agastado", garante outro próximo, avisando que o gestor "lida bem com a polémica".

A independência e a segurança com que enfrenta os desafios são duas características que terão sido úteis nos dias que antecederam a tomada de posse, que demorou e se seguiu ao chumbo do BCE a alguns nomes sugeridos ao Governo para administradores não executivos, alguns dos quais acusados em praça pública de conflitos de interesse - por serem clientes da Caixa - e de não terem experiência de banca.

O rol de críticas incluiu acusações de que construiu uma equipa apenas com pessoas do BPI.

Além disso, nos bastidores do sistema bancário houve quem o acusasse de, com as exigências que fez para aceitar o convite, ter colocado o ministro das Finanças na posição de seu refém.

A quem o questiona directamente sobre estas críticas, Domingues responderá com a convicção de quem construiu um edifício com fundações sólidas. Leva pessoas da sua confiança profissional para ter a certeza de que não o deixam ficar mal. E se esteve 27 anos no BPI é natural que vá recrutar gestores a este banco.

Quanto às suas exigências para aceitar o convite - capitalizar a CGD sem ajudas de Estado e com folga para acomodar crises futuras, tirar o banco do Estatuto do Gestor Público e escolher a equipa - são condições indispensáveis para fazer o seu trabalho.

Se Mário Centeno não tivesse respondido "sim", Domingues estaria fora da lista dos Mais Poderosos do Negócios, na qual surgiu este ano na 40.ª posição, com agrado. A recusa teria sido mais uma prova do seu desapego aos lugares, como aconteceu quando, no início da sua carreira, decidiu sair do Banco de Portugal sem manter o vínculo à instituição, apesar da estranheza manifestada pelo seu chefe.

Como as exigências foram aceites, o gestor dedicou-se ao trabalho. Desde o primeiro dia, desdobrou-se em viagens a Bruxelas e a Frankfurt para negociar com as autoridades europeias o seu projecto para a Caixa. Da forma dura e implacável que demonstrou em todas as negociações da sua carreira. "Conseguiu que o seu plano fosse aprovado num tempo recorde", orgulha-se um dos amigos.

A recapitalização aprovada por Bruxelas abriu a porta da Caixa a António Domingues, nascido em Arcos de Valdevez. Fará 60 anos em Dezembro e será, durante seis meses, presidente executivo e não executivo da CGD, prazo dado pelo BCE para a separação de águas. Seguem-se quatro anos na liderança do banco do Estado. A vela vai ter de continuar a ser apenas um "hobby".

Maria João Gago / Jornal de Negócios

PAN OPÕE-SE À PROSPECÇÃO DE PETRÓLEO EM PORTUGAL

PAN rejeita qualquer regulamentação para exploração de petróleo e gás em Portugal

  • Petição da Plataforma Algarve Livre de Petróleo é debatida quarta-feira, 26 de Outubro, na Assembleia da República
  • Regular o Decreto-Lei n.º 109/94 de 26 de Abril é validar a sua ação e os seus impactos
  • Portugal tem potencial para ser líder na produção e exportação de tecnologia e energia renovável e transitar para uma economia circular e de carbono zero

O PAN - Pessoas-Animais-Natureza acompanha esta semana com uma iniciativa legislativa a petição da Plataforma Algarve Livre de Petróleo que pede o fim da prospeção e a exploração de petróleo e gás em Portugal. O projeto de lei do PAN pede a revogação do Decreto-Lei n.º 109/94, de 26 de Abril, que regulamenta o acesso e exercício das atividades de prospeção, pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo em Portugal.

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Às portas da COP22 e contrastando com o compromisso assumido na ratificação do Acordo de Paris e com o próprio Orçamento de Estado para 2017, que refere pretender “descarbonizar progressivamente a sociedade”, o governo contratualizou a prospeção, pesquisa, desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos on e off shore a consórcios petrolíferos nas regiões da Beira Litoral, da Extremadura, do Alentejo e do Algarve.

Para o PAN, mais importante do que as decisões políticas parlamentares é acompanhar as preocupações cívicas de cidadãos e associações deste país contra a prospeção, pesquisa, desenvolvimento e exploração de hidrocarbonetos. Regular o Decreto-Lei n.º 109/94, de 26 de Abril é validar a sua ação e os seus impactos, pelo que o único caminho exequível para fazer cumprir Paris é a sua revogação e a aposta em fontes de energia realmente úteis, limpas e sustentáveis. Mais que tentar regular um sector desta magnitude, há que estabelecer uma posição definitiva quanto ao tema. Portugal tem as condições climáticas para ser líder na produção e exportação de tecnologia e energia renovável e todos os investimentos feitos no sector dos combustíveis fósseis põem em causa a urgente transição para uma economia circular e de carbono zero.

Nos últimos 125 anos Portugal consumiu combustíveis fósseis equivalentes a mais de 700 milhões de toneladas de petróleo para sustentar o seu desenvolvimento*. Para cumprir os seus objetivos na luta climática, o país tem de abdicar, até ao final do século, das 16 milhões de toneladas de petróleo, carvão e gás natural que ainda queima anualmente para mover carros, produzir eletricidade, alimentar indústrias e abastecer habitações.

Para evitar um aumento de 2º Celsius a humanidade tem não só que fazer mudanças estruturais em vários sectores sociais, como terá, acima de tudo, de mudar de paradigma económico e social. A manutenção de uma economia baseada no carbono, seja em combustíveis fósseis, é diretamente conflituante com a urgência de se planear e executar uma transição para uma economia baseada em energias realmente limpas e renováveis. Mesmo que todos os países cumpram as propostas não vinculativas apresentadas no Acordo de Paris a barreira climática ultrapassará o aumento de 2º Celsius e ficaria entre 3.5º e 6º Celsius.

Numa perspetiva mais económica, os próprios capitais de investimento e de risco já começam a dar sinais de preocupação com a possibilidade de se transitar rapidamente para economias ausentes de combustíveis fósseis. Os mercados falam em possíveis perdas de 33 triliões de dólares de investimentos, devido a políticas de limitação das emissões de gases com efeito de estufa (GEE), à competitividade crescente das renováveis e à inevitável quebra da procura dos seus produtos a curto-médio prazo. Mas tal como em outras indústrias, estas perdas serão de facto ganhos – não em capital financeiro mas sim na preservação de ativos ecológicos.

“As avaliações científicas alertam-nos para a urgência de repensarmos e mudarmos o sistema económico que premiamos e expandimos. Continuamos a apostar na estética das palavras enquanto estratégia para prolongar uma ecologia superficial, subjugada a um leque vastíssimo de interesses que continuam a bloquear os esforços de nações para combater e mitigar as alterações climáticas”, defende André Silva, Deputado do PAN.

FAMALICÃO ESTÁ CADA VEZ MAIS FORTE NAS EXPORTAÇÕES

Concelho vai reforçar em 2015 o volume total de vendas para o exterior, com previsões de 1,9 mil milhões de euros

Os primeiros indicadores relativamente às exportações das empresas famalicenses apontam para uma excelente notícia: Vila Nova de Famalicão vai reforçar o volume total de vendas para o exterior, com previsões de 1,9 mil milhões de euros, impondo-se ainda mais como terceiro concelho mais exportador de Portugal.

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A revelação foi avançada pelo Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, na conferência “Des(a)fiar o Tempo da Indústria: Poderes e Território”, que decorreu ao longo deste sábado, 24 de setembro, no CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário, e que contou com a presença do Ministro da Economia. Caldeira Cabral foi também ele porta-voz de novidades, anunciando que o Governo vai reforçar, ainda este ano, os apoios aos centros tecnológicos do país.

No caso das exportações famalicenses, em causa está um incremento de 8% em 2015 face a 2014, novamente superior à média nacional, atestando ainda a tendência de crescimento verificada já desde 2012. “É um salto enorme”, expressou Paulo Cunha, salientando que Vila Nova de Famalicão “é assim, pela sua vocação exportadora, um contribuinte líquido, genuíno e construtivo do país”.

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Aproveitando a presença de Caldeira Cabral, o autarca deixou ainda, na intervenção de abertura desta conferência, uma referência ao Centro de Competências do Agroalimentar para o Sector das Carnes. Paulo Cunha reafirmou a ambição do município por este projeto que classifica como de dimensão nacional e vocação internacional. “Senhor Ministro, é um centro de competências de nova geração, que tem como missão potenciar o aumento da competitividade e a inovação das empresas da fileira, aproveitando a forte capacidade instalada, sem precisar de uma infraestrutura física”, lembrou.

A propósito, o governante, no anúncio ao reforço dos apoios aos centros tecnológicos, disse esperar que também o centro de competências do agroalimentar “possa beneficiar deste programa”.

Caldeira Cabral deixou um elogio à dinâmica empresarial e industrial do concelho que considerou servir de “exemplo para o país”“Um bom exemplo de indústria moderna, diversificação, investimento direto estrangeiro e de acolhimento de investimento direto português”, retratou, enaltecendo ainda o papel da Câmara Municipal no apoio às empresas e aos industriais.

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PRESIDENTE DO MUNICÍPIO FAMALICENSE APELA À EXPORTAÇÃO POR PARTE DAS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS DO CONCELHO

Exportar para crescer é o conselho de Paulo Cunha para as PME

‘Famalicão Made INternacional’ conta com a cooperação da AICEP e tem como estratégia alargar a base exportadora do concelho

É uma constante nos discursos dos especialistas e ontem ficou bem vincada em Vila Nova de Famalicão: é fundamental uma forte componente exportadora para dar mais dimensão à economia de um território. Para muitos assume mesmo contornos de inevitabilidade. Para o presidente da Câmara Municipal é antes uma questão de “ambição” que “tem de fazer parte do ADN empresarial”.

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Paulo Cunha falava numa conferência dedicada às oportunidades de negócio em França e a estratégia da autarquia neste capítulo é clara: “É verdade que nos preocupamos com as empresas que já exportam, mas não é menos verdade que nos preocupamos ainda mais com as empresas que não exportam ou estão a dar os primeiros passos. É óbvio que queremos que as grandes e as médias empresas exportem cada vez mais, mas sentimos que somos mais úteis, e porventura imprescindíveis, para os projetos empresariais que estão a dar os primeiros passos. É aqui que concentraremos muita da nossa energia.”

A sessão que marcou o regresso de ‘Famalicão Made INternational’, iniciativa da Câmara Municipal que visa capacitar as empresas famalicenses para a exportação tendo em vista o alargamento da base exportadora do concelho, teve na apresentação dos quatro ‘Embaixadores Famalicenses em França’ um dos momentos altos da sessão.

Rui Carvalho (Porminho), Antoine Michel (Evoludis), Thierry Ferreira (CMI) e Mário Almeida (NH Clima) são empresários que conhecem bem o mercado francês e que ontem se disponibilizaram para aconselhar as empresas famalicenses que desejem explorar comercialmente as suas potencialidades, numa ação que conta com a cooperação da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, representada nesta conferência por Luís Reis.

“Estes quatro empresários assumiram o compromisso de ajudar a economia famalicense. É uma forma excelente de cidadania ativa e de responsabilidade social das empresas”, ilustra Paulo Cunha.

Quatro conferências, dezasseis sessões práticas

Aliás, o painel de convidados foi unânime nos elogios à Câmara Municipal por promover uma iniciativa que procura estreitar a cooperação económica entre os dois países e alavancar o tecido empresarial do concelho famalicense. Laurent Marionnet, Diretor-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa, salientou mesmo que se trata de um “bom exemplo do poder público de Vila Nova de Famalicão ao serviço do crescimento da sua economia”. Enquanto que Luís Reis, da AICEP, lembrou a pertinência desta iniciativa num “concelho que já é exemplar nas exportações portuguesas”.

Famalicão é o terceiro município mais exportador do país e a principal economia industrial do Norte.“Mas isso não nos afaga o ânimo”, afirmou o edil, para quem esses indicadores aumentam a responsabilidade da autarquia no sentido de potenciar a vocação exportadora que caracteriza o município.

Para além desta conferência, ‘Famalicão Made INternational’ reserva mais três sobre as oportunidades de negócio noutros tantos mercados externos – Japão (16 de setembro), Estados Unidos (17 de outubro) e Alemanha (21 de novembro). Cada uma será complementada com quatro ’oficinas de exportação’, sectoriais e de natureza prática, no Gabinete de Apoio ao Empreendedor. No caso de França as oficinas decorrem a 30 de junho e a 7, 14 e 21 de julho.

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BRAGA REALIZA FÓRUM ECONÓMICO

Amanhã, Sexta-feira, dia 6 de Maio, pelas 14h15, na Colunata de Eventos, Bom Jesus, Braga

O Município de Braga e a InvestBraga promovem o Fórum Económico, que se realiza amanhã, Sexta-feira, 6 de Maio, pelas 14h15, na Colunata de Eventos, no Bom Jesus, em Braga.

A iniciativa contará com a presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, e do Primeiro-Ministro, António Costa.

O Fórum Económico é o evento de encerramento da Semana da Economia, que assinala também os dois anos de existência da InvestBraga – Agência de Desenvolvimento Económico de Braga.

Para além da presença do Primeiro-Ministro, o Fórum Económico conta com dois painéis de debate: um sobre o Futuro da Economia Portuguesa, com a participação dos ex-Ministros da Economia Carlos Tavares da Silva (actual presidente da CMVM), Daniel Bessa, e Mira Amaral (Presidente do BIC); e um segundo painel sobre Investimento e Estratégia para a Indústria, no qual vão participar empresas como a Bosch Car Multimédia e a Fujitsu.

BRAGA QUER SER O MOTOR DO CRECIMENTO ECONÓMICO DO PAÍS

Semana da Economia mostra potencial económico da Região

Ricardo Rio defende que “boa parte do sucesso da economia portuguesa vai depender daquilo que vier a acontecer em Braga”. Durante o lançamento da Semana da Economia, que decorre até 6 de Maio, o presidente da Câmara Municipal de Braga referiu que, por via do trabalho desenvolvido pela InvestBraga, “a Cidade está a afirmar-se como o motor do crescimento do País e apresenta-se como um espaço de reflexão das questões determinantes para o futuro da economia nacional”.

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“Num momento em que se assinala o segundo aniversário da InvestBraga, entendemos que é a oportunidade ideal para demonstrar o potencial da Região enquanto território economicamente atractivo e dinâmico”, referiu o Autarca, enaltecendo a actuação da Agência para a Dinamização Económica de Braga e que será evidenciada durante as várias iniciativas que compõem o programa da Semana da Economia.

O evento envolve o tecido empresarial e industrial de Braga, o comércio local, startups e várias entidades parceiras que, ao longo de uma semana, irão mostrar todo o potencial económico do Concelho, assim como os atractivos da Região para a captação de investimento.

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Segundo Ricardo Rio, é essa captação de novos investimentos que melhor ilustra o importante trabalho da InvestBraga. A prova disso é a inauguração oficial da Fujitsu em Braga localizada no Pólo de Negócios de Lamaçães. “Trata-se de um novo projecto empresarial que irá gerar cerca de 200 novos postos de trabalho até ao final do ano e que tem uma perspectiva de crescimento notável ao longo dos anos”, explicou.

Para Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga, esta é uma forma de “promover a nível local e nacional aquilo que de melhor se faz em Braga do ponto de vista económico”. A Semana da Economia apresenta um programa muito “diversificado e ambicioso” com ‘Open Days’ em empresas de referência como a Primavera BSS ou a DST, com o objectivo de “aproximar as empresas à comunidade para dar a conhecer os bons exemplos empresariais do Concelho”, explicou.

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Já amanhã, 3 de Maio, terá lugar a segunda Cimeira dos Embaixadores Empresariais de Braga, onde serão discutidas “acções concretas a serem desenvolvidas e apresentadas novas oportunidades de investimento identificadas pelos Embaixadores”, referiu Carlos Oliveira, lembrando ainda a comemoração do segundo aniversário da Startup Braga, que irá “demonstrar a grande evolução do ecossistema empreendedor local”.

O responsável destacou ainda a realização do ‘Usability Fix Party’, que terá lugar a 5 de Maio, pelas 19h30, na AIMinho, e que será um momento de partilha entre starups e a comunidade “onde todos são convidados a conhecerem e testarem os produtos antes de chegarem ao mercado”.

O ponto alto do programa acontece na Sexta-feira, 6 de Maio, com a realização do Fórum Económico. Um evento que conta com a presença do Primeiro-Ministro, António Costa, e que vai debater o Futuro da Economia Portuguesa, num painel com a participação dos ex-Ministros da Economia Carlos Tavares da Silva (Presidente da CMVM), Daniel Bessa, e Mira Amaral (Presidente do BIC). O Fórum Económico conta também com um painel sobre o Investimento e Estratégia para a indústria, no qual vão participar empresas como a Bosch Car Multimedia e a Fujitsu. Ainda no Fórum vai ser assinado o protocolo para segunda edição do programa de requalificação Qualifica IT, entre a InvestBraga, o IEFP e a Universidade do Minho, para a reconversão de mais 100 licenciados desempregados.

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BRAGA REALIZA SEMANA DA ECONOMIA

Segunda-feira, dia 2 de Maio, pelas 15h00, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga

O Município de Braga apresenta a Semana da Economia, que se vai realizar na Segunda-feira, dia 2 de Maio, pelas 15h00, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga.

A iniciativa contará com as presenças de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, e Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga.

A Semana da Economia decorre de 2 a 6 de Maio e integra várias actividades que vão envolver o tecido empresarial de Braga, assim como outras entidades parcerias de relevo, e tem como intuito ser uma mostra do potencial que reside em Braga para a captação de investimento internacional.

AMARES PROMOVE TURISMO E ECONOMIA LOCAL

Município quer promover a “marca” Amares para dinamizar o turismo e economia local

Tornar Amares uma “marca” cada vez mais forte é o objetivo do executivo municipal amarense que reuniu, recentemente, com os empresários da restauração, do alojamento local e outros empreendimentos turísticos, com o intuito de encontrar uma estratégia concertada de promoção e dinamização turística e económica do concelho de Amares.

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O vice-presidente e vereador do Turismo, Isidro Araújo, conduziu as reuniões realizadas com alguns agentes representativos do setor turístico, as quais estiveram assentes numa lógica de continuação da aposta nas parcerias entre o Município e o setor privado como forma de potenciar o desenvolvimento económico sustentável do concelho.

Isidro Araújo realçou a importância de “manter uma maior proximidade com os empresários para que se possa em conjunto promover mais e melhor Amares, como local de excelência turística e gastronómica”.

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“Hoje, Amares, tem vindo a afirmar-se como referência gastronómica e temos locais magníficos para visitar e é fundamental perceber o interesse de promover Amares como um todo”. “Quando promovemos o Vinho Verde e a laranja de Amares nas feiras e nas exposições estamos a promover acima de tudo o nome e o concelho de Amares”, acrescentou o autarca. “Sendo parceiros, ganhamos todos e, acima de tudo, Amares”, sublinhou.

Nas reuniões foi, ainda, apresentada a nova plataforma “GoTourism Amares”, um instrumento de promoção turística que passará a estar, brevemente, disponível e permitirá a divulgação do património material e imaterial do concelho, atraindo gente a Amares.

Na plataforma vão estar localizados os pontos de interesse turístico do concelho, com informação, fotos e contactos, divididos por categorias, o que permitirá ao turista organizar o seu percurso de visita, de acordo com os pontos de interesses e as suas preferências.

A todos os empresários foi distribuído um “kit” promocional, contendo algumas brochuras e um “cd” com imagens e vídeos sobre o concelho de Amares, para que possam junto dos turistas divulgar e promover o concelho.

Aos restaurantes, particularmente, foi lançado o desafio de promover os Vinhos Verdes da região, através da criação de uma carta de Vinhos Verdes de Amares, bem como de inserir a laranja de Amares nos seus pratos e respetivos menus.

O executivo municipal de Amares reconhece “a importância do papel dos empresários a quem estão gratos pelo trabalho louvável que têm feito na promoção do concelho, como local de bem receber e de ótima gastronomia” e lembra que estará “sempre disponível para apoiar iniciativas que tragam mais riqueza para Amares”.

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FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES: SOLUÇÕES FÁCEIS MARCAM PONTOS NO FUTURO

Por: Benedita Miranda, diretora-geral da Sitel Portugal

Tendo em conta o atual intercâmbio de produtos e serviços, em todos e quaisquer setores de atividade, o serviço de apoio ao cliente é cada vez mais um fator diferenciador. Por vezes é o único ponto de contacto com o cliente e pode, inclusive, gerar vantagens competitivas para o negócio. O peso do serviço de apoio ao cliente é tão elevado que pode determinar a fidelidade dos clientes, levando-os mesmo a que se tornem embaixadores da marca.

Até agora acreditava-se que a satisfação dos clientes era uma garantia da sua fidelização e de um consequente bom desempenho em termos de facturação. Com esta ideia em mente, surgiu a tendência de promover diferentes programas de fidelização e “ofertas extra”, que supostamente contribuiriam para aumentar e manter a fidelização do cliente. O problema surge quando alguma coisa corre mal com um produto ou serviço, ou quando um problema precisa de resolução. Atualmente, os clientes procuram aconselhamento em websites ou fóruns, pegam no telefone ou enviam e-mails e é desta forma que têm a sua primeira experiência com o serviço de apoio ao cliente. São estas experiências que geralmente determinam se os clientes mudam de fornecedor, ou se recomendam o produto ou serviço.

Neste sentido, os fornecedores do serviço de apoio ao cliente e os seus clientes têm grandes expetativas e objetivos em termos de KPIs (Key Performance Indicator), no que diz respeito à qualidade deste tipo de serviços. O grau de satisfação do cliente é medido através do valor NPS – Net Promoter Score – que mede a disposição do cliente para recomendar um produto ou serviço numa escala de 1 a 10. Este ranking cria uma diferenciação consoante as respostas obtidas, que pode variar entre: os defensores (10-9), os passivos (8-7) e os críticos (6-0). Estudos recentes sugerem que o esforço para satisfazer os clientes muitas vezes não tem qualquer relação com os custos envolvidos. Um artigo de Harvard Business Review (HBR)* faz referência a este tema e leva as empresas repensar as suas estratégias atuais. Os autores levantam a questão: De que serviços necessitam realmente os clientes? Em que é que os fornecedores devem investir para o conseguir? A resposta dos experts é clara: “Parem de querer satisfazer os clientes”. Pesquisas posteriores realizadas pela Dixon fornecem os principais factos e números. Um inquérito a mais de 125.000 clientes, mais de 5.000 funcionários e mais de 100 empresas mostra-nos que a “satisfação” do cliente apenas é conseguida em 16% dos casos. Tentar fazer parte desta percentagem, raramente alcançada, aumenta os custos de operação até 20%. Reduzir o esforço do cliente (Customer Effort Score) é a maneira mais eficaz para vencer a batalha competitiva pela fidelização do cliente, sem por em causa as margens do negócio.

Optar por não querer estar continuamente a satisfazer o cliente, parece contradizer a ideia de que é fundamental prestar um excelente serviço de apoio ao cliente, no entanto estes novos conceitos abrem as portas a algo novo que é do interesse de todas as empresas. A nova estratégia de medir a qualidade, muda radicalmente a nossa indústria e é um fator chave no que toca à melhoraria das experiências com o serviço de apoio ao cliente, que é frequentemente visto como maçador. O que aconteceu exatamente para gerar este sentimento?

O CES não mede a disposição para recomendar como indicador da Satisfação do Cliente (NPS), mas sim o esforço real (ou percebido) dos clientes para alcançarem a solução para o problema. Por conseguinte, este valor mostra que quanto maior for a facilidade na resolução de problemas do cliente, maior é a sua fidelização e disposição para recomendar o produto ou serviço.

O mais interessante é que a capacidade de previsão de fidelização (em termos de comportamento de nova compra e aumento de vendas) é reportada como substancialmente mais elevada no CES, comparativamente com os valores de medição como o NPS ou CSAT (Customer Satisfaction).

Compreender o Customer Effort

O Customer Effort é a quantidade de trabalho (ou esforço) percebido que o cliente tem de exercer para receber o serviço ou a resolução desejada. Isto pode incluir o tempo do atendimento e o número de vezes que o cliente é transferido. Este esforço não é só um incómodo para o cliente, mas também potencia a perda da fidelização. Alguns dos fatores que contribuem para aumentar o esforço do cliente incluem:

Contactos Múltiplos: os clientes pretendem uma interação “one and done” relativamente ao apoio técnico ou atendimento. Se o cliente necessitar de o consultar novamente, o seu esforço sobe.

Problema nos canais: clientes que interagem através de self-service, muitas vezes não querem ser transferidos para o telefone. Os que ligam para o centro muitas vezes preferem um serviço de voz, por isso não se deve responder com um e-mail. Sempre que se força um cliente a trocar de canais, a sua experiência aumenta o Customer Effort.

Repetição de Informação: interações pelo telefone começam geralmente com os clientes a fornecer informação a um IVR – e não esperam ser questionados de novo por uma máquina ou pessoa. Quando isto acontece mais do que uma vez, o esforço do cliente aumenta e a fidelização diminui.

Ausência de compreensão: os clientes esperam ser levados a sério. Consequentemente, o tom de voz dos funcionários, a escolha do idioma, assim como a compreensão emocional e técnica de que o cliente necessita devem ser adequados.

Olhando para estes fatores, verifica-se rapidamente que os incentivos aos clientes, por exemplo, ofertas adicionais não solicitadas como compensação pelos atrasos, etc., não satisfazem as suas necessidades porque o que procuram é uma solução rápida e fácil e não uma compensação por longos tempos de espera. Tendo em conta que o CES mede o tempo da resolução dos problemas dos clientes, uma pontuação baixa do Customer Effort mostra que os clientes tiveram que fazer apenas um pequeno esforço para conseguir a solução ao seu problema. No geral, este segue o lema arquitetónico de que “menos é mais”.

*Matthew Dixon, Karen Freeman, Nicolas Toman, Harvard Business Review (HBR)

TERRAS DE BOURO DEBATE ATIVIDADES ECONÓMICAS

Terras de Bouro - Salão Nobre do município acolheu sessão de esclarecimento sobre atividades económicas

Com o intuito de ir ao encontro de eventuais interessados, o Município de Terras de Bouro promoveu, a 18 de janeiro, uma ação de esclarecimento com a colaboração da empresa Licentivos e que abarcou áreas distintas de intervenções e investimentos para a Indústria, Comércio, Turismo, Agricultura, Floresta e Desenvolvimento Rural - Programa Portugal 2020, apoio às áreas em questão.

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Esta ação, trouxe, para o número significativo dos presentes, uma abordagem abrangente e deveras interessante, em termos de Sistemas de Incentivos, através dos apoios, com enquadramento no Quarto Quadro Comunitário, denominado Portugal 2020 e para os quais serão, oportunamente, abertas candidaturas.

Da parte desse público, eminentemente ligado ao mundo rural e àquela que ainda é uma das atividades predominantes no concelho terrabourense, a agricultura e atividades complementares, com particular expressão para a agro-florestal e pecuária, pareceu que a atenção, do mesmo, se centrou mais nessas vertentes.

Contudo, o turismo e o comércio, assuntos que também foram abordados dentro de uma lógica de visão estratégica direcionada aos agentes locais de desenvolvimento, tendo em vista a ampliação e melhoria das respostas existentes, não deixaram de despertar a atenção dos interessados.

PARTIDO “OS VERDES” REÚNE COM JOSEPH STIGLITZ, PRÉMIO NÓBEL DA ECONOMIA

“Os Verdes”, representados por Manuela Cunha e Vitor Cavaco, encontraram-se hoje, no Parlamento, com Joseph Stiglitz, prémio Nobel da Economia, a pedido do próprio, que se encontra em Portugal para participar na conferência a realizar na Fundação Calouste Gulbenkian, intitulada “Desigualdade num Mundo Globalizado”.

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O Prémio Nobel da Economia, que tem sido uma voz crítica das políticas de austeridade e das intervenções do FMI mostrou-se muito interessado em conhecer a opinião dos Verdes sobre a situação portuguesa, nomeadamente sobre as grandes questões ambientais com impactos na economia e no desenvolvimento. Mostrou grande interesse pelas posições do PEV contra a privatização da água, na defesa dos transportes públicos, nomeadamente ferroviário, da travagem da eucaliptização do país e do apoio a uma floresta sustentável e mostrou-se surpreendido com a existência de “rendas” no setor elétrico.

Por outro lado, o Prémio Nobel, quando questionado pelos Verdes sobre a situação económica no nosso país e na Europa, sublinhou a necessidade de mudança de políticas da União Europeia, nomeadamente da Alemanha, vincando uma posição muito crítica quanto à limitação de 3% para o défice.

O Partido Ecologista “Os Verdes”

BLOCO DE ESQUERDA DEBATE EM VIANA DO CASTELO O PODER ECONÓMICO EM PORTUGAL

Na próxima sexta-feira estaremos à conversa com Adriano Campos a propósito da exibição do documentário de Jorge Costa: "Os donos de Portugal"

Os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui.

Donos de Portugal é um documentário sobre 100 anos de poder económico. O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza.

Mello, Champalimaud, Espírito Santo? as grandes famílias cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e das relações intestinas com o poder político. Novos grupos económicos? Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base.

Quando a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui.

BRAGA RECEBE LÍDER DA MULTINACIONAL AMERICANA CONCENTTRIX CORPORATION

Planos de crescimento da Concentrix Corporation focados em Braga

Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, recebeu hoje, dia 28 de Maio, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o líder máximo da multinacional americana Concentrix Corporation, Chris Caldwell. A empresa, que em Braga está localizada desde 2007 no edifício da Estação de Caminhos-de-Ferro, emprega actualmente cerca de 600 colaboradores, mas tem planos para expandir esse número nos próximos meses para mais de 800. "É uma empresa em claro crescimento e cujo dinamismo e ambição está a potenciar novos recrutamentos, o que para Braga é uma enormíssima mais-valia", afirmou Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga.

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Segundo o Edil, Braga é um local com ´fortíssimas aptidões´ para receber empresas na área dos centros de serviços partilhados e de apoio às áreas de negócio, como acontece com a Concentrix. "É uma aspiração do Município que está consagrada no plano estratégico de desenvolvimento económico elaborado pela InvestBraga. Cativar estas empresas traduz-se na criação de mais postos de trabalho e também de mais oportunidades para a população do Concelho e da região", assumiu.

Como lembrou o autarca, o representante da Concentrix em Portugal, Ahmed Aboulezz, foi recentemente nomeado Embaixador Empresarial de Braga, o que é demonstrativo das ´excelentes relações´ entre o Município e a empresa.

"Tivemos recentemente a oportunidade de visitar as instalações da Concentrix e de constatar a projecção que esta empresa dá ao Concelho internacionalmente", afirmou, garantindo que é um orgulho receber o presidente mundial da empresa, partilhar com ele a visão para o futuro da Cidade e estimulá-lo para que continue a ver em Braga um destino preferencial para o investimento.

Por seu turno, Chris Caldwell enfatizou que Braga tem um clima propício ao investimento e colabores competentes, talentosos e que apresentam ´excelente performance´. "Queremos consolidar a nossa relação com os actuais clientes e continuar a crescer em Braga", afirmou.

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MULTINACIONAL FRANCESA INVESTE EM ARCOS DE VALDEVEZ

Eurocast Portugal prevê abrir portas já no segundo semestre de 2015

A multinacional francesa Eurocast Portugal do sector automóvel vai investir, até 2017, cerca de 23,4 milhões de euros numa fábrica que será instalada em Arcos de Valdevez e criará 130 postos de trabalho.

A construção da unidade de produção e comercialização de fundição injetada de alumínio para componentes automóveis já começou, devendo iniciar a laboração no próximo mês de agosto.

Como esta fábrica empregará pessoas com formação da metalurgia, da metalomecânica e da fundição, foi realizada uma sessão de apresentação da empresa a desempregados do concelho, inscritos no Centro de Emprego, para que fizessem uma pré-inscrição nas formações que darão o passaporte para um lugar na multinacional.

Estas formações decorrerão no Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica (CENFIM), em Arcos de Valdevez, e no CINFU - Centro de Formação Profissional da Indústria de Fundição.

Para João Manuel Esteves este investimento no concelho é visto com muito bons olhos, pois contribuirá para reduzir o desemprego e para o crescimento e dinamização da economia local.

Neste sentido apelou a todos os presentes para que aproveitem esta oportunidade, agradecendo também toda a disponibilidade do Centro de Emprego e Centros de Formação neste processo.

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