Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

ANTENAS PARABÓLICAS DESFIGURAM PAISAGEM URBANA DE PONTE DE LIMA

Mau grado o esforço que tem vindo a ser desenvolvido para tornar Ponte de Lima a mais bonita vila de Portugal, aparelhos de ar condicionado nas fachadas dos edifícios e antenas parabólicas e os ancestrais “aranhiços” para recepção do sinal de televisão nos telhados continuam a desfigurar a paisagem ubana do casco histórico medieval da “bila” como carinhosamente os limianos a tratam.

20264935_1664885796875113_9085622133204221697_n.jpg

Ponte de Lima foi o primeiro concelho do país, em meados da década de oitenta do século passado, a regulamentar a utilização de materiais e o emprego de cores e outros elementos estéticos com vista à preservação dos traços arquitectónicos que lhe são característicos.

Nos tempos que correm, nomeadamente a possibilidade de utilização da rede de cabo para recepção do sinal televisivo, não se justifica mais a proliferação de antenas numa vila que constitui um autêntico museu da Idade Média, tal é o seu valor histórico e patrimonial.

Não se trata de uma situação irreparável pelo que fazemos votos que Ponte de Lima não perca a sua “chieira”!

Fotos: José Costa Lima

20245780_1664885356875157_3394075065558536058_n.jpg

20246227_1664883726875320_5183102609184093350_n.jpg

20264741_1664883756875317_6176477499894081589_n.jpg

ESPOSENDE: CASA DAS MARINHAS ESTÁ ABERTA A VISITAS NO VERÃO

A Casa das Marinhas, propriedade do Município de Esposende estará aberta a visitas, de quarta a domingo, durante os meses de verão. A Casa das Marinhas adquire papel fundamental para o Município, no plano de dinamização pedagógica do património cultural, proporcionando o conhecimento do legado cultural do seu autor, o arquiteto Viana de Lima. Esta é uma oportunidade para conhecer mais detalhadamente esta obra do Património Modernista e o seu autor.

casa marinhas.jpg

Funcionando, de quarta a sexta, de julho a setembro, das 14h00 às 17h00 e aos sábados e domingos a partir das 10h30, a casa das Marinhas pode ser enquadrada no conceito de heterotopia, projetado pelo filosofo Michel Foucault, uma vez que a casa pode ser considerada como um lugar que possui múltiplos sedimentos de significação ou de ligações com outros lugares e não pode ser compreendida imediatamente.

Seguindo este pressuposto, sugerimos uma visita à casa das Marinhas, uma vez que acumula níveis de informações/conhecimentos que após uma vista atenta é possível observar.

A história de vida do Arquiteto Viana de Lima, a história da arquitetura ou a história da Casa das Marinhas fundem-se no objeto de arquitetura. Viana de Lima produziu alguns dos ícones da história da arquitetura portuguesa e é considerado como um dos principais responsáveis pela implementação do Movimento Moderno da arquitetura em Portugal. O imóvel é um monumento de interesse público de acordo com a Portaria n.º 740-FA/2012. A classificação da Casa das Marinhas reflete o génio do respetivo criador; o valor estético e técnico do bem; a conceção arquitetónica e paisagística. A Casa das Marinhas foi construída em 1954, projeto da autoria do arquiteto. A moradia foi desenhada e construída como habitação de descanso familiar, manifestando alusões a arquitetura do Movimento Moderno e espelhando a vivência do produtor.

BRAGA RECEBE ALUNOS FRANCESES DE MESTRADO EM ARQUITECTURA

Alunos de Mestrado de Clermont-Ferrand realizam visita de estudo de Braga

Ricardo Rio recebeu esta Sexta-feira, dia 31 de Março, uma turma de alunos de mestrado de arquitectura da Universidade Clermont Auvergne, que na última semana realizaram uma visita de estudo à cidade de Braga. Com o objectivo de conhecer melhor a cidade, nomeadamente as políticas de planeamento, gestão urbanística e regeneração urbana, 18 alunos passaram uma semana em Braga a contactar de perto com a realidade urbanística da cidade.

CMB31032017SERGIOFREITAS0000006034 (1).jpg

Como sublinhou Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, o Executivo Municipal tem vindo a encetar esforços no sentido de reatar ligações com Cidades geminadas, pelo que esta actividade se insere na ´relação especial´ que existe entre Braga e Clermont-Ferrand. “Consideramos que é extremamente importante fortalecer as relações com as Cidades com quem já tinhamos relações anteriormente e que estavam ´adormecidas´, como é o caso de Clermont-Ferrand, com quem estamos geminados desde 1999”, realçou.

CMB31032017SERGIOFREITAS0000006035.jpg

A Câmara Municipal de Braga tem vindo também a aumentar o número de geminações com Cidades que possam acrescentar mais-valias para o Município, como foram os casos de Rio de Janeiro, Manaus ou de mais recentemente Veliko Tarnovo da Bulgária ou de Santa Fé, na Argentina.

Por seu turno, Germana Paz Gomes, estudante e tradutora durante a viagem, sublinhou a partilha de boas práticas e as aprendizagens que estão a ser realizadas durante esta iniciativa. “Tem sido muito enriquecedor em vários aspectos, mas especialmente na forma como o espaço público é valorizado em Braga e se dá prioridade à circulação pedestre. Estão muito avançados nesta área”, afirmou.

Do programa desta viagem, apoiada pelo Município de Clermont-Ferrand e logisticamente pelo Município de Braga, constaram diversas aulas e visitas de estudo, que deixaram os alunos franceses bastante impressionados pelo que tem sido alcançado em Braga.

A semana começou com uma reunião de trabalho com o Vereador Miguel Bandeira, que fez uma introdução às políticas urbanísticas de Braga e o que tem sido feito para preservar o património de uma Cidade com mais de dois mil anos de história e que apresenta elevados padrões de qualidade de vida.

De seguida, e durante dois dias, os alunos de Arquitectura “mergulharam” nos serviços municipais e tiveram sessões com as Divisões de Planeamento, de Mobilidade e Trânsito e ainda com a do Património e Centro Histórico, onde ficaram a conhecer o PDM de Braga, a estratégia para a Mobilidade Sustentável e a Estratégia para Regeneração Urbana.

Estas sessões foram conduzidas pelos responsáveis de cada área do Município e ainda uma visita guiada ao Centro Histórico e locais alvo de intervenções no plano de regeneração. Na Quarta-feira à tarde, tiveram uma sessão na Startup Braga, ficando a conhecer melhor a estratégia para a dinamização económica em Braga. Na Quinta-feira, os alunos de Clermont-Ferrand visitaram a Universidade do Minho, onde assistiram a uma aula do Mestrado em Engenharia Urbana, leccionada pelos Professores Paulo Pereira e Rui Ramos da Escola de Engenharia.

CMB31032017SERGIOFREITAS0000006038.jpg

CANÁRIAS: UMA PROFUNDA INFLUÊNCIA PORTUGUESA

No seguimento do artigo intitulado A ascendência portuguesa dos canarinos, como já dissemos, antes de publicar o artigo: “Ares de Lima” género da música tradicional das Ilhas Canárias de origem minhoto, queremos especialmente, descrever um pouco aos leitores e seguidores deste ótimo blogue, a profunda influência portuguesa na cultura do povo canarino que é o resultado determinante da participação dos portugueses na conquista e posterior colonização das Ilhas Canárias.

DIALETO    

Como descrevemos no nosso primeiro artigo, a pesar de os portugueses serem numerosos e maioritários em muitos povos, vilas e cidades das Ilhas Canárias, após da conquista e posterior colonização, nunca alcaçaram o poder e junto dos guanches e outros colonizadores, foram castelhanizados. Como terrível consequência da imposição do castelhano, a língua dos que tinham o poder, o português e o guanche não se arraigaram nas Ilhas Canárias, nem surgiu um crioulo de base ibérica como o papiamento das Antilhas Neerlandesas ou de base portuguesa como o cabo-verdiano de Cabo Verde e outros de outras ilhas do Atlántico. Foi lamentável, pois hoje o guanche não seria uma língua morta e os canarinos tivessem sido triglotas. Contudo, a formosa língua de Camões, José Saramago mais outros grandes escritores lusos, deixou muitas palavras e expressões no espanhol falado nas Ilhas Canárias. Da mesma forma, influiu em algumas estruturas gramaticais, tal vez, os canarinos não usam o pronome pessoal reto da segunda pessoa do plural vós e, a sua correspondente forma verbal, por influência do português, onde acontece a mesma situação. No que toca à fonologia é menor o contributo, porque neste ramo da linguística o dialeto canarino foi mais influenciado pelo andaluz e, a influência andaluza é quase a mesma que a recebida pelo barranquenho, mas no dialeto canarino puro, o que se fala nos povos do interior das ilhas maiores e em muitos povos das ilhas menores pelas pessoas mais idosas, ainda é possível escutar a elevação da vogal átona o, conforme às regras do processo do vocalismo átono próprio do português europeu: /o,ɔ/ fonológicos realizam-se como [u] fonético, e dizer, em uma linguagem menos técnica, os o átonos (não acentuados), são pronunciados como u, exemplos: andoriña “andorinha” folelé “libélula”, camino “caminho” = anduriña, fulelé e caminu, e algumas vezes com a evolução do português para o canarino, os termos portugueses são escritos conforme à pronúncia: papas turradas de la fogalera “batatas torradas da fogueira”. Igualmente sucede nos lusitanismos a perda de silabicidade das vogais átonas altas [i] e [u] em hiato, quando ocorrem antes de outra vogal qualquer, são substituídas pelas semivogais correspondentes [j] e [w] e o dialeto canarino toma em conta este fenómeno fonológico na escrita: mágoa = magua, Eanes = Yanes, Soares= Suárez, é o que seria uma semivocalização das vogais átonas que geram uma ditongação, um ditongo crescente: ea = ia ou ya e oa= ua, há linguistas que afirmam que no português europeu não existem tais ditongos, mas no espanhol sim. Finalmente, segundo o professor palmense D. Pedro Nolasco Leal Cruz, autor do livro intitulado: El español tradicional de La Palma, La modalidad hispánica en la que el castellano y el portugués se cruzan y se complementan, em 20 de fevereiro de 2017 no site: www.eldiario.es/lapalmaahora/.../espanol-tradicional-profesor-Nolasco_0_603690508... ressalta que «a única e grande diferença que tem o espanhol de La Palma com referência ao de outras ilhas é que em aquele o português tem feito muita mais mossa que nas demais, até o ponto que pudo ser considerado uma língua crioula como o foi o papiamento de Curaçao”. “ A Ilha conserva quase o 100% dos portuguesismos canarinos. É sem lugar a dúvidas o lugar idóneo para estudar melhor a influência do português a nível insular». Certas são as palavras do professor, pois nalguns povos da ilha de La Palma, ainda é possível ouvir o infinitivo pessoal que não existe no espanhol e outras estruturas da língua portuguesa, grande foi a impressão na ilha bonita, que na linguagem coloquial, os habitantes da sua capital Santa Cruz de La Palma, são conhecidos popularmente como portugueses e, uma das razões é, porque dizem que falam como eles. 

PSICOLOGIA 

A profunda influência portuguesa é em todos os aspetos da cultura do povo canarino, mas é a impregnação guanche e lusa a que faz dos canarinos serem diferentes do resto dos espanhóis. Como em Portugal, a família é o centro da vida nas Ilhas Canárias, apesar de os velhos costumes estarem a mudar, em particular nas cidades, é normal verem-se três e quatro gerações sob um mesmo teto, onde a mãe exerce um papel fundamental pela sua excessiva maternidade e, quiçá por esta razão, os canarinos têm um carinho especial pelas crianças, ¡Mi niño! “O meu menino!” ou ¡Mi niña! “A minha menina!” é uma expressão quotidiana das Ilhas que se emprega carinhosamente com os meninos e algumas pessoas adultas. Os canarinos são sérios e em muitos casos melancólicos, mas a relação social está baseada no bom humor. Um humor socarrón, “socarrão” com o significado na língua espanhola de pessoa que se exprime de maneira dissimulada e com aparência de ingenuidade e não com o signifacado de velhaco ou intrujão em português.  Um Humor irónico e indireto quase sempre encaminhado aos órgãos e relações sexuais, outras partes do corpo e certas ações engraçadas. O canarino utiliza esse humor como válvula de escape para evitar um conflito. Uma vez estávamos a esperar na charcutaria de um supermercado e uma das charcuteiras disse um número e, como ninguém respondeu, passou ao seguinte e antão, um senhor empertigado com muita arrogância exclamou: -Eu tinha o número anterior, não me viu que estava a olhar para si!-, a charcuteira imediatamente contestou:  -O Senhor tem razão, exatamente, eu vi que o senhor estava a olhar para mim!-. Apanhou o fiambre da fiambreira, para o levar à vitrina refrigerada e com um ligeiro e irónico sorriso disse: -Mas eu não sei se esse estranho e intenso olhar tinha outras intenções!- Todos os que esperávamos pelo nosso turno, começamos a rir às gargalhadas, até o teso senhor, foi a fórmula perfeita para findar a disputa. Alguns estudiosos e investigadores já declararam que é um humor de origem galaico-português. No entanto, por detrás dos sorrisos e muitas vezes as risadas ruidosas e prolongadas, há um muito enraizado aspeto da psique canarina que os próprios canarinos denominan magua, em português mágoa, o vocábulo do dialeto canarino mais querido que tem os mesmos significados que em português e, em todo o arquipélago canarino, é a nossa saudade, essa espécie de melancolia etérea que parece ansiar algo perdido ou inatingível caraterística dos portugueses, a morriña dos galegos, a nostalgia ou añoranza dos espanhóis, mas nas Ilhas Canárias tem outros significados. Ficar com magua, algumas vezes é ficar com ganas de comer algo, nas Ilhas Canárias os meninos não podem passar fome nem é correto comer na frente de uma criança sem convidá-la porque é desaprovado. Uma vez, na central de camionetas de São Cristóvão da Lagoa estava com os meus filhos ao meio-dia e um senhor tinha um cacho de bananas e estava a comer, acho que os meus filhos estavam a olhar para ele e o homem veio e deu-lhe uma banana e disse: -¡Cómanse el platanito mis niños que están esmayaditos!- “Comam-se as bananas os meus meninos que estão com fome!”, e logo olha para mim e disse: -¡No los podía dejar con la magua!.- “Não os podia deixar com a mágoa!”. Só na ilha de La Palma magua também é utilado com o significado de nódoa ou marca produzida por contusão e, na ilha de Lanzarote, o verbo maguarse “magoar-se” além do sigificado que tem em todas as ilhas, é aplicado para dizer que uma rês fica sem leite em uma teta. Ao longo da história, as Canárias foi a ponte entre a Península Ibérica e América. Muitos canarinos emigraram desde o século XVI e contribuíram à colonização da América, o destino foi sobretudo Cuba, Porto Rico, Venezuela, República Dominicana, Uruguai e os estados de Luisiana e Texas nos Estados Unidos da América, o povo canarino como os outros povos galaico-portugueses, é um povo emigrante. 

GASTRONOMIA 

A gastronomia canarina tem muito da portuguesa, o gofio “farinha obtida de trigo, milho e outros ceriais torrados” é o alimento principal herança do povo guanche, mas depois são as batatas e, o segundo símbolo cultural da cozinha canarina, são as papas arrugadas “batatas enrugadas” cozidas com casca em água com muito sal, que possívelmete têm a sua origem no gosto dos portugueses de cozinhar as batatas com sal no forno, como são as batatas a murro. Quase todos os canarinos acham que o puchero ou zancudo “cozido canarino” é descendente do cozido madrilenho, mas é mais semelhante ao cozido de grão à moda do Alentejo ou à algarvia, a diferença é que no puchero ou zancudo canarino, nos seus ingredientes há mais vegetais: cove, batata, batata-doce, feijão-verde, chuchu, bogango ou curguete, cenoura, abóbora, pera e espiga de milho tenro). Sem dúvida alguma, o rancho canarino é herdeiro do português e o gosto pelo peixe seco e salgado que nas Canárias é jareado, não há mil e uma maneiras de fazer o bacalhau, mas temos o sanchocho de cherne, cozido em água e outros condimentos e acompanhado com papas arrugadas e molho verde ou vermelho ou o pescado salado en encebollado, peixe salgado, geralmente: bacalhau, cherne ou corvina, com cebolada canarina que é a base de quase todos os pratos: cebola, alho, pimento verde, pimeto vermelho e tomate frito em óleo e temperado com sal, pimenta, orégão, tomilho, loureiro e colorau, o peixe é fervido com a cebolada e um bocadinho de água e vinho branco ou antes as postas do bacalhau são passadas por farinha de trigo e douradas no azeite, neste caso, o azeite é usado para fritar a ceboladaporque assim dá mais sabor, este prato com as papas arrugadas é muito saboroso. São as duas formas mais típicas e é um evidente legado português, como também é o molho de coentros, o gosto e uso do milho na culinária, os cominhos e outros condimentos. O molho de coentros pode ser à moda antiga: alhos, coentros, pimenta, óleo e vinagre feito à mão com os ingredente picados com faca em bocados muito pequenos ou triturados em almofariz; o atual molho é feito com varinha mágica com mais outros ingredientes: pimento verde, limão, cominhos, água e abacate que o deixam cremoso, as papas arrugadas com este molho são deliciosas. É possível dizer que os pratos mais representativos da gastonomia canarina são portugueses. A entrada pode ser o queijo palmense (da ilha de La Palma) ou majorero (da ilha de Fuerteventura) grelhado e servido com molho de coentros ou molho vermelho, o almogrote gomero da ilha de La Gomera com pão no forno a lenha ou as rodelas de tomate canarino temperadas com alho, óleo vinagre e oregão. O primeiro plato é o Puchero ou Zancudo, o segundo prato o Sancocho ou Pescado Salado com papas arrugadas e o frangollo de sobremesa, uma espécie de aletria feita com rolão de milho com leite, ovos, açucar, manteiga, um pedaço de casca de limão, um pau de canela, amêndoas e passas, de consistência compacta como nas Beiras que se pode cortar em fatias ou cremosa como no Minho, na travessa polvilha-se com canela e no prato pode ser servido juntamente com mel ou guarapo “mel da palmeira canarina” e acompanhado com uma mistela. Além da sobremesa típica há outras: o leite assado e queijinho, que se parece ao pudim abade de Priscos, ovos moles, flan, natillas, arroz-doce, mais outros muito gostosos e uma doçaria importantíssima: bienmesabe de Gran Canaria, rapaduras equeijo de amêndoas de La Palma, quesadillas de El Hierro, tortas de La Gomera (são como bolachas) mais outros; também os das Festas de Natal, Carnaval, Semana Santa: Trutas (são como empadas) com recheio de batata-doce com amêndoas ou doce de chila, rosquilhas, filhó de abóbora ou banana, torrijas, biscoitos, bolos, merengue assado e muitos mais. Nesta reifeição tradicional dos três pratos típicos mais entrada, não pode faltar a pella (bola) de gofio e o vinho do país ou da terra. Atualmente, com a regulação do colesterol para seguir uma dieta saudável, com o Puchero ou Zancudo sem entrada e tal vez com sobremesa é suficiente, como dizem alguns minhotos: -¡Já chega!-. A atriz canarina Lili Quintana, no programa de humor da televisão autonómica das Ilhas Canárias En Clave de Ja com a sua personagem de Chona, disse que um dia foi almoçar a um reataurante canarino, comeu queijo, gofio e um pão inteiro com almogrote gomero de entrada, um prato encolmado como dizemos nas Canárias “repleto” de puchero e outro de sancocho com muitas papas arrugadas e molho colorado “vermelho, tomou vários copos de vinho, um prato de frangollo com mistela de banana de sobremesa e, após de se tomar o café, quando ela chegou à sua casa se comeu um iogurte activia para compensar a embostada “o empanturramento”. 

 ARQUITETURA 

A arquitectura tradicional canarina é uma variante da arquitetura tradicional da Macaronésia de base alentejana e algarvia em relação ao âmbito rural, no arquipélago canarino nas casas terréas rurais é possível ver as cercaduras das janelas, os frixos das esquinas chamados faixas, barras ou riscas e os rodapés a cor azul das casas alentejanas e as chaminés do Alentejo e do Algarve. As casas da ilha de Lanzarote, escolhida pelo Nobel de Literatura português como última morada, têm umas chaminés que relembram muito às algarvias.

Nas duas fotografias a seguir mostramos o aporte cultural alentejano, na primeira foto uma casa tradicional de Pedro Álvarez, freguesia do concelho de Tegueste no nordeste da Ilha de Tenerife. É a casa camponesa de dois andares em estado ruinoso do mais puro estilo arquitetónico tradicional canarino, variante do estilo colonial macaronésio. Nesta casa ainda é possível ver um vestígio da faixa azul, janela de guilhotina e a frontaria está rematada na sua parte superior com um beiral, prolongação do telhado, formado por uma fileira de telhas. Foto de Tegueste Guía Turística publicada pela Ilustre Câmara Municipal da Vila de Tegueste em fevereiro de 2002. Na segunda fotografia realizada por Naim Acosta, pode-se ver uma casa tradicional de Valle de Guerra, freguesia do concelho de São Cristóvão da Lagoa situada na comarca nordeste da ilha de Tenerife. Esta casa térrea é do estilo chamado de transição, em finais do século XIX e princípios do século XX. Tem uma frontaria com janelas de tipo abatíveis e postigos interiores, parapeito cego que oculta o telhado de telha marselhesa, rematado por cordão de alvenaria e uma cornija do mesmo material ou de tijolo maciço de argila avermelhado pintado a azul como as faixas e rodapé, as janelas e portas não têm cercadura a azul, porque são de madeira.

FOTO 1canarias (1).jpg

FOTO 1canarias (2).jpg

Nas vilas e cidades há influência de outras regiões ou províncias de Portugal, calçada empedrada, janelas, portas e varandas, ornamentos de arte manuelina e outras caraterísticas que trouxeram os portugueses, um belo exemplo de decoração manuelina é a frontaria da igreja da Nossa Senhora da Asunção da cidade de São Sebastião da Gomera, capital da ilha de La Gomera e a torre da basílica da Nossa Senhora do Pinheiro em Teror, padroeira da Ilha de Gran Canaria. Já o disse Torriani, o melhor exemplo de uma cidade que representa à arquitetura tradicional urbana à portuguesa em todo o seu esplendor, é a cidade de Santa Cruz de La Palma, capital da ilha de La Palma, mas também temos o bairro de Vegueta no casco histórico da cidade de Las Palmas de Gran Canaria capital da Ilha de Gran Canaria e da província (distrito) que administra as ilhas orientais. Em Tenerife temos no norte, a cidade de San Cristóbal de La Laguna “São Cristóvão da Lagoa”, berço de São José de Anchieta, Apóstolo do Brasil e cidade classificada Património da Humanidade pela UNESCO, o maravilhoso e encantador entorno do ex-convento e igreja do Santíssimo Cristo de Tacoronte, em sobrecanarias.com/2010/04/05/tacoronte-mar-y-montana-en-tenerife/, há uma foto muito bonita realizada em um dia cinzento, a Villa de la Orotava, joia arquitetónica de Tenerife que este ano solicitará à UNESCO a declaração de Património Mundial, casco histórico do Puerto de La Cruz, Los Realejos, San Juan de La Rambla, o entorno da praça de São Marcos junto do drago milenário da cidade de Icod de Los Vinos, Garachico e Los Silos, no sul temos Arafo, Vilaflor, mais outros cascos históricos de grande beleza e pequenos casarios como Masca em Boavista do Norte ou Ifonche no concelho de Adeje no sul de Tenerife.

A fotografia a seguir realizada por Naim Acosta, mostra La Casona situada no entorno da igreja de Santa Catarina de Alexandria, padroeira da cidade de Tacoronte. É uma das casas mais antigas que se conservam nesta cidade. Foi construida por Dom Juan Pérez, clérigo da Igerja de Santa Catarina, no século XVIII, com o objeto de fundar a capellania da paróquia “sede do capelão”, morada e escritório do padre ou pároco. Na sua frontaria salienta-se a formosa varanda canarina envernizada igual que as portas e janelas de guilhotina e, entre a casa de dois andares dos senhores e a casa térrea da criadagem, está a porta com ameias típica da arquitetura tradicional canarina. Junto da casa térrea com portas e janelas pintadas a castanho-escuro sem alternância, há também uma casa de dois andares com a frontaria pintada a amarelo-canarino, as portas e ventanas de guilhotina a verde-inglês e branco e os grandes blocos de pedra das esquinas à vista, finalmente, a rua é pedonal com calçada empedrada.

FOTO 1canarias (3).jpg

Em seguida uma fotografia realizada por Naim Acosta ilustra a casa térrea que está noutro lado de La Casona, nesta casa pode-se ver o estilo mais representativo da arquitetura tradicional das Ilhas Canárias, portada com ameias e cruz, ventanas de guilhotina, paredes pintadas a branco e portas e janelas a verde-inglês com alternância. O telhado quatro águas com telha mourisca ou árabe rematado com beirais, formado por dupla fileira de telhas e todo o madeiramento de tea, uma madeira resinosa e muito duradoura que se extrai dos pinheiros canarinos anosos.

FOTO 1canarias (4).jpg

A fotografia que se segue também realizada por Naim Acosta, expor à vista mais perto, as casas mais próximas do ex-convento e igreja do Santíssimo Cristo de Tacoronte que como já indicamos acima, no site sobrecanarias.com/2010/04/05/tacoronte-mar-y-montana-en-tenerife/, é possível ver quase todo o conjunto arquitetónico. Nestas duas casas vemos outra modalidade, a casa pintada a branco com janelas e portas a castanho-escuro e a casa pintada a vermelho-canarino. A cor mais típica nas paredes e a branca e depois nesta ordem: amarela, vermelha, azul e verde, as duas últimas não são muito vistas e, no que concerne à madeira de portas e janelas, se a madeira não é envernizada, é pintada a verde-inglês e a castanho-escuro, no caso das janelas quase sempre há alternâcia, as duas cores principais com a cor branca. Finalmente, pode-se admirar outro tipo de calçada empedrada e janelas na casa pintada a vermelho, que tem os blocos de pedra das esquinas á vista.

FOTO 1canarias (5).jpg

AGRICULTURA 

Agricultiura, pecuária, pesca, artesanato têm muito de Portugal. O principal promotor da primeira expansão vitícola canarina foi o colonato de origem português, que chegou à nova terra procedente do Norte de Portugal e da Madeira e as primeiras castas que cultivaram foram a malvasia e o terrentês. A viticultura é portuguesa, muitos portugueses que têm visitado as Canárias dizem que os vinhos são muito parecidos aos portugueses, enólogos portugueses dão por certo que a elaboração artesanal dos vinhos em Tenerife é postuguesa, podemos ver a herança deixada pelos portugueses nos lagares tradicionais canarinos que são como os madirenses, nos antigos palheiros ou casas de telhados de palha de Tenerife e La Palma que são como palheiras dos Açores e em vários instrumentos agrícolas.  Onde mais se pode apreciar o efeito português relativamente ao artesanato, é nas cestas e trançados, nos bordados e rendas e na tecelagem. 

MEDICINA POPULAR 

Na medicina popular existe a figura do Santiguador “benzedor” e a do Curandero “Curandeiro” e as benzeduras e remédios (infuções, tizanas, beberagens, unguentos, cataplasmas e mais) são de base galaico-portuguesa, mas o curandeirismo recebeu o complemento que introduziram os indianos, como eram chamados os emigrantes canarinos que foram para a ilha de Cuba em finais do século XIX e princípios do século XX, muitos deles voltaram ricos, hoje os curandeiros mesturam com técnicas do curandeirismo caribenho. A medicina popular está estreitamente vinculada à bruxaria canarina, pois benzedores e curandeiros têm que curar el daño “malefício” feito pelos bruxos, os feitiços, beberagens e outras questões da bruxaria no começo tinham base galaico-portuguesa e depois ficaram mesturados com técnicas africanas e americanas: santeria, vodu, candomblé e outras.

            Exemplo de reza

Oração da noite

 

Ó Anjo da minha guarda, doce companhia,

não me desampares, nem de noite nem de dia.

Jesusinho da minha vida, tu es menino como eu,

por eso eu te quero tanto e dou-te o meu coração.

Quatro esquininhas tem a minha cama,

quatro anjinhos que me acompanham,

com Deus me deito e com Deu me levanto,

com a Virgem Maria e o Espírito Santo.

Amem

 

          Exemplo de Benzedura

 

Ensalmo para cortar o mau-olhado, quebranto, susto, empacho e ar

 

Eu te benzo em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo

(o benzedor faz o sinal da cruz quando começa mencionar a Santíssima Trindade)

e no nome que te puseram na pia (nome da pessoa).

Eu te corto mau-olhado, opilação, alimento mal comido, água mal bebida, susto, quebranto.

Eu levo-o para o mais alto dos montes de Arménia e tiro-o para o mais profundo do mar,

onde não permaneça, nem perdure nem dano possa fazer a esta criatura.

Se entrou pela tua cabeça, Santa Teresa.

Se entrou pela tua frente, São Vicente.

Se entrou pelos teus olhos, Santa Lúcia.

Se entrou pela tua nariz, São Luís.

Se entrou pela tua boca, Santa Rosa.

Se  entrou pela tua barba, Santa Bárbara.

Se entrou pela tua garganta, Santa Clara.

Se entrou pelo teu peito, são Eulógio.

Se entrou pela tua barriga, Santa Maria.

Se entrou pelas tuas conjunturas, São Ventura.

E se entrou pelos teus braços e pelos teus pés Santo André.

(No fim, reza-se a Oração do Credo e a Salve Rainha)

Esta versão de ensalmo é villera da Villa de La Orotava em Tenerife

 

Muitos benzedores quando chegam a uma avançada idade deixam de curar porque quando rezam o doente transmite o dano: gritam, choram, arrotam, bocejam e até têm contorções de dor. 

INDUMENTÁRIA TRADICIONAL 

            No que se refere ao trajar, o melhor exemplo de comparação é o traje típico da mulher da Villa de La Orotava com o traje da mulher da Madeira e o traje típico do homem da ilha de El Hierro com o campino ribatejano. Também há semelhanças nos trajes tradicionais da ilha de La Palma com os trajes dos Açores. 

JOGOS E DESPORTOS 

            Nos jogos e desportos tradicionais temos o Calabazo “Cabaço”, que em Portugal é um regador de cabo longo e o recipiente utilizado para tirar, de poços e tanques, água para rega. Esta técnica da agricultura tradicional que se tornou em desporto na década de 80 do século XX para evitar a sua desaparição, somente é praticada no Vale de Aridane na ilha de São Miguel da Palma. A diferença com Portugal é que o cabaço na ilha de La Palma se utiliza para tirar agua dos canais que estão nos bananais, que não são acéquias nem regueiros. A referência mais antiga de rega com o cabaço que se conhece está em una carta registada no ano 1868 e, a construção do canal de águas onde se utiliza, da mão de colonos portugueses, començou no ano 1555. 

FESTAS E TRADIÇÕES POPULARES 

            Há parecença nas romarias canarinas com os cortejos etnográficos do Minho e benção de gado, as juntas de bois levam no pescoço umas bonitas coleiras com pequenas campainhas que no Minho são mais ostentosas,  mas nos Açores são quase iguais. Há festas populares com tradição muito antiga que possivelmente tem a sua procedência em terras portuguesas, há tejineros “habitantes de Tejina” estudiosos e investigadores que acham que a Festa dos Corações de Tejina, declarada BIC (Bem de Interesse Cultural) em 2003 pelo governo das Canárias, deriva da Festa dos Tabuleiros de Tomar, pois Ansejo Gomes, o fundador de Tejina, era natural da antiga sede da Ordem dos Templários. Tejina é um pequeno povo (freguesia) do nordeste de Tenerife que pertence ao concelho de São Cristóvão da Lagoa, separado da cidade de Tacoronte pelo povo de Valle de Guerra e poucos quilómetros separam este povo da Vila de Tegueste e o povo turístico de Bajamar. Temos de lhes dizer que o fundador de Tejina era concunhado de Sebastião Machado, fundador da cidade de Tacoronte, porque Asenjo Gomes era o esposo de Guiomar Gonçalves e Sebastião Machado de Isabel Gonçalves, duas irmãs filhas de Gonçalo Gonçalves Teixeira natural de Braga. Este bracarense sogro dos dois fundadores antes mencionados, participou na conquista das Ilhas Canárias, pelo que foi beneficiado com terras no repartimento através das datas. O Antonio Miguel Rodríguez, farmacéutico da Câmara Municipal de São Cristóvão da Lagoa iniciará em breve em representação da Associação de Vizinhos As Três Ruas de Tejina o contacto com a Câmara Municipal de Tomar para estudar e investigar as possíveis relações dos Corações com os Tabuleiros e fazer uma geminação do povo de Tejina com Tomar. Bravo! Antonio, terás toda a nossa ajuda. O Antonio publica artigos no blogue: pastillerodesalud.blogspot.com, onde há alguns muito interessantes como: Portugueses en Tejina, en el origen de nuestra cultura del vino publicado em 6 de dezembro de 2015, piedra y madera em 25 de setembro de 2015 e El origen divino de las plantas, Ceralias em 20 de julho de 2016, neste artigo há fotos antigas muito bonitas e uma foro de uma eira canarina lajeada.

De seguida uma foto com o Corazón de Tejina: Calle Abajo, “Coração de Tejina: Rua Abaixo” fotografia que está na p. 50 da 2ª edição revista e amplada do livro intitulado: Fiestas de San Bartolomé de Tejina da autoria de María José Ruiz e Guadalberto Hernández, publicado pela Câmara Municipal de São Cristóvão da Lagoa em 2002.

FOTO 1canarias (6) (1).jpg

MÚSICA TRADICIONAL OU FOLCLÓRICA

 

Finalmente, falamos um pouco da música tradional ou folclórica.

 

Não quero mais sinfonias

paro o hino das Canárias,

tenho com umas folias

e um povo atrás que as canta.

 

Quadra número 56 que está na p. 24 do livro intitulado: Año canario 365 coplas y algunos versos más acerca de El Condumio da autoria de Luis Carrasco publicado pelo CCPC em 1991 e, é toda uma certeza. A Folia, é por excelência a canção tradicional mais representativa do folclore musical canarino, propalada por toda o nossa  terra e além fronteiras pela diáspora canarina no mundo. Conforme à opinião dalguns musicólogos, este canto da etapa setecentista profundo, pois com ele o canarino exprime todos os seus sentimentos, pode proceder de Portugal e, temos de lhe dizer, que igual que muitos fados, quando o cantor começa o canto, os instrumentos tocados com plectro (bandolins, bandurras e alaúdes) fazem o que na linguajem da música tradicional canarina chama-se contracanto, um contrapunto à melodia interpretada pelo cantor. A Malagueña é a canção mais triste do nosso floclore musical com estrofes que falam da morte de uma mãe, de um filho e outras perdas e desgraças:

 

Eu vi a uma mãe morta

sobre uma tumba de mármore,

com a sangue corrompida

e o coração feito troços,

pelo filho que queria.

 

Não há coisa como uma mãe

encuanto no mundo existe,

porque uma mãe consola

a um filho quando está triste.

 

São as herdeiras diretas do fandango andaluz, mas a sua música tem muita simulitude com a charamba açoriana, há fragmentos musicais das duas canções que são iguais. Também pode descender do cavaquinho português igual que o ukulele havaiano, o Timple, que para os canarinos é o instrumento nacional, da nação canarina. Com exatidão, são os Aires de Lima “Ares de Lima” o género musical totalmente português, investigados pelo musicólogo Lothar Siemens provêm do Minho, das freguesias perto do Rio Lima e é um canto com lindas melodias típico das descamisadas canarinas, esfolhadas no Minho. Deste assunto, escreveremos um artigo mais aprofundado e ilustrado com letras e partituras, porque é uma dívida que temos com Carlos Gomes, mas queríamos escrever primeiro o artigo anterior e este, porque assim os leitores e seguidores deste excelente blogue, compreenderão melhor a razão pela que na música tradicional das Ilhas Canárias, há um género musical importado do Minho.

Os leitores e seguidores deste magnífico blogue podem fazer pesquisas na Internet para ter mais informação, ver fotos e poder comparar ou fazer um passeio virtual pelos lugares dos que falámos. Para aprofundar mais e conhecer alguns dos portugueses conquistadores e cofundadores do nosso povo, aconselhamos a leitura do artigo intiulado: ABUELOS PORTUGUESES. UNA ASCENDENCIA FAMILIAR EN CANARIAS, SIGLOS XV y XVI I e II  no site geneacanaria.blogspot.com/2015/02/abuelos-portugueses-una-ascendencia.html.

 

O nosso próximo artigo será um exemplo desta profunda influência portuguesa no povo canarino e, como melhor se pode exemplificar, é com o dialeto canarino. Uma breve estória escrita em dialeto canarino com a tradução em português mais um análise, demonstrará com clareza, que quando falamos de profunda influência, não é com excesso.

 

Este artigo é dedicado com muito orgulho e grande respeito à memória dos pais cofundadores do nosso povo, os portugueses que deixaram a sua maravilhosa terra natal para vir às nossas ilhas e legaram-nos uma formosa herança que constitui o nosso precioso património histórico, artístico e cultural, e eu, especialmente, desde o mais profundo do meu coração, dedico este artigo a minha mãe, que desde o berço me transmitiu a cultura tradicional da minha terra. Para ti a minha querida mãe.

 

Jesús Acosta

ACGEIA

São Cristóvao da Lagoa

Tenerife

ARCUENSES CAMINHAM À DESCOBERTA DAS BRANDAS

Dispersas nas brumas da montanha, por caminhos carreteiros da memória de um povo que desde sempre teve a montanha como companheira na faina diária do pastoreio e cultivos encontram-se brandas que ainda hoje estão vivas.

brandasarco.jpg

Branda da Portelinha, Branda da Cachadinha, Branda das Ínsuas, Branda do Murço, socalcos que nos enchem a alma, caminhos carreteiros, cachenas, garranos e muito mais para nos mostrar o quão pequeno é o homem no meio natural.

No próximo dia 19 de Fevereiro, venha participar numa caminhada de uma beleza paisagística fenomenal, acompanhados pela serra do Soajo.

Venha ouvir o eco das Brandas, sentir a sua presença através do chilrear dos seus habitantes e ver como ainda hoje são utilizadas para guardar o gado.

Com cerca de 7 km, esta aventura à descoberta das brandas, terá o ponto de encontro na Porta do Mezio, pelas 9h30.

Os interessados devem inscrever-se em www.portadomezio.pt ou através do telefone n.º 258510100 ou ainda através do correio eletrónico:

portadomezio@ardal.pt

Venha com a Ardal-Porta do Mezio deslumbrar-se num território rico que vale a pena descobrir passo a passo!

FAMALICÃO LANÇA ROTEIRO PELA ARQUITECTURA MODERNA DO CONCELHO

Paulo Cunha enalteceu o papel de Januário Godinho no concelho

Treze edifícios do concelho de Vila Nova de Famalicão projetados pelo arquiteto Januário Godinho (1910 – 1990) estão agora reunidos num roteiro que tem como objetivo divulgar e valorizar a arquitetura moderna em Famalicão. O roteiro arranca nos Paços do Concelho, um dos ex-libris da obra de Januário Godinho, passa por diversas casas particulares e segue depois para a freguesia de Louro onde se localiza a maior parte de edifícios públicos projetados pelo arquiteto, desde a Junta de Freguesia, Centro Paroquial, cemitério e zona comercial, entre outros.

image49163.jpeg

“A melhor forma de valorizar e preservar é dar a conhecer, é levar as pessoas até aos locais e criar elos de ligação”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, esta manhã, durante o colóquio “Famalicão, Marcas de Modernidade”, onde foi apresentado o roteiro. De resto, um dos pontos altos do programa foi mesmo a realização do roteiro, com uma visita guiada às treze obras de Januário Godinho.

Durante o evento foi ainda apresentado o Prémio de Arquitetura Januário Godinho, que arranca em 2017 e tem como objetivo galardoar a melhor reabilitação de edifício no concelho. De periodicidade bianual, o Prémio terá um valor pecuniário de 7 mil euros, cabendo dois mil euros ao promotor da obra e cinco mil à equipa projetista.

“O prémio serve essencialmente para homenagear Januário Godinho e a sua vasta obra, mas tem também a função de incentivar novas ideias, novas obras e novos arquitetos”, explicou Paulo Cunha, acrescentando que“estas iniciativas pretendem ainda criar condições para que a sociedade desperte para estes temas, tornando-a mais participativa e exigente”.

Refira-se que as iniciativas inserem-se no âmbito da colaboração entre a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e o Grupo de Estudos de Arquitetura do Centro de Estudos Arnaldo Araújo da Escola Superior Artística do Porto, contando com o apoio da Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte.

Para a diretora do Centro de Estudos Arnaldo Araújo da Escola Superior Artística do Porto, Helena Maia, “esta colaboração com a autarquia famalicense tem sido uma experiência nova, que tem permitido trazer uma dimensão mais prática e pragmática da realidade quotidiana, o que tem sido muito proveitoso para ambos os lados”.

Refira-se que foi ainda inaugurada a exposição “Januário Godinho Arquiteto (1910 – 1990). Através da materialidade.”, que estará patente até 25 de novembro, nos Paços do Concelho.

Januário Godinho foi um arquiteto português nascido em 1910, em Ovar, e falecido em 1990 Januário Godinho estudou na ESBAP - Escola Superior de Belas Artes do Porto, entre 1925 e 1930, tendo obtido o diploma com o estudo para o Hotel do Parque-Vidago em 1941, onde começa a esboçar algumas das preocupações que o perseguem ao longo da sua carreira, como a leitura e interpretação do lugar, o ritual dos acessos, a relação entre

As suas principais obras são: o Mercado do Peixe de Massarelos, Porto (1932); as pousadas realizadas para a Hidroelétrica do Cávado (1949-1959), para Vila Nova, Salamonde, Sidroz e Pisões; Casa Afonso Barbosa, Famalicão (1941); a Sede da Hidroelétrica, Porto (1953); os palácios da Justiça de Tomar (1951), de Vila do Conde (1953), de Ovar (1960) e de Lisboa (1960), em coautoria com João Andersen; o Edifício Calouste Gulbenkian no LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Lisboa (1961), igualmente em coautoria com João Andersen, e os Planos de Urbanização de Coimbra (1968) e de Amarante (1965).

Refira-se que a relação de Januário Godinho com Vila Nova de Famalicão surge nos anos 40 e prolonga-se até ao final da década de 80. As suas obras pontuam o território, mas é no Louro que se encontra um número mais significativo.

Da obra deixada no concelho por Januário Godinho destaca-se o edifício dos Paços do Concelho e o antigo Tribunal; na freguesia de Antas o edifício para o Banco Português do Atlântico (1953); na freguesia de Brufe a casa Afonso Barbosa (1940-42); na freguesia do Louro várias construções na Quinta de Seara, propriedade do banqueiro Artur Cupertino de Miranda, o mercado, a igreja, a Casa do Povo, o centro paroquial e o cemitério. Na freguesia de Requião, cujo promotor foi o industrial Manuel Gonçalves, destaca-se o projeto da Casa Manuel Gonçalves, a Quinta de Compostela e a Têxteis Manuel Gonçalves.

image49166.jpeg

FAMALICÃO DEBATE MODERNIDADE NA ARQUITECTURA

Paulo Cunha abre colóquio sobre as “Marcas de Modernidade” na arquitetura de Famalicão. Colóquio promovido pela Câmara Municipal e pela Escola Superior Artística do Porto arranca amanhã, sexta-feira, pelas 09h15, no Salão da Assembleia dos Paços do Concelho

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, abre amanhã, sexta-feira, dia 21 de outubro, pelas 9h15, o colóquio “Famalicão, Marcas de Modernidade”, que vai decorrer no Salão da Assembleia Municipal, nos Paços do Concelho. O arranque da iniciativa conta também com a presença da diretora do Centro de Estudos Arnaldo Araújo da Escola Superior Artística do Porto, Helena Maia.

Paços do Concelho de Famalicão.JPG

O arquiteto Januário Godinho (1910 – 1990), autor de diversas obras no concelho de Vila Nova de Famalicão, entre as quais os Paços do Concelho, dá o mote para um conjunto de iniciativas que abordam a temática da arquitetura moderna no território famalicense.

O colóquio que vai reunir conceituados investigadores do panorama nacional, vai ficar marcado pelo lançamento do Prémio de Arquitetura Januário Godinho, que terá como objetivo galardoar a melhor reabilitação de edifício no concelho. De periodicidade bianual, o Prémio Januário Godinho terá um valor pecuniário de 7 mil euros, cabendo dois mil euros ao promotor da obra e cinco mil à equipa projetista.

Será ainda realizada uma visita guiada às obras de Januário Godinho no concelho, nomeadamente nas freguesias de Louro e Famalicão. O evento termina com a inauguração da exposição “Januário Godinho Arquiteto (1910 – 1990). Através da materialidade.”, que estará patente até 25 de novembro, nos Paços do Concelho.

Para o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, “a vasta obra que Januário Godinho deixou no nosso território e a sua sensibilidade à relevância do património constituem ensinamentos que merecem ser preservados e divulgados”. Além disso, o evento aborda ainda a arquitetura moderna no território de Famalicão, os edifícios e os arquitetos que os desenharam.

As iniciativas inserem-se no âmbito da colaboração entre a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e o Grupo de Estudos de Arquitetura do Centro de Estudos Arnaldo Araújo da Escola Superior Artística do Porto, contando com o apoio da Ordem dos Arquitetos – Secção Regional Norte.

JANUÁRIO GODINHO

Arquiteto português nascido em 1910, em Ovar, e falecido em 1990 Januário Godinho estudou na ESBAP - Escola Superior de Belas Artes do Porto, entre 1925 e 1930, tendo obtido o diploma com o estudo para o Hotel do Parque-Vidago em 1941, onde começa a esboçar algumas das preocupações que o perseguem ao longo da sua carreira, como a leitura e interpretação do lugar, o ritual dos acessos, a relação entre paisagem e espaço interior e a criteriosa escolha de materiais.

Inicia o seu período de estágio na década de 30, em colaboração com o arquiteto portuense Rogério de Azevedo, participando ativamente no desenvolvimento do seu trabalho, entre o modernismo e a aproximação que faz ao regionalismo.

Ao longo do seu percurso profissional é notório o relacionamento cada vez mais distanciado de alguns modelos dominantes na Europa Central, sendo evidente um sentido de afirmação da arquitetura como um problema de cruzamento entre modernidade e contemporaneidade, tradição e sítio, afirmando-se numa lógica de contextualização disciplinar, levando a um regionalismo crítico antecipado.

As suas principais obras são: o Mercado do Peixe de Massarelos, Porto (1932); as pousadas realizadas para a Hidroelétrica do Cávado (1949-1959), para Vila Nova, Salamonde, Sidroz e Pisões; Casa Afonso Barbosa, Famalicão (1941); a Sede da Hidroelétrica, Porto (1953); os palácios da Justiça de Tomar (1951), de Vila do Conde (1953), de Ovar (1960) e de Lisboa (1960), em coautoria com João Andersen; o Edifício Calouste Gulbenkian no LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Lisboa (1961), igualmente em coautoria com João Andersen, e os Planos de Urbanização de Coimbra (1968) e de Amarante (1965).

Refira-se que a relação de Januário Godinho com Vila Nova de Famalicão surge nos anos 40 e prolonga-se até ao final da década de 80. As suas obras pontuam o território, mas é no Louro que se encontra um número mais significativo.

Da obra deixada no concelho por Januário Godinho destaca-se o edifício dos Paços do Concelho e o antigo Tribunal; na freguesia de Antas o edifício para o Banco Português do Atlântico (1953); na freguesia de Brufe a casa Afonso Barbosa (1940-42); na freguesia do Louro várias construções na Quinta de Seara, propriedade do banqueiro Artur Cupertino de Miranda, o mercado, a igreja, a Casa do Povo, o centro paroquial e o cemitério. Na freguesia de Requião, cujo promotor foi o industrial Manuel Gonçalves, destaca-se o projeto da Casa Manuel Gonçalves, a Quinta de Compostela e a Têxteis Manuel Gonçalves.

Mais informações em

http://www.vilanovadefamalicao.org/_coloquio_famalicao_marcas_de_modernidade

FAMALICÃO REABILITA FÁBRICA SAMPAIO FERREIRA

Reabilitação da fábrica Sampaio Ferreira justifica concurso internacional de arquitetura. Famalicão lança iniciativa na próxima segunda-feira, 3 de outubro, pelas 17h30, em Riba de Ave

O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, convida os órgãos de comunicação social para o evento “Reabilitação Urbana – Riba d’Ave Desafios Urbanos’16”, que vai realizar-se na próxima segunda-feira, dia 3 de outubro, pelas 17h30, na Unidade Industrial Sampaio Ferreira e C.ª Lda, na vila de Riba de Ave.

A iniciativa insere-se no programa municipal Famalicão Visão’25 – Marcas do Futuro e tem como objetivo a reflexão sobre estratégias a adotar na regeneração urbana dos territórios de Riba de Ave e Oliveira S. Mateus.

O evento ficará marcado pelo lançamento de um concurso internacional de ideias de arquitetura para a reabilitação da fábrica Sampaio Ferreira, em Riba de Ave.

“A reabilitação deste imóvel – pela sua história, localização e dimensão – merece ser alvo de reflexão”, afirma Paulo Cunha, acrescentando que com este concurso “pretende-se repensar de que forma se podem potenciar e reutilizar este tipo de edifícios que ocupam áreas significativas do território do Vale do Ave”.

Refira-se que a fábrica Sampaio Ferreira em Riba de Ave foi uma das primeiras unidades fabris do Vale do Ave construída pelo empresário Narciso Ferreira e implantada numa área de cerca de 35 mil metros quadrados.

BRAGA BARROCA CONVIDA À DESCOBERTA DE PERÍODO ÁUREO DA CIDADE

Evento decorre de 21 a 25 de Setembro

O Município de Braga promove, entre os dias 21 e 25 de Setembro, a terceira edição da Braga Barroca. Com um intenso programa de iniciativas centradas na vivência do período barroco, o evento vai oferecer à Cidade mais de 80 horas de programação, que incluem quatro concertos, oficinas didácticas, sessões de história local, exposições, teatro, visitas guiadas e recriações históricas, actividades que visam fomentar o conhecimento e a divulgação da história local.

CMB16092016SERGIOFREITAS0000002358.jpg

Para o presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, a Braga Barroca constitui um “momento único para redescobrir uma época de ouro da história da Cidade”. “O evento foi uma aposta ganha por parte deste Executivo Municipal, desde logo pelo sucesso das edições anteriores, pelo envolvimento das entidades parceiras, mas sobretudo pela receptividade que os Bracarenses tiveram desde a primeira hora por esta iniciativa”, referiu o Edil durante a apresentação do evento, que decorreu hoje, 16 de Setembro, no Palácio do Raio.

O Autarca explicou que o Município tem procurado preencher o calendário de eventos da Cidade com iniciativas de diferente cariz no sentido de criar oferta cultural “capaz de combater a sazonalidade turística e de atrair a Braga um número crescente de visitantes ao longo de todo o ano”.

O certame - integrado nas comemorações das Jornadas Europeias do Património e do Dia Mundial do Turismo - pretende fornecer uma experiência abrangente, através de acções de âmbito artístico que procuram recriar hábitos e tipologias de vida, e envolver progressivamente a Cidade e os seus agentes.

Para a vereadora da Cultura, Lídia Dias, a Braga Barroca “não é apenas mais um evento do calendário anual”. “Este é um momento que queremos ver enraizado no quotidiano, reunindo as instituições culturais da Cidade e solidificando tendências no público Bracarense”, sustentou a vereadora.

Este ano obtém particular protagonismo o reabilitado Palácio do Raio que é, segundo a vereadora, “o expoente da incansável tarefa de valorização do património que a Misericórdia de Braga tem levado a efeito”.

Lídia Dias destacou ainda a participação das diversas entidades parceiras do evento, nomeadamente do Museu dos Biscainhos, Conservatório Calouste Gulbenkian, Cabido da Sé, Santa Casa da Misericórdia de Braga, Conselho Cultural da Universidade do Minho, Seminário de S. Pedro e S. Paulo, Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva e Fundação Bomfim.

Concerto com Orquestra Barroca da Casa da Música

Um dos pontos altos do programa do evento acontecerá no dia 24, pelas 21h30, em frente ao Palácio do Raio, com o concerto ‘Vivaldi e as Quatro Estações’ pela Orquestra Barroca da Casa da Música, do Porto.

A programação arranca no dia 21, sendo que o destaque vai para a sessão de história local, pelas 21h30, na Igreja da Penha, a realizar no âmbito do projecto ‘À Descoberta de Braga’. De salientar ainda o concerto didáctico ‘Música no Barroco’, às 14h30, no Largo do Paço, e para a visita encenada pelos alunos do CLIB ao Museu dos Biscainhos.

No dia 22, às 10h0 e às 15h00, haverá ‘Uma viagem ao Museu dos Biscainhos com o PIF’H e, pelas 21h30, um circuito musical pelo UM Ensemble, em que o público é convidado a explorar os recantos do museu através de sonoridades do barroco.

O concerto ‘Preciosidades do Barroco: da ópera à música experimental’, pelo Com.Cordas Ensemble é o destaque do dia 23. No dia 24 está agendada uma visita guiada pelas ‘7 Maravilhas do Barroco’, uma visita ao Palácio do Raio e a encenação triunfal do Arcebispo D. José de Bragança e cortejo com início às 17h30, no Arco da Porta Nova.

A Braga Barroca 2016 termina no dia 25 com o ‘Viva Vivaldi’, pela Casa da Música, um espectáculo integrado no festival de Teatro Infantil ‘Era uma vez no mês…’ e com o Sarau Barroco pelo Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, a ter lugar no Salão Medieval da Universidade do Minho.

De referir que durante todo o evento, diferentes personagens da época e figuras do imaginário barroco irão percorrer as praças, jardins e ruas da Cidade, transformando Braga num palco de estórias ao vivo.

O programa completo do evento está disponível através do link https://goo.gl/qrN912

CMB16092016SERGIOFREITAS0000002360.jpg

CMB16092016SERGIOFREITAS0000002369.jpg

CMB16092016SERGIOFREITAS0000002371.jpg

TRIENAL DE LISBOA DISTINGUE O LIMIANO PAULO DO VALE AFONSO COMO UM DOS MELHORES JOVENS ARQUITETOS

Os melhores jovens arquitectos, segundo a Trienal de Lisboa. O limiano Paulo Afonso está entre os dez finalistas do Prémio Début.

A Trienal de Arquitectura de Lisboa anunciou esta quarta-feira os finalistas do prémio com que distingue os melhores jovens arquitectos. O Prémio Début Trienal de Lisboa Millennium bcp, destinado a arquitectos com menos de 35 anos, recebeu mais de 140 candidaturas de 39 países, com destaque para Portugal, Itália, Brasil, México, Espanha e Chile. Esta é a segunda edição do prémio.

12804883_10205090129167697_2208422351519234389_n.jpg

O júri escolheu os seguintes dez finalistas: Al Borde (Equador), Asa Studio (Ruanda), Carles Enrich (Espanha), El Umbral (México), Hevia + Urzúa(Chile), Paulo Manuel do Vale Afonso (Portugal), Pedro Pitarch (Espanha), Plural (Eslováquia), Terra e Tuma Associated Architects (Brasil) e Umwelt (Chile). Do júri faz parte André Tavares, co-curador da edição deste ano da Trienal de Arquitectura de  Lisboa, Fernanda Bárbara (Brasil), Luís Santiago Baptista (Portugal), Margarita Jover (Espanha), Mimi Zeiger (EUA), Tetsuo Kondo (Japão) e Tim Abrahams (Reino Unido).

O vencedor Prémio Début será anunciado durante a semana inaugural da trienal, que este ano é dedicada ao tema The Form of Form, a 8 Outubro, e receberá um prémio de 5000 euros.

Paulo do Vale Afonso, nascido em 1982 em Ponte de Lima, e formado na universidade de Coimbra e de Ciência e Tecnologia da Noruega (Trondheim), é autor da Escola Chuquibambilla (com Paulo Afonso, Marta Maccaglia, Ignacio Bosch, Borja Bosch), em Satipo, Peru (2013). Trabalhou no ateliers OAB, em Barcelona, com Carlos Ferrater, e 51-1 Arquitectos, em Lima. Foi co-fundador da AMA (Afonso Maccaglia Architecture) em Lima, no Peru, onde trabalhou entre 2012 e 2014. Vive e trabalha no Porto, cidade a que regressou este ano, e tem construído em Portugal, também em co-autoria (André Rocha), o Centro de Actividades Ocupacionais de Ponte de Lima.

Fonte: https://www.publico.pt/

1071220.jpg

Escola Chuquibambilla, de Paulo Afonso

FAMALICÃO LANÇA PRÉMIO DE ARQUITETURA JANUÁRIO GODINHO

Famalicão lança Prémio de Arquitetura Januário Godinho

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão vai avançar com a criação do Prémio de Arquitetura Januário Godinho, com o objetivo de galardoar a melhor reabilitação de edifício no concelho. A proposta para a instituição do prémio, cuja primeira edição se realiza em 2017, foi aprovada recentemente, por unanimidade, em reunião do executivo municipal.

Para o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, esta é mais uma forma de promover a reabilitação urbana no concelho.jpg

De periodicidade bianual, o Prémio Januário Godinho terá um valor pecuniário de 7 mil euros, cabendo 2 mil euros ao promotor da obra e 5 mil à equipa projetista.  

Promover a salvaguarda e valorização do património edificado, bem como valorizar e promover a divulgação do trabalho desenvolvido por projetistas e construtores são os principais objetivos deste prémio, aberto a todas as entidades privadas que tenham promovido obras de reabilitação em qualquer edifício localizado nas áreas de reabilitação urbana do concelho ou, no caso das restantes áreas do território famalicense, em edifícios com idade igual ou superior a 30 anos.

Para o Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, esta é mais uma forma de promover a reabilitação urbana no concelho. “É fundamental inverter a realidade atual e consciencializar os famalicenses da importância da salvaguarda do património edificado no nosso território, tanto ao nível do seu valor arquitetónico, como do seu valor construtivo ou histórico”, refere o autarca, que lembra ainda que com a instituição deste prémio, a Câmara Municipal está a ir ao encontro do seu Plano de Ação para a Regeneração Urbana e de um dos vetores estratégicos do seu Plano Diretor Municipal, relacionado com a salvaguarda e valorização do património edificado.

De referir que apenas serão admitidas a concurso as obras concluídas nos dois anos anteriores ao ano de cada edição do prémio, cujo júri será constituído, entre outros, por um representante da Ordem dos Engenheiros Região Norte, da Direção Regional de Cultural do Norte e da Associação Portuguesa para a Reabilitação Urbana e Proteção do Património.

A escolha do nome do prémio homenageia uma figura incontornável da arquitetura moderna portuguesa, que deixou uma enorme marca no concelho de Vila Nova de Famalicão.

“A vasta obra que Januário Godinho deixou no nosso território e a sua sensibilidade à relevância do património constituem ensinamentos que merecem ser difundidos e homenageados através deste prémio”, disse a propósito Paulo Cunha.

Da obra deixada no concelho por Januário Godinho destaca-se o edifício dos Paços do Concelho e o antigo Tribunal; na freguesia de Antas o edifício para o Banco Português do Atlântico (1953); na freguesia de Brufe a casa Afonso Barbosa (1940-42); na freguesia do Louro várias construções na Quinta de Seara, propriedade do banqueiro Artur Cupertino de Miranda, o mercado, a igreja, a Casa do Povo, o centro paroquial e o cemitério. Na freguesia de Requião, cujo promotor foi o industrial Manuel Gonçalves, destaca-se o projeto da Casa Manuel Gonçalves, a Quinta de Compostela e a Têxteis Manuel Gonçalves.

O Prémio de Arquitetura Januário Godinho será publicamente apresentado no dia 21 de outubro, num colóquio sobre arquitetura moderna intitulado “Famalicão, Marcas de Modernidade”, promovido pela autarquia em parceria com o Centro de Estudos Arnaldo Araújo.

EDIFÍCIO DO MUSEU MUNICIPAL DE ESPOSENDE FOI PROJETADO PELO ARQUITETO CAMINHENSE MIGUEL VENTURA TERRA

Miguel-Ventura-Terra7.jpg

O arquiteto Miguel Ventura Terra, cujo 150º aniversário da data do seu nascimento agora se assinala, foi em 1908 o autor do projeto do edifício destinado ao Teatro-Club de Esposende, inaugurado em 1911.

Neste edifício, entra-se desde 1993 instalado o Museu Municipal de Esposende, o qual foi para o efeito adaptado pelo arquiteto bernardo Ferrão.

Museu_de_Esposende.JPG

ESPOSENDE EVOCA ARQUITETO MIGUEL VENTURA TERRA

“Miguel Ventura Terra, 3 emblemáticos edifícios em Esposende” é o título da exposição de rua que abre ao público na próxima quinta-feira, dia 14 de julho, seguindo-se uma visita orientada.

A cerimónia que decorrerá no Museu Municipal de Esposende está agendada para as 15 horas e insere-se na evocação dos 150 anos de Miguel Ventura Terra.

“Miguel Ventura Terra (1866-1919) caraterizou a moderna arquitetura portuguesa, feita de materiais que se conjugam em harmonia, como a pedra, o vidro, o azulejo, a madeira e o ferro forjado, em detalhes decorativos ricamente elaborados, personifica um dos modelos que influenciaram as gerações futuras de arquitetos: o modelo progressista. [in Roteiro, Ed. Museu Municipal, Câmara Municipal de Esposende]

CASA DA EIRA EM LANHELAS EVOCA ARQUITETO MIGUEL VENTURA TERRA

A Casa da Eira, em Lanhelas, ao iniciar um novo ciclo de eventos, O ALTO MINHO: ESPAÇOS, PRÁTICAS, FIGURAS, promove uma Exposição/Mesa-redonda consagrada à difusão e análise da obra do arquiteto seixense Miguel Ventura Terra.

Isto, por altura da comemoração da centúria e meia de aniversários do nascimento desta figura de proa da cultura portuguesa, a cumprir no próximo mês de Julho.

MVT.jpg

“ROMÂNICO EM CELORICO” RECEBE VISITA GUIADA

No dia 30 de abril, o Românico de Celorico foi alvo de uma visita guiada promovida pelo Município de Celorico de Basto em parceria com a Rota do Românico.

_DSC1092

A visita cingiu-se aos monumentos inseridos na Rota do Românico tendo começado na Igreja de Sta. Maria de Veade seguindo para a Igreja do Salvador de Ribas e a igreja do Salvador de Fervença. A visita terminou no único Castelo inserido na Rota do Românico, o Castelo de Arnoia.

“A valorização do nosso património é fundamental e crucial para a nossa identidade. Temos edifícios com marcas inigualáveis da arquitetura românica que tornam este concelho local de visita obrigatória para os “amantes” do património”, disse o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, Joaquim Mota e Silva. “O românico é um dos pontos de atratividade deste concelho mas existem outros igualmente aliciantes dignos de visita”.

A participar na ações estiveram várias dezenas de visitantes que se mostraram maravilhados com as características dos monumentos. O guia da visita, técnico da Rota do Românico, mostrou todos os pormenores deste estilo arquitetónico saliente nos monumentos visitados.

Recordar que Celorico de Basto dispõe de um Centro Interpretativo que serve de apoio ao Castelo de Arnoia e que permite a explicação de todos os pormenores referentes a este ex-libris local.

_DSC1101

VIANA DO CASTELO APRESENTA "CASAS DO NORTE DE PORTUGAL"

A Associação para a Promoção e Desenvolvimento Cultural Maria de Fátima Moura, com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo, levam a efeito a apresentação do livro “Casas no Norte de Portugal” e a inauguração da Exposição homónima, de Luís Moura Serra, que se realiza no dia 7 de Maio, pelas 16h00 no piso superior dos Antigos Paços do Concelho de Viana do Castelo. A apresentação desta publicação estará a cargo da Prof.ª Ana Coutinho e Castro.

VIANENSES DEBATEM ARQUITETURA MODERNISTA

Centro de Estudos Regionais promove um percurso pela arquitectura modernista em Viana do Castelo

No próximo dia 28 de Abril (quinta-feira), o Centro de Estudos Regionais promove um percurso urbano, no âmbito do programa do Ciclo de Estudos “Arte, da criação à fruição”, pela arquitectura modernista em Viana do Castelo, conduzido por Francisco Carneiro Fernandes.

“A Arquitectura Modernista em Viana do Castelo - primeira metade do século XX" é um percurso urbano, centrado na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, que nos permitirá revisitar os principais exemplares de arquitectura da cidade referentes ao referido período, conhecer melhor os seus autores e as características do seu trabalho.

Guiado por Francisco Carneiro Fernandes, autor de diversos artigos e livros sobre a história da cidade, o percurso terá início pelas 15 horas, junto do Café Girassol, no Jardim Público, tendo uma duração prevista de duas horas a duas horas e meia.

A participação é gratuita e não carece de inscrição.