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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ANTIGOS SÓCIOS DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES CONFRATERNIZAM ESTE ANO EM PAREDES DE COURA

O Encontro dos minhotos que viveram em Moçambique vai este ano ter lugar em Paredes de Coura, no próximo dia 5 de Maio.

Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem no Minho um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país e o regresso à metrópole dos portugueses que ali viviam, muitos dos quais ali nascidos e ainda hoje tendo aquela terra como sua. Este ano, Paredes de Coura foi o concelho escolhido se juntarem em alegre confraternização bem ao jeito da nossa região, em local ainda a confirmar.

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Entretanto, no próximo dia 24 de Março, Rui Aguilar Cerqueira, membro da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico vai a Loures proferir uma palestra subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique), a qual terá lugar no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures. A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico. A inicitava é promovida pelo Grupo Folclórico Verde Minho e conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures.

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Durante duas décadas consecutivas, a Casa do Minho foi na capital do Índico o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

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Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. E, em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 63 anos!

Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

Fotos: Rui Aguilar Cerqueira / Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques - Moçambique

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FAMALICÃO EVOCA LINO LIMA

Esta quarta-feira, dia 21 de fevereiro, pelas 15h00, na sala da Assembleia Municipal de Famalicão, colóquio encerra comemorações do centenário de nascimento de Lino Lima

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão realiza o colóquio de encerramento das comemorações do centenário do nascimento de Lino Lima – distinto advogado famalicense e destacado membro da Oposição Democrática à ditadura do Estado Novo. A iniciativa tem lugar amanhã, quarta-feira, dia 21 de fevereiro, pelas 15h00, na sala da Assembleia Municipal de Famalicão, nos Paços do Concelho.

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A iniciativa, intitulada “Uma Vida pela Liberdade: Lino Lima (1917/2017)”, vai debruçar-se sobre a plurifacetada personalidade de Lino Lima.

A abertura do colóquio estará a cargo do Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, seguindo depois com as intervenções do historiador e coordenador das comemorações, Artur Sá da Costa, do historiador João Madeira, do escritor José Manuel Mendes, do advogado Salvador Coutinho e do membro da Comissão Política Nacional do Partido Comunista Português, Gonçalo Oliveira.  

Recorde-se que a iniciativa encerra as comemorações do centenário do nascimento de Lino Lima, promovidas desde fevereiro de 2017 pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em associação com a Direção da Organização Regional de Braga do PCP.

PROF. DOUTOR MANUEL ANTUNES VAI A LOURES FALAR DA ALDEIA SUBMERSA DE VILARINHO DA FURNA

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho no âmbito do FolkLoures’18

Vilarinho da Furna: História e Tradições Populares de uma Aldeia Afundada” é o tema da conferência que o Professor Dr. Manuel Antunes vai proferir no próximo dia 30 de Junho, a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures. A iniciativa insere-se no âmbito da próxima edição do FolkLoures e deverá ser apoiada pela projecção de interessantes imagens que retatam os usos e costumes das gentes de Vilarinho da Furna, antes da aldeia ter ficado submersa nas águas da albufeira da barragem.

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Vilarinho da Furna era habitada em 1970 por cerca de 250 pessoas, que tiveram de abandonar a povoação devido à construção de uma barragem. A barragem foi inaugurada a 21 de Maio de 1972 e encontra-se localizada no concelho de Terras de Bouro, sendo alimentada pelo Rio Homem. Submersa pelas águas, as ruínas da aldeia são visíveis sempre que a barragem está vazia.

Manuel de Azevedo Antunes é doutorado em Ciência Política (2009). Estudante nas Universidades de Lisboa (1966-1976) e Paris – Sorbonne (1976-1977), desenvolveu atividade docente nas Universidades de Lisboa (1975-1992) e Maputo (1979-1987). Foi Consultor das Nações Unidas (1989), em Moçambique. Na Guiné- Bissau (1988-1992), participou, como coordenador, metodólogo e estatístico, no Inquérito Demográfico e Sanitário, para o Ministério da Saúde, com apoio do Banco Mundial. É, atualmente, Professor Associado e Investigador na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. Preside a AFURNA – Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna, tendo publicado “Vilarinho da Furna, Uma Aldeia Afundada” (Lisboa: Regra do Jogo, 1985), “Requiem por Vilarinho da Furna, Uma Aldeia Afundada” (Lisboa: Biblioteca da Universidade Lusófona, 1994) e “Vilarinho da Furna, Memórias do Passado e do Futuro” (Lisboa: Centro de Estudos da População, Ambiente e Desenvolvimento, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, 2005).

RUI AGUILAR CERQUEIRA VAI A LOURES FALAR DO FOLCLORE E DO REGIONALISMO NA ÁFRICA AUSTRAL

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures

O Grupo Folclórico Verde Minho promove mais uma conferência dedicada ao folclore e ao regionalismo a ter lugar já no início do próximo ano. Rui Aguilar Cerqueira, antigo dirigente da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico vai, no próximo dia 24 de Março, proferir uma palestra subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”.

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A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico.

A iniciativa tem lugar a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, espaço onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, junto ao Parque da Cidade. Existe excelente estacionamento no local.

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Como é sabido, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram também o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955.

Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e, todos os anos continuam a reunir-se no Minho em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!

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Rui Aguilar Cerqueira nasceu em 1955, no Hospital Miguel Bombarda, em Lourenço Marques, como então se designava a capital de Moçambique, actual cidade do Maputo. Descende pelo lado paterno de naturais de Arcos de Valdevez – o pai chamava-se Abel Cerqueira – e, por parte da mãe, Maria Adelaide Varela Aguilar Cerqueira, de lisboetas.

Viveu, estudou e trabalhou como até aos 22 anos Agente Técnico de Apuramentos Estatísticos no Ministério da Agricultura, em Lourenço Marques.

Após a independência de Moçambique ocorrida em 25 de Junho de 1975, regressou a Portugal na companhia de toda a família e fixou residência em Braga.

Recomeçando a vida, deu então inicio a uma nova vida profissional, passando a exercer funções nas empresas multinacionais alemãs “Grundig Electrónica Portuguesa”, “Blaupunkt Auto Rádio Portugal, Lda ” e “BOSCH BRG”, durante 38 anos, como Técnico de Electrónica-Oficial.

Praticou desporto e foi atleta federado em Hóquei em Patins e Voleibol.

Durante a sua permanência em Moçambique, integrou a Casa do Minho de Lourenço Marques e o seu Rancho Folclórico composto por 80 elementos, representando a região minhota, com as suas danças e cantares tradicionais, com especial incidência no Alto Minho.

Sendo o seu falecido pai o ensaiador do grupo, era natural que os seus dois filhos ainda de tenra idade integrassem o Rancho juntamente com outras crianças, formando assim o respectivo Rancho Infantil cuja constituição ocorreu por volta de 1959. Tinha por essa altura apenas 4 anos de idade e o seu irmão, com apenas 2 anos, tornou-se a mascote do grupo folclórico.

Com o decorrer do tempo e atingida a idade indicada para passagem ao grupo dos adultos, tornou-se o par marcante e aquele que exercia a “voz de comando”.

Para além de grandes exibições em Moçambique, o Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lourenço Marques também se deslocou a África do Sul, Rodésia, Suazilândia entre outros países africanos, tendo recebido numerosas lembranças e até ganho diversos festivais folclóricos cujos troféus reuniu nas instalações da su sede social. À época era bastante comum a realização de concursos para avaliar o desempenho dos grupos folclóricos.

Com a independência política, todas as casas regionais e demais associações portuguesas existentes em Moçambique foram nacionalizadas, ficando os minhotos privados da sua Casa do Minho.

Nas fotos que apresentamos pode ver-se o rancho infantil, encontrando-se em cima, à direita, em primeiro lugar, o seu irmão Fernando Cerqueira (já falecido) e, em seguida, o sr. Rui Cerqueira. Nas duas fotos seguintes surge o seu pai, na qualidade de ensaiador, na frente a dançar o malhão traçado e, na outrao seu pai de gravata no meio do grupo. Estas fotos datam de 1960. Nas duas seguintes aparece Rui Aguilar Cerqueira, de barbas, na frente como o par marcante.

Actualmente, todos os minhotos ainda vivos que viveram naquele ambiente minhoto em terras moçambicanas – à época território português! – desde sócios, dirigentes, antigos componentes do rancho seus familiares e amigos, reunidos por Rui Cerqueira, encontram-se anualmente num almoço de confraternização, por ocasião do aniversário da associação, sempre numa diferente cidade minhota. E este “toque a reunir” que junta invariavelmente cerca de duas centenas de convivas, ocorre ininterrupetamente desde há 21 anos, tal é a saudade que os anima e o amor ao rincão natal!

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FAMALICÃO ENTRA NA ROTA DOS DEBATES NACIONAIS PELO ACESSO (À) CULTURA

O elitismo no design de comunicação é o tema do primeiro debate da associação portuguesa em Famalicão

Na próxima terça-feira, quando Lisboa, Porto, Funchal, Évora e Loulé estiverem a debater, à mesma hora, o elitismo no design de comunicação, Vila Nova de Famalicão também o estará.

Primeiro debate em Famalicão realiza-se na Ala da Frente

O município famalicense juntou-se ao leque de concelhos portugueses que recebem os debates promovidos em todo o país pela associação Acesso Cultura e o primeiro decorre já no próximo dia 20, pelas 18h30, na galeria de arte contemporânea Ala da Frente.

O papel do design e da comunicação no acesso à informação é o tema central do primeiro debate do ano promovido pela associação, que em Vila Nova de Famalicão vai contar com as participações do Diretor da Casa das Artes, Álvaro Santos, dos designers Cristina Lamego e Nuno Coelho e com a moderação do museólogo Alexandre Matos.

A Acesso Cultura é uma associação sem fins lucrativos de profissionais da cultura e de pessoas interessadas em promover a melhoria das condições de acesso – nomeadamente físico, social e intelectual – aos espaços culturais e à oferta cultural, em Portugal e no estrangeiro.

A entrada é livre.

FAFENSES DEBATEM PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

Conversas no Museu da Educação: O Meu Professor é o melhor do mundo

As ‘Conversas no Museu da Educação’, promovidas pelo Município de Fafe, continuam este mês. Desta feita, a próxima sessão, que decorre a 27 de Fevereiro, tem como tema ‘O meu Professor é o melhor do mundo’ e irá contar com a presença dos professores, naturais de Fafe, Rui Valente e Miguel Monteiro.

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Recorde-se que, ao longo deste ano, o Museu da Educação, localizado na freguesia de S. Martinho de Silvares, vai ser palco, de diversas Conversas, com temas e convidados distintos, sempre em torno da temática educativa, numa iniciativa do Município de Fafe, com o apoio da Junta de Freguesia local, no sentido de dinamizar este espaço museológico inaugurado em Junho de 2017.

Tratam-se de conversas informais, abertas ao público e com entrada livre.

CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS DE VIANA DO CASTELO DEBATE CENÁRIOS RELIGIOSOS NO PORTUGAL DO SÉCULO XXI

Cenários religiosos no Portugal do século XXI, tema da próxima conferência do Ciclo de Estudos organizado pelo Centro de Estudos Regionais

No próximo dia 22 de fevereiro, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, às 17.00 horas, a investigadora Helena Vilaça apresenta a comunicação “Cenários religiosos no Portugal do século XXI", no âmbito do Ciclo de Estudos “Crenças religiosas e mudanças culturais”, uma iniciativa do Centro de Estudos Regionais.

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Helena Vilaça licenciou-se em sociologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. É doutorada em sociologia, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), onde é professora no Departamento de Sociologia. Em 2011 foi Professora convidada do Departamento de Teologia da Universidade de Uppsala (Suécia) e desde 2013 é membro do Conselho da InternationalSociety for theSociologyofReligion.

É investigadora do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto (IS-UP) e o seu trabalho científico, desenvolvido no âmbito de várias redes e projetos internacionais, tem incidido de modo dominante sobre a religião. É ainda coordenadora nacional do EUREL (Sociologicaland legal data onreligions in Europe).

Interessada na relação entre cristianismo evangélico e modernidade, investiga presentemente fenómenos de plantação e de revitalização de igrejas locais na Europa e particularmente em Portugal, a sua presença no ciberespaço, e o papel da reverse mission – i.e., vinda para a Europa de missionários do sul do globo, nomeadamente do Brasil e de África – na recristianização europeia.

Entre os seus trabalhos publicados em Portugal destacam-se os livros: Da Torre de Babel às terras prometidas: pluralismo religioso em Portugal (Afrontamento, 2006) e Religião em movimento: migrações e comunidades religiosas na Itália e em Portugal (Estratégias Criativas, 2010).

O Ciclo de Estudos “Crenças religiosas e mudanças culturais”é composto por um conjunto de conferências onde diversos investigadores e especialistas dão conta das mudanças e reconfigurações do fenómeno religioso no passado e nos nossos tempos. Trata-se de um espaço de partilha de conhecimento e debate de ideias, sem propósitos confessionais, aberto a toda a comunidade. As sessões são de entrada livre.

A direção do Centro de Estudos Regionais

CAIXA DE CRÉDITO AGRÍCOLA DO NOROESTE DEBATE HABITAÇÃO NA IDADE SÉNIOR

A MINHA CASA. Habitar, acolher e viver a idade Sénior | 17.FEV.2018 - VCT

O Colóquio “A Minha Casa. Habitar, acolher e viver a idade Sénior, promovido pela Fundação Caixa Agrícola do Noroeste, pretende estabelecer um debate sobre um dos principais desafios colocados à sociedade, deste início de século: o direito a uma casa de acolhimento dos idosos; as velhas e novas tipologias de residência e acolhimento dos idosos, com vista a uma melhor qualidade de vida, à quebra/mitigação do isolamento, bem como à satisfação das expectativas dos mais idosos à criação e manutenção de laços familiares e sociais.

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É objetivo da Fundação Caixa Agrícola Noroeste, no futuro, dar continuidade à reflexão sobre os problemas e desafios associados aos Seniores, com outros eventos, nacionais e internacionais. Proporcionar à sociedade do Noroeste, onde se insere a Fundação, melhor conhecimento e melhores serviços na qualidade de vida da população mais idosa, faz parte da linha estratégica da Fundação Caixa do Noroeste.

A relevância deste colóquio avalia-se pela urgência de uma contínua formação e atualização, dentro da gerontologia e geriatria, no campo do habitar. As grandes mutações demográficas e as novas exigências dos seniores, cada vez mais frágeis, obrigam todos os responsáveis a pensar e a agir. Devemos contribuir com as práticas mais inovadoras e humanistas. Fazer sentir uma ‘residência’ como “a minha casa”, é cumprir a máxima expectativa de qualquer sénior!

São destinatários deste evento estudiosos e profissionais no âmbito da gerontologia e da geriatria, bem como interessados e responsáveis pela causa pública e pelo empreendedorismo nesta área.

Neste sentido convidámo-lo a juntar-se a nós no próximo dia 17 de Fevereiro de 2018.

A inscrição é obrigatória e poderá ser feita:

- online: https://goo.gl/forms/bhRlSXXWZo2f2Ndl2  

- presencialmente: instalações da FCAN

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VIANENSES DEBATEM DESIGUALDADES SOCIAIS E SAÚDE MENTAL

FASE de Viana inicia ciclo de conferências: Desigualdades Sociais e Saúde Mental estiveram em debate

Ao longo deste ano de 2018, as grandes questões da região e os problemas de que enfermam as mesmas irão ser permanentemente debatidas pelo FASE Viana (Fórum Ambiental Social e Económico), tendo como objectivo observar estados e individualizar situações, bem como apresentar contributos para melhorar e agilizar processos, sempre na perspectiva da melhoria e do bem-estar das populações.

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A primeira conferência debate, que contou com um público relevante, atento e participativo, realizou-se na quinta-feira passada, dia 1, na sede local da Ordem dos Médicos, com uma abordagem das Desigualdades Sociais e da Saúde Mental. Para debater as diversas vertentes que ao tema se ligam, nos painéis de abertura, estiveram presentes Carlos Silva, Sociólogo e Professor Universitário (Desigualdades Sociais e políticas públicas) e Catarina Vieira, Enfermeira e especialista em saúde mental e psiquiatria (Pobreza e exclusão Social: A realidade da população com doença mental). E, sobre práticas no terreno, contou-se com Mafalda Ribeiro, Directora técnica do Casulo/Abrigo/Methamorphys (Uma resposta social, a Methamorphys; Anabela Rodrigues, Psicóloga, técnica superior da equipa da cidade saudável, Câmara Municipal de Viana do Castelo (Práticas e Saberes na intervenção comunitária-projecto Saberes em Teia) e Ricardo Peixoto, Enfermeiro especialista em saúde mental e psiquiatria (Modelo de Saúde Mental Comunitária).

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Realidades e questões concretas foram apresentadas para serem submetidas a debate: Carlos Silva deu enfoque à pobreza e às desigualdades que continuam a grassar no mundo e no nosso país em especial, algo de que, dada sua dimensão, nos deveríamos envergonhar, salientou a exclusão social, em todos os vectores da sociedade, que está nas antípodas da verdadeira cidadania, e lançou o repto para uma maior intervenção da sociedade no seu todo e das organizações em particular para combater flagelos que teimam em persistir na sociedade; Catarina Vieira salientou que 25% da população mundial, em maior ou menor grau, tem ou já teve perturbações de ordem mental, e que na nossa região estes valores rondam os 18%. Falou das respostas muito insuficientes, de terapêuticas de proximidade e da necessidade de uma cada vez maior necessidade de observar e compreender estes fenómenos, tendo em conta que eles têm tendência em agravar-se com a desregulação das sociedades e com o empobrecimento económico e intelectual de largas faixas da sociedade; Mafalda Ribeiro apresentou o Casulo/abrigo, gerido pela Methamorphys, como um caso de sucesso no acolhimento e integração de pessoas desabrigadas e com carências de diverso tipo, especialmente económicas; Anabela Rodrigues deu a conhecer o trabalho que a equipa da cidade saudável da Câmara Municipal vem desenvolvendo no sentido de ocupar e valorizar pessoas, que por qualquer razão não têm o melhor enquadramento na sociedade ou se sentem isoladas desta; E Ricardo Peixoto, ao apresentar o Modelo de Saúde Mental Comunitária, muito objectivo e crítico na falta de respostas por parte dos diversos poderes, não deixou de salientar, tal como referido no jornal “O Público” que o país conta com 48 mil pessoas a sofrer de esquizofrenia e que destas cerca de 8 mil não são acompanhados com regularidade.

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Depois de tão evidente e aprofundada informação dos comunicadores, bem como os testemunhos destes, curto se apresentou o tempo de debate para tão delicados e candentes assuntos, mas objectivamente se concluiu que muito há para fazer neste domínio. Pelas associações organizadoras, no final, foi feito um apelo para que potenciais parceiros (associações/coletivos e cidadãos) se juntem a este projeto de intervenção cívica para trabalho conjunto e desenvolvimento de uma sociedade civil mais interventiva e mais forte. 

O FASE, acompanhado de assessoria especializada, fará melhor aprofundamento das questões tratadas e não deixará de fazer o melhor aproveitamento das mesmas, de acordo com o seu plano de intervenção na sociedade local.

FASE-Viana do Castelo, Participe: fasevcastelo@gmail.com

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RUI AGUILAR CERQUEIRA VAI A LOURES FALAR DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES

Antigos sócios e amigos da ex-Casa do Minho em Lourenço Marques confraternizam este ano em Paredes de Coura

Rui Aguilar Cerqueira, membro da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico, vai no próximo dia 24 de Março, proferir em Loures uma palestra subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”. A iniciativa tem lugar no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures. A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico. A inicitava é promovida pelo Grupo Folclórico Verde Minho e conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures.

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No dia 5 de Maio, vai ter lugar em Paredes de Coura o Encontro dos minhotos que viveram em Moçambique. O Almoço-convívio tem lugar às 13 horas na Quinta de Mantelães que foi residência do Conselheiro Miguel Dantas e do Presidente da República Dr. Bernardino Machado, encontrando-se a animação a cargo do Grupo Etnográfico de Paredes de Coura. O Encontro tem lugar às 10 horas com concentração no Largo da Igreja Matriz de Paredes de Coura, seguindo-se às 10h30 a celebração de uma Missa Solene em honra dos membros falecidos da ex-Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique). Às 11h30, efectua-se uma visita ao Museu Regional de Paredes de Coura onde irão saborear os afamados Biscoitos de Milho e Café da Picha. Às 18 horas, procede-se à cerimónia de corte do bolo de aniversário daquela instituição regionalista.

Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem no Minho um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país e o regresso à metrópole dos portugueses que ali viviam, muitos dos quais ali nascidos e ainda hoje tendo aquela terra como sua. Este ano, Paredes de Coura foi o concelho escolhido se juntarem em alegre confraternização bem ao jeito da nossa região.

Entretanto, no próximo dia 24 de Março, Rui Aguilar Cerqueira, membro da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico vai a Loures proferir uma palestra subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”, a qual terá lugar no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures. A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico. A inicitava é promovida pelo Grupo Folclórico Verde Minho e conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures.

Durante duas décadas consecutivas, a Casa do Minho foi na capital do Índico o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. E, em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 63 anos!

Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

Fotos: Rui Aguilar Cerqueira / Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques - Moçambique

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ANTIGOS SÓCIOS DA EX-CASA DO MINHO EM LOURENÇO MARQUES CONFRATERNIZAM ESTE ANO EM PAREDES DE COURA

O Encontro dos minhotos que viveram em Moçambique vai este ano ter lugar em Paredes de Coura, no próximo dia 5 de Maio.

Todos os anos, os minhotos que viveram naquela antiga província ultramarina, promovem no Minho um encontro de confraternização por ocasião do aniversário da sua associação regionalista – a Casa do Minho em Moçambique – entretanto extinta por ocasião da independência política daquele país e o regresso à metrópole dos portugueses que ali viviam, muitos dos quais ali nascidos e ainda hoje tendo aquela terra como sua. Este ano, Paredes de Coura foi o concelho escolhido se juntarem em alegre confraternização bem ao jeito da nossa região, em local ainda a confirmar.

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Entretanto, no próximo dia 24 de Março, Rui Aguilar Cerqueira, membro da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico vai a Loures proferir uma palestra subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique), a qual terá lugar no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, local onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures. A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico. A inicitava é promovida pelo Grupo Folclórico Verde Minho e conta com o apoio da Câmara Municipal de Loures.

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Durante duas décadas consecutivas, a Casa do Minho foi na capital do Índico o elo de ligação das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e mantinham as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio da Casa do Minho constituiu um dos melhores exemplos do seu apego às origens.

Os antigos territórios ultramarinos portugueses foram o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

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Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. E, em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955, já lá vão 63 anos!

Muitos foram os minhotos e outros portugueses que em Moçambique construíram as suas vidas. Contudo, o seu curso tranquilo e próspero veio a ser abruptamente interrompido em consequência do processo de descolonização do território e a guerra civil que se seguiu, determinando o seu regresso à metrópole e consequente extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e continuam a reunir-se todos os anos em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que continuam a amar – Moçambique!

Fotos: Rui Aguilar Cerqueira / Ex-Casa do Minho em Lourenço Marques - Moçambique

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VIANA DO CASTELO DEBATE "DESIGUALDADES SOCIAIS E SAÚDE MENTAL"

FASE Viana organiza conferência: Em debate estão as “Desigualdades Sociais e Saúde Mental”

As desigualdades sociais afetam pessoas e famílias de todos os territórios e de todas classes sociais, reduzindo-lhes a saúde e incapacitando-as para o trabalho, com consequências graves na sua qualidade de vida em geral.

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Porque, apesar dos progressos que lentamente se vão verificando, continuam as desigualdades sociais a constituir um problema grave das sociedades, um grupo de cidadãos agregados no FASE, Fórum Ambiental, Social e Económico, em parceria com ACEP, AJD, Metamorphys e a Ordem dos Médicos de Viana do Castelo, vai debater este tema, por entender ser de necessidade premente uma mobilização alargada a partir da sociedade civil organizada para ajudar a identificar as realidades e reivindicar respostas adequadas. O evento vai acontecer no próximo dia 1 de Fevereiro de 2018, às 21 Horas, na Ordem dos Médicos de Viana do Castelo, Rua da Bandeira, Nº 472, com entrada livre.

No seguimento deste debate, seguir-se-á o aprofundamento de tão candente questão, na convicção de que só com trabalho em parcerias e redes, agregando forças e assumindo utopias, será possível melhorar e humanizar o funcionamento das comunidades, com respostas mais evidentes às populações, particularmente aos estratos populacionais mais carecidos.  

Propõe-se o FASE, como movimento cívico de associações e de pessoas individuais, contribuir para um debate consciente e aberto em prol da diminuição das desigualdades, da pobreza e da doença, em direção ao desenvolvimento sustentável e participado. 

De destacar que esta iniciativa conta desde o seu surgimento com o apoio especial da Sub-região de Viana do Castelo da Ordem dos Médicos, que disponibiliza de forma graciosa as suas instalações.

fasevcastelo@gmail.com 

RUI AGUILAR CERQUEIRA VAI A LOURES FALAR DO FOLCLORE E DO REGIONALISMO NA ÁFRICA AUSTRAL

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures

O Grupo Folclórico Verde Minho promove mais uma conferência dedicada ao folclore e ao regionalismo a ter lugar já no início do próximo ano. Rui Aguilar Cerqueira, antigo dirigente da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico vai, no próximo dia 24 de Março, proferir uma palestra subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”.

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A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico.

A iniciativa tem lugar a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, espaço onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, junto ao Parque da Cidade. Existe excelente estacionamento no local.

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Como é sabido, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram também o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955.

Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e, todos os anos continuam a reunir-se no Minho em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!

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Rui Aguilar Cerqueira nasceu em 1955, no Hospital Miguel Bombarda, em Lourenço Marques, como então se designava a capital de Moçambique, actual cidade do Maputo. Descende pelo lado paterno de naturais de Arcos de Valdevez – o pai chamava-se Abel Cerqueira – e, por parte da mãe, Maria Adelaide Varela Aguilar Cerqueira, de lisboetas.

Viveu, estudou e trabalhou como até aos 22 anos Agente Técnico de Apuramentos Estatísticos no Ministério da Agricultura, em Lourenço Marques.

Após a independência de Moçambique ocorrida em 25 de Junho de 1975, regressou a Portugal na companhia de toda a família e fixou residência em Braga.

Recomeçando a vida, deu então inicio a uma nova vida profissional, passando a exercer funções nas empresas multinacionais alemãs “Grundig Electrónica Portuguesa”, “Blaupunkt Auto Rádio Portugal, Lda ” e “BOSCH BRG”, durante 38 anos, como Técnico de Electrónica-Oficial.

Praticou desporto e foi atleta federado em Hóquei em Patins e Voleibol.

Durante a sua permanência em Moçambique, integrou a Casa do Minho de Lourenço Marques e o seu Rancho Folclórico composto por 80 elementos, representando a região minhota, com as suas danças e cantares tradicionais, com especial incidência no Alto Minho.

Sendo o seu falecido pai o ensaiador do grupo, era natural que os seus dois filhos ainda de tenra idade integrassem o Rancho juntamente com outras crianças, formando assim o respectivo Rancho Infantil cuja constituição ocorreu por volta de 1959. Tinha por essa altura apenas 4 anos de idade e o seu irmão, com apenas 2 anos, tornou-se a mascote do grupo folclórico.

Com o decorrer do tempo e atingida a idade indicada para passagem ao grupo dos adultos, tornou-se o par marcante e aquele que exercia a “voz de comando”.

Para além de grandes exibições em Moçambique, o Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lourenço Marques também se deslocou a África do Sul, Rodésia, Suazilândia entre outros países africanos, tendo recebido numerosas lembranças e até ganho diversos festivais folclóricos cujos troféus reuniu nas instalações da su sede social. À época era bastante comum a realização de concursos para avaliar o desempenho dos grupos folclóricos.

Com a independência política, todas as casas regionais e demais associações portuguesas existentes em Moçambique foram nacionalizadas, ficando os minhotos privados da sua Casa do Minho.

Nas fotos que apresentamos pode ver-se o rancho infantil, encontrando-se em cima, à direita, em primeiro lugar, o seu irmão Fernando Cerqueira (já falecido) e, em seguida, o sr. Rui Cerqueira. Nas duas fotos seguintes surge o seu pai, na qualidade de ensaiador, na frente a dançar o malhão traçado e, na outrao seu pai de gravata no meio do grupo. Estas fotos datam de 1960. Nas duas seguintes aparece Rui Aguilar Cerqueira, de barbas, na frente como o par marcante.

Actualmente, todos os minhotos ainda vivos que viveram naquele ambiente minhoto em terras moçambicanas – à época território português! – desde sócios, dirigentes, antigos componentes do rancho seus familiares e amigos, reunidos por Rui Cerqueira, encontram-se anualmente num almoço de confraternização, por ocasião do aniversário da associação, sempre numa diferente cidade minhota. E este “toque a reunir” que junta invariavelmente cerca de duas centenas de convivas, ocorre ininterrupetamente desde há 21 anos, tal é a saudade que os anima e o amor ao rincão natal!

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CENTRO DE ESTUDOS REGIONAIS DO ALTO MINHO VAI REALIZAR CICLO DE ESTUDOS SOBRE "CRENÇAS RELIGIOSAS E MUDANÇAS CULTURAIS"

Apresentação pública do Ciclo de Estudos “Crenças religiosas e mudanças culturais”

No próximo dia 25 de janeiro, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, às 17.00 horas, tem lugar aapresentação do programa do Ciclo de Estudos “Crenças religiosas e mudanças culturais”, iniciativa do Centro de Estudos Regionais, que decorrerá entre janeiro e junho de 2018

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O Ciclo de Estudos “Crenças religiosas e mudanças culturais”, integrado no plano de atividades da Academia Sénior/CER, é umfórum de partilha de conhecimento e de reflexão, aberto a toda a comunidade. Organizado em torno de um conjunto de conferências e de visitas de estudo, o ciclo de estudos será uma oportunidade para conhecer o trabalho científico, desenvolvido por diversos investigadores e especialistas qualificados, sobre as religiões considerando, em pé de igualdade, diferentes credos e confissões. O fenómeno religioso será analisado sob o ponto de vista da antropologia, da história e da sociologia.

Nesta sessão pública, José Carlos Loureiro, presidente da direção do Centro de Estudos Regionais e coordenador da nona edição do ciclo de estudos, apresentaráos objetivos do projeto e divulgará o programa integral.