Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

ANDRÉ ESTEVES: O RUGBY DEVIA SER MAIS PASSADO NAS TELEVISÕES PORTUGUESAS

Entrevista a André Esteves, talonador dos sub- 18 do CRAV, nascido em Arcos de Valdevez no ano 2000. Estudante de excelência, espera concorrer à Universidade no próximo ano, mas sempre com o rugby no horizonte.

Andre_Esteves.jpg

Começaste a jogar com que idade?

Comecei com 6 anos no CRAV. O meu pai jogava a formação e eu jogo a talonador ou pilar. Quando jogo a pilar, gosto mais de pilar direito. Eu tinha alguma curiosidade em conhecer o desporto e depois os amigos do meu pai também queriam que eu fosse, achavam que eu tinha a estatura necessária. Fui uma vez e fui ficando…

Actualmente jogas nos sub-18?

Sim, ficamos em segundo lugar do Grupo B. Primeiro, tivemos uma fase de apuramento e conseguimos ficar nos dois primeiros lugares e assim ficamos apurados para ir a nível nacional. Competimos e ficamos atrás do Évora.

E agora, ainda há mais jogos ou só em Outubro?

Para já, ainda temos um jogo em atraso e também temos direito a ir ao playoff de acesso ao grupo A, em Setembro.

Quem treina os sub-18 e quais são os vossos objectivos?

O “Coças” e o Renzo. Este ano, queríamos garantir um lugar no playoff e conseguimos.

E chamadas à Selecção?

Já fui várias vezes à Selecção do Norte dos sub-16. Comecei a ser chamado pelos 14/ 15 anos.

Andre_Esteves (3).jpg

Vais concorrer à Universidade? E como vai ser nessa altura, para jogar?

Vou concorrer para o ano. Queria Engenharia e Gestão Industrial; estou a pensar na UM ou Técnico. A minha média no 11ª é 17. Acho que é possível conciliar.

Estudos, pais e desporto, com dois treinos semanais, é complicado?

Eles gostam que eu faça desporto; tudo é importante, estudos e desporto. Acho que há preconceito em relação ao rugby, têm muitas vezes uma ideia errada, mas os meus pais sempre me apoiaram.

Há juventude que chegue, a jogar rugby?

Acho que fazia falta mais gente; eu acho que se devia incutir nas pessoas um espírito diferente porque a maior parte das pessoas pensa que é muito violento, associa a lesões e problemas, mas isso é desconhecimento. O rugby devia ser mais passado nas televisões portuguesas, há pouco rugby para o público em geral. Por exemplo, o CRAV já tem feito isto, que é fazer palestras nas escolas mas ainda faltava mais. Podemos sempre fazer mais! Por exemplo, rugby de toque, touch rugby, poder-se-ia implementar nas escolas.

Como vês o estado actual das selecções nacionais de rugby?

Estão a apostar mais nas camadas jovens, como se vê com os resultados do sub-20, que foram campeões da europa e os sub-18 não estiveram mal, ganharam aos Estados Unidos e perderam com a França e o Japão.

O rugby é um desporto especial?

Eu acho que sim, é muito diferente de todos os outros desportos. Vê-se que há muito companheirismo, tudo no rugby é fantástico! Há união.

Como vês a incursão dos mais novos na equipa sénior?

Acho que há um bom entrosamento. O “Tenente, por exemplo, treinou quase desde o início do ano com os séniores, vais a todos os treinos, é um jogador exemplar e merece ser chamado. O primeiro jogo dele foi com o Vila da Moita, jogou frente ao Caldas e São Miguel.

Salvado, Júlia, Antónia, Lago. São alguns exemplos de jogadores do CRAV que com a universidade foram para outros clubes, como o CDUL, Sporting, AAC, como vês isso?

Acho que se tenta conciliar mas se foram para outras cidades é porque não havia outra hipótese e o importante é continuar a praticar a modalidade.

Porquê talonador? Que é preciso para se ser um bom talonador e quais as tuas referências?

Sempre joguei na primeira linha, gosto da posição. Gosto muito do Dylan Hartley. Ele é um bom líder, treina imenso, horas e horas a lançar bolas! É preciso treinar muito a resistência e ele é excelente.

A primeira linha é basicamente uma barreira de protecção do pack. Se a primeira linha cai, os restantes colegas vão atrás ou sentem muitas dificuldades. Também gosto do jogo aberto e  dos offloads do Dane Coles, mas no fundo é um jogador típico do hemisfério sul; é um placador nato, “entra” como poucos; tem uma boa técnica aliada a uma força bruta. A nível nacional, gosto do Nuno Mascarenhas.

Andre_Esteves (2).jpg