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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA REALIZA SEMANA DA ECONOMIA

Conselho Estratégico reuniu no âmbito da Semana da Economia. InvestBraga acompanhou mais de 300 projectos de investimento

Em três anos de actividade, a InvestBraga - Agência para a Dinamização Económica acompanhou cerca de 548 milhões de euros em mais de 300 projectos de investimento. Também durante este período, Braga registou um crescimento de 1% acima do PIB da Península Ibérica, criou mais de cinco mil postos de trabalho e, só no ano passado, cresceu 19% nas exportações, o que representa um valor de cerca de 176 milhões de euros, apresentando-se como o Concelho do País que mais cresceu neste capítulo. Os números foram avançados hoje, dia 22 de Maio, pelo Conselho Estratégico da InvestBraga, que reuniu no âmbito da 2.ª edição da Semana da Economia.

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Para o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, estes são números ´francamente positivos´, seja em termos de captação de investimento e de criação de postos de trabalho, seja na criação de novas empresas e de exportações. “Braga tem estado a crescer e isso é fruto do trabalho das empresas e da colaboração entre todas estas instituições que integram este Conselho Estratégico”, referiu o Autarca.

Na ocasião, Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga, adiantou ainda que o Plano Estratégico para o Desenvolvimento Económico de Braga (2014-2026) será alvo de uma revisão até ao final do presente ano.

“Cerca de 20 por cento das acções que integram o Plano Estratégico estão concluídas e 53 por cento em fase de execução, o que é para nós um bom sinal. Até ao final do ano vamos apresentar uma revisão do Plano Estratégico e ponderar a introdução de algumas novas iniciativas”, sustentou o presidente da InvestBraga neste primeiro dia da Semana da Economia ficou ainda marcado pela Cimeira dos Embaixadores Empresariais de Braga.

A Semana da Economia, que se prolonga até dia 26 de Maio, envolve o tecido empresarial e industrial de Braga, startups e várias entidades parceiras, com o objectivo de mostra do potencial económico da Cidade, assim como dos atractivos da região para a captação de investimento.

Com a maioria das actividades abertas à comunidade, a Semana da Economia apresenta um programa diversificado, integrando talks com startups e empreendedores de sucesso, vários Open Days em empresas de referência na região, com o objectivo de dar a conhecer os bons exemplos empresariais do Concelho.

Os dois pontos altos do programa são o Fórum Económico, que se realiza no Theatro Circo, no dia 24, a partir das 14h30, e o evento Software de Braga para o Mundo, no dia 25, também às 14h30, no Auditório B1, da Universidade do Minho.

Durante esta semana serão ainda lançadas as segundas edições dos programas ‘Qualifica IT’ e ‘Escola de CEO’s’.

O programa da Semana da Economia pode ser consultado em www.investbraga.com

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BRAGA ASSINALA SEMANA DA ECONOMIA

Semana da Economia: InvestBraga mostra o potencial económico de Braga. Evento assinala três anos de atividade da InvestBraga

A InvestBraga organiza, de 22 a 26 de maio, a segunda edição da Semana da Economia, para assinalar três anos de atividade. O evento, que vai envolver o tecido empresarial e industrial de Braga, startups e várias entidades parceiras, será uma mostra do potencial económico de Braga, assim como dos atrativos da região para a captação de investimento, e contará com as presenças do ministro da Ciência, Manuel Heitor, do secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, do Secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, e do ex-ministro da Economia, Carlos Tavares da Silva.

A Semana da Economia de Braga tem ainda como objetivos apresentar o trabalho realizado pela InvestBraga nas diversas áreas de atuação – Dinamização Económica, Startup Braga e Parque de Exposições de Braga – e debater temas relevantes da área económica.

Com a maioria das atividades abertas à comunidade, a Semana da Economia apresenta um programa diversificado, integrando talks com startups e empreendedores de sucesso, vários Open Days em empresas de referência na região, com o objetivo de dar a conhecer os bons exemplos empresariais do concelho, mas também a reunião do Conselho Estratégico de Braga e a Cimeira dos Embaixadores Empresariais de Braga.

Os dois pontos altos do programa são o Fórum Económico, que se realiza no Theatro Circo, no dia 24, a partir das 14:30, e o evento Software de Braga para o Mundo, no dia 25, também às 14:30, no Auditório B1, da Universidade do Minho.

No Fórum Económico, além de um balanço de toda a atividade da InvestBraga, serão debatidos os temas A Banca e o Financiamento, num painel que contará com a presença dos presidentes do Novo Banco, Millennium BCP e Santander Totta, e a Dinâmica Empresarial, com as participações de Carlos Tavares da Silva, ex-ministro da Economia, Nelson de Souza, secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, e Fernando Alexandre, Pró-Reitor para a Valorização do Conhecimento da UMinho. João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria, irá abordar as Medidas Económicas do Programa Nacional de Reformas.

O evento Software de Braga para o Mundo, organizado em parceria com as empresas do setor das Tecnologias de Informação e com a UMinho, tem como objetivo a troca de experiências e boas práticas entre os participantes das empresas e startups convidadas. Durante a sessão, serão abordados temas como Estratégia e Gestão em IT, Marketing e Vendas para o Mundo, Talento e Formação, com a participação de membros da gestão, tecnologia, marketing e vendas e recursos humanos, entre outros, das empresas Accenture, WeDo Technologies, Primavera BSS e Outsystems, e com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.

MINISTRO DA ECONOMIA VISITA ESPOSENDE

O ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral visitou as instalações da Prozis, suplementos e alimentação funcional, em Esposende, onde tentou perceber o segredo desta empresa  líder europeia de vendas de alimentação funcional.

O presidente da Câmara Municipal de Esposende disse que a Prozis "é uma empresa de referência no concelho de esposende", distinguindo-se, ainda pelo facto de "fugir" à vocação industrial que carateriza o tecido industrial local.

"Esposende não tem uma tradição industrial muito vincada, mas começamos a ter emprego qualificado e empresas de base tecnológica. Em termos de empregabilidade, à escala municipal, a Prozis é muito importante", considera Benjamim Pereira.

O presidente da Câmara de Esposende destacou, ainda, o facto desta empresa ter regenerado as instalações de uma antiga unidade têxtil, vendo com agrado a visita do ministro da Economia. "É o reconhecimento da dinâmica económica do concelho, personalizado nesta grande empresa que é a Prozis. Esposende tem vindo a afirmar-se com muitas unidades de grande visibilidade internacional", apontou Benjamim Pereira, lembrando que a componente ambiental continua a ser uma questão de princípio na autorização da instalação de empresas no concelho.

Na unidade de Esposende, a Prozis emprega 300 pessoas e possui outra unidade na Póvoa de Lanhoso. O  mentor e principal acionista e da Prozis, Miguel Milhão, disse ter recusado "inúmeras propostas de venda da empresa, porque o valor está na plataforma tecnológica que construímos. A maneira mais eficiente de chegar ao consumidor final", disse Milhão.

A crescer a um ritmo de 55 por cento este ano, a Prozis tem na Europa o seu principal mercado e prepara-se para alargar a aposta, com a construção de novas unidades.

UNIVERSIDADE DO MINHO REALIZOU EM BRAGA JORNADAS DE ECONOMIA E GESTÃO

Ricardo Rio participou nas Jornadas de Economia e Gestão da Uminho. InvestBraga com papel fundamental no desenvolvimento económico do Concelho

“A InvestBraga é a principal ferramenta no apoio ao desenvolvimento económico do Concelho, com resultados que os Bracarenses sentem no seu dia-a-dia”. A ideia foi defendida por Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, durante as Jornadas de Economia e Gestão da Universidade do Minho (UMinho), que encerraram esta Quarta-feira, 19 de Abril.

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Segundo o Autarca, a criação da InvestBraga “permitiu aproximar o tecido empresarial das decisões políticas e criar um elo de ligação que, manifestamente, não se verificava no passado”, referiu Ricardo Rio, durante a sua intervenção no painel sobre a captação de investimento por parte das Autarquias, no qual também participaram os presidentes dos Municípios de Guimarães e Póvoa de Lanhoso, Domingos Bragança e Manuel Baptista, respectivamente.

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O apoio ao empreendedorismo é, também, um dos “pilares basilares da estratégia da InvestBraga”, agência que, segundo o Edil, teve a “faculdade de juntar peças que estavam soltas e que agora conseguem delinear estratégias conjuntas”, dando como exemplo a elaboração do Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Concelho, que contou com as “preciosas colaborações de várias entidades e instituições”.

Na ocasião, Ricardo Rio lembrou que as empresas são aliados fundamentais para o desenvolvimento do território e que o Município de Braga tem assumido um papel preponderante na articulação com os empresários, tendo em vista a captação de investimento para o Concelho.

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O conhecimento produzido nas Universidades e no INL - Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, aliado às fortes competências que a mão-de-obra qualificada existente no Concelho demonstra, fazem de Braga um “local ideal para que as empresas escolham Cidade para se instalarem e desenvolverem o seu modelo de negócio”, sustentou Ricardo Rio, manifestando ainda o desejo de que projectos como o ‘Innovation Arena’, a requalificação dos Parques Industriais do Concelho e a criação de uma incubadora de projectos na área das Media Arts, sejam concretizados a curto prazo.

Por fim, o Autarca defendeu que “o desenvolvimento económico é a prioridade das políticas autárquicas e ninguém pode negar que a criação de emprego, a atracção de investimento e a fixação de novas empresas, são as maiores de todas as preocupações para a gestão de qualquer Município”.

Estas Jornadas de Economia e Gestão foram organizadas pela Escola de Economia e Gestão da UMinho, em conjunto com o Núcleo de Alunos de Economia da Universidade do Minho (NAECUM) e com a Associação de Estudantes de Gestão da Academia Minhota.

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PAN REAGE À APROVAÇÃO DO CETA NO PARLAMENTO EUROPEU

  • Aprovação simboliza um retrocesso no projeto social e igualitário da União Europeia
  • Reforça que os centros de poder Europeu, subordinados a interesses corporativos, estão afastados das reais necessidades das populações
  • Debate e votação no parlamento nacional pode estar eminente arrastando preocupações muito sérias para a qualidade de vida dos cidadãos

O Acordo Abrangente de Comércio e Economia entre o Canadá e a União Europeia (CETA) foi hoje aprovado no Parlamento Europeu com 408 votos a favor, 254 contra e 33 abstenções. Esta aprovação simboliza para o PAN – Pessoas-Animais-Natureza – um retrocesso no projeto social e igualitário da União Europeia. "Esta decisão irresponsável de 408 eurodeputados, onde prefiguram representantes do PSD, PS e CDS, nas respetivas famílias europeias, dará mais força aos movimentos populistas e anti Europa tal como favorecerá o nacionalismo no continente Europeu", afirma André Silva, deputado do PAN.

O partido considera que o CETA foi debatido a portas fechadas, circunscrito a uma elite de burocratas e entidades corporativas, o que reforça o quão afastadas estão os centros de poder Europeu dos reais sentimentos e necessidades das populações.

Pese embora, o tratado ainda necessite de ratificação pelos parlamentos nacionais para adquirir plena forma e efetividade, espera-se da parte dos partidos que o suportaram a nível Europeu uma total subserviência às diretivas europeias, pelo que o PAN receia que o CETA venha rapidamente a debate e votação ao parlamento nacional, não dando cumprimento ao projeto de resolução deste partido, aprovado na Assembleia da República a 6 de Janeiro, para encetar dentro e fora do parlamento um debate alargado sobre o CETA. 

“Consideramos que o avanço do CETA abre as portas para a ratificação do TISA e do TTIP, que ditarão o acentuar do declínio de influência sociocultural e política da Europa. Com esta usurpação do poder político por interesses corporativos, renunciaremos a elevados standards de proteção laboral, ambiental, agrícola e social”, reforça André Silva.

Por exemplo, esta aprovação permite as exportações canadianas de organismos geneticamente modificados (OGM) ou carne de vaca tratada com hormonas. O acordo abre também as portas para a liberalização do comércio de serviços, nomeadamente a nível financeiro, em telecomunicações, na energia e no transporte marítimo, levando à possibilidade de sectores fundamentais para garantir a soberania das nações sejam privatizados. Transversal a estas cedências está o sistema judiciário que será prejudicado em disputas entre corporações e nações. 

Os exemplos recentes dos impactos negativos de tratados desta génese, como o NAFTA, demonstram que a ilusão de prosperidade irá apenas cimentar o fosso entre as elites financeiras, corporativas e económicas e os cidadãos. Este caminho tecnocrata mina a confiança dos Europeus no processo democrático Europeu, transparente e unificador.

ANTÓNIO DOMINGUES, NOVO PRESIDENTE DA CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS É NATURAL DE ARCOS DE VALDEVEZ

Quem é António Domingues, o novo presidente da Caixa?

Queria reformar-se para se dedicar à vela, mas assume esta quarta-feira, 31 de Agosto, a função de presidente da Caixa Geral de Depósitos

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Deixar de praticar vela apenas como passatempo e passar a participar em regatas. Dedicar mais tempo à leitura de Filosofia, de preferência autores gregos, e História, sobretudo dos séculos XIX e XX. Continuar a investir na melhoria do sistema de som em que gosta de ouvir música clássica e jazz.

Eram estes os planos para o futuro de António Domingues, casado com a arquitecta Ana com quem tem uma filha. Há muitos anos que vinha dizendo aos amigos que queria reformar-se cedo. E, como é habitual em todos os aspectos da sua vida, preparou-se para isso. Não só reunindo condições financeiras ao longo de 37 anos de carreira, mas também cultivando um leque diversificado de interesses pessoais.

A reforma estava ao virar da esquina. O mandato como vice-presidente do BPI terminava no final do ano e, caso o banco onde esteve 27 anos não precisasse de si, ia dar por terminada a missão. Mas, no início do ano, a Caixa atravessou-se no seu caminho.

O convite do ministro das Finanças para liderar o banco do Estado apanhou-o de surpresa. Isto apesar de na manhã desse dia Fernando Ulrich lhe ter dado como quase certo esse desfecho. "Aposto praticamente a 100% que vai ser convidado para presidente da CGD", disse-lhe o amigo de décadas sobre o telefonema de Mário Centeno para o número dois do BPI.

Entre os amigos que foi cultivando ao longo da sua carreira, há quem considere que era "previsível" o convite a Domingues. "Há uma grande influência de Artur Santos Silva ["chairman" do BPI e presidente da Gulbenkian] junto do primeiro-ministro. O Governo procurava resolver o problema da Caixa com um novo começo e de maneira completa. Esta escolha é uma solução bem pensada, não é uma manta de retalhos", defende alguém do seu círculo de amizades.

"É uma solução fora da caixa para a Caixa", graceja outro amigo, que não tem dúvidas que apesar da "pancada" que levou na praça pública por ir liderar "um virar de página na CGD", Domingues não desmoraliza. "Não se nota que esteja agastado", garante outro próximo, avisando que o gestor "lida bem com a polémica".

A independência e a segurança com que enfrenta os desafios são duas características que terão sido úteis nos dias que antecederam a tomada de posse, que demorou e se seguiu ao chumbo do BCE a alguns nomes sugeridos ao Governo para administradores não executivos, alguns dos quais acusados em praça pública de conflitos de interesse - por serem clientes da Caixa - e de não terem experiência de banca.

O rol de críticas incluiu acusações de que construiu uma equipa apenas com pessoas do BPI.

Além disso, nos bastidores do sistema bancário houve quem o acusasse de, com as exigências que fez para aceitar o convite, ter colocado o ministro das Finanças na posição de seu refém.

A quem o questiona directamente sobre estas críticas, Domingues responderá com a convicção de quem construiu um edifício com fundações sólidas. Leva pessoas da sua confiança profissional para ter a certeza de que não o deixam ficar mal. E se esteve 27 anos no BPI é natural que vá recrutar gestores a este banco.

Quanto às suas exigências para aceitar o convite - capitalizar a CGD sem ajudas de Estado e com folga para acomodar crises futuras, tirar o banco do Estatuto do Gestor Público e escolher a equipa - são condições indispensáveis para fazer o seu trabalho.

Se Mário Centeno não tivesse respondido "sim", Domingues estaria fora da lista dos Mais Poderosos do Negócios, na qual surgiu este ano na 40.ª posição, com agrado. A recusa teria sido mais uma prova do seu desapego aos lugares, como aconteceu quando, no início da sua carreira, decidiu sair do Banco de Portugal sem manter o vínculo à instituição, apesar da estranheza manifestada pelo seu chefe.

Como as exigências foram aceites, o gestor dedicou-se ao trabalho. Desde o primeiro dia, desdobrou-se em viagens a Bruxelas e a Frankfurt para negociar com as autoridades europeias o seu projecto para a Caixa. Da forma dura e implacável que demonstrou em todas as negociações da sua carreira. "Conseguiu que o seu plano fosse aprovado num tempo recorde", orgulha-se um dos amigos.

A recapitalização aprovada por Bruxelas abriu a porta da Caixa a António Domingues, nascido em Arcos de Valdevez. Fará 60 anos em Dezembro e será, durante seis meses, presidente executivo e não executivo da CGD, prazo dado pelo BCE para a separação de águas. Seguem-se quatro anos na liderança do banco do Estado. A vela vai ter de continuar a ser apenas um "hobby".

Maria João Gago / Jornal de Negócios

PAN OPÕE-SE À PROSPECÇÃO DE PETRÓLEO EM PORTUGAL

PAN rejeita qualquer regulamentação para exploração de petróleo e gás em Portugal

  • Petição da Plataforma Algarve Livre de Petróleo é debatida quarta-feira, 26 de Outubro, na Assembleia da República
  • Regular o Decreto-Lei n.º 109/94 de 26 de Abril é validar a sua ação e os seus impactos
  • Portugal tem potencial para ser líder na produção e exportação de tecnologia e energia renovável e transitar para uma economia circular e de carbono zero

O PAN - Pessoas-Animais-Natureza acompanha esta semana com uma iniciativa legislativa a petição da Plataforma Algarve Livre de Petróleo que pede o fim da prospeção e a exploração de petróleo e gás em Portugal. O projeto de lei do PAN pede a revogação do Decreto-Lei n.º 109/94, de 26 de Abril, que regulamenta o acesso e exercício das atividades de prospeção, pesquisa, desenvolvimento e produção de petróleo em Portugal.

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Às portas da COP22 e contrastando com o compromisso assumido na ratificação do Acordo de Paris e com o próprio Orçamento de Estado para 2017, que refere pretender “descarbonizar progressivamente a sociedade”, o governo contratualizou a prospeção, pesquisa, desenvolvimento e produção de hidrocarbonetos on e off shore a consórcios petrolíferos nas regiões da Beira Litoral, da Extremadura, do Alentejo e do Algarve.

Para o PAN, mais importante do que as decisões políticas parlamentares é acompanhar as preocupações cívicas de cidadãos e associações deste país contra a prospeção, pesquisa, desenvolvimento e exploração de hidrocarbonetos. Regular o Decreto-Lei n.º 109/94, de 26 de Abril é validar a sua ação e os seus impactos, pelo que o único caminho exequível para fazer cumprir Paris é a sua revogação e a aposta em fontes de energia realmente úteis, limpas e sustentáveis. Mais que tentar regular um sector desta magnitude, há que estabelecer uma posição definitiva quanto ao tema. Portugal tem as condições climáticas para ser líder na produção e exportação de tecnologia e energia renovável e todos os investimentos feitos no sector dos combustíveis fósseis põem em causa a urgente transição para uma economia circular e de carbono zero.

Nos últimos 125 anos Portugal consumiu combustíveis fósseis equivalentes a mais de 700 milhões de toneladas de petróleo para sustentar o seu desenvolvimento*. Para cumprir os seus objetivos na luta climática, o país tem de abdicar, até ao final do século, das 16 milhões de toneladas de petróleo, carvão e gás natural que ainda queima anualmente para mover carros, produzir eletricidade, alimentar indústrias e abastecer habitações.

Para evitar um aumento de 2º Celsius a humanidade tem não só que fazer mudanças estruturais em vários sectores sociais, como terá, acima de tudo, de mudar de paradigma económico e social. A manutenção de uma economia baseada no carbono, seja em combustíveis fósseis, é diretamente conflituante com a urgência de se planear e executar uma transição para uma economia baseada em energias realmente limpas e renováveis. Mesmo que todos os países cumpram as propostas não vinculativas apresentadas no Acordo de Paris a barreira climática ultrapassará o aumento de 2º Celsius e ficaria entre 3.5º e 6º Celsius.

Numa perspetiva mais económica, os próprios capitais de investimento e de risco já começam a dar sinais de preocupação com a possibilidade de se transitar rapidamente para economias ausentes de combustíveis fósseis. Os mercados falam em possíveis perdas de 33 triliões de dólares de investimentos, devido a políticas de limitação das emissões de gases com efeito de estufa (GEE), à competitividade crescente das renováveis e à inevitável quebra da procura dos seus produtos a curto-médio prazo. Mas tal como em outras indústrias, estas perdas serão de facto ganhos – não em capital financeiro mas sim na preservação de ativos ecológicos.

“As avaliações científicas alertam-nos para a urgência de repensarmos e mudarmos o sistema económico que premiamos e expandimos. Continuamos a apostar na estética das palavras enquanto estratégia para prolongar uma ecologia superficial, subjugada a um leque vastíssimo de interesses que continuam a bloquear os esforços de nações para combater e mitigar as alterações climáticas”, defende André Silva, Deputado do PAN.

FAMALICÃO ESTÁ CADA VEZ MAIS FORTE NAS EXPORTAÇÕES

Concelho vai reforçar em 2015 o volume total de vendas para o exterior, com previsões de 1,9 mil milhões de euros

Os primeiros indicadores relativamente às exportações das empresas famalicenses apontam para uma excelente notícia: Vila Nova de Famalicão vai reforçar o volume total de vendas para o exterior, com previsões de 1,9 mil milhões de euros, impondo-se ainda mais como terceiro concelho mais exportador de Portugal.

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A revelação foi avançada pelo Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, na conferência “Des(a)fiar o Tempo da Indústria: Poderes e Território”, que decorreu ao longo deste sábado, 24 de setembro, no CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário, e que contou com a presença do Ministro da Economia. Caldeira Cabral foi também ele porta-voz de novidades, anunciando que o Governo vai reforçar, ainda este ano, os apoios aos centros tecnológicos do país.

No caso das exportações famalicenses, em causa está um incremento de 8% em 2015 face a 2014, novamente superior à média nacional, atestando ainda a tendência de crescimento verificada já desde 2012. “É um salto enorme”, expressou Paulo Cunha, salientando que Vila Nova de Famalicão “é assim, pela sua vocação exportadora, um contribuinte líquido, genuíno e construtivo do país”.

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Aproveitando a presença de Caldeira Cabral, o autarca deixou ainda, na intervenção de abertura desta conferência, uma referência ao Centro de Competências do Agroalimentar para o Sector das Carnes. Paulo Cunha reafirmou a ambição do município por este projeto que classifica como de dimensão nacional e vocação internacional. “Senhor Ministro, é um centro de competências de nova geração, que tem como missão potenciar o aumento da competitividade e a inovação das empresas da fileira, aproveitando a forte capacidade instalada, sem precisar de uma infraestrutura física”, lembrou.

A propósito, o governante, no anúncio ao reforço dos apoios aos centros tecnológicos, disse esperar que também o centro de competências do agroalimentar “possa beneficiar deste programa”.

Caldeira Cabral deixou um elogio à dinâmica empresarial e industrial do concelho que considerou servir de “exemplo para o país”“Um bom exemplo de indústria moderna, diversificação, investimento direto estrangeiro e de acolhimento de investimento direto português”, retratou, enaltecendo ainda o papel da Câmara Municipal no apoio às empresas e aos industriais.

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PRESIDENTE DO MUNICÍPIO FAMALICENSE APELA À EXPORTAÇÃO POR PARTE DAS PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS DO CONCELHO

Exportar para crescer é o conselho de Paulo Cunha para as PME

‘Famalicão Made INternacional’ conta com a cooperação da AICEP e tem como estratégia alargar a base exportadora do concelho

É uma constante nos discursos dos especialistas e ontem ficou bem vincada em Vila Nova de Famalicão: é fundamental uma forte componente exportadora para dar mais dimensão à economia de um território. Para muitos assume mesmo contornos de inevitabilidade. Para o presidente da Câmara Municipal é antes uma questão de “ambição” que “tem de fazer parte do ADN empresarial”.

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Paulo Cunha falava numa conferência dedicada às oportunidades de negócio em França e a estratégia da autarquia neste capítulo é clara: “É verdade que nos preocupamos com as empresas que já exportam, mas não é menos verdade que nos preocupamos ainda mais com as empresas que não exportam ou estão a dar os primeiros passos. É óbvio que queremos que as grandes e as médias empresas exportem cada vez mais, mas sentimos que somos mais úteis, e porventura imprescindíveis, para os projetos empresariais que estão a dar os primeiros passos. É aqui que concentraremos muita da nossa energia.”

A sessão que marcou o regresso de ‘Famalicão Made INternational’, iniciativa da Câmara Municipal que visa capacitar as empresas famalicenses para a exportação tendo em vista o alargamento da base exportadora do concelho, teve na apresentação dos quatro ‘Embaixadores Famalicenses em França’ um dos momentos altos da sessão.

Rui Carvalho (Porminho), Antoine Michel (Evoludis), Thierry Ferreira (CMI) e Mário Almeida (NH Clima) são empresários que conhecem bem o mercado francês e que ontem se disponibilizaram para aconselhar as empresas famalicenses que desejem explorar comercialmente as suas potencialidades, numa ação que conta com a cooperação da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, representada nesta conferência por Luís Reis.

“Estes quatro empresários assumiram o compromisso de ajudar a economia famalicense. É uma forma excelente de cidadania ativa e de responsabilidade social das empresas”, ilustra Paulo Cunha.

Quatro conferências, dezasseis sessões práticas

Aliás, o painel de convidados foi unânime nos elogios à Câmara Municipal por promover uma iniciativa que procura estreitar a cooperação económica entre os dois países e alavancar o tecido empresarial do concelho famalicense. Laurent Marionnet, Diretor-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa, salientou mesmo que se trata de um “bom exemplo do poder público de Vila Nova de Famalicão ao serviço do crescimento da sua economia”. Enquanto que Luís Reis, da AICEP, lembrou a pertinência desta iniciativa num “concelho que já é exemplar nas exportações portuguesas”.

Famalicão é o terceiro município mais exportador do país e a principal economia industrial do Norte.“Mas isso não nos afaga o ânimo”, afirmou o edil, para quem esses indicadores aumentam a responsabilidade da autarquia no sentido de potenciar a vocação exportadora que caracteriza o município.

Para além desta conferência, ‘Famalicão Made INternational’ reserva mais três sobre as oportunidades de negócio noutros tantos mercados externos – Japão (16 de setembro), Estados Unidos (17 de outubro) e Alemanha (21 de novembro). Cada uma será complementada com quatro ’oficinas de exportação’, sectoriais e de natureza prática, no Gabinete de Apoio ao Empreendedor. No caso de França as oficinas decorrem a 30 de junho e a 7, 14 e 21 de julho.

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BRAGA REALIZA FÓRUM ECONÓMICO

Amanhã, Sexta-feira, dia 6 de Maio, pelas 14h15, na Colunata de Eventos, Bom Jesus, Braga

O Município de Braga e a InvestBraga promovem o Fórum Económico, que se realiza amanhã, Sexta-feira, 6 de Maio, pelas 14h15, na Colunata de Eventos, no Bom Jesus, em Braga.

A iniciativa contará com a presença de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, e do Primeiro-Ministro, António Costa.

O Fórum Económico é o evento de encerramento da Semana da Economia, que assinala também os dois anos de existência da InvestBraga – Agência de Desenvolvimento Económico de Braga.

Para além da presença do Primeiro-Ministro, o Fórum Económico conta com dois painéis de debate: um sobre o Futuro da Economia Portuguesa, com a participação dos ex-Ministros da Economia Carlos Tavares da Silva (actual presidente da CMVM), Daniel Bessa, e Mira Amaral (Presidente do BIC); e um segundo painel sobre Investimento e Estratégia para a Indústria, no qual vão participar empresas como a Bosch Car Multimédia e a Fujitsu.

BRAGA QUER SER O MOTOR DO CRECIMENTO ECONÓMICO DO PAÍS

Semana da Economia mostra potencial económico da Região

Ricardo Rio defende que “boa parte do sucesso da economia portuguesa vai depender daquilo que vier a acontecer em Braga”. Durante o lançamento da Semana da Economia, que decorre até 6 de Maio, o presidente da Câmara Municipal de Braga referiu que, por via do trabalho desenvolvido pela InvestBraga, “a Cidade está a afirmar-se como o motor do crescimento do País e apresenta-se como um espaço de reflexão das questões determinantes para o futuro da economia nacional”.

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“Num momento em que se assinala o segundo aniversário da InvestBraga, entendemos que é a oportunidade ideal para demonstrar o potencial da Região enquanto território economicamente atractivo e dinâmico”, referiu o Autarca, enaltecendo a actuação da Agência para a Dinamização Económica de Braga e que será evidenciada durante as várias iniciativas que compõem o programa da Semana da Economia.

O evento envolve o tecido empresarial e industrial de Braga, o comércio local, startups e várias entidades parceiras que, ao longo de uma semana, irão mostrar todo o potencial económico do Concelho, assim como os atractivos da Região para a captação de investimento.

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Segundo Ricardo Rio, é essa captação de novos investimentos que melhor ilustra o importante trabalho da InvestBraga. A prova disso é a inauguração oficial da Fujitsu em Braga localizada no Pólo de Negócios de Lamaçães. “Trata-se de um novo projecto empresarial que irá gerar cerca de 200 novos postos de trabalho até ao final do ano e que tem uma perspectiva de crescimento notável ao longo dos anos”, explicou.

Para Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga, esta é uma forma de “promover a nível local e nacional aquilo que de melhor se faz em Braga do ponto de vista económico”. A Semana da Economia apresenta um programa muito “diversificado e ambicioso” com ‘Open Days’ em empresas de referência como a Primavera BSS ou a DST, com o objectivo de “aproximar as empresas à comunidade para dar a conhecer os bons exemplos empresariais do Concelho”, explicou.

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Já amanhã, 3 de Maio, terá lugar a segunda Cimeira dos Embaixadores Empresariais de Braga, onde serão discutidas “acções concretas a serem desenvolvidas e apresentadas novas oportunidades de investimento identificadas pelos Embaixadores”, referiu Carlos Oliveira, lembrando ainda a comemoração do segundo aniversário da Startup Braga, que irá “demonstrar a grande evolução do ecossistema empreendedor local”.

O responsável destacou ainda a realização do ‘Usability Fix Party’, que terá lugar a 5 de Maio, pelas 19h30, na AIMinho, e que será um momento de partilha entre starups e a comunidade “onde todos são convidados a conhecerem e testarem os produtos antes de chegarem ao mercado”.

O ponto alto do programa acontece na Sexta-feira, 6 de Maio, com a realização do Fórum Económico. Um evento que conta com a presença do Primeiro-Ministro, António Costa, e que vai debater o Futuro da Economia Portuguesa, num painel com a participação dos ex-Ministros da Economia Carlos Tavares da Silva (Presidente da CMVM), Daniel Bessa, e Mira Amaral (Presidente do BIC). O Fórum Económico conta também com um painel sobre o Investimento e Estratégia para a indústria, no qual vão participar empresas como a Bosch Car Multimedia e a Fujitsu. Ainda no Fórum vai ser assinado o protocolo para segunda edição do programa de requalificação Qualifica IT, entre a InvestBraga, o IEFP e a Universidade do Minho, para a reconversão de mais 100 licenciados desempregados.

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BRAGA REALIZA SEMANA DA ECONOMIA

Segunda-feira, dia 2 de Maio, pelas 15h00, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga

O Município de Braga apresenta a Semana da Economia, que se vai realizar na Segunda-feira, dia 2 de Maio, pelas 15h00, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga.

A iniciativa contará com as presenças de Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, e Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga.

A Semana da Economia decorre de 2 a 6 de Maio e integra várias actividades que vão envolver o tecido empresarial de Braga, assim como outras entidades parcerias de relevo, e tem como intuito ser uma mostra do potencial que reside em Braga para a captação de investimento internacional.

AMARES PROMOVE TURISMO E ECONOMIA LOCAL

Município quer promover a “marca” Amares para dinamizar o turismo e economia local

Tornar Amares uma “marca” cada vez mais forte é o objetivo do executivo municipal amarense que reuniu, recentemente, com os empresários da restauração, do alojamento local e outros empreendimentos turísticos, com o intuito de encontrar uma estratégia concertada de promoção e dinamização turística e económica do concelho de Amares.

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O vice-presidente e vereador do Turismo, Isidro Araújo, conduziu as reuniões realizadas com alguns agentes representativos do setor turístico, as quais estiveram assentes numa lógica de continuação da aposta nas parcerias entre o Município e o setor privado como forma de potenciar o desenvolvimento económico sustentável do concelho.

Isidro Araújo realçou a importância de “manter uma maior proximidade com os empresários para que se possa em conjunto promover mais e melhor Amares, como local de excelência turística e gastronómica”.

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“Hoje, Amares, tem vindo a afirmar-se como referência gastronómica e temos locais magníficos para visitar e é fundamental perceber o interesse de promover Amares como um todo”. “Quando promovemos o Vinho Verde e a laranja de Amares nas feiras e nas exposições estamos a promover acima de tudo o nome e o concelho de Amares”, acrescentou o autarca. “Sendo parceiros, ganhamos todos e, acima de tudo, Amares”, sublinhou.

Nas reuniões foi, ainda, apresentada a nova plataforma “GoTourism Amares”, um instrumento de promoção turística que passará a estar, brevemente, disponível e permitirá a divulgação do património material e imaterial do concelho, atraindo gente a Amares.

Na plataforma vão estar localizados os pontos de interesse turístico do concelho, com informação, fotos e contactos, divididos por categorias, o que permitirá ao turista organizar o seu percurso de visita, de acordo com os pontos de interesses e as suas preferências.

A todos os empresários foi distribuído um “kit” promocional, contendo algumas brochuras e um “cd” com imagens e vídeos sobre o concelho de Amares, para que possam junto dos turistas divulgar e promover o concelho.

Aos restaurantes, particularmente, foi lançado o desafio de promover os Vinhos Verdes da região, através da criação de uma carta de Vinhos Verdes de Amares, bem como de inserir a laranja de Amares nos seus pratos e respetivos menus.

O executivo municipal de Amares reconhece “a importância do papel dos empresários a quem estão gratos pelo trabalho louvável que têm feito na promoção do concelho, como local de bem receber e de ótima gastronomia” e lembra que estará “sempre disponível para apoiar iniciativas que tragam mais riqueza para Amares”.

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FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES: SOLUÇÕES FÁCEIS MARCAM PONTOS NO FUTURO

Por: Benedita Miranda, diretora-geral da Sitel Portugal

Tendo em conta o atual intercâmbio de produtos e serviços, em todos e quaisquer setores de atividade, o serviço de apoio ao cliente é cada vez mais um fator diferenciador. Por vezes é o único ponto de contacto com o cliente e pode, inclusive, gerar vantagens competitivas para o negócio. O peso do serviço de apoio ao cliente é tão elevado que pode determinar a fidelidade dos clientes, levando-os mesmo a que se tornem embaixadores da marca.

Até agora acreditava-se que a satisfação dos clientes era uma garantia da sua fidelização e de um consequente bom desempenho em termos de facturação. Com esta ideia em mente, surgiu a tendência de promover diferentes programas de fidelização e “ofertas extra”, que supostamente contribuiriam para aumentar e manter a fidelização do cliente. O problema surge quando alguma coisa corre mal com um produto ou serviço, ou quando um problema precisa de resolução. Atualmente, os clientes procuram aconselhamento em websites ou fóruns, pegam no telefone ou enviam e-mails e é desta forma que têm a sua primeira experiência com o serviço de apoio ao cliente. São estas experiências que geralmente determinam se os clientes mudam de fornecedor, ou se recomendam o produto ou serviço.

Neste sentido, os fornecedores do serviço de apoio ao cliente e os seus clientes têm grandes expetativas e objetivos em termos de KPIs (Key Performance Indicator), no que diz respeito à qualidade deste tipo de serviços. O grau de satisfação do cliente é medido através do valor NPS – Net Promoter Score – que mede a disposição do cliente para recomendar um produto ou serviço numa escala de 1 a 10. Este ranking cria uma diferenciação consoante as respostas obtidas, que pode variar entre: os defensores (10-9), os passivos (8-7) e os críticos (6-0). Estudos recentes sugerem que o esforço para satisfazer os clientes muitas vezes não tem qualquer relação com os custos envolvidos. Um artigo de Harvard Business Review (HBR)* faz referência a este tema e leva as empresas repensar as suas estratégias atuais. Os autores levantam a questão: De que serviços necessitam realmente os clientes? Em que é que os fornecedores devem investir para o conseguir? A resposta dos experts é clara: “Parem de querer satisfazer os clientes”. Pesquisas posteriores realizadas pela Dixon fornecem os principais factos e números. Um inquérito a mais de 125.000 clientes, mais de 5.000 funcionários e mais de 100 empresas mostra-nos que a “satisfação” do cliente apenas é conseguida em 16% dos casos. Tentar fazer parte desta percentagem, raramente alcançada, aumenta os custos de operação até 20%. Reduzir o esforço do cliente (Customer Effort Score) é a maneira mais eficaz para vencer a batalha competitiva pela fidelização do cliente, sem por em causa as margens do negócio.

Optar por não querer estar continuamente a satisfazer o cliente, parece contradizer a ideia de que é fundamental prestar um excelente serviço de apoio ao cliente, no entanto estes novos conceitos abrem as portas a algo novo que é do interesse de todas as empresas. A nova estratégia de medir a qualidade, muda radicalmente a nossa indústria e é um fator chave no que toca à melhoraria das experiências com o serviço de apoio ao cliente, que é frequentemente visto como maçador. O que aconteceu exatamente para gerar este sentimento?

O CES não mede a disposição para recomendar como indicador da Satisfação do Cliente (NPS), mas sim o esforço real (ou percebido) dos clientes para alcançarem a solução para o problema. Por conseguinte, este valor mostra que quanto maior for a facilidade na resolução de problemas do cliente, maior é a sua fidelização e disposição para recomendar o produto ou serviço.

O mais interessante é que a capacidade de previsão de fidelização (em termos de comportamento de nova compra e aumento de vendas) é reportada como substancialmente mais elevada no CES, comparativamente com os valores de medição como o NPS ou CSAT (Customer Satisfaction).

Compreender o Customer Effort

O Customer Effort é a quantidade de trabalho (ou esforço) percebido que o cliente tem de exercer para receber o serviço ou a resolução desejada. Isto pode incluir o tempo do atendimento e o número de vezes que o cliente é transferido. Este esforço não é só um incómodo para o cliente, mas também potencia a perda da fidelização. Alguns dos fatores que contribuem para aumentar o esforço do cliente incluem:

Contactos Múltiplos: os clientes pretendem uma interação “one and done” relativamente ao apoio técnico ou atendimento. Se o cliente necessitar de o consultar novamente, o seu esforço sobe.

Problema nos canais: clientes que interagem através de self-service, muitas vezes não querem ser transferidos para o telefone. Os que ligam para o centro muitas vezes preferem um serviço de voz, por isso não se deve responder com um e-mail. Sempre que se força um cliente a trocar de canais, a sua experiência aumenta o Customer Effort.

Repetição de Informação: interações pelo telefone começam geralmente com os clientes a fornecer informação a um IVR – e não esperam ser questionados de novo por uma máquina ou pessoa. Quando isto acontece mais do que uma vez, o esforço do cliente aumenta e a fidelização diminui.

Ausência de compreensão: os clientes esperam ser levados a sério. Consequentemente, o tom de voz dos funcionários, a escolha do idioma, assim como a compreensão emocional e técnica de que o cliente necessita devem ser adequados.

Olhando para estes fatores, verifica-se rapidamente que os incentivos aos clientes, por exemplo, ofertas adicionais não solicitadas como compensação pelos atrasos, etc., não satisfazem as suas necessidades porque o que procuram é uma solução rápida e fácil e não uma compensação por longos tempos de espera. Tendo em conta que o CES mede o tempo da resolução dos problemas dos clientes, uma pontuação baixa do Customer Effort mostra que os clientes tiveram que fazer apenas um pequeno esforço para conseguir a solução ao seu problema. No geral, este segue o lema arquitetónico de que “menos é mais”.

*Matthew Dixon, Karen Freeman, Nicolas Toman, Harvard Business Review (HBR)

TERRAS DE BOURO DEBATE ATIVIDADES ECONÓMICAS

Terras de Bouro - Salão Nobre do município acolheu sessão de esclarecimento sobre atividades económicas

Com o intuito de ir ao encontro de eventuais interessados, o Município de Terras de Bouro promoveu, a 18 de janeiro, uma ação de esclarecimento com a colaboração da empresa Licentivos e que abarcou áreas distintas de intervenções e investimentos para a Indústria, Comércio, Turismo, Agricultura, Floresta e Desenvolvimento Rural - Programa Portugal 2020, apoio às áreas em questão.

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Esta ação, trouxe, para o número significativo dos presentes, uma abordagem abrangente e deveras interessante, em termos de Sistemas de Incentivos, através dos apoios, com enquadramento no Quarto Quadro Comunitário, denominado Portugal 2020 e para os quais serão, oportunamente, abertas candidaturas.

Da parte desse público, eminentemente ligado ao mundo rural e àquela que ainda é uma das atividades predominantes no concelho terrabourense, a agricultura e atividades complementares, com particular expressão para a agro-florestal e pecuária, pareceu que a atenção, do mesmo, se centrou mais nessas vertentes.

Contudo, o turismo e o comércio, assuntos que também foram abordados dentro de uma lógica de visão estratégica direcionada aos agentes locais de desenvolvimento, tendo em vista a ampliação e melhoria das respostas existentes, não deixaram de despertar a atenção dos interessados.

PARTIDO “OS VERDES” REÚNE COM JOSEPH STIGLITZ, PRÉMIO NÓBEL DA ECONOMIA

“Os Verdes”, representados por Manuela Cunha e Vitor Cavaco, encontraram-se hoje, no Parlamento, com Joseph Stiglitz, prémio Nobel da Economia, a pedido do próprio, que se encontra em Portugal para participar na conferência a realizar na Fundação Calouste Gulbenkian, intitulada “Desigualdade num Mundo Globalizado”.

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O Prémio Nobel da Economia, que tem sido uma voz crítica das políticas de austeridade e das intervenções do FMI mostrou-se muito interessado em conhecer a opinião dos Verdes sobre a situação portuguesa, nomeadamente sobre as grandes questões ambientais com impactos na economia e no desenvolvimento. Mostrou grande interesse pelas posições do PEV contra a privatização da água, na defesa dos transportes públicos, nomeadamente ferroviário, da travagem da eucaliptização do país e do apoio a uma floresta sustentável e mostrou-se surpreendido com a existência de “rendas” no setor elétrico.

Por outro lado, o Prémio Nobel, quando questionado pelos Verdes sobre a situação económica no nosso país e na Europa, sublinhou a necessidade de mudança de políticas da União Europeia, nomeadamente da Alemanha, vincando uma posição muito crítica quanto à limitação de 3% para o défice.

O Partido Ecologista “Os Verdes”

BLOCO DE ESQUERDA DEBATE EM VIANA DO CASTELO O PODER ECONÓMICO EM PORTUGAL

Na próxima sexta-feira estaremos à conversa com Adriano Campos a propósito da exibição do documentário de Jorge Costa: "Os donos de Portugal"

Os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui.

Donos de Portugal é um documentário sobre 100 anos de poder económico. O filme retrata a proteção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza.

Mello, Champalimaud, Espírito Santo? as grandes famílias cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e das relações intestinas com o poder político. Novos grupos económicos? Amorim, Sonae, Jerónimo Martins - afirmam-se sobre a mesma base.

Quando a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui.

BRAGA RECEBE LÍDER DA MULTINACIONAL AMERICANA CONCENTTRIX CORPORATION

Planos de crescimento da Concentrix Corporation focados em Braga

Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, recebeu hoje, dia 28 de Maio, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o líder máximo da multinacional americana Concentrix Corporation, Chris Caldwell. A empresa, que em Braga está localizada desde 2007 no edifício da Estação de Caminhos-de-Ferro, emprega actualmente cerca de 600 colaboradores, mas tem planos para expandir esse número nos próximos meses para mais de 800. "É uma empresa em claro crescimento e cujo dinamismo e ambição está a potenciar novos recrutamentos, o que para Braga é uma enormíssima mais-valia", afirmou Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga.

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Segundo o Edil, Braga é um local com ´fortíssimas aptidões´ para receber empresas na área dos centros de serviços partilhados e de apoio às áreas de negócio, como acontece com a Concentrix. "É uma aspiração do Município que está consagrada no plano estratégico de desenvolvimento económico elaborado pela InvestBraga. Cativar estas empresas traduz-se na criação de mais postos de trabalho e também de mais oportunidades para a população do Concelho e da região", assumiu.

Como lembrou o autarca, o representante da Concentrix em Portugal, Ahmed Aboulezz, foi recentemente nomeado Embaixador Empresarial de Braga, o que é demonstrativo das ´excelentes relações´ entre o Município e a empresa.

"Tivemos recentemente a oportunidade de visitar as instalações da Concentrix e de constatar a projecção que esta empresa dá ao Concelho internacionalmente", afirmou, garantindo que é um orgulho receber o presidente mundial da empresa, partilhar com ele a visão para o futuro da Cidade e estimulá-lo para que continue a ver em Braga um destino preferencial para o investimento.

Por seu turno, Chris Caldwell enfatizou que Braga tem um clima propício ao investimento e colabores competentes, talentosos e que apresentam ´excelente performance´. "Queremos consolidar a nossa relação com os actuais clientes e continuar a crescer em Braga", afirmou.

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MULTINACIONAL FRANCESA INVESTE EM ARCOS DE VALDEVEZ

Eurocast Portugal prevê abrir portas já no segundo semestre de 2015

A multinacional francesa Eurocast Portugal do sector automóvel vai investir, até 2017, cerca de 23,4 milhões de euros numa fábrica que será instalada em Arcos de Valdevez e criará 130 postos de trabalho.

A construção da unidade de produção e comercialização de fundição injetada de alumínio para componentes automóveis já começou, devendo iniciar a laboração no próximo mês de agosto.

Como esta fábrica empregará pessoas com formação da metalurgia, da metalomecânica e da fundição, foi realizada uma sessão de apresentação da empresa a desempregados do concelho, inscritos no Centro de Emprego, para que fizessem uma pré-inscrição nas formações que darão o passaporte para um lugar na multinacional.

Estas formações decorrerão no Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica (CENFIM), em Arcos de Valdevez, e no CINFU - Centro de Formação Profissional da Indústria de Fundição.

Para João Manuel Esteves este investimento no concelho é visto com muito bons olhos, pois contribuirá para reduzir o desemprego e para o crescimento e dinamização da economia local.

Neste sentido apelou a todos os presentes para que aproveitem esta oportunidade, agradecendo também toda a disponibilidade do Centro de Emprego e Centros de Formação neste processo.

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ARQUIDIOCESE DE BRAGA RECEBE MIGUEL CADILHE, SILVA PENEDA E JOÃO PROENÇA PARA DEBATER ECONOMIA NACIONAL

Iniciativa marca o arranque de ciclo de 4 conferências sobre cultura, política e família, a realizar em fevereiro e março

O ex-Ministro das Finanças, Miguel Cadilhe, o ex-Secretário Geral da UGT, João Proença, e Silva Peneda, presidente do CES, estreiam, na próxima sexta-feira, dia 13, às 21h, o palco do Auditório Vita, onde vão debater os grandes temas que marcam a atualidade da economia nacional, num debate que se enquadra no âmbito de um ciclo de 4 conferências intitulado 'Olhares Sobre Economia, Cultura, Política e Família', a realizar em fevereiro e março.

Organizada pela Nova Ágora, uma plataforma criada pela Arquidiocese de Braga para promover um espaço de debate e aproximação entre crentes e não crentes, e em colaboração com a consultora bracarense GTI, a iniciativa pretende envolver, sem restrições, toda a sociedade civil.

"Queremos envolver toda a comunidade em torno de um espaço de debate e reflexão aberto a todos os credos, ideologias políticas e estratos sociais. Embora se trate de uma iniciativa que parte da igreja, estas jornadas de reflexão destinam-se também a todos aqueles que caminham nas margens da fé cristã", refere o Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga.

O debate sobre 'Economia', agendado para a próxima sexta-feira, contará com a moderação de Graça Franco, diretora editorial da Rádio Renascença.

Recorde-se que, à conferência de sexta-feira, seguem-se três outras iniciativas semelhantes, sempre no Auditório Vita, e que incidirão sobre os temas 'Cultura', 'Política' e 'Família', respetivamente.

Entre os conferencistas que já confirmaram presença nas futuras iniciativas, contam-se nomes como o do selecionador nacional Fernando Santos, o físico e vencedor do Prémio Pessoa 2014, Henrique Leitão, a Ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, o neurocirurgião e Conselheiro de Estado, João Lobo Antunes, a psicóloga Margarida Cordo, o presidente da ACEGE, António Pinto Leite, entre outros.

EMPRESAS DO CONCELHO DE VILA NOVA DE CERVEIRA EXPORTARAM MAIS DO QUE INPORTARM EM 2013

Dos dez concelhos do Alto Minho, Vila Nova de Cerveira ocupa o segundo lugar no valor das exportações de 2013, só tendo sido ultrapassado por Viana do Castelo. Trabalho inédito é da responsabilidade do Jornal de Negócios que reuniu dados do INE e mostra o quanto importa e exporta cada município português.

Zona industrial

Analisando o mapa disponível em http://www.jornaldenegocios.pt/economia/autarquias/detalhe/mapa_veja_quanto_importa_e_exporta_o_seu_municipio.html, Vila Nova de Cerveira exportou, no ano de 2013, 404.750.868 euros tendo importando 186.840.877 euros. Apenas a capital de distrito, Viana do Castelo, conseguiu superar este valor, com 640.217.063 de exportações e 363.230.548 de importações, em euros.

O presidente do executivo cerveirense mostra-se satisfeito com estes dados, ilustrativos da capacidade e dinâmica das empresas instaladas nos dois parques industriais disponíveis se afirmarem no mercado externo.

Fernando Nogueira assegura também que o Município tem contribuído para estes valores, através da implementação de medidas que representam um incentivo á competitividade das empresas e comércios presentes no concelho.

Recorde-se que a autarquia aprovou, no final de 2013, a isenção de derrama as empresas com um volume de negócios inferior a 75 mil euros, a aplicação da taxa de 0,8% para aquelas que apresentem rendimentos entre 75 e 150 mil euros, e 1,5% para montantes superiores a 150 mil euros.

Do estudo divulgado, a nível nacional, Lisboa é o concelho que mais vende ao exterior.

ADRAVE PROMOVE QUALIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL PARA AS EMPRESAS

Sessão Técnica de Qualificação Desenvolvimento Organizacional para Micro e Pequenas Empresas em Vila Nova de Famalicão. Oportunidade para atualizar e otimizar conhecimentos e competências dos empresários

Ao abrigo do Projeto Âncora Minho Empreende – Competitividade e Empreendedorismo em Baixa Densidade, a ADRAVE-Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Ave, acaba de abrir as inscrições, em parceria com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, para a Sessão Técnica de Qualificação Desenvolvimento Organizacional, a decorrer na ADRAVE, num total de 35 horas, no período compreendido entre 05 de Maio e 4 de Junho de 2014.

 Esta sessão técnica de qualificação gratuita destina-se a micro e pequenas empresas do concelho de Vila Nova de Famalicão dos seguintes setores: Turismo; Agro-alimentar e Produtos Tradicionais; Ambiente, Natureza e Paisagem; Cultura e Património; Outras que sejam consideradas relevantes para a valorização dos recursos endógenos.

Pretende-se com esta sessão técnica de qualificação promover e facilitar a atualização e otimização de conhecimentos e competências dos empresários de micro e pequenas empresas de cariz rural ao nível da inovação, modernização organizacional e de gestão, de forma a potenciar a qualificação orientada para o apoio ao desenvolvimento organizacional.

O Programa da Sessão Técnica abordará as seguintes temáticas: Gestão de Recursos Humanos, Gestão Estratégica e Marketing, Gestão Comercial e Mercados Externos, Gestão Financeira Criatividade, Inovação e Comportamento Organizacional

As inscrições poderão ser efetuadas até ao dia 02 de Maio de 2014, na ADRAVE: através do e-mail: minhoempreende@adrave.pt, do portal www.adrave.pt e do telefone 252302600 ou na Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão: no Gabinete de Apoio ao Empreendedorismo através do e-mail: augustolima@vilanovadefamalicao.org e do telefone: 252320900.

O projeto Minho Empreende é um Projeto Âncora da EEC/Estratégia de Eficiência Coletiva MINHO IN, reconhecido como EEC PROVERE, em que a aposta estratégica passa pela valorização do potencial do território de baixa densidade, projetando-se num conjunto de redes empresariais, institucionais e temáticas. O Minho Empreende ambiciona promover e incentivar a qualificação da capacidade empreendedora do Minho e dar resposta aos desafios existentes no que respeita à Inovação, Competitividade e Sustentabilidade dos territórios de cariz rural do Minho, lançando mecanismos e instrumentos de apoio ao empreendedorismo. Este projeto coordenado pela ADRAVE, decorre até final de 2014, na região do Minho, nas sub-regiões NUT III – Minho-Lima, Cávado e Ave, num total de vinte e quatro concelhos.

FAMALICÃO: AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENO REGIONAL DO VALE DO AVE (ADRAVE) INICIA SESSÃO TÉCNICA DE QUALIFICAÇÃO “INICIAÇÃO AO EMPREENDEDORISMO”

Sessão técnica de Qualificação em Vila Nova de Famalicão. Oportunidade para criar e financiar negócios

Com a presença de 16 empreendedores, teve início, na sede da ADRAVE (Vila Nova de Famalicão), uma Sessão Técnica de Qualificação Iniciação ao Empreendedorismo, que contou com a presença, na sessão de abertura, do Vereador Leonel Rocha da Câmara Municipal, responsável e dinamizador do projeto concelhio Famalicão Empreende.

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O Vereador reforçou a importância do empreendedorismo para a concretização de negócios no concelho e destacou ainda a aposta que o município de Vila Nova de Famalicão tem vindo a desenvolver na criação de oportunidades de investimento no concelho, bem como na criação de instrumentos financeiros que permitam de uma forma sustentada a criação de empresas no concelho, nomeadamente através do Famalicão FINICIA.

Esta ação de qualificação realiza-se ao abrigo do Projeto Âncora Minho Empreende – Competitividade e Empreendedorismo em Baixa Densidade, desenvolvido pela ADRAVE- Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Ave, com total de 35 horas e prolonga-se até ao dia 4 de novembro de 2013. Na sessão técnica de qualificação participam pessoas desempregadas, em risco de desemprego ou que necessitem de reconversão profissional e procura-se dotar as pessoas de qualificações técnicas e comportamentais para o Empreendedorismo, no sentido de potenciar o aparecimento de iniciativas empreendedoras para criação de novos projetos e negócios em torno dos recursos endógenos locais. O Programa permite ainda a apropriação de técnicas e metodologias específicas que promovam e potenciem o aparecimento de iniciativas empreendedoras em Vila Nova de Famalicão, onde serão abordadas de uma forma muita participativa e interativa com os participantes, temáticas como:

i) O que é ser empreendedor?,
ii) as Competências necessárias ao empreendedorismo,
iii) Capacidade de construir e trabalhar em equipa,
iv) Coaching para liderança pessoal e das equipas e
v)Como construir uma ideia de negócio. Da Ideia à Ação.

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O projeto Minho Empreende é um Projeto Âncora da EEC/Estratégia de Eficiência Coletiva MINHO IN, reconhecido como EEC PROVERE, em que a aposta estratégica passa pela valorização do potencial do território de baixa densidade, projetando-se num conjunto de redes empresariais, institucionais e temáticas. O Minho Empreende ambiciona promover e incentivar a qualificação da capacidade empreendedora do Minho e dar resposta aos desafios existentes no que respeita à Inovação, Competitividade e Sustentabilidade dos territórios de cariz rural do Minho, lançando mecanismos e instrumentos de apoio ao empreendedorismo. Este projeto coordenado pela ADRAVE, decorre até final de 2014, na região do Minho, nas sub-regiões NUT III – Minho-Lima, Cávado e Ave, num total de vinte e quatro concelhos.

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VALE DO AVE DEBATE NOVO MODELO DE DESENVOLVIMENTO

A ADRAVE e a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Médio Ave convidam Vª. Exª. a participar na Conferência “O Novo Modelo de Desenvolvimento – trajetórias e estratégias na encruzilhada do futuro e do presente”, que se realiza no próximo dia 24 de outubro de 2013, na Casa das Artes, em V.N. de Famalicão, integrada nas Comemorações dos 15 Anos da ADRAVE e dos 100 Anos da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Médio Ave.

Participação gratuita, mediante inscrição prévia, limitada à capacidade do Auditório, até 22 de outubro de 2013 através de:

- Ficha de inscrição em pdf (envio por fax: 252302609 ou por e-mail: seminarios@adrave.pt)

Ou

- Inscrição on-line

Local do Evento:

Casa das Artes.

Av. Dr. Carlos Bacelar. Parque de Sinçães - Vila Nova de Famalicão

Google maps: http://goo.gl/maps/oLyY3

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PROTOCOLO DE CRIAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA INCUBADORA TECCAMINHA É ASSINADO AMANHÃ

Primeira fase de candidaturas à Incubadora TecCaminha decorre de 20 de setembro a 1 de novembro

Amanhã, dia 20, pelas 17h30 vai ser assinado o protocolo de criação e funcionamento da Incubadora TecCaminha. A cerimónia vai ter lugar nas instalações da própria Incubadora. No mesmo dia arranca também a primeira fase de candidaturas à Incubadora.

Este é um projeto que surge numa altura em que a situação económico-financeira acarreta cada vez mais dificuldades para as empresas, sobretudo para as que ainda estão a iniciar atividade. Assim o objetivo passa por apoiar empreendedores e as suas ideias de negócio, de forma a implementá-las no mercado empresarial. Para isso, as ideias devem ser inovadoras, ter sustentabilidade e potencial de crescimento, gerar postos de trabalho e apostar nos recursos endógenos da região.

Trata-se, por isso, de um espaço especialmente criado para promover o empreendedorismo em Caminha e proporcionar condições mais favoráveis à implementação de novas empresas do concelho.

Em termos de instalações, a Incubadora TecCaminha tem 1 sala de cowork, 4 gabinetes individuais, 1 sala de reuniões e/ou de formações e espaços comuns. Cada sala tem material diverso disponível, bem como acesso à linha telefónica e internet.

Para além do Município de Caminha, a Incubadora tem como parceiros o Centro Empresarial TecCaminha, a Associação Empresarial de Viana do Castelo, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, o Semanário Vida Económica e a Open Space - Formação e Soluções Empresariais.

Primeira fase de candidaturas decorre até 1 de novembro

À Incubadora podem candidatar-se pessoas singulares que tenham um projeto empresarial, bem como empresas em atividade há menos de três anos. A primeira fase de candidaturas, que começa na sexta-feira, prolonga-se até ao dia 1 de novembro.

Após a entrega da candidatura, a ideia é avaliada tendo em conta critérios como inovação, razoabilidade e exequibilidade do projeto, utilização e promoção dos recursos endógenos da região, sustentabilidade financeira e criação de postos de trabalho.

A avaliação é realizada por um júri composto por representantes das entidades parceiras na criação e funcionamento da Incubadora.

É de salientar que Incubadora TecCaminha compromete-se a salvaguardar a confidencialidade das ideias submetidas à sua análise e aprovação.

Recorde-se que a Incubadora vai funcionar no polo empresarial e tecnológico TecCaminha, do qual adota o nome. Este polo foi criado nas antigas instalações da fábrica Regency e a Incubadora está instalada naquele que era o espaço correspondente à área administrativa da fábrica.

Os interessados em apresentar a candidatura à Incubadora podem encontrar mais informações em www.cm-caminha.pt ou junto do Gabinete de Apoio ao Empresário da Câmara Municipal de Caminha.

S.A.R. D. DUARTE PIO, DUQUE DE BRAGANÇA É O PRIMEIRO EMBAIXADOR DA MARCA “100% ALTO MINHO” CRIADA PELA CONFEDERAÇÃO EMPRESARIAL DO ALTO MINHO

A marca 100% Alto Minho, criada pela CEVAL – Confederação Empresarial do Alto Minho, tem, a partir de hoje o seu primeiro embaixador – S.A.R. D. Duarte Pio.

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O seu prestígio e notoriedade constituem um forte contributo para a promoção dos produtos do nosso território.

Entre outras são atribuições do embaixador:

  • Ser guardião da marca e valores que esta representa;
  • Referir a marca sempre que oportuno, nomeadamente quando se refere ao Alto Minho e quando se desloca à região;
  • Fazer o apelo ao consumo local e nacional, enaltecendo a riqueza dos recursos endógenos da região: natureza, cultura, história, gastronomia, etnografia, os valores assentes nas raízes, na família, nas pessoas.

A CEVAL enquanto representante do tecido empresarial da região reconhece e agradece publicamente o envolvimento de tão distinta pessoa nos valores e missão que incorpora, na promoção dos valores do território. Recorde-se que em Junho o evento Portugal Real 100% Alto Minho, promoveu durante um fim de semana com a presença do Sr. D. Duarte, um conjunto de iniciativas promocionais dos nossos produtos nos Concelhos de Viana do Castelo, Ponte de Lima e Arcos de Valdevez.

A marca 100% Alto Minho conta já com um número significativo de aderentes, espalhados por toda a região do Alto Minho, que sob a logomarca criada comercializam os seus produtos e serviços.

Fonte: http://www.ceval.pt/

ADRAVE LANÇA CONCURSO DE IDEIAS "MINHO EMPREENDE"

A ADRAVE, Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Ave, está a implementar o projeto Minho Empreende - Competitividade e Empreendedorismo em Baixa Densidade, em parceira com o BICMINHO, INCUBO, SPINPARK, IDEIA ATLÂNTICO, IEMINHO, CEVAL E ACIG, com objetivo de promover e incentivar a qualificação da capacidade empreendedora do Minho e dar resposta aos desafios existentes no que respeita à Inovação, Competitividade e Sustentabilidade dos territórios de cariz rural do Minho, lançando mecanismos e instrumentos de apoio ao empreendedorismo.

Ao abrigo deste Projeto, decorre de 9 de Setembro a 4 de Outubro de 2013 a 1ª edição do Concurso de Ideias Minho Empreende.

O Concurso de Ideias Minho Empreende com vista à Criação de Iniciativas Empreendedoras em Territórios de Baixa Densidade no Minho é uma iniciativa da ADRAVE – Agência de Desenvolvimento Regional, BICMINHO – Centro Europeu de Empresas e Inovação do Minho e INCUBO - Incubadora de Iniciativas Empresariais Inovadoras, ao abrigo do projeto Minho Empreende - Competitividade e Empreendedorismo em Baixa Densidade, que abrange os municípios da NUT Ave, NUT Cávado e NUT Minho Lima, e visa a seleção, avaliação e valorização de ideias e/ou projetos inovadores, em diversos setores de atividade, que potenciem a valorização dos recursos endógenos do Minho, em torno de quatro temáticas sectoriais:

    i)Turismo 

    ii) Agro-Alimentar e Produtos Tradicionais 

    iii) Ambiente, Natureza e Paisagem

    iv) Cultura e Património.

Pretende-se eleger a melhor ideia de negócio em cada sub-região do Minho - Nut Ave, Nut Cávado e Nut Minho Lima, a quem será atribuído o 1º Prémio (ou seja três 1ºs Prémios - Vencedor Nut Ave, Vencedor Nut Cávado e Vencedor Nut Minho Lima).

Podem candidatar-se pessoas, a título individual ou coletivo que pretendam implementar projetos inovadores que se enquadram com os objetivos do concurso

Os interessados poderão obter mais informações, diretamente nas instalações da  ADRAVE – Agência de Desenvolvimento Regional, BICMINHO – Centro Europeu de Empresas e Inovação do Minho e INCUBO - Incubadora de Iniciativas Empresariais Inovadoras, ou através do portal http://www.adrave.pt/minhoempreende.

35 PME's DO VALE DO AVE PROCURAM AUMENTAR A COMPETITIVIDADE

Reuniram na Póvoa de Lanhoso

Dando seguimento ao processo de implementação do projeto QI PME Norte/ADRAVE 4º edição – Qualidade e Inovação, decorreu o Seminário Temático “Gestão Estratégica”, nos dias 05 e 06 de Julho, no Hotel Rural Maria da Fonte, na Póvoa de Lanhoso, onde participaram cerca de 35 PME´s da Região do Vale do Ave.

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O Projeto QI PME Norte/ADRAVE 4ª edição integra, na sua metodologia de intervenção, o Curso/Ação - "Formação de Empresários e Dirigentes" que integra entre outros módulos ou de gestão estratégica.

O Seminário Temático – Gestão Estratégica, tem como objetivo reforçar os conhecimentos e competências dos Empresários/Dirigentes das 35 empresas destinatárias do projeto QI PME Norte/ADRAVE 4ª Edição, dotando-os de um conjunto de ferramentas e instrumentos de atuação ao nível da Gestão Estratégica, e simultaneamente assumir-se como contributo de reflexão e de partilha de conhecimentos acerca de fatores que promovam a competitividade e modernização empresarial nas PME’s.

A iniciativa insere-se na continuidade dos trabalhos a desenvolver no âmbito do projecto QI PME NORTE/ADRAVE, programa desenvolvido ao abrigo do POPH - Programa Operacional do Potencial Humano, em parceria com a Associação Industrial do Minho, na qualidade de Organismo Intermédio, que visa intervir na melhoria dos processos de gestão, no reforço das competências dos seus dirigentes e trabalhadores, através da execução de acções tendentes à optimização de metodologias e processos de modernização e inovação.

O QI- PME Norte é um programa de formação-ação que vai contribuir para o desenvolvimento de competências pessoais, profissionais e organizacionais, utilizando metodologias adaptadas à dimensão e realidade das empresas que participam no Programa.

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PÓVOA DE LANHOSO: EMPRESÁRIOS PARTILHAM EXPERIÊNCIAS SOBRE A INTERNACIONALIZAÇÃO

Cerca de 30 empresários participaram no workshop “O Desafio da Internacionalização”, que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso promoveu, com o apoio dos projetos Minho Empreende e Territórios_In. Partilhar experiências e informações, aproximar agentes económicos e chamar a atenção para a necessidade do trabalho em rede foram alguns dos objetivos. A autarquia pretende dar continuidade a estas ações.

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Destacando a importância crescente das pequenas empresas, o Presidente da Câmara Municipal, Manuel Baptista, salientou que é preciso trabalhar em parceria. “Todos unidos vamos ultrapassar este momento”, afirmou na sessão de boas vindas, lançando o mote para os trabalhos. O autarca povoense referiu ainda ser importante “procurar as oportunidades onde elas estiverem”, pelo que, considerou, há que alargar horizontes e apostar para além das nossas fronteiras nacionais.

Este workshop inseriu-se no âmbito de um eixo do projeto Territórios_In - Contrato Local de Desenvolvimento Social desenvolvido em articulação com a Sol do Ave. “O Desafio da Internacionalização: introdução à temática”, em que interveio Jorge Oliveira do IAPMEI, referindo os incentivos e os programas existentes para as empresas, e os empresários José Baptista, Isabel Cipreste e José Luís Portela, que partilharam as suas experiências; “Apoios à Internacionalização: instrumentos de apoio à Internacionalização das micro e pequenas empresas da região através do projeto Minho Empreende”, em que interveio Cláudia Araújo do SpinPark, apresentando a disponibilidade gratuita de acompanhamento do processo em determinadas áreas; “À conversa sobre Internacionalização: partilha de experiências entre empresários/as locais e espaço para perguntas e respostas” com a colocação de questões por parte das pessoas presentes foram os momentos que constituíram o programa, que englobou ainda a apresentação dos resultados de um inquérito sobre necessidades de formação realizado a empresários/as locais no âmbito da Plataforma Concelhia para a Qualificação pela consultora do projeto Territórios_In Ana Raquel Carvalho.

Esta ação, que decorreu nos Paços do Concelho, permitiu a troca de informações e de experiências no âmbito de um tema atual e pertinente que cada vez mais interessa às empresas portuguesas, o processo da Internacionalização. “A sessão correu muito bem e foi muito profícua. A adesão foi grande, superior ao esperado, e os empresários, no final, mostraram-se muito agradados. Ficaram a conversar e a colocar algumas questões”, salientou, em jeito de balanço, a Vice-Presidente da Câmara Municipal, Gabriela Fonseca. “Houve empresários que ficaram de, no dia seguinte, se dirigirem ao IAPMEI ou à Loja de Exportação da AICEP, em Braga, o que demonstra a utilidade desta temática para os empresários locais. Um jovem casal mostrou-se disponível para abrir uma empresa, para já familiar, no concelho, mas com perspetivas de crescer”, exemplificou aquela responsável que detém também a pasta da Educação.

Para Gabriela Fonseca, este workshop foi um primeiro momento de partilha, mas haverá outras ações. “Isto não pode ser um trabalho avulso, tem que ser continuado para que tenha consequência e sustentabilidade para o desenvolvimento económico e social do nosso concelho. A autarquia tudo fará para apoiar os empresários e outras sessões como esta, de partilha de conhecimento e de informação, se seguirão, naturalmente. Cada vez mais se torna útil e necessário trabalhar em parceria e em rede”. Este workshop realizou-se na tarde de 27 de junho.

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MUNICÍPIO DE CAMINHA APRESENTA TECIDO EMPRESARIAL EM PONTAULT-COMBAULT (FRANÇA)

No próximo encontro económico, em Caminha, será assinado um protocolo de colaboração entre a Câmara de Comércio e Indústria Franco-portuguesa e a Câmara de Caminha

 “Queremos iniciar um novo ciclo de geminação. É nossa vontade que os empresários desta região e os da nossa se possam encontrar”, declarou Flamiano Martins em Pontault-Combault. Até então, as parcerias com o município francês eram sobretudo culturais. “Agora chegou o momento de colaborar a nível empresarial”, afirmou o vice-presidente do Município caminhense. A propósito da Festa Franco-Portuguesa, decorreu uma reunião económica onde ficaram declaradas as intenções de celebrar protocolos de colaboração.

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Flamiano Martins, vice-presidente do Município de Caminha, reuniu com membros da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, da Câmara de Comércio de Artesãos Francesa, da Câmara de Comércio e Indústria Franco-portuguesa, vários membros da Câmara de Pontault-Combault, algumas instituições bancárias e ainda vários membros da Associação Portuguesa Cultural e Social (APCS) de Pontault-Combault. Marcou presença também o deputado da Assembleia da República, Carlos Gonçalves.

Para além de apresentar o tecido empresarial de Caminha, Flamiano Martins convidou os empresários de Pontault-Combault a visitarem o concelho e as empresas locais. A visita ficou agendada para este verão. Ficou ainda declarada a intenção de assinar, nessa altura, um protocolo de colaboração com a Câmara de Comércio e Indústria Franco-portuguesa.

Empresários do concelho apresentam os produtos e serviços do concelho na 38ª Festa Franco Portuguesa em Pontault-Combault

O Município de Caminha disponibilizou um stand na 38ª Festa Franco Portuguesa em Pontault-Combault aos empresários do concelho que quisessem marcar presença e apresentar os seus serviços e produtos. Este é um dos certames mais concorridos pela comunidade portuguesa residente na região de Paris e junta em todas as edições milhares de pessoas. Este ano decorreu nos dias 18 e 19 de maio.

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O objetivo da participação do tecido empresarial do concelho é aproveitar a geminação para incentivar e facilitar o processo de internacionalização, de acordo com o Caminha Empreende - o Programa Municipal para a Inovação, o Emprego e o Empreendedorismo, mais concretamente com o eixo de apoio ao empreendedorismo e às atividades económicas. “Conto com cada um de vocês para serem embaixadores do concelho de Caminha”, apelou Flamiano Martins à comunidade emigrante.

Aproveitaram a oportunidade empresários dos setores da doçaria; talho e charcutaria; comércio de pedras; alumínios; serralharia civil de ferro, inox e outros materiais; construção; lacagem, envernizamento e óleos, portas, vidros e painéis 3D; e serviços de transporte.

No âmbito da Festa Franco Portuguesa, Flamiano Martins aproveitou para entregar a Medalha de Mérito Dourada do Município de Caminha a Mário Castilho, presidente da APCS de Pontault-Combault, associação organizadora do evento. O vice-presidente do Município caminhense lembrou que foi Mário Castilho “o principal responsável no processo de Geminação da Vila de Caminha com o Município de Pontault-Combault em 1978 e até hoje mantém um contínuo empenho no intercâmbio cultural entre os dois municípios”.

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Encontro Económico em Pontault-Combault

PONTE DE LIMA APRESENTA PROJETO QUE PRETENDE DINAMIZAR O TURISMO E A ECONOMIA DA REGIÃO

Ponte de Lima ConVida. 15 de Maio | 11 horas | Paço do Marquês

O Município de Ponte de Lima e a Associação Concelhia das Feiras Novas, apresentam no próximo dia 15 de maio, às 11 horas, no Paço do Marquês, o projeto “Ponte de Lima ConVida”.

Incentivar a oferta turística e dinamizar a atividade económica da região são os objetivos de um conjunto de eventos, a realizar de maio a setembro, de carácter cultural, musical e desportivo, envolvendo diversas instituições que colaboram na promoção e divulgação da cultura, tradições, lendas e costumes do concelho limiano.

Desta forma, o Município de Ponte de Lima aposta numa politica diferenciada, com uma programação regular, no sentido de consolidar e fidelizar o público. Estão previstos os seguintes eventos: Concurso de Saltos Internacional, Festival Internacional de Jardins, Feira do Livro, Festa do Vinho Verde, Vaca das Cordas, Feira do Cavalo, Feira de Artesanato, Festival Percursos da Música, Feira da Caça, Pesca e Lazer, Festival Internacional de Folclore, Festival Expolima, Feira dos Petiscos, animação em noites de verão e nos jardins e as tradicionais Feiras Novas.

A apresentação pública do Ponte de Lima ConVida conta com a presença do Presidente da Comissão Executiva da UNICER, António Pires de Lima. A UNICER é a patrocinadora oficial da marca “Ponte de Lima ConVida” através da celebração de um protocolo de colaboração, que estabelece que as suas marcas estejam associadas às atividades que decorrem no município de Ponte de Lima durante o ano.

EMPRESAS DE CAMINHA DÃO-SE A CONHECER AO MERCADO FRANCÊS

Esta medida insere-se no programa Caminha Empreende

A Câmara de Caminha e várias empresas do concelho marcaram presença na Feira de Artesanato e Gastronomia Portuguesa de Cenon, com o propósito de dar a conhecer ao mercado francês os produtos e as potencialidades dos produtos da região, bem como estabelecer contactos que potenciem e facilitem a internacionalização.

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A feira decorreu de 3 a 5 de maio, em Cenon, Bordéus. O Município de Caminha disponibilizou um stand que albergou as empresas do concelho que se mostraram interessadas em marcar presença.

“Bordéus é considerada uma região com interesse para as empresas caminhenses e conta com uma grande comunidade portuguesa. Os produtos e serviços portugueses são valorizados pelo mercado francês, pela excelente qualidade que revelam” salienta o vice-presidente Flamiano Martins.

À margem da Feira, realizou-se também um Encontro Económico onde o vice-presidente do executivo caminhense marcou presença e apresentou o Município a todos os participantes. Flamiano Martins convidou ainda o presidente da Câmara de Cenon e o Cônsul de Bordéus a visitar Caminha e a conhecer as empresas do concelho.

Esta é uma medida que se insere no Caminha Empreende – o Programa Municipal para a Inovação, o Emprego e o Empreendedorismo, mais concretamente no eixo de apoio ao empreendedorismo e às atividades económicas.

No seguimento deste trabalho, o Município de Caminha e os empresários interessados vão também marcar presença na Festa Franco-Portuguesa de Pontault-Combault, nos dias 18 e 19 de maio.

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FAMÍLIA REAL PRESENTE NO EVENTO "PORTUGAL REAL - 100% ALTO MINHO" - 7 A 9 DE JUNHO

As Reais Associações da Viana do Castelo e de Braga, com o apoio da Causa Real, juntam-se à Associação Empresarial de Viana do Castelo e à CEVAL – Confederação Empresarial do Alto Minho para celebrar o melhor do Alto Minho na presença da Família Real Portuguesa.

Suas Altezas Reais os Duques de Bragança estarão no Alto Minho no fim-de-semana de 8 e 9 de Junho para participar nos festejos "Portugal Real - 100% Alto Minho", com as chancelas da Associação Empresarial de Viana do Castelo e da Causa Real, e em benefício da Casa dos Rapazes de Viana do Castelo.

A Associação Empresarial da Viana de Castelo, que também comemora os seus 161 anos de existência, na pessoa do seu Presidente, recebe os Duques de Bragança na sua sede no Sábado às 10h15, após o qual a Família Real traçará um percurso pelo centro histórica da cidade, onde será recebida, no Museu do Traje, pelo Presidente da Câmara de Viana de Castelo. Segue uma visita à Casa dos Rapazes de Viana do Castelo e depois um almoço de beneficência na Quinta de São João (Restaurante Camelo - Santa Marta de Portuzelo) onde estará patente um mostra do melhor que o Alto Minho produz. A festa será acompanhada por vários conjuntos musicais de referência do Minho, dos mais tradicionais aos mais modernos.

No Domingo, os Duques de Bragança estarão em Arcos de Valdevez. Às 13h00, O Senhor Dom Duarte depositará uma coroa de flores junto do monumento do famoso Torneio, onde seu 21º avô, Dom Afonso Henriques, ganhou o direito de negociar o Tratado de Zamora e a independência de Portugal. Os Duques de Bragança serão depois recebidos pelo Presidente da Câmara de Arcos de Valdevez num almoço em sua honra.

O cartaz do evento que hoje foi apresentado em conferência de imprensa na sede da Associação Empresarial de Viana do Castelo, reproduz uma das imagens de marca da localidade.

Sobre o evento o Eng.º Luís Ceia, Presidente da Associação Empresarial de Viana do Castelo declarou: “esta iniciativa pretende evidenciar neste momento particularmente complexo, a qualidade das nossas empresas e dos produtos por ela produzidos. Simultaneamente tem um carácter solidário, já que a receita do almoço a realizar no Sábado reverterá a favor da Casa dos Rapazes de Viana do Castelo. Temos a honra da presença e de a esta iniciativa se associarem os Duques de Bragança.

De acordo com o Dr. José Aníbal Marinho, Presidente da Direcção da Real Associação de Viana do Castelo, os Duques de Bragança são os primeiros a defender tudo aquilo que é de produção nacional e como tal, nos vários dos eventos previstos no âmbito desta deslocação, vão marcar presença alguns produtos e algumas das empresas de topo da região minhota. Referiu ainda que a música vai fazer parte da animação prevista para o dia 8 de Junho.

Reais Saudações

FAMÍLIA REAL APOIA "PORTUGAL REAL 100% ALTO MINHO"

A Real Associação de Viana do Castelo, a Associação Empresarial de Viana do Castelo, a CEVAL – Confederação Empresarial do Alto Minho e a Real Associação de Braga são os Promotores de ” Portugal Real 100% Alto Minho”.

Pretende-se deste modo evidenciar, neste momento particularmente complexo, a qualidade das nossas empresas e dos produtos por elas produzidos.

Simultaneamente tem um carácter solidário, já que a receita de um almoço a realizar reverterá a favor da “Casa dos Rapazes de Viana do Castelo”. A iniciativa terá a honra da presença, e de a ela se associarem, os Duques de Bragança, Dom Duarte e Dona Isabel.

MUNICÍPIO DE CAMINHA MARCA PRESENÇA EM ENCONTRO ECONÓMICO EM BORDÉUS

Empresários caminhenses dão-se a conhecer ao mercado francês

Flamiano Martins apresentou as potencialidades do concelho aos investidores franceses num encontro económico em Cenon, Bordéus. O vice-presidente do Município de Caminha convidou ainda o Cônsul de Bordéus e o Presidente da Câmara de Cenon a visitarem as empresas caminhenses.

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O encontro económico realizou-se ontem, dia 2 de maio, à margem da IVª Edição da Feira de Artesanato e Gastronomia organizada pela Associação Alegria Portuguesa e o Município de Cenon. No encontro marcaram presença, para além da Câmara de Caminha e de alguns empresários do concelho, mais municípios portugueses, como Paredes de Coura e Arcos de Valdevez, o Município de Cenon, a Câmara do Comércio e Indústria de Bordéus e várias empresas e investidores franceses.

Flamiano apresentou as potencialidades de Caminha para investimentos e falou do programa Caminha Empreende, que reúne um conjunto de condições atrativas para os empresários investidores. Esta foi ainda uma oportunidade dos empresários caminhenses estabelecerem contactos com o mercado francês. “Esta é uma zona com uma grande comunidade portuguesa, onde se torna mais fácil penetrar no mercado”, revela o vice-presidente da Câmara. “É preciso divulgar áreas como a construção civil, o setor mobiliário e imobiliário, a restauração, a hotelaria e a indústria agroalimentar, porque a qualidade dos produtos e dos serviços portugueses é muito valorizada em França, é preciso agora um bom trabalho de divulgação e de parcerias”, acrescenta.

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Flamiano Martins convidou ainda o Cônsul de Bordéus e o Presidente da Câmara de Cenon a conhecer Caminha para reunirem com os empresários do concelho e para visitarem as empresas, de forma a facilitar a abertura das mesmas no mercado francês. “Este é um trabalho de diplomacia económica que a Câmara de Caminha está a desempenhar de forma a apoiar o tecido empresarial do concelho e de modo a facilitar o processo de internacionalização”, explica o vice-presidente do executivo caminhense.

Esta ação insere-se no Caminha Empreende – o Programa Municipal para a Inovação, o Emprego e o Empreendedorismo.

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ALTO MINHO RECEBE OS DUQUES DE BRAGANÇA

A Real Associação de Viana do Castelo, a Associação Empresarial de Viana do Castelo, a CEVAL – Confederação Empresarial do Alto Minho e a Real Associação de Braga são os Promotores de ” Portugal Real 100% Alto Minho”.

Pretende-se deste modo evidenciar, neste momento particularmente complexo, a qualidade das nossas empresas e dos produtos por elas produzidos. Simultaneamente tem um carácter solidário, já que a receita de um almoço a realizar reverterá a favor da “Casa dos Rapazes de Viana do Castelo”. A iniciativa terá a honra da presença, e de a ela se associarem, os Duques de Bragança, Dom Duarte e Dona Isabel.

EMPRESAS DO VALE DO AVE APOSTAM NA COMPETITIVIDADE

Projecto QI PME NORTE / ADRAVE. 35 PME's do Vale do Ave aumentam a competitividade.

No passado dia 23 de Abril, foi dado início, na sede da ADRAVE ao projeto QI PME NORTE / ADRAVE - Qualidade e Inovação, 4ª Edição com a realização do Seminário de Imersão e Diagnóstico, com um grupo de 35 empresas.

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Esta iniciativa que contou com a presença do Dr. Paulo Cunha, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, teve como objetivo dar a conhecer a metodologia de intervenção do projeto, promover uma reflexão acerca das competências das PME’s no Séc. XXI, assim como garantir a apropriação dos Instrumentos de Benchmarking e de Balanço de Competências Organizacional, e demonstrar a importância dos Planos de Ação enquanto ferramenta de planeamento e gestão estratégica nas empresas.

A iniciativa insere-se no QI PME NORTE/ADRAVE, programa desenvolvido ao abrigo do POPH - Programa Operacional do Potencial Humano, em parceria com a Associação Industrial do Minho, na qualidade de Organismo Intermédio, que visa intervir na melhoria dos processos de gestão, no reforço das competências dos seus dirigentes e trabalhadores, através da execução de ações tendentes à optimização de metodologias e processos de modernização e inovação.

O QI-PME Norte é um programa de formação-ação que vai contribuir para o desenvolvimento de competências pessoais, profissionais e organizacionais, utilizando metodologias adaptadas à dimensão e realidade das empresas que participam no Programa.

As empresas participantes, provenientes de diversos setores de atividade são as seguintes:

A Fornecedora do Outeiro Lda; Alto Rendimento - Comércio de Artigos em 2ª mão, Unipessoal Lda; Amertrade - Texteis Lda; Amishoes - Calçados Lda; André Castro - Sociedade Unipessoal Lda; Biotempo - Consultoria em Biotecnologia lda; BordaInveste - Fábrica de Bordados Lda; Cadeinor - Mobiliário de Escritório Integrado Lda; Caminhar Confort Shoes; Confecções Chouselas Lda; Crazyhours Unipessoal Lda; Doctolar Lda; Drogaria Feliz Lda; Earboxwear SA; Fafeaccess - Máquinas e Acessórios Lda; Famasete - Tecnologia da Informação Lda; Fluidraulica - Equipamentos Hidraulicos Lda; Foco Criativo Unipessoal Lda; Frescos do Dia, Supermercado Unipessoal Lda; Geojustiça - Soluções Geográficas de Apoio à Justiça Lda; Graminho - Granitos do Minho SA; Jaime Oculista Unipessoal lda; Joarca Armazém de Tecidos Lda; José Gomes Unipessoal Lda; Linhas Soltas - Oficinas de Projetos Lda; MINHOMÉDICA - Equipamento Médico e Hospitalar Lda; Netgócio-Soluções Internet para Empresas Lda; Norblend-comercio Cafés Lda; Rosa Maria Costa & Filhos Lda; Sentido Directo, Serviços de Psicologia Unipessoal Lda; SEPSEG - Soluções de Segurança Unip Lda; STC -STACAB Serviços para Indústrias e Acabamentos; Sulnor - Indústria de Metalomecânica Lda; Texto Virtual Lda; Wiremaze - Sistemas de Informação SA.

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PONTE DE LIMA DINAMIZA TURISMO E ECONOMIA DA REGIÃO

Ponte de Lima ConVida. 15 de Maio | 11 horas | Paço do Marquês

A Vila de Ponte de Lima prepara-se para a promoção de mais um conjunto de eventos, a decorrer de maio a setembro. Incentivar a atividade turística e dinamizar a atividade económica da região são os objetivos do Ponte de Lima ConVida.

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O Município de Ponte de Lima e a Associação Concelhia das Feiras Novas promovem a apresentação pública do projeto no dia 15 de maio, às 11 horas, no Paço do Marquês.

“Ponte de Lima ConVida 2013” apresenta os seguintes eventos:

Concurso de Saltos Internacional | 17 a 19 de Maio

Referência no panorama nacional e internacional, Ponte de Lima recebe o CSI, evento equestre de características únicas.

Festival Internacional de Jardins | 31 Maio a 31 de Outubro

Distinguido como o Festival do Ano de 2013 no âmbito do Prémio Garden Tourism Awards, integrado no evento internacional “2013 North American Garden Tourism Conference”. Este evento consiste na exposição ao público de maio a outubro de 12 jardins efémeros. Atrai anualmente dezenas de milhar de visitantes a Ponte de Lima, tendo como missão conciliar a arte ao espaço urbano, ao espaço rural e ao património e sensibilizar para o valor criativo, ambiental e paisagístico dos espaços verdes em contexto urbano.

Vaca das Cordas | 31 de Maio

Considerada como uma das maiores atrações a Ponte de Lima, a corrida da Vaca das Cordas invade o centro histórico onde a tradição, anterior a 1646, obriga o touro a dar três voltas à Matriz, sendo posteriormente encaminhada para o Largo de Camões e Areal junto ao rio. Milhares de forasteiros afluem à Vila para assistir à secular tradição.

Festa do Vinho Verde e dos Produtos Regionais| 14 a 16 de Junho

Numa organização conjunta entre o Município, Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural e a Escola Superior Agrária de Ponte de Lima, este evento é considerado como um marco incontestável para a economia local e regional.

VII Feira do Cavalo | 27 a 30 de Junho

É já uma referência equestre pelo nível de qualidade, do rigor das provas e dos concursos que apresenta. A Feira do Cavalo de Ponte de Lima - edição 2013 traz-nos a Taça de Portugal de Ensino, Campeonato Nacional de Equitação de Trabalho, Taça Ibérica Dressage, Curso de Modelo e Andamentos Puro Sangue Lusitano, Campeonato Nacional de Horseball, Taça do Norte de Atrelagem e Olimpíadas de Equitação Adaptada. Um programa completo.

Festival Percursos da Música | 05 a 14 de Julho

Concertos únicos, com diversos estilos musicais, desde a percursão, piano, orquestra, ópera e guitarra clássica, integram o Festival Percursos da Música, promovido em parceria entre o Município de Ponte de Lima e a Academia de Música de Ponte de Lima. A grande aposta no ensino da música revela-se também na organização deste evento, expressando o conjunto de ofertas educativas que estão ao dispor da nossa juventude.

IV Feira de Caça, Pesca e Lazer | 19 a 21 de Julho

O evento visa divulgar todos os ramos, serviços e atividades ligadas ao sector da caça, da pesca e lazer, colmatando uma lacuna importante, numa região cheia de tradições e potencial turístico. O Programa deste ano contempla um vasto conjunto de atividades nomeadamente, o III Concurso Canino de Beleza, Final do Campeonato Nacional de St. Huberto e a Admissão dos Exemplares da Exposição Especializada do Cão Castro Laboreiro.

Feira do Livro | 26 de Julho a 4 de Agosto

A Feira do Livro de Ponte de Lima é um evento que se realiza há vários anos e tem vindo a alargar a sua abrangência incluindo cada vez mais no seu cartaz um leque de apresentações artísticas que complementam o programa cultural, como workshops, concertos e apresentações de livros.

Festival Internacional de Folclore | 01 de Agosto

Espetáculo de ritmo, cor e alegria, genuína amostra da cultura, costumes e tradições de outros povos.

Uma extraordinária viagem por vários continentes, que enche o Largo de Camões de cor, alegria, arte e entusiasmo.

Festival Expolima | 09 a 11 de Agosto

O Festival Expolima pretende assumir-se como uma alternativa cultural aos grandes eventos musicais da atualidade, sendo um local estratégico de passagem das tournées de grandes artistas. Dois grandes concertos vão dar brilho a um Festival diferente, familiar, convidativo, expoente do gosto pela música e pelas canções.

Feira dos Petiscos e do Artesanato| 09 a 11 de Agosto

Evento promovido em parceria com os Grupos de Folclore do concelho de Ponte de Lima, apresenta-se como uma iniciativa original, onde se podem provar uma diversificada variedade de pratos e iguarias tradicionais, acompanhadas pelo som sempre inebriante da concertina e das voltas do vira minhoto. O Artesanato em parceira esta Feira mostrando um conjunto diverso de atividades qual delas a mais rica, qual delas a mais ancestral.

Feiras Novas “A Romaria de Noite e de Dia” | 04 a 09 de Setembro

As Feiras Novas são já uma marca, uma referência nacional, atraindo milhares de estúrdios e visitantes oriundos dos mais diversos lugares. É o povo com a sua alegria e espontaneidade, a sua forma de fazer e estar na festa, as rusgas e os cantares ao desafio, o folclore em qualquer canto da vila que transforma as Feiras Novas num momento único e na romaria que é considerada o “maior congresso ao vivo da cultura popular em Portugal”. A festa de todos e para todos, de todas a gerações.

Foto: Amândio Sousa Vieira

DUQUES DE BRAGANÇA PATROCINAM “PORTUGAL REAL 100% ALTO MINHO”

A Real Associação de Viana do Castelo, a Associação Empresarial de Viana do Castelo, a CEVAL – Confederação Empresarial do Alto Minho e a Real Associação de Braga são os Promotores de “Portugal Real 100% Alto Minho”.

Com esta iniciativa pretende-se evidenciar, neste momento particularmente complexo, a qualidade das nossas empresas e dos produtos por elas produzidos. Simultaneamente tem um carácter solidário, já que a receita de um almoço a realizar reverterá a favor da “Casa dos Rapazes de Viana do Castelo”. Teremos a honra da presença, e de a ela se associarem, os Duques de Bragança, Dom Duarte e Dona Isabel.

As entidades organizadoras levam a efeito, no próximo dia 29 de abril, uma conferência de imprensa na sede da Associação Empresarial de Viana do Castelo para apresentação desta iniciativa, devendo estar presentes o Eng.º Luís Ceia, Presidente da Direcção da AEVC e da CEVAL, Dr. José Aníbal Marinho, Presidente da Real Associação de Viana do Castelo, e Dr. Luís Damásio, Presidente da Real Associação de Braga.

ARCOS DE VALDEVEZ RECEBE SEMINÁRIO “ALTO MINHO: DESAFIO 2020”

Arcos de Valdevez recebeu o V Seminário "Alto Minho: Desafio 2020" - “Uma Região Resiliente: Como tornar a região mais resiliente, sustentável e inclusiva”, organizado pela CIM Alto Minho

“Estamos em tempos de definir prioridades que serão a sustentabilidade em relação ao futuro” “(…)uma região resiliente é o que pode resultar do Alto Minho Interior”, Presidente da Câmara Municipal, Francisco de Araújo

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Decorreu ontem, 31 de janeiro, na Casa das Artes concelhia o V Seminário “Alto Minho Desafio 2020” – “Uma Região Resiliente: como tornar a região mais resiliente, sustentável e inclusiva”, organizado pela CIM Alto Minho. (O Desafio 2020 concretiza-se num conjunto de seis seminários, vários momentos de sessões temáticas (Focus Group) e dois concursos, para envolver de forma inovadora, todos os protagonistas da região na elaboração do Plano de Desenvolvimento do Alto Minho. Esta iniciativa da Comunidade Intermunicipal do Minho-Lima conta com o apoio técnico da sociedade de consultores Augusto Mateus & Associados).

Na sessão de abertura, o Presidente da Câmara Municipal, Francisco de Araújo, anfitrião da iniciativa, destacou a importância fundamental dos modelos de governação regional e intermunicipal para a boa gestão de fundos estruturais no período 2014-2020, alertando para o fato de que em altura de reformas em tempos de crise, estas têm sempre incidências mais nefastas para as regiões periféricas.

Interrogou-se também se no novo quadro autárquico a diminuição de competências das autarquias será argamassa de sustentabilidade, já que existirá uma significativa diminuição das capacidades financeiras e autonomia. Para o próprio “ O desenvolvimento faz-se com pequenas iniciativas. É fundamental ter um poder autárquico forte, que faça e torne o território mais competitivo”, diz.

O autarca defendeu ainda que a região é determinante para o desenvolvimento, nunca descurando as relações transfronteiriças. “ A Abertura do Alto Minho interior passa por uma relação transfronteiriça”refere, frisando que é imprescindível dar o devido valor aos atores da região e não apenas considerar os que vem de fora.

Depois da sessão de abertura seguiu-se o primeiro painel, moderado por Maria Cerqueira, jornalista da RTP, contou com as intervenções de César Ferreira, delegado regional do Norte, do Instituto de Emprego e Formação Profissional; Jacqueline Barreto, do Instituto da Segurança Social; Joaquim Mamede Alonso, da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC); e Ana Rosas, do IAPMEI.

Já o Segundo painel teve como tema “Alto Minho – Desafio 2020: Perspetivas para uma região mais resiliente” e contou com a moderação de Ricardo Magalhães, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.

Neste painel interveio Augusto Mateus, Coordenador do Plano de Desenvolvimento do Alto Minho e Presidente da Augusto Mateus & Associados sobre o tema Alto Minho como região capaz de se adaptar à mudança que defendeu que “São as regiões que demonstrem uma maior capacidade de adaptação à mudança, de aprendizagem e inovação, as que serão menos vulneráveis perante choques externos (como fenómenos naturais, crises económicas, alterações políticas), sendo por isso mais sustentáveis, na medida em que são capazes de mudar e de mudar mais rapidamente”.

A articulação de capacidades de resposta por parte dos diferentes atores regionais foi outra das premissas indicadas como forma de desenvolver uma estratégia de resiliência para o Alto Minho, orientada para três objetivos: sustentabilidade, apostando nos recursos endógenos da região e na sua diferenciação; coesão territorial, promovendo a concertação social e as redes colaborativas como meio facilitador e gerador da inclusão social; e competitividade, pela via da iniciativa empresarial e da “especialização inteligente” (orientada para mercados específicos), e pela valorização de competências e da mobilidade profissional. Foi dado particular enfoque, neste âmbito, ao papel do IPVC, enquanto “plataforma de conhecimento”, na articulação com as empresas e setores do Alto Minho, através de uma oferta formativa que permita introduzir transformações nos modelos produtivos, tornando-os mais eficientes e mais amigos do ambiente.

Seguiu-se uma mesa redonda sobre “Dinâmicas de resiliência: adaptação, flexibilidade e mudança”, moderada por Ricardo Magalhães, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), onde foram oradores Rui Teixeira, presidente do IPVC; Manuela Coutinho, do Centro Distrital de Segurança Social de Viana do Castelo; João Manuel Esteves, diretor da In.Cubo (Incubadora de Iniciativas Empresariais Inovadoras); Carminda Morais Leitão, coordenadora do projeto “Capacitar para a qualificação e inovação das redes sociais do Minho-Lima”; Ana Paula Xavier, coordenadora da Adriminho (Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Minho); António Luís, diretor do CENFIM - Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica (Núcleo dos Arcos de Valdevez); Teresa Ventin, coordenadora do EURES Transfronteiriço Norte de Portugal-Galiza; e Joaquim Reis, agricultor em modo de produção biológica em Viana do Castelo.

PÓVOA DE LANHOSO: WORKSHOP DEBATE ESTRATÉGIAS PARA O EMPREENDEDORISMO

“Empreendedorismo - Estratégia Europeia e Apoios Locais” é como se designa o workshop que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e o projeto Minhoempreende promovem no próximo dia 8 de fevereiro, a partir das 9h00, no Theatro Club.

Workshop

O Eurodeputado José Manuel Fernandes, que recentemente editou o livro “Sem Fronteiras” (com vista a informar os jovens sobre todos os programas e projetos europeus a eles dirigidos e aos quais se podem candidatar), é um dos convidados para dinamizar esta sessão.

É também objetivo deste workshop apresentar o projeto Minhoempreende, que representa um Projeto Âncora da EEC/Estratégia de Eficiência Coletiva MINHO IN, reconhecido como EEC PROVERE, em que a aposta estratégica passa pela valorização do potencial do território de baixa densidade, projetando-se num conjunto de redes empresariais, institucionais e temáticas.  

O Minhoempreende vem reforçar o trabalho que tem sido desenvolvido localmente e de forma muito próxima irá articular com o Gabinete de Apoio ao Empreendedorismo, que é uma resposta integrada no I eixo de intervenção do projeto Territórios_In –Contratos Locais de Desenvolvimento, através do qual o Município da Póvoa de Lanhoso possibilita, de forma gratuita, informação das medidas de apoio existentes para a criação do próximo emprego bem como apoio para a elaboração de projetos de empreendedorismo local. Durante este workshop será também apresentado o trabalho no âmbito do Territórios_In.

O programa prevê, para as 9h00, a receção aos participantes; para as 9h30, a abertura, com intervenções do Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, e do Presidente do SpinPark, Manuel Mota. Para as 10h00, está prevista a intervenção designada “Estratégia Europeia para o Empreendedorismo Jovem” pelo Eurodeputado José Manuel Fernandes, seguindo-se duas intervenções no âmbito das “Respostas Locais ao Empreendedorismo”: a Administradora da Sol do Ave, Mafalda Cabral, irá abordar o projeto Territórios_In e o Administrador da ADRAVE, Joaquim Lima, irá falar sobre o Minhoempreende. Depois é a vez de serem apesentadas Boas Práticas neste domínio, estando o encerramento previsto para as 11h30.

São destinatários jovens do ensino secundário e ou profissional, jovens licenciados ou estudantes do ensino superior, pessoas desempregadas e população, em geral.

PÓVOA DE LANHOSO DEBATE MICROECONOMIA EM CONTEXTO RURAL

A Póvoa de Lanhoso recebeu uma Conferência Internacional sobre “Dinamização da Microeconomia em Contexto Rural”, no âmbito do 1º Encontro Transnacional do Projeto ITERA-AA-Inovação nos Territórios Rurais com as Empresas Agrícolas, Agro Alimentares e de Alimentação, que também foi apresentado.

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“A Póvoa de Lanhoso tem valorizado esta área de negócio e a autarquia está fortemente empenhada em apoiar empresários que aqui se queiram instalar. Estou plenamente convencido que este sector [primário, agricultura] nos próximos anos será determinante para revitalizar a economia local e para valorizar os recursos naturais que temos no concelho”, referiu, de entre outras considerações, o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, na abertura da sessão, já depois de ter recebido os parceiros do projeto nos Paços do Concelho.

“Temos que pôr o país a retornar às suas origens. O território rural padeceu de algumas políticas que estavam muito formatadas para a grande agricultura e esquecemos os territórios de baixa densidade quer em Portugal, quer em Espanha, quer em França, eu diria, em toda a Europa”, salientou de entre outros aspetos, o Administrador da ADRAVE, Joaquim Lima.

Na mesma oportunidade interveio o Administrador de Pays de Figeac, Fausto Araque, que apresentou a sua região e apresentou de forma muito sintética o ITERA-AA, de entre outras considerações. Depois, especialistas internacionais realizaram as suas intervenções. Na plateia, estiveram elementos das entidades parceiras do Projeto ITERA-AA assim como autarcas locais e população em geral. A Conferência finalizou com uma visita ao Núcleo PROVE da Póvoa de Lanhoso, no Banco de Voluntariado. 

Medidas de apoio à microeconomia

Apresentar o projeto ITERA-AA, aprovado pelo INTEREG IV B, cujo principal objetivo é facilitar o acesso à inovação para micro e pequenas empresas rurais e fortalecer as diversas atividades de produção, transformação e distribuição em torno dos sectores agrícola, agroalimentar e de alimentação, numa perspetiva de organização territorial facilitando circuitos locais de venda direta (localmente); e partilhar as medidas de apoio à microeconomia local do Município da Póvoa de Lanhoso, como o Gabinete de Apoio ao Bioagiricultor ou o PROVE, foram alguns dos objetivos desta Conferência.

O ITERA-AA integra uma parceria aprovada pelo INTERREG IV B, constituída por Pays de Figeac /ADEFPAT (Fr), Conseil Général de Corrèze (Fr), Deputation de Grenade (Es), Association Cerdna Garalur de Navarre (Es), Sergal S. Coop de Pays Basque (Es) e ADRAVE (Pt). A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso integra a parceria a convite da ADRAVE.

Este projeto, cujo período de implementação decorrerá de janeiro de 2013 a dezembro de 2014, encontra-se organizado em torno de vários grupos de trabalho, centrados na inovação do produto a partir das principais fileiras de produtos agrícolas, na conceção e implementação de planos de ação para lançamento ou redefinição de novos produtos, na inovação de marketing, na conceção de uma marca territorial, na elaboração de um plano de comunicação integrado e de comercialização. Destaque ainda para ações relativas à inovação dos recursos humanos com ações de formação e qualificação das micro e pequenas empresas rurais, gestão previsional de ofertas de emprego e de competências numa base territorial.

PONTE DE LIMA APOSTA NA INTERNACIONALIZAÇÃO DAS SUAS EMPRESAS

Considerando que a exportação de bens e serviços é um importante motor do crescimento e geração de riqueza que alavancam a criação de emprego, o Município de Ponte de Lima convidou os empresários do concelho para uma sessão informativa, com o objetivo de divulgar as novas oportunidades de negócios e capacitação das empresas do concelho, nomeadamente na perspetiva de internacionalização das suas atividades.

Esta ação decorreu ao abrigo de uma parceria estabelecida com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) entidade pública de natureza empresarial vocacionada para o desenvolvimento de um ambiente de negócios competitivo que contribua para a globalização da economia portuguesa.

Marcaram presença cerca de 40 empresários interessados em conhecer as ferramentas institucionais disponíveis para iniciar um processo de internacionalização/exportação dos seus bens ou serviços.

Como entrar no circuito empresarial internacional e uma primeira abordagem à internacionalização foram alguns dos temas abordados durante a sessão. A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, está disponível para esclarecer e enquadrar os serviços que disponibiliza junto dos empresários realçando que a maioria destes serviços não tem custos associados.

Esta sessão integra-se num conjunto de ações que o Município pretende dinamizar com o objetivo de aumentar a competitividade e notoriedade do nosso concelho, através da dinamização de investimento estruturante e da internacionalização das empresas com especial destaque para as pequenas e médias empresas.

PÓVOA DE LANHOSO DEBATE ECONOMIA NO ESPAÇO RURAL

A ADRAVE e Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso levam a efeito a Conferência Internacional – Dinamização da Micro-Economia em Contexto Rural, que se realiza no próximo dia 24 de janeiro de 2013, na Casa da Botica, na Póvoa de Lanhoso, integrado no Projeto “ ITERA-AA”.

O seminário pretende, por um lado, apresentar o projeto ITERA-AA, aprovado pelo INTEREG IV B, cujo principal objetivo é facilitar o acesso à inovação para micro e pequenas empresas rurais, assim como fortalecer as diversas atividades de produção, transformação e distribuição em torno dos sectores agrícola, agroalimentar e de alimentação, numa perspetiva de organização territorial facilitando circuitos locais de venda direta (localmente), contando com participação de um consultor de renome internacional no referido tema; Por outro lado, o Município da Póvoa de Lanhoso vai partilhar as medidas de apoio à microeconomia local entre elas o projeto PROVE que pretende criar um sistema de comercialização de proximidade de produtos agrícolas vegetais, com vantagens evidentes para a manutenção da atividade agrícola, da criação de emprego e do desenvolvimento da economia local.

Localização do evento:

- Casa da Botica

- Morada: Pátio dos Artistas 4830 – 513 Póvoa de Lanhoso- Site: http://www.mun-planhoso.pt/espacos-municipais/fundo-mais-povoa.html

PÓVOA DE LANHOSO ORGANIZA CONFERÊNCA INTERNACIONAL SOBRE DINAMIZAÇÃO DA MICRO-ECONOMIA EM CONTEXTO RURAL

No próximo dia 24 de janeiro a Póvoa de Lanhoso acolhe, na Casa da Botica, a conferência internacional "Dinamização da Micro Economia em Contexto Rural", momento que se insere no âmbito do 1º Encontro Transnacional do Projeto ITERAAA, que também será apresentado na mesma oportunidade.

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso integra a parceria a convite da ADRAVE. O 1º Encontro Transnacional do ITERAAA decorre de 23 a 25 de janeiro na Póvoa de Lanhoso, com ações direcionadas para as pessoas que representam as entidades parceiras. Apenas a conferência está aberta à participação da comunidade em geral, nomeadamente a elementos de empresas e de instituições locais.

A Sessão de Abertura está agendada para as 15h00, na Casa da Botica, com intervenções do Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, do Administrador da ADRAVE, Joaquim Lima, e do Administrador de Pays de Figeac – Chefe de Fila, Fausto Araque.

Pelas 15h15, realiza-se a apresentação do projeto “ITERAAA - Inovação nos Territórios Rurais com as empresas agrícolas, agroalimentares e da alimentação”. Esta apresentação será feita pela Diretora de Pays de Figeac, Bénédicte Dupré.

Pelas 15h30, é abordada “A mais valia económica dos circuitos de proximidade”, pelo consultor Charles Perraud.

Pelas 16h15, serão abordadas as “Medidas de apoio à economia rural no município da Póvoa de Lanhoso – o caso PROVE”, pela Técnica Agrária da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Natália Costa.

Pelas 16h45, realiza-se o debate, seguido, pelas 17h00, de uma visita ao Núcleo PROVE da Póvoa de Lanhoso, no Banco de Voluntariado, e do encerramento dos trabalhos.

Apresentar o projeto ITERAAA, aprovado pelo INTEREG IV B, cujo principal objetivo é facilitar o acesso à inovação para micro e pequenas empresas rurais, assim como fortalecer as diversas atividades de produção, transformação e distribuição em torno dos sectores agrícola, agroalimentar e de alimentação, numa perspetiva de organização territorial, facilitando circuitos locais de venda direta (localmente), contando com participação de um de consultor renome internacional; e partilhar as medidas de apoio à microeconomia local do Município da Póvoa de Lanhoso, como o PROVE, são alguns dos objetivos desta conferência com entrada livre.

Participação gratuita, mas necessária inscrição para seminarios@adrave.pt

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PÓVOA DE LANHOSO DEBATE DINAMIZAÇÃO DA MICROECONOMIA EM CONTEXTO RURAL

A ADRAVE e Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso levam a efeito a Conferência Internacional – Dinamização da Micro-Economia em Contexto Rural, que se realiza no próximo dia 24 de janeiro de 2013, na Casa da Botica, na Póvoa de Lanhoso, integrado no Projeto “ ITERA-AA”.

O seminário pretende, por um lado, apresentar o projeto ITERA-AA, aprovado pelo INTEREG IV B, cujo principal objetivo é facilitar o acesso à inovação para micro e pequenas empresas rurais, assim como fortalecer as diversas atividades de produção, transformação e distribuição em torno dos sectores agrícola, agroalimentar e de alimentação, numa perspetiva de organização territorial facilitando circuitos locais de venda direta (localmente), contando com participação de um consultor de renome internacional no referido tema; Por outro lado, o Município da Póvoa de Lanhoso vai partilhar as medidas de apoio à microeconomia local entre elas o projeto PROVE que pretende criar um sistema de comercialização de proximidade de produtos agrícolas vegetais, com vantagens evidentes para a manutenção da atividade agrícola, da criação de emprego e do desenvolvimento da economia local.

A Participação é gratuita, mediante inscrição prévia, limitada à capacidade do Auditório, até 22 de janeiro de 2013, através de: - Ficha de inscrição em pdf (envio por fax: 252302609 ou por e-mail: seminarios@adrave.pt) ou- Inscrição on-line

Localização do evento:

- Casa da Botica

- Morada: Pátio dos Artistas 4830 – 513 Póvoa de Lanhoso- Site: http://www.mun-planhoso.pt/espacos-municipais/fundo-mais-povoa.html

PONTE DE LIMA APOSTA NA INTERNACIONALIZAÇÃO DAS SUAS EMPRESAS

Sessão “INTERNACIONALIZAR e as EMPRESAS DE PONTE DE LIMA” realiza-se no próximo dia 17 Janeiro, pelas 18h00

“Internacionalizar e as Empresas de Ponte de Lima” este é o tema de uma sessão informativa que o Município de Ponte de Lima vai promover no dia 17 de janeiro, às 18h00, no Auditório Municipal.

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Dirigida às empresas locais, esta ação surge de uma parceria estabelecida com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), no sentido de divulgar as novas oportunidades de negócios e capacitação das empresas do concelho, nomeadamente na perspetiva de internacionalização das suas atividades.

Sendo a exportação de bens e serviços um importante motor de crescimento e geração de riqueza que alavancam a criação de emprego, o Município de Ponte de Lima e a (AICEP) consideram que é oportuno neste período dar a conhecer todas as ferramentas institucionais ao dispor dos empresários locais que pretendam iniciar processos de internacionalização/exportação dos seus bens ou serviços.

Os interessados em participar devem efetuar a sua inscrição, gratuita, através da página internet do Município em www.cm-pontedelima.pt.

CÂMARA MUNICIPAL DE BARCELOS ORGANIZA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE MERCADOS TRADICIONAIS

Iniciativa realiza-se no dia 17 de janeiro, às 14h30, no auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos

A Câmara Municipal de Barcelos promove no próximo dia 17 de janeiro, no auditório da Biblioteca Municipal, uma conferência internacional intitulada “Os mercados tradicionais como elementos dinamizadores do turismo na Euro-Região”.

A conferência será aberta às 14h30 pelo Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Miguel Costa Gomes, e Xoàn Mao, Secretário Geral do Eixo Atlântico.

O primeiro painel contém duas intervenções, intituladas “A importância dos mercados tradicionais para o turismo na Euro-Região” e “As parcerias de colaboração e gestão de redes de desenvolvimento local”.

O segundo painel tem início às 15h40 e tem como tema “Os mercados tradicionais como alavanca para a dinamização das economias locais da Euro-Região” – a Feira de Barcelos, o mercado de O Barco, o mercado de Sarria e os mercados da Deputacion de Orense.

O último painel conta com a intervenção do vereador do Pelouro do Turismo da Câmara Municipal de Barcelos, César Pires, que fará a “Apresentação dos objetivos e missão do Centro de Mercados Tradicionais da Euro-Região”.

A Conferência tem também um programa social, com uma visita guiada à Feira de Barcelos, pelas 11h00.

As inscrições para esta Conferência Internacional devem ser feitas até 16 de janeiro, através do telefone 253 811 882, fax 253 822 188, turismo@cm-barcelos.pt e cpmt@cm-barcelos.pt

O BANCO DO MINHO: CONSIDERADO UM DOS MAIS IMPORTANTES BANCOS DO PAÍS NOS COMEÇOS DO SÉCULO XX, NÃO RESISTIU À CRISE FINANCEIRA DOS ANOS TRINTA

O ‘Banco do Minho’ (BM) foi instituído por carta de lei de 14 de Abril de 1864, com sede em Braga, e iniciou a sua atividade em Junho de 1865. O capital inicial foi de 600 contos de réis, elevado a 1200 contos de réis em 1918. O Banco do Minho nasceu na época do boom das remessas financeiras dos emigrantes no Brasil.

Sediado inicialmente na R. de S. João, 15, em Braga, passou a ter sede própria, construída entre 1873 e 1877, na Rua do Teatro São Geraldo daquela cidade. Possuiu uma agência em Guimarães e filiais no Porto e em Lisboa.

O ‘Banco do Minho’ viria a ter filiais também no Brasil, nos estados de S. Paulo, Rio de Janeiro, Santos, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Pará e Manaus, sendo a mais importante a de S. Paulo.

Sobreviveu às crises do sector ocorridas no final do séc. XIX, aceitou à priori uma proposta de fusão com o ‘Banco Comercial de Braga’, do qual era credor, negócio que não se viria a concretizar, tendo aquele banco falido pouco depois.

A partir de 1918, desenvolve uma estratégia de participação em empresas industriais, comerciais e financeiras. Entre as empresas não financeiras contam-se a ‘Companhia Fabril do Minho’, a ‘Companhia das Águas do Gerês’, a ‘Companhia Metalúrgica do Norte’ e a ‘Perfumaria Confiança’. Foi acionista maioritário da Sociedade Bancária do Minho, criada em 24 de Maio de 1924, em S. Paulo, no Brasil, destinada a servir de agência local do banco e a ter atividade própria. Apesar de um início de actividade promissor, a situação financeira desta sociedade derrapou e acabou por ser liquidada em 1927.

Podia-se ler num artigo de 1925: «(...) dedicando-se a operações bancárias de todo o género, cambiais e de ordens de Bolsa, possuindo na sede e nas filiais óptimas instalações de cofres fortes para alugar. O seu agente geral no Brasil a "Sociedade Bancária do Minho", na Rua da Quitanda, 117, e seus correspondentes em S. Paulo, os nossos prezados amigos Srs. Garcia da Silva & Cª., proprietários da "Loja do Japão", à Rua de S. Bento, tendo naquele grande país montado um serviço especial de cobrança de juros e dividendos, administração de propriedades, liquidação de heranças, etc

O ‘Banco do Minho’ juntamente com o ‘Banco Comercial do Porto’, ‘Banco Aliança’, ‘Banco Comercial de Braga’ e o ‘Banco União do Porto’, consegue autorização para emitir notas bancárias

Em 1926, algumas das empresas em que o ‘Banco do Minho’ tinha participação apresentam prejuízos e em 1927 os dividendos desta instituição são bastante reduzidos. A situação económica e financeira agravou-se nos anos seguintes. O ‘Banco do Minho’ não resiste à Grande Depressão de 1929 nos EUA, a par do ‘Banco Comercial do Porto’, ambos vítimas de uma corrida aos depósitos e da sua incapacidade de cobertura.

Em 21 de Outubro de 1930 é nomeada uma Comissão Administrativa para gerir o ‘Banco do Minho’. Na sequência do relatório desta comissão, datado de 14 de Abril de 1931, é decretada a liquidação do banco. A Comissão Liquidatária nomeada pelo Estado encerrou atividades em 31 de Dezembro de 1939. O ‘Banco do Minho’, durante a sua vida de 64 anos, que chegou a ser dos bancos mais importantes do país, contribuiu para fomentar e desenvolver o comércio, a indústria e a região. O seu encerramento, por colapso financeiro, acarretou prejuízos cuja dimensão verdadeira continua por estudar.

Fonte: http://restosdecoleccao.blogspot.pt/

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Agência do Banco do Minho em São Paulo, no Brasil

EM 1941, PINTO DA MOTA, DEPUTADO À ASSEMBLEIA NACIONAL, FALOU DO CONTRABANDO EXISTENTE NO ALTO MINHO

Na sessão de 5 de dezembro de 1941 da Assembleia Nacional, o deputado Pinto da Mota produziu uma curiosa intervenção no período antes da ordem dos trabalhos que transcrevemos seguidamente.

O deputado António de Almeida Pinto da Mota era natural de Valença. Engenheiro e proprietário agrícola, foi durante a Monarquia deputado pelo Partido Regenerador pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo. Veio posteriormente a ser Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Valença, Vogal da Comissão Distrital de Viana do Castelo da União Nacional e membro do Conselho de Estado, além de deputado à Assembleia Nacional.

Foram dele as seguintes palavras na referida sessão:

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“Sr. Presidente: desejo fazer meia dúzia de observações sobre as medidas tomadas pelo Sr. Ministro da Economia que dizem respeito ao sal e à sardinha.

No Diário de Noticias de 23 do mês findo, e relativamente às medidas tomadas por S. Ex.ª com relação ao sal, encontro na alínea b) o seguinte: nas restantes regiões produtoras 150$ a tonelada; e mais adiante na alínea a) ido parágrafo imediato, a venda por intermediários, os preços tabelados acrescidos de 15 por cento e das despesas de transporte.

Dirigindo daqui os meus cumprimentos de felicitação ao Sr. Ministro da Economia por esta medida, quero fundamentar estas felicitações mostrando a que abusos S. Ex.ª obstou com a medida tomada em relação ao sal.

A 150$ por tonelada, fica o quilograma a $15, ou seja 150 milavos, ou 150 réis na antiga terminologia. Adicionando a isto as despesas de transporte, que calculo em 60,6 por unidade, e o lucro de 15 por cento, fica o quilograma por 240 milavos ou réis. Multiplicando $24 por 15 quilogramas, encontramos a arroba na importância de 3$60.

Acho pois, e achou também o Sr. Ministro da Economia, como toda a gente, que podia ser vendido o sal a 3$60 a arroba. No entanto, Sr. Presidente, na fronteira a arroba do sal era vendida a 5$. Quere dizer, o intermediário ganhava além do que era justo mais l $40 por arroba, ou seja próximo de 18 tostões.

Obstou, pois o Sr. Ministro da Economia a um processo antipático. Junto as minhas felicitações às de toda a gente que se viu livre destas harpias.

Com relação à sardinha, que não aparecia no mercado há oito ou nove meses, S. Ex.ª também tomou as medidas necessárias e que constam do Diário de Notícias de 23 de Novembro último.

No mesmo jornal de anteontem, 3, vêm já o reflexo ou as consequências das medidas tomadas por S. Ex.ª no sentido de beneficiar o abastecimento, e servem-se dentas expressões:

Começou anteontem o regime de fiscalização nas lotas de todo o litoral, desde Viana do Castelo até Vila Real de Santo António.

As notícias recebidas à tarde, de todos os centros onde as novas medidas foram postas em prática, anunciavam um completo êxito. Em alguns pontos registaram-se manifestações populares de aplauso ao Govêrno por parte do público, que acolheu com o maior agrado a baixa de preços.

Há oito para nove meses que quando aparecia alguma sardinha no mercado era por tal preço que ninguém lhe tocava, a não ser quem tinha interesse em fazer monopólio. O êxito que teve a medida tomada pelo Sr. Ministro merece todos os nossos aplausos e é um dos deveres da Assembleia Nacional registar e sublinhar estes actos.

Não quero tomar tom declamatório, nem isso seria elegante; mas o certo é que dentro do êxito da medida tomada pelo Sr. Ministro está a censura à inércia do maquinismo corporativo que devia tratar do assunto.

Eu sou daqueles que leem com orgulho alguns dos artigos da Constituição, e entre eles o 5.º e o 6.º, cujo § 3.º é concebido nos seguintes termos:

"Zelar pela melhoria das condições das classes sociais mais desfavorecidas, obstando a que aquelas desçam abaixo do mínimo de existência humanamente suficiente".

Para fomentar estas facilidades o mecanismo corporativo que devia tratar do assunto deixou ficar sem sardinha, durante nove meses, as massas populares! E é assim que se concorre para o aumento da miséria, para o recrudescimento da tuberculose e para o aumento da censura e quiçá do complexo de descrédito da nossa política, que na verdade não mereça semelhante crítica, porque é séria e bem-intencionada.

Ao mesmo tempo que os órgãos respectivos se não importavam com a sardinha, importavam-se com o bacalhau, e fizeram ao contrário do que prometeram os nossos republicanos dos tempos passados; êsses prometeram bacalhau a pataco, e ultimamente o bacalhau foi tabelado entre 9$50 lO$5O o quilograma. Quere dizer: mais um género de consumo geral que está sendo pouco acessível às camadas populares. Não será esta uma das facilidades que se lhes quere dar, preconizada no programa do Estado Novo, que é uma construção de bela arquitectura, e que tenha orgulho em para ela ter concorrido.

Há aí um bacalhau que, pelo aspecto e pelo sabor, em toda a parte é conhecido por bacalhau inglês. Pois o bacalhau inglês apenas subiu 20 por cento e o bacalhau português dobrou os pés com a cabeça.

Procurando explicações acerca do que se passou com a sardinha e do que está acontecendo com o bacalhau, não é fácil fazer comentários benévolos a essa faceta a esse aspecto da nossa máquina corporativa.

Com o peixe fresco há também motivo para reclamações, porque o peixe chegou a um preço que está sendo pouco acessível à maior parte da gente. A Câmara sabe muito bem que na lei da oferta, e da procura os preços ou o valor das cousas não sobe na razão directa da procura nem na razão inversa da oferta.

Segundo a lei de Gregory King, uma diferença de 20, 30, 40 ou 50 por cento no abastecimento produz uma diferença no preço de 30, 80, 160 e 450 por cento.

O que é que faz, pois, que o preço do peixe tenha subido 160 por cento em relação ao que estava dantes, em épocas análogas.

Não pretendo censurar, mas pôr em relevo que é necessário que se façam as cousas sem prejudicar o abastecimento nacional.

Se isso fosse permitido, pedia daqui ao Sr. Ministro da Economia, que, com tanto acerto, tomou medidas com relação à sardinha, que fizesse todos os esforços para se obter uma moderação nos preços do peixe fresco, com o que S. Ex.ª mais uma vez provocaria os louvores de toda a gente e mais uma vez carrilaria para bem a marcha do Estado Novo, o qual não tem de merecer a crítica que está fazendo e que é aparentemente certa, mas fundamentalmente errada.

Mas a nossa máquina corporativa, se é certo que em casos determinados, como aconteceu com a sardinha e o peixe, com cujos preços ela se não importou, e com o bacalhau, que tabelou ao máximo, em outros casos tem-se importado, e bem, e tem produzido algum trabalho útil. E tanto que se na minha fronteira o contrabando não tomou mais incremento deve-se ao trabalho dessa organização corporativa.

Simplesmente, como a função está criando o órgão, não admira que as cousas não sejam bem organizadas de repente.

Por exemplo: os grémios já recorrem às câmaras municipais para a requisição do arroz. Está bem esse recurso porque as câmaras municipais têm elementos para saberem o que se gosta em tempo normal e, por consequência, para saberem se as requisições do arroz são excessivas ou não.

Mas o certo é que há mercadorias que entram e saem em termos de a autoridade fiscal nunca mais saber delas, e isso facilita o contrabando.

Assim, um armazenista em Valença recebe sabão e pede a competente licença ou guia ao grémio para o trânsito dessa mercadoria para Coura. O grémio passa essa guia, mas o presidente da Câmara não sabe de nada e, como nada sabe, nada pode comunicar ao presidente da Câmara de Coura. E então sucede ou pode suceder que o sabão marcha a coberto dessa guia e em termos de poder fugir às leis, escalar a fronteira e emigrar por contrabando.

Estas mercadorias deviam ser todas consignadas às câmaras, passando estas as respectivas guias de trânsito, porque então, só as mesmas mercadorias não aparecessem, dar-se-ia logo por isso, pula respectiva falta e complementar fraude.

Mas, se houve exageros de preço em relação ao bacalhau, houve também exageros para menos quanto ao azeite e às gorduras, o que deu origem a que estes produtos tivessem desaparecido dos concelhos de Melgaço e Monção, estando iminente o seu desaparecimento no concelho de Valença.

Este caso começou por ser um vício de organização e passou depois a ser um vício do próprio maquinismo.

O fornecedor vende, por exemplo, o azeite pelo preço da tabela, mas dá êste preço só no papel e não efectivamente conforme o custo real do produto. O retalhista tem de vender mais caro, porque não pode estar a beneficiar o público à sua custa; e, assim, ou fala ao ouvido do cliente, ou então aproveita a circunstância de lhe pagarem a mercadoria mais cara no estrangeiro e passa-a para lá por meio de contrabando.

O resultado é o desaparecimento do azeite, quando a verdade é que seria preferível pagá-lo um pouco mais caro e não o haver.

Com relação à carne de porco sucede um caso idêntico. O fornecedor manda, por exemplo, 100 quilogramas de unto e factura-o como sendo presunto, ou por 120 quilogramas, ou então inscreve a importância exacta, acrescida de uma hipotética dívida, para aumentar assim o preço da remessa.

O Sr. Presidente: - Peço a V. Ex.ª o favor de abreviar as suas considerações, visto ter já decorrido o período regimental que V. Ex.ª tinha para usar da palavra.

O Orador: - Estou a concluir.

O consumidor pode suportar, por exemplo, a subida do preço do fato ou do calçado, porque não está a comprar esses artigos todos os dias, mas o mesmo não acontece relativamente aos géneros alimentares, visto que todos os dias é necessário ir ao mercado ou à mercearia fazer compras.

São esses aumentos constantes, e alguns duplicados, que fazem com que tenhamos ou possamos ter a inflação dentro de pouco tempo, perigo esse que é necessário distanciar, se não evitar, e que há-de ser a pedra de toque da nossa organização corporativa.

Toda a organização corporativa tende a limitar a liberdade de comércio; mas se nesta ocasião, em que essa limitação se impõe por todos os títulos, não demonstrar a sua vantagem e eficácia, se assim não suceder, não sabemos, então, quais serão as consequências do nosso problema.

Eu apenas desejo agora aproveitar este minuto que V. Ex.ª me concedeu para formular ao Sr. Ministro da Economia mais um pedido.

Ê que nesta lei de defesa da economia nacional, lei essa que tem a data de 21 de Julho do corrente ano - lei muito necessária -, chega-se ao artigo 6.º, e pela sua leitura imagina-se que as cousas se passam desta maneira: que qualquer delito contra a economia nacional vai ao tribunal. Mas não é assim, porque vem o n.º 1.º do artigo 12.º e diz:

«Ao Tribunal Militar Especial, criado pelo artigo 13.º do decreto-lei n.º 23:203, de 6 de Novembro de 1933, pelas suas respectivas secções, sempre que tal conhecimento não pertença aos tribunais indicados no número seguinte».

Quere dizer: este artigo estraga a economia da lei, porque será raríssimo que haja, um delito contra a economia nacional que não seja também delito fiscal.

Ora, se o Governo não tinha confiança nos tribunais aduaneiros, para o efeito de eficaz e rápida repressão, no momento presente, é certo que é ali que vão parar todos esses delitos contra a economia nacional, o que é preciso evitar que suceda.

Tenho dito.”

CÉDULAS FIDUCIÁRIAS DA CÂMARA MUNICIPAL DE BRAGA

O BLOGUE DO MINHO já abordou por mais de uma vez a temática das cédulas fiduciárias na nossa região, fazendo nomeadamente referência a cédulas emitidas pela Associação Comercial de Ponte de Lima, o Hospital S. José de Arcos de Valdevez e também da Câmara Municipal de Braga. Porém, para além do assunto suscitar particular interesse, encontramos uma nova cédula emitida pela Câmara Municipal de Braga.

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As cédulas fiduciárias constituem desde há muito tempo um dos objetos de interesse de colecionadores e estudiosos, nomeadamente por todos quantos se interessam pela numismática e notafilia, a nossa histórica económica ou simplesmente os aspetos da vida regional. Apesar disso, estamos convencidos de que as cédulas produzidas no Minho não mereceram ainda a atenção devida e são inclusive pouco conhecidas, apesar de surgirem alguns exemplares em leilões de colecionismo. É o caso dos exemplares de cédulas de cinco centavos que junto reproduzimos.

Regra geral, o aparecimento de tais cédulas verificou-se em momentos particularmente difíceis, de grave crise económica ou convulsão social, mormente durante a primeira guerra mundial, em resultado do encarecimento dos metais e consequente escassez de moeda corrente de baixo valor indispensável a pequenas transações. Esta situação era particularmente sentida fora dos grandes centros urbanos, situação que levou ao aparecimento do chamado "dinheiro de emergência" constituído por cédulas, cuja emissão fora a princípio apenas autorizada à Casa da Moeda mas que acabou por generalizar-se a inúmeras instituições oficiais e particulares, como câmaras municipais, misericórdias e até estabelecimentos comerciais.

Na cunhagem de moedas de reduzido valor facial, como sucede com as divisionárias geralmente utilizadas na realização de trocos, são empregues metais menos valiosos como o cobre, o alumínio, o níquel ou ligas constituídas por aqueles a fim de que mantenham um valor nominal superior ao seu valor intrínseco ou seja, em relação aos metais empregues na sua feitura. Sucede, porém, que quando ocorre uma subia do custo daqueles metais, recorre-se à emissão de cédulas fiduciárias a fim de evitar os elevados custos que a cunhagem das moedas implica em relação ao seu baixo valor nominal. Foi precisamente o que sucedeu nos finais do século XIX por ocasião da crise financeira resultante sobretudo da baixa do câmbio brasileiro, facto que gerou uma situação de pânico traduzida em falências, suspensão de pagamentos, corridas aos bancos e o quase desaparecimento de circulação das moedas em ouro e também em consequência da desvalorização da prata que levou quase à falência do banco londrino Baring Brothers que tinha acabado de conceder um empréstimo de oitocentas mil libras ao Estado português, facto que determinou a depreciação da moeda.

Também, durante a Primeira República, o crescimento da dívida externa com a Inglaterra resultante da participação na guerra e a inflação daí resultante associada à especulação com as divisas constituíram fatores que determinaram a depreciação da moeda, mau grado as diversas tentativas feitas no sentido do seu controlo que levou nomeadamente à criação da Junta Reguladora da Situação Cambial que acabaria por ter existência efémera.

O historiador Oliveira Marques deu-nos o panorama da crise financeira verificada com a implantação do regime republicano no nosso país. Descreveu-nos ele o seguinte: "Em 1911, o Governo Provisório introduziu o escudo, equivalente a 1000 réis e dividido em 100 centavos. Começaram logo os problemas com a estabilidade da nova moeda. O valor oficial de origem - 1 libra de ouro = 4$50 - nunca pôde ser mantido. Na verdade, já nos últimos anos da monarquias se iniciara a desvalorização da moeda nacional, com o 1$000 réis aproximando-se mais da quinta parte da libra do que do valor estabelecido. As desvalorizações atingiam 17 % quando começou a guerra. Daí em diante o escudo foi descendo gradualmente: 6$35 (1915), 11$57 (1919). Escasseavam as moedas, particularmente as de trocos, que se substituíam por cédulas de papel e cartão, dos mais variados tipos e feitios, emitidas pelas câmaras municipais, pelas misericórdias e outras instituições, e até por entidades particulares para seu uso privativo".

Com efeito, a partir de 1914, o governo autorizou a Casa da Moeda a emitir cédulas que se destinavam a substituir as moedas de cinco, dez e vinte centavos. Contudo, verificando-se que esta medida não era suficiente para suprir a escassez de moeda então verificada, acabaram por ser autorizadas as câmaras municipais a proceder à sua emissão com curso legal dentro da área dos respetivos concelhos. Esta prática viria contudo a generalizar-se com a emissão das referidas cédulas por parte de outras entidades. Citando ainda Oliveira Marques, "durante 1917, a escassez de moeda era já tanta que começaram a aparecer cédulas improvisadas, emitidas aqui e ali por todo o país, que a tentavam substituir. Frente ao abuso, o Ministério das Finanças decidiu ir ao encontro das realidades, determinando que a Casa da Moeda emitisse cédulas de 2 e 10 centavos e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa de 5 centavos. Simultaneamente, ordenava a retirada de circulação e a recolha de toda a moeda de prata do tempo da Monarquia, com a qual passou a dispor de reserva. Apareceram, pouco depois, as primeiras cédulas. A partir de 1918, o privilégio concedido à Santa Casa da Misericórdia cessou, cabendo também à Casa da Moeda a emissão de cédulas de 5 centavos. Mais tarde (1922) surgiram ainda cédulas de 20 centavos".

De aspeto bastante rudimentar, produzidas a princípio em simples pedaços de papel ou de cartão com as mais variadas dimensões, manuscritas ou impressas, com ou sem preocupação estética, as cédulas foram progressivamente melhorando a sua apresentação gráfica, acabando por revelar-se meios de propaganda turística e regional e, nos casos em que eram emitidos por estabelecimentos particulares, meios expeditos de publicidade comercial. Acerca da sua importância e aspeto, retemos a descrição feita pelo Professor Marcello Caetano: "...as emissões privadas continuaram, inundando o país de pequenos farrapos de papel, de formas e dimensões variadas, impressos ou litografados, com ou sem vinhetas, simples pedaços de cartão com o carimbo ou com a assinatura do comerciante e às vezes até, discos de lata com figuras e dizeres estampados a cores. Eram de um, dois, cinco, dez e mesmo vinte centavos, e até 1922 circulavam num meio mais ou menos restrito, conforme a importância do emissor, no concelho se era uma câmara, na clientela do estabelecimento se tratava de um negociante: verdadeira Notgeld cuja importância total se desconhece e é, já agora, impossível apurar".

Apenas a partir de 1924 foi possível travar a depreciação do valor da moeda e, desse modo, ir progressivamente reduzindo a utilização das cédulas. De acordo com Oliveira Marques, "Em 1924, Álvaro de Castro que juntara a Presidência das Finanças, conseguiu finalmente deter a marcha do escudo. (...) A legislação de 1924 reformou também a moeda metálica, aumentando o teor da liga e reduzindo o valor real das moedas. Aos poucos, foi sendo possível acabar com as cédulas de papel de ínfimo valor".

Também em Braga e no Minho em geral certamente não se fugiu à regra e aqui circularam cédulas de cinco centavos emitidas pela Câmara Municipal de Braga e devidamente numeradas. Provavelmente terão também circulado outras de diferente valor.

Bibliografia

- História de Portugal. Edição Monumental de Portucalense Editora, Suplemento I. Porto, 1935;

- Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, Editorial Enciclopédia. Lisboa, Rio de Janeiro;

- MARQUES, A. H. de Oliveira. História de Portugal Contemporâneo. Economia e Sociedade. Universidade Aberta. Lisboa;

- MARQUES, A. H. de Oliveira. Breve História de Portugal. Editorial Presença. Lisboa, 1995;

- História de Portugal. Vol. XIV. Edita Ediclube Ld.ª. Amadora. 2004.

Carlos Gomes, in “Anunciador das Feiras Novas” (Adaptado)

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CÉDULAS FIDUCIÁRIAS DE ARCOS DE VALDEVEZ

Abundam no mercado de colecionismo numismático e de notafilia as cédulas emitidas em Arcos de Valdevez nas primeiras décadas do século XX. Tal fato deve-se muito provavelmente ao elevado número de cédulas que foram então postas a circular e não foram retiradas ou destruídas. Numa altura em que a crise económica se abate particularmente sobre a Europa e o valor dos metais tende a subir, mais do que uma curiosidade, as cédulas fiduciárias constituem um desafio à compreensão do sistema financeiro. Por essa razão, transcreve-se seguidamente um extrato de um artigo publicado há algum tempo na revista “O Anunciador das Feiras Novas” de Ponte de Lima.

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“(…) Regra geral, o aparecimento de tais cédulas verificou-se em momentos particularmente difíceis, de grave crise económica ou convulsão social, mormente durante a primeira guerra mundial, em resultado do encarecimento dos metais e consequente escassez de moeda corrente de baixo valor indispensável a pequenas transacções. Esta situação era particularmente sentida fora dos grandes centros urbanos, situação que levou ao aparecimento do chamado "dinheiro de emergência" constituído por cédulas, cuja emissão fora a princípio apenas autorizada à Casa da Moeda mas que acabou por generalizar-se a inúmeras instituições oficiais e particulares, como câmaras municipais, misericórdias e até estabelecimentos comerciais.

Na cunhagem de moedas de reduzido valor facial, como sucede com as divisionárias geralmente utilizadas na realização de trocos, são empregues metais menos valiosos como o cobre, o alumínio, o níquel ou ligas constituídas por aqueles a fim de que mantenham um valor nominal superior ao seu valor intrínseco ou seja, em relação aos metais empregues na sua feitura. Sucede, porém, que quando ocorre uma subia do custo daqueles metais, recorre-se à emissão de cédulas fiduciárias a fim de evitar os elevados custos que a cunhagem das moedas implica em relação ao seu baixo valor nominal. Foi precisamente o que sucedeu nos finais do século XIX por ocasião da crise financeira resultante sobretudo da baixa do câmbio brasileiro, facto que gerou uma situação de pânico traduzida em falências, suspensão de pagamentos, corridas aos bancos e o quase desaparecimento de circulação das moedas em ouro e também em consequência da desvalorização da prata que levou quase à falência do banco londrino Baring Brothers que tinha acabado de conceder um empréstimo de oitocentas mil libras ao Estado português, facto que determinou a depreciação da moeda.

Também, durante a Primeira República, o crescimento da dívida externa com a Inglaterra resultante da participação na guerra e a inflacção daí resultante associada à especulação com as divisas constituíram factores que determinaram a depreciação da moeda, mau grado as diversas tentativas feitas no sentido do seu controlo que levou nomeadamente à criação da Junta Reguladora da Situação Cambial que acabaria por ter existência efémera.

O historiador Oliveira Marques deu-nos o panorama da crise financeira verificada com a implantação do regime republicano no nosso país. Descreveu-nos ele o seguinte: "Em 1911, o Governo Provisório introduziu o escudo, equivalente a 1000 réis e dividido em 100 centavos. Começaram logo os problemas com a estabilidade da nova moeda. O valor oficial de origem - 1 libra de ouro = 4$50 - nunca pôde ser mantido. Na verdade, já nos últimos anos da monarquias se iniciara a desvalorização da moeda nacional, com o 1$000 réis aproximando-se mais da quinta parte da libra do que do valor estabelecido. As desvalorizações atingiam 17 % quando começou a guerra. Daí em diante o escudo foi descendo gradualmente: 6$35 (1915), 11$57 (1919). Escasseavam as moedas, particularmente as de trocos, que se substituíam por cédulas de papel e cartão, dos mais variados tipos e feitios, emitidas pelas câmaras municipais, pelas misericórdias e outras instituições, e até por entidades particulares para seu uso privativo".

Com efeito, a partir de 1914, o governo autorizou a Casa da Moeda a emitir cédulas que se destinavam a substituir as moedas de cinco, dez e vinte centavos. Contudo, verificando-se que esta medida não era suficiente para suprir a escassez de moeda então verificada, acabaram por ser autorizadas as câmaras municipais a proceder à sua emissão com curso legal dentro da área dos respectivos concelhos. Esta prática viria contudo a generalizar-se com a emissão das referidas cédulas por parte de outras entidades. Citando ainda Oliveira Marques, "durante 1917, a escassez de moeda era já tanta que começaram a aparecer cédulas improvisadas, emitidas aqui e ali por todo o país, que a tentavam substituir. Frente ao abuso, o Ministério das Finanças decidiu ir ao encontro das realidades, determinando que a Casa da Moeda emitisse cédulas de 2 e 10 centavos e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa de 5 centavos. Simultaneamente, ordenava a retirada de circulação e a recolha de toda a moeda de prata do tempo da Monarquia,com a qual passou a dispor de reserva. Apareceram, pouco depois, as primeiras cédulas. A partir de 1918, o privilégio concedido à Santa Casa da Misericórdia cessou, cabendo também à Casa da Moeda a emissão de cédulas de 5 centavos. Mais tarde (1922) surgiram ainda cédulas de 20 centavos".

De aspecto bastante rudimentar, produzidas a princípio em simples pedaços de papel ou de cartão com as mais variadas dimensões, manuscritas ou impressas, com ou sem preocupação estética, as cédulas foram progressivamente melhorando a sua apresentação gráfica, acabando por revelar-se meios de propaganda turística e regional e, nos casos em que eram emitidos por estabelecimentos particulares, meios expeditos de publicidade comercial. Acerca da sua importância e aspecto, retemos a descrição feita pelo Professor Marcello Caetano: "...as emissões privadas continuaram, inundando o país de pequenos farrapos de papel, de formas e dimensões variadas, impressos ou litografados, com ou sem vinhetas, simples pedaços de cartão com o carimbo ou com a assinatura do comerciante e às vezes até, discos de lata com figuras e dizeres estampados a cores. Eram de um, dois, cinco, dez e mesmo vinte centavos, e até 1922 circulavam num meio mais ou menos restrito, conforme a importância do emissor, no concelho se era uma câmara, na clientela do estabelecimento se se tratava de um negociante: verdadeira Notgeld cuja importância total se desconhece e é, já agora, impossível apurar".

Apenas a partir de 1924 foi possível travar a depreciação do valor da moeda e, desse modo, ir progressivamente reduzindo a utilização das cédulas. De acordo com Oliveira Marques, "Em 1924, Álvaro de Castro que juntara a Presidência das Finanças, conseguiu finalmente deter a marcha do escudo. (...) A legislação de 1924 reformou também a moeda metálica, aumentando o teor da liga e reduzindo o valor real das moedas. Aos poucos, foi sendo possível acabar com as cédulas de papel de ínfimo valor"”.

Carlos Gomes. Cédulas Fiduciárias de Ponte de Lima. O Anunciador das Feiras Novas, Ponte de Lima

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AS CÉDULAS FIDUCIÁRIAS NO MINHO DURANTE A CRISE FINANCEIRA DO INÍCIO DO SÉCULO XX

As cédulas fiduciárias constituem, desde há muito tempo, um dos objectos de interesse de coleccionadores e estudiosos, nomeadamente por todos quantos se interessam pela numismática e notafilia, a nossa histórica económica ou simplesmente os aspectos da vida regional.

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Regra geral, o aparecimento de tais cédulas verificou-se em momentos particularmente difíceis, de grave crise económica ou convulsão social, mormente durante a primeira guerra mundial, em resultado do encarecimento dos metais e consequente escassez de moeda corrente de baixo valor indispensável a pequenas transacções. Esta situação era particularmente sentida fora dos grandes centros urbanos, situação que levou ao aparecimento do chamado "dinheiro de emergência" constituído por cédulas, cuja emissão fora a princípio apenas autorizada à Casa da Moeda mas que acabou por generalizar-se a inúmeras instituições oficiais e particulares, como câmaras municipais, misericórdias e até estabelecimentos comerciais.

Na cunhagem de moedas de reduzido valor facial, como sucede com as divisionárias geralmente utilizadas na realização de trocos, são empregues metais menos valiosos como o cobre, o alumínio, o níquel ou ligas constituídas por aqueles a fim de que mantenham um valor nominal superior ao seu valor intrínseco ou seja, em relação aos metais empregues na sua feitura. Sucede, porém, que quando ocorre uma subia do custo daqueles metais, recorre-se à emissão de cédulas fiduciárias a fim de evitar os elevados custos que a cunhagem das moedas implica em relação ao seu baixo valor nominal. Foi precisamente o que sucedeu nos finais do século XIX por ocasião da crise financeira resultante sobretudo da baixa do câmbio brasileiro, facto que gerou uma situação de pânico traduzida em falências, suspensão de pagamentos, corridas aos bancos e o quase desaparecimento de circulação das moedas em ouro e também em consequência da desvalorização da prata que levou quase à falência do banco londrino Baring Brothers que tinha acabado de conceder um empréstimo de oitocentas mil libras ao Estado português, facto que determinou a depreciação da moeda.

Também, durante a Primeira República, o crescimento da dívida externa com a Inglaterra resultante da participação na guerra e a inflação daí resultante associada à especulação com as divisas constituíram factores que determinaram a depreciação da moeda, mau grado as diversas tentativas feitas no sentido do seu controlo que levou nomeadamente à criação da Junta Reguladora da Situação Cambial que acabaria por ter existência efémera.

O historiador Oliveira Marques deu-nos o panorama da crise financeira verificada com a implantação do regime republicano no nosso país. Descreveu-nos ele o seguinte: "Em 1911, o Governo Provisório introduziu o escudo, equivalente a 1000 réis e dividido em 100 centavos. Começaram logo os problemas com a estabilidade da nova moeda. O valor oficial de origem - 1 libra de ouro = 4$50 - nunca pôde ser mantido. Na verdade, já nos últimos anos da monarquias se iniciara a desvalorização da moeda nacional, com o 1$000 réis aproximando-se mais da quinta parte da libra do que do valor estabelecido. As desvalorizações atingiam 17 % quando começou a guerra. Daí em diante o escudo foi descendo gradualmente: 6$35 (1915), 11$57 (1919). Escasseavam as moedas, particularmente as de trocos, que se substituíam por cédulas de papel e cartão, dos mais variados tipos e feitios, emitidas pelas câmaras municipais, pelas misericórdias e outras instituições, e até por entidades particulares para seu uso privativo".

Com efeito, a partir de 1914, o governo autorizou a Casa da Moeda a emitir cédulas que se destinavam a substituir as moedas de cinco, dez e vinte centavos. Contudo, verificando-se que esta medida não era suficiente para suprir a escassez de moeda então verificada, acabaram por ser autorizadas as câmaras municipais a proceder à sua emissão com curso legal dentro da área dos respectivos concelhos. Esta prática viria contudo a generalizar-se com a emissão das referidas cédulas por parte de outras entidades. Citando ainda Oliveira Marques, "durante 1917, a escassez de moeda era já tanta que começaram a aparecer cédulas improvisadas, emitidas aqui e ali por todo o país, que a tentavam substituir. Frente ao abuso, o Ministério das Finanças decidiu ir ao encontro das realidades, determinando que a Casa da Moeda emitisse cédulas de 2 e 10 centavos e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa de 5 centavos. Simultaneamente, ordenava a retirada de circulação e a recolha de toda a moeda de prata do tempo da Monarquia, com a qual passou a dispor de reserva. Apareceram, pouco depois, as primeiras cédulas. A partir de 1918, o privilégio concedido à Santa Casa da Misericórdia cessou, cabendo também à Casa da Moeda a emissão de cédulas de 5 centavos. Mais tarde (1922) surgiram ainda cédulas de 20 centavos".

De aspecto bastante rudimentar, produzidas a princípio em simples pedaços de papel ou de cartão com as mais variadas dimensões, manuscritas ou impressas, com ou sem preocupação estética, as cédulas foram progressivamente melhorando a sua apresentação gráfica, acabando por revelar-se meios de propaganda turística e regional e, nos casos em que eram emitidos por estabelecimentos particulares, meios expeditos de publicidade comercial. Acerca da sua importância e aspecto, retemos a descrição feita pelo Professor Marcello Caetano: "...as emissões privadas continuaram, inundando o país de pequenos farrapos de papel, de formas e dimensões variadas, impressos ou litografados, com ou sem vinhetas, simples pedaços de cartão com o carimbo ou com a assinatura do comerciante e às vezes até, discos de lata com figuras e dizeres estampados a cores. Eram de um, dois, cinco, dez e mesmo vinte centavos, e até 1922 circulavam num meio mais ou menos restrito, conforme a importância do emissor, no concelho se era uma câmara, na clientela do estabelecimento se se tratava de um negociante: verdadeira Notgeld cuja importância total se desconhece e é, já agora, impossível apurar".

Apenas a partir de 1924 foi possível travar a depreciação do valor da moeda e, desse modo, ir progressivamente reduzindo a utilização das cédulas. De acordo com Oliveira Marques, "Em 1924, Álvaro de Castro que juntara a Presidência das Finanças, conseguiu finalmente deter a marcha do escudo. (...) A legislação de 1924 reformou também a moeda metálica, aumentando o teor da liga e reduzindo o valor real das moedas. A pouco e pouco, foi sendo possível acabar com as cédulas de papel de ínfimo valor".

Também no Minho não se fugiu à regra e por aqui circularam cédulas de diferentes importâncias emitidas pelas câmaras municipais, hospitais, comerciantes e outras entidades particulares. É o caso dos exemplares que junto reproduzimos, de espécimes da Câmara Municipal de Braga, da Associação Comercial de Ponte de Lima e do Hospital de S. José, em Arcos de Valdevez.

Carlos Gomes. Cédulas Fiduciárias de Ponte de Lima (Adaptado). Anunciador das Feiras Novas.

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