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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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FAMALICÃO REALIZA CONCURSO DE "ARTE VICENTINA"

“Arte Vicentina” abrilhantou mostra associativa de Sezures

Mais de uma dezena de pessoas participaram este fim-de-semana no concurso “Arte Vicentina”, promovido no âmbito da quarta mostra associativa de Sezures e que pôs à prova a criatividade da comunidade famalicense, desafiando-a a apresentar réplicas do grande arco das festas de S. Vicente.

Concurso de Arte Vicentina

Este ano, o primeiro lugar do concurso foi atribuído a dois participantes - David Moreira Novais e Manuel Ferreira. O arco do Grupo Coral de Sezures arrecadou o terceiro lugar da competição, tendo sido ainda atribuído um Prémio de Honra ao participante Avelino Cruz.

A iniciativa foi um dos pontos altos da mostra associativa da freguesia, promovida este fim-de-semana pela Câmara Municipal, através do Gabinete do Associativismo, em parceria com a União das Freguesias de Arnoso Santa Maria, Arnoso Santa Eulália e Sezures.

ROBERTA VELOSO EXPÕE NA PÓVOA DE LANHOSO

Exposição “15 Anos de Arte – Retrospetiva 2003/2018” na galeria do Theatro Club a partir de sábado

Abre no próximo sábado, dia 27 de janeiro, na Galeria do Theatro Club, a exposição de pintura designada “15 Anos de Arte – Retrospetiva 2003/2018” da autoria da pintora Povoense, Roberta Veloso. A abertura está marcada para as 21h00.

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Nas suas obras, Roberta Veloso utiliza maioritariamente a técnica de óleo sobre tela, não conseguindo, até ao momento, escolher apenas um estilo, pois, na sua opinião, a arte varia com o estado de espírito e acredita que, através da pintura, é possível demonstrar as nossas emoções.

Esta exposição ficará patente até 25 de fevereiro de 2018 e pode ser apreciada de terça a sexta-feira, das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30. Havendo espetáculos, pode ainda ser apreciada das 20h30 às 24h00.

Roberta Veloso nasceu na vila da Póvoa de Lanhoso a 5 de junho de 1985, no seio de uma família humilde. Desde cedo, mostrou gosto pelo desenho e pela pintura. Frequentou o ensino básico na Póvoa de Lanhoso, inicialmente na antiga Escola António Lopes e posteriormente na EB 2,3 Prof. Gonçalo Sampaio. Mas o bichinho da arte falou mais alto e viu-se obrigada a seguir o seu percurso escolar fora desta vila, optando pela Escola Secundária D. Maria II, em Braga, para concluir o ensino secundário. Aí, adquiriu alguns conhecimentos sobre a área. Infelizmente, não teve a oportunidade de obter uma formação universitária.

No ano em que concluiu o ensino secundário, altura em que também atingiu a maioridade, teve conhecimento da Exposição Aberta de Artes Plásticas, que se realiza anualmente na sua terra natal. Resolveu então participar neste certame, pela primeira vez, em agosto de 2003. Participação que repete todos os anos.

Para além da participação anual na Exposição Aberta de Artes Plásticas da Póvoa de Lanhoso, tem participado em diversas exposições individuais e coletivas, principalmente no concelho Povoense. De salientar a exposição retrospetiva da história do Castelo de Lanhoso, tendo cedido a imagem de uma das suas obras para o livro “O Castelo de Lanhoso” da autoria de Paulo A. Freitas. Participou também na exposição inaugurativa das instalações da Rádio nove3cinco, estando atualmente representada no seu acervo.

Está ainda representada em algumas coleções particulares na cidade de Almada, Ponte de Lima, na Póvoa de Lanhoso e arredores.

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GRUPO DESPORTIVO E CULTURAL DOS TRABALHADORES DOS ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO INAUGURAM EXPOSIÇÃO SOBRE “O MAR E A CONSTRUÇÃO NAVAL"

Exposição “O mar e a Construção Naval”: Um público generoso marcou presença para ver artes conjugadas

A arte da Paula Pereira já não constitui surpresa, já que o seu talento é suficientemente conhecido e está abundantemente testado. Já se contava por isso com uma exposição que a todos tocaria. Surpresa foi a pequena artista, que poderá certamente ser grande, a Raquel Viana, que a Paula fez questão de apresentar para interpretar três belas canções, entre elas a melodiosa e tocante “Canção do Mar” de Dulce Pontes, bem enquadrada no evento que se inaugurava.

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Foi na passada sexta-feira, dia 12, na Galeria da Santa Casa da Misericórdia de Viana, pelas 21,30 horas. O público foi abundante e o espaço insuficiente para proporcionar um acolhimento condigno a todos. Tratava-se de mais um evento integrado nas comemorações do cinquentenário do Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores dos ENVC, mas, acima de tudo, de um trabalho que se previa especial desta artista que não cessa de arrecadar prémios, extrafronteiras.

E ninguém se considerou defraudado. O mar e a construção naval vianenses ali estão, de forma tocante, artisticamente alegorizados. Com o espaço dividido em salas com e sem luz, é possível ver e sentir, nas mais diversas artes (escultura, pintura, e sonoridade), a força do trabalho e o resultado deste. O movimento e a segurança, a destreza e a orientação precisa, a determinação e a persistência de quem constrói navios ali se representam, especialmente em pincelada segura, com pouca cor, a explorar bem espaços brancos e a emparceirar com a geometria naval, tendo sempre presente a figura humana, que tudo determina e que tudo constrói. Na sala escura não faltam os sons do mar que ora se afasta ora nos toca, da saída e entrada de navios, das gaivotas que esvoaçam animando fainas, etc, com complemento das imagens que se reflectem, evidenciadas pela força da luz, do trabalho activo, dos navios e apetrechos, das docas e das gentes.

Não podia a vida marítima, a que historicamente nos ligamos, ter tão sublime representação, como muito bem salientaram, quer os responsáveis do GDCTENVC, quer a Provedora da Misericórdia, em breves e concisas palavras. Até ao dia 2 de Fevereiro, têm os vianenses a oportunidade de observar uma exposição diferente, que representa uma vida de mar de que a cidade nunca abdicou nem jamais abdicará.

Texto e fotos: Gonçalo Fagundes Meira

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JORGE BRAGA EXPÕE EM ESPOSENDE

Jorge Braga expõe obras no Centro de Informação Turística de Esposende

O artista e poeta Esposendense Jorge Braga vai expor pela primeira vez, individualmente, as suas obras em Esposende.

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Depois de ter exposto em Paris, Milão, Roma, Melide, Seia e Vila Nova de Cerveira, Jorge Braga vai apresentar os seus trabalhos nas instalações do Centro de Informação Turística de Esposende (CIT), entre os dias 20 de janeiro e 6 de fevereiro de 2018. A abertura da exposição ocorrerá no dia 20 de janeiro, pelas 16h00.

Nesta exposição, intitulada “A energia da Paz”, Jorge Braga vai apresentar trabalhos inéditos, bem como obras já premiadas em Paris e Roma. O seu trabalho apresenta-se numa transversalidade entre a poesia, o desenho e a escultura, pretendendo ser de leitura fácil e uma mensagem forte.

Para além de constituir um espaço de promoção e valorização dos mais variados serviços e produtos, o Centro de Informação Turística assume-se também como um equipamento de divulgação do trabalho dos artistas locais.

A mostra poderá ser visitada de segunda-feira a sábado, entre as 9h00h e as 12h30 e das 14h00 às 17h30. O Centro de Informação Turística localiza-se na Av. Eng.º Eduardo Arantes e Oliveira, junto às Piscinas Foz do Cávado.

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VIZELA SENSIBILIZA JOVENS PARA A ARTE

Túnel da Cor resulta em exposição de trabalhos de alunos envolvidos no projeto

Terminou na semana passada o projeto Túnel da Cor, realizado em parceria entre a Câmara Municipal de Vizela, através da Casa Municipal de Cultura Jorge Antunes, o Agrupamento de Escolas de Vizela e a Confraria de São Bento das Pêras.

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Dirigido aos alunos do 1º e 2º anos das escolas básicas do Agrupamento de Vizela e 5ºs anos da Escola Básica de Vizela, teve como objetivo dotar os alunos de sensibilidade artística no que se refere ao Túnel da Cor, enquanto museu ao ar livre e exemplo de arte urbana, criado por milhares de crianças e que deverá constituir motivo de orgulho para todos os vizelenses.

À educação artística juntou-se a promoção do livro, ‘O Túnel da Cor’ e ‘O museu’, e estabelecemos pontes entre as duas linguagens como formas de expressão que se completam.

A arte e a palavra provocam emoções e servem de alimento à criatividade. Imbuídos de inspiração, os alunos foram convidados a expressar-se numa folha / azulejo em branco e as obras que daqui resultaram serão exibidas numa exposição que se quer também gigante e emocionante e cuja data será brevemente anunciada.

PONTE DE LIMA DEVERIA INSERIR A ARTE DA CANTARIA DA FREGUESIA DE ARCOZELO NA ROTA DO TURISMO

A Freguesia de Arcozelo, no concelho de Ponte de Lima, é célebre pelos seus granitos reconhecidos de excelente qualidade e o inigualável talento artístico dos seus canteiros.

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Perfilando-se junto à estrada, eles extraem da rocha bruta as mais belas formas que fazem o encanto de todos quantos apreciam esta forma de manifestação de arte popular. Da pedra surgem pelas mãos dos artesãos limianos figuras deslumbrantes como as imagens de santos, animais, réplicas de monumentos, fontenários e espigueiros. E fazem-no com tal perfeição que chega a competir com as obras produzidas por alguns conceituados escultores eruditos.

Caso a rota dos canteiros de Arcozelo seja integrada na promoção turística do concelho de Ponte de Lima, decerto quem visita a vila limiana muito apreciaria contemplar estas obras e, quiçá, adquirir algumas peças para decorar os seus jardins e habitações, contribuindo para o aumento do emprego e o crescimento da economia local. E, porque não promover na vila uma feira onde se reunissem todos quantos em Ponte de Lima e noutras localidades trabalham na arte da cantaria?

Fotos: José Costa Lima

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GUIMARÃES: VILA DE LORDELO INAUGURA CASA DAS ARTES PARA MOSTRAR TALENTOS DE ARTISTAS

INAUGURAÇÃO NO ÚLTIMO SÁBADO

Edifício remodelado é um espaço aberto à comunidade, servindo como montra para escritores, artesãos, pintores, o ateliê Projeto A2, entre outras ideias artísticas ou culturais da vila. Casa das Artes vai mostrar o que de melhor se faz em Lordelo.

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Quatro mostras com temáticas diferentes, que vão integrar o conjunto permanente de exposições, inauguraram a Casa das Artes de Lordelo, instalada na antiga Casa do Ferreiro, um edifício localizado em frente à Escola do Alto, na Estrada Nacional 105. Com um auditório com lotação para uma centena de pessoas, o espaço foi totalmente requalificado e é hoje um local moderno que irá servir coletividades e associações da freguesia, estando também preparado para acolher as reuniões descentralizadas das Assembleias de Freguesia.

Uma exposição de livros dos jovens escritores Solange Cunha, Andreia Costa e André Pereira, naturais de Lordelo, outra de pintura da autoria de Rosa Melo e do Mestre Isabelino, já falecido, uma exposição de cerâmica de Cristina Vilarinho e Alberto Azevedo, uma outra mostra de artesanato de José Castro Ribeiro e uma exposição de inox, cobre e latão de Júlio Silva, também residente na vila de Lordelo, enaltecem o espaço expositivo.

«A utopia é uma realidade em potência! Se acreditarmos que é esse o caminho, o sonho concretiza-se e fazemos acontecer. O Manuel Teixeira está de parabéns! É isso que queremos para a nossa gente, envolvendo associações culturais, instituições recreativas, jovens talentos, com a criação de um espaço de encontro numa recuperação que está muito bem conseguida», afirmou Domingos Bragança, na cerimónia de inauguração apresentada pelas jovens Inês Campos e Sara Esteves e abrilhantada pelas atuações dos alunos Bernardo Machado, Raquel Campos, Solange Fernandes e Rita Machado, que frequentam as escolas do Carreiro e do Alto e que declamaram os poemas “Amor sem Tréguas” e “Lágrima de Preta” em homenagem a António Gedeão.

O espetáculo de inauguração contou ainda com a dança contemporânea de Nicole Lopes, a fadista Ana Maria Pimenta, acompanhada pelos guitarristas Bernardino Pimenta e Paulo Proença, bem como do “Quarteto Covers”, que encerraram a sessão com a interpretação de cinco melodias clássicas. «A Casa das Artes só foi possível concretizar, porque houve determinação e uma forte contribuição de pessoas que acreditaram que era um projeto aliciante e atrativo. Agradeço ao Presidente Domingos Bragança, ao Filipe Laranjeiro pela doação da Casa, ao arquiteto Pedro Veloso e à família Brandão, que permitiu melhorar as acessibilidades», concluiu Manuel Teixeira, Presidente da Junta de Lordelo.

ARCOS DE VALDEVEZ INAUGURA BIENAL DE ARTE

Bienal “D’ART VEZ 2017”abre com participação record de artistas e entusiastas da Arte

O passado sábado, dia 18 de novembro, foi um dia em cheio para as Artes, em Arcos de Valdevez, com a inauguração da Bienal de Artes “D’Art Vez”. A inauguração desta mostra, que este ano reúne cerca de 90 artistas plásticos, naquela que é uma das mais antigas bienais de Arte do Alto-Minho, realizada há já 40 anos nesta vila, contou também com uma homenagem do município a um dos maiores vultos artísticos portugueses da segunda metade do século XX, o escultor e pintor José Rodrigues, falecido em setembro do ano passado.

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Este tributo especial da edição 2017 da bienal de Arcos de Valdevez é, em simultâneo, o reconhecimento do concelho pela sua importância nacional, mas também pelo facto de José Rodrigues ter materializado em território arcuense diversos trabalhos escultóricos, com destaque para o monumento equestre dedicado ao Recontro de Valdevez de 1141, colocado em pleno Campo do Trasladário, considerado como uma das suas melhores realizações e uma verdadeira referência da escultura em bronze do século passado; mas José Rodrigues assinou igualmente uma escultura de grande proporção, colocada numa das rotundas principais de acesso à vila, dedicada à figura de Manuel Himalaya, figura maior da ciência e da ecologia portuguesa, nascido em Arcos de Valdevez nos finais do século XIX, entre outras realizações, como o busto parietal dedicado ao escritor Tomaz de Figueiredo, localizado na biblioteca local.

Foi com emoção que a porta-voz da família de José Rodrigues, e uma das suas filhas, Ágata Rodrigues agradeceu, em seu nome, das suas irmãs e da sua mãe Deolinda Rodrigues, também presente, o gesto e o carinho demonstrados pela Câmara Municipal arcuense, na pessoa do seu Presidente João Manuel Esteves, afirmando ser uma honra que uma das obras mais significativas do artista, uma imponente escultura em bronze denominada “Anja” que ocupa o centro do espaço expositivo, integre esta mostra cultural, que reúne artistas de vários géneros e enaltece a Arte.

O Presidente da Câmara Municipal fez questão de frisar o seu contentamento por ver o foyer da Casa das Artes completamente repleto, um forte indício do interesse que as pessoas continuam a ter pela Arte e pela Cultura. O autarca também não deixou de frisar a importância da marca que o escultor José Rodrigues deixou no concelho e a importância da sua obra para a vida presente e futura de todos os arcuenses; dirigiu também palavras aos mais pequenos, alunos dos Jardins de Infância do concelho, que também têm expostos alguns dos trabalhos realizados no âmbito da Oficina da Casa das Artes, dinamizada pelo artista e coordenador da D’Art Vez António Aguiar, uma forma de envolver e fazer com que as crianças ganhem gosto e interesse pelas Artes plásticas, bem como de garantir um futuro promissor e a continuidade destas manifestações pessoais e artísticas. A abertura contou também com a entrega dos prémios aos vencedores do concurso “Cria um Ex-Libris- Amândio César”, uma iniciativa da Casa das Artes/ Biblioteca Municipal, que contou com a colaboração da Academia Portuguesa de Ex-Libris e do Grupo de Artes Visuais do Agrupamento de Escolas de Valdevez.

Patente até 28 de janeiro de 2018, a D’Art Vez congrega diversos trabalhos escultóricos, pintura e instalações de vários artistas nacionais e internacionais de diferentes gerações, sendo um encontro informal de sensibilidades e opções artísticas. Este ano a mostra estará dispersa pela Casa das Artes arcuense, pelo Atelier Queiroza e pela Capela da Praça, edifício do século XIV, numa dinâmica expositiva inovadora e original. O evento conta igualmente com diversos momentos programáticos durante os dois meses de exibição, como visitas de grupos escolares e seniores, tendo contado na noite de abertura com um excelente concerto do projeto Lizard Band, com apresentação do seu primeiro álbum intitulado "Remember", uma homenagem à música dos anos 60; o projeto é liderado, e cantado, pela arcuense Adelaide Lagarto.

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ARCOS DE VALDEVEZ ATRIBUI PRÉMIOS AOS VENCEDORES DO CONCURSO "CRIA UM EX-LÍBRIS"

Vencedores do concurso “Cria um ex-libris” receberam prémios na sessão de abertura da D’Art Vez - exposição coletiva de Arte

O Concurso Criação de um Ex -Líbris é uma iniciativa do Município de Arcos de Valdevez, promovida pela Casa das Artes / Biblioteca Municipal Tomaz de Figueiredo, contando com a colaboração da Academia Portuguesa de Ex Libris e do Grupo de Artes Visuais do Agrupamento de Escolas de Valdevez.  

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Na sua primeira edição lançada em Março de 2017, o desafio proposto aos alunos do ensino secundário (Artes) do Agrupamento de Escolas de Valdevez, foi o da criação de um Ex-Líbris, ou seja, uma etiqueta artística para identificar os mais de 12.000 volumes da coleção bibliográfica que o escritor e jornalista Amândio César legou à Biblioteca Municipal de Arcos de Valdevez. 

O concurso teve como principais objetivos:  promover o desenvolvimento artístico dos jovens; divulgar o trabalho criativo dos jovens; divulgar a coleção legada por Amândio César à Biblioteca Municipal Tomaz de Figueiredo; promover o contacto da população com outras formas de expressão artística; valorizar o livro enquanto objeto cultural. 
A par do concurso, esteve patente no átrio da Casa das Artes, durante o mês de abril, uma exposição de cerca de seis dezenas de Ex-Líbris, cedida pela referida Academia, que os alunos e o público em geral tiveram oportunidade de visitar.

 Premiados

1º lugar - Catarina Sofia Rodrigues da Silva 10 D 

2º lugar  - Joel de Araújo Cerqueira 10ºD

Menções honrosas

Andreia de Fátima Pereira Alves 10ºD

Afonso Ricardo de Sousa Caldas 10º D

Suzana Henriqueta Tabuteau-Guerineau Rodrigues 10ºD

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“D’ART VEZ” REUNE DEZENAS DE ARTISTAS EM ARCOS DE VALDEVEZ E HOMENAGEIA JOSÉ RODRIGUES

A Bienal de Artes de Arcos de Valdevez “D’Art Vez” reúne este ano cerca de 90 artistas plásticos, naquela que é uma das mais antigas bienais de Arte do Alto-Minho, realizada há já 40 anos nesta vila, e que terá abertura ao público na Casa das Artes de Arcos de Valdevez, na noite do próximo dia 18 de novembro.

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A edição será igualmente uma homenagem do município a um dos maiores vultos artísticos portugueses da segunda metade do século XX, o escultor e pintor José Rodrigues, falecido em setembro do ano passado. Este tributo especial da edição 2017 da bienal de Arcos de Valdevez é, em simultâneo, o reconhecimento do concelho pela sua importância nacional, mas também pelo facto de José Rodrigues ter materializado em território arcuense diversos trabalhos escultóricos, com destaque para o monumento equestre dedicado ao Recontro de Valdevez de 1141, colocado em pleno Campo do Trasladário, considerado como uma das suas melhores realizações e uma verdadeira referência da escultura em bronze do século passado; mas José Rodrigues assinou igualmente uma escultura de grande proporção, colocada numa das rotundas principais de acesso à vila, dedicada à figura de Manuel Himalaya, figura maior da ciência e da ecologia portuguesa, nascido em Arcos de Valdevez nos finais do século XIX, entre outras realizações, como o busto parietal dedicado ao escritor Tomaz de Figueiredo, localizado na biblioteca local.

Patente até 28 de janeiro de 2018, a D’Art Vez congrega diversos trabalhos escultóricos, pintura e instalações de vários artistas nacionais e internacionais de diferentes gerações, sendo um encontro informal de sensibilidades e opções artísticas.

Este ano a mostra estará dispersa pela Casa das Artes arcuense, pelo Espaço Queiroza e pela Capela da Praça, edifício do século XIV, numa dinâmica expositiva inovadora e original.

O evento conta igualmente com diversos momentos programáticos durante os dois meses de exibição, como visitas de grupos escolares e seniores, incluindo, logo na noite de abertura, um concerto do projeto arcuense Lizard Band, numa homenagem à música dos anos 60.

VIANA DO CASTELO MOSTRA TRABALHOS ARTÍSTICOS DOS TRABALHADORES DOS ESTALEIROS NAVAIS

O Grupo Desportivo e Cultural dos Trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo realiza uma exposição de trabalhos artísticos dos funcionários daquela empresa.

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Trata-se de uma exposição para reconhecer méritos profissionais e artísticos, que muito honrará ex-trabalhadores dos ENVC e esta Empresa, que Viana jamais deixará de reconhecer como o seu ex-libris, que levou a cidade ao mundo inteiro ao longo de mais de seis décadas. Uma exposição que todos os vianenses devem visitar.

A iniciativa conta com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo e da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo, ficando expostos na Galeria da Santa Casa da Misericórdia de Viana do Castelo, a partir do próximo dia 17 de Novembro até 3 de Dezembro.

BRAGA É CIDADE CRIATIVA DA UNESCO NA ÁREA DAS MEDIA ARTS

Candidatura aprovada hoje coloca Braga como referência nacional e internacional

Braga é Cidade Criativa da UNESCO na categoria Media Arts. A candidatura, submetida em Junho, foi aceite hoje, dia 31 de Outubro, pela directora-geral da UNESCO, Irina Bokova, confirmando Braga como uma referência nesta área em Portugal e além-fronteiras.

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O projecto aprofunda o cruzamento entre arte e tecnologia e reconhece o grande esforço da sociedade civil e de diversas instituições da cidade na transformação digital da cidade.

“A aprovação da candidatura reflecte a enorme qualidade do extenso trabalho colectivo que está a ser efectuado em Braga nesta área e é uma notícia que a todos enche de orgulho. Somos uma cidade onde a investigação, a criatividade, a cultura, a juventude e a artes navegam em sentidos convergentes, criando uma rede de conhecimento profunda, onde entidades como as universidades, as unidades de investigação ou o INL têm um enorme papel”, afirma Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga.

Por seu turno, a responsável da candidatura, Cláudia Leite, lembra que o título de Cidade Criativa na área das Media Arts é fruto de um processo pluridisciplinar que transformou Braga numa cidade onde artes, ciência, tecnologia e comunidade crescem juntas e onde o talento e as ideias encontram um território fértil para o seu crescimento. “A esta chamada para pensarmos o futuro da Cidade e o seu desenvolvimento social e urbano já responderam criadores, pensadores, fazedores e parceiros, É um processo que este título veio validar e que reúne ainda mais condições para ser intensificado no futuro“, garante.

A nomeação de Braga como Cidade Criativa da UNESCO em Media Arts permite que a Cidade partilhe experiências e boas práticas, incentivando parcerias, co-criações e networking com os restantes membros internacionais, assim como colaborando no desenvolvimento de projectos conjuntos.

Título prevê conjunto de medidas e projectos inovadores

O título de Cidade Criativa prevê um conjunto de medidas e projectos que serão postos em prática, nomeadamente a criação de um Media Arts Centre, um novo centro criativo de Braga, que será uma plataforma de trabalho para artistas nos diversos campos das artes digitais, investigadores, estudantes, empresas e startups de tecnologia; o Primeiros Bits na escola, um programa de literacia em criação musical colaborativa, design de software, educação musical e inclusão social para todo o tecido educativo local; o programa Digital Heritage, um programa inovador e ambicioso que liga um conjunto de parceiros (museus, gestores de monumentos, investigadores, criadores, professores, agentes de turismo, etc.) em três níveis diferentes: digitalização de arquivos e património, ferramentas de educação patrimonial e storytelling turístico e um ainda um Festival Internacional Braga Media Arts, que será um grande momento anual de celebração, mostra, encontro e debate sobre Media Arts, onde artistas, público e especialistas se encontram, colaboram e partilham experiências.

Serão igualmente criadas plataformas de circulação e partilha de conhecimento entre investigadores e projectos através da atribuição de bolsas e promoção de estadias de curta e longa duração e ainda um programa internacional de intercâmbio para novos ou actuais empreendedores no domínio das artes e tecnologias digitais

Esta iniciativa contou com o apoio e trabalho activo do cluster tecnológico de Braga, reunido num conselho consultivo, constituído por empresas de tecnologia, estúdios de comunicação digital, laboratórios e centros de investigação na área da robótica, jogos, multimédia e media arts e instituições do município e, igualmente, artistas, entidades e associações culturais e instituições do sistema de ensino e representantes de entidades regionais e nacionais numa união de esforços que se prolongará no tempo e em rede.

FAMALICÃO: MORREU UMA ÁRVORE, NASCEU UMA NOVA OBRA DE ARTE NO PARQUE DA DEVESA

No pulmão verde da cidade famalicense prolonga-se a vida da natureza através da arte

“A memória imposta à morte”. É esta a ideia que está na base da conceção da nova escultura do Parque da Devesa, criada a partir de um sobreiro morto pelo arquiteto Gonçalo Nunes de Andrade, e cuja apresentação pública aconteceu na sexta-feira, 28 de outubro, com a presença do autor e do Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha.

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“Memória Inscrita” inscreve a memória de um sobreiro com cerca de 50 anos na paisagem do Parque. “Todos temos memórias de árvores que tiveram significado para nós, aqui procurou-se perpetuar essa memória através de trechos metálicos que configuram um perfil desta árvore de forma incompleta tal e qual as memórias que conservamos na nossa mente. A memória ganha aqui também uma dimensão de oposição à morte, a memória como o perpetuar da vida”, explica o autor.

Situada no ponto mais alto do Parque da Devesa, junto a uma das entradas do parque, a obra apresenta-se também como “uma espécie de prolongamento da vida enquanto evolução de um corpo físico”, diz Gonçalo Nunes de Andrade. E pormenoriza:“Enquanto viva a árvore crescia, evoluía e todos os anos adquiria um registo diferente. Agora na morte através da evolução da decomposição a árvore vai continuar a evoluir a apresentar registos diferentes até que fica apenas a sua memória inscrita.”

“É um novo motivo de interesse, a juntar a muitos outros, para as pessoas visitarem e desfrutarem do Parque da Devesa. A presença de obras de arte, perfeitamente integradas na harmonia da natureza, é um reforço à imagem do parque enquanto espaço de contemplação e de reflexão, que também o é”, refere Paulo Cunha.

Gonçalo Nunes de Andrade é arquiteto paisagista, exercendo funções de professor convidado na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, desde 2007, onde investiga em áreas diversas como Gestão Urbana de Drenagem Sustentável, Serviços ecossistemáticos, Gestão e eficiência de espaços Verdes, Património e Paisagem urbana.  É também fundador da Xscapes, Sociedade de Arquitectura Paisagista.

Recorde-se que esta não é a primeira escultura do parque nascida a partir da morte de uma árvore. No ano passado, o artista plástico Isaque Pinheiro apresentou a peça “Rebater uma árvore”, que consistiu na transformação de um carvalho morto com cerca de 110 anos de idade. O próprio autor do projeto do Parque da Devesa, Arq. Noé Dinis, iniciou esta prática do Parque da Devesa de prolongar a vida das árvores do parque para além da sua morte com a criação do Caminho das Árvores Pintadas aquando a construção do parque, em 2012, que integra um conjunto de três troncos de choupos multicoloridos que são uma das imagens fortes do Parque. 

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CAMINHA INAUGURA AMANHÃ EXPOSIÇÃO NADIR EM FERRO POR PLÁCIDO SOUTO

No dia em que celebra 81 anos, Plácido Souto lança também uma autobiografia

O Museu Municipal de Caminha vai acolher a exposição ‘Nadir em Ferro’, do artista vilarmourense Plácido Souto. O artista vai ainda lançar o livro ‘Plácido Souto, retalhos da minha vida’. A cerimónia de inauguração e lançamento do livro estão agendadas para as 18H00, do dia 27 de outubro, no Museu Municipal de Caminha.

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Sexta-feira, é um dia especial para Plácido Souto. No dia em que celebra 81 anos, Plácido inaugura a sua 3ª exposição ‘Nadir em Ferro’ e lança o seu primeiro livro ‘Plácido Souto, retalhos da minha vida’.

A mostraé composta por 16 reproduções em ferro do arquiteto e pintor Nadir Afonso, de resto um artista muito admirado por Plácido Souto.

‘Plácido Souto, retalhos da minha vida’ é uma espécie de autobiografia, com prefácio de Paulo Torres Bento. Nas 154 páginas, o leitor vai encontrar capítulos dedicados à ‘Memória da Infância e da Escola’, à ‘vida militar’, ao ‘sindicalismo e política’, entre outros assuntos relacionados com o autor.

Serralheiro de profissão, Plácido é um autodidataque se dedica à produção de esculturas e quadros, onde o ferro é a matéria-prima principal, desde os 70 anos de idade.

A mostra estará patente até 31 de dezembro e pode ser visitada de terça-feira a domingo das 10H00 às 13H00 e das 14H00 às 18H00. A visita é gratuita.

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SALVADOR VIEIRA PARTIU: FICOU A OBRA PARA LEMBRAR PERENEMENTE O ARTISTA QUE FOI

A amizade é um valor que nos pode trair na apreciação justa de alguém. Mas ao falarmos de Salvador Vieira esse risco torna-se menor, porque dos seus atributos só pode resultar elogio. Deixou-nos o criador e executante primoroso, que marcava a diferença na arte que produzia em praticamente todas as disciplinas. Especialmente para todos aqueles que estavam mais atentos ao seu trabalho, era reconhecidamente um artista que ia muito para além do espaço geográfico em que se movimentava e dava a reconhecer a sua obra.

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Costumava dizer que pintava e desenhava como respirava. Ora isto só era possível porque era possuidor de um talento natural que lhe permitia produzir arte, especialmente na execução, onde evidenciava qualidade e beleza. Frequentemente se ouve dizer aos artistas que é necessário trabalhar diariamente e durante muito tempo para não se perder o ritmo, ganhar destreza e aperfeiçoar pormenores. Todos temos a consciência de que em todas as artes só a persistência e o trabalho intenso podem conduzir à perfeição. Com Salvador Vieira isso não acontecia tanto. Tal foi patente agora nos últimos anos de vida, em que a doença o obrigou a largos interregnos na sua actividade artística. Parava, mas quando voltava ao trabalho era manifesto nele a desenvoltura no uso dos materiais, a firmeza no traço, na pincelada forte e na combinação cromática, que tornavam evidente a qualidade da obra produzida. Inconformado, nunca se quedou num estilo ou numa técnica. Foi um experimentalista, fazendo incursões pelos mais diversos campos artísticos, como ficou bem patente nas suas exposições retrospectivas. O retrato foi uma das suas grandes especialidades, daí ser muito procurado pelas instituições para retratar personalidades que lhes prestaram serviços para figurar nos seus espaços nobres.

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Salvador Vieira teve um percurso rico e variado na sua vida artística e profissional. Nascido em 1937, frequentou a Escola Industrial e Comercial de Viana do Castelo, onde teve como professor Carolino Ramos. Em 1953 o aluno passa a relacionar-se artisticamente com o Mestre, numa colaboração diária, de qual resultou uma profícua aprendizagem, que o discípulo nunca deixou de reconhecer. Na oficina de Carolino Ramos, Salvador Vieira aprofunda a prática do desenho e inicia-se na modelação e na moldagem em gesso. É aqui também que inicia a sua actividade artística, onde durante sete anos aperfeiçoa as técnicas de pintura, modelagem, moldagem, cenografia, publicidade e restauro. Falecido o Mestre, precocemente, o discípulo, em 1965, parte para Paris, onde se radica. Aí exerce a actividade de desenhador de arquitectura e frequenta a École Superieur de Beaux-Arts. Em 1969, participa na terceira exposição de artistas portugueses na Casa de Portugal em Paris, partilhando a mostra com grandes nomes da arte portuguesa, entre eles Manuel Cargaleiro e Henrique Silva.

Regressa a Portugal em 1970 e ingressa no ensino secundário como docente. Ainda neste ano, integra a exposição Mobil de Arte. Em 1973 realiza uma exposição individual de pintura na Galeria Abel Salazar, Porto. Paralelamente a uma intensa actividade artística de cariz comercial e de intervenção pública, neste caso com destaque para a pintura de grandes retratos de figuras da sociedade portuguesa, seguem-se anos de participação em várias exposições individuais e colectivas. Em 1985 obtém o prémio Pintor José de Brito, atribuído pelo Cento Cultural do Alto Minho, e em 1986 realiza nos Antigos Paços do Concelho de Viana do Castelo uma exposição individual de pintura, subordinada ao título “Mitologias”. Em 1988 assume a docência na Extensão Artística da Cooperativa Árvore, em Viana do Castelo, criada por protocolo com o Centro Cultural do Alto Minho.

A componente escultórica, que vinha tendo expressão de menor visibilidade no seu percurso artístico, é assumida de forma mais comprometida em anos recentes. Inicia-se em 2006, com a execução do monumento de homenagem a António Cunha, empresário e fundador da empresa “AVIC”. Prossegue com a execução do monumento de homenagem ao Homem do Rio, situado na rotunda do Cais Novo, e com a execução de outras peças escultóricas para outros espaços e regiões do país. Mas é na Vila de Ponte de Lima, a partir de 2009, que dá mais profundidade à disciplina da escultura, assumindo a autoria dos monumentos de homenagem ao Cardeal Saraiva e a Amália Rodrigues (baixo-relevo) e os monumentos alegóricos ao folclore do Alto Minho, intitulado "As Feiras Novas", e ao trabalho da terra, "Memórias do Campo".

Nos últimos anos, já abalado pela doença, Salvador Vieira não perde o fulgor e vem ainda a participar em diversas exposições individuais e colectivas, especialmente organizadas pelo Centro Cultural do Alto Minho, instituição com quem teve uma colaboração de grande intensidade.

Salvador Vieira nunca procurou honrarias, antes as recusava, e jamais fez alarde do seu talento e do seu valor. Dada a sua dimensão artística, pode dizer-se que passou quase despercebido na sociedade, longe dos holofotes, e muito voltado para o seu espaço doméstico, para a família e para alguns amigos mais dilectos. Contudo, era um homem solidário e de causas. Desde sempre preocupado com a sociedade, também valorizado política e socialmente com a sua passagem por Paris, na sequência da revolução do 25 de Abril de 1974, tornou-se espontaneamente um artista de serviço na transformação da sociedade. Pintou retratos de candidatos a eleições políticas, fez pinturas murais, produziu cartazes, capas de revistas e livros, pintou cenários, painéis, faixas propagandísticas, etc, materiais que tiveram ampla difusão à escala nacional, em publicações diversas. A sua obra, numa versão de cariz mais popular, digna de ser apreciada, é profusamente evidente na Quinta do Santoinho. Ali também tinha um espaçoso atelier, onde o seu corpo repousou e onde lhe foi prestada uma homenagem sentida por muitos dos seus amigos.

Apesar de evitar promoções, Salvador Vieira aceitou, em 2011, a edição de um álbum fotobiográfico patrocinado pela “ALERT Life Science Computing”, no qual também colaborei, que contou com um belo texto de Madalena Oliveira, docente da Universidade do Minho, que lhe faz o retrato perfeito, na base de um estudo aturado sobre a sua bem preenchida vida artística. Aqui foi ele o retratado, contrariamente ao que fez para tanta gente ao longo dos tempos. Trata-se de uma obra que perpetuará o seu génio de artista e que as gerações vindouras, especialmente aquelas que às artes se vierem a ligar, gostarão de conhecer e estudar. Paralelamente, teve duas exposições retrospectivas em Viana e Ponte de Lima, onde se conseguiu reunir boa parte da sua multifacetada obra que consta desta edição, que tem por título “Salvador Vieira – traços do homem e do artista”. Foram dois momentos altos que fizeram alguma justiça a alguém que apostava em se ocultar, como se tivesse vergonha de ser o artista que era

No ano de 2013 o Centro Cultural do Alto Minho e a Câmara Municipal de Viana do Castelo, e mais tarde a Escola Secundária de Monserrate e a União de Freguesias da cidade, estabeleceram um protocolo para homenagear Carolino Ramos, onde igualmente me envolvi, que resultou na edição da obra “Carolino Ramos – a pulsão pela arte” e ainda na produção de um filme e na edificação de uma peça escultórica. Aqui o discípulo não perdeu a oportunidade de abraçar a causa de homenagem ao Mestre sentido como se fosse a última acção da sua vida. Salvador Vieira constituiu-se como parte activa nos projectos da obra escrita e do filme e chamou a si a responsabilidade de produção da peça escultórica. Não foi fácil, porque a saúde declinava (orientou os trabalhos finais da escultura pelo telemóvel a partir do hospital) mas, felizmente, viu concretizada a homenagem que tanto desejava e pela qual tanto tempo aguardou.

Apesar de bem ciente da doença com que se debatia, Salvador Vieira nunca perdeu fulgor artístico, jamais rejeitou projectos, nunca deixou de sonhar com novos caminhos para a sua arte e nunca abdicou de ser o artista insubmisso que sempre foi. Deixou alguns projectos por concretizar porque a morte o atraiçoou. Pouco antes do seu internamento hospitalar manifestou-me a convicção de que o projectado não podia ser abandonado. Infelizmente, a morte é algo a que ninguém troca as voltas.

Veremos, Salvador, como será possível no futuro dar concretização a alguns dos teus sonhos. A homenagem dos teus amigos e da tua família, no teu espaço de sempre, no teu atelier, rodeado dos teus quadros e da tua arte em geral, demonstrou a estima que concitavas e como serás sempre lembrado como um cidadão pleno e um artista insigne.

Gonçalo Fagundes Meira

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FAMALICÃO: MORREU UMA ÁRVORE – NASCEU UMA OBRA DE ARTE!

Paulo Cunha visita escultura no Parque da Devesa, esta sexta-feira, dia 27 de outubro, pelas 11h30

As árvores morrem de pé. A expressão assenta como uma luva no novo projeto artístico do Parque da Devesa, de Vila Nova de Famalicão. Seguindo a máxima do químico francês Lavoisier “na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, o arquiteto paisagista Gonçalo Nunes de Andrade transformou uma árvore morta numa escultura repleta de memória e simbologia da vida.

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O sobreiro, ou em linguagem técnica um Quercus Suber, com cerca de meio século de vida posicionado no ponto mais elevado do parque morreu, no entanto, a sua presença vai continuar a marcar a paisagem da Devesa, agora sustentado em peças de aço corten, fragmentos da memória do sobreiro com apoios ao chão.

A obra de arte intitula-se “Memória Inscrita” e vai receber nesta sexta-feira, dia 27 de outubro, pelas 11h30, a visita do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha e do autor da obra, Gonçalo Nunes de Andrade.

Refira-se que esta não é a primeira vez que o Parque da Devesa transforma uma árvore morta em obra de arte. No ano passado, o artista plástico Isaque Pinheiro apresentou a peça “Rebater uma árvore”, que consistiu na transformação de um carvalho morto com cerca de 110 anos de idade.

Gonçalo Nunes de Andrade é arquiteto paisagista e exerce funções de professor convidado na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. É também fundador da Xscapes, Sociedade de Arquitectura Paisagista, desde 2007 com projetos desenvolvidos e premiados em áreas de atuação que vão desde o planeamento urbano ao projeto de espaços verdes.

De acordo com a memória descritiva “a peça proposta para o parque da Devesa é a preservação de uma marca, um ponto focal, a memória de um Quercus Suber. A sustentação da memória frágil e incompleta. A distância e a perspetiva sobre a peça. O olhar sobre a memória do sobreiro com diferentes registos ao perto e ao longe”.

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BRAGA APOSTA NAS ARTES

Município de Braga dá continuidade ao programa ´0+1=Som´. Projecto-piloto integrado na candidatura a cidade criativa na área das Media Arts

No âmbito da candidatura de Braga a cidade criativa da UNESCO para a área das Media Arts, o Município de Braga está a dar continuidade ao projecto-piloto, iniciado no ano lectivo passado em contexto escolar, que visa expor alunos do 1º ciclo às novas tecnologias aplicadas à arte.

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O programa ´0+1=Som´, promovido em colaboração com a Digitópia/Casa da Música, é constituído por um ciclo de workshops que desenvolve a capacidade crítica e criativa das crianças através da programação, resultando num software de criação musical original, criado e pensado pelos alunos.

O programa, já iniciado numa escola básica do Agrupamento de Escolas Mosteiro e Cávado, será, ao longo do ano lectivo, implementado num total de nove escolas do 1º ciclo do Concelho de Braga.

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VIZELA PROMOVE SENSIBILIDADES ARTÍSTICAS

Casa Municipal de Cultura Jorge Antunes promove projeto Túnel da Cor

O projeto Túnel da Cor visa dotar os alunos de sensibilidade artística no que se refere ao Túnel da Cor, enquanto museu ao ar livre e exemplo de arte urbana, criado por centenas de crianças e que deverá constituir motivo de orgulho para todos os vizelenses.

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À educação artística juntamos a promoção do livro e estabelecemos pontes entre as duas linguagens como formas de expressão que se completam. A arte e a palavra provocam emoções e servem de alimento à criatividade. Imbuídos de inspiração os alunos são eles próprios convidados a expressar-se numa folha / azulejo em branco. As obras que daqui resultarem serão expostas numa exposição que se quer também gigante e emocionante.

O projeto é realizado em parceria entre o Agrupamento de Escolas de Vizela, a Casa Municipal de Cultura Jorge Antunes, a Confraria de São Bento das Pêras e é dirigido aos alunos do 1º, 2º e 5ºs anos, no ano letivo 2017/2018.

ARTISTA DA COLÔMBIA PARTICIPA EM RESIDÊNCIA ARTÍSTICA EM GUIMARÃES

Artista colombiano participa em residência artística em Guimarães promovida pela CAISA
A CAISA - Cooperativa de Artes, Intervenção Social e Animação C.R.L., receberá, no próximo mês de dezembro, Daniel Escobar Vásquez, artista interativo colombiano, naquela que será a sua primeira residência artística internacional.

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Natural de Cali, Colômbia, Daniel trabalha a relação entre tecnologia e atividade humana num diálogo interativo entre interfaces e utilizadores. Os seus trabalhos, resultado de uma investigação profunda sobre a cultura e tradições locais, já foram visualizados por milhares de pessoas e poderão ser vistos brevemente em Portugal pela mão da CAISA.

Esta primeira edição da residência internacional visa a criação de um diálogo artístico entre Portugal e Colômbia, combinando diferentes culturas, expressões e linguagens artísticas como o audiovisual, o interativo e o sonoro. De acordo com o presidente da cooperativa, Alberto Fernandes, “a ideia é criar uma ponte entre os dois países no sentido não só de encontrar diferenças enriquecedoras, mas, possivelmente, pontos comuns onde as duas culturas se comunicam”.
O resultado final da residência será apresentado ao público entre os meses de janeiro e fevereiro em várias cidades de Portugal.
Alberto Fernandes
Presidente do Conselho de Administração da CAISA C.R.L.

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“OS ROSTOS DA MÃE DE DEUS” VISITADA POR MAIS DE MIL PESSOAS EM CAMINHA

Exposição pode ser visitada até 29 de outubro, no Museu Municipal de Caminha

Mais de mil pessoas já visitaram a exposição “Os Rostos da Mãe de Deus” patente ao público no Museu Municipal de Caminha até ao dia 29 de outubro. A mostra é composta por imagens da Virgem Maria das paróquias do Arciprestado de Caminha e integra o programa celebrativo do Centenário das Aparições de Fátima que está a decorrer no concelho.

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“Os Rostos da Mãe de Deus” é uma exposição que dá a conhecer as 21 imagens da Virgem Maria das paróquias Arciprestado de Caminha, ou seja, no Museu é possível admirar uma imagem de cada paróquia do concelho de Caminha: Senhora do Calvário (Arga de Baixo); Senhora do Carmo (Arga de Cima); Senhora da Piedade (Arga de São João); Senhora das Dores (Âncora, Azevedo); Senhora da Luz (Argela); a Senhora do Rosário (Caminha, Vila Praia de Âncora);  Senhora da Conceição (Cristelo, Vilar de Mouros, Vile); Senhora das Neves (Dem); Senhora da Cabeça (Freixieiro de Soutelo); Santa Maria (Gondar, Orbacém); Senhora da Graça (Lanhelas); Imaculado Coração de Maria (Moledo, Vilarelho); Senhora da Soledade (Riba de Âncora); Senhora da Consolação (Seixas); Senhora do Monte (Venade).

Para além da exposição “Os Rostos Mãe de Deus” este programa engloba diversas atividades: concertos Marianos “Te Canto Maria”, a cargo do Orfeão de Vila Praia de Âncora; peregrinação a Fátima; caminhadas “Caminhar com Maria; concerto “Música Sacra Barroca Mariana e de Cânticos de Fátima” pela Associação VoxAngelis; cinema, entre outras.

A exposição “Os Rostos da Mãe de Deus” pode ser visitada no Museu Municipal de Caminha, até 29 de outubro, de terça-feira a domingo, das 10H00 às 13H00 e das 14H00 às 18H00.

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