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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA RECEBE ALUNOS FRANCESES DE MESTRADO EM ARQUITECTURA

Alunos de Mestrado de Clermont-Ferrand realizam visita de estudo de Braga

Ricardo Rio recebeu esta Sexta-feira, dia 31 de Março, uma turma de alunos de mestrado de arquitectura da Universidade Clermont Auvergne, que na última semana realizaram uma visita de estudo à cidade de Braga. Com o objectivo de conhecer melhor a cidade, nomeadamente as políticas de planeamento, gestão urbanística e regeneração urbana, 18 alunos passaram uma semana em Braga a contactar de perto com a realidade urbanística da cidade.

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Como sublinhou Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, o Executivo Municipal tem vindo a encetar esforços no sentido de reatar ligações com Cidades geminadas, pelo que esta actividade se insere na ´relação especial´ que existe entre Braga e Clermont-Ferrand. “Consideramos que é extremamente importante fortalecer as relações com as Cidades com quem já tinhamos relações anteriormente e que estavam ´adormecidas´, como é o caso de Clermont-Ferrand, com quem estamos geminados desde 1999”, realçou.

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A Câmara Municipal de Braga tem vindo também a aumentar o número de geminações com Cidades que possam acrescentar mais-valias para o Município, como foram os casos de Rio de Janeiro, Manaus ou de mais recentemente Veliko Tarnovo da Bulgária ou de Santa Fé, na Argentina.

Por seu turno, Germana Paz Gomes, estudante e tradutora durante a viagem, sublinhou a partilha de boas práticas e as aprendizagens que estão a ser realizadas durante esta iniciativa. “Tem sido muito enriquecedor em vários aspectos, mas especialmente na forma como o espaço público é valorizado em Braga e se dá prioridade à circulação pedestre. Estão muito avançados nesta área”, afirmou.

Do programa desta viagem, apoiada pelo Município de Clermont-Ferrand e logisticamente pelo Município de Braga, constaram diversas aulas e visitas de estudo, que deixaram os alunos franceses bastante impressionados pelo que tem sido alcançado em Braga.

A semana começou com uma reunião de trabalho com o Vereador Miguel Bandeira, que fez uma introdução às políticas urbanísticas de Braga e o que tem sido feito para preservar o património de uma Cidade com mais de dois mil anos de história e que apresenta elevados padrões de qualidade de vida.

De seguida, e durante dois dias, os alunos de Arquitectura “mergulharam” nos serviços municipais e tiveram sessões com as Divisões de Planeamento, de Mobilidade e Trânsito e ainda com a do Património e Centro Histórico, onde ficaram a conhecer o PDM de Braga, a estratégia para a Mobilidade Sustentável e a Estratégia para Regeneração Urbana.

Estas sessões foram conduzidas pelos responsáveis de cada área do Município e ainda uma visita guiada ao Centro Histórico e locais alvo de intervenções no plano de regeneração. Na Quarta-feira à tarde, tiveram uma sessão na Startup Braga, ficando a conhecer melhor a estratégia para a dinamização económica em Braga. Na Quinta-feira, os alunos de Clermont-Ferrand visitaram a Universidade do Minho, onde assistiram a uma aula do Mestrado em Engenharia Urbana, leccionada pelos Professores Paulo Pereira e Rui Ramos da Escola de Engenharia.

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CANÁRIAS: UMA PROFUNDA INFLUÊNCIA PORTUGUESA

No seguimento do artigo intitulado A ascendência portuguesa dos canarinos, como já dissemos, antes de publicar o artigo: “Ares de Lima” género da música tradicional das Ilhas Canárias de origem minhoto, queremos especialmente, descrever um pouco aos leitores e seguidores deste ótimo blogue, a profunda influência portuguesa na cultura do povo canarino que é o resultado determinante da participação dos portugueses na conquista e posterior colonização das Ilhas Canárias.

DIALETO    

Como descrevemos no nosso primeiro artigo, a pesar de os portugueses serem numerosos e maioritários em muitos povos, vilas e cidades das Ilhas Canárias, após da conquista e posterior colonização, nunca alcaçaram o poder e junto dos guanches e outros colonizadores, foram castelhanizados. Como terrível consequência da imposição do castelhano, a língua dos que tinham o poder, o português e o guanche não se arraigaram nas Ilhas Canárias, nem surgiu um crioulo de base ibérica como o papiamento das Antilhas Neerlandesas ou de base portuguesa como o cabo-verdiano de Cabo Verde e outros de outras ilhas do Atlántico. Foi lamentável, pois hoje o guanche não seria uma língua morta e os canarinos tivessem sido triglotas. Contudo, a formosa língua de Camões, José Saramago mais outros grandes escritores lusos, deixou muitas palavras e expressões no espanhol falado nas Ilhas Canárias. Da mesma forma, influiu em algumas estruturas gramaticais, tal vez, os canarinos não usam o pronome pessoal reto da segunda pessoa do plural vós e, a sua correspondente forma verbal, por influência do português, onde acontece a mesma situação. No que toca à fonologia é menor o contributo, porque neste ramo da linguística o dialeto canarino foi mais influenciado pelo andaluz e, a influência andaluza é quase a mesma que a recebida pelo barranquenho, mas no dialeto canarino puro, o que se fala nos povos do interior das ilhas maiores e em muitos povos das ilhas menores pelas pessoas mais idosas, ainda é possível escutar a elevação da vogal átona o, conforme às regras do processo do vocalismo átono próprio do português europeu: /o,ɔ/ fonológicos realizam-se como [u] fonético, e dizer, em uma linguagem menos técnica, os o átonos (não acentuados), são pronunciados como u, exemplos: andoriña “andorinha” folelé “libélula”, camino “caminho” = anduriña, fulelé e caminu, e algumas vezes com a evolução do português para o canarino, os termos portugueses são escritos conforme à pronúncia: papas turradas de la fogalera “batatas torradas da fogueira”. Igualmente sucede nos lusitanismos a perda de silabicidade das vogais átonas altas [i] e [u] em hiato, quando ocorrem antes de outra vogal qualquer, são substituídas pelas semivogais correspondentes [j] e [w] e o dialeto canarino toma em conta este fenómeno fonológico na escrita: mágoa = magua, Eanes = Yanes, Soares= Suárez, é o que seria uma semivocalização das vogais átonas que geram uma ditongação, um ditongo crescente: ea = ia ou ya e oa= ua, há linguistas que afirmam que no português europeu não existem tais ditongos, mas no espanhol sim. Finalmente, segundo o professor palmense D. Pedro Nolasco Leal Cruz, autor do livro intitulado: El español tradicional de La Palma, La modalidad hispánica en la que el castellano y el portugués se cruzan y se complementan, em 20 de fevereiro de 2017 no site: www.eldiario.es/lapalmaahora/.../espanol-tradicional-profesor-Nolasco_0_603690508... ressalta que «a única e grande diferença que tem o espanhol de La Palma com referência ao de outras ilhas é que em aquele o português tem feito muita mais mossa que nas demais, até o ponto que pudo ser considerado uma língua crioula como o foi o papiamento de Curaçao”. “ A Ilha conserva quase o 100% dos portuguesismos canarinos. É sem lugar a dúvidas o lugar idóneo para estudar melhor a influência do português a nível insular». Certas são as palavras do professor, pois nalguns povos da ilha de La Palma, ainda é possível ouvir o infinitivo pessoal que não existe no espanhol e outras estruturas da língua portuguesa, grande foi a impressão na ilha bonita, que na linguagem coloquial, os habitantes da sua capital Santa Cruz de La Palma, são conhecidos popularmente como portugueses e, uma das razões é, porque dizem que falam como eles. 

PSICOLOGIA 

A profunda influência portuguesa é em todos os aspetos da cultura do povo canarino, mas é a impregnação guanche e lusa a que faz dos canarinos serem diferentes do resto dos espanhóis. Como em Portugal, a família é o centro da vida nas Ilhas Canárias, apesar de os velhos costumes estarem a mudar, em particular nas cidades, é normal verem-se três e quatro gerações sob um mesmo teto, onde a mãe exerce um papel fundamental pela sua excessiva maternidade e, quiçá por esta razão, os canarinos têm um carinho especial pelas crianças, ¡Mi niño! “O meu menino!” ou ¡Mi niña! “A minha menina!” é uma expressão quotidiana das Ilhas que se emprega carinhosamente com os meninos e algumas pessoas adultas. Os canarinos são sérios e em muitos casos melancólicos, mas a relação social está baseada no bom humor. Um humor socarrón, “socarrão” com o significado na língua espanhola de pessoa que se exprime de maneira dissimulada e com aparência de ingenuidade e não com o signifacado de velhaco ou intrujão em português.  Um Humor irónico e indireto quase sempre encaminhado aos órgãos e relações sexuais, outras partes do corpo e certas ações engraçadas. O canarino utiliza esse humor como válvula de escape para evitar um conflito. Uma vez estávamos a esperar na charcutaria de um supermercado e uma das charcuteiras disse um número e, como ninguém respondeu, passou ao seguinte e antão, um senhor empertigado com muita arrogância exclamou: -Eu tinha o número anterior, não me viu que estava a olhar para si!-, a charcuteira imediatamente contestou:  -O Senhor tem razão, exatamente, eu vi que o senhor estava a olhar para mim!-. Apanhou o fiambre da fiambreira, para o levar à vitrina refrigerada e com um ligeiro e irónico sorriso disse: -Mas eu não sei se esse estranho e intenso olhar tinha outras intenções!- Todos os que esperávamos pelo nosso turno, começamos a rir às gargalhadas, até o teso senhor, foi a fórmula perfeita para findar a disputa. Alguns estudiosos e investigadores já declararam que é um humor de origem galaico-português. No entanto, por detrás dos sorrisos e muitas vezes as risadas ruidosas e prolongadas, há um muito enraizado aspeto da psique canarina que os próprios canarinos denominan magua, em português mágoa, o vocábulo do dialeto canarino mais querido que tem os mesmos significados que em português e, em todo o arquipélago canarino, é a nossa saudade, essa espécie de melancolia etérea que parece ansiar algo perdido ou inatingível caraterística dos portugueses, a morriña dos galegos, a nostalgia ou añoranza dos espanhóis, mas nas Ilhas Canárias tem outros significados. Ficar com magua, algumas vezes é ficar com ganas de comer algo, nas Ilhas Canárias os meninos não podem passar fome nem é correto comer na frente de uma criança sem convidá-la porque é desaprovado. Uma vez, na central de camionetas de São Cristóvão da Lagoa estava com os meus filhos ao meio-dia e um senhor tinha um cacho de bananas e estava a comer, acho que os meus filhos estavam a olhar para ele e o homem veio e deu-lhe uma banana e disse: -¡Cómanse el platanito mis niños que están esmayaditos!- “Comam-se as bananas os meus meninos que estão com fome!”, e logo olha para mim e disse: -¡No los podía dejar con la magua!.- “Não os podia deixar com a mágoa!”. Só na ilha de La Palma magua também é utilado com o significado de nódoa ou marca produzida por contusão e, na ilha de Lanzarote, o verbo maguarse “magoar-se” além do sigificado que tem em todas as ilhas, é aplicado para dizer que uma rês fica sem leite em uma teta. Ao longo da história, as Canárias foi a ponte entre a Península Ibérica e América. Muitos canarinos emigraram desde o século XVI e contribuíram à colonização da América, o destino foi sobretudo Cuba, Porto Rico, Venezuela, República Dominicana, Uruguai e os estados de Luisiana e Texas nos Estados Unidos da América, o povo canarino como os outros povos galaico-portugueses, é um povo emigrante. 

GASTRONOMIA 

A gastronomia canarina tem muito da portuguesa, o gofio “farinha obtida de trigo, milho e outros ceriais torrados” é o alimento principal herança do povo guanche, mas depois são as batatas e, o segundo símbolo cultural da cozinha canarina, são as papas arrugadas “batatas enrugadas” cozidas com casca em água com muito sal, que possívelmete têm a sua origem no gosto dos portugueses de cozinhar as batatas com sal no forno, como são as batatas a murro. Quase todos os canarinos acham que o puchero ou zancudo “cozido canarino” é descendente do cozido madrilenho, mas é mais semelhante ao cozido de grão à moda do Alentejo ou à algarvia, a diferença é que no puchero ou zancudo canarino, nos seus ingredientes há mais vegetais: cove, batata, batata-doce, feijão-verde, chuchu, bogango ou curguete, cenoura, abóbora, pera e espiga de milho tenro). Sem dúvida alguma, o rancho canarino é herdeiro do português e o gosto pelo peixe seco e salgado que nas Canárias é jareado, não há mil e uma maneiras de fazer o bacalhau, mas temos o sanchocho de cherne, cozido em água e outros condimentos e acompanhado com papas arrugadas e molho verde ou vermelho ou o pescado salado en encebollado, peixe salgado, geralmente: bacalhau, cherne ou corvina, com cebolada canarina que é a base de quase todos os pratos: cebola, alho, pimento verde, pimeto vermelho e tomate frito em óleo e temperado com sal, pimenta, orégão, tomilho, loureiro e colorau, o peixe é fervido com a cebolada e um bocadinho de água e vinho branco ou antes as postas do bacalhau são passadas por farinha de trigo e douradas no azeite, neste caso, o azeite é usado para fritar a ceboladaporque assim dá mais sabor, este prato com as papas arrugadas é muito saboroso. São as duas formas mais típicas e é um evidente legado português, como também é o molho de coentros, o gosto e uso do milho na culinária, os cominhos e outros condimentos. O molho de coentros pode ser à moda antiga: alhos, coentros, pimenta, óleo e vinagre feito à mão com os ingredente picados com faca em bocados muito pequenos ou triturados em almofariz; o atual molho é feito com varinha mágica com mais outros ingredientes: pimento verde, limão, cominhos, água e abacate que o deixam cremoso, as papas arrugadas com este molho são deliciosas. É possível dizer que os pratos mais representativos da gastonomia canarina são portugueses. A entrada pode ser o queijo palmense (da ilha de La Palma) ou majorero (da ilha de Fuerteventura) grelhado e servido com molho de coentros ou molho vermelho, o almogrote gomero da ilha de La Gomera com pão no forno a lenha ou as rodelas de tomate canarino temperadas com alho, óleo vinagre e oregão. O primeiro plato é o Puchero ou Zancudo, o segundo prato o Sancocho ou Pescado Salado com papas arrugadas e o frangollo de sobremesa, uma espécie de aletria feita com rolão de milho com leite, ovos, açucar, manteiga, um pedaço de casca de limão, um pau de canela, amêndoas e passas, de consistência compacta como nas Beiras que se pode cortar em fatias ou cremosa como no Minho, na travessa polvilha-se com canela e no prato pode ser servido juntamente com mel ou guarapo “mel da palmeira canarina” e acompanhado com uma mistela. Além da sobremesa típica há outras: o leite assado e queijinho, que se parece ao pudim abade de Priscos, ovos moles, flan, natillas, arroz-doce, mais outros muito gostosos e uma doçaria importantíssima: bienmesabe de Gran Canaria, rapaduras equeijo de amêndoas de La Palma, quesadillas de El Hierro, tortas de La Gomera (são como bolachas) mais outros; também os das Festas de Natal, Carnaval, Semana Santa: Trutas (são como empadas) com recheio de batata-doce com amêndoas ou doce de chila, rosquilhas, filhó de abóbora ou banana, torrijas, biscoitos, bolos, merengue assado e muitos mais. Nesta reifeição tradicional dos três pratos típicos mais entrada, não pode faltar a pella (bola) de gofio e o vinho do país ou da terra. Atualmente, com a regulação do colesterol para seguir uma dieta saudável, com o Puchero ou Zancudo sem entrada e tal vez com sobremesa é suficiente, como dizem alguns minhotos: -¡Já chega!-. A atriz canarina Lili Quintana, no programa de humor da televisão autonómica das Ilhas Canárias En Clave de Ja com a sua personagem de Chona, disse que um dia foi almoçar a um reataurante canarino, comeu queijo, gofio e um pão inteiro com almogrote gomero de entrada, um prato encolmado como dizemos nas Canárias “repleto” de puchero e outro de sancocho com muitas papas arrugadas e molho colorado “vermelho, tomou vários copos de vinho, um prato de frangollo com mistela de banana de sobremesa e, após de se tomar o café, quando ela chegou à sua casa se comeu um iogurte activia para compensar a embostada “o empanturramento”. 

 ARQUITETURA 

A arquitectura tradicional canarina é uma variante da arquitetura tradicional da Macaronésia de base alentejana e algarvia em relação ao âmbito rural, no arquipélago canarino nas casas terréas rurais é possível ver as cercaduras das janelas, os frixos das esquinas chamados faixas, barras ou riscas e os rodapés a cor azul das casas alentejanas e as chaminés do Alentejo e do Algarve. As casas da ilha de Lanzarote, escolhida pelo Nobel de Literatura português como última morada, têm umas chaminés que relembram muito às algarvias.

Nas duas fotografias a seguir mostramos o aporte cultural alentejano, na primeira foto uma casa tradicional de Pedro Álvarez, freguesia do concelho de Tegueste no nordeste da Ilha de Tenerife. É a casa camponesa de dois andares em estado ruinoso do mais puro estilo arquitetónico tradicional canarino, variante do estilo colonial macaronésio. Nesta casa ainda é possível ver um vestígio da faixa azul, janela de guilhotina e a frontaria está rematada na sua parte superior com um beiral, prolongação do telhado, formado por uma fileira de telhas. Foto de Tegueste Guía Turística publicada pela Ilustre Câmara Municipal da Vila de Tegueste em fevereiro de 2002. Na segunda fotografia realizada por Naim Acosta, pode-se ver uma casa tradicional de Valle de Guerra, freguesia do concelho de São Cristóvão da Lagoa situada na comarca nordeste da ilha de Tenerife. Esta casa térrea é do estilo chamado de transição, em finais do século XIX e princípios do século XX. Tem uma frontaria com janelas de tipo abatíveis e postigos interiores, parapeito cego que oculta o telhado de telha marselhesa, rematado por cordão de alvenaria e uma cornija do mesmo material ou de tijolo maciço de argila avermelhado pintado a azul como as faixas e rodapé, as janelas e portas não têm cercadura a azul, porque são de madeira.

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Nas vilas e cidades há influência de outras regiões ou províncias de Portugal, calçada empedrada, janelas, portas e varandas, ornamentos de arte manuelina e outras caraterísticas que trouxeram os portugueses, um belo exemplo de decoração manuelina é a frontaria da igreja da Nossa Senhora da Asunção da cidade de São Sebastião da Gomera, capital da ilha de La Gomera e a torre da basílica da Nossa Senhora do Pinheiro em Teror, padroeira da Ilha de Gran Canaria. Já o disse Torriani, o melhor exemplo de uma cidade que representa à arquitetura tradicional urbana à portuguesa em todo o seu esplendor, é a cidade de Santa Cruz de La Palma, capital da ilha de La Palma, mas também temos o bairro de Vegueta no casco histórico da cidade de Las Palmas de Gran Canaria capital da Ilha de Gran Canaria e da província (distrito) que administra as ilhas orientais. Em Tenerife temos no norte, a cidade de San Cristóbal de La Laguna “São Cristóvão da Lagoa”, berço de São José de Anchieta, Apóstolo do Brasil e cidade classificada Património da Humanidade pela UNESCO, o maravilhoso e encantador entorno do ex-convento e igreja do Santíssimo Cristo de Tacoronte, em sobrecanarias.com/2010/04/05/tacoronte-mar-y-montana-en-tenerife/, há uma foto muito bonita realizada em um dia cinzento, a Villa de la Orotava, joia arquitetónica de Tenerife que este ano solicitará à UNESCO a declaração de Património Mundial, casco histórico do Puerto de La Cruz, Los Realejos, San Juan de La Rambla, o entorno da praça de São Marcos junto do drago milenário da cidade de Icod de Los Vinos, Garachico e Los Silos, no sul temos Arafo, Vilaflor, mais outros cascos históricos de grande beleza e pequenos casarios como Masca em Boavista do Norte ou Ifonche no concelho de Adeje no sul de Tenerife.

A fotografia a seguir realizada por Naim Acosta, mostra La Casona situada no entorno da igreja de Santa Catarina de Alexandria, padroeira da cidade de Tacoronte. É uma das casas mais antigas que se conservam nesta cidade. Foi construida por Dom Juan Pérez, clérigo da Igerja de Santa Catarina, no século XVIII, com o objeto de fundar a capellania da paróquia “sede do capelão”, morada e escritório do padre ou pároco. Na sua frontaria salienta-se a formosa varanda canarina envernizada igual que as portas e janelas de guilhotina e, entre a casa de dois andares dos senhores e a casa térrea da criadagem, está a porta com ameias típica da arquitetura tradicional canarina. Junto da casa térrea com portas e janelas pintadas a castanho-escuro sem alternância, há também uma casa de dois andares com a frontaria pintada a amarelo-canarino, as portas e ventanas de guilhotina a verde-inglês e branco e os grandes blocos de pedra das esquinas à vista, finalmente, a rua é pedonal com calçada empedrada.

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Em seguida uma fotografia realizada por Naim Acosta ilustra a casa térrea que está noutro lado de La Casona, nesta casa pode-se ver o estilo mais representativo da arquitetura tradicional das Ilhas Canárias, portada com ameias e cruz, ventanas de guilhotina, paredes pintadas a branco e portas e janelas a verde-inglês com alternância. O telhado quatro águas com telha mourisca ou árabe rematado com beirais, formado por dupla fileira de telhas e todo o madeiramento de tea, uma madeira resinosa e muito duradoura que se extrai dos pinheiros canarinos anosos.

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A fotografia que se segue também realizada por Naim Acosta, expor à vista mais perto, as casas mais próximas do ex-convento e igreja do Santíssimo Cristo de Tacoronte que como já indicamos acima, no site sobrecanarias.com/2010/04/05/tacoronte-mar-y-montana-en-tenerife/, é possível ver quase todo o conjunto arquitetónico. Nestas duas casas vemos outra modalidade, a casa pintada a branco com janelas e portas a castanho-escuro e a casa pintada a vermelho-canarino. A cor mais típica nas paredes e a branca e depois nesta ordem: amarela, vermelha, azul e verde, as duas últimas não são muito vistas e, no que concerne à madeira de portas e janelas, se a madeira não é envernizada, é pintada a verde-inglês e a castanho-escuro, no caso das janelas quase sempre há alternâcia, as duas cores principais com a cor branca. Finalmente, pode-se admirar outro tipo de calçada empedrada e janelas na casa pintada a vermelho, que tem os blocos de pedra das esquinas á vista.

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AGRICULTURA 

Agricultiura, pecuária, pesca, artesanato têm muito de Portugal. O principal promotor da primeira expansão vitícola canarina foi o colonato de origem português, que chegou à nova terra procedente do Norte de Portugal e da Madeira e as primeiras castas que cultivaram foram a malvasia e o terrentês. A viticultura é portuguesa, muitos portugueses que têm visitado as Canárias dizem que os vinhos são muito parecidos aos portugueses, enólogos portugueses dão por certo que a elaboração artesanal dos vinhos em Tenerife é postuguesa, podemos ver a herança deixada pelos portugueses nos lagares tradicionais canarinos que são como os madirenses, nos antigos palheiros ou casas de telhados de palha de Tenerife e La Palma que são como palheiras dos Açores e em vários instrumentos agrícolas.  Onde mais se pode apreciar o efeito português relativamente ao artesanato, é nas cestas e trançados, nos bordados e rendas e na tecelagem. 

MEDICINA POPULAR 

Na medicina popular existe a figura do Santiguador “benzedor” e a do Curandero “Curandeiro” e as benzeduras e remédios (infuções, tizanas, beberagens, unguentos, cataplasmas e mais) são de base galaico-portuguesa, mas o curandeirismo recebeu o complemento que introduziram os indianos, como eram chamados os emigrantes canarinos que foram para a ilha de Cuba em finais do século XIX e princípios do século XX, muitos deles voltaram ricos, hoje os curandeiros mesturam com técnicas do curandeirismo caribenho. A medicina popular está estreitamente vinculada à bruxaria canarina, pois benzedores e curandeiros têm que curar el daño “malefício” feito pelos bruxos, os feitiços, beberagens e outras questões da bruxaria no começo tinham base galaico-portuguesa e depois ficaram mesturados com técnicas africanas e americanas: santeria, vodu, candomblé e outras.

            Exemplo de reza

Oração da noite

 

Ó Anjo da minha guarda, doce companhia,

não me desampares, nem de noite nem de dia.

Jesusinho da minha vida, tu es menino como eu,

por eso eu te quero tanto e dou-te o meu coração.

Quatro esquininhas tem a minha cama,

quatro anjinhos que me acompanham,

com Deus me deito e com Deu me levanto,

com a Virgem Maria e o Espírito Santo.

Amem

 

          Exemplo de Benzedura

 

Ensalmo para cortar o mau-olhado, quebranto, susto, empacho e ar

 

Eu te benzo em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo

(o benzedor faz o sinal da cruz quando começa mencionar a Santíssima Trindade)

e no nome que te puseram na pia (nome da pessoa).

Eu te corto mau-olhado, opilação, alimento mal comido, água mal bebida, susto, quebranto.

Eu levo-o para o mais alto dos montes de Arménia e tiro-o para o mais profundo do mar,

onde não permaneça, nem perdure nem dano possa fazer a esta criatura.

Se entrou pela tua cabeça, Santa Teresa.

Se entrou pela tua frente, São Vicente.

Se entrou pelos teus olhos, Santa Lúcia.

Se entrou pela tua nariz, São Luís.

Se entrou pela tua boca, Santa Rosa.

Se  entrou pela tua barba, Santa Bárbara.

Se entrou pela tua garganta, Santa Clara.

Se entrou pelo teu peito, são Eulógio.

Se entrou pela tua barriga, Santa Maria.

Se entrou pelas tuas conjunturas, São Ventura.

E se entrou pelos teus braços e pelos teus pés Santo André.

(No fim, reza-se a Oração do Credo e a Salve Rainha)

Esta versão de ensalmo é villera da Villa de La Orotava em Tenerife

 

Muitos benzedores quando chegam a uma avançada idade deixam de curar porque quando rezam o doente transmite o dano: gritam, choram, arrotam, bocejam e até têm contorções de dor. 

INDUMENTÁRIA TRADICIONAL 

            No que se refere ao trajar, o melhor exemplo de comparação é o traje típico da mulher da Villa de La Orotava com o traje da mulher da Madeira e o traje típico do homem da ilha de El Hierro com o campino ribatejano. Também há semelhanças nos trajes tradicionais da ilha de La Palma com os trajes dos Açores. 

JOGOS E DESPORTOS 

            Nos jogos e desportos tradicionais temos o Calabazo “Cabaço”, que em Portugal é um regador de cabo longo e o recipiente utilizado para tirar, de poços e tanques, água para rega. Esta técnica da agricultura tradicional que se tornou em desporto na década de 80 do século XX para evitar a sua desaparição, somente é praticada no Vale de Aridane na ilha de São Miguel da Palma. A diferença com Portugal é que o cabaço na ilha de La Palma se utiliza para tirar agua dos canais que estão nos bananais, que não são acéquias nem regueiros. A referência mais antiga de rega com o cabaço que se conhece está em una carta registada no ano 1868 e, a construção do canal de águas onde se utiliza, da mão de colonos portugueses, començou no ano 1555. 

FESTAS E TRADIÇÕES POPULARES 

            Há parecença nas romarias canarinas com os cortejos etnográficos do Minho e benção de gado, as juntas de bois levam no pescoço umas bonitas coleiras com pequenas campainhas que no Minho são mais ostentosas,  mas nos Açores são quase iguais. Há festas populares com tradição muito antiga que possivelmente tem a sua procedência em terras portuguesas, há tejineros “habitantes de Tejina” estudiosos e investigadores que acham que a Festa dos Corações de Tejina, declarada BIC (Bem de Interesse Cultural) em 2003 pelo governo das Canárias, deriva da Festa dos Tabuleiros de Tomar, pois Ansejo Gomes, o fundador de Tejina, era natural da antiga sede da Ordem dos Templários. Tejina é um pequeno povo (freguesia) do nordeste de Tenerife que pertence ao concelho de São Cristóvão da Lagoa, separado da cidade de Tacoronte pelo povo de Valle de Guerra e poucos quilómetros separam este povo da Vila de Tegueste e o povo turístico de Bajamar. Temos de lhes dizer que o fundador de Tejina era concunhado de Sebastião Machado, fundador da cidade de Tacoronte, porque Asenjo Gomes era o esposo de Guiomar Gonçalves e Sebastião Machado de Isabel Gonçalves, duas irmãs filhas de Gonçalo Gonçalves Teixeira natural de Braga. Este bracarense sogro dos dois fundadores antes mencionados, participou na conquista das Ilhas Canárias, pelo que foi beneficiado com terras no repartimento através das datas. O Antonio Miguel Rodríguez, farmacéutico da Câmara Municipal de São Cristóvão da Lagoa iniciará em breve em representação da Associação de Vizinhos As Três Ruas de Tejina o contacto com a Câmara Municipal de Tomar para estudar e investigar as possíveis relações dos Corações com os Tabuleiros e fazer uma geminação do povo de Tejina com Tomar. Bravo! Antonio, terás toda a nossa ajuda. O Antonio publica artigos no blogue: pastillerodesalud.blogspot.com, onde há alguns muito interessantes como: Portugueses en Tejina, en el origen de nuestra cultura del vino publicado em 6 de dezembro de 2015, piedra y madera em 25 de setembro de 2015 e El origen divino de las plantas, Ceralias em 20 de julho de 2016, neste artigo há fotos antigas muito bonitas e uma foro de uma eira canarina lajeada.

De seguida uma foto com o Corazón de Tejina: Calle Abajo, “Coração de Tejina: Rua Abaixo” fotografia que está na p. 50 da 2ª edição revista e amplada do livro intitulado: Fiestas de San Bartolomé de Tejina da autoria de María José Ruiz e Guadalberto Hernández, publicado pela Câmara Municipal de São Cristóvão da Lagoa em 2002.

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MÚSICA TRADICIONAL OU FOLCLÓRICA

 

Finalmente, falamos um pouco da música tradional ou folclórica.

 

Não quero mais sinfonias

paro o hino das Canárias,

tenho com umas folias

e um povo atrás que as canta.

 

Quadra número 56 que está na p. 24 do livro intitulado: Año canario 365 coplas y algunos versos más acerca de El Condumio da autoria de Luis Carrasco publicado pelo CCPC em 1991 e, é toda uma certeza. A Folia, é por excelência a canção tradicional mais representativa do folclore musical canarino, propalada por toda o nossa  terra e além fronteiras pela diáspora canarina no mundo. Conforme à opinião dalguns musicólogos, este canto da etapa setecentista profundo, pois com ele o canarino exprime todos os seus sentimentos, pode proceder de Portugal e, temos de lhe dizer, que igual que muitos fados, quando o cantor começa o canto, os instrumentos tocados com plectro (bandolins, bandurras e alaúdes) fazem o que na linguajem da música tradicional canarina chama-se contracanto, um contrapunto à melodia interpretada pelo cantor. A Malagueña é a canção mais triste do nosso floclore musical com estrofes que falam da morte de uma mãe, de um filho e outras perdas e desgraças:

 

Eu vi a uma mãe morta

sobre uma tumba de mármore,

com a sangue corrompida

e o coração feito troços,

pelo filho que queria.

 

Não há coisa como uma mãe

encuanto no mundo existe,

porque uma mãe consola

a um filho quando está triste.

 

São as herdeiras diretas do fandango andaluz, mas a sua música tem muita simulitude com a charamba açoriana, há fragmentos musicais das duas canções que são iguais. Também pode descender do cavaquinho português igual que o ukulele havaiano, o Timple, que para os canarinos é o instrumento nacional, da nação canarina. Com exatidão, são os Aires de Lima “Ares de Lima” o género musical totalmente português, investigados pelo musicólogo Lothar Siemens provêm do Minho, das freguesias perto do Rio Lima e é um canto com lindas melodias típico das descamisadas canarinas, esfolhadas no Minho. Deste assunto, escreveremos um artigo mais aprofundado e ilustrado com letras e partituras, porque é uma dívida que temos com Carlos Gomes, mas queríamos escrever primeiro o artigo anterior e este, porque assim os leitores e seguidores deste excelente blogue, compreenderão melhor a razão pela que na música tradicional das Ilhas Canárias, há um género musical importado do Minho.

Os leitores e seguidores deste magnífico blogue podem fazer pesquisas na Internet para ter mais informação, ver fotos e poder comparar ou fazer um passeio virtual pelos lugares dos que falámos. Para aprofundar mais e conhecer alguns dos portugueses conquistadores e cofundadores do nosso povo, aconselhamos a leitura do artigo intiulado: ABUELOS PORTUGUESES. UNA ASCENDENCIA FAMILIAR EN CANARIAS, SIGLOS XV y XVI I e II  no site geneacanaria.blogspot.com/2015/02/abuelos-portugueses-una-ascendencia.html.

 

O nosso próximo artigo será um exemplo desta profunda influência portuguesa no povo canarino e, como melhor se pode exemplificar, é com o dialeto canarino. Uma breve estória escrita em dialeto canarino com a tradução em português mais um análise, demonstrará com clareza, que quando falamos de profunda influência, não é com excesso.

 

Este artigo é dedicado com muito orgulho e grande respeito à memória dos pais cofundadores do nosso povo, os portugueses que deixaram a sua maravilhosa terra natal para vir às nossas ilhas e legaram-nos uma formosa herança que constitui o nosso precioso património histórico, artístico e cultural, e eu, especialmente, desde o mais profundo do meu coração, dedico este artigo a minha mãe, que desde o berço me transmitiu a cultura tradicional da minha terra. Para ti a minha querida mãe.

 

Jesús Acosta

ACGEIA

São Cristóvao da Lagoa

Tenerife

ARCUENSES CAMINHAM À DESCOBERTA DAS BRANDAS

Dispersas nas brumas da montanha, por caminhos carreteiros da memória de um povo que desde sempre teve a montanha como companheira na faina diária do pastoreio e cultivos encontram-se brandas que ainda hoje estão vivas.

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Branda da Portelinha, Branda da Cachadinha, Branda das Ínsuas, Branda do Murço, socalcos que nos enchem a alma, caminhos carreteiros, cachenas, garranos e muito mais para nos mostrar o quão pequeno é o homem no meio natural.

No próximo dia 19 de Fevereiro, venha participar numa caminhada de uma beleza paisagística fenomenal, acompanhados pela serra do Soajo.

Venha ouvir o eco das Brandas, sentir a sua presença através do chilrear dos seus habitantes e ver como ainda hoje são utilizadas para guardar o gado.

Com cerca de 7 km, esta aventura à descoberta das brandas, terá o ponto de encontro na Porta do Mezio, pelas 9h30.

Os interessados devem inscrever-se em www.portadomezio.pt ou através do telefone n.º 258510100 ou ainda através do correio eletrónico:

portadomezio@ardal.pt

Venha com a Ardal-Porta do Mezio deslumbrar-se num território rico que vale a pena descobrir passo a passo!

FAMALICÃO LANÇA ROTEIRO PELA ARQUITECTURA MODERNA DO CONCELHO

Paulo Cunha enalteceu o papel de Januário Godinho no concelho

Treze edifícios do concelho de Vila Nova de Famalicão projetados pelo arquiteto Januário Godinho (1910 – 1990) estão agora reunidos num roteiro que tem como objetivo divulgar e valorizar a arquitetura moderna em Famalicão. O roteiro arranca nos Paços do Concelho, um dos ex-libris da obra de Januário Godinho, passa por diversas casas particulares e segue depois para a freguesia de Louro onde se localiza a maior parte de edifícios públicos projetados pelo arquiteto, desde a Junta de Freguesia, Centro Paroquial, cemitério e zona comercial, entre outros.

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“A melhor forma de valorizar e preservar é dar a conhecer, é levar as pessoas até aos locais e criar elos de ligação”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, esta manhã, durante o colóquio “Famalicão, Marcas de Modernidade”, onde foi apresentado o roteiro. De resto, um dos pontos altos do programa foi mesmo a realização do roteiro, com uma visita guiada às treze obras de Januário Godinho.

Durante o evento foi ainda apresentado o Prémio de Arquitetura Januário Godinho, que arranca em 2017 e tem como objetivo galardoar a melhor reabilitação de edifício no concelho. De periodicidade bianual, o Prémio terá um valor pecuniário de 7 mil euros, cabendo dois mil euros ao promotor da obra e cinco mil à equipa projetista.

“O prémio serve essencialmente para homenagear Januário Godinho e a sua vasta obra, mas tem também a função de incentivar novas ideias, novas obras e novos arquitetos”, explicou Paulo Cunha, acrescentando que“estas iniciativas pretendem ainda criar condições para que a sociedade desperte para estes temas, tornando-a mais participativa e exigente”.

Refira-se que as iniciativas inserem-se no âmbito da colaboração entre a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e o Grupo de Estudos de Arquitetura do Centro de Estudos Arnaldo Araújo da Escola Superior Artística do Porto, contando com o apoio da Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte.

Para a diretora do Centro de Estudos Arnaldo Araújo da Escola Superior Artística do Porto, Helena Maia, “esta colaboração com a autarquia famalicense tem sido uma experiência nova, que tem permitido trazer uma dimensão mais prática e pragmática da realidade quotidiana, o que tem sido muito proveitoso para ambos os lados”.

Refira-se que foi ainda inaugurada a exposição “Januário Godinho Arquiteto (1910 – 1990). Através da materialidade.”, que estará patente até 25 de novembro, nos Paços do Concelho.

Januário Godinho foi um arquiteto português nascido em 1910, em Ovar, e falecido em 1990 Januário Godinho estudou na ESBAP - Escola Superior de Belas Artes do Porto, entre 1925 e 1930, tendo obtido o diploma com o estudo para o Hotel do Parque-Vidago em 1941, onde começa a esboçar algumas das preocupações que o perseguem ao longo da sua carreira, como a leitura e interpretação do lugar, o ritual dos acessos, a relação entre

As suas principais obras são: o Mercado do Peixe de Massarelos, Porto (1932); as pousadas realizadas para a Hidroelétrica do Cávado (1949-1959), para Vila Nova, Salamonde, Sidroz e Pisões; Casa Afonso Barbosa, Famalicão (1941); a Sede da Hidroelétrica, Porto (1953); os palácios da Justiça de Tomar (1951), de Vila do Conde (1953), de Ovar (1960) e de Lisboa (1960), em coautoria com João Andersen; o Edifício Calouste Gulbenkian no LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Lisboa (1961), igualmente em coautoria com João Andersen, e os Planos de Urbanização de Coimbra (1968) e de Amarante (1965).

Refira-se que a relação de Januário Godinho com Vila Nova de Famalicão surge nos anos 40 e prolonga-se até ao final da década de 80. As suas obras pontuam o território, mas é no Louro que se encontra um número mais significativo.

Da obra deixada no concelho por Januário Godinho destaca-se o edifício dos Paços do Concelho e o antigo Tribunal; na freguesia de Antas o edifício para o Banco Português do Atlântico (1953); na freguesia de Brufe a casa Afonso Barbosa (1940-42); na freguesia do Louro várias construções na Quinta de Seara, propriedade do banqueiro Artur Cupertino de Miranda, o mercado, a igreja, a Casa do Povo, o centro paroquial e o cemitério. Na freguesia de Requião, cujo promotor foi o industrial Manuel Gonçalves, destaca-se o projeto da Casa Manuel Gonçalves, a Quinta de Compostela e a Têxteis Manuel Gonçalves.

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FAMALICÃO DEBATE MODERNIDADE NA ARQUITECTURA

Paulo Cunha abre colóquio sobre as “Marcas de Modernidade” na arquitetura de Famalicão. Colóquio promovido pela Câmara Municipal e pela Escola Superior Artística do Porto arranca amanhã, sexta-feira, pelas 09h15, no Salão da Assembleia dos Paços do Concelho

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, abre amanhã, sexta-feira, dia 21 de outubro, pelas 9h15, o colóquio “Famalicão, Marcas de Modernidade”, que vai decorrer no Salão da Assembleia Municipal, nos Paços do Concelho. O arranque da iniciativa conta também com a presença da diretora do Centro de Estudos Arnaldo Araújo da Escola Superior Artística do Porto, Helena Maia.

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O arquiteto Januário Godinho (1910 – 1990), autor de diversas obras no concelho de Vila Nova de Famalicão, entre as quais os Paços do Concelho, dá o mote para um conjunto de iniciativas que abordam a temática da arquitetura moderna no território famalicense.

O colóquio que vai reunir conceituados investigadores do panorama nacional, vai ficar marcado pelo lançamento do Prémio de Arquitetura Januário Godinho, que terá como objetivo galardoar a melhor reabilitação de edifício no concelho. De periodicidade bianual, o Prémio Januário Godinho terá um valor pecuniário de 7 mil euros, cabendo dois mil euros ao promotor da obra e cinco mil à equipa projetista.

Será ainda realizada uma visita guiada às obras de Januário Godinho no concelho, nomeadamente nas freguesias de Louro e Famalicão. O evento termina com a inauguração da exposição “Januário Godinho Arquiteto (1910 – 1990). Através da materialidade.”, que estará patente até 25 de novembro, nos Paços do Concelho.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “a vasta obra que Januário Godinho deixou no nosso território e a sua sensibilidade à relevância do património constituem ensinamentos que merecem ser preservados e divulgados”. Além disso, o evento aborda ainda a arquitetura moderna no território de Famalicão, os edifícios e os arquitetos que os desenharam.

As iniciativas inserem-se no âmbito da colaboração entre a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e o Grupo de Estudos de Arquitetura do Centro de Estudos Arnaldo Araújo da Escola Superior Artística do Porto, contando com o apoio da Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte.

JANUÁRIO GODINHO

Arquiteto português nascido em 1910, em Ovar, e falecido em 1990 Januário Godinho estudou na ESBAP - Escola Superior de Belas Artes do Porto, entre 1925 e 1930, tendo obtido o diploma com o estudo para o Hotel do Parque-Vidago em 1941, onde começa a esboçar algumas das preocupações que o perseguem ao longo da sua carreira, como a leitura e interpretação do lugar, o ritual dos acessos, a relação entre paisagem e espaço interior e a criteriosa escolha de materiais.

Inicia o seu período de estágio na década de 30, em colaboração com o arquiteto portuense Rogério de Azevedo, participando ativamente no desenvolvimento do seu trabalho, entre o modernismo e a aproximação que faz ao regionalismo.

Ao longo do seu percurso profissional é notório o relacionamento cada vez mais distanciado de alguns modelos dominantes na Europa Central, sendo evidente um sentido de afirmação da arquitetura como um problema de cruzamento entre modernidade e contemporaneidade, tradição e sítio, afirmando-se numa lógica de contextualização disciplinar, levando a um regionalismo crítico antecipado.

As suas principais obras são: o Mercado do Peixe de Massarelos, Porto (1932); as pousadas realizadas para a Hidroelétrica do Cávado (1949-1959), para Vila Nova, Salamonde, Sidroz e Pisões; Casa Afonso Barbosa, Famalicão (1941); a Sede da Hidroelétrica, Porto (1953); os palácios da Justiça de Tomar (1951), de Vila do Conde (1953), de Ovar (1960) e de Lisboa (1960), em coautoria com João Andersen; o Edifício Calouste Gulbenkian no LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Lisboa (1961), igualmente em coautoria com João Andersen, e os Planos de Urbanização de Coimbra (1968) e de Amarante (1965).

Refira-se que a relação de Januário Godinho com Vila Nova de Famalicão surge nos anos 40 e prolonga-se até ao final da década de 80. As suas obras pontuam o território, mas é no Louro que se encontra um número mais significativo.

Da obra deixada no concelho por Januário Godinho destaca-se o edifício dos Paços do Concelho e o antigo Tribunal; na freguesia de Antas o edifício para o Banco Português do Atlântico (1953); na freguesia de Brufe a casa Afonso Barbosa (1940-42); na freguesia do Louro várias construções na Quinta de Seara, propriedade do banqueiro Artur Cupertino de Miranda, o mercado, a igreja, a Casa do Povo, o centro paroquial e o cemitério. Na freguesia de Requião, cujo promotor foi o industrial Manuel Gonçalves, destaca-se o projeto da Casa Manuel Gonçalves, a Quinta de Compostela e a Têxteis Manuel Gonçalves.

Mais informações em

http://www.vilanovadefamalicao.org/_coloquio_famalicao_marcas_de_modernidade

FAMALICÃO REABILITA FÁBRICA SAMPAIO FERREIRA

Reabilitação da fábrica Sampaio Ferreira justifica concurso internacional de arquitetura. Famalicão lança iniciativa na próxima segunda-feira, 3 de outubro, pelas 17h30, em Riba de Ave

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, convida os órgãos de comunicação social para o evento “Reabilitação Urbana – Riba d’Ave Desafios Urbanos’16”, que vai realizar-se na próxima segunda-feira, dia 3 de outubro, pelas 17h30, na Unidade Industrial Sampaio Ferreira e C.ª Lda, na vila de Riba de Ave.

A iniciativa insere-se no programa municipal Famalicão Visão’25 – Marcas do Futuro e tem como objetivo a reflexão sobre estratégias a adotar na regeneração urbana dos territórios de Riba de Ave e Oliveira S. Mateus.

O evento ficará marcado pelo lançamento de um concurso internacional de ideias de arquitetura para a reabilitação da fábrica Sampaio Ferreira, em Riba de Ave.

“A reabilitação deste imóvel – pela sua história, localização e dimensão – merece ser alvo de reflexão”, afirma Paulo Cunha, acrescentando que com este concurso “pretende-se repensar de que forma se podem potenciar e reutilizar este tipo de edifícios que ocupam áreas significativas do território do Vale do Ave”.

Refira-se que a fábrica Sampaio Ferreira em Riba de Ave foi uma das primeiras unidades fabris do Vale do Ave construída pelo empresário Narciso Ferreira e implantada numa área de cerca de 35 mil metros quadrados.

BRAGA BARROCA CONVIDA À DESCOBERTA DE PERÍODO ÁUREO DA CIDADE

Evento decorre de 21 a 25 de Setembro

O Município de Braga promove, entre os dias 21 e 25 de Setembro, a terceira edição da Braga Barroca. Com um intenso programa de iniciativas centradas na vivência do período barroco, o evento vai oferecer à Cidade mais de 80 horas de programação, que incluem quatro concertos, oficinas didácticas, sessões de história local, exposições, teatro, visitas guiadas e recriações históricas, actividades que visam fomentar o conhecimento e a divulgação da história local.

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Para o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, a Braga Barroca constitui um “momento único para redescobrir uma época de ouro da história da Cidade”. “O evento foi uma aposta ganha por parte deste Executivo Municipal, desde logo pelo sucesso das edições anteriores, pelo envolvimento das entidades parceiras, mas sobretudo pela receptividade que os Bracarenses tiveram desde a primeira hora por esta iniciativa”, referiu o Edil durante a apresentação do evento, que decorreu hoje, 16 de Setembro, no Palácio do Raio.

O Autarca explicou que o Município tem procurado preencher o calendário de eventos da Cidade com iniciativas de diferente cariz no sentido de criar oferta cultural “capaz de combater a sazonalidade turística e de atrair a Braga um número crescente de visitantes ao longo de todo o ano”.

O certame - integrado nas comemorações das Jornadas Europeias do Património e do Dia Mundial do Turismo - pretende fornecer uma experiência abrangente, através de acções de âmbito artístico que procuram recriar hábitos e tipologias de vida, e envolver progressivamente a Cidade e os seus agentes.

Para a vereadora da Cultura, Lídia Dias, a Braga Barroca “não é apenas mais um evento do calendário anual”. “Este é um momento que queremos ver enraizado no quotidiano, reunindo as instituições culturais da Cidade e solidificando tendências no público Bracarense”, sustentou a vereadora.

Este ano obtém particular protagonismo o reabilitado Palácio do Raio que é, segundo a vereadora, “o expoente da incansável tarefa de valorização do património que a Misericórdia de Braga tem levado a efeito”.

Lídia Dias destacou ainda a participação das diversas entidades parceiras do evento, nomeadamente do Museu dos Biscainhos, Conservatório Calouste Gulbenkian, Cabido da Sé, Santa Casa da Misericórdia de Braga, Conselho Cultural da Universidade do Minho, Seminário de S. Pedro e S. Paulo, Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva e Fundação Bomfim.

Concerto com Orquestra Barroca da Casa da Música

Um dos pontos altos do programa do evento acontecerá no dia 24, pelas 21h30, em frente ao Palácio do Raio, com o concerto ‘Vivaldi e as Quatro Estações’ pela Orquestra Barroca da Casa da Música, do Porto.

A programação arranca no dia 21, sendo que o destaque vai para a sessão de história local, pelas 21h30, na Igreja da Penha, a realizar no âmbito do projecto ‘À Descoberta de Braga’. De salientar ainda o concerto didáctico ‘Música no Barroco’, às 14h30, no Largo do Paço, e para a visita encenada pelos alunos do CLIB ao Museu dos Biscainhos.

No dia 22, às 10h0 e às 15h00, haverá ‘Uma viagem ao Museu dos Biscainhos com o PIF’H e, pelas 21h30, um circuito musical pelo UM Ensemble, em que o público é convidado a explorar os recantos do museu através de sonoridades do barroco.

O concerto ‘Preciosidades do Barroco: da ópera à música experimental’, pelo Com.Cordas Ensemble é o destaque do dia 23. No dia 24 está agendada uma visita guiada pelas ‘7 Maravilhas do Barroco’, uma visita ao Palácio do Raio e a encenação triunfal do Arcebispo D. José de Bragança e cortejo com início às 17h30, no Arco da Porta Nova.

A Braga Barroca 2016 termina no dia 25 com o ‘Viva Vivaldi’, pela Casa da Música, um espectáculo integrado no festival de Teatro Infantil ‘Era uma vez no mês…’ e com o Sarau Barroco pelo Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, a ter lugar no Salão Medieval da Universidade do Minho.

De referir que durante todo o evento, diferentes personagens da época e figuras do imaginário barroco irão percorrer as praças, jardins e ruas da Cidade, transformando Braga num palco de estórias ao vivo.

O programa completo do evento está disponível através do link https://goo.gl/qrN912

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TRIENAL DE LISBOA DISTINGUE O LIMIANO PAULO DO VALE AFONSO COMO UM DOS MELHORES JOVENS ARQUITETOS

Os melhores jovens arquitectos, segundo a Trienal de Lisboa. O limiano Paulo Afonso está entre os dez finalistas do Prémio Début.

A Trienal de Arquitectura de Lisboa anunciou esta quarta-feira os finalistas do prémio com que distingue os melhores jovens arquitectos. O Prémio Début Trienal de Lisboa Millennium bcp, destinado a arquitectos com menos de 35 anos, recebeu mais de 140 candidaturas de 39 países, com destaque para Portugal, Itália, Brasil, México, Espanha e Chile. Esta é a segunda edição do prémio.

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O júri escolheu os seguintes dez finalistas: Al Borde (Equador), Asa Studio (Ruanda), Carles Enrich (Espanha), El Umbral (México), Hevia + Urzúa(Chile), Paulo Manuel do Vale Afonso (Portugal), Pedro Pitarch (Espanha), Plural (Eslováquia), Terra e Tuma Associated Architects (Brasil) e Umwelt (Chile). Do júri faz parte André Tavares, co-curador da edição deste ano da Trienal de Arquitectura de  Lisboa, Fernanda Bárbara (Brasil), Luís Santiago Baptista (Portugal), Margarita Jover (Espanha), Mimi Zeiger (EUA), Tetsuo Kondo (Japão) e Tim Abrahams (Reino Unido).

O vencedor Prémio Début será anunciado durante a semana inaugural da trienal, que este ano é dedicada ao tema The Form of Form, a 8 Outubro, e receberá um prémio de 5000 euros.

Paulo do Vale Afonso, nascido em 1982 em Ponte de Lima, e formado na universidade de Coimbra e de Ciência e Tecnologia da Noruega (Trondheim), é autor da Escola Chuquibambilla (com Paulo Afonso, Marta Maccaglia, Ignacio Bosch, Borja Bosch), em Satipo, Peru (2013). Trabalhou no ateliers OAB, em Barcelona, com Carlos Ferrater, e 51-1 Arquitectos, em Lima. Foi co-fundador da AMA (Afonso Maccaglia Architecture) em Lima, no Peru, onde trabalhou entre 2012 e 2014. Vive e trabalha no Porto, cidade a que regressou este ano, e tem construído em Portugal, também em co-autoria (André Rocha), o Centro de Actividades Ocupacionais de Ponte de Lima.

Fonte: https://www.publico.pt/

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Escola Chuquibambilla, de Paulo Afonso

FAMALICÃO LANÇA PRÉMIO DE ARQUITETURA JANUÁRIO GODINHO

Famalicão lança Prémio de Arquitetura Januário Godinho

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai avançar com a criação do Prémio de Arquitetura Januário Godinho, com o objetivo de galardoar a melhor reabilitação de edifício no concelho. A proposta para a instituição do prémio, cuja primeira edição se realiza em 2017, foi aprovada recentemente, por unanimidade, em reunião do executivo municipal.

Para o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, esta é mais uma forma de promover a reabilitação urbana no concelho.jpg

De periodicidade bianual, o Prémio Januário Godinho terá um valor pecuniário de 7 mil euros, cabendo 2 mil euros ao promotor da obra e 5 mil à equipa projetista.  

Promover a salvaguarda e valorização do património edificado, bem como valorizar e promover a divulgação do trabalho desenvolvido por projetistas e construtores são os principais objetivos deste prémio, aberto a todas as entidades privadas que tenham promovido obras de reabilitação em qualquer edifício localizado nas áreas de reabilitação urbana do concelho ou, no caso das restantes áreas do território famalicense, em edifícios com idade igual ou superior a 30 anos.

Para o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, esta é mais uma forma de promover a reabilitação urbana no concelho. “É fundamental inverter a realidade atual e consciencializar os famalicenses da importância da salvaguarda do património edificado no nosso território, tanto ao nível do seu valor arquitetónico, como do seu valor construtivo ou histórico”, refere o autarca, que lembra ainda que com a instituição deste prémio, a Câmara Municipal está a ir ao encontro do seu Plano de Ação para a Regeneração Urbana e de um dos vetores estratégicos do seu Plano Diretor Municipal, relacionado com a salvaguarda e valorização do património edificado.

De referir que apenas serão admitidas a concurso as obras concluídas nos dois anos anteriores ao ano de cada edição do prémio, cujo júri será constituído, entre outros, por um representante da Ordem dos Engenheiros Região Norte, da Direção Regional de Cultural do Norte e da Associação Portuguesa para a Reabilitação Urbana e Proteção do Património.

A escolha do nome do prémio homenageia uma figura incontornável da arquitetura moderna portuguesa, que deixou uma enorme marca no concelho de Vila Nova de Famalicão.

“A vasta obra que Januário Godinho deixou no nosso território e a sua sensibilidade à relevância do património constituem ensinamentos que merecem ser difundidos e homenageados através deste prémio”, disse a propósito Paulo Cunha.

Da obra deixada no concelho por Januário Godinho destaca-se o edifício dos Paços do Concelho e o antigo Tribunal; na freguesia de Antas o edifício para o Banco Português do Atlântico (1953); na freguesia de Brufe a casa Afonso Barbosa (1940-42); na freguesia do Louro várias construções na Quinta de Seara, propriedade do banqueiro Artur Cupertino de Miranda, o mercado, a igreja, a Casa do Povo, o centro paroquial e o cemitério. Na freguesia de Requião, cujo promotor foi o industrial Manuel Gonçalves, destaca-se o projeto da Casa Manuel Gonçalves, a Quinta de Compostela e a Têxteis Manuel Gonçalves.

O Prémio de Arquitetura Januário Godinho será publicamente apresentado no dia 21 de outubro, num colóquio sobre arquitetura moderna intitulado “Famalicão, Marcas de Modernidade”, promovido pela autarquia em parceria com o Centro de Estudos Arnaldo Araújo.

EDIFÍCIO DO MUSEU MUNICIPAL DE ESPOSENDE FOI PROJETADO PELO ARQUITETO CAMINHENSE MIGUEL VENTURA TERRA

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O arquiteto Miguel Ventura Terra, cujo 150º aniversário da data do seu nascimento agora se assinala, foi em 1908 o autor do projeto do edifício destinado ao Teatro-Club de Esposende, inaugurado em 1911.

Neste edifício, entra-se desde 1993 instalado o Museu Municipal de Esposende, o qual foi para o efeito adaptado pelo arquiteto bernardo Ferrão.

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ESPOSENDE EVOCA ARQUITETO MIGUEL VENTURA TERRA

“Miguel Ventura Terra, 3 emblemáticos edifícios em Esposende” é o título da exposição de rua que abre ao público na próxima quinta-feira, dia 14 de julho, seguindo-se uma visita orientada.

A cerimónia que decorrerá no Museu Municipal de Esposende está agendada para as 15 horas e insere-se na evocação dos 150 anos de Miguel Ventura Terra.

“Miguel Ventura Terra (1866-1919) caraterizou a moderna arquitetura portuguesa, feita de materiais que se conjugam em harmonia, como a pedra, o vidro, o azulejo, a madeira e o ferro forjado, em detalhes decorativos ricamente elaborados, personifica um dos modelos que influenciaram as gerações futuras de arquitetos: o modelo progressista. [in Roteiro, Ed. Museu Municipal, Câmara Municipal de Esposende]

CASA DA EIRA EM LANHELAS EVOCA ARQUITETO MIGUEL VENTURA TERRA

A Casa da Eira, em Lanhelas, ao iniciar um novo ciclo de eventos, O ALTO MINHO: ESPAÇOS, PRÁTICAS, FIGURAS, promove uma Exposição/Mesa-redonda consagrada à difusão e análise da obra do arquiteto seixense Miguel Ventura Terra.

Isto, por altura da comemoração da centúria e meia de aniversários do nascimento desta figura de proa da cultura portuguesa, a cumprir no próximo mês de Julho.

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“ROMÂNICO EM CELORICO” RECEBE VISITA GUIADA

No dia 30 de abril, o Românico de Celorico foi alvo de uma visita guiada promovida pelo Município de Celorico de Basto em parceria com a Rota do Românico.

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A visita cingiu-se aos monumentos inseridos na Rota do Românico tendo começado na Igreja de Sta. Maria de Veade seguindo para a Igreja do Salvador de Ribas e a igreja do Salvador de Fervença. A visita terminou no único Castelo inserido na Rota do Românico, o Castelo de Arnoia.

“A valorização do nosso património é fundamental e crucial para a nossa identidade. Temos edifícios com marcas inigualáveis da arquitetura românica que tornam este concelho local de visita obrigatória para os “amantes” do património”, disse o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva. “O românico é um dos pontos de atratividade deste concelho mas existem outros igualmente aliciantes dignos de visita”.

A participar na ações estiveram várias dezenas de visitantes que se mostraram maravilhados com as características dos monumentos. O guia da visita, técnico da Rota do Românico, mostrou todos os pormenores deste estilo arquitetónico saliente nos monumentos visitados.

Recordar que Celorico de Basto dispõe de um Centro Interpretativo que serve de apoio ao Castelo de Arnoia e que permite a explicação de todos os pormenores referentes a este ex-libris local.

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VIANA DO CASTELO APRESENTA "CASAS DO NORTE DE PORTUGAL"

A Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural Maria de Fátima Moura, com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo, levam a efeito a apresentação do livro “Casas no Norte de Portugal” e a inauguração da Exposição homónima, de Luís Moura Serra, que se realiza no dia 7 de Maio, pelas 16h00 no piso superior dos Antigos Paços do Concelho de Viana do Castelo. A apresentação desta publicação estará a cargo da Prof.ª Ana Coutinho e Castro.

VIANENSES DEBATEM ARQUITETURA MODERNISTA

Centro de Estudos Regionais promove um percurso pela arquitectura modernista em Viana do Castelo

No próximo dia 28 de Abril (quinta-feira), o Centro de Estudos Regionais promove um percurso urbano, no âmbito do programa do Ciclo de Estudos “Arte, da criação à fruição”, pela arquitectura modernista em Viana do Castelo, conduzido por Francisco Carneiro Fernandes.

“A Arquitectura Modernista em Viana do Castelo - primeira metade do século XX" é um percurso urbano, centrado na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, que nos permitirá revisitar os principais exemplares de arquitectura da cidade referentes ao referido período, conhecer melhor os seus autores e as características do seu trabalho.

Guiado por Francisco Carneiro Fernandes, autor de diversos artigos e livros sobre a história da cidade, o percurso terá início pelas 15 horas, junto do Café Girassol, no Jardim Público, tendo uma duração prevista de duas horas a duas horas e meia.

A participação é gratuita e não carece de inscrição.

MONÇÃO REALIZA COLÓQUIO INTERNACIONAL DE ARQUITETURA POPULAR

Iniciativa, dedicada a Santo António de Vale de Poldros, lugar de montanha da freguesia de Riba de Mouro, concelho de Monção, realiza-se entre 30 de março e 2 de abril de 2016. Organização conjunta da Câmara Municipal de Monção e Centro de Investigação em Arqueologia, Urbanismo e Design, da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa.

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A arquitetura e as estruturas de povoamento de origem popular são um dos mais ricos elementos do património cultural de uma sociedade. No presente, muitas dessas estruturas encontram-se numa situação de abandono ou acelerada decadência, sendo fundamental uma aposta clara na sua preservação e valorização.

Com essa finalidade, a Câmara Municipal de Monção e o Centro de Investigação em Arqueologia, Urbanismo e Design, da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, organizam, entre 30 de março e 2 de abril de 2016, um coloquio internacional de arquitetura popular dedicado a Santo António de Vale de Poldros, lugar de Riba de Mouro, freguesia de Monção.

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Este colóquio internacional, que abordará diferentes temáticas, tem como objetivo geral “explorar” a realidade de Vale de Poldros e provocar uma reflexão séria sobre o estado da arte de investigação em arquitetura popular. A programação pode ser consultada no seguinte endereço: https://coloquioarqpopular.wordpress.com

Entre outras particularidades, os conferencistas internacionais vão debruçar-se sobre a necessidade de implementaçãode medidas de salvaguarda, estratégias coerentes de intervenção e soluções de natureza social, económica e arquitetónica que permitam a reintegração deste património na vida das comunidades e a sua potenciação enquanto veículos de promoção turística.

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A branda de Santo António de Vale de Poldros é um conjunto arquitetónico de inestimável valor patrimonial, constituindo um ótimo exemplo de povoamento de transumância: povoados de montanha para onde os vigias (brandeiros) levavam o gado durante os meses de verão, descendo novamente às suas povoações de origem, as inverneiras, a partir de Setembro.

Nos tempos mais recentes, estas atividades agrícolas e pastoris foram perdendo importância e, com as novas gerações, praticamente abandonadas. Em paralelo, as construções em Santo António de Vale de Poldros foram sendo transformadas em segundas habitações, de lazer e de férias, muitas vezes deturpando a sua arquitetura original.

Apesar disso, o grande valor patrimonial deste núcleo de povoamento e de muitas das suas construções ainda permanece, justificando-se um esforço para a sua salvaguarda e valorização. Além da sua importância sob o ponto de vista cultural e social, estas zonas podem desempenhar um papel relevante como motor de desenvolvimento económico e turístico.

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CERVEIRA RECEBE ENCONTRO IBÉRICO DE ARQUITETOS E URBANISTAS

Cerveira recebe 1º Encontro Ibérico da International Network for Traditional Building, Architecture and Urbanism

Entre 07 e 09 de abril, um conjunto de profissionais oriundos de toda a Península Ibérica vai participar, em Vila Nova de Cerveira, no 1º Encontro Ibérico da International Network for Traditional Building, Architecture and Urbanism. ‘Tradições Urbanas’ é o tema genérico de um encontro que versa a partilha de experiências e conhecimentos na área.

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Com a recente criação em Portugal e Espanha de grupos da International Network for Traditional Building, Architecture and Urbanism (INTBAU Portugal), este evento ibérico tem por objetivo a promoção das culturas tradicionais de construção, eruditas e populares através da exposição e análise de trabalhos realizados não só na Península Ibérica como um pouco por todo o mundo.

Organizado pelo INTBAU Portugal, Escola Superior Gallaecia, INTBAU España, com o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira, este 1º Encontro Ibérico conta com a participação de docentes e investigadores da Universidade Alfonso X e do Centro de Investigação de Arquitectura Tradicional da prestigiada Universidade Politécnica de Madrid.

Durante três dias, 07 a 09 de abril, o título genérico aborda as ‘Tradições Urbanas’ na perspetiva da Cultura, da Arquitetura, do Património e da Paisagem Urbana. Para além de um conjunto de palestras específicas, está agendado, para o primeiro dia, um workshop de desenho de elementos arquitetónicos presentes em edifícios do Centro Histórico, aberto a todos e inserido no âmbito das 5as Temáticas da Escola Superior Gallaecia; assim como o encerramento consta de uma visita aos Moinhos da Gávea.

De sublinhar que a International Network for Traditional Building, Architecture and Urbanism tem sede em Londres e conta com mais de 5.000 membros espalhados por todo o mundo. Para mais informações sobre o programa ou inscrições consulte a página da Escola Superior Gallaecia em: http://www.esg.pt/intbau2016/

BRAGA INVESTE NA ARQUITETURA VIVA BIO-DIGITAL

Arquitectura viva bio-digital foi instalada em Novembro do ano transacto. Projecto Urban Algae Folly chega este mês ao fim

O projeto Urban Algae Folly em Braga chega ao fim este mês de Março. A primeira arquitectura viva bio-digital do mundo esteve desde Novembro do ano transacto instalada na Praça da República, resultando de uma parceria com o INL - Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia, a cidade de Braga, e a Fundação Francisco Manuel dos Santos.

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Por cerca de cinco meses, o Algae Folly agitou a curiosidade e atenção dos transeuntes, moradores e turistas. À primeira vista, os visitantes foram confrontados com um objecto estranho que, mais tarde, motivou discussões e debates sobre a ciência e os desafios do desenvolvimento sustentável.

Para aumentar a consciencialização sobre o projecto e o seu impacto na educação, o Centro de Engenharia Biológica e o Centro de Biologia Molecular e Ambiental da Universidade do Minho, juntaram-se ao projecto e apoiaram-no com a sua experiência inestimável.

O projecto terminou com a ´Semana Folly´, com aulas destinadas aos alunos das Escolas do Concelho. As actividades escolares forneceram aos jovens a oportunidade única de interagirem com o Algae Folly e terem um período de aprendizagem fora da sala de aula, enquanto os professores lhes transmitiam conhecimento relevante e acessível sobre a arquitectura.

Olhando através do microscópio, os alunos observaram a algae Chlorella vulgaris, os habitantes misteriosos da estrutura que permanecem invisíveis à vista humana desarmada. O projecto lançou luz sobre os usos potenciais de integração de culturas de microalgas em arquitectura para tirar proveito das suas duas funções biológicas principais: a produção de oxigénio e a captação de energia a partir da luz solar.

Segundo Ricardo Rio presidente da Câmara Municipal de Braga, é essencial aproximar os cidadãos à ciência, em especial os mais novos. “O Folly é um foco de disseminação da ciência e foi extremamente interessante a forma como esta estrutura viva bio-digital foi potenciada ao máximo pela Cidade”, afirmou.

Já Lars Montelius, director do INL, mostra-se extremamente satisfeitos por ter permitindo aos habitantes de Braga e aos visitantes a possibilidade de interagirem com a Ciência e com a nanotecnologia. O director-geral do INL também destacou a importância da excelente colaboração entre o INL, a Autarquia, a Universidade do Minho e a Fundação Francisco Manuel dos Santos para o sucesso da iniciativa.

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ESTUDANTES BRACARENSES DEBATEM ARQUITETURA PAISAGISTA

WORKSHOP NO LABORATÓRIO DA PAISAGEM

Alunos de Arquitetura Paisagista debatem em Guimarães paisagem, conectividade e bem-estar

Laboratório da Paisagem acolhe encontro promovido pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Veiga de Creixomil é um dos temas do evento, que continua esta terça-feira.

Mais de meia centena de alunos, portugueses e alemães, das Universidades do Minho e de Trás-os-Montes e Alto Douro participaram esta segunda-feira, 07 de março, no primeiro dia do XI Workshop 2016 Arquitetura Paisagista da UTAD - Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro com o tema “Paisagem, Conectividade e Bem-estar: O corredor verde da Veiga de Creixomil em Guimarães”. 

Este ano o evento foi organizado em conjunto com o Município de Guimarães e com o Laboratório da Paisagem, onde decorreu o seminário, cuja abertura esteve a cargo do Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, do Reitor da Universidade do Minho, António Cunha e da Pró-Reitora da UTAD, Ana Paula Galvão. 

Na ocasião, Domingos Bragança enalteceu a importância de que o conhecimento adquirido possa ser utilizado no desenvolvimento de projetos que surjam numa resposta aos desafios e desígnios da candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia.

Ao longo do dia e nos vários painéis, diversos especialistas nacionais e internacionais, entre os quais, Jon Burley da Universidade do Michigan, dos Estados Unidos da América e Karl Ludwig da Universidade de Nurtingen, da Alemanha, debateram o modo de ordenar e prospetar alterações em paisagem, cujo foco de orientação foi a qualidade de vida e o bem-estar das comunidades humanas e não humanas.

Visitas programadas para esta terça-feira

Sob análise especial esteve a Veiga de Creixomil em Guimarães, entendida enquanto um importante e histórico sistema conector de atividades humanas em espaço regrado de biodiversidade faunística e florística. Do debate resultaram estratégias, casos de estudo e conhecimento que ajudarão a orientar o público interessado na temática e, em particular, profissionais aspirantes a desenvolverem trabalhos nos estudos da paisagem.

O Laboratório da Paisagem teve ainda oportunidade de apresentar a sua missão norteadora, o caminho que faz em conjunto com a Candidatura de Guimarães a Capital Verde Europeia, bem como os projetos científicos que se propõe a desenvolver durante este ano. Esta terça-feira, no segundo dia do workshop, os participantes vão realizar um percurso pela Veiga de Creixomil e conhecer o Centro Histórico de Guimarães.

QUEM CONHECE A FAMOSA GÁRGULA DA IGREJA MATRIZ DE CAMINHA?

Gárgula obscena desperta curiosidade dos visitantes da vila de Caminha

Não é sem um misto de surpresa e espanto que se depara quem alguma vez visitou a vila de Caminha, tendo pela primeira vez deparado com uma curiosa gárgula em pose obscena, nos beirais nos telhados da Igreja Matriz.

A vila de Caminha situa-se junto à foz do rio Minho, na confluência do rio Coura. No interior da área amuralhada ergue-se a Igreja Matriz cuja construção foi iniciada em 1488, ainda ao tempo de D. João II, tendo as obras sido realizadas por Pêro Galego e João Tolosa, mestres pedreiros provenientes da Galiza e da Biscaia, além de artistas portugueses.

Dali se enxerga uma vista soberba sobre o rio Minho, avistando-se defronte, o município galego de A Guarda, da província de Pontevedra.

Numa das empenas da Igreja Matriz de Caminha, situada na fachada do lado nascente do monumento, uma curiosa gárgula antropomórfica exibe as nádegas viradas para o outro lado da fronteira, em gesto obsceno, como gesto de evidente recusa da vontade de domínio espanhol que não era certamente de desprezo pelos irmãos galegos.

Muito usuais na arquitetura gótica, as gárgulas servem para escoar a água dos telhados, funcionando como uma espécie de gargalo, daí derivando o seu nome. Adquirindo uma função ornamental e também protetora na medida em que as representações de monstros e outras figuras assombrosas serviam como guardiães das catedrais e dos templos religiosos, existem gárgulas que representam as imagens mais variadas, desde animais e monges até figuras cómicas.

No que respeita à famosa gárgula da Igreja Matriz de Caminha, à semelhança aliás de outras existentes noutras localidades fronteiriças, insere-se muito provavelmente no contexto das guerras da Restauração e representa, de forma vernácula, a recusa portuguesa da dominação filipina.

ARQUITETO PAISAGISTA ILÍDIO ALVES DE ARAÚJO, NATURAL DE CELORICO DE BASTO, VAI SER HOMENAGEADO POR AMIGOS E CONTERRÂNEOS

O arquiteto paisagista Ilídio Alves de Araújo vai ser alvo de uma homenagem que juntará não apenas os seus conterrâneos de Celorico de Basto como amigos e outras personalidades de todo o país, os quais visam dessa forma reconhecer a sua dedicação “ao conhecimento das terras e das gentes deste país”.

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A informação chega-nos através do município de Celorico de Basto que nos remeteu o teor de uma carta do Arq. Paisagista Fernando Santos Pessoa, um dos promotores da iniciativa, a informar do seguinte:

Homenagem a Ilídio Alves de Araújo, um dos filhos desta terra de maior craveira intelectual, técnica e científica, arquiteto paisagista e ilustre personalidade que dedicou a sua vida a aprofundar o conhecimento das terras e das gentes deste país com particular enfase no Planalto da Lameira, onde nasceu e nunca deixou de se sentir ligado.

Assim, “um grupo de amigos e personalidades de Lisboa, do Porto e de várias partes do país, decidiram promover, no próximo mês de janeiro uma homenagem, incluindo algumas sessões de reflexão sobre a sua obra e a edição não comercial de uma fotobiografia organizada pelo signatário, com o apoio do Centro Nacional da Cultura, através do seu presidente, prof. Guilherme Oliveira Martins, do Eng. Luís Braga da Cruz de Serralves, e da APAP (Associação portuguesa de Arquitetos paisagistas).

Para apoio a esta edição solicita-se a um mínimo de 100 pessoas e/ou entidades que queiram contribuir com o mínimo de 50€  e respondam dentro de um curto prazo dada a proximidade do evento.”

“Ilídio Alves de Araújo nasceu em 1925 numa família de agricultores, em Pedroso (Rego, Celorico de Basto), um lugar do Planalto da Lameira, com cerca de 700 m de altitude média. Aqui passou a infância, frequentou a escola primária e iniciou a observação da natureza e da paisagem humanizada. Aqui irá voltar amiúde, ao longo da vida. De 1936 a 1944, fez a sua educação liceal em Braga, Fafe e Lamego, alargando conhecimentos e a sua observação ao Baixo Minho e ao Douro. Em 1945 parte para Lisboa. Aí cursou agronomia e arquitectura paisagista, com um trabalho final de etnografia agrícola e ordenamento paisagístico sobre a sua aldeia natal. Entre 1953 e 1957, trabalhou na Direcção-Geral dos Serviços Agrícolas, primeiro em construções rurais e, depois, colaborou com o Prof. Eugénio Castro Caldas em estudos para o Plano de Fomento Agrário do Alentejo, inserido no I Plano de Fomento. Em 1957 veio para o Porto, onde tem vivido. A sua actividade de Engenheiro Agrónomo e Arquitecto Paisagista, em serviços públicos de vários ministérios ou como consultor, teve várias facetas: Arte Paisagística e Arte dos Jardins; História do Povoamento e das Paisagens; Patrimó- nio Histórico, Cultural e Paisagístico; Ecologia, Economia e Ordenamento da Paisagem; Planeamento e Gestão do Território. Na sua terra natal, entre 1963 e 1971, foi animador duma Experiência de Desenvolvimento Comunitário, dirigiu um Jornal e uma Cooperativa Agrícola e, mais tarde (1995-1997), uma Associação Florestal. Na década de 1970, colaborou nos primeiros trabalhos da Comissão de Planeamento da Região do Norte, instituída em 1969, e integrou a equipe do Plano da Região do Porto. De 1980 a 1986, desenvolveu trabalhos de Ordenamento Agro-florestal e Paisagístico. A partir de 1986, já reformado da função pública, teve mais tempo para aprofundar os seus estudos de proto-história e história do povoamento e das paisagens humanizadas, nos quais relacionou dados provindos de várias disciplinas (geologia, ecologia, arqueologia, história, literatura, mitologia, toponímia). Durante mais de 50 anos, Ilídio de Araújo, destacado profissional da 1ª geração de arquitectos paisagistas, foi um observador atento da grande transformação operada na Europa, a troca interIlídio Alves de Araújo 10 MEMÓRIA & PROSPECTIVA 2 sectorial 1 entre áreas agro-rurais e urbano-industriais, caracterizada por êxodo rural, urbanização, reestruturação fundiária, novas tecnologias mecânicas, químicas e biológicas, aumento da produtividade do trabalho agrícola, aumento da produção agro-alimentar. Porém, relativamente a Portugal, constatou que esta transformação, além de ter sido efectuada com atraso, permanecia inacabada: as importações agro-alimentares cresciam, ao êxodo rural não correspondia um aumento suficiente da produção agrícola; o emparcelamento era inexpressivo; a suburbanização invadia os melhores solos agrícolas, com prejuízo da produtividade do trabalho e da economia nacional. As suas análises, críticas e propostas foram frequentemente expressas em livros, comunica- ções, artigos, debates e pareceres, sobre diversos temas: a defesa dos solos agricultáveis, a defesa contra a erosão na montanha e orlas costeiras ou fluviais, uma adequada compartimentação territorial e ordenamento das actividades nas paisagens, uma rede urbana de serviços de apoio a todo o território nacional que estancasse a litoralização e suburbanização, ou a amenização ambiental dos centros urbanos com zonas verdes. Viajou pelo País e pala Europa, contactou, fotografou, projectou, orientou técnicos, conhecendo, como poucos, a Região Norte.

Fonte: Memória e Prospectiva. Economia, Arquitectura e Gestão das Paisagens: Um Longo Olhar (1949-2009). Comissão de Coordenação e Desenvolvimento regional do Norte

MONÇÃO REALIZA COLÓQUIO INTERNACIONAL DE ARQUITETURA POPULAR

Iniciativa, dedicada a Santo António de Vale de Poldros, realiza-se entre 30 de março e 2 de abril de 2016. Organização conjunta da Câmara Municipal de Monção e Centro de Investigação em Arqueologia, Urbanismo e Design, da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa. Inscrições para apresentação de comunicações podem ser efetuadas até 31 de dezembro, no seguinte endereço: https://coloquioarqpopular.wordpress.com

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A arquitetura e as estruturas de povoamento de origem popular são um dos mais ricos elementos do património cultural de uma sociedade. No presente, muitas dessas estruturas encontram-se numa situação de abandono ou acelerada decadência, sendo fundamental uma aposta clara na sua preservação e valorização.

Com essa finalidade, a Câmara Municipal de Monção e o Centro de Investigação em Arqueologia, Urbanismo e Design, da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa, organizam, entre 30 de março e 2 de abril de 2016, um coloquio internacional de arquitetura popular dedicado a Santo António de Vale de Poldros, lugar de Riba de Mouro, freguesia de Monção.

Este colóquio internacional, que abordará diferentes temáticas, tem como objetivo geral “explorar” a realidade de Vale de Poldros e provocar uma reflexão séria sobre o estado da arte de investigação em arquitetura popular. As inscrições para apresentação de comunicações podem ser efetuadas até 31 de dezembro, no seguinte endereço: https://coloquioarqpopular.wordpress.com

Entre outras particularidades, os conferencistas internacionais vão debruçar-se sobre a necessidade de implementação de medidas de salvaguarda, estratégias coerentes de intervenção e soluções de natureza social, económica e arquitetónica que permitam a reintegração deste património na vida das comunidades e a sua potenciação enquanto veículos de promoção turística.

A branda de Santo António de Vale de Poldros é um conjunto arquitetónico de inestimável valor patrimonial, constituindo um ótimo exemplo de povoamento de transumância: povoados de montanha para onde os vigias (brandeiros) levavam o gado durante os meses de verão, descendo novamente às suas povoações de origem, as inverneiras, a partir de Setembro.

Nos tempos mais recentes, estas atividades agrícolas e pastoris foram perdendo importância e, com as novas gerações, praticamente abandonadas. Em paralelo, as construções em Santo António de Vale de Poldros foram sendo transformadas em segundas habitações, de lazer e de férias, muitas vezes deturpando a sua arquitetura original.

Apesar disso, o grande valor patrimonial deste núcleo de povoamento e de muitas das suas construções ainda permanece, justificando-se um esforço para a sua salvaguarda e valorização. Além da sua importância sob o ponto de vista cultural e social, ele pode desempenhar um papel relevante como motor de desenvolvimento económico.

BRAGA ACOLHE PRIMEIRA ARQUITECTURA VIVA BIO-DIGITAL DO MUNDO

Urban Algae Folly aponta o caminho para a ´Cidade do futuro´

A primeira arquitectura viva bio-digital do mundo foi inaugurada hoje, dia 17 de Novembro, em Braga, mais precisamente na Praça da República. O projecto, que esteve em exibição na Expo Milão 2015, chega à Cidade em virtude de um desafio lançado em parceria pelo Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), Município de Braga e Fundação Francisco Manuel dos Santos ao ecoLogicStudio, laboratório responsável pelo seu desenvolvimento.

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O Urban Algae Folly é uma estrutura que integra culturas de micro-algas vivas e o controlo digital da cultura em tempo real. A estrutura retrata uma solução inovadora de construção de agricultura urbana integrada, através das micro-algas, que absorvem o CO2 da atmosfera urbana e produzem 2kg de oxigénio por dia, sendo necessárias 25 árvores de grande porte para assegurar esta mesma produção. Em causa está um espaço de ensaio para uma nova visão de arquitectura bio-digital do futuro.

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Como afirmou Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, esta iniciativa é uma excelente forma de trazer a ciência para a rua e mostrar à sociedade em geral o ´enorme valor acrescentado´ do conhecimento que é produzido pelo conjunto de investigadores de topo mundial que desenvolvem o seu trabalho em Braga, assim como o ´impacto transformador´ que pode ter na vivência futura.

“No INL, na Universidade do Minho, ou em estruturas como o Hospital de Braga estão actualmente a ser desenvolvidos conceitos, produtos e sistemas de vanguarda a nível global sem que, muitas vezes, as pessoas tenham a real percepção do alcance desse trabalho. A instalação do Folly, à semelhança de outros eventos, vem demonstrar que a ciência se pode transformar em algo benéfico para o conjunto da sociedade”, afirmou.

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O Edil sublinhou que a ´cidade do futuro´ poderá recorrer a estruturas como o Folly para garantir a sustentabilidade ambiental, alimentar ou noutros domínios que representam uma ameaça para a humanidade. “Em Braga, estamos a construir o futuro de portas abertas para a Cidade e para o Mundo. Desafiamos os Bracarenses a perceberam a evolução do Folly e a dinâmica por trás deste ecossistema representado”, referiu.

Por fim, o Autarca lembrou que a parceria entre o Município e o INL tem-se materializado em diversas iniciativas frutíferas, como são bom exemplo a conferência ´INL Summit´, evento de referência a nível científico, ou a parceria de colaboração entre o Instituto e a Fundação Bracara Augusta e GNRation, que pretende “transformar em arte e criatividade o conhecimento produzido, potenciando uma mais fácil ligação dos cidadãos comuns a estas matérias”. 

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INL pretende criar ´nano-ecossistema fervilhante e dinâmico´

Por seu turno, Lars Montelius, director-geral do INL, explicou que o Folly representa, articula e traduz três aspectos relevantes, os sensores, a energia e a comunicação, convidando as pessoas a considerar as possibilidades de aplicações num futuro próximo e a longo prazo. “Estas são características potenciadoras fundamentais da Nanotecnologia, cruciais na fase de re-industrialização, onde os materiais inteligentes encontram aplicação em praticamente todos os sectores industriais e de negócio, incluindo o sector da saúde”, assinalou.

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Lars Montelius garantiu também que esta é uma das muitas acções de cooperação com a Cidade e agentes regionais em que o INL se envolve de foram efectiva, com o objectivo de criar um ´nano-ecossistema fervilhante e dinâmico´. “O Folly mostra, de forma clara, que para concretizar o resultado desejado, é necessário e fundamental interagir a todos os níveis. Com o Folly, trazemos o INL e o mundo à população de Braga”, disse.

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BRAGA INAUGURA PRIMEIRA ARQUITETURA VIVA BIO-DIGITAL DO MUNDO

A Câmara Municipal de Braga, o INL - Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia  e a Fundação Francisco Manuel dos Santos têm a honra de convidar o vosso Órgão de Comunicação Social para participar na inauguração do Urban Algae Folly, instalado na Praça da República, em Braga, no dia 17 de novembro, às 12h00.

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O Urban Algae Folly, da ‘ecoLogicStudio’, é a primeira arquitectura viva no mundo que integra culturas de micro-algas e o controle digital da cultura em tempo real.

Em Braga, funcionará o espaço de ensaio para uma nova visão de arquitectura bio-digital do futuro.

 Trata-se de uma estrutura interativa que esteve presente na Expo Milão/2015, que terminou em Setembro passado. A estrutura retrata uma solução inovadora de construção de agricultura urbana integrada, através de micro-algas, que absorvem o CO2 da atmosfera urbana e produzem 2kg de oxigénio por dia, sendo necessárias 25 árvores de grande porte para assegurar esta mesma produção.  

O evento contará com a presença do autor da instalação, arquitecto Marco Poletto, do Director do INL, Professor Lars Montellius, do Professor Nuno Garoupa, da Fundação Francisco Manuel dos Santos e do Presidente da Câmara Municipal de Braga, Dr. Ricardo Rio. 

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“MEIAS CASAS” DOS PESCADORES DE CAMINHA SÃO TEMA DA TESE DE MESTRADO DA ARQUITETA CAMINHENSE RENATA MONTEIRO

Dada a importância do assunto, Miguel Alves anunciou que, no próximo ano, a propósito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, as “meias casas” serão um tema em destaque

“A Rua e as Meias Casas de Pescadores de Caminha” foi o tema escolhido pela jovem arquiteta Renata Sousa Monteiro para a sua tese de mestrado, recentemente apresentada aos caminhenses. Com este trabalho, a autora pretende divulgar e consciencializar para a salvaguarda deste tipo de património. Miguel Alves considerou o trabalho da jovem caminhense como um grande contributo para o conhecimento e valorização do património do concelho e anunciou que, no próximo ano, a propósito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, as “meias casas” serão um tema em evidência.

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Com um futuro promissor, Renata Monteiro viu o seu trabalho aprovado com 19 valores pelo júri da Escola Superior Gallaecia, onde se formou em Arquitetura e Urbanismo. Agora vai mostrar a sua investigação nas Jornadas de Património da Catalunha, em Barcelona, já no próximo mês de dezembro. Esta semana, a arquiteta apresentou o seu trabalho aos alunos de Artes Visuais, da Escola Básica e Secundária Sidónio Pais.

A Rua 1910

“A Rua e as Meias Casas de Pescadores de Caminha” sobre o património caminhense foi inicialmente apresentada, fora do meio académico, na Capela de Santa Clara, e contou com a presença de Miguel Alves, presidente da Câmara Municipal de Caminha, Miguel Gonçalves, presidente da União de Freguesias de Caminha e Vilarelho e Paulo Bento, antigo professor da autora, e de dezenas de caminhenses que quiseram ficar a conhecer um pouco mais da história e do património da sua vila.

O presidente da Câmara felicitou a jovem arquiteta pela escolha do tema da sua tese, que imortaliza um pedaço da história da comunidade piscatória da sede do concelho, patente numa arquitetura muito própria, que é ao mesmo tempo um testemunho da vivência das famílias.

Esta dissertação sobre a Rua de Pescadores da vila de Caminha baseia-se numa “investigação documental e de sete estudos de caso”. A tese é composta por sete capítulos: “fundamentação teórica (cap.2), evolução histórica e espacial da vila piscatória (cap.3), evolução histórica e análise espacial da rua de pescadores caminhense como um conjunto (cap. 4), fichas de observação e análise dos dados do estudo dos sete casos selecionados (cap.5); o cruzamento de dados entre a revisão bibliográfica e os resultados da análise permite uma sistematização dos conteúdos (cap. 6) e conclusão (cap. 7)”.

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Segundo a autora: “urge o restauro desse lado marítimo e da expressão construída que ele possui, em parte representada pelos bairros. As ruas ou bairros de pescadores são importantes exemplos de conjuntos patrimoniais que urgem ser identificados, valorizados e preservados. As casas de pescadores possuem elementos muito característicos e próprios que contribuem para a imagem do conjunto e são, individualmente, um tipo de construção vernácula ou rural com valor patrimonial, estando igualmente inseridas no tipo de património marítimo”.

Para Miguel Alves a memória dos sítios e das gentes passa também por este tipo de trabalhos de investigação, que permitem partilhar o que nos rodeia, preservando a identidade local e a ligação às comunidades, face a um mundo cada vez mais globalizado.

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ESTUDANTES GAEGOS ENSAIAM EM BRAGA PROJETOS DE ARQUITETURA

Finalistas de Arquitectura recebidos por Miguel Bandeira no GNRation. Estratégias de planeamento e urbanismo despertam interesse de estudantes da Galiza

Braga foi a Cidade escolhida por cerca de 30 alunos finalistas da Escola de Arquitectura da Universidade da Corunha, na Galiza, como campo de ensaio para os seus projectos académicos. Este grupo de estudantes esteve hoje, 17 de Setembro, no Concelho, para conhecer melhor o território sobre o qual irão trabalhar durante o presente ano lectivo.

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Estes finalistas de arquitectura seleccionaram a Área de Reabilitação Urbana (ARU) Norte, que corresponde à zona do Estádio Municipal e às freguesias de Dume e Real, para a realização de diversos ensaios/projectos nas áreas do desenho urbano, do ordenamento do território e até de equipamentos. 

A comitiva foi esta manhã recebida, no GNRation, por Miguel Bandeira, vereador do Planeamento, Ordenamento e Urbanismo. Neste encontro, o vereador fez uma breve apresentação do território em termos demográficos e do edificado, assim como a contextualização das políticas urbanas locais.

O Plano Director Municipal (PDM), que aguarda a tramitação em Diário da República, o Plano Estratégico para o Desenvolvimento Económico 2014-2026 da InvestBraga, assim como o Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) foram os instrumentos apresentados aos estudantes.

Miguel Bandeira explicou aos estudantes as políticas que o Município tem desenvolvido em termos de desenvolvimento de instrumentos de planeamento. “O facto destes estudantes finalistas terem escolhido Braga para a realização deste trabalho é demonstrativo do interesse declarado que existe pelo que se está a passar no Concelho em termos de planeamento e urbanismo”, referiu.

Por outro lado, acrescentou, esta é uma acção que reflecte o esforço que o Executivo Municipal tem feito de aproximação às Universidades e ao Conhecimento, para além de constituir um “importante veículo de projecção e promoção da Cidade em termos internacionais, neste caso em particular, no contexto ibérico”.

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EDIFÍCIO ARRIVA EM GUIMARÃES CONSIDERADO REFERÊNCIA PAISAGÍSTICA E AMBIENTAL

Edifício da Arriva em Guimarães no 3º lugar mundial dos imóveis de transportes públicos com melhor design

Guimarães conquista mais um prestigiado prémio arquitetónico a nível internacional. Imóvel foi considerado uma referência em termos de impacto paisagístico e eficiência ambiental.

Arriva Portugal_Guimaraes

O edifício da Arriva Portugal, com sede em Guimarães, ficou no 3º lugar no Top 10 mundial dos edifícios de transportes públicos com melhor design. A classificação foi atribuída pela Design Curial, uma das entidades mais reconhecidas a nível mundial no âmbito do design, arte e arquitetura.

Inaugurado em 2010, o edifício, construído pela empresa vimaranense Combitur, centraliza no mesmo espaço as áreas administrativas, oficinas e manutenção e aparcamento de autocarros. O projeto de arquitetura, da responsabilidade de Ricardo Vieira de Melo, é já uma referência no que diz respeito ao seu impacto paisagístico e eficiência ambiental.

A Design Curial destaca a disposição dos dois edifícios, que constituem a sede da Arriva Portugal, que lhe dão um «ambiente compacto mas ao mesmo tempo espaçoso» e a sua própria localização, no ponto mais alto do terreno, que lhe permite obter mais luz natural. A revista, conhecida pela publicação de opiniões fortes e pensamento crítico aplicado, em especial nas áreas do design e arquitetura, direciona-se a profissionais e não-profissionais e publica-se desde 1983, com distribuição mundial.

CARACTERÍSTICAS DO IMÓVEL

Situado na freguesia de Pinheiro, próximo da portagem Guimarães Sul (A11), o imóvel, com mais de 3.000 metros quadrados, edificado no sentido oposto às construções existentes, permite controlar o ruído produzido nas oficinas de modo a não perturbar os vizinhos, libertando ao mesmo tempo espaço para o parqueamento de 96 autocarros.

O programa de oficinas e escritórios da Arriva Portugal organizou-se em dois corpos articulados por intermédio de um pátio, espaço de intervalo que proporciona um lugar de convívio e descanso para os funcionários, possibilitando o afastamento acústico da oficina. O piso térreo destina-se a áreas sociais, receção e cantina polivalente, enquanto no piso superior são desenvolvidas tarefas da direção, gestão e formação.

O desfasamento volumétrico possibilitou, ainda, a criação de circulações exteriores cobertas para o inverno e terraços para o verão. Foram, também, utilizadas estruturas mistas, com coberturas aligeiradas. O revestimento do corpo administrativo é feito com módulos múltiplos de 54cm de vidro lacado e alumínio. No interior, o pavimento é autonivelante de baixa manutenção em todo o piso térreo e alcatifa acústica no piso superior.

ARQUITETA FABIOLA PIRES REALIZA EM VIANA DO CASTELO CONFERÊNCIA SOBRE ARQUITETURA VERNACULAR, ÁGUA E LAVOURA

Iniciativa é promovida pelo Centro de Estudos Regionais

No próximo dia 5 de Março, na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, às 17 horas, a arquiteta Fabíola Pires apresenta a comunicação intitulada “Arquiteturas vernaculares da água e da lavoura”, no âmbito do ciclo de estudos “Água – património, território e sociedade”, promovido pelo Centro de Estudos Regionais e sua Academia Sénior.

Fabíola Pires, natural da Meadela, é arquitecta e Mestre pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, desde 2010. Atualmente é investigadora no CITCEM, no âmbito do Doutoramento em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde se especializou em História e Património, ramo Estudos Locais e Regionais, em 2013. Foi bolseira da Fundação da Juventude/Ordem dos Arquitectos, tendo coordenado o estudo "A Obra da Rua no Concelho de Paredes", sobre a Obra Social do Padre Américo. É co-autora do livro “Os Presidentes da Câmara Municipal do Porto (1822-2013) ”, e integra a equipa que realiza o Estudo Histórico e Etnológico do Vale do Tua (Épocas Moderna e Contemporânea).

Esta é a quarta conferência do ciclo de estudos “Água – património, território e sociedade”, iniciado em Janeiro deste ano. Nas sessões anteriores do ciclo colaboraram especialistas e investigadores que abordaram questões como as pesqueiras do rio Minho, os rios e as fontes como tópico de inspiração literária, o conhecimento científico e a gestão dos recursos naturais. As sessões são públicas e o programa, que incluirá visitas de estudos, tem término previsto para Junho.

SANTUÁRIO DO BOM JESUS DO MONTE COMEMORA DUZENTOS ANOS DA MORTE DO ARQUITETO BRACARENSE CARLOS AMARANTE

Passam precisamente duzentos anos sobre a data da morte do arquiteto bracarense Carlos Amarante. Para assinalar a efeméride, o Coro e orquestra Sinfónica do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga realiza no próximo dia 24 de janeiro, um concerto no Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga.

Carlos Luís Ferreira da Cruz Amarante de seu nome completo, Carlos Amarante foi um notável engenheiro e arquiteto que deixou obras notáveis na nossa região, como o Palácio da Brejoeira em Monção, as igrejas do Pópulo e do Hospital em Braga, a Escola Secundária Carlos Amarante, a reconstrução das muralhas de Valença e ainda o Santuário do Bom Jesus.

O Arquiteto Carlos Amarante nasceu em Braga, em 1748, tendo vindo a falecer no Porto, em 22 de janeiro de 1815, encontrando-se sepultado na Igreja da Trindade, nessa cidade, curiosamente também obra sua.

APRESENTAÇÃO PÚBLICA DA OBRA “ARQUITECTURA COM AUTOR: GUIMARÃES 1937-1970” TEM HOJE LUGAR NO ARQUIVO MUNICIPAL DE GUIMARÃES

Sessão Decorre a partir das 18 horas

Livro descreve evolução arquitetónica de Guimarães em quatro décadas e demonstra como a cidade se constrói a partir da diversidade de opções e soluções. Obra não é uma pasta de arquivo, mas a sua capa pode fazer lembrar...

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O Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, em Guimarães, recebe esta sexta-feira, 05 de dezembro, pelas 18 horas, a sessão pública de apresentação da obra “Arquitetura com Autor: Guimarães 1937-1970”, com a presença do arquiteto Nuno Grande e do coordenador editorial, Filipe Vilas-Boas.

O livro, editado pelo Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, no âmbito da área do “Pensamento” de Guimarães 2012 Capital Europeia da Cultura, visa identificar obras de arquitetura com autor licenciadas ou apresentadas nos serviços técnicos da Câmara Municipal de Guimarães entre 1937 e 1970, com o objetivo de despertar curiosidades e sensibilidades sobre um período importante da história do urbanismo português e da sua relação com os diferentes momentos políticos e sociais da época que estiveram associados à construção do território português no século passado.

A seleção dos projetos pretende descrever e expor a sucessão de momentos e estilos, opções arquitetónicas e soluções urbanísticas que, durante aquele período, foram ocorrendo na cidade de Guimarães. Desvendando e expondo autores, histórias e edifícios, muitas vezes desconhecidos da maioria, o trabalho em causa perspetiva-se como fator motivacional que desperte e alerte o cidadão para a importância da obra de arquitetura na valorização do património e da identidade de uma comunidade, sendo o mesmo património um elemento determinante no reforço da afetividade pelo espaço que habitam e usufruem.

Em abril de 2005, Filipe Vilas-Boas deu início ao trabalho de registo do espólio de processos de licenciamento que se encontravam no Arquivo Municipal Alfredo Pimenta. Nessa altura, efetuou a primeira fotografia de um processo datado de 1941, concluindo o longo processo de inventariação em junho de 2012, fotografando e digitalizando todos os projetos existentes no Arquivo, entre o período de 1937 a 1970.

A temática da arquitetura modernista em Guimarães, cujo design gráfico ficou a cargo da empresa White Studio, foi distinguida no concurso internacional promovido pela Graphics, com o Silver Award, na categoria de “Livros/Design Gráfico”. «Este livro constitui um precioso documento de arquivo que reúne numa só publicação a forma como vários arquitetos, no século passado, pensaram a nossa cidade», refere Alexandra Marques, Diretora do Arquivo Municipal.

ESPECIALISTAS FRANCESES ESTÃO INTERESSADOS NA FORTALEZA DE VALENÇA

A Fortaleza de Valença recebeu a visita de Jacques Taranger, alto conselheiro do Ministério da Defesa Francês e membro da Association Vauban.

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Esta visita serviu para preparar a vinda a Valença de um grupo de 40 especialistas mundiais em fortificações abaluartadas entre 21 e 25 de setembro de 2016. Uma visita que servirá para estes especialistas, em fortificações do género da de Valença, poderem conhecer, estudar e avaliar o sistema de arquitetura militar montado nesta cidade.

Jacques Taranger é destacado membro da Association Vauban, entidade que estuda e divulga as fortificações abaluartadas, tipo Vauban e que em França possui já uma rede de fortificações classificadas pela UNESCO.

O despoletar do processo de candidatura da Fortaleza a Património de Interesse Cultural para a Humanidade junto da UNESCO tem atraído, cada vez mais, as atenções de especialistas mundiais das áreas da arqueologia, história, engenharia e arquitetura militar.

O processo de candidatura da Fortaleza apresentado pela Câmara Municipal de Valença fundamenta-se no fato de ser um valor universal excecional, pela grandiosidade e dimensão histórica e arquitetónica das muralhas e do edificado, bem como testemunho histórico de lutas, cumplicidades, trocas de bens, de cultura e de conhecimentos de vários povos ao longo milhares de anos.

Para o Presidente da Câmara Municipal de Valença, Jorge Salgueiro Mendes, “O interesse de especialistas mundiais em visitar a Fortaleza de Valença trará novos testemunhos enriquecedores da nossa história e será um aporte ao objetivo de conseguirmos classificar a Fortaleza como Património da Humanidade”.

VIANA DO CASTELO DEBATE OS DESAFIOS DA REGENERAÇÃO URBANA

A Sanitop e a Câmara Municipal de Viana do Castelo promovem o debate DESAFIOS DA REGENERAÇÃO URBANA a realizar amanhã, sexta-feira, 19 de Setembro, em Viana do Castelo, às 17h na delegação da Ordem dos Engenheiros (Av. Conde da Carreira, 81) com intervenções dos arquitectos Alexandre Alves Costa e Rui Branco Cavaleiro.

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É hoje claro que a regeneração urbana exige mais do que apenas a reabilitação de edifícios. Deverá encontrar respostas para um conjunto mais amplo de necessidades, enquadradas no plano técnico de modo multidisciplinar, integrando e valorizando componentes sociais, económicas e culturais.

À re-infraestruturação dos próprios edifícios, garantindo-lhes condições de segurança, salubridade e conforto compatíveis com um bem-estar democratizado, é fundamental acrescentar um sentido social que promova a vitalidade da ocupação urbana equilibrada e dinâmica. As comunidades têm, nestes processos, oportunidade de se rejuvenescer mantendo a memória profunda dos espaços povoados e encontrando novos impulsos económicos pensados para a sustentabilidade.

Toda a fileira da construção (promoção imobiliária, projecto, construção e instalação de sistemas e equipamento) olha para a regeneração urbana com grandes expectativas para o futuro de um sector há mais de uma década em contracção.

O Fórum bienal para profissionais que a empresa, sediada em Viana, Sanitop organiza desde 2006, elegeu para a edição de 2014 este tema como motivo principal da sua iniciativa. E, porque entendeu que é o momento certo para partilhar experiências concretas e estudá-las, encontrou na cidade de Viana do Castelo um excelente Case Study pelas diversas intervenções urbanas enquadradas em planeamento de pormenor e beneficiando de incentivos e sinergias que proporcionam condições para que a regeneração aconteça.

Assim, contamos com todos para a partilha de experiências e ideias sobre Regeneração Urbana. E vamos contribuir para que aconteça cada vez mais.Com os melhores cumprimentos,José Maria Costa (Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo)Johan Stevens (Director Geral da Sanitop).

ARQUITETOS DEBATEM EM VIANA DO CASTELO DESAFIOS DA REGENERAÇÃO URBANA

"Os Desafios da Regeneração Urbana" é o tema do debate que, no dia 12 de Setembro, às 17h, vai trazer ao Auditório Nuno Teotónio Pereira, na sede da Ordem dos Arquitectos, os arquitectos Alexandre Alves Costa e Branco Cavaleiro para discutirem o "case study" arquitectónico que é a cidade de Viana do Castelo. A entrada no debate é livre.

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 Esta é a primeira de três sessões que antecipam o Fórum Sanitop, agendado para 10 e 11 de Outubro naquela cidade nortenha.

 A cidade de Viana do Castelo tem conhecido nos últimos anos, um movimento urbano de regeneração em torno da recuperação de edifícios e da construção de novos projectos, que a colocou no mapa das cidades com incontornáveis mais-valias arquitectónicas.

 A mudança atravessa os espaços públicos e edifícios privados e envolve tanto promotores privados como o promotor público que é a Câmara Municipal de Viana do Castelo. Esta dinâmica tem vindo a transformar a cidade, quer no centro urbano, quer na sua ligação ao rio e ao mar.

 Os arquitectos Alexandre Alves Costa e Branco Cavaleiro são dois dos profissionais directamente envolvidos neste processo. No debate do próximo dia 12 de Setembro na Ordem dos Arquitectos, Alves Costa vai contextualizar o caso de Viana, dando exemplos concretos de intervenções arquitectónicas relacionadas designadamente com a demolição do Prédio Coutinho e o realojamento dos respectivos moradores. Falará dos bons e dos maus exemplos.

 Branco Cavaleiro, autor do projecto de reconversão da antiga Fábrica de Chocolate de Viana naquele que é actualmente conhecido como o Hotel do Chocolate, vai igualmente partilhar a sua experiência neste e noutros casos. O arquitecto participou ainda no plano de reabilitação do espaço ribeirinho da cidade.

 A sessão, que será aberta pelo presidente da OASRS, arq. Rui Alexandre, conta ainda com a participação do consultor Samuel Silva em representação do projecto "Fazer acontecer a regeneração urbana" promovido pela CIP.

 A sessão na OA é a primeira de três sobre o tema da Regeneração Urbana: segue-se Viana do Castelo a 19 de Setembro e o Porto no dia 26 de Setembro. As sessões, todas de entrada livre, antecipam o Fórum Sanitop, um evento bienal que durante dois dias promove uma reflexão alargada e uma exposição de equipamentos no âmbito da regeneração urbana. Este ano, o Fórum vai decorrer nos dias 10 e 11 de Outubro, no Pavilhão Multiusos desenhado pelo arquitecto Eduardo Souto Moura para a cidade de Viana.

 A participação dos arquitectos no Fórum Sanitop é gratuita. A organização disponibiliza transportes a partir de Lisboa e alojamento gratuito aos interessados. Para mais informações contactar geral@sanitop.pt

Fonte: http://oasrs.org/

CASA DAS MARINHAS EM ESPOSENDE DESPERTA INTERESSE JORNALÍSTICO

Classificada como Imóvel de Interesse Público, a Casa das Marinhas continua a despertar o interesse das mais diversas personalidades e entidades, bem como de órgãos de comunicação social.

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Recentemente, foi o jornalista e crítico inglês Herbert Wright que esteve na Casa das Marinhas, no âmbito da elaboração de uma reportagem sobre alguns exemplos de arquitetura portuguesa mais relevantes.

O trabalho jornalístico de Herbert Wright será incluído num estudo sobre a habitação em Portugal, com curadoria de Pedro Campos Costa, que vai chegar à Bienal de Arquitetura Veneza em formato de jornal, intitulado “Homeland/News from Portugal”, produzido em parceria com o Expresso. Esta Bienal é um evento que procura as inovações da arte contemporânea à escala mundial e que, a partir dos anos 80, passou a intercalar com a Exposição Internacional de Arquitetura.

O jornalista inglês ficou impressionado com a Casa das Marinhas e sensibilizado pela escala dos espaços, organização das circulações e as cores usadas, tendo mesmo confessado que gostaria de dormir no quarto do moinho pelo conforto do espaço e da relação com a luz.

Herbert Wright trabalha em Londres e é editor da revista de arquitetura Design Blueprint, colunista do RIBA Journal (O Royal Institute of British Architects, organização profissional de arquitetos do Reino Unido) e colabora com o Journal of Wild Culture. Redigiu ainda para a editora da Phaidon um trabalho que envolveu uma pesquisa global das obras mais marcantes da Arquitetura mundial contemporânea.

Considerado um “solar dos tempos modernos”, a Casa das Marinhas pertenceu e foi projetada pelo Arquiteto Viana de Lima, natural de Esposende, tendo sido construída em 1954. No âmbito de um protocolo estabelecido com a Universidade do Porto, herdeira do imóvel, o Município assumiu a propriedade da Casa das Marinhas, mediante a atribuição anual dos “Prémios Viana de Lima – Câmara Municipal de Esposende, ao melhor aluno de Arquitetura e ao melhor aluno de Belas Artes da Universidade do Porto, prémios no valor de dois mil euros cada.

SINAGOGA DA COMUNIDADE ISRAELITA DE LISBOA FOI INAUGURADA HÁ 110 ANOS E PROJETADA PELO ARQUITETO CAMINHENSE MIGUEL VENTURA TERRA

Passam precisamente 110 anos desde a data da inauguração em Lisboa da Sinagoga Shaaré-Tikvá, cuja primeira pedra havia sido lançada dois anos antes. O projeto é da autoria do caminhense Miguel Ventura Terra, considerado um dos maiores arquitetos da sua época, tendo-lhe valido o Prémio Valmor de Arquitetura.

O templo encontra-se situado na rua Alexandre Herculano, nº 59, edificado dentro de um quintal muralhado visto que não era então permitida a outras denominações religiosas para além da Igreja Católica, a construção com fachada para a via pública. O terreno para a construção da sinagoga foi adquirido pela comunidade judaica, em nome de particulares, dadas as dificuldades com que então se debatia para obter o reconhecimento oficial. Até então, o culto era exercido em diversas casas de orações que, no entanto, não reuniam as condições necessárias para o efeito.

Miguel Ventura Terra nasceu em Seixas, no concelho de Caminha, em 14 de julho de 1866, tendo falecido em Lisboa em 1919. Entre as suas inúmeras obras, contam-se a renovação do Palácio de São Bento, a Maternidade Alfredo da Costa, o Teatro Club de Esposende, o Hotel e o Santuário de Santa Luzia em Viana do Castelo, o Hospital de Esposende e o edifício do banco de Portugal, no Porto.

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VIANA DO CASTELO DEBATE CINEMA E ARQUITETURA

XIV Encontros de Cinema de Viana Teatro Municipal Sá de Miranda.

Cinema Verde Viana, 28 a 30 Abril, com entrada livre.

DIÁLOGOS

O ciclo ARQUITECTURA E CINEMA_DIÁLOGOS, concebido sob a temática da arquitetura e design, é levado a cabo em parceria com o Instituto Politécnico de Viana do Castelo e o Curso de Design de Ambientes.

Através das relações que estabelece entre o indivíduo e os locais que habita, o cinema mostra-nos a arquitetura tal como é experimentada e sentida no quotidiano. Abre-nos a janela dos espaços que habitamos e ajuda-nos a pensar as formas de ocupação do território. Este ciclo será uma oportunidade para explorarmos diferentes tipos de relações entre o cinema e a arquitetura, interpretarmos melhor a identidade e o património construído local e conhecermos de perto o que de melhor se tem feito ao nível da arquitectura e design na região.

O ciclo ARQUITECTURA E CINEMA_DIÁLOGOS conta com o apoio do projeto Ruptura Silenciosa e do Feedback Studio.

Consulte o programa em: http://www.ao-norte.com/encontros/2014/arquitecturaecinema.php

CASA DO PENEDO EM FAFE

Casa do Penedo fica entre Fafe e Celorico de Basto, no norte de Portugal, na serra de Fafe. Devido à sua originalidade tem-se tornado famosa despertando a curiosidade de muita gente por esse mundo fora, muito graças à divulgação eletrónica, via internet. Esta casa foi construída entre quatro grandes rochas, mas não é só uma mera residência rural perdida no interior de Portugal. Consta que começou a ser construída na Primavera de 1972, quando a família Rodrigues quis realizar o seu sonho, tendo a sua construção durado cerca de dois anos. Infelizmente não é uma casa de turismo rural nem um hotel, pois os proprietários ainda a utilizam como local de férias...

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Quando olhamos pela primeira vez, a casa parece saída de um mundo de fantasia. Parece mais uma habitação pré-histórica à moda dos Flintstones, e completamente integrada na paisagem. Por fora é toda feita de pedra, salvo as janelas e o telhado. Por dentro, a mobília, as escadas e os corrimões são feitos de troncos que completam o seu aspeto rústico.

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Atualmente são cada vez mais os turistas de todo o mundo que procuram aCasa do Penedo, ou a Stone House, como é conhecida internacionalmente, sendo aos fins-de-semana visitada por dezenas de pessoas. Infelizmente, a casa tem sido também vítima de atos de vandalismo. Quando visitar esta região aproveite também para conhecer aCasa do Penedo. Fica Freguesia de Várzea Cova em Fafe, 12 Km após Fafe na estrada para Cabeceiras.

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Fonte: http://www.roteiroportugal.com/

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O CAROCHO É UMA EMBARCAÇÃO TRADICIONAL DO RIO MINHO EMPREGUE NA PESCA E TRANSPORTE

A imagem data de 1961 e mostra um carocho no rio Minho no momento em que era colocado mastro e leme para largar.

O carocho é uma embarcação tradicional de pesca e transporte usada no curso inferior do rio Minho, de Caminha até Vila Nova de Cerveira, comum às duas margens, galega e portuguesa. Apresenta fundo chato e quilha de secção em T, casco de tábua trincada de dois bicos construído pela técnica de shell-first, roda de proa muito mais desenvolvida que a roda de popa, originando uma proa alongada e arrebitada, e uma popa pouco acentuada e arredondada, com leme. Leva habitualmente até 4 tripulantes e é movido por 2 remos e vara.

A foto pertence ao Centro Português de Fotografia

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JOSÉ PORTO, O ARQUITETO VILARMOURENSE REVISITADO EM VILA PRAIA DE ÂNCORA

Dez anos decorridos desde a sua primeira exibição na Oficina Fontes, em Vilar de Mouros, vai ser possível revisitar a exposição "José Porto (1883-1965). Desvendando o Arquitecto de Vilar de Mouros", agora no Centro Cultural de Vila Praia de Âncora, com a organização conjunta do Centro Social e Cultural de Vila Praia de Âncora e do Grupo de Estudo e Preservação do Património Vilarmourense.

Não se trata, contudo, de uma mera reposição, já que a mostra sobre a vida e obra de José Porto integra uma nova vertente, fruto de pesquisas recentes, sobre a relação profissional do arquiteto vilarmourense com Vila Praia de Âncora. Na verdade, na década que mediou entre 1952 e 1962, José Porto aqui projetou diversas moradias — entre as quais se destacam a residência Alfredo Pinto, na Praça da República —, empreendeu os primeiros trabalhos de planeamento urbano de Vila Praia de Âncora e, finalmente, foi o responsável pelo projeto do monumento a Luís Inocêncio Ramos Pereira que viria a ser inaugurado em 1970.

A abertura da exposição terá lugar no dia 8 de fevereiro, sábado, pelas 17h00, a que se seguirá uma conferência pela Arquiteta Carla Margarida de Sousa e Almeida, subordinada ao tema da sua tese de mestrado recentemente defendida na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto: "José Porto: Um percurso na arquitectura portuguesa". A exposição ficará patente ao público no Centro Cultural de Vila Praia de Âncora até ao dia 23 de fevereiro de 2014.

ARQUITETO FERNANDO CERQUEIRA BARROS APRESENTA EM VIANA DO CASTELO ARQUITETURA TRADICIONAL DA SERRA DA PENEDA

A arquitetura tradicional da Serra da Peneda no Ciclo de Estudos “A Serra e o Homem: natureza, cultura e arte”

O arquiteto Fernando Cerqueira Barros vai apresentar em Viana do Castelo a comunicação com o título “Arquiteturas Tradicionais na Serra da Peneda”. A sessão é pública e tem lugar na Sala Couto Viana da Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, no próximo dia 23 de Janeiro, às 17 horas, é promovida pelo Centro de Estudos Regionais, no âmbito das atividades da sua Academia Sénior.

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Fernando Cerqueira Barros é Mestre em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, é Pós-Graduado em Estudos Avançados do Património Arquitetónico. Doutorando em Arquitetura, é autor do livro “Construção do Território e Arquitectura na Serra da Peneda. Padrão (Sistelo) e as suas "brandas", um caso de estudo”, editado pelo Município de Arcos de Valdevez, em Abril de 2013. Publicou artigos e fez comunicações a diversos Colóquios, Congressos e Seminários, tendo colaborado com diversas instituições e meios de comunicação social na divulgação do Património Arquitetónico.

O ciclo de estudos “A Serra e o Homem: natureza, cultura e arte”, cuja sessão de apresentação decorreu no dia 16 de janeiro, perante uma assistência de mais de meia centena de pessoas, visa produzir uma reflexão sobre a serra, enquanto realidade física e espaço da ação humana, tomando um olhar multidisciplinar e antropológico. O programa, cujo término ocorrerá em junho de 2014, é composto por um conjunto de conferências apresentadas por arquitetos, sociólogos, geógrafos, geólogos, paisagistas e outros investigadores.

A par das conferências, estão previstas visitas de estudo, encontros e exposições.

HERITAGE & NATURE REALIZA WORKSHOP DE FOTOGRAFIA DE ARQUITETURA

18 e 19 de Janeiro - Workshop de Fotografia de Arquitetura

Poderá aprender ou melhorar os seus conhecimentos fotográficos no campo da fotografia de Arquitetura. Terá uma componente teórica e uma saída de campo para colocar em prática o que vai aprender.

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Neste workshop a aprendizagem é prática. O participante será convidado a levar a cabo alguns exercícios e a entender causas e efeitos na obtenção da imagem final, aprendendo a analisar a luz e a adaptar-se ao terreno.

FORMADOR: Sérgio Jacques

PROGRAMA

Sábado | 18 de Janeiro

10h00 Hotel AXIS (Viana do Castelo)

Receção aos participantes e sessão teórica:

Fotografar espaços públicos

Fotografia da Rua

13h00 Pausa para Almoço Livre

14h30 Percurso pela cidade

Fotografia documental e de arquitetura (visita à Biblioteca Municipal e ao Coliseu)

Sessão fotográfica com o acompanhamento do fotógrafo Sérgio Jacques

19h30 Fim do primeiro dia de trabalho

Domingo | 19 de Janeiro

10h00 Hotel AXIS

Visualização do trabalho realizado

Edição de Fotografias

12h30 Encerramento dos trabalhos e entrega dos certificados de participação

Inscrições:até 16 de Janeiro

Nº mínimo de participantes: 10

Preço por pessoa: 60.00€

Material necessário: Máquina digital SLR ou compacta

HERITAGE & NATURE REALIZA WORKSHOP DE FOTOGRAFIA DE ARQUITETURA

18 e 19 de Janeiro - Workshop de Fotografia de Arquitetura

Poderá aprender ou melhorar os seus conhecimentos fotográficos no campo da fotografia de Arquitetura. Terá uma componente teórica e uma saída de campo para colocar em prática o que vai aprender.

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Neste workshop a aprendizagem é prática. O participante será convidado a levar a cabo alguns exercícios e a entender causas e efeitos na obtenção da imagem final, aprendendo a analisar a luz e a adaptar-se ao terreno.

FORMADOR: Sérgio Jacques

PROGRAMA

Sábado | 18 de Janeiro

10h00 Hotel AXIS (Viana do Castelo)

Receção aos participantes e sessão teórica:

Fotografar espaços públicos

Fotografia da Rua

13h00 Pausa para Almoço Livre

14h30 Percurso pela cidade

Fotografia documental e de arquitetura (visita à Biblioteca Municipal e ao Coliseu)

Sessão fotográfica com o acompanhamento do fotógrafo Sérgio Jacques

19h30 Fim do primeiro dia de trabalho

Domingo | 19 de Janeiro

10h00 Hotel AXIS

Visualização do trabalho realizado

Edição de Fotografias

12h30 Encerramento dos trabalhos e entrega dos certificados de participação

Inscrições:até 16 de Janeiro

Nº mínimo de participantes: 10

Preço por pessoa: 60.00€

Material necessário: Máquina digital SLR ou compacta

FAFE: A CASA NASCE DA ROCHA OU SERÁ A ROCHA QUE NASCE DA CASA?

No caminho entre Fafe e Celorico de Basto, na região norte de Portugal, e mais concretamente na serra de Fafe, encontramos uma casa que já despertou a curiosidade de muita gente por esse mundo fora devido à sua originalidade.

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Quando olhamos pela primeira vez, a casa parece saída de um sonho, parecendo mais uma habitação de tempos pré-históricos, completamente integrada na paisagem. Por fora é toda feita de pedra, salvo as janelas e o telhado. Por dentro, a mobília, as escadas e os corrimões são feitos de troncos que completam o seu aspeto rústico.

Fonte: https://www.facebook.com/ecocasaportuguesa

COLÓQUIO INTERNACIONAL DE ARQUITETURA POPULAR SUPEROU TODAS AS EXPETATIVAS

Jornada de 4 dias arrancou quarta-feira (3de Abril) e prolongou-se até dia 6 de Abril

“Queremos fazer com que este colóquio constitua um marco naquilo que é a atividade do município e no âmbito da Arquitetura Popula” – Francisco de Araújo, Presidente da Câmara Municipal

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O Município de Arcos de Valdevez promoveu um Colóquio Internacional de Arquitetura Popular, entre os dias 3 e 6 de Abril, que reuniu na Casa da Artes concelhia cerca de 250 investigadores e participantes de diferentes áreas científicas para refletir o tema nas suas vertentes arquitetónicas, urbanísticas e culturais. Representadas estiveram instituições portuguesas, espanholas e brasileiras.

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O Arquiteto Manuel Teixeira, um dos principais impulsionadores do projeto e Presidente da Comissão Científica, fez um saldo bastante positivo da iniciativa pela atividade que implicou, pela adesão (o número de palestrantes rondou os 100), pelos conteúdos debatidos e qualidade das intervenções. “Foi uma aposta ganha”, regozijou-se, afirmando também que “Arcos de Valdevez manifestou o seu interesse e empenho na divulgação deste tema”. Por isso, fez questão de agradecer publicamente ao Presidente da Câmara Municipal, Francisco de Araújo, pela abertura com que abraçou este projeto e ao Diretor da Casa das Artes, Nuno Soares. De fora não ficaram os agradecimentos a todos os outros envolvidos no projeto, nomeadamente, palestrantes, participantes, equipa científica e secretariado.

Francisco de Araújo, Presidente da Câmara Municipal, também fez uma abordagem bastante positiva desta jornada de quatro dias que trouxe, até Arcos de Valdevez, arquitetos e interessados pelo tema de várias partes do País e do Globo. O autarca afirmou veementemente que o Município pretende fazer com este Colóquio constitua um marco naquilo que é a atividade do mesmo e no âmbito da Arquitetura Popular.

“Queremos fazer com que a Arquitetura Popular seja um elemento central ao nível do desenvolvimento da terra”, disse, atirando também que a autarquia espera voltar a fazer uma segunda edição, desta vez ainda com mais envolvimento e divulgação, de forma a alcançar a importância pretendida. Trata-se de um projeto que, na sua opinião, visa dar nota pública à comunidade acerca da importância de preservar o “imenso Património que existe”, por isso, “(…) queremos aprofundar esta temática e dar corpo a este projeto (..) “temos a obrigação de velar pela manutenção do património”.

Francisco de Araújo deixou também uma palavra de agradecimento ao Arquiteto Manuel Teixeira e a Nuno Soares pelo empenhamento demonstrado na organização da iniciativa.

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A escolha dos temas a debater nestes quatro dias recaiu nas Áreas Temáticas: 1- Arquitetura Popular, os conceitos: popular, tradicional, regional, vernacular; 2- As influências cruzadas: rural/urbana;popular/erudita;tradicional/contemporânea; arquitetura / estruturas de povoamento e organização de território; 3- As Arquiteturas Populares: de habitação, trabalho, religiosa, efémera e novas arquiteturas populares; 4- A investigação da Arquitetura Popular, do século XIX à contemporaneidade; 5 - A Arquitetura Popular, o Modernismo e a arquitetura contemporânea; 6 - Os construtores e os saberes construtivos da Arquitetura Popular; 7 - A Arquitetura Popular, a preservação da cultura, valores sociais e económicos e, através deles, pretendeu-se abranger a realidade portuguesa, galega e brasileira, permitindo, assim, que se fizessem reflexões em relação a outras realidades.

Este colóquio teve também como objetivo fazer com que as pessoas percebessem a importância de olhar para a arquitetura popular não apenas no sentido da cultura e da memória, mas também em termos económicos, na sua relação com o Turismo e como fonte de inspiração para uma arquitetura contemporânea enraizada nas tradições.

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A organização do Colóquio foi da autarquia, mas contou com a colaboração de uma conceituada Comissão Científica, composta por diversos arquitetos, dois antropólogos, um geógrafo e uma historiadora, em representação de instituições nacionais e internacionais.

Além das Comunicações, do programa das quatro jornadas internacionais fizeram ainda parte as inaugurações das exposições “Arquiteturas do Granito” e “Arquitetura Popular e Memória do Tempo e do Património Construído”, bem como o lançamento de livros, dos quais se destaca a publicação “Construção do território e Arquitetura na Serra da Peneda – Padrão (Sistelo) e suas “brandas” – um caso de estudo”, do arcuense Fernando Cerqueira Barros.

No último dia, 6 de Abril, foi feita uma visita à arquitetura rural do concelho. O percurso foi feito com saída da Vila, seguindo pela zona de S. Jorge, com paragem em Vilarinho do Souto, depois em Ermelo e na Branda de Rendufe. O grupo de 98 pessoas parou para almoçar em Soajo e depois fez uma visita a pé pelas ruas da povoação, vendo diversos exemplares de arquitetura popular. Pararam no Largo do Eiró e foram até ao núcleo de espigueiros. Seguiram para a zona norte do concelho, com paragem no miradouro do Tibo; continuaram para S. Bento do Cando e terminaram na Peneda e respetivo santuário.

A orientação da visita esteve a cargo dos Arquitetos Fernando Barros, Manuel Teixeira e do Arqueólogo Nuno Soares.

ESPOSIÇÃO “ARQUITETURA POPULAR E MEMÓRIA DO TEMPO E DO PATRIMÓNIO CONSTRUÍDO” ENCONTRA-SE PATENTE AO PÚBLICO EM ARCOS DE VALDEVEZ

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Exposição “Arquitetura Popular e Memória do Tempo e do Património Construído”, da autoria de Manuel Teixeira. Mostra encontra-se exposta no Campo do Trasladário e tem lugar no âmbito do Colóquio Internacional de Arquitetura Popular que se encontra a decorrer até ao próximo sábado (6 de Abril) na Casa das Artes Concelhia.

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COLÓQUIO INTERNACIONAL DE ARQUITECTURA POPULAR

APRESENTADAS AS EXPOSIÇÕES “ARQUITETURAS DO GRANITO” E “ARQUITETURA POPULAR E MEMÓRIA DO TEMPO E DO PATRIMÓNIO CONSTRUÍDO” E O LIVRO “CONSTRUÇÃO DO TERRITÓRIO E ARQUITECTURA NA SERRA DA PENEDA – PADRÃO (SISTELO) E SUAS “BRANDAS” – UM CASO DE ESTUDO”

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O Município de Arcos de Valdevez encontra-se a promover um Colóquio Internacional de Arquitetura Popular, que arrancou ontem, 3 de Abril, e termina no próximo dia 6.

Esta iniciativa vai reunir na Casa da Artes concelhia cerca de 100 investigadores de diferentes áreas científicas para refletir o tema nas suas vertentes arquitetónicas, urbanísticas e culturais e, representadas, estarão instituições portuguesas, espanholas e brasileiras.

No âmbito desta realização, no primeiro dia, além das Comunicações, do programa fizeram ainda parte as inaugurações das exposições “Arquiteturas do Granito”, da autoria de António Menéres e exposta do foyer da Casa das Artes concelhia, e “Arquitetura Popular e Memória do Tempo e do Património Construído”, da autoria de Manuel Teixeira e exposta ao ar livre, mais precisamente no Campo do Trasladário, bem como o lançamento da publicação, “Construção do território e Arquitectura na Serra da Peneda – Padrão (Sistelo) e suas “brandas” – um caso de estudo”, do arcuense Fernando Cerqueira Barros e cuja edição esteve a cargo do município.

No caso das mostras, ambos os autores se propuseram a chamar a atenção para aquilo que a arquitetura engloba e as suas mudanças ao longo do tempo. No caso da “Arquitetura Popular e Memória do Tempo e do Património Construído”, esta, foi colocada no Campo do Trasladário para, conforme referiu o autor, “mostrá-la aos não convertidos e sensibilizar os menos atentos” para as semelhanças existentes entre a arquitetura de hoje e a de anos atrás. “Há hoje uma tentativa de retoma na arquitetura (…) não é por acaso que hoje se veem casas revestidas a pedra (…) verificam-se muitos pormenores com o antigamente, pormenores construtivos muito idênticos aos do passado”, atestou.

Nesta mostra, que considera ser de alto risco, Manuel Teixeira faz a caracterização da arquitetura desde as suas origens, passando pela sinalização das casas de zona de vale, montanha ou serrana; foca também componentes da arquitetura como os tetos, os pavimentos, as portas, janelas e a decoração, indo ate às novas arquiteturas.

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Despois das apresentações das exposições seguiu-se a apresentação da obra “Construção do território e Arquitectura na Serra da Peneda – Padrão (Sistelo) e suas “brandas” – um caso de estudo”, do arcuense Fernando Cerqueira Barros. Um trabalho realizado no âmbito da sua Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura, na FAUP – Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto que pretende refletir sobre diversas questões relacionadas com a Arquitetura, entendida enquanto ação de conformação/construção de um determinado Território.

Segundo o autor, o principal objetivo deste trabalho é o reconhecimento e caracterização dos fenómenos de Construção do Território na Serra da Peneda, nomeadamente as suas particularidades e especificidades, no que diz respeito à forte relação que este tem com as condicionantes geográficas e económicas impostas, sendo dada uma particular importância ao estudo da história local, associando-a aos factos mais recentes, procurando dessa maneira, inter-relacioná-los.

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Neste livro é feito um estudo nas mais diversas escalas dos fenómenos de construção do território da Serra da Peneda. Desde a forma como se organiza e compartimenta o Território em diversas “Unidades Territoriais”, a morfologia dos aglomerados rurais, das brandas, até à escala do edifício e construções peculiares.

Com ele, pretendeu-se ainda, “ fazer uma breve reflexão acerca da maneira como as recentes alterações económicas e sociais interferiram na Arquitetura Local, nomeadamente através do denominado fenómeno das construções de “emigrantes”.

Durante o dia de hoje (4 de Abril) os palestrantes debruçaram-se sobre as temáticas “As Arquiteturas Populares: de habitação, trabalho, religiosa, efémera e novas arquiteturas populares” e “A investigação da Arquitetura Popular, do século XIX à contemporaneidade”

A organização deste Colóquio, que se prolonga até ao próximo sábado, é da autarquia, mas conta com a colaboração de uma conceituada Comissão Científica, composta por diversos arquitetos, dois antropólogos, um geógrafo e uma historiadora, em representação de instituições nacionais e internacionais.

O último dia, 6 de Abril, será reservado a uma visita à arquitetura rural, a decorrer entre 08h00 e as 18h00.

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COLÓQUIO INTERNACIONAL DE ARQUITECTURA POPULAR

JORNADA DE 4 DIAS ARRANCOU ESTA QUARTA-FEIRA (3DE ABRIL) E PROLONGA-SE ATÉ DIA 6 DE ABRIL

“A realização deste Colóquio Internacional vai contribuir para ajudar a despertar consciências e a dar nota pública do Património existente, bem como da necessidade da sua reabilitação” –Francisco de Araújo, Presidente da Câmara Municipal

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O Município de Arcos de Valdevez encontra-se a promover um Colóquio Internacional de Arquitetura Popular,(arrancou hoje, 3 de Abril, e termina no próximo dia 6) que vai reunir na Casa da Artes concelhia cerca de 100 investigadores de diferentes áreas científicas para refletir o tema nas suas vertentes arquitetónicas, urbanísticas e culturais. Representadas estarão instituições portuguesas, espanholas e brasileiras.

Na sessão de Abertura do Colóquio, o Arquiteto Manuel Teixeira, um dos principais impulsionadores do projeto, avançou que a adesão às jornadas cumpriu os objetivos, excedendo, até, as expectativas, já que o número de palestrantes ronda os 100. Um facto que na sua perspetiva revela o grande interesse na arquitetura popular.

A escolha dos temas a debater nestes quatro dias recaiu nas Áreas Temáticas:

1- Arquitetura Popular, os conceitos: popular, tradicional, regional, vernacular;

2- As influências cruzadas: rural/urbana;popular/erudita;tradicional/contemporânea; arquitetura / estruturas de povoamento e organização de território;

3- As Arquiteturas Populares: de habitação, trabalho, religiosa, efémera e novas arquiteturas populares;

4- A investigação da Arquitetura Popular, do século XIX à contemporaneidade;

5 - A Arquitetura Popular, o Modernismo e a arquitetura contemporânea;

6 - Os construtores e os saberes construtivos da Arquitetura Popular;

7 - A Arquitetura Popular, a preservação da cultura, valores sociais e económicos e, através deles, referiu Manuel Teixeira, pretende-se abranger a realidade portuguesa, galega e brasileira, permitindo, assim, que se façam reflexões em relação a outras realidades.

Segundo o mesmo, este colóquio tem também como objetivo fazer com que as pessoas percebam a importância de olhar para a arquitetura popular não apenas no sentido da cultura e da memória, mas também em termos económicos, na sua relação com o Turismo e como fonte de inspiração para uma arquitetura contemporânea enraizada nas tradições.

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Já o Presidente da Câmara Municipal, Francisco de Araújo, revelou que o município vê com bons olhos estas jornadas e que se trata de uma iniciativa que, de certa forma, se liga ao importante Projeto das Casas Armoriadas levado a cabo pela autarquia há já mais de 20 anos.

Para o autarca trata-se de um projeto que visa dar nota pública à comunidade acerca da importância de preservar o “imenso Património que existe”, sendo, por isso, muito relevante para a autarquia, e, daí ter suscitado por parte da mesma o interesse em se associar à sua realização “(…) queremos aprofundar esta temática e dar corpo a este projeto, sendo por isso importante que fiquem registos para memória futura”(..) “temos a obrigação de velar pela manutenção do património” , referiu, avançando também que “a realização deste Colóquio Internacional vai contribuir para ajudar a despertar consciências e a dar nota pública do património existente, bem como da necessidade da sua reabilitação”.

Francisco de Araújo alertou ainda que o próximo Quadro Comunitário poderá ser uma oportunidade para os privados e instituições públicas verem o seu património reabilitado.

A organização do Colóquio é da autarquia, mas conta com a colaboração de uma conceituada Comissão Científica, composta por diversos arquitetos, dois antropólogos, um geógrafo e uma historiadora, em representação de instituições nacionais e internacionais.

Além das Comunicações, do programa das quatro jornadas internacionais fazem ainda parte as inaugurações das exposições “Arquiteturas do Granito” e “Arquitetura Popular e Memória do Tempo e do Património Construído”, bem como o lançamento de livros, dos quais se destaca a publicação “Construção do território e Arquitectura na Serra da Peneda – Padrão (Sistelo) e suas “brandas” – um caso de estudo”, do arcuense Fernando Cerqueira Barros.

O último dia, 6 de Abril, será reservado a uma visita à arquitetura rural, a decorrer entre 08h00 e as 18h00.

COLÓQUIO INTERNACIONAL DE ARQUITETURA POPULAR COMEÇA HOJE EM ARCOS DE VALDEVEZ

3 a 6 de Abril

Casa das Artes

COLÓQUIO INTERNACIONAL DE ARQUITETURA POPULAR

Presidente da Câmara Municipal, Dr. Francisco de Araújo, presidirá à sessão de abertura dos trabalhos

Tem início hoje, prolongando-se até ao próximo dia 6 de Abril, na Casa das Artes de Arcos de Valdevez o COLÓQUIO INTERNACIONAL DE ARQUITETURA POPULAR.

A iniciativa é organizada pelo Município de Arcos de Valdevez que contará com as participações de oradores/investigadores de diferentes áreas científicas vindos de diversas universidades e instituições de Portugal, de Espanha e do Brasil para refletir sobre este tema nas suas vertentes arquitetónicas, urbanísticas e culturais.

A Arquitetura Popular é uma componente essencial e elemento definidor da cultura de um povo. Inclui-se neste conceito não apenas a Arquitetura no sentido estrito, mas também as suas relações com as formas de organização do território, as estruturas de povoamento e de organização urbana.

A compreensão desta cultura arquitetónica de raiz popular é essencial para a permanência da memória, das tradições e da cultura das comunidades, para a preservação da sua identidade e o respeito pela sua história, sendo determinante para evitar a destruição da paisagem.

Torna-se necessário estudar e divulgar esta cultura arquitetónica, explicitando a importância da preservação deste património, que deve desempenhar um papel cada vez mais importante como referência para o futuro das comunidades, como motor de desenvolvimento económico e social e como referência para uma arquitetura contemporânea enraizada na nossa cultura e tradições. A presidir a sessão de abertura dos trabalhos estará o Presidente da Câmara Municipal, Francisco Rodrigues de Araújo.

Áreas Temáticas: 1. Arquitetura Popular, os conceitos: popular, tradicional, regional, vernacular;

2. As influências cruzadas: rural/urbana; popular/erudita; tradicional/contemporânea; arquitetura / estruturas de povoamento e organização de território;

3. As Arquiteturas Populares: de habitação, trabalho, religiosa, efémera e novas arquiteturas populares;

4. A investigação da Arquitetura Popular, do século XIX à contemporaneidade;

5. A Arquitetura Popular, o Modernismo e a arquitetura contemporânea;

6. Os construtores e os saberes construtivos da Arquitetura Popular;

7. A Arquitetura Popular, a preservação da cultura, valores sociais e económicos.

PROGRAMA

Quarta-feira 3 Abril

08h30 - Entrega de documentação e receção de participantes.

Local: Auditório da Casa das Artes de AVV

09h00 – Abertura dos trabalhos do Colóquio

09h30 – Palestra

OS ARQUITECTOS EM CONTEXTO: TEMATIZAÇÕES DO POPULAR NO SÉCULO XX PORTUGUÊS

João Leal; Universidade Nova de Lisboa

Temática 1: Arquitetura Popular, os conceitos: popular, tradicional, regional, vernacular

Temática 2: As influências cruzadas: rural/urbana; popular/erudita; tradicional/contemporânea; arquitetura / estruturas de povoamento e organização de território

Comunicações:

10h30 – A ARQUITETURA POPULAR COMO TRANSIÇÃO ENTRE O VERNÁCULO E O ERUDITO.

Pedro Fonseca Jorge

10h50 – MODELOS DE ARQUITETURA DOS PROMESSEIROS DO CÍRIO DE NAZARÉ: ASPECTOS DAS INTERAÇÕES ENTRE O IMAGINÁRIO ARQUITETÔNICO E A PRODUÇÃO DA ARQUITETURA POPULAR EM BELÉM DO PARÁ, PARÁ, BRASIL.

Artur Simões Rozestraten

11h10 – CONSTRUÇÕES RURAIS EM ESPAÇO URBANO OU AS MEMÓRIAS DA RURALIDADE.

Filipa Ramalhete e Francisco Manuel Valadares e Silva11h30 - ONDE ESTÃO AS FRONTEIRAS?

João Vieira Caldas e Mafalda Baptista Pacheco

11h50 – A «CASA DO EMIGRANTE»: DA MARGEM DO POPULAR PARA UM POPULAR NAS MARGENS. RECONFIGURAÇÕES DE PRÁTICAS E DE DISCURSOS IDENTITÁRIOS A PARTIR DA ARQUITETURA POPULAR.

Ana Saraiva Neves

12h10 – REINTEGRAÇÃO URBANA DO PATRIMONIO CULTURAL DA RIBEIRA DO RIO TRABA. NOIA (CORUNHA-GALIZA)

ACONDICIONAMENTO, RECUPERAÇÃO DE ACESSOS, LAVADOIRO E CONTORNO DOS MOINHOS DA PEDRACHAM

Ana Isabel Filgueiras Rei

12h30 – Pausa para almoço livre.

14h00 – PAREDES ESQUECIDAS DE XISTO. ARQUITECTURA DE INTEGRAÇÃO, FOZ CÔA.

José Afonso (Comunicação Temática 5)

14h20 – EXPRESSÕES NAÏF DA ARQUITETURA AMAZÔNICA SUL OCIDENTAL BRASILEIRA: O CASO DO ACRE.

Marcio Rodrigo Côelho De Carvalho

14h40 – OS ESPAÇOS URBANO E RURAL DA FREGUESIA DE S. MARTINHO DE ARRIFANA DE SOUSA (PENAFIEL) NA ÉPOCA MODERNA.

Maria Helena Parrão Bernardo

15h00 – DE UM PASSADO REMOTO A UM PASSADO PRÓXIMO: A CASA TARDOMEDIEVAL, ARQUÉTIPO DA ARQUITECTURA TRADICIONAL REGIONAL?

Manuel Sílvio Alves Conde

15h20 – ALDEIAS DESERTIFICADAS E ALTERAÇÕES FUNCIONAIS ALDEIAS DE IDANHA A NOVA

Maria da Graça Moreira15h40 – HABITAÇÃO, FAVELA E FUTURO, MELHORIAS HABITACIONAIS EM FAVELAS APÓS METODOLOGIA DE URBANIZAÇÃO. O CASO SANTA MARTA.

Marcela Marques Abla16h00 – POPULAR, TRADICIONAL, REGIONAL, PORTUGUÊS, NACIONAL.

Manuel Teixeira

16h20 – Intervalo

16h30 – "VILLAS", QUINTÃS, E CASAIS; ALDEIAS, LAVOURAS E MONTADOS: DIACRONIA E SINCRONIA NA ORGANIZAÇÃO TERRITORIAL DO DOURO LITORAL

José Francisco Ferreira Queiroz16h50 – TAIPA PRÉ-FABRICADA -  MODELAÇÃO DE PLACAS DE FIBROSOLO

Fernando Betim Paes Leme

17h10 – COMUNIDADES PISCATÓRIAS: DO LEGADO DA ARQUITETURA POPULAR ÀS ESTRATÉGIAS HABITACIONAIS NO PERÍODO DO ESTADO NOVO

Patrícia Sofia Pinto de Sá Gaspar Silva

17h30 – PAISAGEM E ARQUITETURA VERNACULAR: O PATRIMÔNIO CAPIXABA

Aline Vargas da Silveira

Local: Sala 1Temática 4: A investigação da Arquitetura Popular, do século XIX à contemporaneidade;Comunicações:14h00 – A ARQUITETURA MODERNA BRASILEIRA E A SUA APROPRIAÇÃO POPULAR: AS CIDADES DO EIXO - RIO SÃO PAULO.

Ademir Pereira Dos Santos, George Rembrandt Gutlich, Benedito Assagra Ribas De Mello, Flavio Brant Mourao, Rosa Matilde Pimpão Carlos

14h20 – ARQUITETURA VERNÁCULA E POPULAR EM GOIÂNIA.

Adriana Mara Vaz de Oliveira e Mathias Joseph Monios

14h40 – ARQUITETURA VERNACULAR E POPULAR EM SÃO PAULO: O CASO DO VALE DO PARAÍBA.

Raphael Thomaz Sanches do Amaral, Ademir Pereira dos Santos

15h00 – PATRIMONIALIZAÇÃO DA ARQUITECTURA VERNACULAR MAIATA. A «CASA DE LAVOURA».

José Augusto Teixeira Maia Marques15h20 – INQUÉRITOS À ARQUITETURA POPULAR EM PORTUGAL: UMA APROXIMAÇÃO METODOLÓGICA

Maria Amélia Cabrita Anastácio e Teresa Marat-Mendes15h40 – O INQUÉRITO VISTO PELO OLHAR DE OUTRAS ÁREAS CIENTÍFICAS: O REGISTO DO “PAÍS PROFUNDO”.

Tânia Liani Beisl Ramos

16h00 – O POPULAR EM QUESTÃO: A (IN)OPERACIONALIDADE DO CONCEITO

Maria da Assunção Oliveira Costa Lemos, Cristina Fernandes e Sandra Palhares

16h20 – Intervalo

16h30 – A MEMÓRIA DE UM INQUÉRITO NA CULTURA ARQUITECTÓNICA PORTUGUESA.

Marta Lalanda Prista

16h50 – TRADIÇÃO E MODERNIDADE. DO MOVIMENTO MODERNO À CONTEMPORANEIDADE.

Jorge de Vasconcelos Teodósio Nunes dos Reis

17h10 - OS ESPAÇOS DE ALIMENTAÇÃO DAS HABITAÇÕES QUILOMBOLAS DE ALCÂNTARA, MARANHÃO, BRASIL.

Marina de Miranda Martins (Comunicação da Temática 7)

Local: Auditório da Casa das Artes de AVV

18h15 – Inauguração das Exposições e Lançamento de publicação

19h00 – Palestra

ARQUITECTURA POPULAR. MEMÓRIA DO TEMPO E DO PATRIMÓNIO CONSTRUÍDO.

António Menéres 

Quinta-feira 4 Abril

Local: Auditório da Casa das Artes de AVV

Temática 4: A investigação da Arquitetura Popular, do século XIX à contemporaneidade;

Comunicações:

09h00 – "LA GEOMETRÍA DE LA PIEDRA EN LA ARQUITECTURA POPULAR: LOS MOLINOS DE GRANO TRADICIONALES".

José Antonio Díaz Alonso, Gustavo Robleda Prieto, José Manuel Yáñez Rodríguez

09h20 – ARQUITETURA POPULAR PORTUGUESA E O BRASIL: O REGISTRO FEITO NOS DESENHOS DE LUCIO COSTA.

José Simões de Belmont Pessôa

09h40 – PROSPEÇÃO E DEFESA DA PAISAGEM URBANA DO ALGARVE (1965-70): A ARQUITETURA TRADICIONAL E A PRESERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO URBANO NA PROPOSTA DA DGSU

Fernando Vítor Félix Ribeiro, Isabel Maria Ildefonso Valverde, Miguel Reimão Lopes da Costa e José Aguiar.

10h00 – O PAPEL DO SIPA – SISTEMA PARA O INVENTÁRIO DO PATRIMÓNIO ARQUITETÓNICO NA SALVAGUARDA E CONHECIMENTO DA ARQUITETURA POPULAR.

Maria do Rosario Matos de Oliveira Gordalina

10h20 – A CASA DO MARCO, VERNÁCULA E ERUDITA. EXPERIMENTALISMO MODERNO NA OBRA DE RAUL LINO.

Carla Garrido de Oliveira

10h40 – Intervalo

11h30 – Palestra

AS CONSTRUCIÓNS DA ARQUITECTURA POPULAR GALEGA

Manuel Caamaño Suaréz; Museo do Pobo Galego

12h30 – Pausa para almoço livre

Temática 3: As Arquiteturas Populares: de habitação, trabalho, religiosa, efémera e novas arquiteturas populares

Comunicações:

14h00 - CONJUNTO ARQUITECTÓNICO RURAL NO LUGAR DE PISÃO, UNIDADE PRODUTIVA, COMUNITÁRIA E DOMÉSTICA.

Mónica Sofia Loureiro e Silva

14h20 – UMA ORIGINAL ARQUITETURA VERNÁCULA DO ÍNDICO: AS CASAS DE MADEIRA NEO-CLÁSSICAS DA ILHA DA REUNIÃO – ALGUNS CASOS RECENTES DE RECUPERAÇÃO E REUTILIZAÇÃO

José Manuel Fernandes

14h40 – NOVAS ARQUITETURAS POPULARES: DO RURAL AO PERIURBANO.

Isabel Simões Raposo15h00 – CARREIRA DE MOINHOS DE ALVARENGA. INVESTIGAÇÃO HISTÓRICA E PREMISSAS PARA A SUA RECUPERAÇÃO

Ana Catarina Gomes Campos; Cristina Teixeira Pinho; Eduarda Maria de Sousa Vieira; João Carlos de Almeida Gaspar; Samuel de Brito Gonçalves 

15h20 – AS ARQUITETURAS VERNACULARES DO PÃO NO BAIXO TÂMEGA.

Ana Dolores Leal Anileiro e Teresa Soeiro

15h40 – INFLUÊNCIAS LUSAS NA HABITAÇÃO DOS IMIGRANTES PORTUGUESES EM FRANÇA E NO LUXEMBURGO.

Hélder Diogo

16h00 – Intervalo

16h10 – CASA DE AGRICULTOR NO NOROESTE PORTUGUÊS. VIVER E TRABALHAR NUM COMPLEXO AGRÍCOLA.

Samuel da Costa Pereira

16h30 – TIPOLOGIA DA CASA RURAL DA FREGUESIA DE VERMOIM.

Nuno Paulo Soares Ferreira e Vera Patrícia Moreira Teixeira

16H50 – AS CONSTRUCCIÓNS VERNÁCULAS DE ABASTECEMENTO VINCULADAS AO MOSTEIRO DE CAAVEIRO NAS “ FRAGAS DO EUME”.

José Antonio Díaz Alonso, Gustavo Robleda Prieto, José Manuel Yáñez Rodríguez

17H10 – A COR NA PRAÇA DE SÃO JOÃO, TRANCOSO, BAHIA, BRASIL.

Fernando Fernandes de Mello

17h30 – RECUPERAR O ESPÍRITO DO LUGAR - UM CASO PRÁTICO NO BARROCAL ALGARVIO.

António Pedro de Assunção Nobre Lourenço Lima (Comunicação da Temática 4)

17h50 - Intervalo

18h40 – Palestra

A ADAPTAÇÃO DA ARQUITETURA POPULAR PORTUGUESA AOS TRÓPICOS SUL-AMERICANOS

Gunter Weimer; Universidade Federal Rio Grande do Sul, Brasil Local: Sala 1 Temática 5: A Arquitetura Popular, o Modernismo e a arquitetura contemporânea

Comunicações:

09h00 – TRADIÇÃO E MODERNIDADE NA ARQUITETURA POPULAR - ESTUDO DE CASO NA SERRA DA ABOBOREIRA.

Fernando Matos Rodrigues

09h20 – A “MODERNA ARQUITETURA POPULAR” NO INTERIOR DE ALAGOAS (BR)Thalita Lins do Nascimento09h40 – A ARQUITETURA POPULAR ANGOLANA. REGIÃO DE LUANDA - FRAGMENTOS DE UM PERCURSO.

Filomena das Dores Cardoso do Espirito Santo Carvalho

10h00 – PAISAGENS EMPÁTICAS | ARQUÉTIPO: MEMÓRIA OU RESILIÊNCIA? O ARQUÉTIPO COMO FORMA DE EXPRESSÃO ERUDITA E CONTEMPORÂNEA EM ARQUITETURA

João Paulo Vergueiro Monteiro de Sá Cardielos (Comunicação Temática 2)

10h20 – A IGREJA DO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA DE MARIA NO FUNCHAL.TRADIÇÃO E MODERNIDADE NA OBRA DE RAÚL CHORÃO RAMALHO.

Jani Anjo Travassos Freitas, Clara Pimenta do Vale

10h40 – REFLUXOS E CONTAMINAÇÕES DA ARQUITECTURA PÓS-INQUÉRITO NAS ARQUITECTURAS HABITACIONAIS, ERUDITAS E ESPONTÂNEAS COM MEMÓRIAS DA RURALIDADE (1955-1985).

Victor Mestre

11h00 – Intervalo 14h00 – ARQUITETURA MODERNA E ARQUITETURA VERNACULAR. CONTRIBUTO DAS TÉCNICAS E MATERIAIS TRADICIONAIS PARA UMA ARQUITETURA MAIS RESPONSÁVEL AMBIENTALMENTE.

Manuel da Cerveira Pinto

14h20 – REFLEXÕES SOBRE A RELAÇÃO COM A PAISAGEM NA ARQUITETURA REGIONAL VERSUS MODERNISTA.

Inês Domingues Serrano14h40 – MODERNIDADE E TRADIÇÃO: CASA DE OFIR, DE TÁVORA E A CASA DE VILA VIÇOSA, DE PORTAS E TEOTÓNIO PEREIRA, COMO OBRAS PRIMOGÉNITAS DA ARQUITECTURA PORTUGUESA, NA TRANSIÇÃO DA DÉCADA DE CINQUENTA PARA SESSENTA DO SÉCULO XX.

Hugo José Abranches Teixeira Lopes Farias

15h00 – ARQUITECTURA POPULAR EM PORTUGAL. VALORES EXPRESSIVOS: O ESPAÇO-TRANSIÇÃO.

Alexandra Cardoso, Maria Helena Maia e Joana Cunha Leal

15h20 – POR UMA ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA ENRAIZADA: A ARQUITETURA POPULAR NAS TRAJETÓRIAS DE FERNANDO TÁVORA (PORTUGAL) E LUCIO COSTA (BRASIL).

Alfredo Britto

15h40 - ITINERÁRIOS DE UM PENSAMENTO PROJETUAL COMPOSTO NA CONTEMPORANEIDADE PORTUGUESA: DA REFLEXIDADE DE UMA “REALIDADE”.

Nuno Miguel Pereira Coelho da Silva Seabra

16h00 – Intervalo

16h10 – POPULAR E MODERNO: SÉRGIO BERNARDES, LINA BO BARDI E A ARQUITETURA NO BRASIL.

Ana Luiza Nobre

16h30 – ARQUITECTURAS DE TERRA EM PORTUGAL. DA ARQUITETURA VERNÁCULA À PLANIFICADA.

Maria da Conceição Lopes Aleixo Fernandes

16h50 – ARQUITECTURA POPULAR NA INTERPRETAÇÃO DO MODERNO. A RECONSTRUÇÃO DA ALDEIA DA FAIA. Michele Cannatà17h10 - NA FORJA DA “ARQUITETURA REGIONAL”. ENTRE O DETERMINISMO GEOGRÁFICO E AS DESINÊNCIAS NACIONALISTAS: O CASO AÇORIANO.

Isabel Soares de Albergaria (Comunicação Temática 1)

17h30 - JANUÁRIO GODINHO: A ARQUITECTURA COMO SÍNTESE. DIÁLOGO ENTRE TRADIÇÃO E MODERNIDADE.

Fátima Sales

Sexta-feira 5 Abril

Local: Auditório da Casa das Artes de AVV

Temática 6: Os construtores e os saberes construtivos da Arquitectura Popular

Comunicações:

09h00 - CANASTROS DO ALTO MINHO: ANÁLISE TIPOLÓGICA E INTERPRETAÇÃO PATRIMONIAL.

João Azenha da Rocha

09h20 – A AZENHA DE BAIRROS – TÉCNICAS TRADICIONAIS DE CONSTRUÇÃO ENTRE A ÁGUA E A TERRA.

Rogério Bruno Guimarães Matos

09h40 – PATRIMÓNIO CONSTRUÍDO … LEGADO DE GERAÇÕES.

Helena da Graça Barros Pires

10h00 - (RE) PISANDO O BARRO: A PRODUÇÃO DA CERÂMICA ARTESANAL NA CHAPADA DIAMANTINA- BAHIA, BRASIL.

Mariely Cabral de Santana e Eugenio de Avila Lins

10h20 - A COR NA ARQUITETURA POPULAR DO ALGARVE: CONTEXTOS, MESTRIAS E SABERES NA CONSTRUÇÃO DA CASA E DOS MONTES RURAIS ALGARVIOS.

Marta Santos

10h40 - MÉTODOS MODERNOS DE CONSTRUÇÃO (MMC) NA PRODUÇÃO DA ARQUITECTURA POPULAR HABITACIONAL NO BRASIL.

Carlos Alberto de Jesus Barbosa

11h00 – CRÍTICA À “GRELHA C.I.A.M.” E “ARQUITECTURA POPULAR EM PORTUGAL”.

Francisco Portugal e Gomes (Comunicação da Temática 4)

11h20 – Intervalo

11h30 – Palestra

TRADIÇÕES E MODERNISMOS NA ARQUITETURA PORTUGUESA

Nuno Portas, Universidade do Porto

12h30 – Pausa para almoço (livre)

14h00 – REABILITAÇÃO INTEGRADA DE SISTEMAS CONSTRUTIVOS TRADICIONAIS: CONTRIBUTO PARA A REABILITAÇÃO INTEGRADA DOS SISTEMAS CONSTRUTIVOS TRADICIONAIS NO CONTEXTO PAISAGEM CULTURAL NAS ZONAS SERRANAS DO SOTAVENTO ALGARVIO.

José Lima Ferreira

14h20 - A INFLUÊNCIA DA ARQUITECTURA POPULAR NA ARQUITECTURA SUSTENTÁVEL / BIOCLIMÁTICA CONTEMPORÂNEA.

Ana Patrícia Gabriel Mestre

14h40 - MINKA – A CASA DO IMIGRANTE JAPONÊS NO VALE DO RIBEIRA- SP.

Akemi Hijioka, Bianca dos Santos Joaquim e Akemi Ino15h00 - TRANSFORMAÇÃO DO SABER-FAZER DO CARPINTEIRO NA PRODUÇÃO DE CONSTRUÇÕES EM MADEIRA NO BRASIL.

Luciana da Rosa Espíndola

15h20 - CONTACTOS, CONFRONTOS E REECONTROS COM A ARQUITECTURA E O POVOAMENTO VERNACULAR TROPICAL - DOIS EXEMPLOS: Sofala (Moçambique) e Baucau (Timor-Leste).Miguel Sopas de Melo Bandeira

15h40 - A INTEGRAÇÃO DAS TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO TRADICIONAL NA ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA – UMA REFLEXÃO.

Anabela Mendes Moreira e Inês Domingues Serrano

16h00 – Intervalo

Temática 7: A Arquitetura Popular, a preservação da cultura, valores sociais e económicos

Comunicações:

16h10 – CASA LAMBERT – PRESERVAÇÃO DE TESTEMUNHO ARQUITETÔNICO DA IMIGRAÇÃO ITALIANA NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO/BR DE FINS DO SÉCULO XIX.

Maria Cristina Coelho Duarte16h30 - AS RAÍZES DOS QUE PARTIRAM – ARQUITETURA POPULAR PORTUGUESA EM IMAGENS DIGITAIS.

José Alexandre Cardoso Marques

16h50 - UMA REVISITA ÀS COMUNIDADES SERRANAS DO NORTE DE PORTUGAL ATRAVÉS DO PATRIMÓNIO E DA MEMÓRIA DAS BRANDAS E INVERNEIRAS. NÚCLEOS POPULACIONAIS, COMUNITARISMO E TURISMO SUSTENTÁVEL.

José da Cunha Barros

17h10 - FECHAR A PORTA AO MAL: O APOTROPISMO AINDA EM USO NA CONSTRUÇÃO POPULAR DO CONCELHO DE BARCELOS (PORTUGAL)

Cláudio Laranjeira Brochado

17h30 - ARQUITETURA SOBRE ARQUITETURAS - PROJETAR O MUTÁVEL NA EXPRESSÃO DA PERMANÊNCIA.

Pedro Manuel Ferreira da Silva e Sousa

17h50 - ARQUITETURA POPULAR PORTUGUESA: LIÇÕES DE SUSTENTABILIDADE PARA A ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA.

Jorge Emanuel Pereira Fernandes, Ricardo Filipe Mesquita da Silva Mateus e Luís Bragança

18h10 – ALDEIAS ABANDONADAS, NA ÁREA METROPOLITANA DE LISBOA: ESTUDO COMPARATIVO E VALORIZAÇÃO PATRIMONIAL.

Marisa Filipe, José Manuel de Mascarenhas e Leonor Themudo Barata

18h30 – Intervalo

18h40 – Palestra

MANIFESTAÇÕES DA ARTE POPULAR E A SUA RELAÇÃO COM A SOCIEDADE CIVIL. UM CASO DE ESTUDO

Fernando Real, Fundação Côa Parque

19h40 – Sessão de encerramento

20h30 – Jantar do Colóquio.

Local: Sala 1

Temática 7: A Arquitetura Popular, a preservação da cultura, valores sociais e económicos

Comunicações:09h00 – A (IN)CONSCIÊNCIA DA ARQUITECTURA POPULAR E DA PAISAGEM NAS ÚLTIMAS DÉCADAS. CASOS EM PONTE DA BARCA, NO ALTO LIMA.

Marta Miranda Marques

09h20 – O PROCESSO DA PRESERVAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES HISTÓRICAS E SUA INFLUÊNCIA NO DESENVOLVIMENTO URBANO DE PIRATINI- RS.

Maria Beatriz Medeiros Kother

09h40 – A RECUPERAÇÃO DOS MOINHOS DAS RIBEIRAS DE ALFERREIRA E BARROCAS, GAVIÃO: A PRESERVAÇÃO SUSTENTÁVEL DOS VALORES NATURAIS E CULTURAIS.

Rogério Paulo da Costa Amoêda10h00 – A REINVENÇÃO DO PALHEIRO - PROJETO PARA A REABILITAÇÃO DE PALHEIROS DO SAL NA ILHA DA MURRACEIRA.

João Pedro de Figueiredo Lopes Pedrosa10h20 - CONSERVAÇÃO E RESTAURO DA TÉCNICA: QUESTÕES E POSSIBILIDADES.

Daniel Juracy Mellado Paz

10h40 - PORTUZELO: AS ARQUITECTURAS DA LAVOURA (E A SUA PRESERVAÇÃO) NUMA ALDEIA DA RIBEIRA LIMA.

Fabíola Franco Pires

11h00 – Intervalo Sábado 6 Abril

08h30- 18h00 – Visita a exemplos de arquitetura popular rural no concelho de Arcos de Valdevez.

(A organização do Colóquio disponibiliza autocarro gratuito, mediante inscrição/informação prévia junto do Secretariado; almoço livre na localidade de Soajo).

ARCOS DE VALDEVEZ DIVULGA ATIVIDADES CULTURAIS EM ABRIL

Música/ Indie/Folk:

12 de Abril

sexta às 22h00

Auditório da Casa das Artes

PEDRO E OS LOBOS

“Num mundo quase perfeito”, é o novo disco de Pedro e os Lobos, que marca de igual modo o regresso desta formação ao Auditório da Casa das Artes arcuense.

Uma vez mais a música do compositor Pedro Galhoz remete-nos para um Universo de paisagens musicais "Cinemáticas". Este é um disco repleto de músicas, que facilmente poderiam fazer parte da banda sonora de episódios das nossas vidas.

"Num Mundo quase perfeito" É um conjunto de retratos irónicos e por vezes até críticos do mundo que nos rodeia, que construímos ou destruímos, estabelecendo um paralelismo entre o que temos e o que poderíamos ter. As guitarras são intensas, num misto de áspero, inóspito e atmosférico. As referências e o respeito pelos velhos mestres são como uma imagem de marca que Pedro Galhoz orgulhosamente carrega ao longo de múltiplos caminhos.

"Os Lobos que colaboraram na criação deste novo disco são um conjunto de músicos que muito admiro. Sem eles nunca teria conseguido levar a cabo esta tarefa". Eles são: Patricia Andrade (Voz), João Novais (Melech Mechaya, Contrabaixo) Rui Berton (Plastica, Bizarra Locomotiva, Bateria e percussão), Ivan Cristiano (UHF,Bateria) João Rui (A Jigsaw, Voz), Tó Trips (Dead Combo, Guitarras), Carlos Nobre (Algodão e Da Weasel, Voz)".

pedro e os lobos 2013- outdoor

Dança/Contemporânea:

13 de Abril

sábado às 22h00.

Auditório da Casa das Artes

AMADEUS

Companhia de Dança de Aveiro

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O tratar do corpo, sua descoberta a aperfeiçoamento, nas suas disposições espaciais num grande tabuleiro, onde as variadas formas comunicam entre si, levam os bailarinos a uma conjugação num entusiástico ritmo colorido, proporcionado por Wolfgang Amadeus Mozart, nestas obras musicais com piano e orquestra.

As cores procuram recortar os corpos, revelando formas, obrigando o intérprete à utilização desse instrumento, projetando a Dança nas suas mais variadas possibilidades.

Amadeus procura o estar e o não estar só. São como notas introduzidas nas obras deste compositor. Obras amadas, obras invejadas e obras endeusadas, que agora são revistas por corpos soltos no espaço, preenchendo o que resta desse espaço à volta desses corpos. Corpos que por vezes estão sós, por outras estão juntos, agrupando, experimentando e permitindo a arte de se relacionarem, de se investigarem, de se doarem.

A arte de Amadeus Dançar.

puerto flamenco- agenda

Dança/Flamenco:

19 de Abril

sexta às 22h00.

Auditório da Casa das Artes

PUERTO FLAMENCO

(Espanha)

Puerto Flamenco é uma inovadora companhia de Flamenco sediada em Sevilha e que representa as novas tendências do Flamenco original.

A incontida energia, emoção crua e virtuosismo têm causado reações avassaladoras em públicos um pouco por todo o mundo.

Junto há mais de uma década, Puerto Flamenco reúne músicos aclamados como Eduardo Trassiera e os bailarinos Jesus Herrera, vencedor de La Perla de Cadiz, e Francesca “La Chica”, uma força crua que celebra a paixão e força da feminilidade.

Um espetáculo único, a não perder.

Música/Poesia/Textos:

puerto flamenco- outdoor e destaque abril agenda

27 de Abril

sábado às 22h00

Auditório da Casa das Artes

“DE ABRIL A MAIO"

Com o ator Pedro Giestas e a cantora Vânia Fernandes

Abril de 74 provocou não só uma revolução na conjuntura politica mas também se perfilou como um importante foco cultural. De mudança. De Afirmação. De Liberdade.

Uma viagem cultural ao mundo de Abril, que começou antes e perdurou para depois de 74.

Música. Textos. Poesia. "De Abril a Maio" é a conjugação das palavras nas diferentes formas de expressão cultural.

Em palco a interligação de performances resulta num espetáculo intuitivo e multicultural, com leituras em palco do ator Pedro Giestas, a voz notável de Vânia Fernandes, apoiados por uma base musical de qualidade, e a participação, com leituras adicionais de textos, de alunos do Agrupamento de Escolas de Valdevez e da Escola Básica de Távora.

Recordar os grandes temas de Abril, conjugando-as com os nomes maiores da poesia de intervenção, como Ary dos Santos, Manuel Alegre, entre outros.

de abril a maio- agenda

Performnce de Dança Contemporânea:

29 de Abril

segunda às 22h00

Casa das Artes

COMEMORAÇÕES DO DIA MUNDIAL DA DANÇA 2013

“Perante o Desconhecido”

O espírito deve estar tranquilo como a superfície calma de um lago. Tranquilo mas preparado para acorrer em qualquer direção que seja necessário. O espelho dessa água tranquila reflete também tudo o que nos rodeia.

Coreografia: Sónia Cunha

Interpretes: Sónia Cunha e Leonor Teixeira

Co-produção: Município/Casa da Artes de Arcos de Valdevez e Movimento Incriativo.

jovens talentos

Outras atividades/concurso de novos valores:

20 de Abril

sexta às 15h00 (Mini Jovens Talentos) e às 22h00 (Jovens Talentos)

Auditório da Casa das Artes

CONCURSO MINI JOVENS TALENTOS E CONCURSO JOVENS TALENTOS

Organização da Associação Social Recreativa Juventude de Vila Fonche/Juventude

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Outras atividades/Colóquio

3 a 6 de Abril

Casa das Artes

COLÓQUIO INTERNACIONAL DE ARQUITECTURA POPULAR

O Município de Arcos de Valdevez organiza este Colóquio, convidando para esse efeito investigadores de diferentes áreas científicas a refletir sobre este tema nas suas vertentes arquitetónicas, urbanísticas e culturais. A Comissão Científica do Colóquio integra investigadores de diversas universidades e instituições de Portugal, de Espanha e do Brasil, e que vêm trabalhando este tema.

A Arquitetura Popular é uma componente essencial e elemento definidor da cultura de um povo. Inclui-se neste conceito não apenas a Arquitetura no sentido estrito, mas também as suas relações com as formas de organização do território, as estruturas de povoamento e de organização urbana. A compreensão desta cultura arquitetónica de raiz popular é essencial para a permanência da memória, das tradições e da cultura das comunidades, para a preservação da sua identidade e o respeito pela sua história, sendo determinante para evitar a destruição da paisagem. Torna-se necessário estudar e divulgar esta cultura arquitetónica, explicitando a importância da preservação deste património, que deve desempenhar um papel cada vez mais importante como referência para o futuro das comunidades, como motor de desenvolvimento económico e social e como referência para uma arquitetura contemporânea enraizada na nossa cultura e tradições.

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Exposição temática de painéis fotográficos:

3 de Abril a 5 de Maio

Campo do Trasladário

ARQUITECTURA POPULAR- ARQUITECTURAS DO GRANITO

Autoria de Manuel Teixeira. Inserida no Colóquio Internacional de Arquitectura Popular 

Exposição temática de fotografia:

3 de Abril a 26 de Maio

Foyer do Auditório da Casa das Artes

ARQUITECTURAS POPULARES:

MEMÓRIAS DO TEMPO E DO PATRIMÓNIO CONSTRUÍDO

Autoria de António Menéres. Inserida no Colóquio Internacional de Arquitectura Popular 

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CINEMA

30 e 31 de Março

Sábado e domingo às 22h00

DIE HARD - NUNCA É BOM DIA PARA MORRER

Acção, Thriller, Crime – M/12

Realização: John Moore

Intérpretes: Bruce Willis, JaiCourtney, Patrick Stewart, Sebastian Koch, Cole Hauser, Amaury Nolasco, MegalynEchikunwoke, AkselHennie, Anne Vyalitsyna, AttilaÁrpa, Pasha D. Lychnikoff, YuliyaSnigir, ZoleeGanxsta, NorbertNövényi

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7 de Abril

Domingo às 15h e às 22h

O MENTOR

Drama – M/16

Realização: Paul Thomas Anderson

Intérpretes: Amy Adams, Jesse Plemons, Joaquin Phoenix, Laura Dern, Philip Seymour Hoffman, Rami Malek

O MENTOR

14 de Abril

Domingo às 15h e às 22h

LINCOLN

Drama – M/12

Realização: Steven Spielberg

Intérpretes: Daniel Day-Lewis, David Strathairn, Hal Holbrook, James Spader, Jared Harris, John Hawkes, Joseph Gordon-Levitt, Sally Field, Tommy Lee Jones

LINCOLN

21 de Abril

Domingo às 15h e às 22h

OZ, O GRANDE E PODEROSO

Acção, aventura – M/12

Realização: Sam Raimi

Intérpretes: Abigail Spencer, James Franco, Michelle Williams, Mila Kunis, Rachel Weisz

OZ

28 de Abril

Domingo às 15h e às 22h

O IMPOSSÍVEL

Thriller – M/12

Realização: Juan Antonio Bayona, Sergio G. Sánchez

Intérpretes: Ewan McGregor, Geraldine Chaplin, Naomi Watts, Ploy Jindachote, Tom Holland

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EXPOSIÇÃO DO MUNDO PORTUGUÊS DIVULGOU A ARQUITETURA TRADICIONAL DO MINHO

Em 1940, realizou-se em Lisboa a Exposição do Mundo Português, evento comemorativo do duplo centenário da Fundação da Nacionalidade e da Restauração da Independência.

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Inaugura pelo então presidente da república, marechal Carmona, o qual se fez acompanhar do Presidente do Conselho de Ministro, Prof. Dr. Oliveira Salazar e do Ministro das Obras Públicas, Engº Duarte Pacheco, a exposição do Mundo Português traduziu-se num grandioso evento levado a efeito num momento em que a Europa mergulhava numa guerra que haveria de alastrar-se á escala mundial, tendo recebido cerca de três milhões de visitantes.

Com a sua realização, Lisboa renovou por completo a zona ocidental da cidade, dando nomeadamente origem à Praça do Império e levado recuperação de muitos monumentos em todo o país e à construção de uma vasta série de equipamentos sociais e culturais, de entre os quais se salientam as chamadas “escolas dos centenários” e o Aeroporto de Lisboa.

No âmbito da Exposição do Mundo Português propriamente dita, foi dada a conhecer aos visitantes a arquitetura tradicional de várias regiões portuguesas, num espaço alusivo às “Aldeias de Portugal”. As fotos que junto se publicam são da autoria de Eduardo Portugal e mostram-nos uma panorâmica das casas regionais do Minho.

Os negativos das fotografias são de gelatina e prata em acetato de celulose.

Fotos: Arquivo Municipal de Lisboa

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O FORTE DA ÍNSUA NA FOZ DO RIO MINHO

O Forte da Ínsua localiza-se na freguesia de Moledo, no Concelho de Caminha, Distrito de Viana do Castelo, em Portugal. Ergue-se na ínsua de Santo Isidro, ao Sul da foz do rio Minho, limite Norte do litoral português, a cerca de duzentos metros da costa.

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Antecedentes

Esta pequena ilha foi primitivamente utilizada como local de culto. Em época cristã, nela se erguia uma pequena ermida sob a invocação de Nossa Senhora da Ínsua.

O primitivo forte

Posteriormente, sob o reinado de D. João I (1385-1433), franciscanos da Galiza aí ergueram um mosteiro, em 1388 ou 1392. Alguns autores acreditam que remonte a esta época a primeira defesa do local, com a função de proteção da barra daquele rio e dos religiosos.

Mais tarde, o rei D. Manuel I (1495-1521), de passagem quando em peregrinação a Santiago de Compostela, teria reformado e ampliado essa defesa (1512), o mesmo providenciando D. Filipe I (1580-1598) durante a Dinastia Filipina. Não existem vestígios dessas alegadas estruturas.

O forte setecentista

Em região fronteiriça estratégica para o acesso a Caminha, a atual estrutura deve-se ao contexto da Guerra da Restauração da independência portuguesa, durante o reinado de D. João IV (1640-1656), entre 1649 e 1652, por determinação de D. Diogo de Lima.

Reparada e reforçada nos séculos seguintes, veio a conhecer o abandono até que, em 1940, passou para a responsabilidade do Ministério das Finanças.

Atualmente em condições precárias de conservação, registrou a perda dos madeiramentos dos telhados e das telhas, dos azulejos seiscentistas, das pinturas e das imagens da capela. O remanescente pode ser visitado pelo público, sendo a travessia até à ínsula feita por pequenas embarcações locais.

Características

O forte apresenta planta no formato de um polígono quadrangular com baluartes nos vértices. Um revelim protege o portão armoriado. Em torno do terrapleno, ao abrigo das muralhas, encontram-se os depósitos e quartéis da tropa. Ao centro encontram-se as edificações de serviço: Casa de Comando e Quartel da Tropa, cozinha, paiol e capela. Uma fonte de água potável abastecia a guarnição, composta por um Governador (comandante) e doze praças, revezados semanalmente.

Texto e fotos: http://www.skyscrapercity.com/

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PONTE DE LIMA: QUEM ACODE À PONTE DE ESTORÃOS?

In jornal “NOVO PANORAMA”, nº 86, de 10 de janeiro de 2013

As recentes chuvadas fizeram subir drasticamente o caudal dos cursos de água na nossa região, destruindo um talha-mar da ponte romana de Estorãos e colocando em risco a sua própria preservação. Parafraseando o poeta, “Do rio que tudo arrasta se diz que é violento./Mas ninguém diz violentas/As margens que o comprimem”. Por outras palavras, importa saber se as principais causas dos danos causados a esta obra de arte não resultarão de erros provocados pelo homem na sua relação com o rio, mormente a regularização do seu leito e das suas margens.

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Os engenheiros romanos revelaram-se verdadeiros sábios nas técnicas de construção de pontes, a comprovar pela utilização que delas ainda é feita nos nossos dias, inclusive para a circulação automóvel. Ao procederem à sua construção, os romanos calcularam com precisão o caudal do rio de modo a dotarem-na de uma estrutura capaz de resistir à força das correntes, incluindo a dimensão dos arcos e talha-mares quando as águas atingissem as cotas mais elevadas.

Com três arcos de volta perfeita, a ponte dispõe encostados aos pegões de três talha-mares triangulares bastante salientes, denunciando intervenções arquitetónicas posteriores à fase inicial da sua construção, como aliás confirmam os estudiosos. Não obstante, a ponte de Estorãos atingiu o estado de ruínas na década de quarenta do século passado, tendo em 1949 sido objeto de intervenção por parte da Câmara Municipal de Ponte de Lima que procedeu à substituição do pavimento, consolidação das juntas e renovação das guardas.

A situação atual da ponte de Estorãos exige uma rápida intervenção que consolide a sua estrutura sem colocar em causa as suas caraterísticas arquitetónicas. Sem prejuízo de melhor opinião, será muito provavelmente necessário proceder a um estudo prévio dos níveis e caudais de cheia e a um estudo geotécnico por forma a avaliar as condições das fundações resultantes dos efeitos do escoamento da água, agravado quando em situação de cheia, e ainda a possível deterioração da alvenaria ao longo do tempo. A intervenção propriamente dita poderá eventualmente contemplar o restabelecimento do leito do rio a montante e a jusante da ponte, a consolidação das fundações através de injeção da alvenaria e enrocamento das fundações atuais, a consolidação e reforço da estrutura de alvenaria e, naturalmente, a reconstrução do talha-mar destruído.

Classificada como de Interesse Municipal ao abrigo do Decreto n.º 129/77, publicado em Diário da República, I Série, n.º 226, de 29 de setembro de 1977, a ponte romana na freguesia de Estorãos, no concelho de Ponte de Lima, é um exemplar da arquitetura civil que na época romana ligava Braga ao noroeste da Península Ibérica através de Ponte de Lima. Merece, pois, os maiores cuidados por parte das entidades oficiais, atenção que deverá estender-se ao rio e área envolvente em que aquela obra de arte se integra.

Foto: https://www.facebook.com/serra.dearga.7

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Rua Agostinho José Taveira * 4990-072 * Ponte de Lima * http://novopanorama.pontedelima.com

“PORTUGAL DOS PEQUENITOS” EM COIMBRA MOSTRA UMA AZENHA DO MINHO

As imagens representam uma azenha do Minho, integrada na seção etnográfica do Minho no Portugal dos Pequenitos, em Coimbra, projetado pelo arquiteto Cassiano Branco.

O arquiteto Cassiano Branco pretendeu apresentar uma réplica dos diferentes tipos de arquitetura habitacional típica de cada região, mas também aquela que se liga diretamente com as atividades ou profissões mais significativas do Portugal tradicional.

Foto: Arquivo Municipal de Lisboa

“PORTUGAL DOS PEQUENITOS” EM COIMBRA MOSTRA A CASA TRADICIONAL MINHOTA

A imagem representa o alçado principal de uma casa tradicional minhota, integrada na seção etnográfica do Minho no Portugal dos Pequenitos, em Coimbra, projetado pelo arquiteto Cassiano Branco.

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O arquiteto Cassiano Branco pretendeu apresentar uma réplica dos diferentes tipos de arquitetura habitacional típica de cada região, mas também aquela que se liga diretamente com as atividades ou profissões mais significativas do Portugal tradicional.

Fonte: Arquivo Municipal de Lisboa

ARQUITETO CASSIANO BRANCO PROJETOU A SECÇÃO ETNOGRÁFICA DO MINHO NO "PORTUGAL DOS PEQUENITOS" EM COIMBRA

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O arquiteto Cassiano Branco foi o autor do projeto da secção etnográfica do Minho integrada na área designada por Portugal Monumental. O autor pretendeu apresentar uma réplica dos principais monumentos da cada província, projetando assim "sínteses etnográficas". As imagens representam os alçados laterais direito e esquerdo da área representativa do Minho.

Fonte: Arquivo Municipal de Lisboa

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HERITAGE & NATURE REALIZA WORKSHOP DE FOTOGRAFIA DE ARQUITETURA

18 e 19 de Janeiro - Workshop de Fotografia de Arquitetura

Poderá aprender ou melhorar os seus conhecimentos fotográficos no campo da fotografia de Arquitetura. Terá uma componente teórica e uma saída de campo para colocar em prática o que vai aprender.

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Neste workshop a aprendizagem é prática. O participante será convidado a levar a cabo alguns exercícios e a entender causas e efeitos na obtenção da imagem final, aprendendo a analisar a luz e a adaptar-se ao terreno.

FORMADOR: Sérgio Jacques

PROGRAMA

Sábado | 18 de Janeiro

10h00 Hotel AXIS (Viana do Castelo)

Receção aos participantes e sessão teórica:

Fotografar espaços públicos

Fotografia da Rua

13h00 Pausa para Almoço Livre

14h30 Percurso pela cidade

Fotografia documental e de arquitetura (visita à Biblioteca Municipal e ao Coliseu)

Sessão fotográfica com o acompanhamento do fotógrafo Sérgio Jacques

19h30 Fim do primeiro dia de trabalho

Domingo | 19 de Janeiro

10h00 Hotel AXIS

Visualização do trabalho realizado

Edição de Fotografias

12h30 Encerramento dos trabalhos e entrega dos certificados de participação

Inscrições:até 16 de Janeiro

Nº mínimo de participantes: 10

Preço por pessoa: 60.00€

Material necessário: Máquina digital SLR ou compacta

EM COIMBRA, “PORTUGAL DOS PEQUENITOS” MOSTRA O MINHO

A imagem representa o alçado posterior da seção etnográfica do Minho no Portugal dos Pequenitos, em Coimbra, projetado pelo arquiteto Cassiano Branco.

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Nela se apresenta uma combinação representativa do Arco, em Braga, o Solar de Paço de Calheiros, a janela do Palácio do Visconde da Carreira, em Viana do Castelo, a casa do século XV, em Viana do Castelo, a Casa do Carvalhal (Suardizela), em Guimarães e um arco, no Minho.

Na área designada por Portugal Monumental, o autor pretendeu apresentar uma réplica dos principais monumentos da cada província, projetando assim "sínteses etnográficas".

Fonte: Arquivo Municipal de Lisboa

O MINHO NO “PORTUGAL DOS PEQUENITOS” EM COIMBRA

A imagem representa o alçado lateral direito e o alçado lateral esquerdo da seção etnográfica do Minho no Portugal dos Pequenitos, em Coimbra, projetado pelo arquiteto Cassiano Branco.

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Nela se apresenta uma combinação representativa da Casa de João Velho, em Viana do Castelo, do Arco, em Braga, do Paço de Calheiros, da Casa de Carvalhal, em Guimarães, da janela da Casa dos Coimbras, em Braga, da janela e grades da Colegiada de Nossa Senhora, em Guimarães, da Casa dos Paivas, em Braga, da Torre do Relógio, em Caminha e do pelourinho, em Ponte da Barca

Na área designada por Portugal Monumental, o autor pretendeu apresentar uma réplica dos principais monumentos da cada província, projetando assim "sínteses etnográficas".

Fonte: Arquivo Municipal de Lisboa

O MINHO NO PORTUGAL DOS PEQUENITOS, EM COIMBRA

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A imagem documenta o “Alçado Principal da Secção Etnográfica do Minho” no Portugal dos Pequenitos, em Coimbra, segundo o projeto do arquiteto Cassiano Branco, datado de 1941.

O desenho descreve o alçado principal do arco da Casa dos Paivas em Braga, do pelourinho de Ponte da Barca, da Torre do Relógio em Caminha, da Câmara Municipal de Guimarães, do Castelo de Melgaço, da Casa dos Coimbras, em Braga, do Castelo de Guimarães, do Castelo de Viana do Castelo, da Casa de João Velho, em Viana do Castelo e do Arco, em Braga.

Foto: Arquivo Municipal de Lisboa

CASA DOS CRIVOS, EM BRAGA, NA DÉCADA DE 20 DO SÉCULO PASSADO

A fotografia é da autoria de Eduardo Portugal, data de 1926 e documenta a Casa dos Crivos ou Casa das Gelosias, na rua de São Marcos, em Braga.

A fotografia possui a seguinte nota: “Exemplar único de um tipo de cada frequente nos séculos XVII e XVIII, é o melhor exemplo da religiosidade conservadora de Braga que fazia cobrir as janelas com gelosias, obrigando as mulheres a um recato absoluto”.

O negativo da fotografia é de gelatina e prata em vidro.

Foto: Arquivo Municipal de Lisboa

MELGAÇO: A CAPELA DE NOSSA SENHORA DA ORADA EM MEADOS DO SÉCULO XX

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As imagens e apresentam a capela de Nossa Senhora da Orada, em Melgaço, tendo sido tiradas em meados do século passado. Retratam a fachada principal do monumento que data do século XIII, a porta principal e o tímpano do pórtico.

Em estilo românico, de uma só nave, a capela pertenceu aos monges de Fiães, em Melgaço, até à extinção das ordens religiosas, em 1834.

As fotos são da autoria de Mário Novais e encontram-se à guarda da Biblioteca Nacional de Portugal.

Um aspeto do pórtico da capela de Nossa Senhora da Orada, em Melgaço

Pormenor da tímpano do pórtico

VILA PRAIA DE ÂNCORA: FORTE DO CÃO CONSTITUI UM MARCO HISTÓRICO QUE EVOCA AS GUERRAS DA RESTAURAÇÃO

Situado a sul de Vila Praia de Âncora no sítio denominado por lugar da Gelfa, o Forte do Cão constitui um pequeno fortim edificado após o termo das guerras da Restauração como meio de prevenir um possível ataque da Armada espanhola. Este fortim inseria-se num sistema defensivo que incluía os fortes da Vinha, na Areosa, de Montedor em Carreço, da Lagarteira em Vila Praia de Âncora e da Ínsua, em Moledo, com vista a reforçar a defesa da costa atlântica do Alto Minho. O forte do Cão foi construído entre 1699 e 1702, encontrando-se atualmente classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1967.

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De planta estrelada, dispõe de quatro baluartes, apresentando a face curva voltada para o mar a fim de reduzir o impacto dos projéteis, apresentando uma tipologia inspirada no chamado estilo Vauban de fortificação, concebido pelo arquiteto militar francês Sébastien Le Preste, marquês de Vauban, que viveu ao tempo de Luís XIV, influência a que certamente não foi alheio o apoio da França à causa da Restauração em Portugal.

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ARCOS DE VALDEVEZ RECEBE COLÓQUIO INTERNACIONAL SOBRE ARQUITETURA POPULAR

Colóquio Internacional

Arquitectura Popular

Conceitos e expressões

Valores culturais, sociais e económicos

Casa das Artes | Arcos de Valdevez | Portugal

3 a 6 Abril 2013

«A Arquitectura Popular é uma componente essencial e elemento definidor da cultura de um povo. Inclui-se neste conceito não apenas a Arquitectura no sentido estrito, mas também as suas relações com as formas de organização do território, as estruturas de povoamento e de organização urbana. A compreensão desta cultura arquitectónica de raiz popular é essencial para a permanência da memória, das tradições e da cultura das comunidades, para a preservação da sua identidade e o respeito pela sua história, sendo determinante para evitar a destruição da paisagem. Torna-se necessário estudar e divulgar esta cultura arquitectónica, explicitando a importância da preservação deste património, que deve desempenhar um papel cada vez mais importante como referência para o futuro das comunidades, como motor de desenvolvimento económico e social e como referência para uma arquitectura contemporânea enraizada na nossa cultura e tradições

Neste sentido, «o Município de Arcos de Valdevez vai organizar um Colóquio Internacional sobre Arquitectura Popular, nos dias 3 a 6 de Abril de 2013, convidando para esse efeito investigadores de diferentes áreas científicas a reflectir sobre este tema nas suas vertentes arquitectónicas, urbanísticas e culturais. A Comissão Científica do Colóquio integra investigadores de diversas universidades e instituições de Portugal, de Espanha e do Brasil, e que vêm trabalhando este tema.»

Para ficar a conhecer as áreas temáticas, o programa provisório, e outras informações, aceder a https://www.sites.google.com/site/coloquioarquitecturapopular/

THEATRO CIRCO DE BRAGA É UMA DAS MAIS MAGNÍFICAS SALAS DE ESPETÁCULO DO MINHO

Situado em plena avenida da Liberdade, na cidade de Braga, o Theatro Circo é uma das mais magníficas salas de espetáculo do nosso país. A sua construção foi iniciada em 1911, tendo sido inaugurado em 21 de abril de 1915 com a atuação do Éden Teatro de Lisboa que apresentou a opereta “A Rainha das Rosas”, de Ruggero Leoncavallo. O projeto é da autoria do arquiteto João de Moura Coutinho.

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Nesta sala representaram-se grandiosos espetáculos como as óperas “Madame Butterfly, de Puccini e a “Aida”, de Verdi. Do teatro ao cinema, da música ao circo, foram inúmeros os espetáculos que ali tiveram lugar e os atores que subiram ao palco, sendo de destacar em 1935, o início da atividade artística da Sociedade dramática Bracarense.

A recente requalificação da avenida da Liberdade veio realçar a magnífica fachada do Theatro Circo de Braga e torná-lo um local ainda mais convidativo.

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SANTUÁRIO DO SAMEIRO É O SEGUNDO MAIOR CENTRO DE DEVOÇÃO MARIANO EM PORTUGAL

Situado em Braga, o Santuário do Sameiro é o maior centro de devoção mariana em Portugal, depois de Fátima. A sua construção teve início em 1863, por iniciativa do padre Martinho Pereira da Silva, à época vigário de Braga, o qual mandou colocar no cimo do monte uma imagem de Nossa Senhora da Conceição.

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A construção do monumento à Imaculada Conceição no Monte do Sameiro levou à criação de uma comissão encarregada de angariar fundos para essas mesmas obras. A comissão tratou, também, da construção de uma capela comemorativa do primeiro Concilio Vaticano e da definição dogmática da infalibilidade do Papa. Porém, a necessidade de se criar uma organização mais estável levou à criação em 1877, da Confraria da Imaculada Conceição do Monte Sameiro, a qual veio a receber do Rei D. Luís o título de Real.

Em forma de cruz latina, a Basílica do Sameiro apresenta uma arquitetura de estilo neoclássico, dela sobressaindo o zimbório e duas torres que contêm o carrilhão de sinos. No seu interior, o altar-mor em granito branco polido, o magnífico sacrário revestido a prata cinzelada e a imagem da Senhora do Sameiro atraem a atenção dos visitantes. Defronte do templo, situa-se o grandioso escadório e, sobre dois imponentes pilares, as estátuas da Virgem Maria e do Sagrado Coração de Jesus.

Sob o lema “Com Maria, Professamos a Nossa Fé”, realiza-se no próximo domingo, dia 19 de agosto, a peregrinação ao Santuário do Sameiro.

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BRAGA: GALERIA DA CASA DOS CRIVOS INAUGURA AMANHÃ EXPOSIÇÃO DE AGUARELAS DE BEATRIZ LAMAS DE OLIVEIRA

A galeria da Casa dos Crivos, em Braga, inaugura amanhã, dia 28 de abril, pelas 17 horas, a exposição de aguarelas “Raízes Nossas” da autoria da pintora bracarense Beatriz Lamas de Oliveira. A exposição ficará patente ao público até ao dia 19 de maio. A Casa dos Crivos encontra-se situada na Rua de São Marcos.

Para além do seu aspeto estético, a pintura de Beatriz Lamas de Oliveira revela-se de grande importância como um meio de sensibilização para a defesa e preservação do património, mormente nas suas vertentes arquitetónicas e paisagísticas. Por essa razão, a arquiteta Fátima Pereira, imbuída do mesmo espírito, dedicou à obra da pintora as palavras que a seguir se reproduzem.

“A imagem da cidade tem lugar na mente de quem percorre, permanece ou simplesmente vislumbra a cidade. É entendida como a representação mental da cidade existente em cada um. Corporiza-se pelo somatório integrado de comportamentos sociais, de construções, de expressões culturais. É o resultado da ação combinada dos seus atores, do cidadão, do turista, e do visitante.

Existem elementos arquitetónicos, com valor patrimonial ou simplesmente com valor enquanto referência identitária do espaço que formam a imagem que cada um tem da urbe. No entanto, da imagem também faz parte o encontro, a abordagem ao outro, o estar com o outro, faz parte o velhinho que pontua a rua, o pedinte que toca acordeão e que aborda, faz parte o colorido do mercado, e o pregão da vendedora. A imagem da cidade é o resultado dos factos históricos e/ou relevantes mas também de acontecimentos banais, de ações do quotidiano que marcam socialmente. É importante que imagens e representações que hoje fazem parte do nosso imaginário da urbe sejam preservadas em prol da nossa identidade. A realidade da cidade faz parte da fundação da nossa identidade, do nosso espaço de conforto.

A imagem da cidade é um capital importantíssimo para a sua competitividade. Planear, posicionar e promover a imagem da cidade é vital para a consolidação da identidade territorial, para um sentimento de pertença partilhado por todos.

A arte, na multiplicidade da sua expressão perpétua realidades, sentimentos, apropriações do espaço e da natureza humana de todos e de cada um. Tomando o espaço público como ambiente cénico vai proporcionar que imagens presentes não se percam com opções políticas, com mudanças de paradigmas sociais, culturais ou económicos. É importante que o artista tenha a capacidade de interpretar a urbe, o social e o individual, para que o perpetue. É importante que cada um de nós teça contributos para que haja uma consciencialização social do valor de determinadas imagens, para o valor de determinados conjuntos.

Vivemos uma cidade onde as opções politicas poucas as vezes se centram no património, na imagem da cidade, são deixadas ao abandono em prol de ouras intenções não estratégicas porquê se assim fossem davam relevo aquilo que no nosso século e considerado como fator de competitividade: os recursos endógenos. Acordar nos dias de hoje voltado para a realidade patrimonial, pode ser o reconhecimento de uma lacuna ou um tentar de remedeio de opções mal realizadas, ou a força de reconhecer determinados valores em prol de benesses económicas.

O artista é livre, em nome da liberdade de criação, é ilógico impor-lhe limites, mas é-lhe conferida ao mesmo tempo uma responsabilidade de estar atento e de usar essa mesma liberdade em prol de todos. Será e sempre foi da responsabilidade do artista a critica avançada a determinadas opções políticas, pela procura de uma consciencialização e uma mudança de políticas públicas. A arte interpreta a sociedade de forma interventiva e crítica, tem uma ação ética e interventiva e esta possibilidade atribui à obra um certo valor social e uma responsabilidade de intervenção.”

Arqª Fátima Pereira

A pintora é natural de Ferreiros, no Concelho de Braga. Licenciada em Medicina na Faculdade de Medicina de Lisboa, frequentou e concluiu os Cursos de Medicina Tropical no INSA e o de Saúde Publica da ENSP de Lisboa. Exerceu a profissão no Ministério da Saúde, tendo estado colocada em vários pontos do país. Mas, as artes plásticas falaram mais alto e a artista respondeu ao apelo da sua verdadeira paixão que consiste na pintura. Mas, fiquemos com as suas próprias palavras.

BRAGA: GALERIA DA CASA DOS CRIVOS INAUGURA EXPOSIÇÃO DE AGUARELAS DE BEATRIZ LAMAS DE OLIVEIRA

A galeria da Casa dos Crivos, em Braga, inaugura no próximo dia 28 de abril, pelas 17 horas, a exposição de aguarelas “Raízes Nossas” da autoria da pintora bracarense Beatriz Lamas de Oliveira. A exposição ficará patente ao público até ao dia 19 de maio. A Casa dos Crivos encontra-se situada na Rua de São Marcos.

Para além do seu aspeto estético, a pintura de Beatriz Lamas de Oliveira revela-se de grande importância como um meio de sensibilização para a defesa e preservação do património, mormente nas suas vertentes arquitetónicas e paisagísticas. Por essa razão, a arquiteta Fátima Pereira, imbuída do mesmo espírito, dedicou à obra da pintora as palavras que a seguir se reproduzem.

“A imagem da cidade tem lugar na mente de quem percorre, permanece ou simplesmente vislumbra a cidade. É entendida como a representação mental da cidade existente em cada um. Corporiza-se pelo somatório integrado de comportamentos sociais, de construções, de expressões culturais. É o resultado da ação combinada dos seus atores, do cidadão, do turista, e do visitante.

Existem elementos arquitetónicos, com valor patrimonial ou simplesmente com valor enquanto referência identitária do espaço que formam a imagem que cada um tem da urbe. No entanto, da imagem também faz parte o encontro, a abordagem ao outro, o estar com o outro, faz parte o velhinho que pontua a rua, o pedinte que toca acordeão e que aborda, faz parte o colorido do mercado, e o pregão da vendedora. A imagem da cidade é o resultado dos factos históricos e/ou relevantes mas também de acontecimentos banais, de ações do quotidiano que marcam socialmente. É importante que imagens e representações que hoje fazem parte do nosso imaginário da urbe sejam preservadas em prol da nossa identidade. A realidade da cidade faz parte da fundação da nossa identidade, do nosso espaço de conforto.

A imagem da cidade é um capital importantíssimo para a sua competitividade. Planear, posicionar e promover a imagem da cidade é vital para a consolidação da identidade territorial, para um sentimento de pertença partilhado por todos.

A arte, na multiplicidade da sua expressão perpétua realidades, sentimentos, apropriações do espaço e da natureza humana de todos e de cada um. Tomando o espaço público como ambiente cénico vai proporcionar que imagens presentes não se percam com opções políticas, com mudanças de paradigmas sociais, culturais ou económicos. É importante que o artista tenha a capacidade de interpretar a urbe, o social e o individual, para que o perpetue. É importante que cada um de nós teça contributos para que haja uma consciencialização social do valor de determinadas imagens, para o valor de determinados conjuntos.

Vivemos uma cidade onde as opções politicas poucas as vezes se centram no património, na imagem da cidade, são deixadas ao abandono em prol de ouras intenções não estratégicas porquê se assim fossem davam relevo aquilo que no nosso século e considerado como fator de competitividade: os recursos endógenos. Acordar nos dias de hoje voltado para a realidade patrimonial, pode ser o reconhecimento de uma lacuna ou um tentar de remedeio de opções mal realizadas, ou a força de reconhecer determinados valores em prol de benesses económicas.

O artista é livre, em nome da liberdade de criação, é ilógico impor-lhe limites, mas é-lhe conferida ao mesmo tempo uma responsabilidade de estar atento e de usar essa mesma liberdade em prol de todos. Será e sempre foi da responsabilidade do artista a critica avançada a determinadas opções políticas, pela procura de uma consciencialização e uma mudança de políticas públicas. A arte interpreta a sociedade de forma interventiva e crítica, tem uma ação ética e interventiva e esta possibilidade atribui à obra um certo valor social e uma responsabilidade de intervenção.”

Arqª Fátima Pereira

A pintora é natural de Ferreiros, no Concelho de Braga. Licenciada em Medicina na Faculdade de Medicina de Lisboa, frequentou e concluiu os Cursos de Medicina Tropical no INSA e o de Saúde Publica da ENSP de Lisboa. Exerceu a profissão no Ministério da Saúde, tendo estado colocada em vários pontos do país. Mas, as artes plásticas falaram mais alto e a artista respondeu ao apelo da sua verdadeira paixão que consiste na pintura. Mas, fiquemos com as suas próprias palavras.

PINTORA BEATRIZ LAMAS DE OLIVEIRA EXPÕE AGUARELAS NA CASA DOS CRIVOS, EM BRAGA

A galeria da Casa dos Crivos, em Braga, inaugura no próximo dia 28 de abril, pelas 17 horas, a exposição de aguarelas “Raízes Nossas” da autoria da pintora bracarense Beatriz Lamas de Oliveira. A exposição ficará patente ao público até ao dia 19 de maio. A Casa dos Crivos encontra-se situada na Rua de São Marcos.

Para além do seu aspeto estético, a pintura de Beatriz Lamas de Oliveira revela-se de grande importância como um meio de sensibilização para a defesa e preservação do património, mormente nas suas vertentes arquitetónicas e paisagísticas. Por essa razão, a arquiteta Fátima Pereira, imbuída do mesmo espírito, dedicou à obra da pintora as palavras que a seguir se reproduzem. 

“A imagem da cidade tem lugar na mente de quem percorre, permanece ou simplesmente vislumbra a cidade. É entendida como a representação mental da cidade existente em cada um. Corporiza-se pelo somatório integrado de comportamentos sociais, de construções, de expressões culturais. É o resultado da ação combinada dos seus atores, do cidadão, do turista, e do visitante.

Existem elementos arquitetónicos, com valor patrimonial ou simplesmente com valor enquanto referência identitária do espaço que formam a imagem que cada um tem da urbe. No entanto, da imagem também faz parte o encontro, a abordagem ao outro, o estar com o outro, faz parte o velhinho que pontua a rua, o pedinte que toca acordeão e que aborda, faz parte o colorido do mercado, e o pregão da vendedora. A imagem da cidade é o resultado dos factos históricos e/ou relevantes mas também de acontecimentos banais, de ações do quotidiano que marcam socialmente. É importante que imagens e representações que hoje fazem parte do nosso imaginário da urbe sejam preservadas em prol da nossa identidade. A realidade da cidade faz parte da fundação da nossa identidade, do nosso espaço de conforto.

A imagem da cidade é um capital importantíssimo para a sua competitividade. Planear, posicionar e promover a imagem da cidade é vital para a consolidação da identidade territorial, para um sentimento de pertença partilhado por todos.

A arte, na multiplicidade da sua expressão perpétua realidades, sentimentos, apropriações do espaço e da natureza humana de todos e de cada um. Tomando o espaço público como ambiente cénico vai proporcionar que imagens presentes não se percam com opções políticas, com mudanças de paradigmas sociais, culturais ou económicos. É importante que o artista tenha a capacidade de interpretar a urbe, o social e o individual, para que o perpetue. É importante que cada um de nós teça contributos para que haja uma consciencialização social do valor de determinadas imagens, para o valor de determinados conjuntos.

Vivemos uma cidade onde as opções politicas poucas as vezes se centram no património, na imagem da cidade, são deixadas ao abandono em prol de ouras intenções não estratégicas porquê se assim fossem davam relevo aquilo que no nosso século e considerado como fator de competitividade: os recursos endógenos. Acordar nos dias de hoje voltado para a realidade patrimonial, pode ser o reconhecimento de uma lacuna ou um tentar de remedeio de opções mal realizadas, ou a força de reconhecer determinados valores em prol de benesses económicas.

O artista é livre, em nome da liberdade de criação, é ilógico impor-lhe limites, mas é-lhe conferida ao mesmo tempo uma responsabilidade de estar atento e de usar essa mesma liberdade em prol de todos. Será e sempre foi da responsabilidade do artista a critica avançada a determinadas opções políticas, pela procura de uma consciencialização e uma mudança de políticas públicas. A arte interpreta a sociedade de forma interventiva e crítica, tem uma ação ética e interventiva e esta possibilidade atribui à obra um certo valor social e uma responsabilidade de intervenção.”

Arqª Fátima Pereira

A pintora é natural de Ferreiros, no Concelho de Braga. Licenciada em Medicina na Faculdade de Medicina de Lisboa, frequentou e concluiu os Cursos de Medicina Tropical no INSA e o de Saúde Publica da ENSP de Lisboa. Exerceu a profissão no Ministério da Saúde, tendo estado colocada em vários pontos do país. Mas, as artes plásticas falaram mais alto e a artista respondeu ao apelo da sua verdadeira paixão que consiste na pintura.

OS ESPIGUEIROS SÃO CONSTRUÇÕES DE ARTE POPULAR LIGADAS À CULTURA DO MILHO

Um pouco por toda a região do noroeste peninsular, surge frequentemente na paisagem rural, um tipo de construção bastante característica que, pela graciosidade que possui, tornou-se num elemento emblemático daquela região – o espigueiro!

Espigueiros do Soajo, em Arcos de Valdevez

Também designado por canastro ou caniceiro em função dos materiais empregues na sua construção, o espigueiro constitui um celeiro onde o lavrador guarda as espigas. De posse particular ou comunitária, a dimensão do espigueiro reflete a grandeza da produção que normalmente é efetuada. De modo idêntico, a sua ornamentação depende da fantasia do construtor e dos recursos do proprietário.

Os espigueiros encontram-se, em regra, implantados em zonas onde o terreno é mais elevado de forma a permitir a secagem do milho. Nas imediações, encontra-se a eira que aproveita as características de um solo mais plano e lajeado. É aí que se malha o centeio onde se desfolha o milho, dando lugar às alegres descamisadas que constituíam um pretexto para a escolha do namorico.

A origem deste género de construções encontra-se principalmente ligada à introdução da cultura do milho na Península Ibérica de onde irradiou para o resto do mundo. Outrora designado por “trigo índio”, o milho deverá ter-se originado do México de onde, há cerca de quinhentos anos, foi trazido nas naus de Cristóvão Colombo. Desde tempos imemoriais, o milho constituiu a base da dieta alimentar dos maias, incas e aztecas que o incluíam nos seus ritos ancestrais e o celebraram nas suas manifestações artísticas.

A sua implantação, entre nós, registou-se sobretudo na região do Minho e da Galiza, facto a que certamente não foram alheias as condições favoráveis à sua produção e onde prevalece a cultura de regadio. Com o decorrer do tempo, o cultivo do milho passou a estender-se a outras regiões, nomeadamente no centro do país onde predomina a cultura de sequeiro.

Em relação ao espigueiro, estes apresentam-se das mais variadas formas e dimensões de acordo com as quantidades de grão a armazenar, as regiões onde se encontram e os materiais disponíveis para a sua construção. Em localidades onde a pedra escasseia, os espigueiros são geralmente construídos em madeira. Porém, atendendo à sua predominante distribuição espacial, a maior parte encontra-se construída em pedra e madeira. A sua fisionomia é variada, existindo sob formas retangulares, quadradas e redondas. Contudo, ele apresentou-se inicialmente sob uma forma mais rudimentar, na maioria das vezes feito apenas de caniços com cobertura de colmo, tal como aliás sucedia com as habitações mais humildes. E, as técnicas empregues na sua construção evoluíram à medida que se foi constatando a melhor forma de secar o cereal mantendo-o simultaneamente fora do alcance de elementos indesejáveis.

Constituindo a secagem a sua principal função, o espigueiro é construído de molde a proteger as espigas da humidade, salvaguardando-as da intromissão dos pássaros, insetos e roedores, assegurando ao mesmo tempo o necessário arejamento do seu interior. E, este cuidado é tão importante quanto adverso poderá ser o inverno que se aguarda pouco tempo após a colheita do milho e as suas descamisadas.

Tomando como modelo de referência os existentes no Minho, o espigueiro é geralmente construído em madeira e pedra, quase sempre em granito extraído na região. Encontra-se frequentemente assente em pilares que o elevam do solo, sobre os quais assentam os dinteles que são os esteios que suportam toda a estrutura e onde se encaixam as aduelas. Estas apresentam-se de forma intervalada para permitir, através das fissuras propositadamente deixadas abertas, efetuar-se o arejamento do seu interior. Para prevenir o acesso das formigas, uma pequena fossa com água rodeia as sapatas onde assentam os pilares do espigueiro. De igual modo, os “torna-ratos” protegem-no dos roedores. Regra geral, são cobertos de telha, existindo porém alguns que se apresentam com cobertura de colmo ou em pedra, sendo mais frequentes nestes casos em lousa e piçarra.

Para além dos elementos arquitetónicos que caracterizam o espigueiro, este é frequentemente encimado por algum elemento de adorno, na maioria das vezes uma cruz, pretendendo-se assim abençoar o milho que se irá transformar, tal como o padeiro que, antes de levar o pão ao forno, procede de forma solene a acompanhar a ladainha.

Persistem em diversas localidades hábitos ancestrais que levam à utilização comum dos espigueiros de acordo com costumes e leis comunitárias. Encontram-se neste caso a eira que se aninha junto às muralhas do castelo do Lindoso, em Ponte da Barca, e no Soajo, em Arcos de Valdevez, onde o seu uso se estende ainda a práticas iniciáticas que contemplam o alojamento dos noivos que aí vão dormir juntos antes da celebração do casamento.

Mais do que propriamente meros celeiros onde se guardam as espigas das quais se produzirá o pão que vai à mesa do agricultor, amassado com o suor do seu próprio rosto e benzido com a sua Fé, os espigueiros constituem verdadeiras obras de arte popular que reúnem uma elevada carga simbólica, quais sacrários onde o povo guarda o alimento para o ano inteiro e, como tal, sinalizado com a cruz que o protege e resguarda de toda a maldição. Como tal, devem ser preservados como um dos mais ricos elementos do nosso património cultural de interesse etnográfico.

- GOMES. Carlos http://www.folclore-online.com/index.html

BAIRRO ESTRELA D’OURO EM LISBOA É UM MONUMENTO AO ESPÍRITO TRABALHADOR DA COMUNIDADE GALEGA

O Bairro Estrela D’Ouro cuja construção remonta aos começos do século XX, é um dos testemunhos exemplares da presença e do espírito empreendedor da comunidade galega em Lisboa. Trata-se de uma antiga vila operária que Agapito Serra Fernandes, um industrial de confeitaria, mandou construir para os seus trabalhadores. Ele próprio residiu no bairro juntamente com os seus familiares.

Bairro Estrella D'Ouro (2)

Situado em pleno bairro da Graça, próximo de Sapadores e do magnífico miradouro da Senhora do Monte onde se ergue a capela a S. Gens, abrange uma extensa área beneficiando de boa localização, de fácil acesso à zona oriental de Lisboa.

A estrela de cinco pontas constitui a imagem de marca do bairro Estrela d’Ouro, naturalmente um dos símbolos da Galiza em alusão a Compostela, derivando de “campo de estrelas”. Um pouco por toda a parte encontramos a estrela e grandiosos painéis de azulejos que identificam o bairro, o antigo cinema Estrela d’Ouro, a fábrica e outros equipamentos sociais.

Atualmente, este bairro particular está integrado no espaço urbano de Lisboa, fazendo parte do seu património histórico e encontrando-se classificado. Para a comunidade galega radicada na capital, constitui um dos numerosos pontos de referência que possui e que marcam a sua própria existência numa cidade que, afinal de contas, também é a sua cidade.

Bairro Estrella D'Ouro

Um aspecto da zona da Graça, em Lisboa, junto ao Bairro Estrela D'Ouro

O antigo cinema Estrela D'Ouro, na Graça

Bairro Estrella D'Ouro (18)

A estrela encontra-se patente na fachada do edifício.

À esquerda, a fábrica que ocupava os operários que vieram habitar o bairro

Bairro Estrella D'Ouro (7)

A toponímia perpectua os nomes de família dos proprietários do bairro...

...e a estrela de cinco pontas está sempre presente!

Bairro Estrella D'Ouro (15)

Um painel de azulejos na fachada da sede de uma colectividade...

...e junto àquela que foi a residência de Agapito Serra Fernandes

BRAGA: SALVEMOS AS SETE FONTES!

Na cidade de Braga, um Movimento de Cidadãos promoveu uma petição que há dois anos apresentou na Assembleia da República com vista à salvaguarda do Complexo Hidráulico das Sete Fontes. Os bracarenses temem que o seu abandono e o avanço de construções em seu redor coloquem em risco a preservação de um equipamento que desde 2003 encontra-se classificado como monumento nacional.

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Manifestação de bracarenses exigindo a preservação do monumento.

Foto: http://salvemosassetefontes.blogspot.com/

As origens do sistema hidráulico de abastecimento de água conhecido por “Sete Fontes” remontam ao tempo do Império Romano e da cidade de Bracara Augusta. Localizado na Freguesia de S. Vítor, trata-se de uma complexa rede de condutas e galerias subterrâneas em pedra que outrora abastecia a cidade à semelhança do Aqueduto das Águas Livres, em Lisboa. De resto, o atual sistema foi mandado construir em pleno século XVIII, por arcebispo D. José de Bragança, irmão do rei D. João V.

Ao longo dos anos, algumas das estruturas deste grandioso equipamento têm sido danificadas, vandalizadas e até liminarmente destruídas como sucedeu com a mãe-de-água da rua do Arial para dar lugar à construção de blocos habitacionais ou ainda no Largo de São Francisco onde atualmente se situa um edifício de escritórios.

Este movimento cívico de bracarenses que apenas desejam que seja preservado o património histórico e monumental da sua cidade não baixa os braços e, através da Internet, no endereço http://salvemosassetefontes.blogspot.com/, mantém os cidadãos e os poderes públicos informados e sensibilizados para uma causa que, afinal, é de todos nós!

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A imagem mostra duas mães-de-água com marcas de vandalismo

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Fonte Gémea do Dr. Alvim

Mina do Dr. Sampaio

Fotos: Wikipédia

SANTUÁRIO DO BOM JESUS DO MONTE, EM BRAGA, FAZ 200 ANOS

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A construção do Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga, foi concluída há duzentos anos. Para assinalar a efeméride, a Confraria de Bom Jesus do Monte vai realizar nos próximos dias 20 a 22 de Outubro um Congresso sobre o Barroco no qual vão participar historiadores e outros especialistas portugueses e brasileiros especialistas na matéria.

Para além do carácter científico deste evento no qual vão participar mais de 70 congressistas, o Congresso Luso-Brasileiro do Barroco deverá constituir o ponto de partida para a apresentação da candidatura deste monumento a Património Mundial da UNESCO. A candidatura deverá contemplar o conjunto arquitectónico do Santuário e a estância envolvente.

Projectado por Carlos Amarante, considerado um dos mestres do barroco português, a construção do Santuário do Bom Jesus do Monte foi iniciada em 1784, tendo ficado concluída em Setembro de 1811 com a construção do escadório com as suas capelas e Passos da Paixão.

BRAGA: 200 ANOS DO SANTUÁRIO DO BOM JESUS DO MONTE

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A Confraria de Bom Jesus do Monte (Braga) vai assinalar durante o próximo mês de Outubro (dias 20-22) a data da conclusão arquitectónica do Templo com a realização de um evento de carácter científico, a saber: um Congresso sobre o Barroco, o primeiro especialmente consagrado às realizações do barroco em Portugal e no Brasil, e reunindo estudiosos do fenómeno do barroco, brasileiros e portugueses.

Na verdade, o actual Templo que remata o monumental escadório, com as Capelas e Passos da Paixão, ficou concluído em Setembro em1811, substituindo um antigo Templo Barroco que vinha do tempo de D. Rodrigo de Moura Teles (1704-1728) e que ocupava o patamar inferior ao que ocupa o actual (onde se encontra hoje um fontanário artístico). Continuariam depois as obras com o preenchimento dos interiores (das talhas e pinturas), e depois continuando também várias obras nos jardins exteriores que se prolongariam, por todo o Século XIX que, praticamente, lhe deram a feição geral com que hoje o conhecemos.

Podemos dizer que o conjunto arquitectónico passou por 4 ou 5 momentos principais: Uma primitiva capela ou ermida dedicada a Santa Cruz, que vem, do Século XIV e que com certeza deve a sua fundação ao Arcebispo D. Gonçalo Pereira (1326-1348) (sob invocação de Santa Cruz do Monte).

Este Arcebispo esteve na Batalha o Salado (1340) - uma das decisivas batalhas peninsulares - travadas contra a presença e domínio árabes e contra o Islão. O Arcebispo esteve aí, com Afonso IV, com as suas hostes e as de seu filho - D. Álvaro Gonçalves Pereira. O Primaz atribuiu essa notável e decisiva vitória à intervenção de S. Cruz de quem era devoto e que seu filho, Prior do Crato, levava em estandarte, conduzindo as hostes: Neste sinal da Vera Cruz… vencereis seus inimigos (Ruy de Pina, Chronica d´El-Rei Dom Affonso IV. Ed. Biblion Lisboa. 1936.168). O resultado foi a ereção de uma ermida comemorando o feito e assinalando essa devoção. A Ermida, desde aí, foi reunindo devoções e atraindo devotos, nesta primeira fase, essencialmente da Cidade de Braga.

Essa vetusta ermida seria substituída por uma outra de traça "moderna" - gótico final, ou manuelina ou renascentista - que como era já a moda do tempo - atendendo até à importância e ao enorme património económico da personalidade a quem se atribuem essas obras (pelos anos de 1493-98) - D. Jorge da Costa. Mais que restauro, ter-se a tratado de uma nova fundação em torno do mesmo devocionário - a Santa Cruz. Durante muito tempo, essa data, foi tomada como a data da fundação do Bom Jesus do Monte. Por cerca de 1525 essa construção já oferecia ruína. O Deão D. João da Guarda, ao tempo em que D. Diogo de Sousa "refundacionava" a cidade de Braga com vários edifícios ao estilo Manuelino ou da Renascença, reconstruiu ou, mais verosimilmente, edificou nova capela que alguns definem como "construção em grande". Com peripécias varias, seria essa construção, a que alimentou as devoções e os interesses de alguns particulares até 1629 em que se criou a Irmandade ou Confraria de Bom Jesus do Monte, que desde aí, também com peripécias e acidentes vários, tem regido até à atualidade, os destinos devocionais e artísticos do Complexo do Bom Jesus do Monte. Surgia a partir daqui uma nova feição monumental a cujos traços gerais obedeceu a posterior intervenção de D. Rodrigo de Moura Teles, documentando os primeiros passos do maneirismo e do barroco nortenhos.

O complexo monumental, de feição barroca setecentista, com as capelas dos passos da Paixão que rematava esses complexo e que ocupava, como dissemos, o imediato patamar abaixo do actual templo, são obra de outro grande Arcebispo - D. Rodrigo de Moura Teles (1704-1728) a quem Braga, nesses aspectos, muito deve. Intervenções essas que aqui se materializam a partir de 1722.

Os tempos posteriores são de prosperidade devocional e monumental.

O Bom Jesus do Monte transforma-se no grande santuário de romagem não só de Entre Douro e Minho como do conjunto do Reino. Aí acorrem devotos de todas Províncias desde o Minho à linha do Tejo. E as famosas romarias são agora (não o foram antes?) um misto de devoção religiosa e de folguedo laico profano a que os tempos da festa (como foram essencialmente os do Século XVIII) a que a beleza do lugar, tanto convidavam paralelos a um profanismo e laicismo que foi acompanhando o bem-estar geral que se sentiu por quase todo este Século XVIII, (tenham dito ou continuem dizendo, outros, o contrário) e que tiveram nas grandes Romarias e centros de romagem a expressão mais completa e por vezes mais heterodoxa, em termos de religião.

As acomodações tornaram-se exíguas e, por sua vez, a Capela ou Santuário que rematava o escadório começou a ameaçar ruína.

Eram chegados os tempos das últimas grandes intervenções artísticas e arquitectónicas que deram ao Santuário a feição que hoje conhecemos. Correu paralelas com outra época de esplendor arquitectónico que a cidade de Braga conheceu, com o último Arcebispo régio - D. Gaspar e Bragança (1758-1789). Coincidia também com o apogeu económico do próprio Santuário ou Confraria. Vários artistas de renome trabalharam então para este Santuário: engenheiros, arquitectos como carpinteiros e imaginários e pintores, como Mestres pedreiros.

Ameaçando ruína a capela Setecentista do tempo de D. Rodrigo, exíguos os espaços de culto e acomodações, encomendou-se um novo Templo. Seria construído no patamar superior ao que ocupava o anterior do tempo de Moura Teles. Foi o Arquitecto Carlos Amarante, que já na cidade exercia importantes cargos em obras e por incumbência do Arcebispo e da edilidade e que na mesma deixaria outras obras notáveis. Começaram as obras em 1784 tendo-se concluído em Setembro de 1811.

É este acontecimento que serve de pretexto para a realização do referido Congresso mas também de efeméride comemorativa dos 200 anos da conclusão arquitectónica do actual Templo.

Embora vários exemplares da obra deste arquiteto estejam muito ligados ainda ao barroco terminal, podemos dizer que, com o Novo Templo do Bom Jesus do Monte, na traça arquitectónica, como na decoração dos interiores (que quase na totalidade se lhe devem também), se remata em Braga, e em geral, Ciclo do Barroco abrindo-se decisivamente o caminho ao Neo-clacissismo, estabelecendo, em simultâneo, um corte e um remate da formulária barroca que continuou (e continua) presente no Escadório nas Fontes e nas Capelas dos Passos e outras que, entretanto, compuseram todo o conjunto.

Aurélio de Oliveira, Faculdade de Letras do Porto, presidente da Comissão Científica do Congresso

Fonte: http://www.agencia.ecclesia.pt/