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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ESPOSENDE REALIZA REABILITAÇÃO URBANA

Município de Esposende avança com Operações de Reabilitação Urbana em Marinhas, Esposende, Fão e Apúlia

O Município de Esposende vai avançar com as Operações de Reabilitação Urbana (ORU’s) de Marinhas, Esposende, Fão e Apúlia, na sequência da aprovação dos Programas Estratégicos de Reabilitação Urbana (PERU), hoje, em reunião do executivo municipal.

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 Trata-se das linhas de ação definidas no âmbito do PARU - Plano de Ação para a Reabilitação Urbana e da delimitação das respetivas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU’s), plano que prevê um investimento de aproximadamente quatro milhões de euros, sendo que, deste valor, o Município garantiu 3 438.521 euros de financiamento.

Os Programas Estratégicos de Reabilitação Urbana serão agora submetidos a discussão pública, por um período de trinta dias após publicação do anúncio em Diário da República, e serão também remetidos ao IHRU - Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana para emissão de parecer não vinculativo. Findo o período de discussão pública, os PERU’s serão remetidos à Assembleia Municipal de Esposende para aprovação.

O Município definiu as áreas de Esposende, Marinhas, Apúlia e Fão por serem espaços urbanos consolidados, com relevante interesse patrimonial e que apresentam alguns problemas de degradação física dos edifícios, locais que, de resto, têm estado na base de outras medidas de reabilitação urbana, adotadas pela Câmara Municipal.

Componente indispensável ao desenvolvimento socioeconómico e urbano local, o PARU insere-se num plano mais alargado, decorrente do novo regime jurídico da reabilitação urbana que veio estabelecer novas regras às autarquias locais, desde logo, a possibilidade de delimitar e assegurar a promoção das medidas necessárias à reabilitação das áreas urbanas que dela careçam.

Trata-se de um importante instrumento de ordenamento do território face aos desafios ao quadro comunitário “Portugal 2020”, à importância conferida aos centros históricos e frentes ribeirinhas, nomeadamente espaços urbanos e verdes de utilização coletiva, equipamentos, atividades económicas e infraestruturas correspondentes.

As operações urbanísticas devem ter por base a sustentabilidade das intervenções, a manutenção da identidade local e a criatividade nas propostas que visem a revitalização e dinamização de cada uma das áreas.

O Presidente da Câmara Municipal, Benjamim Pereira, nota que “particulares e entidades privadas que queiram fazer obras ficam abrangidos por benefícios fiscais aplicáveis nas operações urbanísticas a desenvolver”, sendo que a estratégia passa também por “incentivar a atividade económica nos setores ligados à reabilitação urbana, contribuindo para a criação/manutenção de emprego”.

“Sendo Esposende um concelho com vocação turística é preocupação do Município garantir uma adequada imagem urbana”, refere Benjamim Pereira, clarificando que, neste sentido, “o Município tem vindo a atuar no sentido de garantir a manutenção e conservação dos edifícios em estado de degradação, em risco de ruína ou que, por questões de salubridade, possam constituir perigo para a saúde pública, tanto nos núcleos urbanos como em todo o concelho”.

Não obstante a legislação determinar a realização de obras de conservação dos edifícios pelo menos uma vez em cada período de oito anos, vão subsistindo situações em que os edifícios atingem um grau de degradação acentuado obrigando a Câmara Municipal a intervir. Assim, com base na avaliação de cada situação mediante a realização de uma vistoria, a Autarquia define o tipo de intervenção a realizar e estipula o prazo de execução das obras de conservação necessárias à melhoria do arranjo estético dos edifícios em caixa, medidas que são sempre sujeitas à aprovação do executivo municipal.

O Município de Esposende realizará uma sessão pública para esclarecimento dos potenciais interessados sobre os Programas Estratégicos de Reabilitação Urbana.

ESPOSENDE REQUALIFICA RUA DA IGREJA EM APÚLIA

Município de Esposende lança obra de requalificação da Rua da Igreja em Apúlia

Realizou-se hoje, a cerimónia de colocação da primeira pedra da obra de beneficiação e infraestruturação da Rua da Igreja, em Apúlia, no troço compreendido entre a Avenida da Praia e a Avenida do Mar, correspondendo a um investimento de 353 594 euros.

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“Esta requalificação urbanística dará condições de segurança a quem aqui circula e ficará ligada à obra que decorre junto à escola. Somado à obra das instalações sanitárias que estamos a realizar junto à igreja, as três obras somam 450 mil euros”, adiantou o presidente da Câmara Municipal de Esposende.

Mas, em Apúlia outras obras estão no terreno: a rua do Pinhal e as garagens para o prédio social representam 200 mil euros; a intervenção em vias e o parque de estacionamento junto ao cemitério representam 200 mil euros; a renovação do campo de jogos; em junho arranca a construção da Ecovia, no valor de 1 milhão e cem mil euros, para ligar a praia da Ramalha à ponte de Fão. “Vamos efetuar obras de 750 mil euros no portinho de pesca da Couve, resolvemos o problema do prédio inacabado da frente de mar e concretizamos a aquisição do edifício Pérola, edifício de grande valor e com impacto urbanístico e turístico. Com a gente de Apúlia e com a Junta de Freguesia vamos decidir o que fazer ao imóvel. Hoje, aquele edifício tem caráter público e custará 600 mil euros que serão pagos em três prestações”, apontou Benjamim Pereira. No próximo ano letivo também já estará ao serviço da comunidade de Apúlia, o novo autocarro cuja aquisição foi apoiada pela autarquia.

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“No total, são mais de três milhões de euros investidos em Apúlia. Não me quero comparar com ninguém, muito menos dizer que fazemos mais ou menos que os outros, mas está à vista de todos o investimento que estamos a fazer no município. Não precisamos de fantasiar, a coberto de falsos perfis de Facebook ou de blogues”, concluiu o presidente da Câmara Municipal de Esposende.

Por seu turno, Luís Peixoto, presidente da União de Freguesias de Apúlia e Fão, enalteceu o investimento do município. “Em 2014 apresentamos um documento a que chamamos Conjugação de esforços entre a Câmara Municipal e a Junta. Sabemos que há tramitações que atrasam a realização das obras tão ansiadas pelas populações, mas agradecemos ao senhor presidente mais este investimento na freguesia e tenho de aqui reconhecer que tem sido profícuo o relacionamento entre as duas entidades”, apontou Luís Peixoto.

A Rua da Igreja, em Apúlia é uma das principais e mais antigas artérias da Vila, onde se localizam edifícios emblemáticos como a Capela de Nossa Senhora da Caridade e a Igreja Matriz de Apúlia. Integrada no Plano de Investimento nas Freguesias delineado pelo Município de Esposende, a obra terá a duração de 120 dias e contempla a beneficiação das redes de abastecimento de água, de drenagem de águas pluviais e de saneamento, e das redes das infraestruturas elétricas e de telecomunicações, bem como a execução de passeios e a consolidação do muro de contenção da linha de água com substituição do rail de proteção por um muro. A intervenção prevê, ainda, a introdução de uma passadeira na extremidade sul do arruamento, a recuperação do fontanário existente junto à Capela de Nossa Senhora da Caridade e da Igreja Matriz e a arborização do Largo Padre Manuel Alberto, para além da repavimentação do troço intervencionado.

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MUNICÍPIO DE ESPOSENDE APROVA VERBAS PARA REABILITAÇÃO URBANA DE APÚLIA, FÃO, ESPOSENDE E MARINHAS

Quatro milhões para reabilitação urbana de Apúlia, Fão, Esposende e Marinhas

A Câmara Municipal de Esposende acaba de ver aprovado, pela Comissão Diretiva do Norte 2020, o Plano de Ação de Regeneração Urbana (PARU), no valor que ultrapassa ligeiramente os três milhões de euros, mas que pode atingir os quatro milhões, mercê das bonificações decorrentes do cumprimento dos prazos e normas estipuladas. Esta medida beneficiará as zonas urbanas de Apúlia, Fão, Esposende e Marinhas.

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Segundo o presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, este plano que contempla a recuperação de imóveis, nas zonas de maior densidade urbana, significa “dinheiro para investimento público, com todo o proveito para os privados, em condições vantajosas, pois contempla vasta isenção de taxas”.

Tida como componente indispensável ao desenvolvimento socioeconómico e urbano local, o programa insere-se num plano mais alargado, decorrente do novo regime jurídico da reabilitação urbana que veio estabelecer novas regras às autarquias locais. Desde logo, a possibilidade de delimitar e assegurar a promoção das medidas necessárias à reabilitação das áreas urbanas que dela careçam.

Face aos desafios do novo quadro comunitário (Portugal 2020), à importância conferida aos centros históricos e frentes ribeirinhas, nomeadamente espaços urbanos e verdes de utilização coletiva, equipamentos, atividades económicas e infraestruturas correspondentes, as ARU são um importante instrumento de ordenamento do território.

O Município de Esposende “arriscou” a elaboração dos quatro projetos de reabilitação, colhendo agora os frutos de tal estratégia de renovação urbana, ganhando vantagem na submissão de candidaturas a fundos comunitários. Particulares e entidades privadas que queiram fazer obras ficam, também, abrangidos por benefícios fiscais aplicáveis nas operações urbanísticas a desenvolver.

O Município de Esposende definiu as áreas de Apúlia, Fão, Esposende e Marinhas, por serem espaços urbanos consolidados, com relevante interesse patrimonial e que apresentam alguns problemas de degradação física dos edifícios. De resto, esses locais têm estado na base de outras medidas de reabilitação urbana, adotadas pela Câmara Municipal de Esposende.

Para o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, as áreas constituem um “instrumento fulcral de planeamento, pois determinam uma intervenção integrada de reabilitação, a qual trará também benefícios para os particulares, nomeadamente de natureza fiscal”. Benjamim Pereira sublinha que este trabalho de planeamento urbano será desenvolvido em articulação com as respetivas Juntas de Freguesia, abrindo também a discussão à comunidade.

SARGACEIROS DA APÚLIA DESLUMBRAM LISBOETAS

Lisboa rendeu-se aos sargaceiros da Apúlia. O Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo da Apúlia desceu à capital para mostrar como se canta e dança na sua terra, os seus usos e costumes muito peculiares.

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Desde a Praça D. Pedro IV, vulgo Rossio, onde se concentraram para desfilar, ao longo do percurso e no largo do Martim Moniz, os sargaceiros foram sempre rodeados de numerosas pessoas – lisboetas, imigrantes e turistas – que lhes fizeram inúmeras fotografias e sobretudo os aplaudiram e acarinharam.

Trajando a branqueta e a cabeça coberta com o sueste, levaram consigo o galhapão, a gaiteira e a carrela que são os utensílios da sua faina. E, tendo o castelo de S. Jorge como um dos magníficos cenários, os sargaceiros cantaram e dançaram para o numeroso público que os aguardava. E a sua atuação constituiu a apoteose do magnífico festival de folclore organizado pelo BESCLORE – Grupo de Danças e Cantares do Grupo Novo Banco, uma iniciativa que contou também com a participação do Rancho Folclórico de Vilela, o Grupo Folclórico de S. Miguel da Carreira, o Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Santana do Mato e o Grupo de Percussão “Bombrando”.

Fundado em 1934, o Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo da Apúlia é um digno representante do folclore do Minho.

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SARGAÇO! SARGAÇO!

- grita o sargaceiro ao avistar as algas que a mareada arroja, exortando os companheiros a entrarem mar dentro e enfrentarem com arrojo a rebentação das ondas. Após a maresia, a mareada é invariavelmente mais abundante, arrojando o mar as algas que se desprendem dos rochedos quase submersos. O grito do sargaceiro ecoa longínquo na praia. Os homens, vestidos de branqueta e a cabeça e pescoço protegido com o sueste, levam consigo o galhapão ou a gaiteira se o sargaço estiver próximo da praia. No areal, as mulheres transportam o sargaço nas carrelas para mais longe do alcance do mar, fazendo as camas onde fica a secar. Apó a secagem, as algas serão empregues como fertilizantes das terras, em produtos fito-sanitários e cosméticos, sendo cada vez mais conhecidas também as suas virtudes alimentares.

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No próximo dia 17 de Setembro, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia, no concelho de Esposende, vai atuar em Lisboa, no Festival Nacional de Folclore que o Grupo BESCLORE leva a efeito no Largo do Martim Moniz. O espetáculo será antecedido de um desfile etnográfico a partir da Praça D. Pedro IV, vulgo Rossio, um momento sempre muito apreciado pelo público.

Fundado em 1934, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia é um representante ímpar do folclore da Região do Baixo-Minho e vai seguramente constituir a grande atracão deste Festival de Folclore.

A iniciativa conta ainda com a participação do Rancho Folclórico de Vilela, o Grupo Folclórico de S. Miguel da Carreira, o Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Santana do Mato, o Grupo de Percussão “Bombbrando” e o anfitrião, BESCLORE – Grupo de Danças e Cantares do Grupo Novo Banco.

Fotos: http://www.sargaceiros.com.pt/

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ESPOSENDE: APÚLIA FOI ELEVADA Á CATEGORIA DE VILA HÁ PERTO DE 30 ANOS E O PROJECTO DE LEI EXALTOU A AUTÊNTICIDADE DO RANCHO DOS SARGACEIROS DA CASA DO POVO

“Na Praia de Apúlia, a dança do Minho toma uma feição especial, devido em parte ao traje do Homem — Saio Romano, apertado por cinturão espesso. Descalços e de pernas inteiramente despidas, só bailarão os moços que a natureza tiver dotado condignamente. Daí, o aprumo de todos os que entram na roda. Sem ele, nada feito: semelhantes aos companheiros do Rei Artur, os Sargaceiros de Apúlia sentam-se «perdão, bailam!» à roda da Távola Redonda. E as pernas serpenteiam, enquanto os corpos estremecem dos pés à cabeça. No entanto esta dança surge-nos como que emparedada, à vista os bailadores mal mudam de sítio. Todavia a sua leveza é tal que nem parecem poisar no chão.

Lembram pássaros, talvez. Mas pássaros de asas cortadas [...]”

- Pedro Homem de Melo

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Na sessão legislativa de 15 de dezembro de 1987, da V Legislatura da Assembleia da República, foi pelo Partido Social Democrata apresentado o Projecto de Lei nº. 138/V, com vista à elevação da povoação de Apúlia, no concelho de Esposende, à categoria de Vila. Foram proponentes os deputados António Fernandes Ribeiro, Barbosa de Azevedo, Fernando Conceição, Lemos Damião, Virgílio Carneiro, Alberto de Oliveira e mais três subscritores.

A proposta teve como particularidade, entre outros aspetos dignos de nota, as referências feitas ao Rancho Folclórico dos Sargaceiros da Casa do Povo da Apúlia e ainda as citações a estudos históricos do escritor esposendense Albino Penteado Neiva. Transcreve-se a referida proposta que foi aprovada.

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PROJECTO DE LEI N.° 138/V

ELEVAÇÃO DA POVOAÇÃO DE APÚLIA, NO CONCELHO DE ESPOSENDE, A CATEGORIA DE VILA

O crescimento e desenvolvimento das povoações justifica, em muitos casos, a sua reclassificação na hierarquia da respectiva organização administrativa. Verifica-se, sobretudo após 1974, uma autêntica explosão desenvolvimentista, que assenta nos órgãos autárquicos (juntas de freguesia, câmaras municipais e respectivas assembleias), que, por acção directa em obras e melhoramentos e em conjugação com outros organismos oficiais, procuram dar satisfação aos interesses e anseios das populações.

Apúlia, freguesia do concelho de Esposende, distrito de Braga, é uma povoação rica de tradições, que se encontra num assinalável ritmo de crescimento comercial, industrial, turístico, urbanístico e populacional.

Assim, e por deliberação unânime da assembleia de freguesia tomada em sua sessão extraordinária de 28 de Novembro de 1987, se apresenta o projecto de lei de elevação de Apúlia à categoria de vila, dando corpo a um anseio da sua população, fundamentado em razões de índole histórica, geográfica, económica, sócio--cultural e administrativa.

Razões históricas

A origem de Apúlia está ligada à tradição de que os Romanos lhe haviam dado esse nome devido à semelhança existente com a Apúlia italiana, hoje denominada Terra de Otranto, Terra de Bari e Capitonato (Arquivo Histórico Português, vol. ii, 1898, p. 311). Também há quem pretenda derivá-lo de apulus, termo latino que significa «coisa própria, ou característica de determinada terra» (Manuel de Boaventura, «O sarga-ceiro», in Diário Ilustrado, de 7 de Abril de 1957). Segundo Manuel de Boaventura, esta aldeia ergueu-se sobre as ruínas desta Apúlia romana e no início da nacionalidade era conhecida pelo Couto de Pulha (Teotónio da Fonseca, Esposende e o Seu Concelho, 1936, p. 53).

Manuel de Boaventura, em Novembro de 1956, foi alertado no sentido de visitar esta localidade (Apúlia), pois tinham aparecido ricos vestígios arqueológicos num local denominado por Ramalha, onde, segundo a tradição, teria existido a desaparecida Vila Menendiz. Aí, o contista depara com mós manuais, fragmentos de cerâmica e pedras trabalhadas. Mais tarde recolhe vários fragmentos de ânfora e depara com alicerces e colunas. Também o P.e Manuel Domingos de Bastos dizia:

[... ] é facto histórico e não mera hipótese ou conjectura. Chamava-se Vila Menendiz ou Vila de Mende e foi Couto de Tibães [...] Não se sabe ao certo a extensão que tinha a vila, mas há tradição local que era situada entre os limites de Apúlia e os de Estela, que tinha um porto pesqueiro e nas imediações uma localidade que seria, talvez, a Apúlia primitiva, à Vila de Mende conferiu foral D. Afonso Henriques [...] [Manuel Domingos Basto, «Em prol da lavoura nortenha: Problemas económico-sociais», in Jornal de Notícias, de 21 de Outubro de 1943].

Quanto à origem de Apúlia e segundo documentação escrita, pode-se dizer:

Em meados do século xii (1145) dá-se uma cisão, embora amistosa, entre Cónegos da Sé de Braga e o Arcebispo D. João Peculiar, que, por acordo, resolveram separar a Mesa Capitular da Mesa Episcopal. Atente-se que os Cónegos da Sé de Braga eram Senhores do Couto de Apúlia. Mais tarde, em 24 de Dezembro de 1165, é feita a divisão entre o Cabido e o Arcebispo das propriedades e rendas do Couto de Apúlia e Criaz, divisão esta ratificada no tempo do Arcebispo D. Godinho, em 31 de Janeiro de 1188. Chegamos ao século xiu, quando D. Afonso li, em 1220, manda inquirir as suas terras, surge Apúlia, designada por «Sancto Michaeli de Púlia» e pertencia às terras de Faria [...] Nestas inquirições diz-se que não eram terras reguengas do rei e que eram Couto de Braga [...] [Albino Penteado Neiva].

Importa referir que o Couto de Pulha (como então era chamada a actual freguesia de Apúlia) constituída concelho, governado por um juiz ordinário (que também servia de juiz dos órfãos), dois vereadores, procurador e meirinho (que também servia de porteiro do Couto), todos eleitos trienalmente pelo povo, sob a presidência do ouvidor do arcebispo. Havia ainda um escrivão.

No lugar da Igreja existia a Câmara, tribunal, cadeia, quartel e, ao lado, o Paço do Ouvidor, que foram demolidos antes da implantação da República. Existia ainda um pelourinho e, mais para nascente, a forca (ainda hoje é designado o local por Sítio da Forca).

O concelho de Apúlia foi extinto com as reformas administrativas de 1836. (António Veiga Araújo, in Boletim Cultural de Esposende, n.os 9/10, Dezembro de 1986).

Pode-se, portanto, concluir que Apúlia foi fundada sobre as ruínas de uma vila, foi couto de Braga e sede de concelho.

Razões geográficas

A freguesia de Apúlia situa-se no extremo sul do concelho de Esposende, confinando a norte com Fão, a nascente com Fonte Boa e Barqueiros, esta do concelho de Barcelos, a sul com Estela (do concelho da Póvoa de Varzim, distrito do Porto) e a poente com o oceano Atlântico.

A área da freguesia de Apúlia é de 1051 ha (10,50 km2), constituindo a maior freguesia do seu concelho.

Razoes demográficas

A evolução demográfica desta freguesia apresenta, ao longo dos séculos, os seguintes dados: em 1220 tinha 32 casais; no século xv eram 150 vizinhos; em 1758, 624 pessoas, em 1887, 1505 pessoas; em 1896, 1542 pessoas; em 1936, 2340 pessoas; em 1970, 2940 pessoas, e em 1981 (censo), 3758 pessoais. Podendo-se calcular que em 1987 ultrapassará as 4500 pessoas.

Importa aqui referir que, dado que Apúlia é uma freguesia de extrema importância no campo turístico, pois é estância balnear muito procurada pelos povos residentes no distrito de Braga e limítrofes, devido às suas condições naturais e às propriedades terapêuticas que

muitos atribuem à sua praia, considerada e, muito justamente, a mais iodada do Pais, à qual foi atribuída a bandeira azul da CEE no corrente ano. Tendo sido, em tempos pouso de muitas famílias ilustres da região, que aqui possuíam residências próprias e vinham, em época de férias, descansar e conviver com a população local, desencadeando então aquela que é uma das actuais características de Apúlia — tenra de segunda residência.

Assim vê esta povoação aumentar imensamente a sua população residente na época balnear (pecando por defeito, pode-se afirmar que a mesma triplica). Em consequência do acima referido, não podem nem devem tomar-se como muito fidedignos ou reais os números que os censos indicam, porque não correspondem à realidade da freguesia, ficando-lhe muito aquém.

O número de cidadãos eleitores era em 1986 de 2685 e em 1987 (após actualização) de 2756.

Razões económicas

A nível industrial tem vindo esta freguesia, de há uns anos a esta parte, a registar uma acentuada melhoria, contando neste momento com sete fábricas de confecções têxteis, bem como:

Uma fábrica de tecelagem;

Um fotógrafo;

Duas serralharias;

Dois stands de máquinas agrícolas;

Cinco oficinas de mecânica;

Duas fábricas de moagem de farinha;

Sete carpintarias mecânicas;

Um marmorista;

Quatro indústrias de camionagem;

Duas indústrias de materiais de construção;

Três pensões;

Uma residencial;

Quinze restaurantes;

Onze cafés;

Uma pastelaria com fabrico próprio; Uma padaria com fabrico próprio; Dezoito mercearias e ou minimercados; Seis drogarias; Quatro talhos;

Seis lojas de pronto-a-vestir (boutiques);

Quatro lojas de electro-domésticos;

Uma farmácia;

Uma agência funerária;

Três lojas de quinquilharias;

Uma ourivesaria;

Uma alfaiataria;

Um alambique;

Cinco concessionários da praia, etc.

Note-se ainda que durante a época balnear se realizam nesta freguesia um mercado diário e uma feira semanal. Nesta época são inúmeros os vendedores ambulantes que invadem esta freguesia, oriundos de regiões economicamente mais desfavorecidas, procurando explorar o extraordinário aumento populacional.

Possui uma rede de distribuição de energia eléctrica e iluminação pública que cobre a totalidade da freguesia, assim como rede de distribuição de água ao domicílio, cobrindo a sua quase totalidade, estando neste momento em curso a elaboração do projecto para saneamento básico.

Dispõe de uma estação dos CTT moderna e funciona], dotada de central telefónica.

Dispõe de telefones públicos.

A nível económico saliente-se que parte da população se dedica à agricultura, aqui bastante rica e produtiva, em consequência das famosas «masseiras», únicas no País.

Não obstante a actividade acima referida, saliente--se o turismo, o comércio, a indústria e a pesca, que, no seu todo, contribuem para que praticamente se não registe desemprego nesta freguesia.

Razoes sociais

Possui uma casa do povo com salão de espectáculos. Dispõe de um salão paroquial com salão de espectáculos.

Tem serviços médico-sociais com um posto clínico (n.° 3022), vários consultórios médicos e um posto de análises clínicas.

Está em fase de construção a sede da Junta com verba orçada pelo Ministério da Administração Interna.

Possui um campo de futebol amplo, moderno e funcional, encontrando-se prevista, em plano de actividades da Câmara Municipal, a construção de uma bancada para o mesmo, bem como em estudo um protocolo com a Direcção-Geral dos Desportos com vista à reconstrução e melhoria dos balneários. De referir que está em fase de negociações por parte da Câmara Municipal a vista à construção de um centro de saúde e de um pavilhão gimnodesportivo.

Possui um posto da Guarda Fiscal.

Possui uma estação radiogoniométrica aeronaval, considerada uma das mais bem apetrechadas da Península Ibérica.

Possui várias colónias de férias, a saber: Colónia Balnear do Centro Regional de Segurança Social de Braga; Colónia de Férias Centro Social Padre David de Oliveira Martins; Colónia de Férias Sá Carneiro; Colónia da Legião de Maria, e Centro Social João Paulo II, recentemente inaugurado.

Note-se que Apúlia é dotada de uma rede viária bastante aceitável, prevendo-se a sua acentuada melhoria aquando da entrada em vigor do Plano Geral de Urbanização de Apúlia, em vias de se verificar. Possui também uma razoável rede de transportes públicos, servida por táxis e pelas empresas Caetano Cascão Linhares e Auto Viação do Minho, L.da, transportes estes que na época balnear são substancialmente reforçados, quer por estas, quer por outras empresas.

Razoes culturais, desportivas e recreativas

Existem na freguesia seis escolas do ensino básico, compreendendo 21 salas de aula e 29 professores, bem como um posto de PRO (Telescola), n.° 179, com oito professores, e ainda um jardim-de-infância com dois lugares de educador.

Dispõe de várias organizações de âmbito desportivo, recreativo e cultural, entre as quais importa referir:

Grupo Desportivo de Apúlia (I Divisão Distrital da Associação de Futebol de Braga e Campeonato Regional de Juniores da mesma Associação);

Clube de Caca e Pesca;

Secção Columbófila da Casa do Povo de Apúlia; Rancho dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia (adulto e infantil); Grupo Nacional de Escutas de Apúlia; Grupo Cénico do Centro Paroquial de Apúlia.

Destes grupos impõe-se que se destaque o Rancho dos Sargaceiros de Apúlia, quer pela sua originalidade, pureza e beleza, quer pela implantação que o mesmo tem, quer a nível nacional, quer a nível internacional.

Fundado em 1934, baseou-se essencialmente na indumentária característica e genuína do sargaceiro. Foi então organizado para tomar parte na Exposição do Mundo Colonial Português, que teve lugar em Lisboa.

Este grupo vem mantendo, através dos tempos, as características e o genuíno, sem alterações nem modernismos. Tal como dizia o poeta Pedro Homem de Melo:

Na Praia de Apúlia, a dança do Minho toma uma feição especial, devido em parte ao traje do Homem — Saio Romano, apertado por cinturão espesso. Descalços e de pernas inteiramente despidas, só bailarão os moços que a natureza tiver dotado condignamente. Daí, o aprumo de todos os que entram na roda. Sem ele, nada feito: semelhantes aos companheiros do Rei Artur, os Sargaceiros de Apúlia sentam-se «perdão, bailam!» à roda da Távola Redonda. E as pernas serpenteiam, enquanto os corpos estremecem dos pés à cabeça. No entanto esta dança surge-nos como que emparedada, à vista os bailadores mal mudam de sítio. Todavia a sua leveza é tal que nem parecem poisar no chão.

Lembram pássaros, talvez. Mas pássaros de asas cortadas [...]

Em actividade ininterrupta, este grupo, representante ímpar do folclore português, verdadeiro ex-líbris da freguesia e do seu concelho, tem sido requisitado para os maiores festivais folclóricos do País e do estrangeiro, onde tem recolhido estrondosos êxitos e louvores.

Razões monumentais

No aspecto monumental, Apúlia possui inúmeras capelas e igreja matriz, cuja data remonta, pelo menos, a 1696. Das capelas mais importantes podemos salientar a da Senhora do Amparo, construída por volta de 1785, a de São Bento (1655), a da Senhora da Guia e a da Senhora da Caridade (1881).

Existem ainda alguns edifícios que, pela sua traça, são de realçar (a Casa do Cónego, castelo e casas rurais do lugar da Igreja, bem como a casa brasonada dos Saraivas).

Pela sua importância documental e pela beleza ímpar que emprestam à paisagem, realcem-se ainda os moinhos de vento, que, junto à costa, sobre as dunas, tornam a praia de Apúlia uma das mais belas que é possível encontrar-se.

Todos estes edifícios se encontram em excelente estado de conservação.

Razões urbanísticas

Está em fase de conclusão o Plano Geral de Urbanização de Apúlia.

Possui planos de pormenor de urbanização (Plano de Pormenor de Urbanização da Zona da Couve).

Considerações finais

Grande parte do desenvolvimento de Apúlia, sucintamente resumido, já que tanto haveria a dizer sobre esta freguesia e sobretudo sobre as suas gentes, deve--se, em parte, aos seus emigrantes, que, espalhados por quase todos os continentes, constituindo numerosas colónias apulienses, nomeadamente no Brasil, França, Canadá, Alemanha, Suíça, Austrália, etc, dinamizam toda esta terra aquando do seu regresso definitivo ou em férias.

É também a pensar nestes inúmeros apulienses espalhados pelo Mundo que esta proposta é agora presente. É uma Apúlia melhor que eles merecem e esperam, o que necessariamente passa pela sua reclassificação administrativa.

Uma vez que se julgam reunidas as condições legais previstas na Lei n.° 11/82, de 2 de Junho, nomeadamente as do artigo 14.°, já que entendemos existirem várias e importantes razões para justificarem uma ponderação diferente dos requisitos enumerados no artigo 12.° do diploma acima referido, importa que a Assembleia da República reconheça na lei a realidade histórica, económica, sócio-cultural, turística e urbanística de Apúlia.

Assim, os deputados abaixo assinados, do Grupo Parlamentar do Partido Social-Democrata, apresentam à Assembleia da República, nos termos do n.° 1 do artigo 160.° da Constituição da República Portuguesa, o projecto de lei seguinte:

Artigo único. A povoação de Apúlia, no concelho de Esposende, é elevada à categoria de vila.

Assembleia da República, 15 de Dezembro de 1987. — Os Deputados do PSD: António Fernandes Ribeiro — Barbosa de Azevedo — Fernando Conceição — Lemos Damião — Virgílio Carneiro — Alberto de Oliveira e mais três subscritores.

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SARGACEIROS DA APÚLIA DANÇAM EM LISBOA

O Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia, no concelho de Esposende, vai no próximo dia 17 de Setembro atuar no Festival Nacional de Folclore que o Grupo BELCLORE leva a efeito no Largo do Martim Moniz, em Lisboa. O espetáculo será antecedido de um desfile etnográfico a partir da Praça D. Pedro IV, vulgo Rossio, um momento aliás muito apreciado pelo público.

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Fundado em 1934, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia é um representante ímpar do folclore da Região do Baixo-Minho e vai seguramente constituir a grande atracão deste Festival de Folclore.

A iniciativa conta ainda com a participação do Rancho Folclórico de Vilela, o Grupo Folclórico de S. Miguel da Carreira, o Rancho Folclórico “Os Camponeses” de Santana do Mato, o Grupo de Percussão “Bombbrando” e o anfitrião, BESCLORE – Grupo de Danças e Cantares do Grupo Novo Banco.

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A propósito dos costumes dos sargaceiros da Apúlia, transcreve-se a descrição feita pelo próprio Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia no seu site oficial:

“A longa permanência dentro de água fria provoca, necessariamente, o arrefecimento do corpo.. Pensa-se que tenha sido esta a razão que levou o sargaceiro a adoptar a fazenda de pura lã, na sua côr natural, para a confecção da indumentária que usa na faina do mar.

Branqueta é o nome que designa o casaco de abas largas, tipo saio romano, até meio da coxa, cingido ao corpo até à cintura e alargando para baixo, em forma de saiote, de modo a deixar inteiramente livres os movimentos das pernas. É abotoado de alto a baixo por pequenos botões do mesmo tecido, grosseiramente feitos em "boneca" e remata, no pescoço, com gola baixa. As mangas são compridas e justas ao braço. A gola, os punhos e as frentes são debruados com pesponto grosso e largo, geralmente duplo ou triplo, formando barra. Sobre o peito, à esquerda, alguns sargaceiros fazem bordar, sempre com a mesma linha grossa e forte do pesponto, a sua inicial, ou qualquer outra sigla que o identifica. À cintura o sargaceiro usa largo cinto preto, de cabedal.

A branqueta é toda confeccionada à mão, com linha resistente, para suportar o embate das ondas.

Na cabeça o sargaceiro usa o SUESTE , espécie de capacete romano, com copa de quatro gomos reforçados e duas palas: uma, curta, na frente, e outra, mais larga e comprida, atrás. Deste modo é-lhe possível "furar" as ondas alterosas sem que a água lhe molhe a cabeça e o pescoco, e lhe penetre nas costas. Feito do mesmo tecido da branqueta, passa por diversas fases de impermeabilização e é, por fim, pintado com tinta branca. No cimo da copa leva, pintada a vermelho, uma cruz, e dos lados o nome de Apúlia e qualquer outra referência ao gosto do proprietário, habitualmente uma data.

A textura da branqueta que, como já foi dito, é de pura lã, permite ao sargaceiro permanecer várias horas molhado mas conservando a temperatura normal do corpo, enquanto se mantém em actividade.

A mulher sargaceira assume um papel secundário durante a mareada, já que o trabalho árduo e perigoso de enfrentar as ondas é da exclusiva responsabilidade do homem. Por isso a sua indumentária é mais delicada e, normalmente, apenas entra no mar com água até ao joelho, para ajudar o homem a arrastar para terra o galhapão cheio de sargaço arrebatado ao mar. Assim, ela veste saia rodada, do mesmo tecido da branqueta, bem cingida à anca por larga faixa preta, sarjada, e blusa branca, de linho. Um colete adamascado preto, sem mangas, e bordado a linha de seda em cores garridas, envolve-lhe o tronco e protege-lhe o peito. Na cabeça usa lenço de merino.

Quando sai de casa põe, nas costas, um xaile de merino à moda do Minho e, na cabeça, um pequeno chapéu preto, de feltro, de copa baixa, redonda e de abas estreitas, que leva, na frente, uma pequena moldura de prata, habitualmente com um espelho. Mas, sempre que a sargaceira está "comprometida" ou casada, retira o espelho da moldura e, no seu lugar, coloca a fotografia do seu amado; se mantém o espelho no chapéu é sinal de que é livre e "descomprometida".

A evolução dos tempos modernos, o aparecimento das máquinas agrícolas, a agitação da vida actual, fizeram com que a branqueta do sargaceiro e a indumentária da sargaceira fossem substituídas, nas "mareadas" da apanha do sargaço, por prosaicos e inestéticos casacos de oleado, para desencanto de tantos visitantes que demandam Apúlia para admirarem os sargaceiros.

Com o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia está assegurada a preservação da indumentária tradicional da apanha do sargaço, já que existe a preocupação de respeitar a sua autenticidade nos menores detalhes.”

http://www.sargaceiros.com.pt/

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DELEGAÇÃO DE ESPOSENDE E EXTENÇÃO DA APÚLIA DA CRUZ VERMELHA PORTUGUESA DÁ-SE A CONHECER AOS ESPOSENDENSES

A Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação de Esposende e Extensão de Apúlia, realizou uma Ação de sensibilização no passado dia 28 de janeiro, pelas 14h30, nas instalações do Centro Social e Paroquial de Fonte Boa, em parceria com a Junta da União das Freguesias de Fonte Boa e Rio Tinto.

A Delegação de Esposende e Extensão de Apúlia da Cruz Vermelha Portuguesa disponibiliza, na vertente da Saúde à comunidade, um conjunto de serviços, quer na promoção da saúde quer na prevenção da doença. É uma instituição que possui recursos humanos e técnicos capazes de dar resposta ao utente com qualidade e rigor.

Neste sentido, iniciamos em janeiro uma nova resposta social – D.A.S. Saúde (Desenvolvimento Ação Social na Saúde) direcionada, nesta primeira fase, à população sénior (≥ 60 anos).

A implementação desta resposta visa, na sua génese, melhorar a qualidade de vida das pessoas com mais de 60 anos, respondendo às suas necessidades e superando as suas expectativas, através de um número diversificado de respostas no âmbito da saúde e social.

Desta forma, através do D.A.S. Saúde Sénior e a partir do pagamento de uma quota anual, a população do concelho de Esposende facilmente terá acesso a cuidados de saúde primários e especializados, incluindo consultas de especialidade médica e outras áreas de intervenção clínica, a um custo inferior, nas policlínicas da Delegação de Esposende e Extensão de Apúlia.

Neste serviço são incluídas também intervenções de âmbito social e comunitário, com ações de sensibilização à comunidade sobre temáticas na área da saúde.

Esta iniciativa teve a sua primeira intervenção, junto dos idosos nas instalações do Centro Social e Paroquial de Fonte Boa e com a apresentação do projeto D.A.S. Saúde à comunidade pela Dr.ª. Sandrine Abreu.

A Ação de sensibilização “Alimentação Saudável” apresentada pela Enf.ª Eugénia Torre promoveu os cuidados que os idosos devem ter com a alimentação, diversidade alimentar e horários a respeitar para obterem uma melhor qualidade de vida.

A equipa de enfermagem efetuou um rastreio de medição da tensão arterial e da glicemia capilar aos idosos presentes.

Esta iniciativa contou com a presença de 30 idosos da freguesia de Fonte Boa.

EM 1985, GEORGES DUSSAUD FOTOGRAFOU SARGACEIROS DA APÚLIA

A imagem mostra a faina do sargaço, na Apúlia, em 1985, registada pelo fotógrafo francês Georges Dussaud. Fez parte da exposição retrospetiva do trabalho do autor “Crónicas portuguesas”, apresentada no edifício da ex-Cadeia e Tribunal da Relação do Porto em 2007 e foi adquirida por doação em 2007, pertencendo atualmente ao Centro Português de Fotografia.

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Da ficha correspondente, transcreve-se a seguinte descrição biográfica:

Georges Dussaud nasceu em Brou, na região da Bretanha, no ano de 1934. Embora de nacionalidade francesa, as viagens e as imagens que daí regista fazem dele um cidadão do mundo. É notório o seu fascínio pelas cenas do quotidiano. Não se deixa envolver pelas temáticas comuns que outros já captaram. Dussaud gosta do imprevisto, da simplicidade e espontaneidade das coisas do dia-a-dia, seja de que povo for. Tenham sido as reportagens efectuadas na Grécia, na Irlanda, na Índia, em Cuba, em França ou Portugal, o factor humano está sempre presente. Casou com Christine Dussaud, sua incansável companheira de viagens e testemunha ocular de tantos instantes de tempo aprisionados pela sua objectiva. Talvez por isso tenha feito tanto sentido que fosse ela a autora do prefácio de Crónicas Portuguesas. O livro é dedicado aos três filhos do casal, Alexandre, Eric e Tristan, também eles “companheiros de viagem pelos caminhos de Portugal”. O facto de se ter tornado membro da agência parisiense Rapho, em 1986, coloca o seu nome a par de mestres da fotografia como Robert Doisneau, Willy Ronis ou Sabine Weiss. As deslocações frequentes a Portugal resultam também na presença regular em iniciativas como os Encontros de Fotografia de Coimbra e Encontros da Imagem de Braga. As instituições nacionais não têm sido indiferentes ao seu trabalho e a prova disso é que ele está representado, não só na Colecção Nacional de Fotografia do CPF, mas também no Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa e no Museu da Imagem de Braga. No ano de 1997 já as editoras Marval e Assírio & Alvim se haviam associado para publicar Portugal Terra Fria, o “antecessor” de Crónicas Portuguesas. Por ocasião da sua mais recente viagem a Portugal, em 2007/2008 o autor concebeu um portfolio inédito de fotografias, captadas exclusivamente na cidade do Porto, e que deram origem à exposição “Invisões” apresentada no Centro Português de Fotografia em 2009.

PRESIDENTE DO MUNICÍPIO DE ESPOSENDE VISITA UNIÃO DAS FREGUESIAS DE APÚLIA E FÃO

O Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, prosseguiu o périplo pelas freguesias do concelho, com a visita à União das Freguesias de Apúlia e Fão, no passado dia 6 de março.

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Uma jornada de trabalho que se iniciou com uma reunião na sede da Junta, com o executivo liderado por Luís Peixoto, na qual foram abordados diversos assuntos relativos às duas localidades.

O Presidente Benjamim Pereira explicou que o objetivo destas visitas no terreno é apurar quais as dificuldades e anseios das Juntas de Freguesia e das associações locais, procurando, a partir desse levantamento, definir as prioridades, por forma a enquadrar as intervenções no plano de investimentos do Município. O autarca salientou que “é sempre importante avaliar as situações in loco” e manifestou total disponibilidade do Município para colaborar na concretização de projectos estruturantes para o concelho, procurando dar também resposta a um conjunto de outras questões.

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Por forma a aferir com maior rigor algumas das situações elencadas, desde intervenções na rede viária a obras de manutenção nos edifícios-sedes da Junta da União de Freguesias, Benjamim Pereira andou no terreno, avaliando caso a caso, definindo procedimentos, no sentido de encontrar as soluções mais indicadas. Entre outros locais, a comitiva visitou a zona ribeirinha e o centro histórico de Fão, os lugares do Caldeirão e das Pedreiras e algumas artérias da Vila de Fão. Já em Apúlia, a comitiva esteve na frente marítima, onde o Presidente Benjamim Pereira visitou os aprestos dos pescadores e estabeleceu contacto com os homens do mar, além de ter verificado no terreno várias outras situações.

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Da agenda desta jornada de trabalho constou, ainda, uma reunião com a comissão directiva do Grupo Desportivo de Apúlia, uma colectividade que pretende retomar a sua actividade, após um interregno de alguns anos. No desativado campo de jovens do Grupo Desportivo, os novos dirigentes entregaram ao Presidente da Câmara Municipal um dossier com o projeto de reestruturação do clube, que, faseadamente, pretendem ver concretizado.

O Autarca Benjamim Pereira expressou a sua satisfação pela mobilização deste grupo de trabalho para reerguer a colectividade. Manifestou abertura e disponibilidade para estudar o projecto, no sentido de perceber quais as pretensões que estão em causa e aferir a sua viabilidade. Escusou-se a fazer promessas, mas, ainda assim, manifestou disponibilidade para efectuar uma intervenção primária para dar dignidade ao espaço e permitir repor a actividade desportiva.

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ESPOSENDE: APÚLIA REALIZA JORNADA GASTRONÓMICA

Esposende leva a efeito nos próximos dias 31 de Julho a 4 de Agosto, a X Jornada Gastronómica de Apúlia, na Avenida da Colónia, junto à praia de Apúlia.

Conta com a participação de espaços de restauração, doces e bebidas, onde diversas associações de Apúlia, irão mostrar uma grande variedade de pratos gastronómicos, de carne, peixe e marisco.

Este evento gastronómico pretende distinguir-se pela sua qualidade e fazer parte da rota turística do Concelho de Esposende e de toda a região.

IDOSOS DE TERRAS DE BOURO FAZEM FÉRIAS NA APÚLIA

Projeto Envelhecer a Sorrir de Terras de Bouro promove colónia de férias para idosos na Apúlia.

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O Município de Terras de Bouro, no âmbito do projeto “Envelhcer a Sorrir” e tendo por objetivo proporcionar atividades lúdicas e de convívio para os idosos do concelho, está a organizar a edição 2014 da colónia de férias para pessoas reformadas com mais de 60 anos de idade.

Este ano, a fase inicial encontra-se a decorrer, entre os dias 26 de maio e 4 de junho, no Centro Comunitário de Desenvolvimento Social de Braga/Colónia de Férias da Apúlia, estando a próxima agendada de 15 a 24 de setembro.

ARTHUR PASTOR FOTOGRAFOU SARGACEIROS DA APÚLIA PARA A REVISTA NATIONAL GEOGRAPHIC

 

Por vezes, chega à nossa mesa de trabalho um pedaço de história quase inverosímil. Foi o caso desta fotografia. Na edição de Maio, publicámos a fotografia do fotojornalista português Artur Pastor no Flashback da revista. A imagem data da década de 1959 e representa os apanhadores de algas na Apúlia e em Aver-o-mar, algas essas utilizadas então para fertilizar os campos.

A publicação levou o filho do fotógrafo, também chamado Artur Pastor, a escrever-nos, contando que o pai enviara fotografias para a sede da National Geographic em Washington na década de 1950 e nunca soubera se as mesmas tinham sido publicadas.

Pesquisámos no arquivo de correspondência da NGS e verificámos que Arthur Pastor trocou diversas comunicações com os editores da revista, que lhe compraram dez imagens e frequentemente pediam coordenadas geográficas e detalhes sobre o conteúdo das mesmas. Em 1959, a revista voltou a comprar-lhe mais uma imagem, como então fazia, para enriquecer o seu vasto arquivo fotográfico.

Curiosamente, nenhuma das imagens fora publicada na revista… Até ao Flashback deste ano.

Arthur Pastor tornou-se na segunda metade do século XX um dos grandes fotógrafos portugueses. No próximo ano, doze anos após o seu falecimento, será finalmente preparada uma exposição retrospectiva das sua obra..

Fonte: https://www.facebook.com/ngportugal?hc_location=stream

TERRAS DE BOURO ORGANIZA COLÓNIA DE FÉRIAS PARA IDOSOS

Colónia de férias para idosos de Terras de Bouro decorre na Apúlia de 26 de maio a 4 de junho e de 15 a 24 de setembro.

O Município de Terras de Bouro, tendo por objetivo proporcionar atividades lúdicas e de convívio para os idosos do concelho, está a organizar a edição 2014 da colónia de férias para pessoas reformadas com mais de 60 anos de idade.

Este ano, a primeira fase decorrerá, entre os dias 26 de maio e 4 de junho, no Centro Comunitário de Desenvolvimento Social de Braga/Colónia de Férias da Apúlia, estando a segunda fase agendada para 15 a 24 de setembro.

Colónia de Férias

FOTÓGRAFO GEORGES DUSSAUD FOTOGRAFOU EM 1985 A FAINA DO SARGAÇO NA APÚLIA, EM ESPOSENDE

A foto data de 1985 e fez parte da exposição retrospetiva do trabalho do fotógrafo Georges Dussaud, autor de “Crónicas portuguesas”, apresentada no edifício da ex-Cadeia e Tribunal da Relação do Porto em 2007, pertencendo atualmente ao centro Português de Fotografia.

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Conforme descreve esta entidade, “Georges Dussaud nasceu em Brou, na região da Bretanha, no ano de 1934. Embora de nacionalidade francesa, as viagens e as imagens que daí regista fazem dele um cidadão do mundo.

É notório o seu fascínio pelas cenas do quotidiano. Não se deixa envolver pelas temáticas comuns que outros já captaram. Dussaud gosta do imprevisto, da simplicidade e espontaneidade das coisas do dia-a-dia, seja de que povo for. Tenham sido as reportagens efectuadas na Grécia, na Irlanda, na Índia, em Cuba, em França ou Portugal, o factor humano está sempre presente. Casou com Christine Dussaud, sua incansável companheira de viagens e testemunha ocular de tantos instantes de tempo aprisionados pela sua objectiva. Talvez por isso tenha feito tanto sentido que fosse ela a autora do prefácio de Crónicas Portuguesas. O livro é dedicado aos três filhos do casal, Alexandre, Eric e Tristan, também eles “companheiros de viagem pelos caminhos de Portugal”. O facto de se ter tornado membro da agência parisiense Rapho, em 1986, coloca o seu nome a par de mestres da fotografia como Robert Doisneau, Willy Ronis ou Sabine Weiss.

As deslocações frequentes a Portugal resultam também na presença regular em iniciativas como os Encontros de Fotografia de Coimbra e Encontros da Imagem de Braga.

As instituições nacionais não têm sido indiferentes ao seu trabalho e a prova disso é que ele está representado, não só na Colecção Nacional de Fotografia do CPF, mas também no Arquivo Fotográfico da Câmara Municipal de Lisboa e no Museu da Imagem de Braga.

No ano de 1997 já as editoras Marval e Assírio & Alvim se haviam associado para publicar Portugal Terra Fria, o “antecessor” de Crónicas Portuguesas. Por ocasião da sua mais recente viagem a Portugal, em 2007/2008 o autor concebeu um portfolio inédito de fotografias, captadas exclusivamente na cidade do Porto, e que deram origem à exposição “Invisões” apresentada no Centro Português de Fotografia em 2009.

MUNICÍPIO DE ESPOSENDE REFORÇA APOSTA NA PROMOÇÃO DO “MARÇO COM SABORES DO MAR”

O Município de Esposende continua a apostar na promoção do “Março com Sabores do Mar”, procurando atrair visitantes a este evento gastronómico que decorre até final do mês. Em 26 restaurantes do concelho, há variadas sugestões gastronómicas em torno dos sabores do mar para degustar, acompanhadas da doçaria típica local e dos vinhos verdes das quintas concelhias, e há todo um programa de animação complementar.

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Assim, em colaboração com a Entidade Regional Turismo do Porto e Norte de Portugal, a Câmara Municipal desenvolveu diversas atividades de promoção no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, entre os dias 12 e 16 de março, com destaque para a atuação do Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia e a degustação de produtos locais, no passado sábado, dia 15, no exterior da Loja Interativa de Turismo. Uma exposição com artigos e materiais ligados à faina marítima e ao evento “Março com Sabores do Mar” e a exibição de um pequeno filme promocional de Esposende, legendado em inglês, completaram esta ação de promoção.

O Município também marcou presença no maior evento de promoção turística em território nacional, a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL). No passado dia 14, no espaço da Entidade Regional Turismo do Porto e Norte de Portugal, a Autarquia realizou uma ação de promoção do “Março com Sabores do Mar”, que se traduziu na apresentação do evento pelo Vereador do Turismo, Rui Pereira, e na degustação de alguns produtos locais, com disponibilização de material promocional sobre a iniciativa.

Inicialmente prevista para o dia 12 de março, a emissão do programa da RTP1 “Portugal no Coração” com intervenções a partir de Esposende alusivas ao “Março com Sabores do Mar” vai ser exibida amanhã, dia 18. Assim, no programa conduzido pelos apresentadores Jorge Gabriel e Teresa Peres, entre as 15h00 e as 18h00, serão exibidos vários apontamentos sobre a iniciativa.

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Assim, serão dadas a conhecer as sugestões dos restaurantes Bar da Praia, Camelo, Casa Salé, Varandas do Cávado, Buraco, Mira Rio, Rita Fangueira, Tio Pepe, Zé dos Leitões e Santo António, do Restaurante e Pizaria Siamo in Due e do Restaurante e Atelier Gastronómico Sra. Peliteiro, assim como as propostas de doçaria das pastelarias Rio Doce, Rita Fangueira e Clarinhas.

Tratando-se de um evento de promoção do peixe e mariscos, há espaço também para a Associação dos Pescadores Profissionais do Concelho de Esposende.

Outro dos apontamentos do programa prende-se com o Concurso Gastronómico “Jovem Cozinheiro dos Sabores do Mar”, promovido pela Escola Profissional de Esposende, onde estarão em evidência os oito alunos finalistas do curso Técnico de Restauração que apresentam os seus pratos ao júri.

A par da gastronomia, o “Março com Sabores do Mar” convida a provar os vinhos verdes do concelho, pelo que também marcam presença do programa da RTP a Quinta de Curvos, a Quinta da Seara e a Quinta de Goios, e ainda os Lacticínios das Marinhas, referência nacional pela qualidade dos seus queijos e manteigas.

Haverá ainda oportunidade para falar sobre kitesurf e Paddlesurf, com o responsável da Kook Proof, operador marítimo-turístico sediado em Esposende, e para assistir à atuação do Grupo de Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia.

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ESPOSENDE REALIZA CAMINHADA ATÉ APÚLIA

No âmbito do programa Esposende em Movimento, vai a Esposende 2000 organizar no próximo dia 30 de março, a segunda etapa da Caminhada “Desafio Esposende N/S”.

Trata-se de um percurso com uma distância de 11 Km, que se realizará por um percurso de interesse cultural, efetuado em linha, desde a zona ribeirinha de Esposende, passando pelo centro histórico de Fão, pinhal de Ofir, campos de masseiras, praia da couve, frente de mar e moinhos de Apúlia. O retorno ao local de partida será realizado de autocarro. Não perca uma excelente oportunidade para descobrir o património natural do concelho de Esposende.

Mais informações disponíveis em Regulamento no site www.cm-esposende.pt/ECOEMOTIONS/

ESPOSENDE: ESCOLA BÁSICA DE APÚLIA PROMOVE FESTIVAL DAS SOPAS NO “MARÇO COM SABORES DO MAR”

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A Escola Básica de Apúlia realiza, na próxima sexta-feira, dia 14 de março, o Festival das Sopas, uma iniciativa que integra o programa da 15.ª edição do “Março com Sabores do Mar”, evento gastronómico que o Município de Esposende está a promover, ao longo de todo o mês.

A iniciativa irá envolver toda a comunidade escolar de Apúlia, que confecionará diferentes tipos de sopa, numa promoção das leguminosas e produtos hortícolas locais, havendo ainda para saborear várias sobremesas.

O programa inicia-se às 19h00, decorrendo, uma hora mais tarde, a apresentação de uma peça de teatro pelos alunos do 1.º ciclo, seguindo-se a atuação de um grupo de alunos de dança Hip-Hop.

Pelas 21h00, o Chefe Ivo Loureiro vai proferir uma pequena palestra sobre a importância do consumo de sopa e a composição dos ingredientes, e, juntamente com a nutricionista Isabel Miranda, vai confecionar uma sopa para todos os presentes. O programa inclui ainda a atuação do Grupo Infantil dos Sargaceiros de Apúlia.

IDOSOS DE TERRAS DE BOURO PASSAM FÉRIAS NA APÚLIA

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Colónia de férias para idosos de Terras de Bouro decorre na Apúlia de 16 a 25 de setembro.

O Município de Terras de Bouro, tendo por objetivo proporcionar atividades lúdicas e de convívio para os idosos do concelho, está a organizar a edição 2013 da colónia de férias para pessoas reformadas com mais de 60 anos de idade.

Assim sendo, decorre agora, de16 a 25 de setembro, o segundo período de confraternização e interação de mais um grupo sénior de terraboureneses.

ESPOSENDE ORGANIZA CORRIDAS D'AVENTURA

Esposende leva a efeito no proximo dia 22 de Setembro, a 4º prova da " Corrida d'Aventura" numa distância de 10km, que decorrerá nas freguesias de Fão e Apulia.

Corridas d' Aventura consiste num circuito de quatro provas de atletismo, de curta distância, que se realizam em plena natureza, tendo como cenário as magnificas paisagens do concelho de Esposende.

Mais informações disponíveis em Regulamento: http://www.cm-esposende.pt/ecoemotions/

ESPOSENDE INAUGURA OBRAS DE REQUALIFICAÇÃO DA SEDE DOS SARGACEIROS DA APÚLIA

Câmara Municipal de Esposende concretiza sonho antigo da Casa do Povo de Apúlia

Foi num clima de festa e perante larga assistência que decorreu, ontem, dia 25 de Agosto, a cerimónia de inauguração das obras de Requalificação da Casa do Povo de Apúlia, presidida pelo Presidente da Câmara Municipal de Esposende, João Cepa.

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A requalificação do edifício-sede dos Sargaceiros de Apúlia era um desejo antigo da instituição e foi agora concretizado pela Autarquia de Esposende, que não regateou esforços para dotar de melhores condições de trabalho a Casa do Povo. A esta intervenção de fundo somam-se outras de menor dimensão, que foram sendo realizadas nos últimos anos, num investimento total de aproximadamente 300 mil euros. O esforço foi reconhecido pela direção, que fez questão de atribuir a primeira distinção de Sócio Honorário, em 73 anos de história da instituição, a João Cepa, oferecendo-lhe ainda uma aguarela alusiva à mareada, da autoria de Carlos Basto.

A Presidente da Direção da Casa do Povo recordou que foram “18 anos de sofrimento, de luta, de desânimo, em que, por vezes, dava vontade de desistir, mas nós não somos de desistir, nós vamos à luta”. Laurentina Torres assinalou que a perseverança acabaria por dar frutos quando encontrou total abertura e disponibilidade do Autarca João Cepa e da Câmara Municipal para ajudar a concretizar o sonho. A Dona Tininha, como é carinhosamente tratada, afirmou que Casa do Povo de Apúlia fica, por isso, com “um dever de gratidão” a João Cepa, cujo nome ficará gravado na história da instituição, assegurou.

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O Presidente da Câmara Municipal manifestou a sua satisfação pelo cumprimento de mais uma promessa, assinalando que “é desta forma que se deve fazer política, com verdade, com determinação, com rigor e também com sentido de responsabilidade”. Aproveitou a circunstância para lembrar as intervenções que foram concretizadas, nos últimos anos, em Apúlia, nomeadamente a requalificação e/ou ampliação de todos os equipamentos educativos, a requalificação do adro paroquial e dos adros de S. Bento e da Senhora do Amparo, a requalificação e, presentemente, a ampliação do Cemitério Paroquial. Lembrou a construção da Variante de Apúlia e da estrada de ligação entre o Lugar de Paredes e a Salgueira, a construção de dois polidesportivos, dos aprestos dos pescadores, do Centro de Venda de Produtos Hortícolas, dos parques de estacionamento da Senhora do Amparo e da Igreja Paroquial, da Capela Mortuária de Paredes e da Extensão de Saúde, e a infraestruturação de dezenas de vias, a que se soma o investimento em redes de saneamento e de abastecimento de água e a concretização de uma obra há muito desejada, a requalificação urbana da frente da Praia da Couve. Obras concretizadas à custa de “esforço, dedicação e persistência”, afirmou o Autarca, apelando à população para que nas Eleições Autárquicas de 29 de Setembro, “não se deixem levar em ilusões, nem em mentiras”. Manifestou o desejo de que “se continue a apostar na cultura e na educação” e apelou à concretização de “um projecto importantíssimo”, a construção do Complexo Educativo de Apúlia.

Crítico em relação à agregação de freguesias, processo que não colheu a concordância “de um único autarca deste concelho, fosse de que partido fosse”, o Presidente da Câmara Municipal deixou ainda o apelo à população para que preserve a história, o património e as tradições de Apúlia, “que são únicas”.

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O Autarca não poupou elogios à Presidente da Direção da Casa do Povo de Apúlia.“A Dona Tininha é uma grande mulher, cujo exemplo de vitalidade, de determinação, de querer e, acima de tudo, de grande paixão pela sua terra deve ser seguido pelos jovens”, afirmou, dizendo que “é um privilégio tê-la como amiga”. João Cepa agradeceu a distinção atribuída pela Casa do Povo e saudou todos quantos contribuíram para concretizar a requalificação da sede da instituição.

Por seu lado, o Presidente da Junta de Freguesia de Apúlia, Manuel Barros regozijou-se com a concretização de um anseio antigo da Casa do Povo, felicitou a instituição pelo trabalho que vem desenvolvendo e agradeceu à Câmara Municipal mais este investimento em Apúlia.

O Presidente da Federação de Folclore Português enalteceu o trabalho dos Sargaceiros de Apúlia, “uma escola de formação, onde se ensina também a vivência de valores”. Fernando Ferreira agradeceu ao Presidente da Câmara Municipal de Esposende “a possibilidade que deu a este grupo de terminar um sonho de há muitos anos” e elogiou o “excelente trabalho” de Laurentina Torres na Direcção da Casa do Povo de Apúlia.

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EM 1940, SARGACEIROS DA APÚLIA DESFILARAM EM LISBOA NA EXPOSIÇÃO DO MUNDO PORTUGUÊS

A imagem mostra um aspeto do desfile etnográfico realizado no âmbito do Cortejo Histórico do Mundo Português, em 1940, por ocasião das Comemorações do Duplo Centenário da Fundação e da Restauração de Portugal. Na imagem distingue-se um grupo folclórico minhoto não identificado e o Grupo Folclórico dos Sargaceiros da Apúlia, de Esposende.

A gravura foi publicada na “Revista dos Centenários”, nºs 19/20, referente a 31 de julho e 31 de agosto de 1940.

EM 1947, SARGACEIROS DA APÚLIA DESFILARAM EM LISBOA NAS COMEMORAÇÕES DA TOMADA DA CIDADE AOS MOUROS

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A foto documenta a participação dos sargaceiros da Apúlia nas Comemorações do VIII Centenário da Tomada de Lisboa aos Mouros que se realizou em 1947. Na publicação, a marca de água prejudica a definição da imagem devido ao contraste.

O suporte constitui uma prova em papel de revelação baritado ou sem barita.

Foto: Arquivo Municipal de Lisboa

ESPOSENDE: CAMPEONATO NACIONAL DE FUTEBOL DE PRAIA REGRESSA A APÚLIA

A Praia da Couve, em Apúlia, vai acolher a 2.ª fase do Campeonato Nacional de Futebol de Praia, que se realiza nos próximos dias 17, 24 e 25 de Agosto.

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A 1.ª jornada decorre no próximo sábado, dia 17, com a realização de dois jogos. Às 10h30 defrontam-se o Rio Ave FC e o Âncora-Praia FC e, às 11h45, joga o Arcuda com o SC Braga.

O Campeonato prossegue no dia 24, com a 2.ª jornada, com os jogos SC Braga - Rio Ave FC, às 10h30, e com o Âncora-Praia FC- Arcuda, a partir das 11h45.

Por fim, no dia 25, terá lugar a 3.ª jornada da 2.ª fase, sendo que o SC Braga defrontará o Âncora-Praia FC, às 10h30, e o Arcuda joga com o Rio Ave FC, pelas 11h45.

Este evento é organizado pela Federação Portuguesa de Futebol e Associação de Futebol de Braga e conta com o apoio da Câmara Municipal de Esposende, que, mais uma vez, aposta na promoção e dinamização do desporto, numa perspetiva de divulgação da modalidade e também de promoção e atração turística.

ESPOSENDE: APÚLIA REALIZA JORNADA GASTRONÓMICA

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Entre os dias 2 e 6 de agosto vai decorrer a 9.ª Jornada Gastronómica de Apúlia, na Avenida da Colónia, junto à praia de Apúlia.

Conta com a participação de espaços de restauração, doces e bebidas, onde diversas associações de Apúlia, irão mostrar uma grande variedade de pratos gastronómicos, de carne, peixe e marisco.

Este evento gastronómico pretende distinguir-se pela sua qualidade e fazer parte da rota turística do Concelho de Esposende e de toda a região. Esta é uma grande aposta da Junta de Freguesia de Apúlia, que já vai na sua nona edição, para atrair visitas e destacar as qualidades naturais da sua praia e a riqueza do seu património gastronómico.

Mais informações em www.visitesposende.com.

ESPOSENDE: APÚLIA RECEBE CIRCUITO NACIONAL DE RUGBY

Circuito Nacional de Rugby traz 300 atletas à Praia da Couve, em Apúlia. 27 Julho – 10h30

A Praia da Couve, em Apúlia, vai acolher, no próximo sábado, dia 27, o II Apúlia Beach Rugby.

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Trata-se da 3.ª e última etapa do Circuito Nacional de Rugby de Praia, designado “Lusiaves Circuito Nacional de Beach Rugby powered by MEO”, que irá coroar o Campeão Nacional, masculino e feminino, da modalidade.

O torneio é organizado pelo Braga Rugby e conta com o apoio da Câmara Municipal de Esposende e da Federação Portuguesa de Rugby.

São esperados nesta prova alguns dos melhores atletas nacionais da modalidade e até jogadores internacionais, nomeadamente de Espanha, num total de aproximadamente 300 participantes, para praticarem rugby ao mais alto nível.

A competição irá decorrer entre as 10h30 e as 20h00, sendo que, no período da manhã jogam os escalões de Sub14 e Sub16, e a partir das 13h00 se disputa o Torneio Senior, masculino e feminino, correspondente à 3.ª e última etapa do “Lusiaves Circuito Nacional de Beach Rugby powered by MEO”.

Para o torneio dos escalões de formação, que conta com o apoio da Associação de Rugby do Norte, são esperadas equipas de todos os clubes do norte do país.

Esposende continua, deste modo, no circuito dos grandes eventos desportivos que animam este Verão.

ESPOSENDE: GUIMARÃES E BRAGA GOLEIAM NA 1º JORNADA DO CAMPEONATO NACIONAL DE FUTEBOL DE PRAIA EM APÚLIA

No arranque do Campeonato Nacional de Futebol de Praia, competição que está a decorrer na Praia da Couve, em Apúlia, a equipa do Vitória Sport Clube venceu a equipa da Associação Desportiva de Esposende por 11-1, e no segundo jogo, o Sporting Clube de Braga derrotou a Associação Desportiva de Barroselas, por 8-0.

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A segunda jornada da 1.ª fase do Campeonato está marcada para o próximo fim-de-semana, dias 13 e 14 de Julho. Assim, no sábado, às 10h30 jogam o Sporting Clube de Braga e o Vitória Sport Clube, e, às 11h45, defrontam-se a Associação Desportiva de Esposende e a Associação Desportiva de Barroselas. No domingo, às 10h30, tem lugar o jogo entre a Associação Desportiva de Esposende e o Sporting Clube de Braga e, às 11h45, a Associação Desportiva de Barroselas joga contra o Vitória Sport Clube

Recorde-se que a 2.ª fase do Campeonato Nacional de Futebol de Praia está prevista para os dias 3, 4 e 17 de Agosto.

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ESPOSENDE RECEBE CAMPEONATO NACIONAL DE FUTEBOL DE PRAIA

Evento realiza-se na Praia da Couve, na Apúlia

Esposende continua na rota dos grandes eventos desportivos nacionais, o que atesta as excelentes condições de que dispõe para a realização de provas das mais diversas modalidades.

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Desta feita, trata-se do Campeonato Nacional de Futebol de Praia, que vai animar a Praia da Couve, em Apúlia, já a partir deste fim-de-semana. A primeira fase do Campeonato decorre nos dias 7, 13 e 14 de Julho e a segunda fase está prevista para os dias 3, 4 e 17 de Agosto. 

A competição será disputada entre as equipas do Sporting Clube de Braga, Vitória Sport Clube, Associação Desportiva de Esposende e Associação Desportiva de Barroselas, sendo que os jogos decorrerão às 10h30 e 11h45. 

Este evento é organizado pela Federação Portuguesa de Futebol e Associação de Futebol de Braga e conta com o apoio da Câmara Municipal de Esposende, que, mais uma vez, aposta na promoção e dinamização do desporto, numa perspectiva de divulgação da modalidade e também de promoção turística.

CALENDARIZAÇÃO DOS JOGOS DA 1ª FASE

1ª FASE GRUPO B – 1ª JORNADA

 

7 JULHO

 

10h30

VITÓRIA SC X AD ESPOSENDE

11h45

AD BARROSELAS X SC BRAGA

 

                                   1ª FASE GRUPO B – 2ª JORNADA           

 

13 JULHO

10h30

SC BRAGA X VITÓRIA SC

11h45

AD ESPOSENDE X AD BARROSELAS

 

1ª FASE GRUPO B – 3ª JORNADA

 

14 JULHO

 

10h30

AD ESPOSENDE X SC BRAGA

11h45

AD BARROSELAS X VITÓRIA SC

 

FAFE PROPORCIONA FÉRIAS A CRIANÇAS CARENCIADAS DO CONCELHO

35 crianças fafenses na Colónia de Férias Infantil João Paulo II - Apúlia

À semelhança de anos anteriores, no período estival, a Câmara Municipal de Fafe, em parceria com a Colónia de Férias João Paulo II, proporciona 10 dias de férias, com um conjunto de atividades na praia, para as crianças mais carenciadas do Concelho.

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Este ano o período atribuído foi o de 2 a 11 de Julho, para um grupo de 35 crianças, que iniciaram viagem hoje para a Apúlia, cujo transporte é da responsabilidade da Autarquia. Tal como nos dois últimos anos, o Município comparticipou no valor que compete a cada criança pagar na referida colónia.

IDOSOS DE TERRAS DE BOURO PASSAM FÉRIAS NA APÚLIA

Colónia de férias para idosos decorreu na Apúlia de 13 a 22 de maio

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O Município de Terras de Bouro, tendo por objetivo proporcionar atividades lúdicas e de convívio para os idosos do concelho, está a organizar a edição 2013 da colónia de férias para pessoas reformadas com mais de 60 anos de idade.

Este ano e pela primeira vez, a fase inicial decorreu, entre os dias 13 a 22 de maio, no Centro Comunitário de Desenvolvimento Social de Braga/Colónia de Férias da Apúlia, estando a próxima agendada para 16 a 25 de setembro.

CÂMARA MUNICIPAL DE ESPOSENDE AJUDA A RECUPERAR A SEDE DA CASA DO POVO DE APÚLIA

Em cerimónia realizada no passado dia 17 de Novembro, na Escola EBI de Apúlia, a Câmara Municipal de Esposende e a Casa do Povo de Apúlia assinaram um protocolo de colaboração, com vista à execução da 2.ª fase das obras de requalificação da sede da instituição. O ato foi precedido do lançamento do livro “Apúlia – onde o mar e a terra cruzam gentes”, uma edição conjunta do Município de Esposende e da Associação “Recordar a Velha Apúlia”.

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O protocolo prevê a doação, por parte da Câmara Municipal à Casa do Povo de Apúlia, de um terreno, propriedade municipal, sito no Lugar de Paredes, naquela freguesia, com uma área de cerca de 1500 metros quadrados, cujo valor da venda reverterá a favor das obras de requalificação do edifício da Casa do Povo.

Impossibilitada de usar da palavra por razões de saúde, a Presidente da Casa da Povo de Apúlia, Laurentina Torres, manifestou, pela voz de Filipe Queiroga, da direção da instituição, a sua satisfação por ver encontrada a solução para concluir as obras que “restituirão à Casa do Povo o prestígio e a dignidade que a distinguiram no passado”. Deu conta das obras realizadas numa 1.ª fase, ao abrigo de um outro protocolo de colaboração com a Câmara Municipal, e lembrou que o processo se arrasta desde 1996, sem que a instituição tenha conseguido os apoios necessários para sua conclusão. Laurentina Torres fez, por isso, questão de agradecer publicamente o empenho do Presidente da Câmara Municipal, João Cepa, na busca de uma solução para concretizar este anseio da instituição, fundada em Agosto de 1940, cujo percurso lembrou à vasta plateia presente.

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Elogiando o trabalho e a dedicação de Laurentina Torres à frente da Casa do Povo, o Presidente da Câmara Municipal referiu que não poderia deixar de ser sensível “a este projeto da Casa do Povo, que é ambicioso, de reconstruir a sua sede para lhe dar a dignidade que ela necessita e que Apúlia também merece e necessita”.

A propósito da Reforma Administrativa que determina a agregação de freguesias (está prevista a fusão de Apúlia com Fão), o Autarca deixou o pedido para que “nunca deixem cair no esquecimento a história e as tradições desta freguesia”.

Aproveitando a oportunidade de falar às gentes de Apúlia, o Presidente da Câmara Municipal anunciou que o Município propôs ao Governo, através do Ministério da Educação, a criação de um Centro Escolar em Apúlia, com todos os graus de ensino, através da requalificação e ampliação da atual Escola Básica Integrada (EBI), um projeto a executar em parceria com a Autarquia e ao qual espera que o governo dê luz verde.

A difícil situação social e económico-financeira que o país atravessa foi referida por João Cepa para dizer que a Câmara Municipal de Esposende, apesar de uma significativa quebra nas receitas, respira uma boa situação financeira, ao contrário de muitos municípios, que agora tiveram necessidade da ajuda financeira do governo para fazer face às dívidas. Com o orçamento camarário para 2013 fechado e apesar da anunciada redução de praticamente todos os impostos municipais no próximo ano, a Autarquia não perde de vista os investimentos importantes para o concelho, pelo que está em perspetiva, entre outros projetos, a criação de um Programa de Emergência Social, para apoio às famílias, anunciou o Autarca.

João Cepa voltaria a usar da palavra para elogiar o trabalho da Associação “Recordar a Velha Apúlia”, que, na mesma cerimónia, fez a apresentação do livro “Apúlia – onde o mar e a terra cruzam gentes”, depois de, em 2009, ter lançado a obra “Apúlia – da terra e do mar”. Trata-se de um livro de poesia, com textos da autoria de João Vasconcelos e grafismo de Miguel Neiva, ilustrado com fotografias antigas e outras mais recentes de Apúlia que mostram a evolução da Vila até aos dias de hoje.

O Presidente da Associação, José Neiva Santos, referiu que esta edição representa a concretização de mais um objetivo e quis, por isso, agradecer a parceria e colaboração da Câmara Municipal, na pessoa do Presidente João Cepa.

A cerimónia destes dois atos foi abrilhantada com a atuação, em alguns momentos, do Rancho Infantil e do Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia.

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ESTAÇÃO RADIO NAVAL ALMIRANTE RAMOS PEREIRA

Com o título em epígrafe, transcrevemos do nosso colega “Vila Praia de Âncora” em http://vilapraiadeancora.blogs.sapo.pt/ com a devida vénia um interessante artigo, devidamente acompanhado de fotos, que retrata bem o estado de abandono em que se encontra o património do Estado numa altura em que os nossos governantes insistem em dar lições de moral aos cidadãos, responsabilizando-os pelo estado em que o país se encontra por alegadamente viverem acima das suas possibilidades. Trata-se de um património que, não tendo qualquer utilidade para a Marinha e para o país como as fotos documentam, bem poderia servir o turismo da nossa região.

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Em passeio domingueiro passei por Apúlia e não pude deixar de ver o lastimável estado de abandono a que chegou a Estação Radio Naval Almirante Ramos Pereira.

Nos anos cinquenta do século passado foi instalada nas terras férteis do concelho de Esposende, uma unidade militar que na época era pomposamente denominada “Estação Rádio Goniométrica Aero Naval de Apúlia”.

Foram expropriados em favor do Estado cerca de 14 hectares de terra arável da melhor qualidade, centenas de pequenas parcelas de terreno, algumas o único património de muitos habitantes de Apúlia. Pelos legítimos donos foram distribuídos alguns míseros tostões, sem direito a reclamação como era timbre no tempo do Estado Novo.

Mesmo os proprietários dos terrenos próximos à zona expropriada foram prejudicados, pois quando necessitaram de construir casas ou anexos, muros ou poços, esbarraram na Lei da Servidão Militar que indeferia invariavelmente as pretensões dos proprietários.

Depois de funcionar cerca de cinquenta anos a Estação Rádio Naval de Apúlia, denominada Almirante Ramos Pereira, foi progressivamente desguarnecida e deixada ao abandono a partir de 2001.

Na parcela edificada existem diversos edifícios de significativo valor arquitetónico com fachadas em granito lavrado em cantaria, que estão sufocados por densa vegetação; as residências literalmente afogadas em silvados que sobem aos telhados; os antigos jardins, as veredas, os espaços desportivos e de lazer, já ninguém sabe onde existiram; a piscina é um viveiro de animais anfíbios; o aquartelamento, o refeitório, as messes, as garagens com as portas abertas; restos de mobiliário e arquivos pelo chão; arruamentos, pavimentos e muros dos edifícios atapetados de silvas.

Entretanto, continua vigente e atualizada a Lei da Servidão Militar, (Decreto nº 19/2002 de 27 de Maio), que continua a condicionar o licenciamento de obras nas imediações.

É óbvio que o facto desta unidade militar ter associado o nome do Almirante Ramos Pereira me incentivou a escrever este artigo indignado, mas penso também nos inúmeros marinheiros que ali prestaram serviço, ali viveram anos a fio, que cuidaram daqueles edifícios e jardins como da sua própria casa se tratasse.

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Haverá alguma política de restruturação militar ou alguma contenção financeira que justifique esta humilhante situação de abandono e desprezo não só pelo património, mas também pelo povo de Apúlia e pela memória de um dos mais ilustres militares e lutador pela democracia?

Fotos de Manuel Moreira

PROJECTO DE CAMINHO-DE-FERRO DA PÓVOA DE VARZIM A VIANA DO CASTELO FICOU A-VER-O-MAR... E A LINHA DO CÁVADO NÃO SAIU DO PAPEL!

Ao contrário do que se verificou nas últimas décadas com o encerramento de muitos linhas e ramais de comboio, assistiu-se nos começos do século passado a uma autêntica febre ferroviária que projectava atravessar o país de lés-a-lés com redes de caminhos-de-ferro, ligando por vezes as povoações mais insignificantes na ânsia de fazer-lhes chegar o progresso a todo o vapor.

Como seria de esperar, a maioria de tais projectos não passou sequer do papel, como se verificou com um pedido de concessão de um “Caminho-de-ferro em leito próprio que, partindo da Póvoa de Varzim, siga a costa por A-ver-o-Mar, Esteia, Apúlia, Fão, Esposende, Castelo do Neiva e Anha, indo terminar em Cais Novo, na margem do Lima, e de uma linha transversal que, partindo de Esposende e seguindo pela margem direita do Cávado, passe por Barcelos, terminando junto de estação de Braga”.

Esta proposta, com data de 14 de Janeiro de 1924, depois de apreciada em comissão especializada, regressou a plenária da Câmara dos Deputados, na sua sessão de 15 de Maio de 1924, presidida por Alberto Ferreira Vidal, apresentando-se nos termos que a seguir se transcrevem.

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Ramal de Famalicão, vendo-se à direita o algaliamento da via estreita com a via larga. 

“Projecto de lei n.º 634-A

Senhores Deputados - O cidadão Francisco de Sousa Magalhães, velho africanista, trabalhador incansável, cheio de arrojo e de patrióticas iniciativas, propõe-se, como consta de um requerimento dirigido ao Sr. Ministro do Comércio em 25 de Junho último, construir uma linha férrea de via reduzida, que, partindo da praia da Póvoa de Varzim, ligará esta vila, atravessando as povoações mais importantes do litoral do norte, à cidade de Viana do Castelo e à estação intermédia de Esposende à capital do Minho.

Trata-se de um melhoramento importantíssimo para esta região, que não só concorrerá para o desenvolvimento do turismo, como para o progresso comercial e industrial das respectivas localidades, que até o presente vem lutando com sérios embaraços por falta de transportes por via acelerada.

De há muito que esta parte da populosa e fértil região minhota vem pugnando por esta pretensão que até hoje não tem visto realizar por falta de iniciativa do capital particular e do proverbial dolce far niente dos Poderes Públicos.

Seria, pois, da nossa parte uma falta imperdoável não auxiliarmos tão oportuna iniciativa, pondo-lhe sobre vários pretextos os costumados entraves, que tanto têm contribuído para o retraimento do esforço daqueles que pretendem o progresso do País.

Temos, pois, a honra de submeter à vossa aprovação o presente projecto de lei pelo qual se concede àquele cidadão o direito da construção e exploração do caminho-de-ferro referido nos termos em que as anteriores concessões têm sido dadas, na certeza de que vão acautelados devidamente os interesses do Estado e os do público. Não obstante, as vossas comissões, que terão de apreciar o presente projecto, lhe introduzirão as modificações que reputarem de maior garantia para aquele fim.

Projecto de lei

Artigo 1.° É concedido ao cidadão Francisco de Sousa Magalhães o direito de construção e exploração, por um período de noventa e nove anos, de um caminho-de-ferro em leito próprio de via reduzida de 1 metro de largura, que, partindo da Póvoa de Varzim, com ligação à linha de caminho de ferro do Porto à Póvoa, siga a costa marítima, passando por A-ver-o-Mar, Esteia, Praia de Apúlia, Fão, Esposende, Castelo de Neiva e Anha, vindo a terminar em Cais Novo; e de uma linha transversal que partindo de Esposende e seguindo próximo das povoações e pela margem direita do rio Cávado, passando por, Barcelos, atravesse êste rio nas proximidades de S. Vicente de Areias, vindo a terminar próximo da actual estação do caminho-de-ferro em Braga.

Art. 2.° Esta concessão não pode ser transferida a terceira pessoa, sem prévia autorização do Governo e acordo expresso da maioria das câmaras interessadas, ficando contudo salvo ao concessionário o direito de organizar uma empresa ou companhia com os capitais necessários para a construção do caminho-de-ferro.

Art. 3.° O concessionário terá uma garantia de juro que, pelo menos, deverá ser ò complemento do rendimento anual líquido até 7 por cento do capital de 300.000$ por cada quilómetro que se construa, devendo as despesas de exploração ser calculadas pela média das despesas de exploração da linha da Póvoa a Famalicão, garantia esta com reembolso de metade para o Estado, logo que o rendimento líquido exceder a 7 por cento do capital garantido até final liquidação das quantias adiantadas e respectivo juro, igualmente de 7 por cento.

Art. 4.° O concessionário pode utilizar a ponte que liga Fão a Esposende para passagem do caminho-de-ferro, sendo esta ponte reforçada convenientemente nas condições de resistência legais e à sua custa, fazendo-se a circulação dos comboios nas condições de segurança pública indicadas pelo Governo.

Art. 5.° São-lhe ainda concedidas as vantagens consignadas na base 5.ª, nos seus n.ºs 4.° a 8.°inclusive, e as consignadas na base 6.ª, anexas à lei de 14 de Julho de 1899.

Art. 6.° O concessionário obrigar-se há a todas as vantagens e encargos que são reservados para o Estado nos contratos de concessão e exploração existentes das empresas de caminho de ferro do país.

Art. 7.° As obras de construção deste caminho-de-ferro terão de ser iniciadas dentro do prazo máximo de seis meses a contar da data da publicação desta lei, sob pena de se considerar caduca a concessão.

Art. 8.° Desde que as obras forem iniciadas não podem ser suspensas por qualquer motivo, a não ser por determinação ministerial.

Art. 9.° A exploração do primeiro troço,

Póvoa a Esposende, deverá estar aberta ao público no prazo de dois anos, passados os quais terão de ser iniciadas as obras de terraplanagem no segundo troço, Esposende-Braga, cujas obras começarão simultaneamente de Esposende e Braga para Barcelos, de forma a exploração de todo ele se efectuar ao mesmo tempo e no prazo máximo de três anos, ou seja cinco anos após a publicação desta lei.

Art. 10.° O troço Esposende-Viana, cuja construção, será facultativa, será o último a construir-se e deverá ficar aberto à exploração dois anos depois do anterior, sendo portanto de sete anos o prazo para a conclusão total da linha.

Art. 11.° Os prazos estabelecidos nos artigos 7.°, 9.° e 10.° são improrrogáveis sem o prévio e expresso acordo da maioria das câmaras das localidades atravessadas por este caminho de ferro, e a falta de cumprimento ou não execução das obras dentro desses prazos importa a perda imediata da concessão e de todas as obras feitas e de material fixo empregado, em benefício do Estado, sem que o concessionário possa reclamar qualquer indemnização.

Art. 12.° No caso de caducidade prevista no artigo anterior, pode o Estado transferir para as câmaras interessadas, singular ou colectivamente, para a exploração deste caminho-de-ferro, a concessão, obras feitas e material fixo que tenha recebido, sem outra compensação ou retribuição que não seja a equivalente a quaisquer despesas que haja feito, desde que assim lhe seja reclamado e fique assegurada a referida exploração.

Sala das Sessões, 14 de Janeiro de 1924 — Joaquim Narciso da Silva Matos — António Albino Marques de Azevedo — Henrique Pires Monteiro — Artur Brandão — Crispiniano da Fonseca.”