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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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PORTUGAL COMEMORA HOJE DIA INTERNACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO

Programa Qualifica ainda não responde a mais de meio milhão de analfabetos !

8 de Setembro de 2017

COMEMORA-SE, HOJE, O DIA INTERNACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO e a APEFA assinala, este dia, em parceria com a Câmara Municipal de Aljustrel, com a realização do Fórum ALFABETIZAR NO SEC XXI, o novo paradigma de alfabetização solidária”, em Aljustrel, um concelho do interior Alentejano.

Celebra-se, hoje, o Dia Internacional da Alfabetização, instituído em 1967, pela ONU e UNESCO, com o objetivo de alertar para este flagelo que, em pleno sec. XXI, atinge milhões de pessoas, em todo o mundo.

Em Portugal, mais de meio milhão de pessoas são analfabetas. São cidadãos sem qualquer nível de escolaridade, que não sabem ler nem escrever.

Portugal apresenta uma das mais elevadas taxa de analfabetismo, de 5.2 %, ocupando um dos últimos lugares da tabela dos países europeus.

A ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS solidariza-se com estas pessoas e repudia, profundamente, a ausência de uma estratégia nacional, política e solidária, no combate ao analfabetismo em Portugal.

Neste sentido, a APEFA apresenta, amanhã durante o fórum, o Projeto-piloto “PERCURSOS DE CIDADANIA ALFABETIZAÇÃO SOLIDÁRIA” que visa uma resposta da cidadania ativa.

 Segundo os Censos 2011, Portugal tem sem qualquer nível de escolaridade, na faixa etária dos 15-24, 6.434 adultos; dos 25-44 anos, 42.945 adultos; dos 45-64 anos, 75.659 adultos;

E, dos mais de dois milhões de portugueses maiores de 65 anos, 412.710 mil também não tem qualquer nível de escolaridade.

 Estes portugueses, são, completamente esquecidos e ignorados pelas últimas políticas de Educação de Adultos que, na lógica da empregabilidade, reforça a subordinação funcional das políticas e práticas de Educação de Adultos às exigências do mercado. Este grupo de portugueses está impedido de um direito inalienável do acesso à formação, por constrangimentos e puro vazio legal, que teima em persistir, situação já denunciada junto das estruturas do Ministério da Educação.

APEFA lança um desafio aos políticos e à comunicação social: erradicar o analfabetismo em Portugal com a implementação de Plano Integrado de Erradicação do Analfabetismo. Gestos simples! criar uma opinião pública sensível e favorável e retomar, legalmente,  as chamadas “modalidades perdidas” – o extra-escolar, a alfabetização, para possibilitar a criação de dinâmicas territoriais locais, promovendo a oferta formativa ajustada, diferenciada e flexível, identificada com os territórios, favorecidos e desfavorecidos.

A APEFA defende políticas de Educação de Adultos, coerentes, promotoras de coesão social e atentas a toda a sociedade portuguesa, integradas e solidárias com os territórios vulneráveis e de baixa densidade.

O PRESIDENTE DA DIREÇÃO DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO DE ADULTOS

Armando Gomes Loureiro

MUSEU DE OLARIA DE BARCELOS RECEBE CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE CULTURAS PARTILHADAS

Museu de Olaria recebe 5.ª Conferência Internacional Sharing Cultures

O Auditório do Museu de Olaria recebe, de 6 a 8 de setembro, o Congresso Sharing Cultures 2017, 5ª Conferência Internacional sobre Património Imaterial, uma parceria entre o Município de Barcelos e a Green Lines - Instituto para o Desenvolvimento Sustentável.

Capturarolaria

A riqueza do património cultural barcelense, como o artesanato, as tradições, a feira semanal, a Festa das Cruzes, o Caminho de Santiago, entre outros, são o mote que tornam Barcelos o lugar perfeito para reunir investigadores e académicos em torno da salvaguarda e promoção do património imaterial.

As sessões de trabalho, com apresentação de trabalhos e artigos científicos, decorrem durante os três dias, das 14h às 15h30. Noutros horários, no dia 7 haverá uma sessão, entre as 9h e as 10h, e no último dia do congresso estão agendadas mais duas sessões, a primeira entre as 9h e as 10h e a segunda das 11h às 12h.

Quanto a visitas e atividades sociais, no primeiro dia os grupos participantes irão ter a oportunidade de fazer uma visita guiada no centro da cidade de Barcelos, que irá mostrar os principais pontos turísticos da cidade, como a Igreja Matriz, a Ponte Medieval, o Palácio dos Condes de Barcelos e o Museu Arqueológico de Barcelos. A visita contemplará também a Câmara Municipal, a Torre da Porta Nova, a Igreja do Senhor Bom Jesus da Cruz, entre outros pontos interessantes, com guias que contarão a história e as lendas de cada lugar.

No final desta visita guiada, haverá ainda a possibilidade de fazer um percurso de 4 quilómetros do Caminho Português de Santiago, entre o Senhor da Cruz e a Igreja de Abade de Neiva, com transporte gratuito de regresso ao Museu.

No dia 7, quinta-feira, está reservada uma visita à feira semanal e a participação em workshops com artesãos locais que, no Museu de Olaria, irão ensinar as técnicas para moldar o barro e criar peças únicas pelas próprias mãos.

A participação é de inscrição obrigatória, para isso utilize o contacto e-mail do secretariado do congresso sc2017@greenlines-institute.org. Para mais informações consulte o website http://sharing.greenlines-institute.org ou a página de Facebook da Green Lineshttps://www.facebook.com/Greenlines/

Nota sobre a Green Lines

A Green Lines é uma organização não-governamental (ONG) que desenvolve os seus esforços na promoção das várias vertentes que integram o amplo conceito de desenvolvimento sustentável. A sua intervenção está organizada em torno de um conjunto de ações de investigação, formação e divulgação. Este conjunto de ações assenta prioritariamente na cooperação internacional com organizações similares, fundações, universidades, académicos e investigadores, procurando ter uma ação positiva e interventiva na promoção e sedimentação dos princípios do desenvolvimento sustentável, tanto no âmbito científico, quanto nos âmbitos sócio-cultural, de desenvolvimento e de cooperação.

GERÊS DIVULGA PROGRAMAÇÃO CULTURAL EM SETEMBRO

PROGRAMAÇÃO CULTURAL PARA SETEMBRO NO GERÊS

O conjunto de eventos designado por "Animação de Verão" prossegue em Setembro no Gerês. A programação é diversificada, sendo todos os eventos de acesso gratuito. O destaque vai para os Hot Air Balloon, banda que no final de 2016, com o seu albúm de estreia “Behind the walls”, foi nomeada para os The Independent Music Awards, atribuídos em Nova Iorque.

Setembro

JORNADAS SOBRE “A LÍNGUA COMO OPORTUNIDADE” REALIZARAM-SE EM SANTIAGO DE COMPOSTELA

Língua Portuguesa é um ´veículo privilegiado´ de ligação entre os povos

Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga e do Eixo Atlântico, participou hoje, dia 10 de Julho, nas Jornadas “A Língua como Oportunidade”, organizadas pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) e pelo Concello de Santiago de Compostela, contando com o apoio da Academia Galega de Língua Portuguesa. O Autarca Bracarense integrou a cerimónia de abertura e um painel dedicado ao tema ´A oportunidade do Camiño Português de Santiago´.

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Assinalando a entrada do Município de Santiago de Compostela para a UCCLA, como Membro Observador - no dia 19 de Abril, por ocasião da sua XXXIIIª Assembleia Geral, realizada em Luanda - as duas organizações decidiram realizar umas jornadas com o objectivo de abordar a importância da língua, nomeadamente na vertente económica.

Segundo o Edil, este tipo de iniciativas ´corporiza o esforço de abrir portas´ à colaboração entre instituições, cidadãos e Cidades. “Cada vez mais as Cidades são o espaço natural de colaboração e são muitas as redes que, a nível internacional, têm o compromisso de suprimir barreiras, estreitar laços culturais, promover o desenvolvimento das regiões e a partilha de boas praticas para que os resultados sejam os melhores”, referiu.

De acordo com Ricardo Rio, a língua é um veículo privilegiado de ligação entre as Cidades, cidadãos e Estados distantes entre si. “Em todo o mundo temos Cidades com as quais dispomos de um canal de comunicação que deve potenciado. Este é o momento de saudar a iniciativa de Santiago de Compostela de se juntar à UCCLA, um espaço de colaboração que contribui para a união entre os povos e para a promoção do desenvolvimento integrado”, disse.

A proximidade entre o galego e o português permite ser entendido na forma de relacionamentos económicos com as Cidades UCCLA e os mercados em que se inserem, inclusive os mais distantes, como os da China. Os percursos do turismo, nomeadamente o turismo religioso e o arquitectónico a ele ligado são, igualmente, formas de intercâmbio que as jornadas reflectiram.

Sobre o Caminho Português de Santiago, Ricardo Rio realçou a necessidade de uma maior articulação entre os diversos agentes no terreno. “Essa é a dimensão em que estamos mais atrasados. É perceptível a inexistência de uma estrutura que junte o turismo, estruturas regionais e culturais. Esse é um dos grandes desafios que lançamos ao Governo, o de replicar do lado português uma estrutura com as funções do Xacobeo em Espanha, que possa ter uma acção eficiente. Essa é a prioridade das prioridades”, salientou.

Apesar da necessidade de maior articulação, o autarca enfatizou as melhorias e o crescimento da notoriedade do caminho português nos últimos anos, reflectido num aumento considerável de utilizadores. “Passamos de mais de 20 mil visitantes há 5 anos atrás para quase 40 mil em 2016, o que representa já uma parcela próxima dos 20% dos visitantes que chegam a Santiago. Esta realidade tem um elevado valor económico e mobiliza os actores colectivos a responder aos desafios, nomeadamente à muita qualificação física que falta concretizar e à promoção internacional que tem de continuar a ser desenvolvida, sendo a candidatura a classificação do caminho português como património imaterial da humanidade um importante passo nesse sentido”, disse.

Presentes nas Jornadas estiveram personalidades como Vítor Ramalho, Secretário-Geral da UCCLA, Joám Evans Pins, secretário-geral da Academia Galega da Língua Portuguesa, Valentín Garcia Gómez, Secretário-geral de política linguística, Lídia Monteiro, directora-coordenadora do Turismo de Portugal, Gonçalo Mello Mourão, representante permanente do Brasil junto da CPLP, e Martiño Noriega Sánchez, Alcaide-Presidente do Concello de Santiago de Compostela, bem como representantes empresariais portugueses e galegos.

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NUNO SÁ QUER CRIAR ROTEIRO DA CULTURA POPULAR EM VILA NOVA DE FAMALICÃO

Nuno Sá, candidato à presidência da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, defende a criação de um roteiro das festas populares do concelho de Vila Nova de Famalicão, com informação sempre atualizada.

Nuno Sá com a população1

O candidato do PS falava este domingo, 21 de maio, na freguesia de Delães, durante as festas de Nossa Senhora das Candeias, tendo participado nas cerimónias religiosas e contactado com a população. “Temos de honrar as tradições da cultura popular fornecendo informação atualizada sobre as festas que se realizam nas 49 comunidades do concelho de Vila Nova de Famalicão, assim como sobre as nossas tradições mais genuínas”, preconiza Nuno Sá, adiantando que “as festas populares e as tradições são elementos identitários fortes e fundamentais da comunidade famalicense e das suas freguesias, que têm de ser preservados e valorizados”.

Nuno Sá deu o exemplo da Festa de Nossa Senhora das Candeias, que não era realizada há dois anos e que agora foi retomada. “A Câmara Municipal pode assumir um papel ativo na promoção e divulgação da nossa cultura popular”, afirma Nuno Sá, considerando fundamental a existência de um roteiro, com informação rigorosa sobre os eventos e tradições famalicenses, no quadro de uma política de comunicação cultural e turística que tenha como estratégia o enriquecimento da população famalicense e a atração de turistas.

Nuno Sá esteve também na freguesia de Ruivães, onde participou na Feira do Associativismo, tendo terminado o domingo na Praça D. Maria II, onde assistiu a um concerto no âmbito do Dia Internacional da Família.

Nuno Sá em contactos com a população2

PONTE DE LIMA LANÇA PORTAL CULTURAL NA INTERNET

Novo portal “Ponte de Lima Cultural” lançado em cerimónia oficial

A plataforma digital “Ponte de Lima Cultural” – projeto multidisciplinar e interativo coordenado por José Pereira Fernandes - foi lançada no passado sábado, 6 de maio, no Auditório Municipal de Ponte de Lima. A apresentação do novo portal - informativo e formativo – esteve a cargo de José Cândido de Oliveira Martins, que sublinhou o carácter enciclopédico, inclusivo e universal do website de promoção e divulgação do património, material e imaterial, do concelho de Ponte de Lima e destacou a vantagem de, num único espaço, ficarem congregados e concentrados diversos conteúdos de interesse até então dispersos e avulsos.

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O investigador e professor universitário lembrou que a iniciativa reúne a colaboração escrita e artística de ponte-limenses e de comunidades ligadas por afeto à histórica vila alto minhota e ressalvou a necessidade de cada um de nós salvaguardar e alimentar de informação a recém-criada plataforma, que cumpre “o nobre dever de acautelar e proteger a cultura enquanto herança secular indispensável ao desenvolvimento de uma região e à qualidade de vida das populações.”

José Pereira Fernandes, mentor do projeto cultural, percorreu os vários menus que integram o portal digital – cuja navegação se pretende intuitiva e apelativa –, salientou os benefícios de uma plataforma passível de atualizações e de renovações constantes e apelou para que o projeto estimule o envolvimento de todos os cidadãos de molde a crescer em riqueza e diversidade informativas.

A sessão de apresentação do portal “Ponte de Lima Cultural” contou com as presenças de Ricardo Vermelho - sócio-gerente da empresa Megasites, responsável pelo desenvolvimento gráfico da plataforma – e do Eng. Vítor Mendes, Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, que classificou o recém-criado projeto como um “verdadeiro ato de cidadania e de inclusão”, sustentado num “profundo sentimento de limianismo” e na vontade de divulgar, à escala global, o inestimável legado cultural de Ponte de Lima.

BRAGA SERÁ CANDIDATA A CAPITAL EUROPEIA DA CULTURA EM 2027

Anúncio efectuado na inauguração da nova casa do centenário Arquivo Distrital de Braga

Braga irá apresentar uma candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2027. O anúncio foi feito esta Sexta-feira, dia 28 de Abril, por Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal, durante a inauguração das novas instalações do Arquivo Distrital de Braga e do Centro Interpretativo da Universidade do Minho, localizadas na Rua Abade da Loureira.

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Segundo o Edil, Braga reúne todos os requisitos e possui o potencial necessário para ser uma extraordinária Capital Europeia da Cultura. “Temos uma visão a dez anos e, em 2027 queremos ser Capital Europeia da Cultura. Há um eixo que consideramos fundamental para que isso seja possível, que é o compromisso dos agentes e dos Bracarenses. Todos, em conjunto, podemos trabalhar para o sucesso esta candidatura”, afirmou, explicando que ´2027 é o ano em que uma cidade portuguesa tem novamente a oportunidade de se candidatar´.

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Como explicou o Autarca, esta candidatura está a ser trabalhada ´com muita ambição e vontade de vencer´. “Queremos que a candidatura corporize o imenso potencial que existe em Braga, nomeadamente a programação cultural, interacção com a comunidade e a formação de novos públicos, que são dimensões fundamentais deste projecto”, adiantou.

As novas instalações do centenário Arquivo Distrital de Braga e do Centro Interpretativo da Universidade do Minho permitiu que o espólio que estava no Largo do Paço fosse transferido para um local que garante todas as condições de segurança e preservação.

“Este é um dia de especial alegria para a memória e a cultura em Braga. Não haveria melhor prenda para comemorar o centenário deste arquivo do que a abertura de uma nova casa, que se traduz num espaço mais adequado e qualificado para acomodar o muito trabalho que dentro e fora de portas é desenvolvido para preservar a memoria e promover a sua interacção com a comunidade”, referiu.

Por outro lado, sublinhou Ricardo Rio, esta intervenção permite reabilitar e colocar ao dispor dos Bracarenses um edifício localizado no ´coração da cidade´, dando extensão ao esforço de reabilitação urbana desenvolvido em diversos contextos.

A cerimónia contou ainda com as presenças do Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, da secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Fernanda Rollo, do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Fernando Freire de Sousa, o responsável da Direcção Regional de Cultura do Norte, António Ponte, do reitor da UM, António M. Cunha, e do director do ADB, António Sousa, entre outros.

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O FALAR DOS CANARINOS. UM DIALETO DO ESPANHOL MUITO APORTUGUESADO

I - O TEXTO E AS TRADUÇÕES

       Para findar a descrição geral da profunda influência portuguesa no povo canarino, com um exemplo mais aprofundado dos que foram expostos no artigo anterior intitulado: CANÁRIAS: UMA PROFUNDA INFLUÊNCIA PORTUGESA, publicado a terça-feira dia 28 de fevereiro de 2017, temos escolhido a  linguagem, pois sem dúvida, é onde se pode ver com mais clareza o efeito luso. O falar dos canarinos é um dialeto do espanhol de base andaluza e portuguesa, no que se refere à fonologia é muito influenciado pelo dialeto andaluz e, no que toca ao vocabulário, tem um grande aporte lexical da língua portuguesa. Neste artigo publicamos uma estória escrita primeiramente em dialeto canarino, a seguir a tradução em português com regionalismos e, finalmente,  a tradução em espanhol estandardizado da Península Ibérica, com o objeto de conseguir com a comparação do texto dialetal com as traduções, uma melhor apreciação da profunda influência portuguesa na cultura do povo canarino. No próximo artigo publicaremos a análise, fonológico, morfológico, semântico e etimológico do texto da estoria da minha autoria e a bibliografia.

 

       Diz Pedro Hernández Hernández em PSICOLOGIA E VIDA DO ATUAL HOMEM CANARINO, p. 504 da sétima edição (1999) do magnífico livro Natura y Cultura de las Islas Canarias “Natureza e Cultura das Ilhas Canárias”, que: «A pegada portuguesa perdura em muitos elementos culturais (edifícios, instrumentos, etc.), mas é no vocabulário canarino cheio de portuguesismos, onde melhor se pode compreender a influência de aquele país. São muitas as palavras referentes a instrumentos de trabalho, a questões agrícolas e pesqueiras. No aspeto humano o que mais nos chama a atenção é o conjunto de vocábulos referentes a espetos físcos: Petudo (jorobado), gago (tartamudo), cañoto (zurdo), jeito (movimento simples), engoruñarse (encogerse), escarrancharse (despatarrarse), lambuzarse (passar os lábios ou a língua por algo e também implica manchar-se), engajarse (atragantarse)... no aspeto afetivo destaca o vocábulo maguas que exprime o sentimento de amargura ante a imposibilidade de algo. Não saberíamos determinar a razão dessa influência portuguesa em tais aspetos. O que sim podemos dizer é que um povo, como o português, que chega introduzir termos de expressão corporal e afetiva em outro, como o canarino, é que a sua influência e tão importante, como para pensar que tem contribuído decisivamente na formação da essência íntima de esse povo canarino.». O autor destaca a negrito os portuguesismos do dialeto canarino e dentro de parênteses curvos põe o termo correspondente em espanhol estandardizado, assim temos: jorobado “corcunda”, cañoto “canhoto”, engoruñarseengrunhar-se (regionalismo) encolher-se”, escarrancharse “escarranchar-se”, lambuzarse “lambuzar-se” e engajarse “engasgar-se”.

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       Capa do livro: Natureza e Cultura das Ilhas Canárias, obra de vários autores com a coordenação de Pedro Hernández Hernández, que essencial para conhecer as Ilhas Afortunadas e o povo que as habita.

 

       Nós, como no blogue não é possível utilizar diferentes cores para indicar os portuguesismos, os canarismos, os guanchismos, os hispano-americanismos, os anglicismos e os galicismos, optamos por indicar os portuguesismos a negrito, sublinhar os canarismos, escrever os guanchismos em itálico, «pôr os hispano-americanismos entre aspas», (inserir os anglicimos dentro de parênteses curvos) e incluir /os galicismos dentro de barras/.

 

       Em seguida, transcrevemos o texto da pequena estória da minha autoria, onde se corrobora as palavras de Pedro Hernández Hernandez e, os leitores comprovarão, que da profunda influência portuguesa que temos e descrevemos, não falamos com excesso, é toda uma certeza.

 

EM DIALETO CANARINO

 

El día que cogimos las «papas»

 

       Las andoriñas volaron bajo aberruntando la semana morriñenta que tuvimos. Acabó la morriña cuando se vio el arco de la vieja y, después de cortar las ramas de las «papas», hoy peguemos a coger las (autodates), las (chineguas), las rosadas y las terrentas, yo espero que no estén aguachentas, no haigan muchas bichadas ni hallarlas desaboridas. Estaba preparando el almuerzo con mi hijo pequeño Rayco y como es desinquieto, le di /creyones/ y hojas para entretenerlo, pues cuando él está pintando no le da por reinar ni acaba amulado. Oí que me llamaban y tuve que ir para abrir la puerta del patio porque estaba cerrada con fechillo y empenada de la lluvia. Era mi prima Lala y comadre, porque es la madrina de Rayco, trajo un (táper) con beletén, una de sus cabras parió cuatro baifos, un balayo atestibado con naranjas de sus naranjeros, piñas de millo con frondosas fajinas y greñas y un bubango grande y cumplido, a su ahijado le dio un chupete, una chocolatina y un machango de los que ella hace, con la baña que tiene se escarranchó en el sillón fofo para darle a la taramela.

       -¡Parece que vienes jariada!-Insinué yo.

       -¡Me duelen los ñoños porque esta noche va a llover!-Manifestó ella.

       -¡En las verijas de alguna!- Consideré yo y ella sonrió.

       Entró mi hijo Zebenzui y mi prima como tiene el costumbre de golifiar, se expresó y preguntó como ella hace siempre.

       -¡Hola mi niño!, ¡Siempre te veo de relance!, ¡Qué alto estás y flaco como un cangallo!

       -¿Por qué vienes enguruñado que pareces un petudo?, ¿Qué te pasó en la pata que estás cojo?

       -¡Con el pelo cortado rente parece que estás enfermo!

       Zebenzui le respondió entodavía fañoso.

       - Fui de fogalera pa Tacoronte, como a las tantas de la noche no hay «guagua» y no tenía (moni) pa coger un taxi, vine a pata en manga camisa sin (pulóver), chamarra ni anorak, con el chubasco que se dio me enchumbé y con el pelete me tullí y pillé un resfriado. Al día siguiente fui de tenderete a la romería de Guamasa, onde (trinqué) vino y cogí una torta, con la tontura, no me di cuenta y pisé una bosta, antes del partigazo, intenté apoyarme y me di un jeito en la barriga de la pierna, llegué con el totizo al suelo, me hice un totufo y acabé embostado. ¡Estoy como si me hubiesen dado una jarca palos!

       -¡Ay, fuerte tolete estás! ¡Eso te pasa por novelero e irte de trulenque!- Opinó mi prima.

       -¡Fos! ¡A alguien le jieden los zapatos a mierda!-Expresé con repugnancia y rápidamente para evitar que mi hijo repondiera a la opinión de mi prima, porque ella siempre aprovecha para fincharlo, sabe que a él no le gusta que le digan nada.  

       -¡Yo tengo las lonas limpias! -Afirmó mi prima.

       -¡Son los míos! Es porque pisé una bosta cuando entré en el camino sin darme cuenta.-Explicó Zebenzui.

       -¡Pues estrenaste los chazos que te puso el zapatero en las botas!- Le dije sonriendo a mi hijo.

       Zebenzui vino a coger un fonil para llenar las garrafas de vino, en la huerta los que estaban apañando las «papas» no podían estar sin el (trinque) y ya se habían jilvanado dos garrafas, pero con el solajero les daba secura y tenían que matar la sede. Agarró el de plástico que estaba en el escanillo de la gaveta, porque el de chapa estaba ferrugiento y jurado. Le dije que no mesturara el vino que se vira y tapara bien el garrafón, que cogiera el rolón para las gallinas, la comida del cochino, pasara por el goro y vaciara el balde en la pileta hasta el fondaje, tuviera cuidado con el entullo de las obras y las liñas de la ropa, porque está tan espigado y es un espicho que igual ni las ve y se pega un chuchazo.

       Cuando Lala dijo que se iba, la convidé a yantar porque estaba esmagada, pero no quiso.

       -¡Échate una «papita», mujer y coge un fisco gofio de la bimba que está amasado con plátanos y «guarapo», para que no te quedes con la magua!- Le sugerí.

       -¿Qué hiciste de conduto? Me preguntó mi prima.

       -¡Tollos! Le respondí.

       Se comió un puñito gofio y una «papa» borralla con un cachito tollo, como el mojo colorado estaba picón, soltó un espirrido porque se irritó la garganta, se quemó los bezos y empezó a resoplar y abanarse con la mano, también estaba algo engajada, pensé que se iba a quedar callada, le ofrecí un tanganazo vino y no quiso, bebió agua de la talla y después de arrotar siguió alegando. De repente, le cayó un perenquén del techo encima los senos, se levantó y pegó a correr de un lado pa otro disparatada y sacudiéndose, se trompezó con una silla y del estampido que le dio a la repisa se fue de varetas, cayó al suelo el gánigo que me regaló mi hija Guacimara por el día de las madres y se hizo gofio.

       Al final, con el susto Lala salió como un foguete, vi que el chiquillo se estaba alongando por la ventana y creí que era para ver un folelé que estaba aposado en la tabaiba, pero cuando lo cogí todo rañoso y  lambuciado, volvió a alongarse y abrió la cañota, del matapiojos le saltó al jurabollos y dijo dulcemente:

       -¡Sarantontón, sarantontón, abre tus alitas y vete con Dios!-

       Oí el barullo del rancho que venía a comer, miré pal suelo y estaba todo sorroballado de chocolate, lleno de pelujas porque Rayco le arrancó los pelos al machango y lleno de cachitos de gánigo, papeles y /creyones/ por todos los lados, un patiñero.

 

       A seguir a tradução em português com regionalismos assinalados com asteriscos, porque nós gostamos de respeitar a imensa variedade dialetal da formosa língua portuguesa, para nós todas as variantes têm o mesmo valor que o português europeu e o português brasileiro. Diz-me como falas e dir-te-ei de onde és, a pátria do homem é a sua fala e a riqueza de uma língua é a sua diversidade. Obviamente, o canarino não é um dialeto da língua portuguesa, mas há pessoas que afirmam que é um dialeto misto, das duas línguas nacionais, oficiais ou principais da Península Ibérica, outros dizem que é um crioulo como o papiamento, nós declaramos com firmeza que é um dialeto do espanhol muito aportuguesado, porque utiliza uma grande quantidade de termos, expressões e algumas construções gramaticais da língua portuguesa, mas a sua estrutura é espanhola e vários dos empréstimos lusos incorporados no seu vocabulário foram espanholizados. Por esta razão, os lusitanismos da nossa fala que têm a sua origem em palavras portuguesas ou tomam outro significado no dialeto canarino que já nada tem a ver com as diferentes aceções de vocábulos de qualquer dialeto da língua portugesa, são substituídos na tradução pelos termos utilizados pelo dialeto padrão da língua portuguesa em Portugal. Os leitores não se devem preocupar, pois na análese do texto da estória que publicaremos no próximo artigo, cada lusismo terá o seu correspondente termo no dialeto padrão da língua portuguesa em Portugal e no espanhol estandardizado da Península Ibérica, por exemplo: talha* é um regionalismo usado em várias províncias portuguesas, mas o significado que lhe damos nas Ilhas Canárias corresponde mais com o de alcarraza no dialeto padrão do português europeu e no espanhol europeu estandardizado pelos meios de comunicação. Por último, na tradução os canarismos, guanchismos, «hipano-americanismos», (anglicismos), e /galicismos/ são traduzidos para o português quando há termo equivalente, no análese também serão analisadas estas palavras.

 

EM PORTUGUÊS COM REGIONALISMOS

 

O dia que apanhamos as «batatas»

 

       As andorinhas voaram baixo aberruntando* a semana morrinhenta que tivemos. Acabou a morrinha quando se viu o arco da velha e, despois de cortar as ramas das «batatas», hoje pegamos a apanhar as (atualizadas), as (Rei Eduardo), as cor-de-rosa e as terrentas, eu espero que não estejam aguacentas, não hajam muitas bichadas nem achá-las insípidas. Estava a preparar o almoço com o meu filho pequeno Rayco e como é desinquieto, di-lhe /craiões/ e folhas para o entreter, pois quando ele está a pintar não lhe dá por reinar* ou acabar amuado. Ouvi que me chamavan, tive de ir para abrir a porta do pátio porque estava fechada com fechinho y empenada pela chuva. Era a minha prima Candelária e comadre, porque é a madrinha de Rayco, ela trouxe um (tupperware) com colostro, uma da suas cabras pariu quatro cabritos, um balaio repleto com laranjas das suas laranjeiras, pinhas* de milho com frondosos folhelhos e barbas e um bogango* grande y comprido, ao seu afilhado deu-lhe um chupa-chupa, una barra de chocolate e um  boneco dos que ela faz, com a banha que ela tem se escarranchou na poltrona fofa para lhe dar à taramela.

       -Parece que tu vens cansada!-Insinuei eu.

       -Doem-me os dedos dos pés porque esta noite vai chover!-Manifestou ela.

       -Nas virilhas dalguma!- Considerei eu e ela sorriu.

       Entrou o meu filho Zebenzui e a minha prima como tem o costume de bisbilhotar, exprimiu-se e preguntou como ela faz sempre.

       -Olá o meu menino!, Sempre te vejo por acaso!, Que alto estás e magro como un cangallo!

       -Porque é que vens engrunhado* que pareces um corcunda?, O que foi o que te aconteceu na pata que estás coxo?

       -Com o cabelo curtado rente parece que estás doente!

       Zebenzui respondeu-lhe ainda fanhoso.

       -Fui de farra para Tacoronte, como às tantas da noite não há «autocarro» e não tinha (dinheiro) para apanhar um taxi, vim à pata* em mangas de camisa sem (suéter), blusão nem anoraque, com o chubasco que caiu me enchumbei e com o frio de rachar, fiquei tolhido e apanhei um resfriado. Ao dia seguinte fui de festa à romaria de Guamasa, onde (bebi) vinho e apanhei uma torta, com a tontura, não percebi e pisei uma bosta, antes da queda de costas, tencionei apoiar-me e produzi-me um jeito na barriga da perna, cheguei com o toutiço ao chão, fiz-me um galo e acabei cheio de bosta. Estou como se me tivesem dado uma tereia!

       -Oh, que grande tolo tu és! ¡Isso acontece-te por borguista e ir-te de borga!- Opinou a minha prima.

       -Fó*! ¡A alguem fedem-lhe os sapatos a merda!-Exprimi com repugnância e rápidamente para evitar que o meu filho respondera à opinião da minha prima, porque ela sempre aproveita para o incomodar, sabe que ele não gosta que lhe digam nada. 

       -Eu tenho as alpercatas limpas! -Afirmou a minha prima.

       -São os meus!, É porque pisei uma bosta quando entrei no caminho sem tomar conta.-Explicou Zebenzui.

       -Pois estreas-te os remendos que te pôs o sapateiro nas botas!- Disse-lhe sorrindo ao meu filho.

       Zebenzui veio apanhar um funil para encher as garrafas de vinho, na horta os que estavam a apanhar as «batatas» não podiam estar sem o (beber) e já se tinham bebido com rapidez duas garrafas, mas com a soalheira dava-lhes secura e tinham de matar a sede. Agarrou o de plástico que estava no escaninho da gaveta, porque o de folha estava ferrugento e furado. Disse-lhe que não misturara o vinho que se envinagra e tapara bem o garrafão, que apanhara o rolão para as galinhas, a comida do porco, passara pelo chiqueiro e esvaziara o balde na pia até a fundagem, tivese quidado com o entulho das obras e as linhas da roupa, porque está tão espigado e é um espicho que igual nem as ve e se dá un golpe com as linhas.

       Quando Candelária disse que se ia, convidei-a para almoçar porque estava esmagada, mas não quis.

       -Come-te uma «batatinha», mulher e apanha um bocadinho de gofio da bola que está amassado com bananas e «mel de palmeira canarina», para que não fiques com mágoa!- Sugeri-lhe.

       -¿Que fiseste de conduto? Preguntou-me a minha prima.

       -Tolhos! Respondi-lhe.

       Comeu-se um punhinho de gofio e uma «batata» borrallo com um bocado de tolho, como o molho vermelho estava picante, soltou um berro porque se irritou a garganta, quemou-se os beiços e começou a bufar e abanar-se com a mão, também estava algo engasgada, achei que ia ficar calada, ofereci-lhe um trago grande de vinho e não quis, bebeu água da talha* e depois de arrotar siguiu a falar. De repente, caiu-lhe uma osga do teto acima dos seios, levantou-se e pegou a correr de um lado para otro atrapalhada e sacudindo-se, tropeçou-se com uma cadeira e do golpe forte que lhe deu à prateleira caiu de bruços, caiu ao chão o gánigo que me regalou a minha filha Guacimara pelo dia da mãe e acabou feito cacos.

       Afinal, com o susto Candelária saiu como um foguete, vi que a criança estava a assomar-se à janela e achei que era para ver uma libélula que estava pousada na tabaiba, mas quando o apanhei tudo ranhoso*  e lambuzado, voltou a assomar-se à janela, abriu a canhota, do mata-piolhos saltou-lhe para o fura-bolos e disse docemente:

       -Joaninha, joaninha, abre as tuas asinhas e vai com Deus!-

       Ouvi o barulho do rancho que vinha almoçar, olhei para o chão e estava tudo besuntado de chocolate, cheio de pelugem porque Rayco arrancou os cabelos ao boneco e de cacos do gánigo, papeis e /craiões/ por todos os lados, um patinheiro*.

 

       Finalmente, a tradução em espanhol europeu estandardizado pelos meios de comunicação, que não é um dialeto padrão e normativo, porque no mundo hispanófono não existem, nem se corresponde com o castelhano. Espanhol e castelhano não são sinónimos, espanhol é a língua oficial dos países hispanofalantes, nos que se encontra Espanha e, castelhano é uma das suas variantes, o dialeto que se fala em Castela.

 

EM ESPAÑOL EUROPEU ESTANDARDIZADO

 

El día que cogimos las «patatas»

 

       Las golondrinas volaron bajo barruntando la semana lloviznosa que tuvimos. Acabó la llovizna cuando se vio el arcoíris y, después de cortar los tallos de las «patatas», hoy empezamos a coger las (actualizadas), las (Rey Eduardo), las rosadas y las terrosas, yo espero que no estén aguanosas, no hayan muchas llenas de bichos ni hallarlas desaboridas. Estaba preparando el almuerzo con mi hijo pequeño Rayco y como es inquieto, le di /crayones/ y hojas para entretenerlo, pues cuando él está pintando no le da por enfurecer ni acaba enfadado. Oí que me llamaban y tuve que ir para abrir la puerta del patio porque estaba cerrada con cerrojo y alabeada de la lluvia. Era mi prima Candelaria y comadre, porque es la madrina de Rayco, trajo un (tupperware) con calostro, una de sus cabras parió cuatro cabritos, un cesto de escasa altura repleto con naranjas de sus naranjos, mazorcas de maiz con frondosas farfollas y barbas y un calabacín canario grande y alargado, a su ahijado le dio un chupachús, una chocolatina y un muñeco de los que ella hace, con la barriga que tiene se despatarró en el sillón blando para darle a la lengua.

       -¡Parece que vienes cansada!-Insinué yo.

       -¡Me duelen los dedos de los pies porque esta noche va a llover!-Manifestó ella.

       -¡En las ingles de alguna!- Consideré yo y ella sonrió.

       Entró mi hijo Zebenzui y mi prima como tiene la costumbre de curiosear, se expresó y preguntó como ella hace siempre.

       -¡Hola chaval!, ¡Siempre te veo de casualidad!, ¡Qué alto estás y flaco como un enfermo!

       -¿Por qué vienes encogido que pareces un jorobado?, ¿Qué te pasó en la pierna que estás cojo?

       -¡Con el pelo cortado al ras parece que estás enfermo!

       Zebenzui le respondió todavía gangoso.

       - Fui de parranda para Tacoronte, como a las tantas de la noche no hay «autobús» y no tenía (dinero) para coger un taxi, vine a pie en mangas de camisa sin (suéter), chaqueta ni anorak, con el chaparrón que cayó me empapé y con el frío intenso me pasmé y pillé un resfriado. Al día siguiente fui de fiesta a la romería de Guamasa, donde (bebí) vino y cogí una borrachera, con el desvanecimiento, no me di cuenta y pisé una boñiga, antes del costalazo, intenté apoyarme y me hice un esguince en la pantorrilla, llegué con la nuca al suelo, me hice un chichón y acabé emboñigado. ¡Estoy como si me hubiesen dado una paliza!

       -¡Ay, tremendo torpe estás! ¡Eso te pasa por juerguista e irte de jarana!- Opinó mi prima.

       -¡Qué asco! ¡A alguien le hieden los zapatos a mierda!-Expresé con repugnancia y rápidamente para evitar que mi hijo respondiera a la opinión de mi prima, porque ella siempre aprovecha para molestarlo, sabe que a él no le gusta que le digan nada. 

       -¡Yo tengo las alpargatas limpias! -Afirmó mi prima.

       -¡Son los míos! Es porque pisé una boñiga cuando entré en el camino sin darme cuenta.-Explicó Zebenzui.

       -¡Pues estrenaste los parches que te puso el zapatero en las botas!- Le dije sonriendo a mi hijo.

       Zebenzui vino a coger un embudo para llenar las garrafas de vino, en la huerta los que estaban recogiendo las «patatas» no podían estar sin el (beber) y ya se habían bebido con rapidez dos garrafas, pero con la soleada les daba sequedad y tenían que saciar la sed. Cogió el de plástico que estaba en la casilla del cajón, porque el metálico estaba oxidado y agujereado. Le dije que no mezclara el vino que se avinagra y tapara bien la garrafa grande, que cogiera la harina de millo para las gallinas, la comida del cerdo, pasara por el chiquero y vaciara el cubo en la pila hasta el fondo, tuviera cuidado con el escombro de las obras y las cuerdas de la ropa, porque está tan alto y es un flacucho que igual ni las ve y se pega un latigazo.

       Cuando Candelaria dijo que se iba, la invité a almorzar porque estaba hambrienta, pero no quiso.

       -¡Cómete una «patatita», mujer y coge un poco de gofio de la pella que está amasado con plátanos y «miel de palma», para que no te quedes con el desconsuelo!- Le sugerí.

       -¿Qué hiciste de acompañamiento? Me preguntó mi prima.

       -¡Tollos! Le respondí.

       Se comió un puñito de gofio y una «patata» rescoldo con un trocito de tollo, como la salsa roja estaba picante, soltó un berrido porque se irritó la garganta, se quemó los labios y empezó a resoplar y abanicarse con la mano, también estaba algo atragantada, pensé que se iba a quedar callada, le ofrecí un trago grande de vino y no quiso, bebió agua de la alcarraza y después de eructar siguió hablando. De repente, le cayó una salamanquesa del techo encima de los senos, se levantó y empezó a correr de un lado para el otro trastornada y sacudiéndose, se tropezó con una silla y del golpe fuerte que le dio a la repisa cayó de bruces y tiró al suelo el gánigo que me regaló mi hija Guacimara por el día de las madres que acabó hecho añicos.

       Al final, con el susto Candelaria salió como una flecha, vi que el niño se estaba asomando por la ventana y creí que era para ver una libélula que estaba posada en la tabaiba, pero cuando lo cogí todo sucio y pringado, volvió a asomarse y abrió la zurda, del pulgar le saltó al índice y dijo dulcemente:

       -¡Mariquita, mariquita, abre tus alitas y vete con Dios!-

       Oí el alboroto de la familia que venía a almorzar, miré para el suelo y estaba todo restregado de chocolate, lleno de pelusas porque Rayco le arrancó los pelos al muñeco y lleno de trocitos del gánigo, papeles y /crayones/ por todos los lados, un piso sucio.

 

Jesús Acosta

 

ACGEIA

GUIMARÃES DESCENTRALIZA CULTURA

CONFERÊNCIA DE IMPRENSA (11H)

Programa “Oficina Excêntrica” é apresentado esta segunda-feira, 10 de abril

Município reforça medidas de descentralização no âmbito da cultura. Projeto realça a importância não apenas do consumo mas também da produção cultural.

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A Câmara Municipal de Guimarães vai apresentar em conferência de imprensa, esta segunda-feira, 10 de abril, às 11 horas, o novo programa de descentralização cultural “Oficina Excêntrica”.

Este projeto, cuja sessão pública de apresentação decorrerá no Salão Nobre dos Paços do Concelho, constitui mais um importante contributo para a coesão territorial e social de base artística e cultural.

Tendo como ponto de partida cinco pontos difusores (Briteiros, Ponte, Pevidém, S. Torcato e Taipas), o programa incide no saber-fazer de base criativa, capacitando os participantes através de um acompanhamento e apoio prestado por profissionais da área cultural.

CELORICO DE BASTO LANÇA PROJETO CAFÉ CULTURAL

Nasceu o projeto Café Cultural, Residência Artística em Celorico de Basto. “Artistas de várias áreas de produção cultural integrarão o projeto” RAPadura terminou digressão europeia em Celorico de Basto

A apresentação oficial do Café Cultural Residência artística de Celorico de Basto decorreu no dia 23 de dezembro, num dos equipamentos culturais que será um dos palcos deste projeto, o Centro Cultural Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa.  O projeto Café Cultural, Residência Artística arranca oficialmente a 15 de janeiro tendo artistas confirmados para janeiro, março, maio e junho.

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“Apresentamos um projeto inovador, culturalmente enriquecedor, e que irá colocar Celorico de Basto como um dos epicentros culturais de Portugal” disse o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva. “Teremos artistas de todo o mundo que já foram convidados e que irão, no desenvolvimento do seu projeto cultural, interagir com os diferentes grupos culturais locais e com a população incutindo o gosto pelas diferentes manifestações culturais”, disse. Joaquim Mota e Silva destacou a importância deste projeto como uma forma eficaz de combater a sazonalidade turística com um programa aliciante que irá alavancar o concelho no setor do turismo. “Temos uma oferta turística considerável e este projeto será uma forma de desenvolver ainda mais o setor atraindo para o concelho turistas durante a época baixa”.

Este projeto permitirá ainda a valorização de vários equipamentos culturais existentes no concelho.

O projeto Residência Artística de Celorico de Basto nasceu de uma parceria entre o município de Celorico de Basto e a organização Café Cultural do artista plástico e produtor cultural Brasileiro – Vicente Coda.

Vicente Coda, durante a conferência de imprensa, disse “tratar-se de um projeto com visão progressista, que irá permitir criar um maior acervo municipal e desenvolver no cidadão comum o “amor à arte”. O Produtor cultural fez questão de frisar que “este projeto tem uma particularidade uma vez que será desenvolvido por vários segmentos artísticos, sendo um projeto dinâmico, numa troca de aprendizado com os artistas residentes. Cada artista vai desenvolver uma oficina na sua área e criar um trabalho único e em conjunto com a população. Será, por certo, um laboratório de descobertas artísticas”.

Todos os artistas que participarão na Residência artística, neste primeiro ano, já foram convidados a apresentar a candidatura. A partir de janeiro e mediante o regulamento, todos os artistas, de qualquer parte do mundo, e de qualquer área, poderão apresentar candidatura que será analisada por um conjunto alargado de pessoas ligadas às artes, com currículo firme nas mais diversas áreas.

Os RAPadura foram os artistas que lançaram a Residência Artística finalizando, em Celorico de Basto, a tournée que os levou a algumas das principais cidades europeias.

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CULTURA PORTUGUESA MARCA ÚLTIMO MÊS DO ANO EM BARCELOS

Neste mês de dezembro, o Teatro Gil Vicente vai acolher espetáculos de teatro, música e dança e ainda as habituais sessões de cinema.

A primeira semana do mês será repleta de música. Primeiro com o Projeto Artístico, no dia 3, que volta assim à carga com a Noite de Fados, numa organização da Casa da Juventude, a partir das 21h30, e depois com o concerto da banda barcelense Ratere, no dia 7, a partir das 22h.

Na programação da ZOOM – Associação Cultural, destaque para o cinema português, com a exibição de “Cartas de Guerra”, de Ivo M. Ferreira, no dia 7, e do filme póstumo de José Fonseca e Costa, “Axilas”, no dia 15. As sessões começam, como sempre, às 21h30. Além disso, já bem perto do Natal, no dia 22, haverá a comemoração d’O Dia Mais Curto com a projeção de filmes infantis à tarde (15h), com entrada livre, e curtas-metragens à noite (21h30).

A Academia de Teatro de Barcelos volta a subir a cena com a peça “Falar Verdade a Mentir”, de Almeida Garrett, no dia 10 de dezembro, às 21h30. No dia seguinte é a vez da companhia TPCzinho apresentar o espetáculo “Espírito de Natal”, às 16h. No fim de semana seguinte, a 16 de dezembro, o Instituto Autodidata de Estudos Superiores do Minho apresenta uma peça alusiva às festividades com o título “O Natal de Hoje e Sempre”, a partir das 21h30. Os dias 17 e 18 ficam reservados para os mais pequenos com a encenação “Um Conto de Natal”, que alia representação e música, pelo grupo Art’ É Vida e de “A Bela Adormecida”, pelos Rituais Dell Arte.

Por fim, a dança ocupa os últimos dias do ano na programação do Teatro Gil Vicente. Na véspera da noite de Natal, a ARCA traz a palco um espetáculo de dança intitulado “Viagem de Sofia”, a partir das 21h, e no dia 29 o Coletivo Haja Ânimo repete a homenagem a Vergílio Ferreira, “Cartas a Sandra”, depois do sucesso da primeira apresentação.

DEPUTADA DO PCP CARLA CRUZ QUESTIONA MINISTRO DA CULTURA SOBRE MOSTEIRO DE RENDUFE

O PCP tem, no decurso de várias legislaturas, feito várias iniciativas para intervir, requalificar e valorizar o património edificado existente no distrito de Braga, designadamente do Mosteiro de Rendufe.

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Sobre o Mosteiro de Rendufe, o Grupo Parlamentar do PCP tem no decurso das várias legislaturas feito um acompanhamento regular, designadamente com contactos com a Associação de Amigos do Mosteiro, e exigido dos sucessivos governos resposta acerca dos planos para a intervenção e recuperação do imóvel.

Ora, estando em discussão na Assembleia da República, em sede de especialidade, a proposta de orçamento do estado para 2017, a deputada eleita pelo circulo eleitoral de Braga, questionou o Ministro da Cultura sobre a disponibilidade do Governo para alocar uma verba do orçamento da Direcção Regional de Cultura do Norte para realizar uma candidatura, no âmbito dos fundos comunitários, que contemple um plano integrado de reconstrução e requalificação, assim como um estudo das potencialidades de aproveitamento do conjunto dos edifícios.

Em resposta, o Ministro apenas confirmou a integração do Mosteiro de Rendufe na candidatura -Rota dos Mosteiros-, candidatura já conhecida. Porém, às questões específicas colocadas não foi mencionada qualquer resposta.

Na ausência de referência à proposta apresentada pelo PCP, a deputada do PCP irá questionar por escrito o Governo. Assim como reitera que continuará a acompanhar e intervir sobre esta matéria em prol da valorização do património e do acesso à cultura.

O Gabinete de Imprensa da DORB do PCP

Foto: http://www.pressminho.pt/

“EXCENTRICIDADE” LEVA CULTURA AO CONCELHO DE GUIMARÃES

“ExcentriCidade” com seis eventos no concelho de Guimarães no mês de novembro de 2016

Taipas e Ronfe recebem este sábado os dois primeiros eventos. Seguem-se S. Torcato e Briteiros S. Salvador. Moreira de Cónegos é anfitriã de duas iniciativas em horários distintos.

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Dois espetáculos no início do mês e quatro no final de novembro preenchem o roteiro concelhio no penúltimo mês de 2016 do programa de descentralização cultural “ExcentriCidade”, promovido mensalmente pela Câmara Municipal de Guimarães. Dois dos eventos realizam-se já neste primeiro fim de semana, com a vila das Taipas a ser palco de um concerto da Orquestra do Norte, enquanto o humor estará presente numa peça de teatro programada para Ronfe.

Este sábado, 05 de novembro, às 21:30 horas, na Igreja Matriz de Caldas das Taipas, o alinhamento do espetáculo é constituído por obras de Gioachino, sob direção artística do maestro José Ferreira Lobo. Destinado a um público com idade superior a 5 anos, o evento tem entrada livre. À mesma hora, no Salão Paroquial de Ronfe, principia a peça “Muito Riso, Muito Siso”, um solo de Luís Fernandes, no papel de músico e “diseur”, que dará vida e voz a textos humorísticos de grandes vultos da literatura de expressão portuguesa, criteriosamente selecionados por Odete Ferreira.

O programa “ExcentriCidade” volta depois na última sexta-feira do mês, com espetáculos na vila de S. Torcato e em Briteiros S. Salvador, ambos às 21:30 horas. No Centro Comunitário, Hemeroteca e Mediateca Educativa da ADCL, haverá música e uma sessão de poesia, com Nuno Moura e Luca Argel. O primeiro, que é responsável por projetos editoriais performativos surrealizantes, fundou a “Mariposa Azual”, a “Mia Soave” e mais recentemente a “Douda Correria”. O brasileiro Luca Argel é formado em música pela UNIRIO e mestre em literatura pela Universidade do Porto, em Portugal, tendo já publicado alguns livros.

Na Casa do Povo de Briteiros S. Salvador, a noite é reservada ao teatro, com a apresentação das peças “Um Pontinho no Meio dos Olhos” e “Adalberto Silva Silva”, ambas com textos da autoria de Jacinto Lucas Pires. A primeira performance, encenada por Marcos Barbosa e com produção do Teatro Oficina, centra-se num livro de contos. Na segunda peça, brinca-se com o formato televisivo de espaços informativos. “Adalberto Silva Silva” é interpretado por Ivo Alexandre, pivô desta comédia de bolso sobre o desejo, o sonho e os chamados problemas práticos.

O cartaz cultural do mês encerra na vila de Moreira de Cónegos, com dois eventos no Centro Pastoral no mesmo dia, mas em horários diferentes. Ao início da tarde, às 14:30 horas, é projetado o filme “O Principezinho”, de Mark Osborne, numa parceria com o Cineclube de Guimarães. À noite, a partir das 21:30 horas, sobe ao palco do Centro Pastoral de Moreira de Cónegos o projeto musical “Mantas e Retalhos”, da associação CAISA – Cooperativa de Artes, Intervenção Social e Animação.

BARCELOS DESTACA EM NOVEMBRO FESTIVAL DE TEATRO, ENCONTRO DE COROS E MUITO MAIS...

Festival de Teatro, Encontro de Coros, Cartas a Sandra e Obra escultórica de José Rodrigues são os destaques para o mês de novembro no Gil Vicente

O 29º Festival de Teatro de Barcelos prolonga-se pelo mês de novembro adentro com apresentações regulares de várias encenações até ao dia 30, inclusive.

Logo no dia 5, o Teatro Experimental dos Feitos sobe ao palco com a peça “Vá P’ra Fora Cá Dentro”, pelas 21h45, e no dia seguinte é a vez dos mais novos assistirem à “A Floresta Encantada”, apresentada pelo Teatro Popular de Carapeços, a partir das 16h. A Associação D’Improviso volta ao Teatro Gil Vicente a 12 de novembro, às 21h30, com a comédia “A Revolução das Mulheres”, num sábado cuja tarde será preenchida pelo Workshop de Iniciação à Interpretação, entre as 15h e as 16h30, orientado pela Academia de Teatro de Barcelos e dirigido a jovens adultos. O humor veio para ficar, no domingo, às 16h, com a comédia “Auto dos Bons Diabos”, numa representação do Teatro de Balugães.

Entre 18 e 20 de novembro, sobem a palco as peças “Entre a Flauta e a Viola”, da Oficina de Teatro AVAI, “Emigras”, da Academia de Teatro de Barcelos, e uma repetição da “A Bela e o Monstro”, da A Capoeira – Companhia de Teatro de Barcelos. No último sábado do mês, a Academia de Teatro promove o Worskhop de Iniciação à Iluminação Cénica, entre as 15h e 17h, cuja participação é gratuita, e o domingo será mais uma vez dedicado às famílias com a peça “O Teatro Através dos Tempos”, apresentada pela Associação “Os Amigos do Pato”. O Festival de Teatro termina mesmo em cima da reta final do mês, a 30 de novembro, com a famosa peça “As Criadas”, de Jean Genet, numa encenação da Companhia de Teatro de Braga.

Hong Sang-Soo é o cineasta escolhido pela Zoom – Associação Cultural para o mês de novembro. “Sítio Certo, História Errada”, “Noutro País” e “Noite e Dia”, dia 3, dia 17 e dia 21, respetivamente, pelas 21h30. A entrada para as sessões custa 3,5 euros. Já para os sócios a entrada é, como sempre, gratuita.

Na área musical, o Teatro Gil Vicente acolhe, no dia 3 de novembro, o Festival de Tunas, organizado pela Tuna Académica do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, que tem início marcado para as 21h. Para assinalar o Centenário do escritor Vergílio Ferreira, o coletivo Haja Ânimo apresenta um recital de poesia e música. Chama-se "Cartas a Sandra", título do último livro do escritor, dedicado à mulher. A leitura das cartas por Alberto Serra será o fio condutor do espetáculo, recheado de música e teatro. No fim de semana de 25 e 26 de novembro, a potência das vozes invade o auditório do teatro num Encontro de Coros, promovido no âmbito do Projeto Artístico.

Por fim, as artes plásticas serão alvo de reflexão numa conversa, dividida em dois momentos, sobre a obra escultórica de José Rodrigues, dirigida por Cabral Pinto, atual Diretor da Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira, um dos mais importantes eventos em Portugal na área. O momento, que terá como pano de fundo as cenografias de Rodrigues, terá lugar no dia 17 de novembro e decorrerá durante todo o dia.

MINISTRO DA CULTURA VISITA CABECEIRAS DE BASTO

O Ministro da Cultura, Luís Filipe de Castro Mendes, visitou no passado sábado, dia 1 de outubro, o concelho de Cabeceiras de Basto, passando pela Casa da Música, sede da Banda Cabeceirense, e pela sede do Rancho Folclórico de S. Nicolau, na freguesia de Cabeceiras de Basto, uma jornada dedicada à Cultura que contou com a presença dos presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves e Eng. Joaquim Barreto, respetivamente, de vereadores e presidentes de Junta, entre outros eleitos, convidados e público em geral.

Ministro da Cultura na sede do Grupo Folclórico de S. Nicolau (2).JPG

Tendo como presidente da direção José Manuel Silva, a Banda Cabeceirense foi fundada em 1820. É atualmente composta por meia centena de músicos e dirigida por Paulo Nunes. É a mais antiga coletividade do concelho e a de maior implantação cujo dinamismo ao longo dos tempos tem sido decisivo para a aprendizagem e para a divulgação musical em Terras de Basto, por aqui tendo passado várias gerações de Cabeceirenses. Foi em 1986 que esta filarmónica fundou a Escola de Música e em 1999, na sequência da grande afluência de jovens, ‘nasceu’ também a Banda Juvenil Cabeceirense, composta por jovens executantes que desde tenra idade têm brilhado em encontros de Bandas Juvenis e na participação em diversos concertos.

A sua Escola de Música que tem como diretor artístico o professor Armindo Nunes é presentemente frequentada por 38 alunos (21 em formação musical – iniciação; 14 em formação musical – instrumento e 3 jovens em Classe Conjunto – Banda) e tem sido um verdadeiro ‘viveiro’ de grandes músicos que se têm destacado no panorama nacional e internacional, como Adriana Ferreira, Hélder Gonçalves, Casimiro Almeida, Pedro Teixeira, Eugénio Leite, entre outros. Há mais de 180 anos que a centenária Banda Cabeceirense, com sede na Casa da Música de Cabeceiras de Basto, participa nas maiores romarias minhotas, promovendo a música, o talento, os valores e o nome desta terra.

Depois do vice-presidente e presidente da Banda Cabeceirense, José Manuel Silva e João Pacheco, respetivamente, darem a conhecer a dinâmica e o funcionamento da instituição, o Ministro da Cultura expressou: “que melhor forma de comemorar o Dia Mundial da Música que estar aqui no seio de uma agremiação que promove a música. Gentes capazes de desenvolver o ensino da música e de formarem músicos notáveis”, disse o governante, destacando a “extraordinária capacidade de iniciativa e de coesão. Um exemplo de cultura notável. Aqui se afirma na nossa identidade”, concluiu.

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Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, afirmou ser “um gosto e uma honra” participar na visita que o Ministro realizou à Casa da Música de Cabeceiras de Basto, “um espaço que, em tempos, a Câmara Municipal recuperou e que em boa hora permitiu que aqui se instalasse a Banda Cabeceirense, a instituição mais antiga do concelho que em 2020 completará 200 anos. A Câmara Municipal, Cabeceiras de Basto e os Cabeceirenses orgulham-se desta instituição que tem sido embaixadora da nossa terra e da nossa cultura por onde tem passado”, sublinhou.

“Em Cabeceiras de Basto temos apoiado a cultura, seja a música, de que é exemplo a Banda Cabeceirense que tem uma escola de formação que envolve tantas crianças e jovens; seja o teatro e, a este propósito refiro, o magnífico trabalho que o Centro de Teatro da Câmara Municipal tem feito na divulgação desta arte a partir da recolha da nossa história e da sua divulgação. Um projeto inclusivo que envolve tantas cabeceirenses; seja o Património de que é exemplo o NOSSO Mosteiro, o Mosteiro de S. Miguel de Refojos, um Mosteiro beneditino que decidimos, em finais de 2013, candidatar a Património Cultural da Humanidade. É certo que não tivemos a felicidade de o ver, neste ano de 2016, incluído na Lista Indicativa de Portugal ao Património Mundial da UNESCO, mas não baixamos os braços e vamos continuar a aprofundar os estudos e o conhecimento da sua história, bem como a apostar na sua valorização e reabilitação para que, no futuro, isso possa vir a acontecer. Com efeito, vimos recentemente aprovada uma candidatura a fundos comunitários no valor de cerca de 2 milhões de euros para a realização de obras de beneficiação e promoção cultural, projeto que mereceu o apoio da Direção Regional da Cultura do Norte”, destacou, aproveitando a oportunidade para convidar o Ministro da Cultura a voltar a Cabeceiras de Basto e a visitar o NOSSO MOSTEIRO.

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A finalizar, Francisco Alves deixou uma palavra à Banda Cabeceirense na passagem pelo seu 196º aniversário, reconhecendo o “excelente trabalho” que tem desenvolvido, manifestando igualmente à Banda o seu apoio.

Na oportunidade, o presidente da Assembleia Municipal, Eng. Joaquim Barreto, na sua alocução, disse ser “importante que o Governo e os seus membros conheçam os territórios, especialmente estes de baixa densidade”, referindo que “este ato tem muita importância e também muito significado”. Evidenciando que “a escola de música é também um espaço de formação cívica”, Joaquim Barreto certificou: “há aqui muito voluntariado, expressão da nossa cultura”.

Visita à sede da Associação do Grupo Folclórico de S. Nicolau

O Ministro da Cultura visitou também, no passado sábado, a sede da Associação do Grupo Folclórico de S. Nicolau, em Cabeceiras de Basto, uma coletividade fundada no ano de 2000. Desde então, este grupo concelhio tem vindo a empenhar-se na salvaguarda, promoção e divulgação dos usos e costumes desta terra de Basto através do folclore, da etnografia e das belas danças e cantigas com que habitualmente se apresenta ao público, sendo atualmente o presidente da direção Manuel Pacheco.

Na oportunidade, o presidente da direção fez um histórico da agremiação, falando da construção da sede, das dificuldades que sentiram mas também dos apoios que receberam, agradecendo “a dedicação de muitos que colaboraram na construção da sede”.

O presidente da Junta de Freguesia de Cabeceiras de Basto, José Carlos Rebelo, também presente nesta sessão, demonstrou a sua disponibilidade para “continuar a apoiar a associação” que tem contribuído para o desenvolvimento cultural da freguesia.

O Ministro elogiou a ação deste grupo evidenciando que o folclore e a sua alegria conseguem criar laços de união entre as pessoas, contagiando os povos aquém e além-fronteiras.

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Ministro da Cultura na sede do Grupo Folclórico de S. Nicolau (1).JPG

MUNICÍPIO DE FAMALICÃO APRESENTA RENOVADO BOLETIM CULTURAL

Publicação dá particular destaque à história política reuninndo textos originais de cerca de duas dezenas de autores

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão apresenta publicamente no próximo sábado, 24 de setembro, pelas 15h30, nos Paços do Concelho, uma nova edição do Boletim Cultural de Vila Nova de Famalicão, no âmbito da realização das Jornadas Europeias do Património.

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Com coordenação editorial de Artur Sá da Costa, o n.º 8 e 9 da IV Série do Boletim Cultural, diz respeito aos anos de 2014 e 2015, dando continuidade à publicação ininterrupta de 36 anos deste projeto cultural e editorial do município famalicense. O primeiro volume da primeira 1.ª edição é de 1980, sendo este um dos primeiros Boletins Culturais do país da era democrática.

“A história política tem, neste número, um apreciável destaque, com incidência em dois períodos importantes da história contemporânea: a I República e a Oposição Democrática ao Estado Novo. Juntam-se a eles outros dois temas já recorrentes: O Património Cultural e as Raízes Históricas e Seculares de Vila Nova de Famalicão”, apresenta Artur Sá da Costa no editorial à publicação.

Artur Sá da Costa, Filipa Sousa Lopes, José Manuel Tengarrinha, Paulo Campos Correia, Maria de Fátima Castro, Norberto Ferreira da Cunha, António José Queiroz, Jorge Fernandes Alves, Odete Paiva, Amadeu Gonçalves, António Joaquim Pinto da Silva, José Manuel Lages, Luis Gonzaga Cardoso de Almeida, Rafaela Adriana Marques de Sousa, João Afonso Machado, Justino Magalhães e Rogério Bruno Magalhães são alguns dos autores dos trabalhos publicados.

“Cada edição do Boletim Cultural é um pedaço da nossa identidade que salvaguardamos do tempo e mantemos vivo na memória das gerações”, diz o presidente da Câmara, Paulo Cunha, na nota de abertura da edição.

Com uma imagem renovada, esta nova edição do Boletim Cultural reforça a ligação ao património através de ilustrações, neste volume com imagens de azulejos de Vila Nova de Famalicão a funcionarem como separadores dos temas e textos.

TRIATLO DA AMIZADE UNE PORTUGUESES E GALEGOS

Triatlo da Amizade: 10 anos de cooperação transfronteiriça consolidada

Há uma década que o rio Minho abraça uma prova que une portugueses e galegos na potenciação do desporto internacional e do intercâmbio sociocultural. O Triatlo da Amizade Cerveira-Tomiño 2016 decorre no próximo domingo, com classificação para a Taça de Portugal PORTerra e para o Campeonato Galego de Triatlo Cross. Prova sénior decorre a partir das 10h30, e o Circuito Regional Jovem mo período da tarde.

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Com as inscrições ainda a decorrer, a organização do Triatlo da Amizade - Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira e Concelho de Tomiño com o apoio técnico da Federação Portuguesa de Triatlo e da Federação Galega de Triatlo - prevê a participação de cerca de 200 atletas, federados e não federados, assim como de equipas de elites dos dois países.

Este ano, Vila Nova da Cerveira recebe a sétima e penúltima etapa da competição portuguesa na modalidade, contando com uma prova pontuável para a Taça de Portugal PORTerra e para o Campeonato Galego de Triatlo Cross, além de uma outra para o Circuito Regional Jovem. Desta forma, o Triatlo da Amizade apresenta-se como uma excelente oportunidade para clubes e atletas procurarem a conquista dos últimos pontos antes da derradeira etapa.

Com o início da competição a alternar de local a cada ano, na edição 2016 a prova começa no Cais de Vila Nova de Cerveira e, ao contrário dos anos anteriores, os seniores disputam a prova pela manhã, enquanto os jovens entram em ação no período da tarde.

Os triatletas terão de percorrer 750m de natação no rio Minho para chegar à margem galega, onde fazem a transição para um percurso de ciclismo que totaliza 21,2km na envolvente da Fortaleza de Goian, e que promete colocar em prática toda a técnica exigida a um amante do todo-o-terreno. De volta à margem lusa do rio Minho, em Vila Nova da Cerveira, a competição deverá ser concluída após um segmento de 5km de corrida que percorrerá as ruas do centro histórico. No mesmo dia, à tarde, realiza-se um triatlo pontuável para o Circuito Regional Jovem que reúne jovens triatletas para a prova de distâncias alinhadas com os diversos escalões etários.

Em disputa está o Troféu da Amizade, uma obra da autoria do escultor espanhol Arcádio Blasco, cuja designação da escultura é “Encontros de Culturas” sendo, desde a primeira edição, o símbolo do Triatlo da Amizade. O troféu nunca é propriedade de qualquer um dos intervenientes, fazendo-se sempre a passagem deste símbolo da amizade entre os galegos e os portugueses, conforme quem vença a prova. O país vencedor guardará o troféu até à edição seguinte.

Competição, confraternização e espírito de entreajuda são conceitos que marcam o Triatlo da Amizade, este ano a comemorar 10 anos de existência. A prova está agendada para o próximo domingo, 18 de setembro, com os seniores a partir das 10h30, e saída de Vila Nova de Cerveira, e com as camadas jovens, após as 15h00, do lado de Tomiño.

BRAGA INAUGURA NOVO ESPAÇO CULTURAL

Inauguração da cafetaria e espaço de livros ´PAIISA´ no gnration. Sábado, dia 27 de Agosto, pelas 16h30, no gnration, Braga

O Município de Braga e a Fundação Bracara Augusta inauguram a cafetaria e espaço de livros PAIISA, em cerimónia que terá lugar amanhã, Sábado, dia 27 de Agosto, pelas 16h30, no gnration, em Braga.

A iniciativa contará com a presença de Sameiro Araújo, presidente da Fundação Bracara Augusta. O espaço tem como intuito dinamizar o edifício gnration, tendo para o efeito a Fundação Bracara Augusta lançado um concurso para a sua exploração.

A inauguração oficial da PAIISA, cafetaria e espaço de livros, contará com uma ´live painting´ de um mural pelo ilustrador Sama e uma implantação de marca nas montras do espaço pela ilustradora Raquel Costa.

Uma cafetaria que também é uma livraria de ilustração e BD, um ponto oficial de bookcrossing, uma montra permanente de design de mobiliário de autor e um espaço para acolher exposições temporárias, lançamentos de livros, workshops, entre outros.

Começando com uma pequena mas ecléctica livraria especializada em ilustração e BD para miúdos e graúdos e um ponto oficial de bookcrossing, que conta à partida com mais de 150 livros de diferentes áreas temáticas, o espaço de livros funcionará como um prolongamento da filosofia cultural do gnration, numa dinâmica de abertura ao público e permanente interacção.