Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

TOCADORES DE CONCERTINA LEVARAM ALEGRIA MINHOTA A ENCONTRO NA AMADORA

A cidade da Amadora recebeu ontem mais um encontro de tocadores de concertina organizado pelo Rancho Folclórico Alegria do Minho, sediado naquele concelho dos arredores de Lisboa.

20429744_1506105122766485_6474007934103680384_n.jpg

A festa realizou-se na Sede daquele agrupamento folclórico minhoto, no antigo edifício da EPAL, Jardim das Águas Livres, localizado na Freguesia da Mina de Água, e juntou vários grupos de tocadores de concertina. E, assim, à boa maneira minhota, cantaram e dançaram ao ritmo das mais belas rapsódias do nosso folclore porque onde há minhotos há festa: há Alegria do Minho!

Fotos: Manuel Santos

20245646_1506104866099844_710614139313012121_n.jpg

20245654_1506131029430561_4545399552898726905_n.jpg

20246522_1506105729433091_7432844893758991190_n.jpg

20264751_1506131296097201_480561063171464805_n.jpg

20294281_1506131159430548_5741982713520354491_n.jpg

20294314_1506105746099756_4706926607868359652_n.jpg

SILÊNCIO QUE SE VAI CANTAR O FADO… NA AMADORA!

Gente d’Entre-o-Douro-e-Minho também aprecia o fado

Apagam-se as luzes e, no cenário melancólico de iluminação ténue a lembrar o ambiente fadista e notívago de outrora, das ruelas dos bairros alfacinhas, eis que se soltam as primeiras notas pungentes das cordas de uma guitarra bem portuguesa. O Grupo de Danças e Cantares Alto do Moinho, em Alfragide, realizou uma vez mais a “Noite de Fados”, um momento que o público revive com a força e sentimento que lhe vai na alma.

18157678_1417068551670143_1340064055718003422_n (1).jpg

Acompanhados à guitarra por Alfredo da Sé e à viola por Filipe Campos, o espectáculo contou com a participação dos fadistas Fátima Moedas, Liliana Santos, Leonardo Pereira, Jacinto Frango, Vítor Cordeiro e Rui Santos.

Perdem-se nos tempos as origens do fado e as influências várias que recebeu. Expressão musical de raíz popular interpretada pelas classes sociais mais baixas da sociedade, o fado destinava-se a relatar de forma plangente as ocorrências tristes da sua vida, a sina da vida e a fatalidade, em síntese o fado a que a gente humilde estava condenada.

Considerado pelos ideólogos do Estado Novo como uma forma de expressão musical decadente – contrastando com o vigor e a alegria do folclore – o fado foi retirado dos becos de Alfama, Mouraria e dos retiros das hortas e encaminhado para casas típicas onde, após depurado do seu carácter original e genuíno, converteu-se numa cançoneta recomendável às famílias e rentável ao turismo.

Actualmente, o fado conta com cada vez maior número de intérpretes e apreciadores, facto a que seguramente não é alheio o aparecimento de várias escolas de aprendizagem do fado, a organização de eventos de grande dimensão e, mais recentemente, o reconhecimento pela UNESCO como Património Imaterial da Humanidade. Para tráz ficou a narrativa que constituía a essência e razão de ser da designação que para sempre adoptou – o Fado!

Fotos: Manuel Santos

18157897_1417068125003519_2924203533705140746_n (1).jpg

18194135_1417068315003500_5142265583707560896_n (1).jpg

18198658_1417079958335669_3052644586519580407_n (1).jpg

18199176_1417068241670174_2619270377657413468_n (1).jpg

18268177_1417068441670154_4081321891711757642_n (1).jpg

18268539_1417069071670091_1872813584533274762_n (1).jpg