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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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JOVENS VIZELENSES DEBATEM O PODER DA COMUNICAÇÃO

“O Poder da Comunicação” com casa cheia

No passado dia 28 de novembro de 2017 decorreu, no Auditório Luís Lopes Guimarães, em Vizela, a palestra “O poder da Comunicação”. Cerca de 130 jovens vizelenses responderam positivamente ao desafio da Câmara Municipal enchendo por completo o auditório Luis Lopes Guimarães.

A iniciativa, que resulta da parceria da Câmara Municipal de Vizela e o Gabinete de Atendimento e Acompanhamento Social da Santa Casa da Misericórdia de Vizela, contou com a presença do Storyteller Tiago Santos, que abordou de forma prática, dinâmica e divertida, técnicas de comunicação interpessoal eficazes no processo de procura de trabalho.

palestra O poder da Comunicação

A esta palestra assistiram mais de uma centena de jovens, em especial os/as alunos/as do 12º ano das escolas do Concelho e que têm frequentado o programa “Profissionais com Futuro”, no qual têm sido desenvolvidas atividades de autoconhecimento e de treino de soft skills.

Em termos gerais, os jovens que participaram nesta palestra, consideram-se muito satisfeitos com o evento, especialmente pela intervenção do orador, conhecimentos adquiridos e utilidade prática da atividade no dia-a-dia pessoal e profissional.

Os comentários recebidos por muitos dos jovens foram, de que a palestra “foi muito interessante” que, serviu para “aprofundar conhecimentos”, tendo ainda estes, dado especial atenção à apresentação criativa, com conteúdos bem específicos e à interação que o orador criou com os participantes.

FAMALICÃO ACOLHE REUNIÃO TRANSNACIONAL DE COORDENAÇÃO PARA DEBATER INOVAÇÃO SOCIAL NA EUROPA

Reunião Transnacional de Coordenação – Atlantic Social Lab -INTERREG Atlantic Area: “Inovação Social na Europa foi tema de reflexão, discusão e partilha, em Vila Nova de Famalicão”

A inovação social na Europa foi tema de reflexão, discussão e partilha, em sessão de trabalho que se realizou em Vila Nova de Famalicão, nos dias 28 e 29 de novembro passado, no âmbito das atividades do Projeto de cooperação territorial europeia Atlantic Social Lab, com o apoio do Programa INTERREG Atlantic Area.

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Esta sessão de trabalho contou com a participação de instituições de natureza diversa, desde câmaras Municipais, Associações de Municípios, ONG – Organizações Não Governamentais, e Universidades, oriundas de vários países, designadamente do Reino Unido, da República da Irlanda, de França, de Espanha, e de Portugal. No território do Vale do Ave, o Projeto Atlantic Social Lab é implementado pela ADRAVE e contou com a cooperação do Município de Vila Nova de Famalicão na organização e concretização deste Encontro transnacional em Vila Nova de Famalicão.

O tema em discussão foi a agenda de inovação social na Europa e os contributos e boas práticas dos territórios europeus neste domínio, incluindo os empreendedores e inovadores sociais e outros atores, cuja criatividade, envolvimento social e capacidade de transformar a sociedade contribuem para a implementação das políticas públicas de promoção do desenvolvimento socioeconómico e para a emergência e aprofundamento de novos vetores de atuação em matéria de inovação no domínio social.

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Ao longo dos dois dias de trabalho, realizaram-se também, neste âmbito, duas visitas de estudo ao território, com o objetivo de apresentar, refletir e partilhar boas práticas de planeamento estratégico participado e de empreendedorismo social, ao mesmo tempo que se analisará a viabilidade de transferibilidade destas práticas para outros territórios.

A primeira visita de estudo foi realizada ao Município de Vila Nova de Famalicão, através da Divisão de Planeamento Estratégico e Empreendedorismo, a qual incidiu sobre a metodologia de envolvimento e participação social da Comunidade na elaboração e no acompanhamento da Estratégia de Desenvolvimento Territorial Local – Famalicão Visão 25. O objetivo foi o de dar a conhecer a metodologia de planeamento do desenvolvimento local em Vila Nova de Famalicão, salientando a componente de envolvimento alargado da comunidade, quer ao nível das instituições locais e regionais, quer ao nível dos cidadãos individualmente considerados, bem como, das estratégias de acompanhamento e monitorização dos projetos de desenvolvimento.

A segunda visita de estudo foi realizada ao Centro Social de Bairro, a qual incidiu na apresentação e visita à Quinta Pedagógica de Bairro, um projeto de referência no domínio da inclusão social de pessoas portadoras de deficiência, incluindo os seus objetivos, as metodologias de trabalho, o modelo de gestão e os projetos futuros, salientando-se ainda a natureza da organização e a componente multisserviços do Centro Social de Bairro, bem como as parcerias e o envolvimento alargado da comunidade. Houve tempo ainda para proceder à plantação de uma árvore na Quinta, integrada na iniciativa Famalicão - 25.000 árvores, à qual foi atribuída a identificação do Projeto Atlantic Social Lab, e que esperamos que traga muitas mais iniciativas de inovação social ao território.

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RUI AGUILAR CERQUEIRA VAI A LOURES FALAR DO FOLCLORE E DO REGIONALISMO NA ÁFRICA AUSTRAL

Iniciativa do Grupo Folclórico Verde Minho com o apoio da Câmara Municipal de Loures

O Grupo Folclórico Verde Minho promove mais uma conferência dedicada ao folclore e ao regionalismo a ter lugar já no início do próximo ano. Rui Aguilar Cerqueira, antigo dirigente da extinta Casa do Minho em Lourenço Marques e do seu rancho folclórico vai, no próximo dia 24 de Março, proferir uma palestra subordinada ao tema “Folclore e Regionalismo Minhoto na África Austral: A Casa do Minho em Lourenço Marques (Moçambique)”.

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A conferência será acompanhada pela projecção de imagens da época vivida pelos nossos conterrâneos em Moçambique, incluindo a celebração do compasso pascal e a actuação do rancho folclórico.

A iniciativa tem lugar a partir das 15 horas, no Palácio dos Marqueses da Praia e Monforte, espaço onde se reúne a Assembleia Municipal de Loures, junto ao Parque da Cidade. Existe excelente estacionamento no local.

Como é sabido, os antigos territórios ultramarinos portugueses foram também o destino de muitos minhotos que decidiram ali construir as suas vidas. Rumando diretamente a partir da metrópole ou fixando-se após o cumprimento do serviço militar naquelas paragens, Angola e Moçambique vieram a tornar-se a segunda terra para muitos dos nossos conterrâneos que assim trocavam a estreita courela pela desafogada machamba ou simplesmente empregavam-se na atividade comercial das progressivas cidades de Luanda e Lourenço Marques, atual Maputo.

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Porém, a recordação do Minho distante não os abandonou e permaneceu sempre nos seus corações. E, a provar esse amor filial, criaram as suas próprias associações regionalistas a fim de manterem mais viva a sua portugalidade e as raízes minhotas. Em Lourenço Marques, fundaram a Casa do Minho em 1955.

Durante duas décadas consecutivas, aquele foi o ponto de encontro das nossas gentes em terras moçambicanas. Ali se construíram novas amizades e conservavam as suas tradições. A constituição de um Rancho Folclórico no seio daquela associação foi um dos melhores exemplos do seu apego às origens. Até que a descolonização veio alterar o rumo das suas vidas e determinar a extinção da Casa do Minho.

Não obstante, muitos dos minhotos e amigos da Casa do Minho, que dela fizeram parte ou de alguma forma por lá passaram, não esquecem esses tempos saudosos e, todos os anos continuam a reunir-se no Minho em alegre e amistosa confraternização, partilhando recordações e revivendo a terra que também amaram – Moçambique!

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Rui Aguilar Cerqueira nasceu em 1955, no Hospital Miguel Bombarda, em Lourenço Marques, como então se designava a capital de Moçambique, actual cidade do Maputo. Descende pelo lado paterno de naturais de Arcos de Valdevez – o pai chamava-se Abel Cerqueira – e, por parte da mãe, Maria Adelaide Varela Aguilar Cerqueira, de lisboetas.

Viveu, estudou e trabalhou como até aos 22 anos Agente Técnico de Apuramentos Estatísticos no Ministério da Agricultura, em Lourenço Marques.

Após a independência de Moçambique ocorrida em 25 de Junho de 1975, regressou a Portugal na companhia de toda a família e fixou residência em Braga.

Recomeçando a vida, deu então inicio a uma nova vida profissional, passando a exercer funções nas empresas multinacionais alemãs “Grundig Electrónica Portuguesa”, “Blaupunkt Auto Rádio Portugal, Lda ” e “BOSCH BRG”, durante 38 anos, como Técnico de Electrónica-Oficial.

Praticou desporto e foi atleta federado em Hóquei em Patins e Voleibol.

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Durante a sua permanência em Moçambique, integrou a Casa do Minho de Lourenço Marques e o seu Rancho Folclórico composto por 80 elementos, representando a região minhota, com as suas danças e cantares tradicionais, com especial incidência no Alto Minho.

Sendo o seu falecido pai o ensaiador do grupo, era natural que os seus dois filhos ainda de tenra idade integrassem o Rancho juntamente com outras crianças, formando assim o respectivo Rancho Infantil cuja constituição ocorreu por volta de 1959. Tinha por essa altura apenas 4 anos de idade e o seu irmão, com apenas 2 anos, tornou-se a mascote do grupo folclórico.

Com o decorrer do tempo e atingida a idade indicada para passagem ao grupo dos adultos, tornou-se o par marcante e aquele que exercia a “voz de comando”.

Para além de grandes exibições em Moçambique, o Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lourenço Marques também se deslocou a África do Sul, Rodésia, Suazilândia entre outros países africanos, tendo recebido numerosas lembranças e até ganho diversos festivais folclóricos cujos troféus reuniu nas instalações da su sede social. À época era bastante comum a realização de concursos para avaliar o desempenho dos grupos folclóricos.

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Com a independência política, todas as casas regionais e demais associações portuguesas existentes em Moçambique foram nacionalizadas, ficando os minhotos privados da sua Casa do Minho.

Nas fotos que apresentamos pode ver-se o rancho infantil, encontrando-se em cima, à direita, em primeiro lugar, o seu irmão Fernando Cerqueira (já falecido) e, em seguida, o sr. Rui Cerqueira. Nas duas fotos seguintes surge o seu pai, na qualidade de ensaiador, na frente a dançar o malhão traçado e, na outrao seu pai de gravata no meio do grupo. Estas fotos datam de 1960. Nas duas seguintes aparece Rui Aguilar Cerqueira, de barbas, na frente como o par marcante.

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Actualmente, todos os minhotos ainda vivos que viveram naquele ambiente minhoto em terras moçambicanas – à época território português! – desde sócios, dirigentes, antigos componentes do rancho seus familiares e amigos, reunidos por Rui Cerqueira, encontram-se anualmente num almoço de confraternização, por ocasião do aniversário da associação, sempre numa diferente cidade minhota. E este “toque a reunir” que junta invariavelmente cerca de duas centenas de convivas, ocorre ininterrupetamente desde há 21 anos, tal é a saudade que os anima e o amor ao rincão natal!

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PÓVOA DE LANHOSO DEBATE ADOLESCÊNCIA

Clube “Entre Famílias” dinamiza sessões  sobre “A Adolescência”

Realiza-se no próximo dia 29 de novembro a segunda parte da sessão sobre “A adolescência”, que o Projeto Geração Lanhoso CLDS 3G, no âmbito do “Clube Entre Famílias”, se encontra a promover.

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Tal como a primeira, esta sessão também conta com a participação da médica pediatra, Patrícia Carvalho, destinando-se a pais e mães, educadores/as e pessoas interessadas na temática. Realiza-se pelas 18h30, no auditório do Centro Interpretativo Maria da Fonte.

Atendendo a que a adolescência é, geralmente, encarada pelos pais e mães como sendo a fase da vida dos/as seus/suas filhos/as que mais dúvidas e receios lhes suscitam, esta iniciativa visa abordar com os participantes os aspetos físico-psicossociais da adolescência e etapas de desenvolvimento inerentes à adolescência.

A primeira parte desta sessão decorreu no passado dia 7 de novembro e permitiu aos/às participantes compartilharem as suas ânsias, exporem as suas dúvidas, preocupações, proporcionando a construção de um espaço de debate, de reflexões, de aprendizagens e de partilhas.

Como falar da adolescência e da educação não é um assunto que se esgote, os pais e as mães presentes manifestaram o interesse em abordar novamente este assunto. Daí a realização, no já referido dia 29 de novembro, de nova oportunidade para esclarecer dúvidas, estando todas as pessoas interessadas convidadas a participar.

De lembrar que o projeto Geração Lanhoso tem a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso como parceiro local e a Sol do Ave como entidade promotora e coordenadora, sendo financiado no âmbito do Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (POISE), Tipologia de operação, Contratos Locais de Desenvolvimento Social (CLDS 3G).

ALTO MINHO DEBATE EM PAREDES DE COURA ECOLOGIA DO FOGO

O Alto Minho TrEx iniciou-se no passado dia 18 de novembro, no Centro Cultural em Paredes de Coura, com a realização de um workshop de enquadramento inicial que contou com a participação de cerca de 60 bombeiros, técnicos, forças especiais, grupos de intervenção e científicos que discutirem e efetuaram intercâmbios sobre a cultura local do fogo, a ecologia do fogo e os desafios da sua gestão à escala da paisagem.

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Agregados em grupos de brigadas e equipas, o encontro serviu para debater expetativas, procedimentos de segurança, meteorologia e comportamento e ecologia do fogo.

Entre os dias 20 a 23 de novembro foram realizadas ações piloto de treino e intercâmbio de técnicas de gestão de eventos de riscos e de uso do fogo controlado em ambientes e ecossistemas diversificados dos dez municípios do Alto Minho.

Em termos globais, e após uma semana intensa de trabalho e intercâmbio, destacam-se os seguintes resultados:

  • Dia 18 e 19 de novembro:

Objetivo/Resultados: Para além do uso do fogo, os técnicos afetos ao ‘Alto Minho TrEx’, oriundos de Portugal, Espanha, Brasil, EUA e Gales, partilharam conhecimentos e experiências em conceitos como a ecologia do fogo, organização e gestão de incidentes (ICS/IMT) e gestão do fumo e seus impactos.

  • Dia 20 de novembro

Objetivo: i) envolvimento das comunidades locais e pastores; ii) reconhecimento do território para aplicação dos conhecimentos de gestão da paisagem com uso do fogo;

Resultados: tratamento de áreas na Gavieira - Arcos de Valdevez e em Lamas de Mouro – Melgaço; no total foram tratados 40 ha de pastagem com o envolvimento não direto dos pastores.

  • Dia 21 de novembro

Objetivo: i) gestão de combustível em pontos estratégicos de oportunidade na gestão de Incêndios Florestais; ii) tratamento de parcelas com objetivo de melhorar a gestão cinegética e tratar zonas de interface urbano-florestal;

Resultados: tratamento de áreas em Carvoeiro - Viana do Castelo e em Airão - Poiares em Ponte de Lima; no total foram tratados 15 ha de parcelas previamente preparadas pelas equipas de prevenção municipais.

  • Dia 22 de novembro

Objetivo: i) gestão de combustível em pontos estratégicos de oportunidade na gestão de Incêndios Florestais recorrentes, neste caso particular, em ciclo de retorno; ii) tratamento de parcelas com objetivo de melhorar a gestão cinegética;

Resultados: tratamento de parcelas no concelho de Vila Nova de Cerveira numa zona limítrofe com o concelho Valença; no total foram tratados 20 ha de parcelas previamente preparadas pelo município de Vila Nova de Cerveira.

Estiveram envolvidos meios de apoio complementares das equipas de sapadores florestais, Unidade Local de Covas e Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Cerveira;

  • Dia 23 e 24 de novembro

Objetivo/resultados: i) reconhecimento de áreas queimadas; ii) estudo de ecologia do fogo e técnicas de recuperação de áreas percorridas por incêndios; iii) balanço, propostas de melhoria e perspetivas relacionadas com esta iniciativa piloto inovadora.

Importa também referir que as ações experimentais no terreno foram sempre executadas por técnicos credenciados em fogo controlado, com apoio das equipas de supressão e respetivos meios, para além do envolvimento da comunidade local. No final das intervenções foram realizados trabalhos de consolidação do perímetro das parcelas com recurso a trabalhos com recurso a ferramenta manual e utilização de água.

Tendo uma visão de escala de potenciais incêndios florestais que podem afetar a região num futuro próximo, a CIM Alto Minho, em estreita colaboração com os Municípios do Alto Minho, procedeu à elaboração de um plano de fogo controlado para o período entre 2017 e 2021. Estas ações estão previstas nos planos de fogo controlado desenvolvidos pelos gabinetes técnicos florestais dos municípios e inserem-se no referido “Plano Regional de Fogo Controlado do Alto Minho”.

O ‘Alto Minho TrEx’ foi promovido pela Comunidade Intermunicipal do Alto Minho (CIM Alto Minho), no âmbito do projeto Protec|Georisk cofinanciado pelo PO SEUR, em parceria com a "The Nature Conservancy”, organização internacional líder na conservação da biodiversidade e do meio ambiente. Trata-se de uma iniciativa inédita na Europa e assume-se como uma oportunidade de capacitação dos agentes territoriais em colaboração com uma rede de trabalho reconhecida ao nível mundial.

Em suma, estas são as principais razões pelas quais a CIM Alto Minho e os Municípios entendem a necessidade de continuar a dinamizar este conjunto alargado de experiências:

  • Promoção do intercâmbio de técnicas de gestão de eventos de riscos;
  • Dinamização de práticas de fogo controlado, enquanto instrumento de gestão de paisagem, respeitando os valores e serviços dos ecossistemas;
  • Envolvimento das comunidades locais agrosilvopastoris, no contexto dos territórios adversos de montanha, na partilha de boas práticas de uso do fogo controlado;
  • Reforço do espirito de partilha dos diversos agentes da comunidade institucional (dos vários níveis) e das forças vivas dos territórios rurais;
  • Potenciar os conhecimentos e experiências ao nível da gestão de eventos críticos, com especial enfoque no processo de interação e comunicação dos vários intervenientes;
  • Oportunidade de integrar uma rede de trabalho reconhecida ao nível Mundial.

FAFE ACOLHE COLÓQUIO INTERNACIONAL SOBRE ARQUITECTURA DE INTERIORES DA CASA SENHORIAL

V Colóquio Internacional “A Casa Senhorial: anatomia dos interiores” tem lugar em Fafe de 6 a 8 de Junho de 2018

A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), o Museu das Migrações e das Comunidades /Câmara Municipal de Fafe e a Universidade Nova de Lisboa (Portugal), com o apoio do Grupo de Pesquisa "Casas Senhoriais e seus Interiores: estudos luso-brasileiros em arte, memória e património", promovem, de 6 a 8 de junho de 2018, o V Colóquio Internacional "A Casa Senhorial: anatomia dos interiores". O colóquio terá na Sala Manoel de Oliveira, em Fafe.

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Trata-se de uma reunião científica de investigadores, aberta à participação de estudiosos de todo mundo, para compartilhar e confrontar resultados de estudos acerca das casas senhoriais, desde o século XVII ao início do XX, com foco em quatro linhas de investigação:

  1. Proprietários, construtores e artífices. Vivências e rituais;
  2. Identificação das estruturas e dos programas distributivos e o estudo de nomenclaturas funcionais e simbólicas de cada espaço;

III. A ornamentação fixa: azulejos, tetos, talhas, pinturas, estuques, têxteis, pavimentos, chaminés/lareiras, janelas, portas, pára-ventos e outros bens integrados;

  1. O equipamento móvel nas suas funções específicas e suas relações com o espaço; o conjunto e as circulações das peças; a atmosfera do lugar.

:: Comité organizador:

Profª. Dra. Ana Pessoa (PPGMA/FCRB)

Mestre Artur Coimbra, Museu das Migrações e das Comunidades/Câmara Municipal de Fafe

Profª. Dra. Isabel Mendonça (Instituto de História da Arte/UNL)

:: Comité científico:

  1. Prof. Dr. José Belmont Pessoa (Programa de Pós-Graduação da Escola de Arquitetura e Urbanismo/UFF)
  2. Prof. Dr. Nelson Porto (PPGAU/Ufes)
  3. Profa. Dra. Ana Lúcia Vieira dos Santos (Escola de Arquitetura e Urbanismo/UFF)

(II) Prof. Dr. Helder Carita (Instituto de História da Arte/UNL)

  • Prof. Dr. Carlos Alberto d´Avila Santos (Centro de Artes /UFPel)

(III) Prof. Dr. Aldrin Moura de Figueiredo (Faculdade de Arquitetura/UFPa)

(IV) Profa. Dra. Marize Malta (Escola de Belas Artes/UFRJ)

(IV) Prof. Dr. Gonçalo de Vasconcelos e Sousa (CITAR-Escola de Arte/UCP)

:: Cronograma:

Envio de resumo das propostas de comunicação: até 30 de novembro de 2017

Resultado de submissão da proposta de comunicação: até 15 de dezembro de 2017

Divulgação da programação: 22 de dezembro de 2017

Realização do evento – 6 a 8 de junho de 2018

:: Inscrições:

Propostas de Comunicação: A ficha de inscrição e os resumos deverão ser enviados até o dia 30 de novembro de 2017 para o e-mail:casasenhorialfafe@gmail.com.

FOLCLORISTAS DEBATEM EM OEIRAS "O TRAJO DE ANTANHO"

A troca de experiências e conhecimentos é atualmente fundamental para prosseguir o trabalho de melhoria progressiva dos grupos folclóricos.

Com este objetivo decorrerá, no próximo dia 25 de Novembro, o Colóquio “Memórias do Povo”, subordinado ao tema "Trajes de Antanho", organizado pelo Grupo Cultural de Vila Fria, na sua sede sita na Rua Carlos Paião, nº 23, em Vila Fria (Oeiras), no qual gostaríamos de contar com a vossa presença.

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Para tal, propomos o preenchimento da ficha de inscrição em: https://goo.gl/forms/BONxSpgfxRHwWFhd2

PROGRAMA

15:00h – Sessão de Abertura

15:30h – Iº Painel

Mediador: Joaquim Pinto (Presidente da Associação do Distrito de Lisboa para a Defesa da Cultura Tradicional Portuguesa)

Xaile - Memória dos afetos - Carlos Alves Cardoso

(Rancho Folclórico Os Rancheiros de Vila Fria)

O Campino no Concelho da Golegã - Carlos Santana

(Rancho Folclórico da Golegã)

Do trajar e do vestir do Alto Minho Interior - José Artur Brito

(Grupo de Folclore das Terras da Nóbrega)

16:30h – Intervalo

16:45h – 2º Painel

Gentes do Mar - Ricardo Gomes

(Rancho Folclórico de Geraldes)

O Traje, a Recolha, os Erros - Virgílio Reis

(Grupo de Folclore As Lavadeiras da Ribeira da Lage)

17:30h – Debate

18:00h – Sessão de Encerramento

UNIVERSIDADE DE SANTIAGO DE COMPOSTELA DEBATE EMIGRAÇÃO GALAICO-PORTUGUESA

Na passada quarta-feira (15 de novembro), o eixo temático “Galegos e portugueses além da sua terra” foi o tema central do II Seminário da Cátedra das Migrações organizadas Cátedra UNESCO da Universidade de Santiago de Compostela, uma das mais antigas instituições de ensino superior da Península Ibérica e do mundo.

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Da esquerda para a direita: a socióloga Iria Vásquez Silva, o historiador Daniel Bastos, o investigador Camilo Fernández Cortizo, e o professor Domingo González Lopo

 

A iniciativa, que decorreu na Faculdade de Geografia e História, e envolveu alunos e docentes da instituição académica da Galiza, contou entre os oradores convidados, com a socióloga das migrações galega, Iria Vásquez Silva que abordou “A raia: trânsitos migratórios na fronteira galaico-portuguesa”, o investigador galego Camilo Fernández Cortizo que destacou “A emigração galega no Norte de Portugal (1720-1850) ”, o professor universitário galego Domingo González Lopo que analisou “Os Galegos nos livros de viagem dos séculos XVIII e XIX”, e o historiador português Daniel Bastos que falou sobre “Gérald Bloncourt o fotógrafo da emigração portuguesa”.

O encontro multidisciplinar que cruzou na academia galega vários olhares sobre a temática da emigração, fenómeno que tem um peso estruturante na sociedade luso-espanhola, procurou essencialmente aprofundar e valorizar o papel do fenómeno migratório no desenvolvimento das comunidades galaico-portuguesas, com especial incidência nos espaços transfronteiriços.

VIZELA RECEBE PALESTRA SOBRE "O PODER DA COMUNICAÇÃO"

Câmara Municipal promove palestra “O Poder da Comunicação”

A Câmara Municipal de Vizela vai promover a palestra “O Poder da Comunicação”, no próximo dia 28 de novembro, às 10h20, no Auditório Luís Lopes Guimarães, em Vizela.

A iniciativa resulta do trabalho em parceria entre a Autarquia, o Gabinete de Atendimento e Acompanhamento Social (GAAS) da Santa Casa da Misericórdia de Vizela e os estabelecimentos de ensino, educação e formação do Concelho.

Esta palestra, com a presença de Tiago Santos, incidirá sobre o poder da comunicação e das histórias na nossa pegada social e profissional.

Queres saber o que te pode tornar indispensável numa empresa? Que histórias te tornam único/a e especial? O poder da tua comunicação, numa geração de Linkedin, Instagram ou Web Summit? Como criar uma Marca Pessoal de impacto na procura de emprego?

A palestra é gratuita e dirigida a jovens e adultos até aos 35 anos de idade. Os interessados terão de fazer a sua inscrição presencialmente no Espaço jovem de Vizela, por correio eletrónico juventude@cm-vizela.pt ou ainda on-line, através do link:  https://docs.google.com/forms/d/1rNw2lNDCFNeeLjOhyYWobsxukT3TJszLyTaVRrRyA_c/edit.

A inscrição é  limitada ao número de lugares sentados.

Tiago Gomes Santos, Pós-graduado em Cidades e Culturas Urbanas; Master em Programação Neurolinguística; Certificado Internacionalmente em Storytelling; Palestrante em TEDx; Ignite ou Master Spitch.  Acredita que a Comunicação é a base de evolução humana e que cada um de nós é uma mistura de várias histórias.

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MONÇÃO ACOLHE CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE VIAS VERDES

Dia 14 de novembro, terça-feira, pelas 9h00, no Cine Teatro João Verde. Iniciativa assinala a passagem do 13º aniversário da inauguração do primeiro troço da Ecopista do Rio Minho, entre Monção e Valença.

O Cine Teatro João Verde recebe no dia 14 de novembro, terça-feira, uma conferência internacional sobre as vias verdes da Europa com a presença de especialistas nacionais e internacionais. O objetivo geral é destacar o papel destes corredores ecológicos na concretização de um desenvolvimento sustentado e turístico.

Com início às 9h00, a sessão de abertura conta com as presenças de AntonisChristopoulos, da Agência para Pequenas e Medias Empresas, da Comissão Europeia, e de Mercedes Muñoz, diretora da Associação Europeia de Vias Verdes.

Ao longo da manhã, serão abordados vários painéis relacionados com a importância das vias verdes na criação de um turismo sustentado na Europa, o projecto Greenways4all e o seu impacto no território, e boas práticas nas vias verdes como oportunidade para a cooperação internacional.

Será igualmente debatida a promoção das vias verdes como produtos turísticos de excelência, bem como apresentados ao público presente alguns exemplos práticos de corredores verdes na Europa. À tarde, com início às 16h00, decorre uma caminhada pela Ecopista do Rio Minho.

Este seminário internacionalassinala a passagem do 13º aniversário da inauguração do primeiro troço da Ecopista do Rio Minho, entre Monção e Valença.Pretende ainda incrementar o intercâmbio e a colaboração entre os agentes públicos e privados, de forma a potenciar um conceito de via verde acessível a todos e para todos com vantagens desportivas, recreativas e turísticas. 

Programa em:

https://greenways4all.org/event/greenways4all-final-conference

Fernando Silva

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE DEBATE "A ETNOGRAFIA E O FOLCLORE DO MAR DE ESPOSENDE"

4.º Seminário da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios

O Município de Esposende, que preside, pelo segundo mandato consecutivo, à Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios (RNCMR), vai organizar, no próximo dia 17 de novembro, o 4.º Seminário desta Rede, subordinado à temática “A Etnografia e o Folclore do Mar de Esposende”.

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O evento integra as comemorações do Dia Nacional do Mar, que se assinala a 16 de novembro, e decorrerá no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, em Esposende. A participação é gratuita, contudo, carece de inscrição prévia, a efetuar até ao dia 15 do corrente, através do e-mail museu.esposende@cm-esposende.pt

Esposende, cidade e concelho, é terra de usos e costumes de tradições agro-marítimas seculares, onde subsistem a pesca tradicional e as paisagens rurais associadas à agricultura do sargaço. Esta cultura encontra-se refletida nos agrupamentos folclóricos, ranchos e rondas, agrupamentos etnográficos que projetam o presente do concelho através do que recolheram e adaptaram do passado rural e agro-piscatório. Património cultural visível através dos trajes, das danças e da musicalidade, sempre associados a formas de produção rural, piscatória ou artesanal, tem ainda representações do quotidiano de outrora, cadenciado pela música e pelas canções de índole tradicional, nestes agrupamentos etnográficos, de onde se destacam os Sargaceiros, verdadeiros guardiões do património etnográfico do mar, que em Esposende importa patrimonializar e preservar. Dos mares vizinhos, a norte e a sul, também mares de Esposende, chegam fortes influências culturais, presentes nas tecnologias tradicionais associadas às paisagens do sargaço, no trajar e no folclore.  

O Presidente da Câmara Municipal de Esposende e Presidente da Rede Nacional da Cultura dos Mares e dos Rios, Benjamim Pereira, presidirá à sessão de abertura do Seminário, às 15h30.

O Comissário Científico, Álvaro Campelo, fará o enquadramento sobre o folclore e etnografia do sargaço, seguindo-se a apresentação do filme “Esposende e o seu Folclore” produzido pelo Município, onde se registam os contributos dos oito agrupamentos etnográficos presentes no território do concelho na forma de “Rancho” com atividade etnográfica em torno das danças e cantares.

Os trabalhos iniciam-se com o painel “Mares do Sargaço”, dedicado aos mares vizinhos, com a apresentação das experiências a norte, onde o Museu do Sargaço do Castelo de Neiva é único no seu género, envolvendo a Junta de Freguesia de Castelo de Neiva, o Grupo Folclórico e Etnográfico de Castelo do Neiva, o Grupo Folclórico de Castelo de Neiva e o Museu do Traje de Viana do Castelo. As experiências dos mares a sul envolvem o Museu de Etnografia e História da Póvoa de Varzim e o Rancho Poveiro, verdadeiros guardiões do património da comunidade poveira, considerada a maior comunidade sardinheira do norte de Portugal que influenciou, historicamente, a norte e a sul os mares vizinhos, e onde a atividade sargaceira se encontra preservada, destacando modos de usar e de fazer, materializados nos trajes, alfaias e tecnologias do sargaço. Este painel terá moderação da Vereadora da Cultura do Município de Esposende, Angélica Cruz.

Num segundo painel, dedicado às “Paisagens do Sargaço”, moderado pelo Almirante José Bastos Saldanha, um dos fundadores da RNCMR e seu Vice-presidente, representando a Sociedade de Geografia de Lisboa, será abordado o mar de Esposende, contando com intervenções sobre o Parque Natural Litoral Norte e os 30 anos ao serviço da proteção das paisagens do sargaço da Área de Paisagem Protegida do Litoral de Esposende, e o papel do Museu Marítimo de Esposende da Associação Forum Esposendense, onde as boas práticas nos cuidados de preservação das alfaias do sargaço pretendem ser uma referência nacional. A finalizar os trabalhos serão abordadas as experiências das reconstituições históricas, o “argaço” do Grupo de Marinheiros de Fonte Boa e as “mareadas do sargaço” de um dos mais antigos agrupamentos etnográficos do país, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia.

CASA MUSEU DE MONÇÃO/UNIVERSIDADE DO MINHO ORGANIZA COLÓQIO INTERNACIONAL SOBRE AS ORIGENS DE PORTUGAL

O Presidente e os membros da Direção da Casa Museu de Monção organizam o Colóquio Internacional “Alto Minho nas origens e formação de Portugal”, a realizar-se no dia 25 de novembro , nas instalações da Casa Museu de Monção/Universidade do Minho, sitas em Monção, conforme programa que se segue.

Nesta ocasião será também lançada obra Alto Minho e Galiza – Estudos Históricos com a compilação de estudos da autoria do Prof. Doutor José Marques.

Colóquio Internacional

Alto Minho nas origens e formação de Portugal”

Programa

10h15 – Sessão de abertura

10h45 - Conferência inaugural: "La frontera del Miño en el tiempo de Diego Gelmírez" por Ermelindo Portela – Univ. Santiago de Compostela.

11h20 - "O Alto Minho na Idade Média: uma identidade regional entre espaços económicos e espaços políticos" por Arnaldo Melo – Universidade do Minho.

11h40 - “Unidos pela fronteira. Apontamentos sobre a presença monástica galega em Portugal na Idade Média” por Ana Paula Rodrigues - Universidade de Santiago de Compostela; Instituto de Estudos Medievais-FCSH-UNL.

12h00 – “As bases da história cristã do Alto Minho” por António Matos Reis.

12h20 – Período de debate

12h45 – Pausa para almoço

14h30 – A Aristocracia nas duas Margens do Minho (sécs. XI - XIII)" por José Augusto de Sottomayor-Pizarro - Fac. Letras da Univ. do Porto

14h50 - "Do Noroeste hispânico para Roma: em torno do percurso eclesiástico do arcebispo bracarense D. Maurício Burdino (1109-1118)" por Luís Carlos Amaral - Fac. Letras da Univ. do Porto; CITCEM-FLUP; CEHR-UCP.

15h10 - "Os sistemas defensivos de Melgaço (séc. XIII a XVI). Contributo para o seu estudo” por Mário Barroca - Fac. Letras da Univ. do Porto

15H30 – Período de debate

16h00 - Lançamento da obra Alto Minho e Galiza – Estudos Históricos. Trata-se de uma edição da Casa Museu de Monção/UMinho em parceria com o Município de Melgaço, com a compilação de estudos do Prof. José Marques.

16h30  Intervenção do Professor José Marques

17h00 – Encerramento dos trabalhos

17h30 – Alvarinho de honra

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