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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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JOÃO MARCOS CANTA "EPOPEIA DO HOMEM LUSÍADA"

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“Epopeia do Homem Cósmico” é um livro de poesia do escritor João Marcos, editado pela Ceres Editora e patrocinada pela Associação Empresarial de Ponte de Lima. O livro é prefaciado pelo escritor Cláudio Lima e o desenho de capa é da autoria da pintora Armanda Andrade.

Como Cláudio Lima refere, trata-se de “um livrinho breve, uma mini-epopeia composta apenas de oito cantos. Mas, já o disse algures, uma obra não se mede às páginas, como um homem não se mede aos palmos. Os poemas, aqui, têm uma simples identificação numérica, embora autónomos e diferenciados na sua composição; evitam qualquer presunção de falsa eloquência”.

Na sua biografia, Cláudio Lima refere-se à poesia de João Marcos considerando-a “um permanente convite à elevação, ao compromisso com a vida e os valores que a substantivam, à prática de um exercício reflectivo sobre o Homem e o Universo. Mesmo quando parece deter-se em coisas miúdas e prosaicas, mesmo quando a sua musa azougada o seduz aos bosques de um erotismo faunesco ou o tenta enredar nos liames de um telurismo primário e convencional – sempre o Poeta se esquiva ao conceito gasto, ao efeito fácil, e imprime o seu selo de autenticidade, fazendo do acto de escrever não um mero auto-enamoramento narcisista, mas o reflexo nítido do que de mais nobre e imperecível deve fundamentar a vida e sublimar a arte”.

Transcrevemos alguns versos do canto terceiro da “Epopeia do Homem Cósmico”:

 

Sou português e vou do Algarve ao Minho

sou marinheiro e vou até Timor

de leste a oeste abrindo o meu caminho

levando a língua, a fé e o meu amor.

 

Eu sou Vasco da Gama, sou Cabral,

Fernão de Magalhães... sou lusitano

e levo o coração de Portugal

além de toda a terra e mar oceano.

 

Eu levo a minha língua, a minha lei,

as normas e o sentir do meu viver;

além, em toda a parte, espalharei

as eternas raízes do meu ser.

 

Sem medo, para além do bem, do mal,

abrir um novo mundo é o meu destino,

levar o Império, a Fé, levar meu Hino,

os perigos vencer, sou Portugal.