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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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BRAGA MANTÉM A TRADIÇÃO DA MAIS GRANDIOSA SEMANA SANTA DE PORTUGAL

CONCERTOS E ESPETÁCULOS

13 abril — quinta-feira Santa

Animação de rua por um grupo de farricocos da Santa Casa da Misericórdia, com matracas.

Iniciativa da Santa Casa da Misericórdia de Braga

Na sua origem pagã, eram um grupo de mascarados que percorria as ruas, anunciando a passagem dos condenados e relatando os seus crimes. Já «cristianizados», em tempos antigos, conforme a mentalidade de então, percorriam as ruas chamando os pecadores públicos à sua reintegração na Igreja, depois de arrependidos e perdoados. Era a forma do tempo, de entender a misericórdia para com os pecadores, aos quais tinha sido aplicada a indulgência (ou «endoença»). Atualmente, atribuise- lhe um significado substitutivo e residual, de chamamento dos Irmãos da Misericórdia para a procissão da noite. O uso das ruidosas «matracas» para este efeito foi instituído em anos remotos para substituir o toque dos sinos, que nos dias maiores da Semana Santa ficavam silenciosos.

14 abril — sexta-feira Santa

18h30, adro da Igreja de Santa Cruz

Encenação “As dores nos passos dos nossos dias”

Pelo grupo Greculeme.

Organização da Irmandade de Santa Cruz

 

22 abril — Sábado de pascoela

21h30, Igreja de S. Victor

Concerto Pascal

"A festa Barroca", Dixit Dominios, HWV 232 de G. F. Haendel.

Coro e Orquestra Sinfonietta de Braga

Organização da C. O. da Procissão de Nossa Senhora da Burrinha (Paróquia e Junta de Freguesia de S. Victor).

VISITAS GUIADAS

8 a 15 abril

Local de encontro: Posto de Turismo, Av. Central

10h30

Visita guiada às sete igrejas que representam as sete estações de Roma

17h00

Visita guiada ao centro histórico, dedicada à história da cidade e da Semana Santa

Iniciativas do Free Walking Tour Braga, promovidas pela ACESAS - Grupo de Intervenção Cultural.

 

9 a 13 abril

Local de encontro: Largo da Sra-a-Branca

Visitas guiadas às Igrejas de S. Victor e Senhora-a-Branca, e à Capela de N.ª Sr.ª Guadalupe

Organização da Junta de Freguesia de S. Victor e Profitecla

Apoio: Paróquia de S. Victor, Irmandade da Senhora-a-Branca, Irmandade de N.ª Sr.ª Guadalupe

Continuam as

EXPOSIÇÕES

3 março a 16 abril

Museu Pio XII

“Uma Mãe junto à Cruz”

Organização do Museu Pio XII

 

4 março a 16 abril

Museu da Imagem

Exposição de fotografia “Lausperene”

Organização da Câmara Municipal de Braga

 

16 março a 17 abril

Casa dos Crivos

“As Catorze Obras da Misericórdia”

Organização da Câmara Municipal de Braga e da Santa Casa da Misericórdia de Braga

Patrocínio: Hospital de Braga

 

17 março a 16 abril

Tesouro-Museu da Sé de Braga (entrada pela rua D. Diogo de Sousa)

“Mater Dolorosa”

Organização do Tesouro-Museu da Sé de Braga

 

20 março a 16 abril

Salão Medieval da Reitoria da Universidade do Minho

“Os Terceiros na Quaresma Bracarense”

Uma iniciativa de: Venerável Ordem Terceira de S. Francisco de Braga, Conselho Cultural da Universidade do Minho e Câmara Municipal de Braga

 

31 março a 13 abril

Irmandade de Santa Cruz (Largo de Santa Cruz)

“Paixão e Glória – Num Tesouro-Museu de Amor”

Organização da Irmandade de Santa Cruz

 

31 março a 20 abril

Espaço Galeria da Junta de Freguesia de S. Victor

“Cristo… por amor a nós”, Artigos religiosos

Uma iniciativa da Comissão Organizadora da Procissão da Burrinha

 

3 a 17 abril

Braga Parque

Exposição de fotografia “Lausperene”

Organização do Braga Parque

 

3 a 18 abril

Fonte do Ídolo

Exposição de fotografia “A Semana Santa de Braga”

Fotos premiadas da 8ª edição do Concurso de Fotografia (2016)

Organização da Comissão da Semana Santa

CELEBRAÇÕES RELIGIOSAS

13 de abril — Quinta-feira Santa

10h00, Sé Catedral

Missa Crismal e Bênção dos Santos Óleos

Comemorando a instituição do sacerdócio, o Arcebispo Primaz faz-se acompanhar de todo o clero da Arquidiocese e com este, como presbitério participante do seu pleno sacerdócio, concelebra a Eucaristia. Durante a celebração, consagra os Santos Óleos, que serão levados pelos presbíteros para as suas paróquias a fim de servirem para ungir os batizandos e os doentes.

 

16h00, Sé Catedral

Lava-Pés e Missa da Ceia do Senhor

A anteceder a Missa da Ceia do Senhor, o Arcebispo que preside lava os pés a doze pessoas que representam os doze Apóstolos. Assim se comemora o que fez Jesus e se atualiza a sua eloquente lição: «Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegara a hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, levou até ao extremo este seu amor. […] Levantou-se da mesa, depôs as vestes e tomando uma toalha pô-la à cinta. Depois de lhes lavar os pés […], disse-lhes: ‘Compreendestes o que vos fiz? Vós chamais-me Mestre e Senhor e dizeis bem porque Eu o sou. Ora, se Eu, sendo Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais também’» (Jo 13, 1-15).

Terminado este rito, segue-se a Missa da Ceia do Senhor. É uma celebração dominada pelo sentimento do amor de Cristo que, na véspera da sua Paixão, enquanto comia a Ceia com os discípulos, instituiu o Sacrifício-Sacramento da Eucaristia, como memorial da sua Morte e Ressurreição a celebrar, tornando-o sempre atual, no decurso dos tempos: «Durante a ceia, tomou o pão dizendo: — ‘Tomai e comei. Isto é o meu corpo, entregue por vós.’ Do mesmo modo, tomou o cálice e, dando graças, deu-o aos discípulos dizendo: — ‘Tomai e bebei todos. Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos para remissão dos pecados. Fazei isto em memória de Mim’» (Lc 22, 19-20).

No momento próprio, o Presidente da celebração faz a homilia apropriada, com especial incidência na lição do lava-pés e no «mandamento novo» deixado por Jesus como testamento espiritual para os seus discípulos (Sermão do Mandato). «Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. […] É nisso que todos reconhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros como Eu vos amei a vós» (Jo 13, 34-35).

Terminada a missa, a assembleia canta a hora de Vésperas, enquanto que o Cristo vivo presente na Hóstia consagrada é conduzido em procissão pelas naves da Catedral para um lugar de adoração (a representar o Horto das Oliveiras), onde permanecerá até ser dali retirado, também processionalmente, no dia seguinte, para o sepulcro. Os fiéis são convidados a velarem com Ele, na hora da sua Paixão. Em sinal de luto, o altar é desnudado.

 

Durante a tarde, os fiéis são convidados a visitarem as sete igrejas, que representam as Sete Estações de Roma (Sé Primaz, Misericórdia, Santa Cruz, Terceiros, Salvador, Penha e Conceição / Mons. Airosa).

 

14 abril — Sexta-feira Santa

10h00, na Sé Catedral

Ofício de Laudes, com alocução do Presidente aludindo às Sete Palavras de Jesus na Cruz.

Terminadas as Laudes, os Capitulares presentes acolhem os penitentes que desejarem receber o Sacramento da Reconciliação (confissão).

 

15h00, em doze locais da Cidade

Lançamento de morteiros, assinalando o momento da morte de Jesus.

Convidam a um minuto de silêncio em Sua memória.

 

15h00, na Sé Catedral

Celebração da Morte do Senhor

À mesma hora em que Cristo expirou, os cristãos celebram o mistério da sua Morte redentora.

Inclui a Procissão Teofórica do Enterro, costume trazido de Jerusalém pelo Convento de Vilar de Frades, no séc. XV ou XVI, daí passou a muitas catedrais. Abolido no séc. XVII, manteve-se na Catedral bracarense. Nesta impressionante procissão, o Santíssimo Sacramento, encerrado num esquife coberto de um manto preto, é levado pelas naves da Catedral — daí o nome de procissão teofórica (que transporta Deus) — e deposto em lugar próprio para a veneração dos fiéis. Os acompanhantes cobrem o rosto em sinal de luto. Dois meninos ou duas senhoras, alternando com responsórios do coro, cantam em latim e em tom de comovido lamento: «Heu! Heu! Domine! Heu! Heu! Salvator noster!» (Ai! Ai! Meu Senhor! Ai! Ai! Salvador nosso!).

 

15 de abril — Sábado santo

10h00, Sé Catedral

Ofício de Laudes, com alocução do Presidente

Terminadas as Laudes os Capitulares presentes acolhem os penitentes que desejarem receber o Sacramento da Reconciliação (confissão).

 

Durante o dia, visita ao Santo Sepulcro (na capela de Nª Sra. do Sameiro, Sé Catedral) onde permanece a Sagrada Eucaristia.

 

21h00, Sé Catedral

Vigília Pascal e Procissão da Ressurreição

Para a Vigília Pascal convergem todas as celebrações da Semana Santa e mesmo de todo o Ano Litúrgico. Lembrando a grande noite de vigília do povo hebreu no Egipto, aguardando a hora da libertação (Ex 12), nela celebram os cristãos a sua própria redenção pelo mistério da Ressurreição de Cristo. Por ela se realiza a grande Páscoa ou Passagem da morte para a vida ou do estado de perdição para o estado de salvação. É a vitória final de Deus, em Cristo, sobre o pecado, o mal e a própria morte. No plano espiritual, os cristãos apropriam-se da graça desta passagem pelo Batismo. Por isso, a liturgia batismal tem aqui um lugar de destaque.

A Vigília Pascal — chamada por Santo Agostinho «a mãe de todas as Vigílias» — é uma soleníssima celebração, muito rica de simbolismo global e de símbolos particulares: as trevas, a luz, a água, o círio pascal, a cor alegre dos paramentos, a explosão de som e luz.

Integra quatro partes e conclui com a Procissão da Ressurreição.

 

16 abril  — Domingo de Páscoa

11h30, Sé Catedral

Missa Solene do Domingo de Páscoa

Todo o Domingo é um dia pascal, porque simboliza e evoca, no ritmo cristão das semanas, o primeiro dia do mundo novo inaugurado com a Ressurreição de Cristo. O Domingo de Páscoa é, nesse sentido, o paradigma de todos os domingos. Por isso proclama a Liturgia: — «Este é o dia que o Senhor fez! Exultemos e cantemos de alegria!» Por isso também, nele, a Igreja celebra com especial solenidade a Eucaristia, memorial que recorda aquele mistério.

 

Visita Pascal

É um costume muito enraizado no norte de Portugal, este de, no Domingo de Páscoa, um grupo de pessoas («Compasso»), sempre que possível presidido por um sacerdote, com trajes festivos e partindo da respetiva igreja paroquial, se dirigir com a Cruz enfeitada aos lares cristãos a anunciar a Ressurreição de Cristo e a abençoar as suas casas. Soam campainhas em sinal de júbilo, fazem-se tapetes de flores pelas ruas e caminhos, estrelejam foguetes no ar. Entrando em cada casa, estabelece-se um pequeno diálogo celebrativo. Dá-se depois a Cruz a beijar a todos os presentes.

No âmbito da Cidade de Braga, reveste especial significado a Visita Pascal aos Paços do Concelho.

 

PROCISSÕES

 

22h00, sai da igreja da Misericórdia

Procissão do Senhor «Ecce Homo»

Organizada pela Irmandade da Misericórdia de Braga

Organizada desde tempos antigos pela Irmandade da Misericórdia, esta procissão evoca o julgamento de Jesus, ao mesmo tempo que celebra a misericórdia por Ele ensinada. Abre o cortejo o exótico grupo dos farricocos com grosseiras vestes de penitência, descalços e encapuçados, de cordas à cinta, como outrora os penitentes públicos, uns empunhando matracas e outros alçando fogaréus (taças com pinhas a arder). Daí chamar-se também «Procissão dos Fogaréus». Integrados na procissão, os fogaréus evocam os guardas que, munidos de archotes, foram, de noite, prender Jesus. A imagem do Senhor «Ecce Homo» (ou «Senhor da cana verde») representa o Cristo que se declarara rei e que o governador romano pôs a ridículo pondo-lhe na mão um simulacro de ceptro (uma cana verde). Foi assim que Pilatos o apresentou à multidão, dizendo: — «Eis aí o Homem!».

Além de muitas figuras alegóricas da Ceia e do julgamento de Jesus, desde 2004 incorporam-se na procissão alegorias das catorze obras de misericórdia, bem como figuras históricas ligadas à fundação e à história das Misericórdias, especialmente à de Braga. Desde há alguns anos incorporam-se também várias Irmandades da Misericórdia de diversos pontos do País.

ITINERÁRIO

A procissão percorre o seguinte itinerário: igreja da Misericórdia > Rua D. Diogo de Sousa > Arco da Porta Nova > Av. S. Miguel-o-Anjo > Rua D. Paio Mendes > Rua D. Gonçalo Pereira > Largo de S. Paulo > Largo de Paulo Orósio > Rua do Alcaide > Campo de Santiago > Rua do Anjo > Rua de S. Marcos > Largo Barão de S. Martinho > Rua do Souto > Largo do Paço > igreja da Misericórdia

Novidade: A Comissão destina um local reservado para pessoas com mobilidade reduzida, no Largo Paulo Orósio (em frente aos Bombeiros Voluntários).

 

22h00, sai da Sé Catedral

Procissão do Enterro do Senhor

Organizada pelo Cabido da Catedral, Comissão da Semana Santa, Irmandade da Misericórdia e Irmandade de Santa Cruz

Esta imponente procissão — de todas a mais solene e comovente — leva pelas ruas da Cidade o esquife do Senhor morto. É precedido por um andor com a cruz despida e seguido pelo da Senhora das Dores. Acompanham-no aquelas e outras irmandades, cavaleiros das Ordens Soberana de Malta e do Santo Sepulcro de Jerusalém, Capitulares da Sé, corporações diversas e autoridades. Em sinal de luto, os Capitulares e os membros das Confrarias vão de cabeça coberta. Para mostrar a sua dor, as figuras alegóricas ostentam um véu de luto. As matracas dos farricocos vão silenciosas. As bandeiras e estandartes, com tarja de luto, arrastam-se pelo chão.

ITINERÁRIO

A procissão percorre o seguinte itinerário: Sé > Rua D. Gonçalo Pereira > Largo de S. Paulo > Largo de Paulo Orósio > Rua do Alcaide > Campo de Santiago > Rua do Anjo > Rua de S. Marcos > Largo Barão de S. Martinho > Rua do Souto > Largo do Paço > Rua D. Diogo de Sousa > Arco da Porta Nova > Av. S. Miguel-o-Anjo > Rua D. Paio Mendes > Sé.

Novidade: A Comissão destina um local reservado para pessoas com mobilidade reduzida, no Largo Paulo Orósio (em frente aos Bombeiros Voluntários).