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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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ELÉCTRICO DA CARRIS COLHE VIANENSE NO DIA EM QUE LISBOA FESTEJA CONCLUSÃO DAS OBRAS NA ZONA DO CAIS DO SODRÉ

A notícia é do jornal “Correio da Manhã” e relata o seguinte: Jaime Araújo, de 47 anos, estava em Lisboa em passeio, com uma mulher de 40 anos. O professor de Viana do Castelo atravessava a avenida 24 de Julho, junto ao Mercado da Ribeira, ao que tudo indica na passadeira, quando foi violentamente atropelado pelo elétrico da Carris. Ficou debaixo da composição e ferido com gravidade. A mulher com quem estava sofreu ferimentos leves. Segundo explicou ao CM fonte das equipas de socorro, foi necessário "elevar o elétrico com almofadas especiais" para se conseguir retirar a vítima. Tudo aconteceu no sábado ao final da tarde, mas passou despercebido ao público em geral. O trabalho heroico dos elementos do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa e das equipas do INEM ficou registado numa fotografia a que o CM teve ontem acesso. Jaime Araújo foi transportado para o Hospital de S. Francisco Xavier, sendo depois transferido para o Egas Moniz, onde ainda se encontra nos "cuidados intensivos e gravemente ferido", disse ao CM fonte da família, que procura testemunhas das circunstâncias do acidente. O CM contactou ontem a Carris, que não respondeu em tempo útil. A PSP investiga.”

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Em tempos, o BLOGUE DE LISBOA alertava para a conveniência de alterar a circulação dos transportes públicos naquela zona da cidade, nomeadamente por razões de segurança, o que pode ser lido em http://bloguedelisboa.blogs.sapo.pt/porque-nao-circulam-os-transportes-46656. De resto, já há um século, o arquitecto Miguel Ventura Terra advogava a supressão da circulação dos transportes colectivos de passageiros naquela zona, incluindo a linha ferroviária.

Não obstante, a Câmara Municipal de Lisboa optou por manter a situação e, pior ainda, foi recuperar o modelo urbanístico dos anos sessenta: um canteiro com árvores no eixo central da avenida que vai impedir a ultrapassagem dos veículos de circulação prioritária, nomeadamente as âmbulâncias médicas em marcha de urgência.
Por ironia, a actual configuração da circulação rodoviária na área do Cais do Sodré regista a tragédia num momento em que a cidade festeja a conclusãpo das obras no local. Mas, vejamos o que o nosso parceiro BLOGUE DE LISBOA disse a respeito da circulação dos transportes públicos na avenida 24 de Julho, em Lisboa:
“A alteração da circulação dos transportes públicos para o lado norte da avenida 24 de Julho, em Lisboa, permitiria eliminar os cruzamentos e aumentar a segurança dos peões.
A circulação dos transportes públicos, na avenida 24 de Julho, entre o Cais do Sodré e a avenida da Índia, efetua-se no lado sul, junto à linha de comboios, apresentando diversos inconvenientes como o congestionamento do tráfego nos cruzamentos, redução da fluidez da circulação automóvel e riscos de atropelamento de peões.
O acesso às estações de comboio em Santos e no Cais do Sodré implicam o atravessamento da movimentada avenida 24 de Julho por parte dos transeuntes, quase sempre de forma desordenada fora das respetivas passadeiras. Os passeios que lhes estão destinados são demasiado estreitos. E o trânsito circula com demasiados constrangimentos em virtude da excessiva quantidade de sinalização luminosa e cruzamentos numa via rodoviária que, em lugar de proporcionar a fluidez, tem vindo a ser transformada em área de parqueamento automóvel.
Por fim, o entroncamento da avenida 24 de Julho com a avenida da Índia representa um triplo cruzamento, com os transportes públicos a cruzarem-se entre si e com as viaturas particulares em simultâneo.
Não se vislumbrando qualquer justificação válida para que os carros elétricos circulem ao lado da linha férrea, a sua transferência para o lado norte da avenida, juntamente com os demais transportes públicos, permitiria eliminar de imediato os cruzamentos do Cais do Sodré e da Avenida da Índia, proporcionando ao mesmo tempo a dinamização diurna através do incremento comercial e da circulação de pessoas numa área dominada por edifícios com reduzido aproveitamento e em mau estado de conservação, como sucede junto às Tercenas do Marquês.
A construção de acessos subterrâneos às estações de comboio em Santos e no Cais do Sodré permitiriam ainda eliminar o atravessamento de peões à superfície e aumentar consideravelmente a fluidez do trânsito sem riscos de segurança para os transeuntes.
Lisboa só teria a ganhar com uma obra que iria produzir efeitos práticos na vida dos seus habitantes.”

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