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BLOGUE DO MINHO

Espaço de informação e divulgação da História, Arte, Cultura, Usos e Costumes das gentes do Minho e Galiza

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O MINHO NA AMADORA EM 1914

Desde os seus primórdios, a atual cidade da Amadora, nos arredores de Lisboa, constituiu um dos sítios de eleição das gentes do Minho para ali se fixarem. De resto, o poeta Delfim Guimarães cujas raízes se encontram em Ponte de Lima, ficou intimamente ligado ao progresso daquela localidade, nos começos do século XX, tendo nomeadamente sido um dos fundadores da Liga de Melhoramentos da Amadora.

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A revista “Ilustração Portugueza”, na sua edição de 19 de outubro de 1914, dá-nos conta de uma iniciativa então promovida pelo industrial Santos Matos – proprietário da famosa fábrica de espartilhos e compadre do poeta Delfim Guimarães – a favor dos feridos de guerra em combate por ocasião do conflito mundial que grassava a Europa. A referida publicação descreve a iniciativa nos seguintes termos:

“Foi imponente a festa realisada no dia 5 no salão dos Recreios Desportivos da Amadora a favor dos feridos de guerra. Os seus promotores, os srs. Santos Matos e Rodrigues Corrêa viram coroados do melhor êxito os seus exforços, que foram compensados pelos muitos aplausos ouvidos durante a execução do programa da festa.

Todas as ovações feitas foram merecidas porque é áqueles dois beneméritos que se deve o engrandecimento d’aquela localidade”.

A nota aparece ilustrada com uma interessante fotografia apresentando um grupo de senhoras envergando o traje de lavradeira, com a seguinte legenda: Grupo de senhoras da Amadora que entraram na festa dos “Recreios Desportivos” d’aquela localidade para os feridos de guerra, tendo-se cantado várias canções populare sob a direcção do maestro David de Souza.