Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

ARCOS DE VALDEVEZ INAUGURA BIENAL DE ARTE

Bienal “D’ART VEZ 2017”abre com participação record de artistas e entusiastas da Arte

O passado sábado, dia 18 de novembro, foi um dia em cheio para as Artes, em Arcos de Valdevez, com a inauguração da Bienal de Artes “D’Art Vez”. A inauguração desta mostra, que este ano reúne cerca de 90 artistas plásticos, naquela que é uma das mais antigas bienais de Arte do Alto-Minho, realizada há já 40 anos nesta vila, contou também com uma homenagem do município a um dos maiores vultos artísticos portugueses da segunda metade do século XX, o escultor e pintor José Rodrigues, falecido em setembro do ano passado.

dart_vez2017

Este tributo especial da edição 2017 da bienal de Arcos de Valdevez é, em simultâneo, o reconhecimento do concelho pela sua importância nacional, mas também pelo facto de José Rodrigues ter materializado em território arcuense diversos trabalhos escultóricos, com destaque para o monumento equestre dedicado ao Recontro de Valdevez de 1141, colocado em pleno Campo do Trasladário, considerado como uma das suas melhores realizações e uma verdadeira referência da escultura em bronze do século passado; mas José Rodrigues assinou igualmente uma escultura de grande proporção, colocada numa das rotundas principais de acesso à vila, dedicada à figura de Manuel Himalaya, figura maior da ciência e da ecologia portuguesa, nascido em Arcos de Valdevez nos finais do século XIX, entre outras realizações, como o busto parietal dedicado ao escritor Tomaz de Figueiredo, localizado na biblioteca local.

Foi com emoção que a porta-voz da família de José Rodrigues, e uma das suas filhas, Ágata Rodrigues agradeceu, em seu nome, das suas irmãs e da sua mãe Deolinda Rodrigues, também presente, o gesto e o carinho demonstrados pela Câmara Municipal arcuense, na pessoa do seu Presidente João Manuel Esteves, afirmando ser uma honra que uma das obras mais significativas do artista, uma imponente escultura em bronze denominada “Anja” que ocupa o centro do espaço expositivo, integre esta mostra cultural, que reúne artistas de vários géneros e enaltece a Arte.

O Presidente da Câmara Municipal fez questão de frisar o seu contentamento por ver o foyer da Casa das Artes completamente repleto, um forte indício do interesse que as pessoas continuam a ter pela Arte e pela Cultura. O autarca também não deixou de frisar a importância da marca que o escultor José Rodrigues deixou no concelho e a importância da sua obra para a vida presente e futura de todos os arcuenses; dirigiu também palavras aos mais pequenos, alunos dos Jardins de Infância do concelho, que também têm expostos alguns dos trabalhos realizados no âmbito da Oficina da Casa das Artes, dinamizada pelo artista e coordenador da D’Art Vez António Aguiar, uma forma de envolver e fazer com que as crianças ganhem gosto e interesse pelas Artes plásticas, bem como de garantir um futuro promissor e a continuidade destas manifestações pessoais e artísticas. A abertura contou também com a entrega dos prémios aos vencedores do concurso “Cria um Ex-Libris- Amândio César”, uma iniciativa da Casa das Artes/ Biblioteca Municipal, que contou com a colaboração da Academia Portuguesa de Ex-Libris e do Grupo de Artes Visuais do Agrupamento de Escolas de Valdevez.

Patente até 28 de janeiro de 2018, a D’Art Vez congrega diversos trabalhos escultóricos, pintura e instalações de vários artistas nacionais e internacionais de diferentes gerações, sendo um encontro informal de sensibilidades e opções artísticas. Este ano a mostra estará dispersa pela Casa das Artes arcuense, pelo Atelier Queiroza e pela Capela da Praça, edifício do século XIV, numa dinâmica expositiva inovadora e original. O evento conta igualmente com diversos momentos programáticos durante os dois meses de exibição, como visitas de grupos escolares e seniores, tendo contado na noite de abertura com um excelente concerto do projeto Lizard Band, com apresentação do seu primeiro álbum intitulado "Remember", uma homenagem à música dos anos 60; o projeto é liderado, e cantado, pela arcuense Adelaide Lagarto.

dart_vez201710

dart_vez201711

dart_vez201716

dart_vez201717

ARCOS DE VALDEVEZ ATRIBUI PRÉMIOS AOS VENCEDORES DO CONCURSO "CRIA UM EX-LÍBRIS"

Vencedores do concurso “Cria um ex-libris” receberam prémios na sessão de abertura da D’Art Vez - exposição coletiva de Arte

O Concurso Criação de um Ex -Líbris é uma iniciativa do Município de Arcos de Valdevez, promovida pela Casa das Artes / Biblioteca Municipal Tomaz de Figueiredo, contando com a colaboração da Academia Portuguesa de Ex Libris e do Grupo de Artes Visuais do Agrupamento de Escolas de Valdevez.  

entrega_premios_ex_libris (1)

Na sua primeira edição lançada em Março de 2017, o desafio proposto aos alunos do ensino secundário (Artes) do Agrupamento de Escolas de Valdevez, foi o da criação de um Ex-Líbris, ou seja, uma etiqueta artística para identificar os mais de 12.000 volumes da coleção bibliográfica que o escritor e jornalista Amândio César legou à Biblioteca Municipal de Arcos de Valdevez. 

O concurso teve como principais objetivos:  promover o desenvolvimento artístico dos jovens; divulgar o trabalho criativo dos jovens; divulgar a coleção legada por Amândio César à Biblioteca Municipal Tomaz de Figueiredo; promover o contacto da população com outras formas de expressão artística; valorizar o livro enquanto objeto cultural. 
A par do concurso, esteve patente no átrio da Casa das Artes, durante o mês de abril, uma exposição de cerca de seis dezenas de Ex-Líbris, cedida pela referida Academia, que os alunos e o público em geral tiveram oportunidade de visitar.

 Premiados

1º lugar - Catarina Sofia Rodrigues da Silva 10 D 

2º lugar  - Joel de Araújo Cerqueira 10ºD

Menções honrosas

Andreia de Fátima Pereira Alves 10ºD

Afonso Ricardo de Sousa Caldas 10º D

Suzana Henriqueta Tabuteau-Guerineau Rodrigues 10ºD

entrega_premios_ex_libris (2)

“D’ART VEZ” REUNE DEZENAS DE ARTISTAS EM ARCOS DE VALDEVEZ E HOMENAGEIA JOSÉ RODRIGUES

A Bienal de Artes de Arcos de Valdevez “D’Art Vez” reúne este ano cerca de 90 artistas plásticos, naquela que é uma das mais antigas bienais de Arte do Alto-Minho, realizada há já 40 anos nesta vila, e que terá abertura ao público na Casa das Artes de Arcos de Valdevez, na noite do próximo dia 18 de novembro.

dartvez

A edição será igualmente uma homenagem do município a um dos maiores vultos artísticos portugueses da segunda metade do século XX, o escultor e pintor José Rodrigues, falecido em setembro do ano passado. Este tributo especial da edição 2017 da bienal de Arcos de Valdevez é, em simultâneo, o reconhecimento do concelho pela sua importância nacional, mas também pelo facto de José Rodrigues ter materializado em território arcuense diversos trabalhos escultóricos, com destaque para o monumento equestre dedicado ao Recontro de Valdevez de 1141, colocado em pleno Campo do Trasladário, considerado como uma das suas melhores realizações e uma verdadeira referência da escultura em bronze do século passado; mas José Rodrigues assinou igualmente uma escultura de grande proporção, colocada numa das rotundas principais de acesso à vila, dedicada à figura de Manuel Himalaya, figura maior da ciência e da ecologia portuguesa, nascido em Arcos de Valdevez nos finais do século XIX, entre outras realizações, como o busto parietal dedicado ao escritor Tomaz de Figueiredo, localizado na biblioteca local.

Patente até 28 de janeiro de 2018, a D’Art Vez congrega diversos trabalhos escultóricos, pintura e instalações de vários artistas nacionais e internacionais de diferentes gerações, sendo um encontro informal de sensibilidades e opções artísticas.

Este ano a mostra estará dispersa pela Casa das Artes arcuense, pelo Espaço Queiroza e pela Capela da Praça, edifício do século XIV, numa dinâmica expositiva inovadora e original.

O evento conta igualmente com diversos momentos programáticos durante os dois meses de exibição, como visitas de grupos escolares e seniores, incluindo, logo na noite de abertura, um concerto do projeto arcuense Lizard Band, numa homenagem à música dos anos 60.

VIANA DO CASTELO MOSTRA TRABALHOS ARTÍSTICOS DOS TRABALHADORES DOS ESTALEIROS NAVAIS

O Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo realiza uma exposição de trabalhos artísticos dos funcionários daquela empresa.

23031629_1532682556800232_4593424741394205743_n

Trata-se de uma exposição para reconhecer méritos profissionais e artísticos, que muito honrará ex-trabalhadores dos ENVC e esta Empresa, que Viana jamais deixará de reconhecer como o seu ex-libris, que levou a cidade ao mundo inteiro ao longo de mais de seis décadas. Uma exposição que todos os vianenses devem visitar.

A iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo e da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo, ficando expostos na Galeria da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo, a partir do próximo dia 17 de Novembro até 3 de Dezembro.

BRAGA É CIDADE CRIATIVA DA UNESCO NA ÁREA DAS MEDIA ARTS

Candidatura aprovada hoje coloca Braga como referência nacional e internacional

Braga é Cidade Criativa da UNESCO na categoria Media Arts. A candidatura, submetida em Junho, foi aceite hoje, dia 31 de Outubro, pela directora-geral da UNESCO, Irina Bokova, confirmando Braga como uma referência nesta área em Portugal e além-fronteiras.

Braga Media Arts

O projecto aprofunda o cruzamento entre arte e tecnologia e reconhece o grande esforço da sociedade civil e de diversas instituições da cidade na transformação digital da cidade.

“A aprovação da candidatura reflecte a enorme qualidade do extenso trabalho colectivo que está a ser efectuado em Braga nesta área e é uma notícia que a todos enche de orgulho. Somos uma cidade onde a investigação, a criatividade, a cultura, a juventude e a artes navegam em sentidos convergentes, criando uma rede de conhecimento profunda, onde entidades como as universidades, as unidades de investigação ou o INL têm um enorme papel”, afirma Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga.

Por seu turno, a responsável da candidatura, Cláudia Leite, lembra que o título de Cidade Criativa na área das Media Arts é fruto de um processo pluridisciplinar que transformou Braga numa cidade onde artes, ciência, tecnologia e comunidade crescem juntas e onde o talento e as ideias encontram um território fértil para o seu crescimento. “A esta chamada para pensarmos o futuro da Cidade e o seu desenvolvimento social e urbano já responderam criadores, pensadores, fazedores e parceiros, É um processo que este título veio validar e que reúne ainda mais condições para ser intensificado no futuro“, garante.

A nomeação de Braga como Cidade Criativa da UNESCO em Media Arts permite que a Cidade partilhe experiências e boas práticas, incentivando parcerias, co-criações e networking com os restantes membros internacionais, assim como colaborando no desenvolvimento de projectos conjuntos.

Título prevê conjunto de medidas e projectos inovadores

O título de Cidade Criativa prevê um conjunto de medidas e projectos que serão postos em prática, nomeadamente a criação de um Media Arts Centre, um novo centro criativo de Braga, que será uma plataforma de trabalho para artistas nos diversos campos das artes digitais, investigadores, estudantes, empresas e startups de tecnologia; o Primeiros Bits na escola, um programa de literacia em criação musical colaborativa, design de software, educação musical e inclusão social para todo o tecido educativo local; o programa Digital Heritage, um programa inovador e ambicioso que liga um conjunto de parceiros (museus, gestores de monumentos, investigadores, criadores, professores, agentes de turismo, etc.) em três níveis diferentes: digitalização de arquivos e património, ferramentas de educação patrimonial e storytelling turístico e um ainda um Festival Internacional Braga Media Arts, que será um grande momento anual de celebração, mostra, encontro e debate sobre Media Arts, onde artistas, público e especialistas se encontram, colaboram e partilham experiências.

Serão igualmente criadas plataformas de circulação e partilha de conhecimento entre investigadores e projectos através da atribuição de bolsas e promoção de estadias de curta e longa duração e ainda um programa internacional de intercâmbio para novos ou actuais empreendedores no domínio das artes e tecnologias digitais

Esta iniciativa contou com o apoio e trabalho activo do cluster tecnológico de Braga, reunido num conselho consultivo, constituído por empresas de tecnologia, estúdios de comunicação digital, laboratórios e centros de investigação na área da robótica, jogos, multimédia e media arts e instituições do município e, igualmente, artistas, entidades e associações culturais e instituições do sistema de ensino e representantes de entidades regionais e nacionais numa união de esforços que se prolongará no tempo e em rede.

FAMALICÃO: MORREU UMA ÁRVORE, NASCEU UMA NOVA OBRA DE ARTE NO PARQUE DA DEVESA

No pulmão verde da cidade famalicense prolonga-se a vida da natureza através da arte

“A memória imposta à morte”. É esta a ideia que está na base da conceção da nova escultura do Parque da Devesa, criada a partir de um sobreiro morto pelo arquiteto Gonçalo Nunes de Andrade, e cuja apresentação pública aconteceu na sexta-feira, 28 de outubro, com a presença do autor e do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha.

AFS_7979

“Memória Inscrita” inscreve a memória de um sobreiro com cerca de 50 anos na paisagem do Parque. “Todos temos memórias de árvores que tiveram significado para nós, aqui procurou-se perpetuar essa memória através de trechos metálicos que configuram um perfil desta árvore de forma incompleta tal e qual as memórias que conservamos na nossa mente. A memória ganha aqui também uma dimensão de oposição à morte, a memória como o perpetuar da vida”, explica o autor.

Situada no ponto mais alto do Parque da Devesa, junto a uma das entradas do parque, a obra apresenta-se também como “uma espécie de prolongamento da vida enquanto evolução de um corpo físico”, diz Gonçalo Nunes de Andrade. E pormenoriza:“Enquanto viva a árvore crescia, evoluía e todos os anos adquiria um registo diferente. Agora na morte através da evolução da decomposição a árvore vai continuar a evoluir a apresentar registos diferentes até que fica apenas a sua memória inscrita.”

“É um novo motivo de interesse, a juntar a muitos outros, para as pessoas visitarem e desfrutarem do Parque da Devesa. A presença de obras de arte, perfeitamente integradas na harmonia da natureza, é um reforço à imagem do parque enquanto espaço de contemplação e de reflexão, que também o é”, refere Paulo Cunha.

Gonçalo Nunes de Andrade é arquiteto paisagista, exercendo funções de professor convidado na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, desde 2007, onde investiga em áreas diversas como Gestão Urbana de Drenagem Sustentável, Serviços ecossistemáticos, Gestão e eficiência de espaços Verdes, Património e Paisagem urbana.  É também fundador da Xscapes, Sociedade de Arquitectura Paisagista.

Recorde-se que esta não é a primeira escultura do parque nascida a partir da morte de uma árvore. No ano passado, o artista plástico Isaque Pinheiro apresentou a peça “Rebater uma árvore”, que consistiu na transformação de um carvalho morto com cerca de 110 anos de idade. O próprio autor do projeto do Parque da Devesa, Arq. Noé Dinis, iniciou esta prática do Parque da Devesa de prolongar a vida das árvores do parque para além da sua morte com a criação do Caminho das Árvores Pintadas aquando a construção do parque, em 2012, que integra um conjunto de três troncos de choupos multicoloridos que são uma das imagens fortes do Parque. 

AFS_8010

CAMINHA INAUGURA AMANHÃ EXPOSIÇÃO NADIR EM FERRO POR PLÁCIDO SOUTO

No dia em que celebra 81 anos, Plácido Souto lança também uma autobiografia

O Museu Municipal de Caminha vai acolher a exposição ‘Nadir em Ferro’, do artista vilarmourense Plácido Souto. O artista vai ainda lançar o livro ‘Plácido Souto, retalhos da minha vida’. A cerimónia de inauguração e lançamento do livro estão agendadas para as 18H00, do dia 27 de outubro, no Museu Municipal de Caminha.

LivroPlácidoSouto_Capa

Sexta-feira, é um dia especial para Plácido Souto. No dia em que celebra 81 anos, Plácido inaugura a sua 3ª exposição ‘Nadir em Ferro’ e lança o seu primeiro livro ‘Plácido Souto, retalhos da minha vida’.

A mostraé composta por 16 reproduções em ferro do arquiteto e pintor Nadir Afonso, de resto um artista muito admirado por Plácido Souto.

‘Plácido Souto, retalhos da minha vida’ é uma espécie de autobiografia, com prefácio de Paulo Torres Bento. Nas 154 páginas, o leitor vai encontrar capítulos dedicados à ‘Memória da Infância e da Escola’, à ‘vida militar’, ao ‘sindicalismo e política’, entre outros assuntos relacionados com o autor.

Serralheiro de profissão, Plácido é um autodidataque se dedica à produção de esculturas e quadros, onde o ferro é a matéria-prima principal, desde os 70 anos de idade.

A mostra estará patente até 31 de dezembro e pode ser visitada de terça-feira a domingo das 10H00 às 13H00 e das 14H00 às 18H00. A visita é gratuita.

Nadir em ferro (1)

Nadir em ferro (2)

SALVADOR VIEIRA PARTIU: FICOU A OBRA PARA LEMBRAR PERENEMENTE O ARTISTA QUE FOI

A amizade é um valor que nos pode trair na apreciação justa de alguém. Mas ao falarmos de Salvador Vieira esse risco torna-se menor, porque dos seus atributos só pode resultar elogio. Deixou-nos o criador e executante primoroso, que marcava a diferença na arte que produzia em praticamente todas as disciplinas. Especialmente para todos aqueles que estavam mais atentos ao seu trabalho, era reconhecidamente um artista que ia muito para além do espaço geográfico em que se movimentava e dava a reconhecer a sua obra.

Imagem_1

Costumava dizer que pintava e desenhava como respirava. Ora isto só era possível porque era possuidor de um talento natural que lhe permitia produzir arte, especialmente na execução, onde evidenciava qualidade e beleza. Frequentemente se ouve dizer aos artistas que é necessário trabalhar diariamente e durante muito tempo para não se perder o ritmo, ganhar destreza e aperfeiçoar pormenores. Todos temos a consciência de que em todas as artes só a persistência e o trabalho intenso podem conduzir à perfeição. Com Salvador Vieira isso não acontecia tanto. Tal foi patente agora nos últimos anos de vida, em que a doença o obrigou a largos interregnos na sua actividade artística. Parava, mas quando voltava ao trabalho era manifesto nele a desenvoltura no uso dos materiais, a firmeza no traço, na pincelada forte e na combinação cromática, que tornavam evidente a qualidade da obra produzida. Inconformado, nunca se quedou num estilo ou numa técnica. Foi um experimentalista, fazendo incursões pelos mais diversos campos artísticos, como ficou bem patente nas suas exposições retrospectivas. O retrato foi uma das suas grandes especialidades, daí ser muito procurado pelas instituições para retratar personalidades que lhes prestaram serviços para figurar nos seus espaços nobres.

Imagem_2

Salvador Vieira teve um percurso rico e variado na sua vida artística e profissional. Nascido em 1937, frequentou a Escola Industrial e Comercial de Viana do Castelo, onde teve como professor Carolino Ramos. Em 1953 o aluno passa a relacionar-se artisticamente com o Mestre, numa colaboração diária, de qual resultou uma profícua aprendizagem, que o discípulo nunca deixou de reconhecer. Na oficina de Carolino Ramos, Salvador Vieira aprofunda a prática do desenho e inicia-se na modelação e na moldagem em gesso. É aqui também que inicia a sua actividade artística, onde durante sete anos aperfeiçoa as técnicas de pintura, modelagem, moldagem, cenografia, publicidade e restauro. Falecido o Mestre, precocemente, o discípulo, em 1965, parte para Paris, onde se radica. Aí exerce a actividade de desenhador de arquitectura e frequenta a École Superieur de Beaux-Arts. Em 1969, participa na terceira exposição de artistas portugueses na Casa de Portugal em Paris, partilhando a mostra com grandes nomes da arte portuguesa, entre eles Manuel Cargaleiro e Henrique Silva.

Regressa a Portugal em 1970 e ingressa no ensino secundário como docente. Ainda neste ano, integra a exposição Mobil de Arte. Em 1973 realiza uma exposição individual de pintura na Galeria Abel Salazar, Porto. Paralelamente a uma intensa actividade artística de cariz comercial e de intervenção pública, neste caso com destaque para a pintura de grandes retratos de figuras da sociedade portuguesa, seguem-se anos de participação em várias exposições individuais e colectivas. Em 1985 obtém o prémio Pintor José de Brito, atribuído pelo Cento Cultural do Alto Minho, e em 1986 realiza nos Antigos Paços do Concelho de Viana do Castelo uma exposição individual de pintura, subordinada ao título “Mitologias”. Em 1988 assume a docência na Extensão Artística da Cooperativa Árvore, em Viana do Castelo, criada por protocolo com o Centro Cultural do Alto Minho.

A componente escultórica, que vinha tendo expressão de menor visibilidade no seu percurso artístico, é assumida de forma mais comprometida em anos recentes. Inicia-se em 2006, com a execução do monumento de homenagem a António Cunha, empresário e fundador da empresa “AVIC”. Prossegue com a execução do monumento de homenagem ao Homem do Rio, situado na rotunda do Cais Novo, e com a execução de outras peças escultóricas para outros espaços e regiões do país. Mas é na Vila de Ponte de Lima, a partir de 2009, que dá mais profundidade à disciplina da escultura, assumindo a autoria dos monumentos de homenagem ao Cardeal Saraiva e a Amália Rodrigues (baixo-relevo) e os monumentos alegóricos ao folclore do Alto Minho, intitulado "As Feiras Novas", e ao trabalho da terra, "Memórias do Campo".

Nos últimos anos, já abalado pela doença, Salvador Vieira não perde o fulgor e vem ainda a participar em diversas exposições individuais e colectivas, especialmente organizadas pelo Centro Cultural do Alto Minho, instituição com quem teve uma colaboração de grande intensidade.

Salvador Vieira nunca procurou honrarias, antes as recusava, e jamais fez alarde do seu talento e do seu valor. Dada a sua dimensão artística, pode dizer-se que passou quase despercebido na sociedade, longe dos holofotes, e muito voltado para o seu espaço doméstico, para a família e para alguns amigos mais dilectos. Contudo, era um homem solidário e de causas. Desde sempre preocupado com a sociedade, também valorizado política e socialmente com a sua passagem por Paris, na sequência da revolução do 25 de Abril de 1974, tornou-se espontaneamente um artista de serviço na transformação da sociedade. Pintou retratos de candidatos a eleições políticas, fez pinturas murais, produziu cartazes, capas de revistas e livros, pintou cenários, painéis, faixas propagandísticas, etc, materiais que tiveram ampla difusão à escala nacional, em publicações diversas. A sua obra, numa versão de cariz mais popular, digna de ser apreciada, é profusamente evidente na Quinta do Santoinho. Ali também tinha um espaçoso atelier, onde o seu corpo repousou e onde lhe foi prestada uma homenagem sentida por muitos dos seus amigos.

Apesar de evitar promoções, Salvador Vieira aceitou, em 2011, a edição de um álbum fotobiográfico patrocinado pela “ALERT Life Science Computing”, no qual também colaborei, que contou com um belo texto de Madalena Oliveira, docente da Universidade do Minho, que lhe faz o retrato perfeito, na base de um estudo aturado sobre a sua bem preenchida vida artística. Aqui foi ele o retratado, contrariamente ao que fez para tanta gente ao longo dos tempos. Trata-se de uma obra que perpetuará o seu génio de artista e que as gerações vindouras, especialmente aquelas que às artes se vierem a ligar, gostarão de conhecer e estudar. Paralelamente, teve duas exposições retrospectivas em Viana e Ponte de Lima, onde se conseguiu reunir boa parte da sua multifacetada obra que consta desta edição, que tem por título “Salvador Vieira – traços do homem e do artista”. Foram dois momentos altos que fizeram alguma justiça a alguém que apostava em se ocultar, como se tivesse vergonha de ser o artista que era

No ano de 2013 o Centro Cultural do Alto Minho e a Câmara Municipal de Viana do Castelo, e mais tarde a Escola Secundária de Monserrate e a União de Freguesias da cidade, estabeleceram um protocolo para homenagear Carolino Ramos, onde igualmente me envolvi, que resultou na edição da obra “Carolino Ramos – a pulsão pela arte” e ainda na produção de um filme e na edificação de uma peça escultórica. Aqui o discípulo não perdeu a oportunidade de abraçar a causa de homenagem ao Mestre sentido como se fosse a última acção da sua vida. Salvador Vieira constituiu-se como parte activa nos projectos da obra escrita e do filme e chamou a si a responsabilidade de produção da peça escultórica. Não foi fácil, porque a saúde declinava (orientou os trabalhos finais da escultura pelo telemóvel a partir do hospital) mas, felizmente, viu concretizada a homenagem que tanto desejava e pela qual tanto tempo aguardou.

Apesar de bem ciente da doença com que se debatia, Salvador Vieira nunca perdeu fulgor artístico, jamais rejeitou projectos, nunca deixou de sonhar com novos caminhos para a sua arte e nunca abdicou de ser o artista insubmisso que sempre foi. Deixou alguns projectos por concretizar porque a morte o atraiçoou. Pouco antes do seu internamento hospitalar manifestou-me a convicção de que o projectado não podia ser abandonado. Infelizmente, a morte é algo a que ninguém troca as voltas.

Veremos, Salvador, como será possível no futuro dar concretização a alguns dos teus sonhos. A homenagem dos teus amigos e da tua família, no teu espaço de sempre, no teu atelier, rodeado dos teus quadros e da tua arte em geral, demonstrou a estima que concitavas e como serás sempre lembrado como um cidadão pleno e um artista insigne.

Gonçalo Fagundes Meira

Imagem_3

Imagem_4

Imagem_5

Imagem_6

Imagem_7

Imagem_8

Imagem_9

Imagem_10

Imagem_11

Imagem_12

Imagem_14

Imagem_15

Imagem_16

Imagem_17

FAMALICÃO: MORREU UMA ÁRVORE – NASCEU UMA OBRA DE ARTE!

Paulo Cunha visita escultura no Parque da Devesa, esta sexta-feira, dia 27 de outubro, pelas 11h30

As árvores morrem de pé. A expressão assenta como uma luva no novo projeto artístico do Parque da Devesa, de Vila Nova de Famalicão. Seguindo a máxima do químico francês Lavoisier “na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, o arquiteto paisagista Gonçalo Nunes de Andrade transformou uma árvore morta numa escultura repleta de memória e simbologia da vida.

DSC_6873

O sobreiro, ou em linguagem técnica um Quercus Suber, com cerca de meio século de vida posicionado no ponto mais elevado do parque morreu, no entanto, a sua presença vai continuar a marcar a paisagem da Devesa, agora sustentado em peças de aço corten, fragmentos da memória do sobreiro com apoios ao chão.

A obra de arte intitula-se “Memória Inscrita” e vai receber nesta sexta-feira, dia 27 de outubro, pelas 11h30, a visita do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha e do autor da obra, Gonçalo Nunes de Andrade.

Refira-se que esta não é a primeira vez que o Parque da Devesa transforma uma árvore morta em obra de arte. No ano passado, o artista plástico Isaque Pinheiro apresentou a peça “Rebater uma árvore”, que consistiu na transformação de um carvalho morto com cerca de 110 anos de idade.

Gonçalo Nunes de Andrade é arquiteto paisagista e exerce funções de professor convidado na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. É também fundador da Xscapes, Sociedade de Arquitectura Paisagista, desde 2007 com projetos desenvolvidos e premiados em áreas de atuação que vão desde o planeamento urbano ao projeto de espaços verdes.

De acordo com a memória descritiva “a peça proposta para o parque da Devesa é a preservação de uma marca, um ponto focal, a memória de um Quercus Suber. A sustentação da memória frágil e incompleta. A distância e a perspetiva sobre a peça. O olhar sobre a memória do sobreiro com diferentes registos ao perto e ao longe”.

DSC_6880

BRAGA APOSTA NAS ARTES

Município de Braga dá continuidade ao programa ´0+1=Som´. Projecto-piloto integrado na candidatura a cidade criativa na área das Media Arts

No âmbito da candidatura de Braga a cidade criativa da UNESCO para a área das Media Arts, o Município de Braga está a dar continuidade ao projecto-piloto, iniciado no ano lectivo passado em contexto escolar, que visa expor alunos do 1º ciclo às novas tecnologias aplicadas à arte.

1

O programa ´0+1=Som´, promovido em colaboração com a Digitópia/Casa da Música, é constituído por um ciclo de workshops que desenvolve a capacidade crítica e criativa das crianças através da programação, resultando num software de criação musical original, criado e pensado pelos alunos.

O programa, já iniciado numa escola básica do Agrupamento de Escolas Mosteiro e Cávado, será, ao longo do ano lectivo, implementado num total de nove escolas do 1º ciclo do Concelho de Braga.

2

3

VIZELA PROMOVE SENSIBILIDADES ARTÍSTICAS

Casa Municipal de Cultura Jorge Antunes promove projeto Túnel da Cor

O projeto Túnel da Cor visa dotar os alunos de sensibilidade artística no que se refere ao Túnel da Cor, enquanto museu ao ar livre e exemplo de arte urbana, criado por centenas de crianças e que deverá constituir motivo de orgulho para todos os vizelenses.

túnel cor

À educação artística juntamos a promoção do livro e estabelecemos pontes entre as duas linguagens como formas de expressão que se completam. A arte e a palavra provocam emoções e servem de alimento à criatividade. Imbuídos de inspiração os alunos são eles próprios convidados a expressar-se numa folha / azulejo em branco. As obras que daqui resultarem serão expostas numa exposição que se quer também gigante e emocionante.

O projeto é realizado em parceria entre o Agrupamento de Escolas de Vizela, a Casa Municipal de Cultura Jorge Antunes, a Confraria de São Bento das Pêras e é dirigido aos alunos do 1º, 2º e 5ºs anos, no ano letivo 2017/2018.

ARTISTA DA COLÔMBIA PARTICIPA EM RESIDÊNCIA ARTÍSTICA EM GUIMARÃES

Artista colombiano participa em residência artística em Guimarães promovida pela CAISA
A CAISA - Cooperativa de Artes, Intervenção Social e Animação C.R.L., receberá, no próximo mês de dezembro, Daniel Escobar Vásquez, artista interativo colombiano, naquela que será a sua primeira residência artística internacional.

DanielEscobarVasquez_foto

Natural de Cali, Colômbia, Daniel trabalha a relação entre tecnologia e atividade humana num diálogo interativo entre interfaces e utilizadores. Os seus trabalhos, resultado de uma investigação profunda sobre a cultura e tradições locais, já foram visualizados por milhares de pessoas e poderão ser vistos brevemente em Portugal pela mão da CAISA.

Esta primeira edição da residência internacional visa a criação de um diálogo artístico entre Portugal e Colômbia, combinando diferentes culturas, expressões e linguagens artísticas como o audiovisual, o interativo e o sonoro. De acordo com o presidente da cooperativa, Alberto Fernandes, “a ideia é criar uma ponte entre os dois países no sentido não só de encontrar diferenças enriquecedoras, mas, possivelmente, pontos comuns onde as duas culturas se comunicam”.
O resultado final da residência será apresentado ao público entre os meses de janeiro e fevereiro em várias cidades de Portugal.
Alberto Fernandes
Presidente do Conselho de Administração da CAISA C.R.L.

MarimbaExpandida_DEV

“OS ROSTOS DA MÃE DE DEUS” VISITADA POR MAIS DE MIL PESSOAS EM CAMINHA

Exposição pode ser visitada até 29 de outubro, no Museu Municipal de Caminha

Mais de mil pessoas já visitaram a exposição “Os Rostos da Mãe de Deus” patente ao público no Museu Municipal de Caminha até ao dia 29 de outubro. A mostra é composta por imagens da Virgem Maria das paróquias do Arciprestado de Caminha e integra o programa celebrativo do Centenário das Aparições de Fátima que está a decorrer no concelho.

exposição rostos mãe de deus (1)

“Os Rostos da Mãe de Deus” é uma exposição que dá a conhecer as 21 imagens da Virgem Maria das paróquias Arciprestado de Caminha, ou seja, no Museu é possível admirar uma imagem de cada paróquia do concelho de Caminha: Senhora do Calvário (Arga de Baixo); Senhora do Carmo (Arga de Cima); Senhora da Piedade (Arga de São João); Senhora das Dores (Âncora, Azevedo); Senhora da Luz (Argela); a Senhora do Rosário (Caminha, Vila Praia de Âncora);  Senhora da Conceição (Cristelo, Vilar de Mouros, Vile); Senhora das Neves (Dem); Senhora da Cabeça (Freixieiro de Soutelo); Santa Maria (Gondar, Orbacém); Senhora da Graça (Lanhelas); Imaculado Coração de Maria (Moledo, Vilarelho); Senhora da Soledade (Riba de Âncora); Senhora da Consolação (Seixas); Senhora do Monte (Venade).

Para além da exposição “Os Rostos Mãe de Deus” este programa engloba diversas atividades: concertos Marianos “Te Canto Maria”, a cargo do Orfeão de Vila Praia de Âncora; peregrinação a Fátima; caminhadas “Caminhar com Maria; concerto “Música Sacra Barroca Mariana e de Cânticos de Fátima” pela Associação VoxAngelis; cinema, entre outras.

A exposição “Os Rostos da Mãe de Deus” pode ser visitada no Museu Municipal de Caminha, até 29 de outubro, de terça-feira a domingo, das 10H00 às 13H00 e das 14H00 às 18H00.

exposição rostos mãe de deus (2)

exposição rostos mãe de deus (3)

exposição rostos mãe de deus (4)

“NOAH” ESTREIA ESTE DOMINGO NA CASA DAS ARTES DE FAMALICÃO

Espetáculo da Companhia de Música Teatral assinala Dia Mundial da Música

É com um espetáculo para toda a família que a Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão vai assinalar o Dia Mundial da Música. “Noah” é a mais recente proposta da Companhia de Música Teatral (CMT) e tem estreia marcada para este domingo, 1 de outubro, às 17h00, no grande auditório do espaço cultural famalicense.

Noah-02

O espetáculo de música cénica, coproduzido com a Casa das Artes, o Cine-Teatro Alba e o Teatro Aveirense, é uma história bíblica que permite uma viagem por vários territórios e sonoridades, pensado para espelhar a personalidade das crianças e adolescentes envolvidas no projeto da Companhia intitulado “CMT-Kids”.

“O ponto de partida de Noah é a história que a nossa cultura nos contou, a mesma da Arca de Noé: um mundo em desmoronamento devido à ação do Homem. Do ponto de vista musical Noah propõe uma viagem por vários territórios e sonoridades, revelando a Arca enquanto metáfora da convivência e da diversidade. Violoncelo, flautas, saxofone, eletrónica e vozes são alguns dos recursos sonoros e o discurso musical não hesita em mudar de rumo e tocar tanto em territórios prováveis como improváveis”, pode ler-se na sinopse da peça.

O espetáculo tem a duração de 60 minutos. Os bilhetes já encontram à venda: têm o custo de 4 euros para o público em geral e de 2 euros para crianças, estudantes e portadores do Cartão Quadrilátero Cultural.

Mais informações sobre o espetáculo no portal da Casa das Artes, em www.casadasartes.org.

FAMALICÃO AFIRMA-SE COMO CONCELHO FORMADOR DAS ARTES

ACE- Escola de Artes beneficia de obras e lança projeto-piloto para crianças no âmbito do teatro

Depois da instalação do Instituto Nacional das Artes do Circo (INAC), em Vila Nova de Famalicão, que aconteceu recentemente e da consolidação da Artave (Escola Profissional Artística do Vale do Ave) no ensino da música que tem conquistado cada vez mais crianças, é agora a vez da ACE – Escola de Artes do teatro solidificar a sua presença no concelho com a aprovação do estatuto de polo por parte do Ministério da Educação e o lançamento de um projeto-piloto para as crianças do 1º e 2º ciclo do ensino básico. A escola irá ainda beneficiar de obras de reabilitação.

Alunos da ACE na Casa das Artes (1)

“Queremos afirmar Vila Nova de Famalicão como um concelho formador das artes, em todas as suas vertentes”, assumiu o vereador Leonel Rocha, durante a conferência de imprensa da ACE, Escola de Artes para apresentação dos novos projetos, que decorreu na passada sexta-feira.

“Já não é segredo para ninguém a aposta forte e genuína na educação do município”, referiu o responsável acrescentando que “a formação não é só para nos ensinar a fazer coisas, mas para nos ensinar a apreciar o belo e a sermos melhores cidadãos”.

E é a pensar nisso mesmo que os responsáveis da ACE decidiram avançar com um projeto piloto inovador que pretende criar no sistema educativo português uma vertente do ensino articulado vocacionada para as Artes Performativas, em crianças do 1º e 2º ciclo.

Segundo a coordenadora pedagógica do projeto, Sílvia Correia o Curso Básico de Teatro pretende proporcionar "formação académica na área do teatro e o aperfeiçoamento da expressão artística do aluno, preparando-o para prosseguir estudos ao nível profissional".

O Curso irá iniciar no ano letivo que se inicia como projeto-piloto, mas o objetivo é "entregar ao Ministério da Educação um plano de estudos para que deixe de funcionar em regime livre e passe a integrar o ensino articulado, como acontece, por exemplo, com a música".

Segundo Sílvia Correia, uma das finalidades do curso é "facultar ao aluno ferramentas essenciais para ser uma pessoa mais segura, criativa e comunicativa".

Para além deste projeto, a ACE irá apostar num plano de atividades onde sai reforçada a articulação já existente com a Casa das Artes.

Neste momento, a escola tem três turmas do curso de interpretação com um total de 60 alunos, provenientes de várias localidades do país.

No encontro com os jornalistas, os diretores da Escola de Artes, António Capelo e Pedro Aparício, deram a conhecer ainda constituição formal, aprovada pela DGEstE, (Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares) e pelo Ministério da Educação, do Polo da ACE Escola de Artes, em Famalicão. No fundo, trata-se da formalização e reforço da presença da ACE que, desde há dois anos, ocupa um espaço na Escola Básica das Lameiras para o ensino do curso de Interpretação.

OBRAS DE REABILITAÇÃO AVANÇAM

A conferência de imprensa ficou ainda marcada pela apresentação do projeto de requalificação e adaptação da Escola. As obras que implicam um investimento municipal de 73 mil euros envolvem ainda a ampliação da Escola Básica das Lameiras onde se insere a ACE.

A proposta passa pela reorganização de todo o espaço escolar, de forma a ser possível o bom funcionamento entre as duas escolas. Assim será criada uma divisória no átrio de entrada, entre as duas escolas, a escola primária funciona no piso 0 e a academia no piso 1. Não colidindo, o acesso a espaços comuns como o refeitório e a biblioteca.

Será criada uma sala estúdio e uma biblioteca e serão requalificadas as instalações sanitárias. O projeto prevê ainda a reorganização no piso 0, para melhor autonomia dos espaços, tais como, receção, secretaria e gabinete do diretor.

Alunos da ACE na Casa das Artes (2)

FAMALICÃO RECEBE CENTRO PORTUGUÊS DE SURREALISMO

Famalicão dá passo decisivo para a instalação no concelho do Centro Português do Surrealismo. Assembleia Municipal ratificou proposta da autarquia para apoio municipal de 300 mil euros

Está mais perto da realidade o futuro Centro Português de Surrealismo que vai nascer em Vila Nova de Famalicão por iniciativa da Fundação Cupertino de Miranda e da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão. Naquela que foi a sua última reunião do atual ciclo autárquico, realizada na passada sexta-feira, 15 de setembro, a Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão aprovou por unanimidade uma proposta do Executivo Municipal liderado por Paulo Cunha para a concessão de um apoio financeiro no valor de 300 mil euros, repartidos por quatro anos, para custear as despesas com as iniciativas que envolvem a implementação e desenvolvimento do projeto.

AFS_4939

Está assim assegurado um passo decisivo para a valorização do Centro Português de Surrealismo cujo objetivo é colocar Famalicão na rede internacional de surrealismo.  O projeto irá nascer na Fundação Cupertino de Miranda que tem atualmente mais de três mil obras ligadas ao surrealismo, nomeadamente de artistas conceituados como Mário Cesariny, Artur Cruzeiro Seixas mas também Paula Rêgo e Vieira da Silva, num total de 130 artistas.

O investimento previsto de 2,5 milhões de euros inclui custos com a obra de reorganização do espaço da Fundação Cupertino de Miranda localizada no centro da cidade, programação e gastos de funcionamento.

A principal transformação face ao desenho atual da fundação é a passagem do espaço museológico, bem como da oferta formativa, para os primeiros andares do edifício - atualmente localiza-se na torre que compõe o espaço - colocando-o na "linha da frente"de forma a "promover o contacto com a comunidade".

Estima-se que venham a ser realizadas entre três a quatro exposições por ano, somando-se projetos de itinerância com outras instituições, visitas guiadas, oficinas e a instalação de uma livraria especializada em surrealismo.

"O projeto de Famalicão Centro Português de Surrealismo pretende envolver os famalicenses numa ação em que todos podem contribuir para que o concelho seja o centro do surrealismo. Acreditamos que haverá impacto a médio e longo prazo nas visitas com muitos benefícios para o concelho e para o país", disse na altura da apresentação do projeto o presidente da Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro.

O Presidente da Câmara Municipal descreveu o centro como um "projeto âncora". Paulo Cunha acredita que o Centro Portugûes do Surrealismo em Vila Nova de Famalicão vai criar uma "marca muito forte para concelho" que, acredita, gerará "muitos benefícios"como o desenvolvimento da atividade turística ou o estabelecimento de parcerias com empresas e instituições.

AFS_5862

BRAGA É CIDADE BARROCA

Braga Barroca contribui para valorizar Património e reforçar identidade Bracarense. Evento decorre de 20 a 24 de Setembro

Concertos, visitas guiadas, workshops, teatro, um concurso nacional de cravo e recriações históricas integram o programa da Braga Barroca 2017, um evento que o Município de Braga realiza entre os dias 20 e 24 de Setembro e que celebra um dos períodos áureos da história da Cidade.

CMB18092017SERGIOFREITAS0000009031

Na apresentação da quarta edição do evento, que decorreu hoje, dia 18 de Setembro, no Palácio do Raio, o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, salientou o facto de estar a surgir em Braga uma “verdadeira indústria cultural com a realização de iniciativas e eventos que têm um impacto muito positivo em termos económicos, contribuindo ainda para o reforço da nossa identidade e da salvaguarda do património”.

O Autarca lembrou que a Braga Barroca não surge por acaso, integrando uma estratégia de valorização patrimonial. “Ano após ano temos tido um programa que cresce em ambição e diversidade, demonstrando que esta foi uma aposta ganha por parte deste Executivo Municipal, desde logo pelo envolvimento das entidades parceiras, mas sobretudo pela receptividade que os Bracarenses tiveram desde a primeira edição”, salientou Ricardo Rio.

A Braga Barroca 2017 – que assinala também as Jornadas Europeias do Património - pretende fornecer uma experiência abrangente, através de acções de âmbito artístico que procuram recriar hábitos e tipologias de vida, e envolver progressivamente a Cidade e os seus agentes.

Já para a vereadora da Cultura, Lídia Dias, o evento “cresceu de forma sustentada e com a parceria das instituições e associações do Concelho”. “A Braga Barroca conta com as parcerias da Santa Casa da Misericórdia de Braga, a Biblioteca Pública, a BLCS, o Cabido Metropolitano da Sé, Conselho Cultural da UMinho, do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, da Irmandade de Santa Cruz, do Seminário de S. Pedro e S. Paulo e ainda do movimento associativo do Concelho que fazem da Braga Barroca um evento único e muito apelativo”, referiu Lídia Dias.

Este ano não faltarão ensejos para a descoberta da Braga Barroca. Sons, sabores, visitas guiadas, encenações, entre outros momentos de aprendizagem serão proporcionados a todos os públicos. Este ano o programa conta com uma exposição dedicada a um dos vultos da pintura barroca em Portugal. No Palácio do Raio estarão reunidas obras referência de Josefa de Óbidos, provenientes de diversas localidades, e que podem ser vista até 20 de Outubro.

Concertos com a Orquestra Barroca da Casa da Música, com a Sinfonieta de Braga, com o ensemble Harawi e com a Capella Musical da Fundação Cupertino de Miranda, o Sarau Barroco, as visitas encenadas fazem parte do programa deste ano que inclui, igualmente, animação de ria, uma mostra de sabores setecentistas e a demonstração de artes e ofícios da época.

O programa completo do evento pode ser consultado em https://goo.gl/nZYQ71

CMB18092017SERGIOFREITAS0000009027

CERVEIRA CRUZA ARTE COM NANOTECNOLOGIA

Programa ´Scale Travels´ estende-se até 2020: gnration e INL renovam parceria que cruza a arte com a nanotecnologia

Com vista à continuidade do trabalho conjunto desenvolvido desde Abril de 2016, o gnration e o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) anunciaram hoje, dia 14 de Setembro, a renovação da parceria por mais três anos.

1

Assim, de 2018 a 2020, a galeria INL – localizada no edifício gnration - continuará a apresentar trabalhos artísticos que aproximam arte e nanotecnologia, colocando artistas junto de investigadores, propagando a aproximação da comunidade à nanotecnologia e à arte. A renovação da parceria permitirá também a introdução de novas variáveis, onde se incluirá uma componente pedagógica a partir de 2018.

Fruto de um projecto-piloto intitulado ´Scale Travels´, a galeria INL foi visitada por cerca de 5000 pessoas no primeiro semestre de 2017 e alcançou um alcance mediático estimado de 3.858.218 pessoas, tendo recebido instalações sonoras e audiovisuais dos artistas portugueses Rui Dias e Fernando José Pereira, do norte-americano Pierce Warnecke, do holandês Tarik Barri e, mais recentemente, do português Pedro Rebelo.

De acordo com Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, esta parceria é ´extremamente importante´ porque permite ao gnration ´ligar a componente artística e cultural à inovação, juventude e criatividade´. “É um bom testemunho do que queremos que seja o papel do edifício no contexto da nossa comunidade. Ao mesmo tempo permite ao INL reforçar a sua abertura à comunidade tornar acessível a ciência e o conhecimento que produzem”, afirmou, referindo também que este projecto é uma ´mais-valia´ para a candidatura de Braga a Cidade Criativa da Unesco na área das media arts.

Segundo o Director do INL, Lars Montelius, o programa Scale Travels permite alcançar a comunidade e, em especial, uma audiência que normalmente não visitaria o INL ou trabalharia com os seus investigadores.

“Estamos muito felizes com os resultados das duas primeiras fases do programa, alcançados não só aqui em Braga, mas também junto dos cerca de 4 milhões de pessoas em todo o mundo através de várias actividades de disseminação. Gostaríamos de levar o projecto Scale Travels ainda mais longe na próxima fase do programa. A duração de três anos possibilitará novas dimensões e caminhos a serem explorados, incluindo experiências de co-criação, não só entre um artista e um cientista, mas também através de programas interativos no gnration”, referiu.

Em 2017 a galeria INL encerrará com uma obra audiovisual do conceituado artista japonês Ryoichi Kurokawa, vencedor do Golden Nica – Prix Ars Electronica e com trabalho exibido na Bienal de Veneza, Tate Modern ou Transmediale. O conceituado artista esteve em residência artística em Maio deste ano na cidade de Braga. Durante uma semana, Kurokawa esteve em contacto directo e constante com investigadores do INL, onde teve a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre nanotecnologia que o permitiram elaborar o trabalho artístico que apresentará em estreia mundial.

As visitas à galeria INL são gratuitas e decorrem no período normal de funcionamento do gnration.

3

5

CERVEIRA LEVA ALUNOS E PROFESSORES À BIENAL DE ARTE

Novo ano letivo arranca com visita de professores e alunos à Bienal de Arte

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, Fernando Nogueira, e a Vereadora da Área da Educação, Aurora Viães, assinalaram, esta quarta-feira, a abertura do ano letivo 2017/2018, convidando os professores do Agrupamento de Escolas do concelho para uma visita guiada à XIX Bienal Internacional de Arte de Cerveira. Alunos terão oportunidade de conhecer com os trabalhos expostos durante as próximas duas semanas.

IMG_9148

Em ano de Bienal de Arte, a habitual cerimónia de receção aos professores em Vila Nova de Cerveira não podia ter outro cenário: o Fórum Cultural. O autarca cerveirense começou por dar as boas-vindas aos cerca de 50 docentes presentes, “‘aos da casa’ e a todos quantos se juntam a uma equipa de excelência”.

Reafirmando que a educação continua a ser uma das grandes prioridades do executivo, Fernando Nogueira sublinhou “o carinho especial pelas escolas que se traduz em atenção e disponibilidade dentro das possibilidades, pois o sucesso dos nossos jovens reflete-se no desenvolvimento do concelho”, e lançou um desafio: “Estamos num evento e num espaço de referência artística com reconhecimento nacional e internacional e, apesar do encerramento da XIX edição acontecer no próximo sábado, a maioria das exposições vai estar disponível mais duas semanas para que possam trazer os vossos alunos a conhecer”.

O diretor do Agrupamento de Escolas, Professor Venceslau Teixeira, agradeceu à Câmara Municipal por ser um parceiro privilegiado, realçando o excelente trabalho que tem sido desenvolvido e que se revela no entusiasmo dos pais e alunos em regressar à escola.

Depois dos discursos de boas-vindas, seguiu-se uma visita guiada à exposição de Homenagem a Paula Rego, pela Curadora Helena Pereira.

BRAGA EXPÕE OBRAS DE JOSEFA DE ÓBIDOS

Exposição no Palácio do Raio mostra obras de Josefa de Óbidos

No âmbito da Braga Barroca, que se realiza entre os dias 20 e 24 de Setembro, é inaugurada esta Sexta-feira, dia 15 de Setembro, pelas 18h00, no Palácio do Raio, a exposição ‘Josefa de Óbidos: Pintura em tempo barroco’.

Josefa de Óbidos

Até 20 de Outubro, o público poderá apreciar obras de referência de um vulto da pintura barroca em Portugal. Para amanhã, dia 15, está igualmente agendada uma sessão de história local sobre a pintora, orientada por Joaquim Caetano. A sessão terá lugar às 21h30, no Auditório de S. Marcos (Antigo Hospital de S. Marcos). Também entre os dias 20 a 23 de Setembro, às 17h00, irão decorrer visitadas guiadas à exposição.

Josefa de Ayala e Cabrera - mais conhecida por Josefa de Óbidos - nasceu em 1630, em Sevilha, vindo mais tarde para Óbidos, de onde era natural o seu pai, Baltasar Gomes Figueira, e onde veio a falecer em 1684, com 54 anos. Desta vila portuguesa adoptou o nome artístico, iniciando aqui uma intensa actividade na área da pintura e não só.

Na exposição que estará patente no Palácio do Raio estarão algumas das obras desta artista espalhadas pelo país, vindas de várias instituições, sobretudo Misericórdias. Figura central do século XVII e do barroco português, Josefa de Óbidos distinguiu-se pelo seu estilo original, marcando a pintura portuguesa, num meio artístico predominantemente masculino.

A Braga Barroca, que se realiza de 20 a 24 de Setembro, pretende não apenas assinalar as Jornadas Europeias do Património, mas igualmente dar uma oportunidade mais visível para os Bracarenses desfrutarem e conhecerem o seu património. Ao longo do ano não faltam outras iniciativas visando a promoção e salvaguarda do Barroco na cidade de Braga, no entanto, dada a sua relevância, entendemos que deveria ter reservado um momento especial no calendário que, graças ao empenho e participação dos bracarenses, se solidificou nas dinâmicas culturais da cidade.

Sons, sabores, visitas guiadas, encenações, entre outros momentos de aprendizagem serão proporcionados a todos os públicos na edição de 2017.