Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

ARQUEÓLOGOS INVESTIGAM CULTURA DOLMÉNICA EM PÓVOA DE LANHOSO

Escavação arqueológica de monumentos sob tumuli, na Serra do Carvalho

Estão concluídos os trabalhos arqueológicos de valorização de dois monumentos sob tumuli (antas ou dólmens), localizados na Serra do Carvalho.

Escavacao serra do Carvalho 1.jpg

Esta intervenção arqueológica, que contou com uma dezena de voluntários de dentro e de fora do concelho da Póvoa de Lanhoso, resultou numa parceria entre a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, a Junta de Freguesia de Lanhoso e a empresa de arqueologia NEXO.

Nesta primeira fase do processo de valorização dos monumentos, foi possível identificar e definir a couraça pétrea (conjunto de pedras pequenas que impedia o deslizamento de terras e profanação da mamoa) destes monumentos, associada a algum material cerâmico distribuído pela superfície. A fase da musealização é a próxima etapa destes trabalhos que têm como objetivo a futura fruição pública.

No decorrer dos trabalhos arqueológicos, o Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues, e o Presidente da Junta de Freguesia de Lanhoso, António Machado, visitaram a área de trabalho com o propósito de se inteirarem do desenvolvimento dos mesmos e enaltecer os presentes por se terem disponibilizado para contribuir para o estudo e valorização do património arqueológico do nosso território.

Estes trabalhos arqueológicos de valorização de dois monumentos sob tumuli terminaram no passado dia 18 de abril.

Escavacao serra do carvalho 2.jpg

ARQUEOLOGIA À NOITE VISITA IGREJA DE SANTA MARIA DE ABADE DE NEIVA

O programa “Arqueologia à Noite” está de regresso e o destino é a Igreja de Santa Maria de Abade de Neiva. A iniciativa realiza-se na próxima sexta-feira, dia 5 de maio, pelas 21h00.

ArqueologiaNoite.png

Trata-se de uma iniciativa que pretende promover as potencialidades turísticas do concelho, na vertente cultural, paisagística e o turismo religioso que predominam no património construído e natural do concelho de Barcelos, desta vez na freguesia de Abade de Neiva. A visita tem início às 21h00, diante do portal da igreja. O Gabinete de Arqueologia Municipal irá guiar os participantes pelos sete séculos deste templo românico/gótico, classificado como Monumento Nacional desde 1927.

As inscrições estão abertas e são limitadas. Podem ser feitas através do correio eletrónico arqueologia@cm-barcelos.pt ou por telemóvel para 915 288 428, recomendando-se que participem na atividade munidos de lanterna e com vestuário adequado às baixas temperaturas.

PÓVOA DE LANHOSO ENTREGA CERTIFICADOS DA ESCAVAÇÃO ARQUEOLÓGICA DA VILLA ROMANA DE VIA COVA

O Vereador da Cultura e Turismo da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, André Rodrigues, e o Presidente da Junta de Freguesia de Lanhoso, António Machado, entregaram os certificados de participação referentes aos trabalhos arqueológicos das ruínas da villa romana de Via Cova, em Lanhoso, na sede da Junta de Freguesia de Lanhoso.

Entrega certificados 1.jpg

Esta intervenção arqueológica, que contou com 25 participantes em regime de voluntariado, além de ter posto a descoberto uma parte das ruínas romanas, foi o alicerçar das raízes para o desenvolvimento do espírito colaborativo, de interajuda e sentido de responsabilidade de cada participante, incutindo, desta forma, valores que permanecem para a vida.

“O Municipio deve muito ao trabalho destes voluntários, que tanto contribuíram para dignificar ainda mais o nosso património histórico. Já no próximo mês realizaremos uma nova intervenção, que só será concluída com sucesso com a ajuda dos voluntários”, salienta o Vereador da Cultura e Turismo, André Rodrigues.

No final da cerimónia, no passado dia 4 de março, o Vereador da Cultura e Turismo voltou a desafiar os presentes para participarem na próxima intervenção arqueológica, que terá como objetivo, estudar e valorizar três monumentos pertencentes à necrópole megalítica do Planalto da Pena Província, na Serra do Carvalho, que se realizará no próximo período de interrupção letiva, de 5 a 18 de abril de 2017.

Brevemente, serão disponibilizadas mais informações sobre a intervenção arqueológica dos três monumentos megalíticos.

Entrega certificados 2.jpg

ARQUEOLOGIA À NOITE VISITA PAÇO DOS CONDES DE BARCELOS

Dia 3 de março, às 21h30

No próximo dia 3 de março, pelas 21h30, o programa de visita aos monumentos do concelho "Arqueologia à Noite" vai dar a conhecer o Paço dos Condes de Barcelos.

Arqueologia à Noite_Paço dos Condes.jpg

As ruínas do palácio mandado construir pelo conde D. Afonso entre 1406 e 1414 - o «castelo», como os barcelenses o designam - ocupa um lugar de destaque no conjunto edificado do centro histórico de Barcelos, sendo um dos ícones da cidade. Com uma história que acompanha os destinos na vila medieval e a história nacional, foi transformado em Museu Arqueológico, em 1920, recebendo os vestígios arqueológicos e arquitetónicos recolhidos no território do concelho.

A visita tem a duração de uma hora, com entrada livre, mas a inscrição é obrigatória; não é aconselhável a menores de oito (8) anos e os participantes devem munir-se de vestuário adequado às condições atmosféricas noturnas e às baixas temperaturas.

Informações e inscrições para arqueologia@cm-barcelos.pt ou para 915288428.

HISTÓRIAS “CORREM” NA FONTE DO ÍDOLO EM BRAGA

Iniciativa decorre de Fevereiro a Julho

A partir de Fevereiro e até Julho, vai ser possível ouvir histórias na Fonte do Ídolo. ‘Da Fonte Correm as Histórias’ é o tema desta actividade que o Município de Braga promove no âmbito da divulgação e promoção daquele espaço arqueológico musealizado.

Fonte do Ídolo.jpg

A iniciativa conta com a coordenação de António Castanheira e consiste no relato de um conjunto de histórias, sendo algumas delas cantadas e musicadas.

No início decorre uma visita à Fonte do Ídolo e é destinada ao público em geral, sendo privilegiados os alunos do 1º, 2º e 3º ciclo do ensino básico. As actividades realizam-se nos dias 2, 9 e 23 de Fevereiro; 7, 9 e 14 de Março; 20 e 27 de Abril; 9 e 16 de Maio; 6 e 13 de Junho, e em Julho nos dias 4 e 6.

As actividades começam às 10h00 com a duração aproximada de uma hora e meia, sendo necessário a marcação prévia pelo endereço electrónico fonte.idolo@cm-braga.pt ou telefonicamente através do número 253 218 011

BRAGA DIVULGA FONTE DO ÍDOLO

‘hojÀfonte’ divulga espaço museológico da Fonte do Ídolo. Iniciativa do Município de Braga decorre entre Fevereiro e Maio

No âmbito da promoção e divulgação do espaço museológico da Fonte do Ídolo, o Município de Braga promove nos meses de Fevereiro a Maio mais uma edição da actividade ‘hojÀfonte’.

Fonte do Ídolo.jpg

Orientada pelo Gabinete de Arqueologia da Autarquia, a actividade consiste na realização de quatro visitas guiadas mensais, combinadas com ateliês pedagógicos, recorrendo-se nestes à técnica de modelagem da porcelana fria para a construção dos elementos julgados mais caracterizantes e singulares deste monumento.

A iniciativa, que começa sempre por uma visita guiada ao espaço musealizado, é destinada ao público em geral, mas com maior incidência sobre o infanto-juvenil.

Com duração aproximada de duas horas, os ateliês realizam-se às segundas-feiras, iniciando-se às 10h00, ou às 14h15, sendo que a participação implica, obrigatoriamente, a marcação prévia.

As marcações devem ser feitas no serviço de Arqueologia da Câmara Municipal, na Fonte do Ídolo, através do e-mail fonte.idolo@cm-braga.pt ou ainda pelo telefone 253 218 011.

BARCELENSES FAZEM INCURSÃO NOCTURNA NO MOSTEIRO DE PALME

Arqueologia à Noite arranca em 2017 com visita ao Mosteiro de Palme

Um programa de sucesso que tem como objetivo dar a conhecer e interpretar os monumentos e sítios arqueológicos do concelho. Arqueologia à Noite arranca em 2017 com uma visita noturna ao Mosteiro de Palme, no próximo 6 de janeiro.

Foram milhares os que, em 2016, passearam pelo passado histórico de Barcelos e tiveram a oportunidade de lembrar e conhecer as tradições, lendas e estórias de locais únicos. Neste novo ano, a iniciativa Arqueologia à Noite, que antes de arrancar já tem interessados, o que reflete o êxito deste tipo de programas, promete novos “descobrimentos” e surpresas.

Para Cláudio Brochado, o arqueólogo municipal, o sucesso deste programa prende-se com o facto de “a noite apelar à imaginação e evidenciar os elementos e pormenores mais significativos de cada espaço. Pormenores que à luz do dia não se conseguiriam ver ou apreciar”. Sublinha ainda que “o facto de ser à noite atrai um público muito diversificado e é a oportunidade de quem trabalha conseguir ter acesso à cultura e à história. Uma das coisas curiosas que grande parte das pessoas que participaram nestas iniciativas realça é o facto de não haver hora para acabar”. E não há de facto – há uma hora para começar mas… a viagem acaba quando acaba a vontade do grupo.

O Mosteiro de Palme foi fundado na primeira metade do século XI, sendo uma das estruturas monásticas mais antigas do Norte de Portugal. A sua influência na região do Vale do Neiva foi fundamental para o desenvolvimento do povoamento nesta região durante a Idade Média.

A inscrição é obrigatória e o número está limitado a quarenta (40) participantes devido à limitação do espaço.

O ponto de encontro está marcado para os portões do mosteiro, em Aldreu, iniciando-se a visita às 21h30.

Informações e inscrições para arqueologia@cm-barcelos.pt ou 915288428.

ARCUENSES CAMINHAM PELO TRILHO DA ARQUEOLOGIA

O Mezio foi um local de eleição das comunidades humanas da Idade da Pedra, há pelo menos 5000 anos atrás.

Cartaz_Trilho_Arqueologia.jpg

Aqui caçavam, encenavam rituais e criavam muita mas mesmo muita arte.

No próximo dia 4 de Dezembro, venha com a Ardal-Porta do Mezio, descobrir e conhecer várias Antas (túmulos) e gravuras (um dos complexos de arte rupestre pré-histórico mais importantes do Noroeste da Península Ibérica) desvendando mistérios de um mundo perdido.

Trata-se de um percurso, ora paisagístico, ora panorâmico que permite contactar com este valores arqueológicos, históricos e naturais.

Inscreva-se nesta caminhada da iniciativa “12 Trilhos 12 Experiências” e não perca a oportunidade de vivenciar a última experiência do ano de 2016!

Após o trilho, poderá desfrutar de um excelente almoço convívio com iguarias típicas tradicionais.*

Venha daí e traga toda a família! Venha viver uma experiência diferente!

Características do Trilho:

Nome do trilho: Trilho da Arqueologia

Data da realização: 4 de Dezembro de 2016

Local de encontro: Porta do Mezio (Coordenadas GPS - 41o53'05"N | 8o18'48"W)

Hora de encontro: 8h30

Hora de saída: 9h00 – Porta do Mezio

Distância: 7 km

Âmbito do percurso: Arqueológico, Histórico e Paisagístico

Duração: 3h00

Dificuldade: Fácil

Inscrições: 258510100/258522157 ou portadomezio@ardal.pt

Nota: Os participantes devem trazer roupa e calçado adequado, reforço alimentar e água.

* Almoço mediante marcação prévia até às 12h00 do dia 02/12/2016.

PORTA DO MEZIO QUER VALORIZAR PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO

ARDAL/Porta do Mezio aprova candidatura para a promoção e valorização da Área Arqueológica Mezio-Gião

O projeto Vozes das Pedras - Promoção e Valorização da Área Arqueológica Mezio-Gião visa dar resposta a uma crescente procura do turista do Parque Nacional da Peneda-Gerês e da Porta do Mezio, em particular, por estes monumentos culturais, oferecendo-lhe novos suportes e experiências relativas a esta temática.

anta-do-mezio-2.jpg

Esta iniciativa irá remeter os turistas para a relação do Homem com os elementos culturais e naturais. Com pedras enquadradas numa paisagem delimitada, o Homem do Mezio-Gião criou arte rupestre e espaços de rituais de enterramento (mamoas), mas criou-os num profundo relacionamento com o espaço natural, lendo-o, interpretando-o e experienciando-se a si e à paisagem como um só. Com este projeto a ARDAL/Porta do Mezio vai valorizar e promover as 100 rochas identificadas num dos maiores santuários de arte rupestre do Noroeste Peninsular – o Gião, bem como nas 11 mamoas da Área Arqueológica do Mezio.

Pretende-se que o conhecimento que estes espaços encerram seja partilhado com o grande público, num trabalho coordenado pelo Arqueólogo Martinho Baptista, diretor Parque Arqueológico Vale do Côa.

Com um valor elegível de cerca de 350 mil euros, apoiado no âmbito do Programa Operacional da Região Norte – Património Cultural, pretende-se que este trabalho venha, também, reforçar a atratividade da Porta do Mezio, enquanto estrutura de promoção, receção, animação e interpretação do território do Parque Nacional da Peneda Gerês.

BARCELOS PROMOVE "ARQUEOLOGIA À NOITE"

Arqueologia à Noite visita Igreja e Convento de Vilar de Frades. Dia 4 de novembro, às 21h30, em Areias de Vilar

O programa “Arqueologia à Noite” está de volta no dia 4 de novembro, às 21h30, e o destino é a Igreja e o Convento de Vilar de Frades, em Areias de Vilar.

Converted_file_e6c73271.jpg

Trata-se de uma iniciativa que pretende promover as potencialidades turísticas do concelho, na vertente cultural, paisagística e o turismo religioso que predominam no património construído e natural do concelho de Barcelos, desta vez na freguesia de Areias de Vilar.

O Mosteiro beneditino de Vilar de Frades, que foi da Congregação dos Cónegos Seculares de S. João Evangelista (Ordem dos Lóios), é um dos espaços mais imponentes de toda a região Norte do país, possuindo recortes artísticos de grande centralidade ao nível da linguagem arquitetural como são bons exemplos os tetos construídos pelo arquiteto João Castilho. O mosteiro, que terá sido fundado em 566 pelo bispo S. Martinho de Dume, foi classificado como Monumento Nacional em 1910.

O programa Arqueologia à Noite este ano já visitou as Ruínas do Mosteiro de Banho em Vila Cova, o Balneário Castrejo de Galegos Sta. Maria, as Gravuras Rupestres do Monte de São Gonçalo e os Paços da Câmara Municipal de Barcelos.

As inscrições estão abertas e são limitadas. Podem ser feitas através do correio eletrónico arqueologia@cm-barcelos.pt ou por telemóvel para 915 288 428.

BARCELOS: ARQUEOLOGIA À NOITE VISITA PAÇOS DO CONCELHO

Sábado, dia 10 de setembro, às 21h30

No próximo sábado, dia 10 de setembro, pelas 21h30, o programa de visitas ao património, designado por «Arqueologia à Noite», vai visitar os Paços da Câmara Municipal de Barcelos.

zbararque.jpg

Este edifício central da vida do concelho resultou da fusão de cinco equipamentos públicos, construídos em épocas diferentes, e com funções distintas.

Propõe-se uma visita pelos espaços normalmente vedados ao grande público, devidamente ilustrada com as histórias e algumas surpresas, mesmo para aqueles que visitam o edifício todos os dias.

A entrada é livre, aconselhada a maiores de seis (6) anos, mas carece de inscrição prévia, obrigatória, limitada aos primeiros 40 inscritos.

Para mais informações contacte através do e-mail arqueologia@cm-barcelos.pt ou pelo nº. 915288428.

FAMALICÃO: OBRAS NA ENVOLVENTE DA IGREJA DE ANTAS PÕEM A DESCOBERTO ANTIGA NECRÓPOLE DO SÉCULO XII

Trabalhos arqueológicos no local detetaram a presença de 60 sepulturas

As obras de revitalização do espaço envolvente da Igreja de Antas, promovidas pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, deram a conhecer a presença no local de uma antiga necrópole que remonta ao século XII.

Desde o início dos trabalhos, em maio,  foram identificados e intervencionados cerca de 60 enterramentos.jpg

A descoberta foi feita por uma equipa de arqueólogos que, sob a orientação da Direção Regional de Cultura do Norte e tendo em conta o interesse patrimonial do monumento, tem acompanhado as obras junto à igreja românica.  

Desde o início dos trabalhos, em maio, e até ao momento foram identificados e intervencionados cerca de 60 enterramentos, a grande maioria com esqueletos associados.

De acordo com os especialistas no terreno, pelo espólio encontrado junto às sepulturas -moedas, pregos, contas, terços, anéis e material cerâmico - bem como pela tipologia dos enterramentos, é possível determinar três fases distintas de ocupação desta necrópole.

A primeira e mais antiga corresponde à época de construção da Igreja de Santiago de Antas, no Século XII. A segunda remonta aos Séculos XIV e XVI e, finalmente, uma terceira e última fase de utilização estabelecida entre os Séculos XVIII e XIX.

Apesar dos trabalhos ainda não estarem concluídos e dos resultados até agora apurados serem de carácter preliminar, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, salienta a importância histórica desta descoberta. 

Atualmente a realização de escavações arqueológicas ocorre predominantemente no contexto da implementação de projetos de obras como medida de minimização face a eventuais impactes sobre o património arqueológico.

Projetada pelos arquitetos Hugo Correia e Jorge Maia, recorde-se que a revitalização do espaço envolvente às duas igrejas, cemitério e centro escolar de Antas implicou um investimento municipal superior a meio milhão de euros. Da obra resultará um espaço integrador, funcional e harmonioso e uma nova centralidade à cidade.

DIRETOR REGIONAL DE CULTURA DO NORTE VISITA ESCAVAÇÕES ARQUEOLÓGICAS EM MELGAÇO

Amanhã, pelas 11h00, na Estação arqueológica de Remoães, Melgaço

A decorrerem há cerca de cinco semanas, as escavações arqueológicas na freguesia de Remoães já geraram descobertas importantíssimas para os estudos da presença do Homem na região do Vale do Minho. É neste âmbito que o Diretor Regional de Cultura do Norte, António Ponte, visita amanhã, pelas 11h00, a Estação arqueológica de Remoães, em Melgaço.

Escavações em Remoães (3).jpg

No local estão equipas investigadoras de universidades portuguesas e espanholas. De acordo com o Coordenador do projeto, João Ribeiro, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ‘os promissores trabalhos de Melgaço permitiram reconhecer a diversidade de estratégias de ocupação da região pelo homem paleolítico tanto no tempo como no espaço, tendo mesmo permitido reconhecer a presença do homem de Neandertal na região’.

As escavações acontecem no âmbito do projeto transfronteiriço ‘Os primeiros habitantes do baixo Minho’, previsto decorrer nos vários municípios portugueses e espanhóis do troço internacional do rio Minho.

Escavações em Remoães (1).jpg

Escavações em Remoães (2).jpg

MUNICÍPIO DE CERVEIRA APOIA INVESTIGAÇÃO NO ÂMBITO DO PATRIMÓNIO CULTURAL

Uma equipa de cinco investigadores da Universidade do Minho encontra-se em Vila Nova de Cerveira, até ao final do mês, para estudar a arte rupestre do concelho, no âmbito do projeto de investigação de pós-doutoramento “Paisagem e representação do poder na Pré-história Recente: Arte Atlântica e Estátuas-Menir”.

Gravura rupestre da Chã Longa – Vila Nova de Cerveira.JPG

 Gravura rupestre da Chã Longa – Vila Nova de Cerveira

  

O grupo de investigadores é constituído por alunos do Mestrado e Licenciatura em Arqueologia da Universidade do Minho, sob a coordenação do Doutor Manuel Santos Estévez, pós-doutorando da Universidade do Minho, e da Prof.ª Doutora Ana Maria dos Santos Bettencourt, Professora Auxiliar com Agregação da mesma instituição de ensino.

O trabalho consiste na contextualização física e arqueológica do local gravado: na limpeza do afloramento; no estudo técnico e formal das gravuras; no decalque com plástico polivinilo e no seu levantamento fotogramétrico. Serão, igualmente, observadas outras rochas na área, com o intuito de se encontrarem novas gravuras rupestres.

O Município de Vila Nova de Cerveira apoia esta investigação, sublinhando a importância da proteção e valorização do património do concelho, neste caso pré-histórico, através da requalificação e procura de vestígios histórico-arqueológicos. No sentido de dar continuidade à estratégia de promoção de Vila Nova de Cerveira enquanto polo de turismo cultural, a Câmara Municipal pretende, ainda, a constituição de trilhos e sinalizações que divulguem este legado.

LUGAR DA BEMPOSTA, VALADARES: PESQUISA ARQUEOLÓGICA JUNTO AO RIO MINHO PÕE A DESCOBERTO VESTÍGIOS COM MAIS DE 200 MIL ANOS

Equipa de investigadores portugueses e espanhóis, coordenada pelo Prof. João Pedro Cunha Ribeiro, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, acredita estar perante uma das mais relevantes estações do paleolítico a norte do rio Douro. Utensílios descobertos (machados de mão, bifaces e lascas) serão objeto de inventariação e divulgação. Resultado dos trabalhos arqueológicos serão publicados em revistas nacionais e internacionais.

Pesquisa 01 (Large).JPG

No âmbito do projeto transfronteiriço “Os primeiros habitantes do baixo Minho. Estudo das ocupações pleistocénicas da região”, iniciaram-se, no passado dia 27 de junho, trabalhos de arqueologia no Lugar da Bemposta, em Valadares, com a presença de investigadores portugueses e espanhóis e oito estudantes do curso de arqueologia da faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Esta manhã, na presença do autarca monçanense, Augusto de Oliveira Domingues, a equipa envolvida nos trabalhos fez um primeiro balanço e apresentou diversos utensílios arqueológicos com mais de 200 mil anos descobertos no decorrer da prospeção: machados de mão, bifaces e lascas.

Estes utensílios, que constituem testemunhos interessantes e inéditos sobre a ocupação primitiva do baixo Minho, são entendidos pelos especialistas como emblemáticos e representativos da presença do homem do paleolítico inferior nesta região. Por outras palavras, testemunham a chegada do homem a estas paragens há mais de 200 mil anos.

Maravilhado com a descoberta, o coordenador do projeto, Prof. João Pedro Cunha Ribeiro, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, acredita estar perante uma das mais relevantes estações do paleolítico a norte do rio Douro que, adiantou, merece um trabalho de continuidade porque pode revelar um conjunto de dados valiosos sobre as primeiras ocupações de humanos no baixo Minho.

Pesquisa 02 (Large).JPG

Os utensílios descobertos nesta pesquisa arqueológica serão agora objeto de inventariação, apresentação aos responsáveis do património nacional e divulgação pública. Os resultados dos trabalhos arqueológicos serão publicados em revistas nacionais e internacionais.

Presente no local, o autarca monçanense, Augusto de Oliveira Domingues, agradado com a lição de pré-história, realçou a importância desta pesquisa arqueológica, afirmando-se surpreendido e orgulhoso com o resultado: “Estou impressionado com o que vejo e extremamente satisfeito por saber que a nossa comunidade existe há mais de 200 mil anos”.

Disponível para a valorização deste espólio arqueológico através da criação de itinerários intermunicipais, Augusto de Oliveira Domingues, revelou também que gostaria muito de ver as peças no futuro museu municipal. “Em tempos, apresentamos uma candidatura que não foi aprovada. Voltaremos a tentar. Porque estamos apostados em garantir a preservação da nossa história”.

Refira-se que o presente projeto, que decorrerá nos vários municípios portugueses e espanhóis do troço internacional do rio Minho, focaliza-se no estudo da presença do homem paleolítico no curso final do rio Minho, entre a confluência com o rio Trancoso, na sua margem esquerda, e a foz, 75 quilómetros a jusante.

Pesquisa 03 (Large).JPG

Pesquisa 04 (Large).JPG

Pesquisa 05 (Large).JPG

Pesquisa 07 (Large).JPG

SANTUÁRIO RUPESTRE DESCOBERTO EM BARCELOS

Arqueólogos identificaram gravuras pré-históricas no Município que constituem um dos maiores santuários rupestres do norte de Portugal

O Município de Barcelos, através do Gabinete de Arqueologia e Património Histórico e Cultural, identificou nos últimos meses, um conjunto de rochas com gravuras pré-históricas no Monte de São Gonçalo.

zbarcrup1 (1).jpg

Os arqueólogos do município identificaram até à data, cerca de três dezenas de rochas com gravuras que datam desde há cinco mil anos (Calcolítico até à idade do Bronze), distribuídas pela encosta noroeste do Monte de São Gonçalo, entre as freguesias de Palme e de Aldreu. O conjunto parece constituir um grande santuário rupestre, um dos maiores do norte de Portugal.

Estas gravuras já haviam referenciadas ao Município em 2012 pelo arqueólogo Tarcísio Maciel do Grupo de Estudos de Neiva (GEN), tendo sido depois objeto de investigação no âmbito dos trabalhos de prospeção arqueológica realizados para a Carta Arqueológica Municipal. Após as primeiras rochas terem sido identificadas em 2012, foram descobertas outras gravuras de valor inestimável distribuídas pelas diferentes plataformas do monte. O Município de Barcelos tem já prevista a criação, nos próximos meses, de um percurso arqueológico pelo Monte de São Gonçalo, promovendo as principais rochas gravadas.

zbarcrup2 (1).jpg

BRAGA DEBATE FUTURO NÚCLEO ARQUEOLÓGICO

Musealização da Ínsula das Carvalheiras é ´processo prioritário´

“Um futuro desejável para a Insula das Carvalheiras” foi o mote da sessão pública que o Município de Braga realizou, no Museu D. Diogo de Sousa, para debater o futuro daquele núcleo arqueológico. Inserida no ciclo ´Conversas do Pelouro´, a iniciativa permitiu recolher propostas, visões e ideias, tendentes a definir o futuro imediato da Ínsula das carvalheiras.

DSCF7197

O debate contou com a presença de Miguel Bandeira, vereador do Urbanismo do Município de Braga, de Manuela Martins, da Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho, de Isabel Silva, do Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa, e de Armando Malheiro da ASPA.

Como sublinhou Miguel Bandeira, a elaboração do Plano de Pormenor de Salvaguarda do Quarteirão da Ínsula das Carvalheiras é uma oportunidade para potenciar o património arqueológico de origem romana como factor de desenvolvimento social da Cidade. “Este debate, no qual se saúda a presença e a participação activa de muitos Bracarenses, não será o único sobre o tema e convidamos a população a participar com contributos através dos ´vários canais´ da Câmara Municipal”, referiu.

De acordo com o Vereador, o plano de pormenor, a elaborar no prazo de 660 dias, tem como principal foco a preservação e valorização do património cultural, limitando as construções nessa área. “Pretendemos com esta figura legal ordenar, proteger e potenciar os valores arqueológicos que ocupam o território, de modo a adequar o crescimento, o desenvolvimento urbano e a regeneração do edificado envolvente em função do valor que é preciso proteger. O processo de musealização da Ínsula das Carvalheiras enquadra-se como uma acção prioritária deste Executivo”, garantiu.

Relembre-se que está aberto, desde o dia 26 de Fevereiro, e durante um período de três meses, o prazo de participação pública para a elaboração do Plano de Pormenor de Salvaguarda do Quarteirão da Ínsula das Carvalheiras, cuja área de intervenção se situa na união de freguesias de Maximinos, Sé e Cividade, na zona do centro histórico da cidade de Braga.

Os documentos para a participação pública estão disponíveis em http://www.cm-braga.pt/pt/0502/viver/urbanismo/planeamento-urbano/planos-de-pormenor.

Os contributos podem ser enviados para o endereço electrónico pps.carvalheiras@cm-braga.pt.

BARCELENSES VISITAM À NOITE ESTAÇÕES ARQUEOLÓGICAS

Arqueologia à Noite está de volta. Dia 4 de março, às 21h, em Vila Cova

O pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Barcelos, através do Gabinete de Arqueologia, vai dinamizar mais uma sessão do programa Arqueologia à Noite, com a visita às ruínas do Mosteiro de Banho, em Vila Cova, no próximo dia 4 de março, a partir das 21h00.

Arqueologia_à_noite3-2

Esta será a quarta edição do Arqueologia à Noite, depois de se terem visitado as gravuras rupestres da Laje dos Sinais (Carvalhas), das gravuras de Paranhos (Remelhe) e das ruínas do Castelo de Faria (Gilmonde e Milhazes).

A atividade tem a duração de 1 hora e a participação é livre. A concentração far-se-á diante do portal do mosteiro (Rua de São Salvador, Vila Cova; GPS: 41.541438º/ -8.715768º) a partir das 21h00, realizando-se uma curta caminhada até às ruínas da igreja, seguida da interpretação do sítio arqueológico. Aconselha-se o uso de calçado confortável e vestuário adequado às baixas temperaturas.

O Mosteiro de São Salvador de Banho era o centro da antiga paróquia com o mesmo nome, à volta do qual se estruturou uma comunidade monástica da regra dominicana desde os finais do século XI, tendo sido extinto no século XV; a igreja subsistiu como sede da paróquia de Banho até aos inícios do século XIX, altura em que foi anexa à de Santa Maria de Vila Cova.

As ruínas do mosteiro resumem-se à abside do altar-mor da igreja, onde se podem admirar as frestas decoradas com impostas românicas, de motivos vegetalistas e algumas alegorias com figuração humana.

Próximas edições:

6 de maio – Balneário Castrejo de Galegos Sta. Maria

8 de julho – Gravuras Rupestres do Monte de S. Gonçalo

A FONTE DO ÍDOLO, EM BRAGA, E O CULTO À DEUSA NÁBIA, A DIVINDADE PAGÃ DO RIO NEIVA

Durante o período que antecedeu à ocupação romana, a deusa Nábia era venerada pelos povos autóctones da Hispânia, designação dada pelos romanos à província que actualmente corresponde nomeadamente a Portugal e Espanha. Entre os vestígios desse culto salienta-se a Fonte do Ídolo, em Braga, com as suas inscrições epigráficas, além do nome atribuído a diversos rios como o Navia, na Galiza e o Neiva e o Nabão em Portugal.

Com a cristianização, o culto pagão a Nábia veio a ser substituído pela devoção a Santa Iria ou Santa Irene. Conta a lenda que Iria – ou Irene – nascera em Nabância, uma villae romana próxima de Sellium, a atual cidade de Tomar. Oriunda de uma família abastada, Iria veio a receber educação esmerada num mosteiro de monjas beneditinas, o qual era governado pelo seu tio, o Abade Sélio.

Dotada de beleza e inteligência, a jovem Iria atraía as atenções sobretudo dos fidalgos que disputavam entre si as suas atenções. Contava-se entre eles o jovem Britaldo que por ela alimentou uma enorme paixão. Contudo, Iria entregava-se a Deus e recusava as suas investidas amorosas.

Roído de ciúmes pela paixão de Britaldo, o monge Remígio que era o diretor espiritual de Iria, deu a beber a Iria uma mistela que lhe provocou no corpo a aparência de gravidez, provocando desse modo a sua expulsão do convento, levando-a a procurar refúgio junto do rio Nabão. Britaldo, a que entretanto chegara os rumores do ocorrido, movido por despeito, ordenou a um servo o seu assassínio.

Atirado ao rio Nabão cujas águas correm para o rio Zêzere, o corpo da mártir Iria ficou depositado nas areias do rio Tejo, aí permanecendo incorruptível para a eternidade, tendo o seu culto sido muito popular sobretudo no período do domínio visigótico.

Do nome de Irene – Santa Iria – tomou a antiga Scallabis romana o nome passando a denominar-se de Sancta Irene, daí derivando a atual designação de Santarém. Da mesma maneira que, para além de assinalar um acidente orográfico, a designação toponímica Cova da Iria deverá ter a sua origem no referido culto a Santa Iria, porventura já sob o rito moçárabe ou seja, cristão sob o domínio muçulmano embora adoptando aspectos da cultura árabe.

A lenda de Santa Iria e o relacionamento com o local onde nascera ou seja, a villaeromana de Nabância, remete-nos ainda para o culto de Nábia, a deusa dos rios e da água, uma das divindades mais veneradas na antiguidade na faixa ocidental da Península Ibérica ou seja, a área que actualmente corresponde a Portugal e à Galiza.

Quando ocuparam a Península Ibérica à qual deram o nome de Hispânia, os romanos que à época não se haviam convertido ainda ao Cristianismo, adotaram as divindades indígenas e ampliaram o seu panteão, apenas convertendo o nome de Nábia para Nabanus, tal como antes haviam feito com os deuses da antiga Grécia.

Qual reminiscência de antigas crenças, o culto pagão à deusa Nábia – ou Nabanus – veio a dar origem à famosa lenda de Santa Iria – ou Santa Irene – cuja festa é bastante celebrada em muitas localidades portuguesas como sucede em Tomar e Ourém.

Foto: CMB

PÓVOA DE LANHOSO PRESERVA ACHADOS ARQUEOLÓGICOS

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso tem a decorrer o processo de tratamento do material arqueológico recolhido na escavação arqueológica da villa romana de Via Cova, na freguesia de Lanhoso. Quem desejar participar pode ainda fazê-lo.

Tratamento achados arqueologicos de via cova 1

“Este projeto de voluntariado ao nível da seleção e tratamento das peças vem no seguimento da nossa política de envolvimento das pessoas nas ações que vamos promovendo ao nível da valorização do nosso património. E é muito gratificante constatar que há sempre alguns povoenses que respondem positivamente a esta chamada”, refere o Vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes.“Esta é uma fase extremamente importante de todo o processo de preservação do acervo arqueológico que foi encontrado na villa romana de Via Cova, em Lanhoso. À medida que as peças foram aparecendo foram sendo recolhidas. Estamos, agora, numa fase mais minuciosa de identificação e tratamento desse espólio, para podermos mostrá-lo publicamente”, explica.

O processo de escavação arqueológica da villa romana de Via Cova ficou concluído em setembro de 2015, ficando a musealização e interpretação das ruínas para o ano de 2016. Deste trabalho arqueológico, realizado por voluntários, resultou um conjunto significativo de espólio, que após o processo de limpeza, conservação e consolidação, iniciado no mês de novembro de 2015 e que terminará no mês de fevereiro, permitirá compreender e, até, desmistificar o modus vivendi dos romanos, que se fixaram no concelho da Póvoa de Lanhoso no decorrer do séc.I a.C..

O estudo deste material, além de enriquecer o acervo arqueológico municipal, possibilitará avaliar a evolução que os artefactos foram sofrendo ao longo dos séculos, evidenciando, por outro lado, a importância que a própria villa romana teve no processo de romanização dos povoados castrejos dispersos pelo concelho.

Os resultados deste trabalho ficarão patentes ao público, no final do mês de março, na Sala de Interpretação do Território (SIT), sediada na Casa da Botica. “Estamos a estudar a possibilidade de encontrar outros locais, para além da Sala de Interpretação do Território, para expor os achados arqueológicos que temos em nosso poder. Entendemos ser muito importante que os povoenses tomem conhecimento dos resultados dos trabalhos de escavações arqueológicas que a autarquia promoveu no passado e continuará a promover no futuro”, revela Armando Fernandes.

Quem ainda estiver interessado em colaborar no tratamento do material arqueológico, deve efetuar a sua inscrição para arqueologia@mun-planhoso.pt.

BRAGA PROTEGE "DOMUS DAS CARVALHEIRAS"

Câmara de Braga avança com Plano de Pormenor e Salvaguarda da Ínsula das Carvalheiras

O Executivo Municipal analisa na próxima Segunda-feira, 18 de Janeiro, em sede de reunião descentralizada, a ter lugar na Freguesia de Sequeira, pelas 18h30, a elaboração do Plano de Pormenor e Salvaguarda do Quarteirão da Ínsula das Carvalheiras.

DSCF3632

Este plano justifica-se pela existência de um notável conjunto de ruínas arqueológicas conhecidas por ‘Domus das Carvalheiras’, cuja importância para o entendimento da evolução da antiga malha urbana Bracaraugustana, levou à sua classificação como Imóvel de Interesse Publico em 1990.

Com o Plano de Pormenor e Salvaguarda, a Ínsula das Carvalheiras “passa a ser o centro gerador de toda a organização do espaço envolvente e não o contrário”, como acontecia até agora. “Primeiro, é preciso musealizar, proteger e consolidar o valor monumental e só depois associar, articuladamente, o que está previsto construir em função dessa realidade”, explica Miguel Bandeira, vereador do Urbanismo do Município de Braga, durante a sessão de abertura do III Seminário Internacional de Educação Patrimonial, que decorre até amanhã, no Museu D. Diogo de Sousa.

DSCF3556

Segundo Miguel Bandeira, o plano de pormenor tem como principal foco a “preservação e valorização do património cultural existente”, colocando limitações às construções que possam surgir na referida área, concretamente ao nível do número de pisos, dos metros quadrados e das tipologias de materiais a utilizar. “O plano de pormenor é uma nova figura legal que existe para ordenar, proteger e potenciar os valores arqueológicos que ocupam o território, de modo a adequar o crescimento, o desenvolvimento urbano e a regeneração do edificado envolvente em função do valor que é preciso proteger”, acrescentou.

Assim, o Plano de Pormenor a elaborar no prazo de 660 dias, inclui a valorização, protecção e salvaguarda das ruínas arqueológicas, a construção de infra-estruturas associadas, a reabilitação do edificado existente e a promoção turística do património arqueológico.

Durante este processo será promovida uma fase de participação pública com o objectivo de auscultar todos os interessados, desde cidadãos, técnicos das mais diversas especialidades, instituições de ensino superior, instituições representativas de interesses patentes nesta área territorial, entre outras entidades. Esta fase de participação terá a duração de três meses.

Recorde-se que as ruínas da Ínsula das Carvalheiras – que abrange a área definida a Norte pela Rua Visconde Pindela, a Este pelo Campo das Carvalheiras e Rua do Matadouro, a Sul pela Rua de S. Sebastião e a Oeste pela Rua Cruz de Pedra e Rua Direita -, constituem-se como um “notável e inquestionável bem patrimonial” considerado fundamental para a compreensão da cidade romana de Bracara Augusta e para a afirmação de Braga no âmbito do legado patrimonial do período romano.

“A valorização patrimonial é um eixo fundamental de actuação do Município de Braga, particularmente no que diz respeito ao legado do período romano e barroco. Nesse sentido, o processo de musealização da Ínsula das Carvalheiras enquadra-se como uma acção prioritária deste Executivo”, concluiu Miguel Bandeira.

Mapa Ínsula Carvalheiras

ARQUEOLOGIA À NOITE EM BARCELOS VISITA CASTELO DE FARIA

Visita decorre sexta-feira, dia 18 de dezembro, às 21h00, no âmbito do programa de dinamização cultural dos monumentos arqueológicos concelhios

A Câmara Municipal de Barcelos, através do pelouro da Cultura, promove uma visita ao Castelo de Faria e à estação arqueológica subjacente, na próxima sexta-feira, dia 18 de dezembro, a partir das 21h00, no âmbito do programa de dinamização cultural dos monumentos arqueológicos concelhios «Arqueologia à Noite».

Visita ao Castelo de Faria

A visita pretende mostrar uma das mais carismáticas estações arqueológicas de Barcelos e do Norte de Portugal, com interpretação das ruínas do povoado da Idade do Ferro e do castelo medieval, palco do feito dos Alcaides de Faria, desfrutando-se da envolvência visual e sonora particular da paisagem noturna do Monte da Franqueira.

A participação é livre e destinada a maiores de 8 anos, com ponto de encontro marcado para a ermida da Franqueira a partir das 20h45, de onde se fará uma curta caminhada até à estação arqueológica. Recomenda-se aos participantes o uso de calçado confortável para a realização de uma caminhada pelos trilhos florestais das ruínas do Castelo de Faria durante cerca de 2 km de extensão, o uso de lanterna e vestuário adequado para baixas temperaturas.

Para mais informações contacte através do e-mail arqueologia@cm-barcelos.pt ou pelo nº. 915288428.

ESPOSENDE DEBATE PATRIMÓNIO E TURISMO

O Fórum Rodrigues Sampaio, em Esposende, leva a efeito nos dias 16 e 17 de novembro, um Colóquio Internacional sobre “Património, Turismo e Desenvolvimento - 30 Anos de Arqueologia em Esposende | 1985-2015”.

Esta Iniciativa integra-se num programa mais vasto de comemoração dos 30 anos de intervenções arqueológicas no Castro de S. Lourenço, iniciadas em 1985.

Acreditação de Professores: participação confere acreditação para professores de todos os níveis de ensino e grupos disciplinares pelo CFAE Barcelos e Esposende com registo CCPFC/ACC-84439/15 com 0,5 unidades de crédito.

Inscrições e mais informações disponíveis em http://ciptd.ismai.pt.

BRAGA PROMOVE ARQUEOLOGIA

Programa ´Descobrir Arqueologia´ inicia em Novembro

No âmbito da promoção e divulgação da actividade Arqueológica, a Câmara Municipal de Braga promove, entre os meses de Novembro a Junho, a actividade “Descobrir Arqueologia”.

O “Descobrir Arqueologia” consiste na promoção de um conjunto de oficinas experimentais e demonstrativas, com a duração aproximada de duas horas, onde serão abordadas técnicas de escavação e registo arqueológico.

Destinada ao público com idade superior a 10 anos, esta actividade desenvolver-se-á no espaço das Termas Romanas do Alto da Cividade, onde é possível também visitar, um importante conjunto de ruínas do período romano.

As oficinas “Descobrir Arqueologia” realizam-se (com o mínimo de 10 e o máximo de 30 participantes), na última Quarta-feira de cada mês, entre as 10.00h e as 12.00h, e entre as 14.30h e as 16.30h, sendo a participação nas mesmas, gratuita e, obrigatoriamente, de marcação prévia, pelos seguintes contactos: Telefone: 253 278 455; E-mail: termas.romanas@cm-braga.pt

VALENÇA ESCAVA O SEU PASSADO

10 Anos de Intervenções Arqueológicas na Fortaleza - Valença Descobre e Valoriza as Suas Origens

O Núcleo Museológico de Valença recebe uma mostra sobre os 10 anos de intervenções arqueológicas na Fortaleza, até 30 de novembro.

Cerâmicas com destaque para fragmentos de ânfora, material de construção como tégulas, peça de jogo, pesos de tear e pesos de rede de pesca são algumas das peças da época romana encontradas na Fortaleza de Valença possíveis de apreciar nesta exposição. Uma mostra que conta, ainda, com faianças e outros utensílios domésticos, moedas, projeteis de metal de várias épocas, bem como a reprodução de um dos enterramentos identificados no adro da Igreja de Santa Maria dos Anjos.~

A exposição conta, ainda, com 11 painéis que descrevem e mostram os principais pontos de prospeção arqueológica da Fortaleza  que permitiram aprofundar o conhecimento da ocupação e evolução do local onde está implantada a fortificação de Valença, bem como, comprovar a existência de uma ocupação romana e pré-romana.

A exposição é uma pequena mostra do vasto espólio recolhido, contabilizando-se já  50 contentores com cerâmicas, vidros, metais e utensílios em pedra.

A intervenção arqueológica permitiu compreender melhor a ocupação e evolução do local onde se implantou a vila medieval de Contrasta, futura Valença, que mais tarde, irá dar origem a Fortaleza abaluartada, setecentista e oitocentista.

A intervenção arqueológica proporcionou novos dados que vieram alterar a história local, no que respeita ao seu povoamento. Destaca-se a identificação de um povoado fortificado tipo “castro”, com uma linha de muralha sub-circular que deveria coroar o outeiro, da qual se identificaram parte de um talude térreo, associado a uma escadaria, em cujos aterros se recolheram materiais datáveis de época romana (séculos I-IV).

Os trabalhos arqueológicos foram executados sob a direção científica do arqueólogo Luís Fontes, com a co-responsabilidade da arqueóloga Belisa Pereira.

A exposição é uma iniciativa da Câmara Municipal de Valença em parceria com a Unidade de Arqueologia da Universidade do Minho.

PÓVOA DE LANHOSO RECUPERA PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO

Câmara Municipal recupera e valoriza património arqueológico da Póvoa de Lanhoso

Centenas de fragmentos de cerâmica comum romana e de armazenamento bem como pesos de tear, vidros, fragmentos pétreos e metálicos, para além de outro espólio muito variado, foram encontrados no decorrer da escavação arqueológica da villa romana de Via Cova, na freguesia de Lanhoso, que terminou no passado mês de setembro.

Escavacao Lanhoso 20151

“Esta ação vai de encontro à estratégia do município de valorização do nosso património cultural. E tem sido o “agregar de vontades”, que nos tem permitido ter uma intervenção muito importante nesta área. Desde logo pela capacidade técnica no líder da equipa, o Dr. Orlando Fernandes. A imprescindível colaboração da Junta de Freguesia de Lanhoso. E a fundamental disponibilidade e empenho de um conjunto de voluntários que olham hoje para estas “coisas do património coletivo” com uma atenção redobrada”, salienta o Vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes.

Todo aquele material que foi referido, além da devida limpeza, etiquetagem e recuperação, será alvo de um estudo detalhado, passando, posteriormente, a integrar o acervo museológico da Sala de Interpretação do Território, sediada na Casa da Botica.

Para a devida interpretação da estrutura, no decorrer dos próximos meses, irá proceder-se à musealização de toda a área arqueológica, como seja a recuperação de alguns muros, que se encontram desmantelados, a aplicação de geotêxtil e de gravilha, sendo aplicado, posteriormente, um painel interpretativo das ruínas.

Terminado o processo de musealização, pretende-se que este sítio romano, que se reveste de significativa importância para o estudo e distribuição do povoamento romano no concelho da Póvoa de Lanhoso, integre o roteiro concelhio de sítios arqueológicos visitáveis e faça parte do plano municipal de Serviços Educativos apresentado às escolas.

“Queremos transformar este local num importante ponto de visitação, depois de procedermos à sua musealização. Pretendemos integrá-lo na rota dos nossos serviços educativos, porque é importante que os alunos das nossas escolas fiquem sensibilizados para a necessidade de preservação destes locais, que são identitários da riqueza do nosso passado”, refere ainda o mesmo responsável da Autarquia.

Esta escavação contou, em 2015, com a colaboração de duas dezenas de voluntários, empenhados e dedicados, contribuindo, desta forma, para o estudo e valorização do património cultural concelhio.

Estes trabalhos, coordenados pelos Serviços de Património da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e que contaram com a colaboração da Junta de Freguesia, permitiram comprovar a continuidade da estrutura para a vertente nordeste, com o aparecimento de mais uma sala, ficando, assim, a descoberto um total de sete salas que constituíam a parte rústica, área de armazenamento e transformação dos cereais, da villa romana. Porém, pelos vestígios arqueológicos postos a descoberto, é percetível que esta ala tinha continuidade, mas que foi, entretanto, destruída pela construção de um muro de divisão de propriedade, perdendo-se, por isso, a restante informação relativa a esta estrutura.

Escavacao Lanhoso 20152

CERVEIRA PRESERVA "MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICAS DO FORTE DE LOVELHE"

“Memórias Arqueológicas do Forte de Lovelhe 1985-2015” registadas em livro

Integrado nas Comemorações dos 30 Anos do Aro Arqueológico do Forte de Lovelhe, o Município de Vila Nova de Cerveira apoiou a publicação “Memórias Arqueológicas do Forte de Lovelhe 1985-2015”. A apresentação do livro, que decorreu este sábado, lança bases para a criação do Núcleo Interpretativo do Forte de Lovelhe.

IMG_8460

Ao longo de uma semana, entre 25 de setembro e 3 de outubro, Vila Nova de Cerveira recordou os 30 anos sobre a primeira intervenção arqueológica no Aro Arqueológico do Forte de Lovelhe, com um vasto programa de atividades gratuitas que envolveu a comunidade local, escolar e científica. O encerramento do evento aconteceu, este sábado, com a realização de um ciclo de conferências subordinadas ao tema “O Forte de Lovelhe e o seu contexto regional”, com a presença de distintos docentes das Universidades do Porto e de Vigo, e a apresentação do livro “Memórias Arqueológicas do Forte de Lovelhe 1985-2015”, da autoria do Dr. Brochado Almeida e da arqueóloga Paula Ramalho, seguida de uma visita guiada à exposição e ao Aro Arqueológico.

Durante a cerimónia de apresentação, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira frisou que todos os achados têm um papel fundamental para a história de Vila Nova de Cerveira, “sendo imperativo que fique registada e perpetuada para conhecimento das gerações vindouras”.

Fernando Nogueira explicou o lançamento desta publicação com a “intenção de se alargar o conhecimento do Aro Arqueológico, mas também de servir de base para a criação do futuro Núcleo Interpretativo do Forte de Lovelhe”, enquanto espaço expositivo e de trabalho científico, servindo visitantes, estudantes e investigadores.

Por sua vez, o Dr. Brochado de Almeida, enquanto diretor científico da maioria das escavações realizadas nestas três décadas, partilhou a ideia de um Centro Interpretativo que exponha e mostre “toda a riqueza arqueológica daquela estação e que se consiga enveredar por um projeto de intercâmbio internacional e de caráter transfronteiriço de escavação, exploração e exposição”.

Salientando o enorme potencial diacrónico patente naquele local, o Dr. Brochado de Almeida classificou o Aro Arqueológico do Forte de Lovelhe como “a mais emblemática estação arqueológica em termos de material em todo o Vale do Minho”. Relativamente ao livro, o autor explicou que, ao longo de 179 páginas, são descritas “as escavações inéditas daquilo que ainda não tinha sido publicado”.

Do castrejo, ao romano e ao suevo-visigótico, a escavação arqueológica no Aro do Forte de Lovelhe proporcionou a análise de cerca de 100 mil peças, principalmente cerâmicas. Na área da numismática destacam-se as moedas do tempo de Augusto, permitindo conhecer em profundidade a presença humana, as suas relações e atividades, nos últimos 2100 anos em Vila Nova de Cerveira e nas localidades de fronteira.

PÓVOA DE LANHOSO RETOMA INTERVENÇÃO ARQUEOLÓGICA NA VILLA ROMANA DE VIA COVA

Escavação e musealização da villa romana de Via Cova, Lanhoso

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e a Junta de Freguesia de Lanhoso vão retomar a intervenção arqueológica da villa romana de Via Cova, na freguesia de Lanhoso, dando continuidade aos trabalhos que se iniciaram em agosto de 2014, por uma equipa de 20 voluntários.

Estes trabalhos, que têm como premissa o estudo, valorização e musealização desta estrutura arqueológica, terão início no dia 03 de agosto e incidirão nas duas últimas salas que constituem a pars rústica da villa romana.

No final do período de escavação, prevista para 31 de agosto, pretende-se musealizar as ruínas que foram sendo postas a descoberto, reconstituindo e interpretando a área onde se transformavam os cereais, produzidos na pars fructaria da villa romana de Via Cova. Terminada a musealização, este sítio romano passa a integrar o roteiro concelhio de sítios arqueológicos visitáveis e fará parte do plano municipal de Serviços Educativos.

Recorde-se que, na última intervenção, realizada em março e abril do presente ano, encontrou-se, além de inúmeros fragmentos de cerâmica comum romana, uma mó manual, dois pesos de tear, uma moeda em cobre e uma possível gadanha, estes dois últimos artefactos encontram-se em processo de tratamento no Laboratório de Conservação e Restauro da Câmara Municipal de Vila do Conde.

Os interessados em participar nos trabalhos arqueológicos, em regime de voluntariado, podem efetuar a sua inscrição através da ficha disponibilizada para o efeito e remetendo para arqueologia@mun-planhoso.pt.

A inscrição também pode ser realizada através do telefone 253 639 708.

BARCELOS EXPÕE ACERVO ARQUEOLÓGICO

Acervo arqueológico municipal em exposição na Torre Medieval

A exposição subordinada ao tema “Arqueologia do Foral Novo de Barcelos” será inaugurada sexta-feira, 17 de abril, às 17h00, na Torre Medieval.

Esta exposição pretende mostrar o acervo arqueológico datado do século XVI, existente no Município, resultante de um conjunto de intervenções arqueológicas realizadas em diferentes sítios da cidade e do concelho de Barcelos. O Castelo de Faria, a Torre Medieval de Barcelos ou o Cimo da Vila, a Capela de São Mamede (Feitos/ Vila Cova) e a Capela de São Tomé (Tamel Santa Leocádia) forneceram materiais arqueológicos expressivos que nos permitem ilustrar e interpretar a Carta de Foral concedida a Barcelos por D. Manuel I, ajudando, assim, na explicação da importância deste documento para a reconstituição da vida quotidiana de Barcelos nos inícios do século XVI.

A exposição estará patente de 17 de abril a 31 de maio, no piso 3 da Torre Medieval de Barcelos, com entrada livre.

MUNICÍPIO DE PÓVOA DE LANHOSO PROSSEGUE CAMPANHA ARQUEOLÓGICA

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso entregou, no passado dia 28 de fevereiro,  certificados aos cerca de 30 voluntários que participaram  na escavação arqueológica da villa romana de Lanhoso. Esta entrega decorreu no edifício da Junta de Freguesia de Lanhoso.

Foto de arquivo - escavacao em Lanhoso 1

Estes trabalhos, que envolveram aproximadamente 30 voluntários, decorreram em agosto do ano transato e permitiram colocar a descoberto, ainda que de forma parcial, algumas ruínas arqueológicas, algo há muito ambicionado pelos Lanhosenses.

Além desta cerimónia, houve oportunidade para fazer um balanço dos trabalhos que se realizaram no já referido sítio arqueológico, bem como para lançar as bases para a próxima campanha de trabalhos, que se desenvolverá entre 23 de março e 2 de abril (férias da Páscoa), das 14h00 às 18h00.

Durante estas duas semanas, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e a Junta de Freguesia de Lanhoso pretendem retomar os trabalhos encetados no ano transato, de forma a adiantar o processo de escavação desta villa romana, para que, em setembro de 2015, seja possível iniciar o processo de musealização restituindo, assim, a dignidade necessária a um monumento que se revelou importante no contexto da romanização do concelho da Póvoa de Lanhoso.

"O nosso objetivo é concluir no final do verão deste ano os trabalhos arqueológicos e proceder à musealização do espaço. Por isso é que vamos avançar com um período adicional de escavações nas férias de Páscoa. E fazemo-lo porque podemos contar com a disponibilidade de uma equipa de voluntários muito empenhada e competente e com a indispensável parceria da Junta de Freguesia de Lanhoso", refere o Vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes, acrescentando que "este será mais um ponto de referência do nosso roteiro turístico e patrimonial. Iremos dotar este espaço de um painel interpretativo que permitirá, a quem nos visita, ter uma ideia daquilo que foram as 'villas romanas' e a importância desta no contexto da nossa região".

Estes trabalhos arqueológicos têm sido vividos de uma forma intensa e marcam positivamente todos os voluntários, porque, além de contribuírem para o estudo e valorização do património arqueológico concelhio, desenvolvem algumas capacidades de sociabilização com os restantes participantes.

Os interessados podem efetuar a sua inscrição através da ficha disponibilizada para o efeito e remetendo para arqueologia@mun-planhoso.pt.

A inscrição também pode ser realizada através do telefone 253 639 708.

Ficha de inscrição aqui.

Condições de participação aqui.

Arqueologia Experimental valoriza património

Os Serviços de Património da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso têm vindo a desenvolver um conjunto de iniciativas com o propósito de valorizar e projetar o nosso património cultural no panorama nacional. Recentemente, e através de estágios protocolados com a Escola Secundária da Póvoa de Lanhoso, um conjunto de jovens estagiários começou a desenvolver um projeto de Arqueologia Experimental em contexto de trabalho.

Este ateliê visa fomentar o desenvolvimento das capacidades técnicas e artísticas destes jovens, uma vez que estão a construir instrumentos relacionados com o paleolítico superior, período histórico em que as comunidades eram nómadas e recorriam a arcos, flexas e lanças com pontas de sílex, para desferir um golpe mortal na presa. Estes utensílios vão ser utilizados no cortejo histórico e etnográfico de S. José.

PÓVOA DE LANHOSO VALORIZA PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO

Foi inaugurada a Musealização da Capela da Senhora do Monte e de uma casa rural, nas Tapadinhas da Senhora do Monte, em Garfe, no passado dia 8 de fevereiro. O concelho da Póvoa de Lanhoso vê assim enriquecido e valorizado o seu património arqueológico.

Inauguracao escavacoes Garfe 1 (Foto da autoria de

Este processo de escavação e musealização, que agora culminou, deve-se ao empenho das instituições envolvidas: Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Junta de Freguesia e Centro Social e Paroquial de Garfe, bem como de voluntários, principais obreiros no terreno destes trabalhos arqueológicos.

Presentes estiveram o Vereador para a Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Armando Fernandes; o Presidente da Junta de Freguesia de Garfe, Paulo Ferreira; e o pároco local e presidente do Centro Social, padre Luís Fernandes Peixoto, para além de outras individualidades.

“Este foi o culminar de um processo que começou há mais de dois anos, em parceria com a Junta de Freguesia de Garfe e com o Centro Social. Tivemos diversos voluntários que deram corpo às equipas de trabalho e que se orgulham do resultado final. Sem eles não seria possível obter os resultados que obtivemos”, referiu o Vereador para a Cultura, Armando Fernandes, à margem do evento. “Nunca é demais referir que a capela da Senhora do Monte se situa no lugar de Gondiães da freguesia de Garfe. Este facto vem dar-nos razão quando defendemos que os limites administrativos têm de ser corrigidos”, acrescentou.

A população também não faltou à cerimónia de inauguração das ruínas, agora valorizadas, que englobou uma breve oração, a entrega de certificados aos voluntários da última campanha arqueológica, uma interpretação técnica das estruturas e os agradecimentos finais por parte de representantes de entidades presentes.

Estão agora em condições de serem visitados dois novos recursos patrimoniais, que contribuem para o enriquecimento histórico-arqueológico e para a promoção turística do concelho da Póvoa de Lanhoso.

De lembrar que o município da Póvoa de Lanhoso tem apostado numa estratégia de estudo, salvaguarda e valorização do património arqueológico concelhio, existindo outros sítios que se pretende valorizar, já em 2015, através da escavação e musealização da villa romana de Via Cova, em Lanhoso; de uma ação de conservação do Castro de Lanhoso; da delimitação e arranjo da área envolvente do santuário rupestre de Garfe; e da recuperação e valorização do Aqueduto dos Caleiros, na União de Freguesias de Esperança e Brunhais.

Inauguracao escavacoes Garfe 2 (Foto da autoria de

MANUEL RIBEIRO JOÃO DÁ A CONHECER EM LIVRO AS ORIGENS DE FAFE

Terras e Gentes de Monte Longo revisitadas em novo livro

No próximo dia 23 de Janeiro (sexta-feira), o investigador na área da antropologia e arqueologia, Manuel Ribeiro João, apresenta às 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal de Fafe, o livro Terras e Gentes de Monte Longo, Fafe (Portugal).

Manuel Ribeiro João

A obra com chancela da Editora CONVERSO, conta com prefácio de Daniel Bastos, historiador que fará a apresentação do livro.

Resultado do seu percurso académico durante a década de 2000 na Universidade de Santiago de Compostela, o livro assinado por Manuel Ribeiro João, empregado bancário durante vários anos no concelho de Fafe, incide sobre as origens do atual território local, que no decurso do processo de romanização foi alcunhado de Mons Longus (Monte Longo). Indagando as origens do concelho através do recurso à história oral, às inquirições medievais e às memórias paroquiais setecentistas, o antropólogo revisita a riqueza etnográfica, paisagística, arqueológica e cultural de Fafe.

Segundo Daniel Bastos, investigador de História Local, conquanto o autor se tenha debruçado sobre “uma temática que mereceu já a análise e estudo de vários investigadores, Manuel Ribeiro João aproveita o ensejo desta nova incursão historiográfica sobre as origens do território municipal para aprofundar a problemática do significado e as etapas do ancestral concelho de Monte Longo”.

REVISTA "NATIONAL GEOGRAPHIC" DESTACA SÍTIO ARQUEOLÓGICO DA PRAIA DE BELINHO EM ESPOSENDE

A Praia de Belinho e o seu sítio arqueológico subaquático vêm referenciados na edição de janeiro da Revista National Geographic Portugal. Academicamente conhecido por Belinho I, o achado arqueológico de Belinho que o Município de Esposende apresentou publicamente em maio do ano passado, fica agora reconhecido também internacionalmente pelo seu intrínseco valor científico, museístico e arqueológico, através desta prestigiada revista.

A edição n.º 166 da Revista National Geographic Portugal destaca na seção Explore - rubrica Mundos Antigos - o artigo “Despojos de Belinho”, da autoria do repórter e fotojornalista João Nunes da Silva, que foi traduzido para a congénere internacional editada em língua inglesa.

Este sítio arqueológico representa o arranque de um novo modelo municipal para a gestão do património local, iniciando um inédito e promissor trabalho científico em rede, coordenado pelo Município de Esposende, e que inclui protocolos com instituições de diferentes tutelas, nacionais e estrangeiras, nomeadamente os Centros de Investigação da Universidade do Minho, Universidade do Porto, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Universidade Nova de Lisboa e a Texas A&M University (USA), e ainda os Laboratórios de Conservação e Restauro do próprio município através do protocolo MUMAR (Centro Interpretativo de S. Lourenço, Museu Municipal de Esposende e Museu Marítimo de Esposende-Associação Forum Esposendense), do Museu D. Diogo de Sousa de Braga e do Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Vila do Conde.

A estes centros de investigação associam-se ainda o Departamento de Química da Universidade do Minho, o Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o Instituto de Arqueologia e Paleociências (IAP) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que em Portugal representa o projeto europeu ITN Marie Curie “ForSEADiscovery”, e o projeto americano do Ship Reconstruction Laboratory, Department of Anthropology, Texas A&M University (College Station,Texas, USA), ambos projetos internacionais relacionados com o estudo da história material da Idade Moderna Europeia, em particular dos Descobrimentos marítimos, onde partilham um particular universo científico em torno do património naval e das embarcações de tradição construtiva Ibero-Atlântica, onde o achado arqueológico de Belinho I se integra.

PÓVOA DE LANHOSO MUSEALIZA ACHADOS NAS TAPADINHAS DA SENHORA DO MONTE

Câmara Municipal promove musealização dos achados nas Tapadinhas da Senhora do Monte

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso está a proceder à musealização das estruturas postas a descoberto no âmbito da escavação arqueológica das Tapadinhas da Senhora do Monte, em Garfe.

Ruínas da casa rural 1

A conclusão dos trabalhos está prevista para o início do ano de 2015, passando, a partir de então, a estarem ao dispor dois novos recursos patrimoniais, contribuindo para o enriquecimento histórico-arqueológico e para a promoção turística do nosso concelho.

“Este tipo de trabalhos arqueológicos insere-se na estratégia da Câmara Municipal de valorização do nosso património cultural”, refere o Vereador para a Cultura da Câmara Municipal, Armando Fernandes. De lembrar que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, em colaboração com a Junta de Freguesia e o Centro Social e Paroquial de Garfe, iniciou, em agosto de 2012, um projeto de escavação arqueológica pioneiro no nosso concelho. Tratou-se de uma intervenção arqueológica nas Tapadinhas da Senhora do Monte, na referida freguesia, realizada única e exclusivamente com participantes voluntários, num total de 70, com idades compreendidas entre os 9 e 67, oriundos de várias freguesias do nosso concelho e dos concelhos de Fafe e de Guimarães.

“Devo relevar a preciosa colaboração do Centro Social de Garfe e da Junta de Freguesia. Mas sem o trabalho empenhado e competente dos muitos voluntários que, desde 2012, se associaram ao nosso arqueólogo Orlando Fernandes nesta empreitada, hoje não teríamos os vestígios de duas edificações, que muito contribuem para sustentar a história da freguesia de Garfe”, considera o mesmo responsável. “Com a descoberta dos vestígios da capela da Senhora do Monte, edificada em 1654, fica demonstrado que a nossa luta pela reposição dos limites territoriais da freguesia de Garfe faz todo o sentido”, afirma ainda.

Posto isto, e porque a estratégia das instituições envolvidas é a preservação e valorização destas estruturas, iniciaram-se os trabalhos de musealização, garantindo, desta forma, a salvaguarda in situ da realidade dos nossos antepassados, tirando partido de todos os apelos sensoriais dos visitantes.

De lembrar que, em 2012, os trabalhos permitiram colocar a descoberto um segmento da primitiva capela da Senhora do Monte, mandada edificar por Margarida Coelho, em 1654. Esta estrutura exibe um muro de duplo paramento, de construção tosca, sem grande preocupação no assentamento dos silhares.

Apresenta-se como um edifício relativamente baixo, confirmado pela ausência de vala de fundação e paredes frágeis, e com um espaço interior relativamente diminuto, com aproximadamente 3,57 m de comprimento e 3,05 m de largura.

Já em agosto de 2013, na continuidade dos trabalhos arqueológicos, foi possível intervencionar arqueologicamente as ruínas de uma estrutura, com configuração em U, que envolve a capela da Senhora do Monte. Trata-se, na realidade, dos alicerces de uma nova capela, que ia ser construída para suprir a ausência de espaço da capela primitiva, mas nunca foi concluída por falta de esmolas e, acima de tudo, pela saída do principal impulsionador destas obras, o reitor Salvador de Oliveira.

Os trabalhos arqueológicos ficaram concluídos em meados de novembro de 2014 e puseram a descoberto uma casa de planta retangular, constituída por rés-do-chão e primeiro andar, edificada no século XVII. As paredes, com aproximadamente 80 cm de largura e apoiadas em sólidos alicerces, são edificadas por grandes blocos graníticos, afeiçoados e assentes sem grande esquadria, e pedra miúda, a preencher os interstícios que não apresentam vestígio de argamassa.

Em breve os visitantes poderão desfrutar de todo este património histórico e arqueológico.

Ruínas da Capela 1

PÓVOA DE LANHOSO FAZ INTERVENÇÃO ARQUEOLÓGICA NA VILLA ROMANA DE VIA COVA

Intervenção arqueológica na villa romana de Via Cova terá continuidade

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso promoveu, entre 4 e 29 de agosto, uma intervenção arqueológica na villa romana de Via Cova, na freguesia de Lanhoso, com a colaboração de 30 pessoas voluntárias. Este projeto contou ainda com a colaboração da Junta de Freguesia de Lanhoso.

Escavacao Via Cova 1

Segundo o Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Manuel Baptista, esta foi mais uma ação insira no propósito mais alargado da autarquia de “valorizar, preservar e divulgar o património do nosso concelho”.

A quantidade de terra acumulada (ao longo dos últimos 24 anos) a uma profundidade considerável fez como que a progressão dos trabalhos fosse demorada, não permitindo a conclusão no final do mês de agosto, como previsto, pelo que a intervenção deverá ter continuidade no próximo Verão.

“Com a colaboração da Junta de Freguesia, no próximo ano, iremos procurar alargar o período de intervenção em Lanhoso, por forma a concluirmos o trabalho que nos propusemos realizar na villa romana de Via Cova”, refere o Vereador para a Cultura, Armando Fernandes. “Gostaria de relevar o papel do nosso arqueólogo, Dr. Orlando Fernandes, que tem sido incansável na promoção destas atividades de Verão. E tem contado com a preciosa ajuda de um grupo alargado de voluntários, que muito têm contribuído para o sucesso destas iniciativas, tanto em Lanhoso como em Garfe, salienta o mesmo responsável. De acordo com o Vereador, “a preservação do nosso património arqueológico é uma das prioridades do nosso município”, estando já “identificados outros locais que, no futuro, merecerão a nossa atenção”.

Escavação arqueológica em Vila Cova pôs a descoberto inúmeros artefactos.

Os trabalhos arqueológicos entretanto realizados em agosto permitiram encontrar inúmeros fragmentos de tégulas, ímbrex, referentes à cobertura da villa. Apareceram ainda três pesos de tear, uma pedra de amolar, um fragmento de mó giratória, um fuste fragmentado, uma base de ânfora e inúmeros fragmentos de vasos, com e sem decoração.

Durante os próximos meses, estes achados vão ser alvo de triagem, limpeza e restauro, passando a integrar a exposição que está patente na Sala de Interpretação do Território, sobre a nossa Herança Cultural, sediada na Casa da Botica. Todo este processo será realizado com voluntários.

Esta primeira fase permitiu clarificar parte da estrutura, a sua orientação e método de construção dos muros, bem como detetar espólio arqueológico ímpar, possibilitando o estudo da romanização do concelho Povoense.

Considerando o facto de as ruínas arqueológicas já terem sido intervencionadas e de a interpretação do sítio estar, de certa forma, concluída, estes trabalhos arqueológicos foram-se ajustando às necessidades e aos recursos disponíveis. Assim, depois de uma avaliação prévia do local a intervencionar, iniciou-se a desmontagem das banquetas e a remoção dos derrubes na vertente sudeste da villa romana, junto à estrada de acesso à parte superior do loteamento de Via Cova.

Os trabalhos arqueológicos repartiram-se por duas campanhas e decorreram entre as 8h00 e as 13h00. O espaço não era intervencionado nem valorizado desde 1990.

Pretende-se com esta intervenção criar condições para que as ruínas da villa possam ser interpretadas e musealizadas, garantindo a fruição pública por parte da comunidade escolar em particular e do público em geral.

Este sítio arqueológico reveste-se de significativa importância para o estudo do espaço rural em torno de Bracara Augusta, em época romana. As villas romanas estão associadas à exploração agrícola, sendo uma grande propriedade rural, cujas edificações formavam o centro da propriedade do patrício (senhor da aristocracia romana, com grandes privilégios). Seria através de mão-de-obra escravizada que estas propriedades garantiam a sua subsistência.

Estes trabalhos arqueológicos só serão dados como concluídos após a devida musealização e interpretação da estrutura, passando a dispor o nosso território, desta forma, de mais um recurso patrimonial.

Escavacao Via Cova 2

ESPOSENDE RECEBE SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE CROMATOGRAFIA E ANÁLISE DE DNA EM ARQUEOLOGIA

Realiza-se em Esposende, no dia 12 de setembro, no Auditório Municipal de Esposende, um simpósio Internacional - “ArchaeoAnalytics: cromatografia e análise de DNA em Arqueologia”.

Este simpósio irá ser celebrado na cidade de Esposende, que nos últimos anos nos tem brindado com achados arqueológicos de enorme interesse relacionados com naufrágios”, reunindo assim, (…) “vários investigadores nacionais e internacionais, celebrando esta figura ímpar da História Universal."

Mais informações e inscrições em: http://mdds.culturanorte.pt/pt-PT/BimilienarioAugusto/HighlightList.aspx

MUNICÍPIO DE PÓVOA DE LANHOSO PREPARA NOVAS INTERVENÇÕES ARQUEOLÓGICAS

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso entregou os certificados de participação aos voluntários que colaboraram na campanha arqueológica realizada em 2013, em Garfe. A Autarquia está a preparar outras intervenções arqueológicas, pelo que a oportunidade serviu ainda para apresentar a próxima campanha, prevista para agosto, que visa a escavação da villa romana de Via Cova, na freguesia de Lanhoso.

Entrega certificados 1

A atenção com que a Autarquia olha os aspetos relacionados com o património, de que faz parte a arqueologia, não se esgotará por aqui, pois há outras intervenções em vista. “Adquirimos, recentemente, os terrenos contíguos à Pia dos Mouros, na freguesia de Garfe, com o propósito de estudar, interpretar e valorizar este santuário rupestre romano e é nossa intenção criar um campo arqueológico neste espaço”, referiu, durante a sessão o representante da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, o Vereador para a Cultura, Armando Fernandes. De acordo com este responsável, é pretensão “valorizar o património arqueológico, enquanto fonte de conhecimento dos nossos antepassados e ampliar a nossa oferta turística”, até porque existe “uma carência de sítios arqueológicos visitáveis no concelho da Póvoa de Lanhoso que queremos colmatar”.

Nos últimos dois anos, a Autarquia promoveu, em colaboração com entidades locais e com voluntários, escavações arqueológicas nas Tapadinhas da Senhora do Monte, na freguesia de Garfe. Em 2014, pretende-se intervir em Lanhoso. “Desde 2012, que temos vindo a apostar em campanhas arqueológicas, com a presença regular de 30 voluntários por cada campanha. Este ano, decidimos valorizar a villa romana de Via Cova, porque, desde 1990, não sofreu nenhuma ação de valorização e musealização e apresenta um avançado estado de degradação”, refere o Vereador.

De lembrar que os trabalhos arqueológicos promovidos pela Autarquia passaram, nos últimos anos, pela mamoa da Tojeira, em Calvos, pela base da Torre de Menagem e envolvente do Castelo de Lanhoso, no Monte do Pilar.

A entrega dos certificados decorreu na noite de 11 de julho, no auditório da Casa da Botica.

Intervenção na villa romana de Via Cova

O arqueólogo municipal, que coordena no terreno estes trabalhos, Orlando Fernandes, apresentou o projeto para Via Cova, fazendo um enquadramento arqueológico da freguesia de Lanhoso, com referência para a necrópole megalítica, que corrobora a presença humana durante o Neolítico (6700 a.C. – 4000 a.C.), na Serra do Carvalho; para os dois castros (Pena Província, no ponto mais alto da Serra do Carvalho, e Bouça do Campo Novo, no lugar do Pinheiro); e para a via romana XVII, importante eixo viário que ligava Bracara Augusta (Braga) a Astúrica Augusta (Astorga, Espanha).

No contexto da romanização, explicou, as villas eram moradias rurais, que eram o centro de uma grande propriedade agrícola, explorada por trabalhadores rurais.

Referiu ainda que a intervenção de 1990 na villa romana de Via Cova permitiu pôr a descoberto dois muros paralelos compartimentados em seis salas e um espólio arqueológico diversificado, permitindo supor que foi intervencionada a parte frutuária da villa romana, área destinada ao armazenamento e transformação de matéria-prima.

A necessidade de intervencionar este espaço justifica-se pois porque, depois da intervenção realizada em 1990, estas ruínas ficaram votadas ao abandono; não foram alvo de interpretação e valorização, nem foi definido um plano de limpeza regular, apresentando, atualmente, um avançado estado de degradação.

Assim, os trabalhos, que iniciam em agosto, pretendem valorizar as ruínas romanas, evidenciando e enaltecendo as qualidades intrínsecas destas estruturas arqueológicas; permitiam a interpretação das estruturas; fazer a sua integração em roteiros turísticos, com vista à ampliação da oferta turística deste concelho; criar condições que proporcionem visitas guiadas; e conseguir mecanismos que assegurem, de uma forma permanente, a limpeza daquele espaço.

Estarão envolvidos nestes trabalhos arqueológicos, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e a Junta de Freguesia de Lanhoso, juntamente com voluntários.

Apresentacao escavacao Via Cova 1

ARCOS DE VALDEVEZ PROMOVE VISITAS À INTERVENÇÃO ARQUEOLÓGICA DO PAÇO DA GIELA

Visitas à intervenção Arqueológica do Paço de Giela levaram muitos interessados a este Monumento Nacional

“Intervenção do Paço de Giela tem como objetivos a valorização cultural, reabilitação do património e desenvolvimento económico do concelho”, Presidente da Câmara Municipal, João Manuel Esteves

P7057273

O Paço de Giela,imóvel de propriedade municipal, considerado como um excelente exemplar da arquitetura civil privada, gótica e manuelina, encontra-se a ser intervencionado pela autarquia.

Numa primeira fase levaram-se a cabo as intervenções arqueológicas do monumento que permitiram à equipa de arqueólogos presentes no terreno descobrir e interligar os diferentes períodos temporais que o atravessam. Nesse sentido, e dada a importância do monumento para a população arcuense e não só, foram feitas visitas guiadas durante o passado fim-de-semana que possibilitaram o conhecimento mais de perto da realidade que envolve este imóvel.

O Paço é o resultado de várias intervenções que alteraram a fisionomia do edifício, sendo a Torre contígua do século XIV o elemento mais antigo deste conjunto arquitetónico. Começou por ter como missão a “defesa”, no entanto mais tarde transformou-se em moradia nobre, como revelam as janelas de estilo manuelino e as ameias decorativas - pormenores de embelezamento que revelam riqueza e enobrecem o espaço.

Classificado como Monumento Nacional desde 1910, está implantado numa pequena elevação sobranceira ao Rio Vez (margem esquerda), a cerca de 1,5 km da sede do concelho de Arcos de Valdevez, dominando parte deste vale.

Este projeto prevê a recuperação, valorização e colocação à fruição públicas de um conjunto monumental, um dos marcos da identidade nacional.

De destacar que a Torre vai acolher três pisos, sendo que o inferior será dedicado à arqueologia local; o central irá focar-se na história do Paço e o último dedicar-se-á ao Recontro de Valdevez.

A capela de Santa Apolónia também vai ser recuperada e as casas dos caseiros servirão de unidade de receção ao visitante.

Para autarquia esta é uma das mais importantes intervenções no património histórico arcuense e, segundo o Presidente da Câmara Municipal, João Manuel Esteves é um marco da identidade e cultura arcuense. “Portugal começou em Arcos de Valdevez”, afirmou, referindo-se a um outro marco da fundação da nacionalidade portuguesa: o Recontro de Valdevez de 1141.

O projeto pretende fazer a reabilitação do património, uma ação que se reverte de total importância tanto para a população atual como para os vindouros porque faz parte da sua história, a qual se deve preservar. A atração de visitantes e geração de riqueza e dinamismo no conselho é o outro fator implícito nesta intervenção, já que com ela a autarquia espera que Arcos de Valdevez tenha ainda mais notoriedade.

A intervenção conta com o financiamento do Programa de Operacional ON.2 - Eixo: III - Valorização e Qualificação Ambiental Territorial, sendo o seu in­vestimento elegível no valor de 1.383.906,09 euros e a comparticipação FEDER de 1.176.320,18 euros.

P7057255

MUNICÍPIO DE ARCOS DE VALDEVEZ MOSTRA INTERVENÇÃO ARQUEOLÓGICA NO PAÇO DA GIELA

A Câmara Municipal de Arcos de Valdevez organiza no próximo sábado, dia 5 de julho, pelas 10h00, uma visita à intervenção Arqueológica do Paço de Giela.

As visitas têm cerca de uma hora e serão realizadas pela equipa de arqueólogos responsável pela intervenção. Este será um momento único de observação dos vários elementos surgidos em contexto arqueológico, sendo que as novas fases de intervenção do projeto vão impossibilitar, por razões técnicas e de segurança, a sua futura contemplação.

O Paço de Giela é propriedade municipal e considerado como um excelente exemplar da arquitetura civil privada, gótica e manuelina, pertencente à tipologia denominada "casa-torre; está implantado numa pequena elevação sobranceira ao Rio Vez (margem esquerda), a cerca de 1,5 km da sede do concelho de Arcos de Valdevez, dominando parte deste vale e está classificado como Monumento Nacional desde 1910.

O objetivo principal do projeto é a recuperação, valorização e colocação à fruição públicas de um conjunto monumental, um dos marcos da identidade nacional, visando a reabilitação da zona de ha­bitações adjacentes (auditó­rio e unidade de receção ao visitante), do Paço de século XVI e da torre contígua do século XIV e a sua adapta­ção a espaço visitável, com interesse histórico e divul­gação museológica da ar­queologia local, da evolução do imóvel e do Recontro de Valdevez. Este projeto alia a valorização, a conservação, viabilidade económica e de gestão.

A intervenção conta com o financiamento do Programa de Operacional ON.2 - Eixo: III - Valorização e Qualificação Ambiental Territorial, sendo o seu in­vestimento elegível no valor de 1.383.906,09 euros e a comparticipação FEDER de 1.176.320,18 euros.

MUNICÍPIO DE PÓVOA DE LANHOSO PREPARA INTERVENÇÃO ARQUEOLÓGICA NA VILLA ROMANA DE VILA COVA

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso promove, em agosto, uma intervenção arqueológica na villa romana de Via Cova, na freguesia de Lanhoso. Trata-se de um espaço arqueológico que não é intervencionado nem valorizado desde 1990. Este projeto, que será realizado com o apoio de voluntários, conta com a colaboração da Junta de Freguesia de Lanhoso.

Via Cova 1

O objetivo passa por criar condições para que as ruínas da villa, descobertas em 1990, possam ser convenientemente interpretadas e posteriormente musealizadas, garantindo a fruição pública por parte da comunidade escolar em particular e do público em geral.

Os trabalhos arqueológicos deverão ser iniciados no dia 4 de agosto de 2014, e estarão concluídos em finais do mesmo mês. Irão decorrer entre as 8h00 e as 13h00.

Este sítio arqueológico reveste-se de significativa importância para o estudo do espaço rural em torno de Bracara Augusta, em época romana. As villas romanas estão associadas à exploração agrícola, sendo uma grande propriedade rural, cujas edificações formavam o centro da propriedade do patrício (senhor da aristocracia romana, com grandes privilégios). Seria através de mão-de-obra escravizada que estas propriedades garantiam a sua subsistência.

Esta escavação reveste-se de significativa importância para a valorização e estudo da presença romana no concelho da Póvoa de Lanhoso. Estes trabalhos arqueológicos só serão dados como concluídos após a devida musealização e interpretação da estrutura, passando a dispor o nosso território, desta forma, de mais um recurso patrimonial. Pretende-se, por isso, valorizar o património arqueológico concelhio, enquanto fonte de conhecimento dos nossos antepassados; valorizar as ruínas romanas, tendo em conta a carência de sítios visitáveis atribuíveis a este período cronológico; integrar este local em roteiros turísticos; incluir este local nos planos educativos; e disponibilizar a história deste sítio no site da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso.

Inscrições e informações através de:

arqueologia@mun-planhoso.pt

Tel: 253 639 708

Consulte aqui a ficha de inscrição para voluntário/a.

Consulte aqui as condições de participação.

Planta Via Cova 1

PIROGA DO RIO LIMA

Oito pirogas monóxilas foram encontradas em Portugal. Apenas duas foram escavadas em contexto arqueológico. Mas ajudam a explicar os primórdios da navegação.

Em 1889, o arqueólogo Sebastião Estácio da Veiga era um homem fatigado. Tinha 71 anos e ligara-se quase acidentalmente ao tema, apesar de trabalhar na Subinspecção Geral dos Correios e Postas do Reino. Todas as carreiras passam por um momento definidor. No caso de Estácio da Veiga, esse momento ocorreu no Inverno de 1876, uma estação terrível no Sul de Portugal, durante a qual as tempestades e cheias redesenharam o litoral. Perante as notícias de artefactos submersos que emergiam depois das cheias, o governo deu-lhe instruções para fazer um levantamento dos tesouros arqueológicos. Dessa recolha, nasceram as “Antiguidades Monumentais do Algarve”, publicadas até ao ano da sua morte, em 1891.

Pirogas

Um dos debates na arqueologia europeia de então prendia-se com a navegação humana – quando começara e com que embarcações? “Grosso modo”, lembra o arqueólogo Francisco Alves, “há jangadas, canoas de pele ou couro, canoas de casca e canoas ou pirogas monóxilas. Ora, são estas que aparecem no registo arqueológico. E começaram por aparecer a Estácio da Veiga.”

Na verdade, o historiador não chegou a observar nenhuma piroga. Para sua frustração, chegou tarde de mais. As duas pirogas de que tomou conhecimento – a norte de Peniche e perto do estuário do rio Mira – foram destruídas e queimadas para lenha antes de ele chegar. No terceiro volume das “Antiguidades”, queixou-se que “a incúria dos indiferentes deixou completamente estragar.” Antes, em 1876, um colega, Silva Ribeiro, comunicara-lhe a observação de uma piroga revelada pelo recuo da maré numa camada de lodo aluvial. Quando Silva Ribeiro voltou para recolhê-la, nada restava.

Tardou um século até nova descoberta reavivar o interesse pelo tema. Em 1985, emergiram os restos de uma piroga do século X ou XI d.C e, onze anos mais tarde, foram encontradas mais duas (séculos VII/IX e VIII a X d.C.). O grande achado, porém, demorou um pouco mais. Em 2002, no rio Lima, foram detectados vultos no leito fluvial. Os trabalhos arqueológicos coordenados por Francisco Alves permitiram descobrir, entre 2002 e 2003, dois exemplares inesperados. Ambos datavam da Idade do Ferro (séculos V a II a.C.) e estão preservados há mais de uma década em solução aquosa para evitar a deterioração. “Pela primeira vez, tínhamos pirogas in situ e eram muito mais antigas do que as restantes”, diz. Provava-se, por fim, que também em Portugal se começara cedo a utilizar esta embarcação, como aliás referira o geógrafo Estrabão, na transição do século I a.C. para I d.C., contando que “para as marés altas e pântanos usavam-se embarcações de couro, porém, hoje, até as talhadas num só tronco são já raras”.

Em 2008, foram encontrados fragmentos de mais uma piroga no rio Lima. Contando com as duas observações indirectas de Estácio da Veiga, há portanto oito vestígios destas embarcações no território. Em 2013, Francisco Alves publicou um artigo, comparando as tradições monóxilas de Portugal e do Brasil. “Discute-se se a tradição foi levada para ali por europeus ou se nasceu independentemente, por poligénese”, diz. “Aceito o princípio de que comunidades humanas com recursos naturais e técnicas idênticas podem encontrar soluções técnicas semelhantes, pelo que é possível que as populações indígenas construíssem as embarcações antes da chegada dos europeus... Mas um facto é um facto: e no Brasil ainda não se descobriu nenhuma monóxila em contexto arqueológico pré-colonial.”

Na Primavera de 2014, os arqueólogos já não se queixam (tanto!) da incúria dos indiferentes. Duas pirogas medievais foram recuperadas, graças a uma parceria do Museu Nacional de Arqueologia (MNA) com o Museu de Arqueologia Subaquática de Cartagena e empresas privadas de transporte e seguros. Depois da impregnação em solução aquosa e transporte para Espanha, foram secas por liofilização. “Foi uma parceria virtuosa entre entidades públicas e privadas”, diz António Carvalho, o director do MNA. As pirogas, já consolidadas, regressaram no Verão passado e uma delas é a estrela da exposição “O Tempo Resgatado ao Mar”, no MNA, em Lisboa. 

Texto de Gonçalo Pereira. Ilustração de Anyforms

Fonte: http://www.nationalgeographic.pt/

ALUNOS DO 1º CICLO VISITAM ESCAVAÇÕES ARQUEOLÓGICAS NO PAÇO DA GIELA EM ARCOS DE VALDEVEZ

Ação pretende sensibilizar e despertar os jovens arcuenses para a importância deste património concelhio.

A empreitada do Parque Urbano do Paço de Giela- Rea­bilitação do Conjunto edificado, encontra-se na fase avançada de escavações arqueológicas, dada a importância do monumento e a necessidade de aprofundar o conhecimento da ancestral ocupação deste Monumento Nacional.

visita_alunos_paço_giela (34)

Neste âmbito, e na perspetiva da sensibilização das novas gerações para a importância deste património histórico de elevada importância, três centenas de alunos do 1º Ciclo do Ensino Básico do concelho deslocaram-se, durante cinco dias, ao local onde decorrem as intervenções arqueológicas. Os grupos foram conduzidos pelos arqueólogos responsáveis pelo estudo, que os guiaram pelos principais espaços intervencionados, tendo oportunidade de compreender os vários momentos do processo de estudo, incluindo a escavação, a leitura estratigráfica, o desenho arqueológico e as características construtivas do edifício e da torre medieval; os alunos tiveram igualmente oportunidade de serem “arqueólogos”, uma vez que participaram no processo de escavação de uma área adjacente à entrada principal do Paço do século XVI. A visita foi complementada com o contacto com alguns dos materiais arqueológicos retirados da escavação, incluindo elementos metálicos, cerâmicas, moedas e peças de adorno, alguns com mais de 800 anos de existência.

A edilidade pretende alargar as visitas a outros grupos etários e de diferentes características, sendo possível a visita guiada ao espaço mediante prévia marcação.

O Paço de Giela é monumento nacio­nal desde 1910 e com a intervenção no local pretende-se a melhoria das condições de salvaguarda, valorização e de animação do edifício, numa perspetiva de transmissão para o futuro dos bens culturais, contan­do para tal com o finan­ciamento do Programa de Operacional ON.2 - Eixo: III - Valorização e Qualificação Ambiental Territorial, sendo o seu investimento elegível no valor de 1.383.906,09€ e a comparticipação FEDER de 1.176.320,18€.

visita_alunos_paço_giela (21)

ESCAVAÇÃO ARQUEOLÓGICA VALORIZA PATRIMÓNIO DE PÓVOA DE LANHOSO

Cerca de 30 pessoas voluntárias participaram na escavação arqueológica nas Tapadinhas da Senhora do Monte, que a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, a Junta de Freguesia e o Centro Social e Paroquial continuaram a promover, este Verão, em Garfe. A escavação realizou-se entre 29 de julho a 23 de agosto, tendo durado mais uma semana do que o previsto.

ESCAVACAO GARFE 1

Estes trabalhos retomaram a intervenção arqueológica iniciada em agosto de 2012 e que, na altura, permitiram pôr a descoberto os alicerces da primitiva capela de Nossa Senhora do Monte, mandada edificar por Margarida Coelho, em 1654. A corroborar esta afirmação estão os vestígios arquitetónicos, in loco, de uma soleira, voltada a este, indicando a entrada da capela, um púlpito exterior, onde o padre celebrava a homilia, ainda com um degrau de acesso, e um altar encostado à parede do fundo da capela. No interior, foram detetadas cinco moedas em cobre da época moderna, que muito possivelmente são das esmolas.

Este ano, os trabalhos incidiram num muro com aproximadamente 13 metros de comprido por um metro e meio de largo, de duplo paramento, preenchido com pedras miúdas, de configuração em U, que envolve a capela. Na realidade, trata-se dos alicerces das obras de ampliação, que nunca foram terminadas muito por culpa da saída de cena do principal mentor, o reitor Salvador de Oliveira.

Enquanto esteve edificada, a capela da Senhora do Monte recebia inúmeros fiéis provenientes de várias localidades, com o objetivo de verem atendidas as suas súplicas. Com o progressivo abandono, quase se varreu da memória dos locais, mas por vontade e persistência de algumas pessoas deu-se início ao estudo de um segmento da história das Tapadinhas da Senhora do Monte, que consistiu em escavar, interpretar, valorizar e posteriormente musealizar os alicerces desta capela, o que irá contribuir para a promoção histórica e turística do nosso concelho.

ESCAVACAO GARFE 2

CAMINHA E VIANA DO CASTELO CELEBRAM PROTOCOLO PARA VALORIZAR A CIVIDADE DE ÂNCORA/AFIFE

O protocolo vigora por um prazo de 5 anos, automaticamente renovável por igual período, salvo denúncia de uma das partes

Os Municípios de Caminha e de Viana do Castelo e as Juntas de Freguesia de Âncora e de Afife celebraram hoje, dia 24, um protocolo que prevê a gestão conjunta do sítio arqueológico da Cividade de Âncora/Afife.

Protocolo Cividade (3)

Flamiano Martins, Vice-presidente do Município de Caminha, afirmou que este era um passo importante do qual se congratula porque vai permitir uma melhor conservação do património arqueológico castrense. “Além disso, trata-se de um trabalho importante de cooperação e parceria entre municípios, uma lógica que deve sempre ser adotada”, acrescenta, citando o exemplo também da colaboração estreita com o Município galego da Guarda no projeto de defesa de navegabilidade do rio Minho e da sua candidatura a Património Natural da Humanidade pela UNESCO.

Por seu turno, José Maria Costa, Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, referiu de igual forma que a Cividade é “um espaço de conhecimento” e lembrou a Universidade do Minho que está a executar trabalhos no local e a recolher informação. “Estes núcleos museologicamente preservados são importantes e podem servir de base a um roteiro turístico”, aditou.

O objetivo é proceder, de forma conjunta, a obras de valorização do sítio arqueológico da Cividade de Âncora/Afife, através de um Plano de Trabalhos Arqueológicos, bem como avançar com o Processo de Classificação como Monumento Nacional.

Protocolo Cividade (2)

Protocolo Cividade (1)

CASTRO DE S. LOURENÇO EM ESPOSENDE INTEGRA REDE DE CASTROS DO NOROESTE PENINSULAR

O Castro de S. Lourenço, em Vila Chã, integra a Rede de Castros do Noroeste Peninsular, recentemente criada pela Direcção Regional da Cultura do Norte, com o intuito de promover a divulgação e salvaguarda de um conjunto de sítios arqueológicos.

Castro S.Lourenço_Vila Chã

O Município de Esposende reforça, assim, o seu empenho na investigação e preservação do património arqueológico do concelho. O Castro de S. Lourenço consiste num povoado fortificado ocupado há mais de 2 000 anos. Desde 1985 foram realizadas intervenções arqueológicas, no decurso das quais foram totalmente reconstruídas cinco edifícios correspondentes a dois núcleos familiares. Dispõe, desde 2011, do Centro Interpretativo de S. Lourenço, estrutura de acolhimento que promove e incentiva à descoberta do património.

Como forma de promover e divulgar o Castro de S. Lourenço, de Junho a Setembro a Autarquia vai organizar visitas orientadas, integradas num comjunto de actividades de verão, mediante marcação prévia, através do e-mail arqueologia@cm-esposende.pt ou dos telefones 253 960 179/253 960 100.

Além do Castro de S. Lourenço integram a Rede de Castros do Noroeste Peninsular, as cividades de Terroso (Póvoa de Varzim) e de Bagunte (Vila do Conde), os castros de Alvarelhos (Trofa), Eiras (Vila Nova de Famalicão), Monte Mozinho (Penafiel), do Padrão (Santo Tirso) e de S. Caetano (Monção), e as citânias de Santa Luzia (Viana do Castelo), de Sanfins (Paços de Ferreira) e de Briteiros (Guimarães). Para mais informações pode ser consultado o site www.castrosdonoroeste.pt.

CAMINHA: PROTOCOLO VAI PERMITIR VALORIZAÇÃO DA CIVIDADE DE ÂNCORA/AFIFE

O protocolo vigora por um prazo de 5 anos, automaticamente renovável por igual período, salvo denúncia de uma das partes

O Município de Caminha, o Município de Viana do Castelo, a Junta de Freguesia de Âncora e a Junta de Freguesia de Afife vão celebrar um protocolo com vista à constituição de uma parceria que conduza à gestão conjunta do sítio arqueológico da Cividade de Âncora/Afife. O documento foi aprovado ontem, dia 20, pelo executivo caminhense, em reunião de Câmara.

“Depois de valorizarmos o património arqueológico do concelho de Caminha, é a vez de conseguirmos preservar e valorizar também a Cividade de Âncora/Afife”, revela Paulo Pereira. “Esta cooperação é muito importante e vai constituir mais um ponto de interesse e de atração turística, com mais-valias para todos os envolvidos no protocolo”, remata o vereador da Câmara de Caminha responsável pelos pelouros do Turismo e da Cultura.

O objetivo é proceder, de forma conjunta, a obras de valorização do sítio arqueológico da Cividade de Âncora/Afife, através de um Plano de Trabalhos Arqueológicos, bem como avançar com o Processo de Classificação como Monumento Nacional.

VIANA DO CASTELO PROMOVE “DOMINGOS EM FAMÍLIA” NA CASA DOS NICHOS

image003

A Casa dos Nichos - Núcleo Museológico de Arqueologia, promove no dia 28 de Abril a atividade de expressão plástica “Colar de Contas”, integrada no programa “Domingos em Família”, que visa a participação de pais e filhos em atividades relacionadas com o património arqueológico do concelho.

A atividade “Colar de Contas” consiste na elaboração e pintura, de contas de colar, que farão parte de um colar, esta atividade tem como base as contas de colar  de época romana existentes na exposição permanente da Casa dos Nichos.

Participação gratuita. Idade sugerida: entre os 4 e os 14 anos.

Local: Casa dos Nichos - Núcleo Museológico de Arqueologia (Rua de Viana), das 14h00 às 17h00.

Organização: Câmara Municipal de Viana do Castelo – Gabinete de Arqueologia.

VIANA DO CASTELO: CASA DOS NICHOS ORGANIZA "DOMINGOS EM FAMÍLIA"

“Domingos em Família” na Casa dos Nichos

A Casa dos Nichos - Núcleo Museológico de Arqueologia, promove no dia 3 de Fevereiro a atividade de expressão plástica “Rostos com História”, integrada no programa “Domingos em Família”, que visa a participação de pais e filhos em atividades relacionadas com o património arqueológico do concelho.

A atividade “Rostos com História” consiste na realização de máscaras em papel, baseadas em ilustrações de rostos de diferentes épocas históricas.

Participação gratuita.

Idade sugerida: entre os 6 e os 14 anos.

Local: Casa dos Nichos - Núcleo Museológico de Arqueologia (Rua de Viana), das 14h00 às 17h00.

Organização: Câmara Municipal de Viana do Castelo – Gabinete de Arqueologia.

VIANA DO CASTELO ORGANIZA “DOMINGOS EM FAMÍLIA” NA CASA DOS NICHOS

image004

Domingos em Família” na Casa dos Nichos

A Casa dos Nichos - Núcleo Museológico de Arqueologia, promove no dia 13 de Janeiro – “O Jogo do Guerreiro”, atividade de expressão dramática e plástica integrada no programa “Domingos em Família”, que visa a participação de pais e filhos em atividades relacionadas com o património arqueológico do concelho. 

A atividade consiste na construção do jogo da memória, tendo como inspiração um conto sobre a Citânia de Santa Luzia. Durante o conto, os participantes reúnem informações, que lhes permitirá a elaboração de desenhos sobre o tema e servirá para criar as fichas do jogo da memória. No fim do conto, todos os participantes poderão partilhar as suas fichas e jogar em conjunto.

Participação gratuita. Idade sugerida: entre os 6 e os 12 anos.

Local: Casa dos Nichos - Núcleo Museológico de Arqueologia (Rua de Viana), das 14h00 às 17h00. 

Organização: Câmara Municipal de Viana do Castelo – Gabinete de Arqueologia

fotosemapa

GUIMARÃES: A CITÂNIA DE BRITEIROS EM 1910

CIDADES MORTAS

Do arraial destroçado que são as citânias pre-romanas de Briteiros, nos arredores de Guimarães, a mais immediata impressão é a de um vasto campo de lucta, ainda quente da ultima peleja, e que um vendaval immenso varreu, com homens e edifícios, como por castigo ás atrocidades estupendas dos povos bárbaros que as habitaram.

capture6

Roteiros indecisos de arruamentos, fragmentos de edifícios, golpes fundos e longos de aqueductos subterrâneos rompendo a montanha e hoje habitados pelas silvas agrestes, as covas abertas e profanas das necrópoles, o esboço circular das construcções – tudo suggestiona, recordando a catástrofe e a ruina. N’aquelles planos de serra (qual dos dois mais impressionante) uma natureza passada, sepulta, em cinzas, para e abysma ao centro da natureza averdiscada e húmida d’um circular e arraizado horisonte de paizagens, fumos de lareiras aldeãs sobem no ar quieto da tarde, azulados e vagos, emquanto vêmos perto, em frente de nós, o logar onde a ensenação familiar não anima, já, rústicos e encantadores domiciliares. Teem a cal agreste dos pedregulhos calcinados de milhares de estações aquellas lages e terras de curioso estudo ethnico. Uma saudade intensíssima brota da dramática exposição d’aquellas ruinas evocadoras; como se, realmente, homens e edifícios, vistos minutos antes, tivessem deixado pouco mais que poisar a poeira do seu ultimo combate e da sua perdição irremediável. 

Subir de S. Pedro de Donim – linda aldeia de cravos e valverdes – pelo serro da Citania de Santo Estêvão de Briteiros, nos dias máximos de calor, é semelhante a um trabalho aguerridoe atrevido da meia-edade, porque a poeira negra da montanha, no largo banho de suor que nos cobre, produz um indefinido cansaço com aquelle bater consecutivo de urzes e pedreiras. Meio corpo do monte cobre-se, ainda das vegetações frescas do campo, de acampamentos altivos e cercados de pinheiraes, por entre os quaes o sol se côa no relvado em admiráveis redes d’ouro. Mas a montanha despe-se; tem o tronco nú e musculoso. E logo as escarpas se succedem, diffíceis e trahindo os passos, para serem vencidas a pau ferrado, incidindo a terra com a coragem tenaz d’um assalto de guerrilheiros – tanto é o perigo que nos atemorisa e a vontade curiosa que nos exalta mais e mais.

Os valles vão subindo, crescendo, como se tivessem a mais vasta sequencia nos montes fronteiros e vestidos de verdura. Tem-se, a todo o momento, a impressão do ingresso ao mastro d’um navio sobre o movimento das vagas altas e inconstantes.

A razão porque descrevemos e estudamos as cidades mortas de Briteiros são os documentos d’arte mycenica, imprescindíveis para o nosso ensaio ethnographico sobre as artes populares do Minho, que nas citânias mais que em nenhuma outra localidade abundam, valiosíssimos. 

Effectivamente, os documentos d’essa arte apagada, d’um alfabeto artístico quasi insignificativo mas notável, precisa, para a coordenação dos factos históricos relativos à evolução artística, marcou um período de attracção muito geral, muito inconfundível. Não pode dizer-se que a passagem da arte mycenica pelas estações históricas do occidente da Europa fosse infructífera. Para que um género artístico chegue até ao momento em que o povo o recebe e utilisa é necessário que muito se tenha evidenciado, que o hábito se torne, por assim dizer, o seu melhor reclamo. E isto, muito principalmente, com povos de insignificante cultura e quasi só vibráteis, sugestionáveis, com os documentos polycromos – aquelles que mais ferem a vista, que d’um modo mais rápido gravam a sua expressão.

Os documentos da pedra, n’essa época mal colocados e custosos de interpretação, eram os que só pela ausência de competidores coloridos estavam em circumstancias de serem utilizados. Aquelles a que nos referimos são d’essa espécie. Bellos, sem duvida; mas belos, ao primeiro encontro, somente para os juízes eruditos, para os indivíduos que facilmente deduzem do seu mérito ou pela educação scientifica ou, pelo menos, pela lucida intuição que possuem. Porque, em verdade, só muito consciente ou inteligentemente se podem explicar a graça e o mérito d’um exemplar d’arte exótica, difícil de estudar-se, e, n’este caso, mais difícil ainda para o esclarecimento da sua estranha situação entre nós. 

capture2

O que já não podemos é continuar afirmando que os elementos d’arte mycenica passaram d’um modo fugaz e occasional entre os castros pré-romanos de Briteiros – o seu melhor repositório. Elles, do mesmo modo porque exercem uma altíssima influencia na evolução de um determinado grupo d’artes populares, chegam também ao extremo erudito das aplicações artísticas – foram um motivo de embelezamento architectonico, servindo a maioria das decorações que existem no precioso templo de Balsemão, nos arredores de Lamego.

E porque assim succedeu, fique contudo bem definido, desde já, que de modo algum podemos admitir a hypothese de terem sido os ornatos d’aquelle templo os transmissores, aos operários ruraes, das bellas esculpturas dos seus productos ingénuos e admiraveis.

Não estão na Citania e no Sabroso, actualmente, os documentos de pedra lavrada a que nos referimos. Com critério e como prova incomparável estima que lhes votava, Martins Sarmento, ao terminar a exploração scientifica dos dois castros, enviou-os cuidadosamente ao archivo do muzeu archeologico de Guimaraes. Mas nem por isso as citânias pré-romanas deixaram de interessar-nos. Pelo contrário; é muito mais suggestivo o logar deserto onde esses raros materiaes estiveram sepultos milhares d’annos, porque não deixa de nos recordar, semelhante ausência, quanta probabilidade podíamos ter em subtrahir, com futuras excavações, muitos outros exemplares preciosos, talvez capazes de darem a este diffícil problema da sua situação entre nós uma solução definida e inilludivel. 

capture3

 

Curioso, pela associação de factos, o caso de os mais notáveis elementos d’arte mycenica recolhidos em Portugal surgirem precisamente no meio provincial que com eles mais engrandece as suas feitorias d’obra rustica. É, realmente, muito interessante que surjam, despertando o interesse dos estudiosos, precisamente no centro d’uma provincia que fabrica esses incomparáveis jugos lavrados. Porque, dado que não possamos estabelecer praso de vida á civilização mycenica no noroeste da península, o que desde já podemos affirmar é que não foi passageiro, rápido, o estadio do povo que introduziu na nossa terra – isto ainda que o praso que se lhe succedeu, enorme, muito pudesse obrar n’esta adaptação curiosa.

A classificação erudita dos elementos mycenicos das estações de Briteiros nunca soffreu uma hesitação. São palpáveis, mede-os e liga-os o instincto d’um homem intelligente, porque nada tem semelhanças tão consoladoras. São os mesmos cetrascelos tetraslos, os mesmos torsos que a “memoria” notável de Cartaillac reúne e compara. Martins Sarmento chega a affirmar que alguns dos elementos recolhidos no vaiosissimo muzeu de Guimarães são artisticamente superiores aos que o sabio allemão menciona. 

capture5

É, sobre tudo, notável e feliz a casualidade do encontro. Que seriam os jugos ruraes se não adoptassem os vasados e ornatos d’essa arte pre-historica? Sem dúvida que não teriam tão cedo encontrado um alfabeto artístico de tão singular expressão. Seriam, talvez, singelos e vulgares como os ornatos da cerâmica vermelha e negra; ou, talvez, tão inverosímeis como o estão sendo actualmente desde que variados e incongruentes motivos nacionais estão passando utilizados na sua ornamentação, sem constituírem uma fonte de interpretação assaz methodica e acceitável. O problema d’essa arte pittoresca, porque está latente um conflicto d’ordem artística verdadeiramente attendível, resolve-se assim: ou o regresso ás primitivas fontes d’inspiração, seguindo o compendio das decorações mycenicas, ou o estabelecimento erudito d’um compendio exclusiva e caracteristicamente nacional, reproduzindo todos os motivos que nos meios ruraes evidentemente se apropriem.

Isto só.

Fonte: Revista “Ilustração portugueza” de 11 de abril de 1910

CÂMARA MUNICIPAL DE BARCELOS PROMOVE INTERVENÇÃO ARQUEOLÓGICA EM NECRÓPOLE DE PANQUE

Trabalhos decorrem em cemitério da antiga freguesia de Mondim

A Câmara Municipal de Barcelos, através dos seus serviços de arqueologia, está a realizar uma intervenção arqueológica no antigo cemitério de Mondim, em Panque. A intervenção resulta do protocolo aprovado em junho passado entre o Município de Barcelos, a Junta de Freguesia e a Paróquia de Panque, proprietária da capela de S. Martinho, antiga igreja paroquial da extinta freguesia de Mondim.

DSC_0257 - 1

A necrópole intervencionada é constituída por um conjunto de sepulturas e vestígios de sepulturas datadas desde o século XI até ao século XIV, as quais foram alvo de intervenções arqueológicas entre 1988 e 1991, no seguimento de obras de restauro realizadas na antiga igreja de São Martinho. Nessa intervenção, foram descobertas cerca de duas dezenas de sepulturas e um conjunto de sarcófagos datados da Idade Média, representativos da comunidade da antiga paróquia de Mondim, anexa à de Panque em meados do século XIX. É um dos conjuntos cemiteriais mais antigos do nosso país.

Volvidos vinte anos desse estudo arqueológico, o conjunto encontrava-se bastante degradado, infestado por densa vegetação e sem a dignidade merecida. Razão pela qual se realizaram trabalhos de limpeza e consolidação do terreno, restauro das sepulturas e a adaptação do sítio arqueológico à visita. Os trabalhos decorrem até inícios de Outubro.

No fim da intervenção será implantada no local informação de apoio aos visitantes, com interpretação e explicação do conjunto arqueológico.

O concelho de Barcelos é um território com uma grande diversidade de vestígios arqueológicos de várias épocas, fruto da intensidade do povoamento humano ao longo de milénios, contando-se atualmente 312 sítios inventariados na Carta Arqueológica Municipal.

DSC_0239 - 1

CITÂNIA DE BRITEIROS FOI UMA DAS CAPITAIS DOS POVOS DA CALLAECIA

Situada a escassos quinze quilómetros de Guimarães, a citânia de Briteiros ergue-se altaneira em pleno alto do monte de São Romão, na freguesia de Salvador de Briteiros. Trata-se de um povoado castrejo cuja ocupação inicial deverá ter ocorrido nos primórdios do primeiro milénio antes de Cristo, tendo permanecido habitada até ao século III da Era Cristã, mantendo-se portanto ocupada durante o período da ocupação romana da Península Ibérica. As suas ruínas foram descobertas em 1875 pelo arqueólogo Francisco Martins Sarmento quando este iniciou a primeira campanha de estudos arqueológicos no local.

Citânia Briteiros - 8ago2012 (41)

Circundado por três linhas de muralhas defensivas, o povoado apresenta um conjunto urbanístico bastante diversificado formado por artérias e pequenas unidades habitacionais que denotam já uma conceção de cidade estruturada que alguns historiadores apontam para uma influência romana, pese embora a sua matriz ser bem mais antiga no noroeste da Península Ibérica. A sua imponência e pujante atividade económica levam a considera-la como uma das principais sedes de um dos vários povos que então formavam a Callaecia.

Junto à Estrada Nacional que pelo Bom Jesus liga Braga a S. Salvador de Briteiros, encontra-se o balneário que constitui uma das construções do género mais bem conservada existente no noroeste peninsular e Galiza. É formado por uma pequena câmara ligada a um recinto quadrangular através de uma estela pentagonal, servindo uma para os banhos de vapor e a outra para se tomarem banhos de água fria.

A Citânia de Briteiros encontra-se classificada como Monumento Nacional desde 1910 e constitui um dos locais dignos de visita na nossa região.

Citânia Briteiros - 8ago2012 (34)

Citânia Briteiros - 8ago2012 (38)

Citânia Briteiros - 8ago2012 (41)

Citânia Briteiros - 8ago2012 (33)

Citânia Briteiros - 8ago2012 (44)

Citânia Briteiros - 8ago2012 (32)

Citânia Briteiros - 8ago2012 (31)

Citânia Briteiros - 8ago2012 (28)

Citânia Briteiros - 8ago2012 (26)

Citânia Briteiros - 8ago2012 (25)

Citânia Briteiros - 8ago2012 (23)

Citânia Briteiros - 8ago2012 (19)

Citânia Briteiros - 8ago2012 (2)

Citânia Briteiros - 8ago2012 (17)

Citânia Briteiros - 8ago2012 (8)

Citânia Briteiros - 8ago2012 (7)

Citânia Briteiros - 8ago2012 (6)

GUIMARÃES: AS GUALTERIANAS E A SOCIEDADE MARTINS SARMENTO EM 1908

A revista Ilustração Portugueza, de 24 de agosto de 1908, dedicou algumas das suas páginas às Festas de S. Gualter, em Guimarães, e também ao Museu Arqueológico da Sociedade Martins Sarmento. Cento e quatro anos decorridos dos referidos festejos, transcrevemos a reportagem na parte respeitante às Gualterianas.

capture2

Janelas ornamentadas: a tourada

S. Gualter tem, como se sabe, o seu solar festivo em Guimarães, que, n’uma das quatorze capellas da sua egreja de S. Francisco, lhe conserva os ossos venerandos.

Cada anno as festas gualterianas, afamadas desde longe, attrahem, à velha cidade gloriosa, chusma de forasteiros, que enchem de ruído e movimento desusados as suas ruas engalanadas, e todos os anos as festas tradicionais vimaranenses se transformam, transigindo com as ideias inovadoras do tempo, modificando constantemente o seu antigo feitio, mas não arrefece o enthusiasmo da sua celebração. Emquanto Guimarães existir, ufanando-se de ter sido o berço da monarchia, não deixará de comemorar o santo seu predilecto, que constitue também um timbre do seu brazão.

Janelas ornamentadas: o moleiro

Os chronistas seráficos da provincia de Portugal relatam que tendo vindo S. Francisco de Assis a este reino na companhia do seu discípulo S. Gualter, e partindo ambos d’aqui em romaria a S. Thiago de Compostella – que quem não realisou em vida, terá de fazer na morte, – na sua passagem por Villa Verde, junto de Guimarães, o patriarca franciscano fundou n’esse sítio uma casa de oração, na qual deixou o seu companheiro, a quem depois se aggregaram outros religiosos, constituindo-se em comunidade. O facto ter-se-hia passado, no dizer dos auctorisados narradores, pelos anos de 1216, no reinado de D. Affonso II. Oitenta anos volvidos, aquelle destacamento mendicante não cabia no estreito quartel, que o seu general construira, e foi então resolvido edificar um novo convento, mais amplo, mudando-o, porém, n’essa ocasião, para dentro dos muros de Guimarães. Collocaram-no effectivamente junto da cerca de muralhas da villa, e d’esta circumstancia resultou o ser mandado demolir pelo rei D. Diniz após o cerco que o filho rebelde, mais tarde D. Affonso VI, pôz a Guimarães.

capture4

Cortejo dos excursionistas

Os frades trataram logo de arranjar nova casa e construíram o seu terceiro convento, que se concluiu no primeiro quartel do seculo XIV, e que é o que ainda existe e conserva algumas das suas feições primitivas, apesar das varias reparações e reconstrucções posteriores. Tal é a história d’este S. Gualter, que Guimarães festeja com tanta devoção e enthusiasmo popular.

capture6

A chegada dos excursionistas ao largo do Município

O Agiologio do padre Cardoso fala de um S. Gualter, que era portuguez e foi leigo do convento de S. Francisco do Monte, em Vianna, onde morreu no ultimo quartel do seculo XVI. Está de ver, porém, que não pode ser este o mesmo santo tão estimado em Guimarães e que devia ter dado entrada já desde há muito tempo na côrte celestial quando este seu homonymo foi nado em terras portuguezas. Assim, foi por engano que lhe attribuimos, o anno passado, quando então nos occupámos também das festas gualterianas de Guimarães, a honra de ser o seu heroe. Aqui fica feita a rectificação, porque nem aos santos se deve tirar o que a cada um pertence. As tradicionais festas vimaranenses celebraram-se este anno com esplendor em nada inferior ao dos antecedentes, e pelas photographias, que reproduzimos d’ellas, farão os nossos leitores uma idéia do que ellas foram. A concorrência de forasteiros foi verdadeiramente excepcional e raros foram os que não aproveitaram o ensejo da excursão para visitar o museu archeologico da Sociedade Martins Sarmento, ao qual se referem também algumas das photographias que inserimos.

capture7

Um grupo de excursionistas (caixeiros portuenses)

Não é tão conhecida, como tinha direito a sel-o, entre o grande publico, esta bella sociedade provinciana, que tão relevantes serviços tem prestado á instrucção e ao estudo do paiz, que possue uma excelente biblioteca, um museu local interessantíssimo, e publica uma Revista que tem sido collaborada por alguns dos nossos mais distinctos homens de sciencia e tem inserido trabalhos de alta erudição. Deve-se a iniciativa da sua fundação a um dos homens mais beneméritos, dos que na obscuridade do seu trabalho indefesso e valiosíssimo passaram sempre indiferentes á popularidade, que nobremente desdenharam, mas que foram, apezar d’isso, dos mais altos servidores da sciencia e de Portugal – Francisco Martins Sarmento, cujo nome é a gloriosa égide do ilustre grémio.

capture8

O côro de raparigas

capture9

A ornamentação no Toural

capture10

 

Janellas ornamentadas: o namoro

capture11

 

Janellas ornamentadas: o almirante e o Zé Povinho – “Onde irá isto parar?”

capture12

Vista geral do Museu de Archeologia

capture13

 

Parte lateral do edifício da Sociedade Martins Sarmento

capture14

 

Um aspecto do Museu de Archeologia da Sociedade

capture15

Vista geral do Museu de Archeologia

capture16

 

Uma galeria do Museu

capture17

 

Cortejo dos excursionistas do Porto

 

(Clichés do sterkoscopio portuguez de Aurelio da Paz dos Reis)

 

VILA PRAIA DE ÂNCORA: DÓLMEN DA BARROSA É MONUMENTO NACIONAL

Situado em Vila Praia de Âncora, o Dólmen da Barrosa encontra-se classificado como monumento nacional desde 1910. Também conhecido por “Lapa dos Mouros”, o Dólmen da Barrosa é um monumento megalítico dos finais do neolítico, calculando-se em mais de dois mil anos a sua existência. Caraterizado como um dólmen de corredor sem diferenciação entre este e a câmara funerária propriamente dita, o Dólmen da Barrosa é considerado um dos monumentos megalíticos mais representativos do género na Península Ibérica.

Dólmen da Barrosa (2)

Apesar da sua importância histórica e patrimonial, o local onde se encontra não está devidamente protegido nem o mesmo mereceu até ao momento o devido enquadramento enquanto espaço a ser visitado para fins culturais e turísticos. Uma falha que esperamos venha a ser corrigida.

Dólmen da Barrosa (4)

"Situada na povoação de Vila Praia de Âncora, a "Anta da Barrosa" foi objecto de classificação, como "Monumento Nacional", logo em 1910, certamente por constituir o maior e mais bem preservado monumento megalítico de todos quantos foram identificados até à data no Vale de Âncora.

Escavado em 1879 pelo conhecido investigador vimarenense de oitocentos, Francisco Martins de G. M. Sarmento (1833-1899), numa altura em que a temática dolménica assumia proporções verdadeiramente inauditas junto da comunidade científica europeia da época, a anta foi, já em meados do século passado, estudada por João de Castro Nunes.

Trata-se de um monumento constituído, como os demais pertencentes a esta tipologia, por câmara sepulcral de planta poligonal formada por oito esteios e respectiva laje de cobertura - ou "chapéu" -, para além do corredor com cerca de um metro e meio de largura por seis de comprimento, ainda que não pareçam subsistir quaisquer vestígios de mamoa - ou tumulus - que a pudesse cobrir originalmente na totalidade. Estas dimensões estarão, na verdade, na base da hipótese de trabalho levantada pela conhecida arqueóloga alemã Vera Leisner, que inseriu este exemplar na tipologia genérica dos dolmens de corredor do Noroeste Peninsular e, dentro desta, no sub-agrupamento caracterizado pela indiferenciação revelada entre câmara funerária e corredor.

Entretanto, a investigação realizada por J. de Castro Nunes permitiu identificar a existência, na superfície de três lajes, de motivos decorativos típicos deste "mundo dolménico", com serpentiformes e signos em forma de "U", aqui executados através do método da percussão.

O início do século XXI trouxe, contudo, outras novidades relativas à História do sítio, ao serem encontrados vestígios de uma ocupação romana nas suas imediações, ao que tudo indica, entre os séculos I e II d. C., como parece indicar a análise dos fragmentos de cerâmica comum e de alguns materiais de construção, como telha romana - tegulae -, num testemunho mais da reutilização periódica (quando, não mesmo, sistemática) dos mesmos espaços simbólicos para, não apenas, apreender o seu significado preexistente, como sobrepor um novo poder temporal mediante a apropriação (ou, talvez, sobreposição ao) do poder espiritual.

[AMartins]"

Fonte: IGESPAR

Dólmen da Barrosa (6)

Dólmen da Barrosa (3)

Dólmen da Barrosa

PÓVOA DE VARZIM EVOCA 1º CENTENÁRIO DA MORTE DE ROCHA PEIXOTO COM EXPOSIÇÃO A TER LUGAR NO MUSEU BERNARDINO MACHADO, EM FAMALICÃO

Exposição Documental

Título: Comemorações do 1.º Centenário da morte de Rocha Peixoto

Descrição: A Biblioteca Municipal da Póvoa de Varzim inaugurou, no dia 9 de Abril, a exposição documental sobre Rocha Peixoto, no âmbito das Comemorações do 1.º Centenário da morte de Rocha Peixoto.

A exposição apresenta as principais facetas de Rocha Peixoto ao longo do seu percurso profissional: as suas origens e a relação com a Póvoa de Varzim, sua terra natal, o seu trabalho como naturalista da Academia Politécnica do Porto, como bibliotecário e conservador da Biblioteca Pública e Museu Municipal do Porto e como redator da revista Portugália, o projeto editorial que viria a confirmar Rocha Peixoto como investigador e etnógrafo de âmbito nacional, reconhecimento pelos meios culturais e científicos da época.

 

Organização: Biblioteca Municipal da Póvoa de Varzim

Data: 1 Fevereiro a 30 de Março de 2012

Local: Museu Bernardino Machado

Entrada Gratuita

Museu Bernardino Machado

Rua Adriano Pinto Basto, n.º 79

4760-114 Vila Nova de Famalicão

Telef. 252 377 733

Site: www.bernardinomachado.org

Mail: museu@bernardinomachado.org

MUSEU DE ARQUEOLOGIA DE D. DIOGO DE SOUSA – UM ESPAÇO DE FUTURO PARA O PASSADO

ffoto

Se é natural da região do Minho, ou escolheu esta zona para um passeio, convidamo-lo a visitar-nos, ou a usufruir de alguma das propostas que temos para si….

É uma pessoa curiosa relativamente às suas origens?

Então propomos-lhe uma visita à nossa exposição permanente, onde poderá apreciar um vasto conjunto de artefatos provenientes de vários sítios arqueológicos da região, os quais nos dão uma ideia das progressivas conquistas dos povos que habitaram este território, desde há cerca de 250.000 anos. Surpreenda-se com as descobertas que certamente irá fazer e que lhe trarão um novo olhar sobre o que somos e sabemos hoje.

Se quiser estender o seu passeio a sítios arqueológicos na região, relacionados com os objectos expostos, oferecemos-lhe algumas informações úteis que lhe permitirão planear essas visitas, bastando para tal consultar os quiosques multimédia ao seu dispor.

Se o seu objectivo é conhecer Braga e o seu património, então propomos-lhe que aproveite para ver as nossas maquetes e a informação disponível, sobre as escavações arqueológicas realizadas na cidade, e siga o roteiro de Bracara Augusta, cidade romana, cujos vestígios o surpreenderão em torno do centro histórico.

Se o seu interesse se centra na atualidade e aprecia as diversas formas de expressão artística, veja as exposições de artistas contemporâneos, que normalmente mostram os seus trabalhos no museu.

Se procura momentos de tranquilidade e de convívio com familiares ou amigos, propomos-lhe que venha até ao jardim, ou faça uma refeição na nossa cafetaria, que aos domingos oferece um menu diferente e muito aprazível.

No último sábado de cada mês há sempre actividades para crianças, ou famílias, e uma visita gratuita ao laboratório de restauro do museu, bastando para isso que se inscreva previamente.

Em qualquer das circunstâncias, convidamo-lo a visitar a loja do museu, onde encontrará publicações sobre inúmeras temáticas, para além de artigos originais, que poderá levar como recordação, ou como lembrança para alguém especial.

Por último, se faz parte de uma organização e necessita de um local para formação, ou para a realização de uma actividade de natureza cultural ou social, temos à sua disposição um auditório, com sistema de projeção e som, com capacidade para 120 participantes.

As sugestões e o convite estão feitos. Será sempre um prazer contar consigo!

A escolha é sua, e vai ver não se arrependerá…     

Isabel Cunha e Silva

Diretora do Museu de Arqueologia de D. Diogo de Sousa

ffoto3

ffoto4

ffoto2

Fotos:  http://viajar.clix.pt/

FONTE DO ÍDOLO, EM BRAGA, HÁ MEIO SÉCULO ESTEVE AO ABANDONO

O desaparecido jornal “Diário Popular”, na sua edição de 7 de Outubro de 1950, alertava para a situação de abandono que então se encontrava a “Fonte do Ídolo”, em Braga.

A Fonte do Ídolo, assim designada por nela se encontrar esculpida na rocha a imagem de Tongoenabiagus, uma divindade galaica que poderá tratar-se da junção de Tongoe e Nabia, respectivamente reunindo os deuses do juramento e das águas. Aliás, é ao culto a Nabia que devemos os nomes de alguns rios portugueses como o Neiva e o Nabão.

Pelo seu interesse, transcrevemos o artigo então publicado no “Diário Popular”.

FONTE_~1

Fonte do Ídolo, em Braga. (Foto: Wikipédia)

ENCONTRA-SE AO ABANDONO EXIGINDO CUIDADOS URGENTES A HISTÓRICA “FONTE DO ÍDOLO”, EM BRAGA

Braga e os seus arredores orgulham-se justamente de alguns monumentos dos de maior valor histórico e arqueológico do país. Entre estes conta-se a “Fonte do Ídolo”, que a linguagem popular deturpou e simplificou para “Idro” e que é considerado, no seu género, um dos mais expressivos exemplares epigráficos da época pré-romana.

Situada num moderno quintal público, entre o Hospital de S. marcos e a avenida Gomes da Costa, a “Fonte do Ídolo” é constituída por um pequeno penedo granítico – três metros de largura por 8m,20 de altura – tendo esculpias inscrições latinas: “Icus – Fronto – Arcobigensis – Ambimogidus – Fecit” e uma figura de homem com cerca de 1m,20 de altura, de pé. Mais adiante, outra inscrição em que, a seguir a uma palavra ilegível, se vê nitidamente: Tongoe – Nabiagoi. Albano Belino, em 1895, o Professor Leite de Vasconcelos, e, mais recentemente, o arqueólogo dr. Carlos Teixeira ocuparam-se da “Fonte do Ídolo”, interpretando, cada um, o sentido das inscrições. Ao lado da última está, esculpida na rocha, uma pequena edícula contendo um busto humano. No frontão, vê-se, de um lado, uma pomba, e, do outro, um objecto semelhante a um maço de canteiro.

Investigadores e eruditos são unânimes em considerar a Fonte como um monumento em louvor do deus bárbaro Tongoenabiago, sendo as inscrições explicáveis pela filologia céltica. Em resumo, o monumento e a pápida, que lhe está próxima, dedicado à deusa Nabia, constituem relicários preciosíssimos, raros no seu género.

Pois bem: o pequeno quintal onde se encontra a “Fonte do Ídolo”, e ao qual dão acesso alguns degraus sujos e gastos, encontra-se transformado em mictório ou local de despejos! Ao lado, uma taberna sórdida, em cujo terreiro, dominando a Fonte, se pratica toda a espécie de fogos; há horas em que um turista, mais curioso de elementos históricos, não pode visitar este extraordinário monumento… sem tapar o nariz ou os ouvidos. Mau cheiro e palavrões são a moldura actual de um exemplar arqueológico dos de maior valor e mais representativos, do Norte do país. Afigura-se-nos que a “Fonte do Ídolo” era digna de melhor sorte urbanística e, por isso, aqui deixamos o nosso protesto e o nosso apelo à atenção do Município bracarense.