Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

JOSÉ RAMOS-HORTA, ANTIGO PRESIDENTE DE TIMOR-LESTE VISITA VALENÇA

Presidente da Câmara Municipal de Valença, Jorge Mendes Recebe José Ramos-Horta

Jorge Mendes, Presidente da Câmara Municipal de Valença atribui a Medalha do Município ao Dr. Ramos Horta, sábado, 3 de maio, às 12h00, numa receção nos Paços do Concelho que contará, ainda, com a presença do Secretário de Estados dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Dr. Luís Campos Ferreira.

Valença recebe com entusiasmo Ramos Horta, figura ímpar da luta do povo timorense, atribuindo a Medalha da Cidade pelo seu trabalho no sentido de uma solução justa e pacífica para o conflito em Timor Leste.

Ramos Horta vai visitar, a título privado, a Fortaleza de Valença, um símbolo de multicultural idade secular, de portas abertas ao mundo e conhecer uma das maiores e mais bem conservadas estruturas militares da Europa que é candidata a Património de Interesse Cultural para a Humanidade junto da UNESCO.

Ramos Horta foi Prémio Nobel da Paz em 1996, Presidente de Timor-Leste, entre 2007 e 2012, Primeiro-Ministro entre 2006 e 2007 e figura heroica da Resistência do Povo Mauber.

Ocupou o cargo de Ministro das Relações Exteriores no governo auto-proclamado em 28 de Novembro de 1975. Deixou Timor-Leste, três dias antes da invasão indonésia, em viagem até Nova Iorque para apresentar às Nações Unidas o caso timorense, tornando-se o representante permanente da Fretilin na ONU.

Na década de 1980, Ramos-Horta começou a defender o diálogo com a Indonésia e em 1992 apresentou um plano de paz. Ramos Horta tinha propostas concretas de cooperação humanitária com a Indonésia - potência ocupante, defendendo uma crescente presença internacional liderada pela ONU. Uma solução que lançou as bases para a retirada da Indonésia e a auto-determinação do povo de Timor-Leste.

Em Dezembro de 1996, José Ramos-Horta partilha o Nobel da Paz com o compatriota bispo Carlos Filipe Ximenes Belo. O Comité Nobel laureou-os pelo contínuo esforço para terminar com a opressão vigente em Timor-Leste, esperando que o prémio despoleta-se o encontro de uma solução diplomática para o conflito em Timor-Leste com base no direito dos povos à autodeterminação.

Para Jorge Salgueiro Mendes, Presidente da Câmara Municipal, “Valença recebe com entusiasmo Ramos Horta, herói da luta pelos direitos e libertação do povo timorense, um grande exemplo da humanidade de luta pela paz mundial”.